Pró-Reitoria de Graduação Curso de Engenharia Civil Trabalho de Conclusão de Curso O USO DO CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO – PROCESSOS E APLICABILIDADE Autor: Flávio Tolentino Fernandes Orientador: Prof. MSc. Carlos Henrique de Moura Cunha Brasília - DF 2014 i FLÁVIO TOLENTINO FERNANDES O USO DO CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO – PROCESSOS E APLICABILIDADE. Artigo apresentado ao curso de graduação em Engenharia Civil da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para a obtenção de Título de Bacharel em Engenharia Civil. Orientador: MSc. Carlos Henrique de Moura Cunha Brasília 2014 ii Artigo de autoria de Flávio Tolentino Fernandes, intitulado “O USO DO CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO – PROCESSOS E APLICABILIDADE”, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil da Universidade Católica de Brasília, em 09 de Junho de 2014, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: __________________________________________________ Prof. MSc. Carlos Henrique de Moura Cunha Orientador Curso de Engenharia Civil – UCB __________________________________________________ Prof. Dr. Miguel Enrique Genovese Soares Examinador Curso de Engenharia Civil – UCB Brasília 2014 iii DEDICATÒRIA Dedico esse artigo aos meus pais Ademar Álvaro Fernandes (in memoriam) e Genecy Tolentino Álvaro Fernandes por todos os valores e ensinamentos transferidos a mim. Também aos meus familiares por todas as alegrias, tristezas e dores compartilhadas. 1 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Conjunto de Fôrma de Pilar – Concreto Armado ................................................ 7 Figura 2. Laje Cogumelo – Concreto Armado ...................................................................... 8 Figura 3. Concretagem de Laje com Armadura – Concreto Armado ................................. 9 Figura 4. Armação e Fôrma dos Pilares ............................................................................... 12 Figura 5. Armação de Vigas e Lajes ..................................................................................... 12 Figura 6. Distribuição das Cordoalhas na Laje ................................................................... 15 Figura 7. Macaco para Protensão das Cordoalhas .............................................................. 16 2 O USO DO CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO – PROCESSOS E APLICABILIDADE. FLÁVIO TOLENTINO FERNANDES RESUMO O concreto é um dos materiais mais utilizado em todas as vertentes da construção civil nos dias atuais, seja ele armado, protendido, autoadensável, entre outros. Tendo uma diversa gama de utilidades, o concreto é aplicado em diferentes tipos de obras de engenharia por todo o mundo, sendo na área de edificações, transportes, ou até mesmo, na área de recursos hídricos. Porém, a notável utilização do concreto está ligada a função estrutural que o mesmo desempenha nas mais diversas obras de engenharia do mundo todo, podendo esse ser executado na sua forma armada ou protendida. Sendo a estrutura, a parte mais onerosa da obra, a escolha do processo executivo pode ser a diferença entre o lucro e o prejuízo da empresa ao término da empreitada, por isso, o concreto protendido tem sido a escolha de alguns projetistas que buscam inovações arquitetônicas e redução no prazo de execução da fase estrutural, mesmo sendo uma técnica mais cara, em relação ao concreto armado, devido a utilização de equipamentos sofisticados e profissionais qualificados. Palavras-chave: Concreto Armado. Concreto Protendido. 3 USE OF REINFORCED AND PRESTRESSED CONCRETE – PROCEEDINGS AND APPLICABILITY. FLÁVIO TOLENTINO FERNANDES ABSTRACT Concrete is one of the most used materials in all areas of civil construction these days, be it reinforced concrete, prestressed, self-compacting, among others. It has range of utilities and can be applied in different types of engineering works around the world, like in buildings, transport, or even in area of water resources. However, the main use of concrete is related with the structural function that it has in various engineering projects around the world, being used in its reinforced or prestressed concrete manner. The structure is the most costly part of the construction, so, the decision of the executive process could be the difference between profit or loss for the company at the end of the contract, so the prestressed concrete has been the choice of the designers that are looking for some architectural innovations and reduction in execution time of structural phase, even being more expensive technique compared to reinforced concrete, due to use of sophisticated equipment and skilled professionals. Key-words: Reinforced concrete. Prestressed concrete. 