MINISTÉRIO DA FAZENDA PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS 1998-2004 VERSÃO PRELIMINAR NÃO SUBMETIDA A DISCUSSÃO PRÉVIA BRASÍLIA, AGOSTO DE 2006 MINISTRO DA FAZENDA GUIDO MANTEGA SECRETÁRIO-EXECUTIVO BERNARD APPY SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL CARLOS KAWALL LEAL FERREIRA CHEFE DE GABINETE MÁRCIO LEÃO COELHO SECRETÁRIOS-ADJUNTOS LÍSCIO FÁBIO DE BRASIL CAMARGO TARCÍSIO JOSÉ MASSOTE DE GODOY PAULO FONTOURA VALLE JORGE KHALIL MISKI COORDENAÇÃO-GERAL DAS RELAÇÕES E ANÁLISE FINANCEIRA DE ESTADOS E MUNÍCIPIOS MARIA DA SALETE MEDEIROS MOREIRA (COORDENADORA-GERAL) EDÉLCIO DE OLIVEIRA (COORDENADOR) GILSON DUARTE FERREIRA DOS SANTOS (COORDENADOR) GERÊNCIA DE RELAÇÕES E ANÁLISE FINANCEIRA DE MUNICÍPIOS RUY TAKEO TAKAHASHI (GERENTE) KLEBER DE SOUZA (GERENTE DE PROJETO) EVERALDO MANOEL LUZ MARIA CREUZA DA COSTA PEDRO LUCAS DA CRUZ PEREIRA ARAÚJO WEIDNER DA COSTA BARBOSA CONTATOS, INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS [email protected] STN/COREM ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS, BLOCO “P”, EDIFÍCIO ANEXO, TÉRREO, ALA “B” 70.048-900 BRASÍLIA DF ÍNDICE Introdução............................................................................................................................ 1 Objetivo ............................................................................................................................... 4 Tipologias Adotadas para Classificação dos Municípios ..................................................... 4 Estruturação das Contas de Receita, Despesa, Ativo e Passivo......................................... 6 Período Considerado, Abrangência da Amostra e sua Extrapolação.................................. 7 Principais Indicações da Análise do Perfil e da Evolução das Finanças Municipais para a Amostra no Período 1998-2004......................................................................................... 11 GRUPOS POPULACIONAIS: Principais Indicações da Análise do Perfil das Finanças Municipais no Período 1998-2004, Tomando-se como Parâmetro de Referência a Receita Bruta.................................................................................................................................. 17 GRUPOS POPULACIONAIS: Principais Indicações da Análise do Perfil das Finanças Municipais no Período 1998-2004, Tomando-se como Parâmetro a Participação de Cada Grupo de Municípios no Total da Amostra ........................................................................ 26 GRUPOS POPULACIONAIS: Principais Indicações da Evolução das Finanças Municipais no Período 1998-2004 ....................................................................................................... 34 GRUPOS DE PIB: Principais Indicações da Análise do Perfil das Finanças Municipais no Período 1998-2004, Tomando-se como Parâmetro de Referência a Receita Bruta.......... 49 GRUPOS DE PIB: Principais Indicações da Análise do Perfil das Finanças Municipais no Período 1998-2004, Tomando-se como Parâmetro a Participação de Cada Grupo de Municípios no Total da Amostra ........................................................................................ 58 GRUPOS DE PIB: Principais Indicações da Evolução das Finanças Municipais no Período 1998-2004 ......................................................................................................................... 65 EXTRAPOLAÇÃO: Principais Indicações do Perfil e da Evolução das Finanças Municipais no Período 2000-2004 Tomando-se como Parâmetro de Referência o Produto Interno Bruto.................................................................................................................................. 80 Conclusões........................................................................................................................ 83 PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS – 1998-2004 INTRODUÇÃO Uma das características da Constituição promulgada em 1988 é a ênfase no fortalecimento da federação mediante a elevação da participação dos estados e municípios no conjunto da receita tributária. Como a centralização de recursos tributários era apontada como a principal distorção promovida pelo sistema tributário inaugurado em 1967, a reforma tributária contida na Carta de 1988 concentrou-se na modificação da distribuição de competências tributárias e no aumento da participação dos governos subnacionais na receita tributária global. A descentralização dos recursos tributários foi acompanhada por mecanismos redistributivos. Com efeito, a reforma de 1988 não só aumentou a base de tributação dos governos subnacionais, como incrementou a participação destes nos tributos federais mediante ampliação das transferências aos fundos de participação. Os municípios foram os maiores beneficiários do processo de descentralização tributária. Estudo do BNDES1 indica que a receita tributária municipal cresceu em ritmo mais acelerado do que a das demais esferas de governo entre 1988 e 1997. As receitas próprias de arrecadação tributária dos municípios cresceram 190,1%, enquanto que as dos Estados cresceram 65,5% e as da União 44,1%. Do lado da despesa, estudo do BNDES2 mostra que em 1995 e em 1996 era grande a participação relativa dos gastos municipais em importantes rubricas do dispêndio público da federação. Em 1995, os municípios respondiam por 29% dos gastos com educação e cultura feitas por todos os níveis de governo, e por 30% dos gastos com saúde e saneamento. Em 1996, seus gastos com salários brutos e ordenados correspondiam a 23,5% do total gasto pela federação e a formação bruta de capital fixo municipal equivalia a 49,81% do total. 1 “Municípios, Arrecadação e Administração Tributária: Quebrando Tabus”, de autoria de José Roberto Rodrigues Afonso, Cristóvão Anacleto Correia, Érika Amorim Araújo, Júlio César Maciel Ramundo, Maurício Dias David, Rômulo Martins dos Santos. 2 “Breves Notas Sobre o Federalismo Fiscal no Brasil”, de autoria de José Roberto Rodrigues Afonso, Érika Amorim Araújo e Júlio César Maciel Ramundo. 1 A considerável representatividade, nas finanças públicas nacionais, da arrecadação tributária a cargo das municipalidades, de seus gastos e dos recursos a eles transferidos, justifica uma avaliação mais acurada do comportamento fiscal dos municípios brasileiros. Este tipo de avaliação faz-se ainda mais necessária tendo em vista o importante papel desempenhado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) no âmbito das relações financeiras estabelecidas entre a União e os Estados e Municípios. Em cumprimento ao disposto no art. 51 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a STN realiza a coleta de dados relativos às contas anuais de Estados3 e Municípios, para efeito de consolidação das contas públicas das três esferas de governo. Organizados inicialmente sob a forma da publicação Finanças do Brasil (FINBRA), nos últimos anos os dados relativos às finanças públicas municipais passaram a ser disponibilizados na página da STN na Internet, possibilitando não somente maior agilidade de acesso aos usuários, mas também um formato passível de uso, tratamento e geração de informações. Se não for a única, é possivelmente a principal fonte de dados dessa natureza, ao mesmo tempo pormenorizada e abrangente. A divulgação desta informação pela STN4 aumenta a transparência fiscal e proporciona um importante instrumento não só para a realização de estudos fiscais, mas, principalmente, para o mais pleno exercício da cidadania. Em vista dos prazos estabelecidos pela LRF e do atual marco tecnológico5, o Brasil pode dispor dos dados fiscais anuais dos Entes subnacionais em aproximadamente oito meses. Ainda como parte do esforço para possibilitar a maior transparência possível das contas públicas, mais recentemente a STN tem procurado divulgar também informações constantes nos Relatórios de Gestão Fiscal, de periodicidade quadrimestral, e nos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária, de periodicidade bimestral, sempre que logra obter essas informações, tendo em vista que, diferentemente das contas 3 A referência a Estados inclui o Distrito Federal. 4 A informação é coletada pela Caixa Econômica Federal, com a qual a STN mantém convênio para esse fim. 5 O art. 51 da LRF determina que Municípios e Estados encaminhem suas contas anuais ao Ministério da Fazenda até abril e maio do ano subseqüente, respectivamente. Este último deve efetuar a consolidação das contas do setor público até junho. Ultimamente, a STN tem disponibilizado os dados individuais em agosto, providenciando atualização freqüente, de forma a incorporar os dados dos Estados e Municípios que não observaram os prazos legais. A capilaridade inerente à rede de agências da CAIXA e a coleta de dados por intermédio não só da entrega dos balanços anuais, mas principalmente pelo preenchimento, pelos próprios entes da Federação, de formulário padronizado que é mantido em sistema informatizado, possibilitam ao mesmo tempo agilidade e maior fidedignidade. 2 anuais, a LRF não estabeleceu obrigatoriedade de os Entes da Federação encaminharem estes relatórios ao Ministério da Fazenda. Como é de conhecimento público, afora suas funções no âmbito da formulação e execução da política fiscal, a STN cumpre papel importante no âmbito das relações financeiras estabelecidas entre a União e os Estados e Municípios. Por determinação constitucional ou legal, é a STN que efetua, em nome da União, as transferências intergovernamentais federais, com exceção das transferências voluntárias ou algumas de natureza setorial. Durante as décadas de 1980 e 1990, a STN teve participação relevante no refinanciamento de dívidas dos demais Entes da Federação, sendo a União o principal credor dos Estados, do Distrito Federal e de muitos Municípios. Constitui também o órgão central de contabilidade referido na LRF e como tal tem contribuído para maior homogeneização dos planos de contas e dos procedimentos contábeis vigentes no setor público. Por decorrência, na formulação de diversas políticas federais que afetam Estados e Municípios a STN é instada a se manifestar. Com relação aos Estados, o nível de conhecimento que a STN dispõe é bastante razoável, não somente pelo número reduzido, em comparação aos Municípios, como também por decorrência do acompanhamento dos Programas de Reestruturação e Ajuste Fiscal que 25 dos 27 Estados implementam, como parte dos compromissos associados ao refinanciamento de dívidas efetuado ao amparo da Lei no 9.496, de 1997. Entretanto, os desafios são não somente maiores, mas de outra natureza, quando se trata de 5.507 Municípios6. A grande quantidade traz consigo considerável heterogeneidade. Possivelmente, o maior desafio no âmbito das relações federativas consiste em estabelecer critérios comuns para um conjunto tão amplo e diversificado de Entes da Federação. Vivenciando essa dificuldade, a STN vem, há algum tempo, procurando desenvolver metodologias para superar os limites analíticos associados ao uso de informações ou globais ou individuais. Os primeiros resultados deste esforço foram apresentados com a publicação do estudo Perfil e Evolução das Finanças Municipais – 1998-2003, em Agosto de 2004. O presente documento dá continuidade a este esforço e se caracteriza como uma versão atualizada e ampliada do estudo original. 6 Municípios instalados em 2000, segundo o IBGE. Em 2001, eram 5.560. 3 OBJETIVO O objetivo de estabelecer um marco conceitual e metodológico para a realização de análises da situação fiscal dos Municípios brasileiros requereu (a) o desenvolvimento de metodologias de classificação de forma a estabelecer tipologias de Municípios e (b) a estruturação dos elementos das contas públicas de forma a explicitar os principais resultados fiscais decorrentes da gestão fiscal nas administrações municipais. Com a combinação dessas duas iniciativas e a organização dos dados em séries temporais, foi possível não só identificar diferenças e semelhanças entre estruturas de receitas, despesas, ativo e passivo dos Municípios (perfil), mas também diferenças e semelhanças quanto à sua evolução ao longo do tempo. TIPOLOGIAS ADOTADAS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS MUNICÍPIOS As tipologias de Municípios utilizadas foram decorrentes de classificação por (a) grupos de população e (b) grupos de produto interno bruto (PIB). A classificação por grupos populacionais pode ser considerada apropriada para efeito da análise do perfil e da evolução das finanças municipais, por expressar, mesmo que de forma preliminar, indireta e restrita, a heterogeneidade das condições de demanda de serviços públicos, as quais as administrações municipais podem estar sujeitas. Foram considerados os dados de distribuição da população por Municípios contidos no Censo Demográfico 2000 do IBGE7. O PIB, por sua vez, foi utilizado por ser um indicador relevante da capacidade das administrações municipais de extração de recursos de suas respectivas comunidades, logo de sua capacidade de custeio e financiamento de gastos. Foram utilizados os valores dos PIB municipais de 2000, a preços correntes, constantes na publicação Produto Interno dos Municípios Brasileiros: 1999 – 2002, lançada pelo IBGE em 20058. 7 Em 2000, do total de 5.507 municípios instalados, o município de Borá (SP) era o de menor população, com apenas 795 habitantes. A maior população era do município de São Paulo (SP), com 10.406.166 habitantes. 8 Em 2000, o município de São Félix do Tocantins (TO) era o de menor PIB: R$ 1.202.730,00. O maior PIB era do município de São Paulo (SP): R$ 127.437.119.160,00. 4 Portanto, as duas tipologias adotadas permitem comparar, do ponto de vista fiscal, Municípios com demanda por serviços públicos e disponibilidade de recursos bastante diversas. Nas duas tipologias adotadas houve a preocupação em não definir um número excessivo de grupos de forma a se preservar a capacidade de manejo das informações. Como decorrência desse critério, optou-se por não ultrapassar o número de 4 grupos por tipo de classificação. O critério fundamental para a definição dos grupos foi a observação da participação percentual da (a) receita tributária somada à receita de transferência do ICMS e (b) receita de transferência do FPM no somatório dessas receitas. A primeira consiste na base das receitas de arrecadação própria dos Municípios, particularmente as decorrentes da arrecadação de IPTU e ISS, e sua importância tende a ser diretamente proporcional ao porte (população e PIB) do Município. Por sua vez, a participação dos Municípios na receita de ICMS tem sua distribuição definida pela contribuição de cada município à formação do valor adicionado fiscal, variável diretamente relacionada ao PIB do município. Finalmente, a receita de FPM consiste na principal transferência federal aos Municípios e sua distribuição é feita segundo critérios populacionais definidos a partir da Constituição Federal. Considerando esses aspectos, a classificação dos Municípios segundo os dois diferentes critérios ficou definida conforme as estruturas apresentadas nos quadros a seguir. Os valores referem-se a dados do exercício financeiro de 2000 de uma amostra de 5.1749 Municípios: Nº POPULAÇÃO (TRIB+ICMS)/ TRIB/ ICMS/ FPM/ SOMA SOMA SOMA SOMA MUNICÍPIOS 2000 % % % % POP > 1.000.000 12 32.279.841 94,20 59,80 34,40 5,80 1.000.000 > POP > 300.000 53 25.685.499 86,45 38,64 47,81 13,55 300.000 > POP > 50.000 447 46.173.357 73,30 27,31 46,00 26,70 POP < 50.000 4.662 58.078.165 47,13 10,64 36,49 52,87 TOTAL 5.174 162.216.862 71,54 31,63 39,91 28,46 GRUPOS DE POP 2000 9 A utilização de uma amostra faz-se necessária porque não há disponibilidade de dados fiscais para todos os 5.507 municípios instalados em 2000. A amostra exclui Brasília, que também possui estruturas administrativas típicas de Estado e, por isso, distorce as análises. 5 Nº POPULAÇÃO (TRIB+ICMS)/ TRIB/ ICMS/ FPM/ SOMA SOMA SOMA SOMA MUNICÍPIOS 2000 % % % % PIB > 4.000 milhões 35 42.218.814 94,14 53,18 40,96 5,86 4.000 > PIB > 500 milhões 253 43.921.816 78,99 33,25 45,74 21,01 500 > PIB > 50 milhões 1.514 46.167.701 59,43 17,31 42,12 40,57 PIB < 50 milhões 3.372 29.908.531 29,13 4,07 25,07 70,87 TOTAL 5.174 162.216.862 71,54 31,63 39,91 28,46 GRUPOS DE PIB 2000 ESTRUTURAÇÃO DAS CONTAS DE RECEITA, DESPESA, ATIVO E PASSIVO Os elementos de receita e despesa foram organizados no que é denominado de Planilha Gerencial, de forma a possibilitar a apuração de alguns resultados fiscais relevantes. O mais consagrado é o resultado primário, que expressa a diferença entre as receitas não financeiras (i.e., exclusive as obtidas da realização de operações de crédito e alienação de ativos e da aplicação financeira das disponibilidades) e as despesas não financeiras (i.e., não consideradas as despesas com o pagamento de juros e amortizações de dívida). Um segundo resultado apurado foi denominado de necessidades de financiamento, que decorre da subtração do resultado primário das despesas com o serviço de dívida. Se for positivo aponta a necessidade de mais recursos para o financiamento das despesas financeiras. Se negativo ou nulo, indica a suficiência de recursos primários para o financiamento das despesas financeiras. Finalmente, foi apurado o que se denominou de atrasos / deficiência, o qual decorre da subtração das fontes de financiamento (receitas de operações de crédito e alienação de ativos) das necessidades de financiamento. Se for negativo ou nulo indica suficiência de recursos orçamentários durante o exercício10. Se positivo, expressa déficit orçamentário, o qual deverá ser coberto ou por recursos disponíveis de exercícios anteriores ou por recursos a serem gerados em exercícios futuros. Segundo essa conceituação, um Município que apresenta situação fiscal saudável num determinado exercício é aquele que gera resultado primário positivo, necessidades de financiamento negativas e atrasos / deficiência negativo. Situação fiscal diametralmente 10 Levando em consideração os critérios de contabilização das receitas (regime de caixa) e das despesas (regime de competência), o conceito de atrasos / deficiência equivale ao resultado orçamentário com sinal algébrico invertido. 6 oposta, a qual aponta indícios de desequilíbrio, é a do Município que gera déficit primário, necessidades de financiamento positivas e atrasos / deficiência positivo. A Planilha Gerencial apresenta também as despesas segundo classificação funcional. Tendo em vista as mudanças aplicadas na classificação funcional-programática do plano de contas dos Municípios, optou-se por adotar a classificação vigente até 2001, de forma a se obter a comparação intertemporal desejada. Entretanto, o fato de a classificação funcional atualmente em vigor ser mais discriminada, permite à Planilha Gerencial apresentar os desdobramentos pertinentes a partir do exercício financeiro de 2002, quando há disponibilidade de dados11. Do Ativo foram destacadas algumas contas, particularmente as referentes às disponibilidades de caixa e do saldo de dívida ativa. Do Passivo foram destacados os saldos de restos a pagar e da dívida. Finalmente, a Planilha Gerencial apresenta uma série de indicadores fiscais utilizados em circunstâncias diversas, associados principalmente à dívida, ao serviço da dívida, às despesas com pessoal e investimentos e às receitas de operações de crédito. Além disso, informa o PIB corrente de 2000, a população em 2000 e o número de Municípios associados a cada grupo de classificação. As informações geradas estão expressas em valores a preços correntes, como percentagem da receita bruta e como participação percentual de cada grupo no total da amostra. PERÍODO CONSIDERADO, ABRANGÊNCIA DA AMOSTRA E SUA EXTRAPOLAÇÃO O período abrangido pelo levantamento que ora está sendo disponibilizado é de 1998 a 2004. Nesses anos estão considerados os 4 exercícios da administração que se encerrou em 2004, além de três anos da administração anterior. Nesse ínterim, em 2000, entrou em vigor a LRF, a qual condicionou o último exercício da penúltima administração e a integralidade da última. O padrão de coleta de dados é razoavelmente assemelhado em todos os exercícios, cabendo esclarecer que os dados referentes aos exercícios de 1998 e 1999 foram 11 Também somente a partir de 2002 é que o detalhamento do plano de contas permitiu disponibilizar os valores das Deduções da Receita Corrente na planilha gerencial. 7 coletados em 2001, havendo por decorrência desse fato uma cobertura relativamente menor do que a observada nos exercícios subseqüentes. Para esse período, diferentemente dos exercícios anteriores, passou-se a coletar dados do balanço patrimonial. Em nenhum desses anos, houve a cobertura de 100% dos Municípios, a despeito do apenamento previsto na LRF para o não cumprimento de seu art. 51. As seções a seguir contêm análises de perfil e evolução acerca da amostra considerada em sua totalidade, da amostra dividida em grupos de população e PIB, nessa ordem. Para efeito da análise de evolução, não seria possível fazer comparação intertemporal com um número diferenciado de Municípios em cada exercício. Para superar essa inadequação foram identificados os Municípios que apresentavam dados consistentes em todos os exercícios, num total de 2.728 Municípios12. Em referência ao ano 2000, a amostra inclui aproximadamente 50% dos municípios brasileiros, comporta quase 65% da população e responde por 69,87% do total do PIB municipal13. O objetivo da análise do perfil das finanças municipais é identificar diferenças e semelhanças dos diversos elementos de receita, despesa, ativo e passivo em diferentes grupos de Municípios. Para tanto, foram considerados dois parâmetros de análise: O primeiro, aplicado ao conjunto dos Municípios da amostra e aos distintos grupos, consiste em referenciar todos os elementos como percentual da receita bruta não financeira. O segundo consiste em identificar a participação de cada grupo de Municípios no total da amostra de 2.728 Municípios14. A adoção da receita bruta não financeira como parâmetro de referência parece apropriada para a lógica de uma análise fiscal. No caso dos Municípios, corresponde à receita não financeira disponível para custeio e financiamento de despesas primárias e financeiras, visto que esses Entes, segundo regra geral, não realizam transferências a outros Entes da Federação, diferentemente do que acontece com a União e com os 12 Dos 2.728 Municípios que compõem a amostra, o de Anhanguera (GO) era o de menor população em 2000, com apenas 884 habitantes. O de maior população era São Paulo (SP), com 10.406.166 habitantes. O município de Tupiratins (TO) era o de menor PIB: R$ 1.673.662. O de maior PIB era de São Paulo (SP): R$ 127.437.119.160,00. A amostra exclui Brasília, que também possui estruturas administrativas de Estado e, por isso, distorce as análises. 