Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Educação Física e Desportos A Influência Motivacional da Música em Praticantes de Ginástica Localizada em Juiz de Fora Aline Barbosa dos Anjos Pedro Juiz de fora 2009 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Educação Física e Desportos A Influência Motivacional da Música em Praticantes de Ginástica Localizada em Juiz de Fora Elaborada por Aline Barbosa dos Anjos Pedro como requisito para obtenção do titulo de Bacharel em Educação Física Comissão examinadora: Adriana de Sousa Leite (Orientadora) Marina Morisson de Moraes (Co-orientadora) Cláudia Xavier Corrêa (Prof. Convidado) Juiz de Fora, Dezembro de 2009 AGRADECIMENTOS Durante este trabalho... As dificuldades não foram poucas... Os desafios foram muitos... Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. O desânimo quis contagiar, porém, a garra e a tenacidade foram mais fortes, sobrepondo esse sentimento, fazendo-me seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho. Agora, ao olhar para trás, a sensação do dever cumprido se faz presente e posso constatar que as noites de sono perdidas, o cansaço dos encontros, os longos tempos de leitura, digitação, discussão; a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não conseguir, por problemas estruturais; não foram em vão. Aqui estou, como sobrevivente de uma longa batalha, porém, muito mais forte. Agradeço em primeiro lugar a Deus, que é a inteligência suprema que me permite estar aqui neste espaço e neste tempo, vivendo e convivendo, ensinando e aprendendo. Agradeço aos meus pais, Raimunda e Noel, que me criaram e proporcionaram minha educação, tanto escolar quanto moral, e que me ensinaram que para viver é preciso ser perseverante. Agradeço a professora e amiga Adriana de Sousa Leite, pela paciência, pela orientação, estímulo, cobrança e todo o incentivo dado para o desenvolvimento deste trabalho. Agradeço também aos meus amigos, sempre presentes, a cada instante, para rir, chorar, conversar e bagunçar e que me incentivaram e compreenderam nos momentos de dificuldades. A todos, muito obrigada. RESUMO A música parece ter um papel significativo no sucesso das sessões de Ginástica Localizada, tornando relevante a escolha de uma seleção musical que possa contribuir para a motivação e o prazer de estar naquele ambiente praticando tal atividade. O presente estudo objetivou analisar dentre os diferentes estilos musicais, qual proporciona o maior grau motivacional para a prática de Ginástica Localizada em academias de ginástica de Juiz de Fora. Foram acompanhadas sessões de Ginástica Localizada cada uma com um estilo musical diferente. Palavras-chave: ginástica localizada; motivação; música. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................05 2. HISTÓRICO DA GINÁSTICA...............................................................................07 2.1 As academias de ginástica ao longo da história........................................09 3. A GINÁSTICA LOCALIZADA...............................................................................16 3.1Benefícios da Ginástica Localizada............................................................17 4. MÚSICA...............................................................................................................19 4.1 Musicalidade..............................................................................................21 4.2 Benefícios da música.................................................................................21 5. GINÁSTICA E MÚSICA........................................................................................23 6. METODOLOGIA...................................................................................................25 7. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS....................................27 8. CONCLUSÃO.......................................................................................................33 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................34 REFERÊNCIAS........................................................................................................36 ANEXOS Anexo A Questionário................................................................................40 Anexo B Músicas utilizadas nas sessões..................................................41 1 INTRODUÇÃO As primeiras academias de ginástica do Brasil surgiram em meados da década de 1930, no Rio de Janeiro (NOVAES, 1991). Hoje, as academias de ginástica são centros de referência na prática de exercícios físicos, onde são realizadas avaliação, prescrição e orientação, sob supervisão direta de profissionais de educação física (TOSCANO, 2001). Entende-se por Ginástica a exercitação corporal, o conjunto de exercícios físicos e mentais em ações que ativem e solicitem os diversos sistemas e aparelhos orgânicos, visando o desenvolvimento de qualidades físicas, mentais e sociais do ser humano (PEREIRA, 1988). Podendo ser executada de forma individual ou coletiva, com ou sem o uso de implementos, tem caráter utilitário, pedagógico ou terapêutico, utilizada tanto para o fortalecimento corporal, integral do ser humano, como para o lazer e também para a reabilitação física (COSTA, 1996). A Ginástica Localizada teve grande influência do Método Sueco, da Calistenia e da Musculação. Consiste basicamente em sessões estruturadas com séries de exercícios para grupmentos musculares distintos, com a finalidade de aprimorar o tônus muscular, as capacidades aeróbia e anaeróbia, a flexibilidade e o condicionamento físico como um todo, e normalmente utiliza-se a música como instrumento complementar das sessões (PEREIRA, 1988). A música é um fenômeno que sempre esteve ligada as nossas vidas. Há música para todos os momentos. O homem primitivo dispõe apenas de poucas palavras. Quase somente o que ele vê é que tem nome. Para exprimir os sentimentos, serve-se de sons e cria a música que o ajuda a exteriorizar o júbilo, a tristeza, o amor, os instintos belicosos, a crença nos poderes supremos e a vontade de dançar. Para ele é parte da vida, desde o acalanto até a elegia fúnebre, desde a dança ritual até a cura dos doentes pela melodia e pelo ritmo. (PAHLEN, 1995, p. 14). A música é composta por vários elementos (ritmo, timbre, harmonia e melodia) que interferem sobre os estados de ânimo e motivação de quem as ouve (MIRANDA, 2001). Ouvir é um ato involuntário, pois nossos ouvidos ouvem tudo que se passa à nossa volta, independente de estarmos ou não prestando atenção. Escutar é o que nos remete à idéia de maior interesse em algo que estamos ouvindo e que, acabamos dedicando a devida atenção, Quando escutamos fazemos uso da nossa percepção auditiva (RODRIGUES, 2009). Há uma forte ligação entre música e atividade física, pois é muito comum observamos a prática da atividade física acompanhada por música, seja em situação grupal com música ambiente ou de forma individual com o uso de fones de ouvidos. Clair (1996, p.81) sintetiza a importância da música no acompanhamento das atividades físicas, quando conclui: “A música é uma forma de prevenção contra a monotonia existente na atividade física sistemática”. A música também pode ter um efeito negativo, pois ouvir uma música dissonante aos ouvidos pode além de causar irritação, fazer com que a percepção seletiva do indivíduo seja voltada para a dor e para o cansaço, ao invés de estar voltada para o bem estar, já que naquele momento a música estará sendo um estímulo desagradável (MARTINS, 1996). Podemos deduzir que a música é um fator motivacional de suma importância na Ginástica Localizada. Visto que a motivação é um processo mental positivo que estimula a iniciativa e determina o nível de entusiasmo e esforço que a pessoa aplica no desenvolvimento de suas atividades. O nível de motivação é determinado por diversos fatores como a personalidade, as percepções do ambiente, as interações humanas e as emoções (MOURA, 2009). A motivação não pode ser imposta, mas a música “com o seu poder de persuasão” pode ser um excelente recurso auxiliar do desencadeamento motivacional. Moreira (2007, p.108), afirma que: “[...