SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS
EXPERIMENTAIS
Habilitando para
ORNALISMO
JJORNALISMO
RODUÇÃO E
EDITORIAL
DITORIAL
PPRODUÇÃO
UBLICIDADE EE P
PROPAGANDA
ROPAGANDA
PPUBLICIDADE
RADIO
ADIO EE TV
TV
R
DIREÇÃO
IREÇÃO T
TEATRAL
EATRAL
D
Rio de Janeiro
Segundo semestre de 2006
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
EMANA DE
DE P
PROJETOS
ROJETOS E
EXPERIMENTAIS
XPERIMENTAIS
SSEMANA
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO
Av. Pasteur 250, fundos - Praia Vermelha - Palácio Universitário
Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3873-5067 Fax: (21) 2295-9399
www.eco.ufrj.br
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS
EXPERIMENTAIS
Habilitando para
JORNALISMO
PRODUÇÃO EDITORIAL
PUBLICIDADE E PROPAGANDA
RADIALISMO
DIREÇÃO TEATRAL
Rio de Janeiro
Segundo semestre de 2006
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Aloísio Teixeira
Reitor
Sylvia Vargas Melo
Vice-Reitora
José Roberto Meyer Fernandes
Pró-Reitoria de Graduação
Laura Tavares Ribeiro Soares
Pró-Reitoria de Extensão
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
Marcelo Macedo Correia e Castro
Decano
Andréa Maria de Paula Teixeira
Coordenadora de Graduação
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO
Ivana Bentes
Diretora
Fernando Fragozo
Vice-Diretor
José Henrique Moreira
Diretor de Graduação
Wanelytcha Simonini
Coordenadora da Extensão
Ana Paula Goulart
Coordenadora do Curso de Jornalismo
Marta Pinheiro
Coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda
Paulo Cesar Castro
Coordenador do Curso de Produção Editorial
Maurício Lissovsky
Coordenador do Curso de Radio e TV
Carmem Gadelha
Coordenadora do Curso de Direção Teatral
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Semana de Projetos Experimentais: Caderno de Resumos da Semana
de Projetos Experimentais da ECO: habilitando para Jornalismo,
Produção Editorial, Publicidade e Propaganda, Radio e TV, Direção
Teatral (04 a 08 de dezembro de 2006, Rio de Janeiro – RJ – Brasil) –
Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2006.
90 p.; 148 X 210 mm.
Formato digital e impresso.
1. Comunicação 2. Projetos Experimentais 3. Semana de Projetos
Experimentais da ECO 4. Jornalismo 5. Produção Editorial 6.
Publicidade e Propaganda 7. Radio e TV 8. Direção Teatral I. TÍTULO II.
Escola de Comunicação III. UFRJ
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Apresentação
Pela primeira vez a Escola de Comunicação da UFRJ reúne no seu
Caderno de Resumos dos Projetos Experimentais todas as
monografias, vídeos, peças teatrais e projetos multimídias,
apresentados publicamente como Trabalho de Conclusão de Curso
dos alunos de todas as nossas cinco habilitações, integrando assim
Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial, Rádio e
Televisão e Direção Teatral. Uma boa oportunidade de conhecer a
produção teórica, artística, técnica da Escola de Comunicação, além
de poder fazer um recorte dos temas, questões, inquietações,
proposições, análises e entrar em contato com o conhecimento múltiplo
e diverso que se constrói no ambiente universitário. Sabemos da
importância para alunos e professores desse momento, da dedicação,
diálogo e reflexão necessários para a realização dos Projetos. Sabemos
da importância dos Projetos Experimentais como termômetro interno,
resultado de uma formação, e também vitrine externa da nossa
produção. Por isso, apoiamos todas as iniciativas para dar visibilidade
a esta produção, como a publicação e divulgação dos Cadernos, a
ECO Mostra (organizada pelo Laboratório Link e PET ECO), a Mostra
Mais de Teatro, em sua VI edição com onze atos e a participação de
mais de 150 estudantes de diferentes cursos e setores da UFRJ, tais
como o Colégio de Aplicação, a Escola de Belas Artes, através dos
cursos de Indumentária e Cenografia, e a Casa da Ciência.
Agradecemos o empenho e participação dos professores responsáveis
pelas disciplinas de Projetos Experimentais e os técnicosadministrativos dos Departamentos e Setor de Extensão pela apoio
na organização das defesas públicas e o espírito de cooperação. Boa
leitura!
Ivana Bentes
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
A apresentação das bancas de Projetos Experimentais da Escola de
Comunicação da UFRJ acontece no final de cada período letivo e estão
abertas ao público interessado em geral. Os exemplares das monografias
encontram-se disponíveis para consulta na biblioteca da ECO.
Confira as datas, horário e locais das defesas no link do portal da
ECO para o calendário de defesas de monografias.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Carmem Gadelha
Fátima Sobral Fernandes
Raquel Paiva
Regina Célia Montenegro de Lima
Mercia Pessoa
FICHA TÉCNICA
Produção:
Secretaria dos Departamentos
Márcia do Espírito Santo Pires Bastos
Maria Elisa Gomes
Marluce da Silva Lima
Apoio:
Setor de Extensão
Wanelytcha S. Simonini (Coordenadora de Extensão)
Mercia Pessoa (Supervisão e pesquisa)
Ângela Cardoso (Design Gráfico)
Dino de Carvalho (Técnico em Assuntos Educacionais)
Ana Carla de Sousa Santos Pinto (Estagiária)
Fundação Universitária José Bonifácio
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SUMÁRIO
Apresentação
07
HABILITAÇÃO EM JORNALISMO
19
Manifesta - Documentário sobre a Parada GLBT Rio 2006.
Ana Carolina Alves e Eric Macedo
20
Nordeste: um imaginário corroborado pelo jornal O Globo.
André Freitas
20
Stanislaw Ponte Preta e os Festivais de besteira que
assolam o País; a notícia sob o olhar de um cronista.
Beatriz Nascimento Lins de Oliveira
21
A percepção do tempo através do jornalismo
contemporâneo: a valorização do presente e a demanda de
memória no jornal O Globo.
Bruno Leal Pastor de Carvalho
22
A construção da imagem de Hugo Chávez no jornal O
Globo.
Carla Marques Pimenta
23
Prazer, resistência e ideologia: narrativas melodramáticas,
construção da feminilidade e crítica feminista.
Clara Fernandes Meirelles
23
O gordo, a faminta e a comida - a exposição da gastronomia na
mídia e a mudança na relação com o prazer de comer.
Clara Padrón
24
Tribuna de Momo – O seu jornal de carnaval.
Diego do Carmo de Sousa
24
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Tem pano pra manga: a moda como tema de reportagens nos
telejornais diários da Rede Globo.
Diego Rebouças Guimarães
25
YouTube - vídeos, memória e construção coletiva no ciberespaço.
Eliana Pegorim Abreu e Silva
26
Papel de Telejornal Local: comunidade a serviço do RJTV na
Baixada.
Eduardo dos Santos Teixeira
26
A cooperação na comunicação em rede.
Fabiane Brito Roque
27
Subjetivação pelo olhar: a experiência individual nas fronteiras
entre o ficcional e o documental no cinema.
Fábio Rodrigues da Silveira
27
Alternativas de negócios para as gravadoras na era das
tecnologias digitais
Fernanda Monteiro de Azevedo
28
Entre a literatura e o jornalismo: a crônica.
Joana Moscatelli
28
Cinema e transformação social: variações sobre uma relação
tensa.
Julia Lemos Lima
29
Câncer – análise da construção sonora nessa experiência
cinematográfica de Glauber Rocha.
Júlia Mariano de Lima Araújo
30
Contadores de Histórias: uma experiência de identidade,
memória e afeto.
Juliana Franklin de Oliveira Pires
31
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Podcasting – do rádio à transmissão sonora digital.
31
Juliana Lessa de Marins e Souza Paixão
Bárbara Heliodora — uma trajetória crítica.
Juliana Serôa da Motta Lugão
32
Inclusão digital e cidadania: o caso do programa Governo
Eletrônico.
Luciana Albuquerque Alves
32
A evolução da crônica esportiva nos jornais brasileiros.
Luciano Mello de Vasconcelos
33
Ataques a São Paulo: um caso de mídia.
Luisa Santos Guedes Pereira
33
Tropicália e consolidação da indústria cultural no Brasil.
Márcio Rezende Siniscalchi Jr.
34
Ciência hoje das crianças na tv.
Mário Cesar Nery Corrêa Filho e Fernanda Schetine Boscher
34
Reciclando o “lixo cultural”: uma análise sobre o consumo
trash entre os jovens.
Mayka Castellano
34
O jornal Extra e a construção de identidade no jornalismo
popular através da hierarquização das reportagens.
Natália Gomes Soares
35
Poder, Ética e Assessoria de Imprensa - O caso do caseiro e
do ministro.
Paola Pinto Rivera Alvarez Side
36
A redundância no jornalismo.
Pedro Paulo Garcia da Silva
36
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Imagens Violentas – percepções e sentimentos diante de
fotografias de violência.
Raphael Bispo dos Santos
37
Jornalismo internacional: a mudança na editoria inter nos últimos
50 anos.
Renata Marques Moreira de Castro
37
O lugar do jornalismo nas emissoras FM – um estudo de caso
da rádio Paradiso FM.
Renato Pereira Hermsdorff
38
Montbläat – uma nova tentativa de jornalismo independente na
internet.
Sergio Ignácio Cardoso Duran
38
Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Representação
social, simbologia e os processos de captação do inconsciente coletivo
pelo artista do carnaval.
Sidimir Sanches
39
Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense.
Sirleine Gentil
39
Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense.
Sirleine Gentil
39
Mídia e estigma – as Testemunhas de Jeová, do Nazismo aos
dias de hoje.
Teresinha Cavalheiro de Azevedo
40
Na teia – sociedade civil organizada e inteligência coletiva.
Thiago Sabatinelli Rodrigues
41
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
HABILITAÇÃO EM PRODUÇÃO EDITORIAL
43
Máquinas e música: a mútua influência entre componentes
técnicos e artísticos na feitura de discos.
Álvaro Lazzarotto de Almeida
44
A Produção do livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz vida à
maior rodoviária fluminense’.
Augusto Cesar Santos da Costa Barros
44
A mulher na literatura e a nova literatura feminina pósBridget Jones.
Clarissa Carneiro da Silva Peixoto
45
Normalização de trabalhos de conclusão de curso.
Cláudia de Gois dos Santos
45
Relatório anual: um produto editorial.
Jaqueline Castro Scherer
46
A indústria editorial brasileira.
Marina Vargas Couto
47
DVD documentário sobre Nelson Sargento; produção editorial
desde a criação até a distribuição de um produto cultural
reinventando uma tradição.
Rodrigo Fernandes Lomelino
47
Literatura para uma nova infância.
Vanessa Vilas Bôas Huguenin
48
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA
49
Aproveitamento de valor agregado da marca no
desenvolvimento de produtos e serviços: pipoca para
microondas Cinemark.
Adilson Andrade de Jesus
50
Novas mídias como alternativa.
Adriana Passos Mendonça
50
Propaganda institucional e construção da imagem
corporativa das organizações Bradesco e Odebrecht.
Alline Viana Couto
51
Maquinas e música: a mútua influência entre componentes
técnicos e artísticos na feitura de discos.
Álvaro Lazzarotto de Almeida
52
Plano de marketing: lançamento das meias descartáveis
Clean Socks.
Ana Carolina R. dos Santos e Vanessa Ventura de Oliveira
53
Produção de eventos: a importância do Interseção.
Anastha Machado Cruz
54
Um olhar sobre o novo: Orkut é ferramenta de pesquisa?
Bruno Rocha Altieri
55
Propaganda atual: agregando valor ao produto.
César Rodrigo Monsores Niderauer
55
Estratégia de reposicionamento de imagem de marca de
instituições públicas de crédito; caso da Caixa Econômica
Federal, no cenário Rio de Janeiro, Brasil em 2006.
Daniel Dias Azevedo
56
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
A imagem fotográfica, o corpo e as novas tecnologias de
comunicação: o corpo na produção de imagens contemporâneas.
Diego Paleólogo Assunção
57
Os personagens de animação na propaganda brasileira.
Fábio Roberto Lapolli
57
Criação e gestão da marca no organismo não
governamental.
Felipe N. Reys Ferreira Coelho
58
Surge um novo profissional de mídia: a nova realidade da
mídia como meio de comunicação da publicidade comercial e sua
repercussão nos investimentos nessa área.
Fernanda Moraes Cardozo
59
Veja x Época: análise comercial das duas maiores publicações do
meio revista no Brasil.
59
Fernando Lapa Barbosa
Delícias de Rio – uma receita de comunicação: plano de
comunicação para uma empresa real.
Gabriela Alves Corrêa de Camargo e Maressa Nunes Bessa
60
A importância da comunicação visual para o varejo: uma análise
das lojas de conveniência Star Mart.
Gabriela Chabudet Caetano
61
Branding e a estratégia de marca: o caso da rede de cafeterias
Starbucks.
Gabriela Lima Lopes e Roberta Regina Fadel
61
A fotografia na cultura digital: uma análise a partir da
fotografia de cidades.
Gabriela Ribeiro de Oliveira Carrera
61
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Benicio e a ilustração publicitária.
Henrique Vargas Freitas Placido
62
Planejamento de campanha publicitária: para escola
técnica de saúde em Angola.
Jacinta Andrade Marques
63
A imagem do Brasil no exterior. Expressão nossa ou
impressão deles.
João Koeler Hackbarth
63
Rádios comunitárias: ampliando o poder de ação.
João Paulo Malerba
64
Comunicação integrada: estudo de caso globoesporte.com.
Juliana Ostrovski Dutra
64
Marketing cultural; importante ferramenta de comunicação
corporativa, imagem da marca e regulamentação do mecenato.
Júlia Padilha Linhares
65
Assessoria de imprensa e agências de notícias; aproximação
e distanciamento na práxis jornalística.
Kelly Oliveira Fernandes Valente
65
Guanabara: tudo por você.
Luciano Olivieri Soares
66
Marketing de Relacionamento: quando, onde, como e por
quê?
Luisa Uller
67
A Internet e a publicidade varejista: as ferramentas de
estímulo ao consumo utilizadas pelos sites de varejo on line.
Patricia Arminé da Cunha e Mello Balekjian
67
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Planejamento estratégico de comunicação de marketing para
as escolas do SESI; uma aplicação dos conceitos de marketing e
comunicação ao campo da educação.
Patrícia Soares de Resende
68
Percepções de identidade da marca social: o caso Afro Reggae.
Paula de Carvalho Pimentel
69
A vida como a vida é: teoria e prática no desenvolvimento de
campanhas publicitárias: o caso CNA Kids 2005.
Rebecca de Mattos Barbosa
69
Branding e a estratégia de construção de marca; o caso da
rede de cafeterias Starbucks.
Roberta Fadel e Gabriela Loppes
70
A espetacularização da política; análise realizada sobre
a campanha eleitoral de 2006 para a presidência da República,
durante o primeiro turno no horário gratuito de propaganda eleitoral
na televisão.
Romulo André Lima
70
A web como ferramenta de comunicação integrada; o caso
Companhia Vale do Rio Doce.
Sarah Silveira de Oliveira
71
Perserspectivas da TV Digital no Brasil; indústria de televisão
e interatividade.
Suelen Breves
72
Marcas: a importância de marcar a mente e o coração.
Thiago Silva de Jesus
72
Propagandas de cerveja: o discurso que não desce redondo.
Victor Augusto da Silva Dorneles
73
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
HABILITAÇÃO EM RADIALISMO
75
Cinelândia.
Arthur Ribeiro Frazão
76
Bolinhas – animando pelo Brasil: a descoberta da
animação.
Denise Taveira Cruz
76
Sambas metalinguisticos: dualidades.
Fabiano Thomaz Lacombe
77
Ciência Hoje das Criançasna TV.
