Mineração
indústria da
Ano X – nº 69
Janeiro/Maio de 2015
Retrospectiva
Fique por dentro
dos fatos que
marcaram o
setor mineral
IBRAM
prepara 16ª edição
da EXPOSIBRAM. Participe!
Seminário
discute Gestão da
Segurança de Barragens de Mineração
IBRAM NAS REDES SOCIAIS:
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EXPOSIBRAM 2015:
a maior feira de mineração
da América Latina.
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14 a 17 de setembro de 2015
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nacionais e internacionais da indústria mineral.
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Secretaria Executiva e
Comercialização da EXPOSIBRAM
Agência de Comunicação
do IBRAM
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confirmados até o dia
13 de maio de 2015.
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Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Indústria da Mineração
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EDITORIAL
Banco de imagens
2015: Hora de recomeçar
JOSÉ FERNANDO COURA
Diretor-Presidente do IBRAM
Um novo ano que se
inicia e, com ele, novos
planos, projetos e novas
perspectivas. Consideramos o final de cada ano como o encerramento de um ciclo. Para isso, nada melhor
do que avaliarmos tudo o que realizamos
e, principalmente, projetarmos tudo o que
queremos que seja feito no futuro. Desde
que assumi a presidência do IBRAM, tenho
percebido, a cada dia, a capacidade que
nosso setor tem de se reinventar e se adaptar
aos cenários mais adversos.
Consideramos 2014 extremamente importante para a indústria mineral brasileira.
Procuramos, em mais um ano de trabalho,
fortalecer nossa imagem como legítimos representantes da mineração brasileira. Nosso
setor discutiu, durante este período, temas
de grande relevância nas mais diversas oportunidades. Nossa atuação no campo político foi intensa e o mesmo podemos dizer
da parte técnica. Participamos de inúmeras
reuniões, encontros, seminários, debates,
audiências públicas promovemos eventos
como o Congresso Brasileiro de Mina a Céu
Aberto, Congresso Brasileiro de Mina Subterrânea, Exposição Internacional de Mineração da Amazônia e 4º Congresso de Mineração da Amazônia. Nosso foco é sempre
o mesmo: fortalecer o setor de mineração.
Já no plano econômico, sabemos que o
cenário brasileiro e mundial ainda não se
apresenta otimista. No entanto, tenho certeza que estamos caminhando para superar
todos os desafios que não só a mineração,
mas todo o setor produtivo tem passado.
Tenho convicção que a atividade mineral
pode e vai continuar contribuindo para o
crescimento econômico brasileiro, considerando especialmente as demandas geradas
por cada projeto do setor que envolve diretamente indústrias eletroeletrônicas, metal-mecânicas, de construção, de engenharia e
também o setor de serviços.
Preparamos uma edição especial do Jornal Indústria da Mineração, na qual relembramos os principais fatos que marcaram
nosso setor no último ano e aproveitamos
para abordar os dois grandes eventos nos
quais já estamos trabalhando a todo o vapor, a EXPOSIBRAM 2015 e o World Mining
Congress 2016.
Desejamos a todos uma boa leitura!
EXPEDIENTE | Indústria da Mineração – Informativo do Instituto Brasileiro de Mineração • DIRETORIA EXECUTIVA – Diretor-Presidente: José
Fernando Coura | Diretor de Assuntos Minerários: Marcelo Ribeiro Tunes | Diretor de Assuntos Ambientais: Rinaldo César Mancin | Diretor de Relações
Institucionais: Walter B. Alvarenga | Diretor Financeiro e Administrativo: Ary Pedreira • CONSELHO DIRETOR – Presidente: Ricardo Vescovi de Aragão
| Vice-Presidente: Luiz Eulálio Moraes Terra • Produção: Profissionais do Texto – www.ptexto.com.br | Jorn. Resp.: Sérgio Cross (MTB - 3978) | Textos:
Caio Albuquerque, Luisa Amorim, Raquel Cotta • Sede: SHIS QL 12 – Conjunto 0 (zero) – Casa 04 – Lago Sul – Brasília/DF – CEP 71630-205 – Fone: (61)
3364.7272 – Fax: (61) 3364.7200 – E-mail: [email protected] – portal: www.ibram.org.br • IBRAM Amazônia: Travessa Rui Barbosa, 1536 – B. Nazaré
– CEP: 66035-220 – Belém/PA – Fone: (91) 3230.4066/55 – Fax: (91) 3349-4106 – E-mail: [email protected] • IBRAM/MG: Rua Alagoas,
1270, 10º andar, sala 1001, ed. São Miguel, Belo Horizonte/MG – CEP 30.130-160 – Fone: (31) 3223-6751 – E-mail: [email protected] • Envie suas
sugestões de matérias para o e-mail: [email protected]. Siga nas redes sociais – twitter:@ibram_mineracao • Facebook: www.facebook.com/
InstitutoBrasileirodeMineracao.
Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Especialistas e estudantes
participam do 8º CBMINA
e debatem recursos
e reservas minerais
Realizado a cada dois anos pelo IBRAM,
o evento reuniu, em 2014, diversas personalidades
do setor mineral nacional e internacional
A 8ª edição do CBMINA – Congresso
Brasileiro de Mina a Céu Aberto e Congresso Brasileiro de Mina Subterrânea, realizado
pelo Instituto Brasileiro de Mineração –
IBRAM (www.ibram.org.br) no mês de agosto
de 2014, em Belo Horizonte (MG), reuniu
cerca de 400 congressistas. Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade
de trocar experiências com especialistas do
setor de mineração, além de profissionais da
Academia e estudantes. O evento, que contou com a parceria da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), teve entre suas finalidades debater os avanços tecnológicos e as
soluções de problemas adotados pela indústria mineral nas áreas de lavra a céu aberto e
de lavra subterrânea.
Participantes da 8ª edição do CBMINA na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Fotos: Evandro Fiuza
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Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Indústria da Mineração
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Cerimônia de abertura da 8ª edição do CBMINA
Com o tema “Economia Mineral: Recursos e Reservas”, o fórum debateu perspectivas
sobre economia mineral, atualização das normas, de estimativas e classificação de recursos
e reservas, além do novo código mineral brasileiro. Também foram abordados assuntos
como a certificação mineral e o desenvolvimento territorial e investimento social.
Segundo o Diretor-Presidente do IBRAM,
José Fernando Coura, o tradicional evento
demonstrou, mais uma vez, ser fundamental
para estimular o intercâmbio de ideias entre
estudantes, professores, pesquisadores, autoridades, executivos e profissionais ligados
ao setor mineral. “A mineração brasileira necessita de constantes debates sobre diferentes temas da atualidade do setor, nacionais
e internacionais. Desta forma, poderemos
aprimorar cada vez mais essa atividade tão
importante para a economia mundial”, diz.
Durante o CBMINA, além da palestra
magna, workshops, e talk show, também
fizeram parte da programação sessões técnicas, com a apresentação de 94 trabalhos,
dentre eles 58 enviados por instituições de
ensino e 36 por empresas, órgãos públicos,
entidades de classe e consultores independentes. Ao final do evento, os três primeiros
trabalhos foram premiados.
Para o Diretor de Assuntos Ambientais
do IBRAM, Rinaldo Mancin, o evento foi
uma excelente oportunidade para promover um intercambio de ideias e conhecimentos entre especialistas e os estudantes. “Estudantes e profissionais tiveram a
oportunidade de conhecerem novidades
do setor e trocaram informações no intuito
de aprimorarem seus conhecimentos técnicos”, avalia. A próxima edição do CBMINA
está prevista para agosto de 2016.
