“A Importância da Comunicação no Processo de Enfermagem: A Visão do
Enfermeiro”
FERREIRA, Grasiela S.G.1; BICUDO, Eliane J.2; CARVALHO,Diane A.3 ; POSSO,Maria
Belen S.4; CHAGAS, Luciene Reginato.5
1,2,3
Cursos de Enfermagem, Faculdade de Ciências da Saúde,
Universidade do Vale do Paraíba, [email protected]
4,5
Docente do Curso de Enfermagem da Universidade do Vale do Paraíba
UNIVAP, Brasil, Fone: +55 12 3947 1011, Fax: +55 12 3947 9999
Av. Shishima Hifumi, 2911 - Urbanova - 12244-000 - São José dos Campos - SP
Resumo- A comunicação é fator imprescindível para o exercício da Enfermagem, e diante de sua
importância, este trabalho tem por objetivo investigar o conhecimento, a importância e as formas de
comunicação realizadas por enfermeiros em um hospital do Vale do Paraíba Paulista. Trata-se de uma
pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem qualitativa. Utilizando como referencial teórico a Análise
de Conteúdo de Bardin, foi possível caracterizar a idade, sexo, tempo de formado, de instituição, setor e
tempo de trabalho neste, além de encontrar as seguintes categorias: Troca de mensagem, Garantia da
qualidade na assistência, Durante todo o processo de enfermagem, Durante toda assistência, Garantia da
continuidade na assistência, Informações referentes ao paciente. E subcategorias: Qualidade na
assistência, Segurança para equipe e paciente, Continuidade da assistência, Interação multiprofissional,
Relacionamento com o paciente, Atendimento das necessidades do paciente, Esclarecer dúvidas,
Importância do respaldo. Identificamos que o enfermeiro considera a comunicação como um instrumento
indispensável ao desempenho profissional, visando uma assistência de qualidade e excelência.
Palavras-chave: Comunicação, enfermagem, paciente
Área do Conhecimento: Enfermagem
Introdução
A comunicação é o meio através do qual,
pessoas interagem umas com as outras. O
homem utiliza a comunicação nas ações do
cotidiano, partilhando com os demais suas idéias.
Nessa partilha, ele está sujeito a receber
aprovação e desaprovação das outras pessoas,
determinando sua sensação de segurança e
satisfação.(STEFANELLI,1993). Acreditamos que
devemos praticar essa capacidade, principalmente
na Enfermagem, onde iremos ter como
instrumento básico de trabalho a comunicação,
visando uma assistência de qualidade e
excelência.
Para uma melhor comunicação é preciso
conhecer os componentes desse processo que
são: o emissor ou remetente (aquele que emite a
mensagem), receptor (aquele que recebe a
mensagem) e a mensagem (informação ou
emoção passada do emissor para receptor).
(POTTER & PERRY, 2002). Sabe-se que essa
comunicação pode ser: verbal e não-verbal.
(SARMENTO, 2004)
e que ainda existe a
comunicação paraverbal que diz respeito ao tom
de voz, ritmo, períodos de silêncio e entonação
que damos as palavras. A comunicação tem várias
funções, entre as quais pode-se citar a de
investigação,
informação,
persuasão
e
entretenimento. (Adaptado de STEFANELLI,
1993). Uma das formas sistematizadas de
comunicação na enfermagem é o relacionamento
terapêutico entre enfermeira e paciente. (STUART
& LARAIA, 2002). De acordo com Balsanelli
(2006) "A comunicação constitui-se num elemento
de suma importância no processo de liderar do
enfermeiro e a maneira como se dá a transmissão
de mensagens interferirá no resultado desejado".
Esta comunicação também é escrita, através do
prontuário do cliente. (D, 2008). Sabendo da
importância da comunicação, nasceu o interesse
em investigar a visão do enfermeiro sobre o tema.
Este trabalho permitirá ao enfermeiro refletir sobre
a importância da comunicação no cuidar.
