José Walderêdo Cavalcanti Farias Júnior FALHAS BIOMECÂNICAS DAS PRÓTESES SOBRE IMPLANTES Salvador 2011 José Walderêdo Cavalcanti Farias Júnior FALHAS BIOMECÂNICAS DAS PRÓTESES SOBRE IMPLANTES Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Prótese Dentária do IAPPEM – FUNORTE NÚCLEO SALVADOR, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Especialista. ORIENTADOR: Prof. Heron de Abreu Rebelo Matos Salvador 2011 Dedicatória Dedicatória Dedico este trabalho ao meu filho Pedro Rocha Farias. Agradecimentos Agradecimentos AGRADECIMENTOS Agradeço inicialmente aos meus pais, Walderêdo e Zélia, pela força, compreensão e apoio constante. Aos meus sobrinhos Vítor, Felipe e Gustavo pela amizade e companheirismo. Ao Doutor Eduardo Rabelo de Matos pelo incentivo e ajuda para a minha consolidação como profissional humano. Ao meu colega José Cleuton Gama pela disponibilização de referencial teórico, orientações e motivação para a realização deste estudo. Às minhas colegas de turma por todo o carinho e companheirismo, durante o período em que passamos juntos nesta caminhada. Ao meu orientador Heron Rabelo de Matos pelas pertinentes considerações e instruções durante o processo de construção deste trabalho. Sumário Sumário SUMÁRIO RESUMO ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO 2 ............................................................................................. 2 REVISÃO DA ........................................................................ 2.1 Fratura do LITERATURA 5 Abutment protético 6 ............................................................. 2.2 Afrouxamento do parafuso 7 .................................................................... 2.3 Fratura do parafuso/implante 17 ................................................................ 2.4 Desadaptações 18 ..................................................................................... 3 DISCUSSÃO 23 ................................................................................................ 3.1 Fratura do Abutment protético 23 .............................................................. 3.2 Afrouxamento do parafuso 24 .................................................................... 3.3 Fratura do parafuso/implante 28 ................................................................ 3.4 Desadaptações 28 ..................................................................................... 4 CONCLUSÃO 31 .............................................................................................. REFERÊNCIAS ................................................................ BIBLIOGRÁFICAS 33 Resumo Resumo RESUMO Este trabalho tem por objetivo fazer uma pesquisa na literatura acerca das falhas biomecânicas das próteses sobre implantes. Diante do evidenciado, conclui-se que as intercorrências na Implantodontia podem ocorrer desde a perda da osseointegração até nos sistemas mecânicos que compõem a parte protética. As falhas mecânicas relacionadas foram: afrouxamento ou fratura do parafuso do abutment, fratura do abutment e a fratura do implante. Os fatores que levam as falhas biomecânicas relacionadas foram: torque inadequado, ausência de adaptação passiva do componente protético, relações oclusais e ausência de um correto planejamento. Conexões de hexágono interno na prótese unitária são biomecanicamente mais favoráveis quando comparado com hexágono externo devido a melhor distribuição de forças. Palavras-chave: 1. Implantodontia; 2. Falhas biomecânicas; 3. Afrouxamento do parafuso; 4. Fratura do parafuso. Abstract Abstract ABSTRACT This paper aims to do a literature search about biomechanical failures of prostheses on implants. Given the evidence, it is concluded that intercurrences may occur in Implantology: since the loss of osseointegration and also in the mechanical systems that form the prosthetic part. The related mechanical failures were: loosening or fracture of abutment screw, abutment fracture and fracture of the implant. The factors that led to related biomechanical failures were: inadequate torque, absence of passive adaptation of the prosthetic component, occlusal relationships and lack of proper planning. Connections of the internal hexagon in the unitary prosthesis are biomechanically more favorable when compared to the external hexagon due to a better distribution of forces. Key words: 1. Implantology. 2. Biomechanical failures. 3. Loosening of the screw. 4. Fracture of the screw. Introdução Introdução 1 INTRODUÇÃO As perdas dentais causam prejuízo estético e alterações fisiológicas em seu portador, cuja severidade depende da quantidade e da localização dos dentes perdidos. Sendo assim, indivíduos parcial ou totalmente desdentados devem ser reabilitados por meio de próteses que, por sua vez, podem ou não estar associadas a implantes osseointegrados (HADDAD et al., 2008, GONÇALVES et al., 2010). De acordo com Misch (2000) antes do advento da Implantodontia, a reposição de dentes era realizada com a confecção de próteses fixas ou removíveis, através da realização de preparos mesmo em dentes íntegros. Com a previsibilidade e longevidade relacionadas a osseointegração, o tratamento com implantes dentários tornou-se uma realidade na clinica odontológica. Esse fato, associado ao aumento da expectativa de vida e da exigência estética e funcional dos pacientes, aliado a um custo cada vez mais acessível desta modalidade de tratamento reabilitador, firmou-se como uma realidade na Odontologia moderna (ALMEIDA, FREITAS JÚNIOR e PELLIZZER, 2006). De acordo com Barbosa e Fedumenti (2006), atualmente, os implantes dentários estão se tornando a primeira opção para a reposição de dentes por parte do profissional, bem como por parte do paciente. As vantagens são inúmeras; porém, merecem especial destaque três destas indicações: a preservação biológica dos dentes adjacentes ao espaço protético, a preservação da estrutura óssea remanescente do rebordo alveolar e, é claro, a estética. Apesar das altas taxas de sucesso em próteses implanto-suportadas, documentadas por numerosas pesquisas clínicas, este tipo de prótese não está livre de complicações (FÁLCON-ANTENUCCI et al., 2008). Falhas em Introdução implantes dentários podem ocorrer por fatores biológicos e mecânicos (FREITAS et al., 2010). As complicações biológicas referem-se a distúrbios na função do implante caracterizados por processos biológicos que afetam os tecidos de suporte do mesmo (infecção/inflamação) (BRANDÃO, 2008). A biomecânica é uma das partes mais importantes, dentro do contexto “prótese sobre implantes”, envolvendo resposta dos tecidos biológicos às cargas aplicadas, tanto na função mastigatória normal como nas parafuncionais. Portanto é essencial ter um bom conhecimento sobre biomecânica de implantes para que seja estabelecida uma estratégia de tratamento em que, as forças oclusais sejam dissipadas da melhor maneira possível (BARBOZA et al., 2007). Estudos