Patrocínios e apoios
Oito empresas figuraram como patrocinadoras do evento: Vale S.A., Sindicato
Nacional da Indústria da Extração do Ferro e de Metais Básicos (Sinferbase),
AngloGold Ashanti, Geobrugg, Geosol, Gerdau, Metso e Samarco. Apoiaram
editorialmente o CBMINA as revistas: In The Mine, Brasil Mineral, Minérios &
Minerales e Escola de Minas, e o site Notícias de Mineração Brasil. O evento
contou ainda com o apoio institucional do Instituto Aço Brasil.
De cima para baixo: Secretário de Energia do
Estado de São Paulo, Marco Antônio Mroz, na
abertura do CBMINA; Representante do Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
- PNUD, Ieva Lazareviciute; Geólogo Norman
Lock; Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM,
Rinaldo Mancin; e Diretor de Assuntos Minerários
do IBRAM, Marcelo Ribeiro Tunes.
Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Fotos: Led Produções
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Cerimônia de abertura do 4º Congresso de Mineração da Amazônia.
EXPOSIBRAM Amazônia 2014
movimenta setor mineral
Evento realizado em Belém (PA) discutiu a evolução
da atividade mineradora e propôs um debate sobre a
sustentabilidade e a promoção do bem-estar social
De 17 a 20 de novembro de 2014, o Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM
(www.ibram.org.br) promoveu, em Belém (PA), a quarta edição da EXPOSIBRAM Amazônia. O evento reuniu cerca de 10 mil visitantes e aproximadamente mil congressistas, entre profissionais, estudantes, representantes do poder público e lideranças empresariais.
Nesta edição, o debate central foi a evolução tecnológica da indústria mineradora, aliada
à preocupação ambiental, saúde e segurança dos trabalhadores.
Para o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, o evento superou as expectativas. “Realizamos a quarta edição da Exposição com grande sucesso. Tivemos uma abertura prestigiada pelas autoridades, parlamentares, empresários e representantes da sociedade
Amazônica”, ressaltou.
“REALIZAMOS A
QUARTA EDIÇÃO DA
EXPOSIÇÃO COM GRANDE
SUCESSO. TIVEMOS UMA
ABERTURA PRESTIGIADA
PELAS AUTORIDADES,
PARLAMENTARES,
EMPRESÁRIOS E
REPRESENTANTES DA
SOCIEDADE AMAZÔNICA.”
José Fernando Coura
Diretor-Presidente
do IBRAM
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Indústria da Mineração
Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, em discurso na abertura da EXPOSIBRAM Amazônia 2014.
O IBRAM sempre estimulou a atuação
responsável das mineradoras na Amazônia
ao promover debates regionais, nacionais e
internacionais sobre a produção de riquezas
aliada ao uso racional dos recursos naturais.
Durante o 4º Congresso de Mineração da
Amazônia não foi diferente. O evento abordou, entre outros temas, o desafio do diálogo entre os povos indígenas e a mineração.
Além disso, promoveu debate sobre as necessidades de adaptações do setor mineral
às mudanças climáticas, com a participação
de renomados especialistas internacionais.
Além das palestras magnas, sessões plenárias e técnicas, nesta edição a programação também contou com os minicursos
como “Novas dinâmicas do licenciamento
ambiental”, “Segurança de barragens de
rejeitos na mineração” e “Diálogo para
desenvolvimento: experiências e modelos
para o desenvolvimento de territórios com
mineração”. O Congresso também apresentou o 2º Workshop Bauxita & Alumina
da Amazônia.
Segundo o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, esta foi uma
excelente oportunidade para debater os desafios do setor para as próximas décadas.
“Mais uma vez estivemos presentes no Pará
no intuito de promover debates enriquecedores para o futuro da mineração brasileira.
Este é um fórum que ajuda a mapear as
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Participantes da abertura do 4ª Congresso de
Mineração da Amazônia.
perspectivas de negócios na Amazônia e em
vários outras regiões do País”, diz.
Entre os objetivos da Feira e do Congresso estão a aproximação das companhias de
mineração nacionais e internacionais dos
fornecedores de equipamentos e serviços da
Amazônia. O objetivo é fomentar negócios
a curto, médio e longo prazo. “A mineração
é muito tradicional na região Sudeste. Estados como Minas Gerais desenvolvem essa
atividade há séculos. Mas o que percebemos
cada vez mais é que os novos investimentos
estão indo para o Norte. E quando se fala em
potencial mineral nessa região, o Pará sai à
frente”, diz Mancin. A próxima edição do
evento está prevista para novembro de 2016.
Patrocinadores e apoiadores
Importantes empresas e entidades setoriais patrocinaram e apoiaram o evento: Vale S.A., AngloAmerican, Hydro, Mineração Rio do
Norte, John Deere, Imerys, Votorantim Metais e o Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).
O evento contou também com os seguintes apoios institucionais: Governo do Pará, Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa),
Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para
Construção Civil (Anepac), Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e Instituto Aço Brasil. A EXPOSIBRAM Amazônia contou ainda
com apoio editorial das revistas Brasil Mineral, Minérios & Minerales, Mineração & Sustentabilidade, Eae Máquinas, In The Mine,
M&T, Tracbel, Amazônia e Areia & Brita e dos portais Notícias de Mineração Brasil e Info Mine.
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Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
16º CONGRESSO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO
O Congresso Brasileiro de Mineração ocorre em paralelo à
EXPOSIBRAM e reúne especialistas brasileiros e internacionais para
debater temas relacionados à sustentabilidade e desenvolvimento na
indústria mineral. O fórum atrai mais de dois mil participantes entre
pesquisadores, estudantes e representantes de empresas.
Abertura oficial da Feira Internacional de Mineração da Amazônia.
IBRAM prepara
EXPOSIBRAM 2015
Maior feira de mineração da América Latina
será realizada entre os dias 14 e 17 de
setembro de 2015, em Belo Horizonte (MG).
A 16ª edição da maior feira de mineração da América Latina, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM
(www.ibram.org.br), desembarca, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 14 e 17 de setembro de 2015. A EXPOSIBRAM 2015
contará com 15 mil metros quadrados de área divididos em diferentes e inovadores estantes, com novidades nas áreas de tecnologia, gestão e investimentos, softwares, máquinas e soluções
ambientais. Paralelo à Exposição Internacional de Mineração, o
Instituto promove o Congresso Brasileiro de Mineração com especialistas nacionais e internacionais que vão debater sustentabilidade e desenvolvimento na indústria mineral. Na programação:
palestras, workshops, debates e um talk-show sobre desafios, tendências e oportunidades no setor nas próximas décadas.
A EXPOSIBRAM 2015 tem como objetivo apresentar e promover a evolução tecnológica da moderna indústria mineral.
Além disso, pretende mostrar novidades nas formas de atuação
empresarial do setor, levando em conta a preservação do meio
ambiente e a saúde e segurança dos trabalhadores.
Segundo o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando
Coura, os dois eventos proporcionam a todos um excelente e
enriquecedor debate sobre o cenário da mineração brasileira
e internacional. “Durante os quatro dias, os presentes terão a
chance de adquirirem conhecimentos a respeito da mais moderna e sustentável mineração. Além disso, o encontro proporciona
a oportunidade de estreitar os relacionamentos com fornecedores, empresários e o público em geral, no intuito de tornar a
mineração brasileira mais competitiva com resto do mundo”.
A programação das palestras, que será divulgada em breve, se baseia, a cada edição, no contexto político e socioeconômico global,
bem como as perspectivas dos negócios para as próximas décadas
anunciadas pelas mineradoras. Para dinamizar os debates, o IBRAM
estabelece uma programação que conta com palestras magnas,
workshops, talk-shows, entre outras.
Segundo o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo
Mancin, “esta é uma oportunidade para reunir os principais dirigentes e representantes das maiores mineradoras do mundo para
contribuírem no formato de análises e debates a respeito do cenário
da mineração, um dos motores da economia global”.