4 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 5 2. MATERIAL E MÉTODOS .............................................................................................. 7 2.1. Concreto Armado ........................................................................................................ 11 2.2. Concreto Protendido ................................................................................................... 14 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 17 4. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ..................................................................... 18 5. REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 19 5 1. INTRODUÇÃO Neste artigo, o principal objetivo é demonstrar os processos executivos e as técnicas de utilização do concreto armado e do concreto protendido, além de realizar um comparativo entre as diversas possibilidades de utilização de cada um deles, a fim de otimizar o custo final com a estrutura, diminuir os possíveis colapsos de estruturas dimensionadas aquém da sua resistência necessária devido a adoção de uma técnica inservível para a utilização da edificação e reduzir o prazo de conclusão do serviço de concretagem, seja ela de um pavimento ou da estrutura como um todo. Como base para o artigo, além das referências bibliográficas citadas, será utilizada também o conhecimento prático do próprio autor, que teve como experiência para elaboração deste artigo a participação no corpo técnico e na execução de duas edificações de grande porte localizadas no Setor Hoteleiro Norte – Asa Norte – Brasília, sendo que em uma delas foi utilizado apenas a técnica do concreto armado, enquanto a outra utilizou o concreto protendido, aliado ao concreto armado em algumas ocasiões. Durante muitos anos, o concreto armado e o concreto protendido foram tratados como materiais distintos, sendo que, cada um era regulado por uma norma. É ela: NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento). Atualmente, alguns estão encarando o concreto protendido como um aperfeiçoamento do concreto armado, sendo a protensão uma forma de suplantar as limitações que estavam inertes ao concreto armado, podendo assim, eliminar diversos problemas que estavam ligados à execução da estrutura em concreto armado. Desse modo, “[...] engenheiros e arquitetos suplantaram os limites naturais inerentes aos sistemas construtivos convencionais, “ousar com responsabilidade tornou-se natural”. [...]”, onde foi possível a utilização de vãos maiores entre vigas e entre pilares ou ainda, entre vigas/pilares, entre outras mudanças. Com o passar do tempo, o domínio dos profissionais acerca do processo executivo da protensão vêm aumentando, o que gera uma maior precisão no dimensionamento da armadura ativa que será protendida na estrutura, evitando perdas no processo de execução ou escolha de materiais que não irão suportar os esforços produzidos pelo conjunto da estrutura. Por outro lado, além de ser uma técnica bastante conhecida dos profissionais da construção civil, o concreto armado ainda detém o primeiro lugar na escolha dos calculistas para o dimensionamento de estruturas, seja ele por ter um custo menos elevado em relação ao 6 concreto protendido, ou pela facilidade em realizar o cálculo da estrutura, já que essa é uma técnica utilizada a anos por todos os envolvidos no meio da engenharia civil. 7 2. MATERIAL E MÉTODOS De uma forma geral, podemos listar alguns materiais considerados básicos e essenciais para a execução de qualquer tipo de estrutura em concreto, que são as fôrmas, a armação e o próprio concreto. Porém, esses não são os únicos materiais necessários para a correta execução de uma estrutura. Existem outros materiais que precisamos ter em estoque para utilização na preparação da estrutura, que são: conjunto de fôrmas que é composto por andaimes, escoramento, cimbramento e as fôrmas propriamente ditas que recebem o concreto e a armadura do pilar, viga e da laje, formando assim, a estrutura propriamente dita. Como exemplo da utilização desses materiais, segue abaixo uma figura que ilustra a fôrma de um pilar concluída. Figura 1: Conjunto de Fôrma de Pilar – Concreto Armado, do Autor. Quando falamos em fôrma de lajes, as mesmas podem ser confeccionadas, além da utilização convencional da madeira ou madeirites, em cubetas ou cabaças que diminuem a 8 quantidade de concreto a ser utilizado na estrutura, podendo ser aliada estruturas protendidas, metálicas ou pré-moldada, além do concreto armado. Figura 2: Laje Cogumelo – Concreto Armado, do Autor. Um material de grande importância na execução de estruturas nos dias atuais, seja ela, de pequeno, médio ou grande porte, é o aço. Tido