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IV Congresso de Educação Física do Vale
do São Francisco:
“Perspectivas da Educação Física no Vale do São Francisco:
Aplicações na Escola, Saúde e Desempenho”
ANAIS
Data: 29 a 31 de Agosto de 2013
Cidade: Juazeiro/BA
Local: Complexo Multieventos
da UNIVASF (Campus Juazeiro)
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PREFÁCIO
A ciência, a intervenção profissional, nos diversos campos de atuação e o reconhecimento
dos benefícios, individualmente e pela sociedade, em todas as esferas de vivência do ser
humano, fazem do exercício físico – bem orientado e bem praticado - um componente
indispensável da qualidade de vida e das políticas públicas. Extrapola o benefício para a
qualidade de vida para inserir-se, inclusive, na redução dos gastos com saúde.
Dado o amplo espectro de inserção do exercício físico, há um corpo de conhecimento que
se renova com espantosa velocidade, desde o nível social até o molecular, da infância à velhice,
do mental ao físico, do alto desempenho ao lazer, das lutas à dança, da educação ao trabalho,
com elevado potencial transdisciplinar. Este corpo de conhecimento requer espaço para seu
crescimento e divulgação, como parte de um processo de democratização.
Neste contexto, um congresso científico torna-se condição sine qua non, para o
crescimento das áreas de estudo e de intervenções, por meio, dentre outros aspectos, da
divulgação do estado de arte do conhecimento, da ebulição de ideias geradas em conversas
informais e formais, que levantam novas questões e estimulam parcerias na busca das respostas
e do aperfeiçoamento da intervenção profissional.
Mesmo com recentes Cursos de Educação Física da UNIVASF (criação em 2008 e início
em 2009), já em 2010 (primeiro aniversário dos cursos), por iniciativa conjunta do Colegiado de
Educação Física da Universidade e do Diretório Acadêmico de Educação Física, é realizada a 1ª
edição do Congresso de Educação Física do Vale do São Francisco (CEFIVASF).
O evento graças ao empenho de docentes, alunos e servidores técnico-administrativos, e
com apoio da Reitoria da UNIVASF, tem tido uma trajetória ascendente e na sua III edição (2012)
integrou 380 participantes de 10 Estados com reconhecidos pesquisadores de todo o país e de
diversas áreas que se debruçam sobre o estudo do movimento humano.
Nesta IV Edição: a) a discussão aprofundada do estado de arte do conhecimento do
movimento humano estará promovida em 15 mesas redondas (desde temas como Analfabetismo
motor até Pós-graduação em Educação Física); Quatro conferências (desde Preparação
profissional até Exercício na atenção integral a saúde); Nove sessões de comunicações orais;
Seis sessões de painéis; Nove módulos temáticos (desde Exercício para idosos até Biomecânica
no alto rendimento); b) o crescimento do evento, quanto a participantes, é também acelerado, com
mais de 600 inscritos, de 17 estados e das 5 regiões do país e mais de 120 trabalhos científicos
inscritos).
A busca contínua da alta qualidade desde as edições anteriores, garantem que o IV
CEFIVASF celebrará durante 3 dias o conhecimento, a integração de
pesquisadores,
profissionais e alunos, bem como as parcerias.
É de meu dever, satisfação e justiça, transmitir, por meio do Prof. Dr. Ferdinando Oliveira
Carvalho – Presidente do Congresso - o nosso reconhecimento e agradecimento ao Magnífico
Reitor da UNIVASF Prof. Dr. Julianeli Tolentino de Lima, ao Colegiado de Educação Física da
Universidade, ao Diretório Acadêmico de Educação Física, à Comissão Organizadora e aos
Docentes, Discentes e Servidores Técnico-Administrativos colaboradores, por nos oferecerem um
evento científico de tão alta qualidade.
Com certeza o IV CEFIVASF, dentre outros inúmeros benefícios, também contribuirá para
a qualidade dos Cursos de Graduação em Educação Física, bem como para uma futura e
inevitável instalação, na UNIVASF, de programa de pós-graduação e para inserir, o próprio
Congresso como referência na área.
Encerro agradecendo a honra de ser convidado para escrever este prefácio desejando
votos de sucesso gratificante aos organizadores e participantes.
Prof. Dr. Sebastião Gobbi
Departamento de Educação Física – IB - UNESP – Rio Claro
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“Perspectivas da Educação Física no Vale do São Francisco:
Aplicações na Escola, Saúde e Desempenho”
Realização: Colegiado de Educação Física (CEFIS)
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Juazeiro/BA, 29-31 de Agosto de 2013
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COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO
Presidente do Evento
Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE)
Comissão Organizadora
Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE)
Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE)
Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE)
Ms. Ezer Wellington Gomes Lima (UNIVASF/PE)
Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE)
Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE)
Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE)
Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE)
Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE)
Dr. Luiz Alcides Ramires Maduro (UNIVASF/PE)
Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE)
Dr. Marlo Marques da Cunha (UNIVASF/PE)
Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE)
Dra. Roberta de Souza Mélo (UNIVASF/PE)
Ms. Rodrigo Gustavo da Silva Carvalho (UNIVASF/PE)
Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Colaboradores
Esp. Adalberto Aparecido Bono Junior (UNIVASF/PE)
Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE)
Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE)
Esp. Francisco de Assis Freire Junior (UNIVASF/PE)
Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE)
Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE)
Esp. Reginaldo Luiz do Nascimento (UNIVASF/PE)
Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE)
Esp. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE)
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COMISSÃO CIENTÍFICA
Coordenação
Dr. Sérgio Rodrigues Moreira
Membros:
Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE)
Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE)
Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE)
Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE)
Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE)
Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE)
Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Dr. Luiz Alcides Ramires Maduro (UNIVASF/PE)
Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE)
Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE)
Dra. Roberta de Souza Mélo (UNIVASF/PE)
Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE)
Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
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CONVIDADOS (cursos, palestras, mesas redondas)
Dr. Alexandre Hideki Okano (UFRN/RN) *
Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS)
Dra. Andreia Pelegrini (UDESC/SC)
Dr. André luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE)
Dr. Cheng Hsin Nery Chao (UFRN/RN)
Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT)
Dra. Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz (USP/SP) *
Dra. Cláudia Regina Cavaglieri (UNICAMP/SP) *
Dr. Diego Luz Moura (UGF/RJ)
Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR) *
Dr. Emerson Pardono (UFS/SE)
Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS)
Dr. Go Tani (USP/SP) *
Dr. Jonato Prestes (UCB/DF) *
Dr. José Cazuza de Farias Júnior (UFPB/PB)
Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) *
Dr. Mauro Virgílio Gomes de Barros (UPE/PE) *
Dra. Mara Cristina Lofrano do Prado (UFPE/PE)
Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE/PE)
Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR)
Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE)
Dr. Rafael Pombo Menezes (USP-Ribeirão Preto/SP)
Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE) *
Dr. Ricardo Moreno Lima (UNB/DF)
Dr. Rinaldo Wellerson Pereira (UCB/DF) *
Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE)
Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP)
Dr. Sebastião Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) *
Dra. Suraya Cristina Darido (UNESP/Rio Claro-SP) *
Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP)
Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE) *
*Bolsistas do CNPq
CONVIDADOS (coordenadores de sessões)
Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE)
Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE)
Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE)
Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE)
Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE)
Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE)
Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE)
Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE)
Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE)
Esp. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE)
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MAPA GERAL DO IV CEFIVASF
QUINTA-FEIRA, 29 DE AGOSTO DE 2013
HORÁRIOS
ATIVIDADES
8:00 – 9:15
Inscrições, confirmação de participação em módulos temáticos e entrega de material
9:15 – 10:45
SALA A
SALA B
SALA C
Mesa Redonda I
Mesa Redonda II
Mesa Redonda III
10:45 – 11:15
-
Coffee-Break
11:15 – 12:00
Conferência Especial I
HORÁRIOS
SALA A
SALA B
SALA C
PAINÉIS
14:00 – 16:00
Tema Livre I
Tema Livre II
Tema Livre III
Sessão
16:00 – 16:30
16:30 – 19:00
I
Coffee-Break
Módulo
Módulo
Módulo
Temático I
Temático II
Temático III
19:30 – 20:15
Cerimônia Oficial de Abertura
20:30 – 21:15
Conferência de Abertura
21:15 – 23:30
Coquetel de Boas Vindas
-
SEXTA-FEIRA, 30 DE AGOTSO DE 2013
HORÁRIOS
SALA A
SALA B
SALA C
PAINÉIS
8:00 – 10:00
Tema Livre IV
Tema Livre V
Tema Livre VI
Sessão
10:00 – 10:30
10:30 – 12:00
Mesa Redonda IV
12:00 – 14:00
14:00 – 15:30
Mesa Redonda V
Mesa Redonda VI
-
Intervalo
Mesa Redonda VII
15:30 – 16:00
16:00 – 18:30
II
Coffee-Brake
Mesa Redonda VIII
Mesa Redonda IX
-
Coffee-Break
Módulo
Módulo
Módulo
Temático IV
Temático V
Temático VI
18:45 – 19:30
-
Conferência Especial II
SÁBADO, 31 DE AGOSTO DE 2013
HORÁRIOS
SALA A
SALA B
SALA C
PAINÉIS
8:00 – 10:00
Tema Livre VII
Tema Livre VIII
Tema Livre IX
Sessão
10:00 – 10:30
10:30 – 12:00
Mesa Redonda X
12:00 – 14:00
14:00 – 15:30
Mesa Redonda XI
Mesa Redonda XII
-
Mesa Redonda XV
-
Intervalo
Mesa Redonda XIII
15:30 – 16:00
16:00 – 18:30
III
Coffee-Break
Mesa Redonda XIV
Coffee-Break
Módulo
Módulo
Módulo
Temático VII
Temático VIII
Temático IX
18:30 – 19:15
Conferência de Encerramento
19:15 – 19:30
Cerimônia de Encerramento
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PROGRAMAÇÃO OFICIAL
ANO: 2013
QUINTA-FEIRA (29/08/2013)
8:00 às 9:15 – Inscrições, confirmação de participação em módulos temáticos e entrega de
material
9:15 às 10:45 – Mesas Redondas
Sala A – Mesa Redonda I: Genética e Exercício Físico
- Coordenador: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Dr. Rinaldo Wellerson Pereira (UCB/DF)
Dr. Ricardo Moreno Lima (UnB/DF)
Sala B – Mesa Redonda II: Aspectos Biomecânicos
- Coordenadora: Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE)
Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS)
Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE)
Sala C – Mesa Redonda III: Nutrição Esportiva
- Coordenador: Dr. Fabrício Cesar de Paula Ravagnani (IFMT/MT)
Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR)
Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT)
10:45 às 11:15 – Coffee Break
11:15 às 12:00 – Conferência Especial I: “Prescrição do Treinamento com Pesos para os
Componentes da Aptidão Física Relacionada à Saúde”
- Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE)
- Conferencista: Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR)
12:00 às 14:00 – Almoço
14:00 às 16:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral)
Sala A (Resumos: 18, 43, 69, 98, 101, 113)
- Coordenadores:
Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Ana Angélica Souza Silva (UNIVASF/PE)
Sala B (Resumos: 13, 22, 25, 61, 65, 96)
- Coordenadores:
Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Leonam de Freitas Barbosa (UNIVASF/PE)
9
Sala C (Resumos: 20, 49, 50, 62, 73, 110)
- Coordenadores:
Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Diego Cezar Gonzaga do Nascimento (UNIVASF/PE)
14:00 às 16:00 – Sessão de Painéis I
- Coordenadores:
Grupo I: Prof. Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Hildete Cardoso Ferreira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: João Antônio Amorim Vieira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Cláudia Cristiane Alves da Silva (UNIVASF/PE)
Grupo II: Profa. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Leonardo Correia de lima (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Danielle Nogueira Moreira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Leonam de Freitas Barbosa (UNIVASF/PE)
16:00 às 16:30 – Coffee Break
16:30 às 19:00 – Módulos Temáticos
Sala A – Módulo Temático I: Avaliação e Prescrição de Exercício Físico para Idosos
- Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Dr. Sebastião Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP)
Sala B – Módulo Temático II: Educação Física Escolar e Esporte na Escola: Em que Passo
Andamos?
- Coordenador: Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE)
Dra. Suraya Cristina Darido (UNESP/SP)
Sala C – Módulo Temático III: Exercício Físico e Doenças Crônico-Degenerativas: Evidências
científicas
- Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE)
Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS)
19:30 às 20:15 – Cerimônia Oficial de Abertura
20:30 às 21:15 – Conferência de Abertura: “Preparação Profissional em Educação Física:
Tendências e Perspectivas”
- Coordenador: Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE)
- Conferencista: Dr. Go Tani (USP/SP)
21:15 às 23:30 – Coquetel de Boas Vindas
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SEXTA-FEIRA (30/08/2013)
8:00 às 10:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral)
Sala A (Resumos: 8, 14, 42, 72, 83, 84)
- Coordenadores:
Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Felipe Douglas Ribeiro Costa Santos (UNIVASF/PE)
Sala B (Resumos: 26, 54, 57, 60, 75, 108)
- Coordenadores:
Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Marcos Vinicius Oliveira Carneiro (UNIVASF/PE)
Sala C (Resumos: 5, 29, 37, 46, 48, 89)
- Coordenadores:
Esp. Reginaldo Luiz do Nascimento (UNIVASF/PE)
Prof. Leandro Ricardo Coelho Leite (GEPEGENE/PE)
8:00 às 10:00 – Sessão de Painéis II
- Coordenadores:
Grupo I: Profa. Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Luana Delmondes Siqueira de Almeida (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Frederic de Melo Ribeiro (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Conrado Guerra de Sá (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Mirelle Caroline Varjão de Carvalho (UNIVASF/PE)
Grupo II: Profa. Elis Regina Guimarães (SESC-Petrolina/PE)
Profa. Iracelma Pereira de Marins (GEPEGENE/PE)
Iniciação Científica: Rafaela Cristina Amaral Nogueira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Carla Thaís Sousa Lopes (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Rosiane Rocha Oliveira Sena (UNIVASF/PE)
Iniciação Cientifica: Thales Oto Nascimento Silva (UNIVASF/PE)
10:00 às 10:30 – Coffee Break
10:30 às 12:00 – Mesas Redondas
Sala A – Mesa Redonda IV: Exercício Físico, Desempenho Esportivo e Saúde
- Coordenador: Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE)
Dr. Jonato Prestes (UCB/DF)
Dr. Alexandre Hideki Okano (UFRN/RN)
Sala B – Mesa Redonda V: Exercício Físico para Pessoas com Deficiências
- Coordenador: Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE)
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Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP)
Dr. Emerson Pardono (UFS/SE)
Sala C – Mesa Redonda VI: Exercícios Físicos, Aspectos Cardiovasculares e Lipidêmicos
- Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE)
Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS)
12:00 às 14:00 – Almoço
14:00 às 15:30 – Mesas Redondas
Sala A – Mesa Redonda VII: Educação Física Escolar e Esporte Escolar
- Coordenador: Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE)
Dr. Rafael Pombo Menezes (USP-Riberão Preto/SP)
Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE/PE)
Sala B – Mesa Redonda VIII: Atividade Física e Saúde em Crianças e Adolescentes
- Coordenadora: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Dr. Mauro Virgílio Gomes de Barros (UPE/PE)
Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP)
Sala C – Mesa Redonda IX: Obesidade e Nutrição: Programas de Intervenção
- Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE)
Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE)
Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT)
15:30 às 16:00 – Coffee Break
16:00 às 18:30 – Módulos Temáticos
Sala A – Módulo Temático IV: Treinamento com Pesos: Evidências Científicas
- Coordenador: Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE)
Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR)
Sala B – Módulo Temático V: Educação Física Escolar: Analfabetismo Motor
- Coordenador: Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE)
Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE)
Sala C – Módulo Temático VI: Biomecânica no Alto Rendimento
- Coordenador: Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE)
Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS)
18:45 às 19:30 – Conferência Especial II: “Riscos e Benefícios do Exercício Resistido na
Hipertensão”
Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Conferencista: Dra. Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz (USP/SP)
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SÁBADO (31/08/2013)
8:00 às 10:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral)
Sala A (Resumos: 15, 16, 40, 55, 78, 80)
- Coordenadores:
Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Joselito dos Santos M. Medrado Júnior (UNIVASF/PE)
Sala B (Resumos: 1, 10, 44, 64, 93, 104)
- Coordenadores:
Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Roberto Silva dos Santos (UNIVASF/PE)
Sala C (Resumos: 11, 23, 38, 85, 86, 106)
- Coordenadores:
Esp. Francisco de Assis Freire Júnior (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Everaldo de Araújo Barbosa Filho (UNIVASF/PE)
8:00 às 10:00 – Sessão de Painéis III
- Coordenadores:
Grupo I: Prof. Esp. Charles de Souza Vieira (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Loumaíra Carvalho da Cruz (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Marcos Vinicius Torres da Silva (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Pedro Augusto Pereira Lago Filho (UNIVASF/PE)
Grupo II: Prof. Jaymerson Amorim Ferreira (GEPEGENE/PE)
Iniciação Científica: Paulo Ricardo Pereira dos Santos (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Paula Wandreza Vasconcelos Melo (UNIVASF/PE)
Iniciação Científica: Joel Firme da Silva (UNIVASF/PE)
10:00 às 10:30 – Coffee Break
10:30 às 12:00 – Mesas Redondas
Sala A – Mesa Redonda X: Atividade Física em Escolares
- Coordenadora: Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE)
Dra. Andreia Pelegrini (UDESC/SC)
Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP)
Sala B – Mesa Redonda XI: Epidemiologia na Atividade Física
- Coordenador: Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE)
Dr. José Cazuza de Farias Júnior (UFPB/PB)
Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP)
Sala C – Mesa Redonda XII: Pós-Graduação em Educação Física
13
- Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Dra. Cláudia Regina Cavaglieri (UNICAMP/SP) – Coordenadora do Fórum da área 21 da CAPES
e Coordenadora da Pós-Graduação da UNICAMP/SP
Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) – Ex-Coordenadora da Pós-Graduação
em Ciências da Motricidade da UNESP/Rio Claro/SP– Conceito 6
12:00 às 14:00 – Almoço
14:00 às 15:30 – Mesas Redondas
Sala A – Mesa Redonda XIII: Exercício Físico para Idosos: Na Saúde e Na Doença
- Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE)
Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE)
Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE)
Sala B – Mesa Redonda XIV: Lazer e Atividade Física
- Coordenadora: Profa. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE)
Dr. Cheng Hsin Nery Chao (UFRN/RN)
Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP)
Sala C – Mesa Redonda XV: Obesidade: Transtornos Psicológicos e Alimentares
-Coordenador: Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE)
Dra. Mara Cristina Lofrano do Prado (UFPE/PE)
Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE)
15:30 às 16:00 – Coffee Break
16:00 às 18:30 – Módulos Temáticos
Sala A – Módulo Temático VII: Nutrição Aplicada a Praticantes de Atividades de Academia
- Coordenador: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE)
Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR)
Sala B – Módulo Temático VIII: Métodos de Treinamento para Hipertrofia e Força
- Coordenadora: Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE)
Dr. Jonato Prestes (UCB/DF)
Sala C – Módulo Temático IX: Obesidade em Adolescentes: Como o Profissional de
Educação Física pode Intervir?
- Coordenador: Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE)
Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE)
18:30 às 19:15 – Conferência de Encerramento: "Atenção Integral à Saúde do Idoso: O Papel
do Exercício Físico"
Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE)
Conferencista: Dr. Sebastião Gobbi (UNESP/SP)
19:15 às 19:30 – Cerimônia de Encerramento
14
REALIZAÇÃO
APOIO
PATROCÍNIO
15
TEMAS LIVRE: ORAL
Quadro 1: Autores em ordem alfabética e informações relacionadas as suas respectivas
apresentações de temas livre na modalidade oral.
AUTOR
Pg.
RESUMO
Adalberto
Aparecido Bono
Junior
22
1
Alfredo Anderson
Teixeira de Araújo
26
5
Altieres Elias de
Sousa Júnior
29
8
Ana Patrícia
Freires Caetano
31
10
Ana Paula
Trussardi Fayh
32
11
André Igor Fonteles
34
13
André Luiz
Demantova Gurjão
35
14
André Luiz Torres
Pirauá
36
15
Arnaldo Luis
Mortatti
37
16
Bruna Priscila
Leonizio Lopes
39
18
Camilo Luis
Monteiro Lourenço
41
20
Cinthia Beatriz da
Fonseca
43
22
Conrado Guerra de
Sá
44
23
Daniel Gomes da
Silva Machado
46
25
Danniel Thiago
Frazão
47
26
Diego Luz Moura
134
113
Edjane Magalhães
50
29
TÍTULO DO TRABALHO
CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MANUAL E
ERROS DE REBATIDAS EM ALUNOS DA
MODALIDADE DE TÊNIS DA CIDADE DE
PETROLINA-PE
O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA NO ÍNDICE DE
MASSA CORPORAL DE USUÁRIOS DE PARQUE
DE LAZER
CORRELAÇÃO
ENTRE
A
FORÇA
E
A
CAPACIDADE
CARDIORESPIRATÓRIA
DE
IDOSOS COM A CAMINHADA DESENVOLVIDA NA
ESTEIRA EM RITMO AUTO SELECIONADO
MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA
NATAÇÃO
E
SUA
UTILIZAÇÃO
POR
PROFESSORES DA CIDADE DE FORTALEZA-CE
EFEITOS DA INGESTÃO DE DIFERENTES
BEBIDAS COM CARBOIDRATOS SOBRE A
GLICEMIA E PARÂMETROS DE FADIGA EM
ATLETAS DE FUTEBOL
REPRODUTIBILIDADE
DO
DESEMPENHO
AERÓBIO
E
CONTROLE
AUTONÔMICO
CARDÍACO EM IDOSAS
EFEITO AGUDO DO ALONGAMENTO ESTÁTICO
NO DESEMPENHO DO EXERCÍCIO LEG-PRESS
EM IDOSAS
ANÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS
ESTABILIZADORES ESCAPULARES, DURANTE
VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP PLUS
ANÁLISE
DO
TREINAMENTO
SOBRE
A
ATIVIDADE NEUROMUSCULAR DOS MÚSCULOS
FLEXORES DOS DEDOS EM JOVENS JUDOCAS
CONHECIMENTO
SOBRE
O
CORPO
NA
EDUCAÇÃO INFANTIL: EXPERIENCIANDO A
SISTEMATIZAÇÃO
PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS NO LAZER
ANTES E DURANTE O PERÍODO UNIVERSITÁRIO
EFEITO
DO
TREINAMENTO
RESISTIDO
BASEADO NO AFETO SOBRE A VARIABILIDADE
DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE IDOSAS
SEDENTÁRIAS: UM ESTUDO PILOTO
EFEITO DE 25 DIAS DE DESTREINO NO
DESEMPENHO AERÓBIO E ANAERÓBIO E NA
COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ATLETAS DE
ATLETISMO DA CIDADE DE PETROLINA-PE
EFEITO DA CADÊNCIA DE PEDALADA SOBRE A
FREQUÊNCIA
CARDÍACA
E
CONTROLE
AUTONÔMICO CARDÍACO EM OBESOS
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO INTERVALADO
DE
ALTA
INTENSIDADE
E
MODERADO
CONTÍNUO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL
EDUCAÇÃO
FISICA
E
LEGITIMIDADE:
A
PERCEPÇÃO DE PROFESSORES REGENTES DO
ENSINO FUNDAMENTAL
CONFIABILIDADE DAS MEDIDAS DE AVALIAÇÃO
Data/Horário
SALA
31/08/13
08:00/08:20h
B
30/08/13
08:00/08:20h
C
30/08/13
08:00/08:20h
A
31/08/13
08:20/08:40h
B
31/08/13
08:00/08:20h
C
29/08/13
14:00/14:20h
B
30/08/13
08:20/08:40h
A
31/08/13
08:00/08:20h
A
31/08/13
08:20/08:40h
A
29/08/13
14:20/14:40h
A
29/08/13
15:40/16:00h
C
29/08/13
14:20/14:40h
B
31/08/13
08:20/08:40h
C
29/08/13
14:40/15:00h
B
30/08/13
08:00/08:20h
B
29/08/13
14:00/14:20h
A
30/08/13
C
16
Mendes
Francisco Holanda
Cavalcante Neto
58
37
Frederic de Melo
Ribeiro
59
38
Gertrudes Nunes
de Melo
61
40
Hudday Mendes da
Silva
63
42
Ianny Lima de
Queiroz
64
43
Ingrid Thaiane
Soares Batista
65
44
Ivan Igor de
Oliveira Sobrinho
67
46
Jacilene Guedes
de Oliveira
69
48
Jadson de Oliveira
Lima
70
49
Jainy da Silva
Carneiro
71
50
Jorge Augusto de
Oliveira Barros
75
54
Juliana Pereira da
Silva
76
55
Karine Maria Bento
78
57
Luiz Inácio do
Nascimento Neto
81
60
Luvanor Santana
Silva
82
61
Marcelo de Maio
Nascimento
83
62
Marcio Milton de
Souza
85
64
Marcos Vinicius
Oliveira Carneiro
86
65
DA RESISTÊNCIA ISOMÉTRICA DOS MÚSCULOS
ESTABILIZADORES LOMBARES
CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE
FÍSICA E O INDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)
DE IDOSOS
COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
ATRAVÉS DO IMC E IAC ENTRE MULHERES
PRÉ-MENOPAUSA E PÓS-MENOPAUSA
INFLUÊNCIA
DO
PROCESSO
DE
FAMILIARIZAÇÃO SOBRE A FLUTUAÇÃO DE
FORÇA EM IDOSOS
PERFIL DOS PARÂMETROS DE ESFORÇO DE
IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA NA
AGUA DURANTE 12 SESSÕES
EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO INFANTIL: UMA
VISÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
AVALIAÇÃO DA POSTURA ESTÁTICA DE
ESCOLARES
NAS
VISTAS
ANTERIOR
E
PÔSTERIOR
RELAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL COM A
FORÇA MUSCULAR RELATIVA E APTIDÃO
AERÓBIA EM ADULTOS DE MEIA IDADE
REDUÇÃO DO PESO E FATORES ASSOCIADOS
EM MULHERES OBESAS PARTICIPANTES DE UM
PROGRAMA MULTIDISCIPLINAR
COMPOSIÇÃO CORPORAL E NÍVEIS DE
APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM
ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO ENTRE OS
ANOS 2011, 2012 E 2013
REPRODUTIBILIDADE DE QUESTIONÁRIO PARA
NÍVEL
DE
ATIVIDADE
FÍSICA
E
COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE EM
ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO
SEMELHANTE RESPOSTA REATIVA SIMPÁTICA
AO COLD PRESSOR TEST EM IDOSOS INATIVOS
NORMOTENSOS
E
HIPERTENSOS
COMPENSADOS
COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE EMG DO
MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO DURANTE
EXECUÇÃO DE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO
PUSH-UP EM SUPERFÍCIES ESTÁVEIS E
INSTÁVEIS
PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO
NUTRICIONAL DE ALUNAS DOS CURSOS SAÚDE
DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, CAMPUS
PETROLINA – PE
A PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA INFLUENCIA
NEGATIVAMENTE A PRECISÃO DE TIRO DO
BATALHÃO DE CHOQUE DA POLICIA MILITAR
ANÁLISE ECOCARDIOGRÁFICA EM JOGADORES
DE FUTEBOL MASCULINO
INTEGRALIDADE
E
SAÚDE
DO
IDOSO:
ATIVIDADE
FÍSICA
EM
CARÁTER
INTERDISCIPLINAR
RELAÇÃO ENTRE O PESO DO MATERIAL
ESCOLAR E O PESO DE ALUNOS DE UMA
ESCOLA MUNICIPAL DE PETROLINA-PE
COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL
PÓS-EXERCÍCIO DURANTE 12 SEMANAS DE
08:20/08:40h
30/08/13
08:40/09:00h
C
31/08/13
08:40/09:00h
C
31/08/13
08:40/09:00h
A
30/08/13
08:40/09:00h
A
29/08/13
14:40/15:00h
A
31/08/13
08:40/09:00h
B
30/08/13
09:00/09:20h
C
30/08/13
09:20/09:40h
C
29/08/13
15:20/15:40h
C
29/08/13
15:00/15:20h
C
30/08/13 008:20/08:40h
B
31/08/13
09:00/09:20h
A
30/08/13
08:40/09:00h
B
30/08/13
09:00/09:20h
B
29/08/13
15:40/16:00h
B
29/08/13
14:40/15:00h
C
31/08/13
09:00/09:20h
B
29/08/13
15:00/15:20h
B
17
Maria Laura
Siqueira de Souza
Andrade
90
69
Marília Padilha
Martins Tavares
93
72
Marivane Reis
Britto
94
73
Mércia Vitoriano Da
Costa
96
75
Muana Hiandra
Pereira dos Passos
99
78
Natália Barros
Beltrão
101
80
Paulo Henrique
Medeiros da Silva
104
83
Pedro Moraes
Dutra Agrícola
105
84
Philipe Gabriel
Domingos França
106
85
Priscilla Alencar de
Oliveira Morais
107
86
Reginaldo Luiz do
Nascimento
110
89
Rosiane Rocha
Oliveira Sena
114
93
Samara Karla
Anselmo da Silva
117
96
Shaianne Lopes de
Sousa
119
98
Simara Regina de
Oliveira Ribeiro
122
101
Thales Oto
Nascimento Silva
125
104
Thiago de Brito
Farias
127
106
TREINAMENTO AERÓBIO E SUPLEMENTAÇÃO
DE VINHO TINTO
ASPECTOS
METODOLÓGICOS
DAS
DISSERTAÇÕES DO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA
UPE/UFPB
RELAÇÃO DA DEPRESSÃO COM A APTIDÃO
AERÓBIA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSAS
EFEITOS
DA
PRÁTICA
REGULAR
DE
EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA ANSIEDADE,
DEPRESSÃO E STRESS EM MULHERES
CORRELAÇÃO
ENTRE
AS
RESPOSTAS
FISIOLÓGICAS DE ESFORÇO NA CAMINHADA NA
ÁGUA
E
O
DESEMPENHO
CARDIORRESPIRATÓRIO NO TESTE DE MILHA
AVALIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA ENTRE DOIS
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DISCINESIA
ESCAPULAR
EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE O
DESEMPENHO MUSCULAR EM UMA SESSÃO DE
TREINAMENTO COM PESOS NO MÉTODO
CIRCUITO
O EXERCÍCIO AERÓBIO PRAZEROSO ATINGE A
INTENSIDADE
RECOMENDADA
PARA
A
PROMOÇÃO
DA
SAÚDE
EM
IDOSAS
SEDENTÁRIAS
AUTOSSELEÇÃO DA CADÊNCIA DE PEDALADA
PROMOVE MAIOR PRAZER DURANTE O
EXERCÍCIO FÍSICO EM OBESOS
RELAÇÃO DO DESEMPENHO COGNITIVO COM A
APTIDÃO AERÓBIA EM IDOSAS FISICAMENTE
ATIVAS
AVALIAÇÃO DA GORDURA CORPORAL EM
ADOLESCENTES
ESCOLARES
UTILIZANDO
DOBRAS
CUTÂNEAS
E
BIOIMPEDÂNCIA
BIPOLAR
O
ESTILO
DE
VIDA
INFLUENCIA
A
CIRCUNFERENCIA DA CINTURA DE USUÁRIOS
DE PARQUE DE LAZER
ANÁLISE
DA
QUANTIDADE
DE
HORAS
SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA
EM CRIANÇAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE
ATIVIDADE FÍSICA E REDES DE ENSINO
ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA
CARDÍACA EM ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE
BASQUETEBOL: UM ESTUDO PILOTO
ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO
PROCESSO QUE ANTECEDE O ENSINO DOS
ESTILOS DE NADOS
DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:
CONCEPÇÕES BIOLOGICISTAS E SOCIAIS - UMA
LUTA AINDA NO 1º HOUND EM BUSCA DA
INCLUSÃO
COMPARAÇÃO DA QUANTIDADE DE HORAS
SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA
ENTRE CRIANÇAS DE DIFERENTES REDES DE
ENSINO
ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DO SONO
EM ADULTOS DE MEIA IDADE SEDENTÁRIOS
29/08/13
15:00/15:20h
A
30/08/13
09:00/09:20h
A
29/08/13
14:20/14:40h
C
30/08/13
09:20/09:40h
B
31/08/13
09:20/09:40h
A
31/08/13
09:40/10:00h
A
30/08/13
09:20/09:40h
A
30/08/13
09:40/10:00h
A
31/08/13
09:00/09:20h
C
31/08/13
09:20/09:40h
C
30/08/13
09:40/10:00h
C
31/08/13
09:20/09:40h
B
29/08/13
15:20/15:40h
B
29/08/13
15:20/15:40h
A
29/08/13
15:40/16:00h
A
31/08/13
09:40/10:00h
B
31/08/13
09:40/10:00h
C
18
Victor Oliveira
Albuquerque dos
Santos
129
108
Weslley Quirino
Alves da Silva
131
110
PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESFORÇO E
RESPOSTA AFETIVA DURANTE O EXERCÍCIO
INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E
MODERADO CONTÍNUO
RELAÇÃO DA ANSIEDADE FÍSICO-SOCIAL COM
O ESTADO NUTRICIONAL E COMPOSIÇÃO
CORPORAL
DE
UNIVERSITÁRIOS
DE
EDUCAÇÃO FÍSICA
30/08/13
09:40/10:00h
B
29/08/13
14:00/14:20h
C
TEMAS LIVRE: POSTER
Quadro 2: Autores em ordem alfabética e informações relacionadas as suas respectivas
apresentações dos temas livre na modalidade pôster.
AUTOR
Pg.
RESUMO
Alana Débora de
Souza Batista
136
115
Alba Cristina
Sobreira Garcia
23
2
Alex Sandro Araújo
Nascimento
24
3
25
4
27
6
28
7
Ana Angélica Souza
Silva
30
9
André Filipe Lopes
de Siqueira
33
12
Benedilson Reis
Santos
38
17
Bruno Machado
Melo
40
19
Carla Menêses
Hardman
42
21
Dalila Cavalcanti
45
24
Débora Melo
Pereira da Silva
48
27
Domingos
Rodrigues do
Nascimento
49
28
Everaldo de Araújo
Barbosa Filho
51
30
Everton José
52
31
Alex Victor de Lima
Silva
Aline Silva
Jerônimo
Allan Anderson de
Medeiros
TÍTULO DO TRABALHO
A INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO
COMPONENTE CURRICULAR NO CURSO DE EDUCAÇÃO
FÍSICA
A DANÇA E A GINÁSTICA AERÓBICA COMO
CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
A
DANÇA
NA
EDUCAÇÃO
FÍSICA
ESCOLAR:
INFLUÊNCIAS E POSSIBILIDADES EM CRIANÇAS
PORTADORAS DO ESPECTRO DO AUTISMO
ANÁLISE DA AGILIDADE ENTRE ALUNOS-ATLETAS
UNIVERSITÁRIOS DE FUTSAL E HANDEBOL DO RN
A INCORPORAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E
SUA INTERFACE COM A SAÚDE
EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL: RELATO DE UMA
INTERVENÇÃO PRÁTICA
RELAÇÃO ENTRE O NOVO ÍNDICE DE ADIPOSIDADE
CORPORAL (IAC) E O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL
(IMC) COM O PERCENTUAL DE GORDURA
PERFIL ANTROPOMÉTRICO E DE APTIDÃO FÍSICA DE
USUÁRIO DE ANABOLIZANTES DO POLO PETROLINA/PE
E JUAZEIRO/BA
O LEGADO “GREGO” DE MEGAEVENTOS: OS LEGADOS
NEGADOS
ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO
MEMBRO
SUPERIOR
DURANTE
O
EXERCÍCIO
CRUCIFIXO ESTÁVEL E INSTÁVEL
FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR: ESTUDO
COMPARATIVO ENTRE ADOLESCENTES RESIDENTES
EM ÁREA URBANA E RURAL
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ADOLESCENTES
OBESOS PARTICIPANTES DE UMA INTERVENÇÃO PARA
REDUÇÃO DE PESO
INFLUÊNCIA DA APTIDÃO AERÓBIA SOBRE A PRESSÃO
ARTERIAL E ANTROPOMETRIA EM ADOLESCENTES
ESCOLARES DE PETROLINA-PE
ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA E PRESSÃO
ARTERIAL MEDIANTE A CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA
DE ESCOLARES DA ZONA RURAL
ANÁLISE DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES
DE BAIXO NÍVEL SOCIECONÔMICO COM DIFERENTES
NÍVEIS DE PERCENTUAL DE GORDURA
REFLEXÕES A CERCA DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO
Data/Horário
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
19
Barbosa de Oliveira
Fábio Henrique
Costa de Oliveira
Fabricio Cesar de
Paula Ravagnani
Fabrício Jácome
Gonçalves
Fernanda Camila
Ferreira da Silva
Calisto
53
32
54
33
55
34
56
35
Filipe Pitágoras
Rodrigues
Magalhães
57
36
Galeno Criscolo
Parrela
60
39
Gregório Queiroz
62
41
Isabella Maria
Gomes de Miranda
66
45
Ivanildo Alves Lima
da Silva Júnior
68
47
Isabel Batista Freire
133
112
72
51
74
53
Kamila Silva Rocha
77
56
Loumaíra Carvalho
da Cruz
79
58
Lucas Anselmo de
Araújo
80
59
Marciano Pereira
Barros
84
63
Marcos Vinícius de
Freitas
86
65
Marcus Felipe
Soares Bezerra
88
67
Maria Clara
Siqueira de Almeida
89
68
Maria Natália de
Oliveira Tôrres
91
70
Mariana Araújo
Santana
92
71
Jean Lucardh de
Carvalho Soares
João Álef Pereira
Fonseca da Cunha
SUPERVISIONADO I DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
DA UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA INSCRIÇÃO EM
PROVAS DE CORRIDA DE RUA
ESTRESSE E A INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO DO
JOGADOR DE FUTEBOL
HIPERDIA: UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, INDICADORES
DE SAÚDE E HÁBITOS ALIMENTARES EM GESTANTES
DE UM HOSPITAL PÚBLICO
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO
ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA
ZONA RURAL DE DORMENTES-PE
FESTAS JUNINAS: PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL
EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE A
PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO EM UMA
SESSÃO DE TREINAMENTO NO MÉTODO CIRCUITO
EXPOSIÇÃO A COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E
EXCESSO DE PESO EM PRÉ-ESCOLARES
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ESPORTES DO
C.N.S.A: DESAFIOS NO DIRECIONAMENTO DAS
ATIVIDADES DOS JOGOS NORDESTÃO SALESIANO
BIÊNIO 2011 E 2012
MOVIMENTO E SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS:
PRÁTICAS CORPORAIS NO LAR DA VOVOZINHA – RIO
GRANDE DO NORTE
RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL
DIÁLOGO
SOBRE
A
DISCIPLINA
ESTÁGIO
SUPERVISIONADO I: RELATO DE EXPERIÊNCIA
APRENDER PARA APLICAR: SAÚDE COLETIVA
EFEITOS PSICOFISIOLÓGICOS DA PRÁTICA DA
ATIVIDADE FÍSICA EM AMBIENTES ARBORIZADO E
URBANO
RELAÇÃO DO TEMPO GASTO NA INTERNET EM
COMPARAÇÃO AO TEMPO GASTO EM ATIVIDADES
FÍSICAS NOS ALUNOS DE ED. FISÍCA - UFRN
A ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE ATLETISMO NA
FORMAÇÃO DE ATLETAS DA CIDADE DE PETROLINA E
REGIÃO
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO AERÓBIO, RESISTIDO E
COMBINADO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL: ESTUDO
PILOTO
ANÁLISE DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM
GRADUANDOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA
UFRN
PRÁTICAS CORPORAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA
QUALIDADE DE VIDA DO PROFISSIONAL ATUANTE NO
1
2
3
CRI /CRA DO RN : CUIDANDO DO CUIDADOR
FISIOLOGIA HUMANA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR
DE
EDUCAÇÃO
FÍSICA:
A
PERCEPÇÃO
DOS
ACADÊMICOS DA UNEB – CAMPUS IV
O DESENVOLVIMENTO DO LÚDICO A PARTIR DE
ATIVIDADES DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO
PROGRAMA SEGUNDO TEMPO / IF SERTÃO PETROLINA
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
29/08/13
14 às 16h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
20
Maryana Pryscilla
Silva de Morais
95
74
Milla Gabriela
Belarmino Dantas
97
76
Mirelle Caroline
Varjão de Carvalho
98
77
Nadiel Cavalcante
de Sousa
100
79
Natanael Pereira
Barros
102
81
Nathalia Izabelle
Albuquerque Silva
103
82
Rafael da Silva
Muricy Guirra
108
87
Rafaela de Andrade
Pinheiro Oliveira
109
88
Ricardo André
Gomes da Silva
111
90
Ricardo de Araujo
Gomes
112
91
Rodolfo de Holanda
Mendonça
113
92
Rosicleia Sirqueira
115
94
Rubenice da Silva
Gonçalves
116
95
118
97
120
99
Sílvia Lorena Vieira
de Carvalho
121
100
Tâmara Luize de
Oliveira Albano
123
102
Terezinha Abel
Alves
124
103
Thalles Aggeo Lima
de Medeiros
126
105
Victor Mariano Silva
128
107
Sandra Leite de
Oliveira
Sheila Cristiane
Evangelista
Creôncio
PREVALÊNCIA E SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉMENSTRUAL
EM
ATLETAS
DE
VOLEIBOL
DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
ASSOCIAÇÃO DE INDICADORES DE ADIPOSIDADE
CORPORAL E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR
EM ADOLESCENTES BRASILEIROS
DISTRIBUIÇÃO DO PERCENTUAL DE ALUNOS POR
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE DIFERENTES REDES DE
ENSINO
O PET-SAÚDE NA FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DO
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
PROJETO
SENTIDOS:
CONTRIBUINDO
PARA
A
MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE ALUNOS COM
DEFICIÊNCIA DO MUNICÍPIO DE SENHOR DO BONFIMBA
CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DO
NÍVEL DE CONHECIMENTO TÁTICO DECLARATIVO NO
HANDEBOL
NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE
EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO/IF-BAIANO –
CAMPUS SENHOR DO BONFIM
SISTEMATIZANDO AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA
ESCOLAR: UMA VIVÊNCIA LÚDICA COM UM NOVO
OLHAR PEDAGÓGICO
PRONTIDÃO À ATIVIDADE FÍSICA DE PRATICANTES DO
PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA
UFRN
SISTEMATIZAÇÃO DO JIU-JÍTSU BRASILEIRO NA
ESCOLA
PERFIL
ANTROPOMÉTRICO
DE
SUJEITOS
PARTICIPANTES DO PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA
PARA IDOSOS DA UFRN
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ESCOLARES DA ZONA
RURAL DE SENTO SÉ – BA
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO
ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA
ZONA URBANA E RURAL DE CASA NOVA-BA
COMPORTAMENTO DE ADESÃO A ATIVIDADES FÍSICAS
EM VIAS PÚBLICAS E PARQUES EM PETROLINA
PERFIL DOS PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL
OBSTRUTIVA
PERIFÉRICA
ATENDIDOS
EM
UM
HOSPITAL DE PETROLINA-PE
CONSUMO
DE
SUPLEMENTOS
DIETÉTICOS
E
ESTEROIDES ANABOLIZANTES POR ALUNOS DE
ACADEMIAS DA REGIÃO DO SUBMÉDIO SÃO
FRANCISCO
PERFIL DOS PARÂMETROS HEMODINÂMICOS DE
REPOUSO EM IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA
NA ÁGUA DURANTE 4 MESES
A REPRESENTAÇÃO QUE OS PROFESSORES DE
EDUCAÇÃO FÍSICA FAZEM DA FORMAÇÃO CONTINUADA
NO ESTADO DE PERNAMBUCO
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA AO CRITÉRIO DO
FITNESSGRAM EM CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS DO
GRUPO
DE
PROMOÇÃO
E
PESQUISA
DO
DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A
SISTEMATIZAÇÃO
DO
CONTEÚDO
JOGOS
COOPERATIVOS NA
PRÉ-ESCOLA:
RELATO DE
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
30/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
21
Vitória de Barros
Siqueira
130
109
Xenusa Pereira
Nunes
132
111
Bárbara C. Vilas
Bôas Marques
Britto
135
114
EXPERIÊNCIA
PERFIL
DE
INTERNAÇÕES
ENTRE
IDOSOS
PERNAMBUCANOS:
AS
DOENÇAS
CRÔNICODEGENERATIVAS EM DESTAQUE
FREQUÊNCIA PERCENTUAL DE INDIVÍDUOS ATIVOS E
INATIVOS FRENTE A DIFERENTES CLASSIFICAÇÕES
ANTROPOMÉTRICAS
EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA EM
PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL SUBMETIDOS À
HEMODIÁLISE
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
31/08/13
08 às 10h
22
RESUMO 1
CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MANUAL E ERROS DE REBATIDAS EM ALUNOS DA
MODALIDADE DE TÊNIS DA CIDADE DE PETROLINA-PE
Autores: Adalberto Aparecido Bono Junior1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Luciano
Juchem1, Ferdinando O Carvalho1,2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF.
INTRODUÇÃO: O tênis se caracteriza como um esporte de rebatidas, se utilizando de
uma raquete para tal movimento, onde os braços são exigidos pelo jogo inteiro. O esforço
físico dos membros superiores é de grande impacto e a duração das partidas passa por
horas de rebatidas. Portanto a força relacionada a membros superiores deve ser estudada
para se tentar correlacionar com a performance das rebatidas. Visto que ainda o tênis é
um esporte unilateral (a raquete é segurada pelo braço dominante) existe a prédisposição de que um braço seja mais forte do que o outro, dando chance para haver
diferença do golpe de backhand (lado do braço não dominante), pois os atletas que
executam este golpe com as duas mãos, utilizam-se da força do braço não dominante
(teoricamente mais fraco). OBJETIVO: Observar a correlação existente entre a força
manual e erros de rebatidas em alunos da modalidade de tênis da cidade de Petrolina-PE.
MÉTODOS: Participaram do presente estudo 9 meninos (13,6 anos; 53,9 kg;1,61 m; 20,8
kg/m2) jogadores da modalidade de tênis da cidade de Petrolina-PE. A análise da força foi
feita através do teste de preensão manual utilizando o dinamômetro. O teste de erros das
rebatidas foi feito na quadra de tênis, onde cada jogador rebateu 50 bolas tanto de
esquerda quanto de direita, lançadas pelo professor, sem descanso entre a 1ª e a 50ª
bola. Para verificação da normalidade dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk.
Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da
amostra. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para medir o grau da
correlação entre força e erros das rebatidas. A significância estatística adotada foi a de p
≤ 0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico statistical package for the
social sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Apesar de não
apresentar diferença significativa (p≤0,05), houve uma correlação moderada e indireta
entre a força manual e a quantidade de erros, em ambos os braços (r = -0,52)
CONCLUSÃO: Há uma correlação moderada e indireta entre força e erros de rebatidas
em alunos de tênis da cidade de Petrolina-PE, indicando que quanto maior a força
manual, menor a quantidade de erros de rebatidas de cada braço.
23
RESUMO 2
A DANÇA E A GINÁSTICA AERÓBICA COMO CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA
ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores: Alba Cristina Sobreira Garcia¹, Renato Ribeiro Azevedo². E-mail:
[email protected]
Instituições: ¹Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto, Uruguaiana/RS, Brasil; ²
Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana/RS, Brasil.
Apoio: CAPES
INTRODUÇÃO: A Educação Física tem como objetivo transmitir às sociedades a cultura
corporal do movimento humano (CCMH) entendida como conjunto de práticas corporais
com diversas formas e sentidos criados pelo homem ao longo de sua história a fim de
expressar e representar seus sentimentos,motivações, desejos e crenças.Dentre as
manifestações corporais que constituem a CCMH estão os esportes, as ginásticas, as
lutas, os jogos e as danças.Dentro desta perspectiva e ciente da responsabilidade que a
Educação Física Escolar têm de transmitir a CCMH, a Escola Estadual de Ensino Médio
Dom Hermeto em conjunto com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (PIBID), alterou todo seu planejamento em relação à conteúdos a serem
desenvolvidos nas séries finais do ensino fundamental. Neste programa estão envolvidos
três supervisores, professores de Educação Física da escola e 15 acadêmicos do curso
de Educação Física da Universidade Federal do Pampa. A dança e a ginástica aeróbica
foram consideradas como conteúdos de fundamental importância, devido as
competências e habilidades exigidas através delas com as quais ambas iriam beneficiar
os alunos. METODOLOGIA: Realizou-se quatro semanas de aulas de dança e ginástica
aeróbica com duas turmas de 7ª série e com sete turmas 8ª séries, totalizando nove
turmas. Os alunos tiveram aulas teóricas e práticas de diversos ritmos e de ginástica
aeróbica de baixo e alto impacto .Após este período de aulas foi realizado um trabalho de
avaliação dos alunos, cabendo aos alunos organizar grupos e criar uma coreografia e
uma aula de ginástica aeróbica para apresentar aos professores. RESULTADOS: Devido
a qualidade dos trabalhos apresentados, assim como o interesse, responsabilidade,
motivação e assiduidade apresentados pelos alunos foi criada a I Mostra de Dança e
Ginástica Aeróbica da Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto. Apresentaram-se
12 grupos, onde cada grupo apresentou 3 coreografias musicais, escolhidos e criados
por eles, alunos. A I Mostra de Dança e Ginástica Aeróbica aconteceu no dia 14 de junho
de 2013 no Teatro Municipal Rosalina Pandolfo Lisboa e teve mais de mil e duzentas
(1200) pessoas assistindo as apresentações, sendo que foram envolvidos 370 alunos da
Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto. CONCLUSÃO: Após a realização da I
Mostra foi possível avaliarmos o quanto nossos alunos estão sedentos de novidades e
conteúdos novos e qual é responsabilidade dos professores em proporcionarmos esses
conteúdos a eles através de nossas aulas, nunca menosprezando suas capacidades de
realização e aceitação.
