ISSN 1984-3631
Reuniões, Palestras, Cursos e Obras
A AMETA CADA VEZ MELHOR
A palestrante Erika Paniago
falando sobre diabetes na
reunião de 1º/6
Dando continuidade à nossa movimentadíssima agenda de
atividades profissionais e sociais já noticiada até maio nas edições anteriores do Jornal da AMETA, começamos com uma
palestra sobre tratamento do diabetes tipo 2 realizada em 1º de
junho, em julho oferecemos um superútil curso de faturamento
eletrônico, homenageamos os propagandistas pela passagem do
seu dia e participamos da II Jornada Ammeg-Hospital Pasteur, e
em 3 de agosto tivemos o tema “Terapia hormonal no homem
e na mulher”, com o comparecimento de cerca de 60 médicos.
Isso tudo sem falar no curso sobre glosas que será oferecido
em setembro, e nas obras de nossa nova sede do Shopping Tijuca,
que será inaugurada a partir do final de agosto, e que terá um
espaço à disposição de todos os associados para a realização de
reuniões e encontros profissionais.
Veja mais na coluna AMETA em Pauta, às páginas 4 e 5.
A reunião de agosto
ofereceu palestra sobre
terapia hormonal
Ministrando o Curso
de Faturamento
Eletrônico, o instrutor
Luiz Carlos Marques
Ainda na reunião de junho,
os diretores da AMETA
Arnaldo Mazza e Ricardo
Bastos recebem o contrato
da nova sede das mãos dos
representantes do Shopping
Tijuca, Luiz Antonio Valente e
Sabrina Veltman
LEIA TAMBÉM
Editorial
Pág. 2
Boas-Vindas aos Novos
Associados
Pág. 2
A A M ETA Q U E R O UVI R VO CÊ
Colabore enviando sugestões e ideias
para nossos cursos e palestras
Entre em contato pelo e-mail [email protected]
Manifestações
Atípicas da DRGE
Pág. 6
Vídeo-Histeroscopia
Pág. 8
editorial
DIRETORIA
Presidente
Dr. Ricardo Pinheiro dos Santos Bastos
Vice-Presidente
Dr. Dílson Ribeiro de Almeida
Secretário
Dr. Arnaldo Savério Mazza
Vice-Secretário
Dr. Irio Paes Leme Filho
Tesoureiro
Dr. Luiz Carlos Ribeiro Isidoro
Vice-Tesoureiro
Dr. Pedro Augusto Pedrosa Galvão
Diretor Científico
Dr. José Martins Filho
Vice-Diretor Científico
Dr. Ricardo Pinheiro dos S. Bastos Filho
Diretor de Divulgação
Dr. Elyr dos Santos Silva
Vice-Diretor de Divulgação
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Diretor Social
Dr. José Carlos Diniz Gonçalves
Vice-Diretora Social
Dra. Lobélia Dias Mello
Assessoria Jurídica
Dr. Lymark Kamaroff
Tels. (21)2524-7416 / 2423-1855
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O Jornal da AMETA é uma publicação
trimestral de Laura Bergallo Editora, destinado à divulgação das atividades científicosociais da Associação de Médicos da Tijuca
e Adjacências (AMETA), situada à Rua Conde de Bonfim, 300/3o andar – Tijuca – CEP
20520-054 - Rio de Janeiro – RJ – tel. (21)
2204-0147 - e-mail [email protected] site www.ameta.com.br .
Esta publicação é de distribuição gratuita
e dirigida aos médicos e prestadores de
serviço na área de saúde da região de abrangência da AMETA (Tijuca, Grajaú, Andaraí,
Maracanã, Rio Comprido e Vila Isabel).
EDITOR
Dr. Ricardo Pinheiro dos Santos Bastos
Patrocínio Exclusivo
Jornalista Responsável - Luiz Bergallo Reg. 27552-RJ
Publicação - Laura Bergallo Editora
tel. 21-22051587 e telefax 21-2202085
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Texto e Revisão - Laura Bergallo
Reg. Jornalista 31.363/RJ
Projeto Gráfico - Guilherme Sarmento
([email protected])
Impressão - Sermograf
2 Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010
Sugestões e colaborações serão bem-vindas.