A EXPOSIBRAM 2015 será aberta para o público externo. São esperados mais de 50 mil pessoas e expositores do mundo todo. Para
mais informações acesse www.exposibram.org.br
Patrocinadores | O evento conta, até o momento, com
o patrocínio da Votorantim Metais, AngloAmerican, AngloGold
Ashanti, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM),
Samarco, Kinross, Geosol e Gerdau.
Apoiadores | Até o momento, apoiam editorialmente a EXPO-
SIBRAM 2015 as revistas: Brasil Mineral, EaeMáquinas, Minérios
& Minerales, Nueva Mineria y Energia, Panorama Minero, Tracbel
Magazine TB e a International Mining Magazine, Horizonte Minero,
Mineração e Sustentabilidade, M&T, In The Mine, Areia & Brita, Mineria Panamericana, E&MJ, REM - Escola de Minas e Equipo Minero.
Além de contar com o apoio do portal Notícias de Mineração Brasil.
A EXPOSIBRAM 2015 conta ainda com o apoio da Companhia de
Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG) e dos
seguintes apoiadores institucionais: Associação Brasileira do Carvão
Mineral (ABCM), Instituto Aço Brasil, Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (ANEPAC),
Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas - Departamento de
Minas Gerais (ABEE-MG), Sindicato da Indústria Mineral do Estado
de Minas Gerais (Sindiextra), Associação Brasileira de Máquinas e
Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira do Alumínio (ABAL)
e BeloTur/Prefeitura de Belo Horizonte (MG).
EXPOSIBRAM 2015
DATA: 14 A 17 DE SETEMBRO DE 2015 • HORÁRIO: 13 ÀS 21H (EXPOSIÇÃO) •
LOCAL: BELO HORIZONTE (MINAS GERAIS) • CENTRO DE FEIRAS E CONVENÇÕES DE
MINAS GERAIS – EXPOMINAS • INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: WWW.EXPOSIBRAM.ORG.BR
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Indústria da Mineração
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Banco de imagens
e convidar grandes nomes ligados ao setor
para assumirem papeis na avaliação técnica
dos trabalhos a serem apresentados. Queremos promover um evento que ficará marcado no cenário mineral brasileiro”.
WMC 2013
IBRAM promove
24th World Mining Congress
Maior evento de mineração será realizado
no Rio de Janeiro (RJ) em outubro de 2016
Em 2016, um dos mais tradicionais e
importantes eventos internacionais do setor
mineral vai desembarcar no Rio de Janeiro
(RJ). O Brasil será sede da 24ª edição do
World Mining Congress (WMC), congresso
organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM (www.ibram.org.br). Com
o tema “Mineração em um mundo de inovação”, o evento ocorrerá entre os dias 18 e
21 de outubro de 2016.
Realizado a cada três anos, sob a liderança de um Secretariado com status de
organização, o WMC tem os objetivos de
promover e apoiar, técnica e cientificamente, a cooperação para o progresso nacional
e internacional nas áreas de mineração e
o desenvolvimento de recursos minerais
naturais e implantar uma rede mundial de
intercâmbio de informações com relação à
ciência mineral, tecnologia, economia, saúde e segurança nas operações de mineração
e proteção ambiental.
O Brasil recebeu, em 2012, a missão de
promover o WMC durante o 92º encontro do International Organizing Committee
(IOC), responsável pelo evento. Coube ao
IBRAM defender a candidatura brasileira
após articulações junto ao governo brasileiro, entidades setoriais e mineradoras.
Segundo o Diretor-Presidente do IBRAM,
José Fernando Coura, o Brasil é um dos mais
importantes players do setor mineral, detém
reservas de diversos minérios e um imenso
potencial para novas jazidas e novos negócios. “O WMC, ao ser realizado no País,
poderá abrir muitas perspectivas de desenvolvimento para a indústria da mineração,
atrair investimentos e gerar reflexos positivos
nos indicadores socioeconômicos, o que beneficiará a todos os brasileiros”, diz.
Site WMC
Para saber mais sobre o WMC, o site do
evento – www.wmc2016.org.br– já está no
ar e possui todas as informações, como prazos de inscrição de trabalho, notícias, programação técnica, informações gerais sobre
mineração e curiosidades referentes ao assunto. Acesse e programe sua participação!
Participação da Academia
No ano de 2014, o IBRAM deu início ao
calendário de visitas às principais universidades federais do País e centros de pesquisas com o objetivo de apresentar o WMC.
Segundo o Diretor de Assuntos Ambientais,
Rinaldo Mancin, as visitas fizeram parte da
estratégia do IBRAM de intensificar os contatos com as universidades brasileiras que têm
se destacado na formação de profissionais
para o setor mineral. “As visitas ocorreram
com o objetivo de promover parcerias com
as mais renomadas instituições de ensino
A última edição foi realizada em Montreal, Canadá, em 2013. O evento foi organizado pela McGill University e contou com
a participação das principais universidades
do Canadá. O WMC 2013 foi realizado em
paralelo ao International Symposium on Automation and Robotics in the Construction
and Mining Industries (ISARC 2013).
WMC 2016
Apoios Institucionais
A edição de 2016 do WMC já conta
com o apoio institucional do Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovação e
das seguintes instituições de ensino superior: Universidade Federal de Ouro
Preto (UFOP), Escola de Engenharia da
Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS), Departamento de Minas da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), Universidade Federal
de Campina Grande (UFCG), Poli/Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Apoios Editoriais
O evento conta também com o
apoio editorial das revistas: Equipo
Minero, Mídia Truck Brasil, Amazônia,
Mineração & Sustentabilidade, Eae
Máquinas, E&MJ, Brasil Mineral, Tracbel, In The Mine e dos sites Notícias
de Mineração Brasil e InfoMine.
WORLD MINING CONGRESS – WMC 2016
DATA: 18 A 21 DE OUTUBRO DE 2016 • LOCAL: CENTRO
DE CONVENÇÕES SULAMÉRICA - RIO DE JANEIRO (RJ) •
INFORMAÇÕES: WWW.WMC2016.ORG.BR
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Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
ENTREVISTA
JOAQUIM PIMENTA DE ÁVILA – ENGENHEIRO CIVIL
"A redução de riscos é uma
urgência crescente entre os países"
O Engenheiro Civil Joaquim Pimenta de Ávila,
graduado em Engenharia Civil pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em
Barragens de Terra pela University of Missouri (USA)
e mestre em Engenharia de Solos pela Universidade
de São Paulo (USP), faz parte de um seleto grupo
amplamente especializado em barragens de
rejeitos que atua no Brasil. Desde que fundou,
há 25 anos, a Pimenta de Ávila Consultoria Ltda.,
empresa especializada em Geotecnia e Recursos
Hídricos aplicados à mineração, indústria e geração
de energia, vê seu negócio ganhar cada vez mais
destaque e reconhecimento na indústria mineral,
especialmente por seus projetos inovadores. Em
entrevista para o Jornal Indústria da Mineração,
Pimenta de Ávila fala sobre a gestão de barragens
de rejeitos no Brasil, a legislação atual, além de
projetos e estudos sobre o tema.
Jornal Indústria da Mineração: A Pimenta de Ávila Consultoria vem
se destacando cada vez mais na Indústria Mineral, especialmente por
sua decisiva participação em casos envolvendo barragens de rejeitos.
Como a empresa começou?
