Fernanda Cristina Roche
BRUCELOSE
BOVINA
Monografia apresentada ao Curso de Medicina Veterinaria
da Faculdade de Ciemcias Biologicas e da Saude da
Universidade Tuiuti do Parana, como requisito parcial
para obten~iio do titulo de Medico Veterinario.
Professor Orientador: Dr. Sergio Bronze
Orientador Profissional:
Luiza Gon~alves
Curitiba
Novembro/2004
Ora. Joseli Schimanski; Maria
SUMARIO
iii
LlSTA DE TABELAS
RESUMO
,
.
.
iv
1 INTRODUC;Ao ...
2 HISTORICO..........................................................................................................
3
2.1DEFINI<;:AO/ CLASSIFICA<;:Ao.........................................................................
3
2.2 ETIOLOGIA.
4
2.3 EPIDEMIOLOGIA..............................................................................................
5
2.4 PATOGENIA......................................................................................................
6
2.5SINAIS CLiNICOS..............................................................................................
7
2.6 LES0ES....................................................................................................
8
2.7 RESPOSTA IMUNE CONTRA BRUCELOSE
9
NA INFEC<;:AO E VACINA<;:AO
2.8 DIAGNOSTICO.................................................................................................
10
2.8.1 Interpreta<;:ao dos Resultados dos Testes do 2-ME e SA em Tubos
13
2.8.2 Outros Testes de Diagnostico........................................................................
15
2.9 TRATAMENTO
16
2.10 CONTROLE....................................................................................................
16
2.11 VACINA<;:AO...................................................................................................
18
3 CONCLUsAo
20
REFERENCIAS
BIBLIOGRAFICAS.......................................................................
21
LlSTA DE TABELAS
13
TABELA 1- Femeas Vacinadas entre 3 e 8 meses
TABELA 2- Femeas nao vacinadas e machos com idade superior a 8 meses
iii
.
13
RESUMO
Esta monografia apresenta uma revisao sobre Brucelose Bovina, doenl(a
infecto-contagiosa
causada pela bacteria Brucella abortus, que possui nove
biotipos. Esta enfermidade e de grande impotancia s6cio-economica,
porque
causa prejuizos ao produtor e pode acometer 0 ser humano. 0 controle da
infecl(ao esta baseado principalmente num programa de vacinal(ao eficiente,
testes de diagn6stico peri6dicos e controle de transito de animais.
Palavra chave: Brucella abortus, zoonose, vacinal(ao ..
iv
1 INTRODU~AO
A bruce lose bovina esta distribuida
em varios
paises,
infectados, 0 aborto, a infertilidade temporaria ou permanente
no Brasil, os animais
podem causar diminui«;:ao
de 50% da produ«;:ao de bezerros. Desta forma, os indices de fertilidade
acometida
estarao
diminuidos.
0 animal contaminado
na propriedade
tem perda de 20 a 25% na
produ«;:ao de leite e de 15% na produ«;:ao de carne. Estes numeros
indicam grandes
prejuizos aos produtores de carne e leite bovino. (www.intervet.com.br).
A brucelose
bovina e causada
Brucella abortus composta
por bacterias
do genero
por nove biotipos que pode acometer
animais, inclusive 0 homem. A infec«;:ao pode se disseminar
com a intensidade
Brucella
da especie
outras especies
rapidamente,
de
de acordo
da produ«;:ao de carne e leite e da reprodu«;:ao dos animais (Beer
Joachim, 1988).
Esta infec«;:ao vem exigindo cada vez mais estudos e preparo dos profissionais
envolvidos,
adequada,
animais
pois as principais
testes sorologicos
de
maneira
medidas
periodicos,
segura,
exigindo
de preven«;:ao, sao programa
de vacina«;:ao
manejo dos animais e aquisi«;:ao de novos
atestado
de
vacina«;:ao e
realiza«;:ao de
quarentena.
Animais que apresentarem
ou
confirmatorios,
sacrificados
diagnosticos.
rea«;:6es positivas em testes diagnosticos
obrigatoriamente
ou eliminados
num
devem
prazo
ser
marcados
de 30 dias
apos
com
ferro
0 resultado
de triagem
candente,
dos
testes
2
Os
conseguem
paises
que
certamente
realizam
0
combate
a brucelose
uma reduyao consideravel
da brucelose, mas nao a completa erradicayao
mediante
da incidencia
a vacinayao,
e das conseqOencias
(Beer, Joachim, 1988).
3
2 HISTORICO
Conhecida
tambem como Febre do Meditem3neo,
Febre de Malta e outros.
A
primeira especie de Brucella isolada em 1887 por David Bruce, foi a Brucella melitensis.
Em 1897, a B. abortus foi isolada e identificada
Posteriormente
em fetos bovinos par Frederick
Bang.
foram identificadas as especies B. suis, B. canis, B. ovis e neotomae.
No Brasil, a brucelose foi identificada pela primeira vez em 1922 em Sao Paulo.
Em 1930, a doenc;:a foi definitivamente
Em 1936 foi observada
abortus
no Rio Grande
paranaenses
Joachim
no Brasil.
B. suis em matadouros
e em 1941 foi identificada
est a zoonose.
Beer, nos anos seguintes
a descoberta
especies anima is, foi cada vez mais freqOente, sendo indentificada
grande numero de abortos e demais processos
estudos
realizados
antropozoonoze
sabre
B.
do Sui, ja em 1949, cerca de 10 a 15 % dos rebanhos
apresentavam
Segundo
apresentada
a brucelose,
suas
patol6gicos.
causas,
de Brucella
esta bacteria em
Independente
controle
nas
dos varios
e tratamento,
est a
continua sendo um serio problema econ6mico e de saude publica.
2.1 DEFINI<;AO/ CLASSIFICA<;AO
A Brucelose e uma doenc;:a infecto- contagiosa
Brucella, que causa graves transtornos
universal,
de grande
importancia
reprodutivos.
econ6mica
causada par bacterias do genera
Eo uma zoonose
e sanitaria.
de distribuic;:ao
A doenc;:a caracteriza-
se
4
principalmente
pela presenya de abortos, partos prematuros,
esterilidade
e queda na
produyao de leite.
Em 1962, no Canada,
0
Sub comite de Taxonomia
no conjunto de provas bioquimicas,
oxidativ~, resolve estabelecer
sorol6gicas,
do genero Brucella, baseado
de sensibilidade
0 genero Brucella
a fagos e metabolismo
com seis especies e seus respectivos
bi6tipos, dispondo as especies da seguinte forma:
Brucella abortus: 9 biotipos, comum em bovinos
Brucella melitensis: 3 biotipos, comum em caprinos
Brucella suis: 4 biotipos, comum em sui nos
Brucella ovis: nao possui biotipos, ocorre somente em ovinos
Brucella canis: comum em caes e no homem
2.2 ETIOLOGIA
Bacteria intracelular
biotipos
diferentes
patogenicidade
de
facultativa,
Brucella
epidemiol6gica,
abortus que apresenta
com
diferentes
niveis
9
de
e v,irulencia. Sao bacilos curtos, gram negativos que crescem em meios
de cultura em condiyoes
ambiente se protegidas
microaer6fi1as
(1). Sao resistentes
com materia organica,
solar direta. 0 uso de desinfetantes
concentrayoes
denominada
importancia
as condiyoes
porem e facilmente
convencionais
eliminada
pode ser eficiente
e tempo adequado (BEER, 1988) A pasteurizayao
do meio
pela luz
se utilizado em
e um metodo eficiente
para eliminayao de brucelas, assim como as radiayoes ionizantes.
Acomete principalmente
ocorre principalmente
bovinos e bubalinos que atingem a maturidade sexual e
em criayoes
pode variar de 14 a 180 dias.
intensivas.
0 periodo
de incubayao
da brucelose
2.3 EPIDEMIOLOGIA
-
Vias
de
gastrointestinal,
penetrac;;ao:
normalmente,
por ingestao de alimentos
a
penetra<;:ao
e agua contaminado
se
da
pelo
trato
por bruce las. 0 Mbito
das vacas lam be rem as membranas fetais e bezerros recem nascidos, alem de orgaos
genitais de outras vacas, contribuem na transmissao
apresenta
riscos
maiores
as femeas,
insemina<;:ao pode levar as bacterias
corretamente
da brucelose. A monta natural nao
devido a ejacula<;:ao ser intravaginal,
ao utero. A transferencia
realizada, nao apresenta riscos de transmissao
mas a
de embrioes,
se for
da doen<;:a entre doadoras
infectadas e receptoras livres da doen<;:a.
-Transmissao:
se da principalmente
incorreto de esrtruturas
artificial
placentarias,
com semen
frequencia,
no parto e destino
podendo tambem ser transmitido
contaminado,
fezes contaminadas
pelo manejo improprio
aerossois,
no ambiente.
lambedura
por insemina<;:ao
de genitais
e em menor
A ingestao de leite conlaminado
pelos
bezerros, tambem e fonte de infec<;:ao de B. abortus. A monta natural nao apresenta
muitos riscos de infec<;:ao por brucelas, devido a ejacula<;:ao intravaginal,
defesas inespecificas
infectado,
sendo
enfermidade
corretamente,
que dificultam a infec<;:ao, mas a insemina<;:ao artificial com semen
importante
nos planteis
via de transmissao
(PNCEBT,
e eficiente
2003). A transferencia
forma
de difusao
de embrioes
da
realizada
nao apresenta riscos de infec<;:ao.
- Vias de eliminac;;ao: as brucelas sao encontradas
vaginais,
onde existem
semen,
inslala<;:oes sao:
principalmenle
leite e fezes. Os materiais
que podem
felo
fetais,
abortado,
membranas
podendo infeclar animais suscetiveis,
contaminar
liquido
vaginal
nos liquidos
pastagens
e
contaminado,
inclusive 0 homem. As vacas infecladas
podem
eliminar brucelas no ambiente alguns dias antes do p arto e ate 30 dias apos 0 parto.
Atraves
do leite, ha elimina<;:ao constanle
de brucelas
e tambem
pelas
secre<;:oes
mamarias pre ou p6s lacta<;:ao. Touros eliminam brucelas at raves do semen e bezerros
eliminam atraves das fezes no ambienle (BLOOD, HENDERSON,
RADOSTITS,
1983)
6
- Difusao
da infec!(ao:
a brucelose
como aquisiyao de animais infectados,
(feiras, exposiy6es),
bovina pode se difundir de varias formas
bezerros provenientes
de rebanhos
infectados
fetos abortados, placenta e membranas fetais contaminadas
e leite
contaminado.
