República de Cabo Verde Ministério da Educação, Ciência e Cultura Plano de Estudos para o 1º Ciclo – Tronco comum 2º Ciclo – Vias Geral e Técnica 3º Ciclo – Vias Geral e Técnica 1996 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Página 2 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO PREFÁCIO Cabo Verde vive reformas estruturais profundas: Fiscal, da Administração Pública, do Sector Empresarial do Estado, Financeiro e do Ensino. Se atendermos à que qualquer reforma visa trabalhar (muitas vezes esquecendo) o antigo, objectivando um pressuposto novo, compreenderemos através do número de programas e tarefas que encerra, que o nível de ansiedades e de rotura em dado momento do processo pode degenerar numa sensação de caos. A Reforma do Ensino não fugiu e nem fugirá a esta regra. As resistências as constantes interrogações, os desfalecimentos a meio percurso terão de encontrar, como contrapartida a firme convicção, a motivação e o trabalho. E é com muita satisfação que escrevo este prefácio, pois o «Plano de Estudos do Ensino Secundário» representou tudo isto! Já imaginou quantas reuniões, quantos cérebros e quanta responsabilidade foram necessários para se chegar a este resultado? Estão em causa pessoas, culturas e desenvolvimento: Os recursos humanos de Cabo Verde, como sua riqueza e força principal não podem ser só o homem. É o homem mais uma qualificação. E não urna qualificação qualquer. Cabo Verde para ser útil à economia mundial tem de ser reconhecido nalgum ponto de mais valia. Tem de ter alguma função especializada na época da mobilidade internacional de bens, pessoas, capitais e serviços. Estou certo que o utilizador descobrirá no plano curricular uma clara intenção de modelar um perfil que tenha em conta a afirmação de unia personalidade caboverdiana onde os valores cívicos e culturais não se degenerem num meio de agressões diversas e facilmente importáveis nos dias de hoje. Um perfil de caboverdiano útil nas sociedades do saber, na época das novas tecnologias e das auto-estradas da informação. Útil para as disfunções do nosso mercado de trabalho, mas também para a vocação atlântica de Cabo Verde. Saiba dar a sua contribuição pois juntos seremos poucos para a sobrevivência do nosso País. O Ministro, José Luís Livramento Monteiro Página 3 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Organograma do sistema educativo ISE INSTITUTO SUPERIOR EDUCAÇÃO ENSINO SUPERIOR –8 –7 –6 Níveis etários dos alunos 3º CICLO 11º | 12º 9º | 10º 2º CICLO 7º | 8º 1º CICLO TRONCO COMUM 3ª FASE 2ª FASE 1ª FASE EDUCAÇÃO ESCOLAR –5 –4 EDUCAÇÃO PRÉ – ESCOLAR –3 Legenda: FCP – Formação complementar profissionalizante Página 4 de 31 APRENDIZAGEM –9 VIA TÉCNICA FCP FORMAÇÃO – 10 ENSINO BÁSICO – 11 ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA – 12 VIA GERAL 5º | 6º – 13 VIA TÉCNICA 3º | 4º – 14 VIA GERAL 1º | 2º – 15 ENSINO SECUNDÁRIO INSTITUTO PEDAGÓGICO FORMAÇÃO PROFISSIONAL FCP IP EDUCAÇÃO Extra – ESCOLAR PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO I – PRINCÍPIOS SUSTENTADOS NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR Os grandes princípios que presidiram à construção do projecto de currículo que ora se apresenta, procuram expressar o direito constitucional à educação, através da aquisição crítica de saberes, da inserção na modernidade e no desenvolvimento e da consagração de valores caboverdianos e universais. O processo de edificação do currículo converge ainda, no redimensionamento da escola enquanto entidade decisiva na rede de estruturas do sistema educativo, capaz de romper com a inércia e o isolamento, de construir a inovação e reconquistar a sua vocação comunitária. Assim, o processo de desenvolvimento curricular baseou-se na consideração de alguns princípios essencialmente pedagógicos que se enumeram: O verdadeiro currículo é o que tem lugar na escola na interacção real professor – aluno. O desenvolvimento curricular deve ser flexível e orientar-se no sentido de promover a responsabilidade do professor invenção e adaptação de actividades às circunstâncias da situação escolar em que se vão realizar. Toda a concretização do currículo deve partir de urna análise das necessidades. Análise que contempla factores externos e internos. De entre os factores externos destacam-se: As expectativas dos pais, dos empregadores, os valores e premissas da comunidade, as mudanças sociais e culturais em curso; Os requisitos e desafios do Sistema Educativo nomeadamente da lei fundamental em matéria de Educação, a Lei de Bases do Sistema; Os contributos das estruturas de apoio aos professores a nível de formação e de recursos: E como factores internos: Os alunos e as suas aptidões, capacidades e necessidades; Os valores e atitudes dos professores, as suas capacidades e conhecimentos, dificuldades, o seu grau de profissionalismo e a vontade de auto – contribuição para a melhoria do sistema: As relações de autoridade na escola e o poder que os professores dispõem para desenvolverem autonomamente as actividades mais adequadas aos seus alunos: Os recursos materiais existentes e a capacidade interna de os aumentar e melhorar: A própria percepção do sucesso ou fracasso do currículo que se pretende substituir. A reestruturação do ensino e em particular a reforma curricular do Ensino Secundário surgem portanto, como um facto social e um imperativo do desenvolvimento. Partem da realização universal da escolaridade básica e desenvolvem objectivos e práticas eminentemente educativas, centradas num processo de socialização do aluno. Página 5 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Este desiderato está consubstanciado na Lei de Bases do Sistema Educativo, nos textos políticos e legislação que a complementam e actualizam, num processo de adequação permanente às exigências de cada momento inflectindo num sentido ou noutro sempre que a avaliação do novo sistema o recomende. II – PRESSUPOSTOS E CARACTERIZAÇÃO DA REFORMA DO ENSINO SECUNDÁRIO Conforme referido anteriormente, a reestruturação do Ensino Secundário encontra os seus fundamentos legais nos princípios consagrados na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE). Lei nº 103/III/90 de 29 de Dezembro, a qual define, no artigo 100, os objectivos da política educativa. Artigo 10º (Objectivos da política educativa) 1. São objectivos da política educativa: a) Promover a formação integral e permanente do indivíduo, numa perspectiva universalista: b) Formar a consciência ética e cívica do indivíduo: c) Desenvolver atitudes positivas em relação ao trabalhe e designadamente à produção material: d) Imprimir à formação uma valência científica e técnica que permita a participação do indivíduo através