O conteúdo dos artigos assinados é de
responsabilidade exclusiva de seus autores.
MENSAGEM DO PRESIDENTE
M uitas têm sido as realizações da AMETA. Reuniões
científicas, cursos, palestras, eventos sociais e participação em
encontros científicos têm dominado a nossa agenda desde
23 de março de 2008, data que marca nossa fundação. A
presença cada vez maior de associados nessas realizações
vem nos entusiasmando crescentemente a cada dia, nos
dando a certeza de que estamos no caminho certo e nos
Dr. Ricardo Pinheiro dos
estimulando a prosseguir ambicionando saltos cada vez
Santos Bastos
Presidente da AMETA
maiores.
E eis que agora uma nova e importantíssima realização
chega para nos animar mais ainda: conforme noticiamos no número anterior, uma produtiva
parceria com o Shopping Tijuca vai possibilitar a conquista de nossa tão esperada sede. Sem
que a Associação precise despender um centavo sequer em aluguel ou taxas, teremos à
disposição uma confortável sala de 50 m2 no prédio de serviços médicos que existe anexo ao
Shopping.
O contrato já foi firmado, e as obras já se iniciaram. Pretendemos inaugurar a sede no
final de agosto ou início de setembro. Para as despesas da reforma, estamos contando com
algumas outras parcerias importantes, cujos nomes divulgaremos oportunamente, juntamente
com nossos efusivos agradecimentos.
Nossa sede terá uma bem-equipada recepção e também uma sala de reuniões, que desde
já colocamos à disposição de todos os associados que desejem utilizar o espaço para seus
encontros profissionais, bastando para isso agendar o horário com nossa secretária.
É a AMETA trabalhando para facilitar a vida e promover a integração dos médicos da Tijuca
e adjacências. Esperamos você na inauguração, para comemorar com a gente.
A AMETA DÁ BOAS-VINDAS AOS
NOVOS ASSOCIADOS:
Adeir da Silva Brasileiro – Pediatria; Alba Maria Chaves Mazza – Psiquiatria; Aline
Moreira Nabuco de Oliveira – Endocrinologia; Ana Valéria Assumpção – Pediatria;
Carlos Enaldo de Araújo Pacheco – Angiologia; Célia Regina Borges Silva –
Pediatria; Eliane Pina Cruz – Ginecologia / Obstetrícia; Fernando Peres da Silva –
Endoscopia Digestiva; José Moreira Carrijo – Dermatologia; Leonardo Bastos Tostes
– Endocrinologia; Marco Aurélio Nabuco de Oliveira – Oftalmologia; Mauro da Rocha
Muniz – Urologia; Oftalclin Day Tijuca – Hospital Oftalmológico; Paulo Ivo Cortez
de Araujo – Hematologia Pediátrica; Paulo Roberto Silva Malfitano – Ginecologia /
Obstetrícia; Rio Day Hospital – Hospital; Valeria Bravo Carneiro Caetano – Ginecologia
/ Obstetrícia; Vera Lucia Ferraro dos Santos – Ginecologia / Obstetrícia
ENTRE AS 200 MAIORES
Unimed-Rio cresce 50 posições na
pesquisa da Revista Exame
A
Unimed-Rio ganhou lugar de destaque
na nova edição da pesquisa “Maiores e
Melhores Empresas do País”, conduzida
anualmente pela Revista Exame. Entre os
principais resultados positivos, destaca-se o
salto de 50 posições com relação ao ano anterior, que nos fez passar para a 184ª posição
no ranking das maiores empresas do Brasil.
É a primeira vez que a cooperativa está entre
as 200 maiores. Em 2009, a cooperativa
teve faturamento de R$ 2,13 bilhões.
Na lista do setor de serviços, especificamente, a Unimed-Rio surge como a
10ª em faturamento anual, a nona em
crescimento das vendas (crescimento ao
longo de 2009) e a oitava em liderança
de mercado (conquista de percentual de
mercado no ano). As análises levam em
conta empresas de todo o Brasil.