Joaquim Pimenta de Ávila: A história da Pimenta de Ávila Consultoria começou há 25 anos com uma pequena empresa com sede no
Rio de Janeiro (RJ) formada apenas por um consultor que atendia
clientes da área de energia e Mineração. Em seu segundo ano de
existência, a empresa realizou a avaliação da segurança dos diques
do sistema de rejeitos da Mineração Rio do Norte (MRN) e elaborou
um laudo sobre a situação. O resultado deste trabalho foi apresentado aos representantes de diversas empresas de mineração sócias da
MRN. Logo após este trabalho, algumas destas também solicitaram
avaliações de segurança das barragens existentes em suas instalações,
o que levou ao desenvolvimento de cada vez mais trabalhos de geotecnia de disposição de rejeitos.
Em 1992, a Pimenta mudou sua sede para Belo Horizonte (MG) e, a
partir daí, os trabalhos no setor de mineração cresceram consideravelmente. Desde então, o aumento do quadro de colaboradores da
empresa foi constante e as instalações foram sendo ampliadas.
Indústria da Mineração 11
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Entre 1994 e 2014, a empresa cresceu e ultrapassou a marca de 100 colaboradores e
o crescimento gradual exigiu que se estruturasse. Atualmente a gestão é inteiramente profissional e a governança gerencial é a
mais atualizada e avançada tecnologicamente dentre as consultorias.
dentes, muitos com rupturas envolvendo perdas de vidas humanas, marcaram a história
deste tipo de barragem no Brasil. O impacto
destas rupturas influenciou decididamente
na aprovação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), Lei 12.334, pelo
Congresso Nacional.
Hoje, percebemos que a imagem da Pimenta de Avila no mercado é cada vez mais
positiva, tanto entre os clientes, como entre
instituições de Ensino Superior e Institutos
de Pesquisa. Em 2014, fomos selecionados
pelo terceiro ano consecutivo como a melhor empresa de consultoria em geotecnia
de Minas Gerais e recebemos o prêmio
“Top Engenharias”.
É importante lembrar, no entanto, que os
efeitos dessa regulamentação não eliminam
de imediato os acidentes, mas proporcio-
IM: Ainda sobre a atuação da empresa, o senhor gostaria de destacar algum case?
JPA: São vários os cases que ganharam destaque. Entre eles, destaco o programa de
segurança de barragens da Vale S.A. Desde
de 2002, a Pimenta Ávila é auditora de segurança de barragens e consultora de gestão de
riscos geotécnicos.
Por meio deste programa, centenas de estruturas de todas as minas da Vale têm sua
segurança avaliada periodicamente, com
análises de risco e estabelecimento de planos
de ação. As avaliações de risco têm permitido uma expressiva redução de riscos com a
eliminação dos mais relevantes e colocação
das barragens em nível de aceitação dentro
dos critérios internacionais do International
Commission on Large Dams (ICOLD).
Outro case importante foi o projeto de descontaminação de uma área portuária em
Itaguaí (RJ) para a Usiminas. O terreno foi
arrematado com a condicionante de ser descontaminado dos efeitos de uma planta industrial, que contaminou o subsolo e o lençol
freático. O projeto foi executado com tratamento dos rejeitos e das águas subterrâneas
e a área está atualmente em condições ambientais aceitáveis.
IM: É recorrente a discussão de temas relacionados à gestão de barragens de rejeitos não
só no Brasil, mas em todo o mundo. Como o
senhor avalia a situação brasileira?
JPA: A segurança pode ser considerada o
principal problema das barragens de rejeitos
no Brasil nos últimos 30 anos. Diversos aci-
"OS EFEITOS DESSA
REGULAMENTAÇÃO NÃO
ELIMINAM DE IMEDIATO
OS ACIDENTES, MAS
PROPORCIONAM UMA
CONSCIENTIZAÇÃO
DOS GESTORES
NA APLICAÇÃO DE
TÉCNICAS DE GESTÃO
DE SEGURANÇA
CONSIDERANDO OS
MELHORES PADRÕES
INTERNACIONAIS."
nam uma conscientização dos gestores na
aplicação de técnicas de gestão de segurança considerando os melhores padrões internacionais. O sucesso destas ações depende,
em grande parte, da adoção de uma governança corporativa de segurança de barragens realizada pelas empresas proprietárias
das barragens e da promoção de fiscalização
adequada pelos órgãos reguladores.
IM: Que avanços representam a Política Nacional de Segurança de Barragens de Rejeitos
de 2010 (e suas regulamentações posteriores)
para efetiva segurança das barragens?
JPA: Infelizmente nem todas as proprietárias
de barragens possuem uma regulamentação
interna efetiva para gestão de segurança.
Enquanto as empresas maiores adotam seus
próprios procedimentos, como a manutenção de equipes especializadas na gestão da
segurança, muitas empresas menores não o
fazem. A Política Nacional de Segurança de
Barragens promove uma estruturação desta
gestão, com indicações de requisitos a serem
atendidos periodicamente e com a obrigação de realização de inspeções periódicas
e avaliações de segurança. São emitidas declarações de estabilidade com periodicidade
adequada e é compulsória a entrega de informações aos órgãos reguladores. No caso
da mineração, o Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM).
IM: Quais os maiores desafios das mineradoras quanto à segurança das barragens de
rejeitos no Brasil?
JPA: O primeiro desafio é, certamente,
fazer com que as as rotinas de segurança
estabelecidas pela Política Nacional de Segurança de Barragens sejam implementadas
pelas mineradoras de menor porte, que
nem sempre possuem uma estrutura eficiente e especializada de geotecnia. Outro
desafio é a implantação de uma abordagem
de qualidade na gestão da disposição de rejeitos. Isso inclui o planejamento de longo
prazo para que os processos de concepção
de novos projetos possam ser antecipados a
tempo de iniciar o trâmite para obtenção de
licenças ambientais.
IM: Quais são as tendências, tanto do ponto
de vista regulatório quanto de normas técnicas para a gestão de segurança de barragens?
JPA: Há uma tendência mundial em reconhecer que a sociedade deve estar cada vez mais
protegida no caso de desastres ambientais decorrentes de rupturas de barragens. A redução
do risco é uma exigência crescente em vários
países incluindo os mais desenvolvidos. Neste
contexto, a aplicação de novas tecnologias de
disposição, principalmente as que levam a um
baixo grau de saturação dos rejeitos (como o
empilhamento drenado e a filtração com filtros prensas), tem recebido uma atenção crescente. A Comissão Internacional de Grandes
Barragens (International Commission on Large
Dams – ICOLD), por meio de sua comissão
que trata sobre barragens de rejeitos e resíduos de lagoas (Tailings Dams and Waste Lagoons), está preparando um novo boletim sobre
"Eliminação de Rejeitos - Atualização Tecnológica”, com ênfase na redução de riscos. Como
representantes do Brasil, estamos encarregados da parte de tecnologia de disposição e
seus referidos métodos.
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Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Banco de imagens
Solução de
açúcar é
utilizada na
recuperação
de ouro
Pesquisadores norte-americanos descobriram uma forma de isolamento seletivo
e de recuperação de ouro de matérias-primas, incluindo ligas, utilizando açúcar simples derivado do amido de milho. A técnica
pode oferecer uma alternativa mais verde
e mais barata do que os processos convencionais, que utilizam cianeto e que, muitas
vezes, podem levar a algum tipo de contaminação ambiental.
O ouro é tipicamente recuperado de resíduos de minérios, de áreas já mineradas
e de resíduos eletrônicos, incluindo o lixo
eletrônico. O processo de beneficiamento
de ouro é um dos grandes desafios da mineração. Este metal nobre ocorre tipicamente
em concentrações muito baixas na natureza. Uma das formas de extraí-lo é por meio
da utilização de produtos hidrometalúrgicos
após a etapa de beneficiamento do minério.
A recuperação hidrometalúrgica típica
deste tipo de mineração inclui uma etapa de
lixiviação, durante a qual o ouro é dissolvido
em um meio aquoso. Como o metal não é
solúvel em água, é necessário ao processo
um complexante, como o cianeto, que lixivia e estabiliza o ouro em solução, e um
oxidante. Mas, embora eficaz, este processo
representa, muitas vezes, um risco para os
trabalhadores e para o ambiente.
