1 UNINGÁ – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PERIODONTIA EVANDRO TONIAL ANDREOLLA UTILIZAÇÃO DOS CIANOACRILATOS PARA FECHAMENTO DE INCISÕES ORAIS: REVISÃO DE LITERATURA PASSO FUNDO 2009 2 EVANDRO TONIAL ANDREOLLA UTILIZAÇÃO DOS CIANOACRILATOS PARA FECHAMENTO DE INCISÕES ORAIS: REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada à unidade de Pósgraduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo Fundo-RS como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Periodontia. Orientadora: Marisa Maria Dal Zot Flôres. PASSO FUNDO 2009 3 EVANDRO TONIAL ANDREOLLA UTILIZAÇÃO DOS CIANOACRILATOS PARA FECHAMENTO DE INCISÕES ORAIS: REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada à comissão julgadora da Unidade de Pós-graduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo FundoRS como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Periodontia. Aprovada em ___/___/______. BANCA EXAMINADORA: ________________________________________________ Prof. Ms. Marisa Maria Dal Zot Flores - Orientadora ________________________________________________ Prof. Ms. Alexandre Basualdo ________________________________________________ Prof. Ms. Paula Banco 4 RESUMO O objetivo final de toda intervenção cirúrgica é devolver ao paciente além da saúde, a função e a estética da área a ser tratada. Neste contexto, o fechamento da ferida cirúrgica é de vital importância para se alcançar tal objetivo, sendo a sutura ainda hoje, o método mais amplamente usado para esse fim. A busca por novas formas de coaptação de tecidos vem encontrando nos cianoacrilatos um grande e promissor substituto para esta, onde neste trabalho objetivamos, realizar uma revisão da literatura referente à utilização dos cianoacrilatos como substitutos das suturas convencionais em incisões realizadas na cavidade oral, incluindo um rápido apanhado histórico, requisitos de um material ideal, propriedades químicas dos cianoacrilatos, vantagens e desvantagens de sua utilização. Com base na literatura pesquisada, verificamos que a utilização dos cianoacrilatos para o fechamento de feridas cirúrgicas vem de longa data, com as novas formulações, como o octil-2cianoacrilato, preenchendo, gradativamente, os requisitos necessários a um material ideal, apresentando propriedades químicas cada vez mais compatíveis com a utilização proposta. Várias vantagens foram verificadas, como: rapidez da técnica, ser bacteriostático, não necessitar de anestesia nem de remoção da sutura, ser menos traumática, principalmente em pacientes jovens e especiais, além de apresentar bom resultado estético e cicatricial, embora, ainda apresenta algumas limitações, como emprego superficial e em áreas livres de pressão ou compressão. Conclui-se assim, que os adesivos à base de cianoacrilato são uma boa alternativa para substituir as suturas no fechamento de incisões orais, estando porém seu sucesso condicionado à indicação correta de sua utilização e ao conhecimento do cirurgião quanto à aplicabilidade do adesivo. Palavras-chave: adesivos teciduais. cianoacrilatos. suturas. cirurgia oral 5 ABSTRACT The ultimate goal of every surgical intervention is to restore the patient, beyond health, function and aesthetics of the area to be treated. In this context, the incision closure has vital importance; actually, suture still represents the most widely method used for this purpose. The search for new forms of tissue coaptation appoints to cyanoacrylates like a great and promising substitute. This work aimed to undertake a review of the literature concerning the use of cyanoacrylate as a substitute for conventional suture incisions in the oral cavity, including a quick historical overview, requirements of an ideal material, chemical properties of cyanoacrylates, advantages and disadvantages of its use. Based on the literature, we found that the use of cyanoacrylate for surgical wounds closure has a long history with new formulations, such as 2-octyl cyanoacrylate, filling gradually the necessary requirements for an ideal material, with chemical properties increasingly consistent with the proposed use. Several advantages were noted, such as: technique haste, bacteriostatic properties, does not require anesthesia or removal of the suture, minor trauma, especially in young patients and special ones. Besides having good cosmetic results and healing, though, have some limitations as superficial employment or in areas free of pressure or compression. It follows that the adhesives based on cyanoacrylate are a good alternative to replace sutures in the oral incisions closure, while its success is being subject to correct indication of their use, surgeon knowledge, and as to the adhesive applicability. Keywords: tissue adhesives. cyanoacrylates. sutures. dental 6 À minha esposa Liana e meu filho Luiz Pedro, pelas incontáveis horas privadas de nosso convívio, pelo seu companheirismo incansável, tolerância ímpar e pelo seu amor incondicional. Aos meus pais, Evaristo e Elba, pela vida, amor, dedicação, exemplo de luta, garra, ponderação e alegria. 7 Agradecimentos A Deus, pela vida e proteção. A meus Mestres e Professores, pessoas de extrema competência e dedicação, pela oportunidade de compartilhar seus conhecimentos, por sua paciência, compreensão e amizade. A meus colegas, pela amizade, companheirismo e bons momentos compartilhados. A meus familiares, pelo incentivo e apoio nas horas difíceis. A minha orientadora, pela paciência, dedicação, compreensão e amizade. A todos que de uma forma ou outra colaboraram para a realização deste estudo. 8 "É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar; é melhor tentar, ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver ..." Martin Luther King 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................................................. 10 2 REVISÃO DE LITERATURA............................................................. 12 2.1 HISTÓRICO....................................................................................... 12 2.2 REQUISITOS DE UM MATERIAL IDEAL.......................................... 13 2.3 PROPRIEDADES DOS CIANOACRILATOS..................................... 15 2.4 VANTAGENS..................................................................................... 19 2.5 DESVANTAGENS............................................................................. 24 3 CONCLUSÃO.................................................................................... 27 REFERÊNCIAS............................................................................................... 28 ANEXO............................................................................................................ 31 10 1 INTRODUÇÃO A busca da estética oral, de procedimentos menos traumáticos, mais rápidos e pós-operatórios confortáveis, faz com que se busque materiais que propiciem ao paciente essas vantagens, sem contudo, deixar de lado a segurança dos procedimentos. A aplicação de uma sutura, além do objetivo básico que é o de aproximar as bordas da ferida, abreviando o tempo de reparação cutânea, visa também devolver ao tecido sua aparência original o mais próximo possível. A aplicação de uma sutura deve ser feita sob anestesia, porém sua retirada, normalmente não o é. Assim, a possibilidade de se utilizar uma substância que torne a síntese dos tecidos mais rápida e eficiente, abreviando o tempo de cicatrização, proporcionando bom resultado cosmético e que não necessitasse sua remoção torna-se objetivo atraente. O adesivo ideal seria aquele que teria boa propriedade hemostática, promovesse aderência firme das bordas da ferida, não alterasse o processo de cicatrização, promovesse a menor reação possível de corpo estranho e não apresentasse ação carcinogênica. Sintetizados pela primeira vez em 1949, os cianoacrilatos foram utilizados pela primeira vez como adesivo tecidual em 1959, no intuito de substituir as suturas (BETTES, 2003). Apresentam como vantagem a capacidade de realizar hemostasia de maneira efetiva e imediata, a própria película adesiva funciona como barreira física contra a entrada de bactérias, são de rápida adesão aos tecidos moles e duros, sendo de fácil aplicação; reduzem o tempo cirúrgico, dispensam remoção de sutura, eliminando a ansiedade e o desconforto que esta gera no paciente no pósoperatório, além de eliminar a dificuldade da remoção da sutura em pacientes com alterações psiquiátricas e crianças (BETTES, 2003; SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007; FREITAS-JUNIOR et al., 2008). Autores ainda destacam o efeito cicatrizante dos cianoacrilatos, salientando que seu uso diminuiu o infiltrado inflamatório, a reação de células gigantes (toxicidade) e a quantidade de tecido de granulação, tornando o processo de cicatrização mais rápido. Estes ainda testaram a capacidade inibitória dos cianoacrilatos frente a microorganismos, classificando-os como bacteriostáticos e bactericidas (CALDAS JR; GUSMÃO, 2005). 