Fernanda Schetine Boscher e Mário Cesar Nery Corrêa
Filho
77
Mídia e voto: um estudo sobre a influência dos grandes jornais
nas eleições de 2006 para a Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro.
Gabriel Braga Mendes
78
Radionovela: sucesso do passado, caminho para o futuro.
Mônica Ciarlini de Azevedo
78
Mozarte.
Nathalia Christian Lima Prata Rodrigues
79
Melancolia x Algria: Dicotomia de uma estrutura de
entretenimento itinerante.
Rony Maltz e Jerônimo d’Avila de Moraes
80
A construção do personagem no documentário de Eduardo
Coutinho: uma análise de Babilônia 2000.
Thaís Andrade Tupinambá
80
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Springfield e a pós-modernididade: O insondável humor de
Os Simpsons.
Victor Henrique Paschoal
81
HABILITAÇÃO EM DIREÇÃO TEATRAL
83
Confraria das Portas Amarelas, de Felipe Barenco.
Fernanda Areias
84
A Menina de Lá, de João Guimarães Rosa.
Gisele Alves
84
A Vida em Duralex, baseado na obra “A Casinha dos Velhos”,
de Maurício Kartún.
Leticia Guimarães
85
Eles não usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
Menelick de Carvalho
86
Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez.
Paula Valente
86
As Três Irmãs, de Anton Tchekhov.
Rafael Souza-Ribeiro
87
La Chunga, de Mario Vargas Llosa.
Rodrigo Garcia
88
Auto da Barca de Camiri, de Hilda Hilst.
Rodrigo Molinari
89
Os Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu.
Tales Frey
89
Santidade, de José Vicente.
Thiago Arrais
90
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Habilitando para
Jornalismo
2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
20
Manifesta - Documentário sobre a Parada GLBT Rio 2006.
Ana Carolina Alves e Eric Macedo
[email protected]
Orientador: Fernando Salis
Festa, manifestação, manifesto. Manifesta. Este projeto teve como objetivo
a realização de um documentário sobre a Parada do Orgulho GLBT que
acontece anualmente na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. As
gravações aconteceram em meio à edição do evento no ano de 2006 –
mostram os bastidores da produção da Parada, as opiniões de seus
realizadores bem como de outras pessoas menos ligadas organicamente a
ela, além de cenas do dia em que ela ganhou a rua. Afinal, festejo e
manifestação podem seguir tão estreitamente ligados? Ou o apelo sensual
de um enfraquece a importância política do outro, ao menos na cabeça da
massa que a cada ano se espalha pela orla atrás de barulhentos trios
elétricos? Trata-se, no fim das contas, da busca por visibilidade, afirmação
simultânea da diferença e da igualdade. Mas será que todas as letras do
movimento se sentem igualmente bem representadas? O projeto
experimental também aproveita para fundamentar a produção em uma
vasta bibliografia sobre o formato documentário, argumentando sobre suas
formas e modos no que tange o “olhar” do cineasta sobre a realidade.
Nordeste: um imaginário corroborado pelo jornal O Globo.
André Freitas
[email protected]
Orientador: Paulo Vaz
Este trabalho tem como objetivo geral estudar a construção da identidade
da região Nordeste do Brasil a partir da visão do Sudeste e entender como
está estabelecido o imaginário de nordestino a partir da imprensa. As visões
de alteridade são divididas em três eixos principais: o atraso político e
econômico; o imigrante e o exótico paraíso turístico. A partir da definição
dos três tipos de alteridade para o Nordeste o foco de análise passa a ser
a linha editorial seguida pelo jornal O Globo, o impresso de maior circulação
da capital fluminense. Em suas diferentes editorias o Globo trata a região
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
21
de modos diferentes, mas corroborando um olhar, que muitas vezes recorre
ao estereótipo, sulista de construção do outro. Seguindo no estudo de
algumas matérias publicadas na editoria “O País”, no caderno “Boa
Viagem” e da série especial “Vida Severina”, é possível notar como o
discurso do Sudeste constrói o outro e ao mesmo tempo traça parâmetros
opostos para a construção de si mesmo.
Stanislaw Ponte Preta e os Festivais de besteira que assolam o
País; a notícia sob o olhar de um cronista.
Beatriz Nascimento Lins de Oliveira
[email protected]
Orientador: Paulo Roberto Pires
O trabalho é uma análise da obra de Sérgio Porto sob o pseudônimo de
Stanislaw Ponte Preta, mais especificamente dos Festivais de Besteira
que Assolam o País (FEBEAPÁS). Foram lançadas três edições entre os
anos de 1966 e 1968, época do Regime Militar. Nos livros, o cronista relata
situações verídicas que haviam sido publicadas nos jornais, sempre usando
o humor como forma de criticar o sistema político e os costumes da época.
Stanislaw, no entanto, não foi apenas mais um cronista; não partia,
simplesmente, de um acontecimento real para inventar suas crônicas, como
fazem os outros. Ele recontava a mesma historia verídica de forma
engraçada, porém sem perder o tom jornalístico e as propriedades desse
tipo de texto. Os FEBEAPÁS, na verdade, são reportagens com um tom
de humor. E é essa característica, que o torna diferente dos outros, que
será estudada neste trabalho.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
22
A percepção do tempo através do jornalismo contemporâneo: a
valorização do presente e a demanda de memória no jornal O Globo.
Bruno Leal Pastor de Carvalho
[email protected]
Orientadora: Ilana Strozemberg
O presente trabalho tem como objetivo analisar a percepção do tempo das
sociedades ocidentais contemporâneas através de uma escrita jornalística
baseada na valorização de um presente cada vez mais efêmero e instável.
Alinhado aos avanços tecnológicos na área da comunicação e ao quadro
político-ideológico do pós Guerra Fria, o jornalismo se tornou não apenas
expressão de um novo regime de temporalidade, mas também o sujeito
participativo na construção deste regime. Esta nova forma do homem se
relacionar com tempo provoca uma série de mudanças no seio da sociedade,
dentre as quais a emergência de uma forte demanda por memória,
encorajada pelo próprio jornalismo. O estudo tem como fonte o jornal O
Globo, dando ênfase ao período que vai de 2005 a 2006.
A construção da imagem de Hugo Chávez no jornal O Globo.
Carla Marques Pimenta
[email protected]
Orientador: João Freire Filho
No momento histórico em que países latino-americanos investem na
aproximação Sul-Sul sem o intermédio do Norte, o presidente venezuelano
Hugo Chávez se coloca como um dos principais porta-vozes da pretendida
integração regional. As investidas de Chávez acabam por lançar alguma
sombra na autoproclamada liderança brasileira na América Latina. A
Venezuela, até então pouca assediada pela mídia, passa a ocupar páginas
e mais páginas de jornal a reboque da imagem considerada polêmica do
seu atual presidente. Jogos de cena, frases de efeito, fofocas, bate-bocas
e excentricidade dominam o noticiário do jornal O Globo e começam a
formar o discurso sobre a Venezuela de Chávez ou Chávez da Venezuela.
Neste trabalho, a análise das reportagens toma como início o ano de
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
23
2002, às vésperas da tentativa de golpe de Estado contra o venezuelano,
e segue até 2006. A discussão é embasada pelos conceitos de discurso,
poder, ideologia, hegemonia e intertextualidade. A idéia do jornalismo
como entretenimento também é abordada, assim como a possibilidade
das agências internacionais produzirem o efeito de “telefone sem fio” no
noticiário.
Prazer, resistência e ideologia: narrativas melodramáticas,
construção da feminilidade e crítica feminista.
Clara Fernandes Meirelles
[email protected]
Orientador: João Freire Filho
Desde o seu surgimento no fim do século XIX, o melodrama se consolidou
como um gênero narrativo vinculado às tramas de apelo popular. Com o
avanço tecnológico e adaptação do gênero às novas mídias (especialmente
a televisão, através das soap operas e das telenovelas), o melodrama
passou a ser fortemente atrelado ao gosto feminino. Esse processo atraiu
a atenção das feministas, que lançaram um olhar criterioso sobre a
construção desse tipo de narrativa e suas implicações sociais. O objetivo
desse trabalho é analisar a concepção do melodrama como gênero feminino
e como reflexo de competências culturais convencionalmente associadas
às mulheres, bem como a luta feminista na área acadêmica para a
reavaliação do gênero. Será discutido, também, como esse debate contribuiu
para transformações teóricas nos estudos em Comunicação.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
24
O gordo, a faminta e a comida - a exposição da gastronomia na mídia
e a mudança na relação com o prazer de comer.
Clara Padrón
[email protected]
Orientador: Paulo Gibaldi Vaz
Analisa como a discussão sobre comida – os malefícios e benefícios e,
principalmente o conceito de prazer gastronômico – mudou a relação dos
indivíduos com a comida. Desde os anos 60, a sociedade passou a cultivar
um ideal de beleza baseado no corpo esbelto. Ao mesmo tempo, médicos
comprovavam os danos causados à saúde de uma alimentação desregrada.
Desse modo, os gordos passaram a ocupar o lugar de anormal, antes
reservado ao louco e ao pervertido sexual. Além do preconceito com os
obesos, a busca do corpo perfeito provoca uma febre de dietas e incentiva
uma distorção da percepção do corpo real. Através da mídia, se aprende
que sempre se pode emagrecer mais um pouco. Essa eterna insatisfação
com o corpo impulsiona o aparecimento de distúrbios alimentares – anorexia
e bulimia – principalmente em mulheres. Se o gordo é o símbolo do fracasso,
a comida se torna a sua maior inimiga. Esse quadro vai sofrer uma mudança
quando, já no anos 90, a gastronomia passa a ser explorada pela mídia e o
prazer de comer entra na pauta da discussão social. Ao mesmo tempo em
que continua dizendo aos gordos para fecharem as bocas, a sociedade vai
abraçar a gastronomia como um dos prazeres essenciais todos devem
desfrutar.
Tribuna de Momo – O seu jornal de carnaval.
Diego do Carmo de Sousa
[email protected]
Orientador: Joaquim Welley Martins
A cobertura do carnaval carioca feita pela imprensa não condiz com o
tamanho e a importância desse evento para a cultura nacional. Observando
essa deficiência, percebi uma boa oportunidade de criação de um jornal
especializado no assunto que pudesse ser uma verdadeira tribuna dessa
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
25
festa, cada vez maior e mais importante na cidade do Rio de Janeiro. Daí
elaboro um plano de negócios e um manual editorial para a criação do
Tribuna de Momo, um jornal que pretende ser vanguarda nas novas
relações entre o jornalismo e o carnaval. Antes disso, porém, baseio o
trabalho numa análise teórica e histórica dessa relação e de como ela foi
importante para a transformação da festa popular num espetáculo de massa,
daí surgindo a necessidade dessa mídia especializada.
Tem pano pra manga: a moda como tema de reportagens nos
telejornais diários da Rede Globo.
Diego Rebouças Guimarães
[email protected]
Orientadora: Heloísa Buarque de Hollanda
Análise quantitativa e qualitativa da presença da moda como tema de
reportagens dos quatro telejornais diários da Rede Globo: Bom Dia
Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Jornal da Globo. Esboço de
uma história do telejornalismo brasileiro. Panorama da história da moda
mundial e da moda brasileira. Esboço de afinidades entre o telejornalismo
e a moda. Análise da moda como um fenômeno social e como um
fenômeno econômico. Questionamento sobre até que ponto a pressão
da “hora do fechamento” pode ser uma razão para a realização de
reportagens de moda superficiais e/ou pouco elaboradas. Questionamento
sobre o quanto a implementação de uma editoria de moda na Rede Globo,
para servir de apoio a todos os telejornais da casa, poderia ser útil no
tratamento das informações sobre moda e na elaboração de reportagens
sobre o tema.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
26
Papel de Telejornal Local: comunidade a serviço do RJTV na
Baixada.
Eduardo dos Santos Teixeira
[email protected]
Orientador: Willian Dias Braga
O autor analisa, com o auxílio da filosofia da práxis, concebida por Marx e
desenvolvida por Gramsci, as estratégias de popularização de telejornais
da Rede Globo de Televisão, em particular o RJTV na Baixada, partindo
do pressuposto de que tal modelo busca organizar o consentimento para
legitimar o Estado Mínimo e canalizar o poder popular de mobilização e
atuação política, de modo a fortalecer a imagem institucional da TV Globo.
YouTube - vídeos, memória e construção coletiva no ciberespaço.
Eliana Pegorim Abreu e Silva
[email protected]
Orientadora: Ieda Tucherman
O YouTube é a plataforma de armazenamento e troca de vídeos que mais
cresce no ciberespaço. Todo o conteúdo do site é produzido pelos próprios
usuários – construção coletiva da chamada Web 2.0. Além de veicularem
e assistirem aos vídeos (mais de 100 milhões de visualizações por dia), os
‘youtubeanos’ podem criar comunidades virtuais, escrever comentários,
discutir filmes e adicionar amigos no site. O presente trabalho mostra como
o YouTube tem sido usado como lugar de criação e armazenamento de
memória coletiva no ciberespaço e sua relação com a mania de arquivo da
sociedade contemporânea. Os conceitos de rede, ciberespaço, novas
tecnologias de comunicação e visibilidade também são abordados como
forma de entender melhor o fenômeno. Além da descrição do objeto de
estudo e da análise teórica, o trabalho apresenta uma seleção do que foi
publicado nos meios de comunicação de massa sobre o site.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
27
A cooperação na comunicação em rede.
Fabiane Brito Roque
[email protected]
Orientador: Henrique Antoun
As tecnologias que viabilizaram o comunicação em rede trouxeram
possibilidades de interação que vão além do uso restrito em função de
interesses econômicos, tornando-se disponíveis a qualquer um. Ao buscar
um princípio “mestre” presente em todos os movimentos surgidos a partir
da troca de informações na plataforma digital interconectada, encontramos
a lógica da cooperação. Nosso objetivo é, assim, trabalhar com exemplos
que problematizam o potencial de cooperação na rede e a forma como
podemos nos apropriar disso. Utilizamos como casos de estudo o trabalho
realizado por hackers que se unem para aperfeiçoar programas de código
fonte aberto e a coneção peer-to-peer. Em ambos, a fundamentação teórica
sobre a técnica não pretende coloca-la como “criadora” de um princípio de
cooperação entre os indivíduos, mas como ferramenta crucial para o
desenvolvimento dessa característica.
Subjetivação pelo olhar: a experiência individual nas fronteiras entre o
ficcional e o documental no cinema.
Fábio Rodrigues da Silveira
[email protected]
Orientadora: Consuelo Lins
Institucionalizados ora como dois gêneros opostos portadores de elementos
particulares ora como gêneros mais próximos do que indicam a um primeiro
olhar, o documentário e a ficção no cinema são, ao menos de acordo com
o senso comum, de fácil distinção. A discussão em torno das fronteiras
entre ficção e documentário no cinema, contudo, mascara uma outra, de
relevância ainda maior: o papel central que a realização do filme livre das
amarras desses gêneros e a partir de experiências pessoais tem. Dessa
forma, é importante investigar de que forma se pode filmar a subjetividade
no momento em que ela surge, ou seja, durante a experiência,
especificamente nos temas ligados à memória coletiva (em especial, a
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
28
política) e individual (filmes de família), e com destaque para o cinema
iraniano.
Alternativas de negócios para as gravadoras na era das
tecnologias digitais.
Fernanda Monteiro de Azevedo
[email protected]
Orientador: Eduardo Granja Coutinho
O objetivo principal dessa monografia é refletir sobre as novas possibilidades
de negócios que as gravadoras brasileiras estão começando a adotar, em
meio à crise do setor, provocada pela pirataria física e pelo surgimento das
novas tecnologias, como a internet, que vêm sempre acompanhadas de
novos hábitos de consumo. Após um histórico da formação do mercado
fonográfico e uma análise da pirataria e dos novos padrões de consumo
introduzidos pelas tecnologias digitais, tenta-se avaliar o grau de sucesso
que terá cada uma das alternativas que vêm sendo adotadas pelas gravadoras
para criar novos modelos de negócios e sobreviver.
