Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 1/20 CLIENTE: PROJETO:- INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA PROGEN – 2015 CLIENTE Aprovado Nome - Aprovado sem Comentários Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Departamento - Data - Aprovado com Comentários Visto Não Aprovado Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: Nº. CLIENTE: - RELATÓRIO GERAL PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 2/20 CLIENTE: PROJETO:- Controle de Revisão do Documento Revisão Folha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 0 1 2 3 4 5 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Revisão Folha 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 0 1 2 3 4 5 Revisão Folha 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 0 1 2 3 4 5 Tipo de Revisão Revisão 00 Propósito Elaborado Verificado Aprovado Data PI MAY MRR CGM 10/06/2015 Situação do Documento APROVADO Finalidades Propósito da Emissão Situação do Documento PO - PARA CONHECIMENTO LEVANTAMENTO DE CAMPO PI - PARA INFORMAÇÃO ESTUDO PRELIMINAR PA - PARA APROVAÇÃO EMISSÃO INICIAL PM - PARA COMENTÁRIOS REVISÃO GERAL PF REVISADO CONFORME COMENTÁRIOS CLIENTE - PARA FABRICAÇÃO PC - PARA CONSTRUÇÃO APROVADO PT - PARA COTAÇÃO APROVADO COM COMENTÁRIOS PP - PARA COMPRA AS BUILT PN - PARA CANCELAMENTO CANCELADO As informações contidas neste documento são de propriedade da PROGEN não devendo ser utilizadas para outras finalidades senão aquelas estabelecidas contratualmente. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 3/20 CLIENTE: PROJETO:- ÍNDICE 1 - INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 4 1.1 - INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA ...................................................... 4 1.2 - VANTAGENS DE REALIZAR O INVENTÁRIO .................................................................................. 5 1.3 - A PROGEN ........................................................................................................................................ 5 2 - OBJETIVO ............................................................................................................................................ 6 3 - DIRETRIZES DO INVENTÁRIO DE GASES DO EFEITO ESTUFA ...................................................... 6 4 - METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO ................................................................................................... 6 4.1 - DEFINIÇÃO DO ANO BASE .............................................................................................................. 7 4.2 - DEFINIÇÃO DOS LIMITES ORGANIZACIONAL E OPERACIONAL ................................................ 8 4.3 - IDENTIFICAÇÃO DAS FONTES DE EMISSÃO NA PROGEN ........................................................ 10 4.4 - COLETA DE DADOS E CÁLCULO DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA .................. 10 4.4.1 - ESCOPO 01 ............................................................................................................................. 10 4.4.2 - ESCOPO 02 ............................................................................................................................. 12 4.4.3 - ESCOPO 03 ............................................................................................................................. 12 4.4.4 - EMISSÕES DO PRODUTO ...................................................................................................... 13 5 - NÍVEL DE INCERTEZA....................................................................................................................... 14 5.1 - CÁLCULO DAS EMISSÕES ............................................................................................................ 15 5.2 - CÁLCULO DAS EMISSÕES DO PRODUTO ................................................................................... 15 6 - RESULTADO E DISCUSSÃO – EMISSÕES 2014.............................................................................. 15 7 - EVOLUÇÃO DA CONTABILIZAÇÃO DE GASES DO EFEITO ESTUFA PELA PROGEN ................ 18 8 - PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS DE REDUÇÃO .................................................................................... 20 Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 4/20 CLIENTE: PROJETO:- 1 - INTRODUÇÃO O Efeito Estufa é um mecanismo natural que mantém a temperatura do planeta propícia para a vida. Este mecanismo é regulado pela quantidade de alguns gases dispersos na atmosfera, conhecidos como Gases do Efeito Estufa (GEE). Estes gases possuem a capacidade de reter a radiação solar na Terra, porém, quando a quantidade de GEE aumenta significativamente na atmosfera, maior será a quantidade de radiação solar retida na Terra, com consequente aumento da temperatura, fenômeno conhecido como aquecimento global. O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de GEE, sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de camada, cada dia mais espesso, que torna o planeta cada vez mais quente. Algumas consequências do aquecimento global já podem ser observadas, como o aumento da intensidade de eventos extremos climáticos, do nível do mar e da temperatura