13 Em 2000, de acordo com o IBGE, haviam 5.507 municípios (incluído Brasília), que abrigavam uma população de 169.799.170 habitantes e somavam um PIB de R$ 1.171.254.907 mil. 14 O mais apropriado seria fazer essa identificação com relação ao total dos Municípios. 8 Estados, para os quais a receita líquida de transferências intergovernamentais constitucionais e legais é a melhor expressão da receita disponível. Com relação aos elementos constitutivos da receita bruta não financeira, o resultado dessa parametrização é a representatividade de cada um deles. Com relação aos elementos constitutivos da despesa não financeira, o resultado indica o comprometimento da receita bruta não financeira com cada um deles. Finalmente, quanto aos elementos característicos do que se convencionou designar de abaixo da linha (juros, amortização, operações de crédito e alienação de ativos) e quanto aos elementos de Ativo (disponibilidades de caixa, dívida ativa) e Passivo (restos a pagar e dívida) passam a ter um parâmetro de referência a indicar sua magnitude relativa. A adoção da receita bruta não financeira como parâmetro não foi feita em detrimento daquele definido pela LRF (receita corrente líquida). Os indicadores pertinentes (pessoal / RCL, dívida consolidada líquida / RCL, dentre outros) foram apurados com razoável fidedignidade e apresentados nas Planilhas Gerenciais. Só não foram objeto de análise sistemática. Entretanto, uma questão imediatamente se levanta: qual é a dimensão fiscal dos Municípios brasileiros? Para uma resposta absolutamente exata, seria necessário dispor dos dados relativos à totalidade dos Municípios. Não havendo a disponibilidade desses dados, ousou-se fazer extrapolações, estimando-se o valor dos diversos elementos de receitas, despesas, ativos e passivos, não para todos os demais Municípios, mas para sua grande maioria. Para esse esforço, foi considerado um período mais curto, de 2001 a 2004, e como decorrência disso, o número de Municípios que passou a apresentar dados consistentes para todos os exercícios da série elevou-se de 2.728 para 3.242. Com base nesses Municípios e naqueles que dispunham de dados para pelo menos um exercício financeiro do período considerado15, a extrapolação efetuada expandiu o número de Municípios com dados coletados ou estimados para 5.344. 15 Em realidade, 100 Municípios que possuíam dados contábeis apenas do exercício de 2001 não foram objeto de extrapolação porque não dispunham de valores para os desdobramentos mais detalhados Despesas por Função e para a rubrica de Deduções da Receita Corrente, cujos valores só se tornaram disponíveis a partir de 2002. 9 A despeito dos riscos e distorções inerentes a um exercício dessa natureza, julgou-se que estes eram aceitáveis uma vez que a estimativa dos valores não disponíveis para cada Município tomou como base o comportamento das mesmas variáveis em Municípios pertencentes ao mesmo grupo. Assim, na última seção são apresentados os resultados das extrapolações baseadas nos grupos populacionais e de PIB. 10 PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA ANÁLISE DO PERFIL E DA EVOLUÇÃO MUNICIPAIS PARA A AMOSTRA NO PERÍODO 1998-2004 DAS FINANÇAS Em 1998, os Municípios brasileiros apresentavam, em seu conjunto, resultado primário deficitário de cerca de R$ 595 milhões. Além disso, registravam déficit orçamentário, isto é, considerada a equação que envolve, por um lado, resultado primário e fontes de financiamento (operações de crédito e alienação de ativos) e, por outro, o serviço da dívida, o que remanescia era uma insuficiência de recursos de R$ 1.111 milhões. Sob outra perspectiva de análise, naquele ano, dos 2.728 Municípios que compõem a amostra, 1.395 apresentaram déficit primário e atrasos/deficiência. No ano de 1999, o conjunto de municípios passou a apresentar resultado primário positivo de R$ 67 milhões, mas ainda apresentava uma insuficiência de recursos no valor de R$ 652 milhões. Ao longo do triênio 2000-2002, a situação fiscal dos Municípios evoluiu muito favoravelmente, tendo sido observados, para o conjunto dos Municípios da amostra, superávits primários de R$ 3.215 milhões, R$ 4.181 milhões e R$ 1.513 milhões. Também passaram a apresentar superávits orçamentários de R$ 2.751 milhões, R$ 3.237 milhões e R$ 509 milhões. Observa-se que, em 2002, apesar da manutenção dos superávits primário e orçamentário, suas magnitudes foram inferiores aos dos anos anteriores. De fato, o número de Municípios com insuficiência orçamentária que era de 1.094 em 2000, diminuiu para 710 em 2001 e voltou a subir para 1.123 em 2002. Em 2003, volta a predominar a parcela de Municípios com déficits orçamentários (1.520 Municípios contra 1.208 que apresentaram superávits), acarretando, no conjunto, déficits primário e orçamentário de, respectivamente, R$ 737 milhões e R$ 1.166 milhões. Finalmente em 2004, o conjunto de Municípios brasileiros volta a apresentar superávit primário e orçamentário (R$ 2.616 milhões e R$ 1.444 milhões, respectivamente). Estes resultados, apesar de menos expressivos que aqueles obtidos no biênio 2000-2001, foram superiores aos registrados em 2002. Em número de Municípios, o que se observou foi que 1.955 apresentaram superávit primário e 1.865 registraram suficiência orçamentária. Os bons resultados observados principalmente a partir do ano 2000 podem estar associados à combinação dos efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal, editada naquele 11 ano, e do início das novas administrações, eleitas também naquele ano. Esse comportamento fiscal suscita algumas considerações: 1. em primeiro lugar, é preciso assinalar o regime de contabilização de receitas e despesas vigente no Brasil: as receitas são apropriadas pelo regime de caixa e as despesas pelo de competência. Essa circunstância faz com que não haja necessariamente correlação entre os resultados contábeis dos Municípios e os resultados fiscais apurados pelo conceito de necessidade de financiamento do setor público (conceito abaixo da linha, do Banco Central); 2. como observado, a geração de suficiência de recursos durante 3 anos sucessivos (2 anos durante a última administração), abriu espaço para a realização de despesas em montante superior ao das receitas anuais em 2003, sem que esse desequilíbrio repercutisse no exercício de 2004. 3. os déficits primário e orçamentário observados em 2003 foram gerados fundamentalmente por alguns poucos Municípios; mais especificamente, 7 Municípios16 foram responsáveis por um déficit primário de R$ 863 milhões e por um déficit orçamentário de R$ 1.274 milhões; em outras palavras, os demais 2.721 Municípios geraram, em conjunto, superávit primário e alcançaram equilíbrio orçamentário; 4. diversos fatores podem ter contribuído para a evolução apresentada, lembrando-se que se trata de um universo de milhares de Entes, consideravelmente heterogêneo. Pode-se estar diante de um movimento de alternância entre períodos de maior e menor contração fiscal, associado inclusive a variáveis político-administrativas. Nesse sentido, deve-se assinalar que a parcela das despesas não financeiras dos Municípios que pode ser considerada incompressível é relativamente menor do que a dos estados, a despeito que, nesse período, em ambas as esferas deve ser observado o incremento das despesas com assistência à saúde, conforme mandamento constitucional. Por outro lado, com exceção de alguns poucos, as despesas financeiras da esmagadora maioria dos Municípios é consideravelmente reduzida, acarretando, por conseguinte, a necessidade de muito menor esforço fiscal. 16 São eles: Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). 12 Entre 1998 e 2004, para o conjunto de 2.728 Municípios constantes da amostra, a receita bruta cresceu 117,4% em termos nominais, passando de R$ 46,6 bilhões para R$ 101,3 bilhões. Esse crescimento decorreu de um incremento de 118,5% nas receitas de arrecadação própria e de 116,7% nas receitas de transferências. O crescimento semelhante fez com que a participação dessas receitas no total da receita bruta se mantivesse praticamente constante ao longo do período: 37,2% e 62,8% respectivamente. As receitas de arrecadação própria passaram de R$ 17,5 bilhões em 1998 para R$ 38,4 bilhões em 2004. Nesse último ano, as receitas de IPTU, ISS e Outras foram de R$ 7,8 bilhões, R$ 9,9 bilhões e R$ 18,6 bilhões, respectivamente, tendo apresentado crescimento acumulado de 119,3%, 108,9% e 122,2%, comparativamente a 1998. Por sua vez, as receitas de transferências passaram de R$ 29,0 bilhões em 1998 para R$ 62,9 bilhões em 2004. No período considerado, as transferências que apresentaram maior incremento foram as referentes ao SUS, FUNDEF, Salário Educação e FNDE, as quais apresentaram taxas de crescimento nominal de 279,1%. Em 2004, as receitas dessas transferências totalizaram R$ 18,6 bilhões, o que equivale a 18% da receita bruta total. A percepção da importância dessas transferências fica evidente quando comparadas com as transferências intergovernamentais tradicionais, decorrentes de partilha de tributos federais e estaduais. Em 2004, a receita de FPM alcançou R$ 14,1 bilhões (14% da receita bruta). Nesse ano, a receita dos Municípios decorrente da partilha de ICMS foi de R$ 24,5 bilhões (24,3% da receita bruta). Em outras palavras, as transferências intergovernamentais associadas a aplicações em saúde e educação, corresponderam à segunda maior receita de transferências dos Municípios. Saliente-se que a evolução positiva das receitas foi especialmente expressiva no último exercício da série. De fato, no período 1998-2003 as receitas cresceram R$ 7,7 bilhões ao ano, em média (12,9% ao ano, em média), enquanto que, entre 2003 e 2004 esse crescimento foi de R$ 15,8 bilhões (18,5%). Esse comportamento se deve, principalmente às receitas de transferências que, em 2004, cresceram 20,39% em relação ao exercício anterior, contra uma variação de 12,52% ao ano, em média, no período 1998-2003. As despesas não financeiras passaram de R$ 47,2 bilhões em 1998 para R$ 98,6 bilhões em 2004, tendo apresentado crescimento nominal acumulado de 109,1%. Esse incremento nominal foi particularmente acentuado em 2002, 2003 e 2004. Enquanto 13 nos 4 exercícios anteriores a variação absoluta das despesas foi de R$ 16,2 bilhões, nos últimos 3 anos, os dispêndios tiveram um acréscimo de R$ 35,2 bilhões. O comprometimento da receita bruta com as despesas não financeiras de 101,3% em 1998, foi sendo reduzido a ponto de se restringir a somente 93,8% em 2001, mas voltou a ultrapassar 100% em 2003. Em 2004, comprometimento da receita bruta com essas despesas reduziu para 97,4%. As despesas com pessoal passaram de R$ 22,4 bilhões em 1998 para R$ 44,1 bilhões em 2004, tendo crescido 97,3%. Ao longo do período considerado, o comprometimento da receita com essas despesas foi de 45,7% em média. A maior parte dessas despesas estão associadas ao pagamento de servidores que estão em atividade (R$ 33,2 bilhões em 2004), cabendo notar que a participação percentual desse segmento no conjunto das despesas com pessoal cresceu ao longo do período analisado (69,9% em 1998 contra 75,1% em 2004). Na média, as despesas com inativos e pensionistas corresponderam a 13,2% das despesas com pessoal, ou seja, consideravelmente menor do que é observado nos governos estaduais. Assinale-se que a importância dos gastos com servidores inativos e com pensionistas mostrou-se relativamente estável ao longo do tempo. O mesmo não pode ser afirmado quanto às outras despesas com pessoal. No conjunto dos 2.728 Municípios considerados neste levantamento, essas despesas, que eram responsáveis por 16,7% das despesas com pessoal em 1998 (R$ 3,7 bilhões), passam a responder por 12,0% em 2004 (R$ 5,3 bilhões). As outras despesas correntes e de capital tiveram um crescimento nominal acumulado de 119,8%, passando de R$ 24,7 bilhões em 1998 para R$ 54,5 bilhões em 2004. Em média, 52,3% das receitas foram comprometidas com essa categoria de despesas. A maior parcela desses dispêndios esteve associada às outras despesas correntes. Para o conjunto dos 2.728 Municípios considerados neste levantamento, a participação dessas últimas situou-se em torno de 77,6% das outras despesas correntes e de capital. As despesas com investimentos tiveram um crescimento nominal acumulado de 107,0%, passando de R$ 5,5 bilhões em 1998 para R$ 11,4 bilhões em 2004. Essa categoria deu um salto importante em 2002, quando o patamar subiu para R$ 9,4 bilhões, mantendo-se relativamente estável no ano seguinte. Em 2004, os investimentos comprometeram 11,3% da receita bruta, percentual superior a 2003 (10,9%) mas inferior a 2002 (12,2%). 14 Em 2004, seguindo o comportamento das receitas, as despesas não financeiras também apresentaram crescimento acima da média do período 1998-2003. Esse diferencial, entretanto, não foi tão significativo quanto aquele observado para as receitas: 14,54% contra uma média anual de crescimento de 12,8%. De fato, algumas rubricas cresceram menos do que a média do período 1998-2003. Esse é o caso das despesas com inativos e pensionistas: 9,69% contra 11,46%. A dívida dos Municípios passou de R$ 17,5 bilhões em 1998 para R$ 47,8 bilhões em 2004. Como proporção da receita bruta, esses montantes foram equivalentes a 37,7% e 47,2%, respectivamente. Os indicadores gerais de dívida, porém, não permitem que seja percebida as duas realidades prevalecentes nos Municípios brasileiros: existem, por um lado, alguns poucos Municípios que apresentam endividamento significativo e, por outro, a grande maioria que praticamente não têm dívida. A análise por grupos de Municípios, mais adiante, esclarecerá este ponto. As despesas com o serviço da dívida dos Municípios, que em 2004 estão praticamente no mesmo patamar nominal de 1998, R$ 4,1 bilhões, tendo alcançado o menor valor em 2000 (R$ 1,9 bilhões). O comprometimento da receita bruta, que era de 8,2% em 1998, reduziu para 4,1% em 2004. No período 1998-2004, as receitas municipais decorrentes de operações de crédito e alienação de ativos não foram expressivas, não tendo ultrapassado, respectivamente, R$ 2,6 bilhões e R$ 298 milhões em 1998, ano em que foi observado o maior montante. Os 2 primeiros anos desse período ainda consideram as rolagens de dívida mobiliária dos 2 maiores Municípios brasileiros, os quais foram objeto do refinanciamento de dívidas. Nos últimos anos, as duas receitas em conjunto chegaram no máximo a R$ 1,3 bilhões (2004), valor correspondente a 1,4% da receita bruta. 15 PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS - 1998-2004 AMOSTRA DE 2.728 MUNICÍPIOS DISCRIMINAÇÃO 1 RECEITA BRUTA = RECEITA LÍQUIDA RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA IPTU ISS IRRF OUTRAS RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS FPM LC 87/96 ICMS IPVA SUS FUNDEF FNDE TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL OUTRAS (-) DEDUÇÕES DA RECEITA CORRENTE 2 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS PESSOAL ATIVOS INATIVOS E PENSIONISTAS OUTRAS OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL OUTRAS DESPESAS CORRENTES INVESTIMENTOS OUTRAS DESPESAS DE CAPITAL 3 RESULTADO PRIMÁRIO 4 SERVIÇO DA DÍVIDA LÍQUIDO JUROS AMORTIZAÇÕES (-) RECEITAS FINANCEIRAS 5 NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO 6 FONTES DE FINANCIAMENTO OPERAÇÕES DE CRÉDITO ALIENAÇÃO DE ATIVOS 7 ATRASOS / DEFICIÊNCIA 8 DESPESAS POR FUNÇÃO EDUCAÇÃO E CULTURA EDUCAÇÃO SAÚDE E SANEAMENTO SAÚDE SANEAMENTO ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ADMINISTRAÇÃO ENCARGOS ESPECIAIS HABITAÇÃO E URBANISMO URBANISMO ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA ASSISTÊNCIA SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL LEGISLATIVA TRANSPORTE DEMAIS 9 ATIVO ATIVO FINANCEIRO DISPONIBILIDADES ATIVO NÃO FINANCEIRO DÍVIDA ATIVA PERMANENTE 10 PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO RESTOS A PAGAR PROCESSADOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS PASSIVO NÃO FINANCEIRO DÍVIDA INTERNA EXTERNA PATRIMÔNIO LÍQUIDO 11 RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL) 12 DÍVIDA CONSOLIDADA LÍQUIDA (DCL) 13 DESPESAS DE CAPITAL 1998 46.609 17.581 3.590 4.745 834 8.412 29.028 6.495 266 10.822 1.884 2.214 2.600 116 1.445 3.188 0 47.203 22.405 15.656 3.009 3.740 24.798 18.365 5.514 920 (595) 3.428 1.046 2.783 401 4.023 2.911 2.614 298 1.111 1999 51.775 19.014 4.390 4.827 872 8.925 32.761 7.375 605 11.973 1.953 3.202 3.359 160 1.061 3.073 0 51.708 24.637 16.677 3.345 4.615 27.071 21.032 4.972 1.068 67 2.098 932 1.517 352 2.031 1.379 1.157 222 652 2000 60.329 21.838 4.669 5.624 1.127 10.419 38.491 7.976 580 14.286 2.211 4.324 4.146 245 1.420 3.304 0 57.115 27.188 18.796 3.598 4.794 29.926 22.984 6.079 864 3.215 1.375 1.128 855 609 (1.840) 911 673 237 (2.751) 2001 67.617 24.384 5.187 6.438 1.369 11.390 43.233 9.523 540 16.365 2.620 4.521 4.709 308 1.063 3.585 0 63.435 31.094 20.901 4.123 6.070 32.341 25.973 5.665 704 4.181 1.422 1.604 1.186 1.367 (2.759) 478 401 77 (3.237) 2002 77.431 28.789 6.038 7.166 1.468 14.116 48.643 11.797 815 18.650 2.892 5.084 6.578 581 2.416 3.775 3.946 75.918 33.899 25.244 4.554 4.101 42.019 32.045 9.428 546 1.513 1.681 1.803 1.422 1.545 167 676 575 101 (509) 2003 85.436 33.188 7.025 8.174 1.797 16.191 52.248 12.645 714 21.523 3.185 6.274 7.686 778 1.040 3.312 4.909 86.172 39.183 28.899 5.171 5.113 46.990 36.988 9.335 666 (737) 1.406 2.072 1.599 2.265 2.143 977 806 170 1.166 R$ MILHÕES 2004 101.316 38.414 7.873 9.912 1.936 18.692 62.902 14.180 606 24.587 3.701 8.614 8.987 1.086 1.834 4.986 5.678 98.699 44.198 33.210 5.672 5.316 54.501 42.666 11.417 419 2.616 2.559 2.313 1.812 1.565 (58) 1.386 1.233 153 (1.444) 51.032 12.135 0 10.159 0 0 10.778 0 0 5.947 0 4.764 0 0 2.110 3.072 2.067 54.157 13.220 0 11.365 0 0 9.659 0 0 6.338 0 5.175 0 0 2.243 3.678 2.481 59.098 14.976 0 13.280 0 0 9.189 0 0 7.303 0 5.877 0 0 2.332 3.531 2.611 66.224 17.324 0 14.917 0 0 11.024 0 0 7.411 0 6.783 0 0 2.284 3.367 3.114 79.214 19.896 18.311 18.890 16.344 2.546 14.811 10.715 4.077 10.285 9.438 6.516 2.243 4.273 2.549 2.664 3.602 89.936 22.579 20.799 21.666 18.963 2.704 16.941 12.189 4.729 11.361 10.560 7.472 2.670 4.802 2.952 2.955 4.009 102.930 25.036 23.109 24.691 22.014 2.677 19.326 13.960 5.327 13.429 12.519 9.230 2.856 6.374 3.169 3.639 4.410 61.219 3.808 3.176 46.750 18.360 26.619 61.219 12.150 8.223 2.008 23.779 17.566 16.233 1.333 15.287 77.019 4.436 3.596 59.111 22.375 34.431 77.019 13.147 8.586 2.582 29.686 22.126 20.226 1.900 21.351 93.724 4.411 3.732 63.405 27.541 33.179 93.724 8.726 5.675 1.140 36.762 26.144 24.056 2.088 22.922 113.851 9.130 8.366 73.923 33.712 36.978 113.851 9.585 5.820 2.161 42.341 29.686 27.255 2.431 31.128 142.869 11.128 10.074 91.384 44.510 43.075 142.869 11.013 5.574 3.112 55.173 38.927 35.942 2.985 36.326 169.543 11.774 10.446 114.615 59.132 47.910 169.543 12.257 6.466 3.106 61.137 42.326 39.766 2.560 52.995 187.132 12.129 10.340 122.028 58.455 58.176 187.132 10.839 6.552 1.986 73.018 47.825 45.354 2.470 50.300 44.813 13.758 9.217 50.226 17.690 7.557 58.225 21.733 7.797 66.378 20.556 7.554 78.466 27.800 11.467 88.861 30.552 11.692 103.610 35.696 13.754 16 GRUPOS POPULACIONAIS: PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA ANÁLISE DO PERFIL DAS FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004, TOMANDO-SE COMO PARÂMETRO DE REFERÊNCIA A RECEITA BRUTA Existem diferenças significativas na representatividade dos elementos da receita entre os Grupos populacionais17. A participação das receitas de arrecadação própria é proporcionalmente maior nos Municípios mais populosos. De fato, considerando a participação média no período analisado, essas receitas responderam por 54,0% e 16,1% da receita bruta dos Grupos 1 e 4, respectivamente. Por dedução lógica, a participação das receita de transferências é proporcionalmente maior nos Municípios de menor porte. Essas receitas representaram 46,0% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1 e 83,9% dos Municípios do Grupo 4. A discrepância referida é confirmada, por exemplo, para o FPM, representativo de 3,7% da receita bruta do Grupo 1 e de 33,3% do Grupo 4. Também é observada discrepância para as receitas de IRRF e IPVA. No entanto, não o é para o ICMS recebidos dos Estados e para o agregado SUS, FUNDEF e FNDE. Ainda que a principal receita transferida pelos Estados tenha representado 20,4% para os Municípios do Grupo 1 e 24,2% para os Municípios do Grupo 3, é para os Municípios dos Grupos 2 e 3 que essa receita é mais representativa correspondendo, em média, 26% da receita bruta. Por sua vez, as transferências intrinsecamente associadas à manutenção do ensino e prestação de serviços de saúde, feitas pela União e pelos Estados, também tiveram uma distribuição com disparidade não muito acentuada oscilando de 13,2% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1 a 16,3% do Grupo 3. Em todos os Grupos, as despesas não financeiras comprometem proporções semelhantes da receita bruta, em média 98,0%. Esse comportamento também é observado quanto ao comprometimento da receita bruta com despesas de pessoal, em todos os grupos populacionais, representando na média 45,7%. 17 Para tornar o texto mais fluido, nas análises referentes aos grupos populacionais, convencionou-se chamar os Municípios com população superior a 1 milhão de habitantes de Grupo 1; os Municípios com população superior a 300 mil e inferior a 1 milhão de habitantes de Grupo 2; os Municípios com população superior a 50 mil e inferior a 300 mil habitantes de Grupo 3; e os Municípios com população inferior a 50 mil habitantes de Grupo 4. 