Objetivou
investigar
o
conhecimento,
a
importância e as formas de comunicação
realizadas por enfermeiros em um hospital de
médio porte do Vale do Paraíba Paulista.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa exploratória,
descritiva, com abordagem qualitativa. Realizada
em um Hospital Privado Geral de Médio Porte da
cidade de São José dos Campos. Os sujeitos da
pesquisa constituíram um total de 10 Enfermeiros
que atuam em unidade de internação, UTI e
Pronto Atendimento. Estes aceitaram participar do
estudo, assinando o termo de consentimento livre
e esclarecido, contido no projeto aprovado pelo
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
1
CEP
nº
H281/CEP/2008.
As
entrevistas
aconteceram nos meses de janeiro e fevereiro de
2009. Para isso utilizou-se um instrumento de
coleta, que é composto primeiramente da
caracterização dos voluntários, e a segunda de
perguntas abertas sobre o processo de
comunicação em enfermagem. Utilizou-se como
referencial teórico a Análise de Conteúdo de
Bardin que trabalha as palavras e suas
significações, procurando conhecer o que está por
trás das palavras analisadas.
Resultados
Foi possível caracterizar a idade, sexo, tempo de
formado, de instituição, setor e tempo de trabalho
neste, dos enfermeiros sujeitos desta pesquisa.
A média das idades dos enfermeiros foi de 34,1
anos e a mediana de 5,5 variando de 32 a 35
anos.
Noventa por cento dos enfermeiros (09) são do
sexo feminino e dez por cento (1 enfermeiro) do
sexo masculino. Por ser a enfermagem
historicamente uma profissão delegada a mulher,
em concordância com Costa (2000), e Geovanini
et al (1995) que confirmam uma tendência a
feminilização da força de trabalho em saúde,
embora em nosso estudo visualizemos um ainda
sensível crescimento da força de trabalho
masculino na profissão, conforme cita Gomes
1990.
TABELA1: Classificação dos Enfermeiros segundo
Tempo de Formação e Tempo de Trabalho na
Instituição.São José dos Campos.SP – 2009. n=10
Intervalos
Tempo de
Tempo de
(Anos)
formação dos
Trabalho na
enfermeiros
instituição
N
%
N
%
0-05
4
40
8
80
06-10
4
40
2
20
11-15
1
10
0
0
16-20
0
0
0
0
21-25
1
10
0
0
Total
10
100
10
100
Percebe-se que a maioria dos enfermeiros
(40%) possui até 10 anos de formado, sendo
menor 3 anos e maior 23 anos e 80% deles possui
até 5 anos de trabalho na instituição; o máximo de
tempo de trabalho encontrado no Hospital Geral
foi de 7 anos, sabendo que este hospital tem 9
anos de funcionamento.
TABELA 2: Classificação dos Enfermeiros por
Setor e Tempo de Atuação no mesmo. São José
dos Campos. SP - 2009. n=10
Setor de
Atuação
Enfermeiros
UTI
N
4
%
40
Internação
3
30
Tempo de
Atuação no
setor
Anos
%
0-2
70
3-5
20
Pronto
3
30
6-8
10
Atendimento
Total
10
100
Investigando o conhecimento, a importância e as
formas
de
comunicação
realizadas
por
enfermeiros em um hospital de médio porte do
Vale do Paraíba Paulista, onde os relatos foram
submetidos à análise de conteúdo de Bardin.
Identificando-se as seguintes categorias e
subcategorias, procurando responder os objetivos
propostos.
Figura 1 – Categorias identificadas.
Categoria 1
Troca de mensagem
1.1. Qualidade na assistência;
Subcategorias 1.2. Segurança para equipe e
paciente.
Garantia
da
qualidade
na
Categoria 2
assistência
2.1. Continuidade da assistência;
Subcategorias 2.2. Interação multiprofissional.
Categoria 3
Durante todo o processo de
enfermagem
Subcategoria
3.1.
Relacionamento
com
o
paciente.
Categoria 4
Durante toda assistência
Subcategoria
4.1. Atendimento das
necessidades do paciente.