- Suscetibilidade:
varia com a idade e 0 sexo. Animais
meses, sao pouco suscetiveis.
apresentando
castrados
infectadas
deixando
abortos
dificilmente
podem
de
As va cas prenhas
freqOentes.
recuperar-
eliminar
Apos
0
periodo
se gradativamente,
brucelas
apresentam
0 touro e suscetivel,
se infectam.
e
normalizando
com idade de ate 6
maior suscetibilidade,
porem
novilhos
e machos
de um ana ou mais, as vacas
baixando
0
a funyao
titulo
de anticorpos,
reprodutiva
e
leiteira
(www.cda.sp.gov.br)
- Curso da Doen!(a: quando a Brucelose atinge um rebanho, a infecyao difundese rapidamente
ocorrem
infecy6es
por
contaminayao
perdas econ6micas
secundarias.
direta
por abortos,
e durante
infertilidade,
aproximadamente
queda
na produyao
Apos este periodo 0 quadro c1inico estabiliza
alem do constante
intercambio
anos
leiteira e
e 0 numero de
abortos reduz. Grandes rebanhos mantem a infecyao e os abortos, devido
presenc;:a de animais suscetiveis,
dois
a
con stante
e transito de animais
que mantem a infecc;:ao de forma ativa (www.cda.sp.gov.br)
No Brasil, estudos mostram que a brucelose bovina esta disseminada
pais, variando sua prevalencia em varias regi6es, puderam ser identificados
por todo 0
os biovares
de Brucella abortus 1, 2 e 3.
2.4 PATOGENIA
A bacteria se infiltra principalmente
alcanc;:a a circulac;:ao sanguinea
atraves da mucosa do aparelho
pelo sistema porta, causando
macrofagos e dirige - se principalmente
bacteremia,
aos orgaos do aparelho reprodutivo
digestorio,
penetra nos
(CORREA,
7
CORREA, 1992). As brucelas podem resistir aos mecanismos
fagocitarias
e pode sob reviver
10calizay13o intracelular
dentro
dos
macrofagos
e um dos mecanismos
protege as brucelas da ay130do complemento
de destruiy130 das celulas
por longos
periodos.
de evaS130 do sistema
Esta
imune,
pois
e de anticorpos especificos.
Apos a multiplicay130 no sitio de entrada,
a B. abortus e transportada
dentro dos macrofagos para os linfonodos regionais, onde pode permanecer
livre ou
por meses.
A disseminay130 se da por via linfatica ou hematogena.
Nas femeas,
devido
a
infectam
principalmente
produy130 do eritritol,
multiplicay130 das
supramamarios
bacterias.
0 utero gravido,
que tem afinidade
Infectam
tambem
e medula ossea. Na placenta,
abortus no epitelio corionico e trofoblastos,
Nos machos,
atingem
seminais, promovendo
celulas
por via hematogena,
com as brucelas,
as glfmdulas
estimulando
mamarias,
a
linfonodos
ocorre uma grande proliferay13o de B.
provocando
do epididimo,
necrose dos cotiledones.
testiculos,
am pol as e vesiculas
a liberay130 de brucelas atraves do semen. Pode tambem atingir
articulayoes e bolsas serosas, provocando lesoes necroticas nos tecidos afetados.
As
brucelas
diafragmaticos
tambem
ser
eliminadas
pelo
figado,
bayo,
pilares
e tireoide, mas prevalecem nos tecidos de prediley130 citados acima.
Com 0 desenvolvimento
queda
podem
no numero
e tamanho
de imunidade
das lesoes
celular apos 0 primeiro aborto, ha uma
nas gestayoes
posteriores,
diminuindo
a
ocorrencia de abortos.
2.5 SINAIS CLiNICOS
Nas femeas, ocorre queda na produy13o de leite, abortamento,
em media aos 7
meses de gestay13o, reteny130 de placenta, secrey130 vaginal fetida, podendo apresentar
8
pus e infecyao de glandula mamaria. Eo possivel ocorrer mais de um aborto nas femeas
infectadas, cerca de tres abortos, ap6s este periodo, as femeas gestam normalmente.
Antes
do
aborto,
parenquimatosos
o
e
possivel
observar
alterayoes
e genitais (BLOOD, HENDERSON,
aborto ocorre normalmente
em
linfonodos,
RADOSTITS,
na primeira gestayao,
1983)
e, com 0 desenvolvimento
da imunidade celular, torn a- se pouco freqUente nas infecyoes posteriores.
infectados
apresentam
placentite
necr6tica
0
6rgaos
que causa retenyao
Os animais
de placenta.
Nos
abortos posteriores, ha presenya de natimortos e bezerros fracos.
Em rebanhos onde existe infecyao cronica, os abortos se dao principalmente
femeas primiparas e animais recem introduzidos
Nos machos,
tenossinovite
observa-
se ocorrencia
de orquite,
epididimite,
e bursites. Pode haver aumento dos testiculos,
com conseqUente
diminuiyao
da libido
e infertilidade.
apresentar lesoes necr6ticas e abscessos
em
no plantel.
nos testiculos
artrite, poliatrite,
uni ou bilateral e atrofia
Os animais
e epididimo
tambem
podem
com presenya de
pus.
Os fetos podem apresentar edema de pele, de pericardio e cordao umbilical, com
presenya
de transudato
sero
hemorragico,
normalmente
observa-
se pneumonia
supurativa (CORREA, CORREA, 1992).
2.6 LESOES
Sao generalizadas
e variam de acordo com as especies anima is e das brucelas.
A proliferayao desses microorganismos
pequenos granulomas.
formando
observadas
A
um tecido conjuntivo
nos ganglios
no interior dos macr6fagos,
medida que 0 granuloma
leva a formayao
de
cresce, provoca necrose nas lesoes,
dense ao redor das lesoes. Essas lesoes podem ser
linfaticos,
6rgaos
parenquimatosos
e principalmente
nos
9
6rgaos genitais, as aJterayoes se dao pela ayao das brucelas e tambem por processos
alergicos (Beer, 1988)
Na placenta, observa- se necrose, hiperemia e tumefayao
c6rion
intercotiledonico
edemacia
e produz
um exsudato
dos cotiledones
inodoro.
e 0
Ocasionalmente
ocorre edema de cordao umbilical. As zonas lesadas tem colorayao cinza amarelada
ou
cinza avermelhada turva.
A glandula
mamaria
e linfonodos
abortus sofrem endurecimento
supramamarios
e e possivel
observar
acometidos
inflamayao
pela Brucella
medular.
(JONES,
HUNT, KING, 2000)
Em machos, as vesiculas
Em casoso cr6nicos,
apresentam
0
seminais podem ter hemorragias
cordao espermatico
sofre espessamento,
focos necr6ticos e abscessos,
e focos necr6ticos.
testiculos
podendo ocorrer proliferayao
e epididimo
de conjuntiva
intensa.
2.7 RESPOSTA IMUNE CONTRA BRUCELOSE
NA INFEC<;AO E VACINA<;AO
As bacterias do genero Brucella
intracelulares
capacidade
proteyao
de se multiplicar
contra
a infecyao
dependem primariamente
pela
interayao
especificas
de
sao parasitar
e sobreviver
dentro
e eliminayao
da
de macr6fagos,
bacteria
do
facultativos,
devido
organismo
com
a isso, a
hospedeiro
da res posta imune mediada por celulas. Esta resposta se da
celulas
fagocitarias
(neutr6filos
(Iinf6citos "T"). Alem da imunidade
e
macr6fagos)
celular, anticorpos
sao produzidos durante a infecyao. A maioria das imunoglobulinas
e
de
especificos
celulas
tambem
presentes no soro de
bovinos e bubalinos sao IgG1 e IgG2, seguidas de IgM e IgA.
A res posta humoral
de bovinos
primeira semana, observando-se
infectados
com B19 e produzida
a presenya de IgM primeiramente
a partir da
e a seguir IgG1. as
10
imunoglubulinas
A observayao
IgG2 e IgA aparecem posteriormente
e permanecem
os niveis de IgM decrescem
enquanto os niveis de IgG1 permanecem
IgA mantem-se em niveis baixos e inalterados.
apos os 8 meses,
mantem
0
demonstra
que
altos e IgG2 e
Em animais vacinados com B19, ate os
8 meses de idade, mostra que 0 nivel de anticorpos
vacinados
em niveis baixos.
prolong ada da res posta humoral em animais infectados,
titulo
cai rapidamente,
elevado
porem, animais
par mais tempo,
podendo
apresentar reayoes falso positivas nos testes indiretos de diagnostico.
2.8 DIAGNOSTICO
Pode ser realizado atraves de metodos diretos ou indiretos.
a Metodos diretos: consiste
no isolamento
presente nos tecidos, at raves de imunohistoquimica
e identificayao
da propria bacteria
ou metodos de detecyao de acidos
nucleicos (pouco utilizado).
b Metodos indiretos: sao os metodos normalmente
para diagnostico
de brucelose
como testes de eleiyao. Sao testes que identificam
sora sanguineo
utilizados
e os indicados
na instruyao normativa nO 6 de 08 de janeiro de 2004
dos anima is e analisam
a presenya de imunoglobulinas
a dinamica
estagios da resposta imune. Estes testes identificam
das imunoglobulinas
no
em varios
a presenya de anticorpos
contra
brucella em fluidos corporais como sangue, leite, muco e semen (PNCEBT, 2003)
Atualmente
diagnostico
existem varias
de brucelose,
Antigeno Acidificado
Tamponado
Teste do 2-Mercaptoetanol,
testes complementares.
provas soralogicas
que podem ser utilizadas
mas as provas aceitas pelo Ministerio da Agricultura
para
sao 0
e Teste do Anel em Leite como testes de triagem e
Prava Lenta em Tubos e fixayao de Complemento
Os testes devem ser realizados nas seguintes situayoes:
- Femeas com idade igual ou superior a 24 meses vacinadas entre 3 e 8 meses.
como
II
- Femeas nao vacinadas com mais de 8 meses de idade.
- Femeas submetidas a testes sorologicos entre 15 dias antes e depois do parto devem
ser retestadas apos 30 a 60 dias.
Os
testes
credenciados
sorologicos
devem
ser
ou oficiais e as amostras
medicos veterimirios
curso preparatorio,
cadastrados,
conforme
realizados
sorologicas
somente
por
laboratorios
devem ser col hid as apenas
porem muitos profissionais
por
ainda nao realizaram
descric;:ao na Instruc;:ao Normativa
0
n06 de 08/01/2004,
MAPA.
Os
testes
de
triagem
indicados
na
legislac;:ao sao
Antfgeno
Acidificado
Tamponado e 0 Anel em Leite.
