A PROLETARIZAÇÃO DO TRABALHO MÉDICO: UM ESTUDO NO MUNICÍPIO DE LONDRINA. Albiazzetti, Giane. Mestrado em Ciências Sociais. Universidade Estadual de Londrina. [email protected] APRESENTAÇÃO No Brasil, bem como em grande parte dos países capitalistas, a medicina é uma das áreas de atuação profissional mais reconhecida e almejada pela sociedade. Em relação às demais profissões da saúde, a medicina se destaca pelo fato de ser uma das profissões mais antigas e desenvolvidas, tanto em termos científicos quanto tecnológicos; os profissionais médicos, em geral, são percebidos como detentores de status social e padrão de vida elevados (o que nem sempre corresponde à realidade), e, se comparada com outras profissões, a medicina possibilita maiores oportunidades de trabalho e melhores remunerações. No entanto, um estudo recente realizado por Amaral 1 sugere que o trabalho médico no Brasil tende cada vez mais para a proletarização, para o assalariamento, como reflexo das transformações observadas no cenário mundial, em termos econômicos, políticos, sociais, científicos e tecnológicos. Todas essas mudanças impactam diretamente sobre as profissões, sobre o modo com estas se organizam e se inserem no mercado de trabalho, e a medicina não é exceção. Além disto, as políticas e legislações de saúde, aliadas à dinâmica mercadológica da profissão, têm levado os médicos a prestarem serviços cada vez mais através de vínculos empregatícios, cooperativas ou remuneração por tarefas. Para Amaral, todo esse processo resulta na simplificação, desqualificação, assalariamento e, conseqüentemente, proletarização do trabalho médico. OBJETO, ABORDAGEM TEÓRICA, PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES: 1 A centralidade do trabalho no capitalismo atual tem sido debatida por diversos pesquisadores da Sociologia nas últimas décadas. Para os marxistas o trabalho é um dos elementos fundantes da sociedade capitalista, ao lado do capital. Estas duas categorias – trabalho e capital – constituem a base da estrutura social, e são determinantes do processo de produção que impulsiona o desenvolvimento do sistema. Embora alguns autores estejam questionando o capitalismo no século XXI – a exemplo de Gorz 2 – uma análise mais profunda do cenário atual dos países capitalistas permite considerar que o trabalho e o capital continuam exercendo o papel determinante das relações da sociedade. A sociedade continua se configurando a partir das classes – trabalhadora e capitalista, e as contradições decorrentes desse antagonismo manifestam-se nos diversos países capitalistas. As forças produtivas da atualidade não estão desaparecendo, como afirma Gorz. De fato elas estão se modificando, assumindo novas formas, mas isto não significa que as classes e o trabalho deixarão de existir dentro de um sistema capitalista. Bertero3 , dialogando com Marx 4 e com Antunes 5 , e contrapondo-se ao pensamento de Gorz, enfatiza que é preciso entender como as classes se apresentam na sociedade atual e quem são os trabalhadores do século XXI. Segundo Bertero, os trabalhadores deste século distinguem-se dos trabalhadores proletários do passado porque não estão inseridos apenas nas indústrias, mas generalizamse cada vez nos outros setores da economia, inclusive porque o modelo industrial se generalizou: a tecnologia, as máquinas e, sobretudo, a informatização substituem o trabalho humano, como no passado. O que se observa, então, é uma tendência universal à simplificação e à especialização do trabalho, afetando também as profissões mais especializadas, e esses “novos” trabalhadores se inserem no mercado de trabalho assalariado, aos moldes do proletariado tradicional. 1 AMARAL, Ana Maria de Oliveira Rosa. Medicina e Capital: um estudo do trabalho médico em Araraquara. Araraquara, 2004. 131p. Tese (Doutorado em Sociologia). Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara da Universidade Estadual de São Paulo. 2 GORZ, André. Adeus ao proletariado. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987. 3 BERTERO, José Flávio. Os novos proletários do mundo na virada do século. Textos, nº 01, Londrina: UEL, Departamento de Ciências Sociais, 2002. 4 MARX, Karl. O Capital. Livro I. Capítulo V (inédito). São Paulo: Livraria Editoria Ciências Humanas, 1978 / Elementos fundamentales para la critica de la economia política (borrador). 