“Mesmo com nossa atuação municipal,
somos constantemente indicados como
uma das melhores empresas para se trabalhar, uma das mais sólidas financeiramente,
uma boa empresa para executivos, uma
empresa que investe em inovação, qualidade, marketing, comunicação, pessoas e
responsabilidade social. Estar ao lado de
empresas do porte das que participaram
do levantamento da Revista Exame é uma
prova incontestável da nossa força. Nos últimos dez anos, estamos registrando taxas
expressivas de crescimento, com aumento
de clientes e receita, por exemplo. Atualmente, a Unimed-Rio vive um momento
histórico, com a construção de suas primeiras unidades próprias de atendimento. Os
ótimos resultados na pesquisa Exame são
o retrato do trabalho que fazemos”, destaca
Celso Barros, presidente da Unimed-Rio.
Como é feita a pesquisa
Para compor o anuário, foram analisadas
informações de mais de três mil empresas.
O grupo compreende todas as que publicaram demonstrações contábeis no Diário
Oficial dos estados e também as companhias
limitadas que enviaram seus dados para
análise da equipe. Por fim, foram ainda consideradas empresas de porte significativo e
bem conhecidas no mercado que preferem
não divulgar seus números. Nesse caso, os
analistas de Melhores e Maiores ligam para
as empresas e cobram as informações.
Os dados foram analisados pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis,
Atuariais e Financeiras da Universidade de
São Paulo (Fipecafi/USP). Para definir o
ranking das empresas, as informações foram agrupadas em itens, como crescimento das vendas, investimento imobilizado,
liderança de mercado, liquidez corrente,
rentabilidade do patrimônio e riqueza
criada por empregado, entre outros, cada
um com um peso específico. n
A Unimed-Rio é uma das 200 maiores
empresas do Brasil, de acordo com
pesquisa da Revista Exame
Jornal da AMETA ● Abril/Junho de 2010 3
Obras a Todo Vapor no
Shopping Tijuca
F ruto
Dra. Erika Guedes
palestrando na
reunião de junho
Diabetes Tipo 2 e Nova
Sede na Pauta de Junho
da produtiva parceria que firmamos com o Shopping
Tijuca, nossa nova sede terá 50m2 e será montada num espaço
privilegiado, num prédio exclusivamente voltado para serviços
médicos dentro do próprio shopping. E tudo isso não custará nada
à AMETA. As obras já se iniciaram e estão a todo vapor. Nossa
previsão é de inauguração em final de agosto.
Nossa nova
sede já teve
as obras
iniciadas, e
em agosto
ou setembro
deverá estar
funcionando
Nossa reunião de junho foi realizada no dia 1º no Restaurante Turino, ocasião em que foi proferida a palestra “Saxagliptina: eficácia e segurança no tratamento do diabetes
tipo 2” pela endocrinologista do Serviço de Metabologia
do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Iede) /
PUC-RJ Dra. Erika Paniago Guedes.
Nessa reunião tivemos as presenças do superintendente
do Shopping Tijuca, Luiz Antonio Valente, e de Sabrina Veltman, da área comercial do shopping, que fizeram a entrega
oficial do contrato de nossa nova sede.
Após a reunião foi servido um jantar oferecido pelo
laboratório Astra-Zêneca.
O superintendente do
Shopping Tijuca, Luiz
Antonio Valente, falou
aos presentes sobre
as instalações da nova
sede da AMETA
Celebrando a parceria com
a AMETA, os representantes
do Shopping Tijuca, Luiz
Antonio Valente e Sabrina
Veltman, confraternizam com
o presidente Ricardo Bastos
Faturamento Eletrônico
é Tema de Curso
Mais um curso de grande utilidade para os associados foi oferecido pela AMETA em julho. Desta vez foi o Curso de Faturamento
Eletrônico, que aconteceu no dia 3 em parceria com a Orizon, sob
o comando do instrutor Luis Carlos F. C. Marques.
Fique atento para não perder os próximos!
