1 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL ANÁLISE DAS EMISSÕES DE GASES EM VEÍCULOS AUTOMOTORES DO CICLO OTTO Marcelo Pozzagnolo Lajeado, junho de 2013 2 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marcelo Pozzagnolo ANÁLISE DAS EMISSÕES DE GASES EM VEÍCULOS AUTOMOTORES DO CICLO OTTO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas do Centro Universitário UNIVATES, como parte dos requisitos para a obtenção do título de bacharel em Engenharia Ambiental. Orientador: Prof. Dr. Eduardo Rodrigo Ramos de Santana Lajeado, junho de 2012 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 3 AGRADECIMENTOS Agradeço, especialmente, a Deus por toda força, saúde e iluminação. A minha mãe, Adeni Pozzagnolo, por toda dedicação, amor, confiança e ensinamentos de vida. A minha namorada, Cassiana Perin, por toda compreensão, amor e carinho nesta caminhada. A todos os professores, em especial ao meu orientador Eduardo, pelo empenho, incentivo e tempo disposto no auxilio deste trabalho. Ao pessoal da Empresa INSPESUL LTDA de Lajeado e a Engenheira Camila Fedrigo, pela ajuda e colaboração para realização das análises e auxiliar o desenvolvimento deste trabalho. A todos os colegas que de uma forma ou outra, contribuíram com críticas e sugestões para o enriquecimento deste projeto. Muito Obrigado! BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 4 RESUMO A utilização de energia é fundamental para praticamente todas as atividades do homem, desde econômicas, de lazer, cotidiano e até de sobrevivência. Desde a Revolução Industrial até os dias atuais os combustíveis fósseis são a principal fonte de energia utilizada pelo homem. Entretanto, sua utilização tem sido um dos principais agravantes de degradação ambiental bem como do aquecimento global. Por estas razões, as restrições sobre as emissões veiculares, que impactam os grandes centros urbanos, têm sido restringidas ao longo do tempo. Atualmente os padrões de emissões no tubo de escapamento são determinadas pela Resolução 418de 25 de novembro de 2009 do CONAMA, e pela Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA .O presente estudo foi desenvolvido na empresa Inspesul LTDA, Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN, localizada em Lajeado (RS). Utilizou-se um analisador de gases para determinar as emissões de hidrocarbonetos e monóxido de carbono em veículos de ciclo Otto. Entre as 541 análises, 193 obtiveram índices de emissões que ultrapassaram os limites estabelecidos. Os resultados de reprovação podem ser associados ao desgaste natural e à falta de manutenção dos veículos. Palavras-chave: Emissão de gases. Tubo de escapamento. Ciclo Otto poluição atmosférica. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 5 ABSTRACT The use of energy is fundamental to virtually all human activities, from economic, recreational, and even everyday survival actions. Since the Industrial Revolution to the present day fossil fuels are the main source of energy used by man, Howeverits use has been a major aggravating factor of environmental degradation and global warming. For these reasons, restrictions on vehicle emissions, impacting major urban centers, have been restricted over time. Currently standards on tailpipe emissions are determined by Resolution 418of November 25 (2009) of the Environmental National Council (CONAMA) as wellby Normative Instruction Number 6 (June 8, 2010) of IBAMA. This study was carried outin the company Inspesul Ltda, Technical Institution Licensed by DENATRAN, located on Lajeado city (RS). A gas analyzer was used to determine hydrocarbons and carbon monoxide emissions in light duty vehicles (Otto cycle). Among the 541 analysis, 193 had levels of emissions exceeding the legal limits. The results of failure can be attributed to natural wastage and poor maintenance of vehicles. Keywords: Gases. Tailpipe.Otto cycle air pollution. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 6 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Camadas da Atmosfera........................................................................................ 16 Figura 2 - Emissões de CO2 de Combustíveis Fósseis .......................................................... 27 Figura 3 – Consumo de energia nos transportes em 2011 ..................................................... 28 Figura 4 - Software (IGOR 2.1)............................................................................................ 42 Figura 5 - Analisador de gases (TM132) .............................................................................. 43 Figura 6 - Tacômetro universal (TM525/2) .......................................................................... 43 Figura 7 - Controlador Serial (TM616)................................................................................. 44 Figura 8 - Ilustração gráfica da seqüência de medições de gases........................................... 