} a motivação surge de dentro das pessoas, não há como ser imposta, mas pode ser estimulada”. Sendo a música um fator que pode contribuir na motivação dos praticantes de ginástica localizada, torna-se relevante pesquisar qual estilo musical, contribui positivamente para o aumento do grau de motivação destes indivíduos, sendo assim, o presente estudo tem como objetivo analisar dentre os diferentes estilos musicais, qual proporciona o maior grau motivacional para a prática de Ginástica Localizada em academias de ginástica em Juiz de Fora. 2 HISTÓRICO DA GINÁSTICA Homens e mulheres praticam, atualmente, as ginásticas com objetivos diversos: estética, saúde, qualidade de vida, prevenção, lazer, entre outros. Hoje o corpo está em foco. Baseado em conceitos de saúde, de padrão de beleza, de qualidade de vida, o ser humano se sente cada vez mais impulsionado a cuidar do corpo (GAIO E GOIS, 2006). Já na Antiguidade, a Ginástica era recomendada somente para os homens, com objetivo de desenvolvê-los fortes e musculosos, esteticamente perfeitos para proteger a pátria. Gaio (2006, p.13) comenta que “a origem da Ginástica se confunde com a da Educação Física”. Contudo, vários autores, entre eles, Langlade;Langlade (1970) nos lembra que, de todos os períodos histórico-evolutivos, é o Renascimento que marca a origem de um novo olhar para os exercícios físicos, em especial para a Ginástica, com grandes contribuições que até hoje nos influenciam. É no século XVIII que vamos encontrar os precursores de uma Educação Física que se firmariam no horizonte pedagógico dos demais séculos. A Ginástica renasce como uma atividade física, ou melhor, como um conjunto de exercícios sistematizados para cuidar do corpo, território até então proibido pelo obscurantismo religioso da Idade Média (GAIO E GOIS, 2006). Langlade; Langlade (1970) afirmam que a Ginástica nasceu a partir de 1800 e foi sistematizada frente ao sentido anatomo-fisiológico de corpo e, se desenvolveu através dos Métodos Alemão, Sueco, Inglês e Francês. Segundo Soares (1994) temos: A partir do ano de 1800 vão surgindo na Europa, em diferentes regiões, formas distintas de encarar os exercícios físicos. Essas formas receberão o nome de métodos ginásticos (ou escolas) e correspondem, respectivamente, aos quatro países que deram origem às primeiras sistematizações sobre a ginástica nas sociedades burguesas: a Alemanha, a Suécia, a França e a Inglaterra (que teve um caráter muito particular, desenvolvendo de modo mais acentuado o esporte). Essas mesmas sistematizações serão transplantadas para outros países fora do continente europeu.” (p.64) Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a palavra Ginástica vem do grego Gymnastiké e significa “arte ou ato de exercitar o corpo para fortificá- lo e dar-lhe agilidade; o conjunto de exercícios corporais sistematizados, para este fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos educativos, competitivos, terapêuticos, etc.” (FERREIRA, 2004). Na Encyclopedia Britannica (2007), a Ginástica é definida como “um sistema de exercícios físicos praticados quer para promover o desenvolvimento físico ou um desporto”. De acordo com a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (1960), a Ginástica é caracterizada como: “uma forma ou modalidade de educação física, isto é, uma maneira de formar fisicamente o corpo humano, sendo as restantes, além dela, os jogos e os desportos. A definição científica diz-nos que a ginástica é a exercitação metódica dos órgãos no seu conjunto (relacionada ao movimento e à atitude), por intermédio de exercícios corporais, de “forma” precisamente determinada e ordenados sistematicamente, de modo a solicitar não só todas as partes do corpo, como as grandes funções orgânicas vitais e sistemas anatômicos, nomeadamente: o respiratório, o cardiocirculatório, o de nutrição (assimilação e desassimilação), o nervoso, os órgãos de secreção interna, etc. “ (pág.850) Modernamente, a Ginástica passou a ser dividida em cinco campos de atuação e são eles: Ginásticas de Condicionamento Físico: englobam todas as modalidades que tem por objetivo a aquisição ou a manutenção da condição física do indivíduo normal e/ou atleta; Ginásticas de Competição: reúnem todas as modalidades competitivas; Ginásticas Fisioterápicas: responsáveis pela utilização do exercício físico na prevenção ou tratamento de doenças; Ginásticas de Conscientização Corporal: reúnem as novas propostas de abordagem do corpo, também conhecidas por Técnicas Alternativas ou Ginásticas Suaves, e que foram introduzidas no Brasil a partir da década de 1970, tendo como pioneira a AntiGinástica; Ginásticas de Demonstração: tendo como representante deste grupo a Ginástica Geral (Ginástica para Todos), cuja principal característica, é a nãocompetitividade, tendo como função principal, a interação social, isto é, a formação integral do indivíduo nos seus aspectos: motor, cognitivo, afetivo e social (SCUOLA, 2009). 2.1 As academias de ginástica ao longo da história A palavra academia origina-se do latim akademia, nome dado ao jardim na Grécia Antiga onde Platão lecionava. Já na língua inglesa, a palavra que identifica o local em que atividades físicas são realizadas é gym, que provém de gymnasium em latim, cujo significado é o de um lugar público onde se realizavam exercícios diversos: a prática de virtudes, o desenvolvimento da alma e também das habilidades intelectuais e físicas. Gymnasium em português deu origem à palavra ginásio, como sendo um local em que se ensinam e treinam várias práticas desportivas ou recreativas, além de competições esportivas (CORRÊA, 2009). Na Grécia Antiga uma escola deveria ser construída sobre dois pilares: o da música, para trabalhar a concentração e o equilíbrio, a qual molda o caráter, aperfeiçoa o espírito e cria um requinte de sentimento; e o da educação física, pois se considerava que um corpo saudável era tão importante quanto uma mente sadia. Assim, o ideal seria que nos primeiros 10 anos de vida a educação fosse mais voltada para a educação do corpo (afinal, o mais relevante era viver para a saúde e não em função da doença) e, nesse período, também seria possível ensinar cálculos, noções de distância, velocidade, espaço e tempo de forma conjunta durante a prática de exercícios físicos. E foi por essa razão que se denominou academia, em português, os locais em que exercícios físicos são promovidos. (HOUAISS, 2001). O surgimento das