Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Mapa de Processos de Inovação Sistema de Gestão de IDI Sérgio Filipe Rodrigues da Silva VERSÃO FINAL Relatório realizado no âmbito da Disciplina de Preparação para a Dissertação Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Major Automação Orientador: Prof. Dr. José António Faria Co-orientador: Prof. Dr. Gil Gonçalves 15 de Fevereiro de 2011 © Sérgio Silva, 2010 ii Resumo Este documento foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Preparação para a Dissertação e tem como objectivo apresentar e enquadrar o trabalho que vai ser desenvolvido na dissertação ao longo do 2º semestre. Para além disso, é efectuado neste documento uma revisão da literatura com o intuito de elaborar o estado da arte sobre os processos de inovação e de gestão de IDI. O documento encontra-se organizado em 3 capítulos, onde é feita uma introdução ao tema, apresentado o estado da arte e onde são elaboradas algumas conclusões sobre o trabalho desenvolvido ao longo desta unidade curricular. iii iv Índice Resumo ............................................................................................ iii Índice................................................................................................ v Lista de Figuras .................................................................................. vi Lista de Tabelas .................................................................................. vii Abreviaturas e Símbolos ....................................................................... viii Capítulo 1 .......................................................................................... 9 Introdução ......................................................................................................... 9 1.1 - Enquadramento e Motivação ......................................................................... 9 1.2 - Objectivos Gerais .................................................................................... 10 1.3 - Objectivos Esperados ................................................................................ 10 1.4 - Plano de Trabalhos .................................................................................. 11 Capítulo 2 .........................................................................................12 Estado da Arte .................................................................................................. 12 2.1 - Termos e Definições ................................................................................. 12 2.2 - Modelos de Referência .............................................................................. 14 2.3 - Mapas de Processos de Inovação (catálogo) ..................................................... 25 2.4 - Modelos de Representação ......................................................................... 34 2.5 - Ferramentas de Suporte ............................................................................ 39 Capítulo 3 .........................................................................................41 Conclusão ....................................................................................................... 41 Referências .......................................................................................42 v Lista de Figuras Figura 1 – Modelo da Cadeia de Valor das Actividades de IDI – Manual do INESC. ................ 15 Figura 2 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Actividades de Suporte (INESC). ................................................................................................. 16 Figura 3 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Actividades de Projecto (INESC). ................................................................................................. 18 Figura 4 – Modelo da Cadeia de Valor das Actividades de IDI – i9Source / Inova+. .............. 20 Figura 5 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos de Gestão de IDI (i9Source / Inova+). .................................................................................. 22 Figura 6 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos da Cadeia de Valor (i9Source / Inova+). .................................................................................. 23 Figura 7 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos de Suporte (i9Source / Inova+). .................................................................................. 24 Figura 8 – Modelo da Cadeia de Valor que mostra os caminhos de fluxo da informação e cooperação. ............................................................................................ 24 Figura 9- Diagrama de Referência de um Modelo de Workflow. .................................... 34 Figura 10 - Exemplo de Swimlane de Modelo Hands-off do processo produzir encomenda de cliente. .............................................................................................. 35 Figura 11 – Exemplo de Swimlane de Modelo de Fluxo Detalhado do processo de candidaturas ao ensino superior. ................................................................... 36 Figura 12 – Exemplo de modelação de um processo utilizando um Fluxograma. ................. 37 Figura 13 – Exemplo Modelo Tipo Matriz de um processo de desenvolvimento de software com 2 níveis de responsabilidade. ................................................................. 38 Figura 14 – Exemplo de modelação de um processo utilizando BPMN. ............................. 39 Figura 15 – Exemplo de uma TO DO List com classificação de prioridade, data prevista de conclusão, data de conclusão e tempo de execução da tarefa. .............................. 39 Figura 16 – Exemplo de uma Checklist para elaborar checklists. ................................... 40 vi Lista de Tabelas Tabela 1 – Modelos de Referência ao Nível do Negócio, da Inovação, Conceptual e de Implementação. ....................................................................................... 27 Tabela 2 – Modelo de Inovação – Estrutura, Descrição e Áreas. ..................................... 29 Tabela 3 - Foco na Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. ...................................... 29 Tabela 4 - Padrão de Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. ................................... 30 Tabela 5 – Configuração das Actividades de Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. ........ 31 Tabela 6 – Actores (Inovação) - Estrutura, Designação e Áreas...................................... 31 Tabela 7 – Interacções – Estrutura e Comunicação (Inovação) - Estrutura, Designação e Áreas..................................................................................................... 32 Tabela 8 – Conhecimento (Inovação) – Estrutura, Designação e Áreas. ............................ 32 Tabela 9 - Modelo Conceptual – Estrutura, Designação e Áreas. .................................... 33 vii Abreviaturas e Símbolos Lista de abreviaturas (ordenadas por ordem alfabética) BPMN Business Process Modeling Notation DEEC Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores DUI Doing, Using and Interacting FEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto GI Gestão da Inovação IDI Investigação, Desenvolvimento e Inovação PDI Preparação para a Dissertação STI Science, Technology and Innovation viii Capítulo 1 Introdução 1.1 - Enquadramento e Motivação A ciência foi a actividade que teve o impacto mais amplo e mais profundo na sociedade moderna, mudando a forma como vemos as coisas, nomeadamente através da explicação do porquê das coisas. O progresso científico na economia tem sido muito grande, dado que os serviços e cada vez mais dependem da utilização da tecnologia, nomeadamente dos sistemas de informação. Numa sociedade onde o dinheiro e o crescimento económico são os principais indicadores económicos é comum responsabilizar a ciência como principal impulsionador dos mesmos, justificando assim o investimento em tecnologia e inovação. No entanto há que ter em atenção que não se deve exagerar relativamente às expectativas resultantes do impacto directo da ciência em matéria de inovação nem subestimar outras fontes de inovação. A inovação resulta dos esforços de um conjunto de pessoas ou de uma organização para desenvolver novos produtos, serviços, modelos de negócios ou processos que acrescentem valor às suas actividades. A inovação é mais do que uma invenção, dado que tem de provar o seu valor no mercado. Medir a inovação é uma tarefa difícil devido ao âmbito alargado das actividades inovadoras, sendo que o principal output resultante de um processo de inovação é o sucesso da organização em que este se insere. No mundo empresarial existem alguns indicadores quantitativos que podem ser