1 IV Congresso de Educação Física do Vale do São Francisco: “Perspectivas da Educação Física no Vale do São Francisco: Aplicações na Escola, Saúde e Desempenho” ANAIS Data: 29 a 31 de Agosto de 2013 Cidade: Juazeiro/BA Local: Complexo Multieventos da UNIVASF (Campus Juazeiro) 2 PREFÁCIO A ciência, a intervenção profissional, nos diversos campos de atuação e o reconhecimento dos benefícios, individualmente e pela sociedade, em todas as esferas de vivência do ser humano, fazem do exercício físico – bem orientado e bem praticado - um componente indispensável da qualidade de vida e das políticas públicas. Extrapola o benefício para a qualidade de vida para inserir-se, inclusive, na redução dos gastos com saúde. Dado o amplo espectro de inserção do exercício físico, há um corpo de conhecimento que se renova com espantosa velocidade, desde o nível social até o molecular, da infância à velhice, do mental ao físico, do alto desempenho ao lazer, das lutas à dança, da educação ao trabalho, com elevado potencial transdisciplinar. Este corpo de conhecimento requer espaço para seu crescimento e divulgação, como parte de um processo de democratização. Neste contexto, um congresso científico torna-se condição sine qua non, para o crescimento das áreas de estudo e de intervenções, por meio, dentre outros aspectos, da divulgação do estado de arte do conhecimento, da ebulição de ideias geradas em conversas informais e formais, que levantam novas questões e estimulam parcerias na busca das respostas e do aperfeiçoamento da intervenção profissional. Mesmo com recentes Cursos de Educação Física da UNIVASF (criação em 2008 e início em 2009), já em 2010 (primeiro aniversário dos cursos), por iniciativa conjunta do Colegiado de Educação Física da Universidade e do Diretório Acadêmico de Educação Física, é realizada a 1ª edição do Congresso de Educação Física do Vale do São Francisco (CEFIVASF). O evento graças ao empenho de docentes, alunos e servidores técnico-administrativos, e com apoio da Reitoria da UNIVASF, tem tido uma trajetória ascendente e na sua III edição (2012) integrou 380 participantes de 10 Estados com reconhecidos pesquisadores de todo o país e de diversas áreas que se debruçam sobre o estudo do movimento humano. Nesta IV Edição: a) a discussão aprofundada do estado de arte do conhecimento do movimento humano estará promovida em 15 mesas redondas (desde temas como Analfabetismo motor até Pós-graduação em Educação Física); Quatro conferências (desde Preparação profissional até Exercício na atenção integral a saúde); Nove sessões de comunicações orais; Seis sessões de painéis; Nove módulos temáticos (desde Exercício para idosos até Biomecânica no alto rendimento); b) o crescimento do evento, quanto a participantes, é também acelerado, com mais de 600 inscritos, de 17 estados e das 5 regiões do país e mais de 120 trabalhos científicos inscritos). A busca contínua da alta qualidade desde as edições anteriores, garantem que o IV CEFIVASF celebrará durante 3 dias o conhecimento, a integração de pesquisadores, profissionais e alunos, bem como as parcerias. É de meu dever, satisfação e justiça, transmitir, por meio do Prof. Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho – Presidente do Congresso - o nosso reconhecimento e agradecimento ao Magnífico Reitor da UNIVASF Prof. Dr. Julianeli Tolentino de Lima, ao Colegiado de Educação Física da Universidade, ao Diretório Acadêmico de Educação Física, à Comissão Organizadora e aos Docentes, Discentes e Servidores Técnico-Administrativos colaboradores, por nos oferecerem um evento científico de tão alta qualidade. Com certeza o IV CEFIVASF, dentre outros inúmeros benefícios, também contribuirá para a qualidade dos Cursos de Graduação em Educação Física, bem como para uma futura e inevitável instalação, na UNIVASF, de programa de pós-graduação e para inserir, o próprio Congresso como referência na área. Encerro agradecendo a honra de ser convidado para escrever este prefácio desejando votos de sucesso gratificante aos organizadores e participantes. Prof. Dr. Sebastião Gobbi Departamento de Educação Física – IB - UNESP – Rio Claro 3 “Perspectivas da Educação Física no Vale do São Francisco: Aplicações na Escola, Saúde e Desempenho” Realização: Colegiado de Educação Física (CEFIS) Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) Juazeiro/BA, 29-31 de Agosto de 2013 4 COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO Presidente do Evento Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE) Comissão Organizadora Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE) Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE) Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE) Ms. Ezer Wellington Gomes Lima (UNIVASF/PE) Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE) Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE) Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE) Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE) Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE) Dr. Luiz Alcides Ramires Maduro (UNIVASF/PE) Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE) Dr. Marlo Marques da Cunha (UNIVASF/PE) Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE) Dra. Roberta de Souza Mélo (UNIVASF/PE) Ms. Rodrigo Gustavo da Silva Carvalho (UNIVASF/PE) Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Colaboradores Esp. Adalberto Aparecido Bono Junior (UNIVASF/PE) Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE) Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE) Esp. Francisco de Assis Freire Junior (UNIVASF/PE) Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE) Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE) Esp. Reginaldo Luiz do Nascimento (UNIVASF/PE) Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE) Esp. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE) 5 COMISSÃO CIENTÍFICA Coordenação Dr. Sérgio Rodrigues Moreira Membros: Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE) Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE) Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE) Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE) Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE) Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE) Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Dr. Luiz Alcides Ramires Maduro (UNIVASF/PE) Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE) Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE) Dra. Roberta de Souza Mélo (UNIVASF/PE) Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE) Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) 6 CONVIDADOS (cursos, palestras, mesas redondas) Dr. Alexandre Hideki Okano (UFRN/RN) * Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS) Dra. Andreia Pelegrini (UDESC/SC) Dr. André luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE) Dr. Cheng Hsin Nery Chao (UFRN/RN) Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT) Dra. Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz (USP/SP) * Dra. Cláudia Regina Cavaglieri (UNICAMP/SP) * Dr. Diego Luz Moura (UGF/RJ) Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR) * Dr. Emerson Pardono (UFS/SE) Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS) Dr. Go Tani (USP/SP) * Dr. Jonato Prestes (UCB/DF) * Dr. José Cazuza de Farias Júnior (UFPB/PB) Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) * Dr. Mauro Virgílio Gomes de Barros (UPE/PE) * Dra. Mara Cristina Lofrano do Prado (UFPE/PE) Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE/PE) Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR) Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE) Dr. Rafael Pombo Menezes (USP-Ribeirão Preto/SP) Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE) * Dr. Ricardo Moreno Lima (UNB/DF) Dr. Rinaldo Wellerson Pereira (UCB/DF) * Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE) Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP) Dr. Sebastião Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) * Dra. Suraya Cristina Darido (UNESP/Rio Claro-SP) * Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP) Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE) * *Bolsistas do CNPq CONVIDADOS (coordenadores de sessões) Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE) Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE) Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE) Dr. Orlando Laitano Lionello Neto (UNIVASF/PE) Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE) Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE) Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE) Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE) Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE) Esp. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE) 7 MAPA GERAL DO IV CEFIVASF QUINTA-FEIRA, 29 DE AGOSTO DE 2013 HORÁRIOS ATIVIDADES 8:00 – 9:15 Inscrições, confirmação de participação em módulos temáticos e entrega de material 9:15 – 10:45 SALA A SALA B SALA C Mesa Redonda I Mesa Redonda II Mesa Redonda III 10:45 – 11:15 - Coffee-Break 11:15 – 12:00 Conferência Especial I HORÁRIOS SALA A SALA B SALA C PAINÉIS 14:00 – 16:00 Tema Livre I Tema Livre II Tema Livre III Sessão 16:00 – 16:30 16:30 – 19:00 I Coffee-Break Módulo Módulo Módulo Temático I Temático II Temático III 19:30 – 20:15 Cerimônia Oficial de Abertura 20:30 – 21:15 Conferência de Abertura 21:15 – 23:30 Coquetel de Boas Vindas - SEXTA-FEIRA, 30 DE AGOTSO DE 2013 HORÁRIOS SALA A SALA B SALA C PAINÉIS 8:00 – 10:00 Tema Livre IV Tema Livre V Tema Livre VI Sessão 10:00 – 10:30 10:30 – 12:00 Mesa Redonda IV 12:00 – 14:00 14:00 – 15:30 Mesa Redonda V Mesa Redonda VI - Intervalo Mesa Redonda VII 15:30 – 16:00 16:00 – 18:30 II Coffee-Brake Mesa Redonda VIII Mesa Redonda IX - Coffee-Break Módulo Módulo Módulo Temático IV Temático V Temático VI 18:45 – 19:30 - Conferência Especial II SÁBADO, 31 DE AGOSTO DE 2013 HORÁRIOS SALA A SALA B SALA C PAINÉIS 8:00 – 10:00 Tema Livre VII Tema Livre VIII Tema Livre IX Sessão 10:00 – 10:30 10:30 – 12:00 Mesa Redonda X 12:00 – 14:00 14:00 – 15:30 Mesa Redonda XI Mesa Redonda XII - Mesa Redonda XV - Intervalo Mesa Redonda XIII 15:30 – 16:00 16:00 – 18:30 III Coffee-Break Mesa Redonda XIV Coffee-Break Módulo Módulo Módulo Temático VII Temático VIII Temático IX 18:30 – 19:15 Conferência de Encerramento 19:15 – 19:30 Cerimônia de Encerramento 8 PROGRAMAÇÃO OFICIAL ANO: 2013 QUINTA-FEIRA (29/08/2013) 8:00 às 9:15 – Inscrições, confirmação de participação em módulos temáticos e entrega de material 9:15 às 10:45 – Mesas Redondas Sala A – Mesa Redonda I: Genética e Exercício Físico - Coordenador: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Dr. Rinaldo Wellerson Pereira (UCB/DF) Dr. Ricardo Moreno Lima (UnB/DF) Sala B – Mesa Redonda II: Aspectos Biomecânicos - Coordenadora: Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE) Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS) Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE) Sala C – Mesa Redonda III: Nutrição Esportiva - Coordenador: Dr. Fabrício Cesar de Paula Ravagnani (IFMT/MT) Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR) Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT) 10:45 às 11:15 – Coffee Break 11:15 às 12:00 – Conferência Especial I: “Prescrição do Treinamento com Pesos para os Componentes da Aptidão Física Relacionada à Saúde” - Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE) - Conferencista: Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR) 12:00 às 14:00 – Almoço 14:00 às 16:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral) Sala A (Resumos: 18, 43, 69, 98, 101, 113) - Coordenadores: Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Ana Angélica Souza Silva (UNIVASF/PE) Sala B (Resumos: 13, 22, 25, 61, 65, 96) - Coordenadores: Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Leonam de Freitas Barbosa (UNIVASF/PE) 9 Sala C (Resumos: 20, 49, 50, 62, 73, 110) - Coordenadores: Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Diego Cezar Gonzaga do Nascimento (UNIVASF/PE) 14:00 às 16:00 – Sessão de Painéis I - Coordenadores: Grupo I: Prof. Esp. Alfredo Anderson Teixeira de Araújo (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Hildete Cardoso Ferreira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: João Antônio Amorim Vieira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Cláudia Cristiane Alves da Silva (UNIVASF/PE) Grupo II: Profa. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Leonardo Correia de lima (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Danielle Nogueira Moreira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Leonam de Freitas Barbosa (UNIVASF/PE) 16:00 às 16:30 – Coffee Break 16:30 às 19:00 – Módulos Temáticos Sala A – Módulo Temático I: Avaliação e Prescrição de Exercício Físico para Idosos - Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Dr. Sebastião Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) Sala B – Módulo Temático II: Educação Física Escolar e Esporte na Escola: Em que Passo Andamos? - Coordenador: Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE) Dra. Suraya Cristina Darido (UNESP/SP) Sala C – Módulo Temático III: Exercício Físico e Doenças Crônico-Degenerativas: Evidências científicas - Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE) Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS) 19:30 às 20:15 – Cerimônia Oficial de Abertura 20:30 às 21:15 – Conferência de Abertura: “Preparação Profissional em Educação Física: Tendências e Perspectivas” - Coordenador: Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE) - Conferencista: Dr. Go Tani (USP/SP) 21:15 às 23:30 – Coquetel de Boas Vindas 10 SEXTA-FEIRA (30/08/2013) 8:00 às 10:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral) Sala A (Resumos: 8, 14, 42, 72, 83, 84) - Coordenadores: Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Felipe Douglas Ribeiro Costa Santos (UNIVASF/PE) Sala B (Resumos: 26, 54, 57, 60, 75, 108) - Coordenadores: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Marcos Vinicius Oliveira Carneiro (UNIVASF/PE) Sala C (Resumos: 5, 29, 37, 46, 48, 89) - Coordenadores: Esp. Reginaldo Luiz do Nascimento (UNIVASF/PE) Prof. Leandro Ricardo Coelho Leite (GEPEGENE/PE) 8:00 às 10:00 – Sessão de Painéis II - Coordenadores: Grupo I: Profa. Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Luana Delmondes Siqueira de Almeida (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Frederic de Melo Ribeiro (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Conrado Guerra de Sá (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Mirelle Caroline Varjão de Carvalho (UNIVASF/PE) Grupo II: Profa. Elis Regina Guimarães (SESC-Petrolina/PE) Profa. Iracelma Pereira de Marins (GEPEGENE/PE) Iniciação Científica: Rafaela Cristina Amaral Nogueira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Carla Thaís Sousa Lopes (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Rosiane Rocha Oliveira Sena (UNIVASF/PE) Iniciação Cientifica: Thales Oto Nascimento Silva (UNIVASF/PE) 10:00 às 10:30 – Coffee Break 10:30 às 12:00 – Mesas Redondas Sala A – Mesa Redonda IV: Exercício Físico, Desempenho Esportivo e Saúde - Coordenador: Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE) Dr. Jonato Prestes (UCB/DF) Dr. Alexandre Hideki Okano (UFRN/RN) Sala B – Mesa Redonda V: Exercício Físico para Pessoas com Deficiências - Coordenador: Dr. Marcelo de Maio Nascimento (UNIVASF/PE) 11 Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) Dr. Emerson Pardono (UFS/SE) Sala C – Mesa Redonda VI: Exercícios Físicos, Aspectos Cardiovasculares e Lipidêmicos - Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE) Dr. Álvaro Reischak de Oliveira (UFRGS/RS) 12:00 às 14:00 – Almoço 14:00 às 15:30 – Mesas Redondas Sala A – Mesa Redonda VII: Educação Física Escolar e Esporte Escolar - Coordenador: Dr. Alexsandro dos Santos Machado (UNIVASF/PE) Dr. Rafael Pombo Menezes (USP-Riberão Preto/SP) Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE/PE) Sala B – Mesa Redonda VIII: Atividade Física e Saúde em Crianças e Adolescentes - Coordenadora: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Dr. Mauro Virgílio Gomes de Barros (UPE/PE) Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP) Sala C – Mesa Redonda IX: Obesidade e Nutrição: Programas de Intervenção - Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE) Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE) Dra. Christianne de Faria Coelho Ravagnani (UFMT/MT) 15:30 às 16:00 – Coffee Break 16:00 às 18:30 – Módulos Temáticos Sala A – Módulo Temático IV: Treinamento com Pesos: Evidências Científicas - Coordenador: Dr. Ferdinando Oliveira Carvalho (UNIVASF/PE) Dr. Edilson Serpeloni Cyrino (UEL/PR) Sala B – Módulo Temático V: Educação Física Escolar: Analfabetismo Motor - Coordenador: Ms. Luciano Juchem (UNIVASF/PE) Dr. Diego Luz Moura (UNIVASF/PE) Sala C – Módulo Temático VI: Biomecânica no Alto Rendimento - Coordenador: Dr. Rodrigo Cappato de Araújo (UPE/PE) Dr. Felipe Pivetta Carpes (UNIPAMPA/RS) 18:45 às 19:30 – Conferência Especial II: “Riscos e Benefícios do Exercício Resistido na Hipertensão” Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Conferencista: Dra. Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz (USP/SP) 12 SÁBADO (31/08/2013) 8:00 às 10:00 – Sessão de Temas Livres (Comunicação Oral) Sala A (Resumos: 15, 16, 40, 55, 78, 80) - Coordenadores: Esp. Leidjane Pereira Siqueira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Joselito dos Santos M. Medrado Júnior (UNIVASF/PE) Sala B (Resumos: 1, 10, 44, 64, 93, 104) - Coordenadores: Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Roberto Silva dos Santos (UNIVASF/PE) Sala C (Resumos: 11, 23, 38, 85, 86, 106) - Coordenadores: Esp. Francisco de Assis Freire Júnior (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Everaldo de Araújo Barbosa Filho (UNIVASF/PE) 8:00 às 10:00 – Sessão de Painéis III - Coordenadores: Grupo I: Prof. Esp. Charles de Souza Vieira (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Loumaíra Carvalho da Cruz (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Marcos Vinicius Torres da Silva (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Pedro Augusto Pereira Lago Filho (UNIVASF/PE) Grupo II: Prof. Jaymerson Amorim Ferreira (GEPEGENE/PE) Iniciação Científica: Paulo Ricardo Pereira dos Santos (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Paula Wandreza Vasconcelos Melo (UNIVASF/PE) Iniciação Científica: Joel Firme da Silva (UNIVASF/PE) 10:00 às 10:30 – Coffee Break 10:30 às 12:00 – Mesas Redondas Sala A – Mesa Redonda X: Atividade Física em Escolares - Coordenadora: Dra. Ana Carolina Rodarti Pitangui (UPE/PE) Dra. Andreia Pelegrini (UDESC/SC) Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP) Sala B – Mesa Redonda XI: Epidemiologia na Atividade Física - Coordenador: Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE) Dr. José Cazuza de Farias Júnior (UFPB/PB) Dr. Rômulo Araújo Fernandes (UNESP-Presidente Prudente/SP) Sala C – Mesa Redonda XII: Pós-Graduação em Educação Física 13 - Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Dra. Cláudia Regina Cavaglieri (UNICAMP/SP) – Coordenadora do Fórum da área 21 da CAPES e Coordenadora da Pós-Graduação da UNICAMP/SP Dra. Lilian Teresa Bucken Gobbi (UNESP-Rio Claro/SP) – Ex-Coordenadora da Pós-Graduação em Ciências da Motricidade da UNESP/Rio Claro/SP– Conceito 6 12:00 às 14:00 – Almoço 14:00 às 15:30 – Mesas Redondas Sala A – Mesa Redonda XIII: Exercício Físico para Idosos: Na Saúde e Na Doença - Coordenador: Dr. Sérgio Rodrigues Moreira (UNIVASF/PE) Dr. Raphael Mendes Ritti Dias (UPE/PE) Dr. André Luiz Demantova Gurjão (UNIVASF/PE) Sala B – Mesa Redonda XIV: Lazer e Atividade Física - Coordenadora: Profa. Simara Regina de Oliveira Ribeiro (UNIVASF/PE) Dr. Cheng Hsin Nery Chao (UFRN/RN) Esp. Timóteo Leandro de Araújo (CELAFISCS/SP) Sala C – Mesa Redonda XV: Obesidade: Transtornos Psicológicos e Alimentares -Coordenador: Dr. Fabrício Cieslak (UNIVASF/PE) Dra. Mara Cristina Lofrano do Prado (UFPE/PE) Dr. Paulo Adriano Schwingel (UPE/PE) 15:30 às 16:00 – Coffee Break 16:00 às 18:30 – Módulos Temáticos Sala A – Módulo Temático VII: Nutrição Aplicada a Praticantes de Atividades de Academia - Coordenador: Dr. Kleverton Krinski (UNIVASF/PE) Dra. Michele Caroline de Costa Trindade (UNICENTRO/PR) Sala B – Módulo Temático VIII: Métodos de Treinamento para Hipertrofia e Força - Coordenadora: Ms. Lara Elena Gomes Marquardt (UNIVASF/PE) Dr. Jonato Prestes (UCB/DF) Sala C – Módulo Temático IX: Obesidade em Adolescentes: Como o Profissional de Educação Física pode Intervir? - Coordenador: Ms. José Fernando Vila Nova de Moraes (UNIVASF/PE) Dr. Wagner Luiz do Prado (UPE/PE) 18:30 às 19:15 – Conferência de Encerramento: "Atenção Integral à Saúde do Idoso: O Papel do Exercício Físico" Coordenador: Dr. Orlando Laitano (UNIVASF/PE) Conferencista: Dr. Sebastião Gobbi (UNESP/SP) 19:15 às 19:30 – Cerimônia de Encerramento 14 REALIZAÇÃO APOIO PATROCÍNIO 15 TEMAS LIVRE: ORAL Quadro 1: Autores em ordem alfabética e informações relacionadas as suas respectivas apresentações de temas livre na modalidade oral. AUTOR Pg. RESUMO Adalberto Aparecido Bono Junior 22 1 Alfredo Anderson Teixeira de Araújo 26 5 Altieres Elias de Sousa Júnior 29 8 Ana Patrícia Freires Caetano 31 10 Ana Paula Trussardi Fayh 32 11 André Igor Fonteles 34 13 André Luiz Demantova Gurjão 35 14 André Luiz Torres Pirauá 36 15 Arnaldo Luis Mortatti 37 16 Bruna Priscila Leonizio Lopes 39 18 Camilo Luis Monteiro Lourenço 41 20 Cinthia Beatriz da Fonseca 43 22 Conrado Guerra de Sá 44 23 Daniel Gomes da Silva Machado 46 25 Danniel Thiago Frazão 47 26 Diego Luz Moura 134 113 Edjane Magalhães 50 29 TÍTULO DO TRABALHO CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MANUAL E ERROS DE REBATIDAS EM ALUNOS DA MODALIDADE DE TÊNIS DA CIDADE DE PETROLINA-PE O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA NO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE USUÁRIOS DE PARQUE DE LAZER CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA E A CAPACIDADE CARDIORESPIRATÓRIA DE IDOSOS COM A CAMINHADA DESENVOLVIDA NA ESTEIRA EM RITMO AUTO SELECIONADO MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA NATAÇÃO E SUA UTILIZAÇÃO POR PROFESSORES DA CIDADE DE FORTALEZA-CE EFEITOS DA INGESTÃO DE DIFERENTES BEBIDAS COM CARBOIDRATOS SOBRE A GLICEMIA E PARÂMETROS DE FADIGA EM ATLETAS DE FUTEBOL REPRODUTIBILIDADE DO DESEMPENHO AERÓBIO E CONTROLE AUTONÔMICO CARDÍACO EM IDOSAS EFEITO AGUDO DO ALONGAMENTO ESTÁTICO NO DESEMPENHO DO EXERCÍCIO LEG-PRESS EM IDOSAS ANÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES ESCAPULARES, DURANTE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP PLUS ANÁLISE DO TREINAMENTO SOBRE A ATIVIDADE NEUROMUSCULAR DOS MÚSCULOS FLEXORES DOS DEDOS EM JOVENS JUDOCAS CONHECIMENTO SOBRE O CORPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: EXPERIENCIANDO A SISTEMATIZAÇÃO PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS NO LAZER ANTES E DURANTE O PERÍODO UNIVERSITÁRIO EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO BASEADO NO AFETO SOBRE A VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE IDOSAS SEDENTÁRIAS: UM ESTUDO PILOTO EFEITO DE 25 DIAS DE DESTREINO NO DESEMPENHO AERÓBIO E ANAERÓBIO E NA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ATLETAS DE ATLETISMO DA CIDADE DE PETROLINA-PE EFEITO DA CADÊNCIA DE PEDALADA SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA E CONTROLE AUTONÔMICO CARDÍACO EM OBESOS EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E MODERADO CONTÍNUO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL EDUCAÇÃO FISICA E LEGITIMIDADE: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES REGENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL CONFIABILIDADE DAS MEDIDAS DE AVALIAÇÃO Data/Horário SALA 31/08/13 08:00/08:20h B 30/08/13 08:00/08:20h C 30/08/13 08:00/08:20h A 31/08/13 08:20/08:40h B 31/08/13 08:00/08:20h C 29/08/13 14:00/14:20h B 30/08/13 08:20/08:40h A 31/08/13 08:00/08:20h A 31/08/13 08:20/08:40h A 29/08/13 14:20/14:40h A 29/08/13 15:40/16:00h C 29/08/13 14:20/14:40h B 31/08/13 08:20/08:40h C 29/08/13 14:40/15:00h B 30/08/13 08:00/08:20h B 29/08/13 14:00/14:20h A 30/08/13 C 16 Mendes Francisco Holanda Cavalcante Neto 58 37 Frederic de Melo Ribeiro 59 38 Gertrudes Nunes de Melo 61 40 Hudday Mendes da Silva 63 42 Ianny Lima de Queiroz 64 43 Ingrid Thaiane Soares Batista 65 44 Ivan Igor de Oliveira Sobrinho 67 46 Jacilene Guedes de Oliveira 69 48 Jadson de Oliveira Lima 70 49 Jainy da Silva Carneiro 71 50 Jorge Augusto de Oliveira Barros 75 54 Juliana Pereira da Silva 76 55 Karine Maria Bento 78 57 Luiz Inácio do Nascimento Neto 81 60 Luvanor Santana Silva 82 61 Marcelo de Maio Nascimento 83 62 Marcio Milton de Souza 85 64 Marcos Vinicius Oliveira Carneiro 86 65 DA RESISTÊNCIA ISOMÉTRICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES LOMBARES CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E O INDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) DE IDOSOS COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ATRAVÉS DO IMC E IAC ENTRE MULHERES PRÉ-MENOPAUSA E PÓS-MENOPAUSA INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE FAMILIARIZAÇÃO SOBRE A FLUTUAÇÃO DE FORÇA EM IDOSOS PERFIL DOS PARÂMETROS DE ESFORÇO DE IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA NA AGUA DURANTE 12 SESSÕES EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO INFANTIL: UMA VISÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO AVALIAÇÃO DA POSTURA ESTÁTICA DE ESCOLARES NAS VISTAS ANTERIOR E PÔSTERIOR RELAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL COM A FORÇA MUSCULAR RELATIVA E APTIDÃO AERÓBIA EM ADULTOS DE MEIA IDADE REDUÇÃO DO PESO E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES OBESAS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA MULTIDISCIPLINAR COMPOSIÇÃO CORPORAL E NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO ENTRE OS ANOS 2011, 2012 E 2013 REPRODUTIBILIDADE DE QUESTIONÁRIO PARA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO SEMELHANTE RESPOSTA REATIVA SIMPÁTICA AO COLD PRESSOR TEST EM IDOSOS INATIVOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS COMPENSADOS COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE EMG DO MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO DURANTE EXECUÇÃO DE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP EM SUPERFÍCIES ESTÁVEIS E INSTÁVEIS PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO NUTRICIONAL DE ALUNAS DOS CURSOS SAÚDE DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, CAMPUS PETROLINA – PE A PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA INFLUENCIA NEGATIVAMENTE A PRECISÃO DE TIRO DO BATALHÃO DE CHOQUE DA POLICIA MILITAR ANÁLISE ECOCARDIOGRÁFICA EM JOGADORES DE FUTEBOL MASCULINO INTEGRALIDADE E SAÚDE DO IDOSO: ATIVIDADE FÍSICA EM CARÁTER INTERDISCIPLINAR RELAÇÃO ENTRE O PESO DO MATERIAL ESCOLAR E O PESO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE PETROLINA-PE COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL PÓS-EXERCÍCIO DURANTE 12 SEMANAS DE 08:20/08:40h 30/08/13 08:40/09:00h C 31/08/13 08:40/09:00h C 31/08/13 08:40/09:00h A 30/08/13 08:40/09:00h A 29/08/13 14:40/15:00h A 31/08/13 08:40/09:00h B 30/08/13 09:00/09:20h C 30/08/13 09:20/09:40h C 29/08/13 15:20/15:40h C 29/08/13 15:00/15:20h C 30/08/13 008:20/08:40h B 31/08/13 09:00/09:20h A 30/08/13 08:40/09:00h B 30/08/13 09:00/09:20h B 29/08/13 15:40/16:00h B 29/08/13 14:40/15:00h C 31/08/13 09:00/09:20h B 29/08/13 15:00/15:20h B 17 Maria Laura Siqueira de Souza Andrade 90 69 Marília Padilha Martins Tavares 93 72 Marivane Reis Britto 94 73 Mércia Vitoriano Da Costa 96 75 Muana Hiandra Pereira dos Passos 99 78 Natália Barros Beltrão 101 80 Paulo Henrique Medeiros da Silva 104 83 Pedro Moraes Dutra Agrícola 105 84 Philipe Gabriel Domingos França 106 85 Priscilla Alencar de Oliveira Morais 107 86 Reginaldo Luiz do Nascimento 110 89 Rosiane Rocha Oliveira Sena 114 93 Samara Karla Anselmo da Silva 117 96 Shaianne Lopes de Sousa 119 98 Simara Regina de Oliveira Ribeiro 122 101 Thales Oto Nascimento Silva 125 104 Thiago de Brito Farias 127 106 TREINAMENTO AERÓBIO E SUPLEMENTAÇÃO DE VINHO TINTO ASPECTOS METODOLÓGICOS DAS DISSERTAÇÕES DO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UPE/UFPB RELAÇÃO DA DEPRESSÃO COM A APTIDÃO AERÓBIA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSAS EFEITOS DA PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA ANSIEDADE, DEPRESSÃO E STRESS EM MULHERES CORRELAÇÃO ENTRE AS RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DE ESFORÇO NA CAMINHADA NA ÁGUA E O DESEMPENHO CARDIORRESPIRATÓRIO NO TESTE DE MILHA AVALIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA ENTRE DOIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DISCINESIA ESCAPULAR EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE O DESEMPENHO MUSCULAR EM UMA SESSÃO DE TREINAMENTO COM PESOS NO MÉTODO CIRCUITO O EXERCÍCIO AERÓBIO PRAZEROSO ATINGE A INTENSIDADE RECOMENDADA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM IDOSAS SEDENTÁRIAS AUTOSSELEÇÃO DA CADÊNCIA DE PEDALADA PROMOVE MAIOR PRAZER DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO EM OBESOS RELAÇÃO DO DESEMPENHO COGNITIVO COM A APTIDÃO AERÓBIA EM IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS AVALIAÇÃO DA GORDURA CORPORAL EM ADOLESCENTES ESCOLARES UTILIZANDO DOBRAS CUTÂNEAS E BIOIMPEDÂNCIA BIPOLAR O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA A CIRCUNFERENCIA DA CINTURA DE USUÁRIOS DE PARQUE DE LAZER ANÁLISE DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA EM CRIANÇAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA E REDES DE ENSINO ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE BASQUETEBOL: UM ESTUDO PILOTO ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO PROCESSO QUE ANTECEDE O ENSINO DOS ESTILOS DE NADOS DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CONCEPÇÕES BIOLOGICISTAS E SOCIAIS - UMA LUTA AINDA NO 1º HOUND EM BUSCA DA INCLUSÃO COMPARAÇÃO DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA ENTRE CRIANÇAS DE DIFERENTES REDES DE ENSINO ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DO SONO EM ADULTOS DE MEIA IDADE SEDENTÁRIOS 29/08/13 15:00/15:20h A 30/08/13 09:00/09:20h A 29/08/13 14:20/14:40h C 30/08/13 09:20/09:40h B 31/08/13 09:20/09:40h A 31/08/13 09:40/10:00h A 30/08/13 09:20/09:40h A 30/08/13 09:40/10:00h A 31/08/13 09:00/09:20h C 31/08/13 09:20/09:40h C 30/08/13 09:40/10:00h C 31/08/13 09:20/09:40h B 29/08/13 15:20/15:40h B 29/08/13 15:20/15:40h A 29/08/13 15:40/16:00h A 31/08/13 09:40/10:00h B 31/08/13 09:40/10:00h C 18 Victor Oliveira Albuquerque dos Santos 129 108 Weslley Quirino Alves da Silva 131 110 PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESFORÇO E RESPOSTA AFETIVA DURANTE O EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E MODERADO CONTÍNUO RELAÇÃO DA ANSIEDADE FÍSICO-SOCIAL COM O ESTADO NUTRICIONAL E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE UNIVERSITÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 30/08/13 09:40/10:00h B 29/08/13 14:00/14:20h C TEMAS LIVRE: POSTER Quadro 2: Autores em ordem alfabética e informações relacionadas as suas respectivas apresentações dos temas livre na modalidade pôster. AUTOR Pg. RESUMO Alana Débora de Souza Batista 136 115 Alba Cristina Sobreira Garcia 23 2 Alex Sandro Araújo Nascimento 24 3 25 4 27 6 28 7 Ana Angélica Souza Silva 30 9 André Filipe Lopes de Siqueira 33 12 Benedilson Reis Santos 38 17 Bruno Machado Melo 40 19 Carla Menêses Hardman 42 21 Dalila Cavalcanti 45 24 Débora Melo Pereira da Silva 48 27 Domingos Rodrigues do Nascimento 49 28 Everaldo de Araújo Barbosa Filho 51 30 Everton José 52 31 Alex Victor de Lima Silva Aline Silva Jerônimo Allan Anderson de Medeiros TÍTULO DO TRABALHO A INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO COMPONENTE CURRICULAR NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA A DANÇA E A GINÁSTICA AERÓBICA COMO CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: INFLUÊNCIAS E POSSIBILIDADES EM CRIANÇAS PORTADORAS DO ESPECTRO DO AUTISMO ANÁLISE DA AGILIDADE ENTRE ALUNOS-ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE FUTSAL E HANDEBOL DO RN A INCORPORAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E SUA INTERFACE COM A SAÚDE EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO PRÁTICA RELAÇÃO ENTRE O NOVO ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL (IAC) E O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) COM O PERCENTUAL DE GORDURA PERFIL ANTROPOMÉTRICO E DE APTIDÃO FÍSICA DE USUÁRIO DE ANABOLIZANTES DO POLO PETROLINA/PE E JUAZEIRO/BA O LEGADO “GREGO” DE MEGAEVENTOS: OS LEGADOS NEGADOS ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR DURANTE O EXERCÍCIO CRUCIFIXO ESTÁVEL E INSTÁVEL FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ADOLESCENTES RESIDENTES EM ÁREA URBANA E RURAL NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ADOLESCENTES OBESOS PARTICIPANTES DE UMA INTERVENÇÃO PARA REDUÇÃO DE PESO INFLUÊNCIA DA APTIDÃO AERÓBIA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL E ANTROPOMETRIA EM ADOLESCENTES ESCOLARES DE PETROLINA-PE ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA E PRESSÃO ARTERIAL MEDIANTE A CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL ANÁLISE DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES DE BAIXO NÍVEL SOCIECONÔMICO COM DIFERENTES NÍVEIS DE PERCENTUAL DE GORDURA REFLEXÕES A CERCA DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO Data/Horário 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 19 Barbosa de Oliveira Fábio Henrique Costa de Oliveira Fabricio Cesar de Paula Ravagnani Fabrício Jácome Gonçalves Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto 53 32 54 33 55 34 56 35 Filipe Pitágoras Rodrigues Magalhães 57 36 Galeno Criscolo Parrela 60 39 Gregório Queiroz 62 41 Isabella Maria Gomes de Miranda 66 45 Ivanildo Alves Lima da Silva Júnior 68 47 Isabel Batista Freire 133 112 72 51 74 53 Kamila Silva Rocha 77 56 Loumaíra Carvalho da Cruz 79 58 Lucas Anselmo de Araújo 80 59 Marciano Pereira Barros 84 63 Marcos Vinícius de Freitas 86 65 Marcus Felipe Soares Bezerra 88 67 Maria Clara Siqueira de Almeida 89 68 Maria Natália de Oliveira Tôrres 91 70 Mariana Araújo Santana 92 71 Jean Lucardh de Carvalho Soares João Álef Pereira Fonseca da Cunha SUPERVISIONADO I DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA INSCRIÇÃO EM PROVAS DE CORRIDA DE RUA ESTRESSE E A INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO DO JOGADOR DE FUTEBOL HIPERDIA: UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, INDICADORES DE SAÚDE E HÁBITOS ALIMENTARES EM GESTANTES DE UM HOSPITAL PÚBLICO ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE DORMENTES-PE FESTAS JUNINAS: PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE A PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO EM UMA SESSÃO DE TREINAMENTO NO MÉTODO CIRCUITO EXPOSIÇÃO A COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E EXCESSO DE PESO EM PRÉ-ESCOLARES COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ESPORTES DO C.N.S.A: DESAFIOS NO DIRECIONAMENTO DAS ATIVIDADES DOS JOGOS NORDESTÃO SALESIANO BIÊNIO 2011 E 2012 MOVIMENTO E SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS: PRÁTICAS CORPORAIS NO LAR DA VOVOZINHA – RIO GRANDE DO NORTE RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL DIÁLOGO SOBRE A DISCIPLINA ESTÁGIO SUPERVISIONADO I: RELATO DE EXPERIÊNCIA APRENDER PARA APLICAR: SAÚDE COLETIVA EFEITOS PSICOFISIOLÓGICOS DA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA EM AMBIENTES ARBORIZADO E URBANO RELAÇÃO DO TEMPO GASTO NA INTERNET EM COMPARAÇÃO AO TEMPO GASTO EM ATIVIDADES FÍSICAS NOS ALUNOS DE ED. FISÍCA - UFRN A ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE ATLETISMO NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DA CIDADE DE PETROLINA E REGIÃO EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO AERÓBIO, RESISTIDO E COMBINADO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL: ESTUDO PILOTO ANÁLISE DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM GRADUANDOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN PRÁTICAS CORPORAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA QUALIDADE DE VIDA DO PROFISSIONAL ATUANTE NO 1 2 3 CRI /CRA DO RN : CUIDANDO DO CUIDADOR FISIOLOGIA HUMANA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA: A PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DA UNEB – CAMPUS IV O DESENVOLVIMENTO DO LÚDICO A PARTIR DE ATIVIDADES DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROGRAMA SEGUNDO TEMPO / IF SERTÃO PETROLINA 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 29/08/13 14 às 16h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 20 Maryana Pryscilla Silva de Morais 95 74 Milla Gabriela Belarmino Dantas 97 76 Mirelle Caroline Varjão de Carvalho 98 77 Nadiel Cavalcante de Sousa 100 79 Natanael Pereira Barros 102 81 Nathalia Izabelle Albuquerque Silva 103 82 Rafael da Silva Muricy Guirra 108 87 Rafaela de Andrade Pinheiro Oliveira 109 88 Ricardo André Gomes da Silva 111 90 Ricardo de Araujo Gomes 112 91 Rodolfo de Holanda Mendonça 113 92 Rosicleia Sirqueira 115 94 Rubenice da Silva Gonçalves 116 95 118 97 120 99 Sílvia Lorena Vieira de Carvalho 121 100 Tâmara Luize de Oliveira Albano 123 102 Terezinha Abel Alves 124 103 Thalles Aggeo Lima de Medeiros 126 105 Victor Mariano Silva 128 107 Sandra Leite de Oliveira Sheila Cristiane Evangelista Creôncio PREVALÊNCIA E SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉMENSTRUAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE ASSOCIAÇÃO DE INDICADORES DE ADIPOSIDADE CORPORAL E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM ADOLESCENTES BRASILEIROS DISTRIBUIÇÃO DO PERCENTUAL DE ALUNOS POR NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE DIFERENTES REDES DE ENSINO O PET-SAÚDE NA FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA PROJETO SENTIDOS: CONTRIBUINDO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA DO MUNICÍPIO DE SENHOR DO BONFIMBA CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO TÁTICO DECLARATIVO NO HANDEBOL NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO/IF-BAIANO – CAMPUS SENHOR DO BONFIM SISTEMATIZANDO AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA VIVÊNCIA LÚDICA COM UM NOVO OLHAR PEDAGÓGICO PRONTIDÃO À ATIVIDADE FÍSICA DE PRATICANTES DO PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN SISTEMATIZAÇÃO DO JIU-JÍTSU BRASILEIRO NA ESCOLA PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE SUJEITOS PARTICIPANTES DO PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE SENTO SÉ – BA ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA URBANA E RURAL DE CASA NOVA-BA COMPORTAMENTO DE ADESÃO A ATIVIDADES FÍSICAS EM VIAS PÚBLICAS E PARQUES EM PETROLINA PERFIL DOS PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE PETROLINA-PE CONSUMO DE SUPLEMENTOS DIETÉTICOS E ESTEROIDES ANABOLIZANTES POR ALUNOS DE ACADEMIAS DA REGIÃO DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO PERFIL DOS PARÂMETROS HEMODINÂMICOS DE REPOUSO EM IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA NA ÁGUA DURANTE 4 MESES A REPRESENTAÇÃO QUE OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA FAZEM DA FORMAÇÃO CONTINUADA NO ESTADO DE PERNAMBUCO AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA AO CRITÉRIO DO FITNESSGRAM EM CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS DO GRUPO DE PROMOÇÃO E PESQUISA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL A SISTEMATIZAÇÃO DO CONTEÚDO JOGOS COOPERATIVOS NA PRÉ-ESCOLA: RELATO DE 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 30/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 21 Vitória de Barros Siqueira 130 109 Xenusa Pereira Nunes 132 111 Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto 135 114 EXPERIÊNCIA PERFIL DE INTERNAÇÕES ENTRE IDOSOS PERNAMBUCANOS: AS DOENÇAS CRÔNICODEGENERATIVAS EM DESTAQUE FREQUÊNCIA PERCENTUAL DE INDIVÍDUOS ATIVOS E INATIVOS FRENTE A DIFERENTES CLASSIFICAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 31/08/13 08 às 10h 22 RESUMO 1 CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MANUAL E ERROS DE REBATIDAS EM ALUNOS DA MODALIDADE DE TÊNIS DA CIDADE DE PETROLINA-PE Autores: Adalberto Aparecido Bono Junior1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Luciano Juchem1, Ferdinando O Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF. INTRODUÇÃO: O tênis se caracteriza como um esporte de rebatidas, se utilizando de uma raquete para tal movimento, onde os braços são exigidos pelo jogo inteiro. O esforço físico dos membros superiores é de grande impacto e a duração das partidas passa por horas de rebatidas. Portanto a força relacionada a membros superiores deve ser estudada para se tentar correlacionar com a performance das rebatidas. Visto que ainda o tênis é um esporte unilateral (a raquete é segurada pelo braço dominante) existe a prédisposição de que um braço seja mais forte do que o outro, dando chance para haver diferença do golpe de backhand (lado do braço não dominante), pois os atletas que executam este golpe com as duas mãos, utilizam-se da força do braço não dominante (teoricamente mais fraco). OBJETIVO: Observar a correlação existente entre a força manual e erros de rebatidas em alunos da modalidade de tênis da cidade de Petrolina-PE. MÉTODOS: Participaram do presente estudo 9 meninos (13,6 anos; 53,9 kg;1,61 m; 20,8 kg/m2) jogadores da modalidade de tênis da cidade de Petrolina-PE. A análise da força foi feita através do teste de preensão manual utilizando o dinamômetro. O teste de erros das rebatidas foi feito na quadra de tênis, onde cada jogador rebateu 50 bolas tanto de esquerda quanto de direita, lançadas pelo professor, sem descanso entre a 1ª e a 50ª bola. Para verificação da normalidade dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk. Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para medir o grau da correlação entre força e erros das rebatidas. A significância estatística adotada foi a de p ≤ 0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico statistical package for the social sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Apesar de não apresentar diferença significativa (p≤0,05), houve uma correlação moderada e indireta entre a força manual e a quantidade de erros, em ambos os braços (r = -0,52) CONCLUSÃO: Há uma correlação moderada e indireta entre força e erros de rebatidas em alunos de tênis da cidade de Petrolina-PE, indicando que quanto maior a força manual, menor a quantidade de erros de rebatidas de cada braço. 23 RESUMO 2 A DANÇA E A GINÁSTICA AERÓBICA COMO CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: Alba Cristina Sobreira Garcia¹, Renato Ribeiro Azevedo². E-mail: [email protected] Instituições: ¹Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto, Uruguaiana/RS, Brasil; ² Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana/RS, Brasil. Apoio: CAPES INTRODUÇÃO: A Educação Física tem como objetivo transmitir às sociedades a cultura corporal do movimento humano (CCMH) entendida como conjunto de práticas corporais com diversas formas e sentidos criados pelo homem ao longo de sua história a fim de expressar e representar seus sentimentos,motivações, desejos e crenças.Dentre as manifestações corporais que constituem a CCMH estão os esportes, as ginásticas, as lutas, os jogos e as danças.Dentro desta perspectiva e ciente da responsabilidade que a Educação Física Escolar têm de transmitir a CCMH, a Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto em conjunto com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), alterou todo seu planejamento em relação à conteúdos a serem desenvolvidos nas séries finais do ensino fundamental. Neste programa estão envolvidos três supervisores, professores de Educação Física da escola e 15 acadêmicos do curso de Educação Física da Universidade Federal do Pampa. A dança e a ginástica aeróbica foram consideradas como conteúdos de fundamental importância, devido as competências e habilidades exigidas através delas com as quais ambas iriam beneficiar os alunos. METODOLOGIA: Realizou-se quatro semanas de aulas de dança e ginástica aeróbica com duas turmas de 7ª série e com sete turmas 8ª séries, totalizando nove turmas. Os alunos tiveram aulas teóricas e práticas de diversos ritmos e de ginástica aeróbica de baixo e alto impacto .Após este período de aulas foi realizado um trabalho de avaliação dos alunos, cabendo aos alunos organizar grupos e criar uma coreografia e uma aula de ginástica aeróbica para apresentar aos professores. RESULTADOS: Devido a qualidade dos trabalhos apresentados, assim como o interesse, responsabilidade, motivação e assiduidade apresentados pelos alunos foi criada a I Mostra de Dança e Ginástica Aeróbica da Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto. Apresentaram-se 12 grupos, onde cada grupo apresentou 3 coreografias musicais, escolhidos e criados por eles, alunos. A I Mostra de Dança e Ginástica Aeróbica aconteceu no dia 14 de junho de 2013 no Teatro Municipal Rosalina Pandolfo Lisboa e teve mais de mil e duzentas (1200) pessoas assistindo as apresentações, sendo que foram envolvidos 370 alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Dom Hermeto. CONCLUSÃO: Após a realização da I Mostra foi possível avaliarmos o quanto nossos alunos estão sedentos de novidades e conteúdos novos e qual é responsabilidade dos professores em proporcionarmos esses conteúdos a eles através de nossas aulas, nunca menosprezando suas capacidades de realização e aceitação. 24 RESUMO 3 A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: INFLUÊNCIAS E POSSIBILIDADES EM CRIANÇAS PORTADORAS DO ESPECTRO DO AUTISMO Autores: Alex Sandro Araújo Nascimento1, Ricardo F. de Freitas Mussi2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana/BA, Brasil; 2 Universidade Estadual da Bahia, Campus IV, Jacobina/BA, Brasil. INTRODUÇÃO: A sociedade ainda não se encontra preparada para a inserção da criança portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA), e colocar em seu meio uma pessoa que apresenta comportamentos alheios, e às vezes estranhos, quando comparados ao da maioria da população na qual a criança está inserida, pode vir a causar estranhamentos, olhares de medo ou repulsa, dentre outros, provenientes da falta de conhecimento da própria síndrome, pois, embora tenha sido há pouco tempo veiculado informações na mídia sobre o autismo, não é comum encontrar uma criança autista no contexto social. Neste contexto, a dança, componente curricular do curso de EF, em paralelo com as demais disciplinas didático-pedagógicas pode atuar junto aos alunos que apresentam esse transtorno, ao potencializar a sociabilidade e a interação com outras crianças e adultos, através de práticas coletivas ou individuais, o que lhes possibilitaria desenvolver sua consciência corporal, permitindo então a construção de si próprios como seres sociais inseridos no mundo. OBJETIVO: Discutir quais as influências e possibilidades no uso da dança dentro da Educação Física Escolar em crianças portadoras de Transtorno do Espectro Autista. MÉTODOS: A pesquisa se configura em Estudo de Caso. Sendo assim, realizaremos atividades tomando por base alguns pressupostos de Rudolf Laban no que se refere a ações e qualidades variadas de movimento, onde os fatores a serem analisados serão o de uma possível melhoria na interação social entre os próprios alunos, e entre eles e familiares, e também qual seria a influência da utilização da dança no processo de socialização. A proposta é de realizar intervenções através de sessões de dança com 1 hora de duração cada, totalizando 24 sessões, 2 vezes por semana. Sendo que na primeira sessão pretende-se avaliar individualmente, por meio de anotações e gravações em vídeo as características de cada aluno, relativas ao grau de interação interpessoal, comunicação verbal e gestual, se há resposta ao contato social e físico, quais os indícios de comportamentos repetitivos, movimentos estereotipados e quais seriam as preferências musicais. Após esta avaliação iniciariam as atividades de dança. As atividades serão desenvolvidas em uma sala da APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais), realizadas por acadêmicos de curso de Educação Física e supervisionado por uma docente do componente curricular de Dança mesmo curso. Antes da intervenção será aplicado a todas as crianças A Escala de Avaliação do Autismo na Infância ou Childhood Autism Rating Scale (CARS) para avaliação do comprometimento da interação social, comunicação e comportamentos repetitivos. A mesma avaliação será feita após a intervenção. RESULTADOS ESPERADOS: Conseguir avaliar, ou até mesmo diagnosticar, através do CARS (Escala de Avaliação do Autismo na Infância) o comprometimento da interação social, comunicação e comportamentos dos alunos participantes. “O CARS é composto de uma escala com 15 itens que auxiliam o diagnóstico e identificação de crianças com transtorno do espectro do autismo, além de ser sensível na distinção entre o TEA e outros atrasos no desenvolvimento. A sua importância é baseada na capacidade de diferenciar o grau de comprometimento do autismo entre leve, moderado e severo.” (MOURA, 2012; p. 7). 