46 Figura 9 - Posição do veículo para análise de gases .............................................................. 47 Figura 10 - Posição da sonda de escapamento ...................................................................... 47 Figura 11 - Posição do Tacômetro ........................................................................................ 48 Figura 12 - Índice de aprovação e reprovação (veículos até 1979) ........................................ 50 Figura 13 - Índice de aprovação e reprovação (veículos até 1980 - 1988) ............................. 51 Figura 14 - Índice de aprovação e reprovação (veículos - 1989) ........................................... 52 Figura 15 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1990 - 1991)................................... 53 Figura 16 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1992 - 1996)................................... 54 Figura 17 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1997 - 2002)................................... 55 Figura 18 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 2003 - 2005)................................... 56 Figura 19 - Índice de aprovação e reprovação (veículos a partir de 2006 em diante) ............. 57 Figura 20 - Resultado das análises........................................................................................ 58 Figura 21 - Comparativo de análises por ano de fabricação .................................................. 59 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 7 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Limites de COcorrigido............................................................................................ 35 Tabela 2 - Limites de HCcorrigido............................................................................................ 36 Tabela 3 – Desvio Padrão..................................................................................................... 60 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CFC: Cloro-flúor-carbono CH4: Metano CO: Monóxido de Carbono COc: Monóxido de Carbono Corrigido CO2: Dióxido de Carbono CONAMA: Conselho Nacional do Meio Ambiente DENATRAN: Departamento Nacional de Trânsito GMV: Gás Metano veicular GNV: Gás Natural veicular HC: Hidrocarbonetos HCc: Hidrocarbonetos Corrigido IAD: Índice de Octanagem IBAMA: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IEMA: Instituto de Energia e Meio Ambiente INEA: Instituto Nacional do Meio Ambiente do Rio de Janeiro MP: Material Particulado MP10: Partículas inaláveis N2: Nitrogênio NO: Monóxido de Nitrogênio NO2 Dióxido de Nitrogênio NOx: Óxidos de Nitrogênio O2: Oxigênio O3: Ozônio 9 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) PROCONVE: Programa Nacional de Controle da Poluição por Veículos Automotores PRODESP: Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo RPM: Rotações por minuto SO2: Dióxido de Enxofre SO3: Trióxido de Enxofre SOx: Óxidos de Enxofre BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 12 2 REVISÃO DE LITERATURA ..................................................................................... 15 2.1 Regiões da Atmosfera............................................................................................... 15 2.2 Poluição Atmosférica ............................................................................................... 17 2.3 Classificação dos Poluentes ...................................................................................... 19 2.4 Principais Poluentes Atmosféricos e Efeitos a Saúde ................................................ 19 2.4.1 O Mecanismo de Efeito Estufa ................................................................................. 22 2.5 Fatores que Influenciam a Poluição Atmosférica ...................................................... 25 2.6 Emissões de Gases por Veículo Automotor .............................................................. 25 2.7 Ciclo Otto................................................................................................................. 28 2.8 Gasolina ................................................................................................................... 28 2.8.1 Álcool Etílico ou Etanol ........................................................................................... 30 2.8.2 Gás Natural Veicular (GNV) .................................................................................... 31 2.8.3 Histórico e Experiência Internacional ....................................................................... 31 2.8.4 Padrão Nacional de Qualidade do Ar ........................................................................ 33 2.9 A legislação e limites de poluição veicular no Brasil ................................................ 33 2.10 Fontes Alternativas de Combustíveis no Brasil ......................................................... 37 2.11 Avanço tecnológico dos motores de ciclo Otto ......................................................... 