média do planeta, por isso ações efetivas contra as mudanças climáticas são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida humana. Nesse contexto, a Progen, tornando público e transparente o seu compromisso em construir uma sociedade mais sustentável, realiza, desde 2011, o Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) da organização. O Inventário de Emissões de GEE permite à organização uma auto-avaliação das suas emissões e demonstra a preocupação e engajamento da Progen com relação às mudanças climáticas. Com a elaboração anual do Inventário de Emissões de GEE a empresa acompanha seu perfil de emissão e identifica a abrangência dos impactos causados ao meio ambiente devido às suas atividades, possibilitando subsidiar ações de desenvolvimento de programas de redução de emissões e a elaboração de projetos específicos que melhor se adequem à realidade da empresa, minimizando assim, os impactos ambientais gerados. O conhecimento gerado, desde 2011, a partir do perfil das emissões fornecido pelo Inventário, permitiu a tomada de decisão por parte da alta direção da Progen nas estratégias, planos e metas da empresa, possibilitando a execução de ações como, por exemplo, a mudança de combustível da frota de São Paulo de gasolina para álcool e a inserção da emissão de gases de efeito estufa como impacto significativo no levantamento de aspectos e impactos ambientais. 1.1 - INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA O Inventário consiste na contabilização das emissões de todos os gases do efeito estufa – GEE, determinados pelo Protocolo de Kyoto, sendo eles: o dióxido de carbono (CO2); Óxido nitroso (N2O), Hexafluoreto de enxofre (SF6), Hidrofluorcarbonos (HFCs), Perfluorcarbonos (PFCs). A ferramenta utilizada para a confecção deste inventário foi a versão nacional da ferramenta desenvolvida pelo The Greenhouse Gas Protocol – A Corporate Accounting and Reporting Standard (O Protocolo de Gases de Efeito Estufa – Um Padrão Corporativo de Contabilização e Reporte), ou simplesmente GHG Protocol, que é compatível com as normas ISO e as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Além disso, a ferramenta GHG Protocol é a mais utilizada no mundo pelas empresas e governos para entender, quantificar e gerenciar suas emissões. A aplicação do programa no Brasil, a partir do início do Programa Brasileiro GHG Protocol, em 2008, acontece de modo adaptado ao contexto nacional. Além disso, as informações geradas podem ser aplicadas aos relatórios e questionários de iniciativas como Carbon Disclosure Project (CDP), Índice Bovespa de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e Global Reporting Initiative (GRI). Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 5/20 CLIENTE: PROJETO:- 1.2 - VANTAGENS DE REALIZAR O INVENTÁRIO A realização do Inventário de Emissões de GEE permite à Progen algumas vantagens como: Implantação de ações mais sustentáveis; Melhoria da eficiência da empresa; Vantagens competitivas; Valorização da imagem institucional; Melhoria na relação com os públicos de interesse como financiadores e consumidores; Identificação de oportunidades para reduzir as emissões de GEE; Registrar suas emissões históricas no banco de dados do registro e avaliar a evolução dos processos e metas implantados. 1.3 - A PROGEN Desde sua fundação, em 1987, a Progen é uma companhia brasileira de engenharia consultiva que atua em toda a cadeia de fornecimento de serviços, suprindo as demandas do mercado nacional e internacional, de forma eficaz e eficiente, comprometida com o cliente, a qualidade e a inovação. Tal perfil de atuação inclui a elaboração de projetos nas áreas de metalurgia, mecânica, siderurgia, petroquímica, arquitetura e urbanismo, transporte, papel e celulose, alimentos, entre outros, que possibilita que todas as etapas dos projetos desenvolvidos sejam cumpridas com fidelidade ao escopo, prazos e custos. A Progen se tornou uma referência entre empresas multissetoriais de engenharia e design industrial devido à prestação de serviços de engenharia, desde as etapas conceituais às executivas, incluindo gerenciamento na implantação de projetos. A empresa possui um Sistema de Gestão Integrado - SGI estruturado garantindo à empresa o atendimento às normas NBR ISO 9.001:2008, NBR ISO 14.001:2004 e OHSAS 18.001:2007. Dessa forma, na sua Política, a Progen se compromete a, entre outros itens, “determinar os aspectos e impactos ambientais significativos envolvidos em seus processos, instalações e nos serviços executados, adotando ações a fim de prevenir a poluição do meio ambiente”. Assim, após identificar os aspectos e impactos ambientais da organização, a Progen controla os impactos ambientais significativos e, entre eles, está a emissão de Gases do Efeito Estufa. Dessa forma, a Progen controla, por exemplo, a quantidade de GEE emitido pelos carros da frota e a quantidade mensal de energia elétrica consumida pelos escritórios. As atividades de meio ambiente da Progen são realizadas pelo departamento de QMA (Qualidade, Segurança e Meio Ambiente), dessa forma, o departamento de QMA é responsável pela contabilização anual das emissões gases do efeito estufa da organização e por propor medidas de redução e controle das emissões para decisão da alta direção. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 6/20 CLIENTE: PROJETO:- 2 - OBJETIVO Este relatório apresenta resultados do Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa referente ao ano de 2014, com o objetivo de mensurar as emissões de GEE da organização e propor medidas de redução e controle das emissões. 3 - DIRETRIZES DO INVENTÁRIO DE GASES DO EFEITO ESTUFA O presente inventário foi elaborado em conformidade com os cinco princípios de contabilização de gases do efeito estufa - relevância, integridade, consistência, precisão e transparência - apresentados no GHG Protocol Corporate Standard e na norma ABNT NBR ISO 14.064-1: 2007. A relevância se traduz por meio da apresentação de informações úteis internas e externas à organização que poderão ser utilizadas para tomada de decisões futuras. Como no caso, da seleção adequada do limite do inventário que levou em consideração as características da organização, o propósito da informação e as necessidades dos usuários, ou seja, a relevância se traduz em seleção adequada das fontes de emissão de GEE pela empresa. A integridade envolve o registro e a comunicação das fontes e atividades de emissão de GEE dentro dos limites do inventário. É a inclusão de todas as fontes de emissão pertinentes. No caso da consistência, que implica na aplicação consistente de abordagens de contabilização e metodologia de cálculo para a geração de dados de emissões de GEE. Neste Inventário de GEE utilizouse a ferramenta internacionalmente reconhecida do GHG Protocol Brasil, a qual assegura a integridade das informações do inventário, permitindo a identificação de tendências e a avaliação do desempenho da organização ao longo do tempo. A precisão do processo foi garantida através da quantificação dos dados de forma a minimizar incertezas e aprimorar o nível de credibilidade e transparência. O princípio da transparência foi utilizado através da descrição de forma clara, factual, neutra e compreensível, das premissas e limitações do inventário de GEE utilizando-se de documentos e arquivos consistentes. As informações foram registradas, compiladas e analisadas de maneira que revisores internos e auditores externos consigam atestar sua credibilidade. A aplicação dos princípios descritos assegura que o inventário de GEE representa, de maneira coerente e transparente, todas as emissões de GEE da organização. 4 - METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO A contabilização das emissões de GEE do inventário de 2014 da Progen foi realizada através da ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocol. Esta ferramenta, a partir dos dados pertinentes para cada escopo, calcula as emissões de todos os gases de efeito estufa regulados pelo Protocolo de Kyoto (CO2, N2O, SF6, HFCs, PFCs). Tal metodologia é aplicada seguindo as fases descritas abaixo: 1. Definição do ano base: Ano a ser utilizado para desenvolvimento de metas e comparação para contabilizações futuras. No caso deste inventário, o ano base utilizado é 2011. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 7/20 CLIENTE: PROJETO:- 2. Definição dos limites: Estabelecimento de fronteiras para a contabilização das emissões de GEE, por meio da definição geográfica, para levantamento dos limites organizacionais e operacionais, e da definição dos escopos para abrangência das emissões diretas e indiretas. 3. Identificação das fontes de emissão de GEE: Fontes de emissão de GEE são todas as unidades físicas ou processos que emitem GEE para a atmosfera (NBR ISO 14064-1: 2007). No caso da Progen, a identificação das fontes de emissão de GEE, no inventário do ano-base, foram mapeadas por meio da aplicação de questionários e verificação. Para o presente inventário, as fontes de emissão foram reavaliadas em função do levantamento de aspectos e impactos ambientais da Progen, e, como não houve alteração das atividades da empresa, as fontes de emissão de GEE se mantiveram as mesmas dos inventários anteriores. 4. Seleção de uma abordagem de cálculo e metodologia: Definida em função da complexidade envolvida para aquisição de dados e posterior contabilização das emissões. No caso da Progen, considerando-se as fontes de emissões de GEE identificadas e os dados disponíveis para contabilização, foi definido que a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol iria suprir de forma eficiente e simplificada os objetivos propostos. 5. Coleta de dados: A coleta de dados foi realizada por meio de levantamento de documentos das unidades Progen para posterior tabulação dos dados adquiridos. OBS: O fator de emissão é o valor utilizado para determinar a quantidade emitida por uma dada fonte em função de algum parâmetro da mesma. A identificação dos fatores de emissão para diferentes GEE permite uma equiparação entre a relevância de cada gás emitido frente a cada uma das fontes de emissão levantadas. 6. Aplicação da ferramenta de cálculo e contabilização das emissões de GEE: Os dados previamente organizados são inseridos na ferramenta de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol, que calcula os valores absolutos de CO2 equivalente (CO2e) emitidos pela empresa ao realizar a conversão dos dados de entrada por meio da multiplicação destes pelos fatores de emissão correspondentes. Esta conversão se dá por meio do potencial de aquecimento global (PAG) de cada GEE, medida que simplifica o quanto um determinado tipo de GEE contribui para o aquecimento global em relação à quantidade necessária de CO2 que causa um impacto similar. 