1º Semestre • 2013
ENTREVISTA
Em um bate-papo, Alexandre
Costa Nascimento conta um
pouco sobre a ideia de usar o
esporte como estilo de vida
OLHAR
Quando a palavra
"superação" ganha
outro sentido
COMO FAZER
Comer bem
para se exercitar
melhor ainda
Jogo de equilíbrio
Jovens esportistas aprendem, desde cedo, a conciliar treinos
e competições com os estudos
NO NOSSO REPERTÓRIO SÓ TEM
OBRAS-PRIMAS PARA A GAROTADA
APLAUDIR DE PÉ!
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Fleury, Mayara A. Haudicho, Mayara Gutjahr,
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Curitiba-PR | Prédio Administrativo PUCPR
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São Paulo-SP - CEP 04035-000 | (11) 5081-8444
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PROJETO GRÁFICO Estúdio Sem Dublê
DIAGRAMAÇÃO Julyana Werneck
FOTO DE CAPA Renata Duda
11ª Edição | 1º Semestre 2013
PERIODICIDADE Semestral
REVISÃO Editora Champagnat
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Rulian Maftum / DRT Nº 4646
SUPERVISÃO Danielle Sasaki (Grupo Marista) e Maria Fernanda Rocha
(Lumen Comunicação)
REDAÇÃO REDE Michele Bravos, Julio Cesar Glodzienski, Elizangela
Jubanski
REDAÇÃO LOCAL Andressa Ferreira (Goiânia), Camila Stivelberg
(Brasília), Carolina Veiga (Chapecó e Joaçaba), Daniela Nogueira (São
Paulo e Ribeirão Preto), Erika Gonçalves (Cascavel, Londrina e Maringá),
Kelly Erdmann (Jaraguá do Sul e Criciúma), Mahani Siqueira (Curitiba e
Ponta Grossa), Yolanda Drumon (Colégio Marista Arquidiocesano).
R. Amauri Lange Silvério, 270
Pilarzinho Curitiba-PR – CEP: 82120-000
Tel.: (41) 3271-4700
CAPA Isadora V. Guimarães Senff,
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esudante do Colégio Marista
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© Todos os direitos reservados. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.
índice
capa
8 O maior
desafio de
quem pratica
esporte está em
conciliar a prática
com os estudos.
Saiba como pais e
professores podem
auxiliar.
1ª impressão
dia a dia
entrevista
5 6 14 O Grupo Marista acredita que
o esporte é ponto importante
para a formação integral de
crianças e adolescentes. A prática
abre portas para o conhecimento e o
aprendizado de qualidade.
Educação física é porta de
entrada para uma vida
saudável, pautada pelo esporte.
Conheça de que forma isso é
abordado no colégio.
solidariedade
curiosidade
40 47 índice
como fazer
diversão
42 48 17 Jogos cooperativos inovam
brincadeiras tradicionais.
O diferencial é que todos saem
ganhando. Saiba como.
Saiba os segredos que o
asfalto guarda sobre as
corridas.
A Em Família conversou
com o primeiro brasileiro
a participar do Tour D'Afrique.
Ele relata seus sonhos sobre duas
rodas e diz como está sendo sua
experiência no continente africano.
seu colégio
Confira as
matérias
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seu colégio.
Incentivar a alimentação
saudável nos filhos pode
ser mais fácil com o exemplo e
acompanhamento dos pais.
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e aprendam a fazer
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juntos.
essência
compartilhar
olhar
32 44 46 Irmãos Maristas falam
sobre a importância do
esporte como ferramenta social.
Confira as dicas dos alunos
e professores sobre livros,
programas de TV, entre outros, cujo
tema é o esporte.
A experiência na
Paralimpíada de Londres,
em 2012, mudou a percepção do
jornalista Thiago Rocha sobre
desafios e conquistas.
Educaçãointeiro
por
1ª impressão
Fortificar o corpo e purificar a
alma, por meio do esporte, é, na visão de Champagnat, proporcionar
ao estudante Marista a possibilidade
de realizar suas atividades com força,
vontade e desejo de querer aprender
sempre e com qualidade.
A fidelidade à pedagogia Marista,
herdada do fundador, exige de nós,
educadores Maristas, atenção constante às tendências sociais e culturais de nosso tempo, pois exercem
profunda influência na formação da
consciência das crianças e dos jovens, assim como em seu bem-estar
espiritual, emocional, social e físico.
Para o Marista, educar
ultrapassa os limites do
ensinar conteúdos e conhecimentos formais,
acumulados ao longo da
história da humanidade.
Assim, o Marista, dentro de seus
colégios, cria, além de centros de recreação e de esportes, espaços onde
eles possam ter a oportunidade de se
encontrar e de expressar seu talento
criativo. Porque, para o Marista, educar ultrapassa os limites do ensinar
conteúdos e conhecimentos formais,
acumulados ao longo da história da
humanidade.
Para o Marista, educar uma criança
é iluminar sua inteligência formando
seu coração; é educar sua consciência
fazendo-lhe amar a virtude; é formar
sua vontade educando seu caráter; é
cuidá-la continuamente ajudando-a
a discernir sobre o que é certo e bom
para si; é inspirar-lhe o amor ao
trabalho e à vontade de querer ser
melhor que si mesma; é dar-lhe os
conhecimentos que lhe serão necessários em sua situação histórica e em
sua condição pessoal.
Por fim, educar uma criança, para
o Marista, é ocupar-se do seu desenvolvimento físico, por meio das
práticas esportivas e culturais que os
colégios Maristas oferecem, não por
capricho, mas sim por convicção de
que esse é o melhor modo de educar
e formar bons cristãos e virtuosos cidadãos, para hoje e para amanhã.
Boa Leitura!
Ir. Paulinho Vogel
Diretor-executivo
da Rede Marista
de Colégios
© Foto: João Borges
Nossa Em Família deste semestre
é sobre esporte. Na verdade, é sobre
educação, pois entendemos que tudo
o que fazemos no Marista está ligado
a esse tema. E o esporte, aliado a uma
série de outras atividades, torna nossa
proposta educativa diferenciada.
O Grupo Marista, desde São Marcelino Champagnat, seu fundador, oferece aos alunos dos Colégios Maristas
educação integral de qualidade. Integral, pois suas atividades pedagógicas,
junto às crianças e jovens, abarcam
todas as dimensões do ser humano.
Está explícito em nossa Missão Educativa Marista: “Coerentes com o nosso
ideal de proporcionar uma educação
verdadeiramente integral, incluímos
nas experiências de aprendizagem dos
nossos educandos a educação física,
da saúde e do meio ambiente. Estimulamos as atividades esportivas como
meio para desenvolver suas habilidades físicas e sua coordenação motora,
a formação da personalidade, o espírito de equipe, a disciplina pessoal,
o reconhecimento de suas próprias
limitações, a capacidade de aceitar
seus limites e o desejo de obter êxito”
(MEM, n. 137).
Como valor institucional, o Grupo
Marista, em suas várias instâncias
de atuação, seja nos hospitais, editoras, universidades ou colégios, preza
pela presença significativa. Na ação
escolar, procuramos prolongar nossa presença, dando significado a ela
junto aos nossos alunos, através do
tempo livre, do lazer, das atividades
esportivas e culturais, ou quaisquer
outros meios.
5
dia a dia
© Foto: Acervo Marista
Participação
dos alunos do
Colégio Marista
São Francisco
nas Olimpíadas
Maristas 2011.
Na aula de hoje:
desvendando o
esporte
O objetivo da Educação Física no
currículo pedagógico é incentivar
a prática esportiva,
apresentando-a de forma
teórica, prática e desafiadora
para o aluno. Saiba como.
6
Uma experiência que fica para a vida inteira! A
prática do esporte no dia a dia dos jovens e crianças
contribui para um melhor funcionamento do corpo
e da mente. Os estudantes, por meio de suas práticas
esportivas, significam e ressignificam sua presença no
mundo, pois por meio delas ampliam a sua relação
com os outros, respeitando as regras e as diferenças
entre si e desenvolvendo uma consciência mais crítica e política. Consequentemente, influencia no aproveitamento dos estudos em sala de aula e fortalece as
relações interpessoais. Pensando nestes benefícios, os
Colégios Maristas entendem o esporte como parte da
cultura corporal de movimento, bem como da formação integral dos alunos.
O Analista de Negócios do Grupo Marista, Honório
Hungria Junior, orientador das atividades dos Núcleos
de Atividades Complementares da Rede de Colégios,
afirma que o esporte é um meio para educação e “tem
relação direta com a qualidade de vida, interferindo no
relacionamento do sujeito consigo e com os outros”.
Para Alessandro Viegas Rodovalho, professor e coordenador de Modalidades do Núcleo de Atividades
Complementares (NAC) do Colégio Marista de Brasília, para esse vínculo interpessoal existir, é preciso
ONDE TUDO SE INICIA
O trabalho começa cedo. Brincadeiras e jogos são desenvolvidos com as
crianças, a fim de desenvolver o trabalho em equipe, o respeito à individualidade e às regras nas práticas esportivas.
Essa fundamentação básica, comum
a todas as modalidades, dá subsídios
para que a iniciação esportiva seja desenvolvida, de forma plena e eficaz, nas
séries mais avançadas. “No currículo
pedagógico não se tem o esporte como
competitivo ou de performance. Dessa
forma, ele é trabalhado respeitando e
adaptando-se às características de cada
indivíduo”, explica o supervisor do Núcleo de Atividades Complementares do
Colégio Marista Paranaense, Fernando
Knaipp Junior.
As aulas de Educação Física devem
trabalhar conceitos sobre a atividade física, contextualização e interpretação de
conhecimentos, além das práticas cor-
porais. “Nosso objetivo principal é o
incentivo à prática esportiva como
formação do ser humano enquanto
equipe”, conta Paula Melhado Gomes da Silva, coordenadora de Educação Física do Marista Paranaense.
OS INCENTIVOS
No Ensino Médio, uma das formas de motivação à prática é a
estruturação das aulas junto com
os alunos. “Neste ano, sentamos e
preparamos juntos a grade curricular das aulas de Educação Física.
É a tentativa de um envolvimento
mais efetivo”, explica a coordenadora de esportes do Colégio Marista São Francisco, Marlise da Silva.
Já no contraturno, são ofertadas
diversas modalidades para aqueles
que desejam ter uma rotina esportiva. “Dentro do treinamento, o colégio oferece toda a estrutura, com
técnicos especialistas, material de
alto padrão e todo o suporte necessário. Tudo o que é necessário
para o desenvolvimento do aluno
dentro da modalidade”, explica
Knaipp.
O ambiente físico também influencia no incentivo à prática. “Os
Colégios Maristas possuem ampla
área e instalações que permitem a
exploração das ofertas esportivas.
As modalidades esportivas muitas
vezes estão alinhadas com as realidades culturais de cada local”, completa Hungria.
© Foto: maristabsb/divulgação
um ambiente propício. “É importante
desenvolver um ambiente de respeito e
de busca pelo conhecimento. Assim, aos
poucos os alunos vão se desenvolvendo e
ampliando seu repertório motor”.
Olimar
As Olimpíadas ocorrem a cada dois anos
e são um dos maiores eventos esportivos
do Grupo Marista. As competições, resultados e conquistas vêm, naturalmente,
com o esforço dos alunos, que são os
verdadeiros protagonistas dessa história.
O objetivo dos Jogos é promover uma integração e troca de experiências, uma vez
que a cada ano a Olimar acontece em um
Colégio. “Temos a oportunidade de conhecer práticas com níveis diferentes do
nosso. Também podemos ter contato com
culturas regionais diferentes, ampliando
nosso ciclo de amizades em um ambiente
único”, afirma Rodovalho.
Colégio Marista
de Brasília em
participação
nas Olimpíadas
Maristas.
