UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP ROBERTO ITSUO SONOHATA USO DA FOTOGRAFIA NA COMPREENSÃO DE ELEMENTOS DA BIODIVERSIDADE DO PANTANAL E DA REGIÃO DE BONITO CAMPO GRANDE – MS 2013 ROBERTO ITSUO SONOHATA USO DA FOTOGRAFIA NA COMPREENSÃO DE ELEMENTOS DA BIODIVERSIDADE DO PANTANAL E DA REGIÃO DE BONITO Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em nível de Mestrado Acadêmico em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade AnhangueraUniderp, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Orientação: Prof. Dr. José Sabino CAMPO GRANDE – MS 2013 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Anhanguera – Uniderp S686u Sonohata, Roberto Itsuo. Uso da fotografia na compreensão de elementos da biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito. / Roberto Itsuo Sonohata. -- Campo Grande, 2013. 43f. Dissertação (mestrado) – Universidade Anhanguera - Uniderp, 2013. “Orientação: Prof. Dr. José Sabino.” 1. Educação ambiental 2. Percepção 3. Fotografia de natureza I. Título. CDD 21.ed. 370.115 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus pais, Sr. Itsuo e Sr.ª Madalena, aos meus irmãos, Maritsa e Marcos, aos meus sobrinhos João Itsuo, Lia Midori (minha afilhada querida), Alice e Pedro Yudi. E para a Bella, que nos alegra todos os dias. ii AGRADECIMENTOS A Deus, por me dar saúde, coragem, paciência e força neste e em todos os outros momentos da minha vida. À minha família, por todo o apoio, carinho, incentivo e paciência dispensados nesta minha jornada. À minha querida Mãe, pelo apoio financeiro, sem o qual esse sonho jamais se concretizaria. Ao Marcos, meu irmão, assistente, motorista, segurança e amigo, pelo apoio, ajuda e principalmente pelo companheirismo na reta final desta jornada. Ao meu orientador, Prof. Dr. José Sabino, por todas as correções, sugestões e orientações durante este trabalho. Ao Perito Criminal, Dr. Wanderley Serrou Camy, chefe da Unidade Regional de Perícias e Identificação de Coxim, por permitir que eu me ausentasse do expediente e aos companheiros de trabalho Rosa Maria, Celso, Dr. Mateus e Dr. Diórginis, por terem “segurado a bronca” durante minha ausência. A amiga querida Joseila Aparecida Bergamo, pela ajuda e apoio. A Prof.ª Olga Tomie Matsuno e Prof. Dr. Silvio Favero, pela ajuda com a parte estatística. A Prof.ª Sara Jobim S. Mascarenhas, Diretora da Escola Viriato Bandeira, a Profª Wanise Beatriz Dal-Más Lang - Diretora adjunta da Escola Pedro Mendes Fontoura, por terem me recebido com carinho em suas escolas. Ao Prof. MSc. Geovane Candido, por ter cedido seu precioso tempo em sala de aula. À Prof.ª Celanira G. Trelha, Diretora da Escola Luiz da Costa Falcão e a Prof.ª Maria Aparecida S. Santos, Diretora adjunta da Escola Bonifácio Camargo Gomes, ambas do município de Bonito/MS, por terem aberto as portas de suas escolas e pela forma atenciosa a qual fui recebido. À Prof.ª Márcia Aparecida G. Teixeira, Coordenadora de área de matemática, da Escola Bonifácio Camargo Gomes, por todo apoio e atenção. Ao amigo Samuel Vaz, da Publisom, pelo apoio técnico e logístico. Aos companheiros de mestrado, Katiúcia, Karina, Luciana, Leonel, Ednaldo, Wilmar, Célia, enfim... todos aqueles que batalharam pelo mesmo objetivo. iii EPÍGRAFE “Pequena queimadura de luz sobre uma superfície sensível (como alma) – os nitritos de prata, pele e película ao mesmo tempo – a fotografia é, na sua materialidade, tanto uma ferida como uma cicatriz, uma fenda aberta no tempo, uma rachadura no espaço, marca, um rastro, um indício. Corte e golpe, ela é essa superfície de signos múltiplos e complexos, aberta a um passado que já não existe mais e a um futuro que não chegou a ser. As fotografias são tecidos, malhas de silêncio, as pequenas peles, as películas da nossa vivência. As fotografias são memórias e confidências.” Etienne Samain iv SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ...................................................................................... vi LISTA DE TABELAS ..................................................................................... vii LISTA DE QUADROS ................................................................................... viii RESUMO........................................................................................................ ix ABSTRACT.................................................................................................... xi 1 – INTRODUÇÃO .......................................................................................... 1 1.1 – OBJETIVOS GERAIS ............................................................................. 7 1.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................. 7 2 – REVISÃO DE LITERATURA .................................................................... 8 3 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS................................................ 14 3.1 – MÉTODO.............................................................................................. 16 3.1.1 – Palestra ............................................................................................. 17 3.1.2 – Avaliação ........................................................................................... 18 3.1.3 – Análise dos dados ............................................................................. 19 3.2 – MATERIAL ........................................................................................... 19 4 – RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................ 20 5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................... 28 6 – REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ......................................................... 29 ANEXOS ....................................................................................................... 34 ANEXO A ...................................................................................................... 35 ANEXO B ...................................................................................................... 40 ANEXO C ...................................................................................................... 41 ANEXO D ...................................................................................................... 42 ANEXO E ...................................................................................................... 43 v LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Aspecto visual de um slide da apresentação utilizada para os grupos que tiveram acesso às imagens em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul ..................................................................................................................... 18 Figura 2 – Aspecto visual de um slide da apresentação utilizada para os grupos que não tiveram acesso às imagens em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul..................................................................................................... 18 Figura 3 – Frequência de acertos e erros das escolas de Coxim e Bonito, Mato Grosso do Sul. CI= Com Imagem; SI = Sem Imagem. ....................................... 22 Figura 4 – Frequência absoluta dos entrevistados que consideraram a utilização de imagens importante para a compreensão de temas relativos à biodiversidade, em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul ................................. 22 vi LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Distribuição média da idade dos alunos avaliados em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul ...................................................................... 15 Tabela 2 – Distribuição da idade dos alunos avaliados em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul.................................................................................. 15 Tabela 3 – Número de acertos e erros para as escolas do município de Coxim, para os grupos com uso de imagens (CI) e sem uso de imagens (SI) ............................ 20 Tabela 4 – Número de acertos e erros para as escolas do município de Bonito, para os grupos com uso de imagens (CI) e sem uso de imagens (SI) ............................ 21 vii LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Distribuição das turmas entrevistas por período em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul ...................................................................... 16 viii RESUMO As mudanças tecnológicas repercutem cada vez mais na educação escolar e na vida cotidiana. Com o advento do microcomputador, recentes facilidades de aquisição dessas máquinas e posteriores avanços nos softwares direcionados à educação, a utilização de novas mídias e sua aplicabilidade no contexto educacional tornou-se comum e abriu perspectivas inovadoras. O estímulo à aprendizagem é reflexo, entre outras ações, das técnicas e mídias que os professores adotam ao ministrarem suas aulas. A ilustração, pioneira no processo educativo, tanto nas ciências biológicas quanto nas demais ciências, e a fotografia, por não necessitarem de um grande suporte tecnológico para sua difusão e apreciação, tornaram-se ferramentas eficientes na divulgação da informação. A fotografia e a questão ambiental estão relacionadas desde sua descoberta, cujo objetivo inicial era fazer um registro fiel da natureza, retratando-a tal como ela se revela. Esta investigação teve o objetivo de avaliar o uso de imagens de natureza, relacionadas à compreensão da Biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito, supondo a influência positiva no aprendizado e retenção de conteúdos. Para isso, foram realizadas palestras com e sem uso de imagens em quatro escolas da rede estadual de ensino, sendo duas no município de Coxim, e duas no município de Bonito, municípios de Mato Grosso do Sul. Foram entrevistados 614 alunos do ensino médio, com aplicação de questionários após as palestras. A média de idade foi de 18,5 anos, variando de 14 a 37 anos, com predomínio de alunos de 16 (182 ou 29,64%) e 17 anos (132 ou 21,5%). O grupo que teve acesso à palestra com uso de imagens somou 74,46% de acertos contra 66,26% de acertos para o grupo que teve acesso a palestra sem o uso de imagens em questões relativas à biodiversidade. A escola Pedro Mendes Fontoura, de Coxim, obteve melhores resultados para o grupo que teve acesso às imagens, com 79,1% de acertos. A escola Luiz da Costa Falcão, de Bonito, obteve os melhores resultados para o grupo que não teve acesso às imagens, com 69,5% de acertos. A grande maioria dos entrevistados, tanto do grupo com imagens (86,5%) como do grupo sem imagens (89,9%), considerou a utilização de representações visuais importante para a compreensão do tema abordado. Por meio ix dos resultados obtidos, compreende-se que a fotografia usada como recurso educativo pode ajudar na assimilação dos conteúdos, fazendo com que a percepção da imagem capturada expresse mais do que apenas a sua estética, corroborando com estudos similares realizados em outros contextos no Brasil. Embora uma fotografia traga muitas informações, ela não “fala por si só”. Além de captar a atenção do aluno, a fotografia é um meio de agregar valores ao conteúdo e fornecer subsídios para que o educando formule seu próprio conhecimento, suas próprias ideias. Palavras-chave: Educação Ambiental, Percepção, Fotografia de Natureza. x ABSTRACT Technological changes produce echo increasingly in school education and in everyday life. With the advent of the microcomputer facilities, recent acquisition of these machines, and subsequent advances in software targeted to education, the use of new media and its applicability in the educational context became common and opened innovative perspectives. The stimulus to learning is reflected, among others, techniques and media that teachers adopt to their classes. The illustration, a pioneer in the educational process, both in the biological as in other sciences, and photography, by not needing a big technological support and appreciation for their dissemination have become powerful tools in disseminating information. The photography and environmental issues are related since its discovery, whose initial goal was to make a faithful record of the nature, portraying it as it unfolds. This research aimed to evaluate the use of images from nature, related to Biodiversity of the Pantanal and Bonito region, assuming a positive influence on learning and retention of content. For this, lectures were held with and without the use of images in four schools in the public schools, two in the municipality of Coxim, and two in the municipality of Bonito, of Mato Grosso