XXX Congresso Português de Geriatria
ENVELHECIMENTO
ACTIVO
Novos Contributos na Utilização de
Ferramentas Tecnológicas em
Reabilitação Neuropsicológica.
Paula Pascoal
Marina Vazão
INTRI- Instituto de Neuropsicologia e Técnicas de Reabilitação Integradas
INTRODUÇÃO
O aumento considerável, nas últimas décadas, do número
de pessoas que sofrem de demência, associado às
frequentes e específicas alterações, que esta situação
ocasiona, bem como o problema social que constitui,
incrementou o interesse actual por este tema.
INTRODUÇÃO
Estudos recentes relatam de que o
emprego
de
ferramentas
tecnológicas, na reabilitação das
funções cognitivas superiores na
demência, pode resultar muito útil
para sujeitos incapacitados, uma
vez que possibilita um uso adaptado
às características do sujeito.
OBJECTIVOS
Pretende-se avaliar a eficácia na adaptação e aceitação a 2
métodos de intervenção neuropsicológica;
a)método tradicional (papel e lápis);
b) método com recurso a programas
interactivos multimédia.
Ambos os métodos foram aplicados em doentes com
diagnóstico de demência (GD3; GD4; GD5) .
POPULAÇÃO E MÉTODOS
Estudo observacional transversal realizado em 2008,
num período de 1 ano, permitiu avaliar a receptividade
e adaptação, a 2 métodos de treino cognitivo.
Seleccionados 66 doentes na consulta de Reabilitação
Neuropsicológica, com demência ligeira a moderada.
Idade média 72,6 anos, dos quais 78,5% eram do sexo
feminino.
POPULAÇÃO E MÉTODOS
Constituíram-se 2 grupos de intervenção:
a)Com
utilização
de
técnicas
tradicionais
de
estimulação cognitiva (papel e lápis).
b)Com recurso à utilização de programas interactivos
multimédia.
•Foram analisadas 3 dimensões:
-Adaptação ao Ambiente Virtual;
-Motivação
-Tolerância a Erros.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
Comparação de proporções relativas a testes de desempenho para ambientes virtuais
Desenho do Estudo: Transversal Descritivo de
comparação entre os grupos.
Recorremos ao Teste não Paramétrico
comparação de categorias: Teste Binomial.
de
Para análise estatística, recorremos ao programa
SPSS( Statistical Package for Social Sciences),
versão 17.
RESULTADOS
n=66 doentes
14 Doentes (21,21%) não
integram o treino
cognitivo com programas
interactivos multimédia.
52 Doentes (78,79%) foram
submetidos a 2 métodos
de intervenção: a) e b).
Figura 1. Proporções relativas aos
resultados das dimensões adaptação ao
ambiente virtual, motivação e tolerância a
erros entre o grupo sujeito a ambas as
provas cognitivas (Papel e lápis e
programas multimédia) e o grupo sujeito
apenas a prova tradicional de papel e
lápis.
RESULTADOS
8 Doentes (15,38%) manifestam melhor adaptação e
aceitação ao método de intervenção a) utilização de
técnicas tradicionais de estimulação cognitiva.
44 Doentes
(84,62%)
revelam
melhor
adaptação
e
aceitação ao método de intervenção b) recurso à
utilização de programas multimédia de reabilitação
neuropsicológica.
RESULTADOS
Figura 2. Proporções dos resultados
relativos a adaptação, motivação e
tolerância a erros no grupo sujeito a
ambos os testes (papel e lápis e
programa multimédia)
Os resultados obtidos
permitem
deste
modo
confirmar
a
hipótese
levantada relativamente à
maior
eficácia
dos
programas
multimédia
interactivos na adaptação
a
ambientes
virtuais,
assim como na motivação
para adesão aos mesmos
e
tolerância
a
erros
verificados
CONCLUSÕES
Verificou-se que uma percentagem elevada de doentes com
demência ligeira, submetida a 2 métodos de intervenção a) e
b).
Revela
uma
adaptação
e
receptividade,
significativamente mais elevada à intervenção b).
População estudada n=66;
14 Doentes (21,21%), com demência mais avançada GD5),
apresentam uma total incapacidade na exposição ao
ambiente virtual. O ambiente interactivo, revelou-se pouco
organizador, e inclusive agente de dispersão.
CONCLUSÕES
52 Doentes submetidos a 2 métodos de intervenção:
a)método tradicional (papel e lápis);
b)método com recurso a programas interactivos
multimédia.
Verificou-se que 8 doentes (15,38%), manifestam maior
adaptação e por conseguinte também discreta motivação
para o desempenho com o tipo de intervenção a).
Constatou-se que estes doentes apresentam, um estado
mais avançado de demência (GD5;GD4). O tempo de
desempenho e exposição às tarefas está significativamente
diminuído.
CONCLUSÕES
Nestes doentes, as dimensões: Adaptação ao Ambiente
Virtual e Tolerância aos Erros, revelam-se inconsistentes,
por ausência de juízo crítico, flutuação de atenção e
consequente aumento da incapacidade na aquisição de
aprendizagem específica.
CONCLUSÕES
44 Doentes (84,61%), apresenta elevada aceitação e
adaptação ao tipo intervenção b).
Constatou-se que estes doentes apresentam um estado
inicial de demência (GD3;GD4).
De maneira geral, a Adaptação ao Ambiente Virtual é muito
positiva, os doentes ao utilizarem uma ferramenta que se
considera de uso difícil e sofisticado, elevam a auto estima
que de uma maneira geral ficou afectada pelas dificuldades
associadas à lesão.
CONCLUSÕES
O prazer do entretenimento, proporcionado pelo ambiente
multimédia, potencia a motivação, devido ao sentimento de
auto eficácia e realização que os doentes desencadeiam, no
decorrer das tarefas.
A Tolerância ao erro revela-se significativamente maior,
evidenciada pela retro alimentação sistemática, induzida em
ambiente interactivo multimédia.
CONCLUSÕES
Devolver retro alimentação permanente ao doente, cria uma maior
motivação para o desempenho da tarefa e vai consciencializá-lo,
sobre as suas deficiências e falhas.
A aprendizagem específica, é facilmente monitorizada, e o fácil
acesso
aos
resultados
de
desempenho,
cria
elevadas
expectativas no doente, em ver o seu perfil de evolução,
promovendo também uma maior aceitação dos tratamentos
seguintes.
Este aspecto parece-nos particularmente importante, para um
tratamento que se pretende sistemático e alargado no tempo.
CONCLUSÕES
O estudo realizado fornece indicadores, que nos
parecem justificar a pertinência da utilização das
tecnologias interactivas, que pela sua modularidade e
adaptabilidade, potenciam, aspectos motivacionais e
agem como regularizadores do comportamento.
OBSERVAÇÕES FINAIS
Com as novas ferramentas de comunicação, abre-se o leque
de oportunidades para os sujeitos cujos padrões de
aprendizagem,
não
desenvolvimento,
seguem
os
nomeadamente
quadros
pelo
típicos
de
treino
de
aprendizagens, mais ricos, contextualizados e adaptados às
suas necessidades específicas.
•ENVELHECIMENTO ACTIVO
UTILIZAÇAO DE FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS
NA REABILITAÇAO NEUROPSICOLÓGICA
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