História
Curso Extensivo – A
Curso Extensivo – D
a
3. Série – Ensino Médio
HISTÓRIA AD3a. S
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MÓDULO
1
HISTÓRIA
Sistema Colonial
1. O estudo das civilizações pré-colombianas — particularmente
maias, astecas e incas — mostra diferenças e semelhanças entre elas.
Comente duas diferenças e cite uma semelhança.
RESOLUÇÃO:
Diferenças: enquanto astecas e incas formaram impérios centralizados, os
maias organizaram-se em cidades-Estado; astecas e incas criaram sistemas
de registro rudimentares, enquanto os maias inventaram uma escrita
silábica.
Semelhanças: astecas, incas e maias utilizavam instrumentos neolíticos,
pois desconheciam o cobre e o ferro; todos seguiam religiões politeístas e
tinham no cultivo do milho sua principal atividade econômica.
3. (UNICAMP) – “Ao desembarcar na América, em 1500, o colonizador português deparou-se com um meio geográfico completamente
diferente do seu. Contudo, é exagerado afirmar que o colono europeu
teve muitas dificuldades para adaptar-se às áreas tropicais. Realmente,
povos oriundos de climas frios, e por isso afeiçoados a eles, geralmente
sofrem mais nas zonas climáticas quentes. Entretanto, o europeu
encontrou fortes estímulos que compensaram esse desconforto climático. Ele não veio para a zona tropical a fim de ser trabalhador, mas
para ser dirigente da produção mercantil.”
(Adaptado de: Caio Prado Júnior. Formação do Brasil Contemporâneo.
São Paulo: Brasiliense, 1961. p. 13-26.)
a) Quais foram os estímulos encontrados pelo colonizador português
para vir ao Brasil e aqui permanecer?
RESOLUÇÃO:
O colonizador português encontrou no Brasil vastas extensões de terra
propícia à lavoura canavieira e uma população indígena que poderia
fornecer mão de obra para aquela atividade. Esses fatores, segundo se
esperava, favoreceriam o enriquecimento dos europeus que aqui viessem
a se estabelecer.
2. (FUVEST) – A partir do início da Época Moderna, observa-se,
em países da Europa Ocidental, um progressivo fortalecimento das
monarquias nacionais. Descreva as principais características políticas
e econômicas desse processo, entre os séculos XVI e XVII.
RESOLUÇÃO:
Características políticas: concentração de todos os instrumentos de poder
nas mãos do rei (justiça, exército, administração e, eventualmente, também
a religião), caracterizando o absolutismo.
Características econômicas: prática do mercantilismo, definida pela
intervenção do Estado na economia, com vistas a incentivar as atividades
comerciais e a acumulação metalista.
b) Caracterize a relação de trabalho fundamental que se estabeleceu
na colônia.
RESOLUÇÃO:
A relação de trabalho predominante foi o escravismo, tendo em vista a
falta de mão de obra europeia e sobretudo a ausência de disposição dos
colonizadores para o trabalho braçal. Foi utilizada principalmente a
escravidão de africanos, devido aos elevados lucros proporcionados pelo
tráfico negreiro; entretanto, não se pode esquecer o largo emprego de mão
de obra indígena nos dois primeiros séculos da colonização.
c) Por que, durante a maior parte do Período Colonial, a população de
origem portuguesa no Brasil se concentrou no litoral?
RESOLUÇÃO:
Porque a lavoura canavieira — principal atividade econômica do período
— estava localizada na porção costeira da colônia, e também porque os
contatos com a metrópole se faziam a partir do litoral.
–1
HISTÓRIA AD3a. S
Revisão
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4. (UNESP) – “A cana-de-açúcar começou a ser cultivada quase
simultaneamente em São Vicente e Pernambuco, estendendo-se depois
à Bahia e ao Maranhão. Sua cultura, onde logrou êxito — medíocre
como em São Vicente ou máximo como em Pernambuco e na Bahia—,
deu origem a uma sociedade e um gênero de vida de tendências mais
ou menos aristocráticas e escravistas.”
(Gilberto Freyre, Casa-Grande & Senzala. Adaptado.)
Tendo por base as afirmações do autor,
a) cite um motivo para o maior sucesso da cana-de-açúcar em
Pernambuco do que em São Vicente.
b) distintos entre ambos.
RESOLUÇÃO:
Enquanto o Brasil, como colônia de exploração, apresentava as características mencionadas na resposta anterior, a porção setentrional das
Treze Colônias, submetida à colonização de povoamento, caracterizou-se
pelo predomínio da policultura, da pequena propriedade e do trabalho
livre, quase inexistente nas colônias de exploração. Além disso, o Brasil
possuía uma administração centralizada, enquanto cada uma das Treze
Colônias se relacionava diretamente com a metrópole inglesa. Finalmente,
deve-se observar que as colônias inglesas de povoamento possuíam uma
relativa autonomia (inclusive tributária).
RESOLUÇÃO:
Maior fertilidade do solo de massapê e menor distância em relação a
Portugal.
HISTÓRIA AD3a. S
b) explique por que o autor definiu o gênero de vida da sociedade
constituída pela cultura canavieira como apresentando “tendências
mais ou menos aristocráticas”.
RESOLUÇÃO:
Gilberto Freyre refere-se a uma sociedade alicerçada no escravismo, na
concentração fundiária e na imobilidade social — características que
proporcionam à classe dominante ares de aristocracia.
5. Comparando o passado colonial do Brasil com o dos Estados
Unidos, indique os principais elementos
a) comuns entre ambos.
6. (UNICAMP) – No Brasil Colonial, além da produção açucareira,
o historiador Caio Prado Júnior (em Formação do Brasil Contemporâneo) enumera outras atividades econômicas importantes, como a
mineração do século XVIII, igualmente direcionada para o exterior.
a) Caracterize a mineração no século XVIII em termos de região
geográfica, organização do trabalho e desenvolvimento urbano.
RESOLUÇÃO:
Região geográfica: Minas Gerais e, após a Guerra dos Emboabas, também
Goiás e Mato Grosso.
Organização do trabalho: mão de obra essencialmente escrava, embora
também houvesse o trabalho livre dos garimpeiros ou faiscadores.
Desenvolvimento urbano: surgiram em Minas Gerais numerosas cidades,
estimulando a vida urbana e criando uma sociedade dotada de mobilidade,
com um significativo setor intermediário.
RESOLUÇÃO:
Tanto o Brasil como as Treze Colônias Inglesas da América do Norte
faziam parte do Sistema Colonial, surgido como um desdobramento da
Expansão Marítimo-Comercial Europeia e caracterizado pela subordinação da colônia aos interesses e à autoridade da metrópole. Além disso,
tanto o Brasil como a porção meridional das Treze Colônias foram
submetidos à colonização de exploração, direcionada para a acumulação
primitiva de capitais na metrópole e baseada na economia de plantation
(definida pelo trinômio monocultura-latifúndio-escravismo).
b) Cite e caracterize duas outras atividades econômicas do Brasil
Colonial que não eram voltadas para o comércio externo.
RESOLUÇÃO:
A pecuária, como atividade auxiliar da produção açucareira e da mineração, e a agricultura de subsistência, voltada para o abastecimento da
população rural e urbana.
2–
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MÓDULO
2
Crise do Sistema Colonial
1. (UERJ) – “Que os tiranos de todos os países, que todos os
opressores políticos ou sagrados saibam que existe um lugar no mundo
onde se pode escapar aos seus grilhões; onde a humanidade desonrada
reergueu a cabeça; onde as leis não fazem mais que garantir a
felicidade; onde a consciência deixou de ser escrava.”
({abade} Raynal. A Revolução da América.
Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1993.)
b) A partir do texto, explique por que a Constituição dos Estados
Unidos, promulgada em 1787, estabeleceu o sistema federativo.
RESOLUÇÃO:
O texto esclarece que, na colonização da Nova Inglaterra, predominaram
os interesses locais, responsáveis pela relativa autonomia das colônias de
povoamento. Essa autonomia foi preservada após a independência, por
meio da federação.
RESOLUÇÃO:
Liberalismo (defesa da liberdade em todos os seus aspectos, inclusive o
intelectual), antiabsolutismo (condenação a qualquer tipo de opressão) e
igualdade jurídica (a lei deve ser igual para todos).
b) Para o autor, a independência das Treze Colônias Inglesas foi um
processo revolucionário, razão pela qual a denomina “Revolução
Americana”. Cite e explique um fator que tenha contribuído para
essa revolução.
RESOLUÇÃO:
— Política fiscalista adotada pela Inglaterra em relação às Treze Colônias
após a Guerra dos Sete Anos, desrespeitando a autonomia tributária das
colônias setentrionais (de povoamento).
— Influência liberal da ideologia iluminista, contrária a toda forma de
opressão.
3.
HISTÓRIA AD3a. S
A posição apresentada pelo abade Raynal sintetiza alguns aspectos do
pensamento ilustrado.
a) A partir do texto, indique dois princípios do pensamento iluminista.
(FUVEST)
“E ninguém percebe
Como é necessário
Que terra tão fértil,
Tão bela e tão rica
Por si se governe!
..............
A terra tão rica
E — ó almas inertes! —
O povo tão pobre...
Ninguém que proteste!”
Esses versos de Cecília Meireles, no Romanceiro da Inconfidência,
evocam de forma poética os acontecimentos de 1789 em Minas Gerais.
Sobre esse assunto, responda:
a) Que razões motivaram os inconfidentes, tendo em vista as condições reinantes em Minas Gerais?
RESOLUÇÃO:
A Inconfidência Mineira constituiu uma reação da elite social e intelectual
de Minas Gerais contra a opressão fiscalista metropolitana e expressava o
desejo de criar um Estado soberano na região. Deve-se acrescentar, a esses
elementos endógenos, a influência das ideias da Ilustração e da
independência dos Estados Unidos.
2. (UNICAMP) — “Nas leis da Nova Inglaterra, encontramos os
germes do desenvolvimento da independência local. Na América,
pode-se dizer que o município foi organizado antes da comarca, a
comarca antes do estado e o estado antes da União.”
(Alexis de Tocqueville, Democracia na América.)
a) Cite duas características da colonização da Nova Inglaterra.
RESOLUÇÃO:
Colonização de povoamento, caracterizada pelo predomínio da pequena
propriedade, da policultura e do trabalho livre; colonização feita por
refugiados religiosos puritanos (calvinistas ingleses); existência de uma
relativa autonomia, inclusive tributária.
b) Que mudanças eles propunham?
RESOLUÇÃO:
Implantação de uma república independente, liberdade econômica,
instalação de fábricas, criação de uma universidade, serviço militar
obrigatório e concessão de pensões às famílias numerosas.
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4. (UFU) – “O final do século XVIII foi um momento de grande
turbulência política internacional, com ressonâncias no Sistema
Colonial montado pelas nações europeias. As ideias liberais agitavam
as mentes, acenavam com a possibilidade de mudanças. Para as
colônias, traziam a esperança de independência política.”
(Antônio Paulo Rezende e Maria Thereza Didier.
Rumos da História: a construção da modernidade – O Brasil Colônia
e o mundo moderno. São Paulo: Atual, 1996. p. 238.)
b) relacione a presença da Família Real Portuguesa no Brasil com o
processo da emancipação política brasileira.
RESOLUÇÃO:
A transferência do governo português para o Rio de Janeiro fez com que
fossem adotadas importantes medidas econômicas, políticas e administrativas que, tomadas em seu conjunto, criaram condições para que o
Brasil pudesse se organizar como um Estado soberano a partir de 1822.
Tomando como referência a citação e apoiado em seus conhecimentos
sobre as revoltas no Brasil Colônia, identifique as diferenças entre a
Inconfidência Mineira e a Inconfidência Baiana.
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
As Inconfidências Mineira e Baiana foram movimentos emancipacionistas
de caráter republicano, influenciados pela ideologia iluminista. A Inconfidência Mineira, da qual participou a elite intelectual de Minas Gerais,
não teve preocupações de caráter social. Já a Conjuração Baiana,
fortemente influenciada pela fase popular da Revolução Francesa e pela
revolução haitiana, teve participação popular e propunha mudanças
sociais que incluíam a abolição da escravatura.
6. (UNICAMP) – Durante o processo de independência da América
Latina, diferentes significados foram atribuídos à ideia de liberdade.
Explique o significado da liberdade para
a) Simón Bolívar, um dos líderes da independência da América
Espanhola.
RESOLUÇÃO:
Independência sob a forma republicana de governo, com abolição da
escravidão mas preservando o predomínio da classe criolla.
5. (UFC) – “Houve muita confusão no embarque e a viagem não foi
fácil. Uma tempestade fez com que alguns navios se desgarrassem; os
barcos estavam superlotados, disso resultando falta de comida e de
água. A troca de roupa foi improvisada com cobertas e lençóis
fornecidos pela Marinha Inglesa. Para completar, o ataque dos piolhos
obrigou as mulheres a raspar o cabelo. Mas esses aspectos novelescos
não podem ocultar o fato de que, a partir da vinda da Família Real,
houve uma reviravolta na História do Brasil.”
b) Toussaint Louverture e Dessalines, líderes da independência do
Haiti.
RESOLUÇÃO:
Independência política, com abolição da escravidão e eliminação da classe
até então dominante, formada pela elite agrária.
(Boris Fausto. História do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 1995. p. 120.)