do trabalho no desenvolvimento socio-económico: e) Promover a criatividade a inovação e a investigação como factores de desenvolvimento nacional f) Preparar o educando para uma constante reflexão sobre os valores espirituais estéticos morais e cívicos e proporcionar-lhe um equilibrado desenvolvimento físico: g) Reforçar a consciência e unidade nacionais: h) Estimular a preservação e reafirmação dos valores culturais e do património nacional: i) Contribuir para o conhecimento e o respeito dos Direitos do Homem e desenvolver o espírito da tolerância e solidariedade j) Fomentar a participação das populações nas actividades educativas. Os objectivos da política educativa desdobram-se, segundo a mesma Lei, nos seguintes objectivos para o Ensino Secundário: Artigo 22º a) Desenvolver a capacidade de análise e despertar o espírito de pesquisa e de investigação. b) Propiciar a aquisição de conhecimentos com base na cultura humanística, científica e técnica visando nomeadamente a sua ligação com a vida activa: c) Promover o domínio da língua portuguesa reforçando a capacidade de expressão oral e escrita: d) Facilitar ao aluno o entendimento dos valores fundamentais da sociedade em geral e sensibilizá-lo para os problemas da sociedade caboverdiana e da comunidade internacional: e) Garantir a orientação e formação profissional permitindo maior abertura para o mercado de trabalho, sobretudo pela via técnica: f) Permitir os contactos com o mundo do trabalho visando a inserção dos diplomados na vida activa: g) Promover o ensino de línguas estrangeiras. Página 6 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Define ainda a Lei no artigo 23° que o Ensino Secundário tem a duração de seis anos organizando-se em três ciclos de dois anos cada. No artigo 24° explicita-se que o 1° ciclo – Tronco Comum – visa, pela sua organização curricular aumentar o nível de conhecimentos e possibilitar uma orientação escolar e vocacional, tendo em vista o prosseguimento de estudos uma vez que no termo deste 1° ciclo os alunos poderão optar pela via geral ou pela via do ensino técnico. Por sua vez o artigo 26°, 3.4. afirma que, relativamente à via do Ensino Secundário Geral, no 2° ciclo são aprofundados e alargados os conhecimentos e aptidões obtidos no ciclo anterior enquanto que o 3º ciclo se organiza por áreas visando a inserção na vida activa ou o prosseguimento de estudos, envolvendo em termos curriculares, disciplinas comuns, obrigatórias e optativas. Relativamente à via do Ensino Técnico estipula, o mesmo artigo, que abrange áreas de formação geral, tecnológica e oficinal de acordo com o plano curricular a estabelecer, enquanto que o 3° ciclo é organizado em moldes idênticos dando continuidade e reforçando os conhecimentos nas especialidades e ramos anteriormente escolhidos. III – PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO 1. ASPECTOS GERAIS O plano de estudos para cada um dos três ciclos é constituído por urna grelha de disciplinas não perfeitamente coincidentes nos dois anos que o constituem com cargas horárias elevadas ao máximo possível, dentro do condicionalismo maior do funcionamento das escolas em regime duplo. Áreas curriculares consideradas essenciais Línguas, Matemática, Educação Física e Formação Pessoal e Social desenvolvem-se em todo o percurso escolar. A construção do plano de estudos, isto é, a selecção das matérias operou-se com base no princípio da coerência entre o perfil de saída do Ensino Básico, os objectivos gerais do Ensino Secundário e específicos de cada ciclo e o perfil de saída que se pretende alcançar. Cada disciplina justifica-se pela correspondência que se estabelece entre as matérias e as competências e atitudes que o aluno deverá adquirir ou desenvolver. Cada disciplina potencializa-se pelas relações que mantiver com as demais na busca permanente da interdisciplinaridade, desde o momento da concepção dos programas e das actividades/experiências até à sua concretização na sala de aula. A tripla vocação do 1° ciclo – Tronco Comum: enquanto ciclo terminal ou de acesso para a via geral ou para a via técnica implica necessariamente a incorporação de procedimentos da orientação escolar e profissional. O 2° ciclo é igualmente, uma etapa crucial de intervenção da orientação escolar e profissional, pois as disciplinas iniciadas no Tronco Comum embora conservando o seu carácter de formação geral começam a particularizar-se, preparando o aluno para confirmar ou não no 3° ciclo, a opção efectuada. Releve-se ainda que é no fim do 2° ciclo que o aluno tem acesso ao Ensino Médio, e que por outro lado, quer no fim do 1°ciclo quer no fim do 2º ciclo haverá fluxos Página 7 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO de alunos que precisam de estruturas de acolhimento para as acções de formação profissionalizante, antes de serem integrados no mercado do trabalho. O 3º ciclo mantém urna componente de formação geral e proporciona a especialização em grandes áreas quer na via geral quer na via técnica, esta com possibilidades de integração mais imediata no mundo do trabalho. 2. FUNDAMENTAÇÃO DAS DISCIPLINAS PRESENTES EM TODO O PERCURSO ESCOLAR Língua Portuguesa A Língua Portuguesa tem um estatuto especial em Cabo Verde. É a língua oficial do Pais e como tal língua segunda relativamente à língua Cabo-verdiana. O estatuto da língua Portuguesa em Cabo Verde é por isso o primeiro argumento a favor da sua permanência corno matéria de estudo no nível secundário e da importância que eIa adquire no quadro das disciplinas que constituem o plano de estudos ao longo dos três ciclos. O deficiente domínio da Língua Portuguesa e o insucesso escolar dele decorrente são consequência da metodologia utilizada no ensino dessa língua em Cabo Verde. Efectivamente o português foi ministrado, até ao início da generalização da Reforma do Ensino Básico como se se tratasse da língua materna. Privilegiou-se o estudo do funcionamento da língua em si como um instrumento linguístico previamente conhecimento e nessa linha os conteúdos gramaticais ocupam a maior parte dos programas do Ensino Secundário A aquisição e o desenvolvimento de competências com vista à utilização prática da língua, oral e escrita, pressupõem a adopção de uma Outra metodologia, própria do ensino – aprendizagem de uma língua estrangeira iniciada no Ensino Básico e retomada no Secundário. Nesse sentido a nova metodologia privilegia a comunicação interactiva, a qual provoca o adequado comportamento linguístico em situações diversificadas e põe ênfase no treino e desenvolvimento de aptidões de comunicação verbal – compreensão e expressão da linguagem oral e escrita – nas suas várias formas. Língua Estrangeira (Francês e