39 3 MATERIAIS E MÉTODOS ......................................................................................... 40 3.1 Local de Estudo ........................................................................................................ 40 3.2 Veículos Utilizados .................................................................................................. 41 3.3 Equipamentos Utilizados .......................................................................................... 41 3.3.1 Programa Computacional de Inspeção Veicular (IGOR 2.1) ..................................... 41 3.3.2 Analisador de gases (TM132) ................................................................................... 42 3.3.3 Tacômetro universal (TM525/2) ............................................................................... 43 3.3.4 Controlador Serial (TM616) ..................................................................................... 44 3.4 Metodologia inicial para a realização dos ensaios de emissões.................................. 44 3.4.1 Metodologia para a execução das emissões de gases ................................................. 45 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................ 49 4.1 Resultados Preliminares ........................................................................................... 49 4.2 Resultados Finais ..................................................................................................... 57 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 11 5 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 61 6 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 63 APÊNDICE A ..................................................................................................................... 68 APÊNDICE B ...................................................................................................................... 69 APÊNDICE C ...................................................................................................................... 71 APÊNDICE D ..................................................................................................................... 72 APÊNDICE E ...................................................................................................................... 73 APÊNDICE F ...................................................................................................................... 78 APÊNDICE G ..................................................................................................................... 84 APÊNDICE H ..................................................................................................................... 89 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 12 1 INTRODUÇÃO A utilização de energia é fundamental para praticamente todas as atividades cotidianas do homem, desde econômicas, de lazer e até de sobrevivência. Desde a Revolução Industrial até os dias atuais os combustíveis fósseis são a principal fonte de energia utilizada pelo homem, entretanto sua utilização tem sido um dos principais fatores de degradação ambiental. A utilização de combustíveis fósseis, os problemas ambientais relacionados às emissões de poluentes, as mudanças climáticas e as políticas ambientais são questões discutidas em âmbito mundial. Conforme Lustosa et al. (2003) as políticas ambientais são conjuntos de metas e instrumentos que tem por objetivo reduzir os impactos negativos causados pela ação humana sobre o meio ambiente e são necessárias para conduzir a posturas e procedimentos mais sustentáveis, reduzindo a quantidade de poluentes lançados no ambiente e minimizando os impactos aos recursos naturais. No decorrer dos anos várias medidas foram tomadas como, por exemplo, o protocolo de Estocolmo em 1972, que foi o marco inicial para a preocupação da atividade humana e a degradação da natureza no planeta, com o passar dos anos ocorreram outras conferências mundiais voltadas para o meio ambiente. Em 1992, a ECO-92 ou Rio-92, fez um balanço dos problemas existentes visando comprometimento maior dos países para a preservação do planeta. Nesse mesmo período foi assinada a Agenda 21, que conta com plano de ações com metas para a melhoria das condições ambientais do planeta e em 1997 foi elaborado o Protocolo de Kyoto com objetivo na redução de emissões de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Para Godoy e Pamplona (2007) o Protocolo de Kyoto foi proposto para dar maior sustentação, proporcionando garantia organizacional e estrutural à Convenção. 