FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
DIREITO - PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E
LITERATURA BRASILEIRA
Instrução: Leia, com atenção, o texto a seguir, pois as questões
de 1 a 16 referem-se a ele.
UM APÓLOGO
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda
enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
- Deixe-me, senhora.
- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que
está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que
me der na cabeça.
- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem
o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
outros.
- Mas você é orgulhosa.
- Decerto que sou.
- Mas por quê?
- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
ama, quem é que os cose, senão eu?
- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você
ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um
pedaço ao outro, dou feição aos babados...
- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e
mando...
- Também os batedores vão adiante do imperador.
- Você é imperador?
- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel
subalterno, indo adiante: vai só mostrando o caminho, vai fazendo
o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da
baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma
baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás
dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
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da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser. Uma e outra iam
andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das
sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana
– para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu
que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e
acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela
agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe
o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo
que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E
era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plicplic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a
costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até
que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira,
que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho,
para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido
da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou
dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da
agulha, perguntou-lhe:
- Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai
dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a
caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?
Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de
cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela,
e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de
costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde
me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me
disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a
muita linha ordinária!
(Machado de Assis: Contos. 18 ed. São Paulo.Ática, 1954 p. 89)
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1) FMC – 2009/2°
4) FMC – 2009/2°
Pode-se constatar, no diálogo entre a agulha e a linha, uma relação
de
I) O final do apólogo, que se relaciona com as ideias recorrentes
desenvolvidas pelo autor, sugere que, nem sempre, os
indivíduos usufruem do prestígio de seu trabalho.
a)
b)
c)
d)
opressão do mais forte sobre o mais fraco.
amor e ódio entre os elementos do processo de comunicação.
desigualdade na obtenção de recompensas.
êxito e fracasso marcados pelo egoísmo desenfreado.
2) FMC – 2009/2°
II) O encadeamento de pressupostos adquire importância no texto
e dá consistência ao raciocínio argumentativo do “Apólogo”.
a)
b)
c)
d)
Apenas II está correta.
I e II estão incorretas.
Apenas I está correta.
I e II estão corretas.
É possível inferir que, no texto, o autor
a) evidencia traços de analogia entre a agulha e o professor de
melancolia.
b) vale-se do uso da agulha e da linha apenas em sentido literal.
c) assume uma postura paternalista ao referir-se ao alfinete.
d) repudia a impassibilidade da agulha diante da arrogância da
linha.
Para responder às questões 3 e 4, analise as afirmativas
apresentadas.
5) FMC – 2009/2°
Assinale o fragmento que, se contextualizado,
personificação da agulha e/ou da linha.
sugere
a
a) “... eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos
babados...”
b) “Você fura o pano, nada mais...”
c) “Por que está você com esse ar, toda cheia de si...”
d) Chegou a costureira... pegou da agulha, pegou da linha, enfiou
alinha na agulha, e entrou a coser.”
3) FMC – 2009/2°
I) O texto, em nível mais profundo, suscita a possibilidade de uma
leitura em que se efetiva a transferência de situações do
contexto real para o metafórico.
6) FMC – 2009/2°
II) No processo de comunicação estabelecido entre agulha/linha,
constata-se que o autor assume um posicionamento radical na
sua argumentação e parcial nos critérios de julgamento.
a) permeia o texto com a presença de uma voz sarcástica e
pessimista.
b) direciona a fala dos protagonistas para o inverossímil.
c) reforça o desempenho dialógico da agulha e da linha.
d) funciona como motivo condutor da desordem argumentativa do
“Apólogo”.
a)
b)
c)
d)
Apenas II está correta.
Apenas I está correta.
I e II estão corretas.
I e II estão incorretas.
O uso de pólos antagônicos
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7) FMC – 2009/2°
11) FMC – 2009/2°
No texto, a agulha e a linha só NÃO
Leia o fragmento abaixo e assinale a opção que identifique o
recurso estilístico nele utilizado:
a)
b)
c)
d)
fazem a apologia do estereótipo da frustração profissional.
atuam de forma persuasiva.
estabelecem conjeturas e confrontos.
levantam objeções.
8) FMC – 2009/2°
Uma postura crítica e até mesmo moralizadora foi exemplificada, no
texto, pela fala
a)
b)
c)
d)
da
da
da
do
costureira.
linha.
agulha.
alfinete.
“E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais
que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.”
a)
b)
c)
d)
onomatopéia.
metonímia.
catacrese.
pleonasmo.
12) FMC – 2009/2°
Observe o fragmento:
“Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se.”
9) FMC – 2009/2°
Em nível morfossintático, é INCORRETO afirmar que
A leitura do texto permite identificar equidade entre a postura de
a) o termo “a noite” é responsável pela flexão verbal.
b) a expressão “do baile” modifica o termo “noite”.
c) o uso da vírgula infringe os padrões da língua culta porque
separa orações ligadas pelo conetivo “e”.
d) a ênclise poderia ser substituída pela próclise em “vestiu-se”.
a)
b)
c)
d)
linha/alfinete.
agulha/professor de melancolia.
costureira/professor de melancolia.
alfinete/costureira.
13) FMC – 2009/2°
10) FMC – 2009/2°
No fragmento “... a linha, para mofar da agulha,
perguntou-lhe:...”, o vocábulo grifado, sem perda de sentido,
pode ser substituído por
a)
b)
c)
d)
vingar.
criticar.
menosprezar.
escarnecer.
Considere os fragmentos abaixo e assinale aquele em que ocorra a
presença de construção expletiva, recurso recorrente no texto.
a)
b)
c)
d)
“Você ignora que quem os cose sou eu...”
“Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.”
“Eu é que furo o pano, vou adiante...”
“Cada qual tem o ar que Deus lhe deu.”
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14) FMC – 2009/2°
Leia o fragmento:
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Instrução: Responda às questões de 17 a 20 com base nas obras
São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Auto da compadecida, de
Ariano Suassuna.
“ – Você é imperador?
- Não digo isso.”
17) FMC – 2009/2º
Sobre ele, é CORRETO afirmar que
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o romance de Graciliano
Ramos:
a) o vocábulo “isso” retoma uma ideia anteriormente expressa.
b) as formas verbais “e” e “digo” funcionam como núcleo do
predicado.
c) o vocábulo “imperador” exerce a função de predicativo.
d) os predicados classificam-se como
verbo-nominal e verbal,
respectivamente.
15) FMC – 2009/2°
Observe o seguinte trecho:
“E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado
ou outro, arregaçava daqui ou dali... a linha, para mofar da agulha,
perguntou-lhe:...”.
NÃO está presente entre as orações do fragmento a relação de
a)
b)
c)
d)
adição.
finalidade.
temporalidade.
comparação.
a) O léxico do texto, repleto de expressões populares, reflete, em
vários momentos, a condição rude do narrador.
b) A trajetória do protagonista, narrada de forma impessoal, revela
a vitória do materialismo sobre a humanização.
c) O título do romance está diretamente relacionado com um dos
temas da obra, o senso de propriedade.
d) Ao longo do relato, a subjetividade do protagonista-narrador
interfere na objetividade da narrativa.
