DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Conforme as Normas Internacionais de Contabilidade Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010, 2009 e 01 de Janeiro de 2009. Valores expressos em milhares de reais. SumárioS Relatório de Administração Relatório de Administração..................................................................................................... 3 Demonstrações Financeiras Balanços Patrimoniais............................................................................................................ 5 Demonstração dos Resultados............................................................................................... 6 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido ............................................................. 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa....................................................................................... 8 Notas Explicativas Notas Explicativas ...................................................................................................................9 Relatórios Declaração Diretores.............................................................................................................106 Relatório dos Auditores Independentes.................................................................................107 Parecer Conselho Fiscal.........................................................................................................111 Manifestação Conselho de Administração..............................................................................112 Sumário Página | 2 Relatório da Administração 2010 Senhores Acionistas A Administração da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações - CEEE-Par, em conformidade com as disposições legais e estatutárias, submete à apreciação de Vossas Senhorias as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, acompanhadas do Relatório dos Auditores Independentes, do Parecer do Conselho Fiscal, Manifestação do Conselho de Administração, e de um breve relato dos principais itens e questões relacionados à atividade da Companhia no ano de 2010. 1. Relatório da Administração A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par é a empresa controladora "holding" do Grupo CEEE que possui as controladas: a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, oriundas do processo de reestruturação da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE. A CEEE-Par tem por objeto, a participação em outras sociedades, como sócia ou acionista, bem como o desenvolvimento de atividades no setor energético, sob quaisquer de suas fontes, visando à exploração econômica e comercial de seu campo de atividade, mediante a construção e operação, dentre outros, de sistemas de geração, de transmissão, de distribuição, de comercialização de energia elétrica e de serviços correlatos. 2. Resultado do Exercício A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par encerrou o exercício de 2010 com um prejuízo de R$ 45,3 mil. Este resultado deve-se exclusivamente ao resultado da equivalência patrimonial dos investimentos nas concessionárias Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, que foram respectivamente R$ 142 milhões positivos e R$ 210,8 milhões negativos. Para obtenção do montante registrado a título de equivalência patrimonial, foi aplicado o percentual de 65,92% no resultado das investidas, percentual este condizente com a participação da CEEE-Par em ambas as controladas, ajustando-se o valor inicial registrado nos investimentos. A Controlada CEEE-GT, após as deduções, destinou o lucro do exercício constituindo dividendos a pagar. 3. Auditores Independentes A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par informa que utiliza os serviços de Auditoria Independente da BDO Auditores Independentes na elaboração de suas Demonstrações Financeiras, cujo contrato foi assinado em 10 de abril de 2008 no valor de R$ 8,3 mil. O prazo de execução dos serviços é de 12 meses a contar da data de assinatura do instrumento, podendo haver renovações sucessivas, limitados ao máximo de 60 (sessenta) meses. O referido contrato foi aditado em 10 de novembro de 2008 para atender às exigências contidas na Lei 11.638/07, no valor de R$ 1,9 mil. Em 22 de setembro de 2009, houve um novo aditamento ao contrato, a implantação das Normas Internacionais de Contabilidade, em 22 horas, no valor de R$ 1,9 mil. Em decorrência do acréscimo mencionado anteriormente, para efeitos legais, é dado ao presente contrato o valor de R$ 10,8 mil. Relatório de Administração Página | 2 Em 10 de dezembro de 2010, foi aditado o referido contrato, em atendimento à Instrução nº 480/2009 expedida pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, NBC TA 600/2009, e a tradução das Demonstrações Financeiras para o idioma inglês, em 40 horas, no valor de R$ 3,6 mil. Em decorrência do acréscimo mencionado, o valor legal do contrato é de R$ 14,8 mil. A BDO Auditores Independentes possui contratos para a prestação de serviços de auditoria externa com a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D no valor de R$ 232,9 mil) e com a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT no valor de R$ 272,8 mil, que são empresas resultantes da cisão da CEEE. A política da CEEE-Par na contração de bens e serviços é elaborada através de licitação pública e quanto à contratação de serviços não relacionados à auditoria externa junto ao auditor independente fundamentam-se nos princípios de preservar a independência do auditor, quais sejam: (a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho; (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais no seu cliente e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente. Os Auditores Independentes declaram que a prestação de serviços não afeta a independência e objetividade necessárias ao desempenho dos serviços de Auditoria Externa, baseados no item n.º 1.2.10.6 m.2 da Resolução n.º 1.034/05 do Conselho Federal de Contabilidade. Porto Alegre, 24 de março de 2011. SERGIO SOUZA DIAS Diretor Presidente GERSON CARRION DE OLIVEIRA Diretor HALIKAN DANIEL DIAS Diretor GILBERTO SILVA DA SILVEIRA Diretor RUBEM CIMA Diretor LUIZ ANTONIO TIRELLO Diretor Relatório de Administração Página | 3 Demonstrações Financeiras Balanços Patrimoniais para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010, 2009 e 01 de janeiro de 2009 (Valores expressos em milhares de reais) Balanços Patrimoniais Página 5 Demonstração dos Resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado) Demonstração dos Resultados Página 6 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Valores expressos em milhares de reais) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Página 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Valores expressos em milhares de reais) Demonstração dos Fluxos de Caixa Página |8 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras (valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado) 1. Contexto Operacional A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par é uma sociedade anônima de capital fechado, organizada em conformidade com a autorização concedida pela Lei Estadual nº 12.593, de 13 de setembro de 2006, rege-se por estatuto, bem como pela legislação aplicável. A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par, tem por objeto, a participação em outras sociedades, como sócia ou acionista, bem como o desenvolvimento de atividades no setor energético, sob quaisquer de suas fontes, visando à exploração econômica e comercial de seu campo de atividade, mediante a construção e operação, dentre outros, de sistemas de geração, de transmissão, de distribuição, de comercialização de energia elétrica e de serviços correlatos como prestar serviços de consultoria dentro de sua área de atuação, no Brasil ou no exterior, exercer atividades relacionadas direta ou indiretamente com seu objeto social e utilizar a infraestrutura das suas controladas para a prestação de serviços, visando a produção de outras receitas. As atividades da CEEE-Par serão desenvolvidas diretamente ou por intermédio de empresas controladas ou subsidiárias integrais especialmente constituídas para tais fins ou, ainda, por empresas das quais participa a CEEE-Par, suas controladas ou subsidiárias, mediante deliberação do seu Conselho de Administração. A CEEE-Par poderá também, participar de consórcios ou de sociedades com empresas privadas ou públicas, constituídas para o fim de desenvolver atividades que guardem identidade com as definidas em seu objeto social. 1.1. Autorização de Emissão das Demonstrações Financeiras A autorização para conclusão das Demonstrações Financeiras foi aprovada pelo Conselho de Administração e Conselho Fiscal em 24 de março de 2011, conforme estabelece a Deliberação CVM nº 593 de 15 de setembro de 2009. A CEEE – Par possui participação direta nas seguintes controladas, sendo seu acionista controlador o Estado do Rio Grande do Sul: Empresas Controladas 1 - CEEE - GT 2 - CEEE - D 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 65,92% 65,92% 65,92% 65,92% 65,92% 65,92% (1) Empresa geradora e transmissora de energia elétrica. (2) Empresa distribuidora de energia elétrica. Notas Explicativas Página |9 2. Concessões A Companhia possui o direito de explorar, indiretamente, as seguintes concessões e autorizações: 2.1 – Concessões de Geração 2.2. Concessão de Transmissão 2.2.a. Contrato de Concessão nº 055/2001 – ANEEL Em 01 de outubro de 2001 a CEEE - GT firmou o Contrato de Concessão nº 055/2001 - ANEEL para Transmissão de Energia Elétrica, com prazo de vigência até 07 de julho de 2015, detém a maioria de linhas de transmissão, subestações e instalações de conexão no estado do Rio Grande do Sul. 2.2.b. Contrato de Concessão nº 080/2002 - ANEEL Em 19 de dezembro de 2002 a CEEE - GT firmou o Contrato de Concessão nº 080/2002 - ANEEL para Transmissão de Energia Elétrica da LT 230kV UPME x Pelotas 3, cujo prazo de vigência é até 19 de dezembro de 2032 . 2.2.c. Autorizações Em 30 de setembro de 1999, a CEEE recebeu da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL autorização para exploração do Serviço Limitado Especializado, submodalidade Serviço de Circuito Especializado, em âmbito interno e internacional, por prazo indeterminado, sem caráter de exclusividade e tendo como área de prestação de serviço todo o território nacional. 2.3. Concessão de Distribuição O Acordo de Concessão foi firmado em 25 de outubro de1999 através do Contrato de Concessão nº 081/1999 - ANEEL, alterado pelo 1º Termo Aditivo e 2º Termo Aditivo, de 17 de outubro de 2005 e 13 de abril de 2010, respectivamente, para distribuição de energia elétrica, no território do Estado do Rio Grande do Sul, atendendo em 72 municípios, com cerca de 1,47 milhões de unidades consumidoras cativas. Notas Explicativas Página |10 3. Elaboração e Apresentação das Demonstrações Financeiras 3.1. Bases de preparação e apresentação das Demonstrações Financeiras a) Declaração de conformidade (com relação às práticas contábeis adotadas no Brasil) As Demonstrações Financeiras Consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as Normas Internacionais de Relatório Financeiro - IFRS emitidas pelo International Accouting Standard Board - IASB, as quais abrangem a legislação societária brasileira, os Pronunciamentos, Interpretações e Orientações Técnicas (coletivamente “CPCs”) emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade CFC e pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Algumas informações adicionais estão sendo apresentadas em notas explicativas e quadros suplementares em atendimento às instruções contidas no Despacho nº 4.097, da SFF/ANEEL de 30/12/2010. As Demonstrações Financeiras individuais foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações e normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, e que diferem das normas internacionais de contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, pelo método de equivalência patrimonial, conforme requerido pelo ICPC 09, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Os efeitos da adoção inicial dos Pronunciamentos convergentes as IFRSs estão detalhados na nota explicativa nº 5. b) Base de mensuração As Demonstrações Financeiras foram elaboradas com base no custo histórico com exceção dos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, reconhecido no balanço patrimonial. c) Moeda de apresentação As Demonstrações Financeiras são apresentadas em Reais (R$). Todas as informações financeiras foram arredondadas para milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma. 3.2. Uso de Estimativas A preparação das Demonstrações Financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, requer que a Administração realize estimativas para determinação e registro de certos ativos, passivos, receitas e despesas, bem como a divulgação de informações sobre suas demonstrações financeiras. Tais estimativas são feitas com base no princípio da continuidade e suportadas pela melhor informação disponível na data da apresentação das Demonstrações Financeiras, bem como na experiência da Administração. As estimativas são revisadas quando novas informações se tornam disponíveis ou as situações em que estavam baseadas se alterem. As estimativas podem vir a divergir para com o resultado real. As principais estimativas incluídas nas Demonstrações Financeiras são: • Vida útil do ativo intangível; • Transações e venda de energia elétrica na CCEE; Notas Explicativas Página |11 • Provisões para créditos de liquidação duvidosa; • Passivos contingentes; • Planos de aposentadoria e benefícios pós-emprego; • Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos; • Ativo financeiro indenizável e da Concessão; • Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo.; • Vida útil do ativo imobilizado; • Receita de fornecimento e uso da rede de distribuição não faturada. 4. Principais Práticas Contábeis Adotadas pela Companhia e suas Controladas 4.1. Ativos e Passivos Financeiros a) Reconhecimento e mensuração A Companhia reconhece os instrumentos financeiros nas suas Demonstrações Financeiras somente quando, ela se tornar parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação são transferidos. b) Classificação A Companhia classifica os ativos e passivos financeiros sob as seguintes categorias: 1. Mensurados ao valor justo por meio do resultado: são instrumentos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda a curto prazo. Ativos financeiros registrados pelo seu valor justo por meio do resultado são medidos pelo seu valor justo e mudanças no valor justo destes ativos são reconhecidas no resultado do exercício. 2. Mantidos até o vencimento: são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com vencimentos definidos para os quais a Companhia tem a intenção positiva e a capacidade de manter até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, os investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. 3. Empréstimos e recebíveis: são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos determináveis que não estão cotados em mercado ativo. Estes ativos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Notas Explicativas Página |12 Os empréstimos e recebíveis abrangem clientes e outros créditos, incluindo os recebíveis de contrato de concessão à titulo de indenização ao final do contrato de concessão. 4. Disponível para venda: são ativos financeiros não derivativos designados nessa categoria ou que não se classificam em nenhuma das categorias acima. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável e diferenças de moedas estrangeiras sobre instrumentos de dívida disponíveis para venda, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. 5. Não destinados a negociação: são todos os passivos financeiros não derivativos que não foram classificados como passivos a valor justo com ajuste no resultado. Estes passivos financeiros são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. 4.2. Regime de Competência A Companhia reconhece as receitas e despesas pelo regime de competência. 4.3. Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa, estando sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. A mesma definição é utilizada na Demonstração do Fluxo de Caixa. 4.4. Aplicações Financeiras Na conta de aplicações financeiras estão reconhecidas as operações financeiras e certificados de depósitos bancários com prazo de vencimento superior a 12 meses, que estão a valor de custo ou de emissão, atualizados conforme disposições legais ou contratuais. 4.5. Consumidores, Concessionárias e Permissionárias Incluem o fornecimento de energia elétrica faturada e a faturar a consumidores finais, uso da rede, serviços prestados, acréscimos moratórios, suprimento de energia elétrica e encargos de uso da rede, bem como as vendas de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, conforme informações disponibilizadas pela referida Câmara. 4.6. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Baseia-se em critérios específicos do setor elétrico no que diz respeito à antiguidade de vencimento das faturas, além de efetuar a análise criteriosa onde contempla fatores como: existência de garantias reais do não recebimento, histórico de inadimplência dos consumidores, parcelamentos de débitos vigentes, devedores em situação de concordata ou análise de valores que estão sob discussão judicial. Foi constituída provisão por valor considerado suficiente para cobrir eventuais perdas na realização dos créditos com consumidores, concessionários e permissionários. Notas Explicativas Página |13 4.7. Redução ao Valor Recuperável de Ativos (impairment) a) Ativos Financeiros A Companhia avalia, anualmente, se existem evidências que possam indicar deterioração ou perda do valor recuperável dos seus Ativos Financeiros. Identificando estas evidências, o valor recuperável dos ativos é estimado e se o valor contábil exceder o valor recuperável, o valor contábil do ativo financeiro é reduzido diretamente pela perda por redução ao valor recuperável para todos os ativos financeiros, com exceção das contas a receber, em que o valor contábil é reduzido pelo uso de uma provisão. Recuperações subsequentes de valores anteriormente baixados são creditadas à provisão. Mudanças no valor contábil da provisão são reconhecidas no resultado. Quando um ativo financeiro classificado como disponível para venda é considerado irrecuperável, os ganhos e as perdas acumulados reconhecidos em outros resultados abrangentes são reclassificados para o resultado. b) Ativos Não Financeiros A Companhia avalia anualmente se existem evidências que possam indicar deterioração ou perda do valor recuperável dos seus Ativos Não Financeiros. Sendo tais evidências identificadas, o valor recuperável dos ativos é estimado e se o valor contábil exceder o valor recuperável é constituída provisão para desvalorização, ajustando o valor contábil ao valor recuperável. Essas perdas serão lançadas ao resultado do exercício quando identificadas. O valor contábil de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado de capital para a indústria em que opera a unidade geradora de caixa. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas atribuíveis à venda do ativo, ou quando não há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes. 4.8. Ajuste a Valor Presente Os ativos e passivos de longo prazo, bem como os de curto prazo, caso relevante, são ajustados a valor presente. Os principais efeitos apurados estão relacionados com a rubrica “Consumidores”. As taxas de descontos utilizadas refletem as taxas para riscos e prazos semelhantes às praticadas pelo mercado. 4.9. Estoques (inclusive do ativo intangível em curso) Os materiais em estoque classificados no ativo circulante (almoxarifado de manutenção e administrativos) e aqueles utilizados na prestação dos serviços de construção e melhorias classificados no ativo intangível em curso (depósito de obra) estão registrados ao custo médio de aquisição, deduzidos dos impostos recuperáveis e de perda estimada para ajustá-lo a valor realizável líquido quando este for menor que seu custo de aquisição. A Companhia, periodicamente, avalia seus itens de estoque quanto à sua obsolescência ou possível redução de valor. A quantia de qualquer redução dos estoques para o valor realizável líquido e todas as perdas de estoque são reconhecidas como despesa do período em que a redução ou a perda ocorreram. 4.10. Subvenção e Assistência Governamental A partir de 01/01/2008, as subvenções governamentais, se recebidas, serão reconhecidas como receita ao longo do período, confrontadas com as despesas que pretende compensar em uma base Notas Explicativas Página |14 sistemática. Os valores a serem apropriados no resultado serão destinados à Reserva de Incentivos Fiscais. A Companhia, atualmente, possui registrado em suas Demonstrações Financeiras a Conta de Resultados a Compensar – CRC, conforme Lei nº 8.631/93. 4.11. Bens e Direitos Destinados à Alienação Os bens e direitos destinados à alienação são classificados como mantidos para venda caso o seu valor contábil seja recuperado, principalmente, por meio de uma transação de venda e não através do uso contínuo. Essa condição é atendida somente quando a venda é provável e o ativo não circulante estiver disponível para venda imediata em sua condição atual. Os ativos não circulantes classificados, como destinados à venda, são mensurados pelo menor valor entre o contábil anteriormente registrado e o valor justo menos o custo de venda. 4.12. Ativos Biológicos Os ativos biológicos são mensurados pelo valor justo. As alterações no valor justo são reconhecidas no resultado do exercício em que ocorreram. A madeira em pé, utilizada na prestação de serviços de construção e melhoria do Contrato de Concessão, é transferida para o custo de construção pelo seu valor justo na data de corte. 4.13. Investimentos a) Investimentos em Coligadas Uma coligada é uma entidade sobre a qual a Companhia possui influência significativa e que não se configura como uma controlada nem uma participação em um empreendimento sob controle comum (“joint venture”). A influência significativa supostamente ocorre quando a Companhia, direta ou indiretamente, mantém entre 20 e 50 por cento do capital votante de outra entidade e/ou tem o poder de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais da investida, sem exercer controle individual ou conjunto sobre essas políticas. Os investimentos em coligadas são contabilizados por meio do método de equivalência patrimonial e são reconhecidos inicialmente pelo custo e em seguida ajustados para fins de reconhecimento da participação da Companhia no lucro ou prejuízo e outros resultados abrangentes da coligada. Quando a participação da Companhia nos prejuízos de uma investida cujo patrimônio líquido tenha sido contabilizado exceda a sua participação acionária, pelo método de equivalência patrimonial, o valor contábil daquela participação acionária, incluindo quaisquer investimentos de longo prazo, é reduzido a zero. b) Participações em Empreendimentos em Conjunto (“joint ventures”) Uma “joint venture” é um acordo contratual através do qual a Companhia e outras partes exercem uma atividade econômica sujeita a controle conjunto, situação em que as decisões sobre políticas financeiras e operacionais estratégicas relacionadas às atividades da “joint venture” requerem a aprovação de todas as partes que compartilham o controle. Quando a Companhia exerce diretamente suas atividades por meio de uma “joint venture”, a participação da Concessionária nos ativos controlados em conjunto e quaisquer passivos incorridos em conjunto com os demais controladores é reconhecida nas demonstrações financeiras da respectiva empresa e classificada de acordo com sua natureza. Os passivos e gastos incorridos diretamente relacionados a participações nos ativos controlados em conjunto são contabilizados pelo regime de competência. Qualquer ganho proveniente da venda ou do uso da participação da Companhia nos rendimentos dos ativos controlados em conjunto e sua participação em quaisquer despesas incorridas pela “joint venture” são reconhecidos quando for provável que os benefícios econômicos associados às transações serão transferidos para a/da Companhia e seu valor puder ser mensurado de forma confiável. Notas Explicativas Página |15 c) Entidades de Propósito Específico (EPEs) Uma Entidade de Propósito Específico é consolidada caso a Companhia conclua, após avaliação da essência do relacionamento e dos riscos e benefícios advindos da EPE, que ela a controla. O controle pode existir mesmo em casos em que a Companhia detenha pequena ou nenhuma parcela do patrimônio líquido da EPE. A aplicação do conceito de controle exige, em cada caso, julgamento no contexto de todos os fatores relevantes. d) Outros Investimentos Nesta rubrica incluem-se as propriedades para investimentos que representam os bens não utilizados no objetivo da concessão, mantidos para valorização ou renda. 4.14. Contratos de Concessão Os Contratos de Concessão da distribuidora são reconhecidos como ativo intangível e ativo financeiro. O valor do ativo intangível dos contratos de concessão representa o valor dos serviços de construção e melhorias que será recebido através da cobrança dos usuários via tarifa de energia elétrica. O custo dos serviços de construção e melhorias compreende o preço de aquisição dos materiais e serviços (acrescido de impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos) e quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar a infraestrutura à serviço da concessão no local e condição necessária para este ser capaz de funcionar da forma determinada no Contrato de Concessão. O ativo financeiro refere-se ao valor dos serviços de construção e melhorias realizados e previstos no contrato de concessão e que será recebido através de indenização ao final da concessão, por ser um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro diretamente do poder concedente, decorrente da aplicação da Interpretação Técnica ICPC 01 - Contratos de Concessão e a Orientação Técnica OCPC 05 Contratos de Concessão. Ele é reconhecido pelo valor residual dos bens individuais ao final da concessão não amortizado e o valor somente é alterado por meio de, adições, baixas e transferências, ao longo do prazo de concessão. A amortização do ativo intangível dos contratos de concessão é calculada pela taxa de depreciação regulatória dos bens individuais. A amortização é reconhecida na rubrica de custo de operação e despesas operacionais. Os Contratos de Concessão de transmissão são reconhecidos como Ativo Financeiro. O valor do Ativo Financeiro representa o valor dos serviços de construção e melhorias, que será recebido através da Receita Anual Permitida e compreende o preço de aquisição dos materiais e serviços (acrescido de impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos) e quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar a infraestrutura à serviço da concessão no local e condição necessária para este ser capaz de funcionar da forma determinada no Contrato de Concessão, líquidos de amortização e acrescidos de atualização. A amortização do Ativo Financeiro dos contratos de concessão é estimada com base em premissa adotada pela Administração para segregar da Receita Anual Permitida o valor determinado para cobrir a remuneração e a reintegração dos investimentos realizados. A atualização do Ativo Financeiro é calculada com base na taxa efetiva de juros. 4.15. Imobilizado O Imobilizado reconhece os ativos do segmento de Geração a custo atribuído e os bens e da Administração mantidos a custo histórico. Notas Explicativas Página |16 a) Reconhecimento e mensuração Os itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria entidade inclui o custo de materiais e mão de obra direta, quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condições necessárias para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela administração, os custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados e custos de empréstimos. b) Custos subsequentes O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item, caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. c) Depreciação A depreciação é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas pelo Órgão Regulador, para cada parte de um item do imobilizado, visto que esse método é aceito como o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. 4.16. Intangível a) Intangível da Concessão Incluem o direito de cobrar os usuários dos serviços pela construção e melhorias realizadas na infraestrutura à serviço da concessão de distribuição de energia elétrica. A amortização reflete as taxas de depreciação regulatória aplicadas aos bens individuais, que é a forma como a Companhia recupera estes investimentos através da tarifa de energia elétrica e é reconhecida na rubrica de custo de operação e despesas operacionais. b) Intangível Os ativos intangíveis adquiridos pela Companhia e que têm vidas úteis finitas são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. Incluem basicamente softwares e direitos desta natureza. c) Gastos subsequentes Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando eles aumentam os futuros benefícios econômicos incorporados no ativo específico aos quais se relacionam. Todos os outros gastos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. d)) Amortização Amortização é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas pelo Órgão Regulador para os ativos intangíveis, que não ágio, a partir da data em que estes estão disponíveis para uso. Notas Explicativas Página |17 4.17. Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica Representam os valores da União, dos Estados, dos Municípios e dos consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno a favor do doador e às subvenções destinadas a investimento no serviço público de energia elétrica, cuja quitação ocorrerá ao final da concessão. Essas obrigações estão registradas em grupo específico no passivo não circulante e estão sendo apresentadas como dedução do ativo financeiro e ativo intangível da concessão, dadas suas características de aporte financeiro com fins específicos de financiamentos para obras da infraestrutura à serviço da concessão. 4.18. Arrendamento Mercantil Os arrendamentos mercantis são segregados entre os operacionais e os financeiros. Quando o arrendamento é classificado como financeiro, ou seja, seus riscos e benefícios são transferidos, este é reconhecido como um ativo e mensurado inicialmente pelo seu valor justo ou pelo valor presente dos pagamentos mínimos, entre eles o menor, e depreciados normalmente. O passivo subjacente é amortizado utilizando a taxa efetiva de juros. 4.19. Valor Justo a. Empréstimos, Recebíveis e Outros Créditos: é estimado como o valor presente de fluxos de caixa futuros, descontado pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação. A Companhia entende que os valores contábeis na data de transição dos recebíveis de contratos de concessão de serviços representam a melhor estimativa do seu valor justo. Esse valor justo é determinado para fins de divulgação. b. Ativos Biológicos: (madeira em pé) é baseado no preço de mercado dos volumes de madeira recuperável estimados. Os preços dos ativos biológicos, denominados em R$/m³ são obtidos através de pesquisa de preço de mercado divulgadas por empresas especializadas além da cotação dos preços praticados em mercado ativo para itens semelhantes. c. Ativos Intangíveis recebidos como remuneração pela prestação de serviços de construção em um contrato de concessão de serviços: é estimado pela referência ao valor justo dos serviços de construção prestados. O valor justo dos serviços de construção prestados é calculado como o custo estimado total acrescido de uma margem de lucro de 0%, pois a Companhia considera que o atual modelo de regulação do setor elétrico não prevê margem para os serviços de construção e melhorias na determinação da tarifa de energia elétrica. Quando a Companhia recebe um ativo intangível e um ativo financeiro como remuneração pela prestação de serviços de construção em um acordo de concessão de serviços, ela estima o valor justo do ativo intangível como a diferença entre o valor justo dos serviços de construção prestados e o valor justo do ativo financeiro recebido. d. Ativo Imobilizado: é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado. Os valores justos do imobilizado referente à infraestrutura de geração vinculada a uma concessão são limitados aos valores de recuperação admitidos pelo Órgão Regulador. e. Outros Ativos e Passivos Financeiros: o valor justo de ativos e passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o vencimento e ativos financeiros disponíveis para venda é apurado por referência aos seus preços de fechamento apurado na data de apresentação das demonstrações financeiras. O valor justo de investimentos mantidos até o vencimento é apurado somente para fins de divulgação. f. Passivos Financeiros Não Destinados à Negociação: é calculado baseando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação das demonstrações financeiras. Notas Explicativas Página |18 4.20. Empréstimos e Financiamentos e Outras Captações Estão atualizados pela variação monetária e/ou cambial, juros e encargos financeiros, determinados em cada contrato, incorridos até a data de encerramento do balanço. Os custos de transação estão deduzidos dos empréstimos e financiamentos correspondentes. Esses ajustes são apropriados ao resultado pela taxa efetiva de juros do período em despesas financeiras, exceto pela parte apropriada ao custo do ativo intangível em curso. 4.21. Provisões para Contingências As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de um evento passado, cujo valor possa ser estimado de maneira confiável sendo provável uma saída de recursos. O montante da provisão reconhecida é a melhor estimativa da Administração e dos assessores legais, baseados em pareceres jurídicos sobre os processos existentes e do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço. Quando a provisão envolve uma grande população, a obrigação é estimada ponderando todos os possíveis desfechos pelas suas probabilidades associadas. Para uma obrigação única, a mensuração se baseia no desfecho mais provável. 4.22. Outros Ativos e Passivos Os outros ativos e passivos circulantes e não circulantes, que estão sujeitos à variação monetária ou cambial por força de legislação ou cláusulas contratuais, estão atualizados com base nos índices previstos nos respectivos dispositivos, de forma a refletir os valores na data das Demonstrações Financeiras, os demais estão apresentados pelos valores incorridos na data de formação sendo os ativos reduzidos de provisão para perda e/ou ajuste a valor presente quando aplicável. 4.23. Imposto de Renda e Contribuição Social O Imposto de Renda corrente é calculado e contabilizado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, mais adicional de 10% para o lucro que exceder R$ 240 e a Contribuição Social à alíquota de 9%, calculada e escriturada sobre o lucro ajustado antes do Imposto de Renda, na forma da legislação vigente. Sobre as diferenças temporárias são constituídos impostos diferidos. Os ativos e passivos diferidos são registrados nos ativos e passivos não circulantes. Os impostos diferidos serão realizados com base nas alíquotas que se espera serem aplicáveis no período que o ativo será realizado ou o passivo liquidado. Os ativos e passivos não são descontados a valor presente. Os prejuízos fiscais de Imposto de Renda e bases negativas de contribuição social podem ser compensados anualmente, observando-se o limite de até 30% do lucro tributável para o exercício. A Companhia está sobre a regência do Regime Tributário de Transição - RTT, que prescreve a neutralidade fiscal no cálculo dos tributos federais, expurgando os efeitos da aplicação dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pelas alterações na Lei 6.404/76. O regime foi de caráter optativo no biênio 2008-2009, e passou a ser obrigatório para o exercício de 2010, nos termos da Lei 11.941/09. 4.24. Benefícios Pós-Emprego As obrigações futuras, estimadas com base na avaliação atuarial, elaborada anualmente por atuário independente, são registradas para cobrir os gastos com plano de previdência, complementação de aposentadoria incentivada, aposentados ex-autárquicos e contribuições para o fundo de pensão dos funcionários. O custo do serviço passado do plano de contribuição definida implantado em outubro de 2002 está sendo reconhecido no resultado no tempo remanescente de serviço dos empregados, conforme item 96 do CPC 33, aprovado pela Deliberação CVM n° 600 de 09 de Outubro de 2009. Notas Explicativas Página |19 4.25. Registro de Compra e Venda de Energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE As compras (custo de energia comprada) e as vendas (receita de suprimento) são registradas pelo regime de competência de acordo com as informações divulgadas pela CCEE, entidade responsável pela apuração das operações de compra e venda de energia. Nos meses em que essas informações não são disponibilizadas em tempo hábil pela CCEE, os valores são estimados pela Administração da Companhia, utilizando-se de parâmetros disponíveis no mercado. 