Editorial
Concreto + PVC
Uma resina termoplástica – leve, resistente e extremamente versátil – envolve a rigidez e o vigor do concreto,
revolucionando diversos conceitos no canteiro de obras.
Essa novidade – nem é tão nova assim – é o destaque deste
suplemento. Falamos dessa mistura de concreto e PVC, desenvolvida há mais de 25 anos no Canadá e muito utilizada
em outros países. O sistema construtivo Concreto-PVC está
construindo sua história no Brasil.
Ele vem se somar a outras tecnologias e envolve empresas de grande porte, como a Braskem, fabricante de termoplásticos e fornecedora dessa matéria-prima para outras
duas grandes do setor de PVC: a Royal Technologies do Brasil e a Vipal. Que não se assustem os desinformados com a
simplicidade da proposta: o sistema representa um grande
salto qualitativo em obras de cunho social, como projetos
habitacionais para comunidades de baixa renda, banheiros
públicos, estações compactas para tratamento de esgoto,
postos de saúde avançados e outras diversas aplicações.
O sistema construtivo é constituído por perfis modulares
de PVC de encaixe perfeito, cuja leveza e simplicidade de
montagem torna o processo absolutamente inovador. Seu
“miolo” é preenchido por concreto e aço. A facilidade de
incorporar instalações elétricas e hidráulicas, bem como a
possibilidade de futuras ampliações e variadas respostas
de acabamento, quando desejado, dão flexibilidade e versatilidade ao Concreto-PVC.
A tecnologia embarcada envolve todos os avanços científicos pelos quais os dois materiais passaram. Desde sua
descoberta pelo químico alemão Justus Von Liebig, em
1835, o PVC tem se mostrado eficiente pela estanqueidade, facilidade de higiene da superfície, resistência mecânica, durabilidade e elevada resistência química. O concreto,
por sua vez, também tem passado por constantes melhorias
técnicas. É possível obter alta performance técnica de um
dos materiais mais versáteis de que se tem notícia.
Essa união faz do Concreto-PVC um sistema construtivo
do futuro, uma alternativa eficiente para um mercado em
franca expansão. Que ninguém duvide.
O sistema Concreto-PVC foi apresentado
com sucesso em Alagoas.
Expediente
Supervisão: Luciano Nunes - Coordenação: Carlos Felipe de Almeida Nobre - Textos: Fred Paredes - Edição: Vanda Maria Mendonça (MTb n° 16.076)
- Designers: Maurício Colombo, Rogério Oliveira - Fotos: Divulgação
Suplemento PVC
Conceito
Casamento perfeito
Dois materiais, um sistema. O casamento do concreto com o PVC
consolida-se como importante sistema construtivo.
O sistema construtivo Concreto-PVC nasceu da junção
de dois importantes materiais, já consagrados pela
construção civil: o concreto e o PVC. Leves e modulares, os perfis de PVC são unidos por um sistema perfeito de encaixe, compondo um desenho que remete
às fôrmas convencionais de madeira usadas em concretagem (porém, diferentemente destas, não serão
removidas). O interior dessa estrutura, cuja espessura
varia de acordo com a destinação – paredes externas
com função estrutural ou divisórias internas –, é então preenchido pelo concreto, tornando-se autoportante (com rigidez mecânica suficiente para se sustentar
com apoio em uma só extremidade).
Todo o cabeamento elétrico e as instalações hidráulicas são
incor­poradas aos perfis por meio de conduítes ou perfis especiais. O sistema permite futuras ampliações e variadas respostas de acabamento quando desejado, tornando-o versátil e flexível. A rapidez de instalação, a limpeza na obra e a economia em
escala estão entre as diversas vantagens desse sistema.
Soda Cáustica
e Hidrogênio
Água
+ Sal
Eletrólise
Salmoura
Cloro
Destilação
Petróleo
Visão do cliente
O engenheiro Guilherme Guaragna, da Petroquímica Paulinia, que
acompanha a obra com
a Odebrecht, é um dos
adeptos da nova tecnologia por entender que ela
se adequou perfeitamente ao modo de vida dos
brasileiros, após a conquista do mercado europeu e norte-americano.
“O sistema cons­trutivo
Concreto-PVC começou a
ganhar espaço no Brasil
a partir deste milênio”,
sentencia.
Guilherme Guaragna
Resina de PVC:
57% de cloro
e 43% de eteno
Mistura
PVC +
Aditivos
Eteno
Composto de PVC
O caminho do PVC
Após serem submetidas a um processo de polimerização, as moléculas
de MVC formam outra muito maior – o poli cloreto de vinila (PVC), um
pó branco muito fino. Esse plástico contém 43% de eteno (derivado
do petróleo), mas a maior parte de seu peso (57%) provém do cloro
(derivado do cloreto de sódio encontrado no sal marinho).
Suplemento PVC
Conceito
Segundo ele, o sistema foi inicialmente desenvolvido para algumas regiões do planeta nas quais as condições climáticas
e o custo da mão-de-obra eram impeditivos para o cumprimento de um prazo razoável de construção. “O Concreto-PVC
está ganhando espaço no Brasil por se caracterizar como um
sistema mais rápido, utilizando mão-de-obra reduzida, além
de ser mais competitivo em termos econômicos, uma vez que
reduz encargos financeiros e também o custo final da obra”.