24
RESUMO 3
A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: INFLUÊNCIAS E POSSIBILIDADES EM
CRIANÇAS PORTADORAS DO ESPECTRO DO AUTISMO
Autores: Alex Sandro Araújo Nascimento1, Ricardo F. de Freitas Mussi2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana/BA, Brasil;
2
Universidade Estadual da Bahia, Campus IV, Jacobina/BA, Brasil.
INTRODUÇÃO: A sociedade ainda não se encontra preparada para a inserção da criança
portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA), e colocar em seu meio uma pessoa
que apresenta comportamentos alheios, e às vezes estranhos, quando comparados ao da
maioria da população na qual a criança está inserida, pode vir a causar estranhamentos,
olhares de medo ou repulsa, dentre outros, provenientes da falta de conhecimento da
própria síndrome, pois, embora tenha sido há pouco tempo veiculado informações na
mídia sobre o autismo, não é comum encontrar uma criança autista no contexto social.
Neste contexto, a dança, componente curricular do curso de EF, em paralelo com as
demais disciplinas didático-pedagógicas pode atuar junto aos alunos que apresentam
esse transtorno, ao potencializar a sociabilidade e a interação com outras crianças e
adultos, através de práticas coletivas ou individuais, o que lhes possibilitaria desenvolver
sua consciência corporal, permitindo então a construção de si próprios como seres sociais
inseridos no mundo. OBJETIVO: Discutir quais as influências e possibilidades no uso da
dança dentro da Educação Física Escolar em crianças portadoras de Transtorno do
Espectro Autista. MÉTODOS: A pesquisa se configura em Estudo de Caso. Sendo assim,
realizaremos atividades tomando por base alguns pressupostos de Rudolf Laban no que
se refere a ações e qualidades variadas de movimento, onde os fatores a serem
analisados serão o de uma possível melhoria na interação social entre os próprios alunos,
e entre eles e familiares, e também qual seria a influência da utilização da dança no
processo de socialização. A proposta é de realizar intervenções através de sessões de
dança com 1 hora de duração cada, totalizando 24 sessões, 2 vezes por semana. Sendo
que na primeira sessão pretende-se avaliar individualmente, por meio de anotações e
gravações em vídeo as características de cada aluno, relativas ao grau de interação
interpessoal, comunicação verbal e gestual, se há resposta ao contato social e físico,
quais os indícios de comportamentos repetitivos, movimentos estereotipados e quais
seriam as preferências musicais. Após esta avaliação iniciariam as atividades de dança.
As atividades serão desenvolvidas em uma sala da APAE (Associação de Pais e Amigos
de Excepcionais), realizadas por acadêmicos de curso de Educação Física e
supervisionado por uma docente do componente curricular de Dança mesmo curso. Antes
da intervenção será aplicado a todas as crianças A Escala de Avaliação do Autismo na
Infância ou Childhood Autism Rating Scale (CARS) para avaliação do comprometimento
da interação social, comunicação e comportamentos repetitivos. A mesma avaliação será
feita após a intervenção. RESULTADOS ESPERADOS: Conseguir avaliar, ou até
mesmo diagnosticar, através do CARS (Escala de Avaliação do Autismo na Infância) o
comprometimento da interação social, comunicação e comportamentos dos alunos
participantes. “O CARS é composto de uma escala com 15 itens que auxiliam o
diagnóstico e identificação de crianças com transtorno do espectro do autismo, além de
ser sensível na distinção entre o TEA e outros atrasos no desenvolvimento. A sua
importância é baseada na capacidade de diferenciar o grau de comprometimento do
autismo entre leve, moderado e severo.” (MOURA, 2012; p. 7).
25
RESUMO 4
ANÁLISE DA AGILIDADE ENTRE ALUNOS-ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE FUTSAL
E HANDEBOL DO RN.
Autores: Alex Victor de Lima Silva¹, Allan Anderson de Medeiros¹, Maria Aparecida Dias¹.
E-mail: [email protected]
Instituição: ¹Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: Com os avanços do treinamento esportivo cada vez mais se torna
indispensável iniciar um programa de treinamento, de quaisquer modalidades, sem
pensar em uma avaliação física com utilização de protocolos específicos (CARVALHO et
al., 2005). Dentre as diversas capacidades físicas, a agilidade exerce considerável
influência tanto no futsal como no handebol, por se tratar de esportes que demandam
esforços curtos e intermitentes, e pela necessidade de trocas rápidas de direção, sentido
e deslocamento da altura do centro de gravidade de todo o corpo ou parte dele para
executar todos os fundamentos técnicos de jogo (MATSUDO, 1982). OBJETIVO: Analisar
e comparar a agilidade entre alunos-atletas universitários de futsal e handebol através do
teste do quadrado. METODOLOGIA: Estudo descritivo transversal de caráter exploratório.
A amostra é composta por 14 alunos-atletas universitários do sexo masculino, sendo sete
praticantes de futsal, com média de idade, altura e peso respectivamente de 21,71 ±
0,75anos, 179,48 ± 9,06cm, 74,87 ± 14,40Kg e sete praticantes de handebol, com média
de idade, altura e peso respectivamente de 20,71 ± 1,79anos, 179,48 ± 8,66cm, 81 ±
11,45Kg, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Como instrumento foi
utilizado o teste do Quadrado, da bateria de testes da PROESP-BR e sua classificação,
comparando os valores com os considerados adequados para a faixa etária de 17 anos.
Os dados foram analisados e comparados em planilha do Microsoft Excel 2007.
RESULTADOS: Os alunos-atletas de futsal se apresentaram mais ágeis do que os
alunos-atletas de handebol, com tempo médio de execução do percurso do teste,
respectivamente, de 5,95 ± 0,44s; 6,30 ± 53s. Quando comparados com a tabela da
PROESP-BR, para uma faixa etária de 17 anos, ambos os grupos deixaram a desejar,
visto que nessa classificação o futsal encontra-se numa zona considerada razoável e
handebol numa considerada fraca. Apesar do baixo desempenho os resultados
apresentaram números óbvios, devido algumas peculiaridades de cada modalidade. No
futsal o jogo acontece de forma dinâmica e os jogadores estão em constante mudança de
posição, sempre buscando espaços vazio o que requer do jogador um considerável nível
de agilidade, diferentemente do que acontece no handebol onde essas mudanças de
posições ocorrem na maioria das vezes apenas no momento de decisão da jogada.
CONCLUSÃO: A partir do exposto conclui-se que apesar dos resultados não
apresentarem nenhuma surpresa com relação às características das modalidades, tornase clara a necessidade de treinamentos que visem a melhora da agilidade, tendo em vista
a importância de tal capacidade física para o êxito em ambas as modalidades esportivas.
26
RESUMO 5
O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA NO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE USUÁRIOS
DE PARQUE DE LAZER
Autores: Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Bárbara C.
Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sheila Cristiane
Evangelista Creôncio, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Programa de
Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: MEC/PET/CAPES
INTRODUÇÃO: O estilo de vida está diretamente associado ao risco de doenças
cardiometabólicas. Dentre os vários componentes do estilo de vida, a nutrição e a prática
regular de atividade física, podem ter influência em indicadores antropométricos de um
indivíduo. OBJETIVO: Verificar a associação do índice de massa corporal com o estilo de
vida de usuários de parque de lazer. MÉTODOS: A amostra foi composta por 212
indivíduos com idade média de 44,4±16,9 anos e Índice de Massa Corporal (IMC) de
26,4±4,4 kg/m2, sendo 99 homens (43,2±17,4 anos e IMC de 26,6±4,5 kg/m 2) e 113
mulheres (45,5±16,5 anos e IMC de 26,4±4,3 kg/m 2), os quais responderam ao
questionário FANTASTIC, que objetiva avaliar o estilo de vida através de diversos
componentes (Família, Atividade física, Nutrição, Tóxicos, Álcool, Sono, Tipo de
comportamento, Introspecção e Trabalho). A amostra foi dividida por sexo e estilo de vida,
sendo os grupos: Alto (AEV) e Baixo Estilo de Vida (BEV). Estatística descritiva e teste t
de student para amostras independentes foram aplicados com p<0,05 (Statistica v.6.0).
RESULTADOS: O grupo BEV apresentou IMC significativamente maior
(27,50±4,43kg/m2) do que o grupo com AEV (25,58±4,19 kg/m 2; p<0,001). Quando
comparados os diferentes grupos de EV no mesmo sexo, homens e mulheres com BEV
apresentaram valores de IMC (27,95±4,60 kg/m 2 e 27,16±4,31 kg/m2, respectivamente)
significativamente superiores aos grupos com AEV (25,57±4,17 kg/m 2 para homens e
25,59±4,24kg/m2 para mulheres; p<0,01 e p<0,05 respectivamente). Porém, quando
comparados os grupos de mesmo EV e sexos diferentes, não houve diferença
significativa entre eles (27,95±4,60 kg/m2 e 27,16±4,31 kg/m2, para homens e mulheres
com BEV; 25,57±4,17kg/m2 e 25,59±4,24kg/m2, para homens e mulheres com AEV;
p>0,05) CONCLUSÃO: O IMC de usuários de parque de lazer pode ser influenciado pelo
estilo de vida. O grupo de homens e mulheres com AEV apresenta menor IMC em
comparação aos grupos com BEV.
27
RESUMO 6
A INCORPORAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E SUA INTERFACE COM A
SAÚDE
Autores: Aline Silva Jerônimo1, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio1, Alfredo Anderson
Teixeira de Araújo1, Bárbara C. Vilas Boas Marques Britto1, Fernanda Camila da Silva
Calisto1,
Ricardo
Argenton
Ramos1,
Paulo
Roberto
Ramos1.
E-mail:
[email protected]
Instituição: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil.
INTRODUÇÃO: Os problemas ambientais sempre estiveram presentes nos discursos e
práticas sanitárias, onde a saúde coletiva ocupa um papel significativo no campo dos
problemas ambientais. A discussão acerca dos problemas ambientais se encontra
também em consonância com o plano da saúde coletiva. Essa noção permite considerar
que no projeto da saúde coletiva o ambiente está associado à qualidade e à proteção da
vida dos indivíduos. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo nortear uma
reflexão sobre a relação saúde e problemas ambientais no contexto de saúde coletiva e
na qualidade de vida dos indivíduos. METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento
bibliográfico por meio das bases de dados de bibliotecas virtuais (Biblioteca Virtual de
Saúde – BVS; Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS;
Scientific Electronic Library Online – SCIELO) utilizando os seguintes descritores e suas
combinações nas línguas portuguesa e inglesa: “Saúde Coletiva”, “Qualidade de Vida” e
“Riscos Ambientais”. RESULTADOS: Durante muitos anos as questões ambientais,
principalmente aquelas relacionadas à saúde, foram uma preocupação quase que
exclusiva de instituições voltadas ao saneamento básico. A partir da década de 80 ficou
explícito o elo existente entre as questões ambientais e o sistema de saúde, abrindo o
caminho para a incorporação de uma ampla discussão voltada para questões que
envolviam a incorporação da relação Ambiente-Saúde no campo da Saúde Coletiva,
mostrando uma relação entre o ambiente e o padrão de saúde de uma população. A
análise de como os problemas ambientais afeta a saúde das populações que convivem
com riscos na ordenação de suas vidas cotidianas, propõe, assim, o entendimento das
complexas relações entre os padrões de saúde e o comprometimento dos fatores sociais
e ambientais de seu entorno, incidindo diretamente na qualidade de vida do indivíduo.
Assim, a superação de problemas sociais parte de elementos fundamentais, que não
podem ser desconsiderados, para a melhoria da qualidade de vida e a superação dos
riscos ambientais vividos pelas populações na gestão de suas vidas cotidianas.
CONCLUSÃO: A cada dia se fortalece a perspectiva que aponta para o entendimento da
problemática socioambiental como um fenômeno dinâmico que para ser conhecido e
enfrentado precisa levar em conta não somente fatores técnicos, mas também fatores
sociais e culturais das populações envolvidas. A compreensão dos problemas ambientais
que são simultaneamente problemas de saúde, pois não estão dissociados da vida social
humana, deverá estar a serviço do sentido social, político e de direito universal das
populações na melhoria de sua qualidade de vida, onde as questões relacionadas a
melhoria do meio ambiente tem demonstrado uma melhora na qualidade de vida da
população de todas as idades.
28
RESUMO 7
EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO PRÁTICA.
Autores: Allan Anderson de Medeiros¹, Alex Victor de Lima Silva ¹, João Álef Pereira
Fonseca da Cunha¹, Maria Aparecida Dias¹. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: A Educação física no Ensino Infantil nos dias atuais vem se tornando
uma necessidade real para melhoria no desenvolvimento motor e cognitivo das crianças,
sendo a mesma uma forma de expressão corporal capaz de expressar comportamentos e
possíveis intervenções dos profissionais da área. Sabe-se da necessidade de se trabalhar
de forma sistemática e lúdica para potencializar o repertório motor para que as mesmas
utilizem a criatividade e se tornem mais autonomas para realizar a “solução de
problemas”, sendo o brincar, o jogar, o ler, etc. algumas das variáveis que devem ser
desenvolvidas ao longo das aulas de Educação Física Escolar na Educação Básica
(Ensino Infantil, Fundamental e Médio). OBJETIVO: Relatar as experiências vivenciadas
na aplicação de três planos de aula sistematizados com o tema “Mundo do Circo” para
alunos do Ensino Infantil do Colégio Ação, localizado no Conjunto Pirangi, bairro Neópolis,
Natal/RN. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 12 alunos do IV Nível do Ensino Infantil
do Colégio Ação com idade entre 4 e 5 anos, participantes das aulas sistemáticas com
tema: “Mundo do Circo”, onde através do conteúdo ginástica foram explorados alguns
movimentos básicos como: Subir, descer, flexionar, andar, equilibrar, etc. com o intuito de
expressar o máximo possível do repertório motor das crianças. Sendo utilizados os estilos
de ensino de aulas abertas e resolução de problemas no planejamento das aulas,
respeitando sempre a realidade social e o repertório motor dos alunos. Sendo utilizado no
presente estudo a metodologia de caráter qualitativo e descritivo. RESULTADOS: A
intervenção pedagógica prática resultou na necessidade dos profissionais de Educação
Física no Ensino Infantil, visto que apesar de pouco explorado é um campo que se mostra
de total importância para o crescimento e desenvolvimento humano. Bem como foi
relevante mostrar a importância da aplicação prática sobre a teoria aprendida pelos
graduandos do curso de Educação Física – Licenciatura, além de compreender a
importância da sistematização das aulas. CONCLUSÃO: Conclui-se que as práticas das
atividades recreativas e de atividade física para as crianças do Ensino Infantil devem ser
desenvolvidas pelos professores de Educação Física, visando o melhor desenvolvimento
das habilidades motoras, visto que os mesmos possuem conhecimentos científicos para o
planejamento das aulas, a fim de atingir os resultados esperados para essa faixa etária.
29
RESUMO 8
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA E A CAPACIDADE CARDIORESPIRATÓRIA DE
IDOSOS COM A CAMINHADA DESENVOLVIDA NA ESTEIRA EM RITMO AUTO
SELECIONADO.
Autores: Altieres Elias de Sousa Júnior1, Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Marcos
Vinicius Freitas1,2, Weslley Quirino Alves da Silva1,3, Jorge Augusto de Oliveira Barros1,
Marcus Felipe Soares Bezerra1, Cheng Hsin Nery Chao1, Eduardo Caldas Costa1,Hassan
Mohamed Elsangedy. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil;
2
Universidade Estadual do Rio Grande do norte (UERN/RN), Pau dos Ferros/RN, Brasil;
3
Universidade Potiguar (UNP/RN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: MEC – SEsu (Edital PROEXT, 2013)
INTRODUÇÃO: Nos últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), a população idosa no Brasil tem crescido de forma importante.
Atualmente, 7,4% da população possui idade igual ou superior a 65 anos. Evidências
suportam que a perca de massa muscular, força e capacidade aeróbia são reduzidas com
o avanço da idade afetando a capacidade de idosos em realizarem atividades da vida
diária. Atualmente, a capacidade funcional tem sido alvo de vários estudos, sobretudo em
idosos, exemplos de avaliações são os testes de marcha estacionária de 2 minutos e
sentar e levantar da cadeira, que por sua vez mensuram a capacidade aeróbica e a força
de membros inferiores respectivamente. Outra linha de pesquisa que ultimamente vem
sendo explorada na literatura são respostas afetivas envolvidas com a intensidade
autosselecionada durante o exercício físico, algo que está associado diretamente com
aderência e adesão no exercício. OBJETIVO O presente estudo tem como objetivo
verificar a magnitude da correlação desses componentes funcionais com a caminhada
desenvolvida na esteira em ritmo autosselecionado. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo
8 idosas (66,6±5,37 anos; 68,3±13,75 kg; 1,60±0,04 m; 26,5±4,75 kg/m 2) participantes do
Programa vida ativa na terceira idade, oferecido pelo Departamento de Educação Física
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para avaliar a força de membros
inferiores e a aptidão cardiorrespiratória foram usados os testes de sentar e levantar da
cadeira e marcha estacionária respectivamente. Já como instrumento da auto seleção do
ritmo da caminhada, os idosos foram orientados a controlar a intensidade do exercício
através da “Feeling Scale” uma escala de sensação, composto basicamente de uma
variação de 11 pontos, com itens únicos, bipolar, variando entre +5 que representou a
maior sensação de conforto/ Prazer e -5 a maior sensação de desconforto/desprazer
proporcionada pelo exercício físico. Utilizou-se o teste de correlação de Sperman para
verificação de correlação entre a força de membros inferiores, capacidade aeróbia e a
velocidade desenvolvida na esteira em ritmo autosselecionado. Adotou-se um nível de
significância estatística de p < 0,05. RESULTADOS: Não houve correlação entre a
velocidade autosselecionada com os resultados dos testes de levantar e sentar da cadeira
(r= 0,048; p > 0,05) e marcha estacionária (r= 0,143; p > 0,05). CONCLUSÃO: Não Houve
correlação entre as varáveis avaliadas nos testes com a velocidade desenvolvida na
esteira em ritmo autosselecionado. A limitação do estudo é o tamanho amostral. Logo, se
faz necessário à investigação de uma maior casuística para confirma ou refutar tais
aspectos.
30
RESUMO 9
RELAÇÃO ENTRE O NOVO ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL (IAC) E O ÍNDICE
DE MASSA CORPORAL (IMC) COM O PERCENTUAL DE GORDURA
Autores: Ana Angélica S Silva1, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, Gabriel G Bergmann3,
Alfredo Anderson T de Araújo1,2, Loumaíra C da Cruz2, Ferdinando O Carvalho1,2, Carmen
SG Campbell. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF;
3
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da
Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF.
INTRODUÇÃO: A população brasileira tem apresentado crescimento exponencial nos
níveis de obesidade nos últimos cinco anos de acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística. Diversos métodos para determinação de sobrepeso e obesidade
estão sendo vistos e evidenciados em estudos, todavia o Índice de Massa Corporal (IMC)
ainda é bastante utilizado na triagem de adiposidade em alguns grupos, além da
circunferência de cintura (CC) e a Relação Cintura Quadril (RCQ), porém, por algumas
limitações, foi criado um novo índice para determinação de adiposidade corporal (IAC).
OBJETIVO: Observar a correlação entre o percentual de gordura obtido através das
dobras cutâneas com outros métodos de análise da adiposidade corporal (IMC, IAC,
RCQ, CC). MÉTODOS: Foram avaliados, 1.147 indivíduos adultos, com diferentes grupos
etários (18 a 50 anos) sendo 451 homens (27,6 ± 10,4 anos; 76,8 ± 13,6 kg; 1,76 ± 0,07
m) e 696 mulheres (27,8 ± 10,8 anos; 59,3 ± 9,8 kg; 1,63 ± 0,06 m), sedentários, sendo
avaliado o IMC (massa corporal/estatura2), o IAC {[circunferência do quadril/(altura x
√altura)]-18}, a circunferência de cintura (CC) e quadril, e o percentual de gordura (%G)
através das dobras cutâneas. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da
distribuição dos dados. O teste “t” de student para amostras independentes foi utilizado
para comparar as variáveis entre os sexos, comparação entre o IAC e IMC, além de
comparar mulheres pré-menopausa e pós-menopausa. A significância estatística adotada
foi de p≤0,05. RESULTADOS: Tanto o IAC quanto o IMC se diferem estatisticamente
entre os sexos. Para o sexo masculino os valores do IAC são significativamente menores
(5,3%) do que o IMC, por outro lado, no sexo feminino, os valores de IAC são maiores
(19,7%) do que os de IMC. Em comparação com o IAC, as áreas sob a curva ROC para o
IMC e a CC são bem mais amplas nos tanto homens quanto nas mulheres, além disso, o
IMC e a CC apresentam melhores valores de sensibilidade e especificidade para ambos
os sexos e todos os grupos etários. O IMC e a CC apresentaram uma maior correlação
com o %G do que o IAC para todas as faixas etárias e ambos os sexos. CONCLUSÃO:
Verificou-se que o IMC e a CC foram melhores relacionados com o %G do que o IAC em
ambos os sexos e nos vários grupos etários, levando a concluir que ainda existem
limitações em relação ao IAC e que o mesmo ainda não é um indicador confiável para
determinar a adiposidade de grupo de brasileiros estratificados por sexo e faixa etária.
Ainda existem limitações em relação ao IAC e que o mesmo ainda não é um indicador
confiável para determinar a adiposidade de grupo de brasileiros estratificados por sexo e
faixa etária.
31
RESUMO 10
MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA NATAÇÃO E SUA UTILIZAÇÃO POR
PROFESSORES DA CIDADE DE FORTALEZA-CE.
Autores: Ana Patricia Freires Caetano¹, Ricardo Hugo Gonzalez¹. E-mail:
[email protected]
Instituições: ¹Universidade Federal do Ceará (UFC).
INTRODUÇÃO: A natação se encontra bastante difundida na atualidade, sendo praticada
por indivíduos de todas as faixas etárias e com diferentes objetivos. Por muito tempo, no
ensino desta modalidade priorizou-se uma abordagem tecnicista, na qual os movimentos
eram meramente repetidos, sem considerar aspectos determinantes ao sucesso da
aprendizagem e que são inerentes ao indivíduo. A partir dessa perspectiva, percebeu-se a
necessidade de desenvolvimento de novos métodos e estratégias que possibilitassem
novas abordagens metodológicas. Diante dos diferentes métodos, concepções e
estratégias que norteiam o ensino da natação, nos surge o questionamento quanto a
utilização desses métodos e se os profissionais da área tem o real conhecimento acerca
da metodologia utilizada em suas aulas. OBJETIVO: O objetivo central deste estudo foi
analisar os modelos de ensino-aprendizagem da natação, utilizados por professores de
Educação Física na cidade de Fortaleza- CE em clubes, academias e escolas
particulares. MÉTODOS: O estudo caracteriza-se por ser do tipo descritivo-exploratório,
de cunho qualitativo. Utilizamos como instrumento para a coleta dos dados uma entrevista
semi-estruturada, realizada com 10 professores da cidade de Fortaleza-CE. Para a
análise e discussão, os dados foram agrupados nas seguintes categorias: a) formação
profissional, b) métodos de ensino-aprendizagem e c) estratégias de ensinoaprendizagem. RESULTADOS: Quanto a formação profissional, verificou-se uma maior
preparação e reciclagem por parte dos profissionais, na qual estes estão recorrendo a
uma formação extracurricular e a consulta das mais variadas ferramentas. Com relação
aos métodos de ensino-aprendizagem, os profissionais relataram que a escolha do
método a ser empregado está diretamente relacionado a fatores como nível da turma,
faixa etária e objetivos da prática da natação. Já as estratégias de ensino-aprendizagem
são as mais variadas possíveis, principalmente no ensino infantil, podendo ser o uso de
materiais flutuantes e atividades como jogos e brincadeiras que facilitam o processo de
ensino. CONCLUSÃO: Apesar do considerável aumento das pesquisas referentes à
modalidade e da constante reciclagem e atualização dos professores, é possível dizer, a
partir dos resultados com os quais nos deparamos neste presente estudo, que o
conhecimento dos profissionais acerca dos métodos utilizados nas aulas ainda não tem
se mostrado suficiente. Acredita-se que apesar do aumento do processo de reciclagem,
este processo ainda tem sido superficial, sendo necessária uma maior especialização e
aprofundamento acerca dos métodos, a fim de desenvolver a modalidade, tornando sua
prática mais eficaz e adequada.
32
RESUMO 11
EFEITOS DA INGESTÃO DE DIFERENTES BEBIDAS COM CARBOIDRATOS SOBRE
A GLICEMIA E PARÂMETROS DE FADIGA EM ATLETAS DE FUTEBOL
Autores: Ana Paula Trussardi Fayh1, Juliana Tanise Costa Câmara2, Sandra Azevedo
Queiroz2, Eridiane da Rocha Silva2, Layne Christina Benedito de Assis2, Paloma Oliveira
da Cruz2 e Liana de Araújo Santos2. Email: [email protected]
Instituições: 1Docente do Curso de Nutrição. 2Acadêmica do Curso de Nutrição.
Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
Santa Cruz, RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: Sabe-se que ingestão de bebidas que contenham carboidrato na sua
composição pode aprimorar o desempenho esportivo em diferentes modalidades,
incluindo o futebol. Assim, muitos produtos comerciais estão disponíveis no mercado, e
esta estratégia nutricional pode onerar a preparação esportiva. Na região nordeste, clubes
de futebol possuem orçamento limitado e pouca expressão na mídia, e
consequentemente, menos recursos destinados para a preparação dos atletas. Assim,
estratégias alternativas de suplementação, com produtos regionais, são utilizadas para
diminuir os custos do clube. No entanto, não existem estudos mostrando a eficácia destas
bebidas alternativas sobre o desempenho dos jogadores OBJETIVO: Comparar os efeitos
da ingestão de duas bebidas à base de carboidrato sobre a glicemia e parâmetros de
fadiga em atletas de futebol. MÉTODOS: Participaram deste ensaio clínico quase
experimental 23 jogadores de futebol adultos, com média de idade de 23 anos,
pertencentes ao Sport Club Santa Cruz (RN), que participa de campeonatos estaduais e
da série D do Campeonato Brasileiro. A coleta dos dados ocorreu em dois dias de
treinamento físico na mesma condição climática e com semelhanças na intensidade e
duração do treino. Os jogadores ingeriram, além de água à vontade, duas bebidas nos
diferentes dias: 1) bebida à base de maltodextrina, ou 2) Jacuba (bebida regional à base
de raspas de rapadura, limão e mel). Todos receberam orientação para não alterar a
ingestão de líquidos com a monitoração, no intuito de preservar a realidade. O volume dos
líquidos ingeridos pelos atletas durante o treinamento foi monitorado por acadêmicos de
Nutrição, com auxílio de uma planilha específica. A glicemia capilar foi medida nos
momentos imediatamente antes e após o treinamento, com glicosímetro digital On Call
Plus (ACON, USA). A fadiga foi avaliada através da aplicação da Escala de Borg no
momento após o exercício físico. Para verificar a desidratação dos atletas ao final do
treino com as diferentes bebidas, foi realizado o teste de uroanálise por fitas reagentes
(BIOCOLOR, Brasil) e a verificação da alteração da massa corporal durante o
treinamento. RESULTADOS: Comparando os dias de treino com ingestão de bebida à
base de maltodextrina e jacuba, respectivamente, a ingestão total de líquidos foi de
1714,8 + 492,2 mL e 1588,6 + 533,2 mL; a variação da glicemia foi de 13,1 + 29,5mg/dL e
7,6 + 22,2mg/dL e a alteração da massa corporal foi de -0,5 + 0,5kg e -0,6 + 0,5kg. A
pontuação na Escala de Borg após os treinos com ingestão de maltodextrina e jacuba foi,
respectivamente, 15,2 + 2,6 e 14,9 + 3,0. Nenhuma alteração foi estatisticamente
significativa (p> 0,05 para todas as análises), e também não houve alteração nos
parâmetros de uroanálise com a ingestão das diferentes bebidas. CONCLUSÃO: Os
dados mostram que não houve diferenças significativas na glicemia e nos parâmetros de
fadiga com a ingestão de diferentes bebidas. Desta forma, esta bebida regional pode ser
utilizada para complementar a hidratação e auxiliar na manutenção da glicemia dos
atletas.
33
RESUMO 12
PERFIL ANTROPOMÉTRICO E DE APTIDÃO FÍSICA DE USUÁRIO DE
ANABOLIZANTES DO POLO PETROLINA/PE E JUAZEIRO/BA.
Autores: André Filipe Lopes de Siqueira, Jhonatan Lima de Oliveira, Sílvia Lorena Viera
de Carvalho, Milla Gabriela Belarmino Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Mateus
Reis Nascimento, Paulo Adriano Schwingel. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico Universidade Pernambuco (PFA-UPE).
INTRODUÇÃO: O uso de drogas para melhora da performance física, principalmente
esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) é prevalente entre frequentadores de
academia de ginástica. Os efeitos adversos dessas drogas podem variar de discretas
alterações físicas e bioquímicas até óbito. Entretanto, pouco são os trabalhos que
estabelecem o perfil de aptidão física e saúde da população do nordeste do país.
OBJETIVO: Estabelecer o perfil cineantropométrico e de aptidão física de frequentadores
de academias de ginástica da (RIDE) do Polo Petrolina e Juazeiro que utilizam EAA.
MÉTODOS: Estudo descritivo transversal que utilizou questionário fechado, anônimo e
estruturado com questões sobre características demográficas e de aptidão física. O nível
de atividade física foi estabelecido com auxílio do IPAQ e as avaliações
cineantropométricos seguiram a padronização da ISAK. A bioimpedância bipolar foi
também utilizada na obtenção do percentual de gordura e seguiu a padronização
recomendada para o teste. Os dados foram processados e analisados utilizando os
programas SPSS versão 16. Após consolidação e validação foi utilizada a estatística
descritiva. Após verificação da normalidade utilizou-se a apresentação de média e desvio
padrão. Frequências absoluta e relativa foram utilizadas para descrever variáveis
categóricas e o teste de qui-quadrado para comparação dos percentuais. Comparações
entre variáveis continuas foram realizadas através do teste t de Student. Adotou-se nível
de significância bilateral de 5% (p<0,05). RESULTADOS: Dos 346 frequentadores de
academia abordados, 34 (9,8%) reportam uso de EAA e compuseram a amostra. Todos
eram do sexo masculino, com média (±DP) de idade de 25,7 (±6,9) anos, massa corporal
total de 77,9 (±9,9) kg, estatura de 174,5 (±5,3) cm, pressão arterial sistólica (PAS) de
133,0 (±12,6) mmHg, pressão arterial diastólica (PAD) de 74,6 (±11,8) mmHg, frequência
cardíaca de 75,9 (±14,0) bpm, índice de massa corporal de 25,5 (±3,0) kg/m², impedância
bioelétrica de 15,1 (±4,5) %, somatório de três dobras cutâneas (40,4 ± 14,9 mm), % de
gordura corporal (11,8 ±4,5 %), circunferência da cintura (85,1 ± 7,2 cm), circunferência
do quadril (96,6 ± 5,4 cm ) e relação cintura quadril (0,86 ± 0,04 cm/cm). Dois (5,9%)
indivíduos foram classificados com sobrepeso de acordo com o percentual de gordura.
Segundo o a análise da relação cintura/quadril (RCQ), risco cardiovascular aumentado foi
verificado em 22 (64,7%) usuários de EAA, sendo que sete (31,8%) destes apresentavam
alto risco cardiovascular e em um (4,5%) o risco foi considerado muito alto. Dez (29,4%)
avaliados apresentaram pressão arterial de repouso elevada (PAS≥140 ou PAD≥90).
Segundo o IPAQ todos eram ativos, sendo que, a maioria (n=26) foi classificada como
muito ativo. Observou-se diferença estatística (p<0,001) entre os percentuais de gordura
obtidos pelo método de dobras cutâneas e impedância bioelétrica. CONCLUSÃO: Os
usuários de anabolizantes da RIDE Petrolina e Juazeiro são adultos jovens com baixo
percentual de gordura. Por outro lado, apresentam elevado risco cardiovascular segundo
RCQ e pressão arterial de repouso acima do limite de referência. Sendo assim, nesta
população recomenda-se a implementação de ações de conscientização, bem como a
utilização do método de dobras cutâneas para avaliação da composição corporal.
34
RESUMO 13
REPRODUTIBILIDADE DO DESEMPENHO AERÓBIO E CONTROLE AUTONÔMICO
CARDÍACO EM IDOSAS
Autores: André Igor Fonteles1, Thiago de Brito Farias1, Luiz Fernando de Farias Júnior1,
Rodrigo Alberto Vieira Browne 1, Hassan Mohamed Elsangedy1, Alexandre Hideki Okano1.
E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: CNPq, CAPES.
Introdução: Avaliação cardiorrespiratória, frequência cardíaca de recuparação (FCR) e
variabilidade da frequência cardíaca (VFC) fornecem importantes informações sobre
saúde. Objetivo: Verificar a confiabilidade do desempenho aeróbio e marcadores
autonômicos mensurados após testes de caminhada em idosas. Métodos: Amostra
constituída por 36 idosas divididas em dois grupos, idosas praticantes de Tai Chi Chuan
(TCC) e sedentárias. Para o teste de caminhada de 6 minutos (TC6min), foi utilizado o
protocolo sugerido pela American Thoracic Society(ATS, 2002), e no teste de 400 metros
(TC400m) o protocolo do estudo de Simonsick et al. (2001). A FCR foi considerada como
a diferença absoluta entre a frequência cardíaca (FC) obtida ao final dos testes, e as FC
de um minuto (FCR60”) e dois minutos (FCR120”) e para a VFC o recomendado pela
Task Force (1996). Para análise da VFC utilizamos o método linear no domínio da
frequência (DF) e simbólica. Após a constatação da normalidade de distribuição dos
dados mediante teste de Shapiro Wilk, empregou-se o teste t de Student para amostra
independentes ou Wilcoxon quando não apresentasse normalidade, coeficiente de
correlação intraclasse (CCI; com 95% de intervalo de confiança) e Bland- Altman (com
95% dos limites de concordância). Resultados: As idosas do TCC apresentaram uma
elevada confiablidade tanto no TC6min (528,8 ± 71,4 vs 528,1 ± 48,3;CCI=0.86) quanto
no TC400m (270,7 ± 24,5 vs 260 ± 26;CCI=0.81). Resultados similares foram encontrados
para as sedentárias no TC6min (473,2 ± 62,4 vs 466 ± 53,2;CCI=0.86) e TC400m (315,3 ±
39,3 vs 304,5 ± 47,6CCI=0.84). Na FCR as idosas do TCC apresentaram elevada
confiabilidade em ambos os testes na FCR60” (29 ± 11 vs 24 ± 10;CCI=0.84) e FCR120”
(36 ± 10 vs 32 ± 11;CCI=0.85) para o TC6min e no TC400m FCR60” (27 ± 10 vs 25 ±
8;CCI=0.89) e FCR120” (34 ± 12 vs 31 ± 9;CCI=0.82). Para as idosas sedentárias foi
encontrada uma elevada confiablidade no TC6min na FCR60” (17 ± 8 vs 16 ± 8;CCI=0.80)
e FCR120” (24 ± 9 vs 24 ± 8;CCI=0.88) e moderada confiabilidade na FCR60” (16 ± 7 vs
19 ± 9;CCI=0.65) e elevada na FCR120” (24 ± 8 vs 23 ± 11;CCI=0.75) no TC400m.
Considerando a VFC no método linear as idosas do TCC no TC6min alcançaram
moderada e baixa confiabilidade, respectivamente, para os marcadores simpático Lf nu
(68,6 ± 15,3 vs 69,2 ± 14;CCI=0.54) e parassimpático Hf nu (31,3 ± 15,3 vs 30,7 ±
14,3;CCI=0.43) e no TC400m Lf nu (67,9 ± 15 vs 65,1 ± 18,9;CCI=0.73) e Hf nu (32,1 ±
15,8 vs 34,9 ± 18,9;CCI=0.73) uma moderada confiabilidade. As idosas sedentárias no
TC6min tiveram uma moderada confiablidade tanto no Lf nu (66,4 ± 20,9 vs 66 ±
16,3;CCI=0.53) quanto no HF nu (33,5 ± 21 vs 33,9 ± 16,3;CCI=0.54). No TC400m as
sedentárias alcançaram uma elevada confiabilidade no Lf nu (72,8 ± 12,1 vs 67,2 ±
22;CCI=0.71) e HF nu (27,1 ± 12,1 vs 32,7 ± 22;CCI=0.71). Resultados similares foram
encontrados na análise simbólica nos padrões 0V(simpático) e 2ULV(parassimpático).
Conclusão: O desempenho nos testes podem ser usados na obtenção de medidas
confiáveis na avaliação cardiorrespiratória. A utilização de marcadores autonômicos
nesses testes parece garantir a confiabilidade dos dados.
35
RESUMO 14
EFEITO AGUDO DO ALONGAMENTO ESTÁTICO NO DESEMPENHO DO EXERCÍCIO
LEG-PRESS EM IDOSAS
Autores: André Luiz Demantova Gurjão¹, Luiza Hermínia Gallo², Marilia Ceccato²,
Alexandre Konig Garcia Prado², José Claudio Jambassi Filho², Raquel Gonçalves³,
Sebastião Gobbi². E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; ²Universidade Estadual Paulista, Rio Claro/SP, Brasil; ³Universidade Federal de
São Carlos, São Carlos/SP, Brasil.
Apoio: CAPES; CNPq
INTRODUÇÃO: Exercícios de alongamento estático (AE) podem reduzir transitoriamente
o desempenho da força muscular. Uma vez que é recomendada a realização de AE nos
momentos que precedem as atividades de fortalecimento muscular, é importante verificar
se o AE pode influenciar o desempenho de séries múltiplas de treinamento com pesos
(TP), especialmente em adultos idosos. OBJETIVO: Analisar o efeito de um protocolo de
AE na resistência muscular, volume total no exercício Leg-Press e recuperação
neuromuscular de mulheres idosas. MÉTODOS: Participaram deste estudo 14 idosas
(61,5 ± 4,1 anos; 70,4 ± 13,9 kg; 1,58 ± 0,05 m; 28,3 ± 5,2 kg/m²). Todas as voluntárias
possuíam experiência em TP (mediana: 3,5 anos; amplitude 1,5 – 8,5 anos). O protocolo
de AE foi composto por três exercícios, realizados em três repetições de 30 segundos,
sendo dois passivos (quadríceps femoral e glúteos) e um ativo (posteriores de coxa). O
intervalo entre as repetições foi de 30 segundos. Como indicadores de desempenho no
exercício Leg-Press foram analisados o número de repetições realizadas até a fadiga
voluntária em três séries (intensidade: 15 repetições máximas; intervalo de recuperação
entre séries: dois minutos) e o volume total (somatória do número de repetições nas três
séries multiplicado pela carga). A recuperação neuromuscular foi avaliada pela contração
voluntária máxima isométrica e amplitude da atividade eletromiográfica (EMG) dos vastos
medial e lateral do quadríceps femoral. Os indicadores de desempenho no exercício LegPress foram obtidos em duas condições experimentais, com e sem AE prévio (AE-LP e
LP, respectivamente). Para análise da recuperação neuromuscular, a CVM isométrica
também foi obtida durante condição controle. A aleatorização das condições
experimentais foi realizada por meio da técnica do quadrado latino. RESULTADOS: Ao
comparar as condições experimentais AE-LP e LP, decréscimo significativo (-18,5%) no
número de repetições foi observado apenas para a primeira série. Nenhuma diferença foi
observada para a segunda e terceira séries. O volume total da condição AE-LP foi
significativamente menor (-8,3%) em comparação à condição LP. A recuperação
neuromuscular nas condições AE-LP e LP não foram alteradas quando comparadas ao
controle. CONCLUSÃO: O desempenho de força muscular dinâmico, especificamente a
resistência muscular no exercício Leg-Press, pode ser influenciada negativamente ao ser
precedido por um protocolo de AE para os principais grupos musculares de membros
inferiores. Ao considerar que este efeito não perdura ao empregar séries múltiplas, a
adição de séries extras as rotinas de TP pode ser um caminho para contrapor a queda do
desempenho na primeira série. A redução do volume total decorrente do AE não interferiu
na recuperação neuromuscular.
36
RESUMO 15
ANÁLISE
ELETROMIOGRÁFICA
DOS
MÚSCULOS
ESTABILIZADORES
ESCAPULARES, DURANTE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP PLUS
Autores: André Luiz Torres Pirauá1, Juliana Pereira Silva1, Muana Hiandra Pereira dos
Passos1, Ana Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo Cappato de Araújo1. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE.
Apoio: FACEPE.
INTRODUÇÃO: A discinesia escapular está associada a alterações no padrão de
ativação e força dos músculos estabilizadores da cintura escapular e ombro, sendo o
desequilíbrio da musculatura escapular a causa mais comum dessa disfunção. Atletas,
praticantes de esportes com maior exigência de movimentação dos braços acima da
cabeça, são mais predispostos a discinesia escapular, fator que compromete o
desempenho esportivo e pode evoluir para lesões no ombro. Nesse contexto, diversos
estudos recomendam o exercício push-up para o reequilíbrio dos músculos
estabilizadores escapulares e, além disso, sugerem que a inserção de superfícies
instáveis pode aumentar a atividade eletromiográfica desses músculos. Entretanto, são
escassos estudos que avaliaram o efeito da realização desse exercício em superfícies
instáveis, em sujeitos com discinesia escapular. OBJETIVO: avaliar a atividade
eletromiográfica dos músculos estabilizadores escapulares durante o exercício push-up
plus, realizado em superfícies estável e instável, em sujeitos com discinesia escapular.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal (crossover). A amostra foi composta por
30 homens, com média de idade e desvio padrão de 21.68 ± 2,53 anos. Cada voluntário
realizou duas variações do exercício push-up plus: uma sobre superfície estável e a outra
instável. Foram utilizados quatro canais para aquisição dos registros eletromiográficos dos
músculos serrátil anterior (fibras superior-SAS e inferior-SAI) e trapézio (fibras superioresTS e inferiores-TI). O processamento dos dados e valores da amplitude eletromiográfica
foram obtidos pelo cálculo da integral do envoltório linear e, posteriormente, normalizados
pelo valor atingido no teste contração isométrica voluntária máxima do músculo
correspondente. Para o cálculo das razões foi realizada a divisão dos valores do TS pelos
valores do TI, SAS e SAI. Os dados foram analisados por meio de uma análise de
variância multivariada com medidas repetidas, para verificar o efeito da superfície sobre a
atividade eletromiográfica, assim como as razões de ativação TS/TI, TS/SAS e TS/SAI.
Para todas as análises foi fixado um valor de p≤0,05. RESULTADOS: Os resultados
revelaram que a superfície teve efeito sobre a atividade EMG de todos os músculos
(F(4,26)=16,396, p=0,001). Ocorreu diminuição do SAS e SAI e aumento do TS e TI na
superfície instável (comparação intra-músculos). Analisando as razões TS/TI, TS/SAS e
TS/SAI, os resultados indicaram que os valores de TS/SAS e TS/SAI aumentaram na
superfície instável (p=0,001). No entanto, não foi observado diferença na razão TS/TI.
CONCLUSÃO: Em síntese o conjunto dos resultados permite concluir que: a superfície
instável aumentou a atividade eletromiográfica do trapézio e provocou diminuição do
serrátil anterior. Além disso, indicou que a maior sobrecarga do trapézio inferior na
superfície instável, funcionou como estratégia compensatória devido a diminuição de
ativação do serrátil anterior, não sendo recomendada para sujeitos com discinesia
escapular.
37
RESUMO 16
ANÁLISE DO TREINAMENTO SOBRE A ATIVIDADE NEUROMUSCULAR DOS
MÚSCULOS FLEXORES DOS DEDOS EM JOVENS JUDOCAS.
Autores: Arnaldo Luis Mortatti1, Renêe de Caldas Honorato2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2Universidade Federal do
Ceará.
INTRODUÇÃO: Devido à importância da força motora para o judô, vários estudos são
feitos para caracterização e controle da manifestação desta valência física durante
diferentes períodos de treinamento, porém, são escassas as investigações com indivíduos
nas idades puberais. OBJETIVO: O objetivo principal deste estudo foi analisar a atividade
neuromuscular dos músculos flexores dos dedos no teste de dinamometria manual de
jovens judocas (GT) em comparação a escolares não-treinados (GC), mais
especificamente em relação à força máxima e o índice de fadiga, para quantificar qual a
influência da prática regular dos judocas em idades que antecedem o pico de velocidade
de crescimento. MÉTODOS: Participaram do estudo 28 sujeitos (14 judocas; 14
escolares) com idade entre 12 e 15 anos. Como critério de inclusão para o estudo, os
judocas tinham que praticar judô a pelo menos um ano e no mínimo de 3 vezes por
semana e não praticar outro exercício físico, já para o grupo não-treinado o critério foi que
a única pratica regular de exercício dos indivíduos fosse as aulas de educação física
escolar. Foi feita à caracterização dos sujeitos por meio de avaliação antropométrica e
para analisar o período maturacional dos indivíduos e assim minimizar as diferenças entre
os grupos e os efeitos da maturação sobre a manifestação de características
neuromusculares da força foi realizada a avaliação da maturação somática (Mirwald,
2002). Os testes neuromusculares de dinamometria manual computadorizada e
eletromiografia de superfície dos músculos flexores dos dedos foram utilizados de
maneira associada e feitos em ambos os membros, dominante (D) e não-dominante (ND)
com aquisição dos dados em um mesmo software (MIOTEC®) que permitia comparações
simultâneas entre os dois testes. RESULTADOS: Apesar de a idade centralizada (GT:
12,84 anos; GC: 14,18 anos) ter apresentado diferença significativa entre os grupos (p <
0.05), os valores do nível maturacional (GT: -1,64 ; GC: -1,36) não mostraram diferenças
estatísticas entre os grupos analisados, ou seja, os grupos não sofreram interferência do
processo maturacional nas manifestações da força. As análises dos teste
neuromusculares mostraram que os valores máximos de preensão manual D (GT: 31,5
kg; GC: 32,1 kg), preensão manual ND (GT: 31,7 kg; GC: 29,5 kg), força relativa D (GT:
1,3 Kg/cm²; GC: 1,4 Kg/cm²), força relativa ND (GT: 1,3 Kg/cm²; GC: 1,3 Kg/cm²), índice
de fadiga D (GT: 46,6% ; GC: 51,1 %) e índice de fadiga ND (GT: 46,0% ; GC: 46,7 %)
entre os dois grupos não tem diferenças significativas, mas o GT se mostrou uma maior
eficiência em relação à ativação eletromiográfica máxima D (GT: 449,3 μV ; GC: 731,1
μV), ativação eletromiográfica máxima ND (GT: 422,0 μV; GC: 562,2 μV), eficiência
neuromuscular D (GT: 6,8 μV/kg ; GC: 11,9 μV/kg) e eficiência neuromuscular ND (GT:
6,4 μV/kg; GC: 8,7 μV/kg), em ambos os membros. CONCLUSÃO: O treinamento em
judô nas idades tem uma grande associação com a melhora de fatores neuromusculares
relacionados à força de preensão manual, mas ainda são necessários mais estudos
longitudinais sobre este fenômeno, pois são necessários dados que indiquem em quais
momentos essas diferenças são mais evidentes e como isso pode ajudar na metodologia
de treinamento nas idades estudadas e também no processo de detecção, seleção e
promoção do talento esportivo no judô.
38
RESUMO 17
O LEGADO “GREGO” DE MEGAEVENTOS: OS LEGADOS NEGADOS
Autores:
Benedilson
Reis
Santos,
Anderson
De
Melo
Costa.
[email protected]
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco – UPE.