associados ao sucesso da inovação, apesar destes não poderem ser directamente associados ao grau de inovação da organização, podem constituir uma boa correlação entre o seu desenvolvimento e o investimento em inovação. São disto exemplo os lucros, a quota de mercado, a produtividade, entre outros. A inovação não deve ser vista como algo fortuito ou ocasional, já que é necessário criar mecanismos de gestão da tecnologia e da inovação que envolvam o processo de desenvolvimento tecnológico, a aplicação da tecnologia em produtos ou processos e a adopção e difusão tecnológica nas organizações. A gestão da tecnologia e da inovação é uma nova área de conhecimentos, que combina elementos das áreas da engenharia industrial com técnicas de gestão. Estes conhecimentos são necessários às empresas para que estas possam maximizar os benefícios no uso da tecnologia bem como no seu desenvolvimento, criando assim condições para uma maior competitividade no mercado. A gestão de tecnologia e inovação engloba as seguintes vertentes: gestão estratégica; gestão da investigação e desenvolvimento, incluindo determinação da viabilidade económica de projectos de I&D; gestão do processo de desenvolvimento de novos produtos ou serviços; gestão dos factores que influenciam o sucesso da introdução de inovações tecnológicas no mercado ou na empresa; gestão da transferência de tecnologia entre a empresa e entidades externas; gestão de aprovisionamentos tecnológicos; gestão de design para engenharia; gestão da qualidade nos produtos e nos processos; gestão de recursos humanos. Este tese terá o seu foco na gestão da investigação e desenvolvimento e nos processos que a suportam (projectos de IDI) e na área da vigilância. O caso de estudo a abordar vai ser o da Inova+, nomeadamente os projectos de IDI que estão a ser desenvolvidos pela empresa no âmbito do projecto i9Source. 1.2 - Objectivos Gerais Este projecto tem por objectivo desenvolver o mapa de processos detalhado da I9SOURCE com foco para os processos na área da vigilância, criatividade e gestão de IDI 1 e efectuar o levantamento de outros mapas utilizados. Após este levantamento pretende-se efectuar um quadro comparativo que permita comparar e adaptar os diferentes mapas a novas situações. Pretende-se ainda organizar os mapas num catálogo que permita dispor e consultar os vários mapas tendo em conta dois grandes níveis: o catálogo de processos, onde é utilizada uma taxionomia independente da aplicação) e o mapa de processos, onde os processos do catálogo podem ser agrupados em áreas de actividades diferentes em função da organização a que se destinam. Por fim, pretende-se especificar e construir uma metodologia de desenvolvimento para o 2 SGI . 1.3 - Objectivos Esperados Relativamente aos objectivos esperados no final da tese podem-se destacar os seguintes: Estado da arte sobre Gestão de IDI com elaboração de quadro de referência / taxonomia abrangendo metodologias, modelos ferramentas e catálogo de processos para que seja possível adaptar os diversos modelos levantados a várias organizações tendo em conta a sua estrutura; 1 IDI - Investigação, Desenvolvimento e Inovação. 2 SGI - Sistema de Gestão da Inovação. 10 Levantamento do mapa de processos Inova+; Elaboração do modelo do domínio da GI 3 (Inova+) na vertente dos processos, da informação e de colaboração; Análise dos casos de uso e especificação das interfaces do sistema de gestão de IDI; Implementação, utilização e avaliação do sistema desenvolvido; Sistematização das lições aprendidas na implementação de SGI. 1.4 - Plano de Trabalhos O plano de trabalhos referente à tese encontra-se dividido em duas partes, uma relativa ao primeiro semestre e associado à disciplina de PDI4 e outra relativa à dissertação que vai decorrer no segundo semestre. O plano de trabalhos relativo ao primeiro semestre é o seguinte: Elaboração do capítulo introdutório da tese que incluí o enquadramento, a motivação e a justificação do tema da tese bem como a elaboração do estado da arte sobre modelos e sistemas de gestão da inovação; Elaboração do catálogo preliminar dos processos e do quadro comparativo do modelo de referência I9Source (mapa de processos) com outros modelos de referência que permita relacionar as entidades dos vários modelos e configurar o mapa de processo de uma dada organização a partir do modelo de referência I9Source; Análise preliminar do domínio (mapa de processos da Inova+); Construção dos modelos detalhados de dois processos (Vigilância e Projectos IDI). Relativamente ao segundo semestre está previsto o seguinte plano de trabalhos: Análise do domínio detalhada (modelos dos processos); Catálogo de processos final; Especificação do sistema de gestão; Implementação do sistema de gestão. 3 GI – Gestão da Inovação. 4 PDI - Preparação para a Dissertação. 11 Capítulo 2 Estado da Arte Para elaborar o estado da arte referente aos temas abordados, nomeadamente a gestão de IDI, é necessário abordar um conjunto de tópicos capazes de cobrir todas as áreas abrangidas, nomeadamente: Modelos de referência descritivos e prescritivos capazes de modelar as áreas abrangidas durante a tese, tendo como referência o Manual do INESC, a norma portuguesa de Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação, o projecto I9Source, a análise feita por Kline e Rosenberg no artigo “An overview of innovation.”, entre outros. Mapas de processos de inovação tendo por base algumas das referências mencionadas no ponto anterior e o mapa de processos da Inova+; Modelos de representação que possam descrever os processos nomeadamente os modelos de Workflow, Swimlane e do tipo matriz; Ferramentas de suporte que permitam efectuar o levantamento dos processos (To Do List, Checklist, Workflow, entre outras). 2.1 - Termos e Definições Nesta secção serão abordados alguns termos e definições importantes no âmbito do tema da tese. 2.1.1 - Inovação e Tipos de Inovação O conceito de inovação baseia-se no princípio de criação de valor, a partir da identificação e exploração de oportunidades de mudança.[2] Pode definir-se Inovação como a implementação de uma nova ou significativamente melhora da solução para a empresa, novo produto, processo, método organizacional ou de marketing, com o objectivo de reforçar a sua posição competitiva, aumentar a performance, ou o conhecimento.[2] Segundo o Manual de OSLO, a inovação pode ser distinguida em quatro tipos: Inovação no Produto – introdução de novos produtos ou serviços ou introdução de melhorias significativas nos produtos ou serviços existentes; Inovação no Processo – introdução de novos processos ou reformulação dos processos existentes. Podem incluir a introdução de técnicas, equipamentos ou software; Inovação Organizacional – introdução de novos métodos organizacionais na prática do negócio, organização do trabalho e/ou relações externas; (melhorara a partilha de conhecimento e aprendizagem; introdução de sistemas de gestão para a gestão da produção ou de operações; conferir maior autonomia aos funcionários – pode ser efectuado través da descentralização e responsabilização dos funcionários) Inovação de Marketing – introdução de novos métodos de marketing que envolvam melhorias no design do produto, embalagem, preço, distribuição e promoção; apresentam um carácter mais inovador do que as acções comuns. As inovações de Marketing podem ser de quatro tipos: o Inovações de marketing do produto; o Novos métodos de marketing em distribuição; o Novos métodos de marketing em promoção de produtos; o Inovação de marketing do preço. 2.1.2 - Actividades de Inovação Todas as actividades de carácter tecnológico, científico e comercial, incluindo investimento em novo conhecimento, direccionado para a implementação de inovações. Estas actividades podem ser originalmente inovadoras ou contribuírem para a inovação de forma indirecta, podendo incluir actividades de I&D. 2.1.3 - Actividades de I&D Pode definir-se I&D, segundo o Manual de Frascati (OCDE, 2002) como todo o trabalho criativo, realizado de forma sistemática, com o objectivo de aumentar o conhecimento, incluindo o conhecimento do homem, cultura e sociedade, bem como o uso desse conhecimento para inventar novas aplicações. O critério básico para distinguir a I&D em qualquer área científica das outras actividades é: “...a presença de um apreciável elemento de novidade e a resolução de incertezas cientificas ou tecnológicas, i.e., quando a solução para um problema não é discernida por alguém familiarizado com o conhecimento e técnicas básicas, na área em que este se integra” (Manual de Frascati, OCDE, 2002: pág. 34: 84). Grande parte das actividades de I&D estão relacionadas com inovações de produtos ou de processos, apesar de também poderem ser associadas a actividades de marketing ou organizacionais. Estas actividades podem ser de 3 tipos: Investigação Fundamental – “Trabalhos experimentais ou teóricos, desenvolvidos com a finalidade de obtenção de novos conhecimentos científicos e técnicos sobre os fundamentos de fenómenos e factos observáveis, sem objectivo específico de aplicação prática ou utilização futura” (OCDE 2002:pág 77, 240). A investigação fundamental pode ser de 2 tipos: 13 o Pura - “...