7. Cálculo das emissões do produto: para a aplicação da ferramenta foi utilizada a metodologia do GHG Protocol Life Cycle Star para definição dos limites do ciclo de vida do produto Progen e respectivo cálculo da quantidade de carbono emitida por hora trabalhada nos projetos de engenharia. Para realização dos cálculos foram utilizados os valores absolutos de CO2 equivalente obtidos pela aplicação da ferramenta do GHG Protocol e o levantamento geral de horas trabalhadas em projetos no ano de 2014, obtendo-se resultados em CO2 equivalente/Hora Trabalhada. 4.1 - DEFINIÇÃO DO ANO BASE O ano-base é o período histórico especificado para o propósito das comparações das remoções e emissões de GEE, além de outras informações relacionadas, durante o tempo. No caso da Progen, o ano-base para o monitoramento do desempenho da organização ao longo do tempo em relação às mudanças do clima é 2011, ano que ocorreu a primeira contabilização de dados da organização. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 8/20 CLIENTE: PROJETO:- 4.2 - DEFINIÇÃO DOS LIMITES ORGANIZACIONAL E OPERACIONAL Foram definidos dois limites do inventário de GEE: o organizacional e o operacional. O limite organizacional, para efeito de contabilização de GEE, depende da estrutura da empresa e do relacionamento das partes envolvidas. No caso da Progen, para consolidação de tais limites utilizou-se uma abordagem de controle operacional. Ou seja, está incluso no inventário 100% das emissões de fontes que estejam sob o controle operacional do departamento da empresa e que tenham suporte dos departamentos Administrativo e QMA para coleta de dados. No Quadro 01 a seguir estão listadas todas as entidades legais que a organização possui controle operacional. Quadro 1: Descrição das entidades legais da organização. Empresas do Grupo Progen Controle operacional da equiipe de meio ambiente de QMA Matriz – Largo do Arouche, São Paulo (SP) Sim Escritório – Planway Engenharia e Consultoria (SP) Não Escritório – Bernardo Guimarães, Belo Horizonte (MG) Sim Escritório – Contorno, Belo Horizonte (MG) Sim Escritório – São Luis (MA) Sim Escritório – R. Peotta, Rio de Janeiro (RJ) Não Escritório – Vitória (ES) Não No ano-base (2011) para a realização do inventário, foram contabilizadas somente as emissões referentes à matriz, Largo do Arouche, localizada em São Paulo. Já no ano relatório de 2012, houve um aumento do escopo em relação ao primeiro inventário de 2011, com a contabilização da matriz e dos escritórios de Belo Horizonte - Contorno e Bernardo Guimarães. Em 2013, acrescentou-se a contabilização das emissões da unidade de São Luis. No presente relatório, referente às emissões de 2014, a abrangência foi a mesma que do relatório de 2013 (Escritórios de São Paulo, Belo Horizonte e São Luis) acrescentada de todas as viagens a negócio realizadas pela companhia. Neste sentido, o intuito ao longo dos próximos inventários é contabilizar as emissões referentes a todo o limite organizacional proposto. Após a determinação dos limites organizacionais, foram estabelecidos os limites operacionais, que envolvem a identificação das fontes de emissões associadas com suas operações. Com a finalidade de auxiliar as empresas na definição de seus limites operacionais, o GHG Protocol introduziu o conceito de ‘escopo’ (‘scope’). Os escopos definidos são diferenciados em 3 categorias, separadas em emissões diretas e emissões indiretas. Exemplos dessas fontes estão ilustrados na Figura 1 a seguir. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 9/20 CLIENTE: PROJETO:- Figura 1: Fontes diretas e indiretas de emissão de GEE. ESCOPO 01 Compreende as emissões diretas de GEE da organização, aquelas que tem origem em fontes que pertencem ou sejam controladas pela empresa dentro dos limites definidos. As emissões do escopo 01 delimitadas pelo GHG Protocol incluem: Combustão Estacionária Direta; Combustão Móvel Direta; Emissões Fugitivas; Processos Industriais; Atividades Agrícolas; Resíduos Sólidos; Efluentes. ESCOPO 2 Compreende as emissões indiretas de GEE relacionadas à aquisição externa de energia. As emissões do escopo 02 delimitadas pelo GHG Protocol incluem: Compra de energia elétrica do SIN Compra de vapor. ESCOPO 3 Compreende as emissões indiretas de GEE por outras fontes, ou seja, emissões que ocorrem em função das atividades da organização, mas que têm origem em fontes não pertencentes ou não controladas pela mesma. As emissões do escopo 03 delimitadas pelo GHG Protocol incluem: Transporte e distribuição (upstream); Resíduos sólidos gerados na operação; Efluentes gerados na operação; Viagens à negócio; Transporte e distribuição (downstream). Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 10/20 CLIENTE: PROJETO:- 4.3 - IDENTIFICAÇÃO DAS FONTES DE EMISSÃO NA PROGEN Para contabilização do escopo 1, que abrange as emissões diretas de GEE, foram utilizados dados referentes à emissões provenientes de combustão móvel direta (veículos pertencentes à frota operacional da empresa, composta por automóveis) e emissões fugitivas de CO 2 relacionadas aos extintores. Não foram contabilizadas as emissões fugitivas do sistema de refrigeração da Progen, uma vez que o gás clorodifluorometano, também conhecido como R22, utilizado no sistema de refrigeração não é regulado pelo protocolo de Kyoto, sendo opcional a sua contabilização e relato (Especificações do programa Brasileiro GHG Protocol). No escopo 2, foram contabilizadas as emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica consumida pela empresa. No escopo 3, foram mantidas as emissões provenientes de viagens de taxi e avião dos escritórios de São Paulo e Belo Horizonte, e houve a inclusão do cálculo de emissões de GEE por viagens de negócio com avião dos demais escritórios da Progen. No Quadro 2 é realizado o resumo das categorias de cada escopo que foram levantadas em 2013 para o Inventário de Emissões de GEE. Quadro 2: Fontes de emissão contabilizadas pela Progen em 2013 em cada escopo. Combustão Móvel Direta – Veículos da Frota Progen (corporativo) Escopo 01 Combustão Móvel Direta – Veículos do Gerenciamento Emissões Fugitivas – Valor de recarga de extintores (SP e BH) Escopo 02 Compra de energia elétrica (SP e BH) Viagens a negócio – Taxi (SP e BH) Escopo 03 Viagens à negócio – Avião (corporativo) 4.4 - COLETA DE DADOS E CÁLCULO DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA A coleta de dados foi realizada durante todo o ano de 2014 pelo Departamento Administrativo com o apoio do QMA. A coleta de dados foi dividida por escopo e fontes de emissão, conforme descrito a seguir. 4.4.1 - ESCOPO 01 Para a contabilização das emissões de combustão móvel direta, foram utilizados dois tipos de cálculos disponíveis na ferramenta do GHG Protocol: Dos veículos da frota Progen, foi realizado o levantamento de dados referentes à frota, como o tipo de veículo utilizado, com sua respectiva identificação (placa) para impedir a dupla contabilização de dados, as datas de compra e a quilometragem (km) rodada no ano. A partir desses dados foi feita a contabilização da quilometragem (km) mensal de cada carro. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 11/20 CLIENTE: PROJETO:- Dos veículos do gerenciamento utilizados corporativamente, os cálculos foram realizados a partir do volume de combustível abastecido no veículo de tipo de combustível. Desde 2012 é realizado o controle de abastecimentos da frota corporativa pelos combustíveis, desta maneira, a meta do Inventário de GEE de 2011 era abastecer os carros de São Paulo com etanol. Ainda é meta da Progen induzir com que os veículos de sua frota sejam abastecidos por etanol porém este controle é difícil pois não há nenhum tipo de registro que comprove o combustível abastecido ou algum mecanismo que obrigue o motorista a optar em abastecer seu veículo com etanol. Por esta razão, foi preenchida a opção “Automóvel flex a gasolina” para cálculo das emissões através do GHG Protocol. Demais Quanto aos veículos utilizados no gerenciamento, o sistema de abastecimento da frota possibilitou que tivéssemos acesso aos tipo de combustíveis utilizados e volumes. Desta maneira, a contabilização das emissões destes veículos considerou os combustíveis “Gasolina Automotiva (comercial)”, “Etanol” e “Óleo Diesel (comercial)”. No caso das emissões fugitivas, também contabilizadas no escopo 1, foram levantados dados referentes à troca de gás dos extintores de São Paulo e nas unidades de Belo Horizonte, levando em consideração os laudos anuais emitidos pelas empresas prestadoras de serviços de manutenção dos extintores. O Quadro 3 a seguir apresenta os fatores de emissão para o escopo 01 utilizados pela ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocol. Quadro 3: Fatores de emissão para cada gás relevante do escopo 1. Fonte de Emissão Fator de emissão Fonte 2,671 (kgCO2/un.) MMA 0,0003(kgCH4/un.) MCT Combustão móvel de 2,269(kgCO2/un.) MMA automóveis à gasolina 0,0001(kgCH4/un.) MCT automotiva 0,0001(kgN2O/un.) MCT 1,178000 (kgCO2/un.) MMA 0,0001(kgCH4/un.) MCT 0,00004(kgN2O/un.) MCT 1 (GWP) IPCC 2007 Combustão móvel de diesel Etanol Extintores Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 12/20 CLIENTE: PROJETO:- 4.4.2 - ESCOPO 02 Para cálculo do escopo 2, de emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica consumida pela empresa, foram utilizados os valores das contas de luz emitidas pelas concessionárias responsáveis pela distribuição de energia do Sistema Interligado Nacional(SIN) nos municípios de São Paulo, Belo Horizonte e São Luis. Para determinar as emissões oriundas do consumo utilizou-se o fator de emissão publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Os fatores mensais estão evidenciados no Quadro 4. Quadro 4: Fatores de emissão do escopo 2 . Fonte de emissão: Rede Elétrica Brasileira (2014) http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/321144.html#ancora Mês Fator de emissão (tCO2/MWh) Janeiro 0,0911 (tCO2/MWh) Fevereiro 0,1169 (tCO2/MWh) Março 0,1238 (tCO2/MWh) Abril 0,1310 (tCO2/MWh) Maio 0,1422 (tCO2/MWh) Junho 0,1440 (tCO2/MWh) Julho 0,1464 (tCO2/MWh) Agosto 0,1578 (tCO2/MWh) Setembro 0,1431 (tCO2/MWh) Outubro 0,1413 (tCO2/MWh) Novembro 0,1514 (tCO2/MWh) Dezembro 0,1368 (tCO2/MWh) Média Anual 0,1355 (tCO2/MWh) 4.4.3 - ESCOPO 03 No escopo 3, foram contabilizadas emissões provenientes de viagens à negócios, que englobam as viagens de táxis e as viagens de avião. A partir dos dados de viagens de taxi fornecidos pelo Departamento Administrativo foi estimada a quilometragem (Km) rodada pelos funcionários da Progen em viagens de taxi, que foi obtida do preço pago pela corrida considerando-se os valores vigentes no ano de 2014 para cada um dos estados mapeados. Os fatores de emissão são os mesmo de combustão móvel direta apresentados no Quadro 2. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: Nº. CLIENTE: - RELATÓRIO GERAL PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 13/20 CLIENTE: PROJETO:- Por não possuirmos informações com relação ao tipo de combustível utilizado para as viagens de taxi, utilizou-se a premissa conservadora de que todos os taxis foram abastecidos à gasolina, dessa forma, consideramos o pior cenário de emissão de GEE. O Departamento Administrativo enviou dados, como data e cidades de origem, destino e trechos, de todas as viagens de avião realizadas pelos colaboradores Progen no ano de 2014. A contabilização das emissões de GEE provenientes de viagens de avião foi realizada utilizando a ferramenta auxiliar para cálculo de viagens de avião, fornecido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol. O Quadro 5 apresenta os fatores de emissões das viagens de avião. Quadro 5: Fatores de emissão de viagens de negócio a avião. Distância Aérea Longa-distância (d ≥ 3.700 km) Média-distância (500 ≤ d <3.700 (kgCO2/ (kgCH4/ (kgN2O/ passageiro*km) passageiro*km) passageiro*km) 0,10789 0,09429 0,0000005 0,000003 0,0000005 0,000003 DEFRA 2012 DEFRA 2012 km) Curta-distância (d < 500 km) Fonte 0,16513 0,000005 0,000005 DEFRA 2012 4.4.4 - EMISSÕES DO PRODUTO Para contabilização das emissões provenientes dos produtos foram determinados os limites do ciclo de vida do produto Progen. Segundo a ABNT NBR 14.040:2009, Ciclo de Vida são estágios sucessivos e encadeados de um sistema de produto, desde a aquisição de matéria-prima ou de sua geração a partir de recursos naturais à disposição final. A política da Carbon Footprint, ou Pegada do Carbono, é um dos motivos para as organizações conhecerem os impactos ambientais associados ao ciclo de vida de seus produtos e serviços. A Análise do Ciclo de Vida é um instrumento de gestão ambiental com o qual entende-se as incidências ambientais dos materiais, dos processos e dos produtos, desde a obtenção das matérias-primas até a geração dos rejeitos. Dessa maneira, com informações relacionadas a efeitos ambientais, que são upstream e downstream, é possível tomar decisões mais assertivas nas estratégias da empresa. Os limites do ciclo de vida do produto Progen, foram determinados utilizando a metodologia do GHG Protocol Life Cycle Star, desta maneira, o ciclo de vida dos projetos de engenharia (produto Progen), bem como as possíveis fontes de emissões em cada etapa do ciclo foram determinadas de acordo com a Figura 2. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 14/20 CLIENTE: PROJETO:- Figura 2: Ciclo de vida do produto Progen Após a definição dos limites do ciclo de vida do produto Progen, foram determinadas as fontes de emissões que seriam utilizadas para a contabilização deste Inventário. Para o upstream, que engloba o escopo 03, a única fonte de emissão calculada foi o deslocamento de funcionários por viagens de taxi. A aquisição de materiais como papel e computador não foram computadas, uma vez que para a aquisição destes bens não há corresponsabilidade pelos impactos ambientais gerados. Além disso, não há potencial de perda (não contabilização) destas emissões por parte dos fornecedores e possibilidade de dupla contabilização destes dados por parte da Progen e do fornecedor. Também foi verificado no site do CDP que algumas empresas fornecedoras da Progen, como, por exemplo, a Philips, a Suzano e a HP, fazem o inventário de GEE evidenciando a contabilização das emissões na produção dessas matériasprima da Progen. Com relação ao downstream, as emissões provenientes da geração de resíduos sólidos e efluentes sanitários são consideradas insignificantes devido ao escopo de atividade da organização. Para a etapa de produção, no ciclo de vida do produto, para este Inventário, foi possível a contabilização de todas as fontes de emissão dos escopos 01 e 02 da Matriz, localizada em São Paulo e das unidades de Belo Horizonte e São Luis. Em paralelo a contabilização das emissões pela ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocol, foi realizado o levantamento das horas trabalhadas em projetos de engenharia e gerenciamento no ano de 2014. Desta maneira, com dados de emissões de GEE, em CO2 equivalente, calculado pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, e com os dados do total de horas trabalhadas em 2014, foi possível encontrar o valor de CO2 equivalente emitido por hora trabalhada, em CO2e/hora trabalhada. Da mesma maneira foi encontrado o valor emitido de biomassa por hora trabalhada. Assim, para a contabilização da “pegada do carbono”, ou seja, a quantidade de CO 2 equivalente emitida por projeto de cada cliente, multiplica-se a quantidade de horas disponibilizadas para determinado projeto pelo valor de CO2 equivalente emitido por hora trabalhado encontrado. 