18) FMC – 2009/2º
A metalinguagem é um procedimento que pode ser constatado na
seguinte passagem do romance de Graciliano Ramos:
As pessoas que me lerem terão, pois, a bondade de
traduzir isto em linguagem literária, se quiserem. Se
não quiserem, pouco se perde. Não pretendo bancar
o escritor. (Capítulo 2)
Assinale o trecho em que tal recurso ocorra de forma metafórica:
16) FMC – 2009/2°
Em relação ao fragmento “- Por que está você com esse ar,
toda cheia de si...”, está INCORRETA a função identificada para
o termo em:
a)
b)
c)
d)
“você” – substantiva
“toda” - adjetiva
“esse” – adjetiva
“mundo” - substantiva
a) Às vezes as idéias não vêm, ou vêm muito numerosas – e a
folha permanece meio escrita, como estava na véspera.
b) Dois capítulos perdidos. Talvez não fosse mau aproveitar os do
Gondim, depois de expurgados.
c) Achei a propriedade em cacos: mato, lama e potó como os
diabos.
d) Ora vejam. Se eu possuísse metade da instrução de Madalena,
encoivarava isto brincando.
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19) FMC – 2009/2º
O título da obra de Ariano Suassuna NÃO está corretamente
explicado em:
a) O termo “auto” integra o conjunto ordenado das peças de um
processo que a divindade articula contra os humanos.
b) O vocábulo “auto” prende-se à modalidade de representação
teatral, de caráter popular e religioso, típica da Idade Média.
c) A expressão “compadecida” relaciona-se com a Virgem Maria,
aquela que tem compaixão pelos que sofrem.
d) As palavras “auto” e “compadecida” remetem ao episódio
nuclear da peça, em que Nossa Senhora terá misericórdia dos
mortais.
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PROVA DE HISTÓRIA
21) FMC – 2009/2º
Leia o texto a seguir, no qual o autor analisa a chamada revolução
científica do século XVII.
“A preocupação de Kepler é principalmente uma: ele pretende
demonstrar não só que este sistema de planetas, num dos quais
nos encontramos nós homens, acha-se no lugar principal do
Universo, ao redor do coração do Universo que é o Sol, mas
também, em particular, que nós homens nos encontramos naquele
globo que se destina inteiramente à criatura racional mais
importante e mais nobre entre as corpóreas.”
(ROSSI, Paolo. A ciência e a filosofia dos modernos: Aspectos da
revolução científica. São Paulo: Edusp, 1992. p.235-236.)
20) FMC – 2009/2º
As seguintes passagens de Auto da compadecida referem-se ao
episódio do julgamento, EXCETO:
a) A carne implica todas essas coisas turvas e mesquinhas. Quase
tudo o que eles faziam era por medo. Eu conheço isso, porque
convivi com os homens: começam com medo, coitados, e
terminam por fazer o que não presta, quase sem querer.
É medo.
b) Eu sei que você protesta, mas não tenho o que fazer, meu
velho. Discordar de minha mãe é que não vou.
c) Vergonha é uma mulher casada na igreja se oferecer desse
jeito. Aliás já tinha ouvido falar que a senhora enganava seu
marido com todo mundo.
d) O caso é duro. Compreendo as circunstâncias em que João
viveu, mas isso também tem um limite. Afinal de contas, o
mandamento existe e foi transgredido. Acho que não posso
salvá-lo.
A partir da leitura acima e de seus conhecimentos históricos,
assinale a opção CORRETA:
a) Não só em Kepler como em Newton e Bacon, percebe-se uma
tendência metodológica sob a influência do pensamento
aristotélico que se baseia na observação máxima da natureza.
b) O movimento analisado teve como uma de suas preocupações a
criação de métodos de explicação racional dos fenômenos da
natureza.
c) A percepção de Kepler da Terra como local privilegiado do
Universo demonstra sua profunda relação com a mentalidade
que o antecede, na qual predominava o geocentrismo.
d) A paralisia intelectual do século XVII, marcado pelo pensamento
barroco e pela crise do Antigo Regime, é quebrada pelas teses
de Kepler e seus contemporâneos, que apontam para uma
ciência radicalmente racionalista.
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22) FMC – 2009/2º
23) FMC – 2009/2º
Leia o texto.
Observe como Jacob Gorender analisa a condição do escravo na
América colonial.
“Quando as embarcações de Colombo aportaram na América, de
fato não a ‘descobriram’, pois muita gente já vivia em nosso
continente. O que de fato ocorreu foi a integração da América ao
continente europeu ou, mais exatamente, à sociedade mercantil.”
(PINSKI, J. et alli. História da América através de textos. São Paulo:
Contexto, 1991. p. 11.)
Identifique, entre as opções abaixo, aquela que NÃO confirme a
tese dos autores do texto:
a) As ditas altas culturas do continente americano influenciaram o
desenvolvimento científico europeu em todos os aspectos.
b) As riquezas extraídas por meio da colonização permitiram a
acumulação primitiva de capitais na Europa ocidental.
c) A instalação do “exclusivo metropolitano” levou à organização
da produção americana nos moldes da economia européia da
época.
d) O fato de já haver “muita gente... em nosso continente” não
evitou que a mentalidade européia aqui se instalasse por meio
de mecanismos diversos de dominação.
“Na sua condição de propriedade, o escravo é uma coisa, um bem
objetivo. Lembrando Aristóteles, consideramos nossa propriedade o
que está fora de nós e nos pertence. Nosso corpo, nossas aptidões
intelectuais, nossa subjetividade não entram no conceito de nossa
propriedade. Mas o escravo, sendo uma propriedade, também
possui corpo, aptidões intelectuais, subjetividade — é, em suma,
um ser humano. Perderá ele o ser humano ao se tornar
propriedade, ao se coisificar?”
GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1992.
P. 63.
A partir da reflexão proposta pelo autor e de seus conhecimentos
históricos, assinale a opção CORRETA sobre a escravidão negra
colonial:
a) Ser considerado pelos senhores como animal de trabalho
retirava do escravo qualquer humanidade, o que sufocava, até
mesmo, suas heranças culturais.
b) Quando punido por um crime, o escravo ficava submetido à
legislação comum, o que lhe permitia ascender ao status de
humanidade, apesar de sofrer punições mais severas que os
homens livres.
c) A coisificação dos negros escravizados pode ser comprovada
pelo fato de serem batizados com nomes cristãos, sendo-lhes
negada a existência de uma alma.
d) A resistência quilombola permitiu aos escravos, tornados livres à
força, a reconstrução de seus padrões culturais e sua
humanização.
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24) FMC – 2009/2º
25) FMC – 2009/2º
Para o historiador Eric J. Hobsbawm, o período de 1789 a 1848 foi
marcado por uma “dupla revolução”, a Francesa e a Industrial
Inglesa.
Tempos após a independência brasileira, assim os portugueses
parodiavam nosso hino:
Quanto a essas revoluções, é CORRETO afirmar que
Cabra gente brasileira,
Descendente de macaco,
a) estabeleceram novas relações de trabalho, nas quais os homens
poderiam usufruir de suas aptidões escolhendo livremente sua
forma de sobrevivência.
b) possibilitaram, por meio da elevação do status dos homens a
cidadãos, a consolidação dos princípios burgueses de igualdade
socioeconômica.
c) promoveram transformações mais técnicas que sociais, ao
subordinar o capital ao trabalho, sepultando a herança das
relações feudais de produção.
d) superaram os resquícios do feudalismo por meio de
transformações econômicas, sociais e políticas, possibilitando o
triunfo do capitalismo liberal.
Que trocou a cruz de Cristo
Pelos ramos de tabaco.
A rivalidade entre brasileiros e portugueses não se restringiu a
competições poéticas, como demonstra a resistência de fiéis
lusitanos em algumas províncias, durante o processo de
emancipação e as disputas políticas ao longo do Primeiro Reinado.
Trata-se de demonstrações desses atritos durante a fase de
consolidação da independência brasileira, EXCETO
a) as divergências entre o Partido Brasileiro e o Partido Português
em relação à autonomia das províncias.
b) as disputas ocorridas na Assembléia Constituinte sobre a forma
que a monarquia brasileira deveria assumir.
c) a reação dos brasileiros natos à permanência de portugueses
nos setores economicamente mais importantes da Nação.
d) a dificuldade no estabelecimento de critérios de definição dos
brasileiros eleitores.