17 Entretanto, quando se desdobra essa despesa em pessoal ativo, inativos e pensionistas e outras despesas com pessoal, percebem-se situações díspares. As despesas com pessoal ativo foram menos representativas para os Municípios do Grupo 1, nos quais comprometeu-se 27,9% da receita bruta. Para os demais grupos, o comprometimento situou-se na casa dos 32,4%. Essa situação se explica pelo fato de que, para os Municípios do Grupo 1, o comprometimento da receita bruta com as despesas com inativos e pensionistas é quase o dobro da média (11,1% contra 6,1%) e correspondente mais de seis vezes com o do Grupo 4 (1,6%). Além disso, as outras despesas com pessoal foram proporcionalmente maiores nos Municípios dos Grupos 3 e 4 (7,7%e 10,9% da receita bruta) do que nos Municípios 1 e 2 (4,9% e 5,7%, respectivamente). Por sua vez, as outras despesas correntes e de capital acarretaram um comprometimento de receita bruta relativamente homogêneo entre os diversos grupos. As outras despesas correntes demandam cerca de 40,5% das receitas brutas e os investimentos cerca de 10,6%. Discriminadas por função, as despesas que suscitam destaque são as associadas a “assistência e previdência”, “educação e cultura” e “saúde e saneamento”. As primeiras por apontarem comprometimento mais que proporcional no Grupo 1 (14,07% contra 9,5% na média dos Municípios), em virtude provavelmente da já apontada maior importância das despesas com inativos e pensionistas. As despesas com educação e cultura merecem destaque ao se observar que o comprometimento da receita bruta cresce conforme diminui o porte dos Municípios (20,9% nos Municípios do Grupo 1 contra 31,2% nos Municípios do Grupo 4). Finalmente, as despesas com saúde e saneamento foram mais representativas nos Municípios do Grupo 2 (29,2% da receita bruta) e menos representativas nos Municípios do Grupo 4 (19,0%). Dentre os ativos disponíveis nos Municípios, a situação que mais suscita interesse é a da dívida ativa, a qual é diretamente proporcional ao porte dos Municípios. Entretanto, as discrepâncias são muito acentuadas, tendo variado de um montante correspondente a 102,0% da receita bruta nos Municípios do Grupo 1 até 11,4% nos Municípios do Grupo 4. Quanto ao passivo, situação assemelhada foi observada nas obrigações associadas à dívida, cujo comprometimento foi de 107,2% da receita bruta nos Municípios do Grupo 1, 22,4%, 12,6% e 4,6% nos Municípios do Grupo 2, 3 e 4, respectivamente. Em outras palavras, a dívida não é um problema generalizado para os Municípios, somente adquirindo expressão para alguns poucos. 18 Quanto às despesas com juros e amortizações, constata-se, que mesmo para aqueles que detêm posição de dívida mais elevada, no caso do Grupo 1 o comprometimento dessas despesas situa-se na média do período em 8,5% da receita bruta. Para os demais grupos esse comprometimento é consideravelmente menor, situando-se em 3,1%, 2,9% e 2,1% da receita bruta dos Municípios dos Grupos 2, 3 e 4, respectivamente. Algo assemelhado se observa quanto às fontes de financiamento, constituídas quase que exclusivamente por receitas de operações de crédito. Mesmo aqueles que estão se endividando, os fluxos dessas receitas não ultrapassam o equivalente a 3,9% da receita bruta (Municípios do Grupo 1), reduzindo-se significativamente para 0,7% da receita bruta nos Grupos 2 e 3 e 0,5% no Grupo 4. 19 RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL % RECEITA BRUTA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 POP > 1.000.000 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 1.000.000 > POP > 300.000 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 300.000 > POP > 50.000 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP < 50.000 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA % RECEITA BRUTA 1998 MÉDIA TOTAL 37,7 36,7 36,2 36,1 37,2 38,8 37,9 37,2 POP > 1.000.000 56,0 53,5 52,8 53,4 53,8 55,0 53,7 54,0 1.000.000 > POP > 300.000 40,4 40,4 38,9 38,5 41,4 41,6 41,7 40,4 300.000 > POP > 50.000 31,6 30,8 30,5 30,3 33,1 35,0 34,9 32,3 POP < 50.000 14,6 15,1 15,5 15,8 16,6 18,7 16,5 16,1 IPTU % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 7,7 8,5 7,7 7,7 7,8 8,2 7,8 7,9 10,8 13,4 12,4 12,3 12,8 13,4 12,5 12,5 1.000.000 > POP > 300.000 8,8 8,5 7,7 8,0 8,5 8,9 8,7 8,5 300.000 > POP > 50.000 7,2 6,8 6,1 6,1 6,1 6,3 6,0 6,4 POP < 50.000 2,7 2,7 2,5 2,4 2,4 2,6 2,5 2,6 ISS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 10,2 9,3 9,3 9,5 9,3 9,6 9,8 9,6 POP > 1.000.000 19,0 17,3 17,3 17,7 17,2 16,7 16,7 17,4 1.000.000 > POP > 300.000 9,4 8,7 8,7 9,0 9,3 10,1 10,2 9,3 300.000 > POP > 50.000 6,0 5,6 5,6 5,9 6,1 6,7 7,2 6,2 POP < 50.000 1,7 1,5 1,7 1,9 2,0 2,4 2,7 2,0 RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 62,3 63,3 63,8 63,9 62,8 61,2 62,1 62,8 POP > 1.000.000 44,0 46,5 47,2 46,6 46,2 45,0 46,3 46,0 1.000.000 > POP > 300.000 59,6 59,6 61,1 61,5 58,6 58,4 58,3 59,6 300.000 > POP > 50.000 68,4 69,2 69,5 69,7 66,9 65,0 65,1 67,7 POP < 50.000 85,4 84,9 84,5 84,2 83,4 81,3 83,5 83,9 20 FPM % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 13,9 14,2 13,2 14,1 15,2 14,8 14,0 14,2 POP > 1.000.000 3,6 3,6 3,4 3,7 3,7 4,0 3,8 3,7 1.000.000 > POP > 300.000 7,7 7,6 7,3 8,1 9,0 8,4 7,9 8,0 300.000 > POP > 50.000 13,9 14,6 13,6 14,3 15,5 14,6 13,9 14,3 POP < 50.000 33,7 34,4 31,5 32,7 34,3 34,2 32,3 33,3 ICMS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 23,2 23,1 23,7 24,2 24,1 25,2 24,3 24,0 POP > 1.000.000 20,1 20,0 20,3 20,4 20,8 21,4 20,1 20,4 1.000.000 > POP > 300.000 26,4 25,6 26,1 27,1 27,4 27,3 26,2 26,6 300.000 > POP > 50.000 26,6 25,8 26,6 27,3 26,9 27,8 27,2 26,9 POP < 50.000 22,4 23,3 24,0 24,5 23,6 26,2 25,6 24,2 IPVA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 4,0 3,8 3,7 3,9 3,7 3,7 3,7 3,8 POP > 1.000.000 5,5 4,8 5,0 5,4 5,2 5,1 4,9 5,1 1.000.000 > POP > 300.000 4,7 4,1 4,1 4,4 4,4 4,4 4,3 4,3 300.000 > POP > 50.000 3,7 4,0 3,3 3,5 3,4 3,3 3,3 3,5 POP < 50.000 1,8 1,7 1,7 1,8 1,7 1,8 1,9 1,8 SUS, FUNDEF E FNDE % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 10,6 13,0 14,4 14,1 15,8 17,3 18,4 14,8 9,0 11,2 13,0 13,5 14,5 14,0 17,1 13,2 1.000.000 > POP > 300.000 12,2 14,5 16,0 14,0 16,1 19,1 18,7 15,8 300.000 > POP > 50.000 12,4 15,0 16,4 15,5 16,6 18,7 19,2 16,3 POP < 50.000 10,0 12,5 13,4 13,5 16,6 19,0 19,3 14,9 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 101,3 99,9 94,7 93,8 98,0 100,9 2004 MÉDIA 97,4 98,0 96,7 98,8 99,8 90,1 90,6 98,8 102,4 96,3 1.000.000 > POP > 300.000 105,2 99,7 95,8 96,2 98,6 100,4 100,0 99,4 300.000 > POP > 50.000 101,8 100,2 97,4 95,1 97,3 99,7 97,4 98,4 POP < 50.000 101,9 99,7 97,9 95,6 97,5 100,4 97,4 98,6 21 DESPESAS COM PESSOAL % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 48,1 47,6 45,1 46,0 43,8 45,9 43,6 45,7 POP > 1.000.000 44,7 44,7 40,4 44,3 44,3 46,2 42,8 43,9 1.000.000 > POP > 300.000 50,6 47,6 45,6 46,3 45,7 46,8 45,2 46,8 300.000 > POP > 50.000 49,0 47,7 46,0 45,3 44,3 45,8 44,1 46,0 POP < 50.000 50,6 51,8 50,8 49,1 41,3 44,8 43,2 47,4 DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 33,6 32,2 31,2 30,9 32,6 33,8 32,8 32,4 POP > 1.000.000 28,4 27,0 25,8 27,0 29,0 29,7 28,2 27,9 1.000.000 > POP > 300.000 37,5 34,2 32,7 32,3 35,0 35,5 34,3 34,5 300.000 > POP > 50.000 36,9 35,5 34,7 33,3 34,9 35,9 35,3 35,2 POP < 50.000 35,5 35,4 34,4 33,2 33,6 36,3 35,4 34,8 DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 6,5 6,5 6,0 6,1 5,9 6,1 5,6 6,1 11,3 11,3 10,4 11,2 11,3 11,6 10,6 11,1 1.000.000 > POP > 300.000 7,0 6,9 6,3 6,5 6,4 6,8 6,6 6,6 300.000 > POP > 50.000 3,7 3,7 3,4 3,1 2,9 2,6 2,5 3,1 POP < 50.000 1,6 1,8 1,8 1,7 1,4 1,6 1,4 1,6 OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 8,0 8,9 7,9 9,0 5,3 6,0 5,2 7,2 POP > 1.000.000 5,0 6,5 4,2 6,1 4,0 4,9 4,0 4,9 1.000.000 > POP > 300.000 6,1 6,5 6,6 7,5 4,2 4,5 4,4 5,7 300.000 > POP > 50.000 8,4 8,5 7,8 8,9 6,6 7,3 6,4 7,7 13,5 14,7 14,6 14,2 6,3 7,0 6,3 10,9 POP < 50.000 OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 53,2 52,3 49,6 47,8 54,3 55,0 53,8 52,3 POP > 1.000.000 54,2 55,1 49,7 46,3 54,5 56,1 53,5 52,8 1.000.000 > POP > 300.000 54,5 52,2 50,2 49,9 52,9 53,6 54,8 52,6 300.000 > POP > 50.000 52,8 52,5 51,4 49,8 53,0 53,8 53,3 52,4 POP < 50.000 51,3 47,9 47,2 46,5 56,1 55,6 54,3 51,3 22 OUTRAS DESPESAS CORRENTES % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 39,4 40,6 38,1 38,4 41,4 43,3 42,1 40,5 POP > 1.000.000 41,4 42,3 38,1 38,2 43,4 43,7 42,2 41,3 1.000.000 > POP > 300.000 43,3 43,5 41,0 40,3 42,0 44,0 43,7 42,5 300.000 > POP > 50.000 38,3 40,8 39,2 39,8 39,3 41,7 40,5 40,0 POP < 50.000 35,0 36,0 35,0 36,0 40,5 44,0 42,7 38,5 INVESTIMENTOS % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 11,8 9,6 10,1 8,4 12,2 10,9 11,3 10,6 9,1 8,6 8,8 6,3 9,7 10,7 10,4 9,1 1.000.000 > POP > 300.000 10,3 7,9 8,4 9,0 10,5 9,3 10,7 9,4 300.000 > POP > 50.000 13,5 10,7 11,4 9,4 13,3 11,8 12,5 11,8 POP < 50.000 15,1 11,2 11,6 9,9 15,3 11,3 11,4 12,3 SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 8,2 4,7 3,3 4,1 4,2 4,3 4,1 4,7 17,1 7,9 5,2 7,2 7,3 7,6 7,3 8,5 1.000.000 > POP > 300.000 4,4 3,6 2,6 2,8 3,0 2,9 2,6 3,1 300.000 > POP > 50.000 3,5 3,2 2,3 2,7 2,9 2,9 2,7 2,9 POP < 50.000 2,3 2,4 1,9 2,0 2,0 2,0 1,9 2,1 DESPESAS COM JUROS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 2,2 1,8 1,9 2,4 2,3 2,4 2,3 2,2 POP > 1.000.000 3,6 3,2 3,8 5,3 5,3 5,6 5,3 4,6 1.000.000 > POP > 300.000 2,8 1,6 1,5 1,4 1,6 1,5 1,4 1,7 300.000 > POP > 50.000 1,5 1,1 0,8 0,9 0,9 0,9 0,8 1,0 POP < 50.000 0,5 0,5 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 0,4 DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES % RECEITA BRUTA TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 6,0 2,9 1,4 1,8 1,8 1,9 1,8 2,5 3,9 13,5 4,6 1,4 1,9 1,9 2,0 2,0 1.000.000 > POP > 300.000 1,6 1,9 1,1 1,4 1,4 1,4 1,3 1,4 300.000 > POP > 50.000 1,9 2,1 1,5 1,9 2,1 2,0 1,9 1,9 POP < 50.000 1,7 1,9 1,6 1,7 1,7 1,8 1,7 1,7 23 FONTES DE FINANCIAMENTO % RECEITA BRUTA 1998 TOTAL POP > 1.000.000 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 6,2 2,7 1,5 0,7 0,9 1,1 1,4 2,1 14,1 4,9 1,9 1,1 1,5 2,1 2,5 4,0 1.000.000 > POP > 300.000 4,2 2,1 2,1 0,5 0,8 0,9 0,8 1,6 300.000 > POP > 50.000 1,0 1,2 1,1 0,6 0,6 0,7 0,9 0,9 POP < 50.000 1,2 1,1 1,0 0,4 0,4 0,5 0,7 0,8 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO % RECEITA BRUTA 1998 TOTAL POP > 1.000.000 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 5,6 2,2 1,1 0,6 0,7 0,9 1,2 1,8 14,0 4,9 1,8 1,1 1,5 1,9 2,4 3,9 1.000.000 > POP > 300.000 1,1 0,6 0,5 0,4 0,7 0,6 0,7 0,7 300.000 > POP > 50.000 0,8 0,9 0,8 0,4 0,4 0,5 0,7 0,7 POP < 50.000 0,8 0,7 0,7 0,2 0,2 0,3 0,5 0,5 DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 10,2 10,0 9,7 10,0 8,4 8,7 9,1 9,5 POP > 1.000.000 14,3 14,4 14,1 15,3 12,3 12,9 14,4 14,0 1.000.000 > POP > 300.000 10,1 9,0 8,8 8,9 7,7 8,0 8,2 8,7 300.000 > POP > 50.000 7,8 7,4 7,1 7,1 6,2 6,2 5,8 6,8 POP < 50.000 6,7 6,7 6,6 6,4 6,0 6,2 5,8 6,3 DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 26,0 25,5 24,8 25,6 25,7 26,4 24,7 25,5 POP > 1.000.000 20,9 19,7 17,6 18,9 23,8 24,3 21,0 20,9 1.000.000 > POP > 300.000 24,1 23,0 24,2 24,5 23,1 23,9 23,3 23,7 300.000 > POP > 50.000 28,7 28,6 28,2 28,9 26,6 27,1 26,0 27,7 POP < 50.000 32,3 32,8 32,4 32,4 28,8 30,3 29,5 31,2 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 21,8 22,0 22,0 22,1 24,4 25,4 24,4 23,1 POP > 1.000.000 22,5 22,1 21,8 21,9 25,0 25,3 23,5 23,1 1.000.000 > POP > 300.000 29,0 28,1 29,5 28,3 29,6 30,6 28,9 29,2 300.000 > POP > 50.000 21,0 22,5 21,9 22,3 24,4 25,9 25,5 23,4 POP < 50.000 16,8 16,9 17,5 18,2 20,5 21,6 21,5 19,0 24 DESPESA LEGISLATIVA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 4,5 4,3 3,9 3,4 3,3 3,5 3,1 3,7 POP > 1.000.000 4,3 4,2 3,6 3,2 3,2 3,3 2,7 3,5 1.000.000 > POP > 300.000 4,9 4,3 3,9 3,2 3,1 3,2 3,1 3,7 300.000 > POP > 50.000 4,7 4,5 4,0 3,4 3,3 3,4 3,2 3,8 POP < 50.000 4,5 4,4 4,1 3,8 3,6 4,0 3,7 4,0 DÍVIDA ATIVA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 39,4 43,2 45,7 49,9 57,5 69,2 57,7 51,8 POP > 1.000.000 69,5 74,6 82,2 96,9 119,6 151,8 119,2 102,0 1.000.000 > POP > 300.000 33,6 39,7 38,5 36,4 44,6 44,4 42,7 40,0 300.000 > POP > 50.000 26,2 30,1 30,6 30,5 29,7 30,8 30,4 29,8 POP < 50.000 11,2 11,9 11,5 11,5 11,1 11,7 10,8 11,4 DÍVIDA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 37,7 42,7 43,3 43,9 50,3 49,5 47,2 45,0 POP > 1.000.000 84,2 97,7 99,7 104,0 124,3 122,8 118,1 107,2 1.000.000 > POP > 300.000 18,7 19,7 22,3 20,6 27,5 24,7 23,2 22,4 300.000 > POP > 50.000 12,0 12,3 13,5 14,2 13,1 12,4 10,9 12,6 6,3 7,1 4,3 4,2 3,7 3,6 3,1 4,6 POP < 50.000 DÍVIDA INTERNA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 34,8 39,1 39,9 40,3 46,4 46,5 44,8 41,7 POP > 1.000.000 76,8 88,3 90,3 94,0 113,3 114,4 111,2 98,3 1.000.000 > POP > 300.000 17,7 18,5 21,9 20,1 26,8 24,1 22,7 21,7 300.000 > POP > 50.000 11,8 12,0 13,2 14,1 12,9 12,3 10,8 12,4 6,3 7,0 4,3 4,1 3,7 3,6 3,0 4,6 POP < 50.000 DÍVIDA EXTERNA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 2,9 3,7 3,5 3,6 3,9 3,0 2,4 3,3 POP > 1.000.000 7,3 9,4 9,3 10,1 11,0 8,4 6,9 8,9 1.000.000 > POP > 300.000 1,0 1,3 0,4 0,5 0,7 0,6 0,5 0,7 300.000 > POP > 50.000 0,2 0,3 0,2 0,1 0,2 0,2 0,1 0,2 POP < 50.000 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 25 GRUPOS POPULACIONAIS: PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA ANÁLISE DO PERFIL DAS FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004, TOMANDO-SE COMO PARÂMETRO A PARTICIPAÇÃO DE CADA GRUPO DE MUNICÍPIOS NO TOTAL DA AMOSTRA Comparando-se a distribuição média da receita bruta entre 1998 e 2004 com a da população em 2000 percebe-se que os Municípios do Grupo 1 retêm uma parcela proporcionalmente maior do que a população que eles comportam, indicando uma receita per capita maior do que a dos demais Municípios. Entretanto, apenas os Municípios do Grupo 4 possuem participação na receita mais do que proporcional à sua participação no PIB. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO E DA RECEITA BRUTA SEGUNDO GRUPOS DE MUNICÍPIOS RECEITA BRUTA POPULAÇÃO FAIXAS DE POPULAÇÃO DE 2000 PIB 2000 MÉDIA 98-04 POP > 1.000.000 28,7% 36,0% 34,8% 1.000.000> POP >300.000 16,7% 17,0% 15,4% 300.000> POP >50.000 27,9% 28,3% 25,8% POP < 50.000 26,7% 18,6% 24,0% É possível observar que, afora algumas poucas exceções (a exemplo das receitas de FPM, de transferências de capital, de outras transferências, para as quais o Grupo 4 detém participação relevante), importantes elementos da receita, da despesa, do ativo e do passivo dos Municípios brasileiros estão concentradas nos Municípios com população superior a 1 milhão de habitantes. A lista é razoavelmente extensa e indica que esses 12 Municípios responderam em média por: 54,9% da receita de IPTU; 63,3% da receita de ISS; 47,1% das transferências de IPVA; 33,4% das despesas com pessoal 26 63,6% das despesas com inativos e pensionistas; 29,8% das despesas com investimentos 72,1% das despesas com juros; 45,8% das despesas com amortizações; 70,0% das receitas com operações de crédito; 67,2% do estoque de dívida ativa; 81,5% do estoque da dívida interna; e 94,9% do estoque da dívida externa. 27 RECEITA BRUTA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 36,0 35,7 35,6 34,6 33,6 33,9 33,9 34,8 1.000.000 > POP > 300.000 15,5 15,9 15,5 15,5 15,0 15,1 15,2 15,4 300.000 > POP > 50.000 24,7 24,8 25,3 25,8 26,4 26,9 26,9 25,8 POP < 50.000 23,7 23,6 23,6 24,1 25,0 24,1 23,9 24,0 TOTAL MÉDIA RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 53,5 52,0 51,9 51,3 48,6 47,9 48,0 50,5 1.000.000 > POP > 300.000 16,6 17,5 16,7 16,5 16,7 16,2 16,7 16,7 300.000 > POP > 50.000 20,7 20,8 21,3 21,7 23,5 24,2 24,8 22,4 9,2 9,7 10,1 10,5 11,2 11,6 10,4 10,4 POP < 50.000 IPTU % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 50,6 56,5 56,9 55,5 55,2 55,3 54,5 54,9 1.000.000 > POP > 300.000 17,8 16,0 15,5 16,2 16,4 16,4 17,0 16,5 300.000 > POP > 50.000 23,2 20,0 20,0 20,6 20,7 20,6 20,9 20,8 8,5 7,5 7,7 7,7 7,7 7,7 7,6 7,8 TOTAL POP < 50.000 MÉDIA ISS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 67,1 66,4 66,0 64,6 62,3 59,1 57,8 63,3 1.000.000 > POP > 300.000 14,3 14,9 14,5 14,7 15,0 15,9 15,8 15,0 300.000 > POP > 50.000 14,6 14,8 15,2 16,0 17,3 18,9 19,7 16,7 4,0 3,9 4,3 4,8 5,3 6,1 6,6 5,0 POP < 50.000 RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 25,4 26,2 26,3 25,3 24,7 24,9 25,3 25,4 1.000.000 > POP > 300.000 14,8 15,0 14,9 14,9 14,0 14,4 14,3 14,6 300.000 > POP > 50.000 27,2 27,1 27,6 28,1 28,2 28,6 28,2 27,8 POP < 50.000 32,6 31,7 31,2 31,8 33,1 32,1 32,2 32,1 TOTAL 28 MÉDIA FPM % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 9,4 9,1 9,2 9,0 8,1 9,2 9,3 9,0 1.000.000 > POP > 300.000 8,6 8,5 8,6 8,9 8,8 8,6 8,6 8,6 300.000 > POP > 50.000 24,6 25,3 26,0 26,1 26,9 26,5 26,8 26,0 POP < 50.000 57,4 57,0 56,2 56,0 56,2 55,7 55,3 56,3 TOTAL MÉDIA ICMS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 31,1 30,9 30,6 29,2 29,0 28,7 28,1 29,7 1.000.000 > POP > 300.000 17,6 17,6 17,1 17,3 17,0 16,4 16,5 17,1 300.000 > POP > 50.000 28,3 27,6 28,5 29,0 29,5 29,7 30,2 29,0 POP < 50.000 22,9 23,8 23,8 24,4 24,5 25,1 25,3 24,3 IPVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 48,7 45,5 48,5 48,3 47,0 46,3 45,4 47,1 1.000.000 > POP > 300.000 18,0 17,5 17,6 17,5 17,8 17,8 17,8 17,7 300.000 > POP > 50.000 22,5 26,3 22,7 23,0 23,8 24,1 24,6 23,9 POP < 50.000 10,9 10,7 11,2 11,2 11,5 11,7 12,2 11,3 TOTAL MÉDIA SUS, FUNDEF E FNDE % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 30,6 30,8 32,1 33,1 30,8 27,5 31,5 30,9 1.000.000 > POP > 300.000 17,9 17,8 17,2 15,4 15,3 16,7 15,4 16,5 300.000 > POP > 50.000 29,0 28,6 28,8 28,4 27,8 29,2 28,0 28,5 POP < 50.000 22,4 22,8 21,9 23,1 26,2 26,6 25,1 24,0 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 35,1 35,7 33,8 33,4 33,9 34,4 33,5 34,3 1.000.000 > POP > 300.000 16,1 15,9 15,7 15,9 15,1 15,1 15,6 15,6 300.000 > POP > 50.000 24,9 24,9 26,1 26,1 26,3 26,6 26,9 25,9 POP < 50.000 23,9 23,5 24,4 24,6 24,8 24,0 24,0 24,2 TOTAL 29 MÉDIA DESPESAS COM PESSOAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 33,5 33,6 31,9 33,3 34,0 34,1 33,3 33,4 1.000.000 > POP > 300.000 16,3 15,9 15,7 15,6 15,6 15,4 15,8 15,8 300.000 > POP > 50.000 25,2 24,9 25,9 25,4 26,8 26,9 27,2 26,0 POP < 50.000 25,0 25,7 26,5 25,7 23,6 23,6 23,7 24,8 TOTAL MÉDIA DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 30,4 29,9 29,4 30,2 29,9 29,7 29,2 29,8 1.000.000 > POP > 300.000 17,3 16,9 16,3 16,2 16,1 15,9 15,9 16,4 300.000 > POP > 50.000 27,2 27,3 28,3 27,7 28,3 28,6 29,0 28,1 POP < 50.000 25,1 25,9 26,0 25,9 25,7 25,9 25,9 25,8 DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 63,0 62,5 62,1 63,8 64,7 65,1 64,2 63,6 1.000.000 > POP > 300.000 16,9 17,0 16,4 16,4 16,4 17,0 17,9 16,9 300.000 > POP > 50.000 14,1 14,0 14,5 13,0 12,8 11,7 11,9 13,1 6,0 6,5 7,0 6,7 6,1 6,2 6,1 6,4 TOTAL POP < 50.000 MÉDIA OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 22,4 25,8 18,7 23,4 25,6 27,7 25,7 24,2 1.000.000 > POP > 300.000 11,8 11,6 12,9 12,9 11,8 11,4 12,7 12,2 300.000 > POP > 50.000 25,9 23,7 25,0 25,5 32,8 32,7 32,8 28,3 POP < 50.000 39,9 38,8 43,4 38,2 29,8 28,2 28,8 35,3 OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 36,7 37,6 35,6 33,5 33,7 34,5 33,7 35,1 1.000.000 > POP > 300.000 15,9 15,9 15,7 16,2 14,6 14,7 15,5 15,5 300.000 > POP > 50.000 24,5 24,9 26,3 26,9 25,8 26,3 26,7 25,9 POP < 50.000 22,9 21,6 22,4 23,4 25,8 24,4 24,2 23,5 TOTAL 30 MÉDIA OUTRAS DESPESAS CORRENTES % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 37,9 37,1 35,6 34,5 35,2 34,2 34,0 35,5 1.000.000 > POP > 300.000 17,0 17,1 16,7 16,2 15,2 15,4 15,8 16,2 300.000 > POP > 50.000 24,0 24,9 26,1 26,7 25,1 25,9 25,9 25,5 POP < 50.000 21,1 20,9 21,6 22,6 24,4 24,6 24,3 22,8 TOTAL MÉDIA INVESTIMENTOS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 27,8 31,9 31,2 25,9 26,9 33,3 31,4 29,8 1.000.000 > POP > 300.000 13,6 13,1 12,9 16,5 12,9 12,8 14,4 13,8 300.000 > POP > 50.000 28,2 27,5 28,8 28,9 28,8 29,0 30,0 28,8 POP < 50.000 30,4 27,5 27,1 28,6 31,3 24,9 24,3 27,7 SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1.000.000 > POP > 300.000 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 74,8 59,4 56,3 60,4 58,6 59,8 60,7 61,4 8,3 12,0 12,4 10,5 10,7 10,3 9,9 10,6 10,4 16,9 17,6 17,1 18,6 18,4 18,0 16,7 6,5 11,8 13,7 12,0 12,1 11,5 11,4 11,3 DESPESAS COM JUROS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 57,7 63,9 72,6 77,7 77,0 77,5 78,4 72,1 1.000.000 > POP > 300.000 19,6 14,3 12,4 9,4 10,1 9,5 9,2 12,1 300.000 > POP > 50.000 17,1 15,3 10,8 9,5 9,8 10,3 9,8 11,8 5,7 6,5 4,2 3,4 3,2 2,6 2,7 4,0 POP < 50.000 DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 45,8 81,3 56,6 34,9 37,1 35,4 36,9 38,2 1.000.000 > POP > 300.000 4,0 10,6 12,5 12,1 11,5 11,4 10,8 10,4 300.000 > POP > 50.000 7,9 17,8 26,6 27,3 29,8 28,8 28,5 23,8 POP < 50.000 6,8 15,0 26,1 23,6 23,3 22,9 22,5 20,0 31 FONTES DE FINANCIAMENTO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 POP > 1.000.000 81,1 65,6 44,0 55,2 58,3 61,9 61,0 61,0 1.000.000 > POP > 300.000 10,4 12,7 21,7 10,7 13,2 11,6 8,5 12,7 300.000 > POP > 50.000 3,9 11,5 19,2 20,1 17,1 16,2 18,3 15,2 POP < 50.000 4,5 10,2 15,1 14,1 11,4 10,3 12,2 11,1 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 89,8 77,6 58,9 63,1 66,6 68,5 65,9 70,0 1.000.000 > POP > 300.000 3,1 4,5 7,3 10,8 13,4 10,4 8,4 8,3 300.000 > POP > 50.000 3,5 10,3 19,1 18,8 14,6 14,3 16,5 13,9 POP < 50.000 3,6 7,6 14,7 7,3 5,4 6,8 9,2 7,8 DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 50,3 51,6 51,3 52,7 49,1 50,0 53,6 51,2 1.000.000 > POP > 300.000 15,3 14,3 14,1 13,7 13,7 13,8 13,8 14,1 300.000 > POP > 50.000 18,8 18,3 18,6 18,3 19,6 19,1 17,2 18,6 POP < 50.000 15,6 15,8 16,0 15,3 17,7 17,1 15,4 16,1 TOTAL MÉDIA DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 29,0 27,6 25,3 25,6 31,1 31,1 28,8 28,4 1.000.000 > POP > 300.000 14,3 14,4 15,1 14,8 13,5 13,7 14,3 14,3 300.000 > POP > 50.000 27,2 27,8 28,8 29,1 27,4 27,5 28,4 28,0 POP < 50.000 29,5 30,3 30,8 30,5 28,0 27,7 28,6 29,3 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 37,2 36,0 35,3 34,3 34,4 33,8 32,6 34,8 1.000.000 > POP > 300.000 20,7 20,4 20,9 19,8 18,2 18,2 18,1 19,5 300.000 > POP > 50.000 23,8 25,4 25,2 26,0 26,5 27,4 28,2 26,1 POP < 50.000 18,3 18,1 18,7 19,8 21,0 20,6 21,2 19,7 TOTAL 32 MÉDIA DESPESA LEGISLATIVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 POP > 1.000.000 34,4 34,4 33,1 32,5 32,4 32,1 29,4 32,6 1.000.000 > POP > 300.000 16,7 15,8 15,7 14,5 13,9 14,2 14,9 15,1 300.000 > POP > 50.000 25,5 25,6 26,3 26,1 26,2 26,1 27,7 26,2 POP < 50.000 23,4 24,1 24,8 26,9 27,5 27,6 28,0 26,1 TOTAL MÉDIA DÍVIDA ATIVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 63,6 61,6 64,0 67,3 69,9 74,2 70,1 67,2 1.000.000 > POP > 300.000 13,2 14,6 13,1 11,3 11,6 9,7 11,3 12,1 300.000 > POP > 50.000 16,4 17,3 17,0 15,8 13,7 12,0 14,2 15,2 6,7 6,5 5,9 5,6 4,8 4,1 4,5 5,4 TOTAL POP > 1.000.000 POP < 50.000 MÉDIA DÍVIDA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 80,4 81,6 81,8 82,1 83,1 83,9 84,8 82,5 1.000.000 > POP > 300.000 7,7 7,4 8,0 7,3 8,2 7,5 7,5 7,6 300.000 > POP > 50.000 7,9 7,1 7,9 8,4 6,9 6,7 6,2 7,3 POP < 50.000 4,0 3,9 2,4 2,3 1,8 1,8 1,5 2,5 DÍVIDA INTERNA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 79,4 80,7 80,5 80,8 82,0 83,2 84,2 81,5 1.000.000 > POP > 300.000 7,9 7,5 8,5 7,7 8,7 7,8 7,7 