Guaragna sabe do que está falando. A Petroquímica de
Paulínia onde atua como Dir. Superintendente e trabalha
em conjunto com a construtora Odebrecht, é responsável
pelas obras de ampliação de um pólo produtor de polipropileno, provavelmente a maior unidade em operação na
América Latina.
Montagem e limpeza do sistema Concreto-PVC em Paulínia.
Um dos principais que­sitos era o tempo dedicado à edificação;
o engenheiro Santiago Iglesias La­go, que acompanhou a obra
de perto, ficou impressionado com es­sa solução: “usamos um
tempo 60% a 70% inferior ao de uma versão convencional”,
comemora o engenheiro, que destacou ainda a limpeza no canteiro. “Como esse sistema não produz entulho e trabalha-se
com um número reduzido de funcionários, isso se reverte em
uma grande economia”.
Vista aérea dos prédios auxiliares da Petroquímica Paulínia, interior de São
Paulo, com 1.500 m2 de área.
Suplemento PVC
Conceito
Experiência no Sul
O pioneiro a utilizar essa tecnologia no Brasil foi
o arquiteto Ronaldo Rezende, atual presidente da
Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA). Há seis anos, Rezende se envolveu
na pesquisa de novas tecnologias para a construção de residências unifamiliares. Nos Estados
Unidos, conheceu o processo de construção com
blocos de EPS preenchidos com concreto celular
(um tipo leve, formado a partir da uma mistura de
aglomerantes e agregados finos).
cial na cidade de
Canoas, vizinha de
Porto Alegre (RS),
em terreno da Universidade Lu­terana
do Brasil (ULBRA).
“O projeto era
constituído por 150
residências, com in­­­ Ronaldo Resende
fraestrutura de la­zer
No México, Rezende conheceu as construções composta por um grande salão de festas equipafeitas com componentes pré-fabricados de con- do com cozinha e vestiários, além da portaria de
creto da Casas Geo, construtora mexicana desen- acesso, tudo executado com a mesma tecnologia”,
volvedora desse processo e, finalmente, visitou a lembra Rezende. Apesar da obra ser realizada em
fábrica da Royal Tecnologies, em La Plata, Argen- aproximadamente 30 meses, ele se viu impressiotina. “Foi lá que tomamos conhecimento do siste- nado pelo processo construtivo em si – “muito simma construtivo Concreto-PVC”, conta o arquiteto. ples, se comparado ao convencional, tanto pela velocidade de execução quanto pelo ganho de custo.
Esse foi o sistema escolhido pelo profissional Por essas razões, acredito que esta tecnologia tem
para a construção de um condomínio residen- ainda muito futuro”.
Residencial construido
no sistema Concreto-PVC, Canoas - RS
Posto bancário: sistema
agiliza construção.
Suplemento PVC
Aplicações
Melhor desempenho
A parceria entre o concreto e o PVC.
Se o crescimento do sistema construtivo Concreto-PVC depender apenas do sucesso de suas aplicações, sem dúvida
já conta com importantes aliados. “O avanço das tecnologias da construção nos brinda com a associação de dois
dos materiais mais imprescindíveis de nossa área”, sinaliza
o presidente nacional do IAB, arquiteto Gilberto Belleza.
“Por ser uma solução modular, permite uma rica diversidade na sua aplicação, garantindo a grande qualidade dos
dois materiais empregados”.
Enquanto os desenvolvedores do PVC comemoram mais
uma solução do material destinada à construção civil, vem
do concreto – o parceiro essencial no recheio desse bolo
– o aval necessário para assegurar desempenho ao sistema.
“Não fazemos nada sozinhos. Precisamos agregar uma série
de outros materiais, para montar um sistema construtivo”,
afirma Renato Giusti, presidente da Associação Brasileira
de Cimento Portland.
Giusti lembra que o setor
ainda depende de uma mão
de obra qualificada, “pois
não adianta ter bons produtos se não soubermos utilizálos. Queremos nos aliar com
produtos e instituições que
pensem da mesma maneira, com objetivos próximos
daquilo que consideramos Renato Giusti
ideal. Empresas comprome­
tidas com projetos de sustentabilidade e com matériasprimas para preservação do meio ambiente”, sentencia o
executivo. Para ele, o maior ponto que o sistema marca é o
fato de privilegiar a população de baixa renda, pois atende
edificações de até quatro andares com sua infra-estrutura
embarcada, como saneamento básico. “Além disso, tem
ótima apresentação estética”, complementa.
Logística
O sistema não está restrito aos gabinetes. Wagner Lopes,
presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc), fala que o desenvolvimento do Concreto-PVC tem a seu favor a logística adequada
das empresas fabricantes do material, viabilizando a distribuição do sistema em território nacional. “As empresas
associadas à Abesc possuem tecnologia para desenvolver
qualquer tipo de concreto, como os leves e os auto-adensáveis – obtidos por meio da ação de superplastificantes, proporcionando maior facilidade de bombeamento, excelente
homogeneidade, resistência e durabilidade. Isso garante o
atendimento de qualquer projeto em qualquer lugar”.