longitudinais demonstram um elevado índice de complicações mecânicas. Dentre as complicações mais freqüentemente citadas, está a falha dos parafusos e o afrouxamento ou fratura dos parafusos intermediários (FÁLCON-ANTENUCCI et al., 2008, FREITAS et al., 2010). A mobilidade da prótese relacionada ao afrouxamento ou fratura dos parafusos, fratura da cerâmica ou material de cobertura, dissolução do cimento em próteses cimentadas, exposição da margem das restaurações e fístulas associadas ao afrouxamento dos parafusos são reportadas nas avaliações clínicas longitudinais como complicações das restaurações unitárias (TAVAREZ, 2003). Com base no exposto, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão na literatura acerca das falhas biomecânicas das próteses sobre implantes. Revisão da Literatura Revisão da Literatura 2 REVISÃO DA LITERATURA Os aspectos biomecânicos de implantes são fundamentalmente diferentes daqueles de um dente natural, circundado por um ligamento periodontal, a possibilidade de transferir sobrecarga ao implante e deste ao osso circundante, podendo acabar ultrapassando o limite fisiológico e provocar falhas nas reabilitações ou, até mesmo, a perda da osseointegração (FALCÓNANTENUCCI et al., 2008). Nergiz, Schmage e Shahin (2004) apontaram como complicações biomecânicas: a fratura do abutment protético, a fratura de parafusos, o afrouxamento do parafuso de fixação do abutment, a retenção protética, a decimentação e a fratura do implante. De acordo com Almeida, Freitas Júnior e Pellizzer (2006) a falta de adaptação passiva da prótese sobre implante pode acarretar, como consequências indesejáveis, o afrouxamento ou fratura de parafuso, do cilindro de ouro, da infra-estrutura e da porcelana. Kano, Binon e Curtis (2007), Blatt et al. (2007), Falcón-Antenucci et al. (2008), Lobato (2009), Freitas et al. (2010) evidenciaram através de seus estudos longitudinais que as falhas biomecânicas mais freqüentes em próteses implanto-suportadas são: afrouxamento ou fratura dos parafusos do implante. Segundo Brunski, Puelo e Nanci (2000) as regiões de pré-molares e molares apresentam os maiores índices de problemas biomecânicos, sendo consideradas como áreas de risco. Em relação à restauração unitária, Ekfeldt, Carlsson e Börjesson (1994) evidenciaram que existe certa complexidade biomecânica, principalmente na substituição de elementos dentários nas áreas de prémolares e molares. Isso porque, nestas áreas, as forças oclusais são maiores, podendo levar a tensões elevadas nos componentes e osso, tornando a união mais susceptível à falha. Revisão da Literatura 2.1 Fratura do abutment protético A fratura do abutment tem grande importância clínica, pois indica que existe uma grande força e carga aplicada à prótese, necessitando de cuidados especiais como ajuste oclusal através da redução da inclinação das cúspides, diminuição da largura vestíbulo-lingual e mesio-distal do elemento protético, eliminação de contatos oclusais cêntricos, adaptação passiva, diminuição do comprimento do cantilever, proteção contra bruxismo utilizando placas de mordida ou ainda modificações no tipo de prótese e no número de implantes (KIM et al., 2005). Para Taylor, Agar e Vogiatzi (2000) esta é uma falha relacionada ao afrouxamento prévio do parafuso não detectado, causado por diversos fatores como: bruxismo, sobre-estrutura desfavorável que pode estar relacionada ou não à adaptação não passiva, micromovimentos e ainda, dentro outros mais, à sobrecarga. Watson, Tinsley e Sharma (2001) afirmaram que a estrutura fraturada pode produzir uma pequena mobilidade da ponta que, subsequentemente, levará a fratura do parafuso do abutment. Lanza e Lanza (2008) enfatizaram que as complicações relacionadas aos fatores mecânicos, tal como perda e/ou afrouxamento dos parafusos, estão diretamente relacionadas com a interface abutment/implante, pela criação de micromovimentos entre as duas superfícies quando carga extrema é aplicada. As fixações com implante de hexágono interno apresentam uma maior e melhor distribuição de forças que implantes de hexágono externo. Perda ou afrouxamento de parafuso pode resultar em deslocamento da prótese, causando perda de função. Isso ocorre mais frequentemente nas restaurações unitárias parafusadas em regiões posteriores em implantes de hexágono externo. Concluíram que conexões de hexágono interno são clinicamente mais favoráveis nas próteses unitárias e parciais. Dias, Padovan e Hamata (2009) evidenciaram que o sucesso a longo prazo dos implantes osseointegrados tem sido bem estabelecido na literatura. Entretanto, um problema mecânico comumente associado com implantes em restaurações unitárias é a instabilidade na interface implante-abutment. Diante disso, desenvolveram um estudo com o objetivo de realizar, por meio de uma revisão bibliográfica, uma comparação entre os vários tipos de conexões externas e internas disponíveis, na tentativa de estabelecer qual tipo de conexão apresenta um melhor comportamento biomecânico em próteses unitárias. Concluíram que deve haver uma avaliação criteriosa das características de cada sistema e de cada marca comercial. Quanto menor a tolerância durante a fabricação dos componentes, mais precisa e estável será a interface implante-abutment. Além disso, um sistema mais resistente muitas vezes não é o melhor sistema, pois devemos sempre levar em conta a tolerância biológica. A tolerância ao estresse deve ser menor no complexo implante-prótese, preferencialmente no parafuso, do que no tecido ósseo adjacente. 2.2 Afrouxamento do parafuso Apesar da reabilitação de pacientes parcial e totalmente edêntulos com implantes osseointegrados ser clinicamente aceitável na Odontologia moderna, muitas falhas ainda podem ocorrer nesse tipo de tratamento protético. Freqüentemente o afrouxamento e fratura dos parafusos de fixação e/ou retenção dos componentes dos implantes serve como um sinal de alerta, indicando que o sistema de conexões necessita de uma reavaliação (LOMBARDO et al., 2006). Jemt et al. (1991, a) relataram, através de seus estudos, que 26% dos parafusos de retenção de ouro vieram a afrouxar durante o primeiro ano. No mesmo ano (1991, b), em outro estudo, os mesmos autores evidenciaram Revisão desdentados da Literatura que 30,7% das próteses em pacientes apresentavam o parafuso de união ao pilar protético frouxo, aproximadamente duas semanas após a inserção. Para Nizinick (1991) a vantagem em utilizar uma conexão de hexágono interno é o aumento da resistência, a qual reduz a possibilidade de complicações como afrouxamento ou fraturas dos parafusos. O centro de fixação do parafuso que é unido às paredes do implante é protegido pelo 1,7mm de hexágono do pilar. Dessa forma, forças laterais são transmitidas diretamente às paredes do implante devido ao comprimento e ao íntimo contato dos hexágonos; a diferença dos pilares segmentados unidos à conexão de hexágono externo, onde as