do Sul State. We interviewed 614 high school students, with questionnaires after the lectures. The mean age was 18.5 years, ranging from 14 to 37 years, with a prevalence of 16 (182 or 29.64%) and 17 years (132 or 21.5%). The group that had access to lecture using images added 74.46% against 66.26% of hits of hits for the group that had access to lecture without the use of images. The school Pedro Mendes Fontoura, Coxim, better results for the group who had access to the images, with 79.1% accuracy. The school Luiz da Costa Falcão, Bonito, obtained the best results for the group that did not have access to the images, with 69.5% accuracy. The vast majority of respondents, with pictures (86.5%) or without images (89.9%), considered the use of visual representations important for the understanding of the subject. Through the results, we understand that the photograph used as a pedagogical resource, can help in the assimilation of content, making the perception of the captured image expresses more than just its aesthetics, corroborating similar studies in other contexts in Brazil. Although a xi photograph brings a lot of information, it does not "speak for itself". Besides capturing the attention of the student, photography is a means of adding value to the content and provide input for the learner formulate your own knowledge, your own ideas. Keywords: Environmental Education, Awareness, Nature Photography. xii 1 - INTRODUÇÃO O planeta vem sofrendo profundas modificações ambientais, especialmente com a conversão de áreas naturais em terras para agropecuária, com a perda da biodiversidade, mudanças do clima e da qualidade do ar. Essas modificações, mais marcantes a partir da revolução industrial, parecem ser resultado, combinado do aumento de demandas da crescente população humana e da emissão de gases industriais e automotivos, mas também da ocupação de áreas naturais, com extensas conversões de hábitats florestais para áreas abertas, que antes serviam como pontos ou zonas de resfriamento e regulação climática (MONTEIRO, 2004; DIAMOND, 2005; GORE, 2006). As extensas modificações dos ambientes têm numerosas finalidades, dentre as quais a construção de edificações que servem de moradia e também para fins industriais e agropecuários, para suprir demandas do evidente crescimento populacional humano (DIAMOND, 2005). Trata-se do reflexo direto do modelo de desenvolvimento que caracterizou o mundo civilizado. As imagens do assim chamado progresso sempre foram mais valiosas do que as belas imagens de florestas densas e intactas à ação humana. A conquista do interior do país não tinha mesmo preço. Todavia o custo está sendo alto. Aos poucos, a natureza tem demonstrado sinais de que é impossível suportar toda sorte de maus-tratos cometidos pelo homem. Desmatamentos, queimadas, ocupação irregular de solos, uso descontrolado e indiscriminado de agrotóxicos e outros produtos químicos são exemplos cujos resultados estão sendo sentidos até mesmo por aqueles que nunca fizeram uso desses artifícios (DIAMOND, 2005). As ações dos seres humanos na natureza têm assumido proporção descontrolada, uma vez que tais processos se caracterizam pela utilização de práticas predatórias, que atuam diretamente na degradação do meio (CAMPOS, 2000). De outro lado, o processo educativo tem sido um eloquente instrumento de alerta e mobilização da sociedade e deve operar nos diversos setores para se sensibilizar as questões ambientais, sendo colocado como um importante meio de transformação. Morin (2006) alerta que é necessário promover o conhecimento capaz de assimilar os problemas globais e fundamentais para neles inserir os 2 conhecimentos setoriais e locais, sendo esta característica um dos principais objetos da educação. Adicionalmente, pode-se observar que em diferentes setores sociais, existe uma forte tendência em reconhecer o processo educativo como condição básica de provocar mudanças e alterar o atual quadro de degradação do ambiente como qual se depara. Independentemente do modelo adotado para explicar o atual estado de agressão à natureza, o processo educativo é sempre apresentado como uma possibilidade de alteração desse quadro, isto é, como um agente eficaz de transformação. Muitas vezes, a contribuição do processo educativo para as mudanças almejadas é de tal forma supervalorizada que leva facilmente à idealização ou à mistificação (BERTÉ, 2004). A relação entre ambiente e educação para a cidadania assume um papel cada vez mais desafiador e necessário, demandando por senso de emergência e incorporação de novos saberes e novas técnicas que possibilitem uma aprendizagem mais efetiva (RAMOS et al., 2009). Para Dias (2000), a Educação Ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e a comunidade tomam a consciência do seu ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação. A abordagem do meio ambiente na escola passa a ter um papel articulador dos conhecimentos nas diversas disciplinas, na qual os conteúdos são ressignificados. Apa (2006) aponta como uma das dificuldades a serem trabalhadas em Educação Ambiental a necessidade da utilização de metodologias e procedimentos didáticos que sejam interdisciplinares. Ressalta, ainda, que os materiais didáticos têm-se mostrados deficientes e, frequentemente, não condizem com a proposta de Educação Ambiental. Com a criação da Política Nacional da Educação Ambiental, Lei n° 9.795/99, os educadores puderam ter mais informações para promover e exigir do poder público as ações que visam a cidadania e a proteção do meio ambiente (BERTÉ, 2004), conforme descrito no artigo 1º da Lei 9.795/99: “Entende-se por Educação Ambiental os processos pelo meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do Meio Ambiente, bem do uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.” 3 Silveira e Alves (1996) citam que as atividades vinculadas à Educação Ambiental, tanto na educação formal como no processo educativo não formal, foram iniciados no Brasil por volta da década de 1970 e tiveram como resultado a produção de diversos materiais, como cartilhas, panfletos, folders, jornais, folhetos, jogos e livros didáticos. A proposta de educação ambiental desdobra uma sequência de atividades que interligam e o tempo todo. Promovem a interação de diferentes modalidades de ensino, conectam cursos de formação e devem estimular fóruns e seminários abertos dedicados estudos de aprofundamento em alto nível. As pesquisas teóricas, investigações documentais e pesquisas empíricas de campo devem ainda passar por um processo de “tradução de linguagem de textos”, do científico para o didático em diferentes níveis de leitura, estimulando a elaboração de materiais didáticos de divulgação de conhecimentos sobre a natureza e de alternativas de interação social com o ambiente (BRANDÃO; OLIVEIRA, 2002). Almeida et al. (2004) afirmam que a dinâmica escolar, as características de formação e as condições de trabalho, bem como a falta de material pedagógico apropriado para a abordagem em Educação Ambiental, são fatores que podem dificultar a formação do cidadão. Diante da nova realidade em que vive-se, a escola sofre modificações internas que afetam currículo, professores, alunos e metodologias. Por sua vez, esses componentes devem adequar-se às mudanças. A presença das tecnologias de informação e comunicação e dos mais variados recursos tecnológicos, influenciam novos paradigmas e novas práticas educacionais (BRITO et al., 2007). Para Jacobi et al. (2009) as praticas ambientalmente sustentáveis nos apontam para propostas pedagógicas centradas na criticidade e na emancipação dos sujeitos, com vistas à mudança de comportamento e atitudes, ao desenvolvimento da organização social e da participação coletiva. Atualmente, o ambiente de aprendizagem formal vai muito além dos muros da escola, permitindo experiências educacionais sem precedentes, fazendo uso de ferramentas e oportunidades inéditas, jamais disponíveis anteriormente aos modelos tradicionais de ensino (MOTA, no prelo). Segundo Mussoi (2008), a sociedade contemporânea passa por um processo de transformação jamais visto na história da humanidade, que exige das pessoas 4 constante contato com as diferentes tecnologias, principalmente aquelas voltadas para as áreas eletrônicas e da informática, típicas da era digital. Para Brigidi (2009), a transmissão de informação consiste em um processo relacionado à comunicação com o objetivo principal de adquirir conhecimento e para que haja essa expansão de conhecimento, são necessárias fontes de informação. Com uma quantidade maior de informações disponível, a aprendizagem pode se dar de forma mais veloz, ou seja, existe a possibilidade de aprender-se mais em menos tempo. O acesso à informação é a via mais objetiva no processo educativo. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a tecnologia torna-se importante ferramenta, permitindo a várias escolas e centros educacionais o acompanhamento da modernidade no que se refere à educação, principalmente para aqueles alunos que residem fora dos grandes centros (FRANCO et al., 2006). Os mesmos autores colocam que a divulgação da informação deve acompanhar a tecnologia, porém, sem perder o foco principal que é o educando, elemento central no processo educativo e a tecnologia deve ser usada como um meio, e não como um fim. As mudanças tecnológicas têm um impacto cada vez maior na educação escolar e na vida cotidiana. Não pode-se mais ignorar a presença do computador, do celular multifunção e tablets, que são veículos de informação e de comunicação nos processo de aprendizagem (ROBERTS, 2005). Esses elementos reforçam a ideia de que o professor e o livro didático deixaram de ser as únicas fontes de conhecimento. Inserir esses elementos em práticas educativas representa estar coerente com a realidade de muitos jovens. A facilidade com que a atual geração lida com tais tecnologias pode ser utilizada, e com bons frutos, para atividades educacionais (BRITO et al., 2007). O aluno precisa ser inserido no complexo universo dos problemas ambientais, dado por uma visão de conhecimento e significados sociais, cujo repertórios pedagógicos devem ser amplos e interdependentes, visto que a questão ambiental é um problema híbrido, associado a diversas dimensões humanas (JACOBI, 2003). Fatores como humor, clareza, utilidade e didática podem ou não tornar as aulas agradáveis (BENTO, 2009). O papel do professor é cada vez mais diferente e muda com as tecnologias. Pode-se dizer que a informação e o conhecimento estão em toda parte, mas as boas perguntas não. O Google, por exemplo, não oferece 5 perguntas, apenas respostas. O papel de ser educador está cada vez mais relacionado aos questionamentos apropriados, à capacidade crítica e à habilidade de interpretação das informações. Ao pegar as respostas dos aprendizes, é possível tecer temas mais criativos e gerar assim aulas mais agradáveis e instigantes. É fundamental ensinar esse papel ao professor, mas, lamentavelmente, a essência do treinamento dos professores não muda há 100 anos (MORAN, 2008). Com o advento do microcomputador e recentes facilidades de aquisição dessas máquinas, seguido pelos avanços nos softwares direcionados à educação, muito se fala da utilização das novas mídias e sua aplicabilidade no contexto educacional. O estímulo à aprendizagem é reflexo, entre outros, das técnicas e mídias que os professores adotam ao ministrarem suas aulas (BENTO, 2009). Não é possível pensar no ensino formal sem associá-lo ao uso das tecnologias disponíveis em cada momento histórico. Elas foram e são utilizadas na vida escolar (MOTA, no prelo). As revoluções tecnológicas revelam ao longo do tempo desafios à educação, mas trazem também aparatos e informações que devem ser vistos como soluções, ajudando o professor a transmitir conhecimento de uma forma mais dinâmica e prazerosa para o aluno, tornando assim o processo mais eficaz. Corroboram com isso os projetos criados pelo Ministério da Educação (MEC), com investimentos no treinamento e qualificação dos professores e na compra de equipamentos de informática. Desde 2008, esses projetos têm possibilitado o contato de alunos e professores com metodologias inovadoras (TERRA, 2012), de fácil compreensão, como o material pedagógico elaborado pelo professor indiano Salman Khan, disponíveis na página da Fundação Lemann (www.fundacaolemann.org.br), cujo sucesso mundial se dá ao fato de Khan “conseguir explicar de maneira clara e simples seu raciocínio para a resolução dos problemas propostos” (RATIER, 2012). Com a incorporação das tecnologias de informação e comunicação, em especial a Internet, ao processo de ensino aprendizagem, é fundamental uma ação sistemática de planejamento