8,0 300.000 > POP > 50.000 8,4 7,6 8,4 9,0 7,4 7,1 6,5 7,8 POP < 50.000 4,3 4,2 2,5 2,5 2,0 1,8 1,6 2,7 TOTAL POP > 1.000.000 MÉDIA DÍVIDA EXTERNA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL POP > 1.000.000 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 92,6 91,9 96,0 96,8 95,9 95,2 95,8 94,9 1.000.000 > POP > 300.000 5,3 5,5 1,8 2,0 2,8 2,9 2,8 3,3 300.000 > POP > 50.000 1,6 1,8 1,8 0,9 1,2 1,3 1,0 1,4 POP < 50.000 0,5 0,7 0,5 0,3 0,1 0,6 0,3 0,4 33 GRUPOS POPULACIONAIS: PRINCIPAIS INDICAÇÕES FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004 DA EVOLUÇÃO DAS No geral, observa-se que após o ano de 1998, quando apenas o Grupo 1 obteve resultado primário positivo (199 milhões) e os demais grupos apresentaram déficit orçamentário, todos os grupos populacionais apresentaram um desempenho bastante favorável até 2003. Apesar da insuficiência orçamentária que registraram em 1999 (652 milhões), todos os grupos obtiveram expressivos superávits primários e orçamentários no triênio 2000-2002. Entretanto, em 2003, essa série de resultados positivos foi interrompida pelos déficits primários obtidos por quase todos os Grupos, à exceção do Grupo 3. Os resultados se reverteram em 2004, ocasião em que todos os grupos acumularam superávits primários e apenas o Grupo 2 apresentou déficit orçamentário (R$ 70 milhões). A receita bruta cresceu mais do que as despesas não financeiras para todos os grupos populacionais. A variação acumulada da receita bruta no período 1998-2004, foi mais expressiva para os Municípios do Grupo 3 (136,7%) em contraposição à variação acumulada apresentada pelo Grupo 1 (104,6%) e pela média dos demais grupos (117,4%). Desdobrando-se a receita de cada grupo populacional, observa-se também contribuição diferenciada das receitas de arrecadação própria e de transferências para os resultados apurados. Enquanto os Municípios do Grupo 1 apresentaram crescimento das receitas de arrecadação própria inferior ao das receitas de transferências (96,1% contra 115,4%), os Municípios dos Grupos 2, 3 e 4 apresentaram comportamento oposto (120,0% contra 109,0%, 161,9 contra 125,1% e 148,4% contra 114,2%, respectivamente). Uma hipótese explicativa provável para os movimentos apresentados nos dois parágrafos anteriores deve estar associada ao fato de que os Municípios de maior porte já haviam iniciado seus esforços de arrecadação de receitas muito antes do período de análise considerado neste levantamento. Sendo assim, as taxas de crescimento apresentadas nas receitas de arrecadação própria teriam incidido sobre uma base mais robusta. Novamente, constata-se evolução diferenciada entre o Grupo 1 e os Grupos 2, 3 e 4, no primeiro, a receita que apresentou maior crescimento foi a do IPTU (136,3%, contra 91,1% e 80,1% das outras receitas de arrecadação próprias e do ISS). Nos demais 34 grupos, as receitas que mais crescem são as de ISS e outras, com taxas que crescem conforme vai diminuindo o porte dos Municípios: no Grupo 2, variação de 110,0%, de IPTU, 131,1% de ISS e 119,4% de outras; no Grupo 3, 97,6%, 182,3% e 180,6%; e no Grupo 4, 96,9% 246,7% e 145,9%. Em todos os grupos populacionais as transferências que apresentaram maior incremento foram as referentes ao SUS, FUNDEF e FNDE, as quais registraram expressivas taxas de crescimento nominal, principalmente para o Grupo 4 (324,2%), nos Grupos 1, 2 e 3 a taxa de crescimento foi de 289,6%, 226,0% e 266,0%, respectivamente. Em 2004, as receitas dessas 3 transferências totalizaram R$ 18,6 bilhões. A percepção da importância dessas transferências fica evidente quando comparadas com as transferências intergovernamentais tradicionais, decorrentes de partilha de tributos federais e estaduais (FPM e ICMS). Em 2004, a receita de FPM alcançou R$ 14,1 bilhões. Nesse ano, a receita dos Municípios decorrente da partilha de ICMS foi de R$ 24,5 bilhões. Em outras palavras, as transferências intergovernamentais associadas a aplicações em saúde e educação, corresponderam à segunda maior receita de transferências dos municípios. E, no caso dos Municípios de menor porte ( Grupos 3 e 4), superaram a receita obtida em decorrência da arrecadação dos dois principais impostos. Nota-se que para todos os grupos populacionais as despesas não financeiras apresentaram crescimento inferior ao da receita bruta, entretanto, esse comportamento não foi semelhante em todos os exercícios. Em 1998, à exceção do Grupo 1, os demais grupos registraram despesas não financeiras superiores as receitas brutas. Em 1999, somente o Grupo 3 registrou despesas não financeiras maiores que a receita bruta em R$ 0,22 bilhões. Já em 2003, apenas o Grupo 3 apresentou despesas financeiras menores que a receita bruta. Nos demais anos do período analisado, as receitas brutas foram maiores do que as despesas não financeiras. As despesas com pessoal cresceram em média 97,3%, observa-se um crescimento maior nos Municípios do Grupo 3 (113,2%). Ao longo do período considerado neste levantamento, essas despesas mantiveram uma média de comprometimento de receita bruta, de 43,9%, 46,8%, 46,0% e 47,4% para os Grupos de 1 a 4, respectivamente. A maior parte dessas despesas estão associadas ao pagamento de servidores ativos, sendo que a importância dessa despesa é inversamente proporcional ao porte do 35 município. Em média, essas despesas representaram 65,9%, 75,7%, 79,95% e 82,0% das despesas com pessoal, respectivamente do Grupo 1 a 4. Já a importância das despesas com pessoal inativo e com pensionistas aumenta com o porte dos Municípios. De fato, enquanto 24,76,% das despesas com pessoal dos Municípios do Grupo 1 é direcionado a inativos e pensionistas, essa proporção cai para 3,29 no Grupo 4. Uma hipótese explicativa para essa diferença de perfil pode estar associada ao fato de que os Municípios de maior porte mantêm fundos próprios de previdência, os quais arcam diretamente com as despesas decorrentes. Por sua vez, a maior parte dos Municípios menores devem contribuir para o regime geral de previdência, cabendo a este a responsabilidade pelas despesas com inativos e pensionistas. As outras despesas com pessoal cresceram 62,8%, 53,5% e 79,9%, para os Grupos 1, 2 e 3 respectivamente, enquanto que para o Grupo 4 o crescimento acumulado foi de 2,8% e nos anos de 2002 e 2003 apresentou redução de -18,1% -3,4%, respectivamente. As outras despesas correntes e de capital tiveram um crescimento nominal acumulado de 119,8%, passando de R$ 24,8 bilhões em 1998 para R$ 54,5 bilhões em 2004. O segmento populacional que apresentou maior incremento foi o Grupo 3 (138,8%). O comprometimento da receita bruta foi de 53,2% em 1998, foi diminuindo até alcançar 47,8% em 2001, mas voltou a crescer, situando-se em 52,3% em 2004. A maior parcela desses dispêndios esteve associada às outras despesas correntes. A participação dessas últimas situou-se em torno de 78,28% das outras despesas correntes e de capital, mantendo uma relativa estabilidade ao longo do tempo, com exceção do Grupo 4, cuja importância passou de 68,24% para 78,68%. Uma hipótese para explicar esse crescimento pode estar associada ao fato de que os Municípios de menor porte tiveram um crescimento mais que proporcional, em relação aos demais, das receitas derivadas do SUS, FUNDEF e FNDE. As despesas com investimentos tiveram um crescimento nominal acumulado de 107,0%, e comprometeram 10,6% da receita bruta. O Grupo 1 apresentou o maior crescimento com despesas de investimento (133,6%), enquanto o Grupo 4 o menor (65,2%). A dívida dos Municípios do Grupo 1 apresentou a maior variação acumulada do período 187,0%, passou de 14,1 bilhões em 1998 para 40,1 bilhões em 2004. Enquanto a dívida do Grupo 1 foi equivalente, em termos médios a 107,2% a receita bruta, a dos Grupos 2, 3 e 4 foi equivalente a, respectivamente, 22,4% 12,6% 4,6%. Sob outra perspectiva, 36 cerca de 80% das dívidas dos Municípios considerados neste levantamento é de responsabilidade dos Municípios com população superior a 1 milhão de habitantes. Notese que uma fração significativa dos grandes Municípios encontra-se entre os aproximadamente 180 municípios que tiveram sua dívida refinanciada pela União ao amparo da Medida Provisória nº 2185-35/01, podendo usufruir do benefício de ter o serviço da dívida refinanciada limitado a 13% da receita líquida real. Em 2004, as despesas com juros e amortizações comprometeram 8,5% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1. No entanto, comprometeram tão somente 3,1%, 2,9% e 2,1% da receita bruta dos Municípios dos Grupos 2, 3 e 4, respectivamente. Quanto às fontes de financiamento, constata-se que apenas os Municípios dos Grupos 2 e 3 apresentaram crescimento acumulado das receitas de operação de crédito (121,6% e 21,0%, respectivamente). Aquelas dos Municípios do Grupo 1 sofreram sensível redução (-65,3%), passando de R$ 2.346 milhões em 1998 para R$ 813 milhões em 2004. Ressalte-se que os 2 primeiros anos desse período ainda consideram as rolagens de dívida mobiliária dos 2 maiores Municípios brasileiros, os quais foram objeto do refinanciamento citado anteriormente. 37 PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS - 1998-2004 DECOMPOSIÇÃO DOS RESULTADOS FISCAIS POR FAIXAS POPULACIONAIS NÚMERO DE MUNICÍPIOS, VALORES DO RESULTADO PRIMÁRIO E DO ATRASO/DEFICIÊNCIA EXPRESSOS A PREÇOS CORRENTES AMOSTRA TOTAL NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS POPULACIONAIS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 (682) 1.283 108 1999 2000 2001 2003 12 12 12 12 12 12 199 30 2.133 2.208 313 1.000.000 > POPULAÇÃO > 300.00 35 35 35 35 35 35 35 (372) 23 395 398 163 (52) 1 315 7 (465) (324) (67) 44 70 277 277 277 277 277 277 277 (210) (22) 394 855 545 79 709 410 189 (328) (683) (322) (74) (612) POPULAÇÃO < 50.000 2.404 2.404 2.404 2.404 2.404 2.404 2.404 (211) 36 294 721 492 (82) 623 278 49 (224) (556) (319) 67 (586) TOTAL 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 (595) 67 3.215 4.181 1.513 (737) 2.616 1.111 652 (2.751) (3.237) 199 1.130 2004 12 300.000 > POPULAÇÃO > 50.000 407 (1.735) (1.674) 2002 POPULAÇÃO > 1.000.000 (315) (509) 1.166 (1.444) MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM SUPERÁVIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA NEGATIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS POPULACIONAIS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 416 2.125 2.310 383 175 725 (264) POPULAÇÃO > 1.000.000 3 3 6 9 6 3 8 116 1.000.000 > POPULAÇÃO > 300.00 6 13 24 23 16 13 15 79 259 553 483 321 213 208 98 111 154 195 164 116 196 247 303 613 957 909 907 1.525 228 359 588 870 775 300.000 > POPULAÇÃO > 50.000 POPULAÇÃO < 50.000 885 1.103 1.336 1.712 1.332 TOTAL 992 1.230 1.520 1.939 1.518 1.039 1.744 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 (297) (1.808) (1.893) (283) (151) (628) (50) (148) (435) (410) (258) (220) (202) 600 1.046 (166) (219) (564) (851) (742) (543) (967) 457 976 (194) (302) (516) (742) (680) (437) (893) 670 1.336 3.878 4.621 2.388 1.444 2.955 (674) (966) (3.322) (3.896) (1.963) (1.350) (2.689) MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM DÉFICIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA NEGATIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS POPULACIONAIS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 2001 2002 POPULAÇÃO > 1.000.000 1 1 1 0 0 1 0 (7) (1) (15) 0 0 (5) 0 (25) (58) (30) 0 0 (4) 0 1.000.000 > POPULAÇÃO > 300.00 3 5 3 1 1 3 4 (68) (41) (114) (2) (2) (55) (35) (106) (94) (80) (1) (17) (26) (36) 300.000 > POPULAÇÃO > 50.000 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2003 2004 7 18 14 6 3 22 9 (4) (28) (22) (1) (1) (77) (22) (3) (15) (22) (1) (2) (37) (28) POPULAÇÃO < 50.000 115 106 96 72 83 143 108 (10) (21) (14) (5) (11) (40) (25) (9) (21) (11) (4) (9) (71) (28) TOTAL 126 130 114 79 87 169 121 (89) (91) (165) (8) (14) (177) (82) (143) (188) (143) (6) (28) (139) (92) MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM SUPERÁVIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA POSITIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS POPULACIONAIS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 POPULAÇÃO > 1.000.000 3 2 2 1 2 1 1 222 72 80 7 352 11 686 197 56 43 2 259 11 116 1.000.000 > POPULAÇÃO > 300.00 5 4 2 4 5 3 5 6 5 2 13 56 35 61 47 24 1 19 37 59 75 32 34 26 25 26 31 17 30 24 16 31 30 31 77 35 35 18 19 22 32 31 POPULAÇÃO < 50.000 175 233 144 125 194 242 188 18 27 13 16 26 31 28 17 23 12 11 21 31 18 TOTAL 215 273 174 155 227 277 211 276 128 112 66 464 109 852 295 139 74 51 339 133 240 2004 1998 300.000 > POPULAÇÃO > 50.000 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM DÉFICIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA POSITIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS POPULACIONAIS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 POPULAÇÃO > 1.000.000 1.000.000 > POPULAÇÃO > 300.00 300.000 > POPULAÇÃO > 50.000 1999 2000 2001 2002 2003 1999 2000 2001 5 6 3 2 4 7 3 (132) (457) (57) (109) (423) (863) (128) 200 706 60 217 21 13 6 7 13 16 11 (390) (200) (46) (97) (211) (245) (233) 425 225 49 68 84 2002 2003 2004 222 1.274 197 172 232 231 140 114 83 51 108 55 (484) (321) (214) (132) (392) (475) (391) 544 387 239 150 400 474 352 POPULAÇÃO < 50.000 1.229 962 828 495 795 1.112 583 (447) (329) (293) (160) (298) (530) (356) 464 349 291 179 348 543 317 TOTAL 1.395 1.095 920 555 896 1.243 652 (1.452) (1.307) (610) (498) (1.325) (2.113) (1.108) 1.633 1.667 640 614 1.143 2.523 1.098 38 RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ MILHÕES 46.609 51.775 60.329 67.617 77.431 85.436 101.316 POP > 1.000.000 16.791 18.487 21.450 23.425 26.022 28.921 34.349 7.228 8.248 9.375 10.466 11.592 12.923 15.428 300.000 > POP > 50.000 11.521 12.831 15.287 17.424 20.480 22.969 27.276 POP < 50.000 11.069 12.208 14.218 16.302 19.338 20.623 24.263 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1.000.000 > POP > 300.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 11,1 29,4 45,1 66,1 83,3 2004 117,4 POP > 1.000.000 10,1 27,7 39,5 55,0 72,2 104,6 1.000.000 > POP > 300.000 14,1 29,7 44,8 60,4 78,8 113,4 300.000 > POP > 50.000 11,4 32,7 51,2 77,8 99,4 136,7 POP < 50.000 10,3 28,4 47,3 74,7 86,3 119,2 RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 17.581 19.014 21.838 24.384 28.789 33.188 38.414 POP > 1.000.000 9.409 9.893 11.327 12.503 13.997 15.900 18.452 1.000.000 > POP > 300.000 2.922 3.336 3.650 4.027 4.797 5.378 6.430 300.000 > POP > 50.000 3.636 3.947 4.657 5.286 6.778 8.045 9.524 POP < 50.000 1.614 1.838 2.204 2.568 3.217 3.864 4.008 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 8,1 POP > 1.000.000 1.000.000 > POP > 300.000 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 24,2 2001 38,7 2002 63,7 2003 88,8 2004 118,5 5,1 20,4 32,9 48,8 69,0 96,1 14,2 24,9 37,8 64,2 84,1 120,0 8,6 28,1 45,4 86,4 121,3 161,9 13,9 36,6 59,1 99,3 139,5 148,4 IPTU R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.590 4.390 4.669 5.187 6.038 7.025 7.873 POP > 1.000.000 1.816 2.481 2.655 2.881 3.331 3.886 4.291 1.000.000 > POP > 300.000 639 701 722 842 990 1.154 1.341 300.000 > POP > 50.000 832 878 934 1.067 1.250 1.444 1.643 POP < 50.000 304 330 357 397 467 540 598 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 22,3 POP > 1.000.000 2000 30,0 2001 44,5 2002 2003 68,2 95,7 2004 119,3 36,6 46,2 58,7 83,4 114,0 136,3 1.000.000 > POP > 300.000 9,8 13,0 31,9 55,0 80,7 110,0 300.000 > POP > 50.000 5,6 12,3 28,2 50,3 73,6 97,6 POP < 50.000 8,5 17,6 30,6 53,5 77,8 96,9 39 ISS R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 4.745 4.827 5.624 6.438 7.166 8.174 9.912 POP > 1.000.000 3.184 3.206 3.710 4.158 4.464 4.832 5.734 1.000.000 > POP > 300.000 680 717 818 947 1.078 1.299 1.570 300.000 > POP > 50.000 693 716 856 1.027 1.242 1.545 1.957 POP < 50.000 188 188 240 307 382 498 651 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 1,7 18,5 2001 35,7 2002 51,0 2003 72,3 2004 108,9 POP > 1.000.000 0,7 16,5 30,6 40,2 51,8 80,1 1.000.000 > POP > 300.000 5,6 20,3 39,3 58,7 91,2 131,1 300.000 > POP > 50.000 3,3 23,4 48,2 79,2 122,9 182,3 (0,1) 27,9 63,3 103,4 165,1 246,7 POP < 50.000 RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 29.028 32.761 38.491 43.233 48.643 52.248 62.902 POP > 1.000.000 7.381 8.594 10.123 10.922 12.025 13.021 15.897 1.000.000 > POP > 300.000 4.306 4.912 5.725 6.439 6.795 7.544 8.999 300.000 > POP > 50.000 7.885 8.884 10.629 12.138 13.702 14.924 17.752 POP < 50.000 9.455 10.371 12.014 13.734 16.121 16.759 20.255 1999 2000 2001 2002 2003 2004 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 12,9 32,6 48,9 67,6 80,0 116,7 POP > 1.000.000 16,4 37,1 48,0 62,9 76,4 115,4 1.000.000 > POP > 300.000 14,1 32,9 49,5 57,8 75,2 109,0 300.000 > POP > 50.000 12,7 34,8 53,9 73,8 89,3 125,1 9,7 27,1 45,3 70,5 77,2 114,2 POP < 50.000 FPM R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 6.495 7.375 7.976 9.523 11.797 12.645 14.180 POP > 1.000.000 612 673 736 856 953 1.158 1.319 1.000.000 > POP > 300.000 556 630 685 848 1.038 1.084 1.213 300.000 > POP > 50.000 1.599 1.867 2.076 2.485 3.175 3.357 3.800 POP < 50.000 3.728 4.204 4.480 5.333 6.630 7.047 7.848 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 13,6 22,8 2001 46,6 2002 81,6 2003 94,7 2004 118,3 POP > 1.000.000 10,0 20,3 39,9 55,8 89,2 115,6 1.000.000 > POP > 300.000 13,4 23,3 52,7 86,9 95,2 118,3 300.000 > POP > 50.000 16,8 29,8 55,4 98,5 109,9 137,6 POP < 50.000 12,8 20,2 43,1 77,9 89,0 110,5 40 ICMS R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 10.822 11.973 14.286 16.365 18.650 21.523 24.587 POP > 1.000.000 3.368 3.704 4.365 4.785 5.400 6.185 6.900 1.000.000 > POP > 300.000 1.907 2.110 2.443 2.838 3.173 3.532 4.045 300.000 > POP > 50.000 3.066 3.309 4.070 4.749 5.505 6.395 7.422 POP < 50.000 2.480 2.850 3.407 3.993 4.573 5.412 6.221 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 10,6 32,0 2001 51,2 2002 72,3 2003 98,9 2004 127,2 POP > 1.000.000 10,0 29,6 42,1 60,3 83,6 104,8 1.000.000 > POP > 300.000 10,6 28,1 48,8 66,4 85,2 112,1 7,9 32,7 54,9 79,5 108,5 142,0 14,9 37,4 61,0 84,4 118,2 150,9 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 IPVA R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1.884 1.953 2.211 2.620 2.892 3.185 3.701 POP > 1.000.000 917 889 1.072 1.265 1.358 1.475 1.681 1.000.000 > POP > 300.000 339 341 388 457 514 568 659 300.000 > POP > 50.000 423 514 503 604 687 768 910 POP < 50.000 205 209 247 294 333 373 451 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 3,7 POP > 1.000.000 1.000.000 > POP > 300.000 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 17,3 2001 39,1 2002 53,5 2003 69,1 2004 96,5 (3,1) 16,9 37,9 48,1 60,9 83,3 0,7 14,5 34,9 51,5 67,6 94,4 21,5 18,8 42,7 62,4 81,6 115,0 2,2 20,9 43,8 62,6 82,6 120,6 SUS, FUNDEF E FNDE R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 4.929 6.721 8.715 9.537 12.243 14.738 18.687 POP > 1.000.000 1.510 2.071 2.795 3.161 3.769 4.054 5.884 883 1.197 1.501 1.466 1.871 2.462 2.880 300.000 > POP > 50.000 1.430 1.924 2.510 2.709 3.399 4.304 5.234 POP < 50.000 1.105 1.530 1.908 2.200 3.204 3.918 4.689 1.000.000 > POP > 300.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 36,4 2001 76,8 93,5 2002 148,4 2003 199,0 2004 279,1 POP > 1.000.000 37,1 85,1 109,3 149,6 168,4 289,6 1.000.000 > POP > 300.000 35,5 69,9 66,0 111,8 178,7 226,0 300.000 > POP > 50.000 34,5 75,4 89,4 137,7 200,9 266,0 POP < 50.000 38,4 72,7 99,1 189,9 254,4 324,2 41 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL R$ MILHÕES 47.203 51.708 57.115 63.435 75.918 86.172 98.699 POP > 1.000.000 16.592 18.456 19.317 21.217 25.709 29.602 33.066 7.601 8.226 8.981 10.068 11.428 12.974 15.427 300.000 > POP > 50.000 11.731 12.853 14.892 16.569 19.935 22.891 26.566 POP < 50.000 11.280 12.172 13.924 15.581 18.845 20.705 23.640 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1.000.000 > POP > 300.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 9,5 POP > 1.000.000 21,0 34,4 60,8 82,6 109,1 11,2 16,4 27,9 55,0 78,4 99,3 1.000.000 > POP > 300.000 8,2 18,2 32,5 50,4 70,7 103,0 300.000 > POP > 50.000 9,6 26,9 41,2 69,9 95,1 126,5 POP < 50.000 7,9 23,4 38,1 67,1 83,6 109,6 DESPESAS COM PESSOAL R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 22.405 24.637 27.188 31.094 33.899 39.183 44.198 POP > 1.000.000 7.498 8.267 8.664 10.367 11.533 13.369 14.706 1.000.000 > POP > 300.000 3.660 3.923 4.274 4.841 5.293 6.050 6.978 300.000 > POP > 50.000 5.647 6.123 7.032 7.886 9.083 10.525 12.038 POP < 50.000 5.600 6.324 7.218 8.001 7.990 9.238 10.475 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 10,0 POP > 1.000.000 2000 21,3 2001 38,8 2002 51,3 2003 74,9 2004 97,3 10,2 15,5 38,3 53,8 78,3 96,1 1.000.000 > POP > 300.000 7,2 16,8 32,3 44,6 65,3 90,7 300.000 > POP > 50.000 8,4 24,5 39,6 60,8 86,4 113,2 12,9 28,9 42,9 42,7 65,0 87,1 POP < 50.000 DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 15.656 16.677 18.796 20.901 25.244 28.899 33.210 POP > 1.000.000 4.765 4.983 5.529 6.314 7.536 8.584 9.701 1.000.000 > POP > 300.000 2.709 2.819 3.066 3.380 4.063 4.587 5.287 300.000 > POP > 50.000 4.256 4.558 5.312 5.799 7.153 8.251 9.624 POP < 50.000 3.926 4.316 4.888 5.407 6.493 7.476 8.597 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 6,5 20,1 2001 33,5 2002 61,2 2003 2004 84,6 112,1 POP > 1.000.000 4,6 16,0 32,5 58,1 80,1 103,6 1.000.000 > POP > 300.000 4,1 13,2 24,8 50,0 69,3 95,2 300.000 > POP > 50.000 7,1 24,8 36,3 68,1 93,9 126,1 POP < 50.000 9,9 24,5 37,7 65,4 90,4 119,0 42 DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.009 3.345 3.598 4.123 4.554 5.171 5.672 POP > 1.000.000 1.895 2.091 2.236 2.633 2.948 3.367 3.641 1.000.000 > POP > 300.000 509 569 591 677 746 879 1.014 300.000 > POP > 50.000 423 469 520 537 585 604 673 POP < 50.000 182 217 251 276 276 321 345 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 11,2 19,6 2001 37,0 2002 51,3 2003 71,8 2004 88,5 POP > 1.000.000 10,3 18,0 38,9 55,5 77,7 92,1 1.000.000 > POP > 300.000 11,7 16,0 33,0 46,5 72,6 99,0 300.000 > POP > 50.000 10,7 23,0 27,0 38,1 42,8 58,9 POP < 50.000 19,1 38,1 51,9 51,6 76,3 89,7 OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 3.740 4.615 4.794 6.070 4.101 5.113 5.316 POP > 1.000.000 838 1.193 899 1.420 1.049 1.418 1.364 1.000.000 > POP > 300.000 441 535 617 784 484 584 677 968 1.096 1.200 1.549 1.345 1.670 1.741 1.492 1.791 2.079 2.317 1.222 1.442 1.533 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 23,4 28,2 2001 2002 62,3 9,7 2003 36,7 2004 42,2 POP > 1.000.000 42,3 7,2 69,4 25,2 69,2 62,8 1.000.000 > POP > 300.000 21,2 39,8 77,5 9,6 32,3 53,5 300.000 > POP > 50.000 13,2 23,9 60,0 39,0 72,4 79,9 POP < 50.000 20,1 39,3 55,3 (18,1) (3,4) 2,8 OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 24.798 27.071 29.926 32.341 42.019 46.990 54.501 POP > 1.000.000 9.093 10.189 10.653 10.850 14.176 16.233 18.360 1.000.000 > POP > 300.000 3.941 4.303 4.707 5.227 6.136 6.924 8.449 300.000 > POP > 50.000 6.084 6.731 7.860 8.684 10.852 12.366 14.528 POP < 50.000 5.680 5.848 6.706 7.579 10.855 11.467 13.165 2002 2003 2004 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL POP > 1.000.000 1.000.000 > POP > 300.000 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 1998 1999 2000 9,2 20,7 2001 30,4 69,4 89,5 119,8 12,1 17,2 19,3 55,9 78,5 101,9 9,2 19,4 32,6 55,7 75,7 114,4 10,6 29,2 42,7 78,4 103,2 138,8 3,0 18,1 33,4 91,1 101,9 131,8 43 OUTRAS DESPESAS CORRENTES R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 18.365 21.032 22.984 25.973 32.045 36.988 42.666 POP > 1.000.000 6.953 7.813 8.176 8.951 11.288 12.636 14.505 1.000.000 > POP > 300.000 3.128 3.586 3.841 4.217 4.874 5.686 6.747 300.000 > POP > 50.000 4.408 5.235 5.996 6.932 8.057 9.585 11.056 POP < 50.000 3.876 4.398 4.970 5.873 7.825 9.081 10.358 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 14,5 25,2 2001 41,4 2002 74,5 2003 101,4 2004 132,3 POP > 1.000.000 12,4 17,6 28,7 62,4 81,7 108,6 1.000.000 > POP > 300.000 14,7 22,8 34,8 55,8 81,8 115,7 300.000 > POP > 50.000 18,8 36,0 57,3 82,8 117,5 150,8 POP < 50.000 13,5 28,2 51,5 101,9 134,3 167,2 INVESTIMENTOS R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 5.514 4.972 6.079 5.665 9.428 9.335 11.417 POP > 1.000.000 1.533 1.585 1.896 1.470 2.536 3.104 3.580 748 650 786 937 1.219 1.198 1.644 300.000 > POP > 50.000 1.557 1.369 1.749 1.637 2.717 2.710 3.423 POP < 50.000 1.676 1.367 1.648 1.621 2.956 2.323 2.769 1.000.000 > POP > 300.