- Antigeno Acidificado Tamponado (AAT ou ATA): antigeno
composto
de
suspensao celular inativada de Brucella abortus, corada com rosa bengal a e diluida em
soluc;:ao tampao a um pH 3, 63 padronozado.
inespecificas,
vacinados.
obtendo
bons
Eo uma prova
resultados
qualitativa,
Pelo pH,
em
podem ser submetidos
destruic;:ao, conforme
ATA inibe algumas aglutininas
sanguineos
homogenea
animais
nao
especificidade.
variadas,
do
0 que indica
e leitosa, 0 que indica reac;:ao negativa.
a criterio do medico veterinario
a testes confirmatorios
determina
de
e baixa
Em contanto com 0 soro sanguineo
aglutinac;:6es com intensidades
reac;:ao positiva, ou permanecer
Com base nestes resultados,
0
de alta sensibilidade
Detecta a presenc;:a de IgG no soro sanguineo.
animal, 0 ATA pode apresentar
soros
habilitado,
ou serem destinados
a legislac;:ao vigente
os anima is
ao sacrificio
(Instruc;:ao Normativa
ou
n006 de
08/01/2004, SDA, MAPA)
- Teste do Anel em Leite: utilizado em misturas de leite de varios animais de
estabelecimentos
empregado
de criac;:ao certificados
como livres de brucelose. Eo um teste sensivel,
para identificar rebanhos infectados. Eo um teste pouco especifico,
podendo
12
apresentar resultados falsos positivos devido ao PH do leite ou animais com mastite ou
em vacas no inicio da lacta<;:ao. Normalmente
0 antigeno
e corado com hematoxilina,
que atribui a cor azul do resultado positiv~. Se houverem anticorpos
um complexo
antigeno-
anel azulado
no leite, essa rea<;:ao e considerada
quando
0
anticorpo,
que arrastado
anel de creme permanecer
pela gordura
positiva.
no leite, forma- se
do leite, formando
um
A rea<;:ao sera negativa
branco e a coluna de leite estiver azulada. Os
testes que obtiverem resultados positiv~s devem ser submetidos
a exames sorologicos
individuais (PNCEBT, 2003)
Existem varios testes confirmatorios
que podem ser utilizados para
0
diagnostico
de brucelose, mas os indicados pelo MAPA sao:
- Teste do 2- Mercaptoetanol:
que
e
a
imunoglobulina
paralelamente
indicativa
indica a presen<;:a de
de
IgG no soro sanguineo,
infec<;:ao cronica.
Normalmente
utilizada
com a Prova Lenta em Tubos. Utiliza- se como antigeno Brucella abortus
atenuada e 2- Mercaptoetanol
e adicionado
para quebrar a IgM.
E
considerada
uma
prova quantitativa. A interpreta<;:ao dos resultados e dada pela diferen<;:a entre os titulos
dos soros da prova lenta e 0 soro tratado com 2-ME. (PNCEBT, 2003).
- Prova Lenta em Tubos: tambem conhecida
permite identificar
uma alta propor<;:ao de animais
algumas rea<;:oes falso- negativas
cruzadas
costumam
com outras
apresentar
permanentemente.
bacterias.
titulos
como soroaglutina<;:ao em tubos,
infectados,
em infec<;:oes cronicas
Animais
de
(PNCEBT, 2003).
vacinados
anticorpos
altos
mas pode apresentar
e nao diferencia
apos
por
os 8 meses
varios
meses
infec<;:oes
com B19,
ou
ate
13
Resultados positiv~s na prova lenta e negativos no 2- Mercaptoetanol,
interpretados
como reayoes inespecificas
ou reayao a anticorpos
devem ser
de vacinayao
com
B19.
Resultados positiv~s nas duas provas indicam presenya de IgG, imunoglobulinas
relacionadas
2.8.1
a infecyao,
considerando
Interpretayao
Soroaglutinayao
dos
os animais infectados.
Resultados
dos
Testes
do
2-
Mercaptoetanol
em Tubos:
Tabela 1- Femeas vacinadas entre 3 e 8 meses com idade superior a 24 meses:
Prova Lenta
2- ME
Interpretayao
< ou - a 1:50
< 1:25
negativo
< 1:25
inconclusivo
> ou
= a 1:100
> ou - a 1:25
> ou
= 1:25
positiv~
Tabela 2 - Femeas nao vacinadas e machos com idade superior a 8 meses:
Prova Lenta
2- ME
Interpretayao
< ou - a 1:25
< 1:25
negativo
> ou - a 1:50
< 1:25
inconclusivo
> ou
= a 1:25
> ou
= a 1:25
positiv~
e
14
OBS: Animais reagentes inconclusivos
submetidos
usando
0
poderao, a criterio do M. V. habilitado, ser
ao teste de Fixa9ao de Complemento,
retestados
apos 30 a 60 dias,
teste do 2- ME ou destinados ao sacrificio ou destrui9ao.
- Fixa9ao de Complemento:
ME e da Soroaglutina9ao
relacionada
normalmente
realizada quando os resultados do 2-
Lenta sao dados como
inconclusivos.
com a infec9ao, sendo menos influenciada
apresentando
Esta diretamente
por anticorpos
inespecificos,
rea90es positivas em fase cr6nica da doen9a quando a soroaglutina9ao
tem tendencia de ser negativa. Este teste permite identificar tanto a presen9a de IgG1
como de IgM.
infectados,
E
uma prova que nao diferencia
animais
recentemente
vacinados
como tam bern e uma prova muito complexa
e trabalhosa,
sendo
de
pouco
utilizada (www.intervet.com.br).
As rea90es
inespecificos
Salmonella
falso positivas
presentes
sp ou Escherichia
a
presen9a
de anticorpos
por outras bacterias
(Yersinia
enterocolitica,
podem
nas infec90es
ocorrer
devido
coli) ou causada pela vacina9ao
realizada
em animais
com mais de 8 meses de idade (PNCEBT, 2003)
A resposta sorologica
a
infec9ao por brucelas e influenciada
por varios fatores,
que interferem no processo das provas sorologicas.
Temos como principais fatores, 0
periodo
do animal,
de incuba9ao
da doen9a,
status
vacinal
natureza
do desafio,
resposta imunologica do animal e estagio da gesta9ao.
A escolha
caracteristicas
especificidade
dos testes
sorologicos
da popula9ao,
situa9ao
deve levar em considera9ao
epidemiologica
da doen9a,
0 tamanho
sensibilidade
dos testes, custo e utiliza9ao de vacinas (PNCEBT, 2003).
e
e
15
2.8.2
Outros Testes de Diagnostico
- Elisa Indireto:
utiliza-se
lipopolissacarideo
de B. abortus
imobilizado
antigeno em placas de 96 poc;:ose como conjugado um anticorpo monoclonal
bovina conjugado
a
peroxidase.
- Elisa
Competitivo:
monoclonal especifico
Sao utilizados quelantes
E de
evitar reac;:6es inespecificas.
0
alta sensibilidade,
soro
a ser testado
e misturado
de anticorpos
maior a competic;:ao com 0 anticorpo
quantidade de cor desenvolvida.
teste de alta sensibilidade
E necessario
e especificidade,
- Polariza<;ao de Fluoresci!ncia:
de B. abortus
conjugado
anticorpo
0 antigeno
anticorpos
anti
anti cadeia 0 de brucella sp
monoclonal
especifico
e menor
a
E um
pela OlE.
utilizado e preparado com cadeia 0
de fluoresceina.
A prova e baseada
na
do movimento de moleculas em soluc;:ao. 0 tamanho das
moleculas e 0 principal fator que influencia a velocidade
conjugado,
a aum
um soro controle para comparac;:ao.
recomendado
ao isotiocianato
comparac;:ao das velocidades
Se houverem
utilizados para
porem de baixa especificidade.
contra a cadeia 0 de B. abortus. Um conjugado peroxidase,
IgG e utilizado. Quanto maior a quantidade
no sor~,
(EDTAlEGTA)
como
anti IgG1
no soro,
que tera velocidade
ocorrera
de rotac;:ao de uma molecula.
a formac;:ao dos complexos
men or que a do conjugado
isolado.
moleculas e realizada com 0 auxilio de iluminac;:ao por luz polarizada.
E
anticorpo-
A analise
das
necessario
um
soro controle para comparac;:ao. 0 teste e rapido e pode ser realizado com soro ou leite.
16
2.9 TRATAMENTO
Normalmente
Abastecimento
0 tratamento
recomenda
nao e viavel. 0 Ministerio da Agricultura
que os animais
que obtiverem
provas sorologicas de triagem e confirmatorios,
resultados
apresentando
Pecuaria e
positiv~s
nas
sinais clinicos, devem ser
marcados a ferro candente ao lado direito da cara com a letra "P", isolados de todo
rebanho e sacrificados
entre diagnostico
afastados
no prazo maximo de 30 dias apos
e abate,
da produyao
acompanhados
animais
leiteira
reagentes
e devem
de Guia de Transporte
positivos
chegar
Animal
ao
0
diagnostico.
devem
Neste periodo
ser imediatamente
estabelecimento
(GTA), informando
de
abate,
as condiyoes
do
animal, conforme previsto na legislayao.
Se
nao
estabelecimento
criayao,
houver
sob fiscalizayao
respeitando
possibilidade
de
encaminhamento
de abate, os animais devem
procedimentos
direta
da
ser destruidos
unidade
estabelecidos
pelo
local
do
dos
serviyo
Departamento
animais
para
no estabelecimento
de
de
de
defesa
oficial,
Defesa
Animal
(Instruyao Normativa n006 de 08/01/2004, SDA, MAPA).
2.10
CONTROLE
Segundo Joachim Beer, para controlar a doenya nas propriedades
e mante- las
livres de infecyao por brucelas e necessario adotar alguns procedimentos,
dos quais os
mais importantes sao:
17
- Realizar um programa de vacinal(ao das femeas entre 3 e 8 meses de idade
- Adquirir
animais
com atestado
de vacinal(ao
e de propriedades
certificadas
como
livres de bruce lose
- Testes sorologicos do rebanho periodicamente
- Controlar 0 transito interestadual
de animais destinados a reprodul(ao ou exposil(oes
- Limpeza e desinfecl(ao de piquetes, instalal(oes e equipamentos
- Manejo adequado nos partos
- Destinal(ao c~rreta dos residuos do parto
- Pasteurizal(ao
do leite
- Tratamento termico adequado as carnes
- Destinal(ao adequada
de carcal(as de animais infectados
eliminados em propriedades
- Treinamento
que foram sacrificados
ou
particulares pelo medico veterinario habilitado
e educal(ao sanitaria aos tratadores do rebanho
- Eliminar fontes de infecl(ao
atraves de testes de diagnosticos
com sacrificio
dos
positiv~s
- Implantar eficientes sistemas de vigilancia adaptados a realidade da regiao.