Fraser Stoddart e alguns colegas da Universidade de Northwestern, em Evanston,
Illinois (EUA), descobriram uma maneira
de diminuir o uso desses reagentes tóxicos
por meio da utilização de α-ciclodextrina um polissacarídeo encontrado no amido de
milho. Quando misturado com brometo de
ouro em água, rapidamente forma-se uma
precipitação na solução. Um agente redutor,
tal como metabissulfito de sódio, pode então
ser utilizado como a etapa final para obtenção do ouro em sua forma pura.
ditamos que pode ser facilmente realizado
em maior escala”.
A descoberta aconteceu por acaso, quando Zhichang Liu, no laboratório de Stoddart,
misturou uma solução de α-ciclodextrina
com um sal de ouro dissolvido. Na ocasião,
o objetivo era formar uma estrutura cúbica
tridimensional estendida adequada para armazenar gases e pequenas moléculas. No
entanto, estruturas em formato de agulha se
formaram rapidamente.
"Todas as maneiras de reduzir a dependência de cianeto na extração de ouro são,
certamente, muito relevantes, tanto por razões ambientais quanto sociais", disse John
Provis, Engenheiro Químico da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. "Os pontos
mais atraentes são a capacidade de recuperar
o ouro com uma etapa de separação bastante simples, e sua alta seletividade para ouro
sobre platina e paládio, dois desafios comuns
em processos baseados em iodetos de ouro."
A cristalografia de raios-X revelou que as
agulhas são compostas por cerca de 4 mil
nanofios agrupados graças às interações
supramoleculares. Após mais experiências
com α-, β- e γ-ciclodextrinas e dois diferentes sais de ouro, a equipe descobriu que
α-ciclodextrina e tetrabromoaurate potássio
(KAuBr4) são a melhor combinação para a
rápida formação das agulhas.
"Estamos bastante confiantes de que este
é um grande salto, principalmente por ser
muito diferente de qualquer um dos métodos que dependem de cianeto para isolar
ouro", diz Stoddart. "Nós não conhecemos
nenhum métodos que se aproxime deste em
relação a ser ambientalmente correto e acre-
No entanto, John Monhemius do Imperial College, em Londres, Reino Unido, acha
que qualquer aplicação prática será limitada
ao tratamento de sucata reciclada contendo ouro ou na refinação de golddoré, uma
liga de ouro e prata, produzida em minas
de ouro. "É muito pouco provável que esta
nova química tenha algum impacto sobre o
uso de longa data de cianeto em minas de
ouro em todo o mundo para a recuperação
de ouro de minérios primários", diz ele. 'É
um novo método de precipitação, não é um
novo método de dissolução e, por consequência, não é aplicável à lixiviação de minérios de ouro.
Indústria da Mineração 13
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
O Instituto Brasileiro de Mineração –
IBRAM (www.ibram.org.br) participou, entre
os dias 25 e 27 de janeiro, do Fertilizer Latino Americano Conference & Exhibition 2015.
O Congresso, realizado em São Paulo (SP),
teve como objetivo debater políticas públicas com vistas ao incremento da produção
de fertilizantes no Brasil, além de explorar
oportunidades de desenvolvimento no mercado de fertilizantes e discutir suprimento,
demanda e preços no Brasil. O evento, promovido pelo CRU Group, recebeu cerca de
600 participantes, vindos de 55 países.
Para o Diretor-Presidente do IBRAM, José
Fernando Coura, este é um assunto de extrema importância para indústria e a melhoria
da produtividade agrícola do Brasil. “Somos
um dos produtores agrícolas mais importantes do mundo e o quarto maior importador
de fertilizantes. No entanto, ao contrário
da maioria dos mercados de tamanho semelhante, o País ainda apresenta enorme
potencial de crescimento em vastas áreas
não desenvolvidas, utilizando de novas tecnologias e suprimento abundante de água,
fatores que se sobressaem para o setor de
fertilizantes à medida que os investimentos
no Brasil continuam a se acelerar”, salienta.
O IBRAM ficou responsável pela organização do Workshop “Desenvolvendo a
base de fertilizantes minerais do Brasil”.
Segundo o Diretor de Assuntos Ambientais,
Rinaldo Mancin, esta foi uma excelente
oportunidade para debater as políticas públicas associadas à expansão da capacida-
de de produção de fertilizantes no Brasil e
seus reflexos na indústria mineral e de fertilizantes. “Tivemos a honra de poder contar
com uma pessoa muito experiente do setor,
o Consultor Ali Aldersi Saab. Ele apresentou sua experiência na Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no
Ministério da Agricultura para o setor, confrontando a visão de 30, 40 anos atrás com
os dias atuais, em que cada vez mais há
concentração de grandes players”, pontua.
O Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM), representado pelo analista David Siqueira Fonseca, apresentou
alguns projetos existentes no Brasil, identificando potenciais regiões para pesquisa e
novos planos. O analista do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Vinicius Figueiredo, mostrou a
disponibilidade do banco para o financiamento de projetos, e explicou detalhes dos
tipos existentes atualmente. O workshop foi
moderado pelo Deputado Federal Arnaldo
Jardim (PPS-SP). Durante o evento, o parlamentar informou que, apesar da situação
brasileira não ser reversível tão facilmente
nos próximos anos – de País importador de
matéria prima de fertilizantes para produtor
significativo para o mercado nacional - ele
estaria engajado em trabalhar com uma
política pública voltada a estímulos ao setor de fertilizantes, e consequentemente, à
agricultura brasileira.
Para Mancin, os fertilizantes são uma
parte de extrema importância para o se-
Fotos: CRU Group
IBRAM participa do Fertilizer Latino
Americano Conference & Exhibition 2015
tor mineral. “Não podemos comparar com
os minerais metálicos, pois a importância
vai muito além do uso direto com insumo
básico: eles são a base para a agricultura e
pecuária em qualquer País.”, pontua. Atualmente, os principais bens minerais consumidos como fertilizantes são nitrogênio,
fosfato, potássio, enxofre, além do calcário
e gesso (usados como corretivos de solo).
“O Brasil é conhecido como o celeiro do
mundo e tem um enorme potencial para
continuar mantendo e melhorando os atuais
níveis de produtividade, com o uso correto
dos fertilizantes e corretivos de solo”, avalia.
Além disso, Mancin acredita que o setor mineral e a sociedade civil precisam ter sempre em mente que os alimentos consumidos
pela população, de alguma forma tiveram
em sua origem direta ou indiretamente, relação com a indústria extrativa mineral através
da cadeia de fornecedores.
Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Alessandro Carvalho
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Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, é homenageado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais com a Comenda Bombeiro Honorário.
Durante o ano de 2014, o
Diretor-Presidente do IBRAM,
José Fernando Coura, foi premiado diversas vezes por instituições distintas que reconheceram os resultados positivos
trazidos pelo empresário para
a Indústria Mineral.
O Engenheiro de Minas José Fernando
Coura, formado em 1976, dedicou sua
vida profissional exclusivamente ao setor
mineral. Hoje, Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM
(www.org.br), Coura tem se mostrado
peça fundamental para a mineração no
Brasil pelo trabalho desenvolvido à frente do Instituto. Atualmente, o Engenheiro
também é Presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais
(SINDIEXTRA) e Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas
Gerais (FIEMG).
Sebastião Jacinto Junior
IBRAM é reconhecido pela
contribuição ao Setor Mineral
Luciana Coura, filha e representante do DiretorPresidente do IBRAM, José Fernando Coura, em
homenagem concedida pela Fundação Biodiversitas.