é desenvolvida com a expectativa de aumentar o conhecimento, sem ter em vista qualquer tipo de benefício económico ou social, e sem fazer qualquer tipo de esforço em aplicar esse conhecimento em problemas práticos, ou de transferir os resultados para sectores responsáveis pela sua aplicação” (OCDE, 2002, pág. 78, 243). o Orientada – “…é desenvolvida com a expectativa de produzir uma plataforma de conhecimento de base para uma solução específica reconhecida ou expectável, para a resolução de problemas actuais ou futuros” (OCDE, 2002, pág. 78, 243). Investigação Aplicada – “Trabalhos de investigação, originais, desenvolvidos com o objectivo de criar novo conhecimento, direccionado para uma aplicação ou um objectivo predeterminado.” (OCDE 2002, pág. 78, 244). Desenvolvimento Experimental – “Trabalho sistemático desenvolvido com utilização do conhecimento gerado no trabalho de investigação e na experiência, com o propósito de criar novos ou significativamente melhorados materiais, produtos ou dispositivos, para a instalação de novos processos, sistemas ou serviços, ou para melhorar substancialmente os já existentes.” (OCDE 2002, pág. 78, 245). Dependendo do envolvimento da empresa, as actividades de I&D podem ser de tipos: I&D Intramuros – se as actividades forem desenvolvidas no interior da organização; I&D Extramuros – quando as actividades de I&D são desenvolvidas por recurso a subcontratação a entidades exteriores à organização. 2.2 - Modelos de Referência Os modelos de referência apresentados neste tópico podem ser de dois tipos: prescritivos ou descritivos. Os modelos prescritivos têm como função apresentar possíveis soluções de modelação tendo em consta vários factores de análise, enquanto que os modelos descritivos têm como função apresentar uma descrição do modelo apresentado e os critérios em que se basearam. Os modelos prescritivos são utilizados para efectuar novas modelações enquanto que os descritivos servem para descrever aquilo que está feito. A apresentação destes modelos de referência será feita através do modelo da sua cadeira de valor. O modelo da cadeia de valor representa o conjunto de actividades desenhadas ou adoptados por uma organização necessárias para a realização de um determinado objectivo, desde a fase inicial até à fase de conclusão. Para além disto, o modelo da cadeia de valor indica a forma como as actividades se relacionam e interagem entre si. Neste caso, os modelos apresentados são relativos às actividades de IDI. De seguida serão apresentados quatro modelos distintos: Modelo da Cadeira de Valor das Actividades de IDI (INESC) – baseado no Manual de OSLO e Frascatti; Modelo i9Source / Inova+; Modelo da Cadeia de Valor – Kline & Rosenberg; Modelo de Referência da Norma Portuguesa. 14 2.2.1 - Manual do INESC O modelo da cadeia de valor do apresentado no Manual do INESC, que se encontra na Figura 1, constitui uma ferramenta de mapeamento das actividades de IDI numa perspectiva de criação de valor, a partir da implementação sistemática e sustentada dos métodos e processos de inovação em todas as áreas funcionais das empresas, qualquer que seja o tipo e dimensão da organização. Este modelo é o resultado da junção do Manual de Oslo (OCDE, 2005) e do Manual de Frascati (OCDE, 2002). Figura 1 – Modelo da Cadeia de Valor das Actividades de IDI – Manual do INESC. Inspirado na “Cadeia de Valor da Organização” de Porter (1985), o “Modelo da Cadeia de Valor das Actividades de IDI” descreve um conjunto de actividades, flexíveis, interdependentes e dinâmicas, que foram identificadas, de uma forma estruturada ou informal, na implementação empresarial do processo de Inovação. Este modelo agrupa o conjunto de actividades de IDI em 2 grandes grupos: Actividades de Suporte - Todas as actividades estratégicas e operacionais desenvolvidas de forma contínua por grupos formal ou informalmente constituídos, e que visam a prossecução dos objectivos estratégicos empresariais ou das suas unidades de negócio. Pertencem a este grupo as actividades de: o Gestão, Coordenação e Planeamento da Actividade Global de Inovação; o Gestão da Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; o Gestão do Conhecimento; o Gestão de Ideias e Avaliação de Oportunidades. Actividades de Projecto - Todas as actividades que se desenvolvem desde a concepção detalhada de um projecto de IDI até à sua implementação. Pertencem a este grupo as actividades de: o Formulação e Planeamento do Projecto; 15 o Criação de Conhecimento Tecnológico, Organizacional ou de Marketing; o Aquisição de Recursos: conhecimento, tecnologia, edifícios, terrenos; o Preparação para a Inovação; o Preparação para a Exploração. De seguida serão apresentados os Modelos de Organização das Actividades de Suporte (Figura 2) e das Actividades de Projecto (Figura 3). Figura 2 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Actividades de Suporte (INESC). As actividades de suporte anteriormente apresentadas no Modelo da Cadeia de Valor (Figura 1) estão divididas em diversas áreas tal como se pode ver na Figura 2, onde é apresentada a organização das actividades de suporte deste modelo. De seguida, vai-se descrever estas actividades e as suas áreas. No grupo relativo à Gestão, Coordenação e Planeamento da Actividade Global de IDI “consideram-se todas as actividades que enquadram e consolidam as actividades de inovação formulando um contexto estratégico, coordenado, dinamizando, apoiando e controlando directa ou indirectamente as actividades necessárias ao processo de inovação, num alinhamento com a estratégia de negócio da organização.” Dentro deste grupo enquadram-se as seguintes áreas: Política – definição do contexto estratégico das actividades de IDI em função da visão e missão da organização; Cultura – desenvolvimento de atributos organizacionais, culturais e de processo; Gestão de Recursos e Portefólio – gestão das actividades tendo em conta o enquadramento estratégico; 16 Planeamento, Gestão e Controlo – implementação de práticas de planeamento e controlo das actividades de IDI de forma eficiente tendo em conta a avaliação dos resultados ao longo da cadeia de valor do processo de inovação; A Gestão da Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia inclui as actividades que definem uma correcta avaliação e protecção dos resultados dos projectos de inovação e que garantem a maximização do seu valor tendo em conta a defesa da posição competitiva da empresa. Este grupo é constituído pelas seguintes áreas: A Gestão da Propriedade Intelectual - Garantir a correcta protecção dos resultados e conhecimento gerado ao longo do ciclo de desenvolvimento dos projectos. A Transferência de Conhecimento e Tecnologia - Garantir a maximização do retorno do investimento através da definição de uma estratégia de valorização de resultados e conhecimento. As actividades de Gestão do Conhecimento envolvem “um conjunto de actividades relacionadas com a política, estratégia e liderança, e com a captação, gestão, análise, armazenamento, disseminação e utilização do conhecimento”. Estas actividades têm como objectivo desenvolver na organização uma cultura de gestão do conhecimento, garantindo a sua captação ao nível interno e externo em termos individuais e organizacionais, bem como analisar, codificar e disseminar esse conhecimento e fomentar a sua utilização por todos os colaboradores, departamento e unidades de negócio. O conhecimento, tal como é apresentado no esquema da Figura 2 indica três níveis de conhecimento (Interno, Transaccional e Contextual) que abrangem diferentes áreas. Relativamente às actividades de Gestão das Ideias e Avaliação das Oportunidades “visam introduzir práticas de criatividade nas empresas transformando ideias em oportunidades com potencial de valorização. Desta forma agrupa actividades relacionadas com a geração, recolha, manutenção, desenvolvimento, avaliação e selecção de conceitos e de ideias inovadoras.” Terminada a descrição e apresentação das Actividades de Suporte, vai descrever as Actividades de Projecto, onde a sua organização se encontra na Figura 3. 