Garantia da continuidade
assistência
5.1. Esclarecer dúvidas.
Categoria 5
Subcategoria
Categoria 6
Subcategoria
na
Informações
referentes
ao
paciente
6.1. Garantia do respaldo legal.
Discussão
Por tratar de um estudo qualitativo, descrevemos
abaixo as falas dos sujeitos, justificando as
categorias
encontradas
relacionando-as
à
literatura.
Pergunta 1: Para você o que é comunicação em
enfermagem:
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
2
Identificamos para este questionamento uma
categoria e duas subcategorias.
• Categoria 1: Troca de mensagem
Conforme Stefanelli,1993; a comunicação é o
processo de troca de mensagens, que tem como
elementos principais o contexto, o emissor, o
receptor e a própria mensagem. Entendemos que
estes conceitos ajudam o enfermeiro a interagir
com a equipe multiprofissional e com o paciente.
A comunicação é um ato intrínseco ao existir
humano, consistindo na capacidade de trocar
idéias, de dialogar, de conversar visando ao
relacionamento humano. (OLIVEIRA et al ,2005).
“... instrumento básico de troca de
informações e uma habilidade indispensável ao
desempenho do profissional de saúde (Sujeito nº
01)
“Informar todos os funcionários de forma
clara...” (Sujeito nº07)
“Comunicação é fazer com que a
informação... chegue ao seu destino” (Sujeito
nº09)
• Subcategoria 1. 1: Qualidade na assistência
Ainda na mesma categoria, encontramos que a
comunicação sustém discursos de qualidade em
cuidado. (BARBOSA, 2007).
Desenvolver as habilidades de comunicação é
de fundamental importância, em especial para os
enfermeiros, que devem conhecer o significado
das mensagens enviadas pelo paciente para então
elaborar um plano assistencial adequado para
atender as necessidades do mesmo. (OLIVEIRA
et al, 2005)
“Instrumento primordial ao exercício da
profissão” (Sujeito nº03)
“... troca de informações relacionadas com
toda a equipe multidisciplinar focando a qualidade
da assistência prestada” (Sujeito nº06)
• Subcategoria 1.2: Segurança para equipe e
paciente
De acordo com Stefanelli, (1993): ”A
comunicação contribui para a excelência da
prática da Enfermagem e cria oportunidades de
aprendizagem para o paciente, podendo despertar
o sentimento de confiança entre paciente e
enfermeiro, permitindo que ele experimente a
sensação de segurança e satisfação”.
Sabemos que a comunicação não-verbal tem
por finalidade básica complementar o verbal,
substituí-lo
ou
demonstrar
sentimentos.
(BARBOSA, 2007). Portanto, entendemos que é
importante que o enfermeiro fique atento também
a estes sinais durante a comunicação.
“Existe a comunicação verbal e não verbal;
e as duas são de extrema importância no
processo assistencial, administrativo e de
enfermagem”. (Sujeito nº05)
“É a forma de garantir segurança em todos
os processos da assistência de enfermagem ao
paciente”. (Sujeito nº08)
Acreditamos que exista na comunicação uma
forma individualizada de ser realizada, visando à
interação humana, focando na qualidade da
assistência e preservando a segurança do
paciente e dos profissionais que deles cuidam.
Pergunta 2: Qual a importância desta
comunicação
para
a
assistência
em
enfermagem:
• Categoria 2: Garantia da qualidade na
assistência
“Os profissionais devem realizar seus serviços
dentro dos mais altos padrões de qualidade e
princípios da ética/bioética, tendo em conta que a
responsabilidade da atenção à saúde não se
encerra com o ato técnico, mas, sim, com a
resolução do problema de saúde”. (MINISTÉRIO
DA EDUCAÇÃO, 2001)
É preciso considerar a comunicação dentro de
seu contexto de ocorrência, para que seu sentido
não seja prejudicado, motivo pela qual, na
assistência à saúde ela deve ser planejada e
adequada a cada paciente. (OLIVEIRA et al ,
2005)
“Auxilia no ajuste dos processos de
enfermagem, promove uma melhor assistência do
cliente.” (Sujeito nº 01)
“A comunicação quando bem realizada
pode garantir uma qualidade na assistência...”