Indústria da Mineração 15
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Divulgação
Em Belo Horizonte (MG), no mês de
março, José Fernando Coura foi homenageado pela Fundação Biodiversitas. A premiação, realizada na sede da FIEMG, o contemplou na categoria Líder Empresarial, em
que foi representado pela filha Luciana Coura. A Fundação desenvolve um trabalho com
foco na preservação ambiental no Brasil e no
mundo, além de realizar pesquisas na área
e proteger animais ameaçados de extinção.
Em junho, Fernando Coura recebeu homenagem na premiação “Quem Faz o Brasil
Melhor”, organizada pelo Grupo de Líderes
Empresariais (Grupo Lide) e pela Rádio Jovem Pan. O evento, realizado em São Paulo
(SP), homenageou os brasileiros que fazem
um Brasil melhor e que são transformadores, pois buscam soluções que demonstram
amor e confiança pelo País.
Outra vez na capital mineira, ainda no
mês de junho, Fernando Coura foi agraciado
com o Prêmio “Comenda Cidadania Sindical”. A filha Luciana Coura o representou na
homenagem realizada durante o Congresso
Nacional de Direito Sindical, promovido
pelo Conselho Federal e pela Ordem dos
Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG). “Foi uma grande honra receber este
convite e uma imensa alegria ser contemplado por esta comenda”, afirmou Coura.
O evento contou com a presença de
mais de duas mil pessoas, entre elas grandes
nomes como o do Presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), o Ministro Ricardo
Lewandowski, o Presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius
Furtado Coelho, o Presidente da OAB/Minas
Gerais, Luís Cláudio Chaves e ainda o Ex-Presidente do STF, Carlos Ayres Britto.
José Fernando Coura também foi homenageado pelo Corpo de Bombeiro Militar de
Conselheira do IBRAM, Salma Ferrari, e Diretor de Relações Institucionais do Instituto,
Walter Alvarenga, recebem Medalha Santos Dumont em Minas Gerais.
A comenda entregue a Fernando Coura, representada por um capacete histórico
da instituição, tem como principal objetivo
reconhecer e distinguir na sociedade civil
pessoas que colaboram para o crescimento, melhoria e aprimoramento do Corpo de
Bombeiros Militar.
Alessandro Carvalho
Minas Gerais. Neste caso, com a “Comenda
Bombeiro Honorário” no mês de outubro. A
cerimônia foi realizada no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa,
em Belo Horizonte (MG).
Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura,
recebe condecoração pelas mãos do então Governador
de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP/MG).
Omar Freire
Segundo José Fernando Coura, “para fazer um País melhor, depende que cada um,
primeiro, faça sua parte”. Entre outras personalidades condecoradas estavam Abram Szajman, Presidente da Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de
São Paulo (Fecomércio-SP), André Gerdau,
Presidente do Comitê Executivo do Grupo
Gerdau, Rodrigo Kede, Presidente da IBM
do Brasil, Carlos Ayres Britto, Ex-Ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), e Fernando
Henrique Cardoso, Ex-Presidente do Brasil.
Conselheiros e Diretor
O Diretor de Relações Institucionais do
IBRAM, Walter Alvarenga e a Conselheira
Salma Ferrari, receberam, no mês de outubro, a Medalha Santos Dumont 2014. Já o
Conselheiro do IBRAM e Consultor Geral da
Vale S.A., Clóvis Torres Jr., foi contemplado
com a mesma Medalha, em novembro.
Na cidade de Santos Dumont (MG), a Fazenda Cabangu, casa natal de Alberto Santos
Dumont e local que abriga, atualmente, um
museu em homenagem ao patrono da aviação, foi a sede da premiação na qual Walter Alvarenga e Salma Ferrari receberam a
medalha pelas mãos do então Governador
Conselheiro Clóvis Torres Junior e Governador de
Minas Gerais à época, Alberto Pinto Coelho (PP/MG).
de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP/
MG). Já a homenagem que condecorou o
Conselheiro Clóvis Torres Junior foi realizada
no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte (MG).
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Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
O Fundo Juruti Sustentável (Funjus)
abriu edital 03/2015 para apresentação de propostas de apoio financeiro a
projetos realizados em parceria com outros financiadores públicos ou privados.
O objetivo é viabilizar recursos para que
instituições de Juruti – município do oeste do Pará, onde a Alcoa atua com uma
mina de bauxita – atraiam parceiros com
recursos de outros editais e chamadas públicas ao longo do ano. As inscrições tiveram início no dia 6 de fevereiro e seguem
até 6 de novembro.“Desse modo, possibilitamos que Juruti amplie suas oportunidades de financiamento, alavancando
recursos de terceiros para as prioridades
socioambientais definidas pelo Conselho
Juruti Sustentável (Conjus)”, afirma Fábio
Abdala, Gerente de Sustentabilidade da
Alcoa América Latina e Caribe.
O edital abrange as áreas de educação, cultura e turismo, infraestrutura e
desenvolvimento, desenvolvimento rural
e urbano, saúde, segurança e cidadania
e meio ambiente. O prazo será de 12
meses, a partir de janeiro de 2015 e ele
será dividido em duas fases. A primeira
compreende o apoio para elaboração de
projetos prioritários para Juruti e região.
Na segunda fase, uma vez aprovados, os
repasses financeiros do Funjus disponibilizarão recursos complementares limitados até 8% do valor total do projeto.
O edital 03/2015 contempla montante
total de R$ 500 mil, sendo que R$ 100
mil são destinados à primeira fase – com
apoio de, no mínimo, dez projetos.
O restante compreende a segunda fase
do edital, que visa dar suporte de contrapartida aos projetos aprovados em
editais-alvo, de instituições co-financiadoras. As propostas devem ser entregues
à Secretaria Executiva do Funjus, localizada Rua Marechal Rondon s/n, bairro
Centro, CEP: 68170-000, Juruti – PA ou
enviadas para o endereço eletrô[email protected].
Com informações da Alcoa
Divulgação
Fundo Juruti
relança edital
e convoca
interessados
Votorantim Metais investe
em projetos para impulsionar
desenvolvimento econômico e social
Projetos e programas implantados pela
Unidade Niquelândia da Votorantim Metais,
para alavancar o desenvolvimento econômico e social, receberão investimentos de mais
de meio milhão de reais este ano. O Gerente-Geral da Unidade Niquelândia da Votorantim Metais, José Maximino Ferron, afirma
que o recurso será destinado para viabilizar
ações nas áreas de educação, modernização
da gestão pública, capacitação profissional e
fomento de cadeias produtivas.
“Contribuir para o desenvolvimento das
comunidades em que atua é um princípio
de sustentabilidade da Votorantim Metais
em que a Unidade Niquelândia acredita e pratica com o objetivo de impulsionar
o crescimento do município em diversas
áreas, por meio de ações que transformam
a vida de pessoas e também de empresas”,
afirmou Ferron.
A maioria dos projetos e programas executados pela Unidade Niquelândia conta
com o apoio do Instituto Votorantim, como
o Programa ReDes, desenvolvido em parceria com o Banco Nacional de Desenvol-
vimento Econômico e Social (BNDES). Em
2014, dois projetos de fomento à cadeia
produtiva foram entregues: o frigorífico
de peixes da Cooperativa dos Piscicultores
do Lago Serra da Mesa (Cooperpesca), em
Uruaçu; e a fábrica de doces e conservas da
Associação das Mulheres do Rio Vermelho
(Amurv), em Niquelândia. Os demais projetos viabilizados pelo ReDes consistiram
na construção da panificadora Sabores da
Fazenda, da Cooperativa de Produção da
Agricultura Familiar da Região do Criminoso
e Silveira (Coopercrim); e na disponibilização de insumos e máquinas agrícolas para
a Central de Serviços à Agricultura Familiar
(Camprun), ambos em Niquelândia.