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26) FMC – 2009/2º
27) FMC – 2009/2º
Leia o texto.
Analise as afirmações abaixo, em que se trata do fenômeno político
brasileiro conhecido como populismo.
“Como a lei da gravitação universal de Newton, a Teoria da
Evolução teve conseqüências revolucionárias na área científica [...]
Alguns pensadores sociais aplicaram as conclusões darwinianas à
ordem social, produzindo teorias que as transferiram à explicação
dos problemas sociais. As expressões ‘luta pela sobrevivência’ e
‘sobrevivência do mais capaz’ foram tomadas de Darwin para apoiar
a defesa que faziam do individualismo econômico.”
(CAMPOS, Flávio de; MIRANDA, Renan Garcia. Oficina de História.
São Paulo: Moderna, 1999. p.360)
O darwinismo social, tese corrente entre europeus do século XIX,
buscava justificar
I- Hegemonia das massas populares nos setores produtivos em
associação aos industriais.
II- Inclusão de setores populares no processo político e aparente
identificação entre Estado e Presidente da República.
III- Apresentação, por parte do Estado, de um discurso nacionalista,
a fim de angariar apoio para um pretenso projeto de
desenvolvimento nacional.
É(são) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)
a) II e III.
a) o colonialismo clássico ainda vigente na África portuguesa.
b) I e II.
b) o liberalismo e a lei de livre concorrência.
c) I e III.
c) o imperialismo sobre a África e a Ásia.
d) III.
d) as disputas entre os grupos econômicos europeus responsáveis
pela primeira crise do capitalismo.
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28) FMC – 2009/2º
29) FMC – 2009/2º
Entre os casos dos diversos países africanos que conquistaram sua
independência após a Segunda Guerra, talvez seja um dos mais
emblemáticos o do Congo, que resultou da interferência externa e
persistência da miséria e violência.
Entre os dias 17 e 19 de abril do corrente ano, ocorreu, em Trinidad
e Tobago, a Cúpula das Américas, iniciativa do ex-presidente
norte-americano Bill Clinton, que buscava, em 1994, iniciar um
processo de integração das economias americanas.
Patrice Lumumba, líder do processo de independência e primeiro
chefe de Estado, foi assassinado um mês após sua posse, em um
golpe apoiado pelas antigas potências econômicas, tendo os EUA à
frente.
No encontro de agora, a ausência cubana dominou os debates,
superando a discussão econômica, porque
Entre as causas do golpe que vitimou Lumumba e jogou o Congo
em uma longa e sangrenta ditadura de 32 anos, NÃO é correto
citar
a) a presença cubana criaria um desconforto à representação
brasileira, considerando que nosso atual governo vem atuando
como
mediador
entre
governos
latino-americanos
e
norte-americanos em suas divergências.
a) a busca do apoio soviético por parte de Patrice Lumumba, já que
as hostilidades do Ocidente surgiram antes mesmo de sua posse
como presidente do Congo.
b) a Cúpula das Américas segue uma série de recomendações da
Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição da qual
o atual governo cubano foi desligado em 1962.
b) as disputas internas pelo controle do Estado entre antigas tribos
congolesas que tinham no imperialismo sua sustentação.
c) Cuba se recusa a participar de quaisquer encontros em que se
dê a presença americana, já que a potência do norte apresenta
uma série de exigências incompatíveis com a atual realidade
cubana.
c) o projeto de nacionalização das imensas riquezas do subsolo
congolês, até então exploradas por países estrangeiros.
d) o interesse de Lumumba em estabelecer um conjunto de ações
coletivas entre os países africanos recém-libertos para uma
independência que ultrapassasse os limites políticos.
d) a onda de governos progressistas na América Latina busca
integrar Cuba aos debates do continente, alegando nossas
identidades e denunciando o embargo imposto pelos EUA, que
se mostra anacrônico na conjuntura atual.
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30) FMC – 2009/2º
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PROVA DE GEOGRAFIA
Leia abaixo reproduções de manchetes de jornais quando da
instalação do regime autoritário militar no Brasil, em 1964.
31) FMC – 2009/2º
“Salvos da comunização que celeremente
brasileiros devem agradecer aos bravos
protegeram de seus inimigos...”
Em dezembro de 2005, o líder cocalero Evo Morales venceu, com
maioria absoluta e apoio político e financeiro do venezuelano Hugo
Chávez, as eleições presidenciais bolivianas, tornando-se o primeiro
presidente de origem indígena do país.
se preparava,
militares que
os
os
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os
setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém
escapava o significado das manobras presidenciais...”
(O Globo. Rio de Janeiro, 2 de abril de 1964.)
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade [...]
Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de
mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A
legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos
comunistas...”
(Editorial do Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 1º de abril de 1964.)
Considerando-se as opiniões expressas pelos jornais e a conjuntura
da época, só NÃO se pode afirmar:
a) A clara opção do governo Goulart em atender às demandas dos
setores revolucionários nacionais precipitou a tomada do poder
pelos militares.
b) Diversos setores da sociedade apoiaram, pelo menos no
primeiro momento, a ação dos golpistas.
c) A ação dos setores militares respondeu a um sentimento de
indignação de alguns grupos quanto aos rumos do governo João
Goulart.
d) O entendimento da grande imprensa de que os rumos tomados
pelo presidente Goulart afetariam seus interesses ocasionou o
apoio declarado ao golpe de março de 1964.
Quando ele assumiu o poder em 22 de janeiro de 2006, a
plataforma política do partido que o representa (MAS - Movimento
ao Socialismo) passou a ser discutida nacionalmente e no exterior,
colocando em tensão países e investidores diversos em relação ao
"risco-país" que a Bolívia passaria a representar, na economia
global.
Como forte opositor à erradicação do cultivo da coca, defendida
pelos Estados Unidos, Evo Morales diverge, frontalmente, do
sistema socioeconômico capitalista, que é a força motriz da
globalização econômica.
Entre os pontos mais polêmicos da plataforma política desenvolvida
por Morales, é CORRETO destacar
a) o suporte político e administrativo ao cultivo da folha de coca e
a ampliação do comércio de cocaína para a Venezuela.
b) a nacionalização de indústrias estratégicas e dos recursos
naturais (hidrocarbonetos).
c) a redução dos impostos para a classe média e o subsídio de
saúde e educação para toda a população.
d) a redução gradativa dos preços de produtos básicos de consumo
da grande população.
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33) FMC – 2009/2º
32) FMC – 2009/2º
“Nas relações internacionais de hoje parece haver um jogo de
xadrez global em três níveis. No tabuleiro superior está o poder
militar, ocupado, sem competidores, pelos Estados Unidos; no
tabuleiro intermediário fica o poder econômico, compartilhado pelos
Estados Unidos, Europa, China (...) e Japão; no tabuleiro inferior
estão as diversas outras relações internacionais (sociedade civil,
grandes e médias empresas, traficantes, pacifistas, terroristas etc.).
A potência dominante tem de olhar os três tabuleiros com muita
atenção, pois dos tabuleiros inferiores podem vir lances inesperados
que abalem o poder da potência imperial, como ocorreu com os
ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.”
PORTELA, Fernando e RUA, João. "Estados Unidos". São Paulo:
Ática, 2006.