17 Figura 3 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Actividades de Projecto (INESC). Passando agora para a análise dos diversos grupos de actividades que compõem o projecto e começando pelo Planeamento e Preparação do Projecto, tem-se que “este conjunto de actividades tem como objectivo detalhar e planear a implementação de projectos de Inovação. Nesta fase são incorporadas metodologias de gestão e planeamento de projectos, bem como metodologias de avaliação e acompanhamento de resultados.” Dentro deste grupo “incluem-se actividades de: desenvolvimento do conceito, avaliação científica e de mercado, desenvolvimento de metodologias de abordagem, desenvolvimento de um plano de implementação operacional, planeamento de recursos e identificação de pontos de avaliação de resultados intermédios e pontos de tomada de decisão.” “O resultado deste conjunto de actividades é um documento que formaliza o projecto. Tendo em conta a natureza dos projectos de IDI o documento deve:” Definir o problema e as metas a atingir; Identificar a proposta de valor; Definir as grandes opções científicas e tecnológicas; Identificar o grau de novidade e originalidade e incerteza científica; Definir a metodologia de abordagem; Identificar os resultados com potencial de protecção de propriedade Intelectual; Identificar riscos; Identificar os recursos necessários (orçamento, matérias primas, recursos humanos, etc.); Identificar as equipas de desenvolvimento (internas e externas); Apresentar um planeamento pormenorizado; Apresentar uma calendarização com identificação clara dos principais millstones; Identificar metodologia de avaliação e tomada de decisão; Identificação de parceiros e documentos de negociação; Identificação e justificação das actividades de I&D e atribuição de recursos. 18 Passando agora para a área relativa à Criação de Conhecimento, onde se incluem as actividades de I&D e que segundo o Manual OSLO (OCDE, 2005: 91-92) estas constituem uma parte importante das actividades de Inovação. O principal objecto desta actividade passa por aumentar o conhecimento em qualquer área do domínio científico (tecnológico, ciências sociais e humanas, etc.). As actividades de I&D, segundo o Manual de Frascatti (OCDE, 2002), podem ser divididas em 3 tipos distintos: Investigação Fundamental; Investigação Aplicada; Desenvolvimento Experimental. Estes conceitos já foram apresentados na secção Termos e Definições. Nas actividades de Aquisição de Recursos “incluem-se as actividades associadas à aquisição de recursos materiais e imateriais, conhecimento, tecnologia ou infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento das actividades de IDI”. O principal objectivo passa pela aquisição de tecnologia e conhecimento ao exterior e de infra-estruturas e outros meios necessários ao desenvolvimento das actividades de IDI. Dependendo da natureza da aquisição pode-se distinguir entre: Aquisição de recursos imateriais não incorporados no capital, entendido como: o Aquisição de conhecimento sob a forma de patentes, invenções não patenteadas, licenças, relatórios de know-how, marcas, que não entram directamente nas actividades de I&D. o Aquisição de serviços científicos ou tecnológicos e outros, necessários às inovações de produto ou processo Aquisição de recursos materiais incorporados no capital, entendido como: a aquisição de maquinaria, bens de equipamento, terrenos, edifícios, software e documentação, bases de dados para utilizar por mais de um ano. Relativamente às actividades de Preparação para a Inovação “incluem-se as actividades totalmente ou parcialmente excluídas da classificação de actividades de I&D, necessárias ao desenvolvimento das inovações, quer sejam inovações de produto, processo, organizacional ou de marketing.” Segundo o Manual de OSLO pode-se fazer uma distinção entre: Actividades parcialmente excluídas das actividades de I&D – “Incluem as fases finais das actividades de desenvolvimento de produtos novos para a empresa e não para o mercado (OCDE, 2005, pág. 94:331). Incluem-se ainda actividades parcialmente excluídas das actividades de I&D, (tais como desenho industrial, actividades de engenharia, primeiras produções) por perderem o seu carácter científico e original.” Actividades excluídas da classificação de I&D – “Incluem-se todas as actividades necessárias ao processo de inovação mas que não contribuem para a resolução de um problema científico ou tecnológico ou não têm carácter original e por isso não podem ser consideradas actividades de I&D (OCDE, 2005, pág. 94: 332).” Actividades de Preparação para Inovação de Marketing – “Incluem-se todas as actividades relacionadas com o desenvolvimento e implementação de novos 19 processos de marketing nunca antes usados pelas empresas (OCDE, 2005, pág. 95: 340) e excluídas das actividades de I&D.” Actividades de Preparação para Inovação Organizacional – “Incluem-se as actividades de desenvolvimento e planeamento de novos métodos organizacionais e todo o trabalho envolvido na sua implementação. Nesta categoria inclui-se a aquisição de equipamentos, serviços e formação necessários à implementação das inovações (OCDE, 2005, pág. 96: 342)”. Por fim, tem-se a actividade de Preparação para a Exploração que tem como objectivo a implementação das Inovações. “O processo de Inovação só se completa quando é efectivamente implementada quer no interior da organização, no caso das inovações organizacionais e de processo, quer no mercado, inovações de produto, serviço ou de marketing. Incluem-se neste grupo, as actividades necessárias ao lançamento das inovações no seu processo de exploração, interna ou externa.” 2.2.2 - Modelo I9SOURCE / INOVA+ O modelo da cadeia de valor apresentado na Figura 4 representa o modelo utilizado na i9Source e INOVA+. Figura 4 – Modelo da Cadeia de Valor das Actividades de IDI – i9Source / Inova+. Através da análise da modelo da cadeia de valor, é importante ressalvar o facto dos processos de suporte, ou seja, a Gestão Global de IDI, ser preponderante para o correcto funcionamento do modelo, já este processo interage com todos os restantes processos, nomeadamente na avaliação dos resultados obtidos e no planeamento das actividades de IDI. Outro aspecto importante a reter do modelo apresentado é o facto de todas as actividades apresentadas estarem intimamente ligadas à base de conhecimento quer como “produtores” de conhecimento, como “consumidores” de conhecimento ou como ambos. 20 O modelo adoptado agrupa as actividades de IDI em 3 grandes grupo: Processos de Gestão de IDI – inclui as actividades relacionadas com o conhecimento, a sua gestão e valorização; Pertencem a este grupo as actividades de: o Vigilância; o Gestão do Conhecimento; o Gestão de Ideias, Oportunidades e Desafios; o Desenvolvimento Organizacional; o Valorização de Resultados. Processos da Cadeia de Valor – actividades relacionadas com a produção de conhecimento, nomeadamente através de projectos; Pertencem a este grupo as actividades de: o Desenvolvimento de Candidaturas; o Desenvolvimento de Projectos. Processos de Suporte – responsáveis pela interligação e gestão global das actividades de IDI. Este grupo é constituído pela: o Gestão Global de IDI. De seguida serão apresentados os Modelos de Organização dos Processos de Gestão de IDI (Figura 5), dos Processos da Cadeia de Valor (Figura 6) e dos Processos de Suporte (Figura 7). PROCESSOS DE GESTÃO DE IDI 21 Figura 5 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos de Gestão de IDI (i9Source / Inova+). Passando agora para a análise de cada um dos grupos e começando com a área da vigilância, que engloba as actividades de prospecção de mercado e tem como principal objectivo capturar conhecimento externo relevante para as actividades de IDI da organização. As actividades de vigilância podem ser de 2 tipos: Formal – susceptíveis de serem planeadas e controladas com planeamento definido. Informal – não apresenta um planeamento definido e é efectuada através do contacto com clientes, parceiros, entre outros. O conhecimento proveniente das actividades de vigilância pode ser formalizado ou não, permanecendo como conhecimento tácito. O âmbito das actividades de vigilância pode ser vasto, destacando-se a vigilância de tecnologias, mercados, programas de financiamento, entre outros. A Gestão do Conhecimento, tal como o nome indica, está encarregue da gestão dos diversos tipos de informação relacionada com diversas áreas, entre as quais se destacam: Colaboradores e Parceiros; Políticas e Procedimentos; Programas de Financiamento; Negócio: Clientes e Mercados; Produtos e Tecnologias; Projectos; 22 Relativamente à Gestão de Ideias, Oportunidades e Desafios esta tem como principal função tratar, gerir e avaliar a informação proveniente das diversas áreas, quer seja uma: Ideia – tipicamente consiste na solução para um problema que pode ser proposta por qualquer colaborador; lógica bottom-up; Desafio – corresponde a um problema complexo ou a um objectivo ambicioso que a empresa enfrenta ou quer alcançar; é especificado qual o resultado a atingir ou qual o problema a resolver; o objectivo passa por encontrar uma