© Foto: Tatiane Pereira
Segundo a coordenadora de Esportes
do Colégio Marista São Francisco,
geralmente são das modalidades
oferecidas pelo Núcleo de Atividades
Complementares (NAC) que surgem
as equipes que participam das
Olimpíadas Maristas, conhecidas como
Olimar.
Alunos do
Colégio Marista
Paranaense
participando
do Projeto
Champagnat,
em 2012.
7
© Fotos: Renata Duda
capa
Crianças e adolescentes
descobrem no esporte
um espaço de desafios e
conquistas, mas também de
muita diversão e até de um
futuro profissional
8
As aulas de Ginástica
Artística também são
um momento para estar
entre amigas. Entre
uma acrobacia e outra,
as meninas não perdem
tempo para se divertir e
colocar o papo em dia.
Na contramão da inatividade –
comum entre alguns dessa geração
que preferem brincar com jogos
virtuais a pular corda ou andar de
bicicleta –, ainda existem crianças
que sonham em ser jogadores de futebol, ciclistas, atletas de alto nível.
João Pedro Custódio, 13 anos, 7º ano
do Colégio Marista Goiânia, faz parte
desse time seleto. Se não bastasse a
exceção, ele pratica automobilismo,
que, apesar de conhecido por seus
vários pilotos renomados, também
não é um esporte muito popular.
O pai de João, Geovane Gonçalves,
conta que o menino ganhou um kart
em 2005. No ano seguinte, ele ia todos
os fins de semana ao Kartódromo Ricardo Santos para correr – como uma
diversão. Aos poucos, perceberam que
ele levava jeito para o automobilismo
e João começou a ter uma rotina de
treinos e participar de competições.
Isadora Senff, 10 anos, 5º ano do
Colégio Santa Maria, também teve
um incentivo para entrar no uni-
verso esportivo. Foi inspirada pela
tia, praticante de ginástica artística
por oito anos, que Isadora iniciou as
aulas nessa modalidade no colégio.
A menina conta que outro fator que
contribuiu para isso foram as aulas
de Educação Física. “A professora
percebeu que eu gostava de ‘dar estrelinha’, fazer muitas estripulias, e
me incentivou a ir para a ginástica”.
Hoje, a menina treina duas vezes
por semana e já conta com algumas
medalhas. Apesar de adorar ginástica,
ela sabe que a vida de esportista é curta. Por isso, afirma que, quando crescer, quer fazer o curso de Arquitetura
e Urbanismo. Até lá, resta a Isadora
conciliar a rotina de ginasta com os
estudos do Ensino Fundamental.
Organizar o tempo entre prática
esportiva e estudos é, na verdade, o
maior desafio dos jovens esportistas.
Isso tanto para João e Isadora quanto
para a maioria das crianças e adolescentes que praticam algum esporte,
profissionalmente ou não.
A professora percebeu
que eu gostava de
dar estrelinha, fazer
muitas estripulias,
e me incentivou a ir
para a Ginástica.
Isadora Senff, 10 anos,
5º ano do
Colégio Santa Maria
9
capa
ESPORTE AUXILIA NO APRENDIZADO
Essa conciliação é mais que essencial, uma vez que o
esporte praticado de forma assistida e saudável influencia positivamente no aprendizado.
Estudos observacionais mostram forte tendência
positiva de que a prática de esportes contribua para o
aprendizado de matérias convencionais. Segundo o
médico ortopedista Mark Deeke, especialista em Medicina Esportiva, as atividades aeróbicas – como corrida,
natação e ciclismo – ativam uma área do cérebro chamada de hipocampo, responsável pela memorização e
aprendizado, além de aumentar a atividade neural, o
que, consequentemente, potencializa a assimilação de
conhecimento.
A professora de Educação Física Amanda Fistarol, do
Colégio Santa Maria, completa que, no esporte, a criança aprende a desenvolver habilidades que farão diferença em sala de aula. São elas: concentração, motivação,
trabalho em equipe, disciplina. “Na prática esportiva,
exige-se disciplina da criança. É natural que isso reflita
no comportamento do aluno em classe”.
Gonçalves conta que João tinha dificuldades na escola antes de ingressar no esporte. A situação mudou
quando começou a correr de kart. “O Colégio Marista foi
fundamental na hora de conciliar as dezenas de atividades escolares com treinos e competições, propiciando
um calendário bem organizado e adequado à situação
de João Pedro".
Esse posicionamento da instituição de ensino também fez toda a diferença na vida de Khiuani Dias, 21
anos, ex-ginasta da Seleção Brasileira e, atualmente, estudante de Educação Física na PUCPR. Dulcenea Alves
Wisniewski, educadora e professora do Colégio Marista
Paranaense, pondera que os pais precisam elaborar uma
rotina para os filhos, estabelecendo limites e horários.
“Isso ajuda a criança a estabelecer prioridades para que o
estudo não seja comprometido”.
Por um mundo
em movimento
A falta de atividade física pode
trazer consequências negativas
para as futuras gerações.
Veja alguns dados:
l 30% DE CRIANçAS COM
OBESIDADE
l R$ 2.741,00 A MAIS POR
ANO DE GASTOS COM A
SAÚDE
João Pedro conta com
o apoio da família e do
Colégio para conciliar
estudos com rotina de
treinos e competições.
10
© Foto: Luca Bassani
F
l MENOS ATIVIDADE FÍSICA
ESTÁ ASSOCIADA A NOTAS
RUINS NA ESCOLA
l 5,3 MILHõES DE MORTES
PREMATURAS POR ANO
GRAçAS à INATIVIDADE
Fonte: www.designedtomove.org
CONFIRA A ENTREVISTA COM O TREINADOR
ALFREDO CARLOS SCREMIN, DO COLÉGIO MARISTA
PARANAENSE, HÁ MAIS DE 30 ANOS NA ÁREA. JÁ
PASSARAM POR SUAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
MENINAS E MENINOS QUE, HOJE, SEGUEM CARREIRA
NO ESPORTE.
Como identificar um atleta nato?
O aluno que tem um perfil para esportista normalmente é mais
ligado em todas as modalidades esportivas. A gente percebe que
o aluno é mais centrado, gosta mais de fazer as coisas, participar. Isso remete ao perfil de um esportista.
Qual a hora certa para inserir a criança em uma
rotina mais profissional no esporte?
O esporte deve começar como lazer e sociabilização. Eu acho que
até os 18 anos não deve existir uma competitividade exacerbada, deixando os atletas mais livres para a criatividade e não
presos em táticas ferrenhas. Caso o talento aflore precocemente,
a criança deve participar de competições sempre com acompanhamento de psicólogos.
Quais as possibilidades profissionais para os atletas, quando o corpo já não responde mais tão bem
quanto antes?
© Foto: Sxc.hu
O próprio esporte tem necessidades de pessoas que têm vivência
e, inclusive, uma formação. A carreira pós-esportiva também
é bastante proveitosa. Como, por exemplo, o jornalista Caio
Ribeiro, que já foi jogador do São Paulo e hoje é comentarista.
Ele tem uma boa formação e continuou a estudar mesmo depois
de ter parado de jogar futebol. Hoje ele é um comentarista
respeitado.
Tem também a possibilidade de virar técnico da modalidade em
que jogou. E, ainda, esportistas da nova geração que estão se
tornando dirigentes do esporte.
COMPETIÇÕES
Desde que sejam encaradas de uma forma saudável, as
competições podem ser positivas para o desenvolvimento
de quem pratica uma atividade. “Na competição, a criança é desafiada a superar seus próprios limites. As competições incentivam os alunos a prosseguirem e crescerem no
esporte”, afirma a educadora física Amanda.
Letícia Arakaki, 12 anos, 7º ano do Colégio Maristinha
de Brasília, não perde uma competição. A mãe Maricelma Arakaki incentiva: “Nas competições, eles podem conhecer outros grupos e isso os ajuda a ter um feedback de
como estão”.
Isadora concorda que conhecer outras pessoas é uma
das melhores partes dos concursos, que, na verdade, tornam-se uma diversão, pois não deixa de ser uma viagem
entre amigas.
João Pedro afirma que vale muito a pena viajar para
competir. Para ele, sua viagem inesquecível foi para uma
competição em Las Vegas (EUA).
ESPORTE TAMBÉM É DIVERSÃO
É nesse clima de descontração que o esporte deve ser
levado na infância. A educadora Dulcenea lembra que a
prática deve estar relacionada ao prazer e ao bem-estar,
não sendo uma obrigação para as crianças. “Nessa fase, a
atividade deve ser encarada como uma brincadeira, uma
descoberta. Com o tempo, as aptidões se aperfeiçoam e,
mais tarde, podem virar profissão”, explica.
Mesmo aqueles que levam o esporte mais a sério desde
pequenos, o ideal é que não vivam sob pressão. Segundo
especialistas, a ausência de cobranças é favorável. Sem estresse, o rendimento é melhor, refletindo em outras áreas
positivamente, como os estudos e o convívio social.
11
capa
Feitos para
se mexer
Contra
inatividade
física, ONG
luta por um
futuro mais
agitado, em
que as crianças
brinquem,
corram,
movimentem-se
mais
Ao olhar para essa geração de pequenos internautas, sempre conectados em
seus tablets e PSPs (o Playstation portátil),
surgem as lamentações, permeadas de
muita preocupação. “Na idade deles, eu
estava jogando bola com os amigos”, “eu
estava correndo pela rua”, dizem os pais.
Ao mesmo tempo em que toda essa inserção no mundo tecnológico pode propiciar
um raciocínio mais ágil, que encontra solução para tudo, tanta inércia física pode
trazer consequências negativas no futuro.
Lembra-se da animação Wall-e, da Pixar?
Pois é, eles não estavam enganados ao
mostrar um futuro de pessoas obesas e
preguiçosas.
É nesse contexto atual, de pouca atividade, que a ONG Designed to Move faz
um alerta a todos. A ONG afirma que, pela
primeira vez na história, uma geração viverá menos que a anterior. A geração é
essa, a das crianças conectadas. Por isso,
o apelo é claro: mexam-se!
E é aí que o papel de pais e professores faz-se essencial. Para a empresária
Joelma Rosinholi, mãe da aluna Nicolle
Rosinholi, 13 anos, do 8º ano do Colégio
Arquidiocesano, não basta falar para a
criança o quanto é importante praticar
esporte, é preciso dar exemplo. “Eu acho
que o maior incentivo é a família se engajar. Meu marido, meus filhos e eu jogamos
tênis juntos. As aulas são separadas, mas,
no fim, sempre jogamos uma partida em
família”. Joelma afirma que Nicolle adora,
principalmente, por ter companhia.
Para que a criança cresça sabendo do
valor do esporte em sua vida, a psicóloga
Patrícia Ribeiro, mestre em Psicologia da
infância e adolescência e também professora da PUCPR, aconselha que os pais
expliquem aos filhos a razão pela qual eles
estão sendo incentivados a fazer uma atividade esportiva. “Os pais precisam trocar
informações com a criança, dentro das
capacidades infantis de compreensão”.
Eu acho que o maior
incentivo [para a
prática esportiva] é a
família se engajar. Eu,
meu marido e meus
filhos jogamos tênis
juntos.
Hora do esporte
também é hora de
estar em família
12
Joelma Rosinholi,
mãe da aluna Nicolle
Rosinholi, Colégio Arquidiocesano
A ESCOLHA CERTA
TÁ NA HORA DO QUÊ?
A idade da criança pode ajudar os pais a definir a
atividade do filho.
© Foto: Sxc.hu
3 a 5 anos de idade
Não devem fazer mais de três ou quatro horas de exercícios físicos por semana. Nessa idade, o melhor esporte
que as crianças podem praticar é a natação, porque
desenvolve a coordenação, a resistência, a disciplina e a
relação entre o esforço e os resultados.