4.26. Informações Sobre Quantidade de Ações e Resultado por Ação O resultado básico por ação deve ser calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo do exercício (o numerador) pelo número médio ponderado de ações ordinárias em poder dos acionistas, menos as mantidas em tesouraria (denominador). 4.27. Apuração do Resultado As receitas e despesas são reconhecidas pelo regime contábil de competência de cada exercício apresentado. As receitas e despesas de juros são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros na rubrica de receitas/despesas financeiras. 4.28. Reconhecimento da Receita a) Receita da Geração A receita do segmento de Geração é reconhecida mensalmente pelo faturamento dos contratos firmados tanto em ambiente regulado como em ambiente livre, os quais são pactuados através de leilões de energia e prevêem o fornecimento de uma determinada quantidade de energia em megawatt-hora por um determinado período de tempo, geralmente por vários períodos de um ano. Os valores a serem faturados mensalmente são pré-estabelecidos nos contratos, sendo que no ambiente regulado, as variações de demanda e fornecimento são acompanhadas e ajustadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE. Já no ambiente livre, as oscilações ocorridas nas quantidades de energia demandadas ou fornecidas são acordadas entre as partes do contrato, considerando os devidos ajustes no faturamento mensal. b) Receita da Transmissão No segmento de Transmissão o reconhecimento da receita é efetuado mediante rateio realizado pelo Operador Nacional do Sistema - ONS, mensalmente. Este rateio considera as instalações de todas as Transmissoras como um grande condomínio, onde os ativos (instalações) são remunerados através do número de acessantes à rede básica (RBSE) e às demais instalações da transmissão (DITs). O faturamento tem como princípio o cálculo da Receita Anual Permitida - RAP homologadas pela ANEEL para as instalações autorizadas e ou licitadas que se encontram em operação pela concessionária. As receitas contabilizadas em forma de degrau pelo segmento de transmissão de energia elétrica foram ajustadas de forma linear, ao longo de vigência dos contratos de concessão em atendimento ao CPC 30. c) Receita de Fornecimento da Distribuidora O reconhecimento da receita de fornecimento dá-se pelo faturamento mensal, conforme quantidades medidas de energia fornecida e preços homologados, com os respectivos impostos que compõem o cálculo do preço da tarifa. Notas Explicativas Página |20 d) Receita não Faturada da Distribuidora O valor refere-se ao fornecimento de energia elétrica e de uso de rede de distribuição não faturados, calculados em base de estimativas, referente ao período posterior a medição mensal e até o último dia do mês. e) Receita de Construção A Companhia reconhece a receita de construção referente aos serviços de construções e melhorias previstos no contrato de concessão com base no estágio de conclusão das obras realizadas. O estágio de conclusão é avaliado pela referência do levantamento dos trabalhos realizados, ou quando não puder ser medido de maneira confiável, até o limite dos custos reconhecidos na condição de que os custos incorridos possam ser recuperados. f) Receita Financeira A Receita Financeira referente à atualização dos recebíveis de contratos de concessão é reconhecida com base no método da taxa efetiva de juros. g) Reconhecimento dos Ajustes da Receita conforme Nota Técnica de Revisão ou Reajuste Tarifário da Distribuidora Anualmente, através da Nota Técnica de Revisão ou Reajuste Tarifário, homologada pela Agência Reguladora, é determinado o percentual a ser aplicado na tarifa da Distribuidora, além disso, nessa nota estão detalhados os itens financeiros e itens de CVA que sofreram alterações. A Companhia reconhece esse ajuste de receita no momento da homologação da Nota Técnica e amortiza esses saldos em 12 (doze) meses. 4.29. Transações com Partes Relacionadas As operações com partes relacionadas têm regras específicas para cada tipo de transação e são realizadas em condições e prazos firmados entre as partes. Os detalhes dessas operações estão descritos na nota explicativa nº 46. 4.30. Informações por Segmento As informações por segmentos operacionais evidenciam as atividades de negócio dos quais podem obter receitas e incorrer em despesas, incluindo receitas e despesas relacionadas com transações com outros componentes do mesmo Grupo, cujos resultados operacionais são regularmente revistos pela Administração da Companhia. 4.31. Questões Ambientais A Companhia capitaliza gastos referentes a demandas ambientais correspondentes aos estudos de impacto do meio ambiente, exigidos pelos órgãos públicos competentes, para obtenção das licenças que permitirão a construção e instalação de novos empreendimentos, além daqueles referentes às compensações que devem ser realizados para executar o projeto, visando reparar, atenuar ou evitar danos ao meio ambiente onde será realizado o empreendimento. Os gastos relacionados à questões ambientais posteriores a entrada em operação do empreendimento são registrados como resultado do exercício em que ocorreram. Os projetos para construção e instalação de novos empreendimentos são identificados e monitorados pelos órgãos ambientais fiscalizadores, tais como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, Fundação Estadual de Proteção Ambiental - FEPAM, Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMA e ONGs. Notas Explicativas Página |21 4.32. Novas normas e interpretações ainda não adotadas Diversas normas, emendas e interpretações IFRSs emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board) ainda não entraram em vigor para o exercício encerrado em 31/12/2010, sendo elas: • Emenda da IAS 12 – Tributos sobre o lucro (CPC 32): recuperação de ativos mensurados pelo valor justo, aplicável a partir de 01/01/2012. • IFRS 9 – Instrumentos Financeiros: classificação de ativos financeiros e contabilização de passivos financeiros designados como mensurados pelo valor justo por meio do resultado. Aplicável a partir de 01/01/2013. • Ativos e Passivos Regulatórios - encontra-se em audiência pública no International Accouting Standards Board – IASB o pronunciamento que trata sobre Ativos e Passivos Regulatórios. As entidades reguladas devem cumprir as exigências dos IFRSs assim como qualquer outra entidade, portanto, embora os órgãos reguladores possam determinar a época para a recuperação de custos ou para o pagamento de reembolsos nas tarifas, eles não podem mudar as características dos ativos e passivos que existiriam de acordo com o IFRS. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis ainda não emitiu pronunciamentos equivalentes às IFRSs acima citadas. A adoção antecipada destes pronunciamentos está condicionada à aprovação prévia em ato normativo da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. A Companhia não estimou a extensão do impacto destas novas normas em suas Demonstrações Financeiras. 5. Primeira Adoção dos CPCs Convergentes às IFRSs Algumas reclassificações e correções foram efetuadas para melhor apresentação das Demonstrações Financeiras comparativas, de acordo com o estabelecido no CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. 5.1. Normas e interpretações aplicadas nas Demonstrações Financeiras A Companhia adotou as normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis descritas abaixo no decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, inclusive para o período comparativo de 31 de dezembro de 2009 e no balanço patrimonial de abertura em 1º de janeiro de 2009. A aplicação destas normas (“novas normas”) impactou montantes apresentados nas Demonstrações Financeiras da controladora e de suas controladas, conforme apresentado abaixo: 5.1.1. Normas e interpretações aplicadas aos saldos do exercício corrente (e/ou exercícios anteriores) Norma Internacional ..... Deliberação CVM 539/08 CPC 01(R1) IAS 36 639/10 Redução ao valor recuperável de ativos CPC 07 (R1) IAS 20 546/10 CPC 08 (R1) IAS 39 649/10 CPC 12 ..... 564/08 CPC 13 ..... 565/08 CPC 17 CPC 27 IAS 11 IAS 16 576/09 583/09 Subvenção e assistência governamentais Custos de transação e prêmios na emissão de títulos e valores mobiliários Ajuste a valor presente Adoção inicial da lei nº. 11.638/07 e da medida provisória nº. 449/08 Contratos de construção Ativo imobilizado CPC 29 IAS 41 596/09 Ativo biológico e produto agrícola CPC 30 IAS 18 597/09 Receitas CPC 37 (R1) IFRS 1 647/10 Adoção inicial das normas internacionais de contabilidade IFRS 1 651/10 Adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 40 IFRIC 12 IFRIC 12 611/09 654/10 Contratos de Concessão Contratos de Concessão Pronunciamento CPC 43 (R1) ICPC 01 OCPC 05 Notas Explicativas Sumário Estrutura conceitual (framework) Página |22 5.1.2. Normas e interpretações que afetam a apresentação e divulgação Norma Internacional IAS 7 Deliberação CVM 641/10 CPC 09 ..... 557/08 CPC 23 IAS 8 592/09 Pronunciamento CPC 03 (R2) Sumário Demonstração dos fluxos de caixa CPC 26 IAS 1 595/09 Demonstração do valor adicionado Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro Apresentação das Demonstrações Financeiras CPC 33 IAS 19 600/09 Benefícios a empregados CPC 39 IAS 32 Instrumentos financeiros: apresentação CPC 41 IAS 33 604/09 636/10 ICPC 08 ...... 601/09 ICPC 09 ..... 618/09 OCPC 03 IAS 32 E IAS 39 Ofício Circular CVM/SNC/SEP nº 03/2009 Resultado por ação Contabilização da proposta de pagamento de dividendos Demonstrações Financeiras individuais, demonstrações separadas, demonstrações consolidadas e aplicação do método de equivalência patrimonial Instrumentos financeiros: reconhecimento, mensuração e evidenciação 5.2. Impactos da adoção dos CPCs A Companhia adotou a data de transição como 01/01/2009 (Balanço de Abertura), assim, as últimas Demonstrações Financeiras pelas práticas contábeis anteriores foram as referentes ao exercício findo em 31/12/2008. Nas notas a seguir, é apresentada uma reconciliação das demonstrações financeiras e os ajustes requeridos pela primeira adoção dos CPCs, convergentes as IFRSs, segundo o CPC 37 (R1) que trata da adoção inicial das normas internacionais de relatório financeiro. 5.3. Reconciliação do Balanço Patrimonial e Resultados do Exercício da Controladora de 31/12/2009 e 01/01/2009 5.3.1 Controladora Notas Explicativas Página |23 a. Os valores referem-se a ajustes de equivalência patrimonial decorrentes da adoção das normas internacionais nas controladas. b. Os valores referem-se à adoção do custo atribuído para os ativos de Geração descontado dos tributos diferidos. 5.3.2 Reconciliação do Patrimônio Líquido das Controladas Nota Explicativa Patrimônio Líquido - Originalmente Divulgado Desreconhecimento de Ativos e Passivos Regulatórios Custos de Transação Banco Máxima Ativos Biológicos Receita Recebida Antecipadamente Efeitos dos Tributos sobre os Ajustes de Linearização Ajuste de Avaliação Patrimonial Investimentos Ativo Financeiro da Concessão Total dos Ajustes Patrimônio Líquido Ajustado a b c d e f g h CEEE - D 01/01/2009 CEEE - GT 24.870 (13.611) 434.781 6.886 (6.725) (102.504) 38.895 236.381 (32.873) 6.418 146.317 18.145 581.098 CEEE - D 31/12/2009 CEEE - GT 1.957.659 7.982 2.766 9.709 1.974.272 20.457 (124.680) 47.467 207.129 (39.425) 47.522 138.013 1.978.116 2.112.285 a. O ajuste referente ao desreconhecimento ativos e passivos regulatórios causou um aumento no patrimônio líquido de R$ 7.982 em 31/12/2009 ((R$ 13.611) em 01/01/2009). b. O reconhecimento do custo de transação do Banco Máxima causou um aumento de R$ 2.766 no patrimônio líquido em 31/12/2009. c. O reconhecimento do valor justo dos Hortos Florestais causou um aumento no Patrimônio Líquido de R$ 6.886 (R$ 9.709 em 01/01/2009). d. A contabilização da receita da linearização no valor 01/01/2009). e. Refere-se a tributos que incidiram sobre a receita da linearização no montante de R$ 47.467 (R$ 38.395 em 01/01/2009). f. Refere-se à adoção do custo atribuído para os ativos de geração R$ 358.154, descontado dos tributos diferidos R$ 121.773. Em 2009 a realização do ajuste de avaliação patrimonial através da depreciação foi de R$ 44.322 e dos impostos diferido foi de R$ 15.070. g. Refere-se à baixa de despesas capitalizadas no empreendimento UHE Dona Francisca (R$ 32.873) e em ações de preservação e proteção ambiental (R$ 4.188), além de ajustes nos ganhos/perdas em investimentos avaliados pelo método da equivalência Patrimonial (R$ 3.688). Em 2009, foram estornados os valores provisionados durante o ano referente ao Notas Explicativas de R$ 124.680 (R$ 102.504 em Página |24 empreendimento UHE Dona Francisca (R$ 1.323) e ajustados os valores de ganhos/perdas participações societárias (R$ 7.875). h. Refere-se ao reprocessamento da concessão regulada pelo Contrato de Concessão 080/2002 (R$ 21.449 de incremento na despesa de amortização e R$ 27.867 de atualização do Ativo Financeiro da Concessão). Em 2009, a amortização do ativo financeiro teve um incremento de R$ 243.949 e a atualização do ativo financeiro foi de R$ 285.053 5.4. Isenções Adotadas A Companhia quando da elaboração das suas Demonstrações Financeiras na data de transição adotou o CPC 43 – Adoção Inicial dos CPCs 15 a 40 (com exceção do CPC 34), e aplicou as isenções opcionais de aplicação retrospectiva referente aos novos pronunciamentos contábeis. As isenções opcionais adotadas pela Companhia aplicadas retrospectivamente referem-se: • Isenção referente à classificação de Instrumentos Financeiros de acordo com o CPC 38 e não realizou análises retroativas à data original de contratação dos instrumentos financeiros vigentes na data de transição. Os instrumentos contratados após a data de transição foram todos analisados e classificados na data da realização das operações. • Isenção referente à aplicação retroativa do ICPC 01: a Companhia considerou impraticável a aplicação retroativa da norma para os ativos que compõem a infraestrutura utilizada na concessão do serviço público de transmissão e distribuição de energia elétrica regulado pelos Contratos de Concessão nº 055/2001 e 081/1999, respectivamente, adotou na transição os valores contábeis anteriores dos ativos financeiros e intangíveis, independente de suas classificações, reclassificando-os para: (a) ativo intangível, correspondente a parcela estimada dos investimentos realizados e que serão amortizados até o final da concessão da Distribuidora, e (b) ativo financeiro indenizável, correspondente ao direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro do concedente pelos serviços de construção efetuados e não amortizados até o final da concessão da Transmissora e Distribuidora. Não há Pronunciamentos Contábeis pertinentes a exceções obrigatórias aplicáveis à Companhia. 6. Caixa e Equivalentes de Caixa e Aplicações Financeiras Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO Descrição / Banco Nota Explicativa Vencimento Remuneração 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 25.270 29.648 37.728 32.883 32.883 114.455 114.455 5.043 5.043 58.153 144.103 42.771 2.148 2.435 9 27 3.292 7.911 18.941 3.779 8 27 3.000 25.755 22.166 3.437 8 25.611 Circulante Numerário Disponível SIAC / BANRISUL Aplicações Financeiras 0 46 Diário SELIC OVER Total de Caixa e Equivalentes de Caixa Não Circulante SIAC Especial / BANRISUL 46 CEEE - SIAC BANRISUL 46 CEEE BRADESCO 46 Repasse Arrecadação de Contas de Energia Retenção Banco Máxima Total de Aplicações Financeiras Notas Explicativas Diário Diário SELIC SELIC Página |25 a) Numerário Disponível O valor de R$ 25.270 (R$ 29.648 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 37.728 em 01 de janeiro de 2009) refere-se a recursos depositados em instituições bancárias. b) SIAC / BANRISUL O valor de R$ 32.883 (R$ 114.455 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 5.043 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao valor aplicado no Sistema Integrado de Administração de Caixa - SIAC/BANRISUL instituído pelo Decreto Estadual nº 33.959, de 31 de maio de 1991. Estes valores foram repassados ao SIAC conforme contrato assinado entre as investidas e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul em 10 de outubro de 2008, denominado “Contrato de Repasse Temporário de Recursos Monetários Disponíveis”. O saldo aplicado está sendo remunerado pela variação da taxa SELIC OVER, com liquidez imediata. c) SIAC Especial / BANRISUL O valor de R$ 2.148 (R$ 18.941 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 22.166 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à remuneração sobre o principal já resgatado aplicado no Sistema Integrado de Administração de Caixa - SIAC/BANRISUL, instituído pelo Decreto Estadual nº 33.959, de 31 de maio de 1991. Este saldo permanece aplicado, sendo remunerado com base na variação da taxa SELIC, sem liquidez imediata, visto que depende de dotação orçamentária por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. d) CEEE – SIAC / BANRISUL O valor de R$ 2.435 (R$ 3.779 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 3.437 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao principal e à remuneração de valores aplicados no SIAC / BANRISUL, destinados ao atendimento da cláusula do Contrato de Constituição de Garantias – CCGs, quando da compra de energia pela CEEE-D. e) CEEE BRADESCO O valor de R$ 9 (R$ 8 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 8 em 01 de janeiro de 2009) refere-se a valores bloqueados judicialmente, estando estes compondo o saldo de duas contas em fundos de investimentos no Banco Bradesco, sendo remunerados pela taxa CDI. f) Repasse de Arrecadação de Contas de Energia O valor de R$ 27 (R$ 27 em 31 de dezembro de 2009) encontra-se em discussão junto ao Banco Citibank S/A e refere-se à arrecadação de faturas de energia não repassadas à Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D. g) Retenção Banco Máxima O valor de R$ 3.292 (R$ 3.000 em 31 de dezembro de 2009) refere-se à garantia do fiel e pontual cumprimento das obrigações relativas à captação de empréstimo junto ao Banco Máxima, cujo valor tem vencimento em 04 de janeiro de 2016. Notas Explicativas Página |26 7. Consumidores, Concessionárias e Permissionárias Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Circulante 37.188 34.470 32.270 Suprimento de Energia ................................................................................................................................................................... 48.632 49.462 47.099 Encargo de Uso da Rede ................................................................................................................................................................... Consumidores ........................................................................................................................................................................................................................... 348.240 335.960 328.954 Concessionárias e Permissionárias .................................................................................................................. 16 7 3.484 Parcelamentos ......................................................................................................................................................................................................................... 45.591 52.901 37.769 Energia de Curto Prazo - CCEE ....................................................................................................................................................................................................... 5.793 6.761 2.178 Total 485.460 479.561 451.754 Não Circulante Parcelamentos ......................................................................................................................................................................................................................... 131.553 128.484 129.170 Total 131.553 128.484 129.170 a) Consumidores CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 Residencial .................................................................................................... 134.034 138.425 Industrial ...................................................................................................................................................... 55.816 51.805 Comercial Serviços e Outras Atividades .................................................. 74.022 73.156 Rural .................................................................................................... 14.393 14.949 Poder Público .................................................................................................... 55.060 22.358 Iluminação Pública .................................................................................................... 10.195 30.509 Serviço Público .............................................................................. 4.720 4.758 348.240 335.960 01/01/2009 126.598 45.967 70.158 18.093 29.932 33.890 4.316 328.954 b) Concessionárias e Permissionárias CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Irrigação e Aquicultura ..................................................................................................................... 2.789 Red. Tarifa de Uso Sistema de Transmissão ..................................................................................................................................................... 695 Permissionárias .................................................................................................................................. 16 7 Total 16 7 3.484 c) Energia de Curto Prazo – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE O valor de R$ 5.793 (R$ 6.761 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 2.178 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à energia vendida no mercado de curto prazo, conforme informações divulgadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. Notas Explicativas Página |27 d) Parcelamentos Os saldos compõem-se de: Circulante Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos CONSOLIDADO Nota Explicativa 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 com Prefeituras Municipais .................................................................................................... 0 18.069 17.732 com Consumidores Diversos .................................................................................................... 0 10.526 9.059 com Governo do Estado - Débitos de Energia ............................................................................... 46 13.778 com Consumidores Industriais.................................................................................................... 0 5.421 4.761 Diversos .................................................................................................... 0 11.575 7.571 45.591 52.901 19.278 7.746 3.771 6.974 37.769 CONSOLIDADO Nota Explicativa Não Circulante Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos Parcelamentos 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 com Prefeituras Municipais ............................................................................................................................................................... 0 69.757 74.932 66.823 com Consumidores Diversos ............................................................................................................................................................ 0 13.250 15.189 11.965 com Governo do Estado - Débitos de Energia .................................................................................................................................. 46 4.768 4.768 24.546 com Governo do Estado - FAMURS .................................................................................................................................................. 46 17.178 17.178 13.363 com Consumidores Industriais .......................................................................................................................................................... 0 9.826 9.221 9.423 Diversos ............................................................................................................................................................................................ 0 16.774 7.196 3.050 131.553 128.484 129.170 d.1) Parcelamentos com Prefeituras Municipais Refere-se a parcelamentos de débitos efetuados com prefeituras municipais, os quais são indexados pelo IGP-M, com juros de até 1% ao mês, tais contratos possuem cláusula que contemplam desconto para prefeituras que se mantiverem adimplentes. A Companhia constituiu provisão para perdas considerando a expectativa de realização destes parcelamentos. d.2) Parcelamentos com Consumidores Diversos Refere-se, principalmente, a parcelamentos de débitos com arrozeiros, hospitais e consumidores em geral, para aquelas negociações que demandam cálculos diferenciados daqueles parametrizados, face ao perfil da dívida bem como do cliente. Dentre estes contratos, alguns se encontram em cobrança judicial. A Companhia constituiu provisão para perdas considerando a expectativa de realização destes parcelamentos. d.3) Parcelamentos com Governo do Estado - Débitos de Energia Durante as negociações do Termo de Acordo entre a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D e o Estado do Rio Grande do Sul, para liquidação dos débitos vencidos, oriundos das faturas de energia elétrica, o Estado levantou a hipótese de que poderiam existir valores pagos incluídos no montante do débito, devido sua forma de realizar seus pagamentos. Em razão disso, a Companhia decidiu manter registrado o montante original de R$ 49.885 e a classificação no ativo realizável a longo prazo. Em julho de 2007, foi constituído Grupo de Trabalho pela CEEE-D que teve por objetivo rever o Contrato assinado em 2002. O Grupo concluiu que grande parte do valor da dívida do Governo do Estado referia-se a multas e juros do Setor Elétrico, totalizando o valor de R$ 25.339, valores estes Notas Explicativas Página |28 não reconhecidos pelo Governo do Estado como débito de energia. Este valor foi provisionado exercício de 2007, permanecendo a receber o valor de R$ 24.546. Em 15/09/2009 a ANEEL anuiu o Termo de Acordo, celebrado entre a Companhia Estadual Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, no valor R$ 19.778, cujo montante será liquidado por meio de compensação tributária, pelo prazo de meses, conforme demonstrado: Da ta d o E ve nto de z/20 0 2 de z/20 0 7 se t/20 0 9 a d ez/2 00 9 j an /20 1 0 a d ez/2 01 0 Hi stór ico R eg istr o d e P a rce la me n tos M ul ta e J ur os P ro visi on a do s S a ld o a Re ce be r C om pe n sa ção d e ICM S C om pe n sa ção d e ICM S S a ld o a Re ce be r NÃ O C IR CUL A NTE ........................................................................................................ no de de 12 V al or 4 9.8 8 5 (2 5.3 3 9) 2 4.5 4 6 ( 6.0 0 0) (1 3.7 7 8) 4.7 6 8 4.7 6 8 d.4) Parcelamentos com Governo do Estado – FAMURS Refere-se a parcelamentos de débitos de Prefeituras Municipais, firmados em 1997, pela Lei Estadual nº 11.018, de 23 de setembro 1997, intermediados pela Federação das Associações de Municípios do Estado do Rio Grande do Sul - FAMURS assumidos pelo Estado do Rio Grande do Sul, com garantia no repasse de ICMS aos respectivos Municípios. Os valores estavam indexados pela UFIR e posteriormente pela UPF/RS, e foram repactuados através de Termo de Acordo em dezembro de 2002 com carência de 12 meses e 48 parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira em janeiro de 2004, indexados pelo IGP-M, mais juros de 0,5% ao mês, com a interveniência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A – BANRISUL. Em 07 de outubro de 2004, através do Decreto n° 43.376, foi modificado o Regulamento do ICMS, incluindo a permissão de compensação, pelas empresas concessionárias de serviço público, de débitos relativos ao ICMS com créditos vencidos junto a Fazenda Pública Estadual, condicionada à celebração do Termo de Acordo com o Estado do Rio Grande do Sul. A Companhia firmou Termo de Acordo em 28 de outubro de 2004 para compensação de parte do crédito tributário da Fazenda Estadual relativo ao ICMS futuro com o parcelamento a receber pela Companhia. Até o presente foi compensado o montante de R$ 78.067. d.5) Parcelamentos com Consumidores Industriais Os valores de R$ 5.421 (R$ 4.761 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 3.771 em 01 de janeiro de 2009) registrados no Ativo Circulante, e R$ 9.826 (R$ 9.221 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 9.423 em 01 de janeiro de 2009), no Ativo Não Circulante, referem-se a parcelamento de débitos com energia elétrica de instalações consumidoras industriais. d.6) Parcelamentos Diversos Os valores de R$ 11.575 (R$ 7.571 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 6.974 em 01 de janeiro de 2009) registrados no Ativo Circulante e R$ 16.774 (R$ 7.196 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 3.050 em 01 de janeiro de 2009), no Ativo Não Circulante, referem-se a parcelamentos de débitos efetuados a partir de 2003, de clientes das classes residencial, industrial, comercial e rural. Notas Explicativas Página |29 8. Títulos de Créditos a Receber O valor de R$ 505 (R$ 873 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 527 em 01 de janeiro de 2009) registrado no Ativo Circulante e R$ 544 (R$ 806 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 1.114 em 01 de janeiro de 2009) registrado no Ativo Não Circulante refere-se a parcelamentos relativos à venda de ativos e cobrança de avarias causadas por terceiros em bens da Companhia. 9. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Os saldos na CEEE-D compõem-se de: CONSUMIDORES POR CLASSE Saldo 01/01/2009 Adições Exclusões Saldo 31/12/2009 Residencial ........................................................................................................................................................................................................ 25.649 6.652 (905) 31.396 Industrial ........................................................................................................................................................................................................ 11.591 3.090 (392) 14.289 Comercial Serviços e Outras Atividades ..................................................................................................................................................................................... 9.527 2.567 (4.307) 7.787 Rural ........................................................................................................................................................................................................ 2.483 485 (94) 2.874 Poder Público, Iluminação Pública e Serviço Público .............................................................................................................................................................. 49.638 12.660 (14.806) 47.492 Títulos de Créditos a Receber ....................................................................................................................................................................................................... 16.469 10.351 (2.132) 24.688 Diversos ........................................................................................................................................................................................................ 2.083 262 (364) 1.981 Total 117.440 36.067 (23.000) 130.507 CONSUMIDORES POR CLASSE Saldo 01/01/2010 Adições Exclusões Saldo 31/12/2010 Residencial ........................................................................................................................................................................................................ 31.396 2.238 (4.417) 29.217 Industrial ........................................................................................................................................................................................................ 14.289 3.548 (7.827) 10.010 Comercial Serviços e Outras Atividades ..................................................................................................................................................................................... 7.787 4.992 (2.354) 10.425 Rural ........................................................................................................................................................................................................ 2.874 31 (1.687) 1.218 Poder Público, Iluminação Pública e Serviço Público .............................................................................................................................................................. 47.492 13.138 (8.402) 52.228 Títulos de Créditos a Receber ...................................................................................................................................................................................................... 24.688 12.815 (5.520) 31.983 Diversos ........................................................................................................................................................................................................ 1.981 260 (205) 2.036 Total 130.507 37.022 (30.412) 137.117 Foram incluídos os valores totais dos créditos junto aos consumidores residenciais que apresentam débitos vencidos há mais de 90 dias; consumidores comerciais vencidos há mais de 180 dias; consumidores industriais e rurais vencidos há mais de 360 dias, e títulos de créditos a receber de diversas classes de consumidores vencidos há mais de 90 dias. Para os créditos de responsabilidade dos Poderes Públicos, foi efetuada análise e constituição de provisão considerando a expectativa de perdas na realização desses créditos, que considerou as negociações realizadas e em andamento junto às prefeituras e ao Estado do Rio Grande do Sul. O saldo da CEEE-GT no montante de R$ 1.656 em 31 de dezembro de 2010 (R$ 1.402 em dezembro de 2009 e R$ 1.227 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à provisão de recebíveis relativos a valores de concessionárias, permissionárias diversas e consumidores livres vencidos há mais de três meses. Notas Explicativas Página |30 10. Créditos Tributários Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO Circulante 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 PASEP/COFINS a compensar..................................................................................................... 352 352 432 ICMS a compensar .............................................................................................................................................................................................. 15.780 13.186 13.836 IRPJ e CSLL a compensar ................................................................................................................................................................................ 22.453 13.023 8.145 Outros Créditos a Compensar ......................................................................................................................................................................... 1.276 1.237 886 Total 39.861 27.798 23.299 CONSOLIDADO Não Circulante 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 PASEP/COFINS a compensar.................................................................................................. 2.748 2.748 2.706 ICMS a compensar .............................................................................................................................................................................................. 11.210 15.986 12.915 IRPJ e CSLL a compensar ................................................................................................................................................................................ 28.887 28.192 0 Outros Créditos a Compensar ......................................................................................................................................................................... 2.476 2.475 2.474 Total 45.321 49.401 18.095 No que se refere aos créditos de longo prazo, principalmente aqueles ligados ao ICMS, sua expectativa de realização é de 04 (quatro) anos, conforme dispositivo legal estabelecido na Lei Complementar nº 87/96, que permite a constituição e respectiva fruição deste crédito tributário. 