Conjunto Habitacional de cinco
pavimentos construida com sistema
Concreto-PVC, México.
Suplemento PVC
A nova tecnologia pretende atender a grande demanda da
construção civil após o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na visão das empresas que lidam com
o concreto no seu dia-a-dia. “Ela chega num momento
muito propício para a engenharia nacional. O boom que
viveremos nos próximos anos vai se fortalecer à medi-
Aplicações
Preenchimento do sistema na obra da
Petroquímica Paulinia
da que o mercado tiver soluções que viabilizem novos
empreendimentos”, declara Car­los Eduardo Regattieri,
técnico da Engemix.
Regattieri ressalta a grande rede de parceiros selecionados, especializa­dos em
vários sub-sistemas, para garantir o
desempenho dos empreendi­mentos.
“A En­ge­mix faz parte dessa equipe e
acredita no grande potencial dessa
solução. O desenvolvimento e aplicação dos traços de concreto deve
observar as características da fôrma. Em Paulínia, onde estamos exe­
Carlos Eduardo Regattieri
cutando uma obra de edifícios auxiliares da Petroquímica Paulínia S.A. com o sistema Concreto
PVC , os resultados têm sido encorajadores”.
Aplicação industrial do sistema
Concreto-PVC, Argentina
Suplemento PVC
Aplicações
Praticidade e economia
Programas habitacionais, banheiros para população carente,
estações de tratamento de esgoto, postos de saúde...
Regiões de difícil acesso, ocupadas por comunidades socialmente menos favorecidas, sempre foram pontos críticos
para a implementação de programas adequados de saúde,
educação e saneamento básico – ou pelo menos eram, até
o surgimento desta alternativa construtiva. O sistema construtivo Concreto-PVC veio preencher uma importante lacuna em segmentos carentes de novas tecnologias.
reduzido drasticamente: “para se ter uma idéia, os banheiros
em alvenaria necessitam de manutenção após dois anos de
implantados, enquanto esta tecnologia nos dá uma garantia
de fábrica de 20 anos”, comemora. Já os custos de implantação – compatíveis com os dos banheiros de alvenaria – foram decisivos para essa escolha, afirma o engenheiro.
Um bom exemplo desse uso aconteceu na cidade de Vitória (ES), cuja prefeitura elaborou estudo para implantar,
em grande escala, banheiros públicos em Concreto-PVC. O
governo municipal formalizou um convênio com a Funasa
(Fundação Nacional de Saúde) da ordem de R$ 500 mil
para a construção de 175 banheiros nos morros da cidade, que estão sendo implantados nas aldeias indígenas de
Aracruz, Três Palmeiras, Irajá Caieiras Velha, Pau-Brasil,
Comboios e Piraquiaçu, além dos municípios de Vitória,
Jerônimo Monteiro e Vila Valério.
O módulo conta com as seguintes peças: um vaso sanitário de louça com tampa e
caixa de descarga; um chuveiro de plástico; um lavatório
de plástico; um reservatório
de polipropileno com capacidade para 310 litros, acompanhado de tampa e suporte
metálico. Um dos detalhes
que mais atraiu a atenção de
Marcos Resende, engenheiro
Marcos Resende
da Funasa, foi a aplicabilidade da solução. “A logística
para construção em locais de difícil acesso é bem mais
simplificada e a construção não precisa de mão-de-obra
especializada, além das vantagens que consideramos
principais, que são a higienização do material, resistência
e durabilidade”, afirma.
Um dos principais ganhos com o sistema, contudo, é a produtividade e o baixo custo. Um deles, o de concervação, é
Suplemento PVC
Banheiros instalados em Vila Valério,
Vitória: saneamento para todos.
Saneamento básico
Professor da Universidade Federal do Espírito Santo e especialista em Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs),
Ricardo Franci tem uma perspectiva bas­tante otimista sobre o uso do sistema cons­trutivo Concreto-PVC no saneamento. “Atual­mente, cerca de 30% da população brasileira
conta com sistemas completos de esgotamento sanitário
Aplicações
(coleta, transporte, tratamento e disposição final). Neste
contexto de carência quase que absoluta, as tecnologias de
depuração de esgoto ditas “simplificadas”, “apropriadas”,
“naturais” ou “alternativas” assumem um status privilegiado”, afirma o docente.
Franci comenta a importância das estações de tratamento
de esgoto compactas enquanto alternativas de grande interesse, principalmente em regiões densamente urbanizadas.
“Isso vale para as áreas onde técnicas convencionais de engenharia civil são dificilmente aplicáveis, como solos de má
qualidade, lençol freático elevado, topografia desfavorável,
etc. As novas estações de tratamento de esgoto são montadas com perfis pré-fabricados de PVC, sendo transportadas
já de acordo com a montagem in loco”.