25 RESUMO 4 ANÁLISE DA AGILIDADE ENTRE ALUNOS-ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE FUTSAL E HANDEBOL DO RN. Autores: Alex Victor de Lima Silva¹, Allan Anderson de Medeiros¹, Maria Aparecida Dias¹. E-mail: [email protected] Instituição: ¹Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: Com os avanços do treinamento esportivo cada vez mais se torna indispensável iniciar um programa de treinamento, de quaisquer modalidades, sem pensar em uma avaliação física com utilização de protocolos específicos (CARVALHO et al., 2005). Dentre as diversas capacidades físicas, a agilidade exerce considerável influência tanto no futsal como no handebol, por se tratar de esportes que demandam esforços curtos e intermitentes, e pela necessidade de trocas rápidas de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de gravidade de todo o corpo ou parte dele para executar todos os fundamentos técnicos de jogo (MATSUDO, 1982). OBJETIVO: Analisar e comparar a agilidade entre alunos-atletas universitários de futsal e handebol através do teste do quadrado. METODOLOGIA: Estudo descritivo transversal de caráter exploratório. A amostra é composta por 14 alunos-atletas universitários do sexo masculino, sendo sete praticantes de futsal, com média de idade, altura e peso respectivamente de 21,71 ± 0,75anos, 179,48 ± 9,06cm, 74,87 ± 14,40Kg e sete praticantes de handebol, com média de idade, altura e peso respectivamente de 20,71 ± 1,79anos, 179,48 ± 8,66cm, 81 ± 11,45Kg, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Como instrumento foi utilizado o teste do Quadrado, da bateria de testes da PROESP-BR e sua classificação, comparando os valores com os considerados adequados para a faixa etária de 17 anos. Os dados foram analisados e comparados em planilha do Microsoft Excel 2007. RESULTADOS: Os alunos-atletas de futsal se apresentaram mais ágeis do que os alunos-atletas de handebol, com tempo médio de execução do percurso do teste, respectivamente, de 5,95 ± 0,44s; 6,30 ± 53s. Quando comparados com a tabela da PROESP-BR, para uma faixa etária de 17 anos, ambos os grupos deixaram a desejar, visto que nessa classificação o futsal encontra-se numa zona considerada razoável e handebol numa considerada fraca. Apesar do baixo desempenho os resultados apresentaram números óbvios, devido algumas peculiaridades de cada modalidade. No futsal o jogo acontece de forma dinâmica e os jogadores estão em constante mudança de posição, sempre buscando espaços vazio o que requer do jogador um considerável nível de agilidade, diferentemente do que acontece no handebol onde essas mudanças de posições ocorrem na maioria das vezes apenas no momento de decisão da jogada. CONCLUSÃO: A partir do exposto conclui-se que apesar dos resultados não apresentarem nenhuma surpresa com relação às características das modalidades, tornase clara a necessidade de treinamentos que visem a melhora da agilidade, tendo em vista a importância de tal capacidade física para o êxito em ambas as modalidades esportivas. 26 RESUMO 5 O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA NO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE USUÁRIOS DE PARQUE DE LAZER Autores: Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: MEC/PET/CAPES INTRODUÇÃO: O estilo de vida está diretamente associado ao risco de doenças cardiometabólicas. Dentre os vários componentes do estilo de vida, a nutrição e a prática regular de atividade física, podem ter influência em indicadores antropométricos de um indivíduo. OBJETIVO: Verificar a associação do índice de massa corporal com o estilo de vida de usuários de parque de lazer. MÉTODOS: A amostra foi composta por 212 indivíduos com idade média de 44,4±16,9 anos e Índice de Massa Corporal (IMC) de 26,4±4,4 kg/m2, sendo 99 homens (43,2±17,4 anos e IMC de 26,6±4,5 kg/m 2) e 113 mulheres (45,5±16,5 anos e IMC de 26,4±4,3 kg/m 2), os quais responderam ao questionário FANTASTIC, que objetiva avaliar o estilo de vida através de diversos componentes (Família, Atividade física, Nutrição, Tóxicos, Álcool, Sono, Tipo de comportamento, Introspecção e Trabalho). A amostra foi dividida por sexo e estilo de vida, sendo os grupos: Alto (AEV) e Baixo Estilo de Vida (BEV). Estatística descritiva e teste t de student para amostras independentes foram aplicados com p<0,05 (Statistica v.6.0). RESULTADOS: O grupo BEV apresentou IMC significativamente maior (27,50±4,43kg/m2) do que o grupo com AEV (25,58±4,19 kg/m 2; p<0,001). Quando comparados os diferentes grupos de EV no mesmo sexo, homens e mulheres com BEV apresentaram valores de IMC (27,95±4,60 kg/m 2 e 27,16±4,31 kg/m2, respectivamente) significativamente superiores aos grupos com AEV (25,57±4,17 kg/m 2 para homens e 25,59±4,24kg/m2 para mulheres; p<0,01 e p<0,05 respectivamente). Porém, quando comparados os grupos de mesmo EV e sexos diferentes, não houve diferença significativa entre eles (27,95±4,60 kg/m2 e 27,16±4,31 kg/m2, para homens e mulheres com BEV; 25,57±4,17kg/m2 e 25,59±4,24kg/m2, para homens e mulheres com AEV; p>0,05) CONCLUSÃO: O IMC de usuários de parque de lazer pode ser influenciado pelo estilo de vida. O grupo de homens e mulheres com AEV apresenta menor IMC em comparação aos grupos com BEV. 27 RESUMO 6 A INCORPORAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E SUA INTERFACE COM A SAÚDE Autores: Aline Silva Jerônimo1, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio1, Alfredo Anderson Teixeira de Araújo1, Bárbara C. Vilas Boas Marques Britto1, Fernanda Camila da Silva Calisto1, Ricardo Argenton Ramos1, Paulo Roberto Ramos1. E-mail: [email protected] Instituição: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: Os problemas ambientais sempre estiveram presentes nos discursos e práticas sanitárias, onde a saúde coletiva ocupa um papel significativo no campo dos problemas ambientais. A discussão acerca dos problemas ambientais se encontra também em consonância com o plano da saúde coletiva. Essa noção permite considerar que no projeto da saúde coletiva o ambiente está associado à qualidade e à proteção da vida dos indivíduos. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo nortear uma reflexão sobre a relação saúde e problemas ambientais no contexto de saúde coletiva e na qualidade de vida dos indivíduos. METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento bibliográfico por meio das bases de dados de bibliotecas virtuais (Biblioteca Virtual de Saúde – BVS; Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS; Scientific Electronic Library Online – SCIELO) utilizando os seguintes descritores e suas combinações nas línguas portuguesa e inglesa: “Saúde Coletiva”, “Qualidade de Vida” e “Riscos Ambientais”. RESULTADOS: Durante muitos anos as questões ambientais, principalmente aquelas relacionadas à saúde, foram uma preocupação quase que exclusiva de instituições voltadas ao saneamento básico. A partir da década de 80 ficou explícito o elo existente entre as questões ambientais e o sistema de saúde, abrindo o caminho para a incorporação de uma ampla discussão voltada para questões que envolviam a incorporação da relação Ambiente-Saúde no campo da Saúde Coletiva, mostrando uma relação entre o ambiente e o padrão de saúde de uma população. A análise de como os problemas ambientais afeta a saúde das populações que convivem com riscos na ordenação de suas vidas cotidianas, propõe, assim, o entendimento das complexas relações entre os padrões de saúde e o comprometimento dos fatores sociais e ambientais de seu entorno, incidindo diretamente na qualidade de vida do indivíduo. Assim, a superação de problemas sociais parte de elementos fundamentais, que não podem ser desconsiderados, para a melhoria da qualidade de vida e a superação dos riscos ambientais vividos pelas populações na gestão de suas vidas cotidianas. CONCLUSÃO: A cada dia se fortalece a perspectiva que aponta para o entendimento da problemática socioambiental como um fenômeno dinâmico que para ser conhecido e enfrentado precisa levar em conta não somente fatores técnicos, mas também fatores sociais e culturais das populações envolvidas. A compreensão dos problemas ambientais que são simultaneamente problemas de saúde, pois não estão dissociados da vida social humana, deverá estar a serviço do sentido social, político e de direito universal das populações na melhoria de sua qualidade de vida, onde as questões relacionadas a melhoria do meio ambiente tem demonstrado uma melhora na qualidade de vida da população de todas as idades. 28 RESUMO 7 EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO PRÁTICA. Autores: Allan Anderson de Medeiros¹, Alex Victor de Lima Silva ¹, João Álef Pereira Fonseca da Cunha¹, Maria Aparecida Dias¹. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: A Educação física no Ensino Infantil nos dias atuais vem se tornando uma necessidade real para melhoria no desenvolvimento motor e cognitivo das crianças, sendo a mesma uma forma de expressão corporal capaz de expressar comportamentos e possíveis intervenções dos profissionais da área. Sabe-se da necessidade de se trabalhar de forma sistemática e lúdica para potencializar o repertório motor para que as mesmas utilizem a criatividade e se tornem mais autonomas para realizar a “solução de problemas”, sendo o brincar, o jogar, o ler, etc. algumas das variáveis que devem ser desenvolvidas ao longo das aulas de Educação Física Escolar na Educação Básica (Ensino Infantil, Fundamental e Médio). OBJETIVO: Relatar as experiências vivenciadas na aplicação de três planos de aula sistematizados com o tema “Mundo do Circo” para alunos do Ensino Infantil do Colégio Ação, localizado no Conjunto Pirangi, bairro Neópolis, Natal/RN. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 12 alunos do IV Nível do Ensino Infantil do Colégio Ação com idade entre 4 e 5 anos, participantes das aulas sistemáticas com tema: “Mundo do Circo”, onde através do conteúdo ginástica foram explorados alguns movimentos básicos como: Subir, descer, flexionar, andar, equilibrar, etc. com o intuito de expressar o máximo possível do repertório motor das crianças. Sendo utilizados os estilos de ensino de aulas abertas e resolução de problemas no planejamento das aulas, respeitando sempre a realidade social e o repertório motor dos alunos. Sendo utilizado no presente estudo a metodologia de caráter qualitativo e descritivo. RESULTADOS: A intervenção pedagógica prática resultou na necessidade dos profissionais de Educação Física no Ensino Infantil, visto que apesar de pouco explorado é um campo que se mostra de total importância para o crescimento e desenvolvimento humano. Bem como foi relevante mostrar a importância da aplicação prática sobre a teoria aprendida pelos graduandos do curso de Educação Física – Licenciatura, além de compreender a importância da sistematização das aulas. CONCLUSÃO: Conclui-se que as práticas das atividades recreativas e de atividade física para as crianças do Ensino Infantil devem ser desenvolvidas pelos professores de Educação Física, visando o melhor desenvolvimento das habilidades motoras, visto que os mesmos possuem conhecimentos científicos para o planejamento das aulas, a fim de atingir os resultados esperados para essa faixa etária. 29 RESUMO 8 CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA E A CAPACIDADE CARDIORESPIRATÓRIA DE IDOSOS COM A CAMINHADA DESENVOLVIDA NA ESTEIRA EM RITMO AUTO SELECIONADO. Autores: Altieres Elias de Sousa Júnior1, Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Marcos Vinicius Freitas1,2, Weslley Quirino Alves da Silva1,3, Jorge Augusto de Oliveira Barros1, Marcus Felipe Soares Bezerra1, Cheng Hsin Nery Chao1, Eduardo Caldas Costa1,Hassan Mohamed Elsangedy. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil; 2 Universidade Estadual do Rio Grande do norte (UERN/RN), Pau dos Ferros/RN, Brasil; 3 Universidade Potiguar (UNP/RN), Natal/RN, Brasil. Apoio: MEC – SEsu (Edital PROEXT, 2013) INTRODUÇÃO: Nos últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa no Brasil tem crescido de forma importante. Atualmente, 7,4% da população possui idade igual ou superior a 65 anos. Evidências suportam que a perca de massa muscular, força e capacidade aeróbia são reduzidas com o avanço da idade afetando a capacidade de idosos em realizarem atividades da vida diária. Atualmente, a capacidade funcional tem sido alvo de vários estudos, sobretudo em idosos, exemplos de avaliações são os testes de marcha estacionária de 2 minutos e sentar e levantar da cadeira, que por sua vez mensuram a capacidade aeróbica e a força de membros inferiores respectivamente. Outra linha de pesquisa que ultimamente vem sendo explorada na literatura são respostas afetivas envolvidas com a intensidade autosselecionada durante o exercício físico, algo que está associado diretamente com aderência e adesão no exercício. OBJETIVO O presente estudo tem como objetivo verificar a magnitude da correlação desses componentes funcionais com a caminhada desenvolvida na esteira em ritmo autosselecionado. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 8 idosas (66,6±5,37 anos; 68,3±13,75 kg; 1,60±0,04 m; 26,5±4,75 kg/m 2) participantes do Programa vida ativa na terceira idade, oferecido pelo Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para avaliar a força de membros inferiores e a aptidão cardiorrespiratória foram usados os testes de sentar e levantar da cadeira e marcha estacionária respectivamente. Já como instrumento da auto seleção do ritmo da caminhada, os idosos foram orientados a controlar a intensidade do exercício através da “Feeling Scale” uma escala de sensação, composto basicamente de uma variação de 11 pontos, com itens únicos, bipolar, variando entre +5 que representou a maior sensação de conforto/ Prazer e -5 a maior sensação de desconforto/desprazer proporcionada pelo exercício físico. Utilizou-se o teste de correlação de Sperman para verificação de correlação entre a força de membros inferiores, capacidade aeróbia e a velocidade desenvolvida na esteira em ritmo autosselecionado. Adotou-se um nível de significância estatística de p < 0,05. RESULTADOS: Não houve correlação entre a velocidade autosselecionada com os resultados dos testes de levantar e sentar da cadeira (r= 0,048; p > 0,05) e marcha estacionária (r= 0,143; p > 0,05). CONCLUSÃO: Não Houve correlação entre as varáveis avaliadas nos testes com a velocidade desenvolvida na esteira em ritmo autosselecionado. A limitação do estudo é o tamanho amostral. Logo, se faz necessário à investigação de uma maior casuística para confirma ou refutar tais aspectos. 30 RESUMO 9 RELAÇÃO ENTRE O NOVO ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL (IAC) E O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) COM O PERCENTUAL DE GORDURA Autores: Ana Angélica S Silva1, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, Gabriel G Bergmann3, Alfredo Anderson T de Araújo1,2, Loumaíra C da Cruz2, Ferdinando O Carvalho1,2, Carmen SG Campbell. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF; 3 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF. INTRODUÇÃO: A população brasileira tem apresentado crescimento exponencial nos níveis de obesidade nos últimos cinco anos de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diversos métodos para determinação de sobrepeso e obesidade estão sendo vistos e evidenciados em estudos, todavia o Índice de Massa Corporal (IMC) ainda é bastante utilizado na triagem de adiposidade em alguns grupos, além da circunferência de cintura (CC) e a Relação Cintura Quadril (RCQ), porém, por algumas limitações, foi criado um novo índice para determinação de adiposidade corporal (IAC). OBJETIVO: Observar a correlação entre o percentual de gordura obtido através das dobras cutâneas com outros métodos de análise da adiposidade corporal (IMC, IAC, RCQ, CC). MÉTODOS: Foram avaliados, 1.147 indivíduos adultos, com diferentes grupos etários (18 a 50 anos) sendo 451 homens (27,6 ± 10,4 anos; 76,8 ± 13,6 kg; 1,76 ± 0,07 m) e 696 mulheres (27,8 ± 10,8 anos; 59,3 ± 9,8 kg; 1,63 ± 0,06 m), sedentários, sendo avaliado o IMC (massa corporal/estatura2), o IAC {[circunferência do quadril/(altura x √altura)]-18}, a circunferência de cintura (CC) e quadril, e o percentual de gordura (%G) através das dobras cutâneas. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. O teste “t” de student para amostras independentes foi utilizado para comparar as variáveis entre os sexos, comparação entre o IAC e IMC, além de comparar mulheres pré-menopausa e pós-menopausa. A significância estatística adotada foi de p≤0,05. RESULTADOS: Tanto o IAC quanto o IMC se diferem estatisticamente entre os sexos. Para o sexo masculino os valores do IAC são significativamente menores (5,3%) do que o IMC, por outro lado, no sexo feminino, os valores de IAC são maiores (19,7%) do que os de IMC. Em comparação com o IAC, as áreas sob a curva ROC para o IMC e a CC são bem mais amplas nos tanto homens quanto nas mulheres, além disso, o IMC e a CC apresentam melhores valores de sensibilidade e especificidade para ambos os sexos e todos os grupos etários. O IMC e a CC apresentaram uma maior correlação com o %G do que o IAC para todas as faixas etárias e ambos os sexos. CONCLUSÃO: Verificou-se que o IMC e a CC foram melhores relacionados com o %G do que o IAC em ambos os sexos e nos vários grupos etários, levando a concluir que ainda existem limitações em relação ao IAC e que o mesmo ainda não é um indicador confiável para determinar a adiposidade de grupo de brasileiros estratificados por sexo e faixa etária. Ainda existem limitações em relação ao IAC e que o mesmo ainda não é um indicador confiável para determinar a adiposidade de grupo de brasileiros estratificados por sexo e faixa etária. 31 RESUMO 10 MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA NATAÇÃO E SUA UTILIZAÇÃO POR PROFESSORES DA CIDADE DE FORTALEZA-CE. Autores: Ana Patricia Freires Caetano¹, Ricardo Hugo Gonzalez¹. E-mail: [email protected] Instituições: ¹Universidade Federal do Ceará (UFC). INTRODUÇÃO: A natação se encontra bastante difundida na atualidade, sendo praticada por indivíduos de todas as faixas etárias e com diferentes objetivos. Por muito tempo, no ensino desta modalidade priorizou-se uma abordagem tecnicista, na qual os movimentos eram meramente repetidos, sem considerar aspectos determinantes ao sucesso da aprendizagem e que são inerentes ao indivíduo. A partir dessa perspectiva, percebeu-se a necessidade de desenvolvimento de novos métodos e estratégias que possibilitassem novas abordagens metodológicas. Diante dos diferentes métodos, concepções e estratégias que norteiam o ensino da natação, nos surge o questionamento quanto a utilização desses métodos e se os profissionais da área tem o real conhecimento acerca da metodologia utilizada em suas aulas. OBJETIVO: O objetivo central deste estudo foi analisar os modelos de ensino-aprendizagem da natação, utilizados por professores de Educação Física na cidade de Fortaleza- CE em clubes, academias e escolas particulares. MÉTODOS: O estudo caracteriza-se por ser do tipo descritivo-exploratório, de cunho qualitativo. Utilizamos como instrumento para a coleta dos dados uma entrevista semi-estruturada, realizada com 10 professores da cidade de Fortaleza-CE. Para a análise e discussão, os dados foram agrupados nas seguintes categorias: a) formação profissional, b) métodos de ensino-aprendizagem e c) estratégias de ensinoaprendizagem. RESULTADOS: Quanto a formação profissional, verificou-se uma maior preparação e reciclagem por parte dos profissionais, na qual estes estão recorrendo a uma formação extracurricular e a consulta das mais variadas ferramentas. Com relação aos métodos de ensino-aprendizagem, os profissionais relataram que a escolha do método a ser empregado está diretamente relacionado a fatores como nível da turma, faixa etária e objetivos da prática da natação. Já as estratégias de ensino-aprendizagem são as mais variadas possíveis, principalmente no ensino infantil, podendo ser o uso de materiais flutuantes e atividades como jogos e brincadeiras que facilitam o processo de ensino. CONCLUSÃO: Apesar do considerável aumento das pesquisas referentes à modalidade e da constante reciclagem e atualização dos professores, é possível dizer, a partir dos resultados com os quais nos deparamos neste presente estudo, que o conhecimento dos profissionais acerca dos métodos utilizados nas aulas ainda não tem se mostrado suficiente. Acredita-se que apesar do aumento do processo de reciclagem, este processo ainda tem sido superficial, sendo necessária uma maior especialização e aprofundamento acerca dos métodos, a fim de desenvolver a modalidade, tornando sua prática mais eficaz e adequada. 32 RESUMO 11 EFEITOS DA INGESTÃO DE DIFERENTES BEBIDAS COM CARBOIDRATOS SOBRE A GLICEMIA E PARÂMETROS DE FADIGA EM ATLETAS DE FUTEBOL Autores: Ana Paula Trussardi Fayh1, Juliana Tanise Costa Câmara2, Sandra Azevedo Queiroz2, Eridiane da Rocha Silva2, Layne Christina Benedito de Assis2, Paloma Oliveira da Cruz2 e Liana de Araújo Santos2. Email: [email protected] Instituições: 1Docente do Curso de Nutrição. 2Acadêmica do Curso de Nutrição. Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz, RN, Brasil. INTRODUÇÃO: Sabe-se que ingestão de bebidas que contenham carboidrato na sua composição pode aprimorar o desempenho esportivo em diferentes modalidades, incluindo o futebol. Assim, muitos produtos comerciais estão disponíveis no mercado, e esta estratégia nutricional pode onerar a preparação esportiva. Na região nordeste, clubes de futebol possuem orçamento limitado e pouca expressão na mídia, e consequentemente, menos recursos destinados para a preparação dos atletas. Assim, estratégias alternativas de suplementação, com produtos regionais, são utilizadas para diminuir os custos do clube. No entanto, não existem estudos mostrando a eficácia destas bebidas alternativas sobre o desempenho dos jogadores OBJETIVO: Comparar os efeitos da ingestão de duas bebidas à base de carboidrato sobre a glicemia e parâmetros de fadiga em atletas de futebol. MÉTODOS: Participaram deste ensaio clínico quase experimental 23 jogadores de futebol adultos, com média de idade de 23 anos, pertencentes ao Sport Club Santa Cruz (RN), que participa de campeonatos estaduais e da série D do Campeonato Brasileiro. A coleta dos dados ocorreu em dois dias de treinamento físico na mesma condição climática e com semelhanças na intensidade e duração do treino. Os jogadores ingeriram, além de água à vontade, duas bebidas nos diferentes dias: 1) bebida à base de maltodextrina, ou 2) Jacuba (bebida regional à base de raspas de rapadura, limão e mel). Todos receberam orientação para não alterar a ingestão de líquidos com a monitoração, no intuito de preservar a realidade. O volume dos líquidos ingeridos pelos atletas durante o treinamento foi monitorado por acadêmicos de Nutrição, com auxílio de uma planilha específica. A glicemia capilar foi medida nos momentos imediatamente antes e após o treinamento, com glicosímetro digital On Call Plus (ACON, USA). A fadiga foi avaliada através da aplicação da Escala de Borg no momento após o exercício físico. Para verificar a desidratação dos atletas ao final do treino com as diferentes bebidas, foi realizado o teste de uroanálise por fitas reagentes (BIOCOLOR, Brasil) e a verificação da alteração da massa corporal durante o treinamento. RESULTADOS: Comparando os dias de treino com ingestão de bebida à base de maltodextrina e jacuba, respectivamente, a ingestão total de líquidos foi de 1714,8 + 492,2 mL e 1588,6 + 533,2 mL; a variação da glicemia foi de 13,1 + 29,5mg/dL e 7,6 + 22,2mg/dL e a alteração da massa corporal foi de -0,5 + 0,5kg e -0,6 + 0,5kg. A pontuação na Escala de Borg após os treinos com ingestão de maltodextrina e jacuba foi, respectivamente, 15,2 + 2,6 e 14,9 + 3,0. Nenhuma alteração foi estatisticamente significativa (p> 0,05 para todas as análises), e também não houve alteração nos parâmetros de uroanálise com a ingestão das diferentes bebidas. CONCLUSÃO: Os dados mostram que não houve diferenças significativas na glicemia e nos parâmetros de fadiga com a ingestão de diferentes bebidas. Desta forma, esta bebida regional pode ser utilizada para complementar a hidratação e auxiliar na manutenção da glicemia dos atletas. 33 RESUMO 12 PERFIL ANTROPOMÉTRICO E DE APTIDÃO FÍSICA DE USUÁRIO DE ANABOLIZANTES DO POLO PETROLINA/PE E JUAZEIRO/BA. Autores: André Filipe Lopes de Siqueira, Jhonatan Lima de Oliveira, Sílvia Lorena Viera de Carvalho, Milla Gabriela Belarmino Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Mateus Reis Nascimento, Paulo Adriano Schwingel. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico Universidade Pernambuco (PFA-UPE). INTRODUÇÃO: O uso de drogas para melhora da performance física, principalmente esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) é prevalente entre frequentadores de academia de ginástica. Os efeitos adversos dessas drogas podem variar de discretas alterações físicas e bioquímicas até óbito. Entretanto, pouco são os trabalhos que estabelecem o perfil de aptidão física e saúde da população do nordeste do país. OBJETIVO: Estabelecer o perfil cineantropométrico e de aptidão física de frequentadores de academias de ginástica da (RIDE) do Polo Petrolina e Juazeiro que utilizam EAA. MÉTODOS: Estudo descritivo transversal que utilizou questionário fechado, anônimo e estruturado com questões sobre características demográficas e de aptidão física. O nível de atividade física foi estabelecido com auxílio do IPAQ e as avaliações cineantropométricos seguiram a padronização da ISAK. A bioimpedância bipolar foi também utilizada na obtenção do percentual de gordura e seguiu a padronização recomendada para o teste. Os dados foram processados e analisados utilizando os programas SPSS versão 16. Após consolidação e validação foi utilizada a estatística descritiva. Após verificação da normalidade utilizou-se a apresentação de média e desvio padrão. Frequências absoluta e relativa foram utilizadas para descrever variáveis categóricas e o teste de qui-quadrado para comparação dos percentuais. Comparações entre variáveis continuas foram realizadas através do teste t de Student. Adotou-se nível de significância bilateral de 5% (p<0,05). RESULTADOS: Dos 346 frequentadores de academia abordados, 34 (9,8%) reportam uso de EAA e compuseram a amostra. Todos eram do sexo masculino, com média (±DP) de idade de 25,7 (±6,9) anos, massa corporal total de 77,9 (±9,9) kg, estatura de 174,5 (±5,3) cm, pressão arterial sistólica (PAS) de 133,0 (±12,6) mmHg, pressão arterial diastólica (PAD) de 74,6 (±11,8) mmHg, frequência cardíaca de 75,9 (±14,0) bpm, índice de massa corporal de 25,5 (±3,0) kg/m², impedância bioelétrica de 15,1 (±4,5) %, somatório de três dobras cutâneas (40,4 ± 14,9 mm), % de gordura corporal (11,8 ±4,5 %), circunferência da cintura (85,1 ± 7,2 cm), circunferência do quadril (96,6 ± 5,4 cm ) e relação cintura quadril (0,86 ± 0,04 cm/cm). Dois (5,9%) indivíduos foram classificados com sobrepeso de acordo com o percentual de gordura. Segundo o a análise da relação cintura/quadril (RCQ), risco cardiovascular aumentado foi verificado em 22 (64,7%) usuários de EAA, sendo que sete (31,8%) destes apresentavam alto risco cardiovascular e em um (4,5%) o risco foi considerado muito alto. Dez (29,4%) avaliados apresentaram pressão arterial de repouso elevada (PAS≥140 ou PAD≥90). Segundo o IPAQ todos eram ativos, sendo que, a maioria (n=26) foi classificada como muito ativo. Observou-se diferença estatística (p<0,001) entre os percentuais de gordura obtidos pelo método de dobras cutâneas e impedância bioelétrica. CONCLUSÃO: Os usuários de anabolizantes da RIDE Petrolina e Juazeiro são adultos jovens com baixo percentual de gordura. Por outro lado, apresentam elevado risco cardiovascular segundo RCQ e pressão arterial de repouso acima do limite de referência. Sendo assim, nesta população recomenda-se a implementação de ações de conscientização, bem como a utilização do método de dobras cutâneas para avaliação da composição corporal. 34 RESUMO 13 REPRODUTIBILIDADE DO DESEMPENHO AERÓBIO E CONTROLE AUTONÔMICO CARDÍACO EM IDOSAS Autores: André Igor Fonteles1, Thiago de Brito Farias1, Luiz Fernando de Farias Júnior1, Rodrigo Alberto Vieira Browne 1, Hassan Mohamed Elsangedy1, Alexandre Hideki Okano1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: CNPq, CAPES. Introdução: Avaliação cardiorrespiratória, frequência cardíaca de recuparação (FCR) e variabilidade da frequência cardíaca (VFC) fornecem importantes informações sobre saúde. Objetivo: Verificar a confiabilidade do desempenho aeróbio e marcadores autonômicos mensurados após testes de caminhada em idosas. Métodos: Amostra constituída por 36 idosas divididas em dois grupos, idosas praticantes de Tai Chi Chuan (TCC) e sedentárias. Para o teste de caminhada de 6 minutos (TC6min), foi utilizado o protocolo sugerido pela American Thoracic Society(ATS, 2002), e no teste de 400 metros (TC400m) o protocolo do estudo de Simonsick et al. (2001). A FCR foi considerada como a diferença absoluta entre a frequência cardíaca (FC) obtida ao final dos testes, e as FC de um minuto (FCR60”) e dois minutos (FCR120”) e para a VFC o recomendado pela Task Force (1996). Para análise da VFC utilizamos o método linear no domínio da frequência (DF) e simbólica. Após a constatação da normalidade de distribuição dos dados mediante teste de Shapiro Wilk, empregou-se o teste t de Student para amostra independentes ou Wilcoxon quando não apresentasse normalidade, coeficiente de correlação intraclasse (CCI; com 95% de intervalo de confiança) e Bland- Altman (com 95% dos limites de concordância). Resultados: As idosas do TCC apresentaram uma elevada confiablidade tanto no TC6min (528,8 ± 71,4 vs 528,1 ± 48,3;CCI=0.86) quanto no TC400m (270,7 ± 24,5 vs 260 ± 26;CCI=0.81). Resultados similares foram encontrados para as sedentárias no TC6min (473,2 ± 62,4 vs 466 ± 53,2;CCI=0.86) e TC400m (315,3 ± 39,3 vs 304,5 ± 47,6CCI=0.84). Na FCR as idosas do TCC apresentaram elevada confiabilidade em ambos os testes na FCR60” (29 ± 11 vs 24 ± 10;CCI=0.84) e FCR120” (36 ± 10 vs 32 ± 11;CCI=0.85) para o TC6min e no TC400m FCR60” (27 ± 10 vs 25 ± 8;CCI=0.89) e FCR120” (34 ± 12 vs 31 ± 9;CCI=0.82). Para as idosas sedentárias foi encontrada uma elevada confiablidade no TC6min na FCR60” (17 ± 8 vs 16 ± 8;CCI=0.80) e FCR120” (24 ± 9 vs 24 ± 8;CCI=0.88) e moderada confiabilidade na FCR60” (16 ± 7 vs 19 ± 9;CCI=0.65) e elevada na FCR120” (24 ± 8 vs 23 ± 11;CCI=0.75) no TC400m. Considerando a VFC no método linear as idosas do TCC no TC6min alcançaram moderada e baixa confiabilidade, respectivamente, para os marcadores simpático Lf nu (68,6 ± 15,3 vs 69,2 ± 14;CCI=0.54) e parassimpático Hf nu (31,3 ± 15,3 vs 30,7 ± 14,3;CCI=0.43) e no TC400m Lf nu (67,9 ± 15 vs 65,1 ± 18,9;CCI=0.73) e Hf nu (32,1 ± 15,8 vs 34,9 ± 18,9;CCI=0.73) uma moderada confiabilidade. As idosas sedentárias no TC6min tiveram uma moderada confiablidade tanto no Lf nu (66,4 ± 20,9 vs 66 ± 16,3;CCI=0.53) quanto no HF nu (33,5 ± 21 vs 33,9 ± 16,3;CCI=0.54). No TC400m as sedentárias alcançaram uma elevada confiabilidade no Lf nu (72,8 ± 12,1 vs 67,2 ± 22;CCI=0.71) e HF nu (27,1 ± 12,1 vs 32,7 ± 22;CCI=0.71). Resultados similares foram encontrados na análise simbólica nos padrões 0V(simpático) e 2ULV(parassimpático). Conclusão: O desempenho nos testes podem ser usados na obtenção de medidas confiáveis na avaliação cardiorrespiratória. A utilização de marcadores autonômicos nesses testes parece garantir a confiabilidade dos dados. 35 RESUMO 14 EFEITO AGUDO DO ALONGAMENTO ESTÁTICO NO DESEMPENHO DO EXERCÍCIO LEG-PRESS EM IDOSAS Autores: André Luiz Demantova Gurjão¹, Luiza Hermínia Gallo², Marilia Ceccato², Alexandre Konig Garcia Prado², José Claudio Jambassi Filho², Raquel Gonçalves³, Sebastião Gobbi². E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; ²Universidade Estadual Paulista, Rio Claro/SP, Brasil; ³Universidade Federal de São Carlos, São Carlos/SP, Brasil. Apoio: CAPES; CNPq INTRODUÇÃO: Exercícios de alongamento estático (AE) podem reduzir transitoriamente o desempenho da força muscular. Uma vez que é recomendada a realização de AE nos momentos que precedem as atividades de fortalecimento muscular, é importante verificar se o AE pode influenciar o desempenho de séries múltiplas de treinamento com pesos (TP), especialmente em adultos idosos. OBJETIVO: Analisar o efeito de um protocolo de AE na resistência muscular, volume total no exercício Leg-Press e recuperação neuromuscular de mulheres idosas. MÉTODOS: Participaram deste estudo 14 idosas (61,5 ± 4,1 anos; 70,4 ± 13,9 kg; 1,58 ± 0,05 m; 28,3 ± 5,2 kg/m²). Todas as voluntárias possuíam experiência em TP (mediana: 3,5 anos; amplitude 1,5 – 8,5 anos). O protocolo de AE foi composto por três exercícios, realizados em três repetições de 30 segundos, sendo dois passivos (quadríceps femoral e glúteos) e um ativo (posteriores de coxa). O intervalo entre as repetições foi de 30 segundos. Como indicadores de desempenho no exercício Leg-Press foram analisados o número de repetições realizadas até a fadiga voluntária em três séries (intensidade: 15 repetições máximas; intervalo de recuperação entre séries: dois minutos) e o volume total (somatória do número de repetições nas três séries multiplicado pela carga). A recuperação neuromuscular foi avaliada pela contração voluntária máxima isométrica e amplitude da atividade eletromiográfica (EMG) dos vastos medial e lateral do quadríceps femoral. Os indicadores de desempenho no exercício LegPress foram obtidos em duas condições experimentais, com e sem AE prévio (AE-LP e LP, respectivamente). Para análise da recuperação neuromuscular, a CVM isométrica também foi obtida durante condição controle. A aleatorização das condições experimentais foi realizada por meio da técnica do quadrado latino. RESULTADOS: Ao comparar as condições experimentais AE-LP e LP, decréscimo significativo (-18,5%) no número de repetições foi observado apenas para a primeira série. Nenhuma diferença foi observada para a segunda e terceira séries. O volume total da condição AE-LP foi significativamente menor (-8,3%) em comparação à condição LP. A recuperação neuromuscular nas condições AE-LP e LP não foram alteradas quando comparadas ao controle. CONCLUSÃO: O desempenho de força muscular dinâmico, especificamente a resistência muscular no exercício Leg-Press, pode ser influenciada negativamente ao ser precedido por um protocolo de AE para os principais grupos musculares de membros inferiores. Ao considerar que este efeito não perdura ao empregar séries múltiplas, a adição de séries extras as rotinas de TP pode ser um caminho para contrapor a queda do desempenho na primeira série. A redução do volume total decorrente do AE não interferiu na recuperação neuromuscular. 36 RESUMO 15 ANÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES ESCAPULARES, DURANTE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP PLUS Autores: André Luiz Torres Pirauá1, Juliana Pereira Silva1, Muana Hiandra Pereira dos Passos1, Ana Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo Cappato de Araújo1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE. Apoio: FACEPE. INTRODUÇÃO: A discinesia escapular está associada a alterações no padrão de ativação e força dos músculos estabilizadores da cintura escapular e ombro, sendo o desequilíbrio da musculatura escapular a causa mais comum dessa disfunção. Atletas, praticantes de esportes com maior exigência de movimentação dos braços acima da cabeça, são mais predispostos a discinesia escapular, fator que compromete o desempenho esportivo e pode evoluir para lesões no ombro. Nesse contexto, diversos estudos recomendam o exercício push-up para o reequilíbrio dos músculos estabilizadores escapulares e, além disso, sugerem que a inserção de superfícies instáveis pode aumentar a atividade eletromiográfica desses músculos. Entretanto, são escassos estudos que avaliaram o efeito da realização desse exercício em superfícies instáveis, em sujeitos com discinesia escapular. OBJETIVO: avaliar a atividade eletromiográfica dos músculos estabilizadores escapulares durante o exercício push-up plus, realizado em superfícies estável e instável, em sujeitos com discinesia escapular. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal (crossover). A amostra foi composta por 30 homens, com média de idade e desvio padrão de 21.68 ± 2,53 anos. Cada voluntário realizou duas variações do exercício push-up plus: uma sobre superfície estável e a outra instável. Foram utilizados quatro canais para aquisição dos registros eletromiográficos dos músculos serrátil anterior (fibras superior-SAS e inferior-SAI) e trapézio (fibras superioresTS e inferiores-TI). O processamento dos dados e valores da amplitude eletromiográfica foram obtidos pelo cálculo da integral do envoltório linear e, posteriormente, normalizados pelo valor atingido no teste contração isométrica voluntária máxima do músculo correspondente. Para o cálculo das razões foi realizada a divisão dos valores do TS pelos valores do TI, SAS e SAI. Os dados foram analisados por meio de uma análise de variância multivariada com medidas repetidas, para verificar o efeito da superfície sobre a atividade eletromiográfica, assim como as razões de ativação TS/TI, TS/SAS e TS/SAI. Para todas as análises foi fixado um valor de p≤0,05. RESULTADOS: Os resultados revelaram que a superfície teve efeito sobre a atividade EMG de todos os músculos (F(4,26)=16,396, p=0,001). Ocorreu diminuição do SAS e SAI e aumento do TS e TI na superfície instável (comparação intra-músculos). Analisando as razões TS/TI, TS/SAS e TS/SAI, os resultados indicaram que os valores de TS/SAS e TS/SAI aumentaram na superfície instável (p=0,001). No entanto, não foi observado diferença na razão TS/TI. CONCLUSÃO: Em síntese o conjunto dos resultados permite concluir que: a superfície instável aumentou a atividade eletromiográfica do trapézio e provocou diminuição do serrátil anterior. Além disso, indicou que a maior sobrecarga do trapézio inferior na superfície instável, funcionou como estratégia compensatória devido a diminuição de ativação do serrátil anterior, não sendo recomendada para sujeitos com discinesia escapular. 37 RESUMO 16 ANÁLISE DO TREINAMENTO SOBRE A ATIVIDADE NEUROMUSCULAR DOS MÚSCULOS FLEXORES DOS DEDOS EM JOVENS JUDOCAS. Autores: Arnaldo Luis Mortatti1, Renêe de Caldas Honorato2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2Universidade Federal do Ceará. INTRODUÇÃO: Devido à importância da força motora para o judô, vários estudos são feitos para caracterização e controle da manifestação desta valência física durante diferentes períodos de treinamento, porém, são escassas as investigações com indivíduos nas idades puberais. OBJETIVO: O objetivo principal deste estudo foi analisar a atividade neuromuscular dos músculos flexores dos dedos no teste de dinamometria manual de jovens judocas (GT) em comparação a escolares não-treinados (GC), mais especificamente em relação à força máxima e o índice de fadiga, para quantificar qual a influência da prática regular dos judocas em idades que antecedem o pico de velocidade de crescimento. MÉTODOS: Participaram do estudo 28 sujeitos (14 judocas; 14 escolares) com idade entre 12 e 15 anos. Como critério de inclusão para o estudo, os judocas tinham que praticar judô a pelo menos um ano e no mínimo de 3 vezes por semana e não praticar outro exercício físico, já para o grupo não-treinado o critério foi que a única pratica regular de exercício dos indivíduos fosse as aulas de educação física escolar. Foi feita à caracterização dos sujeitos por meio de avaliação antropométrica e para analisar o período maturacional dos indivíduos e assim minimizar as diferenças entre os grupos e os efeitos da maturação sobre a manifestação de características neuromusculares da força foi realizada a avaliação da maturação somática (Mirwald, 2002). Os testes neuromusculares de dinamometria manual computadorizada e eletromiografia de superfície dos músculos flexores dos dedos foram utilizados de maneira associada e feitos em ambos os membros, dominante (D) e não-dominante (ND) com aquisição dos dados em um mesmo software (MIOTEC®) que permitia comparações simultâneas entre os dois testes. RESULTADOS: Apesar de a idade centralizada (GT: 12,84 anos; GC: 14,18 anos) ter apresentado diferença significativa entre os grupos (p < 0.05), os valores do nível maturacional (GT: -1,64 ; GC: -1,36) não mostraram diferenças estatísticas entre os grupos analisados, ou seja, os grupos não sofreram interferência do processo maturacional nas manifestações da força. As análises dos teste neuromusculares mostraram que os valores máximos de preensão manual D (GT: 31,5 kg; GC: 32,1 kg), preensão manual ND (GT: 31,7 kg; GC: 29,5 kg), força relativa D (GT: 1,3 Kg/cm²; GC: 1,4 Kg/cm²), força relativa ND (GT: 1,3 Kg/cm²; GC: 1,3 Kg/cm²), índice de fadiga D (GT: 46,6% ; GC: 51,1 %) e índice de fadiga ND (GT: 46,0% ; GC: 46,7 %) entre os dois grupos não tem diferenças significativas, mas o GT se mostrou uma maior eficiência em relação à ativação eletromiográfica máxima D (GT: 449,3 μV ; GC: 731,1 μV), ativação eletromiográfica máxima ND (GT: 422,0 μV; GC: 562,2 μV), eficiência neuromuscular D (GT: 6,8 μV/kg ; GC: 11,9 μV/kg) e eficiência neuromuscular ND (GT: 6,4 μV/kg; GC: 8,7 μV/kg), em ambos os membros. CONCLUSÃO: O treinamento em judô nas idades tem uma grande associação com a melhora de fatores neuromusculares relacionados à força de preensão manual, mas ainda são necessários mais estudos longitudinais sobre este fenômeno, pois são necessários dados que indiquem em quais momentos essas diferenças são mais evidentes e como isso pode ajudar na metodologia de treinamento nas idades estudadas e também no processo de detecção, seleção e promoção do talento esportivo no judô. 38 RESUMO 17 O LEGADO “GREGO” DE MEGAEVENTOS: OS LEGADOS NEGADOS Autores: Benedilson Reis Santos, Anderson De Melo Costa. [email protected] Instituição: Universidade Federal de Pernambuco – UPE. Email: INTRODUÇÃO: Megaeventos esportivos têm a capacidade de impulsionar a economia da região, contudo, sem estratégias e planejamento podem causar transtornos sociais e ambientais. OBJETIVO: O objetivo é despertar a reflexão e o diálogo sobre o real legado de megaeventos e seus impactos poucos positivos na região sediadora. METODOLOGIA: A metodologia contempla um estudo bibliográfico de caráter qualitativo de obras relacionadas ao tema, objetivando-se uma inferência mediada pela leitura integral de obras de 2002-2013. RESULTADOS: Resultados apontam que sediar megaevento pode até aumentar a atividade econômica local, contudo pode trazer resultados inesperados como erário público sobrecarregado; redução de despesas, e não investimento em setores como saúde, educação e segurança; greves e manifestações sociais; ações de despejos; desocupações de imóveis; remoções de comunidades; trânsito congestionado; acessibilidade limitada, pelas obras nas vias públicas; privatização e elitização de algumas regiões e produtos; aluguel e serviços imobiliários supervalorizados; serviços hoteleiros e turísticos de baixa qualidade e alto preço; alto índice de desemprego pósevento, pois são empregos temporários; o poder histórico da região pode ser degradado ou modificado; o meio ambiente pode sofrer com a grande quantidade de lixo gerado. Além do megaevento se tornar um forte candidato para atrair corrupção e desvio de dinheiro público, através de superfaturamento de obras e serviços. CONCLUSÃO: Então, Infere-se que, geralmente, nem todos os benefícios previstos se concretizam e, que a falta de planejamento e estratégias podem ocasionar subutilização, pouco uso da infraestrutura construída, alto custo de manutenção e com o risco do lucro gerado não fluir completamente para a economia local. Assim, alguns ganham um presente bilionário, enquanto a população ganha um “Presente de Grego”. 39 RESUMO 18 CONHECIMENTO SOBRE O CORPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: EXPERIENCIANDO A SISTEMATIZAÇÃO Autores: Bruna Priscila Leonizio Lopes, Maria Aparecida Dias. E-mail: [email protected] Intituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: Inexistente. INTRODUÇÃO: A Educação Física Escolar é um componente curricular que compreende conteúdos diversos relacionados à cultura corporal de movimento, cada um com suas respectivas complexidades e características. Infelizmente, observa-se no âmbito escolar uma espécie de monopólio de alguns conteúdos em detrimentos dos demais, bem como uma despreocupação dos profissionais em materializar uma sequência lógica do conteúdo que facilite e promova aprendizagem significativa nos alunos. Tendo em vista essa problemática, é necessário que haja uma sistematização para o ensinamento dos tais, de modo que o educando possa absorver o conhecimento com a importância que este possui e não apenas passe por ele sem nenhum aprofundamento ou aprendizagem, fato este recorrente quando são ministrados conteúdos de forma aleatória, sem que haja conexão ou relação entre eles. Considerando estes aspectos, bem como a multiplicidade dos saberes e da experiência proporcionada para a formação de docentes a partir da disciplina obrigatória para o curso de licenciatura em Educação Física intitulada: Educação Física no Ensino Infantil, ministrada no primeiro semestre de 2013, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. OBJETIVO: o presente trabalho objetiva descrever e discutir o planejamento e a execução de uma das atividades realizadas durante o andamento da disciplina. METODOLOGIA: O estudo consiste em um relato de experiência que apresenta a atividade proposta pela disciplina, incluindo seus objetivos, conteúdo, materiais e métodos de execução, acompanhada de uma avaliação crítica, e discute com clareza sobre as dificuldades encontradas e os resultados alcançados. Foram realizadas observações, anotações, entrevistas, filmagens e fotografias desta atividade a qual consiste em plano de aula sistematizado, aplicado em uma turma do 3º nível da Educação Infantil com número de 12 alunos, na instituição de ensino Núcleo Educacional Reino da Criança, localizada na cidade do Natal/RN; tendo como conteúdo o conhecimento sobre o corpo, com o conhecimento sobre as partes do corpo humano sendo desenvolvidos ao longo das aulas. As intervenções foram realizadas durante três dias, de modo que cada dia consistia em uma aula com duração de 30 minutos. RESULTADO: Como resultado foi observado uma melhor assimilação do conteúdo pelos educandos, mostrando-se um avanço no tocante ao conhecimento do alunado sobre a temática trabalhada, o que não seria possível em apenas uma aula, permitindo um aprofundamento, partindo do simples para o mais complexo como assim proporciona a sistematização. CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto que a sistematização possibilita de fato uma real proximidade do conhecimento, o que por vezes é desprezado na Educação Física, ocorrendo uma valorização apenas das habilidades motoras, transitando sem um planejamento sobre os conteúdos existentes, não os contemplando com a devida importância. A Educação Física no Ensino Infantil faz-se ainda de grande valia ao possiblitar o desenvolvimento da criança e o conhecimento sobre seu corpo, proporcionando assim a evolução desta. 