11. Estoques Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Estoque de Operação .............................................................................................................................................................................. 16.880 20.527 22.624 (-) Provisão para Perdas ......................................................................................................................................................................... (437) (656) (668) Total 16.443 19.871 21.956 Os saldos de estoque referem-se a materiais destinados à manutenção das operações, em processo de classificação, resíduos e sucatas e destinados à alienação, todos valorados a preço médio e deduzidos das provisões para perdas. O valor de R$ 6.396 em 31 de dezembro de 2010 (R$ 6.250 em 31 de dezembro de 2009) refere-se aos materiais em almoxarifado reconhecidos no custo do serviço. Notas Explicativas Página |31 12. Outros Créditos a Receber Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO Cirulante Nota Explicativa 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 46 9.670 2.183 1.484 Programa RELUZ ................................................................................................................................................................................................ 0 6.513 10.586 9.104 Programa de Eficiência Energética - PEE ............................................................................................................................................................ 0 5.772 4.036 4.377 Pesquisa e Desenvolvimento - P&D .................................................................................................... 0 912 1.104 1.168 Adiantamento a Fornecedores .................................................................................................... 0 4.562 9.549 Subvenção à Receita Baixa Renda - Tarifa Social .................................................................................................... 0 4.465 4.302 3.591 Adiantamento a Empregados .................................................................................................... 46 4.633 Empréstimo Compulsório ELETROBRÁS .................................................................................................... 0 5.067 4.239 4.891 Aluguel Postes/Servs.Prestados ........................................................................................................................................................................ 0 1.855 1.786 1.510 Cedência Funcionários ........................................................................................................................ 37 10.999 9.098 3.252 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC .................................................................................................... 46 3.438 27.713 Subvenção ELETROBRÁS CDE - PLT .................................................................................................... 46 637 Convênio SEINFRA/CEITEC ...................................................................................... 0 3.289 3.515 657 Serviços Próprios em Curso ..................................................................................................................... 0 5.506 13.816 7.844 Investimentos ..................................................................................................................... 0 18.462 14.104 16.088 Outros Devedores .............................................................................................................................................................................................. Total 72.510 77.406 95.861 CONSOLIDADO Não Circulante Nota Explicativa 31/12/2010 31/12/2009 Fornecedores - Contrato 1000-1001-87.....................................................0 39.941 39.941 Quotas Subordinadas - FIDC ................................................................................................................... 37 34.525 42.075 Quota ESS .................................................................................................................. 0 13.207 13.207 Outros................................................................................................................. 0 4.109 3.704 91.782 98.927 01/01/2009 39.941 22.425 13.207 3.459 79.032 a) Programa RELUZ O valor de R$ 9.670 (R$ 2.183 em 31 de dezembro 2009 e R$ 1.484 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente – RELUZ que tem como objetivo promover a modernização e melhoria da eficiência energética do sistema de iluminação pública nos municípios, através da substituição dos equipamentos atuais por tecnologias mais eficientes, visando combater o desperdício de energia elétrica, a serem reembolsados pelas Prefeituras. b) Programa de Eficiência Energética – PEE O valor de R$ 6.513 (R$ 10.586 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 9.104 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à aplicação dos recursos provenientes dos Programas de Eficiência Energética, que visam demonstrar à sociedade a importância e a viabilidade econômica de ações de combate ao desperdício de energia elétrica. c) Pesquisa e Desenvolvimento – P&D O valor de R$ 5.772 (R$ 4.036 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 4.377 em 01 de janeiro de 2009) refere-se a projetos de Pesquisa e Desenvolvimento destinados à capacitação e desenvolvimento tecnológico da Companhia, visando a geração de novos processos ou produtos, ou o aprimoramento de suas características. Notas Explicativas Página |32 d) Subvenção à Receita Baixa Renda – Tarifa Social O valor de R$ 4.562 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 9.549 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao resultado gerado entre os aumentos e reduções de receita decorrentes da classificação dos consumidores residenciais na subclasse baixa renda, conforme Resolução Normativa nº 89 de 25 de outubro de 2004 e Resolução nº 514 de 16 de setembro de 2002 da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL. e) Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC O valor de R$ 10.999 (R$ 9.098 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 3.252 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao montante retido em excesso as parcelas liquidadas, permanecendo aplicado no Fundo para liquidação de parcelas futuras avaliados pelo valor de custo. f) Convênio SEINFRA/CEITEC O valor de R$ 637 em 31 de dezembro de 2009 refere-se ao saldo a receber referente à participação do Estado do Rio Grande do Sul na construção de dois alimentadores de 13,8kV para uso da CEITEC S.A.. O investimento visa permitir a realização das atividades dessa empresa, voltadas à pesquisa e implantação de processo produtivo, com ênfase na geração de produtos e processos diferenciados na área de microeletrônica. A obrigação do Estado com a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D foi firmada através do Convênio SEINFRA/CEITEC S.A./CEEE-D/SCT FPE Nº 38/2009, de 25 de agosto de 2009. g) Serviços Próprios em Curso O valor de R$ 3.289 (R$ 3.515 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 657 em 01 de janeiro de 2009) refere-se, principalmente, à aplicação de recursos em pessoal, material e serviços utilizados na execução do serviço de transformação, fabricação e reparo de materiais. Na conclusão dos serviços os materiais são transferidos para o estoque operacional. h) Fornecedores – Contratos 1000-1001/87 O valor de R$ 39.941 refere-se as notas fiscais vinculadas aos Contratos 1000/87 (Consórcio Sulino) e 1001/87 (Consórcio Conesul) que tratam do fornecimento de equipamento e materiais para instalação de seis subestações, cujas obras civis e montagens foram de responsabilidade da Companhia e a construção de cinco subestações com fornecimento de equipamentos em empreitada global na modalidade turn-key. Estes contratos estão sendo questionados através de uma ação cível pública cujo objeto é a declaração de nulidade dos referidos contratos e a devolução dos valores pagos a maior, encontrando-se atualmente na fase de cálculo pericial. Quando do ingresso de ação judicial ou pagamentos foram suspensos. Este valor está igualmente registrado no passivo não circulante, conforme nota explicativa nº 35. i) Quotas Subordinadas – FIDC O valor de R$ 34.525 em 31 de dezembro de 2010 (R$ 42.075 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 22.425 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à aquisição de Quotas Subordinadas do FIDC II e IV, sendo seu valor de mercado em dezembro de 2010 de R$ 41.662. j) Quota ESS O valor de R$ 13.207 em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 01 de janeiro de 2009, referem-se à Quota ESS - CVA – período Setembro/2000 a Setembro de 2002 a compensar. Notas Explicativas Página |33 13. Nota Técnica Revisão/Reajuste Tarifário Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 CONSOLIDADO 31/12/2009 01/01/2009 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 715/2008............... 43.755 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 895/2009................................................................................................ 43.327 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 1074/2010................................................................................................ 44.906 - Total 44.906 43.327 43.755 Em outubro de 2010 com o pronunciamento da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL através da Nota Técnica nº 318/2010-SRE/ANEEL, de 08 de outubro de 2010, foram homologados os valores ativos e passivos a título de CVA e Itens Financeiros. 14. Conta de Resultado a Compensar – CRC O saldo de R$ 3.441.075 em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 refere-se à Ação Ordinária ingressada em março de 1993 contra a União Federal pleiteando o reconhecimento da Conta de Resultados a Compensar – CRC, cuja decisão favorável à Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT transitou em julgado no âmbito do Supremo Tribunal Federal em 31 de março de 2009, caracterizando um direito não passível de questionamento. Na referida decisão, foi reconhecido o direito de a Companhia registrar como custo do serviço os valores relativos à complementação e suplementação de aposentadoria de seus empregados exautárquicos, com suas respectivas correções monetárias e juros moratórios dos exercícios de 1981 a 1993, para fins de ajustes na Conta de Resultados a Compensar – CRC e Reserva Nacional de Compensação e Remuneração – RENCOR. A realização deste crédito será efetuada conforme o estabelecido na Lei Federal nº 8.631, de 04 de março de 1993, alterada pela Lei Federal nº 8.724, de 28 de outubro de 1993, ou seja, através da compensação de dívidas da Companhia com a União, e o saldo com a autorização do Tesouro Nacional para compensação com tributos e/ou abatimento da dívida do Estado do Rio Grande do Sul. Em virtude da desverticalização, a Lei Estadual nº 12.593/06 concedeu ao Poder Executivo a possibilidade de adquirir, pelo seu valor de face, a título oneroso, os direitos da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE ou das empresas resultantes da reestruturação de que trata esta Lei, que sejam provenientes dos saldos credores da Conta de Resultados a Compensar – CRC. Concomitantemente ao trâmite da ação de liquidação de sentença por artigos, foi contratado perito contábil para quantificar os valores na forma prevista na Lei nº 8.631/93 (com as alterações da Lei nº 8.724/93), conforme determina Acórdão do STJ. O trabalho pericial apresentado quantificou o crédito em favor da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT correspondendo a 40% do valor da ação e da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D correspondendo a 60%, conforme definido na Proposta de Justificação de Cisão. O processo de liquidação da sentença encontra-se em andamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, O juízo de primeira instância, em 18 de junho de 2010, determinou a inclusão da ANEEL no pólo passivo da lide e para que considerasse no cálculo de liquidação redutor de 25% sobre os créditos da conta de resultados a compensar, medida já adotada pela Companhia no reconhecimento do crédito em 31/12/2009. Em 28 de setembro de 2010 a 3º Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região apreciou o mérito do agravo de instrumento interposto pela União e decidiu pela exclusão da ANEEL como litisconsorte passivo. O processo atualmente está concluso para análise pelo Juiz. Notas Explicativas Página |34 15. Pagamentos Antecipados O valor de R$ 673 (R$ 523 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 7.264 em 01 de janeiro de 2009), corresponde à apropriação das quotas de custeio PROINFA relativo às concessionárias do serviço público de transmissão que atendam consumidor livre e/ou autoprodutor com unidade de consumo conectada às instalações de Rede Básica do Sistema Interligado Nacional e aos Encargos do Consumidor a Compensar – RGR. 16. Comercialização de Energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE O valor de R$ 161.843 (R$ 85.942 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 85.105 em 01 de janeiro de 2009) refere-se à Energia Vendida no Curto Prazo – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, conforme nota explicativa nº 50. A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, em 30 de setembro de 2010 atualizou os saldos registrados nas Demonstrações Financeiras de acordo com o Despacho ANEEL 2.517 de 26 de agosto de 2010, conforme demonstrado: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Saldo Inicial ..................................................................................................................................................................................................... 85.942 85.105 83.765 Atualização ....................................................................................................................................................................................................... 79.320 4.899 4.866 Recebimento ................................................................................................................................................................................................... 304 (10) (233) Perdas ........................................................................................................................................................................................................ (3.723) (4.052) (3.293) Saldo Final 161.843 85.942 85.105 17. Depósitos Judiciais O valor de R$ 48.122 (R$ 21.966 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 21.071 em 01 de janeiro de 2009) refere-se a depósitos judiciais dos processos de natureza trabalhista e cível que não possuem perda provável. Os demais depósitos judiciais estão apresentados de forma dedutiva, retificando os saldos das Provisões para Contingências Passivas a que se referem. (Vide nota explicativa n° 33). 18. Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos Representam o imposto de renda e a contribuição social diferidos, calculados sobre provisões temporariamente não dedutíveis, prejuízos fiscais a compensar e base negativa de contribuição social, controladas na Parte “B” do LALUR, cuja dedutibilidade ocorrerá através dos pagamentos efetivos, ou da reversão dessas provisões. O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% considerando o adicional de 10%, sobre o excedente de R$ 240 sobre o lucro, e a contribuição social à alíquota de 9%. Notas Explicativas Página |35 a) Base de Cálculo dos Créditos Fiscais Diferidos CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Provisão Ex-Autárquicos (Lei 3.096/56)................................................................................................ 869.240 891.898 852.962 Provisão para Contingências Trabalhistas.......................................................................................................... 551.477 531.532 465.578 Provisão para Contingências Fiscais e Cíveis..................................................................................... 209.193 181.412 161.331 Outras Provisões............................................................................................................................................ 2.929 2.917 2.736 Base de Cálculo das Dif erenças Temporárias...................................................................................................................................... 1.632.839 1.607.759 1.482.607 Alíquota Aplicável (IR e CS)........................................................................................................... 34% 34% 34% Total do Crédito Fiscal Dif erido sobre Diferenças Temporárias....................................................................... 555.165 546.639 504.087 Base Negativa da Contribuição social.......................................................................... 61.099 Alíquota Aplicável (9%)........................................................................................................... 5.498 Prejuizos Fiscais a Compensar............................................................ 195.580 Alíquota Aplicável (25%)........................................................................................................... 48.895 Total do Crédito Fiscal Dif erido sobre Prejuízos Fiscais e Base Negativa 54.393 da CSL................................................................................... - - - - Parcela não realizada no período de 5 anos(Inst. CVM 371/02).................................................. (130.885) (136.749) (174.726) Saldo Contábil..................................................................................................................................................... 478.673 409.890 329.361 478.673 409.890 329.361 Total IRPJ e CSSL Diferidos......................................................................................................................................................................... 478.673 409.890 329.361 b) Estimativa de Realização dos Créditos Fiscais Diferidos % de R$ Realização Exercício de 2011........................................................................................................................................................................................... 30,99% 116.339 21,23% 84.085 Exercício de 2012........................................................................................................................................................................................... Exercício de 2013 .......................................................................................................................................................................................... 17,83% 105.467 Exercício de 2014........................................................................................................................................................................................... 15,27% 86.382 14,68% 86.400 Exercício de 2015........................................................................................................................................................................................... 100,00% 478.673 A estimativa de realização dos créditos fiscais foi definida de acordo com as premissas elaboradas pela Companhia e aprovadas pela Administração. As premissas foram elaboradas por segmento sendo: - Distribuição: o crescimento médio de mercado, crescimento marginal dos custos operacionais para fazer frente ao crescimento de mercado e os custos de financiamentos já existentes. - Geração: os contratos existentes em ambiente regulado e livre, além do aumento da capacidade de geração, assim como a recontratação dos produtos existentes. - Transmissão: os valores relativos à receita permitida sobre as subestações e linhas de transmissão existentes, mais a receita de conexão da transmissão com a distribuição e a geração. Este estudo foi atualizado com intuito de ajustar as premissas considerando o prazo de concessão. c) Créditos Tributários sobre Prejuízos Fiscais a Compensar e Bases de Cálculo Negativas da Contribuição Social Em 31 de Dezembro de 2010, a Concessionária CEEE-D apresentava saldo de prejuízos fiscais a compensar e base negativa de contribuição social de R$ 240.093. A Concessionária CEEE-GT apresentava saldo de prejuízos fiscais a compensar e base negativa de contribuição social. Conforme a legislação vigente, o limite de compensação destes prejuízos é de 30% do lucro real apurado em cada exercício. Estes valores não têm prazo de prescrição e os respectivos créditos fiscais, foram constituídos nos montantes compensáveis considerando o prazo da Concessão. Notas Explicativas Página |36 18.1. Base de Cálculo dos Passivos Fiscais Diferidos Os saldos de R$ 91.633 (R$ 106.703 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 121.772 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao reconhecimento de IRPJ e CSLL sobre os ajustes de avaliação patrimonial decorrentes da adoção do Custo Atribuído para as usinas de geração. A realização do passivo fiscal diferido se dará na proporção em que estes ativos forem sendo depreciados. CONSOLIDADO 31/12/2009 31/12/2010 Ajuste de Avaliação Patrimonial (Custo Atribuido) Base de Cálculo 269.508 269.508 313.831 313.831 358.154 358.154 34% 34% 34% 91.633 106.703 121.773 Alíquota Aplicável (IR e CS) Total do Passivo Fiscal Diferido 01/01/2009 a) Estimativa de Realização do Passivo Fiscal Diferido A Administração estimou a realização do passivo fiscal diferido nos exercícios futuros: % de realização R$ 16% 16% 15% 14% 8% 31% 15.070 14.270 13.844 12.762 7.038 28.649 100% 91.633 Exercício de 2011............................................................ Exercício de 2012........................................................... Exercício de 2013............................................................ Exercício de 2014............................................................ Exercício de 2015............................................................ Exercícios após 2015...................................................... 19. Concessão 19.1. Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D Os bens relacionados ao contrato de concessão estão segregados entre ativo intangível líquido e ativo financeiro e estão representados como segue: 31/12/2010 Ativo Intangível Ativo Financeiro 440.668 518.880 959.548 31/12/2009 438.660 470.973 909.633 01/01/2009 421.933 406.749 828.682 A Administração entende que o acordo de concessão atende as condições para aplicação da Interpretação Técnica ICPC 01 – Contratos de Concessão, que orienta os concessionários sobre a forma de contabilização de concessões de serviços públicos à entidades privadas. Foram considerados como ao alcance da ICPC 01 somente aqueles ativos exclusivamente à serviço da concessão e contemplados na Base de Remuneração Regulatória da Controlada. Os ativos administrativos e do apoio em geral, sobre os quais a Concessionária não recebe remuneração e que Notas Explicativas Página |37 são considerados como integrantes da “Empresa de Referência” para fins de Revisão ou Reajuste Tarifário permanecem como ativo imobilizado ou intangível. Com base na análise do Contrato de Concessão, a Administração entende que a indenização devida pelo Poder Concedente ao final da concessão representa um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro, e que a aplicação do modelo “bifurcado” é o que melhor representa o negócio de Distribuição de Energia Elétrica, abrangendo: a.1) a parcela estimada dos investimentos realizados e não amortizados ou depreciados até o final da concessão que deve ser classificada como ativo financeiro por ser um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro diretamente do poder concedente; e a.2) a parcela remanescente à determinação do ativo financeiro (valor residual) que deve ser classificada como ativo intangível em virtude de a sua recuperação estar condicionada à utilização do serviço público, neste caso, pelo consumo de energia pelos consumidores. A Administração entende ser impraticável a aplicação retroativa da norma e a Controlada adotou, na data de transição para a ICPC 01, os valores contábeis anteriores dos ativos financeiros e intangíveis, independente de suas classificações anteriores. A mutação dos bens da concessão, representados pelo ativo intangível e ativo financeiro está demonstrada abaixo: Composição e bifurcação dos saldos no balanço de abertura: Imobilizado Intangível Financeiro Total Saldo em 01/01/2009 da infraestrutura ao alcance da ICPC 01 826.679 2.003 Bifurcação (aplicação ICPC 01) (826.679) 419.930 406.749 421.933 406.749 Saldo em 01/01/2009 da infraestrutura ao alcance da ICPC 01 - Reapresentado Notas Explicativas - - 828.682 - 828.682 Página |38 A mutação dos bens da concessão, representados pelo ativo intangível da concessão e ativo financeiro indenizável está demonstrada a seguir: Infraestrutura no Escopo da ICPC 01 Ativo Ativo Financeiro Intangível Indenizável Total Custo Saldo em 01 de janeiro de 2009 - Reapresentado Serviços de Construção e Melhorias Amortização por Baixas/Desativação Transferência para Ativo Financeiro Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado Serviços de Construção e Melhorias 1.240.760 406.749 149.841 - (9.353) (65.446) 1.315.802 149.841 (1.222) 121.328 (10.575) 65.446 470.973 1.786.775 - Amortização por Baixas/Desativação (17.191) Transferência para Ativo Financeiro (49.300) Saldo em 31 de dezembro de 2010 1.647.509 1.370.639 121.328 (1.393) (18.584) 49.300 518.880 1.889.519 Amortização e perdas por redução do valor recuperável Saldo em 01 de janeiro de 2009 - Reapresentado Amortização do período Amortização por Baixas/Desativação Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresntado Amortização do período Amortização por Baixas/Desativação Saldo em 31 de dezembro de 2010 - Reapresentado (818.827) (66.495) 8.180 - (818.827) - (66.495) - 8.180 (877.142) - (877.142) (68.584) - (68.584) 15.755 - (929.971) 15.755 - (929.971) Valor contábil Em 1° de janeiro de 2009 - Reapresentado 421.933 406.749 828.682 Em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado 438.660 470.973 909.633 Em 31 de dezembro de 2010 440.668 518.880 959.548 Os bens referentes aos contratos de concessão estão constituídos em termo da natureza dos ativos que compõe: Infraestrutura no Escopo da ICPC 01 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Linhas, Redes, Subestações e Sistema de Transmissão Associado - Faixas de Servidão 1.897 1.845 2.003 Linhas, Redes, Subestações e Sistema de Transmissão Associado - em operação 1.819.565 1.767.768 1.659.285 (-) Depreciação Acumulada (938.655) (881.263) (819.377) (-) Obrigações Especiais (105.116) (100.654) (75.157) Amortização Acumulada Obrigações Especiais 8.684 4.121 550 Linhas, Redes, Subestações e Sistema de Transmissão Associado - em andamento 188.464 119.773 89.742 (-) Obrigações Especiais - em andamento (15.291) Total 959.548 (1.957) 909.633 (28.364) 828.682 Ativo Financeiro 518.880 470.973 406.749 Ativo Intangível 440.668 438.660 421.933 Total 959.548 909.633 828.682 Notas Explicativas Página |39 19.1.1. Dos bens vinculados à Concessão De acordo com os artigos 63 e 64 do Decreto nº 41.019, de 26/02/1957, os bens e instalações utilizados na distribuição e comercialização, são vinculados a esses serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução ANEEL nº 20/1999 regulamenta a desvinculação de bens das concessões do serviço público de energia elétrica, concedendo autorização prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à alienação, determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada para aplicação na concessão. 19.1.2. Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica A partir de 01/01/2007, as obrigações vinculadas passaram a ser controladas conforme determina o Despacho ANEEL nº 3.073, de 28/12/2006, e Ofícios Circulares ANEEL nº 236, nº 296 e nº 1.314, de 08/02/2007, 15/02/2007 e 27/06/2007, respectivamente. As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, dos Estados, dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço público de energia elétrica na atividade de distribuição. As obrigações especiais estão sendo amortizadas às mesmas taxas de amortização dos bens que compõem a infraestrutura, usando-se uma taxa média de 4,41%, a partir do segundo ciclo de revisão tarifária periódica (outubro de 2008). Ao final da concessão o valor residual das obrigações especiais será deduzido do ativo financeiro indenizável. 19.1.3. Valor Recuperável dos Ativos da Concessão Os ativos da concessão são examinados periodicamente para verificar se existem indicações de que eles estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda. O valor contábil líquido dos correspondentes ativos é ajustado ao seu valor recuperável, determinado com base no modelo de fluxos de caixa futuros descontados, sempre que este for inferior ao valor contábil. As revisões são efetuadas ao nível de Unidades Geradoras de Caixa, definidas por Contrato de Concessão para as quais a Controlada consegue atribuir fluxos de caixa futuros significativamente independentes. Para fins de análise do valor de recuperação dos ativos, são observadas todas as alterações adversas ao ambiente empresarial ou regulatório, assim como o seu desempenho, considerando as seguintes particularidades do setor de energia elétrica: I) As atividades desenvolvidas são suportadas por um contrato de concessão que tem como objetivo, dentre outros, assegurar o equilíbrio econômico e financeiro da Concessão; II) As tarifas devem cobrir os custos necessários ao desenvolvimento das atividades, desde que assegurado o adequado nível de eficiência e a acuracidade das informações contábeis e financeiras; III) Custos extraordinários e relevantes e eventuais desajustes econômicos serão objeto de revisão tarifária; IV) O contrato de concessão ou permissão é de longo prazo, o que viabiliza melhor planejamento das atividades; V) As taxas de depreciação estão em conformidade com o que determina o Órgão Regulador, levando em consideração a vida útil econômica e estimada dos bens; VI) Ao término da concessão, os bens retornarão à União, sendo a concessionária devidamente ressarcida pelo valor desses bens, determinado conforme normas específicas estabelecidas pela legislação aplicável. A Controlada apura anualmente o valor recuperável de suas Unidades Geradoras de Caixa e considera que não existem perdas a serem reconhecidas. Notas Explicativas Página |40 19.2. Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT 19.2.1. Ativo Financeiro da Concessão Composição dos saldos do Ativo Financeiro da Concessão de Transmissão: Ativo Financeiro da Concessão de Transmissão 31/12/2010 31/12/2009 Reapresentado 01/01/2009 Reapresentado Circulante 303.624 302.188 289.633 Não Circulante 814.596 723.171 666.139 1.118.220 1.025.359 955.772 Total A Administração entende que o acordo de concessão atende as condições para aplicação da Interpretação Técnica ICPC 01 – Contratos de Concessão, que orienta os concessionários sobre a forma de contabilização de concessões de serviços públicos à entidades privadas. Foram considerados como ao alcance da ICPC 01 somente aqueles ativos exclusivamente à serviço da concessão sob os quais a Concessionária obtém remuneração do capital investido. Os ativos administrativos e do apoio em geral, sobre os quais a Concessionária não recebe remuneração e que são considerados como integrantes da parcela da receita Anual Permitida destinada a cobrir os custos de Operação e Manutenção, entre eles os custos anuais de instalações móveis e imóveis. Com base na análise do Contrato de Concessão nº 055/2001 e Contrato de Concessão nº 080/2002, a Administração entende que a aplicação do modelo “financeiro” é o que melhor representa o negócio de Transmissão de Energia Elétrica, considerando que a infraestrutura construída ou recebida é recuperada por meio de dois fluxos de caixa: a.1. parte a ser recebida diretamente dos usuários delegados pelo poder concedente (geradoras, distribuidoras, consumidores livres, exportadores e importadores) por meio do faturamento mensal da receita garantida (RAP) durante o prazo de concessão; e b.1. parte como indenização dos bens reversíveis no final do prazo da concessão, a ser recebida diretamente do poder concedente ou para quem ele delegar essa tarefa. A Administração entende impraticável a aplicação retroativa da norma para o Contrato de Concessão nº 055/2001 e a Controlada adotou, na transição para a ICPC 01, os valores contábeis anteriores dos ativos financeiros e intangíveis, independente de suas classificações anteriores. O Contrato de Concessão nº 080/2002 foi recalculado e os ajustes referentes ao reconhecimento da receita financeira, amortização do ativo financeiro e receita e custo de construção foram classificados em Resultados de Exercícios Anteriores. Notas Explicativas Página |41 Demonstração dos ajustes no balanço de abertura: Ativo Ativo Ativo Imobilizado Intangível Financeiro Total Saldo em 01/01/2009 da infra-estrutura ao alcance da ICPC 01 - Reapresentado Reclassificação (aplicação ICPC 01) 915.585 33.771 (915.585) (33.771) - 949.356 949.356 - Atualização do Ativo Financeiro - Ex. Anteriores 27.867 27.867 Amortização do Ativo Financeiro - Ex. Anteriores (21.451) (21.451) 955.772 955.772 Saldo em 01/01/2009 da infra-estrutura ao alcance da ICPC 01 - Reapresentado - - O Ativo Financeiro da Concessão é amortizado com base em premissas da Administração que estabeleceram o valor justo da Receita Anual Permitida a ser destinada à reintegração do capital investido na infraestrutura. A amortização do ativo financeiro representa cerca de 70% da RAP pelo Regulador, linearizada, das instalações de Transmissão. A atualização do Ativo Financeiro das concessões de transmissão é calculada com base na Taxa Interna de Retorno - TIR de cada contrato de concessão, que é reconhecida no resultado do exercício. As adições ou baixas ocorridas por conta de expansão da infraestrutura da Concessão ou de substituição de itens são incorporadas ou baixadas do saldo do ativo financeiro sempre que alterarem a geração de fluxo de caixa, seja por meio de incremento da Receita Anual Permitida ou por alteração do valor de indenização ao final da concessão. Cada vez que é alterado o saldo do ativo financeiro por conta de adições ou baixas a Concessionária apura a nova TIR que servirá de base para atualização do Ativo Financeiro. Movimentação do Ativo Financeiro da Concessão: Infraestrutura no Escopo da ICPC 01 Contrato Contrato 055/2001 080/2002 Total Custo Saldo em 01 de janeiro de 2009 - Reapresentado Serviços de Construção e Melhorias Baixas Atualização Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado Serviços de Construção e Melhorias Baixas Atualização Saldo em 31 de dezembro de 2010 1.809.369 75.117 (5.252) 61.524 - 1.870.893 75.117 (5.252) 277.063 7.991 285.054 2.156.296 69.515 2.225.811 119.249 - 119.249 268.424 8.047 276.471 2.542.131 77.562 2.619.693 (1.838) (1.838) Amortização e perdas por redução do valor recuperável Saldo em 01 de janeiro de 2009 - Reapresentado (890.784) (24.336) (915.121) Amortização do período (282.042) (7.591) (289.633) Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado Amortização do período Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2010 4.300 - 4.300 (1.168.526) (31.927) (1.200.453) (294.235) (7.953) (302.188) (39.880) (1.501.474) 1.167 (1.461.594) 1.167 Valor contábil Em 1° de janeiro de 2009 918.585 37.188 955.772 Em 31 de dezembro de 2009 987.770 37.588 1.025.358 Em 31 de dezembro de 2010 1.080.537 37.682 1.118.219 Em 31 de dezembro de 2010 - Circulante 295.522 8.102 303.624 Em 31 de dezembro de 2010 - Não Circulante 785.015 29.580 814.596 Notas Explicativas Página |42 Os saldos do Ativo Financeiro da Concessão de Transmissão estão constituídos em termo da natureza dos ativos que compõe: Infraestrutura no Escopo da ICPC 01 2010 Subestações e Linhas de Transmissão - em serviço (-) Depreciação/Amortização Acumulada (-) Obrigações Especiais Subestações e Linhas de Transmissão - em andamento 1.862.672 2009 Reapresentado 1.793.816 (981.098) (935.055) (4.694) (4.694) 186.072 123.770 1.748.891 (893.671) (4.665) 98.800 (-) Obrigações Especiais - em andamento (13.748) Atualização Ativo Financeiro (ICPC 01) 589.392 312.920 27.867 (520.376) (265.398) (21.450) Diferença Amortização Ativo Financeiro (ICPC 01) Saldo Total 1.118.220 - 01/01/2009 Reapresentado 1.025.359 - 955.772 Curto Prazo 303.624 302.188 289.633 Longo Prazo 814.596 723.171 666.139 1.118.220 1.025.359 955.772 Saldo Total 19.2.2.Vinculação dos Bens à Concessão De acordo com os artigos 63 e 64 do Decreto nº 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens e instalações utilizados na transmissão de energia são vinculados a esses serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução ANEEL nº 20/99, regulamenta a desvinculação de bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à alienação, determinando ainda, que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada, para aplicação na referida concessão. 