Em outras regiões do Brasil, mais de 100 ETEs foram construídas com base nessa tecnologia, atendendo a uma população de
mais de um milhão de pessoas. “A principal ETE de San José,
capital da Costa Rica, com capacidade de tratamento para 2,4
milhões de habitantes, foi projetada com base na tecnologia da
ETE da UFES. O mesmo ocorreu com relação à ETE da cidade
de Ajman, nos Emirados Árabes, que atende a 300 mil habitantes. Há alguns projetos financiados pelo Banco Mundial no
Camboja, no Vietnã e na Tailândia”, ilustra Franci.
O sistema se adequa a
estações compactas de
tratamento de esgoto.
Há mais vantagens agregadas. Por exemplo, a simplicidade
construtiva e operacional da estação de tratamento de esgoto permite o emprego de mão-de-obra local. “A pré-fabricação simplifica o planejamento e implantação do canteiro,
que, além de ficar menor, tem seu tempo de duração significativamente abreviado. Isso respeita as peculiaridades
desse nicho de mercado para pequenas localidades, nas
quais há grandes deficiências de infra-estrutura”, finaliza.
Saúde pública
O que esperar de um material destinado à área de saúde?
A versatilidade, higiene e a alta qualidade, no mínimo. Somente nesse caso, o PVC é utilizado na fabricação de tubos
endotraqueais, bolsas de soro, catéteres cardiovasculares,
tubos que saem do coração do paciente e levam o sangue
até a máquina de circulação extra-corpórea, sondas e equipamentos de alimentação enteral, cânulas de perfusão e
ponteiras para micropipetadores, equipamentos para soro,
além de ser o único material usado para fabricação de bolsas de sangue. Por isso, o setor de saúde é um dos que
mais apóiam a utilização do Concreto-PVC, enquanto sistema construtivo para centros médico-hospitalares: o sistema
é de fácil limpeza, baixa manutenção e, principalmente,
imune à contaminação.
Posto de Saúde da Família: rapidez de
execução de obra social.
“O Concreto-PVC é bem versátil, pois permite várias composições de uso, rapidez de execução e facilidade de limpeza. O baixo peso, próprio dos perfis de PVC, facilita a montagem e o transporte, principalmente para locais de difícil
acesso”, destaca Mei Ling, diretora e arquiteta responsável
da L+M Gets, empresa voltada para a arquitetura hospitalar.
Na área da saúde, o sistema pode ser empregado em empreendimentos de baixa complexidade (como Centros Ambulatoriais) e em outros ambientes que não possuam muitas instalações embutidas e alterações de uso futuro. A empresa,
por exemplo, desenvolveu alguns modelos para Postos de
Saúde e Unidades de Saúde da Família, com áreas de 85 a
130 m², que podem ser montados em apenas 45 dias.
Suplemento PVC
Tecnologia
Tecnologia pura
Há um concreto ideal para o sistema? O que muda no cálculo estrutural?
O projeto estrutural do sistema de Concreto-PVC assemelha-se muito ao projeto de alvenaria estrutural, já
bastante difundido no Brasil, com a grande vantagem
por sua elevada resistência, rapidez de execução, limpeza e economia de mão-de-obra. Os cálculos estruturais feitos para construções convencionais e para o
sistema construtivo Concreto-PVC são muito parecidos,
mas depois de ensaios de compressão feitos com vários
tipos de concreto, a nova tecnologia levou vantagem.
O engenheiro calculista Charles Simon já fez uso das
duas formas de construção e explica os pontos positivos
do sistema combinado.
“O projeto estrutural do sistema Concreto-PVC assemelhase muito com o de alvenaria
estrutural. Neste são rompidos prismas de baixa altura
(dois blocos) e adotado o coeficiente 5 para cobrir defeitos de materiais e execução,
e mais uma redução devido à
esbeltez; no Sistema Concreto-PVC, a parede é rompida
em tamanho real com vincuCharles Simon
lação rotulado/rotulado. No
nosso entendimento, este procedimento é obrigatório,
pois a relação espessura x altura, que na parede de alvenaria estrutural é limitada a 1:20, na de Concreto-PVC
pode chegar a 1:35”.
Simon conta que, no Brasil, foram feitos ensaios com
paredes de Concreto-PVC pelo Laboratório de Ensaios
e Modelos Estruturais da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS). “Foram ensaios de compressão axial em peças de 70 cm de largura por alturas
variando de 2,40 m a 3,20 m, com diversos tipos de
concreto (desde o leve, com 2,00 MPa, até o de 25,00
MPa). As paredes ensaiadas possuem 7,5 cm de altura
e 10 cm de espessura”.
10
Suplemento PVC
Na prática, os resultados foram muito favoráveis ao sistema
Concreto-PVC. “As cargas médias de colapso quanto à instabilidade do equilíbrio (flambagem) ficaram em torno de
2,2 MPa para H = 2,6 m, e = 7,5 cm e fck = 15 MPa, o que
possibilita o uso como parede portante para prédios de até
2 pavimentos. Para paredes com H = 2,6, e = 10 cm e fck
= 20 MPa, a resistência à compressão axial ficou em média
e torno de 2,6 MPa, o que possibilita o uso em prédios de
até 4 pavimentos”.
