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Ao fundo, a Comissão de
Negociação do ACT 2006/2007
Um salto na gestão
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Sucesso no Acordo Coletivo e no
Programa de Performance define
novos marcos no ONS
Ano IX | Outubro 2006
Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico
Neste número:
Conexão Rio de Janeiro
MAM
Novas linhas
3
7
EDITORIAL
O bem faz bem
O judoca
Informativo do Operador
Nacional do Sistema Elétrico
Escritório Central
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Flávio Canto ensina a 700
crianças de favelas cariocas que é possível
escapar do tráfico e se tornar um guerreiro
do bem. A apresentadora de TV Xuxa criou
uma fundação que dá reforço escolar, esporte, lazer, alimentação e cuidados médicos
a duas mil crianças em Guaratiba, na zona
oeste do Rio de Janeiro. Maria Alice Setúbal,
herdeira do dono do Itaú, trocou a vida de
socialite pela dedicação à educação. Criou o
Centro de Pesquisa para Educação e Cultura, que produz material didático, forma professores e avalia escolas do ensino público.
Esses são apenas alguns exemplos de pessoas
que descobriram seu próprio jeito de construir um país mais solidário e menos desigual. E elas não estão sós. Cada vez mais, outros brasileiros decidem não dar as costas à
realidade e fazer o bem aos mais necessitados. Gente sem os recursos de Maria Alice,
o carisma de Xuxa, ou a projeção de Flávio.
Pessoas que foram ao mesmo tempo tocadas
pela emoção, ao deparar-se com a tragédia do
outro, e pela razão, que nos diz que é preciso
modificar essa realidade para mudar o país.
Aqui mesmo no Operador Nacional temos
o exemplo de vários colegas que se dedicam
a causas solidárias. Já são doze entidades cadastradas em nosso Programa de Voluntariado. Em cada uma delas, há um colaborador
do ONS diretamente envolvido, doando seu
tempo, energia e generosidade.
No encarte Conexão Rio de Janeiro, que circula junto com esse número do Ligação, te-
Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico • Ligação 97 • Outubro 2006
mos uma entrevista com Dilo Vallim, gerente da Assessoria de Serviços Gerais, que
desenvolve um trabalho voluntário no Hospital Pedro de Alcântara, para mulheres com
problemas psiquiátricos.
O trabalho de Dilo e o de outros colegas
é a comprovação prática de que é possível
encontrar tempo e disposição para ajudar
e fazer a sua parte nesse difícil processo de
mudança.
Além do apoio institucional aos voluntários
e às entidades por eles apoiadas, o Programa de Voluntariado do ONS cria oportunidades para a doação de bens ou serviços,
de forma pontual. O programa também desenvolve campanhas ocasionais, para ajudar
a necessidades específicas dessas entidades e
manter acesa a chama da solidariedade na
organização, como a campanha do Biscoito Solidário, que está recolhendo pacotes
de biscoitos doados pelos colaboradores do
ONS até 17 de novembro.
A prática da generosidade produz a mesma
sensação de bem-estar que está associada à
realização de exercícios físicos. A liberação
de endorfinas no organismo diminui o estresse, reduz enxaquecas e pode mesmo aliviar dores relacionadas a problemas mais sérios. Fazer o bem só faz bem.
Transformar a realidade pode parecer uma
tarefa grande demais, mas os resultados
são surpreendentes para aqueles que dão
o primeiro passo.
ENDOMARKETING
Justa homenagem
No dia 24 de outubro, o lançamento do livro Mário Bhering,
Memórias do Setor Elétrico Brasileiro reuniu convidados ilustres
no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro.
Com a autoria do jornalista Alexandre
Falcão, e tendo o Operador Nacional entre
os vários patrocinadores, a obra é o registro
da trajetória profissional de Mário Bhering,
resgatando suas memórias e contribuições
para o setor de energia do país. O livro conta
com o prefácio do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e com o depoimento de
33 personalidades, entre elas o ex-diretor Geral do ONS, Mario Santos.