Entre a literatura e o jornalismo: a crônica.
Joana Moscatelli
[email protected]
Orientadora: Ana Paula Goulart
O trabalho tem como tema a relação entre jornalismo e literatura. Para
isto, foi feita uma análise da crônica, considerada um híbrido entre esses
dois gêneros discursivos. Apesar de ancorada nos fatos da atualidade, a
crônica tem a liberdade, tanto de forma como de conteúdo, como uma de
suas principais características, o que impede qualquer tipo de classificação
rígida. Foi realizado um estudo de caso através da análise e interpretação
de alguns textos de Luis Fernando Veríssimo, um dos principais cronistas
da imprensa contemporânea.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Rádios comunitárias: ampliando o poder de ação
João Paulo Malerba
[email protected]
Orientadora: Raquel Paiva
O trabalho percorre a trajetória das Rádios Comunitárias latino-americanas,
especificamente as brasileiras, procurando desvendar que papéis têm
desempenhado no mundo globalizado. Além de funcionarem como canal
de negociação de identidades ao articular informações e estímulos globais
com a memória e a história local, essas emissoras têm sido importantes
canais de mobilização favorecendo o desenvolvimento da cidadania e
contribuindo na democratização das sociedades contemporâneas. Após
um breve histórico sobre as lutas pela regulamentação do funcionamento
das Rádios Comunitárias, o trabalho apresenta as principais restrições e
inadequações legais atuais. Por fim, são analisados os usos que as Rádios
Comunitárias e o movimento político que as constitui têm feito das Novas
Tecnologias da Informação e Comunicação como forma de ampliar seu
poder de atuação e aumentar a visibilidade a suas demandas. Dentre tais
apropriações, destaca-se a utilização da Internet propiciando a formação
de rede de emissoras, o aumento no intercâmbio de informações e o
surgimento de Rádios Comunitárias na web.
Cinema e transformação social: variações sobre uma relação tensa
Julia Lemos Lima
[email protected]
Orientadora: Ana Paula Goulart Ribeiro
O estudo aborda a relação entre arte e política no cinema. Primeiramente,
tratamos do debate acerca da consolidação do cinema como meio de
comunicação de massa. Nesse sentido, analisamos as teorias de Walter
Benjamin e Theodor Adorno, eminentes pensadores da Escola de
Frankfurt, em suas concepções divergentes e complementares a respeito
das potencialidades da linguagem artística cinematográfica e de sua relação
com a ordem social. A partir dessa delimitação conceitual, recuperamos
alguns exemplares brasileiros de movimentos cinematográficos que
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
30
representaram um projeto artístico engajado e transformador: a produção
dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes e as
criações do Cinema Novo na década de 1960. Numa terceira e última
parte, esse estudo se volta para o cinema brasileiro contemporâneo, tomando
algumas obras do documentarista Eduardo Coutinho como formas singulares
em que a relação entre arte e política é problematizada.
Câncer – análise da construção sonora nessa experiência
cinematográfica de Glauber Rocha.
Júlia Mariano de Lima Araújo
[email protected]
Orientadora: Consuelo Lins
Câncer, filme dirigido por Glauber Rocha é o objeto de análise da
monografia. Filmado no Rio de Janeiro em 1968, o filme só foi editado e
finalizado quatro anos depois quando o cineasta vivia seu auto-exílio. A
edição foi realizada em Cuba e o filme foi totalmente finalizado na Itália
em 1972. Definido pelo próprio cineasta como “uma experiência técnica
quanto ao problema da resistência do plano cinematográfico à direção” Câncer é um filme onde Glauber desenvolve suas novas idéias acerca do
cinema e de sua narrativa. A trilha sonora é trabalhada como um elemento
de autoria autônoma, não havendo a preocupação de uma correspondência
direta entre imagem e som. Além disso, o cineasta também experimenta
na mixagem com a colisão de elementos sonoros, em contra uma mixagem
convencional que se propõe uma regulagem dos sons no sentido de uma
escuta não-conflitante para o espectador. A análise será em cima das
inovações e experiências desenvolvidas por Glauber Rocha na trilha sonora
de Câncer.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Contadores de Histórias: uma experiência de identidade, memória e
afeto.
Juliana Franklin de Oliveira Pires
[email protected]
Orientadora: Ana Paula Goulart
Esta monografia pretende estudar a força milenar da figura do contador
de histórias e realçar a importância e necessidade de sua presença para
a contemporaneidade. Pretende também, através do mesmo, levantar
questões a respeito de identidade, memória e afeto nos tempos atuais. O
trabalho tem como objetivo apontar o ofício dos contadores de histórias
como possibilidade profunda e transformadora de comunicação, na
medida em que seu substrato é o compartilhar das experiências comuns
aos Homens. Portanto, pretende demonstrar o potencial humanizador da
comunicação promovida pelos contadores de história.
Podcasting – do rádio à transmissão sonora digital.
Juliana Lessa de Marins e Souza Paixão
[email protected]
Orientador: Gabriel Collares
Os podcasts são arquivos de áudio facilmente produzidos e disponibilizados
na Internet, de forma bem acessível aos usuários da Rede. O presente
trabalho propõe-se a estudar este fenômeno, comparar a evolução do rádio
e dos podcasts, a democratização da informação e ainda, como ficam os
direitos autorais na era virtual. Abordar também um pouco sobre o histórico
do rádio no Brasil para tratar da fascinação que causava nas pessoas, da
força do veículo e do uso disso, hoje, na Internet. Desta forma, chegar nas
Web Rádios e traçar um paralelo com os podcasts. Analisar as utilidades
dessa nova transmissão sonora digital e sua importância na sociedade
contemporânea, assim como as perspectivas.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Bárbara Heliodora — uma trajetória crítica.
Juliana Serôa da Motta Lugão
[email protected]
Orientador: Paulo Pires
O trabalho, de caráter monográfico, trata da crítica teatral nos jornais
cariocas, partindo da década de 1950 até os dias de hoje. A análise parte
da trajetória da crítica Bárabara Heliodora e discute pontos como a função
da crítica no fenêomeno teatral, o lugar do crítico de arte, além de fazer um
panorama do jornalismo cultural e crítico voltado para teatro dos últimos 50
anos no Rio de Janeiro.
Inclusão digital e cidadania: o caso do programa Governo
Eletrônico.
Luciana Albuquerque Alves
[email protected]
Orientador: Mohammed El Hajji
O presente trabalho se propõe a estudar o modo como a inclusão dos
indivíduos no mundo digital se relaciona com sua possibilidade de obter e
exercer sua cidadania neste começo de milênio, quando as mudanças
advindas da revolução tecnológica iniciada em meados do século passado,
e da qual o maior expoente é a Internet, atingem profundamente o modo de
vida da sociedade atual. E, através de um estudo de caso do Programa
Governo Eletrônico, procura mostrar quais são as ações do Estado brasileiro
para incluir-se na Sociedade em rede, aprimorar seu relacionamento com
a população e promover a inclusão digital do cidadão.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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A evolução da crônica esportiva nos jornais brasileiros.
Luciano Mello de Vasconcelos
[email protected]
Orientador: Maurício Schleder
O objetivo desta monografia é traçar um histórico da crônica esportiva nos
jornais brasileiros, com foco nos textos sobre futebol. O trabalho abordará
as características únicas do texto da editoria de esportes, além da mudança
de estilo que ocorreu nas últimas duas décadas. Depois de uma breve
cronologia do gênero crônica no Brasil e do jornalismo esportivo no país, a
monografia analisará o texto de três cronistas das décadas de 1960 e 1970
e, posteriormente, o texto de três cronistas da atualidade. O trabalho
mostrará também como as alterações no dia-a-dia do jornalista esportivo
influenciaram a mudança nas crônicas. Finalmente, há um estudo de caso
sobre a postura da imprensa na Copa do Mundo de 2006.
Ataques a São Paulo: um caso de mídia.
Luisa Santos Guedes Pereira
[email protected]
Orientadora: Ana Paula Goulart
A partir da deterioração das tradições e do fortalecimento do individualismo,
a violência e a discussão sobre o crime organizado entraram definitivamente
na rotina da sociedade brasileira. Parte da responsabilidade pela sensação
de insegurança é atribuída à mídia, que, por outro lado, não é considerada
capaz de apontar soluções. Isso não significa, porém, que os veículos de
comunicação não tenham papel importante na definição de uma agenda
pública de discussão sobre o tema. Este trabalho analisa como a imprensa
cobre a violência e exerce influência sobre a forma como a questão é vista
por autoridades e pela sociedade em geral. A pesquisa inclui um estudo de
caso sobre reportagens produzidas pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro,
sobre ataques promovidos por uma facção criminosa em São Paulo, em
2006.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Tropicália e consolidação da indústria cultural no Brasil.
Márcio Rezende Siniscalchi Jr.
[email protected]
Orientador: Eduardo Granja Coutinho
O projeto demonstra como o desenvolvimento do capitalismo no Brasil
provocou mudanças na lógica de produção e consumo de cultura popular,
tendo em vista que, no final dos anos 60, a Tropicália trouxe novas
ferramentas para a produção artística nacional - até então marcada pelas
contradições entre popular e erudito -, e suas abordagens políticas, estéticas
e econômicas influenciaram a consolidação da indústria cultural no país. A
urbanização iniciada no século XX e o conseqüente entrelaçamento das
novas classes sociais foram fundamentais para a massificação da indústria
de bens simbólicos, pois, concomitante ao desenvolvimento do mercado de
rádio, discos e TV, acontecia uma assimilação da cultura do povo. Enquanto
intelectuais procuravam novas formas para os novos conteúdos, a cultura
popular perdia seu caráter folclórico e assumia um status de mercadoria.
Ciência hoje das crianças na tv.
Mário Cesar Nery Corrêa Filho e Fernanda Schetine Boscher
[email protected] / [email protected]
Orientador: Fernando Fragozo
Trata-se da gravação do projeto piloto das inserções (programas curtos
encaixados durante a programação da emissora) de Ciência Hoje das
Crianças na TV, como uma proposta de programa para a televisão aberta,
a fim de incluí-las na programação infantil de um canal não definido. O
intuito é não só ampliar o público infanto-juvenil da conceituada revista –
que comemora neste ano de 2006 vinte anos de existência – como também
disponibilizar parte do seu conteúdo para um novo veículo. Os alunos de
jornalismo e rádio e tv buscam a melhor adaptação dos temas abordados
pela revista para a televisão de canal aberto, explorando os recursos próprios
do audiovisual.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Reciclando o “lixo cultural”: uma análise sobre o consumo trash
entre os jovens.
Mayka Castellano
[email protected]
Orientador: João Freire Filho
Este trabalho se propõe a analisar as práticas e motivações sociais dos fãs
de cultura trash (artefatos da indústria cultural que não atendem aos padrões
morais e/ou às normas de qualidade técnica e artística dominantes). Com
base em entrevistas e em conceitos e argumentações teóricas formuladas
no âmbito dos Estudos Culturais, procuro investigar a busca por autenticidade
e distinção social entre os consumidores de produtos identificados com o
mais baixo estrato da cultura de massa. A pesquisa sobre a apropriação do
“lixo cultural” por parte de uma parcela da nossa população jovem pretende
contribuir para a reflexão sobre as hierarquias do gosto e a constituição
das identidades no contexto da chamada pós-modernidade.
O jornal Extra e a construção de identidade no jornalismo popular
através da hierarquização das reportagens.
Natália Gomes Soares
[email protected]
Orientadora: Ana Paula Goulart
O presente trabalho pretende analisar a hierarquização das reportagens no
jornalismo popular e identificar de que modo os veículos são planejados
para atender a um determinado perfil de leitores-consumidores, a partir da
perspectiva dos processos de produção, tanto da primeira página, como na
definição de prioridades do veículo. O Extra é o estudo de caso, tendo em
vista ser atualmente o jornal mais lido do país. O trabalho também constrói
um breve panorama do jornalismo popular carioca desde o seu surgimento
e fará um painel sobre as circunstâncias do mercado à época do lançamento
do Extra, além de discutir as mudanças pelas quais o jornalismo popular
passou através dos tempos e quais seriam seus novos rumos.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Poder, Ética e Assessoria de Imprensa - O caso do caseiro e do
ministro.
Paola Pinto Rivera Alvarez Side
[email protected] / [email protected]
Orientador: Eduardo Refkalefsky
Dentro do tema proposto, a pesquisa foi orientada segundo os estudos de
poder e ética na comunicação, usando como base uma análise de caso: a
quebra de sigilo bancário, de uma testemunha, divulgada à imprensa por
Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa de Antonio Palocci, atual exMinistro da Fazenda do governo Lula. Esse fato acabou gerando uma nova
discussão sobre ética e comunicação, o que proporcionou esse estudo mais
aprofundado sobre essa relação. A pesquisa, que discute as reais funções
de um assessor de imprensa e as normas éticas que regem esse trabalho,
foi norteada pelo seguinte roteiro: introdução teórica à ética e assessoria
de imprensa, contextualização do caso e análise do mesmo de acordo com
a base teórica utilizada.
A redundância no jornalismo.
Pedro Paulo Garcia da Silva
[email protected]
Orientador: Muniz Sodré
Investiga-se teoricamente a redundância e parte-se desta para o jornalismo
– cujas práticas são normalmente descritas como objetivas. Seus detratores
denunciam a objetividade como uma construção retórico-ideológica de
representação do real; nega-se o caráter objetivo e imparcial atribuído por
apologistas ao jornalismo. O trabalho busca complexificar a crítica feita à
lógica objetiva do jornalismo. Sem se esquecer das condições sóciohistóricas de sua realização, propõe-se a hipótese de que para além da
aparente objetividade, o jornalismo tem diversos critérios redundantes. O
reconhecimento do texto jornalístico como tal – direto, lógico e não opinativo
– corrobora a redundância em termos de formato. Mas, além da dimensão
lingüística, observa-se um jornalismo singularizador, o qual privilegia alguns
assuntos em detrimento de outros ao escolher suas pautas.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Imagens Violentas – percepções e sentimentos diante de fotografias de
violência.
Raphael Bispo dos Santos
[email protected]
Orientadora: Priscila Kuperman
O que sentir diante do horror, da dor do outro? Essa parece ser a principal
pergunta que permeia o projeto experimental “Imagens Violentas:
percepções e sentimentos diante de fotografias de violência”. A partir do
levantamento e categorização de imagens relacionadas à violência
publicadas no jornal O Globo foram realizadas entrevistas em profundidade
com jovens de camadas médias da Zona Sul carioca. A “dieta diária de
horrores” a que estão submetidos pelos meios de comunicação pode ser
um caminho para explicar suas experiências emocionais com as fotografias.
Jornalismo internacional: a mudança na editoria inter nos últimos 50
anos.
Renata Marques Moreira de Castro
[email protected]
Orientador: Mohamed Hajji
O objetivo dessa monografia é refletir sobre a mudança no Jornalismo
Internacional no Brasil ao longo dos últimos 50 anos. Nos jornais, revistas
e programas de rádio e televisão brasileiros, percebe-se claramente a
influência das transformações no cenário geopolítico mundial,
acompanhadas da evolução tecnológica. Do telégrafo à Internet, são
modificadas não somente as bases da transmissão de informações e acesso
às fontes, mas também a forma e conteúdo das reportagens: as poderosas
agências de notícias perdem o lugar exclusivo de divulgadoras dos fatos.
Através de entrevistas com correspondentes internacionais e observação
de jornais impressos da época, será feita a análise da forma de construção
da editoria internacional e da importância dos correspondentes estrangeiros
no noticiário.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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O lugar do jornalismo nas emissoras FM – um estudo de caso da
rádio Paradiso FM.