- Analise epidemiologica
da regiao
Os metodos de controle da brucelose sao bastante simples. 0 mais importante e
conhecer bem a populal(ao onde essas al(oes deverao ser desenvolvidas
melhor estrategia para implementa-Ias.
e escolher a
18
2.11 VACINAC;AO
Uma cobertura vacinal em 80% das femeas em idade de procriar de um rebanho
diminui consideravelmente
a ocorrencia
da infecc;:ao, portanto, a queda da prevalencia
da brucelose pode ser alcanc;:ada utilizando um bom programa de vacinac;:ao, por isso a
vacinac;:ao deve ser priorizada
nas fases iniciais do programa, quando as prevalencias
sao elevadas (PNCEBT, 2003).
As vacinas normalmente
apresentando
utilizadas
sao as vacinas vivas atenuadas,
bons resultados imunologicos.
RB51. As duas estimulam
a imunidade
que vem
A OlE recomenda duas vacinas, a B19 e a
celular,
mas a vacina
permitida
e de uso
obrigatorio no Brasil e a B19.
Vacina
819: cepa lisa de B. abortus, isolada do leite de uma vaca em 1923.
Apos meses esquecida
em temperatura
desde 1930 vem sendo
ambiente,
E
utilizada como vacina.
a amostra
proibida
perdeu a virulencia
e
a vacinac;:ao de machos
porque pode causar orquite e nem femeas gestantes, pois podem induzir ao aborto. Por
ser uma amostra lisa de B. abortus,
que estimula a produc;:ao de anti corp os especificos,
esta vacina pode interferir nos testes sorologicos para brucelose. A vacinac;:ao com B19
e obrigatoria
vacinados
em todas as femeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses. Os animais
devem ser marcados com ferro candente ao lade esquerdo da cara com a
letra "V", acompanhado
do algarismo
final do ana de vacinac;:ao (lnstruc;:ao Normativa
n02 de 10 de janeiro de 2001, DDA, SDA, MAPA).
VaGina
caracteristicas
R851:
amostra
viva,
de protec;:ao semelhantes
rugosa
e atenuada
a vacina
de
B.
abortus.
a formac;:ao de anticorpos anti- LPS lisa e nao interfere com 0 diagnostico
doenc;:a. Atualmente
Possui
B19, mas, por ser rugosa, nao induz
sorologico da
nao e permitida no Brasil, mas podera ser adotada para vacinac;:ao
estrategica de femeas adultas.
19
A titula<;ao de anticorpos varia com a idade em que 0 animal foi vacinado.
animal
for vacinado
desaparecimento
ate os 8 meses
de idade,
os anticorpos
decrescem
Se 0
ate
0
completo, em media 12 meses ap6s a vacina<;ao. Se a vacina<;ao for
realizada
ap6s os 8 meses de idade, a titula<;ao de anticorpos
alterando
os testes
sorol6gicos
porque nao ha evidencias
de diagn6stico.
de que a imunidade
permanecera
alta,
A revacina<;ao nao e recomendada
em bovinos anteriormente
com B19 possa ser refor<;ada, pois a imunidade
em animais vacinados
vacinados
corretamente
nao diminui ao decorrer da vida do animal (PNCEBT, 2003).
Durante a vacina<;ao,
0
medico veterinario
deve tomar algumas
providencias
para sua seguran<;a, como uso de 6culos de prote<;ao e luvas, descartando
frascos de vacinas
doen<;a.
utilizados,
pois a vacina
pode infectar
0 homem,
seringas e
provocando
a
20
3 CONCLUSAO
Com este trabalho, foi possivel conciuir que a brucelose bovina
de importancia
tomar
as
medidas
propriedades.
ocorrer
economica,
esta
agropecuarios
podendo
profilaticas
Realizando
infecyao
causar grandes
necessarias
corretamente
sao
socialistas,
para
prejuizos
0
e uma
ao produtor
controle
da
infecyao
que nao
bruce lose
as medidas de controle, as possibilidades
consideravelmente
reduzidas.
Os
nas
de
estabelecimentos
assim como qualquer outro criador de gada sao, segundo a
legislayao
de combate a brucelose,
brucelose,
assim como
0
responsaveis
estrito cumprimento
pela realizayao
da recria isenta de
das norm as fundamentais
de higiene
veterinaria (Beer Joachim, 1988).
Segundo Joachim
Beer,
e
de primordial
interesse
proteger contra a brucelose
todos os bovinos de um rebanho, realizando um programa de vacinayao
corretos,
dispondo
de alojamentos
independentes
aquisiyao segura de animais de outras propriedades,
realizando quarentena
para animais
nos period os
livres de brucelose,
exigindo certificado de vacinayao,
e demais medidas profilaticas que constituem
0
ponto chave da
atuayao veterinaria.
Todos estes procedimentos
garantem
a sanidade
do rebanho,
seguranya
da
propriedade e dos seres humanos que trabalham nela, resultando num bom rendimento
da criayao.
21
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
BLOOD, D. C.; HENDERSON, J. A.; RADOSTITS,
Edi<;:ao;Ed. Guanabara Koogan: 1983.
O. M. Clinica
CORREA, W. M.; CORREA, C. N. M. Enfermidades
Domesticos. 2° Ed. Editora Medsi: 1992
Infecciosas
JONES, C. T.; HUNT, D. R.; KING, W. N. Patologia Veterinaria.
2000
Veterinaria.
dos
5°
Mamiferos
6° Ed. Editora Manole:
PNCEBT- Versao Preliminar. MAPA, 2003.
Instruyiio
Normativa
nO6 de 08/01/2004, SDA, MAPA.
www.intervet.com.br
www.cda.sD.gov.br
BEER, J.; Doenyas Infecciosas
1988.
em Animais
Domesticos,
Volume 2, Editora Roca-
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA
Faculdade de Ciencias Biologicas e da Saude
Curso de Medicina Veterinaria
TRABALHO DE CONCLUsAo
(T.C.C.)
DE CURSO
Fernanda Cristina Roche
Curitiba
Novembro/2004
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA
Faculdade de Ciencias Biologicas e da Saude
Curso de Medicina Veterinaria
TRABALHO DE CONCLUS,AO DE CURSO
(T.C.C.)
Curitiba
Novembro/2004
Reitor
Prof" Luiz Guilherme
Rangel Santos
Pro-Reit~r Administrativo
Sr. Carlos Eduardo Rangel Santos
Pro-Reitora Academica
Prof" Carmen Luiza da Silva
Pro-Reit~r de Planejamento
Sr. Afonso Celso Rangel dos Santos
Pro-Reitora de Pos-Gradua<tao, Pesquisa e Extensao
Prof" Elizabeth Tereza Brunini Sbardelini
Secreta rio Geral
Prof" Joao Henrique Ribas de Lima
Diretor da Faculdade de Ciencias Biologicas
Prof" Joao Henrique Faryniuk
e da Saude
Coordenador do Curso de Medicina Veterinaria
Prof" halo Minardi
Coordenador de Estagio Curricular
Prof" Sergio Jose Meireles Bronze
do Curso de Medicina Veterinaria
Metodologia Cientifica
Prof" Lucimeris Ruaro Schuta
CAMPUS TORRES
Av. Comendador Franco, 1860 - Jardim Botanico
CEP 80.215-090 - Curitiba - PR
Fone: (41) 331-7600
APRESENTA<;Ao
Este Trabalho
Medicina
Veterinaria
Universidade
da
de Curso
Faculdade
de
e composto
realizadas
(T.C.C.)
Ciencias
Tuiuti do Parana, como requisito
Medico Veterinario
atividades
de Conclusao
apresentado
Biologicas
cumprindo
estagio curricular
"Brucelose
Bovina".
da
Saude
de um Relat6rio de Estagio, no qual sao descritas
Marcos Enrietti, localizado
e tambem
de uma Monografia
iii
de
da
parcial para a obten<;:ao do titulo de
durante 0 periodo de 02/08 a 01/10/2004,
estive no Centro de Diagn6stico
e
ao Curso
as
periodo este em que
no municipio
de Curitiba
que versa sobre 0 tema:
AGRADECIMENTOS
Agrade90
a Deus por permitir
a realiza9ao
deste sonho, aos me us pais, ao
Paulo, Jacob que me deram condi90es de concJuir este curso. Ao meu noivo, Aurelio
pelo amor
transmitidos,
e apoio,
aos funcionarios
a Vanessa
do COME
pel a aten9ao
e conhecimentos
e ao professor Sergio Bronze, pela dedica9ao
iv
e paci€mcia.
Fernanda Cristina Roche
RELATORIO
DE ESTAGIO CURRICULAR
Relatorio
de
Estagio
Curricular
apresentado
ao
Curso
de
Medicina
Veterinaria da Faculdade
de Ciencias Biol6gicas e da Saude da Universidade Tuiuti
do Parana, como requisito parcial para obten9ao do
titulo de Medico Veterinario.
Professor Orientador: Dr. Sergio Bronze
Orientador Profissional:
Luiza Gon9alves
Curitiba
Novembro/2004
Dra. Joseli Schimanski e Maria
SUMARIO
LlSTA DE TABELAS
.
.
LlSTA DE FIGURAS ..
iii
iv
RESUMO..............................................................
.
v
1 INTRODUC;Ao.....................................................................................................
1
2 IDENTIFICAC;Ao
2
3 ATIVIDADES
3.1 DIAGNOSTICO
3.1.1Preparo
DA EMPRESA.........
DESENVOLVIDAS........................................................................
DE BRUCELOSE.................................
de Materiais para Realizac;:ao dos Testes .de Brucelose
3.1.2 Testes sorol6gicos acompanhados
3.2 DIAGNOSTICO
no CDME...............................................
DE LEPTOSPIROSE
5
5
8
9
15
3.2.1 Preparo de meios e materiais
16
3.2.2 Soroaglutinac;:ao Microsc6pica
19
3.3 LAUDO..............................................................................................................
24
3.4 LAVAGEM E ESTERILlZA<;AO
25
DE MATERIAIS
4 CONCLUsAo...................................................
27
REFERENCIAS
28
ANEXOS
BIBLIOGRAFICAS..........
29
LlSTA DE TABELAS
TABELA 1- Femeas Vacinadas entre 3 e 8 meses
14
TABELA 2- Femeas nao vacinadas e machos
14
iii
LlSTA DE FIGURAS
Figura 1- Colonia de Brucella abortus
.