11 Todavia, não foi observado consenso entre os autores estudados, de que os adesivos de cianoacrilato sejam realmente inócuos, promovam resistência tênsil superior ao fio de sutura ou aos outros métodos de síntese e apresentem menor índice de complicações como infecção, reação granulomatosa de corpo estranho ou deiscência. Vários autores relataram bons resultados cosméticos das cicatrizes, porém sem uma análise detalhada das modificações microscópicas promovidas pela cola. As informações são quase exclusivamente de ordem macroscópica (BETTES, 2003). Considerando estes aspectos, foi realizada uma revisão bibliográfica, verificando a viabilidade da substituição das suturas para fechamento de incisões orais pelos adesivos à base de cianoacrilato, destacando um breve histórico, requisitos de um material ideal, propriedades químicas, vantagens e desvantagens de sua utilização, em substituto às suturas tradicionais. 12 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 HISTÓRICO A cirurgia é certamente o ramo mais antigo da terapêutica, tendo seu início na pré–história, com o surgimento do homem primitivo, que em sua luta diária pela existência, se envolvia ocasionalmente em conflitos com suas caças ou animais que perseguia. Nesta época, as feridas eram tratadas com métodos primitivos como aplicação de musgos, teias de aranha ou a simples compressão do local. Os primeiros registros de fechamento de feridas ocorreram apenas 1.100 antes de Cristo, quando incisões abdominais feitas em múmias eram fechadas com couro. (SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). Nas civilizações mais antigas, como a grega e a romana, a ciência médica já se preocupava com o fechamento das feridas, onde esses procedimentos eram realizados com suturas de linho, algodão, tiras de couro, cascas de árvore, crinas de cavalo e tendões de animais (TRUAX, 1947 apud DOURADO et al., 2005). Por longo tempo se utilizou óleo quente para tratar os ferimentos, acreditando que a presença de secreção purulenta era benéfica para o organismo. No século XVI, Ambroise Paré, na falta de óleo quente, deixou as feridas evoluírem naturalmente, evidenciando que elas cicatrizavam mais rapidamente e sem complicações. Iniciou-se então a corrente do tratamento com interferência mínima, ou seja, quanto menor a agressão aos tecidos, melhor a evolução da cicatriz. Logo após começaram o fechamento das feridas com fios de sutura, entre eles os absorvíveis de categute, poligalactina e ácido poliglicólico e os inabsorvíveis como o multifilamentar de algodão e os monofilamentares de náilon e polipropileno, conjuntamente com o desenvolvimento de agulhas menos traumáticas para os tecidos. Em relação às técnicas de síntese, estas iniciaram-se com o uso de pontos separados, evoluindo para as suturas contínuas tipo chuleio-simples e barra-grega, porém as cicatrizes resultantes destes tipos de pontos não eram estéticas. Apareceram então as suturas intradérmicas com pontos separados ou contínuos, que permitiram a síntese das feridas sem promover cicatrizes nos locais dos pontos. Os adesivos cirúrgicos surgiram com o intuito de permitir a síntese segura, rápida e sem cicatrizes resultantes da sutura. Os primeiros a serem descritos foram os 13 cianoacrilatos, os quais foram sintetizados pela primeira vez em 1949 e usados clinicamente em 1959 como agentes para colar feridas de pele, na tentativa de substituir outros métodos de síntese, entre eles as suturas com fio, e mais recentemente, com uso de grampos e até das fitas adesivas (MADDEN, 1972 apud BETTES, 2005; CALDAS JR.; GUSMÃO, 1998; CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005; SASKA; MINARELLI GASPAR, 2006; SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). Há relatos da utilização dos cianoacrilatos como adesivos tissulares a partir de 1950, com o emprego do material comercialmente conhecido por EASTMAN 910 à base de metil 2-cianoacrilato. Desde 1975, os adesivos de cianoacrilato são aprovados para uso em humanos no Canadá, sendo empregados também na Europa e outras partes do mundo (BARROSO PALOMINO, 2005). O Octil-2-cianoacrilato (Dermabond, Ethicon, Somerville, NJ) é o único adesivo de tecido à base de cianoacrilato, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, para fechamento de pele superficial, concedendo sua aprovação em janeiro de 2001 para o Dermabond ser usado como uma barreira contra micróbios bacterianos comuns, que incluem certos estafilococos, pseudomonas e Escherichia coli, além de ter sua indicação adesiva cirúrgica (ROSSI; SOUZA, 2006; SCHWADE, 2008). 2.2 REQUISITOS DE UM MATERIAL IDEAL Inúmeros estudos clínicos e laboratoriais vêm sendo feitos para confirmar a utilização dos cianoacrilatos como alternativa ou substituto das suturas tradicionais. Destes estudos, algumas descobertas favoreceram o desenvolvimento de um adesivo com as propriedades necessárias e almejadas para uma perfeita reparação tecidual. O material ideal teria que proporcionar um menor tempo cirúrgico e evitar complicações pós-operatórias decorrentes da síntese deficiente dos tecidos (SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). Critérios como tempo de duração do material em posição, mantendo fechada a ferida, tensão necessária nesse período, biocompatibilidade e capacidade de induzir cicatrização, devem ser analisados no momento da seleção do material que será utilizado para o reparo cirúrgico (DOURADO et al., 2005). Cohen (1996) descreve os principais objetivos de uma sutura: aproximar as superfícies incisionadas ou comprimir os vasos sanguíneos, 14 visando cessar o sangramento, prevenir exposição óssea, dar suporte aos tecidos marginais até a cicatrização, minimizar a dor pós operatória e promover a hemostasia (FERNANDES et al, 2005). Troot (1997) considera que um vedante ideal deva apresentar rápida adesão ao tecido submetido à sutura, não liberar calor excessivo, ser estável à temperatura corporal, manter adesividade, mesmo em contato com a umidade, não provocar lesão na região dos tecidos envolvidos no processo de cicatrização, não ser potencialmente carcinogênico e ser passível de esterilização (SILVA; FIGUEIRA NETO; SANTOS, 2007). O adesivo ideal deve ser seguro para aplicação tópica, ter fácil manuseio, rápida polimerização, manter aproximadas as bordas da ferida, apresentar bom resultado estético, ser apirogênico e promover mínima reação inflamatória local (FERNANDES et al, 2005; CANCINO; OLIVEIRA; SANT’ANA FILHO, 2004). Mesmo sendo a sutura a forma mais usada de justaposição de tecidos após intervenções cirúrgicas, este método é bastante demorado e trabalhoso, aumentando o tempo cirúrgico, causando, na maioria das vezes, desconforto e apreensão ao paciente. Há que se levar em consideração também que existem áreas que, por sua natureza, dificultam o controle de variáveis como sangramento, coaptação de bordos e infecção pós operatória, como é o caso da cavidade bucal, devido a sua pequena amplitude e áreas muito vascularizadas, somadas à presença constante de bactérias residentes como Streptococos, Stafilococos, Neisserias, Lactobacilos, Veilonelas e fungos, e não residentes que são levados à cavidade bucal através do ar e alimentos, tornando o controle mais laborioso. Além disso, dependendo do fio utilizado, o mesmo proporciona retenção de placa bacteriana, favorecendo uma reação inflamatória de maior intensidade do local suturado (CALDAS JR; GUSMÃO, 1998). Os fios de sutura apresentam como pontos positivos uma boa resistência à tração e torção, calibre fino e regular, são macios, flexíveis, pouco elásticos, de fácil esterilização e baixo custo, porém, apresentando pontos negativos como a lesão provocada pela transfixação tecidual da agulha, a presença de resposta antígenoanticorpo e o atraso na proliferação fibroblástica cicatricial, que resultará no isolamento do corpo. Dentre eles, o fio de nylon é o que apresenta melhor resposta biológica, cicatricial e capacidade de coaptação de rebordos de ferida. Porém, mesmo apresentando uma reação tecidual mínima, sua pouca maleabilidade, 15 possibilidade de traumas em mucosa e pele, baixo coeficiente de atrito e instabilidade dos nós, o torna um material ponderável quando se trata de aproximação de bordos em áreas estéticas, que exigem uma cicatriz menos evidente (DOURADO et al., 2005). 