Com relação ao evento relatado no texto,
a) cite três medidas tomadas pelo governo português no Brasil e que
podem ser associadas à “reviravolta” assinalada pelo autor.
RESOLUÇÃO:
Abertura dos portos brasileiros às “nações amigas”, fundação do Banco
do Brasil, criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e criação
de escolas de ensino superior (Medicina).
4–
c) D. Pedro I, imperador do Brasil.
RESOLUÇÃO:
Independência sob a forma monárquica de governo, com manutenção do
escravismo e do predomínio da aristocracia rural.
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3
Primeiro Reinado
1. (PUC-RJ) – “D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação
dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil:
Fazemos saber a todos os nossos súditos que, tendo-nos requerido os
povos deste Império, juntos em Câmaras, que nós quanto antes
jurássemos e fizéssemos jurar o Projeto de Constituição...”
(Preâmbulo da Constituição Política do Império do Brasil, 1824.)
a) O que foi a Confederação do Equador?
RESOLUÇÃO:
Rebelião irrompida em Pernambuco e províncias vizinhas, no ano de 1824.
Significou uma reação contra o autoritarismo de D. Pedro I, expresso na
dissolução da Assembleia Constituinte e na outorga da Constituição do
Império. O movimento, de caráter separatista, republicano, liberal,
federalista e lusófobo, foi duramente reprimido pelo governo imperial.
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia
Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado
a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade,
a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça,
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceitos (...) promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte
Constituição.”
(Preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.)
b) Como se explica, no plano interno, a abdicação de D. Pedro I,
ocorrida em 7 de abril de 1831?
a) Tomando como referência os textos apresentados, identifique uma
característica da Constituição de 1824 que a diferencie da
Constituição de 1988.
RESOLUÇÃO:
Primordialmente, como resultado do choque entre o autoritarismo do
imperador e o liberalismo da aristocracia rural, que almejava assumir o
controle político do País. Outros fatores: a crise econômico-financeira e a
crescente impopularidade do imperador.
RESOLUÇÃO:
— A Constituição de 1824 foi outorgada pelo próprio governante (D. Pedro
I), ao passo que a Constituição de 1988 foi elaborada por representantes
eleitos pelos cidadãos.
— A Constituição de 1824 implantou uma monarquia hereditária, ao passo
que a Constituição de 1988 teve caráter republicano.
3. Ao abdicar do trono brasileiro em 7 de abril de 1831, D. Pedro I
afirmou que, “usando do direito que a Constituição me concede,
declaro que hei mui voluntariamente abdicado na pessoa do meu mui
amado e prezado filho, o Senhor Pedro de Alcântara.”
b) Explique a relação entre o Poder Moderador e os demais poderes
do Estado na Constituição de 1824.
RESOLUÇÃO:
O Poder Moderador, privativo do imperador, sobrepunha-se aos Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, em última análise, eram
igualmente controlados pelo monarca.
Por que a renúncia do imperador não foi um ato simplesmente
“voluntário”?
RESOLUÇÃO:
Porque a conjuntura que levou à abdicação combinou diversos fatores.
Destes, o mais importante foi a oposição da aristocracia rural ao
imperador, devendo-se acrescentar a crise econômico-financeira e a
crescente impopularidade do monarca. No plano externo, concorreram
para a renúncia do imperador a questão sucessória do trono português e
os movimentos liberais europeus de 1830, iniciados com a queda do rei
francês Carlos X, de tendência absolutista. Finalmente, como fator
imediato da abdicação, deve-se considerar a rebelião popular que eclodiu
no Rio de Janeiro, contra a nomeação do “Ministério dos Marqueses” por
D. Pedro I.
2. “Por mais digna de atenção que tenha sido a rebelião nordestina
(Confederação do Equador), o fato é que os rumos do País foram
traçados, com menores sobressaltos e mudanças, a partir da capital e
das províncias à sua volta. Foi assim na Independência e assim seria
no episódio da queda do primeiro imperador.”
(Boris Fausto, História do Brasil)
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HISTÓRIA AD3a. S
MÓDULO
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4. O texto transcrito a seguir refere-se ao início do Período Regencial
no Brasil.
“O grupo no poder começou a implementar um projeto de organização
política que, apesar de manter a monarquia centralizada, pressupunha
um Legislativo forte, que assegurasse à Câmara dos Deputados certo
controle sobre o Poder Executivo.”
(Ronaldo Vainfas. Dicionário do Brasil Imperial.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.)
a) Identifique o grupo político a que o texto se refere.
RESOLUÇÃO:
Trata-se dos liberais moderados, de tendência centralista, que
representavam as principais províncias do Império (São Paulo, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco).
6. (UNICAMP) – “Iniciada como conflito entre facções da elite
local, a Cabanagem, no Pará (1835-40), aos poucos fugiu ao controle
e se tornou uma rebelião popular. A revolta paraense atemorizou até
mesmo liberais como Evaristo da Veiga. Para ele, tratava-se de
‘gentalha, crápulas, massas brutas’. Em outras revoltas, o conflito entre
elites não transbordava para o povo. Tratava-se, em geral, de províncias
em que o sistema da grande agricultura e da grande pecuária era mais
sólido. Neste caso está a Revolta Farroupilha, no Rio Grande do Sul,
que durou de 1835 a 1845.”
(Adaptado de José Murilo de Carvalho.
A construção da ordem: a elite imperial. Teatro de sombras.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 252-253.)
a) Segundo o texto, o que diferenciava a Cabanagem da Farroupilha?
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
Enquanto a Revolução Farroupilha teve caráter elitista, por estar ligada
à grande propriedade rural, a Cabanagem foi uma revolta popular,
realizada pelas camadas despossuídas.
b) Comente um dos instrumentos utilizados por esse grupo para
concretizar o projeto político referido no texto.
b) Quais os significados das revoltas provinciais para a consolidação
do modelo político imperial?
RESOLUÇÃO:
Em maio de 1831, foi aprovada a “Lei Regencial”, que limitava o exercício
do Poder Moderador pelos regentes, impossibilitando-os de nomear
senadores e de dissolver a Câmara dos Deputados antes do término legal
da legislatura.
RESOLUÇÃO:
As revoltas provinciais puseram em risco a unidade do Brasil. Assim
sendo, a derrota desses movimentos significou a consolidação da integridade política do País, bem como do centralismo/unitarismo e da ordem
monárquico-aristocrático-latifundiário-escravista que caracterizaram o
Segundo Reinado.
5. (FUVEST) – Criada pelo Ato Adicional de 1834, a Regência Una
é considerada uma “experiência republicana” que, dentro do Império,
usou elementos da Constituição dos Estados Unidos. Que determinações do Ato Adicional tornaram possível tal experiência?
c) O que levava as elites agricultoras e pecuaristas a se rebelarem
contra o poder central do Império?
RESOLUÇÃO:
Eleição do governante (regente uno) pelo voto direto dos cidadãos, para
um mandato de quatro anos, e relativa descentralização, graças à criação
das assembleias legislativas provinciais.
6–
RESOLUÇÃO:
As elites provinciais rebelavam-se fundamentalmente contra o excessivo
centralismo do Império, pois aspiravam à autonomia de suas províncias
por meio da implantação do federalismo. No caso da Revolução
Farroupilha, deve-se acrescentar o descontentamento com as altas taxas
cobradas sobre o charque sul-rio-grandense.
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MÓDULO
1.
4
Segundo Reinado
c) No final do século XIX, quais aspectos da política de imigração
para o Brasil estavam relacionados com as teses darwinistas?
(UNESP)
“Por subir Pedrinho ao trono,
Não fique o povo contente.
Não pode ser coisa boa
Servindo com a mesma gente.”
RESOLUÇÃO:
Incentivo à vinda de imigrantes europeus, tanto para as lavouras de café
do Oeste Paulista como para fixação no Sul do Brasil, visando
“branquear” a população, segundo as teses do darwinismo social.
(Versos anônimos. In: Lilia Moritz Schwarcz,
As barbas do imperador.)
a) A qual episódio da História do Brasil os versos fazem referência?
RESOLUÇÃO:
Ao Golpe da Maioridade (1840), que pôs fim ao Período Regencial por
meio da antecipação ilegal da maioridade de D. Pedro II.
b) Indique duas características do sistema político vigente no Segundo
Reinado.
RESOLUÇÃO:
Alternância dos Partidos Liberal e Conservador no poder; e, a partir de
1847, vigência do “parlamentarismo às avessas”, com a criação do cargo
de presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro).
3. (UNICAMP) – “Muitos historiadores alegaram que a parceria era
menos eficiente que o trabalho assalariado. Por que, então, os
fazendeiros de São Paulo adotaram o primeiro sistema? Porque a
parceria permitia que o proprietário se beneficiasse com o trabalho da
família dos parceiros. Os fazendeiros se opunham ao recrutamento de
homens solteiros, argumentando que os imigrantes com família
mostravam-se menos propensos a abandonar as fazendas. Isso pode
ser verdade, mas certamente era de igual importância o fato de que as
famílias dos imigrantes constituíam uma reserva de trabalho barata na
época da colheita, quando eram necessários mais braços.”
(Adaptado de Verena Stolcke e Michael Hall. A introdução do
trabalho livre nas fazendas de café de São Paulo.
Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 3, n.º 6, p. 88-89, 1983.)
a) Identifique no texto dois argumentos a favor da imigração de
famílias para as fazendas paulistas.
RESOLUÇÃO:
Assegurar a estabilidade do trabalhador no local onde fora assentado e
proporcionar mão de obra adicional na época da colheita.
2. (UNICAMP) – “Foi tão grande o impacto da publicação e
divulgação de A origem das espécies, de Charles Darwin, em 1859,
que sua teoria passou a constituir uma espécie de paradigma de época,
diluindo antigas disputas.”
(Texto adaptado de Lilia M. Schwarcz. O espetáculo das raças.
São Paulo: Cia. das Letras, 1993. p. 54.)
a) Qual a tese central da teoria de Charles Darwin?
RESOLUÇÃO:
Evolução das espécies por meio da seleção natural, com a sobrevivência
dos mais aptos.
b) Que fatores levaram o governo paulista a subvencionar a imigração
italiana no último quartel do século XIX?
RESOLUÇÃO:
Fracasso do sistema de parceria, necessidade de suprir a lavoura cafeeira
com mão de obra livre (em decorrência do declínio da escravidão) e
interesse em promover o “branqueamento” da população, de acordo com
as teorias do darwinismo social então em voga.
b) Por que essa teoria significou uma ruptura com as ideias religiosas
dominantes na época?
RESOLUÇÃO:
Porque até então prevalecia a concepção religiosa cristã, segundo a qual o
homem foi criado por Deus, a partir de Adão e Eva.
–7
HISTÓRIA AD3a. S
“Quem põe governança
Na mão de criança
Põe geringonça
No papo de onça.”
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4. (FUVEST) – Sobre a Guerra do Paraguai (1864-70), fundamentalmente desencadeada por razões geopolíticas regionais, responda:
a) Quais as divergências e alianças políticas existentes entre os países
nela envolvidos?
RESOLUÇÃO:
Divergências: projeto expansionista do ditador paraguaio Francisco
Solano López, com vistas a conseguir o acesso de seu país ao mar, o que
ameaçava a integridade territorial da Argentina e punha em risco a
hegemonia brasileira na Bacia Platina.
Alianças: de um lado, a aliança entre Solano López e o governo blanco do
Uruguai; de outro, a Tríplice Aliança, formada pelo Brasil, Argentina e
Uruguai (governado pelos colorados, após a queda do governo blanco).
HISTÓRIA AD3a. S
b) Qual o resultado do conflito, em termos de poder estratégico
regional?
RESOLUÇÃO:
O Paraguai teve sua população dizimada e sua economia destruída,
deixando de ter importância militar; Brasil e Argentina mantiveram sua
tradicional rivalidade na geopolítica regional; e a Inglaterra consolidou
sua influência econômica sobre os países da região.
6. (UERJ) – “A imprensa de todo o Império revela que o espírito
público vai-se esclarecendo, e que os brasileiros em sua maioria já se
vão convencendo que da Monarquia não podem esperar a salvação do
País. Venha pois a República, e quanto antes! Venha a República sem
revolução armada, sem derramamento de sangue de irmãos! Venha ela
do triunfo das ideias democráticas da grande maioria do País.”
(Adaptado do jornal A República – Propriedade do Clube
Republicano de São Paulo, 08 de dezembro de 1870, n.° 3, ano I.)
As décadas de 1870 e 1880, que assistiram a um distanciamento entre
o Estado Imperial e suas bases de sustentação, foram marcadas pelo
crescimento do ideal republicano. Contudo, a República esperada não
tinha o mesmo significado para todos os republicanos.
a) Cite um dos segmentos sociais que serviram de sustentação à
Monarquia Brasileira e explique o motivo do afastamento desse
segmento em relação à sorte do Império.
RESOLUÇÃO:
– Clero. Afastou-se da Monarquia a partir da Questão Religiosa, quando
dois bispos chegaram a ser condenados à prisão.
– Militares do Exército. A pretensão dos militares a participar da vida
política, após a Guerra do Paraguai, e a rejeição dos políticos civis a essa
participação levaram muitos oficiais de escalão médio e inferior a aderir
às ideias positivistas e republicanas.