13 Um dos grandes problemas sofridos por emissões de gases ocorre nos centros urbanos. Conforme Costa Pinto (2005), no Brasil mais de 80% da população se concentra nos centros BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) urbanos, e, da mesma forma, é onde se concentra grande parte da frota Brasileira, principal fonte de emissões de emissões atmosféricas. Carvalho (2011) destaca que o transporte de pessoas e de mercadorias sempre esteve ligado a alguma forma de poluição seja atmosférica, sonora ou pela intrusão visual1 nos centros urbanos. Na época em que se utilizava o transporte de tração animal, os poucos centros urbanos que existiam sofriam com os dejetos dos animais, os quais causavam mau cheiro e sujeira. Atualmente, na era do transporte motorizado a frota veicular utiliza, em escala global, os combustíveis fósseis e uma fração pequena de etanol como fonte de energia. O consumo de combustíveis é agravado pelo crescimento populacional contínuo nas áreas urbanas, causando um acúmulo maior de emissões em determinados pontos desses centros. A população associa a poluição dos grandes centros urbanos à circulação de veículos usados, pois, em geral, estes emitem mais fumaça preta, poluente mais visível no ambiente, em relação aos veículos novos. Habermann e Gouveia (2012) comentam que o tráfego veicular é o maior contribuinte de poluição atmosférica nas grandes capitais brasileiras e essas fontes estão localizadas nas vias com grande movimento de veículos. Estudos recentes demonstram que as pessoas mais afetadas são crianças, idosos e indivíduos com problemas cardiorrespiratórios. Anualmente cerca de 5% dos óbitos por causas respiratórias entre crianças (≤ 5 anos) e idosos (≥ 65 anos) podem ser atribuídos à poluição por partículas inaláveis (MP10) em sete capitais brasileiras: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Vitória (ES) (HABERMANN; GOUVEIA, 2012). Conforme dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), no ano de 1998 o Rio Grande do Sul possuía 2.179.398 veículos licenciados, sendo que 1.520.768 eram veículos leves. Em agosto de 2012, o estado gaúcho contava com uma frota licenciada de 15.059.202 veículos, no qual 8.989.681 eram automóveis. A cidade de Lajeado, no interior do estado do Rio Grande do Sul, neste mesmo período contava com 52.215 veículos automotores, sendo que 28.818 eram veículos leves. 1 Poluição atmosférica está associada aos gases e particulados emitidos na atmosfera pelos escapamentos dos veículos neste caso; a poluição sonora refere-se aos ruídos gerados pelos veículos; e a intrusão visual refere-se à degradação da paisagem urbana (CARVALHO, 2011). 14 Atualmente os padrões de emissões no tubo de escapamento dos veículos automotores são determinadas pela Resolução 418/2009 de 25 de novembro de 2009 do CONAMA BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e pela Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Esta Instrução Normativa define o procedimento de inspeção veicular e critérios para elaboração de planos de controle de poluição veicular, bem como determina limites de emissões e procedimentos para a avaliação do estado de manutenção do veículo. O presente trabalho compreende, além desta introdução, a seguinte estrutura: objetivos, revisão de literatura (capítulo 3), materiais e métodos (capítulo 4), resultados e discussões (capítulo 5) e conclusão (capítulo 6), com enfoque nos poluentes atmosféricos e impactos associados à saúde e ao meio ambiente, metodologia com intuito de explicar como foi conduzida a realização dos testes de emissões no tubo de escapamento dos veículos e, finalmente, os resultados e conclusão. 1.1 Objetivo Principal Estudar o nível de emissões de gases no tubo de escapamento em veículos automotores que utilizam combustível líquido e gasoso (gasolina, etanol e GNV - Gás Natural Veicular) e verificar se os veículos amostrados na cidade de Lajeado/RS estão em conformidade com os limites de emissões estabelecidos na Resolução 418/2009 do CONAMA. 1.2 Objetivos Específicos Realizar medições de emissões de poluentes em veículos no tubo de escapamento equipados com motores do ciclo Otto2·; Verificar se os veículos selecionados estão em conformidade com os requisitos estabelecidos a Resolução 418/2009 do CONAMA; Analisar os resultados obtidos 2 Ciclo Otto é um ciclo termodinâmico onde um determinado gás executa repetidas transformações termodinâmicas, resultando em trabalho, com aplicações em: motores, turbinas, aquecimento ou refrigeração (LUIZ, 2007). BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 15 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Regiões da Atmosfera Segundo Boligian (2004), a atmosfera terrestre é uma mistura de gases, inodora e incolor, sendo dividida pela exosfera, termosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera. A atmosfera é formada por uma camada de gases com espessura entre 750 e 1000 km que envolve a superfície terrestre, sendo mantida ao redor do planeta terra pela força da gravidade exercida pela Terra. Os gases que compõem a atmosfera são o nitrogênio (78%), o oxigênio (21%) e outros gases, tais como o argônio, hélio, neônio, ozônio e dióxido de carbono e de vapor de água (1%), sendo que a concentração dos gases atmosféricos, no entanto, varia de acordo com a altitude, assim originando as diferentes camadas da atmosfera ilustradas na Figura 1. 