© Foto: Sxc.hu
© Foto: Sxc.hu
5 a 7 anos de idade
Por vezes, a escolha por uma atividade pode ser
incomum. Como a de João Pedro. É preciso estar
atento ao que a criança faz, para auxiliar nessa decisão. Segundo a psicóloga Patrícia, uma boa estratégia para escolher a atividade é observar a forma
como a criança se diverte, o que ela mais gosta de
fazer quando está sozinha ou entre outras crianças.
Para ela, a escola também pode auxiliar nesse processo, pois é lá que a criança tem contato com várias
atividades físicas.
A aluna Letícia, do Colégio Maristinha, optou
pelo futebol e a escolha por esse esporte se deu nas
aulas de Educação Física. “Ela sempre viu a irmã
jogar handebol, mas, na escola, ela conheceu o futebol. A decisão foi totalmente dela”, diz a mãe da
menina, Maricelma.
Segundo a psicóloga, outra boa maneira de auxiliar uma criança em suas descobertas é permitir que
ela experimente. Para isso, é importante que os pais
criem essas possibilidades, mas sem exigir nenhum
resultado inicial.
O esporte que praticam nessa idade pode dar uma base
para as diferentes capacidades. O ideal é um esporte
individual e outro coletivo. O individual pode ainda ser
a natação, a ginástica desportiva ou as artes marciais;
e o coletivo seria o futebol, basquetebol, handebol, voleibol, entre outros.
© Foto: Lucas Bassani
8 a 9 anos de idade
Nessa idade, os pais já começam a se perguntar se a
criança precisa do esporte como atividade física ou se
querem levar isso mais a sério. Pais e filhos devem conversar, porque, se optarem pelo segundo, terão de estar
dispostos a enfrentar competições, já que haverá necessidade de maior dedicação e esforços.
13
entrevista
Verde e
amarelo
© Fotos: Arquivo pessoal
do outro lado
do Atlântico
14
Pela primeira vez, o Brasil tem um
representante no Tour d’Afrique. A
paixão pela bicicleta fez Alexandre
Costa Nascimento encarar uma
expedição de quatro meses
montado em duas rodas. Em um
bate-papo entre as pedaladas, ele
conta um pouco sobre a ideia de
usar o esporte como estilo de vida
Ele é ciclista, blogueiro e jornalista. Alexandre Costa Nascimento é o primeiro representante brasileiro e
também primeiro ciclista latino-americano em uma
expedição ciclística nas estradas africanas – o Tour
d´Afrique (TDA). O evento é anual e propõe que o participante percorra, de bicicleta, o continente africano
de ponta a ponta. Em 10 edições, já reuniu cerca de 400
ciclistas de mais de 20 países. A largada aconteceu no
Cairo, Egito, no dia 10 de janeiro. A chegada é só em
maio, dia 11, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Cansou só de pensar? Não esqueça que é tudo de bicicleta.
Em um bate-papo, graças à tecnologia da internet,
o aventureiro conversou com a reportagem da Em Família sobre o incentivo ao ciclismo e sua paixão pela
modalidade.
Como surgiu o
projeto para ir
ao continente
africano?
Qual a
importância
dessas jornadas
e de quantas já
participou?
Como foi a
Costumo dizer que minha paixão
descoberta da pelas bicicletas começou no exato
paixão pelas instante em que meu pai soltou as
bicicletas?
mãos das minhas costas e dei minhas
primeiras pedaladas sem rodinhas.
Durante a infância e adolescência em
Araraquara, cidade no interior de São
Paulo onde nasci e cresci, pratiquei
diversas atividades esportivas: judô,
tênis, natação, hipismo, futebol. Mas
o que eu gostava mesmo era de pegar
minha bicicleta e desbravar trilhas e
estradas. Diferentemente de um esporte competitivo, em que o objetivo
é vencer um oponente ou ganhar uma
medalha, a recompensa para quem pedala vem com o vento no rosto, as paisagens e os amigos que se faz ao longo
do caminho, seja em uma pequena cidade no interior de São Paulo ou atravessando o continente africano.
Descobri a existência do Tour
d’Afrique há cerca de três anos, enquanto pesquisava na internet sobre
roteiros para uma viagem de bicicleta.
A partir daí, realizar essa aventura tornou-se mais que um sonho, um grande
objetivo. Participar do TDA também é
uma chance de aliar três das minhas
grandes paixões: o jornalismo, as bicicletas e a África.
Faço da bicicleta uma bandeira
política para a construção de cidades
mais humanas e também um meio
para um estilo de vida mais saudável
e harmonioso, usando-a como meio
de transporte no dia a dia. Além do
TDA, já pedalei no Deserto do Atacama (Chile), Salt Lake City (EUA), Berlin
(Alemanha), Colônia do Sacramento
(Uruguai), Rodovia Transpantaneira
(Mato Grosso), Circuito Vale Europeu
(Santa Catarina) e Parque do Superagui (Paraná).
De que forma
acontecem
os incentivos
dos países que
investem em
bicicleta como
transporte?
A principal questão é a forma como
a bicicleta é encarada pelo poder público. Enquanto nas principais cidades
do Brasil a bicicleta ainda é vista apenas como um instrumento de lazer, em
cidades europeias ou nos Estados Unidos, a bicicleta surge como uma solução para os problemas do trânsito. Assim, ela passa a fazer parte da equação
e todo o planejamento urbano passa a
considerar o incentivo à utilização da
bicicleta, tornando o uso do automóvel
particular mais difícil e custoso. Como
podemos perceber, ainda estamos na
contramão do modelo ideal.
15
© Foto: Arquivo pessoal
entrevista
Costumo dizer que minha paixão pelas
bicicletas começou no exato instante em que
meu pai soltou as mãos das minhas costas e dei
minhas primeiras pedaladas sem rodinhas.
O que é preciso
para que o brasileiro se torne mais
acessível à implantação da bicicleta
na rotina?
16
As ações devem ser sistêmicas
e atingir o planejamento das vias,
sinalização, campanhas de educação para motoristas, ciclistas e
pedestres, fiscalização, segurança
(aí se entende tanto a segurança de
trafegar nas ruas quanto a de não
ter a bicicleta roubada ou furtada),
a iluminação pública etc. A decisão final, contudo, é pessoal. A bicicleta é o meio de transporte mais
eficiente em grandes cidades para
deslocamentos de até oito quilômetros entre um ponto e outro.
Considerando que mais da metade
dos deslocamentos diários de carro em uma capital como Curitiba
são feitos dentro desse perímetro, poderíamos, com programas
adequados de incentivo, ter mais
pessoas pedalando e menos carros
poluindo o ar e congestionando as
ruas das nossas cidades.
Ciclismo deveria
ser mais
difundido entre
as crianças como
opção de esporte
já nos ensinos
fundamentais e
médios?
Em tese, sim. Mas não apenas como
esporte e, sim, como estilo de vida. Mas
de que adianta uma criança aprender
dentro da sala de aula os benefícios de
usar a bicicleta como meio de transporte e não poder ir pedalando para o
colégio todos os dias? Em cidades alemãs, quase a totalidade das crianças a
partir do 1º ano vão e voltam da escola
pedalando todos os dias (inclusive dias
de neve). Hoje, é difícil imaginar uma
família tradicional de uma metrópole
brasileira, em que os pais concordem e
se sintam confortáveis em deixar seu
filho ir pedalando para a escola. Vivemos em uma sociedade que acredita
que o problema para a falta de segurança é usar carro blindado e viver em condomínios fechados. Isso é sintomático
e mostra a gravidade do problema.
Uma cidade só é realmente segura se
uma criança de 7 anos puder pedalar
sozinha pelas ruas e ciclovias.
índice
30
Do hobby para merecidas
vitórias! A aluna Giulia
Leite, que pratica atletismo a 5
anos, é a jovem promissora que,
além de cuidar da saúde e do bem
estar quer, um dia, conquistar seu
o espaço nos Jogos Olímpicos.
destaque
com a palavra
ed. infantil
en. fundamental
18 20 22 Diretoria-Geral.
Como o esporte influencia
na saúde física e psicológica
dos alunos maristas.
Quais os benefícios e
motivações que o esporte
traz aos alunos dentro da sala de
aula.
en. médio
diz aí
caleidoscópio
24 Professor Alfredo Carlos
Scremin conta qual a
importância que o esporte tem na
infância e como a Educação Física
ajuda em outras disciplinas.
26 Quais esforços os alunos
são capazes de fazer para
conquistar a vitória nos esportes
que praticam. 28 você sabia?
gente nossa
ser melhor
32 34 36 Curiosidades do Colégio.
Ex-alunos contam a sua
trajetória na vida esportiva.
Destaques dos principais
acontecimentos do Colégio.
Ações da Pastoral.
com a palavra
Corpo, mente e disciplina
integrados pelo esporte
18
É um grande orgulho trabalhar
em uma escola cujo espaço interno privilegia a prática esportiva.
Tal estrutura, em fase de melhoria,
e o envolvimento de profissionais
competentes na equipe responsável
pela Educação Física e pelas atividades extracurriculares, permitem um
cuidado ainda mais esmerado com
todos os nossos alunos, como cada
matéria desta edição vai mostrar. A
entrevista com Pedro Ken; as conversas com os professores do Ensino
Afinal de contas,
o esporte é
comprovadamente
uma das melhores
e mais eficientes
ferramentas de
incentivo escolar, por
tudo o que representa.
Colégio Marista Paranaense
Infantil, Fundamental e Médio; as
curiosidades da editoria Você sabia?
e os depoimentos de nossos alunos.
Tudo comprova os benefícios do esporte na disciplina, na saúde e sobremodo na aprendizagem implicada na vitória e na derrota esportiva.
Nas próximas páginas, a Revista
deixa ainda mais clara a preocupação da Escola em melhorar a estrutura de apoio ao esporte e lazer, reforçando o lado educativo que a
atividade física tem em nosso projeto pedagógico. Nossas ações do passado e do presente evidenciam a preocupação em formar cidadãos
saudáveis, competentes, honestos e
solidários.
Boa leitura!
Elemar Menegati
Diretor-Geral do
Colégio Marista
Paranaense
© Foto: Tatiane Pereira
O esporte, tema central desta edição da Em Família, sempre foi parte fundamental da filosofia e dos
valores praticados nas instituições
de Ensino Marista. Graças à possibilidade de cativar a criança e desenvolver competências e habilidades,
como bom relacionamento, espírito
de equipe, disciplina e criação de
hábitos saudáveis, a atividade física é forte aliada no projeto educativo, porque propende a melhorar
as demais disciplinas da educação.
Ademais, por sua faceta lúdica e de
válvula de escape para tantas situações que rondam a infância, cumpre
importante papel na formação do
caráter e da personalidade de crianças, adolescentes e jovens Maristas.
Por mais de dois decênios, fui responsável pelo setor disciplinar desta
Instituição. Não poucas vezes, em
conversas com pais ou responsáveis,
descartei a ideia de punir mediante
a proibição da prática de esporte;
muito pelo contrário, o que fazia, e
ainda faço, é justamente utilizá-lo
como motivação, para que as tarefas
e responsabilidades escolares sejam
mais bem executadas. Afinal de contas, o esporte é comprovadamente
uma das melhores e mais eficientes
ferramentas de incentivo escolar,
por tudo o que representa.
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Vem aí a Olimar, evento esportivo que reúne todos os Colégios Maristas
a cada 2 anos para celebrar o esporte e a amizade! De 11 a 15 de outubro,
nos Colégios Maristas Arquidiocesano e Glória, São Paulo.
Mais informações no Núcleo de Atividades Complementares.
Colégios Maristas.
Preparação para todas as provas da vida.
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ed. infantil
Muito Além
da
SAÚDE
O esporte é a melhor forma de cuidar do
corpo, mas também pode ser uma excelente
ferramenta para o aprendizado
Não é segredo que a prática de
atividades físicas frequentes proporciona inúmeros e produtivos benefícios para a saúde e o bem-estar.