1857-1858. n.1. México: Siglo Veintiuno Ed., 1971 / Introdução à contribuição à crítica da economia política. Para a crítica da economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1974 (Coleção “Os Pensadores”) / Miséria da Filosofia. Porto: Publicações Escorpião, 1974 / O Capital. São Paulo: Abril Cultural, 1984 (Coleção “Os Pensadores” – v.1, tomo 1; v.1, tomo 2) / Manifesto Comunista. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1967. 5 ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? São Paulo: Cortez, 1995. 1 2 Analisando trabalhadores de escritório, por exemplo, Braverman 6 conclui que a divisão do trabalho atinge cada vez mais os “profissionais” das áreas administrativas. Da mesma forma que os trabalhadores das fábricas, os escriturários não dominam mais todo o processo de trabalho, como o faziam em outra época. Agora, têm que se submeter a rígidos mecanismos de controle, aos “métodos de racionalização” (p. 267) que lhes impõe uma condição limitada de ação. Os trabalhadores de escritório do século XX – assim como os do século XXI – são muito mais executores do que planejadores das tarefas. E o autor compara-os aos chamados trabalhadores de “piso fábrica” (p. 268), de quem as tarefas exigem apenas um esforço físico, manual. Na análise de Braverman, operários e escriturários se assemelham no sentido de que se limitam a ser meros trabalhadores operacionais. Braverman também discute a situação dos prestadores de serviços no capitalismo do século XX, que crescem em número na sociedade atual. E o autor é enfático ao dizer que “Quando o trabalhador não oferece esse trabalho diretamente ao usuário de seus efeitos, mas, ao invés, vende-o ao capitalista, que o revende no mercado de bens, temos então o modo de produção capitalista no setor de serviços” (p.304). Nota-se que o capitalismo impõe seu modo de produção inclusive sobre os serviços, pois não interessa ao sistema se as “mercadorias” provêm das indústrias, o que interessa é quanto o capitalista paga e o quanto recebe por elas. Ou, em outras palavras: “O que vale para ele (o capitalista) não é determinada forma de trabalho, mas se (o trabalho) foi obtido na rede de relações sociais capitalistas, se o trabalhador que o executa foi transformado em homem pago e se o trabalho assim feito foi transformado em trabalho produtivo – isto é, trabalho que produz lucro para o capital (mais-valia)” (p. 305). Outro autor que, como Braverman, discute a mais-valia sobre o setor de serviços é Mandel 7 . Em seu entendimento, o modo de produção do sistema capitalista se impõe de forma generalizada e universal, provocando um aumento considerável de trabalho 6 7 BRAVERMAN, Harry. Trabalho e capital monopolista. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1974. MANDEL, Ernest. O capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982. (Coleção “Os Economistas”). 2 3 produtivo em “todos os setores da vida social” (p. 271). Os serviços vêm se expandindo seguindo os mesmos moldes elementares da produção industrial: simplificação do trabalho para a grande maioria das funções (como no caso do operariado), relação direta entre os custos da “produção” dos serviços e os mecanismos de crédito aos consumidores dos mesmos, criação de necessidades culturais (não naturais) para aumento do consumo dos serviços, expansão da transformação de serviços essenciais (básicos) em mercadorias – a saúde privada é um bom exemplo. Se pensarmos em Marx 8 , o trabalho produtivo é aquele que gera mais-valia, que remunera o capital, que obriga o trabalhador a vender sua força de trabalho (o único bem que possui para vender), porém recebendo como salário o equivalente a apenas uma parcela desse trabalho. É preciso, portanto, considerar que esta forma de realização do trabalho atinge, na sociedade capitalista atual, até mesmo os serviços, que se assemelham à produção industrial pela forma como se organizam no interior do sistema. O setor de serviços vem crescendo em franca expansão nas últimas décadas, absorvendo uma grande parcela da força de trabalho e destacando-se na geração de postos de trabalho, quando comparado aos demais setores da economia. Essa “explosão” dos serviços justifica-se pelos investimentos provenientes dos excedentes do capital industrial, bem como