Inglês) Coma generalização do Ensino Básico desapareceu do plano de estudos deste 1º nível de ensino a disciplina de Francês. A inclusão de duas línguas estrangeiras (Francês, Inglês) no Ensino Secundário com carácter opcional no 1º ciclo ou Tronco Comum e obrigatório nos ciclos subsequentes parece por isso oportuna. A aprendizagem destas línguas propicia ao aluno urna abertura cultural para o mundo e cria as bases para urna futura formação profissional. Cabo Verde situa-se numa região da costa africana predominantemente francófona o que em princípio, concede à Língua Francesa maior potencialidade comunicativa que a Língua Inglesa e fundamenta a sua inserção no plano de estudos. No entanto, a importância crescente do Inglês no mundo dos negócios e das tecnologias, suporte da estratégia do desenvolvimento do país justifica a inclusão desta língua no currículo. Matemática O ensino da Matemática deverá reorientá-Ia para a sua aplicação e funcionamento na vida diária e nas outras áreas de estudo. A evolução das possibilidades da sua aplicação Página 8 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO na resolução dos problemas da Humanidade constitui outro aspecto relevante a considerar na nova orientação desta disciplina. A prioridade deve ser dada à compreensão e à aplicação da Matemática na resolução de problemas e na análise de situações reais para a aquisição progressiva do raciocínio lógico quantitativo. Tal perspectiva de materializarão da vida real exige o equilíbrio entre o ensino de conceitos e de generalizações e a utilização prática o que favorece o interesse do aluno pela disciplina. Educação Física Encarada como essencial na formação integral do aluno a disciplina de Educação Física deve permitir o desenvolvimento de capacidades psico – motoras. Cognitivas e sócio – afectivas. Esta disciplina deve proporcionar não só um maior número de vivências motoras, como a aquisição de urna cultura desportiva básica que permita uma opção consciente pela modalidades que melhor satisfaçam as necessidades o os interesses individuais Formação Pessoal e Social À inclusão de uma disciplina assim designada, parece mais desejável do que a de Educação Cívica, por ser mais vasta, incluindo, não só as relações do homem com a sociedade e nesta a célula básica que é a família, mas também do homem consigo próprio. Tal formação contribuirá para que o aluno possa optar com consciência, saiba medir as consequências de uma tomada de decisão e escolha de forma coerente qualquer das vias a que o Tronco Comum dá acesso e as especializações oferecidas no terceiro ciclo. Esta disciplina é por conseguinte também um espaço para a Orientação Escolar e Profissional. À disciplina de Formação Pessoal e Social mantém-se ao longo da escolaridade, como área privilegiada para a assumpção de vários objectivos explicitados no perfil, que vão desde a aprendizagem de competências de vida na escola no trabalho em casa na comunidade e na utilização dos tempos livres, até à discussão de problemas pessoais e sociais que afectam os alunos destes níveis. Para que o tempo devotado à Formação Pessoal e Social se constitua como uma área de formação e não apenas de informação, é preciso respeitar dois grandes princípios, a saber: Um primeiro princípio diz respeito à organização dos conteúdos, a qual deve assentar sobre a interacção da pessoa com o ambiente físico e social com particular incidência na realidade do país. Um segundo grande princípio diz respeito à metodologia. Na linha das teorias de educação moral considera-se que só uma abordagem de envolvimento pessoal poderá conduzir a que esta área corresponda aos seus objectivos. O programa pretende portanto desenvolver a capacidade de pensar racionalmente os problemas pessoais e sociais e estimular a clarificação, por parte dos alunos dos seus interesses e valores. Ao nível da acção importa que se mobilizem pequenos projectos de intervenção na escola ou no meio, com o objectivo de uma aprendizagem de participação cívica. Página 9 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO 3. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO 1º CICLO (7º E 8º ANOS) O piano de estudos para o 1º ciclo procura responder às várias expectativas sobre a função do Tronco Comum na realização dos objectivos da escala para a faixa etária dos alunos nesse cicio teve portanto em conta as aprendizagens que os alunos realizaram no âmbito da educação básica numa perspectiva de transição para urna educação cada vez mais especializada. No quadro I apresenta-se o plano de estudos para o Tronco Comum: Quadro I 1º Ciclo Tronco Comum Disciplinas Língua portuguesa Língua estrangeira (Francês ou Inglês) Matemática Homem e Ambiente Estudos Científicos Mundo contemporâneo Introdução à actividade económica Educação tecnológica Educação Artística Educação Física Formação Pessoal e Social TOTAL 7º Ano 8°Ano Nº H/Semana Nº /Semana 4 4 4 4 4 3 3 3 2 31 4 4 4 2 3 3 3 3 3 2 31 Estrutura – caracterização e fundamentação das áreas integradas das disciplinas específicas O curriculum do Tronco Comum dá sequencia ao plano de estudos do Ensino básico mantendo as disciplinas de Língua Portuguesa, de Matemática e a Educarão Física. Introduz outras áreas integradas como Homem e Ambiente, Estudos Científicos. Conhecimento do Mundo Contemporâneo e Educação Artística. Oferece o estudo de uma língua estrangeira e de disciplinas novas corno Introdução à Actividade Económica, Educação Tecnológica e Formação Pessoal e Social. Homem e Ambiente O aluno que ingressa no 1º ciclo do Ensino Secundário situa-se na faixa etária de evidentes mutações que se operam durante a adolescência, ao nível fisiológico e psicológico. O conhecimento do próprio corpo e a tomada de consciência de si permitirlhe-ão a adopção consciente de atitudes positivas face à sexualidade à higiene física e mental e à defesa da saúde. As características do meio, os factores goográficos que afectam Cabo Verde como a seca, a erosão; as necessidades básicas como a alimentação, a saúde, a educação constituem alguns domínios de estudo que propiciam o conhecimento e a compreensão do País. Estudos Científicos Esta disciplina foi concebida como o suporte teórico de outras disciplinas do plano de estudos. Como espaço integrado de conceitualização deve proporcionar ao aluno uma visão global da natureza enraizada nas disciplinas científicas da Física e da Química e a Página 10 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO apropriação de processos científicos na resolução de problemas. Privilegia-se assim a aquisição de um saber operacional, isto é de conhecimentos, procedimentos e atitudes como meio para o entendimento dos fenómenos observados, dos