SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS Habilitando para ORNALISMO JJORNALISMO RODUÇÃO E EDITORIAL DITORIAL PPRODUÇÃO UBLICIDADE EE P PROPAGANDA ROPAGANDA PPUBLICIDADE RADIO ADIO EE TV TV R DIREÇÃO IREÇÃO T TEATRAL EATRAL D Rio de Janeiro Segundo semestre de 2006 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 EMANA DE DE P PROJETOS ROJETOS E EXPERIMENTAIS XPERIMENTAIS SSEMANA ESCOLA DE COMUNICAÇÃO Av. Pasteur 250, fundos - Praia Vermelha - Palácio Universitário Rio de Janeiro Tel.: (21) 3873-5067 Fax: (21) 2295-9399 www.eco.ufrj.br SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS Habilitando para JORNALISMO PRODUÇÃO EDITORIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA RADIALISMO DIREÇÃO TEATRAL Rio de Janeiro Segundo semestre de 2006 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Aloísio Teixeira Reitor Sylvia Vargas Melo Vice-Reitora José Roberto Meyer Fernandes Pró-Reitoria de Graduação Laura Tavares Ribeiro Soares Pró-Reitoria de Extensão CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS Marcelo Macedo Correia e Castro Decano Andréa Maria de Paula Teixeira Coordenadora de Graduação ESCOLA DE COMUNICAÇÃO Ivana Bentes Diretora Fernando Fragozo Vice-Diretor José Henrique Moreira Diretor de Graduação Wanelytcha Simonini Coordenadora da Extensão Ana Paula Goulart Coordenadora do Curso de Jornalismo Marta Pinheiro Coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda Paulo Cesar Castro Coordenador do Curso de Produção Editorial Maurício Lissovsky Coordenador do Curso de Radio e TV Carmem Gadelha Coordenadora do Curso de Direção Teatral SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Semana de Projetos Experimentais: Caderno de Resumos da Semana de Projetos Experimentais da ECO: habilitando para Jornalismo, Produção Editorial, Publicidade e Propaganda, Radio e TV, Direção Teatral (04 a 08 de dezembro de 2006, Rio de Janeiro – RJ – Brasil) – Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2006. 90 p.; 148 X 210 mm. Formato digital e impresso. 1. Comunicação 2. Projetos Experimentais 3. Semana de Projetos Experimentais da ECO 4. Jornalismo 5. Produção Editorial 6. Publicidade e Propaganda 7. Radio e TV 8. Direção Teatral I. TÍTULO II. Escola de Comunicação III. UFRJ SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Apresentação Pela primeira vez a Escola de Comunicação da UFRJ reúne no seu Caderno de Resumos dos Projetos Experimentais todas as monografias, vídeos, peças teatrais e projetos multimídias, apresentados publicamente como Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos de todas as nossas cinco habilitações, integrando assim Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial, Rádio e Televisão e Direção Teatral. Uma boa oportunidade de conhecer a produção teórica, artística, técnica da Escola de Comunicação, além de poder fazer um recorte dos temas, questões, inquietações, proposições, análises e entrar em contato com o conhecimento múltiplo e diverso que se constrói no ambiente universitário. Sabemos da importância para alunos e professores desse momento, da dedicação, diálogo e reflexão necessários para a realização dos Projetos. Sabemos da importância dos Projetos Experimentais como termômetro interno, resultado de uma formação, e também vitrine externa da nossa produção. Por isso, apoiamos todas as iniciativas para dar visibilidade a esta produção, como a publicação e divulgação dos Cadernos, a ECO Mostra (organizada pelo Laboratório Link e PET ECO), a Mostra Mais de Teatro, em sua VI edição com onze atos e a participação de mais de 150 estudantes de diferentes cursos e setores da UFRJ, tais como o Colégio de Aplicação, a Escola de Belas Artes, através dos cursos de Indumentária e Cenografia, e a Casa da Ciência. Agradecemos o empenho e participação dos professores responsáveis pelas disciplinas de Projetos Experimentais e os técnicosadministrativos dos Departamentos e Setor de Extensão pela apoio na organização das defesas públicas e o espírito de cooperação. Boa leitura! Ivana Bentes SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 A apresentação das bancas de Projetos Experimentais da Escola de Comunicação da UFRJ acontece no final de cada período letivo e estão abertas ao público interessado em geral. Os exemplares das monografias encontram-se disponíveis para consulta na biblioteca da ECO. Confira as datas, horário e locais das defesas no link do portal da ECO para o calendário de defesas de monografias. COMISSÃO ORGANIZADORA Carmem Gadelha Fátima Sobral Fernandes Raquel Paiva Regina Célia Montenegro de Lima Mercia Pessoa FICHA TÉCNICA Produção: Secretaria dos Departamentos Márcia do Espírito Santo Pires Bastos Maria Elisa Gomes Marluce da Silva Lima Apoio: Setor de Extensão Wanelytcha S. Simonini (Coordenadora de Extensão) Mercia Pessoa (Supervisão e pesquisa) Ângela Cardoso (Design Gráfico) Dino de Carvalho (Técnico em Assuntos Educacionais) Ana Carla de Sousa Santos Pinto (Estagiária) Fundação Universitária José Bonifácio SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SUMÁRIO Apresentação 07 HABILITAÇÃO EM JORNALISMO 19 Manifesta - Documentário sobre a Parada GLBT Rio 2006. Ana Carolina Alves e Eric Macedo 20 Nordeste: um imaginário corroborado pelo jornal O Globo. André Freitas 20 Stanislaw Ponte Preta e os Festivais de besteira que assolam o País; a notícia sob o olhar de um cronista. Beatriz Nascimento Lins de Oliveira 21 A percepção do tempo através do jornalismo contemporâneo: a valorização do presente e a demanda de memória no jornal O Globo. Bruno Leal Pastor de Carvalho 22 A construção da imagem de Hugo Chávez no jornal O Globo. Carla Marques Pimenta 23 Prazer, resistência e ideologia: narrativas melodramáticas, construção da feminilidade e crítica feminista. Clara Fernandes Meirelles 23 O gordo, a faminta e a comida - a exposição da gastronomia na mídia e a mudança na relação com o prazer de comer. Clara Padrón 24 Tribuna de Momo – O seu jornal de carnaval. Diego do Carmo de Sousa 24 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Tem pano pra manga: a moda como tema de reportagens nos telejornais diários da Rede Globo. Diego Rebouças Guimarães 25 YouTube - vídeos, memória e construção coletiva no ciberespaço. Eliana Pegorim Abreu e Silva 26 Papel de Telejornal Local: comunidade a serviço do RJTV na Baixada. Eduardo dos Santos Teixeira 26 A cooperação na comunicação em rede. Fabiane Brito Roque 27 Subjetivação pelo olhar: a experiência individual nas fronteiras entre o ficcional e o documental no cinema. Fábio Rodrigues da Silveira 27 Alternativas de negócios para as gravadoras na era das tecnologias digitais Fernanda Monteiro de Azevedo 28 Entre a literatura e o jornalismo: a crônica. Joana Moscatelli 28 Cinema e transformação social: variações sobre uma relação tensa. Julia Lemos Lima 29 Câncer – análise da construção sonora nessa experiência cinematográfica de Glauber Rocha. Júlia Mariano de Lima Araújo 30 Contadores de Histórias: uma experiência de identidade, memória e afeto. Juliana Franklin de Oliveira Pires 31 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Podcasting – do rádio à transmissão sonora digital. 31 Juliana Lessa de Marins e Souza Paixão Bárbara Heliodora — uma trajetória crítica. Juliana Serôa da Motta Lugão 32 Inclusão digital e cidadania: o caso do programa Governo Eletrônico. Luciana Albuquerque Alves 32 A evolução da crônica esportiva nos jornais brasileiros. Luciano Mello de Vasconcelos 33 Ataques a São Paulo: um caso de mídia. Luisa Santos Guedes Pereira 33 Tropicália e consolidação da indústria cultural no Brasil. Márcio Rezende Siniscalchi Jr. 34 Ciência hoje das crianças na tv. Mário Cesar Nery Corrêa Filho e Fernanda Schetine Boscher 34 Reciclando o “lixo cultural”: uma análise sobre o consumo trash entre os jovens. Mayka Castellano 34 O jornal Extra e a construção de identidade no jornalismo popular através da hierarquização das reportagens. Natália Gomes Soares 35 Poder, Ética e Assessoria de Imprensa - O caso do caseiro e do ministro. Paola Pinto Rivera Alvarez Side 36 A redundância no jornalismo. Pedro Paulo Garcia da Silva 36 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Imagens Violentas – percepções e sentimentos diante de fotografias de violência. Raphael Bispo dos Santos 37 Jornalismo internacional: a mudança na editoria inter nos últimos 50 anos. Renata Marques Moreira de Castro 37 O lugar do jornalismo nas emissoras FM – um estudo de caso da rádio Paradiso FM. Renato Pereira Hermsdorff 38 Montbläat – uma nova tentativa de jornalismo independente na internet. Sergio Ignácio Cardoso Duran 38 Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Representação social, simbologia e os processos de captação do inconsciente coletivo pelo artista do carnaval. Sidimir Sanches 39 Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense. Sirleine Gentil 39 Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense. Sirleine Gentil 39 Mídia e estigma – as Testemunhas de Jeová, do Nazismo aos dias de hoje. Teresinha Cavalheiro de Azevedo 40 Na teia – sociedade civil organizada e inteligência coletiva. Thiago Sabatinelli Rodrigues 41 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 HABILITAÇÃO EM PRODUÇÃO EDITORIAL 43 Máquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e artísticos na feitura de discos. Álvaro Lazzarotto de Almeida 44 A Produção do livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense’. Augusto Cesar Santos da Costa Barros 44 A mulher na literatura e a nova literatura feminina pósBridget Jones. Clarissa Carneiro da Silva Peixoto 45 Normalização de trabalhos de conclusão de curso. Cláudia de Gois dos Santos 45 Relatório anual: um produto editorial. Jaqueline Castro Scherer 46 A indústria editorial brasileira. Marina Vargas Couto 47 DVD documentário sobre Nelson Sargento; produção editorial desde a criação até a distribuição de um produto cultural reinventando uma tradição. Rodrigo Fernandes Lomelino 47 Literatura para uma nova infância. Vanessa Vilas Bôas Huguenin 48 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA 49 Aproveitamento de valor agregado da marca no desenvolvimento de produtos e serviços: pipoca para microondas Cinemark. Adilson Andrade de Jesus 50 Novas mídias como alternativa. Adriana Passos Mendonça 50 Propaganda institucional e construção da imagem corporativa das organizações Bradesco e Odebrecht. Alline Viana Couto 51 Maquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e artísticos na feitura de discos. Álvaro Lazzarotto de Almeida 52 Plano de marketing: lançamento das meias descartáveis Clean Socks. Ana Carolina R. dos Santos e Vanessa Ventura de Oliveira 53 Produção de eventos: a importância do Interseção. Anastha Machado Cruz 54 Um olhar sobre o novo: Orkut é ferramenta de pesquisa? Bruno Rocha Altieri 55 Propaganda atual: agregando valor ao produto. César Rodrigo Monsores Niderauer 55 Estratégia de reposicionamento de imagem de marca de instituições públicas de crédito; caso da Caixa Econômica Federal, no cenário Rio de Janeiro, Brasil em 2006. Daniel Dias Azevedo 56 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 A imagem fotográfica, o corpo e as novas tecnologias de comunicação: o corpo na produção de imagens contemporâneas. Diego Paleólogo Assunção 57 Os personagens de animação na propaganda brasileira. Fábio Roberto Lapolli 57 Criação e gestão da marca no organismo não governamental. Felipe N. Reys Ferreira Coelho 58 Surge um novo profissional de mídia: a nova realidade da mídia como meio de comunicação da publicidade comercial e sua repercussão nos investimentos nessa área. Fernanda Moraes Cardozo 59 Veja x Época: análise comercial das duas maiores publicações do meio revista no Brasil. 59 Fernando Lapa Barbosa Delícias de Rio – uma receita de comunicação: plano de comunicação para uma empresa real. Gabriela Alves Corrêa de Camargo e Maressa Nunes Bessa 60 A importância da comunicação visual para o varejo: uma análise das lojas de conveniência Star Mart. Gabriela Chabudet Caetano 61 Branding e a estratégia de marca: o caso da rede de cafeterias Starbucks. Gabriela Lima Lopes e Roberta Regina Fadel 61 A fotografia na cultura digital: uma análise a partir da fotografia de cidades. Gabriela Ribeiro de Oliveira Carrera 61 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Benicio e a ilustração publicitária. Henrique Vargas Freitas Placido 62 Planejamento de campanha publicitária: para escola técnica de saúde em Angola. Jacinta Andrade Marques 63 A imagem do Brasil no exterior. Expressão nossa ou impressão deles. João Koeler Hackbarth 63 Rádios comunitárias: ampliando o poder de ação. João Paulo Malerba 64 Comunicação integrada: estudo de caso globoesporte.com. Juliana Ostrovski Dutra 64 Marketing cultural; importante ferramenta de comunicação corporativa, imagem da marca e regulamentação do mecenato. Júlia Padilha Linhares 65 Assessoria de imprensa e agências de notícias; aproximação e distanciamento na práxis jornalística. Kelly Oliveira Fernandes Valente 65 Guanabara: tudo por você. Luciano Olivieri Soares 66 Marketing de Relacionamento: quando, onde, como e por quê? Luisa Uller 67 A Internet e a publicidade varejista: as ferramentas de estímulo ao consumo utilizadas pelos sites de varejo on line. Patricia Arminé da Cunha e Mello Balekjian 67 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Planejamento estratégico de comunicação de marketing para as escolas do SESI; uma aplicação dos conceitos de marketing e comunicação ao campo da educação. Patrícia Soares de Resende 68 Percepções de identidade da marca social: o caso Afro Reggae. Paula de Carvalho Pimentel 69 A vida como a vida é: teoria e prática no desenvolvimento de campanhas publicitárias: o caso CNA Kids 2005. Rebecca de Mattos Barbosa 69 Branding e a estratégia de construção de marca; o caso da rede de cafeterias Starbucks. Roberta Fadel e Gabriela Loppes 70 A espetacularização da política; análise realizada sobre a campanha eleitoral de 2006 para a presidência da República, durante o primeiro turno no horário gratuito de propaganda eleitoral na televisão. Romulo André Lima 70 A web como ferramenta de comunicação integrada; o caso Companhia Vale do Rio Doce. Sarah Silveira de Oliveira 71 Perserspectivas da TV Digital no Brasil; indústria de televisão e interatividade. Suelen Breves 72 Marcas: a importância de marcar a mente e o coração. Thiago Silva de Jesus 72 Propagandas de cerveja: o discurso que não desce redondo. Victor Augusto da Silva Dorneles 73 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 HABILITAÇÃO EM RADIALISMO 75 Cinelândia. Arthur Ribeiro Frazão 76 Bolinhas – animando pelo Brasil: a descoberta da animação. Denise Taveira Cruz 76 Sambas metalinguisticos: dualidades. Fabiano Thomaz Lacombe 77 Ciência Hoje das Criançasna TV. Fernanda Schetine Boscher e Mário Cesar Nery Corrêa Filho 77 Mídia e voto: um estudo sobre a influência dos grandes jornais nas eleições de 2006 para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Gabriel Braga Mendes 78 Radionovela: sucesso do passado, caminho para o futuro. Mônica Ciarlini de Azevedo 78 Mozarte. Nathalia Christian Lima Prata Rodrigues 79 Melancolia x Algria: Dicotomia de uma estrutura de entretenimento itinerante. Rony Maltz e Jerônimo d’Avila de Moraes 80 A construção do personagem no documentário de Eduardo Coutinho: uma análise de Babilônia 2000. Thaís Andrade Tupinambá 80 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Springfield e a pós-modernididade: O insondável humor de Os Simpsons. Victor Henrique Paschoal 81 HABILITAÇÃO EM DIREÇÃO TEATRAL 83 Confraria das Portas Amarelas, de Felipe Barenco. Fernanda Areias 84 A Menina de Lá, de João Guimarães Rosa. Gisele Alves 84 A Vida em Duralex, baseado na obra “A Casinha dos Velhos”, de Maurício Kartún. Leticia Guimarães 85 Eles não usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Menelick de Carvalho 86 Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez. Paula Valente 86 As Três Irmãs, de Anton Tchekhov. Rafael Souza-Ribeiro 87 La Chunga, de Mario Vargas Llosa. Rodrigo Garcia 88 Auto da Barca de Camiri, de Hilda Hilst. Rodrigo Molinari 89 Os Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu. Tales Frey 89 Santidade, de José Vicente. Thiago Arrais 90 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Habilitando para Jornalismo 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 20 