16 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 1 – Camadas da Atmosfera Fonte: Ambiente e Ecologia...(2012, texto digital). Conforme ilustradas na Figura 1, as camadas da atmosfera são as seguintes: Exosfera: É a última das camadas atmosféricas e se estende da termosfera até o espaço exterior. É a camada aonde se posicionam os satélites artificiais artificiais no entorno da terra. Termosfera: Vai da mesosfera até cerca de 500 quilômetros de altitude. É uma camada importante para as comunicações, pois contém grande quantidade de gases ionizados que refletem determinados tipos de ondas de rádio. Mesosfera: Se estende da estratosfera até aproximadamente 80 quilômetros. É a camada com as temperaturas mais baixas. Estratosfera: Da troposfera até cerca de 50 quilômetros de altitude, nela se encontra a camada de gás ozônio (O3), de aproximadamente 22 quilômetros de altitude. Nessa camada os raios ultravioletas emitidos pelo Sol são filtrados. Troposfera: É a camada mais baixa da atmosfera que se estende até cerca de 15 quilômetros de altitude, nela que ocorre a maioria dos fenômenos meteorológicos, tais como as tempestades, os ventos, as chuvas, as precipitações de neve ou granizo e formação de geadas. Muitos desses fenômenos influenciam diretamente no cotidiano das pessoas e atividades econômicas (BOLIGIAN, 2004). 17 Segundo alguns pesquisadores (BOLIGIAN, 2004; BRYSON, 2008; FLANNERY, 2008), a troposfera é parte mais importante das camadas terrestres, pois contém calor e BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) oxigênio necessários para a nossa sobrevivência. A um terço dela se encontra a camada mais baixa que contém a metade de todos os gases na atmosfera, sendo a única parte respirável de toda a atmosfera. 2.2 Poluição Atmosférica Para Vesentini (2003) a palavra poluição ou contaminação, tem como significado sempre negativo de impacto ambiental implicando em qualquer degradação ou deterioração das condições ambientais do hábitat. Já poluentes são agentes que provocam a poluição tais como um ruído excessivo, um gás nocivo na atmosfera, detritos ou agentes químicos que contaminam recursos hídricos ou solos que afetam a qualidade de vida em decorrência de mudanças ambientais. O problema da poluição diz respeito à qualidade de vida das aglomerações humanas. A degradação do meio ambiente humano provoca uma deterioração dessa qualidade, pois as condições ambientais são imprescindíveis para a vida, tanto no sentido biológico quanto no social (VESENTINI, 2003). Segundo a Resolução 003/90 do CONAMA, se entende por poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos por esta norma, e que tornem ou possam tornar o ar: • Impróprio nocivo ou ofensivo à saúde; • Inconveniente ao bem-estar público; • Danoso aos materiais, à fauna e flora; • Prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. De acordo com Viterbo Júnior (1998), no conceito europeu a poluição do ar é quando há presença de substâncias estranhas ou variação importante dos seus constituintes, com 18 possibilidade de provocar efeitos prejudiciais ou doenças, tendo em conta os conhecimentos científicos do momento. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) A dispersão de um poluente na atmosfera depende das condições meteorológicas e depois dos parâmetros e condições que produzem essa emissão na fonte, ou seja, velocidade, concentração, vazão e temperatura dos gases. Os poluentes que se encontram em dispersão na atmosfera podem ser de origem natural, de fontes fixas ou estacionárias (processos industriais) ou móveis (veículos motorizados). Segue uma breve descrição sobre esses: Origem natural: Causados por agentes de ordem natural, como gases vulcânicos, poeiras e nevoeiro, não são muito lembrados quando se fala em poluição do ar. Processos Industriais: São os principais focos poluidores, seja material particulado, gases ou vapores lançados pelas chaminés de fabricas. Veículos motorizados: Principais causadores de poluição do ar nas grandes metrópoles responsáveis pelo lançamento na atmosfera de material particulado, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e aldeídos, entre outros poluentes. Além dos poluentes clássicos, preocupam as emissões de CO2, principal gás de efeito estufa. Em 1996 foram lançados na atmosfera terrestre quase 24 bilhões de toneladas desse gás, sendo que nos Estados unidos produziram mais de 22% total desse gás (VITERBO JÚNIOR, 1998). Para Mendes e Tamdjian (2005), a queima de combustíveis fósseis como carvão mineral e dos derivados de petróleo, em grande parte proveniente dos veículos, como fontes importantes deste tipo de emissão. A frota de veículos tem crescido muito rapidamente, em 1950, havia 70 milhões de veículos automotores no mundo, esse número era nove vezes maior em 1994 totalizando 630 milhões de automóveis. Segundo pesquisa realizada pela Wards Autoem, em 2010, a frota no mundo ultrapassou a marca de um bilhão de unidades de veículos, esses números refletem ao número aproximado de carros, caminhões médios, pesados, motocicletas e ônibus registrados em todo o mundo, mas não incluiu veículos off-road. O termo Off- Road é um termo inglês significa fora da estrada, veículos destinados a esportes ou realizam trabalhos forçados (tratores, máquinas pesadas entre outros veículos da categoria). 