5 - NÍVEL DE INCERTEZA Segundo o IPCC Good Practice Guidance, para um país desenvolvido, a incerteza total das emissões medidas em potencial de aquecimento global, em um único ano, poderia ser de 20%, principalmente por causa das incertezas da geração de gases que não são o CO2. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 15/20 CLIENTE: PROJETO:- 5.1 - CÁLCULO DAS EMISSÕES Em São Paulo, as emissões por combustão móvel direta, mesmo sendo medidas por quilometragem são consideradas utilizando biomassa, uma vez que, a meta do primeiro Inventário de GEE foi abastecer os veículos da frota de São Paulo apenas com álcool. Já nos outros escritórios e no gerenciamento, os combustíveis utilizados na frota aproximam o cálculo apenas para fontes mais poluidoras como combustíveis provenientes do petróleo, como gasolina e diesel. Da mesma maneira, no escopo 3, a incerteza do cálculo provém da desconsideração de combustão por biomassa em viagens de taxi, uma vez que não é possível obter o dado exato da porcentagem de biocombustível utilizado em cada veículo, aproximando o cálculo para fontes poluidoras que utilizam combustíveis de origem fóssil. O cálculo de emissões fugitivas e de escopo 2, possuem altos níveis de certeza, podendo haver pouca variação entre os valores obtidos e aqueles condizentes com a realidade, uma vez que são levados em consideração apenas emissões referentes à troca de gás dos extintores, que ficam registradas em laudos terceirizados, e valores das faturas de energia que fornecem o valor, em MWh, consumido mensalmente por cada andar da matriz São Paulo e das unidades em Belo Horizonte e São Luis. De acordo com as recomendações do IPCC Good Practice Guidance, as incertezas devem ser minimizadas considerando todo o conhecimento cientifico existente e os recursos disponíveis. E, para este Inventário, essas recomendações foram seguidas em todas as etapas da construção do inventário, uma vez que houve uma grande preocupação em utilizar as metodologias de cálculos e fatores de emissão mais recentes de organizações com grande credibilidade referente ao cálculo de emissões, como Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), além do próprio IPCC. Em relação aos dados utilizados, houve atenção especial na conformidade desses com a realidade por meio da verificação dos registros na empresa e análise dos dados recebidos. 5.2 - CÁLCULO DAS EMISSÕES DO PRODUTO A assertividade do cálculo das emissões do produto Progen está diretamente relacionada ao nível de incerteza do cálculo das emissões, pois, como explicado anteriormente, o cálculo das emissões de CO2e por produto é o resultado da multiplicação das horas trabalhadas em determinado projeto pelo valor de CO2 equivalente emitido por hora trabalhado. O valor de CO2 equivalente emitido por hora trabalhada é encontrado utilizando o valor total de emissões de CO2e e o valor total de horas trabalhadas em 2014. Em anos anteriores o valor de horas trabalhadas foi obtida através do software Time Sheet, que é o controle de horas utilizado pelos colaboradores para aquisição de horas dentro de um projeto. No entanto, para inventariar as emissões de 2014, as informações de horas homem trabalhadas foram obtidas junto ao RH, a fim de melhorar a confiabilidade das informações. O valor total das emissões de CO2e é obtido pelos cálculos da ferramenta GHG Protocol. 6 - RESULTADO E DISCUSSÃO – EMISSÕES DE GEE PELA PROGEN EM 2014 Com a aplicação da ferramenta para cada um dos gases emitidos pelas categorias selecionadas do escopo geraram-se os resultados apresentados na Figura 3. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 16/20 CLIENTE: PROJETO:- Figura 3. Emissões em toneladas métricas de CO2 equivalente (tCO2e). Pela Figura 3 é possível observar que a maior parte das emissões de GEE da Progen é proveniente do escopo 03, tratando-se portanto de viagens a negócios de taxi ou avião, e que as emissões através das viagens a taxi são quase ínfemas se comparado às emissões de avisão. A porcentagem de contribuição de cada escopo nas emissões de CO2e, está ilustrada na Figura 4 a seguir. Figura 4. Emissões de GEE por Escopo e estratificação do Escopo 3 (maior emissor de GEEs). Conforme ilustrado na Figura 4, a segunda maior contribuição das emissões de GEE pela Progen é proveniente do escopo 01, viagens de carro da frota Progen no escritório e gerenciamento. Este cenário está ilustado na Figura 5 a seguir. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 17/20 CLIENTE: PROJETO:- Figura 5. Porcentagem de emissão por cada fonte do escopo 01. Conforme Figura 4, o escopo 2 é o que menos contribui, em porcentagem, para a emissão de GEE com apenas 12% das emissões. Do total de CO2e emitido pelo escopo 2, mais da metade das emissões é proveniente do consumo de energia do escritório Matriz Largo do Arouche – São Paulo, conforme ilustrado na Figura 6. A baixa representatividade das emissões de escopo 2 no total de emissões das empresas brasileiras se dá, em grande parte, pela matriz energética do Brasil ser composta por energia limpa, o que faz com que o fator de emissão pelo uso de energia elétrica seja baixo. Porém, para o próximo inventário (ano inventariado de 2015), deverá ser considerada a crise hídrica no Brasil e a consequente utilização de energia elétrica proveniente de termoelétricas. Figura 6. Contribuição de cada escritório para emissões de GEE. O CO2 liberado na combustão de biomassa é igual ao CO2 retirado da atmosfera durante o processo de fotossíntese, desta forma, é possível considerá-la neutra. As emissões de CO2 advindas da combustão da biomassa foram excluídas dos escopos pela própria ferramenta e reportadas separadamente, conforme diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol. Por outro lado, as emissões de CH4 e N2O não podem ser consideradas neutras em virtude de estes gases não serem removidos da atmosfera durante o ciclo de vida da biomassa. Neste caso, as emissões de CH4 e N2O foram incluídas no escopo 1, ou seja, na contabilização da combustão móvel direta da frota. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 18/20 CLIENTE: PROJETO:- Com relação às emissões de biomassa emitidas pela Progen no ano de 2014, as mesmas são provenientes apenas da combustão móvel direta dos carros da frota da Progen, sendo considerado o abastecimento dos veículos por etanol, gasolina e diesel. A Figura 7 apresenta os valores adquiridos de CO2 equivalente pela combustão de biomassa, sendo este valor menor que as emissões de 2013 (78,934 ton). Figura 7. Emissões de CO2 por consumo de Biomassa (tCO2e) A Figura 8 a seguir apresenta os tipos de emissões gerados pela Progen no ano de 2014. Figura 8. Tipo de emissão gerado pela Progen em 2014. 7 - EVOLUÇÃO DA CONTABILIZAÇÃO DE GASES DO EFEITO ESTUFA PELA PROGEN Conforme citado anteriormente, o ano de 2011 foi o primeiro ano que a Progen realizou o Inventário de GEE, dessa forma, com o passar dos anos foi possível criar controle de aquisição de dados das fontes de emissão para aumentar o escopo de contabilização dos GEE, conforme ilustrado na Figura 9. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 19/20 CLIENTE: PROJETO:- Figura 9. Evolução na aquisição de dados e contabilização de GEE na Progen. Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública Nº. PROGEN: - RELATÓRIO GERAL Nº. CLIENTE: PEP: - REV.: 00 DATA: 10/06/2015 FL.: 20/20 CLIENTE: PROJETO:- No ano de 2011, para a contabilização do GEE emitidos pela Progen, foram consideradas a combustão móvel direta dos veículos da frota Progen, emissão fugitiva de extintores, compra de energia elétrica e viagens de taxi do escritório de São Paulo, totalizando 40,43ton CO2e. No ano de 2012, além das fontes já contabilizadas em 2011, foram adicionadas as emissões provenientes da combustão móvel direta da frota do gerenciamento, as emissões fugitivas da recarga de extintores, as emissões provenientes da compra de energia elétrica, e as provenientes das viagens de taxi das unidades de Belo Horizonte. Referente ao ano de 2013, foram mantidas as fontes de emissão consideradas nos anos de 2011 e 2012 e adicionadas as emissões provenientes da compra de energia elétrica do escritório de São Luis e as viagens corporativas de avião. Para este inventário, referente ao ano de 2014, foram utilizadas as mesmas fontes de informações do ano de 2013: combustão móvel direta da frota Progen dos escritórios de São Paulo, Belo Horizonte e São Luis, frota do gerenciamento (Escopo 1), compra de energia elétrica dos escritórios de São Paulo, Belo Horizonte e São Luis (Escopo 2), e viagens corporativas à negócio de táxi e avião (Escopo 3). Do primeiro inventário elaborado pela Progen do ano de 2011 para o inventário sobre o ano de 2014, a quantidade de CO2eq emitida aumentou de mais de 30 vezes, no entanto esta comparação pouco reflete sobre a organização uma vez que as fontes de informações e abrangência do relatório também aumentaram. A melhor relação a ser realizada é comparando os anos de 2014 com emissão de 1.246,47 toneladas de CO2eq, com as emissões de 2013 aproximadamente iguais a 793,63 toneladas. Este aumento das emissões está relacionado ao Escopo 03, provavelmente devido ao aumento das viagens a negócio realizas para prospecção de clientes fora do Brasil. 8 - PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS DE REDUÇÃO Como o escopo de atuação da Progen no mercado é apenas atividades de engenharia consultiva, as fontes de emissão são provenientes principalmente das atividades de apoio ao desenvolvimento do projeto, escopo 1 e escopo 3. Considerando esta realidade, as medidas de redução de GEE podem ser: Quadro 5. Metas de gerenciamento de GEE ITEM META BENEFÍCIO INVESTIMENTO 1 Inserir a elaboração do inventário e relatório dos GEE no calendário anual do QMA. Organizar programação da atividade Horas trabalhadas na programação, levantamento das informações, execução dos cálculos e elaboração dos documentos. 2 Incentivar os colaboradores do escritório e gerenciamento a abastecer os carros da frota apenas com etanol (Dicas do SGI). Redução de emissões de GEE Horas trabalhadas em campanhas de conscientização 3 Incentivar o uso de videoconferências em substituição das viagens de avião (Dicas do SGI). Redução de emissões de GEE Horas trabalhadas em campanhas de conscientização Arquivo Nº.: Relatório GEE - 2015 Modelo: DG-0004_6 (DC0) Informação Pública