Dos pés à cabeça, todo o corpo pode
sentir as vantagens de uma vida esportiva, desde que o exercício seja
feito com acompanhamento e responsabilidade. Mas, além da ótima
influência sobre a saúde, o esporte
também pode ser decisivo para alcançar melhores resultados na sala
de aula e na rotina de trabalho.
A atividade física, quando realizada de maneira prazerosa, é capaz
de desenvolver e aperfeiçoar diversos valores importantíssimos para
o bem-estar, o rendimento e a par-
20
ticipação no dia a dia na escola ou
no escritório. Segundo a professora
Elaine Veiga, responsável pelas turmas de Educação Infantil do Marista, da concentração à tolerância, o
esporte só tem a ajudar na formação
de seus alunos.
“A prática esportiva como uma
atividade divertida traz diversos
benefícios para a saúde física e estimula a tolerância, a cooperação,
a autonomia etc., possibilitando
que desenvolvam habilidades de
concentração e coordenação motora, fundamentais para o desenvolvimento físico e psicológico, bem
como para o processo educacional”, explica Elaine.
Colégio Marista Paranaense
No caso da faixa etária com que
está acostumada a lidar, Elaine revela que a melhor forma de motivar seus alunos a tomar gosto pelo
exercício físico e ensiná-los sobre a
importância do esporte é desenvolver atividades lúdicas variadas. Com
elas, as crianças vivenciam inúmeras
ações motoras, canalizadas para a
prática de um esporte que proporcione momentos prazerosos, motivando o desempenho escolar.
A professora também vê no esporte uma ferramenta importantíssima
para moldar o caráter do ser humano. Ela afirma que a abordagem educativa da atividade pode significar
muito mais do que o aprendizado.
© Foto: Tatiane Pereira
“A Educação Física pode ir muito além da ampliação dos conhecimentos éticos e táticos, ao priorizar
outros aspectos, como cooperação,
participação, solidariedade e criatividade, os quais devem ser assumidos como sujeitos desse processo
educativo, e não como meros reprodutores da modalidade esportiva
praticada”, garante.
A prática esportiva como uma atividade prazerosa traz
diversos benefícios
para a saúde física
e desenvolve a tolerância, a cooperação
e a autonomia.
EDUCAÇÃO FÍSICA COMO
ALIADA
Além de funcionar como instrumento de socialização, desenvolvimento do comportamento e, claro,
de cuidado com o corpo e a saúde,
a Educação Física também pode ser
uma excelente aliada para amplificar
os conhecimentos adquiridos em
outras matérias.
De acordo com Elaine Veiga, há
várias formas de aproveitar e expandir nas quadras, pistas, campos
e piscinas o aprendizado obtido nas
aulas dentro da sala. Os exemplos
são vários. “A Educação Física utiliza
conceitos, aprofundamentos e compreensão das demais disciplinas.
Para a compreensão de um corpo
em movimento, são usados conceitos de Ciências; no cálculo de desempenhos, aparece a Matemática;
e na compreensão dos movimentos,
é fundamental a interpretação, sempre presente nas aulas de Português”,
analisa a professora.
E ela ainda lembra que todas as
demais disciplinas podem buscar auxílio aos seus conteúdos nos detalhes
da Educação Física. Por exemplo: a
Geografia e a História ajudam a buscar as origens dos esportes e seus instrumentos, e o Inglês pode ser muito
útil para descobrir regras e palavras
específicas utilizadas no esporte.
No Marista, a equipe de professores procura relacionar ao máximo
todas as disciplinas com a Educação
Física. “Nós trabalhamos com projetos, ora orientados pelas professoras regentes, ora pelas professoras
especialistas. Os benefícios são
grandes porque todos se expressam
de forma uníssona, com a aprendizagem mais completa e variada, o
que proporciona mais prazer à rotina da criança”, finaliza Elaine.
Colégio Marista Paranaense
21
en. fundamental
ESPORTE
ENSINAMENTO
FUNDAMENTAL
Coordenadora de Educação Física do Marista
Paranaense e professora no Ensino Fundamental II,
Paula Melhado fala dos benefícios que o esporte traz
para a rotina de seus alunos
22
Colégio Marista Paranaense
© Foto: Tatiane Pereira
Quando concedeu esta entrevista,
a professora Paula Melhado Gomes
da Silva estava afastada das aulas no
Marista Paranaense, em virtude de
licença-maternidade. Mesmo ocupada com as tarefas mais do que naturais da mãe de um recém-nascido,
a professora de Educação Física do
Ensino Fundamental II não esqueceu
o esporte e fez questão de responder
às perguntas da revista Em Família e
deixar bem claro o quão importante é
tornar a atividade física um hábito na
vida de seus alunos.
Durante a entrevista, a coordenadora de Educação Física do Colégio
lembrou os benefícios da prática esportiva para a saúde e a vida social
dos estudantes. Ela ainda falou sobre
como motivar as crianças a melhorar
o desempenho em sala de aula utilizando o esporte como ferramenta e
garantiu que as atividades multidisciplinares envolvendo a Educação Física e outras matérias só têm a ajudar
na formação escolar e humana das
crianças.
ca também é uma forma de extravasar energia, aliviando as tensões dos
alunos, proporcionando maior equilíbrio emocional e favorecendo as
situações de ensino e aprendizagem.
De que forma a prática esportiva pode
beneficiar os estudantes no desempenho
escolar?
Como a Educação Física pode se relacionar com as outras disciplinas de forma a
ajudar os estudantes?
A prática regular da atividade física leva os alunos a obterem melhor
nível de concentração e atenção, graças à melhora da oxigenação cerebral, da comunicação entre as células
nervosas e das sinapses. Além disso,
o esporte tem a grande virtude de poder prevenir a obesidade e as doenças
cardiovasculares na vida adulta e promover bons hábitos de vida, como a
socialização.
A Educação Física desenvolve o
controle psicológico em situações desafiadoras, trabalha o equilíbrio emocional, ensina a trabalhar em grupo,
dividindo tarefas e responsabilidades, ensina a seguir regras, dentre vários outros benefícios, essenciais para
as tarefas e os aprendizados de todas
as outras disciplinas.
Quais as melhores maneiras, na faixa
etária dos alunos do Ensino Fundamental, de motivá-los tanto nos esportes
quanto na sala de aula?
A forma mais eficiente de incentivar as crianças é promovendo atividades variadas que se utilizem do
corpo e dos movimentos, além de
proporcionar momentos de prazer,
alegria e satisfação aos alunos.
O esporte pode ser uma ferramenta
para motivação do aluno nas atividades
escolares?
Sim, porque a Educação Física
trabalha aspectos como o lúdico, a
preocupação com o corpo e a experimentação do trabalho em grupo, características muito presentes na vida
dos adolescentes e que são aspectos
motivacionais para as atividades escolares.
O esporte pode ter uma participação
efetiva no desempenho dos alunos em
provas e tarefas de outras disciplinas?
Como a atividade física ajuda nesses
casos?
O Colégio possui atividades multidisciplinares que envolvem Educação Física
para os alunos do Ensino Fundamental?
Quais os principais benefícios para os
alunos?
Sim. Trabalhar sob a perspectiva
transdisciplinar permite ao professor
de Educação Física estabelecer diversas relações do tema saúde e atividade física, com a disciplina de Ciências, por exemplo, promovendo uma
rica experiência para a formação integral e social de nossos alunos.
A prática da atividade
física é uma forma de
extravasar energia,
proporcionando maior
equilíbrio emocional
e favorecendo as
situações de ensino e
aprendizagem.
Sem dúvida. Além de promover
maior capacidade de concentração
e atenção, a prática da atividade físi-
Colégio Marista Paranaense
23
en. médio
VIDA DEDICADA AO ESPORTE
Professor no Paranaense há 33 anos, Scremin fala
sobre a importância do esporte desde a infância e sobre
como a Educação Física pode auxiliar outras disciplinas
Para Scremin, o objetivo central da Educação Física no
ensino, entretanto, é despertar o interesse de crianças e
adolescentes em alguma prática esportiva. Segundo ele,
isso tem grandes chances de acontecer se, durante as aulas,
for oferecida uma gama de atividades, praticadas de forma
lúdica e sem competitividade. “É possível observar que isso
dá resultado e que, na sequência, os alunos acabam encontrando uma modalidade interessante para eles”, completa.
TEORIA E PRÁTICA
Além de ser uma ferramenta excelente para disciplina,
socialização, cuidado com a saúde e aumento da disposição, o esporte também pode ser extremamente útil como
forma de ampliar conhecimentos e aplicar, na prática, os
conteúdos de outra matéria. Para Scremin, a Educação Física pode interagir com Português, Matemática – e todos
os cálculos que o esporte exige – e principalmente com
História, fundamental em qualquer disciplina. O professor
inclusive citou um projeto realizado em conjunto com as
aulas de Biologia.
“No ano passado, fizemos um trabalho com todo o Ensino Médio em que o aluno tinha uma atividade na aula de
Educação Física, na qual colocava em prática os ensinamentos aprendidos anteriormente nas aulas Biologia,
quando o professor falou de batimentos cardíacos, pulsação e vários outros detalhes. Então, eles fizeram um trabalho que combinou o conteúdo da sala de aula com a prática esportiva”, finaliza.
© Foto: Tatiane Pereira
Faz mais de 33 anos que o Colégio Marista Paranaense
entrou na vida do professor Alfredo Carlos Scremin. Desde
então, centenas de alunos passaram por seus ensinamentos e incontáveis partidas foram disputadas diante de seus
olhos em alguma das quadras poliesportivas ou em um dos
campos da escola. Durante seu longo trajeto como membro do corpo docente do Paranaense, ele garante já ter vivenciado diversos casos em que o esporte foi decisivo para
tornar mais disciplinada a vida de seus alunos.
“Tenho inúmeros exemplos de alunos que melhoraram
seu desempenho nas outras disciplinas graças ao esporte
e à Educação Física. Hoje mesmo reencontrei um aluno
que confessou ter sido muito indisciplinado, mas que foi
colocado no rumo depois de começar a levar o esporte
mais a sério. Não tenho dúvidas de que ele será bem-sucedido em qualquer curso universitário”, afirma Scremin.
A declaração reflete a importância que o professor dá
para a prática da atividade física desde os primeiros passos
da formação das crianças. Segundo ele, das várias qualidades que o esporte é capaz de desenvolver, duas são as mais
evidentes: a disciplina e a disposição.
“No meu modo de entender, em primeiro lugar o esporte é uma forma de disciplinar. E eu sempre digo também
que os alunos que fazem esportes têm uma qualidade importantíssima: eles não são preguiçosos. Se um aluno que
já tem uma carga de responsabilidades e tarefas ainda se
propõe a fazer uma atividade física, isso já mostra bastante o quão disposto ele é”, comenta o professor, responsável
pelas aulas de Educação Física do Ensino Médio e por treinos de futebol para várias idades.
24
Colégio Marista Paranaense
diz aí
?
Qual é o preço
© Fotos: Tatiane Pereira
da vitória?
RODRIGO DEBONI DUTCOSKY
3ª Série EM
BERNARDO URBANCIC
1ª Série EM
SUZANA SZPAK DOS SANTOS
1ª Série EM
"O time precisa treinar para
estar entrosado dentro e fora de
quadra. Mas os esforços valem
a pena pela medalha, que nada
mais é do que todo o nosso
sacrifício representado em um
objeto."
"O preço da vitória é alto, mas
vale a pena. Todos os dias quando
vejo a medalha e o troféu, lembro
que a felicidade de todos no
último ponto foi um momento
único em nossas vidas."
"Vale muito o esforço por uma
medalha. Mesmo sendo um
simples objeto, é o que representa
toda a caminhada de um atleta,
os dias que ficamos sem almoçar,
os treinos com dor e todo o nosso
sacrifício."