e a implantação de novas estratégias didáticas e metodologias de ensino-aprendizagem. Essa combinação de conceitos compõe um quadro promissor de potencialidades do ensino moderno. Em uma situação específica de aprendizagem vivenciada por pessoas reais assumindo papéis 6 concretos de alunos, docentes, pesquisadores ou apoiadores, com base em recursos e tecnologias disponíveis no mercado, esses conceitos foram cotejados a ponto de se verificar sua pertinência à realidade educacional (FILATRO; PICONEZ, 2004). De modo específico, as modernas tecnologias de ensino devem ser utilizadas em estratégias para Educação Ambiental e divulgação do conhecimento científico relativos à biodiversidade. O Brasil é primeiro signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CDB), que trata do uso e da conservação da biodiversidade em várias escalas e tem seus países membros governados pela Convenção das Partes (Convention of the Parties - COP). Em reunião promovida pela Organização das Nações Unidas (COP 10) realizada no Japão em 2010, na cidade de Nagoya, na província de Aichi, os países membros da CDB definiram 20 metas, chamadas Metas de Aichi, a serem cumpridas por todas as nações até 2020, sendo que cada país deverá adequá-las as suas realidades e estabelecer suas próprias metas. Cabe ressaltar, ainda, que a ONU declarou a década de 2011-2020 como a “Década da Biodiversidade” e dentre as ações previstas estão a ampliação da compreensão pública do tema por diferentes segmentos sociais (ONUBR, 2011). A presente investigação é endossada pelas ideias contidas na Meta 19 das Metas de Aichi, no sentido de fomentar a criação e utilização de recursos didáticos, com uso de fotografias e imagens, aplicados ao ensino de ciências e biologia, visando o cumprimento da referida meta. “Até 2020, o conhecimento, a base científica e tecnologias ligadas à biodiversidade, seus valores, funcionamento, situação e tendências, e as consequências de sua perda terão sido melhorados, amplamente compartilhados e transferidos, e aplicados.” (COP 10, apud WEIGAND JR et al., 2011) Ainda, nesse contexto, as práticas educativas devem apontar para propostas pedagógicas centradas na mudança de hábitos, atitudes e práticas sociais, desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos (JACOBI, 2005). 7 1.1 – OBJETIVOS GERAIS O presente trabalho tem como objetivo avaliar a compreensão dos elementos da biodiversidade da região do Pantanal e da região de Bonito, Mato Grosso do Sul, junto a alunos do ensino médio da rede estadual, por meio de uso de imagens fotográficas digitais permeadas de conceitos de biodiversidade e ecologia. 1.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS Apresentar palestras com conteúdo voltado para temática ambiental e aplicar questionários formulados de acordo com texto de apoio para alunos de escolas estaduais dos municípios de Coxim e Bonito, Mato Grosso do Sul. Fomentar a inclusão de prática alternativas no ensino de Biologia e Ciências, com auxilio de recursos multimídia. Tornar através do uso de imagens de natureza, mais agradável e interessante a abordagem de conceitos de Ecologia; 2. REVISÃO DE LITERATURA Desde a antiguidade, seja por mero acaso ou por observações sistematizadas, o ser humano constatou a existência de fenômenos naturais e, a partir daí, passou a utilizá-los em benefício próprio, quando analisou sua sombra projetada no sentido contrário ao sol e as sombras projetadas pela topografia do seu ambiente. Estava criada ali a primeira noção de contraste e uma noção efêmera de reprodução. No século IV a.C., os gregos já dispunham de algum conhecimento sobre a câmara escura, a partir de observações de raios solares emitidos em recintos fechados e escuros. Depois, Leonardo Da Vinci relatou que a luz, ao penetrar, por meio de um furo, em um quarto totalmente escuro, formaria uma imagem invertida na parede em frente a esse orifício. Desses fenômenos, nascia a percepção ilusória do mundo, configurada em um novo desenho sob a transposição tridimensional para a bidimensional (MAYA, 2008). Criada durante a Revolução Industrial em meio a grandes transformações econômicas, sociais e culturais, a fotografia possibilitou ao homem a visualização de fatos e acontecimentos anteriormente transmitidos somente através da escrita, da pintura e da oralidade. Ampliando cada vez mais o conhecimento e o registro histórico, a fotografia viria a mudar para sempre a história moderna, sendo possível, identificar, recordar, comprovar acontecimentos ocorridos no passado, sem que houvesse dúvidas a respeito da fidedignidade do fato retratado. Ao contrário da palavra escrita ou falada, ela é uma forma de comunicação sem barreiras linguísticas ou geográficas (BRIGIDI, 2009). O desenho científico utilizado como amostra da história natural no século XVIII e início do XIX abre espaço para uma nova antropologia física, incorporando as tecnologias mais atualizadas daquele tempo, a fim de obter as reproduções mais fidedignas possíveis. A fotografia abriu, ainda, a possibilidade de um mundo imaginário a partir de um mundo real fixado como prova de existência, passando a alterar as concepções de tempo e espaço e da inserção do próprio ser humano (MAYA, 2008). A ilustração, pioneira no processo educativo, tanto nas ciências biológicas quanto nas demais ciências, e a fotografia, por não necessitarem de um grande 9 suporte tecnológico para sua difusão e apreciação, tornaram-se ferramentas eficientes na divulgação da informação (FRANCO et al., 2006; SABINO, 2009). Difundida em quase todos os povos do mundo através dos meios de comunicação, a imagem desempenha papel fundamental na leitura e compreensão do mundo. Dependendo dos objetivos de sua utilização pode servir tanto como instrumento para alienação das pessoas como meio de acesso e democratização do conhecimento (MUSSOI, 2008). Camargo (1997) e Lombardi (2008) chamam de imagem documental aquela que registra e traduz com grande margem de similaridade a fonte do qual se origina e as condições em que foi realizada. Esses autores afirmam, ainda, que, a principal função das imagens documentais é sua veracidade, sua capacidade de registrar aquilo que é, onde, quando e como foi ou está. Ela permite julgar, avaliar, ponderar, diagnosticar, constatar, prever ou prevenir, relatando situações vividas ou testemunhadas e servindo de referência para que possa-se identificar ou mais bem conhecer algo que não se tem acesso e querer descobrir ou comprovar. Para Lombardi (2008), a fotografia documental pode ser pensada como um conjunto de imagens que forma uma narrativa cujos traços iniciais se deslocam de acordo com o olhar de cada fotógrafo. Desse modo, qualquer objeto ou situação podem ser representados esteticamente de acordo com a ênfase pretendida pelo fotógrafo. A imagem fotográfica integrou-se definitivamente em várias áreas das atividades humanas, e proporcionou processos criativos na busca de novos patamares do conhecimento, em todas as suas formas e níveis. Pelo lado meramente documental, ela é intrinsecamente uma cópia natural, constituída de lapsos de tempos fragmentados em uma realidade ocasional ou dirigida, obtida pelo fotografo-autor (MENDES; NOBRE, 2008). Os mesmos autores destacam que o observador pode contemplar detalhes ou o todo, a sua vontade, com livre interpretação no tempo e espaço que desejar. Pode-se dizer que cada fotógrafo carrega dentro de si uma biblioteca de imagens e interpretações. Assim, uma fotografia nunca é totalmente destituída de influências, uma vez que o fotógrafo absorve informações de diversos lugares e pode usá-las para criar outras imagens, tornando-a um ato pessoal e intransferível, 10 resultante da interação entre quem opera a câmera e o conteúdo da cena, aliados ao momento vivido (YAMAMURA; SOUZA, 2009). Segundo Monteiro (2004), as imagens, quando coletadas, processadas, organizadas e divulgadas, tornam-se instrumentos de excelência na conscientização e apreensão de dados referentes a assuntos previamente almejados, podendo se fazer o uso que assim desejar. A linguagem não verbal da fotografia contribui decisivamente na realização de pesquisas teóricas, manifestações artístico-culturais e como coadjuvante eficaz em numerosas descobertas científicas e tecnológicas (BRITO et al., 2007). Para Spencer (1980), a contribuição da fotografia na ciência é a sequência qualificada de informação que não pode ser obtida de nenhuma outra forma, dotando o observador de uma espécie de olho sintético, uma retina imparcial e infalível, capaz de converter em registros visíveis, fenômenos cuja existência, de outra forma, não haver-se-ia conhecido nem suspeitado. Além de se definir como linguagem de criatividade visual em diversas formas de expressão artística, a fotografia é uma maneira de ver, descobrir e questionar o passado e o presente (BRITO et al., 2007). É uma linguagem universal sem tradução específica, constituída por uma leitura livre, sem normas e formalismos. Ela é intrinsecamente uma cópia virtual, constituída de lapsos de tempos fragmentados em uma realidade ocasional ou dirigida. A importância maior reside no fato do espectador poder “ler” detalhes ou pequenos momentos fracionados fotograficamente, a sua vontade, em condições de livre interpretação, no tempo e espaço que desejar (BRITO et al., 2007). A fotografia permite, através da captura da imagem, “congelar” um momento, uma forma objetiva de documentação muito melhor do que a simples lembrança de um fato ou evento. Ela tem o poder de capturar nuances que muitas vezes passam despercebidas a olho nu e isso aumenta o nível de observação do espectador (FRANCO et al., 2006; SABINO, 2009). Enfim, a fotografia faz com que tenha-se um olho mágico, uma retina imparcial com a qual podemos exatamente mostrar nosso ângulo de visão, capaz de converter em registros visíveis fenômenos cuja existência, de outra forma, não se conheceria (SPENCER, 1980). 11 A fotografia pode ser usada unicamente para ilustrar uma teoria ou comprovar conhecimentos. Em uma visão simplista, segundo Gonçalo Júnior (2008), pode-se usá-la em um texto apenas para ilustrá-lo, imaginando, desse modo incorporá-la a sua análise, raramente conseguindo incorporá-la como parte da própria narrativa. Atualmente, os professores têm à disposição mídias diferenciadas que lhes permitem diversificar e dinamizar as aulas, que facilitam o envolvimento e o aprendizado de seus diferentes tipos de alunos (BENTO, 2009). Souza e Lopes (2002) afirmam que o uso de imagens no contexto escolar é fruto das exigências do mundo contemporâneo, em constante mutação. Em um planeta dominado pelas imagens, as fotografias devem ser entendidas como uma escrita atual do homem, sendo mediada por tecnologias de fácil acesso nas diferentes plataformas disponíveis (ROBERTS, 2005). O uso de projetores do tipo datashow se tornou relativamente comum nas salas de aulas e, em consequência disso, aumentou o uso de imagens utilizadas como complemento das explanações habituais. O assim citado método “GLS” – giz, lousa e saliva – ganhou uma contribuição expressiva. Todavia, a relação entre representação e realidade, expressa nas ilustrações científicas e didáticas, é complexa e sua análise não pode ser abstraída de um olhar especializado para as imagens presentes na divulgação da ciência e na educação (BRUZZO, 2004). Nos dias atuais, muito se debate sobre o uso de novas tecnologias, forçando o professor a repensar seu papel enquanto profissional e educador, impelindo-o a buscar um aperfeiçoamento que o coloque páreo frente às novas tecnologias e aos alunos que acompanham os progressos do mundo contemporâneo (BRITO et al., 2007). Para Jacobi (2003), os professores devem estar cada vez mais preparados para reelaborar as informações que recebem, a fim de poderem transmitir e decodificar para os alunos a expressão dos significados sobre o ambiente e a ecologia nas suas múltiplas determinações e intersecções. A análise de imagens contribui fortemente para o desenvolvimento intelectual, desenvolvendo nos alunos uma inteligência qualificada como análise visual, que complementa competências tradicionais como o ler, escrever e contar (ABRANTES, 1999). 