– Aristocracia escravista. Sentindo-se prejudicados pelo governo imperial,
que abolira a escravidão sem indenizá-los, os ex-proprietários de escravos
(notadamente os cafeicultores do Vale do Paraíba) passaram a apoiar as
ideias republicanas.
5. (UNESP) – “Por volta de 1880, era óbvio que a Abolição estava
iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora
do País, vinha aprovando uma legislação gradualista. As crianças
nascidas de mãe escrava foram declaradas livres em 1871.”
(Emília V. da Costa, Da Monarquia à República.)
a) Além da Lei do Ventre Livre, qual outra teve esse mesmo caráter
gradualista?
RESOLUÇÃO:
Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe, de 1885.
b) Mencione duas características da República idealizada pela elite
agrário-exportadora do Oeste Paulista.
RESOLUÇÃO:
República Federativa (autonomia dos estados) e laica (separação entre
Igreja e Estado).
b) Justifique o caráter gradualista do processo da Abolição.
RESOLUÇÃO:
O governo brasileiro atuou de forma gradual no processo da Abolição (Lei
Eusébio de Queirós, Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, Lei Áurea)
por dois motivos: facilitar a substituição da mão de obra escrava por
trabalhadores livres e reduzir a resistência dos defensores da escravatura.
8–
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5
República Velha
1. (UNESP) – A respeito da passagem da Monarquia para a
República no Brasil, a historiadora Emília Viotti da Costa afirmou:
“Duas linhas de interpretação surgiram já nos primeiros anos: a dos
vencedores e a dos vencidos, a dos republicanos e a dos monarquistas,
aos quais vieram juntar-se, com o tempo, alguns republicanos desiludidos com a experiência, que aumentaram o rol dos descontentes.”
a) Como os monarquistas entenderam a deposição de D. Pedro II e a
instalação da República no Brasil?
RESOLUÇÃO:
Os monarquistas entendiam a deposição de D. Pedro II como uma traição
e, sobretudo, um ato de ingratidão para com o velho imperador; e viam,
na instauração da República, uma quebra das tradições brasileiras que
abria espaço para a anarquia, devido à perda do controle sobre as camadas
populares.
b) Indique um motivo que explique a desilusão de alguns republicanos
com o regime recém-instituído.
RESOLUÇÃO:
— O autoritarismo dos governantes militares (principalmente de Floriano
Peixoto) na “República da Espada” (1889-94).
— A contradição entre os valores considerados republicanos (baseados em
uma moral rigorosa) e as práticas dos políticos durante a Primeira
República (pressão sobre os cidadãos e fraudes eleitorais).
3. O marechal Deodoro da Fonseca foi eleito presidente da
República pelo Congresso Nacional com uma margem relativamente
estreita de 129 votos contra 97, atribuídos ao paulista Prudente de
Morais. A crise que caracterizou o governo constitucional de Deodoro
levou-o à renúncia, em novembro de 1891. Analise o principal fator
dessa crise.
RESOLUÇÃO:
O autoritarismo de Deodoro provocou choques entre o presidente e o
Congresso, que representava os interesses das oligarquias agrárias. O
clímax desse confronto foi o fechamento do Legislativo pelo marechal; este,
no entanto, viu-se obrigado a renunciar poucos dias depois, em
consequência de um levante da Marinha.
4. (FUVEST) – “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a
História, resistiu até o esgotamento completo. Caiu no dia 5, ao
entardecer, quando tombaram seus últimos defensores, que todos
morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma
criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
(Euclides da Cunha, Os Sertões.)
Relacione o Movimento de Canudos com
a) os problemas econômico-sociais da região.
RESOLUÇÃO:
A população de Canudos era formada por trabalhadores rurais que
tentavam fugir das condições de miséria e exclusão produzidas pela
estrutura socioeconômica embasada no latifúndio. Com isso, o arraial
tornou-se uma ameaça aos interesses dos grandes proprietários rurais da
região.
2. (UFC) – Cite as possibilidades e os limites para o exercício da
cidadania política contidos na primeira Constituição Republicana
Brasileira, de 1891.
RESOLUÇÃO:
Possibilidades: maior participação dos cidadãos na vida política, graças à
substituição do voto censitário pelo sufrágio universal.
Limites: exclusão das mulheres, analfabetos, militares que não fossem
oficiais, monges e vadios (sem profissão definida) em relação ao direito de
voto e continuidade da prática do voto a descoberto, que assegurou a
manutenção do poder oligárquico.
b) a crença religiosa e a luta política da população.
RESOLUÇÃO:
No plano religioso, a crença dos sertanejos era essencialmente católica,
exacerbada pelo messianismo e sebastianismo de Antônio Conselheiro. No
plano político, o movimento, dados seus aspectos antirrepublicanos, foi
tachado de monarquista pelas autoridades.
–9
HISTÓRIA AD3a. S
MÓDULO
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5. (UFSCar) – O segundo presidente civil da República Brasileira
foi Campos Sales (1898-1902), que se distinguiu pela política financeira de redução do papel-moeda e pela organização do poder oligárquico na Primeira República.
a) Como ficaram conhecidos o plano econômico de Campos Sales e
seu acordo político com as oligarquias dos estados?
RESOLUÇÃO:
“Saneamento financeiro” e “Política dos Governadores”, respectivamente.
6. (FUVEST) – Em 1930, um golpe colocou Getúlio Vargas no
poder. Esse acontecimento foi justificado pelas acusações de que a
posteriormente chamada “República Velha” estava “carcomida”. Quais
as críticas do grupo vitorioso com relação
a) ao predomínio de São Paulo dentro da Federação?
RESOLUÇÃO:
No plano econômico, criticava-se a priorização da cafeicultura (“política
de valorização do café”), em detrimento das demais atividades econômicas.
No plano político, atacava-se a hegemonia da oligarquia paulista no nível
federal, assegurada pela vigência da “Política do Café com Leite”.
b) Defina os traços essenciais da política econômica de Campos Sales
e do funcionamento das instituições republicanas a partir das
mudanças implementadas em seu governo.
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
Depois de renegociar a dívida externa por meio do Funding Loan, Campos
Sales empreendeu uma política de cortes nos gastos públicos, elevação dos
impostos e redução do meio circulante, com vistas a reequilibrar as
finanças. No campo político, o presidente firmou a aliança entre São Paulo
e Minas no plano federal (“Política do Café com Leite”); e, para lhe dar
sustentação, articulou com as oligarquias estaduais a “Política dos
Governadores”, que consistia em uma troca de apoios entre a Presidência
da República e o poder político dos estados.
MÓDULO
6
RESOLUÇÃO:
Na República Velha, o resultado das eleições nem sempre correspondia à
vontade do eleitorado, devido à fraude nas apurações e à vigência do voto
aberto, que gerava a prática do “voto de cabresto”.
Era Vargas
1. (FUVEST) – O conceito de “revolução”, aplicado ao movimento
de 1930 no Brasil, é objeto de polêmica entre historiadores.
Independentemente da controvérsia, não há como negar que houve
mudanças importantes, nessa década, com relação às diretrizes da
política econômica e à questão social. Explique as mudanças ocorridas
no tocante à
a) política econômica.
RESOLUÇÃO:
Redução da importância da cafeicultura, com queima dos excedentes da
produção e erradicação de cafezais; incentivo à diversificação das
atividades produtivas; e estímulo à industrialização, dentro do projeto de
substituição das importações.
b) questão social.
RESOLUÇÃO:
Concessão dos primeiros direitos trabalhistas e legalização dos sindicatos,
mantidos sob o controle governamental por meio da subordinação ao
Ministério do Trabalho e pela prática do “peleguismo”.
10 –
b) às práticas políticas imperantes nas eleições?
2. (FUVEST) – “São Paulo não está apenas descontente. Está ferido
em sua sensibilidade. O que a Revolução lhe pediu, ele lho deu. Por
que a Revolução tarda em restaurá-lo na sua autonomia e no governo
direto de seus filhos? Cansado de viver como terra conquistada, São
Paulo pede apenas, à frente da administração de seus negócios, um de
seus filhos que lhe compreenda o espírito e não lhe golpeie o coração.”
(O Estado de S. Paulo, 27 de janeiro de 1932.)
Explique os impasses políticos discutidos por esse jornal e indique seus
desdobramentos.
RESOLUÇÃO:
Impasses políticos: a Revolução de 30 pôs fim à hegemonia política de
São Paulo, que passou a ser administrado por interventores nomeados
por Getúlio Vargas e responsáveis somente perante ele. Nesse contexto, a
oligarquia paulista reivindicava a restauração da autonomia do estado,
mediante a nomeação de um interventor civil e paulista.
Desdobramentos: as manifestações dos paulistas contra Vargas
resultaram, em 23 de maio de 1932, na morte de quatro manifestantes
(MMDC); e, embora Vargas tivesse finalmente nomeado um interventor
civil e paulista (Pedro de Toledo), em 9 de Julho eclodiu a Revolução
Constitucionalista. O objetivo declarado do movimento era
reconstitucionalizar o país, embora seu propósito implícito fosse o
afastamento de Vargas e a retomada do poder político por São Paulo.
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3. O que foi a polarização ideológica ocorrida no Brasil na década
de 1930?
RESOLUÇÃO:
Tendência à bipolarização entre os extremismos políticos, sendo a esquerda
representada pela ANL (Aliança Nacional Libertadora), nucleada pelo
Partido Comunista, e à AIB (Ação Integralista Brasileira), de orientação
fascista.
O Estado Novo correspondeu ao período da Era Vargas iniciado em
1937, por meio de um golpe de Estado, e encerrado em 1945, com a
deposição do presidente.
a) Identifique duas medidas adotadas pelo governo Vargas, durante o
Estado Novo, que buscavam assegurar a realização dos objetivos
mencionados pela autora do texto.
b) Explique um fator ligado à conjuntura internacional que tenha
contribuído para o fim do Estado Novo.
RESOLUÇÃO:
Derrota do nazifascismo na Segunda Guerra Mundial, enfraquecendo
ideologicamente a ditadura varguista, já abalada pela participação
brasileira no conflito, ao lado das democracias ocidentais e contra as
potências do Eixo.
6. O Estado Novo, identificado como a primeira grande experiência
autoritária brasileira, terminou em 1945, quando se deu a redemocratização do País.
a) O que foi o “Movimento Queremista”, ocorrido nas semanas finais
do Estado Novo?
(Apud C. Vicentino e G. Dorigo. História do Brasil.
São Paulo: Scipione, 1997.)
4. Nessa charge de 1937, vê-se o presidente Getúlio Vargas em frente
ao Palácio do Catete (sede do governo federal), espalhando cascas de
banana que podem ser interpretadas como armadilhas. Identifique o
objetivo político de Vargas expresso na charge.
RESOLUÇÃO:
Movimento em prol da permanência de Vargas no poder, tendo como lema
a frase “Queremos Getúlio”. Foi organizado pelo PTB, com participação
dos sindicatos e apoio do PCB.
RESOLUÇÃO:
Obstruir o processo da sucessão presidencial e, com isso, viabilizar sua
permanência no poder.
b) Explique por que a redemocratização brasileira de 1945 pode ser
analisada, ao mesmo tempo, como ruptura e como continuidade.
5. (UFRJ) – “Após o advento do Estado Novo, consolidou-se uma
política de massas que vinha sendo preparada desde o início da década.
Instituído a partir de um golpe de Estado, sem qualquer participação
popular, o novo governo buscou, por meio da propaganda, legitimação
e apoio de setores populares mais amplos. Além da busca de apoio, a
integração das massas na política visava controlá-las em novas bases.”
RESOLUÇÃO:
A redemocratização, como ruptura, representou o fim do regime ditatorial
de Getúlio Vargas e o restabelecimento do Estado de direito. No entanto,
esse processo foi também marcado pela continuidade, pois os políticos
ligados a Vargas (incluindo ele próprio) continuaram a controlar a vida
nacional, atuando em dois partidos: o PSD e o PTB.
(Maria Helena Capelato. O Estado Novo: o que trouxe de novo?
In: Jorge Ferreira (org.). O Brasil republicano. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003, v. 2, p. 110.)
– 11
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
Criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), para divulgar
uma imagem positiva do governante, e instituição do salário mínimo,
destinado a assegurar um nível de vida minimamente razoável para o
trabalhador urbano e sua família.
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MÓDULO
7
República Populista
1. “Foi um modo determinado e concreto de manipulação das classes
populares; mas foi também uma manifestação das insatisfações desses
grupos, como a expressão política da emergência popular no processo
de desenvolvimento industrial e urbano. Foi um dos mecanismos pelos
quais os setores dominantes exerciam seu poder; mas foi igualmente
uma das maneiras pelas quais esse poder era potencialmente ameaçado.
Esse estilo de governo e de comportamento político é essencialmente
ambíguo e, por certo, deve muito à ambiguidade de políticos divididos
entre o amor ao povo e o amor ao poder.”
(Francisco Weffort)
HISTÓRIA AD3a. S
a) A qual fenômeno político o autor se refere?
RESOLUÇÃO:
Ao populismo.
a) o panorama político de 1954.
RESOLUÇÃO:
Crescente contestação conservadora a Vargas, nucleada pela UDN, tendo
à frente Carlos Lacerda, e intensificada após o atentado contra este último,
evento que atraiu a cúpula das Forças Armadas para a oposição.
b) as características da política de massas do período.