Figura respeitada por todas as gerações e correntes de pensamento do setor elétrico, dentre
os cargos de maior destaque ocupados por Mário Bhering está a presidência, por duas vezes,
da Eletrobrás. Na ocasião, foi um dos negociadores do tratado com o Paraguai que permitiu
a construção da hidrelétrica de Itaipu. Foi também um dos idealizadores das mudanças que
formataram a nova visão do setor em relação ao
meio ambiente. Já como homem das belas-artes, Mário Bhering produziu, durante 30 anos,
centenas de aquarelas. Bebeu na fonte de Fayga Ostrower, uma referência nas
artes plásticas brasileiras, e
na de John Pike, professor
emérito do Sul dos Estados
Unidos na segunda metade do século passado.
“Eu tive a honra e o
privilégio de ser autorizado
pelo doutor Mário Bhering
a escrever sobre a sua
vida. O desafio foi muito
grande, mas extremamente
gratificante.”
Alexandre Falcão
Os direitos da obra, bem
como os seus originais,
foram doados para a
entidade Memória da
Eletricidade, fundada por
Mário Bhering.
Visita cultural
Como parte
da parceria firmada entre o ONS e o Museu de Arte Moderna
do Rio (MAM), nos dias 17 e 21 de outubro, cerca de 20 colaboradores puderam
conhecer de perto a coleção Gilberto Chateaubriand: um século de arte brasileira. Cedida em comodato ao MAM, a exposição
consta da seleção de 169 trabalhos, de um
acervo de aproximadamente sete mil obras,
apresentadas ao público a partir de núcleos históricos. Sob as explicações do curador Fernando Cocchiarale, os visitantes
apreciaram telas como o Vendedor de Fru-
tas (1925) e Urutu (1928), de Tarsila
do Amaral; Moça com Violões (1937),
de Di Cavalcanti; O Farol (1915),
de Anita Malfati; e Paisagem de Brodowski (1940), de Cândido Portinari. Algumas esculturas curiosas também fazem parte da mostra, como A Escada, de
Jorge Barrão, Aeroporto Santos Dumont, de
Márcia Xavier, e a Trouxa, de Arthur Barrio. Para os colaboradores que quiserem visitar outras exposições do MAM, a entrada
é franca. Basta se identificar e apresentar o
crachá do ONS na portaria do museu.
“Foi muito válida a
oportunidade de poder
visitar uma coleção que
conta a história da arte
brasileira.”
Alberto Sergio Kligerman
(GMC)
Outubro 2006 • Ligação 97 • Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico
Gestão corporativa
Um novo patamar
O Operador Nacional do Sistema Elétrico está alcançando um
novo patamar na gestão corporativa, que pode ser traduzido por
iniciativas hoje em curso na organização, como o Programa de
Desenvolvimento Gerencial (PDG), o processo de Avaliação de
Desempenho, o Programa de Performance Organizacional e os novos
parâmetros para a condução das negociações do Acordo Coletivo de
Trabalho. A seguir, destacam-se algumas dessas ações.
Lançado em abril (ver Ligação 91),
“Ainda há desafios a serem alcançados até
final de novembro, refletindo o impacto do
Programa em ações relevantes durante todo
o ano. A finalização da apuração de todas
as metas (globais e setoriais) deve ocorrer
até 15 de dezembro, com concessão da premiação prevista ainda para este ano”, avalia
Marco Antonio Carvalho.
Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico • Ligação 97 • Outubro 2006
Globais 70%
Até o final de outubro, foram atingidas oito
das 12 metas globais estabelecidas no Programa. Dentre os principais resultados alcançados, destacam-se: a elaboração do Modelo de
Gestor e a realização do primeiro módulo do
Programa de Desenvolvimento Gerencial; a
aprovação da revisão da especificação funcional do Sistema Integrado de Informações
Elétricas (SINEL); a conclusão dos testes de
aceitação em campo de 18 UTRs (unidades terminais remotas); a conclusão da descontratação do COS/Paraná e dos COLs de
Itumbiara, Goiânia e Cuiabá, além do início
da operação em paralelo com o COS/MG.