40 RESUMO 19 ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR DURANTE O EXERCÍCIO CRUCIFIXO ESTÁVEL E INSTÁVEL Autores: Bruno Machado Melo¹, André Luís Torres Pirauá¹, Sérgio Rodrigues Moreira², Rodrigo Cappato de Araújo¹. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade de Pernambuco – UPE; ²Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. Apoio: CAPES. INTRODUÇÃO: A inserção de exercícios com instabilidade passou a ser vista como mais uma alternativa para variações de estímulos no treino com pesos. Esses exercícios se caracterizam por promover uma maior ativação e recrutamento de unidades motoras, principalmente de grupos musculares que atuam como estabilizadores do movimento, e são utilizados tanto em ambientes esportivos voltados para o alto rendimento e/ou promoção da saúde, como também no processo de reabilitação física. Entretanto, as vantagens de utilizar a instabilidade para os grupos musculares primários não são tão evidentes na literatura. OBJETIVO: Comparar a atividade EMG dos músculos primários peitoral maior (PM), deltoide anterior (DA), tríceps braquial (TB) e do estabilizador da escápula serrátil anterior (SA) durante a execução do exercício crucifixo em superfície estável e instável. MÉTODOS: Participaram do estudo, 14 sujeitos (22,5 ± 2,4 anos; 76,03 ± 9,03 kg; 173,64 ± 7,12 cm) com experiência de no mínimo seis meses de musculação e frequência mínima de 3 sessões por semana. Na 1ª sessão de avaliação foi realizado o teste de 1-RM a fim de determinar a carga relativa para o exercício crucifixo em um banco estável e em uma bola suíça. A segunda sessão, realizada em um prazo mínimo de 48h e máximo de 168h da sessão anterior, constou na execução de uma única série de 10 repetições à 30% da carga máxima suportada no teste de 1-RM de cada exercício. A velocidade de execução foi controlada através de um metrônomo programado para 2” na fase excêntrica e 1” na fase concêntrica. A ordem de execução foi aleatorizada através de sorteio. O intervalo entre os exercícios foi fixado em 10 minutos. Para medir a atividade EMG foram utilizados eletrodos ativos simples diferencial de superfície posicionados de acordo com as recomendações do SENIAM. Para o processamento dos dados EMG foi utilizado o programa Myosystem Br-1 versão 3.5, sendo coletados à 2000Hz e filtro passa-baixa de 15Hz e passa-alta de 500Hz. As médias dos valores da integral do envoltório linear das repetições 3 à 8 foram utilizadas para representar a amplitude do sinal EMG. Para análise estatística foi utilizado o teste t-pareado, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: Ao comparar o exercício na base estável e instável, não foram observadas diferenças significativas na ativação dos músculos PM (357,34 ± 139,66 vs 385,03 ± 161,17; p= 0,33), DA (343,78 ± 249,04 vs 379,61 ± 207,32; p= 0,32) e TB (72,17 ± 29,6 vs 71,98 ± 29,22; p= 0,98). Apenas o músculo SA apresentou maior ativação quando o exercício foi executado na base instável (230,26 ± 111,58 vs 303,14 ± 139,72; p=0,03). CONCLUSÃO: A ativação dos músculos primários PM, DA e TB não apresentou diferença significativa ao realizar o exercício crucifixo na base instável. Apenas o músculo estabilizador da escápula SA mostrou maior nível de ativação ao utilizar a instabilidade. Portanto, pode-se concluir que a utilização de bases instáveis aumenta a ativação apenas de músculos estabilizadores, não ocorrendo o mesmo para músculos primários. 41 RESUMO 20 PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS NO LAZER ANTES E DURANTE O PERÍODO UNIVERSITÁRIO Autores: Camilo Luis Monteiro Lourenço1, Thiago Ferreira de Sousa1. Email: [email protected] Instituição: 1Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus/BA. INTRODUÇÃO: A prática de ao longo da vida deve ser encorajado, principalmente desde as idades precoces, visto que hábitos saudáveis nesta fase têm influência sobre os níveis de saúde na idade adulta e velhice. OBJETIVO: Descrever a prevalência e as características associadas à prática de atividades físicas no lazer (AFL), antes e durante o período universitário, por estudantes de uma instituição pública de ensino superior do Estado da Bahia. MÉTODOS: O estudo é do tipo transversal derivado da pesquisa longitudinal Monitoramento dos Indicadores de Saúde e Qualidade de Vida em Acadêmicos (MONISA), realizado em 2010, em uma instituição de ensino superior no Estado da Bahia. A população alvo do estudo foram estudantes de graduação dos cursos presenciais devidamente matriculados no segundo período letivo. Os cálculos amostrais levaram em consideração a população de referência, nível de confiança de 95% de amostragem de três pontos percentuais e uma prevalência de 50% com acréscimo de 20% para eventuais perdas e 15% para estudos de associação, resultando em um total de 1.232 estudantes. A amostra foi estratificada e proporcional aos cursos de graduação, ano de ingresso na universidade, período de estudo (diurno e noturno). Os estudantes foram selecionados de forma aleatória por meio da lista de matrícula em ordem alfabética. A variável dependente para este estudo foi a união das práticas de AFL antes do ingresso (pregressa) na universidade e durante a vida acadêmica (atual), posteriormente sendo categorizadas em: não praticou AFL; praticou AFL pregressa e atual; praticou somente AFL pregressa; e, praticou AFL somente atual. As variáveis independentes deste estudo foram: sexo, faixa etária em anos (17 a 20; 21 a 23; e, 24 a 52) período de estudo (diurno e noturno) e ano de ingresso na universidade (2007 ou anterior, 2008, 2009 e 2010). Para a análise dos dados foi utilizado o teste do Qui-quadrado e Qui-quadrado para tendência como medida de associação. O nível de significância adotado foi de 5%. RESULTADOS: Participaram do estudo 1.084 estudantes (88%). A mediana de idade foi de 22 anos (média de idade de 23,5 anos; DP=5,2; 17 a 52 anos). Houve um predomínio de mulheres (54,7%). Os homens apresentaram maior prevalência de prática de AFL (63%) pregressa e atual, entretanto, as mulheres apresentaram maior prevalência de prática de AFL antes da universidade (47%) em comparação aos homens (28,7%). Os estudantes do período de estudo diurno (47,8%) apresentaram maior prevalência quando comparado ao período noturno (42,9%) para a prática de AFL pregressa e atual. Os estudantes universitários do período noturno apresentaram maior prevalência da prática de AFL somente pregressa (40,6%) e menor prevalência de AFL somente atual (1,5%). CONCLUSÃO: Os fatores mais associados a prática de atividades físicas no lazer, pregressa e atual, em estudantes universitários, foram os homens e estudantes do período diurno. Incentivar a prática de atividades físicas, durante o período acadêmico pode contribuir para a proteção de risco de doenças crônicas não transmissíveis. 42 RESUMO 21 FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ADOLESCENTES RESIDENTES EM ÁREA URBANA E RURAL Autores: Carla Menêses Hardman, Iza Cristina de Vasconcelos Martins Xavier, Maria Laura Siqueira de Souza Andrade, Mauro Virgilio Gomes de Barros. Email: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil. Apoio: Capes, Facepe, CNPq. Introdução: Embora os padrões alimentares sejam conhecidos por variar de acordo com o nível socioeconômico e região geográfica, pouco se sabe sobre os comportamentos alimentares de crianças e adolescentes que vivem em áreas rurais e urbanas da região nordeste do Brasil. Avaliar o consumo alimentar por local de residência é uma estratégia importante para conhecer o estado nutricional da população e viabilizar o planejamento de programas de intervenção adequados de acordo com suas necessidades. Objetivo: Comparar a frequência de consumo de frutas, hortaliças e refrigerantes entre adolescentes residentes da área urbana e rural do Estado de Pernambuco. Métodos: Realizou-se um estudo transversal baseado na análise secundária de dados de uma amostra representativa dos estudantes do ensino médio em Pernambuco (n=4.207, 14-19 anos). Os dados foram coletados através de um questionário previamente validado. Os adolescentes que relataram um consumo diário de refrigerantes e consumo ocasional de frutas, sucos naturais de frutas e hortaliças foram classificados como expostos a um padrão inadequado de consumo desses alimentos. A variável independente foi o local de residência (urbana/rural). Os dados foram analisados através da distribuição de frequências e teste de qui-quadrado e regressão logística binária. Resultados: Observouse que os estudantes da área rural apresentaram uma maior prevalência de consumo ocasional de frutas (34,7%), hortaliças (37,2%) e sucos naturais (37,6%) do que aqueles que residiam na área urbana que relataram ingerir respectivamente estes alimentos (33,1%; 36,2%; 32,1%). A proporção de estudantes expostos ao consumo diário de refrigerantes foi maior entre aqueles que referiram residir na área urbana (65,0%) em comparação aos da área rural (55,3%). Na análise multivariável, verificou-se que a chance de exposição ao consumo ocasional de suco de frutas foi 21% maior entre os adolescentes que relataram residir na área rural em comparação àqueles que referiram morar na área urbana. Entretanto, a chance de exposição ao consumo diário de refrigerantes foi 68% menor entre os estudantes que residem na área rural quando comparado aqueles que moram na área urbana. Conclusão: Verificou-se que a prevalência de consumo ocasional de sucos naturais de frutas foi significativamente maior entre os adolescentes que residem na área rural em comparação aqueles da área urbana. Entretanto, a proporção de adolescentes expostos a consumo diário de refrigerantes foi estatisticamente superior entre os estudantes que relataram residir na área urbana. Estes resultados parecem estar relacionados a maior disponibilidade e acessibilidade desses alimentos na área urbana. 43 RESUMO 22 EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO BASEADO NO AFETO SOBRE A VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE IDOSAS SEDENTÁRIAS Autores: Cinthia Beatriz da Fonseca1, André Igor Fonteles1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1, Thiago de Brito Farias1, Ivan Igor de Oliveira Sobrinho1, Samara Karla Anselmo da Silva1, Weslley Quirino Alves da silva, Cheng Hsin Nery Chao 1, Hassan Mohamed Elsangedy1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil; Apoio: Pró-Reitoria de Extensão da UFRN (PROEX UFRN), CNPq, CAPES. INTRODUÇÃO: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é uma medida da funcionalidade do Sistema Nervoso Autonômico (SNA), sendo definida como variações da distância entre batimentos cardíacos consecutivos, ou distâncias entre intervalos R-R adjacentes. É evidenciado que o envelhecimento reduz a VFC, o que acarreta em maior risco do surgimento de doenças cardiovasculares. A prática do TF regular aumenta a VFC em idosos. As respostas afetivas podem ser conceituadas como alterações no prazer/desprazer auto-reportado. Situação vivida por pessoas é influenciada pelo afeto, então elas tendem a repetir uma atividade prazerosa e evitar situações desprazerosas ou desconfortáveis, estudos apontam que intensidades elevadas no exercício físico é o principal fator para a desistência da pratica regular em um programa de treinamento físico. OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um programa de cinco semanas de treinamento com pesos em intensidade autosselecionada guiada pelo afeto sobre a VFC de idosas sedentárias. MÉTODOS: Estudo composto por 6 idosas (66,4±4,9 anos; 27,8±3,8 kg.m²) sedentárias, classificadas como tal pelo Questionário Internacional de Nível de Atividade Física (IPAQ). A VFC foi analisada em repouso na posição supina frequência respiratória não controlada - a fim de verificar a resposta autonômica por meio dos intervalos R-R. antes e após o período de treinamento. Foi realizada duas semanas de exercício para familiarização com a utilização dos equipamentos, realização adequada dos exercícios e utilização da escala de Afeto de Hardy & Rejeski (VA -5/+5)), logo após o inicio do protocolo constituído de três treinos experimentais, três vezes por semana, constituído por oito exercícios alternado por segmento, realizados em máquinas com três séries de 8 – 12 repetições. Os parâmetros no domínio do tempo estudados foram à média dos intervalos RR (iRR), o desvio padrão dos intervalos RR (SDNN) e raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças entre os intervalos RR sucessivos (RMSSD). Os componentes no domínio da frequência analisados foram o componente de baixa frequência em unidades normalizadas (LFnu), componente de alta frequência em unidades normalizadas (HFnu) e razão LF/HF (LF/HF). A distribuição de normalidade dos dados foi confirmada através do teste de Shapiro Wilk. Os resultados foram apresentados em média e desvio padrão. O teste t de Student, empregado para a comparação entre os valores pré e póstreinamento, com nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: Os valores médios foram encontrados para os intervalos R-R (870,9 ± 149,4 vs 909,0 ± 110,5 ms); SDNN (22,5 ± 7,1 vs 36,0 ± 25,7 ms); RMSSD (16,0 ± 4,48 vs 29,9 ± 26,4 ms); [LF (nu) 53,1 ± 24,7 vs 56,5 ± 12,5; HF (nu) 46,8 ± 24,7 vs 43,4 ± 12,5; LF/HF (2,18 ± 2,84 vs 1,42 ± 0,514)] No entanto não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos analisados (p>0,05). CONCLUSÃO: Cinco semanas de treinamento de força autosselecionado não foi suficiente para promover melhoras significativas sobre a VFC. Entretanto, este período foi benéfico ao estabilizar a modulação autonômica. Portanto, cinco semanas de treinamento de força promove manutenção da VFC, o que consequentemente reduz os riscos cardiovasculares em idosas sedentárias. 44 RESUMO 23 EFEITO DE 25 DIAS DE DESTREINO NO DESEMPENHO AERÓBIO E ANAERÓBIO E NA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ATLETAS DE ATLETISMO DA CIDADE DE PETROLINA-PE. Autores: Conrado Guerra de Sá1,2, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Marciano P Barros3, Árion Felipe BF Virgolino1,2, Everaldo de Araújo B Filho1,2, Natanael P Barros3, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2,. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF; 3 Associação Petrolinense de Atletismo -APA Apoio: APA INTRODUÇÃO: Na procura da melhora no desempenho dos atletas na modalidade de atletismo, cada vez mais são investigadas as adaptações fisiológicas afim da melhor utilização de suas características e manutenção do condicionamento físico, sendo o desempenho aeróbio e anaeróbio dos atletas uma das questões mais estudadas e que tem influencia direta nos resultados das mais diversas provas de atletismo, contudo o período de destreinamento alcançado pode representar uma queda no desempenho do atleta. OBJETIVO: Verificar e comparar o desempenho aeróbio e anaeróbio e composição corporal de atletas da modalidade de atletismo após um período de 25 dias de destreino físico. MÉTODOS: Fizeram parte do presente estudo sete atletas homens, da modalidade de atletismo (24,5 ± 3,5 anos; 63,3 ± 6,5 Kg; 163,7 ± 6,7 cm; 21,2 ± 1,8 Kg/m2). Para análise da composição corporal, foi calculado o percentual de gordura (%G) através das dobras cutâneas. O desempenho anaeróbio foi analisado através do teste de Wingate e o desempenho aeróbio foi analisado através do teste de VO 2máx na esteira. Todas as análises foram feitas no final de temporada (M1) e após 25 dias sem treino (M2). O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. O teste “t” de student para amostras dependentes foi utilizado para comparar as variáveis entre os momentos (M1 e M2). A significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Apesar de haver uma tendência na redução do desempenho anaeróbio, não houve diferença significativa entre os dois momentos analisados, assim como para o desempenho aeróbio. Por outro lado, os resultados apontam um aumento significativo no %G dos atletas do M1 para o M2. CONCLUSÃO: Conclui-se que um período de 25 dias de destreino não foi suficiente para redução significativa no desempenho aeróbio e anaeróbio de atletas de atletismo da cidade de Petrolina-PE, todavia esse período foi suficiente para aumento do %G, indicando uma alimentação desregulada durante o período de destreino. 45 RESUMO 24 NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ADOLESCENTES OBESOS PARTICIPANTES DE UMA INTERVENÇÃO PARA REDUÇÃO DE PESO Autores: Dalila Cavalcanti, Rodrigo Antunes Lima, Mauro V. G. Barros. Email: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil. Apoio/Financiamento: CNPq, FACEPE. Introdução: o crescente número de casos de adolescentes obesos tem alarmado especialistas no Brasil e no mundo. Um importante fator que parece estar associado à obesidade adolescente é o nível de atividade física. Objetivo: analisar o nível de atividade física de adolescentes obesos participantes de uma intervenção para redução do peso corporal. Métodos: trata-se de um estudo piloto com 13 adolescentes obesos participantes de um programa de intervenção para redução de peso monitorados durante sete dias consecutivos por meio do uso de acelerômetros uniaxiais GT1M (Actigraph). A redução dos dados foi realizada no software Actilife 6. Os períodos com 30 ou mais minutos sem registros de counts foram excluídos das análises, o dia foi considerado com ao menos 10 horas válidas e o monitoramento só foi considerado com, no mínimo, três dias válidos. O tempo em atividades sedentárias, leves, moderadas, vigorosas é apresentado em minutos, além do tempo relativo despendido nestes limiares. São considerados ativos os adolescentes que despenderem por dia no mínimo 60 minutos de atividades moderadas a vigorosas. Os resultados são apresentados em freqüências (relativas e absolutas), além de médias e desvios padrão. Resultados: do total, 61,5% dos monitoramentos foram considerados válidos, sendo 75% (n=6) de meninas, com média de idade de 14,8 (±1,8) anos, peso médio de 99,9 (±13,4) Kg e 1,66 (±0,07) metros de estatura. Os adolescentes despenderam 17,3% do tempo em atividades sedentárias, 58,1% em atividades leves, 6,5% em atividades moderadas e 18,1% em atividades vigorosas. Apenas 25% dos adolescentes atenderam as recomendações de tempo em atividades moderadas a vigorosas. Conclusão: apesar dos adolescentes participarem de um programa de atividade física para perda do peso, eles não atenderam as recomendações para a faixa etária e, além disso, despenderam muito tempo em atividades leves e sedentárias. 46 RESUMO 25 EFEITO DA CADÊNCIA DE PEDALADA SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA E CONTROLE AUTONÔMICO CARDÍACO EM OBESOS Autores: Daniel Gomes da Silva Machado, Pedro Moraes Dutra Agrícola, Luiz Inácio do Nascimento Neto, Thiago de Brito Farias, Luiz Fernando Farias Junior, Hassan Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio / financiamento: FAPERN, CNPQ e UFRN. INTRODUÇÃO: Devido ao potencial risco cardiovascular e às limitações físicas decorrentes da obesidade, o exercício físico em ciclo ergômetro surge como uma estratégia interessante pela diminuição do impacto nas articulações e contribuições à saúde. Nesse sentido, a modificação da cadência de pedalada promove alterações metabólicas, neuromusculares e cardiorrespiratórias, entretanto, pouco é conhecido a respeito de seus efeitos sobre a modulação do sistema nervoso autônomo (SNA). Dado a influência do SNA sobre o sistema cardiovascular e de seu papel nos desfechos adversos relacionados à saúde, o conhecimento das alterações causadas por diferentes cadências torna-se essencial para a realização do exercício físico de forma segura, sobretudo, em população obesa. OBJETIVO: comparar o efeito da baixa e alta cadência de pedalada sobre as respostas da frequência cardíaca e controle autonômico cardíaco em obesos. MÉTODOS: Participaram do estudo sete indivíduos de ambos os sexos (29,1 ± 9,7 anos; 105,8 ± 24,9 kg, 1,69 ± 0,1 m; 36,5 ± 0,1 kg/m²; 213 ± 50,9 w). Em três ocasiões diferentes realizou-se um teste incremental e randomicamente duas sessões retangulares de 20 minutos com rotação de (a) 50-60 RPM (C1) ou (b) 90-100 RPM (C2), a 50% da potência máxima atingida no teste incremental. Mensurou-se a frequência cardíaca (FC) e o desvio padrão instantâneo da variabilidade da FC batimento a batimento (SD1) a cada cinco minutos, utilizando um frequencímetro Polar® (RS800cx). Utilizou-se a análise de variância two-way (cadência x tempo) seguida pelo post hoc de Tukey, adotando-se p < 0,05. RESULTADOS: Sobre a FC houve efeito do tempo (F(4,24) = 88,0; p < 0,01), da cadência (F(1,6) = 16,18; p < 0,01) e da interação tempo/cadência (F(4,24) = 5,67; p = 0,03). Detectaram-se diferenças na FC em todos os momentos (p < 0,01): 5’ (C1 = 126,7 ± 20,9 Vs. C2 = 141,5 ± 19,9), 10’ (C1 = 128,5 ± 22,4 Vs. C2 = 147,1 ± 21,5), 15’ (C1 = 128,8 ± 23,5 Vs. C2 = 148,0 ± 22,4) e 20’ (C1 = 130,4 ± 25,2 Vs. C2 = 144,7 ± 17,9). Não houve efeito significante sobre o SD1, nem se detectou diferenças significativas entre os momentos (p > 0,05): 5’ (C1 = 2,8 ± 1,2 Vs. C2 = 1,9 ± 0,5), 10’ (C1 = 2,6 ± 1,5 Vs. C2 = 2,0 ± 0,4), 15’ (C1 = 2,5 ± 1,4 Vs. C2 = 1,9 ± 0,3) e 20’ (C1 = 2,3 ± 1,2 Vs. C2 = 2,1 ± 0,3). CONCLUSÃO: A cadência alta, em comparação com a cadência baixa, promoveu respostas de frequência cardíaca mais acentuada, embora, sem efeito sobre a variabilidade da frequência cardíaca. 47 RESUMO 26 EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E MODERADO CONTÍNUO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL Autores: Danniel Thiago Frazão, Victor Oliveira Albuquerque dos Santos, Teresa Cristina Batista Dantas, Carlos Alves de Sousa Junior, Thiago Gomes Thomas da Costa, Weslley Quirino Alves da Silva, Eduardo Caldas Costa. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: a hipotensão pós-exercício tem sido evidenciada, principalmente, após a realização de atividades aeróbias. Entretanto, ainda não está claro qual o modelo potencializa esse fenômeno. OBJETIVO: analisar o efeito agudo de uma sessão de exercício intervalado de alta intensidade (EIAI) e moderado contínuo (EMC) sobre a pressão arterial de sujeitos normotensos. METODOLOGIA: participaram do estudo 15 homens normotensos não ativos (24,8 ±4,4 anos; 24,41 ±3,6 kg/m²). Através de estudo de corte transversal com delineamento cruzado e aleatorizado, os indivíduos realizaram duas sessões de exercício: i) EIAI; ii) EMC. O EIAI foi composto por 10 x 60s com 90% da velocidade pico atingida no teste incremental e recuperação ativa de 60s com 30% do pico de velocidade. O EMC foi realizado com carga fixa de 60% da velocidade pico. Ambas as sessões tiveram 20 minutos de duração. Antes e após 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos das sessões de exercício, a pressão arterial foi mensurada utilizando-se o aparelho Omron® HEM-742 (método oscilométrico). A normalidade dos dados foi confirmada através do teste de Shapiro-Wilk. Assim, os dados foram analisados através da ANOVA two-way (sessão x tempo) com medidas repetidas no segundo fator. Um pvalor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: houve diminuição da pressão arterial sistólica (PAS) em todos os momentos pós-exercício em relação ao pré-exercício (p<0,05). Entretanto, não houve diferença entre as sessões de exercício (p>0,05). A redução observada após as sessões de EIAI e EMC foram, respectivamente: 10 min (-2,5 vs. -5,0 mmHg); 20 min (-6,0 vs. -6,8 mmHg); 30 min (-7,9 vs. -9,6 mmHg); 40 min (-8,9 vs. -11,0 mmHg); 50 min (-9,5 vs. -9,2 mmHg); 60 min (-9,3 vs. -10,3 mmHg). Em relação à PA diastólica, não houve qualquer modificação nas sessões de exercício, assim como nos tempos analisados. CONCLUSÃO: na amostra analisada, houve efeito hipotensor agudo da PAS, e esse fenômeno foi similar entre o EIAI e EMC. 48 RESUMO 27 INFLUÊNCIA DA APTIDÃO AERÓBIA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL E ANTROPOMETRIA EM ADOLESCENTES ESCOLARES DE PETROLINA-PE Autores: Débora Melo Pereira da Silva1,2, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Everaldo de Araújo B. Filho1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF INTRODUÇÃO: A prática regular de exercícios físicos favorece o desenvolvimento de excelentes níveis de aptidão física em crianças e adolescentes. Nesse sentido, o ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de atividades físicas, tanto pelas aulas de Educação Física, como pelo oferecimento das várias modalidades de iniciação desportivas. Dentre esses, os exercícios de corrida têm ocupado um espaço significativo dentro dos programas de atividade física voltados para saúde. OBJETIVO: Observar a influência da aptidão aeróbia sobre a pressão arterial e antropometria em escolares da cidade de Petrolina-PE. MÉTODOS: Participaram do presente estudo, 58 adolescentes do sexo masculino, dependentes de Militares e estudantes do CPM/Anexo I Petrolina/PE. Os estudantes foram divididos em dois grupos, sendo G1 = praticantes de exercícios físicos (15,9 ± 0,8 anos; 62,8 ± 10,6 Kg; 1,71 ± 0,06 m), alunos matriculados em modalidades esportivas com freqüência de treinos três vezes por semana e G2= não praticantes (15,6 ± 0,9 anos; 67,1 ± 15,5 Kg; 1,70 ± 0,08 m). As medidas antropométricas foram avaliadas pelo índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC) e quadril (CQ). Além disso, foi aferida da pressão arterial (PA) de repouso por meio de um aparelho digital Omron (HEM 742). Os adolescentes foram submetidos ao teste de cooper com duração de 12 minutos e a distância percorrida por cada um foi utilizada para cálculo do VO2 Máximo (VO2Máx.). Na análise estatística foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. O teste “t” de student foi utilizado para as comparações entre os grupos G1 (praticantes) e G2 (não praticantes). A significância estatística adotada foi a de p ≤ 0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico statistical package for the social sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Em relação ao desempenho aeróbio, o G1 apresentou VO2Máx significantemente maior comparado ao G2. Na análise antropométrica, somente a relação cintura/quadril (RCQ) apresentou diferença significativa com o G2 apresentando maiores adiposidade. Não houve diferença significativa entre os grupos na PA de repouso. CONCLUSÃO: Há influência da aptidão aeróbia (VO2Máx.) sobre a adiposidade central no organismo, avaliada pala RCQ, o que ratifica a relação da prática de exercícios físicos com o controle da massa corporal e conseqüentemente da pressão arterial, mesmo em amostras muito jovens. Ressalta-se a importância de se manter hábitos saudáveis desde idades baixas. 49 RESUMO 28 ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA E PRESSÃO ARTERIAL MEDIANTE A CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL Autores: Domingos Rodrigues do Nascimento1, Filipe Pitágoras Rodrigues Magalhães1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1, Ferdinando Oliveira Carvalho2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial e outros fatores de risco cardiovasculares têm início na infância e necessitam de intervenções educativas para a prevenção primária, uma vez que crianças com pressão arterial (PA) elevada tem maiores riscos de doença cardiovascular na idade adulta. A prevalência de excesso de peso na infância é fator de risco para hipertensão arterial durante adolescência e idade adulta, neste sentido, crianças obesas tem até 8 vezes mais chances de desenvolverem hipertensão. OBJETIVO: Fazer uma análise e comparação do percentual de gordura e pressão arterial mediante a circunferência de cintura de escolares da zona rural da cidade de Dormentes PE. METODOLOGIA: Para tanto, participaram do presente estudo 60 alunos de uma escola pública da zona Rural do município de Dormentes - PE, sendo destes 26 do sexo masculino (13,7 anos; 46,7 kg; 1,49 m) e 34 do sexo feminino (13,0 anos; 45,6 kg; 1,51 m). O índice de massa corporal (IMC) de cada aluno foi determinado pelo quociente massa corporal/estatura2, onde a massa corporal foi expressa em quilogramas (kg) e a estatura em metros (m). A circunferência de cintura (CC) obtida no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca. Os alunos foram divididos como abaixo ou acima do ponto de corte (percentil 50) para a CC. O percentual de gordura (%G) foi determinado pelo somatório das dobras cutâneas tricipital e subescapular. Para mensuração da pressão arterial (PA) e freqüência cardíaca foi utilizado o equipamento GERATHERM ® desktop, que consiste em um aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação automática do ar. Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre os alunos abaixo e acima do ponto de corte foi utilizado o teste “t” de student para amostras independentes. Foi utilizado o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de significância adotado foi de p≤0,05. RESULTADOS: Observou-se que os adolescentes do sexo masculino que estão acima do ponto de corte para CC tiveram maiores níveis de pressão arterial sistólica (PAS) e maiores níveis de IMC de maneira significativa quando comparados aos que estão abaixo do ponto de corte. Para o %G, não houve diferença significativa, todavia os alunos estão acima do ponto de corte apresentaram 28% maior dos alunos abaixo do ponto de corte para a CC. Da mesma maneira as meninas com CC acima do ponto de corte apresentaram valores significativamente maiores para o IMC e %G quando comparado àquelas com CC abaixo do ponto de corte. CONCLUSÃO: A CC apresentou relação significativa com a adiposidade corporal em adolescentes da zona rural, assim como a PAS de meninos. Neste sentido, o acúmulo de gordura na região abdominal causando o aumento do %G está associado a um maior risco cardiovascular, tal como a hipertensão arterial. 50 RESUMO 29 CONFIABILIDADE DAS MEDIDAS DE AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA ISOMÉTRICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES LOMBARES Autores: Edjane Magalhães Mendes¹, Arley Ribeiro de Castro², Rodrigo Cappato de Araújo³. E-mail: [email protected] Instituições: ¹Universidade de Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil; ²Universidade de Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil; ³Universidade de Pernambuco, Petrolina- PE, Brasil. Apoio: PFA- UPE INTRODUÇÃO: O conhecimento da confiabilidade das medidas é essencial para auxiliar os pesquisadores a interpretar e utilizar adequadamente uma ferramenta de avaliação. Caso não se estabeleça a confiabilidade dos instrumentos, pouca credibilidade poderá ser depositada nos resultados. OBJETIVO: Avaliar a confiabilidade inter e intra-examinadores dos valores dos tempos de resistência isométrica dos músculos estabilizadores da coluna lombar em uma população de adolescentes. MÉTODOS: Participaram da amostra, 30 alunos adolescentes saudáveis dos cursos de saúde da UPE Campus Petrolina dos quais 5 (17%) eram do gênero masculino e 25 (83%) do gênero feminino com idade entre 17 e 19 anos. Para mensurar a resistência muscular isométrica do tronco, cada voluntário, realizou os exercícios de extensão, flexão e flexão lateral do tronco de ambos os lados, sendo avaliado por dois pesquisadores de maneira isolada e independentes para avaliação da confiabilidade inter-examinador, e em dois diferentes momentos para avaliação da confiabilidade intra-examinador. Foram utilizados os testes: Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) e Erro Padrão da Medida (EPM). RESULTADOS: De acordo com a escala de níveis de confiabilidade proposta por Fleiss (1986), os valores do CCI foram interpretados como: <0.40 – pobre, 0.40-0.75 boa e > 0.75 excelente confiabilidade. Sendo assim, os resultados indicaram excelente confiabilidade inter-examinadores dos valores dos tempos de resistência isométrica para todos os exercícios (CCI=0.99). Já a confiabilidade intra-examinador apresentou valores variando em bom e excelente (CCI 0.65-0.95). CONCLUSÃO: Por fim, os resultados sugerem que a confiabilidade dos valores dos tempos de resistência isométrica dos músculos analisados apresenta um método confiável para sua aplicação clínica ao envolver o mesmo ou diferentes examinadores. 51 RESUMO 30 ANÁLISE DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES DE BAIXO NÍVEL SOCIECONÔMICO COM DIFERENTES NÍVEIS DE PERCENTUAL DE GORDURA Autores: Everaldo de Araújo B. Filho1,2, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, José Fernando VN Moraes; Ferdinando O Carvalho1,2. Carmen SG Campbell3. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF; 3 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF. Apoio: CAPES INTRODUÇÃO: A adiposidade corporal aumentada tem sido considerada fator de risco independente para doenças cardiovasculares, em especial a hipertensão arterial sistêmica (HAS). Isso tem chamado à atenção de diversos pesquisadores da área da saúde e do exercício, uma vez que esse fenômeno tem atingido cada vez mais um maior contingente de indivíduos em idades precoces, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, como o Brasil. Contudo, pouco se sabe sobre esse assunto em populações de adolescentes de baixo nível sócio-econômico. OBJETIVO: Comparar os valores de pressão arterial (PA) em adolescentes de baixo nível sócio-econômico com diferentes categorias de gordura corporal relativa. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 149 adolescentes do Projeto 2º Tempo de uma escola da cidade de Ceilândia-DF-Brasil, sendo 85 meninos (13,1 ± 1,2 anos; 53,1 ± 8,7 kg; 1,60 ± 0,10 m; 20,5 ± 2,5 kg/m 2) e 64 meninas (13,2 ± 1,2 anos; 51,7 ± 9,4 kg; 1,57 ± 0,08 m; 20,9 ± 3,3 kg/m 2). Medidas de dobras cutâneas foram realizadas para estimativa da gordura corporal relativa (%gord). Além disso, foram realizadas medidas de circunferência de cintura (CC) e PA por meio de um aparelho digital Omron (HEM 742). O teste de Shapiro-Wilk confirmou a normalidade dos dados. Estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. Na comparação entre as categorias de %gord e sexo utilizou-se a ANOVA One-way, seguida de Post Hoc de Scheffe. Distribuição percentual foi utilizada para determinação do ponto de corte para CC, sendo considerado elevado o percentil ≥ 90. A significância estatística adotada foi a de p ≤ 0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico statistical package for the social sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Observou-se que em ambos os sexos, adolescentes que tem %gord elevado exibem uma significativa e maior PA quando comparado aos de %gord abaixo do recomendado. Ainda, foram verificados aumentos significativos na PA para os adolescentes com %gord elevados quando comparado com o grupo com valores de %gord recomendado, com exceção da PA sistólica em ambos os sexos. Por último, os adolescentes de ambos os sexos com %gord recomendado tiveram maiores valores de PA do que adolescentes com baixo %gord. Além disso, observou-se associação significativa entre CC elevada e PA tanto para os meninos quanto para as meninas. CONCLUSÃO: Adolescentes de ambos os sexos e baixo nível sócio-econômico com maiores valores de adiposidade corporal relativa (%gord) e absoluta (CC) apresentaram valores de PA arterial superior àqueles com menores valores de adiposidade corporal. Desta forma destaca-se uma relação significativa entre os indicadores de adiposidade corporal e PA em adolescentes de baixo nível sócio-econômicos. 52 RESUMO 31 REFLEXÕES A CERCA DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Autores: Everton José Barbosa de Oliveira1, Maria Aparecida Dias2. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: A disciplina obrigatória de Estágio supervisionado I tem como proposta oportunizar ao futuro professor da área da Educação Física Escolar, vivências e consolidação de competências e habilidades a partir de uma efetiva inserção e coatuação no âmbito escolar. Neste relato serão abordadas as experiências do discente Everton como estagiário da instituição privada de ensino, Mundial Colégio e Curso. OBJETIVO: Tornar pública minhas experiências como estagiário, enfatizando a importância desse componente curricular na formação de licenciatura em Educação Física. MÉTODOLOGIA: A metodologia empregada é de caráter qualitativo e descritivo. Utilizou-se do relatório de estágio como principal meio para construção deste relato, já que este constitui-se de modo geral das reflexões do discente estagiário sobre as aulas observadas no decorrer do estágio, enfatizando nesse sentido a importância das referencias bibliográficas da área, que o discente ate então teve contato, e das reuniões com a orientadora de estágio, para esse processo de reflexão. RESULTADOS: Na educação infantil e no ensino fundamental I foram observadas aulas de natação. A professora desses ciclos afirmou ter como proposta principal, garantir autonomia aos alunos no meio líquido, levando-se em conta que a água está em grande proporção presente nas atividades de lazer das famílias natalenses, já que Natal é uma cidade litorânea. Na educação infantil, de modo geral as aulas iniciavam com uma canção, e no seu decorrer os alunos iam tendo os primeiros contatos com o meio líquido, o que de fato é bastante importante se pensarmos que esse primeiro contato lúdico é que poderá determinar como esse aluno se comportará no decorrer da aula, e a longo prazo como ele irá se adaptar a esse meio que é tão presente na sua realidade cultural. Também ficou evidente a intencionalidade da professora em trabalhar além do motor, o cognitivo. Pediam-se as crianças que falassem as cores dos objetos utilizados nas aulas, que dessem nomes aos animais e seres idealizados nas brincadeiras, etc. Nessa perspectiva, segundo FREIRE (p. 24, 1997): “Em uma aula de Educação Física as habilidades motoras precisam ser desenvolvidas, sem dúvida, mas deve estar claro quais serão as consequências disso do ponto de vista cognitivo, social e afetivo”. No ensino fundamental I, notei uma diferença na metodologia da professora em comparação ao ciclo anterior, seu método passa a ser desenvolvimentista, com uma priorização do aprendizado do gesto motor dito como “ideal”. Já no ensino fundamental II observei as aulas convencionais de Educação Física, às turmas que acompanhei foram o 7º, 8º e 9º ano. A professora mostrou saber dialogar de forma bastante satisfatória com as dimensões do conteúdo da Educação Física (conceitual, procedimental e atitudinal), diferente do professor do ensino médio que não estabelecia uma relação do procedimento trabalhado no ginásio, com o conceito abordado em sala. Com isso, FREIRE (p. 11, 1996) afirma que: “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo”. Logo é condenável a atitude do professor que trabalhando em cima apenas de conceitos deixe-os no abstrato, como que não conceitue o concretizado. CONCLUSÃO: A disciplina de estádio supervisionado I tem papel fundamental para formação dos futuros docentes da área. Principalmente por proporcionar uma auto reflexão da futura atuação profissional que exercerão. 53 RESUMO 32 FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA INSCRIÇÃO EM PROVAS DE CORRIDA DE RUA Autores: Fábio Henrique Costa de Oliveira1; Allan Carlos Ribeiro Santos1; Edmilson Pinto Albuquerque1; Maryana Pryscilla Silva de Morais1; Ana Charline Dantas Ferreira2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 2Universidade Potiguar (UP), Natal/RN, Brasil. Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC. INTRODUÇÃO: As modalidades esportivas e as atividades físicas têm sido alvo de campanhas publicitárias durante anos. Tais fatores podem vir a influenciar na relação de aderência da inscrição em competições, como prova de corrida de rua, sobre a engrenagem da motivação conectada a qualidade de vida. OBJETIVO: Analisar o perfil dos corredores de rua do Brasil, levando suas características e os fatores que motivam a prática da modalidade. MÉTODOS: Para a amostra foram entrevistados 219 pessoas, de ambos os sexos, de diversas regiões do Brasil que participavam de corridas de rua. Amostragem para esse estudo foi do tipo de não probabilística, por intencionalidade. A natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados ocorreu por intermédio de uma pesquisa descritiva, tipo survey, ou pesquisa de opinião. Utilizou-se a rede internet, por intermédio de redes sociais relacionadas ao tema corrida de rua. Questionários com perguntas abertas e fechadas foram utilizados para indagar os sujeitos que compuseram a amostra. Os dados foram coletados via internet, num período de 4 meses. Todos os respondentes assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). A análise estatística foi feita com dados descritivos dos questionários. RESULTADOS: obteve-se durante os relatos que o público feminino, representa o maior grau de participação entre os gêneros, sendo 61,5% do público feminino e 52,3% masculino. Um dado de ordem qualitativo que revelou-se frequente é o interesse dos participantes por praticar a corrida de rua como forma de lazer em prol da qualidade de vida. CONCLUSÃO: Conclui-se que o crescimento do número de grupos demonstrou ser fundamental para adesão de novos praticantes, que cada vez mais estão preocupados com a qualidade de vida e acabam procurando a supervisão de profissionais para realização da prática. 54 RESUMO 33 ESTRESSE E A INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO DO JOGADOR DE FUTEBOL Autores: Fabricio Cesar de Paula Ravagnani1, Tatya de Castro2, Juliana Alves de Almeida Silva2, Marcela Galharde Barbosa2, Romero da Silva Moraes2, Luiz Fabrizio Stoppiglia2. Email: [email protected] Instituições: 1Núcleo de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde (NAFIMES) – Faculdade de Educação Física – Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT – Cuiabá, MT, Brasil, 2 Instituto de Educação, Depto de Psicologia - UFMT/Cuiabá. INTRODUÇÃO: Essa pesquisa surgiu da idéia de identificar os estressores a que os jogadores profissionais de futebol se sujeitam e como o estresse efetivamente influencia seu desempenho. OBJETIVOS: Verificar os principais estressores e suas conseqüências numa equipe de futebol profissional. METODOLOGIA: Para quantificar estresse, ansiedade e depressão foi utilizado um questionário padronizado para os jogadores do Mixto Esporte Clube, time da série D de Cuiabá-MT. Foram entrevistados 21 jogadores do sexo masculino com a idade entre 17 e 37 anos, todos finalistas da Copa Mato Grosso de 2012. Os resultados de desempenho foram obtidos através das súmulas dos jogos, disponibilizadas pela Fed. Matogrossense de Futebol. Todos os jogadores responderam ao questionário DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale), cuja pontuação foi relacionada aos estressores citados, cartões amarelos/partida, % de partidas sem levar gol, gols sofridos/partida e gols feitos/partida. Foi realizada correlação de Pearson com nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: com as pontuações do DASS-21, chegamos aos MAIORES CAUSADORES DE ESTRESSE: 1º salários atrasados e falta de estrutura para os treinos; 2º relações interpessoais no trabalho; 3º cobranças; 4º relações interpessoais fora do trabalho; 5º conflitos com a família e 6º trânsito. Os sintomas psicológicos mais pontuados foram tristeza, agitação, preocupação excessiva, falta de iniciativa e irritabilidade, indicativos de exaustão/quase-exaustão emocional. Relacionando as pontuações do DASS-21 ao desempenho dos jogadores, obtivemos uma correlação de +0.46 entre o nível de ansiedade e o % de partidas em que o time não sofreu gols, seguido por r=-0.30 entre depressão e os gols sofridos por partida e r=-0.26 entre estresse e os gols feitos por partida. CONCLUSÃO: Os jogados entrevistados apresentaram nível de estresse elevado (2 deles chegaram a níveis patológicos de ansiedade e 1 de depressão) e a principal causas está ligada ao ambiente de trabalho. Os jogadores mais estressados estiveram presentes nos jogos que a equipe sofreu menos gol e fez menos gol. Acredita-se que isso possa ter sido motivado principalmente pela condição de trabalho vivenciada. 55 RESUMO 34 HIPERDIA: UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE Autores: Fabrício Jácome Gonçalves¹, Thamires Ribeiro Chaves¹, Isabela Lemos Veloso Lopes², Nadiel Cavalcante de Sousa³, Talitha Rodrigues Ribeiro Pessoa4. Email: [email protected] Instituição: ¹Universidade Federal da Paraíba, bolsista do PET-Saúde;² USF Cidade Verde IV, Enfermeira e Preceptora do PET-Saúde;³ Estudante de Educação Física, Universidade Federal da Paraíba; Universidade Federal da Paraíba, 4Tutora do PETSaúde. Apoio: Ministério da Saúde INTRODUÇÃO: A inserção do Programa de Educação para o Trabalho pela à Saúde (PET-Saúde) na Estratégia Saúde da Família, é mais uma ferramenta que busca a reorientação e qualificação profissional para os serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação do PET-Saúde mostrou-se um importante instrumento de integração no eixo ensino-serviço-comunidade, inserindo estudantes dos diversos cursos de saúde em Unidades de Saúde da Família (USF), e propiciou em caráter multidisciplinar ações de saúde, que visaram à promoção e prevenção à saúde na comunidade. A partir do contato dos estudantes com a equipe de saúde foram possíveis as articulações para o uso dos espaços sociais e rodas de conversa, e viabilizou-se a formação de um grupo Hiperdia como local estratégico para a Educação em Saúde. OBJETIVOS: Reativar o grupo Hiperdia, utilizando o espaço para ações de educação, conscientização e percepção dos usuários sobre sua saúde e qualidade de vida. MÉTODOS: Relato de experiência dos estudantes do PET-Saúde acerca da formação e atividades desenvolvidas em um grupo Hiperdia na USF Cidade Verde IV, localizada no município de João Pessoa. RESULTADOS: Diante do novo perfil epidemiológico da população brasileira, onde a prevalência de doenças crônicas, sobretudo, hipertensão e diabetes, são responsáveis por uma grande demanda nos serviços de saúde, sentiu-se a necessidade da retomada do grupo Hiperdia na comunidade, que vinha desativado há um tempo, e os usuários apenas utilizavam esse momento, para a busca por medicamentos e renovação de suas receitas. Na perspectiva de aproximar o cuidado, e ter maior eficiência no controle dos grupos com maior risco de adoecer e morrer foram realizadas ações com a equipe da USF, onde esta se integrou e participou com os estudantes do PET e demais estagiários, planejando atividades educativas sobre alimentação e nutrição para hipertensos e diabéticos, bem como o entendimento sobre essas doenças, além da importância da atividade física e do uso correto dos medicamentos. Foram utilizadas dinâmicas de entrosamento e incentivo, o que aumentou a participação e assiduidade dos usuários; destacou-se também a utilização do espaço público na própria comunidade, como ferramenta social que objetivou a melhoria das condições de saúde dos usuários, onde estes se apoderaram de informações acerca da melhora de sua própria saúde, sendo agentes modificadores desta. CONCLUSÃO: A partir destas experiências, sentiu-se a necessidade de maior aproveitamento dos espaços da Unidade de Saúde e áreas de abrangência, visto que podem ser usados como ferramenta valiosa de educação em saúde. O reconhecimento de que o sujeito é detentor de um conhecimento, e este não pode ser desprezado, estreita a relação dos estudantes e a Equipe de saúde com os usuários na busca de uma conscientização por uma melhor qualidade de vida. 56 RESUMO 35 AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, INDICADORES DE SAÚDE E HÁBITOS ALIMENTARES EM GESTANTES DE UM HOSPITAL PÚBLICO Autores: Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Cícera Rosane Araújo da Silva, Loumaíra Carvalho da Cruz, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Rafaela Lira Formiga Cavalcanti de Lima. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). INTRODUÇÃO: A gestação é um período de vulnerabilidade biológica e uma fase na qual as necessidades nutricionais são elevadas por causa dos ajustes fisiológicos da gestante e do requerimento de nutrientes para o crescimento fetal. Um maior conhecimento acerca do tema fornece subsídios aos profissionais de saúde para a sua prática clínica, pois o sucesso gestacional depende de medidas preventivas e cuidados planejados. OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional, indicadores de saúde e hábitos alimentares em gestantes em um hospital público; traçar perfil socioeconômico e transcrever a autoavaliação dos hábitos alimentares, durante a gestação. MÉTODOS: Foram realizadas entrevista e questionário, além de avaliação antropométrica e dietética, com 105 gestantes. Os questionários foram transferidos para o Statistical Package of Social Sciences (SPSS) -versão 16.0. RESULTADOS: O perfil socioeconômico mostrou idade média igual a 24,7 (± 4,6), com idade gestacional média de 39,6 semanas (± 2,3). A maioria delas era casada (41,9%), cerca de 56,2% não possuía renda fixa. Quanto a prática regular de atividade física, foi constatado que 84,8% das gestantes não praticaram nenhum tipo de exercício físico. Em relação os tabagismo, 3,8% tinham o hábito de fumar. De acordo com os hábitos alimentares, a maioria (65,7%) declarou possuir uma boa alimentação. Em relação ao período de ganho de peso durante a gestação pôde-se constatar que 37,1% das gestantes apontavam para um maior ganho na metade da gestação. CONCLUSÃO: Diante dos dados obtidos sugere-se que se realizem intervenções através de políticas de saúde pública para atenção primária à gestante, sendo fundamental para a saúde e qualidade de vida materna e do bebê. 57 RESUMO 36 ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE DORMENTES-PE Autores: Filipe Pitágoras Rodrigues Magalhães1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1, Domingos Rodrigues do Nascimento1, Ferdinando Oliveira Carvalho2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). INTRODUÇÃO: A prática de atividade física é uma ferramenta importante para manutenção de hábitos saudáveis no controle da obesidade em crianças e adolescentes, uma vez que o aumento do excesso de peso na infância é fator de risco para hipertensão arterial durante idade adulta. Diante disso, o ambiente escolar se apresenta como um meio propício para realização de AF. Nesse sentido, estudantes da área rural mostraramse mais ativos do que adolescentes da área urbana, além disso, adolescentes do sexo masculino apresentaram maior gasto energético proveniente da prática de AF do que adolescentes do sexo feminino. OBJETIVO: Analisar e comparar a composição corporal, pressão arterial e desempenho motor de escolares da zona rural da cidade de Dormentes - PE. METODOLOGIA: Para tanto, participaram do presente estudo 66 alunos de uma escola pública da zona Rural do município de Dormentes - PE, sendo destes 28 do sexo masculino (13,7 anos; 46,7 kg; 1,49 m; 18,9 kg/m 2) e 38 do sexo feminino (13,0 anos; 45,6 kg; 1,51 m; 19,1 kg/m2). Os procedimentos de coleta de dados usados para composição corporal foram o IMC (índice de Massa Corporal), Circunferências de cintura e quadril e RCQ (Relação cintura–quadril) conforme as técnicas descritas por Callaway et. al. (1988), além disso, o percentual de gordura (%G) foi determinado pelo somatório das dobras cutâneas tricipital e subescapular. Para mensuração da pressão arterial (PA) e freqüência cardíaca foi utilizado o equipamento GERATHERM® desktop, que consiste em um aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação automática do ar. Foram feitos os testes motores de envergadura, flexibilidade (sentar e alcançar sem banco), força explosiva de membros inferiores (salto horizontal) seguindo o protocolo de Gaya e Silva (2007). Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre os sexos de cada zona foi utilizado o teste “t” de student para amostras independentes. Foi utilizado o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de significância adotado foi de p≤0,05. RESULTADOS: Na análise da composição corporal entre os sexos, observou-se que na RCQ os meninos apresentaram valores significativos maiores do que as meninas, por outro lado as meninas apresentaram o %G significativamente maior (32,75%) do que os meninos. Não foi encontrada diferença significativa para a PA, porém os meninos apresentaram menores valores na freqüência cardíaca. Para o desempenho motor, os meninos apresentaram valores significativos maiores para envergadura e impulsão horizontal. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram que os meninos da zona rural apresentam melhores resultados para a composição corporal e força de membros inferiores, porém não foi possível identificar diferenças na PA. 58 RESUMO 37 CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E O INDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) DE IDOSOS Autores: Francisco Holanda Cavalcante Neto¹, Patrick Ramon Stafin Coquerel¹, Raimundo Nonato Nunes¹, Jonatas de França Barros¹, Hudday Mendes da Silva¹, Ana Charline Dantas Ferreira2, Ricardo André Gomes da Silva¹, Tatiane Silva do Nascimento¹, Antônio Alexandre Silva¹, Camila Fernandes de Assis¹. E-mail: [email protected] Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte¹. Universidade Potiguar2. Apoio: CAPES, CNPQ, FAPERN, PROEX e MEC. INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento está associado a um maior aumento do tecido adiposo. Visto que o excesso de gordura é um fator de risco para saúde geral do individuo, é importante uma avaliação física para que se trace o perfil antropométrico. O índice de massa corporal (IMC) é um dos instrumentos mais simples e é um dos mais utilizados como parâmetro para avaliação da composição corporal. A atividade física tem se mostrado um grande aliado no combate à obesidade e ao retardo do envelhecimento, auxiliando na prevenção das doenças. Dessa forma faz-se necessário investigar a relação entre o nível de atividade física e o IMC em idosos. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi correlacionar o nível de atividade física e o perfil antropométrico de idosos participantes do projeto caminhada na água. METODOLOGIA: A amostra foi composta por 48 idosos sendo 23 homens (62,3 + 8,7 anos) e 25 mulheres (64,2 + 6,9 anos), integrantes do Projeto Caminhada na Água (UFRN), foram selecionados de forma nãoprobabilística, por intencionalidade. Para avaliar o nível de atividade física foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão Curta e foi aplicado entre os dias 17 e 28 de junho de 2013. Para determinarmos o Índice de Massa Corporal (IMC), utilizamos uma balança digital com estadiômetro da marca Welmy e uma fita antropométrica da marca Sanny, as avaliações foram realizadas na sala do Laboratório de Avaliação Física (LAFIS). Todos os avaliados assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). A análise estatística foi feita com dados descritivos, como medidas de tendência central, distribuição de frequências e dispersão. RESULTADOS: Após Análise dos dados, observou-se que a amostra apresentou valores médios para o IMC de 28,8+5,3 kg/m² para homens e 29,4+4,2 kg/m² para mulheres, ambos classificando-se como acima do peso. Para a variável nível de atividade física, verificou-se que 57,9% encontra-se irregularmente ativo, 37, 9% ativo e 4,2% muito ativo. Quando analisada a correlação entre as duas variáveis nota-se que para ambos os sexos a relação não torna-se significante, mostrando valores de X² para o gênero masculino de 0,203 e para o feminino de 0,400. CONCLUSÃO: De acordo com os dados apresentados conclui se que, os idosos avaliados encontram se em sua maioria com valores não recomendados para as variáveis IMC e nível de atividade física, os valores encontrados nessa avaliação podem ser resultado da frequência e duração das atividades físicas desenvolvidas por essa população, que se mostraram em sua maioria insuficiente para promover mudanças no perfil antropométrico. No entanto deve se ressaltar que as respostas ao questionário IPAQ versão curta podem ter se mostrado confusa para os avaliados e que podem ter ocorrido algum equivoco nas respostas, dessa forma sugere-se pesquisas que utilize mais instrumentos para avaliação. 59 RESUMO 38 COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ATRAVÉS DO IMC E IAC ENTRE MULHERES PRÉ-MENOPAUSA E PÓS-MENOPAUSA. Autores: Frederic de Melo Ribeiro1, Marcos Vinícius O Carneiro1,2, Gabriel G Bergmann3, Alfredo Anderson T de Araújo1,2, Loumaíra C da Cruz2, Ferdinando O Carvalho1,2, Carmen SG Campbell3. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF; 3 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física e saúde da Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília – DF. INTRODUÇÃO: O IMC tem sido bastante aceitável por parte de estudos, pois tem correlações consistentes com a gordura corporal total, além disso, o baixo custo e a fácil aplicabilidade tornam esse método viável em grandes populações. Normalmente o IMC e a obesidade abdominal são significativamente altos em mulheres pós-menopausa com síndrome metabólica, sendo estas as características mais frequentes, dessa forma, o estado pós-menopausa pode ser um preditor da síndrome metabólica. Todavia, poucos estudos são encontrados relacionando o IMC, IAC e o estado de menopausa. OBJETIVO: Comparar os valores da composição corporal, obtidos através do IMC e do IAC, entre mulheres pré-menopausa e pós-menopausa. MÉTODOS: Para tanto, foram avaliados 696 mulheres (27,8 ± 10,8 anos; 59,3 ± 9,8 kg; 1,63 ± 0,06 m), sedentárias, sendo avaliado o IMC (massa corporal/estatura2) e o IAC {[circunferência do quadril/(altura x √altura)]-18}. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. O teste “t” de student para amostras independentes foi utilizado para comparar as variáveis entre os sexos, comparação entre o IAC e IMC, além de comparar mulheres pré-menopausa e pós-menopausa. A significância estatística adotada foi de p≤0,05. RESULTADOS: Na comparação entre os dois grupos de mulheres, observou-se que as mulheres pósmenopausas tiverem valores significativamente maiores para o IMC (11,5%) e IAC (8,5%) comparado às pré-menopausas. Na comparação entre IMC e o IAC observamos que para os dois grupos das mulheres os valores de IAC são significativamente maiores do que o IMC, sendo 20,3% e 17,5% para as mulheres pré e pós-menopausa respectivamente. CONCLUSÃO: As mulheres após a menopausa apresentam maiores acúmulos de gordura corporal tendo como base o IMC e IAC. Dessa forma confirma-se que o estado pós-menopausa pode ser um preditor da síndrome metabólica. 60 RESUMO 39 FESTAS JUNINAS: PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL. Autores: Galeno Criscolo Parrela1, Júlia Calvo2. Email: [email protected] Instituições: 1Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/ MG, 2Puc/ MG. INTRODUÇÃO: Na suavidade das observações dos estudantes e comunidade na escola da rede municipal de ensino de Belo Horizonte e a participação no curso de professor Comunitário em parceria com a puc/mg, floresceu a idéia de pesquisar sobre as festas juninas que não silenciosamente toma conta do mês de junho/julho. Estas manifestações têm os primeiros registros com os povos da antiguidade miscigenando elementos culturais das festas religiosas e pagãs com o intuito de espantar os maus espíritos que espalhavam pragas e pestes pelas plantações e comemorar as boas colheitas. Apareceram na Europa e consequentemente portugueses e espanhóis a difundiram pela América. Durante a realização, interrompe-se o tempo social e se permite renovar as energias tragadas pelo cotidiano; os homens liberam-se do jugo das normas sociais; invertem-se os papéis desenvolvidos na sociedade e imperam os excessos na comida e na bebida (Duvignaud, 1983; Durkheim, 1989; 2002; Catllois, s/d apud Santos, Silva, 2009). OBJETIVOS: identificar os elementos pagãos e cristãos; verificar a mercantilização deste evento; perceber a relação da comunidade com o lugar. MÉTODOS: Os meses de março, abril, maio e junho de 2009, estudantes das quatro turmas do 3º ano do 3º ciclo da Escola Municipal “Francisco Campos” participaram da pesquisa sobre festas juninas. Propus através de a observação participante analisar a Festa Junina como patrimônio cultural imaterial da escola;. Foram inventariadas as danças, músicas, trajes, comidas típicas, brincadeiras, significado das fogueiras e fogos de artifício e os adereços que enfeitam os lugares das festas. RESULTADOS: As festas juninas nos grandes centros urbanos perderam o sentido de reverenciar os santos (Antônio, João e Pedro), as farturas das colheitas, as prosas ao redor das fogueiras, as brincadeiras de meninos/as do interior. Ganharam em criatividade nas formas de bailar, deixando os passos marcados da música francesa para dar espaço ao verdadeiro ritmo nacional (forro), originário da cultura nordestina e espalhada Brasil a fora. Rompeu-se com as danças de salão da nobreza para referenciar o popular. A caracterização do homem do campo como matuto maltrapilho e com a saúde bucal a desejar, passa agora como limpo, bem vestido e bem tratado, apesar da política para o homem do campo não ter mudado e o poder público não investir o necessário na saúde da população. Na cultura junina de Belo horizonte a rua perdeu seu espaço privilegiado das festas aos santos, cedendo lugar as arenas, pátio e outros locais com preço a pagar. As comidas típicas, (milho cozido, bolos, pamonhas, etc..), aos poucos são substituídas pelos produtos industrializados, ainda resistindo os caldos e canjica por serem de gosto popular. É o mundo, sua globalização e o capitalismo tomando conta do domínio popular para auferir lucros. CONCLUSÃO: O entrelaçamento dos indivíduos com as novas formas de pensar elabora conhecimentos e produz novas formas culturais, mas guarda a matriz da qual foi concebida fazendo da festa junina um bem imaterial a ser preservado quer na escola ou em eventos patrocinados pelo poder público. 61 RESUMO 40 INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE FAMILIARIZAÇÃO SOBRE A FLUTUAÇÃO DE FORÇA EM IDOSOS Autores: Gertrudes Nunes de Melo1, José Carlos Gomes da Silva2, André Igor Fonteles2, Luiz Fernando Farias Júnior2, Thiago de Brito Farias2, Paulo Moreira Silva Dantas2, Hassan Mohamed Elsagedy2, Alexandre Hideki Okano2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas, Piranhas/AL, Brasil, 2Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um fenômeno inerente a todos os seres vivos e se expressa pela perda de capacidade funcional relfetida em atividades da vida diária. Dentre elas, o declínio dessa função motora manual pode gerar severos prejuízos funcionais. Esse processo é gerado a partir de mecanismos musculares que deterioram a estabilidade de força manual, gerando índices que variam em um dado valor médio, chamada Flutuação de Força (FF) e é representada pelo Coeficiente de Variação de Força (CVF). Estudos sobre a flutuação de força têm investigado amplamente os mecanismos envolvidos, porém, existe uma carência de informações no meio científico acerca do número de sessões de familiarização necessário para a estabilização da FF. OBJETIVO: Verificar o número mínimo de sessões de familiarização necessário para a estabilização da FF em idosos fisicamente ativos. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 12 idosas (65,25 + 4,7 anos; 63,22 +7,3 kg; 1,53 +0,0 m; 27,14 +3,8 /m2) praticantes de atividade física regular (três vezes por semana, 60 minutos/sessão. As idosas se submeteram a um protocolo de familiarização marcado por uma sessão destinada a estabelecer os valores individuais de Contração Voluntária Máxima (CVM) e oito sessões de familiarização com os mesmos instrumentos, porém numa intensidade de 30% da CVM num período de 30 segundos. Para quantificar a força, em Kgf, utilizou-se uma célula de carga da marca Miotec® acoplada ao dinamômetro adaptado e ao aparelho de eletromiografia da mesma marca. Depois de verificada a normalidade dos dados, ANOVA one way medidas repetidas, Friedman, post hoc de Dunns, com nível de significância adotado p<0,05. O limite de concordância entre as sessões de familiarização em que ocorreu a estabilização da flutuação de força muscular foi analisado mediante os procedimentos propostos por Bland e Altman. RESULTADOS: Foram observadas diferenças significativas somente entre a primeira e segunda sessão de familiarização (p= 0,0096 e F=37,88). Além disso, verificou-se aumento da reprodutibilidade e concordância ao teste de flutuação de força após realizar três sessões do protocolo experimental. CONCLUSÃO: Conclui-se que para avaliação adequada da estabilidade de flutuação de força em idosas é necessária a aplicação de pelo menos três sessões de familiarização. 62 RESUMO 41 EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE A PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO EM UMA SESSÃO DE TREINAMENTO NO MÉTODO CIRCUITO Autores: Gregório Queiroz1, André Luiz Torres Pirauá1, Natália Barros Beltrão2 Dalton Lima1, Jefferson Gomes1, Bruno Machado Melo1, Rodrigo Cappato de Araújo1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), 2Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) INTRODUÇÃO: A variável intensidade, em uma sessão de treinamento com pesos, é um fator determinante sobre o desempenho. Vários estudos tem avaliado essa variável por meio da Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), visto a eficácia e praticidade dessa ferramenta. Alguns fatores podem influenciar a intensidade do treinamento, dentre eles a ordem dos exercícios. Diversos estudos tem explorado a relação entre essas duas variáveis em diversos métodos de treinamento com pesos, entretanto ainda não se sabe o efeito da ordem dos exercícios sobre a PSE quando estes são realizados no método circuito. Sendo o circuito composto por várias passagens em estações de exercícios, realizados em séries simples e alternadas por segmento, que possibilitam um maior tempo de recuperação entre as estações, é possível que a ordem dos exercícios não afete a PSE. OBJETIVO: Comparar a Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) em duas sequências no método circuito. MÉTODOS: Onze adultos jovens treinados do sexo masculino (24,0 ± 4,8 anos, 76,1 ± 8,5 kg, 1,75 ± 0,06 m) executaram uma sessão de treinamento com pesos no método circuito em duas sequência. A sessão foi constituída por três passagens em oito estações (exercícios), executadas até a fadiga volutiva, alternando exercícios de membros superiores e inferiores, com 1 minuto de intervalo entre as estações. A Sequência A foi iniciada por exercícios multiarticulares e progredia para exercícios monoarticulares (supino, leg press 45º, remada baixa, hack machine, tríceps pulley, mesa flexora, rosca direta, cadeira adutora); a sequência B foi executada na ordem inversa. A escala de Omni-Res foi usada para avaliar a PSE, ao final de cada série. A PSE foi obtida pela média das três passagens. A PSE nas duas ordens, foi comparada por meio de análise multivariada para medidas repetidas (MANOVA para medidas repetidas). RESULTADOS: Nenhum diferença foi observada entre as sequências para a PSE (F(8,3) = 6,68; p = 0,073). CONCLUSÃO: A hipótese levantada foi confirmada pelos resultados encontrados. Tais achados demonstram que a intensidade dos exercícios em uma sessão do método circuito, medida por meio da PSE, é semelhante, independente da ordem dos exercícios. 63 RESUMO 42 PERFIL DOS PARÂMETROS DE ESFORÇO DE IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA NA AGUA DURANTE 12 SESSÕES Autores: Hudday Mendes da Silva1, Fábio Henrique Costa de Oliveira1, Maryana Pryscilla Silva de Morais1, Ana Charline Dantas Ferreira1, Francisco Holanda Cavalcante Neto1, William de Moura Barbosa1, Raimundo Nonato Nunes1, Ricardo André Gomes da Silva1, Rodolfo de Holanda Mendonça1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC. INTRODUÇÃO: Os parâmetros de esforço de idosos praticantes de caminhada na água são agentes que influenciam no controle da atividade física, e com isto na otimização dos benefícios oriundos da aderência nas atividades. A Frequência Cardíaca (FC) e a Percepção Subjetiva do Esforço (PSE) são importantes instrumentos utilizados para o controle das atividades físicas, principalmente no que se refere à população idosa. OBJETIVO: Analisar os parâmetros de esforço dos idosos que praticam caminhada na água na UFRN. MÉTODOS: A população do estudo foi composta de 41 idosos (59,8 + 11,2 anos), de ambos gêneros, integrantes do projeto caminhada na água para idosos. A amostragem para esse estudo foi do tipo de não probabilística, por intencionalidade. A natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados é descritiva. O Material utilizado foi à escala de Borg de 6 a 20 e a verificação da FC. Os dados foram coletados segundas, quartas e sextas feiras no turno vespertino, no período de 12 sessões. Todos os respondentes assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). Utilizou-se uma estatística descritiva com a utilização de médias por sessão de treino, sendo distribuído a PSE meio do treino e final e quanto a FC, inicial, FC final imediatamente após o treino e FC após 2 min de repouso. RESULTADOS: obteve-se durante o período de 12 sessões os seguintes dados, quanto a PSE ½ treino, uma variação entre 12,3 e 13,4 mantendo-se equivalente a uma intensidade moderada. Para PSE final variou-se de 12,8 a 13,5, tendo o mesmo desenho de intensidade. Em relação a FC inicial os valores ficaram entre 72,2 e 77,3, adequado para inicio de atividade para os indivíduos em repouso. A FC imediatamente final variou de 91,2 e 100,8, tendo um aumento de aproximadamente 20 bpm. E por fim, a FC final (após 2 min.) variou 78,4 e 81,4. CONCLUSÃO: Conclui-se que a PSE que os idosos apresentam tanto no intervalo central do treino, quanto ao final do treino é maior do que a resposta fisiológica que os mesmos apresentam, tanto na FC inicial do treino, quanto na FC final ou na FC final após 2 min. 64 RESUMO 43 EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO INFANTIL: UMA VISÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Autores: Ianny Lima de Queiroz1, Sávia Maria da Paz Oliveira Lucena1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Juazeiro do Norte, Ceará. Apoio: IFCE. INTRODUÇÃO: No estágio supervisionado para o ensino infantil, o acadêmico vai à escola com o intuito de acompanhar e estimular de forma consciente as crianças que se encontram numa fase importante do seu desenvolvimento. Por lei, na Educação Infantil as aulas de educação física não são obrigatórias e podem ser ministradas por professores que não são da área, no entanto, sabe-se que este é um momento onde as crianças descobrem os próprios limites, conhecem o seu corpo, relacionam-se com outras pessoas, expressam seus sentimentos, entre outras situações voltadas ao desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, físicas, emocionais e afetivas, numa atuação consciente e crítica, por esse motivo, faz-se necessário o acompanhamento por profissionais especializados e o estímulo de todas estas capacidades. OBJETIVO: Analisar como o estágio supervisionado na área de Educação Física do ensino infantil foi desenvolvido e como o mesmo contribui na formação dos acadêmicos de Licenciatura em Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Juazeiro do Norte. MÉTODOS: O estágio foi desenvolvido no Colégio Medalha Milagrosa situado na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará; sendo realizado nas turmas do infantil III, IV e V; passando pelo processo de observação das aulas dos professores de cada turma – já que a escola não possui professor de Educação Física para esse nível de ensino, seguido do momento da regência, sendo finalizado com o evento extraclasse, totalizando uma carga horária de 100h/a. Neste, foi utilizada a abordagem Construtivista, que tem como pioneiro João Batista Freire, defendendo ideias como a utilização de materiais alternativos, incentivo à criatividade do individuo e estímulo a resolução de problemas. RESULTADOS: Os alunos mostraram-se entusiasmados, envolvidos e muito participativos durante todas as aulas, fato que motivou a acadêmica a empenhar-se na produção das aulas e perceber a importância do planejamento para o bom desenvolvimento das mesmas. Durante a vivência das aulas, a estagiária buscou motiválos e mostrá-los que são capazes de realizar as atividades, pois foi observado que muitas crianças iniciaram as aulas sem conseguir criar novas possibilidades de pular corda, saltar com um pé entre outras atividades e no final a maioria conseguiu superar suas dificuldades. CONCLUSÃO: Durante o processo do estágio foi-se reforçado este pensamento ao ver a resposta traduzida pelas crianças em seus comportamentos e ações, sendo a disciplina aceita e correspondida por elas; fato que demonstra a relevância da disciplina nesse nível de ensino como estimuladora de novos conhecimentos e experiências relevantes ao desenvolvimento pleno do indivíduo. Para a acadêmica o estágio veio como meio de viabilizar o seu primeiro contato com a realidade escolar e lhe proporcionar experiências pedagógicas que possibilitaram conhecer as crianças da Educação Infantil, suas características, anseios e necessidades, incentivando-as através da prática a pensar, criar, experimentar e perceber, com o intuito de formar indivíduos pensantes desde cedo. Com isso, resultar numa sociedade menos alienada, com professores cientes da sua responsabilidade junto à escola e aos alunos, preocupando-se em planejar e em verdadeiramente assumir sua posição de professor. 65 RESUMO 44 AVALIAÇÃO DA POSTURA ESTÁTICA DE ESCOLARES NAS VISTAS ANTERIOR E POSTERIOR AUTORES: Ingrid Thaiane Soares Batista1, Tiago Gomes de Souza1, Tatianne de Souza Paula Gomes1, Marília Rocha Amando1, Roselly Reis Batista1, Rodrigo Gustavo da Silva Carvalho1, Lara Elena Gomes1. E-mail: [email protected] INSTITUIÇÃO: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. APOIO/FINANCIAMENTO: MEC/PET/CAPES. INTRODUÇÃO: A ocorrência de alterações posturais em crianças vem sendo frequentemente relatadas em diversos estudos e podem trazer consequências negativas para a qualidade de vida desses indivíduos. Existem vários métodos para realizar a análise postural, dentre eles está à fotogrametria, um método prático, válido, de baixo custo e que possibilita o armazenamento de dados. OBJETIVO: Avaliar a postura estática de escolares por meio da fotogrametria, considerando as vistas anterior e posterior. METODOLOGIA: O estudo foi realizado com escolares do 5º ano de um escola municipal de Petrolina-PE, com idade entre 9 e 12 anos, sendo onze meninas e seis meninos. Para a coleta de dados, foi usada uma câmera fotográfica e um tripé, além de marcadores reflexivos e fitas adesivas para marcar os pontos anatômicos de interesse. A análise foi realizada usando o software SAPo, o qual permitiu avaliar a postura estática, considerando o plano frontal nas vistas anterior e posterior. As variáveis analisadas foram: (1) o alinhamento horizontal da cabeça, (2) o alinhamento horizontal dos acrômios e (3) o alinhamento horizontal das espinhas ilíacas ântero-superiores (EIAS) na vista anterior; e (1) o alinhamento horizontal das escápulas e (2) o alinhamento horizontal das espinhas ilíacas póstero-superiores (EIPS) na vista posterior. Para descrever os dados, média e desvio-padrão foram calculados para cada variável. RESULTADO: Os alunos obtiveram uma média de 0,63±3,95° no alinhamento horizontal da cabeça, 0,71±2,25° no alinhamento horizontal dos acrômios, 0,63±2,81° no alinhamento horizontal das EIAS, 1,01±2,22° no alinhamento horizontal das EIPS e 0,08±2,81° no alinhamento horizontal das escápulas. CONCLUSÃO: Foi possível identificar pequenos desvios posturais, uma vez que as médias aproximam-se do valor zero que representa a postura ideal. 66 RESUMO 45 EXPOSIÇÃO A COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E EXCESSO DE PESO EM PRÉESCOLARES Autores: Isabella Maria Gomes de Miranda1, Juliana Rafaela Andrade da Silva1, Carla Menêses Hardman2, Mauro Virgílio Gomes de Barros1. E-mail: [email protected] Instituição: 1Universidade de Pernambuco (UPE), 2Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) INTRODUÇÃO: O excesso de peso na infância vem alcançando larga abrangência no Brasil. Entre os fatores que contribuem para esse quadro epidêmico destacam-se o baixo nível de atividade física e a exposição a comportamento sedentário. Apesar disso, estudos apresentam resultados conflitantes sobre a associação entre comportamento sedentário e excesso de peso em crianças. OBJETIVO: Identificar a prevalência de excesso de peso em crianças expostos ou não a comportamentos sedentários. MÉTODO: Estudo epidemiológico transversal, de base escolar, realizado com 1115 crianças de três a cinco anos de idade, matriculadas em escolas de educação infantil das redes pública e privada do município do Recife. A amostra foi selecionada de forma aleatória e estratificada por tipo de escola (pública e privada) e porte. A coleta de dados foi realizada mediante aplicação do questionário “ELOS-Pré” (Estudo longitudinal de observação da saúde e bem-estar da criança em idade pré-escolar) aos pais ou responsáveis. As seguintes variáveis foram analisadas: dados demográficos e socioeconômicos; informação sobre o tempo de TV, videogame e computador; índice de massa corporal. Informações sobre comportamento sedentário foram extraídas das seguintes questões: 1) Num dia da semana (segunda a sexta) quanto tempo seu filho gasta assistindo TV, jogando videogame ou usando o computador?; 2) Num dia de final de semana (sábado e domingo) quanto tempo seu filho gasta assistindo TV, jogando videogame ou usando o computador?. Os tempos despendidos nessas atividades foram registrados considerando cinco categoriais: 0 minuto (0), 1-15 (1), 16-30 (2), 31-60 (3), 60 minutos. Os dados foram tabulados no programa EpiData e analisados através do programa SPSS. Para análise dos dados, recorreu-se a procedimentos descritivos (distribuição de frequência) e inferenciais (Teste de Qui-quadrado de Pearson). RESULTADOS: Verificou-se que 31,1% (IC95%: 28,3-33,9) das crianças apresentam excesso de peso. A exposição ao comportamento sedentário nos dias de semana e fim de semana foi observada, respectivamente, em 33,9% (IC95%: 31,0-36,9) e 27,2% (IC95%: 24,5-30,0) das crianças. A proporção de adolescentes com excesso de peso foi estatisticamente (p=0,016) maior entre as crianças expostas ao comportamento sedentário nos dias de fim de semana (35,9%; IC95%: 32,9-39,0) em comparação aquelas não expostas (28,0%; IC95%: 25,230,9). CONCLUSÃO: Crianças expostas por um maior tempo a comportamentos sedentários, como assistir TV, jogar videogame e usar o computador têm maior chance de adquirirem excesso de peso corporal. 67 RESUMO 46 RELAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL COM A FORÇA MUSCULAR RELATIVA E APTIDÃO AERÓBIA EM ADULTOS DE MEIA IDADE Autores: Ivan Igor de Oliveira Sobrinho, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Marília Padilha Martins Tavares, Thiago de Brito Farias, Andre Igor Fonteles, Luiz Fernando de Farias Junior, Cinthia Beatriz da Fonsêca, Samara Karla Anselmo da Silva, Alexandre Hideki Okano, Hassan Mohamed Elsangedy. E-mail: [email protected] Instituição: Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: CAPES, FAPERN, CNPq e PROEX/UFRN. INTRODUÇÃO: A inatividade física parece influenciar negativamente o nível da aptidão física, bem como ao acúmulo de gordura corporal. Deste modo, sujeitos de meia-idade sedentários aumentam a probabilidade de um envelhecimento propenso às doenças contemporâneas (crônicas não transmissíveis) oriundas da inatividade física, alimentação inadequada e do excesso de peso corporal. OBJETIVO: Verificar a relação do estado nutricional com a força muscular relativa e aptidão aeróbia em adultos de meia idade. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 167 adultos de meia idade não praticantes de exercício físico regular [119 mulheres; 50,0 (49,1–51,3) anos de idade; índice de massa corporal = 28,5 ± 4,4 kg.m-2] que foram submetidos a mensuração dos indicadores antropométricos (massa corporal e estatura) e a avaliação da aptidão aeróbia por meio dos testes de caminhada de 6min e de 400m, bem como avaliação da força de preensão manual (FPM) relativa do membro superior dominante por meio do dinamômetro mecânico manual. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado considerando-se o quociente entre a massa corporal em quilogramas e a estatura em metros elevada à segunda potência (kg.m-2) e a FPM relativa foi calculada através da seguinte fórmula: Força relativa= Força absoluta (kg) / Massa corporal (kg). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Os dados da caracterização da amostra que apresentaram distribuição normal estão apresentados como média e (±) desvio padrão. Para os dados que não apresentaram normalidade, os valores de mediana e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC=95%) foram utilizados para demonstração dos resultados. A relação do IMC com os testes para verificação da aptidão aeróbia (paramétricos) e de força muscular relativa (não paramétricos) foi verificada pela correlação de Pearson e Spearman, respectivamente. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOS: O IMC apresentou correlação significativa e negativa com o teste de caminhada de 6min (r= -0,35; p<0,001), bem como, significativa e positiva com o teste de caminhada de 400m (r= 0,37; p<0,001). O IMC também apresentou correlação significativa e negativa com a FPM relativa (r= -0,47; p<0,001). CONCLUSÃO: O estado nutricional apresentou relação com a força muscular relativa e aptidão aeróbia em adultos de meia idade não praticantes de exercício físico regular, visto que quanto maior for o IMC, menor a FPM relativa e VO2pico. 68 RESUMO 47 COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ESPORTES DO C.N.S.A: DESAFIOS NO DIRECIONAMENTO DAS ATIVIDADES DOS JOGOS NORDESTÃO SALESIANO BIÊNIO 2011 E 2012. Autores: Ivanildo Alves Lima da Silva Júnior, Natanael Pereira Barros. E-mail: [email protected] Instituição: Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Petrolina INTRODUÇÃO: A prática de esporte é de fundamental importância para a construção de uma juventude mais saudável. Diante disso, o Nordestão Salesiano é um evento esportivo que consiste em oportunizar o jovem a praticar esportes e de confraternizar-se com alunos e professores dos Colégios da rede Salesianos (a) de ensino do Nordeste. OBJETIVO: propor uma maior integração entre as diversas modalidades esportivas da escola e, com isso, melhorar o desempenho dos atletas e equipe técnica na competição. MÉTODO: o trabalho se deu através de palestras com alunos e reuniões entre a equipe técnica das diversas modalidades esportivas envolvidas para identificar as principais dificuldades enfrentadas. RESULTADOS: os resultados obtidos no Nordestão Salesiano mostram uma evolução na quantidade de alunos e nos resultados obtidos na competição que em 2011 foi de 81 atletas em 07 modalidades e em 2012 com 112 atletas em 08 modalidades. CONCLUSÃO: Com estas ações percebemos que a ação pedagógica quando bem orientada possibilita ao corpo discente uma maior tranquilidade e quantidade de atletas para a participação nos jogos Nordestão Salesiano, como também, uma maior integração entre professores e alunos das diversas modalidades esportivas. 69 RESUMO 48 REDUÇÃO DO PESO E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES OBESAS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA MULTIDISCIPLINAR Autores: Jacilene Guedes de Oliveira1, Gilsane Carla da Silva Araújo¹, Ricardo de Araújo Gomes2, Raquel de Melo Vasconcelos Silva1, Emerson Fernando Xavier de Souza¹, Delton Manoel dos Santos Silva1, Silvana Gonçalves Brito de Arruda1, Marina de Moraes Vasconcelos Petribú1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco – Centro Acadêmico de Vitória (UFPE/CAV), Vitória de Santo Antão/PE, Brasil; ²Universidade de Pernambuco (UPE/ESEF), Recife/PE, Brasil. Apoio: Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco/ Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) articulado ao Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde – Ministério da Saúde. INTRODUÇÃO: A obesidade ocorre pelo balanço energético positivo de forma crônica, onde a ingestão calórica é maior do que o gasto calórico. Essa situação acarreta sérios distúrbios cardiovasculares, respiratórios, ortopédicos, entre outros. A literatura recomenda a prática de exercício físico associada com uma dieta balanceada visando à prevenção de tais agravos e reversão do quadro patológico. Essa combinação auxilia na redução do peso, no entanto, outros fatores podem estar associados a essa diminuição. OBJETIVO: Analisar a redução do peso corporal e sua associação com fatores demográficos, socioeconômicos e clínicos em mulheres obesas participantes de um programa de intervenção multidisciplinar. MÉTODOS: Foram recrutadas 18 mulheres com diagnóstico de obesidade, com idade média de 40,4 (±8,6) anos, atendidas pela Unidade de Saúde da Família do bairro Loteamento Conceição do Município da Vitória de Santo Antão, PE. As participantes do programa foram submetidas a uma avaliação física e nutricional que se repetiu após 42 dias de intervenção. Todas foram submetidas à prática de exercício físico três vezes por semana com duração de uma hora cada dia e receberam assistência nutricional individualizada e em grupo. Para avaliar a influência dos fatores foram selecionadas as variáveis: idade, estado civil, escolaridade, índice de massa corporal (IMC), presença de co-morbidades e renda per capita. Para análise dos dados foi aplicado o Teste t de Student e o teste de correlação de Pearson, com nível de significância de p<0,05. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da UFPE (CAAE: 02750512.0.0000.5208) em 04 de julho de 2012. RESULTADOS: A média do peso e do IMC foram respectivamente de 86,27 ± 16,56 Kg e 36,35 ± 6,45 kg/m2 na primeira avaliação e de 85,16 ± 16,23 Kg e 35,88 ± 6,34 kg/m2 na segunda, observando-se redução estatisticamente significativa para ambas as variáveis (p = 0,003). Não foi observada associação significativa entre a redução do peso e as variáveis estudadas (idade - p=0, 941; estado civil – p= 0,117; escolaridade – p=0,790; IMC – p= 0,711; co-morbidades p= 0, 814; renda per capta – p=0,421). CONCLUSÃO: As mulheres obesas apresentaram redução do peso corporal e do IMC durante o período de intervenção. No entanto, não foi identificada nenhuma associação entre a redução do peso corporal com os fatores analisados. 70 RESUMO 49 COMPOSIÇÃO CORPORAL E NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO ENTRE OS ANOS 2011, 2012 E 2013 Autores: Jadson de Oliveira Lima1,2, Jainy da Silva Carneiro1,2, Rafael da Silva Muricy Guirra1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected] Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO), Senhor do Bonfim/BA, Brasil, 2Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física Relacionada à Saúde (GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim OBJETIVO: Avaliar a evolução da composição corporal e os níveis de aptidão física relacionado à saúde em alunos do curso técnico agropecuário integrado ao ensino médio. MÉTODOS: Este estudo foi realizado durante os anos de 2011, 2012 e 2013, do tipo longitudinal, obedecendo aos mesmos protocolos mensuração, com os mesmo alunos e com coleta de dados durante o segundo bimestre de cada ano no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano/Campus Senhor do Bonfim. A amostra foi composta por 46 rapazes (14,8 ± 0,5 anos) e 41 moças (14,5 ± 0,9 anos). Para avaliar o percentual de gordura e classificação dos níveis de adiposidade foram mensuradas dobras cutâneas: subescapular e tríceps. Já para a avaliação dos níveis de aptidão física dos escolares foram realizados testes de resistência muscular localizada de flexão de braços (apoio) e resistência muscular localizada de abdome, durante 01 (um) minuto e estimado o consumo de máximo de oxigênio (VO 2máx.) por meio do teste de PACER/LÉGER. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS for Windows, utilizando a estatística descritiva e ANOVA. RESULTADOS: Os resultados mostraram que o houve melhora no percentual gordura classificado como “ótimo” durante os 3 anos, em 2011, 49,4%; 2012, 54,0% e 2013, 58,6%; porém os percentuais daqueles classificados como “moderado alto” entre 2011 e 2012, também aumentaram de 9,2% para 17,2% (p<0,01) e, entre 2012 e 2013 um aumento de 26,5% (p<0,01). Para a classificação dos níveis de aptidão física relacionado à saúde, os resultados mostraram que para o teste de flexão de braços, classificados como “fraco/abaixo da média” houve diminuição em 2011, era 64,3%; 2012 63,2% e 2013, 43,7% (p<0,04), embora, para aqueles classificados como “média” em 2011 foi de 19,5%, houve aumento de 11,8% em 2012 e, de 10,6% em 2013, já para aqueles que foram classificados como “acima da média”, houve discreta diminuição entre 2011 e 2012 de 16,1% para 14,9%, e, aumento de 100% entre 2011 a 2013. Em relação ao teste de resistência abdominal para aqueles classificados como “fraca/abaixo da média”, entre 2011 e 2012 os percentuais foram próximos 87,3% e 83,9%, já entre os anos de 2011 e 2013 houve uma redução de 30,2%; para os classificados “acima da média” os resultados mostraram que houve aumentos sucessivos durante os anos de estudos, em 2011, foi de 4,5%, em 2012, 11,4% e em 2013, 26,4%. Para a avaliação do VO2máx., os resultados mostraram que houve melhora durante os anos de 2011 e 2012, para aqueles classificados como “boa”, passando de 34,5% para 43,7% (p<0,01), como também para aqueles classificados como “excelentes”, passando de 14,9% para 19,5%; porém no ano de 2013, para essas mesmas classificações, os resultados caíram cera de 60,0% quando comparado para o ano de 2011. CONCLUSÃO: Considerando os objetivos e mediante os resultados encontrados, concluiu-se que de maneira geral houve melhoras tanto na composição corporal quanto nos níveis de aptidão física relacionada à saúde, porém durante os anos de estudos, o ano de 2013, equivalente ao terceiro ano, foi o de menor evolução benéfica de percentual de gordura e VO2máx para saúde nos escolares. 71 RESUMO 50 REPRODUTIBILIDADE DE QUESTIONÁRIO PARA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO Autores: Jainy da Silva Carneiro1,2, Jadson de Oliveira Lima1,2, Rafael da Silva Muricy Guirra1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected] Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO), Senhor do Bonfim/BA, Brasil, 2Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física Relacionada à Saúde (GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim. Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim INTRODUÇÃO: As influências do cotidiano, aliados a um período de transição crítica que ocorrem durante o período da adolescência, contribuem para a adoção de comportamentos como: início precoce da prática sexual, sexo sem preservativo, baixos níveis de atividade física, consumo de álcool e outros drogas psicoativas. Sendo assim, torna-se importante reunir informações relacionadas aos comportamentos de risco à saúde em adolescentes capazes de demonstrar com fidedignidade sobre os principais comportamentos de risco à saúde, levando em consideração as características locais e regionais e sem perder de vista o padrão mundial. OBJETIVO: Analisar a reprodutibilidade de um questionário da medida do nível de atividade física e comportamentos de risco à saúde em escolares do ensino médio e validar para nossa realidade Campus Senhor do Bonfim/IFBAIANO. METODOLOGIA: A amostra foi composta de forma intencional com escolares de ambos os sexos totalizando 56 alunos, com idades 14 a 17 anos, regularmente matriculados no Campus, destes, 36 são do sexo feminino e 20 do sexo masculino, com média de idades 14,61 ± 0,65 e 15,50 ± 1,04 respectivamente. As informações foram coletadas através de questionários auto administrados compilados a partir dos questionários: nível socioeconômico, YRBS e PAQC no período de 06 a 20 de abril. Para análise estatística e determinação da reprodutibilidade do questionário utilizou-se o software SPSS for Windows sendo utilizado o índice de concordância Kappa. RESULTADOS: Os resultados mostraram índices de concordâncias perfeito para as variáveis: nível de atividade física (kappa=1,00), uso de maconha (kappa = 1,00) e uso de outras drogas (kappa=1,00); em relação as varáveis classe socioeconômica (kappa=0,88), segurança pessoal (kappa=0,91), comportamentos relacionados à violência (kappa=0,88), sentimento de tristeza/intenção de suicídio (kappa=0,89), uso de tabaco (kappa=0,90) e consumo de bebidas alcoólicas (kappa=0,79) índice de concordância ótimo; já para as variáveis de comportamento sexual (kappa=0,77), peso corporal (kappa=0,64) e tópicos relacionados à saúde (kappa=0,72) concordância boa, e índice de concordância regular para a variável de hábitos alimentares (kappa=0,56) CONCLUSÃO: Considerando os objetivos e mediante os resultados encontrados conclui-se que os questionários se mostraram com ótima reprodutibilidade, tendo o índice concordância Kappa com média de (kappa=0,92) sendo este classificado em ótimo para aplicação adequada à adolescentes para realidade Campus Senhor do Bonfim. 72 RESUMO 51 RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL Autores: Jean Lucardh de Carvalho Soares, Djamar Matheus, Maria Aparecida Dias. Email: [email protected] Instituições: Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: O Ensino Infantil tem crescido muito nas ultimas décadas, com isso a educação física é de mera importância nesse público, visando um desenvolvimento social, motor e cognitivo das crianças. Pra isso é necessário profissionais de suas respecitivas áreas de conhecimento visando trabalhar de forma sistemática os conteúdos e de forma lúdica para os alunos possam atingir os objetivos gerais e específicos do Ensino Infantil conforme o Referencial Curricular para a Educação Infantil. OBJETIVO: Relatar as experiências vivenciadas e adquiridas na aplicação de três planos de aula sistematizados com o conteúdo “jogos cooperativos” e o tema “jogos”, para alunos do Ensino Infantil do Centro Educacional Teresa de Liseux, localizado na Rua Nizia Floresta, 149, bairro Nova Parnamirim, Natal/RN. MÉTODOS: O estudo contou com a participação de 9 alunos do nível A do Ensino Infantil do Centro Educacional Teresa de Liseux com idade entre 2 e 3 anos, estes que participaram da sistematização de três aulas com o conteúdo “jogos cooperativos” pelos graduandos do curso de Educação Física – Licenciatura, levando os conhecimentos das características e origem do conteúdo através de jogos, utilizando estilos de ensino de resolução de problemas e aulas abertas na aplicação das aulas. O presente estudo tem a metodologia de caráter qualitativo e descritivo. RESULTADOS: Com essa pequena intervenção prática pedagógica obteve-se um resultado que é possível se ter uma sistematização tanto no Ensino Infantil como na Educação Básica, tendo em vista que apesar de pouco tempo vivenciado e explorado é um público que se deve ter total importância para o crescimento e desenvolvimento humano tanto na Educação Física como nas outras áreas. CONCLUSÃO: É notório que há a possibilidade clara de sistematização dos conteúdos na educação infantil, visando uma renovação da Educação Física enquanto disciplina tendo em vista a formação dos mesmos, além de concluir que práticas como jogos, brincadeiras e de atividade física para as crianças do Ensino Infantil devem ser desenvolvidas pelos professores de Educação Física, e das demais áreas do conhecimento por seus respectivos profissionais, pois os mesmos possuem conhecimentos científicos para planejamento de aulas, para se obter os resultados esperados para essa faixa etária. 