Email:
INTRODUÇÃO: Megaeventos esportivos têm a capacidade de impulsionar a economia da
região, contudo, sem estratégias e planejamento podem causar transtornos sociais e
ambientais. OBJETIVO: O objetivo é despertar a reflexão e o diálogo sobre o real legado
de megaeventos e seus impactos poucos positivos na região sediadora. METODOLOGIA:
A metodologia contempla um estudo bibliográfico de caráter qualitativo de obras
relacionadas ao tema, objetivando-se uma inferência mediada pela leitura integral de
obras de 2002-2013. RESULTADOS: Resultados apontam que sediar megaevento pode
até aumentar a atividade econômica local, contudo pode trazer resultados inesperados
como erário público sobrecarregado; redução de despesas, e não investimento em
setores como saúde, educação e segurança; greves e manifestações sociais; ações de
despejos; desocupações de imóveis; remoções de comunidades; trânsito congestionado;
acessibilidade limitada, pelas obras nas vias públicas; privatização e elitização de
algumas regiões e produtos; aluguel e serviços imobiliários supervalorizados; serviços
hoteleiros e turísticos de baixa qualidade e alto preço; alto índice de desemprego pósevento, pois são empregos temporários; o poder histórico da região pode ser degradado
ou modificado; o meio ambiente pode sofrer com a grande quantidade de lixo gerado.
Além do megaevento se tornar um forte candidato para atrair corrupção e desvio de
dinheiro público, através de superfaturamento de obras e serviços. CONCLUSÃO: Então,
Infere-se que, geralmente, nem todos os benefícios previstos se concretizam e, que a
falta de planejamento e estratégias podem ocasionar subutilização, pouco uso da
infraestrutura construída, alto custo de manutenção e com o risco do lucro gerado não fluir
completamente para a economia local. Assim, alguns ganham um presente bilionário,
enquanto a população ganha um “Presente de Grego”.
39
RESUMO 18
CONHECIMENTO SOBRE O CORPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: EXPERIENCIANDO
A SISTEMATIZAÇÃO
Autores: Bruna Priscila Leonizio Lopes, Maria Aparecida Dias. E-mail: [email protected]
Intituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: Inexistente.
INTRODUÇÃO: A Educação Física Escolar é um componente curricular que compreende
conteúdos diversos relacionados à cultura corporal de movimento, cada um com suas
respectivas complexidades e características. Infelizmente, observa-se no âmbito escolar
uma espécie de monopólio de alguns conteúdos em detrimentos dos demais, bem como
uma despreocupação dos profissionais em materializar uma sequência lógica do
conteúdo que facilite e promova aprendizagem significativa nos alunos. Tendo em vista
essa problemática, é necessário que haja uma sistematização para o ensinamento dos
tais, de modo que o educando possa absorver o conhecimento com a importância que
este possui e não apenas passe por ele sem nenhum aprofundamento ou aprendizagem,
fato este recorrente quando são ministrados conteúdos de forma aleatória, sem que haja
conexão ou relação entre eles. Considerando estes aspectos, bem como a multiplicidade
dos saberes e da experiência proporcionada para a formação de docentes a partir da
disciplina obrigatória para o curso de licenciatura em Educação Física intitulada:
Educação Física no Ensino Infantil, ministrada no primeiro semestre de 2013, na
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. OBJETIVO: o presente trabalho objetiva
descrever e discutir o planejamento e a execução de uma das atividades realizadas
durante o andamento da disciplina. METODOLOGIA: O estudo consiste em um relato de
experiência que apresenta a atividade proposta pela disciplina, incluindo seus objetivos,
conteúdo, materiais e métodos de execução, acompanhada de uma avaliação crítica, e
discute com clareza sobre as dificuldades encontradas e os resultados alcançados. Foram
realizadas observações, anotações, entrevistas, filmagens e fotografias desta atividade a
qual consiste em plano de aula sistematizado, aplicado em uma turma do 3º nível da
Educação Infantil com número de 12 alunos, na instituição de ensino Núcleo Educacional
Reino da Criança, localizada na cidade do Natal/RN; tendo como conteúdo o
conhecimento sobre o corpo, com o conhecimento sobre as partes do corpo humano
sendo desenvolvidos ao longo das aulas. As intervenções foram realizadas durante três
dias, de modo que cada dia consistia em uma aula com duração de 30 minutos.
RESULTADO: Como resultado foi observado uma melhor assimilação do conteúdo pelos
educandos, mostrando-se um avanço no tocante ao conhecimento do alunado sobre a
temática trabalhada, o que não seria possível em apenas uma aula, permitindo um
aprofundamento, partindo do simples para o mais complexo como assim proporciona a
sistematização. CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto que a sistematização possibilita de
fato uma real proximidade do conhecimento, o que por vezes é desprezado na Educação
Física, ocorrendo uma valorização apenas das habilidades motoras, transitando sem um
planejamento sobre os conteúdos existentes, não os contemplando com a devida
importância. A Educação Física no Ensino Infantil faz-se ainda de grande valia ao
possiblitar o desenvolvimento da criança e o conhecimento sobre seu corpo,
proporcionando assim a evolução desta.
40
RESUMO 19
ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR
DURANTE O EXERCÍCIO CRUCIFIXO ESTÁVEL E INSTÁVEL
Autores: Bruno Machado Melo¹, André Luís Torres Pirauá¹, Sérgio Rodrigues Moreira²,
Rodrigo Cappato de Araújo¹. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade de Pernambuco – UPE; ²Universidade Federal do Vale do
São Francisco – UNIVASF.
Apoio: CAPES.
INTRODUÇÃO: A inserção de exercícios com instabilidade passou a ser vista como mais
uma alternativa para variações de estímulos no treino com pesos. Esses exercícios se
caracterizam por promover uma maior ativação e recrutamento de unidades motoras,
principalmente de grupos musculares que atuam como estabilizadores do movimento, e
são utilizados tanto em ambientes esportivos voltados para o alto rendimento e/ou
promoção da saúde, como também no processo de reabilitação física. Entretanto, as
vantagens de utilizar a instabilidade para os grupos musculares primários não são tão
evidentes na literatura. OBJETIVO: Comparar a atividade EMG dos músculos primários
peitoral maior (PM), deltoide anterior (DA), tríceps braquial (TB) e do estabilizador da
escápula serrátil anterior (SA) durante a execução do exercício crucifixo em superfície
estável e instável. MÉTODOS: Participaram do estudo, 14 sujeitos (22,5 ± 2,4 anos; 76,03
± 9,03 kg; 173,64 ± 7,12 cm) com experiência de no mínimo seis meses de musculação e
frequência mínima de 3 sessões por semana. Na 1ª sessão de avaliação foi realizado o
teste de 1-RM a fim de determinar a carga relativa para o exercício crucifixo em um banco
estável e em uma bola suíça. A segunda sessão, realizada em um prazo mínimo de 48h e
máximo de 168h da sessão anterior, constou na execução de uma única série de 10
repetições à 30% da carga máxima suportada no teste de 1-RM de cada exercício. A
velocidade de execução foi controlada através de um metrônomo programado para 2” na
fase excêntrica e 1” na fase concêntrica. A ordem de execução foi aleatorizada através de
sorteio. O intervalo entre os exercícios foi fixado em 10 minutos. Para medir a atividade
EMG foram utilizados eletrodos ativos simples diferencial de superfície posicionados de
acordo com as recomendações do SENIAM. Para o processamento dos dados EMG foi
utilizado o programa Myosystem Br-1 versão 3.5, sendo coletados à 2000Hz e filtro
passa-baixa de 15Hz e passa-alta de 500Hz. As médias dos valores da integral do
envoltório linear das repetições 3 à 8 foram utilizadas para representar a amplitude do
sinal EMG. Para análise estatística foi utilizado o teste t-pareado, com nível de
significância de 5%. RESULTADOS: Ao comparar o exercício na base estável e instável,
não foram observadas diferenças significativas na ativação dos músculos PM (357,34 ±
139,66 vs 385,03 ± 161,17; p= 0,33), DA (343,78 ± 249,04 vs 379,61 ± 207,32; p= 0,32) e
TB (72,17 ± 29,6 vs 71,98 ± 29,22; p= 0,98). Apenas o músculo SA apresentou maior
ativação quando o exercício foi executado na base instável (230,26 ± 111,58 vs 303,14 ±
139,72; p=0,03). CONCLUSÃO: A ativação dos músculos primários PM, DA e TB não
apresentou diferença significativa ao realizar o exercício crucifixo na base instável.
Apenas o músculo estabilizador da escápula SA mostrou maior nível de ativação ao
utilizar a instabilidade. Portanto, pode-se concluir que a utilização de bases instáveis
aumenta a ativação apenas de músculos estabilizadores, não ocorrendo o mesmo para
músculos primários.
41
RESUMO 20
PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS NO LAZER ANTES E DURANTE O PERÍODO
UNIVERSITÁRIO
Autores: Camilo Luis Monteiro Lourenço1, Thiago Ferreira de Sousa1. Email:
[email protected]
Instituição: 1Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus/BA.
INTRODUÇÃO: A prática de ao longo da vida deve ser encorajado, principalmente desde
as idades precoces, visto que hábitos saudáveis nesta fase têm influência sobre os níveis
de saúde na idade adulta e velhice. OBJETIVO: Descrever a prevalência e as
características associadas à prática de atividades físicas no lazer (AFL), antes e durante o
período universitário, por estudantes de uma instituição pública de ensino superior do
Estado da Bahia. MÉTODOS: O estudo é do tipo transversal derivado da pesquisa
longitudinal Monitoramento dos Indicadores de Saúde e Qualidade de Vida em
Acadêmicos (MONISA), realizado em 2010, em uma instituição de ensino superior no
Estado da Bahia. A população alvo do estudo foram estudantes de graduação dos cursos
presenciais devidamente matriculados no segundo período letivo. Os cálculos amostrais
levaram em consideração a população de referência, nível de confiança de 95% de
amostragem de três pontos percentuais e uma prevalência de 50% com acréscimo de
20% para eventuais perdas e 15% para estudos de associação, resultando em um total de
1.232 estudantes. A amostra foi estratificada e proporcional aos cursos de graduação, ano
de ingresso na universidade, período de estudo (diurno e noturno). Os estudantes foram
selecionados de forma aleatória por meio da lista de matrícula em ordem alfabética. A
variável dependente para este estudo foi a união das práticas de AFL antes do ingresso
(pregressa) na universidade e durante a vida acadêmica (atual), posteriormente sendo
categorizadas em: não praticou AFL; praticou AFL pregressa e atual; praticou somente
AFL pregressa; e, praticou AFL somente atual. As variáveis independentes deste estudo
foram: sexo, faixa etária em anos (17 a 20; 21 a 23; e, 24 a 52) período de estudo (diurno
e noturno) e ano de ingresso na universidade (2007 ou anterior, 2008, 2009 e 2010). Para
a análise dos dados foi utilizado o teste do Qui-quadrado e Qui-quadrado para tendência
como medida de associação. O nível de significância adotado foi de 5%. RESULTADOS:
Participaram do estudo 1.084 estudantes (88%). A mediana de idade foi de 22 anos
(média de idade de 23,5 anos; DP=5,2; 17 a 52 anos). Houve um predomínio de mulheres
(54,7%). Os homens apresentaram maior prevalência de prática de AFL (63%) pregressa
e atual, entretanto, as mulheres apresentaram maior prevalência de prática de AFL antes
da universidade (47%) em comparação aos homens (28,7%). Os estudantes do período
de estudo diurno (47,8%) apresentaram maior prevalência quando comparado ao período
noturno (42,9%) para a prática de AFL pregressa e atual. Os estudantes universitários do
período noturno apresentaram maior prevalência da prática de AFL somente pregressa
(40,6%) e menor prevalência de AFL somente atual (1,5%). CONCLUSÃO: Os fatores
mais associados a prática de atividades físicas no lazer, pregressa e atual, em estudantes
universitários, foram os homens e estudantes do período diurno. Incentivar a prática de
atividades físicas, durante o período acadêmico pode contribuir para a proteção de risco
de doenças crônicas não transmissíveis.
42
RESUMO 21
FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE
ADOLESCENTES RESIDENTES EM ÁREA URBANA E RURAL
Autores: Carla Menêses Hardman, Iza Cristina de Vasconcelos Martins Xavier, Maria
Laura Siqueira de Souza Andrade, Mauro Virgilio Gomes de Barros. Email:
[email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil.
Apoio: Capes, Facepe, CNPq.
Introdução: Embora os padrões alimentares sejam conhecidos por variar de acordo com
o nível socioeconômico e região geográfica, pouco se sabe sobre os comportamentos
alimentares de crianças e adolescentes que vivem em áreas rurais e urbanas da região
nordeste do Brasil. Avaliar o consumo alimentar por local de residência é uma estratégia
importante para conhecer o estado nutricional da população e viabilizar o planejamento de
programas de intervenção adequados de acordo com suas necessidades. Objetivo:
Comparar a frequência de consumo de frutas, hortaliças e refrigerantes entre
adolescentes residentes da área urbana e rural do Estado de Pernambuco. Métodos:
Realizou-se um estudo transversal baseado na análise secundária de dados de uma
amostra representativa dos estudantes do ensino médio em Pernambuco (n=4.207, 14-19
anos). Os dados foram coletados através de um questionário previamente validado. Os
adolescentes que relataram um consumo diário de refrigerantes e consumo ocasional de
frutas, sucos naturais de frutas e hortaliças foram classificados como expostos a um
padrão inadequado de consumo desses alimentos. A variável independente foi o local de
residência (urbana/rural). Os dados foram analisados através da distribuição de
frequências e teste de qui-quadrado e regressão logística binária. Resultados: Observouse que os estudantes da área rural apresentaram uma maior prevalência de consumo
ocasional de frutas (34,7%), hortaliças (37,2%) e sucos naturais (37,6%) do que aqueles
que residiam na área urbana que relataram ingerir respectivamente estes alimentos
(33,1%; 36,2%; 32,1%). A proporção de estudantes expostos ao consumo diário de
refrigerantes foi maior entre aqueles que referiram residir na área urbana (65,0%) em
comparação aos da área rural (55,3%). Na análise multivariável, verificou-se que a
chance de exposição ao consumo ocasional de suco de frutas foi 21% maior entre os
adolescentes que relataram residir na área rural em comparação àqueles que referiram
morar na área urbana. Entretanto, a chance de exposição ao consumo diário de
refrigerantes foi 68% menor entre os estudantes que residem na área rural quando
comparado aqueles que moram na área urbana. Conclusão: Verificou-se que a
prevalência de consumo ocasional de sucos naturais de frutas foi significativamente maior
entre os adolescentes que residem na área rural em comparação aqueles da área urbana.
Entretanto, a proporção de adolescentes expostos a consumo diário de refrigerantes foi
estatisticamente superior entre os estudantes que relataram residir na área urbana. Estes
resultados parecem estar relacionados a maior disponibilidade e acessibilidade desses
alimentos na área urbana.
43
RESUMO 22
EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO BASEADO NO AFETO SOBRE A
VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE IDOSAS SEDENTÁRIAS
Autores: Cinthia Beatriz da Fonseca1, André Igor Fonteles1, Rodrigo Alberto Vieira
Browne1, Thiago de Brito Farias1, Ivan Igor de Oliveira Sobrinho1, Samara Karla Anselmo
da Silva1, Weslley Quirino Alves da silva, Cheng Hsin Nery Chao 1, Hassan Mohamed
Elsangedy1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil;
Apoio: Pró-Reitoria de Extensão da UFRN (PROEX UFRN), CNPq, CAPES.
INTRODUÇÃO: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é uma medida da
funcionalidade do Sistema Nervoso Autonômico (SNA), sendo definida como variações da
distância entre batimentos cardíacos consecutivos, ou distâncias entre intervalos R-R
adjacentes. É evidenciado que o envelhecimento reduz a VFC, o que acarreta em maior
risco do surgimento de doenças cardiovasculares. A prática do TF regular aumenta a VFC
em idosos. As respostas afetivas podem ser conceituadas como alterações no
prazer/desprazer auto-reportado. Situação vivida por pessoas é influenciada pelo afeto,
então elas tendem a repetir uma atividade prazerosa e evitar situações desprazerosas ou
desconfortáveis, estudos apontam que intensidades elevadas no exercício físico é o
principal fator para a desistência da pratica regular em um programa de treinamento
físico. OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um programa de cinco semanas de treinamento
com pesos em intensidade autosselecionada guiada pelo afeto sobre a VFC de idosas
sedentárias. MÉTODOS: Estudo composto por 6 idosas (66,4±4,9 anos; 27,8±3,8 kg.m²)
sedentárias, classificadas como tal pelo Questionário Internacional de Nível de Atividade
Física (IPAQ). A VFC foi analisada em repouso na posição supina frequência respiratória
não controlada - a fim de verificar a resposta autonômica por meio dos intervalos R-R.
antes e após o período de treinamento. Foi realizada duas semanas de exercício para
familiarização com a utilização dos equipamentos, realização adequada dos exercícios e
utilização da escala de Afeto de Hardy & Rejeski (VA -5/+5)), logo após o inicio do
protocolo constituído de três treinos experimentais, três vezes por semana, constituído por
oito exercícios alternado por segmento, realizados em máquinas com três séries de 8 – 12
repetições. Os parâmetros no domínio do tempo estudados foram à média dos intervalos
RR (iRR), o desvio padrão dos intervalos RR (SDNN) e raiz quadrada da média dos
quadrados das diferenças entre os intervalos RR sucessivos (RMSSD). Os componentes
no domínio da frequência analisados foram o componente de baixa frequência em
unidades normalizadas (LFnu), componente de alta frequência em unidades normalizadas
(HFnu) e razão LF/HF (LF/HF). A distribuição de normalidade dos dados foi confirmada
através do teste de Shapiro Wilk. Os resultados foram apresentados em média e desvio
padrão. O teste t de Student, empregado para a comparação entre os valores pré e póstreinamento, com nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: Os valores médios
foram encontrados para os intervalos R-R (870,9 ± 149,4 vs 909,0 ± 110,5 ms); SDNN
(22,5 ± 7,1 vs 36,0 ± 25,7 ms); RMSSD (16,0 ± 4,48 vs 29,9 ± 26,4 ms); [LF (nu) 53,1 ±
24,7 vs 56,5 ± 12,5; HF (nu) 46,8 ± 24,7 vs 43,4 ± 12,5; LF/HF (2,18 ± 2,84 vs 1,42 ±
0,514)] No entanto não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos
analisados (p>0,05). CONCLUSÃO: Cinco semanas de treinamento de força
autosselecionado não foi suficiente para promover melhoras significativas sobre a VFC.
Entretanto, este período foi benéfico ao estabilizar a modulação autonômica. Portanto,
cinco semanas de treinamento de força promove manutenção da VFC, o que
consequentemente reduz os riscos cardiovasculares em idosas sedentárias.
44
RESUMO 23
EFEITO DE 25 DIAS DE DESTREINO NO DESEMPENHO AERÓBIO E ANAERÓBIO E
NA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ATLETAS DE ATLETISMO DA CIDADE DE
PETROLINA-PE.
Autores: Conrado Guerra de Sá1,2, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Marciano P
Barros3, Árion Felipe BF Virgolino1,2, Everaldo de Araújo B Filho1,2, Natanael P Barros3,
Ferdinando Oliveira Carvalho1,2,. E-mail: [email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF;
3
Associação Petrolinense de Atletismo -APA
Apoio: APA
INTRODUÇÃO: Na procura da melhora no desempenho dos atletas na modalidade de
atletismo, cada vez mais são investigadas as adaptações fisiológicas afim da melhor
utilização de suas características e manutenção do condicionamento físico, sendo o
desempenho aeróbio e anaeróbio dos atletas uma das questões mais estudadas e que
tem influencia direta nos resultados das mais diversas provas de atletismo, contudo o
período de destreinamento alcançado pode representar uma queda no desempenho do
atleta. OBJETIVO: Verificar e comparar o desempenho aeróbio e anaeróbio e
composição corporal de atletas da modalidade de atletismo após um período de 25 dias
de destreino físico. MÉTODOS: Fizeram parte do presente estudo sete atletas homens,
da modalidade de atletismo (24,5 ± 3,5 anos; 63,3 ± 6,5 Kg; 163,7 ± 6,7 cm; 21,2 ± 1,8
Kg/m2). Para análise da composição corporal, foi calculado o percentual de gordura (%G)
através das dobras cutâneas. O desempenho anaeróbio foi analisado através do teste de
Wingate e o desempenho aeróbio foi analisado através do teste de VO 2máx na esteira.
Todas as análises foram feitas no final de temporada (M1) e após 25 dias sem treino
(M2). O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com
a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para
caracterização da amostra. O teste “t” de student para amostras dependentes foi utilizado
para comparar as variáveis entre os momentos (M1 e M2). A significância estatística
adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical
Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS:
Apesar de haver uma tendência na redução do desempenho anaeróbio, não houve
diferença significativa entre os dois momentos analisados, assim como para o
desempenho aeróbio. Por outro lado, os resultados apontam um aumento significativo no
%G dos atletas do M1 para o M2. CONCLUSÃO: Conclui-se que um período de 25 dias
de destreino não foi suficiente para redução significativa no desempenho aeróbio e
anaeróbio de atletas de atletismo da cidade de Petrolina-PE, todavia esse período foi
suficiente para aumento do %G, indicando uma alimentação desregulada durante o
período de destreino.
45
RESUMO 24
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ADOLESCENTES OBESOS PARTICIPANTES DE
UMA INTERVENÇÃO PARA REDUÇÃO DE PESO
Autores: Dalila Cavalcanti, Rodrigo Antunes Lima, Mauro V. G. Barros. Email:
[email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil.
Apoio/Financiamento: CNPq, FACEPE.
Introdução: o crescente número de casos de adolescentes obesos tem alarmado
especialistas no Brasil e no mundo. Um importante fator que parece estar associado à
obesidade adolescente é o nível de atividade física. Objetivo: analisar o nível de
atividade física de adolescentes obesos participantes de uma intervenção para redução
do peso corporal. Métodos: trata-se de um estudo piloto com 13 adolescentes obesos
participantes de um programa de intervenção para redução de peso monitorados durante
sete dias consecutivos por meio do uso de acelerômetros uniaxiais GT1M (Actigraph). A
redução dos dados foi realizada no software Actilife 6. Os períodos com 30 ou mais
minutos sem registros de counts foram excluídos das análises, o dia foi considerado com
ao menos 10 horas válidas e o monitoramento só foi considerado com, no mínimo, três
dias válidos. O tempo em atividades sedentárias, leves, moderadas, vigorosas é
apresentado em minutos, além do tempo relativo despendido nestes limiares. São
considerados ativos os adolescentes que despenderem por dia no mínimo 60 minutos de
atividades moderadas a vigorosas. Os resultados são apresentados em freqüências
(relativas e absolutas), além de médias e desvios padrão. Resultados: do total, 61,5%
dos monitoramentos foram considerados válidos, sendo 75% (n=6) de meninas, com
média de idade de 14,8 (±1,8) anos, peso médio de 99,9 (±13,4) Kg e 1,66 (±0,07) metros
de estatura. Os adolescentes despenderam 17,3% do tempo em atividades sedentárias,
58,1% em atividades leves, 6,5% em atividades moderadas e 18,1% em atividades
vigorosas. Apenas 25% dos adolescentes atenderam as recomendações de tempo em
atividades moderadas a vigorosas. Conclusão: apesar dos adolescentes participarem de
um programa de atividade física para perda do peso, eles não atenderam as
recomendações para a faixa etária e, além disso, despenderam muito tempo em
atividades leves e sedentárias.
46
RESUMO 25
EFEITO DA CADÊNCIA DE PEDALADA SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA E
CONTROLE AUTONÔMICO CARDÍACO EM OBESOS
Autores: Daniel Gomes da Silva Machado, Pedro Moraes Dutra Agrícola, Luiz Inácio do
Nascimento Neto, Thiago de Brito Farias, Luiz Fernando Farias Junior, Hassan Mohamed
Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio / financiamento: FAPERN, CNPQ e UFRN.
INTRODUÇÃO: Devido ao potencial risco cardiovascular e às limitações físicas
decorrentes da obesidade, o exercício físico em ciclo ergômetro surge como uma
estratégia interessante pela diminuição do impacto nas articulações e contribuições à
saúde. Nesse sentido, a modificação da cadência de pedalada promove alterações
metabólicas, neuromusculares e cardiorrespiratórias, entretanto, pouco é conhecido a
respeito de seus efeitos sobre a modulação do sistema nervoso autônomo (SNA). Dado a
influência do SNA sobre o sistema cardiovascular e de seu papel nos desfechos adversos
relacionados à saúde, o conhecimento das alterações causadas por diferentes cadências
torna-se essencial para a realização do exercício físico de forma segura, sobretudo, em
população obesa. OBJETIVO: comparar o efeito da baixa e alta cadência de pedalada
sobre as respostas da frequência cardíaca e controle autonômico cardíaco em obesos.
MÉTODOS: Participaram do estudo sete indivíduos de ambos os sexos (29,1 ± 9,7 anos;
105,8 ± 24,9 kg, 1,69 ± 0,1 m; 36,5 ± 0,1 kg/m²; 213 ± 50,9 w). Em três ocasiões
diferentes realizou-se um teste incremental e randomicamente duas sessões retangulares
de 20 minutos com rotação de (a) 50-60 RPM (C1) ou (b) 90-100 RPM (C2), a 50% da
potência máxima atingida no teste incremental. Mensurou-se a frequência cardíaca (FC) e
o desvio padrão instantâneo da variabilidade da FC batimento a batimento (SD1) a cada
cinco minutos, utilizando um frequencímetro Polar® (RS800cx). Utilizou-se a análise de
variância two-way (cadência x tempo) seguida pelo post hoc de Tukey, adotando-se p <
0,05. RESULTADOS: Sobre a FC houve efeito do tempo (F(4,24) = 88,0; p < 0,01), da
cadência (F(1,6) = 16,18; p < 0,01) e da interação tempo/cadência (F(4,24) = 5,67; p = 0,03).
Detectaram-se diferenças na FC em todos os momentos (p < 0,01): 5’ (C1 = 126,7 ± 20,9
Vs. C2 = 141,5 ± 19,9), 10’ (C1 = 128,5 ± 22,4 Vs. C2 = 147,1 ± 21,5), 15’ (C1 = 128,8 ±
23,5 Vs. C2 = 148,0 ± 22,4) e 20’ (C1 = 130,4 ± 25,2 Vs. C2 = 144,7 ± 17,9). Não houve
efeito significante sobre o SD1, nem se detectou diferenças significativas entre os
momentos (p > 0,05): 5’ (C1 = 2,8 ± 1,2 Vs. C2 = 1,9 ± 0,5), 10’ (C1 = 2,6 ± 1,5 Vs. C2 =
2,0 ± 0,4), 15’ (C1 = 2,5 ± 1,4 Vs. C2 = 1,9 ± 0,3) e 20’ (C1 = 2,3 ± 1,2 Vs. C2 = 2,1 ± 0,3).
CONCLUSÃO: A cadência alta, em comparação com a cadência baixa, promoveu
respostas de frequência cardíaca mais acentuada, embora, sem efeito sobre a
variabilidade da frequência cardíaca.
47
RESUMO 26
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E
MODERADO CONTÍNUO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL
Autores: Danniel Thiago Frazão, Victor Oliveira Albuquerque dos Santos, Teresa Cristina
Batista Dantas, Carlos Alves de Sousa Junior, Thiago Gomes Thomas da Costa, Weslley
Quirino Alves da Silva, Eduardo Caldas Costa. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: a hipotensão pós-exercício tem sido evidenciada, principalmente, após a
realização de atividades aeróbias. Entretanto, ainda não está claro qual o modelo
potencializa esse fenômeno. OBJETIVO: analisar o efeito agudo de uma sessão de
exercício intervalado de alta intensidade (EIAI) e moderado contínuo (EMC) sobre a
pressão arterial de sujeitos normotensos. METODOLOGIA: participaram do estudo 15
homens normotensos não ativos (24,8 ±4,4 anos; 24,41 ±3,6 kg/m²). Através de estudo de
corte transversal com delineamento cruzado e aleatorizado, os indivíduos realizaram duas
sessões de exercício: i) EIAI; ii) EMC. O EIAI foi composto por 10 x 60s com 90% da
velocidade pico atingida no teste incremental e recuperação ativa de 60s com 30% do
pico de velocidade. O EMC foi realizado com carga fixa de 60% da velocidade pico.
Ambas as sessões tiveram 20 minutos de duração. Antes e após 10, 20, 30, 40, 50 e 60
minutos das sessões de exercício, a pressão arterial foi mensurada utilizando-se o
aparelho Omron® HEM-742 (método oscilométrico). A normalidade dos dados foi
confirmada através do teste de Shapiro-Wilk. Assim, os dados foram analisados através
da ANOVA two-way (sessão x tempo) com medidas repetidas no segundo fator. Um pvalor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: houve
diminuição da pressão arterial sistólica (PAS) em todos os momentos pós-exercício em
relação ao pré-exercício (p<0,05). Entretanto, não houve diferença entre as sessões de
exercício (p>0,05). A redução observada após as sessões de EIAI e EMC foram,
respectivamente: 10 min (-2,5 vs. -5,0 mmHg); 20 min (-6,0 vs. -6,8 mmHg); 30 min (-7,9
vs. -9,6 mmHg); 40 min (-8,9 vs. -11,0 mmHg); 50 min (-9,5 vs. -9,2 mmHg); 60 min (-9,3
vs. -10,3 mmHg). Em relação à PA diastólica, não houve qualquer modificação nas
sessões de exercício, assim como nos tempos analisados. CONCLUSÃO: na amostra
analisada, houve efeito hipotensor agudo da PAS, e esse fenômeno foi similar entre o
EIAI e EMC.
48
RESUMO 27
INFLUÊNCIA DA APTIDÃO AERÓBIA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL E
ANTROPOMETRIA EM ADOLESCENTES ESCOLARES DE PETROLINA-PE
Autores: Débora Melo Pereira da Silva1,2, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Everaldo
de
Araújo
B.
Filho1,2,
Ferdinando
Oliveira
Carvalho1,2.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF
INTRODUÇÃO: A prática regular de exercícios físicos favorece o desenvolvimento de
excelentes níveis de aptidão física em crianças e adolescentes. Nesse sentido, o
ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de
atividades físicas, tanto pelas aulas de Educação Física, como pelo oferecimento das
várias modalidades de iniciação desportivas. Dentre esses, os exercícios de corrida têm
ocupado um espaço significativo dentro dos programas de atividade física voltados para
saúde. OBJETIVO: Observar a influência da aptidão aeróbia sobre a pressão arterial e
antropometria em escolares da cidade de Petrolina-PE. MÉTODOS: Participaram do
presente estudo, 58 adolescentes do sexo masculino, dependentes de Militares e
estudantes do CPM/Anexo I Petrolina/PE. Os estudantes foram divididos em dois grupos,
sendo G1 = praticantes de exercícios físicos (15,9 ± 0,8 anos; 62,8 ± 10,6 Kg; 1,71 ± 0,06
m), alunos matriculados em modalidades esportivas com freqüência de treinos três vezes
por semana e G2= não praticantes (15,6 ± 0,9 anos; 67,1 ± 15,5 Kg; 1,70 ± 0,08 m). As
medidas antropométricas foram avaliadas pelo índice de massa corporal (IMC),
circunferência da cintura (CC) e quadril (CQ). Além disso, foi aferida da pressão arterial
(PA) de repouso por meio de um aparelho digital Omron (HEM 742). Os adolescentes
foram submetidos ao teste de cooper com duração de 12 minutos e a distância percorrida
por cada um foi utilizada para cálculo do VO2 Máximo (VO2Máx.). Na análise estatística foi
utilizado o teste de Shapiro-Wilk para averiguar a normalidade dos dados. Com a
normalidade confirmada, a estatística descritiva de média e desvio-padrão foram
empregados. O teste “t” de student foi utilizado para as comparações entre os grupos G1
(praticantes) e G2 (não praticantes). A significância estatística adotada foi a de p ≤ 0,05.
Os dados foram processados no pacote estatístico statistical package for the social
sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Em relação ao
desempenho aeróbio, o G1 apresentou VO2Máx significantemente maior comparado ao
G2. Na análise antropométrica, somente a relação cintura/quadril (RCQ) apresentou
diferença significativa com o G2 apresentando maiores adiposidade. Não houve diferença
significativa entre os grupos na PA de repouso. CONCLUSÃO: Há influência da aptidão
aeróbia (VO2Máx.) sobre a adiposidade central no organismo, avaliada pala RCQ, o que
ratifica a relação da prática de exercícios físicos com o controle da massa corporal e
conseqüentemente da pressão arterial, mesmo em amostras muito jovens. Ressalta-se a
importância de se manter hábitos saudáveis desde idades baixas.
49
RESUMO 28
ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA E PRESSÃO ARTERIAL MEDIANTE A
CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL
Autores: Domingos Rodrigues do Nascimento1, Filipe Pitágoras Rodrigues Magalhães1,
Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1, Ferdinando Oliveira Carvalho2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).
INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial e outros fatores de risco cardiovasculares têm
início na infância e necessitam de intervenções educativas para a prevenção primária,
uma vez que crianças com pressão arterial (PA) elevada tem maiores riscos de doença
cardiovascular na idade adulta. A prevalência de excesso de peso na infância é fator de
risco para hipertensão arterial durante adolescência e idade adulta, neste sentido,
crianças obesas tem até 8 vezes mais chances de desenvolverem hipertensão.
OBJETIVO: Fazer uma análise e comparação do percentual de gordura e pressão arterial
mediante a circunferência de cintura de escolares da zona rural da cidade de Dormentes PE. METODOLOGIA: Para tanto, participaram do presente estudo 60 alunos de uma
escola pública da zona Rural do município de Dormentes - PE, sendo destes 26 do sexo
masculino (13,7 anos; 46,7 kg; 1,49 m) e 34 do sexo feminino (13,0 anos; 45,6 kg; 1,51
m). O índice de massa corporal (IMC) de cada aluno foi determinado pelo quociente
massa corporal/estatura2, onde a massa corporal foi expressa em quilogramas (kg) e a
estatura em metros (m). A circunferência de cintura (CC) obtida no ponto médio entre a
última costela e a crista ilíaca. Os alunos foram divididos como abaixo ou acima do ponto
de corte (percentil 50) para a CC. O percentual de gordura (%G) foi determinado pelo
somatório das dobras cutâneas tricipital e subescapular. Para mensuração da pressão
arterial (PA) e freqüência cardíaca foi utilizado o equipamento GERATHERM ® desktop,
que consiste em um aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação
automática do ar. Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para
averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística
descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre os alunos
abaixo e acima do ponto de corte foi utilizado o teste “t” de student para amostras
independentes. Foi utilizado o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de significância
adotado foi de p≤0,05. RESULTADOS: Observou-se que os adolescentes do sexo
masculino que estão acima do ponto de corte para CC tiveram maiores níveis de pressão
arterial sistólica (PAS) e maiores níveis de IMC de maneira significativa quando
comparados aos que estão abaixo do ponto de corte. Para o %G, não houve diferença
significativa, todavia os alunos estão acima do ponto de corte apresentaram 28% maior
dos alunos abaixo do ponto de corte para a CC. Da mesma maneira as meninas com CC
acima do ponto de corte apresentaram valores significativamente maiores para o IMC e
%G quando comparado àquelas com CC abaixo do ponto de corte. CONCLUSÃO: A CC
apresentou relação significativa com a adiposidade corporal em adolescentes da zona
rural, assim como a PAS de meninos. Neste sentido, o acúmulo de gordura na região
abdominal causando o aumento do %G está associado a um maior risco cardiovascular,
tal como a hipertensão arterial.
50
RESUMO 29
CONFIABILIDADE DAS MEDIDAS DE AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA ISOMÉTRICA
DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES LOMBARES
Autores: Edjane Magalhães Mendes¹, Arley Ribeiro de Castro², Rodrigo Cappato de
Araújo³. E-mail: [email protected]
Instituições: ¹Universidade de Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil; ²Universidade de
Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil; ³Universidade de Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil.
Apoio: PFA- UPE
INTRODUÇÃO: O conhecimento da confiabilidade das medidas é essencial para auxiliar
os pesquisadores a interpretar e utilizar adequadamente uma ferramenta de avaliação.
Caso não se estabeleça a confiabilidade dos instrumentos, pouca credibilidade poderá ser
depositada nos resultados. OBJETIVO: Avaliar a confiabilidade inter e intra-examinadores
dos valores dos tempos de resistência isométrica dos músculos estabilizadores da coluna
lombar em uma população de adolescentes. MÉTODOS: Participaram da amostra, 30
alunos adolescentes saudáveis dos cursos de saúde da UPE Campus Petrolina dos quais
5 (17%) eram do gênero masculino e 25 (83%) do gênero feminino com idade entre 17 e
19 anos. Para mensurar a resistência muscular isométrica do tronco, cada voluntário,
realizou os exercícios de extensão, flexão e flexão lateral do tronco de ambos os lados,
sendo avaliado por dois pesquisadores de maneira isolada e independentes para
avaliação da confiabilidade inter-examinador, e em dois diferentes momentos para
avaliação da confiabilidade intra-examinador. Foram utilizados os testes: Coeficiente de
Correlação Intraclasse (CCI) e Erro Padrão da Medida (EPM). RESULTADOS: De acordo
com a escala de níveis de confiabilidade proposta por Fleiss (1986), os valores do CCI
foram interpretados como: <0.40 – pobre, 0.40-0.75 boa e > 0.75 excelente confiabilidade.
Sendo assim, os resultados indicaram excelente confiabilidade inter-examinadores dos
valores dos tempos de resistência isométrica para todos os exercícios (CCI=0.99). Já a
confiabilidade intra-examinador apresentou valores variando em bom e excelente (CCI
0.65-0.95). CONCLUSÃO: Por fim, os resultados sugerem que a confiabilidade dos
valores dos tempos de resistência isométrica dos músculos analisados apresenta um
método confiável para sua aplicação clínica ao envolver o mesmo ou diferentes
examinadores.
51
RESUMO 30
ANÁLISE DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES DE BAIXO NÍVEL
SOCIECONÔMICO COM DIFERENTES NÍVEIS DE PERCENTUAL DE GORDURA
Autores: Everaldo de Araújo B. Filho1,2, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, José Fernando VN
Moraes;
Ferdinando
O
Carvalho1,2.
Carmen
SG
Campbell3.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF;
3
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da
Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF.
Apoio: CAPES
INTRODUÇÃO: A adiposidade corporal aumentada tem sido considerada fator de risco
independente para doenças cardiovasculares, em especial a hipertensão arterial
sistêmica (HAS). Isso tem chamado à atenção de diversos pesquisadores da área da
saúde e do exercício, uma vez que esse fenômeno tem atingido cada vez mais um maior
contingente de indivíduos em idades precoces, tanto em países desenvolvidos quanto em
desenvolvimento, como o Brasil. Contudo, pouco se sabe sobre esse assunto em
populações de adolescentes de baixo nível sócio-econômico. OBJETIVO: Comparar os
valores de pressão arterial (PA) em adolescentes de baixo nível sócio-econômico com
diferentes categorias de gordura corporal relativa. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo
149 adolescentes do Projeto 2º Tempo de uma escola da cidade de Ceilândia-DF-Brasil,
sendo 85 meninos (13,1 ± 1,2 anos; 53,1 ± 8,7 kg; 1,60 ± 0,10 m; 20,5 ± 2,5 kg/m 2) e 64
meninas (13,2 ± 1,2 anos; 51,7 ± 9,4 kg; 1,57 ± 0,08 m; 20,9 ± 3,3 kg/m 2). Medidas de
dobras cutâneas foram realizadas para estimativa da gordura corporal relativa (%gord).
Além disso, foram realizadas medidas de circunferência de cintura (CC) e PA por meio de
um aparelho digital Omron (HEM 742). O teste de Shapiro-Wilk confirmou a normalidade
dos dados. Estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. Na
comparação entre as categorias de %gord e sexo utilizou-se a ANOVA One-way, seguida
de Post Hoc de Scheffe. Distribuição percentual foi utilizada para determinação do ponto
de corte para CC, sendo considerado elevado o percentil ≥ 90. A significância estatística
adotada foi a de p ≤ 0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico statistical
package for the social sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS:
Observou-se que em ambos os sexos, adolescentes que tem %gord elevado exibem uma
significativa e maior PA quando comparado aos de %gord abaixo do recomendado. Ainda,
foram verificados aumentos significativos na PA para os adolescentes com %gord
elevados quando comparado com o grupo com valores de %gord recomendado, com
exceção da PA sistólica em ambos os sexos. Por último, os adolescentes de ambos os
sexos com %gord recomendado tiveram maiores valores de PA do que adolescentes com
baixo %gord. Além disso, observou-se associação significativa entre CC elevada e PA
tanto para os meninos quanto para as meninas. CONCLUSÃO: Adolescentes de ambos
os sexos e baixo nível sócio-econômico com maiores valores de adiposidade corporal
relativa (%gord) e absoluta (CC) apresentaram valores de PA arterial superior àqueles
com menores valores de adiposidade corporal. Desta forma destaca-se uma relação
significativa entre os indicadores de adiposidade corporal e PA em adolescentes de baixo
nível sócio-econômicos.
52
RESUMO 31
REFLEXÕES A CERCA DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I DO
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Autores: Everton José Barbosa de Oliveira1, Maria Aparecida Dias2. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: A disciplina obrigatória de Estágio supervisionado I tem como proposta
oportunizar ao futuro professor da área da Educação Física Escolar, vivências e
consolidação de competências e habilidades a partir de uma efetiva inserção e coatuação no âmbito escolar. Neste relato serão abordadas as experiências do discente
Everton como estagiário da instituição privada de ensino, Mundial Colégio e Curso.
OBJETIVO: Tornar pública minhas experiências como estagiário, enfatizando a
importância desse componente curricular na formação de licenciatura em Educação
Física. MÉTODOLOGIA: A metodologia empregada é de caráter qualitativo e descritivo.
Utilizou-se do relatório de estágio como principal meio para construção deste relato, já
que este constitui-se de modo geral das reflexões do discente estagiário sobre as aulas
observadas no decorrer do estágio, enfatizando nesse sentido a importância das
referencias bibliográficas da área, que o discente ate então teve contato, e das reuniões
com a orientadora de estágio, para esse processo de reflexão. RESULTADOS: Na
educação infantil e no ensino fundamental I foram observadas aulas de natação. A
professora desses ciclos afirmou ter como proposta principal, garantir autonomia aos
alunos no meio líquido, levando-se em conta que a água está em grande proporção
presente nas atividades de lazer das famílias natalenses, já que Natal é uma cidade
litorânea. Na educação infantil, de modo geral as aulas iniciavam com uma canção, e no
seu decorrer os alunos iam tendo os primeiros contatos com o meio líquido, o que de fato
é bastante importante se pensarmos que esse primeiro contato lúdico é que poderá
determinar como esse aluno se comportará no decorrer da aula, e a longo prazo como ele
irá se adaptar a esse meio que é tão presente na sua realidade cultural. Também ficou
evidente a intencionalidade da professora em trabalhar além do motor, o cognitivo.
Pediam-se as crianças que falassem as cores dos objetos utilizados nas aulas, que
dessem nomes aos animais e seres idealizados nas brincadeiras, etc. Nessa perspectiva,
segundo FREIRE (p. 24, 1997): “Em uma aula de Educação Física as habilidades motoras
precisam ser desenvolvidas, sem dúvida, mas deve estar claro quais serão as
consequências disso do ponto de vista cognitivo, social e afetivo”. No ensino fundamental
I, notei uma diferença na metodologia da professora em comparação ao ciclo anterior, seu
método passa a ser desenvolvimentista, com uma priorização do aprendizado do gesto
motor dito como “ideal”. Já no ensino fundamental II observei as aulas convencionais de
Educação Física, às turmas que acompanhei foram o 7º, 8º e 9º ano. A professora
mostrou saber dialogar de forma bastante satisfatória com as dimensões do conteúdo da
Educação Física (conceitual, procedimental e atitudinal), diferente do professor do ensino
médio que não estabelecia uma relação do procedimento trabalhado no ginásio, com o
conceito abordado em sala. Com isso, FREIRE (p. 11, 1996) afirma que: “A reflexão
crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria
pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo”. Logo é condenável a atitude do professor
que trabalhando em cima apenas de conceitos deixe-os no abstrato, como que não
conceitue o concretizado. CONCLUSÃO: A disciplina de estádio supervisionado I tem
papel fundamental para formação dos futuros docentes da área. Principalmente por
proporcionar uma auto reflexão da futura atuação profissional que exercerão.
53
RESUMO 32
FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA INSCRIÇÃO EM PROVAS DE CORRIDA
DE RUA
Autores: Fábio Henrique Costa de Oliveira1; Allan Carlos Ribeiro Santos1; Edmilson Pinto
Albuquerque1; Maryana Pryscilla Silva de Morais1; Ana Charline Dantas Ferreira2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 2Universidade
Potiguar (UP), Natal/RN, Brasil.
Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC.
INTRODUÇÃO: As modalidades esportivas e as atividades físicas têm sido alvo de
campanhas publicitárias durante anos. Tais fatores podem vir a influenciar na relação de
aderência da inscrição em competições, como prova de corrida de rua, sobre a
engrenagem da motivação conectada a qualidade de vida. OBJETIVO: Analisar o perfil
dos corredores de rua do Brasil, levando suas características e os fatores que motivam a
prática da modalidade. MÉTODOS: Para a amostra foram entrevistados 219 pessoas, de
ambos os sexos, de diversas regiões do Brasil que participavam de corridas de rua.
Amostragem para esse estudo foi do tipo de não probabilística, por intencionalidade. A
natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados ocorreu por
intermédio de uma pesquisa descritiva, tipo survey, ou pesquisa de opinião. Utilizou-se a
rede internet, por intermédio de redes sociais relacionadas ao tema corrida de rua.
Questionários com perguntas abertas e fechadas foram utilizados para indagar os sujeitos
que compuseram a amostra. Os dados foram coletados via internet, num período de 4
meses. Todos os respondentes assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado
pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). A análise estatística foi feita com
dados descritivos dos questionários. RESULTADOS: obteve-se durante os relatos que o
público feminino, representa o maior grau de participação entre os gêneros, sendo 61,5%
do público feminino e 52,3% masculino. Um dado de ordem qualitativo que revelou-se
frequente é o interesse dos participantes por praticar a corrida de rua como forma de lazer
em prol da qualidade de vida. CONCLUSÃO: Conclui-se que o crescimento do número de
grupos demonstrou ser fundamental para adesão de novos praticantes, que cada vez
mais estão preocupados com a qualidade de vida e acabam procurando a supervisão de
profissionais para realização da prática.
54
RESUMO 33
ESTRESSE E A INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO DO JOGADOR DE FUTEBOL
Autores: Fabricio Cesar de Paula Ravagnani1, Tatya de Castro2, Juliana Alves de
Almeida Silva2, Marcela Galharde Barbosa2, Romero da Silva Moraes2, Luiz Fabrizio
Stoppiglia2. Email: [email protected]
Instituições: 1Núcleo de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde
(NAFIMES) – Faculdade de Educação Física – Universidade Federal de Mato Grosso –
UFMT – Cuiabá, MT, Brasil, 2 Instituto de Educação, Depto de Psicologia - UFMT/Cuiabá.
INTRODUÇÃO: Essa pesquisa surgiu da idéia de identificar os estressores a que os
jogadores profissionais de futebol se sujeitam e como o estresse efetivamente influencia
seu desempenho. OBJETIVOS: Verificar os principais estressores e suas conseqüências
numa equipe de futebol profissional. METODOLOGIA: Para quantificar estresse,
ansiedade e depressão foi utilizado um questionário padronizado para os jogadores do
Mixto Esporte Clube, time da série D de Cuiabá-MT. Foram entrevistados 21 jogadores do
sexo masculino com a idade entre 17 e 37 anos, todos finalistas da Copa Mato Grosso de
2012. Os resultados de desempenho foram obtidos através das súmulas dos jogos,
disponibilizadas pela Fed. Matogrossense de Futebol. Todos os jogadores responderam
ao questionário DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale), cuja pontuação foi
relacionada aos estressores citados, cartões amarelos/partida, % de partidas sem levar
gol, gols sofridos/partida e gols feitos/partida. Foi realizada correlação de Pearson com
nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: com as pontuações do DASS-21,
chegamos aos MAIORES CAUSADORES DE ESTRESSE: 1º salários atrasados e falta
de estrutura para os treinos; 2º relações interpessoais no trabalho; 3º cobranças; 4º
relações interpessoais fora do trabalho; 5º conflitos com a família e 6º trânsito. Os
sintomas psicológicos mais pontuados foram tristeza, agitação, preocupação excessiva,
falta de iniciativa e irritabilidade, indicativos de exaustão/quase-exaustão emocional.