(Sujeito nº06)
“Qualidade na assistência, satisfação do
cliente...” (Sujeito nº09)
“É imprescindível para que haja... qualidade
acima de tudo.” (Sujeito nº10)
• Subcategoria
2.1:
Continuidade
da
assistência
É importante destacar que os dados de
enfermagem quando bem registrados e uma
comunicação eficiente, fazem diferença durante a
assistência, tanto para o cliente quanto para a
instituição e principalmente para a categoria
profissional. Estes, quando realizados de forma
eficaz, diminuem o risco da descontinuidade da
assistência, proporcionando a melhora da
qualidade desta. (ANDRADE, 2004)
“Manter a continuidade da assistência e a
veracidade das informações.” (Sujeito nº02)
“Assegurar que todas as informações são
transmitidas e entendidas por todos dando
continuidade da assistência ao paciente.” (Sujeito
nº08)
“É
imprescindível
para
que
haja
continuidade da assistência prestada...” (Sujeito
nº10)
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
3
• Subcategoria 2.2: Interação multiprofissional
A comunicação é um instrumento facilitador no
processo de interação e comportamentos entre os
profissionais de saúde. Os quais devem
demonstrar
respeito
pelas
características
individuais de cada paciente. (FERREIRA et al
2007).
“Relação paciente – enfermagem, médico –
enfermagem, enfermagem – enfermagem.”
(Sujeito nº 05)
“... incluindo não só a enfermagem e sim
outros setores que influenciam. Exemplo: SND,
manutenção e recepção.” (Sujeito nº 06)
“..., integração entre os setores.” (Sujeito nº
09)
Percebemos a preocupação dos enfermeiros no
que se refere à qualidade na assistência.
Entendem que as informações claras e a interação
multiprofissional conforme citaram expressam a
importância
da
comunicação
para
esta
assistência, levando a continuidade do cuidado a
ser prestado.
Pergunta 3: Em que momento a comunicação
pode ser empregada de forma terapêutica:
• Categoria 3: Durante todo o processo de
enfermagem
A comunicação terapêutica deve fazer parte das
atividades do enfermeiro, e empregada em
situações como, na entrevista, no exame físico, no
planejamento da assistência, nas anotações dos
prontuários e principalmente nas orientações
concedidas
aos
indivíduos,
famílias
e
comunidades. (OLIVEIRA et al, 2005).
“Acredito que desde a primeira abordagem
no exame físico, anamnese o enfermeiro pode
fazer comunicação terapêutica.” (Sujeito nº04)
“Na passagem de plantão e durante exame
físico e evolução.” (Sujeito nº06)
“Para esclarecimento de exames...” (Sujeito
nº07)
“Em todos os processos do setor.” (Sujeito
nº08)
“No momento da relação com o paciente.”
(Sujeito nº09)
“No momento de uma implantação ou
mudança de conduta ou procedimento.” (Sujeito
nº10)
• Subcategoria 3.1. Relacionamento com o
paciente
Conforme Stefanelli, (1993) e Atkinson & Murray,
(1989); “a comunicação enfermeiro-paciente é
denominada comunicação terapêutica, porque tem
a finalidade de identificar e atender as
necessidades de saúde do paciente”, contribuindo
para melhorar a prática de enfermagem, pois cria
oportunidades para aprendizagem, além de
despertar nos pacientes sentimentos de confiança,
os quais permitem que eles se sintam contentes e
seguros.
“A partir do momento que o profissional
tenha habilidade para isso.” (Sujeito nº01)
“Quando a comunicação entre enfermeira e
paciente esteja fundamentada em respeito mútuo
e confiança.” (Sujeito nº03)
“Comunicação paciente – enfermeiro/
colaborador – enfermeiro.” (Sujeito nº05)
“... informação de procedimentos para não
elevar a ansiedade”. (Sujeito nº07)
“No momento da relação com o paciente.”