2.3 PROPRIEDADES DOS CIANOACRILATOS A busca de um vedante ideal fez com que a família dos cianoacrilatos se tornasse o alvo de muitos estudos nos últimos 30 anos (CALDAS JR; GUSMÃO 1998; SILVA; FIGUEIRA NETO; SANTOS, 2007). Barroso Palomino (2005) cita em seu artigo, como foi realizada a aprovação do adesivo tecidual à base de n-butil 2-cianoacrilato, conhecido comercialmente como TISUACRYL, em Cuba. Um grupo do Centro de Biomateriais da Universidade de Havana, após sintetizar e caracterizar quimicamente o produto, procedeu a avaliação pré clínica. Posteriormente, seguindo as orientações do órgão competente, realizou-se a avaliação biológica do produto, o qual foi classificado e registrado como “contato superficial em mucosa e superfícies alteradas”. Para se cumprir a etapa de avaliação pré-clínica, foram necessários os seguintes ensaios: citotoxicidade, genotoxicidade, irritação, imunotoxicidade (sensibilização) e toxicidade sistêmica. Também se recomendou um ensaio de implantação (histotoxicidade) para possíveis aplicações em órgãos internos. Concluída a etapa pré-clínica, realizaram-se ensaios clínicos prospectivos e controlados, demonstrando a eficácia e segurança do produto em duas aplicações: n a c irurgia para o fechamento de feridas cutâneas e na cirurgia bucal. Atualmente o produto está registrado para utilização por especialistas nestas áreas, acumulando experiência em mais de 2500 casos, com taxa de sucesso maior que 99%. O monômero cianoacrilato tem a fórmula geral: CN – CH2 = C – COOR, onde o radical R do grupo alquil pode ser, por exemplo, um metil, etil, propil, butil, octil ou outro grupo molecular. O adesivo de cianoacrilato pertence a uma família de monômeros que podem ser sintetizados pela reação do formaldeído com alquil cianoacetato para obter um pré-polímero que, se aquecido, forma um monômero líquido. Os diferentes adesivos de cianoacrilato (monômeros) podem ser manufaturados, alterando o grupo do alcoxicarbonil (-COOR) da molécula para obter compostos de comprimentos de cadeias diferentes. Aplicando o adesivo sobre os 16 tecidos vivos ou em meio úmido, o monômero sofre uma reação exotérmica de hidroxilação, resultando na sua polimerização (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005; ABDALLAH et al., 2008; SCHWADE, 2008). Segundo autores, a polimerização do cianoacrilato também se daria pelo efeito do contato entre seus ânions e grupos de radicais livres com soluções iônicas, endotélio, sangue, mucosa ou pele (CALDAS JR; GUSMÃO, 2005). O metil-2-cianoacrilato foi o primeiro monômero acrílico com propriedades físico-químicas e biológicas avaliadas para uso médico (SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). Todavia, devido ao tamanho menor de sua cadeia, apresenta um elevado grau de histotoxicidade, sendo contra-indicado para uso clínico, podendo causar edemas e necrose tecidual (SASKA et al., 2004). Com o objetivo de reduzir a toxicidade, várias mudanças no radical metil foram feitas, porém, estas alterações de grupamento fizeram diminuir a adesividade, já que quanto maior a cadeia lateral, menor a adesividade. No entanto, menor toxicidade, menor reação exotérmica e consequentemente menor lesão tecidual foi conseguido (SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). Os cianoacrilatos são compostos adesivos de rápida polimerização; quando em contato com soluções iônicas ou com tecidos, produzem reações exotérmicas e transformam-se em finas películas fortemente aderidas, degradadas por hidrólise. (CANCINO; OLIVEIRA; SANT’ANA FILHO, 2004). Com densidade específica de 1.05 g/ml, o cianoacrilato é solúvel em metil-etil-cetona e tolueno (RAZÓN; GUERRERO; RODRIGUES, 2002). Em geral, os adesivos de cianoacrilato não possue m c o -reagentes ou estabilizantes, porque contêm propriedad e d e hemopolimerização rápida à temperatura ambiente. Os monômeros destes são catalizados por diminutas gotículas de água em contato com o ar, convertendo-se em polímeros de estágio sólido. Esta solidificação da película varia de 2 a 60 segundos, o que depende da espessura, quantidade de umidade presente na superfície aplicada e do comprimento da molécula da cadeia alquílica (SLATTER et al., 1998 apud SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). A toxicidade dos cianoacrilatos está relacionada com a velocidade de degradação, e esta ao tamanho da cadeia, ou seja, quanto maior for a cadeia, menor a velocidade de degradação e menor a histotoxicidade. Esta, por sua vez também está relacionada à ionização dos adesivos à base de cianoacrilato, que na presença de sangue ou água, degradam-se em cianoacetato e formoldeído, gerando 17 uma ligeira reação exotérmica (SASKA; MINARELLI GASPAR, 2006). Sendo assim, quanto maior a cadeia lateral, mais lenta é a degradação do adesivo, gerando menos formaldeído e cianoacetato nos tecidos por unidade de tempo, possibilitando sua eliminação sem o consequente sofrimento celular (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). A resistência à tração dos adesivos à base de cianoacrilato é comparada à resistência de um fio de nylon 5.0 após o sétimo dia de pós operatório, o que viabiliza seu uso em suturas cutâneas de áreas que não estejam sujeitas a grandes tensões musculares ou sobre articulações (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). As reações inflamatórias de corpo estranho são devidas ao formaldeído liberado durante a degradação do adesivo. Porém, também ocorrem, em parte, pela liberação de calor e da desidratação tecidual, durante hidroxilação da reação de polimerização do adesivo. Esses mecanismos de toxicidade celular também explicam os efeitos bactericidas dos adesivos de cianoacrilato (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Relatou-s e q u e o b u t i l -cianoacrilato (Histoacril®) apresenta atividade bacteriostática contra bactérias gram-positivas e que, a hipótese do mecanismo de ação seria baseada na interação química do adesivo com radicais livres amina e/ou grupos hidroxila da parede celular das bactérias gram-positivas. Adicionalmente, que a ausência dessa atividade contra microorganismos gram-negativos seria decorrente da presença de lipopolissacarídeos na parede celular dos mesmos, que formam uma barreira que impede a reação química entre o cianoacrilato e a parede celular bacteriana (ABDALLAH et al., 2008). A ação do cianoacrilato sobre as plaquetas também foi analisada. Quando no meio interno, o adesivo suscita a formação do tromboxano A2, que estimula a agregação plaquetária e formação de trombo, favorecendo a hemostasia. Uma ação física, de tamponamento, também ocorre quando da polimerização do cianoacrilato sobre uma incisão (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Diversos autores revelaram que o cianoacrilato tem a capacidade de se aderir às umidescências dos tecidos, possuindo propriedades hemostáticas imediatas. Foi sugerido que a hemostasia se daria por dois processos: após 10 segundos de aplicação, esse reagiria quimicamente com o sangue, provocando hemostasia, e após esse tempo, a 18 hemostasia dar-se-ia por uma ação mecânica do cianoacrilato polimerizado. (CALDAS JR; GUSMÃO, 2005). Ueda et al. (2004) realizaram um estudo visando avaliar a esterilidade do cianoacrilato Super Bonder® (2-metil cianoacrilato) e sua atividade biocida sobre microrganismos. Para verificação de contaminação, vinte amostras de cianoacrilato Super Bonder® foram aplicadas em meio "brain heart infusion" (BHI) e incubadas a 37º C. Após 7 dias de incubação, foram retiradas e semeadas em placas de ágar sangue, chocolate e Sabouraud. Para determinação do efeito biocida, as cepas Staphylococcus xylosis, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa da American Type Culture Collection (ATCC) foram utilizadas em três diferentes modelos, alterando a maneira de aplicação do adesivo cianoacrilato Super Bonder® (em micro escavações, em tubos e sobre o agar ). C oncluíram que o mesmo é alternativa segura quanto à esterilidade, porém não foi demonstrado nenhum efeito bactericida ou bacteriostático em relação a S. aureus, S. xylosis e P. aeroginosa, recomendando a manutenção de tratamento com antibioticoterapia apropriada, em vigência de quadro infeccioso. . Mais recentemente o derivado octil-2-cianoacrilato, um cianoacrilato de cadeia longa, foi formulado para suprir algumas deficiências dos seus derivados de cadeia curta. Apresenta uma força de cisalhamento semelhante ao da sutura, com degradação lenta, produzindo menor reação inflamatória e menor histotoxicidade. (FREITAS-JUNIOR et al., 2008; SCHWADE, 2008). A maior flexibilidade que seus antecessores, propiciou seu uso em áreas de maior movimentação (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Fernandes et al. (2005), realizaram um estudo comparativo da eficiência do octil-2-cianoacrilato e do fio de sutura na fixação de enxerto gengival livre. Quatro pacientes com necessidade de enxerto gengival livre bilateral foram submetidos a intervenção com imobilização dos enxertos feita com fio de seda 4-0 e octil-2cianoacrilato, um em cada lado. Para avaliação pós-operatória, utilizaram questionário, avaliação clínica e fotográfica imediatamente a cirurgia, 7,14 e 21 dias. Concluíram que o adesivo substituiu com eficiência o fio de sutura, havendo cicatrização dentro de padrões normais com resultado satisfatório, porém sugerindo mais pesquisas. A literatura relata inúmeros experimentos realizados principalmente em ratos, verificando histologicamente e biologicamente, a viabilidade da utilização dos 19 cianoacrilatos como possíveis substitutos às suturas convencionais (BETTES, 2003; CANCINO; OLIVEIRA; SANTÁNA FILHO, 2004; SASKA et al., 2006; SOUZA et al, 2007; FREITAS-JUNIOR et al., 2008). 