Renato Pereira Hermsdorff
[email protected]
Orientador: Fernando Mansur
Este trabalho tem como objetivo pesquisar o lugar que o jornalismo ocupa
em uma rádio FM. Mas não em qualquer emissora FM. Interessam aqui,
sobretudo, as rádios como programação voltada principalmente para a
música. O foco é a rádio Paradiso FM, do Rio de Janeiro, como um estudo
de caso. Para se chegar até aqui, faz-se necessário entender o surgimento
do rádio no Brasil e, conseqüentemente, do radiojornalismo brasileiro; o
papel que o rádio passou a ocupar com o advento da televisão; os possíveis
caminhos que o radiojornalismo ainda pode percorrer no FM; a importância
da segmentação para o veículo. Estas são questões iniciais que se colocam
necessárias para o entendimento do tema. A análise de todas elas tem
como objetivo final um estudo sobre a rádio Paradiso FM.
Montbläat – uma nova tentativa de jornalismo independente na internet.
Sergio Ignácio Cardoso Duran
[email protected]
Orientador: Muniz Sodré
O trabalho consiste em apresentar e analisar a experiência do jornal
Montbläat, veiculado exclusivamente por mensagens eletrônicas (e-mail),
no contexto do que é produzido na internet como jornalismo independente.
Serão analisadas as características de ruptura e continuidade que este novo
produto apresenta dentro deste conceito. O trabalho pretende questionar
também se este meio é hoje o mais adequado para a implementação de um
jornalismo alternativo à grande imprensa. Produzido pelo jornalista Fritz
Utzeri, o Montbläat contém características diferentes do que é realizado
atualmente na internet, tanto pelo jornais com circulação em papel aliado à
sua versão online em tempo real, quanto pelos diários eletrônicos (blogs) e
os sites de opinião.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Representação social,
simbologia e os processos de captação do inconsciente coletivo pelo artista
do carnaval.
Sidimir Sanches
[email protected]
Orientadora:Maria Helena Junqueira
Como se dá o processo de criação do artista popular do carnaval? De que
forma ocorre (sob quais processos psicanalíticos) o intercâmbio inconsciente
que parte da coletividade (anseios sociais) e vai parar no imaginário criativo
do artista popular (sob a forma de símbolos, através dos processos de
concepção e execução que compõem o processo criativo)? De que forma
o advento do patrocínio e a mídia televisiva (adesão das escolas de sambas
às lógicas do mercado) interferem no processo de criação carnavalesca
(já influenciada por fatores psicanalíticos)? Trataremos neste projeto, num
primeiro momento, da história do carnaval: seu surgimento, seus
desdobramentos e evolução como rito de passagem (ou de calendário).
Ainda neste primeiro capítulo analisaremos a história do carnaval no Brasil
e, em especial, na cidade do Rio de Janeiro. No segundo capítulo,
discutiremos o processo de criação do artista popular, tanto na concepção
quanto na execução; Discutiremos, ainda, de que forma ocorre (sob quais
processos psicanalíticos) o intercâmbio inconsciente que parte da
coletividade (anseios sociais) e vai parar no imaginário criativo do artista
popular.
Novo Rio – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense.
Sirleine Gentil
[email protected]
Orientador: William Dias Braga
“NOVO RIO – histórias de quem traz vida à maior rodoviária fluminense”
é uma grande reportagem que busca humanizar um espaço geográfico que
faz parte da infra-estrutura viária do Rio de Janeiro. O texto, dividido em
doze capítulos do projeto gráfico do livro em que foi transformado, apresenta
a rodoviária em questão como um espaço de circulação, movimentação,
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
40
fluxo e permanência de diversos atores sociais. Nas oitenta páginas em
que texto e fotos se apresentam, está um recorte da realidade do objeto de
estudo observado à exaustão e que permitiu a percepção das diversas
motivações que levam cinqüenta mil pessoas diariamente àqueles
corredores, e que vão muito além da intensificação da produtividade do
trabalho e da construção do campo da economia do conhecimento.
Mídia e estigma – as Testemunhas de Jeová, do Nazismo aos dias de
hoje.
Teresinha Cavalheiro de Azevedo
[email protected]
Orientadora: Priscila Siqueira Kuperman
Esse trabalho tem como objetivo abordar questões sobre a mídia e o estigma
que surge como resultado dela, tendo como pano de fundo o grupo religioso
Testemunhas de Jeová. Serão tratadas questões como o regime nazista,
onde vários grupos étnicos e segmentos minoritários da sociedade foram
perseguidos (aqui será estudado o caso específico das Testemunhas de
Jeová), e que a mídia deu destaque apenas ao grupo dos judeus, fazendo,
com isso, que muitos acreditassem que somente estes haviam sido
perseguidos no regime de Hitler. Como conseqüência dessa segregação,
as Testemunhas de Jeová desenvolveram materiais impressos próprios,
como forma de divulgar sua história e seus credos, tendo, por conseguinte,
parques gráficos próprios. Trazendo a história da estigmatização para os
dias de hoje, serão tratadas questões de intolerância por parte da sociedade
e representadas pela mídia, que publica matérias com conotação negativa,
estigmatizando e pré-julgando as Testemunhas de Jeová.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
41
Na teia – sociedade civil organizada e inteligência coletiva.
Thiago Sabatinelli Rodrigues
[email protected]
Orientadora: Ilana Strozenberg
O trabalho apresenta um quadro das organizações da sociedade civil no
país e as perspectivas e tendências que se delineiam com as novas formas
de comunicação social em rede. Descreve as características do novo modelo
de comunicação interativa surgido com a Internet no final do século passado
e investiga como o uso que se vem fazendo das novas tecnologias pode ser
utilizado para ampliar o exercício da cidadania e atender demandas afetas
à comunicação de organizações da sociedade civil. O trabalho apresenta
ainda o conceito de Internet 2.0, em que as informações são transmitidas
de muitos para muitos indivíduos, e oportunidades de aplicação pela
sociedade civil organizada na produção e difusão de conhecimento.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Habilitando para
Produção Editorial
2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Máquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e
artísticos na feitura de discos.
Álvaro Lazzarotto de Almeida
[email protected]
Orientador: Henrique Antoum
Este trabalho se propõe a pensar o modo como as sucessivas invenções de
ferramentas para gravação de som intervêm nos procedimentos de criação
de música. De uma análise das necessidades humanas que causam tais
invenções, às invenções que produzem novas necessidades, investiga quais
valores estão em questão na arte musical contemporânea, tempo em que
ocorrem profundas quebras nos paradigmas de apreciação de arte.
Examinando a relação entre as técnicas de estúdio e as de composição de
música, desde o surgimento da gravação até a atualidade, conclui-se que
conceitos como criação, desempenho e autoria adquirem um novo caráter.
A Produção do livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz vida à maior
rodoviária fluminense’.
Augusto Cesar Santos da Costa Barros
[email protected]
Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha
O trabalho consiste na apresentação de um relatório sobre a produção do
livro ‘Novo Rio; histórias de quem traz a vida à maior rodoviária fluminense’,
desde a elaboração do texto até a impressão, passando pela concepção do
produto, manipulação de imagens, criação do projeto gráfico e diagramação.
Originalmente escrito como uma reportagem jornalística por Sirleine Gentil,
aluna de graduação, e baseado nos conceitos do new journalism e do
jornalismo literário, trata da vida de pessoas que convivem na rodoviária
Novo Rio. Desde passageiros de final de semana até funcionários de
empresas, passando por migrantes, vendedores ambulantes e outros. O
discurso presente no livro está baseado em um retrato da história de pessoas
simples, uma visão desprovida de preconceitos, típicos das matérias clichês
dos jornais em véspera de feriado e das análises geográficas da academia.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
45
Na concepção do projeto gráfico é demonstrado como a tipografia funciona,
a fim de contribuir para o texto. O livro contém um caderno de imagens
que mostra cenas da rodoviária e o relatório contém detalhes sobre a
produção do livro, cronograma.
A mulher na literatura e a nova literatura feminina pós-Bridget
Jones.
Clarissa Carneiro da Silva Peixoto
[email protected]
Orientador: Maria Helena Junqueira
Analisa-se a expressão de mulheres através da literatura feita para o público
feminino. São abordadas a questão sobre a existência ou não de uma
literatura tipicamente feminina, as formas de a mulher se expressar, além
de um histórico da relevância, e “permissão” pela sociedade, da mulher no
“contar para as massas” através da literatura. Abordam-se as questões
necessárias para a emergência da mulher-escritora e alguns rótulos que a
ela têm sido atribuídos. Ainda, a existência de temática comum e pontos de
divergência entre a literatura produzida por mulheres desde seus primeiros
escritos e os “romances-mulherzinha”, que provocaram um boom editorial
a partir de finais dos anos 1990. Analisa-se um caso que se transformou
em sucesso editorial — O diário de Bridget Jones e como este romance
influenciou na publicação de outros, posteriores, corroborando teorias de
reprodução de fórmulas na indústria cultural.
Normalização de trabalhos de conclusão de curso.
Cláudia de Gois dos Santos
[email protected]
Orientadora: Regina Célia Montenegro de Lima
A normalização possibilita padronização na elaboração e apresentação de
documentos, pois promove estruturação adequada, pertinente e relevante
em linguagem apropriada que facilita a transferência de informação.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
46
Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – é um documento, onde o autor
apresenta o desenvolvimento de sua pesquisa e comunica resultados
alcançados ao meio acadêmico.Com normalização conveniente a estrutura
é organizada de tal forma que a informação se apresenta compreensível e
passível de mais eficiente e eficaz comunicação. Autores de TCC não
podem ignorar ou desconhecer as normas da ABNT e da IES a que se
vinculam e que precisam ser seguidas para maior eficiência e otimização
de resultados. Através de revisão de literatura pertinente e da análise de
estruturas de TCC de Comunicação Social da ECO/UFRJ, este trabalho
reúne indicações de como e porque elaborar trabalhos de acordo com as
normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Com
destaque para as normas que orientam a estruturação das partes do
documento, o sumário, as citações e as referências. Também devem ser
salientados: objeto de estudo, objetivos, metodologia e justificativa que
destacados na introdução, devem ser desenvolvidos no texto e concluídos
nas considerações finais segundo os princípios de: evidência, análise, síntese,
enumeração (Descartes).
Relatório anual: um produto editorial.
Jaqueline Castro Scherer
[email protected]
Orientador: Paulo César Castro de Souza
Dada a crescente importância do relatório anual na estratégia de
comunicação institucional das empresas, o trabalho avalia como, no Brasil,
a produção destas publicações tem sido realizada sob um esmero cada vez
maior, aliando a qualidade dos textos e fotografias à apresentação visual.
Também discute como, conseqüentemente, abre-se um importante campo
de atuação profissional para os produtores editoriais. Com relação ao
relatório anual, são estudados seu público alvo e a evolução de seu conteúdo
no Brasil. As melhores práticas são identificadas através da análise dos
relatórios anuais publicados em 2006 por algumas das 10 maiores empresas
do Brasil, segundo o Guia exame melhores e maiores, entre elas a
Companhia Vale do Rio Doce e pela Petrobras. Os parâmetros utilizados
para essa análise se basearam em livros americanos, cuja tradição neste
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
47
tipo de publicação é maior que a do Brasil, e nos critérios de uma das
principais premiações da categoria, a da Associação Brasileira de
Companhias Abertas – ABRASCA. Por fim, por meio da comparação
entre o relatório anual e o livro, o estudo demonstra que se trata de um
produto editorial, derrubando o mito de que a editora é o único mercado de
trabalho do produtor editorial, sem que haja desvio de função.
A indústria editorial brasileira.
Marina Vargas Couto
[email protected]
Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha
O trabalho busca recuperar e esclarecer alguns pontos da história da indústria
editorial do livro no Brasil, percorrendo os acontecimentos mais importantes
nessa trajetória desde a proibição da impressão no período colonial até os
dias de hoje, quando, apesar de o mercado editorial brasileiro ser o oitavo
maior do mundo, ainda enfrenta muitos dos mesmos problemas da época
em que se resumia a uma colônia sem interesse econômico ou cultural. A
proposta é, por meio desse histórico da o esses problemas e chegar a um
entendimento mais detalhado e amplo desse objeto, o livro, que foi, durante
pelo menos os últimos quinhentos anos, o principal veículo difusor de idéias,
informações, cultura e lazer da humanidade.
DVD documentário sobre Nelson Sargento; produção editorial
desde a criação até a distribuição de um produto cultural reinventando
uma tradição.
Rodrigo Fernandes Lomelino
[email protected]
Orientadora: Regina Celia Montengro de Lima
A proposta é realizar como Projeto Experimental, um DVD documentário
sobre Nelson Sargento, passando por todas as etapas da produção editorial
de um DVD, desde a sua concepção criativa, até sua colocação à venda
para o consumidor final. Deve ser exposto o passo-a-passo da elaboração
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
48
do layout e solução gráfica, escolha do papel, tipologia, diagramação,
imagens, ilustrações, finalização, impressão, acabamento e produção das
peças, tendo em vista a viabilidade de custos, além de desenvolver também
a estratégia de marketing e de distribuição do produto. Partindo do
pressuposto de que o samba é um importante ritual contemporâneo, com
papel fundamental na construção da cultura e da identidade do povo
brasileiro, o trabalho apresenta uma reflexão a respeito deste universo: a
origem e a trajetória do samba carioca; o surgimento do sambódromo, a
indústria cultural, a entrada da mídia, a espetacularização do samba, o
processo de modernização e a reinvenção de uma tradição. Por fim, o
trabalho identifica a importância do personagem Nelson Sargento, cidadão
do samba, que se torna um hino de resistência da cultura do samba carioca
e memória viva da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. Além
de ser um cidadão do samba, Nelson Sargento é um cidadão do mundo,
produzindo até hoje, aos 78 anos de idade, incríveis contribuições para a
música, a arte e a cultura popular brasileira
Literatura para uma nova infância
Vanessa Vilas Bôas Huguenin
[email protected]
Orientadora: Maura Ribeiro Sardinha
Análise da influência do novo papel da infância, na atual sociedade de
consumo, na criação, edição e venda de literatura infantil. Breve estudo
da descoberta e evolução do sentimento de infância desde a Idade Média
e como, a partir daí, surge um espaço para a produção de uma literatura
direcionada a este público. Rearranjo do lugar da infância na sociedade de
consumo, com base em suas características básicas. Interferência da nova
faceta da infância no processo de criação, edição e venda de livros infantis
no Brasil.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Habilitando para
Publicidade e Propaganda
2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Aproveitamento de valor agregado da marca no desenvolvimento
de produtos e serviços: pipoca para microondas Cinemark.
Adilson Andrade de Jesus
[email protected]
Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello
Este trabalho apresenta um panorama da história das salas de cinema no
Brasil, e borda hábitos de consumo relativos à “experiência de cinema”
no Brasil a partir da implantação da rede americana de multiplex Cinemark.
O objetivo é identificar oportunidades de aproveitamento de valor agregado
da marca “Cinemark” no desevolvimento de produtos e serviços que
possibilitem a manutenção do vínculo da marca à experiência do cinema
no espaço privado. As peculiaridades comportamentais da experiência do
cinema em casa e as motivações do consumidor em optar pelo espaço
privado em detrimento do espaço público são pontos de partida para uma
análise que visa identificar formas de associar a marca Cinemark à
experiência de cinema em casa. A pesquisa é realizada com envolvidos no
trabalho e a partir de informações coletadas na própria empresa e, também
nos periódicos “Filme B” – que analisam semanalmente desde o início da
década de 90 os números de exibição e distribuição de cinema no Brasil.
As tendências de consumo de eletrodomésticos, tais como televisores e
aparelhamento de som de última geração tecnológica que ajudam a recriar
e simular a experiência de cinema e o significado social do lazer
enclausurado a as tendências que implicam são também objetos de análise
para avaliar o lançamento da pipoca para microondas Cinemark.
Novas mídias como alternativa.