objectos materiais à nossa volta e do entendimento das relações da Ciência e da Tecnologia. Mundo Contemporâneo Para um melhor entendimento dos problemas e realidades presentes, a perspectiva contemporânea de análise deve permitir incursões no passado histórico, pelo que a visão diacrónica recente iniciará o aluno no estudo da evolução da sociedade caboverdiana. Haverá que alargar o horizonte de conhecimentos do País para o Mundo. As questões relacionadas com o equilíbrio ecológico as preocupações relativas ao crescimento descontrolado das populações, com implicações graves no modo e ambiente de vida no País deverão ser equacionadas a nível mundial, para que o aluno perceba que os problemas do mundo contemporâneo são preocupações gerais comuns a todos os povos. Educação tecnológica Com a introdução desta disciplina visa-se proporcionar ao aluno uma informação tecnológica para a sensibilização ao funcionamento dos vários sectores de actividade e, complementarmente, possibilitar-lhe oportunidades e experiências concretas de manipulação de tecnologias materiais e instrumentos com vista ao desenvolvimento de uma atitude positiva em relação ao trabalho. Integra elementos de Desenho Geométrico, corno meio de expressão gráfica. Procura-se também que através da Educação Tecnológica nomeadamente das informações e actividades nela inscritas, se despertem interesses e se motivem escolhas para a futura vida profissional. Introdução à Actividade Económica O contacto com as actividades produtivas e com o mundo do trabalho. no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica, justifica, por si, a necessidade de ambientar o aluno com noções básicas de economia e do mercado do trabalho. Esta disciplina visa, entre outros o estudo da actividade ordinária do ser humano relacionado com a obtenção e utilização dos recursos necessários a satisfação das suas necessidades. Educação Artística A Educação Artística visa atender à natural vocação dos alunos para as artes nomeadamente para a música e dança áreas privilegiadas de expressão da cultura caboverdiana e contempla a iniciação ao Desenho Artístico como forma de despertar habilidades imprescindíveis no domínio da educação visual e estética. Página 11 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO 4. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO 2º CICLO (9’ E 10° ANOS) E DO 3º CICLO (11° E 12º ANOS) 4.1. PRINCÍPIOS ORIENTADORES A organização curricular dos 2° e 3º ciclos é apresentada conjuntamente, visto que se orienta pelos mesmos princípios, os quais se explicitam: Os objectivos do Ensino Secundário de que se destacam os que visam o desenvolvimento da capacidade de análise e espírito de pesquisa e de investigação; a aquisição de conhecimentos com base na cultura humanística científica e técnica visando nomeadamente a sua ligação com a vida activa. A dupla vocação: a via geral que prepara para o prosseguimento de estudos e facilita a adaptação à vida activa e a via técnica, que além de preparar os alunos para a continuação dos estudos, possibilita, após a formação complementar profissionalizante, a aquisição de qualificações profissionais para a inserção no mercado de trabalho. Em coerência com os objectivos propostos e a dupla vocação do ensino secundário, decorrem, para o segundo e terceiro ciclo, as diferenciações de estrutura curricular nas duas vias. A organização curricular da via técnica integrando as áreas de formação geral e formação específica, visa um perfil de diplomado mais abrangente que o obtido pelo sistema tradicional de ensino técnico – profissional. Relativamente ao currículo vigente, até ao ano em curso elevou-se o nível de acesso à via técnica – do 7° para o 9° ano, a duração do curso – de 3 para 4 anos. Valorizou-se a formação geral e os conteúdos de natureza tecnológica, sem diminuir a especialização técnica. O peso significativo da formação geral no 9° e 10º anos vai diminuindo, nos anos subsequentes em benefício da formação específica. 9º 10º 11º 12º Formação Geral 75 72 43 34 Formação Especifica 25 28 57 66 (%) (ver anexo 1) As diferenças entre as duas vias são sublinhadas quando se abre a possibilidade de no final de cada ciclo da via técnica o aluno aceder a uma formação complementar profissionalizante que permite a obtenção de qualificação profissional e respectivo certificado. Apesar da mais marcada vocação da via técnica para a profissionalização, a LBSE prevê a inter-penetração entre as duas vias, através de um regime de equivalências. Esta deve entender-se como uma equivalência global e não disciplina qual no fim do ciclo terá em conta as capacitações obtidas. Reconhece-se que apesar de a orientação escolar ser vocação primeira de Tronco Comum, nenhuma escolha pode ser definitiva, sobretudo neste período de transição dos alunos em que os seus interesses podem sofrer significativas alterações. Convém, não facilitar excessivamente as mudanças de via no fim do 2° ciclo, de modo a que se tire o máximo proveito dos investimentos, sem no entanto, invalidar uma reorientação de interesses. Página 12 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Como já foi referido, a orientação escolar e vocacional integra-se ao longo do processo curricular. Não se efectua, de forma pontual, ao fim de um ciclo e com técnicas diagnosticas de valor produtivo limitado, mas faz parte do processo global de desenvolvimento da personalidade aluno. A via geral e a via técnica, ainda que esta mais precocemente orientada para a integração na vida activa, permitem o acesso directo ao Ensino Superior nas áreas afins. As condições vantajosas dessa possibilidade constituem um meio importante para se pôr termo ao preconceito social prevalecente, até ao momento, em desfavor do Ensino Técnico. 