2.4 VANTAGENS Como principais vantagens dos cianoacrilatos podemos destacar: · São auto-esterilizáveis; · Têm propriedades bactericidas decorrentes da liberação de seus produtos de degradação; · A película adesiva funciona como barreira física contra a entrada de bactérias; · São capazes de realizar hemostasia de maneira efetiva e imediata; · São de rápida adesão aos tecidos moles e duros; · Fácil aplicação; · Apresentam resistência a solventes como o álcool, benzeno e acetona; · A polimerização não é influenciada pela pequena quantidade de água; · São capazes de suportar altas temperaturas, sendo destruído nas superiores a 100°C (BETTES, 2003; SILVA; FIGUEIROA NETO; SANTOS, 2007). · Reduz o tempo cirúrgico; · Dispensa remoção de sutura, eliminando a ansiedade e o desconforto que esta gera no paciente no pós-operatório, além de eliminar a dificuldade da remoção da sutura em pacientes com alterações psiquiátricas e crianças (FREITAS-JUNIOR et al., 2008); · Forte adesão e coaptação dos bordos, sendo a adesão máxima conseguida em 1-2 minutos, equivalente ao tecido sadio 7 dias após o reparo; · Resistência à água; · Aplicação apenas com uso de anestésico tópico, quando necessário, dispensando agulhas; · Reparo por primeira intenção (FERNANDES et al., 2005). Apesar da contra indicação do fabricante para o uso dos adesivos à base de cianoacrilato em mucosas e cavidade oral, muitos estudos e trabalhos vêm 20 demonstrando sua eficácia e sucesso quando utilizados nestes tecidos (FERNANDES et al., 2005; SASKA; MINARELLI-GASPAR, 2006). Na literatura encontram-se vários autores que destacam clínica e histologicamente o efeito cicatrizante dos cianoacrilatos, salientando que seu uso diminuiu o infiltrado inflamatório, a reação de células gigantes (toxicidade) e a quantidade de tecido de granulação, tornando o processo de cicatrização mais rápido. Autores ainda testaram a capacidade inibitória dos cianoacrilatos frente a microorganismos, calssificando-os como bacteriostáticos e bactericidas (CALDAS JR; GUSMÃO, 2005). Ogus et al. (2000, apud FERNANDES et al., 2005) confirmaram o efeito bacteriostático do cianoacrilato sobre o crescimento do Staphylococcus aureus e Klebsiella em cultura de ágar sangue, adicionando 03 gotas de cianoacrilato em meio de cultura. Checadas após 48 horas e 08 dias, devido à vaporização do cianoacrilato, as culturas apresentaram halo circular, indicando inibição bacteriana. Testes em feridas previamente infectadas demonstraram bons resultados antimicrobianos dos cianoacrilatos microorganismos gram-negativos a cepas possuem gram-positivas, a membrana isso porque externa de lipopolissacarídeos da parede celular, que barra seletivamente a ação química dos adesivos sobre a membrana plasmática desses (BETTES, 2003; CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Caldas Jr. e Gusmão (1998), em um estudo clínico comparativo, utilizando etil-cianoacrilato (Super-Bonder) e fio de sutura (seda 4-0) para coaptação de tecidos gengivais pós cirurgia de retalho em 07 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 21 e 45 anos, portadores de periodontite, concluíram que a coaptação dos bordos apresentou melhores resultados com o etil cianoacrilato até o 14° dia, sendo que a partir desta data, ambos os grupos se assemelharam clinicamente, considerando viável o uso do adesivo para a síntese de bordos incisados na cirurgia a retalho, conferindo reparação tecidual. Finalizam sugerindo a aplicabilidade clínica desse adesivo no uso odontológico em cirurgias periodontais. Neste mesmo estudo, os autores citam o trabalho realizado por Forrest (1974), o qual utilizou o butilcianoacrilato em 300 pacientes na área da periodontia, aplicando esse adesivo no tecido conjuntivo gengival, o qual não observou alteração clínica ou histológica que pudesse contra-indicar seu aproximadamente três anos. uso, tendo proservado alguns casos por 21 Bettes (2003), em um estudo com ratos, comparando o octil-2-cianoacrilato com a síntese padrão, concluiu que a resistência tênsil era semelhante. O adesivo permitiu organização mais rápida dos feixes de colágeno no 21° dia, promoveu reação inflamatória mais exacerbada no 7° dia, gerou aumento significativo da reação inflamatória do tipo crônica a partir do 14° dia, não desenvolveu reação granulomatosa de corpo estranho e apresentou valores de colágeno semelhante no 21° dia. O mesmo apresentou boa biocompatibilidade, não prejudicando o processo cicatricial da pele. Abdallah et al. (2008), em revisão da literatura, concluíram que os adesivos à base de cianoacrilato de cadeia longa, apresentam várias vantagens, concordando com as já citadas por outros autores, porém salientando que combinadas ou isoladamente, tais características sugerem seu uso como alternativa às suturas em cirurgias bucais. Ceccheti, Gayotto e Campos (2005), após revisão da literatura c o m a proposta de avaliar as propriedades físico-químicas dos derivados de cianoacrilato de cadeia longa encontrados comercialmente para síntese tecidual e estabelecer suas implicações nas diferentes aplicações clínicas, concluíram que estes podem ser utilizados no meio externo e interno com parcimônia, possuíndo mínima ação sobre a reparação, porém sem inclusão tecidual, principalmente em área estética, além de ser possível seu uso para adesão de fragmentos ósseos, sujeitos à pouca ou nenhuma força biomecânica, como nos terços superior e médio da face. Saska e t a l . (2004), com o intuito de avaliar histologicamente a compatibilidade biológica de uma cola à base de etil-cianoacrilato (Super Bonder®), de fácil disponibilidade e acesso no mercado brasileiro, após a realização de fissuras em tíbias de ratos, nos períodos de 07, 15 e 30 dias, concluíram que o adesivo não provocou reação tecidual na região operada dos animais estudados, dentro dos períodos determinados. O grupo tratado não apresentou células inflamatórias ou áreas de necrose, apesar de ter ocasionado retardo no reparo tecidual. No intuito de observar como ocorre a cicatrização de ferimentos cutâneos, cuja síntese é realizada com adesivos sintéticos (etil-cianoacrilato e octil-2cianoacrilato) e fio de sutura não-absorvível (Mononylon® 5-0), Cancino, Oliveira e Sant’ana Filho (2004), em estudo descritivo, realizaram uma análise histológica das características do processo de cicatrização de ferimentos cirúrgicos feitos na pele do dorso de 45 ratos (Rattus norvegicus, Wistar). Concluíram que, no que se refere à 22 resposta tecidual, o Mononylon® e o etil-cianoacrilato, induziram uma reação inflamatória semelhante nas primeiras 24 horas de observação; o fio de sutura exibiu características histológicas mais acentuadas em relação aos outros materiais, as quais foram mantidas durante todo o experimento e retardaram o processo de cicatrização nesse grupo; a ausência de hiperemia e edema, no grupo do octil-2cianoacrilato favoreceu o processo de cicatrização; os grupos dos adesivos exibiram características histológicas semelhantes, com predomínio de fibrócitos no grupo do octil-2-cianoacrilato, aos cinco dias do experimento. O reparo tecidual com todos os materiais testados foi verificado no décimo dia de observação, sendo que.o grupo do octil-2-cianoacrilato mostrou um comportamento histológico superior, se comparado com o etil-cianoacrilato e o fio de sutura. Não se observaram diferenças marcantes no processo de cicatrização entre os adesivos. Assim sendo, os resultados encontrados neste trabalho sugeriram que o cianoacrilato constitui uma alternativa frente ao fio, uma vez que o comportamento histológico destes materiais foi superior à sutura e