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL POP > 1.000.000 1999 2000 (9,8) 10,2 2001 2,7 2002 2003 71,0 69,3 2004 107,0 3,4 23,7 (4,1) 65,5 102,5 133,6 1.000.000 > POP > 300.000 (13,1) 5,0 25,3 62,9 60,1 119,8 300.000 > POP > 50.000 (12,1) 12,3 5,1 74,5 74,0 119,8 POP < 50.000 (18,5) (1,7) (3,3) 76,3 38,6 65,2 SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.829 2.449 1.983 2.789 3.226 3.671 4.124 POP > 1.000.000 2.865 1.454 1.117 1.685 1.891 2.196 2.505 1.000.000 > POP > 300.000 317 294 246 294 346 380 407 300.000 > POP > 50.000 398 413 349 477 600 674 744 POP < 50.000 249 288 271 334 389 421 468 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 TOTAL (36,0) POP > 1.000.000 1.000.000 > POP > 300.000 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 2001 2002 2003 2004 (48,2) (27,2) (15,8) (4,1) 7,7 (49,2) (61,0) (41,2) (34,0) (23,3) (12,6) (7,3) (22,3) (7,3) 9,0 19,7 28,2 3,8 (12,4) 19,8 50,7 69,4 87,0 15,7 8,8 34,0 56,1 69,0 88,1 44 DESPESAS COM JUROS R$ MILHÕES TOTAL 1998 1.046 1999 2000 932 2001 2002 2003 2004 1.128 1.604 1.803 2.072 2.313 POP > 1.000.000 603 595 819 1.245 1.388 1.606 1.812 1.000.000 > POP > 300.000 205 133 140 151 182 197 212 300.000 > POP > 50.000 178 142 122 153 176 214 227 60 61 48 54 58 54 61 POP < 50.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 (10,9) POP > 1.000.000 2001 2002 2003 2004 7,9 53,4 72,5 98,2 121,2 166,5 200,6 (1,2) 35,8 106,6 130,2 1.000.000 > POP > 300.000 (34,8) (31,6) (26,2) (11,3) (3,7) 3,4 300.000 > POP > 50.000 (20,1) (31,7) (14,2) (1,2) 20,3 27,6 1,9 (20,0) (9,1) (3,0) (8,9) 2,8 POP < 50.000 DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 2.783 1.517 855 1.186 1.422 1.599 POP > 1.000.000 2.262 859 298 439 504 590 693 1.000.000 > POP > 300.000 112 161 106 143 164 183 195 300.000 > POP > 50.000 220 271 227 324 424 460 517 POP < 50.000 189 227 223 279 331 367 407 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 1.812 2004 TOTAL (45,5) (69,3) (57,4) (48,9) (42,6) (34,9) POP > 1.000.000 (69,4) (62,0) (86,8) (80,6) (77,7) (73,9) 1.000.000 > POP > 300.000 42,9 (5,4) 27,1 46,0 62,3 73,5 300.000 > POP > 50.000 23,2 3,3 47,4 92,9 109,3 135,2 POP < 50.000 20,0 17,9 47,5 74,7 93,6 114,9 FONTES DE FINANCIAMENTO R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 2.911 1.379 911 478 676 977 POP > 1.000.000 2.362 905 401 264 395 605 846 1.000.000 > POP > 300.000 304 175 197 51 89 113 118 300.000 > POP > 50.000 114 159 175 96 116 158 253 POP < 50.000 131 140 138 67 77 101 169 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 1.386 2004 TOTAL (52,6) (68,7) (83,6) (76,8) (66,5) (52,4) POP > 1.000.000 (61,7) (83,0) (88,8) (83,3) (74,4) (64,2) 1.000.000 > POP > 300.000 (42,4) (35,1) (83,2) (70,6) (62,9) (61,2) 39,8 53,4 (15,7) 1,6 38,9 122,5 6,7 5,0 (48,8) (41,5) (23,1) 29,0 300.000 > POP > 50.000 POP < 50.000 45 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 2.614 1.157 673 401 575 806 1.233 POP > 1.000.000 2.346 898 396 253 383 553 813 1.000.000 > POP > 300.000 82 52 49 43 77 84 104 300.000 > POP > 50.000 92 120 128 75 84 115 204 POP < 50.000 93 88 99 29 31 55 113 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 (55,7) (74,2) 2001 2002 2003 2004 (84,7) (78,0) (69,2) (52,8) (65,3) POP > 1.000.000 (61,7) (83,1) (89,2) (83,7) (76,4) 1.000.000 > POP > 300.000 (37,2) (40,0) (47,5) (6,1) 1,9 26,0 300.000 > POP > 50.000 30,0 39,7 (18,0) (8,8) 25,2 121,6 POP < 50.000 (5,9) 6,4 (68,5) (66,4) (41,4) 21,0 DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 4.764 5.175 5.877 6.783 6.516 7.472 9.230 POP > 1.000.000 2.397 2.669 3.016 3.575 3.201 3.735 4.950 1.000.000 > POP > 300.000 727 739 828 931 890 1.033 1.270 300.000 > POP > 50.000 896 949 1.091 1.241 1.275 1.429 1.591 POP < 50.000 744 817 942 1.037 1.151 1.275 1.418 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 8,6 POP > 1.000.000 23,4 2001 42,4 2002 36,8 2003 2004 56,8 93,7 11,4 25,8 49,1 33,5 55,8 106,5 1.000.000 > POP > 300.000 1,7 13,9 28,1 22,4 42,1 74,7 300.000 > POP > 50.000 6,0 21,8 38,5 42,3 59,5 77,6 POP < 50.000 9,8 26,6 39,3 54,6 71,3 90,5 DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 12.135 13.220 14.976 17.324 19.896 22.579 25.036 POP > 1.000.000 3.514 3.647 3.783 4.438 6.197 7.031 7.201 1.000.000 > POP > 300.000 1.740 1.899 2.267 2.565 2.680 3.086 3.587 300.000 > POP > 50.000 3.302 3.671 4.316 5.042 5.451 6.213 7.099 POP < 50.000 3.580 4.003 4.610 5.279 5.568 6.249 7.149 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 8,9 23,4 2001 42,8 2002 2003 64,0 86,1 2004 106,3 POP > 1.000.000 3,8 7,6 26,3 76,3 100,1 104,9 1.000.000 > POP > 300.000 9,2 30,3 47,4 54,1 77,4 106,2 300.000 > POP > 50.000 11,2 30,7 52,7 65,1 88,2 115,0 POP < 50.000 11,8 28,8 47,5 55,5 74,6 99,7 46 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 10.159 11.365 13.280 14.917 18.890 21.666 24.691 POP > 1.000.000 3.780 4.092 4.683 5.120 6.499 7.313 8.055 1.000.000 > POP > 300.000 2.099 2.321 2.770 2.959 3.429 3.952 4.458 300.000 > POP > 50.000 2.422 2.890 3.346 3.879 4.996 5.944 6.954 POP < 50.000 1.858 2.063 2.481 2.959 3.965 4.458 5.224 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 11,9 POP > 1.000.000 30,7 2001 46,8 2002 85,9 2003 113,3 2004 143,0 8,3 23,9 35,5 72,0 93,5 113,1 1.000.000 > POP > 300.000 10,5 31,9 41,0 63,3 88,2 112,4 300.000 > POP > 50.000 19,3 38,2 60,2 106,3 145,4 187,1 POP < 50.000 11,0 33,5 59,3 113,4 139,9 181,1 DESPESA LEGISLATIVA R$ MILHÕES TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2.110 2.243 2.332 2.284 2.549 2.952 POP > 1.000.000 726 772 772 743 825 947 931 1.000.000 > POP > 300.000 352 355 367 332 354 420 473 300.000 > POP > 50.000 538 574 614 595 668 771 878 POP < 50.000 494 541 579 614 701 815 887 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 6,3 10,5 2001 2002 8,3 20,8 2003 39,9 3.169 2004 50,2 POP > 1.000.000 6,4 6,4 2,4 13,7 30,5 28,2 1.000.000 > POP > 300.000 0,9 4,1 (5,8) 0,7 19,2 34,5 300.000 > POP > 50.000 6,7 14,1 10,6 24,1 43,3 63,2 POP < 50.000 9,5 17,1 24,2 41,9 64,8 79,4 DÍVIDA ATIVA R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 18.360 22.375 27.541 33.712 44.510 59.132 58.455 POP > 1.000.000 11.676 13.785 17.625 22.702 31.113 43.898 40.953 1.000.000 > POP > 300.000 2.425 3.272 3.609 3.811 5.167 5.743 6.591 300.000 > POP > 50.000 3.020 3.864 4.673 5.318 6.088 7.072 8.301 POP < 50.000 1.239 1.454 1.634 1.881 2.141 2.419 2.611 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 21,9 50,0 2001 83,6 2002 142,4 2003 222,1 2004 218,4 POP > 1.000.000 18,1 51,0 94,4 166,5 276,0 250,7 1.000.000 > POP > 300.000 34,9 48,8 57,1 113,0 136,8 171,8 300.000 > POP > 50.000 28,0 54,7 76,1 101,6 134,2 174,9 POP < 50.000 17,3 31,9 51,8 72,8 95,2 110,7 47 DÍVIDA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL R$ MILHÕES 17.566 22.126 26.144 29.686 38.927 42.326 47.825 POP > 1.000.000 14.131 18.061 21.376 24.368 32.340 35.526 40.550 1.000.000 > POP > 300.000 1.348 1.628 2.091 2.156 3.191 3.195 3.574 300.000 > POP > 50.000 1.385 1.572 2.061 2.483 2.680 2.856 2.960 701 864 615 680 716 749 740 POP < 50.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 2000 26,0 48,8 2001 2002 69,0 2003 121,6 141,0 2004 172,3 POP > 1.000.000 27,8 51,3 72,4 128,9 151,4 187,0 1.000.000 > POP > 300.000 20,8 55,1 59,9 136,7 136,9 165,1 300.000 > POP > 50.000 13,5 48,8 79,2 93,5 106,1 113,7 POP < 50.000 23,3 (12,3) (3,1) 2,1 6,9 5,5 DÍVIDA INTERNA R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 16.233 20.226 24.056 27.255 35.942 39.766 45.354 POP > 1.000.000 12.897 16.316 19.373 22.013 29.477 33.090 38.184 1.000.000 > POP > 300.000 1.278 1.523 2.054 2.108 3.109 3.119 3.504 300.000 > POP > 50.000 1.364 1.537 2.024 2.462 2.644 2.821 2.934 694 850 605 672 712 735 732 POP < 50.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 2000 24,6 48,2 2001 2002 67,9 2003 121,4 145,0 2004 179,4 POP > 1.000.000 26,5 50,2 70,7 128,6 156,6 196,1 1.000.000 > POP > 300.000 19,2 60,8 65,0 143,3 144,2 174,3 300.000 > POP > 50.000 12,7 48,4 80,5 93,8 106,8 115,1 POP < 50.000 22,5 (12,8) (3,2) 2,6 5,9 5,5 DÍVIDA EXTERNA R$ MILHÕES 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 1.333 1.900 2.088 2.431 2.985 2.560 2.470 POP > 1.000.000 1.234 1.745 2.003 2.355 2.863 2.436 2.367 1.000.000 > POP > 300.000 71 105 37 48 82 75 70 300.000 > POP > 50.000 21 35 38 21 36 34 26 7 14 10 8 3 14 8 POP < 50.000 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 56,6 2001 2002 2003 2004 TOTAL 42,5 POP > 1.000.000 41,4 1.000.000 > POP > 300.000 48,7 300.000 > POP > 50.000 65,8 78,0 (1,7) 70,2 63,3 21,9 POP < 50.000 97,9 35,5 5,1 (51,9) 98,6 10,9 48 82,4 123,9 92,0 85,3 62,4 90,8 132,0 97,4 91,8 (47,5) (31,8) 16,2 6,3 (1,5) GRUPOS DE PIB: PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA ANÁLISE DO PERFIL DAS FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004, TOMANDO-SE COMO PARÂMETRO DE REFERÊNCIA A RECEITA BRUTA Dos resultados apurados, constatou-se disparidade mais ou menos acentuada quanto aos elementos da receita. A participação das receitas de arrecadação própria é proporcionalmente maior nos Municípios de maior PIB. Considerando-se a média dos exercícios financeiros apurados, responderam por 51,4% da receita bruta dos Municípios do Grupo 118 e por 8,8% dos Municípios do Grupo 4. O mesmo ocorre em cada uma das receitas de arrecadação própria. Por dedução lógica, a participação das receitas de transferências é proporcionalmente maior nos Municípios de menor PIB. Utilizando-se as mesmas referências, essas receitas representaram 48,6% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1 e 91,2% dos Municípios do Grupo 4. Entretanto, o que é observado no agregado não necessariamente o é para cada uma das receitas de transferências. A discrepância referida é confirmada, por exemplo, para o FPM, representativo de 3,7% da receita bruta do Grupo 1 e de 45,4% do Grupo 4. Também é observada discrepância para as receitas de IRRF e IPVA. Mas não o é para o ICMS recebidos dos Estados e para o agregado SUS, FUNDEF e FNDE. Ainda que a principal receita transferida pelos Estados tenha representado 23,7% para os Municípios do Grupo 1, 25,6% para os Municípios do Grupo 2 e 25,4% para os Municípios do Grupo 3, é para os Municípios com faixas de PIB intermediários que essa receita é mais representativa. Por sua vez, as transferências intrinsecamente associadas à manutenção do ensino e prestação de serviços de saúde, feitas pela União e pelos Estados, também tiveram uma distribuição com disparidade não muito acentuada oscilando de 12,8% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1 a 16,5% do Grupo 4. Quando se analisa o perfil das despesas com pessoal quanto ao comprometimento da receita bruta, observa-se que, na média dos exercícios financeiros apurados, representaram 44,5%, 45,7%, 48,1% e 46,6%, respectivamente para os Grupos 1, 2, 3 e 4. Considerando-se que como proporção da receita corrente líquida, o comprometimento 18 Para tornar o texto mais fluido nas análises referentes aos grupos de PIB, convencionou-se chamar os Municípios com PIB superior a R$ 4 bilhões de Grupo 1; os Municípios com PIB superior a R$ 500 milhões e inferior a R$ 4 bilhões de Grupo 2; os Municípios com PIB superior a R$ 50 milhões e inferior a R$ 500 milhões de Grupo 3; e os Municípios com PIB inferior a R$ 50 milhões de Grupo 4. 49 máximo do conjunto dos Municípios da amostra foi de 50,0% ( em 1998), pode-se afirmar que as despesas com pessoal não constituem problema tão acentuado para os Municípios, se comparado com os indicadores apresentados pelos Estados. Entretanto, quando se desdobra essa despesa em pessoal ativo, inativos e pensionistas e outras despesas com pessoal, percebem-se situações díspares. As despesas com pessoal ativo foram menos representativas para os Municípios do Grupo 1, nos quais comprometeu-se 29,2% da receita bruta. E o mais representativo foi o Grupo 3, cujo comprometimento situou-se na casa dos 36,0%. Essa situação se explica pelo fato de que, para os Municípios do Grupo 1, o comprometimento da receita bruta com as despesas com inativos e pensionistas é praticamente o dobro da média (10,2% contra 5,6%) e correspondente a quase dez vezes com o do Grupo 4 (1,0%). As outras despesas com pessoal (as quais contemplam despesas com terceirização de mão de obra, contratação por tempo determinado e obrigações patronais, dentre outros elementos) foram proporcionalmente maiores nos Municípios dos Grupos 3 e 4 (9,9% e 12,0% da receita bruta) do que nos Municípios 1 e 2 (5,1% e 7,1%, respectivamente). Por sua vez, as outras despesas correntes e de capital acarretaram um comprometimento de receita bruta relativamente homogêneo entre os diversos grupos. As outras despesas correntes demandam cerca de 40,5% das receitas brutas e os investimentos cerca de 10,6%. Discriminadas por função, as despesas que suscitam destaque são as associadas a “assistência e previdência”, “educação e cultura” e “saúde e saneamento”. As primeiras por apontarem comprometimento mais que proporcional no Grupo 1 (12,8% contra 9,5% na média dos Municípios), em virtude provavelmente da já apontada maior importância das despesas com inativos e pensionistas. Já as despesas com educação e cultura merecem destaque ao se observar que o comprometimento da receita bruta cresce conforme diminui o PIB dos Municípios (21,8% nos Municípios do Grupo 1 contra 32,7% nos Municípios do Grupo 4). Finalmente, as despesas com saúde e saneamento foram mais representativas nos Municípios do Grupo 2 (25,8% da receita bruta) e menos representativas nos Municípios do Grupo 4 (18,6%). Dentre os ativos disponíveis nos Municípios, a situação que mais suscita interesse é a da dívida ativa, a qual é diretamente proporcional ao PIB dos Municípios. Não seria de se 50 estranhar, visto que esse é um ativo que só o tem quem se propõe a arrecadar tributos. Entretanto, as discrepâncias são muito acentuadas, tendo variado de um montante correspondente a 87,5% da receita bruta nos Municípios do Grupo 1 até 4,6% nos Municípios do Grupo 4. No âmbito do passivo, situação assemelhada foi observada quanto às obrigações associadas à dívida, para a qual o espectro de comprometimento foi de 89,7% da receita bruta nos Municípios do Grupo 1, 15,5% nos Municípios do Grupo 2, 6,2% nos Municípios do Grupo 3 e 3,0% nos Municípios do Grupo 4. Em outras palavras, a dívida não é um problema generalizado para os Municípios, somente adquirindo expressão para alguns poucos. Quanto aos fluxos de receita e despesa “abaixo da linha”, constata-se, com as informações apuradas, a pequena relevância das despesas com juros e amortizações, mesmo para aqueles, como os Municípios do Grupo 1, que detêm posição de dívida mais elevada. Para estes, o comprometimento da receita bruta com o serviço da dívida esteve situado, na média do período, em 7,4%. Para os demais grupos esse comprometimento é consideravelmente menor, situando-se em 3,0%, 2,4% e 1,8% da receita bruta dos Municípios dos Grupos 2, 3 e 4, respectivamente. Algo assemelhado se observa quanto às fontes de financiamento, constituídas quase que exclusivamente por receitas de operações de crédito. Mesmo aqueles que estão se endividando, os fluxos dessas receitas não ultrapassam o equivalente a 3,4% da receita bruta (Municípios do Grupo 1), reduzindo-se significativamente para 1,3%, 0,8% e 0,7% da receita bruta dos Municípios dos Grupos 2, 3 e 4. 51 RECEITA BRUTA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4.000 > PIB > 500 milhões 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 500 > PIB > 50 milhões 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB < 50 milhões 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA % RECEITA BRUTA 1998 MÉDIA TOTAL 37,7 36,7 36,2 36,1 37,2 38,8 37,9 37,2 PIB > 4.000 milhões 52,6 50,7 50,0 50,6 51,4 52,7 51,8 51,4 4.000 > PIB > 500 milhões 35,8 35,0 34,5 33,7 37,1 38,0 36,9 35,9 500 > PIB > 50 milhões 19,9 19,8 19,5 19,8 21,2 23,0 22,0 20,8 8,1 8,4 8,3 8,5 8,6 10,0 9,5 8,8 PIB < 50 milhões IPTU % RECEITA BRUTA TOTAL PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 7,7 8,5 7,7 7,7 7,8 8,2 7,8 7,9 10,2 12,2 11,2 11,2 11,7 12,2 11,5 11,5 8,5 7,9 7,1 7,1 7,3 7,5 7,1 7,5 500 > PIB > 50 milhões 4,2 4,1 3,7 3,7 3,7 3,9 3,7 3,8 PIB < 50 milhões 0,9 0,9 0,8 0,8 0,8 0,9 0,8 0,9 ISS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 10,2 9,3 9,3 9,5 9,3 9,6 9,8 9,6 PIB > 4.000 milhões 17,1 15,6 15,6 16,0 15,6 15,4 15,6 15,8 4.000 > PIB > 500 milhões 7,4 6,8 6,7 6,9 7,1 7,8 8,1 7,3 500 > PIB > 50 milhões 2,4 2,2 2,4 2,6 2,8 3,2 3,4 2,7 PIB < 50 milhões 0,8 0,7 0,8 1,0 1,1 1,3 1,4 1,0 RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 62,3 1999 63,3 2000 63,8 2001 63,9 2002 62,8 2003 61,2 2004 62,1 MÉDIA 62,8 PIB > 4.000 milhões 47,4 49,3 50,0 49,4 48,6 47,3 48,2 48,6 4.000 > PIB > 500 milhões 64,2 65,0 65,5 66,3 62,9 62,0 63,1 64,1 500 > PIB > 50 milhões 80,1 80,2 80,5 80,2 78,8 77,0 78,0 79,2 PIB < 50 milhões 91,9 91,6 91,7 91,5 91,4 90,0 90,5 91,2 52 FPM % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 13,9 PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 1999 14,2 2000 13,2 2001 14,1 2002 15,2 2003 14,8 2004 14,0 MÉDIA 14,2 3,6 3,6 3,4 3,7 3,8 4,0 3,8 3,7 11,7 12,1 11,3 12,2 13,2 12,4 11,8 12,1 500 > PIB > 50 milhões 26,2 26,7 24,6 25,5 27,0 26,4 25,0 25,9 PIB < 50 milhões 44,6 46,4 43,0 44,6 46,3 48,0 45,1 45,4 ICMS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 23,2 23,1 23,7 24,2 24,1 25,2 24,3 24,0 PIB > 4.000 milhões 23,1 23,0 23,3 23,8 24,4 24,8 23,4 23,7 4.000 > PIB > 500 milhões 25,6 24,5 25,1 25,9 25,7 26,4 25,9 25,6 500 > PIB > 50 milhões 24,3 24,7 25,3 25,6 24,7 26,8 26,3 25,4 PIB < 50 milhões 15,5 16,9 17,8 18,2 17,2 19,9 19,1 17,8 IPVA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 4,0 1999 3,8 2000 3,7 2001 3,9 2002 3,7 2003 3,7 2004 3,7 MÉDIA 3,8 PIB > 4.000 milhões 5,3 4,6 4,8 5,2 5,0 4,9 4,7 4,9 4.000 > PIB > 500 milhões 4,0 4,2 3,5 3,7 3,7 3,7 3,7 3,8 500 > PIB > 50 milhões 2,7 2,5 2,5 2,6 2,5 2,6 2,6 2,6 PIB < 50 milhões 0,9 0,8 0,9 0,9 0,9 1,0 1,0 0,9 SUS, FUNDEF E FNDE % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 10,6 13,0 14,4 14,1 15,8 17,3 18,4 14,8 9,0 11,2 12,9 12,7 13,9 13,7 16,1 12,8 4.000 > PIB > 500 milhões 12,6 15,1 16,3 15,4 16,6 18,9 19,1 16,3 500 > PIB > 50 milhões 11,4 14,0 15,3 15,1 17,6 20,6 20,9 16,4 PIB < 50 milhões 10,5 13,5 14,7 14,8 18,3 21,5 22,0 16,5 PIB > 4.000 milhões DESPESAS NÃO FINANCEIRAS % RECEITA BRUTA TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 101,3 1999 99,9 2000 94,7 2001 93,8 2002 2003 98,0 100,9 2004 97,4 MÉDIA 98,0 99,8 99,5 91,0 91,2 98,4 101,9 96,9 96,9 4.000 > PIB > 500 milhões 103,3 100,6 97,1 95,8 97,7 99,9 98,8 99,0 500 > PIB > 50 milhões 101,8 99,7 98,0 95,8 97,7 99,9 96,7 98,5 PIB < 50 milhões 101,6 99,8 98,3 96,4 98,2 101,1 97,0 98,9 53 DESPESAS COM PESSOAL % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 1999 48,1 47,6 2000 45,1 2001 46,0 2002 43,8 2003 45,9 2004 43,6 MÉDIA 45,7 PIB > 4.000 milhões 45,7 45,4 41,8 44,4 44,8 46,3 43,4 44,5 4.000 > PIB > 500 milhões 49,6 47,2 44,6 45,1 44,1 45,5 44,0 45,7 500 > PIB > 50 milhões 51,5 51,4 50,8 49,1 43,4 46,0 44,3 48,1 PIB < 50 milhões 48,4 51,5 50,7 49,6 39,5 44,5 42,2 46,6 DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 33,6 32,2 31,2 30,9 32,6 33,8 32,8 32,4 PIB > 4.000 milhões 30,2 28,5 27,3 28,1 30,2 30,8 29,5 29,2 4.000 > PIB > 500 milhões 37,3 35,1 33,7 32,5 34,5 35,4 34,6 34,7 500 > PIB > 50 milhões 37,2 36,4 35,8 34,5 35,1 37,0 36,2 36,0 PIB < 50 milhões 32,5 33,5 32,7 32,1 32,5 36,6 35,3 33,6 DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS % RECEITA BRUTA TOTAL PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 6,5 6,5 6,0 6,1 5,9 6,1 5,6 6,1 10,6 10,5 9,8 10,3 10,3 10,4 9,6 10,2 4,4 4,3 3,9 3,8 3,8 3,9 3,6 4,0 500 > PIB > 50 milhões 2,3 2,4 2,3 2,2 1,9 2,0 1,7 2,1 PIB < 50 milhões 0,9 1,0 1,1 1,1 0,9 1,1 0,9 1,0 OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 8,0 8,9 7,9 9,0 5,3 6,0 5,2 7,2 PIB > 4.000 milhões 4,9 6,3 4,7 6,0 4,3 5,1 4,2 5,1 4.000 > PIB > 500 milhões 7,9 7,8 7,0 8,8 5,8 6,3 5,8 7,1 500 > PIB > 50 milhões 11,9 12,6 12,7 12,5 6,4 7,0 6,4 9,9 PIB < 50 milhões 15,0 17,0 16,9 16,4 6,1 6,9 6,0 12,0 OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 53,2 1999 52,3 2000 49,6 2001 47,8 2002 54,3 2003 55,0 2004 53,8 MÉDIA 52,3 PIB > 4.000 milhões 54,1 54,1 49,2 46,7 53,6 55,6 53,5 52,4 4.000 > PIB > 500 milhões 53,7 53,5 52,5 50,7 53,6 54,4 54,8 53,3 500 > PIB > 50 milhões 50,3 48,3 47,3 46,7 54,4 53,8 52,4 50,5 PIB < 50 milhões 53,2 48,3 47,6 46,8 58,8 56,6 54,8 52,3 54 OUTRAS DESPESAS CORRENTES % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 39,4 1999 40,6 2000 38,1 2001 38,4 2002 41,4 2003 43,3 2004 42,1 MÉDIA 40,5 PIB > 4.000 milhões 41,4 41,8 38,0 38,2 42,5 42,9 41,4 40,9 4.000 > PIB > 500 milhões 40,6 43,0 41,1 40,8 40,5 43,2 42,9 41,7 