academias se deu aproximadamente em 1930. Havia também ginásios destinados à prática de ginásticas e lutas. Novaes (1991) investigou o surgimento da ginástica em academia no Rio de Janeiro, inferindo que há pouca informação, mesmo assim, não muito precisa sobre o momento histórico da aparição das academias na cidade. De acordo com Capinussú (2006), foi a partir de 1940 que o modelo de academias de ginástica existente atualmente, com base na ginástica, lutas e halterofilismo ou culturismo se delineou. Até então, as academias situavam-se principalmente nas grandes capitais brasileiras próximas ao litoral, principalmente no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, embora haja informações a respeito de espaços para aulas de natação em São Luís (MA), em 1893, e de lutas em Belém (PA), em 1914. A ginástica realizada em academia teve como entidade propagadora a Associação Cristã de Moços (ACM) instalada em São Paulo, em 1950, conhecida internacionalmente como Young Men Christian Association (YMCA), instituição de caráter religioso originada da Inglaterra, porém voltada exclusivamente para a prática de atividade física, o que representou o embrião de uma rede de unidades que se espalharam pelo país, com as características das atuais academias de ginástica (NOVAES, 1991). Capinussú (2005) relata que: A unificação da expressão [academia] surgiu espontaneamente nas últimas décadas possivelmente por facilitar a identificação de um interventor profissional autônomo em múltiplas formas de atividades físicas. Portanto, a academia teve diferentes abordagens especializadas até o sentido eclético hoje dominante no Brasil. (p. 174). A academia de ginástica como um espaço para a realização de práticas corporais é algo novo. De acordo com Nobre (1999), o termo “academia” apenas foi se estabelecer definitivamente, no Brasil, no início da década de 1980. Porém, Corrêa (2009), pondera informando que espaços semelhantes, mas com outros nomes como “Institutos de Modelação Física”, “Centros de Fisiculturismo”, “Clubes de Calistenia”, dentre outros, já existiam há mais tempo. Bertevello (2006) afirma que a partir de 1950 que as academias começam a se expandir para outras capitais e para cidades de médio porte no interior do país: “Os vetores deste crescimento são o halterofilismo e as artes marciais japonesas” (pág.63). Entre 1950 e 1960, alguns desses proprietários de academias, reconhecidamente pioneiros, entre eles Joe Gold, nome muito conhecido pela marca Gold´s Gym, que é uma cadeia internacional de co-fitness centers (academias) originalmente iniciada na Califórnia, começaram a construir academias populares e, em alguns casos, redes regionais fortes. Seus clientes nessa época eram homens jovens interessados em obter um corpo musculoso (CORRÊA, 2009). Bertevello (2006), afirma que por volta de 1967, a prática física aumentava com o aparecimento de campanhas promocionais, numa tentativa de unir o esporte à mídia, para tentar transformar sedentários em praticantes - as academias apareciam como lugares fechados e seguros dos perigos das ruas, parques e praças públicas, tendo a ginástica calistênica (onde todos os praticantes executavam o mesmo movimento, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo), como ponto forte. Por volta dos anos 70, as academias de ginástica e musculação surgiram como uma alternativa à prática individual ao ar livre, sem orientação profissional ou dos desportos coletivos praticados nos clubes (NOVAES, 1991). Segundo Bertevello (2006), ao ar livre crescia também a febre das corridas incentivadas por Dr. Ken Cooper e seus métodos revolucionários de avaliação de condicionamento físico. Posteriormente, estes métodos foram trazidos para as academias com o desenvolvimento de esteiras rolantes elétricas. O surgimento e crescimento das academias de ginástica no Brasil acompanharam o movimento mundial, surgido nos anos 70 e 80, em torno da prática regular de exercícios físicos para a melhoria e manutenção de uma vida saudável. Como decorrência desses fatos, a demanda por esse tipo de serviço cresceu extraordinariamente e as academias começaram a proliferar por todos os cantos do país (PEDROSO, 2009). Entre os anos 70 e 80 nos EUA, as academias eram um amontoado de empresas independentes, cujas facilidades eram focadas não na saúde, mas em bodybuilding, também conhecido como Culturismo, que tem como principal objetivo, melhorar a estética do corpo, utilizando para atingir este fim halteres e máquinas de musculação. (idem). Na Europa, essa popularização começou com a Fitness First, que é a décima colocada no ranking mundial das redes de academias, com 125 unidades, fundada em 1992, dona atualmente de uma rede que somente no Reino Unido possui 60 unidades e mais 14 apenas na Alemanha (COLEMAN, 2000). Nessas duas décadas, quatro grandes fatos ocorreram, chamando a atenção para a prática de exercícios físicos de forma regular. O aparecimento dos equipamentos Nautilus, para o treinamento de força, desenvolvido por Arthur Jones; a primeira bicicleta computadorizada, Lifecycle, que contribuiu para a avaliação, treinamento e recuperação cardiovascular, introduzida no mercado por Ray Wilson e Augie Nieto; a procura pela boa forma invadiu as academias a partir dos anos 80, tendo como marco a atriz Jane Fonda, com o lançamento do seu vídeo “Workout”, que trazia o embrião da ginástica aeróbica, com os movimentos originados na dança. Ela fez da ginástica aeróbica uma filosofia de vida, isso porque seu método de ginástica aeróbica desenvolvido em suas academias na Califórnia ganhou nas edições em vídeo, condições de best-sellers. Tal popularidade de seus vídeos fez com que seus exercícios em grupo, fossem responsáveis pela invasão das mulheres nas academias. Dr. Ken Cooper evidenciou os benefícios para a saúde através da prática de exercícios regulares, onde a comunidade médico-científica internacional prontamente adotou o “método Cooper” para manutenção da qualidade de vida saudável e prevenção de doenças, principalmente cardiovasculares. Assim, mais pesquisas acadêmicas realizaram-se, propiciando maior publicidade para o assunto (MILLARCH, 1990). Também nessas décadas, o termo "Fitness", expressão que significa boa forma física, ganhava pulso forte traduzido como aptidão, o "mexa-se" não tendo a idéia de competição, mas sim aumentar de forma mais saudável e proveitosa o nível de qualidade e longevidade da vida do cidadão comum. Época também das grandes academias com a preocupação maior em oferecer um espaço amplo, com as últimas novidades em atividade física, atenção à estrutura física, visual, etc. Surgimento da ginástica aeróbica como mola propulsora da atividade física em academias, despertando interesse pelos programas aeróbicos, conhecidos como Body Systems, que são programas onde as sessões são padronizadas e as músicas que animam as sessões são aquelas que estão entre as mais tocadas nas rádios. O programa muda a cada dois meses visando à evolução e o aumento da intensidade dos exercícios. O investimento nestes verdadeiros clubes de atividade física orientada passou a ser visto pelos empresários com bons olhos, especialmente nas áreas de ginástica e musculação (PEDROSO, 2009). Por volta de 1974, na Avenida dos Andradas, onde hoje está localizado o Hemominas, o Clube