26
Colégio Marista Paranaense
NICOLE FERREIRA MOLINARI PINTO
8º ano EF
GABRIEL KLEIN DE ALMEIDA
9º ano EF
PABLO NUCETE HERNANDO
9º ano EF
"Se você ama o que faz, valerão a
pena os machucados, os sacrifícios
e a emoção de estar em uma
equipe dedicada como a nossa. A
melhor parte é conquistar uma
vitória merecida."
"Vale muito a pena. Até hoje, não
me arrependo de uma vez que
tenha faltado algo para estar ao
lado dos meus amigos treinando.
É muito bom fazer o que gosta e
ser recompensado por isso."
"A vitória não tem preço.
Nós 'ralamos' bastante para
conquistá-la, mas no fim vale a
pena. Sempre que ganhamos, é a
melhor sensação do mundo."
OPINIÃO DO EDUCADOR
O técnico de basquete do Paranaense, Fábio Antonio
Pellanda, garante que a superação de desafios e conquista de objetivos no esporte propicia inúmeros benefícios
ao crescimento dos alunos.
“A capacidade da pessoa se esforçar deve estar presente em qualquer segmento da vida do ser humano. Os alunos, seja nos estudos, nos esportes ou em qualquer outra
atividade, são desafiados constantemente, o que só traz
aspectos positivos. O estudante sai da sua zona de conforto, não se acomoda com determinadas situações e
cria o hábito de buscar seus objetivos”, afirma Fábio.
FÁBIO ANTONIO PELANDA
Técnico de basquete do Paranaense
Colégio Marista Paranaense
27
caleidoscópio
2013
© Fotos: Patricia Reuter
Coordenado nas aulas de arte pelas professoras Patrícia
Reuter e Bethy Alvizi, o projeto “Ser Marista é...”
coloriu o Marista Paranaense e convidou toda a escola
a uma importante reflexão. O projeto foi elaborado
no segundo semestre de 2012 para comemorar o Dia
do Estudante Marista e contou com a participação de
alunos do Fundamental I, funcionários, professores e
diretores do Colégio.
SER MARISTA É...
28
Colégio Marista Paranaense
O “Ser Marista é...” mobilizou os alunos do Fundamental I, que fizeram questão
de cuidar de tudo nos mínimos detalhes. Elemar Menegati, Diretor do Marista
Paranaense, e Mário José Pykocz, Diretor Educacional, também deram uma
“mãozinha” para concretizar o sucesso do projeto.
Na hora de finalizar a montagem, o banquinho deu uma boa ajuda para quem não alcançava os pontos mais altos do mural. As fitas
preencheram todo o espaço destinado a elas e se transformaram em uma verdadeira obra de arte. Segundo Patrícia Reuter, a iniciativa
resultou na instalação de uma obra de arte exuberante, democrática e reflexiva para todos os que puderam contemplá-la.
Colégio Marista Paranaense
29
destaque
A
S LTO
para o FUTURO
Inspirada em Maurren Maggi e Usain Bolt, Giulia Leite
usa o atletismo para ter uma vida mais saudável, fazer
novos amigos e, quem sabe, chegar às Olimpíadas
© Fotos: Tatiane Pereira
“A Giulia tem um potencial enorme, principalmente
no salto em distância. Fora isso, a dedicação dela é imensa. Não perde treinos e é muito caprichosa”. A declaração
é de Sinésio Follmann, professor de atletismo do Marista
Paranaense, responsável pelos treinos de Giulia Leite da
Rocha Lima, um dos maiores destaques esportivos da Escola e aspirante a atleta olímpica.
30
Colégio Marista Paranaense
A relação de Giulia com o atletismo começou de maneira despretensiosa, para encontrar um primeiro esporte. A conversa do pai, Luiz Miguel, com o treinador
do Paranaense deu início a uma história que tem tudo
para viver páginas muito felizes.
“Eu comecei a praticar há cinco anos, quando meu
pai foi conversar com o professor Sinésio e comecei a
treinar. Percebi que estava tendo resultados interessantes e um bom rendimento nos treinamentos. Depois
disso, resolvi participar da minha primeira competição,
em que acabei não indo muito bem. Mas não desisti e, a
partir de então, percebi que tinha potencial para competir”, conta a atleta de 15 anos.
Na Federação Paranaense de Atletismo, Giulia está
agora na categoria Mirim, e nas competições escolares,
participa dos eventos da Categoria A. Em ambas, ela já
começa a despontar e a conseguir resultados que dão esperança para um futuro brilhante em pistas e estádios de
todo o mundo.
Especialista em salto em distância e em provas de
velocidade, Giulia tem conseguido triunfos em ambas
as provas. No Campeonato Paranaense, foi medalha de
ouro no salto na categoria Mirim e também conquistou
o primeiro lugar no revezamento 4 x 75 m. As vitórias
fazem a jovem e promissora atleta sonhar com vitórias
ainda mais valiosas.
“Tenho planos que vão depender do meu desempenho e dos resultados que obtiver, apesar de ainda não ter
incentivo suficiente. De qualquer forma, meu maior objetivo sempre foi cuidar da minha saúde e ter uma vida
saudável, além de um hobby. Quem sabe eu possa alçar
voos maiores e, um dia, chegar a disputar os Jogos Olímpicos”, sonha Giulia.
UM PULO ATÉ A ITÁLIA
Além dos ótimos resultados conquistados em terras
brasileiras, Giulia também honrou a origem do seu nome
nos jogos escolares da Itália. Lá, a paranaense conquistou o segundo lugar na prova de salto em distância, que
contou com a participação de atletas de todo o planeta.
Ela conta, ainda, que teve vários outros itens (nada materiais) para adicionar na bagagem de volta.
“Competir na Itália foi uma das melhores experiências da minha vida. Tive a oportunidade de competir
com pessoas de outros países, descobrir a cultura de
cada uma delas, conhecer várias cidades da Itália, e fazer novos amigos, do atletismo e da natação, que vão
durar a vida toda”, relembra Giulia.
INSPIRAÇÕES DOURADAS
Como qualquer atleta, Giulia tem seus ídolos, em
quem se inspira e se espelha para fazer o melhor em
treinos e competições. As escolhas da atleta Marista não
poderiam ser mais vencedoras: Maurren Maggi e Usain
Bolt, dois nomes incontestáveis do atletismo olímpico.
A brasileira superou todas as dificuldades, venceu
uma interrupção de três anos por conta de uma suspensão por doping e voltou às pistas ainda mais forte,
conquistando o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim,
em 2008, justamente no salto em distância, prova favorita de Giulia. Já Bolt dispensa comentários. Conhecido como o homem mais rápido do mundo, o jamaicano tem nada menos do que seis medalhas de ouro em
Olimpíadas e grandes chances de aumentar o feito em
2016, no Rio de Janeiro.
Se depender dos ídolos e da dedicação, portanto,
Giulia Leite da Rocha Lima é um nome com boas possibilidades de aparecer no quadro de medalhas das próximas edições dos jogos. Vale a pena torcer.
O ESPORTE E OS VALORES MARISTAS
Questionada sobre os grandes benefícios que o esporte traz para sua vida, Giulia garantiu que a saúde e o
bem-estar são vantagens indispensáveis, mas que as viagens, as novas amizades e a manutenção do espírito de
competitividade tornam a prática esportiva ainda mais
proveitosa. Ela falou, também, de como consegue aplicar os valores e ensinamentos da filosofia Marista aos
treinos e competições.
“O Marista sempre nos ensinou a ter respeito e humildade. E é isso que sempre sigo à risca, respeitando os
adversários e entendendo que a derrota é uma parte
importante do esporte”, completa.
Colégio Marista Paranaense
31
você
você
vocêsabia?
sabia?
sabia?
Muita história
Da visita de célebres
craques à área total
dedicada a esportes no
Colégio, listamos várias
curiosidades sobre nossa
história em campos,
quadras e pistas
para
contar
O BRASIL QUE GANHOU A COPA
Na Copa do Mundo de 2010, o Brasil foi eliminado pela Holanda nas quartas de final, após perder o duelo por 2x1. Apesar da
derrota nos gramados sul-africanos, um certo Brasil se sagrou campeão em 2010, ao contrário da seleção de Dunga. Naquele
ano, foi realizada a primeira Copa Coca-Cola, com a participação de 32 colégios de Curitiba. Na competição, cada escola representou um país e coube justamente ao Marista honrar as cores verde e amarela da nossa bandeira. “Fizemos uma campanha invicta e, na final, ganhamos da Argentina, representada pelo colégio Decisivo, por 3x1”, relembra Fernando Knaipp, coordenador
de esportes do Marista. Até hoje, a taça é destaque imponente na sala de troféus da escola.
VISITAS ILUSTRES
Na década de 60, quando times de todo o Brasil vinham a Curitiba para enfrentar as equipes da capital, muitas vezes escolhiam
o campo 1 do Marista, de dimensões oficiais, para realizar seus treinamentos, e até desafiar os internos em partidas de preparação antes dos jogos oficiais. Essa escolha fez com que craques como Pelé, Manga, Coutinho, Didi e Zagallo já tenham pisado no
gramado do Marista. Como recordação, vários deles deixaram seus autógrafos, que ainda estão guardados na escola.
CELEIRO DE CRAQUES
Não foram poucos os alunos do Marista Paranaense que deram, no Colégio, os primeiros passos de suas bem-sucedidas carreiras
no esporte. No futebol, não faltam exemplos: Pedro Ken (Coritiba, Cruzeiro, Avaí, Vitória e Vasco), Gustavo Araújo (Atlético-PR
e Chelsea-ING), Zé Elias (Corinthians, Santos, Bayern Leverkusen, Inter de Milão e vários outros), Lucas Sotero (Atlético-PR) e
Eduardo Sales, dentre outros. Fora os boleiros, Kelly Simões, aluna do Marista, foi campeã mundial de voleibol com a seleção
brasileira juvenil.
ÁREA EM MOVIMENTO
Em uma soma aproximada, é possível estimar em mais de 10 km a área disponível para prática esportiva no Marista Paranaense.
INVICTO
CLUBE DE PAIS
Tradicional e histórico, o Clube de Pais do Marista, com mais de 30 anos desde sua fundação, hoje acumula mais de 250 associados que, durante todo o ano, disputam partidas emocionantes e divertidas nos campos do Colégio.
32
Colégio Marista Paranaense
© Ilustração: Nome do ilustrador
Na Copa SESC de 2011, não teve para ninguém: o time de futsal masculino conquistou o título na categoria pré-mirim sem ter
perdido um jogo sequer. Das 15 partidas disputadas, a equipe venceu 14 e empatou uma.
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REVELAÇÃO
MARISTA
© Foto: Lancenet
Hoje atleta do Vasco
da Gama, Pedro Ken
relembra primeiros
passos no futsal do
Paranaense, amizade
com professor Scremin
e garante que estrutura
do Colégio o ajudou a se
apaixonar pelo esporte
Quem via o pequeno Pedro Ken
correndo desenfreado pelos corredores do Marista Paranaense não
imaginava que, poucos anos depois,
ele estaria defendendo as camisas de
alguns dos maiores clubes do futebol
brasileiro. A história, como não poderia ser diferente, começou nas quadras do Colégio e teve a participação
de um personagem bem conhecido
de todos os alunos.
“Eu tinha 6 anos e minha mãe queria que eu praticasse um esporte para
gastar um pouco de toda a minha
energia. Então, comecei no futebol
de salão com o Scremin, que foi uma
pessoa importantíssima na minha
formação. Aos poucos, fui evoluindo,
e o Coritiba me convidou para o time
dente de leite quando eu tinha 10
anos. Continuei jogando futsal pelo
Marista, mas fui jogar pelo Coxa no
campo”, relembra Pedro.