4 Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010
O instrutor Luis Carlos Marques durante o curso
de faturamento eletrônico de 3 de julho
Terapia Hormonal no
Homem e na Mulher
Homenagem ao Propagandista
Presença constante em nossos consultórios e clínicas, o propagandista de labora-
Com o comparecimento de 60 médicos, nossa
reunião de agosto foi realizada no dia 3 no Restaurante Turino. Com o tema “Terapia hormonal
no homem e na mulher”, os professores Antonio
Alves de Couto (professor titular de Cardiologia
da Faculdade de Medicina da UFF) e João Luiz
Schiavini (MD, PhD, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, professor adjunto
de Urologia da Uerj e da Gama Filho, além de
assistente doutor do Serviço de Urologia da Santa
Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro) fizeram
palestras. A noite foi encerrada por um ótimo
jantar patrocinado pela Bayer Schering Pharma.
tório comemora seu dia em 14 de julho. E, para homenagear esses trabalhadores
que nos acompanham tão de perto, participamos de evento comemorativo em
conjunto com a Drogaria Farmacêutica. Nossos parabéns a todos.
AMETA na II Jornada da Ammeg
Realizada nos dias 16 e 17 de julho, a II Jornada Médica Multidisciplinar Ammeg
- Hospital Pasteur, promovida pela Associação de Médicos do Méier e Grande
Méier, contou com a presença de um representante da AMETA, na pessoa do Dr.
Ricardo Pinheiros dos Santos Bastos Filho. Ele participou como coordenador da
mesa “Osteoartrose”, cujo palestrante foi o Dr. José Luís Runco.
Como Lidar com as Glosas
Assunto com que temos que lidar com frequência, as glosas podem ser uma
grande dor de cabeça para qualquer prestador de serviço na área da saúde. Para
ajudar os colegas e seus funcionários na solução do problema, ofereceremos em
setembro um novo curso: Análise e recurso de glosas no faturamento, pela instrutora
Rosangela Arruda Monteiro, diretora administrativa da FAT Faturamento Hospitalar.
O curso será no dia 4, de 9 às 14h, no Salão Assembleia da Faculdade São Camilo.
Novos Associados
A força da AMETA está na
A reunião de agosto contou com expressivo
comparecimento de associados
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Rua Barão de Mesquita 960 - Lj C - Grajaú - Tel 2238-2579
Rua Soriano de Sousa 115 - SL 308 - Tijuca - Tel 2567-3683
Shopping Center Iguatemi Lj 1100 - Vila Isabel - Tel 2577-6807
união dos médicos da Tijuca e adjacências em torno
de um mesmo ideal. Por
isso, convidamos você a se
associar e a participar de
nossas atividades, que estão
em franca expansão. Nossa
anuidade é de R$150,00.
As inscrições dos novos associados podem ser feitas
com nossa secretária Mônica
nos telefones 2204-0147
e 7717-1356, na subsede
Tijuca do Cremerj ou na Unicred, ambas no Shopping
45 - 3o piso, ou ainda pelo
e-mail [email protected] e
pelo site www.ameta.com.br .
Contamos com você!
Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010 5
INFORMAÇÃO MÉDICA
Manifestações atípicas da doença
do refluxo gastroesofágico
6 Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010
Atualmente a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
é uma das afecções crônicas
mais importantes na prática
médica, devido a sua elevada prevalência e morbidade,
prejuízo na qualidade de vida
dos pacientes e frequentes
recidivas dos sintomas. O
objetivo deste artigo é lembrar ao clínico que algumas
manifestações extraesofágicas, como as respiratórias e
orais, podem ter relação com
o refluxo gastroesofágico.
Conceitualmente, a DRGE
é a afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado de parte
do conteúdo gastroduodenal
para o esôfago e/ou órgãos
adjacentes a ele, levando a
variável espectro de sintomas
e/ou sinais esofagianos e/ou
extraesofagianos, associados
ou não a lesões teciduais.