o efeito cosmético observado foi satisfatório e semelhante ao Mononylon®. Dourado et al. (2005), em revisão da literatura, analisou, comparativamente, as suturas convencionais e os adesivos à base de 2-octil-cianoacrilato, concluindo em suas considerações finais que este último apresenta grande vantagem como agente adesivo de pele e mucosa para uma variedade de procedimentos, tais como fechamento de retalhos gengivais, lacerações mucosas e cutâneas, capeamento pulpar em restaurações dentárias e em cirurgias parendodônticas com maior biocompatibilidade e menor reação tecidual secundária frente aos fios de sutura tradicionais. Todavia, sugere mais estudos para tornar o produto mais acessível e com maior aplicabilidade, principalmente nas áreas cirúrgicas onde as exigências estéticas são maiores. Razón, Guerrero e Rodriguez (2002) realizaram um ensaio clínico cego simples, com o objetivo de investigar a eficácia do cianoacrilato no fechamento de feridas em zonas livres de tensão em cirurgias ambulatoriais, e comparar com o método de sutura tradicional. Sessenta e dois pacientes foram divididos em dois grupos. Em um grupo se colocou uma a duas gotas de adesivo diretamente sobre a incisão e no outro foi realizada a sutura tradicional com fio de nylon. Após 21 dias foi feita a avaliação das suturas e concluiu-se que o cianoacrilato é mais eficaz para o fechamento de feridas em zonas livres de tensão, com várias vantagens sobre a 23 sutura tradicional. Assim, a rapidez da técnica, proporcionou um maior número de procedimentos cirúrgicos, quando considerado o caso de um hospital que exige atendimentos rápidos e imediatos; redução de custos (um frasco de 2 gramas é suficiente para 50 pacientes, já que seriam necessárias, aproximadamente, três gotas (0,2ml) para cada um). Além disso, não requer esterilização, nem aplicadores especiais por ser uma substância inerte, mais, a ausência da dor da anestesia e do desconforto da remoção da sutura. A ação dos cianoacrilatos sobre as plaquetas também foi analisada. Quando no meio interno, suscita-se a formação de tromboxano A2, que estimula a formação plaquetária e formação de trombo, favorecendo a hemostasia. Testes com o adesivo utilizado para reparo ósseo em áreas não sujeitas a cargas mecânicas intensas, demonstraram ser possível sua utilização, mesmo quando aplicados derivados de cadeia menor como o etil-cianoacrilato. Todavia, compostos com cinco o u o ito carbonos na cadeia lateral, respectivamente, butil e octil-cianoacrilato possibilitaram o uso como material de fixação óssea, devido às propriedades mais biocompatíveis e à maior resistência tridimensional.(CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Silva, Figueira Neto e Santos (2007), citam como vantagens oferecidas pelos vedantes teciduais, a diminuição do tempo cirúrgico, uma vez que elimina o tempo despendido com a sutura tradicional, além de redução do período de recuperação da ferida cirúrgica por facilitar a síntese tecidual, diminuindo o trans cirúrgico, reduzindo portanto o risco de contaminação, já que o órgão ou região anatômica submetida à cirurgia, fica menos exposta ao meio ambiente. Mezarobba (1998) relata em um artigo da revista Veja, a façanha do cirurgião cardíaco Francisco Gregori Jr., ao salvar a vida de uma paciente que, após sofrer um infarto agudo do miocárdio, apresentava um orifício de aproximadamente 1 cm envolto em área de tecido necrótico, que impossibilitava a sutura sem ruptura. Num gesto ousado, o cirurgião decidiu usar uma cola (Super Bonder®) como último recurso. Aproximando as bordas do orifício, utilizando três pequenas placas de celulose com Super Bonder, ele conseguiu obliterar o orifício, restabelecendo a função do coração e a vida da paciente. Visto com cautela por alguns, o ato recebeu apoio do Conselho Regional de Medicina do Paraná e do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular. 24 Souza et al. (2007), com o objetivo de investigar a biocompatibilidade do etilcianoacrilato comparativamente com o octil-cianoacrilato e a sutura, utilizaram 24 ratos norvegicus albinus, os quais foram submetidos a três incisões, cada uma fechada por um dos métodos e, após 3,7,14 e 21 dias pós operatório, eutanasiados e avaliados quanto à presença de necrose, edema, eritema, dermatite, infecção, deiscência, alargamento cicatricial e custo. Histopatologicamente avaliou-s e a epitelização, abertura profunda, reação de corpo estranho, resíduos de material de síntese, fibrose, reação inflamatória, deiscência e necrose. O resultado foi que os adesivos apresentaram maiores níveis de deiscência e o etil menor custo; nos demais itens não houve diferença. Histologicamente, a abertura profunda foi mais comum com o octil; o etil foi o material mais encontrado em granulomas; os adesivos foram mais brandos que a sutura a partir do sétimo dia no quesito inflamação, enquanto que nos demais itens, o etil não apresentou diferença importante em relação ao octil e sutura. Concluiu-se que o etil-cianoacrilato foi bem tolerado neste estudo, sem induzir necrose, reação alérgica e infecção, apresentando diversas vantagens em relação ao octil-cianoacrilato e à sutura. Podemos citar ainda como vantagem, a segurança na aplicação, evitando acidentes perfuro cortantes decorrentes da agulha para sutura, o fato de não necessitar curativos oclusivos, nem de analgesia para sua aplicação em ferimentos corto-contusos, possibilitando a aposição dos bordos sem anestesia (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). Também apresenta redução do ressecamento das margens da ferida, prevenindo a ocorrência de infecções secundárias, indicando seu uso na prevenção de possíveis complicações sépticas (ABDALLAH et al., 2008) 2.5 DESVANTAGENS Apesar dos estudos clínicos e revisões demonstrarem bons resultados, alguns deles revelaram que o produto da degradação dos adesivos de cianoacrilato acumula-se localmente, podendo causar inflamação, formação de tecido de granulação, necrose e deiscência da ferida. Todavia, quando utilizado em pele ou mucosa bucal, é de consenso utilizá-lo somente na superfície tecidual, obtendo melhores resultados estéticos e funcionais, minimizando complicações (CECCHETI; GAYOTTO; CAMPOS, 2005). 25 Silva, Figueiroa Neto e Santos (2007) em sua revisão onde objetivaram listar os principais adesivos, biológicos ou sintéticos, utilizados em cirurgia, destacando composições, estruturas e situações mais indicadas, citam que, embora sejam importantes em vários tipos de sutura e recomendados de maneira especial em alguns tipos de tecido, os adesivos de cianoacrilato ainda não são adequados para substituir completamente os fios de sutura. Citam ainda que a toxicidade tecidual quando se faz uso, especialmente, de metil e propil cianoacrilato, caracterizam esta por presença de inflamação, necrose tecidual, formação de granulomas por corpo estranho e ainda afastamento dos bordos da ferida. Contra-indicam os cianoacrilatos em feridas infectadas ou profundas, em sangramentos excessivos de artérias, porque apesar de cicatrizante, o adesivo pode não estancar totalmente o sangramento; em tecido muscular provoca intensa reação irritante no local e calcificação de vasos; na medula óssea, ocorre necrose intensa e efeito pirogênico. Rossi e Souza (2006), objetivando avaliar as diversas modalidades de aproximação de pele e tegumentos no território otorrinolaringológico e identificar sua efetividade e indicação, após análise de estudos randomizados, estudos de série, relato de caso, revisões sistemáticas e acadêmicas, afirmam que suturas subcutâneas são usadas para aliviar a tensão da pele antes de aplicar o adesivo. A colocação da sutura subcutânea ajudará na eversão da pele e minimizará as chances de exposição do adesivo aos tecidos subcutâneos, o que produziria uma reação inflamatória significativa, como é do consenso de vários autores( ABDALLAH et al., 2008). Isto vem a ressaltar a indicação dos adesivos de cianoacrilato apenas em áreas de baixa tensão tecidual, aplicados apenas superficialmente. Dourado et al. (2004), limita o uso do 2-octil-cianoacrilato a zonas de baixa tensão tecidual, citando que o mesmo encontra-se menos indicado para o fechamento de áreas altamente móveis como articulações, áreas com uso de fricção, como mãos e pés, ou para aquelas onde o alinhamento exato é uma prioridade, como rosto ou pálpebras. Razón, Guerrero e Rodrigues (2002), investigando a eficácia dos cianoacrilatos no fechamento de feridas livres de tensão, relatam que até o momento, se restringiu o uso e aplicação do cianoacrilato em pacientes com patologias que possam alterar o processo natural de