12 Com a facilidade de acesso a informações, sejam elas por televisão, rádio, internet, os educandos estão acostumados a aprender por meio dos sons, das cores, das imagens fixas ou em movimento. Segundo Kenski (1996), o mundo deles é polifônico e policrômico, ou seja, de cores, imagens, sons e movimentos múltiplos. Através dos sistemas de telecomunicações interligados, o indivíduo, esteja onde estiver, tem acesso a qualquer parte do globo, com um grande número de assuntos à sua disposição. Imagens e sons captados a distância são retransmitidos por satélites, graças aos notáveis avanços da microeletrônica e aos modernos aplicativos da fotografia digital (MONTEIRO, 2004). Por mais que a imagem seja produzida com certa finalidade, ou seja apenas para ilustrar, sua representação conterá um meio de informação e conhecimento, e o seu conteúdo ajudará o educando a se constituir como um leitor crítico daquilo que analisa, levando-o à compreensão de conceitos e acontecimentos muitas vezes abstratos e complexos (ASARI et al., 2004). Em todas as ciências, ilustrações, fotografias e vídeos têm sido usados cada vez mais no processo educacional e científico. A fotografia e a questão ambiental estão relacionadas desde sua descoberta, cujo objetivo inicial era fazer um registro fiel da natureza, retratando-a tal como ela se revela. Em suas atividades, os cientistas utilizam cada vez mais a fotografia como instrumentação de pesquisas, registro de dados e apoio didático (FRANCO, 2006; SABINO, 2009). Embora tenha sido muito usada apenas na ilustração de livros, para a compreensão dos textos e muito valorizada na publicidade, percebe-se que, de maneira geral, a escola tem feito pouco uso da fotografia. Este tipo de registro ocupa sempre uma posição secundária e não como forma de conhecimento próprio da sua linguagem técnica e artística. Para além do registro documental, fotografias podem ser utilizadas como forma de relação com o ambiente, o que em última instância, possibilitaria uma percepção ecológica, além da educação do olhar do aluno (PEIXOTO, 2007). Brandão e Oliveira (2002) fazem uma analogia da produção científica a uma pedra atirada em um remanso no rio. As ondas que se formam a partir do encontro da pedra com a água são uma sequência de círculos de interlocutores de documentos de original vocação científica. Quanto mais próximo e menor o círculo, maior a afinidade científica com o tema. Mas quanto mais pessoas se atinge nos 13 círculos externos e distantes, espera-se que maior seja o aproveitamento do conteúdo elaborado. E a fotografia pode ser um bom exemplo disso. Mesmo que não criada com determinado fim, pode estender suas informações a um público diversificado, que não da área do específica do autor. Alunos somente poderão estar preparados para os desafios futuros se, ao longo da vida escolar da educação básica, forem preparados para explorar suas máximas potencialidades. Para tanto, precisam adquirir conhecimentos para, sincronicamente, desenvolver uma gama de habilidades que os habilitem plenamente em tarefas necessárias. Nestas tarefas, pode-se destacar a leitura, escrita, matemática e ciências, complementadas por outras que se mostram também necessárias, como capacidade de resolver problemas, pensamento crítico, comunicação interpessoal, colaboração e trabalho em equipe (MOTA, no prelo). Assim, o tradicional e o novo se completam, gerando a possibilidade de construção do conhecimento em novos padrões (MOTA, no prelo). 3 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Foram realizadas apresentações multimídia em 24 turmas diferentes, abrangendo 614 alunos do primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio regular. Após as apresentações, foram aplicados aos alunos questionário com dez perguntas relacionadas ao tema abordado e uma pergunta para saber se os alunos acharam, ou não, a apresentação interessante. Foram escolhidas quatro escolas estaduais em dois municípios de Mato Grosso do Sul: Pedro Mendes Fontoura (PMF) e Viriato Bandeira (VB), no município de Coxim e Luiz da Costa Falcão (LCF) e Bonifácio Camargo Gomes (BCG), em Bonito. As mesmas foram escolhidas por serem as únicas a ofertarem o ensino médio regular aos alunos em seus municípios. Os municípios têm em comum as atividades turísticas envolvendo atrativos naturais. Coxim é do maior município da região norte de Mato Grosso do Sul, situado na borda setentrional da Bacia do Alto Paraguai, é um centro econômico e turístico regional, sendo nacionalmente conhecida por abrigar diversos ícones paisagísticos e atrativos de pesca. A cidade de Bonito está localizada no oeste do estado, sobre o Planalto da Bodoquena (Serra da Bodoquena) e Depressão do Miranda. Polo do ecoturismo em nível mundial, suas principais atrações são as paisagens naturais, os mergulhos em rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas, cavernas e dolinas, sendo o principal município que integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, que tem grande potencial turístico. As escolas pertencem à rede pública de ensino, recebendo alunos da zona rural e urbana daqueles municípios. Contam com salas de aula, laboratórios de informática, quadras de esporte e setor administrativo adequado às atividades de ensino. A média de idade dos alunos foi de 18,8 anos, sendo a menor para a Escola Viriato Bandeira, no município de Coxim (16,5) e a maior para a Escola Luiz da Costa Falcão, no município de Bonito (21,5) (Tabela 1). 15 Tabela 1 – Distribuição da idade média dos alunos avaliados em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. Escola Viriato Bandeira Pedro Mendes Fontoura Luiz da Costa Falcão Bonifácio Gomes da Costa Fonte: Do Autor. Idade média 16,5 19,1 21,5 18,2 Desvio padrão 1,71 4,33 5,90 2,89 N 113 181 184 138 A distribuição de idades foi de quatorze (14) a trinta e sete (37) anos, sendo a maioria da faixa dos 15 (20,68%), 16 (29,64%) e 17 anos (21,50%) (Tabela 2). Tabela 2 – Distribuição da idade dos alunos em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 25 26 27 28 37 Total Viriato Bandeira 4 32 44 24 6 3 113 Pedro M. Fontoura 13 31 52 57 21 3 1 1 2 181 Luiz C. Falcão 13 37 49 18 33 21 1 3 2 2 2 2 1 184 Bonifácio C. Gomes 8 27 37 33 15 7 5 2 2 136 Total 38 127 182 132 75 34 7 3 2 4 2 3 2 2 1 614 % 6,19 20,68 29,64 21,50 12,21 5,54 1,14 0,49 0,33 0,65 0,33 0,49 0,33 0,33 0,16 100% Fonte: Do Autor. Devido à distribuição interna nas escolas de Bonito, duas turmas da escola Luiz da Costa Falcão e uma da escola Bonifácio Camargo Gomes foram do período noturno, o que contribuiu para o aumento da média de idade, como resultado do perfil dos alunos daquele período, todos maiores de idade (≥ 18 anos). 16 Quadro 1 – Distribuição das turmas entrevistas por período em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. 1° “C” 1° “B” M M 1° “A” 1° “B” Pedro Mendes Fontoura M M 1° “A” 1° “B” Luiz da Costa Falcão M M 1° “B” 1° “C” Bonifácio Camargo Gomes V V Legendas: M: matutino; V: vespertino; N: noturno. Viriato Bandeira 2° “A” M 2° “A” M 2° “A” M 2° “A” V 2° “B” M 2° “B” M 2° “B” N 2° “B” V 3° “A” M 3° “A” M 3° “A” M 3° “A” V 3° “B” M 3° “B” M 3° “B” N 3° “B” N Fonte: Do Autor. A escolha das turmas para participação das apresentações e entrevistas foi feita de forma aleatória, respeitando-se o fato de que seriam duas turmas por série, ou seja, dois primeiros anos, dois segundos e dois terceiros, de acordo com a disponibilidade da escola, independente da nomenclatura da turma ou número de alunos. Após cada apresentação, foi perguntado se existia alguma dúvida quanto ao tema abordado ou termos utilizados, sendo as mesmas sanadas antes da aplicação dos questionários. Entretanto, os alunos participantes optaram sempre por não fazer qualquer tipo de questionamento. São mostrados somente os resultados referentes às dez questões relacionadas ao tema. A questão de número 11, sobre a metodologia, foi analisada de forma separada, posteriormente. 3.1 - MÉTODO Da mesma forma que em Borges et al. (2010), a presente investigação usou a estratégia de realização de palestra de conteúdo voltado à temática ambiental dando ênfase na importância da natureza aos seres humanos e as consequências da degradação ambiental. O material de apoio foi elaborado a partir de pesquisa bibliográfica pertinente e conceitualmente atualizado. A avaliação da assimilação do conteúdo deu-se por meio de questionários de múltipla escolha – Anexos A: texto de apoio; B: Questionário para os grupos que tiveram acesso às imagens e C: Questionário para os grupos que não tiveram acesso às imagens. 17 Por se tratar de pesquisa envolvendo seres humanos, o Comitê de Ética envolvendo Seres Humanos da Universidade Anhanguera-Uniderp, solicitou a utilização de Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), tanto para os alunos quanto para os pais/responsáveis pelos alunos menores de idade (menores de 18 anos) – Anexos D e E. Os TCLE foram distribuídos no dia anterior a apresentação e foram recolhidos juntos com os questionários respondidos. 3.1.1 - Palestra Em cada escola, os alunos foram divididos em dois grupos, respeitando-se uma divisão prévia e original da instituição. A partir de escolha aleatória, um grupo teve acesso à apresentação multimídia, com duração de 13 minutos, com fotografias e imagens de natureza relacionadas ao conteúdo (Figura 1). O outro grupo teve acesso apenas à apresentação com uso de linguagem escrita e oral (Figura 2). O conteúdo ministrado foi o mesmo para os dois grupos, diferenciado apenas pelo modo de exposição, “com” e “sem” uso de imagens. Visando a homogeneidade dos resultados, optou-se por padronizar a apresentação em um vídeo, confeccionada a partir do software Windows Movie Maker. Dessa forma, todos os educandos tiveram acesso ao mesmo nível de informações, sem que houvesse alterações por parte do modo de exposição do conteúdo, ou seja, todos foram agraciados da mesma forma, em se tratando de tempo de explanação, termos utilizados e conteúdo ministrado. Para que não houvesse prejuízo de aprendizagem ao grupo B, exposto à apresentação com uso apenas da linguagem escrita, ao final da avaliação desse grupo foi oferecida a apresentação com uso de fotografias e imagens de natureza. 18 Figura 1 – Aspecto visual de um slide da apresentação utilizada para os grupos que tiveram acesso às imagens em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. Fonte: Do Autor. Figura 2 – Aspecto visual de um slide da apresentação utilizada para os grupos que não tiveram acesso às imagens em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. Fonte: Do Autor. 3.1.2 - Avaliação Ao final de cada apresentação foi aplicado o questionário, para que pudesse ser depreendido o nível de aprendizagem. Os questionários foram formulados a partir do texto de apoio, sendo seis questões relacionadas com biodiversidade e ecologia de forma geral (conceitos e definições), quatro relacionadas com 19 biodiversidade regional, sendo duas sobre Bonito e duas sobre o Pantanal. A décima primeira questão serviu para que pudesse ser mensurada, segundo o entendimento dos alunos, a importância, ou não, do uso de fotografias e imagens na compreensão do tema abordado. A avaliação foi feita de forma individual e sem consultas, com um tempo de quinze minutos. 3.1.3 - Análise dos Dados A análise dos dados foi realizada pelo número dos acertos para cada grupo de questões (com imagens e sem imagens). A questão que trata da importância, ou não, do uso de imagens foi analisada individualmente. Os resultados foram testados quanto à significância com um teste de teste χ2 considerando o nível de significância 0,05. Para a análise estatística foram considerados os resultados como um todo para os grupos que fizeram uso de imagens e para os que não fizeram uso de imagens. 3.2 - MATERIAL Para as apresentações, foram utilizados computador portátil, projetor multimídia e duas caixas de som de tamanho pequeno. O tema das apresentações foi Biodiversidade, tratada de forma geral e também contextualizada no âmbito regional. Os questionários utilizados continham dez questões formuladas à luz do texto de apoio e uma questão referente à metodologia empregada. Anexos B: Questionário para os grupos que tiveram acesso às imagens e C: Questionário para os grupos que não tiveram acesso as imagens. 4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO Uma vez que os questionários eram do tipo fechado, de múltipla escolha, não foi observada nenhum tipo de alteração que pudesse ser relacionada com a idade ou período de estudo dos entrevistados, corroborando com Borges et al. (2010), que obteve resultados semelhantes entre alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e alunos das 7ª e 8ª séries. Embora os mesmo pertencessem a séries diferentes (1°, 2° e 3° anos do Ensino Médio), foram instruídos de que o material para as respostas estaria contido nas apresentações, independentemente do conteúdo por eles estudados regularmente, evitando assim prejuízos aos objetivos dessa pesquisa. Os resultados das respostas das questões apresentadas aos alunos estão na Tabela 3, para os alunos das escolas de Coxim e na Tabela 4, para os alunos das escolas de Bonito. Tabela 3 – Número de acertos e erros para as escolas do município de Coxim, para os grupos com uso de imagens (CI) e sem uso de imagens (SI). Escola Viriato Bandeira Pedro Mendes Fontoura CI (57) SI (56) CI (90) SI (91) Questão Acerto Erro Acerto Erro Acerto Erro Acerto Erro 1 45 12 53 3 83 7 80 11 2 51 6 52 4 86 4 70 21 3 45 12 49 7 84 6 59 32 4 54 3 46 10 79 11 80 11 5 45 12 18 38 59 31 43 48 6 46 11 32 24 76 14 65 26 7 40 17 39 17 64 26 42 49 8 35 22 19 37 59 31 38 53 9 42 15 28 28 74 16 48 43 10 31 26 34 22 48 42 37 54 Total 434 136 370 190 712 188 562 348 % 76,14 23,86 66,07 33,93 79,11 20,89 61,76 38,24 Legenda: CI: grupo com imagens; SI: grupo sem imagens; (n): número de entrevistados. 