A DRGE apresenta grande
variedade de manifestações
clínicas. Na forma típica da
enfermidade, as manifestações são diretamente relacionadas à ação do conteúdo
gastroduodenal refluído sobre o esôfago. Nas formas
atípicas devem-se à ação
do material gástrico refluído
sobre órgãos adjacentes, ou
aumento do reflexo esôfagobrônquico, podendo tal ação
estar ou não associada a lesões teciduais.
As principais manifestações clínicas típicas da DRGE
são pirose (referida por muitos pacientes como azia, que
pode ser considerada como
sinônimo) e regurgitação
ácida. Na presença desses
sintomas, o diagnóstico de
DRGE não representa grande
dificuldade. Entretanto, alguns pacientes podem apresentar apenas os sintomas e
sinais considerados atípicos
da doença, o que constitui
um grande desafio na prática
clínica pela dificuldade do
estabelecimento de um diagnóstico preciso.
Assim, as manifestações
atípicas poder sem classificadas em esofágicas, pulmonares, otorrinolaringológicas e
orais (ver quadro 1).
É interessante a observação de que cerca de 50%
dos pacientes com asma grave apresentam DGRE. Esse
achado, contudo, não significa
que o refluxo seja a causa
da asma nessa proporção
de casos, porque a asma
e o seu tratamento podem
favorecer o aparecimento da
DRGE. Desse modo, para a
investigação de pacientes
com queixa predominante
de sensação de globus e/
ou sintomas atípicos respiratórios e/ou otorrinolaringológ icos, sugere-se a
realização de pHmetria prolongada com a inclusão de
um canal proximal de registro. Vale referir que a não
documentação de refluxo
gastroesofágico patológico à
pHmetria não exclui necessariamente a possibilidade
dos sintomas atípicos serem
decorrentes da DRGE, uma
vez que esse refluxo pode,
em alguns casos, não ter
natureza ácida, constituindo
o refluxo duodeno-gástrico,
com componente alcalino.
É importante lembrar ainda que, em pacientes com
dor torácica, cabe ao cardiologista a investigação inicial que
objetiva afastar a hipótese de
doença coronariana, independentemente da presença ou
não de sintomas típicos da
DRGE. Uma vez afastada a
possibilidade de doença coronariana, a investigação pode
ser dirigida para a avaliação
da manifestação atípica da
DRGE, devendo-se lembrar
também das desordens de
motilidade esofagiana (como
o espasmo esofagiano difuso) e da hipersensibilidade
visceral. Assim, a seguinte
sequência de exames pode
ser realizada para investigação
diagnóstica nesses pacientes:
(I) endoscopia digestiva alta;
(II) estudo contrastado do
esôfago; (III) manometria
esofágica (com ou sem estímulo); (IV) pHmetria esofágica prolongada. Ressalta-se
ainda que o achado de erosões ao exame endoscópico
é menos comum nesses pacientes com manifestações
atípicas do que naqueles
com os sintomas clássicos
da doença.
Uma vez estabelecida
relação do quadro clínico
atípico com a DRGE, medidas
comportamentais para evitar
o refluxo gastroesofágico devem ser implementadas (ver
Quadro 1
Manifestações atípicas da DRGE
Manifestações esofágicas: dor torácica retroesternal sem evidência de
enfermidade coronariana (“dor torácica não-cardíaca”), globus.
Manifestações pulmonares: asma, tosse crônica, hemoptise, bronquite,
bronquiectasias e pneumonias de repetição.
Manifestações otorrinolaringológicas: rouquidão, pigarro (“clareamento
da garganta”), laringite posterior crônica, sinusite crônica, otalgia.
Manifestações orais: desgaste do esmalte dentário, halitose e aftas.
Quadro 2
Medidas comportamentais no tratamento da DRGE
Elevação da cabeceira da cama (15 cm)
Moderar a ingestão dos seguintes alimentos, na dependência da
correlação com os sintomas: gordurosos, cítricos, café, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, menta, hortelã, produtos de tomate, chocolate.
l Cuidados especiais para medicamentos potencialmente “de risco”:
anticolinérgicos, teofilina, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de
canais de cálcio, agonistas - adrenérgicos, alendronato.
l Evitar deitar-se nas duas horas após as refeições.
l Evitar refeições copiosas.
l Redução drástica ou cessação do fumo.
l Emagrecer para os pacientes que estiverem acima do peso.
l
l
quadro 2). O medicamento
de escolha é o inibidor de
bomba de próton (omeprazol,
pantoprazol, lansoprazol, rabeprazol e esomeprazol), que
deve ser administrado em dose
dobrada pelo período mínimo
de 12 semanas.