Adriana Passos Mendonça
[email protected]
Orientadora: Claudete Lima da Silva
O trabalho busca analisar o papel do profissional de mídia hoje. Apresenta
um panorama das mídias tradicionais, como televisão, rádio, jornal, revista
etc. Além disso, desenvolve uma análise das transformações pelas quais o
planejamento de mídia vem passando, em decorrência das inovações
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
51
tecnológicas, das mudanças no perfil dos consumidores e das necessidades
do mercado. A proposta é determinar em que casos o planejamento de
mídia deve se ater às mídias tradicionais e quando deve buscar novas
formas de comunicar sua mensagem, através do recurso de novas mídias
ou do uso criativo de mídias mais convencionais. Como e quando conciliar
o convencional com o inovador.
Propaganda institucional e construção da imagem corporativa das
organizações Bradesco e Odebrecht.
Alline Viana Couto
[email protected]
Orientadora: Janice Caiafa
Este trabalho busca investigar o papel da propaganda institucional como
ferramenta de marketing e seus efeitos. A atuação do marketing nos
diversos ambientes da vida social é examinada a partir da noção de
agenciamento coletivo do consumo, desenvolvida por Burrowes. A dinâmica
de mutação do capitalismo gera crescente valorização da imagem
corporativa. Atualmente, o capitalismo não é mais dirigido para a produção,
mas para venda ou para o mercado, quer vender serviços. Ele opera
principalmente no nível da produção de subjetividade. A pesquisa explora
a atuação da propaganda institucional como um importante fator de criação,
reforço ou correção da imagem corporativa, sendo um forte componente
de produção subjetiva. A imagem corporativa é considerada um elemento
ainda mais crítico no marketing de serviços. Empresas prestadoras de
serviço investem com bastante intensidade em propaganda institucional.
Nesse tipo de comunicação, nota-se que o tema responsabilidade social é
muito recorrente. O objetivo geral deste estudo é investigar o processo de
construção de imagem corporativa, analisando a propaganda institucional
das organizações Bradesco e Odebrecht e individualizando o discurso de
responsabilidade social presente nesses anúncios. A análise problematiza
os pressupostos implícitos, identifica as ressonâncias e implicações desse
discurso empresarial cada vez mais difuso em nossa sociedade.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Maquinas e música: a mútua influência entre componentes técnicos e
artísticos na feitura de discos.
Álvaro Lazzarotto de Almeida
[email protected]
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz
Este trabalho se propõe a pensar o modo como as sucessivas invenções de
ferramentas para gravação de som intervêm nos procedimentos de criação
de música. De uma análise das necessidades humanas que causam tais
invenções, às invenções que produzem novas necessidades, investiga quais
valores estão em questão na arte musical contemporânea, tempo em que
ocorrem profundas quebras nos paradigmas de apreciação de arte.
Examinando a relacão entre as técnicas de estúdio e as de composição de
música, desde o surgimento da gravação até a atualidade, conclui-se que
conceitos como criação, desempenho e autoria adquirem um novo caráter.
Plano de marketing: lançamento das meias descartáveis Clean Socks.
Ana Carolina R. dos Santos e Vanessa Ventura de Oliveira
[email protected]
[email protected]
Orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello
O desenvolvimento de economia global, tecnologia e de meios de
comunicação causa verdadeira revolução no marketing, fazendo com que
o foco de resultados de vendas passe a priorizar a total satisfação do cliente.
Cliente satisfeito é garantia de sobrevivência da empresa. O público
masculino se preocupa cada vez mais com saúde e estética, o que gera
aumento da prática de esportes e do consumo de produtos que proporcionam
bem-estar. Considerando a oportunidade de inserção neste mercado em
expansão, desenvolve-se um produto inovador, meias descartáveis para
jovens esportistas. Este trabalho apresenta plano de marketing para
lançamento do produto no Rio de Janeiro, em 2007. O plano bem feito,
com análises e avaliações, indica que o mercado é complexo e sem espaço
para aventuras. No lançamento do novo produto, a tomada de decisão
deve ser baseada em informações adequadas, pertinentes, confiáveis e no
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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conhecimento de princípios e conceitos fundamentais como posicionamento,
branding e pesquisa de mercado. O estudo identifica situações e ratifica
a idéia de que todos os setores da empresa devem trabalhar em harmonia
para que os desejos e necessidades dos consumidores sejam satisfeitos e
os resultados otimizados. Empresa e sociedade são beneficiadas quando
há correta aplicação de conceitos de marketing.
Comunicação e os novos papéis sociais da mulher: o caso do
reposicionamento da Avon.
Ana Carolina R.. da Silva
[email protected]
Orientador: Eduardo Refkalefsky
O trabalho proposto é um estudo de caso do reposicionamento da Avon
Products, Inc. no início dos anos 90 e seus reflexos na subsidiária brasileira.
O reposicionamento da empresa faz-se necessário quando a empresa
percebe, mesmo que tardiamente, que seu público-alvo se transforma a
partir dos anos 70, com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A
empresa encontra cada vez menos mulheres dispostas a trabalhar meio
expediente, e as vendedoras passam a não encontrar suas clientes em
casa. O estudo traz um breve histórico da empresa, no mundo e no Brasil,
e alguns fatores responsáveis pela necessidade de reformular sua
comunicação. Apresenta-se uma revisão teórica sobre os conceitos
envolvidos no estudo para avaliar os métodos da empresa: o conceito de
posicionamento e suas aplicações, composto de comunicação no contexto
da Avon, mudanças nos papéis sociais da mulher e suas conseqüências no
ambiente de mercado. O estudo foca um novo composto de comunicação,
desenvolvido tendo em vista essa nova realidade da mulher e destaca a
eficácia do novo posicionamento adotado.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Produção de eventos: a importância do Interseção.
Anastha Machado Cruz
[email protected]
Orientadora: Ilana Strozenberg
Co-orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello
Estudo sobre benefícios que um seminário de Publicidade e Propaganda
como o Interseção, organizado exclusivamente pelos alunos da Escola de
Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pode trazer para
uma instituição acadêmica. Os temas relativos à produção de eventos
universitários, profissionalização dos alunos, construção de imagem
institucional. As relações entre Estado, Universidade e sociedade. O
Interseção pretende trazer vários benefícios para diferentes públicos. Para
os alunos que o organizam, traz a possibilidade de adquirir experiência no
campo da produção de eventos, além de fazer contatos importantes para
sua carreira profissional. Para o público-alvo, constituído pelo universo de
alunos, proporcionaria a aquisição de novos conhecimentos, através de
palestras e mesas de debate, em que profissionais representativos do
mercado fazem análises de diferentes aspectos do campo da propaganda
e da área de marketing. Do ponto de vista das empresas patrocinadoras,
há o benefício de agregar o atributo de promotoras da cultura à sua imagem.
O evento, pela sua repercussão, beneficia também a UFRJ e a sociedade
de um modo geral, na medida em que está contribuindo para formar
profissionais mais qualificados, éticos e conscientes de seu papel social.
No momento social e político atual, marcado pelo crescente sucateamento
da universidade pública e a escassez de recursos, eventos como o
Interseção podem ser alternativas para aprimorar o processo de formação
acadêmica, sendo um elemento importante na discussão da relação entre
mercado e Universidade.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Um olhar sobre o novo: Orkut é ferramenta de pesquisa?
Bruno Rocha Altieri
[email protected]
Orientadora: Claudete Lima da Silva
O trabalho proposto destina-se fundamentalmente a verificar a pertinência
do uso do site de relacionamentos “Orkut” como ferramenta auxiliar de
pesquisa de mercado. Primeiramente, o estudo aborda de que forma a
necessidade de informação é fundamental como parte do processo de
busca para uma comunicação eficiente. Procura então demonstrar a
pesquisa como fonte principal, organizada e legitimada, na obtenção dessas
informações. A seguir, o estudo traz um panorama de como a Internet está
mudando, discute novos conceitos como “Web 2.0” e “antropologia virtual”
e busca identificar novas ferramentas como blogs e comunidades virtuais.
Através de entrevistas com profissionais do mercado que lidam com
pesquisa, leituras afins e observação, o trabalho busca definir um panorama,
traçar um histórico, rever a importância e ilustrar usos do site de
relacionamentos “Orkut”. Discute-se a seguir seus métodos, usos,
vantagens e, por outro lado, riscos e limites como ferramenta de pesquisa,
traçando paralelos com métodos tradicionais.
Propaganda atual: agregando valor ao produto.
César Rodrigo Monsores Niderauer
[email protected]
Orientadora: Maria Helena Junqueira
Em um anúncio hoje, geralmente, não se oferece só o produto, mas também,
um estilo ou conceito embutido com o produto. O mercado demanda e
escolhe aquele produto que possa satisfazer suas necessidades, desejos e
interesses. O consumidor vai escolher também aquele produto com que
mais se identifica. Este trabalho procura analisar fatores que tornam
possível à propaganda atual agregar valor ao produto/serviço oferecido
para otimizar a demanda. Considera-se que grande parte do valor agregado
pela propaganda é constituído por valores intangíveis, conceitos ou estilos
que necessariamente não estão no produto, mas passam a ser ‘adquiridos’
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
56
com ele. E com esse propósito, este trabalho vai apresentar inicialmente a
propaganda meramente comunicativa, que informa a existência do produto
para chegar a identificar e caracterizar como a propaganda passa a agregar
outros valores ao produto. A proposta é analisar e avaliar como tal mudança
é possível e, como a sociedade de consumo, principalmente alguns de seus
segmentos/grupos podem fornecer bases para essa mudança a fim de se
obtenha melhores resultados.
Estratégia de reposicionamento de imagem de marca de
instituições públicas de crédito; caso da Caixa Econômica Federal,
no cenário Rio de Janeiro, Brasil em 2006.
Daniel Dias Azevedo
[email protected]
Orientador: Luiz Solon Gonçalves Gallotti
Esta monografia tem o objetivo de analisar como é feita a mudança de
posicionamento da imagem da marca Caixa Econômica Federal, através
de um estudo de caso. A Caixa Econômica é uma instituição conceituada
no mercado bancário, entretanto encontra problemas quanto a sua
comunicação e posicionamento da sua imagem. É abordado o caso da
transição da imagem de um banco somente social para a de um banco
também comercial, que busca a fidelização de clientes, a lucratividade nas
operações bancárias e as vendas de seus produtos. O trabalho de pesquisa
visa obter informações sobre as estratégias utilizadas e analisar esse
processo, uma vez diagnosticada pela área de Marketing da Caixa, através
de pesquisas, a necessidade de renovar as expressões da marca Caixa.
Segundo conceitos de imagem de marca, identidade corporativa e algumas
teorias de marketing são analisadas as estratégias e ferramentas utilizadas
pela Caixa para atingir seus objetivos.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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A imagem fotográfica, o corpo e as novas tecnologias de
comunicação: o corpo na produção de imagens contemporâneas.
Diego Paleólogo Assunção
[email protected]
Orientador: Antonio Paca Fatorelli
Esse trabalho tem como objetivo investigar a fotografia na era digital e a
relação corpo-fotografia. As novas tecnologias de comunicação reformam
o corpo a partir da imagem. Para realizar esse trabalho, são estabelecidas
duas etapas. A primeira é uma investigação teórica, a partir da análise do
trabalho de alguns artistas que representam esse jogo onde se busca delinear
o corpo contemporâneo, sua imagem e as formas de edições desse corpoimagem, A segunda parte do trabalho é o desenvolvimento de um ensaio
fotográfico, que ganha maior complexidade de análise com o suporte teórico
definido e explicitado e com a caracterização do ensaio.
Os personagens de animação na propaganda brasileira.
Fábio Roberto Lapolli
[email protected]
Orientador: Jonas Federman
O objeto de estudo deste trabalho são os personagens de animação como
ferramenta de venda na publicidade brasileira. A Motor Gang - quadrilha
que representa os defeitos do motor de um carro - vende a linha de aditivos
automotivos da marca Bardahl, o Frango Veloz promove a marca Sadia
da industria de alimentação e o Bond Boca - é o personagem que divulga
o produto da marca Cepacol. Estas campanhas aqui destacadas são
exemplos bem sucedidos no panorama brasileiro publicitário das décadas
de 60, 70 e 80 respectivamente. Com releituras e adaptações, estes
personagens de animação continuam no ar até hoje. Esta opção de estudo
desses personagens deve-se ao fato de que tecnicamente e em termos de
retorno publicitário estes casos marcam época na história da publicidade
brasileira. O objetivo geral desse estudo é observar em que medida os
personagens de desenho de animação colaboram na fidelização dos
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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consumidores aos seus produtos e marcas. O objetivo especifico é o de
estudar o processo de criação e desenvolvimento desses personagens, suas
características técnicas e conceituais. A literatura para elaboração do texto
é principalmente baseada em fontes que descrevem as técnicas de produção
da animação desde a década de 50 aos dias atuais. O desenvolvimento das
características de um personagem é o tema abordado ao longo das
entrevistas com importantes profissionais da área de animação para
publicidade.
Criação e gestão da marca no organismo não governamental.
Felipe N. Reys Ferreira Coelho
[email protected]
Orientadora: Claudete Lima da Silva
Conceitos de criação e gestão de marcas, passando por assuntos relativos
às interculturalidades, cultura de consumo, instâncias de poder herdadas
das sociedades disciplinares e sua consolidação nas sociedades de controle.
Definição da mais-valia dentro da produção imaterial, suas consequências
e adaptações regionais. Análise de caso de uma ONG pode indicar de que
forma práticas adotadas por corporações capitalistas podem embasar as
iniciativas civis. Identificar o que pode ser aproveitado e aperfeiçoado no
funcionamento dos organismos não governamentais e sem fins lucrativos.
Atividades compreendidas dentro do campo de atuação de uma ONG, podem
assumir o papel de promotoras de mudanças sociais concretas. Na análise
do universo de marcas é escolhido o livro “Sem Logo” de Naomi Klein.
“Quanto mais pessoas tomarem conhecimento dos segredos da rede global
das marcas e dos ‘logo’ tanto mais a sua indignação alimentará o grande
movimento político que se está a formar, isto é, uma vasta onda de
contestação que tomará como alvo precisamente as sociedades
transnacionais, em particular as que têm marcas mais conhecidas”.
(Klein,1999,p. 19).O foco assemelha-se à tese essencial do livro de Klein.:
Além disso servem como eferencial teórico obras como “Diferentes,
desiguais e desconectados” de Nestor Garcia Canclini, o “ Post-scriptum
sobre sociedades de controle” presente em “Conversações” de Gilles
Deleuze, “O poder da publicidade na sociedade consumida pelas marcas”
de Dominique Quessada e “O Capital imaterial” de André Gorz.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Surge um novo profissional de mídia: a nova realidade da mídia
como meio de comunicação da publicidade comercial e sua repercussão
nos investimentos nessa área.
Fernanda Moraes Cardozo
[email protected]
Orientadora: Claudete Lima da Silva
A mídia como espaço de comunicação publicitária a as transformações na
atividade profissional em decorrência de inovações. Nesta ótica definemse os conceitos de mídia, suas alterações ao longo dos anos e identificamse as mudanças no funcionamento e na estrutura do departamento de mídia
de uma agência de publicidade, bem como o papel dos institutos de pesquisa.
O objetivo desse trabalho é fazer uma análise das mudanças conceituais,
técnicas e tecnológicas ocorridas na atividade do profissional de mídia,
demonstrando os efeitos dessas mudanças na propaganda hoje. São
identificadas e analisadas as alterações decorrentes da informatização de
agências de publicidade, de institutos de pesquisa e dos veículos de
comunicação. Desenvolve-se também uma análise dos novos meios como
internet e mídias alternativas, das novas formas de utilização das mídias
tradicionais e das modalidades de marketing como conseqüências das
mudanças na atividade do profissional de mídia.
Veja x Época: análise comercial das duas maiores publicações do meio
revista no Brasil.