21 Tabela 4 – Número de acertos e erros em respostas de alunos das escolas do município de Bonito, para os grupos com uso de imagens (CI) e sem uso de imagens (SI). Escola Luiz da Costa Falcão Bonifácio Camargo Gomes CI (82) SI (102) CI (67) SI (69) Questão Acerto Erro Acerto Erro Acerto Erro Acerto Erro 1 66 16 77 25 58 9 56 13 2 64 18 79 23 61 6 48 21 3 57 25 81 21 57 10 49 20 4 77 5 81 21 54 13 59 10 5 40 42 63 39 40 27 37 32 6 78 4 87 15 60 7 59 10 7 54 28 66 36 39 28 40 29 8 45 37 60 42 44 23 45 24 9 52 30 66 36 40 27 47 22 10 42 40 49 53 30 37 26 43 Total 575 245 709 311 483 187 466 224 % 70,12 29,88 69,51 30,49 72,09 27,91 67,54 32,46 Legenda: CI: grupo com imagens; SI: grupo sem imagens; (n): número de entrevistados. O melhor desempenho para o grupo com imagens foi da escola Pedro Mendes Fontoura, com 79,11% de acertos, seguido da escola Viriato Bandeira, com 76,14% de acertos, ambas de Coxim. As escolas do município de Bonito tiveram 72,09% (escola Bonifácio Camargo Gomes) e 70,12% (escola Luiz da Costa Falcão), conforme mostrado na Figura 3. Para os grupos que não fizeram uso de imagens, o índice de acertos ficou abaixo dos 70%, sendo o melhor resultado foi para a escola Luiz da Costa Falcão, com 69,51% e a escola Bonifácio Gomes Camargo com 67,54%. 22 Figura 3: Frequência de acertos e erros das respostas das questões 1 a 10 das escolas de Coxim e Bonito, Mato Grosso do Sul. CI= Com Imagem; SI = Sem Imagem. Fonte: Do Autor A grande maioria dos entrevistados, tanto do grupo com imagens (86,5%) como do grupo sem imagens (89,9%) considerou a utilização de imagens importante para a compreensão do tema abordado. Aqueles que não julgaram importante ou mesmo indiferente o uso ou não de imagens, totalizaram respectivamente 6,6% e 6,9% para o grupo que teve acesso a imagens e 5,4% e 4,7% para os grupos que não tiveram acesso as imagens (Figura 4). Figura 4: Frequência absoluta dos entrevistados que consideraram a utilização de imagens importante para a compreensão de temas relativos à biodiversidade, em escolas públicas de Bonito e Coxim, Mato Grosso do Sul. Fonte: Do Autor 23 O método utilizado neste estudo - observando os acertos em questões relacionadas com o tema discutido na palestra e sobre a importância da utilização de imagens - se mostrou eficiente, uma vez que permitiu analisar e quantificar se o uso de imagens auxiliou ou não na compreensão dos elementos da biodiversidade por parte dos alunos. A análise estatística das respostas, para os grupos que fizeram uso de imagens e para os grupos que não fizeram uso de imagens, mostra que há dependência significativa entre o uso de imagens e o número de acertos para as questões 1 a 10 em todas as escolas analisadas (χ = 49,30; α=0,05). As questões foram formuladas a partir do texto de apoio. Consequentemente, todas as repostas estavam inseridas no contexto da apresentação, possibilitando aos alunos extrair as respostas corretas, mesmo da apresentação sem o uso de imagens. Entretanto, as fotografias de natureza tiveram influência positiva na assimilação do conteúdo abordado, fazendo com que o número de acertos fosse maior para o grupo que fez uso de imagens. Conforme apresentado nas tabelas 3 e 4, os alunos que assistiram a apresentação com uso de imagens demonstraram um índice de acertos visivelmente melhor em todas as escolas que fizeram parte da pesquisa, corroborando com os resultados de Borges et al. (2010). Para Lopes (2006), o trabalho com linguagem fotográfica pode contribuir como meio e mediação no processo de construção de conhecimento. Pode ser considerado também, como foi observado durante este trabalho, como um elemento estratégico para prender a atenção dos educandos. A fotografia propicia que fatos esquecidos ou nunca vistos sejam percebidos, educando o sujeito para a imaginação e para um olhar multifacetado que vai além da imagem cristalizada que se tem naquele momento (SILVEIRA & ALVES, 2008). A fotografia possibilita “ver sem ter estado lá” (Borges et al. 2010) e permite que a compreensão acerca da ecologia e comportamento seja refinada e mais bem compreendida (SABINO, 2009). Tal conclusão também pode ser aplicada a presente investigação, uma vez que o uso das imagens foi fundamental para os envolvidos. Muito dos alunos de Coxim afirmaram não conhecer a região de Bonito. O mesmo aconteceu com os alunos de Bonito, que disseram não conhecer o Pantanal. 24 Para as questões referentes a conceitos de Ecologia e preservação do meio ambiente (questões 1, 2, 3, 4, 5 e 10), os melhores resultados para os grupos com uso de imagens foram para as escolas Pedro Mendes Fontoura (81,3%) e Viriato Bandeira (79,2%). Já para o grupo que não teve acesso a imagens, a escola Viriato Bandeira (75%) e a escola Luiz da Costa Falcão (70,3%) obtiveram os melhores resultados. Observou-se que, no grupo que fez uso de imagens, a escola Pedro Mendes Fontoura, Coxim, teve o melhor resultado para as questões que diziam respeito ao Pantanal (questões 8 e 9), com 74% de acertos. Por sua vez, o grupo que fez uso de imagens da escola Luiz da Costa Falcão, em Bonito, obteve o melhor resultado (80,5%) para as questões que diziam respeito às belezas daquele município. Com relação à questão que tratava da importância do uso de imagens, a grande maioria dos educandos tem percepção de que a linguagem fotográfica pode auxiliar na compreensão dos mais diversos temas (Figura 4). Uma imagem só é rica em significado na medida da capacidade do pesquisador, do educador e do discente de perceberem suas mudanças de representação da realidade e para que haja resultados positivos, é preciso que a foto seja eficiente na sua função de recolher e transmitir informações (YAMAMURA; SOUZA, 2009). De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para Ensino Secundário Brasileiro (MEC, 2002), o ensino de Biologia, é essencial para o desenvolvimento de atitudes e os valores que são pertinentes para as relações entre os seres humanos, entre os seres humanos e o ambiente, e entre os seres humanos e o conhecimento. Tais relações contribuem, assim, para uma educação que vai desenvolver e treinar indivíduos sensíveis e cooperativos, bem como para formação de cidadãos conscientes dos processos e regularidades do mundo natural e da vida: indivíduos e cidadãos que são capazes de realizar ações concretas, julgamentos e tomadas de decisões alinhadas ao bom senso (TIDON; LEWONTIN, 2004). Certamente, a compreensão dos elementos da biodiversidade ora expostos, em escala local e regional, contribui para que esses objetivos de formação sejam alcançados. O uso de métodos para mover alunos para fora de suas zonas de conforto, fazendo com que o mesmo trabalhe todos os sentidos e tenha acesso à informação de vários meios, tanto auditivo como visual, por abrir suas ideias para situações em 25 que sejam submetidas à análise e debate com outros pontos de vista, e promover situações que aumentam a chance de argumentação por estes estudantes, permitem sua interação com situações novas e incomuns, fatos que agregam valores ao conhecimento fornecido tradicionalmente (DORVILLÉ; ESCOVEDO, 2012). O uso de imagens pode aguçar o interesse pelo assunto abordado, reforçando o conteúdo passado e dando uma margem maior de elementos a serem ensinados. Por exemplo, quando se fala que o Brasil é uma “grande aquarela de múltiplas formas e cores”, nada melhor do que fotografias para mostrar a grande diversidade de aves, peixes e flores existentes no ecossistema tupiniquim. A análise cuidadosa do material de ensino secundário brasileiro seria oportuna, uma vez que o conhecimento das qualidades e falhas do material didático e metodologias utilizadas atualmente ajudariam a melhorá-los. A utilização de recursos audiovisuais permite que o professor ensine e ainda dê uma chance ao aluno de ver aquilo que o professor está explicando. Conforme os resultados obtidos no presente trabalho, isso aumenta não só o interesse do aluno no conteúdo abordado, mas também seu nível de conhecimento. Alunos das escolas de Coxim, que tiveram acesso a apresentação sem imagens, e depois assistiram a apresentação com imagens ficaram “maravilhados” com as imagens mostradas. E o nível de atenção e os comentários observados entre os alunos foi de outro nível, com maior riqueza de detalhes. A formação contínua de professores, apoiados em cursos e oficinas, ensinando e orientando no uso e aplicação dos recursos atualmente disponíveis, visando, em termos de conteúdos, identificação de suas concepções anteriores, as mudanças conceituais necessárias e que a atualização do conhecimento. Por outro lado, é necessário prognosticar os instrumentos de instrução para estes professores, em termos de estratégias de ensino, como a questão do material didático, da linguagem e do tempo disponível em sala de aula para lidar com a disciplina (TIDON; LEWONTIN, 2004). A disponibilidade de materiais de informática também é um ponto interessante. Professores que tinham acesso ao material simplesmente não faziam uso, enquanto aqueles que não tinham disponível reclamavam da sua falta. Assim como observado por Tidon e Lewontin (2004), em trabalho realizado com professores de Brasília, a inadequação dos materiais didáticos disponíveis para 26 eles foi mencionada como uma das dificuldades enfrentadas no processo de ensino e descobriram que, em muitos casos, os materiais didáticos não só não conseguem resolver dificuldades dos alunos, mas também nem sequer constituem um bom de recursos para o ensino tradicional. Para Mota (no prelo), o professor do mundo atual também se modifica profundamente. Além de manter as tarefas originais de instrução (transmissão de conhecimento), a elas se somam orquestrar e estimular as potencialidades dos educandos nesse universo digital de forma associada com as habilidades interpessoais. A máxima “aprender a aprender” aqui também faz todo o sentido uma vez que o conhecimento elaborado é sempre provisório, é construído em um determinado contexto e a qualquer tempo pode ser refutado. Portanto, mais do que reter conhecimento – ênfase da escola tradicional – é preciso criar procedimentos para se buscar, avaliar o conhecimento disponível a fim de que responda ao problema daquele momento. Tal e qual postula Mota (no prelo), concorda-se com a premissa de que o papel da educação nos dias atuais é o de propiciar a construção de estruturas cognitivas que apoiem e preparem o educando para atuar no mundo contemporâneo. Segundo Alcântara (2006), o fotógrafo de natureza é um conservacionista. Ele luta para a preservação daquele meio que fotografa. A utilização de fotografias de natureza pode também despertar o gosto por esse “hobby”, aumentando o número de pessoas preocupadas com a preservação do ambiente. Dos 614 alunos, 88,1% consideraram que o uso de imagens e fotografias foram importantes no processo de aprendizagem, mostrando que a metodologia empregada, além de auxiliar no ensino, pode também despertar o interesse na preservação do meio ambiente. Sabino (2009) ressalta a capacidade eloquente que a fotografia tem de atrair as pessoas para o mundo natural, em especial para a intrínseca relação que tem-se com a fauna e também destaca, ainda, que a fotografia, mais que uma ferramenta, atua como meio de captura e exibição do mundo natural, revelando aspectos do comportamento animal que pode ser utilizada como forma de educação, sensibilização e engajamento da sociedade nessa relação com a natureza. A fotografia é apenas um instrumento e que a construção de um saber que a toma por base uma imagem vai além da sua representação, necessitando da 27 articulação entre o olhar do sujeito individual e o sujeito cultural (JUSTO, 2003). A utilização de imagens na sala de aula deve ser precedida de planejamento e confecção de material teórico adequado, conforme utilizado no presente trabalho. Segundo Monteiro (2004), as imagens, quando coletadas processadas, organizadas e divulgadas, tornam-se instrumento de excelência na conscientização e apreensão de dados referentes a assuntos previamente objetivados. É certo que qualquer imagem fotográfica, por seu caráter de signo múltiplo e variável, permite uma leitura plural que transcende até mesmo o que o fotógrafo viu e até mesmo o que o professor quer mostrar. Na intenção de ensinar um conceito de ecologia, ele pode provocar no aluno o interesse na preservação do ambiente. Mesmo que o fotógrafo quisesse dar um significado particular ao conjunto das características de sua imagem, essa intencionalidade seria ineficiente, uma vez que o imaginário do produtor não é o mesmo do receptor (LOMBARDI, 2008). 