forças laterais são transmitidas ao parafuso de retenção, no ponto em que este entra no implante, assim como no ombro do implante, pode provocar afrouxamento ou fratura deste parafuso. Em um estudo realizado por Jemt, Lidén e Lekholm (1992) foi observado que, durante o período de um ano, próteses parciais fixas implantossuportadas obtiveram resultados finais de grande sucesso, com um percentual médio de 98,6%. O percentual de 1,4% de falha se deu pelo afrouxamento do parafuso de ouro de fixação, localizado tanto na maxila e quanto na mandíbula. Jörnéus et al. (1992) analisaram como prováveis mecanismos responsáveis pelo afrouxamento do parafuso usado em prótese sobre implante: efeito de alavanca no conjunto aparafusado e micro-movimentos ou vibrações. Se uma força de alavanca em uma prótese unitária promove uma carga mais elevada do que o limite de escoamento do parafuso, uma deformação plástica permanente ocorrerá. Neste tipo de situação ocorrerá perda da tensão no corpo do parafuso, resultando em uma diminuição das forças de contato entre o cilindro do abutment e o implante, e diante disso existe uma maior chance de o parafuso afrouxar. Quanto mais elevado for o limite de escoamento do parafuso, menor será a chance deste sofrer uma deformação plástica sob determinada carga. O segundo mecanismo sugere que micro-movimentos ou vibrações no conjunto aparafusado causaria a separação das peças. Toda superfície usinada exibe algum grau de microrugosidades fazendo com que duas superfícies não estejam completamente em contato. Quando a interface do parafuso é submetida a cargas dinâmicas externas há perda de adesão Revisão da Literatura desses pontos de contato, fazendo com que haja separação. Observaram que ambos os mecanismos são considerados como causas da separação das peças, sendo assim, os autores afirmaram que aumentando a plataforma horizontal (plataforma larga de implante de 5.0 mm ou mais) poderia aumentar a interface implante-abutment e assim diminuir a perda da pré-carga no carregamento dinâmico. As deficiências na adaptação estão associadas às tensões na estrutura protética. A pré-carga tem por objetivo unir as superfícies e a perda dessa faz com que o parafuso fique susceptível ao afrouxamento, à fadiga e à fratura (MILLINGTON e LEUNG, 1992). De acordo com Burguete et al. (1994) o processo de afrouxamento pode ocorrer com forças externas aplicadas a união parafusada, que geram deformações nas uniões das roscas. Neste estágio, quanto maior for o torque inicial dado, menor será a chance de ocorrer afrouxamento na área rosqueada. Carlson e Carlsson (1994) examinaram 600 pacientes com próteses implanto-suportadas e dentre estes pacientes, 28% necessitaram de algum tipo de intervenção protética. As complicações variaram desde um simples ajuste até a confecção de próteses novas. A fratura dos parafusos e o afrouxamento totalizaram 10% dos problemas apresentados. Laney et al. (1994) realizaram uma pesquisa envolvendo um estudo clínico do qual foram avaliadas próteses unitárias do tipo Branemark por um período de 3 anos. Diante da análise dos resultados, observaram que perdas foram registradas somente no primeiro ano do estudo, onde o afrouxamento do parafuso do pilar foi a falha mais freqüente, com um registro de 10 casos em 117 implantes instalados em 92 pacientes. Becker e Becker (1995) realizaram um estudo envolvendo 24 implantes instalados em 22 pacientes na área de molares superiores e inferiores. Todos os implantes receberam pilar intermediário e cilindro de ouro, com ajuste oclusal minimizando contatos cêntricos e interferências laterais. Revisão da Literatura que a taxa de sucesso foi de Após dois anos de acompanhamento observaram 95%. Observaram afrouxamento do parafuso de ouro que retinha a coroa protética em 38% dos casos. Binon (1996) desenvolveu um estudo envolvendo 5 grupos de implantes com 10 intermediários cada. Foram criados intermediários com dimensões crescentes do hexágono, objetivando determinar a influencia da liberdade rotacional entre o hexágono do intermediário e o hexágono do implante na estabilidade do parafuso protético. Os intermediários foram presos aos implantes com um torque de 30 Ncm. As amostras foram fixadas na máquina de ensaio, onde se aplicou uma carga de 133 N a uma frequência de 1150 ciclos por minuto, até a falha da conexão determinada pelo afrouxamento do parafuso. Os resultados demonstraram que quanto menor a liberdade rotacional, mais resistente é a conexão e menor é a probabilidade de afrouxamento dos parafusos. Diante desses resultados, concluiu que a presença do hexágono aumenta de forma significativa a resistência ao afrouxamento dos parafusos e que a diminuição do desajuste rotacional tornou a conexão mais rígida e mais resistente ao afrouxamento. De acordo com Cavazos e Bell (1996) existe uma técnica simples e que proporciona excelentes resultados para prevenir o afrouxamento do parafuso de fixação que une o pilar ao implante. A mesma baseia-se em socavados ou irregularidades criadas acima da cabeça do parafuso na superfície interna do canal de acesso da coroa. Um material a base de polivinilsiloxano é injetado e condensado nos socavados e no hexágono ou fenda dos parafusos, acima deste uma resina composta é fotopolimerizada para assegurar o material na posição condensada. Möllersten et al. (1997) observaram, através de seus estudos, que os abutments que se conectavam com os implantes através de um hexágono interno, com uma junção longa ou com maior área de contato, apresentavam uma resistência favorável aos momentos de força de alavanca. Concluíram que para minimizar o fenômeno do afrouxamento deve-se buscar um encaixe o mais perfeito possível dos componentes do conjunto, através da utilização de peças provenientes de uma indústria confiável que tenha métodos de fabricação com precisão e um rígido controle de qualidade. Além disso, deve ser considerada ainda a obtenção de uma pré-carga a mais alta possível, sem ultrapassar o limite de escoamento do material do parafuso. Revisão da Literatura Para Rangert et al. (1997) o torque de apertamento da conexão aparafusada produz uma ótima pré-carga, protegendo o parafuso do afrouxamento e nos casos de desadaptação, quase que nenhuma proteção é exercida. Para Schulte e Coffey (1997), o afrouxamento protético ocorre com determinada freqüência, tendo um registro de 7% dos casos. Binon (1998) realizou um estudo visando a prevenção do afrouxamento do parafuso protético através da aplicação de uma carga cíclica. A técnica empregada baseia-se na colocação de material de moldagem (Impregum) no interior do intermediário protético. Após a presa do material, uma resina fotopolimerizável foi colocada para selar o orifício oclusal. Apesar de a técnica ter por objetivo a prevenção do afrouxamento, o autor observou que a mesma não atingiu o propósito desejado, já que não foi capaz de impedir o afrouxamento do parafuso. Eckert e Wollan (1998) afirmaram que os casos em que ocorre a fratura do parafuso de fixação parecem estar relacionados com o afrouxamento prévio dos mesmos. Segundo os autores o afrouxamento não é uma complicação séria, desde que seja solucionado o mais breve possível, já que sua persistência pode levar a fratura do implante. Segundo Mcglumphy, Mendel e Holloway (1998) os parafusos afrouxam porque as forças que tentam separar as partes unidas são maiores que as forças que mantêm as partes unidas. As forças que tentam separar as partes são chamadas de forças de separação; e as que unem as partes são chamadas de forças de aperto. Desta forma existem dois fatores envolvidos para manter os parafusos apertados: maximizar as forças de aperto e minimizar as forças de separação. Para conseguir uma união segura, os parafusos devem ser tensionados para produzir uma força de aperto maior que a força externa que tenta separar a união. No desenho do parafuso de união rígida, o mais importante desde o ponto de vista funcional é a força de aperto inicial desenvolvida pelo aperto do parafuso. A resistência da união é mais afetada pela força de aperto que pela resistência a tensão dos parafusos. A força de aperto é proporcional a força de torque. Um torque baixo pode permitir a separação da união e resultar em fadiga ou afrouxamento do parafuso. Um torque maior pode causar falha do parafuso ou um desgaste das roscas. Quando o torque é aplicado, desenvolve uma força dentro do parafuso chamada de pré-carga, que é a carga inicial do parafuso em tensão. Esta força de tensão no parafuso desenvolve uma força compressiva de aperto entre as partes. Entretanto, a pré-carga do parafuso é igual à força de aperto em magnitude. Para os autores, a pré-carga é determinada pelos seguintes fatores: torque aplicado, liga do parafuso, desenho da cabeça do parafuso, liga do pilar, superfície do pilar e lubrificante. Os fatores que limitam a quantidade de torque que pode ser aplicada são: o limite de resistência mecânica do parafuso e o modo como o torque é aplicado. A máxima pré-carga é obtida antes de ocorrer falha, conseqüentemente um ótimo torque de aperto pode ser calculado utilizando 75% do máximo valor obtido até a falha; pelo que uma ótima força de aperto pode ser desenvolvida com mínimo risco de fratura do parafuso. Boggan, Strong e Misch (1999) preconizaram que os implantes de diâmetro mais largo parece reduzir a probabilidade de fratura dos componentes do implante. Elias, Vieira e Lima (1999) apontaram que uma das falhas biomecânicas relacionadas ao implante está associada ao afrouxamento das conexões, em decorrência da falta de ajuste entre o hexágono do implante e o hexágono do pilar protético. Segundo Spiekermann (2000) a causa principal para o afrouxamento e/ou quebra de parafusos protéticos são: adaptação imprecisa da estrutura metálica, sobrecarga nas extensões distais (catilevers) e a oclusão inadequada. Khraisat et al. (2002) chamam atenção para que todos os fatores causais do afrouxamento do parafuso, isolados ou em conjunto, se não Revisão da Literatura detectados e corrigidos a tempo podem ter como conseqüência a falha por fadiga, ou seja, a quebra do parafuso. Segundo Rafee et al. (2002) a ação da saliva é benéfica para a précarga dos parafusos das próteses, visto que parafusos apertados e removidos da cavidade bucal por diversas vezes, estarão livres de resistência à tração devido ao efeito lubrificante da mesma. Tavarez (2003) relatou que a falha biomecânica mais freqüente deve-se ao afrouxamento do parafuso. Diante disso, o torque ideal para aperto dos parafusos torna-se um ponto crucial que pode originar sobrecarga, fadiga e ainda outras situações que podem por ventura levar a esta anormalidade do tratamento dentário. Khraisat et al. (2004) preconizaram, para neutralizar o afrouxamento do parafuso, a incorporação de um elemento anti-rotacional e pré-carga na união parafusada, pois, se a tensão (pré-carga) no parafuso cair abaixo de um nível crítico, a estabilidade da junta pode ficar comprometida e o conjugado do parafuso pode falhar clinicamente. Nery (2005) preconizou que os implantes com conexões cone-morse devem ser os de primeira escolha para a reposição de dentes unitários já que apresentam como benefícios: melhor distribuição e transmissão da força ao longo do implante com o tecido ósseo, redução do gap com diminuição da possibilidade de invasão bacteriana na interface implante intermediário e ausência do afrouxamento de parafusos. De acordo com Inoue et al. (2006) o cone-morse pode ser caracterizado como uma conexão onde elimina-se a junção implante/abutment da região intra-sulcular e observa-se a junção implante/coroa. Essa caracterização é de alta confiabilidade por apresentar estabilidade em relação ao afrouxamento e fratura dos componentes protéticos. Nakamura, Contin e Pichler (2006) desenvolveram um estudo cuja proposta foi avaliar o torque de afrouxamento de parafusos de fixação do abutment. Formaram seis grupos: grupos HE-TiS e HE-TiNS (implante e abutment de hexágono externo, parafuso de titânio, submetido e nãosubmetido ao ensaio), grupos HE-AuS e HE-AuNS (implante e abutment de hexágono externo, parafuso de ouro, submetido e não-submetido ao ensaio), grupo HI-TiS e HI-TiNS (implante e abutment de hexágono interno, parafuso de titânio, submetido e não-submetido ao ensaio). Para a realização da ciclagem mecânica, foi desenvolvida uma máquina de ensaio cuja carga máxima aplicada foi de 120N em sentido axial, com deslizamento de 0,3mm sobre a superfície oclusal da coroa e força de atrito de 28N, a uma freqüência de 60 ciclos por minuto, durante 500.000 ciclos. O torque de apertamento inicial dos parafusos de fixação foi de 32N.cm e o torque de afrouxamento mensurado a cada 100.000 ciclos nos grupos submetidos ao ensaio e a cada 24 horas após o torque de apertamento nos grupos não-submetidos ao ensaio. Dentro das condições experimentais deste estudo, os resultados sugeriram que: os parafusos de fixação do abutment dos grupos submetidos ao ensaio de ciclagem mecânica apresentaram menor valor de destorque quando comparados aos dos grupos não-submetidos. O parafuso de fixação do abutment de ouro apresentou maior valor de destorque quando comparado ao parafuso de titânio nos grupos que continham conexão HE quando submetidos ou não ao ensaio de ciclagem mecânica. O parafuso de fixação do abutment de titânio apresentou maior valor de destorque quando utilizado no sistema de conexão HI e quando submetidos ao ensaio de ciclagem mecânica. Para Oliveira (2007) a utilização da conexão cone-morse demonstra índices de previsibilidade e sucesso superiores a 90%. Esse sistema apresenta vantagens cirúrgicas e protéticas significativas sobre outros sistemas convencionais (hexágonos externos e internos), principalmente em elementos unitários, alem de apresentar qualidades biológicas, clínicas e biomecânicas superiores, por causa da