Ginástico poderia ser considerado como a primeira academia de ginástica da cidade, pois, naquela época, além dele, só existia uma sala de halterofilismo, localizada na Galeria Constança Valadares. No Clube Ginástico, além da ginástica calistênica, havia uma quadra para basquete, aparelhos de ginástica olímpica e algumas barras e anilhas para musculação (CORRÊA, 2003). Em outubro de 1978, na Rua Halfeld, foi inaugurada uma conceituada academia de ginástica e dança moderna, a Academia Marsch, com modernos aparelhos não muito comuns na maioria das academias do país. A Academia Marsch oferecia turmas de ginástica masculina, feminina, yoga e dança moderna (idem). No início dos anos 80, começaram a surgir outras salas de ginástica conjugadas com musculação. As academias de ballet também ofereciam horários para aulas de ginástica, como a Academia Flash Dance e Corpus (idem). Em 1983 na Galeria Phíntias Guimarães foi inaugurada a Academia Perform que oferecia além de ginástica, sauna, centro de estética facial, massagem e sala de musculação (idem). Em 1984 na Rua Espírito Santo, a Academia Acaseg, inovou o cenário esportivo da época, com aparelhos de musculação, organizando uma equipe técnica qualificada e montando um setor administrativo informatizado (idem). Em 1988, no Clube Sírio e Libanês, foi inaugurada a Perform Sul, com sauna, piscina e avaliação médica. A partir daí iniciou-se a multiplicação de academias por toda cidade: a Corpus, também em 1988 oferecendo ginástica e musculação; a Olympia, em 1990; a Oficina do Corpo; a Fórum: e, em 1995, a Fibra Academia. Neste momento devido a proliferação das academias que a Ginástica em Academia no Brasil e em Juiz de Fora teve grandes avanços, surgindo novas atividades (idem). Com o grande desenvolvimento das academias de ginástica o termo fitness foi perdendo espaço e o conceito de wellness passou a se destacar. De acordo com Saba (2006), o fitness enfatiza a dimensão biológica. Originado da junção de duas palavras, “fit que significa apto, e ness, que quer dizer aptidão. Na verdade a expressão correta é physical fitness, ou aptidão física” (SABA, 2006). Segundo Furtado (2009) o fitness caracteriza-se pela ênfase no condicionamento físico do indivíduo. As academias de ginástica surgiram tendo essa finalidade, tanto é que os donos das primeiras academias muitos deles eram halterofilistas, atletas, ou pessoas que, em geral, estavam envolvidas em práticas corporais. Com o desenvolvimento do ramo das academias de ginástica como negócio, ou seja, com a boa capacidade de acumulação de capital apresentada, a visão antes restrita ao fitness foi se ampliando e aos poucos foram aglutinados outros enfoques para a academia de ginástica atingir seu mercado de forma mais eficaz e também ampliar seu público alvo. Saba (2006) afirma que o wellness fortalece-se, aumentando cada vez mais a participação e a manutenção saudável de pessoas em programas de exercícios físicos. O responsável pela denominação wellness foi o americano Charles Corbin no início dos anos 70. Ele define o wellness como sendo a integração de todos os aspectos da saúde e aptidão (mental, social, emocional, espiritual e física), que expande um potencial para viver e trabalhar efetivamente, dando uma significativa contribuição para a sociedade (SABA, 2006). O wellness engloba o fitness. O conceito de wellness embora negue o conceito de fitness, também é composto por ele. O condicionamento físico não deixa de ser enfatizado, porém, é trabalhado em perspectivas mais amplas visando à qualidade de vida e bem-estar. A estética não deixa de ser enfatizada, porém, é levada em consideração a saúde nessa busca pela estética. Assim, nas academias que seguem o wellness como paradigma, os profissionais se preocupam em transmitir conhecimentos, explicando para os alunos, por exemplo, prejuízos que podem causar a prática em excesso, os problemas do uso de anabolizantes, a importância da alimentação adequada, entre outras práticas. Dessa forma, o fitness não deixa de ser trabalhado, mas fica subsumido ao wellness (FURTADO, 2009). Coleman (2006), afirma que as academias de ginástica conquistaram um papel de relevância em uma sociedade que busca segurança, conforto e supervisão das atividades praticadas. Elas são centros especializados (empresas) que, com fins lucrativos, disponibilizam instalações e pessoal adequado para promover o exercício de forma apropriada, atendendo os anseios de seus clientes, não só nas academias, como também nos clubes, nos hotéis, nos condomínios, nas clínicas de reabilitação, nos hospitais e nos spas. Encontramos também, academias ao ar livre nas praças das cidades, que além de cuidar da saúde são verdadeiros pontos de entretenimento da comunidade. Com equipamentos, similares aos encontrados em academias, funcionam através da movimentação do corpo humano, o que permite o uso por pessoas de todas as idades, de crianças à turma da melhor-idade. As prefeituras contratam monitores que acompanham tudo bem de perto e dão orientações sobre como trabalhar corretamente a musculatura e as articulações e o melhor, tudo é gratuito (PEDROSO, 2009). Para Martins (1996) a notoriedade do crescimento do número de academias e sua propagação em todo Brasil acontece pelo fato da importância da saúde e qualidade de vida. A academia tem grande valor para a boa qualidade de vida da sociedade contemporânea, uma vez que seu objetivo visa à prática de atividade física e, por conseguinte, a otimização da saúde mental e física de seus adeptos. 3 A GINÁSTICA LOCALIZADA A ginástica localizada surgiu praticamente junto com a aeróbica, no começo não era muito freqüentada devido ao grande sucesso da aeróbica, mas aos poucos as pessoas foram percebendo que para manter uma harmonia corporal só a aeróbica não bastava, era preciso algo mais, alguma coisa que deixasse os músculos firmes e torneados (BREGOLATO, 2006). Para Pereira (1988) a terminologia Ginástica Localizada, a qual utilizamos, refere-se ao fato de que ela caracteriza-se por gestos motores, analíticos e voluntários, devidamente orientados de modo a revelar uma marca de intencionalidade gestual, ou seja, em seus conteúdos específicos utiliza-se de exercícios analíticos(localizados) para atingir seus objetivos. Com a proliferação das academias, que cada vez mais absorviam os professores graduados pelas universidades de Educação Física, a evolução dos conteúdos específicos e disciplinas afins, o acúmulo de experiência dos profissionais que atuavam nessa área, surgiram muitas propostas metodológicas e planejamentos didáticos para essa atividade (COSTA, 1996). Ainda sob a influência da proposta metodológica, surge um modelo de divisão de uma sessão de Ginástica Localizada, que segundo Costa (1996) é dividida em: aquecimento, parte especifica e relaxamento. No aquecimento temos como meta principal atingir a preparação do individuo, visando otimizar sua performance na parte especifica, como também protegê-lo da ocorrência de possíveis lesões (CARDOSO, 2008). A parte especifica, como a própria terminologia propõe, é responsável por desenvolver os conteúdos específicos visando atingir os objetivos gerais e específicos previamente planejados e definidos (COSTA, 1996). Cardoso (2008), afirma que o relaxamento tem como prioridade restabelecer o