cicatrização, coagulação, reação de idiosincrasia, atopia, alergias dérmicas conhecidas ou suspeitas, dermatites, e com feridas infectadas ou com risco de infecção. Em mucosa com 26 secreção constante ou hipersecreção, feridas com hemostasia inadequada, assim como zonas expostas à tensão ou pressão direta. Fernandes et al. (2005), em sua revisão de literatura contra indica o uso dos cianoacrilatos em lacerações com bordos irregulares, mordidas, picadas, tecidos rasgados, feridas contaminadas, superfícies de mucosas, áreas de grande movimentação, mãos, pés e articulações. Algumas desvantagens atribuídas aos derivados dos cianoacrilatos: maior toxicidade ao grupo metil; para o grupo etil, degradação rápida e uma reação inflamatória crônica; aos grupos isobutil e n-butil, pouca flexibilidade depois da polimerização, resultando numa película quebradiça, se flexionada, principalmente em incisões longas (CANCINO; OLIVEIRA; SANT’ANA FILHO, 2004). Barroso Palomino (2005), em sua revisão bibliográfica a respeito do adesivo tecidual Tisuacryl (2-cianoacrilato de n-butil), concluiu que este não poderia ser usado em tecido ósseo, não recomendando também a utilização do mesmo em pacientes asmáticos crônicos ou muito alérgicos, mesmo que não se tenha relato de caso de que o produto tenha causado alguma alteração. Neste mesmo trabalho, cita que mesmo o Tisuacryl tendo uma forte característica bacteriostática, o mesmo não permite que se use radiação gama, pois este material é sensível à radiação. Esta é uma grande desvantagem no que se refere à esterilização deste material. Não foi observado consenso entre os autores de que os adesivos à base de cianoacrilato fossem inócuos, promovessem resistência tênsil superior às suturas tradicionais ou a outras formas de coaptação, nem que apresentasse menor índice de complicação como infecção, reação granulomatosa de corpo estranho ou deiscência. Vários autores relatam bons resultados cosméticos das cicatrizes, porém sem avaliar microscopicamente as alterações promovidas pela cola. As informações são em sua maioria de caráter macroscópico (BETTES, 2003). 27 3 CONCLUSÃO · Com base na literatura revisada, verificamos que: · As novas formulações, como o octil-2-cianoacrilato, vêm p reenchendo, gradativamente, os requisitos necessários a um material ideal, apresentando propriedades químicas cada vez mais compatíveis com a utilização proposta; · Várias vantagens foram verificadas, como rapidez da técnica, ser bacteriostático, não necessitar de anestesia, nem de remoção da sutura, ser menos traumático, principalmente em pacientes jovens e especiais, além de apresentar bom resultado estético e cicatricial; · Todavia, os adesivos ainda apresentam algumas limitações, como emprego superficial nos tecidos e em áreas livres de pressão ou compressão; · Concluímos assim que os adesivos à base de cianoacrilato são uma boa alternativa para substituir as suturas no fechamento de incisões orais, estando, porém, seu sucesso condicionado à indicação correta de sua utilização e ao conhecimento do cirurgião quanto à aplicabilidade do adesivo; · Sugere-se que se realizem mais estudos com os adesivos à base de cianoacrilato, podendo este tornar-se um material eletivo em certas cirurgias orais, como já ocorre em algumas especialidades médicas. 28 REFERÊNCIAS ABDALLAH, E. Y. A. et al. Adesivos teciduais à base de cianoacrilato: Revisão da Literatura, Rev. Saúde, Belo Horizonte-MG, v. 2, n. 1, p. 36-40, 2008. BARROSO PALOMINO, M. Utilización del adhesivo tisular tisuacryl em estomatologia. Revisión bibliográfica. Rev. Cuba. Estomatol., v. 42, n. 3, Sept./Dic. 2005. BETTES, P. S. L. Análise comparativa histológica e tensiométrica entre a cicatrização de feridas cutâneas tratadas com o adesivo octil-2-cianoacrilato e com sutura intradérmica em ratos, Curitiba:UFP, 2003. Tese (Doutorado), Programa de Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica, Universidade Federal do Paraná – PR, Curitiba, 2003. CALDAS JR, A. F., GUSMÃO, E. S. Estudo clínico comparativo da coaptação dos tecidos gengivais, após cirurgia a retalho, utilizando-se etil-cianoacrilato (SuperBonder) e fio de sutura. Rev. Periodontia, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 35-42, jan./abr. 1998. CANCINO, C. M. H.; OLIVEIRA, F. A. M.; SANT’ANA FILHO, M. Comparação histológica entre adesivos teciduais (etil e octil-2-cianoacrilato) e Mononylon®5-0. RBC – Revista Internacional de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, São Paulo, v. 2, n. 8, p. 230-7, 2004. CECCHETI, M. M.; GAYOTTO, M. V.; CAMPOS, A. C. Adesivos teciduais de cianoacrilato em cirurgia e traumatologia buço-maxilo-facial, Rev. Assoc. Paul. de Cir. Dent. São Paulo, v. 59 , n. 3, p. 218-21, 2005. COHEN E.S. Sutures and suturing. In:_________ Atlas of cosmetic & reconstructive periodontal surgery. Lea & Febiger, v. 2, p. 9-30, 1996 apud FERNANDES, J. G. et al. Estudo comparativo da eficiência do octylcianoacrilato (Dermabond®) e do fio de sutura na fixação de enxerto gengival livre. FOA-Rev. da Fac. de Odontol. Anápolis, v. 7, n. 1, p. 46-49, jan./jun. 2005. DOURADO, E. et al. Análise comparativa entre suturas convencionais e adesivo a base de 2-octil-cianoacrilato: Revisão de literatura. Rev. Cir. Traumatol. 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Estudos mostraram que após a aplicação do adesivo DERMABOND, este atua como barreira para impedir a infiltração microbiana na ferida em cicatrização. Consultar as INSTRUÇÕES DE USO. INDICAÇÕES O adesivo de uso tópico para pele DERMABOND foi concebido apenas para uso tópico, para manter unidos bordos facilmente aproximáveis de feridas causadas por incisões cirúrgicas, incluindo punções de cirurgias minimamente invasivas e lacerações traumáticas simples, depois de bem limpas. Para aliviar a tensão nos bordos da pele, podem ser aplicadas suturas nas camadas profundas da derme e/ou no tecido subcutâneo antes do fecho local da ferida com o adesivo de uso tópico DERMABOND. O adesivo DERMABOND não constitui um substituto das suturas subcutâneas. CONTRA-INDICAÇÕES • Não utilizar em feridas com sinais evidentes de infecção ativa, feridas gangrenadas ou feridas causadas por úlceras de decúbito. • Não utilizar sobre superfícies do tipo das mucosas ou em uniões mucocutâneas (como a cavidade bucal ou os lábios) ou sobre zonas da pele que possam estar expostas regularmente a fluidos corporais ou cobertas de pilosidade natural densa. • Não utilizar em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao cianoacrilato ou ao formaldeído. ADVERTÊNCIAS • O adesivo DERMABOND é um adesivo de consolidação rápida, capaz de aderir à maioria dos tecidos do corpo ou a muitos outros materiais como, por exemplo, as luvas de látex e o aço inoxidável. Deve-se evitar o contato acidental com qualquer tecido do corpo ou com quaisquer superfícies ou dispositivos que não sejam descartáveis ou que não possam ser limpos imediatamente com um solvente, como a acetona. • A água ou os fluidos que contenham álcool podem acelerar a polimerização do adesivo DERMABOND: o adesivo DERMABOND não deve ser aplicado em feridas úmidas. • O adesivo DERMABOND não deve ser aplicado nos olhos. No caso de ocorrer o contato com os olhos, enxaguar com água abundante ou solução salina. Se permanecer algum resíduo de adesivo, aplicar uma pomada oftálmica tópica para ajudar a desprender o adesivo e, em seguida, contatar um oftalmologista. • Ao fechar feridas faciais próximas do olho com o DERMABOND, o paciente deve ser posicionado de forma a que caso se verifique um derrame de líquido adesivo, este escorra no sentido contrário ao olho. O olho deve estar fechado e protegido 33 com gaze. A colocação preventiva de vaselina em volta dos olhos, que funciona como barreira física ou bloqueio, pode ser eficaz para prevenir o fluxo inadvertido de líquido adesivo para dentro do olho. O DERMABOND não adere à pele se esta tiver sido previamente untada com vaselina. Portanto, o uso de vaselina deve ser evitado nas superfícies da pele onde se pretende que haja aderência do DERMABOND. O uso do adesivo DERMABOND junto ao olho já causou inadvertidamente a oclusão das pálpebras de alguns pacientes. Em alguns casos, tem sido necessário utilizar anestesia geral e efetuar uma operação cirúrgica para abrir a pálpebra. • O adesivo DERMABOND não deve ser utilizado sob a pele, dado que o material polimerizado não é absorvido pelo tecido e pode provocar uma reação ao corpo estranho. • O adesivo DERMABOND não deve ser utilizado em áreas onde exista uma grande tensão na pele, ou em áreas de alta tensão cutânea como as articulações metacarpo-falângicas, cotovelos ou joelhos, salvo se a articulação