solução +ara resolver o problema ou alancar o objectivo; lógica top-down; Oportunidade – quando existe um recuso disponível que pode ser aproveitado, mas não se sabe como; pode seguir uma lógica bottom-up ou top-down; Estas três áreas passam por diversos pontos em comuns ao logo do seu processamento, nomeadamente ao nível do processo de maturação, avaliação e decisão e até podem ser complementares, daí o interesse da sua junção. O Desenvolvimento Organizacional está relacionado com as mais-valias associadas aos recursos da organização e ao seu desenvolvimento, nomeadamente: Formação e Contratação de colaboradores; Melhoria e Inovação organizacional; Aquisição de Bens e Serviços; Parecerias com fornecedores e outras organizações. Por fim, tem-se a Valorização de Resultados que resulta da „soma‟ de todas as outras actividades e que pode ser de dois níveis: Produtos e Serviços – resultantes de inovações ou melhorias na proposta de valor da organização; Propriedade Industrial – resulta do conhecimento gerado ou adquirido através das diversas actividades da empresa e que constitui uma mais-valia para a organização. PROCESSOS DA CADEIRA DE VALOR Figura 6 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos da Cadeia de Valor (i9Source / Inova+). Os processos da Cadeia de Valor caracterizam-se por utilizar e interagir com todas as outras áreas, nomeadamente ao nível do conhecimento. O processo de Desenvolvimento de Candidaturas é responsável por elaborar uma candidatura para um projecto que posteriormente será aprovada ou não. Relativamente ao Desenvolvimento de Projectos, este processo, tal como o nome indica, é responsável pelo execução dos projectos aprovados. PROCESSOS DE SUPORTE 23 Figura 7 - Modelo da Cadeia de valor das Actividades de IDI – Processos de Suporte (i9Source / Inova+). A gestão Global de IDI tem como principal missão o planeamento e a coordenação de todas a actividades relacionadas com o IDI e a avaliação dos resultados obtidos. 2.2.3 - Modelo da Cadeia de Valor – Kline & Rosenberg Este Modelo surge como alternativa ao modelo linear, que foi muito criticado por Kline e Rosenberg, dado que eles consideram que “A inovação não é pacífica nem linear e não apresenta um comportamento regular” e constitui uma importante influência na modelização e compreensão dos diversos tipos e padrões de inovação contínua. Figura 8 – Modelo da Cadeia de Valor que mostra os caminhos de fluxo da informação e cooperação. Legenda: Símbolos de setas: C = centro-cadeia de inovação; f = ciclos de feedback; F = feedback particularmente importante. K-R. Ligações através do conhecimento de caminhos de pesquisa e de regresso. Se o problema for resolvido no nó K, o link 3 para R fica desactivado. O retorno de pesquisa (link 4) é problemático, pois linha tracejada. D: Link directo de e para a pesquisa a partir de problemas nas invenções e no design I: O apoio à investigação científica por instrumentos, máquinas, ferramentas e procedimentos de tecnologia. 24 S: O apoio à investigação na área das ciências de base do produto para obter informações directamente e através da monitorização do trabalho externo. As informações obtidas podem ser aplicadas em qualquer lugar ao longo da cadeia. O primeiro caminho dos processos de inovação é o chamado centro da cadeia de inovação que é representado pelas setas C na Figura 8. O caminho começa com a concepção e continua através do desenvolvimento e da produção até ao marketing. O segundo caminho é um caminho de feedback que é representado pelas setas f e F. Este caminho é importante por fornece indicações fundamentais para o sucesso do produto ou serviço. Necessidades dos utilizadores, evolução do mercado, aceitação do produto ou pequenas alterações ao produto ou serviço são alguns exemplos. O feedback obtido faz parte das diversas fases de evolução do produto ou serviço. As necessidades do mercado só serão satisfeitas se for possível encontrar uma solução técnica que resolva o problema e uma melhoria de performance só será percebida se esta for perceptível junto dos utilizadores. Outra questão importante está relacionada com o facto da inovação não ser instantânea, isto é, necessita de um determinado período de tempo para ser desenvolvida o que pode fazer com que uma inovação que foi idealizada para um mercado com determinadas características chegar tarde e encontrar um mercado de características diferentes, podendo levar ao seu fracasso. A inovação, muitas vezes, é impossível sem o conhecimento acumulado da ciência e o trabalho de desenvolvimento explícito indica, frequentemente, a necessidade de investigação. Desta forma, o encadeamento da ciência para a inovação é preponderante não só para a descoberta de inovações, mas também no desenrolar de todo o processo de desenvolvimento. Esta ligação é demonstrada pelas setas “D” e pelas ligações “KR” e que são responsáveis pelo nome atribuído a este modelo (Figura 8). 2.3 - Mapas de Processos de Inovação (catálogo) Neste tópico será abordado o catálogo do mapa de processos de inovação. O modelo de referência e que serviu de partida para a organização das actividades de IDI está representado na Tabela 1. Nesta tabela estão descritos quatro níveis, apesar do foco deste trabalho incidir sobre o modelo de Inovação e o modelo Conceptual. Nível Negócio Inovação Conceptual Implementação visão global sobre todos os Valor Estrutura A proposta de valor é uma produtos e / ou serviços Estratégia de que uma organização Inovação. oferece ao cliente que têm valor para ele. 25 - - Objectivo Os clientes alvo representam o segmento de clientes para quem se destina a proposta de Configuração Interface Canal valor. O alvo da Inovação é a área em que a organização quer proporcionar valor - ao cliente através da inovação O canal de Distribuição é o Representa o foco Produtos, canal através do qual a da inovação, isto é, processos, organização comunica e a forma como se Organização e chega aos seus clientes. chega à inovação. Marketing Relação que descreve o tipo de ligação existente entre a organização e o cliente. A configuração descreve a organização das actividades e os recursos necessários para criar valor para o cliente. - Aplicação Padrão de inovação, ou seja, a forma como a - - inovação é efectuada. Actividades de inovação realizadas pela organização e Processos Processos Executáveis pela sua estrutura. Capacidade A capacidade é a possibilidade de executar Actores envolvidos um conjunto de nas actividades e actividades repetitivas que permitem a necessárias para criar valor sua realização. Actores Utilizadores Interacções Comunicação nos diversos Meios de Indicadores de processos da Produção Performance Melhores práticas Melhores Melhores de vendas. práticas práticas para o cliente. Interacções Parecerias entre organizações de forma a que ambas tirem partido dessa cooperação e consigam criar uma proposta de valor para o cliente. (estrutura e comunicações) que definem a forma como a empresa promove as suas actividades a nível interno e com os seus parceiros externos. Custo A estrutura de custos é a representação em dinheiro de todos os meios utilizados na representação do negócio. Medidas de eficácia organização. A estrutura de vendas Vendas Estrutura Acordo de cooperação reflecte a forma como a empresa ganha dinheiro através de um conjunto de receitas. 26 Conhecimento Conhecimento. Conhecimento Conhecimento Conhecimento Tabela 1 – Modelos de Referência ao Nível do Negócio, da Inovação, Conceptual e de Implementação. De seguida são descritos os dois modelos abordados (Tabela 2 eTabela 9) bem como as suas áreas. 