Figura 2- Testiculos com presen<;:a de orquite
6
7
Figura 3- Utero com les6es necroticas.......
7
Figura 4- Materias utilizados no teste do ATA.
10
Figura 5- Interpreta<;:ao do AT A.........
11
Figura 6- Rea<;:6es do 2- ME........................................................................
13
Figura 7- Leptospira Medium Base..............................................................
17
Figura 8- Meio de Ellinghausen em tubos.
17
Figura 9- Antigenos
18
repicados...............................................................................
Figura 10- Solu<;:ao Salina Tamponada
9%............................................................
18
Figura 11- Materiais Utilizados...............
20
Figura 12- Microscopio de Campo Escuro..............................................................
20
Figura 13- Dilui<;:aodo soro sanguineo
21
Figura 14- Adi<;:ao do antigeno....
21
iv
RESUMO
Este trabalho tern a finalidade de relatar as atividades desenvolvidas
durante 0 estagio curricular, realizado no Centro de Diagnostico Marcos EnrieUi,
no periodo entre 02 de agosto e 01 de outubro de 2004, no setor de Bacteriologia,
tendo como area de concentra9ao,
diagnostico sorologico de Brucelose e
Leptospirose.
Palavras-chave:
Brucelose, Leptospirose, Sorologia.
v
1INTRODUC;Ao
Este
relatorio
estagio curricular,
descreve
todas
compreendido
as atividades
realizadas
Marcos Enrietti, no setor de Bacteriologia,
diagnostico
de Brucelose
importancia,
importancia
e Leptospirose.
pois pude conhecer
e processos,
responsaveis,
atraves
e Leptospirose
portanto,
de programas
recebem
e legislayoes
controle dessas enfermidades.
No periodo
maneira
amostras
certa
de se coletar
processamento
para diagnostico,
sao doenyas
atenyao
extrema importancia
de
que visam
sanguineas,
retirada
suas
oficiais
a erradicayao
de estagio, foi possivel
de materiais, embalagem
conhecer
do soro
e
a
e seu
tive noyoes de
e acondicionamento,
que sao de
para a realizayao dos exames. Alem da parte tecnica, tive a
conhecer
experi€mcias, auxiliaram
fosse concluido.
para
de grande
dos orgaos
ate a conclusao de um laudo confiavel. Tambem
higiene e esterilizayao
oportunidade
na area de sorologia
Todo trabalho realizado foi de extrema
os metod os utilizados
pois Brucelose
socio economica,
de
entre agosto e outubro de 2004 no Centro de
Diagnostico
tecnicas
no periodo
profissionais
capacitados
no meu trabalho e contribuiram
que
transmitiram
suas
para que este relatorio
2
2 IDENTIFICAyAo
o
DA EMPRESA
Centro de Diagnostico
Marcos
Enrietti foi criado com a finalidade
de
auxiliar a estrutura de Defesa Sanitaria Animal, criada em 1975 pela Secreta ria da
Agricultura do Estado do Parana.
Como nao dispunha de espa90 fisico proprio, em 09/01/1981,
um convenio
com 0 Setor de Ciencias Agrarias
estrutura do Departamento
de Anatomia,
setor a fim de treinar os profissionais
formou- se
da UFPR que cedeu a antiga
alem da acessoria
dos professores
do
necessarios e por fim, iniciar os diagnosticos
laboratoriais e estudos que complementam
a Defesa Sanitaria Animal.
Os serviyos oferecidos pelo laboratorio sao:
- Realiza9ao de exames laboratoriais
para diagnostico
de enfermidades
dos
animais e vegetais;
- Emissao e remessa de laudos oficiais dos exames realizados ;
- Elaborayao de material tecnico para orienta9ao profissional na area animal
e vegetal;
- Manual de Remessa de Amostras para exame laboratorial;
- Guia de Necropsia de aves;
- Guia de Necropsia de peixes;
Os diagnosticos
realizados em todos os setores do CDME sao:
FITOPARASITOLOGIA
- Exames nematologicos
- Exames entomologicos
3
FITOPATOLOGIA
- Exame macro e microsc6pico
com preparo de lamina
- Isolamentos
- Inoculayao em plantas testes
- Na pre-cultura da batata sao realizados: Exame virol6gico de tuberculos
BACTERIOLOGIA
ANIMAL
- Leptospirose
- Swab em geral
- Brucelose
- Mastite
- Tuberculose
- Salmonella
- Corinebacterium
- Clostridiose
- Pasteurella
- Colibacilose
- Campilobacteriose
- Epidermite exudativa
- Pseudotuberculosis
MICROBIOLOGIA
DOS ALiMENTOS
- Isolamento e identificayao de microorganismo
HISTOPATOLOGIA
patog€mico nos alimentos
E NECROPSIA
- Tecnicas de necropsia
- Tecnicas padrao para preparayao de corte histol6gico
4
- Tecnicas especiais de colorayao
PARASITOLOGIA
- Identificayao e contagem de ovos de helmintos e oocistos de protozoarios
- Identificayao de parasitas, larvas e hematozoarios
- Lavado prepucial e vaginal
- Hemaglutinayao
pass iva para identificayao de toxoplasmose
VIROLOGIA
- Raiva (RA)
- Peste Suina Classica (PSC)
- Diarreia Viral Bovina (BVD)
- Anemia Infeciosa Equina (AlE)
- Leucose
- Lingua Azul
- Rinotraqueite
Infecciosa Bovina (IBR)
- Doenya de Aujeszky
- Encefalomielite
Equina Leste (EEE)
- Encefalomielite
Equina Oeste (WEE)
- Parvovirose Suina
- Rotavirus
o
laborat6rio
ainda disp6e de setores para prepare de meios de cultura,
higienizayao e esterilizayao
de materiais e infect6rio.
5
3 ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS
As atividades
Bacteriologia,
desenvolvidas
especificamente
no periodo de estagio, abrangem
sorologia
para
diagnostico
de
a area de
Brucelose
e
Leptospirose.
Atraves de requisic;:ao expedida
por profissional
competente,
nome do profissional,
numero de registro junto ao orgao
assinatura
do rebanho
e historico
amostras sao protocoladas
ou animal,
lim pido
identificado
e
idade, sexo, especie
0
carimbo,
e rac;:a. As
na recepc;:ao.
No caso de exames sorol6gicos,
sanguineo
contendo
de classe,
(sem
deve- se enviar no minima 1mL de soro
presenc;:a
acondicionado
em
de
caixa
hemacias/hemolise),
de
isopor
sob
devidamente
refrigerac;:ao
ou
congelamento.
Apos a recepc;:ao, 0 material e encaminhado
exames solicitados,
para 0 setor de Bacteriologia
3.1 DIAGNOSTICO
No
mes
diagn6stico
de
vai
para a realizac;:ao de testes de soroaglutinac;:ao.
agosto,
foram
quando
acompanhados
testes
foram processadas
sorol6gicos
1038 amostras
para
de soro
das quais 703 suinas e 335 bovinas.
A brucelose
e uma doenc;:a infecto contagiosa
genero Brucella, que provoca graves transtornos
capsuladas
nem
esporuladas,
intracelulares
dependendo
da especie.
podem
facultativos
ser
e formam
causada
reprodutivos.
distribuic;:ao universal. As brucelas sao cocobacilos
parasitas
pelos
0 soro sanguineo
DE BRUCELOSE
de Brucelose,
sanguineo,
aos setores responsaveis
no caso de Brucelose e Leptospirose,
por bacterias
E
uma zoonose de
gram negativos,
aerobias
col6nias
ou
do
imoveis, nao
microaerofilas.
do tipo lisa.ou
Sao
rugosa,
6
Figura 1: Colonia de Brucella abortus
Muitos paises da Europa e America do Norte, mantem essa doen<;:a
controlada.
Todas
as especies
animais
sao sensiveis,
assim,
B. abortus
geralmente infecta bovinos, mas pode causar enfermidades em outros animais.
Isso ocorre com outras especies de brucelas tambem (CORREA,
CORREA,
1992). A idade dos animais influencia na apresenta<;:ao da doen<;:a, ocorrendo
principalmente em animais puberes, em bora possa ocorrer em animais impuberes.
As fontes de infec<;:aomais comuns sao agua, fomites contaminados por aborto,
placenta no ambiente, insemina<;:ao artificial, manejo inadequado ao parto entre
outros. A doen<;:ase mantem endemica e normalmente nao apresenta letalidade
ou mortalidade. Somente fetos ou neonatos podem vir a obito, animais adultos nao
morrem por essa enfermidade.
A B. abortus geralmente entra no organismo do hospedeiro pelas mucosas
oral ou nasal, posteriormente iniciam sua multiplica<;:ao e sao fagocitadas.
Essas
bacterias podem sobreviver dentro doa macrofagos por longos periodos. Apos a
multiplica<;:aoa B. abortus e transportada livre ou dentro de macrofagos, causando
a dissemina<;:ao para varios orgaos por via linfatica ou hematogena. As bacterias
localizam- se principal mente nos linfonodos, ba<;:o,aparelho reprodutor masculino,
ubere e utero. Eventualmente podem se instalar ns articula<;:6es(PNCEBT, 2003).
7
Com
0
desenvolvimento da imunidade celular apos
0
primeiro aborto, ha uma
diminui<;ao no numero e tamanho das lesoes, diminuindo
as ocorrencias
de
abortos, apresentando reten<;ao de placenta, natimortalidade ou nascimento de
bezerros fracos.
Em bovinos e bubalinos,
0
principal sinal ciinico e
0
aborto, que ocorre
aproximadamente aos sete meses de gestac;;ao. Geralmente os abortos sao vistos
em novilhas susceptiveis e nao vacinadas. A maioria dos abortos ocorrem no ter<;o
final da gesta<;ao.
infectado.
E
comum ocorrerem surtos de abortos dentro de um rebanho
As principais
sequel as do aborto sao reten<;ao de placenta
e
subsequente metrite. Em machos, observa- se a presen<;a de rea<;ao inflamatoria
aguda, seguida de infec<;ao cronica, normalmente
assintomatica.
As bacterias
podem se instalar nos testiculos, epididimos, vesiculas e ampolas seminais. Pode
apresentar orquite uni ou bilateral e lesoes articulares.
Figura 2: Testiculos
o
com
presenc;:a de orquite
Figura 3:
Utero com les6es necr6ticas
diagnostico de brucelose pode ser direto, obtendo
0
isolamento
de
brucelas nos tecidos ou sorologicos, baseados na dinamica das imunoglobulinas
em diferentes estagios da resposta imune,
0
que permite a existencia de varios
testes sorologicos, que identificam a presen<;a de anticorpos nos fluidos corporais
8
como soro sanguineo,
leite, semen e muco vaginal. Os testes sorologicos
na Instruc;;ao Normativa
nO6 de 08/01/2004,
Leite, Antigeno Acidificado Tamponado,
citados
SDA, MAPA, sao Teste do Anel em
Teste do 2- Mercaptoetanol,
Prova Lenta
em Tubos e Fixac;;ao de Complemento.