indivíduo do esforço exigido durante a etapa especifica, evitando a manutenção dos processos de fadiga ou apenas minimizando os efeitos desses processos, com isso otimizando também a melhora, o processo da performance. Segundo Campos (2006) a influência na nossa ginástica localizada começa a se desenvolver na Idade Contemporânea e quatro grandes escolas foram responsáveis por isso: a alemã, a sueca, a francesa, e a inglesa. A partir daí tiramos a base da educação física brasileira. Na época era destinada à população considerada mais necessitada: os obesos, as crianças, os sedentários, os idosos e também às mulheres. A Ginástica Localizada nos anos 60 e 70 recebia a influência da Calistenia do grego Kallos (belo), Sthenos (força) e mais o sufixo “ia”. A Calistenia já era conhecida e praticada desde a Grécia antiga. A Calistenia é um sistema de ginástica que encontra as suas origens na ginástica sueca e que apresenta como características, a predominância de formas analíticas, a divisão dos exercícios em oito grupos, a associação da música ao ritmo dos movimentos, a predominância dos movimentos sobre as posições e exercícios a mão livre como também com o uso pequenos aparelhos como halteres, bastões, etc. A Calistenia representa uma série de exercícios ginásticos localizados, com fins corretivos, fisiológicos e pedagógicos. Dada a sua mobilidade e simplicidade, adapta-se a qualquer tipo de ser humano, podendo ser considerada como a ginástica “eclética” (MARINHO, 1980). Nos anos 80 a ginástica aeróbica invadiu as academias do Rio de Janeiro e São Paulo, ainda no final dos anos 80, a Ginástica Localizada desenvolveu-se com os fundamentos teóricos dos métodos da musculação (TAHARA, 2007). 3.1 Benefícios da Ginástica Localizada Segundo Cdof (1999), a Ginástica Localizada pode proporcionar alguns benefícios, como melhorar a postura: se alguns músculos são relativamente fracos, comparados a outros, a postura tende a se modificar. Isto pode ocorrer pelas atividades diárias, por treinamento inadequado - algumas pessoas treinam o corpo de forma desequilibrada, fortalecendo excessivamente alguns músculos e negligenciando outros. Um bom exemplo ocorre quando os músculos da região lombar são muito mais fortes que os abdominais. Este desequilíbrio pode gerar problemas na região lombar ou protuberância no abdômen; ajudar a reduzir os riscos de lesões ao realizar as tarefas diárias: os músculos estando fortes protegem os tendões e ligamentos, principalmente quando são submetidos a situações estressantes. Por outro lado, os músculos fracos são mais suscetíveis a lesões. As atividades normais do dia-a-dia como carregar filhos, fazer compras, praticar esportes, ficam mais fáceis e seguras com os músculos preparados; massa muscular magra adequada: é importante lembrar que o tecido muscular é um dos principais responsáveis pela queima de calorias nas dietas, o corpo, por uma série de mecanismos, se direciona a preservar a gordura corporal o mais que pode, inclusive para usá-la como último recurso. Por isso em dietas hipocalóricas sem atividades físicas, o corpo tende a consumir a massa muscular magra como fonte energética. Mas estudos comprovam que a diminuição de tecidos musculares não ocorre se a dieta é acompanhada de exercícios localizados. Desta forma a massa magra é preservada e conseqüentemente mais gordura é perdida. Com a prática da Ginástica Localizada o indivíduo também obtém benefícios devido o aumento de força e resistência muscular, como: aprimoramento da capacidade física, melhora da saúde, melhor disposição física, bem-estar emocional, melhora da auto-estima e emagrecimento. 4 MÚSICA Sempre que se fala em música não há como deixar de associá-la a sensações, lembranças, sentimentos e emoções. Para muitos, música não tem definição, é preciso apenas senti-la. Outros a definem como arte ou ciência de combinar sons harmonicamente. De fato, ela é uma arte capaz de expressar e despertar sentimentos profundos. Já como ciência ela envolve o aspecto do conhecimento, do estudo regular e disciplinado da teoria musical e de técnicas de execução de um instrumento ou canto, além dos benefícios que esses sons harmônicos podem exercer sobre as pessoas (ABREU, 2009). Dantas (2002) afirma que a música tem acompanhado o homem desde a préhistória, tornando-se um elemento característico do ser humano. É impossível pensar no mundo atual sem música. Além das bandas musicais que enlouquecem milhões de fãs por todo o mundo, ela ainda está presente nos toques de celulares, comerciais de TV, nos sons que saem do computador, entre inúmeros outros exemplos. A música é a sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. O ritmo, a melodia, o timbre e a harmonia, elementos constituintes da música, são capazes de afetar todo o organismo humano, de forma física e psicológica. Através de tais elementos o receptor da música responde tanto afetiva quanto corporalmente (FERREIRA, 2005). O ritmo é considerado um elemento pré-musical, já que pode existir sem que haja música propriamente dita. Ele corresponde aos diferentes modos de agrupamento dos sons em relação à sua duração e acentuação, organizando vibrações. Sua ação estende-se por toda a natureza física, atingindo a circulação, respiração, oxigenação, digestão, operações mentais, pulsações e movimentos. Afeta o humor e produz a excitação corporal nas mais diversas situações (idem). A melodia é a organização de diferentes notas musicais associadas de forma a produzirem um sentido melódico, numa sucessão de sons e silêncio. Beethoven diria ainda que melodia é a linguagem pela qual o músico fala aos corações (idem). Encontro correlação com BENNETT (1986), quando afirma: (...) o modo de reagir a uma melodia é questão muito pessoal. Aquilo que faz “sentido musical” para um pode ser inaceitável para outro, e o que se mostra interessante e até belo para uma pessoa pode deixar uma outra inteiramente indiferente ( p.11). Já o timbre, nos proporciona a distinção do grave e do agudo. É uma qualidade do som que nos permite saber sua origem, com uma forma muito especifica de descriminação entre uma voz e outra (FORTUNA, 2000). Quanto a harmonia, Bennett (1986) infere que está relacionada à articulação intelectual do homem e da própria música. Podemos também dizer que ela é responsável pelas ligações melódicas e rítmicas (RODRIGUEZ, 2005). Assim, a harmonia induz o ouvinte a uma vasta gama de sensações. (...) ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde. Os acordes são de dois tipos: consonantes, nos quais as notas concordam umas com as outras, e os dissonantes, nos quais as notas dissonam em maior ou menor grau, trazendo o elemento de tensão à frase musical (BENNETT, 1986, p.11). A música esteve presente em quase todas as civilizações, exercendo forte influência sobre as diversas culturas. É bem provável, portanto, que ela tenha provocado mudanças importantes no rumo da história dessas sociedades. Funcionando como meio de o homem exprimir seus sentimentos e de se comunicar, “a música é um indicador da época, revelando, para os que sabem ler suas mensagens sintomáticas, um modo de reordenar acontecimentos sociais e mesmo políticos” (SCHAFER, 2001). A ela foram atribuídas diversas funções, seja de caráter mágico - religioso, ritualístico, catártico, comunicacional, mobilizatório, ou mesmo de entretenimento. Direcionando sentimentos e ações, á atividade musical de cada época (FERREIRA, 2005). Para Ferreira (2005) várias teorias tentam explicar ainda a importância da música para as diferentes sociedades do planeta, principalmente se levarmos em consideração o fato dela estar presente em quase todas estas culturas. Talvez sua principal função fosse a de facilitar a convivência e a motivação para atividades em conjunto entre povos antigos. 