73 RESUMO 52 PERFIL DE FREQUENTADORES DE ACADEMIAS DE GINÁSTICA DO POLO PETROLINA E JUAZEIRO QUE FAZEM USO DE ANABOLIZANTES Autores: André Filipe Lopes de Siqueira, Jhonatan Lima de Oliveira, Sílvia Lorena Viera de Carvalho, Milla Gabriela Belarmino Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Mateus Reis Nascimento, Paulo Adriano Schwingel. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico da Universidade de Pernambuco (PFAUPE). INTRODUÇÃO: A crescente valorização do corpo hipertrofiado na sociedade em que vivemos reflete-se nos meios de comunicação de massa, que expõem como modelo de corpo perfeito, o indivíduo musculoso. Fato que torna crescente o número de pessoas que aderem ao uso de drogas que melhoram a performance física, como os esteroides anabolizantes (EAA). OBJETIVO: Estabelecer o perfil sócio-comportamental de frequentadores de academias de ginástica da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do polo Petrolina/PE e Juazeiro/BA que utilizam EAA. MÉTODOS: Estudo descritivo transversal composto de questionário fechado, anônimo e estruturado. Os dados foram analisados com auxílio do SPSS versão 16, sendo inseridos através de digitação dupla. Foi utilizada a estatística descritiva, com frequências absoluta e relativa para descrever variáveis categóricas e o teste de qui-quadrado para comparar os percentuais. Adotou-se nível de significância bilateral de 5% (p<0,05). RESULTADOS: Responderam ao questionário 346 indivíduos, onde 34 (9,8%) reportam uso de EAA, com seis (17,7%) informando dopping cosmético concomitante. A amostra era do sexo masculino, com média (±DP) de idade de 25,7 (±6,9) anos, massa corporal total de 77,9 (±9,9) kg e estatura de 174,5 (±5,3) cm. Todos os entrevistados usaram os EAA associados a suplementos alimentares, sendo os principais: creatina (64,7%), aminoácidos (50,0%), proteína industrializada (44,1%) e hipercalórico (41,2%). Dezessete (50,0%) voluntários informaram ter adquirido os EAA em farmácias da RIDE sem necessidade de receitas, com a aplicação realizada neste local. Vinte e cinco (73,5%) estavam matriculados a mais de dois anos na academia e dois (5,9%) frequentavam a menos de seis meses. Metade dos indivíduos (n=17) apresentava nível de escolaridade superior, incluindo pós-graduados (p=0,08). Vinte (58,8%) indivíduos com renda familiar até cinco salários mínimos e 14 (41,2%) superior a este valor. Três (8,8%) indivíduos foram considerados grandes bebedores, mesmo percentual verificado para o consumo de tabaco. Uso na vida de outras drogas ilícitas foi reportado por metade da amostra, sendo que, dois (11,8%) destes faziam uso regular no momento da entrevista. Questões estéticas foram a principal motivação de uso dos EAA, sendo reportadas por 28 (82,4%) usuários. O ganho de força muscular foi outra causa de motivação do uso de EAA para 26 (76,5%) sujeitos. Dois (5,9%) frequentadores de academia relataram consumir EAA por motivos de tratamento. CONCLUSÃO: Verifica-se nível socioeconômico elevado entre os avaliados, com aquisição dos compostos de forma ilegal em farmácias. Os resultados permitem observar a necessidade de desenvolver ações culturais, visando conscientização populacional voltada para o abuso de EAA. 74 RESUMO 53 DIÁLOGO SOBRE A DISCIPLINA ESTÁGIO SUPERVISIONADO I: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: João Álef Pereira Fonseca da Cunha, Maria Aparecida Dias. E-mail: [email protected] Instituições: Universidade Federal do Rio grande do Norte(UFRN), Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: O Estágio Supervisionado I componente curricular exigido na graduação em licenciatura do curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tem como o objetivo a observação em campo, das realidades das escolas, construindo um documento com intuito de relatar todas as observações feitas nas escolas referentes à disciplina de Educação Física, assim oportunizar ao futuro professor de Educação Física a vivência e concretização de competência e habilidades a partir de uma efetiva inserção e co-atuação no âmbito escolar. OBJETIVO: Relatar experiências vivenciadas na disciplina estágio supervisionado I, destacando a importância desse componente curricular para pratica pedagógica. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 3 escolas da Região Administrativa Norte de Natal-RN, são elas: O Centro Municipal de Educação Infantil – CMEI Prof.ª Stella Lopes da Silva, Mundial Colégio e Curso (observadas as aulas do Fundamental I e II e a Escola Estadual Professor Josino Macedo (observadas as aulas do ensino médio). A metodologia empregada é de caráter qualitativo e descritivo. O fundamental mediador para construção desse relato foi a analise do relatório da disciplina estagio supervisionado I. RESULTADOS: Na educação infantil, a professora têm como característica maior a abordagem Psicomotriscista, onde se utiliza atividades lúdicas como instrumento dos processos de desenvolvimento e aprendizagem. João Batista Freire afirma no seu livro Educação de Corpo Inteiro, a idéia que educação física pode ser usada como meio, onde aponta que as experiências motoras apropriadas reflete-se também na auxilio da alfabetização e no raciocínio lógico-matemático. Fundamental I a professora segue a abordagem desenvolvimentista, e o estilo de ensino por tarefa. O estilo de ensino por tarefa se caracteriza por, o professor define qual a tarefa a ser executada pelos alunos. A abordagem desenvolvimentista, o movimento é a principal característica na educação física, procura enfatizar a aprendizagem do movimento, embora possam aparecer outras aprendizagens decorrentes da pratica das habilidades motoras. Fundamental II pude constatar que a professora é formada na modalidade bacharel, porém tem uma visão “impar” a respeito da educação física escolar, pois a mesma trabalha nas dimensões dos conteúdos e tenta oportunizar todos os conteúdos da Educação Física para o desenvolvimento da cultura corporal do movimento nos seus alunos.Ensino médio: O professor poderia ao invés de apenas copiar no quadro, perguntar antes para os alunos sobre o assunto e a partir dos conhecimentos dos alunos conduzir as aulas, assim afirmam AUSUBEL, NOVAK e HANESIAN “o fator mais importante que influi na aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe. Isto deve ser averiguado e o ensino deve depender desses dados” (1983). CONCLUSÃO: A disciplina estágio supervisionado I é de grande valia para formação como docente, pois proporciona ver diferentes praticas pedagógicas, através dessas experiências pude entender a importância da formação continuada e do professor pesquisador, objetivando uma pratica pedagógica mais efetiva. 75 RESUMO 54 SEMELHANTE RESPOSTA REATIVA SIMPÁTICA AO COLD PRESSOR TEST EM IDOSOS INATIVOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS COMPENSADOS Autores: Jorge Augusto de Oliveira Barros, Dandara Flávia Santos de Góis Silva, Luiz Fernando de Farias Junior, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Thiago de Brito Farias, André Igor Fonteles, Altieres Elias de Souza Júnior, Marcus Felipe Soares Bezerra, Hassan Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Apoio: CAPES, CNPq, PROEX/UFRN. INTRODUÇÃO: Os sujeitos hipertensos possuem disfunção autonômica cardíaca e hiperreatividade simpática, o que aumenta o risco de eventos cardiovasculares. Adicionalmente, a resposta reativa da pressão arterial (PA) ao Cold Pressor Test (CPT) nesta população é maior comparado à normotensos (NT). Porém, a resposta reativa da pressão arterial em indivíduos hipertensos compensados (HC) é pouco relatada. OBJETIVO: Comparar a reatividade simpática ao CPT entre idosos inativos HC e NT. METODOLOGIA: Participaram do estudo 17 idosos inativos separados em dois grupos, HC (n=6; 65,2±2,2 anos; 28,3±5,4 kg.m-2) e NT (n=11; 67,0±4,36 anos; 26,9±2,4 kg.m -2). Os critérios da VI Diretriz de Hipertensão foram adotados para classificar os grupos. Os HC faziam uso de medicamentos de controle da PA. As medidas de PA foram realizadas a cada cinco minutos durante o período 20 minutos que os sujeitos permaneceram sentados em repouso em sala silenciosa. O aparelho oscilométrico Onrom ® HEM-742INT foi utilizado para aferir as medidas de PA. A PA de baseline foi considerada a média das quatro medidas realizadas. Em seguida, o CPT foi aplicado para verificar a reatividade simpática da PA. O sujeitos imergiram a mão esquerda na água com temperatura mantida entre 0°C e 1°C durante período de um minuto, imediatamente após foi aferida a medida de PA. O delta do aumento na PA sistólica (PAS) e na PA diastólica (PAD) em relação aos valores de baseline foram considerados para análise. A normalidade de distribuição dos dados foi atestada pelo teste de Shapiro-Wilk. O Teste t para amostras independentes comparou os deltas de aumento da PA ao CPT entre os grupos HC e NT. Nível de significância de 5% foi adotado. Foi utilizado o programa SPSS ® versão 20. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre a reatividade da PA entre HC e NT, tanto sistólica (19,1 ± 11,3; 19,22 ± 17,5) p = 0,98, quanto diastólica (6,9 ± 6,8; 4,35 ± 7,1) p = 0,48, respectivamente. CONCLUSÃO: O achado sugere que a reatividade simpática ao CPT dos sujeitos hipertensos compensados diminui e é semelhante à de normotensos. 76 RESUMO 55 COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE EMG DO MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO DURANTE EXECUÇÃO DE VARIAÇÕES DO EXERCÍCIO PUSH-UP EM SUPERFÍCIES ESTÁVEIS E INSTÁVEIS Autores: Juliana Pereira da Silva1, Muana Hiandra Pereira dos Passos1, André Luiz Torres Pirauá1, Valéria Mayaly Alves de Oliveira1, Laísla da Silva Paixão Batista1, Ana 1,2 Carolina Rodarti Pitangui , Rodrigo Cappato de Araújo1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil; 2Universidade de Pernambuco (UPE), Recife/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: a escápula é responsável pela ligação da cadeia cinética do tronco e da extremidade superior. Sua correta movimentação e posicionamento mantém uma íntima relação com os músculos do “core” - do qual faz parte o músculo oblíquo externo (OE) – contribuindo para a estabilização dinâmica da articulação glenoumeral. A prática do exercício push-up a fim de fortalecer esses músculos estabilizadores da escápula tem sido sugerida em protocolos de reabilitação por aumentar a demanda neuromuscular do músculo serrátil anterior (SA), principalmente quando executado em superfícies instáveis. Levando em consideração a sobreposição das fibras do SA com as do OE, espera-se que esses músculos apresentem ativação sincrônica e que a instabilidade na execução do exercício otimize também a ativação muscular do OE. OBJETIVO: comparar a atividade EMG do músculo OE durante execução de variações do exercício push-up em superfícies estáveis e instáveis. MÉTODOS: estudo descritivo de corte transversal, com amostra de 38 voluntários do sexo masculino, fisicamente ativos, com média e desvio padrão descritos para idade, massa corporal e estatura de 21.92±2.39 anos; 67.50±11.25 Kg e 1.71±0.07 m, respectivamente. Os registros eletromiográficos do músculo foram obtidos por sinais captados através de eletrodos ativos de superfícies diferenciais. O processamento dos dados e os valores da amplitude foram obtidos através do cálculo da integral e, em seguida normalizados pelo valor máximo da amplitude eletromiográfica obtida no teste de contração voluntária máxima do músculo OE. Cada voluntário realizou duas variações do exercício push-up: estável (mãos sobre o solo) e instável (mãos sobre prancha de propriocepção), sendo a ordem de execução definida por sorteio. Foram estabelecidas três repetições, controladas por metrônomo, para cada uma das condições experimentais. Para análise estatística foi aplicado um teste t pareado e o pacote estatístico utilizado nas análises foi o SPSS, versão 10.0. RESULTADO: a realização do exercício push up na superfície instável proporcionou ao músculo OE uma maior ativação (p = 0.02) quando comprado ao mesmo exercício na superfície estável, obtendo valores de média (DP) de 68.55 (54.24) e 58.82 (35.31), respectivamente. CONCLUSÃO: a superfície instável proporcionou aumento da atividade EMG do músculo OE em decorrência da maior necessidade de estabilização do tronco. 77 RESUMO 56 APRENDER PARA APLICAR: SAÚDE COLETIVA. Autores: Kamila Silva Rocha, Marcus Felipe soares bezerra, Jorge de Oliveira Barros, Lucas Anselmo de Araujo, Altieres Elias de Sousa Junior, Paulo Henrique de Medeiros da Silva. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/Brasil. APOIO: UFRN INTRODUÇÃO: E necessário a introdução do bacharel em Ed. Física na área da saúde, pois compete a ele coordenar, planejar, programar, supervisionar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos e programas, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares, dessa forma, levando a promoção da atividade física como uma forma de tratamento para os problemas de saúde da população. OBJETIVO: O objetivo principal desse trabalho esta em analisar como está o nível de preparação dos profissionais da ED. Física que trabalham na área da saúde coletiva. O trabalho tem ainda como finalidade contribuir para o processo de reformas curriculares necessárias a esses cursos sob o ponto de vista de um sistema público e único de saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa realizado em academias da melhor idade e nos NASF´s (Núcleo de Apoio a Saúde da Família). Foram entrevistados 5 professores de Educação Física, sendo que todos aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foi utilizado um questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas, elaborado pelos pesquisadores. O questionário foi entregue para os professores de Educação Física pelo pesquisador, que ficou presente no preenchimento do mesmo. RESULTADOS: No que diz a respeito sobre as Disciplinas que desenvolveram conteúdos de saúde publica/saúde coletiva A maioria dos professores (80%) tiveram durante a sua graduação disciplinas que desenvolviam o respectivo conteúdo, sobre o conceito de higiene 60% dos professores não souberam responder essa questão e os 40% que responderam, limitaram o conceito de higiene ao cuidado com a limpeza. Com relação aos cuidados com pacientes que possuem DCNT´s (Doenças Crônicas não Transmissíveis) 50% das questões a maioria dos professores acertaram, já as questões relacionadas a transmissão de doenças infecto contagiosas 50% souberam responder. CONCLUSÃO: Com todas as informações adquiridas com essa fonte de pesquisa, foi percebido uma quantidade muito pouca de profissionais de educação física presentes nos NASF’s e em academias da melhor idade na cidade de Natal, sem contar que os mesmo apesar de poucos apresentaram uma aplicação com nível a baixo do esperado nos conceitos absorvidos em disciplinas envolvendo higiene do exercício físico, como também uma deficiência na prescrição de exercícios para grupos especiais (idosos, obesos e diabéticos). 78 RESUMO 57 PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO NUTRICIONAL DE ALUNAS DOS CURSOS SAÚDE DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, CAMPUS PETROLINA – PE Autores: Karine Maria Bento, Izabel Caroline Rodrigues de Macedo, Marianne Louise Marinho Mendes, Cristhiane Maria Bazílio de Omena e Ana Carolia Rodarti Pintangu. Email: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Campus-Petrolina/PE, Brasil. Apoio: Universidade de Pernambuco INTRODUÇÃO: O que se evidencia em diversos estudos feito sobre o estilo de vida dos profissionais da saúde é que em sua maioria, mesmo antes do ingresso no mercado de trabalho esses indivíduos não praticam atividades físicas regulares e nem uma alimentação saudável, o ingresso no meio universitário, o que proporciona novas relações sociais, mudança do ambiente familiar para as cidades universitárias, por vezes longe de casa, o que exige autocuidado e responsabilidades domésticas, além de outras obrigações de um universitário. OBJETIVO: De acordo com o exposto, tem-se como objetivo verificar o estado nutricional e a frequência de atividade física de estudantes do sexo feminino dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus-Petrolina. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 174 meninas (60,39 ± 10,93kg; 1,62 ± 0,074m; 22,82 ± 4,09kg/m 2), regularmente matriculadas em um dos três cursos de saúde da Universidade de Pernambuco- Campus Petrolina-PE, a saber: Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição. Foi calculado o IMC de acordo com a tabela referido pela OMS (1997), para o peso e altura utilizou-se balança mecânica com estadiômetro. Para a mensuração da circunferência da cintura foi empregado fita métrica inelástica de 1 metro. Quanto à prática de atividade física foi aplicado um questionário que ao mesmo interrogava em caso afirmativo da prática, quantas vezes era praticada por semana. Para as análises fez-se uso do programa Excel (2007). RESULTADOS: De acordo com a prática de atividade física das 174 meninas, 63,21% (110) declararam que não praticam nenhum tipo de exercício, contra 36,79% (64) que se exercitam. Destas últimas, 3,13% (2) tem frequência de atividade de 1 vez por semana; 15,63% (10) praticam 2x por semana; 32,81% (21), 3x por semana; 23,43% (15), 4x por semana e 25% (16) praticam 5x por semana. Quanto ao estado nutricional, diante do observado referente ao IMC, cerca de 0,57% (1) esta com magreza grau III; 0,57% (1) com magreza grau II; 6,32% (11) com magreza grau I; 69,54% (121) estão eutróficas; 15,52% (27) com sobrepeso; 6,33% (11) apresentaram obesidade grau I e 1,15% (2) tinham obesidade grau II. Por conseguinte de acordo com a medida da circunferência da cintura, onde foi encontrado uma média de 77,36 cm do total, cerca de 67,24% (117) estão normal, 17,24% (30) com circunferência elevada e 15,52% (27) muito elevado. CONCLUSÃO: Conclui-se que ambas as participantes tem um percentual muito baixo do recomendado de prática de atividade física, apenas 36,79% diz praticar algum exercício semanal, enquanto 63,21% não exercem nenhuma atividade. Podendo ser observado também que é bastante reduzida a frequência do exercício por aquelas que praticam. Contudo, apesar de muitas não terem uma vida de exercícios ativa, foi demonstrado que a maioria (69,54%) estão enquadradas em um estado nutricional de eutrofia. Vale ressaltar que, há a necessidade de praticar determinados exercícios motores para manter uma vida saudável e subsequentemente evitar as comorbidades atuais, tais como obesidade e as doenças crônicas não transmissíveis. 79 RESUMO 58 EFEITOS PSICOFISIOLÓGICOS DA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA EM AMBIENTES ARBORIZADO E URBANO Autores: Loumaíra Carvalho da Cruz, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física). Apoio: MEC/PET/CAPES INTRODUÇÃO: Investigações a respeito das respostas psicofisiológicas do ato de visualizar a natureza, em laboratório ou no próprio ambiente arborizado, tem sido realizadas. Além disso, um interesse recorrente por parte da comunidade científica se relaciona aos efeitos da prática da atividade física nesses diferentes ambientes. OBJETIVO: Apresentar os efeitos psicofisiológicos da visualização e da prática da atividade física em ambientes arborizados e urbanos. MÉTODOS: Pesquisa do tipo indireta bibliográfica com a busca de estudos que evidenciem as diferenças dos efeitos psicofisiológicos de visualizar e de praticar atividade física em ambientes arborizados e ambientes urbanos. As bases de dados utilizadas foram: Pubmed, Lilacs, Medline e Scielo. Os descritores adotados foram: heart rate variability, environment, walking. RESULTADOS: As evidências relatam que a prática da atividade física em ambientes arborizados, em comparação com ambientes urbanos, e a inalação do óleo do cedrol das árvores reduzem a atividade nervosa simpática, pressão arterial e frequência cardíaca, aumenta a atividade nervosa parassimpática, regula o balanço simpato-vagal e tem efeito relaxante. Porém, apenas a atividade física nesses ambientes arborizados proporciona diminuição dos níveis de noradrenalina urinária, níveis de cortisol salivar e sanguíneo, além de contribuir com o aumento das concentrações de adiponectina. Outros estudos mostram que o ato de visualizar ambientes naturais arborizados (in loco ou em laboratório), sem influência do som ou o aroma do ambiente e sem a prática do exercício ou algum outro componente que induza o estresse, contribui para mudanças no controle autonômico através do aumento da modulação vagal. Além ainda, de contribuir na melhora da percepção geral da saúde, aumento do vigor, disposição, concentração, atenção, auto-estima e humor, e também proporciona diminuição da ansiedade, angústia, depressão, raiva e fadiga. CONCLUSÃO: Em acordo à literatura, a prática da atividade física em ambientes arborizados, em comparação com ambientes urbanos, pode apresentar melhores resultados autonômicos e cardiovasculares. Ainda, alguns estudos demonstram que apenas o fato de visualizar e/ou estar presente em ambiente arborizado, sem fazer exercício físico, já proporciona benefícios psicofisiológicos na percepção geral de saúde e variáveis relacioandas. 80 RESUMO 59 RELAÇÃO DO TEMPO GASTO NA INTERNET EM COMPARAÇÃO AO TEMPO GASTO EM ATIVIDADES FÍSICAS NOS ALUNOS DE ED. FISÍCA - UFRN. Autores: Lucas Anselmo de Araújo, Fabyana Soares de Oliveira, Alana Débora de Souza Batista, Marcus Felipe soares bezerra, Kamila Silva Rocha. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN – Natal-RN/Brasil Apoio: UFRN INTRODUÇÃO: Com o aparecimento da internet os jovens vêm passando mais tempo no computador acarretando á uma série de fatores e um deles é a inatividade física que prejudica sua saúde, já a atividade física promove um melhoramento na saúde e qualidade de vida do individuo, prevenindo-lhe de doenças. O ACSM recomenda a prática de atividade física por trinta minutos diários, mantendo a frequência e duração da atividade, para que os indivíduos não se tornem sedentários. Com a internet se tem o acomodamento das pessoas devido á facilidade de se encontrar e de se fazer de tudo na internet, sendo assim, os jovens vem utilizando seu tempo livre mais para usufruir delas do que fazendo exercícios? OBJETIVO: É verificar se o uso contínuo da internet vem favorecendo a inatividade física dos alunos do curso de educação física da UFRN. METODOLOGIA: Para o estudo foram utilizados 20 voluntários (graduandos do curso de Educação Física da UFRN da turma de 2012.1, a qual é constituída por 40 alunos ativos, segundo listagem no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas – SIGAA), sendo escolhidos de forma aleatória por meio de visitação às salas de aula. O instrumento utilizado nessa pesquisa foi o Questionário Internacional de Avaliação do Nível de Atividade Físico – IPAQ, em sua versão curta, e outro questionário pessoal sobre o uso da internet, Os dados foram tabulados e submetidos à análise estatística por meio do software IBM SPSS STATISTIC 20, observando os resultados absolutos tanto do nível de atividade física (extremamente ativo, ativo, moderadamente ativo e sedentário) como do uso da internet pelos indivíduos. RESULTADOS: A partir da análise dos dados foi descoberto que 90% dos avaliados foram classificados como ativos segundo os resultados obtidos do questionário, ou seja, tem um bom nível de atividade física e só 10% apresentaram ser sedentário, onde eles fazem em média 4,5 dias de exercícios distribuídos em 172,5 minutos semanais de atividade. Enquanto ao resultado obtido em relação ao tempo gasto na internet, (80%) dos avaliados passam a semana toda conectada, ou seja, não fica um dia sem entrar na internet, e costumam passar (+/-)5 horas diárias no mesmo, onde 20% perde o sono por ficar até tarde no computador, e que 65% não deixam de praticar exercícios para ficar mais tempo na internet. CONCLUSÃO: Enfim, foi constatado que os avaliados passam mais tempo na frente do computador do que praticando exercícios, cerca de (+/-)300 minutos diários na internet, mas que foi provado que eles também têm um bom nível de atividade física, mostrando que as altas horas em frente a um computador não afetam o nível de atividade física dos avaliados (de todo jeito não é recomendado passar muitas horas no computador, pois pode ocasionar outros fatores e com isso prejudicar o seu nível de atividade física). 81 RESUMO 60 A PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA INFLUENCIA NEGATIVAMENTE A PRECISÃO DE TIRO DO BATALHÃO DE CHOQUE DA POLICIA MILITAR Autores: Luiz Inácio do Nascimento Neto, Daniel Gomes da Silva Machado, Pedro Moraes Dutra Agrícola, Luiz Fernando Farias Junior, Thiago de Brito Farias, Hassan Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected] Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio / financiamento: FAPERN, CNPQ e UFRN. INTRODUÇÃO: A polícia militar é uma instituição responsável pelo policiamento ostensivo, manutenção da ordem pública e combate a violações de toda espécie. No cumprimento de seu dever de acordo com a necessidade o uso de arma de fogo é permitido. Entretanto, os policiais nem sempre recebem o treinamento específico e não específico adequado, o que geralmente conduz a erros, muitas vezes irreparáveis. Nesse sentido, o treinamento físico, aeróbio especificamente, destaca-se pelos seus efeitos positivos de redução dos valores de frequência cardíaca de repouso (FCr) e de pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), uma vez que tais variáveis podem exercer um efeito negativo sobre a precisão de tiro (PT). Ademais, virtualmente em todas as situações que necessitam emprego de arma de fogo as exigências psicofisiológicas são altas. Nesse sentido, conhecer as variáveis que influenciam a PT torna-se imperativo, uma vez que, conhecendo-as é possível intervir de modo minimizar situações com mau uso de arma de fogo e também reduzir danos e lesões indesejadas e, consequentemente, promover maiores chances de preservação da vida humana. OBJETIVO: Verificar a correlação entre as variáveis cardiovasculares e a precisão de tiro em policiais militares do Batalhão de Policiamento de Choque/RN. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 15 militares homens (34,1 ± 5,4 anos; 81,4 ± 8,8 kg; 1,71 ± 0,06 m; 27,7 ± 2,3 kg/m²; 44,9 ± 4,0 ml.kg-1.min-1). Na primeira sessão avaliou-se a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e frequência cardíaca de repouso (FCr) com um monitor de pressão arterial digital Omron® (742 INT). Na segunda sessão foi avaliada a precisão de tiro (PT) através da pontuação obtida no somatório de cinco tentativas de tiro em alvo pontuado de 1 a 10 pontos. Os tiros foram realizados utilizando uma pistola de pressão Beeman ® (2004 calibre 4,5 mm, 0,770 kg). Utilizou-se o teste de correlação de Pearson para verificação de correlação entre a PAS, PAD e FCr e a PT, adotando-se de p < 0,05. RESULTADOS: Houve correlação negativa moderada entre a PT e a PAS (r = - 0,54; p < 0,04). Contudo, não houve correlação entre a PAD nem a FCr e a PT (r = - 0,40 e r = 0,32; p > 0,05, respectivamente). CONCLUSÃO: Conclui-se que há uma correlação negativa entre a PAS e a PT. Entretanto, não foram verificadas correlação entre a PAD nem a FCr e a PT. Portanto, a redução da PAS pode promover uma melhora na precisão do tiro, uma vez que essa parece influenciar negativamente a PT. 82 RESUMO 61 ANÁLISE ECOCARDIOGRÁFICA EM JOGADORES DE FUTEBOL MASCULINO Autores: Luvanor Santana Silva¹, Delton Manoel dos Santos Silva¹, Matheus Barbosa de Oliveira Passos¹, André Sansionio Morais², Audes Diógenes de Magalhães Feitosa², Iberê Caldas Souza Leão¹, Marcelus Brito de Almeida¹, Silvia Regina Silveira Neves³, Ary Gomes Filho¹, Wagner Luiz do Prado4. E-mail: [email protected] Instituições: ¹Universidade Federal de Pernambuco/CAV, Vitória de Santo Antão, PE, Brasil, ²Hospital Dom Helder Câmara-IMIP, Cabo de Santo Agostinho, PE, BRASIL, ³Universidade Federal de Pernambuco/CCB, Recife-PE, Brasil, 4Universidade de Pernambuco/Recife-PE, Brasil. Apoio: IMIP. INTRODUÇÃO: O exercício físico de alta intensidade mantido por longos períodos de tempo induz adaptações na estrutura cardíaca. Entretanto, poucos são os trabalhos sobre as alterações na estrutura e função cardíaca em atletas masculinos praticantes de futebol no Brasil, principalmente na região norte-nordeste. OBJETIVO: verificar a estrutura morfológica e funcional do coração de jogadores de futebol profissional de uma equipe do estado de Pernambuco através da ecocardiografia. METODOLOGIA: O presente estudo recebeu a aprovação do Comitê de Ética de Humanos. Para este estudo foram avaliados 20 atletas de futebol profissional da primeira divisão do Estado de Pernambuco (A) e 12 não atletas (NA) como grupo controle, com idade de 24 ± 2 anos. Estes voluntários foram submetidos a exames de eletrocardiografia e ecocardiografia. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças entre os valores médios de idade, massa corporal, altura e superfície corporal. Em relação a estrutura das câmaras esquerdas foram observadas diferenças de diâmetro do átrio (NA: 3.3 ± 0.07 cm vs A: 3.6 ± 0.06 cm; p<0,0008), na massa ventricular (NA: 186 ± 8 g vs A: 237.2 ± 1 g; p<0,0003), índice de massa do ventrículo (NA: 99.9 ± 4.5 g/m2 vs A: 121.7 ± 4.5 g/m2; p<0,001), diâmetro sistólico (NA: 3.2 ± 0.10 cm vs A: 3.6 ± 0.07 cm; p<0,01), diâmetro diastólico (NA: 5.1 ± 0.1cm vs A 5.4 ± 0.1cm p<0,01), septo interventricular (NA: 0.78 ± 0.01 cm vs A: 0.87 ± 0.02 cm; p<0,01), parede posterior (NA: 0.79 ± 0.02 cm vs A: 0.85 ± 0.02 cm; p<0,05). Em relação a função cardíaca: frequência cardíaca (NA: 74 ± 4 bpm vs A: 58 ± 2 bpm; p<0,001), volume sistólico (NA: 40.40 ± 3.4 ml vs A 53.74 ± 2.5 ml; p<0,01); volume diastólico (NA: 123 ± 6 ml vs A: 146 ± 5; p<0,01), fração de ejeção (NA: 67.5 ± 1.5%; vs A: 63.0 ± 1.2%; p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas no diâmetro da aorta e fração de encurtamento. CONCLUSÃO: Os dados preliminares demonstram que o treinamento para o futebol produz adaptações no coração, que indicam o remodelamento cardíaco nos atletas, com predomínio de hipertrofia ventricular de padrão excêntrico. Apesar de dentro da faixa considerada como padrão normal, os dados sugerem haver diminuição na fração de ejeção ventricular esquerda no grupo atleta. 83 RESUMO 62 INTEGRALIDADE E SAÚDE DO IDOSO: ATIVIDADE FÍSICA EM CARÁTER INTERDISCIPLINAR Autores: Marcelo de Maio Nascimento1, Julia Maria Souza Rocha1, Jéssica da Silva e Souza Cornelio1. Ruthe Késia Rodrigues de Lima1, Emília Cristina Ferreira de Carvalho2, Rebeca Guimarães Reis Veras2, Liberalina Santos de Souza Godim 2, Dalmo Cardoso Barreto2, Natalia de Lima Andrade4. E-mail: [email protected] Instituições: 1Colegiado de Educação Física, UNIVASF-Petrolina, 2Colegiado de Psicologia, UNIVASF-Petrolina, 3Colegiado de Medicina, UNIVASF-Petrolina. Apoio: PROEXT/2013. INTRODUÇÃO: O “Programa Integrar: Ampliando os repertórios de práticas integrais de cuidado na Educação e Promoção da Saúde” consiste em um Projeto de Extensão promovido pelo Edital PROEXT/2013 da Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. Esse programa busca consolidar a cultura sistêmica a partir da formação e do cuidado humano. As ações deste trabalho fazem parte de um dos cinco eixos de estudo, pesquisa e extensão deste programa, intitulado como “Saúde e Qualidade de Vida do Idoso: A atividade física como promoção do bem-estar na terceira idade”. OBJETIVO: Comparar a qualidade de vida entre idosos praticantes do método Pilates e idosos sedentários. MÉTODOS: A amostra foi composta por 36 indivíduos do sexo feminino, com media de idade de 62,53 anos, divididos em dois grupos: GP1 (n=18) participantes de um programa de atividade física fundamentado no método Pilates com participação mínima de doze meses e GP2 (n=18) grupo controle, idosos sedentários candidatos ao Projeto Integrar. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário SF-36. A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva e do Teste U de Mann-Whitney, com um nível de significância de 5%; com auxílio do programa estatístico SPSS para Windows® versão 17.0. RESULTADOS: Na comparação entre os grupos, foram observadas diferenças significativas em cinco dos oito domínios do SF-36: Capacidade Funcional (p<0,001), Limitação por Aspectos Funcionais (p=0,025), Aspectos Sociais (p=0,005), Limitação por Aspectos Emocionais (p=0,019) e Saúde Mental (p=0,016). CONCLUSÃO: Os idosos praticantes da atividade física regular e orientada – método Pilates – apresentam melhores níveis de qualidade de vida quando comparados com idosos sedentários. De tal forma, os resultados dessa avaliação fundamentam uma metodologia de trabalho em caráter interdisciplinar, a qual associa o método Pilates às práticas integrativas de saúde específicas para idosos independentes. 84 RESUMO 63 A ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE ATLETISMO NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DA CIDADE DE PETROLINA E REGIÃO. Autores: Marciano Pereira Barros, Natanael Pereira Barros, Denise Carvalho. E-mail: [email protected] Instituição: Associação Petrolinense de Atletismo, Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: O relato de experiência mostra ações desenvolvidas no Parque Municipal Josefa Coelho, na cidade de Petrolina voltada à prática do atletismo, para alunos deficientes e não deficientes da região que participam das atividades da associação petrolinense de atletismo. OBJETIVO: Oportunizar aos alunos um espaço para prática do atletismo e prepará-los também, para competições de alto nível incentivando suas potencialidades e fornecendo, dessa forma, o acesso á prática do esporte com qualidade. MÉTODO: Há onze anos a associação petrolinense de atletismo deu início ao trabalho na cidade de Petrolina com inúmeros atletas participando de competições locais, regionais, nacionais chegando com condições reais às competições de nível internacional. Foi a partir desse momento que surgiu a necessita de ampliar o trabalho atingindo assim alunos de outras regiões. RESULTADOS: Atualmente o projeto abrange cerca de 50 alunos entre atletas com deficiência e sem deficiência conseguindo atingir um alto nível de competitividade e grandes resultados nas competições no território nacional e internacional. CONCLUSÃO: conclui-se que o trabalho desenvolvido propõe não só à inicialização da prática esportiva do atletismo na região, mas também, a formação de atletas de alto nível. 85 RESUMO 64 RELAÇÃO ENTRE O PESO DO MATERIAL ESCOLAR E O PESO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE PETROLINA-PE Autores: Marcio Milton de Souza, Cleber Luiz de Sá e Silva Junior, Mikael Italo de Caldas, Cleiton Santos Sá, Hanna Marques Leite Lopes dos Santos, Denise de Melo Marins, Gabriel Lucas Leite da Silva Santos, Rodrigo Gustavo da Silva Carvalho, Lara Elena Gomes. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: MEC/PET/CAPES. INTRODUÇÃO: O excesso de peso do material escolar pode provocar dores nas costas, assim como pode desencadear alterações posturais, sendo que a infância compreende o período mais suscetível para o desenvolvimento desses desvios posturais. OBJETIVO: Verificar o peso do material escolar (ou da mochila) em relação ao peso corporal do aluno. METODOLOGIA: A amostra foi composta por 20 estudantes (doze meninas e oito meninos, entre 9 e 12 anos de idade) provenientes de duas turmas do 5ª ano de uma escola municipal de Petrolina-PE. A coleta de dados foi realizada mediante a assinatura prévia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Cada criança e o seu material escolar foram pesados em um único dia. Após, os resultados foram tabulados e foi calculado o peso do material escolar em relação ao peso corporal de cada indivíduo no Excel por meio de uma regra de três simples. Com posse desses dados, média, desviopadrão e valores máximo e mínimo foram determinados para a variável de interesse. RESULTADOS: O peso do material escolar foi 9,89±3,44% do peso corporal dos estudantes, sendo o menor e o maior valores iguais a 4,37% e 20,94% respectivamente. Ainda, metade dos alunos apresentou valores maiores que 10% que representa a carga máxima tolerável. CONCLUSÃO: Em média, o peso do material escolar está adequado por ser inferior a 10%, porém – como foi observado que a metade dos estudantes está carregando valores superiores ao limite – é necessário orientar os alunos e pais para diminuir o peso do material escolar, evitando possíveis problemas posturais no futuro. 86 RESUMO 65 EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO AERÓBIO, RESISTIDO E COMBINADO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL: ESTUDO PILOTO. Autores: Marcos Vinícius de Freitas, Paulo Henrique Medeiros da Silva, Altieres Elias de Sousa Júnior, Hassan Mohamed Elsangedy, Cheng Hsin Nery Chao, Eduardo Caldas Costa. E-mail: [email protected] Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: Departamento de Educação Física da UFRN. INTRODUÇÃO: A hipotensão pós-exercício (HPE) é um fenômeno clínico importante para a prevenção primária e secundária da hipertensão arterial. Entretanto, não está claro qual modelo de exercício potencializa a HPE. OBJETIVO: Analisar e comparar o efeito do exercício aeróbio, resistido e combinado (aeróbio e resistido) sobre a pressão arterial (PA) em sujeitos normotensos. MÉTODOS: Participaram do estudo sete homens normotensos e fisicamente ativos (21,2 ± 2,3 anos; 21,8 ± 2,1 kg/m²). Através de ensaio clínico randomizado com delineamento cruzado, os indivíduos foram submetidos a três sessões de exercício: i) aeróbio; ii) resistido; iii) combinado. O modelo das sessões foi baseado nas recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte para promoção da saúde. A PA foi mensurada antes e 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos após cada sessão. A ANOVA two-way (sessões x tempo) foi utilizada para análise comparativa entre as sessões. Um p-valor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: A análise revelou que houve apenas efeito do tempo sobre a PA sistólica (p = 0,02), porém não houve interação tempo-sessões (p = 0,73) nem diferença entre os grupos (p = 0,79). Em relação ao repouso, a PA sistólica foi menor apenas no minuto 60 após a sessão de exercício aeróbio (106 ± 9 vs. 121 ± 10 mmHg; p < 0,05). Não houve diferença após o exercício resistido e combinado. Em relação à PA diastólica houve efeito do tempo (p < 0,01), porém também não houve interação tempo-sessões (p = 0,20) nem diferença entre os grupos (p = 0,06). Após o exercício resistido houve redução da PA diastólica em relação ao repouso (62 ± 8 mmHg) nos minutos 10 (54 ± 8 mmHg), 20 (51 ± 7 mmHg), 30 (52 ± 5 mmHg) e 40 (54 ± 9 mmHg) (p < 0,05). Na sessão combinada a redução da PA diastólica foi observada apenas no minuto 20 (51 ± 9 vs. 61 ± 8 mmHg; p < 0,05). Não houve qualquer alteração da PA diastólica após o exercício aeróbio.. CONCLUSÃO: Houve discreta redução da PA sistólica somente após o exercício aeróbio. Em relação à PA diastólica foram observados valores inferiores ao repouso somente após o exercício resistido. 87 RESUMO 66 COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL PÓS-EXERCÍCIO DURANTE 12 SEMANAS DE TREINAMENTO AERÓBIO E SUPLEMENTAÇÃO DE VINHO TINTO Autores: Marcos VO Carneiro1,2, Helen GF Costa2, Joselito SMM Junior1, Danielle N Moreira1, Daniela M Nunes1, Giuliano E Pereira3, Melissa N Dellacqua1,2, Ferdinando O Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE – UNIVASF; 3 EMBRAPA/Semi-árido, Petrolina-PE. Apoio: EMBRAPA; CNPQ – UNIVASF; Duccos Vinícola. INTRODUÇÃO: O exercício físico (EF) pode ser considerado uma estratégia não farmacológica no tratamento e na prevenção da hipertensão. Todavia, a literatura não evidencia ainda desses benefícios quando associado a suplementação do vinho tinto (VT). OBJETIVO: Observar o comportamento da pressão arterial pós-exercício durante 12 semanas de treinamento aeróbio e suplementação de vinho tinto. MÉTODOS: Participaram do projeto 24 indivíduos do sexo masculino (25,62±5,21 anos; 77,7±14,6 Kg; 1,76±0,05 m; 24,9±4,5 Kg/m²), sedentários e normotensos. Os voluntários foram divididos em dois grupos: Grupo que fez a ingestão de VT e exercício (GVE; n=13) e o Grupo que só fez exercício (GE; n=11). Para aferição da PA foi usado um aparelho digital GERATERM®, sendo aferida a PA de repouso, assim como a PA de 5, 10 e 15 minutos pós-exercício. Todos os participantes treinaram três vezes por semana (30 min/dia) a 75% da velocidade máxima, e aqueles do GVE, além do treino, suplementaram todos os dias (250 ml/dia) durante as doze semanas. Foram feitas reavaliações para todos os participantes para reajuste de carga após seis e doze semanas. Foi utilizado VT do tipo seco fino da marca Château Duccos, da uva Petit Verdot da safra de 2010, com volume alcoólico de 13%, que foi mantido em uma temperatura constante de 16 ºC. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. ANOVA two-way, seguida do teste post hoc de Scheffé foi utilizada para as comparações entre os valores da PA de cada dia de treino e entre a PA de repouso dos diferentes dias. A significância estatística adotada foi de p≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Observa-se, desde o dia de treino 1, os benefícios cardioprotetores do VT associado ao exercício, no qual a pressão arterial sistólica (PAS) dos participantes nos minutos 10 e 15 pós-exercício do GVE reduziu significativamente em relação a PAS de repouso. Tal benefício pode ser observado em 71,4% dos treinos apontados para o GVE. O GE também apontou, em 42,8% dos treinos apontados, uma redução significativa da PAS no minuto 15 pós-exercício em relação à PAS de repouso. Não houve redução significativa na PAD de repouso no pós-exercício. Em comparação da PAS de repouso dos diferentes dias de treino, houve redução significativa em 83,3% dos treinos apresentados em comparação com o dia 1 para o GVE. Não foi encontrada essa diferença para o GE. CONCLUSÃO: A PAS de homens foi reduzida significativamente pós-exercício para o GVE, além disso, a PAS de repouso foi reduzida significativamente com as 12 semanas de exercício aeróbio e ingestão de vinho tinto do Vale do São Francisco, podendo ser esse um novo método a ser utilizado para a redução e/ou controle da PAS de homens jovens. No entanto recomenda-se que novas pesquisas sejam feitas com uma população de pessoas hipertensas, sobretudo em idosos. 88 RESUMO 67 ANÁLISE DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM GRADUANDOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRN Autores: Marcus Felipe Soares Bezerra, Kamila Silva Rocha, Jorge de Oliveira Barros, Lucas Anselmo de Araujo, Fabyana Soares de Oliveira, Altieres Elias de Sousa Junior, Paulo Henrique de Medeiros da Silva. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/Brasil. Apoio: UFRN. INTRODUÇÃO: A atividade física contribui de forma satisfatória para o dispêndio energético. Existem vários motivos ou causas que fazem um individuo não optar por realizar uma atividade física, dentre elas o ingresso na Universidade e a adaptação á nova vida acadêmica, com novas responsabilidades, fazendo haver significativa redução da atividade física em universitários (Bray SR and Born HÁ, 2004). OBJETIVO: Analisar o nível de atividade física dos graduandos (calouros e veteranos) do curso de Educação Física da UFRN e identificar qual categoria possui melhor nível de atividade física. METODOLOGIA: O estudo contou com a participação de 36 voluntários (graduandos do curso de Educação Física da UFRN, a qual é constituída por 467 alunos ativos, segundo listagem no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas – SIGAA), sendo escolhidos de forma aleatória por meio de visitação às salas de aula que correspondem ao primeiro período do curso de educação física (ingressantes do período de 2012.2) e aos períodos compreendidos entre 2010.2 à 2011.1, quando foi aplicado o instrumento de coleta de dados. O instrumento utilizado nessa pesquisa foi o Questionário Internacional de Avalição do Nível de Atividade Físico – IPAQ, em sua versão curta. Os dados foram tabulados e submetidos à análise estatística por meio do software IBM SPSS STATISTIC 20 sendo observados seus valores absolutos, valores relativos, médias e desvio padrão, para classificação dos indivíduos de acordo com seu tempo de atividade física totais em ativos, irregularmente ativos e “sedentários”. RESULTADOS: Foi observado Através da análise dos questionários que a maioria dos universitários (75%) apresentou bom nível de atividade física sendo classificados como ativos de acordo com a quantidade de minutos de atividade física durante a semana. Dos indivíduos questionados, somente um indivíduo apresentou-se sedentário. Quando observado o nível de atividade física em relação à data de ingresso na faculdade foi percebido que os calouros apresentam maior número de indivíduos ativos e nenhum indivíduo sedentário, enquanto que os veteranos apresentaram menor quantidade de indivíduos ativos e apresentaram um indivíduo sedentário. Através da análise dos domínios do questionário IPAQ, foi possível observar que os calouros exibem maior quantidade de dias de exercícios físicos (DEF) por realizando em média 4,78 dias de atividade, distribuindo isso em 116,67 minutos semanais de atividade. Estes também realizam mais dias de atividade física como meio de transporte (DAFMT), distribuindo-os por 49 minutos de atividades semanais. Os veteranos, apesar de apresentarem menos dias de exercícios físicos (DEF), 4 dias, dedicam mais tempo em minutos de atividade (em média 131,94), demonstrando maior aproveitamento do tempo em exercícios físicos. CONCLUSÃO: Pela análise dos resultados conclui-se que o curso de educação física apresenta grande maioria dos seus estudantes mantendo níveis normais de atividade física. E que, de maneira geral, os veteranos dedicam menor quantidade de dias às atividades de exercícios físicos, atividades caseira, atividades no trabalho e atividade físicas como meio de transporte que os calouros. 89 RESUMO 68 PRÁTICAS CORPORAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA QUALIDADE DE VIDA DO PROFISSIONAL ATUANTE NO CRI1/CRA2 DO RN3: CUIDANDO DO CUIDADOR. Autores: Maria Clara Siqueira de Almeida, Isabel Batista Freire, Danielly Daiany da Silva, Mércia Vitoriano da Costa, Maria Aparecida Dias. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte. INTRODUÇÃO: O profissional que atende um deficiente tem impreterivelmente um envolvimento, implicando fatores de ordem pessoal que ultrapassam o conhecimento específico da sua atuação profissional. Cuidar do outro é um encontro com a vida e suas diferenças. Ser cuidador não é fazer pelo outro, é fazer com o outro, é interpretar. Como é possível interpretar se estamos cansados, intranquilos, doentes, envoltos em um cotidiano que não nos comove mais, onde não há possibilidade de falar de nós mesmos? Este é sem dúvida o cotidiano de muitos que trabalham na reabilitação. Dialogar sobre a deficiência logo remete àquele que é acometido pela mesma e em que podemos contribuir para sua reabilitação. É relevante, mas deixamos em um patamar menor o profissional que lida com esta demanda diariamente em sua prática. Acreditamos que cuidar deste cuidador é importante e necessário para haver um melhor desempenho da prática profissional destes cuidadores. OBJETIVO E METODOLOGIA: O presente trabalho tem como objetivo compreender a atuação profissional dos trabalhadores do Centro de Reabilitação Infantil e Adulta que lidam diariamente com crianças e adultos com deficiência; Cuidar dos cuidadores, tirando-lhes o peso semanal de trabalhos, através de descontrações, relaxamentos e brincadeiras, fazendo-os relembrar e/ou aprenderem novos significados que corpo e a saúde possuem. Identificar e mostrar a importância das práticas corporais para consequentes melhorias no trabalho, diminuindo o estresse, tensão e até mesmo melhorando a capacidade física e psíquica. Realizamos oficinas corporais e práticas de expressão e consciência corporal, jogos cooperativos, danças, reflexões, relaxamentos, configurada por encontros quinzenais em sextas-feiras pela manhã que tinham como duração uma hora. As práticas aconteceram num auditório no próprio Centro de Reabilitação. RESULTADOS: Os resultados adquiridos no projeto em questão são de ter havido a diminuição do estresse, tensão, melhoria da autoestima, da aptidão respiratória (devido à prática de exercício físico) e consequentemente, melhorias no desempenho desses cuidadores em sua prática profissional. Os cuidadores afirmam ser um momento de descontração, momento de fugir da rotina que estão acostumados. CONCLUSÃO: Sabe-se o quão cansativa e exaltante pode se tornar o dia-a-dia. Quando se lida com a reabilitação infantil e adulta esse grau duplica, havendo tensão muscular, a perda da atenção e do cuidado com o corpo, por exemplo. Conclui-se, portanto, que práticas corporais são importantíssimas para uma melhor atividade profissional. Estas, exemplificando, diminuem estresse, aumenta a autoestima e estimula a percepção corporal, contribuindo assim com uma vida profissional mais proveitosa. 90 RESUMO 69 ASPECTOS METODOLÓGICOS DAS DISSERTAÇÕES DO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UPE/UFPB Autores: Maria Laura Siqueira de Souza Andrade, Luanna Alexandra Cheng, Carla Menêses Hardman, Mauro Virgilio Gomes de Barros. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco, Recife/PE, Brasil. Apoio: Capes, Facepe, CNPq. INTRODUÇÃO: Evidências do que vem sendo produzido em dissertações e teses de programas de pós-graduação são importantes para difusão do conhecimento científico, tendo em vista que muitos destes estudos não são publicados na literatura. OBJETIVO: Descrever os aspectos metodológicos das dissertações do primeiro triênio (2010-2012) do Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade de Pernambuco e da Universidade Federal da Paraíba (PAPGEF UPE/UFPB). METODOLOGIA: Trata-se de uma análise documental, realizada mediante o levantamento das dissertações defendidas no primeiro triênio (2010 a 2012) do PAPGEF UPE/UFPB. A coleta de dados foi realizada no período de maio a junho de 2012, através da busca manual e eletrônica das dissertações na biblioteca da sede do programa e contato por e-mail com os autores e orientadores. Foram incluídas neste estudo todas as dissertações do PAPGEF defendidas até julho de 2012. Foram excluídas as dissertações com defesa prevista após esse período e aquelas que não foram entregues na versão final. Todas as etapas do processo de seleção, avaliação e análise das dissertações foram de modo independente, sendo desempenhadas por pares. Os dados foram analisados mediante distribuição de frequências (absoluta e relativa). RESULTADOS: Identificou-se que do total de discentes matriculados no primeiro triênio (40), 34 entregaram a versão final da dissertação. Em relação às abordagens e os tipos dos estudos, observou-se que 61,7% das dissertações tinham abordagem quantitativa, sendo a maioria dos estudos do tipo experimental (32,3%) e descritivo (23,5%). A maioria das dissertações foi realizada com adultos, e foi verificada a carência de estudos (n=8) com crianças e adolescentes. Em relação aos instrumentos de medida, os questionários (38,2%) e as entrevistas semi-estruturadas (29,4%) foram os mais utilizados. CONCLUSÃO: Conclui-se que havia uma maior proporção de dissertações de abordagem quantitativa e tipo de estudo experimental, sendo os questionários e as entrevistas semiestruturadas os instrumentos de medidas mais utilizados. Diante disso, o PAPGEF UPE/UFPB tem acompanhado a produção científica atual, consolidando-se como um importante difusor do conhecimento através das dissertações desenvolvidas. 91 RESUMO 70 FISIOLOGIA HUMANA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA: A PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DA UNEB – CAMPUS IV Autores: Maria Natália de Oliveira Tôrres1, Laura Emmanuela Lima Costa2, Ricardo Franklin de Freitas Mussi3. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil; 2 Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil; 3Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IV/Jacobina, Brasil. OBJETIVO: Compreender e descrever as percepções dos acadêmicos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus IV de Jacobina, sobre a relevância da disciplina de Fisiologia Humana, tanto para a sua formação profissional, quanto parar a sua vida cotidiana e suas relações com outros e consigo próprio. MÉTODOS: O estudo é de caráter qualitativo e de cunho exploratório e descritivo. Os sujeitos da pesquisa foram vinte alunos do Curso de Licenciatura em Educação Física da UNEB, Campus IV, que já haviam cursado o componente curricular de Fisiologia Humana e a Prática da Educação Física. Utilizamos como instrumento de pesquisa a aplicação de questionários com questões abertas e fechadas, a coleta de dados se deu em novembro de 2012, e foi após analise estabelecido categorias e equivalências dos pareceres e percepções sobre o objeto deste estudo: A Fisiologia Humana. O método utilizado para analise foram as Técnicas de Análise de Conteúdo de Bardin (2007). RESULTADOS: Das análises dos questionários emergiram cinco categorias, a saber: A prática do esporte; A saúde dentro da Educação Física; Ser professor de Educação Física; A relevância do componente curricular de Fisiologia Humana e A utilização do conteúdo da Fisiologia humana. Com a categoria: A prática do esporte, percebemos que cerca de 40%, foram levados a fazer o curso de Licenciatura em Educação Física, por ser praticante ou apreciar a prática de esportes. A saúde dentro da Educação Física, 25%, apresentou um interesse pela área da Educação Física devido a sua participação na área de saúde, pois gostariam de seguir alguma área ligada diretamente à saúde, como: enfermagem, fisioterapia, medicina, resolvendo adiar os seus sonhos e seguirem uma área que se aproxima do seu desejo. Na categoria: Ser professor de Educação Física, a situação do curso como uma licenciatura, mostrou que 40% dos sujeitos da pesquisa querem atuar nas salas de aula, e foi o que levou os alunos que optaram por este curso, buscando ser capazes de identificar, o saber próprio, enquanto professores de Educação Física escolar. Na categoria: A relevância do componente curricular de Fisiologia Humana. Nesta categoria os discentes apontam que o professor de Educação Física, durante sua formação e no decorrer de sua atuação profissional, busca conhecer o corpo, desde os fatores fisiológicos até os sociais, para uma melhor aplicabilidade de seus conhecimentos no setor escolar ou área não formal. Na Categoria: A utilização do conteúdo da Fisiologia humana. Pudemos perceber que os acadêmicos possuem consciência de que, sua atuação futura exigirá o conhecimento necessário sobre o corpo humano que lhe são atribuídos durante os estudos com a Fisiologia Humana, pois a sua área de atuação, pertencendo ao âmbito escolar, poderão vir a trabalhar com crianças. CONCLUSÃO: Concluímos com esta intervenção que, os jovens voluntários da pesquisa, a maioria, estão aptos a aplicar o conhecimento da fisiologia humana em sua prática docente, e compreendem a sua relevância enquanto componente curricular de um curso de Licenciatura em Educação física, mas pontuando que é muito amplo e complexo para ser abordado com as poucas horas (75 h) em que é ministrada. 92 RESUMO 71 O DESENVOLVIMENTO DO LÚDICO A PARTIR DE ATIVIDADES DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROGRAMA SEGUNDO TEMPO/ IF SERTÃO PETROLINA Autores: Mariana Araújo Santana, Giovanna Nogueira da S. A. O. Rocha, Márcio Milton de Souza. E-mail: [email protected] Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano (IF-SERTÃO) Petrolina/PE, Brasil. Apoio: IF Sertão Pernambucano/Campus Petrolina. INTRODUÇÃO: A criança em seu espaço e momento de lazer tem que ser capaz de apresentar ações que contribuam com o seu desenvolvimento e na sua formação motora, cognitiva, social e psicológica, através de atividades lúdicas e de lazer que proporcionem tais desenvolvimentos, contribuindo em sua formação social, afetiva e cognitiva. As brincadeiras e jogos exercem um papel muito além da simples diversão, possibilitam aprendizagem de diversas habilidades e são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual da criança. OBJETIVO: Este trabalho buscou conhecer as repercussões das atividades de jogos e brincadeiras como conteúdo das atividades do Programa Segundo Tempo (PST), evidenciando o percurso lúdico e social, o qual influenciou a qualidade esportiva das crianças e das comunidades ao entorno do núcleo. METODOLOGIA: O estudo em questão apresenta um caráter qualitativo, do tipo pesquisa-ação, em que não há quantificação de resultado, mas sim uma análise referente ao objetivo do estudo e que a partir dessa análise e do embasamento teórico para o estudo em questão seja possível um retorno para as ações e atividades desenvolvidas. A pesquisa foi realizada com cem crianças e adolescentes envolvidos no Programa Segundo Tempo do núcleo do Instituto Federal do Sertão Pernambucano/Campus Petrolina. A pesquisa teve duração de um mês, sendo desenvolvidas 3 aulas com duração de 2 horas por semana para cada turma, com atividades de iniciação esportiva e recreação, baseadas em jogos e brincadeiras. RESULTADOS: Na análise dos resultados obtidos foi possível verificar que o desenvolvimento das aulas, baseadas em atividades de lazer, através da utilização de jogos e brincadeiras, apresentou uma crescente participação dos alunos nas aulas, inclusive com maior envolvimento dos menos habilidosos e menor evasão dos alunos no projeto. CONCLUSÃO: A partir do estudo é possível perceber que a inserção de atividades lúdicas e esportivas, baseadas nos jogos e brincadeiras no PST do IF Sertão, proporcionou um crescente desenvolvimento com relação ao aprendizado dos alunos e a participação dos mesmos no projeto, tendo estes maior satisfação em realizar as atividades, pois não há pressão. 93 RESUMO 72 RELAÇÃO DA DEPRESSÃO COM A APTIDÃO AERÓBIA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSAS Autores: Marília Padilha Martins Tavares1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1, Keila Maria Dias Carmo Lopes2, Jônatas de França Barros1. Email: [email protected] Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da Universidade Paulista, Brasília/DF, Brasil. Apoio: CAPES e PROEX/UFRN. INTRODUÇÃO. Entre as alterações adotadas para mudança no estilo de vida, as quais são eficazes para melhorar os estados de humor e qualidade vida, encontra-se a prática regular de exercício físico. Atualmente, muitos defendem sua prescrição como tratamento alternativo da depressão, em função das alterações bioquímicas promovidas por essa prática. Os benefícios psicológicos provenientes de uma vida ativa retêm vitalidade, mobilidade e independência. Melhora o sentimento de bem-estar, autoestima e apreciação da vida, amplia a relação entre amigos e conhecidos, reduz o sentimento de solidão e melhora a qualidade do sono. OBJETIVOS. Verificar a relação da depressão com a aptidão aeróbia e qualidade de vida em idosas fisicamente ativas. MÉTODOS. A amostra foi constituída por 49 mulheres idosas (64,3±3,9 anos de idade; índice de massa corporal= 26,8 ± 3,4 kg.m-2), fisicamente independentes e ativas (por um período mínimo de 6 meses) que foram submetidas aos seguintes procedimentos: avaliação da aptidão aeróbia pelo teste cardiopulmonar em esteira rolante, sob o protocolo de rampa, o teste consistiu inicialmente de uma velocidade de 2,0 km/h e 0% de inclinação, aos 10 minutos de teste a velocidade e inclinação prevista era de 6,0 km/h e 6%, respectivamente, para obtenção do consumo de oxigênio pico (VO2pico); avaliação do nível de qualidade de vida (QV) pelos domínios físico, psicológico, ambiental e social da versão abreviada do questionário de QV (WHOQOL-100) da Organização Mundial de Saúde, adaptado por Fleck et al. (2000), conhecido como WHOQOL-bref e para identificar o nível de QV geral calculou-se o valor dos 4 domínios (físico, psicológico, ambiental e social); e avaliação do nível de depressão baseado nos escores indicativos do inventário de depressão de Beck (Beck Depression Inventory – BDI). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Os dados da caracterização da amostra estão apresentados como média e (±) desvio padrão. A relação da depressão com as variáveis paramétricas (QV geral, físico e ambiental) e não paramétricas (VO2pico, QV psicológico e social) foi verificada pela correlação de Pearson e Spearman, respectivamente. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOS. O nível de depressão apresentou correlação negativa e significativa com o VO2pico (r= -0,383; p= 0,008), QV geral (r= -0,525; p<0,001), domínios de QV físico (r= -0,362; p=0,012), psicológico (r= -0,414; p= 0,004) e ambiental (r= -0,339; p=0,020). Por outro lado, não houve correlação entre o nível de depressão e a QV social (r= -0,247; p= 0,095). CONCLUSÃO. Observou-se relação da depressão com a aptidão aeróbia, QV geral e os domínios de QV psicológico, físico e ambiental em idosas fisicamente ativas, por outro lado, não houve com a QV no domínio social. Em suma, quanto maior for o nível de depressão, menor será o VO 2pico, QV geral e QV no domínios psicológico, físico e ambiental. 94 RESUMO 73 EFEITOS DA PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA ANSIEDADE, DEPRESSÃO E STRESS EM MULHERES Autores: Marivane Reis Britto1, Antonio Coppi Navarro1,2, Leticia Coelho de Oliveira3, Maria Aline Rodrigues de Moura4, Laila Barbosa de Santana4, Sérgio Rodrigues Moreira3, Marina Pereira Gonçalves3. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Gama Filho (UGF),Brasil, 2Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício, 3Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) - Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil, 4 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/PE), Recife/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: De acordo com a literatura a depressão e a ansiedade caracterizam-se como transtornos psicológicos que comprometem as diversas dimensões, a afetiva, cognitiva, física e comportamental dos indivíduos que apresentam tais distúrbios. É válido ressaltar também, que esses transtornos influenciam significativamente outros conflitos psicológicos como o stress. Nesse sentido, estudos que tratam sobre as explicações fisiológicas que o exercício físico proporciona no controle dos níveis de ansiedade, depressão e stress, relatam alterações de substâncias químicas, as quais são liberadas durante a realização dos exercícios, sejam eles aeróbios ou resistidos. Dentre elas destacamos a b-endorfina e a dopamina, as quais propiciam um efeito tranquilizante e analgésico. Conseguindo assim manter um estado de equilíbrio psicossocial mais estável frente às ameaças do meio externo. OBJETIVO: Comparar os níveis de depressão, ansiedade e stress, em mulheres praticantes de exercício resistido e sedentárias. MÉTODO: A amostra foi composta por 196 participantes do sexo feminino distribuídos em dois grupos. O primeiro grupo teve como critério de inclusão apenas mulheres praticantes de exercício há no mínimo três meses e de exclusão as que relataram fazer uso de medicamentos antidepressivos. Dessa maneira, participaram desse grupo 98 mulheres praticantes de exercício resistido com idade média de 41,35 anos, altura média 1,60m e peso corporal médio 61,57kg. A maioria (56%) afirmou praticar exercício a mais de um ano por mais de três dias na semana. O segundo grupo foi formado por 98 participantes sedentárias com idade média de 39,01 anos, peso corporal médio de 64,22kg e altura média 1,60m. Em relação ao procedimento, deve-se frisar que as participantes dos dois grupos responderam a um livreto contendo os instrumentos: Escala HAD – Avaliação do nível de ansiedade e depressão e Escala de Percepção de Stress. Os dados foram coletados nas cidades de Petrolina-PE e Juazeiro-BA. No tocante á análise dos dados, utilizou-se o pacote estatístico SPSS 15.0. Foram realizadas estatísticas descritivas (média, desvio padrão, frequência) e uma Análise de Variância (ANOVA). O nível de significância do estudo foi de p<0,05. RESULTADOS: No que se refere à depressão, foram verificadas maiores médias entre as sedentárias (m = 0,96; dp = 0,39) do que entre as praticantes (m = 0,84; dp = 0,35), sendo este resultado estatisticamente significativo [F (1,196) = 6,36; p = 0,01]. Em relação à ansiedade, as sedentárias também apresentaram maiores médias (m = 0,97; dp = 0,58) do que as praticantes (m = 0,70; dp = 0,45) e estes resultados foram estatisticamente significativos [F (1,196) = 14,52; p = 0,001]. No que se refere ao stress, não foram verificadas diferenças significativas entre praticantes e sedentárias. CONCLUSÃO: Os dados obtidos mostram que o exercício resistido é um auxiliar no controle positivo nos níveis de ansiedade e depressão para mulheres praticantes, corroborando assim estudos vigentes na área. É importante destacar ainda, a necessidade de mais pesquisas nessa área para um conhecimento mais robusto sobre esta temática. 95 RESUMO 74 PREVALÊNCIA E SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Autores: Maryana Pryscilla Silva de Morais, Ingrid Bezerra Barbosa Costa, Fábio Henrique Costa de Oliveira, Rodolfo de Holanda Mendonça. E mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ; FAPERN; CAPES; MEC INTRODUÇÃO A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é caracterizada por uma série de alterações físicas e emocionais que ocorrem durante o período pré-menstrual, gerando um impacto negativo no desempenho de atividades habituais das mulheres que apresentam tais sintomas. Tendo em vista a importância da atividade física para a saúde da mulher e a lacuna na literatura no que diz respeito ao efeito dessas alterações sobre o desempenho durante o exercício de atletas de voleibol, o estudo tem como finalidade avaliar a influência desses sintomas em atletas do voleibol da UFRN com Síndrome PréMenstrual. OBJETIVO: Avaliar a prevalência e os sintomas mais frequentes da Síndrome Pré-Menstrual em atletas da equipe de voleibol da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. MÉTODOS: Foi desenvolvido um estudo de caso descritivo. A amostra foi composta por cinco atletas, selecionadas por conveniência, com idade entre 20 e 25 anos, da equipe de voleibol feminino da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que relataram apresentar a Síndrome Pré-Menstrual. Foi elaborado pelos pesquisadores um questionário contendo cinco questões sobre os sintomas da SPM e sua influência na vida e no desempenho do esporte, com a intenção de obter informações básicas sobre a interferência dos sintomas nas atletas avaliadas. A analise dos dados foi descritiva, utilizando-se o software MICROSOFT EXCEL 2007, com medidas de tendência central, dispersão e distribuição de frequências simples e percentuais. RESULTADOS: Todas as atletas (5) responderam positivamente ao aparecimento de sintomas emocionais e físicos no período pré-menstrual. Adicionalmente, dentre as mesmas voluntárias, três (3) alegaram que tais sintomas afetam negativamente em suas atividades habituais. Além disso, quatro (4) das entrevistadas relataram que os sintomas da SPM afetam de forma negativa nos treinos e jogos. Duas (2) responderam que os sintomas tem intensidade moderada, uma (1) relatou que são leves e outra (1) respondeu que são intensos. Uma (1) atleta não respondeu a essa questão. CONCLUSÃO: A partir do presente estudo pode-se concluir que 100% da amostra apresentam a SPM. Além disso, 80% da amostra sofrem de alterações no desempenho, tanto no treino, quanto nos jogos, a respeito dos sintomas físicos e psicológicos. Portanto, é necessário uma avaliação do técnico, para que durante esse período, possa adequar o treino em função dessas alterações, otimizando os resultados. 96 RESUMO 75 CORRELAÇÃO ENTRE AS RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DE ESFORÇO NA CAMINHADA NA ÁGUA E O DESEMPENHO CARDIORRESPIRATÓRIO NO TESTE DE MILHA Autores: Mércia Vitoriano Da Costa¹, Francisco Holanda Cavalcante Neto¹, Hérica Monicely dos Santos Souza¹, Patrick Ramon Stafin Coquerel¹, Raimundo Nonato Nunes¹, Jonatas de França Barros¹, Hudday Mendes da Silva¹, Antônio Alexandre Silva¹, Ricardo André Gomes da Silva¹, Tatiane Silva do Nascimento¹. E mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte¹ Apoio: CAPES, CNPQ, FAPERN, PROEX e MEC. INTRODUÇÃO: O envelhecimento caracteriza-se por uma série de alterações fisiológicas que acontecem devido o passar dos anos, essas mudanças são em sua maior parte estruturais, intelectuais e sociais. Essa fase traz algumas perdas como: a diminuição da elasticidade e força muscular e menor desempenho aeróbio, além de uma menor tolerância ao esforço físico. Os idosos apresentam diferentes respostas fisiológicas ao exercício, onde o condicionamento aeróbio poderá influenciar diretamente nesse aspecto. Dessa forma julga-se necessária uma investigação da relação entre o condicionamento físico e as respostas fisiológicas da atividade de caminhada na água. OBJETIVO: Correlacionar o desempenho no teste de Rockport/teste de 1 milha com as respostas fisiológicas ao exercício de caminhada na água. METODOLOGIA: Amostra foi do tipo não probabilística, por conveniência, sendo um total de 41 sujeitos de ambos os sexos, com média de idade de 59,8 + 11,2 anos, todos participantes de um programa de atividade física (caminhada na água) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Como instrumentos de coleta foram utilizados: 1) O teste de Rockport/teste de 1 milha (1.609 m) para obter o VO2máx dos sujeitos, esse foi aplicado na pista adaptada do ginásio I da UFRN;2) Uma balança Tanita BF-680W para aferição da massa corporal; 3) Um frequencímetro da marca Beurer PM25 para verificação da frequência cardíaca final; e 4) Um cronômetro para marcar o tempo total do teste. Usou-se também a escala de BORG, para percepção subjetiva de esforço (PSE). Essa coleta foi feita na metade e no final de cada sessão da caminhada na água, durante doze semanas e uma ficha de anotação de dados, onde se registrava a PSE. RESULTADOS: Após a análise estatística foi observado uma média de VO2máx absoluto de 16,3 ml. Kg -1. min –1, tendo na primeira semana de treino uma PSE média de 12,3 + 1,6 na metade da seção e 12,8 + 1,5 no final da seção. Na avaliação da décima segunda semana a PSE média da metade da sessão foi 13,2 + 0,9 e, no final da sessão, de 13,4 + 0,8. Com isso, bservou-se uma variação da PSE de acordo com o aumento da intensidade do exercício. Quando avaliada a correlação entre as variáveis, identificou-se apenas quando verificado a PSE no meio e no final da sessão da primeira semana (r=0,710 e p < 0,001) e da décima segunda semana (r=0,766 e p < 0,001), porém quando comparado com os resultados de VO 2máx absoluto e relativo, não apresentam nenhum correlação moderada e forte. CONCLUSÃO: De acordo com os achados observamos que a caminhada na água provocou diferentes respostas de acordo com o tempo da sessão e o aumento da intensidade que se deu até a décima segunda semana. Por essa razão houve uma correlação entre essas variáveis, o que não ocorreu na correlação com o VO2máx. No entanto, sugerem-se estudos que diferenciem o grau de condicionamento físico e as respostas em cada nível dessa classificação 97 RESUMO 76 ASSOCIAÇÃO DE INDICADORES DE ADIPOSIDADE CORPORAL E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM ADOLESCENTES BRASILEIROS Autores: Milla Gabriela Belarmino Dantas1, Priscilla Priscilla Alencar de Oliveira Moraes1, Tarcísio Fulgêncio Alves da Silva1, Ferdinando Oliveira Carvalho2, Paulo Adriano Schwingel1. E-mail: [email protected] Instituições:1Universidade de Pernambuco (UPE)l; 2Universidade do Vale do São Francisco(UNIVASF). Apoio: PFA INTRODUÇÃO: A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as faixas etárias, tendo sua prevalência cada vez mais evidente na população pediátrica. Tal doença merece atenção especial pelos efeitos fisiológicos prejudiciais, e por estar associada à morbirdades como a hipertensão arterial sistêmica. A prevenção e o tratamento de tais enfermidades, realizados ainda durante a infância e adolescência, são de fundamental importância para que seja evitado a sua persistência e incremento na morbimortalidade na vida adulta destes indivíduos. Dentre os métodos indicados para a avaliação e diagnóstico do excesso de peso, são citados o índice de massa corporal (IMC) e o percentual de gordura corporal (PGC) e a medida da circunferência da cintura (CC). O IMC é particularmente mais utilizado, sendo calculado dividindo-se a massa corporal total em quilogramas pela altura em metros ao quadrado (kg/m²). Poucos são os estudos que avaliam a associação entre pressão arterial e desnutrição ou obesidade. OBJETIVOS: verificar os valores da pressão arterial média (PAM) em uma amostra de adolescentes escolares e classifica-los em baixo peso, peso normal e excesso de peso a partir da avaliação pelo IMC, além da gordura corporal obtida pela mensuração das dobras cutâneas. Bem como, verificar se o aumento da circunferência da cintura (CC) está mais associado ao risco cardiovascular nesta população, observando quais destes métodos podem ser mais precisos para indicação do aumento do risco cardiovascular em adolescentes MÉTODOS: Estudo descritivo transversal, realizado com estudantes de escola pública da cidade de Petrolina, Pernambuco, Brasil. Os valores de estatura, massa corporal, circunferência da cintura e dobras cutâneas foram medidos para estimar o percentual de tecido adiposo. Os dados foram processados usando o Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 13.0 para Windows. Para as análises foram utilizados os testes de Mann-Witiney e kruskalwallis. Todos os testes foram bicaudais, sendo adotado um nível de significância de 5% em todas as análises. RESULTADOS: A amostra foi de 300 adolescentes sendo 214 meninas (13,71 ± 1,50 anos; 49,69 ± 9,07 kg; 158,43 ± 6,47 m) e 86 meninos (14,09 ± 1,65 anos; 53,26 ±15,06 kg; 163,80 ±10,92 m). Verificou-se que apenas entre as meninas, a classificação em excesso de peso (83,24±8,31 mmHg) e a circunferência da cintura acima do P90 (82,71 ± 7,72 mmHg )esteve associada a valores de PAM mais elevados quando comparadas as meninas com peso normal (77,77±8,14 mmHg) e CC Percentil <10 (73,78 ± 7,15 mmHg). Entretanto, entre os meninos, não foi verifica associação dos níveis de gordura corporal com a PA. CONCLUSÃO: O percentual de gordura avaliado não apresentou diferenças no seu ponto de corte com os valores de pressão arterial nos adolescentes. Já a circunferência da cintura e o Índice de Massa Corporal apresentaramse como indicadores mais precisos de risco cardiovascular em adolescentes, embora tal resultado tenha sido verificado apenas nos adolescentes do sexo feminino onde o aumento da pressão esteve associado às meninas classificadas com sobrepeso. 98 RESUMO 77 DISTRIBUIÇÃO DO PERCENTUAL DE ALUNOS POR NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE DIFERENTES REDES DE ENSINO Autores: Mirelle Caroline Varjão de Carvalho1, Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF Apoio: INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: Verificar a distribuição percentual de alunos com diferentes níveis de atividade física e rede de ensino. MÉTODOS: Participaram do presente estudo 178 crianças, sendo 84 meninos (6,59±0,49) e 93 meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três privadas, da cidade de Juazeiro-BA. Para verificação NAF e da quantidade de horas sentadas, utilizouse o questionário IPAQ versão curta. Os alunos foram divididos em dois grupos de acordo com o NAF, sendo G1 = alunos ativos e muito ativos e G2 = alunos irregularmente ativos A e B e sedentários. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. Foi feito o teste de comparação entre os percentuais. A significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Não foi encontrada diferença entre os percentuais de alunos de cada grupo no sexo masculino, em contra partida houve diferença significativa no percentual de alunos do G1 do sexo feminino, sendo esses valores maiores para as alunas da rede pública. Na comparação entre a distribuição percentual dos alunos em cada grupo, houve diferença significativa somente para a rede privada, tanto para o sexo masculino quanto para o feminino, sendo a maioria dos alunos enquadrados no G2. CONCLUSÃO: Meninas ativas fisicamente se apresentaram significativamente em maior número na rede pública quando comparado às meninas da rede privada. Além disso, alunos classificados como irregularmente ativos ou sedentários representam mais que o dobro (meninos 67,5%; meninas 68,3%) dos alunos classificados com ativos na rede privada de ensino. 99 RESUMO 78 AVALIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA ENTRE DOIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DISCINESIA ESCAPULAR Autores: Muana Hiandra Pereira dos Passos1, Juliana Pereira da Silva1, Valéria Mayaly Alves De Oliveira1, Laísla Da Silva Paixão1, Ana Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo Cappato De Araújo1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade de Pernambuco, Petrolina/PE, Brasil. Apoio: CNPq INTRODUÇÃO: Discinesia escapular é definida qualquer modificação na movimentação e no posicionamento da escápula. A alteração na mobilidade escapular tem sido frequentemente relacionada a dores no ombro, principalmente em indivíduos que utilizam o membro superior em atividades repetitivas que impõem sobrecarga no ombro e que o submetem a posições acima da cabeça, no caso de atletas. Uma avaliação criteriosa dos movimentos escapulares é de fundamental importância para prevenção de lesões e para ao planejamento da reabilitação de indivíduos com algum tipo de disfunção. Na literatura são descritos diversos métodos objetivos e subjetivos, estáticos e dinâmicos de avaliação de discinesia escapular. Dentre eles, um dos mais utilizados na prática clínica é a classificação proposta por Kibler et al.(2002), que consiste um sistema de categorização que diferencia quatro padrões de discinesia escapular, sendo três tipos descritivos de assimetria escapular e um referindo-se a movimento escapular simétrico. Outro método é o Slide Lateral Scapular Test (SLST), técnica descrita por Kibler (1991) que consiste na mensuração da distância entre o ângulo inferior da escápula e o processo espinhoso da vértebra torácica correspondente, com uma fita métrica, escoliômetro ou goniômetro e com o ombro em três posições diferentes. OBJETIVO: Avaliar a concordância entre a classificação de Kibler e o SLST. MÉTODOS: Participaram do estudo 50 indivíduos (42 homens e 8 mulheres), com média de idade de 21,92 anos, sem histórico de lesões na cintura escapular. Após breve avaliação física, os indivíduos foram submetidos aos dois métodos de avaliação de discinesia escapular. Para que fosse feita a classificação proposta por Kibler, os indivíduos foram posicionados em ortostase, segurando uma carga dependente da massa corporal, sendo determinado e padronizado 1Kg para aqueles com massa ≤ 68Kg e 2Kg para massa > 68Kg. Em seguida solicitou-se três repetições do movimento de flexão do ombro de 0° a 90° graus no plano frontal, sendo a execução do movimento filmada para facilitar a análise do examinador. No SLST, a mensuração foi feita bilateralmente, utilizando-se fita métrica com o ombro em 0°, 45° e 90° de abdução no plano frontal e marcação das estruturas ósseas envolvidas no teste. O movimento de abdução do ombro foi feito tanto de forma concêntrica como excêntrica. Os dois testes foram executados e analisados pelo mesmo examinador. Os dados foram analisados utilizando o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 17.0. RESULTADOS: A concordância entre os dois métodos de avaliação foi considerada pobre, com valor de Kappa de 0,08 com um intervalo de confiança de 95% (-0,18-0,32). CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nesse estudo demonstraram que a classificação de discinesia escapular proposta por kibler e a mensuração do Slide Lateral Scapular Test não apresentaram concordância. O fato desses dois métodos avaliarem de forma diferente a discinesia escapular, sendo um avaliando a dinâmica e outro a posição estática, pode ter influenciado nos resultados. 100 RESUMO 79 O PET-SAÚDE NA FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: Nadiel Cavalcante de Sousa1, Fabrício Jácome Gonçalves1, Thibério Menezes Quirino1, Thamires Ribeiro Chaves1, Isabela Lemos Veloso Lopes1, Felipe Joaquim de Oliveira Barbosa1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Brasil; Preceptora do Programa PET- saúde. Apoio: SUS. INTRODUÇÃO: O (PET-Saúde), Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde, foi idealizado como uma proposta que solidifica o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde), assim também, concretiza a relação ensino-serviço-comunidade, buscando a institucionalização dos programas pedagógicos dos profissionais que atuam nas redes de saúde e ao estímulo para a admissão das necessidades do serviço como premissa para produção da pesquisa e conhecimento na Universidade. A Educação Física inclusa a equipe de saúde da família através do PETSAÚDE, pode colaborar para ações de promoção da saúde, prevenção e agravos de doenças, interferido positivamente na saúde da população. OBJETIVO: Este estudo objetivou-se em relatar as experiências vivenciadas pelos acadêmicos de Educação Física no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-SAÚDE), UFPB. MÉTODOS: De acordo com a natureza da pesquisa e o objetivo proposto, este estudo caracteriza-se como um relato de experiência, realizado com 10 estudantes do curso de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, que participaram do programa de educação pelo trabalho para saúde (PET – Saúde). O programa acontece nos principais bairros da cidade de João Pessoa – PB, através das Unidades de Saúde da Família (USF). Toda semana aconteciam encontros, onde os profissionais de diversas áreas criavam estratégias para posteriormente atuarem na prevenção e promoção da saúde dos usuários. Visto a importância da atuação do profissional de educação física foi elaborado um questionário estruturado com questões referentes às suas atuações e vivências quando inseridos ao programa. Posteriormente a análise dos dados foi realizada através das descrições das respostas apontadas pelos pesquisados. RESULTADOS: Os estudantes de Educação Física, em sua maioria, relataram que durante a participação no PET não tinham função especifica, acompanhavam outros profissionais em atividades multidisciplinares, as atividades que desenvolviam eram avaliações antropométricas, acompanhamentos às gestantes, hipertensos e diabéticos. Durante o programa, percebeu-se que as gestantes melhoraram suas posturas, e seguiram recomendações em questão as atividades diárias e sobre boa alimentação. A participação no programa Foi importante pelo fato de adquirirem mais conhecimento sobre a área de atuação do educador físico, além de ter a oportunidade de trabalhar em conjunto com profissionais de outras áreas da saúde, criando um elo para beneficio da população. CONCLUSÃO: Conclui-se que o programa PET saúde é uma porta para inserção dos estudantes de diversas áreas da saúde, inclusive a Educação Física, levando-os a terem experiências palpáveis e os oportunizando a demonstrarem os conhecimentos adquiridos na universidade para a comunidade. Desta forma é de extrema importância a inclusão do profissional de Educação Física nos Programas de Saúde da Família, pois a comunidade que é atendida não tem condições e entendimentos sobre a prática de atividade física, inúmeras vezes realizam sem acompanhamento, muito menos orientação ou de forma inapropriada para seu perfil, apanhando com isto lesões e ou males posturais e não benefícios que prática pode proporcionar. 101 RESUMO 80 EFEITO DA ORDEM DOS EXERCÍCIOS SOBRE O DESEMPENHO MUSCULAR EM UMA SESSÃO DE TREINAMENTO COM PESOS NO MÉTODO CIRCUITO Autores: Natália Barros Beltrão1, André Luiz Torres Pirauá2, Dalton Lima2, Gregório Queiroz2, Jefferson Gomes2, Bruno Machado Melo2, Rodrigo Cappato de Araújo2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), 2Universidade de Pernambuco (UPE) INTRODUÇÃO: O efeito da manipulação da ordem dos exercícios em uma sessão de treinamento sobre o desempenho tem sido amplamente discutido em diversos estudos. Paralelamente, observa-se que o método circuito tem sido cada vez mais difundido e recomendado em programas de treinamento para controle e redução do peso. Tendo em vista que o circuito é composto por várias passagens em estações de exercícios, realizados em séries simples alternadas por segmento, que possibilitam um maior tempo de recuperação entre as estações é possível que a ordem dos exercícios não afete o desempenho dos sujeitos durante a realização da sessão. OBJETIVO: Comparar o Volume Total de Trabalho (VTT) e o número de repetições em duas sequências no método circuito. MÉTODOS: Onze adultos jovens treinados do sexo masculino (24,0 ± 4,8 anos, 76,1 ± 8,5 kg, 1,75 ± 0,06 m) executaram uma sessão de treinamento de força no método circuito em duas sequência. A sessão foi constituída por três passagens em oito estações (exercícios), executadas até a fadiga volutiva, alternando exercícios de membros superiores e inferires, com 1 minuto de intervalo entre as estações. A Sequência A foi iniciada por exercícios multiarticulares e progredia para exercícios monoarticulares (supino, leg press 45º, remada baixa, hack machine, tríceps pulley, mesa flexora, rosca direta, cadeira adutora); a sequência B foi executada na ordem inversa. O número de repetições foi comparado por meio de análise multivariada para medidas repetidas (MANOVA para medidas repetidas), e o VTT foi comparado por meio do teste t pareado. RESULTADOS: Nenhum diferença foi observada entre as sequências para o VTT (p= 0,47; d= 0,16). O número de repetições foi diferente entre as sequências para todos os exercícios (F(8,3) = 20,635; p < 0,047), exceto para o exercício mesa flexora (p=0,08). Em ambas as condições, os exercício alocados no início da sequência (p<0,05) foram executados com maior número de repetições. CONCLUSÃO: Esses achados sugerem que, para ganhos musculares gerais, o desempenho em uma sessão do método circuito será semelhante, independente da ordem de execução. Já para aqueles que objetivam ganhos para grupos musculares específicos, exercício prioritários devem executados no início da sessão. 102 RESUMO 81 PROJETO SENTIDOS: CONTRIBUINDO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA DO MUNICÍPIO DE SENHOR DO BONFIM-BA. Autores: Natanael Pereira Barros¹, Elisangela Batista Rocha², Maralyse Ane Freitas de Oliveira Castro³, Eliana Conceição4. E mail: [email protected] Instituições: Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim-BA Secretaria de Educação, Cultura e Esportes INTRODUÇÃO: A prática da atividade esportiva por pessoas com deficiência pode proporcionar dentre todos os benefícios da prática regular de atividade física que são mundialmente conhecidos, a oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a inclusão social do indivíduo OBJETIVOS: O projeto surgiu com a intenção de mostrar a importância de se trabalhar o esporte e o lazer aos alunos com deficiência matriculados na rede pública municipal da cidade de Senhor do Bonfim-BA nas diversas áreas de deficiências como: deficiência auditiva, intelectual, Física, visual e múltipla deficiência. MÉTODO: O trabalho se inicia com uma avaliação psicomotora e psicopedagógica da pessoa com deficiência, a partir de diagnóstico realizado por psicopedagogo e/ou professor especializado no atendimento educacional especializado – AEE e um profissional de educação física. Neste momento estão sendo desenvolvidas atividades de natação, e faturamento estendido a outras modalidades esportivas. RESULTADOS: O projeto conta hoje com 25 alunos matriculados nas diversas áreas de deficiência, mas terá a capacidade de atender em breve 100 alunos com deficiência. As atividades acontecem nas sextas e nos sábados no complexo esportivo da cidade. O projeto conta com 03 profissionais de educação física e 01 pedagoga. CONCLUSÃO: Com este projeto percebemos o quanto a atividade física e o esporte são importantes para o desenvolvimento físico, social e afetivo da pessoa com deficiência, como a inclusão está presente no nosso cotidiano e sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. 103 RESUMO 82 CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO TÁTICO DECLARATIVO NO HANDEBOL Autores: Nathalia Izabelle Albuquerque Silva¹; Márcio Adelmo da Silva¹ ; Iberê Caldas Souza Leão¹; Marcelo Tavares Viana²; Everton Botelho Sourgey³. Email: [email protected] Instituições: ¹ Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/CAV),Vitória de Santo Antão (PE),Brasil; ² Autarquia Caruaruense de Ensino Superior (ACES),Caruaru (PE),Brasil; ³ Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife (PE), Brasil. INTRODUÇÃO: O handebol é um esporte coletivo que como qualquer outra modalidade coletiva necessita de conhecimento, raciocínio e tomada de decisão, para isso é necessário se trabalhar os processos cognitivos: percepção, atenção, antecipação, memória, pensamento e inteligência. Os quais são importantes para a resolução de situações problemas que ocorrem durante os jogos, melhorando assim o desempenho do atleta. OBJETIVO: Construir e validar um protocolo do nível de conhecimento tático declarativo no handebol. MÉTODOS: O estudo utilizou-se do método de validade de conteúdo, usado para validar cenas de vídeo do jogo de handebol. Foi usado um painel de 06 peritos que analisaram cenas relacionadas ao jogador atacante em posse de bola. As cenas foram avaliadas através de três critérios: clareza da imagem, pertinência da prática e representatividade do item, através de uma escala de Lickert. A concordância das respostas sobre as cenas de vídeo do jogo de handebol teve como objetivo propor a criação de um teste para verificar o nível de conhecimento tático declarativo (CTD) no handebol (TCTD:Hb). Direcionado a avaliar esse parâmetro (CTD) em atletas de handebol no país. RESULTADOS: Os dados ilustraram que a observação de cenas de jogo de handebol enfatizam processos cognitivos ligados a prática esportiva como, percepção, tomada de decisão, memória e aprendizagem. Os itens (cenas) concordados pelos peritos foram considerados confiáveis, através do coeficiente de validade de conteúdo (CVC), com valores ≥ 0,80 para os dois primeiros critérios do teste, como também foi utilizada a concordância entre observadores (CEO) para o terceiro critério de análise, onde os valores obtidos para esse critério ficou num nível ≥ 80%; considerado excelente para esse tipo de teste, como referencia a literatura.CONCLUSÂO: O procedimento mostrou-se eficaz para delimitação das cenas, com aproveitamento de 11 destas, das 60 cenas selecionadas no início do construto. 104 RESUMO 83 O EXERCÍCIO AERÓBIO PRAZEROSO ATINGE A INTENSIDADE RECOMENDADA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM IDOSAS SEDENTÁRIAS. Autores: Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Altieres Elias de Sousa Júnior1, Hassan Mohamed Elsangedy¹, Cheng Hsin Nery Chao¹, Marcus Felipe Soares¹, Jorge Augusto de Oliveira Barros¹, Weslley Quirino Alves da Silva¹;², Eduardo Caldas Costa¹. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil; 2 Universidade Potiguar (UNP), Natal/RN, Brasil. Apoio: MEC-Sesu (Edital PROEXT, 2013). INTRODUÇÃO: Apesar da prática regular de exercício físico reduzir fatores de risco cardiovascular e metabólico, além de melhorar a autonomia e capacidade funcional de idosos, o índice de inatividade física é alto nessa população. De acordo com a teoria hedônica da motivação, exercícios prazerosos tendem a melhorar a adesão e aderência a atividade física. Assim, o modelo de exercício guiado pelo afeto (sensação de prazer) tem sido apontando como uma estratégia interessante para melhorar esses aspectos. Entretanto, não está claro se essa estratégia atende a intensidade recomendada para a promoção da saúde em idosos. OBJETIVO: Analisar se o exercício aeróbio guiado pelo afeto atende a intensidade recomendada para a promoção da saúde em idosos sedentários. MÉTODOS: Participaram do estudo 10 idosas (64,5 ± 3,9 anos; 28,7 ± 5 kg/m²) ingressantes no projeto de extensão “Vida Ativa na Terceira Idade”, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Previamente, todas as voluntárias realizaram teste de esforço máximo. Após isso, os sujeitos participaram de um processo de ancoragem teórico-prática sobre o método de exercício guiado pelo afeto e uso da escala de valência afetiva (Feeling Scale; +5/-5). As sessões de exercício guiado pelo afeto incluiu a realização de 30 minutos de exercício com controle da intensidade baseada na âncora “+3” (sensação de “BOM”) da Feeling Scale. A cada cinco minutos, as idosas eram questionadas sobre a percepção subjetiva do esforço (PSE; OMNI CR 0-10) e incentivadas a manter o exercício de forma prazerosa. A frequência cardíaca (FC) foi monitorada através de cardiofrequencímetro. Os resultados das duas semanas iniciais de treinamento (quatro sessões em esteira rolante e duas sessões em bicicleta ergométrica) foram descritos, através da mediana (percentil 25-75). Assim, foi analisado se as sessões atendiam a intensidade recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte para a promoção da saúde em idosos (moderada [64-76% da FCmáx] ou vigorosa [7790% da FCmáx). Adicionalmente, o teste de Friedman e o teste de Wilcoxon foi utilizado para analisar possíveis diferenças entre as sessões. Um p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: Os resultados apontam que em todas as sessões as idosas atenderam a intensidade recomendada (moderada ou vigorosa), independente do ergômetro. Além disso, não houve diferença de intensidade entre as sessões, tanto na esteira rolante (n=4) quanto na bicicleta ergométrica (n=2) (p > 0,05). Os valores para FCmáx foram: esteira rolante 73,1 [67,8-77,9], 74,8 [67,2-78,1], 73,2 [69,9-81,2] e 71,2 [67,2-76,8]; bicicleta ergométrica 75,3 [69,5-77,6] e 73,3 [65,0-83,3]. De forma geral, a PSE foi maior nas sessões na bicicleta ergométrica (4,8 [3,6-5,8]) do que na esteira rolante (4,0 [3,0-4,5]) (p < 0,01). CONCLUSÃO: O exercício aeróbio guiado pelo afeto na âncora "+3" da FS atendeu a intensidade recomendada para a promoção da saúde em idosas sedentárias, independente do ergômetro utilizado (esteira ou bicicleta ergométrica). 105 RESUMO 84 AUTOSSELEÇÃO DA CADÊNCIA DE PEDALADA PROMOVE MAIOR PRAZER DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO EM OBESOS Autores: Pedro M.D. Agrícola, Daniel G. da S. Machado, Luiz I. do N. Neto, Luiz F. Farias Junior, Thiago de B. Farias, Hassan M. Elsangedy, Alexandre H. Okano. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: FAPERN, CNPQ e UFRN. Introdução: Estudos indicam que indivíduos obesos apresentam baixa tolerância ao esforço e níveis de prazer desfavoráveis durante o exercício. De modo geral, a autosseleção da intensidade em atividades cíclicas, corresponde a maior eficiência metabólica, entretanto, no ciclismo a preferência da cadência de pedalada para dada intensidade não obedece esta afirmação, sugerindo a influência de aspectos subjetivos para a seleção da cadência de pedalada. Considerando que a seleção da intensidade do exercício é influenciada pela sensação de prazer, é possível especular que a seleção da cadência de pedalada possa ser igualmente influenciada pelo prazer experienciado durante o exercício, e não pela busca da zona de maior eficiência metabólica, como observado em outras modalidades. Objetivo: comparar as respostas afetivas durante o exercício físico realizado em ciclo ergômetro em diferentes cadências de pedalada em obesos. Métodos: A amostra foi constituída de 9 sujeitos de ambos os sexos (28,1±9,6 anos, 102,3±25,7 kg, 1,7±0,12 m, 36,1±5,9 kg/m², VO 2pico 24,8±5,2 ml.kg-1.min-1). Realizou-se o teste incremental e randomicamente três testes retangulares (50% da potência máxima) por 20 minutos nas cadências de 60 e 100 rotações por minuto (RPM) e autosseleção da cadência (ATS; os sujeitos autosselecionaram em média 67,4±20,3 RPM). Durante as sessões retangulares o afeto (AF) foi avaliado a cada cinco minutos através da escala de valência afetiva (feeling scale) uma escala bipolar com intervalo de +5 a -5 com descritores verbais. A escala mensura o componente emocional ou afetivo do exercício, assim como se a sensação de esforço durante o exercício é prazerosa ou desprazerosa, e não o nível real de força ou trabalho físico. Utilizou-se o teste empregouse análise de variância two-way (cadência x tempo) seguida pelo teste de Tukey, adotando-se p < 0,05. Resultados: Houve efeito da cadência (F(2,10)=7,83; p=0,01), do tempo (F(4,20)=15,94; p<0,001) e da interação tempo/cadência (F(8,40)=2,51; p<0,03) sobre o AF. Para a interação cadência/momento as diferenças significativas (p<0,001) constatadas ocorreram aos 5 (100RPM= 1,1±2,6 vs. ATS= 2,4±1,4), 10 (100RPM= 0,8±2,4 vs. ATS= 1,3±1,7), 15 (100RPM= -1,9±2,9 vs. ATS= 0±2,4) e 20 minutos (100RPM= -2,4±3,1 vs. ATS= -1,3±2,7). Em 60 RPM não apresentou diferenças em relação a 100 RPM e ATS na interação tempo/cadência e na cadência. Conclusão: Os resultados demostraram que o afeto foi maior quando os sujeitos autosselecionaram a cadência de pedalada, indicando que a liberdade de escolher a intensidade do exercício proporciona maior prazer em comparação às cadências impostas. 106 RESUMO 85 RELAÇÃO DO DESEMPENHO COGNITIVO COM A APTIDÃO AERÓBIA EM IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS Autores: Philipe Gabriel Domingos França1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1, Marília Padilha Martins Tavares1, Keila Maria Dias Carmo Lopes2, Jônatas de França Barros1. Email: [email protected] Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da Universidade Paulista, Brasília/DF, Brasil. Apoio: CAPES e PROEX/UFRN. INTRODUÇÃO. Estima-se que o melhor desempenho cognitivo seja alcançado no início da idade adulta, enquanto que, o declínio do mesmo seja percebido na meia idade, por volta dos 45 anos. Sabendo disso uma das hipóteses mais aceita para a compreensão do declínio cognitivo foi baseada na redução da função cardiovascular decorrente do envelhecimento, que acarretaria diminuição progressiva da disponibilidade de oxigênio no cérebro. A prática de atividade física ocasionaria na melhora da aptidão cardiovascular podendo resultar em um aumento da plasticidade do cérebro humano, além de exercer redução na senescência cognitiva. OBJETIVOS. Verificar a relação do desempenho cognitivo com a aptidão aeróbia em idosas fisicamente ativas. MÉTODOS. A amostra foi constituída por 49 mulheres idosas (64,3±3,9 anos de idade; índice de massa corporal= 26,8 ± 3,4 kg.m-2), fisicamente independentes e ativas (por um período mínimo de 6 meses) que foram submetidas aos seguintes procedimentos: avaliação da aptidão aeróbia pelo teste cardiopulmonar em esteira rolante, sob o protocolo de rampa, o teste consistiu inicialmente de uma velocidade de 2,0 km/h e 0% de inclinação, aos 10 minutos de teste a velocidade e inclinação prevista era de 6,0 km/h e 6%, respectivamente, para obtenção do consumo de oxigênio pico (VO2pico); e avaliação do desempenho e declínio cognitivo pelo Miniexame do Estado Mental - MMSE. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Os dados da caracterização da amostra estão apresentados como média e (±) desvio padrão. A relação (r) do desempenho cognitivo com a aptidão aeróbia foi verificada pela correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOS. O desempenho cognitivo (26,5 ± 3,3 pontos) apresentou correlação positiva e significativa (r= 0,365; p= 0,012) com o VO2pico (20,3 ± 2,5 ml.kg.1 min-1). CONCLUSÃO. O desempenho cognitivo apresentou relação com a aptidão aeróbia em idosas fisicamente ativas, tendo em vista que quanto maior o desempenho cognitivo, maior foi o VO2pico. 107 RESUMO 86 AVALIAÇÃO DA GORDURA CORPORAL EM ADOLESCENTES ESCOLARES UTILIZANDO DOBRAS CUTÂNEAS E BIOIMPEDÂNCIA BIPOLAR Autores: Priscilla Alencar de Oliveira Morais1, Milla Gabriela Belarmino Dantas1, Ana Carolina Rodarti Pitangui1, Rodrigo Cappato de Araújo1, Paulo Adriano Schwingel1. Email: [email protected] Instituição: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico (PFA) da Universidade de Pernambuco (UPE) INTRODUÇÃO: A obesidade é um problema de saúde global que pode estar associado a distúrbios clínicos que representam alto risco para doenças crônicas não infecciosas, tendo como estágios críticos para o seu desenvolvimento a infância e a adolescência, pois é quando ocorrem a oscilação e a transição da adiposidade corporal. Por conta disso, recomenda-se o desenvolvimento de ferramentas de avaliação e prevenção adequadas para a população dessa faixa etária. Neste contexto se destacam a análise da bioimpedância (BIA) e a mensuração das dobras cutâneas, dois métodos duplamente indiretos capazes de avaliar a gordura corporal total e que podem correlacionar-se de forma significativa. Apesar desse fato, o seu uso ainda não é amplo em algumas populações, como as crianças e os adolescentes. OBJETIVO: Comparar dois diferentes métodos indiretos de estimativa do percentual de gordura corporal em adolescentes escolares. MÉTODOS: Foram avaliados 300 adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, na cidade de Petrolina, Pernambuco, Brasil. Todos foram submetidos à mensuração das dobras cutâneas e à bioimpedância elétrica (BIA) bipolar para obtenção do percentual de gordura corporal. Foram utilizados o teste estatístico de Wilcoxon e o coeficiente de correlação de Spearman. RESULTADOS: A mediana (intervalo interquartil) de idade dos avaliados foi 13,0 (13,0–15,0) anos. Duzentas e quatorze (71,3%) eram meninas. Foi verificada forte correlação linear positiva (r=0,76; P<0,001) entre os métodos. Porém, quando separados por gênero, a correlação estatística (P<0,001) entre estes protocolos tornou-se moderada (r=0,61 e r=0,73 nos sexos masculino e feminino, respectivamente). Por outro lado, percentuais de gordura obtidos por dobras cutâneas (26,9%) e BIA (22,3%) foram estatisticamente diferentes (P<0,001). O percentual de gordura estimado por dobras cutâneas foi maior em ambos os sexos e em todas as faixas etárias. Além disso, ambos os métodos identificaram maior percentual de gordura no sexo feminino em relação ao masculino. CONCLUSÃO: O percentual de gordura corporal medido pela BIA foi significativamente menor que o estimado pelo método antropométrico. No entanto, os valores são fortemente correlacionados. Neste sentido, a BIA pode ser utilizado nesta população para monitorizar e avaliar as alterações no estado nutricional ao longo do tempo. Além disso, este método simples, barato e prático pode ser uma opção na implementação de protocolos de atendimento nutricional em colégios e escolas. 108 RESUMO 87 NÍVEIS DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADOS À SAÚDE EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO/IF-BAIANO – CAMPUS SENHOR DO BONFIM Autores: Rafael da Silva Muricy Guirra1,2, Jadson de Oliveira Lima1,2, Jainy Carneiro da Silva Santos1,2, Robson Marques dos Santos1,2. E-mail: [email protected] Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO), Senhor do Bonfim/BA, Brasil; 2 Grupo de Estudos do Ensino Médio da Atividade Física Relacionada à Saúde (GEMAFIS)/Campus Senhor do Bonfim Apoio: IFBAIANO e Projeto Ciência Itinerante/Campus Senhor do Bonfim INTRODUÇÃO: A percepção da composição corporal e da aptidão física tem sido descrita como possibilidade de proporcionar a crianças e jovens adoção de estilo de vida saudável, vivendo fisicamente ativo. A aptidão física deve ser percebida como um constructo que representa um estado multifacetado de bem-estar resultante da participação na atividade física. Dessa forma, é importante estudar, acompanhar e conhecer a interrelação de fatores associados à adoção de comportamentos indesejáveis e propor estratégias de promoção de um estilo de vida saudável. OBJETIVO: Avaliar a evolução da composição corporal e os níveis de aptidão física relacionado à saúde em alunos do curso técnico agropecuário integrado ao ensino médio. MÉTODOS: A seleção da amostra foi feita através de processo de amostragem aleatória sistemática mediante a utilização da relação nominal dos alunos matriculados no Campus que compuseram a amostra de 196 escolares de ambos os sexos com idades 14 a 17 anos, de uma população de 386 escolares. Destes, 114 são do sexo feminino e 82 do sexo masculino, com média de idades 15,83 ± 1,84 e 15,76 ± 1,29 respectivamente. As informações referentes aos níveis de aptidão física dos escolares foram coletadas através dos testes de resistência abdominal, flexão de braço, sentar alcançar, VO 2máximo e mensuração das dobras cutâneas: subescapular e tríceps, no período de 06 a 20 de abril do ano em curso. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS for Windows, utilizando a estatística descritiva e teste “t”. RESULTADOS: Os resultados mostraram que 55,0% dos escolares foram classificados como percentual de gordura ótimo (p<0,03), porém 48,6% foram classificados como percentual de gordura moderado alto (p<0,04), com maior ocorrência entre os escolares do sexo feminino de 31,5%. (p<0,04). Com relação ao teste de resistência abdominal, o sexo feminino obteve resultado inferior ao sexo masculino, 56,2% foram classificados acima da média (p<0,03), já os rapazes, 81,8% foram classificados acima da média (p<0,02). Já o teste de flexão de braços, 90,3% do sexo feminino foram classificados abaixo da média (p>0,04) e, 78,0% do sexo masculino classificado acima da média (p<0,03). Para o teste sentar alcançar, o sexo masculino obteve resultados melhores, 84,2% classificados acima da média (p<0,02) contra, 60,5% do sexo feminino classificado abaixo da média (p<0,04). Enquanto para o VO 2máx para ambos os sexo foram classificados com fraca (p<0,04), 66,7% para os sexo feminino e 56,1% para o sexo masculino. CONCLUSÃO: Portanto concluiu-se que de maneira geral os escolares apresentam ocorrência de percentual de gordura moderado alto e baixo nível de aptidão física relacionada à saúde, sobressaindo apenas para o teste de resistência abdominal. 109 RESUMO 88 SISTEMATIZANDO AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA VIVÊNCIA LÚDICA COM UM NOVO OLHAR PEDAGÓGICO. Autores: Rafaela de Andrade Pinheiro Oliveira, Antônio de Pádua dos Santos, Raíza Braun. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. OBJETIVO: O presente relato tem como objetivo descrever e fazer uma análise crítica da experiência vivenciada em aulas aplicadas na Escola Municipal Prof. Ascendino de Almeida. MÉTODOS: O trabalho da disciplina de Educação Física no Ensino Fundamental consistiu em planejar e aplicar três aulas sistematizadas com conteúdo Jogos ou Lutas para uma turma do Ensino Fundamental. O conteúdo escolhido pelo grupo (graduandos de Educação Física - Licenciatura no 5º período) á aplicação das mesmas, de forma sistematizada, foi Lutas, com foco no Judô e os temas sendo, na primeira aula: Leãozinho, na segunda aula: Puxa-puxa e na terceira aula: Casulo, tudo isso partindo de uma base teórica sobre os assuntos. As aulas foram ministradas nos dias 11 e 12/06/2012, para uma turma com média de 30 alunos, contendo um aluno com deficiência intelectual, do 2º ano do Ensino Fundamental, que possui crianças com faixa etária de 7 e 8 anos. RESULTADOS: Acredita-se que o objetivo de mostrar que é possível aplicar aulas proveitosas, atrativas e interessantes foi alcançado. O comportamento dos alunos relativo ao conteúdo foi proveitoso, eles corresponderam e realizaram bem as aulas. Tivemos um bom domínio da turma na maioria do tempo das atividades, logicamente que em certos momentos alguns poucos alunos não se comportaram tão bem, mas conseguimos contornar a situação com conversas e conselhos. As três aulas ministradas nos permitiu mostrar e acreditar que é possível utilizar o conteúdo Lutas nas aulas de Educação Física escolar, conhecer e vivenciar a realidade de uma escola pública municipal de Natal, diminuindo certos preconceitos quanto à mesma, ver sua prática pedagógica, no que se refere ao processo educacional, compreender e analisar a importância da sistematização e da didática da Educação Física, de uma boa estratégia metodológica, de se ter variedades de recursos didáticos e de se ter uma boa relação professor/alunos. CONCLUSÃO: Essa atividade definitivamente foi de suma valia e com certeza acrescentou muito na nossa futura formação. Vimos o quanto é necessário aliar o conhecimento teórico com as experiências empíricas. Não é fácil, mas quando há preparação, coragem e boa vontade, as coisas se tornam possíveis de se realizar. 110 RESUMO 89 O ESTILO DE VIDA INFLUENCIA A CIRCUNFERENCIA DA CINTURA DE USUÁRIOS DE PARQUE DE LAZER Autores: Reginaldo Luiz do Nascimento, Alfredo Anderson Teixeira de Araújo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) – Programa de Educação Tutorial (PET-Educação Física), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: MEC/PET/CAPES INTRODUÇÃO: Estudos tem demonstrado que o estilo de vida (EV) pode apresentar direta influencia aos riscos para doenças cardiometabólicas. Na análise do EV os componentes atividade física e nutrição podem ser essenciais na influência em indicadores antropométricos. OBJETIVO: Verificar a associação entre EV e circunferência da cintura (CC) de usuários de parque de lazer. MÉTODOS: A amostra foi composta por 210 indivíduos de ambos os sexos com média de idade de 44,5±17,0 anos, sendo Masc: 45,1±17,4 anos e Fem: 47,7±17,5 anos, estatura – Masc: 1,69±0,08 m e Fem: 1,57±0,07 m e peso – Masc: 76,5±15,6 kg e Fem: 64,8±11,3 kg. Além da medida antropométrica da CC, os avaliados responderam o questionário FANTASTIC que objetivou avaliar o EV através de diversos componentes (Família, Atividade Física, Nutrição, Tóxicos, Álcool, Sono, Tipo de Comportamento, Introspecção e Trabalho). A amostra foi dividida por sexo, faixa etária e estilo de vida, onde o EV foi dicotomizado em Alto (AEV) e Baixo Estilo de Vida (BEV). Estatística descritiva e teste t de student para amostras independentes foram aplicados com p<0,05 (Statistica v.6.0). RESULTADOS: Correlações negativas foram observadas na amostra total entre EV e CC (r = -0,15; p=0,024) e no grupo masculino (r = -0,20; p=0,041). Além disso, ao comparar a CC entre diferentes EV, ocorreram diferenças significativas na amostra total (AEV = 82,6±11,9 cm vs. BEV = 86,6±13,1 cm; p<0,05). CONCLUSÃO: A CC de usuários de parque de lazer de ambos os sexos (amostra total) pode ser influenciada pelo EV, com resultados significativos ocorrendo em homens independentes da idade. 111 RESUMO 90 PRONTIDÃO À ATIVIDADE FÍSICA DE PRATICANTES DO PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN Autores: Ricardo André Gomes da Silva¹, Denize Mota do Nascimento¹, Hérika Monicely¹, Pauliane Gomes da Silva¹, Tatiane Silva do Nascimento¹, Patrick Ramon Stafin Coquerel¹, Brenda Regina Gomes De Pontes¹, Tâmara Luíza de Oliveira Albano¹, William De Moura Barbosa¹, Hudday Mendes da Silva¹. E mail: [email protected] Instituição: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: PROEX; PROGESP; PROPESQ, FAPERN; CAPES; MEC. INTRODUÇÃO: A atividade física, exercitada com frequência regular é uma das principais influências na manutenção da saúde, principalmente para os idosos. O questionário Physical Activity Readiness Questionnaire (Par-Q), é um método utilizado para identificar indivíduos aptos ou não, ou seja, traçar um perfil de prontidão dos participantes para a prática de atividades físicas, e assim ficar ciente das condições de saúde dos mesmos e se necessário encaminha-los para uma melhor avaliação clínica. OBJETIVO: Determinar a aptidão para prática de atividade física regular em idosos participantes do projeto de Caminhada na água da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN. METODOLOGIA: Participaram do estudo 66 idosos, sendo 25 homens e 41 mulheres com idades > 60 anos. A amostragem deu-se de forma não probabilística, por intencionalidade. A natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para coleta de dados é descritiva. Utilizou-se como instrumento de avaliação o Questionário de Prontidão para Atividade Física, proposto pelo College of Sports Medicine, composto por sete questões que podem ser assinaladas com “sim” ou “não”, onde o “não” representa ausência de impedimento para a prática de atividade física e o “sim” contraindica a prática imediata de exercícios. As aplicações foram realizadas antes de iniciarem-se as atividades e caso o mesmo venha ter quaisquer resposta positiva, era indicado a procurar um médico especializado para prevenir e liberar a prática do exercício físico com segurança. Análise dos questionários deu-se de forma descritiva por distribuição de frequência. RESULTADOS: De acordo com a distribuição das respostas por gênero, observou-se que em ambos os sexos identificou-se respostas verdadeiras (Masculino=64% e Feminino=36%), como visto, um maior percentual para os homens. Quando verificado qual pergunta apresenta maior percentual de respostas sim, tanto os homens (56%) como as mulheres (53,7%) para o questionamento de que algum médico já lhe prescreveu medicamento para pressão arterial ou para o coração, obtiveram tal comportamento, seguido por se o médico já disse que o idoso já possui algum problema cardíaco e recomendou atividades físicas apenas sob supervisão médica (Masculino= 24% e feminino=24,4%) e se possui algum problema ósseo ou articular que poderia agravar-se com a prática de atividade física (Masculino=16% e feminino=29,3%). As únicas respostas com percentual alto para respostas “não” foram em relação a dor no peito durante a atividade e/ou no ultimo mês. CONCLUSÃO: Nesse sentido, o observado é que os homens em uma maior quantidade apresentam-se aparentemente inaptos, como também se destaca que em relação a problemas ósseo, como visto na literatura as mulheres apontaria um maior percentual, sendo explicado a partir das possíveis disfunções hormonais e de nutrientes advindos da idade avançada. Com isso o PARQ trata-se de um instrumento relativamente simples, fornecendo uma avaliação superficial das condições prévias de saúde, recomendando-se a realização de uma avaliação clínica mais detalhada, para aqueles sujeitos que se apresentaram inaptos, antes mesmo da prática de qualquer atividade física regular. 112 RESUMO 91 SISTEMATIZAÇÃO DO JIU-JÍTSU BRASILEIRO NA ESCOLA. Autores: Ricardo de Araujo Gomes, Jacilene Guedes de Oliveira, Marco Aurélio Lauriano de Oliveira. E-mail: [email protected] Instituições: Universidade de Pernambuco (UPE/ESEF), Recife/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: O presente estudo tem como tema a sistematização do Jiu-Jítsu Brasileiro (JJB) sob a perspectiva da cultura corporal na Abordagem Crítico-Superadora. A escolha por utilizar a Abordagem Crítico-Superadora se deu pelo motivo desta ser a que o autor da pesquisa mais se identifica e defende, por possibilitar o acesso ao conhecimento da educação física enquanto uma produção cultural. De modo que este acesso possibilite ao aluno transcender a postura de contemplação apenas, e perceba que ele, o aluno, é sujeito que produz cultura. Ao mesmo tempo em que agindo neste sentido também promove mudanças na construção histórica. OBJETIVO: Propor uma sistematização do JJB, enquanto componente do conteúdo luta, para o ensino fundamental, a partir das categorias fundamentais da Concepção Pedagógica CríticoSuperadora. METODOLOGIA: Este estudo se configura como uma pesquisa qualitativa cujas análises realizadas terão um caráter descritivo analítico. Utilizou-se como material de coleta de dados livros clássicos sobre JJB e o livro clássico da Concepção Pedagógica Crítico-Superadora: Metodologia do Ensino da Educação Física (2009). A estrutura deste estudo se dá em quatro partes, sendo elas: construção histórica do JJB; caracterização do JJB; análise das categorias fundamentais da Concepção Pedagógica CríticoSuperadora; e por fim a apresentação do conteúdo programático para o ensino do JJB nos três ciclos do ensino fundamental. RESULTADOS: No 1º ciclo (Organização dos dados da realidade) o conhecimento é trabalhado predominantemente a partir de jogos de combate, a fim de, ordenar aspectos históricos, técnicos, táticos, e de regulação: componentes do JJB; 2º ciclo (Iniciação à sistematização do conhecimento), aqui se reorganiza os dados do JJB caracterizando os personagens e os aspectos supracitados, acrescentando uma análise do sistema de graduação do JJB; 3º ciclo (Ampliação da sistematização do conhecimento) requalifica-se a compreensão do objeto analisando as restrições de técnicas para cada graduação/categoria e elabora-se esquemas de luta utilizando o conhecimento técnico, os fundamentos de regulação e a caracterização dos personagens na luta. CONCLUSÃO: As categorias levantadas e analisadas, na Concepção Pedagógica Crítico-Superadora, trazem clareza ao professor para o planejamento de suas aulas, o Jiu-Jítsu pode ser desenvolvido sem maiores ônus no ensino fundamental da escolarização básica; os fatos que o transformaram ao longo do tempo podem ser desenvolvidos sob a perspectiva da historicidade; o conhecimento presente no JJB lhe configura uma identidade, mas deve se relacionar entre suas categorias e com conhecimentos de outras áreas, e principalmente com o contexto do (a) estudante; esta pesquisa contribui para a inserção dessa modalidade de luta na educação física escolar, ao mesmo tempo em que orienta os professores de JJB também fora da escola básica. 113 RESUMO 92 PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE SUJEITOS PARTICIPANTES DO PROJETO CAMINHADA NA ÁGUA PARA IDOSOS DA UFRN Autores: Rodolfo de Holanda Mendonça1, Juliany Soares Costa de Oliveira1, Carla Silvana de Barros1, Pauliane Gomes da Silva1, Brenda Rejane Gomes de Pontes1; Hudday Mendes da Silva1; Patrick Ramon Stafin Coquerel; Jonatas de França Barros; Tâmara Luíza de Oliveira Albano1; Antônio Alexandre Silva1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil; Apoio: CAPES, PROEX, PROGESP, PROPESQ, MEC, FAPERN. INTRODUÇÃO: Traçar o Perfil Antropométrico de um indivíduo é de grande valia para identificar precocemente riscos de uma futura doença crônica degenerativa. Medidas como o índice de massa corporal (IMC), cintura e a relação cintura/quadril (RCQ) são indicadores de risco estratégicos para possíveis intervenções de profissionais qualificados em saúde. Na associação entre hipertensão e excesso de gordura corporal, geralmente, a obesidade é identificada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), e a gordura abdominal, pelo perímetro da cintura (PC), ou pela razão cintura/quadril (RCQ), ou pela razão cintura/estatura (RCE) (MUNARETTI, 2011, p. 26). OBJETIVO: Descrever o perfil antropométrico dos sujeitos participantes do projeto Caminhada na água para idosos da UFRN. METODOLOGIA: A população foi composta de participantes do programa de Caminhada na água da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, compreendendo uma amostra de 86 sujeitos, sendo 33 homens (62,8 + 9,9 anos) e 53 mulheres (58,0 + 11,7 anos). O programa de Caminhada na água é sistematizado e organizado seguindo o padrão de 3 horas semanais, baseando-se numa intensidade de leve a moderada utilizando-se da PSE e FC, visto alguns participantes utilizar-se de medicamento que podem influenciar na FC. Os instrumentos utilizados para avaliação antropométrica deuse a partir de uma balança (Ver marca) com precisão de 100 g para verificação de peso (kg), estadiômetro (Ver marca) com precisão de 1 mm para mensurar a estatura (cm) e para mensuração das circunferências (Abdome, quadril e cintura) utilizou-se de uma fita antropométrica de silicone de marca SANNY (2 m) com precisão de 1 mm. Os procedimentos utilizados para massa corporal e estatura seguiram-se com uma posição ortostática no plano de Frankfurt. O mesmo procedimento deu-se para as medidas de circunferências, utilizando-se ainda a média proximal entre as três medidas, minimizando a possibilidade de erro entre as medidas. Para análise estatística descritiva, utilizou-se das medidas de média, desvio padrão, mínimo e máximo, sendo apresentada nos resultados uma distribuição de acordo com o gênero. Para verificar a normalidade da amostra utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov e para verificar as diferenças entre os grupos, utilizou-se o test t para amostras normais e o teste de Mann-Whitney para as variáveis não normais. Adotou-se um nível de significância de p<0,05. Os dados foram coletados no período vespertino, entre 15h30min e 18h00min. Todos os avaliados assinaram o TCLE e o respectivo projeto foi aprovado pela PROPESQ da UFRN (código PVD8486-2013). RESULTADOS: Para os homens o IMC médio foi de 28,6 kg/m 2 + 4,94, com uma relação cintura quadril (ICQ) de média de 0,97 + 0,05. Já nas mulheres o IMC médio foi de 29,04 kg/m2 + 4,98 e o ICQ médio foi de 0,86 + 0,063. Observou-se uma diferença significativa para a ICQ entre homens e mulheres (p<0,001**). CONCLUSÃO: Na média ambos grupos encontram-se em condição de sobrepeso, mas o risco cardiovascular apresenta-se na média superior nos membros do sexo masculino. 114 RESUMO 93 ANÁLISE DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA EM CRIANÇAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA E REDES DE ENSINO. Autores: Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: Analisar a quantidade de horas sentadas por semana e final de semana em crianças com diferentes níveis de atividade física (NAF) e alunos de diferentes redes de ensino. MÉTODOS: Para tanto participaram do seguinte estudo 178 crianças, sendo 84 meninos (6,59±0,49) e 93 meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três privadas, da cidade de JuazeiroBA. Para verificação NAF e da quantidade de horas sentadas, utilizou-se o questionário IPAQ versão curta. Os alunos foram divididos em dois grupos de acordo com o NAF, sendo G1 = alunos ativos e muito ativos e G2 = alunos irregularmente ativos A e B e sedentários. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. O teste “t” de student para amostras independentes foi utilizado para comparar a quantidade de horas entre os grupos e o teste “t” para amostras dependentes foi utilizado para comparação entre as diferentes horas de cada grupo. A significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Observou-se nas duas redes de ensino diferença significativa na quantidade de horas sentadas por semana e por final de semana entre os grupos, tanto nos meninos quanto nas meninas, tendo os alunos do G1 menor quantidade de horas sentadas. Além disso, nas duas redes de ensino, houve diferença significativa quando comparada a quantidade de horas sentadas por semana e por final de semana, com o G1dos dos dois sexos passando mais horas sentadas durante a semana e o G2 com mais horas sentadas durante o fim de semana. Quando comparado a quantidade de horas sentadas entre as duas redes de ensino, somente entre os meninos do G1 houve diferença para a quantidade de horas sentadas por semana, sendo esse número maior para os alunos da rede privada. CONCLUSÃO: Em crianças do sexo masculino e feminino, o nível de atividade física tem influência direta na quantidade de horas sentadas durante a semana e final de semana, sendo que quanto mais ativo fisicamente for a crianças, menor a quantidade de horas sentada. Além disso, somente no grupo de meninos ativos a rede de ensino teve influência na quantidade de horas sentadas. 115 RESUMO 94 NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE ESCOLARES DA ZONA RURAL DE SENTO SÉ – BA Autores: Rosicleia Sirqueira1, Cícero Dias dos Santos1, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituição: 1Universidade do Estado da Bahia – UNEB (PARFOR); 2Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: É consenso dos profissionais da área da Ciência dos Esportes que os indivíduos fisicamente mais ativos são mais saudáveis e tendem a experimentar menores taxas de mortalidade por doenças crônicas degenerativas. É bem provável que os hábitos de atividade física adquiridos na infância possam influenciar no nível de atividade física na idade adulta. OBJETIVO: analisar o nível de atividade física de escolares da zona rural de Sento Sé – BA. MÉTODOS: Participaram da amostra 176 alunos, onde 96 são meninas e 80 meninos, matriculados do 6º ao 9º ano. Para análise do nível de atividade física, foi utilizado o questionário internacional de atividade física (IPAQ versão curta), onde os mesmo poderiam ser classificados como Muito Ativo, Ativo, Irregularmente Ativo A, Irregularmente Ativo B e Sedentário. RESULTADOS: Os dados apontam que meninas (38,7%), em comparação com os meninos (28,9%) da zona rural, são muito ativas. Já os a maioria dos meninos são classificado como ativos (63,8%), já as meninas, 57,0% delas apresentam-se como ativas. Contudo deve-se ressaltar que o número pesquisado de meninas é superior aos meninos. CONCLUSÃO: Com base nos resultados obtidos e considerando a população rural dos alunos da escola pesquisada, pode-se concluir que os escolares estão com o seu nível de atividade física satisfatório. Pode-se inferir que, isso aconteça devido às atividades do dia-a-dia constantes, amplas e diversas que essas crianças têm. 116 RESUMO 95 ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, PRESSÃO ARTERIAL E DESEMPENHO MOTOR DE ESCOLARES DA ZONA URBANA E RURAL DE CASA NOVA-BA Autores: Rubenice da Silva Gonçalves1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro2, Ferdinando Oliveira Carvalho2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (Programa de Formação de Professores Plataforma Freire), Juazeiro/BA; 2Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). INTRODUÇÃO: A mensuração da aptidão física em jovens consiste em uma importante ferramenta para os professores monitorar e avaliar o desempenho dos alunos. Além disso, é importante determinar se o nível de aptidão física difere de acordo com determinadas características, dos alunos e do contexto. Dessa maneira, surge a necessidade de observar os diferentes níveis de aptidão física e estudos que compararam as diferenças do condicionamento em crianças e jovens de diferentes regiões demográficas (rural e urbana) e de diferentes realidades sociais. Desse modo, enfatiza-se a relevância de desenvolver o estudo comparativo entre escolares da zona urbana e da zona rural. OBJETIVO: Analisar e comparar a composição corporal, pressão arterial e desempenho motor de escolares, de ambos os gêneros, zona rural e urbana da cidade de Casa Nova - BA. MÉTODOS: Participaram do presente estudo 55 alunos de duas escolas públicas do município de Casa Nova - BA, sendo destes 26 do sexo masculino (13,2 anos; 48,2 kg; 1,51 m) e 29 do sexo feminino (12,3 anos; 46,0kg; 1,51 m). Os procedimentos de coleta de dados usados para composição corporal foram o IMC (índice de Massa Corporal), Circunferências de cintura e quadril e RCQ (Relação cintura–quadril) conforme as técnicas descritas por Callaway et. al. (1988). Para mensuração da pressão arterial (PA) foi utilizado o equipamento G.TECH modelo: BP3AF1-3, que consiste em um aparelho eletrônico e digital de braço, com inflação e deflação automática do ar. Foram feitos os testes motores de flexibilidade (sentar e alcançar sem banco), força e resistência abdominal e força explosiva de membros inferiores (salto horizontal) seguindo o protocolo de Gaya e Silva (2007). Para análise dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para averiguar a normalidade dos dados. Com a normalidade confirmada, a estatística descritiva de média e desvio-padrão foram empregados. Na comparação entre as zonas urbana e rural, e entre os sexos de cada zona foi utilizado o teste “t” de student para amostras independentes. Foi utilizado o programa STATISTICA versão 6.0. O nível de significância adotado foi de p<0,05. RESULTADOS: Para os alunos do sexo masculino não foi encontrado diferença significativa em nenhuma das variáveis da composição corporal e PA quando comparado a escola urbana e rural. Já para o sexo feminino, nas mesmas escolas, nas variáveis da composição corporal, foi encontrada diferença significativa no IMC, RCQ e CQD, além disso, essa diferença também foi encontrada na PAD. Na comparação entre os sexos de cada zona, os alunos da zona rural apresentaram diferença significativa no IMC. Somente o teste de impulsão horizontal (IH) apresentou diferença significativa, apontando que os escolares da zona rural tiveram melhor desempenho do que escolares da zona urbana. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram que as meninas da zona rural apresentam melhores resultados para a composição corporal e a PA, porém não foi possível identificar diferenças entre os meninos. Nos testes motores os escolares da zona rural apresentaram melhor desempenho na impulsão horizontal. 117 RESUMO 96 ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM ATLETAS UNIVERSITÁRIOS DE BASQUETEBOL: UM ESTUDO PILOTO Autores: Samara Karla Anselmo da Silva, André Igor Fonteles1, Cinthia Beatriz da Fonseca; Ivan Igor de Oliveira Sobrinho; Hassan Mohamed Elsangedy1. E mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil Apoio: CNPq, CAPES INTRODUÇÃO: Estudos têm avaliado a Variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em repouso para detectar doenças cardíacas, bem como investigar os efeitos dos programas de exercício físico na VFC comparando os índices pré e pós-programa de exercício físico. O basquetebol universitário caracteriza-se como uma atividade que demanda significativa sobrecarga física sobre seus praticantes. Logo, algumas adaptações fisiológicas poderão ser esperadas, inclusive relacionadas à modulação autonômica. OBJETIVO: Analisar a VFC de repouso em jogadores de basquetebol universitário. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 5 jogadores praticantes de basquetebol universitário que foram submetidos à mensuração antropométrica (média da massa corporal de 78,15 kg e estatura de 1,78 m). A coleta da VFC foi realizada com os indivíduos na posição supina durante 15 minutos em um ambiente silencioso e com temperatura controlável (25ºC). O registro da frequência cardíaca (FC) foi monitorado a cada 5 segundos durante o repouso (Cardiofrequencímetro Polar® RS800CX). Na análise linear os resultados foram armazenados em arquivos de texto e transferidos para o software HRV Kubios (Universidade de Eastern Finland). Os parâmetros no domínio do tempo estudados foram à média dos intervalos RR (iRR), o desvio padrão dos intervalos RR (SDNN) e raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças entre os intervalos RR sucessivos (RMSSD). Os componentes no domínio da frequência analisados foram o componente espectral de baixa frequência em unidades normalizadas (LFnu), componente espectral de alta frequência em unidades normalizadas (HFnu) e razão LF/HF (LF/HF). Foram coletados os intervalos R-R por 15 minutos durante o repouso, sendo utilizados os 5 minutos com maior estabilidade para as análises. A distribuição de normalidade dos dados foi verificada através do teste de Shapiro Wilk. Os resultados foram apresentados em média e desvio padrão. RESULTADOS: Os valores médios foram encontrados para os intervalos R-R (985,6 ± 634,0 ms); SDNN (54,4 ± 17,6ms); RMSSD (45,1 ± 14,9 ms); [LF (nu) 69,2 ± 11,6; HF (nu) 30,7 ± 11,6; LF/HF (1,21 ± 1,14)]. CONCLUSÃO: Devido à carência de estudos tratando-se do perfil autonômico em atletas universitários de basquetebol, torna-se difícil identificar um padrão de referência, porém os resultados sugeridos poderão servir de base para identificar o perfil autonômico desses atletas, além de facilitar na prescrição de treinamento. 118 RESUMO 97 COMPORTAMENTO DE ADESÃO A ATIVIDADES FÍSICAS EM VIAS PÚBLICAS E PARQUES EM PETROLINA Autores: Sandra Leite de Oliveira1,2, Paulo Henrique de Melo Reis1,2, Francisco de Jesus de Sousa1,3, Brenda da Silva Rodrigues1,3. E-mail: [email protected] Instituição: 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano-IF Sertão-PE, 2 Departamento de Área Propedêutica, 3Departamento de Área Técnica, Campus Petrolina. Apoio: IF Sertão-PE/Brasil INTRODUÇÃO: A atividade física é considerada, dentre outros fatores, um importante elemento na promoção da saúde e qualidade de vida da população. Vários estudos demonstram que o sedentarismo ou a falta de atividade física, juntamente com o fumo e a dieta inadequada, são fatores de risco associados ao estilo de vida, o que pressupõe aumento substancial no risco de desenvolver /agravar várias doenças, principalmente as de natureza crônico-degenerativa, como cardiopatias, câncer, hipertensão, diabetes e obesidade. OBJETIVO: Identificar comportamento de adesão a atividade física de caminhada e corridas de praticantes de vias públicas e parques categorizando Índice de Massa Corporal (IMC) e Nível de Atividade Física (NAF), entre gêneros. MÉTODOS: A amostra foi composta por 78 homens e 74 mulheres com idades entre 18 a 60 anos dos locais; Parque Municipal Josepha Coelho, Pista de corrida/ciclismo da Cohab Massangano - BR 407, Orla de Petrolina e Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, com frequência de atividades de 3 a 6 vezes por semana. Utilizamos entrevista com perguntas fechadas a cerca dos motivos da adesão e identificação idade, peso, altura, AF e classificação NAF, conforme critérios do CDC (Center for Disease Control and Prevention). RESULTADOS: No grupo masculino, 53 pessoas estão com sobrepeso ou obesidade (grau I e II). Enquanto no quadro das mulheres, 26 delas estão com sobrepeso. A atividade mais atuante é a caminhada com 126 praticantes. Os principais motivos de executar AF são o bem estar do praticante, com 96 indicações, e a necessidade de saúde física com 116. 107 participantes disseram que praticavam atividades físicas na infância e 93 acreditam que esse ato contribuiu para a continuidade na fase adulta. CONCLUSÕES: Não houve muita divergência entre o número de homens e mulheres praticante de AF e quanto ao NAF os homens são mais regularmente ativos. A participação de adolescentes foi bem menor do que a dos adultos. 64% das mulheres se encontram com peso normal, enquanto apenas 30% dos homens estão na mesma situação. Os usuários destes locais referem que os utilizam por ser próximo a sua residência, ambiente agradável, contudo alega que necessitam de manutenção, segurança e mais arborização. 119 RESUMO 98 ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO PROCESSO QUE ANTECEDE O ENSINO DOS ESTILOS DE NADOS Autores: Shaianne Lopes de Sousa, Ricardo Hugo Gonzalez. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Ceará (UFC/CE). INTRODUÇÃO: No Ensino-Aprendizagem da Natação, objetivos, conteúdos e metodologia modificaram-se, ao longo do tempo, de forma a adequar-se mais aos novos conhecimentos produzidos em outras áreas. Assim, a pedagogia da natação sofreu grande evolução até os dias atuais. Tradicionalmente, caracteriza-se nas sequências pedagógicas um período de adaptação ao meio líquido anterior ao ensino dos nados. De um ponto de vista da aprendizagem motora, esse processo que antecede o ensino dos quatro estilos de nados é mais amplo, envolvendo o domínio do meio aquático, ou seja, da diversidade de formas de estar e agir em meio líquido. OBJETIVO: Identificar os recursos materiais e as estratégias utilizadas por professores de natação no ensinoaprendizagem dos conteúdos que precedem o ensino dos estilos de nado competitivos em diferentes espaços na cidade de Fortaleza-Ce. MÉTODOS: O grupo estudado foi composto por oito sujeitos que trabalhavam com iniciação à natação para crianças na terceira infância, sendo dois professores de um clube desportivo, dois professores de uma escola especializada em natação, dois estudantes de graduação em um projeto de extensão de uma IES e dois professores de duas academias diferentes. O instrumento utilizado foi uma entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas e apagadas. Em seguida foram organizadas unidades de registro de acordo com seu significado em categorias, nas dimensões (1) Materiais: a) materiais típicos no ensino da natação e b) materiais alternativos/não-convencionais e (2) Estratégias: a) Exercitação de forma convencional b) Formas variadas de explorar o ambiente e c) Ludicidade, brincadeiras e tempo livre. RESULTADOS: Em relação aos materiais, todos os professores relataram utilizar materiais típicos do ensino da natação, como pranchas e macarrões. Alguns professores comentaram a utilização também do pullbuoy. Embora não específicos para o ensino da natação, mas bastante comuns, tapetes, arcos e bóias foram mencionados por vários professores. Na categoria de materiais alternativos, pode-se evidenciar que poucos relataram a utilização desse recurso. Entre estes, pode-se destacar os materiais não-convencionais, como traves, bolas(inhas) e brinquedos e materiais alternativos, como pneus, garrafas e objetos usados no dia-a-dia. Em relação às estratégias, todos os professores descreveram utilização dos materiais típicos da natação em exercícios convencionais. Alguns professores disseram ainda utilizar os materiais de forma não-convencional; propor exercícios sem a utilização de materiais e formas diferentes de realizar exercícios, orientadas pelo professor, mas criadas pelos alunos; e jogos. Todos os professores relataram disponibilizar tempo livre para os alunos. Essa prática, porém, variava de um para outro, na forma como era proposta (sem material disponibilizado para os alunos, liberdade usarem o material que quisessem ou para apenas o material que o professor indicasse) e na freqüência (fixas no começo ou final das aulas; no último dia de aula da semana ou do mês; ou ainda esporadicamente). CONCLUSÃO: Conclui-se que nos ambientes investigados são utilizados materiais e estratégias convencionais, porém alguns professores recorrem ainda a materiais e/ou atividades não-específicas ou não-convencionais do ensino da natação nesse processo que antecede o ensino dos estilos de nados. 120 RESUMO 99 PERFIL DOS PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE PETROLINA-PE Autores: Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Alfredo Anderson Teixeira de Araújo, Bárbara C. Vilas Boas Marques Britto, Fernanda Camila da Silva Calisto, Loumaíra Carvalho da Cruz, Aline Silva Jerônimo, José Carlos de Moura. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: Das doenças do aparelho circulatório a DAOP é a manifestação mais comum da doença aterosclerótica sistêmica. A DAOP é uma enfermidade que atinge a parede das artérias, manifestando-se frequentemente nas extremidades inferiores. Sendo a aterosclerose uma doença sistêmica que se desenvolve ao longo de várias décadas, com o avançar da idade há uma tendência de que o risco da DAOP aumente de duas a três vezes a cada incremento de 10 anos na idade, a partir dos 40 anos. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo conhecer o perfil dos pacientes internados no HUT com diagnóstico de DAOP. MÉTODOS: Esta é uma pesquisa descritiva e analítica com abordagem quantitativa que se baseou no caráter não-experimental, documental e retrospectivo, realizado por meio de coleta de dados. O material utilizado para o levantamento de dados foi o prontuário de atendimento do serviço de todos os pacientes internados com diagnóstico de DAOP na referida instituição. Foram utilizados os prontuários dos períodos dezembro de 2008 a dezembro de 2009. RESULTADOS: Foram analisados 65 prontuários correspondentes ao total de pacientes com diagnóstico de DAOP no período de um ano. Destes, a maioria era do sexo feminino correspondente a 60% da amostra. A faixa etária que prevaleceu foi dos 61 a 70 anos com 27,7%. A raça mais prevalente foi a parda com 80% da amostra. A pesar de Petrolina ser referencia em saúde para várias cidades circunvizinhas, 66,15% são naturais desta cidade. O diabetes foi o fator de risco mais frequente nesta população com 72,3%, seguido pela hipertensão arterial com 58,46%, lembrando que 50,8% da amostra possuem mais de um fator de risco. Quanto ao estágio clínico da doença a isquemia crítica estava presente em 70,8% com um número elevado de amputações, 47,7% a maioria amputações altas. Do total da amostra 95,38% evoluíram com alta hospitalar, já 4,62% evoluiu para óbito. CONCLUSÃO: Diante destes dados lançamos um alerta para a comunidade da área da saúde sobre a necessidade do rastreamento da DAOP na prática clínica, onde a introdução de métodos como o Índice Tornozelo Braço (ITB), este ajudaria no diagnóstico desta doença, onde a maioria permanece assintomática por muitos anos, sem, no entanto estar livre dos mesmos riscos aos quais o sintomático esta exposto, contribuindo para redução dos riscos de IAM, AVC, amputações, dentre outros, além da diminuição da qualidade de vida. 121 RESUMO 100 CONSUMO DE SUPLEMENTOS DIETÉTICOS E ESTEROIDES ANABOLIZANTES POR ALUNOS DE ACADEMIAS DA REGIÃO DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO Autores: Sílvia Lorena Vieira de Carvalho, Jhonatan Lima Oliveira, André Filipe Lopes de Siqueira, Lara Rabêlo Mendes, Mateus Reis Nascimento, Milla Gabriela Belarmino Dantas, Priscilla Alencar de Oliveira Morais, Paulo Adriano Schwingel. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: Programa de Fortalecimento Acadêmico da Universidade de Pernambuco (PFAUPE). INTRODUÇÃO: No campo das novas masculinidades contemporâneas, observa-se a constituição de uma nova postura no universo dos padrões estéticos com a adoração às aparências hipermásculas. Fato que torna crescente o número de jovens que aderem ao uso de suplementos dietéticos e também de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA, na intenção de rapidamente desenvolverem sua massa isenta de gordura. OBJETIVO: Avaliar o consumo de suplementos dietéticos e EAA entre frequentadores de academias de ginástica da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do polo Petrolina/PE e Juazeiro/BA. METODOLOGIA: A população de estudo foi composta por frequentadores de academias de ginástica da RIDE Petrolina-PE e Juazeiro-BA de ambos os sexos. Para a coleta de dados, dois formulários foram utilizados através de entrevista face-a-face. Após a entrevista, os participantes foram submetidos à avaliação antropométrica seguindo a padronização da Sociedade Internacional para o Avanço da Cineantropometria (ISAK). Os dados foram processados e analisados com auxílio do programa estatístico SPSS. Variáveis contínuas, após teste de normalidade, foram apresentadas através de medidas de tendência central e dispersão, enquanto variáveis categóricas por frequências absoluta e relativa. Associações entre variáveis foram estabelecidas através do teste Qui Quadrado de Pearson e teste exato de Fisher, com nível de significância de 5% (bicaudal). Intervalos de confiança quando estabelecidos são exatos. RESULTADOS: Foram avaliados 346 indivíduos, sendo 217 homens (62,7%). As idades variaram entre 15 e 64 anos e a mediana (1Q–3Q) foi de 24 (19–39) anos. Apenas um (0,3%) participante foi classificado como sedentário de acordo com o questionário internacional de atividade física (IPAQ). O índice de massa corporal (IMC) variou entre 16,4 e 40,2 kg/m 2, com mediana (1Q–3Q) de 23,8 (21,9–26,6) kg/m². Cento e trinta e quatro (38,7%) indivíduos foram considerados com excesso de peso segundo o IMC. Por sua vez, o percentual de gordura apresentou mediana (1Q–3Q) de 15,4% (9,6–21,1) e apenas 29 (8,4%) participantes encontravam-se na faixa de excesso de gordura corporal utilizando os pontos de corte para este indicador. O uso na vida de recursos ergogênicos lícitos e/ou ilícitos foi reportado por 76,9% da amostra (Intervalo de Confiança [IC] de 95%: 72,1– 82,2). O consumo de suplementos foi informado por 231 indivíduos (66,8%; IC95%: 61,5– 71,7), consumo de EAA foi confirmado por 28 avaliados (8,1%; IC95%: 5,6–11,2) e o dopping cosmético por sete participantes (2,0%; IC95%: 1,0–4,2). CONCLUSÕES: O consumo de suplementos alimentares por frequentadores de academias da região do Submédio São Francisco foi elevado quando comparado aos dados da literatura nacional. Visto que a RIDE é grande produtora de hortifrutigranjeiros e que suplementos alimentares não substituem uma alimentação saudável, os resultados demonstram a necessidade da implantação de ações de conscientização nesta população quanto as restrições e riscos associados ao uso de suplementos. Por sua vez, a prevalência de utilização de EAA foi semelhante a verificada nos grandes centros urbanos nacionais. 122 RESUMO 101 DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CONCEPÇÕES BIOLOGICISTAS E SOCIAIS - UMA LUTA AINDA NO 1º HOUND EM BUSCA DA INCLUSÃO Autora: Simara Regina de Oliveira Ribeiro. E-mail: [email protected],br Instituição:Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: Muitas vezes a Deficiência foi ligada ao místico, foi hora entendida como sinal de manifestação da divindade, hora como ação do maligno. Em um passeio pelo seu passado, ousamos julgar as condutas sociais adotadas em certos períodos e em muitos momentos chegamos a nos indagar sobre a tamanha irracionalidade apresentada no tratamento às pessoas deficientes, porém ao retornarmos para o presente, verificamos que temos muitos resquícios desse passado sombrio e que ainda hoje, temos grande dificuldade em lidar com as diferenças e consequentemente, de efetivarmos a inclusão. Tanto a Deficiência como a Educação Física foram em suas trajetórias racionalistas fundamentadas principalmente nas concepções biologicistas. Enquanto uma era interpretada como doença, a outra se fixava no dualismo corpo/mente, sendo compreendida como uma técnica propícia para o condicionamento do corpo físico, através de práticas seletistas e segregadoras. Apesar de termos na atualidade legislações e diretrizes com forte embasamento nas concepções sociais, verificamos que há uma grande brecha entre a teorização e a efetivação da Educação Física Inclusiva. OBJETIVO: Avaliar a trajetória histórica/social da Deficiência e da Educação Física Escolar e as relações entre ambas, visando possibilitar dados que nos levassem a apontamentos reflexivos à cerca do estado da arte da Educação Física Inclusiva. METODOS: A metodologia do trabalho foi construída com viés qualitativo, fundamentada em pesquisa historiográfica, com a utilização de fontes bibliográficas e documentais pertinentes ao momento contemplado no estudo. O corpus documental investido prioritariamente foram artigos científicos do banco de dados SCIELO e revistas como ADAPTA-SOBAMA e EDUCAÇÃO ESPECIAL-UFSM. Também foram utilizadas dissertações de mestrado disponíveis nas Bibliotecas Virtuais de distintas universidades. RESULTADOS: Após análise criteriosa da literatura especializada, pudemos identificar que os processos de inclusão no que tange ao direito à escolarização têm sido efetivados, porém a matrícula do aluno no sistema de ensino não corresponde diretamente à inclusão. Há muitos alunos que se sentem excluídos nesse ambiente e, a Educação Física em muitas escolas contrapõe as normatizações educacionais e, ainda priorizam o esporte em detrimento aos demais conteúdos estruturantes. Tal conduta corrobora com a primazia das concepções biologicistas e, por conseguinte é excludente. CONCLUSÃO: A Deficiência não é uma questão biológica e sim uma retórica social, histórica e cultural. A Deficiência não é um problema dos deficientes ou de suas famílias ou dos especialistas. A Deficiência está relacionada com a própria idéia da normalidade e com sua historicidade.” Verificamos que estamos impregnados por padrões esteriotipados e culturalmente adaptados a uma Educação Física voltada à supremacia biológica, ou seja, ao competitivismo. Necessitamos desmistificar essa vertente e adotarmos concepções sociais em nosso cotidiano, uma vez entendido que nas diretrizes educacionais tal abordagem é contemplada e tem grande destaque. A falta da identidade da própria Educação Física colabora com a ignorância a cerca de sua função social. Há urgência em se desconstruir paradigmas absorvidos irreflexivamente e buscarmos através de análise críticas compreender melhor a abrangência da Educação Física como cultura corporal, só assim, teremos subsídios para concretizarmos a Educação Física Inclusiva. 123 RESUMO 102 PERFIL DOS PARÂMETROS HEMODINÂMICOS DE REPOUSO EM IDOSOS PRATICANTES DE CAMINHADA NA ÁGUA DURANTE 4 MESES Autores: Tâmara Luize de Oliveira Albano1, Rodolfo de Holanda Mendonça1, Juliany Soares Costa de Oliveira1, Carla Silvana de Barros1, Denize Mota Nascimento1, Felipe Vital Alves Barbosa1, Hudday Mendes da Silva1, William de Moura Barbosa1, Mércia Vitoriano da Costa1, Brenda Rejane Gomes de Pontes1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: CAPES, PROEX, PROGESP, PROPESQ, MEC, FAPERN. INTRODUÇÃO: É notória a importância da verificação dos parâmetros hemodinâmicos de idosos antes da realização de atividades físicas, pois esta estratégia possibilita a informação da prontidão ou não do idoso para o exercício desejado. A atividade física permite uma melhora em parâmetros hemodinâmicos. OBJETIVO: Analisar os efeitos do programa Caminhada na Água, para idosos, no perfil dos parâmetros hemodinâmicos durante 4 meses. METODOLOGIA: A população do estudo foi composta de 41 idosos, integrantes do projeto caminhada na água para idosos, sendo eles de ambos os sexos, com média de idade de 59,8 anos e um desvio padrão de 11,2, de ambos os gêneros. A amostragem para esse estudo foi do tipo não probabilística, por intencionalidade. A natureza da pesquisa é básica, cuja técnica para a coleta de dados tem como característicaser descritiva. Foi utilizado para essa pesquisa um esfigmomanômetro, da marca CardioLife Incoterm. Os dados foram coletados nos dias de segunda, quarta e sexta, no período vespertino, das 15h30min às 16 horas e das 16h30min às 17 horas, no laboratório de avaliação que fica próximo as piscinas, antes dos idosos iniciarem as atividades do projeto caminhada na água, e eles estando em repouso. A análise estatística foi feita com dados descritivos com medidas de tendência central e dispersão. RESULTADOS: Com relação à pressão arterial, no início do programa (na primeira semana) a pressão arterial sistólica aferida inicialmente (PAS), antes dos idosos entrarem na água, teve média de 114,9. A PAS diminuiu pouco na semana seguinte, voltando a aumentar seguidamente, da 3ª para a quinta semana, ficando nesta com um valor de 115,1. A frequência cardíaca final, pós-exercício, apresentou, na primeira semana, média de 91,8. Em seguida a média aumentou bastante, apresentando um valor de 99,3, logo após ela diminuiu ficou em 93,7. Depois a média foi decrescendo, nas duas semanas que vieram (6ª e 7ª). Na oitava, nona e décima semana os valores da FC inicial foram alternando - aumentando, diminuindo e aumentando novamente -, até que nas duas últimas semanas o valor diminuiu e ficou constante, 98,9. Na primeira semana do programa a média da frequência cardíaca aferida após dois minutos foi de 79,6. Nas quatro semanas seguintes, as médias da FC caíram, caiu de novo, subiu e caíram novamente, as FC aferidas na ordem foram as seguintes 79,3, 78,8, 80,1 e 79,1. Na 6° e na 7° semanas as médias foram as seguintes 80 e 78,4. Na 8° e na 9° semanas as médias aferidas foram as seguintes 82,6 e 81,2. Na décima semana a média da FC subiu para 81,4. Nas duas últimas semanas a FC se manteve constante apresentando médias de 77,9. CONCLUSÃO: Conclui-se que a pressão arterial sistólica teve leves mudanças durante os 4 meses do programa. E a pressão arterial inicial aumentou com relação ao início, já a pressão arterial final diminuiu bastante após o final das 12 semanas. A pressão arterial diastólica, inicial e final, aumentaram depois dos 4 meses. A frequência cardíaca (FC) inicial e após os dois minutos do término do exercício diminuíram, pouco. Já a FC, pós-exercício, aumentou significativamente após a intervenção, comparado ao início do programa. 124 RESUMO 103 A REPRESENTAÇÃO QUE OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA FAZEM DA FORMAÇÃO CONTINUADA NO ESTADO DE PERNAMBUCO Autores: Terezinha Abel Alves1, Maria Josenilda Souza1, Sandra Leite2. E-mail: [email protected] Instituições: 1Secretaria de Educação de Pernambuco/Gerencia Regional de Educação (GRE), Petrolina/PE, Brasil.2Instituto Federal do Sertão Pernambucano (Ifsertão), Petrolina/PE, Brasil. Apoio: GRE INTRODUÇÃO: A instrução normativa nº 03/2013 dispõe sobre as horas – aula atividade destinada à formação continuada nas Escolas da Rede Estadual de Ensino a partir do ano letivo de 2014. No parágrafo único, diz que o planejamento escolar bimestral, citado no caput deste artigo, deve considerar e incluir as formações realizadas pela Secretaria de Educação ou GRE, a qual é jurisdicionada. A pesquisa investigou e analisou a representação que os professores têm da formação, através do registro feito em questionários avaliativos nos anos de 2012 e 2013. OBJETIVO: Verificar a representação que os professores de Educação Física fazem da Formação Continuada no Estado de Pernambuco. MÉTODOS: Foi desenvolvida sob a perspectiva das representações sociais, construídas através da leitura de 68 questionários avaliativos nos quais foram definidas categorias de análise que permitissem captar o conteúdo dos discursos produzidos pelas três formações, III bimestre e IV bimestre de 2012 e I bimestre de 2013, de 68 professores de Educação Física da rede Oficial de Ensino do Estado. RESULTADOS: Constatou-se que a maioria dos professores (90%), mesmo enfrentando dificuldades em ausentar-se da escola na data acordada pela GRE e gestores escolar e superada após a apresentação de uma declaração pela sua participação efetiva ao final da formação, vêem a mesma como positiva e que são favoráveis a participação em eventos, estudos, debates, troca de experiências e aprofundamento da formação docente desde que contribuam para a melhoria de suas práticas pedagógicas, como no caso as formações continuadas pela GRE. CONCLUSÕES: Verificou-se que os professores apresentaram-se satisfeitos e que há um reconhecimento pela aquisição do conhecimento por estarem agora em sala de aula/ grade curricular. 125 RESUMO 104 COMPARAÇÃO DA QUANTIDADE DE HORAS SENTADAS POR SEMANA E FINAL DE SEMANA ENTRE CRIANÇAS DE DIFERENTES REDES DE ENSINO. Autores: Thales Oto Nascimento Silva1, Rosiane Rocha Oliveira Sena1, Marcos Vinícius Oliveira Carneiro1,2, Ferdinando Oliveira Carvalho1,2. E-mail: [email protected] Instituições: 1 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2 Grupo de estudos e pesquisa em genética e exercício – GEPEGENE - UNIVASF Apoio: INTRODUÇÃO: A prática regular de atividades físicas sistematizadas na infância pode favorecer o desenvolvimento de níveis adequados de aptidão física. Nesse sentido, o ambiente escolar se apresenta como rico e amplo espaço para o desenvolvimento de atividades físicas, principalmente nas aulas de Educação Física. Além disso, crianças de classe socioeconômica elevada apresentam-se em maior número com pouco ativas e sedentárias quando comparado àquelas de classe econômica inferior. Talvez este fato esteja relacionado ao tempo que as crianças passam em frente à televisão, computadores e/ou brincadeiras que envolvem pouco movimento OBJETIVO: comparar a quantidade de horas sentadas por semana e por final de semana entre crianças de diferentes redes de ensino. MÉTODOS: Para tanto participaram do seguinte estudo 178 crianças, sendo 84 meninos (6,59±0,49) e 93 meninas (6,47±0,52) de seis escolas, três públicas e três privadas, da cidade de Juazeiro-BA. Para verificação da quantidade de horas sentadas, utilizou-se o questionário IPAQ versão curta. O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para análise da distribuição dos dados. Com a normalidade dos dados confirmada a estatística descritiva foi utilizada para caracterização da amostra. O teste “t” de student para amostras independentes foi utilizado para comparar a quantidade de horas entre as redes de ensino e o teste “t” para amostras dependentes foi utilizado para comparação entre as diferentes horas de cada rede de ensino. A significância estatística adotada foi de P≤0,05. Os dados foram processados no pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0, para Windows. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre as redes de ensino para o sexo masculino na quantidade de horas sentadas na semana e no final de semana, todavia foi apontada diferença significativa para as crianças do sexo feminino, sendo o valor da quantidade de horas sentadas menor para os alunos da rede pública, tanto na semana quanto no final de semana. Na comparação entre os sexos, não houve diferença significativa em nenhuma das variáveis, da mesma forma que não foi encontrada diferença na comparação entre as horas da semana e do final de semana de cada sexo e de cada rede de ensino. CONCLUSÃO: Crianças do sexo feminino da rede pública passam menor quantidade de horas sentadas durante a semana e durante o final de semana quando comparadas às meninas da rede privada de ensino. Todavia, não há diferença entre quantidade de horas sentadas por semana e fim de semana em crianças de diferentes sexos. 126 RESUMO 105 AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA AO CRITÉRIO DO FITNESSGRAM EM CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS DO GRUPO DE PROMOÇÃO E PESQUISA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL. Autores: Thalles Aggeo Lima de Medeiros¹, Alana Débora de Souza Batista², Tatianny de Macedo Cesario², Thais Dantas Silva². E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: UFRN. INTRODUÇÃO: A aptidão física relacionada à saúde pode ser definida, de maneira geral, como um estado caracterizado pela capacidade de realizar as tarefas diárias com vigor. Muitos estudos têm indicado que níveis satisfatórios de aptidão física relacionada à saúde podem favorecer a prevenção, manutenção e melhoria da capacidade funcional, reduzir a probabilidade do desenvolvimento de inúmeras disfunções de caráter crônicodegenerativas, tais como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, dentre outras, proporcionando assim, melhores condições de saúde e qualidade de vida para a população (BOREHAM et al., 2001; MORRIS , 1994; MORTON et al., 1994; TAMMELIN et al., 2003). Dessa maneira, a manutenção de níveis satisfatórios de aptidão física relacionada à saúde é importante para indivíduos de ambos os sexos, em qualquer faixa etária, especialmente nos períodos da infância e adolescência. OBJETIVO: Verificar a aptidão física dos alunos efetivos do projeto de Promoção e Pesquisa do Desenvolvimento Infantil (PPEDI – UFRN). METODOS: A amostra foi constituída por 7 crianças (4 do sexo feminino e 3 do sexo masculino) com idades entre 8 a 12 anos. Os componentes da Aptidão Física foram avaliados de acordo com o protocolo do Fitnessgram, o qual foi utilizado os seguintes testes: abdominal, flexão de braços, elevação de tronco, sentar e alcançar e flexibilidade dos ombros. RESULTADOS: Dos 7 participantes do teste de Sentar e Alcançar, apenas 1 delas conseguiu parcialmente atingir o objetivo do teste. Todos os 7 participantes conseguiram executar com êxito o teste de Flexibilidade de Ombros. 4 dos 7 participantes conseguiram executar com êxito o teste de abdominais. Apenas 1 dos 7 participantes conseguiu realizar a Flexão de Braços a 90º. Todos os 7 participantes atingiram com êxito o teste de Elevação de Tronco. Percebeu-se que 100% dos participantes têm uma boa flexibilidade na parte superior do corpo e uma baixa flexibilidade na parte inferior do corpo através dos testes de Flexibilidade de Ombros e Sentar e Alcançar respectivamente. Percebeu-se que 57,14% dos participantes têm uma boa Força e Resistência muscular na região do abdômen através do teste de Abdominal. Percebeu-se que 85,72% dos participantes estão com déficit de força e resistência muscular na região superior do corpo através do teste de Flexão de Braços de 90º. Percebeu-se que 100% dos participantes têm uma boa flexibilidade e força no tronco através do teste de Elevação de Tronco. CONCLUSÃO: Com base nos resultados, conclui-se que os participantes dos testes estão fora da zona saudável descrita pelo Fitnessgram e se não houver uma intervenção da parte do profissional de educação física, a criança pode crescer com deficiências no seu desenvolvimento, fazendo com que tarefas simples do cotidiano sejam executadas com alguma dificuldade. 127 RESUMO 106 ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DO SONO EM ADULTOS DE MEIA IDADE SEDENTÁRIOS Autores: Thiago de Brito Farias, André Igor Fonteles, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Luiz Fernando de Farias Junior, Eduardo Caldas Costa, Cheng Hsin Nery Chao, Hassan Mohamed Elsangedy, Alexandre Hideki Okano. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal – RN Apoio: CNPq, CAPES, MEC INTRODUÇÃO: A obesidade é uma doença crônica multifatorial, frequentemente associada com doenças cardiovasculares e distúrbios do sono. A má qualidade do sono acarreta maior incidência de morbidades e menor expectativa de vida. Considerando os problemas causados por estas condições de saúde é necessário o conhecimento de suas prevalências, principalmente, tendo em vista que os estudos epidemiológicos ainda são restritos às regiões Sul e Sudeste do país. OBJETIVO: Descrever o nível da qualidade do sono e o estado nutricional de adultos de meia idade sedentários domiciliados em Natal – RN. MÉTODOS: Amostra composta por 166 adultos de meia idade, sedentários e residentes em Natal – RN (50,1 ± 5,6 anos de idade; estatura= 1,59 ± 0,1 m; massa corporal= 72,1 ± 12,5 kg; 118 mulheres). Todos passaram por avaliação antropométrica (massa corporal e estatura) – para posterior cálculo do IMC (Quociente entre a massa corporal em quilogramas e a estatura em metros, elevada à segunda potência [kg.m-2]) – e entrevista com o questionário – “Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh” (PSQI-BR) – para estimar a qualidade do sono. Para o estado nutricional, os voluntários foram classificados em eutrófico (18,5–24,5 kg.m-2), sobrepeso (25,0–29,9 kg.m-2), e obeso (≥30,0 kg.m-2). Para o índice de qualidade de sono (IQS) foram classificados em “Boa Qualidade de sono” (IQS < 5 pontos), “Qualidade ruim de sono” (IQS = 5 - 10 pontos) e “Distúrbio de sono” (IQS > 10 pontos). A normalidade da distribuição dos dados foi verificada pelo teste kolmogorov-smirnov. Os dados foram apresentados pela estatística descritiva e os resultados foram expressos em frequência relativa (%), média e (±) semiamplitude interquartílica. RESULTADOS: 46,1% da amostra apresentou “Qualidade ruim de sono” (IQS= 6,9 ± 1,5; IMC= 28,4 ± 2,5 kg.m -2), 7,8% “Distúrbios de sono” (IQS= 12,5 ± 1,5; IMC= 29,5 ± 4,7 kg.m-2) e 46,1% “Boa Qualidade de sono” (IQS= 2,7 ± 1,0; IMC= 28,4 ± 3,0 kg.m-2). Para o estado nutricional, 37% apresentaram estado de obesidade, 43% sobrepeso e 20% eutróficos. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que 53,9% dos adultos de meia idade sedentários domiciliados em Natal – RN não apresentam uma boa qualidade de sono (qualidade ruim de sono + distúrbios de sono), assim como, 80% apresentam excesso de peso (obesidade + sobrepeso). 128 RESUMO 107 A SISTEMATIZAÇÃO DO CONTEÚDO JOGOS COOPERATIVOS NA PRÉ-ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Autores: Victor Mariano Silva¹, Everton José Barbosa de Oliveira², Ingrid Bezerra Barbosa Costa³, Maria Aparecida Dias4. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: Não consta. INTRODUÇÃO: A Educação Física é uma disciplina capaz de promover aprendizados e desenvolvimento de múltiplas capacidades, não apenas motoras, mas também cognitivas, afetivas, sociais, entre outras. Na Educação Infantil, esses desenvolvimentos são essenciais para a formação das crianças. Um acompanhamento de um profissional capacitado se mostra importante para que as atividades desenvolvidas possam alcançar os objetivos mais adequados às crianças. O professor de Educação Física é dotado de conhecimentos que o possibilitam o planejamento de aulas com conteúdos direcionados a esses objetivos. O conteúdo Jogos Cooperativos, se trabalhado adequadamente, pode contribuir para a formação das crianças. Sua finalidade maior é mudar o modo de pensar da sociedade, valorizando a cooperação no alcance dos objetivos, opondo-se à competição. Uma aplicação sistematizada desse conteúdo pode gerar desenvolvimentos importantes aos futuros cidadãos, por meio de um aprendizado progressivo, gradual. OBJETIVO: Tornar públicas as experiências vivenciadas após três aulas sistematizadas, envolvendo o conteúdo “Jogos Cooperativos”, aplicadas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), localizado no bairro de Cidade Satélite, Natal/RN. MÉTODOS: A metodologia empregada é de caráter qualitativo e descritivo. Os autores realizaram a aplicação das aulas e elaboraram relatos, que foram discutidos e unificados. RESULTADOS: A sistematização ocorreu de maneira que os alunos pudessem praticar a cooperação entre si. Inicialmente, essa cooperação era realizada em duplas. Gradualmente, a quantidade de alunos envolvidos em um mesmo objetivo ia aumentando, de modo que o trabalho coletivo ia sendo ampliado. As crianças, ao final de todas as aulas, perceberam a necessidade de ajudar e serem ajudadas para o cumprimento dos objetivos propostos nos jogos. Além disso, outras capacidades foram trabalhadas no decorrer das atividades, tanto de ordem física quanto de ordem afetiva, interpessoal e de inserção social. A caça ao tesouro, quando realizada em duplas, foi um bom meio de envolver as crianças e conhece-las melhor, o que foi potencializado pela contação de história. Ao longo desta aula, pudemos perceber dois comportamentos atípicos, presentes em dois alunos. Um era pouco ativo na aula, sem participação no início. O outro era inquieto, hiperativo, e não conseguia prolongar sua atenção por muito tempo. Além disso, mostrava-se agressivo por vezes. No decorrer das aulas, o aluno que não participava passou a interagir com o grupo e, ao final, estava tão participativo quanto qualquer outro. Já o aluno hiperativo não demonstrou melhoras, ao que percebemos que requer cuidados específicos. Em relação à condução das aulas sem um professor de Educação Física, a própria pedagoga que coordena as atividades admitiu não ter recebido um suporte teórico ideal para realizar atividades com objetivos específicos pré-definidos, e relatou que não tem tanta facilidade quanto professores de Educação Física. CONCLUSÃO: É possível concluir que trabalhos corporais com a Educação Infantil são realizados com maior transparência, se ministrados por professores de Educação Física, já que estes possuem a formação adequada. O conteúdo Jogos Cooperativos se mostrou bastante efetivo para o desenvolvimento de aprendizados importantes na formação social dos indivíduos. 129 RESUMO 108 PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESFORÇO E RESPOSTA AFETIVA DURANTE O EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E MODERADO CONTÍNUO Autores: Victor Oliveira Albuquerque dos Santos, Danniel Thiago Frazão, Teresa Cristina Batista Dantas, Carlos Alves de Sousa Junior, Thiago Gomes Thomas da Costa, Weslley Quirino Alves da Silva, Eduardo Caldas Costa. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. INTRODUÇÃO: A prescrição de atividades com intensidade vigorosa tem sido reconhecida como um fator que contribui para a não adesão a programas de atividade física por promover uma maior sensação de desprazer, assim, a população tem a tendência em escolher atividades mais prazerosas. No entanto, nenhuma investigação deixa clara a relação das respostas subjetivas e afetivas ligadas a diferentes modelos de exercícios aeróbios. OBJETIVO: Analisar o efeito do exercício intervalado de alta intensidade (EIAI) e moderado contínuo (EMC) sobre a percepção subjetiva do esforço (PSE) e valência afetiva de sujeitos não ativos. METODOLOGIA: Participaram do estudo 15 homens jovens adultos não ativos (24,8 ± 4,4 anos; 24,41 ± 3,6 kg/m²). Através de estudo de corte transversal com delineamento cruzado e aleatorizado, os indivíduos realizaram duas sessões de exercício: i) EIAI; ii) EMC. O EIAI foi composto por 10 x 60s com 90% da velocidade pico atingida no teste incremental e recuperação ativa de 60s com 30% do pico de velocidade. O EMC foi realizado com carga fixa de 60% da velocidade pico. Ambas as sessões tiveram 20 minutos de duração. Durante as sessões, em cinco momentos (minuto 1, 5, 9, 13 e 17), foram avaliadas a PSE e VA, respectivamente através da escala de Borg (6-20) e Feeling Scale (+5/-5). A normalidade dos dados foi confirmada através do teste de Shapiro-Wilk. Assim, os dados foram analisados através da ANOVA two-way (sessão x tempo) com medidas repetidas no segundo fator. Um p-valor < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: Houve aumento significativo da PSE em relação ao tempo em ambas as sessões (p<0,05). Entretanto, nos momentos analisados a PSE foi maior no EIAI: minuto 1 (10,1 ± 2,5 vs. 7,7 ± 1,2); minuto 5 (12,0 ± 1,5 vs. 10,0 ± 2,0); minuto 9 (13,3 ± 1,3 vs. 11,6 ± 2,3); minuto 13 (14,2 ± 1,9 vs. 12,4 ± 2,5); minuto 17 (15,1 ± 1,7 vs. 13,6 ± 2,6) (p<0,05). No tocante à VA, foi observada redução significativa em relação ao tempo em ambas as sessões (p<0,05). Foram observados valores inferiores no EIAI em todos os momentos: minuto 1 (+2,7 ± 1,6 vs. +3,9 ± 0,9); minuto 5 (+1,6 ± 1,3 vs. +2,5 ± 1,6); minuto 9 (+0,2 ± 1,7 vs. +1,7 ± 2,0); minuto 13 (-0,7 ± 1,8 vs. +0,9 ± 2,0); minuto 17 (-1,2 ± 1,8 vs. +0,2 ± 2,3) (p<0,05). Adicionalmente, foram observadas correlações negativas entre PSE e VA, tanto no EIAI (r = -0.70; p<0,05) quanto no EMC (r = -0.77; p<0,05). CONCLUSÃO: Na amostra analisada, o EIAI foi percebido como mais intenso e menos prazeroso. Além disso, independente do modelo de exercício, a intensidade percebida foi negativamente correlacionada com a sensação de prazer. 130 RESUMO 109 PERFIL DE INTERNAÇÕES ENTRE IDOSOS PERNAMBUCANOS: AS DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAS EM DESTAQUE Autores: Vitória de Barros Siqueira1, Emanuela de Araújo Nascimento2, Flávia Emília Cavalcante Valença Fernandes2, Roxana Braga de Andrade1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional, evento inicialmente observado em países desenvolvidos vem recentemente acentuando-se, também nos países em desenvolvimento. Esta transição demográfica pode ser, em partes, explicada pelo declínio das taxas de mortalidade e fecundidade. Atrelado a este processo ocorre também a transição epidemiológica onde observa-se uma redução da morbimortalidade por doenças infecciosas e um aumento na prevalência das doenças crônico-degenerativas. OBJETIVO: Descrever as internações hospitalares entre idosos usuários do SUS do estado de Pernambuco no período de 1998 a 2010. MÉTODOS: Foram utilizados como fonte de informações a base de dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH / SUS no período de 1998 a 2010, disponibilizados pelo DATASUS por meio do gerenciador de arquivos TabWin e para a categorização dos diagnósticos, a Classificação Internacional de Doenças – Décima Revisão (CID-10). Para gerenciamento e análise dos dados foi utilizado o software Excel 12.0 (Office 2007). Indicadores como causa de internação segundo estrato de idade, sexo e ano de internação foram cruzados e comparados por meio de frequências absoluta e relativa sendo utilizados para checar a dinâmica das internações ao longo do tempo. RESULTADOS: Os idosos Pernambucanos foram responsáveis por 1.209.875 internações hospitalares no período de 1998 a 2010 no estado, as quais tiveram custo de R$ 801.759.534,10. A população feminina foi predominante nas internações (52%). Com relação às principais causas de Internações hospitalares observa-se a predominância das doenças crônicas como as doenças do aparelho circulatório (24%), seguidas das afecções do sistema respiratório (14%) e digestivo (11%) consumindo juntas 53,2% dos recursos destinados às internações hospitalares de idosos. CONCUSÃO: A maior utilização de serviços hospitalares por idosos repercute a maior ocorrência de doenças e condições crônicas nessa fase da vida, muitas vezes com maior intensidade e gravidade. Pode-se concluir então que para que a população passe a “envelhecer com saúde”, devem ser implementadas medidas preventivas e de promoção a saúde durante todo o ciclo vital. Destacando-se como alternativas: prática de exercícios físicos em todas as faixas etárias; estimulação ao auto-cuidado; combate ao tabagismo; controle de pressão arterial; prevenção do câncer de colo de útero, mama e próstata; imunização contra o pneumococo e Influenza e orientações higiênico-dietéticas. Desta forma o número de internações futuras diminuirá bem como os gastos inerentes a elas. 131 RESUMO 110 RELAÇÃO DA ANSIEDADE FÍSICO-SOCIAL COM O ESTADO NUTRICIONAL E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE UNIVERSITÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Autores: Weslley Quirino Alves da Silva1, Hassan Mohamed Elsangedy1, Kalina Veruska da Silva Bezerra Masset2, Fabiane Gomes de Carvalho1, Danniel Thiago Frazão1, Victor Oliveira Albuquerque dos Santos1, Teresa Cristina Batista Dantas1, Cinthia Beatriz da Fonseca1, Paulo Henrique Medeiros da Silva1, Rodrigo Alberto Vieira Browne1. E-mail: [email protected] Instituições: 1Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Natal/RN, Brasil; 2Departamento de Educação Física da Universidade Potiguar (UNP), Natal /RN, Brasil. Apoio: CAPES e PROEX/UFRN. INTRODUÇÃO: A ansiedade social surge quando um indivíduo se avalia desfavorável ou acredita não ser capaz de lidar com as exigências impostas pela sociedade. Desta forma, muitas pessoas se preocupam com a avaliação negativa de outras acerca da sua beleza exterior. Portanto, quanto mais elevada for à ansiedade físico-social, mais frequentes serão os comportamentos pouco saudáveis. Exemplo disso é a adoção de uma dieta alimentar desequilibrada, com o objetivo de perder peso e fazer parte do padrão contemporâneo de beleza física. Partindo desse pressuposto, não se sabe se há uma relação entre o nível de ansiedade físico-social com o estado nutricional e composição corporal de universitários do curso de Educação Física. OBJETIVO: Verificar a relação da ansiedade físico-social com o estado nutricional e composição corporal de universitários do curso de Educação Física. MÉTODOS: A amostra foi composta por 113 universitários (69 homens e 44 mulheres; 22,7 ± 3,9 anos de idade) do curso de Educação Física de uma Universidade privada do Rio Grande do Norte que foram submetidos à mensuração da composição corporal por meio da técnica de dobras cutâneas [% gordura corporal (GC)] e estado nutricional, obtido pelo índice de massa corporal (IMC). Ademais, verificou-se o nível de ansiedade físico-social por meio da Escala de Ansiedade Físico-Social (Physique Anxiety Scale). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Sminorv. Os dados descritivos foram expressos em média e (±) desvio padrão. A relação (r) do nível de ansiedade físico-social com o estado nutricional e a composição corporal foram verificadas pela correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOS: O nível de ansiedade físico-social (30,2 ± 6,2 pontos) apresentou correlação positiva e significativa (r= 0,261; p= 0,005) com o %GC (20,9 ± 7,1 %). Entretanto, o nível de ansiedade físico-social não apresentou correlação (r= 0,051; p= 0,588) com o IMC (27,9 ± 3,0 kg.m-2). CONCLUSÃO: O nível de ansiedade físico-social de universitários do curso de Educação Física apresentou relação com a composição corporal, tendo em vista que quanto maior se apresentava o nível de ansiedade físico-social, maior era o %GC. Por outro lado, não apresentou relação com o estado nutricional (IMC). 132 RESUMO 111 FREQUÊNCIA PERCENTUAL DE INDIVÍDUOS ATIVOS E INATIVOS FRENTE A DIFERENTES CLASSIFICAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS Autores: Xenusa Pereira Nunes, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Sérgio Rodrigues Moreira. Email: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: A obesidade tem sido diretamente associada com mortalidade e comorbidades como o diabetes melito, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, doença da vesícula biliar, alguns cânceres e pode estar intimamente explicada pela inatividade física. O índice de massa corporal (IMC) é um preditor do estado nutricional e estando em valores elevados pode se associar ao desenvolvimento das doenças cardiometabólicas. Já a circunferência abdominal (CA) é um determinante mais eficiente do conteúdo de gordura abdominal e, juntamente com o percentual de gordura (%G), são preditores de insuficiência cardíaca e riscos associados à obesidade. A inatividade física é um dos fatores que contribui para o acúmulo excessivo de gordura corporal ocasionando aumento dos indicadores relacionados a esse problema OBJETIVO: Determinar a frequência percentual de indivíduos ativos e inativos frente a diferentes classificações antropométricas. MÉTODOS: A amostra foi composta por 25 homens praticantes de ginástica laboral de uma empresa da cidade de Juazeiro – BA. A idade média da amostra foi de 55,6±5,5 anos, IMC de 28,3±3,6 kg/m2, CA de 103,2±9,8cm e %G de 21±6,2%. A amostra foi dividida em estratos de indivíduos Ativos ou Inativos e de indivíduos com indicadores antropométricos dentro da normalidade para a saúde ou com excesso de peso. Estatística descritiva e teste de correlação linear de Pearson (r) foram realizados (Statistica v.6.0). RESULTADOS: Apesar de não ser objetivo do presente estudo, quando realizado correlações entre IMC, %G e CA, observou-se os seguintes resultados: IMC vs. CA r=0,93; p<0,001; IMC vs. %G r=0,65; p<0,001 e %G vs. CA r=0,78; 0,001. Ao analisar os diferentes indicadores, observou-se que 20% da amostra está dentro do preconizado para a saúde (IMC de 24,2±0,7 kg/m2, CA de 93,7±4,6cm e %G de 16,9±4,5%), sendo destes 8% de ativos e 12% inativos. Dos 80% de indivíduos com excesso de peso (sobrepeso+obesidade): IMC de 29,4±3,2 kg/m2, CA de 105,6±9,4cm e %G de 22±6,3%, apenas 28% eram ativos e 52% dos indivíduos eram inativos. CONCLUSÃO: Ao analisar os indivíduos ativos e inativos, ao contrário do grupo com indicadores antropométricos normais, verificouse que no grupo de indivíduos com indicadores de excesso de peso, a frequência percentual de inativos ocorre quase 2 vezes mais que de ativos, o que caracteriza que a inatividade física esta no caminho para a explicação do excesso de peso. 133 RESUMO 112 MOVIMENTO E SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS: PRÁTICAS CORPORAIS NO LAR DA VOVOZINHA – RIO GRANDE DO NORTE. Autores: Isabel Batista Freire1, Maria Clara Siqueira de Almeida1, Danielly Daiane da Silva1, Maria Aparecida Dias¹. E-mail: [email protected] Instituição: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte INTRODUÇÃO: O lar da vovozinha é uma instituição beneficente com certificado de filantropia pelo Conselho Nacional de Assistência Social, tem como essência em sua conduta realizar assistência à idosos carentes e excluídos da convivência familiar, com isso, é importante assimilar a frequência de idosos completamente abandonados por familiares em asilos e lares, aos quais, se encarregam de proporcionar um sentido para a existência de seus pacientes, principalmente, com atividades que preservam a qualidade de vida, priorizando a saúde e felicidade, dando um pouco de amor, carinho e demonstração de importância. Naturalmente, quando pensamos em idosos, na maioria das vezes, associamos à pessoas inválidas, incapazes de executar determinados movimentos e que por ser uma fase em que são acometidos por diversas doenças, possuem determinantes de uma má qualidade de vida; com isso é significativo afirmar, que em nossa sociedade estar velho, não é sinônimo de má qualidade de vida, como muitos pensam. Sabemos o quanto é importante o envelhe-SER bem e com qualidade, acreditamos assim que contribuir para um envelhecer saudável é a melhor maneira de trazer à realidade um corpo repleto de desenganos instaurados pela sociedade, fazer dele um lugar de alegria e esperança a fim de que os idosos provem da melhor maneira esta fase da vida. O presente trabalho está em fase inicial, o seu andamento está levando em consideração avaliação do espaço e suas possibilidades para a aplicação das oficinas com o intuito de atingir os objetivos almejados. OBJETIVOS: O presente trabalho objetiva compreender as implicações da qualidade de vida na perspectiva do envelhecimento; reconhecer as consequências das demandas para uma boa contribuição com os idosos levando em consideração que é um processo interpessoal, afetivo-emocional que muitas vezes ultrapassa a esfera profissional; observar os idosos e perceber qual o retrado da velhice que habita neste lar; identificando, também, as suas fragilidades, as doenças acometidas, habilidades e “potencialidades”, traçando um perfil dos pacientes; planejar e intervir com atividades corporais que exerçam influências na vida desses idosos de acordo com o perfil traçado. METODOLOGIA: Realização de oficinas corporais que serão formatadas por dois encontros semanais, com supervisão de técnicos e terapeutas do Lar da Vovozinha, cada oficina terá duração máxima de 1 hora. RESULTADOS ESPERADOS: As atividades planejadas serão desenvolvidas durante todo o processo de intervenção evidenciando principalmente a expressão corporal, através de atividades teatrais, lúdicas, com dança, música envolvendo atividades rítmicas que resgatem a cultura corporal do grupo e relaxamento através de exercícios bioenergéticos. No fim de cada oficina executaremos uma avaliação que se caracterizará por exposições gráficas, orais e corporais. 134 RESUMO 113 EDUCAÇÃO FISICA E LEGITIMIDADE: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES REGENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL Autores: Diego Luz Moura¹, Cleyton Batista de Sousa², Marcelo Moreira Antunes², Kamilla Ribeiro Nunes Costa², Cátia Alves de Souza³. Email: [email protected] Instituições: 1Universidade Federal do Vale de São Francisco (UNIVASF)-PE, Brasil. ²Universidade Gama Filho. ³Centro Universitário da Cidade. Apoio: CAPES. INTRODUÇÃO: Inserida na escola, como um componente curricular, a educação física foi o alvo de intensas discussões sobre seus métodos, conteúdos, objetivos e funcionalidades. Atualmente, temos observado uma tensão acerca da permanência da educação física nos primeiros anos do ensino fundamental, onde os alunos possuem as aulas das demais disciplinas com um único docente e as aulas de educação física com um professor específico. Olhando pela teoria de construção social do currículo, esta tensão é consequência de questões culturais construídas nas escolas. OBJETIVO: Analisar quais são as percepções que os professores do 1º ao 5ª ano possuem sobre a educação física, enquanto componente curricular. MÉTODOS: Uma pesquisa de campo com a aplicação de questionários em dezesseis escolas de Jacarepaguá. A amostra compreendeu a 154 professores, no total. RESULTADO: Os resultados foram agrupados em 4 tabelas: 1 - perfil dos professores, 2 - dilemas da educação física, 3 - legitimidade da educação física e o 4 - currículo vivido da educação física. Observa-se com a tabela 1 que 91% dos professores são do sexo feminino, 43,8% possuem mais de 16 anos no magistério e que 38,9% tem formação em pedagogia. Na tabela 2, a finalidade Desenvolvimento motor recebeu maior percentual de importância dos professores (86,4%), seguido de Promoção da saúde (81,2%), Formação de valores (81,2%), Recreação (51,9%), Formação de atletas (48,7%), Competições esportivas (41,5%) e Alfabetização (40,9%). Nota-se com a tabela 3 que 53,6% dos professores acreditam que a Educação Física auxilia o aprendizado de outras disciplinas, 70,1% julgam a área Muito importante e 48,7% discordam totalmente da área se tornar opcional aos alunos. Com a tabela 4, vimos que para 40,9% dos professores, o nível de participação dos alunos nas aulas de Educação Física é Muito alto, enquanto apenas 10,4% veem o mesmo nível de participação em suas aulas. Nota-se também que 40% julga necessário retirar os alunos da aula de Educação Física como estratégia de disciplina. CONCLUSÃO: Concluiu-se que há um paradoxo na percepção dos professores a respeito da educação física, necessitando de uma conscientização dos mesmos sobre o campo de atuação da área na busca de uma legitimidade. 135 RESUMO 114 EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE Autores: Bárbara C. Vilas Bôas Marques Britto, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo, Loumaíra Carvalho da Cruz, Sheila Cristiane Evangelista Creôncio, Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto, Sérgio Rodrigues Moreira. E-mail: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil. INTRODUÇÃO: Com o crescente número de pacientes portadores de doenças renais crônicas, tem-se cada vez mais dado importância à qualidade de vida destes pacientes submetidos à hemodiálise (HD). Esses indivíduos podem apresentar alterações nos sistemas cardiovascular, músculo-esquelético, metabólico e cognitivo, o que importantemente comprometeria a qualidade de vida. OBJETIVO: Apresentar uma revisão sobre a importância da prática do exercício físico na qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal submetidos à HD. MÉTODOS: Pesquisa do tipo indireta bibliográfica com a busca de estudos que evidenciem a prática de exercício e a qualidade de vida de pacientes submetidos à HD. As bases de dados utilizadas foram: Pubmed, Scielo, Medline e Lilacs, sendo encontrado um total de 70 trabalhos. Os descritores adotados foram: ‘exercise training’, ‘renal disease’, ‘hemodialysis’, ‘quality of life’. RESULTADOS: A análise dos artigos mostrou que é grande o número de pacientes crônicos em uso da HD no Brasil e que o catabolismo muscular nessas pessoas está associado com o aumento da morbidade e mortalidade, depressão e significante redução da qualidade de vida. Devido o tempo gasto pelo paciente na HD, o qual pode chegar a 4 horas e frequência de até 4 vezes por semana, a execução da HD gera um desgaste físico e emocional. Pensando nesse tempo durante a HD, alguns trabalhos sugerem que a aderência a um programa de exercício físico pode ter um importante efeito na mudança da qualidade de vida dos pacientes em HD, além de modificar o ambiente com cuidados a saúde e permitir que os pacientes melhorem sua aptidão física com treinamento físico adequado. Vale destacar que a dose (intensidade e duração) de exercício físico pode desempenhar um papel significativo na obtenção dos esperados benefícios à saúde. CONCLUSÃO: Durante a HD recomenda-se a realização de exercícios aeróbios e de força, o que pode melhorar a força muscular respiratória, desempenho funcional e qualidade de vida, quando comparados com indivíduos com a doença que não desenvolveram qualquer tipo de treinamento físico. Além disso, a eficiência da HD aumenta (maior remoção de ureia) quando o paciente realiza uma sessão de exercício intradiálise. 136 RESUMO 115 A INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO COMPONENTE CURRICULAR NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Autores: Alana Débora de Souza Batista¹, Thalles Aggeo Lima de Medeiros². Email: [email protected] Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal/RN, Brasil. Apoio: UFRN. INTRODUÇÃO: A formação de professores de Educação Física requer um ensino de qualidade, que lhe confira competência na realização de suas atividades educacionais no âmbito escolar. Dessa forma, é fundamental o conhecimento do professor nos diferentes níveis de ensino (educação infantil, educação fundamental, ensino médio). Visando essa perspectiva a disciplina Educação Física no Ensino Infantil tem como objetivo contribuir com os conhecimentos teóricos, metodológicos e pedagógicos no contexto da Educação Física Infantil, permitindo que elabore e viabilize a intervenção pedagógica nesse contexto, pautada nas reais necessidades, interesses e potencialidades das crianças. Assim, este estudo consiste em um relato de experiência de discentes da disciplina Educação Física no Ensino Infantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no período de fevereiro de 2013 a junho de 2013, sobre o trabalho de campo proposto pensando em uma intervenção na educação infantil na concepção aberta a qual se coloque em destaque elementos como a criatividade, conscientização ecológica e desenvolvimento motor trabalhando as três dimensões: conceitual, atitudinal e procedimental com base no Referencial Curricular para a Educação Infantil. OBJETIVO: O presente trabalho objetiva analisar e relatar a importância das aulas práticas com intervenção de Educação Física no Ensino Infantil como componente curricular da graduação de Educação Física – Licenciatura. METODOLOGIA: A intervenção aconteceu na escola Recriar localizada no bairro de Candelária, Natal/RN, sendo dividida em três etapas: observação, planejamento e a prática das aulas planejadas. As aulas ocorreram durante 3 dias, com 10 alunos de 5 anos de ambos os sexos, e foram planejadas com o objetivo de haver uma sistematização do mais simples para o mais complexo envolvendo a criatividade e habilidades motoras. RESULTADOS: Como resultados da intervenção, tivemos a validade de que uma aula aberta com sistematização e planejamento pode sim funcionar, e que as dimensões tiveram fundamental importância na organização da aula. Observamos também que 100% dos alunos tiveram uma evolução quanto o seu desempenho nas atividades manuais propostas e que a experiência adquirida entre os discentes irá contribuir para sua vida profissional através do conhecimento prévio da realidade que ele encontrará na sua atuação no trabalho. CONCLUSÃO: Através das aulas no Ensino Infantil na escola Recriar, percebeu-se que o profissional de Educação Física deve ter cuidado com as abordagens que ministra em suas aulas, onde elas podem ser o diferencial entre uma formação de qualidade das crianças dessa faixa etária. Percebeu-se também a importância das aulas práticas antes de concluir a formação e ser inserido no mercado de trabalho, onde o profissional de Educação Física consegue identificar as dificuldades que poderia encontrar e assim minimizar as falhas.