Objetivos
PERFORMANCE ORGANIZACIONAL
Setoriais 30%
“Levando em conta que
se trata de um projeto
inovador para o ONS, os
resultados alcançados
demonstram a consistência
do Programa e refletem
o comprometimento
da organização com o
cumprimento dos marcos.”
Marco Antonio Carvalho
o Programa de Performance Organizacional
2006 foi estruturado em dois grupos de metas: as globais, referentes aos macro objetivos da organização, e as setoriais, por diretoria. As metas globais representam 70% do
valor estabelecido para premiação no Programa e os 30% restantes estão associados
ao cumprimento dos marcos setoriais. “Foi
dado, justamente, um peso maior aos objetivos globais para estimular a visão coletiva dos
resultados”, explica Marco Antonio Carvalho (foto), gerente executivo da Assessoria de
Desenvolvimento de Recursos Humanos.
As metas setoriais têm prazos diferenciados,
em função dos cronogramas estabelecidos pelas diretorias. Todas aquelas com vencimento
previsto até o momento foram cumpridas.
Metas
Pontuação
Sete projetos do Plano de Ação
35%
Um produto e processo
5%
Dois projetos de gestão corporativa
10%
Duas metas financeiras
20%
Um projeto do Plano de Ação
10%
Um produto e processo
10%
Uma meta financeira
10%
Total
100%
Gestão corporativa
Unanimidade no ACT
O empenho da Diretoria e do corpo gerencial da
empresa para o cumprimento dos compromissos
assumidos com os empregados e com as entidades sindicais regionais, no PDG, na Avaliação de
Desempenho e na Performance Organizacional,
dentre outros, fez com que esse novo patamar
de gestão do ONS fosse um dos pilares para as
negociações do ACT 2006/2007. Em outubro,
após apenas três rodadas de negociações entre o
ONS e as entidades sindicais, o Acordo foi aprovado por unanimidade em todas as localidades
em que o Operador mantém escritório, logo na
primeira assembléia, fato até então inédito.
Para que este resultado fosse alcançado, devese destacar o papel importante da Comissão de
Negociação do ACT 2006/2007, a qual serviu
de interface entre os sindicatos e a Diretoria do
Operador Nacional. “A empresa faz uma preparação com antecedência, fundamentada em
estudos e simulações, para chegar à proposta
final, que foi plenamente aceita pelas entidades representativas dos empregados”, destaca o
consultor de Relações Trabalhistas e Sindicais
do ONS, José Enrique Coelho.
Composta pelos assistentes da Diretoria Marcos
de Almeida (DGL), que foi seu cordenador, João
Severino Filho (DPP) e João Batista Santos Silva
(DAT); pelos gerentes Braz Campanholo (representando Brasília), Graça Camelo (Recife), Manoel Botelho (Florianópolis) e Fernanda Roitman (GRH), além do próprio José Enrique, a
Comissão de Negociação do ACT 2006/2007
agilizou procedimentos e contribuiu para que as
negociações transcorressem com transparência e
de forma tranqüila. A comissão teve suporte de
Vitor Sarmento, da Assessoria Jurídica. “A negociação foi equilibrada, pois as partes estavam imbuídas do propósito de chegar a um bom resultado para todos”, afirma João Severino Filho.
TI como aliada
O chefe manda fazer um relatório com
urgência. Você passa horas analisando dados,
gerando gráficos e minutos antes do prazo combinado, tenta imprimir. Surge na tela a mensagem: “Este programa executou uma operação
ilegal e será encerrado...” Sem desespero, você
reinicia o computador e abre o arquivo. Nova
mensagem: “Arquivo corrompido...” E agora?