(Sujeito nº09)
Percebemos que é possível a utilização da
comunicação terapêutica durante todo o processo
de enfermagem. Segundo Stefanelli (1993), a
comunicação adequada deve permear toda a
assistência, desde os mínimos atos. Portanto,
saber falar e principalmente ouvir são atos
primordiais durante a assistência de enfermagem.
Pergunta 4: Na sua opinião a comunicação
terapêutica permite uma interação entre
enfermeiro e paciente. Em que momento:
• Categoria 4: Durante toda assistência
“Sim. Em todos os momentos, visto que o
paciente está fora de seu ambiente”. (Sujeito nº
02)
“Sim. Em todos os momentos”. (Sujeito nº
05)
“Em todos os momentos que a profissional
esta prestando assistência ao paciente”. (Sujeito
nº 08)
“Sim. Em todos os procedimentos que o
paciente precisar se submeter, assim como, em
todos os esclarecimentos que a ele for feito”.
(Sujeito nº 10)
• Subcategoria
4.1:
Atendimento
das
necessidades do paciente.
O enfermeiro terapêutico deve ajudar o paciente
a desenvolver senso de auto-estima, valor pessoal
e aprender a confiar nas pessoas. Assim, sua
capacidade de relacionar-se com os outros poderá
ser melhorada, o que possibilitará sua volta para o
trabalho e convívio familiar. (TEIXEIRA, 1997)
“Sim, quando o enfermeiro é capaz de
captar as mensagens emitidas (verbais e ñ
verbais) interpreta-las, procurando compreender
as necessidades de cada indivíduo”. (Sujeito nº
03)
“Sim, através da coleta de dados, durante o
exame físico a enfermeira precisar conversar com
o paciente, p/ identificar as necessidades”. (Sujeito
nº 06)
“Sim, no momento em que o paciente
necessita de uma palavra de conforto ou uma
orientação”. (Sujeito nº09)
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
4
Percebemos que a interação entre enfermeiro e
paciente ocorre durante a assistência prestada,
em busca do levantamento das necessidades.
Pergunta
5:
Porque
é
importante
a
comunicação na passagem de plantão:
• Categoria 5: Garantia da continuidade na
assistência.
É durante a passagem de plantão que a
Enfermagem
garante
a
continuidade
da
assistência prestada. (NOGUEIRA, 1998)
“É necessário para a continuidade da
assistência prestada”. (Sujeito nº 01)
“Para que todos tenham acesso ás
informações que ocorreram com os pacientes
durante o dia, suas intercorrências e pendências”.
(Sujeito nº 02)
“Para dar seqüência na terapêutica e
cuidado c/ o paciente c/ uma visão holística no
cuidado de enfermagem”. (Sujeito nº 03)
“Continuidade da assistência prestada”.
(Sujeito nº 06)
“Para que haja uma continuidade na
assistência de enfermagem ao paciente”. (Sujeito
nº 09)
• Subcategoria 5.1: Esclarecer dúvidas
A abordagem sobre o estado dos pacientes,
tratamentos realizados, assistência prestada,
intercorrências, pendências e outras situações
específicas da unidade, são transmitidas durante
a passagem de plantão entre os profissionais, na
troca de turno de trabalho. (SIQUEIRA e
KURCGANT, 2005).
“Pois ela relata as anormalidades, exames e
programações dos procedimentos dos pacientes”.
(Sujeito nº 04)
“Para serem esclarecidos todas as dúvidas
existentes”. (Sujeito nº 05)
“Para não ter duvida, possibilitando erros”.
(Sujeito nº 07)
A passagem de plantão é uma atividade
inerente ao cotidiano do trabalho de enfermagem
e passível de erros. Acreditamos que esta seja de
importância fundamental na assistência prestada
ao paciente. Sendo através dela que garantimos a
continuidade da assistência prestada.
Pergunta 6: O que é relevante/ importante
registrar no prontuário:
• Categoria 6: Informações referentes ao
paciente
A definição de Prontuário do Paciente Médico
diz que seu objetivo é “armazenar eventos clínicos
sobre um indivíduo de forma que todos os
profissionais de saúde acessem as mesmas
informações. (MASSAD, 2003).