RESOLUÇÃO:
Prática do populismo, caracterizado pelo trabalhismo e pelo nacionalismo,
tendo como pontos altos a criação da Petrobras, em 1953, e a elevação do
salário mínimo em 100%, em 1954.
b) Na América Latina, em que contexto histórico esse fenômeno se
inseriu?
RESOLUÇÃO:
No contexto do desenvolvimento industrial e urbano, ocorrido em alguns
países latino-americanos a partir da década de 1930.
2. Na época do presidente Eurico Dutra, Juraci Magalhães, político
da UDN (União Democrática Nacional), afirmou que “o que é bom
para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Por que o udenista fez
essa afirmação?
RESOLUÇÃO:
Porque o Brasil alinhou-se com os Estados Unidos no contexto da Guerra
Fria, tanto no plano econômico como no ideológico.
3. (FGV) – “Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as
aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando
o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida (...) Cada
gota de meu sangue será uma chama imortal em vossa consciência e
manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com
o perdão. E aos que pensam que me derrotaram, respondo com a minha
vitória (...) Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a
espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias,
a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora
ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo
no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.”
(Carta-Testamento de Getúlio Vargas, 24 de agosto de 1954.)
O suicídio do presidente Getúlio Vargas foi um dos episódios mais
dramáticos da História Brasileira no século passado, tendo ocorrido
em meio a uma grave crise política. Analise a conjuntura da época,
considerando
12 –
c) as consequências políticas da morte de Vargas.
RESOLUÇÃO:
Recuo da oposição conservadora golpista, dando uma sobrevida ao populismo, cujo principal representante passou a ser João Goulart.
4. (UNESP) – A estratégia de desenvolvimento adotada por
Juscelino Kubitschek em seu quinquênio de governo foi sintetizada no
conjunto de projetos conhecido como "Plano de Metas". Este definia
as prioridades do governo e os estágios de atraso social e econômico a
serem superados, sobretudo dentro de uma política de substituição das
importações.
a) Quais os principais eixos econômicos e sociais do Plano de Metas?
RESOLUÇÃO:
Eixos econômicos: crescimento da produção industrial, com estímulo às
indústrias de base e de bens de consumo; desenvolvimento da atividade
mineradora e expansão da rede viária.
Eixos sociais: melhor qualificação profissional, elevação dos salários e
expansão do mercado de trabalho.
Obs.: Nenhum dos 31 objetivos fixados pelo Plano de Metas contemplava
eixos sociais. Estes foram, portanto, consequências naturais dos eixos
econômicos estabelecidos no plano.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 13
b) Juscelino Kubitschek ficou conhecido como o "Presidente
Bossa-Nova". O que era a “Bossa Nova” e como ela pode ser relacionada com o período juscelinista?
RESOLUÇÃO:
“Bossa Nova” foi um movimento musical do final dos anos 50, no qual se
procurou combinar o samba com elementos jazzísticos. Esse movimento
coincidiu com o período JK, refletindo a euforia da classe média — particularmente no Rio de Janeiro e em São Paulo — com o bem-estar alcançado na época.
5. (UNESP) – “Fui vencido pela reação e assim deixo o governo.
Nestes sete meses, cumpri meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite,
trabalhando infatigavelmente, sem prevenções nem rancores. Mas
baldaram-se os meus esforços para conduzir esta Nação pelo caminho
de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que
possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social a que tem direito
seu generoso Povo. Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando
nesse sonho a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os
interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou indivíduos,
inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis
levantaram-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a
desculpa da colaboração. Se permanecesse, não manteria a confiança
e a tranquilidade — ora quebradas — indispensáveis ao exercício de
minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública
(...) Retorno agora a meu trabalho de advogado e professor.
Trabalharemos todos: há muitas formas de servir nossa Pátria.
(FUVEST)
(Augusto Bandeira, Correio da Manhã, 14/7/1963
(esq.) e Biganti, O Estado de S. Paulo, 9/2/1964 (dir.). Imagens
extraídas de: Rodrigo Patto Motta. Jango e o golpe de 1964
na caricatura. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. p. 98 e 165.)
Essas charges foram publicadas durante a presidência de João Goulart
(1961-64).
a) Cada charge critica um determinado aspecto do governo de João
Goulart. Identifique esses dois aspectos.
RESOLUÇÃO:
O tigre, coberto com foices e martelos (símbolo da URSS e, por extensão,
da ideologia comunista), representa a crescente esquerdização do governo
Goulart, evidenciada em sua retórica anti-imperialista e na proposta de
“reformas de base”. O rato, por sua vez, simboliza a intensificação do
processo inflacionário que, na visão da oposição conservadora, era
alimentado pelos reajustes do salário mínimo.
Brasília, 25 de agosto de 1961.
Jânio da Silva Quadros”
(Ivan Alves Filho, Brasil, 500 anos em documentos.)
a) Caracterize, em termos econômicos, o governo Jânio Quadros.
RESOLUÇÃO:
Alta do custo de vida e inflação, devido ao corte dos subsídios do trigo e
do petróleo, além do estabelecimento da “verdade cambial” (desvalorização da moeda nacional). Pode-se acrescentar que Jânio restabeleceu
relações com o FMI, as quais haviam sido rompidas por Juscelino
Kubitschek.
b) Analise como esses dois aspectos contribuíram para justificar o
golpe militar de 1964.
RESOLUÇÃO:
A inflação crescente, com suas consequências negativas para a economia
e a sociedade em geral, contribuiu para enfraquecer a autoridade de
Goulart e justificar sua substituição por um governo que implantasse uma
política econômica mais eficaz. Por outro lado, a esquerdização do governo
Goulart e sua retórica anti-imperialista fizeram com que as forças
conservadoras civis e militares se articulassem, com respaldo dos Estados
Unidos, para impedir uma possível “cubanização” do Brasil.
b) Relacione o evento apresentado pelo documento com a institucionalização do parlamentarismo no Brasil.
RESOLUÇÃO:
A adoção do sistema parlamentarista foi a solução encontrada para
conciliar partidários e adversários da posse do vice-presidente João
Goulart, que era acusado de esquerdista pelos setores conservadores
(sobretudo militares). Como o parlamentarismo reduziria drasticamente
os poderes do presidente da República, os opositores à posse de Jango na
chefia do Estado acabaram por aceitá-la, pondo fim à crise aberta com a
renúncia de Jânio.
– 13
HISTÓRIA AD3a. S
6.
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MÓDULO
8
Ditadura Militar e Nova República
1. Cite os principais fatores que explicam a crise dos regimes
populistas na América Latina, a partir de meados da década de 1960.
RESOLUÇÃO:
Crescente esquerdização dos governos populistas, risco representado pelo
populismo para o modelo econômico associado ao capital internacional,
agravamento das tensões sociais nas cidades e no campo e reação dos
setores conservadores, respaldados pelos Estados Unidos no contexto da
Guerra Fria.
3. (UNICAMP) – “Em 1970, o Brasil se consagrou tricampeão
mundial de futebol, quando se cantava:
Noventa milhões em ação,
Pra frente, Brasil
Do meu coração!
................
Salve a Seleção!
HISTÓRIA AD3a. S
Falava-se de um ‘Brasil Grande’, ‘Brasil Potência’, e distribuíam-se
adesivos com a inscrição ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’. Com bandeiras
do Brasil na mão, cantava-se repetidamente ‘Este é um país que vai
pra frente’.”
(Adaptado de Elio Gaspari,.A ditadura escancarada.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 207-8).
2. (UNICAMP) – “Após o Ato Institucional n.º 5, a ditadura firmou-se. A tortura foi seu instrumento extremo de coerção, o último
recurso da repressão política desencadeada pelo AI-5. Ela se tornou
prática rotineira por conta da associação de dois conceitos: o primeiro,
relacionado com a segurança da sociedade (o País está acima de tudo;
portanto vale tudo contra aqueles que o ameaçam); o segundo,
associado à funcionalidade do suplício (havendo terroristas, os
militares entram em ação, os presos falam e o terrorismo acaba).”
a) Relacione slogans como “Esse é um país que vai pra frente” com o
chamado “Milagre Econômico”.
RESOLUÇÃO:
O slogan fazia parte do ufanismo nacionalista estimulado pelo governo
Médici, como forma de valorizar o chamado “Milagre Econômico” e, com
isso, granjear o apoio da população.
Obs.: A expressão usada na época era “Milagre Brasileiro” (por analogia
com os anteriores “Milagre Alemão” e “Milagre Japonês”), e não “Milagre
Econômico”.
(Adaptado de Elio Gaspari. A ditadura escancarada.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 13-17.)
a) Segundo o texto, de que maneiras o regime ditatorial implantado
no Brasil em 1964 justificava a tortura aos opositores?
RESOLUÇÃO:
Segundo o texto, o regime militar “justificava” a tortura como um meio
eficaz de obter informações e assim eliminar o terrorismo, garantindo a
segurança da sociedade (ou, conforme o jargão oficial da época, a
“segurança nacional”).
b) Relacione o slogan “ame-o ou deixe-o” com a repressão praticada
pelo regime militar instaurado em 1964.
RESOLUÇÃO:
A expressão “ame-o ou deixe-o”, veiculada pelo governo Médici, dava a
entender que a oposição ao regime militar não amava o País e, portanto,
deveria sair dele. Com isso, procurava-se justificar a pena de banimento
imposta a determinados adversários do regime.
b) Por que o AI-5 representou uma ruptura com a legalidade?
RESOLUÇÃO:
Porque, sobrepondo-se à Constituição vigente, impôs normas que, além
de discricionárias e violadoras de direitos dos cidadãos, foi posta em vigor
pelo Poder Executivo sem passar pela aprovação do Legislativo, ou mesmo
de um eventual parecer do Judiciário.
14 –
c) Cite e caracterize um movimento de oposição ao regime militar.
RESOLUÇÃO:
Guerrilha urbana e rural, caracterizada pela luta armada contra o regime
militar. Principais líderes: Carlos Marighella, na guerrilha urbana, e
Carlos Lamarca, na guerrilha rural. Também poderia ser citada a
Guerrilha do Araguaia, último movimento armado contra o regime militar
brasileiro.
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4. (UERJ) – “A Lei da Anistia foi a coroação de uma luta e o início
de um processo irreversível de democratização. Não foi concessão. Foi
conquista.”
(Deputado Sigmaringa Seixas)
“Não vimos a anistia como perdão, mas como esquecimento. Passaram
um borrão na História.”
RESOLUÇÃO:
Aspectos de ruptura: passagem do regime autoritário (ditatorial) para a
democracia; e transferência do poder político, até então controlado pelos
militares, para os civis.
Aspectos de continuidade: permanência, na Nova República, de políticos
influentes ligados ao regime militar; e continuidade do tradicional modelo
socioeconômico baseado na concentração de renda e na desigualdade
social.
Os posicionamentos dos dois deputados refletem diferenças observadas
na sociedade civil brasileira, relativamente à redação final da Lei da
Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional em 28 de agosto de 1979.
a) Apresente duas críticas feitas por segmentos da sociedade brasileira
ao projeto da Lei da Anistia, enviado ao Congresso pelo governo
Figueiredo.
RESOLUÇÃO:
Extensão da anistia aos membros dos órgãos de repressão que houvessem
praticado torturas e assassinatos; não reintegração no serviço público dos
anistiados que tivessem sido demitidos compulsoriamente; ausência de
indenização aos anistiados que sofreram prejuízos por força da repressão;
exclusão da anistia aos condenados por “crimes de sangue”.
6. Desde 1990, os governos brasileiros vêm desmontando uma
política econômica que se cristalizou no período varguista (1930-45).
Tais mudanças, iniciadas no governo Collor, foram aceleradas na
administração de Fernando Henrique Cardoso e arrefeceram nos
governos de Lula e Dilma.
a) Que mudanças os governos citados introduziram na política
econômica do Estado Brasileiro?
RESOLUÇÃO:
Abertura do mercado brasileiro às importações, privatização de empresas
e serviços estatais e facilidades para a entrada de capital externo
especulativo.
b) Entre as medidas liberalizantes que antecederam a Lei da Anistia,
encontra-se a extinção* do Ato Institucional n.° 5, em outubro de
1978. Cite duas prerrogativas que tenham sido atribuídas ao
presidente da República pelo AI-5.
RESOLUÇÃO:
Cassar mandatos políticos; suspender por dez anos os direitos políticos de
cidadãos; demitir ou aposentar funcionários públicos; decretar o recesso
dos órgãos legislativos; legislar independentemente do Congresso Nacional,
inclusive promovendo alterações na Constituição.
*O AI-5 foi extinto, e não revogado, como se costuma afirmar. Isso significa
que as medidas dele decorrentes (como cassações de mandatos e suspensão
de direitos políticos) continuariam válidas quando já aplicadas, mas não
poderiam ser impostas a outros cidadãos.
b) As medidas citadas na resposta anterior fazem parte de uma
tendência econômica iniciada na década de 1980. Qual o nome dado a
essa tendência?
RESOLUÇÃO:
Neoliberalismo.
c) Neste início do século XXI, a referida tendência econômica vem
sendo duramente questionada. Cite as principais críticas que lhe vêm
sendo feitas.
— Predomínio dos interesses de grandes grupos econômicos, em
detrimento de políticas com cunho social.