A historinha acima pode ter dois finais, um feliz
e o outro, nem tanto. Se você usa a tecnologia a
seu favor, adotando as melhores práticas, abrirá a
gaveta, pegará um disquete ou Cd com a cópia
de seu trabalho, imprimirá o relatório e o entregará no prazo. No entanto, se o back up tiver ficado para depois, será preciso se entender com
seu chefe e refazer todo o trabalho.
Todo mundo já deve ter tido um dia “desprevenido” na vida e aprendeu a lição da forma mais
dura. Mas, felizmente, não é preciso passar pelos
problemas para saber como evitá-los. A equipe
de TI do Operador Nacional dá as dicas. “A partir das solicitações feitas pelos colaboradores do
ONS, conseguimos mapear as principais ocorrências enfrentadas pela área de tecnologia, em
decorrência dos comportamentos inadequados
dos usuários, com incidentes ligados a performance e segurança. Os problemas foram identificados e as soluções, equacionadas”, explica
Otacílio Alves Ferreira Filho, analista de TI.
A campanha foi um dos
critérios utilizados no
processo de licitação da
agência de criação do ONS,
vencido pelo GAD’Design.
O tema “melhores práticas de TI” é objeto de
uma campanha de comunicação interna que,
em breve, será lançada no Operador Nacional.
Outubro 2006 • Ligação 97 • Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico
Sipat
“As palestras foram
bem ricas, abordando
ensinamentos difíceis de
adquirir no dia-a-dia
do trabalho.
Lillian Monteath
(GPO)
“É preciso perceber
que uma das coisas
importantes no Operador
Nacional é atuar no desejo
de equilíbrio e saúde
que cada colaborador
tem dentro de si. Se nós
não nos empenharmos
em buscar nossa própria
saúde, não conseguiremos
um equilíbrio e,
conseqüentemente, uma
qualidade de vida coletiva
dentro do ONS”.
Luiz Alberto Fortunato
“O evento apresentou
uma visão de mundo
nova para grande parte
dos colaboradores do
ONS. Foi muito bom,
pois foram discutidos
valores importantes como
solidariedade e paz.
Nicolau Cascão Nassar
(DPP)
Da esq. para a dir.: Glória Sobrinho,
Glória Arieira e Sheila Grande.
Busca do equilíbrio
Realizada nos dias 16, 18 e 30 de outubro, a Semana Interna
de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) debateu temas
importantes sobre saúde e qualidade de vida.
Alinhado ao conceito de tornar o ONS,
cada vez mais, um bom lugar para trabalhar, o
objetivo do encontro foi o de estimular os colaboradores à adoção de atitudes em prol do
bem-estar físico, mental e espiritual.
Com a colaboração da Gerência de Recursos
Humanos (GRH) e da Assessoria de Comunicação e Marketing (ACM), o tema da Sipat
deste ano foi Um bom lugar para trabalhar e
de bem com a vida. Os presentes ao auditório
do Escritório Central puderam assistir às palestras Época de Mudança, com a educadora
e presidente da Universidade Internacional da
Paz (Unipaz), Glória Sobrinho; As Vidas e os
Vedas, com a mestra vedanta e professora de
sânscrito Glória Arieira; e, por último, Humanização, a arte de não adoecer, com a médica
Sheila Grande, presidente da Associação Médica Antroposófica.
“Este ano, a Sipat buscou profissionais que
pudessem proporcionar aos colaboradores
elementos de reflexão,
que os motivassem, de
alguma forma, a cuidar não somente da saúde física, mas, também,
dos aspectos emocional
e espiritual”, lembrou o
presidente da Comissão
Interna de Prevenção de
Acidentes (Cipa), João
Batista Santos Silva.
Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico • Ligação 97 • Outubro 2006
Na abertura, o diretor de Assuntos Corporativos,
Luiz Alberto Fortunato (que substituiu o diretor Geral Hermes Chipp), reforçou a importância de despertar em cada um o desejo de acreditar que a saúde começa de dentro para fora.