ficar imobilizada durante o período de cicatrização da pele. • As feridas tratadas com o adesivo DERMABOND devem ser mantidas sob observação para detectar indícios de infecção. As feridas com sinais de infecção, como eritema, edema, aquecimento, dor e pus, devem ser avaliadas e tratadas, segundo as práticas normais para o tratamento de feridas infectadas. • O adesivo DERMABOND não deve ser utilizado em feridas que serão sujeitas a uma exposição repetida ou prolongada a umidade ou fricção. • O adesivo DERMABOND só deve ser utilizado após as feridas terem sido bem limpas de todos os resíduos de acordo com as práticas cirúrgicas normais. Quando for necessário, deve ser utilizado um anestésico local para assegurar a limpeza e o desbridamento adequados. • A pressão excessiva da ponta do aplicador sobre os bordos da ferida ou sobre a pele adjacente pode provocar a separação dos bordos da ferida, permitindo desta forma a entrada de adesivo para dentro da ferida. A presença de adesivo dentro da ferida pode atrasar a sua cicatrização e/ou provocar um resultado estético adverso. Portanto, o adesivo DERMABOND deve ser aplicado com um movimento muito leve de pincelada com a ponta do aplicador sobre os bordos da ferida aproximados sem forçar. • O adesivo DERMABOND polimeriza-se através de uma reação exotérmica que provoca a libertação de uma pequena quantidade de calor. Com uma técnica correta de aplicação do adesivo DERMABOND em várias camadas finas (pelo menos três) sobre uma ferida seca e dando tempo para que se dê a polimerização entre as aplicações, o calor é libertado lentamente e a sensação de calor ou de dor sentida pelo paciente é reduzida ao mínimo. No entanto, se o adesivo DERMABOND for aplicado deixando gotas grandes de líquido por espalhar, o paciente poderá ter uma leve sensação de calor ou desconforto. • O adesivo DERMABOND é fornecido numa embalagem que se destina a ser utilizada num único paciente. Após o procedimento do fecho da ferida, descartar o material restante aberto, quer tenha sido utilizado ou não. • Não reesterilizar o adesivo DERMABOND. • Não colocar o adesivo DERMABOND num kit/tabuleiro de procedimentos cirúrgicos que tenha de ser esterilizado antes da utilização. A exposição do adesivo DERMABOND, após o seu fabrico final, a um calor excessivo (como em autoclaves ou esterilização com óxido de etileno) ou a radiação (como raios gama ou feixe de eletrons) aumenta a sua viscosidade e pode inutilizar o produto. 34 PRECAUÇÕES • Não aplicar medicamentos líquidos ou pomadas, nem outras substâncias na ferida, após esta ter sido fechada com o adesivo DERMABOND, pois estas substâncias podem enfraquecer a película polimerizada e levar à deiscência da ferida. A permeabilidade do adesivo DERMABOND por medicações tópicas não foi ainda estabelecida. • A permeabilidade do adesivo DERMABOND por fluidos desconhece-se e não foi estabelecida. • O adesivo DERMABOND quando aplicado, é um líquido que flui livremente e é ligeiramente mais viscoso do que a água. Para impedir o derrame acidental do líquido adesivo DERMABOND em áreas do corpo onde a aplicação do adesivo não é desejada: (1) a ferida deve ser mantida na posição horizontal, aplicando o adesivo DERMABOND de cima para baixo, e (2) o adesivo DERMABOND deve ser aplicado em várias camadas finas (pelo menos 3), em vez de em poucas gotas grandes. • Segurar o aplicador longe do próprio corpo e do do paciente, e esmagar a ampola na zona central uma única vez. Não esmagar o conteúdo do aplicador repetidamente, pois a continuação da manipulação do aplicador pode provocar a penetração dos pedaços de vidro no tubo externo. • O adesivo DERMABOND deve ser utilizado imediatamente após a ampola ser quebrada, pois o líquido adesivo deixará de fluir livremente através da ponta do aplicador após alguns minutos. • Se se verificar a aderência acidental de uma zona de pele que esteja intacta, descamar a pele, em vez de tentar separar a pele. A vaselina ou acetona podem ajudar a descolar. Outros agentes tais como água, solução salina, antibióticos Betadine®, HIBICLENS† (gluconato de clorexidina) ou sabão não desfazem imediatamente o adesivo. • A segurança e eficácia do adesivo DERMABOND não foram estabelecidas em feridas de pacientes com doença vascular periférica, diabetes mellitus dependente de insulina, alterações da coagulação sanguínea, antecedentes pessoais ou familiares de formação de quelóides, hipertrofia ou lacerações em estrela. • A segurança e eficácia do adesivo DERMABOND não foram estabelecidas nos seguintes tipos de feridas: mordeduras de seres humanos ou de animais, perfurações ou facadas. • Desconhece-se a segurança e eficácia do adesivo DERMABOND em feridas que foram tratadas com o adesivo DERMABOND e posteriormente foram expostas à luz solar direta ou lâmpadas de raios ultravioletas, por períodos de tempo prolongados. • Desconhece-se a segurança e eficácia do adesivo DERMABOND em feridas nas superfícies de pigmento vermelho. REACÇÕES ADVERSAS • Reações adversas obtidas durante o estudo clínico: *No estudo clínico, a presença de infecção foi identificada pela observação de vermelhidão numa zona de mais de 3 a 5 mm a partir da ferida tratada, inchaço, descarga purulenta, dor, aumento da temperatura da pele, febre ou outros indícios sistêmicos de infecção. (Consultar o estudo clínico). Não se obteve cultura confirmatória de rotina. Entre os casos de suspeita de infecção devido ao adesivo DERMABOND, 7/14 (50%) deram-se em pacientes de menos de 12 anos de idade e tratados devido a lacerações traumáticas; em geral, 8 de 14 (aproximadamente 60%) feridas tratadas com adesivo DERMABOND e com suspeita de infecção foram associadas a resultados cosméticos abaixo de ótimos. 35 • Podem ocorrer reações de hipersensibilidade em pacientes que sejam hipersensíveis ao cianoacrilato ou ao formaldeído. Consultar as CONTRAINDICAÇÕES. • A polimerização do adesivo DERMABOND na pele libera pequenas quantidades de calor que podem causar uma sensação de calor ou desconforto em alguns pacientes. • Podem ser sentidas reações adversas em caso de contato do adesivo DERMABOND com os olhos. ESTUDO CLÍNICO Descrição: foi realizado um estudo prospectivo, aleatório, controlado, aberto, para avaliar a segurança e eficácia do fecho dos bordos aproximados de incisões cirúrgicas, incluindo perfurações de cirurgias minimamente invasivas e lacerações resultantes de traumatismos, usando o adesivo DERMABOND em comparação com suturas de calibre 5-0 U.S.P. ou de calibre inferior, agrafos ou tiras adesivas com ou sem fecho cutâneo (sutura subcuticular), segundo o parecer do investigador. Resumo dos resultados de eficácia comparando o adesivo DERMABOND com suturas (U.S.P. de calibre 5-0 ou inferior), agrafos e tiras adesivas Resultados do estudo clínico SSS CSS DERMABOND Controlo N (%) N (%) N (%) N (%) Quantidades Nº de pacientes do estudo 240 243 167 168 Nº de pacientes tratados 239 242 167 166 Pacientes que terminaram o estudo 228 (95%) 215 (88%) 164 (98%) 162 (96%) Nº de controlo: 194/46/1/1 116/45/5/0 sutura/tiras/agrafos/em falta Reacções adversas Suspeita de infecção* 8 (3,6%) 2 (0,9%) 6 (3,6%) 2 (1,2%) Tipo de ferida Nº de lacerações 8 2 1 0 Nº de incisões 0 0 5 2 Deiscência que obriga à repetição do tratamento 6 (2,5%) 5 (2,1%) 3 (1,8%) 0 Inflamação aguda Eritema 26 (11,5%) 74 (33,0%) 52 (31,3%) 75 (45,1%) Edema 22 (9,7%) 28 (12,5%) 62 (37,3%) 71 (42,8%) Dor 14 (6,1%) 13 (5,8%) 56 (33,7%) 57 (34,3%) Calor 3 (1,3%) 6 (2,6%) 3 (1,8%) 4 (2,4%) Avaliação do fecho da ferida Imediato: Dispositivos adicionais 18 (7,5%) 13 (5,4%) 2 (1,2%) 11 (6,6%) aos 5 a 10 dias: 100% de aposição epidérmica 169 (75,1%) 199 (88,8%) 140 (84,3%) 160 (96,4%) >50% de aposição epidérmica 205 (91,1%) 214 (95,5%) 163 (98,2%) 165 (99,4%) aos 3 meses: Classificação a nível da cosmética*= 0 (óptima) 188 (82,5%) 180 (83,7%) 128 (78,0%) 128 (79,0%) Tempo médio para o tratamento (Minutos) 1,5 6,0 1,3 2,9 * Cosmética: Escala de Cosmética Hollander Modificada 36 A população do estudo incluiu pacientes com pelo menos um ano de idade, em geral saudáveis, que assinaram o consentimento informado e concordaram em comparecer a consultas de seguimento. Foram excluídos os pacientes que apresentaram: traumatismos vários significativos, doença vascular periférica, diabetes mellitus dependente de insulina, alterações da coagulação sanguínea, antecedentes de formação de quelóide ou hipertrofia (paciente ou familiares), alergia ao cianoacrilato ou ao formaldeído, lacerações em estrela devidas a esmagamento ou pancada forte, mordeduras de seres humanos ou animais e úlceras produzidas por decúbito. O seguimento efetuou-se aos 5–10 dias e aos 