Relacionando as pontuações do DASS-21 ao desempenho dos jogadores, obtivemos uma
correlação de +0.46 entre o nível de ansiedade e o % de partidas em que o time não
sofreu gols, seguido por r=-0.30 entre depressão e os gols sofridos por partida e r=-0.26
entre estresse e os gols feitos por partida. CONCLUSÃO: Os jogados entrevistados
apresentaram nível de estresse elevado (2 deles chegaram a níveis patológicos de
ansiedade e 1 de depressão) e a principal causas está ligada ao ambiente de trabalho. Os
jogadores mais estressados estiveram presentes nos jogos que a equipe sofreu menos
gol e fez menos gol. Acredita-se que isso possa ter sido motivado principalmente pela
condição de trabalho vivenciada.
55
RESUMO 34
HIPERDIA: UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Autores: Fabrício Jácome Gonçalves¹, Thamires Ribeiro Chaves¹, Isabela Lemos Veloso
Lopes², Nadiel Cavalcante de Sousa³, Talitha Rodrigues Ribeiro Pessoa4. Email:
[email protected]
Instituição: ¹Universidade Federal da Paraíba, bolsista do PET-Saúde;² USF Cidade
Verde IV, Enfermeira e Preceptora do PET-Saúde;³ Estudante de Educação Física,
Universidade Federal da Paraíba; Universidade Federal da Paraíba, 4Tutora do PETSaúde.
Apoio: Ministério da Saúde
INTRODUÇÃO: A inserção do Programa de Educação para o Trabalho pela à Saúde
(PET-Saúde) na Estratégia Saúde da Família, é mais uma ferramenta que busca a
reorientação e qualificação profissional para os serviços no Sistema Único de Saúde
(SUS). A atuação do PET-Saúde mostrou-se um importante instrumento de integração no
eixo ensino-serviço-comunidade, inserindo estudantes dos diversos cursos de saúde em
Unidades de Saúde da Família (USF), e propiciou em caráter multidisciplinar ações de
saúde, que visaram à promoção e prevenção à saúde na comunidade. A partir do contato
dos estudantes com a equipe de saúde foram possíveis as articulações para o uso dos
espaços sociais e rodas de conversa, e viabilizou-se a formação de um grupo Hiperdia
como local estratégico para a Educação em Saúde. OBJETIVOS: Reativar o grupo
Hiperdia, utilizando o espaço para ações de educação, conscientização e percepção dos
usuários sobre sua saúde e qualidade de vida. MÉTODOS: Relato de experiência dos
estudantes do PET-Saúde acerca da formação e atividades desenvolvidas em um grupo
Hiperdia na USF Cidade Verde IV, localizada no município de João Pessoa.
RESULTADOS: Diante do novo perfil epidemiológico da população brasileira, onde a
prevalência de doenças crônicas, sobretudo, hipertensão e diabetes, são responsáveis
por uma grande demanda nos serviços de saúde, sentiu-se a necessidade da retomada
do grupo Hiperdia na comunidade, que vinha desativado há um tempo, e os usuários
apenas utilizavam esse momento, para a busca por medicamentos e renovação de suas
receitas. Na perspectiva de aproximar o cuidado, e ter maior eficiência no controle dos
grupos com maior risco de adoecer e morrer foram realizadas ações com a equipe da
USF, onde esta se integrou e participou com os estudantes do PET e demais estagiários,
planejando atividades educativas sobre alimentação e nutrição para hipertensos e
diabéticos, bem como o entendimento sobre essas doenças, além da importância da
atividade física e do uso correto dos medicamentos. Foram utilizadas dinâmicas de
entrosamento e incentivo, o que aumentou a participação e assiduidade dos usuários;
destacou-se também a utilização do espaço público na própria comunidade, como
ferramenta social que objetivou a melhoria das condições de saúde dos usuários, onde
estes se apoderaram de informações acerca da melhora de sua própria saúde, sendo
agentes modificadores desta. CONCLUSÃO: A partir destas experiências, sentiu-se a
necessidade de maior aproveitamento dos espaços da Unidade de Saúde e áreas de
abrangência, visto que podem ser usados como ferramenta valiosa de educação em
saúde. O reconhecimento de que o sujeito é detentor de um conhecimento, e este não
pode ser desprezado, estreita a relação dos estudantes e a Equipe de saúde com os
usuários na busca de uma conscientização por uma melhor qualidade de vida.
56
RESUMO 35
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, INDICADORES DE SAÚDE E HÁBITOS
ALIMENTARES EM GESTANTES DE UM HOSPITAL PÚBLICO
Autores: Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo,
Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Cícera Rosane Araújo da Silva, Loumaíra Carvalho
da Cruz, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Rafaela Lira Formiga Cavalcanti de Lima.
E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).
INTRODUÇÃO: A gestação é um período de vulnerabilidade biológica e uma fase na qual
as necessidades nutricionais são elevadas por causa dos ajustes fisiológicos da gestante
e do requerimento de nutrientes para o crescimento fetal. Um maior conhecimento acerca
do tema fornece subsídios aos profissionais de saúde para a sua prática clínica, pois o
sucesso gestacional depende de medidas preventivas e cuidados planejados.
OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional, indicadores de saúde e hábitos alimentares em
gestantes em um hospital público; traçar perfil socioeconômico e transcrever a
autoavaliação dos hábitos alimentares, durante a gestação. MÉTODOS: Foram realizadas
entrevista e questionário, além de avaliação antropométrica e dietética, com 105
gestantes. Os questionários foram transferidos para o Statistical Package of Social
Sciences (SPSS) -versão 16.0. RESULTADOS: O perfil socioeconômico mostrou idade
média igual a 24,7 (± 4,6), com idade gestacional média de 39,6 semanas (± 2,3). A
maioria delas era casada (41,9%), cerca de 56,2% não possuía renda fixa. Quanto a
prática regular de atividade física, foi constatado que 84,8% das gestantes não praticaram
nenhum tipo de exercício físico. Em relação os tabagismo, 3,8% tinham o hábito de fumar.
De acordo com os hábitos alimentares, a maioria (65,7%) declarou possuir uma boa
alimentação. Em relação ao período de ganho de peso durante a gestação pôde-se
constatar que 37,1% das gestantes apontavam para um maior ganho na metade da
gestação. CONCLUSÃO: Diante dos dados obtidos sugere-se que se realizem
intervenções através de políticas de saúde pública para atenção primária à gestante,
sendo fundamental para a saúde e qualidade de vida materna e do bebê.
57
RESUMO 36
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO
MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE DORMENTES-PE
Autores: Filipe Pitágoras Rodrigues Magalhães1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,
Domingos Rodrigues do Nascimento1, Ferdinando Oliveira Carvalho2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).
INTRODUÇÃO: A prática de atividade física é uma ferramenta importante para
manutenção de hábitos saudáveis no controle da obesidade em crianças e adolescentes,
uma vez que o aumento do excesso de peso na infância é fator de risco para hipertensão
arterial durante idade adulta. Diante disso, o ambiente escolar se apresenta como um
meio propício para realização de AF. Nesse sentido, estudantes da área rural mostraramse mais ativos do que adolescentes da área urbana, além disso, adolescentes do sexo
masculino apresentaram maior gasto energético proveniente da prática de AF do que
adolescentes do sexo feminino. OBJETIVO: Analisar e comparar a composição corporal,
pressão arterial e desempenho motor de escolares da zona rural da cidade de Dormentes
- PE. METODOLOGIA: Para tanto, participaram do presente estudo 66 alunos de uma
escola pública da zona Rural do município de Dormentes - PE, sendo destes 28 do sexo
masculino (13,7 anos; 46,7 kg; 1,49 m; 18,9 kg/m 2) e 38 do sexo feminino (13,0 anos;
45,6 kg; 1,51 m; 19,1 kg/m2). Os procedimentos de coleta de dados usados para
composição corporal foram o IMC (índice de Massa Corporal), Circunferências de cintura
e quadril e RCQ (Relação cintura–quadril) conforme as técnicas descritas por Callaway et.
al. (1988), além disso, o percentual de gordura (%G) foi determinado pelo somatório das
dobras cutâneas tricipital e subescapular. Para mensuração da pressão arterial (PA) e
freqüência cardíaca foi utilizado o equipamento GERATHERM® desktop, que consiste em
um aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação automática do ar.
Foram feitos os testes motores de envergadura, flexibilidade (sentar e alcançar sem
banco), força explosiva de membros inferiores (salto horizontal) seguindo o protocolo de
Gaya e Silva (2007). Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para
averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística
descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre os sexos
de cada zona foi utilizado o teste “t” de student para amostras independentes. Foi utilizado
o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de significância adotado foi de p≤0,05.
RESULTADOS: Na análise da composição corporal entre os sexos, observou-se que na
RCQ os meninos apresentaram valores significativos maiores do que as meninas, por
outro lado as meninas apresentaram o %G significativamente maior (32,75%) do que os
meninos. Não foi encontrada diferença significativa para a PA, porém os meninos
apresentaram menores valores na freqüência cardíaca. Para o desempenho motor, os
meninos apresentaram valores significativos maiores para envergadura e impulsão
horizontal. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram que os meninos da zona rural
apresentam melhores resultados para a composição corporal e força de membros
inferiores, porém não foi possível identificar diferenças na PA.
58
RESUMO 37
CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E O INDICE DE MASSA
CORPORAL (IMC) DE IDOSOS
Autores: Francisco Holanda Cavalcante Neto¹, Patrick Ramon Stafin Coquerel¹,
Raimundo Nonato Nunes¹, Jonatas de França Barros¹, Hudday Mendes da Silva¹, Ana
Charline Dantas Ferreira2, Ricardo André Gomes da Silva¹, Tatiane Silva do Nascimento¹,
Antônio Alexandre Silva¹, Camila Fernandes de Assis¹. E-mail: [email protected]
Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte¹. Universidade Potiguar2.
Apoio: CAPES, CNPQ, FAPERN, PROEX e MEC.
INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento está associado a um maior aumento do
tecido adiposo. Visto que o excesso de gordura é um fator de risco para saúde geral do
individuo, é importante uma avaliação física para que se trace o perfil antropométrico. O
índice de massa corporal (IMC) é um dos instrumentos mais simples e é um dos mais
utilizados como parâmetro para avaliação da composição corporal. A atividade física tem
se mostrado um grande aliado no combate à obesidade e ao retardo do envelhecimento,
auxiliando na prevenção das doenças. Dessa forma faz-se necessário investigar a relação
entre o nível de atividade física e o IMC em idosos. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho
foi correlacionar o nível de atividade física e o perfil antropométrico de idosos
participantes do projeto caminhada na água. METODOLOGIA: A amostra foi composta
por 48 idosos sendo 23 homens (62,3 + 8,7 anos) e 25 mulheres (64,2 + 6,9 anos),
integrantes do Projeto Caminhada na Água (UFRN), foram selecionados de forma nãoprobabilística, por intencionalidade. Para avaliar o nível de atividade física foi utilizado o
Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão Curta e foi aplicado entre os
dias 17 e 28 de junho de 2013. Para determinarmos o Índice de Massa Corporal (IMC),
utilizamos uma balança digital com estadiômetro da marca Welmy e uma fita
antropométrica da marca Sanny, as avaliações foram realizadas na sala do Laboratório de
Avaliação Física (LAFIS). Todos os avaliados assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi
aprovado pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). A análise estatística foi feita
com dados descritivos, como medidas de tendência central, distribuição de frequências e
dispersão. RESULTADOS: Após Análise dos dados, observou-se que a amostra
apresentou valores médios para o IMC de 28,8+5,3 kg/m² para homens e 29,4+4,2 kg/m²
para mulheres, ambos classificando-se como acima do peso. Para a variável nível de
atividade física, verificou-se que 57,9% encontra-se irregularmente ativo, 37, 9% ativo e
4,2% muito ativo. Quando analisada a correlação entre as duas variáveis nota-se que
para ambos os sexos a relação não torna-se significante, mostrando valores de X² para o
gênero masculino de 0,203 e para o feminino de 0,400. CONCLUSÃO: De acordo com os
dados apresentados conclui se que, os idosos avaliados encontram se em sua maioria
com valores não recomendados para as variáveis IMC e nível de atividade física, os
valores encontrados nessa avaliação podem ser resultado da frequência e duração das
atividades físicas desenvolvidas por essa população, que se mostraram em sua maioria
insuficiente para promover mudanças no perfil antropométrico. No entanto deve se
ressaltar que as respostas ao questionário IPAQ versão curta podem ter se mostrado
confusa para os avaliados e que podem ter ocorrido algum equivoco nas respostas, dessa
forma sugere-se pesquisas que utilize mais instrumentos para avaliação.
59
RESUMO 38
COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ATRAVÉS DO IMC E IAC ENTRE
MULHERES PRÉ-MENOPAUSA E PÓS-MENOPAUSA.
Autores: Frederic de Melo Ribeiro1, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, Gabriel G Bergmann3,
Alfredo Anderson T de Araújo1,2, Loumaíra C da Cruz2, Ferdinando O Carvalho1,2, Carmen
SG Campbell3. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF;
3
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da
Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF.
INTRODUÇÃO: O IMC tem sido bastante aceitável por parte de estudos, pois tem
correlações consistentes com a gordura corporal total, além disso, o baixo custo e a fácil
aplicabilidade tornam esse método viável em grandes populações. Normalmente o IMC e
a obesidade abdominal são significativamente altos em mulheres pós-menopausa com
síndrome metabólica, sendo estas as características mais frequentes, dessa forma, o
estado pós-menopausa pode ser um preditor da síndrome metabólica. Todavia, poucos
estudos são encontrados relacionando o IMC, IAC e o estado de menopausa. OBJETIVO:
Comparar os valores da composição corporal, obtidos através do IMC e do IAC, entre
mulheres pré-menopausa e pós-menopausa. MÉTODOS: Para tanto, foram avaliados 696
mulheres (27,8 ± 10,8 anos; 59,3 ± 9,8 kg; 1,63 ± 0,06 m), sedentárias, sendo avaliado o
IMC (massa corporal/estatura2) e o IAC {[circunferência do quadril/(altura x √altura)]-18}.
O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. O teste “t”
de student para amostras independentes foi utilizado para comparar as variáveis entre os
sexos, comparação entre o IAC e IMC, além de comparar mulheres pré-menopausa e
pós-menopausa. A significância estatística adotada foi de p≤0,05. RESULTADOS: Na
comparação entre os dois grupos de mulheres, observou-se que as mulheres pósmenopausas tiverem valores significativamente maiores para o IMC (11,5%) e IAC (8,5%)
comparado às pré-menopausas. Na comparação entre IMC e o IAC observamos que para
os dois grupos das mulheres os valores de IAC são significativamente maiores do que o
IMC, sendo 20,3% e 17,5% para as mulheres pré e pós-menopausa respectivamente.
CONCLUSÃO: As mulheres após a menopausa apresentam maiores acúmulos de
gordura corporal tendo como base o IMC e IAC. Dessa forma confirma-se que o estado
pós-menopausa pode ser um preditor da síndrome metabólica.
60
RESUMO 39
FESTAS JUNINAS: PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL.
Autores: Galeno Criscolo Parrela1, Júlia Calvo2. Email: [email protected]
Instituições: 1Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/ MG, 2Puc/ MG.
INTRODUÇÃO: Na suavidade das observações dos estudantes e comunidade na escola
da rede municipal de ensino de Belo Horizonte e a participação no curso de professor
Comunitário em parceria com a puc/mg, floresceu a idéia de pesquisar sobre as festas
juninas que não silenciosamente toma conta do mês de junho/julho. Estas manifestações
têm os primeiros registros com os povos da antiguidade miscigenando elementos culturais
das festas religiosas e pagãs com o intuito de espantar os maus espíritos que espalhavam
pragas e pestes pelas plantações e comemorar as boas colheitas. Apareceram na Europa
e consequentemente portugueses e espanhóis a difundiram pela América. Durante a
realização, interrompe-se o tempo social e se permite renovar as energias tragadas pelo
cotidiano; os homens liberam-se do jugo das normas sociais; invertem-se os papéis
desenvolvidos na sociedade e imperam os excessos na comida e na bebida (Duvignaud,
1983; Durkheim, 1989; 2002; Catllois, s/d apud Santos, Silva, 2009). OBJETIVOS:
identificar os elementos pagãos e cristãos; verificar a mercantilização deste evento;
perceber a relação da comunidade com o lugar. MÉTODOS: Os meses de março, abril,
maio e junho de 2009, estudantes das quatro turmas do 3º ano do 3º ciclo da Escola
Municipal “Francisco Campos” participaram da pesquisa sobre festas juninas. Propus
através de a observação participante analisar a Festa Junina como patrimônio cultural
imaterial da escola;. Foram inventariadas as danças, músicas, trajes, comidas típicas,
brincadeiras, significado das fogueiras e fogos de artifício e os adereços que enfeitam os
lugares das festas. RESULTADOS: As festas juninas nos grandes centros urbanos
perderam o sentido de reverenciar os santos (Antônio, João e Pedro), as farturas das
colheitas, as prosas ao redor das fogueiras, as brincadeiras de meninos/as do interior.
Ganharam em criatividade nas formas de bailar, deixando os passos marcados da música
francesa para dar espaço ao verdadeiro ritmo nacional (forro), originário da cultura
nordestina e espalhada Brasil a fora. Rompeu-se com as danças de salão da nobreza
para referenciar o popular. A caracterização do homem do campo como matuto
maltrapilho e com a saúde bucal a desejar, passa agora como limpo, bem vestido e bem
tratado, apesar da política para o homem do campo não ter mudado e o poder público não
investir o necessário na saúde da população. Na cultura junina de Belo horizonte a rua
perdeu seu espaço privilegiado das festas aos santos, cedendo lugar as arenas, pátio e
outros locais com preço a pagar. As comidas típicas, (milho cozido, bolos, pamonhas,
etc..), aos poucos são substituídas pelos produtos industrializados, ainda resistindo os
caldos e canjica por serem de gosto popular. É o mundo, sua globalização e o
capitalismo tomando conta do domínio popular para auferir lucros. CONCLUSÃO: O
entrelaçamento dos indivíduos com as novas formas de pensar elabora conhecimentos e
produz novas formas culturais, mas guarda a matriz da qual foi concebida fazendo da
festa junina um bem imaterial a ser preservado quer na escola ou em eventos
patrocinados pelo poder público.
61
RESUMO 40
INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE FAMILIARIZAÇÃO SOBRE A FLUTUAÇÃO DE
FORÇA EM IDOSOS
Autores: Gertrudes Nunes de Melo1, José Carlos Gomes da Silva2, André Igor Fonteles2,
Luiz Fernando Farias Júnior2, Thiago de Brito Farias2, Paulo Moreira Silva Dantas2,
Hassan Mohamed Elsagedy2, Alexandre Hideki Okano2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas,
Piranhas/AL, Brasil, 2Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um fenômeno inerente a todos os seres vivos e se
expressa pela perda de capacidade funcional relfetida em atividades da vida diária.
Dentre elas, o declínio dessa função motora manual pode gerar severos prejuízos
funcionais. Esse processo é gerado a partir de mecanismos musculares que deterioram a
estabilidade de força manual, gerando índices que variam em um dado valor médio,
chamada Flutuação de Força (FF) e é representada pelo Coeficiente de Variação de
Força (CVF). Estudos sobre a flutuação de força têm investigado amplamente os
mecanismos envolvidos, porém, existe uma carência de informações no meio científico
acerca do número de sessões de familiarização necessário para a estabilização da FF.
OBJETIVO: Verificar o número mínimo de sessões de familiarização necessário para a
estabilização da FF em idosos fisicamente ativos. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo
12 idosas (65,25 + 4,7 anos; 63,22 +7,3 kg; 1,53 +0,0 m; 27,14 +3,8 /m2) praticantes de
atividade física regular (três vezes por semana, 60 minutos/sessão. As idosas se
submeteram a um protocolo de familiarização marcado por uma sessão destinada a
estabelecer os valores individuais de Contração Voluntária Máxima (CVM) e oito sessões
de familiarização com os mesmos instrumentos, porém numa intensidade de 30% da
CVM num período de 30 segundos. Para quantificar a força, em Kgf, utilizou-se uma
célula de carga da marca Miotec® acoplada ao dinamômetro adaptado e ao aparelho de
eletromiografia da mesma marca. Depois de verificada a normalidade dos dados, ANOVA
one way medidas repetidas, Friedman, post hoc de Dunns, com nível de significância
adotado p<0,05. O limite de concordância entre as sessões de familiarização em que
ocorreu a estabilização da flutuação de força muscular foi analisado mediante os
procedimentos propostos por Bland e Altman. RESULTADOS: Foram observadas
diferenças significativas somente entre a primeira e segunda sessão de familiarização (p=
0,0096 e F=37,88). Além disso, verificou-se aumento da reprodutibilidade e concordância
ao teste de flutuação de força após realizar três sessões do protocolo experimental.
CONCLUSÃO: Conclui-se que para avaliação adequada da estabilidade de flutuação de
força em idosas é necessária a aplicação de pelo menos três sessões de familiarização.
62
RESUMO 41
EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE A PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE
ESFORÇO EM UMA SESSÃO DE TREINAMENTO NO MÉTODO CIRCUITO
Autores: Gregório Queiroz1, André Luiz Torres Pirauá1, Natália Barros Beltrão2 Dalton
Lima1, Jefferson Gomes1, Bruno Machado Melo1, Rodrigo Cappato de Araújo1. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), 2Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE)
INTRODUÇÃO: A variável intensidade, em uma sessão de treinamento com pesos, é um
fator determinante sobre o desempenho. Vários estudos tem avaliado essa variável por
meio da Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), visto a eficácia e praticidade dessa
ferramenta. Alguns fatores podem influenciar a intensidade do treinamento, dentre eles a
ordem dos exercícios. Diversos estudos tem explorado a relação entre essas duas
variáveis em diversos métodos de treinamento com pesos, entretanto ainda não se sabe o
efeito da ordem dos exercícios sobre a PSE quando estes são realizados no método
circuito. Sendo o circuito composto por várias passagens em estações de exercícios,
realizados em séries simples e alternadas por segmento, que possibilitam um maior
tempo de recuperação entre as estações, é possível que a ordem dos exercícios não
afete a PSE. OBJETIVO: Comparar a Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) em duas
sequências no método circuito. MÉTODOS: Onze adultos jovens treinados do sexo
masculino (24,0 ± 4,8 anos, 76,1 ± 8,5 kg, 1,75 ± 0,06 m) executaram uma sessão de
treinamento com pesos no método circuito em duas sequência. A sessão foi constituída
por três passagens em oito estações (exercícios), executadas até a fadiga volutiva,
alternando exercícios de membros superiores e inferiores, com 1 minuto de intervalo entre
as estações. A Sequência A foi iniciada por exercícios multiarticulares e progredia para
exercícios monoarticulares (supino, leg press 45º, remada baixa, hack machine, tríceps
pulley, mesa flexora, rosca direta, cadeira adutora); a sequência B foi executada na ordem
inversa. A escala de Omni-Res foi usada para avaliar a PSE, ao final de cada série. A
PSE foi obtida pela média das três passagens. A PSE nas duas ordens, foi comparada
por meio de análise multivariada para medidas repetidas (MANOVA para medidas
repetidas). RESULTADOS: Nenhum diferença foi observada entre as sequências para a
PSE (F(8,3) = 6,68; p = 0,073). CONCLUSÃO: A hipótese levantada foi confirmada pelos
resultados encontrados. Tais achados demonstram que a intensidade dos exercícios em
uma sessão do método circuito, medida por meio da PSE, é semelhante, independente da
ordem dos exercícios.
63
RESUMO 42
PERFIL DOS PARÂMETROS DE ESFORÇO DE IDOSOS PRATICANTES DE
CAMINHADA NA AGUA DURANTE 12 SESSÕES
Autores: Hudday Mendes da Silva1, Fábio Henrique Costa de Oliveira1, Maryana Pryscilla
Silva de Morais1, Ana Charline Dantas Ferreira1, Francisco Holanda Cavalcante Neto1,
William de Moura Barbosa1, Raimundo Nonato Nunes1, Ricardo André Gomes da Silva1,
Rodolfo de Holanda Mendonça1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC.
INTRODUÇÃO: Os parâmetros de esforço de idosos praticantes de caminhada na água
são agentes que influenciam no controle da atividade física, e com isto na otimização dos
benefícios oriundos da aderência nas atividades. A Frequência Cardíaca (FC) e a
Percepção Subjetiva do Esforço (PSE) são importantes instrumentos utilizados para o
controle das atividades físicas, principalmente no que se refere à população idosa.
OBJETIVO: Analisar os parâmetros de esforço dos idosos que praticam caminhada na
água na UFRN. MÉTODOS: A população do estudo foi composta de 41 idosos (59,8 +
11,2 anos), de ambos gêneros, integrantes do projeto caminhada na água para idosos. A
amostragem para esse estudo foi do tipo de não probabilística, por intencionalidade. A
natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados é descritiva. O
Material utilizado foi à escala de Borg de 6 a 20 e a verificação da FC. Os dados foram
coletados segundas, quartas e sextas feiras no turno vespertino, no período de 12
sessões. Todos os respondentes assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado
pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). Utilizou-se uma estatística descritiva
com a utilização de médias por sessão de treino, sendo distribuído a PSE meio do treino e
final e quanto a FC, inicial, FC final imediatamente após o treino e FC após 2 min de
repouso. RESULTADOS: obteve-se durante o período de 12 sessões os seguintes dados,
quanto a PSE ½ treino, uma variação entre 12,3 e 13,4 mantendo-se equivalente a uma
intensidade moderada. Para PSE final variou-se de 12,8 a 13,5, tendo o mesmo desenho
de intensidade. Em relação a FC inicial os valores ficaram entre 72,2 e 77,3, adequado
para inicio de atividade para os indivíduos em repouso. A FC imediatamente final variou
de 91,2 e 100,8, tendo um aumento de aproximadamente 20 bpm. E por fim, a FC final
(após 2 min.) variou 78,4 e 81,4. CONCLUSÃO: Conclui-se que a PSE que os idosos
apresentam tanto no intervalo central do treino, quanto ao final do treino é maior do que a
resposta fisiológica que os mesmos apresentam, tanto na FC inicial do treino, quanto na
FC final ou na FC final após 2 min.
64
RESUMO 43
EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO INFANTIL: UMA VISÃO DO ESTÁGIO
SUPERVISIONADO
Autores: Ianny Lima de Queiroz1, Sávia Maria da Paz Oliveira Lucena1. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE),
Juazeiro do Norte, Ceará.
Apoio: IFCE.
INTRODUÇÃO: No estágio supervisionado para o ensino infantil, o acadêmico vai à
escola com o intuito de acompanhar e estimular de forma consciente as crianças que se
encontram numa fase importante do seu desenvolvimento. Por lei, na Educação Infantil as
aulas de educação física não são obrigatórias e podem ser ministradas por professores
que não são da área, no entanto, sabe-se que este é um momento onde as crianças
descobrem os próprios limites, conhecem o seu corpo, relacionam-se com outras
pessoas, expressam seus sentimentos, entre outras situações voltadas ao
desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, físicas, emocionais e afetivas, numa
atuação consciente e crítica, por esse motivo, faz-se necessário o acompanhamento por
profissionais especializados e o estímulo de todas estas capacidades. OBJETIVO:
Analisar como o estágio supervisionado na área de Educação Física do ensino infantil foi
desenvolvido e como o mesmo contribui na formação dos acadêmicos de Licenciatura em
Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará,
campus Juazeiro do Norte. MÉTODOS: O estágio foi desenvolvido no Colégio Medalha
Milagrosa situado na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará; sendo realizado nas turmas do
infantil III, IV e V; passando pelo processo de observação das aulas dos professores de
cada turma – já que a escola não possui professor de Educação Física para esse nível de
ensino, seguido do momento da regência, sendo finalizado com o evento extraclasse,
totalizando uma carga horária de 100h/a. Neste, foi utilizada a abordagem Construtivista,
que tem como pioneiro João Batista Freire, defendendo ideias como a utilização de
materiais alternativos, incentivo à criatividade do individuo e estímulo a resolução de
problemas. RESULTADOS: Os alunos mostraram-se entusiasmados, envolvidos e muito
participativos durante todas as aulas, fato que motivou a acadêmica a empenhar-se na
produção das aulas e perceber a importância do planejamento para o bom
desenvolvimento das mesmas. Durante a vivência das aulas, a estagiária buscou motiválos e mostrá-los que são capazes de realizar as atividades, pois foi observado que muitas
crianças iniciaram as aulas sem conseguir criar novas possibilidades de pular corda,
saltar com um pé entre outras atividades e no final a maioria conseguiu superar suas
dificuldades. CONCLUSÃO: Durante o processo do estágio foi-se reforçado este
pensamento ao ver a resposta traduzida pelas crianças em seus comportamentos e
ações, sendo a disciplina aceita e correspondida por elas; fato que demonstra a
relevância da disciplina nesse nível de ensino como estimuladora de novos
conhecimentos e experiências relevantes ao desenvolvimento pleno do indivíduo. Para a
acadêmica o estágio veio como meio de viabilizar o seu primeiro contato com a realidade
escolar e lhe proporcionar experiências pedagógicas que possibilitaram conhecer as
crianças da Educação Infantil, suas características, anseios e necessidades,
incentivando-as através da prática a pensar, criar, experimentar e perceber, com o intuito
de formar indivíduos pensantes desde cedo. Com isso, resultar numa sociedade menos
alienada, com professores cientes da sua responsabilidade junto à escola e aos alunos,
preocupando-se em planejar e em verdadeiramente assumir sua posição de professor.
65
RESUMO 44
AVALIAÇÃO DA POSTURA ESTÁTICA DE ESCOLARES NAS VISTAS ANTERIOR E
POSTERIOR
AUTORES: Ingrid Thaiane Soares Batista1, Tiago Gomes de Souza1, Tatianne de Souza
Paula Gomes1, Marília Rocha Amando1, Roselly Reis Batista1, Rodrigo Gustavo da Silva
Carvalho1, Lara Elena Gomes1. E-mail: [email protected]
INSTITUIÇÃO: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF),
Petrolina/PE, Brasil.
APOIO/FINANCIAMENTO: MEC/PET/CAPES.
INTRODUÇÃO: A ocorrência de alterações posturais em crianças vem sendo
frequentemente relatadas em diversos estudos e podem trazer consequências negativas
para a qualidade de vida desses indivíduos. Existem vários métodos para realizar a
análise postural, dentre eles está à fotogrametria, um método prático, válido, de baixo
custo e que possibilita o armazenamento de dados. OBJETIVO: Avaliar a postura
estática de escolares por meio da fotogrametria, considerando as vistas anterior e
posterior. METODOLOGIA: O estudo foi realizado com escolares do 5º ano de um escola
municipal de Petrolina-PE, com idade entre 9 e 12 anos, sendo onze meninas e seis
meninos. Para a coleta de dados, foi usada uma câmera fotográfica e um tripé, além de
marcadores reflexivos e fitas adesivas para marcar os pontos anatômicos de interesse. A
análise foi realizada usando o software SAPo, o qual permitiu avaliar a postura estática,
considerando o plano frontal nas vistas anterior e posterior. As variáveis analisadas foram:
(1) o alinhamento horizontal da cabeça, (2) o alinhamento horizontal dos acrômios e (3) o
alinhamento horizontal das espinhas ilíacas ântero-superiores (EIAS) na vista anterior; e
(1) o alinhamento horizontal das escápulas e (2) o alinhamento horizontal das espinhas
ilíacas póstero-superiores (EIPS) na vista posterior. Para descrever os dados, média e
desvio-padrão foram calculados para cada variável. RESULTADO: Os alunos obtiveram
uma média de 0,63±3,95° no alinhamento horizontal da cabeça, 0,71±2,25° no
alinhamento horizontal dos acrômios, 0,63±2,81° no alinhamento horizontal das EIAS,
1,01±2,22° no alinhamento horizontal das EIPS e 0,08±2,81° no alinhamento horizontal
das escápulas. CONCLUSÃO: Foi possível identificar pequenos desvios posturais, uma
vez que as médias aproximam-se do valor zero que representa a postura ideal.
66
RESUMO 45
EXPOSIÇÃO A COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E EXCESSO DE PESO EM PRÉESCOLARES
Autores: Isabella Maria Gomes de Miranda1, Juliana Rafaela Andrade da Silva1, Carla
Menêses
Hardman2,
Mauro
Virgílio
Gomes
de
Barros1.
E-mail:
[email protected]
Instituição: 1Universidade de Pernambuco (UPE), 2Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC).
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
INTRODUÇÃO: O excesso de peso na infância vem alcançando larga abrangência no
Brasil. Entre os fatores que contribuem para esse quadro epidêmico destacam-se o baixo
nível de atividade física e a exposição a comportamento sedentário. Apesar disso,
estudos apresentam resultados conflitantes sobre a associação entre comportamento
sedentário e excesso de peso em crianças. OBJETIVO: Identificar a prevalência de
excesso de peso em crianças expostos ou não a comportamentos sedentários. MÉTODO:
Estudo epidemiológico transversal, de base escolar, realizado com 1115 crianças de três
a cinco anos de idade, matriculadas em escolas de educação infantil das redes pública e
privada do município do Recife. A amostra foi selecionada de forma aleatória e
estratificada por tipo de escola (pública e privada) e porte. A coleta de dados foi realizada
mediante aplicação do questionário “ELOS-Pré” (Estudo longitudinal de observação da
saúde e bem-estar da criança em idade pré-escolar) aos pais ou responsáveis. As
seguintes variáveis foram analisadas: dados demográficos e socioeconômicos;
informação sobre o tempo de TV, videogame e computador; índice de massa corporal.
Informações sobre comportamento sedentário foram extraídas das seguintes questões: 1)
Num dia da semana (segunda a sexta) quanto tempo seu filho gasta assistindo TV,
jogando videogame ou usando o computador?; 2) Num dia de final de semana (sábado e
domingo) quanto tempo seu filho gasta assistindo TV, jogando videogame ou usando o
computador?. Os tempos despendidos nessas atividades foram registrados considerando
cinco categoriais: 0 minuto (0), 1-15 (1), 16-30 (2), 31-60 (3), 60 minutos. Os dados foram
tabulados no programa EpiData e analisados através do programa SPSS. Para análise
dos dados, recorreu-se a procedimentos descritivos (distribuição de frequência) e
inferenciais (Teste de Qui-quadrado de Pearson). RESULTADOS: Verificou-se que 31,1%
(IC95%: 28,3-33,9) das crianças apresentam excesso de peso. A exposição ao
comportamento sedentário nos dias de semana e fim de semana foi observada,
respectivamente, em 33,9% (IC95%: 31,0-36,9) e 27,2% (IC95%: 24,5-30,0) das crianças.
A proporção de adolescentes com excesso de peso foi estatisticamente (p=0,016) maior
entre as crianças expostas ao comportamento sedentário nos dias de fim de semana
(35,9%; IC95%: 32,9-39,0) em comparação aquelas não expostas (28,0%; IC95%: 25,230,9). CONCLUSÃO: Crianças expostas por um maior tempo a comportamentos
sedentários, como assistir TV, jogar videogame e usar o computador têm maior chance de
adquirirem excesso de peso corporal.
67
RESUMO 46
RELAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL COM A FORÇA MUSCULAR RELATIVA E
APTIDÃO AERÓBIA EM ADULTOS DE MEIA IDADE
Autores: Ivan Igor de Oliveira Sobrinho, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Marília Padilha
Martins Tavares, Thiago de Brito Farias, Andre Igor Fonteles, Luiz Fernando de Farias
Junior, Cinthia Beatriz da Fonsêca, Samara Karla Anselmo da Silva, Alexandre Hideki
Okano, Hassan Mohamed Elsangedy. E-mail: [email protected]
Instituição: Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: CAPES, FAPERN, CNPq e PROEX/UFRN.
INTRODUÇÃO: A inatividade física parece influenciar negativamente o nível da aptidão
física, bem como ao acúmulo de gordura corporal. Deste modo, sujeitos de meia-idade
sedentários aumentam a probabilidade de um envelhecimento propenso às doenças
contemporâneas (crônicas não transmissíveis) oriundas da inatividade física, alimentação
inadequada e do excesso de peso corporal. OBJETIVO: Verificar a relação do estado
nutricional com a força muscular relativa e aptidão aeróbia em adultos de meia idade.
MÉTODOS: A amostra foi constituída por 167 adultos de meia idade não praticantes de
exercício físico regular [119 mulheres; 50,0 (49,1–51,3) anos de idade; índice de massa
corporal = 28,5 ± 4,4 kg.m-2] que foram submetidos a mensuração dos indicadores
antropométricos (massa corporal e estatura) e a avaliação da aptidão aeróbia por meio
dos testes de caminhada de 6min e de 400m, bem como avaliação da força de preensão
manual (FPM) relativa do membro superior dominante por meio do dinamômetro
mecânico manual. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado considerando-se o
quociente entre a massa corporal em quilogramas e a estatura em metros elevada à
segunda potência (kg.m-2) e a FPM relativa foi calculada através da seguinte fórmula:
Força relativa= Força absoluta (kg) / Massa corporal (kg). A normalidade dos dados foi
verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Os dados da caracterização da amostra que
apresentaram distribuição normal estão apresentados como média e (±) desvio padrão.
Para os dados que não apresentaram normalidade, os valores de mediana e seus
respectivos intervalos de confiança de 95% (IC=95%) foram utilizados para demonstração
dos resultados. A relação do IMC com os testes para verificação da aptidão aeróbia
(paramétricos) e de força muscular relativa (não paramétricos) foi verificada pela
correlação de Pearson e Spearman, respectivamente. O nível de significância adotado foi
de 5% (p<0,05). RESULTADOS: O IMC apresentou correlação significativa e negativa
com o teste de caminhada de 6min (r= -0,35; p<0,001), bem como, significativa e positiva
com o teste de caminhada de 400m (r= 0,37; p<0,001). O IMC também apresentou
correlação significativa e negativa com a FPM relativa (r= -0,47; p<0,001). CONCLUSÃO:
O estado nutricional apresentou relação com a força muscular relativa e aptidão aeróbia
em adultos de meia idade não praticantes de exercício físico regular, visto que quanto
maior for o IMC, menor a FPM relativa e VO2pico.
68
RESUMO 47
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ESPORTES DO C.N.S.A: DESAFIOS NO
DIRECIONAMENTO DAS ATIVIDADES DOS JOGOS NORDESTÃO SALESIANO
BIÊNIO 2011 E 2012.
Autores: Ivanildo Alves Lima da Silva Júnior, Natanael Pereira Barros. E-mail:
[email protected]
Instituição: Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Petrolina
INTRODUÇÃO: A prática de esporte é de fundamental importância para a construção de
uma juventude mais saudável. Diante disso, o Nordestão Salesiano é um evento esportivo
que consiste em oportunizar o jovem a praticar esportes e de confraternizar-se com
alunos e professores dos Colégios da rede Salesianos (a) de ensino do Nordeste.
OBJETIVO: propor uma maior integração entre as diversas modalidades esportivas da
escola e, com isso, melhorar o desempenho dos atletas e equipe técnica na competição.
MÉTODO: o trabalho se deu através de palestras com alunos e reuniões entre a equipe
técnica das diversas modalidades esportivas envolvidas para identificar as principais
dificuldades enfrentadas. RESULTADOS: os resultados obtidos no Nordestão Salesiano
mostram uma evolução na quantidade de alunos e nos resultados obtidos na competição
que em 2011 foi de 81 atletas em 07 modalidades e em 2012 com 112 atletas em 08
modalidades. CONCLUSÃO: Com estas ações percebemos que a ação pedagógica
quando bem orientada possibilita ao corpo discente uma maior tranquilidade e quantidade
de atletas para a participação nos jogos Nordestão Salesiano, como também, uma maior
integração entre professores e alunos das diversas modalidades esportivas.
69
RESUMO 48
REDUÇÃO DO PESO E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES OBESAS
PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA MULTIDISCIPLINAR
Autores: Jacilene Guedes de Oliveira1, Gilsane Carla da Silva Araújo¹, Ricardo de Araújo
Gomes2, Raquel de Melo Vasconcelos Silva1, Emerson Fernando Xavier de Souza¹,
Delton Manoel dos Santos Silva1, Silvana Gonçalves Brito de Arruda1, Marina de Moraes
Vasconcelos Petribú1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco – Centro Acadêmico de Vitória
(UFPE/CAV), Vitória de Santo Antão/PE, Brasil; ²Universidade de Pernambuco
(UPE/ESEF), Recife/PE, Brasil.
Apoio: Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco/ Programa
Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) articulado ao
Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde – Ministério da Saúde.
INTRODUÇÃO: A obesidade ocorre pelo balanço energético positivo de forma crônica,
onde a ingestão calórica é maior do que o gasto calórico. Essa situação acarreta sérios
distúrbios cardiovasculares, respiratórios, ortopédicos, entre outros. A literatura
recomenda a prática de exercício físico associada com uma dieta balanceada visando à
prevenção de tais agravos e reversão do quadro patológico. Essa combinação auxilia na
redução do peso, no entanto, outros fatores podem estar associados a essa diminuição.
OBJETIVO: Analisar a redução do peso corporal e sua associação com fatores
demográficos, socioeconômicos e clínicos em mulheres obesas participantes de um
programa de intervenção multidisciplinar. MÉTODOS: Foram recrutadas 18 mulheres com
diagnóstico de obesidade, com idade média de 40,4 (±8,6) anos, atendidas pela Unidade
de Saúde da Família do bairro Loteamento Conceição do Município da Vitória de Santo
Antão, PE. As participantes do programa foram submetidas a uma avaliação física e
nutricional que se repetiu após 42 dias de intervenção. Todas foram submetidas à prática
de exercício físico três vezes por semana com duração de uma hora cada dia e
receberam assistência nutricional individualizada e em grupo. Para avaliar a influência dos
fatores foram selecionadas as variáveis: idade, estado civil, escolaridade, índice de massa
corporal (IMC), presença de co-morbidades e renda per capita. Para análise dos dados foi
aplicado o Teste t de Student e o teste de correlação de Pearson, com nível de
significância de p<0,05. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do
Centro de Ciências da Saúde da UFPE (CAAE: 02750512.0.0000.5208) em 04 de julho de
2012. RESULTADOS: A média do peso e do IMC foram respectivamente de 86,27 ±
16,56 Kg e 36,35 ± 6,45 kg/m2 na primeira avaliação e de 85,16 ± 16,23 Kg e 35,88 ±
6,34 kg/m2 na segunda, observando-se redução estatisticamente significativa para ambas
as variáveis (p = 0,003). Não foi observada associação significativa entre a redução do
peso e as variáveis estudadas (idade - p=0, 941; estado civil – p= 0,117; escolaridade –
p=0,790; IMC – p= 0,711; co-morbidades p= 0, 814; renda per capta – p=0,421).
CONCLUSÃO: As mulheres obesas apresentaram redução do peso corporal e do IMC
durante o período de intervenção. No entanto, não foi identificada nenhuma associação
entre a redução do peso corporal com os fatores analisados.
70
RESUMO 49
COMPOSIÇÃO CORPORAL E NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À
SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO ENTRE OS ANOS 2011, 2012 E 2013
Autores: Jadson de Oliveira Lima1,2, Jainy da Silva Carneiro1,2, Rafael da Silva Muricy
Guirra1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO),
Senhor do Bonfim/BA, Brasil, 2Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física
Relacionada à Saúde (GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim
Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim
OBJETIVO: Avaliar a evolução da composição corporal e os níveis de aptidão física
relacionado à saúde em alunos do curso técnico agropecuário integrado ao ensino médio.
MÉTODOS: Este estudo foi realizado durante os anos de 2011, 2012 e 2013, do tipo
longitudinal, obedecendo aos mesmos protocolos mensuração, com os mesmo alunos e
com coleta de dados durante o segundo bimestre de cada ano no Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia Baiano/Campus Senhor do Bonfim. A amostra foi
composta por 46 rapazes (14,8 ± 0,5 anos) e 41 moças (14,5 ± 0,9 anos). Para avaliar o
percentual de gordura e classificação dos níveis de adiposidade foram mensuradas
dobras cutâneas: subescapular e tríceps. Já para a avaliação dos níveis de aptidão física
dos escolares foram realizados testes de resistência muscular localizada de flexão de
braços (apoio) e resistência muscular localizada de abdome, durante 01 (um) minuto e
estimado o consumo de máximo de oxigênio (VO 2máx.) por meio do teste de
PACER/LÉGER. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS for Windows,
utilizando a estatística descritiva e ANOVA. RESULTADOS: Os resultados mostraram que
o houve melhora no percentual gordura classificado como “ótimo” durante os 3 anos, em
2011, 49,4%; 2012, 54,0% e 2013, 58,6%; porém os percentuais daqueles classificados
como “moderado alto” entre 2011 e 2012, também aumentaram de 9,2% para 17,2%
(p<0,01) e, entre 2012 e 2013 um aumento de 26,5% (p<0,01). Para a classificação dos
níveis de aptidão física relacionado à saúde, os resultados mostraram que para o teste de
flexão de braços, classificados como “fraco/abaixo da média” houve diminuição em 2011,
era 64,3%; 2012 63,2% e 2013, 43,7% (p<0,04), embora, para aqueles classificados
como “média” em 2011 foi de 19,5%, houve aumento de 11,8% em 2012 e, de 10,6% em
2013, já para aqueles que foram classificados como “acima da média”, houve discreta
diminuição entre 2011 e 2012 de 16,1% para 14,9%, e, aumento de 100% entre 2011 a
2013. Em relação ao teste de resistência abdominal para aqueles classificados como
“fraca/abaixo da média”, entre 2011 e 2012 os percentuais foram próximos 87,3% e
83,9%, já entre os anos de 2011 e 2013 houve uma redução de 30,2%; para os
classificados “acima da média” os resultados mostraram que houve aumentos sucessivos
durante os anos de estudos, em 2011, foi de 4,5%, em 2012, 11,4% e em 2013, 26,4%.
Para a avaliação do VO2máx., os resultados mostraram que houve melhora durante os
anos de 2011 e 2012, para aqueles classificados como “boa”, passando de 34,5% para
43,7% (p<0,01), como também para aqueles classificados como “excelentes”, passando
de 14,9% para 19,5%; porém no ano de 2013, para essas mesmas classificações, os
resultados caíram cera de 60,0% quando comparado para o ano de 2011. CONCLUSÃO:
Considerando os objetivos e mediante os resultados encontrados, concluiu-se que de
maneira geral houve melhoras tanto na composição corporal quanto nos níveis de aptidão
física relacionada à saúde, porém durante os anos de estudos, o ano de 2013,
equivalente ao terceiro ano, foi o de menor evolução benéfica de percentual de gordura e
VO2máx para saúde nos escolares.
71
RESUMO 50
REPRODUTIBILIDADE DE QUESTIONÁRIO PARA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E
COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO
Autores: Jainy da Silva Carneiro1,2, Jadson de Oliveira Lima1,2, Rafael da Silva Muricy
Guirra1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO),
Senhor do Bonfim/BA, Brasil, 2Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física
Relacionada à Saúde (GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim.
Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim
INTRODUÇÃO: As influências do cotidiano, aliados a um período de transição crítica que
ocorrem durante o período da adolescência, contribuem para a adoção de
comportamentos como: início precoce da prática sexual, sexo sem preservativo, baixos
níveis de atividade física, consumo de álcool e outros drogas psicoativas. Sendo assim,
torna-se importante reunir informações relacionadas aos comportamentos de risco à
saúde em adolescentes capazes de demonstrar com fidedignidade sobre os principais
comportamentos de risco à saúde, levando em consideração as características locais e
regionais e sem perder de vista o padrão mundial. OBJETIVO: Analisar a
reprodutibilidade de um questionário da medida do nível de atividade física e
comportamentos de risco à saúde em escolares do ensino médio e validar para nossa
realidade Campus Senhor do Bonfim/IFBAIANO. METODOLOGIA: A amostra foi
composta de forma intencional com escolares de ambos os sexos totalizando 56 alunos,
com idades 14 a 17 anos, regularmente matriculados no Campus, destes, 36 são do sexo
feminino e 20 do sexo masculino, com média de idades 14,61 ± 0,65 e 15,50 ± 1,04
respectivamente. As informações foram coletadas através de questionários auto
administrados compilados a partir dos questionários: nível socioeconômico, YRBS e PAQC no período de 06 a 20 de abril. Para análise estatística e determinação da
reprodutibilidade do questionário utilizou-se o software SPSS for Windows sendo utilizado
o índice de concordância Kappa. RESULTADOS: Os resultados mostraram índices de
concordâncias perfeito para as variáveis: nível de atividade física (kappa=1,00), uso de
maconha (kappa = 1,00) e uso de outras drogas (kappa=1,00); em relação as varáveis
classe socioeconômica (kappa=0,88), segurança pessoal (kappa=0,91), comportamentos
relacionados à violência (kappa=0,88), sentimento de tristeza/intenção de suicídio
(kappa=0,89), uso de tabaco (kappa=0,90) e consumo de bebidas alcoólicas
(kappa=0,79) índice de concordância ótimo; já para as variáveis de comportamento
sexual (kappa=0,77), peso corporal (kappa=0,64) e tópicos relacionados à saúde
(kappa=0,72) concordância boa, e índice de concordância regular para a variável de
hábitos alimentares (kappa=0,56) CONCLUSÃO: Considerando os objetivos e mediante
os resultados encontrados conclui-se que os questionários se mostraram com ótima
reprodutibilidade, tendo o índice concordância Kappa com média de (kappa=0,92) sendo
este classificado em ótimo para aplicação adequada à adolescentes para realidade
Campus Senhor do Bonfim.