Os testes sorologicos
realizados no Centro de Diagnostico
Marcos Enrietti
sao:
Triagem: Teste do Antigeno Acidificado Tamponado
Testes confirmatorios-
(AAT ou ATA)
Teste do 2- Mercaptoetanol
Prova Lenta em Tubos
3.1.1 Prepar~ de Materiais Para Realizac;;ao dos Testes para Diagnostico
de
Brucelose:
Grande parte dos materiais utilizados para os exames necessita de preparo
previo, que e realizado
na sala de Preparo de Materiais ou na propria sec;;ao de
Bacteriologia.
Para os testes diagnosticos
de Brucelose
os materiais que necessitam
de
preparo sao:
- Soluc;;ao Salina 0,85%
- Soluc;;ao de Fenol 0,5%
- Soluc;;ao de Antigeno da Prova Lenta a 2%
- Soluc;;ao de 2- Mercaptoetanol
Os antigenos
para a realizac;;ao dos Testes do ATA e Prova Lenta sao
produzidos e comercializados
pelo TECPAR (Instituto de Tecnologia
partir da Brucella Abortus atenuada.
do Parana), a
9
- Solu<;:ao Salina 0,85%:
Oiluir 8,5 9 de Cloreto
homogeneizar
de S6dio
em 1000
mL
ate a completa dilui<;:aodo sal. Acondicionar
de agua
destilada,
em frascos de 100 mL,
identificar e autociavar a 1210 C, durante 15 minutos. Manter sob refrigera<;:ao.
- Solu<;:ao Fenolada a 0,5%:
Adicionar
10 ml de solu<;:ao de fenol 5% (estoque)
a 90 mL de solu<;:ao
salina 0,85%. Manter sob refrigera<;:ao.
- Solu<;:ao de Antigeno da Prova Lenta:
Adicionar 2 mL de Antigeno da Prova Lenta em 98 mL de solu<;:ao salina a
0,85%. Homogeneizar
e refrigerar a mistura.
- Solu<;:ao de 2- Mercaptoethanol:
Oiluir
0,7
homogeneizar,
mL
de
2-
acondicionar
ME
em
99,
em frasco
3 mL
ambar
de
solu<;:ao salina
e manter
sob
0,85%,
refrigera<;:ao. A
solu<;:ao permanece estavel por 7 dias.
3.1.2 Testes Sorol6gicos Acompanhados
no COME:
- Teste de Triagem: Antigeno Acidificado Tamponado
- Oescri<;:ao: Utiliza
inativada, diluida
Rosa
Bengala.
- se como
antigeno
a 8% em solu<;:ao tampao
Esse
teste
baseia-
Eo considerado
se
(AAT ou ATA)
a bacteria
Brucella
abortus,
com um pH de 3,65 e corado com
na inibi<;:ao de algumas
um exame
aglutininas
inespecificas
(lgM).
de baixa especificidade
sensibilidade,
nao demonstra a titula<;:ao do soro analisado. 0 pH acido da mistura
e alta
entre 0 soro e 0 antigeno inibe a aglutina<;:ao do antigeno pelas IgM. Este exame
indica com maior precocidade
Tubos.
infec<;:6es recentes em rela<;:ao a Prova Lenta em
10
- Materiais utilizados:
Antigeno Acidificado Tamponado (TECPAR)
Soro sanguineo
Placa de vidro
Pipetador automatico ou pipeta de Bang
Ponteiras
Extensor multiplo
Conta- gotas calibrado (30 ~I)
Figura 4: Materiais
utilizados
no teste do ATA
- Tecnica: aplicar na placa de vidro 0,03 ml do soro sanguineo
testado,
adicionar
homogeneizar com
ao lado
0
0,03
ml de Antigeno
Acidificado
a ser
Tamponado,
extensor multiplo e realizar movimentos basculantes com a
placa durante 4 minutos.
- Interpretayao: presenya de aglutinayao de qualquer intensidade (grumos)
reagente
auselncia de aglutinayao
=
nao reagente
II
Figura
5: Interpreta<;ao
do ATA
Das 703 amostras de sora sanguineo
suino analisadas,
13 amostras
apresentaram aglutina9ao.
Conforme a Instru9ao Normativa nO 19 de 15/02/2002, SDA, MAPA, todo
sora suino que se mostrar reagente ao teste de triagem (ATA) obrigatoriamente
deve ser submetido as pravas complementares do 2- Mercaptoetanol ou Fixa9ao
de Complemento.
No caso de bovinos, a Instru9ao Normativa, SDA nO 06 de 08/01/2004,
MAPA determina que animais reagentes ao ATA poderao ser submetidos a testes
confirmat6rios ou, a criterio do medico veterimirio habilitado, serem destin ados ao
sacrificio ou destrui9ao.
- Testes Confirmat6rios:
- Soraaglutina9ao pelo 2- Mercaptoetanol
- Descri9ao: prava quantitativa que indica a presen9a de IgG no soro
sanguineo, (imunoglobulina indicativa de infec9ao cronica). 0 mercaptoetanol, tem
o poder de degradar IgM, mantendo apenas a IgG inalterada. 0 2- ME deve ser
realizado paralelamente a Prava Lenta em Tubos.
12
- Materiais utilizados:
Soluc;:ao de Mercaptoetanol
0,1 molar
Soluc;:ao de Antigeno da Prova Lenta a 2%
Tubos de ensaio (4 por amostra)
Pipetas de Bang
- Tecnica:
Identificar os quatro tubos com as titulac;:oes 1:25, 1:50, 1:100,
1:200 e adicionar respectivamente
0,08, 0,04, 0,02 e 0,01 mL de sora sanguineo.
Apes este processo, em uma capela de exaustao, adicionar 1 mL de soluc;:ao de 2
ME em cada tubo, homogeneizar
as amostras e deixar em temperatura
ambiente
durante 1 hora. Apes este periodo, colocar 1 mL de soluc;:ao de AnUgeno da Prova
Lenta em todos os tubos, homogeneizar
necessario 0 processamento
monitoramento
e incubar a 37° C durante 48 horas.
E
conjunto de soros controle positivo e negativo para
das soluc;:oes empregadas.
- Interpretac;:ao: Se
0
liquido
apresentar-se
limpido,
agitac;:ao suave nao romper os grumos, a reac;:aoe considerada
Se
0
liquido
permanecer
turvo,
com
grumos
e a
positiva.
sem
a presenc;:a de
grumos ou grumos sensiveis a agitac;:ao, a reac;:aoe negativa.
A reac;:ao pode apresentar-se
definidos e
0
incompleta quando houverem grumos menDs
liquido estiver parcialmente turvo.
13
Figura 6: Rea<;6es do 2- Mercaptoetanol
- Prova Lenta em Tubos
- Descri9ao: Tambem conhecida como soroaglutina9ao
(SAT). Eo realizada paralelamente
lenta em tubos
ao teste do 2 ME e tambem utiliza soros
controles positiv~ e negativo. Aponta titulos de anticorpos em animais recem
vacinados ou vacinados ap6s os oito meses de idade.
- Materiais utilizados:
Solu9ao Fenolada a 0,5%
Solu9ao de Antigeno da Prova Lenta a 2%
Tubos de ensaio (4 par amostra)
Pipetas de Bang
- Tecnica: confarme teste do 2- Mercaptoetanol
- Interpreta9ao: confarme teste do 2- Mercaptoetanol
14
Conforme
complementares
Instru<;:ao
para
0
Normativa
diagnostico
nO 6
de
08/01/2004
as
provas
da Brucelose em bovinos e bub ali nos devem
obedecer os seguintes criterios:
Tabela 1-
Femeas
vacinadas
entre 3 e 8 meses com idade superior
a 24
meses:
Prova Lenta
< ou
> ou
2- ME
= a 1:50
= a 1:100
> ou - a 1:25
interpreta<;:ao
< 1:25
negativo
< 1:25
inconclusivo
> ou - 1:25
positiv~
Tabela 2- Femeas nao vacinadas e machos com idade superior a 8 meses:
Prova Lenta
2- ME
interpreta<;:ao
< ou = a 1:25
< 1:25
negativo
> ou - a 1:50
< 1:25
inconclusivo
> ou = a 1:25
> ou = a 1:25
positiv~
OBS:
Veterinario
Animais
habilitado,
reagentes
inconclusivos
ser submetidos
retestados apos 30 a 60 dias, usando
0
poderao,
a criterio
do
Medico
ao teste de Fixa<;:ao de Compiemento
ou
teste do 2- ME ou ainda ser destinados
ao
sacrificio ou destrui<;:ao.
As 703
negativas.
amostras
de soro
suino
processadas,
apresentaram
Das 335 amostras de soro bovino, 54 apresentaram
para 0 teste do 2- ME. Eo importante
ressaltar
reagentes ao teste do Antigeno Tamponado
rea<;:6es
rea<;:6es positivas
que esses soros ja haviam side
Acidificado.
15
3.2 DIAGN6STICO
DE LEPTOSPIROSE
A Leptospirose e uma enfermidade
Leptospira
interrogans,
movel,
causada por uma bacteria denominada
nao capsulada,
nao esporulada,
em forma
de
espiral. Genero pertencente a ordem Spirochaetales.
Todos
apresentam
os
mamiferos
sao
susceptiveis
ou silvestres,
sinais
portadores
reservatorios
clinicos,
infectando
infeclfao,
uma maior resistencia ao agente etiologico.
em qualquer faixa etaria. Os transmissores
principais
a
os animais
0 ambiente
ser reservatorios
Pode acometer
felinos
animal
0
que mantem 0 agente nos rins. Os
sao suinos, bovinos e caes. Apos
podem
eliminar
e conseqOentemente
permanentes.
os
ou receptores, sao animais domesticos
ou convalescentes
domesticos
mas
leptospiras
na urina
outros animais.
0
fim dos
varios
dias,
Os ratos costumam
A doenlfa e endemica e sua morbidade e bastante
alta em varios paises, porem a letalidade e baixa (CORREA, CORREA,
1992).