No Coritiba, o jovem atleta aperfeiçoou sua técnica, transformou-se
em um volante de boa marcação e
toque de bola refinado e passou por
todas as etapas até chegar ao time
34
A estrutura do Marista
me influenciou muito,
e foi ali que eu criei
esse amor pelo
futebol.
profissional, em 2006. Parte do sucesso conquistado ele faz questão
de creditar ao Colégio onde calçou a
chuteira pela primeira vez. “A estrutura do Marista me influenciou muito, e foi ali que eu criei esse amor pelo
futebol”, afirma.
Com a chegada ao time principal do Coritiba, não demorou para
Pedro Ken dar as primeiras alegrias
à torcida Alviverde. Em seu segundo
jogo como titular, durante o Campeonato Paranaense de 2007, o volante
fez um dos gols que garantiram a vitória do clube do Alto da Glória por
3 a 2 no clássico diante do Paraná
Colégio Marista Paranaense
Clube. Até hoje, o atleta considera
o triunfo no Couto Pereira uma das
partidas mais marcantes da carreira. Ainda naquele ano, ele ajudaria o
Verdão a voltar à primeira divisão do
Campeonato Brasileiro com o título
da Série B.
Inspirado por seus dois maiores
ídolos no esporte, o brasileiro Ronaldo e o francês Zidane, Pedro seguiu
melhorando e deixou o Coritiba em
2009, quando assinou com o Cruzeiro. Depois disso, ainda defendeu o
Avaí e o Vitória, até chegar ao Vasco
no começo de 2013. Mesmo com tantas escalas em sua trajetória, o jogador não esquece as origens.
“Vivi muita coisa boa no Marista
Paranaense e me lembro de tudo.
Sempre adorei o ambiente, até hoje
tenho amigos que fiz na escola e tenho
muitas saudades. Tenho certeza de
que os ensinamentos que o Colégio
me proporcionou, como a dedicação,
a disciplina e o relacionamento social,
me acompanham até hoje e fazem de
mim um atleta e uma pessoa melhor”,
finaliza Pedro, nostálgico.
© Foto: Osmar Resende
ser melhor
ESTUDO
SOLIDÁRIO
Diogo Pessoto, agente de Pastoral do Paranaense,
fala sobre a importância da solidariedade no
ensino e sobre as campanhas realizadas em 2012
“Entendemos que a solidariedade é uma prática a ser exercitada, ou
seja, tanto mais solidários seremos
quanto mais agirmos em benefício
do outro, especialmente daquele
que mais precisa”, afirmou Diogo
Pessoto, agente de Pastoral do Colégio Marista Paranaense logo no começo da entrevista para a revista Em
Família. Segundo ele, o exercício de
práticas solidárias deve ser realizado
desde a infância. O início da conversa já deixa bem clara a importância
que a escola dá para as ações voltadas ao próximo.
Para Diogo, as campanhas promovidas pelo Paranaense são parte
fundamental do processo educativo de seus alunos e devem ser sempre utilizadas, independentemente
da série dos estudantes. Ele garante
que não importa a idade cronológica, mas o desejo e a vontade de ajudar o outro.
36
“O desenvolvimento de uma cultura de solidariedade é processo
indispensável no contexto da formação integral de nossos alunos da
Educação Infantil ao Ensino Médio.
No Marista Paranaense, todos encontram no ambiente escolar um espaço adequado para promoção, valorização e auxílio àquele que está ao
seu lado bem como àquele que, por
vezes, mais precisa”, avalia Diogo.
A estrutura e os ensinamentos oferecidos pela escola, de acordo com o
agente, possibilitam que, desde os
primeiros anos, a criança consiga internalizar os valores da solidariedade, tornando possível sua formação
como um indivíduo solidário. Ele
aproveitou para lembrar das duas
grandes campanhas realizadas pelo
Núcleo da Pastoral do Paranaense
em 2012.
“No ano passado, realizamos duas
campanhas. A Páscoa Solidária e o
Colégio Marista Paranaense
Natal Solidário. Nessa última, estabelecemos parcerias com algumas
instituições filantrópicas a fim de verificar suas necessidades e destinar,
posteriormente, as doações arrecadadas por alunos, familiares e colaboradores”, conta.
Um dos grandes destaques da
campanha de Natal foi a participação massiva de todos os estudantes. No Ensino Fundamental II e no
Ensino Médio, o Núcleo de Pastoral
contou com o auxílio dos “representantes solidários”: alunos que
motivaram suas turmas e fizeram a
contagem das doações para facilitar
a organização. Ao todo, foram arrecadados de enxovais para bebês da
Maternidade Alto Maracanã a alimentos e materiais de higiene para o
Pequeno Cotolengo. E os planos para
este ano são tão ambiciosos quanto
os resultados de 2012.
“Em 2013, queremos dar continuidade aos projetos solidários já
existentes, fortalecendo as parcerias
e fomentando ainda mais o exercício da solidariedade por parte de
nossos alunos e colaboradores. Daremos especial atenção à Páscoa Solidária, com a arrecadação de chocolates a serem entregues ao IPCC,
que, por sua vez, destinará às crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social na periferia de
Curitiba”, completa Diogo.
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Colégios Maristas.
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© Foto: Arquivo pessoal
essência
Ir. Leomar D’Avila
Educador
físico e diretor
institucional do
Centro Social
Marista Santa
Mônica
A prática condizente de qualquer
modalidade esportiva, competitiva
ou não, leva a pessoa a desenvolver
suas capacidades e aptidões. É no
momento de interação que se atinge
diretamente o outro, gerando, assim,
socialização e aprendizagem. Desse
modo, experiência no esporte é a
oportunidade para aprender os valores da solidariedade, conhecimento,
respeito, ou seja, é a oportunidade
de cuidar da integridade do outro,
aperfeiçoando a si mesmo.
Conforme o Ministério da Educação e Cultura (1998), o esporte é
elemento de grande valia, quando
se fala de interação socioafetiva,
pois é a forma de expressar a comunicação que possibilita a crianças e
adolescentes partilhar significados,
conceber regras, compartilhar valores, ideias e emoções, construindo as
características do indivíduo e socializando-o. Por meio do esporte, interiorizam-se comportamentos, dá-se
satisfação ao grupo, contemplam-se
aspectos pessoais e sociais, configuram-se motivos que impulsionam
os seres humanos à interação social,
para o necessário aperfeiçoamento
do físico e do moral.
O esporte, dentro da escola ou
mesmo em outros ambientes, leva
as crianças e adolescentes a descentralizarem-se, comunicarem-se e
aceitar regras e atitudes dos outros,
contribuindo para a formação e aceitação de normas de convivência coletiva, determinando regras, valores,
38
Esporte:
socialização e
aprendizagem
ações e gestos que validam o convívio. Assim, quando o esporte se torna algo coletivo e participativo, além
de construírem-se conhecimentos
múltiplos, valoriza-se a cultura do
outro sem descurar a própria; criam-se estratégias com base nas ideias e
conhecimento do outro; garante-se
o respeito, toleram-se as dificuldades
e as limitações demonstradas pelos
envolvidos. Em suma, todas as decisões propendem a ser tomadas para o
melhor do grupo, estimulando o processo de socialização e tornando-os
responsáveis pelas suas ações.
A prática esportiva contribui com
o processo de aprendizagem, constituindo um meio atraente e bem
aceito pela criança; por meio de atividades divertidas, instiga-se simultaneamente o esforço e o prazer de
aprender brincando. As crianças e
adolescentes demonstram seus desejos e vontades advindos e construídos
ao longo de sua história de vida, mostrando suas tendências, seu caráter e
sua personalidade. Essa aprendizagem é manifestada quando a criança
se confronta com novas informações
e novos modos de se realizar esses
mesmos jogos e brincadeiras em grupos maiores.
O esporte é uma forma de proporcionar situações que levem a solucionar as dificuldades entre as relações
cognitivas ou socioafetivas, dando
respostas construtivas, que valorizam
o diálogo, o respeito e a estima das
ideias no trabalho coletivo.
Conceitualmente, consideramos o
esporte como um conjunto de exercícios físicos, coordenados por métodos. O ser humano, criado à imagem
e semelhança de Deus, desenvolveu,
ao passar dos tempos, inúmeras atividades esportivas, com real interesse
de praticá-las, visando a aprimorar
sua coordenação motora, a autoestima, a potencialidade técnica e, principalmente, sua saúde física e mental.
Toda e qualquer modalidade esportiva, assim como a vida, é regida
por regras específicas, favorecendo
ou punindo a postura comportamental de quem as pratica. Paralelamente, também buscam a socialização:
manter contatos, trocar experiências,
buscar momentos prazerosos, aperfeiçoar relacionamentos e conquistar
espaços, apesar das diferenças entre
as pessoas. O esporte integra, não somente força, velocidade e resistência,
mas de maneira especial, as relações
humanas que conduzem a aproximar
e a viver a cidadania e a dignidade humana, com a autorrealização e a qualidade de vida desejadas.
A convivência esportiva abre
sempre novos horizontes culturais,
mostra maneiras convenientes e vantajosas de aprender e ganhar com
humildade e perder com sabedoria.
Para um atleta, é importante perceber
suas reais capacidades e conscientes
limitações, demonstrar raciocínio,
disciplina, determinação, habilidade
e participação efetiva, visando ao útil,
ao agradável e, consequentemente,
aos louros das conquistas esportivas,
revelando o sentido da sua aplicação,
experiência no ambiente em que
atua e vivencia.
Nós, desportistas conscientes,
declaramo-nos contrários às influências capazes de canalizar impulsos
de violência, explosões emocionais
desrespeitosas, paixões desenfreadas,
individualismo exagerado e discriminação... enfim, diferenças antiesportivas. Enfatizamos a construção de
uma sociedade solidária a serviço da
saúde, do bem estar e da vida, tornando-a mais humanizada e mais nossa.
O esporte gera envolvimento, integração, amizade, saúde, vida que
mobiliza e contagia constantemente
as multidões. Sabiamente, já na sua
época, São Marcelino Champagnat
considerava a prática esportiva muito valiosa para a educação, já que era
capaz de fortificar o corpo e purificar
a alma. É um ponto de visto educativo, inovador e profundo, de suma
importância, mesclando a formação
integral do ser humano, formar bons
cristãos e virtuosos cidadãos.
Agradável o esporte que produz e
transmite lazer, saúde, arte e vida.
© Foto: Divulgação - Marista Pio XII
© Fotos: Sxc.hu
Esporte
que aproxima
Ir. Dionísio
Balestrin
Irmão Marista da
Província do Rio
Grande do Sul
39
solidariedade
Competir para
todos ganharem
Projeto Juventude e Solidariedade no Esporte visa a incluir jogos com caráter
mais solidário nas aulas de Educação Física de unidade social Marista
Com várias pessoas de pé e algumas cadeiras na sala, a música começa. Não, ninguém vai ficar naquela aflição para sentar. Há lugar para
todos. A segunda rodada começa
com uma cadeira a menos e, quando
a música para, todos continuam na
brincadeira. Aquele que está de pé só
precisa encontrar uma cadeira para
dividir. Essa é uma representação da
clássica dança das cadeiras, em uma
versão cooperativa: mais harmônica
e focada no trabalho em equipe.
Para os professores Carlos Pedro
Gomes, Filipi Lima e Mário César
Oliveira, do Centro Educacional Ma-
40
rista São José, localizado na região
metropolitana de Curitiba, atividades como essas que caracterizam os
jogos cooperativos possibilitam “que
os participantes libertem-se da ânsia
pela competição em prol da participação e do lúdico das atividades.
Ganhar ou perder não entra nesta
discussão”.
Tendo como referência esse movimento solidário no desporto, o Centro Educacional Marista São José, em
parceria com o Núcleo de Pastoral da
Unidade, está colocando em prática
o projeto Juventude e Solidariedade no Esporte. A ideia consiste em
democratizar o acesso e a prática
sistematizada do esporte educacional, tendo como guia as diretrizes da
Rede Marista de Solidariedade.