72
RESUMO 51
RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL
Autores: Jean Lucardh de Carvalho Soares, Djamar Matheus, Maria Aparecida Dias. Email: [email protected]
Instituições: Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: O Ensino Infantil tem crescido muito nas ultimas décadas, com isso a
educação física é de mera importância nesse público, visando um desenvolvimento social,
motor e cognitivo das crianças. Pra isso é necessário profissionais de suas respecitivas
áreas de conhecimento visando trabalhar de forma sistemática os conteúdos e de forma
lúdica para os alunos possam atingir os objetivos gerais e específicos do Ensino Infantil
conforme o Referencial Curricular para a Educação Infantil. OBJETIVO: Relatar as
experiências vivenciadas e adquiridas na aplicação de três planos de aula sistematizados
com o conteúdo “jogos cooperativos” e o tema “jogos”, para alunos do Ensino Infantil do
Centro Educacional Teresa de Liseux, localizado na Rua Nizia Floresta, 149, bairro Nova
Parnamirim, Natal/RN. MÉTODOS: O estudo contou com a participação de 9 alunos do
nível A do Ensino Infantil do Centro Educacional Teresa de Liseux com idade entre 2 e 3
anos, estes que participaram da sistematização de três aulas com o conteúdo “jogos
cooperativos” pelos graduandos do curso de Educação Física – Licenciatura, levando os
conhecimentos das características e origem do conteúdo através de jogos, utilizando
estilos de ensino de resolução de problemas e aulas abertas na aplicação das aulas. O
presente estudo tem a metodologia de caráter qualitativo e descritivo. RESULTADOS:
Com essa pequena intervenção prática pedagógica obteve-se um resultado que é
possível se ter uma sistematização tanto no Ensino Infantil como na Educação Básica,
tendo em vista que apesar de pouco tempo vivenciado e explorado é um público que se
deve ter total importância para o crescimento e desenvolvimento humano tanto na
Educação Física como nas outras áreas. CONCLUSÃO: É notório que há a possibilidade
clara de sistematização dos conteúdos na educação infantil, visando uma renovação da
Educação Física enquanto disciplina tendo em vista a formação dos mesmos, além de
concluir que práticas como jogos, brincadeiras e de atividade física para as crianças do
Ensino Infantil devem ser desenvolvidas pelos professores de Educação Física, e das
demais áreas do conhecimento por seus respectivos profissionais, pois os mesmos
possuem conhecimentos científicos para planejamento de aulas, para se obter os
resultados esperados para essa faixa etária.
73
RESUMO 52
PERFIL DE FREQUENTADORES DE ACADEMIAS DE GINÁSTICA DO POLO
PETROLINA E JUAZEIRO QUE FAZEM USO DE ANABOLIZANTES
Autores: André Filipe Lopes de Siqueira, Jhonatan Lima de Oliveira, Sílvia Lorena Viera
de Carvalho, Milla Gabriela Belarmino Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Mateus
Reis Nascimento, Paulo Adriano Schwingel. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico da Universidade de Pernambuco (PFAUPE).
INTRODUÇÃO: A crescente valorização do corpo hipertrofiado na sociedade em que
vivemos reflete-se nos meios de comunicação de massa, que expõem como modelo de
corpo perfeito, o indivíduo musculoso. Fato que torna crescente o número de pessoas que
aderem ao uso de drogas que melhoram a performance física, como os esteroides
anabolizantes (EAA). OBJETIVO: Estabelecer o perfil sócio-comportamental de
frequentadores de academias de ginástica da Região Integrada de Desenvolvimento
(RIDE) do polo Petrolina/PE e Juazeiro/BA que utilizam EAA. MÉTODOS: Estudo
descritivo transversal composto de questionário fechado, anônimo e estruturado. Os
dados foram analisados com auxílio do SPSS versão 16, sendo inseridos através de
digitação dupla. Foi utilizada a estatística descritiva, com frequências absoluta e relativa
para descrever variáveis categóricas e o teste de qui-quadrado para comparar os
percentuais. Adotou-se nível de significância bilateral de 5% (p<0,05). RESULTADOS:
Responderam ao questionário 346 indivíduos, onde 34 (9,8%) reportam uso de EAA, com
seis (17,7%) informando dopping cosmético concomitante. A amostra era do sexo
masculino, com média (±DP) de idade de 25,7 (±6,9) anos, massa corporal total de 77,9
(±9,9) kg e estatura de 174,5 (±5,3) cm. Todos os entrevistados usaram os EAA
associados a suplementos alimentares, sendo os principais: creatina (64,7%),
aminoácidos (50,0%), proteína industrializada (44,1%) e hipercalórico (41,2%). Dezessete
(50,0%) voluntários informaram ter adquirido os EAA em farmácias da RIDE sem
necessidade de receitas, com a aplicação realizada neste local. Vinte e cinco (73,5%)
estavam matriculados a mais de dois anos na academia e dois (5,9%) frequentavam a
menos de seis meses. Metade dos indivíduos (n=17) apresentava nível de escolaridade
superior, incluindo pós-graduados (p=0,08). Vinte (58,8%) indivíduos com renda familiar
até cinco salários mínimos e 14 (41,2%) superior a este valor. Três (8,8%) indivíduos
foram considerados grandes bebedores, mesmo percentual verificado para o consumo de
tabaco. Uso na vida de outras drogas ilícitas foi reportado por metade da amostra, sendo
que, dois (11,8%) destes faziam uso regular no momento da entrevista. Questões
estéticas foram a principal motivação de uso dos EAA, sendo reportadas por 28 (82,4%)
usuários. O ganho de força muscular foi outra causa de motivação do uso de EAA para 26
(76,5%) sujeitos. Dois (5,9%) frequentadores de academia relataram consumir EAA por
motivos de tratamento. CONCLUSÃO: Verifica-se nível socioeconômico elevado entre os
avaliados, com aquisição dos compostos de forma ilegal em farmácias. Os resultados
permitem observar a necessidade de desenvolver ações culturais, visando
conscientização populacional voltada para o abuso de EAA.
74
RESUMO 53
DIÁLOGO SOBRE A DISCIPLINA ESTÁGIO SUPERVISIONADO I: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Autores: João Álef Pereira Fonseca da Cunha, Maria Aparecida Dias. E-mail:
[email protected]
Instituições: Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: O Estágio Supervisionado I componente curricular exigido na graduação
em licenciatura do curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte, tem como o objetivo a observação em campo, das realidades das escolas,
construindo um documento com intuito de relatar todas as observações feitas nas escolas
referentes à disciplina de Educação Física, assim oportunizar ao futuro professor de
Educação Física a vivência e concretização de competência e habilidades a partir de uma
efetiva inserção e co-atuação no âmbito escolar. OBJETIVO: Relatar experiências
vivenciadas na disciplina estágio supervisionado I, destacando a importância desse
componente curricular para pratica pedagógica. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 3
escolas da Região Administrativa Norte de Natal-RN, são elas: O Centro Municipal de
Educação Infantil – CMEI Prof.ª Stella Lopes da Silva, Mundial Colégio e Curso
(observadas as aulas do Fundamental I e II e a Escola Estadual Professor Josino Macedo
(observadas as aulas do ensino médio). A metodologia empregada é de caráter qualitativo
e descritivo. O fundamental mediador para construção desse relato foi a analise do
relatório da disciplina estagio supervisionado I. RESULTADOS: Na educação infantil, a
professora têm como característica maior a abordagem Psicomotriscista, onde se utiliza
atividades lúdicas como instrumento dos processos de desenvolvimento e aprendizagem.
João Batista Freire afirma no seu livro Educação de Corpo Inteiro, a idéia que educação
física pode ser usada como meio, onde aponta que as experiências motoras apropriadas
reflete-se também na auxilio da alfabetização e no raciocínio lógico-matemático.
Fundamental I a professora segue a abordagem desenvolvimentista, e o estilo de ensino
por tarefa. O estilo de ensino por tarefa se caracteriza por, o professor define qual a tarefa
a ser executada pelos alunos. A abordagem desenvolvimentista, o movimento é a
principal característica na educação física, procura enfatizar a aprendizagem do
movimento, embora possam aparecer outras aprendizagens decorrentes da pratica das
habilidades motoras. Fundamental II pude constatar que a professora é formada na
modalidade bacharel, porém tem uma visão “impar” a respeito da educação física escolar,
pois a mesma trabalha nas dimensões dos conteúdos e tenta oportunizar todos os
conteúdos da Educação Física para o desenvolvimento da cultura corporal do movimento
nos seus alunos.Ensino médio: O professor poderia ao invés de apenas copiar no quadro,
perguntar antes para os alunos sobre o assunto e a partir dos conhecimentos dos alunos
conduzir as aulas, assim afirmam AUSUBEL, NOVAK e HANESIAN “o fator mais
importante que influi na aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe. Isto deve ser
averiguado e o ensino deve depender desses dados” (1983). CONCLUSÃO: A disciplina
estágio supervisionado I é de grande valia para formação como docente, pois proporciona
ver diferentes praticas pedagógicas, através dessas experiências pude entender a
importância da formação continuada e do professor pesquisador, objetivando uma pratica
pedagógica mais efetiva.
75
RESUMO 54
SEMELHANTE RESPOSTA REATIVA SIMPÁTICA AO COLD PRESSOR TEST EM
IDOSOS INATIVOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS COMPENSADOS
Autores: Jorge Augusto de Oliveira Barros, Dandara Flávia Santos de Góis Silva, Luiz
Fernando de Farias Junior, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Thiago de Brito Farias, André
Igor Fonteles, Altieres Elias de Souza Júnior, Marcus Felipe Soares Bezerra, Hassan
Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Apoio: CAPES, CNPq, PROEX/UFRN.
INTRODUÇÃO: Os sujeitos hipertensos possuem disfunção autonômica cardíaca e
hiperreatividade simpática, o que aumenta o risco de eventos cardiovasculares.
Adicionalmente, a resposta reativa da pressão arterial (PA) ao Cold Pressor Test (CPT)
nesta população é maior comparado à normotensos (NT). Porém, a resposta reativa da
pressão arterial em indivíduos hipertensos compensados (HC) é pouco relatada.
OBJETIVO: Comparar a reatividade simpática ao CPT entre idosos inativos HC e NT.
METODOLOGIA: Participaram do estudo 17 idosos inativos separados em dois grupos,
HC (n=6; 65,2±2,2 anos; 28,3±5,4 kg.m-2) e NT (n=11; 67,0±4,36 anos; 26,9±2,4 kg.m -2).
Os critérios da VI Diretriz de Hipertensão foram adotados para classificar os grupos. Os
HC faziam uso de medicamentos de controle da PA. As medidas de PA foram realizadas
a cada cinco minutos durante o período 20 minutos que os sujeitos permaneceram
sentados em repouso em sala silenciosa. O aparelho oscilométrico Onrom ® HEM-742INT
foi utilizado para aferir as medidas de PA. A PA de baseline foi considerada a média das
quatro medidas realizadas. Em seguida, o CPT foi aplicado para verificar a reatividade
simpática da PA. O sujeitos imergiram a mão esquerda na água com temperatura mantida
entre 0°C e 1°C durante período de um minuto, imediatamente após foi aferida a medida
de PA. O delta do aumento na PA sistólica (PAS) e na PA diastólica (PAD) em relação
aos valores de baseline foram considerados para análise. A normalidade de distribuição
dos dados foi atestada pelo teste de Shapiro-Wilk. O Teste t para amostras
independentes comparou os deltas de aumento da PA ao CPT entre os grupos HC e NT.
Nível de significância de 5% foi adotado. Foi utilizado o programa SPSS ® versão 20.
RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre a reatividade da PA entre HC e
NT, tanto sistólica (19,1 ± 11,3; 19,22 ± 17,5) p = 0,98, quanto diastólica (6,9 ± 6,8; 4,35 ±
7,1) p = 0,48, respectivamente. CONCLUSÃO: O achado sugere que a reatividade
simpática ao CPT dos sujeitos hipertensos compensados diminui e é semelhante à de
normotensos.
76
RESUMO 55
COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE EMG DO MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO DURANTE
EXECUÇÃO DE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP EM SUPERFÍCIES ESTÁVEIS
E INSTÁVEIS
Autores: Juliana Pereira da Silva1, Muana Hiandra Pereira dos Passos1, André Luiz
Torres Pirauá1, Valéria Mayaly Alves de Oliveira1, Laísla da Silva Paixão Batista1, Ana
1,2
Carolina
Rodarti
Pitangui
,
Rodrigo
Cappato
de
Araújo1,2.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil; 2Universidade de
Pernambuco (UPE), Recife/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: a escápula é responsável pela ligação da cadeia cinética do tronco e da
extremidade superior. Sua correta movimentação e posicionamento mantém uma íntima
relação com os músculos do “core” - do qual faz parte o músculo oblíquo externo (OE) –
contribuindo para a estabilização dinâmica da articulação glenoumeral. A prática do
exercício push-up a fim de fortalecer esses músculos estabilizadores da escápula tem
sido sugerida em protocolos de reabilitação por aumentar a demanda neuromuscular do
músculo serrátil anterior (SA), principalmente quando executado em superfícies instáveis.
Levando em consideração a sobreposição das fibras do SA com as do OE, espera-se que
esses músculos apresentem ativação sincrônica e que a instabilidade na execução do
exercício otimize também a ativação muscular do OE. OBJETIVO: comparar a atividade
EMG do músculo OE durante execução de variações do exercício push-up em superfícies
estáveis e instáveis. MÉTODOS: estudo descritivo de corte transversal, com amostra de
38 voluntários do sexo masculino, fisicamente ativos, com média e desvio padrão
descritos para idade, massa corporal e estatura de 21.92±2.39 anos; 67.50±11.25 Kg e
1.71±0.07 m, respectivamente. Os registros eletromiográficos do músculo foram obtidos
por sinais captados através de eletrodos ativos de superfícies diferenciais. O
processamento dos dados e os valores da amplitude foram obtidos através do cálculo da
integral e, em seguida normalizados pelo valor máximo da amplitude eletromiográfica
obtida no teste de contração voluntária máxima do músculo OE. Cada voluntário realizou
duas variações do exercício push-up: estável (mãos sobre o solo) e instável (mãos sobre
prancha de propriocepção), sendo a ordem de execução definida por sorteio. Foram
estabelecidas três repetições, controladas por metrônomo, para cada uma das condições
experimentais. Para análise estatística foi aplicado um teste t pareado e o pacote
estatístico utilizado nas análises foi o SPSS, versão 10.0. RESULTADO: a realização do
exercício push up na superfície instável proporcionou ao músculo OE uma maior ativação
(p = 0.02) quando comprado ao mesmo exercício na superfície estável, obtendo valores
de média (DP) de 68.55 (54.24) e 58.82 (35.31), respectivamente. CONCLUSÃO: a
superfície instável proporcionou aumento da atividade EMG do músculo OE em
decorrência da maior necessidade de estabilização do tronco.
77
RESUMO 56
APRENDER PARA APLICAR: SAÚDE COLETIVA.
Autores: Kamila Silva Rocha, Marcus Felipe soares bezerra, Jorge de Oliveira Barros,
Lucas Anselmo de Araujo, Altieres Elias de Sousa Junior, Paulo Henrique de Medeiros da
Silva. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/Brasil.
APOIO: UFRN
INTRODUÇÃO: E necessário a introdução do bacharel em Ed. Física na área da saúde,
pois compete a ele coordenar, planejar, programar, supervisionar, dirigir, organizar,
avaliar e executar trabalhos e programas, realizar treinamentos especializados, participar
de equipes multidisciplinares e interdisciplinares, dessa forma, levando a promoção da
atividade física como uma forma de tratamento para os problemas de saúde da
população. OBJETIVO: O objetivo principal desse trabalho esta em analisar como está o
nível de preparação dos profissionais da ED. Física que trabalham na área da saúde
coletiva. O trabalho tem ainda como finalidade contribuir para o processo de reformas
curriculares necessárias a esses cursos sob o ponto de vista de um sistema público e
único de saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem
qualitativa realizado em academias da melhor idade e nos NASF´s (Núcleo de Apoio a
Saúde da Família). Foram entrevistados 5 professores de Educação Física, sendo que
todos aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e
esclarecido. Foi utilizado um questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas,
elaborado pelos pesquisadores. O questionário foi entregue para os professores de
Educação Física pelo pesquisador, que ficou presente no preenchimento do mesmo.
RESULTADOS: No que diz a respeito sobre as Disciplinas que desenvolveram conteúdos
de saúde publica/saúde coletiva A maioria dos professores (80%) tiveram durante a sua
graduação disciplinas que desenvolviam o respectivo conteúdo, sobre o conceito de
higiene 60% dos professores não souberam responder essa questão e os 40% que
responderam, limitaram o conceito de higiene ao cuidado com a limpeza. Com relação
aos cuidados com pacientes que possuem DCNT´s (Doenças Crônicas não
Transmissíveis) 50% das questões a maioria dos professores acertaram, já as questões
relacionadas a transmissão de doenças infecto contagiosas 50% souberam responder.
CONCLUSÃO: Com todas as informações adquiridas com essa fonte de pesquisa, foi
percebido uma quantidade muito pouca de profissionais de educação física presentes nos
NASF’s e em academias da melhor idade na cidade de Natal, sem contar que os mesmo
apesar de poucos apresentaram uma aplicação com nível a baixo do esperado nos
conceitos absorvidos em disciplinas envolvendo higiene do exercício físico, como também
uma deficiência na prescrição de exercícios para grupos especiais (idosos, obesos e
diabéticos).
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RESUMO 57
PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO NUTRICIONAL DE ALUNAS DOS
CURSOS SAÚDE DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, CAMPUS PETROLINA –
PE
Autores: Karine Maria Bento, Izabel Caroline Rodrigues de Macedo, Marianne Louise
Marinho Mendes, Cristhiane Maria Bazílio de Omena e Ana Carolia Rodarti Pintangu. Email: [email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Campus-Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: Universidade de Pernambuco
INTRODUÇÃO: O que se evidencia em diversos estudos feito sobre o estilo de vida dos
profissionais da saúde é que em sua maioria, mesmo antes do ingresso no mercado de
trabalho esses indivíduos não praticam atividades físicas regulares e nem uma
alimentação saudável, o ingresso no meio universitário, o que proporciona novas relações
sociais, mudança do ambiente familiar para as cidades universitárias, por vezes longe de
casa, o que exige autocuidado e responsabilidades domésticas, além de outras
obrigações de um universitário. OBJETIVO: De acordo com o exposto, tem-se como
objetivo verificar o estado nutricional e a frequência de atividade física de estudantes do
sexo feminino dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição da Universidade de
Pernambuco (UPE), Campus-Petrolina. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 174
meninas (60,39 ± 10,93kg; 1,62 ± 0,074m; 22,82 ± 4,09kg/m 2), regularmente matriculadas
em um dos três cursos de saúde da Universidade de Pernambuco- Campus Petrolina-PE,
a saber: Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição. Foi calculado o IMC de acordo com a
tabela referido pela OMS (1997), para o peso e altura utilizou-se balança mecânica com
estadiômetro. Para a mensuração da circunferência da cintura foi empregado fita métrica
inelástica de 1 metro. Quanto à prática de atividade física foi aplicado um questionário que
ao mesmo interrogava em caso afirmativo da prática, quantas vezes era praticada por
semana. Para as análises fez-se uso do programa Excel (2007). RESULTADOS: De
acordo com a prática de atividade física das 174 meninas, 63,21% (110) declararam que
não praticam nenhum tipo de exercício, contra 36,79% (64) que se exercitam. Destas
últimas, 3,13% (2) tem frequência de atividade de 1 vez por semana; 15,63% (10)
praticam 2x por semana; 32,81% (21), 3x por semana; 23,43% (15), 4x por semana e
25% (16) praticam 5x por semana. Quanto ao estado nutricional, diante do observado
referente ao IMC, cerca de 0,57% (1) esta com magreza grau III; 0,57% (1) com magreza
grau II; 6,32% (11) com magreza grau I; 69,54% (121) estão eutróficas; 15,52% (27) com
sobrepeso; 6,33% (11) apresentaram obesidade grau I e 1,15% (2) tinham obesidade
grau II. Por conseguinte de acordo com a medida da circunferência da cintura, onde foi
encontrado uma média de 77,36 cm do total, cerca de 67,24% (117) estão normal,
17,24% (30) com circunferência elevada e 15,52% (27) muito elevado. CONCLUSÃO:
Conclui-se que ambas as participantes tem um percentual muito baixo do recomendado
de prática de atividade física, apenas 36,79% diz praticar algum exercício semanal,
enquanto 63,21% não exercem nenhuma atividade. Podendo ser observado também que
é bastante reduzida a frequência do exercício por aquelas que praticam. Contudo, apesar
de muitas não terem uma vida de exercícios ativa, foi demonstrado que a maioria
(69,54%) estão enquadradas em um estado nutricional de eutrofia. Vale ressaltar que, há
a necessidade de praticar determinados exercícios motores para manter uma vida
saudável e subsequentemente evitar as comorbidades atuais, tais como obesidade e as
doenças crônicas não transmissíveis.
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RESUMO 58
EFEITOS PSICOFISIOLÓGICOS DA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA EM
AMBIENTES ARBORIZADO E URBANO
Autores: Loumaíra Carvalho da Cruz, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Sheila
Cristiane Evangelista Creôncio, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila
Ferreira
da
Silva
Calisto,
Sérgio
Rodrigues
Moreira.
E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil. Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física).
Apoio: MEC/PET/CAPES
INTRODUÇÃO: Investigações a respeito das respostas psicofisiológicas do ato de
visualizar a natureza, em laboratório ou no próprio ambiente arborizado, tem sido
realizadas. Além disso, um interesse recorrente por parte da comunidade científica se
relaciona aos efeitos da prática da atividade física nesses diferentes ambientes.
OBJETIVO: Apresentar os efeitos psicofisiológicos da visualização e da prática da
atividade física em ambientes arborizados e urbanos. MÉTODOS: Pesquisa do tipo
indireta bibliográfica com a busca de estudos que evidenciem as diferenças dos efeitos
psicofisiológicos de visualizar e de praticar atividade física em ambientes arborizados e
ambientes urbanos. As bases de dados utilizadas foram: Pubmed, Lilacs, Medline e
Scielo. Os descritores adotados foram: heart rate variability, environment, walking.
RESULTADOS: As evidências relatam que a prática da atividade física em ambientes
arborizados, em comparação com ambientes urbanos, e a inalação do óleo do cedrol das
árvores reduzem a atividade nervosa simpática, pressão arterial e frequência cardíaca,
aumenta a atividade nervosa parassimpática, regula o balanço simpato-vagal e tem efeito
relaxante. Porém, apenas a atividade física nesses ambientes arborizados proporciona
diminuição dos níveis de noradrenalina urinária, níveis de cortisol salivar e sanguíneo,
além de contribuir com o aumento das concentrações de adiponectina. Outros estudos
mostram que o ato de visualizar ambientes naturais arborizados (in loco ou em
laboratório), sem influência do som ou o aroma do ambiente e sem a prática do exercício
ou algum outro componente que induza o estresse, contribui para mudanças no controle
autonômico através do aumento da modulação vagal. Além ainda, de contribuir na
melhora da percepção geral da saúde, aumento do vigor, disposição, concentração,
atenção, auto-estima e humor, e também proporciona diminuição da ansiedade, angústia,
depressão, raiva e fadiga. CONCLUSÃO: Em acordo à literatura, a prática da atividade
física em ambientes arborizados, em comparação com ambientes urbanos, pode
apresentar melhores resultados autonômicos e cardiovasculares. Ainda, alguns estudos
demonstram que apenas o fato de visualizar e/ou estar presente em ambiente arborizado,
sem fazer exercício físico, já proporciona benefícios psicofisiológicos na percepção geral
de saúde e variáveis relacioandas.
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RESUMO 59
RELAÇÃO DO TEMPO GASTO NA INTERNET EM COMPARAÇÃO AO TEMPO
GASTO EM ATIVIDADES FÍSICAS NOS ALUNOS DE ED. FISÍCA - UFRN.
Autores: Lucas Anselmo de Araújo, Fabyana Soares de Oliveira, Alana Débora de Souza
Batista,
Marcus
Felipe
soares
bezerra,
Kamila
Silva
Rocha.
E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN – Natal-RN/Brasil
Apoio: UFRN
INTRODUÇÃO: Com o aparecimento da internet os jovens vêm passando mais tempo no
computador acarretando á uma série de fatores e um deles é a inatividade física que
prejudica sua saúde, já a atividade física promove um melhoramento na saúde e
qualidade de vida do individuo, prevenindo-lhe de doenças. O ACSM recomenda a prática
de atividade física por trinta minutos diários, mantendo a frequência e duração da
atividade, para que os indivíduos não se tornem sedentários. Com a internet se tem o
acomodamento das pessoas devido á facilidade de se encontrar e de se fazer de tudo na
internet, sendo assim, os jovens vem utilizando seu tempo livre mais para usufruir delas
do que fazendo exercícios? OBJETIVO: É verificar se o uso contínuo da internet vem
favorecendo a inatividade física dos alunos do curso de educação física da UFRN.
METODOLOGIA: Para o estudo foram utilizados 20 voluntários (graduandos do curso de
Educação Física da UFRN da turma de 2012.1, a qual é constituída por 40 alunos ativos,
segundo listagem no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas – SIGAA),
sendo escolhidos de forma aleatória por meio de visitação às salas de aula. O instrumento
utilizado nessa pesquisa foi o Questionário Internacional de Avaliação do Nível de
Atividade Físico – IPAQ, em sua versão curta, e outro questionário pessoal sobre o uso
da internet, Os dados foram tabulados e submetidos à análise estatística por meio do
software IBM SPSS STATISTIC 20, observando os resultados absolutos tanto do nível de
atividade física (extremamente ativo, ativo, moderadamente ativo e sedentário) como do
uso da internet pelos indivíduos. RESULTADOS: A partir da análise dos dados foi
descoberto que 90% dos avaliados foram classificados como ativos segundo os
resultados obtidos do questionário, ou seja, tem um bom nível de atividade física e só
10% apresentaram ser sedentário, onde eles fazem em média 4,5 dias de exercícios
distribuídos em 172,5 minutos semanais de atividade. Enquanto ao resultado obtido em
relação ao tempo gasto na internet, (80%) dos avaliados passam a semana toda
conectada, ou seja, não fica um dia sem entrar na internet, e costumam passar (+/-)5
horas diárias no mesmo, onde 20% perde o sono por ficar até tarde no computador, e que
65% não deixam de praticar exercícios para ficar mais tempo na internet. CONCLUSÃO:
Enfim, foi constatado que os avaliados passam mais tempo na frente do computador do
que praticando exercícios, cerca de (+/-)300 minutos diários na internet, mas que foi
provado que eles também têm um bom nível de atividade física, mostrando que as altas
horas em frente a um computador não afetam o nível de atividade física dos avaliados (de
todo jeito não é recomendado passar muitas horas no computador, pois pode ocasionar
outros fatores e com isso prejudicar o seu nível de atividade física).
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RESUMO 60
A PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA INFLUENCIA NEGATIVAMENTE A PRECISÃO
DE TIRO DO BATALHÃO DE CHOQUE DA POLICIA MILITAR
Autores: Luiz Inácio do Nascimento Neto, Daniel Gomes da Silva Machado, Pedro
Moraes Dutra Agrícola, Luiz Fernando Farias Junior, Thiago de Brito Farias, Hassan
Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected]
Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio / financiamento: FAPERN, CNPQ e UFRN.
INTRODUÇÃO: A polícia militar é uma instituição responsável pelo policiamento
ostensivo, manutenção da ordem pública e combate a violações de toda espécie. No
cumprimento de seu dever de acordo com a necessidade o uso de arma de fogo é
permitido. Entretanto, os policiais nem sempre recebem o treinamento específico e não
específico adequado, o que geralmente conduz a erros, muitas vezes irreparáveis. Nesse
sentido, o treinamento físico, aeróbio especificamente, destaca-se pelos seus efeitos
positivos de redução dos valores de frequência cardíaca de repouso (FCr) e de pressão
arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), uma vez que tais variáveis podem exercer um
efeito negativo sobre a precisão de tiro (PT). Ademais, virtualmente em todas as situações
que necessitam emprego de arma de fogo as exigências psicofisiológicas são altas.
Nesse sentido, conhecer as variáveis que influenciam a PT torna-se imperativo, uma vez
que, conhecendo-as é possível intervir de modo minimizar situações com mau uso de
arma de fogo e também reduzir danos e lesões indesejadas e, consequentemente,
promover maiores chances de preservação da vida humana. OBJETIVO: Verificar a
correlação entre as variáveis cardiovasculares e a precisão de tiro em policiais militares
do Batalhão de Policiamento de Choque/RN. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 15
militares homens (34,1 ± 5,4 anos; 81,4 ± 8,8 kg; 1,71 ± 0,06 m; 27,7 ± 2,3 kg/m²; 44,9 ±
4,0 ml.kg-1.min-1). Na primeira sessão avaliou-se a pressão arterial sistólica (PAS) e
diastólica (PAD) e frequência cardíaca de repouso (FCr) com um monitor de pressão
arterial digital Omron® (742 INT). Na segunda sessão foi avaliada a precisão de tiro (PT)
através da pontuação obtida no somatório de cinco tentativas de tiro em alvo pontuado de
1 a 10 pontos. Os tiros foram realizados utilizando uma pistola de pressão Beeman ®
(2004 calibre 4,5 mm, 0,770 kg). Utilizou-se o teste de correlação de Pearson para
verificação de correlação entre a PAS, PAD e FCr e a PT, adotando-se de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve correlação negativa moderada entre a PT e a PAS (r = - 0,54; p <
0,04). Contudo, não houve correlação entre a PAD nem a FCr e a PT (r = - 0,40 e r = 0,32; p > 0,05, respectivamente). CONCLUSÃO: Conclui-se que há uma correlação
negativa entre a PAS e a PT. Entretanto, não foram verificadas correlação entre a PAD
nem a FCr e a PT. Portanto, a redução da PAS pode promover uma melhora na precisão
do tiro, uma vez que essa parece influenciar negativamente a PT.
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RESUMO 61
ANÁLISE ECOCARDIOGRÁFICA EM JOGADORES DE FUTEBOL MASCULINO
Autores: Luvanor Santana Silva¹, Delton Manoel dos Santos Silva¹, Matheus Barbosa de
Oliveira Passos¹, André Sansionio Morais², Audes Diógenes de Magalhães Feitosa², Iberê
Caldas Souza Leão¹, Marcelus Brito de Almeida¹, Silvia Regina Silveira Neves³, Ary
Gomes
Filho¹,
Wagner
Luiz
do
Prado4.
E-mail:
[email protected]
Instituições: ¹Universidade Federal de Pernambuco/CAV, Vitória de Santo Antão, PE,
Brasil, ²Hospital Dom Helder Câmara-IMIP, Cabo de Santo Agostinho, PE, BRASIL,
³Universidade Federal de Pernambuco/CCB, Recife-PE, Brasil, 4Universidade de
Pernambuco/Recife-PE, Brasil.
Apoio: IMIP.
INTRODUÇÃO: O exercício físico de alta intensidade mantido por longos períodos de
tempo induz adaptações na estrutura cardíaca. Entretanto, poucos são os trabalhos sobre
as alterações na estrutura e função cardíaca em atletas masculinos praticantes de futebol
no Brasil, principalmente na região norte-nordeste. OBJETIVO: verificar a estrutura
morfológica e funcional do coração de jogadores de futebol profissional de uma equipe do
estado de Pernambuco através da ecocardiografia. METODOLOGIA: O presente estudo
recebeu a aprovação do Comitê de Ética de Humanos. Para este estudo foram avaliados
20 atletas de futebol profissional da primeira divisão do Estado de Pernambuco (A) e 12
não atletas (NA) como grupo controle, com idade de 24 ± 2 anos. Estes voluntários foram
submetidos a exames de eletrocardiografia e ecocardiografia. RESULTADOS: Não foram
observadas diferenças entre os valores médios de idade, massa corporal, altura e
superfície corporal. Em relação a estrutura das câmaras esquerdas foram observadas
diferenças de diâmetro do átrio (NA: 3.3 ± 0.07 cm vs A: 3.6 ± 0.06 cm; p<0,0008), na
massa ventricular (NA: 186 ± 8 g vs A: 237.2 ± 1 g; p<0,0003), índice de massa do
ventrículo (NA: 99.9 ± 4.5 g/m2 vs A: 121.7 ± 4.5 g/m2; p<0,001), diâmetro sistólico (NA:
3.2 ± 0.10 cm vs A: 3.6 ± 0.07 cm; p<0,01), diâmetro diastólico (NA: 5.1 ± 0.1cm vs A 5.4
± 0.1cm p<0,01), septo interventricular (NA: 0.78 ± 0.01 cm vs A: 0.87 ± 0.02 cm; p<0,01),
parede posterior (NA: 0.79 ± 0.02 cm vs A: 0.85 ± 0.02 cm; p<0,05). Em relação a função
cardíaca: frequência cardíaca (NA: 74 ± 4 bpm vs A: 58 ± 2 bpm; p<0,001), volume
sistólico (NA: 40.40 ± 3.4 ml vs A 53.74 ± 2.5 ml; p<0,01); volume diastólico (NA: 123 ± 6
ml vs A: 146 ± 5; p<0,01), fração de ejeção (NA: 67.5 ± 1.5%; vs A: 63.0 ± 1.2%; p<0,05).
Não foram encontradas diferenças significativas no diâmetro da aorta e fração de
encurtamento. CONCLUSÃO: Os dados preliminares demonstram que o treinamento
para o futebol produz adaptações no coração, que indicam o remodelamento cardíaco nos
atletas, com predomínio de hipertrofia ventricular de padrão excêntrico. Apesar de dentro
da faixa considerada como padrão normal, os dados sugerem haver diminuição na fração
de ejeção ventricular esquerda no grupo atleta.
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RESUMO 62
INTEGRALIDADE E SAÚDE DO IDOSO: ATIVIDADE FÍSICA EM CARÁTER
INTERDISCIPLINAR
Autores: Marcelo de Maio Nascimento1, Julia Maria Souza Rocha1, Jéssica da Silva e
Souza Cornelio1. Ruthe Késia Rodrigues de Lima1, Emília Cristina Ferreira de Carvalho2,
Rebeca Guimarães Reis Veras2, Liberalina Santos de Souza Godim 2, Dalmo Cardoso
Barreto2, Natalia de Lima Andrade4. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Colegiado de Educação Física, UNIVASF-Petrolina, 2Colegiado de
Psicologia, UNIVASF-Petrolina, 3Colegiado de Medicina, UNIVASF-Petrolina.
Apoio: PROEXT/2013.
INTRODUÇÃO: O “Programa Integrar: Ampliando os repertórios de práticas integrais de
cuidado na Educação e Promoção da Saúde” consiste em um Projeto de Extensão
promovido pelo Edital PROEXT/2013 da Universidade Federal do Vale do São Francisco
– UNIVASF. Esse programa busca consolidar a cultura sistêmica a partir da formação e
do cuidado humano. As ações deste trabalho fazem parte de um dos cinco eixos de
estudo, pesquisa e extensão deste programa, intitulado como “Saúde e Qualidade de Vida
do Idoso: A atividade física como promoção do bem-estar na terceira idade”. OBJETIVO:
Comparar a qualidade de vida entre idosos praticantes do método Pilates e idosos
sedentários. MÉTODOS: A amostra foi composta por 36 indivíduos do sexo feminino, com
media de idade de 62,53 anos, divididos em dois grupos: GP1 (n=18) participantes de um
programa de atividade física fundamentado no método Pilates com participação mínima
de doze meses e GP2 (n=18) grupo controle, idosos sedentários candidatos ao Projeto
Integrar. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário SF-36. A análise dos
dados foi realizada por meio da estatística descritiva e do Teste U de Mann-Whitney, com
um nível de significância de 5%; com auxílio do programa estatístico SPSS para
Windows® versão 17.0. RESULTADOS: Na comparação entre os grupos, foram
observadas diferenças significativas em cinco dos oito domínios do SF-36: Capacidade
Funcional (p<0,001), Limitação por Aspectos Funcionais (p=0,025), Aspectos Sociais
(p=0,005), Limitação por Aspectos Emocionais (p=0,019) e Saúde Mental (p=0,016).
CONCLUSÃO: Os idosos praticantes da atividade física regular e orientada – método
Pilates – apresentam melhores níveis de qualidade de vida quando comparados com
idosos sedentários. De tal forma, os resultados dessa avaliação fundamentam uma
metodologia de trabalho em caráter interdisciplinar, a qual associa o método Pilates às
práticas integrativas de saúde específicas para idosos independentes.
84
RESUMO 63
A ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE ATLETISMO NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DA
CIDADE DE PETROLINA E REGIÃO.
Autores: Marciano Pereira Barros, Natanael Pereira Barros, Denise Carvalho. E-mail:
[email protected]
Instituição: Associação Petrolinense de Atletismo, Petrolina/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: O relato de experiência mostra ações desenvolvidas no Parque Municipal
Josefa Coelho, na cidade de Petrolina voltada à prática do atletismo, para alunos
deficientes e não deficientes da região que participam das atividades da associação
petrolinense de atletismo. OBJETIVO: Oportunizar aos alunos um espaço para prática do
atletismo e prepará-los também, para competições de alto nível incentivando suas
potencialidades e fornecendo, dessa forma, o acesso á prática do esporte com qualidade.
MÉTODO: Há onze anos a associação petrolinense de atletismo deu início ao trabalho na
cidade de Petrolina com inúmeros atletas participando de competições locais, regionais,
nacionais chegando com condições reais às competições de nível internacional. Foi a
partir desse momento que surgiu a necessita de ampliar o trabalho atingindo assim alunos
de outras regiões. RESULTADOS: Atualmente o projeto abrange cerca de 50 alunos
entre atletas com deficiência e sem deficiência conseguindo atingir um alto nível de
competitividade e grandes resultados nas competições no território nacional e
internacional. CONCLUSÃO: conclui-se que o trabalho desenvolvido propõe não só à
inicialização da prática esportiva do atletismo na região, mas também, a formação de
atletas de alto nível.
85
RESUMO 64
RELAÇÃO ENTRE O PESO DO MATERIAL ESCOLAR E O PESO DE ALUNOS DE
UMA ESCOLA MUNICIPAL DE PETROLINA-PE
Autores: Marcio Milton de Souza, Cleber Luiz de Sá e Silva Junior, Mikael Italo de
Caldas, Cleiton Santos Sá, Hanna Marques Leite Lopes dos Santos, Denise de Melo
Marins, Gabriel Lucas Leite da Silva Santos, Rodrigo Gustavo da Silva Carvalho, Lara
Elena Gomes. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: MEC/PET/CAPES.
INTRODUÇÃO: O excesso de peso do material escolar pode provocar dores nas costas,
assim como pode desencadear alterações posturais, sendo que a infância compreende o
período mais suscetível para o desenvolvimento desses desvios posturais. OBJETIVO:
Verificar o peso do material escolar (ou da mochila) em relação ao peso corporal do
aluno. METODOLOGIA: A amostra foi composta por 20 estudantes (doze meninas e oito
meninos, entre 9 e 12 anos de idade) provenientes de duas turmas do 5ª ano de uma
escola municipal de Petrolina-PE. A coleta de dados foi realizada mediante a assinatura
prévia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Cada criança e o seu material
escolar foram pesados em um único dia. Após, os resultados foram tabulados e foi
calculado o peso do material escolar em relação ao peso corporal de cada indivíduo no
Excel por meio de uma regra de três simples. Com posse desses dados, média, desviopadrão e valores máximo e mínimo foram determinados para a variável de interesse.
RESULTADOS: O peso do material escolar foi 9,89±3,44% do peso corporal dos
estudantes, sendo o menor e o maior valores iguais a 4,37% e 20,94% respectivamente.
Ainda, metade dos alunos apresentou valores maiores que 10% que representa a carga
máxima tolerável. CONCLUSÃO: Em média, o peso do material escolar está adequado
por ser inferior a 10%, porém – como foi observado que a metade dos estudantes está
carregando valores superiores ao limite – é necessário orientar os alunos e pais para
diminuir o peso do material escolar, evitando possíveis problemas posturais no futuro.
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RESUMO 65
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO AERÓBIO, RESISTIDO E COMBINADO SOBRE A
PRESSÃO ARTERIAL: ESTUDO PILOTO.
Autores: Marcos Vinícius de Freitas, Paulo Henrique Medeiros da Silva, Altieres Elias de
Sousa Júnior, Hassan Mohamed Elsangedy, Cheng Hsin Nery Chao, Eduardo Caldas
Costa. E-mail: [email protected]
Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: Departamento de Educação Física da UFRN.
INTRODUÇÃO: A hipotensão pós-exercício (HPE) é um fenômeno clínico importante para
a prevenção primária e secundária da hipertensão arterial. Entretanto, não está claro qual
modelo de exercício potencializa a HPE. OBJETIVO: Analisar e comparar o efeito do
exercício aeróbio, resistido e combinado (aeróbio e resistido) sobre a pressão arterial (PA)
em sujeitos normotensos. MÉTODOS: Participaram do estudo sete homens normotensos
e fisicamente ativos (21,2 ± 2,3 anos; 21,8 ± 2,1 kg/m²). Através de ensaio clínico
randomizado com delineamento cruzado, os indivíduos foram submetidos a três sessões
de exercício: i) aeróbio; ii) resistido; iii) combinado. O modelo das sessões foi baseado
nas recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte para promoção da
saúde. A PA foi mensurada antes e 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos após cada sessão. A
ANOVA two-way (sessões x tempo) foi utilizada para análise comparativa entre as
sessões. Um p-valor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS:
A análise revelou que houve apenas efeito do tempo sobre a PA sistólica (p = 0,02),
porém não houve interação tempo-sessões (p = 0,73) nem diferença entre os grupos (p =
0,79). Em relação ao repouso, a PA sistólica foi menor apenas no minuto 60 após a
sessão de exercício aeróbio (106 ± 9 vs. 121 ± 10 mmHg; p < 0,05). Não houve diferença
após o exercício resistido e combinado. Em relação à PA diastólica houve efeito do tempo
(p < 0,01), porém também não houve interação tempo-sessões (p = 0,20) nem diferença
entre os grupos (p = 0,06). Após o exercício resistido houve redução da PA diastólica em
relação ao repouso (62 ± 8 mmHg) nos minutos 10 (54 ± 8 mmHg), 20 (51 ± 7 mmHg), 30
(52 ± 5 mmHg) e 40 (54 ± 9 mmHg) (p < 0,05). Na sessão combinada a redução da PA
diastólica foi observada apenas no minuto 20 (51 ± 9 vs. 61 ± 8 mmHg; p < 0,05). Não
houve qualquer alteração da PA diastólica após o exercício aeróbio.. CONCLUSÃO:
Houve discreta redução da PA sistólica somente após o exercício aeróbio. Em relação à
PA diastólica foram observados valores inferiores ao repouso somente após o exercício
resistido.
87
RESUMO 66
COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL PÓS-EXERCÍCIO DURANTE 12
SEMANAS DE TREINAMENTO AERÓBIO E SUPLEMENTAÇÃO DE VINHO TINTO
Autores: Marcos VO Carneiro1,2, Helen GF Costa2, Joselito SMM Junior1, Danielle N
Moreira1, Daniela M Nunes1, Giuliano E Pereira3, Melissa N Dellacqua1,2, Ferdinando O
Carvalho1,2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF;
3
EMBRAPA/Semi-árido, Petrolina-PE.
Apoio: EMBRAPA; CNPQ – UNIVASF; Duccos Vinícola.
INTRODUÇÃO: O exercício físico (EF) pode ser considerado uma estratégia não
farmacológica no tratamento e na prevenção da hipertensão. Todavia, a literatura não
evidencia ainda desses benefícios quando associado a suplementação do vinho tinto
(VT). OBJETIVO: Observar o comportamento da pressão arterial pós-exercício durante
12 semanas de treinamento aeróbio e suplementação de vinho tinto. MÉTODOS:
Participaram do projeto 24 indivíduos do sexo masculino (25,62±5,21 anos; 77,7±14,6 Kg;
1,76±0,05 m; 24,9±4,5 Kg/m²), sedentários e normotensos. Os voluntários foram divididos
em dois grupos: Grupo que fez a ingestão de VT e exercício (GVE; n=13) e o Grupo que
só fez exercício (GE; n=11). Para aferição da PA foi usado um aparelho digital
GERATERM®, sendo aferida a PA de repouso, assim como a PA de 5, 10 e 15 minutos
pós-exercício. Todos os participantes treinaram três vezes por semana (30 min/dia) a 75%
da velocidade máxima, e aqueles do GVE, além do treino, suplementaram todos os dias
(250 ml/dia) durante as doze semanas. Foram feitas reavaliações para todos os
participantes para reajuste de carga após seis e doze semanas. Foi utilizado VT do tipo
seco fino da marca Château Duccos, da uva Petit Verdot da safra de 2010, com volume
alcoólico de 13%, que foi mantido em uma temperatura constante de 16 ºC. O teste de
Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade
dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra.
ANOVA two-way, seguida do teste post hoc de Scheffé foi utilizada para as comparações
entre os valores da PA de cada dia de treino e entre a PA de repouso dos diferentes dias.
A significância estatística adotada foi de p≤0,05. Os dados foram processados no pacote
estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para
Windows. RESULTADOS: Observa-se, desde o dia de treino 1, os benefícios
cardioprotetores do VT associado ao exercício, no qual a pressão arterial sistólica (PAS)
dos participantes nos minutos 10 e 15 pós-exercício do GVE reduziu significativamente
em relação a PAS de repouso. Tal benefício pode ser observado em 71,4% dos treinos
apontados para o GVE. O GE também apontou, em 42,8% dos treinos apontados, uma
redução significativa da PAS no minuto 15 pós-exercício em relação à PAS de repouso.
Não houve redução significativa na PAD de repouso no pós-exercício. Em comparação da
PAS de repouso dos diferentes dias de treino, houve redução significativa em 83,3% dos
treinos apresentados em comparação com o dia 1 para o GVE. Não foi encontrada essa
diferença para o GE. CONCLUSÃO: A PAS de homens foi reduzida significativamente
pós-exercício para o GVE, além disso, a PAS de repouso foi reduzida significativamente
com as 12 semanas de exercício aeróbio e ingestão de vinho tinto do Vale do São
Francisco, podendo ser esse um novo método a ser utilizado para a redução e/ou controle
da PAS de homens jovens. No entanto recomenda-se que novas pesquisas sejam feitas
com uma população de pessoas hipertensas, sobretudo em idosos.
88
RESUMO 67
ANÁLISE DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM GRADUANDOS DO CURSO DE
EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN
Autores: Marcus Felipe Soares Bezerra, Kamila Silva Rocha, Jorge de Oliveira Barros,
Lucas Anselmo de Araujo, Fabyana Soares de Oliveira, Altieres Elias de Sousa Junior,
Paulo
Henrique
de
Medeiros
da
Silva.
E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/Brasil.
Apoio: UFRN.
INTRODUÇÃO: A atividade física contribui de forma satisfatória para o dispêndio
energético. Existem vários motivos ou causas que fazem um individuo não optar por
realizar uma atividade física, dentre elas o ingresso na Universidade e a adaptação á
nova vida acadêmica, com novas responsabilidades, fazendo haver significativa redução
da atividade física em universitários (Bray SR and Born HÁ, 2004). OBJETIVO: Analisar o
nível de atividade física dos graduandos (calouros e veteranos) do curso de Educação
Física da UFRN e identificar qual categoria possui melhor nível de atividade física.