4.2. PLANO DE ESTUDOS PARA 2° CICLO Os quadros II, III, IV, V e VI apresentam as disciplinas e respectivas cargas horárias para o 2° ciclo do Ensino Secundário das vias geral e técnica. Quadro II 2° Ciclo – VIA GERAL TIPO DESCIPLINA Português Francês Inglês Matemática Química Formação Física Geral História Cultura Cabo-verdiana Geografia Ciências Naturais Formação Pessoal e Social Educação Física Sub total Utilização de Computadores Optativas Música (escolher 1) Expressão Plástica / Desenho Desenvolvimento Económico e Social Sub total Total Página 13 de 31 9º 10º 4 3 3 4 3 – – 3 3 3 2 2 30 2 2 2 2 2 32 4 3 3 4 – 3 3 2 – 3 2 2 27 3 3 3 3 3 30 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Quadro III 2º Ciclo – VIA técnica 9ºAno TIPO DE FORMAÇÃO DISCIPLINA Português Francês Inglês História Formação Pessoal e Social Educação Física Matemática Físico – Química Geral Sub total Utilização de Computadores Introdução às tecnologias Sub total CARGA HORARIA 4 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 4 Tempos 3 Tempos 24 Tempos 2 Tempos 6* Tempos 2 Tempos 32 Tempos Total *ver no quadro seguinte a distribuição da carga horária DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO ÀS TECNOLOGIAS DISTRIBUICÃO DA CARGA HORÁRIA Disciplinas tecnológicas Bloco 1 Serviços e Comércio Bloco 2 Construção civil 1º Semestre Bloco 3 Mecânica Bloco 4 Electricidade / Electrónica 2º Semestre Tecnologia Específica 2 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos Desenho 0 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos Introdução Economia Carga horária Semanal total 4 Tempos 0 Tempos 0 Tempos 0 Tempos 6 Tempos 6 Tempos 6 Tempos 6 Tempos Página 14 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Quadro IV 2º Ciclo – VIA TÉCNICA 10º Ano ÁREA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CURSO DE CONSTRUÇÃO CIVIL TIPO DE FORMAÇÃO DISCIPLINA CARGA horária Português Francês Inglês matemática Geral Físico-Química Formação Pessoal e Social Cultura Cabo-verdiana Educação Física Sub total Geometria descritiva Específica Tecnologias Aplicadas à Construção Civil (do Curso) Trabalhos de Aplicação Sub total Total 4 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 4 Tempos 3 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 23 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 9 Tempos 32 Tempos Observação: a disciplina de Tecnologias Aplicadas à Construção Civil do 10º ano inclui módulos de aprendizagem em: Residência de Materiais Materiais de Construção Processos Gerais de Construção Quadro V 2° Ciclo – VIA TÉCNICA 10° Ano AREA DE CIENCIA E TECNOLOGIA CURSO DE ELECTROTECNIA/ELECTRÓNICA FIPO DE FORMAÇÃO Geral DISCIPLINA Português Francês Inglês Matemática Físico-Química Formação Pessoal e Social Cultura Cabo-verdiana Educação Física Sub total Especifica (do Curso) Electrotecnia/Electrónica Tecnologias Aplicadas à Electrotecnia/Electrónica Trabalhos de Aplicação Sub total Total CARGA HORÁRIA 4 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 4 Tempos 3 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 2 tempos 23 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 9 Tempos 32 Tempos Observação: a disciplina de Tecnologias Aplicadas à Electrotecnia/electrónica do 10º ano inclui módulos de aprendizagem em Electrotecnia Electrónica Página 15 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Quadro VI 2” Ciclo – VIA TÉCNICA 10º Ano ÁREA ECONÓMICO-SOCIAL CURSO DE SERVIÇOS E COMÉRCIO TIPO DE FORMAÇÃO Geral DISCIPLINA CARGA HORARIA Português Francês Inglês Matemática Geografia cultura Cabo-verdiana Formação Pessoal, e Social Educação Física Sub total Específica Tecnologias aplicadas aos Serviços e Comércio (*) Trabalhos de Aplicação (**) Sub total Total Tecnologias aplicadas aos Serviços e Comércio incluem: Introdução à Contabilidade Noções de Comércio, Legislação Comercial e Laboral (**) Trabalhos de Aplicação incluem: Cálculo Comercial e Financeiro Documentação Comercial Secretariado 4 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 4 Tempos 3 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 23 Tempos 6 Tempos 3 Tempos 9 Tempos 32 Tempos (*) Página 16 de 31 – 3 tempos – 3 Tempos PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Da análise dos quadros explicitam-se alguns pontos importantes Existe um conjunto de disciplinas comuns às duas vias, dando-se assim cumprimento ao objectivo de aprofundar a formação geral do aluno. Além da formação geral com disciplinas obrigatórias o currículo adopta, na via geral conjuntos de disciplinas optativas Dada a importância das línguas estrangeiras para a formação dos alunos, inclui-se uma segunda língua estrangeira como obrigatória, igualmente, nas duas vias. Dos Estudos Científicos evolui-se para o estudo da Química e da Física. No 9º ano, estuda-se a Química geral e prática que todos precisam de conhecer no mundo da biotecnologia dos sintéticos, dos poluentes e dos problemas nutricionais. No 10º ano, estuda-se a Física essencial para a compreensão do Universo e do progresso tecnológico. Na via técnica, as disciplinas de Física e de Química foram integradas numa só disciplina Físico-Química. Uma das inovações do currículo é marcada pela introdução da Cultura caboverdiana. Esta disciplina complementa e contextualiza os temas estudados em História (ausente no 10° ano) permitindo uma abordagem mais aprofundada das questões ligadas à formação e evolução da sociedade caboverdiana. O programa corporiza objectivos essenciais da política educativa ao estimular a preservação e reafirmação dos valores e do património cultural e ao promover nos alunos o conhecimento da história e da cultura do país, desenvolvendo o apreço pelos valores nacionais. No conjunto das disciplinas de formação geral a Língua Portuguesa. a Matemática, a Química e a Física embora com objectivos e conteúdos comuns às mesmas disciplinas da via geral têm conteúdos programáticos adaptados às finalidades da via técnica. No elenco das disciplinas optativas na via geral, a oferta circunscreve-se às de Utilização de Computadores, Música, Expressão Plástica e Desenvolvimento Económico e Social. Das disciplinas oferecidas em cada escola (a opção pode ser condicionada pela existência de recursos materiais) o aluno deverá escolher uma. o A Utilização de Computadores visa a obtenção de conhecimentos básicos para organizar e processar a informação e ainda o estudo de programas utilitários, tais como processadores de texto, folha de cálculo e base de dados. o O estudo da Música, que foi integrado na área das expressões no Ensino Básico e no Educação Artística no 1°ciclo autonomiza-se no 9°ano como disciplina optativa. Propícia ao aluno as competências musicais que lhe permitam conhecer os fenómenos sonoros conceitos e vocabulário musicais. Admite-se ainda que a opção Música permita o desenvolvimento, na escola de uma dimensão de animação e de aproximação à comunidade. Página 17 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO o o A disciplina de Expressão Plástica visa por um lado, proporcionar ao aluno as bases paro se tornar um produtor o fluidor de arte e por outro promover o designe com o de formar pessoas capazes do melhora a sua qualidade de vida individual e colectiva A área de Desenvolvimento Económico e Social dá continuidade à disciplina de Introdução à Actividade Económica, de Homem e Ambiente e Conhecimento do Mundo Contemporâneo. Propõe-se habilitar os alunos a melhor conhecerem a problemática do desenvolvimento na comunidade, no país e no mundo. Deverá igualmente promover nos jovens uma atitude activa, capacitando-os para influenciar mudanças no sentido