4.1 Musicalidade Segundo De Paoli (2002), um dos aspectos mais importantes numa sessão de Ginástica Localizada trata-se da musicalidade. É fundamental o conhecimento dos conceitos básicos de frase musical para uma boa harmonia da atividade e da música. Este conceito foi introduzido mais enfaticamente com o começo da Ginástica Aeróbica nos anos 80. As coreografias eram elaboradas e encaixadas dentro das músicas de maneira a sugerir um entrosamento dela com os exercícios propostos. Mesmo com a diminuição desta atividade, o conceito continua sendo utilizado por muitos profissionais da área, que tornaram suas rotinas mais atraentes com a utilização deste recurso musical. É importante frisar que tanto o ritmo quanto a fraseologia são conteúdos musicais, que estão inseridos na teoria musical, e que um não inviabiliza a utilização do outro. São recursos distintos e de grande valia, não só para as sessões de Ginástica, mas para toda a movimentação corporal que necessitar de marcação. Além de serem um excelente instrumento para o profissional, servem como recursos educativos para tornar as rotinas mais agradáveis, dando a impressão ao aluno de estar interagindo com a música. 4.2 Benefícios da música Segundo Platão, "a música é o remédio da alma” e que chega ao corpo por intermédio dela. Assim como a alma pode ser condicionada pela música e o corpo pode ser condicionado pela ginástica (BATISTA, 2009). Estudiosos inferem que, a influência da música atinge diversos órgãos e sistemas do corpo humano: o cérebro, com suas estruturas especializadas, como o hipotálamo, a hipófise, o cerebelo; o córtex cerebral, o tálamo; o plexo solar; os pulmões; todo o aparelho gastrintestinal; o sangue e o sistema circulatório (com ação vasoconstritora e vasodilatadora, agindo, portanto, na pressão sanguínea); a pele e as mucosas; os músculos e o sistema imunológico (SILVA, 2004). Após realizar muitas experiências nesse campo, o médico polonês Andrzes Janicki, especializado em musicoterapia, concluiu também positivamente a respeito da influência da música no sistema nervoso central, no sistema endócrino, no sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático), nas funções de numerosos órgãos, na função psíquica e na memória. Tais influências se revelam diretamente nos seguintes aspectos: ritmo cardíaco, pressão arterial, secreção do suco gástrico, tonicidade muscular, equilíbrio térmico, metabolismo geral, volume do sangue, redução do impacto dos estímulos sensoriais e funcionamento das glândulas sudoríferas (idem). Segundo especialistas, a música harmônica pode provocar, nos seres humanos, os seguintes tipos de efeito: anti-neurótico, antidistônico, anti-stress, sonífero, tranqüilizante, regulador psicossomático, analgésico e/ou anestésico e equilibrador do sistema cardiocirculatório (BATISTA, 2009). 5 GINÁSTICA E MÚSICA Segundo Silva (1982), na Grécia, estudiosos descobriram que já se fazia ginástica ao som da música. Em muitos escritos e em baixos relevos da Idade de Ouro, era comum cenas de jovens atletas exercitando-se enquanto, a um lado, dois ou três músicos tocavam uma espécie de flauta e instrumentos de corda. Segundo alguns pesquisadores, havia, também, um instrumento de percussão, que marcava o ritmo. Para os gregos a ginástica é uma série de movimentos destinados, a liberar o indivíduo de certa quantidade de humores nocivos, por meio da assimilação e desassimilação. A música é organicamente adequada a livrar o ser humano, mediante um processo catártico, dos obstáculos internos (idem). Sem dúvida alguma, realizar qualquer atividade física com música pode ser muito prazeroso, desde que a mesma agrade e tenha um volume adequado a atividade a ser realizada (SENGES,2009). Schneider (1997) afirma que pessoas que ouvem suas músicas favoritas enquanto realizam exercícios físicos podem prolongar a atividade e achar que o esforço feito é menos intenso, em comparação com aquelas que preferem fazer ginástica em silêncio. Robert T. Herdegen e Jonathan D. Meeks, ambos professores da faculdade de Hampden-Sydney, em Farmville (Virgínia), constataram ainda que a freqüência cardíaca das pessoas que ouviram as músicas preferidas não voltou ao nível basal com mais rapidez logo após o término do exercício do que a das pessoas que escutaram ruídos de rádio ou que não ouviram música (idem). Para Schneider (1997), diversos estudos já avaliaram os benefícios de ouvir música durante a ginástica, que incluem o aumento da resistência e a melhora do humor. Muitos pesquisadores acreditam que os efeitos favoráveis da atividade física estão relacionados ao relaxamento que ela oferece o que permite melhorar o desempenho. Integrados ambos os movimentos, a catarse se dá em um plano muito mais elevado e eficiente: fisiológica e psicologicamente (SILVA, 1982). A música representou o mais alto elemento de ordem psicológica incluído na ginástica, nos últimos tempos (idem). O valor psicológico da música na ginástica, como a conhecemos atualmente, reside no seu aproveitamento funcional. Não se limita apenas a acompanhar a ginástica, como mera música de fundo, mas se integra e se confunde de tal forma que uma e outra se tornam inseparáveis (SILVA, 1982). Silva (1982) afirma que a música aplicada á ginástica se deve, por si só, estimular o movimento. Com isso quase afirmamos que, se não houvesse ginástica, ela forçosamente nasceria por ação da música. Por fim, se a ginástica conhece hoje o sucesso é graças à música. A música, utilizada de forma adequada, dá ritmo ao movimento, além de amplitude e leveza ao corpo. As vibrações musicais provocam vibrações corporais. A música tonifica, exalta e alivia. A música induz a um esquecimento do corpo e suas fraquezas, fazendo com que o praticante se sinta purificado pela beleza do gesto em particular, participando ao máximo da sessão (ARTAXO e MONTEIRO, 2000). 