“Fornecer um registro da avaliação e
tratamento e mudança de condição do paciente
em um ponto no tempo no atendimento de
enfermagem/médico”. (Sujeito nº 01)
“TUDO, intercorrências, curativos, punções
venosas,
recusa
de
medicamentos
/
procedimentos, queixas”. (Sujeito nº 02)
“Sendo único meio de demonstrar o trabalho
executado pela equipe de enfermagem, como
reflexo da eficiência e eficácia dos cuidados
prestados, bem como registro das intercorrências
ocorridas c/ o mesmo, da vigência que está sob os
cuidados do profissional e da instituição”. (Sujeito
nº 03)
“Todos os procedimentos realizados”.
(Sujeito nº 04)
“Tudo o que ocorreu no decorrer do
plantão”. (Sujeito nº 05)
“O exame físico, procedimentos exames
realizados, intercorrências, drogas vasoativas”.
(Sujeito nº 06)
“Importante: mudança de procedimento,
assistência prestada, queixas, visitas
de
profissionais,
exames
realizados,
sinais
observados”. (Sujeito nº 10)
• Subcategoria 6.1: Importância do respaldo
O prontuário médico é um documento de grande
valor, no que se refere à análise médico-legal do
exercício profissional, diante da suspeita do
chamado “erro médico”. Além de traduzir o
relacionamento entre o paciente e toda equipe
multiprofissional. (MASSAD, 2003).
“...Auxiliar na proteção do interesse legal do
paciente e profissionais de saúde...”(Sujeito nº 01)
“Com registro você esta legalmente
assistido devendo ser clara as informações”.
(Sujeito nº 07
“Todas as informações, pois e o documento
que da respaldo ao profissionais”.(Sujeito nº 08)
“Tudo o que é feito com o paciente para ter
sempre um respaldo”. (Sujeito nº 09)
Sabendo da importância deste documento para
o paciente, instituição e equipe de saúde,
consideramos a necessidade de se atentar a este
tema, reforçando sempre o detalhamento das
informações a serem descritas no prontuário para
que a Sistematização da Assistência de
Enfermagem possa ser elaborada de forma
individualizada.
Conclusão
A partir do objetivo deste trabalho, identificamos
que o enfermeiro considera a comunicação como
um instrumento indispensável ao desempenho
profissional, fazendo com que a informação
chegue ao seu destino de forma clara evitando
possíveis dúvidas, tanto no que se refere à equipe
multiprofissional quanto ao paciente; garantindo
assim a segurança em todos os processos da
assistência. A uniformidade nos cuidados, a
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
5
interação multiprofissional, a garantia da
continuidade na assistência que leva a qualidade
no serviço prestado, a interação entre enfermeiropaciente, conversar com o paciente para identificar
suas reais necessidades, e o prontuário como
respaldo legal, são fatores primordiais para o
exercício da profissão. Portanto, entendemos que
a comunicação faz parte da complexidade do
cuidar.
Referências
- ANDRADE,J.S.et al. A comunicação entre
enfermeiros na passagem de plantão.Acta
Paul.Enf.,São
Paulo,v.17,n.3,p.311-5,
2004.
Disponivel: http://www.unifesp.br/denf/acta/2004/
17_3/res9.htm. Acessado em:04.04.2009
-BALSANELLI, A. P; CUNHA, I. C. K. Liderança no
contexto da enfermagem. Rev. Esc. Enferm.USP,
São Paulo, v. 40, n.1,p. 117-122.Set 2006.
Disponível:http://www.ee.usp.br/reeusp/upload/pdf/
227.pdf. Acesso em: 03.03.2009.
-BARBOSA,
I.A;
Silva,
M.J.P.
Cuidado
humanizado de enfermagem: o agir com respeito
em um hospital universitário. Rev Bras Enferm
2007
set-out;
60(5):
546-51.