de uma melhoria da qualidade de vida. - Na via técnica, o 9º ano é vocacional, cumprindo a função de ano sondagem pelo carácter orientador que lhe é conferido o 10º ano é de especialização, que é aprofundada no 11° e 12º anos. A primeira escolha, na via técnica, realiza-se no 10° ano, podendo o aluno optar pela área Económico-Social (curso de Serviços e Comércio) ou pela área de Ciência e Tecnologia, subdividida em 3 cursos tecnológicos (cursos de Construção Civil, de Electricidade/Electrónica e Mecânica). Para além das disciplinas comuns ou parcialmente comuns à via geral, regista-se a existência das seguintes disciplinas específicas obrigatórias: o Utilização de Computadores – disciplina autónoma no 9º ano, no 10º ano surge inserida nas disciplinas de Tecnologias e de Trabalhos de Aplicação. o Introdução às Tecnologias está estruturada em quatro “blocos” cada um correspondente a urna das áreas tecnológicas – Serviços e Comércio, Construção Civil, Mecânica e Electricidade! Electrónica. Esta disciplina visa sensibilizar o aluno para as diferentes áreas tecnológicas permitindo-lhe urna opção fundamentada quanto ao curso a seguir. Além deste aspecto de orientação, introduz os conceitos básicos e o vocabulário de cada uma das áreas permitindo por um lado, uma mais fácil aprendizagem nos anos posteriores de formação e por outro, que o aluno possua urna visão de conjunto da realidade social e industrial de Cabo Verde. 4.3. PLANO DE ESTUDOS PARA O 3° CICLO (11º E 12° ANOS) 4.3.1. ASPECTOS GERAIS Os quadros VII, VIII e IX apresentam os planos de estudo para cada urna das quatro grandes áreas nas duas vias do ensino secundário: o Ciência e Tecnologia o Económico – Social o Humanística o Artes As vias Geral e Técnica contemplam as áreas Ciência e Tecnologia e Económicosocial articulando-se apesar da sua diferenciação. As áreas Humanística e Artes circunscrevem-se transitoriamente à Via Geral. Página 18 de 31 Quadro VII Ano Lectivo 1998/99 PLANO DE ESTUDOS DO 3º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO – VIA GERAL Não funcionará em 1 998/99 CIÊNCIA E TECNOLOGIA Formação geral TIPO DISCIPLINA 12° Português 3 3 Língua Estrangeira 3 Filosofia Formação Pessoal E Social Educação Física Formação Específica Optativas (escolher 2) Formação Específica SUBTOTAL DISCIPLINA HUMANÍSTICA 11º 12° Português 3 3 3 Língua Estrangeira 3 3 3 Filosofia 2 2 Formação Pessoal e Social 2 2 13 DISCIPLINA ARTES 11° 12° DISCIPLINA 11º 12º Português 3 3 Português 3 3 3 Língua Estrangeira 3 3 Língua Estrangeira 3 3 3 3 Filosofia 3 3 Filosofia 3 3 2 2 Formação Pessoal e Social 2 2 Formação Pessoal e Social 2 2 Educação Física 2 2 Educação Física 2 2 Educação Física 2 2 13 SUB TOTAL 13 13 SUB TOTAL 13 13 SUB TOTAL 13 13 Matemática 4 4 Matemática 4 4 História 4 4 Geometria descritiva 4 – Economia 4 4 2ª Língua Estrangeira 4 4 História 4 4 4 Física Física ou Química – 4 SUBTOTAL 8 8 SUBTOTAL 8 8 SUBTOTAL 8 8 SUBTOTAL 8 8 Química 3 – Cultura caboverdiana 3 3 Cultura caboverdiana 3 3 Cultura caboverdiana 3 3 Psicologia 3 – Sociologia 3 – Latim 3 3 Matemática 4 4 Biologia 3 3 Direito 3 – Geografia 3 3 Geografia 3 3 Geologia 3 – Utilização de computadores 3 3 Sociologia 3 – Sociologia 3 – Geografia – 3 História 3 3 Direito 3 – Utilização de computadores 3 3 Geometria Desportiva 4 4 Geografia 3 3 Utilização de computadores 3 3 Psicologia 3 – 2ª Língua Estrangeira 3 3 2ª Língua Estrangeira 3 3 Psicologia 3 – 2ª Língua Estrangeira 3 3 Utilização de computadores 3 3 Psicologia 3 – Música 3 3 6/7 6/7 SUBTOTAL 6 6 SUBTOTAL 6 6 SUBTOTAL 6 6 28/ 28/ 29 29 TOTAL 28 28 TOTAL 28 28 TOTAL 28 28 SUBTOTAL TOTAL ECONÓMICO E SOCIAL 11° 4 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Quadro VIII 3º Ciclo – VIA TECNICA ÁREA: CIÊNCIA E TECNOLOGIA CURSOS MECANICA (Comuns) Específica do Curso Especifica Formação Geral Tipo Disciplinas CONSTRUÇÃO CIVIL Disciplinas Tempos 11º 12º 3 3 Inglês 3 3 3 3 Francês 3 3 3 – Formação Pessoal e Social 3 – 2 2 Educação Física 2 2 2 2 2 2 Sub total 13 10 Sub total 13 10 Matemática 4 4 Matemática 4 4 – Físico-Química 4 – Físico-Química 4 – 4 Física – 4 Física – – 4 8 8 Português 3 3 Inglês 3 3 Francês 3 – Formação Pessoal e Social 2 2 Educação Física 2 2 Sub total 13 10 Matemática 4 4 Físico-Química 4 Física Sub total Português Inglês Francês Formação Pessoal e Social Educação Física Sub total 8 8 Sub total 8 8 Desenho Construção Electrotecnia/Electrónica 3 – Desenho Técnico 3 6 Mecânica Electrotecnia Industrial – 3 Elementos de Electricidade Tecnologias Aplicadas à Construção Civil 4 4 5 4 Tecnologias Aplicadas à Mecânica Tecnologias Aplicadas à Electrotecnia/Electrónica Trabalhos de aplicação 4 Trabalhos de Aplicação Trabalhos de Aplicação 4 6 4 Sub total TOTAL Observação ELECTROTECNIA/ELECTRÕNICA Tempos Disciplinas 11º 12º Tempos 11º 12º 11 11 Sub total 11 14 Sub total 11 14 32 32 TOTAL 32 32 TOTAL 32 32 A disciplina de Tecnologias Aplicadas à Mecânica A disciplina de Tecnologias Aplicadas à dos 1 1º e 12º anos inclui módulos de electrotecnia/Electrónica do 11º e 12º anos aprendizagem em: inclui módulos de aprendizagem em: A disciplina de Tecnologias Aplicadas à Construção Civil dos 11º e 12º anos inclui módulos de aprendizagem em: Electrotecnia/Electrónica Resistência de Materiais Mecânica Aplicada Materiais de Construção Automática Processos Gerais de Construção Página 20 de 31 Quadro IX 3° Ciclo VIA TÉCNICA 11º e 12º Anos ÁREA ECONÓMICO-SOCIAL CURSO DE SERVICOS E COMÉRCIO TIPO DE FORMAÇÃO Geral Específica (Comuns) Específica (do Curso) CARGA HORÁRIA 11°Ano 12°Ano DISCIPLINA Português Francês Inglês Formação Pessoal e Social Educação Física 3 Tempos 4 Tempos 4 Tempos 2 Tempos 2 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 3 Tempos 2 Tempos 2 Tempos Sub total 15 Tempos 13 Tempos Matemática 4 Tempos 4 Tempos Sub total 4 Tempos 4 Tempos Contabilidade Geral I e II Tecnologias Aplicadas aos Serviços e Comércio (*) Trabalhos de Aplicação (**) 6 Tempos 4 Tempos 3 Tempos 6 Tempos 5 Tempos 4 Tempos Sub total 13 Tempos 15 Tempos 32 Tempos 32 Tempos Total (*) Tecnologias aplicadas aos Serviços e Comércio abordam os seguintes temas 11° (4 tempos) Actividade Comercial 12° (5 tempos) Técnicas de Vendas Noções de Fiscalidade (**) Trabalhos de aplicação abordam os seguintes temas: 11º (3 tempos) Organização e funções na empresa Aprovisionamento Contabilidade aplicada (softwares contabilísticos) 12º (4 Tempos) Estatística aplicada ao Sector Comercial Gestão Comercial e Mercado Marketing e vendas Contactos com o mundo do trabalho PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO No 3° ciclo da via geral, as grandes áreas em que se organizam as disciplinas curriculares facultam ao