Manifesta - Documentário sobre a Parada GLBT Rio 2006. Ana Carolina Alves e Eric Macedo [email protected] Orientador: Fernando Salis Festa, manifestação, manifesto. Manifesta. Este projeto teve como objetivo a realização de um documentário sobre a Parada do Orgulho GLBT que acontece anualmente na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. As gravações aconteceram em meio à edição do evento no ano de 2006 – mostram os bastidores da produção da Parada, as opiniões de seus realizadores bem como de outras pessoas menos ligadas organicamente a ela, além de cenas do dia em que ela ganhou a rua. Afinal, festejo e manifestação podem seguir tão estreitamente ligados? Ou o apelo sensual de um enfraquece a importância política do outro, ao menos na cabeça da massa que a cada ano se espalha pela orla atrás de barulhentos trios elétricos? Trata-se, no fim das contas, da busca por visibilidade, afirmação simultânea da diferença e da igualdade. Mas será que todas as letras do movimento se sentem igualmente bem representadas? O projeto experimental também aproveita para fundamentar a produção em uma vasta bibliografia sobre o formato documentário, argumentando sobre suas formas e modos no que tange o “olhar” do cineasta sobre a realidade. Nordeste: um imaginário corroborado pelo jornal O Globo. André Freitas [email protected] Orientador: Paulo Vaz Este trabalho tem como objetivo geral estudar a construção da identidade da região Nordeste do Brasil a partir da visão do Sudeste e entender como está estabelecido o imaginário de nordestino a partir da imprensa. As visões de alteridade são divididas em três eixos principais: o atraso político e econômico; o imigrante e o exótico paraíso turístico. A partir da definição dos três tipos de alteridade para o Nordeste o foco de análise passa a ser a linha editorial seguida pelo jornal O Globo, o impresso de maior circulação da capital fluminense. Em suas diferentes editorias o Globo trata a região SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 21 de modos diferentes, mas corroborando um olhar, que muitas vezes recorre ao estereótipo, sulista de construção do outro. Seguindo no estudo de algumas matérias publicadas na editoria “O País”, no caderno “Boa Viagem” e da série especial “Vida Severina”, é possível notar como o discurso do Sudeste constrói o outro e ao mesmo tempo traça parâmetros opostos para a construção de si mesmo. Stanislaw Ponte Preta e os Festivais de besteira que assolam o País; a notícia sob o olhar de um cronista. Beatriz Nascimento Lins de Oliveira [email protected] Orientador: Paulo Roberto Pires O trabalho é uma análise da obra de Sérgio Porto sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, mais especificamente dos Festivais de Besteira que Assolam o País (FEBEAPÁS). Foram lançadas três edições entre os anos de 1966 e 1968, época do Regime Militar. Nos livros, o cronista relata situações verídicas que haviam sido publicadas nos jornais, sempre usando o humor como forma de criticar o sistema político e os costumes da época. Stanislaw, no entanto, não foi apenas mais um cronista; não partia, simplesmente, de um acontecimento real para inventar suas crônicas, como fazem os outros. Ele recontava a mesma historia verídica de forma engraçada, porém sem perder o tom jornalístico e as propriedades desse tipo de texto. Os FEBEAPÁS, na verdade, são reportagens com um tom de humor. E é essa característica, que o torna diferente dos outros, que será estudada neste trabalho. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 22 A percepção do tempo através do jornalismo contemporâneo: a valorização do presente e a demanda de memória no jornal O Globo. Bruno Leal Pastor de Carvalho [email protected] Orientadora: Ilana Strozemberg O presente trabalho tem como objetivo analisar a percepção do tempo das sociedades ocidentais contemporâneas através de uma escrita jornalística baseada na valorização de um presente cada vez mais efêmero e instável. Alinhado aos avanços tecnológicos na área da comunicação e ao quadro político-ideológico do pós Guerra Fria, o jornalismo se tornou não apenas expressão de um novo regime de temporalidade, mas também o sujeito participativo na construção deste regime. Esta nova forma do homem se relacionar com tempo provoca uma série de mudanças no seio da sociedade, dentre as quais a emergência de uma forte demanda por memória, encorajada pelo próprio jornalismo. O estudo tem como fonte o jornal O Globo, dando ênfase ao período que vai de 2005 a 2006. A construção da imagem de Hugo Chávez no jornal O Globo. Carla Marques Pimenta [email protected] Orientador: João Freire Filho No momento histórico em que países latino-americanos investem na aproximação Sul-Sul sem o intermédio do Norte, o presidente venezuelano Hugo Chávez se coloca como um dos principais porta-vozes da pretendida integração regional. As investidas de Chávez acabam por lançar alguma sombra na autoproclamada liderança brasileira na América Latina. A Venezuela, até então pouca assediada pela mídia, passa a ocupar páginas e mais páginas de jornal a reboque da imagem considerada polêmica do seu atual presidente. Jogos de cena, frases de efeito, fofocas, bate-bocas e excentricidade dominam o noticiário do jornal O Globo e começam a formar o discurso sobre a Venezuela de Chávez ou Chávez da Venezuela. Neste trabalho, a análise das reportagens toma como início o ano de SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 23 2002, às vésperas da tentativa de golpe de Estado contra o venezuelano, e segue até 2006. A discussão é embasada pelos conceitos de discurso, poder, ideologia, hegemonia e intertextualidade. A idéia do jornalismo como entretenimento também é abordada, assim como a possibilidade das agências internacionais produzirem o efeito de “telefone sem fio” no noticiário. Prazer, resistência e ideologia: narrativas melodramáticas, construção da feminilidade e crítica feminista. Clara Fernandes Meirelles [email protected] Orientador: João Freire Filho Desde o seu surgimento no fim do século XIX, o melodrama se consolidou como um gênero narrativo vinculado às tramas de apelo popular. Com o avanço tecnológico e adaptação do gênero às novas mídias (especialmente a televisão, através das soap operas e das telenovelas), o melodrama passou a ser fortemente atrelado ao gosto feminino. Esse processo atraiu a atenção das feministas, que lançaram um olhar criterioso sobre a construção desse tipo de narrativa e suas implicações sociais. O objetivo desse trabalho é analisar a concepção do melodrama como gênero feminino e como reflexo de competências culturais convencionalmente associadas às mulheres, bem como a luta feminista na área acadêmica para a reavaliação do gênero. Será discutido, também, como esse debate contribuiu para transformações teóricas nos estudos em Comunicação. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 24 O gordo, a faminta e a comida - a exposição da gastronomia na mídia e a mudança na relação com o prazer de comer. Clara Padrón [email protected] Orientador: Paulo Gibaldi Vaz Analisa como a discussão sobre comida – os malefícios e benefícios e, principalmente o conceito de prazer gastronômico – mudou a relação dos indivíduos com a comida. Desde os anos 60, a sociedade passou a cultivar um ideal de beleza baseado no corpo esbelto. Ao mesmo tempo, médicos comprovavam os danos causados à saúde de uma alimentação desregrada. Desse modo, os gordos passaram a ocupar o lugar de anormal, antes reservado ao louco e ao pervertido sexual. Além do preconceito com os obesos, a busca do corpo perfeito provoca uma febre de dietas e incentiva uma distorção da percepção do corpo real. Através da mídia, se aprende que sempre se pode emagrecer mais um pouco. Essa eterna insatisfação com o corpo impulsiona o aparecimento de distúrbios alimentares – anorexia e bulimia – principalmente em mulheres. Se o gordo é o símbolo do fracasso, a comida se torna a sua maior inimiga. Esse quadro vai sofrer uma mudança quando, já no anos 90, a gastronomia passa a ser explorada pela mídia e o prazer de comer entra na pauta da discussão social. Ao mesmo tempo em que continua dizendo aos gordos para fecharem as bocas, a sociedade vai abraçar a gastronomia como um dos prazeres essenciais todos devem desfrutar. Tribuna de Momo – O seu jornal de carnaval. Diego do Carmo de Sousa [email protected] Orientador: Joaquim Welley Martins A cobertura do carnaval carioca feita pela imprensa não condiz com o tamanho e a importância desse evento para a cultura nacional. Observando essa deficiência, percebi uma boa oportunidade de criação de um jornal especializado no assunto que pudesse ser uma verdadeira tribuna dessa SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 25 festa, cada vez maior e mais importante na cidade do Rio de Janeiro. Daí elaboro um plano de negócios e um manual editorial para a criação do Tribuna de Momo, um jornal que pretende ser vanguarda nas novas relações entre o jornalismo e o carnaval. Antes disso, porém, baseio o trabalho numa análise teórica e histórica dessa relação e de como ela foi importante para a transformação da festa popular num espetáculo de massa, daí surgindo a necessidade dessa mídia especializada. Tem pano pra manga: a moda como tema de reportagens nos telejornais diários da Rede Globo. Diego Rebouças Guimarães [email protected] Orientadora: Heloísa Buarque de Hollanda Análise quantitativa e qualitativa da presença da moda como tema de reportagens dos quatro telejornais diários da Rede Globo: Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Jornal da Globo. Esboço de uma história do telejornalismo brasileiro. Panorama da história da moda mundial e da moda brasileira. Esboço de afinidades entre o telejornalismo e a moda. Análise da moda como um fenômeno social e como um fenômeno econômico. Questionamento sobre até que ponto a pressão da “hora do fechamento” pode ser uma razão para a realização de reportagens de moda superficiais e/ou pouco elaboradas. Questionamento sobre o quanto a implementação de uma editoria de moda na Rede Globo, para servir de apoio a todos os telejornais da casa, poderia ser útil no tratamento das informações sobre moda e na elaboração de reportagens sobre o tema. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 26 Papel de Telejornal Local: comunidade a serviço do RJTV na Baixada. Eduardo dos Santos Teixeira [email protected] Orientador: Willian Dias Braga O autor analisa, com o auxílio da filosofia da práxis, concebida por Marx e desenvolvida por Gramsci, as estratégias de popularização de telejornais da Rede Globo de Televisão, em particular o RJTV na Baixada, partindo do pressuposto de que tal modelo busca organizar o consentimento para legitimar o Estado Mínimo e canalizar o poder popular de mobilização e atuação política, de modo a fortalecer a imagem institucional da TV Globo. YouTube - vídeos, memória e construção coletiva no ciberespaço. Eliana Pegorim Abreu e Silva [email protected] Orientadora: Ieda Tucherman O YouTube é a plataforma de armazenamento e troca de vídeos que mais cresce no ciberespaço. Todo o conteúdo do site é produzido pelos próprios usuários – construção coletiva da chamada Web 2.0. Além de veicularem e assistirem aos vídeos (mais de 100 milhões de visualizações por dia), os ‘youtubeanos’ podem criar comunidades virtuais, escrever comentários, discutir filmes e adicionar amigos no site. O presente trabalho mostra como o YouTube tem sido usado como lugar de criação e armazenamento de memória coletiva no ciberespaço e sua relação com a mania de arquivo da sociedade contemporânea. Os conceitos de rede, ciberespaço, novas tecnologias de comunicação e visibilidade também são abordados como forma de entender melhor o fenômeno. Além da descrição do objeto de estudo e da análise teórica, o trabalho apresenta uma seleção do que foi publicado nos meios de comunicação de massa sobre o site. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 27 A cooperação na comunicação em rede. Fabiane Brito Roque [email protected] Orientador: Henrique Antoun As tecnologias que viabilizaram o comunicação em rede trouxeram possibilidades de interação que vão além do uso restrito em função de interesses econômicos, tornando-se disponíveis a qualquer um. Ao buscar um princípio “mestre” presente em todos os movimentos surgidos a partir da troca de informações na plataforma digital interconectada, encontramos a lógica da cooperação. Nosso objetivo é, assim, trabalhar com exemplos que problematizam o potencial de cooperação na rede e a forma como podemos nos apropriar disso. Utilizamos como casos de estudo o trabalho realizado por hackers que se unem para aperfeiçoar programas de código fonte aberto e a coneção peer-to-peer. Em ambos, a fundamentação teórica sobre a técnica não pretende coloca-la como “criadora” de um princípio de cooperação entre os indivíduos, mas como ferramenta crucial para o desenvolvimento dessa característica. Subjetivação pelo olhar: a experiência individual nas fronteiras entre o ficcional e o documental no cinema. Fábio Rodrigues da Silveira [email protected] Orientadora: Consuelo Lins Institucionalizados ora como dois gêneros opostos portadores de elementos particulares ora como gêneros mais próximos do que indicam a um primeiro olhar, o documentário e a ficção no cinema são, ao menos de acordo com o senso comum, de fácil distinção. A discussão em torno das fronteiras entre ficção e documentário no cinema, contudo, mascara uma outra, de relevância ainda maior: o papel central que a realização do filme livre das amarras desses gêneros e a partir de experiências pessoais tem. Dessa forma, é importante investigar de que forma se pode filmar a subjetividade no momento em que ela surge, ou seja, durante a experiência, especificamente nos temas ligados à memória coletiva (em especial, a SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 28 política) e individual (filmes de família), e com destaque para o cinema iraniano. Alternativas de negócios para as gravadoras na era das tecnologias digitais. Fernanda Monteiro de Azevedo [email protected] Orientador: Eduardo Granja Coutinho O objetivo principal dessa monografia é refletir sobre as novas possibilidades de negócios que as gravadoras brasileiras estão começando a adotar, em meio à crise do setor, provocada pela pirataria física e pelo surgimento das novas tecnologias, como a internet, que vêm sempre acompanhadas de novos hábitos de consumo. Após um histórico da formação do mercado fonográfico e uma análise da pirataria e dos novos padrões de consumo introduzidos pelas tecnologias digitais, tenta-se avaliar o grau de sucesso que terá cada uma das alternativas que vêm sendo adotadas pelas gravadoras para criar novos modelos de negócios e sobreviver. Entre a literatura e o jornalismo: a crônica. Joana Moscatelli [email protected] Orientadora: Ana Paula Goulart O trabalho tem como tema a relação entre jornalismo e literatura. Para isto, foi feita uma análise da crônica, considerada um híbrido entre esses dois gêneros discursivos. Apesar de ancorada nos fatos da atualidade, a crônica tem a liberdade, tanto de forma como de conteúdo, como uma de suas principais características, o que impede qualquer tipo de classificação rígida. Foi realizado um estudo de caso através da análise e interpretação de alguns textos de Luis Fernando Veríssimo, um dos principais cronistas da imprensa contemporânea. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 29 Rádios comunitárias: ampliando o poder de ação João Paulo Malerba [email protected] Orientadora: Raquel Paiva O trabalho percorre a trajetória das Rádios Comunitárias latino-americanas, especificamente as brasileiras, procurando desvendar que papéis têm desempenhado no mundo globalizado. Além de funcionarem como canal de negociação de identidades ao articular informações e estímulos globais com a memória e a história local, essas emissoras têm sido importantes canais de mobilização favorecendo o desenvolvimento da cidadania e contribuindo na democratização das sociedades contemporâneas. Após um breve histórico sobre as lutas pela regulamentação do funcionamento das Rádios Comunitárias, o trabalho apresenta as principais restrições e inadequações legais atuais. Por fim, são analisados os usos que as Rádios Comunitárias e o movimento político que as constitui têm feito das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação como forma de ampliar seu poder de atuação e aumentar a visibilidade a suas demandas. Dentre tais apropriações, destaca-se a utilização da Internet propiciando a formação de rede de emissoras, o aumento no intercâmbio de informações e o surgimento de Rádios Comunitárias na web. Cinema e transformação social: variações sobre uma relação tensa Julia Lemos Lima [email protected] Orientadora: Ana Paula Goulart Ribeiro O estudo aborda a relação entre arte e política no cinema. Primeiramente, tratamos do debate acerca da consolidação do cinema como meio de comunicação de massa. Nesse sentido, analisamos as teorias de Walter Benjamin e Theodor Adorno, eminentes pensadores da Escola de Frankfurt, em suas concepções divergentes e complementares a respeito das potencialidades da linguagem artística cinematográfica e de sua relação com a ordem social. A partir dessa delimitação conceitual, recuperamos alguns exemplares brasileiros de movimentos cinematográficos que SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 30 representaram um projeto artístico engajado e transformador: a produção dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes e as criações do Cinema Novo na década de 1960. Numa terceira e última parte, esse estudo se volta para o cinema brasileiro contemporâneo, tomando algumas obras do documentarista Eduardo Coutinho como formas singulares em que a relação entre arte e política é problematizada. Câncer – análise da construção sonora nessa experiência cinematográfica de Glauber Rocha. Júlia Mariano de Lima Araújo [email protected] Orientadora: Consuelo Lins Câncer, filme dirigido por Glauber Rocha é o objeto de análise da monografia. Filmado no Rio de Janeiro em 1968, o filme só foi editado e finalizado quatro anos depois quando o cineasta vivia seu auto-exílio. A edição foi realizada em Cuba e o filme foi totalmente finalizado na Itália em 1972. Definido pelo próprio cineasta como “uma experiência técnica quanto ao problema da resistência do plano cinematográfico à direção” Câncer é um filme onde Glauber desenvolve suas novas idéias acerca do cinema e de sua narrativa. A trilha sonora é trabalhada como um elemento de autoria autônoma, não havendo a preocupação de uma correspondência direta entre imagem e som. Além disso, o cineasta também experimenta na mixagem com a colisão de elementos sonoros, em contra uma mixagem convencional que se propõe uma regulagem dos sons no sentido de uma escuta não-conflitante para o espectador. A análise será em cima das inovações e experiências desenvolvidas por Glauber Rocha na trilha sonora de Câncer. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 31 Contadores de Histórias: uma experiência de identidade, memória e afeto. Juliana Franklin de Oliveira Pires [email protected] Orientadora: Ana Paula Goulart Esta monografia pretende estudar a força milenar da figura do contador de histórias e realçar a importância e necessidade de sua presença para a contemporaneidade. Pretende também, através do mesmo, levantar questões a respeito de identidade, memória e afeto nos tempos atuais. O trabalho tem como objetivo apontar o ofício dos contadores de histórias como possibilidade profunda e transformadora de comunicação, na medida em que seu substrato é o compartilhar das experiências comuns aos Homens. Portanto, pretende demonstrar o potencial humanizador da comunicação promovida pelos contadores de história. Podcasting – do rádio à transmissão sonora digital. Juliana Lessa de Marins e Souza Paixão [email protected] Orientador: Gabriel Collares Os podcasts são arquivos de áudio facilmente produzidos e disponibilizados na Internet, de forma bem acessível aos usuários da Rede. O presente trabalho propõe-se a estudar este fenômeno, comparar a evolução do rádio e dos podcasts, a democratização da informação e ainda, como ficam os direitos autorais na era virtual. Abordar também um pouco sobre o histórico do rádio no Brasil para tratar da fascinação que causava nas pessoas, da força do veículo e do uso disso, hoje, na Internet. Desta forma, chegar nas Web Rádios e traçar um paralelo com os podcasts. Analisar as utilidades dessa nova transmissão sonora digital e sua importância na sociedade contemporânea, assim como as perspectivas. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 32 Bárbara Heliodora — uma trajetória crítica. Juliana Serôa da Motta Lugão [email protected] Orientador: Paulo Pires O trabalho, de caráter monográfico, trata da crítica teatral nos jornais cariocas, partindo da década de 1950 até os dias de hoje. A análise parte da trajetória da crítica Bárabara Heliodora e discute pontos como a função da crítica no fenêomeno teatral, o lugar do crítico de arte, além de fazer um panorama do jornalismo cultural e crítico voltado para teatro dos últimos 50 anos no Rio de Janeiro. Inclusão digital e cidadania: o caso do programa Governo Eletrônico. Luciana Albuquerque Alves [email protected] Orientador: Mohammed El Hajji O presente trabalho se propõe a estudar o modo como a inclusão dos indivíduos no mundo digital se relaciona com sua possibilidade de obter e exercer sua cidadania neste começo de milênio, quando as mudanças advindas da revolução tecnológica iniciada em meados do século passado, e da qual o maior expoente é a Internet, atingem profundamente o modo de vida da sociedade atual. E, através de um estudo de caso do Programa Governo Eletrônico, procura mostrar quais são as ações do Estado brasileiro para incluir-se na Sociedade em rede, aprimorar seu relacionamento com a população e promover a inclusão digital do cidadão. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 33 A evolução da crônica esportiva nos jornais brasileiros. Luciano Mello de Vasconcelos [email protected] Orientador: Maurício Schleder O objetivo desta monografia é traçar um histórico da crônica esportiva nos jornais brasileiros, com foco nos textos sobre futebol. O trabalho abordará as características únicas do texto da editoria de esportes, além da mudança de estilo que ocorreu nas últimas duas décadas. Depois de uma breve cronologia do gênero crônica no Brasil e do jornalismo esportivo no país, a monografia analisará o texto de três cronistas das décadas de 1960 e 1970 e, posteriormente, o texto de três cronistas da atualidade. O trabalho mostrará também como as alterações no dia-a-dia do jornalista esportivo influenciaram a mudança nas crônicas. Finalmente, há um estudo de caso sobre a postura da imprensa na Copa do Mundo de 2006. Ataques a São Paulo: um caso de mídia. Luisa Santos Guedes Pereira [email protected] Orientadora: Ana Paula Goulart A partir da deterioração das tradições e do fortalecimento do individualismo, a violência e a discussão sobre o crime organizado entraram definitivamente na rotina da sociedade brasileira. Parte da responsabilidade pela sensação de insegurança é atribuída à mídia, que, por outro lado, não é considerada capaz de apontar soluções. Isso não significa, porém, que os veículos de comunicação não tenham papel importante na definição de uma agenda pública de discussão sobre o tema. Este trabalho analisa como a imprensa cobre a violência e exerce influência sobre a forma como a questão é vista por autoridades e pela sociedade em geral. A pesquisa inclui um estudo de caso sobre reportagens produzidas pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro, sobre ataques promovidos por uma facção criminosa em São Paulo, em 2006. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 34 Tropicália e consolidação da indústria cultural no Brasil. Márcio Rezende Siniscalchi Jr. [email protected] Orientador: Eduardo Granja Coutinho O projeto demonstra como o desenvolvimento do capitalismo no Brasil provocou mudanças na lógica de produção e consumo de cultura popular, tendo em vista que, no final dos anos 60, a Tropicália trouxe novas ferramentas para a produção artística nacional - até então marcada pelas contradições entre popular e erudito -, e suas abordagens políticas, estéticas e econômicas influenciaram a consolidação da indústria cultural no país. A urbanização iniciada no século XX e o conseqüente entrelaçamento das novas classes sociais foram fundamentais para a massificação da indústria de bens simbólicos, pois, concomitante ao desenvolvimento do mercado de rádio, discos e TV, acontecia uma assimilação da cultura do povo. Enquanto intelectuais procuravam novas formas para os novos conteúdos, a cultura popular perdia seu caráter folclórico e assumia um status de mercadoria. Ciência hoje das crianças na tv. Mário Cesar Nery Corrêa Filho e Fernanda Schetine Boscher [email protected] / [email protected] Orientador: Fernando Fragozo Trata-se da gravação do projeto piloto das inserções (programas curtos encaixados durante a programação da emissora) de Ciência Hoje das Crianças na TV, como uma proposta de programa para a televisão aberta, a fim de incluí-las na programação infantil de um canal não definido. O intuito é não só ampliar o público infanto-juvenil da conceituada revista – que comemora neste ano de 2006 vinte anos de existência – como também disponibilizar parte do seu conteúdo para um novo veículo. Os alunos de jornalismo e rádio e tv buscam a melhor adaptação dos temas abordados pela revista para a televisão de canal aberto, explorando os recursos próprios do audiovisual. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 35 Reciclando o “lixo cultural”: uma análise sobre o consumo trash entre os jovens. Mayka Castellano [email protected] Orientador: João Freire Filho Este trabalho se propõe a analisar as práticas e motivações sociais dos fãs de cultura trash (artefatos da indústria cultural que não atendem aos padrões morais e/ou às normas de qualidade técnica e artística dominantes). Com base em entrevistas e em conceitos e argumentações teóricas formuladas no âmbito dos Estudos Culturais, procuro investigar a busca por autenticidade e distinção social entre os consumidores de produtos identificados com o mais baixo estrato da cultura de massa. A pesquisa sobre a apropriação do “lixo cultural” por parte de uma parcela da nossa população jovem pretende contribuir para a reflexão sobre as hierarquias do gosto e a constituição das identidades no contexto da chamada pós-modernidade. O jornal Extra e a construção de identidade no jornalismo popular através da hierarquização das reportagens. Natália Gomes Soares [email protected] Orientadora: Ana Paula Goulart O presente trabalho pretende analisar a hierarquização das reportagens no jornalismo popular e identificar de que modo os veículos são planejados para atender a um determinado perfil de leitores-consumidores, a partir da perspectiva dos processos de produção, tanto da primeira página, como na definição de prioridades do veículo. O Extra é o estudo de caso, tendo em vista ser atualmente o jornal mais lido do país. O trabalho também constrói um breve panorama do jornalismo popular carioca desde o seu surgimento e fará um painel sobre as circunstâncias do mercado à época do lançamento do Extra, além de discutir as mudanças pelas quais o jornalismo popular passou através dos tempos e quais seriam seus novos rumos. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 36 Poder, Ética e Assessoria de Imprensa - O caso do caseiro e do ministro. Paola Pinto Rivera Alvarez Side [email protected] / [email protected] Orientador: Eduardo Refkalefsky Dentro do tema proposto, a pesquisa foi orientada segundo os estudos de poder e ética na comunicação, usando como base uma análise de caso: a quebra de sigilo bancário, de uma testemunha, divulgada à imprensa por Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa de Antonio Palocci, atual exMinistro da Fazenda do governo Lula. Esse fato acabou gerando uma nova discussão sobre ética e comunicação, o que proporcionou esse estudo mais aprofundado sobre essa relação. A pesquisa, que discute as reais funções de um assessor de imprensa e as normas éticas que regem esse trabalho, foi norteada pelo seguinte roteiro: introdução teórica à ética e assessoria de imprensa, contextualização do caso e análise do mesmo de acordo com a base teórica utilizada. A redundância no jornalismo. Pedro Paulo Garcia da Silva [email protected] Orientador: Muniz Sodré Investiga-se teoricamente a redundância e parte-se desta para o jornalismo – cujas práticas são normalmente descritas como objetivas. Seus detratores denunciam a objetividade como uma construção retórico-ideológica de representação do real; nega-se o caráter objetivo e imparcial atribuído por apologistas ao jornalismo. O trabalho busca complexificar a crítica feita à lógica objetiva do jornalismo. Sem se esquecer das condições sóciohistóricas de sua realização, propõe-se a hipótese de que para além da aparente objetividade, o jornalismo tem diversos critérios redundantes. O reconhecimento do texto jornalístico como tal – direto, lógico e não opinativo – corrobora a redundância em termos de formato. Mas, além da dimensão lingüística, observa-se um jornalismo singularizador, o qual privilegia alguns assuntos em detrimento de outros ao escolher suas pautas. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 37 Imagens Violentas – percepções e sentimentos diante de fotografias de violência. Raphael Bispo dos Santos [email protected] Orientadora: Priscila Kuperman O que sentir diante do horror, da dor do outro? Essa parece ser a principal pergunta que permeia o projeto experimental “Imagens Violentas: percepções e sentimentos diante de fotografias de violência”. A partir do levantamento e categorização de imagens relacionadas à violência publicadas no jornal O Globo foram realizadas entrevistas em profundidade com jovens de camadas médias da Zona Sul carioca. A “dieta diária de horrores” a que estão submetidos pelos meios de comunicação pode ser um caminho para explicar suas experiências emocionais com as fotografias. Jornalismo internacional: a mudança na editoria inter nos últimos 50 anos. Renata Marques Moreira de Castro [email protected] Orientador: Mohamed Hajji O objetivo dessa monografia é refletir sobre a mudança no Jornalismo Internacional no Brasil ao longo dos últimos 50 anos. Nos jornais, revistas e programas de rádio e televisão brasileiros, percebe-se claramente a influência das transformações no cenário geopolítico mundial, acompanhadas da evolução tecnológica. Do telégrafo à Internet, são modificadas não somente as bases da transmissão de informações e acesso às fontes, mas também a forma e conteúdo das reportagens: as poderosas agências de notícias perdem o lugar exclusivo de divulgadoras dos fatos. Através de entrevistas com correspondentes internacionais e observação de jornais impressos da época, será feita a análise da forma de construção da editoria internacional e da importância dos correspondentes estrangeiros no noticiário. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 38 O lugar do jornalismo nas emissoras FM – um estudo de caso da rádio Paradiso FM. Renato Pereira Hermsdorff [email protected] Orientador: Fernando Mansur Este trabalho tem como objetivo pesquisar o lugar que o jornalismo ocupa em uma rádio FM. Mas não em qualquer emissora FM. Interessam aqui, sobretudo, as rádios como programação voltada principalmente para a música. O foco é a rádio Paradiso FM, do Rio de Janeiro, como um estudo de caso. Para se chegar até aqui, faz-se necessário entender o surgimento do rádio no Brasil e, conseqüentemente, do radiojornalismo brasileiro; o papel que o rádio passou a ocupar com o advento da televisão; os possíveis caminhos que o radiojornalismo ainda pode percorrer no FM; a importância da segmentação para o veículo. Estas são questões iniciais que se colocam necessárias para o entendimento do tema. A análise de todas elas tem como objetivo final um estudo sobre a rádio Paradiso FM. Montbläat – uma nova tentativa de jornalismo independente na internet. Sergio Ignácio Cardoso Duran [email protected] Orientador: Muniz Sodré O trabalho consiste em apresentar e analisar a experiência do jornal Montbläat, veiculado exclusivamente por mensagens eletrônicas (e-mail), no contexto do que é produzido na internet como jornalismo independente. Serão analisadas as características de ruptura e continuidade que este novo produto apresenta dentro deste conceito. O trabalho pretende questionar também se este meio é hoje o mais adequado para a implementação de um jornalismo alternativo à grande imprensa. Produzido pelo jornalista Fritz Utzeri, o Montbläat contém características diferentes do que é realizado atualmente na internet, tanto pelo jornais com circulação em papel aliado à sua versão online em tempo real, quanto pelos diários eletrônicos (blogs) e os sites de opinião. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 39 Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Representação social, simbologia e os processos de captação do inconsciente coletivo pelo artista do carnaval. Sidimir Sanches [email protected] Orientadora:Maria Helena Junqueira Como se dá o processo de criação do artista popular do carnaval? De que forma ocorre (sob quais processos psicanalíticos) o intercâmbio inconsciente que parte da coletividade (anseios sociais) e vai parar no imaginário criativo do artista popular (sob a forma de símbolos, através dos processos de concepção e execução que compõem o processo criativo)? De que forma o advento do patrocínio e a mídia televisiva (adesão das escolas de sambas às lógicas do mercado) interferem no processo de criação carnavalesca (já influenciada por fatores psicanalíticos)? Trataremos neste projeto, num primeiro momento, da história do carnaval: seu surgimento, seus desdobramentos e evolução como rito de passagem (ou de calendário). Ainda neste primeiro capítulo analisaremos a história do carnaval no Brasil e, em especial, na cidade do Rio de Janeiro. No segundo capítulo, discutiremos o processo de criação do artista popular, tanto na concepção quanto na execução; Discutiremos, ainda, de que forma ocorre (sob quais processos psicanalíticos) o intercâmbio inconsciente que parte da coletividade (anseios sociais) e vai parar no imaginário criativo do artista popular. Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense. Sirleine Gentil [email protected] Orientador: William Dias Braga “NOVO RIO – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense” é uma grande reportagem que busca humanizar um espaço geográfico que faz parte da infra-estrutura viária do Rio de Janeiro. O texto, dividido em doze capítulos do projeto gráfico do livro em que foi transformado, apresenta a rodoviária em questão como um espaço de circulação, movimentação, SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 40 fluxo e permanência de diversos atores sociais. Nas oitenta páginas em que texto e fotos se apresentam, está um recorte da realidade do objeto de estudo observado à exaustão e que permitiu a percepção das diversas motivações que levam cinqüenta mil pessoas diariamente àqueles corredores, e que vão muito além da intensificação da produtividade do trabalho e da construção do campo da economia do conhecimento. Mídia e estigma – as Testemunhas de Jeová, do Nazismo aos dias de hoje. Teresinha Cavalheiro de Azevedo [email protected] Orientadora: Priscila Siqueira Kuperman Esse trabalho tem como objetivo abordar questões sobre a mídia e o estigma que surge como resultado dela, tendo como pano de fundo o grupo religioso Testemunhas de Jeová. Serão tratadas questões como o regime nazista, onde vários grupos étnicos e segmentos minoritários da sociedade foram perseguidos (aqui será estudado o caso específico das Testemunhas de Jeová), e que a mídia deu destaque apenas ao grupo dos judeus, fazendo, com isso, que muitos acreditassem que somente estes haviam sido perseguidos no regime de Hitler. Como conseqüência dessa segregação, as Testemunhas de Jeová desenvolveram materiais impressos próprios, como forma de divulgar sua história e seus credos, tendo, por conseguinte, parques gráficos próprios. Trazendo a história da estigmatização para os dias de hoje, serão tratadas questões de intolerância por parte da sociedade e representadas pela mídia, que publica matérias com conotação negativa, estigmatizando e pré-julgando as Testemunhas de Jeová. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 41 Na teia – sociedade civil organizada e inteligência coletiva. Thiago Sabatinelli Rodrigues [email protected] Orientadora: Ilana Strozenberg O trabalho apresenta um quadro das organizações da sociedade civil no país e as perspectivas e tendências que se delineiam com as novas formas de comunicação social em rede. Descreve as características do novo modelo de comunicação interativa surgido com a Internet no final do século passado e investiga como o uso que se vem fazendo das novas tecnologias pode ser utilizado para ampliar o exercício da cidadania e atender demandas afetas à comunicação de organizações da sociedade civil. O trabalho apresenta ainda o conceito de Internet 2.0, em que as informações são transmitidas de muitos para muitos indivíduos, e oportunidades de aplicação pela sociedade civil organizada na produção e difusão de conhecimento. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Habilitando para Produção Editorial 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 44 Máquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e artísticos na feitura de discos. Álvaro Lazzarotto de Almeida [email protected] Orientador: Henrique Antoum Este trabalho se propõe a pensar o modo como as sucessivas invenções de ferramentas para gravação de som intervêm nos procedimentos de criação de música. De uma análise das necessidades humanas que causam tais invenções, às invenções que produzem novas necessidades, investiga quais valores estão em questão na arte musical contemporânea, tempo em que ocorrem profundas quebras nos paradigmas de apreciação de arte. Examinando a relação entre as técnicas de estúdio e as de composição de música, desde o surgimento da gravação até a atualidade, conclui-se que conceitos como criação, desempenho e autoria adquirem um novo caráter. A Produção do livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense’. Augusto Cesar Santos da Costa Barros [email protected] Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha O trabalho consiste na apresentação de um relatório sobre a produção do livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz a vida à maior rodoviária fluminense’, desde a elaboração do texto até a impressão, passando pela concepção do produto, manipulação de imagens, criação do projeto gráfico e diagramação. Originalmente escrito como uma reportagem jornalística por Sirleine Gentil, aluna de graduação, e baseado nos conceitos do new journalism e do jornalismo literário, trata da vida de pessoas que convivem na rodoviária Novo Rio. Desde passageiros de final de semana até funcionários de empresas, passando por migrantes, vendedores ambulantes e outros. O discurso presente no livro está baseado em um retrato da história de pessoas simples, uma visão desprovida de preconceitos, típicos das matérias clichês dos jornais em véspera de feriado e das análises geográficas da academia. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 45 Na concepção do projeto gráfico é demonstrado como a tipografia funciona, a fim de contribuir para o texto. O livro contém um caderno de imagens que mostra cenas da rodoviária e o relatório contém detalhes sobre a produção do livro, cronograma. A mulher na literatura e a nova literatura feminina pós-Bridget Jones. Clarissa Carneiro da Silva Peixoto [email protected] Orientador: Maria Helena Junqueira Analisa-se a expressão de mulheres através da literatura feita para o público feminino. São abordadas a questão sobre a existência ou não de uma literatura tipicamente feminina, as formas de a mulher se expressar, além de um histórico da relevância, e “permissão” pela sociedade, da mulher no “contar para as massas” através da literatura. Abordam-se as questões necessárias para a emergência da mulher-escritora e alguns rótulos que a ela têm sido atribuídos. Ainda, a existência de temática comum e pontos de divergência entre a literatura produzida por mulheres desde seus primeiros escritos e os “romances-mulherzinha”, que provocaram um boom editorial a partir de finais dos anos 1990. Analisa-se um caso que se transformou em sucesso editorial — O diário de Bridget Jones e como este romance influenciou na publicação de outros, posteriores, corroborando teorias de reprodução de fórmulas na indústria cultural. Normalização de trabalhos de conclusão de curso. Cláudia de Gois dos Santos [email protected] Orientadora: Regina Célia Montenegro de Lima A normalização possibilita padronização na elaboração e apresentação de documentos, pois promove estruturação adequada, pertinente e relevante em linguagem apropriada que facilita a transferência de informação. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 46 Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – é um documento, onde o autor apresenta o desenvolvimento de sua pesquisa e comunica resultados alcançados ao meio acadêmico.Com normalização conveniente a estrutura é organizada de tal forma que a informação se apresenta compreensível e passível de mais eficiente e eficaz comunicação. Autores de TCC não podem ignorar ou desconhecer as normas da ABNT e da IES a que se vinculam e que precisam ser seguidas para maior eficiência e otimização de resultados. Através de revisão de literatura pertinente e da análise de estruturas de TCC de Comunicação Social da ECO/UFRJ, este trabalho reúne indicações de como e porque elaborar trabalhos de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Com destaque para as normas que orientam a estruturação das partes do documento, o sumário, as citações e as referências. Também devem ser salientados: objeto de estudo, objetivos, metodologia e justificativa que destacados na introdução, devem ser desenvolvidos no texto e concluídos nas considerações finais segundo os princípios de: evidência, análise, síntese, enumeração (Descartes). Relatório anual: um produto editorial. Jaqueline Castro Scherer [email protected] Orientador: Paulo César Castro de Souza Dada a crescente importância do relatório anual na estratégia de comunicação institucional das empresas, o trabalho avalia como, no Brasil, a produção destas publicações tem sido realizada sob um esmero cada vez maior, aliando a qualidade dos textos e fotografias à apresentação visual. Também discute como, conseqüentemente, abre-se um importante campo de atuação profissional para os produtores editoriais. Com relação ao relatório anual, são estudados seu público alvo e a evolução de seu conteúdo no Brasil. As melhores práticas são identificadas através da análise dos relatórios anuais publicados em 2006 por algumas das 10 maiores empresas do Brasil, segundo o Guia exame melhores e maiores, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce e pela Petrobras. Os parâmetros utilizados para essa análise se basearam em livros americanos, cuja tradição neste SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 47 tipo de publicação é maior que a do Brasil, e nos critérios de uma das principais premiações da categoria, a da Associação Brasileira de Companhias Abertas – ABRASCA. Por fim, por meio da comparação entre o relatório anual e o livro, o estudo demonstra que se trata de um produto editorial, derrubando o mito de que a editora é o único mercado de trabalho do produtor editorial, sem que haja desvio de função. A indústria editorial brasileira. Marina Vargas Couto [email protected] Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha O trabalho busca recuperar e esclarecer alguns pontos da história da indústria editorial do livro no Brasil, percorrendo os acontecimentos mais importantes nessa trajetória desde a proibição da impressão no período colonial até os dias de hoje, quando, apesar de o mercado editorial brasileiro ser o oitavo maior do mundo, ainda enfrenta muitos dos mesmos problemas da época em que se resumia a uma colônia sem interesse econômico ou cultural. A proposta é, por meio desse histórico da o esses problemas e chegar a um entendimento mais detalhado e amplo desse objeto, o livro, que foi, durante pelo menos os últimos quinhentos anos, o principal veículo difusor de idéias, informações, cultura e lazer da humanidade. DVD documentário sobre Nelson Sargento; produção editorial desde a criação até a distribuição de um produto cultural reinventando uma tradição. Rodrigo Fernandes Lomelino [email protected] Orientadora: Regina Celia Montengro de Lima A proposta é realizar como Projeto Experimental, um DVD documentário sobre Nelson Sargento, passando por todas as etapas da produção editorial de um DVD, desde a sua concepção criativa, até sua colocação à venda para o consumidor final. Deve ser exposto o passo-a-passo da elaboração SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 48 do layout e solução gráfica, escolha do papel, tipologia, diagramação, imagens, ilustrações, finalização, impressão, acabamento e produção das peças, tendo em vista a viabilidade de custos, além de desenvolver também a estratégia de marketing e de distribuição do produto. Partindo do pressuposto de que o samba é um importante ritual contemporâneo, com papel fundamental na construção da cultura e da identidade do povo brasileiro, o trabalho apresenta uma reflexão a respeito deste universo: a origem e a trajetória do samba carioca; o surgimento do sambódromo, a indústria cultural, a entrada da mídia, a espetacularização do samba, o processo de modernização e a reinvenção de uma tradição. Por fim, o trabalho identifica a importância do personagem Nelson Sargento, cidadão do samba, que se torna um hino de resistência da cultura do samba carioca e memória viva da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. Além de ser um cidadão do samba, Nelson Sargento é um cidadão do mundo, produzindo até hoje, aos 78 anos de idade, incríveis contribuições para a música, a arte e a cultura popular brasileira Literatura para uma nova infância Vanessa Vilas Bôas Huguenin [email protected] Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha Análise da influência do novo papel da infância, na atual sociedade de consumo, na criação, edição e venda de literatura infantil. Breve estudo da descoberta e evolução do sentimento de infância desde a Idade Média e como, a partir daí, surge um espaço para a produção de uma literatura direcionada a este público. Rearranjo do lugar da infância na sociedade de consumo, com base em suas características básicas. Interferência da nova faceta da infância no processo de criação, edição e venda de livros infantis no Brasil. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Habilitando para Publicidade e Propaganda 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 50 Aproveitamento de valor agregado da marca no desenvolvimento de produtos e serviços: pipoca para microondas Cinemark. Adilson Andrade de Jesus [email protected] Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello Este trabalho apresenta um panorama da história das salas de cinema no Brasil, e borda hábitos de consumo relativos à “experiência de cinema” no Brasil a partir da implantação da rede americana de multiplex Cinemark. O objetivo é identificar oportunidades de aproveitamento de valor agregado da marca “Cinemark” no desevolvimento de produtos e serviços que possibilitem a manutenção do vínculo da marca à experiência do cinema no espaço privado. As peculiaridades comportamentais da experiência do cinema em casa e as motivações do consumidor em optar pelo espaço privado em detrimento do espaço público são pontos de partida para uma análise que visa identificar formas de associar a marca Cinemark à experiência de cinema em casa. A pesquisa é realizada com envolvidos no trabalho e a partir de informações coletadas na própria empresa e, também nos periódicos “Filme B” – que analisam semanalmente desde o início da década de 90 os números de exibição e distribuição de cinema no Brasil. As tendências de consumo de eletrodomésticos, tais como televisores e aparelhamento de som de última geração tecnológica que ajudam a recriar e simular a experiência de cinema e o significado social do lazer enclausurado a as tendências que implicam são também objetos de análise para avaliar o lançamento da pipoca para microondas Cinemark. Novas mídias como alternativa. Adriana Passos Mendonça [email protected] Orientadora: Claudete Lima da Silva O trabalho busca analisar o papel do profissional de mídia hoje. Apresenta um panorama das mídias tradicionais, como televisão, rádio, jornal, revista etc. Além disso, desenvolve uma análise das transformações pelas quais o planejamento de mídia vem passando, em decorrência das inovações SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 51 tecnológicas, das mudanças no perfil dos consumidores e das necessidades do mercado. A proposta é determinar em que casos o planejamento de mídia deve se ater às mídias tradicionais e quando deve buscar novas formas de comunicar sua mensagem, através do recurso de novas mídias ou do uso criativo de mídias mais convencionais. Como e quando conciliar o convencional com o inovador. Propaganda institucional e construção da imagem corporativa das organizações Bradesco e Odebrecht. Alline Viana Couto [email protected] Orientadora: Janice Caiafa Este trabalho busca investigar o papel da propaganda institucional como ferramenta de marketing e seus efeitos. A atuação do marketing nos diversos ambientes da vida social é examinada a partir da noção de agenciamento coletivo do consumo, desenvolvida por Burrowes. A dinâmica de mutação do capitalismo gera crescente valorização da imagem corporativa. Atualmente, o capitalismo não é mais dirigido para a produção, mas para venda ou para o mercado, quer vender serviços. Ele opera principalmente no nível da produção de subjetividade. A pesquisa explora a atuação da propaganda institucional como um importante fator de criação, reforço ou correção da imagem corporativa, sendo um forte componente de produção subjetiva. A imagem corporativa é considerada um elemento ainda mais crítico no marketing de serviços. Empresas prestadoras de serviço investem com bastante intensidade em propaganda institucional. Nesse tipo de comunicação, nota-se que o tema responsabilidade social é muito recorrente. O objetivo geral deste estudo é investigar o processo de construção de imagem corporativa, analisando a propaganda institucional das organizações Bradesco e Odebrecht e individualizando o discurso de responsabilidade social presente nesses anúncios. A análise problematiza os pressupostos implícitos, identifica as ressonâncias e implicações desse discurso empresarial cada vez mais difuso em nossa sociedade. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 52 Maquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e artísticos na feitura de discos. Álvaro Lazzarotto de Almeida [email protected] Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz Este trabalho se propõe a pensar o modo como as sucessivas invenções de ferramentas para gravação de som intervêm nos procedimentos de criação de música. De uma análise das necessidades humanas que causam tais invenções, às invenções que produzem novas necessidades, investiga quais valores estão em questão na arte musical contemporânea, tempo em que ocorrem profundas quebras nos paradigmas de apreciação de arte. Examinando a relacão entre as técnicas de estúdio e as de composição de música, desde o surgimento da gravação até a atualidade, conclui-se que conceitos como criação, desempenho e autoria adquirem um novo caráter. Plano de marketing: lançamento das meias descartáveis Clean Socks. Ana Carolina R. dos Santos e Vanessa Ventura de Oliveira [email protected] [email protected] Orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello O desenvolvimento de economia global, tecnologia e de meios de comunicação causa verdadeira revolução no marketing, fazendo com que o foco de resultados de vendas passe a priorizar a total satisfação do cliente. Cliente satisfeito é garantia de sobrevivência da empresa. O público masculino se preocupa cada vez mais com saúde e estética, o que gera aumento da prática de esportes e do consumo de produtos que proporcionam bem-estar. Considerando a oportunidade de inserção neste mercado em expansão, desenvolve-se um produto inovador, meias descartáveis para jovens esportistas. Este trabalho apresenta plano de marketing para lançamento do produto no Rio de Janeiro, em 2007. O plano bem feito, com análises e avaliações, indica que o mercado é complexo e sem espaço para aventuras. No lançamento do novo produto, a tomada de decisão deve ser baseada em informações adequadas, pertinentes, confiáveis e no SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 53 conhecimento de princípios e conceitos fundamentais como posicionamento, branding e pesquisa de mercado. O estudo identifica situações e ratifica a idéia de que todos os setores da empresa devem trabalhar em harmonia para que os desejos e necessidades dos consumidores sejam satisfeitos e os resultados otimizados. Empresa e sociedade são beneficiadas quando há correta aplicação de conceitos de marketing. Comunicação e os novos papéis sociais da mulher: o caso do reposicionamento da Avon. Ana Carolina R.. da Silva [email protected] Orientador: Eduardo Refkalefsky O trabalho proposto é um estudo de caso do reposicionamento da Avon Products, Inc. no início dos anos 90 e seus reflexos na subsidiária brasileira. O reposicionamento da empresa faz-se necessário quando a empresa percebe, mesmo que tardiamente, que seu público-alvo se transforma a partir dos anos 70, com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A empresa encontra cada vez menos mulheres dispostas a trabalhar meio expediente, e as vendedoras passam a não encontrar suas clientes em casa. O estudo traz um breve histórico da empresa, no mundo e no Brasil, e alguns fatores responsáveis pela necessidade de reformular sua comunicação. Apresenta-se uma revisão teórica sobre os conceitos envolvidos no estudo para avaliar os métodos da empresa: o conceito de posicionamento e suas aplicações, composto de comunicação no contexto da Avon, mudanças nos papéis sociais da mulher e suas conseqüências no ambiente de mercado. O estudo foca um novo composto de comunicação, desenvolvido tendo em vista essa nova realidade da mulher e destaca a eficácia do novo posicionamento adotado. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 54 Produção de eventos: a importância do Interseção. Anastha Machado Cruz [email protected] Orientadora: Ilana Strozenberg Co-orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello Estudo sobre benefícios que um seminário de Publicidade e Propaganda como o Interseção, organizado exclusivamente pelos alunos da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pode trazer para uma instituição acadêmica. Os temas relativos à produção de eventos universitários, profissionalização dos alunos, construção de imagem institucional. As relações entre Estado, Universidade e sociedade. O Interseção pretende trazer vários benefícios para diferentes públicos. Para os alunos que o organizam, traz a possibilidade de adquirir experiência no campo da produção de eventos, além de fazer contatos importantes para sua carreira profissional. Para o público-alvo, constituído pelo universo de alunos, proporcionaria a aquisição de novos conhecimentos, através de palestras e mesas de debate, em que profissionais representativos do mercado fazem análises de diferentes aspectos do campo da propaganda e da área de marketing. Do ponto de vista das empresas patrocinadoras, há o benefício de agregar o atributo de promotoras da cultura à sua imagem. O evento, pela sua repercussão, beneficia também a UFRJ e a sociedade de um modo geral, na medida em que está contribuindo para formar profissionais mais qualificados, éticos e conscientes de seu papel social. No momento social e político atual, marcado pelo crescente sucateamento da universidade pública e a escassez de recursos, eventos como o Interseção podem ser alternativas para aprimorar o processo de formação acadêmica, sendo um elemento importante na discussão da relação entre mercado e Universidade. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 55 Um olhar sobre o novo: Orkut é ferramenta de pesquisa? Bruno Rocha Altieri [email protected] Orientadora: Claudete Lima da Silva O trabalho proposto destina-se fundamentalmente a verificar a pertinência do uso do site de relacionamentos “Orkut” como ferramenta auxiliar de pesquisa de mercado. Primeiramente, o estudo aborda de que forma a necessidade de informação é fundamental como parte do processo de busca para uma comunicação eficiente. Procura então demonstrar a pesquisa como fonte principal, organizada e legitimada, na obtenção dessas informações. A seguir, o estudo traz um panorama de como a Internet está mudando, discute novos conceitos como “Web 2.0” e “antropologia virtual” e busca identificar novas ferramentas como blogs e comunidades virtuais. Através de entrevistas com profissionais do mercado que lidam com pesquisa, leituras afins e observação, o trabalho busca definir um panorama, traçar um histórico, rever a importância e ilustrar usos do site de relacionamentos “Orkut”. Discute-se a seguir seus métodos, usos, vantagens e, por outro lado, riscos e limites como ferramenta de pesquisa, traçando paralelos com métodos tradicionais. Propaganda atual: agregando valor ao produto. César Rodrigo Monsores Niderauer [email protected] Orientadora: Maria Helena Junqueira Em um anúncio hoje, geralmente, não se oferece só o produto, mas também, um estilo ou conceito embutido com o produto. O mercado demanda e escolhe aquele produto que possa satisfazer suas necessidades, desejos e interesses. O consumidor vai escolher também aquele produto com que mais se identifica. Este trabalho procura analisar fatores que tornam possível à propaganda atual agregar valor ao produto/serviço oferecido para otimizar a demanda. Considera-se que grande parte do valor agregado pela propaganda é constituído por valores intangíveis, conceitos ou estilos que necessariamente não estão no produto, mas passam a ser ‘adquiridos’ SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 56 com ele. E com esse propósito, este trabalho vai apresentar inicialmente a propaganda meramente comunicativa, que informa a existência do produto para chegar a identificar e caracterizar como a propaganda passa a agregar outros valores ao produto. A proposta é analisar e avaliar como tal mudança é possível e, como a sociedade de consumo, principalmente alguns de seus segmentos/grupos podem fornecer bases para essa mudança a fim de se obtenha melhores resultados. Estratégia de reposicionamento de imagem de marca de instituições públicas de crédito; caso da Caixa Econômica Federal, no cenário Rio de Janeiro, Brasil em 2006. Daniel Dias Azevedo [email protected] Orientador: Luiz Solon Gonçalves Gallotti Esta monografia tem o objetivo de analisar como é feita a mudança de posicionamento da imagem da marca Caixa Econômica Federal, através de um estudo de caso. A Caixa Econômica é uma instituição conceituada no mercado bancário, entretanto encontra problemas quanto a sua comunicação e posicionamento da sua imagem. É abordado o caso da transição da imagem de um banco somente social para a de um banco também comercial, que busca a fidelização de clientes, a lucratividade nas operações bancárias e as vendas de seus produtos. O trabalho de pesquisa visa obter informações sobre as estratégias utilizadas e analisar esse processo, uma vez diagnosticada pela área de Marketing da Caixa, através de pesquisas, a necessidade de renovar as expressões da marca Caixa. Segundo conceitos de imagem de marca, identidade corporativa e algumas teorias de marketing são analisadas as estratégias e ferramentas utilizadas pela Caixa para atingir seus objetivos. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 57 A imagem fotográfica, o corpo e as novas tecnologias de comunicação: o corpo na produção de imagens contemporâneas. Diego Paleólogo Assunção [email protected] Orientador: Antonio Paca Fatorelli Esse trabalho tem como objetivo investigar a fotografia na era digital e a relação corpo-fotografia. As novas tecnologias de comunicação reformam o corpo a partir da imagem. Para realizar esse trabalho, são estabelecidas duas etapas. A primeira é uma investigação teórica, a partir da análise do trabalho de alguns artistas que representam esse jogo onde se busca delinear o corpo contemporâneo, sua imagem e as formas de edições desse corpoimagem, A segunda parte do trabalho é o desenvolvimento de um ensaio fotográfico, que ganha maior complexidade de análise com o suporte teórico definido e explicitado e com a caracterização do ensaio. Os personagens de animação na propaganda brasileira. Fábio Roberto Lapolli [email protected] Orientador: Jonas Federman O objeto de estudo deste trabalho são os personagens de animação como ferramenta de venda na publicidade brasileira. A Motor Gang - quadrilha que representa os defeitos do motor de um carro - vende a linha de aditivos automotivos da marca Bardahl, o Frango Veloz promove a marca Sadia da industria de alimentação e o Bond Boca - é o personagem que divulga o produto da marca Cepacol. Estas campanhas aqui destacadas são exemplos bem sucedidos no panorama brasileiro publicitário das décadas de 60, 70 e 80 respectivamente. Com releituras e adaptações, estes personagens de animação continuam no ar até hoje. Esta opção de estudo desses personagens deve-se ao fato de que tecnicamente e em termos de retorno publicitário estes casos marcam época na história da publicidade brasileira. O objetivo geral desse estudo é observar em que medida os personagens de desenho de animação colaboram na fidelização dos SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 58 consumidores aos seus produtos e marcas. O objetivo especifico é o de estudar o processo de criação e desenvolvimento desses personagens, suas características técnicas e conceituais. A literatura para elaboração do texto é principalmente baseada em fontes que descrevem as técnicas de produção da animação desde a década de 50 aos dias atuais. O desenvolvimento das características de um personagem é o tema abordado ao longo das entrevistas com importantes profissionais da área de animação para publicidade. Criação e gestão da marca no organismo não governamental. Felipe N. Reys Ferreira Coelho [email protected] Orientadora: Claudete Lima da Silva Conceitos de criação e gestão de marcas, passando por assuntos relativos às interculturalidades, cultura de consumo, instâncias de poder herdadas das sociedades disciplinares e sua consolidação nas sociedades de controle. Definição da mais-valia dentro da produção imaterial, suas consequências e adaptações regionais. Análise de caso de uma ONG pode indicar de que forma práticas adotadas por corporações capitalistas podem embasar as iniciativas civis. Identificar o que pode ser aproveitado e aperfeiçoado no funcionamento dos organismos não governamentais e sem fins lucrativos. Atividades compreendidas dentro do campo de atuação de uma ONG, podem assumir o papel de promotoras de mudanças sociais concretas. Na análise do universo de marcas é escolhido o livro “Sem Logo” de Naomi Klein. “Quanto mais pessoas tomarem conhecimento dos segredos da rede global das marcas e dos ‘logo’ tanto mais a sua indignação alimentará o grande movimento político que se está a formar, isto é, uma vasta onda de contestação que tomará como alvo precisamente as sociedades transnacionais, em particular as que têm marcas mais conhecidas”. (Klein,1999,p. 19).O foco assemelha-se à tese essencial do livro de Klein.: Além disso servem como eferencial teórico obras como “Diferentes, desiguais e desconectados” de Nestor Garcia Canclini, o “ Post-scriptum sobre sociedades de controle” presente em “Conversações” de Gilles Deleuze, “O poder da publicidade na sociedade consumida pelas marcas” de Dominique Quessada e “O Capital imaterial” de André Gorz. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 59 Surge um novo profissional de mídia: a nova realidade da mídia como meio de comunicação da publicidade comercial e sua repercussão nos investimentos nessa área. Fernanda Moraes Cardozo [email protected] Orientadora: Claudete Lima da Silva A mídia como espaço de comunicação publicitária a as transformações na atividade profissional em decorrência de inovações. Nesta ótica definemse os conceitos de mídia, suas alterações ao longo dos anos e identificamse as mudanças no funcionamento e na estrutura do departamento de mídia de uma agência de publicidade, bem como o papel dos institutos de pesquisa. O objetivo desse trabalho é fazer uma análise das mudanças conceituais, técnicas e tecnológicas ocorridas na atividade do profissional de mídia, demonstrando os efeitos dessas mudanças na propaganda hoje. São identificadas e analisadas as alterações decorrentes da informatização de agências de publicidade, de institutos de pesquisa e dos veículos de comunicação. Desenvolve-se também uma análise dos novos meios como internet e mídias alternativas, das novas formas de utilização das mídias tradicionais e das modalidades de marketing como conseqüências das mudanças na atividade do profissional de mídia. Veja x Época: análise comercial das duas maiores publicações do meio revista no Brasil. Fernando Lapa Barbosa [email protected] Orientador: Sebastião Amoedo de Barros Há dois ícones no meio revista, VEJA e ÉPOCA, que travam uma “batalha” semanal na prospecção por anunciantes: Ambas têm o mesmo público-alvo e são as duas maiores publicações do meio revista em circulação de exemplares, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). ). A fim de se adequar às alternativas de mídia buscada pelos anunciantes, os veículos se posicionam cada vez mais preocupados com segmentação. Veículos de mesmo posicionamento travam “duelos” de concorrência vi- SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 60 sando atrair uma fatia maior do mercado anunciante. Pensando sempre em novos negócios, anunciantes tentam “driblar” o senso comum, e buscam alternativas de mídia que concentrem o público-alvo desejado. Este trabalho pretende estudar de que forma as equipes comerciais deste dois periódicos, Veja e Época, se estruturam para atrair cada vez mais anunciantes e como se planejam/estruturam/organizam/distribuem para vencer a concorrente nesta disputa pelo segmento de mercado pretendido. O trabalho é uma avaliação da imagem destes dois títulos editoriais, tanto na visão de suas próprias equipes comerciais, quanto na visão dos anunciantes. Posicionamento junto ao público alvo para definição de plano de marketing adequado para otimizar resultados. Delícias de Rio – uma receita de comunicação: plano de comunicação para uma empresa real. Gabriela Alves Corrêa de Camargo e Maressa Nunes Bessa [email protected] [email protected] Orientador: Marcelo Helvécio Navarro Serpa Aplicação dos conceitos de comunicação integrada na realização de um plano de comunicação para uma cooperativa popular de buffets para eventos. São analisadas as particularidades da empresa, do setor em que atua e sua visão de negócios. Essas questões são alinhadas às práticas de uma Comunicação Integrada de Marketing eficiente e é proposto um plano, na intenção de resolver os problemas de comunicação existentes e auxiliar a empresa no alcance de seus objetivos. Pretende ressaltar a importância da comunicação da empresa com seu público na criação de consciência sobre o produto/serviço oferecido, na formação de uma imagem e de um relacionamento positivos e na retenção dos clientes. E, principalmente, cumprir com um papel de responsabilidade social ao oferecer à empresa estudada – e a outras que venham a utilizá-lo como referência – uma ferramenta para atuar em favor da sustentabilidade de seu negócio. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 61 A importância da comunicação visual para o varejo: uma análise das lojas de conveniência Star Mart. Gabriela Chabudet Caetano [email protected] Orientadora: Fernanda Martineli Este trabalho visa discutir a importância da comunicação visual para o varejo de auto-serviço, fazendo uma análise da comunicação visual das lojas de conveniência Star Mart do Rio de Janeiro, ligadas à rede de postos de combustíveis Texaco. O objetivo é analisar a importância da construção da identidade visual e da imagem corporativa para o mercado varejista. O estudo se concentra nos elementos que compõem a comunicação visual das lojas de auto-serviço e aborda questões como promoção, merchandising e comportamento do consumidor no ponto-de-venda. Branding e a estratégia de marca: o caso da rede de cafeterias Starbucks. Gabriela Lima Lopes e Roberta Regina Fadel [email protected] / [email protected] Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello Com o advento da tecnologia propiciando otimização nos processos de produção, a problemática dos negócios da atualidade se resume a superoferta de produtos e serviços. Para evitar a destruição de valor das categorias por diminuição de preço e para recrutar e reter consumidores com uma proposta relevante, torna-se mais importante do que nunca os investimentos em marketing. Nesse cenário, a criação e construção de uma marca é a primeira atitude para agregar valor e gerar significados e associações favoráveis e condizentes com a mercadoria. Porém, possuir uma marca não basta: é preciso elaborar estratégias que sejam diferenciadas e difíceis de serem imitadas pelos concorrentes e também planos com excelência operacional. Este trabalho de conclusão de curso visa estudar o trabalho de branding vencedor da marca Starbucks, que amplia a cobertura de mercado deixando de vender unicamente em lojas proprietárias para exercer uma nova maneira de vender café no varejo. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 62 A fotografia na cultura digital: uma análise a partir da fotografia de cidades. Gabriela Ribeiro de Oliveira Carrera [email protected] Orientador: Antônio Pacca Fatorelli Análise das principais mudanças que a cultura digital traz ao campo fotográfico focando como eixo central fotografia de cidades. A questão é dividida em dois momentos, o primeiro marcado pela cidade física e a fotografia analógica, considerando a importância do caráter documental da fotografia, da captura de um instante e de uma experiência urbana potencializada na figura do flâneur. No período de transição a imagem passa a ser massificada e representa símbolos e clichês. O mesmo acontece com a cidade, que vai se transformando em um cenário, e já não é o único palco da experiência, que agora se dá também em espaços virtuais onde o voyeur substitui o flâneur. Nesse segundo momento a cultura digital se afirma, a simulação se sobrepõe à realidade física, o fotógrafo passa a montar situações controladas dentro do estúdio e sua câmera é potencializada com a entrada da fotografia digital e das imagens de síntese. Nesse contexto é possível formar praticamente qualquer imagem pensada. A maneira como a imagem é construída deixa de ter relevância, o que realmente importa é o seu conteúdo. Para possibilitar essa análise comparativa de diferentes momentos são selecionados trabalhos de fotógrafos que têm como premissa e abordagem do tema urbano. A partir dessa seleção é possível identificar, examinar e analisar algumas mudanças que ocorrem com a fotografia face às novas tecnologias. Benicio e a ilustração publicitária. Henrique Vargas Freitas Placido [email protected] Orientador: Amaury Fernandes da Silva Junior Estudo de caso sobre a biografia e alguns fatos da carreira de José Luis Benicio, autor de trabalhos de ilustração reconhecidamente importantes para a publicidade brasileira. Apresenta-se o mercado de ilustração SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 63 publicitária na visão de um ilustrador. Com destaque para: mudanças e tendências, relação entre o ilustrador e agência, competição entre os ilustradores e a importância do reconhecimento profissional no trabalho. Métodos de produção de uma ilustração são descritos, em suas opções estéticas, técnicas e de composição, em função de necessidades mercadológicas. Analisa-se a ilustração publicitária e suas características como ferramenta para a obtenção de uma melhor comunicação visual. Planejamento de campanha publicitária: para escola técnica de saúde em Angola. Jacinta Andrade Marques [email protected] Orientadores: Regina Celia Montenegro de Lima e Sebastião Amoedo de Barros O projeto consiste no planejamento e criação de uma campanha publicitária para a Escola Técnica Profissional de Saúde (ETPS) pertencente ao Ministério da Saúde de Angola. Analisa a realidade atual com base em visão histórica em transformação. O trabalho traça um panorama sobre a transição do sistema socialista para a economia de mercado e ressalta a questão de como este fator obriga empresas angolanas, até então monopólio estatal, a buscar ferramentas de marketing para divulgar seus produtos e serviços em um novo contexto. Apresenta a criação de uma campanha publicitária de divulgação e a construção de uma identidade visual para a Escola. A imagem do Brasil no exterior. Expressão nossa ou impressão deles. João Koeler Hackbarth [email protected] Orientadora: Claudete Lima da Silva O trabalho se propõe a analisar indicadores de conhecimento e imagem do Brasil no exterior, tendo como foco de pesquisa os EUA. A principal fonte de informação é obtida através de uma pesquisa de campo, com abordagem SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 64 quantitativa, realizada nos EUA junto a dois segmentos da população: estudantes universitários e população geral. A pesquisa objetivou aferir o grau de conhecimento, representação e interesse em relação ao Brasil, junto a amostras dos públicos-alvos. Detalhes sobre o método e áreas de investigação serão expostos em capítulo à parte. Além disso, o trabalho se estende a considerações sobre duas questões relevantes. A primeira referese ao gerenciamento precário no Brasil da marca-país no exterior, e a segunda sobre como parte da população norte-americana é, historicamente, desinteressada em assuntos estrangeiros. Comunicação integrada: estudo de caso globoesporte.com. Juliana Ostrovski Dutra [email protected] Orientador: Eduardo Refkalefsky Diariamente os consumidores são atropelados por inúmeras mensagens advindas de produtos ou serviços distintos, mas que procuram atingir um único objetivo: ser o número um na mente de seu público-alvo. Diante deste mercado competitivo, para que a comunicação se torne eficaz é preciso que a organização certifique-se de que a mensagem enviada aos consumidores está concisa em todos os aspectos. Em ano de Copa de Mundo, as empresas se apropriam deste evento para se envolver com o consumidor e se destacar no mercado. Produtos situados na categoria esportes e envolvidos diretamente com o tema, como canais, veículos impressos e portais na Internet, acirram a disputa por quem fornece o maior e melhor número de informações para os espectadores. Nestes casos, uma comunicação integrada assume um novo patamar de relevância, já que funciona como diferenciador entre concorrentes. Mantendo o foco em Portais na Internet, em especial naqueles cujo assunto abordado se situa no mundo dos esportes, e atendo-se ao período pré, durante e pós Copa do Mundo de 2006, será realizado um estudo sobre Comunicação Integrada através do case Globoesporte.com. Este, se trata de um dos produtos inseridos no Portal do provedor de acesso Globo.com, que traz como fator principal informações diárias e atualizadas sobre os acontecimentos esportivos. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 65 Marketing cultural; importante ferramenta de comunicação corporativa, imagem da marca e regulamentação do mecenato. Júlia Padilha Linhares [email protected] Orientador: Sebastião Amoedo de Barros Marketing cultural com importante ferramenta de comunicação. Breve panorama da realidade cultural nos Estados Brasileiros nas últimas décadas para a caracterização do marketing cultural nos dias atuais. Análise de como as empresas do eixo Rio - São Paulo se apropriam desta ferramenta para atingir seus objetivos de comunicação corporativa e construção, reforço ou até correção de sua marca (branding). Questionamento, do ponto de vista do patrocinador, sobre a importância desta ferramenta. Atuação do Ministério da Cultura na regulamentação do mecenato. Identificação dos principais fatores levados em consideração pelas empresas na hora de escolher um projeto cultural para patrocinar. Identificação dos fatores que fazem do marketing cultural uma ferramenta tão prestigiada nas empresas. Enumeração das leis de incentivo fiscal mais importante dos Governos Federal e Municipal e suas funções no processo de revitalização do eixo Rio-São Paulo. Análise e avaliação das formas de mensuração dos resultados de um empreendimento cultural. Assessoria de imprensa e agências de notícias; aproximação e distanciamento na práxis jornalística. Kelly Oliveira Fernandes Valente [email protected] Orientador: Gabriel Collares Barbosa O trabalho é uma análise da atuação das assessorias de imprensa como agenciadoras de notícias e as implicações dessa inversão de papéis na imprensa. Há uma mudança fundamental na função das assessorias no mercado de notícias. Elas deixam de ser apenas fontes de pesquisa para agir como redatoras. A má utilização das informações e dos materiais enviados por elas para os veículos de comunicação também é abordada nesta análise, pois concretizam essa mudança de funções. A partir das SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 66 atividades iniciais destes profissionais, é traçado um histórico das assessorias de imprensa e das agências de notícias, desde sua origem aos dias de hoje para entender como áreas tão distantes se aproximaram a ponto de competirem por espaços nos noticiários. Guanabara: tudo por você. Luciano Olivieri Soares [email protected] Orientador: Sebastião Amoedo de Barros Guanabara; tudo por Você é um estudo de caso de anúncios dos Supermercados Guanabara, uma rede de supermercados voltada para o público popular do Rio de Janeiro (classes C e D majoritariamente). Uma das mais tradicionais redes do país, fundada por portugueses em 1950, com o nome de Casas Guanabara Comestíveis Ltda. Atualmente a rede reune 22 filiais na zonas norte e oeste do Rio de Janeiro,e na baixada fluminense. O Guanabara é o terceiro maior anunciante do Brasil na categoria supermercados. O grupo Pão de Açúcar que inclui Sendas, Extra e ABC Barateiro é o primeiro, e em segundo lugar está o internacional Carrefur. Comparado com os supermercados populares, voltados para a classe C e D, o Guanabara passa a ser o líder da categoria. A publicidade da empresa é produzida por uma agência própria, a Nós Publicidade, responsável pela criação das peças de TV, rádio, outdoor e jornal impresso. A pesquisa esta se debruçando sobre as propagandas do Guanabara, com o decorrer da pesquisa vai ser definido um período cronológico para análise. Além das propagandas de marca e das tradicionais propagandas varejistas devem ser analisadas algumas atitudes promocionais que são veiculadas em suas propagandas como a realização de shows com artistas famosos, sorteios de carros e coisas semelhantes. Não vai ser analisado o setor de marketing da empresa e suas estratégias. Procurase determinar a linguagem utilizada nestas peças publicitárias, por que são utilizadas desta maneira, como isto repercute para a empresa e também seus resultados. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 67 Marketing de Relacionamento: quando, onde, como e por quê? Luisa Uller [email protected] Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello O trabalho busca discutir a importância do marketing de relacionamento para grandes corporações no cenário atual de globalização da concorrência. Para isso, o tema é abordado desde suas primeiras aplicações práticas, passando para importante diferenciação dos mercados usuários das ferramentas do marketing de relacionamento, delineando o mercado corporativo como alvo de pesquisa. Um estudo de caso é feito dentro de uma empresa, buscando comprovar a relevância da construção de um programa de relacionamento para fidelização de clientes e consequentemente, alcançar o objetivo maior de incremento de receita. A Internet e a publicidade varejista: as ferramentas de estímulo ao consumo utilizadas pelos sites de varejo on line. Patricia Arminé da Cunha e Mello Balekjian [email protected] Orientadora: Regina Célia Montenegro de Lima A Internet e a publicidade varejista como ferramentas de estímulo ao consumo. O objetivo deste estudo é analisar a propaganda on line, suas peculiaridades, vantagens e problemas em relação às mídias tradicionais. Pretende-se focar a pesquisa na propaganda on line varejista, especificamente do site Americanas.com para ilustrar a propaganda on line atual, além de traçar um perfil desse tipo de consumidor virtual. A Internet é o meio que mais rápido cresce na história das mídias. Suas peculiaridades em relação às demais mídias também chamam a atenção: em nenhum outro meio é possível atingir o grau de interatividade que a Internet proporciona ao consumidor. A área do Marketing deixa de ser vista exclusivamente como uma área que gasta recursos para então se tornar uma que capta recursos necessários. As ferramentas de Marketing permitem identificar e indicar rapidamente se uma campanha não está dando o retorno desejado e na mesma velocidade fazer as mudanças SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 68 necessárias, evitando que dinheiro e espaços publicitários sejam desperdiçados com campanhas que não apresentam bom resultado. Planejamento estratégico de comunicação de marketing para as escolas do SESI; uma aplicação dos conceitos de marketing e comunicação ao campo da educação. Patrícia Soares de Resende [email protected] Orientadora: Ilana Strozenberg O presente trabalho trata do uso da comunicação de marketing para a promoção da educação. Identificam-se conceitos de marketing e de comunicação, mostrando como estes podem ser aplicados na área educacional. Para isso, pensa-se na escola enquanto instituição, ou seja, uma organização que, assim como outras, tenha no marketing o apoio necessário para seu funcionamento e satisfação de seus mercados-alvo.O planejamento estratégico de comunicação de marketing para as escolas do SESI é utilizado com o objetivo de ilustrar a aplicação dos conceitos de comunicação e marketing no campo da educação.Servem de embasamento para o trabalho os livros: Marketing estratégico para instituições educacionais, de Philip Kotler e Karen Fox; Contato imediato com planejamento de propaganda, de Roberto Corrêa; Marketing de idéias: a promoção da produtividade no terceiro mundo, de José Roberto Whitaker Penteado. Além das obras citadas, a tese de doutorado de Paulo Sérgio Miranda Mendonça, entitulada Contribuição ao estudo do marketing de idéias: um estudo de caso no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), oferece grande utilidade no que diz respeito ao estudo da ampliação do conceito de marketing. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 69 Percepções de identidade da marca social: o caso Afro Reggae. Paula de Carvalho Pimentel [email protected] Orientador: Luiz Solon Gonçalves Gallotti Um ensaio exploratório sobre a construção da identidade da Marca Social, a partir da adoção de recursos de Branding pelo Terceiro Setor. Ressaltase a importância da utilização desses recursos pelas entidades sem fins lucrativos na busca pelo estabelecimento de parcerias e adesão aos seus projetos. Como objeto de estudo, o trabalho elegeu o Grupo Cultural AfroReggae, buscando verificar se o modo como a ONG deseja ser percebida está em sintonia com as percepções de seus stakeholders. Tomam-se, então, por referências, os textos dos autores Naomi Klein, Sem Logo: a tirania das marcas em um planeta vendido; Philip Kotler, Marketing para organizações que não visam o lucro; David Aaker, Marcas: Brand Equity gerenciando o valor da marca; e artigos de Ricardo Guimarães sobre Branding. A vida como a vida é: teoria e prática no desenvolvimento de campanhas publicitárias: o caso CNA Kids 2005. Rebecca de Mattos Barbosa [email protected] / [email protected] Orientador: Marcelo Helvécio Navarro Serpa A ligação entre teoria e prática na comunicação, na propaganda e no marketing é feita, neste trabalho, através do estudo da campanha publicitária do segmento Kids Team, voltado para crianças de 9 e 10 anos, do curso de inglês CNA, no período de Novembro de 2004 a Setembro de 2005. Com base nos dados de pesquisa fornecidos pela empresa e no que é dito pelos principais autores do assunto, constata-se a importância da criação de uma campanha atrativa, que represente o universo deste público-alvo e que, ao mesmo tempo, conquiste a confiança dos pais. O foco deste estudo na campanha CNA Kids 2005 aproveita o novo posicionamento deste segmento com base no aumento da demanda por cursos de idiomas para SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 70 este público. Observa-se que além de seguir o que a teoria ensina é preciso, também, dar personalidade à campanha para torná-la bem sucedida Branding e a estratégia de construção de marca; o caso da rede de cafeterias Starbucks. Roberta Fadel e Gabriela Loppes [email protected] / [email protected] Orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello Com o advento da tecnologia propiciando otimização nos processos de produção, a preço e para recrutar e reter consumidores com uma proposta relevante, torna-se mais importante do que nunca os investimentos em marketing. Nesse cenário, a criação e construção de uma marca é a primeira atitude para agregar valor e gerar significados à mercadoria por associações. Porém, possuir uma marca não basta: é preciso elaborar estratégias que sejam diferenciadas e difíceis de serem imitadas pelos concorrentes e planos com excelência operacional. Essa monografia visa a estudar o trabalho de branding vencedor da marca Starbucks, que amplia a cobertura de mercado deixando de vender unicamente em lojas proprietárias para exercer uma nova maneira de vender café no varejo. A espetacularização da política; análise realizada sobre a campanha eleitoral de 2006 para a presidência da República, durante o primeiro turno no horário gratuito de propaganda eleitoral na televisão. Romulo André Lima [email protected] Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello No contexto da massificação das mensagens informativas, um dos elementos fundamentais da organização social contemporânea é colocado numa posição delicada: a democracia representativa se insere na sociedade da informação, por um lado, ampliando o controle da população sobre os representantes eleitos. Por outro, ficando sob o julgamento de uma platéia que também é alvo do espetáculo da mídia publicitária e da industria SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 71 audiovisual do entretenimento. É então que um dos momentos máximos da cidadania pode se sujeitar aos padrões mercadológicos de linguagem da sociedade da informação. O voto condicionado pelas pesquisas de opinião, pela aparência e exposição dos candidatos, pela linguagem e tratamento publicitário do discurso, entre outras questões que fogem ao cenário eminentemente político. O horário gratuito de propaganda eleitoral aparece como principal meio de disputa dos candidatos que, quando procuram inserir seus discursos no padrão de linguagem dos meios de comunicação de massa, tornam o debate político alvo da espetacularização midiática. A web como ferramenta de comunicação integrada; o caso Companhia Vale do Rio Doce. Sarah Silveira de Oliveira [email protected] Orientadora:Regina Célia Montenegro de Lima É comum surgirem modismos e metodologias que prometem revolucionar a forma de comunicar um produto, mas que entram em desuso da mesma forma rápida com que aparecem. Porém, a internet é uma tecnologia de comunicação, um meio que cresce numa velocidade impressionante, equiparando sua eficácia aos já consagrados jornais, revistas e televisão. Muitas empresas percebem esta tendência e tratam a web como poderosa parte de seu mix, merecendo planejamento, criatividade e altos investimentos. Um website é mais do que uma breve exposição de um produto, é um dos principais pontos de interação com o consumidor, informação em tempo real com o investidor, fonte de pesquisa para estudiosos, disponibilidade de serviços que facilitam a vida do consumidor e muito mais. A internet reúne informações que atendem vários e variados públicos com o melhor: conteúdo em tempo real e a custos baixíssimos. A web é a “personificação” da contemporaneidade e parte crucial em qualquer planejamento de marketing. A internet acompanha mudanças na comunicação, pois é parte desse processo e não acessório. Há empresas que, sem perceber seu real valor e possibilidades, tratam a internet como meio marginal ineficaz e sem penetração. Este trabalho apresenta uma empresa usa a força da web com resultados impressionantes. A Companhia Vale do Rio Doce, em 2004, decide reposicionar sua marca no mercado e com novo planejamento, coloca SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 72 a web como parte de sua comunicação integrada e revela o potencial desta ferramenta. Perserspectivas da TV Digital no Brasil; indústria de televisão e interatividade. Suelen Breves [email protected] Orientadora: Regina Celia Montenegro de Lima Monografia sobre as perspectivas da TV Digital Interativa (TVi) no Brasil. Descreve-se a evolução da televisão brasileira até os dias atuais, com as expectativas para a TV Digital interativa. Discorre-se sobre a atualidade da TV Digital interativa e os padrões adotados no mundo. Uma análise da escolha do governo brasileiro pelo modelo japonês. Diante dessa “nova” forma de “ver” TV e através de revisão de literatura pertinente, reflete-se sobre a convergência das indústrias de televisão, telefonia e computação. Busca-se identificar as tendências de fragmentação e reconfiguração das indústrias de televisão e analisar a relação de interatividade que essas novas tecnologias pretendem estabelecer com o telespectador/usuário. Identificam-se os desenvolvimentos já alcançados, sugerindo algumas perspectivas e desdobramentos possíveis para o futuro dessas tecnologias de comunicação. Bem como destam-se oportunidades para futuros estudos. Marcas: a importância de marcar a mente e o coração. Thiago Silva de Jesus [email protected] Orientador: Luiz Solón Gonçalves Gallotti O presente trabalho tem por objetivo estudar do fenômeno das marcas no mundo contemporâneo. Toma-se como ponto de partida o conceito de marca como a síntese das experiências vividas em relação a um produto, serviço ou instituição. A partir de então, o trabalho se desdobra e apresenta um breve histórico sobre as marcas no mundo do comércio, desde a necessidade de criar uma identificação para as mercadorias, até o surgimento da SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 73 percepção de seu valor. Dentro dessa perspectiva de valor, as organizações percebem a necessidade de criar uma ligação afetiva entre as marcas e seus públicos de interesse, em busca de uma marca forte no mercado. Nesse âmbito, é necessário falar do papel da comunicação e de suas ferramentas na construção de marcas de sucesso e do processo de branding e gestão de marcas. O estudo de caso “O Nosso Brasil que Vale”, projeto de reposicionamento da marca Vale do Rio Doce, é apresentado ao final do trabalho para ilustrar o tema estudado. Propagandas de cerveja: o discurso que não desce redondo. Victor Augusto da Silva Dorneles [email protected] Orientador: Milton José Pinto Este trabalho analisa as propagandas de cerveja veiculadas em mídia impressa no período do último ano, em revistas de grande circulação, com grande parcela de leitores do sexo masculino, como Veja, Isto É e Época, através da visão da Análise de Discursos. Compara as principais características desse tipo de anúncio e as diferenças de posicionamento entre as marcas concorrentes pesquisadas. Identifica os elementos da comunicação recorrentemente utilizados pelos anunciantes e busca revelar as intenções comerciais neles presentes. Estuda a linguagem utilizada nas veiculações, procurando encontrar os objetivos motivadores das escolhas de vocabulário, bem como o tipo de aproximação com o público. Analisa que características do público-alvo se pretende atingir e identifica quem é esse público-alvo, bem como os valores predominantes para ele. Define que posição, dentro do discurso, o emissor cria para si e em que posição tenta colocar seu receptor, e os meios textuais e gráficos/não-verbais que utiliza nessa tentativa de persuasão/sedução. Utiliza as técnicas da Análise de Discurso francesa para ler o subtexto das referidas publicações, identificando posições ideológicas de emissor e receptor através das escolhas semânticas feitas na produção dos textos. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Habilitando para Radialismo 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 76 Cinelândia. Arthur Ribeiro Frazão Email: arthurfrazã[email protected] Orientador:Fernando Fragozo O objetivo neste trabalho é descrever e repensar o processo de criação do curtametragem em vídeo Cinelândia. Cada etapa será tratada, desde a roteirização ao processo de montagem. O vídeo que acompanha este relatório conta a história de Acácio, homem vigiado secretamente por sua esposa, Norma, através de câmeras de vigilância, uma realidade em que um homem misterioso acaba por se tornar estrela de cinema. Este relatório abordará tanto as questões práticas de realização de um produto audiovisual, quanto as questões teóricas provenientes desta realização. Bolinhas – animando pelo Brasil: a descoberta da animação. Denise Taveira Cruz Email: [email protected] Orientador: Cristina Haguenauer Neste trabalho, procura-se experimentar a descoberta do mundo mágico do desenho animado, algumas técnicas, mostrar como algumas pessoas se tornaram animadores e o que se pode fazer dentro deste mercado. Para isso foi escolhido o software Flash Professional 8, pois os arquivos gerados são pequenos, possibilitando o transporte e acesso em qualquer computador. Este projeto é uma porta de entrada, uma estratégia de aproximação para se conhecer melhor a animação no Brasil e seu mercado de trabalho. Pretendeu-se conhecer como os profissionais se organizam em equipes e como estas trabalham, tendo como foco principal a produção. Utilizou-se para imergir neste universo e passar pelo processo de criação de uma animação bolinhas coloridas como personagens e para o ‘pano de fundo’ o preconceito em sua forma mais abrangente. Trata-se das relações psicológicas de um determinado grupo, como este reage quando um indivíduo de fora se aproxima. A rejeição e as interações entre eles. A noção de pertencimento e as influências externas que mudam o cenário original, incluindo, por fim, o excluído. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 77 Sambas metalinguisticos: dualidades. Fabiano Thomaz Lacombe Email: [email protected] Orientador: Liv Sovik Estudo de sambas metalingüísticos através dos dualismos apresentados nas auto definições do gênero. A partir da historicização do tema, que tem como pano de fundo a história da população negra no Brasil, é traçado um perfil de como o samba é visto na poética daqueles que o produzem. A questão mercadológica, a discussão sobre autenticidade do gênero e a análise dos personagens que criam os discursos são a base para traçar um panorama amplo da autodefinição do samba desde sua consolidação como gênero, o inicio de século XX, até os questionamentos das fronteiras desse mesmo gênero, nos anos 2000. Ciência Hoje das Crianças na TV. Fernanda Schetine Boscher e Mário Cesar Nery Corrêa Filho Email: [email protected] Orientador: Fernando Fragozo Trata-se da gravação do projeto piloto das inserções (programas curtos encaixados durante a programação da emissora) de Ciência Hoje das Crianças na Tv, como uma proposta de programa para a televisão aberta, a fim de incluílas na programação infantil de um canal não definido. O intuito é não só ampliar o público infanto-juvenil da conceituada revista – que comemora neste ano de 2006 vinte anos de existência – como também disponibilizar parte do seu conteúdo para um novo veículo. Os alunos de jornalismo (Mário Cesar N. C. Filho) e rádio e tv (Fernanda Schetine Boscher) pretendem buscar a melhor adaptação dos temas abordados pela revista para a televisão de canal aberto, explorando os recursos próprios do audiovisual. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 78 Mídia e voto: um estudo sobre a influência dos grandes jornais nas eleições de 2006 para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Gabriel Braga Mendes Email: [email protected] Orientador: Joaquim Welley Martins O objetivo deste trabalho é analisar, por meio de pesquisa quantitativa, a influência dos principais jornais do Rio de Janeiro nas eleições de 2006 para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Constitui objeto desta investigação o noticiário político dos jornais O Globo, o Dia e Jornal do Brasil, de 1o de janeiro de 2005 a 30 de setembro de 2006. A partir da pesquisa, monta-se um quadro com o saldo de exposição na grande imprensa de todos os 59 deputados estaduais candidatos à reeleição. Estes dados são confrontados com o desempenho eleitoral de cada parlamentar, para se testar a hipótese de que a divulgação na imprensa tenha relação direta com o crescimento (ou retração) de votos. O cruzamento dos dados refuta a hipótese e indica um paradoxo em que deputados criticados pela imprensa ganham votos, enquanto parlamentares elogiados pelos jornais, perdem eleitores. Por fim, analisam-se as possíveis razões para a contradição, como a exclusão socioeconômica, o esvaziamento político do Rio de Janeiro, o sistema de votação proporcional, além do próprio modelo de comunicação brasileiro. Radionovela: sucesso do passado, caminho para o futuro. Mônica Ciarlini de Azevedo Email? Orientador: Fernando Antônio Mansur Barbosa Breve estudo histórico de aspectos da radiodifusão brasileira, sobretudo no Rio de Janeiro, a partir de textos de autores nacionais que abordam o tema da dramatização no rádio. Apresentação das características gerais da radionovela e do contexto social do período em que o gênero surge como sucesso de público e de mercado. Tentativas de resgate da memória da fase de auge do Rádio e de investigação dos processos que levaram a SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 79 radionovela a ser abolida das programações radiofônicas. Reflexão sobre possibilidades de revitalização do rádio a partir do uso de recursos dramáticos, com o objetivo de inserir o veículo de forma mais efetiva na comunicação de massa, transformando-o em agente facilitador da execução de ações sociais, sobretudo no apoio a projetos de educação à distância. Mozarte. Nathalia Christian Lima Prata Rodrigues Email: [email protected] Orientador: Maurício Lissovsky Relatar e analisar as fases de pré-produção, produção e pós-produção do curtametragem “Mozarte” constituem o objetivo deste Relatório. O vídeo de dez minutos foi baseado no conto homônimo, escrito por Mariana Macedo para a comemoração dos 250 anos do nascimento do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, celebrado no corrente ano. Cada etapa do processo de produção do curta-metragem será tratada, desde o surgimento da idéia de transformar o conto em uma produção audiovisual à finalização do DVD. As decisões importantes tomadas durante as três fases do processo serão devidamente justificadas, seja através da explanação da própria situação e realidade da produção, seja por referências teóricas que auxiliaram a tomada de tais decisões. Entre as principais abordagens estão: a elaboração do roteiro baseado em uma obra de natureza diferente, a burocracia para obtenção de autorizações, os contratempos enfrentados pela produção e a relação entre a música de Mozart e a edição das imagens. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 80 Melancolia x Algria: Dicotomia de uma estrutura de entretenimento itinerante. Rony Maltz e Jerônimo d’Avila de Moraes Email: [email protected] Orientador: Dante Gastaldoni A dicotomia melancolia x alegria é o eixo do ensaio fotográfico realizado ao longo do ano de 2006 em parques de diversões itinerantes de cidades e municípios pequenos e/ou interioranos do Estado do Rio de Janeiro. Dois fotógrafos trabalham com linguagens opostas para abordar o mesmo objeto de estudos em dois momentos: imagens em preto-e-branco capturadas com uma câmera de médio formato retratam os parques fechados, focando a depreciação de seus alicerces e engrenagens mecânicas e as feições marcadas de seus funcionários de vida nômade; fotografias coloridas feitas com uma câmera digital de pequeno formato exibem os parques em pleno funcionamento, captando a fugacidade das luzes, a riqueza de matizes, o frenesi sonoro e humano dos seus freqüentadores flagrados em instantes de mais pura alegria. Os dois autores realizam uma pesquisa visual que estuda a relação dessas estruturas de entretenimento com os seres humanos e o ambiente que elas influenciam diretamente, e pelos quais são em troca influenciadas. A construção do personagem no documentário de Eduardo Coutinho: uma análise de Babilônia 2000. Thaís Andrade Tupinambá Email: [email protected] Orientador: Maurício Lissovsky A dicotomia representação/reprodução da realidade no filme documental provoca questionamentos quanto a seu próprio discurso. Críticos contemporâneos partem do princípio de que não existe uma melhor técnica para representar o mundo. Qualquer filmagem interfere no ambiente filmado e, em relação ao gênero documentário, o que muda é a forma como se assume ou dissimula essa questão. Neste trabalho, há uma análise das SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 81 características do cineasta Eduardo Coutinho como uma nova perspectiva no ato de fazer documentário, apontando inovações técnicas e estéticas. O diretor afirma que o documentário nasce do encontro entre entrevistado e equipe de filmagem, criando um momento único fruto dessa interação. Entende-se que o “outro” se constrói e é construído como personagem na relação com o entrevistador. O estudo da obra de Coutinho mostra como essa construção acontece principalmente pela forma como conduz a conversa, numa atitude de abertura ao outro e fuga dos estereótipos, o que se estende a todo o processo de produção do filme. Com o objetivo de compreender como o personagem é construído pelo encontro entre diretor e entrevistado, o presente trabalho analisa o documentário Babilônia 2000, lançado por Coutinho em 2001. Springfield e a pós-modernididade: O insondável humor de Os Simpsons. Victor Henrique Paschoal Email: [email protected] Orientador: Fernando Fragozo O riso é comumente associado a disputas sociais, filosóficas, políticas, culturais e pessoais. Através dele pode-se impor a derrota, o silêncio a um adversário. Por outro lado, o humor pode também ser uma forma afirmativa, a mera brincadeira que aceita as imperfeições humanas. O riso adota várias formas e códigos e isso gera incerteza sobre seus motivos. Dois teóricos de diferentes formações buscam analisar o humor de Os Simpsons e apresentam conclusões divergentes. Através da revisão de seus ensaios, o presente trabalho visa relacionar a falta de consenso sobre a função de riso no programa com o contexto pós-moderno. SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 Habilitando para Direção Teatral 2006/2 SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 84 Confraria das Portas Amarelas, de Felipe Barenco. Aqui portas amarelas são signo de ascensão social. Nessa cidade apenas um grupo de escolhidos tem o privilégio dessa cor. Os que não a têm, esperam.Esperam receber, esperam ter a honra. Esperam, na ânsia de pintar suas portas.E justo quem pinta portas ousa não esperar, e toma pra si o direito de escolher. Ficha técnica Direção: Fernanda Areias Assistente de Direção: Letícia Rodrigues Orientação de Direção: Carmem Gadelha Direção Musical: Rebeca Da Coll e Guillermo Tinoco Cenografia: Luiza Gomes Orientação de Cenografia: Ronald Teixeira Figurino: Mariana Ladeira Assistente de Figurino: André Monte Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Produção: Débora Azevedo, Luciana Rodarte e Manuela Baggetti Iluminação: Felipe Barenco e Mariana Ladeira Elenco: Alcides Peixe, Cristiane Pinheiro, Guido Brasil, Michella França e Thiago Pimentel Duração: 120 minutos Classificação: 14 anos A Menina de Lá, de João Guimarães Rosa. Nhinhinha, uma menina de nem bem 4 anos de idade, tinha o poder de fazer milagres.“O que ela queria, que falava, súbito acontecia. Só que queria muito pouco, e sempre as coisas levianas e descuidosas, o que não põe nem quita”. A Menina de Lá faz parte do livro Primeiras Histórias de João Guimarães Rosa. Ambientado no Sertão Mineiro o conto focaliza o lado mágico e transcendental da vida. Ficha Técnica Direção: Gisele Alves Assistente de Direção: Luciana Barboza Orientação de Direção: José Henrique B. Moreira Direção Musical: Nelson Christo SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 85 Iluminação: Brunella Provvidente, Leo Campos e Tatiana Alves Cenografia: Juliana Werneck Assistente de Cenografia: Beatriz Condini, Carolina Xavier, Daniel Florenzano e Marcos Reis Orientação de Cenografia: Rômulo Costa Figurinos: Giselle Volino Orientação de Figurino: Samuel Abrante Produção: Luciano Olivieri Elenco: Carlos Marques, Daniele Lossant, Marco Muniz, Sandra Incutto e Vera Monteiro. Participação Especial: Amazona Angélica Músicos: Carolina Christo (Violino), Nelson Christo (Violão e Viola), Nelson Christo Neto (Percussão) e Pedro Henrique (Bandolim e Cavaquinho) Duração: 40 minutos Classificação: Livre A Vida em Duralex, baseado na obra “A Casinha dos Velhos”, de Maurício Kartún. Todo mundo é filho de alguém. A partir daí, estamos todos em família. Sintam-se em casa. Há algo muito parecido entre subúrbios, vizinhos, filhos, pais e mães. Eis aqui a previsível história de Rubén contada através da música e com nossos corpos. Ficha Técnica Direção: Leticia Guimarães Orientação de Direção: Marcellus Ferreira Figurino: Christina Vieira Assistente de Figurino: Fernanda Dutra Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Caracerização: Amanda Santana Produção: Julia Gorman e Leticia Guimarães Iluminação: Nathália Dill e Júlia Gorman Elenco: Camila Mezavila, Daniel Leuback, Daniel Uryon, Diego Braga, Jéssica Dantas, Miguel Araújo e Milena Monteiro. Duração: 60 minutos Classificação: Livre SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 86 Eles não usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri. “Eles não usam Black-Tie” é um conto sobre os limites entre a liberdade do indivíduo e seus deveres para com o coletivo a que pertence. É uma história sobre amor, família, samba, alegria e sobre a responsabilidade de tomar uma decisão. Cada um determina o todo, que determina cada um. Mas o que fazer se os interesses dos outros diferem radicalmente dos seus? Para onde ir? Ficha técnica Direção: Menelick de Carvalho Assistência de Direção: Julianna Santos Orientação de Direção: Rosyane Trotta Direção Musical: Diego Affonso, Marcos Fernandes Cenário: Gustavo Fernandes, Luisa Cardoso Figurino: Carol Rodriguez Orientação de Cenografia e Figurino: Ronald Teixeira Programação Visual: Juliana Bravin Direção de Produção: Cadu Holetz Produção Executiva: Thábata Mortani Equipe de Produção: Eduardo Marvin, Leonardo Polck Iluminação: Eduardo Marvin Elenco: Cadu Holetz, Cristiane Pinheiro, Guido Brasil, Guilherme Delgado, Guilherme Miranda, Juliana Bravin, Maria Célia Münch, Rodrigo Guedes, Thábata Mortani, Último de Carvalho. Duração: 120 minutos Classificação: 16 anos Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez. É o último dia de vida de Santiago Nasar. É o começo de uma história que envolve a busca pela honra perdida, a tentativa de um amor inacabado, o trauma de um vilarejo despedaçado. A narrativa não-linear revela um quebra-cabeça de fatos desconexos que culminam em uma “tragédia” capaz de afetar a vida de toda uma cidade. Ficha Técnica Direção: Paula Valente Assistência de Direção: Débora Paganni SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 87 Orientação de Direção: Fábio Ferreira Adaptação Dramatúrgica: Rafael Souza-Ribeiro Criação Musical: Luis Alberto Eloy Cenário: Núbia Leite e Priscila Pires Assistência de cenografia: Marcele Vieira Orientação de Cenografia: Aldecir Cardoso Figurino: Nathália Mello Orientação de Figurino: Teresa Dewulsky Caracterização: Amanda Santana Arte Gráfica: Ludmila Valente Produção: Gustavo Henrique e Patrícia Teles Iluminação: Gustavo Henrique e Patrícia Teles Elenco: Dan Ortlieb, Débora Paganni, Dulce Penna, Luis Alberto Eloy, Luis Paulo Barreto, Nathália Mello, Ticiano Diógenes Duração: 75 minutos Classificação: 14 anos As Três Irmãs, de Anton Tchekhov. Aprisionados entre o recordar e o vislumbrar, há os que vivem apenas por viver. A vida entre esses dois pólos não é melhor nem pior, é simplesmente vida. As pessoas tomam seus chás, simplesmente tomam seus chás, e ao mesmo tempo ou encontram a felicidade, ou esbarram na desgraça. No presente estéril das três irmãs, não se desdobra o passado, nem se esboça o futuro. Elas só têm o agora, esprimido e infindável. Ficha Técnica Direção: Rafael Souza-Ribeiro Orientação de Direção: Rosyane Trotta Cenário: Nanda Abdala Figurino: Virginia Assanti Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Caracterização: Amanda Santana Produção: Amanda Santana e Luana Martau Iluminação: Dulce Penna e Luana Martau Elenco: Amanda Santanna, Eduardo Vargas, Marcos Galinha, Marcos Suhre, Maria Eduarda, Ricardo Leite Lopes, Sabrina Araújo Costa, Sérgio Somene e Theo Fellows SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 88 Duração: 80 minutos Classificação: 14 anos La Chunga, de Mario Vargas Llosa. Nos arredores da cidadezinha de Piura, ao norte do Peru, Chunga, a dona de um barzinho humilde, vê Josefino, um de seus fregueses, chegar uma noite com Meche, sua última conquista. Chunga fica petrificada! Meche desaparece depois desse dia. Josefino e seus amigos bêbados irão supor o que poderá ter acontecido naquele dia fatídico no quartinho da dona do bar. Ficha técnica Direção: Rodrigo Garcia Orientação de Direção: Fábio Ferreira Assistente de Direção: Dani Lossant Cenário: Michele Corsy Orientação de Cenografia: José Dias Figurino: Renata Barros Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Produção: Andrêas Gatto e Rodrigo Garcia Iluminação: João Pedro Garcia e Laura Trigueros Trilha Sonora: Laura Trigueiros Caracterização: Amanda Santana Elenco:Alex Meira, Ana Carolina Paiva, André Infante, Carlos Resende, Jacques Koper-tysch, Laura Trigueiros e Rachel Romero Duração: 1h e 30 min Classificação: 16 anos SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 89 Auto da Barca de Camiri, de Hilda Hilst. Trata-se de uma espécie de julgamento, durante o qual as testemunhas falam a respeito de um homem que trazia nas mãos “um possível maná” e que se assemelhava a um justo, a um salvador, e que, ademais, havia feito o milagre de ressuscitar um pássaro. Naturalmente, de nada valem os testemunhos dos humildes: O Homem acaba por ser sacrificado – ouvemse apenas os ruídos da metralhadora. É o fim daquele que prometia o maná. Ficha Técnica Direção: Rodrigo Molinari Assistente de Direção: Theo Fellows Orientação: Antônio Guedes Cenografia: Márcia Marques e Carla Hollanda Figurino: Raquel Castañeda Orientação de Cenografia: José Dias Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi e Samuel Abrantes Pesquisa Musical e Edição: Rodrigo Molinari e Theo Fellows Produção: Fernanda Bernardes Iluminação: Thatiane Bertão e Thiago Gregory Elenco: André Várzea, Henrique Escobar, Jéssica Dantas, Mariana Fausto, Milena Monteiro, Rafael Dellamora, Rodrigo Garcia e Stella Brajterman. Duração: 90 minutos Classificação: Livre Os Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu. Terminado o relacionamento de Adelina, mulher com quase quarenta anos, questões como a brevidade da vida e transitoriedade da beleza lhe vem de forma desesperada. O instinto feminino, quando encontra-se em liberdade, depois de muito tempo recalcado, aparece desequilibrado, vagando nos extremos. Segue então a busca descontrolada da personagem pela harmonia desfeita. Ficha Técnica Direção e dramaturgia: Tales Frey Assistência de Direção: Déborah Engiel Orientação de Direção: Adriana Maia Cenário e Figurino: Camila Bracchi e Dani Luz SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2 90 Orientação de Cenografia: José Dias Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Iluminação: Ananda Felippe Garcia, Débora Azevedo e Thiago Arrais Sonoplastia: Tales Frey Operação de som: Hugus Félix Sonorização: Bibo Bassini Caracterização: Amanda Santana Produção: Débora Pagani Programação Visual: Déborah Engiel e Tales Frey Elenco: Débora Pagani, Heitor Ferreira, Marcela Tavares, Dan Ortlieb e Alberto Eloy Duração: 60 minutos Classificação: 14 anos Santidade, de José Vicente E perguntamos, caro leitor, espectador: que vida é essa que se descolou? Vida não mais material, aura tátil: mas espécie de lençol delirante. Fatos, Fatos, Fatos – e absolutamente nada, no seu repouso de coisa nenhuma. Talvez você, bom leitor, bom espectador, bom homem que aqui está: olhe em volta, olhe em volta, e não entenda. É preciso entender. Esta não é uma peça de tese. Tudo isto aqui é nada mais que uma vontade. E a vontade não se basta nos voyers. Nem no leitor. Nem no espectador. Mas nos homens que aqui estão. Ficha Técnica Direção: Thiago Arrais Orientação de Direção: Adriana Maia Iluminação: Fidel Reis e Léo Campos Produção: Thiago Paciência Cenário: Julie Maria Audiovisual: Natalia Blanca Realização Musical: Banda Ecstrumí Figurino: André Von Schimonsky Elenco: Raoni Seixas, Vinícius Guima. Duração: 100 minutos Classificação: 14 anos