27 Modelo de Inovação Estrutura Objectivo Designação Áreas Objectivo da Inovação Produto Canal Processo Foco da Inovação Organizacional Inovação de Marketing / Mercado Investigação Fundamental Básica o Pura o Orientada Investigação Aplicada Desenvolvimento Experimental Interface Padrão de Inovação STI (Science, Technology and Innovation) DUI (Doing, Using and Interacting) Adopção Geração Radical Incremental Transferência de Tecnologia o Vertical o Horizontal Configuração Actividades Gestão do Conhecimento Gestão de Ideias Desafio Avaliação de Oportunidades Equipas Autónomas Equipa Heterogénea Capacidade Mecanismos de Coordenação Actores Técnicos Especialistas Tarefas Individuais Especialização Individual Género Aberta Parecerias Fechada Interacções (estrutura e Estrutura Formal comunicações) Estrutura Informal Projectos orgânicos Projectos Funcionais Custo Medidas de Eficácia - Vendas Melhores Práticas - 28 Experimental Competências Técnicas Know-who Know-how Know-why Conhecimento Conhecimento Know-what Tácito Local Científico Global Explícito Tabela 2 – Modelo de Inovação – Estrutura, Descrição e Áreas. Descrição das diversas áreas de do Modelo de Inovação. Foco da Inovação Área Descrição Introdução de novos produtos ou serviços ou introdução de melhorias Produto significativas nos produtos ou serviços existentes. Introdução de novos processos ou reformulação dos processos Processo existentes. Podem incluir a introdução de técnicas, equipamentos ou software. Introdução de novos métodos organizacionais na prática do negócio, organização do trabalho e/ou relações externas; (melhorara a partilha Organizacional de conhecimento e aprendizagem; introdução de sistemas de gestão para a gestão da produção ou de operações; conferir maior autonomia aos funcionários – pode ser efectuado través da descentralização e responsabilização dos funcionários). Inovação de Marketing / Mercado Introdução de novos métodos de marketing que envolvam melhorias no design do produto, embalagem, preço, distribuição e promoção; apresentam um carácter mais inovador do que as acções comuns. Possibilitar a expansão a novos mercados ou clientes. Tabela 3 - Foco na Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. Padrão de Inovação Área Descrição Trabalhos Investigação Fundamental Básica experimentais ou teóricos, desenvolvidos com a finalidade de obtenção de novos conhecimentos científicos e técnicos sobre os fundamentos de fenómenos e factos observáveis, sem objectivo específico de aplicação prática ou utilização futura” (OCDE 2002:pág 77, 240). “...é desenvolvida com a expectativa de aumentar o conhecimento, sem ter em vista qualquer tipo de benefício económico ou social, e Pura sem fazer qualquer tipo de esforço em aplicar esse conhecimento em problemas práticos, ou de transferir os resultados para sectores responsáveis pela sua aplicação” (OCDE, 2002, pág. 78, 243). 29 “…é desenvolvida com a expectativa de produzir uma plataforma de Orientada conhecimento de base para uma solução específica reconhecida ou expectável, para a resolução de problemas actuais ou futuros” (OCDE, 2002, pág. 78, 243). “Trabalhos de investigação, originais, desenvolvidos com o Investigação objectivo de criar novo conhecimento, direccionado para uma Aplicada aplicação ou um objectivo predeterminado.” (OCDE 2002, pág. 78, 244). “Trabalho sistemático desenvolvido com utilização do conhecimento gerado no trabalho de investigação e na experiência, com o Desenvolvimento propósito de criar novos ou significativamente melhorados Experimental materiais, produtos ou dispositivos, para a instalação de novos processos, sistemas ou serviços, ou para melhorar substancialmente os já existentes.” (OCDE 2002, pág. 78, 245). STI (Science, Technology and Innovation) Baseada na produção e no uso da ciência codificada e do conhecimento técnico; DUI (Doing, Using Baseada na experiência e no conhecimento de aprendizagem and Interacting) resultante do fazer, usar e interagir com o produto. Maior importância na capacidade para seleccionar e assimilar as Adopção inovações realizadas por outros. Capacidade de absorver inovações à entrada. É mais planeada e caracteriza-se pela selecção, refinamento, escolha, filtragem e execução. Depende do conhecimento tecnológico e dos recursos de mercados Geração para desenvolver e comercializar as inovações. Capacidade de gerar inovações à saída. É mais emergente e pode ser caracterizado pela variação, pesquisa, experimentação e descoberta. “Criação de novas tecnologias, produtos ou serviços que possam Radical influenciar drasticamente a competitividade da empresa, tornando as tecnologias existentes, produtos ou serviços obsoletos ou não competitivos.” [6] Melhoramento de produtos ou serviços já existentes, introduzindo Incremental novas funcionalidades ou capacidades, de forma a que estes se tornem mais competitivos. Tabela 4 - Padrão de Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. Configuração das Actividades Área Descrição “A transferência de tecnologia pode ser entendida como o processo de transferência de propriedade intelectual (patentes, copyrights, know- Transferência how, etc) desde o laboratório até ao mercado. Este é um processo que de Tecnologia abrange todo o ciclo de vida de um produto, desde a ideia inicial até ao marketing e venda do produto.” Pode também ser a transferência de tecnologia entre organizações.”[41] 30 “Processo de transferir actividades de I&D para um ambiente comercial. Este é um processo que envolve frequentemente a gestão de direitos de Vertical propriedade intelectual e pode também necessitar da obtenção de fundos e know-how para traduzir a pesquisa que é feita em produtos acabados.”[41] “Processo de obter uma dada tecnologia que existe num dado mercado e transferi-la para outro mercado, normalmente menos desenvolvido. Isto pode ser exemplificado pela transferência de produtos com algum tipo de propriedade intelectual para mercados de exportação. Horizontal Normalmente a entidade que faz a transferência tem alguma experiência de utilização e venda da tecnologia no seu ambiente de mercado sendo que a translação para um mercado diferente pode necessitar de algum desenvolvimento ou actualização do produto/processo.”[41] “A gestão do conhecimento pode ser definida como a abordagem facilitadora e sistemática para aumentar o valor e a acessibilidade ao Gestão do Conhecimento "capital do conhecimento" da organização, tendo em vista qualificar melhor os actores sociais, induzir e disseminar a inovação e assegurar o desenvolvimento das organizações.” [24] A gestão de ideias consiste na recolha e registo das ideias propostas Gestão de Ideias pelos colaboradores, sendo depois submetidas a um processo de maturação e a uma análise e decisão para possível aproveitamento. Problema complexo colocado ou objectivo que a organização pretende Desafio atingir e que é colocado aos seus colaboradores. A avaliação de oportunidades consiste na potencialização de uma Avaliação de oportunidade que tenha surgido e possa constituir uma mais-valia para a Oportunidades organização. Tal como a gestão de ideias, também é submetido a um processo de maturação, avaliação e decisão. Tabela 5 – Configuração das Actividades de Inovação – Estrutura, Designação e Áreas. Actores Área Descrição Equipas Autónomas A forma como as equipas de trabalho se organizam ou Equipa Heterogénea Mecanismos de Coordenação Técnicos Especialistas Tarefas Individuais como são constituídas, bem como os mecanismos de coordenação e as capacidades técnicas têm influência na forma como as actividades de IDI são conduzidas, assim como influenciado o seu desfecho. Especialização Individual Tabela 6 – Actores (Inovação) - Estrutura, Designação e Áreas. Interacções – Estrutura e Comunicação Área Descrição Género A estrutura e a comunicação interna e externa das organizações bem Aberta como o relacionamento que estas apresentam, quer com os seus Fechada concorrentes quer com os seus colaboradores, têm uma influência 31 Estrutura Formal importante no sucesso das actividades de IDI, nomeadamente ao Estrutura Informal nível do fluxo de conhecimento que pode ser uma mais-valia para o Projectos sucesso das actividades de IDI. Escolher a estrutura que mais se Orgânicos adequa à organização ou ao projecto é determinante para sucesso Projectos destas actividades. Funcionais Tabela 7 – Interacções – Estrutura e Comunicação (Inovação) - Estrutura, Designação e Áreas. Conhecimento (Inovação) Área Descrição Experimental Conhecimento resultante das experiências efectuadas. Competências Conhecimentos teóricos resultantes da formação e do conhecimento Técnicas técnico de cada indivíduo. Conhecimento resultante da troca de experiências com outras pessoas da Know-who mesma área ou não, adquirido através de formação, conferências, relacionamento no dia-a-dia com clientes ou amigos. Saber como fazer. Conhecimento que caracteriza um trabalhador Know-how qualificado e artesanal e que distingue a taxa do primeiro ao gestor da média e cientista. É adquirido numa relação mestre / aprendiz ou professor / aluno. Saber o porquê das coisas. Conhecimento que é capaz de justificar o Know-why porquê das coisas serem feitas de determinada forma. Pode ser adquirido através da consulta do conhecimento existente ou da investigação. Saber o quê. É importante para trabalhar com base no conhecimento e Know-what na aprendizagem. Tal como o Know-why pode ser obtido através da consulta do conhecimento ou da investigação. Conhecimento que não está formalizado e que resulta da experiência ou Tácito da sabedoria adquirida pelos indivíduos ao longo da vida. É difícil de explicar ou de formalizar porque é inerente às capacidades de um indivíduo. Conhecimento que é ou que está restrito a uma determinada área, Local departamento, organização ou conjunto de pessoas. É uma forma de conhecimento táctico mais abrangente. Conhecimento resultante de uma investigação científica e que baseia a Científico sua fundamentação em factos. O conhecimento científico é: claro, preciso, comunicável, sistemático, preditivo e verificável. Global Conhecimento que está acessível ou disseminado para todos. Conhecimento de livre acesso e em grande escala. Conhecimento formalizado e que se encontra disponível para ser consultado. Pode ser armazenado de diversas formas (base dados, artigos Explícito científicos, documentos internos, manuais) e pode resultar da formalização de conhecimento tácito, de actividades de investigação e/ou vigilância. Tabela 8 – Conhecimento (Inovação) – Estrutura, Designação e Áreas. 