METODOLOGIA: O estudo contou com a participação de 36 voluntários (graduandos do
curso de Educação Física da UFRN, a qual é constituída por 467 alunos ativos, segundo
listagem no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas – SIGAA), sendo
escolhidos de forma aleatória por meio de visitação às salas de aula que correspondem
ao primeiro período do curso de educação física (ingressantes do período de 2012.2) e
aos períodos compreendidos entre 2010.2 à 2011.1, quando foi aplicado o instrumento de
coleta de dados. O instrumento utilizado nessa pesquisa foi o Questionário Internacional
de Avalição do Nível de Atividade Físico – IPAQ, em sua versão curta. Os dados foram
tabulados e submetidos à análise estatística por meio do software IBM SPSS STATISTIC
20 sendo observados seus valores absolutos, valores relativos, médias e desvio padrão,
para classificação dos indivíduos de acordo com seu tempo de atividade física totais em
ativos, irregularmente ativos e “sedentários”. RESULTADOS: Foi observado Através da
análise dos questionários que a maioria dos universitários (75%) apresentou bom nível de
atividade física sendo classificados como ativos de acordo com a quantidade de minutos
de atividade física durante a semana. Dos indivíduos questionados, somente um indivíduo
apresentou-se sedentário. Quando observado o nível de atividade física em relação à
data de ingresso na faculdade foi percebido que os calouros apresentam maior número de
indivíduos ativos e nenhum indivíduo sedentário, enquanto que os veteranos
apresentaram menor quantidade de indivíduos ativos e apresentaram um indivíduo
sedentário. Através da análise dos domínios do questionário IPAQ, foi possível observar
que os calouros exibem maior quantidade de dias de exercícios físicos (DEF) por
realizando em média 4,78 dias de atividade, distribuindo isso em 116,67 minutos
semanais de atividade. Estes também realizam mais dias de atividade física como meio
de transporte (DAFMT), distribuindo-os por 49 minutos de atividades semanais. Os
veteranos, apesar de apresentarem menos dias de exercícios físicos (DEF), 4 dias,
dedicam mais tempo em minutos de atividade (em média 131,94), demonstrando maior
aproveitamento do tempo em exercícios físicos. CONCLUSÃO: Pela análise dos
resultados conclui-se que o curso de educação física apresenta grande maioria dos seus
estudantes mantendo níveis normais de atividade física. E que, de maneira geral, os
veteranos dedicam menor quantidade de dias às atividades de exercícios físicos,
atividades caseira, atividades no trabalho e atividade físicas como meio de transporte que
os calouros.
89
RESUMO 68
PRÁTICAS CORPORAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA QUALIDADE DE VIDA DO
PROFISSIONAL ATUANTE NO CRI1/CRA2 DO RN3: CUIDANDO DO CUIDADOR.
Autores: Maria Clara Siqueira de Almeida, Isabel Batista Freire, Danielly Daiany da Silva,
Mércia Vitoriano da Costa, Maria Aparecida Dias. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
INTRODUÇÃO: O profissional que atende um deficiente tem impreterivelmente um
envolvimento, implicando fatores de ordem pessoal que ultrapassam o conhecimento
específico da sua atuação profissional. Cuidar do outro é um encontro com a vida e suas
diferenças. Ser cuidador não é fazer pelo outro, é fazer com o outro, é interpretar. Como é
possível interpretar se estamos cansados, intranquilos, doentes, envoltos em um cotidiano
que não nos comove mais, onde não há possibilidade de falar de nós mesmos? Este é
sem dúvida o cotidiano de muitos que trabalham na reabilitação. Dialogar sobre a
deficiência logo remete àquele que é acometido pela mesma e em que podemos
contribuir para sua reabilitação. É relevante, mas deixamos em um patamar menor o
profissional que lida com esta demanda diariamente em sua prática. Acreditamos que
cuidar deste cuidador é importante e necessário para haver um melhor desempenho da
prática profissional destes cuidadores. OBJETIVO E METODOLOGIA: O presente
trabalho tem como objetivo compreender a atuação profissional dos trabalhadores do
Centro de Reabilitação Infantil e Adulta que lidam diariamente com crianças e adultos com
deficiência; Cuidar dos cuidadores, tirando-lhes o peso semanal de trabalhos, através de
descontrações, relaxamentos e brincadeiras, fazendo-os relembrar e/ou aprenderem
novos significados que corpo e a saúde possuem. Identificar e mostrar a importância das
práticas corporais para consequentes melhorias no trabalho, diminuindo o estresse,
tensão e até mesmo melhorando a capacidade física e psíquica. Realizamos oficinas
corporais e práticas de expressão e consciência corporal, jogos cooperativos, danças,
reflexões, relaxamentos, configurada por encontros quinzenais em sextas-feiras pela
manhã que tinham como duração uma hora. As práticas aconteceram num auditório no
próprio Centro de Reabilitação. RESULTADOS: Os resultados adquiridos no projeto em
questão são de ter havido a diminuição do estresse, tensão, melhoria da autoestima, da
aptidão respiratória (devido à prática de exercício físico) e consequentemente, melhorias
no desempenho desses cuidadores em sua prática profissional. Os cuidadores afirmam
ser um momento de descontração, momento de fugir da rotina que estão acostumados.
CONCLUSÃO: Sabe-se o quão cansativa e exaltante pode se tornar o dia-a-dia. Quando
se lida com a reabilitação infantil e adulta esse grau duplica, havendo tensão muscular, a
perda da atenção e do cuidado com o corpo, por exemplo. Conclui-se, portanto, que
práticas corporais são importantíssimas para uma melhor atividade profissional. Estas,
exemplificando, diminuem estresse, aumenta a autoestima e estimula a percepção
corporal, contribuindo assim com uma vida profissional mais proveitosa.
90
RESUMO 69
ASPECTOS METODOLÓGICOS DAS DISSERTAÇÕES DO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UPE/UFPB
Autores: Maria Laura Siqueira de Souza Andrade, Luanna Alexandra Cheng, Carla
Menêses
Hardman,
Mauro
Virgilio
Gomes
de
Barros.
E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil.
Apoio: Capes, Facepe, CNPq.
INTRODUÇÃO: Evidências do que vem sendo produzido em dissertações e teses de
programas de pós-graduação são importantes para difusão do conhecimento científico,
tendo em vista que muitos destes estudos não são publicados na literatura. OBJETIVO:
Descrever os aspectos metodológicos das dissertações do primeiro triênio (2010-2012) do
Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade de
Pernambuco e da Universidade Federal da Paraíba (PAPGEF UPE/UFPB).
METODOLOGIA: Trata-se de uma análise documental, realizada mediante o
levantamento das dissertações defendidas no primeiro triênio (2010 a 2012) do PAPGEF
UPE/UFPB. A coleta de dados foi realizada no período de maio a junho de 2012, através
da busca manual e eletrônica das dissertações na biblioteca da sede do programa e
contato por e-mail com os autores e orientadores. Foram incluídas neste estudo todas as
dissertações do PAPGEF defendidas até julho de 2012. Foram excluídas as dissertações
com defesa prevista após esse período e aquelas que não foram entregues na versão
final. Todas as etapas do processo de seleção, avaliação e análise das dissertações
foram de modo independente, sendo desempenhadas por pares. Os dados foram
analisados mediante distribuição de frequências (absoluta e relativa). RESULTADOS:
Identificou-se que do total de discentes matriculados no primeiro triênio (40), 34
entregaram a versão final da dissertação. Em relação às abordagens e os tipos dos
estudos, observou-se que 61,7% das dissertações tinham abordagem quantitativa, sendo
a maioria dos estudos do tipo experimental (32,3%) e descritivo (23,5%). A maioria das
dissertações foi realizada com adultos, e foi verificada a carência de estudos (n=8) com
crianças e adolescentes. Em relação aos instrumentos de medida, os questionários
(38,2%) e as entrevistas semi-estruturadas (29,4%) foram os mais utilizados.
CONCLUSÃO: Conclui-se que havia uma maior proporção de dissertações de abordagem
quantitativa e tipo de estudo experimental, sendo os questionários e as entrevistas semiestruturadas os instrumentos de medidas mais utilizados. Diante disso, o PAPGEF
UPE/UFPB tem acompanhado a produção científica atual, consolidando-se como um
importante difusor do conhecimento através das dissertações desenvolvidas.
91
RESUMO 70
FISIOLOGIA HUMANA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA: A
PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DA UNEB – CAMPUS IV
Autores: Maria Natália de Oliveira Tôrres1, Laura Emmanuela Lima Costa2, Ricardo
Franklin de Freitas Mussi3. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil;
2
Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil; 3Universidade do
Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil.
OBJETIVO: Compreender e descrever as percepções dos acadêmicos da Universidade
do Estado da Bahia (UNEB), Campus IV de Jacobina, sobre a relevância da disciplina de
Fisiologia Humana, tanto para a sua formação profissional, quanto parar a sua vida
cotidiana e suas relações com outros e consigo próprio. MÉTODOS: O estudo é de
caráter qualitativo e de cunho exploratório e descritivo. Os sujeitos da pesquisa foram
vinte alunos do Curso de Licenciatura em Educação Física da UNEB, Campus IV, que já
haviam cursado o componente curricular de Fisiologia Humana e a Prática da Educação
Física. Utilizamos como instrumento de pesquisa a aplicação de questionários com
questões abertas e fechadas, a coleta de dados se deu em novembro de 2012, e foi após
analise estabelecido categorias e equivalências dos pareceres e percepções sobre o
objeto deste estudo: A Fisiologia Humana. O método utilizado para analise foram as
Técnicas de Análise de Conteúdo de Bardin (2007). RESULTADOS: Das análises dos
questionários emergiram cinco categorias, a saber: A prática do esporte; A saúde dentro
da Educação Física; Ser professor de Educação Física; A relevância do componente
curricular de Fisiologia Humana e A utilização do conteúdo da Fisiologia humana. Com a
categoria: A prática do esporte, percebemos que cerca de 40%, foram levados a fazer o
curso de Licenciatura em Educação Física, por ser praticante ou apreciar a prática de
esportes. A saúde dentro da Educação Física, 25%, apresentou um interesse pela área
da Educação Física devido a sua participação na área de saúde, pois gostariam de seguir
alguma área ligada diretamente à saúde, como: enfermagem, fisioterapia, medicina,
resolvendo adiar os seus sonhos e seguirem uma área que se aproxima do seu desejo.
Na categoria: Ser professor de Educação Física, a situação do curso como uma
licenciatura, mostrou que 40% dos sujeitos da pesquisa querem atuar nas salas de aula, e
foi o que levou os alunos que optaram por este curso, buscando ser capazes de
identificar, o saber próprio, enquanto professores de Educação Física escolar. Na
categoria: A relevância do componente curricular de Fisiologia Humana. Nesta categoria
os discentes apontam que o professor de Educação Física, durante sua formação e no
decorrer de sua atuação profissional, busca conhecer o corpo, desde os fatores
fisiológicos até os sociais, para uma melhor aplicabilidade de seus conhecimentos no
setor escolar ou área não formal. Na Categoria: A utilização do conteúdo da Fisiologia
humana. Pudemos perceber que os acadêmicos possuem consciência de que, sua
atuação futura exigirá o conhecimento necessário sobre o corpo humano que lhe são
atribuídos durante os estudos com a Fisiologia Humana, pois a sua área de atuação,
pertencendo ao âmbito escolar, poderão vir a trabalhar com crianças. CONCLUSÃO:
Concluímos com esta intervenção que, os jovens voluntários da pesquisa, a maioria,
estão aptos a aplicar o conhecimento da fisiologia humana em sua prática docente, e
compreendem a sua relevância enquanto componente curricular de um curso de
Licenciatura em Educação física, mas pontuando que é muito amplo e complexo para ser
abordado com as poucas horas (75 h) em que é ministrada.
92
RESUMO 71
O DESENVOLVIMENTO DO LÚDICO A PARTIR DE ATIVIDADES DE JOGOS E
BRINCADEIRAS NO PROGRAMA SEGUNDO TEMPO/ IF SERTÃO PETROLINA
Autores: Mariana Araújo Santana, Giovanna Nogueira da S. A. O. Rocha, Márcio Milton
de Souza. E-mail: [email protected]
Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano
(IF-SERTÃO) Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: IF Sertão Pernambucano/Campus Petrolina.
INTRODUÇÃO: A criança em seu espaço e momento de lazer tem que ser capaz de
apresentar ações que contribuam com o seu desenvolvimento e na sua formação motora,
cognitiva, social e psicológica, através de atividades lúdicas e de lazer que proporcionem
tais desenvolvimentos, contribuindo em sua formação social, afetiva e cognitiva. As
brincadeiras e jogos exercem um papel muito além da simples diversão, possibilitam
aprendizagem de diversas habilidades e são meios que contribuem e enriquecem o
desenvolvimento intelectual da criança. OBJETIVO: Este trabalho buscou conhecer as
repercussões das atividades de jogos e brincadeiras como conteúdo das atividades do
Programa Segundo Tempo (PST), evidenciando o percurso lúdico e social, o qual
influenciou a qualidade esportiva das crianças e das comunidades ao entorno do núcleo.
METODOLOGIA: O estudo em questão apresenta um caráter qualitativo, do tipo
pesquisa-ação, em que não há quantificação de resultado, mas sim uma análise referente
ao objetivo do estudo e que a partir dessa análise e do embasamento teórico para o
estudo em questão seja possível um retorno para as ações e atividades desenvolvidas. A
pesquisa foi realizada com cem crianças e adolescentes envolvidos no Programa
Segundo Tempo do núcleo do Instituto Federal do Sertão Pernambucano/Campus
Petrolina. A pesquisa teve duração de um mês, sendo desenvolvidas 3 aulas com
duração de 2 horas por semana para cada turma, com atividades de iniciação esportiva e
recreação, baseadas em jogos e brincadeiras. RESULTADOS: Na análise dos resultados
obtidos foi possível verificar que o desenvolvimento das aulas, baseadas em atividades de
lazer, através da utilização de jogos e brincadeiras, apresentou uma crescente
participação dos alunos nas aulas, inclusive com maior envolvimento dos menos
habilidosos e menor evasão dos alunos no projeto. CONCLUSÃO: A partir do estudo é
possível perceber que a inserção de atividades lúdicas e esportivas, baseadas nos jogos
e brincadeiras no PST do IF Sertão, proporcionou um crescente desenvolvimento com
relação ao aprendizado dos alunos e a participação dos mesmos no projeto, tendo estes
maior satisfação em realizar as atividades, pois não há pressão.
93
RESUMO 72
RELAÇÃO DA DEPRESSÃO COM A APTIDÃO AERÓBIA E QUALIDADE DE VIDA EM
IDOSAS
Autores: Marília Padilha Martins Tavares1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1, Keila Maria
Dias
Carmo
Lopes2,
Jônatas
de
França
Barros1.
Email:
[email protected]
Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da Universidade Paulista,
Brasília/DF, Brasil.
Apoio: CAPES e PROEX/UFRN.
INTRODUÇÃO. Entre as alterações adotadas para mudança no estilo de vida, as quais
são eficazes para melhorar os estados de humor e qualidade vida, encontra-se a prática
regular de exercício físico. Atualmente, muitos defendem sua prescrição como tratamento
alternativo da depressão, em função das alterações bioquímicas promovidas por essa
prática. Os benefícios psicológicos provenientes de uma vida ativa retêm vitalidade,
mobilidade e independência. Melhora o sentimento de bem-estar, autoestima e apreciação
da vida, amplia a relação entre amigos e conhecidos, reduz o sentimento de solidão e
melhora a qualidade do sono. OBJETIVOS. Verificar a relação da depressão com a
aptidão aeróbia e qualidade de vida em idosas fisicamente ativas. MÉTODOS. A amostra
foi constituída por 49 mulheres idosas (64,3±3,9 anos de idade; índice de massa
corporal= 26,8 ± 3,4 kg.m-2), fisicamente independentes e ativas (por um período mínimo
de 6 meses) que foram submetidas aos seguintes procedimentos: avaliação da aptidão
aeróbia pelo teste cardiopulmonar em esteira rolante, sob o protocolo de rampa, o teste
consistiu inicialmente de uma velocidade de 2,0 km/h e 0% de inclinação, aos 10 minutos
de teste a velocidade e inclinação prevista era de 6,0 km/h e 6%, respectivamente, para
obtenção do consumo de oxigênio pico (VO2pico); avaliação do nível de qualidade de vida
(QV) pelos domínios físico, psicológico, ambiental e social da versão abreviada do
questionário de QV (WHOQOL-100) da Organização Mundial de Saúde, adaptado por
Fleck et al. (2000), conhecido como WHOQOL-bref e para identificar o nível de QV geral
calculou-se o valor dos 4 domínios (físico, psicológico, ambiental e social); e avaliação do
nível de depressão baseado nos escores indicativos do inventário de depressão de Beck
(Beck Depression Inventory – BDI). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de
Shapiro-Wilk. Os dados da caracterização da amostra estão apresentados como média e
(±) desvio padrão. A relação da depressão com as variáveis paramétricas (QV geral, físico
e ambiental) e não paramétricas (VO2pico, QV psicológico e social) foi verificada pela
correlação de Pearson e Spearman, respectivamente. O nível de significância adotado foi
de 5% (p<0,05). RESULTADOS. O nível de depressão apresentou correlação negativa e
significativa com o VO2pico (r= -0,383; p= 0,008), QV geral (r= -0,525; p<0,001), domínios
de QV físico (r= -0,362; p=0,012), psicológico (r= -0,414; p= 0,004) e ambiental (r= -0,339;
p=0,020). Por outro lado, não houve correlação entre o nível de depressão e a QV social
(r= -0,247; p= 0,095). CONCLUSÃO. Observou-se relação da depressão com a aptidão
aeróbia, QV geral e os domínios de QV psicológico, físico e ambiental em idosas
fisicamente ativas, por outro lado, não houve com a QV no domínio social. Em suma,
quanto maior for o nível de depressão, menor será o VO 2pico, QV geral e QV no domínios
psicológico, físico e ambiental.
94
RESUMO 73
EFEITOS DA PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA ANSIEDADE,
DEPRESSÃO E STRESS EM MULHERES
Autores: Marivane Reis Britto1, Antonio Coppi Navarro1,2, Leticia Coelho de Oliveira3,
Maria Aline Rodrigues de Moura4, Laila Barbosa de Santana4, Sérgio Rodrigues Moreira3,
Marina Pereira Gonçalves3. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Gama Filho (UGF),Brasil, 2Instituto Brasileiro de Pesquisa e
Ensino em Fisiologia do Exercício, 3Universidade Federal do Vale do São Francisco
(UNIVASF) - Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil,
4
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/PE), Recife/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: De acordo com a literatura a depressão e a ansiedade caracterizam-se
como transtornos psicológicos que comprometem as diversas dimensões, a afetiva,
cognitiva, física e comportamental dos indivíduos que apresentam tais distúrbios. É válido
ressaltar também, que esses transtornos influenciam significativamente outros conflitos
psicológicos como o stress. Nesse sentido, estudos que tratam sobre as explicações
fisiológicas que o exercício físico proporciona no controle dos níveis de ansiedade,
depressão e stress, relatam alterações de substâncias químicas, as quais são liberadas
durante a realização dos exercícios, sejam eles aeróbios ou resistidos. Dentre elas
destacamos a b-endorfina e a dopamina, as quais propiciam um efeito tranquilizante e
analgésico. Conseguindo assim manter um estado de equilíbrio psicossocial mais estável
frente às ameaças do meio externo. OBJETIVO: Comparar os níveis de depressão,
ansiedade e stress, em mulheres praticantes de exercício resistido e sedentárias.
MÉTODO: A amostra foi composta por 196 participantes do sexo feminino distribuídos em
dois grupos. O primeiro grupo teve como critério de inclusão apenas mulheres praticantes
de exercício há no mínimo três meses e de exclusão as que relataram fazer uso de
medicamentos antidepressivos. Dessa maneira, participaram desse grupo 98 mulheres
praticantes de exercício resistido com idade média de 41,35 anos, altura média 1,60m e
peso corporal médio 61,57kg. A maioria (56%) afirmou praticar exercício a mais de um
ano por mais de três dias na semana. O segundo grupo foi formado por 98 participantes
sedentárias com idade média de 39,01 anos, peso corporal médio de 64,22kg e altura
média 1,60m. Em relação ao procedimento, deve-se frisar que as participantes dos dois
grupos responderam a um livreto contendo os instrumentos: Escala HAD – Avaliação do
nível de ansiedade e depressão e Escala de Percepção de Stress. Os dados foram
coletados nas cidades de Petrolina-PE e Juazeiro-BA. No tocante á análise dos dados,
utilizou-se o pacote estatístico SPSS 15.0. Foram realizadas estatísticas descritivas
(média, desvio padrão, frequência) e uma Análise de Variância (ANOVA). O nível de
significância do estudo foi de p<0,05. RESULTADOS: No que se refere à depressão,
foram verificadas maiores médias entre as sedentárias (m = 0,96; dp = 0,39) do que entre
as praticantes (m = 0,84; dp = 0,35), sendo este resultado estatisticamente significativo [F
(1,196) = 6,36; p = 0,01]. Em relação à ansiedade, as sedentárias também apresentaram
maiores médias (m = 0,97; dp = 0,58) do que as praticantes (m = 0,70; dp = 0,45) e estes
resultados foram estatisticamente significativos [F (1,196) = 14,52; p = 0,001]. No que se
refere ao stress, não foram verificadas diferenças significativas entre praticantes e
sedentárias. CONCLUSÃO: Os dados obtidos mostram que o exercício resistido é um
auxiliar no controle positivo nos níveis de ansiedade e depressão para mulheres
praticantes, corroborando assim estudos vigentes na área. É importante destacar ainda, a
necessidade de mais pesquisas nessa área para um conhecimento mais robusto sobre
esta temática.
95
RESUMO 74
PREVALÊNCIA E SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL EM ATLETAS DE
VOLEIBOL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Autores: Maryana Pryscilla Silva de Morais, Ingrid Bezerra Barbosa Costa, Fábio
Henrique Costa de Oliveira, Rodolfo de Holanda Mendonça. E mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ; FAPERN; CAPES; MEC
INTRODUÇÃO A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é caracterizada por uma série de
alterações físicas e emocionais que ocorrem durante o período pré-menstrual, gerando
um impacto negativo no desempenho de atividades habituais das mulheres que
apresentam tais sintomas. Tendo em vista a importância da atividade física para a saúde
da mulher e a lacuna na literatura no que diz respeito ao efeito dessas alterações sobre o
desempenho durante o exercício de atletas de voleibol, o estudo tem como finalidade
avaliar a influência desses sintomas em atletas do voleibol da UFRN com Síndrome PréMenstrual. OBJETIVO: Avaliar a prevalência e os sintomas mais frequentes da Síndrome
Pré-Menstrual em atletas da equipe de voleibol da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte. MÉTODOS: Foi desenvolvido um estudo de caso descritivo. A amostra foi
composta por cinco atletas, selecionadas por conveniência, com idade entre 20 e 25
anos, da equipe de voleibol feminino da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
que relataram apresentar a Síndrome Pré-Menstrual. Foi elaborado pelos pesquisadores
um questionário contendo cinco questões sobre os sintomas da SPM e sua influência na
vida e no desempenho do esporte, com a intenção de obter informações básicas sobre a
interferência dos sintomas nas atletas avaliadas. A analise dos dados foi descritiva,
utilizando-se o software MICROSOFT EXCEL 2007, com medidas de tendência central,
dispersão e distribuição de frequências simples e percentuais. RESULTADOS: Todas as
atletas (5) responderam positivamente ao aparecimento de sintomas emocionais e físicos
no período pré-menstrual. Adicionalmente, dentre as mesmas voluntárias, três (3)
alegaram que tais sintomas afetam negativamente em suas atividades habituais. Além
disso, quatro (4) das entrevistadas relataram que os sintomas da SPM afetam de forma
negativa nos treinos e jogos. Duas (2) responderam que os sintomas tem intensidade
moderada, uma (1) relatou que são leves e outra (1) respondeu que são intensos. Uma
(1) atleta não respondeu a essa questão. CONCLUSÃO: A partir do presente estudo
pode-se concluir que 100% da amostra apresentam a SPM. Além disso, 80% da amostra
sofrem de alterações no desempenho, tanto no treino, quanto nos jogos, a respeito dos
sintomas físicos e psicológicos. Portanto, é necessário uma avaliação do técnico, para
que durante esse período, possa adequar o treino em função dessas alterações,
otimizando os resultados.
96
RESUMO 75
CORRELAÇÃO ENTRE AS RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DE ESFORÇO NA
CAMINHADA NA ÁGUA E O DESEMPENHO CARDIORRESPIRATÓRIO NO TESTE DE
MILHA
Autores: Mércia Vitoriano Da Costa¹, Francisco Holanda Cavalcante Neto¹, Hérica
Monicely dos Santos Souza¹, Patrick Ramon Stafin Coquerel¹, Raimundo Nonato Nunes¹,
Jonatas de França Barros¹, Hudday Mendes da Silva¹, Antônio Alexandre Silva¹, Ricardo
André
Gomes
da
Silva¹,
Tatiane
Silva
do
Nascimento¹.
E
mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte¹
Apoio: CAPES, CNPQ, FAPERN, PROEX e MEC.
INTRODUÇÃO: O envelhecimento caracteriza-se por uma série de alterações fisiológicas
que acontecem devido o passar dos anos, essas mudanças são em sua maior parte
estruturais, intelectuais e sociais. Essa fase traz algumas perdas como: a diminuição da
elasticidade e força muscular e menor desempenho aeróbio, além de uma menor
tolerância ao esforço físico. Os idosos apresentam diferentes respostas fisiológicas ao
exercício, onde o condicionamento aeróbio poderá influenciar diretamente nesse aspecto.
Dessa forma julga-se necessária uma investigação da relação entre o condicionamento
físico e as respostas fisiológicas da atividade de caminhada na água. OBJETIVO:
Correlacionar o desempenho no teste de Rockport/teste de 1 milha com as respostas
fisiológicas ao exercício de caminhada na água. METODOLOGIA: Amostra foi do tipo não
probabilística, por conveniência, sendo um total de 41 sujeitos de ambos os sexos, com
média de idade de 59,8 + 11,2 anos, todos participantes de um programa de atividade
física (caminhada na água) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Como instrumentos de coleta foram utilizados: 1) O teste de Rockport/teste de 1 milha
(1.609 m) para obter o VO2máx dos sujeitos, esse foi aplicado na pista adaptada do ginásio
I da UFRN;2) Uma balança Tanita BF-680W para aferição da massa corporal; 3) Um
frequencímetro da marca Beurer PM25 para verificação da frequência cardíaca final; e 4)
Um cronômetro para marcar o tempo total do teste. Usou-se também a escala de BORG,
para percepção subjetiva de esforço (PSE). Essa coleta foi feita na metade e no final de
cada sessão da caminhada na água, durante doze semanas e uma ficha de anotação de
dados, onde se registrava a PSE. RESULTADOS: Após a análise estatística foi
observado uma média de VO2máx absoluto de 16,3 ml. Kg -1. min –1, tendo na primeira
semana de treino uma PSE média de 12,3 + 1,6 na metade da seção e 12,8 + 1,5 no final
da seção. Na avaliação da décima segunda semana a PSE média da metade da sessão
foi 13,2 + 0,9 e, no final da sessão, de 13,4 + 0,8. Com isso, bservou-se uma variação da
PSE de acordo com o aumento da intensidade do exercício. Quando avaliada a
correlação entre as variáveis, identificou-se apenas quando verificado a PSE no meio e no
final da sessão da primeira semana (r=0,710 e p < 0,001) e da décima segunda semana
(r=0,766 e p < 0,001), porém quando comparado com os resultados de VO 2máx absoluto e
relativo, não apresentam nenhum correlação moderada e forte. CONCLUSÃO: De acordo
com os achados observamos que a caminhada na água provocou diferentes respostas de
acordo com o tempo da sessão e o aumento da intensidade que se deu até a décima
segunda semana. Por essa razão houve uma correlação entre essas variáveis, o que não
ocorreu na correlação com o VO2máx. No entanto, sugerem-se estudos que diferenciem o
grau de condicionamento físico e as respostas em cada nível dessa classificação
97
RESUMO 76
ASSOCIAÇÃO DE INDICADORES DE ADIPOSIDADE CORPORAL E FATORES DE
RISCO CARDIOVASCULAR EM ADOLESCENTES BRASILEIROS
Autores: Milla Gabriela Belarmino Dantas1, Priscilla Priscilla Alencar de Oliveira Moraes1,
Tarcísio Fulgêncio Alves da Silva1, Ferdinando Oliveira Carvalho2, Paulo Adriano
Schwingel1. E-mail: [email protected]
Instituições:1Universidade de Pernambuco (UPE)l; 2Universidade do Vale do São
Francisco(UNIVASF).
Apoio: PFA
INTRODUÇÃO: A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge
indivíduos de todas as faixas etárias, tendo sua prevalência cada vez mais evidente na
população pediátrica. Tal doença merece atenção especial pelos efeitos fisiológicos
prejudiciais, e por estar associada à morbirdades como a hipertensão arterial sistêmica. A
prevenção e o tratamento de tais enfermidades, realizados ainda durante a infância e
adolescência, são de fundamental importância para que seja evitado a sua persistência e
incremento na morbimortalidade na vida adulta destes indivíduos. Dentre os métodos
indicados para a avaliação e diagnóstico do excesso de peso, são citados o índice de
massa corporal (IMC) e o percentual de gordura corporal (PGC) e a medida da
circunferência da cintura (CC). O IMC é particularmente mais utilizado, sendo calculado
dividindo-se a massa corporal total em quilogramas pela altura em metros ao quadrado
(kg/m²). Poucos são os estudos que avaliam a associação entre pressão arterial e
desnutrição ou obesidade. OBJETIVOS: verificar os valores da pressão arterial média
(PAM) em uma amostra de adolescentes escolares e classifica-los em baixo peso, peso
normal e excesso de peso a partir da avaliação pelo IMC, além da gordura corporal obtida
pela mensuração das dobras cutâneas. Bem como, verificar se o aumento da
circunferência da cintura (CC) está mais associado ao risco cardiovascular nesta
população, observando quais destes métodos podem ser mais precisos para indicação do
aumento do risco cardiovascular em adolescentes MÉTODOS: Estudo descritivo
transversal, realizado com estudantes de escola pública da cidade de Petrolina,
Pernambuco, Brasil. Os valores de estatura, massa corporal, circunferência da cintura e
dobras cutâneas foram medidos para estimar o percentual de tecido adiposo. Os dados
foram processados usando o Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 13.0
para Windows. Para as análises foram utilizados os testes de Mann-Witiney e kruskalwallis. Todos os testes foram bicaudais, sendo adotado um nível de significância de 5%
em todas as análises. RESULTADOS: A amostra foi de 300 adolescentes sendo 214
meninas (13,71 ± 1,50 anos; 49,69 ± 9,07 kg; 158,43 ± 6,47 m) e 86 meninos (14,09 ±
1,65 anos; 53,26 ±15,06 kg; 163,80 ±10,92 m). Verificou-se que apenas entre as meninas,
a classificação em excesso de peso (83,24±8,31 mmHg) e a circunferência da cintura
acima do P90 (82,71 ± 7,72 mmHg )esteve associada a valores de PAM mais elevados
quando comparadas as meninas com peso normal (77,77±8,14 mmHg) e CC Percentil
<10 (73,78 ± 7,15 mmHg). Entretanto, entre os meninos, não foi verifica associação dos
níveis de gordura corporal com a PA. CONCLUSÃO: O percentual de gordura avaliado
não apresentou diferenças no seu ponto de corte com os valores de pressão arterial nos
adolescentes. Já a circunferência da cintura e o Índice de Massa Corporal apresentaramse como indicadores mais precisos de risco cardiovascular em adolescentes, embora tal
resultado tenha sido verificado apenas nos adolescentes do sexo feminino onde o
aumento da pressão esteve associado às meninas classificadas com sobrepeso.
98
RESUMO 77
DISTRIBUIÇÃO DO PERCENTUAL DE ALUNOS POR NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA
DE DIFERENTES REDES DE ENSINO
Autores: Mirelle Caroline Varjão de Carvalho1, Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos
Vinícius
Oliveira
Carneiro1,2,
Ferdinando
Oliveira
Carvalho1,2.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF
Apoio:
INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode
favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o
ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de
atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de
classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e
sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato
esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores
e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: Verificar a distribuição
percentual de alunos com diferentes níveis de atividade física e rede de ensino.
MÉTODOS: Participaram do presente estudo 178 crianças, sendo 84 meninos
(6,59±0,49) e 93 meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três privadas, da
cidade de Juazeiro-BA. Para verificação NAF e da quantidade de horas sentadas, utilizouse o questionário IPAQ versão curta. Os alunos foram divididos em dois grupos de acordo
com o NAF, sendo G1 = alunos ativos e muito ativos e G2 = alunos irregularmente ativos
A e B e sedentários. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição
dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada
para caracterização da amostra. Foi feito o teste de comparação entre os percentuais. A
significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote
estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para
Windows. RESULTADOS: Não foi encontrada diferença entre os percentuais de alunos
de cada grupo no sexo masculino, em contra partida houve diferença significativa no
percentual de alunos do G1 do sexo feminino, sendo esses valores maiores para as
alunas da rede pública. Na comparação entre a distribuição percentual dos alunos em
cada grupo, houve diferença significativa somente para a rede privada, tanto para o sexo
masculino quanto para o feminino, sendo a maioria dos alunos enquadrados no G2.
CONCLUSÃO: Meninas ativas fisicamente se apresentaram significativamente em maior
número na rede pública quando comparado às meninas da rede privada. Além disso,
alunos classificados como irregularmente ativos ou sedentários representam mais que o
dobro (meninos 67,5%; meninas 68,3%) dos alunos classificados com ativos na rede
privada de ensino.
99
RESUMO 78
AVALIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA ENTRE DOIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE
DISCINESIA ESCAPULAR
Autores: Muana Hiandra Pereira dos Passos1, Juliana Pereira da Silva1, Valéria Mayaly
Alves De Oliveira1, Laísla Da Silva Paixão1, Ana Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo
Cappato De Araújo1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade de Pernambuco, Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: CNPq
INTRODUÇÃO: Discinesia escapular é definida qualquer modificação na movimentação e
no posicionamento da escápula. A alteração na mobilidade escapular tem sido
frequentemente relacionada a dores no ombro, principalmente em indivíduos que utilizam
o membro superior em atividades repetitivas que impõem sobrecarga no ombro e que o
submetem a posições acima da cabeça, no caso de atletas. Uma avaliação criteriosa dos
movimentos escapulares é de fundamental importância para prevenção de lesões e para
ao planejamento da reabilitação de indivíduos com algum tipo de disfunção. Na literatura
são descritos diversos métodos objetivos e subjetivos, estáticos e dinâmicos de avaliação
de discinesia escapular. Dentre eles, um dos mais utilizados na prática clínica é a
classificação proposta por Kibler et al.(2002), que consiste um sistema de categorização
que diferencia quatro padrões de discinesia escapular, sendo três tipos descritivos de
assimetria escapular e um referindo-se a movimento escapular simétrico. Outro método é
o Slide Lateral Scapular Test (SLST), técnica descrita por Kibler (1991) que consiste na
mensuração da distância entre o ângulo inferior da escápula e o processo espinhoso da
vértebra torácica correspondente, com uma fita métrica, escoliômetro ou goniômetro e
com o ombro em três posições diferentes. OBJETIVO: Avaliar a concordância entre a
classificação de Kibler e o SLST. MÉTODOS: Participaram do estudo 50 indivíduos (42
homens e 8 mulheres), com média de idade de 21,92 anos, sem histórico de lesões na
cintura escapular. Após breve avaliação física, os indivíduos foram submetidos aos dois
métodos de avaliação de discinesia escapular. Para que fosse feita a classificação
proposta por Kibler, os indivíduos foram posicionados em ortostase, segurando uma carga
dependente da massa corporal, sendo determinado e padronizado 1Kg para aqueles com
massa ≤ 68Kg e 2Kg para massa > 68Kg. Em seguida solicitou-se três repetições do
movimento de flexão do ombro de 0° a 90° graus no plano frontal, sendo a execução do
movimento filmada para facilitar a análise do examinador. No SLST, a mensuração foi
feita bilateralmente, utilizando-se fita métrica com o ombro em 0°, 45° e 90° de abdução
no plano frontal e marcação das estruturas ósseas envolvidas no teste. O movimento de
abdução do ombro foi feito tanto de forma concêntrica como excêntrica. Os dois testes
foram executados e analisados pelo mesmo examinador. Os dados foram analisados
utilizando o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 17.0.
RESULTADOS: A concordância entre os dois métodos de avaliação foi considerada
pobre, com valor de Kappa de 0,08 com um intervalo de confiança de 95% (-0,18-0,32).
CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nesse estudo demonstraram que a classificação de
discinesia escapular proposta por kibler e a mensuração do Slide Lateral Scapular Test
não apresentaram concordância. O fato desses dois métodos avaliarem de forma
diferente a discinesia escapular, sendo um avaliando a dinâmica e outro a posição
estática, pode ter influenciado nos resultados.
100
RESUMO 79
O PET-SAÚDE NA FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO
FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores: Nadiel Cavalcante de Sousa1, Fabrício Jácome Gonçalves1, Thibério Menezes
Quirino1, Thamires Ribeiro Chaves1, Isabela Lemos Veloso Lopes1, Felipe Joaquim de
Oliveira Barbosa1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Brasil; Preceptora do Programa
PET- saúde. Apoio: SUS.
INTRODUÇÃO: O (PET-Saúde), Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde, foi
idealizado como uma proposta que solidifica o Programa Nacional de Reorientação da
Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde), assim também, concretiza a relação
ensino-serviço-comunidade, buscando a institucionalização dos programas pedagógicos
dos profissionais que atuam nas redes de saúde e ao estímulo para a admissão das
necessidades do serviço como premissa para produção da pesquisa e conhecimento na
Universidade. A Educação Física inclusa a equipe de saúde da família através do PETSAÚDE, pode colaborar para ações de promoção da saúde, prevenção e agravos de
doenças, interferido positivamente na saúde da população. OBJETIVO: Este estudo
objetivou-se em relatar as experiências vivenciadas pelos acadêmicos de Educação
Física no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-SAÚDE), UFPB.
MÉTODOS: De acordo com a natureza da pesquisa e o objetivo proposto, este estudo
caracteriza-se como um relato de experiência, realizado com 10 estudantes do curso de
Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, que participaram do programa de
educação pelo trabalho para saúde (PET – Saúde). O programa acontece nos principais
bairros da cidade de João Pessoa – PB, através das Unidades de Saúde da Família
(USF). Toda semana aconteciam encontros, onde os profissionais de diversas áreas
criavam estratégias para posteriormente atuarem na prevenção e promoção da saúde dos
usuários. Visto a importância da atuação do profissional de educação física foi elaborado
um questionário estruturado com questões referentes às suas atuações e vivências
quando inseridos ao programa. Posteriormente a análise dos dados foi realizada através
das descrições das respostas apontadas pelos pesquisados. RESULTADOS: Os
estudantes de Educação Física, em sua maioria, relataram que durante a participação no
PET não tinham função especifica, acompanhavam outros profissionais em atividades
multidisciplinares, as atividades que desenvolviam eram avaliações antropométricas,
acompanhamentos às gestantes, hipertensos e diabéticos. Durante o programa,
percebeu-se que as gestantes melhoraram suas posturas, e seguiram recomendações em
questão as atividades diárias e sobre boa alimentação. A participação no programa Foi
importante pelo fato de adquirirem mais conhecimento sobre a área de atuação do
educador físico, além de ter a oportunidade de trabalhar em conjunto com profissionais de
outras áreas da saúde, criando um elo para beneficio da população. CONCLUSÃO:
Conclui-se que o programa PET saúde é uma porta para inserção dos estudantes de
diversas áreas da saúde, inclusive a Educação Física, levando-os a terem experiências
palpáveis e os oportunizando a demonstrarem os conhecimentos adquiridos na
universidade para a comunidade. Desta forma é de extrema importância a inclusão do
profissional de Educação Física nos Programas de Saúde da Família, pois a comunidade
que é atendida não tem condições e entendimentos sobre a prática de atividade física,
inúmeras vezes realizam sem acompanhamento, muito menos orientação ou de forma
inapropriada para seu perfil, apanhando com isto lesões e ou males posturais e não
benefícios que prática pode proporcionar.
101
RESUMO 80
EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE O DESEMPENHO MUSCULAR EM
UMA SESSÃO DE TREINAMENTO COM PESOS NO MÉTODO CIRCUITO
Autores: Natália Barros Beltrão1, André Luiz Torres Pirauá2, Dalton Lima2, Gregório
Queiroz2, Jefferson Gomes2, Bruno Machado Melo2, Rodrigo Cappato de Araújo2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), 2Universidade de
Pernambuco (UPE)
INTRODUÇÃO: O efeito da manipulação da ordem dos exercícios em uma sessão de
treinamento sobre o desempenho tem sido amplamente discutido em diversos estudos.
Paralelamente, observa-se que o método circuito tem sido cada vez mais difundido e
recomendado em programas de treinamento para controle e redução do peso. Tendo em
vista que o circuito é composto por várias passagens em estações de exercícios,
realizados em séries simples alternadas por segmento, que possibilitam um maior tempo
de recuperação entre as estações é possível que a ordem dos exercícios não afete o
desempenho dos sujeitos durante a realização da sessão. OBJETIVO: Comparar o
Volume Total de Trabalho (VTT) e o número de repetições em duas sequências no
método circuito. MÉTODOS: Onze adultos jovens treinados do sexo masculino (24,0 ± 4,8
anos, 76,1 ± 8,5 kg, 1,75 ± 0,06 m) executaram uma sessão de treinamento de força no
método circuito em duas sequência. A sessão foi constituída por três passagens em oito
estações (exercícios), executadas até a fadiga volutiva, alternando exercícios de
membros superiores e inferires, com 1 minuto de intervalo entre as estações. A
Sequência A foi iniciada por exercícios multiarticulares e progredia para exercícios
monoarticulares (supino, leg press 45º, remada baixa, hack machine, tríceps pulley, mesa
flexora, rosca direta, cadeira adutora); a sequência B foi executada na ordem inversa. O
número de repetições foi comparado por meio de análise multivariada para medidas
repetidas (MANOVA para medidas repetidas), e o VTT foi comparado por meio do teste t
pareado. RESULTADOS: Nenhum diferença foi observada entre as sequências para o
VTT (p= 0,47; d= 0,16). O número de repetições foi diferente entre as sequências para
todos os exercícios (F(8,3) = 20,635; p < 0,047), exceto para o exercício mesa flexora
(p=0,08). Em ambas as condições, os exercício alocados no início da sequência (p<0,05)
foram executados com maior número de repetições. CONCLUSÃO: Esses achados
sugerem que, para ganhos musculares gerais, o desempenho em uma sessão do método
circuito será semelhante, independente da ordem de execução. Já para aqueles que
objetivam ganhos para grupos musculares específicos, exercício prioritários devem
executados no início da sessão.
102
RESUMO 81
PROJETO SENTIDOS: CONTRIBUINDO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DE
VIDA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA DO MUNICÍPIO DE SENHOR DO BONFIM-BA.
Autores: Natanael Pereira Barros¹, Elisangela Batista Rocha², Maralyse Ane Freitas de
Oliveira Castro³, Eliana Conceição4. E mail: [email protected]
Instituições: Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim-BA
Secretaria de Educação, Cultura e Esportes
INTRODUÇÃO: A prática da atividade esportiva por pessoas com deficiência pode
proporcionar dentre todos os benefícios da prática regular de atividade física que são
mundialmente conhecidos, a oportunidade de testar seus limites e potencialidades,
prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a inclusão social do
indivíduo OBJETIVOS: O projeto surgiu com a intenção de mostrar a importância de se
trabalhar o esporte e o lazer aos alunos com deficiência matriculados na rede pública
municipal da cidade de Senhor do Bonfim-BA nas diversas áreas de deficiências como:
deficiência auditiva, intelectual, Física, visual e múltipla deficiência. MÉTODO: O trabalho
se inicia com uma avaliação psicomotora e psicopedagógica da pessoa com deficiência, a
partir de diagnóstico realizado por psicopedagogo e/ou professor especializado no
atendimento educacional especializado – AEE e um profissional de educação física.
Neste momento estão sendo desenvolvidas atividades de natação, e faturamento
estendido a outras modalidades esportivas. RESULTADOS: O projeto conta hoje com 25
alunos matriculados nas diversas áreas de deficiência, mas terá a capacidade de atender
em breve 100 alunos com deficiência. As atividades acontecem nas sextas e nos sábados
no complexo esportivo da cidade. O projeto conta com 03 profissionais de educação física
e 01 pedagoga. CONCLUSÃO: Com este projeto percebemos o quanto a atividade física
e o esporte são importantes para o desenvolvimento físico, social e afetivo da pessoa com
deficiência, como a inclusão está presente no nosso cotidiano e sua contribuição para a
construção de uma sociedade mais justa e democrática.
103
RESUMO 82
CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO
TÁTICO DECLARATIVO NO HANDEBOL
Autores: Nathalia Izabelle Albuquerque Silva¹; Márcio Adelmo da Silva¹ ; Iberê Caldas
Souza Leão¹; Marcelo Tavares Viana²; Everton Botelho Sourgey³. Email:
[email protected]
Instituições: ¹ Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/CAV),Vitória de Santo Antão
(PE),Brasil; ² Autarquia Caruaruense de Ensino Superior (ACES),Caruaru (PE),Brasil; ³
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife (PE), Brasil.
INTRODUÇÃO: O handebol é um esporte coletivo que como qualquer outra modalidade
coletiva necessita de conhecimento, raciocínio e tomada de decisão, para isso é
necessário se trabalhar os processos cognitivos: percepção, atenção, antecipação,
memória, pensamento e inteligência. Os quais são importantes para a resolução de
situações problemas que ocorrem durante os jogos, melhorando assim o desempenho do
atleta. OBJETIVO: Construir e validar um protocolo do nível de conhecimento tático
declarativo no handebol. MÉTODOS: O estudo utilizou-se do método de validade de
conteúdo, usado para validar cenas de vídeo do jogo de handebol. Foi usado um painel
de 06 peritos que analisaram cenas relacionadas ao jogador atacante em posse de bola.
As cenas foram avaliadas através de três critérios: clareza da imagem, pertinência da
prática e representatividade do item, através de uma escala de Lickert. A concordância
das respostas sobre as cenas de vídeo do jogo de handebol teve como objetivo propor a
criação de um teste para verificar o nível de conhecimento tático declarativo (CTD) no
handebol (TCTD:Hb). Direcionado a avaliar esse parâmetro (CTD) em atletas de handebol
no país. RESULTADOS: Os dados ilustraram que a observação de cenas de jogo de
handebol enfatizam processos cognitivos ligados a prática esportiva como, percepção,
tomada de decisão, memória e aprendizagem. Os itens (cenas) concordados pelos peritos
foram considerados confiáveis, através do coeficiente de validade de conteúdo (CVC),
com valores ≥ 0,80 para os dois primeiros critérios do teste, como também foi utilizada a
concordância entre observadores (CEO) para o terceiro critério de análise, onde os
valores obtidos para esse critério ficou num nível ≥ 80%; considerado excelente para esse
tipo de teste, como referencia a literatura.CONCLUSÂO: O procedimento mostrou-se
eficaz para delimitação das cenas, com aproveitamento de 11 destas, das 60 cenas
selecionadas no início do construto.
104
RESUMO 83
O EXERCÍCIO AERÓBIO PRAZEROSO ATINGE A INTENSIDADE RECOMENDADA
PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM IDOSAS SEDENTÁRIAS.
Autores: Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Altieres Elias de Sousa Júnior1, Hassan
Mohamed Elsangedy¹, Cheng Hsin Nery Chao¹, Marcus Felipe Soares¹, Jorge Augusto de
Oliveira Barros¹, Weslley Quirino Alves da Silva¹;², Eduardo Caldas Costa¹. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil;
2
Universidade Potiguar (UNP), Natal/RN, Brasil.
Apoio: MEC-Sesu (Edital PROEXT, 2013).
INTRODUÇÃO: Apesar da prática regular de exercício físico reduzir fatores de risco
cardiovascular e metabólico, além de melhorar a autonomia e capacidade funcional de
idosos, o índice de inatividade física é alto nessa população. De acordo com a teoria
hedônica da motivação, exercícios prazerosos tendem a melhorar a adesão e aderência a
atividade física. Assim, o modelo de exercício guiado pelo afeto (sensação de prazer) tem
sido apontando como uma estratégia interessante para melhorar esses aspectos.
Entretanto, não está claro se essa estratégia atende a intensidade recomendada para a
promoção da saúde em idosos. OBJETIVO: Analisar se o exercício aeróbio guiado pelo
afeto atende a intensidade recomendada para a promoção da saúde em idosos
sedentários. MÉTODOS: Participaram do estudo 10 idosas (64,5 ± 3,9 anos; 28,7 ± 5
kg/m²) ingressantes no projeto de extensão “Vida Ativa na Terceira Idade”, da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Previamente, todas as voluntárias
realizaram teste de esforço máximo. Após isso, os sujeitos participaram de um processo
de ancoragem teórico-prática sobre o método de exercício guiado pelo afeto e uso da
escala de valência afetiva (Feeling Scale; +5/-5). As sessões de exercício guiado pelo
afeto incluiu a realização de 30 minutos de exercício com controle da intensidade baseada
na âncora “+3” (sensação de “BOM”) da Feeling Scale. A cada cinco minutos, as idosas
eram questionadas sobre a percepção subjetiva do esforço (PSE; OMNI CR 0-10) e
incentivadas a manter o exercício de forma prazerosa. A frequência cardíaca (FC) foi
monitorada através de cardiofrequencímetro. Os resultados das duas semanas iniciais de
treinamento (quatro sessões em esteira rolante e duas sessões em bicicleta ergométrica)
foram descritos, através da mediana (percentil 25-75). Assim, foi analisado se as sessões
atendiam a intensidade recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte
para a promoção da saúde em idosos (moderada [64-76% da FCmáx] ou vigorosa [7790% da FCmáx). Adicionalmente, o teste de Friedman e o teste de Wilcoxon foi utilizado
para analisar possíveis diferenças entre as sessões. Um p < 0,05 foi considerado
estatisticamente significativo. RESULTADOS: Os resultados apontam que em todas as
sessões as idosas atenderam a intensidade recomendada (moderada ou vigorosa),
independente do ergômetro. Além disso, não houve diferença de intensidade entre as
sessões, tanto na esteira rolante (n=4) quanto na bicicleta ergométrica (n=2) (p > 0,05).