como o principal material que combate a tração gerada por esforços que ocorrem na laje, em vigas ou em pilares, nunca deve-se optar por usar aço de qualidade inferior ao projeto de armação e nem em quantidade de barras inferior ao especificado em projeto pelo responsável. O aço vem sendo utilizado há tempos pelos profissionais da construção civil nas mais diversas aplicações, seja devido a sua rigidez ou pela facilidade de manuseio dentro do canteiro de obras, dependendo de suas dimensões pelos encarregados do serviço. Entretanto, a sua maior importância dentro de uma edificação, ainda é quando está aliado ao concreto, formando assim, a concepção que chamamos de concreto armado. Conforme segue em figura abaixo. 9 Figura 3: Concretagem de laje com armadura – Concreto Armado, do Autor. Por fim, um dos materiais mais utilizados no mundo, é o concreto, que não é mais usado do que a água, e que dependendo da sua utilização, possuem características diferentes quanto ao fck, Slump, tempo de cura, entre outros. No caso da utilização do mesmo para estruturas, existem dois tipos de concreto que podemos escolher de acordo com a aplicabilidade, que é o concreto preparado a base de cimento, água e agregados executado in loco, e o concreto preparado por empresa de concretagem, que fazem a dosagem do mesmo de acordo com o pedido do cliente quanto ao fck e slump especificados em projeto. No caso do concreto preparado in loco, devem-se observar alguns parâmetros para a execução da mistura, sendo que os agregados (graúdos e miúdos) devem estar separados em baias evitando assim a mistura precoce dos materiais, assim como, protegidos do Sol e da chuva. Quando da execução do traço determinado em projeto, e aprovado pelo engenheiro responsável, a quantidade de cada material a ser adicionada a betoneira deve ser medida com baldes graduados, sendo que, um balde deverá ser utilizado para recolher cada tipo de material. Após a junção de todos os materiais dentro da betoneira, mistura-se o mesmo até que os materiais formem uma mistura homogênea. A partir deste momento, acrescenta-se lentamente água a mistura, até que a mesma volte a ficar homogênea e esteja pronta para utilização. 10 Em relação ao concreto produzido por empresas especializadas, não há muitos relatos de erros na dosagem dos materiais constituintes do concreto, mesmo que a produção seja feita em larga escala, devido à utilização de equipamentos eletrônicos sofisticados, profissionais qualificados e rigoroso controle de qualidade, dependendo da empresa. Neste processo de produção, a coleta do material geralmente é feita por tratores ou grandes máquinas e pesados um a um até formar a composição de todos os agregados. Após a pesagem final de todos os materiais, o mesmo é despejado em um grande misturador com adição de água, que funciona como uma betoneira, e começa a ser mistura até que o mesmo fique homogêneo. Após a conclusão do processo, o mesmo é transferido para o caminhão betoneira e entregue na obra. Além desses materiais listados acima, temos outros que possuem grande importância na execução da estrutura, porém, não são utilizados em todas as técnicas existentes. Esses materiais serão listados na metodologia no momento de sua utilização no processo, quando necessário. O concreto armado pode ser definido como a união do concreto simples com a armadura de aço, onde o concreto suporta os esforços de compressão e o aço os esforços de tração, ou também, auxiliando na resistência aos esforços de compressão no caso dos pilares. No entanto, essas não são as únicas características que definem o concreto armado, pois, de nada adiantaria a junção dos dois materiais, se não houvesse solidariedade entre os dois materiais. Portanto, é imprescindível que o fenômeno da aderência esteja presente no conjunto concreto e aço, para que o trabalho seja realizado de forma conjunta. Ainda sobre o concreto armado, a armação de aço envolvida pelo concreto simples, funciona como armadura passiva, o que significa que as tensões aplicadas deverão ser resultantes exclusivamente das peças onde está inserida. Assim como no caso do concreto armado, onde a armação é responsável por combater a tração, a protensão utilizada no concreto protendido é utilizada para combater os esforços de tração. Sendo assim, podemos definir o concreto protendido como uma estrutura que utiliza ferragens ativas e passivas, enquanto o concreto armado usa ferragens passivas. 