Em 2015, o foco dos investimentos do
ReDes será a entrega da fábrica de laticínios
do projeto Fortalecimento da Cadeia Produtiva Leiteira (Coopavib), em Colinas do Sul
(GO). Desde que começou a ser executado
no território goiano, em 2011, o ReDes totaliza investimentos para fomentar a cadeia
produtiva regional de mais R$ 2,3 milhões.
Com informações da Votorantim Metais
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Indústria da Mineração 17
ENTREVISTA
Arquivo Pessoal
LUIZ EULÁLIO MORAES TERRA – ENGENHEIRO CIVIL
"Mineração em áreas urbanas exige a
utilização de tecnologias para que passe
praticamente despercebida em seu entorno"
Minerar em áreas urbanas faz parte das atividades desenvolvidas pela EMBU S.A há 50 anos. O desafio
de fazer a mineração passar praticamente despercebida pela população que vive nas proximidades do
projeto faz parte de um padrão de qualidade seguido à risca pela empresa. Em entrevista para o Jornal
Indústria da Mineração, o Engenheiro Civil Luiz Eulálio de Moraes Terra, Diretor-Presidente da Embu S.A
e Vice-Presidente do Conselho de Administração do IBRAM, Diretor Titular do Departamento da Indústria
de Construção da FIESP (DECONCIC), Diretor da Associação Nacional das Entidades de Produtores de
Agregados para a Construção Civil (ANEPAC) e Diretor do Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra
Britada do Estado de São Paulo (SINDIPEDRAS) conta a história da empresa, e também as principais
atitudes para cumprimento de condicionantes ambientais e sociais.
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Indústria da Mineração
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
ENTREVISTA
Evandro Fiuza
Jornal Indústria da Mineração: A EMBU
Engenharia tem como uma das características marcantes o fato de desenvolver operações de mina em áreas urbanas. Quais os
desafios desse tipo de trabalho?
Luiz Eulálio Moraes Terra: A mineração
dentro de áreas urbanas ou com urbanização próxima exige a utilização de tecnologias para que passe praticamente despercebida pelos que estão no seu entorno. É
possível sustentar a atividade com base nos
pilares básicos e condicionadores de sua
própria sobrevivência: engenharia de planejamento das operações e de execução dos
projetos de lavra, ferramentas tecnológicas
disponíveis e aplicadas e, principalmente,
a interação empreendimento-comunidade
circunvizinha, mais comumente vista como
a licença social.
Para tanto, é preciso planejar uma área de
operações com uma distância mínima do núcleo urbano, considerando que a dinâmica
de crescimento da cidade nem sempre obedece ao critério do planejamento da expansão urbana. Tal fato exige mais do que a disponibilidade de recursos e investimentos. É
necessário conhecer a jazida e ter a consciência de que é de extrema importância garantir
o conforto e a segurança para a execução das
operações unitárias de lavra (perfuração, desmonte, carregamento e transporte).
Além disso, é preciso estar atualizado com a
tecnologia, utilizar processos e equipamentos que minimizem a percepção das atividades de mineração, e aplicar princípios de
transparência na gestão do empreendimento de forma que o conforto da operação seja
perceptível pelo meio urbano.
IM: Nesses mais de 50 anos de atuação da
empresa, de que forma evoluíram as ações
desenvolvidas com as comunidades afetadas
pelas operações da Embu? Que tipo de trabalho é realizado nesse sentido?
LE: Acreditamos que a facilidade de contato com os gestores da empresa e a pronta-resposta às demandas da comunidade são
variáveis que devem ser perseguidas e aprimoradas nas relações com a comunidade. A
Embu, por filosofia de seus sócios-controlado-
"ACREDITAMOS QUE A FACILIDADE DE CONTATO COM OS
GESTORES DA EMPRESA E A PRONTA-RESPOSTA ÀS DEMANDAS
DA COMUNIDADE SÃO VARIÁVEIS QUE DEVEM SER PERSEGUIDAS
E APRIMORADAS NAS RELAÇÕES COM A COMUNIDADE".
res, sempre busca evoluir nessas relações: o
homem da comunidade vizinha é visto como
o candidato preferencial a ocupar um posto
na empresa e, por consequência sua família,
seus amigos, o comerciante que o atende e
os prestadores de serviços. Buscamos colaborar para um efeito em cadeia, para que cada
vez mais os moradores da cidade estabeleçam uma relação natural conosco. Estabelecemos uma relação de interdependência,
alimentada também pelas ações de natureza
sócio-ambientais-educacionais desenvolvidas
pelo Instituto Ambiental de Sustentabilidade
(www.institutoembu.com.br). Por meio do
Instituto, que possui orçamento próprio, buscamos atender as necessidades mais prementes dessa comunidade. Nosso foco é apostar
na educação do homem.
IM: Operar com rochas em centros urbanos
exige uma série de tecnologias para garantir o cumprimento das condicionantes ambientais. Pode nos explicar um pouco sobre
o que é feito atualmente pela Embu para
atender à legislação vigente?
LE: A Embu sempre pensou em seus empreendimentos como operações longevas. Nossa mina mais antiga tem cinquenta anos de
operação, em Embu das Artes. Para chegar a
esse ponto é preciso, primeiramente, planejar o futuro e imobilizar áreas no seu entorno, investimentos necessários para manter
uma distância de conforto.
Em seguida, é necessário utilizar as novas
tecnologias para nos ajustarmos aos condicionantes estabelecidos pela legislação ambiental vigente e que mais exigente se tornará no futuro. Exemplo claro dessa situação
é a operação de desmonte de rochas com
explosivos. Em nossas operações na Pedreira
Embu, que está localizada próxima a um núcleo urbano, utilizamos circuitos e dispositivos eletrônicos de detonação de explosivos,
porque é a partir deles que temos um ajuste
fino da operação.
Indústria da Mineração 19
Ano X – nº 69, Janeiro/Maio de 2015
Queremos com isso minimizar vibração e
eliminar quaisquer riscos de lançamentos de
fragmentos fora da área operacional, razão
pela qual não economizamos no procedimento. Utilizamos o que há de melhor em
explosivos, acessórios e monitoramento, mas
também primamos pelo rigor dos procedimentos e na capacitação dos profissionais
que são responsáveis pela operação. Mas não
é só. Cuidamos igualmente do potencial de
geração de pó, do ruído gerado por máquinas e equipamentos em horários que a comunidade descansa, da água, da limpeza e
estudamos rotas alternativas de escoamento
da produção para que, no futuro, não sejam
gerados novos óbices ao empreendimento.
IM: Qual a importância dos “cinturões verdes” nas operações desenvolvidas pela Embu?
LE: Os cinturões verdes são indispensáveis
à operação do empreendimento. São barreiras físicas naturais, essenciais, e aceitas
por todos, que trazem inúmeros benefícios
a partir do isolamento visual e sonoro do
empreendimento, além de serem eficazes
na contenção do material particulado em
suspensão gerado pela circulação intensa
de equipamentos pesados Em todas as unidades da Embu na região metropolitana de
São Paulo temos grandes áreas verdes que os
circundam como parte de nosso modelo de
negócio na produção de agregados.
IM: A mineração de agregados para construção civil está presente em todo o Brasil em
volumes mais altos, inclusive, que o nosso
“carro chefe”, o minério de ferro. Qual é a
situação atual do setor?
LE: O setor não vive um bom momento e as
perspectivas preconizam um agravamento da
crise, embora algumas entendam o momento
como apenas reflexo de mais um ciclo negativo, de curta duração, com natural recuperação depois de eliminadas as variáveis de
instabilidade, principalmente as econômicas.