Com base no texto e nos seus conhecimentos
internacionais, assinale a opção INCORRETA:
sobre relações
a) Para se destacarem no jogo do tabuleiro intermediário, os
Estados Unidos têm levado a ampliação da OTAN para o Leste
europeu, desequilibrando as forças entre as tradicionais
potências européias, como Rússia e Alemanha.
b) Uma estratégia atual, no âmbito militar, do governo
norte-americano para disputar o jogo no tabuleiro intermediário
é a ampliação do comércio de armas para países com governos
aliados.
c) No
tabuleiro inferior, estão as tentativas de intervenção dos
Estados Unidos nos processos políticos eleitorais de diversos
países e regiões, visando a favorecer os representantes mais
afinados com os interesses nacionalistas.
d) Uma das ações do governo norte-americano, em território
estrangeiro, que visam a impedir a ação dos agentes
identificados como pertencentes ao tabuleiro inferior são as
intervenções diretas no Afeganistão e no Iraque.
Em relação à crise de governabilidade na Colômbia, ligada a fatores
paramilitares e/ou econômicos dos narcotraficantes, é INCORRETA
a seguinte afirmação:
a) A divisão político-administrativa criada pelo Estado é substituída
por zonas produtoras de drogas, divididas de acordo com os
interesses da máfia e da guerrilha, onde as leis, a autoridade e
até mesmo a moeda nacional não têm validade.
b) A influência política e um eficiente esquema de informação dos
narcotraficantes fragmentam, geograficamente, os países
produtores, constituindo encraves políticos e militares e, em
alguns casos, estabelecendo territórios livres ocupados por
grupos guerrilheiros.
c) O financiamento à narcoguerrilha e ao terrorismo nacional,
efetuado por grupos terroristas internacionais, como a
Al-Qaeda, cria uma rede de suborno e corrupção que atravessa
todo o Estado, particularmente as agências estatais
encarregadas de seu controle e repressão.
d) O Estado de direito, além de perder o controle sobre a
economia, perde também hegemonia, legitimidade e autoridade,
com a presença de narcotraficantes financiando campanhas para
senadores e deputados e a existência de golpes de Estado.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
34) FMC – 2009/2º
35) FMC – 2009/2º
Analise o cartaz abaixo e a reportagem que o acompanha.
Reflita sobre o cartaz abaixo, do Greenpeace.
Segundo o líder do partido político responsável pelo cartaz acima,
"os imigrantes que estão cá por bem têm consciência de que aquilo
não é com eles. (...) Quem deverá ser expulso? Os marginais, os
ilegais, os indigentes. Os que vêm para cá viver de subsídios. (...)
Somos contra a nacionalidade dada burocraticamente. Portugal é
para os portugueses".
Adaptado de Diário de Notícias. Lisboa, quinta-feira, 29 mar. 2007.
A partir da leitura da reportagem, identifique a alternativa que
aponte indicadores demográficos da Europa ocidental da atualidade
que se contraponham à política de expulsão de estrangeiros de
Portugal proposta pela reportagem:
a) A diminuição das taxas de natalidade e a redução da taxa de
crescimento populacional (a perda de população absoluta).
b) O aumento das taxas de fertilidade e uma maior expectativa de
vida (envelhecimento absoluto).
c) A repatriação dos grupos africanos e uma menor expectativa de
vida entre a população jovem periférica dos grandes centros
portugueses.
d) A legalização automática dos imigrantes empresários e a
elevação da quantidade de casamentos entre imigrantes e
europeus.
Identifique a alternativa que apresenta uma
minimizar o problema denunciado pela ONG:
proposta
para
a) Substituição da utilização intensiva do carvão vegetal pelo uso
do carvão mineral e/ou petróleo.
b) Utilização
de
transporte
marítimo
coletivo
ou
o
compartilhamento, por pessoas conhecidas, de lanchas que
usem o biodiesel.
c) Elaboração de estudos sobre as indústrias mais poluidoras
região amazônica.
d) Execução de projetos de redução das queimadas na região.
da
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36) FMC – 2009/2º
37) FMC – 2009/2º
A figura a seguir simboliza o fenômeno conhecido como efeito
estufa, provocado pelo calor proveniente do Sol, refletido pela Terra
na atmosfera e retido por uma capa de gases.
As chuvas ácidas são um fenômeno atmosférico causado, em escala
local e regional, pela emissão de poluentes das indústrias, dos
meios de transporte e de outras fontes de combustão.
Sabe-se que, apesar de natural, o efeito
pela ação humana com a queima de
desmatamento, dentre outros.
Com base nessas informações e em seus conhecimentos, assinale a
opção CORRETA:
tem-se intensificado
combustíveis fósseis,
a) O Brasil está isento da ocorrência de chuvas ácidas, em razão
da regularidade de suas precipitações, que propiciam a limpeza
da atmosfera. Além disso, as constantes inversões térmicas
evitam a concentração dos gases causadores desse problema.
b) A chuva ácida ocorre somente nas regiões polares, devido à
concentração de gases de clorofluorcarbonados, que aumentam
a quantidade de ácidos nos vapores de água em suspensão.
c) As chuvas ácidas provocam o aquecimento das águas, o que,
consequentemente, causa a diminuição das superfícies aquosas
disponíveis para o abastecimento e saneamento da população
mundial.
Os cientistas que analisam o fenômeno argumentam que ele tem
provocado
a) a diminuição do nível dos oceanos do planeta.
b) a elevação da temperatura média da Terra.
c) o aumento do número de habitantes da Terra.
d) o declínio das fontes alternativas de energia do planeta.
d) Nas zonas poluídas onde ocorrem as chuvas exageradamente
ácidas, a acidez é agravada pela presença do trióxido de enxofre
e do dióxido de nitrogênio, o que vem destruindo importantes
monumentos históricos.
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38) FMC – 2009/2º
O processo de urbanização no Brasil, extremamente rápido e
desigual, trouxe grandes comprometimentos, por vezes até
calamitosos, à qualidade ambiental das cidades brasileiras.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
39) FMC – 2009/2º
Observe a figura a seguir:
Sobre a problemática ambiental urbana, analise as afirmativas:
I- A falta de tratamento dos esgotos sanitários, nas cidades, em
parte lançados "in natura" no solo, vem causando danos
irreparáveis às reservas de água potável, comprometendo usos
múltiplos da água.
II- Apesar de consideradas um fenômeno natural, as enchentes
são provocadas pelo homem, pois elas devastam as cidades
devido às alterações empreendidas pelo ser humano na
natureza. A retirada das coberturas vegetais, a utilização de
materiais impermeáveis no solo, o depósito indevido de lixo nas
ruas e outras atitudes humanas colaboram para a proporção do
problema.
III- A poluição gerada nas cidades é liberada de várias formas,
podendo ser originada por meio de lixo depositado em locais
impróprios, radiações, ruídos, substâncias químicas, agentes
contaminadores e outros.
IV- A eliminação do lixo gerado pelas pessoas dos grandes centros é
feita principalmente por meio de aterros sanitários, que são
grandes áreas de terra que servem como depósito para os
vários tipos de lixo. A utilização dos aterros tem-se mostrado
eficaz em relação ao material inorgânico que ali é depositado,
pois acelera o processo de decomposição.
V- Nas grandes cidades, a poluição atmosférica circunscreve-se às
vias de trânsito rápido, daí a existência de placas educativas nas
avenidas e rodovias urbanas, advertindo sobre o perigo de
doenças respiratórias.
São verdadeiras as afirmativas
a)
b)
c)
d)
I, II e III apenas.
II, III e IV apenas.
I, II, III e V apenas.
I, II, III, IV e V.