11 2.1. Concreto Armado Seguindo os preceitos determinados pela norma, a estocagem dos materiais no canteiro de obras é um passo determinante para a execução de uma estrutura sem erros causados pelo estado de conservação dos materiais utilizados. Conforme descrito anteriormente, as formas, a armação em aço e o concreto, são os materiais utilizados em grande quantidade na execução da estrutura em concreto armado, e por isso, devem ter cuidados especiais no momento da estocagem. Sendo o aço estocado em larga escala, seja para facilitar o transporte e diminuir os valores do frete ou para corte e dobra das barras, o mesmo deve ser estocado em cavaletes de madeira para não entrar em contato com o solo e possíveis contaminantes como óleos e graxas, e também, ao abrigo do sol ou da chuva para evitar a mudança de suas características físicas e químicas como a ferrugem. Assim como ocorre com o aço, as formas de madeira devem ser mantidas em local coberto sem contato com água ou umidade eleva para evitar que a mesma apodreça. Como ponto de partida para a execução da estrutura em concreto armado, há a execução das formas e armações da fundação, que podem ser sapatas, tubulões, vigas baldrames, entre outros. Após a concretagem da fundação, inicia-se a armação dos pilares que serão responsáveis por transferir o carregamento proveniente das lajes e das vigas, até a fundação. Com a completa execução da armação dos pilares (Figura 4), tem-se início a execução do sistema completo de fôrmas, conforme listado acima, para que posteriormente, seja possível a concretagem dos mesmos. Após a execução de todo o escoramento e, posterior concretagem dos pilares, inicia-se as formas das vigas e laje que receberam a armadura, que funcionará de forma passiva nessa estrutura. Com a execução das fôrmas totalmente montadas, há a utilização de um aditivo sobre as fôrmas conhecido como desmoldante que facilita na desfôrma após a concretagem Após esse processo, inicia-se a marcação e instalação da infra-estrutura da parte elétrica e hidráulica daquele pavimento sobre a fôrma. 12 Figura 4: Armação e Forma dos Pilares, Do Autor. Tendo sido concluído esse processo, tem início a distribuição da armadura sobre a viga e a laje de acordo com o projeto de armação do pavimento. Após a distribuição de toda a armadura sobre a laje, a composição fôrma-armadura está pronta para receber o concreto com as especificações determinadas em projeto. Figura 5: Armação de Vigas e Laje, Do Autor. 13 Quando inicia-se o lançamento de concreto sobre o conjunto fôrma-armação, é necessário que o concreto seja vibrado e nivelado para redução de vazios e desníveis na laje. De acordo com a norma NBR 14931/2003, recomenda-se a cura do concreto até que o mesmo atinja a resistência de 15,0 MPa, ou no mínimo por 5 dias. Após a completa execução do concreto e tempo de cura concluída, deve-se respeitar o tempo de desforma de lajes de no mínimo 7 dias e de pilares e vigas de no mínimo 3 dias, quando utilizado com Cimento Portland Comum. 14 2.2. Concreto Protendido Conforme descrito anteriormente, existem alguns materiais que não são comumente utilizados, mas nem por isso tem sua importância minorada entre os processos executivos de estrutura, como é o caso dos cabos de protensão feitos em aço e utilizados na execução do concreto protendido. Essas armaduras de protensão devem respeitar os limites de escoamento, ruptura e alongamento previstos no projeto estrutural, assim como, atender as exigências das normas NBR 7482 e NBR 7483, para aço CO190RB e CP190RN. Mesmo sendo técnica diferente de armação utilizado nas lajes do concreto armado, o processo inicial do concreto protendido é feito da mesma forma que o processo anterior, onde tem-se início o processo de execução da estrutura pela fundação, e posteriormente, com a armação e concretagem dos primeiros pilares, formando as vigas e lajes, possibilitando a execução do sistema completo de fôrmas, já que o processo de protensão é feito apenas sobre as fôrmas das vigas e da laje. Após a execução de toda a fôrma, tem início a marcação dos locais onde os cabos deveram ser locados conforme projeto, sendo que a cada 1,0 m recomenda-se a utilização de carangueijos, estribos ou pastilhas para servirem como apoios durante a concretagem. 15 Figura 6: Distribuição das Cordoalhas na Laje, Do Autor. Quando todas as cordoalhas tiverem sido lançadas e apoiadas, temos a verificação da armadura passiva e ativa na laje, não podendo a concretagem ser executada antes dessa verificação. Como a concentração de armadura em apenas um local pode ser grande, recomenda-se que o concreto seja plástico o suficiente para preencher todos os vazios existentes entre as armaduras. Com todas as verificações conferidas e aprovadas, a estrutura está liberada para receber o concreto, porém, quando do adensamento do concreto na estrutura não é recomendado a utilização de vibradores com diâmetro maiores que 60mm. Após a concretagem, é importante verificar se houve a entrada de concreto dentro das bainhas de proteção da cordoalha. Quando todo esse processo estiver concluído, as cordoalhas estão prontas para serem protendidas. 