jovem os elementos de base que lhe permitem antever a natureza dos estudos que irá prosseguir a nível superior. Não estando organizado em cursos autónomos, como na via técnica, o 3° ciclo da via geral permite, pelas disciplinas específicas da área e ainda pelas optativas a seleccionar criteriosamente uma formação de mais longo fôlego que, por conseguinte, não busca de imediato a especialização. O plano de estudos contempla como no ciclo anterior, disciplinas de formação geral obrigatórias e disciplinas específicas. De entre as de formação geral, considerou-se de maior importância reforçar a Língua Portuguesa e uma língua estrangeira, no conjunto das já referidas como percorrendo todo o percurso escolar do aluno, e introduzir a Filosofia, como disciplina fundamental para a estruturação do pensamento em torno dos grandes sistemas de referência e orientação do indivíduo. A disciplina de Formação Pessoal e Social tem continuidade em todas as áreas curriculares. Na via técnica, os aspectos relacionados com a orientação e com a formação pessoal e morai do indivíduo, nomeadamente no que diz respeito a aspectos de dinâmica de grupo e de liderança, são abordados, igualmente, na disciplina de Formação Pessoal e Social. 4.3.2. No curso de Serviços e Comércio foi dado especial relevo às disciplinas de Francês e Inglês (com maior carga horária que as correspondentes disciplinas da via geral). Nos cursos da área de Ciências e Tecnologia considerou-se o Inglês como língua estrangeira principal (no 3º ciclo) e o Francês como língua estrangeira secundária (no 3° ciclo o Francês é leccionado apenas no 11º ano, completando-se o curso iniciado no 9° ano). CURSOS TÉCNICOS Na via técnica, no 3º ciclo, a vocação tecnológica ganha contornos muito nítidos quer a nível da especialização, quer a nível das actividades práticas. A área de Ciência e Tecnologia nesta via subdivide-se nos Cursos de Electrotecnia/Electrónica, Construção Civil e Mecânica. A área Económico-Social incide no Curso de Serviços e Comércio. Os Cursos foram definidos em função das necessidades do mercado de trabalho apuradas em escudos de índole vária de que se destaca o "Inquérito às Necessidades de Formação para a triénio 1995, 96 e 97" elaborado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional. Embora exista um cenário estável para as formações a curto prazo à definição dos cursos deverá presidir princípio da flexibilidade. Flexibilidade, a nível da localização, da designação C dos objectivos vos. Eventualmente, uma especialização poderá existir num determinado período e não noutro numa escola e não em todas as escolas polivalentes. Deste modo poder-se-á dar resposta adequada, no espaço e no tempo, a necessidades concretas de mão-de-obra qualificada. A flexibilidade na designação e nos objectivos tem a ver com a permanente e acelerada actualização tecnológica e a variação relativa das subáreas de especialização, em função não só do desenvolvimento, mas como forma de potenciar a utilização de Página 22 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO recursos materiais e humanos disponíveis. A colaboração com empresas através de protocolos, facilitará o acesso a meios e equipamentos de ponta. As disciplinas específicas para cada curso técnico são caracterizadas por dois objectivos essenciais: (i) promover a formação teórica de base e (ii) incrementar a formação prática de interacção com a vida activa. Considera-se, também, da maior importância, a dotação da capacidade de aprender autonomamente, criando hábitos de consulta, de procura e tratamento de informação. Todos os cursos, têm para além das disciplinas de formação geral disciplinas específicas de base comum, embora com campos de aplicação direccionados para os domínios de especialização. Área da Ciência e Tecnologia Os cursos de Electrotecnia/Electrónica e Mecânica, dado o número e a dimensão das empresas em Cabo Verde (Inquérito às Necessidades de Formação 1993 a97, JEFF) deverão propiciar formações de espectro largo, sem um elevado grau de especialização. A capacitação de técnicos médios através do Curso de Electrotecnia/Electrónica complementado com a especialização numa formação profissionalizante - visa possibilitar a sua intervenção em sectores relacionados com a produção, transporte e distribuição de energia eléctrica e ainda em actividades industriais que fazem uso determinante de equipamento eléctrico ou electrónico (frio e climatização, manutenção industrial, produção e controle de qualidade etc. ...). Prepara os alunos, igualmente para o prosseguimento de estudos superiores Das disciplinas específicas deste curso destacamos a Electrotecnia/Electrónica as Tecnologias os Trabalhos de Aplicação e a Electrónica Industrial. Às disciplinas de Tecnologias e de Trabalhos de Aplicação incluem módulos de aprendizagem em: Electrotecnia, Electrónica, Mecânica Aplicada e Automática. No curso de Construção Civil as disciplinas específicas são: Desenho Técnico. Tecnologias, Trabalhos de Aplicação. As disciplinas de Tecnologias e de Trabalhos de Aplicação incluem módulos de aprendizagem em: Resistência de Materiais, Materiais de Construção e Processos Gerais de Construção. Área Económico – Social O curso técnico de Serviços e Comércio (complementado com uma formação profissionalizante) propõe-se capacitar técnicos capazes de se inserirem em serviços financeiros, de contabilidade e comerciais. As disciplinas específicas são a Contabilidade Geral, as Tecnologias e os Trabalhos de Aplicação. A Contabilidade Geral, iniciada no 10° ano na disciplina de Tecnologias, permitirá aos alunos, no 11º e 12° anos, a aprendizagem e o aprofundamento de conhecimentos contabilísticos. As disciplinas de Tecnologias e de Trabalhos de Aplicação incluem módulos de aprendizagem em Actividade Comercial, Noções de Fiscalidade, Aprovisionamento, Técnicas de Vendas, Estatística Aplicada ao sector comercial e Gestão Comercial. Página 23 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Pela configuração do plano de estudos do 3° ciclo, via técnica, permitimo-nos concluir que esta, de facto, encerra potencialidades para cumprir a sua dupla vocação, isto é dá uma sólida preparação para o prosseguimento dos estudos no ensino superior e em parceria com o sistema de Formação Profissional, confere conhecimentos e práticas facilitadoras da inserção na vida activa. O aluno que cumprir o currículo da via técnica do ensino secundário não se transforma de imediato num profissional, pois apesar dos propósitos de aproximação das escolas às realidades empresariais, não adquire as vivências próprias das empresas e dos serviços. Só a formação complementar, através de estágios profissionalizantes, permitirá