3 meses. Todas as feridas foram avaliadas mediante inspeção visual aos 5–10 dias após o fecho da ferida. Todos os tipos de feridas tratadas no estudo incluíram 46,1% de lacerações e 53,9% de incisões. As incisões compreendiam 47,8% de excisões de lesões cutâneas, 27,4% de perfurações de cirurgias minimamente invasivas e 24,8% de incisões cirúrgicas gerais. No caso das feridas fechadas sem pontos de sutura subcuticulares, o comprimento médio das feridas era de 1,5 cm, a largura média era de 2,5 mm e a profundidade média era de 5,8 mm. No caso das feridas fechadas com pontos de sutura subcuticulares, o comprimento médio das feridas era de 3,2 cm, a largura média era de 5,3 mm e a profundidade média era de 3,8 mm. Quando o método principal de fecho não era suficiente, foi colocado um dispositivo de segurança adicional. O tempo para realizar o tratamento incluía o tempo necessário mais tarde para retirar o dispositivo de fecho, quando aplicável. Utilizouse a Escala de Cosmética Hollander Modificada (MHCS), uma escala validada, para avaliar a cosmética aos três meses: bordos separados, eversão dos bordos, irregularidades do contorno, inflamação excessiva, separação das margens da ferida e aspecto general. INSTRUÇÕES DE USO 1. A aplicação de adesivo DERMABOND requer uma limpeza minuciosa da ferida. Seguir as práticas cirúrgicas normais para a preparação da ferida antes da aplicação do adesivo DERMABOND (isto é, anestesiar, irrigar, desbridar, obter a hemóstase e fechar as camadas profundas). 2. Secar a ferida com gaze seca e esterilizada, a fim de garantir o contacto direto com os tecidos, para que haja aderência do adesivo DERMABOND à pele. A umidade acelera a polimerização do adesivo DERMABOND e pode afetar os resultados do fecho da ferida. 3. Para impedir o derrame acidental de líquido adesivo DERMABOND em áreas do corpo onde a aplicação do adesivo não é desejada, a ferida deve ser mantida na posição horizontal, aplicando o adesivo DERMABOND de cima para baixo. 4. O adesivo DERMABOND deverá ser utilizado imediatamente após partir a ampola de vidro, já que o líquido adesivo fluirá livremente pela ponta apenas durante alguns minutos. Retirar o aplicador da embalagem blister. Segurar o aplicador com o polegar e outro dedo, mantendo-o afastado do paciente, para evitar a colocação acidental do líquido adesivo DERMABOND na ferida ou no paciente. Enquanto se segura o aplicador com a ponta voltada para cima, apertar a ampola no meio, de forma a partir a ampola de vidro interna. Virar o aplicador para baixo e apertá-lo ligeiramente, apenas o suficiente para fazer com que o líquido adesivo DERMABOND umedeça a ponta do aplicador. 37 5. Aproximar os bordos da ferida com os dedos, usando luvas, ou com uma pinça. Aplicar lentamente o adesivo DERMABOND em várias camadas finas (pelo menos 3) sobre a superfície dos bordos unidos da ferida, com uma leve pincelada. Esperar aproximadamente 30 segundos entre as aplicações ou as camadas. Manter a aproximação dos bordos da ferida com os dedos durante cerca de 60 segundos, após aplicar a camada final. NOTA: o adesivo DERMABOND polimeriza-se através de uma reação exotérmica. Se o adesivo DERMABOND for aplicado deixando gotas grandes de líquido por espalhar, o paciente poderá ter uma sensação de calor ou desconforto. A sensação pode ser mais intensa sobre tecidos sensíveis. Esta sensação pode ser minimizada, se o adesivo DERMABOND for aplicado em várias camadas finas (pelo menos 3). NOTA: a pressão excessiva da ponta do aplicador sobre os bordos da ferida ou sobre a pele adjacente pode provocar a separação dos bordos da ferida, permitindo desta forma a entrada de adesivo para dentro da ferida. A presença de adesivo dentro da ferida pode atrasar a sua cicatrização e/ou provocar um resultado estético adverso. NOTA: a força mecânica máxima da película adesiva é atingida cerca de 2,5 minutos após a aplicação da última camada, apesar de a camada adesiva superior se manter pegajosa durante aproximadamente 5 minutos. A polimerização estará completa quando a camada superior de adesivo DERMABOND já não estiver pegajosa. 6. Não aplicar medicamentos líquidos nem pomadas na ferida após ter sido fechada com o adesivo DERMABOND, pois estas substâncias podem enfraquecer a película polimerizada, o que, por sua vez, pode causar a deiscência da ferida. 7. Poderão ser aplicados pensos e compressas secos, como por exemplo gaze, mas somente depois de a película de adesivo DERMABOND estar completamente sólida/polimerizada, não pegajosa ao tato (aproximadamente cinco minutos depois da aplicação). Deixar que a camada superior se polimerize totalmente antes de aplicar uma compressa. Se forem aplicados pensos, compressas, tiras ou fitas adesivas antes de a polimerização estar completa, estes materiais poderão aderir à película. Ao retirar o penso ou a compressa, a película adesiva pode separar-se da pele, podendo causar a deiscência da ferida. 8. Os pacientes devem ser instruídos no sentido de não arrancar a película polimerizada de adesivo DERMABOND (à semelhança do que algumas pessoas fazem com as crostas das feridas). Isso poderá afetar a aderência do adesivo à pele e causar a deiscência da ferida. A utilização de um penso ou compressa poderá evitar que o paciente toque na película. 9. Aplicar uma compressa protetora seca no caso de crianças ou de outros pacientes que provavelmente não terão os cuidados necessários com as suas feridas. 10. O folheto informativo intitulado “How to Care for Your Wound After It’s Treated With DERMABOND Topical Skin Adhesive” (Cuidados a Ter com a Ferida Após o Tratamento com o Adesivo de Uso Tópico para Pele DERMABOND) deve ser entregue a todos pacientes tratados com o adesivo DERMABOND. Este folheto informativo deverá ser lido com cada paciente ou responsável, para garantir que este compreende corretamente os cuidados que deve ter com a área tratada. 11. Os pacientes devem ser instruídos no sentido de que, até a película polimerizada do adesivo DERMABOND se desprender naturalmente (geralmente após 5 a 10 dias), só devem molhar de passagem o local tratado. 38 Os pacientes poderão tomar ducha e banho com o devido cuidado. O local não deverá ser esfregado, encharcado, nem exposto a uma umidade excessiva até a película cair naturalmente e a ferida estar totalmente cicatrizada. Os pacientes deverão ser informados de que durante este período não devem nadar. 12. Se for necessário retirar o adesivo DERMABOND por qualquer razão, aplicar cuidadosamente vaselina ou acetona sobre a película de DERMABOND para ajudar a desprender o adesivo. Descamar a película, mas sem tentar separar a pele. APRESENTAÇÃO O adesivo DERMABOND é fornecido esterilizado, num aplicador de uso único, précarregado. O aplicador é composto por uma ampola de vidro quebrável, contida num frasco de plástico, com uma ponta para aplicação. O aplicador contém 0,5 ml de líquido adesivo. O aplicador encontra-se numa embalagem blister, que mantém o dispositivo esterilizado até ser aberta ou danificada. O adesivo DERMABOND encontra-s e d isponível em caixas com 6 ou 12 aplicadores. ARMAZENAMENTO Condições de armazenamento recomendadas: a uma temperatura que não ultrapasse os 30 °C, ao abrigo da umidade, do calor direto e da luz direta. Não utilizar para além do prazo de validade. ESTERILIZAÇÃO O adesivo DERMABOND é esterilizado originariamente por calor seco e gás de óxido de etileno. Não reesterilizar. Não utilizar se a embalagem estiver aberta ou danificada. Após o procedimento cirúrgico, descartar o material aberto, quer tenha sido utilizado ou não. ESTERILIZADO PARA USO ÚNICO NOTIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS Os médicos deverão contactar o representante local de vendas na linha verde 1800-255-2500 (apenas para os Estados Unidos) para comunicar quaisquer reações adversas ou complicações potencialmente perigosas relacionadas com o uso do adesivo DERMABOND. ATENÇÃO A lei federal (dos Estados Unidos) só permite a venda deste dispositivo a médicos ou sob receita destes. Fabricado para a ETHICON, INC.pela Closure Medical Corp.© ETHICON, Inc. 1998 ®Marca comercial da Purdue Fredericks †Marca registada de Zeneca Pharmaceuticals Ver instruções de uso Não reutilizar/não reesterilizar Validade — ano e mês LOT Lote Método de esterilização — Óxido de etileno Conteúdo: O 39 frasco contém 0,5 ml Método de esterilização —Calor Seco 30 °C máx Armazenar a temperatura ambiente (abaixo de 30 °C) 86 max Antes de abrir esta embalagem,esmagar a ampola Marca CE e número de identificação do organismo notificado. O produto obedece aos principais requisitos da Diretiva sobre Dispositivos Médicos 93/42/CEE.0086 Sensível