500 > PIB > 50 milhões 35,0 36,4 35,3 36,6 39,8 42,9 41,5 38,2 PIB < 50 milhões 35,3 36,3 35,2 36,2 42,3 46,0 44,2 39,4 INVESTIMENTOS % RECEITA BRUTA TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 11,8 9,6 10,1 8,4 12,2 10,9 11,3 10,6 9,6 8,7 8,9 6,9 9,9 11,2 11,4 9,5 4.000 > PIB > 500 milhões 12,1 9,5 10,5 9,3 12,9 10,9 11,7 11,0 500 > PIB > 50 milhões 14,4 11,1 11,3 9,5 14,1 10,7 10,7 11,7 PIB < 50 milhões 16,4 11,3 11,7 10,1 16,1 10,3 10,4 12,3 SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 8,2 PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 1999 4,7 2000 3,3 2001 4,1 2002 4,2 2003 4,3 2004 4,1 MÉDIA 4,7 14,5 7,1 4,7 6,3 6,3 6,6 6,3 7,4 3,8 3,1 2,3 2,7 3,1 3,0 2,7 3,0 500 > PIB > 50 milhões 2,7 2,7 2,2 2,4 2,3 2,3 2,2 2,4 PIB < 50 milhões 1,8 2,0 1,7 1,8 1,7 1,8 1,7 1,8 DESPESAS COM JUROS % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 2,2 1,8 1,9 2,4 2,3 2,4 2,3 2,2 PIB > 4.000 milhões 3,4 3,0 3,4 4,6 4,6 4,7 4,5 4,0 4.000 > PIB > 500 milhões 2,0 1,2 0,9 0,9 1,0 1,0 0,9 1,1 500 > PIB > 50 milhões 0,7 0,6 0,5 0,5 0,4 0,4 0,3 0,5 PIB < 50 milhões 0,4 0,4 0,3 0,2 0,2 0,2 0,2 0,3 DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES % RECEITA BRUTA TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 6,0 1999 2,9 2000 1,4 2001 1,8 2002 1,8 2003 1,9 2004 1,8 MÉDIA 2,5 11,1 4,2 1,3 1,7 1,7 1,8 1,8 3,4 4.000 > PIB > 500 milhões 1,7 1,9 1,4 1,8 2,1 2,0 1,8 1,8 500 > PIB > 50 milhões 2,0 2,1 1,7 1,9 1,9 2,0 1,9 1,9 PIB < 50 milhões 1,4 1,6 1,4 1,5 1,4 1,6 1,6 1,5 55 FONTES DE FINANCIAMENTO % RECEITA BRUTA 1998 TOTAL 6,2 PIB > 4.000 milhões 1999 2,7 2000 1,5 2001 0,7 2002 0,9 2003 1,1 2004 1,4 MÉDIA 2,1 11,6 4,1 1,7 1,0 1,3 1,8 2,1 3,4 2,7 1,9 1,7 0,5 0,7 0,9 0,9 1,3 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões 1,2 1,3 1,2 0,4 0,4 0,5 0,8 0,8 PIB < 50 milhões 1,2 0,9 0,7 0,4 0,4 0,5 0,6 0,7 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO % RECEITA BRUTA 1998 TOTAL 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 5,6 2,2 1,1 0,6 0,7 0,9 1,2 1,8 11,4 4,0 1,6 1,0 1,3 1,6 2,0 3,3 4.000 > PIB > 500 milhões 0,9 0,8 0,7 0,4 0,6 0,6 0,7 0,7 500 > PIB > 50 milhões 0,9 0,9 0,9 0,2 0,2 0,3 0,6 0,6 PIB < 50 milhões 0,8 0,6 0,5 0,1 0,1 0,2 0,4 0,4 PIB > 4.000 milhões DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 10,2 10,0 9,7 10,0 8,4 8,7 9,1 9,5 PIB > 4.000 milhões 13,4 13,2 13,2 14,1 11,4 11,6 12,9 12,8 8,6 8,1 7,4 7,4 6,4 6,9 6,7 7,3 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões 6,9 6,9 6,7 6,8 6,3 6,5 6,1 6,6 PIB < 50 milhões 6,3 6,1 6,2 5,7 5,6 5,7 5,3 5,9 DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 26,0 25,5 24,8 25,6 25,7 26,4 24,7 25,5 PIB > 4.000 milhões 22,1 20,9 19,2 20,5 23,8 24,5 21,7 21,8 4.000 > PIB > 500 milhões 26,5 26,3 26,5 27,0 25,0 25,3 24,6 25,9 500 > PIB > 50 milhões 30,9 31,2 31,1 31,4 28,4 29,6 28,6 30,2 PIB < 50 milhões 33,8 34,3 34,0 33,9 30,1 32,0 30,9 32,7 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 21,8 1999 22,0 2000 22,0 2001 22,1 2002 24,4 2003 25,4 2004 24,4 MÉDIA 23,1 PIB > 4.000 milhões 23,4 23,0 22,4 22,0 25,1 25,6 23,6 23,6 4.000 > PIB > 500 milhões 23,7 24,6 25,1 25,1 26,4 28,0 27,6 25,8 500 > PIB > 50 milhões 18,3 18,7 19,1 19,9 22,1 22,9 22,8 20,5 PIB < 50 milhões 15,7 16,0 17,0 18,0 20,4 21,6 21,6 18,6 56 DESPESA LEGISLATIVA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 4,5 1999 4,3 2000 3,9 2001 3,4 2002 3,3 2003 3,5 2004 3,1 MÉDIA 3,7 PIB > 4.000 milhões 4,3 4,1 3,5 3,1 3,1 3,3 2,8 3,4 4.000 > PIB > 500 milhões 4,9 4,6 4,1 3,4 3,2 3,3 3,1 3,8 500 > PIB > 50 milhões 4,7 4,6 4,3 3,8 3,6 3,8 3,5 4,0 PIB < 50 milhões 4,4 4,5 4,0 3,9 3,7 4,3 3,9 4,1 DÍVIDA ATIVA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 39,4 43,2 45,7 49,9 57,5 69,2 57,7 51,8 PIB > 4.000 milhões 61,4 65,5 71,6 83,1 102,3 127,2 101,4 87,5 4.000 > PIB > 500 milhões 29,9 35,5 34,7 33,6 36,7 37,0 36,2 34,8 500 > PIB > 50 milhões 18,4 20,3 19,7 19,4 17,3 18,1 17,2 18,6 3,8 4,3 4,8 4,8 4,6 5,1 4,7 4,6 PIB < 50 milhões DÍVIDA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 37,7 1999 42,7 2000 43,3 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 43,9 50,3 49,5 47,2 45,0 PIB > 4.000 milhões 70,6 80,7 83,0 86,8 104,7 102,2 99,6 89,7 4.000 > PIB > 500 milhões 15,3 16,0 17,2 16,2 17,1 15,1 11,5 15,5 500 > PIB > 50 milhões 8,4 9,4 6,3 5,5 4,3 5,1 4,3 6,2 PIB < 50 milhões 3,1 3,4 3,4 3,4 2,7 2,6 2,2 3,0 DÍVIDA INTERNA % RECEITA BRUTA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA TOTAL 34,8 39,1 39,9 40,3 46,4 46,5 44,8 41,7 PIB > 4.000 milhões 64,4 72,8 75,4 78,7 95,8 95,5 94,0 82,4 4.000 > PIB > 500 milhões 15,3 15,0 15,7 17,0 16,1 16,9 14,9 11,3 500 > PIB > 50 milhões 8,3 9,3 6,3 5,5 4,3 5,1 4,3 6,1 PIB < 50 milhões 3,1 3,3 3,3 3,4 2,7 2,5 2,1 2,9 DÍVIDA EXTERNA % RECEITA BRUTA TOTAL 1998 2,9 1999 3,7 2000 3,5 2001 3,6 2002 3,9 2003 3,0 2004 2,4 MÉDIA 3,3 PIB > 4.000 milhões 6,1 7,9 7,5 8,1 8,9 6,8 5,5 7,3 4.000 > PIB > 500 milhões 0,3 0,3 0,2 0,1 0,2 0,2 0,1 0,2 500 > PIB > 50 milhões 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 PIB < 50 milhões 0,0 0,2 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 57 GRUPOS DE PIB: PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA ANÁLISE DO PERFIL DAS FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004, TOMANDO-SE COMO PARÂMETRO A PARTICIPAÇÃO DE CADA GRUPO DE MUNICÍPIOS NO TOTAL DA AMOSTRA O Grupo 1 concentra as receitas de arrecadação própria (60,6% em média) e responde pela maior parte do total da receita bruta da amostra (43,9% em média). O grupo 1 também concentra as despesas não financeiras (43,4% em média). Este grupo lidera as despesas com inativos e pensionistas (73,9% em média), despesas com pessoal ativos (39,5% em média) e outras despesas com pessoal (31,6% em média). Separando-se as despesas por função, percebe-se que o Grupo 1 também responde pela maioria dos gastos com “assistência e previdência” (59,5% em média), com “educação e cultura” (37,4% em média) e com “saúde e saneamento” (44,8% em média) . No que se refere às despesas financeiras, cabe aos Municípios do Grupo 1 a maior parte dos gastos com o serviço da dívida (67,8% em média). Também respondem pela grande maioria das receitas de operações de crédito (75,1% em média), enquanto que o Grupo 2 concentra as receitas de alienações de ativos (14,9% em média). O estoque da dívida é altamente concentrado nos Municípios de maior PIB. De fato, os Municípios do Grupo 1 acumulam, em média, 86,3% da dívida interna e 97,7% da dívida externa. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO, DO PIB, E DA RECEITA BRUTA DA AMOSTRA DE MUNICÍPIOS POPULAÇÃO FAIXAS DE PIB PIB DE 2000 RECEITA BRUTA MÉDIA 98-04 DE 2000 PIB > 4.000 MILHÕES 35,4% 49,3% 43,9% 4.000 > PIB > 500 MILHÕES 29,7% 29,3% 27,5% 500 > PIB > 50 MILHÕES 24,0% 17,0% 19,1% PIB < 50 MILHÕES 10,9% 4,4% 9,5% Há, portanto, uma concentração de receitas e de despesas no Grupo de Municípios com maior PIB. De fato, os Municípios do Grupo 1 respondem por uma parcela da receita bruta proporcionalmente maior do que sua participação no total da população da amostra. Por outro lado, constata-se que os Grupos de menor PIB (3 e 4) possuem fração da receita bruta superior à representatividade de seus PIB. 58 RECEITA BRUTA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 45,0 45,1 44,8 43,8 42,4 43,1 43,1 43,9 4.000 > PIB > 500 milhões 26,7 26,9 27,3 27,5 27,9 28,1 28,2 27,5 500 > PIB > 50 milhões 18,6 18,5 18,7 19,1 19,7 19,5 19,4 19,1 9,7 9,5 9,3 9,5 10,0 9,2 9,2 9,5 PIB < 50 milhões RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 62,7 62,2 61,8 61,5 58,6 58,5 58,9 60,6 4.000 > PIB > 500 milhões TOTAL MÉDIA 25,4 25,6 26,0 25,7 27,8 27,6 27,5 26,5 500 > PIB > 50 milhões 9,8 10,0 10,1 10,5 11,3 11,6 11,3 10,6 PIB < 50 milhões 2,1 2,2 2,1 2,3 2,3 2,4 2,3 2,2 IPTU % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 59,4 64,8 64,9 64,2 63,7 63,9 64,1 63,6 4.000 > PIB > 500 milhões 29,4 25,2 25,1 25,6 26,0 25,8 25,8 26,1 500 > PIB > 50 milhões 10,0 9,0 9,0 9,2 9,3 9,3 9,1 9,3 1,2 1,0 1,0 1,1 1,1 1,0 1,0 1,0 PIB < 50 milhões ISS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 75,5 75,2 74,8 73,7 71,5 69,4 68,6 72,7 4.000 > PIB > 500 milhões 20,9 19,3 19,7 19,6 20,1 21,3 22,9 23,4 500 > PIB > 50 milhões 4,4 4,4 4,7 5,2 6,0 6,5 6,7 5,4 PIB < 50 milhões 0,7 0,7 0,8 1,0 1,1 1,2 1,3 1,0 RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 34,3 35,1 35,1 33,9 32,8 33,3 33,5 34,0 4.000 > PIB > 500 milhões 27,5 27,6 28,0 28,5 27,9 28,5 28,7 28,1 500 > PIB > 50 milhões 23,9 23,5 23,6 24,0 24,7 24,6 24,4 24,1 PIB < 50 milhões 14,4 13,8 13,4 13,6 14,5 13,6 13,4 13,8 59 FPM % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 11,6 11,4 11,7 11,4 10,5 11,5 11,8 11,4 4.000 > PIB > 500 milhões 22,4 22,8 23,4 23,8 24,2 23,7 23,8 23,4 500 > PIB > 50 milhões 34,9 34,7 34,8 34,6 34,9 34,9 34,7 34,8 PIB < 50 milhões 31,1 31,1 30,2 30,1 30,4 30,0 29,8 30,4 ICMS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 44,7 44,7 44,1 43,1 42,9 42,4 41,6 43,4 4.000 > PIB > 500 milhões 29,4 28,5 28,9 29,5 29,7 29,5 30,1 29,4 500 > PIB > 50 milhões 19,4 19,8 19,9 20,2 20,3 20,8 21,0 20,2 6,5 7,0 7,0 7,2 7,1 7,3 7,3 7,1 TOTAL PIB < 50 milhões MÉDIA IPVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 59,3 55,5 58,6 58,3 57,1 56,2 55,2 57,2 4.000 > PIB > 500 milhões 26,2 30,0 26,3 26,6 27,4 28,0 28,5 27,6 500 > PIB > 50 milhões 12,4 12,3 12,8 12,9 13,2 13,4 13,8 13,0 2,1 2,1 2,3 2,2 2,3 2,4 2,5 2,3 PIB < 50 milhões SUS, FUNDEF E FNDE % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 38,4 38,9 39,9 39,4 37,1 34,3 37,7 38,0 4.000 > PIB > 500 milhões 31,8 31,2 30,8 30,1 29,3 30,8 29,2 30,5 500 > PIB > 50 milhões 20,1 20,1 19,8 20,5 21,9 23,4 22,0 21,1 9,7 9,9 9,4 10,0 11,6 11,5 11,0 10,5 PIB < 50 milhões DESPESAS NÃO FINANCEIRAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 44,3 44,9 43,0 42,6 42,5 43,5 42,9 43,4 4.000 > PIB > 500 milhões 27,2 27,1 28,0 28,1 27,8 27,9 28,6 27,8 500 > PIB > 50 milhões 18,7 18,5 19,4 19,5 19,7 19,3 19,3 19,2 9,8 9,5 9,6 9,8 10,0 9,3 9,2 9,6 PIB < 50 milhões 60 DESPESAS COM PESSOAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 42,7 43,0 41,5 42,4 43,4 43,5 42,9 42,8 4.000 > PIB > 500 milhões 27,6 26,6 27,0 27,0 28,1 27,9 28,4 27,5 500 > PIB > 50 milhões 19,9 20,0 21,1 20,4 19,6 19,6 19,7 20,0 9,8 10,3 10,5 10,2 9,0 9,0 8,9 9,7 PIB < 50 milhões DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 40,4 39,9 39,3 39,9 39,3 39,2 38,9 39,5 4.000 > PIB > 500 milhões 29,6 29,2 29,5 28,9 29,5 29,4 29,8 29,4 500 > PIB > 50 milhões 20,6 20,9 21,5 21,3 21,3 21,4 21,5 21,2 9,4 9,9 9,7 9,9 10,0 10,0 9,9 9,8 TOTAL PIB < 50 milhões MÉDIA DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 73,6 73,5 73,4 74,3 74,2 73,9 74,1 73,9 4.000 > PIB > 500 milhões 18,3 18,0 17,7 17,1 17,9 18,0 18,2 17,9 500 > PIB > 50 milhões 6,7 7,0 7,2 6,9 6,3 6,4 6,1 6,7 PIB < 50 milhões 1,4 1,5 1,7 1,7 1,6 1,6 1,6 1,6 OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 27,7 32,1 26,5 29,1 34,2 37,0 34,8 31,6 4.000 > PIB > 500 milhões 26,4 23,5 23,9 27,0 30,6 29,5 31,1 27,4 500 > PIB > 50 milhões 27,6 26,2 29,9 26,5 23,8 22,8 23,5 25,8 PIB < 50 milhões 18,2 18,2 19,8 17,4 11,5 10,7 10,6 15,2 OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 45,8 46,6 44,4 42,8 41,9 43,5 42,9 44,0 4.000 > PIB > 500 milhões 27,0 27,5 28,9 29,2 27,5 27,8 28,8 28,1 500 > PIB > 50 milhões 17,6 17,1 17,8 18,7 19,8 19,1 18,9 18,4 9,7 8,8 8,9 9,3 10,8 9,5 9,4 9,5 PIB < 50 milhões 61 OUTRAS DESPESAS CORRENTES % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 47,3 46,4 44,6 43,6 43,5 42,7 42,4 44,4 4.000 > PIB > 500 milhões 27,5 28,4 29,4 29,2 27,2 28,1 28,7 28,4 500 > PIB > 50 milhões 16,5 16,6 17,3 18,2 19,0 19,3 19,2 18,0 8,7 8,5 8,6 9,0 10,2 9,8 9,7 9,2 PIB < 50 milhões INVESTIMENTOS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 36,5 40,8 39,7 36,2 34,3 44,1 43,7 39,3 4.000 > PIB > 500 milhões 27,3 26,5 28,5 30,6 29,5 28,1 29,3 28,5 500 > PIB > 50 milhões 22,6 21,4 21,0 21,7 22,9 19,1 18,5 21,0 PIB < 50 milhões 13,5 11,3 10,8 11,5 13,2 8,7 8,5 11,1 TOTAL MÉDIA SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 79,6 67,9 63,7 66,6 64,4 65,9 66,7 67,8 4.000 > PIB > 500 milhões 12,3 17,5 19,1 18,3 20,7 19,7 18,9 18,1 500 > PIB > 50 milhões 6,0 10,6 12,5 10,9 10,9 10,6 10,5 10,3 PIB < 50 milhões 2,2 4,0 4,8 4,1 4,0 3,8 3,9 3,8 DESPESAS COM JUROS % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 68,2 73,9 81,3 84,7 83,8 84,2 84,8 80,1 4.000 > PIB > 500 milhões 14,4 24,3 17,7 12,9 10,4 11,9 12,2 11,6 500 > PIB > 50 milhões 5,9 6,4 4,5 3,9 3,3 3,0 3,0 4,3 PIB < 50 milhões 1,6 2,0 1,3 1,0 1,0 0,7 0,7 1,2 DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 83,8 64,1 40,4 42,2 39,8 42,1 43,7 50,9 4.000 > PIB > 500 milhões 7,7 17,4 27,2 29,0 32,0 29,4 28,2 24,4 500 > PIB > 50 milhões 6,1 13,2 22,9 20,4 20,4 20,5 20,1 17,7 PIB < 50 milhões 2,4 5,3 9,5 8,4 7,7 7,9 8,0 7,0 62 FONTES DE FINANCIAMENTO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 83,3 68,5 49,5 64,0 64,2 66,0 66,0 65,9 4.000 > PIB > 500 milhões 11,4 19,7 30,6 20,0 23,1 21,0 18,4 20,6 500 > PIB > 50 milhões 3,5 8,7 15,3 10,8 8,0 9,3 11,3 9,6 PIB < 50 milhões 1,8 3,1 4,5 5,3 4,6 3,7 4,2 3,9 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 91,3 80,4 65,0 72,6 72,9 72,5 71,3 75,1 4.000 > PIB > 500 milhões 4,4 9,9 15,9 18,4 20,7 18,1 16,6 14,9 500 > PIB > 50 milhões 3,0 7,3 15,0 6,8 4,6 7,2 9,2 7,6 PIB < 50 milhões 1,3 2,4 4,1 2,1 1,8 2,1 2,9 2,4 TOTAL PIB > 4.000 milhões MÉDIA DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 58,9 59,7 60,5 61,5 57,6 57,3 61,0 59,5 4.000 > PIB > 500 milhões 22,5 21,7 20,7 20,3 21,0 22,1 20,6 21,3 500 > PIB > 50 milhões 12,6 12,8 12,9 12,9 14,7 14,6 13,0 13,4 6,0 5,8 5,9 5,4 6,7 6,1 5,4 5,9 PIB < 50 milhões DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 38,1 36,8 34,7 35,0 39,3 39,9 37,9 37,4 4.000 > PIB > 500 milhões 27,2 27,7 29,1 29,0 27,1 27,0 28,1 27,9 500 > PIB > 50 milhões 22,0 22,6 23,4 23,4 21,9 21,9 22,5 22,5 PIB < 50 milhões 12,6 12,8 12,7 12,6 11,7 11,2 11,5 12,2 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 48,4 47,1 45,5 43,7 43,7 43,4 41,7 44,8 4.000 > PIB > 500 milhões 29,1 30,1 31,1 31,3 30,1 31,1 31,9 30,7 500 > PIB > 50 milhões 15,6 15,8 16,2 17,2 17,9 17,6 18,2 16,9 7,0 7,0 7,2 7,8 8,4 7,9 8,2 7,6 PIB < 50 milhões 63 DESPESA LEGISLATIVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 42,5 42,3 41,1 39,9 40,1 40,6 38,7 40,7 4.000 > PIB > 500 milhões 28,9 28,3 28,6 27,8 27,2 26,5 28,0 27,9 500 > PIB > 50 milhões 19,2 19,6 20,7 21,3 21,5 21,4 21,8 20,8 9,4 9,8 9,6 11,0 11,2 11,5 11,4 10,6 PIB < 50 milhões DÍVIDA ATIVA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 70,1 68,3 70,2 73,1 75,5 79,2 75,8 73,2 4.000 > PIB > 500 milhões 18,9 TOTAL MÉDIA 20,3 22,1 20,7 18,5 17,8 15,0 17,7 500 > PIB > 50 milhões 8,6 8,7 8,1 7,4 5,9 5,1 5,8 7,1 PIB < 50 milhões 0,9 1,0 1,0 0,9 0,8 0,7 0,8 0,9 DÍVIDA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 PIB > 4.000 milhões 84,2 85,1 85,7 86,7 88,3 88,9 91,0 87,1 4.000 > PIB > 500 milhões 10,9 10,0 10,8 10,2 9,5 8,6 6,9 9,5 500 > PIB > 50 milhões 4,1 4,1 2,7 2,4 1,7 2,0 1,8 2,7 PIB < 50 milhões 0,8 0,8 0,7 0,7 0,5 0,5 0,4 0,6 DÍVIDA INTERNA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 MÉDIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 PIB > 4.000 milhões 83,2 84,0 84,7 85,6 87,5 88,4 90,6 86,3 4.000 > PIB > 500 milhões 10,2 11,5 10,8 11,6 11,0 10,1 9,0 7,1 500 > PIB > 50 milhões 4,4 4,4 2,9 2,6 1,8 2,1 1,8 2,9 PIB < 50 milhões 0,9 0,8 0,8 0,8 0,6 0,5 0,4 0,7 DÍVIDA EXTERNA % AMOSTRA 2.728 MUNICÍPIOS TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 MÉDIA 100,0 96,7 97,2 97,5 98,6 98,2 97,4 98,1 97,7 4.000 > PIB > 500 milhões 2,7 2,1 1,9 1,0 1,7 2,0 1,6 1,9 500 > PIB > 50 milhões 0,5 0,3 0,3 0,2 0,0 0,4 0,1 0,3 PIB < 50 milhões 0,1 0,4 0,2 0,2 0,1 0,2 0,2 0,2 64 GRUPOS DE PIB: PRINCIPAIS INDICAÇÕES MUNICIPAIS NO PERÍODO 1998-2004 DA EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS No geral, após o ano de 1998, todos os grupos apresentaram um desempenho bastante favorável até o ano de 2003. De fato, todos os grupos registraram superávits primários e orçamentários no triênio 2000-2002. Em 2003, entretanto, essa série de resultados positivos foi interrompida pelos déficits primários obtidos pelos grupos 1 e 4. Os resultados se reverteram em 2004, ocasião em que todos os grupos acumularam superávits primário e orçamentário. A evolução das receitas municipais não foi uniforme. Discriminadas pelos diferentes grupos de PIB considerados, observa-se um crescimento significativamente menor da receita bruta dos Municípios do Grupo 1 (108,3%) e do Grupo 4 (106,0%) em contraposição à evolução apresentada pelos Municípios do Grupo 2 (129,6%) e Grupo 3 (127,6%). Desdobrando-se a receita de cada grupo de PIB, observa-se também contribuição diferenciada das receitas de arrecadação própria e de transferências para os resultados apurados. Enquanto os Municípios do Grupo 1 apresentaram crescimento das receitas de arrecadação própria inferior ao das receitas de transferências (105,3% contra 111,7%), os Municípios dos Grupos 2, 3 e 4 apresentaram comportamento oposto (136,6% contra 125,7%, 151,1 contra 121,8% e 141,2% contra 102,9%, respectivamente). Uma hipótese explicativa provável para os movimentos apresentados nos dois parágrafos anteriores deve estar associada ao fato de que os Municípios de maior porte já haviam iniciado seus esforços de arrecadação de receitas muito antes do período de análise considerado neste levantamento. Sendo assim, as taxas de crescimento apresentadas nas receitas de arrecadação própria teriam incidido sobre uma base mais robusta. Novamente, constata-se evolução diferenciada entre o Grupo 1 e os Grupos 2, 3 e 4 nas receitas de arrecadação própria. No primeiro, a receita que obteve maior crescimento foi a de IPTU (136,6%, contra 103,3% e 89,7% das receitas de outras e ISS). Nos demais grupos, as receitas que mais crescem são as de ISS e outras, com taxas que crescem conforme vai diminuindo o PIB dos Municípios: no Grupo 2, variação de 92,7%, de IPTU, 153,0% de ISS e 149,1% de outras; no Grupo 3, 99,5%, 215,7% e 155,5%; e no Grupo 4, 81,2%, 277,1% e 133,7%. 65 Por sua vez, as receitas de transferências cresceram mais nos grupos 3 e 4, 125,7% e 121,8%, respectivamente. Em todos os grupos, no período considerado, as transferências que apresentaram maior incremento foram as referentes ao SUS, FUNDEF e FNDE, as quais apresentaram taxas de crescimento nominal de 272,6%, 248,3%, 315,8% e 329,9%, respectivamente para os grupos 1 a 4. No período analisado, as transferências intergovernamentais tradicionais, decorrentes de partilha de tributos federais e estaduais (FPM e ICMS) associadas a aplicações em saúde e educação, corresponderam à principal fonte de receita, exceto para o grupo 1. Comparando essas transferências em relação as receitas de arrecadação própria, em 2004, obtemos R$ 19,3 bilhões contra R$ 22,6 bilhões, R$ 13,9 bilhões contra R$ 10,5 bilhões, R$ 9,8 bilhões contra R$ 4,3 bilhões e R$ 3,9 bilhões contra R$ 0,9 bilhões, respectivamente para os grupos 1, 2, 3 e 4. Em todos os grupos, o crescimento da receita bruta foi superior as despesas não financeiras. Em 1998, as despesas não financeiras superaram as receitas brutas, exceto para o grupo 1. Em 1999, somente o grupo 2 as despesas não financeiras foram maiores que a receita bruta em R$ 90 milhões. Em 2003, os grupos 1 e 4 apresentaram despesas financeiras maiores que a receita bruta de R$ 693 milhões e R$ 90 milhões, respectivamente. Nos demais anos da série, as receitas brutas superaram as despesas não financeiras. As despesas com pessoal cresceram 98%, 103,6%, 95,7% e 79,7%, respectivamente para os grupos 1, 2, 3 e 4. Ao longo do período considerado neste levantamento, essas despesas mantiveram uma média de comprometimento da receita bruta de 44,5%, 45,7%, 48,1% e 46,6%, respectivamente. A maior parte dessas despesas estão associadas ao pagamento de servidores que estão em atividade representando, em média, 67,0%, 76,9%, 77,0% e 75,3% das despesas com pessoal, respectivamente do Grupo 1, 2, 3 e 4. Todavia, o crescimento das despesas com pessoal ativo no período foi de 104,0%, 113,2%, 121,3% e 123,6%, respectivamente no período 1998 a 2204. A porcentagem de comprometimento das despesas de pessoal com inativos e pensionistas é decrescente do Grupo 1 ao Grupo 4, representando, em média, 22,7%, 8,6%, 4,2% e 2,1%, respectivamente. O Grupo 4 apresentou o maior crescimento das despesas com pessoal inativo e com pensionistas que passaram de R$ 43 milhões em 1998 para R$ 88 milhões em 2004, tendo apresentado crescimento de 105,4%. Inclusive este Grupo foi o único que apresentou um aumento de 14,3% do comprometimento das 66 despesas com pessoal para pagamento de inativos e pensionistas; os demais Grupos apresentaram redução de 4,1%, 7,5%, 12,6%, respectivamente para os Grupos 1, 2 e 3. No período, as outras despesas com pessoal dos Grupos 1, 2 e 3 cresceram 78,5%, 67,0%, 21,0%, respectivamente, enquanto o Grupo 4 reduziu 17,2%. Essas despesas, correspondem, respectivamente, a 10,3%, 14,6%, 18,8% e 22,6% das despesas com pessoal. A intensificação da terceirização de mão de obra e/ou das contratações por tempo determinado pode estar por trás da importância cada vez maior dessas despesas. As outras despesas correntes e de capital tiveram um crescimento nominal de 106,0%, 134,6%, 137,2% e 112,3%, respectivamente para os Grupos 1, 2, 3 e 4. O comprometimento da receita bruta foi de 54,1%, 53,7%, 50,3% e 53,2% em 1998, foi diminuindo até alcançar 46,7%, 50,7%, 46,7% e 46,8% em 2001, mas voltou a crescer, situando-se em 53,5%, 54,8%, 52,4% e 54,8% em 2004. Assinale-se que apenas o Grupo 1 apresentou redução (1,1%) do comprometimento da receita bruta, enquanto o Grupo 3 apresentou o maior crescimento (4,2%). A maior parcela desses dispêndios esteve associada às outras despesas correntes. Em média, a participação dessas últimas situou-se em torno de 40,0% da receita bruta. mantendo uma relativa estabilidade ao longo do tempo, com exceção do Grupo 3 e 4, que apresentaram crescimento de 18,6% (de 35,0% para 41,5%) e 25,3% (de 35,3% para 44,2%), respectivamente. Uma hipótese para explicar esse crescimento pode estar associada ao fato de que os Municípios de menor PIB tiveram um crescimento mais que proporcional, em relação aos demais, das receitas derivadas do SUS, FUNDEF e Salário Educação. As despesas com investimentos tiveram um crescimento de 147,8%, 121,7%, 69,3% e 30,4%, respectivamente para os Grupos 1, 2, 3 e 4. Em 2004, os investimentos comprometeram 11,4%, 11,7%, 10,7% e 10,4% da receita bruta, respectivamente para os Grupos 1 a 4. Cabe ressaltar que somente o Grupo 1 aumentou em 19,0% o comprometimento da receita bruta com investimentos, os demais Grupos reduziram em 3,5%, 25,6% e 36,7%, respectivamente para os Grupos 2, 3 e 4. A dívida dos Municípios do Grupo 1 cresceu 194,0%, passando de R$ 14,8 bilhões em 1998 para R$ 43,5 bilhões em 2004. A dívida deste Grupo representava 70,6% da receita bruta em 1998 e, em 2004, representou 99,6%. Cabe salientar, que os demais Grupos apresentaram redução da dívida em relação a receita bruta de 25,1%, 49,0% e 28,9%, 67 respectivamente dos Grupos 2, 3 e 4. Os indicadores gerais de dívida não permitem que seja percebida as duas realidades prevalecentes nos Municípios brasileiros: existem, por um lado, alguns poucos Municípios que apresentam endividamento significativo e, por outro, a grande maioria que praticamente não têm dívida. Enquanto a dívida do Grupo 1 foi equivalente, em termos médios a 89,7% da receita bruta, a dos Grupos 2, 3 e 4 foi equivalente a, respectivamente, 15,5%, 6,2% e 3,0%. Sob outra perspectiva, cerca de 87% da dívidas dos Municípios considerados neste levantamento é de responsabilidade dos Municípios com PIB superior a 4 milhões. Note-se que uma fração significativa dos Municípios mais ricos encontra-se entre os aproximadamente 180 municípios que tiveram sua dívida refinanciada pela União ao amparo da Medida Provisória nº 2185-35/01, podendo usufruir do benefício de ter o serviço da dívida refinanciada limitado a 13% da receita líquida real. Em 2004, as despesas com juros e amortizações comprometeram 6,3% da receita bruta dos Municípios do Grupo 1. No entanto, comprometeram tão somente 2,7%, 2,2% e 1,7% da receita bruta dos Municípios dos Grupos 2, 3 e 4, respectivamente. As despesas financeiras dos Municípios do Grupo 1 foram equivalentes, em 2004, a 84,8% do total dos Municípios considerados neste levantamento. No período 1998-2004, as receitas municipais decorrentes de operações de crédito e alienação de ativos apresentaram redução nos Grupos 1 e 2 e crescimento nos Grupos 3 e 4, sendo de -62,3%, -23,1%, 54,7% e 11,6%, respectivamente. Em média, as fontes de financiamento situaram-se em R$ 874 milhões, R$ 228 milhões, R$ 102 milhões e R$ 41 milhões, respectivamente para os Grupos 1, 2, 3 e 4. Em 1998, ano em que foi observado o maior montante para os Grupos 1 e 2. Os 2 primeiros anos desse período ainda consideram as rolagens de dívida mobiliária dos 2 maiores Municípios brasileiros, os quais foram objeto do refinanciamento citado anteriormente. Em 2004, as duas receitas em conjunto chegaram a R$ 915 milhões, R$ 256 milhões, R$ 157 milhões e R$ 59 milhões, valores correspondente a 2,1%, 0,9%, 0,8%, 0,6% da receita bruta, respectivamente para os Grupos 1, 2, 3, 4. Observa-se que 66,0% das fontes de financiamento do último ano foram destinados a Municípios do Grupo 1. Além disso, de 2003 para 2004, as fontes de financiamento cresceram 71,8% e 62,1%, respectivamente para os Grupos 3 e 4. 