Os valores para FCmáx foram: esteira rolante 73,1 [67,8-77,9], 74,8 [67,2-78,1], 73,2
[69,9-81,2] e 71,2 [67,2-76,8]; bicicleta ergométrica 75,3 [69,5-77,6] e 73,3 [65,0-83,3]. De
forma geral, a PSE foi maior nas sessões na bicicleta ergométrica (4,8 [3,6-5,8]) do que
na esteira rolante (4,0 [3,0-4,5]) (p < 0,01). CONCLUSÃO: O exercício aeróbio guiado
pelo afeto na âncora "+3" da FS atendeu a intensidade recomendada para a promoção da
saúde em idosas sedentárias, independente do ergômetro utilizado (esteira ou bicicleta
ergométrica).
105
RESUMO 84
AUTOSSELEÇÃO DA CADÊNCIA DE PEDALADA PROMOVE MAIOR PRAZER
DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO EM OBESOS
Autores: Pedro M.D. Agrícola, Daniel G. da S. Machado, Luiz I. do N. Neto, Luiz F. Farias
Junior, Thiago de B. Farias, Hassan M. Elsangedy, Alexandre H. Okano. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: FAPERN, CNPQ e UFRN.
Introdução: Estudos indicam que indivíduos obesos apresentam baixa tolerância ao
esforço e níveis de prazer desfavoráveis durante o exercício. De modo geral, a
autosseleção da intensidade em atividades cíclicas, corresponde a maior eficiência
metabólica, entretanto, no ciclismo a preferência da cadência de pedalada para dada
intensidade não obedece esta afirmação, sugerindo a influência de aspectos subjetivos
para a seleção da cadência de pedalada. Considerando que a seleção da intensidade do
exercício é influenciada pela sensação de prazer, é possível especular que a seleção da
cadência de pedalada possa ser igualmente influenciada pelo prazer experienciado
durante o exercício, e não pela busca da zona de maior eficiência metabólica, como
observado em outras modalidades. Objetivo: comparar as respostas afetivas durante o
exercício físico realizado em ciclo ergômetro em diferentes cadências de pedalada em
obesos. Métodos: A amostra foi constituída de 9 sujeitos de ambos os sexos (28,1±9,6
anos, 102,3±25,7 kg, 1,7±0,12 m, 36,1±5,9 kg/m², VO 2pico 24,8±5,2 ml.kg-1.min-1).
Realizou-se o teste incremental e randomicamente três testes retangulares (50% da
potência máxima) por 20 minutos nas cadências de 60 e 100 rotações por minuto (RPM) e
autosseleção da cadência (ATS; os sujeitos autosselecionaram em média 67,4±20,3
RPM). Durante as sessões retangulares o afeto (AF) foi avaliado a cada cinco minutos
através da escala de valência afetiva (feeling scale) uma escala bipolar com intervalo de
+5 a -5 com descritores verbais. A escala mensura o componente emocional ou afetivo do
exercício, assim como se a sensação de esforço durante o exercício é prazerosa ou
desprazerosa, e não o nível real de força ou trabalho físico. Utilizou-se o teste empregouse análise de variância two-way (cadência x tempo) seguida pelo teste de Tukey,
adotando-se p < 0,05. Resultados: Houve efeito da cadência (F(2,10)=7,83; p=0,01), do
tempo (F(4,20)=15,94; p<0,001) e da interação tempo/cadência (F(8,40)=2,51; p<0,03) sobre
o AF. Para a interação cadência/momento as diferenças significativas (p<0,001)
constatadas ocorreram aos 5 (100RPM= 1,1±2,6 vs. ATS= 2,4±1,4), 10 (100RPM= 0,8±2,4 vs. ATS= 1,3±1,7), 15 (100RPM= -1,9±2,9 vs. ATS= 0±2,4) e 20 minutos
(100RPM= -2,4±3,1 vs. ATS= -1,3±2,7). Em 60 RPM não apresentou diferenças em
relação a 100 RPM e ATS na interação tempo/cadência e na cadência. Conclusão: Os
resultados demostraram que o afeto foi maior quando os sujeitos autosselecionaram a
cadência de pedalada, indicando que a liberdade de escolher a intensidade do exercício
proporciona maior prazer em comparação às cadências impostas.
106
RESUMO 85
RELAÇÃO DO DESEMPENHO COGNITIVO COM A APTIDÃO AERÓBIA EM IDOSAS
FISICAMENTE ATIVAS
Autores: Philipe Gabriel Domingos França1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1, Marília
Padilha Martins Tavares1, Keila Maria Dias Carmo Lopes2, Jônatas de França Barros1.
Email: [email protected]
Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da Universidade Paulista,
Brasília/DF, Brasil.
Apoio: CAPES e PROEX/UFRN.
INTRODUÇÃO. Estima-se que o melhor desempenho cognitivo seja alcançado no início
da idade adulta, enquanto que, o declínio do mesmo seja percebido na meia idade, por
volta dos 45 anos. Sabendo disso uma das hipóteses mais aceita para a compreensão do
declínio cognitivo foi baseada na redução da função cardiovascular decorrente do
envelhecimento, que acarretaria diminuição progressiva da disponibilidade de oxigênio no
cérebro. A prática de atividade física ocasionaria na melhora da aptidão cardiovascular
podendo resultar em um aumento da plasticidade do cérebro humano, além de exercer
redução na senescência cognitiva. OBJETIVOS. Verificar a relação do desempenho
cognitivo com a aptidão aeróbia em idosas fisicamente ativas. MÉTODOS. A amostra foi
constituída por 49 mulheres idosas (64,3±3,9 anos de idade; índice de massa corporal=
26,8 ± 3,4 kg.m-2), fisicamente independentes e ativas (por um período mínimo de 6
meses) que foram submetidas aos seguintes procedimentos: avaliação da aptidão aeróbia
pelo teste cardiopulmonar em esteira rolante, sob o protocolo de rampa, o teste consistiu
inicialmente de uma velocidade de 2,0 km/h e 0% de inclinação, aos 10 minutos de teste a
velocidade e inclinação prevista era de 6,0 km/h e 6%, respectivamente, para obtenção do
consumo de oxigênio pico (VO2pico); e avaliação do desempenho e declínio cognitivo
pelo Miniexame do Estado Mental - MMSE. A normalidade dos dados foi verificada pelo
teste de Shapiro-Wilk. Os dados da caracterização da amostra estão apresentados como
média e (±) desvio padrão. A relação (r) do desempenho cognitivo com a aptidão aeróbia
foi verificada pela correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi de 5%
(p<0,05). RESULTADOS. O desempenho cognitivo (26,5 ± 3,3 pontos) apresentou
correlação positiva e significativa (r= 0,365; p= 0,012) com o VO2pico (20,3 ± 2,5 ml.kg.1
min-1). CONCLUSÃO. O desempenho cognitivo apresentou relação com a aptidão
aeróbia em idosas fisicamente ativas, tendo em vista que quanto maior o desempenho
cognitivo, maior foi o VO2pico.
107
RESUMO 86
AVALIAÇÃO DA GORDURA CORPORAL EM ADOLESCENTES ESCOLARES
UTILIZANDO DOBRAS CUTÂNEAS E BIOIMPEDÂNCIA BIPOLAR
Autores: Priscilla Alencar de Oliveira Morais1, Milla Gabriela Belarmino Dantas1, Ana
Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo Cappato de Araújo1, Paulo Adriano Schwingel1. Email: [email protected]
Instituição: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil
Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico (PFA) da Universidade de Pernambuco
(UPE)
INTRODUÇÃO: A obesidade é um problema de saúde global que pode estar associado a
distúrbios clínicos que representam alto risco para doenças crônicas não infecciosas,
tendo como estágios críticos para o seu desenvolvimento a infância e a adolescência,
pois é quando ocorrem a oscilação e a transição da adiposidade corporal. Por conta
disso, recomenda-se o desenvolvimento de ferramentas de avaliação e prevenção
adequadas para a população dessa faixa etária. Neste contexto se destacam a análise da
bioimpedância (BIA) e a mensuração das dobras cutâneas, dois métodos duplamente
indiretos capazes de avaliar a gordura corporal total e que podem correlacionar-se de
forma significativa. Apesar desse fato, o seu uso ainda não é amplo em algumas
populações, como as crianças e os adolescentes. OBJETIVO: Comparar dois diferentes
métodos indiretos de estimativa do percentual de gordura corporal em adolescentes
escolares. MÉTODOS: Foram avaliados 300 adolescentes com idades entre 12 e 17
anos, na cidade de Petrolina, Pernambuco, Brasil. Todos foram submetidos à mensuração
das dobras cutâneas e à bioimpedância elétrica (BIA) bipolar para obtenção do percentual
de gordura corporal. Foram utilizados o teste estatístico de Wilcoxon e o coeficiente de
correlação de Spearman. RESULTADOS: A mediana (intervalo interquartil) de idade dos
avaliados foi 13,0 (13,0–15,0) anos. Duzentas e quatorze (71,3%) eram meninas. Foi
verificada forte correlação linear positiva (r=0,76; P<0,001) entre os métodos. Porém,
quando separados por gênero, a correlação estatística (P<0,001) entre estes protocolos
tornou-se moderada (r=0,61 e r=0,73 nos sexos masculino e feminino, respectivamente).
Por outro lado, percentuais de gordura obtidos por dobras cutâneas (26,9%) e BIA
(22,3%) foram estatisticamente diferentes (P<0,001). O percentual de gordura estimado
por dobras cutâneas foi maior em ambos os sexos e em todas as faixas etárias. Além
disso, ambos os métodos identificaram maior percentual de gordura no sexo feminino em
relação ao masculino. CONCLUSÃO: O percentual de gordura corporal medido pela BIA
foi significativamente menor que o estimado pelo método antropométrico. No entanto, os
valores são fortemente correlacionados. Neste sentido, a BIA pode ser utilizado nesta
população para monitorizar e avaliar as alterações no estado nutricional ao longo do
tempo. Além disso, este método simples, barato e prático pode ser uma opção na
implementação de protocolos de atendimento nutricional em colégios e escolas.
108
RESUMO 87
NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM ESCOLARES DO
ENSINO MÉDIO/IF-BAIANO – CAMPUS SENHOR DO BONFIM
Autores: Rafael da Silva Muricy Guirra1,2, Jadson de Oliveira Lima1,2, Jainy Carneiro da
Silva Santos1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO),
Senhor do Bonfim/BA, Brasil;
2
Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física Relacionada à Saúde
(GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim
Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim
INTRODUÇÃO: A percepção da composição corporal e da aptidão física tem sido descrita
como possibilidade de proporcionar a crianças e jovens adoção de estilo de vida
saudável, vivendo fisicamente ativo. A aptidão física deve ser percebida como um
constructo que representa um estado multifacetado de bem-estar resultante da
participação na atividade física. Dessa forma, é importante estudar, acompanhar e
conhecer a interrelação de fatores associados à adoção de comportamentos indesejáveis
e propor estratégias de promoção de um estilo de vida saudável. OBJETIVO: Avaliar a
evolução da composição corporal e os níveis de aptidão física relacionado à saúde em
alunos do curso técnico agropecuário integrado ao ensino médio. MÉTODOS: A seleção
da amostra foi feita através de processo de amostragem aleatória sistemática mediante a
utilização da relação nominal dos alunos matriculados no Campus que compuseram a
amostra de 196 escolares de ambos os sexos com idades 14 a 17 anos, de uma
população de 386 escolares. Destes, 114 são do sexo feminino e 82 do sexo masculino,
com média de idades 15,83 ± 1,84 e 15,76 ± 1,29 respectivamente. As informações
referentes aos níveis de aptidão física dos escolares foram coletadas através dos testes
de resistência abdominal, flexão de braço, sentar alcançar, VO 2máximo e mensuração
das dobras cutâneas: subescapular e tríceps, no período de 06 a 20 de abril do ano em
curso. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS for Windows, utilizando a
estatística descritiva e teste “t”. RESULTADOS: Os resultados mostraram que 55,0% dos
escolares foram classificados como percentual de gordura ótimo (p<0,03), porém 48,6%
foram classificados como percentual de gordura moderado alto (p<0,04), com maior
ocorrência entre os escolares do sexo feminino de 31,5%. (p<0,04). Com relação ao teste
de resistência abdominal, o sexo feminino obteve resultado inferior ao sexo masculino,
56,2% foram classificados acima da média (p<0,03), já os rapazes, 81,8% foram
classificados acima da média (p<0,02). Já o teste de flexão de braços, 90,3% do sexo
feminino foram classificados abaixo da média (p>0,04) e, 78,0% do sexo masculino
classificado acima da média (p<0,03). Para o teste sentar alcançar, o sexo masculino
obteve resultados melhores, 84,2% classificados acima da média (p<0,02) contra, 60,5%
do sexo feminino classificado abaixo da média (p<0,04). Enquanto para o VO 2máx para
ambos os sexo foram classificados com fraca (p<0,04), 66,7% para os sexo feminino e
56,1% para o sexo masculino. CONCLUSÃO: Portanto concluiu-se que de maneira geral
os escolares apresentam ocorrência de percentual de gordura moderado alto e baixo nível
de aptidão física relacionada à saúde, sobressaindo apenas para o teste de resistência
abdominal.
109
RESUMO 88
SISTEMATIZANDO AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA VIVÊNCIA
LÚDICA COM UM NOVO OLHAR PEDAGÓGICO.
Autores: Rafaela de Andrade Pinheiro Oliveira, Antônio de Pádua dos Santos, Raíza
Braun. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
OBJETIVO: O presente relato tem como objetivo descrever e fazer uma análise crítica da
experiência vivenciada em aulas aplicadas na Escola Municipal Prof. Ascendino de
Almeida. MÉTODOS: O trabalho da disciplina de Educação Física no Ensino Fundamental
consistiu em planejar e aplicar três aulas sistematizadas com conteúdo Jogos ou Lutas
para uma turma do Ensino Fundamental. O conteúdo escolhido pelo grupo (graduandos
de Educação Física - Licenciatura no 5º período) á aplicação das mesmas, de forma
sistematizada, foi Lutas, com foco no Judô e os temas sendo, na primeira aula:
Leãozinho, na segunda aula: Puxa-puxa e na terceira aula: Casulo, tudo isso partindo de
uma base teórica sobre os assuntos. As aulas foram ministradas nos dias 11 e
12/06/2012, para uma turma com média de 30 alunos, contendo um aluno com deficiência
intelectual, do 2º ano do Ensino Fundamental, que possui crianças com faixa etária de 7 e
8 anos. RESULTADOS: Acredita-se que o objetivo de mostrar que é possível aplicar
aulas proveitosas, atrativas e interessantes foi alcançado. O comportamento dos alunos
relativo ao conteúdo foi proveitoso, eles corresponderam e realizaram bem as aulas.
Tivemos um bom domínio da turma na maioria do tempo das atividades, logicamente que
em certos momentos alguns poucos alunos não se comportaram tão bem, mas
conseguimos contornar a situação com conversas e conselhos. As três aulas ministradas
nos permitiu mostrar e acreditar que é possível utilizar o conteúdo Lutas nas aulas de
Educação Física escolar, conhecer e vivenciar a realidade de uma escola pública
municipal de Natal, diminuindo certos preconceitos quanto à mesma, ver sua prática
pedagógica, no que se refere ao processo educacional, compreender e analisar a
importância da sistematização e da didática da Educação Física, de uma boa estratégia
metodológica, de se ter variedades de recursos didáticos e de se ter uma boa relação
professor/alunos. CONCLUSÃO: Essa atividade definitivamente foi de suma valia e com
certeza acrescentou muito na nossa futura formação. Vimos o quanto é necessário aliar o
conhecimento teórico com as experiências empíricas. Não é fácil, mas quando há
preparação, coragem e boa vontade, as coisas se tornam possíveis de se realizar.
110
RESUMO 89
O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA A CIRCUNFERENCIA DA CINTURA DE USUÁRIOS
DE PARQUE DE LAZER
Autores: Reginaldo Luiz do Nascimento, Alfredo Anderson Teixeira de Araújo, Loumaíra
Carvalho da Cruz, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) – Programa de
Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: MEC/PET/CAPES
INTRODUÇÃO: Estudos tem demonstrado que o estilo de vida (EV) pode apresentar
direta influencia aos riscos para doenças cardiometabólicas. Na análise do EV os
componentes atividade física e nutrição podem ser essenciais na influência em
indicadores antropométricos. OBJETIVO: Verificar a associação entre EV e circunferência
da cintura (CC) de usuários de parque de lazer. MÉTODOS: A amostra foi composta por
210 indivíduos de ambos os sexos com média de idade de 44,5±17,0 anos, sendo Masc:
45,1±17,4 anos e Fem: 47,7±17,5 anos, estatura – Masc: 1,69±0,08 m e Fem: 1,57±0,07
m e peso – Masc: 76,5±15,6 kg e Fem: 64,8±11,3 kg. Além da medida antropométrica da
CC, os avaliados responderam o questionário FANTASTIC que objetivou avaliar o EV
através de diversos componentes (Família, Atividade Física, Nutrição, Tóxicos, Álcool,
Sono, Tipo de Comportamento, Introspecção e Trabalho). A amostra foi dividida por sexo,
faixa etária e estilo de vida, onde o EV foi dicotomizado em Alto (AEV) e Baixo Estilo de
Vida (BEV). Estatística descritiva e teste t de student para amostras independentes foram
aplicados com p<0,05 (Statistica v.6.0). RESULTADOS: Correlações negativas foram
observadas na amostra total entre EV e CC (r = -0,15; p=0,024) e no grupo masculino (r =
-0,20; p=0,041). Além disso, ao comparar a CC entre diferentes EV, ocorreram diferenças
significativas na amostra total (AEV = 82,6±11,9 cm vs. BEV = 86,6±13,1 cm; p<0,05).
CONCLUSÃO: A CC de usuários de parque de lazer de ambos os sexos (amostra total)
pode ser influenciada pelo EV, com resultados significativos ocorrendo em homens
independentes da idade.
111
RESUMO 90
PRONTIDÃO À ATIVIDADE FÍSICA DE PRATICANTES DO PROJETO CAMINHADA
NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN
Autores: Ricardo André Gomes da Silva¹, Denize Mota do Nascimento¹, Hérika
Monicely¹, Pauliane Gomes da Silva¹, Tatiane Silva do Nascimento¹, Patrick Ramon Stafin
Coquerel¹, Brenda Regina Gomes De Pontes¹, Tâmara Luíza de Oliveira Albano¹, William
De Moura Barbosa¹, Hudday Mendes da Silva¹. E mail: [email protected]
Instituição: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC.
INTRODUÇÃO: A atividade física, exercitada com frequência regular é uma das principais
influências na manutenção da saúde, principalmente para os idosos. O questionário
Physical Activity Readiness Questionnaire (Par-Q), é um método utilizado para identificar
indivíduos aptos ou não, ou seja, traçar um perfil de prontidão dos participantes para a
prática de atividades físicas, e assim ficar ciente das condições de saúde dos mesmos e
se necessário encaminha-los para uma melhor avaliação clínica. OBJETIVO: Determinar
a aptidão para prática de atividade física regular em idosos participantes do projeto de
Caminhada na água da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN.
METODOLOGIA: Participaram do estudo 66 idosos, sendo 25 homens e 41 mulheres
com idades > 60 anos. A amostragem deu-se de forma não probabilística, por
intencionalidade. A natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para coleta de dados é
descritiva. Utilizou-se como instrumento de avaliação o Questionário de Prontidão para
Atividade Física, proposto pelo College of Sports Medicine, composto por sete questões
que podem ser assinaladas com “sim” ou “não”, onde o “não” representa ausência de
impedimento para a prática de atividade física e o “sim” contraindica a prática imediata de
exercícios. As aplicações foram realizadas antes de iniciarem-se as atividades e caso o
mesmo venha ter quaisquer resposta positiva, era indicado a procurar um médico
especializado para prevenir e liberar a prática do exercício físico com segurança. Análise
dos questionários deu-se de forma descritiva por distribuição de frequência.
RESULTADOS: De acordo com a distribuição das respostas por gênero, observou-se que
em ambos os sexos identificou-se respostas verdadeiras (Masculino=64% e
Feminino=36%), como visto, um maior percentual para os homens. Quando verificado
qual pergunta apresenta maior percentual de respostas sim, tanto os homens (56%) como
as mulheres (53,7%) para o questionamento de que algum médico já lhe prescreveu
medicamento para pressão arterial ou para o coração, obtiveram tal comportamento,
seguido por se o médico já disse que o idoso já possui algum problema cardíaco e
recomendou atividades físicas apenas sob supervisão médica (Masculino= 24% e
feminino=24,4%) e se possui algum problema ósseo ou articular que poderia agravar-se
com a prática de atividade física (Masculino=16% e feminino=29,3%). As únicas respostas
com percentual alto para respostas “não” foram em relação a dor no peito durante a
atividade e/ou no ultimo mês. CONCLUSÃO: Nesse sentido, o observado é que os
homens em uma maior quantidade apresentam-se aparentemente inaptos, como também
se destaca que em relação a problemas ósseo, como visto na literatura as mulheres
apontaria um maior percentual, sendo explicado a partir das possíveis disfunções
hormonais e de nutrientes advindos da idade avançada. Com isso o PARQ trata-se de um
instrumento relativamente simples, fornecendo uma avaliação superficial das condições
prévias de saúde, recomendando-se a realização de uma avaliação clínica mais
detalhada, para aqueles sujeitos que se apresentaram inaptos, antes mesmo da prática
de qualquer atividade física regular.
112
RESUMO 91
SISTEMATIZAÇÃO DO JIU-JÍTSU BRASILEIRO NA ESCOLA.
Autores: Ricardo de Araujo Gomes, Jacilene Guedes de Oliveira, Marco Aurélio Lauriano
de Oliveira. E-mail: [email protected]
Instituições: Universidade de Pernambuco (UPE/ESEF), Recife/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: O presente estudo tem como tema a sistematização do Jiu-Jítsu
Brasileiro (JJB) sob a perspectiva da cultura corporal na Abordagem Crítico-Superadora.
A escolha por utilizar a Abordagem Crítico-Superadora se deu pelo motivo desta ser a que
o autor da pesquisa mais se identifica e defende, por possibilitar o acesso ao
conhecimento da educação física enquanto uma produção cultural. De modo que este
acesso possibilite ao aluno transcender a postura de contemplação apenas, e perceba
que ele, o aluno, é sujeito que produz cultura. Ao mesmo tempo em que agindo neste
sentido também promove mudanças na construção histórica. OBJETIVO: Propor uma
sistematização do JJB, enquanto componente do conteúdo luta, para o ensino
fundamental, a partir das categorias fundamentais da Concepção Pedagógica CríticoSuperadora. METODOLOGIA: Este estudo se configura como uma pesquisa qualitativa
cujas análises realizadas terão um caráter descritivo analítico. Utilizou-se como material
de coleta de dados livros clássicos sobre JJB e o livro clássico da Concepção Pedagógica
Crítico-Superadora: Metodologia do Ensino da Educação Física (2009). A estrutura deste
estudo se dá em quatro partes, sendo elas: construção histórica do JJB; caracterização
do JJB; análise das categorias fundamentais da Concepção Pedagógica CríticoSuperadora; e por fim a apresentação do conteúdo programático para o ensino do JJB
nos três ciclos do ensino fundamental. RESULTADOS: No 1º ciclo (Organização dos
dados da realidade) o conhecimento é trabalhado predominantemente a partir de jogos de
combate, a fim de, ordenar aspectos históricos, técnicos, táticos, e de regulação:
componentes do JJB; 2º ciclo (Iniciação à sistematização do conhecimento), aqui se
reorganiza os dados do JJB caracterizando os personagens e os aspectos supracitados,
acrescentando uma análise do sistema de graduação do JJB; 3º ciclo (Ampliação da
sistematização do conhecimento) requalifica-se a compreensão do objeto analisando as
restrições de técnicas para cada graduação/categoria e elabora-se esquemas de luta
utilizando o conhecimento técnico, os fundamentos de regulação e a caracterização dos
personagens na luta. CONCLUSÃO: As categorias levantadas e analisadas, na
Concepção Pedagógica Crítico-Superadora, trazem clareza ao professor para o
planejamento de suas aulas, o Jiu-Jítsu pode ser desenvolvido sem maiores ônus no
ensino fundamental da escolarização básica; os fatos que o transformaram ao longo do
tempo podem ser desenvolvidos sob a perspectiva da historicidade; o conhecimento
presente no JJB lhe configura uma identidade, mas deve se relacionar entre suas
categorias e com conhecimentos de outras áreas, e principalmente com o contexto do (a)
estudante; esta pesquisa contribui para a inserção dessa modalidade de luta na educação
física escolar, ao mesmo tempo em que orienta os professores de JJB também fora da
escola básica.
113
RESUMO 92
PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE SUJEITOS PARTICIPANTES DO PROJETO
CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN
Autores: Rodolfo de Holanda Mendonça1, Juliany Soares Costa de Oliveira1, Carla
Silvana de Barros1, Pauliane Gomes da Silva1, Brenda Rejane Gomes de Pontes1;
Hudday Mendes da Silva1; Patrick Ramon Stafin Coquerel; Jonatas de França Barros;
Tâmara
Luíza
de
Oliveira
Albano1;
Antônio
Alexandre
Silva1.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil;
Apoio: CAPES, PROEX, PROGESP, PROPESQ, MEC, FAPERN.
INTRODUÇÃO: Traçar o Perfil Antropométrico de um indivíduo é de grande valia para
identificar precocemente riscos de uma futura doença crônica degenerativa. Medidas
como o índice de massa corporal (IMC), cintura e a relação cintura/quadril (RCQ) são
indicadores de risco estratégicos para possíveis intervenções de profissionais qualificados
em saúde. Na associação entre hipertensão e excesso de gordura corporal, geralmente, a
obesidade é identificada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), e a gordura abdominal,
pelo perímetro da cintura (PC), ou pela razão cintura/quadril (RCQ), ou pela razão
cintura/estatura (RCE) (MUNARETTI, 2011, p. 26). OBJETIVO: Descrever o perfil
antropométrico dos sujeitos participantes do projeto Caminhada na água para idosos da
UFRN. METODOLOGIA: A população foi composta de participantes do programa de
Caminhada na água da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, compreendendo
uma amostra de 86 sujeitos, sendo 33 homens (62,8 + 9,9 anos) e 53 mulheres (58,0 +
11,7 anos). O programa de Caminhada na água é sistematizado e organizado seguindo o
padrão de 3 horas semanais, baseando-se numa intensidade de leve a moderada
utilizando-se da PSE e FC, visto alguns participantes utilizar-se de medicamento que
podem influenciar na FC. Os instrumentos utilizados para avaliação antropométrica deuse a partir de uma balança (Ver marca) com precisão de 100 g para verificação de peso
(kg), estadiômetro (Ver marca) com precisão de 1 mm para mensurar a estatura (cm) e
para mensuração das circunferências (Abdome, quadril e cintura) utilizou-se de uma fita
antropométrica de silicone de marca SANNY (2 m) com precisão de 1 mm. Os
procedimentos utilizados para massa corporal e estatura seguiram-se com uma posição
ortostática no plano de Frankfurt. O mesmo procedimento deu-se para as medidas de
circunferências, utilizando-se ainda a média proximal entre as três medidas, minimizando
a possibilidade de erro entre as medidas. Para análise estatística descritiva, utilizou-se
das medidas de média, desvio padrão, mínimo e máximo, sendo apresentada nos
resultados uma distribuição de acordo com o gênero. Para verificar a normalidade da
amostra utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov e para verificar as diferenças entre os
grupos, utilizou-se o test t para amostras normais e o teste de Mann-Whitney para as
variáveis não normais. Adotou-se um nível de significância de p<0,05. Os dados foram
coletados no período vespertino, entre 15h30min e 18h00min. Todos os avaliados
assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado pela PROPESQ da UFRN (código
PVD8486-2013). RESULTADOS: Para os homens o IMC médio foi de 28,6 kg/m 2 + 4,94,
com uma relação cintura quadril (ICQ) de média de 0,97 + 0,05. Já nas mulheres o IMC
médio foi de 29,04 kg/m2 + 4,98 e o ICQ médio foi de 0,86 + 0,063. Observou-se uma
diferença significativa para a ICQ entre homens e mulheres (p<0,001**). CONCLUSÃO:
Na média ambos grupos encontram-se em condição de sobrepeso, mas o risco
cardiovascular apresenta-se na média superior nos membros do sexo masculino.
114
RESUMO 93
ANÁLISE DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE
SEMANA EM CRIANÇAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA E REDES
DE ENSINO.
Autores: Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Ferdinando
Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF
INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode
favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o
ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de
atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de
classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e
sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato
esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores
e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: Analisar a quantidade de
horas sentadas por semana e final de semana em crianças com diferentes níveis de
atividade física (NAF) e alunos de diferentes redes de ensino. MÉTODOS: Para tanto
participaram do seguinte estudo 178 crianças, sendo 84 meninos (6,59±0,49) e 93
meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três privadas, da cidade de JuazeiroBA. Para verificação NAF e da quantidade de horas sentadas, utilizou-se o questionário
IPAQ versão curta. Os alunos foram divididos em dois grupos de acordo com o NAF,
sendo G1 = alunos ativos e muito ativos e G2 = alunos irregularmente ativos A e B e
sedentários. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos
dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para
caracterização da amostra. O teste “t” de student para amostras independentes foi
utilizado para comparar a quantidade de horas entre os grupos e o teste “t” para amostras
dependentes foi utilizado para comparação entre as diferentes horas de cada grupo. A
significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote
estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para
Windows. RESULTADOS: Observou-se nas duas redes de ensino diferença significativa
na quantidade de horas sentadas por semana e por final de semana entre os grupos,
tanto nos meninos quanto nas meninas, tendo os alunos do G1 menor quantidade de
horas sentadas. Além disso, nas duas redes de ensino, houve diferença significativa
quando comparada a quantidade de horas sentadas por semana e por final de semana,
com o G1dos dos dois sexos passando mais horas sentadas durante a semana e o G2
com mais horas sentadas durante o fim de semana. Quando comparado a quantidade de
horas sentadas entre as duas redes de ensino, somente entre os meninos do G1 houve
diferença para a quantidade de horas sentadas por semana, sendo esse número maior
para os alunos da rede privada. CONCLUSÃO: Em crianças do sexo masculino e
feminino, o nível de atividade física tem influência direta na quantidade de horas sentadas
durante a semana e final de semana, sendo que quanto mais ativo fisicamente for a
crianças, menor a quantidade de horas sentada. Além disso, somente no grupo de
meninos ativos a rede de ensino teve influência na quantidade de horas sentadas.
115
RESUMO 94
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE SENTO SÉ –
BA
Autores: Rosicleia Sirqueira1, Cícero Dias dos Santos1, Alfredo Anderson Teixeira de
Araujo1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Universidade do Estado da Bahia – UNEB (PARFOR); 2Universidade
Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: É consenso dos profissionais da área da Ciência dos Esportes que os
indivíduos fisicamente mais ativos são mais saudáveis e tendem a experimentar menores
taxas de mortalidade por doenças crônicas degenerativas. É bem provável que os hábitos
de atividade física adquiridos na infância possam influenciar no nível de atividade física na
idade adulta. OBJETIVO: analisar o nível de atividade física de escolares da zona rural de
Sento Sé – BA. MÉTODOS: Participaram da amostra 176 alunos, onde 96 são meninas e
80 meninos, matriculados do 6º ao 9º ano. Para análise do nível de atividade física, foi
utilizado o questionário internacional de atividade física (IPAQ versão curta), onde os
mesmo poderiam ser classificados como Muito Ativo, Ativo, Irregularmente Ativo A,
Irregularmente Ativo B e Sedentário. RESULTADOS: Os dados apontam que meninas
(38,7%), em comparação com os meninos (28,9%) da zona rural, são muito ativas. Já os
a maioria dos meninos são classificado como ativos (63,8%), já as meninas, 57,0% delas
apresentam-se como ativas. Contudo deve-se ressaltar que o número pesquisado de
meninas é superior aos meninos. CONCLUSÃO: Com base nos resultados obtidos e
considerando a população rural dos alunos da escola pesquisada, pode-se concluir que
os escolares estão com o seu nível de atividade física satisfatório. Pode-se inferir que,
isso aconteça devido às atividades do dia-a-dia constantes, amplas e diversas que essas
crianças têm.
116
RESUMO 95
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO
MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA URBANA E RURAL DE CASA NOVA-BA
Autores: Rubenice da Silva Gonçalves1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro2, Ferdinando
Oliveira Carvalho2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (Programa de Formação de Professores
Plataforma Freire), Juazeiro/BA; 2Universidade Federal do Vale do São Francisco
(UNIVASF).
INTRODUÇÃO: A mensuração da aptidão física em jovens consiste em uma importante
ferramenta para os professores monitorar e avaliar o desempenho dos alunos. Além
disso, é importante determinar se o nível de aptidão física difere de acordo com
determinadas características, dos alunos e do contexto. Dessa maneira, surge a
necessidade de observar os diferentes níveis de aptidão física e estudos que compararam
as diferenças do condicionamento em crianças e jovens de diferentes regiões
demográficas (rural e urbana) e de diferentes realidades sociais. Desse modo, enfatiza-se
a relevância de desenvolver o estudo comparativo entre escolares da zona urbana e da
zona rural. OBJETIVO: Analisar e comparar a composição corporal, pressão arterial e
desempenho motor de escolares, de ambos os gêneros, zona rural e urbana da cidade de
Casa Nova - BA. MÉTODOS: Participaram do presente estudo 55 alunos de duas escolas
públicas do município de Casa Nova - BA, sendo destes 26 do sexo masculino (13,2
anos; 48,2 kg; 1,51 m) e 29 do sexo feminino (12,3 anos; 46,0kg; 1,51 m). Os
procedimentos de coleta de dados usados para composição corporal foram o IMC (índice
de Massa Corporal), Circunferências de cintura e quadril e RCQ (Relação cintura–quadril)
conforme as técnicas descritas por Callaway et. al. (1988). Para mensuração da pressão
arterial (PA) foi utilizado o equipamento G.TECH modelo: BP3AF1-3, que consiste em um
aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação automática do ar. Foram
feitos os testes motores de flexibilidade (sentar e alcançar sem banco), força e resistência
abdominal e força explosiva de membros inferiores (salto horizontal) seguindo o protocolo
de Gaya e Silva (2007). Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para
averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística
descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre as zonas
urbana e rural, e entre os sexos de cada zona foi utilizado o teste “t” de student para
amostras independentes. Foi utilizado o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de
significância adotado foi de p<0,05. RESULTADOS: Para os alunos do sexo masculino
não foi encontrado diferença significativa em nenhuma das variáveis da composição
corporal e PA quando comparado a escola urbana e rural. Já para o sexo feminino, nas
mesmas escolas, nas variáveis da composição corporal, foi encontrada diferença
significativa no IMC, RCQ e CQD, além disso, essa diferença também foi encontrada na
PAD. Na comparação entre os sexos de cada zona, os alunos da zona rural apresentaram
diferença significativa no IMC. Somente o teste de impulsão horizontal (IH) apresentou
diferença significativa, apontando que os escolares da zona rural tiveram melhor
desempenho do que escolares da zona urbana. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram
que as meninas da zona rural apresentam melhores resultados para a composição
corporal e a PA, porém não foi possível identificar diferenças entre os meninos. Nos
testes motores os escolares da zona rural apresentaram melhor desempenho na impulsão
horizontal.
117
RESUMO 96
ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM ATLETAS
UNIVERSITÁRIOS DE BASQUETEBOL: UM ESTUDO PILOTO
Autores: Samara Karla Anselmo da Silva, André Igor Fonteles1, Cinthia Beatriz da
Fonseca; Ivan Igor de Oliveira Sobrinho; Hassan Mohamed Elsangedy1. E mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil
Apoio: CNPq, CAPES
INTRODUÇÃO: Estudos têm avaliado a Variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em
repouso para detectar doenças cardíacas, bem como investigar os efeitos dos programas
de exercício físico na VFC comparando os índices pré e pós-programa de exercício físico.
O basquetebol universitário caracteriza-se como uma atividade que demanda significativa
sobrecarga física sobre seus praticantes. Logo, algumas adaptações fisiológicas poderão
ser esperadas, inclusive relacionadas à modulação autonômica. OBJETIVO: Analisar a
VFC de repouso em jogadores de basquetebol universitário. MÉTODOS: A amostra foi
constituída de 5 jogadores praticantes de basquetebol universitário que foram submetidos
à mensuração antropométrica (média da massa corporal de 78,15 kg e estatura de 1,78
m). A coleta da VFC foi realizada com os indivíduos na posição supina durante 15 minutos
em um ambiente silencioso e com temperatura controlável (25ºC). O registro da
frequência cardíaca (FC) foi monitorado a cada 5 segundos durante o repouso
(Cardiofrequencímetro Polar® RS800CX). Na análise linear os resultados foram
armazenados em arquivos de texto e transferidos para o software HRV Kubios
(Universidade de Eastern Finland). Os parâmetros no domínio do tempo estudados foram
à média dos intervalos RR (iRR), o desvio padrão dos intervalos RR (SDNN) e raiz
quadrada da média dos quadrados das diferenças entre os intervalos RR sucessivos
(RMSSD). Os componentes no domínio da frequência analisados foram o componente
espectral de baixa frequência em unidades normalizadas (LFnu), componente espectral
de alta frequência em unidades normalizadas (HFnu) e razão LF/HF (LF/HF). Foram
coletados os intervalos R-R por 15 minutos durante o repouso, sendo utilizados os 5
minutos com maior estabilidade para as análises. A distribuição de normalidade dos
dados foi verificada através do teste de Shapiro Wilk. Os resultados foram apresentados
em média e desvio padrão. RESULTADOS: Os valores médios foram encontrados para
os intervalos R-R (985,6 ± 634,0 ms); SDNN (54,4 ± 17,6ms); RMSSD (45,1 ± 14,9 ms);
[LF (nu) 69,2 ± 11,6; HF (nu) 30,7 ± 11,6; LF/HF (1,21 ± 1,14)]. CONCLUSÃO: Devido à
carência de estudos tratando-se do perfil autonômico em atletas universitários de
basquetebol, torna-se difícil identificar um padrão de referência, porém os resultados
sugeridos poderão servir de base para identificar o perfil autonômico desses atletas, além
de facilitar na prescrição de treinamento.
118
RESUMO 97
COMPORTAMENTO DE ADESÃO A ATIVIDADES FÍSICAS EM VIAS PÚBLICAS E
PARQUES EM PETROLINA
Autores: Sandra Leite de Oliveira1,2, Paulo Henrique de Melo Reis1,2, Francisco de Jesus
de Sousa1,3, Brenda da Silva Rodrigues1,3. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão
Pernambucano-IF Sertão-PE, 2 Departamento de Área Propedêutica, 3Departamento de
Área Técnica, Campus Petrolina.
Apoio: IF Sertão-PE/Brasil
INTRODUÇÃO: A atividade física é considerada, dentre outros fatores, um importante
elemento na promoção da saúde e qualidade de vida da população. Vários estudos
demonstram que o sedentarismo ou a falta de atividade física, juntamente com o fumo e a
dieta inadequada, são fatores de risco associados ao estilo de vida, o que pressupõe
aumento substancial no risco de desenvolver /agravar várias doenças, principalmente as
de natureza crônico-degenerativa, como cardiopatias, câncer, hipertensão, diabetes e
obesidade. OBJETIVO: Identificar comportamento de adesão a atividade física de
caminhada e corridas de praticantes de vias públicas e parques categorizando Índice de
Massa Corporal (IMC) e Nível de Atividade Física (NAF), entre gêneros. MÉTODOS: A
amostra foi composta por 78 homens e 74 mulheres com idades entre 18 a 60 anos dos
locais; Parque Municipal Josepha Coelho, Pista de corrida/ciclismo da Cohab
Massangano - BR 407, Orla de Petrolina e Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, com
frequência de atividades de 3 a 6 vezes por semana. Utilizamos entrevista com perguntas
fechadas a cerca dos motivos da adesão e identificação idade, peso, altura, AF e
classificação NAF, conforme critérios do CDC (Center for Disease Control and
Prevention). RESULTADOS: No grupo masculino, 53 pessoas estão com sobrepeso ou
obesidade (grau I e II). Enquanto no quadro das mulheres, 26 delas estão com sobrepeso.
A atividade mais atuante é a caminhada com 126 praticantes. Os principais motivos de
executar AF são o bem estar do praticante, com 96 indicações, e a necessidade de saúde
física com 116. 107 participantes disseram que praticavam atividades físicas na infância
e 93 acreditam que esse ato contribuiu para a continuidade na fase adulta.
CONCLUSÕES: Não houve muita divergência entre o número de homens e mulheres
praticante de AF e quanto ao NAF os homens são mais regularmente ativos. A
participação de adolescentes foi bem menor do que a dos adultos. 64% das mulheres se
encontram com peso normal, enquanto apenas 30% dos homens estão na mesma
situação. Os usuários destes locais referem que os utilizam por ser próximo a sua
residência, ambiente agradável, contudo alega que necessitam de manutenção,
segurança e mais arborização.
119
RESUMO 98
ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO PROCESSO QUE ANTECEDE O
ENSINO DOS ESTILOS DE NADOS
Autores: Shaianne Lopes de Sousa, Ricardo Hugo Gonzalez. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Ceará (UFC/CE).
INTRODUÇÃO: No Ensino-Aprendizagem da Natação, objetivos, conteúdos e
metodologia modificaram-se, ao longo do tempo, de forma a adequar-se mais aos novos
conhecimentos produzidos em outras áreas. Assim, a pedagogia da natação sofreu
grande evolução até os dias atuais. Tradicionalmente, caracteriza-se nas sequências
pedagógicas um período de adaptação ao meio líquido anterior ao ensino dos nados. De
um ponto de vista da aprendizagem motora, esse processo que antecede o ensino dos
quatro estilos de nados é mais amplo, envolvendo o domínio do meio aquático, ou seja,
da diversidade de formas de estar e agir em meio líquido. OBJETIVO: Identificar os
recursos materiais e as estratégias utilizadas por professores de natação no ensinoaprendizagem dos conteúdos que precedem o ensino dos estilos de nado competitivos
em diferentes espaços na cidade de Fortaleza-Ce. MÉTODOS: O grupo estudado foi
composto por oito sujeitos que trabalhavam com iniciação à natação para crianças na
terceira infância, sendo dois professores de um clube desportivo, dois professores de uma
escola especializada em natação, dois estudantes de graduação em um projeto de
extensão de uma IES e dois professores de duas academias diferentes. O instrumento
utilizado foi uma entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram gravadas e
posteriormente transcritas e apagadas. Em seguida foram organizadas unidades de
registro de acordo com seu significado em categorias, nas dimensões (1) Materiais: a)
materiais típicos no ensino da natação e b) materiais alternativos/não-convencionais e (2)
Estratégias: a) Exercitação de forma convencional b) Formas variadas de explorar o
ambiente e c) Ludicidade, brincadeiras e tempo livre. RESULTADOS: Em relação aos
materiais, todos os professores relataram utilizar materiais típicos do ensino da natação,
como pranchas e macarrões. Alguns professores comentaram a utilização também do
pullbuoy. Embora não específicos para o ensino da natação, mas bastante comuns,
tapetes, arcos e bóias foram mencionados por vários professores. Na categoria de
materiais alternativos, pode-se evidenciar que poucos relataram a utilização desse
recurso. Entre estes, pode-se destacar os materiais não-convencionais, como traves,
bolas(inhas) e brinquedos e materiais alternativos, como pneus, garrafas e objetos usados
no dia-a-dia. Em relação às estratégias, todos os professores descreveram utilização dos
materiais típicos da natação em exercícios convencionais. Alguns professores disseram
ainda utilizar os materiais de forma não-convencional; propor exercícios sem a utilização
de materiais e formas diferentes de realizar exercícios, orientadas pelo professor, mas
criadas pelos alunos; e jogos. Todos os professores relataram disponibilizar tempo livre
para os alunos. Essa prática, porém, variava de um para outro, na forma como era
proposta (sem material disponibilizado para os alunos, liberdade usarem o material que
quisessem ou para apenas o material que o professor indicasse) e na freqüência (fixas no
começo ou final das aulas; no último dia de aula da semana ou do mês; ou ainda
esporadicamente). CONCLUSÃO: Conclui-se que nos ambientes investigados são
utilizados materiais e estratégias convencionais, porém alguns professores recorrem
ainda a materiais e/ou atividades não-específicas ou não-convencionais do ensino da
natação nesse processo que antecede o ensino dos estilos de nados.
120
RESUMO 99
PERFIL DOS PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA
ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE PETROLINA-PE
Autores: Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Alfredo Anderson Teixeira de Araújo,
Bárbara C. Vilas Boas Marques Britto, Fernanda Camila da Silva Calisto, Loumaíra
Carvalho da Cruz, Aline Silva Jerônimo, José Carlos de Moura. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil.
INTRODUÇÃO: Das doenças do aparelho circulatório a DAOP é a manifestação mais
comum da doença aterosclerótica sistêmica. A DAOP é uma enfermidade que atinge a
parede das artérias, manifestando-se frequentemente nas extremidades inferiores. Sendo
a aterosclerose uma doença sistêmica que se desenvolve ao longo de várias décadas,
com o avançar da idade há uma tendência de que o risco da DAOP aumente de duas a
três vezes a cada incremento de 10 anos na idade, a partir dos 40 anos. OBJETIVO: O
presente estudo teve como objetivo conhecer o perfil dos pacientes internados no HUT
com diagnóstico de DAOP. MÉTODOS: Esta é uma pesquisa descritiva e analítica com
abordagem quantitativa que se baseou no caráter não-experimental, documental e
retrospectivo, realizado por meio de coleta de dados. O material utilizado para o
levantamento de dados foi o prontuário de atendimento do serviço de todos os pacientes
internados com diagnóstico de DAOP na referida instituição. Foram utilizados os
prontuários dos períodos dezembro de 2008 a dezembro de 2009. RESULTADOS: Foram
analisados 65 prontuários correspondentes ao total de pacientes com diagnóstico de
DAOP no período de um ano. Destes, a maioria era do sexo feminino correspondente a
60% da amostra. A faixa etária que prevaleceu foi dos 61 a 70 anos com 27,7%. A raça
mais prevalente foi a parda com 80% da amostra. A pesar de Petrolina ser referencia em
saúde para várias cidades circunvizinhas, 66,15% são naturais desta cidade. O diabetes
foi o fator de risco mais frequente nesta população com 72,3%, seguido pela hipertensão
arterial com 58,46%, lembrando que 50,8% da amostra possuem mais de um fator de
risco. Quanto ao estágio clínico da doença a isquemia crítica estava presente em 70,8%
com um número elevado de amputações, 47,7% a maioria amputações altas. Do total da
amostra 95,38% evoluíram com alta hospitalar, já 4,62% evoluiu para óbito.
CONCLUSÃO: Diante destes dados lançamos um alerta para a comunidade da área da
saúde sobre a necessidade do rastreamento da DAOP na prática clínica, onde a
introdução de métodos como o Índice Tornozelo Braço (ITB), este ajudaria no diagnóstico
desta doença, onde a maioria permanece assintomática por muitos anos, sem, no entanto
estar livre dos mesmos riscos aos quais o sintomático esta exposto, contribuindo para
redução dos riscos de IAM, AVC, amputações, dentre outros, além da diminuição da
qualidade de vida.
121
RESUMO 100
CONSUMO DE SUPLEMENTOS DIETÉTICOS E ESTEROIDES ANABOLIZANTES POR
ALUNOS DE ACADEMIAS DA REGIÃO DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO
Autores: Sílvia Lorena Vieira de Carvalho, Jhonatan Lima Oliveira, André Filipe Lopes de
Siqueira, Lara Rabêlo Mendes, Mateus Reis Nascimento, Milla Gabriela Belarmino
Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Paulo Adriano Schwingel. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico da Universidade de Pernambuco (PFAUPE).