Nos projetos da Simon Engenharia, o profissional adota
coeficiente de segurança 3 em relação aos ensaios em tamanho real por vários motivos. O primeiro deles é quanto
ao controle de qualidade na origem dos materiais usados
– o PVC, o concreto usinado e o aço. “O sistema executivo
é racionalizado, reduzindo ao máximo a possibilidade de
erros construtivos como desaprumo, falhas de concretagem
e posicionamento de armaduras”, argumenta Simon.
O terceiro ponto está relacionado à interação Concreto-PVC:
“a ruptura, que acontece por flambagem, não é brusca,
como ocorre nos sistemas de alvenaria estrutural não armada”. Por isso, o engenheiro acredita que o sistema é um
primeiro e importante passo para um futuro mais tecnológico e racional – “além disso, está disponível para obras de
baixo custo, o que impactará muito a indústria da construção civil, possibilitando atender uma demanda de moradias
bem maior do que a que se atende hoje”.
Testado e aprovado
Para a comprovação de sua versatilidade, testes com o sistema Concreto-PVC foram feitos pela Fundação de Ciência e
Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec) para financiamento de unidades habitacionais pela Caixa Econômica Federal.
Foram testados determinação da resistência aos impactos
de corpo duro; determinação da resistência aos impactos
de corpo mole; ensaios de flexão (para avaliar a resistência
eólica); ensaios de compressão; análise de conforto térmico
e ensaio de estanqueidade. Foi realizada ainda uma vistoria,
Tecnologia
acompanhando a constru­
ção de um protótipo para
o registro do sistema cons­
trutivo, seus encaixes e
particularidades.
De acordo com Ronaldo Bastos Duarte, chefe do laboratório da UFRGS, o resultado
foi extremamente satisfatório. “A Cientec realizou
ensaios de desempenho em
casas construídas com paiRonaldo Bastos Duarte
néis de PVC e concreto, obtendo bons resultados à luz das recomendações brasileiras, que
demonstraram que essas edificações são duráveis, resistentes
e apresentam conforto térmico satisfatório quando comparadas
com casas tradicionais de alvenaria revestidas por argamassa”.
Duarte ressalta como vantagem adicional a possibilidade de
uma construção mais rápida sem a necessidade de mão de
obra qualificada. “Esse sistema construtivo se presta para
a construção de casas de qualquer padrão de acabamento,
desde habitações de interesse social até casas de
alto luxo, pois abarcam
diferentes possibilidades
arquitetônicas”.
Essa opinião é compartilhada por Everton Eltz,
arquiteto da Caixa Econômica Federal, que acompanhou os testes. “Além
de proporcionar a racionalização de todas as etapas
de construção, a principal
vantagem do sistema conEverton Eltz
siste na estanqueidade e
no excelente acabamento dos painéis de parede decorrentes da alta tecnologia e do material empregado pela Royal
Technologies do Brasil, contribuindo com o seu comprovado desempenho para manter as condições de habitabilidade da edificação por longo tempo e para a redução dos
custos de manutenção”, comenta.
A preocupação com constantes testes para avaliação do sistema surgiu já quando da primeira implantação residencial,
em Canoas (RS), no projeto assinado pelo arquiteto Ronaldo Rezende. “Todo o projeto, incluindo portaria, salão de
festas e residências, foi desenvolvido e construído dentro
do sistema construtivo Concreto-PVC. O PVC passou com
nota máxima por todos os testes possíveis com relação a
design e arquitetura, bem como flexibilidade de aplicação.
Assim, constituiu-se numa nova forma de realizar empreendimentos desta natureza com qualidade, custos e prazos
altamente competitivos”, lembra Eltz.
Sustentabilidade
O docente Vanderley John,
professor-doutor do Departamento de Engenharia da
Construção Civil da Escola Politécnica da USP, vê
a sustentabilidade como
a qualidade principal do
sistema construtivo. “Uma
grande tendência no setor é a diversificação das
soluções construtivas, de
forma a atender variadas
demandas com maior ecoeficiência. Neste cenário,
o sistema de Concreto-PVC
tem um grande potencial
de crescimento”, comenta.
Vanderley John
John lembra o conceito de construção sustentável, que implica na busca de soluções que otimizem o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida do edifício e maximizem
os benefícios sociais e econômicos. “Nesta equação, é importante a durabilidade do sistema: uma solução de baixo
impacto ambiental de construção pode não ser a mais sustentável, se exigir uso de recursos (e impactos ambientais)
adicionais nas manutenções freqüentes, ou apresentar vida
útil reduzida, exigindo sua reposição prematura”, ilustra.
A solução de construção em Concreto-PVC possui, justamente, os dois elementos: baixo custo de concervação e uma longa vida útil. “Em muitos ambientes quimicamente agressivos
ou que necessitem permanecer limpos, a superfície apresentará dura­bi­lidade muito elevada, se comparada com soluções
mais convencionais”. John dá outra referência sustentável ao
sistema: “o enchimento dos painéis pode ser feito com o uso
de agregados reciclados e com concretos com relativamente
pouco cimento, pois as cargas são baixas e a proteção às
armaduras será feita pela parede de PVC, o que reduz ainda
mais o impacto ambiental do sistema”.