“Nesta edição da Sipat, as pautas giraram em torno da qualidade de vida e do bem-estar de uma
forma mais integrada. É essencial o foco nessa temática, pois foi constatado na pesquisa de clima
que os maiores riscos aos colaboradores provêm
do estresse causado por alguns exageros e esforços intelectuais em excesso”, lembrou.
Temas de reflexão
Abrindo o encontro, a palestra Época de Mudança foi uma verdadeira aula sobre como alcançar a paz interior, com os outros e com a
natureza, com a realização, ainda, de um exercício de relaxamento com os presentes. Já o segundo dia, foi marcado pela palestra As Vidas e
os Vedas, que abordou os conceitos da cultura
Védica e os caminhos para o auto-conhecimento. Fechando o ciclo de debates, a palestra Humanização, a arte de não adoecer abordou dicas
importantes de como alcançar uma boa saúde,
prevenindo doenças, além de explicar o que é a
medicina antroposófica e as suas formas de tratamento. Ao final de cada palestra, foram realizados sorteios de brindes e livros especializados sobre os assuntos debatidos. Para quem não
pôde participar da Sipat, os vídeos, com as íntegras das palestras, estão disponíveis no Centro
de Documentação (Cedoc) do Escritório Central e em todos os núcleos do ONS.
transmissão
Novas linhas no
MT e no MS
O reforço de novas linhas de transmissão no Mato Grosso e no
Mato Grosso do Sul melhora a integração desses estados ao
Sistema Interligado Nacional (SIN) e traz maior segurança
operativa àquela região.
Em outubro, entraram em operação as
subestações Nova Porto Primavera (440/230
kV) e Imbirussu (230/138 kV), além das linhas de transmissão Nova Porto Primavera/
Imbirussu e Nova Porto Primavera/Dourados,
ambas em 230 kV. Essas obras representam
um marco para o Mato Grosso do Sul, que
passou a ter atendimento com maior qualidade e redução da dependência da geração térmica da UTE Willian Arjona. Isto trará uma
economia para os consumidores − com Encargos de Serviços de Sistema (ESS) − da ordem
de R$ 5 milhões/mês.
Para novembro, também está prevista a entrada de um novo tronco em 500 kV no
Mato Grosso, que interligará as subestações
de Itumbiara, Rio Verde Norte, Ribeirãozinho e Cuiabá, sendo que esta última será
interligada ao sistema atual de 230 kV pelas subestações Ribeirãozinho 500/230 kV
− 400 MVA e Cuiabá 500/230 kV − 750
MVA. Tais obras representam um importante reforço para a interligação do Mato
Grosso com o SIN, possibilitando o escoamento da energia excedente daquele estado,
além de proporcionar maior segurança operativa e qualidade de suprimento à área. A
obra possibilitará uma redução dos ESS em
torno de R$ 6 milhões/mês.
Desde sua criação, o ONS tem buscado reduzir custos de operação com a otimização dos
recursos do sistema, e elaborar medidas operativas e soluções que proporcionem redução
de encargos e garantam o suprimento às cargas. Para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,
o Operador Nacional definiu, com a participação efetiva dos agentes diretamente envolvidos, as diretrizes para contornar as dificuldades operativas até a chegada das obras, e, além
disto, subsidiou a Aneel e o Ministério de Minas e Energia (MME) na decisão de antecipação das mesmas em torno de quatro meses.
Contribuíram para mais este sucesso do ONS
os profissionais das gerências GAT, GPO,
GPE e do Núcleo Sul (no suprimento ao MS),
no desenvolvimento dos estudos que viabilizaram a entrada das obras e também os profissionais da GOA, responsáveis pelo treinamento dos operadores e pela normatização.