6 METODOLOGIA Este estudo se caracteriza como descritivo-exploratório. Descritivo, pois têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis (GIL, 1995). Exploratório, pois têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, formulando problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. Pesquisas exploratórias são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato (GIL, 1995). A amostra foi composta por 8 indivíduos, distribuídos em duas academias de Juiz de Fora, sendo uma de porte médio, localizada em um bairro de classe média, que aqui será tratada como academia (A) e outra localizada no Centro, que será tratada como academia (B). Os participantes possuem faixa etária entre 29 e 53 anos, praticantes regulares de Ginástica Localizada. Cada sessão foi composta por 50 minutos, com exercícios para todos os grupamentos musculares. Na academia A, primeiro local no qual foram realizadas as coletas de dados, foram acompanhadas as aulas que aconteciam as segundas, quartas e sextas-feiras as 8:00h e as 18:30h. Nesta academia participaram deste estudo 4 indivíduos sendo 3 do sexo feminino e 1 do sexo masculino. Na academia B, onde foram realizadas as coletas de dados as sessões são realizadas as segundas, quartas e sextas-feiras as 18:00h. Neste local participaram do estudo 4 indivíduos, sendo todos os participantes do sexo feminino. Para avaliar a motivação dos indivíduos, foi aplicado um questionário (póssessão), validado pelos professores da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora, com sete (07) questões pré-determinadas, relacionadas ao estilo musical utilizado em cada sessão. Cada participante respondeu ao questionário impresso e distribuído em folhas individuais. Esse processo foi repetido ao final de cada sessão. Cada sessão foi ministrada em sua totalidade com os seguintes estilos musicais: Música Eletrônica, Ritmos Nacionais (mistura de vários ritmos como Pop, MPB, Axé, Sertanejo, Pagode, Funk, Dance e Pop Rock) e Anos 80. O CD contendo o estilo musical referente a cada sessão foi entregue ao profissional no início da mesma, sem o conhecimento prévio da seleção musical. 7 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS No questionário utilizado as questões tiveram como objetivo conhecer um pouco da relação que os participantes têm com a música no seu cotidiano, e obtivemos os seguintes resultados: Você costuma ouvir música no seu dia-a-dia? Sim Não Total Praticantes Percentual 08 08 100% 100% Em que momentos? Dirigindo Trabalhando Ao acordar Á noite Total Praticantes 03 03 01 01 08 Percentual 37,5% 37,5% 12,5% 12,5% 100% Qual (is) estilo (s) musical (is) você prefere ouvir no seu dia- a dia? Música Eletrônica Ritmos Nacionais Anos 80 Total Praticantes Percentual 01 04 03 08 12,5% 50% 37,5% 100% Constatamos que os participantes deste estudo têm uma maior preferência da escuta no dia-a-dia, pelo estilo musical Ritmos Nacionais. Essa satisfação se dá, provavelmente, pelo fato de existir dentro desse estilo, ritmos bem brasileiros com características musicais intrínsecas e regionais. Quanto aos estilos musicais utilizados obtivemos os seguintes resultados: MÚSICA ELETRÔNICA A música interferiu em sua motivação para as atividades da sessão? Sim Praticantes Percentual 07 87,5% Não 01 12,5% Total 08 100% Praticantes Percentual Muito Alto 06 75% Alto 01 12,5% Baixo - - Muito Baixo 01 12,5% Total 08 100% Qual o nível de interferência da música sobre sua motivação? As músicas utilizadas na sessão foram: Ótimas Participantes Percentual 04 50% Muito Boas 03 37,5% Boas 01 12,5% Regulares - - Ruins - - Total 08 100% Você considera o estilo musical adequado para este tipo de ginástica? Sim Praticantes Percentual 07 87,5% Não 01 12,5% Total 08 100% Nesse tema musical as músicas utilizadas foram consideradas adequadas para a prática de exercício físico, pois tinham pulsos marcados o que favoreceu a execução dos exercícios e também, por ser um estilo musical em alta na atualidade. A tecnologia das mixagens também foi o que favoreceu a boa aceitação de tal estilo, pois músicas que já fizeram sucesso em suas versões originais agradaram bastante com as novas versões mixadas. Tal fato foi observado pelos praticantes ao dizerem que determinadas músicas ficaram “bem legais” em novas versões. RITMOS NACIONAIS A música interferiu em sua motivação para as atividades da sessão? Sim Praticantes Percentual 06 75% Não 02 25% Total 08 100% Qual o nível de interferência da música sobre sua motivação? Muito Alto Praticantes Percentual 03 37,5% Alto 03 37,5% Baixo - - Muito Baixo 02 25% Total 08 100% As músicas utilizadas na sessão foram: Ótimas Participantes Percentual 03 37,5% Muito Boas 03 37,5% Boas - - Regulares - - Ruins 02 25% Total 08 100% Você considera o estilo musical adequado para este tipo de ginástica? Sim Praticantes Percentual 06 75% Não 02 25% Total 08 100% Este estilo musical em relação á Música Eletrônica mostrou-se menos eficiente sobre a motivação dos participantes, promovendo um menor nível de motivação entre os indivíduos. Houve críticas com relação à adequação das músicas para a prática da atividade física. Os participantes gostaram da maioria das músicas utilizadas, mas algumas ressalvas com relação às músicas funk ou batidas próximas de funk, foram feitas no sentido de insatisfação com as letras e pulsos repetidos intensamente, características essas do funk. ANOS 80 A música interferiu em sua motivação para as atividades da sessão? Sim Praticantes Percentual 07 87,5% Não 01 12,5% Total 08 100% Qual o nível de interferência da música sobre sua motivação? Muito Alto Praticantes Percentual 06 87,5% Alto 01 12,5% Baixo 01 25% Muito Baixo - - Total 08 100% As músicas utilizadas na sessão foram: Ótimas Participantes Percentual 03 37,5% Muito Boas 03 37,5% Boas 02 25% Regulares - - Ruins - - Total 08 100% Você considera o estilo musical adequado para este tipo de ginástica? Sim Praticantes Percentual 06 75% Não 02 25% Total 08 100% As músicas utilizadas nessa tiveram ótima aceitação quanto ao seu repertório musical. Fato que foi confirmado por uma participante que escreveu uma observação ao terminar de responder o questionário: “fazer ginástica ouvindo Anos 80 é “legal”, porque a gente dá vontade de cantar, ai enquanto a gente canta nem percebe que esta se exercitando”. Em relação á Música Eletrônica o estilo Anos 80 atingiu a mesma eficiência sobre a motivação dos participantes, promovendo um alto nível de motivação entre os participantes. Com relação às sessões de Ginástica Localizada em geral: Entre uma sessão com estilos musicais variados e outra com estilo musical único, o que você prefere? Estilos Musicais Variados Participantes Percentual 08 100% Estilos Musicais Único - - Total 08 100% A totalidade dos participantes preferiu sessões de Ginástica Localizada com estilos musicais variados, pois assim é mais fácil para que os praticantes se identifiquem com algum ritmo e a sessão se tornar mais dinâmica e agradável á todos. A música favoreceu que a sessão de ginástica ficasse: Agradável Participantes Percentual 08 100% Desagradável - - Indiferente - - Total 08 100% Foi possível perceber que a música é fundamental nas sessões de Ginástica Localizada, pois todos os participantes afirmaram que a presença da mesma torna a sessão agradável. 8 CONCLUSÃO Música Eletrônica A música interferiu em sua motivação para as atividades da sessão? Qual o nível de interferência da música sobre sua motivação? As músicas utilizadas na sessão foram: (ótimas) 87,5% Ritmos Nacionais 75% Anos 80 75% 37,5% 87,5% 50% 37,5% 37,5% Você considera o estilo musical adequado para este tipo de ginástica? 87,5% 75% 75% 87,5% Os Ritmos Nacionais foi o estilo musical de maior preferência dos praticantes para a escuta no cotidiano. Porém concluímos que os estilos Música Eletrônica e Anos 80 foram os que mais influenciaram positivamente na motivação dos praticantes de Ginástica Localizada, sendo a Música Eletrônica eleita o estilo musical mais adequado para a prática do exercício físico. 