Finalmente, os pacientes
portadores da DRGE podem
apresentar apenas manifestações atípicas da doença,
sem os sintomas clássicos,
levando a um obstáculo no
estabelecimento do seu diagnóstico. Essa dificuldade
pode se traduzir em maior
ansiedade por partes dos pacientes em explicar os seus
sintomas (como naqueles
portadores de dor torácica e
globus faríngeo) e persistência e/ou recidivas frequentes
das suas manifestações respiratórias, otorrinolaringológicas e/ou orais. Assim, o
diagnóstico da DRGE e a implementação do tratamento
específico podem melhorar a
qualidade de vida desses pacientes, bem como controlar
e evitar recidivas das doenças
extraesofágicas.
Dr. Dilson Ribeiro de Almeida
Dr. Fernando Peres da Silva
Médicos Endoscopistas Associados da AMETA
Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010 7
CIÊNCIA EM FOCO
Vídeo-histeroscopia
Principais indicações, contraindicações e complicações
A vídeo-histeroscopia (VH) vem conquistando lugar de destaque na prática diária do
ginecologista, colaborando muito na elucidação
diagnóstica e fazendo-se imperiosa na visibilização direta da cavidade uterina, principalmente
na confirmação de diagnósticos ultrassonográficos de mioma submucoso e espessamento
endometrial (pólipo/hipertrofia/hiperplasia).
O advento da vídeo-histeroscopia armada
(utilização de pinça e tesoura manipuladoras)
permite até a realização ambulatorial de exames
em meio sanguinolento, com ou sem anestesia
(locoregional ou sedação + O2), e uma confor-
8 Jornal da AMETA ● Julho/Setembro de 2010
tável operabilidade na remoção de diminutos
pólipos pediculados, em biópsias dirigidas, ou
ainda na manipulação de DIU (remoção ou
realocação). A mulher com hímen íntegro, em
qualquer idade, tem na vídeo-histeroscopia
com meio líquido um método diagnóstico e
terapêutico das cavidades vaginal, endocervical
e endometrial.
Enfim, não podemos mais imaginar a
medicina sem a endoscopia, assim como a
ginecologia sem a vídeo-histeroscopia diagnóstica e cirúrgica no diagnóstico, confirmação e
tratamento de patologias uterinas (mioendometriais) mediante técnica minimamente invasiva,
abordagem ambulatorial ou hospitalar com recuperação pós-operatória rápida, proporcionando à
mulher moderna um breve retorno ao trabalho
e ao convívio familiar.
Indicações do exame vídeo-histeroscópico (VH):
l Sangramento uterino anormal (SUA)
- Amenorreia sem gravidez; hipo/hipermenorreia, etc.
l Esterilidade/Infertilidade - Fatores endocervical, istmo-cervical e endometrial; aderência
(sinéquia), fibrose ou estenose pós-cauterização
ou cirurgia; abortamento de repetição; malformação uterina (útero arcuado/septado/bicorno)
e candidata a fertilização artificial.
l Dor pélvica (dispareunia/dismenorreia) associada ou não a SUA (endocervicite, endometrite
aguda ou crônica, foco de adenomiose).
l Espessamento endometrial à USG Transvaginal - Hipertrofia/hiperplasia, restos abortivos,
calcificação endometrial (metaplasia óssea),
corpo estranho, doença trofoblástica, carcinoma.
l Pesquisa de anovulação - Avaliação endometrial nas fases do ciclo, principalmente na secretora.
l Pesquisa do fator tubário - Avaliação dos
óstios tubários (obstrução e dinâmica) e teste da
permeabilidade tubária (avaliação indireta: dor
nos ombros pós-exame com CO2 – omalgia).