Sobre a divisão regional apresentada, é CORRETO afirmar:
a) A influência dos recursos naturais sobre as atividades
econômicas explica por que as áreas da Amazônia e do Nordeste
coincidem com os limites da floresta equatorial e do Polígono
das Secas. Além disso, quase um quarto da população vive na
miséria, enquanto uma pequena parcela detém parte das
riquezas.
b) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diversificada das
três regiões, pois suas atividades de extração mineral e vegetal
exploram grandes províncias mineralógicas e uma floresta com
alta biodiversidade. Além disso, ela contribui muito com a
migração para outras regiões.
c) A Amazônia prolonga-se a leste, dominando o oeste do
Maranhão, e ao sul, englobando grande parte do Mato Grosso.
A região possui baixa densidade demográfica e nela
predominam aspectos naturais, floresta densa e heterogênea,
clima quente e úmido, rios extensos e caudalosos.
d) O Nordeste corresponde a quase 19% do território brasileiro.
Região pouco povoada, foi desbravada nos séculos XVII e XVIII
pelos bandeirantes, que procuravam pedras e metais preciosos.
Desde a década de 1980, a região atrai migrantes por oferecer
grande quantidade de terras desabitadas e a serem exploradas.
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40) FMC – 2009/2º
Sabe-se que os parques públicos, nas grandes cidades, funcionam
como importantes locais de lazer, dentre outros motivos, pela
qualidade de suas condições microclimáticas: em geral, pode-se
encontrar ali um ar mais úmido e com temperaturas mais amenas
em relação ao resto da cidade.
O esquema gráfico a seguir representa a variação de temperaturas
do ar em certa hora do dia.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
Esse fenômeno climático, típico das grandes cidades, é conhecido
como
a) chuva ácida - cuja formação é consequência do fenômeno da
inversão térmica, que determina uma retenção de ar quente
próximo à superfície. É comum no inverno, quando uma camada
de ar frio se situa muito embaixo na atmosfera, bem próximo da
área central.
b) ilha de calor – que, constituindo uma redoma climática sobre a
cidade, faz com que as temperaturas das áreas centrais e de
maior circulação de veículos, além das áreas industriais, sejam
maiores do que as das áreas mais arborizadas.
c) efeito estufa - processo artificial que se intensificou nas últimas
décadas e entre cujas possíveis consequências estão o
derretimento das calotas polares, os eventos de precipitação
mais intensos e o aumento da temperatura nos grandes centros
urbanos, principalmente nas áreas centrais.
d) smog fotoquímico - fenômeno que faz com que um nevoeiro
paire constantemente sobre as áreas centrais das cidades,
especialmente quando estas estão cercadas por áreas de relevo
mais elevadas, como ocorre em São Paulo e na Cidade do
México, causando irritação na vista da população e
intensificando os problemas respiratórios.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
PROVA DE LÍNGUA ESPANHOLA
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
41) FMC – 2009/2º
Instrucciones: Lea atentamente el texto siguiente y después
conteste a las preguntas.
Si partimos de un punto de vista opuesto a la del autor podemos
concluir que
“...Cuando comemos mucho o gastamos mucho dinero con la
tarjeta de crédito, o hacemos una mala inversión, es probable que
se deba a que hemos escuchado a nuestro cerebro emocional,
cuando deberíamos haber pensado racionalmente.
a) gastamos mucho dinero impulsados por la emoción.
b) cuando comemos mucho actúa nuestro lado emocional.
c) nuestro deseo de evitar todo lo que esté relacionado con ganar
nos impulsa a cometer tonterías.
d) gastamos mucho dinero y comemos mucho impulsados por la
emoción.
Cuando nuestras emociones están fuera de control, el resultado
puede ser tan devastador como cuando no sentimos ninguna
emoción.
42) FMC – 2009/2º
Recientemente, psicólogos y neurólogos han identificado una larga
lista de deficiencias emocionales que nos hacen frecuentemente
cometer errores.
Consideremos el error conocido como el terror a la pérdida,
identificado por los psicólogos Daniel Kahneman y Amos Tversky.
Los expertos notaron que, cuando a una persona le proponían echar
una moneda a la suerte (para adivinar cara o cruz) en la que podría
perder US$20, la persona exigía que si ganaba, la recompensasen
con US$40.
El dolor ante la pérdida era aproximadamente dos veces más
potente que el placer generado por la ganancia. Es más, nuestras
decisiones parecen estar determinadas por estos sentimientos.
Como dijeron Kahneman y Tversky, "en la toma de decisiones las
pérdidas dominan más nuestro pensamiento que las ganancias".
El terror a la pérdida es reconocido ahora como un prejuicio
importante, con múltiples implicaciones. Nuestro deseo de evitar
todo lo que esté relacionado con perder moldea muchas veces
nuestra conducta, impulsándonos a cometer tonterías...”
Fuente: (Jonah Lehrer para BBC Ciencia, miércoles 25 febrero 2009.)
Si el autor tomara como punto de partida lo contrario a lo expuesto
en el texto, se concluiría que hacemos una mala inversión por
a)
b)
c)
d)
un impulso emocional.
falta de un buen cálculo.
un impulso irracional
un pensar racional.
43) FMC – 2009/2º
De acuerdo al texto cuando nuestras emociones están fuera de
control, es como
a)
b)
c)
d)
no sentir ninguna emoción.
perder completamente el control.
sentirse excesivamente emocionado.
perder todos los sentimientos.
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44) FMC – 2009/2º
46) FMC – 2009/2º
Lea las afirmaciones:
Complete los espacios con V (verdadero) o
texto:
I- Cometemos errores por falta de cálculos.
II- Cometemos errores por deficiencias emocionales.
III- Cometemos errores por pensar irracionalmente.
(
¿Cuál(es) de las afirmaciones es(son) verdadera(s)?
(
(
a)
b)
c)
d)
Solo
Solo
Solo
Solo
I.
III.
I y II.
II y III.
(
)Hacemos una buena inversión cuando escuchamos nuestro
lado emocional.
)Hacemos una mala inversión por indecisión.
)Cometemos errores por causa de nuestras deficiencias
emocionales.
)Es más intenso el placer generado por la ganancia ante el dolor
de la pérdida.
Marque la alternativa que apunta la secuencia CORRECTA:
45) FMC – 2009/2º
a)
b)
c)
d)
Lea el trecho:
47) FMC – 2009/2º
“Nuestras decisiones parecen estar determinadas por estos
sentimientos” (párrafo 6)
Lea a siguiente frase:
Esto quiere decir que nuestras decisiones están determinadas por
a)
b)
c)
d)
la
el
la
el
razón.
dolor.
motivación.
impulso.
F (falso), según el
V–F–F-V
F–F–V-F
V–F–V-F
V–V–F-V
“Consideremos el error conocido como el terror a la pérdida”
(párrafo 4)
¿Cuál es el sentido expresado en la frase?
a)
b)
c)
d)
La pérdida es el resultado del error.
El error es consecuencia de la pérdida.
La pérdida es un error.
El error es el resultado del terror a la pérdida.
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PROVA DE LÍNGUA INGLESA
48) FMC – 2009/2º
Considere el siguiente fragmento:
Instruction: Read, please, the text below. Then, answer the
questions on it.
“Los expertos notaron que, cuando a una persona le
proponían echar una moneda a la suerte…” (párrafo 5)
EX-TRASH CATCHER (MAINLY PIECES OF PAPER AND ALIKE)
KEEPS A LIBRARY WITH 22 THOUSAND BOOKS.
Con respecto a ella podemos afirmar que
Vanilda among her books.
a) “le” se refiere al sujeto del verbo “echar”.
b) “expertos” es el sujeto del verbo proponer”.
c) “le” desempeña una función enfática al referirse al objeto
indirecto “una persona”.
d) el sujeto del verbo “notar” es “una persona”.