19 2.3 Classificação dos Poluentes Conforme Vieira (2009), a massa de poluentes do ar é instável, química e fisicamente, BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) e as reações que ocorrem são dependentes das concentrações dos poluentes no ar e das variáveis meteorológicas que determinam maior ou menor concentração de poluentes. A variedade das substâncias que podem ser encontradas na atmosfera é muito grande, o que torna difícil a tarefa de estabelecer uma classificação. Os poluentes podem ser classificados como poluentes primários e secundários (TORRES; ROCHA; RIBEIRO, 2008). Poluentes Primários: São considerados como poluentes primários aqueles emitidos diretamente das fontes emissoras e estão presentes na atmosfera na forma que são emitidos, como poeiras, compostos de enxofre (dióxido de enxofre, gás sulfídrico etc.), óxido de carbono (monóxido e dióxido de carbono), compostos de nitrogênio, compostos orgânicos, compostos halogenados e compostos radioativos. Poluentes Secundários: Aqueles formados na atmosfera através da reação química entre dois ou mais poluentes. Exemplo: O dióxido de enxofre (SO2), proveniente das atividades industriais (combustão de óleos, operações de fusão, usinas de natureza tipicamente química) e dos veículos automotores, dá origem ao gás sulfúrico (H2S), pela ação do oxigênio natural do ar (catalisado pela energia solar) ou do ozônio (derivado do oxigênio natural por ocasião de descargas elétricas atmosféricas ou também a partir de poluentes primários como hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio). O SO3 reage com o vapor d’água existente no ar formando assim neblina de ácido sulfúrico (TORRES; ROCHA; RIBEIRO, 2008). 2.4 Principais Poluentes Atmosféricos e Efeitos a Saúde A poluição do ar prejudica diretamente a saúde do homem em duas maneiras distintas seja pela transmissão de doenças através de microorganismos que são levados pelo ar ou pelo agravamento do aparelho respiratório e circulatório. A difteria, resfriado, a tuberculose e gripe são doenças mais comuns causadas por microorganismos, já as doenças como câncer pulmonar, enfisema, bronquite, asma, enfarte do miocárdio e arteriosclerose são as mais comuns do aparelho circulatório e respiratório. 20 Historicamente ocorreram períodos de poluição muito fortes nos Estados Unidos (1918), na Bélgica (1930), na Inglaterra (1952, 1956, 1957 e 1962) quando se constatou uma BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) taxa de mortalidade muito maior em relação a outros países com aparecimento de doenças do aparelho respiratório maior que o normal. Segundo Manzoli (2009) os efeitos da poluição do ar são classificados de seguinte maneira: Efeitos agudos: São quando os níveis de poluição ultrapassam os níveis regulares, são efeitos temporários, sendo que os efeitos em geral são reversíveis e geralmente ocorrem quando há condições climáticas adversas e causa irritação nos olhos, tosse e ate efeitos graves como mortalidade. Efeitos Crônicos: Esses efeitos são de caráter permanente, podendo causar a prejuízo à visibilidade, danos à vegetação e à saúde dos seres humanos, causando incômodos e desconforto. A maior parte das doenças respiratórias é devido à presença de material particulado e de alguns gases como dióxido de enxofre, monóxido de carbono e algumas substancias organocloradas. A seguir serão descritos os principais poluentes e seus danos à saúde: Dióxido de enxofre (SO2): É introduzido na atmosfera por atividades naturais e humanas, é dos principais poluentes atmosféricos, oriundo da queima de combustíveis que contêm enxofre, como óleo diesel, óleo combustível industrial e gasolina, na atmosfera, este poluente pode ser oxidado, originando ácido sulfúrico (H2SO4) (CETESB, 2012). Segundo o INEA (Instituto Nacional do Meio Ambiente do Rio de Janeiro) o dióxido de enxofre causa irritação nas vias respiratórias, o que provoca tosse e até falta de ar. Agravando os sintomas da asma e da bronquite crônica. Afeta ainda outros órgãos sensoriais. Monóxido de carbono (CO): É um gás incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis de origem orgânica, combustíveis fósseis, biomassa, etc. Em geral é encontrado em maiores concentrações nas cidades, emitido principalmente em áreas de intensa circulação de veículos (CETESB, 2012). Os efeitos da exposição ao monóxido de carbono estão associados à diminuição da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. O monóxido de carbono apresenta afinidade pela hemoglobina 240 vezes maior que a do oxigênio o que faz com que uma pequena quantidade de CO possa saturar uma grande 21 quantidade de moléculas de hemoglobina, diminuindo a capacidade