l Estudo prévio da cavidade endometrial Terapia hormonial (TH) e inserção de DIU ou
plug tubário (anticoncepcional).
l Estudo comparativo com a USGrafia Confirmação e classificação de patologias
supostamente intracavitárias como pólipo e,
principalmente, o mioma intramural com componente submucoso (nível 1 e 2) ou totalmente
submucoso (nível 0), orientando à melhor
abordagem cirúrgica (vídeo-histeroscopia e/ou
videolaparoscopia) ou à via laparotômica.
l Pós-operatório em Ginecologia - Pode-se
desfazer sinéquias em formação, retirar fios
de sutura, etc, contribuindo para o sucesso do
tratamento e prevenindo complicações.
Contraindicações relativas do exame
vídeo-histeroscópico (avaliar risco/
benefício):
l Infecção pélvica aguda (DIP) - Pela pressão
e difusão do meio distensor (CO 2 ou soro)
pode haver disseminação de patógenos. Por
medida de precaução, qualquer patologia deve
ser previamente tratada, embora a assepsia
genital seja parte integrante do procedimento
video-histeroscópico.
l Sangramento uterino profuso - A presença
de sangue na cavidade endometrial absorve
claridade e prejudica a visibilização e a documentação em fotos. Ainda assim é possível a
realização do exame com meio distensor líquido
mediante lavagem da cavidade uterina durante
a realização do exame.
l Carcinoma endometrial - No carcinoma
endocervical pode haver sangramento à manipulação pela friabilidade do tecido com disseminação, e ainda falsos trajetos.
l Gravidez - Devido ao risco de abortamento e lesão do nervo óptico fetal, após a 10ª semana, pela
intensidade luminosa durante o procedimento.
l Perfuração uterina recente (até três semanas) - Há dificuldade de distensão pela
excessiva perda do meio distensor através do
orifício perfurado – podendo, além de aumentá-
lo, dificultar a hemostasia na borda dos vasos e
favorecer a embolia gasosa.
Complicações: A vídeo-histeroscopia diagnóstica, desde que respeitados os princípios básicos
de sua técnica, é um procedimento extremamente
seguro. As complicações geralmente não são
inerentes ao método, e sim à inexperiência do executor principiante pela manipulação inadequada
do instrumental. Certamente, com a evolução dos
equipamentos e de novas técnicas aliadas à maior
experiência profissional, os riscos do procedimento
serão minimizados.
l Reações anestésicas:
a) Alérgica - Rara, mas pode acarretar
urticária ou parada respiratória por edema
angioneurótico.
b) Absorção maciça ou injeção intravenosa
direta - Arritmia cardíaca, depressão respiratória
e apneia com parada cardíaca.
l Traumas (geralmente devido à má aplicabilidade da técnica e do instrumental utilizado):
a) Laceração cervical - Consequente à tração
excessiva da pinça Pozzi pela necessidade de
uma dilatação do canal cervical para possibilitar
o procedimento.
b) Falso trajeto - Geralmente devido à
tentativa errônea de utilizar o histeroscópio (biselado) como vela dilatadora do canal cervical
e em orifício interno (OI) fibrótico e resistente.
c) Perfuração uterina - Pode ocorrer em útero
com versão acentuada (AVF / RVF) ou ainda em
fundo uterino e paredes laterais quando da passagem forçada por um OI estenosado de útero
atrófico, por sua dimensão e espessura reduzidas.
l Estímulo do OI - As manobras bruscas,
forçadas ou repetidas, até mesmo durante um
exame normal, podem ocasionar, além da dor,
um estímulo vagal com quadro de hipotensão,
bradicardia, sudorese e arritmia, podendo evoluir
para o laringo-espasmo com apneia.
l Infecção - Qualquer forma de manipulação
endocavitária pode aumentar o risco de infecção. O meio distensor liquido ocasiona pressões maiores e turbilhonamento. Entretanto, a
literatura mostra índices inferiores a 0,7% para
infecção pélvica pós-histeroscopia.
Dr. Diógenes Carvalho da Silva
Médico Ginecologista Associado da AMETA
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