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS A sessão com o estilo musical Música Eletrônica foi o estilo com melhor aceitação para a prática de Ginástica Localizada, proporcionando um alto nível de motivação. As músicas do estilo Anos 80 também se mostraram muito eficientes para as sessões de Ginástica Localizada, pois agradaram satisfatoriamente aos participantes, sendo classificadas como ótimas ou muito boas. A ginástica deve ser trabalhada para melhorar a qualidade de vida das crianças, dos jovens, dos adultos e dos idosos, sejam eles homens ou mulheres, tendo ou não limitações. O profissional deve conhecer as características de seus praticantes, reconhecendo limites e descobrindo as possibilidades dos mesmos, tendo como objetivo o desenvolvimento nos aspectos cognitivo, afetivo, social e motor. Devido ao crescente número de pessoas que se conscientizam da importância da atividade física e de seus benefícios para a saúde e o bem estar em geral, é perceptível o aumento da procura por um local específico para a prática de atividades físicas, este fato tem como conseqüência o notório crescimento do número de academias, que cada vez mais buscam novas modalidades, novos equipamentos e a incorporação em seus ambientes de novas e prazerosas formas de se exercitar. A Ginástica Localizada inicialmente surgiu como complementar da Ginástica Aeróbica, mas em pouco tempo ela se destacou como um meio eficiente para a manutenção de um corpo harmônico. Nos dias atuais seus praticantes buscam através dela uma boa forma, uma melhoria do estado de saúde, os equilíbrios físicos e mentais e uma melhora da coordenação motora, fazendo com que através do movimento, do ritmo e da alegria esta prática se torne muito agradável além de benéfica. Hoje a música se faz presente em todos os momentos, pois ela é uma linguagem de comunicação universal, ela é capaz de agir sobre nós acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração; relaxando ou irritando os nervos; influindo na pressão sanguínea, na digestão e no ritmo da respiração, exercendo alterações sobre os processos puramente intelectuais e mentais. É capaz também de influenciar no caráter do indivíduo, além de direcionar a atenção do indivíduo para um determinado estado de ânimo, além de afastar o tédio e a ansiedade. E nas atividades físicas, motiva a duração do exercício e distrai os estímulos não prazerosos como o cansaço e a dor. Ao examinar a influência motivacional da música em praticantes de Ginástica Localizada, conclui-se que quanto mais diversificados os ritmos musicais, mais agradável fica a prática. Para a maioria dos indivíduos, a música é um forte fator motivante da sessão de Ginástica Localizada. Sugerimos que o profissional deva dispensar uma maior atenção para esse item no planejamento da sessão. A música é muito importante em qualquer momento da sessão, pois ela estabelece a intensidade e o ritmo dos exercícios. Vale lembrar também que a música deve agradar a maioria do público alvo e não apenas o profissional, assim como o ritmo deve ser de acordo com o objetivo da aula e a altura do som ter uma tonalidade que não irrite as pessoas não causando a médio e longo prazo danos aos ouvidos. É interessante observar que nas academias de Juiz de Fora, escolhidas para o estudo, o estilo musical mais utilizado é realmente Música Eletrônica. Este estudo comprovou que este estilo musical realmente é muito bem aceito, mas vale ressaltar que Anos 80 foi um estilo que obteve ótima aceitação e raramente é observado seu uso nos ambientes de prática de Ginástica Localizada. A excelência da sessão está em perceber a característica do grupo e adequála a música, buscando os melhores estilos musicais que promovam a motivação para a prática da Ginástica Localizada. REFERÊNCIAS ABREU, C. A música é o remédio da alma. Fortaleza, 2009. Disponível em: <http://saudeintegraldoser.blogspot.com/2009/05/musica-e-o-remedio-daalma.html>.Acesso em: 16 de outubro de 2009. ARTAXO, I. e MONTEIRO, G. de A. Ritmo e movimento. Guarulhos: Editora Phorte, 2000. BATISTA, G. R. Música: iso e musicoterapia 1. Tijuca, 2009. Disponível em: < http://www.seminariodosul.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id =179&Itemid=65 >. Acesso em: 30 de setembro de 2009. BENNETT, R. Uma breve história da música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986. 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Revista Brasileira Ciência e Movimento, Brasília, v. 9, nº 1, p. 40 – 42, janeiro de 2001. ANEXO A Idade: ______________________ ESTILO MUSICAL: ______________________ Data:____/ ____/ ____ Sobre seus hábitos musicais: 1. Você costuma ouvir musica no seu dia – a- dia? ( ) Não ( ) Sim. Em que momentos? __________________________ 2 - Qual (ou quais) estilo(s) musical (is) você prefere ouvir no seu dia- a -dia? ( ) Anos 80 ( ) Ritmos Nacionais ( ) Música Eletrônica ( ) Outro______________________________________________________ Sobre a sessão de ginástica: 1- A música favoreceu que a sessão de ginástica ficasse: ( ) Agradável ( ) Desagradável ( ) Indiferente 2 - A música interferiu em sua motivação para as atividades da sessão? ( ) Sim ( ) Não Se sim: Qual o nível de interferência da música sobre a sua motivação? ( ) Muito alto ( ) Alto ( ) Baixo ( ) Muito baixo 3 - As músicas utilizadas na sessão foram: ( ) Ótimas ( ) Muito boas ( ) Boas ( ) Regulares ( ) Ruins 4 - Você considera o estilo musical utilizado adequado para este tipo de ginástica? ( ) Sim ( ) Não 5- Entre uma sessão com estilos musicais variados e outra com estilo musical único, o que você prefere? ( ) Estilos Musicais Variados ( ) Estilo Musical Único ANEXO B Músicas utilizadas nas sessões Anos 80 1. Dancing Queen - The Real Abba Gold 2. Love Is In The Air - David Garrick 3. Pintura Íntima – Kid Abelha 4. Holiday – Madonna 5. Fórmula do Amor – Kid Abelha 6. Whisky A Go-Go – Roupa Nova 7. Enjoy The Silence - Depeche Mode 8. A Dois Passos do Paraíso – Blitz 9. Billie Jean – Michael Jackson 10. Sweet Child O’ Mine - Guns N’ Roses 11. Spring Love - Steve B 12. I Am What I Am - Glória Gaynor 13. Rhythm Is a Dancer - Snap 14. Like a Virgin – Madonna Ritmos Nacionais 1. Vinny - Mexe a Cadeira (pop) 2. Vinny – Requebra (pop) 3. Lulu Santos - Assim Caminha a Humanidade (pop rock) 4. Cheiro de Amor – Amassadinho (axé) 5. Dj Malboro – Já é Sensação (funk) 6. Exaltasamba – Valeu (pagode) 7. Paralamas do Sucesso – Lourinha Bombril (pop rock) 8. Nx Zero – Razões e Emoções (pop rock) 9. Muamba – A Casa Vai Cair (rock) 10. Ana Carolina – Garganta (mpb) 11. Skank – Uma Partida de Futebol (pop rock) 12. Blitz – Geme Geme (pop rock) 13. Rappa – Pescador de Ilusões (pop) 14. Jota Quest – Além do Horizonte (pop rock) 15. Jota Quest – Do Seu Lado (rock) 16. Skank - É Proibido Fumar (pop rock) 17. Vitor e Léo – Arapuca (sertanejo) Música Eletrônica 1. Alex Galdino feat. Shena – Watch Out 2. Dj MP4 – The Books On The Table( remix) 3. Infected Mushroom - Becoming Insane 4. Chris Decay – Shinning 5. Infected Mushroom – I Wish 6. David Guetta - The World Is Mine 7. Laurent Wolf – Saxo 8. Rihanna – Take A Bow (remix) 9. Desaparecidos - Ibiza 10. PitBull – I Know You Want Me ( Calle Ocho) 11. Black Eyed Peas – Boom Boom Pow 12. Cascada – Evacuate The Dancefloor 13. Get Far feat. Sagi Rei – All I Need 14. M@d – The Concert 15. House Boulevard - Set me free 16. Tommy Vee & Andrea T Mendoza - Lovely 17. It´s Not Right But It´s Ok – Whitney Houston 18. Ian Carey - Keep on rising 19. Double You - Lose control 20. R.I.O - Shine on