Suplemento PVC
11
Tecnologia
Industrialização do sistema
O engenheiro Roberto Souza, consultor e
diretor do Centro de Tecnologia de Edificações
– (CTE) -, tem como um dos seus focos o gerenciamento de obras visando minimizar os riscos
técnicos de contratantes e construtores em relação a prazos, custos e qualidades. Ele analisa
os pontos positivos dos programas e o aparecimento do sistema construtivo.
“O sistema construtivo Concreto-PVC chega
em momento importante do mercado imobiliário, que elegeu o segmento de habitação popular
como seu novo foco de atuação. A construção
habitacional requer escala, padronização, repetitividade e controle da qualidade dos insumos e
processos. Este desafio só pode ser vencido com
a utilização de sistemas construtivos industrializados que permitam a redução do ciclo de pro-
Perfis Vipal 75 mm
dução, o aumento
da produtividade,
a redução de custos e a garantia da
qualidade do produto final e do empreendimento.
O sistema cons­
Roberto Souza
trutivo ConcretoPVC reúne muitas destas características e, com
certeza, constitui-se em uma alternativa tecnológica para empreendedores, projetistas e construtores privados. Vem também contribuir com
as políticas públicas para habitação de interesse social dos governos nas esferas federal, estadual e municipal, que tem como foco a redução
do déficit habitacional no Brasil”.
Perfis Royal 64/100/150 mm
(verificar especificações com o fabricante)
(verificar especificações com o fabricante)
Corte
Corte
Corte
Vista
cantoneira
Vista
principal
marco de
janela
Vista
Cantoneira
Painel
marco de
porta
Corte
Corte
Vista
Vista
adaptador de
marco
12
Suplemento PVC
intermo
tampa
base
Canal
Elétrico
Marco básico para
janelas e portas
Arrancador
Corte
Vista
Painel 3 vias
Opera Prima
Novato e premiado
Sistema Concreto-PVC se consagra no prêmio Opera Prima.
Expressivo concurso organizado pelo Instituto dos
Arquitetos do Brasil (IAB),
o Opera Prima tem oferecido aos recém-formandos de
arquitetura e urbanismo a
oportunidade de exercitar a
criação e encontrar maneiras de aplicar as novas soluções construtivas oferecidas
pelo mercado. Lembrando
apenas que foram recebidos
Gilberto Belleza
527 após a seleção dos trabalhos nas faculdades – soluções construtivas oferecidas pelo mercado. Na edicão
de 2007 foram recebidos 527 trabalhos de 121 escolas
brasileiras, dentre as quais 100 foram selecionadas e cinco foram classificados para a categoria Projetando com PVC
e dois [remiados pela Braskem O grande vencedor, Tiago
Sant’ana Caldas, foi orientado pelo arquiteto e professor
Sérgio Ricardo Palhares no trabalho “Habitação Experimental, Novos Modos de Vida – Perfil dos Usuários”.
O projeto de Caldas tinha como foco a adequação das moradias às novas atividades e valores de vida, e a composição do ciclo familiar. “A preocupação com a escolha de
materiais, de forma a minimizar os impactos ao meio ambiente, deveria ser uma prática recorrente aos profissionais
da área, e deve compreender o ciclo como um todo, desde
o projeto, origem, extração e
escolha da matéria-prima para
a produção dos diversos componentes”, afirma o arquiteto.
Tiago Sant’ana Caldas
Não apenas justificado pelo
comprometimento com o desenvolvimento sustentável, o
PVC responde às demandas
solicitadas pelo projeto Habitação Experimental, atendendo de maneira plena às neces-
sidades de acoplamento, vedação e flexibilidade interna e
externa. O material potencializa e viabiliza tecnicamente o
conceito defendido com seu emprego intensivo. A alta resistência e durabilidade do PVC, associadas às tecnologias
já desenvolvidas, também vêm justificar seu emprego em
projetos com fins habitacionais”, complementa Caldas.
Ele cita a estendida garantia do material como elemento
facilitador para financiamento, pois dessa forma “os prazos
se estendem proporcionalmente ao tempo de vida estimado
do imóvel. E, acima de tudo, há um Custo Unitário Básico
(CUB) inferior ao do sistema construtivo convencional, comumente eleito pelos profissionais da área, a alvenaria”.
O docente Sérgio Ricardo Palhares defende a opção pela
nova tecnologia por se ajustar às grandes mudanças sociais
ao longo dos anos. “O trabalho assume uma postura crítica
quando se propõe a repensar os espaços da habitação de maneira a responder positivamente às transformações. Os novos
modos de vida acabam por impor a
necessidade de espaços indeterminados, que possam ser apropriados
pelos usuários ao longo de todo o
ciclo de vida familiar das maneiras
mais diversas”, justifica.