O trabalho contou com a
participação dos seguintes
profissionais:
Rogério Amado, Hailton
Madruga, Maria de Lourdes
Leite, Sumara Cavalcante e
Andréia Baptista, da GPO;
Alexandre Massaud e
Antonio Felipe Aquino,
da GPE; Dinemayer Silva
e Ramon Sampaio Viana,
da GAT; Edinoel Padovani,
Guilherme Amboni, Roberto
Luiz Bernardo e José Luiz
Rovere, da GOA; José Mário
Manfrim e Luiz Gastão
Souza, do NSUL.
“O ONS tem tido êxito no cumprimento
de suas atribuições, por meio do envolvimento de todas as áreas da empresa, atuando com eficácia junto aos órgãos decisórios e agentes, apontando e viabilizando
as melhores soluções para o Sistema Interligado”, afirma Rogério Amado da Silva, gerente de Planejamento da Operação
Elétrica (GPO-1).
Outubro 2006 • Ligação 97 • Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico
INTERLIGADAS
Aventura e integração no Sul
A equipe do ONS foi
constituída por: Ivair Lima
de Freiria, Paulino Boeno,
Erotilde Boeno, Silte
Schinaider Boeno,
Zélia Coelho, Guilherme
Miranda Martins,
Paulo Katsuaki Umezawa e
Osiane Kraieski de Assunção.
No dia 14 de outubro, oito colaboradores do Centro Regional de Operação Sul
(COSR-S) participaram de uma corrida de
revezamento, a MountainDo. Realizada no
interior de Santa Catarina, a prova consta
de um percurso de 70 km, entre bosques,
lagos, dunas, praias e montanhas com desníveis de até 200 metros. Para os colaboradores Guilherme Martins e Osiane Assunção, estreantes na competição, a garra e a
determinação contaram para vencer os obstáculos encontrados ao longo do caminho.
“Mesmo torcendo o pé em um trecho de
praia muito inclinada, superei meus limites
ao conseguir concluir o percurso com toda
a equipe”, destaca Osiane. O time do ONS
completou o percurso em 7 horas e 15 minutos e ficou na 53ª posição na classificação
geral, entre 100 grupos, e na 18ª na categoria de equipe mista de oito atletas.
De volta à década de 80
Como parte do projeto Talentos da Casa,
no dia 26 de outubro, o colaborador Roberto Gomes se apresentou cantando músicas dos
anos 80 no auditório dos centros Nacional de
Operações do Sistema e Regional de Operação Norte/Centro-Oeste. O público presen-
te ao show reviveu clássicos de grupos como
RPM, Legião Urbana, Capital Inicial, Barão
Vermelho, entre outros. Na ocasião, os colaboradores fizeram uma homenagem pelo reconhecimento do talento do artista, presenteando-lhe com uma miniatura de um violão.
Visita de Costa Rica
Além do ONS, o grupo,
formado por Bolívar Esquivel
Cascante, Efraim Abarca
Morales, Ronald Alfonso
Delgado Barboza e Roberto
Quirós Balma, também
visitou a usina de Itaipu e
as instalações da Câmara de
Comercialização de Energia
Elétrica, em São Paulo.
Em continuidade ao acordo de cooperação técnica Brasil-Costa Rica, quatro representantes do Instituto Costarriquense de Energia
(ICE) visitaram, no mês de outubro, as instalações do ONS no Rio de Janeiro e em Brasília.
No dia 23, o grupo (foto) foi recebido no Escri-
Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico • Ligação 97 • Outubro 2006
tório Central pelo diretor Geral, Hermes Chipp,
e conheceu os detalhes de todas as atividades
executadas pelo Operador Nacional, tanto na
operação centralizada do Sistema Interligado
Nacional (SIN), como na administração dos
serviços de transmissão, com destaque para
processos, modelos, metodologias e sistemas
de informação. No dia 26, os visitantes foram
recebidos, em Brasília, pela equipe do Centro
Nacional de Operações do Sistema (CNOS).
Lá, conheceram a sala de controle e as atividades desempenhadas no Centro. De volta ao
Rio de Janeiro, foi realizada ainda uma visita à
usina termonuclear de Angra dos Reis.
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Um salto na gestão