Fernando Lapa Barbosa
[email protected]
Orientador: Sebastião Amoedo de Barros
Há dois ícones no meio revista, VEJA e ÉPOCA, que travam uma “batalha” semanal na prospecção por anunciantes: Ambas têm o mesmo público-alvo e são as duas maiores publicações do meio revista em circulação
de exemplares, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). ). A
fim de se adequar às alternativas de mídia buscada pelos anunciantes, os
veículos se posicionam cada vez mais preocupados com segmentação.
Veículos de mesmo posicionamento travam “duelos” de concorrência vi-
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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sando atrair uma fatia maior do mercado anunciante. Pensando sempre
em novos negócios, anunciantes tentam “driblar” o senso comum, e buscam alternativas de mídia que concentrem o público-alvo desejado. Este
trabalho pretende estudar de que forma as equipes comerciais deste dois
periódicos, Veja e Época, se estruturam para atrair cada vez mais anunciantes e como se planejam/estruturam/organizam/distribuem para vencer a
concorrente nesta disputa pelo segmento de mercado pretendido. O trabalho é uma avaliação da imagem destes dois títulos editoriais, tanto na visão
de suas próprias equipes comerciais, quanto na visão dos anunciantes.
Posicionamento junto ao público alvo para definição de plano de marketing
adequado para otimizar resultados.
Delícias de Rio – uma receita de comunicação: plano de
comunicação para uma empresa real.
Gabriela Alves Corrêa de Camargo e Maressa Nunes Bessa
[email protected]
[email protected]
Orientador: Marcelo Helvécio Navarro Serpa
Aplicação dos conceitos de comunicação integrada na realização de um
plano de comunicação para uma cooperativa popular de buffets para
eventos. São analisadas as particularidades da empresa, do setor em que
atua e sua visão de negócios. Essas questões são alinhadas às práticas de
uma Comunicação Integrada de Marketing eficiente e é proposto um plano,
na intenção de resolver os problemas de comunicação existentes e auxiliar
a empresa no alcance de seus objetivos. Pretende ressaltar a importância
da comunicação da empresa com seu público na criação de consciência
sobre o produto/serviço oferecido, na formação de uma imagem e de um
relacionamento positivos e na retenção dos clientes. E, principalmente,
cumprir com um papel de responsabilidade social ao oferecer à empresa
estudada – e a outras que venham a utilizá-lo como referência – uma
ferramenta para atuar em favor da sustentabilidade de seu negócio.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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A importância da comunicação visual para o varejo: uma análise das
lojas de conveniência Star Mart.
Gabriela Chabudet Caetano
[email protected]
Orientadora: Fernanda Martineli
Este trabalho visa discutir a importância da comunicação visual para o
varejo de auto-serviço, fazendo uma análise da comunicação visual das
lojas de conveniência Star Mart do Rio de Janeiro, ligadas à rede de postos
de combustíveis Texaco. O objetivo é analisar a importância da construção
da identidade visual e da imagem corporativa para o mercado varejista. O
estudo se concentra nos elementos que compõem a comunicação visual
das lojas de auto-serviço e aborda questões como promoção, merchandising
e comportamento do consumidor no ponto-de-venda.
Branding e a estratégia de marca: o caso da rede de cafeterias Starbucks.
Gabriela Lima Lopes e Roberta Regina Fadel
[email protected] / [email protected]
Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello
Com o advento da tecnologia propiciando otimização nos processos de
produção, a problemática dos negócios da atualidade se resume a superoferta
de produtos e serviços. Para evitar a destruição de valor das categorias
por diminuição de preço e para recrutar e reter consumidores com uma
proposta relevante, torna-se mais importante do que nunca os investimentos
em marketing. Nesse cenário, a criação e construção de uma marca é a
primeira atitude para agregar valor e gerar significados e associações
favoráveis e condizentes com a mercadoria. Porém, possuir uma marca
não basta: é preciso elaborar estratégias que sejam diferenciadas e difíceis
de serem imitadas pelos concorrentes e também planos com excelência
operacional. Este trabalho de conclusão de curso visa estudar o trabalho
de branding vencedor da marca Starbucks, que amplia a cobertura de
mercado deixando de vender unicamente em lojas proprietárias para exercer
uma nova maneira de vender café no varejo.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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A fotografia na cultura digital: uma análise a partir da fotografia de
cidades.
Gabriela Ribeiro de Oliveira Carrera
[email protected]
Orientador: Antônio Pacca Fatorelli
Análise das principais mudanças que a cultura digital traz ao campo
fotográfico focando como eixo central fotografia de cidades. A questão é
dividida em dois momentos, o primeiro marcado pela cidade física e a
fotografia analógica, considerando a importância do caráter documental
da fotografia, da captura de um instante e de uma experiência urbana
potencializada na figura do flâneur. No período de transição a imagem
passa a ser massificada e representa símbolos e clichês. O mesmo acontece
com a cidade, que vai se transformando em um cenário, e já não é o único
palco da experiência, que agora se dá também em espaços virtuais onde o
voyeur substitui o flâneur. Nesse segundo momento a cultura digital se
afirma, a simulação se sobrepõe à realidade física, o fotógrafo passa a
montar situações controladas dentro do estúdio e sua câmera é
potencializada com a entrada da fotografia digital e das imagens de síntese.
Nesse contexto é possível formar praticamente qualquer imagem pensada.
A maneira como a imagem é construída deixa de ter relevância, o que
realmente importa é o seu conteúdo. Para possibilitar essa análise
comparativa de diferentes momentos são selecionados trabalhos de
fotógrafos que têm como premissa e abordagem do tema urbano. A partir
dessa seleção é possível identificar, examinar e analisar algumas mudanças
que ocorrem com a fotografia face às novas tecnologias.
Benicio e a ilustração publicitária.
Henrique Vargas Freitas Placido
[email protected]
Orientador: Amaury Fernandes da Silva Junior
Estudo de caso sobre a biografia e alguns fatos da carreira de José Luis
Benicio, autor de trabalhos de ilustração reconhecidamente importantes
para a publicidade brasileira. Apresenta-se o mercado de ilustração
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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publicitária na visão de um ilustrador. Com destaque para: mudanças e
tendências, relação entre o ilustrador e agência, competição entre os
ilustradores e a importância do reconhecimento profissional no trabalho.
Métodos de produção de uma ilustração são descritos, em suas opções
estéticas, técnicas e de composição, em função de necessidades
mercadológicas. Analisa-se a ilustração publicitária e suas características
como ferramenta para a obtenção de uma melhor comunicação visual.
Planejamento de campanha publicitária: para escola técnica de
saúde em Angola.
Jacinta Andrade Marques
[email protected]
Orientadores: Regina Celia Montenegro de Lima e Sebastião
Amoedo de Barros
O projeto consiste no planejamento e criação de uma campanha publicitária
para a Escola Técnica Profissional de Saúde (ETPS) pertencente ao
Ministério da Saúde de Angola. Analisa a realidade atual com base em
visão histórica em transformação. O trabalho traça um panorama sobre a
transição do sistema socialista para a economia de mercado e ressalta a
questão de como este fator obriga empresas angolanas, até então monopólio
estatal, a buscar ferramentas de marketing para divulgar seus produtos e
serviços em um novo contexto. Apresenta a criação de uma campanha
publicitária de divulgação e a construção de uma identidade visual para a
Escola.
A imagem do Brasil no exterior. Expressão nossa ou impressão deles.
João Koeler Hackbarth
[email protected]
Orientadora: Claudete Lima da Silva
O trabalho se propõe a analisar indicadores de conhecimento e imagem do
Brasil no exterior, tendo como foco de pesquisa os EUA. A principal fonte
de informação é obtida através de uma pesquisa de campo, com abordagem
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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quantitativa, realizada nos EUA junto a dois segmentos da população:
estudantes universitários e população geral. A pesquisa objetivou aferir o
grau de conhecimento, representação e interesse em relação ao Brasil,
junto a amostras dos públicos-alvos. Detalhes sobre o método e áreas de
investigação serão expostos em capítulo à parte. Além disso, o trabalho se
estende a considerações sobre duas questões relevantes. A primeira referese ao gerenciamento precário no Brasil da marca-país no exterior, e a
segunda sobre como parte da população norte-americana é, historicamente,
desinteressada em assuntos estrangeiros.
Comunicação integrada: estudo de caso globoesporte.com.
Juliana Ostrovski Dutra
[email protected]
Orientador: Eduardo Refkalefsky
Diariamente os consumidores são atropelados por inúmeras mensagens
advindas de produtos ou serviços distintos, mas que procuram atingir um
único objetivo: ser o número um na mente de seu público-alvo. Diante
deste mercado competitivo, para que a comunicação se torne eficaz é
preciso que a organização certifique-se de que a mensagem enviada aos
consumidores está concisa em todos os aspectos. Em ano de Copa de
Mundo, as empresas se apropriam deste evento para se envolver com o
consumidor e se destacar no mercado. Produtos situados na categoria
esportes e envolvidos diretamente com o tema, como canais, veículos
impressos e portais na Internet, acirram a disputa por quem fornece o
maior e melhor número de informações para os espectadores. Nestes
casos, uma comunicação integrada assume um novo patamar de relevância,
já que funciona como diferenciador entre concorrentes. Mantendo o foco
em Portais na Internet, em especial naqueles cujo assunto abordado se
situa no mundo dos esportes, e atendo-se ao período pré, durante e pós
Copa do Mundo de 2006, será realizado um estudo sobre Comunicação
Integrada através do case Globoesporte.com. Este, se trata de um dos
produtos inseridos no Portal do provedor de acesso Globo.com, que traz
como fator principal informações diárias e atualizadas sobre os
acontecimentos esportivos.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Marketing cultural; importante ferramenta de comunicação
corporativa, imagem da marca e regulamentação do mecenato.
Júlia Padilha Linhares
[email protected]
Orientador: Sebastião Amoedo de Barros
Marketing cultural com importante ferramenta de comunicação. Breve
panorama da realidade cultural nos Estados Brasileiros nas últimas décadas
para a caracterização do marketing cultural nos dias atuais. Análise de
como as empresas do eixo Rio - São Paulo se apropriam desta ferramenta
para atingir seus objetivos de comunicação corporativa e construção,
reforço ou até correção de sua marca (branding). Questionamento, do
ponto de vista do patrocinador, sobre a importância desta ferramenta.
Atuação do Ministério da Cultura na regulamentação do mecenato.
Identificação dos principais fatores levados em consideração pelas empresas
na hora de escolher um projeto cultural para patrocinar. Identificação dos
fatores que fazem do marketing cultural uma ferramenta tão prestigiada
nas empresas. Enumeração das leis de incentivo fiscal mais importante
dos Governos Federal e Municipal e suas funções no processo de
revitalização do eixo Rio-São Paulo. Análise e avaliação das formas de
mensuração dos resultados de um empreendimento cultural.
Assessoria de imprensa e agências de notícias; aproximação e
distanciamento na práxis jornalística.
Kelly Oliveira Fernandes Valente
[email protected]
Orientador: Gabriel Collares Barbosa
O trabalho é uma análise da atuação das assessorias de imprensa como
agenciadoras de notícias e as implicações dessa inversão de papéis na
imprensa. Há uma mudança fundamental na função das assessorias no
mercado de notícias. Elas deixam de ser apenas fontes de pesquisa para
agir como redatoras. A má utilização das informações e dos materiais
enviados por elas para os veículos de comunicação também é abordada
nesta análise, pois concretizam essa mudança de funções. A partir das
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
66
atividades iniciais destes profissionais, é traçado um histórico das assessorias
de imprensa e das agências de notícias, desde sua origem aos dias de hoje
para entender como áreas tão distantes se aproximaram a ponto de
competirem por espaços nos noticiários.
Guanabara: tudo por você.
Luciano Olivieri Soares
[email protected]
Orientador: Sebastião Amoedo de Barros
Guanabara; tudo por Você é um estudo de caso de anúncios dos
Supermercados Guanabara, uma rede de supermercados voltada para o
público popular do Rio de Janeiro (classes C e D majoritariamente). Uma
das mais tradicionais redes do país, fundada por portugueses em 1950,
com o nome de Casas Guanabara Comestíveis Ltda. Atualmente a
rede reune 22 filiais na zonas norte e oeste do Rio de Janeiro,e na baixada
fluminense. O Guanabara é o terceiro maior anunciante do Brasil na
categoria supermercados. O grupo Pão de Açúcar que inclui Sendas,
Extra e ABC Barateiro é o primeiro, e em segundo lugar está o
internacional Carrefur. Comparado com os supermercados populares,
voltados para a classe C e D, o Guanabara passa a ser o líder da categoria.
A publicidade da empresa é produzida por uma agência própria, a Nós
Publicidade, responsável pela criação das peças de TV, rádio, outdoor e
jornal impresso. A pesquisa esta se debruçando sobre as propagandas do
Guanabara, com o decorrer da pesquisa vai ser definido um período
cronológico para análise. Além das propagandas de marca e das tradicionais
propagandas varejistas devem ser analisadas algumas atitudes promocionais
que são veiculadas em suas propagandas como a realização de shows
com artistas famosos, sorteios de carros e coisas semelhantes. Não vai
ser analisado o setor de marketing da empresa e suas estratégias. Procurase determinar a linguagem utilizada nestas peças publicitárias, por que são
utilizadas desta maneira, como isto repercute para a empresa e também
seus resultados.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
67
Marketing de Relacionamento: quando, onde, como e por quê?
Luisa Uller
[email protected]
Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello
O trabalho busca discutir a importância do marketing de relacionamento
para grandes corporações no cenário atual de globalização da concorrência.
Para isso, o tema é abordado desde suas primeiras aplicações práticas,
passando para importante diferenciação dos mercados usuários das
ferramentas do marketing de relacionamento, delineando o mercado
corporativo como alvo de pesquisa. Um estudo de caso é feito dentro de
uma empresa, buscando comprovar a relevância da construção de um
programa de relacionamento para fidelização de clientes e
consequentemente, alcançar o objetivo maior de incremento de receita.
A Internet e a publicidade varejista: as ferramentas de estímulo ao
consumo utilizadas pelos sites de varejo on line.
Patricia Arminé da Cunha e Mello Balekjian
[email protected]
Orientadora: Regina Célia Montenegro de Lima
A Internet e a publicidade varejista como ferramentas de estímulo ao
consumo. O objetivo deste estudo é analisar a propaganda on line, suas
peculiaridades, vantagens e problemas em relação às mídias tradicionais.
Pretende-se focar a pesquisa na propaganda on line varejista,
especificamente do site Americanas.com para ilustrar a propaganda on
line atual, além de traçar um perfil desse tipo de consumidor virtual. A
Internet é o meio que mais rápido cresce na história das mídias. Suas
peculiaridades em relação às demais mídias também chamam a atenção:
em nenhum outro meio é possível atingir o grau de interatividade que a
Internet proporciona ao consumidor. A área do Marketing deixa de ser
vista exclusivamente como uma área que gasta recursos para então se
tornar uma que capta recursos necessários. As ferramentas de Marketing
permitem identificar e indicar rapidamente se uma campanha não está
dando o retorno desejado e na mesma velocidade fazer as mudanças
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
68
necessárias, evitando que dinheiro e espaços publicitários sejam
desperdiçados com campanhas que não apresentam bom resultado.
Planejamento estratégico de comunicação de marketing para as
escolas do SESI; uma aplicação dos conceitos de marketing e
comunicação ao campo da educação.