Palhares fala de um “pensar” da
habitação social considerando o
homem na sua diversidade cultural, política e social, e não como
um ser universalizante, confir- Sergio Ricardo Palhares
mando o entendimento da necessidade de espaços e mobiliários ativos. “O PVC se despontou como o material mais adequado à viabilização técnica
destes conceitos”, justifica.
Suplemento PVC
13
Perguntas e Respostas
Perguntas
e Respostas Freqüentes
1- Que tipo de concreto é utilizado no sistema construtivo
Concreto-PVC?
Todos tipos de concreto. Desde o concreto convencional, até
outros tipos, como concreto auto-adensável, concreto leve, concreto celular, entre outros.
8- Quantos pavimentos podem ser erguidos usando o sistema
Concreto-PVC?
O sistema permite construir até cinco pisos (térreo e mais 4
pavimentos), independente de vigas e colunas. É recomendável
uma verificação final com os fabricantes.
2- Qual a resistência do Concreto-PVC em relação aos sistemas de
construção tradicionais?
A resistência é igual ou superior aos sistemas de construção
mais utilizados. Seguindo sempre o projeto do fabricante.
9- As paredes do sistema Concreto-PVC são ocas?
Não, são preenchidas com concreto e reforçadas com aço, de
acordo com o projeto e as necessidades estruturais. Há a possibilidade de usar paredes ocas quando estas tiverem apenas a
função de fechamento, sem carga estrutural.
3- Quais os diferenciais do sistema Concreto-PVC em relação à
construção convencional?
• Velocidade expressivamente maior.
• Redução expressiva de custos com mão-de-obra, custos indiretos e canteiro.
• Facilidade de limpeza e manutenção.
• Material imune a fungos e bactérias.
• Contribui para o isolamento térmico e acústico.
• Alta resistência a intempéries.
• Aumento da área útil interna nas construções.
• Simplicidade na edificação.
• Versatilidade de projeto.
• Facilidade de transporte (não requer equipamentos especiais).
• Total controle nos cálculos de orçamento de materiais e
outros custos.
• Obra limpa, sem entulho, lixo ou desperdício, gerando uma
construção sustentável que alia tecnologia à preservação do
meio ambiente.
• Redução do consumo de água potável.
• Elevada durabilidade.
4- Que opções de cores estão disponíveis para os painéis de PVC?
As cores convencionais são o branco e o bege, mas há a possibilidade sob encomenda, como do verde claro e cinza.
5- O sistema Concreto-PVC aceita revestimentos internos e externos?
O sistema “in natura” dispensa revestimentos porque pos­
sui altíssima durabilidade e resistência. Porém, é possível aplicar praticamente todos os tipos de revestimento
existentes, tanto interna quanto externamente como pintura, textura, revestimentos cerâmicos, azulejos, papel
de parede e outros.
6- Como faço para aplicar os revestimentos?
A superfície do PVC deve receber um primer convencional para
depois ser aplicado o material desejado. Há também a possibilidade de lixar a superfície dos perfis, tornado-a áspera para a
aderência dos revestimentos.
7- Que tipo de tinta e fornecedores podem ser usados na pintura?
Não há restrições quanto aos tipos de tinta ou fornecedores.
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Suplemento PVC
10- Como são feitas as instalações elétricas e hidráulicas?
De acordo com as normas convencionais. Para a instalação elétrica, além dos conduítes é possível adotar um perfil especial
para a passagem de fios, telefone e informática. A instalação
hidráulica usa o mesmo critério – tanto pode ser feita uma instalação convencional, embutida, quanto externa.
11- Como embutir na parede o quadro de distribuição de energia
(quadro de disjuntores)?
Para paredes com espessura superior a 10 cm o embutimento
do quadro pode ser feito normalmente, apenas para dimensões
inferiores, a peça ficará sobreposta ou parcialmente embutida.
Recomendamos verificar com os fabricantes a necessidade de
reforço.
12- Que tipo de fundação é utilizada? É possível adotar o sistema
Concreto-PVC em terrenos com declive?
As fundações são de acordo com as normas da ABNT, ou seja, executadas idênticas às adotadas na alvenaria convencional, atendendo as condições do terreno em que a construção será realizada.
13- O sistema Concreto-PVC aceita qualquer tipo de esquadria?
Sim, não há restrições.
14- Que tipo de cobertura pode ser usada?
Qualquer cobertura é indicada, como nas construções convencionais
15- Como é a interface entre as lajes e o sistema?
Os painéis da planta inferior (térreo), preenchidos com concreto, dão suporte aos próximos pavimentos. A resistência mecânica linear das paredes é suficientemente adequada para suportar
os andares subseqüentes. É recomendável verificar projeto de
acordo com os fabricantes. Para lajes cheias, prémoldadas ou
treliçadas, o apoio é simples e de contato direto com o topo
da parede de PVC já preenchida anteriormente. A estrutura de
aço proveniente da planta inferior, mais alta que o pé-direito
do PVC, é dobrada acima da laje, conseguindo-se a vinculação
estrutural. Com o acabamento, as bordas que sobressaem das
faces do PVC entre cada andar podem ser acabadas com reboco
ou peças do próprio sistema.