68 PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS - 1998-2004 DECOMPOSIÇÃO DOS RESULTADOS FISCAIS POR FAIXAS DE PIB NÚMERO DE MUNICÍPIOS, VALORES DO RESULTADO PRIMÁRIO E DO ATRASO/DEFICIÊNCIA EXPRESSOS A PREÇOS CORRENTES AMOSTRA TOTAL NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS DE PIB 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 PIB > 4.000 MILHÕES 1999 2000 2001 2002 121 2.419 2.616 540 29 29 29 29 29 29 29 44 500 MILHÕES < PIB < 4.000 MILHÕE 188 188 188 188 188 188 188 (410) (90) 478 791 490 50 MILHÕES < PIB < 500 MILHÕES 922 922 922 922 922 922 2003 2004 1998 (693) 1.351 317 1999 424 (2.010) (2.074) 2000 2001 2002 2003 (41) 1.079 25 338 466 140 (513) (613) (229) 2004 (390) (64) (237) 922 (157) 26 220 541 347 21 649 239 59 (168) (382) (166) 26 (587) PIB < 50 MILHÕES 1.589 1.589 1.589 1.589 1.589 1.589 1.589 (72) 10 98 233 137 (90) 279 89 28 (60) (168) (73) 125 (230) TOTAL 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 2.728 (595) 67 3.215 4.181 1.513 (737) 2.616 1.111 652 (2.751) (3.237) (509) 1.166 (1.444) MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM SUPERÁVIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA NEGATIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS DE PIB 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 PIB > 4.000 MILHÕES 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 7 10 18 24 15 12 18 167 596 2.435 2.755 688 308 910 (302) (378) (2.069) (2.305) (612) (343) (822) 500 MILHÕES < PIB < 4.000 MILHÕE 66 82 110 137 122 73 112 224 336 784 905 848 589 790 (143) (256) (685) (803) (642) (504) (722) 50 MILHÕES < PIB < 500 MILHÕES 314 412 496 676 532 413 609 186 262 448 665 576 402 864 (148) (210) (389) (539) (464) (371) (796) PIB < 50 MILHÕES 605 726 896 1.102 849 541 1.005 93 142 212 296 276 146 391 (81) (121) (180) (249) (244) (132) (349) TOTAL 992 1.230 1.520 1.939 1.518 1.039 1.744 670 1.336 3.878 4.621 2.388 1.444 2.955 (674) (966) (3.322) (3.896) (1.963) (1.350) (2.689) MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM DÉFICIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA NEGATIVO NÚMERO DE MUNICÍPIOS RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS DE PIB 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 PIB > 4.000 MILHÕES 2 4 3 0 1 2 3 (10) (15) (24) 0 (2) (42) (29) (26) (74) (60) 0 (17) (6) (32) 500 MILHÕES < PIB < 4.000 MILHÕE 6 15 13 5 2 21 10 (68) (56) (113) (3) (1) (108) (29) (108) (96) (70) (1) (1) (100) (31) 50 MILHÕES < PIB < 500 MILHÕES 38 49 37 30 27 56 46 (6) (15) (22) (4) (7) (17) (17) (6) (14) (10) (4) (6) (24) (23) PIB < 50 MILHÕES 80 62 61 44 57 90 62 (5) (5) (5) (1) (4) (10) (8) (3) (4) (4) (1) (3) (10) (7) 126 130 114 79 87 169 121 (89) (91) (165) (8) (14) (177) (82) (143) (188) (143) (6) (28) (139) (92) TOTAL MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM SUPERÁVIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA POSITIVO RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) NÚMERO DE MUNICÍPIOS ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS DE PIB 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 6 5 2 1 3 2 2 228 73 80 7 392 29 719 233 77 43 2 274 44 164 500 MILHÕES < PIB < 4.000 MILHÕE 19 19 14 20 20 18 15 23 19 13 35 39 44 100 39 31 13 36 39 48 56 100 62 44 80 104 62 20 25 13 16 23 25 20 18 23 13 9 18 30 11 PIB > 4.000 MILHÕES 50 MILHÕES < PIB < 500 MILHÕES 86 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 PIB < 50 MILHÕES 104 149 96 90 124 153 132 5 12 7 8 10 11 12 5 8 5 5 8 11 8 TOTAL 215 273 174 155 227 277 211 276 128 112 66 464 109 852 295 139 74 51 339 133 240 2004 1998 MUNICÍPIOS QUE APRESENTARAM DÉFICIT PRIMÁRIO E ATRASO/DEFICIÊNCIA POSITIVO RESULTADO PRIMÁRIO (R$ MILHÕES) NÚMERO DE MUNICÍPIOS ATRASO/DEFICIÊNCIA (R$ MILHÕES) FAIXAS DE PIB 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 1998 1999 2000 2001 14 10 6 4 10 13 6 (340) (534) (72) (146) (538) (987) (249) 411 800 76 229 315 1.384 299 500 MILHÕES < PIB < 4.000 MILHÕE 97 72 51 26 44 76 51 (589) (389) (205) (147) (397) (499) (525) 678 461 227 156 376 492 460 PIB > 4.000 MILHÕES 1999 2000 2001 2002 2003 2002 2003 2004 50 MILHÕES < PIB < 500 MILHÕES 484 361 327 172 283 349 205 (357) (245) (218) (136) (244) (389) (218) 376 261 218 151 286 391 221 PIB < 50 MILHÕES 800 652 536 353 559 805 390 (165) (138) (115) (70) (145) (237) (117) 168 145 119 78 166 256 118 1.395 1.095 920 555 896 1.243 652 (1.452) (1.307) (610) (498) (1.325) (2.113) (1.108) 1.633 1.667 640 TOTAL 69 614 1.143 2.523 1.098 RECEITA BRUTA R$ milhões TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 46.609 51.775 60.329 67.617 77.431 85.436 101.316 43.689 PIB > 4.000 milhões 20.971 23.332 27.004 29.639 32.831 36.809 4.000 > PIB > 500 milhões 12.450 13.904 16.444 18.609 21.571 24.049 28.587 500 > PIB > 50 milhões 8.651 9.598 11.273 12.938 15.283 16.679 19.692 PIB < 50 milhões 4.538 4.941 5.608 6.431 7.746 7.899 9.347 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 11,1 29,4 2001 45,1 2002 66,1 2003 83,3 2004 117,4 PIB > 4.000 milhões 11,3 28,8 41,3 56,6 75,5 108,3 4.000 > PIB > 500 milhões 11,7 32,1 49,5 73,3 93,2 129,6 500 > PIB > 50 milhões 11,0 30,3 49,6 76,7 92,8 127,6 8,9 23,6 41,7 70,7 74,1 106,0 PIB < 50 milhões RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ milhões 17.581 19.014 21.838 24.384 28.789 33.188 2004 38.414 PIB > 4.000 milhões 11.027 11.829 13.498 15.001 16.878 19.415 22.640 4.000 > PIB > 500 milhões 4.462 4.866 5.676 6.277 7.994 9.147 10.556 500 > PIB > 50 milhões 1.724 1.903 2.202 2.557 3.247 3.835 4.330 368 415 463 550 669 791 888 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 8,1 24,2 2001 2002 38,7 63,7 2003 2004 88,8 118,5 105,3 PIB > 4.000 milhões 7,3 22,4 36,0 53,1 76,1 4.000 > PIB > 500 milhões 9,1 27,2 40,7 79,2 105,0 136,6 500 > PIB > 50 milhões 10,4 27,7 48,3 88,3 122,4 151,1 PIB < 50 milhões 12,9 25,8 49,3 81,9 114,9 141,2 IPTU R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.590 4.390 4.669 5.187 6.038 7.025 7.873 PIB > 4.000 milhões 2.133 2.847 3.029 3.329 3.848 4.487 5.045 4.000 > PIB > 500 milhões 1.055 1.104 1.171 1.329 1.567 1.816 2.033 360 396 422 475 559 650 719 42 43 47 55 64 72 76 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 TOTAL 22,3 PIB > 4.000 milhões 33,5 42,0 4,7 10,9 10,0 17,1 1,7 11,5 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões 30,0 70 2001 44,5 2002 2003 2004 68,2 95,7 119,3 56,1 80,4 110,4 136,6 25,9 48,5 72,1 92,7 31,8 55,0 80,3 99,5 29,4 51,7 71,7 81,2 ISS R$ milhões 1998 1999 TOTAL 4.745 4.827 PIB > 4.000 milhões 2000 5.624 2001 6.438 2002 2003 2004 7.166 8.174 9.912 3.584 3.631 4.209 4.747 5.127 5.672 6.800 4.000 > PIB > 500 milhões 916 950 1.103 1.292 1.527 1.874 2.317 500 > PIB > 50 milhões 210 211 266 337 430 529 664 35 35 46 62 82 99 131 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 1,7 18,5 2001 2002 35,7 51,0 2003 72,3 2004 108,9 PIB > 4.000 milhões 1,3 17,4 32,4 43,1 58,3 89,7 4.000 > PIB > 500 milhões 3,8 20,5 41,1 66,7 104,7 153,0 500 > PIB > 50 milhões 0,4 26,4 60,1 104,5 151,5 215,7 (0,5) 31,8 79,6 136,0 185,8 277,1 PIB < 50 milhões RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 29.028 32.761 38.491 43.233 48.643 52.248 62.902 PIB > 4.000 milhões 9.944 11.503 13.506 14.638 15.953 17.394 21.050 4.000 > PIB > 500 milhões 7.988 9.038 10.769 12.332 13.577 14.902 18.031 500 > PIB > 50 milhões 6.927 7.695 9.071 10.382 12.036 12.844 15.362 PIB < 50 milhões 4.170 4.525 5.145 5.881 7.076 7.108 8.459 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 12,9 32,6 2001 48,9 2002 67,6 2003 80,0 2004 2004 116,7 PIB > 4.000 milhões 15,7 35,8 47,2 60,4 74,9 111,7 4.000 > PIB > 500 milhões 13,1 34,8 54,4 70,0 86,6 125,7 500 > PIB > 50 milhões 11,1 31,0 49,9 73,8 85,4 121,8 8,5 23,4 41,0 69,7 70,5 102,9 PIB < 50 milhões FPM R$ milhões 2002 2003 6.495 7.375 7.976 9.523 11.797 12.645 14.180 755 844 931 1.089 1.241 1.455 1.671 4.000 > PIB > 500 milhões 1.453 1.680 1.863 2.268 2.850 2.993 3.375 500 > PIB > 50 milhões 2.264 2.560 2.773 3.298 4.122 4.408 4.915 PIB < 50 milhões 2.022 2.291 2.410 2.867 3.584 3.790 4.219 TOTAL PIB > 4.000 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1998 1999 1999 2000 2000 13,6 22,8 2001 2001 46,6 2002 81,6 2003 94,7 2004 2004 118,3 PIB > 4.000 milhões 11,7 23,2 44,3 64,3 92,6 121,3 4.000 > PIB > 500 milhões 15,6 28,2 56,0 96,1 106,0 132,2 500 > PIB > 50 milhões 13,1 22,5 45,7 82,1 94,7 117,1 PIB < 50 milhões 13,3 19,1 41,8 77,2 87,4 108,6 71 ICMS R$ milhões TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 10.822 11.973 14.286 16.365 18.650 21.523 2004 24.587 10.234 PIB > 4.000 milhões 4.834 5.356 6.305 7.053 7.998 9.134 4.000 > PIB > 500 milhões 3.183 3.407 4.131 4.829 5.543 6.346 7.391 500 > PIB > 50 milhões 2.099 2.375 2.848 3.312 3.777 4.468 5.175 706 835 1.001 1.171 1.332 1.575 1.787 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 51,2 2002 72,3 2003 98,9 2004 10,6 PIB > 4.000 milhões 10,8 30,4 45,9 65,5 88,9 111,7 7,0 29,8 51,7 74,1 99,4 132,2 500 > PIB > 50 milhões 13,2 35,7 57,8 80,0 112,9 146,6 PIB < 50 milhões 18,3 41,8 65,9 88,7 123,2 153,3 4.000 > PIB > 500 milhões 32,0 2001 TOTAL 127,2 IPVA R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 1.884 1.953 2.211 2.620 2.892 3.185 3.701 PIB > 4.000 milhões 1.117 1.084 1.296 1.528 1.651 1.791 2.042 4.000 > PIB > 500 milhões 493 586 582 696 794 893 1.055 500 > PIB > 50 milhões 234 241 283 338 381 426 510 40 41 50 58 66 75 93 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 3,7 17,3 2001 39,1 2002 53,5 2003 69,1 2004 96,5 PIB > 4.000 milhões (3,0) 16,0 36,8 47,8 60,3 82,8 4.000 > PIB > 500 milhões 19,0 18,0 41,2 61,0 81,1 114,0 500 > PIB > 50 milhões 3,1 21,3 44,4 63,1 82,3 118,3 PIB < 50 milhões 4,0 25,0 44,7 65,9 89,4 134,2 SUS, FUNDEF E FNDE 2002 2003 TOTAL R$ milhões 1998 4.929 1999 6.721 2000 8.715 2001 9.537 12.243 14.738 2004 18.687 PIB > 4.000 milhões 1.893 2.613 3.478 3.755 4.548 5.050 7.052 4.000 > PIB > 500 milhões 1.569 2.095 2.685 2.871 3.591 4.542 5.465 500 > PIB > 50 milhões 989 1.348 1.730 1.960 2.687 3.444 4.112 PIB < 50 milhões 479 666 822 952 1.418 1.702 2.058 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 36,4 76,8 2001 93,5 2002 148,4 2003 199,0 2004 279,1 PIB > 4.000 milhões 38,1 83,8 98,4 140,3 166,8 272,6 4.000 > PIB > 500 milhões 33,5 71,1 83,0 128,9 189,5 248,3 500 > PIB > 50 milhões 36,3 74,9 98,2 171,7 248,2 315,8 PIB < 50 milhões 39,2 71,8 98,9 196,3 255,7 329,9 72 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS R$ milhões TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 47.203 51.708 57.115 63.435 75.918 86.172 2004 98.699 42.338 PIB > 4.000 milhões 20.927 23.211 24.586 27.022 32.291 37.502 4.000 > PIB > 500 milhões 12.859 13.994 15.966 17.818 21.082 24.025 28.250 500 > PIB > 50 milhões 8.808 9.572 11.053 12.397 14.936 16.657 19.043 PIB < 50 milhões 4.610 4.931 5.510 6.198 7.609 7.989 9.068 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 9,5 PIB > 4.000 milhões 21,0 2001 34,4 2002 60,8 2003 82,6 2004 109,1 10,9 17,5 29,1 54,3 79,2 102,3 4.000 > PIB > 500 milhões 8,8 24,2 38,6 63,9 86,8 119,7 500 > PIB > 50 milhões 8,7 25,5 40,8 69,6 89,1 116,2 PIB < 50 milhões 7,0 19,5 34,4 65,1 73,3 96,7 DESPESAS COM PESSOAL R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 22.405 24.637 27.188 31.094 33.899 39.183 44.198 PIB > 4.000 milhões 9.577 10.593 11.291 13.169 14.704 17.044 18.958 4.000 > PIB > 500 milhões 6.176 6.561 7.331 8.383 9.509 10.944 12.572 500 > PIB > 50 milhões 4.455 4.938 5.725 6.355 6.628 7.678 8.719 PIB < 50 milhões 2.198 2.545 2.842 3.187 3.058 3.517 3.948 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 2001 38,8 2002 51,3 2003 74,9 2004 TOTAL 10,0 PIB > 4.000 milhões 10,6 17,9 37,5 53,5 78,0 98,0 6,2 18,7 35,7 54,0 77,2 103,6 500 > PIB > 50 milhões 10,8 28,5 42,6 48,8 72,3 95,7 PIB < 50 milhões 15,8 29,3 45,0 39,1 60,0 79,7 4.000 > PIB > 500 milhões 21,3 2004 97,3 DESPESA COM PESSOAL (ATIVOS) R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 15.656 16.677 18.796 20.901 25.244 28.899 33.210 PIB > 4.000 milhões 6.324 6.653 7.380 8.335 9.926 11.328 12.903 4.000 > PIB > 500 milhões 4.638 4.874 5.550 6.040 7.438 8.505 9.886 500 > PIB > 50 milhões 3.220 3.494 4.035 4.461 5.366 6.178 7.124 PIB < 50 milhões 1.474 1.655 1.831 2.064 2.515 2.887 3.297 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 6,5 20,1 2001 33,5 2002 61,2 2003 84,6 2004 2004 112,1 PIB > 4.000 milhões 5,2 16,7 31,8 56,9 79,1 104,0 4.000 > PIB > 500 milhões 5,1 19,7 30,2 60,4 83,4 113,2 500 > PIB > 50 milhões 8,5 25,3 38,5 66,6 91,9 121,3 12,3 24,2 40,0 70,6 95,8 123,6 PIB < 50 milhões 73 DESPESAS COM INATIVOS E PENSIONISTAS R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.009 3.345 3.598 4.123 4.554 5.171 5.672 PIB > 4.000 milhões 2.216 2.458 2.642 3.066 3.377 3.823 4.204 4.000 > PIB > 500 milhões 549 602 636 705 817 930 1.034 500 > PIB > 50 milhões 201 233 259 283 288 333 344 43 52 62 70 71 84 88 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 TOTAL 11,2 PIB > 4.000 milhões 11,0 19,2 9,6 15,7 500 > PIB > 50 milhões 15,8 28,8 PIB < 50 milhões 19,7 44,0 4.000 > PIB > 500 milhões 19,6 2001 37,0 2002 2003 2004 51,3 71,8 88,5 38,4 52,4 72,6 89,8 28,4 48,8 69,3 88,3 40,5 43,2 65,6 71,1 61,5 65,0 95,2 105,4 OUTRAS DESPESAS COM PESSOAL R$ milhões 1998 1999 3.740 PIB > 4.000 milhões 1.037 1.481 1.269 989 1.085 1.145 1.034 1.211 1.431 680 838 949 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 4.615 2000 TOTAL 1999 4.794 2000 TOTAL 23,4 PIB > 4.000 milhões 42,8 22,4 9,7 15,8 500 > PIB > 50 milhões 17,2 38,4 PIB < 50 milhões 23,2 39,4 4.000 > PIB > 500 milhões 28,2 2001 6.070 2002 2003 2004 4.101 5.113 5.316 1.768 1.401 1.892 1.851 1.638 1.254 1.509 1.652 1.611 974 1.166 1.251 1.053 472 546 563 2001 62,3 2002 2003 2004 9,7 36,7 42,2 70,6 35,1 82,5 78,5 65,6 26,8 52,6 67,0 55,8 (5,7) 12,8 21,0 54,8 (30,6) (19,8) (17,2) OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ milhões 24.798 27.071 29.926 32.341 42.019 46.990 54.501 PIB > 4.000 milhões 11.350 12.619 13.295 13.853 17.587 20.458 23.380 4.000 > PIB > 500 milhões 6.683 7.432 8.636 9.435 11.572 13.080 15.678 500 > PIB > 50 milhões 4.353 4.634 5.328 6.043 8.308 8.980 10.324 PIB < 50 milhões 2.412 2.386 2.668 3.010 4.551 4.472 5.120 VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 9,2 20,7 2001 30,4 2002 69,4 2003 89,5 2004 2004 119,8 PIB > 4.000 milhões 11,2 17,1 22,1 55,0 80,2 106,0 4.000 > PIB > 500 milhões 11,2 29,2 41,2 73,2 95,7 134,6 6,5 22,4 38,8 90,9 106,3 137,2 (1,1) 10,6 24,8 88,7 85,4 112,3 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões 74 OUTRAS DESPESAS CORRENTES R$ milhões TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 18.365 21.032 22.984 25.973 32.045 36.988 2004 42.666 PIB > 4.000 milhões 8.680 9.763 10.260 11.320 13.953 15.804 18.092 4.000 > PIB > 500 milhões 5.054 5.976 6.764 7.588 8.727 10.394 12.263 500 > PIB > 50 milhões 3.030 3.496 3.985 4.736 6.089 7.154 8.176 PIB < 50 milhões 1.601 1.796 1.975 2.328 3.276 3.636 4.135 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 14,5 25,2 2001 41,4 2002 74,5 2003 101,4 2004 132,3 PIB > 4.000 milhões 12,5 18,2 30,4 60,7 82,1 108,4 4.000 > PIB > 500 milhões 18,3 33,8 50,2 72,7 105,7 142,7 500 > PIB > 50 milhões 15,4 31,5 56,3 101,0 136,1 169,9 PIB < 50 milhões 12,1 23,3 45,4 104,6 127,1 158,2 INVESTIMENTOS R$ milhões TOTAL 1998 5.514 1999 4.972 2000 6.079 2001 5.665 2002 2003 2004 9.428 9.335 11.417 4.991 PIB > 4.000 milhões 2.014 2.030 2.412 2.053 3.238 4.118 4.000 > PIB > 500 milhões 1.507 1.317 1.734 1.733 2.779 2.625 3.342 500 > PIB > 50 milhões 1.249 1.065 1.276 1.230 2.162 1.782 2.114 744 560 658 649 1.249 811 970 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 (9,8) PIB > 4.000 milhões 10,2 2001 2,7 2002 2003 71,0 69,3 2004 107,0 0,8 19,8 1,9 60,8 104,5 147,8 4.000 > PIB > 500 milhões (12,6) 15,0 14,9 84,4 74,1 121,7 500 > PIB > 50 milhões (14,7) 2,2 (1,5) 73,2 42,7 69,3 PIB < 50 milhões (24,8) (11,7) (12,8) 67,8 9,0 30,4 SERVIÇO DA DÍVIDA (BRUTO) R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 3.829 2.449 1.983 2.789 3.226 3.671 4.124 PIB > 4.000 milhões 3.046 1.662 1.262 1.858 2.078 2.418 2.752 4.000 > PIB > 500 milhões 469 429 379 511 669 723 778 500 > PIB > 50 milhões 231 260 247 305 351 390 433 83 98 95 115 128 140 161 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL (36,0) PIB > 4.000 milhões 2000 2001 2002 2003 (48,2) (27,2) (15,8) (4,1) 2004 7,7 (45,4) (58,6) (39,0) (31,8) (20,6) (9,7) 4.000 > PIB > 500 milhões (8,6) (19,3) 9,0 42,6 54,0 65,7 500 > PIB > 50 milhões 12,7 7,1 32,2 52,1 69,2 87,9 PIB < 50 milhões 19,0 15,3 39,1 54,9 69,6 94,7 75 DESPESAS COM JUROS R$ milhões TOTAL 1998 1.046 1999 932 2000 2001 2002 2003 2004 1.128 1.604 1.803 2.072 2.313 PIB > 4.000 milhões 713 689 917 1.358 1.512 1.744 1.961 4.000 > PIB > 500 milhões 254 165 146 167 214 252 267 500 > PIB > 50 milhões 61 59 51 63 60 62 69 PIB < 50 milhões 17 19 14 16 18 14 16 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 (10,9) PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões 7,9 2001 2002 2003 2004 53,4 72,5 98,2 121,2 144,5 174,8 (3,4) 28,5 90,3 111,9 (35,0) (42,5) (34,2) (15,9) (0,8) 5,2 (3,1) (16,5) 3,1 (1,8) 1,7 12,1 9,6 (16,0) (7,8) 5,9 (19,6) (5,7) DESPESAS COM AMORTIZAÇÕES R$ milhões 1998 TOTAL 2.783 PIB > 4.000 milhões 1999 2000 1.517 855 2001 1.186 2002 1.422 2003 1.599 2004 1.812 2.333 973 345 500 566 673 792 4.000 > PIB > 500 milhões 215 264 233 344 455 471 510 500 > PIB > 50 milhões 169 201 196 242 291 328 365 66 80 81 99 110 127 145 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 2001 TOTAL (45,5) (69,3) (57,4) PIB > 4.000 milhões 2002 (48,9) 2003 (42,6) 2004 (34,9) (58,3) (85,2) (78,6) (75,7) (71,1) (66,1) 4.000 > PIB > 500 milhões 22,6 8,1 59,9 111,6 118,7 137,2 500 > PIB > 50 milhões 18,5 15,6 42,7 71,6 93,6 115,3 PIB < 50 milhões 21,4 23,4 51,2 67,5 92,6 120,5 FONTES DE FINANCIAMENTO R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 2.911 1.379 911 478 676 977 1.386 PIB > 4.000 milhões 2.425 945 451 306 434 645 915 4.000 > PIB > 500 milhões 333 271 279 95 157 205 256 500 > PIB > 50 milhões 101 120 140 52 54 91 157 53 43 41 25 31 36 59 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 (52,6) (68,7) 2001 (83,6) 2002 (76,8) 2003 2004 (66,5) (52,4) PIB > 4.000 milhões (61,0) (81,4) (87,4) (82,1) (73,4) (62,3) 4.000 > PIB > 500 milhões (18,5) (16,1) (71,3) (52,9) (38,5) (23,1) 18,8 38,0 (49,1) (46,3) (10,0) 54,7 (18,7) (22,2) (51,9) (40,6) (31,2) 11,6 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões 76 RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO R$ milhões 1998 TOTAL 2.614 PIB > 4.000 milhões 2.387 114 500 > PIB > 50 milhões 78 PIB < 50 milhões 35 4.000 > PIB > 500 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 2000 1.157 2001 2002 930 437 291 419 585 879 115 107 74 119 146 205 84 101 27 26 58 113 28 27 9 11 17 36 1999 2000 (55,7) (74,2) PIB > 4.000 milhões 2001 2002 806 2004 401 TOTAL 575 2003 673 2003 1.233 2004 (84,7) (78,0) (69,2) (52,8) (63,2) (61,0) (81,7) (87,8) (82,4) (75,5) 4.000 > PIB > 500 milhões 0,7 (6,2) (35,6) 4,4 27,7 79,4 500 > PIB > 50 milhões 8,1 30,1 (64,8) (66,3) (25,0) 45,4 (19,9) (21,7) (75,6) (69,9) (50,7) 3,6 PIB < 50 milhões DESPESAS COM ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA R$ milhões TOTAL 1998 4.764 1999 5.175 2000 5.877 2001 6.783 2002 2003 2004 6.516 7.472 9.230 5.632 PIB > 4.000 milhões 2.806 3.087 3.554 4.169 3.751 4.279 4.000 > PIB > 500 milhões 1.070 1.122 1.219 1.374 1.371 1.650 1.904 500 > PIB > 50 milhões 600 664 760 875 959 1.089 1.197 PIB < 50 milhões 287 302 345 