A aposta no fato de que nossas deficiências
de infraestrutura terão que ser equacionadas
para que o País cresça constitui um alento.
A realidade, todavia, já sinaliza para uma
queda de 10 a 15% nos volumes comercializados de 2014 em relação a 2013 e numa
grande interrogação para 2015, que somente
os próximos meses poderão mostrar no que
poderá resultar. A Embu trabalha com uma
perspectiva de queda de 10% no mercado, o
que resultaria num encolhimento de volume
da ordem de 3,8 milhões de toneladas apenas na região metropolitana de São Paulo.
"A EMBU TRABALHA
COM UMA PERSPECTIVA
DE QUEDA DE 10%
NO MERCADO, O QUE
RESULTARIA NUM
ENCOLHIMENTO DE
VOLUME DA ORDEM
DE 3,8 MILHÕES
DE TONELADAS
APENAS NA REGIÃO
METROPOLITANA DE
SÃO PAULO.
IM: Sabemos que a mineração é uma atividade transitória e pontual e que existe uma
grande quantidade de áreas utilizadas pelo
setor que foram recuperadas. Como é realizado esse processo de recuperação? A evolução da tecnologia contribui nesse sentido?
LE: A mineração que sustenta a indústria
de pedra britada vive um grande paradoxo
porque, ao mesmo tempo em que está assentada e é desenvolvida em grandes massas minerais – maciços de granito-gnaisse,
derrames de basaltos, por exemplo – o fato
de ter de estar junto aos centros consumidores e ser suscetível e vulnerável diante da
expansão urbana resulta na esterilização de
jazidas, na abreviação da vida dos empreendimentos e, muitas vezes, na interrupção
precoce da atividade.
São Paulo foi, nas últimas décadas, um
exemplo dessa situação com o fechamento
de muitas unidades produtoras que foram
ou parcialmente recuperadas, ou integradas
à cidade. Das áreas mais conhecidas temos
casos de transformação da área minerada
em espaços para finalidades culturais e ocupações por outros usos ou empreendimentos, como, por exemplo, o “piscinão” em
São Paulo. Entendemos que mais do que a
evolução da tecnologia, o que é determinante na utilização da área é a existência
de legislação e o próprio convencimento
do empreendedor, que visa conferir outra
destinação à área da mineração encerrada,
integrando-a no contexto e cenário local de
uso e ocupação econômica do solo.
É fácil compreender que os empreendimentos com atividades já encerradas localizados
dentro ou na periferia de áreas urbanas ocupam áreas que passaram a ter um grande
valor. Temos exemplos, inclusive, de recuperação de parte de área de pedreira para
utilização como centros de distribuição logística que despertam muito interesse, especialmente nos grandes centros urbanos. Os
empreendimentos atualmente em operação
já são projetados de forma que, no futuro
e encerrada a mineração, estejam moldados segundo uma configuração física que os
tornem compatíveis e adequados à vocação
local de uso e ocupação do solo.
IM: Qual é o papel da Embu no Comitê de
Mineração da Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo?
LE: As empresas não estão representadas
institucionalmente no Comitê da Cadeia
Produtiva da Mineração (COMIN), fórum de
discussão setorial dos diferentes segmentos
do setor mineral paulista, que subsidia ações
de natureza legal e institucional de interesse da mineração. Dele fazem parte apenas
os sindicatos paulistas da mineração e entidades diversas – de atuação estadual ou
nacional, dentre elas o próprio IBRAM, que
se participa dos embates mais relevantes.
O setor de agregados, contudo, está representado pelo Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São
Paulo (Sindipedras), Sindicato das Indústrias
de Extração de Areia do Estado de São Paulo
(Sindareia) pela e Associação Nacional das
Entidades de Produtores de Agregados para
Construção Civil (ANEPAC).
PROGRAMA ESPECIAL DE
SEGURANÇA E SAÚDE
OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO
Fotos: Evandro Fiuza
ANO X – Nº 69, JANEIRO/MAIO DE 2015
Contemplados na premiação "Melhores Práticas em SST" em 2014, do Programa MINERAÇÃO.
MINERAÇÃO encerra 2014 com saldo positivo
Seminários, Workshops e eventos que promoveram discussões sobre Saúde e Segurança dos Trabalhadores (SST) na mineração
marcaram o ano de 2014 no Instituto Brasileiro de Mineração - IBRAM (www.ibram.
org.br) por meio do Programa MINERAÇÃO.
Tais ações reforçaram ainda mais o compromisso do IBRAM de minimizar os riscos de
SST nas atividades minerárias.
Segundo a Coordenadora do Programa,
Cláudia Pellegrinelli, a cada ano o MINERAÇÃO cresce e evolui. “O Programa vem
conseguindo trabalhar com as empresas do
segmento mineral com o objetivo de buscar
a redução do número de acidentes no trabalho. As atividades promovidas em 2014
resultaram em sucesso total, atendendo a
demanda do setor e se tornando um ponto
de encontro convergente, importante para
aqueles que querem melhorar os seus indicadores em SST”, avalia.
Para o Gerente de Segurança do Trabalho da
Samarco Mineração S.A, Lindomar Martins
de Mesquita, o MINERAÇÃO buscou atender as demandas dos diversos temas desenvolvidos nas empresas como emergências,
produtos químicos, inovações, entre outros.
“A preocupação em atender as necessidades
do mercado e buscar sempre de forma ope-
20
racional suprir as demandas fez do programa
um importante aliado das empresas, consolidando-o definitivamente”, diz.
Durante o ano, o Programa promoveu diversos eventos para debater assuntos de relevância para as mineradoras. O tema “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”foi discutido de norte a sul do País.
“Estivemos presentes para debater essa temática em Criciuma (SC), em Ouro Branco (MG)
e Belo Horizonte (MG). Nas três ocasiões nosso objetivo foi transmitir conhecimento aos
profissionais deste setor para garantir eficiência nas operações”, afirmou Cláudia.
A atuação do MINERAÇÃO foi além, promoveu palestra sobre a importância dos dados
de SST no preenchimento das planilhas do
e-Social como também o seminário Fadiga
nas Operações de Trabalho.
Segundo a Gerente Coorporativa de Saúde
e Segurança da Votorantim Metais, Flávia
Helena Moraes, as ações promovidas pelo
Programa foram fundamentais para a evolução da empresa, no ramo de SST. “Estivemos
presentes em alguns eventos promovidos
por eles e absorvemos informações relevantes para a empresa. Conhecemos assuntos
e formatos de programas voltados ao tema
SST de outras empresas do ramo e trocamos
informações”, pontuou.
Para o Gerente de Saúde e Segurança Ocupacional da Anglo American, Edson Covic, todos
os eventos promovidos pelo Programa foram
proveitosos e relevantes para aplicar inovações
na empresa. “Os assuntos foram apresentados
de forma clara e todos os participantes contribuíram por meio de perguntas, exemplos de
situações reais, etc. Consideramos o Programa
MINERAÇÃO importante para a busca de novas soluções em SST e até para parcerias entre
as empresas participantes”, diz.
O Programa encerrou o ano de 2014 com a
premiação “Melhores Práticas em SST”, que
elegeu e premiou as mais importantes ações
de Saúde e Segurança do Trabalho desenvolvidas pelas mineradoras e demais empresas
ligadas ao setor, voltadas para os temas: Atendimento às Emergências, Sistemas de Comunicação de SST eficazes utilizados nas Operações de Trabalho e Sistemas de capacitação
de trabalhadores. Para Cláudia, este foi um
excelente desfecho. “Tivemos a chance de
mostrar à sociedade o melhor desempenho
em SST das empresas. Além disso, foi uma
ótima oportunidade para realçar, nacionalmente, os esforços conjuntos assumidos por
cada um dos participantes”, finaliza.
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Indústria da Mineração nº69