Um dos grandes desafios da Educação Física escolar, segundo os educadores, é alterar o conceito de que
as modalidades praticadas durante
essa disciplina precisam ser aplicadas estritamente com o objetivo de
competição e rendimento. “Tradicionalmente, a Educação Física foi
construída sobre os pilares de que
o rendimento leva à vitória. Porém,
esse conceito vem caindo com o passar do tempo. Ela precisa, sim, ser
© Fotos: João Borges | Divulgação
um agente transformador para os
envolvidos”, afirma a equipe.
Os professores explicam que a
ideia do projeto partiu da necessidade de ampliar a participação do
educando dentro das atividades e
também para mediar os conflitos
ocorridos nas aulas de Educação
Física. Com isso, minimizam-se
as diferenças de potencialidades
físicas e técnicas dos educandos
dentro de um mesmo grupo, proporcionando a todos a mesma importância para conquistar os objetivos das aulas.
Para cumprir esses objetivos, os
jogos cooperativos podem – e devem – ser incorporados às aulas de
Educação Física. Há muitas opções
de atividades que estimulam a solidariedade, a união, o respeito e a
vitória do grupo (confira as dicas
de livros no box ao lado). Ao mesmo tempo, é possível tornar cooperativo um jogo tradicionalmente
competitivo, flexibilizando suas
regras, dividindo o protagonismo
das ações, envolvendo o grupo em
vários desafios corporais, sempre
respeitando os limites de cada um.
No formato cooperativo da dança das cadeiras, por exemplo, a
mudança de regras traz uma vitória
coletiva. A cada rodada, o jogo vai
ficando mais divertido e estratégico, pois ninguém pode ficar sem
lugar. No fim resta apenas uma cadeira, e o grupo precisa arquitetar
de que forma todos sentarão nela.
Em sua essência, os jogos cooperativos geram espírito de união,
responsabilidade e participação.
Pontos importantes em todas as
fases da vivência escolar. Para os
professores, é nessa prática que se
aprende, de forma saudável, a abrir
mão dos interesses individuais em
prol do coletivo. “Com os jogos cooperativos, podemos experimentar, verdadeiramente, o significado
de coletividade”, acredita a equipe.
A vitória se constrói junto
A principal diferença entre os jogos
competitivos e os cooperativos está nos
meios utilizados para se chegar à vitória.
Nos jogos cooperativos, o que conta é o
processo e não o resultado. Conheça algumas opções:
Jogos cooperativos sem perdedores
Nesta categoria, todos os participantes
fazem parte de um mesmo time e o resultado é compartilhado. A dança das cadeiras citada nessa matéria exemplifica esse
tipo de jogo.
Jogos de resultado coletivo
Jogos que permitem a existência de
duas ou mais equipes, sem que haja
competição entre ambas, pois os objetivos e resultados são comuns, favorecendo a cooperação de todos. A equipe de
Educação Física do Centro Educacional
Marista São José sugere que, em um jogo
de basquete, cada grupo tente converter lances livres em pontos para as duas
equipes. O resultado do jogo é a soma
dos pontos dos grupos. O desafio será
considerado superado somente quando
o placar atingir a meta estipulada anteriormente, por exemplo, 100 pontos.
Jogos de inversão
Experimentam-se situações de troca, de placar ou de jogadores, entre as
equipes, favorecendo a valorização dos
parceiros de jogo e diminuição da preocupação excessiva com o resultado. Na
inversão de placar, cada ponto feito é
marcado para o outro time. Na troca de
jogadores, cada um troca de time ao fim
de cada lance.
Jogos semicooperativos
Ainda que apresentem caráter competitivo, esses jogos visam à participação
de todos durante a rodada. Por exemplo,
futebol com times mistos. Os passes precisam ser alternados entre homens e mulheres e para o jogo terminar todos precisam ter marcado pelo menos um ponto.
Boas ideias
Os livros a seguir apresentam jogos
criativos que podem ser aplicados no
ambiente escolar ou em um momento
em família:
100 Jogos Cooperativos: Eu
coopero, Eu me divirto
(Editora Ground)
A autora Christine Fortin
apresenta, de forma prática e
detalhada, 100 maneiras
de executar atividades cooperativas, as quais podem ser adaptadas de
acordo com o local e o perfil de cada público
– de crianças a adultos.
110 Jogos Cooperativos Com
Balões: Voando Com os
Sonhos
(Editora Sprint)
A obra, escrita por Reinaldo
Soler, compõe uma coleção de
seis volumes sobre o tema.
O autor propõe jogos focados
na escola e acredita que ela não precisa ser
chata só porque é um ambiente levado com
seriedade.
MSM E OS
JOGOS COOPERATIVOS
A ideia de jogos cooperativos
também está presente na Missão
Solidária Marista (MSM). A última
edição do projeto, que ocorreu
de 20 a 27 de janeiro de 2013,
simultaneamente em cinco cidades
brasileiras – Almirante Tamandaré
(PR), Cascavel (PR), Dourados
(MS), São Bento (SC) e Eldorado, no
Vale da Ribeira (SP) –, contou com
oficinas socioeducativas ministradas
pelos próprios jovens missionários
participantes do projeto.
Segundo Diogo Galline, um dos
coordenadores da MSM, esse
vínculo proporcionado pelas oficinas
é muito positivo, pois há uma
troca de experiências significativa
entre os jovens participantes e
crianças e adolescentes do local.
Ele afirma que os jovens estão
dando continuidade ao sonho de
Champagnat, iniciado com foco nas
crianças.
Além das oficinas, os participantes
realizam outras ações na
comunidade, como reforma de
lugares públicos e palestras.
Galline reforça que o objetivo
maior da Missão é “educar para
solidariedade”.
41
© Fotos: Renata Duda
como fazer
Josileny Gonçalves Vidotti, mãe de Germano, valoriza boa alimentação do filho – que pratica esportes três vezes por semana.
Comer bem
para se exercitar
melhor
ainda
A alimentação influencia a vida que se quer
levar. Se ela é saudável, essa é a garantia
de que o caminho para os bons hábitos
estão dando certo
42
Torrada, queijo branco, suco de laranja e mamão papaia. A cena não
é de uma propaganda de
margarina, mas descreve
um pouco o que é um
café da manhã saudável. Dispostas a gastar as
energias de uma boa noite de sono, as crianças
precisam começar o dia
com uma alimentação
balanceada já na principal refeição. Repare:
em vez de um banquete,
alimentos certos e em
quantidades razoáveis
já são o suficiente para
garantir boas energias.
Afinal, alimentação adequada tem ligação direta
com o desenvolvimento
físico da garotada.
Criar bons costumes
é ideal para a formação
da criança. Exercícios
físicos, a prática do esporte e a alimentação adequada
são fortes aliados para que isso aconteça. “Para manter
hábitos alimentares saudáveis, a família precisa consumir
todos os grupos alimentares diariamente, nas quantidades
recomendadas, procurar variedade e estimular as crianças a preferir
alimentos frescos e mais
caseiros”, alerta a nutricionista e professora da
PUCPR Cyntia Leinig.
É o que a mãe de Germano Gonçalves Vidotti,
9 anos, põe em prática,
mesmo estando fora de
casa. Josileny Gonçalves
Vidotti almoçou junto
com o filho em uma
das cantinas do Colégio Marista Santa Maria
em plena segunda-feira. Embora a corretora
de imóveis tenha uma
semana agitada no trabalho, faz questão de dividir esse momento com o filho. “É
importante estar aqui e acompanhar de perto a alimentação dele. Desde pequeno mantemos bons hábitos em
casa, e hoje ele mesmo faz o prato e sabe o que é bom para
a alimentação dele”, exalta.
Essa dedicação na alimentação garante a manutenção
da saúde. “Em paralelo, deve incentivar a criança a praticar as mais diversas atividades esportivas associadas
às brincadeiras. Isso não é só importante para a saúde
física, mas também para o desenvolvimento motor e psicológico da criança”, defende a nutricionista. Sabendo
dessa combinação entre alimentação e esporte, a mãe
de Germano intensifica a rotina do garoto – que pratica
atividade física três vezes por semana. “Na segunda e na
quarta ele joga handebol. Sábado é dia de tênis”, conta
Josileny. Por causa do esporte, a alimentação do atleta
tem diversos nutrientes. “Ele sabe o que tem de comer,
então já pega salada, verduras, carne e o arroz”, calcula
a mãe.
E O DOCE, PODE?
Ir a uma festinha de aniversário é praticamente um
encontro marcado com brigadeiros, bombons, refrigerantes e outras gostosuras tão amadas pelos pequenos.
Da mesma forma como quando são apresentados às
crianças, é preciso deixar claro que os doces não devem
fazer parte da rotina delas. “O excesso no consumo desses alimentos contribui para o aumento do peso, das
cáries dentárias e também de outras doenças”, alerta a
nutricionista.
No entanto, proibir não é a solução. “Quanto mais tarde
forem apresentados a esses alimentos, melhor, mas caso a
criança já saiba pedir o doce, é possível
Só mesmo o hábito
fez a estudante
equilibrar em duas
Márcia Machado
Moreira, de 12 anos,
vezes na semana e
se acostumar com
‘as folhas’.
em pequena quantidade”, explica Cyntia.
HÁBITO
Comer bem é uma
questão de hábito. A
partir do momento
em que se torna costume comer alimentos cuja cor antes
nem se via, é mais
tranquilo assimilar a
importância deles. A
tese foi comprovada
pela estudante do
Marista Santa Maria,
Márcia Machado Moreira, 12 anos. Ela confessou que há
um ano não comia salada e torcia o nariz para a maioria
“das folhas”, nome batizado pela estudante. “Eu passei a
comer mais verdura quando minha mãe começou a pegar no pé. Passei a comer por causa dela, mas hoje coloco
no prato até quando ela não está. Acostumei”, brinca.
NA PRÁTICA
O Ministério da Saúde recomenda alguns passos essenciais para a alimentação saudável das crianças, confira
alguns deles:
1) Fracionamento de três refeições diárias intercaladas por dois
lanches saudáveis ao dia;
2) Consumo diário de cereais (arroz, milho), tubérculos
(batata), raízes (mandioca), pães e massas, distribuindo esses
alimentos nas refeições;
3) As frutas devem ser distribuídas nas refeições, sobremesas
e lanches;
4) Consumo de feijão em pelo menos cinco dias na semana;
5) Consumo diário de leite e derivados, e de carnes, aves,
peixes ou ovos;
6) Estímulo ao consumo de água.
43
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FILME
Heleno
Minha dica é o filme Heleno. Ele retrata a história de Heleno de Freitas, o príncipe da era
de ouro do Rio de Janeiro nos anos 40, quando a cidade era um cenário de sonho, cheio de
glamour e promessas. Nas elegantes festas da época, ele representava a beleza e o charme.
Nos campos, ele era visto como um gênio: explosivo e apaixonado pelo futebol. Heleno tinha
certeza de que seria o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Mas a guerra, a sífilis e as
desventuras de sua vida mudaram seu destino, levando-o da glória à tragédia.
Junior Cesar Dias de Jesus - Assessoria de Educação do Colégio Marista de Londrina
JOGO
PES 2013
Eu escolho e compartilho o jogo mais utilizado entre os jogadores, o PES
2013, que simula partidas de futebol. No jogo virtual, é possível propor
partidas amistosas ou criar seu próprio personagem “rumo ao estrelato”.
Também existe a opção de administrar uma equipe no modo “Liga
Master”, entre outros modos adequados ao gosto de quem está jogando.