364 435 454 497 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 8,6 PIB > 4.000 milhões 4.000 > PIB > 500 milhões 500 > PIB > 50 milhões PIB < 50 milhões 23,4 2001 42,4 2002 2003 2004 36,8 56,8 93,7 100,7 10,0 26,6 48,6 33,7 52,5 4,8 13,8 28,4 28,1 54,1 77,8 10,6 26,6 45,8 59,8 81,5 99,5 5,1 20,1 26,8 51,4 57,9 72,9 DESPESAS COM EDUCAÇÃO E CULTURA R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 12.135 13.220 14.976 17.324 19.896 22.579 25.036 PIB > 4.000 milhões 4.629 4.869 5.198 6.068 7.829 9.017 9.490 4.000 > PIB > 500 milhões 3.300 3.662 4.364 5.016 5.386 6.096 7.023 500 > PIB > 50 milhões 2.675 2.994 3.508 4.062 4.348 4.943 5.634 PIB < 50 milhões 1.532 1.696 1.907 2.178 2.333 2.524 2.889 TOTAL VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL PIB > 4.000 milhões 1998 1999 2000 8,9 23,4 2001 42,8 2002 64,0 2003 2004 2004 86,1 106,3 5,2 12,3 31,1 69,1 94,8 105,0 4.000 > PIB > 500 milhões 11,0 32,3 52,0 63,2 84,8 112,9 500 > PIB > 50 milhões 11,9 31,2 51,9 62,6 84,8 110,6 PIB < 50 milhões 10,7 24,5 42,2 52,3 64,7 88,6 77 DESPESAS COM SAÚDE E SANEAMENTO R$ milhões TOTAL 1998 1999 2000 2001 2002 2003 10.159 11.365 13.280 14.917 18.890 21.666 2004 24.691 10.308 PIB > 4.000 milhões 4.915 5.356 6.047 6.524 8.251 9.406 4.000 > PIB > 500 milhões 2.952 3.425 4.125 4.666 5.688 6.736 7.877 500 > PIB > 50 milhões 1.581 1.791 2.154 2.570 3.372 3.817 4.484 711 793 953 1.157 1.578 1.708 2.022 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 11,9 PIB > 4.000 milhões 30,7 2001 46,8 2002 85,9 2003 113,3 2004 143,0 9,0 23,0 32,7 67,9 91,4 109,7 4.000 > PIB > 500 milhões 16,0 39,7 58,1 92,7 128,2 166,9 500 > PIB > 50 milhões 13,3 36,2 62,5 113,3 141,4 183,6 PIB < 50 milhões 11,5 34,1 62,6 121,9 140,1 184,3 DESPESA LEGISLATIVA R$ milhões TOTAL 1998 2.110 1999 2.243 2000 2.332 2001 2002 2003 2004 2.284 2.549 2.952 3.169 PIB > 4.000 milhões 898 948 957 911 1.021 1.199 1.228 4.000 > PIB > 500 milhões 610 635 668 635 695 782 889 500 > PIB > 50 milhões 405 439 482 487 548 633 691 PIB < 50 milhões 197 221 224 251 286 338 362 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 TOTAL 1999 2000 6,3 10,5 2001 8,3 2002 20,8 2003 2004 39,9 50,2 36,8 PIB > 4.000 milhões 5,6 6,6 1,5 13,7 33,5 4.000 > PIB > 500 milhões 4,2 9,5 4,1 13,9 28,2 45,7 500 > PIB > 50 milhões 8,4 19,1 20,3 35,2 56,3 70,5 11,7 13,6 26,9 44,7 71,4 83,4 PIB < 50 milhões DÍVIDA ATIVA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ milhões 18.360 22.375 27.541 33.712 44.510 59.132 58.455 PIB > 4.000 milhões 12.877 15.275 19.337 24.644 33.601 46.811 44.288 4.000 > PIB > 500 milhões 3.721 4.936 5.714 6.248 7.912 8.895 10.347 500 > PIB > 50 milhões 1.588 1.951 2.219 2.510 2.640 3.027 3.382 174 214 272 311 356 399 439 PIB < 50 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA TOTAL 1998 1999 2000 21,9 50,0 2001 83,6 2002 142,4 2003 222,1 2004 2004 218,4 PIB > 4.000 milhões 18,6 50,2 91,4 160,9 263,5 243,9 4.000 > PIB > 500 milhões 32,6 53,6 67,9 112,6 139,1 178,1 500 > PIB > 50 milhões 22,9 39,7 58,0 66,3 90,6 113,0 PIB < 50 milhões 23,1 56,3 78,9 104,9 129,6 152,5 78 DÍVIDA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ milhões 17.566 22.126 26.144 29.686 38.927 42.326 47.825 PIB > 4.000 milhões 14.796 18.838 22.410 25.727 34.373 37.634 43.499 1.907 2.221 2.830 3.023 3.693 3.633 3.282 500 > PIB > 50 milhões 723 898 712 715 650 854 839 PIB < 50 milhões 140 169 191 222 211 204 204 4.000 > PIB > 500 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 2000 26,0 2001 48,8 2002 2004 2003 2004 69,0 121,6 141,0 172,3 PIB > 4.000 milhões 27,3 51,5 73,9 132,3 154,4 194,0 4.000 > PIB > 500 milhões 16,5 48,4 58,5 93,7 90,5 72,1 500 > PIB > 50 milhões 24,1 (1,5) (1,1) (10,1) 18,1 16,1 PIB < 50 milhões 21,1 37,1 58,6 50,8 46,4 46,4 DÍVIDA INTERNA 1998 1999 2000 2001 2002 2003 TOTAL R$ milhões 16.233 20.226 24.056 27.255 35.942 39.766 45.354 PIB > 4.000 milhões 13.507 16.992 20.374 23.329 31.441 35.140 41.076 1.870 2.181 2.790 2.999 3.644 3.581 3.243 500 > PIB > 50 milhões 717 892 706 710 650 845 838 PIB < 50 milhões 139 162 187 217 208 199 198 4.000 > PIB > 500 milhões VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 2000 24,6 2001 48,2 2002 2004 2003 2004 67,9 121,4 145,0 179,4 PIB > 4.000 milhões 25,8 50,8 72,7 132,8 160,2 204,1 4.000 > PIB > 500 milhões 16,6 49,2 60,3 94,8 91,5 73,4 500 > PIB > 50 milhões 24,3 (1,6) (0,9) (9,4) 17,9 16,8 PIB < 50 milhões 16,5 34,5 56,2 49,9 43,6 43,1 DÍVIDA EXTERNA R$ milhões 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 TOTAL 1.333 1.900 2.088 2.431 2.985 2.560 2.470 PIB > 4.000 milhões 1.289 1.846 2.036 2.398 2.932 2.494 2.424 39 4.000 > PIB > 500 milhões 36 40 41 24 49 52 500 > PIB > 50 milhões 6 6 6 5 1 9 2 PIB < 50 milhões 1 8 5 5 3 5 6 VARIAÇÃO % ACUMULADA 1998 1999 TOTAL 42,5 PIB > 4.000 milhões 2000 56,6 2001 2002 2003 2004 82,4 123,9 92,0 85,3 88,0 43,2 57,9 85,9 127,4 93,4 4.000 > PIB > 500 milhões 9,0 11,5 (34,1) 35,5 42,2 6,4 500 > PIB > 50 milhões 2,4 4,3 (23,1) (87,0) 46,1 (68,6) 707,1 417,5 425,4 180,7 446,4 538,3 PIB < 50 milhões 79 EXTRAPOLAÇÃO: PRINCIPAIS INDICAÇÕES DO PERFIL E DA EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS NO PERÍODO 2000-2004 TOMANDO-SE COMO PARÂMETRO DE REFERÊNCIA O PRODUTO INTERNO BRUTO Uma última abordagem consiste em verificar o comportamento dessas variáveis fiscais vis a vis o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A idéia básica consistiria em comparar tanto a magnitude quanto a evolução das diversas variáveis fiscais dos Municípios com a do fluxo global de produção / renda gerado pelo país no período considerado. Para tanto, os cuidados observados consistiram em (a) não utilizar a amostra de 2.728 Municípios conforme feito até então, mas sim a amostra extrapolada de 5.344 Municípios, mais próxima do universo fiscal municipal, (b) não proceder a análise por grupos e sim para a totalidade da amostra referida. Foram realizadas duas extrapolações baseadas em cada uma das duas tipologias, onde a estimativa dos valores não disponíveis para cada Município tomou como base o comportamento das mesmas variáveis em Municípios pertencentes ao mesmo grupo. A extrapolação não parece ser muito sensível à tipologia adotada, uma vez que os valores estimados pelas duas extrapolações são muito semelhantes. Considerando o período 2001-2004, algumas observações podem ser objeto de destaque: a dimensão média das receitas e despesas não financeiras foi de aproximadamente 7,70% e 7,52% do PIB, respectivamente. A representatividade cresceu em 2001, quando atingiu seu máximo, caiu em 2003 e voltou a crescer em 2004; o esforço próprio de arrecadação de receitas resultou, em média, na apropriação de recursos equivalentes a 2,48% do PIB; por sua vez, os recursos obtidos por meio de transferências intergovernamentais corresponderam, em média, a 5,22% do PIB. Entretanto, enquanto a representatividade das receitas de arrecadação própria cresceu ao longo de todo o período, as das receitas de transferências retraiu-se em 2003; as despesas com pessoal, que mobilizavam recursos da ordem de 3,60% do PIB em 2001, passaram a representar aproximadamente 3,41% em 2004. por sua vez, os investimentos situaram-se em torno de 0,84% do PIB, tendo manifestado maior expressividade em 2002 (1,02%); 80 as despesas financeiras corresponderam, em média, a 0,27% do PIB, enquanto as receitas de operações de crédito foram equivalentes a 0,05% do PIB, tendo apresentado crescimento expressivo em 2004; as despesas com “educação e cultura” apresentaram decréscimo continuado, tendo evoluído, do nível de 2,12% do PIB em 2001 para 2,05% do PIB em 2004; após ter apresentado crescimento acentuado em 2002, o estoque da dívida diminuiu como proporção do PIB, tendo se situado, em 2004, em 2,81%. 81 PERFIL E EVOLUÇÃO DAS FINANÇAS MUNICIPAIS - 1998-2004 AMOSTRA DE 5.344 MUNICÍPIOS DISCRIMINAÇÃO 1 RECEITA BRUTA = RECEITA LÍQUIDA RECEITAS DE ARRECADAÇÃO PRÓPRIA IPTU ISS IRRF OUTRAS RECEITAS DE TRANSFERÊNCIAS FPM LC 87/96 ICMS IPVA SUS FUNDEF FNDE TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL OUTRAS (-) DEDUÇÕES DA RECEITA CORRENTE 2 DESPESAS NÃO FINANCEIRAS PESSOAL ATIVOS INATIVOS E PENSIONISTAS OUTRAS OUTRAS DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL OUTRAS DESPESAS CORRENTES INVESTIMENTOS OUTRAS DESPESAS DE CAPITAL 3 RESULTADO PRIMÁRIO 4 SERVIÇO DA DÍVIDA LÍQUIDO JUROS AMORTIZAÇÕES (-) RECEITAS FINANCEIRAS 5 NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO 6 FONTES DE FINANCIAMENTO OPERAÇÕES DE CRÉDITO ALIENAÇÃO DE ATIVOS 7 ATRASOS / DEFICIÊNCIA 8 DESPESAS POR FUNÇÃO EDUCAÇÃO E CULTURA EDUCAÇÃO SAÚDE E SANEAMENTO SAÚDE SANEAMENTO ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ADMINISTRAÇÃO ENCARGOS ESPECIAIS HABITAÇÃO E URBANISMO URBANISMO ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA ASSISTÊNCIA SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL LEGISLATIVA TRANSPORTE DEMAIS 9 ATIVO ATIVO FINANCEIRO DISPONIBILIDADES ATIVO NÃO FINANCEIRO DÍVIDA ATIVA PERMANENTE 10 PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO RESTOS A PAGAR PROCESSADOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS PASSIVO NÃO FINANCEIRO DÍVIDA INTERNA EXTERNA PATRIMÔNIO LÍQUIDO 11 RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL) 12 DÍVIDA CONSOLIDADA LÍQUIDA (DCL) 13 DESPESAS DE CAPITAL 2001 2002 2003 2004 % PIB MÉDIA 7,68 2,38 0,49 0,60 0,14 1,15 5,30 1,40 0,06 1,82 0,25 0,50 0,63 0,04 0,15 0,46 0,00 7,27 3,60 2,44 0,38 0,78 3,67 2,92 0,68 0,07 0,41 0,15 0,14 0,13 0,12 (0,27) 0,05 0,04 0,01 (0,31) 7,86 2,50 0,50 0,60 0,13 1,26 5,36 1,51 0,08 1,84 0,25 0,50 0,77 0,08 0,30 0,47 0,43 7,69 3,39 2,60 0,37 0,43 4,29 3,23 1,02 0,04 0,17 0,15 0,14 0,14 0,13 (0,02) 0,05 0,04 0,01 (0,07) 7,46 2,51 0,51 0,60 0,14 1,26 4,95 1,41 0,06 1,85 0,24 0,55 0,79 0,08 0,11 0,33 0,47 7,52 3,42 2,60 0,37 0,46 4,09 3,24 0,81 0,05 (0,05) 0,11 0,14 0,13 0,17 0,16 0,07 0,05 0,01 0,10 7,81 2,54 0,50 0,65 0,14 1,25 5,27 1,39 0,05 1,86 0,25 0,65 0,82 0,10 0,17 0,47 0,47 7,60 3,41 2,64 0,35 0,42 4,19 3,29 0,87 0,03 0,21 0,17 0,14 0,14 0,10 (0,04) 0,09 0,07 0,01 (0,13) 7,70 2,48 0,50 0,61 0,14 1,23 5,22 1,43 0,06 1,84 0,25 0,55 0,75 0,07 0,18 0,43 0,46 7,52 3,46 2,57 0,37 0,52 4,06 3,17 0,84 0,05 0,18 0,14 0,14 0,13 0,13 (0,04) 0,06 0,05 0,01 (0,10) 7,54 2,12 0,00 1,65 0,00 0,00 1,28 0,00 0,00 0,82 0,00 0,69 0,00 0,00 0,27 0,36 0,35 7,97 2,11 1,95 1,87 1,62 0,24 1,50 1,15 0,34 1,02 0,94 0,60 0,24 0,36 0,26 0,27 0,35 7,80 2,08 1,93 1,86 1,64 0,21 1,47 1,12 0,35 0,95 0,89 0,59 0,24 0,35 0,27 0,25 0,33 7,88 2,05 1,91 1,88 1,68 0,19 1,49 1,14 0,35 1,00 0,94 0,63 0,23 0,40 0,25 0,26 0,31 7,80 2,09 1,93 1,81 1,65 0,22 1,44 1,14 0,35 0,95 0,92 0,63 0,24 0,37 0,26 0,29 0,33 10,98 0,97 0,87 7,34 3,16 3,82 10,98 1,08 0,67 0,22 3,92 2,62 2,41 0,21 3,30 12,16 1,06 0,95 7,99 3,61 4,03 12,16 1,10 0,58 0,28 4,51 3,02 2,80 0,23 3,43 12,52 0,97 0,86 8,67 4,17 3,92 12,52 1,06 0,58 0,24 4,37 2,87 2,70 0,17 4,21 12,23 0,90 0,75 8,21 3,70 4,14 12,23 0,81 0,49 0,14 4,58 2,81 2,67 0,14 3,70 11,97 0,97 0,86 8,05 3,66 3,98 11,97 1,01 0,58 0,22 4,35 2,83 2,64 0,19 3,66 7,50 1,65 0,88 7,94 1,96 1,20 7,79 1,90 1,00 8,01 1,92 1,04 7,81 1,86 1,03 82 CONCLUSÕES EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS FISCAIS No geral, independentemente da tipologia adotada, todos os grupos apresentaram a comportamento assemelhado quanto à geração de mesma tendência na direção dos resultados fiscais (apesar de ser grande a variação da magnitude). Isto é, a análise da evolução das finanças Municipais permitiu constatar que, com raras exceções, todos os grupos eram superavitários ou deficitários simultaneamente. Em 1998, os Municípios brasileiros apresentavam, em seu conjunto, resultados primário e orçamentário deficitários (R$ 595 milhões e R$ 1.111 milhões, respectivamente). No ano de 1999, o conjunto de Municípios passou a apresentar resultado primário positivo (R$ 67 milhões) mas ainda persistia a insuficiência de recursos (R$ 652 milhões). Ao longo do triênio 2000-2002, a situação fiscal evoluiu muito favoravelmente, tendo sido observados superávits primários e orçamentários sucessivos. Em 2002, apesar da manutenção dos superávits primário e orçamentário (R$ 1.513 milhões e R$ 509 milhões, respectivamente), suas magnitudes foram inferiores aos dos anos anteriores. Em 2003, os resultados tornaram-se novamente deficitários, desta vez em montantes ainda maiores aos observados em 1998 (R$ 737 milhões e R$ 1.166 milhões, respectivamente). Finalmente, em 2004, o conjunto de Municípios brasileiros volta a apresentar superávit primário e orçamentário (R$ 2.616 milhões e R$ 1.444 milhões, respectivamente). Esses resultados, apesar de menos expressivos que aqueles obtidos no biênio 2000-2001, foram superiores aos registrados em 2002. Diversos fatores podem ter contribuído para a evolução apresentada, lembrando-se que se trata de um universo de milhares de Entes, consideravelmente heterogêneo. Pode-se estar diante de um movimento de alternância entre períodos de maior e menor contração fiscal, associado inclusive a variáveis político-administrativas. Os bons resultados observados principalmente a partir do ano 2000 podem estar associados à combinação dos efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal, editada naquele ano, e do início das novas administrações, eleitas também naquele ano. De fato, o desequilíbrio verificado em 2003 parece ter sido resultado da utilização de recursos acumulados durantes 3 anos sucessivos de suficiência financeira. Além disso, os déficits primário e orçamentário observados em 2003 foram gerados fundamentalmente por 83 alguns poucos Municípios. De qualquer forma, o desempenho de 2003 não se repetiu em 2004, muito embora tenha sido o último exercício financeiro das administrações passadas e ano eleitoral. PERFIL DAS RECEITAS A análise do perfil dos Municípios, considerando os valores médios do período de 1998 a 2004 tomados como percentuais da receita bruta, permitiu constatar semelhanças no padrão de composição das receitas entre os grupos das duas tipologias adotadas para a classificação dos Municípios. De fato, para importantes categorias de receitas, observa-se que os Municípios mais (menos) populosos apresentam perfil semelhante aos Municípios de maior (menor) PIB e que o mesmo ocorre, de maneira geral, para os grupos intermediários. Assim, as conclusões a respeito da composição da receita bruta dos Municípios distinguem tão somente Municípios de grande, médio e pequeno porte19. De maneira geral, pode-se afirmar que somente nos Municípios de maior porte as receitas próprias são mais representativas do que as receitas de transferências: no caso do Grupo 1 da classificação populacional, a receitas próprias correspondem a 54% da receita bruta, enquanto que no Grupo 1 de PIB, equivalem a 51,4%. Ademais, observa-se que a representatividade das receitas próprias é diretamente relacionada ao porte do Município: independentemente da tipologia adotada, população ou PIB, a participação das receitas próprias é maior no Grupo 1 do que no 2, maior no 2 do que no 3 e assim sucessivamente. Esse comportamento é observado em cada uma das rubricas que compõem essa categoria de receita, com particular intensidade no caso do IPTU e do ISS. De fato, no caso da classificação populacional, a participação do IPTU e do ISS na receita bruta é 7 vezes maior no Grupo 1 do que no Grupo 4 (29,9% contra 4,6%) e, no caso dos grupos de PIB, essa relação é de 15 vezes (27,3% contra 1,9%). A contrapartida lógica das observações anteriores é que a participação das receitas de transferências na composição da receita bruta é tão maior quanto menor o porte do Município. Isto é, os menores Municípios, tanto em termos de população como de PIB, 19 Grosso modo, os Municípios ditos de grande porte são aqueles que fazem parte do Grupo 1 de população ou do Grupo 1 de PIB. Os Municípios de médio porte estão presentes nos Grupos 2 ou 3 de população ou nos Grupos 2 ou 3 de PIB. Já os Municípios de pequeno porte estão reunidos no Grupo 4 de população ou no Grupo 4 de PIB. 84 são mais dependentes dos recursos transferidos por outros Entes da federação. A maioria das receitas de transferências segue este padrão. O FPM, em particular, é a rubrica de receita mais significativa tanto para os Municípios mais pobres quanto para os menos populosos (45,4% e 33,3% respectivamente). As cotas-parte da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir), do ICMS e do IPVA são exceções a essa regra. Consideradas em conjunto, essas transferências são a principal fonte de receitas dos Municípios de médio porte, isto é, dos Grupos 2 e 3 das duas tipologias: no caso dos grupos populacionais, representam aproximadamente 27% da receita bruta e, na classificação por PIB, 26%. Quando se compara as receitas de transferências destinadas à saúde com aquelas de aplicação em educação, o que se observa é que, independentemente da tipologia adotada, a representatividade do SUS na receita bruta é maior do que a soma das transferências do FUNDEF e do FNDE nos Grupos 1 e 2. De fato, se por um lado, a participação do FUNDEF e FNDE na receita bruta é tão maior quanto menor o porte do Município (6,0% no Grupo 1 contra e 12,4% do Grupo 4 de PIB), por outro, as transferências do SUS são mais representativas nos Municípios do Grupo 2 de ambas tipologias (9,5% no grupo populacional e 8,4% no grupo de PIB). Os valores médios do período considerado também permitem constatar que as receitas de operações de crédito, quando consideradas como proporção da receita bruta, são pouco expressivas para todos os grupos de Municípios. Apesar da pequena representatividade, há uma grande discrepância entre os Municípios de maior porte e os demais: na classificação populacional, a participação no Grupo 1 é de 3,9% da receita bruta, enquanto que nos demais é de aproximadamente 0,6. Quando o enfoque do perfil das finanças municipais passa a ser a participação de cada grupo de Municípios na amostra, o que se observa é que a receita bruta está concentrada nos Municípios de maior porte: o Grupo 1 de PIB retém 43,9% da receita bruta total e o Grupo 1 de população 34,8%. Essa concentração é mais acentuada no caso das receitas de arrecadação própria: o Grupo 1 de PIB responde por 50,5% dessa arrecadação e, quando se considera o Grupo 1 de população, esse percentual é de 60,6%. A concentração da receita bruta nos Municípios de maior porte só não é maior porque as transferências são mais bem distribuídas entre os grupos de Municípios. A distribuição do 85 FPM, em particular, favorece os Municípios de menor porte: na classificação populacional, os Grupos 1, 2, 3 e 4 respondem por, respectivamente, 9,0%, 8,6%, 26,0% e 56,3% do FPM total da amostra; na classificação por PIB, esses grupos respondem por, 11,4%, 23,4%, 34,8% e 30,4%, respectivamente. PERFIL DAS DESPESAS No caso das despesas, observando os valores médios do período de 1998 a 2004 tomados como percentuais da receita bruta, são identificadas semelhanças e diferenças nos perfis de comprometimento da receita bruta entre Municípios de portes distintos. As despesas não financeiras comprometem um percentual semelhante da receita bruta dos Municípios de médio e pequeno porte (em torno de 99%), percentual esse que é um pouco menor nos grandes Municípios (aproximadamente 97%). Os Municípios de maior porte também apresentam um comprometimento da receita bruta com despesas com pessoal ativo menor do que os demais grupos (47% contra 44%). No caso das despesas com inativos e pensionistas, porém, constata-se que o comprometimento da receita bruta é diretamente relacionado ao porte do Município. Na classificação populacional, o comprometimento dos Grupos 1, 2, 3 e 4 é, respectivamente, de 11,1%, 6,6%, 3,1% e 1,6%. Para os grupos de PIB esses percentuais são de 10,2%, 4,0%, 2,1% e 1,0%. Essa diferença de perfil pode estar associada ao fato de Municípios de maior porte manterem fundos próprios de previdência, que arcam diretamente com as despesas decorrentes, ao passo que a maior parte dos Municípios contribui para o regime geral de previdência, cabendo a este a responsabilidade pelas despesas com inativos e pensionistas. Diferentemente da estrutura de despesas dos Estados, em todos os grupos de Municípios as outras despesas correntes e de capital comprometem uma parcela maior da receita bruta do que as despesas de pessoal. As outras despesas correntes, em particular, são as mais significativas, independentemente do porte do Município. Os investimentos, por seu turno, são relativamente mais expressivos nos menores Municípios. Em realidade, quanto menor o porte do Município, maior o comprometimento da receita bruta com despesas de investimentos. No caso da classificação por PIB, por 86 exemplo, o comprometimento dos Grupos 1, 2, 3 e 4 é, respectivamente, 9,5%, 11,0%, 11,7% e 12,3%. As despesas com serviço da dívida (juros e amortizações) são pouco expressivas, principalmente para os Municípios de médio e pequeno porte. Mesmo para os Municípios de grande porte o comprometimento da receita com despesas financeiras é pequeno se comparado ao tamanho do estoque de suas dívidas e à situação observada nos Estados. De fato, no Grupo 1 de população o estoque da dívida corresponde a 100,7% da receita bruta e o serviço compromete 8,5% de sua receita bruta; no Grupo 1 de PIB a dívida e seu serviço equivalem a 89,7% e 7,7%, respectivamente. Assim, os Municípios de maior porte apresentam gastos mais expressivos com juros e amortizações de dívidas que os demais e, concomitantemente, apresentam um menor comprometimento da receita bruta com despesas não financeiras. Quando se considera a classificação funcional-programática das despesas, percebe-se que o comprometimento da receita bruta com despesas de previdência social, da mesma forma que as despesas com inativos e pensionistas, é tão maior quanto maior o porte do Município. Enquanto os Municípios de grande porte comprometem, grosso modo, 10% de sua receita bruta, os menores gastam o equivalente a 2% aproximadamente. Os Municípios de grande porte também gastam uma parcela proporcionalmente maior de suas receitas com saúde do que os Municípios pequenos: 22% contra 19%. Porém, tanto na classificação por PIB quanto na populacional, as despesas com essa função são relativamente mais significativas nos Municípios do Grupo 2: 23,5% e 26,3% respectivamente. No caso das despesas com educação, quanto menor o porte do Município, maior o comprometimento da receita bruta. No caso da classificação populacional, por exemplo, o comprometimento dos Grupos 1, 2, 3 e 4 é de, respectivamente, 21,1%, 21,7%, 24,3% e 27,4%. 87