19.2.3. Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica A partir de 01/01/2007, as obrigações vinculadas passaram a ser controladas conforme determina o Despacho ANEEL nº 3.073, de 28/12/2006, e Ofícios Circulares ANEEL nº 236, nº 296 e nº 1.314, de 08/02/2007, 15/02/2007 e 27/06/2007, respectivamente. As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, dos Estados, dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço público de energia elétrica na atividade de Transmissão. Ao final da concessão o valor das obrigações especiais será deduzido do ativo financeiro indenizável. 19.2.4. Valor Recuperável dos Ativos da Concessão Os ativos da concessão são examinados periodicamente para verificar se existem indicações de que eles estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda. O valor contábil líquido dos correspondentes ativos é ajustado ao seu valor recuperável, determinado com base no modelo de fluxos de caixa futuros descontados, sempre que este for inferior ao valor contábil. As revisões são efetuadas ao nível de Unidades Geradoras de Caixa, definidas por Contrato de Concessão para as quais a Concessionária consegue atribuir fluxos de caixa futuros significativamente independentes. Notas Explicativas Página |43 Para fins de análise do valor de recuperação dos ativos, são observadas todas as alterações adversas ao ambiente empresarial ou regulatório, assim como o seu desempenho, considerando as seguintes particularidades do setor de energia elétrica: I) As atividades desenvolvidas são suportadas por um contrato de concessão que tem como objetivo, dentre outros, assegurar o equilíbrio econômico e financeiro da Concessão; II) As tarifas devem cobrir os custos necessários ao desenvolvimento das atividades, desde que assegurado o adequado nível de eficiência e a acuracidade das informações contábeis e financeiras; III) Custos extraordinários e relevantes e eventuais desajustes econômicos serão objeto de revisão tarifária; IV) O contrato de concessão ou permissão é de longo prazo, o que viabiliza melhor planejamento das atividades; V) As taxas de depreciação estão em conformidade com o que determina o órgão regulador, levando em consideração a vida útil econômica e estimada dos bens; VI) Ao término da concessão, os bens retornarão à União, sendo a concessionária devidamente ressarcida pelo valor desses bens, determinado conforme normas específicas estabelecidas pela legislação aplicável. A Concessionária apura anualmente o valor recuperável de suas Unidades Geradoras de Caixa e considera que não existem perdas a serem reconhecidas. 20. Bens e Direitos Destinados a Alienação O valor de R$ 2.390 (R$ 3.145 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 3.257 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao valor de custo dos terrenos e edificações que se encontram sem utilização pela Companhia e que serão alienados. 21. Ativos Biológicos Hortos Florestais Saldo em 01 de janeiro de 2009 5.731 Mudança no valor justo 6.886 Saldo em 1° de janeiro de 2009 - Reapresentado 12.617 Aumento devido a novos investimentos 1.663 Mudança no valor justo 4.396 Madeira colhida e transf erida para custo de contrução (4.835) Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado 13.841 Aumento devido a novos investimentos 1.783 Mudança no valor justo 3.319 Madeira colhida e transf erida para custo de contrução (5.044) Saldo em 31 de dezembro de 2010 13.899 O valor de R$ 13.899 (R$ 13.841 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 12.617 em 01 de janeiro de 2009) contempla os investimentos em hortos florestais de produção, usinas de preservação de madeira e viveiros de mudas nativas e exóticas. A Companhia desenvolve a tecnologia aplicada, implementando florestas exóticas e estudando as suas ações e interações ecológicas no conjunto ambiental. A atividade de produção de madeira preservada compreende desde a colheita da semente do eucalipto até a fabricação e preservação dos postes utilizados nas redes elétricas. Notas Explicativas Página |44 22. Investimentos 22.1 Controladora Refere-se à participação da CEEE-Par na Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT e na Companhia de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, com o percentual de 65,92% no capital social de cada Controlada. A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT é uma empresa de economia mista, responsável pelo serviço público de energia elétrica, integrada pelas áreas de Geração e Transmissão, originada do processo de reestruturação societária da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul - CEEE, concluído em novembro de 2006. Já a Companhia de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D é uma empresa organizada em conformidade com a autorização concedida pela Lei Estadual nº 12.593, de 13 de setembro de 2006 e foi constituída a partir da cisão da Companhia Estadual de Energia Elétrica, conforme Assembléia Geral Extraordinária realizada em 27 de novembro de 2006 (Ata nº 170), que consignou, nos termos do artigo 229, § 2º, da Lei 6.404/76, tendo sido observadas todas as formalidades legais para tanto, a constituição formal da CEEE-D, a qual somente iniciou as atividades previstas no seu objeto social a partir do dia 1º de dezembro de 2006. Esta mesma AGE aprovou o tratamento das variações patrimoniais previstos na Proposta e Justificação de Cisão de que os resultados e as variações patrimoniais que sejam atribuídas à atividade de distribuição de energia elétrica entre o Balanço Base de Cisão (30 de setembro de 2006) e a data de 30 de novembro de 2006 foram registrados na CEEED. a) Participações Societárias Permanentes CONTROLADORA 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2009 Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT .................................................................................................... 1.151.512 1.290.489 11.961 Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D .................................................................................................... 1.492.052 1.392.418 383.060 2.643.564 2.682.907 395.021 Notas Explicativas Página |45 22.2. Consolidado 22.2.1. Composição 31/12/2010 Participações societárias permanentes Avaliadas pelo método de equivalência patrimonial Avaliadas pelo método de custo Outros investimentos CONSOLIDADO 31/12/2009 296.492 892 20.313 317.697 01/01/2009 278.877 882 21.319 301.078 227.639 878 22.165 250.682 22.2.2 Participações Societárias Permanentes Avaliadas pelo Método de Equivalência Patrimonial Os saldos compõem-se de participação no capital das seguintes empresas: 31/12/2010 Lote de Mil ações ou Participação quotas (%) Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense 31/12/2009 Lote de Mil ações ou quotas Participação (%) 22.624.633 25.326 1.857.000 3.489.534 153.000.000 540.519.314 6,66% 6,51% 10,50% 10,00% 30,00% 9,00% 6,66% 6,51% 10,50% 10,00% 30,00% 9,00% 22.624.633 25.326 1.857.000 3.489.534 153.000.000 714.509.342 01/01/2009 Lote de Mil Participação ações ou (%) quotas 22.624.633 25.326 1.857.000 3.489.534 153.000.000 10.000 6,66% 6,51% 10,50% 10,00% 30,00% 9,00% a) Informações Financeiras das Controladas Informações 31/12/2010 Capital social Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense 339.808 388.787 17.680 34.895 470.875 714.509 Patrimônio líquido publicado 364.348 761.165 13.576 65.414 557.742 712.421 Ajustes ressalvados pelo auditor(*) (23.450) (5.305) (44.820) (13.631) Patrimônio líquido ajustado 364.348 737.715 8.271 65.414 512.922 698.790 Lucro (prejuízo) publicado 11.000 137.228 1.773 16.464 52.121 (1.674) Ajustes ressalvados pelo auditor(*) (12.190) (340) (15.434) (13.631) Lucro (prejuízo) ajustado 11.000 125.038 1.433 16.464 36.687 (15.305) Informações 31/12/2009 Capital social Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense 339.808 388.787 17.680 34.895 470.875 540.519 Patrimônio líquido publicado 353.452 687.334 11.803 64.992 518.000 638.908 Ajustes ressalvados pelo auditor(*) (11.260) (4.965) (29.386) - Patrimônio líquido ajustado 353.452 676.074 6.838 64.992 488.614 638.908 Lucro (prejuízo) publicado 31.413 154.798 31 20.541 58.176 (1.958) Ajustes ressalvados pelo auditor(*) (11.260) (29.386) - Lucro (prejuízo) ajustado 31.413 143.538 31 20.541 28.790 (1.958) Informações 01/01/2009 Capital social Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense Notas Explicativas 339.808 388.787 17.680 34.895 470.875 406.343 Patrimônio líquido publicado 322.049 569.301 11.772 49.597 473.641 237.075 Ajustes ressalvados pelo auditor(*) - Patrimônio líquido ajustado 322.049 569.301 11.772 49.597 473.641 237.075 Página |46 (*) As investidas foram ressalvadas no relatório de seus auditores independentes por não registraram em suas demonstrações financeiras, os efeitos de: - Ausência de registro da obrigação do direito de exploração (concessão onerosa), denominado. Uso do Bem Público - UBP (Enercan, Ceran e Chapecoense). - Utilização das taxas de depreciação dos bens integrantes do seu ativo imobilizado está de acordo com as estipuladas pelo poder concedente (ANEEL) e não considerando o prazo de concessão (Enercan e Ceran). - O não reconhecimento de provisão para perdas dos saldos de aplicações financeiras junto ao Banco Santos e o não registro dos tributos, juros moratórios e multas incidentes sobre mútuo financeiro a pagar firmado entre partes relacionadas (Jaguarí). Por decisão da administração, para o cálculo de equivalência patrimonial a Concessionária ajustou as Demonstrações Financeiras das investidas contemplando os efeitos das ressalvas dos Auditores Independentes. b) Movimentação dos investimentos Empresas Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense Empresas Maesa Enercan Jaguari Etau Ceran Chapecoense Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital Equivalência Patrimonial Dividendos Saldos em 31/12/2010 23.533 44.041 718 6.499 146.584 57.502 6.767 732 8.145 150 1.646 11.007 (1.377) (7) (4.130) (1.604) (3.714) - 24.258 48.056 868 6.541 153.877 62.892 278.877 6.767 20.303 (9.455) 296.492 Equivalência Patrimonial Dividendos Saldos em 01/01/2009 Aumento de Capital 21.442 37.085 723 4.960 142.092 21.337 36.341 227.639 36.341 2.091 9.350 (5) 2.054 8.637 (176) 21.951 Saldos em 31/12/2009 (1) (2.395) (515) (4.145) - 23.533 44.041 718 6.499 146.584 57.502 (7.056) 278.877 b.1) Machadinho Energética S/A – MAESA Em julho de 1997 foi formalizado contrato de concessão entre o Empreendimento Machadinho, formado pela TRACTEBEL e Machadinho Energética S.A. – MAESA, e Poder Concedente para construção e exploração da UHE Machadinho com 1.140 MW de potência, cuja operação comercial iniciou em 2002. A CEEE-GT faz parte da MAESA, em 2007 aumentou sua participação societária em 2007 com a aquisição de parte das ações alienadas pela empresa Centrais Elétricas de Santa Catarina – CELESC. Com esta aquisição, a participação da Concessionária na MAESA e por consequência no Empreendimento Machadinho passou a ser de 6,66% (5,86% anterior) e 5,53% (4,85% anterior) respectivamente, representando uma potência de 63 MW e energia garantida de 26,16 MW médios. b.2) Campos Novos Energia S/A – ENERCAN Refere-se à participação de 6,51% na Empresa Campos Novos Energia S/A – ENERCAN, localizada no rio Canoas, entre os municípios de Campos Novos e Celso Ramos, no estado de Santa Catarina, Notas Explicativas Página |47 através do contrato de concessão nº 43/2000, com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. A potência instalada corresponde a 880 MW, sendo que a 1ª unidade geradora passou a operar comercialmente em 03 de fevereiro de 2007, a 2ª unidade em 17 de fevereiro de 2007 e a 3ª unidade entrou em operação em 09 de maio de 2007. b.3) Jaguari Energética S/A Refere-se à participação da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT na Jaguari Energética S/A, para a construção da PCH Furnas do Segredo, localizada no rio Jaguari, no Estado do Rio Grande do Sul, cujo início das operações ocorreu em setembro de 2005. Em 30 de agosto de 2004, a participação da Concessionária reduziu de 30% para 14,19% de acordo com a Resolução de Diretoria nº 2.124, isto porque o Acordo de Quotistas estabelecia que o acionista Guascor financiaria o capital próprio da Concessionária caso a sociedade obtivesse um financiamento mínimo de 80%, o qual não foi aprovado pelo BNDES, que financiou 55,2% do projeto. Em agosto de 2004 foi firmado contrato de empréstimo entre Guascor Serviços Ltda e CEEE-GT, no valor de R$ 1.857 para integralização do capital social da Concessionária na investida. A Concessionária pagará a credora através dos dividendos que terá direito do resultado da Jaguari Energética S/A. Em novembro de 2006, conforme Resolução de Diretoria nº 486, a Companhia não manifestou interesse em acompanhar os aportes deliberados pelos demais acionistas da empresa, reduzindo a participação para 10,5%. b.4) Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A – ETAU Em 18 de dezembro de 2002, a Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A – ETAU, firmou Contrato de Concessão nº 82/2002 – ANEEL, tendo por objeto a concessão do serviço público de energia elétrica referente à Linha de Transmissão Campos Novos, Lagoa Vermelha, Santa Marta 230 kV; a entrada em operação ocorreu em 17 de abril de 2005. A Companhia tem participação de 10% na ETAU, sendo que o capital social correspondente foi integralizado com a emissão de notas promissórias “pro soluto”, as quais serão resgatadas mensalmente até a quitação de sua parcela no patrimônio do empreendimento, através do Contrato de Operação e Manutenção ETAU/CEEE-GT. b.5) Companhia Energética Rio das Antas - CERAN Refere-se à participação de 30% na Companhia Energética Rio das Antas - CERAN, para implantação e exploração dos empreendimentos hidrelétricos nas usinas Castro Alves, Monte Claro e 14 de Julho, todas localizadas no Estado do Rio Grande do Sul, cuja potência instalada corresponderá a 360 MW. Em 29 de dezembro de 2004, entrou em operação comercial a primeira das duas turbinas da Usina Hidrelétrica Monte Claro e em 29 de novembro de 2006, a segunda turbina com potência total instalada de 59 MW. Na UHE Castro Alves entrou em operação a primeira turbina em 04 de março, a segunda em 02 de abril e a terceira em 06 de junho de 2008. A UHE 14 de Julho iniciou a operação comercial de fornecimento de energia referente à primeira unidade geradora em 25 de dezembro de 2008 e a segunda em 13 de março de 2009. b.6) Foz do Chapecó Energia S/A Em 01 de março de 2007, a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, juntamente com a CPFL Geração de Energia S/A e a Chapecoense Geração S/A, assinaram o Acordo de Acionistas da Foz do Chapecó Energia S/A – FCE, sociedade por ações de propósito específico – SPE, com distrato do consórcio anteriormente formalizado entre as partes. A Resolução Autorizativa ANEEL nº 879, de 17 de abril de 2007, autorizou a transferência da quotaparte detida pela Chapecoense Geração S/A na concessão do UHE Foz do Chapecó para a Foz do Notas Explicativas Página |48 Chapecó Energia S/A – FCE, alterando-se a estrutura acionária, que passou a ter a seguinte composição: CPFL – 51%, CEEE-GT – 9% e Chapecoense – 40%. A potência instalada da usina, localizada no rio Uruguai, entre os municípios de Águas de Chapecó no Estado de Santa Catarina, e Alpestre no Rio Grande do Sul, corresponderá a 855 MW, distribuída em quatro grupos geradores, e em março de 2011 passou a operar com sua capacidade máxima. O BNDES aprovou financiamento para o empreendimento na ordem de R$ 1,658 bilhão, cujo prazo de financiamento é de utilização e carência até 15 de setembro de 2011 e amortização em 192 meses. A Concessionária assinou o contrato na condição de interveniente na operação do financiamento e aportou capital em dezembro de 2007, no montante de R$ 5,9 milhões, o qual já foi repassado através de empréstimo do Banco Bradesco diretamente a Foz do Chapecó Energia S/A. c) Participações Societárias Permanentes Avaliadas pelo Custo 31/12/2010 Centrais Elétricas S.A - ELETROSUL (-) Provisão Desvalorização ELETROSUL Piratini Energia S.A Transmissora Porto Alegrense LTDA. Outros Investimentos Avaliados pelo Custo (-) Provisão Desvalorização Outros Investimentos Saldos Investimentos Avaliados pelo Custo 31/12/2009 01/01/2009 2.260 2.260 2.260 (1.936) (1.936) (1.936) 10 - 4 4 - 909 909 909 (355) (355) (355) 892 882 878 c.1) Centrais Elétricas S.A. - ELETROSUL Refere-se à participação de 0,116% no Capital Social da Centrais Elétricas S.A.- ELETROSUL. c.2) Piratini Energia S/A Refere-se à participação de 10% na Piratini Energia S/A, sendo esta proprietária da Usina Termelétrica Piratini, localizada no município de Piratini/RS, com capacidade para produzir 10 MW utilizando-se de resíduos de madeira provenientes das indústrias madeireiras da Região. c.3) Transmissora Porto Alegrense Ltda Em junho de 2009, a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEEGT e a PROCABLE Energia e Telecomunicações constituíram a Sociedade de Propósito Específico denominada TPAE - Transmissora Porto Alegrense de Energia Ltda. que venceu o Leilão da ANEEL – processo nº 48500.000368/2009-18 para a exploração da Concessão do Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica, mediante a construção, a montagem, a operação e manutenção do empreendimento Linha de Transmissão Subterrânea em 230kV Porto Alegre 9 - Porto Alegre 4. Conforme Memorando de Entendimentos firmado entre as partes, a Concessionária seria responsável pela Operação e Manutenção do Empreendimento, pelas Licenças Ambientais, revisões, acompanhamento técnico e fiscalização da obra e a PROCABLE seria responsável pela preparação do Projeto Básico e Executivo do Empreendimento, construção, fornecimento de materiais, obras civis, instalações, testes e realização de comissionamento. A Concessionária e a PROCABLE, em conjunto, seriam responsáveis pela estruturação e contratação do financiamento para implantação do Empreendimento. Notas Explicativas Página |49 Estima-se que ao final do Empreendimento o Capital Social deverá estar em torno de R$ 17.500 e, considerando a estrutura de capital próprio na Transmissora Porto Alegrense de 35% (definida no Anexo VI do Contrato de Concessão com a ANEEL) e a sua participação de 20%, a Concessionária deverá realizar aportes de R$ 3.500 mediante créditos que tem ou venha a ter com a TPAE. 22.2.3.Outros Investimentos CONSOLIDADO 31/12/2010 Ativos da Atividade Produção Postes 31/12/2009 01/01/2009 16.502 16.574 16.743 (11.137) (10.977) (10.973) 5.365 5.597 5.770 Bens de Renda 15.213 15.213 15.213 (-) Amortização Acumulada (5.448) (4.874) (4.299) 3.635 3.635 3.635 13.400 13.974 14.549 18.765 19.571 20.319 (-) Amortização Acumulada Bens de Uso Futuro Saldos de Outros Investimentos em 31/12/2010 22.2.4. Atividade de Produção de Postes O valor de R$ 5.365 (R$ 5.597 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 5.770 em 01 de janeiro de 2009) contempla os bens móveis e imóveis necessários à manutenção da atividade de produção de postes. Os bens estão vinculados a garantias ou penhoras em ações judiciais e parcelamentos de impostos. Essas penhoras ou garantias referem-se, conforme nota explicativa n° 33 à ações trabalhistas e cíveis. Os referidos bens não fazem parte da concessão e foram autorizados a serem vinculados a garantias pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, conforme Ofício nº 835 SFF/ANEEL, de 26 de outubro de 2001. 22.2.5. Bens e Direitos para Uso Futuro no Serviço Concedido e Bens de Renda O valor de R$ 13.400 (R$ 13.974 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 14.549 em 01 de janeiro de 2009) contempla imóveis destinados à futura utilização pela Companhia, no serviço concedido e a bens mantidos para obtenção de renda. Na CEEE-GT os saldos de R$ 877 (R$ 984 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 1.253 em 01 de janeiro de 2009) referem-se substanciamente aos ativos do Centro Técnico de Aperfeiçoamento e Formação - CETAF o qual está vinculado a garantias ou penhoras em ações judiciais. Essas penhoras ou garantias estão vinculadas a ações trabalhistas e cíveis. Estes bens não fazem parte da concessão e foram autorizados a serem vinculados a garantias pela ANEEL, conforme Ofício nº 835 SFF/ANEEL, de 26 de outubro de 2001. Os demais saldos de outros investimentos são compostos por bens de renda R$ 636 (R$ 728 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 556 em 01 de janeiro de 2009) e bens destinados à futura utilização pela Concessionária R$ 36 (R$ 36 em 31 de dezembro de 2009 e 01 de janeiro de 2009). Notas Explicativas Página |50 23. Imobilizado a) Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D O Imobilizado da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D é composto por bens administrativos, veículos e móveis e utensílios, que são deduzidos da Base de Remuneração Regulatória e que não foram considerados dentro do alcance da ICPC 01. Estes ativos são adquiridos prontos em sua maioria e entram em operação tão logo sejam recebidos pela empresa, portanto, na composição de seu custo histórico os valores relativos à Rateio de Custo da Administração Central ou Juros de Obra em Andamento, se existirem, são imateriais. Estes ativos da Concessionária, que não contribuem diretamente na geração de caixa, estão registrados ao custo de aquisição que no entendimento da Administração é a melhor estimativa do seu valor justo. b) Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT O Ativo Imobilizado da Concessionária é composto por Usinas de Geração e por bens administrativos, veículos e móveis e utensílios, inclusive à serviço das concessões de transmissão mas que não foram considerados dentro do alcance da ICPC 01. Os ativos administrativos e do apoio em geral são adquiridos prontos em sua maioria e entram em operação tão logo sejam recebidos pela empresa, portanto, na composição de seu custo histórico os valores relativos à Rateio de Custo da Administração Central ou Juros de Obra em Andamento, se existirem, são imateriais. Estes ativos da Concessionária, que não contribuem diretamente na geração de caixa, estão registrados ao custo de aquisição que no entendimento da Administração é a melhor estimativa do seu valor justo. Custo Atribuído (Deemed Cost) A Concessionária avaliou os valores de suas usinas de geração e optou pela adoção do custo atribuído (deemed cost), ajustando os saldos de abertura na data de transição em 1º de janeiro de 2009 para fins de comparação. Os valores justos utilizados na adoção do custo atribuído foram estimados por especialistas internos (engenheiros) com experiência e competência profissional, objetividade e conhecimento técnico dos bens avaliados. Para realizarem este trabalho os especialistas internos consideraram os valores justos de recuperação admitidos pelo Órgão regulador bem como a vida útil econômica estimada pelo Órgão Regulador e aceita pelo mercado como adequada. A avaliação tem como base a metodologia do custo de reposição depreciado que vem sendo empregada nos processos de revisão tarifária das empresas de distribuição de energia elétrica. Notas Explicativas Página |51 Os efeitos nos principais grupos de conta decorrentes da adoção do custo atribuído em 1º de janeiro de 2009 foram: CONSOLIDADADO 01/01/2009 31/12/2008 Terrenos 27.866 Ajustes pro adoção do custo atribuído Total Reservatórios, barragens 27.866 - - 27.866 27.866 66.013 66.013 Ajustes pro adoção do custo atribuído 214.191 - Total 280.204 66.013 Edificações e Benfeitorias 22.647 22.647 Ajustes pro adoção do custo atribuído Total 22.353 45.000 22.647 Máquinas e Equipamentos 895.902 895.902 Ajustes pro adoção do custo atribuído 121.611 - 1.017.513 895.902 Veíclulos 5.184 5.184 Ajustes pro adoção do custo atribuído Total 5.184 5.184 Móveis e Utensílios 585 585 Ajustes pro adoção do custo atribuído Total 585 585 103.841 103.841 Total Bens em construção Ajustes pro adoção do custo atribuído Total Infraestrutura ICPC 01 Ajustes pro adoção do custo atribuído - - 103.841 103.841 (920.249) (920.249) - Total Total Imobilizado - (920.249) (920.249) 559.943 201.789 O patrimônio líquido foi aumentado em R$ 236.382 e o imposto de renda e contribuição social passivo diferido foi aumentado em R$ 121.773 em decorrência da adoção do custo atribuído, respectivamente. A administração estimou que os efeitos decorrentes da adoção do custo atribuído na despesa de depreciação nos exercícios atual e futuro será conforme abaixo: (Diminuição) Aumento da despesa por depreciação Notas Explicativas 2010 2011 2012 2013 2014 Após 44.323 44.323 41.970 40.718 37.536 104.961 Página |52 O relatório de avaliação gerado pelos especialistas datados de janeiro de 2011 foi aprovado pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do Grupo conforme requerido pelo estatuto social. 31/12/2010 CONSOLIDADO 31/12/2009 41.959 49 106 42.114 Reservatórios, barragens Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 251.524 (29.007) 222.517 1.737.525 (1.486.001) 251.524 1.737.525 (1.457.321) 280.204 Edificações e Benfeitorias Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 51.295 (462) 855 (5.669) 46.020 307.479 (138) 327 (256.373) 51.295 307.479 (250.428) 57.051 Máquinas e Equipamentos Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 1.794.060 (25.142) 145.321 (1) (122.846) 1.791.391 4.245.149 (16.423) 146.000 (18) (2.580.649) 1.794.060 4.245.149 (2.454.179) 1.790.971 Veíclulos Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 52.195 (912) 116 (42.616) 8.784 48.425 (1.171) 4.969 (28) (36.744) 15.452 48.425 (29.412) 19.014 Móveis e utensílios Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 10.652 (468) 960 (18) (8.885) 2.240 10.697 (214) 169 (8.933) 1.718 10.697 (8.744) 1.952 Bens em construção Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 276.665 272.378 (147.302) 665 46.043 448.448 177.744 250.426 (151.504) 276.665 Infraestrutura ICPC 01 Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total (3.667.541) (254.390) 20.420 1.865.026 (2.036.484) (3.459.425) (223.943) 15.827 (0) 1.812.197 (1.855.344) Total Imobilizado Notas Explicativas 525.030 41.921 (1) 39 41.959 01/01/2009 Terrenos Adições Baixas Transferências para Imoblilizado em Serviço Outros Depreciação Total 577.330 41.921 41.921 177.744 177.744 (3.459.425) 1.712.498 (1.746.928) 621.930 Página |53 24. Intangíveis CONSOLIDADO Softwares Intangível da Concessão Total Custo Saldo em 1° de janeiro de 2009 - Reapresentado Aquisições Contratos de concessão de serviços Transferência para Ativo Financeiro Amortização por Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado Aquisições 13.344 1.138 1.240.760 - 1.252.353 797 - 149.841 149.841 - (65.446) (65.446) (9.353) (9.353) (120) 14.362 1.233 1.315.802 - 1.328.192 591 Contratos de concessão de serviços - 121.328 121.328 Transferência para Ativo Financeiro - (49.300) (49.300) Amortização por Baixas (17) (17.191) (17.191) Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010 Amortização e perdas por redução do valor recuperável Saldo em 1° de janeiro de 2009 - Reapresentado 153 15.731 - 1.370.639 - 153 1.383.774 - (2.731) (818.827) (820.998) Amortização do período (349) (66.495) (66.615) Amortização por Baixas 85 8.180 8.180 Saldo em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado (2.995) (877.142) (879.433) Amortização do período (346) (68.584) (68.720) Amortização por Baixas 17 15.755 15.755 (3.324) (929.971) (932.398) Em 1° de janeiro de 2009 - Reapresentado 10.612 421.933 432.545 Em 31 de dezembro de 2009 - Reapresentado 11.367 438.660 450.026 Em 31 de dezembro de 2010 12.407 440.668 453.075 Saldo em 31 de dezembro de 2010 Valor contábil Intangível da Concessão É composto pelos valores dos serviços de construção e melhorias da infraestrutura à serviço da concessão, líquidos de amortização, e que serão recebidos pelas Controladas através da cobrança dos usuários do serviço na tarifa de energia elétrica. A agência reguladora ANEEL é responsável por estabelecer a vida útil-econômica estimada de cada bem integrante da infraestrutura de distribuição, para efeitos de determinação da tarifa, bem como para apuração do valor da indenização dos bens reversíveis no vencimento do prazo da concessão. Essa estimativa é revisada periodicamente e aceita pelo mercado como uma estimativa razoável/adequada para efeitos contábeis e regulatórios e que representa a melhor estimativa de vida útil dos bens. Notas Explicativas Página |54 As Controladas amortizam o ativo intangível de uma forma não linear, respeitando a vida útil definida pelo órgão regulador para cada bem integrante da infraestrutura ao alcance da ICPC 01. O valor residual de cada bem que ultrapassa o prazo do vencimento da concessão está alocado como ativo financeiro, pois será recuperado através de indenização. Software São licenças de direito de propriedade intelectual, constituídos por gastos realizados com a aquisição das licenças e demais gastos com serviços complementares à utilização produtiva de softwares. Tais itens são amortizados linearmente. 25. Seguros Os ativos com cobertura para incêndio, queda de raio, explosões e danos elétricos foram aqueles considerados essenciais, em que ocorrendo o sinistro, implicará na possibilidade de comprometer a garantia e a confiabilidade na continuidade da prestação de serviço. O seguro patrimonial foi contratado junto à TOKIO MARINE BRASIL SEGURADORA S/A, contratos 99942074 e 9942075 – 1º Termo Aditivo, e tem vigência de 12/02/2011 até 11/02/2012. O valor do ativo segurado, consolidado totaliza R$ 156.405 e os prêmios R$ 367. 26. Revisão Tarifária De acordo com o estabelecido no Contrato de Concessão de Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica nº 81, assinado em 25 de outubro de 1999 com o Poder Concedente, a Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE realizou sua primeira Revisão Tarifária Periódica – RTP em outubro de 2004 e a segunda em outubro de 2008. A segunda RTP foi realizada conforme critérios e metodologias aplicáveis ao Segundo Ciclo de Revisões Tarifárias das Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica, de acordo com a proposta apresentada na Audiência Pública nº 052/2007, ocorrida em 05 de março de 2008. A CEEE-D teve um índice de reposição provisório de 2,49%, sendo 0,65% relativos ao reposicionamento tarifário e 1,84% relativos aos componentes financeiros externos a RTP, com vigência a partir de 25 de outubro de 2008. A metodologia utilizada e os resultados da segunda RTP da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D estão apresentados na Nota Técnica nº 315/2008 – SRE/ANEEL, de 15 de outubro de 2008 e homologado provisoriamente através da Resolução Homologatória nº 715, de 21/10/2008 em virtude das seguintes componentes: • Perdas de Energia; • Custos Operacionais Eficientes e • Perdas de Receita Irrecuperáveis. Nos termos da Resolução Normativa nº 234, de 31 de outubro de 2006 ficou estabelecido o valor do componente Xe em 1,23%, a ser aplicado como redutor na Parcela B nos reajustes tarifários subsequentes. Conforme o item 212 da Nota Técnica nº 315/2008-SRE/ANEEL, os resultados serão ajustados no ano de 2009 em função da definição das metodologias para estas variáveis, submetidas ao processo de Audiência Pública AP/52/2006, cujo resultado foi estabelecido através da Resolução Normativa ANEEL n º 338, de 25 de novembro de 2008 e as seguintes Notas Técnicas: • NT 292/2008 - SRE/ANEEL - Metodologia de Análise de Projeção de Mercado; • NT 340/2008 - SRE/ANEEL - Metodologia de Cálculo do Fator X; • NT 342/2008 - SRE/ANEEL - Metodologia de Tratamento Regulatório para Perdas Não Técnicas de Energia Elétrica; Notas Explicativas Página |55 • NT 343/2008 - SRE/ANEEL - Metodologia de Cálculo dos Custos Operacionais (Detalhamento do Modelo de Empresa de Referência); • NT 346/2008 - SRE/ANEEL - Aprimoramentos da Resolução nº 234/2006 - Adequações de texto; • NT 352/2008 - SRE/ANEEL - Aperfeiçoamento da Metodologia de Cálculo do Fator X a ser aplicado no 2º Ciclo de RTP (especificamente quanto ao mecanismo de avaliação dos investimentos previstos) e • NT 547/2008 - SRE/ANEEL - Metodologia e Critérios Gerais para definição da BRR. O resultado definitivo da Revisão Tarifária Periódica foi homologado através da Resolução Homologatória 881/2009 e Nota Técnica 320/2009, datada de 15/09/2009. A ANEEL decidiu aplicar um reposicionamento tarifário de -0,39% a ser aplicado nas tarifas de fornecimento de energia elétrica e nas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), ao invés do reposicionamento de 0,65% definido preliminarmente. Para o componente Xe do Fator X foi definido um índice de 0% a ser considerado nos reajustes de 2008 até 2012. Inicialmente, a Agência havia decidido por um índice de 1,23%. Os investimentos considerados no período chegaram a R$ 598 milhões. Além disso, definiuse para as perdas técnicas um índice de 6,07% e para as perdas não-técnicas de 8,83%. a) Reajuste Tarifário Anual Em 2006 as tarifas de fornecimento de energia elétrica da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, conforme Resolução Homologatória ANEEL nº 380, de 18 de outubro de 2006, foram reajustadas a partir de 25 de outubro de 2006, em média –0,08%, sendo 6,96% relativo ao reajuste contratual (econômico) e –7,04% referente aos componentes financeiros. O item que mais contribuiu para a formação do índice financeiro foi a devolução da RTE, no montante de R$ 113.470 mil, que representou no índice o percentual de –7,13%. Este assunto encontra-se detalhado na Nota Técnica nº 256/2006-SRE/ANEEL, de 6 de outubro de 2006. Em 2007, através da Resolução Homologatória nº 555, de 23 de outubro, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL homologou o reajuste tarifário de 0,45% com vigência, a partir do dia 25 de outubro. Com a elevação da tarifa e o fim do desconto de 7,55% nas contas dos clientes nos últimos 12 meses, os consumidores de baixa tensão tiveram um acréscimo de 7,02% e os de alta tensão 8,38%. Para 2008, o resultado provisório da RTP disposto pela Resolução Homologatória nº 715, de 21 de outubro, reajustou as tarifas em 2,49%, sendo 0,65% relativos ao reposicionamento tarifário e 1,84% referentes aos componentes financeiros externos a RTP. Em decorrência da retirada da base tarifária de um componente financeiro de –1,40%, que havia sido adicionado no reajuste anual de 2007, o consumidor percebeu no período de 25 de outubro de 2008 a 24 de outubro de 2009, uma variação média de 3,89%, sendo o efeito de 1,90% para a baixa tensão e 7,45% para a alta tensão. Em 2009, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), através da Resolução Homologatória nº 895 de 20 de outubro de 2009 aprovou o reajuste tarifário anual da Controlada, cujo novos valores das tarifas de energia dos consumidores pertencentes à área de concessão da distribuidora vigoraram a partir do dia 25/10/2009 e terão em média um reajuste negativo de -0,28%, que em cada grupo de consumidores terá um impacto diferenciado. A classe industrial terá o índice positivo mais elevado (1,14%), enquanto que nas tarifas para o grupo Baixa Tensão, incidirá o maior reajuste negativo -0,76%. No que compreende o impacto do reajuste tarifário para a Concessionária o reposicionamento do IRT (Índice de Reajuste Tarifário) Econômico – composto pelos custos não gerenciáveis, tais como encargos e tributos, custos de transporte e compra de energia e pelos custos gerenciáveis, tais como remuneração de capital, custos operacionais e reposição de ativos, foi na ordem de 0,22%. Já o IRT Financeiro, composto de itens como subsídios Baixa Renda, Cooperativas, Irrigantes e Consumidores Livres, mais variação da parcela A – CVA, dentre outros foi de 2,61%, gerando um reajuste tarifário de 2,83% para a receita da Concessionária. Notas Explicativas Página |56 Em 2010 foi concedido reajuste pela ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 1074/2010, de 6,97% em média, sendo 7,16% relativo ao reajuste tarifário anual e -0,19% referente aos componentes financeiros pertinentes, para o consumidor cativo o efeito médio foi de 4,10%. A tarifa contemplada no reajuste tarifário vigorará do período de 25 de outubro de 2010 a 24 de outubro de 2011. b) Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE: Com base na Medida Provisória nº 14, de 21 de dezembro de 2001, convertida na Lei nº 10.438, em 26 de abril de 2002 e na Resolução ANEEL nº 90, de 18 de fevereiro de 2002, as concessionárias de distribuição de energia elétrica passaram a ter condições de recuperar as perdas financeiras ocorridas entre um reajuste tarifário e outro de itens da “Parcela A” (custos não gerenciáveis) entre o período de 01 de janeiro a 25 de outubro de 2001, acrescidas da respectiva remuneração financeira (taxa de juros SELIC). Esses custos seriam recompostos com base no aumento tarifário extraordinário, todavia condicionado à adesão ao Acordo Geral do Setor Elétrico, proposto pelo Governo Federal, e ainda a declaração de desistência e renúncia de ações judiciais contra o órgão regulador relativas ao Programa Emergencial de Redução de Consumo de Energia Elétrica – PERCEE e à Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE. A Companhia optou em registrar estas diferenças em 31 de dezembro de 2001 após adesão ao Acordo Geral do Setor Elétrico. Através da Resolução nº 482, de 29 de agosto de 2002, a Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL homologou o montante de R$ 56.829 mil relativos a “Parcela A” para a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D. Esse valor a preços de 25 de outubro de 2001 e, através da Resolução nº 484 de mesma data, a Agência estabeleceu o prazo máximo de 18 meses, a partir de outubro de 2002, de permanência da Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE nas tarifas de fornecimento de energia elétrica. Todavia, face à discordância do órgão regulador no tocante ao procedimento adotado pela Companhia quanto ao Acordo Geral do Setor Elétrico, a ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 242, de 18 de outubro de 2006, em seu art. 7º, fixou o montante de R$ 86.551 a ser devolvido aos consumidores a partir de 1º de dezembro de 2004, caso a Concessionária não efetivasse a desistência de determinadas ações judiciais, que, aos olhos do poder concedente eram inerentes ao Acordo Geral do Setor Elétrico. Irresignada com a posição do Órgão Regulador, a Companhia ajuizou, em 25 de Novembro de 2004, ação ordinária buscando a antecipação da tutela para que a ANEEL se abstivesse de realizar o referido desconto. Não obstante a liminar deferida, na revisão tarifária havida em 2006, nos termos da Resolução Homologatória nº 380/2006, a agência estabeleceu que todo o valor concernente a RTE fosse devolvido aos consumidores, perfazendo R$ 113.470, o que significou uma redução de 7,31% na tarifa de 2006. A realização deste valor deu-se no reajuste de outubro de 2007. A Companhia segue pleiteando seu direito sobre esses valores junto ao poder judiciário, ainda sem decisão transitada em julgado. 