— Desorganização do mercado e aumento dos riscos de crise econômico-financeira, motivados pela falta de supervisão governamental.
— Aumento da concentração de renda e das desigualdades socioeconômicas.
5. (UFF) – O ano de 1985 foi o marco inaugural da chamada “Nova
República” no Brasil. Representou o retorno do Poder Executivo às
mãos de civis, após 21 anos de ditadura militar. Essa transição
democrática, entretanto, não foi simples, pois revelou rupturas e
também continuidades. Indique dois aspectos de ruptura e dois de
continuidade inerentes à Nova República.
– 15
HISTÓRIA AD3a. S
(Deputado Ricardo Zarattini, O Globo, 8/8/2004.)
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MÓDULO
9
O Mundo Grego
1. (UNICAMP-Adaptado) – “À Ilíada, epopeia guerreira, sucede
a Odisseia, coletânea de lendas e aventuras marítimas. Esse contraste
corresponde a uma mudança, quando os povos da região renunciam às
lutas em territórios limitados e se voltam para os países longínquos.
Os poemas homéricos são contemporâneos da grande expansão
marítima dos fenícios, e a Odisseia está cheia de violências e rapinas
de todo tipo praticadas por aquele povo, apresentado como mercadores
descarados e bandidos sem escrúpulos. Mas devemos levar em conta,
nessas narrativas, as rivalidades comerciais entre gregos e fenícios.”
b) relacione a desintegração dos genos com a Segunda Diáspora
Grega.
RESOLUÇÃO:
O crescimento demográfico tornou insuficiente a produção dos genos, o
que levou os eupátridas a se apoderarem da terra, pondo fim à propriedade coletiva. Aqueles que não aceitaram a nova situação emigraram para
oeste, fixando-se na Sicília e no Sul da Itália (Magna Grécia).
(Adaptado de J. Gabriel-Leroux. As primeiras civilizações do Mediterrâneo.
São Paulo: Martins Fontes. 1989, p. 67-68.)
HISTÓRIA AD3a. S
a) Considerando que a Guerra de Troia, tratada na Ilíada, travou-se
na Ásia Menor e as viagens de Ulisses, descritas na Odisseia,
ocorreram no Mediterrâneo, por que os fenícios são mencionados
somente no segundo poema?
RESOLUÇÃO:
Porque a talassocracia fenícia foi exercida no Mediterrâneo, não
alcançando o Mar Negro perto do qual se localizava a cidade de Troia.
b) Em que aspecto a organização política de fenícios e gregos se
diferenciava dos grandes impérios da Antiguidade?
3. (UNESP) – As agitações sociais e políticas vivenciadas pelos
atenienses no século VI a.C. colocaram em evidência certos legisladores e também tiranos como Pisístrato. Nesse contexto, indique duas
contribuições do legislador Sólon para atenuar aqueles conflitos.
RESOLUÇÃO:
Sólon estabeleceu em Atenas uma sociedade censitária, criando quatro
classes sociais com direitos políticos proporcionais a suas posses; com isso,
a camada dominante, até então restrita aos eupátridas proprietários de
terras, passou a incluir os comerciantes ricos, pois Sólon equiparou a
riqueza móvel (ouro) à imóvel (terras). Outras medidas adotadas foram a
abolição da escravidão por dívidas e a concessão da cidadania aos artesãos
de outras cidades que se fixassem em Atenas.
RESOLUÇÃO:
Gregos e fenícios organizaram-se em cidades-Estado dotadas de
soberania, enquanto os grandes impérios da época, como o Egito, tinham
unidade política, sendo administrados por um governo central.
2. Entre os séculos XII e VIII a.C., os gregos viveram em
comunidades denominadas genos. A esse respeito,
a) explique a organização do sistema gentílico.
RESOLUÇÃO:
Comunidade clânica (ligada por laços de parentesco entre descendentes
de um ancestral comum), chefiada por um pater e apoiada na agricultura
de subsistência, com base na propriedade coletiva da terra.
4. (UFJF) – “Para o pensador grego Platão, nenhuma das formas de
governo existentes em sua época era a ideal. Ao analisar um determinado regime político, ele observou que, naquele caso, o poder estava
concentrado nas mãos dos cidadãos; estes deliberavam diretamente
sobre os assuntos da cidade, embora, no entender do filósofo, muitos
fossem moralmente indignos e sem qualificação para tal.”
(Adaptado de M. Finley. Os gregos antigos.
Lisboa: Edições 70, 1986. p. 87.)
a) Identifique o regime político criticado por Platão.
RESOLUÇÃO:
Democracia.
16 –
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 17
b) Cite e analise duas das principais características desse regime na
Grécia Antiga.
RESOLUÇÃO:
Igualdade de direitos políticos entre os cidadãos, isto é, os homens livres,
maiores de idade e nascidos na cidade; e participação desses cidadãos no
governo, por meio das decisões tomadas em assembleia (democracia
direta).
6. (UFPR) – O Período Helenístico, marcado pela fusão de
elementos culturais gregos e orientais, iniciou-se com as conquistas de
Alexandre Magno, cujo império se estendeu da Macedônia e Grécia
ao vale do Rio Indo.
a) Cite as principais características da cultura helenística, comparando-as com a cultura helênica (grega).
RESOLUÇÃO:
Cultura helênica: antropocentrismo, escultura caracterizada pela
idealização e serenidade, arquitetura definida pela moderação das
proporções e regime político democrático.
5. A democracia surgiu na Grécia Antiga, tendo sido estabelecida
em Atenas por Clístenes, em 508 a.C. Todavia, o conceito grego desse
regime político estava bem distante da democracia praticada
atualmente. Assim sendo, compare a democracia ateniense com a atual.
RESOLUÇÃO:
A democracia grega era restrita (apenas 10% dos habitantes eram
considerados cidadãos), direta (as decisões de governo dependiam de
aprovação pela assembleia dos cidadãos) e escravista. Já a democracia
atual é abrangente (todos os naturais do país, e também os naturalizados,
têm direito de cidadania), indireta ou representativa (as decisões de
governo são tomadas por representantes eleitos pelos cidadãos) e não
admite a escravidão.
MÓDULO
10
b) Explique a importância da civilização helenística no contexto da
Antiguidade Oriental e Ocidental.
RESOLUÇÃO:
Apesar de suas peculiaridades locais, a civilização helenística contribuiu
para integrar culturalmente o Mundo Greco-Romano e as populações do
Oriente Próximo e Médio.
O Mundo Romano
1. (UNIFESP) – Na Roma Antiga, assim como no Brasil Colonial e
Monárquico, havia numerosos escravos. Compare a escravidão nessas
duas sociedades, mostrando suas
a) semelhanças.
RESOLUÇÃO:
Em Roma como no Brasil, a condição natural de escravo decorria de seu
nascimento. Os escravos não tinham personalidade jurídica, possuíam
valor comercial e eram geralmente maltratados. Embora pudessem ser
utilizados em atividades variadas, destinavam-se na maioria aos trabalhos
braçais.
b) diferenças.
RESOLUÇÃO:
Em Roma, a condição de escravo podia decorrer do aprisionamento em
guerra ou por dívidas e não dependia de critérios étnicos; além disso, o
escravismo tinha papel determinante no modo de produção romano. Já
no Brasil, a condição de escravo podia decorrer diretamente do
apresamento (caso dos indígenas) ou do escambo (caso dos africanos),
vinculava-se a critérios étnicos (os brancos não podiam ser escravizados);
e o escravismo, apesar de sua importância, estava associado à acumulação
primitiva de capitais, não constituindo propriamente um modo de
produção.
2. As conquistas romanas dos séculos II e I a.C. alteraram
profundamente a estrutura econômica, social e política de Roma,
causando a crise e o ulterior desaparecimento da República – muito
embora esse termo tenha sobrevivido ao longo de grande parte do
Império.
a) Cite as transformações econômicas e sociais provocadas pelas
conquistas romanas.
RESOLUÇÃO:
Domínio sobre o comércio no Mediterrâneo, expansão do escravismo,
desemprego e marginalização da plebe, concentração fundiária, ruína dos
pequenos proprietários, êxodo rural e surgimento dos “homens novos”
(plebeus enriquecidos).
– 17
HISTÓRIA AD3a. S
Cultura helenística: redução da importância do indivíduo, escultura
caracterizada pelo realismo e dramaticidade, arquitetura definida pela
monumentalidade e despotismo de origem oriental.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 18
b) De que maneira essas transformações provocaram a queda da
República?
RESOLUÇÃO:
O surgimento dos “homens novos”, em oposição aos patrícios, e sobretudo
o fortalecimento do Exército enfraqueceram o Senado, abrindo espaço
para que políticos ambiciosos assumissem o poder, criando condições para
a instauração do Império.
HISTÓRIA AD3a. S
3. (FUVEST) – Karl Marx afirmou mais de uma vez que, na
Antiguidade Romana, era o Estado que sustentava o proletariado e não
este àquele, como ocorre na Modernidade. Com base nessa afirmação,
explique
a) como o Estado Romano sustentava o proletariado.
RESOLUÇÃO:
Por meio da "política do pão e circo", surgida durante a crise da
República Romana e que se estendeu à fase do Império.
b) por que é possível afirmar que a derrota do projeto de reforma
agrária dos Irmãos Graco abriu caminho para tal política.
RESOLUÇÃO:
Com a plebe romana empobrecida e marginalizada pelo crescimento do
escravismo, somente uma reforma agrária lhe proporcionaria um meio
de subsistência capaz de torná-la politicamente independente. Assim, o
fracasso do projeto dos Irmãos Graco subordinou a plebe ao poder dos
“homens novos” e depois do próprio Estado, por meio da “política do pão
e circo”.
4.
Cite três poderes concedidos a Otávio durante o Principado.
RESOLUÇÃO:
– Príncipe do Senado: direito de promulgar leis.
– Imperador: supremo comandante militar.
– Sumo Pontífice: suprema autoridade religiosa.
– Pretor máximo: direito de modificar sentenças judiciais.
– Augusto: título que equiparava Otávio aos deuses.
5. Entre os anos de 235 e 284, o Império Romano viveu um período
de anarquia militar, com os generais disputando o trono por meio da
luta armada. Essa situação deu origem à crise do século III, que
marcaria o início do chamado “Baixo Império”. Mencione os principais
aspectos dessa crise.
RESOLUÇÃO:
Cessação das guerras de conquista, crise do escravismo, ruralização da
economia, êxodo rural e enfraquecimento econômico, político e militar do
Império Romano.
18 –
(Perseguição aos cristãos em Roma.)
6. A perseguição aos cristãos foi um fato recorrente no Império
Romano entre os séculos I e III. Ao todo, houve dez grandes perseguições, mas nem por isso o cristianismo deixou de ganhar novos adeptos.
a) Explique por que muitos imperadores romanos viam o cristianismo
como uma ameaça.
RESOLUÇÃO:
Sendo monoteístas, os cristãos recusavam-se a cultuar a divindade do
imperador; além disso, o cristianismo era visto como uma religião
potencialmente subversiva, dada sua grande penetração entre os escravos
e as camadas mais pobres da população.
b) Que medidas, adotadas respectivamente pelos imperadores
Constantino e Teodósio, assinalaram o triunfo do cristianismo?
RESOLUÇÃO:
Pelo Edito de Milão (313), Constantino concedeu liberdade religiosa aos
cristãos, pondo fim às perseguições contra eles. Pelo Edito de Tessalônica
(380), Teodósio fez do cristianismo a religião oficial do Império, proibindo
a prática do paganismo.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 19
MÓDULO
11
Idade Média
1. (UFJF) – Observe a ilustração e leia a citação a seguir. Depois,
responda ao que se pede.
2. (UFPR) – Entre os séculos V e VI, algumas monarquias
romano-germânicas foram se consolidando como entidades políticas
independentes nos territórios do extinto Império Romano do Ocidente.
A respeito desses “reinos bárbaros”,
a) cite os quatro mais importantes, estabelecidos respectivamente na
Britânia, Gália, Hispânia e Itália.
b) explique como desapareceram os reinos instalados na Itália e na
Hispânia.
RESOLUÇÃO:
O Reino dos Ostrogodos foi tomado pelos bizantinos, durante a
Reconquista de Justiniano. O Reino dos Visigodos foi conquistado pelos
árabes (mouros ou sarracenos), durante a expansão do Islão na Alta Idade
Média.
Coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III como
imperador do Ocidente, no Natal de 800.
“Nascida nos quadros do Império Romano, a Igreja foi aos poucos
preenchendo os vazios deixados por ele até, em fins do século IV,
identificar-se com o Estado, quando o cristianismo foi reconhecido
como religião oficial (...) No Império Carolíngio, a aliança entre o
monarca e a Igreja foi fundamental para a consolidação de ambos os
poderes. A Igreja assumia funções que hoje consideramos ser do
Estado; este, por sua vez, interferia nos assuntos religiosos.”
(Hilário Franco Júnior. A Idade Média. Nascimento do Ocidente.
São Paulo: Brasiliense, 2001. p. 67-71.)
Sobre as relações entre Estado e Igreja no Período Medieval, responda:
a) Qual a importância da Igreja Católica na administração dos reinos
e impérios?