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nos resultados, verificou-se que os grupos que tiveram acesso às apresentações com uso de imagens obtiveram resultado esperado, com melhor aproveitamento quando comparados aos grupos que não tiveram acesso às imagens. Tais resultados sugerem que, o uso da fotografia contribuiu no processo de aprendizado e fixação de conteúdo, de modo similar ao observado por Borges et al. (2010). As escolas do município de Coxim tiveram melhores resultados para as avaliações submetidas aos grupos que fizeram uso de imagens. Por outro lado para os grupos sem imagens, as escolas de Bonito se mostraram mais eficientes. Por mais que se diga que o uso de fotografias pode auxiliar no ensino dos elementos da biodiversidade, ela ainda pode estar sujeita à interpretação do observador, por seu caráter de signo múltiplo e variável, permite uma leitura plural que difere até mesmo o que o autor da imagem sugeriu ter visto. E mesmo que a intenção desse autor seja direcionada ao esclarecimento e entendimento do que foi mostrado, esse intento seria ineficiente, pois a informação que sai do autor pode não ser recebida da mesma forma pelo observador. Todavia, por meio dos resultados obtidos, compreende-se que a fotografia usada como recurso pedagógico pode ajudar na assimilação dos conteúdos, fazendo com que a percepção da imagem capturada expresse mais do que apenas a sua estética, atendendo aos objetivos propostos pelo projeto em tela. Para o educador, a fotografia surge para fazer a diferença, além de buscar conhecimentos, possibilitar o aluno apreciar e contemplar a imagem, olhar além da imagem – relacionar com o objeto estudado, muitas vezes desconhecido do aluno, fatos corroborados com dados do presente estudo. Entende-se, ainda, que é necessário que o educador, ao transmitir ensinamentos, faça uso das tecnologias disponíveis, para externar seu conhecimento de forma que o educando assimile ao máximo e compreenda o conteúdo ensinado. Agregar valores visuais à teoria é também fornecer subsídios para que o educando formule seu próprio conhecimento, suas próprias ideias. 6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRANTES, J. C. Breves contributos para uma ecologia da imagem. In: Encontros Culturais da Escola Secundária Nuno Álvares Castelo Branco, 5., Coimbra 1999. 12 p. Disponível em <http://www.bocc.ubi.pt>. Acesso em 15 dez. 2011. ALCÂNTARA, A. Araquém Alcântara e a natureza / Instituto Arte na Escola: autoria de Eliane de Fátima Vieira Tinoco; Coordenação de Miriam Celeste Martins e Gisa Picosque. – São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2006. 26 p. ALMEIDA, L. F. R.; BICUDO, L. R. H.; BORGES, G. L. A. Educação ambiental em praça pública: relato de experiências com oficinas pedagógicas. Ciência & Educação, v.10, n. 1, p.121-132, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151673132004000100009> Acesso em 28/07/2012. APA, H. C. G. R. A utilização da arte como ferramenta para educação ambiental. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, Disciplina de Projetos e Seminários. Santa Catarina, 29 p., 2006 Disponível em: http://cca.ufsc.br/Projetos/Hatsi%20C.%20G.%20Do%20Rio%20Apa%2020052.pdf> Acesso em 28/09/2012 ASARI, A. Y.; ANTONELLO, I. T.; TSUKAMOTO, R. Y. Múltiplas Geografias: ensino – pesquisa – reflexão. Londrina: Edições Humanidades, 2004. 305 p. BENTO, L. C. M. O uso da fotografia: do campo para a sala de aula – uma reflexão a partir da visão dos discentes e docentes do curso de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia/MG. Revista Eletrônica de Educação. São Carlos: v.3, n. 2, p.105-117, 2009. Disponível em <http://www.reveduc.ufscar.br>. Acesso em 15 dez. 2011. BERTÉ, R. Educação Ambiental: construindo valores de cidadania. Curitiba: Champagnat, 2004. 115 p. BORGES, M. D.; ARANHA, J. M.; SABINO, J. A fotografia como instrumento para Educação Ambiental. Ciência & Educação, v.16, n. 1, p. 149-161, 2010. Disponível em <http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/viewarticle.php?id=541>. Acesso em 28 out. 2010. 30 BRANDÃO, C. R.; OLIVEIRA, H. T. A terceira margem do rio – a experiência de traduzir textos científicos sobre biodiversidade como material de educação ambiental de vocação biodiversa. Biota Neotropica, v.2, n.2, 2002. 7p. BRIGIDI, F. H. Fotografia: uma fonte de informação – 2009. 71 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) – Departamento de Ciências da Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS. BRITO, C. E. N.; MOREIRA, U. R. R.; SCHNEIDER, H. N. A imagem digital como espelho de um contexto ambiental: relato de experiências de uma instituição de ensino particular de Aracaju. Aracaju: UFS, 8 p. 2007. Disponível em < http://lantec.fae.unicamp.br/lantec/pt/tvdi_portugues/carla.pdf>. Acesso em 17 dez. 2011. BRUZZO, C. Biologia: educação e imagens. Educação & Sociedade, v.25, n.89, p.1359-1378, 2004. Disponível em < http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/873/87314213012.pdf>. Acesso em 15 dez. 2011. CAMARGO, I. A. Reflexões sobre o pensamento fotográfico. Londrina/PR: EDUEL, 1997. 277 p. CAMPOS, M. M. F. Educação Ambiental e paradigmas de interpretação da realidade: tendências reveladas. 2000. 398 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas/SP. DIAMOND, J. Colapso: como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. São Paulo: Editora Record., 2005. 683 p. DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 6ª ed. São Paulo: Gaia, 2000. 551 p. DORVILLÉ, L. F. M.; ESCOVEDO, S. S. Worldviews to the concept of evolution among students in an initial teacher training course. In: Catherine Bruguière; Andrée Tiberghien; Pierre Clément. (Org.). EBOOK PROCEEDINGS OF THE ESERA 2011 CONFERENCE: Science learning and Citizenship. EBOOK PROCEEDINGS OF THE ESERA 2011 CONFERENCE: Science learning and Citizenship. 1aed.Lyon: European Science Education Research Association, 2012, p. 25-30. Disponível em <http://lsg.ucy.ac.cy/esera/e_book/base/ebook/strand2/ebookesera2011_DORVILLE-02.pdf>. Acesso em 30 out. 2012. FILATRO, A; PICONEZ, S. C. B. Design instrucional contextualizado. Faculdade de Educação da USP – São Paulo/SP, 9 p. 2004. Disponível em <http://www.abed.org.br/congresso2004/por/pdf/049-TC-B2.pdf>. Acesso em 30 out. 2012. 31 FRANCO, M.; EIZEMBERG, R.; LANNES, D. Utilização da fotografia na construção de material didático interativo na educação a distância. Rio de Janeiro: UFRJ, 8 p. 2006. Disponível em < http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/552007125857PM.pdf>. Acesso em 17 dez. 2011 GONÇALO JÚNIOR. Instantâneos do conhecimento. Pesquisa FAPESP, n.153, p. 106-109, 2008. Disponível em < http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3695&bd=1&pg=1&lg=>. Acesso em 16 dez. 2011 GORE, A. Uma verdade inconveniente: o que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global. São Paulo: Editora Manole, 2006. 325 p. JACOBI, P. R. Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n.118, p. 189-205, 2003. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf>. Acesso em 07/01/2013. JACOBI, P. R. Educação Ambiental: o desafio da construção de um pensamento crítico, complexo e reflexivo. Educação e Pesquisa, v.31, n.2, p. 233-250, 2005. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a07v31n2.pdf >. Acesso em 07/01/2013. JACOBI, P. R.; TRISTÃO, M.; FRANCO, M. I. G. C. A função social da Educação Ambiental nas práticas colaborativas: participação e engajamento. Caderno Cedes, v.29, n.77, p. 63-79, 2009. Disponível em < http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em 08/01/2013. JUSTO, C. S. S. Os meninos fotógrafos e os educadores: viver na rua e no Projeto Casa. São Paulo: UNESP, 2003. 196 p. KENSKI, V. M. O ensino e os recursos didáticos em uma sociedade cheia de tecnologias. In: VEIGA, L. P. A. Didática: o ensino e suas relações. Campinas: Papirus, 1996. p. 127-148. LOMBARDI, K. H. Documentário imaginário: reflexões sobre a fotografia documental contemporânea. Revista Discursos Fotográficos, v.4, n.4, p. 35-38, 2008. Disponível em: < http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/viewArticle/1505 > Acesso em 28/07/2012 LOPES, A. E. Ato Fotográfico e Processos de Inclusão: Análise dos Resultados de uma Pesquisa-Intervenção. Educação Especial, Rio de Janeiro: PUC, n.15, 2006. Pg. 17. Disponível em < http://www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt15/gt151254int.pdf>. Acesso em 20/07/2012. 32 MAYA, E. M. Nos passos da história: o surgimento da fotografia na civilização da imagem. Revista Discursos Fotográficos, v.4, n.5, p. 103-129, 2008. Disponível em: < http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/viewArticle/1928 > Acesso em 25/07/2012 MENDES, A. C. M; NOBRE, I. M. A fotografia na educação ambiental: reflexões sobre uma ação extensionista unindo educação e comunicação. In: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Natal/RN, 9 p., 2008. Disponível em: <<http://www.intercom.org.br>. Acesso em 28/07/2012 Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio Parte III - ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: Secretaria da Educação Média e Tecnológica, 2002, 144 p. MONTEIRO, M. B. Projeto BIOS: a fotografia como elemento de percepção, visão e interferência nas questões ambientais. Revista Em Questão. v.10, n.2, p. 359-372, 2004. Disponível em: < http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/revistaemquestao/article/viewArticle/ 3673> Acesso em 08/08/2012. MORAN, J. M. Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias: Transformar as aulas em pesquisa e comunicação presencial-virtual. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M.; BEHRENS, M. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 16ª ed. Campinas: Papirus, 2009, p.11-65. MORIN, E. Os setes saberes necessários à educação do futuro. 11ª ed. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2006. 115 p. MOTA, R. Inovação e Aprendizagem Independente no Ensino Fundamental. A Inovação no Brasil. Capítulo de livro, Universidade Federal de São Carlos. No prelo MUSSOI, A. B. A fotografia como recurso didático no ensino de Geografia. Guarapuava: UNICENTRO, 22 p. 2008. Disponível em <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/7852.pdf?PHPSESSID=2009050710002883>. Acesso em 15 dez. 2011. ONUBR, ONU inicia Década da Biodiversidade. net. Rio de Janeiro, dez. 2011. Seção Notícias. Disponível em: <http://www.onu.org.br/onu-inicia-decada-dabiodiversidade/>. Acesso em 17/11/2012 PEIXOTO, L. L. M. Ensino de arte e educação ambiental: a fotografia e os frutos do cerrado. 65 f., 2007. Monografia (Licenciatura em Arte-Educação) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Fundação de Ensino Superior de Goiatuba/GO RAMOS, I. P.; CARVALHO, E. D.; DINIZ, R. E. S. Abordagem ecológica em educação ambiental: elaboração de um guia ilustrado de peixes de água doce. Revista Ciência em Extensão, v.5, n.1, p. 74-87, 2009. Disponível em: < 33 http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/article/viewArticle/33> 07/08/2012. Acesso em RATIER, R. O segredo do sucesso de Khan. Revista Nova Escola, São Paulo, Fevereiro de 2012. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/fundamental1/explica-sucesso-khan-676492.shtml>. Acesso em: 12 fev. 2012. ROBERTS, K. Sisomo: the future on screen. New York: Power House Books, 2005. 164 p. SABINO, J. Técnica e ética da fotografia do comportamento animal: dos pioneiros à era digital. Oecologia Brasiliensis, v.13, n.1, 2009. 164 p. SILVEIRA, L. S.; ALVES, J. V. O uso da fotografia na educação ambiental: tecendo considerações. Pesquisa em Educação Ambiental, v.3, n.2, p. 125-146, 2008. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S198011652008000200007&script=sci_arttext&tlng=en> Acesso em 29/07/2012 SOUZA, S. J.; LOPES, A. E. Fotografar e narrar: a produção do conhecimento no contexto da escolar. Cadernos de Pesquisa, n.116, jul. p. 61-80, 2002. Disponível em<http://www.scielo.br/pdf/cp/n116/14399.pdf>. Acesso em 15 dez. 2011. SPENCER, D. Color photografy in pratice. Londres: Iliffe & Sons, 1980. 