27. Fornecedores Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/10 31/12/09 01/01/09 Encargos de Uso da Rede ....................................................................................................................................................................................... 26.483 27.680 27.996 Energia Elétrica Comprada para Revenda ........................................................................................................................................................... 116.313 91.345 112.890 Materiais e Serviços ................................................................................................................................................................................................... 47.404 37.387 60.816 Energia de Curto Prazo - CCEE (vide nota explicativa n° 48.d) .................................................................................................... 22.640 10.101 25.131 Retenção Contratual .................................................................................................................................................................................................. 38.058 18.948 18.931 250.898 Notas Explicativas 185.461 245.764 Página |57 28. Folha de Pagamento – Retenções O valor de R$ 25.022 (R$ 22.853 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 19.175 em 01 de janeiro de 2009) no Consolidado refere-se a consignações em favor de terceiros (diversas Entidades de Classe como AFCEEE, SENERGISUL, ELETROCEEE) e tributos e contribuições sociais retidos na fonte. 29. Tributos e Contribuições Sociais Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 CONSOLIDADO 31/12/2009 01/01/2009 Circulante 22.226 16.486 15.399 Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS ....................................................................................................................................... 7.752 7.241 4.732 Contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS .................................................................................................................................... 27.473 12.667 20.971 Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS ............................................................................................................................... 5.964 2.751 2.901 Contribuição ao Programa de Integração Social - PIS / PASEP ..................................................................................................................................... 3.189 2.969 2.076 Contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS ............................................................................................................................... 118 2.721 7.212 Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social ................................................................................................................................................. 9200 17279 9537 Parcelamento de Débitos Fiscais Lei nº 11.941/09.......................................... Parcelamento Previdenciário........................................................................... 280 306 331 745 Parcelamento ICMS........................................................................................................................................................................................................ 1.637 1.608 1.207 Outros ........................................................................................................................................................................................................ 78.584 64.028 64.366 Total Não Circulante Parcelamento de Débitos fiscais Lei nº 11.941/09.......................... Parcelamento Previdenciário............................................................... 59.573 59.574 33.376 587 867 1.173 435 Parcelamento ICMS........................................................................................................................................................................................................ Total 60.595 60.441 34.549 a) Parcelamento de ICMS Refere-se ao parcelamento proveniente do Auto de Lançamento nº 0013036904, lavrado pela Fazenda Estadual, em função do aproveitamento indevido de créditos do ICMS por parte do contribuinte. A CEEE-D vinha discutindo a matéria no âmbito administrativo, culminando a lide no poder judiciário, todavia, considerando a publicação do Decreto Estadual nº 47.301, de 18/06/2010, norma que instituiu o Programa de Ajuste da Dívida do ICMS, no Estado do Rio Grande do Sul – AJUSTAR/RS, em agosto de 2010, o contribuinte optou por inserir esse contingente no referido parcelamento, gozando das prerrogativas inerentes ao abatimento de multa e juros ofertadas pelo AJUSTAR/RS. O valor devido na data de adesão era de R$ 2.118, sendo que os descontos auferidos montaram R$ 628, restando um saldo remanescente de R$ 1.490 parcelado em 24 vezes, e que vem sendo quitado na proporção de seus vencimentos, sendo o valor de cada parcela atualizado mensalmente pela taxa SELIC, já tendo 05 parcelas liquidadas. b) Parcelamento de Débitos Fiscais – Lei nº 11.941/09 A Concessionária efetuou em 20/11/2009 pedido de parcelamento de débitos fiscais junto a Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, nos termos da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 e da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06, de 22 de julho de 2009. Notas Explicativas Página |58 Os débitos se relacionam ao Programa de Integração Social – PIS e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, bem como à obrigações fiscais junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. No tocante ao Parcelamento Especial – PAES, instituído pela Lei nº 10.684, de 31 de maio de 2003, a Concessionária realizou a migração de seu saldo remanescente junto ao ente fazendário, para quitálo consoante os critérios da Lei nº 11.941/09. A diferença de saldo oriunda do PAES, até então apresentada entre o sistema de consulta da RFB/PGFN e o contabilizado nas Demonstrações Financeiras, a Concessionária, em face da adesão ao novo diploma legal, reconhece, neste momento, o saldo vigente do órgão fazendário. A Concessionária vem pagando as parcelas mínimas disciplinadas na Lei nº 11.941/09, tendo, até o momento, quitado 14 (quatorze) prestações, e obtendo o deferimento de seu requerimento de adesão. Os débitos parcelados ainda não se encontram consolidados por parte das autoridades competentes e as informações para consolidação foram enviadas conforme disciplina a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 11, de 24 de junho de 2010. Os órgãos fazendários editaram a Portaria Conjunta PGFN/RFB Nº 02/11, estabelecendo cronograma de consolidação dos débitos para o exercício de 2011. O total da dívida objeto do parcelamento monta R$ 78.199, já contemplando o reparcelamento do PAES, bem como os descontos de multa e juros oferecidos ao contribuinte pela Lei nº 11.941/09 e Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/09. Deste montante, R$ 36.907, referem-se à multa e juros, os quais serão liquidados com a utilização de prejuízos fiscais do imposto de renda e bases negativas da contribuição social, o saldo restante será quitado em 180 meses com atualização pela Taxa Selic. A tabela abaixo ilustra o saldo estimado antes da consolidação dos débitos: Data do Evento 20/11/2009 20/11/2009 31/12/2010 Histórico Registro de Parcelamentos Multa e Juros Provisionados Total do Parcelamento Parcelas Pagas até 31/12/2010 Saldo a Pagar CIRCULANTE ................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ........................................................................................................ Provável Compensação PF IRPJ / BN CSLL (Vide NE 41) Saldo Estimado Valor 41.292 36.907 78.199 (9.426) 68.773 9.200 59.573 (36.907) 31.866 c) Parcelamento Previdenciário O parcelamento refere-se ao Auto de Infração nº 35.572.001-9. A Concessionária foi autuada em 25 de agosto de 2005 por deixar de declarar em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, dados relativos ao pagamento de reclamatórias trabalhistas. Após julgado improcedente o recurso promovido pela Concessionária, restou devido R$ 2.186 sendo que deste valor foi compensado o depósito recursal anteriormente efetuado no montante de R$ 656. O saldo remanescente de R$ 1.530 foi parcelado em 60 vezes já tendo sido liquidadas 26 (vinte e seis) parcelas. Notas Explicativas Página |59 30. Plano de Benefícios Pós-Emprego A Companhia é patrocinadora de dois planos de benefícios administrados pela Fundação ELETROCEEE denominados Plano Único e CEEEPREV. Mantém a obrigação do pagamento de aposentadoria a empregados ex-autárquicos, bem como de complementação de aposentadoria a exempregados desligados por aposentadoria incentivada. Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 CEEE-GT Circulante ............................................................................................................................. 58.311 64.267 61.938 Não Circulante ............................................................................................................................. 330.184 343.645 337.217 Subtotal 388.495 407.912 399.155 CEEE-D Circulante ............................................................................................................................. 108.485 107.681 106.511 Não Circulante ............................................................................................................................. 613.918 638.825 628.948 Subtotal 722.403 746.506 735.459 Total consolidado 1.110.898 1.154.418 1.134.614 CONSOLIDADO Circulante Nota Explicativa 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Contas a Pagar Aposentadoria Incentivada - CTP ...................................................................................................................................................................................... 0 6.164 15.757 15.809 Contribuição Patrocinadora - ELETROCEEE ................................................................................................................................................................................................. 30 8.248 7.051 7.620 Fundação ELETROCEEE Contr.1254/95 Benef. Empregados ...................................................................................................................................................................... 30 31.612 27.537 30.480 Provisão para Complementação Aposentadoria 0 - - Ex-Autárquicos - Lei Estadual 3.096/56 - EXA ........................................................................................................... 0 120.772 121.603 166.796 171.948 114.540 168.449 Não Circulante Contas a Pagar Aposentadoria Incentivada - CTP ...................................................................................................................................................................................... 0 3.325 3.357 5.941 Fundação ELETROCEEE Contr.1254/95 Benef. Empregados .................................................................................................... 30 192.310 208.818 226.902 - - Ex-Autárquicos - Lei Estadual 3.096/56 - EXA .................................................................................................... 0 748.467 770.295 Provisão para Complementação Aposentadoria 738.422 Ajuste Deliberação CVM 600/09 - Planos de Benefícios 0 - - - CEEEPREV e PLANO ÚNICO .................................................................................................... 0 944.102 982.470 Total 0 - 1.110.898 1.154.418 (5.100) 966.165 1.134.614 a) Contas a Pagar Aposentadoria Incentivada - CTP Em decorrência de acordo coletivo de trabalho, a Concessionária é responsável pelo pagamento do benefício de complementação de aposentadoria por tempo de serviço que tenha sido concedida pela Previdência Oficial ao participante regularmente inscrito na Fundação ELETROCEEE e que ainda não tenha cumprido todos os requisitos para a sua fruição, ocasião em que o ex–empregado será definitivamente aposentado pela Fundação. Desta forma, as controladas provisionaram os valores integrais dos compromissos futuros relativos a estas complementações salariais, considerando o prazo médio de pagamento destes benefícios, ajustados a valor presente, incluindo as contribuições à Fundação. Notas Explicativas Página |60 b) Contribuição Patrocinadora – ELETROCEEE A Contribuição Patrocinadora - ELETROCEEE refere-se às contribuições mensais da Patrocinadora relativas aos Planos de Benefícios denominados Plano Único e CEEEPREV e a Parcela de Reserva Amortizar CEEEPREV. b.1) Plano de Benefício Definido Trata-se de compromissos junto à Fundação ELETROCEEE do Plano de Beneficio Definido denominado Plano Único. b.2.) Plano de Benefício de Contribuição Definida O Plano CEEEPREV foi implantado em outubro de 2002 com a migração de 59% dos empregados participantes do Plano Único, tendo sido aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar SPC em 08 de agosto de 2002. Para os participantes que migraram do Plano Único para o Plano CEEEPREV foram preservados os benefícios com direitos já acumulados no plano de origem de forma saldada. c ) Fundação ELETROCEEE Contrato 1254/95 – Benefícios aos Empregados No total da obrigação atuarial está contemplado o montante do contrato com a ELETROCEEE n° SF 1254/95, referente ao contrato de confissão de dívida por contribuições não pagas, a renegociação foi efetuada em agosto 2003 de acordo com seu quinto termo aditivo cuja carência foi até dezembro 2004, tendo o reinício dos pagamentos das amortizações de principal a partir de janeiro 2005, com seu término previsto para 31 de julho de 2018. d) Provisão para Complementação Aposentadoria Ex-Autárquicos–Lei Estadual nº 3.096/56 - EXA Esta provisão refere-se ao compromisso das Controladas com empregados ex-autárquicos aposentados, remanescentes da antiga Comissão Estadual de Energia Elétrica, autarquia que foi sucedida pela Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, por força da Lei Estadual nº 4.136/61, registrado conforme cálculo atuarial. Na forma preconizada pela CVM nº 600, de 07/10/2009 que aprovou o Pronunciamento CPC 33 – Benefícios a Empregados, são apresentadas a seguir as informações sobre os Planos de Benefícios, compromissos previdenciais e sobre a política contábil adotada. 30.1 Política Contábil adotada pela Patrocinadora no Reconhecimento de Ganhos e Perdas Atuariais • Plano de Benefício denominado Plano Único, Compromissos Previdenciais CTP e ExAutárquicos – O valor do reconhecimento dos ganhos ou perdas atuariais corresponderá à parcela de ganho ou perda que exceda o maior entre 10% do Valor Presente da Obrigação Atuarial e 10% do Valor Justo dos Ativos do Plano, conforme item 92 da Deliberação CVM 600/09. • Plano de Benefício denominado CEEEPREV – Neste plano, o risco atuarial (benefícios menores que o esperado) e o risco de investimentos (ativos investidos e os rendimentos desses ativos serem insuficientes para cobrir os benefícios esperados) são dos participantes do plano. A contabilização dos custos normais do CEEEPREV, pelas Controladas é determinada pelos valores das contribuições de cada período que ocorridos efetivamente, não existindo, assim, ganho ou perda Notas Explicativas Página |61 atuarial. Dessa forma o reconhecimento é efetuado com base nas contribuições efetivamente realizadas no exercício. Com relação ao custo do serviço passado, esse é reconhecido pelo método de linha reta, como uma despesa, pelo período de amortização da Provisão a Constituir junto ao Plano CEEEPREV. Quanto ao reconhecimento do ganho ou perda atuarial com relação a esse compromisso de serviço passado, esse (a) será totalmente reconhecido (a) no exercício. De acordo com as práticas contábeis anteriores, prevista na Deliberação CVM 371/00, as perdas atuariais acumuladas que se situavam dentro do limite de 10% do valor presente da obrigação de benefícios definidos (corredor) não vinham sendo reconhecidas no resultado das investidas. As perdas excedentes ao limite do corredor vinham sendo reconhecidas no resultado durante o tempo médio remanescente de vida dos participantes do Plano de Beneficio. Este procedimento não foi modificado pela nova pratica contábil estabelecida no CPC 33. Entretanto, conforme isenção prevista no CPC 37 R1 (Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade), as Controladas optaram pelo não reconhecimento, nos seus balanços de abertura (01/01/2009), das perdas ou ganhos atuariais não registrados no passivo, em contrapartida da conta de lucro acumulados, no patrimônio líquido. As Controladas optaram por manter abordagem do corredor acima mencionado para o reconhecimento no seu resultado dos ganhos e perdas atuariais apurados a partir da data da primeira adoção. 30.2 Descrição da base utilizada para determinar a taxa esperada de retorno dos Ativos dos planos CEEEPREV e Plano Único A taxa de juros real considerada para o Plano é de 6,00% ao ano (não considerando a inflação), como definido pelo cálculo atuarial do plano, a partir de 31/12/2009. Nos últimos nove anos, a taxa média real anual de retorno sobre os ativos do plano foi 8,47% a.a., mas conforme determinado pela legislação brasileira para fundos de pensões, a taxa de juros máxima para as projeções atuariais é de 6,00% ao ano mais a inflação, portanto a taxa de juros projetada total para o Plano é de 11,71% ao ano. Na avaliação atuarial dos planos CEEEPREV e Plano Único, foi adotado o método de crédito unitário projetado. Notas Explicativas Página |62 30.3 Planos de Benefícios CEEE-GT 30.3.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço Baseada no resultado da avaliação atuarial conduzida sob a responsabilidade de atuários independentes, a Concessionária registrou provisão para contribuição adicional ao fundo de pensão. O custo do serviço passado do CEEEPREV no montante de R$ 144.801 em 31 de dezembro de 2010 (R$ 158.160 em 31 de dezembro de 2009) está sendo reconhecido na Concessionária no tempo remanescente de serviço dos empregados, estimado em 11 anos, conforme item 96 da Deliberação CVM 600/09. A conciliação dos ativos e passivos reconhecidos no balanço está abaixo demonstrada como segue: Notas Explicativas Página | 63 30.3.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 64 30.3.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 65 30.3.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 66 30.4 Planos de Benefícios CEEE-D 30.4.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço Baseada no resultado da avaliação atuarial conduzida sob a responsabilidade de atuários independentes, a Concessionária registrou provisão para contribuição adicional ao fundo de pensão. O custo do serviço passado do CEEEPREV no montante de R$ 147.088 em 31 de dezembro de 2010 (R$ 160.665 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 174.242 em 01 de janeiro de 2009) está sendo reconhecido na CEEE-D no tempo remanescente de serviço dos empregados, estimado em 11 anos, conforme item 96 da Deliberação CVM 600/09. A conciliação dos ativos e passivos reconhecidos no balanço está abaixo demonstrada como segue: Notas Explicativas Página | 67 30.4.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 68 30.4.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 69 30.4.1. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço (Continuação) Notas Explicativas Página | 70 30.5 Hipóteses e Premissas Atuariais Adotadas para os Cálculos 31. Obrigações Estimadas Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Provisão p/Férias, 13 º Salário, Gratificações e Encargos Sociais .................................................................................................... 54.270 35.302 31.251 Retenção de Remuneração ................................................................................................................................................................................. 908 Prêmio Assiduidade .............................................................................................................................................................................................. 413 483 413 Total 54.683 35.785 32.572 32. Encargos do Consumidor a Recolher (RGR/CCC/CDE) Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Reserva Global de Reversão - RGR ............................................................................................................................................................... 1.993 2.945 13.190 Conta de Consumo de Combustíveis - CCC ............................................................................................................................................... 22.941 3.528 21.694 Conta de Desenvolvimento Energético - Quota da CDE ............................................................................................................................ 9.259 8.180 7.232 Total 34.193 14.653 42.116 a) Reserva Global de Reversão - RGR Foi criada através da lei n.º 8.631, de 04 de março de 1993, com a finalidade de prover recursos para reversão, encampação, expansão e melhoria dos serviços públicos de energia elétrica. O valor referese à parcela mensal do exercício de 2010. b) Conta de Consumo de Combustíveis – CCC A Conta de Consumo de Combustíveis - CCC foi criada para subsidiar a geração de energia elétrica com o uso de combustíveis fósseis, disciplina o rateio dos custos de aquisição desses combustíveis entre todas as concessionárias ou autorizadas do país, para garantir os recursos financeiros ao suprimento de energia elétrica a consumidores de localidades isoladas do sistema de geração e Notas Explicativas Página |71 distribuição, bem como da geração termelétrica que atende, principalmente, a demanda de ponta dos sistemas interligados, com tarifas uniformizadas. c) Conta de Desenvolvimento Energético – Quotas da CDE Através da Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, no artigo 13 foi criada a Conta de Desenvolvimento Energético - CDE visando o desenvolvimento energético dos Estados e a competitividade da energia produzida a partir de fontes eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, gás natural e carvão mineral nacional, nas áreas atendidas pelos sistemas interligados, à promoção da universalização do serviço de energia elétrica em todo o território nacional, devendo seus recursos observar as vinculações e limites previstos em Lei. d) Encargo Ex-Isolados Através da Lei nº 12.111 de 9 de dezembro de 2009 foi criado o Encargo Ex-isolados cujo recurso arrecadado será destinado ao ressarcimento a Estados e Municípios com perda de receita decorrente da arrecadação de ICMS incidente sobre combustíveis fósseis utilizados para a geração de energia elétrica em virtude da interligação dos respectivos Sistemas Isolados ao Sistema Interligado Nacional – SIN. 33. Provisão para Contingências As provisões e contas a pagar reconhecidas para contingências passivas, líquidas dos depósitos judiciais correspondentes, estão compostas como segue: Circulante 31/12/2010 CONSOLIDADO 31/12/2009 01/01/2009 Provis ão para Contingências Trabalhis tas ..................................................................................................................................................... 172.354 144.674 130.807 Provis ão para Contingências Cíveis ................................................................................................................................................................ 76.506 73.217 54.231 Total 248.860 217.891 185.038 Não Circulante Provis ão para Contingências Trabalhis tas ..................................................................................................................................................... 379.123 386.858 413.202 Provis ão para Contingências Cíveis ................................................................................................................................................................ 109.517 105.802 102.937 Contas a Pagar para Contingências Cíveis .................................................................................................................................................... 6.650 6.781 24.609 Provis ão para Contingências Tributárias ........................................................................................................................................................ 2.393 2.393 5.187 (-) Depós itos Judiciais - Contingências Trabalhis tas e Cíveis ................................................................................................................... (159.708) (153.227) (142.827) Total 337.975 348.607 403.108 CONSOLIDADO Trabalhistas Cíveis Tributárias Total Saldo Inicial 01/01/2009 433.730 149.229 5.187 588.146 (+) Novos Ingressos ........................................................................................................................................................................................ 95.519 57.087 2.335 154.941 (-) Pagamentos .............................................................................................................................................................................................. (97.388) (30.272) (127.660) (-) Montantes Revertidos ................................................................................................................................................................................ (79.461) (44.888) (5.129) (129.478) (+) Atualização Monetária ............................................................................................................................................................................... 68.852 22.097 90.949 (-) Montantes Depositados ............................................................................................................................................................................. (8.013) 4.496 (3.517) (-) Atualização dos Depósitos .......................................................................................................................................................................... (5.043) (1.840) (6.883) (=) Saldo Final 31/12/2009 408.196 155.909 2.393 566.498 (+) Novos Ingressos ........................................................................................................................................................................................ 152.425 106.066 258.491 (-) Pagamentos .............................................................................................................................................................................................. (109.781) (45.383) (155.164) (-) Montantes Revertidos ................................................................................................................................................................................ (89.163) (78.869) (168.032) (+) Atualização Monetária ............................................................................................................................................................................... 66.467 25.061 91.528 (-) Montantes Depositados ............................................................................................................................................................................. (3.039) (762) (3.801) (-) Atualização dos Depósitos .......................................................................................................................................................................... (1.826) (859) (2.685) (=) Saldo Final 31/12/2010 423.279 161.163 2.393 586.835 Notas Explicativas Página |72 a) Provisão para Contingências Trabalhistas As Controladas vêm permanentemente aprimorando a apuração dos valores contingentes embasadas no histórico de dados referentes aos pagamentos com a finalização das discussões judiciais de assuntos de natureza trabalhista. Foi feita uma análise criteriosa das chances de êxito das Concessionárias envolvendo processos trabalhistas, com o objetivo de suportar o adequado julgamento quanto à necessidade ou não da constituição de provisões. As estimativas quanto ao desfecho e os efeitos financeiros das contingências foram determinadas com base em julgamento da Administração, considerando o histórico de perdas em processos de mesma natureza e a expectativa de êxito de cada processo. As principais ações ingressadas contra as Concessionárias referem-se a verbas rescisórias, responsabilidade subsidiária, complementação de proventos de aposentadoria, responsabilidade solidária, vínculo empregatício, FGTS, correto enquadramento e prêmio assiduidade. b) Provisão para Contingências Cíveis As Controladas estão sendo citadas em diversos processos judiciais de natureza cível para os quais foi registrada provisão para os valores cuja expectativa de pagamentos foi considerada provável pelos seus assessores jurídicos, em uma análise efetuada individualmente por processo. As ações ingressadas contra as Concessionárias referem-se a danos morais e materiais, sustação de cobrança, honorários advocatícios, contrato de compra e venda de energia, desapropriação e revisão de contratos. c) Provisão para Contingências Fiscais O montante refere-se a Contribuições Previdenciárias, provisionado para fazer frente ao Auto de Lançamento nº 35.067.180-0, lavrado pela fiscalização do INSS em razão de eventual ausência de recolhimento das aludidas contribuições. O contribuinte busca defesa, por meio de recurso voluntário, interposto na esfera administrativa, classificado pela opinião legal como perda provável. Com relação aos contingentes fiscais cuja opinião legal apresenta perda possível, destacam-se: Funrural As controladas obtiveram êxito na ação judicial de compensação de créditos derivados da demanda do Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural – FUNRURAL, processo judicial No 98.00.26268-7. Assim, no exercício de 2006, foi contabilizado o crédito no valor de R$ 10.812 para a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, e R$ 7.420 para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT, referente a pagamentos indevidos, a título de FUNRURAL, do período de setembro de 1989 a junho de 1991. Até dezembro de 2007 as Concessionárias compensaram em suas contribuições previdenciárias o montante do crédito, todavia, ambas, sofreram Notificação de Lançamento de Débito oriunda da fiscalização previdenciária que glosou os valores compensados. A matéria está sendo apreciada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), em sede de recurso voluntário. INSS Ainda com relação à matéria previdenciária o contribuinte discute na esfera administrativa cobranças inerentes a eventuais inconsistências em obrigações acessórias que somam aproximados R$ 2.900. Tributos Federais No tocante aos Tributos Federais a Concessionária possui cerca de R$ 12.238 em compensações que estão na fase de discussão de sua homologação junto ao ente fazendário, principalmente referentes a pagamentos indevidos de PIS e COFINS, face à ilegalidade do antes vigente art. 3º, parágrafo 1º da Lei 9.718/98. O referido comando foi retirado do ordenamento jurídico com a edição da Lei 11.941/09. Há contenciosos administrativos vinculados à falta de recolhimento de IRRF Notas Explicativas Página |73 (Imposto de Renda Retido na Fonte), sendo que o valor discutido monta cerca de R$ 3.383, aguardando julgamento dos recursos voluntários interpostos. ICMS No que tange ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias - ICMS a CEEE-D possui contenciosos administrativos que se relacionam, em síntese, a um eventual recolhimento a menor do referido tributo, esses contingentes perfazem cerca de R$ 11.882. 34. Valores Destinados à Aplicação em Recursos PEE/P&D Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2009 01/01/2009 Circulante 31/12/2010 Recurs os Recurs os Recurs os Recurs os Total PEE ...................................................................................................................................................................................... 41.728 40.948 25.466 P&D ...................................................................................................................................................................................... 53.053 43.511 32.551 FNDCT ................................................................................................................................................................................. 1.089 1.052 8.106 MME ...................................................................................................................................................................................... 545 525 4.053 96.415 86.036 70.176 Não Circulante Recurs os PEE ...................................................................................................................................................................................... 9.977 8.517 12.260 Recurs os P&D ...................................................................................................................................................................................... 6.434 6.223 9.409 Total 16.411 14.740 21.669 O PEE e o P&D são programas de investimentos, estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, para as concessionárias de energia elétrica, calculados com base na receita operacional líquida das empresas, que resultam em economias e benefícios diretos para o consumidor, com ações implementadas nas instalações da unidade consumidora. Aos programas de Eficiência Energética - PEE e de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, a Concessionária destina anualmente, no mínimo, 1% da receita operacional líquida, sendo 0,50% destinados ao P&D e 0,50% ao PEE. Dos valores destinados ao P&D, 40% são aplicados em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, 40% são recolhidos ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT, e 20% ao Ministério de Minas e Energia – MME. Para o Consolidado, tem-se a seguinte composição dos saldos passivos dos respectivos programas: CONSOLIDADO Circulante PEE 31/12/10 31/12/09 PEE ................................................................................................................. 