16 Com a utilização de um macaco, o cabo é protendido de acordo com as indicações de projeto quanto à ordem dos cabos, força de protensão, alongamento de cada cabo, extremidade que será protendida, entre outros. Com todos os cabos tensionados, a estrutura está liberada para o corte das extremidades onde deve ser feito um apicoamento na superfície do concreto, para então, ser efetuada sua concretagem ou grauteamento. Tendo sido feito todos esses processos, a estrutura está liberada para desforma, respeitando os mesmos prazos estabelecidos para o concreto armado convencional. Figura 7: Macaco para Protensão das Cordoalhas, Do Autor. 17 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados obtidos durante a pesquisa, demonstram que a depender do tipo de edificação e do tipo de utilização planejado para aquela estrutura, a escolha do método construtivo é muito importante para redução dos custos e para a correta aplicabilidade do processo escolhido, otimizando o uso dos materiais escolhidos e reduzindo problemas causados por esforços excessivos não previstos durante a elaboração do projeto e escolha do processo executivo, além de atender as novas perspectivas da arquitetura moderna. A determinação do tipo de edificação e em quais as melhores situações que devemos, e podemos utilizar as técnicas de concreto armado, ou quando podemos utilizar a técnica do concreto protendido, devem sempre buscar a execução de uma obra com o menor custo possível, desde que não afete a qualidade e o prazo de entrega do produto, já que por diversas vezes temos o exemplo do “barato que sai caro”. Com a utilização do concreto protendido, diminuímos o prazo de execução de toda a estrutura, além de reduzirmos a quantidade de materiais utilizados no processo, como o aço, que é substituído por cabos de protensão, o concreto, e o número de fôrmas de vigas, já que as mesmas serão reduzidas, levando em consideração que a protensão nos permitir aumentar o vão livre entre uma viga e outra. Sendo assim, podemos considerar que a utilização da protensão com cordoalha de aço é eficiente nas obras de médio e grande porte, onde a entrega da obra dentro do prazo, ou em casos excepcionais, antes do prazo previsto, já que o processo de protensão agiliza o processo de execução e desforma de lajes, vigas e pilares. assim como a execução da própria estrutura, liberando a execução da próxima etapa estrutural. Levando ainda em consideração o prazo de entrega da obra, e a redução na utilização de concreto, devido a diminuição nas dimensões das lajes e redução no número de vigas, o concreto protendido, pode ser encarado como uma das soluções para empresas que pretendem entregar um produto de qualidade, com prazo de execução reduzido, e que já possuem mão de obra qualificada e que tenham capacidade para acompanhar o serviço, não gerando maiores custos com a contratação de novos profissionais. 18 4. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Diante das execuções práticas vivenciadas pelo autor, e dos estudos realizados sobre a execução do concreto armado e do concreto protendido, é importante mencionar que para seguirmos as novas tendências da arquitetura moderna, a melhor técnica a ser utilizada é o concreto protendido. Porém, não devemos esquecer-nos de verificar outras características do processo executivo, que podem torná-lo uma escolha inadequada, já que o concreto protendido, além de ser uma técnica mais cara em relação ao concreto armado, ainda precisa de profissionais capacitados e equipamentos específicos para sua correta execução. Por fim, outra característica que define a técnica do concreto protendido como uma nova saída para as preocupações das grandes companhias é a redução no prazo de execução da estrutura de cada pavimento ou etapa construtiva, levando a uma redução no prazo final de entrega da parte estrutural como um todo, liberando assim, os outros serviços para a conclusão e entrega da obra para seus clientes. 19 5. REFERÊNCIAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Departamento de Engenharia Civil. Concreto Protendido – Fundamentos Básicos. Minas Gerais, 1998. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002. 24p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projetos de Estruturas de Concreto - Procedimentos. Rio de Janeiro, 2003. 221p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14931: Execução de Estruturas de Concreto - Procedimentos. Rio de Janeiro, 2004. 53p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7197: Projeto de Estruturas Protendidas. Rio de Janeiro, 1989. 71p. KISS, PAULO. Os leves puxam o mercado. Téchne, Ed. 41, Julho/1999.