RESOLUÇÃO:
Devido à supremacia do poder espiritual sobre o temporal, muitos papas
exerceram influência sobre as decisões dos monarcas. Além disso, a
existência de numerosos feudos eclesiásticos fazia com que bispos e
arcebispos governassem diretamente parte da população.
b) De que maneira o poder régio contribuiu para a expansão da fé
cristã?
RESOLUÇÃO:
No período de formação dos reinos bárbaros, a conversão dos soberanos
ao cristianismo trouxe consigo a conversão do conjunto da população. Por
outro lado, a conquista de povos pagãos pelos monarcas cristãos
contribuiu para expandir a religião cristã. Isso também ocorreu quando
das lutas entre cristãos e muçulmanos, como na Guerra de Reconquista,
travada na Península Ibérica.
3. (FUVEST) – No feudalismo, a organização da sociedade
baseava-se em vínculos de dependência pessoal, como a vassalagem e
a servidão. Descreva o que eram e como funcionavam, na sociedade
feudal,
a) a vassalagem.
RESOLUÇÃO:
Vassalagem era a relação de subordinação de um nobre para com seu
suserano (o rei ou um outro nobre), decorrente da concessão de um feudo
feita ao primeiro pelo segundo. As relações de suserania e vassalagem
estabeleciam laços recíprocos de lealdade, implicando a proteção do
suserano e a fidelidade do vassalo. Este último tinha para com o primeiro
certas obrigações, como hospedar o suserano, prestar-lhe ajuda militar e
contribuir para o pagamento de resgate, caso o suserano fosse aprisionado
em guerra.
b) a servidão.
RESOLUÇÃO:
Servidão era a relação de dependência do camponês preso à terra (servo)
para com o senhor feudal. O primeiro devia ao segundo obrigações
costumeiras, pagas em produtos (talha, banalidades e outras) ou com
trabalhos na terra do senhor (corveia). Em contrapartida, o senhor devia
proteção ao servo e a sua família.
– 19
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
Reinos dos Anglo-saxões, Francos, Visigodos e Ostrogodos.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 20
4. (UFES-2012) – A ocorrência de feiras livres é observada, em
cidades brasileiras, desde o Período Colonial, quando se destacaram as
feiras de Santana, Sorocaba, Campina Grande e Caruaru, entre outras.
Em cidades europeias, esses eventos econômicos e culturais se tornaram
comuns a partir da Baixa Idade Média, com o Renascimento Comercial
e Urbano; nessa época, notabilizaram-se as feiras de Provins e de Troyes
(na região da Champagne), as de Bruges e de Antuérpia (na Flandres),
as de Colônia e Lübeck (na Alemanha), e muitas outras. Explique
a) dois fatores que contribuíram para o renascimento do comércio e
da vida urbana, no contexto europeu da Idade Média.
RESOLUÇÃO:
Ocorrência das Cruzadas, que reabriram o Mediterrâneo ao comércio
europeu e restabeleceram os contatos mercantis entre Ocidente e Oriente.
Crescimento demográfico da Europa Ocidental, levando parte da
população dos feudos a deixá-los, buscando as cidades para nelas se
dedicar ao artesanato e ao comércio.
HISTÓRIA AD3a. S
b) o significado das corporações de ofício, que se difundiram nas
cidades europeias a partir do século XII.
RESOLUÇÃO:
As corporações de ofício reuniam os artesãos ligados a um determinado
ramo de atividade em uma cidade. Delas participavam os donos das
oficinas (mestres), seus empregados (oficiais ou companheiros) e também
os aprendizes. Além de ter funções assistenciais, as corporações
supervisionavam as atividades das oficinas, fixando os preços e
controlando a quantidade e a qualidade dos artigos produzidos.
5. (UNICAMP) – “Em 1348, a Peste Negra invadiu a França e,
desde então, nada mais seria como antes. Uma terrível mortandade
atingiu o reino. A escassez de mão de obra desorganizou as relações
sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas
exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens
incumbidos de preservar Sua ordem na terra. Mas foi preciso entender
que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso
uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes
recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar
tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos
feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se
estender o império da dúvida e do desvio.”
b) Indique características da organização social da Europa Medieval
que refletiam a ordem de Deus na Terra.
RESOLUÇÃO:
Segundo a interpretação dada pela Igreja à sociedade feudal, esta era
dividida em três ordens, cada uma exercendo a função que lhe fora
atribuída por Deus: O clero (os que oram), dedicado a salvar as almas dos
fiéis; a nobreza feudal (os que combatem), voltada para a defesa da
sociedade cristã; e os servos (os que trabalham), aos quais cabia sustentar
aqueles que lhes proporcionavam proteção espiritual e militar.
6. (UFPR-2012) – Leia os seguintes excertos da Magna Carta
inglesa de 1215.
“12 - Nenhum imposto será estabelecido em nosso Reino sem o
consenso geral (...) que tudo se passe da mesma maneira no que
respeita às contribuições da cidade de Londres (...)
61 - Instituímos e concedemos aos nossos barões a seguinte garantia:
elegerão vinte e cinco barões do Reino, os quais deverão com todo o
seu poder observar, manter e fazer cumprir a paz e as liberdades que
nós concedemos.”
(Magna Carta. In: C. R. C. Davis. The Trustees of the British Museum, 1963,
p. 16-23. Apud Fernanda Espinosa. Antologia de textos medievais. Lisboa:
Sá da Costa Editora. p. 326-327).
A partir dos trechos acima e de seus conhecimentos sobre a Monarquia
Inglesa na Idade Média, explique
a) a relação dos nobres e burgueses ingleses com sua Realeza.
RESOLUÇÃO:
Durante a Baixa Idade Média, a nobreza e a burguesia inglesas uniramse para limitar o poder real e preservar as liberdades estabelecidas pela
Magna Carta. Para tanto, criaram o Parlamento, formado pela Câmara
dos Lordes (nobreza) e pela Câmara dos Comuns (burguesia).
(Adaptado de Georges Duby. A Idade Média na França (987-1460): de Hugo
Capeto a Joana D'arc. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992. p. 256-258.)
a) A partir do texto, identifique de que maneira a Peste Negra
repercutiu na sociedade da Europa Medieval, em seus aspectos
econômicos e religiosos.
RESOLUÇÃO:
No plano econômico, a Peste Negra, ao reduzir a população, produziu dois
efeitos: retração nas atividades comerciais, devido ao encolhimento do
mercado consumidor; e alterações nas relações servis de produção,
fazendo com que as obrigações em produtos fossem mudadas para
pagamentos monetários ou transformando os servos presos à terra em
arrendatários do senhor feudal.
No plano religioso, a Igreja perdeu prestígio e sua doutrina sofreu
contestações; paralelamente, cresceu a prática da feitiçaria.
20 –
b) por que a Magna Carta é considerada uma precursora das
Constituições modernas.
RESOLUÇÃO:
A Magna Carta, ao estabelecer limites à autoridade real e assegurar
determinados direitos e liberdades, pode ser considerada uma precursora
das Constituições modernas.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 21
MÓDULO
12
História Moderna I
b) cite e analise uma característica desse novo modo de conceber o
conhecimento.
RESOLUÇÃO:
– Racionalismo, ou seja, a capacidade de raciocinar sobre os fatos da
Natureza.
– Espírito crítico, ou seja, a capacidade de analisar e questionar
afirmações tidas como verdades absolutas.
– Empirismo e experimentalismo, ou seja, a investigação da Natureza por
meio de experiências.
HISTÓRIA AD3a. S
1. (UFJF-2012) – As imagens abaixo ilustram alguns procedimentos
utilizados por um novo modo de conhecer e explicar a realidade,
estruturado entre os séculos XVI e XVIII.
c) Explique o impacto desse novo modo de conceber o conhecimento
sobre o dogmatismo religioso da época.
(Ilustração do Sistema Solar na obra de Copérnico intitulada Das revoluções
dos corpos celestes. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org>.
Acesso em: 8 out. 2011.)
RESOLUÇÃO:
Os processos de investigação científica e o pensamento racional dos
renascentistas entraram em choque com a posição intransigente da Igreja
Católica, a qual passou a perseguir muitos defensores das novas ideias,
como Galileu e Giordano Bruno.
2. (UEG-2012) – A Reforma Protestante marcou o grande cisma do
cristianismo no Ocidente. Acerca desse acontecimento,
a) cite duas diferenças teológicas entre o protestantismo luterano e o
catolicismo romano.
(Ilustração de Andreas Vesalius na obra Da organização do corpo humano.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org>. Acesso em: 8 out. 2011.)
RESOLUÇÃO:
– Salvação pela fé, em vez do livre-arbítrio e da salvação pelas obras.
– Negação da autoridade papal.
– Rejeição ao culto dos santos.
– Redução dos sete sacramentos a dois: batismo e eucaristia.
Com base nas informações oferecidas e em outros conhecimentos sobre
o assunto,
a) mencione o processo histórico que pode ser identificado pelas
referências acima.
RESOLUÇÃO:
Renascimento Científico, como parte do Renascimento Cultural no início
dos Tempos Modernos.
– 21
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 22
b) cite os principais desdobramentos políticos da Reforma Protestante
na Suíça e na Inglaterra.
4.
(UFRJ)
RESOLUÇÃO:
Na Suíça: domínio de Calvino sobre a cidade de Genebra. Na Inglaterra:
fortalecimento da autoridade real, devido à união dos poderes temporal e
espiritual na pessoa do rei.
HISTÓRIA AD3a. S
3. (UERJ) – “Relações entre a pregação protestante e as estruturas
políticas então existentes foram muitas vezes decisivas, tanto para os
destinos da pregação em si quanto para os rumos afinal tomados pela
organização das novas Igrejas.”
O eleitor João Frederico da Saxônia,
de Ticiano. (1488-1576). Museu do Prado, Madri.
(Francisco José Calazans Falcon. In: Antonio Edmilson M. Rodrigues;
Francisco José C. Falcon. Tempos modernos: ensaios de história cultural.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.)
O texto acima se refere a processos da Reforma Religiosa ocorridos
na Europa. O movimento reformista, entretanto, conheceu diferentes
reações em áreas distintas. Indique duas causas da Reforma Religiosa
na Inglaterra e uma consequência econômica desse movimento.
RESOLUÇÃO:
Causas da Reforma na Inglaterra:
– Recusa do papa em anular o casamento do rei Henrique VIII.
– Interesse de Henrique VIII em fortalecer sua autoridade, acumulando
os poderes temporal e espiritual.
– Interesse de Henrique VIII em incorporar as terras da Igreja aos
domínios da Coroa.
– Sentimento nacionalista dos ingleses, que viam no Papado a interferência
de um poder estrangeiro.
Consequencia econômica:
– Confisco dos bens da Igreja Católica na Inglaterra, aumentando a
disponibilidade de recursos a serem investidos no desenvolvimento da
economia Inglesa.
Don Froilán de Berganza, de Salvador Maella.
(1739-1819). Museu do Prado, Madri.
A observação do trabalho dos mestres retratistas da aristocracia ajuda
a compreender os cenários políticos e sociais de variados momentos
históricos. Na primeira tela, referente aos primórdios do século XVI,
um aristocrata europeu é apresentado como senhor da guerra. Na
segunda, de 1798, o nobre, mesmo não abrindo mão de insígnias militares, surge como componente da elite política e administrativa, pois
lida com documentos e livros.
Explique duas mudanças ocorridas nos sistemas políticos das
sociedades europeias entre os séculos XVI e XVIII.
RESOLUÇÃO:
No início do século XVI, a aristocracia de origem feudal ainda conservava
parte de seu antigo poder militar. Já no final do século XVIII, com a
cristalização do absolutismo monárquico, essa mesma nobreza passara a
sustentar a autoridade real, desempenhando funções político-administrativas, juntamente às militares.
22 –
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 23
A partir da leitura do trecho acima e de outros conhecimentos sobre o
tema,
a) identifique o autor a quem o texto se refere e o regime político por
ele defendido.
RESOLUÇÃO:
Autor: Thomas Hobbes (1588-1679). Regime político: absolutismo
monárquico.
com 71.818 artigos e 2.885 ilustrações. Essa obra estava ligada ao
iluminismo, importante movimento filosófico que, ao criticar as monarquias de então e os costumes da época, consolidou a modernidade.
a) Aponte duas das principais ideias do iluminismo.
RESOLUÇÃO:
– Iluminismo: ideologia burguesa de oposição ao Antigo Regime,
caracterizado pelo absolutismo monárquico, pela sociedade de ordens
(desigualdade jurídica das camadas sociais) e pela política econômica
mercantilista.
– Racionalismo: a razão como guia do comportamento humano.
– Liberalismo: valorização da liberdade política, econômica e intelectual.
– Igualdade perante a lei.
– Governo representativo dos cidadãos.
– Naturalismo: a Natureza como modelo para a sociedade humana.
HISTÓRIA AD3a. S
5. “Este foi o teórico que melhor definiu e justificou a estrutura de
poder de sua época. Sua obra foi o livro Leviatã, no qual expôs sua
ideia de um estado poderoso e dominante, necessário para manter a
ordem social – sem a qual os homens viveriam em estado de guerra
constante.”
b) explique a prática econômica que sustentou o regime político
defendido pelo autor.