27.664 21.093 P&D .......................................................................................................... Atualização Monetária do Saldo Pendente ........................................ 14.064 19.855 Total 41.728 40.948 P&D 01/01/09 31/12/10 31/12/09 01/01/09 8.125 17.341 25.466 37.642 15.411 53.053 31.891 11.620 43.511 25.560 6.991 32.551 11.322 938 12.260 6.194 240 6.434 5.998 225 6.223 8.691 718 9.409 Não Circulante PEE ............................................................................................................ 8.648 8.217 P&D ..................................................................................................... Atualização Monetária do Saldo Pendente ............................................... 1.329 300 Total 9.977 8.517 Notas Explicativas Página |74 35. Outros Passivos Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Circulante Encargos de Capacidade Emergencial......................................................................... 1.610 1.628 1.971 Compensação Financeira para Utilização de Recursos Hídricos ............................................................................................................ 3.612 4.592 3.757 Contribuição para Custeio Serviço de Iluminação Pública - CIP.................... 4.139 3.878 3.504 Obrigações com Obras da Transmis são ....................................................................................................................................................... 11.560 12.251 10.598 Programa de Participação nos Resultados - PPR ........................................................................... 8.011 7.890 7.741 Provisão Auto de Infração................................................................................. 5.446 20.660 4.481 Consumidores...................................................................................................................................................................................................... 15.769 9.291 9.825 Obrigações com Coligadas .............................................................................................................................................................................. 4 2.505 5.827 Parcela de Ajuste - Receita Anual Permitida ................................................................................................................................................. 18.045 8.778 14.428 Acordo Judicial........................................................................................................ 4.200 Outros Credores .................................................................................................................................................................................................. 15.941 11.838 9.075 Total 84.137 87.511 71.207 Não Circulante Fornecedores - Contratos 1000-1001/87 (Nota Explic. Nº12.d)............................................................................................................. 39.941 39.941 39.941 Obrigações com Empreendimentos ............................................................................................................................................................... 33.038 33.038 33.038 Provisão Auto de Infração .................................................................................................................................................................................. 51.153 19.500 12.637 Prêmio Assiduidade ........................................................................................................................................................................................... 2.796 2.780 2.736 Outras ........................................................................................................................................................................................................ 7.775 7.838 6.360 Total 134.703 103.097 94.712 a) Provisão Auto de Infração O valor de R$ 5.446 (R$ 20.660 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 4.481 em 01 de janeiro de 2009) refere-se ao Auto de Infração nº 04/2005 que tem por objeto a aplicação de penalidade à Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D quanto aos pedidos de ressarcimento de danos em equipamentos elétricos causados por perturbação no sistema elétrico. O valor de R$ 35.903 (R$ 5.609 em 31 de dezembro de 2009), registrado no Passivo não Circulante, refere-se principalmente aos Autos de Infração pelo descumprimento, por parte da Concessionária, das metas dos indicadores de continuidade DEC e FEC (2006, 2007 e 2008). Na CEEE-GT do valor de R$ 15.250, R$ 9.287 refere-se à provisão da multa apagão e R$ 5.963 pelo não cumprimento dos prazos estabelecidos no Contrato de Concessão 055/2001. b) Consumidores O valor de R$ 15.769 (R$ 9.291 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 9.825 em 01 de janeiro de 2009) refere-se aos créditos devido ao consumidor relativo a pagamento em duplicidade ou faturamento a maior. c) Acordo Judicial O valor de R$ 4.200 (31 de dezembro de 2009) refere-se a acordo judicial celebrado entre a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica- CEEE-D e a Ivaí Engenharia de Obras S/A. d) Obrigações com Coligadas O valor de R$ 4 (R$ 2.505 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 5.827 em 01 de janeiro de 2009) referese ao saldo a vencer do arrendamento da UHE Machadinho. Notas Explicativas Página |75 e) Parcela de Ajuste – Receita Anual Permitida O valor de R$ 18.045 (R$ 8.778 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 14.428 em 01 de janeiro de 2009). Refere-se à parcela de ajuste sobre a receita anual permitida da Transmissão, cujos valores foram homologados pelas Resoluções 1021/2010 e 843/2009. O detalhamento das Revisões Tarifárias homologadas no exercício de 2010 está divulgado na nota explicativa nº 50.b. 36. Nota Técnica Revisão/Reajuste Tarifário Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 715/2008...... 33.108 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 895/2009................................................................................................ 24.578 CVA e Itens Financeiros - Res. Homologatória nº 1074/2010................................................................................................ 59.514 Total 59.514 24.578 33.108 Em outubro de 2010 com o pronunciamento da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL através da Nota Técnica nº 318/2010-SRE/ANEEL, de 08 de outubro de 2010, foram homologados os valores ativos e passivos a título de CVA e Itens Financeiros. Notas Explicativas Página |76 37. Empréstimos, Financiamentos e Outras Captações Os saldos compõem-se de: a) Empréstimos e Financiamentos b) Outras Captações Notas Explicativas Página | 77 c) A CEEE-D efetuou a estruturação de captação de recursos através de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios -FIDC II, iniciada em 2006, tendo como Administrador o Banco Pactual Serviços Financeiros S.A. - DTVM e Agente de Recebimento do Fundo o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - BANRISUL; a Agência de Classificação de Risco foi a Standard & Poor’s e o Custodiante é o Banco Itaú S.A.. A operação foi lastreada em recebíveis de distribuição (créditos originários da operação comercial), no valor total de R$ 105.300, onde R$ 100.000 referiram-se a quotas sênior (investidores) e o saldo de R$ 5.300 relativos a quotas subordinadas (tomadora). A liquidação financeira (ingresso dos recursos) ocorreu em janeiro de 2007. As contas a receber são repassadas ao Fundo no momento do faturamento, até o limite da parcela mensal. Em 2008 a Concessionária iniciou uma segunda estruturação de captação de recursos através de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios – FIDC IV. A disponibilização do referido fundo ocorreu em 08 de julho de 2009 e a entrega dos Direitos de Crédito pela Cedente será realizada mensalmente, durante 72 meses. A operação foi lastreada em recebíveis de distribuição (créditos originários da operação comercial) no valor total de R$ 136.850, no qual R$ 130.000 referiram-se a quotas sênior (investidores) e o saldo de R$ 6.850 referiram-se a quotas subordinadas (tomadora). d) Cronograma das Parcelas de Longo Prazo As parcelas de Longo Prazo dos Empréstimos e Financiamentos vencem como segue: CONSOLIDADO PRINCIPAL 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 2010 ......................................................................................................................... 87.942 2011 ......................................................................................................................... 55.340 99.988 2012 .........................................................................................................................169.823 175.891 50.704 2013 .........................................................................................................................221.923 170.572 43.633 2014 .........................................................................................................................191.304 140.067 2.945 2015 .......................................................................................................................................................................... 101.033 103.056 14.516 2016 .......................................................................................................................................................................... 4.637 8.303 24.739 Após 2016 ......................................................................................................................... 65.640 89.755 86.329 754.360 742.984 410.796 e) Composição do Saldo da Dívida por Indexador Demonstrativo de Composição do Saldo da Dívida por Moeda/Indexador: CONSOLIDADO MOEDA/INDEXADOR 31/12/2010 31/12/2009 Dólar US$ ................................................................................................................................. 9% 11% UFIR ................................................................................................................................. 1% 1% MÉDIA TX FINEL ................................................................................................................................. TJLP ................................................................................................................................. INPC ................................................................................................................................. 1% 2% RGR ................................................................................................................................. 12% 7% CDI ................................................................................................................................. 51% 50% IPCA ................................................................................................................................. 26% 29% Outros ................................................................................................................................. 100% 100% Notas Explicativas 01/01/2009 28% 2% 4% 5% 9% 51% 100% Página | 78 f) Leasing Financeiro A Concessionária arrenda a maioria de seus veículos. Esses ativos são classificados como leasings financeiros, tendo em vista que todos os riscos e recompensas são transferidos substancialmente para a Concessionária. Os pagamentos de leasing futuros vencem como segue: Pagam entos de Valor Juros Leasing Mínim os Presente Em 31 de dezem bro de 2010........................................................................................................ 977 7 970 Antes de com pletar um ano................................................................................................................................. 1.262 3 1.259 2.239 10 2.229 Pagam entos de Valor Juros Presente Leasing Mínim os Em 31 de dezem bro de 2009........................................................................................................ 973 12 961 Antes de com pletar um ano................................................................................................................................. 977 7 970 Mais de um ano e m enos de cinco anos................................................................................................................................. 1.262 3 1.259 3.212 22 3.190 Pagam entos de Valor Juros Leasing Mínim os Pres ente Em 01 de janeiro de 2009........................................................................................................ 869 15 854 Antes de com pletar um ano................................................................................................................................. 973 12 961 Mais de um ano e m enos de cinco anos ................................................................................................................................. 2.239 10 2.229 4.081 37 4.044 O valor presente de pagamentos de leasings futuros é analisado como: 31/12/2010 31/12/2009 Pas s ivo Circulante........................................................................................................ 1.198 1.054 01/01/2009 977 Pas s ivo Não Circulante................................................................................................................................. 976 1.789 1.198 2.030 2.766 g) Custos de Transação Dos empréstimos relacionados o montante dos custos de transação incorridos no processo de captação junto ao Banco Máxima, compõe-se conforme abaixo: Ano de Captação Custo de Transação TIR Banco Máxima................................................................................................................................. 2009 2.766 7,57% O montante dos custos de transação a serem apropriados ao resultado em cada período subsequente é demonstrado a seguir: Notas Explicativas Página |79 Banco Máxima 2011....................................................................................................................................................................................... 594 2012......................................................................................................................................................................................................... 382 2013.............................................................................................................................................................................. 299 2014..................................................................................................................................................................... 433 2015.............................................................................................................................................................................. 840 2.548 38. Receita Recebida Antecipadamente A ANEEL autorizou as empresas transmissoras de energia elétrica a reconhecerem contabilmente em forma de degrau as suas receitas para as obras do segmento de transmissão autorizadas e licitadas no período de 2001 a junho/2006. A receita em degrau significa o reconhecimento contábil de 66,7% da receita dessas obras nos seus primeiros 15 anos de operação e de 33,3% da receita nos 15 anos seguintes, sendo esta política adotada como forma de atrair investimentos para o setor. Em 2010 a CVM determinou, de acordo com o CPC 30, que as receitas reconhecidas contabilmente em forma de degrau pelas empresas do segmento de transmissão de energia elétrica sejam ajustadas de forma linear ao longo de vigência dos contratos de concessão. A CEEE-GT, no intuito de adequar as suas Demonstrações Financeiras de acordo com as determinações da CVM, identificou as instalações e suas respectivas receitas em forma de degrau, procedendo nos ajustes. O reflexo no resultado da CEEE-GT é a diferença entre os valores mensais registrados em forma de degrau e os valores da receita linear calculada para cada instalação desde sua data de operação até o período a que se refere às Demonstrações Financeiras. Ajuste Receita Linearizada 01/01/2009 102.504 PIS Notas Explicativas 31/12/2009 31/12/2010 22.176 21.608 Total 146.288 (720) (184) (192) (1.096) COFINS (3.323) (848) (887) (5.058) IR (25.627) (5.544) (5.401) (36.572) CSLL (9.225) (1.996) (1.945) (13.166) Total 63.609 13.604 13.183 90.396 Saldo em 01/01/2009 63.609 Saldo em31/12/2009 77.213 Saldo em 31/12/2010 90.396 Página |80 39. Patrimônio Líquido 39.1. Controladora 39.1.1. Capital Social O capital social da Controladora é de R$ 319.803, representado por 189.113.071 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. A sua composição é a seguinte: 31/12/2010 Governo do Estado do Rio Grande do Sul .................................................................... Demais Acionistas .......................................................................................................... 99,99% 0,01% 100% 31/12/2009 99,99% 0,01% 100% O montante de dividendos propostos de R$ 18.980 (R$ 47.125 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 19.175 em 01 de janeiro de 2009) apresentados na Demonstração Financeira Consolidada refere-se à participação dos não controladores da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE –GT. 40. Receita Operacional Líquida A Receita Operacional Líquida possui a seguinte composição: CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 Receita Bruta Suprimento de Energia Elétrica ........................................................................................................ 318.888 298.272 Fornecimento de Energia Elétrica .................................................................................................................................................. 999.628 933.644 Disponibilização do Sistema de Transmissão ................................................................................................................................ 456.223 438.735 Disponibilização do Sistema de Distribuição .................................................................................................................................. 1.522.526 1.424.236 Linearização ................................................................................................................................................................................... (21.608) (22.176) Receita de O&M ............................................................................................................................................................................. (302.188) (289.735) Energia Elétrica de Curto Prazo ..................................................................................................................................................... 23.886 17.762 Receita de Construção ................................................................................................................................................................... 240.577 224.958 Remunerção do Ativo Financeiro.................................................................................................................................................... 276.471 285.053 Outras Receitas Operacionais ........................................................................................................................................................ 368 72.155 3.514.771 3.382.904 Deduções da Receita ICMS ................................................................................................................................................................. (571.578) (540.954) PASEP ................................................................................................................................................................. (31.539) (29.732) COFINS ................................................................................................................................................................. (145.286) (136.994) Quota RGR ................................................................................................................................................................. (28.718) (31.486) Outros Encargos ................................................................................................................................................................. (16.601) (7.983) Encargos do Consumidor - P&D / MME / FNDCT / PEE ................................................................................................................ (24.087) (23.211) Subvenções CCC ................................................................................................................................................................. (98.559) (69.539) Conta de Desenvolvimento Energético - CDE ................................................................................................................................ (87.249) (80.522) (1.003.617) Receita Operacional Líquida Notas Explicativas 2.511.154 (920.421) 2.462.483 Página |81 40.1. Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D a) Fornecimento de Energia Elétrica Os saldos compõem-se de: Número de Consumidores (*) 31/12/2010 31/12/2009 Fornecimento MWh (*) 31/12/2010 31/12/2009 Residencial ........................................................................................................................................................................................................ 1.246.791 1.223.506 2.314.466 2.432.406 Industrial ........................................................................................................................................................................................................ 12.444 11.865 1.690.331 1.414.721 Comercial ........................................................................................................................................................................................................ 116.753 113.445 2.009.606 1.862.154 Rural ........................................................................................................................................................................................................ 82.209 81.760 605.637 494.883 Poder Público ........................................................................................................................................................................................................ 6.754 6.586 279.306 277.707 Outros ........................................................................................................................................................................................................ 918 902 477.624 428.673 1.465.869 1.438.064 7.376.970 6.910.544 Disponibilização do Sistema de Distribuição R$ 31/12/2010 31/12/2009 Fornecimento R$ 31/12/2010 31/12/2009 Residencial ........................................................................................................................................................................................................ 375.646 364.189 682.917 642.475 Industrial ........................................................................................................................................................................................................ 224.252 203.165 186.587 164.242 Comercial ........................................................................................................................................................................................................ 308.786 301.079 432.776 406.661 Rural ........................................................................................................................................................................................................ 42.963 38.492 59.286 55.051 Poder Público ........................................................................................................................................................................................................ 39.105 39.025 62.257 61.545 Outros ........................................................................................................................................................................................................ 52.424 37.370 98.723 94.262 1.043.176 983.320 1.522.546 1.424.236 (*) Dados não passíveis de exame pelo Auditor Independente. A rubrica Outros refere-se principalmente ao fornecimento e disponibilização do sistema de distribuição ao Serviço Público e a Iluminação Pública. b) Serviços de Construção e Melhorias Os serviços de construção e melhorias que representam potencial de geração de receita adicional são integralmente registrados como ativo intangível (segmento Distribuição) e ativo financeiro (segmento Transmissão) em sua fase de construção e tem sua parcela correspondente ao ativo financeiro, para Distribuição, e ativo financeiro remunerável para a Transmissão transferida somente quando na entrada em operação dos novos investimentos por um processo chamado “unitização”. Na composição dos custos dos serviços de construção e melhorias estão incluídos os materiais e serviços utilizados, além dos custos de gerenciamento, supervisão e acompanhamento de obras. Os serviços de construção e melhorias são executados em sua maioria por empresas terceirizadas, a Concessionária entende ser imaterial um eventual valor de margem de construção. 31/12/2010 Serviços de Construção e Melhoria 272.118 (-) Adição Obrigações Especiais (31.542) Total dos Serviços de Construção e Melhorias 240.576 Notas Explicativas 31/12/2009 Reapresentado 224.078 879 224.957 Página |82 40.2. Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT 31/12/2010 31/12/2009 Receita Bruta Suprimento de Energia Elétrica ............................................................................................................................................................................ 324.244 307.148 Disponibilização do Sistema de Transmissão ...................................................................................................................................................... 456.223 438.735 Linearização.................................................................................................................................. (21.608) (22.176) Receita de O&M......................................................................................................................... (302.188) (289.735) Remuneração do Ativo Financeiro.........................................................................................276.471 285.053 Energia Elétrica de Curto Prazo ........................................................................................................................................................................... 15.676 16.842 Receita de Construção..................................................................................................... 119.249 75.117 Outros Receitas Operacionais .............................................................................................................................................................................. (6.819) 10.801 861.248 821.785 Deduções da Receita ICMS/ISS ................................................................................................................................................................. (91) (116) PASEP ................................................................................................................................................................. (8.858) (8.424) COFINS ................................................................................................................................................................. (40.817) (38.846) Quota RGR ................................................................................................................................................................. (20.881) (17.355) Outros Encargos ................................................................................................................................................................. (9.547) (7.021) Encargos do Consumidor - P&D / MME / FNDCT ................................................................................................................................................ (6.789) (6.776) Subvenções CCC ................................................................................................................................................................. (20.183) (10.685) Conta de Desenvolvimento Energético - CDE ...................................................................................................................................................... (15.563) (12.175) (122.729) (101.398) Receita Operacional Líquida 738.519 720.387 a) Suprimento de Energia Elétrica O valor de R$ 324.244 (R$ 307.148 em 31 de dezembro de 2009) refere-se aos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado – CCEAR. A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT vendeu no primeiro leilão de energia existente, realizado em dezembro de 2004, 260 MW médios para o período de 2005 a 2012 e 152 MW médios para o período 2006 a 2013. A comercialização da energia da Área de Geração, durante 2005 e 2006 foi realizada através dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado - CCEAR, firmados com trinta e cinco empresas Distribuidoras de Energia Elétrica. A partir de 2007, a Concessionária passou a comercializar energia no Ambiente de Contratação Livre, assinando contratos bilaterais com comercializadoras e consumidores livres. b) Disponibilização do Sistema de Transmissão O valor de R$ 456.223 (R$ 438.735 em 31 de dezembro de 2009) refere-se às receitas derivadas da disponibilização do sistema de conexão da Geração e do Sistema de Transmissão a terceiros. c) Linearização da Receita da Transmissão O valor de R$ 21.608 (R$ 22.176 em 31 de dezembro de 2009) refere-se ao ajuste da linearização da receita da Transmissão das instalações que possuem receitas em forma de degrau (vide nota explicativa nº 38). Notas Explicativas Página |83 41. Custo com Energia Elétrica Energia Elétrica Comprada para Revenda Os saldos compõem-se de: SUPRIMENTO MWh (*) CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 AES Uruguaiana ............................................................................................................................................................................................... 162.790 Itaipu ..................................................................................................................................................................................................... 1.867.455 1.968.354 CGTEE ..................................................................................................................................................................................................... 326.809 572.857 ENERCAN ..................................................................................................................................................................................................... 209.685 210.432 CHESF ..................................................................................................................................................................................................... 832.163 756.685 Com ercialização de Energia na CCEE ........................................................................................................................................................ 451.927 814.996 COPEL ..................................................................................................................................................................................................... 290.182 290.182 CERAN ..................................................................................................................................................................................................... 465.161 454.644 CESP ..................................................................................................................................................................................................... 376.991 331.593 ELETRONORTE ............................................................................................................................................................................................... 562.532 364.777 DUKE PARANAPANEMA ................................................................................................................................................................................. 116.781 116.781 FURNAS ..................................................................................................................................................................................................... 1.030.542 949.355 PROINFA ....................................................................................................................... 201.564 177.783 Outras ..................................................................................................................................................................................................... 847.220 890.140 7.579.012 8.061.369 SUPRIMENTO R$ 31/12/2010 31/12/2009 AES Uruguaiana ............................................................................................................................................................................................... 22.846 Itaipu ..................................................................................................................................................................................................... 173.966 200.608 CGTEE ..................................................................................................................................................................................................... 32.742 45.624 ENERCAN ..................................................................................................................................................................................................... 24.467 24.350 CHESF ..................................................................................................................................................................................................... 64.020 54.081 Com ercialização de Energia na CCEE ........................................................................................................................................................ 160.392 119.644 COPEL ..................................................................................................................................................................................................... 23.309 22.327 CERAN ..................................................................................................................................................................................................... 69.589 66.994 CESP ..................................................................................................................................................................................................... 34.338 27.015 ELETRONORTE ............................................................................................................................................................................................... 51.144 30.194 DUKE PARANAPANEMA ................................................................................................................................................................................. 10.264 9.832 FURNAS ..................................................................................................................................................................................................... 88.895 74.620 PROINFA ....................................................................................................................................................................... 34.892 30.460 Outras ..................................................................................................................................................................................................... 