eliminação da emenda (gap) entre implante e componente protético, não havendo comunicação do interior do implante com o meio externo. Como elemento biomecânico, citou ausência do risco de afrouxamento do parafuso protético, que em conexão como o cone-morse para realizar o destorque necessita de 7% a 24% a mais da forca de torque, portanto estes fatores são primordiais para Revisão um alto índice de sucesso e longevidade das da Literatura peças protéticas e uma maior previsibilidade de manutenção das condições periimplantares. Segundo Silva et al. (2007) a conexão cone-morse apresenta uma maior resistência em relação ao hexágono externo, já que o pino é parafusado no local e as paredes o suportam segurando a conexão, reduzindo as tensões no parafuso de retenção. Duarte et al. (2008) evidenciaram que sob a perspectiva biomecânica, o afrouxamento ou fratura do parafuso têm sido atribuídos à perda de passividade da adaptação da infra-estrutura protética, à excessiva carga das próteses relativas ao comprimento e número de implantes, aos hábitos parafuncionais e discrepâncias oclusais, aos componentes materiais, à fadiga do metal, ao micromovimento durante a função, devido ao desajuste dos componentes, ao torque aplicado e a pré-carga. A incidência de falha por afrouxamento dos parafusos varia entre 1% e 40% dos casos. Para Fortes et al. (2008) a conexão do tipo cone-morse é um sistema de retenção interna do elemento protético sobre implante que utiliza o atrito mecânico entre a superfície de contato do componente protético e a parede interna do implante. As paredes do abutment e do implante obedecem a uma angulação que permite o maior contato possível entre as paredes das duas estruturas, aumentando significativamente o nível de retenção da prótese. E uma retenção vantajosa, que distribui melhor as forcas nas paredes internas do implante, e o gradiente de tensão na área cervical também é transmitido ao osso de forma mais adequada. Haddad et al. (2008) evidenciaram que conexões hexagonais internas foram desenvolvidas com o objetivo de melhorar a adaptação entre os hexágonos e estabelecer uma interface mais estável, aumentando assim a resistência e reduzindo conseqüentemente complicações, como afrouxamento ou fratura do parafuso de fixação. Neste tipo de conexão, o centro de fixação do parafuso é protegido pela altura do hexágono do pilar dentro do implante (cerca de 2,5mm) o que favorece a concentração da força na parte interna do implante igual à do tecido ósseo, deste modo as forças laterais são transmitidas diretamente às paredes do implante, criando uma menor tensão no parafuso e proporcionando uma melhor resistência as tensões cisalhantes na união. Contrariamente, na conexão externa os componentes de forças laterais são transmitidos ao parafuso de retenção no ponto onde o implante e o pilar entram em contato, assim como na base de assentamento do implante, o que eventualmente pode causar afrouxamento ou fratura do parafuso. Em relação ao cone-morse, evidenciaram, que esse tipo de sistema apresenta vantagens sobre o hexágono externo (HE) no que diz respeito à biomecânica (alta tolerância mecânica), estabilidade do componente protético (passividade dos parafusos, impedindo afrouxamento e possíveis fraturas) e aspecto microbiológico (evita a formação de microgaps devido ao encaixe cônico na interface implante-abutment) justamente pelo fato de sua conexão ser do tipo interna. Segundo Pinelli et al. (2009), a pré-carga é o torque aplicado sobre o parafuso durante seu aperto e pode ser determinado pelo desenho do parafuso e pela liga metálica da fixação e do pilar protético. Quanto maior o torque aplicado, maior será a pré-carga e também a força de fixação, porém a quantidade de torque varia em função do limite de resistência mecânica do parafuso. O correto aperto do parafuso é importante para a estabilidade e resistência do implante. No entanto, um aperto inferior pode gerar perda da pré-carga e afrouxamento do parafuso, enquanto um torque superior pode gerar uma sobrecarga no implante e fratura do parafuso, além de danos ao tecido ósseo. De acordo com Freitas et al. (2010) as principais causas de afrouxamento ou fratura do parafuso são: torque inadequado, imprecisão do encaixe nos componentes do implante, forças oclusais desfavoráveis, ausência de sistemas antirrotacionais na interface implante-intermediário e características impróprias do material do parafuso com relação à resistência e fadiga. Gonçalves et al. (2010) desenvolveram um estudo com objetivo de verificar o comportamento biomecânico por meio de análises retrospectivas e prospectivas da interface implante/pilar de casos clínicos de próteses parciais e unitárias sobre implantes, avaliando a instabilidade dos componentes protéticos de hexágono interno e externo, levando em consideração as condições à carga mastigatória de cada paciente. Fizeram um estudo retrospectivo e prospectivo de casos de pacientes que chegaram à emergência do Centro de PósGraduação da Academia de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro, clínica Clivo, entre os meses de novembro de 2008 e janeiro de 2009. Quarenta e quatro pacientes foram atendidos e foram registradas as ocorrências por quatro dentistas. Desses, 16 pacientes foram submetidos ao atendimento de emergência protética de soltura de parafuso das próteses sobre 90 implantes. Os resultados demonstraram que 84% de afrouxamentos ocorreram, a maioria em mulheres com idade entre 49 e 69 anos, em implante de hexágono externo, sendo 78% em próteses parafusada, 70,3% prótese ferulizada, 41% na mandíbula posterior, tendo 43% como antagonista os dentes naturais. Concluíram que existe associação significante, de acordo com os testes mencionados, entre as falhas dos implantes e os tipos de hexágonos com relação ao tipo de prótese confeccionada e com relação ao tipo de antagonista utilizado. Muitos estudos clínicos e biomecânicos, além de ensaios mecânicos, precisam ser publicados para que seja possível comparar as diferenças existentes entre cada um desses tipos de conexões. 