32 Descrição do Modelo Conceptual Modelo Conceptual Estrutura Objectivo Canal Designação Áreas - - Produtos, Processos, Organização e Marketing - Interface Ad hoc Decisões Autónomas Processos Flexíveis Configuração Processos Processos Estruturados Formalização Mecanismos de Coordenação Padronização Trabalhadores Capacidade Consultores Actores Clientes Fornecedores Estrutura / Hierarquia Organizacional Equipas Funcionais / Orgânicas Relações Externas Parecerias o Abertas Interacções o Fechadas o Horizontal o Funcional o Formal o Ad hoc Custo Meios de Produção - Vendas Melhores Práticas Pessoas Clientes Conhecimento Áreas do Conhecimento Fornecedores Tecnologias Projectos Tabela 9 - Modelo Conceptual – Estrutura, Designação e Áreas. 33 2.4 - Modelos de Representação 2.4.1 - Workflow O workflow pode ser definido como a automação de um processo, no seu todo ou em parte, durante o qual documentos, informações ou tarefas são passadas de um actor para outro de acordo com um conjunto de normas processuais definidas previamente. A automação do processo identifica as diversas actividades dos processos, normas processuais e controlos associados aos dados utilizados para gerar um fluxo de trabalho durante os processos de promulgação. Os sistemas de workflow funcionam como um veículo de implementação para processos complexos de negócios recorrentes. Apesar deste ser o seu principal objectivo, existe uma variedade de características dos diversos tipos de workflow que resultam em variações significativas na capacidade de ferramentas distintas para representar e implementar a multiplicidade de exigências que possam surgir nos processos de negócios. Muitos destes requisitos surgem durante a actividade de análise de requisitos para sistemas de workflow. A abstracção dessas exigências pode servir como para identificar os principais componentes de linguagens de workflow. Em muitos casos, os sistemas de workflow servem como tecnologia suporte e apoio de processos de negócios críticos. Estes sistemas permitem agilizar os processos, mapeando as principais actividades, pontos de decisão e directrizes de distribuição de trabalho e, em seguida, automatizar grande parte da sobrecarga que, muitas vezes é associado à gestão de diversas actividades que fazem parte de um processo de negócio. Neste trabalho, o tipo workflow utilizado é mais administrativo, que envolve actividades estruturadas, regras de coordenação e de execução de tarefas. Na Figura 9 é apresentado um diagrama de referência de um modelo de workflow. Figura 9- Diagrama de Referência de um Modelo de Workflow. 2.4.2 - Swimlane O Swimlane é um modelo de representação gráfica, tipo fluxograma, que permite distinguir de visualmente e de forma simples quais as actividades que cada interveniente tem nas diversas actividades existente num processo. Nesta representação, cada actor do 34 processo é representando por uma pista (“lane”) que podem ser organizadas verticalmente ou horizontalmente. Uma das principais dificuldades dos modelos de Swimlane passa pela definição do seu nível de detalhe, nomeadamente em processos complexos. A construção de modelos detalhados pode tornar o diagrama demasiado complexo e confuso, enquanto que a representação das actividades essenciais pode ser demasiado simplificada, correndo o risco de omitir aspectos importantes ou ser alvo de várias interpretações. Para resolver este problema, podem-se considerar 2 tipos de soluções com mais ou menos nível de detalhe: Modelo Hands-off – coloca ênfase nos actores envolvidos e na transferência de responsabilidades entre eles; Cada intervenção no processo de um actor, por mais complexa que seja, é representada apenas por uma única tarefa que poderá ser detalhada num diagrama de Fluxo ou de Tarefas; Modelo Detalhado de Fluxo – ênfase na representação de do fluxo do trabalho e na compreensão das actividades chave que determinam o desempenho do processo; Detalha as actividades apresentadas no modelo Hands-off. No entanto, estes modelos apresentam algumas limitações, nomeadamente quando na mesma actividade participam vários actores, tornando a sua representação menos intuitiva. Nestes casos é aconselhada a utilização de modelos tipo matriz. Figura 10 - Exemplo de Swimlane de Modelo Hands-off do processo produzir encomenda de cliente. 35 Figura 11 – Exemplo de Swimlane de Modelo de Fluxo Detalhado do processo de candidaturas ao ensino superior. 2.4.3 - Fluxograma O Fluxograma é uma linguagem gráfica que permite descrever um processo e seguir o fluxo de informação ou das actividades a serem realizadas no mesmo. Este tipo de diagramas são úteis quando existem situações que envolvem condições do tipo „se condição, então acção; se não, acção alternativa;‟ ou quando os processos não apresentam uma evolução linear. A principal vantagem destes diagramas reside no facto de permitirem uma maior liberdade na disposição gráfica dos vários elementos e actividades dos processos e facilitar a representação de processos não lineares. Relativamente às desvantagens, estas passam pelo facto de não ser tão intuitivo quem executa o quê como no swimlane. Para contrariar esta situação, podem ser utilizadas cores que relacionem as actividades com os actores. Por vezes torna-se difícil seguir o fluxo do processo, principalmente quando o fluxograma é demasiado complexo e apresenta muitas condições. De seguida será apresentada um exemplo de um fluxograma. 36 Figura 12 – Exemplo de modelação de um processo utilizando um Fluxograma. 2.4.4 - Modelo Tipo Matriz Os modelos de tipo Matriz são utilizados na modelação de processos para representar e analisar as relações entre as actividades e as entidades num processo de negócio ou num sistema de informação. Estes modelos permitem definir vários níveis de participação nas actividades e assinalar a participação de vários actores. A sua utilização é adequada para processos em que a sequência de actividades é linear e onde participam vários actores na mesma actividade. A construção do modelo é efectuada através da colocação das actividades de forma ordenada num dos eixos da matriz (normalmente no eixo horizontal) e da distribuição dos actores intervenientes no processo pelo outro eixo (normalmente no eixo vertical). Na interacção entre as linhas e as colunas é representado o nível de responsabilidade de cada actor na actividade. Os níveis de podem ser de 4 tipos: Responsável: colaborador que responde pela obtenção dos resultados pretendidos; Executante: colaborador ou grupo que vai executar a tarefa; Informado: colaborador ou grupo que é mantido informado do avanço e dos resultados do processo; Consultor: colaborador ou grupo a quem é pedido parecer relativamente a aspectos específicos do processo. As desvantagens deste modelo residem no facto de não ser possível representar processos onde a sequência de actividades não é linear ou são demasiado complexas. 37 Figura 13 – Exemplo Modelo Tipo Matriz de um processo de desenvolvimento de software com 2 níveis de responsabilidade. 2.4.5 - BPMN O BPMN (Business Process Modeling Notation) é uma linguagem gráfica de modelação que descreve as etapas e o fluxo de um processo de negócio. A sua notação foi desenvolvida para coordenar a sequência de processos e a informação que flui entre os diversos intervenientes do processo num determinado conjunto de actividades. O principal objectivo do BPMN é fornecer uma notação que seja facilmente compreensível por todos os intervenientes no negócio, desde os analistas de negócio que criam os rascunhos iniciais dos processos, pelos técnicos responsáveis pela implementação da tecnologia que irá executar os processos e pelas pessoas responsáveis por gerir e monitorizar esses processos. Assim, a BPMN cria uma ponte de padronização entre o desenho e desenvolvimento de processos de negócios e a sua implementação. Serve ainda como linguagem padrão no mundo dos negócios, onde os fornecedores e prestadores de serviços precisem de comunicar de uma forma padrão quando se referem a modelos de processos de negócio. Na Figura 14 é apresentado um exemplo de modelação de um processo utilizando BPMN. 38 Figura 14 – Exemplo de modelação de um processo utilizando BPMN. A representação e simbologia passível de ser utilizada nesta linguagem de modelação pode ser consultada na norma disponível no site da Object Management Group ou descarregada através desta hiperligação. 