consolidar os conhecimentos e adestramentos adquiridos e desenvolver aptidões que farão o jovem passar de aluno a profissional. Página 24 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Anexo I VALOR RELATIVO DAS DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO GERAL E DAS DISCIPLINAS ESPECÍFICAS NO PLANO DE ESTUDOS DA VIA TÉCNICA ANO 9º 10° 10° 10° 11º 11º 11º 11° 12° 12º 12° 12° ÁREA – Ciência e Tecnologia Ciência e Tecnologia Económico-Social Ciência e Tecnologia Ciência e tecnologia Ciência e Tecnologia Económico-Social Ciência e Tecnologia Ciência e Tecnologia Ciência e Tecnologia Económico-Social CURSO – Constrição Civil Electrotecnia/Electrónica Serviços e Comércio Mecânica Electrotecnia/Electrónica Construção Civil Serviços e Comércio Mecânica Electrotecnia/Electrónica Construção Civil Serviços e Comércio Página 25 de 31 F. GERAL (%) ESPECÍF. (%) 75 72 72 72 41 41 41 47 31 31 31 41 25 23 23 28 59 59 59 53 69 69 69 59 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO FONTES: A. Monteiro, Mª A. Carvalho e Mª Odete Carvalho, “Um Projecto de Currículo para o Ensino Secundário”, tema 2, workshop Organização Curricular do Ensino Secundário e programas do Tronco Comum. PRESE, Junho de 1994 Relatório de missão dos consultores do Instituto Belga de Formação, 1996 Relatório final do projecto CVI/86/004 Recomendações do workshop “Complementaridade entre o Ensino Técnico e Formação Profissional, Mindelo”, 2 a 4 de Julho de 1996 Página 26 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Anexo II Reajustes em relação ao plano original Página 27 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Organograma do sistema educativo Ensino Superior 17/18 Ensino Médio Formação Complementar Profissionalizante 14/15 12º ano Ensino Secundário 15/16 3º Ciclo (via geral e técnica) 11º ano 2º Ciclo (via geral e técnica) 10º ano 9º ano 1º Ciclo (Tronco Comum) 8º ano 12/13 7º ano 11/12 6º ano 5º ano 2ª Fase 4º ano 1ª Fase 1º ano 5 4 2ª Fase 3º ano 2º ano 6/7* 3ª Fase Educação Pré-Escolar 3 Idades Página 28 de 31 1ª Fase Ensino Básico de Adultos (EBA) 8/9 Ensino Básico Integrado (EBI) 10/11 3ª Fase PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO PLANO DE ESTUDOS DO 1.˚ CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO – VIA GERAL Ano lectivo 1999/2000 Aprovado 10.8.99 FORMAÇÃO GERAL TIPO DISCIPLINAS Língua Portuguesa Língua Estrangeira (Francês ou Inglês) Homem e Ambiente Mundo Contemporâneo Introdução à Actividade Económica Estudos Científicos Matemática Educação Visual e Tecnológica Educação Física Formação Pessoal e Social TOTAL CARGA HORÁRIA SEMANAL 7.° ANO 8.° ANO 4 4 4 – – 3 4 4 2 2 27 4 4 – 3 3 3 4 4 2 2 29 O ano Lectivo desenrola-se durante 34 semanas de aulas PLANO DE ESTUDOS DO 2.˚ CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO – VIA GERAL Ano lectivo 1999/2000 Aprovado 10.8.99 OPTATIVAS (Escolher 1) FORMAÇÃO GERAL TIPO DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA SEMANAL 9.° ANO 10.° ANO Língua Portuguesa Francês Inglês História Cultura Cabo-Verdiana Geografia Ciências Naturais Química Física Matemática Formação Pessoal e Social Educação Física SUB TOTAL Desenho 4 3 3 3 – 3 3 3 – 4 2 2 30 2 4 3 3 – 3 3 – 3 4 2 2 27 3 Desenvolvimento Económico e Social 2 3 Utilização de Computadores SUB TOTAL 2 2 32 3 3 30 TOTAL O ano Lectivo desenrola-se durante 34 semanas de aulas Página 29 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, JUVENTUDE E DESPORTO GABINETE DO MINISTRO DESPACHO MIMSTERJAL N°34/00 Tendo em consideração que: 1. A disciplina de Formação Pessoal e Social, constitui um dos pilares do Plano de Estudos do Ensino Secundário, na medida em que integra o elenco de disciplinas obrigatórias no 1°, 2° e 3° Ciclos; 2. A introdução da disciplina acima referida, em 1996, foi considerada uma inovação pertinente pelos objectivos que preconiza e por ter como substracto as pedagogias activas. Contudo, as condições para a sua leccionação — número de alunos por turma, professores sem formação específica, escassez de material didáctico, entre outras sobretudo a nível do 3° Ciclo, têm levado a que seja, em grande parte, desvirtuada; 3. A necessidade de melhorar a gestão do sistema de ensino no 3°Ciclo Determino que: A leccionação da disciplina de Formação Pessoal e Social, no 3° Ciclo, fique transitoriamente suspensa, a partir do ano lectivo 2000/01, até que sejam criadas melhores condições, para o desenvolvimento do processo de ensino – aprendizagem na mesma. Praia, 8 de Setembro de 2000. O Ministro, António Joaquim Fernandes Página 30 de 31 PLANO DE ESTUDOS PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Ano lectivo 1999/2000 Aprovado 10.8.99 PLANO DE ESTUDOS DO 3.˚ CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO – VIA GERAL CIÊNCIA E TECNOLOGIA Carga horária semanal FORMAÇÃO ESPECÍFICA FORMAÇÃO GERAL TIPO DISCIPLINA Português Comunicação Expressão Língua Estrangeira Filosofia Formação Pessoal e Social Educação Física SUBTOTAL FORMAÇÃO ESPECÍFICA OPTATIVAS (escolher 2) 11.˚ ARTES Carga horária semanal 3 3 2 2 13 3 3 3 2 2 13 Matemática 4 4 Física ou Química 4 Química Física 8 4 4 Psicologia 3 - Direito 3 - Biologia 3 3 Utilização de Computadores 3 3 Geologia 3 - História 3 3 Direito 3 - Geografia - 3 Geografia 3 3 Utilização de Computadores 3 3 Geometria Descritiva 4 4 2.ª Língua Estrangeira 3 3 Psicologia 3 - 2.ª Língua Estrangeira 3 3 Psicologia 3 - 3 12.˚ HUMANÍSTICA DISCIPLINA Português Comunicação Expressão Língua Estrangeira Filosofia Formação Pessoal e Social Educação Física SUBTOTAL SUBTOTAL 11.˚ ECONÓMICO E SOCIAL Carga horária semanal 3 12.˚ DISCIPLINA Carga horária semanal 11.˚ 12.˚ Português 3 3 Língua Estrangeira Filosofia Formação Pessoal e Social Educação Física SUBTOTAL 3 3 2 2 13 3 3 2 2 13 DISCIPLINA Português Comunicação Expressão Língua Estrangeira Filosofia Formação Pessoal e Social Educação Física SUBTOTAL 11.˚ 12.˚ 3 3 3 3 2 2 13 3 3 2 2 13 3 3 2 2 13 3 3 3 2 2 13 Matemática 4 4 História 4 4 Geometria Descritiva 4 4 4 Economia 4 4 2.ª Língua Estrangeira 4 4 História 4 4 8 4 4 SUBTOTAL Cultura Cabo-verdiana Sociologia 8 3 3 8 3 - SUBTOTAL Cultura Cabo-verdiana Latim 8 3 3 8 3 3 SUBTOTAL Cultura Cabo-verdiana Matemática 8 3 4 8 3 4 Geografia 3 3 Geografia 3 3 Sociologia 3 - Sociologia 3 - Utilização de Computadores 3 3 Psicologia 3 - 2.ª Língua Estrangeira 3 3 Música 3 3 Utilização de Computadores 3 3 3 3 SUBTOTAL 6/7/8 6/7/8 SUBTOTAL 6 6 SUBTOTAL 6 6 Desenho SUBTOTAL 6/7 6/7 TOTAL 27/28 /29 27/28 /29 TOTAL 27 27 TOTAL 27 27 TOTAL 27/28 27/2 8 Formação Pessoal e Social: Disciplina suspensa desde o ano lectivo 2000/2001. Observação: O Ano lectivo desenrola-se durante 32 semanas. Página 31 de 31