129.634 112.462 897.652 841.057 (*) Dados não passíveis de exame pelo Auditor Independente. Custo com Energia Elétrica – Comprada de Terceiros O valor de R$ 4.791 (R$ 1.737 em 31 de dezembro de 2009) R$ 1.294 refere-se à aquisição de energia junto a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE e R$ 3.497 refere-se à energia comprada de Foz do Chapecó Energia S/A. Encargo de Uso do sistema O valor de R$ 34.135 (R$ 35.245 em 31 de dezembro de 2009) refere-se a encargo de uso do sistema de transmissão e distribuição de energia. Notas Explicativas Página |84 42. Custos e Despesas Operacionais por Natureza Os saldos compõem-se de: Notas Explicativas Página | 85 43. Outras Receitas e Despesas Os saldos compõem-se de: OUTRAS RECEITAS CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 8.055 11.627 Ganho nas Alienações e Outros Ganhos ....................................................................................................................................................... Conta de Resultados a Compensar - CRC ....................................................................... - 3.441.075 Outras .................................................................................................................................................................................................... 2.334 10.961 10.389 3.463.663 OUTRAS DESPESAS Perdas na Alienação e Desativação de Bens e Direitos .................................................................................................................................. (25.828) (3.132) Provisão para Desvalorz./Valoriz. de Outros Investimentos ............................................................................................................................ (328) (506) Outras .................................................................................................................................................................................................... (3.036) (12.516) (29.192) (16.154) Conta de Resultados a Compensar O valor de R$ 3.441.075 em 31 de dezembro de 2010 e 2009 refere-se ao reconhecimento dos créditos da Subvenção Governamental para Investimento - Conta de Resultados a Compensar – CRC, decorrentes das compensações realizadas na forma da Lei nº 8.631/93 (com alterações pela Lei nº 8.724/93). O CPC - 07 que trata da Subvenção e Assistência Governamentais, aprovado pela Deliberação CVM nº 555 de 12 de novembro de 2008, determina que as doações e subvenções governamentais devam ser registradas em conta de Resultado do Exercício (receitas). Por proposta da Administração da Concessionária, foi constituída a Reserva de Incentivos Fiscais, em atendimento ao art. 195 da Lei nº 6404/76, do valor referente à CRC. De acordo com o art. 18 da Lei nº 11.941 de 27 de maio de 2007, os valores relativos à subvenção governamental devem ser mantidos em Reserva para Incentivos Fiscais, não estando sujeitos à tributação e não integram a base de cálculo do dividendo obrigatório. 44. Receita/Despesa Financeira Os saldos compõem-se de: RECEITA FINANCEIRA CONSOLIDADO 31/12/2010 31/12/2009 Renda de Aplicações Financeiras ................................................................................................................................................... 13.301 13.723 Acréscimo Moratório - Energia Vendida .......................................................................................................................................... 38.083 37.765 Atualização Monetária dos Depósitos Judiciais ....................................................................... 1.311 5.089 Receitas Financeiras com Parcelamentos ....................................................................................................................................... 18.351 10.874 Variação Monetária - Energia Comprada ......................................................................................................................................... 30.131 61.714 Base Negativa CSLL e IR Prejuizo Fiscal........................................................................................ Atualização Monetária dos Depósitos Judiciais........................................................ Atualização Monetária - Energia Livre - Despacho ANEEL nº 2.517 ............ 36.907 - 1.794 75.569 - Atualização Quota FIDC I ................................................................................................................................................................. 4.239 Ganho com participações Societárias ..................................................... 258 - Outras Receitas Financeiras ........................................................................................................................................................... 32.578 14.391 213.821 182.257 DESPESA FINANCEIRA Encargos de Dívidas ........................................................................................................................................................................ (30.928) (22.824) Despesas Financeiras de PEE/P&D/PLT .......................................................................................................................................... (6.123) (7.349) Despesas Financeiras com PAES.................................................................................................................................................... 0 (28.310) Despesas Financeiras com Empreendimentos................................................................................................ (5.465) (4.729) Variação Monetária - Empréstimos e Financiamentos ..................................................................................................................... (99.324) (85.691) Variação Monetária - Energia Comprada ......................................................................................................................................... (3.511) (3.699) Penalidades ANEEL - Contrato de Concessão .................................................................. (15.357) Atualização Monetária dos Depósitos Judiciais ........................................................................................... (5.232) Correção Monetária e Juros ........................................................................................... (17.616) (14.541) Outras Despesas Financeiras ......................................................................................................................................................... (21.281) (21.244) (204.837) (188.387) RECEITA/DESPESA FINANCEIRA Notas Explicativas 8.984 (6.130) Página | 86 45. Imposto de Renda e Contribuição Social Reconciliação da despesa com Imposto de Renda - IRPJ e Contribuição Social – CSLL divulgados e os montantes calculados pela aplicação das alíquotas oficiais em 31 de dezembro de 2010 e 2009: Os saldos compõem-se de: CONSOLIDADO 31/12/2010 Prejuízo/Lucro líquido antes do IRPJ e da CSLL Ajustes Decorrentes do RTT Prejuízo/Lucro líquido antes do IRPJ e da CSLL após ajustes decorrentes do RTT Efeito líquido de provisões temporárias não dedutíveis constituídas/realizadas no exercício Despesas não dedutíveis e outras adições permanentes Receitas não tributáveis e outras exclusões permanentes Compensação de prejuízos fiscais e base negativa da contribuição Lucro real e base de cálculo da contribuição social antes das compensações Alíquota aplicável Imposto de renda e contribuição social às aliquotas da legislação 31/12/2009 IRPJ CSLL IRPJ (115.299) (115.299) CSLL 3.557.655 3.557.655 63.507 63.507 (100.352) (51.792) (51.792) 3.457.303 3.457.303 37.378 37.378 (3.300.147) (3.300.147) 662 662 640 (100.352) 640 (26.614) (26.614) (29.883) (29.883) (38.911) (38.911) (58.130) (58.130) 90.791 90.791 135.635 135.635 25% 22.675 9% 8.171 25% 33.885 9% 12.207 Incentivo PAT = 4% (545) - (814) - Patrocinio - Lei Rouanet (8.313/91 Art.26º) (545) - (814) - Contribuições FECA - CEDICA/RS (136) - (203) - - (100) - Incentivo a Lei do Esporte = 1% - IRPJ CSSL Diferido - Diferenças Temporárias (10.581) (3.809) IRPJ CSSL Diferido - Prejuízos Fiscais (48.895) (5.499) IRPJ CSSL em virtude de ajustes IFRS Total IRPJ e CSLL (59.213) (21.316) (5.402) (1.945) (5.544) (1.996) (43.429) (3.082) (32.803) (11.105) 46. Transações com Partes Relacionadas 46. 1.Controladora A Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações - CEEE-PAR controla diretamente a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, visto que participa com 65,92% do capital social de cada controlada. 46. 2.Consolidado Foram realizadas transações com partes relacionadas incluindo compra e venda de energia elétrica e transações de financiamento, sendo que a energia elétrica vendida é baseada em tarifas aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL em condições de similaridade com o praticado no mercado. Notas Explicativas Página | 87 As operações realizadas com parte relacionadas estão demonstradas conforme segue: Consolidado Parte Relacionada Governo do Estado do Rio Grande do Sul Eletrobras Fundação ELETROCEEE CERAN MAESA ETAU Total Ativo Passivo 31/12/2010 Resultado Ativo Passivo 31/12/2009 Resultado Ativo 64.625 9.670 93 74.388 107.765 248.152 84 356.001 40.529 (6.418) (96.908) 133 (62.664) 181.882 5.621 116 187.619 83.124 263.882 2.505 349.511 39.814 (8.290) (104.830) 2.070 (71.236) 69.511 29.478 135 99.124 01/01/2009 Passivo 113.739 289.928 403.667 (a) Relação de controle do Consolidado A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D sofrem o controle indireto do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que participa com 99,99% do capital da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações - CEEE-PAR. O montante transacionado com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul foi de: CONSOLIDADO CONTAS PATRIMONIAIS 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVO CIRCULANTE SIAC / BANRISUL .......................................................................................................................................................................................................... 32.883 114.455 5.043 Parcelamento - Venda de Energia Elétrica .................................................. 13.778 Cedência de Funcionários............................................................................ 460 370 122 Convênio SEINFRA/CEITEC .............................................................................. 637 - ATIVO NÃO CIRCULANTE SIAC .......................................................................................................................... 5 5 SIAC Especial / BANRISUL ............................................................................................................................................................................................ 2.148 18.936 22.161 CEEE - SIAC BANRISUL ................................................................................................................................................................................................ 2.435 3.779 3.437 Rendimentos SIAC ............................................................................................ 4.753 7.976 834 Parcelamento - Venda de Energia Elétrica ..................................................... 4.768 4.768 24.546 Parcelamento - FAMURS .............................................................................. 17.178 Total a Receber 64.625 17.178 181.882 13.363 69.511 CONSOLIDADO CONTAS DE RESULTADO 31/12/2010 31/12/2009 Receitas Operaconais/Venda de Energia Elétrica ........................................................................................................................................................ 34.658 34.409 Receitas Financeiras/Rendimentos SIAC ..................................................................................................................................................................... 5.871 5.405 Total 40.529 39.814 (b) Entidades com controle conjunto ou influência significativa sobre a entidade A Controladas estão sob influência significativa das Centrais Elétricas Brasileiras – ELETROBRÁS. Notas Explicativas Página | 88 I) A ELETROBRÁS participa com 32,59% de ambos capitais sociais das concessionárias Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, participando nas decisões financeiras e operacionais destas. O montante transacionado com as Centrais Elétricas Brasileiras S/A - ELETROBRÁS foi de: O montante transacionado com a ELETROBRÁS foi de: CONSOLIDADO CONTAS PATRIMONIAIS 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVO CIRCULANTE Program a RELUZ ................................................................................................................................................................................................... 9.670 2.183 1.484 4.633 Em prés tim o Com puls ório ELETROBRÁS ............................................................................. Subvenção ELETROBRÁS CDE - PLT ............................................................................................................................................................... 3.438 23.361 Total a Receber 9.670 5.621 29.478 PASSIVO CIRCULANTE Em prés tim os ........................................................................................................................................................................................................... 12.778 26.923 49.562 Total a Pagar 12.778 26.923 49.562 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Em prés tim os ........................................................................................................................................................................................................... 94.987 56.201 64.177 Total a Pagar 94.987 56.201 64.177 CONSOLIDADO CONTAS DE RESULTADO 31/12/2010 31/12/2009 Des pes as Financeiras (6.418) (8.290) Em prés tim os ........................................................................................................................................................................................................... Total (6.418) (8.290) Os valores transacionados com a ELETROBRÁS são provenientes de diversos empréstimos, vide nota explicativa 38, sendo obtidos a taxas inferiores as do mercado. (c) Coligadas I) Jaguari Energética S/A A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT detém 10,50% do capital social da Jaguari Energética S/A (vide nota explicativa 22). II) Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A – ETAU A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT detém 10% do capital social da Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A - ETAU (vide nota explicativa 22). Foi firmado contrato entre as empresas que apresenta como objeto a prestação por parte da Concessionária à Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A - ETAU de todos os serviços de O&M, em conformidade com os Procedimentos de Rede utilizando a mesma infraestrutura e logística com as quais realiza a Operação e Manutenção das instalações e equipamentos que compõem as suas concessões de transmissão. O contrato é valido até o término do Contrato de Concessão. CONTAS DE RESULTADO 31/12/2010 31/12/2009 Renda da Pres tação de Serviços .................................................................................................................................................................................. 2.111 Receitas Operacionais 2.111 Contrato de Mútuo ............................................................................................................................................................................................................. (41) Des pesas Financeiras (41) Total Notas Explicativas - 2.070 Página | 89 III) Companhia Energética Rio das Antas - CERAN A Concessionária detém 30% do capital social da CERAN (vide nota explicativa 22), em 2010, foi registrado o valor de R$ 133 referente à receita de prestação de serviços. IV) Campos Novos Energia S/A – ENERCAN A Concessionária detém 6,51% do capital social da Empresa Campos Novos Energia S/A – ENERCAN (vide nota explicativa 22). V) Machadinho Energética S/A – MAESA O saldo a pagar de R$ 84 (R$ 2.505 em 31 de dezembro de 2009) refere-se ao arrendamento da usina, sobre o qual não incide juros, multas ou outro tipo de atualização monetária. (d) Outros Investimentos I) Transmissora Porto Alegrense Ltda A Concessionária possui investimentos avaliados pelo custo na Transmissora Porto Alegrense Ltda. Através de memorando entre as partes ficou sob responsabilidade da Concessionária a Operação e Manutenção do Empreendimento, sendo que no ano de 2010 não foram prestados serviços dessa natureza (vide nota explicativa 22.2.2.c.3). (e) Pessoal chave da administração da entidade ou da respectiva controladora A Companhia considera como pessoal-chave da administração seus Diretores e os Membros do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração. O montante gasto com remuneração, encargos e benefícios dos Administradores em dezembro de 2010 foi de R$ 3.738 (R$ 2.066 em 31 de dezembro de 2009). As Controladas contam com diretores empregados e não-empregados. A remuneração dos Diretores empregados é composta por salário ou honorários mais a verba de representação, sendo que os custos dos Diretores estão contabilizados na rubrica de Pessoal conforme Plano de Contas da ANEEL. A remuneração dos Diretores não-empregados com vínculo empregatício em outro órgão é composta do seu salário integral (reembolsado pela Concessionária ao órgão de origem) mais a verba de representação. A remuneração dos Diretores não-empregados sem vínculo empregatício em outro órgão é composta de honorários mais a verba de representação. 31/12/2010 31/12/2009 Remuneração/ Benerficios/ Encargos Conselho de Administração 629 380 Conselho Fiscal 289 145 Verba de Representação 361 250 Honorário Diretor não Empregado 244 95 Encargos 524 151 Subtotal 2.047 1.021 Diretores Empregados 1.691 1.045 Total 3.738 2.066 Notas Explicativas Página | 90 (f) Outras partes relacionadas I) Fundação ELETROCEEE As Controladas proporcionam a seus funcionários a opção de se associarem a um plano de benefícios pós-emprego, sendo que para os funcionários admitidos na Concessionária até o ano de 2002 foi oferecida a participação no plano de benefício definido denominado Plano Único o qual, atualmente, está em extinção. Após 2002 o plano de benefícios oferecido é o CEEEPREV, que se caracteriza por ser um plano de contribuição definida. Os saldos existentes relacionados com a Fundação ELETROCEEE são os seguintes: CONTAS PATRIMONIAIS 31/12/2010 CONSOLIDADO 31/12/2009 01/01/2009 ATIIVO CIRCULANTE Cedência de Funcionários.................................................................... Total a Receber 93 93 116 116 135 135 PASSIVO CIRCULANTE Emprestimo Fundação ELETROCEEE / Aluguel / Imóveis .......................................................................................................................................... 6.871 5.703 5.369 Contribuição Patrocinadora - Fundação ELETROCEEE ........................................................................................................................................... 8.248 7.051 7.620 31.612 27.537 30.480 Empréstimo Fundação ELETROCEEE Contr. 1254 /95............................................................................................................................................... Total a Pagar PASSIVO NÃO CIRCULANTE 46.731 40.291 43.469 9.111 14.773 19.557 Emprestimo Fundação ELETROCEEE / Aluguel / Imóveis .......................................................................................................................................... 192.310 208.818 226.902 Empréstimo Fundação ELETROCEEE Contr. 1254/95 ............................................................................................................................................... Total a Pagar 201.421 223.591 246.459 CONSOLIDADO CONTAS DE RESULTADO 31/12/10 31/12/09 Contribuição Patrocinadora - Fundação ELETROCEEE............................................................................................................................................. (56.078) (63.482) Emprestimo Fund. ELETROCEEE Contr. 1254 /95..................................................................................................................................................... (33.553) (31.832) Fundação ELETROCEEE - Ex-Autárquicos ................................................................................................................................................................ (4.675) (6.700) Despesas Operacionais - Pessoal (94.306) (102.014) Aquisição de bens ....................................................................................................................................................................................................... (2.602) (2.816) Despesas Financeiras (2.602) (2.816) Total (96.908) (104.830) II) Empresas controladas pelo Estado do Rio Grande do Sul A CEEE-GT e CEEE-D também reconhecem como partes relacionadas às empresas que possuem como acionista controlador o Estado do Rio Grande do Sul, entretanto, não realiza transações com estas partes. Notas Explicativas Página | 91 47. Instrumentos Financeiros CONSOLIDADO CONSOLIDADO Valor contábil Descrição Categoria 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Valor de mercado 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVO Caixa e Equivalentes de Caixa 1 58.153 144.103 42.771 58.153 144.103 42.771 Consumidores, Concessionárias e Permissionárias 1 615.904 608.045 580.924 615.904 608.045 580.924 Títulos de Créditos a Receber 1 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 1 Aplicações Financeiras 1 Retenção Banco Máxima 2 Depósitos Judiciais - Ativo Depósitos Judiciais - Retificadora do Passivo 505 (138.773) 873 527 (131.909) (118.667) 4.619 22.755 25.611 3.292 3.000 - 1 48.122 21.966 1 159.708 153.227 - Fundo de Investimentos Creditórios 2 10.999 - Quotas Subordinadas do FIDC 2 34.525 - Outros 5 2.503 2.503 - Outros 1 1.530 1.146 - Conta de Resultados a Compensar - CRC 1 3.441.075 - Nota Técnica Reajuste Tarifário 1 44.906 505 (138.773) 873 527 (131.909) (118.667) 4.619 22.755 25.611 3.292 3.000 - 21.071 48.122 21.966 21.071 142.827 159.708 153.227 142.827 9.098 7.604 10.999 9.098 7.604 42.075 22.425 34.525 42.075 22.425 2.503 2.503 2.503 2.503 946 1.530 1.146 946 3.441.075 - 3.441.075 3.441.075 - 43.327 43.755 44.906 43.327 43.755 Outros Créditos a Receber: Bens e Direitos Destinados a Alienação 5 2.390 3.145 3.257 2.390 3.145 3.257 Cauções e Depósitos Vinculados - DMLP 2 34.342 31.708 49.560 34.342 31.708 49.560 Fornecedores 3 250.898 185.461 245.764 250.898 185.461 245.764 Empréstimos e Financiamentos 3 854.014 763.341 541.195 854.014 763.341 541.195 PASSIVO Outros Passivos : - Consumidores 4 15.669 9.291 9.825 15.669 9.291 9.825 - Nota Técnica Reajuste Tarifário 3 59.514 24.578 33.108 59.514 24.578 33.108 - Obrigação com Obras da Transmissão 3 17.046 17.737 16.083 17.046 17.737 16.083 - Parcela de Ajuste-Receita Anual Permitida 3 18.045 8.778 14.428 18.045 8.778 14.428 - Outros Passivos - Outros 3 3.040 3.040 3.040 3.040 3.040 3.040 Categoria 1) 2) 3) 4) 5) Empréstimos e Recebíveis Mantidos até o vencimento Mensurado pelo custo amortizado Não destinado a negociação Disponível para a venda 47.1. Gerenciamento dos Instrumentos Financeiros A Companhia mantém operações com instrumentos financeiros, sendo que o risco referente a tais operações é monitorado através de estratégias de posições financeiras, controles internos, limites e políticas de risco da Companhia. Alguns instrumentos financeiros têm seu custo amortizado substancialmente próximo ao valor de mercado, como contas a receber, empréstimos de capital de giro e operações específicas sem liquidez; assim, o valor de mercado é considerado o próprio custo amortizado. Para os instrumentos financeiros cotados em mercado ativo, sua cotação representa o valor de mercado. Notas Explicativas Página | 92 a) Risco de Liquidez A Companhia se utiliza do monitoramento constante de seu fluxo de caixa, observando a política de caixa mínimo visando a necessidade de captação de recursos para assegurar a capacidade de pagamentos. A gestão das aplicações financeiras tem como foco instrumento de curtíssimo prazo, com liquidez diária. O caráter gerador de caixa da Companhia, em virtude das peculiaridades do setor, faz com que ocorram com pouca volatilidade nos recebimentos e obrigações de pagamento ao longo dos meses do ano o que torna os fluxos da Companhia estáveis, minimizando seu risco de liquidez. b) Risco de Taxa de Câmbio Este risco decorre da possibilidade de perda por conta da variação cambial. O resultado das operações da Companhia são afetados pelo fator do risco cambial em virtude do seu endividamento atrelado à moeda estrangeira. Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possuía saldo devedor em moeda estrangeira no montante de R$ 75,5 milhões. A Companhia não possui mecanismos de travamento da variação da moeda em função da sua flutuação. A variação da moeda no ano de 2010 contribuiu com um impacto positivo no resultado do exercício. c) Riscos de Encargos da Dívida Este risco é oriundo da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas por conta da flutuação da taxa de juros e também da variação dos índices atrelados a inflação, visto que seus empréstimos e financiamentos são vinculados a esses índices. Também há a possibilidade de redução na receita financeira relativa às aplicações financeiras. Estas taxas são constantemente monitoradas no sentido de se avaliar o impacto das mesmas no resultado da Concessionária. d) Risco de Crédito No mercado de geração, a CEEE-GT tem 93% da energia disponível – garantia física das usinas próprias e cota de energia em outros empreendimentos - vendida a 36 concessionárias de distribuição, através de CCEAR’s – Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado, com suprimento desde 2005. Estes contratos apresentam um risco bastante baixo, como pode observado pelo índice de adimplência de 100% ao longo de anos. A energia restante foi vendida a geradores e comercializadores, através de contratos no ambiente livre, onde a geradora exige como garantia, Carta de Fiança Bancária ou CDB - Certificado de Depósito Bancário. e) Risco de Preço Os preços referentes aos contratos de Geração, até 2004 eram autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL a partir da realização do leilão 001/04 a geração passou a comercializar sua energia com um grande número de distribuidoras, a preços definidos pelo mercado. A Transmissão tem sua remuneração definida pela ANEEL através da receita permitida e corrigida pelo IGP-M. As tarifas, de acordo com o contrato de concessão, devem permitir o equilíbrio econômico - financeiro da concessão. f) Risco de Mercado A energia da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT foi comercializada através de Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado CCEAR´s e através de Contratos Bilaterais no Ambiente de Contratação Livre – ACL. Os montantes comercializados no ano de 2010 estão relacionados nas tabelas a seguir: Notas Explicativas Página | 93 (*) Dados em MWh não passíveis de exame pelo auditor independente. As sobras de energia foram vendidas no mercado de curto prazo e, portanto, sujeitos a variação dos preços deste mercado (nota explicativa nº 40.2.a). A quantidade de energia comprada para atendimento à Concessionária está baseada na previsão de consumo para os próximos 5 anos. A legislação (Lei nº 10.848 de março de 2004 e Decreto nº 5.163 de julho de 2004) permite que a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D descontrate mensalmente a energia correspondente ao atendimento de consumidores livres, quando de sua saída. Também prevê a possibilidade de descontratação de energia decorrente da entrada em operação de energia contratada anteriormente a 16 de março de 2004, anualmente por variação de mercado até 4% da energia contratada nos leilões de energia existente, duas vezes no ano através de cessões para outras distribuidoras em função de outros desvios de mercado, sem limites de montante de declaração. A Resolução Normativa nº 21/06 prevê alterações nas quotas-parte de Itaipu para cada concessionária, essas alterações podem gerar sobras ou déficits que também podem ser compensadas através do mecanismo de compensação de sobras e déficits. Além do recurso de descontratação, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica CEEE-D tem cobertura tarifária para uma sobrecontratação de até 3% do seu requisito regulatório (mercado faturado acrescido das perdas regulatórias). Em dezembro de 2010, os contratos para suprimento de energia da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D estão relacionados na tabela abaixo, com sua correspondente participação no mercado. (*) Dados em MWh não passíveis de exame pelo Auditor Independente. Notas Explicativas Página | 94 Em 2010, a CEEE-D não teve sobras de energia, visto que foi encerrado o contrato com a AES Uruguaiana e o lastro não foi totalmente recomposto. Dessa forma, a participação no MCSD foi para adquirir energia para atendimento ao mercado. O risco de mercado para a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, no que se refere à contratação de energia, pode ser considerado como médio a alto. Os riscos existentes são: • não atendimento a 100% do mercado – exposição ao mercado de curto prazo e sujeito a penalidades aplicadas pela ANEEL; • repasse não integral da energia comprada; • outras variações de mercado; • saída de consumidores livres especiais (com demanda superior a 500 kW, suprido por fontes renováveis) – não há na regulamentação vigente procedimentos a serem adotados pelas distribuidoras quando da saída destes consumidores para o mercado livre; g) Risco de Moeda Os riscos de moeda da CEEE-D referem-se à energia comprada de Itaipu, que é valorada em dólar, Os montantes mensais de energia, assim como o valor da tarifa, são definidos pela ANEEL, através de Resoluções Homologatórias. Os riscos são elevados, mas possuem cobertura tarifária integral. No entanto, a elevação do dólar pode impactar em problemas de caixa. Em dezembro de 2010, os valores realizados com a energia comprada de Itaipu estão relacionados na tabela abaixo. 2010 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO Energia no Centro de Gravidade 157,637 142,470 157,896 152,802 157,249 153,634 159,254 159,385 POTêNCIA 333,562 333,562 333,562 333,562 333,562 334,292 335,167 335,458 (US$/Kw) 24,63 24,63 24,63 24,63 24,63 24,63 24,63 24,63 154,039 158,167 334,875 333,562 153,366 157,281 1.863,181 334,000 334,583 SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO TOTAL (MW) Tarifa Valor Fatura US$ Cotação dólar Valor Fatura 8.216 8.216 8.216 8.216 8.216 8.234 8.255 8.262 1,8748 1,8102 1,7810 1,7306 1,8167 1,8015 1,7572 1,7560 R$ 15.403 14.872 14.632 14.218 14.925 14.833 14.506 14.509 24,63 24,63 8.248 8.216 1,6942 1,7112 13.974 14.059 24,63 24,63 1.000,000 8.226 8.241 98.760 1,7161 1,6662 1,7596 14.117 13.731 173.778 47.2. Gerenciamento de riscos relacionados à Concessionária e suas operações a) Riscos Hidrológicos As usinas hidrelétricas representam aproximadamente 75% da capacidade instalada no sistema elétrico brasileiro, e estão sujeitas ao risco de escassez água ao longo do tempo. O arranjo institucional estabelecido pelo Poder Concedente procura reduzir o risco hidrológico das usinas, seja através da definição de garantia física para cada um dos empreendimentos de geração, independentemente da fonte de energia, seja através da instituição do MRE - Mecanismo de Realocação de Energia, instrumento financeiro para compartilhamento do risco, de modo que a operação do SIN seja realizada buscando a otimização eletro energética do sistema como um todo. O MRE é compulsório para todas as hidrelétricas despachadas centralizadamente, mas como estratégia para mitigação de risco a CEEE-GT exerceu a opção de adesão de suas Pequenas Centrais Hidrelétricas ao mecanismo. Notas Explicativas Página | 95 b) Risco de não Renovação das Concessões As Controladas detêm concessões para exploração dos serviços de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica com a expectativa, pela Administração, de que sejam renovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e/ou Ministério das Minas e Energia. Ainda não foi editada legislação específica estabelecendo os critérios para prorrogação ou renovação das concessões a vencer a partir de 2015, se esta será uma prorrogação especial com custo ou sem custo ou, ainda, se será uma nova licitação com custo. Também não existe histórico de prorrogação ou renovação no Brasil. Desde 1995 (Nova Lei das Concessões), nenhuma empresa de distribuição ou transmissão passou pelo processo de análise sobre prorrogação ou renovação. Ocorreram algumas prorrogações com custo e sem custo para atendimento a situações específicas na atividade de geração, nada que pudesse ser considerado um histórico de tendências. Atualmente, no Brasil existem temas legais, regulatório e constitucional sendo discutidos pelo mercado. Já existem diversos projetos de lei e de emenda constitucional sendo discutidos na Câmara dos Deputados, mas ainda não é possível prever o resultado dessa discussão no Congresso Brasileiro. Caso a renovação das concessões não seja deferida pelo Poder Concedente ou esta ocorra mediante a imposição de custos adicionais para as Controladas, os atuais níveis de rentabilidade podem ser alterados. Não há garantia de que a concessão hoje outorgada às Controladas será prorrogada pelo Poder Concedente. c) Riscos Ambientais O Brasil possui uma das legislações ambientais mais severas do mundo. A legislação brasileira impõe sanções que responsabilizam e exigem um grande esforço das empresas nacionais para o seu atendimento. Os processos de produção envolvidos no setor de geração e transmissão de energia produzem impactos ambientais, muitas vezes significativos, que precisam ser prevenidos e minimizados, sob pena de acarretarem grandes prejuízos ao meio ambiente e consequentemente ao agente responsável, independentemente da ação ter sido realizada inadvertidamente. Desta forma, além dos recursos financeiros necessários para a recuperação da área atingida pela degradação ambiental, a empresa responsável poderá ter seus dirigentes envolvidos em processos civis, administrativos e penais. A recuperação de áreas afetadas ambientalmente normalmente exige recursos expressivos que poderiam ser destinados a novos investimentos voltados exclusivamente para a atividade fim da Concessionária. A questão da sustentabilidade, envolvendo as áreas ambiental, social e financeira, tem levado as empresas a buscarem ferramentas que possibilitem desenvolver suas atividades respeitando estes aspectos e potencializando diretrizes e políticas que viabilizem a integração de seus processos produtivos de forma a atender os interesses da sociedade, respeitando o meio ambiente e propiciando uma constante expansão e crescimento do seu negócio. 48. Programa de Participação de Resultados As Controladas possuem um programa de participação dos empregados nos resultados cujo objetivo é incentivar a melhoria de qualidade, níveis de produtividade e resultados globais das investidas, através do comprometimento de todos os empregados. O montante contabilizado em 2010 totalizou R$ 22.262, tendo sido distribuído o montante de R$ 11.468 durante o exercício. 49. Questões Ambientais 49.1. Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D busca minimizar impactos ambientais negativos e potencializar impactos ambientais positivos decorrentes de suas atividades. A empresa mantém um convívio baseado na ética e na transparência, incentivando-os a preservar a natureza, qualificar a mão-de-obra, manter a segurança e combater a exploração infantil. Dentre as ações mais relevantes em 2010 destacam-se: Notas Explicativas Página | 96 a) Programa de Reflorestamento e Produção de Postes de Madeira A produção de postes de madeira preservada é uma atividade realizada pela CEEE-D há quase 60 anos. Sendo uma das únicas empresas a deter todo o ciclo de produção em grande escala no país, possui atualmente quatro hortos florestais de produção, situados nos municípios de Alegrete, Candiota, Charqueadas e Triunfo totalizando 6.010 ha. A utilização de madeira de reflorestamento contribui para o abrandamento da poluição, através da captação de CO2 em todo o período de crescimento das árvores, que pode variar de oito a doze anos. Nesse período cada árvore chega a limpar 605 quilos de CO2 da atmosfera. b) Programa de Monitoramento de Instalações Existentes Outras atividades de monitoramento são realizadas conforme determinação dos órgãos ambientais, como por exemplo, o monitoramento dos impactos sobre a avifauna, realizado previamente, para identificação da necessidade de implantação de sinalizadores e após sua implantação, para avaliar sua eficácia. c) Reciclagem e Descontaminação de Lâmpadas e Destinação de Resíduos Industriais Resíduos Perigosos As atividades operacionais e de manutenção da CEEE-D geram lâmpadas fluorescentes usadas contendo mercúrio e baterias usadas contendo ácidos e metais pesados como o chumbo. As lâmpadas fluorescentes e as baterias usadas são enviadas para reciclagem em empresas especializadas e ambientalmente licenciadas. Em atendimento à legislação, a CEEE-D vem retirando da rede os equipamentos que contêm bifenilas policloradas (PCB – ascarel), usadas como isolantes em células capacitivas mais antigas, o qual tem sido objeto de atenção especial, devido a seu potencial de impacto ambiental. Os descartes de ascarel ocorridos no período de cobertura do relatório são referentes ao material estocado de forma segura. Resíduos Não Perigosos, Inertes e Não Inertes A CEEE-D gera sucatas de cobre, ferro e alumínio, além de pneus e óleo mineral isolante. Os metais são reciclados, os pneus serão entregues ao revendedor que os devolver para o fabricante, e o óleo mineral isolante será regenerado ou recondicionado. Em decorrência das nossas atividades, em 2010, não houve registro de nenhum vazamento significativo de substâncias químicas, óleos e combustíveis que pudessem ter afetado o solo, a água u o ar, ou seja, nada que tenha ocasionado algum impacto negativo no ambiente. d) Programa Recicle O convênio assinado em 2002 com o Centro de Educação Ambiental da Vila Pinto - CEA, em Porto Alegre, permite a retirada de lixo seco e sucata de papel dos prédios do CAENMF. O centro cultural além de oferecer atendimento extracurricular para pré-adolescentes proporciona, em suas diversas oficinas, atendimento para toda a comunidade. No ano de 2010 foram doados às comunidades um total de 19.025 quilos de resíduos, entre lixo seco e sucata de papéis. e) Descarte de Materiais Inservíveis A sucata dos materiais inservíveis, de ferro e motores, entre outras, é recolhida e estocada em estrutura própria, para ser comercializada por meio de leilões. Com esta medida é reduzida a agressão à natureza, a compra de materiais novos, os furtos e os custos de armazenagem. A CEEE-D arrecadou em leilões descentralizados cerca de R$ 1,31 milhões provenientes de materiais inservíveis. Notas Explicativas Página | 97 f) Doação de Uniformes Este projeto tem por objetivo a doação dos uniformes que foram utilizados pelos empregados da Empresa CEEE-D, para entidades que proporcionarão a geração de renda às comunidades carentes, uma vez que estas comunidades utilizarão o material doado para a confecção de tapetes, bolsas, porta sapatos, jogos americanos, etc. g) Programa de Eficiência Energética – PEE Desde o ciclo de 2000/2001 quando foram iniciados os Programas de Eficiência Energética, até 2010 a CEEE-D investiu aproximadamente R$ 53 milhões no desenvolvimento de mais de 500 projetos, que proporcionaram uma economia de energia de 75.297,28 MWh/ano. Este resultado decorre da implantação de projetos que utilizam tecnologias mais modernas e eficientes, como a melhoria ou modernização em processos produtivos e substituições de equipamentos obsoletos. h) Educação e Conscientização Ambiental Em 2010 a CEEE-D promoveu a realização de palestras na sede da empresa e em escolas, distribuição de mudas de árvores nativas, oriundas de seus hortos e realização de oficinas de EcoArte, projeto este que busca através da arte valorizar os conceitos ligados ao meio ambiente e combate ao desperdício. 48.2. Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT A CEEE-GT planeja, constrói, opera e promove manutenção de seus sistemas de geração e transmissão de modo a eliminar, minimizar ou compensar agressões ao meio ambiente. Dentre as ações mais relevantes em 2010 destacam-se: a) Programa de Repovoamento de Alevinos A atividade tem por objetivo a produção de alevinos e peixes a serem soltos nos reservatórios visando a manutenção e preservação da ictiofauna existente nos reservatórios. Dentre outras ações desenvolvidas pela Estação de Piscicultura, destaca-se o monitoramento qualiquantitativo da ictiofauna, realizada em 16 reservatórios da CEEE-GT e que serve de subsídios para o programa de repovoamento de alevinos dos reservatórios, anualmente realizado. O Programa de Repovoamento de Alevinos, atendendo a sinalização do Programa de Monitoramento da Ictiofauna, contemplou a soltura de 396,2 mil alevinos que ocorreram nos reservatórios da CEEEGT: Bugres, Capiguí, Divisa, Ernestina, Forquilha, Guarita, Itaúba, Maia Filho e Passo Real. b) Programa de Monitoramento da Ictiofauna O programa consiste na avaliação anual realizada em 16 reservatórios da CEEE-GT, onde são avaliados quantiqualitativamente todas as espécies capturadas nas expedições de campo realizadas anualmente. As campanhas são realizadas no final da primavera e início do verão de acordo com a determinação do órgão licenciador. Os dados obtidos são enviados ao órgão ambiental e servem de base para eventuais estudos que possam ser necessários para a preservação dos peixes que compõem as microbacias de cada reservatório. c) Programa de Salvamento e Resgate de Peixes Paralelamente às atividades de soltura e monitoramento, outra ação bastante importante e que muito contribui para a preservação e manutenção da ictiofauna é o Programa de Salvamento e Resgate de Peixes realizado sempre que ocorre a manutenção programada das unidades geradoras. As paradas programadas em 2010, já possibilitaram o salvamento e resgate de aproximadamente 136.380 mil unidades de peixes, nas UHEs de Itaúba, Leonel de Moura Brizola, Passo Real e nos reservatórios de Ernestina e Maia Filho. Notas Explicativas Página | 98 d)Sistema de Gestão de Resíduos d.1) Programa Recicle CEEE Programa de reciclagem de lixo incentiva a segregação de resíduos em sua origem, a coleta seletiva e a destinação adequada dos mesmos, inclusive com a doação de resíduos recicláveis à associação de catadores, de maneira a propiciar geração de renda em comunidade carente, situada próxima à sede. No ano de 2010 foi doado às comunidades um total de 12.682 quilos de resíduos, entre lixo seco e sucata de papéis. d.2) Projeto Socioambiental - Doação de Uniformes Este projeto tem por objetivo a doação dos uniformes que foram utilizados pelos empregados da CEEE-GT, para entidades que proporcionarão a geração de renda às comunidades carentes, uma vez que estas comunidades utilizarão o material doado para a confecção de tapetes, bolsas, porta sapatos, jogos americanos, etc. d.3) Descarte de Materiais Inservíveis Os resíduos gerados em nossos processos produtivos são tratados de acordo com o princípio de ecoeficiência que está vinculado ao “fazer mais utilizando menos” e aspira às seguintes perspectivas macroeconômicas: minimizar a utilização de material; minimizar a utilização de energia; minimizar a geração de resíduos; aumentar a durabilidade do produto; aumentar a reciclabilidade; maximizar os recursos renováveis e aumentar a utilização de serviços. A CEEE-GT arrecadou em leilões descentralizados cerca de R$ 875 provenientes de materiais inservíveis. e) Programa de monitoramento de Emissão de Fumaça Preta Gradualmente vem sendo implementado processo para gestão especializada do controle de fumaça preta de veículos, por meio do qual o acompanhamento da emissão atmosférica de veículos é realizado com periodicidade trimestral, superando a exigência da legislação e o padrão de controle do restante da frota. Já foram vistoriados 68 veículos em duas operações. Os veículos que são reprovados nas inspeções são encaminhados para manutenção. f) Consumo de Combustíveis A CEEE-GT possui uma frota de 282 veículos, distribuídos entre automóveis, utilitários, caminhões leves e pesados. A constituição desta frota por tipo de combustível é a seguinte: 50 veículos bicombustível, 150 diesel, 81 a gasolina e 1 elétrico. Possui, também, 47 veículos locados: 9 bicombustível, 36 diesel e 2 a gasolina. g) Projeto Semear As faixas de domínio, existentes sob as linhas de transmissão de energia elétrica, são liberadas pela CEEE-GT para o plantio de frutas, verduras e legumes, transformando em produtiva a terra ociosa. É o Projeto Semear, de promoção e inclusão social, existente desde 2006. No primeiro ano do convênio entre a Companhia e a Prefeitura de Cachoeirinha, o Semear beneficiou 93 famílias, que juntas colheram 18 toneladas de produtos. Entre 2007 e 2008, a produção subiu para 46 toneladas e o número de famílias envolvidas chegou a 199. Até dezembro de 2009, os agricultores alcançaram a marca de 80 toneladas/ano num total de 220 famílias. A iniciativa tem duração de cinco anos, o término do contrato será em 2011, porém há a possibilidade de renovação. Dos hortigranjeiros colhidos, uma parte é destinada para o consumo dos envolvidos no processo e o restante é comercializado em uma feira que ocorre todos os domingos no município. Conforme a Diretoria de Transmissão, uma exigência da CEEE-GT foi de que os alimentos fossem plantados sem o uso de agrotóxicos. O intuito é o de despertar a consciência ambiental dos agricultores e também agregar valor aos produtos. Com as vendas de mandioca, moranga, feijão, melancia, batata e milho. Notas Explicativas Página | 99 h) Plantando Energia A área sob as linhas de transmissão da Subestação Gravataí 2 servirá para o plantio de alimentos: é o “Plantando com energia”, uma parceria com e a prefeitura de Gravataí. A colheita será utilizada na subsistência de famílias carentes moradoras da região e, no futuro, poderá ser destinada à merenda escolar. O projeto será realizado nos mesmos moldes do Semear, de Cachoeirinha. i) Projeto Alimentar O Projeto Alimentar começou a ser instalado oficialmente em Canoas, em Maio de 2010, num total de 48,6 hectares. A idéia é seguir os moldes do programa implantado em Cachoeirinha – Semear – e utilizar a área embaixo das linhas de transmissão para o plantio de hortigranjeiros. Nesta primeira fase, 15 famílias cultivarão a terra em 140 metros de extensão entre uma torre e outra. A primeira medida foi o cercamento da área. 50. Assuntos Regulatórios 50.1. Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica- CEEE-GT a) Geração – Comercialização de Energia A energia da CEEE-GT foi comercializada nos Leilões de Energia Existente, realizados no Ambiente de Contratação Regulada a partir de dezembro de 2004, através de Ofertas Públicas realizadas pela Companhia e participação em Chamadas Públicas de compradores. A seguir relação de produtos contratados vigentes em 2010. (*) Dados em MWm não passíveis de exame pelo auditor independente. b) Receita Anual Permitida da Transmissão b.1) Revisão Tarifária Periódica De acordo com a Décima e a Décima Primeira Subcláusulas da Cláusula Sexta do Contrato de Concessão de Transmissão nº 055/01, assinado entre a CEEE e a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL em 1º de outubro de 2001, as Revisões Tarifárias Periódicas devem ocorrer de 4 em 4 anos sendo a primeira em 2005 e a segunda em 2009. A primeira Revisão Tarifária Periódica da parcela referente à Rede Básica Novos Investimentos - RBNI, componente da Receita Anual Permitida – RAP que deveria ter ocorrido em julho de 2005 só aconteceu em julho de 2007. No ano de 2009 deveria ter ocorrido a 2ª Revisão Tarifária Periódica, que não aconteceu, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL adiou a implantação para 2010, devido a fortes pressões das empresas de Transmissão. Notas Explicativas Página | 100 No dia 8 de julho de 2010, foi emitida a Resolução Homologatória nº 989 relativa à 2ª Revisão Tarifária Periódica, cujo impacto do reposicionamento tarifário foi de -5,80% sobre a receita total, considerando Rede Básica e Rede Básica Novos Investimentos. Decorrente deste reposicionamento tarifário foi definida uma parcela de ajuste de R$ (24.577), sobre a Receita Anual Permitida – RAP, a ser compensados em 12 meses a partir de 1º de julho de 2010. b.2) Reajuste Tarifário - Transmissão A Resolução Homologatória nº 1.021 de 29 de junho de 2010 e a Nota Técnica 60/2010 SRT/ANEEL de 23 de junho de 2010 ajustou a RAP da CEEE-GT para o período 2010-2011 em -3,53%. Referente à parcela de ajuste sobre a Receita Anual Permitida o impacto foi de R$ (36.090), divididos em parcela de ajuste relativo ao reajuste R$ (11.513) e parcela relativa à 2ª revisão tarifária periódica R$ (24.577). Este montante será compensado nas tarifas de julho de 2010 a junho de 2011. Os valores foram registrados contabilmente na rubrica no Passivo Circulante (Nota Explicativa 26). b.3) Formação da Receita da Transmissão A primeira autorização de receita aconteceu em 25/10/2000. A partir desta data a evolução da receita ao longo dos anos foi conseqüência da aplicação do mecanismo de reajuste previsto no Contrato de Concessão, com atualização pelo do índice IGP-M e da entrada em operação de novas obras. De acordo com cláusula contratual, a primeira revisão tarifária periódica ocorrida em julho/2007, com base em junho/2005, destinou-se apenas às novas instalações, designadas de Rede Básica Novos Investimentos - RBNI, autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL a partir de 2000 mediante ato específico, com direito a uma receita anual permitida inicial. As instalações existentes em outubro de 2000 não sofreram revisão tarifária, apenas o reajuste anual. Na segunda revisão tarifária periódica ocorrida em junho/2010, retroativa a junho/2009 a ANEEL revisou a Base de Remuneração Regulatória das instalações que entraram em operação no período entre a primeira e a segunda revisão, e manteve blindada a base de ativos avaliada na 1ª revisão tarifária. b.4) Reforços Implantados A empresa está pleiteando junto à ANEEL a receita de reforços e melhorias implantados nas subestações de Campo Bom, Livramento 2, Porto Alegre 10, Porto Alegre 13 e Pelotas 3. b.5) Parcela Variável A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT obteve uma redução de R$ 1.298 relativos a Parcela Variável, devido à indisponibilidade de Linhas de Transmissão e Equipamentos em Subestações. c) Processo do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits - MCSD (*) O Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits - MCSD, por saída de consumidores livres, alterações de mercado até 4% a partir do ano seguinte, e a entrada em operação da energia decorrente de contratos assinados até 16 de março de 2004, previstos pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, cujas regras foram aprovadas pela Resolução Normativa nº 161 de julho de 2005 e homologadas pela Resolução ANEEL nº 211 de 03 de outubro de 2005, reduziram os montantes de energia e potência associada consideradas nos Contratos de Compra e Venda de Energia Elétrica no Ambiente Regulado - CCEAR. Em decorrência da aplicação do MCSD, ocorreram reduções contratuais para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT de 17,57 MW médios do produto 2005-2012, 7,08 MW médios do produto 2006-2013 e 0,52 MW médios do produto 2006-2008 desde o início dos respectivos contratos. Esta energia descontratada foi comercializada novamente, nos leilões de energia do ACR e em ofertas realizadas pela Companhia Notas Explicativas Página | 101 Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, gerando a contratação de montantes apresentados na tabela anterior. O saldo de energia descontratada está sendo comercializada através de ofertas públicas mensais ou liquidada no mercado de curto prazo ao Preço de Liquidação de Diferenças. (*) Dados em MW não passíveis de exame pelo auditor independente. d) Comercialização de Energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo - CCEE (vide nota explicativa 7) ..................................................................................................................................... 1.848 6.760 1.814 ATIVO NÃO CIRCULANTE (*) Ressarcimento Acordo - CCEE (vide nota explicativa 16) ................................................................................................................................ 123.891 65.777 65.136 PASSIVO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo - CCEE (vide nota explicativa 27) ................................................................................................................................... (1) (583) PASSIVO NÃO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo ......................................................................................................................................................................................... (73.058) (73.058) (73.058) Total 52.681 (522) (6.691) (*) Valor referente ao acordo de ressarcimento correspondente a despesa com a compra de energia no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, denominada como “Energia Livre”, realizadas durante o período de racionamento, decorrentes da redução da geração de energia elétrica nas usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE. Este valor está sendo cobrado dos consumidores finais dos submercados sujeitos ao racionamento pelas respectivas distribuidoras e será repassado à Concessionária. 50.2. Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica- CEEE-D a) Processo do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits - MCSD (*) O Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits - MCSD, por saída de consumidores livres, alterações de mercado até 4% a partir do ano seguinte, e a entrada em operação da energia decorrente de contratos assinados até 16 de março de 2004, previstos pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, cujas regras foram aprovadas pela Resolução Normativa nº 161 de julho de 2005 e homologadas pela Resolução ANEEL nº 211 de 03 de outubro de 2005, alteram os montantes de energia e potência associada consideradas nos Contratos de Compra e Venda de Energia Elétrica no Ambiente Regulado - CCEAR. Estas regras levaram a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, por necessidade de aquisição adicional de energia, a efetuar uma compra adicional de 12,476 MW médios a partir de janeiro e 2,524 MW médios a partir de fevereiro de 2005 e descontratar em janeiro de 2006 16,435 MW médios por saída de consumidores livres. Em 2007, descontratamos 9,767 MW médios devido a sobra de energia na época. A partir desta data, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D não participou mais deste mecanismo. (*) Dados não passíveis de revisão pelo Auditor Independente. Notas Explicativas Página | 102 b) Comercialização de Energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE Os saldos compõem-se de: 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo - CCEE (vide nota explicativa 7) ............................................................................................................................................................ 3.945 1 364 ATIVO NÃO CIRCULANTE (*) Ressarcimento Acordo - CCEE (vide nota explicativa 16) .................................................................................................................................................... 37.952 20.165 19.969 PASSIVO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo - CCEE (vide nota explicativa 27) ......................................................................................................................................................... (22.640) (10.101) (24.548) PASSIVO NÃO CIRCULANTE Energia de Curto Prazo ........................................................................................................................................................................................................ (27.400) (27.400) (27.400) Encargo do Serviço do Sistem a ...................................................................................................................................................................................................... (13.207) (13.207) (13.207) (40.607) (40.607) (40.607) Total (21.350) (30.542) (44.822) (*) Valor referente ao acordo de ressarcimento correspondente a despesas com a compra de energia no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, denominada como “Energia Livre”, realizadas durante o período de racionamento, decorrentes da redução da geração de energia elétrica nas usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). Este valor está sendo cobrado dos consumidores finais dos submercados sujeitos ao racionamento pelas respectivas distribuidoras e será repassado à Concessionária. A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D realizou a contabilização da energia de Curto Prazo negociada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE, conforme contabilização definitiva elaborada por aquela entidade, porém impetrou ações judiciais nas seguintes bases: PROCESSO CEEE Nº 3.494/02 OBJETO: Ação Ordinária visando a nulidade do item IV do Despacho nº 288 da ANEEL, em face dos vícios formais e materiais desse ato administrativo e declaração de que a Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE possuía o direito de não optar pelo alívio de exposição da energia elétrica oriunda de contrato de Itaipu nos exercícios de 2001 e 2002, de sorte a ter direito ao resultado dos riscos de exposição positiva no âmbito do mercado. Houve requerimento de liminar de antecipação da tutela para que fosse a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL ordenada a instruir a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE, a recontabilizar os valores da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE relativos à comercialização da energia elétrica da cota-parte de Itaipu Binacional referentes ao exercício de 2001 e 2002, contabilizando e liquidando em favor da Concessionária a exposição positiva verificada em razão da não opção pelo alívio de exposição. ANDAMENTO: Ajuizada a demanda, o juízo concedeu à Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE a antecipação de tutela requerida determinando a suspensão da contabilização dos valores da energia produzida por Itaipu e referente à quota a que tem direito a Autora, a qual não foi objeto de registro nos exercícios de 2001 (total) e 2002 (parcial), até que fosse proferida decisão final quanto à validade do Despacho nº 288/02 da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, tendo ainda sido determinado a vedação de qualquer exigência de valores decorrentes da contabilização eventualmente lançada e que foi liminarmente suspensa, até final julgamento da ação. Da decisão que concedeu a antecipação de tutela, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL interpôs agravo de instrumento que foi autuado perante o Tribunal Regional Federal de Brasília em ata de 17 de dezembro de 2002, sob o nº 2002.01.00.045107-3, ao qual não foi concedido o efeito suspensivo pleiteado pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e o recurso encontra-se aguardando inclusão em pauta para julgamento de mérito pela 6ª Turma do Tribunal. Notas Explicativas Página | 103 Em data de 07 de dezembro de 2004 sobreveio despacho saneador nos autos principais em que o Juízo declara que a lide está sustentada em fatos que dependem de comprovação através de perícia técnica, manifestando a necessidade de realização da prova. A Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE peticionou nos autos tecendo esclarecimentos sobre a lide e concordando com a realização da perícia técnica. A perícia foi realizada e o laudo pericial foi considerado favorável pela área de Comercialização/CEEE-GT e pela área Jurídica, tendo sua concordância em juízo, impugnando aspectos de menor importância em relação ao contexto geral. Houve também manifestação da outra parte. Em 17 de outubro de 2008 foi juntado aos autos cópia de decisão exarada na ação de objeto idêntico ajuizada pela AES Sul em face da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL com decisão favorável a Autora. A última movimentação do processo inclui a União no pólo passivo da ação, não tendo sido proferida ainda decisão de mérito do feito, estando os autos conclusos para decisão desde 30.04.2009. PROCESSO CEEE Nº 3.555/2002 AÇÃO CAUTELAR OBJETO: Ação Cautelar Preparatória com pedido de liminar, para o fim de determinar que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE suspenda o andamento da liquidação financeira das transações de energia elétrica prevista para o dia 22 de novembro de 2002, relativamente à parte Autora. ANDAMENTO: Foi deferida a medida liminar para que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE suspenda o andamento da liquidação das transações de energia elétrica prevista para o dia 22 de novembro de 2002, relativamente à Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE (período de setembro de 2000 a setembro de 2002), até ulterior deliberação do Juízo. Após, houve despacho do Juízo esclarecendo que as liquidações futuras em relação às operações realizadas nos meses de outubro a dezembro de 2002 não estão abrangidas pela decisão liminar. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, interpôs agravo de instrumento autuado sob o nº 2002.03.00.051118-9 em data de 06 de dezembro de 2002, tendo sido indeferida a liminar de efeito suspensivo pleiteada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE ante a ausência dos requisitos necessários ao acolhimento do pleito liminar, estando o processo concluso ao Desembargador Relator desde 10 de junho de 2004, restando este agravo de instrumento baixado desde agosto de 2006. Os últimos andamentos processuais na ação cautelar são relativos à despacho do Juízo em data de 06 de agosto de 2004, determinando prosseguimento na ação principal, e juntada de petição em 16 de dezembro de 2004. AÇÃO ORDINÁRIA OBJETO: Ação Declaratória com Pedido Condenatório objetivando a declaração de nulidade do Despacho ANEEL nº 346/02, por infração aos princípios da legalidade e segurança jurídica, bem como condenação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE a liquidar as contabilizações do período de setembro de 2000 a outubro de 2002 somente mediante auditoria prévia dos programas computacionais utilizados pelo sistema de contabilização e liquidação, e das transferências de recursos entre os agentes participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, atendendo estritamente aos termos da Convenção de Mercado aprovada pela Resolução ANEEL nº 102/02, que possibilite à Autora conferir e controlar a exata origem e o objeto do seu débito. ANDAMENTO: Ação Ordinária proposta em data de 19 de dezembro 2002 e autuada sob o nº 2002.61.00.029736-5. Em 10 de março de 2004 houve despacho do Juízo requerendo manifestação das partes sobre o pedido de ingresso no feito formulado por ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A E OUTROS como assistente da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE. A Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE peticionou requerendo Notas Explicativas Página | 104 realização de prova pericial. Em 06 de agosto de 2004, houve despacho do Juízo determinando autuação em apenso das petições de impugnação à assistência simples, bem ainda determinando a apresentação de quesitos à prova pericial pela Autora, fins de aferir-se a pertinência da realização da prova pericial. A petição da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE com os quesitos foi apresentada em data de 13 de agosto de 2004. Em 29 de outubro de 2008 foram arbitrados pelo Juízo os valores referentes aos honorários periciais. Em 07 de novembro a Concessionária apresentou os quesitos para realização da pericia. A última movimentação processual foi a juntada de petição ocorrida no dia 13 de novembro de 2008. Em 23/09/2010 o laudo foi apresentado a Concessionária, tendo essa se manifestado contrariamente ao mesmo. O processo ainda não foi sentenciado. SERGIO SOUZA DIAS Diretor Presidente GERSON CARRION DE OLIVEIRA Diretor HALIKAN DANIEL DIAS Diretor GILBERTO SILVA DA SILVEIRA Diretor RUBEM CIMA Diretor LUIZ ANTONIO TIRELLO Diretor MARCIA BEATRIZ GARCIA RODRIGUES Contadora CRCRS 42897 Notas Explicativas Página | 105 DECLARAÇÃO DOS DIRETORES Em atendimento aos incisos V e VI do artigo 25 da Instrução CVM nº 480, de 07 de dezembro de 2009, o Diretor Presidente e os demais Diretores da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-Par, sociedade de economia mista por ações, de capital aberto, com sede na Avenida Joaquim Porto Villanova, 201 – Prédio “A2”, Porto Alegre-RS, inscrita no CNPJ sob nº 08.420.472/0001-05, declaram que: 1. Revisaram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no Relatório da BDO Auditores Independentes, relativamente às Demonstrações Financeiras da CEEE-Par referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2010; e 2. Revisaram discutiram e concordam com as Demonstrações Financeiras da CEEE-Par relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2010. Porto Alegre, 24 de março de 2011. SERGIO SOUZA DIAS Diretor Presidente GERSON CARRION DE OLIVEIRA Diretor HALIKAN DANIEL DIAS Diretor GILBERTO SILVA DA SILVEIRA Diretor RUBEM CIMA Diretor LUIZ ANTONIO TIRELLO Diretor Declaração dos Diretores Página | 106 RELATÓRIO DOS FINANCEIRAS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES Aos Acionistas e Administradores da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEEPAR Porto Alegre - RS Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-PAR (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board (IASB), e de acordo com as práticas adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. RESPONSABILIDADE DOS AUDITORES INDEPENDENTES Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Relatório dos Auditores Independentes Página | 107 RELATÓRIO DOS FINANCEIRAS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES Aos Acionistas e Administradores da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEEPAR Porto Alegre - RS OPINIÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-PAR em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board (IASB). OPINIÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEE-PAR em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board (IASB). ÊNFASE Conta de Resultado a Compensar (CRC) Conforme descrito na nota explicativa número 14 as controladas, Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE- GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE D, contabilizaram em suas demonstrações financeiras. O montante de R$ 3.441.075 o valor é decorrente do trânsito em julgado em 31 de março de 2009 da decisão proferida nos autos da Ação Ordinária ajuizada em face da União Federal, onde foi reconhecido o direito de computar na Conta de Resultados a Compensar (CRC) os valores pagos a título de complementação/suplementação de aposentadoria com os servidores ex-autárquicos que integravam seu quadro. A Companhia aguarda designação do perito judicial, no processo de liquidação de sentença. O montante contabilizado está suportado pelo cálculo realizado por especialista contratado pela Administração para a data base de 31 de dezembro de 2009. Esse montante permanece no exercício findo em 31 de dezembro de 2010 considerando que não houve nenhuma decisão em definitivo que alterasse os critérios de liquidação. Consequentemente, somente após a homologação dos cálculos do perito pelo juízo da liquidação será possível determinar os reflexos nas demonstrações financeiras, se houver, bem como a realização destes créditos, considerando que as formas de utilização do saldo credor da Conta de Resultados está disciplinada em lei federal (Lei n° 8.631/93). Relatório dos Auditores Independentes Página | 108 RELATÓRIO DOS FINANCEIRAS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES Aos Acionistas e Administradores da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEEPAR Porto Alegre - RS Programa de parcelamento de tributos federais (REFIS IV) Conforme descrito na nota explicativa nº 29 b. a controlada Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE GT, em 20 de novembro de 2009, aderiu ao programa de parcelamento de tributos federais estabelecido pela Lei nº 11.941 de 27 de Maio de 2009 (REFIS IV). As diferenças entre os valores registrados na contabilidade e os informados no sistema junto a Receita Federal, relativamente aos débitos existentes no Pedido de Parcelamento Especial – PAES até 30 de setembro de 2009 foram incluídas na composição do saldo do novo parcelamento. A Companhia aguarda a definição dos trâmites na Receita Federal relativos ao Processo Administrativo solicitando a homologação dos valores calculados, sendo que a contabilização e classificação das dívidas foram efetuadas de acordo com as condições estabelecidas nos programas. Conseqüentemente, a confirmação da totalidade das obrigações dependerá da finalização, pelas autoridades competentes, das análises das dívidas declaradas. Assim, somente após a conclusão desta análise será possível determinar os possíveis reflexos nas demonstrações, se houver. Ativos e Passivos relativos às transações de venda e compra de energia realizada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica — CCEE Conforme detalhado na nota explicativa nº 49.1 d. e 49.2 b. as controladas, Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica CEEE –D, em 31 de dezembro de 2010, tem registrado no ativo não circulante valores a receber nos montantes de R$ 161.843, referentes ao reembolso a receber da Revisão Tarifária Extraordinária e no passivo não circulante R$ 13.207 referentes a Encargos de Serviço do Sistema (ESS) e R$ 100.458 relativos às transações de venda e compra de energia realizada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica — CCEE (anteriormente Mercado Atacadista de Energia Elétrica — MAE) ocorridas em exercícios anteriores. Esses valores foram registrados com base em cálculos preparados e divulgados pela CCEE e podem estar sujeitos à modificação dependendo de decisão de processos judiciais em andamento movidos pela Companhia e por outras empresas do setor, relativos, em sua maioria, à interpretação das regras do mercado em vigor para aquele período. Os demais assuntos regulatórios que impactam as demonstrações financeiras estão descritos na nota explicativa nº 49 às demonstrações financeiras. Relatório dos Auditores Independentes Página | 109 RELATÓRIO DOS FINANCEIRAS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES Aos Acionistas e Administradores da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEEPAR Porto Alegre - RS OUTROS ASSUNTOS Práticas contábeis Conforme descrito na nota explicativa 4.13. a, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório em 1° de março de 2010, sem modificação e com ênfase sobre os mesmos assuntos descritos no tópico ênfase deste relatório. As normas de auditoria anteriormente vigentes permitiam divisão de responsabilidade, portanto os investimentos da controlada Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica foram auditados por outros auditores independentes cujo o saldo naquela data considerando o percentual de participação da companhia é de R$ 231.111 e está baseada exclusivamente nos pareceres desse auditores. Porto Alegre, 24 de março de 2011. Paulo Ricardo Pinto Alaniz Sócio-contador CRC 1RS042460/O-3 BDO Auditores Independentes CRC 2SP013439/O-5 “S” RS Relatório dos Auditores Independentes Página | 110 PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações – CEEEPar, em cumprimento às disposições legais e estatutárias, tendo analisado no decorrer do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, a gestão econômico-financeira da Empresa, bem como examinado o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Parecer dos Auditores Independentes, BDO Auditores Independentes, e as informações complementares da Administração, opinam no sentido de que os documentos referidos representam a situação patrimonial e financeira da Companhia, naquela data, observadas as Ênfases contidas no Relatório dos Auditores Independentes, estando, portanto, em condições de serem submetidos à deliberação dos acionistas. Porto Alegre, 24 de março de 2011. Argeu da Silva Brum Presidente Fernando Magalhães Coronel Conselheiro Luiz Carlos Dias Garcia Conselheiro Vicente Paulo Mattos de Britto Pereira Conselheiro Parecer do Conselho Fiscal Página | 111 MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Administração, tendo examinado o Relatório da Administração, Manifestação sobre o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, a demonstração do fluxo de caixa e respectivas Notas Explicativas referentes ao Exercício de 2010, encerrado em 31 de dezembro de 2010, documentos estes assinados pelos administradores responsáveis pela Empresa, e considerando os pareceres dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal, manifesta-se por unanimidade, pela aprovação dos referidos documentos e submete a matéria à apreciação dos Senhores Acionistas. Porto Alegre, 24 de março de 2011. Claudemir Bragagnolo, Presidente do Conselho de Administração. Sérgio Souza Dias Mari Ivane Oliveira Perusso Caleb Medeiros de Oliveira Fabiano Pereira Baltazar Balbo Garagorri Teixeira Manifestação do conselho de Administração Página | 112