396 p. TERRA. Mercadante: escola não pode ficar à margem da evolução tecnológica. Portal Terra, 09 de Fevereiro de 2012. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5603868-EI8266,00Mercadante+escola+nao+pode+ficar+a+margem+da+evolucao+tecnologica.html>. Acesso em: 12 fev. 2012. TIDON, R.; LEWONTIN, R. C. Teaching evolutionary biology. Genetics and Molecular Biology, v.27, n. 1 2004. p.124-131. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/gmb/v27n1/a21v27n1.pdf>. Acesso em 11 nov. 2012. TRAVASSOS, L. E. P. A fotografia como instrumento de auxílio no ensino da Geografia. Revista de Biologia e Ciências da Terra. v.1. n.2, p.3, 2001. Disponível em <http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/fotografia.pdf>. Acesso em 15 dez. 2011. WEIGAND JR, R.; SILVA, D. C.; SILVA, D., O. Metas de Aichi: Situação atual no Brasil. Brasília: UICN, WWF-Brasil e IPÊ, 2011, 73 p. YAMAMURA, M. H.; SOUZA, M. I. P. O. O ensino de fotografia no curso de Medicina Veterinária. Semina: Ciências Agrárias, v.30, n.2, p. 461-470, 2009. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/viewArticle/2605> Acesso em 28/07/2012 ANEXOS 35 ANEXO A Biodiversidade: uma introdução A grande variedade de espécies na Terra é impressionante. Desde as bactérias microscópicas, invisíveis a olho nu, até as baleias azuis, que podem chegar ao comprimento aproximado de trinta metros, passando pela vasta riqueza das florestas tropicais e oceanos. Entretanto, a biodiversidade não está limitada somente à composição de espécies, mas também ao papel que eles desempenham nos ambientes onde elas vivem e se desenvolvem, e à variedade genérica dos seres vivos. O cenário para a vida na Terra é também muito variado, naquilo que os cientistas chamam de biomas, grandes extensões de área com características similares: florestas tropicais úmidas, savanas, florestas temperadas, pantanais, recifes de corais, desertos, manguezais, restingas e são alguns ambientes. A diversidade dos genes permite aos indivíduos se manifestarem não só com as características gerais da espécie, mas também com as particularidades de cada ser. Desse modo, a biodiversidade pode ser dividida em três níveis ou categorias: a genética, a de espécie e a de ecossistema. Todas elas, em conjunto, são fundamentais para sustentar as conexões que garantem a vida no Planeta. Diversidade genética: trata-se da variação dos genes dentro das espécies, sendo muito importante para garantir a própria sobrevivência da espécie. Quando a população de uma espécie fica muito reduzida a um local, como, por exemplo, nos fragmentos de vegetação ou em cativeiro, os indivíduos acabam cruzando-se entre si e enfraquecendo-se pela pequena variabilidade genética. As espécies ficam suscetíveis a determinadas características genéticas, que podem, por exemplo, causar doenças. Diversidade de espécies: trata-se da variedade de espécies existentes dentro de uma região. O número de espécies em uma região, ou seja, a riqueza de suas espécies, é uma medida bastante usada pelos cientistas. Entretanto, há uma outra mais precisa, ou seja, a diversidade taxonômica, que leva em conta a estreita relação das espécies entre si. Por exemplo, uma ilha com duas espécies de pássaros e uma espécie de lagarto tem maior diversidade taxonômica que outra que tenha três espécies de pássaros e nenhuma de lagarto. Diversidade de ecossistemas: trata-se da variedade de áreas geográficas que abrigam a vida de determinadas espécies e colônias em função de características ambientais muito próprias. Em um país como o Brasil e seus oito milhões e meio de quilômetros quadrados, existem milhares de ecossistemas distribuídos pelo território. A grande variedade de ecossistemas coloca o Brasil na lista dos países megadiversos do Planeta, como se o nosso país fosse um grande aquarela de múltiplas cores e formas. Pode-se considerar que os atributos das populações e comunidades também contribuem para biodiversidade. Assim, as diferenças na composição das comunidades (número e abundância relativa de espécies) e da estrutura das populações (distribuição de idades) e os processos ecológicos contribuem para caracterizar e manter a biodiversidade. Na sociodiversidade, a diversidade cultural ajuda a adaptação da espécie humana a novas condições e suas expressões são refletidas na variedade de crenças, linguagem, práticas de manejo da terra, arte, música, seleção de cultivos e produções econômicas. 36 Ao entendermos o real significado e a importância da biodiversidade em nossas vidas, ficaremos sensíveis para identificar o quanto essa relação pode estar fragilizada. Inúmeras espécies e ambientes encontram-se ameaçadas por diversas razões. Na história da Terra, a extinção das espécies e mudanças nos ecossistemas sempre fizeram parte dos processos naturais. Entretanto, estamos nos deparando com uma intensificação do processo, como nunca houve antes, com causas diretamente ligadas à ação dos seres humanos no Planeta. Muitos cientistas acreditam que já estamos presenciando uma onde de extinção em massa, esse desaparecimento de uma infinidade de espécies animais, vegetais, entre outras, é o maior desde o desaparecimento dos dinossauros e de outros organismos há aproximadamente 65 milhões de anos. Os pesquisadores acreditam que a taxa de extinção de espécies, devido à degradação ambiental provocada pela interferência humana é de 1.000 vezes a taxa natural de extinção. Eles estão apreensivos com os efeitos, em longo prazo, desse desaparecimento rápido e maciço não somente sobre as comunidades naturais, como também sobre a capacidade do planeta para sustentar a vida, em especial a do próprio ser humano. A preocupação é bem pertinente em razão das estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o crescimento populacional, chegando próximo dos 9,3 bilhões de habitantes em 2025, ou seja, 50% a mais que em 2000. A relação entre aumento de pessoas versus aumento do consumo de recursos naturais resulta diretamente no crescimento da degradação, da destruição dos hábitats e da poluição. Nem sempre a perda da biodiversidade é percebida claramente, pelas pessoas, como consequência desse processo, não somente em seus aspectos biológicos e ecológicos, mas também, em suas dimensões políticas e sociais Biodiversidade regional A região de Bonito, localizada no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, desponta no cenário nacional como exemplo de belezas cênicas e de práticas corretas de ecoturismo. Uma longa e complexa combinação de processos geológicos e evolutivos fez das nascentes da região sistemas naturais de elevada biodiversidade. A pureza e antiguidade das rochas calcárias que compõem seu subsolo tornam as águas límpidas. O calcário dissolvido na água absorve e decanta as poucas impurezas existentes, deixando a água cristalina e transparente. Uma complexa combinação de fatores naturais permite que plantas aquáticas, peixes, invertebrados e diversas outras formas de vida coexistam em harmonia. No caso específico das águas transparentes da região de Bonito, além da beleza cênica, fascina também a variedade de peixes, plantas e formas exuberantes. Muitas espécies de invertebrados e vertebrados aquáticos e terrestres interagem com as plantas aquáticas de várias maneiras. Peixes juvenis e adultos, peixes e mamíferos, ambos frugívoros, que dispersam sementes e criam intensas relações ao longo da mata ciliar. O Pantanal foi reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição de 1988 e como Área Úmida de Importância Internacional pela Convenção Ramsar. Em 2000, foi designado como Reserva da Biosfera, pela Unesco, como Patrimônio Natural da Humanidade, oferecendo uma oportunidade única para a conservação da biodiversidade em conjunção com o desenvolvimento sustentável. 37 É uma das maiores áreas alagáveis contínuas do planeta, cobrindo aproximadamente 140.000km² da Bacia do Alto Rio Paraguai (BAP) e seus tributários, que drenam o Cerrado do Brasil Central. A vegetação é heterogênea e influenciada por quatro biomas: Floresta Amazônica, Cerrado (predominante), Chaco e Floresta Atlântica. Diferentes habitats, tipos de solos e regimes de inundação são responsáveis pela grande variedade de formações vegetais e pela heterogeneidade da paisagem, que abriga uma riquíssima biota terrestre e aquática. O fator ecológico que determina os padrões e processos no Pantanal é o pulso da inundação. Por ser uma região plana, com altitudes que não vão além dos 200m acima do nível do mar, a declividade, quase nula, de 6 a 12 cm/Km no sentido leste oeste e de 1 a 2 cm/km no sentido norte-sul, favorece as inundações que propagam-se de norte para o sul e de leste para o oeste, ao longo do rio Paraguai o que ocasiona um atraso de aproximadamente quatro meses entre o pico da cheia do norte e do sul do Pantanal, o que faz com que a estação seca vigore na porção norte do Pantanal enquanto o nível das águas atinge seu pico na porção sul. Os níveis da água no norte, em qualquer estação, são extremamente variáveis, subindo e descendo em resposta direta ao volume de chuvas. Os níveis da água no sul, por outro lado, aumentam e diminuem mais suavemente ao longo do ano, devido à retenção natural da inundação que amortece as flutuações causadas pelas chuvas intensas, ocorrendo ainda uma variação plurianual da intensidade da inundação, alternando anos de elevada inundação com anos mais secos. Embora a diversidade de espécies não seja tão alta, a região é notável pela sua extraordinária concentração e abundância de vida selvagem. Possui grande diversidade de flora e fauna, originária das regiões Amazônica, do Cerrado e da Mata Atlântica: 264 espécies de peixes catalogados; cerca de 1.700 espécies de plantas; 122 de mamíferos; 668 aves; 167 espécies de répteis e 35 de anfíbios. A conservação de áreas naturais, como as da região de Bonito e do Pantanal já é mais do que justificada pela peculiaridade do ambiente e das comunidades biológicas. A riqueza da vida na terra, os milhões de plantas, animais e microrganismos, os genes que eles contêm e as intrincadas relações nos ecossistemas que eles ajudam a construir no meio em que vivem, deve ser entendida nos níveis de espécies, variação genética, comunidades biológicas e diversidade de ecossistemas. A atividade humana, quando mal conduzida, pode afetar de forma negativa a interação dos sensíveis componentes presentes em uma determinada região. As atividades agropecuárias e mineralógicas degradam o meio ambiente e a paisagem, e a intervenção do homem em um ambiente sensível ocorrerá em alterações desastrosas ao meio. 38 BIOGRAFIA DE APOIO ALHO, C. J. R.; SABINO, J. & ANDRADE, L. P. O papel do turismo para a conservação de recursos hídricos: o caso de Bonito, em Mato Grosso do Sul. XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, São Paulo/SP, 2007. Disponível em http://www.bonitobrazil.com.br/fotos/arquivos/42.pdf>. Acesso em 25 abr. de 2012. CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL. Investigando a biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil. Instituto Supereco; tradução do original, Débora Agria de Oliveira Melo, Sylvia Oliveira Nocetti – Belo Horizonte, Brasília: Conservação Internacional, Instituto Supereco; WWF-Brasil, 2010. HARRIS, M. B.; TOMAS, W. M.; MOURÃO, G.; SILVA, C. J.; GUIMARÃES, E.; SONODA, F.; FACHIM, E. Desafios para proteger o Pantanal brasileiro: ameaças e iniciativas em conservação Megadiversidade, Vol. 1 - Nº 1, Belo Horizonte, Jul/2005; PIVATTO, M. A. C. & SABINO, J. Recomendações para minimizar impactos à avifauna em atividades de turismo de observação de aves. Atualidades Ornitológicas, n° 127 – Set/Out 2005. Disponível em <http://www.ao.com.br/download/AO127_07.pdf>. Acesso em: 23 abr. 2012 REID, J. & SOUSA JR, W. C. Investimento em infra-estrutura e políticas de conservação no Brasil. Megadiversidade, Vol. 1 - Nº 1, Belo Horizonte, Jul/2005; ROMEIRO, A. R. Economia e biodiversidade. Megadiversidade, Vol. 2 - Nº 1-2, Belo Horizonte, Dez/2006; SABIN0, J. & ANDRADE, L. P. Uso e conservação da ictiofauna no ecoturismo da região de Bonito, Mato Grosso do Sul: o mito da sustentabilidade ecológica no rio Baía Bonita (Aquário Natural de Bonito). Biota Neotropica. Vol. 3, n.2, p.1-6, 2003a. Disponível em: <http://www.biotaneotropica.org.br/v3n2/pt/abstract?pointof-view+BN00403022003>. Acesso em: 24 abr. 2012. SABINO, J. Ciência para Conservação - Um Programa Biota para o Mato Grosso do Sul. Revista Terra da Gente, Campinas, p. 82 - 82, 05 dez/2008. Disponível em <http://www.bv.fapesp.br/namidia/noticia/27129/ciencia-conservacao> . Acesso em 01 mai. de 2012. SOUZA, W. R.; FERNANDES, V.; SILVA, A. A.; GARCIA, R. M.; SABINO, J.; MERCANTE, M. A.; ALHO, C. J. R. A biodiversidade e o ecoturismo em Bonito e Jardim: aspectos cênicos, econômicos e conservacionistas, Mato Grosso do Sul, Brasil. In: II Colóquio Internacional de Desenvolvimento Local, 2008, Campo Grande. http://www.ucdb.br/eventos/eventos3.php?menu=comunicacao&cod=362. Campo Grande: Editora da Universidade Católica Don Bosco, 2008. v. 1. p. 1-16. Acesso em: 21 abr. 2012 39 TOCANTINS, M. A. C; SOUSA JR., W. C.; PEREIRA, P. G. P.; GUIMARÃES, E.; LOURIVAL, R. Diagnóstico de política e economia ambiental para o Pantanal. Megadiversidade, Vol. 2 - Nº 1-2, Belo Horizonte, Dez/2006; 40 ANEXO B QUESTIONÁRIO – Grupo CI 1 - O cenário para a vida na Terra é bastante diverso, com grandes extensões de área com características similares, entre os quais, florestas tropicais úmidas, savanas, florestas temperadas, chamados de: (A) Biomas (B) Nichos (C) Habitats 2 - Variação dos genes, muito importante para garantir a própria sobrevivência das espécies, seja na natureza ou cativeiro, deixando-as muitas vezes suscetíveis a algumas doenças hereditárias. Estamos falando de: (A) Diversidade de espécies (B) Diversidade genética (C) Diversidade de ecossistemas 3 - Uma ilha com duas espécies de pássaros e uma espécie de lagarto tem maior diversidade que outra que tenha quatro espécies de pássaros. Estamos falando de: (A) Diversidade de espécies (B) Diversidade genética (C) Diversidade de ecossistemas 4 - As diferenças na composição das comunidades (número e abundância relativa de espécies) e da estrutura das populações (distribuição de idades) e os processos ecológicos contribuem para caracterizar e manter biodiversidade? (A) Não, pois o número de indivíduos em uma determinada área não interferem na manutenção da biodiversidade (B) Sim, o equilíbrio de todos os fatores, humanos e naturais, são fundamentais para a preservação da biodiversidade (C) Tanto faz, uma vez que o meio ambiente e o ser humano são capazes de se adaptar as mudanças que venham a acontecer. 5 - Segundo pesquisadores, a taxa de extinção de espécies devido a degradação ambiental provocada pela interferência humana é: (A) Igual a taxa natural de extinção (B) Cem vezes a taxa natural de extinção (C) Mil vezes a taxa natural de extinção 6 - Bonito/MS é mundialmente conhecida por suas belezas naturais, principalmente pela transparência e limpidez das águas de seus rios, que os tornam atrativos para a prática de mergulho e observação da fauna aquática. O que é que ocorre nessa região que faz com que os rios tenham águas cristalinas? (A) A existência de macrófitas aquáticas que filtram as poucas impurezas existentes (B) O calcário dissolvido na água, que absorve e decanta as poucas impurezas existentes (C) A total preservação do local, impede que impurezas cheguem aos rios 7 -Na relação ecológica chamada de protocooperação, duas espécies envolvidas são beneficiadas, embora não dependam uma da outra para sobreviver, podendo viver de modo independente, sem que isso as prejudique. Um exemplo bastante interessante deste tipo de relação que é observado na região de Bonito/MS consiste em: (A) Mamíferos que ser alimentam de frutos deixando-os cair nos rios e que passam a servir de alimento para peixes (B) Aves que se alimentam de frutos e os enterram, dando origem a árvores daquela espécie (C) Aves que fazem a limpeza e higiene de mamíferos ou répteis 8 - Além da Floresta Amazônica e do Cerrado, quais os outros dois biomas que influenciam na vegetação do Pantanal? (A) Mata Atlântica e Caatinga (B) Chaco e Campos (C) Mata Atlântica e Chaco 9 - O fator ecológico que determina os padrões e processos do Pantanal, sendo assim vital para a grande maioria das espécies que lá habitam é chamado de: (A) Dequada (B) Pulso de inundação (C) Desmatamento 10 - A atividade humana pode afetar a interação dos sensíveis componentes presentes em uma determinada região? (A) Sim (B) Não (C) Depende da forma como será realizada 11 - Você considera que o uso de imagens tenha sido importante para a compreensão do tema abordado? (A) Sim (B) Não (C) Indiferente Idade:____________anos Série:__________ 41 ANEXO C QUESTIONÁRIO – Grupo SI 1 - O cenário para a vida na Terra é bastante diverso, com grandes extensões de área com características similares, entre os quais, florestas tropicais úmidas, savanas, florestas temperadas, chamados de: (A) Biomas (B) Nichos (C) Habitats 2 - Variação dos genes, muito importante para garantir a própria sobrevivência das espécies, seja na natureza ou cativeiro, deixando-as muitas vezes suscetíveis a algumas doenças hereditárias. Estamos falando de: (A) Diversidade de espécies (B) Diversidade genética (C) Diversidade de ecossistemas 3 - Uma ilha com duas espécies de pássaros e uma espécie de lagarto tem maior diversidade que outra que tenha quatro espécies de pássaros. Estamos falando de: (A) Diversidade de espécies (B) Diversidade genética (C) Diversidade de ecossistemas 4 - As diferenças na composição das comunidades (número e abundância relativa de espécies) e da estrutura das populações (distribuição de idades) e os processos ecológicos contribuem para caracterizar e manter biodiversidade? (A) Não, pois o número de indivíduos em uma determinada área não interferem na manutenção da biodiversidade (B) Sim, o equilíbrio de todos os fatores, humanos e naturais, são fundamentais para a preservação da biodiversidade (C) Tanto faz, uma vez que o meio ambiente e o ser humano são capazes de se adaptar as mudanças que venham a acontecer. 5 - Segundo pesquisadores, a taxa de extinção de espécies devido a degradação ambiental provocada pela interferência humana é: (A) Igual a taxa natural de extinção (B) Cem vezes a taxa natural de extinção (C) Mil vezes a taxa natural de extinção 6 - Bonito/MS é mundialmente conhecida por suas belezas naturais, principalmente pela transparência e limpidez das águas de seus rios, que os tornam atrativos para a prática de mergulho e observação da fauna aquática. O que é que ocorre nessa região que faz com que os rios tenham águas cristalinas? (A) A existência de macrófitas aquáticas que filtram as poucas impurezas existentes (B) O calcário dissolvido na água, que absorve e decanta as poucas impurezas existentes (C) A total preservação do local, impede que impurezas cheguem aos rios 7 -Na relação ecológica chamada de protocooperação, duas espécies envolvidas são beneficiadas, embora não dependam uma da outra para sobreviver, podendo viver de modo independente, sem que isso as prejudique. Um exemplo bastante interessante deste tipo de relação que é observado na região de Bonito/MS consiste em: (A) Mamíferos que ser alimentam de frutos deixando-os cair nos rios e que passam a servir de alimento para peixes (B) Aves que se alimentam de frutos e os enterram, dando origem a árvores daquela espécie (C) Aves que fazem a limpeza e higiene de mamíferos ou répteis 8 - Além da Floresta Amazônica e do Cerrado, quais os outros dois biomas que influenciam na vegetação do Pantanal? (A) Mata Atlântica e Caatinga (B) Chaco e Campos (C) Mata Atlântica e Chaco 9 - O fator ecológico que determina os padrões e processos do Pantanal, sendo assim vital para a grande maioria das espécies que lá habitam é chamado de: (A) Dequada (B) Pulso de inundação (C) Desmatamento 10 - A atividade humana pode afetar a interação dos sensíveis componentes presentes em uma determinada região? (A) Sim (B) Não (C) Depende da forma como será realizada 11 - Você considera que se tivesse feito uso de imagens relacionadas ao tema, teria sido maior a compreensão do tema abordado? (A) Sim (B) Não (C) Indiferente Idade:____________anos Série:__________ 42 ANEXO D TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Caro Aluno Você está sendo convidado(a) a participar do projeto de pesquisa “Uso da Fotografia na compreensão de elementos da Biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito”, de responsabilidade do pesquisador Roberto Itsuo Sonohata. Este projeto faz parte da dissertação para obtenção do título de Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, junto a Universidade UNIDERP/Anhanguera Educacional e orientado pelo Prof. Dr. José Sabino. Sua participação consistirá em assistir uma palestra sobre Biodiversidade e responder um questionário contendo onze (11) perguntas referentes ao tema. Resumo da projeto As mudanças tecnológicas têm um impacto cada vez maior na educação escolar e na vida cotidiana. Com o advento do computador e recente facilidades de aquisição dessas máquinas, e posteriores avanços nos softwares direcionados a educação, muito se da utilização das novas mídias e sua aplicabilidade no contexto educacional. O estimulo à aprendizagem é reflexo, entre outros, das técnicas e mídias que os professores adotam ao ministrarem suas aulas. A ilustração, pioneira no processo educativo, tanto nas ciências biológicas quanto nas demais ciências, e a fotografia, por não necessitarem de um grande suporte tecnológico para sua difusão e apreciação, tornaram-se ferramentas mais eficientes na divulgação da informação. A fotografia e a questão ambiental estão relacionadas desde sua descoberta, cujo objetivo inicial era fazer um registro fiel da natureza, retratando-a tal como ela se revela. A entrevista será realizada sem gravações, por meio de questionários. A sua participação é muito importante para avaliar se o uso de imagens de natureza, relacionadas à compreensão da Biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito, tenham influência positiva no aprendizado e retenção de conteúdos. A sua participação é voluntária e será mantido o sigilo das informações e a sua privacidade. Dados de identificação Título do Projeto: USO DA FOTOGRAFIA NA COMPREENSÃO DE ELEMENTOS DA BIODIVERSIDADE DO PANTANAL E DA REGIÃO DE BONITO Pesquisador Responsável: Roberto Itsuo Sonohata Instituição a que pertence o Pesquisador Responsável: UNIDERP/ Anhanguera Educacional Telefones para contato: (67) 3291-1145 / 9997-4434 Eu, _____________________________________________________, declaro ter sido informado e concordo em participar, como voluntário, do projeto de pesquisa acima descrito. _____________________/MS, _____ de ______________________ de 2012. 43 ANEXO E TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Senhores Pais e Mães Seu filho(a) está sendo convidado(a) a participar do projeto de pesquisa “Uso da Fotografia na compreensão de elementos da Biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito”, de responsabilidade do pesquisador Roberto Itsuo Sonohata. Este projeto faz parte da dissertação para obtenção do título de Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, junto a Universidade UNIDERP/Anhanguera Educacional e orientado pelo Prof. Dr. José Sabino. A participação de seu filho(a) é muito importante para nós, pois nos permitirá a avaliação da ideia proposta, de acordo com a realidade, fornecendo dados para que melhorias possam surgir mediante análises dos resultados obtidos. Resumo do tema a ser abordado As mudanças tecnológicas têm um impacto cada vez maior na educação escolar e na vida cotidiana. Com o advento do computador e recentes facilidades de aquisição dessas máquinas, e posteriores avanços nos softwares direcionados a educação, muito se da utilização das novas mídias e sua aplicabilidade no contexto educacional. O estimulo à aprendizagem é reflexo, entre outros, das técnicas e mídias que os professores adotam ao ministrarem suas aulas. A ilustração, pioneira no processo educativo, tanto nas ciências biológicas quanto nas demais ciências, e a fotografia, por não necessitarem de um grande suporte tecnológico para sua difusão e apreciação, tornaram-se ferramentas mais eficientes na divulgação da informação. A fotografia e a questão ambiental estão relacionadas desde sua descoberta, cujo objetivo inicial era fazer um registro fiel da natureza, retratando-a tal como ela se revela. A entrevista será realizada sem gravações, por meio de questionários. A sua participação é muito importante para avaliar se o uso de imagens de natureza, relacionadas à compreensão da Biodiversidade do Pantanal e da região de Bonito, tenham influência positiva no aprendizado e retenção de conteúdos. Dados de identificação Título do Projeto: USO DA FOTOGRAFIA NA COMPREENSÃO DE ELEMENTOS DA BIODIVERSIDADE DO PANTANAL E DA REGIÃO DE BONITO Pesquisador Responsável: Roberto Itsuo Sonohata Instituição a que pertence o Pesquisador Responsável: UNIDERP/ Anhanguera Educacional Telefones para contato: (67) 3291-1145 / 9997-4434 Eu, _____________________________________________________________, pai/mãe de ________________________________________________, concordo com a participação de meu filho, como voluntário, do projeto de pesquisa acima descrito. ______________/MS, _____ de ______________________ de 2012.