Perguntas e Respostas
16- Como é o acabamento da interface externa entre a parede e o piso?
O acabamento fica em PVC e concreto, mas é possível dar qualquer outra solução, como rodapé. Recomendamos verificar com
os fabricantes a necessidade de impermeabilização.
17- O sistema Concreto-PVC é intercambiável com os demais sistemas construtivos?
Sim, o sistema possui vários tipos de perfis que facilitam sua
adaptação a todo tipo de material, sendo geralmente utilizados
para ampliação ou reforma.
18- Quando o morador deseja ampliar o imóvel (o famoso “puxadinho”), os fabricantes oferecem um kit pronto para quarto
ou sala adicional?
Existe a possibilidade do fornecimento dos kits prontos, porém
estes ainda não estão disponíveis.
19- Como devo cortar a parede no caso de ampliação ou abertura
de porta ou janela?
O ideal é sempre prever todas as aberturas em projeto. Porém, é possível abrir vãos com o auxílio de maquinário do
tipo Makita, com disco de corte. A manobra deve ser feita
marcando dos dois lados da superfície (interna e externa),
pois muitas vezes o disco não vence espessuras iguais ou
superiores a 10 cm. Outros casos de ampliação ou corte de
parede devem ser analisados caso a caso.
20- É possível reformar ou mudar as paredes de lugar?
Sim, lembrando que a regra não se aplica às paredes com função
auto-portante. As paredes sem essa carga podem ser remanejadas.
21- O sistema requer mão-de-obra especializada para montagem?
Não. O serviço pode ser executado com mão-de-obra convencional, desde que seguidas as orientações dos fabricantes.
22- Qual a garantia e a durabilidade do sistema?
A garantia é dada de acordo com cada fabricante, varia de 5 a
20 anos e contempla a radiação solar.
23- Como são feitos os reparos de hidráulica e elétrica?
Há kits de reparo?
Os reparos são feitos no ponto com problema, ao qual se
chega cortando a “pele” do perfil e retirando o enchimento
de concreto. Após o reparo, o concreto é reposto e uma peça
cortada sob medida, fazendo o acabamento. Problemas mais
graves nas instalações costumam afetar áreas grandes; nesses casos é possível utilizar materiais convencionais para reparar esses danos, pois os reparos do PVC são muito simples
e não necessitam de kits prontos.
25- Como limpar superfícies sujas (caneta, por exemplo)?
A limpeza ideal é feita com água e sabão neutro. Dependendo
do tipo de sujeira, podem ser utilizados outros produtos, desde
que não possuam acetona ou derivados em sua fórmula.
27- Como posso executar paredes em ângulo de 90°?
O sistema possui perfis especiais para os cantos.
28- Como é feita a instalação de quadros, espelhos, armários, etc?
Para quadros, espelhos e adornos mais leves podem
29- O sistema é homologado pela Caixa Econômica Federal?
Sim, esse sistema está aprovado junto à Caixa para financiamento de construções de moradias térreas e prédios de até
quatro pavimentos.
30- Todas as espessuras disponíveis de perfil podem ser usadas
como fechamento externo?
Sim, desde que a construção siga o projeto original do fabricante, onde será prevista a espessura ideal de parede.
31- Como é feito o preenchimento do concreto no sistema?
Inicialmente é feita a montagem, alinhamento, escoramento
e colocação da armadura de aço. Depois são identificados os
pontos de elétrica e hidráulica para que suas redes sejam instaladas no sistema, e só então se inicia o enchimento dos perfis.
O preenchimento pode ocorrer de duas formas:
a) Manualmente – com uma betoneira convencional e baldes,
quando o projeto não for muito grande. Se houver problemas de
espaço para a manobra de bombas, é possível fazer o preenchimento convencional, como o utilizado para as lajes cheias.
b) Com concreto usinado – com mangote adequado, não maior
que a espessura da parede do projeto. Esse método permite o
preenchimento rápido.
IMPORTANTE: Nos dois casos, deve-se respeitar a manobra de
enchimento em espiral. O preenchimento é feito linearmente
circundando-se as empenas a serem preenchidas, carregandose o perfil até uma altura aproximada de um metro. Uma vez
terminada a volta, volta-se ao ponto inicial, seguindo o mesmo
percurso anterior, dando tempo para a cura do concreto aplicado anteriormente. O enchimento não pode sofrer vibração – as
laterais do perfil devem ser delicadamente acionadas com martelo de borracha no nível do concreto, ao longo do trabalho, para
que a massa o preencha uniformemente.
24- Como eliminar riscos da superfície?
Todas as marcas, riscos ou arranhões profundos podem ser
tratados de diferentes formas. Pequenas marcas ou riscos são
eliminados com o polimento da superfície (o procedimento é
similar ao realizado com a chaparia de um carro). Arranhões
profundos e muito visíveis devem ser preenchidos com massa
epóxi e, depois, pintados com pintura sintética convencional
da mesma cor. Há também a possibilidade de substituição da
placa por meio de colagem.
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