pela ação ativa do Estado frente ao setor (Oliveira 9 ). Bertero 10 avança nessa linha de entendimento, afirmando que “Ainda estamos diante de uma sociedade capitalista. Ela, aliás, não só continua capitalista como apresenta, pela primeira vez na história, uma industrialização generalizada” (p.14), e conclui, como outros autores, que esta condição atinge o setor de serviços, inclusive o setor de serviços médicos. Desta forma, nota-se o crescimento de trabalhadores que executam suas atividades “sob o mando do capital” (p. 15), aproximando-os do proletariado industrial. O autor exemplifica com a condição do profissional médico em nossa sociedade. Vejamos como Bertero explicita o trabalho médico no atual sistema capitalista: “Um médico pode ser um pequeno capitalista, enquanto proprietário de um consultório ou de uma 8 MARX, Karl. Para a crítica da Economia Política / Salário, preço e lucro / O rendimento e suas fontes. São Paulo: Abril Cultural, 1982. (Coleção “Os Economistas”). 9 OLIVEIRA, F. O terciário e a divisão social do trabalho. Estudos Cebrap, n.24. São Paulo: s/d. 3 4 pequena clínica; assalariado, mas não proletário, como funcionário de uma instituição pública de saúde; proletário, enquanto assalariado de uma clínica ou de um hospital privados. Normalmente, ele é tudo isso, ou quase tudo.” (p. 16) Voltando a Mandel 11 , no setor de serviços médicos, os profissionais tradicionalmente generalistas e autônomos passam a ser historicamente substituídos pelos médicos especialistas (divisão do trabalho), “empregados pelas grandes companhias” (p. 270), e submetidos ao regime de trabalho assalariado. Na óptica de de Alves 12 , este “novo” proletariado dos serviços não só se submete ao assalariamento, mas a um assalariamento que não acompanha o rendimento do capital; ao contrário, os salários dos prestadores de serviços, da mesma forma que os demais trabalhadores, perde seu valor real, na contra-mão da valorização do capital. Pensando em termos dos profissionais médicos brasileiros, um estudo recente de Amaral 13 revela que, para garantir um bom padrão de vida, estes trabalhadores mantêm diversos vínculos empregatícios, ligados tanto à iniciativa pública quanto privada. São, de fato, em sua grande maioria, trabalhadores assalariados, e ao que tudo indica, estão se proletarizando, da mesma forma que outras tantas categorias profissionais dos nossos tempos. Além disto, o trabalho médico se desqualifica, diante da dinâmica do mercado e das políticas adotadas pelo Estado. No caso do Brasil, há casos em que se exige do profissional de medicina uma forma de atuação que o deixa aquém de suas reais potencialidades. Amaral cita o exemplo dado por Cordeiro 14 : “As condições concretas de inserção no atual mercado do trabalhador coletivo do complexo médico- empresarial e estatal ocorre contra suas expectativas 10 BERTERO, José Flávio. Os novos proletários do mundo na virada do século. Textos, nº 01, Londrina: UEL, Departamento de Ciências Sociais, 2002. 11 MANDEL, Ernest. O capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982. (Coleção “Os Economistas”). 12 ALVES, Giovanni. Trabalho e mundialização do capital: a nova degradação do trabalho na era da globalização. Londrina: Práxis, 1999. 13 AMARAL, Ana Maria de Oliveira Rosa. Medicina e capital: um estudo do trabalho médico em Araraquara. Araraquara, 2004. 131p. Tese (Doutorado em Sociologia). Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara da Universidade Estadual de São Paulo. 14 CORDEIRO, H. As empresas médicas: as transformações capitalistas da prática médica. Rio de Janeiro: Graal, 1984. 4 5 de especialista imbuído de aspirações à prática autônoma da medicina. O médico é levado a exercer tarefas rotineiras, de atenção primária de caráter sintomático, onde se vale do medicamento e dos exames complementares de diagnóstico como uma estratégia de aumento de sua produtividade e de preservação da imagem de uma prática eficaz e embasada na ciência e na tecnologia.” (CORDEIRO, 1984, p. 118. In: AMARAL, 2004, p. 61). Na verdade, o que sugerem estes autores é que o trabalho médico em nossa sociedade é historicamente determinado; não se pode separá-lo da processualidade histórica. Após a Segunda Guerra Mundial evidencia-se a divisão do trabalho médico, atrelado ao acelerado desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Como outras profissões da saúde, a medicina se insere socialmente como um trabalho coletivo, interagindo com atores de outras categorias. Ocorre a divisão do trabalho, embora não ocorra a “perda de controle de seu processo de trabalho” (Amaral, p. 73), e isto pode ser observado nas duas mais expressivas áreas da medicina: a clínica e a cirurgia. As conclusões da pesquisa de Amaral revelam que os médicos brasileiros (a exemplo do que ocorre em Araraquara) se inserem no mercado de trabalho – de fato –pelas vias da proletarização, deixando em aberto um imenso campo de estudos para aprofundamento. Desta forma, o trabalho médico no Brasil e sua conseqüente proletarização se constituem como objeto de investigação do presente projeto de pesquisa. É seguindo a linha de análise dos autores acima mencionados que se pretende dar contribuições à Sociologia do Trabalho. Sendo assim, O presente projeto de pesquisa pretende analisar o trabalho médico no município de Londrina, sua relação com o sistema capitalista atual e o provável processo de proletarização da profissão, focalizando-se o modo como os profissionais médicos têm se inserido no mercado de trabalho, os tipos de vínculo existentes, as formas de remuneração do trabalho médico, bem como as conseqüências decorrentes desse processo. 5 6 OBJETIVOS: Objetivo geral: Pretende-se com este estudo analisar o trabalho médico no município de Londrina, sua relação com o sistema capitalista atual e o processo de proletarização da profissão. Objetivos específicos: Para se chegar ao objetivo acima, será necessário: 1. Conhecer o que pensam os médicos do município a respeito de sua condição profissional; 2. Levantar as diferentes formas de inserção do profissional médico no mercado de trabalho londrinense; 3. Identificar os tipos de vínculo de trabalho existentes entre os médicos do município, tanto no setor público quanto no setor privado; 4. Verificar as formas de remuneração do trabalho médico, em especial o assalariamento e o cooperativismo; 5. Conhecer o que pensam os profissionais do município sobre as inovações tecnológicas e a infomática aplicadas à medicina; 6. Analisar o impacto do aumento crescente do número de médicos no Brasil e em Londrina; 7. Identificar os efeitos das políticas e legislações brasileiras ligadas à saúde e à medicina; 8. Avaliar as conseqüências decorrentes desse processo. JUSTIFICATIVA E VIABILIDADE: A presente pesquisa justifica-se pelo interesse em contribuir com o debate atual da Sociologia do Trabalho no Brasil, a respeito da configuração da sociedade capitalista no início deste século e as mudanças observadas no mundo do trabalho, em especial no setor de serviços. Diante deste cenário, percebe-se a necessidade de se aprofundar a discussão sobre o trabalho médico no Brasil nos últimos anos, tendo em vista as recentes pesquisas que indicam um processo de proletarização no exercício desta profissão. 6 7 Além do exposto acima, o tema do projeto se enquadra na linha de pesquisa sobre Trabalho e Relações Industriais, do mestrado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina. Em termos teóricos, o tema do projeto é viável devido à facilidade de obter material bibliográfico, partindo de estudos já realizados nas universidades brasileiras. Em termos práticos, o projeto se torna viável devido à concentração de profissionais médicos das diversas especialidades, no município de Londrina – centro de formação e de referência regional em medicina e saúde – facilitando a coleta e a análise dos dados, reduzindo os custos e agilizando a realização da pesquisa. METODOLOGIA: O método adotado para a presente pesquisa é qualitativo. Os dados estão sendo coletados por meio de entrevistas e análise de documentos. O referencial teóricometodológico adotado é o materialismo-dialético. RESULTADOS / DISCUSSÃO / CONCLUSÃO: O presente projeto de pesquisa encontra-se ainda na fase de coleta de dados. Os resultados parciais já apontam para a constatação de que os médicos de Londrina, assim como em Araraquara, estão submetidos ao processo de proletarização. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALVES, G. Trabalho e mundialização do capital: a nova degradação do trabalho na era da globalização. 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