INTRODUÇÃO: No campo das novas masculinidades contemporâneas, observa-se a
constituição de uma nova postura no universo dos padrões estéticos com a adoração às
aparências hipermásculas. Fato que torna crescente o número de jovens que aderem ao
uso de suplementos dietéticos e também de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA,
na intenção de rapidamente desenvolverem sua massa isenta de gordura. OBJETIVO:
Avaliar o consumo de suplementos dietéticos e EAA entre frequentadores de academias
de ginástica da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do polo Petrolina/PE e
Juazeiro/BA. METODOLOGIA: A população de estudo foi composta por frequentadores
de academias de ginástica da RIDE Petrolina-PE e Juazeiro-BA de ambos os sexos. Para
a coleta de dados, dois formulários foram utilizados através de entrevista face-a-face.
Após a entrevista, os participantes foram submetidos à avaliação antropométrica seguindo
a padronização da Sociedade Internacional para o Avanço da Cineantropometria (ISAK).
Os dados foram processados e analisados com auxílio do programa estatístico SPSS.
Variáveis contínuas, após teste de normalidade, foram apresentadas através de medidas
de tendência central e dispersão, enquanto variáveis categóricas por frequências absoluta
e relativa. Associações entre variáveis foram estabelecidas através do teste Qui
Quadrado de Pearson e teste exato de Fisher, com nível de significância de 5%
(bicaudal). Intervalos de confiança quando estabelecidos são exatos. RESULTADOS:
Foram avaliados 346 indivíduos, sendo 217 homens (62,7%). As idades variaram entre 15
e 64 anos e a mediana (1Q–3Q) foi de 24 (19–39) anos. Apenas um (0,3%) participante
foi classificado como sedentário de acordo com o questionário internacional de atividade
física (IPAQ). O índice de massa corporal (IMC) variou entre 16,4 e 40,2 kg/m 2, com
mediana (1Q–3Q) de 23,8 (21,9–26,6) kg/m². Cento e trinta e quatro (38,7%) indivíduos
foram considerados com excesso de peso segundo o IMC. Por sua vez, o percentual de
gordura apresentou mediana (1Q–3Q) de 15,4% (9,6–21,1) e apenas 29 (8,4%)
participantes encontravam-se na faixa de excesso de gordura corporal utilizando os
pontos de corte para este indicador. O uso na vida de recursos ergogênicos lícitos e/ou
ilícitos foi reportado por 76,9% da amostra (Intervalo de Confiança [IC] de 95%: 72,1–
82,2). O consumo de suplementos foi informado por 231 indivíduos (66,8%; IC95%: 61,5–
71,7), consumo de EAA foi confirmado por 28 avaliados (8,1%; IC95%: 5,6–11,2) e o
dopping cosmético por sete participantes (2,0%; IC95%: 1,0–4,2). CONCLUSÕES: O
consumo de suplementos alimentares por frequentadores de academias da região do
Submédio São Francisco foi elevado quando comparado aos dados da literatura nacional.
Visto que a RIDE é grande produtora de hortifrutigranjeiros e que suplementos
alimentares não substituem uma alimentação saudável, os resultados demonstram a
necessidade da implantação de ações de conscientização nesta população quanto as
restrições e riscos associados ao uso de suplementos. Por sua vez, a prevalência de
utilização de EAA foi semelhante a verificada nos grandes centros urbanos nacionais.
122
RESUMO 101
DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CONCEPÇÕES BIOLOGICISTAS E
SOCIAIS - UMA LUTA AINDA NO 1º HOUND EM BUSCA DA INCLUSÃO
Autora: Simara Regina de Oliveira Ribeiro. E-mail: [email protected],br
Instituição:Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil.
INTRODUÇÃO: Muitas vezes a Deficiência foi ligada ao místico, foi hora entendida como
sinal de manifestação da divindade, hora como ação do maligno. Em um passeio pelo seu
passado, ousamos julgar as condutas sociais adotadas em certos períodos e em muitos
momentos chegamos a nos indagar sobre a tamanha irracionalidade apresentada no
tratamento às pessoas deficientes, porém ao retornarmos para o presente, verificamos
que temos muitos resquícios desse passado sombrio e que ainda hoje, temos grande
dificuldade em lidar com as diferenças e consequentemente, de efetivarmos a inclusão.
Tanto a Deficiência como a Educação Física foram em suas trajetórias racionalistas
fundamentadas principalmente nas concepções biologicistas. Enquanto uma era
interpretada como doença, a outra se fixava no dualismo corpo/mente, sendo
compreendida como uma técnica propícia para o condicionamento do corpo físico, através
de práticas seletistas e segregadoras. Apesar de termos na atualidade legislações e
diretrizes com forte embasamento nas concepções sociais, verificamos que há uma
grande brecha entre a teorização e a efetivação da Educação Física Inclusiva.
OBJETIVO: Avaliar a trajetória histórica/social da Deficiência e da Educação Física
Escolar e as relações entre ambas, visando possibilitar dados que nos levassem a
apontamentos reflexivos à cerca do estado da arte da Educação Física Inclusiva.
METODOS: A metodologia do trabalho foi construída com viés qualitativo, fundamentada
em pesquisa historiográfica, com a utilização de fontes bibliográficas e documentais
pertinentes ao momento contemplado no estudo. O corpus documental investido
prioritariamente foram artigos científicos do banco de dados SCIELO e revistas como
ADAPTA-SOBAMA e EDUCAÇÃO ESPECIAL-UFSM. Também foram utilizadas
dissertações de mestrado disponíveis nas Bibliotecas Virtuais de distintas universidades.
RESULTADOS: Após análise criteriosa da literatura especializada, pudemos identificar
que os processos de inclusão no que tange ao direito à escolarização têm sido efetivados,
porém a matrícula do aluno no sistema de ensino não corresponde diretamente à
inclusão. Há muitos alunos que se sentem excluídos nesse ambiente e, a Educação
Física em muitas escolas contrapõe as normatizações educacionais e, ainda priorizam o
esporte em detrimento aos demais conteúdos estruturantes. Tal conduta corrobora com a
primazia das concepções biologicistas e, por conseguinte é excludente. CONCLUSÃO: A
Deficiência não é uma questão biológica e sim uma retórica social, histórica e cultural. A
Deficiência não é um problema dos deficientes ou de suas famílias ou dos especialistas. A
Deficiência está relacionada com a própria idéia da normalidade e com sua historicidade.”
Verificamos que estamos impregnados por padrões esteriotipados e culturalmente
adaptados a uma Educação Física voltada à supremacia biológica, ou seja, ao
competitivismo. Necessitamos desmistificar essa vertente e adotarmos concepções
sociais em nosso cotidiano, uma vez entendido que nas diretrizes educacionais tal
abordagem é contemplada e tem grande destaque. A falta da identidade da própria
Educação Física colabora com a ignorância a cerca de sua função social. Há urgência em
se desconstruir paradigmas absorvidos irreflexivamente e buscarmos através de análise
críticas compreender melhor a abrangência da Educação Física como cultura corporal, só
assim, teremos subsídios para concretizarmos a Educação Física Inclusiva.
123
RESUMO 102
PERFIL DOS PARÂMETROS HEMODINÂMICOS DE REPOUSO EM IDOSOS
PRATICANTES DE CAMINHADA NA ÁGUA DURANTE 4 MESES
Autores: Tâmara Luize de Oliveira Albano1, Rodolfo de Holanda Mendonça1, Juliany
Soares Costa de Oliveira1, Carla Silvana de Barros1, Denize Mota Nascimento1, Felipe
Vital Alves Barbosa1, Hudday Mendes da Silva1, William de Moura Barbosa1, Mércia
Vitoriano da Costa1, Brenda Rejane Gomes de Pontes1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: CAPES, PROEX, PROGESP, PROPESQ, MEC, FAPERN.
INTRODUÇÃO: É notória a importância da verificação dos parâmetros hemodinâmicos de
idosos antes da realização de atividades físicas, pois esta estratégia possibilita a
informação da prontidão ou não do idoso para o exercício desejado. A atividade física
permite uma melhora em parâmetros hemodinâmicos. OBJETIVO: Analisar os efeitos do
programa Caminhada na Água, para idosos, no perfil dos parâmetros hemodinâmicos
durante 4 meses. METODOLOGIA: A população do estudo foi composta de 41 idosos,
integrantes do projeto caminhada na água para idosos, sendo eles de ambos os sexos,
com média de idade de 59,8 anos e um desvio padrão de 11,2, de ambos os gêneros. A
amostragem para esse estudo foi do tipo não probabilística, por intencionalidade. A
natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados tem como
característicaser descritiva. Foi utilizado para essa pesquisa um esfigmomanômetro, da
marca CardioLife Incoterm. Os dados foram coletados nos dias de segunda, quarta e
sexta, no período vespertino, das 15h30min às 16 horas e das 16h30min às 17 horas, no
laboratório de avaliação que fica próximo as piscinas, antes dos idosos iniciarem as
atividades do projeto caminhada na água, e eles estando em repouso. A análise
estatística foi feita com dados descritivos com medidas de tendência central e dispersão.
RESULTADOS: Com relação à pressão arterial, no início do programa (na primeira
semana) a pressão arterial sistólica aferida inicialmente (PAS), antes dos idosos entrarem
na água, teve média de 114,9. A PAS diminuiu pouco na semana seguinte, voltando a
aumentar seguidamente, da 3ª para a quinta semana, ficando nesta com um valor de
115,1. A frequência cardíaca final, pós-exercício, apresentou, na primeira semana, média
de 91,8. Em seguida a média aumentou bastante, apresentando um valor de 99,3, logo
após ela diminuiu ficou em 93,7. Depois a média foi decrescendo, nas duas semanas que
vieram (6ª e 7ª). Na oitava, nona e décima semana os valores da FC inicial foram
alternando - aumentando, diminuindo e aumentando novamente -, até que nas duas
últimas semanas o valor diminuiu e ficou constante, 98,9. Na primeira semana do
programa a média da frequência cardíaca aferida após dois minutos foi de 79,6. Nas
quatro semanas seguintes, as médias da FC caíram, caiu de novo, subiu e caíram
novamente, as FC aferidas na ordem foram as seguintes 79,3, 78,8, 80,1 e 79,1. Na 6° e
na 7° semanas as médias foram as seguintes 80 e 78,4. Na 8° e na 9° semanas as
médias aferidas foram as seguintes 82,6 e 81,2. Na décima semana a média da FC subiu
para 81,4. Nas duas últimas semanas a FC se manteve constante apresentando médias
de 77,9. CONCLUSÃO: Conclui-se que a pressão arterial sistólica teve leves mudanças
durante os 4 meses do programa. E a pressão arterial inicial aumentou com relação ao
início, já a pressão arterial final diminuiu bastante após o final das 12 semanas. A pressão
arterial diastólica, inicial e final, aumentaram depois dos 4 meses. A frequência cardíaca
(FC) inicial e após os dois minutos do término do exercício diminuíram, pouco. Já a FC,
pós-exercício, aumentou significativamente após a intervenção, comparado ao início do
programa.
124
RESUMO 103
A REPRESENTAÇÃO QUE OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA FAZEM DA
FORMAÇÃO CONTINUADA NO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autores: Terezinha Abel Alves1, Maria Josenilda Souza1, Sandra Leite2. E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Secretaria de Educação de Pernambuco/Gerencia Regional de Educação
(GRE), Petrolina/PE, Brasil.2Instituto Federal do Sertão Pernambucano (Ifsertão),
Petrolina/PE, Brasil.
Apoio: GRE
INTRODUÇÃO: A instrução normativa nº 03/2013 dispõe sobre as horas – aula atividade
destinada à formação continuada nas Escolas da Rede Estadual de Ensino a partir do ano
letivo de 2014. No parágrafo único, diz que o planejamento escolar bimestral, citado no
caput deste artigo, deve considerar e incluir as formações realizadas pela Secretaria de
Educação ou GRE, a qual é jurisdicionada. A pesquisa investigou e analisou a
representação que os professores têm da formação, através do registro feito em
questionários avaliativos nos anos de 2012 e 2013. OBJETIVO: Verificar a representação
que os professores de Educação Física fazem da Formação Continuada no Estado de
Pernambuco. MÉTODOS: Foi desenvolvida sob a perspectiva das representações
sociais, construídas através da leitura de 68 questionários avaliativos nos quais foram
definidas categorias de análise que permitissem captar o conteúdo dos discursos
produzidos pelas três formações, III bimestre e IV bimestre de 2012 e I bimestre de 2013,
de 68 professores de Educação Física da rede Oficial de Ensino do Estado.
RESULTADOS: Constatou-se que a maioria dos professores (90%), mesmo enfrentando
dificuldades em ausentar-se da escola na data acordada pela GRE e gestores escolar e
superada após a apresentação de uma declaração pela sua participação efetiva ao final
da formação, vêem a mesma como positiva e que são favoráveis a participação em
eventos, estudos, debates, troca de experiências e aprofundamento da formação docente
desde que contribuam para a melhoria de suas práticas pedagógicas, como no caso as
formações continuadas pela GRE. CONCLUSÕES: Verificou-se que os professores
apresentaram-se satisfeitos e que há um reconhecimento pela aquisição do conhecimento
por estarem agora em sala de aula/ grade curricular.
125
RESUMO 104
COMPARAÇÃO DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL
DE SEMANA ENTRE CRIANÇAS DE DIFERENTES REDES DE ENSINO.
Autores: Thales Oto Nascimento Silva1, Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos Vinícius
Oliveira Carneiro1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected]
Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF
Apoio:
INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode
favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o
ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de
atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de
classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e
sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato
esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores
e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: comparar a quantidade de
horas sentadas por semana e por final de semana entre crianças de diferentes redes de
ensino. MÉTODOS: Para tanto participaram do seguinte estudo 178 crianças, sendo 84
meninos (6,59±0,49) e 93 meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três
privadas, da cidade de Juazeiro-BA. Para verificação da quantidade de horas sentadas,
utilizou-se o questionário IPAQ versão curta. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para
análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística
descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. O teste “t” de student para
amostras independentes foi utilizado para comparar a quantidade de horas entre as redes
de ensino e o teste “t” para amostras dependentes foi utilizado para comparação entre as
diferentes horas de cada rede de ensino. A significância estatística adotada foi de P≤0,05.
Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social
Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Não houve diferença
significativa entre as redes de ensino para o sexo masculino na quantidade de horas
sentadas na semana e no final de semana, todavia foi apontada diferença significativa
para as crianças do sexo feminino, sendo o valor da quantidade de horas sentadas menor
para os alunos da rede pública, tanto na semana quanto no final de semana. Na
comparação entre os sexos, não houve diferença significativa em nenhuma das variáveis,
da mesma forma que não foi encontrada diferença na comparação entre as horas da
semana e do final de semana de cada sexo e de cada rede de ensino. CONCLUSÃO:
Crianças do sexo feminino da rede pública passam menor quantidade de horas sentadas
durante a semana e durante o final de semana quando comparadas às meninas da rede
privada de ensino. Todavia, não há diferença entre quantidade de horas sentadas por
semana e fim de semana em crianças de diferentes sexos.
126
RESUMO 105
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA AO CRITÉRIO DO FITNESSGRAM EM CRIANÇAS
DE 8 A 12 ANOS DO GRUPO DE PROMOÇÃO E PESQUISA DO DESENVOLVIMENTO
INFANTIL.
Autores: Thalles Aggeo Lima de Medeiros¹, Alana Débora de Souza Batista², Tatianny de
Macedo Cesario², Thais Dantas Silva². E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: UFRN.
INTRODUÇÃO: A aptidão física relacionada à saúde pode ser definida, de maneira geral,
como um estado caracterizado pela capacidade de realizar as tarefas diárias com vigor.
Muitos estudos têm indicado que níveis satisfatórios de aptidão física relacionada à saúde
podem favorecer a prevenção, manutenção e melhoria da capacidade funcional, reduzir a
probabilidade do desenvolvimento de inúmeras disfunções de caráter crônicodegenerativas, tais como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão,
dentre outras, proporcionando assim, melhores condições de saúde e qualidade de vida
para a população (BOREHAM et al., 2001; MORRIS , 1994; MORTON et al., 1994;
TAMMELIN et al., 2003). Dessa maneira, a manutenção de níveis satisfatórios de aptidão
física relacionada à saúde é importante para indivíduos de ambos os sexos, em qualquer
faixa etária, especialmente nos períodos da infância e adolescência. OBJETIVO: Verificar
a aptidão física dos alunos efetivos do projeto de Promoção e Pesquisa do
Desenvolvimento Infantil (PPEDI – UFRN). METODOS: A amostra foi constituída por 7
crianças (4 do sexo feminino e 3 do sexo masculino) com idades entre 8 a 12 anos. Os
componentes da Aptidão Física foram avaliados de acordo com o protocolo do
Fitnessgram, o qual foi utilizado os seguintes testes: abdominal, flexão de braços,
elevação de tronco, sentar e alcançar e flexibilidade dos ombros. RESULTADOS: Dos 7
participantes do teste de Sentar e Alcançar, apenas 1 delas conseguiu parcialmente
atingir o objetivo do teste. Todos os 7 participantes conseguiram executar com êxito o
teste de Flexibilidade de Ombros. 4 dos 7 participantes conseguiram executar com êxito o
teste de abdominais. Apenas 1 dos 7 participantes conseguiu realizar a Flexão de Braços
a 90º. Todos os 7 participantes atingiram com êxito o teste de Elevação de Tronco.
Percebeu-se que 100% dos participantes têm uma boa flexibilidade na parte superior do
corpo e uma baixa flexibilidade na parte inferior do corpo através dos testes de
Flexibilidade de Ombros e Sentar e Alcançar respectivamente. Percebeu-se que 57,14%
dos participantes têm uma boa Força e Resistência muscular na região do abdômen
através do teste de Abdominal. Percebeu-se que 85,72% dos participantes estão com
déficit de força e resistência muscular na região superior do corpo através do teste de
Flexão de Braços de 90º. Percebeu-se que 100% dos participantes têm uma boa
flexibilidade e força no tronco através do teste de Elevação de Tronco. CONCLUSÃO:
Com base nos resultados, conclui-se que os participantes dos testes estão fora da zona
saudável descrita pelo Fitnessgram e se não houver uma intervenção da parte do
profissional de educação física, a criança pode crescer com deficiências no seu
desenvolvimento, fazendo com que tarefas simples do cotidiano sejam executadas com
alguma dificuldade.
127
RESUMO 106
ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DO SONO EM ADULTOS DE MEIA IDADE
SEDENTÁRIOS
Autores: Thiago de Brito Farias, André Igor Fonteles, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Luiz
Fernando de Farias Junior, Eduardo Caldas Costa, Cheng Hsin Nery Chao, Hassan
Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal – RN
Apoio: CNPq, CAPES, MEC
INTRODUÇÃO: A obesidade é uma doença crônica multifatorial, frequentemente
associada com doenças cardiovasculares e distúrbios do sono. A má qualidade do sono
acarreta maior incidência de morbidades e menor expectativa de vida. Considerando os
problemas causados por estas condições de saúde é necessário o conhecimento de suas
prevalências, principalmente, tendo em vista que os estudos epidemiológicos ainda são
restritos às regiões Sul e Sudeste do país. OBJETIVO: Descrever o nível da qualidade do
sono e o estado nutricional de adultos de meia idade sedentários domiciliados em Natal –
RN. MÉTODOS: Amostra composta por 166 adultos de meia idade, sedentários e
residentes em Natal – RN (50,1 ± 5,6 anos de idade; estatura= 1,59 ± 0,1 m; massa
corporal= 72,1 ± 12,5 kg; 118 mulheres). Todos passaram por avaliação antropométrica
(massa corporal e estatura) – para posterior cálculo do IMC (Quociente entre a massa
corporal em quilogramas e a estatura em metros, elevada à segunda potência [kg.m-2]) –
e entrevista com o questionário – “Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh” (PSQI-BR)
– para estimar a qualidade do sono. Para o estado nutricional, os voluntários foram
classificados em eutrófico (18,5–24,5 kg.m-2), sobrepeso (25,0–29,9 kg.m-2), e obeso
(≥30,0 kg.m-2). Para o índice de qualidade de sono (IQS) foram classificados em “Boa
Qualidade de sono” (IQS < 5 pontos), “Qualidade ruim de sono” (IQS = 5 - 10 pontos) e
“Distúrbio de sono” (IQS > 10 pontos). A normalidade da distribuição dos dados foi
verificada pelo teste kolmogorov-smirnov. Os dados foram apresentados pela estatística
descritiva e os resultados foram expressos em frequência relativa (%), média e (±) semiamplitude interquartílica. RESULTADOS: 46,1% da amostra apresentou “Qualidade ruim
de sono” (IQS= 6,9 ± 1,5; IMC= 28,4 ± 2,5 kg.m -2), 7,8% “Distúrbios de sono” (IQS= 12,5 ±
1,5; IMC= 29,5 ± 4,7 kg.m-2) e 46,1% “Boa Qualidade de sono” (IQS= 2,7 ± 1,0; IMC= 28,4
± 3,0 kg.m-2). Para o estado nutricional, 37% apresentaram estado de obesidade, 43%
sobrepeso e 20% eutróficos. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que 53,9% dos adultos de
meia idade sedentários domiciliados em Natal – RN não apresentam uma boa qualidade
de sono (qualidade ruim de sono + distúrbios de sono), assim como, 80% apresentam
excesso de peso (obesidade + sobrepeso).
128
RESUMO 107
A SISTEMATIZAÇÃO DO CONTEÚDO JOGOS COOPERATIVOS NA PRÉ-ESCOLA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Autores: Victor Mariano Silva¹, Everton José Barbosa de Oliveira², Ingrid Bezerra
Barbosa Costa³, Maria Aparecida Dias4. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: Não consta.
INTRODUÇÃO: A Educação Física é uma disciplina capaz de promover aprendizados e
desenvolvimento de múltiplas capacidades, não apenas motoras, mas também cognitivas,
afetivas, sociais, entre outras. Na Educação Infantil, esses desenvolvimentos são
essenciais para a formação das crianças. Um acompanhamento de um profissional
capacitado se mostra importante para que as atividades desenvolvidas possam alcançar
os objetivos mais adequados às crianças. O professor de Educação Física é dotado de
conhecimentos que o possibilitam o planejamento de aulas com conteúdos direcionados a
esses objetivos. O conteúdo Jogos Cooperativos, se trabalhado adequadamente, pode
contribuir para a formação das crianças. Sua finalidade maior é mudar o modo de pensar
da sociedade, valorizando a cooperação no alcance dos objetivos, opondo-se à
competição. Uma aplicação sistematizada desse conteúdo pode gerar desenvolvimentos
importantes aos futuros cidadãos, por meio de um aprendizado progressivo, gradual.
OBJETIVO: Tornar públicas as experiências vivenciadas após três aulas sistematizadas,
envolvendo o conteúdo “Jogos Cooperativos”, aplicadas no Centro Municipal de
Educação Infantil (CMEI), localizado no bairro de Cidade Satélite, Natal/RN. MÉTODOS:
A metodologia empregada é de caráter qualitativo e descritivo. Os autores realizaram a
aplicação das aulas e elaboraram relatos, que foram discutidos e unificados.
RESULTADOS: A sistematização ocorreu de maneira que os alunos pudessem praticar a
cooperação entre si. Inicialmente, essa cooperação era realizada em duplas.
Gradualmente, a quantidade de alunos envolvidos em um mesmo objetivo ia aumentando,
de modo que o trabalho coletivo ia sendo ampliado. As crianças, ao final de todas as
aulas, perceberam a necessidade de ajudar e serem ajudadas para o cumprimento dos
objetivos propostos nos jogos. Além disso, outras capacidades foram trabalhadas no
decorrer das atividades, tanto de ordem física quanto de ordem afetiva, interpessoal e de
inserção social. A caça ao tesouro, quando realizada em duplas, foi um bom meio de
envolver as crianças e conhece-las melhor, o que foi potencializado pela contação de
história. Ao longo desta aula, pudemos perceber dois comportamentos atípicos, presentes
em dois alunos. Um era pouco ativo na aula, sem participação no início. O outro era
inquieto, hiperativo, e não conseguia prolongar sua atenção por muito tempo. Além disso,
mostrava-se agressivo por vezes. No decorrer das aulas, o aluno que não participava
passou a interagir com o grupo e, ao final, estava tão participativo quanto qualquer outro.
Já o aluno hiperativo não demonstrou melhoras, ao que percebemos que requer cuidados
específicos. Em relação à condução das aulas sem um professor de Educação Física, a
própria pedagoga que coordena as atividades admitiu não ter recebido um suporte teórico
ideal para realizar atividades com objetivos específicos pré-definidos, e relatou que não
tem tanta facilidade quanto professores de Educação Física. CONCLUSÃO: É possível
concluir que trabalhos corporais com a Educação Infantil são realizados com maior
transparência, se ministrados por professores de Educação Física, já que estes possuem
a formação adequada. O conteúdo Jogos Cooperativos se mostrou bastante efetivo para
o desenvolvimento de aprendizados importantes na formação social dos indivíduos.
129
RESUMO 108
PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESFORÇO E RESPOSTA AFETIVA DURANTE O
EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E MODERADO CONTÍNUO
Autores: Victor Oliveira Albuquerque dos Santos, Danniel Thiago Frazão, Teresa Cristina
Batista Dantas, Carlos Alves de Sousa Junior, Thiago Gomes Thomas da Costa, Weslley
Quirino Alves da Silva, Eduardo Caldas Costa. E-mail: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
INTRODUÇÃO: A prescrição de atividades com intensidade vigorosa tem sido
reconhecida como um fator que contribui para a não adesão a programas de atividade
física por promover uma maior sensação de desprazer, assim, a população tem a
tendência em escolher atividades mais prazerosas. No entanto, nenhuma investigação
deixa clara a relação das respostas subjetivas e afetivas ligadas a diferentes modelos de
exercícios aeróbios. OBJETIVO: Analisar o efeito do exercício intervalado de alta
intensidade (EIAI) e moderado contínuo (EMC) sobre a percepção subjetiva do esforço
(PSE) e valência afetiva de sujeitos não ativos. METODOLOGIA: Participaram do estudo
15 homens jovens adultos não ativos (24,8 ± 4,4 anos; 24,41 ± 3,6 kg/m²). Através de
estudo de corte transversal com delineamento cruzado e aleatorizado, os indivíduos
realizaram duas sessões de exercício: i) EIAI; ii) EMC. O EIAI foi composto por 10 x 60s
com 90% da velocidade pico atingida no teste incremental e recuperação ativa de 60s
com 30% do pico de velocidade. O EMC foi realizado com carga fixa de 60% da
velocidade pico. Ambas as sessões tiveram 20 minutos de duração. Durante as sessões,
em cinco momentos (minuto 1, 5, 9, 13 e 17), foram avaliadas a PSE e VA,
respectivamente através da escala de Borg (6-20) e Feeling Scale (+5/-5). A normalidade
dos dados foi confirmada através do teste de Shapiro-Wilk. Assim, os dados foram
analisados através da ANOVA two-way (sessão x tempo) com medidas repetidas no
segundo fator. Um p-valor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.
RESULTADOS: Houve aumento significativo da PSE em relação ao tempo em ambas as
sessões (p<0,05). Entretanto, nos momentos analisados a PSE foi maior no EIAI: minuto
1 (10,1 ± 2,5 vs. 7,7 ± 1,2); minuto 5 (12,0 ± 1,5 vs. 10,0 ± 2,0); minuto 9 (13,3 ± 1,3 vs.
11,6 ± 2,3); minuto 13 (14,2 ± 1,9 vs. 12,4 ± 2,5); minuto 17 (15,1 ± 1,7 vs. 13,6 ± 2,6)
(p<0,05). No tocante à VA, foi observada redução significativa em relação ao tempo em
ambas as sessões (p<0,05). Foram observados valores inferiores no EIAI em todos os
momentos: minuto 1 (+2,7 ± 1,6 vs. +3,9 ± 0,9); minuto 5 (+1,6 ± 1,3 vs. +2,5 ± 1,6);
minuto 9 (+0,2 ± 1,7 vs. +1,7 ± 2,0); minuto 13 (-0,7 ± 1,8 vs. +0,9 ± 2,0); minuto 17 (-1,2 ±
1,8 vs. +0,2 ± 2,3) (p<0,05). Adicionalmente, foram observadas correlações negativas
entre PSE e VA, tanto no EIAI (r = -0.70; p<0,05) quanto no EMC (r = -0.77; p<0,05).
CONCLUSÃO: Na amostra analisada, o EIAI foi percebido como mais intenso e menos
prazeroso. Além disso, independente do modelo de exercício, a intensidade percebida foi
negativamente correlacionada com a sensação de prazer.
130
RESUMO 109
PERFIL DE INTERNAÇÕES ENTRE IDOSOS PERNAMBUCANOS: AS DOENÇAS
CRÔNICO-DEGENERATIVAS EM DESTAQUE
Autores: Vitória de Barros Siqueira1, Emanuela de Araújo Nascimento2, Flávia Emília
Cavalcante
Valença
Fernandes2,
Roxana
Braga
de
Andrade1.
E-mail:
[email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE,
Brasil; 2Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional, evento inicialmente observado em
países desenvolvidos vem recentemente acentuando-se, também nos países em
desenvolvimento. Esta transição demográfica pode ser, em partes, explicada pelo declínio
das taxas de mortalidade e fecundidade. Atrelado a este processo ocorre também a
transição epidemiológica onde observa-se uma redução da morbimortalidade por doenças
infecciosas e um aumento na prevalência das doenças crônico-degenerativas.
OBJETIVO: Descrever as internações hospitalares entre idosos usuários do SUS do
estado de Pernambuco no período de 1998 a 2010. MÉTODOS: Foram utilizados como
fonte de informações a base de dados do Sistema de Informações Hospitalares do
Sistema Único de Saúde – SIH / SUS no período de 1998 a 2010, disponibilizados pelo
DATASUS por meio do gerenciador de arquivos TabWin e para a categorização dos
diagnósticos, a Classificação Internacional de Doenças – Décima Revisão (CID-10). Para
gerenciamento e análise dos dados foi utilizado o software Excel 12.0 (Office 2007).
Indicadores como causa de internação segundo estrato de idade, sexo e ano de
internação foram cruzados e comparados por meio de frequências absoluta e relativa
sendo utilizados para checar a dinâmica das internações ao longo do tempo.
RESULTADOS: Os idosos Pernambucanos foram responsáveis por 1.209.875
internações hospitalares no período de 1998 a 2010 no estado, as quais tiveram custo de
R$ 801.759.534,10. A população feminina foi predominante nas internações (52%). Com
relação às principais causas de Internações hospitalares observa-se a predominância das
doenças crônicas como as doenças do aparelho circulatório (24%), seguidas das
afecções do sistema respiratório (14%) e digestivo (11%) consumindo juntas 53,2% dos
recursos destinados às internações hospitalares de idosos. CONCUSÃO: A maior
utilização de serviços hospitalares por idosos repercute a maior ocorrência de doenças e
condições crônicas nessa fase da vida, muitas vezes com maior intensidade e gravidade.
Pode-se concluir então que para que a população passe a “envelhecer com saúde”,
devem ser implementadas medidas preventivas e de promoção a saúde durante todo o
ciclo vital. Destacando-se como alternativas: prática de exercícios físicos em todas as
faixas etárias; estimulação ao auto-cuidado; combate ao tabagismo; controle de pressão
arterial; prevenção do câncer de colo de útero, mama e próstata; imunização contra o
pneumococo e Influenza e orientações higiênico-dietéticas. Desta forma o número de
internações futuras diminuirá bem como os gastos inerentes a elas.
131
RESUMO 110
RELAÇÃO DA ANSIEDADE FÍSICO-SOCIAL COM O ESTADO NUTRICIONAL E
COMPOSIÇÃO CORPORAL DE UNIVERSITÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Autores: Weslley Quirino Alves da Silva1, Hassan Mohamed Elsangedy1,
Kalina Veruska da Silva Bezerra Masset2, Fabiane Gomes de Carvalho1, Danniel
Thiago Frazão1, Victor Oliveira Albuquerque dos Santos1, Teresa Cristina Batista
Dantas1, Cinthia Beatriz da Fonseca1, Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Rodrigo
Alberto Vieira Browne1. E-mail: [email protected]
Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (UFRN) Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da
Universidade Potiguar (UNP), Natal /RN, Brasil.
Apoio: CAPES e PROEX/UFRN.
INTRODUÇÃO: A ansiedade social surge quando um indivíduo se avalia
desfavorável ou acredita não ser capaz de lidar com as exigências impostas pela
sociedade. Desta forma, muitas pessoas se preocupam com a avaliação negativa de
outras acerca da sua beleza exterior. Portanto, quanto mais elevada for à ansiedade
físico-social, mais frequentes serão os comportamentos pouco saudáveis. Exemplo
disso é a adoção de uma dieta alimentar desequilibrada, com o objetivo de perder
peso e fazer parte do padrão contemporâneo de beleza física. Partindo desse
pressuposto, não se sabe se há uma relação entre o nível de ansiedade físico-social
com o estado nutricional e composição corporal de universitários do curso de
Educação Física. OBJETIVO: Verificar a relação da ansiedade físico-social com o
estado nutricional e composição corporal de universitários do curso de Educação
Física. MÉTODOS: A amostra foi composta por 113 universitários (69 homens e 44
mulheres; 22,7 ± 3,9 anos de idade) do curso de Educação Física de uma
Universidade privada do Rio Grande do Norte que foram submetidos à mensuração
da composição corporal por meio da técnica de dobras cutâneas [% gordura corporal
(GC)] e estado nutricional, obtido pelo índice de massa corporal (IMC). Ademais,
verificou-se o nível de ansiedade físico-social por meio da Escala de Ansiedade
Físico-Social (Physique Anxiety Scale). A normalidade dos dados foi verificada pelo
teste de Kolmogorov-Sminorv. Os dados descritivos foram expressos em média e (±)
desvio padrão. A relação (r) do nível de ansiedade físico-social com o estado
nutricional e a composição corporal foram verificadas pela correlação de Pearson. O
nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOS: O nível de
ansiedade físico-social (30,2 ± 6,2 pontos) apresentou correlação positiva e
significativa (r= 0,261; p= 0,005) com o %GC (20,9 ± 7,1 %). Entretanto, o nível de
ansiedade físico-social não apresentou correlação (r= 0,051; p= 0,588) com o IMC
(27,9 ± 3,0 kg.m-2). CONCLUSÃO: O nível de ansiedade físico-social de
universitários do curso de Educação Física apresentou relação com a composição
corporal, tendo em vista que quanto maior se apresentava o nível de ansiedade
físico-social, maior era o %GC. Por outro lado, não apresentou relação com o estado
nutricional (IMC).
132
RESUMO 111
FREQUÊNCIA PERCENTUAL DE INDIVÍDUOS ATIVOS E INATIVOS FRENTE A
DIFERENTES CLASSIFICAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS
Autores: Xenusa Pereira Nunes, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Loumaíra
Carvalho da Cruz, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila Ferreira
da Silva Calisto, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Sérgio Rodrigues Moreira. Email: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF),
Petrolina/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: A obesidade tem sido diretamente associada com mortalidade e
comorbidades como o diabetes melito, doenças cardiovasculares, hipertensão
arterial sistêmica, dislipidemias, doença da vesícula biliar, alguns cânceres e pode
estar intimamente explicada pela inatividade física. O índice de massa corporal
(IMC) é um preditor do estado nutricional e estando em valores elevados pode se
associar ao desenvolvimento das doenças cardiometabólicas. Já a circunferência
abdominal (CA) é um determinante mais eficiente do conteúdo de gordura abdominal
e, juntamente com o percentual de gordura (%G), são preditores de insuficiência
cardíaca e riscos associados à obesidade. A inatividade física é um dos fatores que
contribui para o acúmulo excessivo de gordura corporal ocasionando aumento dos
indicadores relacionados a esse problema OBJETIVO: Determinar a frequência
percentual de indivíduos ativos e inativos frente a diferentes classificações
antropométricas. MÉTODOS: A amostra foi composta por 25 homens praticantes de
ginástica laboral de uma empresa da cidade de Juazeiro – BA. A idade média da
amostra foi de 55,6±5,5 anos, IMC de 28,3±3,6 kg/m2, CA de 103,2±9,8cm e %G de
21±6,2%. A amostra foi dividida em estratos de indivíduos Ativos ou Inativos e de
indivíduos com indicadores antropométricos dentro da normalidade para a saúde ou
com excesso de peso. Estatística descritiva e teste de correlação linear de Pearson
(r) foram realizados (Statistica v.6.0). RESULTADOS: Apesar de não ser objetivo do
presente estudo, quando realizado correlações entre IMC, %G e CA, observou-se os
seguintes resultados: IMC vs. CA r=0,93; p<0,001; IMC vs. %G r=0,65; p<0,001 e
%G vs. CA r=0,78; 0,001. Ao analisar os diferentes indicadores, observou-se que
20% da amostra está dentro do preconizado para a saúde (IMC de 24,2±0,7 kg/m2,
CA de 93,7±4,6cm e %G de 16,9±4,5%), sendo destes 8% de ativos e 12% inativos.
Dos 80% de indivíduos com excesso de peso (sobrepeso+obesidade): IMC de
29,4±3,2 kg/m2, CA de 105,6±9,4cm e %G de 22±6,3%, apenas 28% eram ativos e
52% dos indivíduos eram inativos. CONCLUSÃO: Ao analisar os indivíduos ativos e
inativos, ao contrário do grupo com indicadores antropométricos normais, verificouse que no grupo de indivíduos com indicadores de excesso de peso, a frequência
percentual de inativos ocorre quase 2 vezes mais que de ativos, o que caracteriza
que a inatividade física esta no caminho para a explicação do excesso de peso.
133
RESUMO 112
MOVIMENTO E SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS: PRÁTICAS CORPORAIS NO
LAR DA VOVOZINHA – RIO GRANDE DO NORTE.
Autores: Isabel Batista Freire1, Maria Clara Siqueira de Almeida1, Danielly Daiane
da Silva1, Maria Aparecida Dias¹. E-mail: [email protected]
Instituição: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte
INTRODUÇÃO: O lar da vovozinha é uma instituição beneficente com certificado de
filantropia pelo Conselho Nacional de Assistência Social, tem como essência em sua
conduta realizar assistência à idosos carentes e excluídos da convivência familiar,
com isso, é importante assimilar a frequência de idosos completamente
abandonados por familiares em asilos e lares, aos quais, se encarregam de
proporcionar um sentido para a existência de seus pacientes, principalmente, com
atividades que preservam a qualidade de vida, priorizando a saúde e felicidade,
dando um pouco de amor, carinho e demonstração de importância. Naturalmente,
quando pensamos em idosos, na maioria das vezes, associamos à pessoas
inválidas, incapazes de executar determinados movimentos e que por ser uma fase
em que são acometidos por diversas doenças, possuem determinantes de uma má
qualidade de vida; com isso é significativo afirmar, que em nossa sociedade estar
velho, não é sinônimo de má qualidade de vida, como muitos pensam. Sabemos o
quanto é importante o envelhe-SER bem e com qualidade, acreditamos assim que
contribuir para um envelhecer saudável é a melhor maneira de trazer à realidade um
corpo repleto de desenganos instaurados pela sociedade, fazer dele um lugar de
alegria e esperança a fim de que os idosos provem da melhor maneira esta fase da
vida. O presente trabalho está em fase inicial, o seu andamento está levando em
consideração avaliação do espaço e suas possibilidades para a aplicação das
oficinas com o intuito de atingir os objetivos almejados. OBJETIVOS: O presente
trabalho objetiva compreender as implicações da qualidade de vida na perspectiva
do envelhecimento; reconhecer as consequências das demandas para uma boa
contribuição com os idosos levando em consideração que é um processo
interpessoal, afetivo-emocional que muitas vezes ultrapassa a esfera profissional;
observar os idosos e perceber qual o retrado da velhice que habita neste lar;
identificando, também, as suas fragilidades, as doenças acometidas, habilidades e
“potencialidades”, traçando um perfil dos pacientes; planejar e intervir com
atividades corporais que exerçam influências na vida desses idosos de acordo com
o perfil traçado. METODOLOGIA: Realização de oficinas corporais que serão
formatadas por dois encontros semanais, com supervisão de técnicos e terapeutas
do Lar da Vovozinha, cada oficina terá duração máxima de 1 hora. RESULTADOS
ESPERADOS: As atividades planejadas serão desenvolvidas durante todo o
processo de intervenção evidenciando principalmente a expressão corporal, através
de atividades teatrais, lúdicas, com dança, música envolvendo atividades rítmicas
que resgatem a cultura corporal do grupo e relaxamento através de exercícios
bioenergéticos. No fim de cada oficina executaremos uma avaliação que se
caracterizará por exposições gráficas, orais e corporais.
134
RESUMO 113
EDUCAÇÃO FISICA E LEGITIMIDADE: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES
REGENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL
Autores: Diego Luz Moura¹, Cleyton Batista de Sousa², Marcelo Moreira Antunes²,
Kamilla
Ribeiro
Nunes
Costa²,
Cátia
Alves
de
Souza³.
Email: [email protected]
Instituições: 1Universidade Federal do Vale de São Francisco (UNIVASF)-PE,
Brasil. ²Universidade Gama Filho. ³Centro Universitário da Cidade.
Apoio: CAPES.
INTRODUÇÃO: Inserida na escola, como um componente curricular, a educação
física foi o alvo de intensas discussões sobre seus métodos, conteúdos, objetivos e
funcionalidades. Atualmente, temos observado uma tensão acerca da permanência
da educação física nos primeiros anos do ensino fundamental, onde os alunos
possuem as aulas das demais disciplinas com um único docente e as aulas de
educação física com um professor específico. Olhando pela teoria de construção
social do currículo, esta tensão é consequência de questões culturais construídas
nas escolas. OBJETIVO: Analisar quais são as percepções que os professores do
1º ao 5ª ano possuem sobre a educação física, enquanto componente curricular.
MÉTODOS: Uma pesquisa de campo com a aplicação de questionários em
dezesseis escolas de Jacarepaguá. A amostra compreendeu a 154 professores, no
total. RESULTADO: Os resultados foram agrupados em 4 tabelas: 1 - perfil dos
professores, 2 - dilemas da educação física, 3 - legitimidade da educação física e o 4
- currículo vivido da educação física. Observa-se com a tabela 1 que 91% dos
professores são do sexo feminino, 43,8% possuem mais de 16 anos no magistério e
que 38,9% tem formação em pedagogia. Na tabela 2, a finalidade Desenvolvimento
motor recebeu maior percentual de importância dos professores (86,4%), seguido de
Promoção da saúde (81,2%), Formação de valores (81,2%), Recreação (51,9%),
Formação de atletas (48,7%), Competições esportivas (41,5%) e Alfabetização
(40,9%). Nota-se com a tabela 3 que 53,6% dos professores acreditam que a
Educação Física auxilia o aprendizado de outras disciplinas, 70,1% julgam a área
Muito importante e 48,7% discordam totalmente da área se tornar opcional aos
alunos. Com a tabela 4, vimos que para 40,9% dos professores, o nível de
participação dos alunos nas aulas de Educação Física é Muito alto, enquanto
apenas 10,4% veem o mesmo nível de participação em suas aulas. Nota-se também
que 40% julga necessário retirar os alunos da aula de Educação Física como
estratégia de disciplina. CONCLUSÃO: Concluiu-se que há um paradoxo na
percepção dos professores a respeito da educação física, necessitando de uma
conscientização dos mesmos sobre o campo de atuação da área na busca de uma
legitimidade.
135
RESUMO 114
EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM
INSUFICIÊNCIA RENAL SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE
Autores: Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Alfredo Anderson Teixeira de
Araujo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio,
Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail:
[email protected]
Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF),
Petrolina/PE, Brasil.
INTRODUÇÃO: Com o crescente número de pacientes portadores de doenças
renais crônicas, tem-se cada vez mais dado importância à qualidade de vida destes
pacientes submetidos à hemodiálise (HD). Esses indivíduos podem apresentar
alterações nos sistemas cardiovascular, músculo-esquelético, metabólico e
cognitivo, o que importantemente comprometeria a qualidade de vida. OBJETIVO:
Apresentar uma revisão sobre a importância da prática do exercício físico na
qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal submetidos à HD.
MÉTODOS: Pesquisa do tipo indireta bibliográfica com a busca de estudos que
evidenciem a prática de exercício e a qualidade de vida de pacientes submetidos à
HD. As bases de dados utilizadas foram: Pubmed, Scielo, Medline e Lilacs, sendo
encontrado um total de 70 trabalhos. Os descritores adotados foram: ‘exercise
training’, ‘renal disease’, ‘hemodialysis’, ‘quality of life’. RESULTADOS: A análise
dos artigos mostrou que é grande o número de pacientes crônicos em uso da HD no
Brasil e que o catabolismo muscular nessas pessoas está associado com o aumento
da morbidade e mortalidade, depressão e significante redução da qualidade de vida.
Devido o tempo gasto pelo paciente na HD, o qual pode chegar a 4 horas e
frequência de até 4 vezes por semana, a execução da HD gera um desgaste físico e
emocional. Pensando nesse tempo durante a HD, alguns trabalhos sugerem que a
aderência a um programa de exercício físico pode ter um importante efeito na
mudança da qualidade de vida dos pacientes em HD, além de modificar o ambiente
com cuidados a saúde e permitir que os pacientes melhorem sua aptidão física com
treinamento físico adequado. Vale destacar que a dose (intensidade e duração) de
exercício físico pode desempenhar um papel significativo na obtenção dos
esperados benefícios à saúde. CONCLUSÃO: Durante a HD recomenda-se a
realização de exercícios aeróbios e de força, o que pode melhorar a força muscular
respiratória, desempenho funcional e qualidade de vida, quando comparados com
indivíduos com a doença que não desenvolveram qualquer tipo de treinamento
físico. Além disso, a eficiência da HD aumenta (maior remoção de ureia) quando o
paciente realiza uma sessão de exercício intradiálise.
136
RESUMO 115
A INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO COMPONENTE
CURRICULAR NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA.
Autores: Alana Débora de Souza Batista¹, Thalles Aggeo Lima de Medeiros². Email: [email protected]
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil.
Apoio: UFRN.
INTRODUÇÃO: A formação de professores de Educação Física requer um ensino
de qualidade, que lhe confira competência na realização de suas atividades
educacionais no âmbito escolar. Dessa forma, é fundamental o conhecimento do
professor nos diferentes níveis de ensino (educação infantil, educação fundamental,
ensino médio). Visando essa perspectiva a disciplina Educação Física no Ensino
Infantil tem como objetivo contribuir com os conhecimentos teóricos, metodológicos
e pedagógicos no contexto da Educação Física Infantil, permitindo que elabore e
viabilize a intervenção pedagógica nesse contexto, pautada nas reais necessidades,
interesses e potencialidades das crianças. Assim, este estudo consiste em um relato
de experiência de discentes da disciplina Educação Física no Ensino Infantil da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no período de fevereiro de 2013 a
junho de 2013, sobre o trabalho de campo proposto pensando em uma intervenção
na educação infantil na concepção aberta a qual se coloque em destaque elementos
como a criatividade, conscientização ecológica e desenvolvimento motor
trabalhando as três dimensões: conceitual, atitudinal e procedimental com base no
Referencial Curricular para a Educação Infantil. OBJETIVO: O presente trabalho
objetiva analisar e relatar a importância das aulas práticas com intervenção de
Educação Física no Ensino Infantil como componente curricular da graduação de
Educação Física – Licenciatura. METODOLOGIA: A intervenção aconteceu na
escola Recriar localizada no bairro de Candelária, Natal/RN, sendo dividida em três
etapas: observação, planejamento e a prática das aulas planejadas. As aulas
ocorreram durante 3 dias, com 10 alunos de 5 anos de ambos os sexos, e foram
planejadas com o objetivo de haver uma sistematização do mais simples para o
mais complexo envolvendo a criatividade e habilidades motoras. RESULTADOS:
Como resultados da intervenção, tivemos a validade de que uma aula aberta com
sistematização e planejamento pode sim funcionar, e que as dimensões tiveram
fundamental importância na organização da aula. Observamos também que 100%
dos alunos tiveram uma evolução quanto o seu desempenho nas atividades manuais
propostas e que a experiência adquirida entre os discentes irá contribuir para sua
vida profissional através do conhecimento prévio da realidade que ele encontrará na
sua atuação no trabalho. CONCLUSÃO: Através das aulas no Ensino Infantil na
escola Recriar, percebeu-se que o profissional de Educação Física deve ter cuidado
com as abordagens que ministra em suas aulas, onde elas podem ser o diferencial
entre uma formação de qualidade das crianças dessa faixa etária. Percebeu-se
também a importância das aulas práticas antes de concluir a formação e ser inserido
no mercado de trabalho, onde o profissional de Educação Física consegue identificar
as dificuldades que poderia encontrar e assim minimizar as falhas.
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IV Congresso de Educação Física do Vale do - Cefivasf