49) FMC – 2009/2º
Lea el trecho:
"En la toma de decisiones las pérdidas dominan más nuestro
pensamiento que las ganancias". (párrafo 6)
El sentido que la expresión posee en ese contexto es que dominan
en nuestro pensamiento
a)
b)
c)
d)
las pérdidas.
las ganancias.
el raciocinio.
nuestras decisiones.
50) FMC – 2009/2º
Lo contrario del término “prejuicio” (párrafo 7) es
a)
b)
c)
d)
reflexión.
arbitrariedad.
manía.
convencionalismo.
Alex de Jesus / O Tempo / Folha Imagem
In 1998, Vanilda de Jesus Pereira, from Minas Gerais State,
underwent a brain stroke. Thus, she got unable to regain her job as
a nanny, and set off to pick up pieces of paper around the streets.
Yet, one kind of the items that she used to pick up was
inappropriate for recycling: the books she happened to find along
her way. Today her collection mounts to about 22 thousand
different titles, available at Graça Rios Library, the one that she
herself opened at Paquetá Slum, in Belo Horizonte.
Early in life, Vanilda showed a special interest in literature,
although she had only attended the sixth grade. Her illiterate father
undervalued reading, once his major goal, concerning female
people, was that they should be able to cook and be a good wife.
In 1977, at the age of 14 years old, the girl started working,
taking care of children. One day, she failed to do one of her tasks.
Then, her boss, the house owner she worked for, caught her with
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
an open book: “Where would you like to get to by reading?”, she
stormed. Next, Vanilda got fired. With the money she had managed
to save, she purchased the “misunderstanding” book – Escrava
Isaura. “I wanted to finish to read it, “uai”…” Fifteen days later, her
ex-boss’s cousin hired her. Besides getting a new job, she was
allowed to attend their library. “Here you can read anything”, she
was told there.
From every payment, she got more and more books, which
she maintained underneath her bed. As time went by, she needed
more room for her new acquisitions. Instead of getting rid of them,
she rented a shanty to keep them. In the year 2002, her “library”
was discovered by a media worker. It was when she became aware
of her own library. She was told how to catalogue her books by
Graça Rios, a writer. (“My library is named so, after my wish to
honor her, when still alive”). Thereafter, she began to be given
donations from different sources.
Nowadays, the ex-trash gatherer, ex-housekeeper, and exnanny provides food, remedial lessons and pre-entrance exam
classes to 130 kids and youngsters; she also teaches illiterate
grown-ups, and keeps a room open to those who want to take
computer lessons or sowing ones. “Nothing had been arranged. I
carried on doing what was possible”, she points out.
Her struggle went beyond the slum limits. Counting on some
voluntary workers’ assistance, she takes lunch to the sick people’s
caretakers who are in state health units. “Lots of them come from
the country or small towns with hardly any money, and such food is
pretty important to them”. In order to get funds to continue
volunteering, she holds six different social gatherings per year, such
as dinner parties and fashion shows. That initiative was one of the
15 finals to the Vivaleitura 2008 award. Even though she doesn’t
regard herself as a winner, Vanilda rejoices in being acknowledged
as such. She sometimes feels it odd, when some people can’t
realize her generosity. “Is it why I’m only a poor individual who has
got a low level cultural background that I’m unable to assist
others?” And she finishes our talk by firmly quoting Madre Teresa
de Calcutá: “There isn’t such a poor one that hasn’t got anything to
give his fellow man, and nor a rich one that needs nothing.”
Reprinted by TAM Magazine – Brasil Almanaque de Cultura Popular,
February / 2009
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
41) FMC – 2009/2º
In the year 1998, Vanilda de Jesus Pereira ________________ a
brain trouble.
a)
b)
c)
d)
came
came
came
came
through
out
off
down
42) FMC – 2009/2º
In the text, the character in focus
a)
b)
c)
d)
attended the local library to borrow nice books.
didn’t care about the books she saw around, as a trash catcher.
underestimates what she has done.
guesses it has been worth facing up to what she still carries on
doing.
43) FMC – 2009/2º
It mustn’t be stated about Vanilda that
a) within a fortnight she could find a better occupation.
b) her first boss got pretty mad at her, when she caught her
reading in daily hours.
c) Escrava Isaura may have fostered her to go ahead in life.
d) it took her long to begin her first job.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
44) FMC – 2009/2º
48) FMC – 2009/2º
As time went by, Vanilda felt an inner appeal to
“… and nor a rich one that needs nothing”.
a)
b)
c)
d)
In the sentence above, the underscored word means
sell old books at low prices.
deal with something else other than books.
refuse any sort of donation.
be taught computer lessons.
a)
b)
c)
d)
people who struggle for life.
only those who can save a lot.
quite a few people.
any human being.
45) FMC – 2009/2º
49) FMC – 2009/2º
Next, Vanilda got fired.
The underlined word suggests an idea of
All the statements below are untrue, concerning such reading
passage, EXCEPT
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
conclusion.
lateness.
time.
opposition.
She keeps a high standard of living.
Vanilda doesn’t surrender herself to problems easily.
She only spends her cash on her own needs.
She never thinks of herself.
46) FMC – 2009/2º
50) FMC – 2009/2º
Before meeting a media worker, Vanilda
“Thus, she got unable to regain her job as a nanny…”
a)
b)
c)
d)
The sentence above conveys an idea of
had already arranged her future career.
tried to get rid of all her books.
wasn’t still conscious that she had a library of her own.
had her books catalogued by a writer, Graça Rios.
47) FMC – 2009/2º
What saying below matches the ex-trash gatherer best?
a)
b)
c)
d)
Where there is a will, there is a way.
Charity begins at home.
A stitch in time saves nine.
Crime doesn’t pay off.
a)
b)
c)
d)
conclusion.
purpose.
concession.
addition.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
REDAÇÃO
Leia, atentamente, o trecho a seguir:
“O medo da solidão e do desamparo sempre foi maior do que a
vontade – presente em todos nós - de viver de acordo com nossas
convicções. Isto, na prática, significa uma enorme tendência para a
submissão aos regulamentos próprios de uma sociedade, coisa que
até há muito pouco tempo não era nem mesmo questionada e
determinava uma brutal e ilógica tendência homogeneizadora dos
modos de viver. Tendência ilógica porque nós somos criaturas
essencialmente diferentes umas das outras (...) se somos todos
diferentes (isto me parece uma verdade indiscutível, visível mesmo
a olho nu), não há por que tenhamos que viver do mesmo modo.”
(Flávio Gikovate, Folha de São Paulo)
Tomando o trecho acima como ponto de partida, elabore um
TEXTO DISSERTATIVO em que você se posicione sobre as ideias
nele contidas e apresente, de forma coerente e bem fundamentada,
uma avaliação crítica a respeito do assunto abordado.
Observações:
•
•
•
Produza um texto de, no mínimo, 15 linhas.
Dê um título a ele.
Faça a redação a tinta.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
RASCUNHO
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FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
ADMINISTRAÇÃO E CONTÁBEIS
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E
LITERATURA BRASILEIRA
Instrução: Leia, com atenção, o texto a seguir, pois as questões
de 1 a 16 referem-se a ele.
UM APÓLOGO
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda
enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
- Deixe-me, senhora.
- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que
está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que
me der na cabeça.
- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem
o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
outros.
- Mas você é orgulhosa.
- Decerto que sou.
- Mas por quê?
- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
ama, quem é que os cose, senão eu?
- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você
ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um
pedaço ao outro, dou feição aos babados...
- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e
mando...
- Também os batedores vão adiante do imperador.
- Você é imperador?
- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel
subalterno, indo adiante: vai só mostrando o caminho, vai fazendo
o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da
baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás
dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser. Uma e outra iam
andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das
sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana
– para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu
que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e
acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela
agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe
o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo
que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E
era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plicplic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a
costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até
que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira,
que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho,
para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido
da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou
dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da
agulha, perguntou-lhe:
- Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai
dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a
caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?
Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de
cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela,
e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de
costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde
me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me
disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a
muita linha ordinária!
(Machado de Assis: Contos. 18 ed. São Paulo.Ática, 1954 p. 89)
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
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d) I e II estão incorretas.
51) FMC – 2009/2°
54) FMC – 2009/2°
Pode-se constatar, no diálogo entre a agulha e a linha, uma relação
de
III) O final do apólogo, que se relaciona com as ideias recorrentes
desenvolvidas pelo autor, sugere que, nem sempre, os
indivíduos usufruem do prestígio de seu trabalho.
a)
b)
c)
d)
opressão do mais forte sobre o mais fraco.
amor e ódio entre os elementos do processo de comunicação.
desigualdade na obtenção de recompensas.
êxito e fracasso marcados pelo egoísmo desenfreado.
52) FMC – 2009/2°
IV) O encadeamento de pressupostos adquire importância no texto
e dá consistência ao raciocínio argumentativo do “Apólogo”.
a)
b)
c)
d)
Apenas II está correta.
I e II estão incorretas.
Apenas I está correta.
I e II estão corretas.
É possível inferir que, no texto, o autor
a) evidencia traços de analogia entre a agulha e o professor de
melancolia.
b) vale-se do uso da agulha e da linha apenas em sentido literal.
c) assume uma postura paternalista ao referir-se ao alfinete.
d) repudia a impassibilidade da agulha diante da arrogância da
linha.
Para responder às questões 3 e 4, analise as afirmativas
apresentadas.
55) FMC – 2009/2°
Assinale o fragmento que, se contextualizado,
personificação da agulha e/ou da linha.
sugere
a
a) “... eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos
babados...”
b) “Você fura o pano, nada mais...”
c) “Por que está você com esse ar, toda cheia de si...”
d) Chegou a costureira... pegou da agulha, pegou da linha, enfiou
alinha na agulha, e entrou a coser.”
53) FMC – 2009/2°
III) O texto, em nível mais profundo, suscita a possibilidade de uma
leitura em que se efetiva a transferência de situações do
contexto real para o metafórico.
56) FMC – 2009/2°
IV) No processo de comunicação estabelecido entre agulha/linha,
constata-se que o autor assume um posicionamento radical na
sua argumentação e parcial nos critérios de julgamento.
a) permeia o texto com a presença de uma voz sarcástica e
pessimista.
b) direciona a fala dos protagonistas para o inverossímil.
c) reforça o desempenho dialógico da agulha e da linha.
d) funciona como motivo condutor da desordem argumentativa do
“Apólogo”.
a) Apenas II está correta.
b) Apenas I está correta.
c) I e II estão corretas.
O uso de pólos antagônicos
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d) escarnecer.
57) FMC – 2009/2°
61) FMC – 2009/2°
No texto, a agulha e a linha só NÃO
Leia o fragmento abaixo e assinale a opção que identifique o
recurso estilístico nele utilizado:
a)
b)
c)
d)
fazem a apologia do estereótipo da frustração profissional.
atuam de forma persuasiva.
estabelecem conjeturas e confrontos.
levantam objeções.
58) FMC – 2009/2°
Uma postura crítica e até mesmo moralizadora foi exemplificada, no
texto, pela fala
a)
b)
c)
d)
da
da
da
do
costureira.
linha.
agulha.
alfinete.
“E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais
que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.”
a)
b)
c)
d)
onomatopéia.
metonímia.
catacrese.
pleonasmo.
62) FMC – 2009/2°
Observe o fragmento:
“Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se.”
59) FMC – 2009/2°
Em nível morfossintático, é INCORRETO afirmar que
A leitura do texto permite identificar equidade entre a postura de
a) o termo “a noite” é responsável pela flexão verbal.
b) a expressão “do baile” modifica o termo “noite”.
c) o uso da vírgula infringe os padrões da língua culta porque
separa orações ligadas pelo conetivo “e”.
d) a ênclise poderia ser substituída pela próclise em “vestiu-se”.
a)
b)
c)
d)
linha/alfinete.
agulha/professor de melancolia.
costureira/professor de melancolia.
alfinete/costureira.
63) FMC – 2009/2°
60) FMC – 2009/2°
No fragmento “... a linha, para mofar da agulha,
perguntou-lhe:...”, o vocábulo grifado, sem perda de sentido,
pode ser substituído por
a) vingar.
b) criticar.
c) menosprezar.
Considere os fragmentos abaixo e assinale aquele em que ocorra a
presença de construção expletiva, recurso recorrente no texto.
a)
b)
c)
d)
“Você ignora que quem os cose sou eu...”
“Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.”
“Eu é que furo o pano, vou adiante...”
“Cada qual tem o ar que Deus lhe deu.”
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64) FMC – 2009/2°
Leia o fragmento:
“ – Você é imperador?
- Não digo isso.”
Sobre ele, é CORRETO afirmar que
a) o vocábulo “isso” retoma uma ideia anteriormente expressa.
b) as formas verbais “e” e “digo” funcionam como núcleo do
predicado.
c) o vocábulo “imperador” exerce a função de predicativo.
d) os predicados classificam-se como
verbo-nominal e verbal,
respectivamente.
65) FMC – 2009/2°
Observe o seguinte trecho:
“E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado
ou outro, arregaçava daqui ou dali... a linha, para mofar da agulha,
perguntou-lhe:...”.
NÃO está presente entre as orações do fragmento a relação de
a)
b)
c)
d)
adição.
finalidade.
temporalidade.
comparação.
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Instrução: Responda às questões de 17 a 20 com base nas obras
São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Auto da compadecida, de
Ariano Suassuna.
67) FMC – 2009/2º
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o romance de Graciliano
Ramos:
e) O léxico do texto, repleto de expressões populares, reflete, em
vários momentos, a condição rude do narrador.
f) A trajetória do protagonista, narrada de forma impessoal, revela
a vitória do materialismo sobre a humanização.
g) O título do romance está diretamente relacionado com um dos
temas da obra, o senso de propriedade.
h) Ao longo do relato, a subjetividade do protagonista-narrador
interfere na objetividade da narrativa.
68) FMC – 2009/2º
A metalinguagem é um procedimento que pode ser constatado na
seguinte passagem do romance de Graciliano Ramos:
As pessoas que me lerem terão, pois, a bondade de
traduzir isto em linguagem literária, se quiserem. Se
não quiserem, pouco se perde. Não pretendo bancar
o escritor. (Capítulo 2)
Assinale o trecho em que tal recurso ocorra de forma metafórica:
66) FMC – 2009/2°
Em relação ao fragmento “- Por que está você com esse ar,
toda cheia de si...”, está INCORRETA a função identificada para
o termo em:
a)
b)
c)
d)
“você” – substantiva
“toda” - adjetiva
“esse” – adjetiva
“mundo” - substantiva
e) Às vezes as idéias não vêm, ou vêm muito numerosas – e a
folha permanece meio escrita, como estava na véspera.
f) Dois capítulos perdidos. Talvez não fosse mau aproveitar os do
Gondim, depois de expurgados.
g) Achei a propriedade em cacos: mato, lama e potó como os
diabos.
h) Ora vejam. Se eu possuísse metade da instrução de Madalena,
encoivarava isto brincando.