RESOLUÇÃO:
Trata-se da política econômica mercantilista, praticada pelos Estados
europeus durante a Idade Moderna. Seus elementos básicos eram:
metalismo, balança comercial favorável, intervencionismo, protecionismo,
estabelecimento de monopólios e exploração do Sistema Colonial.
b) Analise a relação entre o pensamento iluminista e o surgimento do
despotismo esclarecido, adotado por alguns monarcas europeus do
século XVIII.
RESOLUÇÃO:
O despotismo esclarecido consistiu no esforço, empreendido por alguns
soberanos europeus, de conciliar reformas iluministas com a manutenção
do regime absolutista. As medidas progressistas adotadas pelos déspotas
esclarecidos contribuíram para dar uma sobrevida ao Antigo Regime,
adiando a possibilidade de revolução.
6. (UFES) – No auge das críticas ao Antigo Regime, o filósofo e
escritor francês Denis Diderot (1713-84) afirmou: “Os homens
somente serão livres quando o último rei for enforcado nas tripas do
último padre.” Ao lado de d’Alembert, Rousseau, Montesquieu,
Voltaire e outros pensadores do seu tempo, Diderot produziu a famosa
Enciclopédia, redigida entre 1750 e 1772, publicada em 33 volumes,
MÓDULO
13
História Moderna II
1. (UFMG) – “O que significa a frase ‘A Revolução Industrial explodiu’? Significa que, a certa altura da década de 1780, e pela primeira vez na
história da humanidade, foram retirados os grilhões do poder produtivo das sociedades humanas, que daí em diante se tornaram capazes da
multiplicação rápida, constante, e até o presente ilimitada, de homens, mercadorias e serviços. Sob qualquer aspecto, este foi provavelmente o mais
importante acontecimento na história do mundo, pelo menos desde a invenção da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Grã-Bretanha. É
evidente que isto não foi acidental.”
(Eric Hobsbawm. A era das revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 44-5.)
a) Explique dois fatores que tornaram possível o pioneirismo inglês no processo de industrialização.
RESOLUÇÃO:
– Disponibilidade de capitais acumulados durante a fase mercantilista do capitalismo, graças às exportações de manufaturas e à hegemonia da marinha
britânica no comércio internacional.
– Abundância de mão de obra barata, como consequência do êxodo rural provocado pelos cercamentos (enclosures) das terras cultiváveis, utilizadas em
bases capitalistas.
– Abundância de jazidas de ferro e carvão na Inglaterra, necessários, respectivamente, para a fabricação de máquinas e a produção de vapor.
– 23
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 24
b) Explique uma das razões por que a indústria têxtil se tornou o setor
de ponta nos primórdios da industrialização.
RESOLUÇÃO:
As manufaturas têxteis de algodão constituíam, na Inglaterra, uma
importante atividade produtiva para exportação, sendo largamente
abastecidas com matéria-prima procedente da América do Norte. Essa
circunstância fez com que os aperfeiçoamentos e invenções necessários à
passagem da manufatura para a maquinofatura ocorressem primeiro no
setor têxtil.
3. (UFPR) – O século XVIII é considerado o século das revoluções
burguesas; mas é também um período de grandes convulsões
populares, rurais e urbanas. Para o historiador George Rudé, “apesar
da prosperidade econômica que França e Inglaterra viviam, ‘os motins
da fome’ continuavam sendo a expressão constante e típica do descontentamento popular”, tanto no campo como na cidade.
(George Rudé. A multidão na história. Rio de Janeiro: Campus, 1991. p. 22).
Comente as causas da fome na Europa do século XVIII, apesar da
prosperidade.
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
A “prosperidade” da Europa no século XVIII beneficiava somente as
camadas superiores da sociedade — aristocracia e burguesia. Quanto à
fome que acometia os extratos inferiores, urbanos e rurais, decorria da
situação de miséria dessa população e do alto preço dos alimentos em
épocas de má colheita (situação recorrente devido a frequentes crises
climáticas).
2. (UFRJ) – “A luta dos Estados Unidos contra a Inglaterra foi
apenas uma ‘guerra de independência’ ou foi uma revolução? Alguns
têm procurado ver, na Guerra de Independência Americana, uma
revolução; outros negam que essa guerra tenha trazido, para as antigas
colônias inglesas, profundas modificações econômicas e sociais. O
meio termo é a opinião que deve prevalecer.”
(Jacques Godechot. As Revoluções: 1770-1799.
São Paulo: Pioneira, 1976. p. 19.)
a) Por que a Guerra de Independência dos Estados Unidos não pode
ser considerada, do ponto de vista político, simplesmente uma
guerra anticolonial?
RESOLUÇÃO:
Porque seu resultado foi a implantação, em território norte-americano,
de um modelo político inovador, baseado no constitucionalismo
republicano, no federalismo e no equilíbrio entre os três poderes de
governo.
b) Aponte o impacto, para o Estado Francês, de sua participação na
Guerra de Independência.
RESOLUÇÃO:
— Agravamento da crise financeira da França, devido às despesas
decorrentes da participação francesa no conflito.
— Repercussão da independência dos Estados Unidos na França,
reforçando os ideais de liberdade e do direito de revolta contra um
governo injusto.
24 –
4. (UFBA – Adaptado) – “São verdades incontestáveis para nós:
que todos os homens nascem iguais; que lhes conferiu o Criador certos
direitos inalienáveis, entre os quais o direito à vida, à liberdade e à busca
da felicidade; que, para assegurar esses direitos, se constituíram entre
os homens governos, cujos poderes justos emanam do consentimento
dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo tenda a
destruir esses fins, assiste ao povo o direito de mudá-la ou aboli-la.”
(Declaração de Independência dos Estados Unidos [1776].
In: Aquino, 2005. p. 203).
“Em 26 de agosto de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte da
França proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
tendo como base o ideário burguês do iluminismo. Entre os principais
pontos defendidos por esse documento, destacam-se: o respeito, pelo
Estado, à dignidade da pessoa humana; a liberdade e a igualdade dos
cidadãos perante a lei; o direito à propriedade individual; o direito de
resistência à opressão; a liberdade de pensamento e de opinião.”
(Cotrim, 1994, p. 290)
Com base nos textos transcritos, cite duas características comuns ao
momento histórico no qual foram produzidas as duas Declarações.
RESOLUÇÃO:
– Expansão da ideologia iluminista, caracterizada pela defesa da
liberdade, do sistema político representativo e do direito de rebelião contra
governos injustos.
– Crises do Sistema Colonial e do Antigo Regime, no quadro da
consolidação do Sistema Capitalista (passagem do Capitalismo Comercial
para o Industrial).
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6. (UFF) – A Revolução Francesa de 1789 foi um fenômeno que
pode ser comparado à Revolução Americana de 1776. Ambas
constituem parte do que designamos como “Revoluções Burguesas”.
Entretanto, observando seus resultados políticos na França e nos
Estados Unidos, percebemos diferenças radicais no tocante aos modos
de organização dos governos de cada um desses países.
Tendo em vista o estabelecido no texto,
a) explique as diferenças entre as formas políticas resultantes de cada
uma das revoluções, no âmbito dos Estados Unidos e da França.
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
Nos Estados Unidos, a Revolução de 1776 produziu uma república
democrática, baseada na representatividade do governo em relação aos
cidadãos e na autonomia dos estados-membros (federalismo). Na França,
a Revolução de 1789 resultou na implantação do Império Napoleônico —
uma monarquia centralizada e autoritária (mas não absoluta), apoiada
na burguesia e no Exército.
Execução do ex-rei francês Luís XVI.
5. Com base na observação da imagem e em outros conhecimentos
sobre o tema,
a) esclareça a que momento histórico pertence o episódio mostrado
na ilustração.
RESOLUÇÃO:
Revolução Francesa, durante a fase da Convenção – Assembleia eleita por
sufrágio universal masculino que proclamou a República e condenou Luís
XVI à morte.
b) indique um dos líderes da Revolução Americana e um movimento
no Brasil que tenha recebido a influência de uma das “Revoluções
Burguesas”.
b) explique por que a guilhotina foi considerada um instrumento da
“justiça revolucionária” em sua época.
RESOLUÇÃO:
A guilhotina substituiu as diversas formas de execução praticadas no
Antigo Regime por um procedimento único, aplicado igualitariamente à
todos os condenados à morte. Além disso, por ser um processo mecânico
e rápido (o que pressupunha menor sofrimento para a vítima), foi vista
como uma manifestação de progresso científico.
RESOLUÇÃO:
Entre os líderes podem ser citados Thomas Jefferson, Benjamin Franklin,
John Adams, George Washington ou Alexander Hamilton. No caso do
movimento brasileiro poderá ser citada uma das inconfidências que
ocorreram entre o final do século XVIII e o início do século XIX.
– 25
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 26
MÓDULO
14
História Contemporânea I
1. (UERJ) – “A União Europeia dá continuidade a seu processo de
ampliação. Com o ingresso da Bulgária e Romênia em 2007, o bloco
passou a contar com 27 países-membros.”
(www.dw-world.de)
Vem de longe o esforço europeu para criar estratégias visando à
manutenção da paz e do equilíbrio entre as nações do continente. No
século XIX, por exemplo, a tentativa empreendida pelos Estados
participantes do Congresso de Viena (1814-15) seria rompida pelas
guerras da unificação alemã.
a) Apresente dois objetivos do Congresso de Viena.
3. (UFJF) – Os problemas enfrentados pela população africana, nos
dias atuais, associam-se à história da utilização dos recursos da África.
Leia a citação a seguir e observe o mapa. Em seguida, responda às
questões propostas.
“Todo inglês nasce com uma espécie de poder miraculoso, que o torna
senhor do mundo. Quando precisa de um novo mercado para seus
produtos, envia um missionário para ensinar o evangelho da paz. Os
nativos matam o missionário, e ele corre às armas em defesa da
cristandade e se apossa do mercado como uma dádiva dos Céus.”
(Bernard Shaw, 1856-1950, O Homem do Destino)
HISTÓRIA AD3a. S
RESOLUÇÃO:
– Restaurar as dinastias destronadas pela Revolução Francesa ou por
Napoleão, pondo em prática o “Princípio da Legitimidade”.
– Combater as ideias revolucionárias liberais, restaurando o absolutismo
nos Estados em que isso fosse possível.
– Redesenhar o mapa político da Europa em benefício dos principais
vencedores de Napoleão (Rússia, Prússia e Áustria).
– Estabelecer um “Concerto Europeu”, de modo a impedir a eclosão de
novas guerras.
b) Explique uma consequência da unificação alemã para as relações
políticas europeias.
RESOLUÇÃO:
Ruptura do equilíbrio europeu, devido ao poderio militar e econômico da
Alemanha, o que levaria à formação de blocos antagônicos e desembocaria
na Primeira Guerra Mundial.
2. Sobre as Revoluções Liberais de 1830 e 1848,
a) indique as correntes ideológicas que as influenciaram.
RESOLUÇÃO:
Liberalismo (antiabsolutismo), nacionalismo (busca da independência ou
da unificação política) e, em 1848 na França, também socialismo utópico.
a) Indique dois problemas que afetam boa parte da população africana
atualmente.
RESOLUÇÃO:
Miséria, fome, doenças, conflitos étnicos/guerras civis.
b) Analise a relação desses problemas com a história da África no
século XX.
b) explique por que esses movimentos fracassaram.
RESOLUÇÃO:
As Revoluções de 1830 e 1848 fracassaram (com exceção da independência
da Bélgica) por duas razões: a burguesia ainda não era suficientemente
forte para assumir o poder; e as lideranças burguesas, receando a
radicalização das camadas populares, desligaram-se do movimento
revolucionário e, em certos casos, uniram-se às forças da reação.
26 –
RESOLUÇÃO:
Os problemas atuais da África são decorrência da exploração colonial que
lhe foi imposta pelas potências capitalistas. Estas se preocuparam em
explorar os recursos econômicos de suas colônias, sem criar condições
para que pudessem se desenvolver como Estados independentes. Ademais,
as fronteiras traçadas pelos dominadores europeus não levaram em conta
as divisões étnicas, o que geraria sangrentos conflitos após a
descolonização.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 27
4. (UFF) – “Os libertários — anarquistas e anarcossindicalistas —
concentram sua atuação na vida educativa, feita por meio da
propaganda escrita e oral — livros, jornais, revistas, folhetos,
conferências, comícios, além de festas, piqueniques, peças teatrais —,
no sentido de disseminar o ideal libertário de emancipação social.”
(Giuseppina Sferra. Anarquismo e anarcossindicalismo.
São Paulo: Ática, 1987. p. 21.)
RESOLUÇÃO:
O primeiro texto aborda a posição nacionalista de apoio à participação
na guerra, com os camponeses (e também os operários) sendo
instrumentalizados para realizar os projetos dos governos e das classes
dominantes. Já o segundo texto retrata a postura socialista de oposição ao
conflito, considerado como um choque de interesses imperialistas e um
entrave ao progresso do internacionalismo proletário.
RESOLUÇÃO:
Estabelecimento de uma sociedade igualitária administrada por meio da
autogestão, baseada na propriedade coletiva e sem existência do Estado.
Valorização da liberdade como bem supremo, rejeitando qualquer tipo de
autoridade sobre o indivíduo.