2.3 Fratura do parafuso/implante A fratura do parafuso recebe, na literatura, grande destaque como um problema biomecânico das próteses sobre implantes. Brunski, Puleo e Nanci (2000) observaram a estabilidade da fixação do parafuso, através de vários fatores críticos: adequada pré-carga do parafuso, precisão da adaptação dos componentes de encaixe do implante dentário, características básicas anti-rotacionais da interface implante-abutment. De acordo com Schwarz (2000) os fatores biomecânicos relacionados com a maioria das causas das fraturas de parafusos de fixação e retenção são: tipo de conexão empregado, torque, fadiga do metal, existência de cantilever, da Literatura guia de desoclusão, distribuição e Revisão inclinação dos implantes e tamanho da mesa oclusal. De acordo com Green et al. (2002) fraturas de implantes são complicações tardias ocorridas devido a sobrecarga biomecânica. A referida sobrecarga pode ser ocasionada pelo assentamento incorreto da supraestrutura, disposição em linha reta de implantes unidos, forças de alavanca, forças oclusais pesadas (bruxismo e apertamento oclusal), tamanho do implante e sua localização, além da fadiga do metal. Segundo Barbosa e Fedumenti (2006), a fratura do parafuso ocorre pelo afrouxamento não detectado do mesmo, agravado pelos movimentos não axiais durante o carregamento protético. Conrad, Schulte e Vallee (2008) relataram duas situações clínicas onde ocorreram fraturas de implantes unitários posteriores, sendo que, em ambos os casos, os sinais clínicos iniciais foram de afrouxamento do parafuso de fixação do pilar protético. Alguns fatores, tais como, sobrecarga oclusal, localização do implante, ajuste e/ou desenho inadequado da prótese, perda óssea progressiva, fadiga do metal, diâmetro do implante, defeito de fabricação e atividade galvânica, parecem estar relacionados à etiologia da fratura de implantes e/ou seus componentes. Os autores sugeriram que para minimizar o risco de tais complicações é necessário um planejamento meticuloso e execução criteriosa do tratamento. Mattos, Elias e Motta (2009) evidenciaram que as principais causas de afrouxamento ou fratura do parafuso são: torque inadequado, imprecisão do encaixe nos componentes do implante, forças oclusais desfavoráveis, ausência de sistemas antirrotacionais na interface implante-intermediário e características impróprias do material do parafuso com relação à resistência e fadiga. 2.4 Desadaptações Revisão da Literatura A adaptação passiva em prótese sobre implante é um pré-requisito essencial para a manutenção da interface osso-implante e para o sucesso longitudinal das reconstruções protéticas. Pode ser definida como o contato máximo entre a base da infra-estrutura (IE) metálica sobre os pilares intermediários, sem que se gere tensão entre os mesmos (ALMEIDA, FREITAS JÚNIOR e PELLIZZER, 2006). As deficiências de adaptação estão associadas à tensões na estrutura da prótese. Quanto maior a desadaptação, maior será a tensão e nos casos em que a discrepância de adaptação for excessiva, o parafuso não desenvolverá força para unir a superestrutura à junta (SAKAGUSCHI e BORGERSEN, 1995). Assif e Horowitz (1996) afirmaram que estudos biomecânicos demonstram que mesmo as próteses parciais fixas perfeitamente adaptadas podem causar estresse. Isso, porque, mesmo com excelente adaptação ao exame clínico, poderia ainda existir problemas resultantes da moldagem, do processo de fundição, tolerância mecânica e procedimentos laboratoriais. Para Misch (2000) nas próteses parafusadas pode ocorrer falha (afrouxamento ou quebra) dos componentes do parafuso por fadiga (sobrecarga biomecânica), devido ao diâmetro estreito do parafuso da prótese que reduz a sua resistência em longo prazo. Embora um parafuso protético frouxo possa proteger o implante sob a coroa frouxa em casos unitários, em casos em que a prótese é suportada por mais de um implante, devemos nos lembrar que um parafuso frouxo sobrecarrega todos os outros abutments e corpos dos implantes que a suportam. Isto, geralmente, causa perda óssea e/ou fratura do implante. Em relação às cimentadas evidenciou que são, tecnicamente, mais simples de serem construídas, exigindo menos consultas protéticas e/ou menos demoradas. Quando de sua remoção, são mais fáceis de serem limpas, não tomando muito tempo do Cirurgião-Dentista. As próteses parafusadas, por outro lado, são tecnicamente mais complicadas, pois necessitam de componentes de laboratório adicionais, como transferentes de moldagem, análogos, copings e parafusos, exigindo maior tempo de tratamento. E quando de sua remoção, tomam também mais tempo do profissional, devido à necessidade de se remover a restauração em resina, a camada de guta e o parafuso deda Literatura fixação, tornando-se, ainda, mais Revisão complicadas. Para Dinato e Polido (2001) a falta de passividade na adaptação em prótese sobre implante pode acarretar algumas conseqüências indesejáveis como falhas protéticas (afrouxamento ou fratura de parafuso, dentre outras). Torres (2005) afirmou que apenas as desadaptações existentes entre a prótese e o pilar protético são suficiente para gerar uma pré-carga excedente no tecido periimplantar, entretanto, com a aplicação de cargas mastigatórias sobre a prótese, a concentração de tensões pode atingir níveis ainda mais elevados, além de poder ocorrer uma distribuição inadequada das mesmas, podendo provocar um desequilíbrio no processo de remodelação e, consequentemente, reabsorção óssea. Barbosa e Fedumenti (2006) desenvolveram um estudo com objetivo de avaliar, através de uma revisão na literatura, quais as vantagens e desvantagens apresentadas na utilização de cimentos e parafusos para fixação de Próteses Parciais Fixas sobre Implantes, bem como esclarecer o porquê de cada uma delas. Concluíram que ambas as técnicas possuem seus prós e contras, ficando a decisão final sobre que tipo de fixação a se utilizar em Próteses Parciais Fixas Implanto-Suportadas diretamente relacionada ao conhecimento que o profissional possui sobre cada uma delas. É muito importante, portanto, que esta decisão seja tomada com base em um plano de tratamento criterioso, que englobe experiência e capacidade do profissional, bem como as necessidades físicas e psicológicas do paciente. Karl (2006) apontou que as próteses cimentadas apresentam níveis de estresse menores, quando comparadas com as parafusadas, apesar de apresentarem valores equivalentes em relação a níveis de precisão e adaptação similares. De acordo com Barbosa e Soares (2008), um ajuste preciso entre o pilar protético e a supraestrutura protética é um fator importante na Revisão da Literatura determinação da longevidade do implante, sendo os modelos não passivos o principal motivo de fracasso das restaurações, podendo causar a perda da crista óssea, a perda do implante, bem como a fratura e/ou afrouxamento dos parafusos. Da mesma forma, outros estudos também demonstraram que a desadaptação das estruturas protéticas podem gerar maior tensão sobre os implantes ou sobre as estruturas adjacentes. Discussão Discussão 3 DISCUSSÃO Os implantes dentários apresentam-se com aspectos biomecânicos completamente diferentes de um dente natural (FÁLCON-ANTENUCCI et al., 2008) sendo passíveis de complicações biológicas e/ou mecânicas (FREITAS et al., 2010), que podem ocasionar a perda do mesmo. As complicações biomecânicas apresentam-se na literatura como objetivo de vários estudos e pesquisas, as quais apontam em sua maioria o afrouxamento e/ou fratura do implante dentário como as mais comumente encontradas (LOMBARDO et al., 2006; KANO, BINON e CURTIS, 2007; BLATT et al., 2007; FÁLCON-ANTENUCCI et al., 2008; LOBATO, 2009; FREITAS et al., 2010). Nergiz, Schmage e Shahin (2004) além dos motivos anteriormente citados, evidenciaram ainda a retenção protética, a decimentação e a fratura do implante. Almeida, Freitas Junior e Pellizzer (2006), não diferente, mencionaram fratura do cilindro de ouro, da infraestrutura e da porcelana. Lombardo et al. (2006) chamam atenção para que quando este tipo de complicação acontece, serve como um sinal de alerta para o profissional, indicando que o sistema de conexões necessita de uma reavaliação. A região na qual se pode observar o maior índice desses problemas biomecânicos são, de acordo com Ekfeldt, Carlsson e Böjesson (1994); Brunski, Puelo e Nanci (2000), a de pré-molares e molares. Visto que, as forças oclusais nessas regiões são maiores, podendo levar a tensões elevadas nos componentes e na região do osso cortical circundante ao implante (EKFELDT, CARLSSON e BÖJESSON, 1994). 