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PROVA DE MATEMÁTICA
69) FMC – 2009/2º
O título da obra de Ariano Suassuna NÃO está corretamente
explicado em:
e) O termo “auto” integra o conjunto ordenado das peças de um
processo que a divindade articula contra os humanos.
f) O vocábulo “auto” prende-se à modalidade de representação
teatral, de caráter popular e religioso, típica da Idade Média.
g) A expressão “compadecida” relaciona-se com a Virgem Maria,
aquela que tem compaixão pelos que sofrem.
h) As palavras “auto” e “compadecida” remetem ao episódio
nuclear da peça, em que Nossa Senhora terá misericórdia dos
mortais.
71) FMC – 2009/2º
O valor da expressão M =
, quando x =
e y =
,
equivale a
a)
b)
c)
d)
0,845
0,625
1
0,5
72) FMC – 2009/2º
70) FMC – 2009/2º
As seguintes passagens de Auto da compadecida referem-se ao
episódio do julgamento, EXCETO:
e) A carne implica todas essas coisas turvas e mesquinhas. Quase
tudo o que eles faziam era por medo. Eu conheço isso, porque
convivi com os homens: começam com medo, coitados, e
terminam por fazer o que não presta, quase sem querer.
É medo.
f) Eu sei que você protesta, mas não tenho o que fazer, meu
velho. Discordar de minha mãe é que não vou.
g) Vergonha é uma mulher casada na igreja se oferecer desse
jeito. Aliás já tinha ouvido falar que a senhora enganava seu
marido com todo mundo.
h) O caso é duro. Compreendo as circunstâncias em que João
viveu, mas isso também tem um limite. Afinal de contas, o
mandamento existe e foi transgredido. Acho que não posso
salvá-lo.
Uma empresa avalia os salários de seus empregados e verifica que
a média salarial corresponde a R$870,00. No entanto, é observado
que 10% desses empregados têm média salarial de R$6.000,00.
Com base nessas informações, pode-se dizer que a média salarial
dos outros empregados vale
a)
b)
c)
d)
R$250,00.
R$300,00.
R$400,00.
R$350,00.
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73) FMC – 2009/2º
75) FMC – 2009/2º
Dois números inteiros e positivos a e b são tais que a soma de seus
quadrados (a2 + b2) vale 117 e o seu produto (a.b), 54.
Em uma lanchonete, o copo de suco natural com 300 ml custa
R$2,40.
Então, o valor do quadrado da diferença desses números (a – b)2 é
igual a
Para se manter um valor proporcional em cada litro de suco
produzido, o copo de 500 ml deve ser vendido por
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
9
10
8
12
R$3,80
R$4,00
R$4,20
R$4,50
76) FMC – 2009/2º
74) FMC – 2009/2º
Leia o texto a seguir:
O gráfico da função quadrática definida por f(x) = x2 + mx + (m+3),
com m ∈ R e m < 0, tem um único ponto em comum com o eixo
das abscissas.
Assim, o valor de y que essa função associa, quando se tem x = 3,
é equivalente a
“O som que faz a cabeça da moçada pode ameaçar a saúde dos
ouvidos.(...)
A intensidade ideal para se escutar músicas em MP3 ou iPod vai de
70 a 75 decibéis.(...)
A estimativa, no entanto, é de que jovens usem MP3 com
intensidades superiores a 90 decibéis”.
Fonte: Internet
a)
b)
c)
d)
5
3
2
4
Com base nas informações dadas, pode-se dizer que a diferença,
em percentual, entre o limite máximo de intensidade não prejudicial
à saúde dos ouvidos e o mínimo utilizado pelos jovens é de
a)
b)
c)
d)
25%
15%
20%
30%
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Então, a área da faixa pintada, em cm2, é igual a
77) FMC – 2009/2º
Uma prova de matemática é constituída de dez questões do tipo
múltipla escolha, tendo cada questão quatro alternativas distintas.
Se todas as dez questões forem respondidas ao acaso, o número de
maneiras distintas de se preencher o gabarito será igual a
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
Instrução: Para responder às questões 29 e 30, leia o
40
104
410
16
6
16
9
12
texto.
78) FMC – 2009/2º
BRASIL GASTA COM “SPREAD” 2,5 VEZES O
ORÇAMENTO DA SAÚDE
Na figura abaixo, o quadrado tem lado medindo 4 cm. M e N são,
respectivamente, os pontos médios dos lados AB e AD desse
quadrado.
A
M
B
“Em 2008, os brasileiros gastaram R$134,5
bilhões em ‘spread’ bancário - diferença entre a
taxa paga pelo banco e a que é aplicada em
empréstimos a consumidores. O valor é duas
vezes e meia o orçamento do Ministério da Saúde
no período.
Segundo estudo feito pela Fecomercio-SP
(Federação do Comércio do Estado de São Paulo),
as pessoas físicas foram responsáveis por
R$85,4 bilhões do total”.
Fonte: Folha Online
N
D
C
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79) FMC – 2009/2º
REDAÇÃO
Com base no texto acima, é CORRETO afirmar:
Leia, atentamente, o trecho a seguir:
a) O orçamento da saúde gira em torno de R$53,8 bilhões.
b) O “spread” bancário contribui para a escassez de recursos da
saúde no país.
c) As pessoas jurídicas do Brasil contribuem com mais de 50% do
“spread” total.
d) O total de recursos destinados à saúde é insuficiente para cuidar
da população brasileira.
80) FMC – 2009/2º
Comparando-se apenas os valores do orçamento do Ministério da
Saúde e o da contribuição das pessoas físicas no total calculado
para o “spread”, pode-se afirmar que o primeiro equivale a
aproximadamente
a)
b)
c)
d)
57%
50%
43%
63%
do
do
do
do
“O medo da solidão e do desamparo sempre foi maior do que a
vontade – presente em todos nós - de viver de acordo com nossas
convicções. Isto, na prática, significa uma enorme tendência para a
submissão aos regulamentos próprios de uma sociedade, coisa que
até há muito pouco tempo não era nem mesmo questionada e
determinava uma brutal e ilógica tendência homogeneizadora dos
modos de viver. Tendência ilógica porque nós somos criaturas
essencialmente diferentes umas das outras (...) se somos todos
diferentes (isto me parece uma verdade indiscutível, visível mesmo
a olho nu), não há por que tenhamos que viver do mesmo modo.”
(Flávio Gikovate, Folha de São Paulo)
Tomando o trecho acima como ponto de partida, elabore um
TEXTO DISSERTATIVO em que você se posicione sobre as ideias
nele contidas e apresente, de forma coerente e bem fundamentada,
uma avaliação crítica a respeito do assunto abordado.
segundo.
segundo.
segundo.
segundo.
Observações:
•
•
•
Produza um texto de, no mínimo, 15 linhas.
Dê um título a ele.
Faça a redação a tinta.
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
FACULDADES MILTON CAMPOS – PROCESSO SELETIVO 2009/2º
RASCUNHO
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GABARITO OFICIAL PROVA DIA 11/06/2009
CURSOS: ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
C
A
B
D
C
C
A
D
B
D
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
Matemática
A
C
C
A
D
ANULADA
B
D
A
C
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
C
B
A
D
B
C
C
A
A
D
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
GABARITO OFICIAL PROVA DIA 11/06/2009
CURSOS: DIREITO
Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira
01
11
C
A
História
Geografia
21
31
02
22
03
04
05
06
07
08
09
10
A
B
D
C
C
A
D
B
D
12
13
14
15
16
17
18
19
20
C
C
A
D
anulada
B
D
A
C
23
24
25
26
27
28
29
30
B
A
B
D
C
C
A
B
D
A
32
33
34
35
36
37
38
39
40
B
C
C
A
D
B
D
A
C
B
Espanhol
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
C
D
A
D
B
B
D
C
A
A
Inglês
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
A
D
D
B
C
C
A
D
B
A
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