Por meio de aguas de lagoas e riachos com f1uxo lento, ou por qualquer
fonte de agua ou alimento contaminado
por urina, a Leptospira interrogans
penetra
na pele do animal ou e ingerida, entra pelas mucosas e ap6s dois ou cinco dias, a
leptospira
chega
principalmente
leptospiruria
a
circulalfao,
figado,
(CORREA,
anticorpos circulantes
multi plica- se ativamente
balfo e rins, provocando
CORREA,
1992).
tambem
leptospiremia
Na
que aparecem inicialmente
infeclfao
nos orgaos,
e posteriormente
leptospiras,
os
sao as IgM e posteriormente
por
as
IgG.
Os animais pod em apresentar quadros febris, ictericia, hemoglobinuria,
caes
a taxa
infertilidade
doenlfa
de
e alta. Animais
e queda na produlfao
nao e observada,
podem apresentar
mesmo
letalidade
quando
reprodutores
em
apresentar
leiteira. Em bovinos e sui nos normal mente a
devido aos sinais clinicos
discretos,
letargia, febre e anorexia. As leptospiras
ha aparente
podem
cura
da doenlfa.
Os
porem bezerros
permanecer
animais
podem
leptospiras na urina por quatro a seis meses apos 0 fim dos sinais clinicos.
nos rins
excretar
16
Diagnostico:
observa<;:ao de sinais clinicos, diagnostico
laboratorial,
atraves
de sangue e urina, isolamento das leptospiras em meio de Fletcher ou sorologia,
at raves da soroalgutina<;:ao microscopica.
No mes de setembro,
para
0
diagnostico
de
realizei 0 acompanhamento
Leptospirose.
Neste
periodo,
de testes sorologicos
foram
processadas
201
amostras, sendo 1 de bovino, 179 de suinos e 21 de caes, tendo como rea<;:ao
de caes. 0 diagnostico
posit iva apenas 4 amostras
normalmente
realizado
no CDME
e a sorologia,
laboratorial
atraves
de leptospirose
da Soroaglutina<;:ao
Microscopica.
3.2.1 Prepar~ de Meios e Materiais:
- Meio de Ellinghausen Liquido
- Meio de Ellinghausen Semi- Solido
- Antigenos
Especificos
- Solu<;:ao Salina Tamponada
Descri<;:ao:
- Meio de Ellinghausen Liquido:
Em um Erlenmeyer,
produto comercial)
colocar
minutos. Apos este periodo,
(Difco
TM)
e homogeneizar.
150 mL. Armazenar
esterilidade
2,3g de Leptospira
Medium
e 900 ml de agua destilada. Autoclavar
adicionar
Distribuir
0
Base EMJH
a 121° C durante
100 mL de Leptospira
Enrichment
(
15
EMJH
meio em frascos com tampa - volume de
sob refrigera<;:ao ate a distribui<;:ao em tubos. Para certificar a
do meio e dos materiais, os frascos contendo 0 meio de cultura sao
incubados a 37° C por 48 horas e posteriormente
de comprovada
a esterilidade
a 30° C durante 24horas. Depois
do meio, distribuir aproximadamente
em tubos com tampa rosqueavel e armazenar em temperatura
5mL de meio
ambiente.
17
Figura 7:Leptospira Medium Base EMJH e
Figura 8: Meio Uquido de Ellinghausen em
Leptospira Enrichment EMJH
tubas
- Meio de Ellinghausen Semi S6lido:
Em um Erlenmeyer aferido de 500 mL, colocar 1, 15 9 de Leptospira
Medium Base EMJH e diluir em 450 mL de agua destilada. Homogeneizar
e
acrescentar 0, 5 9 de agar (Agar Noble Dileo). Esterilizar a 121 ° C por 15 minutos.
Aquecer
0
enriquecimento durante 10 minutos em banho Maria a 46° C antes de
adicionar ao meio. Ap6s este periodo, adicionar
0
enriquecimento ao meio base,
homogeneizar e distribuir cerca 5 ml em tubos com tampa. Testar a esterilidade do
meio a 30° e 37° C durante 48 horas.
- Antigeno:
Sao culturas dos sorovares de Leptospira interrogans, mantidas em meio
de Ellinghausen, que sao repicadas semanalmente para novos meios. As culturas
sao incubadas
Somente
a
temperaturas de 28- 30° C, durante aproximadamente
utilizadas
para
diagn6stico
de
Leptospirose
aquelas
7 dias.
que
nao
apresentarem contamina<;:ao, autoaglutina<;:ao e que contenham cerca de 100 a
200 leptospiras por campo. As culturas sao repicadas, ap6s analise do antigeno,
coloca- se 0,5 mL do antigeno a ser repicado em 5 mL de meio de Ellinghausen
liquido. Incubar por 7 dias e verifica- se a concentra<;:ao e crescimento
das
18
leptospiras. A confeq:ao de meios e repique de antigenos devem ser realizadas
em fluxo laminar.
Figura 9: Antigenos
repicados
Solugao Salina Tamponada 0,9%:
Diluir 9 9 de Cloreto
de S6dio
em
1000 mL de agua
Homogeneizar ate a completa diluigao do sal. Acondicionar
destilada.
em frascos com
aproximadamente 200 ml e autoclavar a 1210 C durante 15 minutos. Ap6s este
periodo, conservar a solugao no refrigerador.
Figura
10: Solu<;ao Salina Tamponada
9%
19
OBS: 0 repique no meio semi- solido e realizado a cada 3 meses e adotase 0 mesmo procedimento
utilizado para 0 meio liquido (0,5 mL de antigeno para
5 mL de meio de cultura) e incubaC(ao a 28° C- 30° C durante 7 dias. As culturas
sao guardadas
em armarios
e utilizadas
quando necessario
para reposiC(ao da
bate ria mantida em meio liquido.
3.2.2 SoroaglutinaC(ao Microscopica
Para a Prova da SoroaglutinaC(ao Microscopica,
leptospiras
vivas, que identificam
soroaglutinaC(ao microscopica
anticorpos
sao utilizadas
especificos
presentes
culturas de
no
SOfo.
A
possui duas etapas:
- Triagem:
- OescriC(ao: Tem a finalidade de verificar a possivel presenC(a de anticorpos
no soro sanguineo
e de identificar
0
sorovar causador da infecC(ao. Os sorovares
utilizados nos exames, sao determinados
de acordo com a especie do animai a
ser testado e prevalencia na regiao:
Suina:
grippotyphosa,
Leptospira
icterohaemorrhagiae,
L.
L. hardjo e L. Bratislava.Conforme
canicola,
L.
pomona,
L.
determinaC(ao da InstruC(ao
Normativa nO 19 de 15/02/2002.
Equina e canina:
pyrogenes,
L. autumnalis,
L. icterohaemorrhagiae,
L. pomona,
L. copenhageni,
L. grippotyphosa,
L. canicola,
L.
L. wolffi, L. hardjo e L.
bratislava ..
Bovina: L. icterohaemorrhagiae,
L. pomona, L. grippotyphosa,
L. copenhageni,
L. hebdomadis,
L. canicola, L. pyrogenes,
L. wo/ffi, L. tarassovi,
L. hardjo e L.
bratislava.
Caprina e ovina: L. icterohaemorrhagiae,
autumnalis, L. pomona, L. grippotyphosa,
L. copenhageni,
L. canicola,
L. wolffi, L. hardjo e L. bratislava.
L.
20
- Materiais utilizados: Antigenos especificos para a especie (leptospiras
mantidas em meio liquido de Ellinghausen)
Soluc;;aosalina tamponada
Pipetasl micropipetador
Placas e microplacas com fundo em "U"
Soro a ser testa do
Microscopio de campo escuro
Figura 11: Materiais Utilizados
Figura 12: Microscopio de Campo Escuro
- Tecnica: diluir 100111do soro a ser testado em 4,9 mL de soluc;;ao salina
tamponada 0,9% (diluic;;ao1: 50). Colocar 0,05 mL do soro diluido em cada orificio
da microplaca (correspondente
ao numero de antigenos
a serem testados).
Acrescentar 0,05 mL dos antigenos a serem testados nos orificios da microplaca
(diluic;;ao 1: 100). Formar um fileira controle para verificar as condic;;6es do
antigeno, onde coloca- se 0, 05 mL de soluc;;aosalina tamponada e 0, 05 mL do
antigeno correspondente. Homogeneizar suavemente a placa e incubar a 37° C
por 1 hora.
21
L
Figura 13: Dilui,ao do soro sanguineo
Figura 14: Adi9iio do anligeno
- Interpretar;:ao: preparar laminas de 25 X 75, que ja deverao
estar
previamente lavadas e mergulhadas em alcoo!. Colocar em uma placa de Petri um
pedar;:o de papel filtro. Manter um frasco de vidro boca larga com cloro a 10%
proximo ao microscopio para
0
descarte das laminas apos leitura. Com alr;:a
bacteriologica, tirar de cada por;:o a alr;:a cheia e colocar na lamina na ordem em
que esta na placa a numerar;:ao ou a criterio do tecnico. Examinar sem laminula,
em microscopio com condensador de campo escuro a seco, com objetiva 10 X e
ocular de 10 a 16 X. anotar
referencia
0
respectivo
0
grau de aglutinar;:ao para cada antigeno, tendo como
controle.
0 soro
e considerado
reagente
quando
apresentar aglutinar;:ao com 50% em relar;:ao ao controle. Este sera submetido
a
prova de titular;:ao.
- Resultados observados: apenas 4 amostras de soro sanguineo caninG
apresentaram aglutinar;:ao de leptospiras, sendo submetidos
a titular;:ao.
- Titular;:ao:
- Definir;:ao: a titular;:ao do soro positivo tem a finalidade de determinar a
quanti dade de anticorpos
presentes
nas diferentes
concentrar;:oes do soro
sanguineo. A partir do soro diluido 1: 50 (utilizada na triagem), sao feitas as
diluir;:oes que variam de 1: 100 ate1: 12800. Com a titular;:ao e possivel verificar se
22
o animal esta apresentando
uma reac;:ao vacinal, infecc;:ao e tambem acompanhar
a regressao da doenc;:a. Neste teste sao utilizados apenas
0
(s) sorovar (es) que
aglutinaram no teste de triagem.
- Materiais utilizados:
Soro sanguineo
Soluc;:ao Salina Tamponada
pH 7,6
Microplacas
Microscopio de Campo Escura
Antigeno Especifico (soravar)
Pipetador Automatico com Ponteiras
- Tecnica:
micraplaca.
orificios.(o
colocar
100fll do soro diluido
(1: 50) no primeira
Colocar 0,05 mL de soluc;:ao salina tamponada
numera de orificios corresponde
orificio
da
pH 7,6 nos demais
as titulac;:6es). A partir da diluic;:ao do
soro a 1: 50, preparar as diluic;:6es ao dobro, 1: 100, 1: 200, 1: 400 ... 1: 3200, em
micraplaca. Apos homogeneizar,
pipetar 50 fll da primeira diluic;:ao para a segunda
e proceder assim ate a diluic;:ao fina, desprezando05 mL do antigeno correspondente
fileira
contrale,
correspondente.
colocar
0,05
se os 50 fll finais. Adicionar
em cada orificio que contem 0 soro diluido. Na
mL de soluc;:ao salina
e 0,05
mL do antigeno
Incubar a 37° C por 1 hora.