3.1 Fratura do abutment protético Discussão A fratura do abutment demonstra de grande importância clínica, já que implica que existe uma força e carga aplicada à prótese, indicando a necessidade de cuidados especiais (KIM et al., 2005). Taylor, Agar e Vogiatzi (2000) evidenciaram que esse problema pode acontecer devido ao bruxismo, a sobre-estrutura desfavorável, micro-movimentos e sobrecarga, dentre outros. Watson, Tinsley e Sharma (2001) afirmaram que a estrutura fraturada pode produzir uma pequena mobilidade da ponta, que levará a fratura do parafuso do abutment. Lanza e Lanza (2008); Dias, Padovan e Hamata (2009) por sua vez, apontaram somente como causa de afrouxamento ou perda dos parafusos na interface abutment/implante, a criação de micro-movimentos entre as duas superfícies quando uma carga extrema é aplicada. 3.2 Afrouxamento do parafuso O afrouxamento do parafuso é uma realidade comum com incidência variável de 1 a 40% dos casos (DUARTE et al., 2008). Os estudos de Jemt et al. (1991,a; 1991,b) estão de comum acordo com o evidenciado, já que apresentaram índices de afrouxamento em 26% e 30,7%, respectivamente. Não fugindo dos números apresentados, estão também os estudos publicados por Carlson e Carlson (1994) com 10%, Laney et al. (1994) com 8,5%, Becker e Becker (1995) com 38% e Schulte e Coffey com 7% dos casos. Já no estudo realizado por Jemt, Lidén e Lekholm (1992) o percentual de 1,4% de falha foi observado tanto na maxila quanto na mandíbula, não evidenciando diferenças entre elas. O afrouxamento é uma falha biomecânica frequentemente encontrada, como pode-se observar nos índices anteriormente mencionados. Em virtude disso, muitos estudos foram desenvolvidos com o escopo de apresentar o provável mecanismo que leva a essa anormalidade. Millington e Leung (1992); Tavarez (2003) evidenciaram que o torque inicial para aperto dos parafusos Discussão é o ponto crucial que pode originar sobrecarga, fadiga e outras situações que podem desenvolver tal anormalidade. Jörnéus et al. (1992) apontaram o efeito alavanca no conjunto aparafusado e micro-movimentos ou vibrações. Burguete et al. (1994) indicaram forças externas aplicadas a união parafusada, que geram deformações nas uniões das roscas. Mcglumphy, Mendel e Holloway (1998) mencionaram forças que tentam separar as partes unidas são maiores que as forças que mantêm as partes unidas. Elias, Vieira e Lima (1999) evidenciaram a falta de ajuste entre o hexágono do implante e o hexágono do pilar protético. Spiekermann (2000) apontou como causa principal adaptação imprecisa da estrutura metálica, sobrecarga nas extensões distais (cantilevers) e a oclusão inadequada. Duarte et al. (2008), mais minuciosos que os anteriores, evidenciaram: perda de passividade da adaptação da infra-estrutura protética, a excessiva carga das próteses relativas ao comprimento e número dos implantes, aos hábitos parafuncionais e discrepâncias oclusais, aos componentes materiais, a fadiga do metal ao micro-movimento durante a função, ao desajuste dos componentes, ao torque aplicado e a pré-carga. Freitas et al. (2010) por sua vez citaram: torque inadequado, imprecisão do encaixe nos componentes do implante, forças oclusais desfavoráveis, ausência de sistemas antirrotacionais na interface implante-intermediário e características impróprias do material do parafuso com relação à resistência e fadiga. Eckert e Wollan (1998) relacionaram a fratura do parafuso de fixação com o afrouxamento prévio dos mesmos. Os mesmos autores apontaram que o afrouxamento não é uma complicação séria, desde que seja solucionada o mais breve possível. Khraisat et al. (2002) evidenciaram ser necessário para a detecção e correção do afrouxamento para evitar a falha por fadiga e quebra do parafuso. Diante disso, diversas linhas de pesquisa têm sido publicadas, com objetivo de buscar soluções para esse tipo de problema, como o tratamento de superfície dos próprios parafusos a fim de otimizar a sedimentação, aumentar a pré-carga e adequar as cargas oclusais sobre os implantes (NAKAMURA, CONTIN e PICHLER, 2006). O correto aperto do parafuso é importante para a estabilidade e Discussão Discussão resistência do implante. Rangert et al. (1997) preconizaram que o torque de apertamento da conexão aparafusada produz uma ótima pré-carga, protegendo o parafuso do afrouxamento. Pinelli et al. (2009) evidenciaram que um aperto inferior pode gerar perda da pré-carga e afrouxamento do parafuso, enquanto que um torque superior pode gerar uma sobrecarga no implante e fratura do parafuso, além de danos no tecido ósseo. Cavazos e Bell (1996) preconizaram uma técnica que se baseia em socavados ou irregularidades criadas acima da cabeça do parafuso na superfície interna do canal de acesso da coroa. Boggan, Strong e Misch (1999), diferentemente, preconizaram implantes de diâmetro mais largos. Já Khraisat et al. (2004) indicaram a incorporação de um elemento anti-rotacional e précarga na união parafusada. Rafee et al. (2002), citaram a saliva como benéfica para a pré-carga dos parafusos das próteses, por apresentar efeito lubrificante. Binon (1998) avaliou a colocação de material de moldagem (Impregum) no interior do intermediário protético, contudo, não obteve êxito, pois o mesmo não foi capaz de impedir o afrouxamento do parafuso. As conexões hexagonais internas foram desenvolvidas com objetivo de melhorar a adaptação entre os hexágonos e estabelecer uma interface estável, aumentando a resistência e reduzindo complicações como o afrouxamento ou fratura do parafuso de fixação (HADDAD et al., 2008). Corroborando com o evidenciado acima, Nizinick (1991) demonstrou que a vantagem em utilizar a conexão de hexágono interno está no aumento da resistência, a qual reduz a possibilidade de complicações como o afrouxamento e fratura dos parafusos. Möllersten, Lockowandt e Linden (1997) de comum acordo, evidenciaram que os abutments que se conectavam com os implantes através de um hexágono interno, com uma junção longa ou com maior área de contato, apresentavam uma resistência favorável aos momentos de força de alavanca. Lanza e Lanza (2008) concluíram que