Patrícia Soares de Resende
[email protected]
Orientadora: Ilana Strozenberg
O presente trabalho trata do uso da comunicação de marketing para a
promoção da educação. Identificam-se conceitos de marketing e de
comunicação, mostrando como estes podem ser aplicados na área
educacional. Para isso, pensa-se na escola enquanto instituição, ou seja,
uma organização que, assim como outras, tenha no marketing o apoio
necessário para seu funcionamento e satisfação de seus mercados-alvo.O
planejamento estratégico de comunicação de marketing para as escolas do
SESI é utilizado com o objetivo de ilustrar a aplicação dos conceitos de
comunicação e marketing no campo da educação.Servem de embasamento
para o trabalho os livros: Marketing estratégico para instituições educacionais,
de Philip Kotler e Karen Fox; Contato imediato com planejamento de
propaganda, de Roberto Corrêa; Marketing de idéias: a promoção da
produtividade no terceiro mundo, de José Roberto Whitaker Penteado. Além
das obras citadas, a tese de doutorado de Paulo Sérgio Miranda Mendonça,
entitulada Contribuição ao estudo do marketing de idéias: um estudo de
caso no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica
(PROCEL), oferece grande utilidade no que diz respeito ao estudo da
ampliação do conceito de marketing.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Percepções de identidade da marca social: o caso Afro Reggae.
Paula de Carvalho Pimentel
[email protected]
Orientador: Luiz Solon Gonçalves Gallotti
Um ensaio exploratório sobre a construção da identidade da Marca Social,
a partir da adoção de recursos de Branding pelo Terceiro Setor. Ressaltase a importância da utilização desses recursos pelas entidades sem fins
lucrativos na busca pelo estabelecimento de parcerias e adesão aos seus
projetos. Como objeto de estudo, o trabalho elegeu o Grupo Cultural
AfroReggae, buscando verificar se o modo como a ONG deseja ser
percebida está em sintonia com as percepções de seus stakeholders.
Tomam-se, então, por referências, os textos dos autores Naomi Klein, Sem
Logo: a tirania das marcas em um planeta vendido; Philip Kotler,
Marketing para organizações que não visam o lucro; David Aaker,
Marcas: Brand Equity gerenciando o valor da marca; e artigos de
Ricardo Guimarães sobre Branding.
A vida como a vida é: teoria e prática no desenvolvimento de
campanhas publicitárias: o caso CNA Kids 2005.
Rebecca de Mattos Barbosa
[email protected] / [email protected]
Orientador: Marcelo Helvécio Navarro Serpa
A ligação entre teoria e prática na comunicação, na propaganda e no
marketing é feita, neste trabalho, através do estudo da campanha publicitária
do segmento Kids Team, voltado para crianças de 9 e 10 anos, do curso de
inglês CNA, no período de Novembro de 2004 a Setembro de 2005. Com
base nos dados de pesquisa fornecidos pela empresa e no que é dito pelos
principais autores do assunto, constata-se a importância da criação de uma
campanha atrativa, que represente o universo deste público-alvo e que, ao
mesmo tempo, conquiste a confiança dos pais. O foco deste estudo na
campanha CNA Kids 2005 aproveita o novo posicionamento deste
segmento com base no aumento da demanda por cursos de idiomas para
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
70
este público. Observa-se que além de seguir o que a teoria ensina é preciso,
também, dar personalidade à campanha para torná-la bem sucedida
Branding e a estratégia de construção de marca; o caso da rede de
cafeterias Starbucks.
Roberta Fadel e Gabriela Loppes
[email protected] / [email protected]
Orientadora: Monica Machado Cardoso Rebello
Com o advento da tecnologia propiciando otimização nos processos de
produção, a preço e para recrutar e reter consumidores com uma proposta
relevante, torna-se mais importante do que nunca os investimentos em
marketing. Nesse cenário, a criação e construção de uma marca é a primeira
atitude para agregar valor e gerar significados à mercadoria por
associações. Porém, possuir uma marca não basta: é preciso elaborar
estratégias que sejam diferenciadas e difíceis de serem imitadas pelos
concorrentes e planos com excelência operacional. Essa monografia visa
a estudar o trabalho de branding vencedor da marca Starbucks, que amplia
a cobertura de mercado deixando de vender unicamente em lojas
proprietárias para exercer uma nova maneira de vender café no varejo.
A espetacularização da política; análise realizada sobre a campanha
eleitoral de 2006 para a presidência da República, durante o primeiro turno
no horário gratuito de propaganda eleitoral na televisão.
Romulo André Lima
[email protected]
Orientadora: Mônica Machado Cardoso Rebello
No contexto da massificação das mensagens informativas, um dos
elementos fundamentais da organização social contemporânea é colocado
numa posição delicada: a democracia representativa se insere na sociedade
da informação, por um lado, ampliando o controle da população sobre os
representantes eleitos. Por outro, ficando sob o julgamento de uma platéia
que também é alvo do espetáculo da mídia publicitária e da industria
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
71
audiovisual do entretenimento. É então que um dos momentos máximos da
cidadania pode se sujeitar aos padrões mercadológicos de linguagem da
sociedade da informação. O voto condicionado pelas pesquisas de opinião,
pela aparência e exposição dos candidatos, pela linguagem e tratamento
publicitário do discurso, entre outras questões que fogem ao cenário
eminentemente político. O horário gratuito de propaganda eleitoral aparece
como principal meio de disputa dos candidatos que, quando procuram inserir
seus discursos no padrão de linguagem dos meios de comunicação de
massa, tornam o debate político alvo da espetacularização midiática.
A web como ferramenta de comunicação integrada; o caso Companhia
Vale do Rio Doce.
Sarah Silveira de Oliveira
[email protected]
Orientadora:Regina Célia Montenegro de Lima
É comum surgirem modismos e metodologias que prometem revolucionar
a forma de comunicar um produto, mas que entram em desuso da mesma
forma rápida com que aparecem. Porém, a internet é uma tecnologia de
comunicação, um meio que cresce numa velocidade impressionante,
equiparando sua eficácia aos já consagrados jornais, revistas e televisão.
Muitas empresas percebem esta tendência e tratam a web como poderosa
parte de seu mix, merecendo planejamento, criatividade e altos investimentos.
Um website é mais do que uma breve exposição de um produto, é um dos
principais pontos de interação com o consumidor, informação em tempo
real com o investidor, fonte de pesquisa para estudiosos, disponibilidade de
serviços que facilitam a vida do consumidor e muito mais. A internet reúne
informações que atendem vários e variados públicos com o melhor: conteúdo
em tempo real e a custos baixíssimos. A web é a “personificação” da
contemporaneidade e parte crucial em qualquer planejamento de marketing.
A internet acompanha mudanças na comunicação, pois é parte desse
processo e não acessório. Há empresas que, sem perceber seu real valor
e possibilidades, tratam a internet como meio marginal ineficaz e sem
penetração. Este trabalho apresenta uma empresa usa a força da web
com resultados impressionantes. A Companhia Vale do Rio Doce, em 2004,
decide reposicionar sua marca no mercado e com novo planejamento, coloca
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
72
a web como parte de sua comunicação integrada e revela o potencial desta
ferramenta.
Perserspectivas da TV Digital no Brasil; indústria de televisão e
interatividade.
Suelen Breves
[email protected]
Orientadora: Regina Celia Montenegro de Lima
Monografia sobre as perspectivas da TV Digital Interativa (TVi) no Brasil.
Descreve-se a evolução da televisão brasileira até os dias atuais, com as
expectativas para a TV Digital interativa. Discorre-se sobre a atualidade
da TV Digital interativa e os padrões adotados no mundo. Uma análise da
escolha do governo brasileiro pelo modelo japonês. Diante dessa “nova”
forma de “ver” TV e através de revisão de literatura pertinente, reflete-se
sobre a convergência das indústrias de televisão, telefonia e computação.
Busca-se identificar as tendências de fragmentação e reconfiguração das
indústrias de televisão e analisar a relação de interatividade que essas
novas tecnologias pretendem estabelecer com o telespectador/usuário.
Identificam-se os desenvolvimentos já alcançados, sugerindo algumas
perspectivas e desdobramentos possíveis para o futuro dessas tecnologias
de comunicação. Bem como destam-se oportunidades para futuros estudos.
Marcas: a importância de marcar a mente e o coração.
Thiago Silva de Jesus
[email protected]
Orientador: Luiz Solón Gonçalves Gallotti
O presente trabalho tem por objetivo estudar do fenômeno das marcas no
mundo contemporâneo. Toma-se como ponto de partida o conceito de marca
como a síntese das experiências vividas em relação a um produto, serviço
ou instituição. A partir de então, o trabalho se desdobra e apresenta um
breve histórico sobre as marcas no mundo do comércio, desde a necessidade
de criar uma identificação para as mercadorias, até o surgimento da
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
73
percepção de seu valor. Dentro dessa perspectiva de valor, as organizações
percebem a necessidade de criar uma ligação afetiva entre as marcas e
seus públicos de interesse, em busca de uma marca forte no mercado.
Nesse âmbito, é necessário falar do papel da comunicação e de suas
ferramentas na construção de marcas de sucesso e do processo de branding
e gestão de marcas. O estudo de caso “O Nosso Brasil que Vale”, projeto
de reposicionamento da marca Vale do Rio Doce, é apresentado ao final
do trabalho para ilustrar o tema estudado.
Propagandas de cerveja: o discurso que não desce redondo.
Victor Augusto da Silva Dorneles
[email protected]
Orientador: Milton José Pinto
Este trabalho analisa as propagandas de cerveja veiculadas em mídia
impressa no período do último ano, em revistas de grande circulação, com
grande parcela de leitores do sexo masculino, como Veja, Isto É e Época,
através da visão da Análise de Discursos. Compara as principais
características desse tipo de anúncio e as diferenças de posicionamento
entre as marcas concorrentes pesquisadas. Identifica os elementos da
comunicação recorrentemente utilizados pelos anunciantes e busca revelar
as intenções comerciais neles presentes. Estuda a linguagem utilizada nas
veiculações, procurando encontrar os objetivos motivadores das escolhas
de vocabulário, bem como o tipo de aproximação com o público. Analisa
que características do público-alvo se pretende atingir e identifica quem é
esse público-alvo, bem como os valores predominantes para ele. Define
que posição, dentro do discurso, o emissor cria para si e em que posição
tenta colocar seu receptor, e os meios textuais e gráficos/não-verbais que
utiliza nessa tentativa de persuasão/sedução. Utiliza as técnicas da Análise
de Discurso francesa para ler o subtexto das referidas publicações,
identificando posições ideológicas de emissor e receptor através das
escolhas semânticas feitas na produção dos textos.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Habilitando para
Radialismo
2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Cinelândia.
Arthur Ribeiro Frazão
Email: arthurfrazã[email protected]
Orientador:Fernando Fragozo
O objetivo neste trabalho é descrever e repensar o processo de criação do
curtametragem em vídeo Cinelândia. Cada etapa será tratada, desde a
roteirização ao processo de montagem. O vídeo que acompanha este
relatório conta a história de Acácio, homem vigiado secretamente por sua
esposa, Norma, através de câmeras de vigilância, uma realidade em que
um homem misterioso acaba por se tornar estrela de cinema. Este relatório
abordará tanto as questões práticas de realização de um produto audiovisual,
quanto as questões teóricas provenientes desta realização.
Bolinhas – animando pelo Brasil: a descoberta da animação.
Denise Taveira Cruz
Email: [email protected]
Orientador: Cristina Haguenauer
Neste trabalho, procura-se experimentar a descoberta do mundo mágico
do desenho animado, algumas técnicas, mostrar como algumas pessoas se
tornaram animadores e o que se pode fazer dentro deste mercado. Para
isso foi escolhido o software Flash Professional 8, pois os arquivos gerados
são pequenos, possibilitando o transporte e acesso em qualquer computador.
Este projeto é uma porta de entrada, uma estratégia de aproximação para
se conhecer melhor a animação no Brasil e seu mercado de trabalho.
Pretendeu-se conhecer como os profissionais se organizam em equipes e
como estas trabalham, tendo como foco principal a produção. Utilizou-se
para imergir neste universo e passar pelo processo de criação de uma
animação bolinhas coloridas como personagens e para o ‘pano de fundo’ o
preconceito em sua forma mais abrangente. Trata-se das relações
psicológicas de um determinado grupo, como este reage quando um indivíduo
de fora se aproxima. A rejeição e as interações entre eles. A noção de
pertencimento e as influências externas que mudam o cenário original,
incluindo, por fim, o excluído.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Sambas metalinguisticos: dualidades.
Fabiano Thomaz Lacombe
Email: [email protected]
Orientador: Liv Sovik
Estudo de sambas metalingüísticos através dos dualismos apresentados
nas auto definições do gênero. A partir da historicização do tema, que
tem como pano de fundo a história da população negra no Brasil, é
traçado um perfil de como o samba é visto na poética daqueles que o
produzem. A questão mercadológica, a discussão sobre autenticidade
do gênero e a análise dos personagens que criam os discursos são a
base para traçar um panorama amplo da autodefinição do samba desde
sua consolidação como gênero, o inicio de século XX, até os
questionamentos das fronteiras desse mesmo gênero, nos anos 2000.
Ciência Hoje das Crianças na TV.
Fernanda Schetine Boscher e Mário Cesar Nery Corrêa Filho
Email: [email protected]
Orientador: Fernando Fragozo
Trata-se da gravação do projeto piloto das inserções (programas curtos
encaixados durante a programação da emissora) de Ciência Hoje das
Crianças na Tv, como uma proposta de programa para a televisão aberta,
a fim de incluílas na programação infantil de um canal não definido. O
intuito é não só ampliar o público infanto-juvenil da conceituada revista –
que comemora neste ano de 2006 vinte anos de existência – como também
disponibilizar parte do seu conteúdo para um novo veículo. Os alunos de
jornalismo (Mário Cesar N. C. Filho) e rádio e tv (Fernanda Schetine
Boscher) pretendem buscar a melhor adaptação dos temas abordados pela
revista para a televisão de canal aberto, explorando os recursos próprios
do audiovisual.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Mídia e voto: um estudo sobre a influência dos grandes jornais nas eleições
de 2006 para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Gabriel Braga Mendes
Email: [email protected]
Orientador: Joaquim Welley Martins
O objetivo deste trabalho é analisar, por meio de pesquisa quantitativa, a
influência dos principais jornais do Rio de Janeiro nas eleições de 2006
para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Constitui objeto
desta investigação o noticiário político dos jornais O Globo, o Dia e Jornal
do Brasil, de 1o de janeiro de 2005 a 30 de setembro de 2006. A partir da
pesquisa, monta-se um quadro com o saldo de exposição na grande imprensa
de todos os 59 deputados estaduais candidatos à reeleição. Estes dados
são confrontados com o desempenho eleitoral de cada parlamentar, para
se testar a hipótese de que a divulgação na imprensa tenha relação direta
com o crescimento (ou retração) de votos. O cruzamento dos dados refuta
a hipótese e indica um paradoxo em que deputados criticados pela imprensa
ganham votos, enquanto parlamentares elogiados pelos jornais, perdem
eleitores. Por fim, analisam-se as possíveis razões para a contradição, como
a exclusão socioeconômica, o esvaziamento político do Rio de Janeiro, o
sistema de votação proporcional, além do próprio modelo de comunicação
brasileiro.
Radionovela: sucesso do passado, caminho para o futuro.
Mônica Ciarlini de Azevedo
Email?
Orientador: Fernando Antônio Mansur Barbosa
Breve estudo histórico de aspectos da radiodifusão brasileira, sobretudo no
Rio de Janeiro, a partir de textos de autores nacionais que abordam o tema
da dramatização no rádio. Apresentação das características gerais da
radionovela e do contexto social do período em que o gênero surge como
sucesso de público e de mercado. Tentativas de resgate da memória da
fase de auge do Rádio e de investigação dos processos que levaram a
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
79
radionovela a ser abolida das programações radiofônicas. Reflexão sobre
possibilidades de revitalização do rádio a partir do uso de recursos
dramáticos, com o objetivo de inserir o veículo de forma mais efetiva na
comunicação de massa, transformando-o em agente facilitador da execução
de ações sociais, sobretudo no apoio a projetos de educação à distância.
Mozarte.