2.5 - Ferramentas de Suporte 2.5.1 - TO DO List A TO DO List é uma lista de tarefas bem definidas a realizar para concentrar esforços colaborativos com o intuito de melhorar a eficiência dos processos. A TO DO List indica a data de início e fim de cada actividade, a prioridade e quais os responsáveis pela execução da tarefa. Figura 15 – Exemplo de uma TO DO List com classificação de prioridade, data prevista de conclusão, data de conclusão e tempo de execução da tarefa. [16] 39 2.5.2 - Checklist A Checklist ou lista de verificação é uma ferramenta informativa e de verificação de trabalho utilizada para reduzis as falhas. A sua utilização permite compensar faltas de atenção ou memória por parte de quem está a executar a tarefa, evitando que esta seja feita de forma diferente do que foi definido previamente. O seu principal objectivo passa por garantir coerência e perfeição na execução das tarefas através de uma lista de procedimentos ou indicações a cumprir. Figura 16 – Exemplo de uma Checklist para elaborar checklists. [26] 40 Capítulo 3 Conclusão Este trabalho surge no contexto da importância da modelação dos processos de Inovação e no sistema de gestão de IDI. A modelação de processos de IDI é importante para o sucesso das empresas nesta área e pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso destas actividades, que são fundamentais para sustentar a competitividade das empresas. Iniciou-se este trabalho através do levantamento dos modelos de referência das actividades de IDI existentes e da definição das diversas actividades relacionadas o mapeamento de processos de Inovação e o sistema de gestão de IDI. A dificuldade de modelar, mapear e identificar os vários processos de Inovação, bem como definir a sua estrutura em função dos mais diversos factores, nomeadamente a organização, os seus colaboradores e área de negócio da organização, são bem evidentes nos dias de hoje. Organizar estes factores, classificá-los e construir um catálogo onde seja possível consultar as diversas formas de inovação e a organização dos diversos processos que as empresas, ou os mais variados autores defendem em função das características ou da área de negócio que se pretende efectuar a modelação, é o principal objectivo do trabalho a desenvolver ao longo do próximo semestre. 41 Referências Livros: [1] Swenson, Keith D.; Mastering the Unpredictable: How Adaptive Case Management Will Revolutionize the Way That Knowledge Workers Get Things Done; Meghan-Kiffer Press; 1st edition (April 14, 2010). Artigos: [2] Manual de Identificação e Classificação das Actividades de IDI, INESC Porto, COTEC Portugal, Maio de 2008. [3] NP 4457. 2007, Documentação – Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação. Requisitos do sistema e gestão da IDI. IPQ. [4] Kline, S.J. e N. Rosenberg (1986), “An Overview of Innovation”, in R. Landau and N. Rosenberg (eds.), The Positive Sum Strategy: Harnessing Technology for Economic Growth, National Academies Press, Washington D.C. [5] Cormican, K. & O‟Sullivan, D. (2004) “Auditing best practice for effective product innovation management” Technovation. [6] Jensen, M.B., Johnson, B., Lorenz, E. and Lundvall, B.-Å. (2007), „Forms of knolwedge and modes of innovation‟, Research Policy, Vol. 36, No. 5, pp. 680-693. [7] Radnor, Z.; Noke, H.(2002)., "Innovation Compass: A Self-audit Tool for the New Product Development Process", Creativity and Innovation Management, Vol.11 (1), pp. 122-131. [8] F. Damanpour & J. D. Wischnevsky, “Research on Innovation in Organizations: Distinguishing Innovation-Generating from Innovation-Adopting Organizations,” Journal of Engineering and Technology Management, Vol. 23, 2006, 269-291. [9] Panne, G., Beers, C. and Kleinknecht, A.; “Success and Failure of Innovation: a Literature Review”, International Journal of Innovation Management, Vol. 7, No. 3 (September 2003) pp.1–30. [10] Pullen, Annemien; de Weerd-Nederhof, Petra; Groen, Aard; Song, Michael and Fisscher, Olaf; “Successful Patterns of Internal SME Characteristics Leading to High 42 Overall Innovation Performance”, Creativity and Innovation Management, Volume 18, Number 3, September 2009 , pp. 209-223(15). [11] Caraça, J., B.-Å. Lundvall, S. Mendonça (2009), "The changing role of science in the innovation process: From Queen to Cinderella", Technological Forecasting and Social Change, Vol. 76, No. 6, July, pp. 861-7. [12] Frascati Manual, “Proposed Standard Practice for Surveys on Research and Experimental Development”, 6 td, OCDE, 2002. [13] Oslo Manual, “Guidelines for collecting and Interpreting innovation Data”, 3rd edition, OCDE, 2005. Internet: [14] COTEC Portugal - http://www.cotecportugal.pt/ - Acedido em 03-12-2010. [15] Enterprise Europe Network – A Gestão da Inovação -http://www.enterpriseeurope [16] [17] [18] [19] [20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] [27] [28] [29] [30] [31] network.pt/info/investigacao/Paginas/gestinov.aspx - Acedido em 05-12-2010. “1373-Word - Sort table example To Do List.jpg (Imagem JPEG, 602x366 pixéis) Dimensão/Escala (67%).” http://news.office-watch.com/articlefiles/1373-Word%20%20Sort%20table%20example%20To%20Do%20List.jpg. 324px-LampFlowchart.svg.png (Imagem PNG, 324x442 pixéis). http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/91/LampFlowchart.svg/3 24px-LampFlowchart.svg.png. “BPMN 2.0 - Introduction to the Standard for Business Process Modeling.” http://www.bpmn-introduction.com/. “BPMN20AllweyerExcerpt.pdf.” http://www.bpmnintroduction.com/BPMN20AllweyerExcerpt.pdf. “Business Plan FREE Checklists at Checklist.com.” http://www.checklist.com/checklists/business_plan.html&prev=_t&rurl=translate.go ogle.com&twu=1&usg=ALkJrhiN-IARKHrFtrRL2j9TJHXw2EO5kg. “Business Process Model and Notation (BPMN) Version 2.0 Normative.” http://www.omg.org/spec/BPMN/2.0/PDF/. “Business Process Modeling Notation - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Business_Process_Modeling_Notation. “Cadeia de valor - Wikipédia, a enciclopédia livre.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Cadeia_de_valor. “Centro Atlântico - Gestão do Conhecimento.” http://www.centroatlantico.pt/titulos/si/gestaodoconhecimento.php3. “Checklist - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Checklist. “checklist_for_checklists_group_draft_5.pdf (Objecto application/pdf).” http://www.projectcheck.org/uploads/1/0/9/0/1090835/checklist_for_checklists_gr oup_draft_5.pdf. “Conhecimento tácito – Wikipédia, a enciclopédia livre.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_t%C3%A1cito. “Current.” http://www.omg.org/spec/BPMN/Current/. “Downloads | Glossaries & FAQs.” http://www.wfmc.org/Glossaries-FAQs/. “Flowchart - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Flowchart. “HumanReadableBPMNDiagrams.pdf.” http://www.bpmnintroduction.com/HumanReadableBPMNDiagrams.pdf. 43 [32] [33] [34] [35] [36] [37] [38] [39] [40] [41] [42] [43] [44] [45] [46] [47] “Matriz de interações - Wikipédia, a enciclopédia livre.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_de_intera%C3%A7%C3%B5es. “O conhecimento científico.” http://ocanto.esenviseu.net/apoio/ciencia1.htm. “Object Management Group.” http://www.omg.org/. “Object Management Group/Business Process Management Initiative - FAQ,” Fevereiro 5, 2011. http://www.bpmn.org/Documents/FAQ.htm. “Reinventing the Swim Lane Diagram. Part 2. | Articles.” http://www.batimes.com/articles/reinventing-the-swim-lane-diagram-part-2.html. “Responsibility assignment matrix - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Responsibility_assignment_matrix. “Simplifique modelos de workflow complexos,” Fevereiro 5, 2011. http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/bb245669.aspx. “Swim lane - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Swim_lane. “Time management - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Time_management. “Transferência de Tecnologia.” http://www.enterpriseeuropenetwork.pt/info/investigacao/Paginas/transftec.aspx. “WFMC-TC-1011-Ver-3-Terminology-and-Glossary-English.pdf.” http://www.wfmc.org/Download-document/WFMC-TC-1011-Ver-3-Terminology-andGlossary-English.html. “Wikipedia:To-do list - Wikipedia, the free encyclopedia.” http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:To-do_list. “Workflow Management Coalition,” Fevereiro 5, 2011. http://www.wfmc.org/. “Workflow Patterns | Patterns | Exception Handling - Introduction,” Fevereiro 5, 2011. http://www.workflowpatterns.com/patterns/exception/introduction.php. “Workflow Patterns Home Page.” http://www.workflowpatterns.com/. workflow_web.jpg (Imagem JPEG, 792x612 pixéis). http://www.wfmc.org/images/stories/workflow_web.jpg. 44