Disponível:
http://www.scielo.br/pdf/reben/v60n5/v60n5a12.
pdf.Acesso:05.03.2009
-COSTA, E. et al.; Percepção dos efeitos do
trabalho em turnos sobre a saúde e a vida social
em funcionários de enfermagem em um hospital
universitário do estado de São Paulo. Cad. Saúde
pública. V.16, n.2, 2000.
-D, Tatiana. Passagem de Plantão: Análise Deste
Procedimento nas Unidades de Clínica Médica
Cirúrgica.Disponível:http://www.webartigos.com/art
icles/11666/1/passagem-de-plantao-analise-desteprocedimento-nas-unidades-de-clinica-medicacirurgica/pagina1.html. Acesso em: 03.03.2009.
-GOMES, D. L. S.; Identificação do enfermeiro de
saúde pública na força de trabalho de enfermagem
de saúde pública no Departamento Regional de
Saúde – 6 de Ribeirão Preto, SP. Ver. Saúde
Pública, Vol. 24, nº. 3. São Paulo, 1990.
-MASSAD, E. MARIN, H. F., AZEVEDO, Neto R.
S. O Prontuário do Paciente na Assistência,
Informação e Conhecimento Médicos. São Paulo.
FMUSP/UNIFESP/OPAS,
2003.
Disponível:
http://www.uel.br/projetos/oicr/pages/arquivos/pron
tuario.pdf. Acesso: 04.03.2009
-MINISTÉRIO da Educação (BR), Conselho
Nacional de Educação. Resolução No 3, de 07 de
novembro de 2001. Diretrizes curriculares
nacionais
do
curso
de
graduação
em
Enfermagem. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil, 09 Nov 2001. Seção 1. p.37.
Disponível:http://www.crbm1.com.br/bio52/educac
ao_52.asp. Acesso: 04.03.2009
-NOGUEIRA, M.S. Incidentes críticos na
passagem de plantão [dissertação]. Ribeirão Preto
(SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto,
Universidade de São Paulo; 1998.
-OLIVEIRA, Poliéria Santos. et al. Comunicação
terapêutica em enfermagem revelada nos
depoimentos de pacientes internados em centro
de terapia intensiva. Revista eletrônica de
enfermagem, v.07,n.01,p.54-63,2005 Disponível
em: www.fen.ufg.br/revista.htm. Acesso em:
03.03.2009.
-POTTER, P. A.; PERRY, A.G. Fundamentos de
enfermagem: Conceitos, processo e prática. Ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
-SARMENTO, Leila Laur; Douglas Tufano.
Português: literatura, gramática, produção de
texto: volume único- São Paulo:Moderna, 2004
-FERREIRA, Rivan V. et al.
Importância da
comunicação e respeito entre enfermeiro e
paciente, relacionado à invasão da privacidade.
Revista Científica da FAMINAS - Muriaé - v. 3, n.
1, sup. 1, p. 314, jan.-abr. 2007. Disponível:
http://www.faminas.edu.br/enicv/arquivos/trabalhos
_anteriores/enic3/csa/CSA002_enic3.pdf. Acesso:
05.03.2009
-SIQUEIRA, Ivana L. C. P. de; Kurcgant, PaulinaPassagem de plantão: falando de paradigmas e
estratégias. Acta Paul. enfer. vol.18 no. 4 São
Paulo.Out./Dez. 2005Disponível
em:
www.scielo.br/scielo.php. Acessado: 03. 03.2009
-GEOVANINI, T.et. al.; História da Enfermagem:
versões e Interpretações. Rio de Janeiro, Revinter,
1995.
-STUART, G.W & LARAIA, M.T Enfermagem
psiquiátricas 4 ed.. Rio de Janeiro: Reichmann &
Affonso editores 2002.
-STEFANELLI, M. C. Comunicação com paciente
teoria e ensino. São Paulo: Robe editorial, 1993.
-TEIXEIRA, M.B. et.al. Manual de enfermagem
psiquiátrica. São Paulo: Atheneu, 1997.
XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
6
Download

1 “A Importância da Comunicação no Processo de - INIC