6. (PUC-RIO) – “Até então, era um fato inconteste que a Europa
dominava o mundo com toda a superioridade de sua grande e antiga
civilização, pois sua influência e seu prestígio irradiavam-se, desde
séculos, até os confins da Terra. Quando se pensa nas consequências
da Grande Guerra (1914-18) que agora finda, pode-se perguntar se a
estrela da Europa não perdeu seu brilho, e se o conflito que ela padeceu
não iniciou uma crise vital que anuncia sua decadência.”
(Texto adaptado de A. Demangeon. O declínio da Europa. p. 13-14.)
b) analise a concepção de Estado defendida pelos anarquistas.
RESOLUÇÃO:
Para os anarquistas, o Estado opressor deveria ser substituído por uma
sociedade de homens livres e iguais entre si, unidos por laços de
solidariedade e de responsabilidade individual e coletiva.
Para os que viveram a Primeira Guerra Mundial, esse conflito
significou o fim de uma época. Para alguns, iniciavam-se tempos
sombrios e de decadência; para outros, era o alvorecer de mudanças
há muito almejadas.
a) Identifique um acontecimento que expresse a ideia central do texto
acima transcrito, explicando-o.
RESOLUÇÃO:
As enormes despesas decorrentes da guerra provocaram uma crise
econômica generalizada na Europa, afetando até mesmo potências
vitoriosas como a Grã-Bretanha e a França. Em contraponto a esse quadro
de declínio europeu, os Estados Unidos firmaram-se como potência
mundial hegemônica.
5. (UFG) – “Os camponeses partem para o front com incrível
entusiasmo; e as classes superiores da sociedade, quer sejam liberais
ou conservadoras, os aclamam, desejando-lhes boa sorte. Habitualmente, os camponeses sentiam que não tinham nada a fazer senão
beber; mas agora não é mais assim. É como se a guerra lhes desse uma
razão para viver. No ardor dos soldados russos, percebe-se o
entusiasmo que agitava o coração dos antigos mártires, lançando-se
para a morte gloriosa.”
(Gustave Le Bon. 1916 apud Maria de Lourdes Janotti.
A Primeira Guerra Mundial. O confronto de imperialismos.
São Paulo: Atual, 1992. p. 17.)
“Após um ano de massacre, o caráter imperialista da guerra cada vez mais
se afirmou; essa é a prova de que suas causas se encontram na política
imperialista e colonial de todos os governos responsáveis pelo desencadeamento desta carnificina. Hoje, mais do que nunca, devemos nos opor
a essas pretensões anexionistas e lutar pelo fim desta guerra, que provocou misérias tão intensas entre os trabalhadores de todos os países.”
b) Na sociedade brasileira, durante os anos vinte do século passado,
diferentes acontecimentos projetaram mudanças econômicas,
políticas e culturais na ordem vigente. Identifique duas dessas
manifestações.
RESOLUÇÃO:
No plano econômico: crise de superprodução na cafeicultura.
No plano político: divergências entre os grupos oligárquicos (eleição
presidencial competitiva de 1922 e fundação do Partido Democrático em
São Paulo, em 1926) e revoltas tenentistas, com destaque para a Coluna
Prestes.
No plano cultural: posicionamento da vanguarda intelectual contra os
valores estéticos vigentes, expressado por meio da Semana de Arte
Moderna de 1922.
(Conferência de Zimmerwald – 5 a 8 de setembro de 1915.
Apud: Maria de Lourdes Janotti. A Primeira Guerra Mundial.
O confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. Adaptado.)
No início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), estabeleceu-se,
sobretudo na Europa, uma disputa de ideias em torno do envolvimento
nesse conflito. Com base na leitura dos documentos transcritos,
explique as posições assumidas sobre a participação na guerra.
– 27
HISTÓRIA AD3a. S
Tomando como referência o fragmento acima,
a) indique duas ideias ligadas ao movimento anarquista na Europa do
século XIX.
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MÓDULO
15
História Contemporânea II
1. (UNICAMP) – “Alguns comunistas franceses encontravam
conforto na ideia de que as atitudes de Stalin em relação aos opositores
do regime político vigente na União Soviética eram tão justificadas
pela necessidade quanto havia sido o Terror de 1793-94, liderado por
Robespierre. Talvez em outros países, onde a palavra ‘Terror’ não
sugerisse tão prontamente episódios de glória nacional e triunfo
revolucionário, essa comparação entre Robespierre e Stalin não tenha
sido feita.”
2.
(UERJ)
(Adaptado de Eric Hobsbawn. Ecos da Marselhesa: dois séculos reveem a
Revolução Francesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 67-68.)
HISTÓRIA AD3a. S
a) De acordo com o texto, o que permitiu aos comunistas a
comparação entre os regimes de Robespierre e de Stalin?
RESOLUÇÃO:
A necessidade de endurecimento do governo revolucionário de
Robespierre foi justificada como resposta à ação dos contrarrevolucionários, representados no plano interno por grupos políticos de oposição
aos jacobinos e, no plano externo, por invasores estrangeiros, temerosos
do êxito da Revolução Francesa. Os comunistas que equiparavam a
ditadura de Stalin à de Robespierre argumentavam que as circunstâncias
na URSS eram semelhantes às da França Revolucionária, com o regime
socialista ameaçado por inimigos internos (opositores a Stalin) e externos
(apoiadores da contrarrevolução, no início do processo, e invasão alemã,
já na Segunda Guerra Mundial).
“Em 2010, pela primeira vez, os Estados Unidos enviaram um
representante para participar das comemorações relativas ao ataque
nuclear contra Hiroshima. O bombardeio dessa cidade industrial, em
6 de agosto de 1945, resultou na morte de cerca de 140 mil pessoas.
Três dias mais tarde, os norte-americanos lançaram uma segunda
bomba atômica sobre Nagasaki, causando mais 70 mil mortes. No
âmbito das comemorações em Hiroshima, o Secretário Geral da ONU,
Ban Ki-moon, voltou a apelar pelo desarmamento nuclear do mundo.”
(Adaptado de http://dn.sapo.pt)
O lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki
possibilitou o fim da Segunda Guerra Mundial, acarretando, para todos
os países envolvidos no conflito, muitas transformações e inaugurando
novas tensões internacionais. Aponte dois efeitos da Segunda Guerra
Mundial para a sociedade japonesa e dois efeitos da utilização de
armamentos nucleares para as relações internacionais no pós-guerra.
b) Quais os princípios políticos que definiam o regime soviético?
RESOLUÇÃO:
Teoricamente, o regime político soviético baseava-se na atuação dos
sovietes (conselhos de trabalhadores), definindo-se como uma “democracia popular”, sob a direção do Partido Comunista. Na prática, porém,
estabeleceu-se uma ditadura de partido único com feições de um Estado
totalitário governado por Stalin, detentor de plenos poderes.
28 –
RESOLUÇÃO:
Efeitos da Segunda Guerra Mundial para a sociedade japonesa:
— Destruição de cidades e indústrias, com enorme perda de vidas
humanas.
— Ocupação do Japão pelos Estados Unidos (1945-52).
— Adoção de uma Constituição Democrática que suprimiu o caráter
divino do imperador e proibiu o Japão de possuir Forças Armadas com
poder ofensivo.
— Recuperação econômica do país em bases capitalistas (“Milagre
Japonês”).
Efeitos da utilização de armamentos nucleares para as relações
internacionais no pós-guerra:
— Corrida armamentista nuclear entre Estados Unidos e União Soviética,
no contexto da Guerra Fria.
— Equilíbrio entre as duas superpotências, ambas evitando recorrer à
guerra por medo da retaliação (“terror atômico”).
— Busca do domínio da tecnologia nuclear por outros países, com o
objetivo de ganhar projeção no cenário internacional.
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 29
(José de Sousa Miguel Lopes. O senhor das Moscas: os labirintos do poder.
In: Inês Castro Teixeira; José de Sousa Miguel Lopes (orgs.).
A diversidade cultural vai ao cinema. Belo Horizonte:
Atlântica, 2006. p. 65).
Explique
a) o que foi a Guerra Fria.
4. (PUC-RJ) – A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
proclamada em 1789 pela Assembleia Nacional Constituinte, foi um
ato fundamental da Revolução Francesa e contém os princípios que
inspirarão muitas Constituições modernas. Em seus primeiros artigos,
afirma que "os homens nascem livres e iguais em direitos" e que as
distinções devem se basear na “utilidade comum”.
Em 1948, a ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos
Humanos e retomou em sua abertura as palavras dos revolucionários
franceses: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e
direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação
umas às outras com espírito de fraternidade.”
a) Identifique dois direitos reivindicados pela Declaração de 1789 e
explique por que eram revolucionários para a época.
RESOLUÇÃO:
O direito à liberdade e a igualdade jurídica dos cidadãos. Ambos eram
revolucionários para a época porque se opunham, respectivamente, ao
absolutismo monárquico e à sociedade de ordens (caracterizada pela
desigualdade das camadas sociais perante a lei) vigentes no Antigo
Regime.
RESOLUÇÃO:
Confronto entre Estados Unidos e URSS em disputa da hegemonia
mundial, liderando blocos opostos e representando sistemas antagônicos
— democracia capitalista e totalitarismo socialista —, sem no entanto
entrarem em conflito militar direto. A Guerra Fria estendeu-se de 1945
(fim da Segunda Guerra Mundial) a 1991 (desaparecimento da URSS).
b) Indique uma instituição ou agência criada nos últimos setenta anos
para a defesa internacional dos direitos humanos.
b) o que é civilização e o que é barbárie.
RESOLUÇÃO:
Organização das Nações Unidas, tribunais penais internacionais para
crimes de guerra cometidos em Ruanda e na ex-Iugoslávia, além de
organizações não governamentais como a Anistia Internacional (Amnesty
International) e o Observatório de Direitos Humanos (Human Rights
Watch).
RESOLUÇÃO:
Civilização: estágio da evolução humana caracterizado pela vida urbana,
sociedade complexa, Estado estruturado, religião institucionalizada e uso
da escrita.
Barbárie: estágio intermediário entre a selvageria e a civilização,
caracterizado pela produção de alimentos (agricultura e pecuária),
sedentarização em aldeias, organização social clânica e utilização dos
metais.
– 29
HISTÓRIA AD3a. S
3. (UFES-2012) – “Nos anos oitenta do século passado, em plena
Guerra Fria, após a queda de um avião no mar, um grupo de cadetes
norte-americanos se vê isolado em uma ilha deserta. Percebendo que
as chances de resgate são mínimas, os jovens se unem pelo medo e
desespero. À medida que vão tomando conta da ilha, a competição pelo
poder começa a dividi-los em dois grupos. Ralph lidera um grupo e
prega a engenhosidade civilizada e cooperação; mas Jack não quer
saber nada disso e constrói uma facção de caçadores impiedosos. Essa
poderosa mudança de consciência transforma garotos normais em
assassinos primitivos, iniciando uma batalha devastadora do Bem
contra o Mal e trazendo à baila a perturbadora metáfora do selvagem
que há dentro de todos nós.”
REVISAO 2_AD3aS_Hist_2012 Lis 24/09/12 12:06 Página 30
6.
(UERJ)
HISTÓRIA AD3a. S
Muro de Berlim antes de novembro de 1989.
5. A respeito da ilustração acima, explique
a) qual é o líder nela retratado.
RESOLUÇÃO:
Mao Tse-tung (ou Mao Zedong), líder da Revolução Chinesa e fundador
da República Popular da China, que governou até seu falecimento.
b) o que foi o “Grande Salto Para Frente”.
RESOLUÇÃO:
Tentativa frustrada de Mao Tse-tung, empreendida entre 1958 e 1960,
para criar na China “comunas populares”, isto é, regiões autossuficientes
nos diversos campos da atividade econômica. O esforço para desenvolver
indústrias em áreas essencialmente agrícolas, e vice-versa, redundou em
atraso tecnológico e queda na produção de alimentos, provocando a morte
pela fome de 40 milhões de chineses.
Muro de Berlim em novembro de 1989.
A derrubada do Muro de Berlim completou vinte anos em 2009.
Construído em agosto de 1961, sua destruição é lembrada como marco
do fim de uma época. Indique o significado político da queda do Muro
de Berlim para a Alemanha e o significado simbólico desse acontecimento para o contexto político internacional.
c) o que foi a “Revolução Cultural”.
RESOLUÇÃO:
Manobra de Mao Tse-tung, iniciada em 1966, para eliminar a oposição
interna a seu governo. Mobilizando os estudantes secundários e
universitários (transformados em “Guardas Vermelhos”, orientados pelo
Livro Vermelho dos Pensamentos do Presidente Mao), o líder comunista
chinês lançou-os contra dirigentes políticos e administrativos que
criticavam o fracasso da política econômica oficial. Os estudantes
trataram duramente os “inimigos da Revolução”, submetendo-os a
violências e humilhações. Com isso, a posição de Mao fortaleceu-se e ele
se manteve firme no poder. Oficialmente, a Revolução Cultural foi
encerrada em 1969, embora seus efeitos tenham continuado até a morte
de Mao, em 1976.
30 –
RESOLUÇÃO:
Significado político para a Alemanha: aproximação entre a Alemanha
Ocidental (República Federal da Alemanha) e a Alemanha Oriental
(República Democrática Alemã), prenunciando a reunificação do país.
Significado simbólico: aproximação entre os blocos socialista e capitalista,
evidenciando a fraqueza da URSS, a crise do socialismo real e o fim da
Guerra Fria.
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