conexões de hexágono interno são clinicamente mais favoráveis nas próteses unitárias e parciais, já que apresentam uma maior e melhor distribuição de forças que os hexágonos externos. Gonçalves et al. (2010) observaram que a maioria dos afrouxamentos registrados em seus estudos foram em implantes hexágono externos. Haddad et al. (2008) explicam que nesse tipo de conexão os componentes de forças laterais são transmitidos ao parafuso de retenção no ponto onde o implante e o pilar entram em contato, assim como na base de assentamento do implante, o que eventualmente pode ocasionar o afrouxamento ou fratura do parafuso. Binon (1996) concluiu que a presença de um hexágono aumenta de forma significativa a resistência ao afrouxamento dos parafusos e que a diminuição do desajuste rotacional tornou a conexão mais rígida e mais resistente ao afrouxamento. Apesar disso, Dias, Padovan e Hamata (2009) evidenciaram que um sistema mais resistente muitas vezes não é o melhor sistema, pois se deve sempre levar em conta a tolerância biológica. Diante disso, Gonçalves et al. (2010) preconizaram ainda ser necessário estudos clínicos e mecânicos, para comparar esses tipos de conexões. Para Fortes et al. (2008) a conexão do tipo cone-morse é um sistema de retenção interna do elemento protético sobre implante que utiliza o atrito mecânico entre a superfície de contato do componente protético e a parede interna do implante. Nery (2005) indicou o cone-morse por apresentar melhor distribuição e transmissão da força ao longo do implante com o tecido ósseo, redução do gap com diminuição da possibilidade de invasão bacteriana na interface implante intermediário e ausência do afrouxamento de parafusos. Para Inoue et al. (2006) essa conexão é de alta confiabilidade por apresentar estabilidade em relação ao afrouxamento e fratura dos componentes protéticos. Oliveira et al. (2007) de comum acordo com os anteriores evidenciaram 90% de índice de previsibilidade de sucesso, com ausência do risco de afrouxamento do parafuso protético. Haddad et al. (2008) indicam o cone-morse ao invés do hexágono externo, justamente pelo fato de sua conexão ser interna. Silva et al. (2007) explicam que isso ocorre pois o pino é parafusado no local e as paredes o suportam segurando a conexão, reduzindo as tensões no parafuso de retenção. Discussão 3.3 Fratura do parafuso/implante A fratura do parafuso, uma causa tardia ocorrida devido a uma sobrecarga biomecânica (GREEN et al., 2002), ocorre, segundo Barbosa e Fedumenti (2006) pelo afrouxamento não detectado do mesmo, agravado por movimentos não axiais durante o carregamento protético. Schwarz (2000) listou como fatores biomecânicos relacionados a este tipo de anormalidade: tipo de conexão empregado, torque, fadiga do metal, existência de cantilever, guia de desoclusão, distribuição e inclinação dos implantes e tamanho do mesa oclusal. Já Green et al. (2002) apontaram como causas: assentamento incorreto da supra-estrutura, disposição em linha reta de implantes unidos, forças de alavanca, forças oclusais pesadas, tamanho do implante, sua localização e fadiga do metal. Conrad, Schulte e Vallee (2008) apresentaram como fatores sobrecarga oclusal, localização do implante, ajuste e/ou desenho inadequado da prótese, perda óssea progressiva, fadiga do metal, diâmetro do implante, defeito de fabricação e atividade galvânica. Mattos, Elias e Motta (2009) apontaram torque inadequado, imprecisão do encaixe nos componentes do implante, forças oclusais desfavoráveis, ausência de sistemas antirrotacionais na interface implante-intermediário e características impróprias do material do parafuso com relação à resistência e fadiga. Brunski, Puelo e Nanci (2000) informaram que a estabilidade da fixação do parafuso é alcançada através da adequada pré-carga do parafuso, precisão da adaptação dos componentes de encaixe do implante e características básicas anti-rotacionais da interface implante-abutment. Para minimizar o risco de fratura do parafuso/implante, Conrad, Schulte e Vallee (2008) sugeriram um planejamento meticuloso e execução criteriosa do tratamento. 3.4 Desadaptações Segundo Almeida, Freitas Júnior e Pellizzer (2006) a adaptação passiva é um pré-requisito essencial para a manutenção da interface osso-implante e para o sucesso das reconstruções protéticas. Suas deficiências estão relacionadas, como evidenciou Sakaguschi e Borgersen (1995), a tensões na estrutura da prótese que podem gerar, segundo Dinato e Polido (2001), falhas protéticas como afrouxamento e fratura do parafuso, bem como perda da crista óssea e do implante (BARBOSA e SOARES, 2008). Torres (2005) ainda evidenciou que com a aplicação de cargas mastigatórias sobre a prótese, a concentração de tensões pode atingir níveis ainda mais elevados, além de poder ocorrer uma distribuição inadequada das mesmas, e assim provocar um desequilíbrio no processo de remodelação, e consequentemente, reabsorção óssea. Contudo, Assif e Horowitz (1996) afirmaram que mesmo as próteses parciais fixas perfeitamente adaptadas podem causar estresse resultantes da moldagem, do processo de fundição, tolerância mecânica e procedimentos laboratoriais. Misch (2000) afirmaram que nas próteses parafusadas pode ocorrer afrouxamento ou quebra dos componentes do parafuso por fadiga, devido ao diâmetro estreito do parafuso a prótese que reduz a sua resistência em longo prazo. Em relação às cimentadas, Misch (2000) evidenciou que são mais simples de serem construídas, exigindo menos consultas protéticas e/ou menos demoradas. Karl (2006) concluiu que as cimentadas apresentam níveis de estresse menores que as parafusadas. Barbosa e Fedumenti (2006), por sua vez, não apresentaram preferência pelas técnicas, afirmaram que ambas possuem seus prós e contras, ficando a decisão final sobre que tipo de fixação a se utilizar diretamente relacionada ao conhecimento do profissional. Conclusão Conclusão 4 CONCLUSÃO Diante do exposto pode-se concluir que: 1. As intercorrências na Implantodontia podem ocorrer desde a perda da osseointegração até nos sistemas mecânicos que compõem a parte protética; 2. As falhas mecânicas relacionadas foram: afrouxamento ou fratura do parafuso do abtument, fratura do abtument e a fratura do implante; 3. Os fatores que levam as falhas biomecânicas relacionadas foram: torque inadequado, ausência de adaptação passiva do componente protético, relações oclusais e ausência de um correto planejamento; 4. Conexões de hexágono interno na prótese unitária são biomecanicamente mais favoráveis quando comparado com hexágono externo devido a melhor distribuição de forças. Referências Bibliográficas Referências Bibliográficas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, E.O.; FREITAS JÚNIOR, A.C.; PELLIZZER, E.P. Restaurações cimentadas versus parafusadas: parâmetros para seleção em prótese sobre implante. Innov. Implant J. – Biom. 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