Rulligulity Menegussi de Barros, 17 anos
3° ano do Ensino Médio do Colégio Marista São Luís
GUIA PRÁTICO
A semente da vitória
O livro que eu indico é A semente da vitória, de Nuno
Cobra, que foi preparador físico e mental do Airton
Senna. Valores agregados ao esporte, como superação,
autoconfiança e sua visão sobre os cuidados com a saúde
estão presentes na obra. A grande lição do livro é mostrar
que o segredo para superar limites, rumo à excelência,
consiste principalmente em acreditar em si mesmo.
Silvana Marques Freitas
Professora do Colégio Marista Arquidiocesano
44
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE VOLEIBOL
Recomendo o site www.cbv.com.br/v1/, da Confederação Brasileira de Voleibol,
que possui grande variedade de informações, programações e notícias sobre
campeonatos da Seleção Brasileira. Lá também tem uma galeria de fotos, onde
podemos observar, com detalhes, as diferentes ações durante os jogos.
Fernanda Liu, 16 anos - 2º ano do Ensino Médio do Colégio Marista Londrina
LIVRO-AULA
Aprendendo a Educação Física
Utilizo bastante o livro infantil Aprendendo a Educação Física,
dos autores Maria Cristina Gonçalves, Roberto Costacurta
Alves Pinto e Silvia Pessoa Teuber. Eles embasam e justificam a
importância da Educação Física Escolar, em linguagem clara e de
fácil compreensão. O livro contém inúmeras atividades de jogos,
esportes, ginásticas, que subsidiam minha prática e que vêm de
encontro aos constituintes da Educação Infantil Marista.
Virlei Kunz – Professora do Colégio Marista São Luís
CANAL
SportTV
© Fotos: Divulgação
Eu adoro o canal SporTV. É o meu favorito. Ele apresenta
diversos vídeos de torneios e campeonatos de muitas
modalidades esportivas, como atletismo, basquete, futsal,
ginástica, tênis, surfe, além do vôlei.
Fernanda Liu, 16 anos - 2º ano do Ensino Médio do Colégio
Marista Londrina
45
olhar
Quando a
palavra
superação
ganha outro
sentido
Toda pessoa que planeja competir
em alto nível precisa se superar, seja
para baixar seu melhor tempo, saltar alguns centímetros mais alto (ou
para frente), driblar a falta de apoio
ou até problemas pessoais. Talvez
por isso a palavra superação esteja no
vocabulário de dez entre dez atletas.
Embora sirva para inúmeras ocasiões, a superação ganha um sentido
especial quando usada por um paralímpico – o termo, que se refere a
atletas com deficiência, antes paraolímpico, teve a grafia mudada em
novembro de 2011, a pedido do Comitê Paralímpico Internacional, para
desvincular o desporto adaptado do
movimento olímpico.
Embora trabalhe quase 15 anos
com jornalismo esportivo, meu contato com os paralímpicos era mínimo. A primeira competição que fiz
foram os Jogos Paralímpicos de 2012,
em Londres, que também havia sediado a Olimpíada daquele ano. Por
mais que já se saiba o que perguntar
ou como abordar um atleta, ficava
a dúvida: como questioná-lo a respeito da deficiência? Posso ofendê-lo ao querer saber o que houve e
como convive com ela? Para minha
surpresa, a grande maioria trata das
limitações, sejam congênitas ou adquiridas ao longo da vida, com naturalidade, e gosta de compartilhar
46
experiências. Poucos se incomodam.
O nadador André Brasil, dono de
nove medalhas em Paralimpíadas,
por exemplo, costuma se irritar com
diferenciações. Em Londres, quando
um jornalista usou o termo paratleta
numa pergunta, ele o interrompeu
bruscamente: “Atleta, por favor!”. Aos
3 meses, detectou-se que ele tinha a
perna esquerda mais leve do que a
direita por conta da poliomielite. Aos
pais, disseram que André não iria andar. Sua força de vontade nas piscinas mostrou exatamente o contrário.
Aliás, belas histórias não faltam.
Por isso a superação ganha outro
peso nesse ambiente. Na Paralimpíadas de Londres foram mais de
4.300 atletas de 164 países. São deficientes visuais, pessoas que sofreram traumas de guerra, cadeirantes
baleados em assalto... Martine Wright, britânica com quem conversei
lá, pratica vôlei sentado. Ela é sobrevivente do atentado terrorista ao
metrô de Londres, em 7 de julho de
2005. No vagão, estava a poucos metros do homem acusado de detonar
a bomba. Ficou presa às ferragens,
perdeu 75% do sangue do corpo,
sofreu 12 cirurgias e teve as pernas
amputadas acima dos joelhos. Achou
no esporte um novo ânimo de vida.
Medalha? Sua vitória foi ver a família
em seus jogos. Não há como não se
emocionar com esse tipo de relato.
Uma pena o espaço ser insuficiente
para descrever outros.
Dos 15 dias em Londres, passei
mais de sete gripado. Alguns dias foram difíceis para levantar da cama.
Mas bastava ver um atleta em ação,
ouvir sua história e o que sentia após
competir, para eu me sentir melhor.
A vida impôs a essas pessoas algo
muito mais devastador e traumático
do que uma gripe. E eles se superam, mostrando que a limitação é só
mais uma barreira. A vida não acaba
ali, só ganha um novo sentido, uma
nova motivação. Isso faz você refletir
e reclamar menos do cotidiano. É até
constrangedor fazer certas queixas.
Por “culpa” desses atletas, passei a
admirar e acompanhar mais de perto
o movimento paralímpico. Eles são a
maior prova de que nenhuma limitação é capaz de frear o ímpeto de um
ser humano quando ele quer se superar.
© Foto: Arquivo pessoal
Por Thiago Rocha, jornalista que contribui para o
jornal Lance e cobriu as Paralimpíadas de Londres,
em 2012.
curiosidade
Além do
asfalto
Você sabia que as corridas de rua surgiram e se popularizaram na Inglaterra no
século XVIII? Mas foi apenas na década de
70, com o incentivo do médico Kenneth
Cooper, criador do Teste de Cooper, que ela
se popularizou no mundo. A época ficou
marcada pelo jogging boom (“explosão da
corrida”), momento em que a população
começou a participar mais ativamente junto dos corredores de elite.
Correr! Uma prática tão comum, mas rodeada de histórias. Portanto, coloque seu
calção, um tênis e vamos correr pelo passado e pelas curiosidades que os asfaltos
têm para contar desse esporte tão famoso
Diz a lenda que a origem da maratona aconteceu
por volta do ano 490 a.C., quando um soldado correu
por cerca de 42 km, da cidade de Maratona até Atenas,
para avisar sobre vitória dos gregos contra os persas na
guerra. Filípides percorreu essa distância correndo tão
rapidamente que, ao chegar, só conseguiu dizer: “vencemos!”. Em seguida, caiu morto pelo esforço.
© Fotos: Sxc.hu
Por falar em maratonas,
na primeira edição dos Jogos
Olímpicos da Era Moderna,
ocorrida em 1896, em Atenas,
na Grécia, o grego Spiridon
Louis venceu o percurso de 40
km. O terceiro colocado foi seu
compatriota Spiridon Belokas,
que depois foi desclassificado
por percorrer parte do trajeto
de carro.
Foi só em 1945, na sua 20ª edição, que a prova recebeu a participação de competidores internacionais. A presença dos vizinhos do
Chile e Uruguai foi o estopim para
a participação efetiva de corredores das Américas, asiáticos, africanos e europeus.
O número
de inscritos da
primeira Maratona de São
Silvestre foi de
apenas 60, dos
quais apenas 48
comparecem
no dia da prova. Atualmente,
a competição
leva mais de 15
mil participantes às ruas da
capital paulista.
E a São Silvestre? Mais tradicional prova do país,
foi criada em 1924, em homenagem ao santo do
dia, pelo jornalista Cásper Líbero, inspirado em
uma corrida noturna francesa em que os atletas
corriam com tochas de fogo. É disputada no dia
31 de dezembro e já teve a participação exclusiva de homens, sendo Alfredo Gomes o primeiro
campeão da prova. Foi apenas em 1975 que as mulheres ganharam uma competição feminina. A primeira campeã foi a alemã Christa Valensieck.
Como foi possível perceber, as corridas de rua
contam cada vez com mais adeptos, segundo um
levantamento da Federação Paulista de Atletismo.
O aumento de praticantes reflete no rendimento
financeiro do esporte. Constatou-se que a prática
movimenta cerca de R$ 3 bilhões e que o número
de eventos aumenta cerca de 35% ao ano.
O sonho de todo corredor é participar das maiores
maratonas. Sabe quais são? Disputada desde 1897, a
Maratona de Boston é a maior e mais antiga, depois da
olímpica, seguida da Maratona de Nova York e da Maratona de Chicago, todas nos EUA. Além delas, há a Maratona de Berlim, na Alemanha, e a Maratona de Londres,
na Inglaterra. Todas fazem parte do World Marathon
Majors, que dá um milhão de dólares para os atletas
que fazem mais pontos na disputa das cinco provas.
Que tal entrar no ritmo da corrida e adotar o uso de aplicativos capazes de registrar diversas informações sobre o rendimento da prática do
exercício? O Endomondo é um aplicativo gratuito, bem recomendado
pelos corredores de rua e disponível para iPhone, Android e BlackBerry.
Outro aplicativo bastante utilizado e gratuito é o Runkeeper. Vale a pena
correr nesse ritmo.
47
diversão
O passatempo centenário
de jogar peteca (há registros de que, no Brasil, a
atividade surgiu com os
índios) também é esporte
sério. De forma adaptada,
o badminton – que estreou
nas Olimpíadas em 1992 e
que se joga com raquete e
peteca – tem várias similaridades com a brincadeira
infantil. E nada melhor que
incentivar um esporte por
meio de uma diversão. Por
isso, a pedagoga e assistente social Fernanda Alves Teixeira ensina, passo a
passo, como montar uma
peteca com materiais que
todos têm em casa. Como
não existe partida sem torcida, a professora também
explica como montar uma
equipe de torcedores.
Pais e filhos, mãos à obra!
Esporte na
ponta dos
dedos
Antes de praticar, que tal inventar?
Aprenda, a seguir, a fazer uma peteca
reutilizando sacolas plásticas.
A torcida fica por conta dos dedoches
PETECA
VOCÊ VAI PRECISAR DE:
Folhas de papel de qualquer tipo
Tesoura
Sacola de mercado
Corte as alças da sacola e reserve.
Corte o fundo e as duas laterais também.
Pegue as folhas de papel e amasse até formar bolinhas de tamanho médio.
Coloque os dois lados da sacola um sobre o outro e
envolva as bolas de papel com eles.
Modele a peteca, pegando uma das alças que cortou e amarrando-a, dando um nó.
Corte as sobras do nó.
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© Fotos: Renata Duda
MÃOS À OBRA
DEDOCHE
VOCÊ VAI PRECISAR DE:
1 molde redondo (para
fazer a cabeça do torcedor)
Tesoura
Folhas de papel colorido
Lápis
Cola em bastão
Canetinha colorida
MÃOS À OBRA
Coloque sobre o papel dois dedos para fazer o molde
da altura e largura do seu boneco, risque e dobre a
folha de papel, recorte na linha que desenhou.
Passe a cola em bastão apenas nas bordas do molde e cole um sobre o outro. Lembre-se, o meio e a
base não devem levar cola.
Pegue o molde redondo e desenhe um círculo para
fazer a cabeça. Em seguida, recorte-o.
Para a camisa e o calção, faça o desenho do mesmo
tamanho que seu molde. Recorte 4 tiras, para os braços e as pernas, além de duas bolas ovais para os pés.
Desenhe como preferir o cabelo. Recorte e cole no
círculo da cabeça, cole também a camisa, o calção,
a cabeça e as tirinhas no molde.
Sobre as perninhas cole as duas bolinhas ovais,
que são os pés.
Pegue as canetinhas e desenhe o rosto do seu torcedor, e escreva o nome da sua equipe.
Pronto, agora monte sua torcida ou time completo.
Boa diversão!
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