Nathalia Christian Lima Prata Rodrigues
Email: [email protected]
Orientador: Maurício Lissovsky
Relatar e analisar as fases de pré-produção, produção e pós-produção do
curtametragem “Mozarte” constituem o objetivo deste Relatório. O vídeo
de dez minutos foi baseado no conto homônimo, escrito por Mariana Macedo
para a comemoração dos 250 anos do nascimento do compositor austríaco
Wolfgang Amadeus Mozart, celebrado no corrente ano. Cada etapa do
processo de produção do curta-metragem será tratada, desde o surgimento
da idéia de transformar o conto em uma produção audiovisual à finalização
do DVD. As decisões importantes tomadas durante as três fases do
processo serão devidamente justificadas, seja através da explanação da
própria situação e realidade da produção, seja por referências teóricas que
auxiliaram a tomada de tais decisões. Entre as principais abordagens estão:
a elaboração do roteiro baseado em uma obra de natureza diferente, a
burocracia para obtenção de autorizações, os contratempos enfrentados
pela produção e a relação entre a música de Mozart e a edição das imagens.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
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Melancolia x Algria: Dicotomia de uma estrutura de entretenimento
itinerante.
Rony Maltz e Jerônimo d’Avila de Moraes
Email: [email protected]
Orientador: Dante Gastaldoni
A dicotomia melancolia x alegria é o eixo do ensaio fotográfico realizado
ao longo do ano de 2006 em parques de diversões itinerantes de cidades e
municípios pequenos e/ou interioranos do Estado do Rio de Janeiro. Dois
fotógrafos trabalham com linguagens opostas para abordar o mesmo objeto
de estudos em dois momentos: imagens em preto-e-branco capturadas com
uma câmera de médio formato retratam os parques fechados, focando a
depreciação de seus alicerces e engrenagens mecânicas e as feições
marcadas de seus funcionários de vida nômade; fotografias coloridas feitas
com uma câmera digital de pequeno formato exibem os parques em pleno
funcionamento, captando a fugacidade das luzes, a riqueza de matizes, o
frenesi sonoro e humano dos seus freqüentadores flagrados em instantes
de mais pura alegria. Os dois autores realizam uma pesquisa visual que
estuda a relação dessas estruturas de entretenimento com os seres humanos
e o ambiente que elas influenciam diretamente, e pelos quais são em troca
influenciadas.
A construção do personagem no documentário de Eduardo
Coutinho: uma análise de Babilônia 2000.
Thaís Andrade Tupinambá
Email: [email protected]
Orientador: Maurício Lissovsky
A dicotomia representação/reprodução da realidade no filme documental
provoca questionamentos quanto a seu próprio discurso. Críticos
contemporâneos partem do princípio de que não existe uma melhor técnica
para representar o mundo. Qualquer filmagem interfere no ambiente filmado
e, em relação ao gênero documentário, o que muda é a forma como se
assume ou dissimula essa questão. Neste trabalho, há uma análise das
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
81
características do cineasta Eduardo Coutinho como uma nova perspectiva
no ato de fazer documentário, apontando inovações técnicas e estéticas. O
diretor afirma que o documentário nasce do encontro entre entrevistado e
equipe de filmagem, criando um momento único fruto dessa interação.
Entende-se que o “outro” se constrói e é construído como personagem na
relação com o entrevistador. O estudo da obra de Coutinho mostra como
essa construção acontece principalmente pela forma como conduz a
conversa, numa atitude de abertura ao outro e fuga dos estereótipos, o que
se estende a todo o processo de produção do filme. Com o objetivo de
compreender como o personagem é construído pelo encontro entre diretor
e entrevistado, o presente trabalho analisa o documentário Babilônia 2000,
lançado por Coutinho em 2001.
Springfield e a pós-modernididade: O insondável humor de Os
Simpsons.
Victor Henrique Paschoal
Email: [email protected]
Orientador: Fernando Fragozo
O riso é comumente associado a disputas sociais, filosóficas, políticas,
culturais e pessoais. Através dele pode-se impor a derrota, o silêncio a um
adversário. Por outro lado, o humor pode também ser uma forma afirmativa,
a mera brincadeira que aceita as imperfeições humanas. O riso adota várias
formas e códigos e isso gera incerteza sobre seus motivos. Dois teóricos
de diferentes formações buscam analisar o humor de Os Simpsons e
apresentam conclusões divergentes. Através da revisão de seus ensaios, o
presente trabalho visa relacionar a falta de consenso sobre a função de
riso no programa com o contexto pós-moderno.
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
Habilitando para
Direção Teatral
2006/2
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Confraria das Portas Amarelas, de Felipe Barenco.
Aqui portas amarelas são signo de ascensão social. Nessa cidade apenas
um grupo de escolhidos tem o privilégio dessa cor. Os que não a têm,
esperam.Esperam receber, esperam ter a honra. Esperam, na ânsia de
pintar suas portas.E justo quem pinta portas ousa não esperar, e toma pra
si o direito de escolher.
Ficha técnica
Direção: Fernanda Areias
Assistente de Direção: Letícia Rodrigues
Orientação de Direção: Carmem Gadelha
Direção Musical: Rebeca Da Coll e Guillermo Tinoco
Cenografia: Luiza Gomes
Orientação de Cenografia: Ronald Teixeira
Figurino: Mariana Ladeira
Assistente de Figurino: André Monte
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi
Produção: Débora Azevedo, Luciana Rodarte e Manuela Baggetti
Iluminação: Felipe Barenco e Mariana Ladeira
Elenco: Alcides Peixe, Cristiane Pinheiro, Guido Brasil, Michella França e
Thiago Pimentel
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos
A Menina de Lá, de João Guimarães Rosa.
Nhinhinha, uma menina de nem bem 4 anos de idade, tinha o poder de
fazer milagres.“O que ela queria, que falava, súbito acontecia. Só que queria
muito pouco, e sempre as coisas levianas e descuidosas, o que não põe
nem quita”. A Menina de Lá faz parte do livro Primeiras Histórias de
João Guimarães Rosa. Ambientado no Sertão Mineiro o conto focaliza o
lado mágico e transcendental da vida.
Ficha Técnica
Direção: Gisele Alves
Assistente de Direção: Luciana Barboza
Orientação de Direção: José Henrique B. Moreira
Direção Musical: Nelson Christo
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Iluminação: Brunella Provvidente, Leo Campos e Tatiana Alves
Cenografia: Juliana Werneck
Assistente de Cenografia: Beatriz Condini, Carolina Xavier, Daniel
Florenzano e Marcos Reis
Orientação de Cenografia: Rômulo Costa
Figurinos: Giselle Volino
Orientação de Figurino: Samuel Abrante
Produção: Luciano Olivieri
Elenco: Carlos Marques, Daniele Lossant, Marco Muniz, Sandra Incutto e
Vera Monteiro. Participação Especial: Amazona Angélica
Músicos: Carolina Christo (Violino), Nelson Christo (Violão e Viola), Nelson
Christo Neto (Percussão) e Pedro Henrique (Bandolim e Cavaquinho)
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre
A Vida em Duralex, baseado na obra “A Casinha dos Velhos”, de
Maurício Kartún.
Todo mundo é filho de alguém. A partir daí, estamos todos em família.
Sintam-se em casa. Há algo muito parecido entre subúrbios, vizinhos, filhos,
pais e mães. Eis aqui a previsível história de Rubén contada através da
música e com nossos corpos.
Ficha Técnica
Direção: Leticia Guimarães
Orientação de Direção: Marcellus Ferreira
Figurino: Christina Vieira
Assistente de Figurino: Fernanda Dutra
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi
Caracerização: Amanda Santana
Produção: Julia Gorman e Leticia Guimarães
Iluminação: Nathália Dill e Júlia Gorman
Elenco: Camila Mezavila, Daniel Leuback, Daniel Uryon, Diego Braga,
Jéssica Dantas, Miguel Araújo e Milena Monteiro.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
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Eles não usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
“Eles não usam Black-Tie” é um conto sobre os limites entre a liberdade
do indivíduo e seus deveres para com o coletivo a que pertence. É uma
história sobre amor, família, samba, alegria e sobre a responsabilidade de
tomar uma decisão. Cada um determina o todo, que determina cada um.
Mas o que fazer se os interesses dos outros diferem radicalmente dos
seus? Para onde ir?
Ficha técnica
Direção: Menelick de Carvalho
Assistência de Direção: Julianna Santos
Orientação de Direção: Rosyane Trotta
Direção Musical: Diego Affonso, Marcos Fernandes
Cenário: Gustavo Fernandes, Luisa Cardoso
Figurino: Carol Rodriguez
Orientação de Cenografia e Figurino: Ronald Teixeira
Programação Visual: Juliana Bravin
Direção de Produção: Cadu Holetz
Produção Executiva: Thábata Mortani
Equipe de Produção: Eduardo Marvin, Leonardo Polck
Iluminação: Eduardo Marvin
Elenco: Cadu Holetz, Cristiane Pinheiro, Guido Brasil, Guilherme Delgado,
Guilherme Miranda, Juliana Bravin, Maria Célia Münch, Rodrigo Guedes,
Thábata Mortani, Último de Carvalho.
Duração: 120 minutos
Classificação: 16 anos
Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez.
É o último dia de vida de Santiago Nasar. É o começo de uma história que
envolve a busca pela honra perdida, a tentativa de um amor inacabado, o
trauma de um vilarejo despedaçado. A narrativa não-linear revela um
quebra-cabeça de fatos desconexos que culminam em uma “tragédia” capaz
de afetar a vida de toda uma cidade.
Ficha Técnica
Direção: Paula Valente
Assistência de Direção: Débora Paganni
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
87
Orientação de Direção: Fábio Ferreira
Adaptação Dramatúrgica: Rafael Souza-Ribeiro
Criação Musical: Luis Alberto Eloy
Cenário: Núbia Leite e Priscila Pires
Assistência de cenografia: Marcele Vieira
Orientação de Cenografia: Aldecir Cardoso
Figurino: Nathália Mello
Orientação de Figurino: Teresa Dewulsky
Caracterização: Amanda Santana
Arte Gráfica: Ludmila Valente
Produção: Gustavo Henrique e Patrícia Teles
Iluminação: Gustavo Henrique e Patrícia Teles
Elenco: Dan Ortlieb, Débora Paganni, Dulce Penna, Luis Alberto Eloy,
Luis Paulo Barreto, Nathália Mello, Ticiano Diógenes
Duração: 75 minutos
Classificação: 14 anos
As Três Irmãs, de Anton Tchekhov.
Aprisionados entre o recordar e o vislumbrar, há os que vivem apenas por
viver. A vida entre esses dois pólos não é melhor nem pior, é simplesmente
vida. As pessoas tomam seus chás, simplesmente tomam seus chás, e ao
mesmo tempo ou encontram a felicidade, ou esbarram na desgraça. No
presente estéril das três irmãs, não se desdobra o passado, nem se esboça
o futuro. Elas só têm o agora, esprimido e infindável.
Ficha Técnica
Direção: Rafael Souza-Ribeiro
Orientação de Direção: Rosyane Trotta
Cenário: Nanda Abdala
Figurino: Virginia Assanti
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi
Caracterização: Amanda Santana
Produção: Amanda Santana e Luana Martau
Iluminação: Dulce Penna e Luana Martau
Elenco: Amanda Santanna, Eduardo Vargas, Marcos Galinha, Marcos
Suhre, Maria Eduarda, Ricardo Leite Lopes, Sabrina Araújo Costa, Sérgio
Somene e Theo Fellows
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
88
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
La Chunga, de Mario Vargas Llosa.
Nos arredores da cidadezinha de Piura, ao norte do Peru, Chunga, a dona
de um barzinho humilde, vê Josefino, um de seus fregueses, chegar uma
noite com Meche, sua última conquista. Chunga fica petrificada! Meche
desaparece depois desse dia. Josefino e seus amigos bêbados irão supor o
que poderá ter acontecido naquele dia fatídico no quartinho da dona do bar.
Ficha técnica
Direção: Rodrigo Garcia
Orientação de Direção: Fábio Ferreira
Assistente de Direção: Dani Lossant
Cenário: Michele Corsy
Orientação de Cenografia: José Dias
Figurino: Renata Barros
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi
Produção: Andrêas Gatto e Rodrigo Garcia
Iluminação: João Pedro Garcia e Laura Trigueros
Trilha Sonora: Laura Trigueiros
Caracterização: Amanda Santana
Elenco:Alex Meira, Ana Carolina Paiva, André Infante, Carlos Resende,
Jacques Koper-tysch, Laura Trigueiros e Rachel Romero
Duração: 1h e 30 min
Classificação: 16 anos
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
89
Auto da Barca de Camiri, de Hilda Hilst.
Trata-se de uma espécie de julgamento, durante o qual as testemunhas
falam a respeito de um homem que trazia nas mãos “um possível maná” e
que se assemelhava a um justo, a um salvador, e que, ademais, havia feito
o milagre de ressuscitar um pássaro. Naturalmente, de nada valem os
testemunhos dos humildes: O Homem acaba por ser sacrificado – ouvemse apenas os ruídos da metralhadora. É o fim daquele que prometia o
maná.
Ficha Técnica
Direção: Rodrigo Molinari
Assistente de Direção: Theo Fellows
Orientação: Antônio Guedes
Cenografia: Márcia Marques e Carla Hollanda
Figurino: Raquel Castañeda
Orientação de Cenografia: José Dias
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi e Samuel Abrantes
Pesquisa Musical e Edição: Rodrigo Molinari e Theo Fellows
Produção: Fernanda Bernardes
Iluminação: Thatiane Bertão e Thiago Gregory
Elenco: André Várzea, Henrique Escobar, Jéssica Dantas, Mariana Fausto,
Milena Monteiro, Rafael Dellamora, Rodrigo Garcia e Stella Brajterman.
Duração: 90 minutos
Classificação: Livre
Os Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu.
Terminado o relacionamento de Adelina, mulher com quase quarenta anos,
questões como a brevidade da vida e transitoriedade da beleza lhe vem de
forma desesperada. O instinto feminino, quando encontra-se em liberdade,
depois de muito tempo recalcado, aparece desequilibrado, vagando nos
extremos. Segue então a busca descontrolada da personagem pela harmonia
desfeita.
Ficha Técnica
Direção e dramaturgia: Tales Frey
Assistência de Direção: Déborah Engiel
Orientação de Direção: Adriana Maia
Cenário e Figurino: Camila Bracchi e Dani Luz
SEMANA DE PROJETOS EXPERIMENTAIS 2006/2
90
Orientação de Cenografia: José Dias
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi
Iluminação: Ananda Felippe Garcia, Débora Azevedo e Thiago Arrais
Sonoplastia: Tales Frey
Operação de som: Hugus Félix
Sonorização: Bibo Bassini
Caracterização: Amanda Santana
Produção: Débora Pagani
Programação Visual: Déborah Engiel e Tales Frey
Elenco: Débora Pagani, Heitor Ferreira, Marcela Tavares, Dan Ortlieb e
Alberto Eloy
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Santidade, de José Vicente
E perguntamos, caro leitor, espectador: que vida é essa que se descolou?
Vida não mais material, aura tátil: mas espécie de lençol delirante. Fatos,
Fatos, Fatos – e absolutamente nada, no seu repouso de coisa nenhuma.
Talvez você, bom leitor, bom espectador, bom homem que aqui está: olhe
em volta, olhe em volta, e não entenda. É preciso entender. Esta não é uma
peça de tese. Tudo isto aqui é nada mais que uma vontade. E a vontade
não se basta nos voyers. Nem no leitor. Nem no espectador. Mas nos
homens que aqui estão.
Ficha Técnica
Direção: Thiago Arrais
Orientação de Direção: Adriana Maia
Iluminação: Fidel Reis e Léo Campos
Produção: Thiago Paciência
Cenário: Julie Maria
Audiovisual: Natalia Blanca
Realização Musical: Banda Ecstrumí
Figurino: André Von Schimonsky
Elenco: Raoni Seixas, Vinícius Guima.
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
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semana de projetos experimentais