- Interpretac;:ao: A aglutinac;:ao de 50 % ou mais de leptospiras
ao controle e considerado
positiv~. 0 titulo sera equivalente
ainda houver 50% ou mais de leptospiras
aglutinadas
em relac;:ao
a diluic;:ao em que
em relac;:ao ao contrale.
Para caes, 0 soro que apresentar titulo maior que 1: 100 e considerado
Em outras especies,
apresentar
0,
historico
a titulac;:ao 1: 200 considera
de problemas
repradutivos)
(0 animal
e
0
titulo
suspeito
positiv~.
se nao
1: 400 ou maior,
considerar 0 animal positiv~. Reac;:6es vacinais apresentam titulac;:ao entre 1: 100 e
1: 200. Este titulo permanece por aproximadamente
4 meses.
- Resultados observados:
nas quatro amostras positivas, foram encontradas
leptospiras do sorovar copenhageni.
Em sui nos a incidencia
granjas
sao
atualizada.
certificadas
Normalmente,
de Leptospirose
e controladas,
os soros
sorovares que obrigatoriamente
sao L. pomona,
e praticamente
possuindo
sao enviados
programa
de
2 a 3 vezes
devem estar associados
L. grippotyphosa,
nula,
pois as
vacina9ao
por ano. Os
as vacinas para suinos
L. canicola, Licterohaemorrhagiae,
L. hardjo e
L. Bratislava.
Nos bovin~s, a vacina contra Leptospirose
IBR
ou sindromes
reprodutivas.
Os principais
e
incluida
nas vacinas contra
sorovares
que
devem
estar
presentes nas vacinas sao L. wolffi e L. hardjo.
Para
0
tratamento
dihidroestreptomicina,
em todas
da
leptospirose,
normalmente
dose unica, 25 mg/kg. que apresenta
as especies
acometidas
pel a doen9a.
utiliza-se
melhores
Em caes,
a
resultados
aconselha-
se a
administra9aO previa de penicilina para evitar problemas renais.
A dihidroestreptomicina
nao e eficiente
para 0 sorovar
hardjo, pois nao
elimina as leptospiras das vias genitais de bovinos, por isso e recomendado
da oxitetraciclina
durante 8- 11 dias, 300 mg/kg.
0 usa
24
3.3 LAUDOS
Sao
emitidos
logo
ap6s
a
obtenyao
dos
resultados
(titulayoes
ou
aglutinayao)
e encaminhados
em tres vias: a primeira via perlence ao laborat6rio,
a segunda
via
ao medico
e enviada
setor
de
veterimirio
Epidemiologia
da
solicitante
encaminhada
ao
Secreta ria
Abastecimento
do Parana. 0 laude contem a identificayao
do exame (se 0 animal reagiu ou nao aos antigenos),
utilizado
e finalmente
assinado
veterinario solicitante. (em anexo)
pelo tecnico
e a terceira
de
Agricultura
do animal,
caracteristicas
responsavel
e enviado
0
e
e
resultado
do antigeno
ao medico
25
3.4 LAVAGEM E ESTERILlZA~Ao
Possui ambiente apropriado
para estas atividades.
destilador de agua, duas autoclaves
para esterilizar
meios e materiais
estante de secagem
materiais
e realizada
Os materiais
cultura
DE MATERIAlS
A sala e composta
(uma para material
contaminado
limpos), duas estufas,
bacias
por
e a outra
para imersao,
e bancada com pia de inox. A lavagem e esterilizac;:ao de
por dois profissionais.
provenientes
da Bacteriologia,
(com ou sem crescimento
bacteriano),
normalmente
residuos
sao meios
de sangue,
de
tesouras,
pinc;:as,tubos de ensaio e vidrarias em gera!. Os materiais sao acondicionados
saco plastico apropriado,
devidamente
lacrados e colocados
na autoclave
em
a 1210
C durante 15 minutos. Ap6s este periodo, se a fita adesiva que lacra 0 plastico
nao apresentar
listras(o que indica contaminac;:ao) os materiais
sao retirados
e
diretamente colocados em agua corrente fria por alguns minutos.
Logo em seguida, os materiais sao imergidos em hipoclorito
por 24 horas e posteriormente
enxaguados
lavados
com agua e sabao
tres vezes em agua deionizada
e colocados
de s6dio 5%,
de coco liquido,
numa estante
para
serem secos naturalmente.
Depois de secos, os materias sao acondicionados
Material
limpo: Todos os materia is sao envolvidos
esterilizados,
as pipetas graduadas,
acomodadas em varios canister
sao embuchadas
de acordo com seu tipo.
em papel kraft para serem
com algodao hidrof6bico
e
para melhor conservac;:ao da esterilidade.
Todos os frascos com tampa, Erlenmeyer
papel aluminio antes de serem embrulhados
e Becker, sao envolvidos
com
em papel Kraft.
Os tubos que possuem tampas de rosquear sao empacotados,
cad a dez
unidades, depois os materiais sao estocados em armarios ate a hora do uso.
Material Contaminado:
laborat6rio, e devidamente
Todo material contaminado
que e desprezado
pelo
autoclavado e embalado em condic;:6es de isolamento e
recolhido pelo pessoal responsavel pelo lixo hospitalar uma vez por semana.
26
Todos os materiais
e meios produzidos
no laborat6rio
sao submetidos
a
tratamento termico antes de serem utilizados, na autoclave a uma temperatura
de
1210
de
C
durante
microorganismos,
15
minutos.
Esse
processo
otimizando 0 processamento
num laudo confiavel.
garante
a
ausencia
das amostras enviadas, resultando
27
4CONCLusAo
Na realizayao do estagio curricular e confecyao deste relat6rio, foi possivel
conhecer
as causas,
enfermidades
laboratorial
agentes
etiol6gicos,
de importancia
e muito
sinais clinicos,
no territ6rio
importante
nacional
na Medicina
les6es e controle
de
e no mundo. 0 diagn6stico
Veterinaria
e na saude
animal
e
humana. Com diagn6stico laboratorial peri6dico, e possivel detectar a doenya num
estagio
inicial,
acometidos.
estrategias
facilitando
Percebi
controle
0
a importancia
de controle
e evitando
da realizayao
de enfermidades,
que
outros
animais
de programas
que garantem
sejam
de vacinayao,
a sanidade
de um
rebanho.
A convivencia
troca
de
com profissionais
experiencia,
tao
importante
realizayao das atividades inerentes
Dessa forma,
recebidos
0
estagio
e aqueles vivenciados
durante 0 periodo
para
a pratica
aumentar
de estagio
nossa
propicia a
seguranya
na
profissional.
foi importante
para confrontar
no dia a dia, permitindo-me
os ensinamentos
entao, optar pelo
correto caminha a seguir na vida profissional que se inicia a partir de agora.
28
REFERENCIAS
BIBLIOGRAFICAS
CORREA, W. M.; CORREA, C. N. M; Enfermidades
Infecciosas dos Mamiferos
Domesticos; 2°ed. Editora Medsi- 1983.
Instruc;ao Normativa nO19 de 15/02/2002,
SDA, MAPA.
Instruc;ao Normativa nO06 de 08/01/2004,
SDA, MAPA.
PNCEBT, Versao Preiiminar, SDA, MAPA- 2003.
BEER, J.; Doenc;as Infecciosas
Roca-1988.
em Animais
Domesticos,
Volume
2, Editora
29
ANEXO 1
SECRETARlA
COYERNO
DO ESTADO
DO PARANA
DE [STADO DA ACRICULTURA
E DO ABASTECIMENTO
DEPARTAMENTO
DE FISCALIZACAO
CENTRO
DE DlAGNOSTlCO
MARCOS
ENRIETTI
SOLICITACAO
DE E)(AMES
PROTOCOLON·
'
PROPRlETARlo:
MUNICiPIO:
TELEFONE:
REMETENTE:
ENDERE<;:O:
ENDEREIO!:~~~i=~~~~~~~~i.j~;,'i~~~~~~
MATERIAL ENYlADO:
[SPECIE:
EXAlIIE:
crp:
CRMY:
N' DE AMDSTRAS:
ENTRADA:
BlST6ruco
DO ANIMAL
Mfd. Vel. Solidtante
Ficha de solicita<;:ao de exames do COME
_
30
ANEXO 2
SECR:T",R!A DE ESTADO DAAGRICULTURA E DO ASASTECIMENTC
-:JEI" RTAMENTO
DE FISCAlIZAYAO· OEF!S
;::ENTRO DE DIAGNOS1JCO
MARCOS ENRIETTI
FICHA DE PROTOCOLO
PROTO(:QLON'
_
I PI••,...~~,(;- ------------------------E.rot:tfOr;rJ' ------------------------I".tlr.:~.
CEP:
_
T,'-!~
_
R.tmQI~.:
CRI.1V/CREA:
_
En~""J·
I ':"ltl,*,Ef.,;.;~
___________
______
£1;..'.:- •.•..
f~oc:.k«\lI\I:
f.\)""'-/11n,J"
1,-
RESULTADO
i -------------------------
..
'
T knloo
Ficha de protocolo do CDME
Rosponsnvcl
_
N".
_
31
ANEXO 3
eS'TAOO 00 PARANA
SECRETARJA DE ESTADO DAAGRICULTURA E 00 ADASTECIMENTO
DEPARTAMENTO
DE FISCALIZACAo
CENTRO DE OlAGN6STICO "MARCOS ENRIETTj"
~
•••me 8.n160 57&, CIImpu.' UFPR, Juvov' ,CurlUbI, ParanA
CEP: JOO4O.J40; fonelFo __:("') »2-:14": E·mall:••• bedmtOpr.OQY.bt.
LAUDO
OI'ICIAL
PROTOCOLO
Proprietil!~:
End,,,,,,,,
Tc:lerune;
Rc:n)t'lc:ntc:
CRMVlPR
End:reoo:
M.ucrilllEn\'moo:
E5p6c:~
Ex.:amc:
EJlIr:Hi3:
RESULTAOO
l·da·R<mtlt"tHt
r,is {)cf"u)'~'iI
CJ)ME
AnAIkatrilde Oliveira
MM. Vel. CRM.V~Pr. 1310
Laudo oficial do COME