do sangue em transportar o oxigênio aos tecidos. Também pode se combinar com a mioglobina e a proteínas BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) mitocondriais (CLEVA; LAUDANNA, 2007). Finalmente, a diminuição da disponibilidade de oxigênio pode causar a hipóxia. Monóxido de nitrogênio (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2): São formados durante processos de combustão. Em grandes cidades, os veículos geralmente são os principais responsáveis pela emissão dos óxidos de nitrogênio. O NO, sob a ação de luz solar se transforma em NO2 e tem papel importante na formação de oxidantes fotoquímicos como o ozônio. Dependendo das concentrações, o NO2 causa prejuízos à saúde, causando irritação nos olhos, nariz e garganta (CETESB, 2012; FORNARI, 2001). Conforme Cavalcanti (2010), devido à sua baixa solubilidade o NO2 é capaz de penetrar profundamente no sistema respiratório, podendo dar origem as nitrosaminas, algumas das quais podem ser carcinogênicas. O dióxido de nitrogênio (NO2) é, também, um poderoso irritante, podendo conduzir a sintomas que lembram àqueles do enfisema. Oxidantes fotoquímicos e Ozônio (O3): Oxidantes fotoquímicos é a denominação que se dá à mistura de poluentes secundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar, sendo estes últimos liberados na queima incompleta e evaporação de combustíveis e solventes O principal produto desta reação é o ozônio, por isso mesmo utilizado como parâmetro indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera. Tais poluentes formam a chamada névoa fotoquímica ou “smog fotoquímico”, possui este nome porque causa na atmosfera diminuição da visibilidade (CETESB, 2012). Segundo Marshall e Greganti (2010), ozônio é um poluente secundário com impacto significativo a saúde humana. O ozônio foi inicialmente identificado como um componente gasoso da poluição fotoquímica na ensolarada Los Angeles, Califórnia, durante a década de 1940. É importante distinguir o ozônio que ocorre na estratosfera (a cerca de 25 km de altitude) do “mau ozônio” encontrado na troposfera. Na estratosfera este composto atua como um filtro dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol (CETESB, 2012), protegendo a vida na terra. Já o ozônio presente mais próximo da superfície da terra, ozônio troposférico, é prejudicial à saúde humana assim como à vegetação e a outros animais. O ozônio troposférico causa ozonização e peroxidação dos lipídeos no líquido do revestimento epitelial do pulmão (MARSHALL; GREGANTI, 2010). 22 Hidrocarbonetos (HC): São compostos formados exclusivamente por átomos de carbono e hidrogênio. O petróleo é constituído principalmente de HC e seus derivados como BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) gás de cozinha, gasolina, querosene e óleo diesel os quais constituem a maioria dos combustíveis de uso humano diário (SILVEIRA, 2011). Os gases e vapores resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e de outros produtos orgânicos voláteis. Diversos hidrocarbonetos como o benzeno são cancerígenos e mutagênicos, não havendo uma concentração ambiente totalmente segura (CETESB, 2012). Material Particulado (MP): Essa classe de poluentes não constituem uma espécie química definida, e sim um conjunto de partículas no estado sólido ou líquido, que incluem pós, poeiras, fumaças e aerossóis emitidos para a atmosfera de diversas maneiras (TORRES; ROCHA; RIBEIRO, 2008). Conforme a CESTEB (2012), o tamanho das partículas é inversamente ao potencial de dano à saúde. Assim, quanto menores as partículas maiores são as chances de malefício à saúde. Outro impacto dos materiais particulados é a redução de visibilidade na atmosfera. Partículas Totais em Suspensão (PTS): São partículas com diâmetro aerodinâmico (partículas não esféricas) menor que 50µm. Uma parte destas partículas é inalável e pode causar problemas à saúde, outra parte pode afetar desfavoravelmente a qualidade de vida da população, interferindo nas condições estéticas do ambiente e prejudicando as atividades normais da comunidade (CETESB, 2012). Partículas Inaláveis (PI): Aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10µm, e podem ser classificadas como partículas inaláveis finas – MP 2,5 (<2,5µm) e partículas inaláveis grossas (2,5 a 10µm). As partículas finas, devido ao seu tamanho diminuto, podem atingir os alvéolos pulmonares, já as grossas ficam retidas na parte superior do sistema respiratório (CETESB, 2012). É um material perigoso quando depositado em qualquer lugar do trato respiratório. (BREVIGLIERO; POSSEBON; SPINELLI, 2006). 2.4.1 O Mecanismo de Efeito Estufa Baird (2002) destaca que historicamente se considerava que os produtos químicos emitidos para o ambiente seriam transformados em não prejudiciais pelo próprio sistema 23 natural, ou seja, os produtos químicos seriam diluídos pela própria natureza diminuindo qualquer risco de contaminação e risco para a vida. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Nos anos 60 e 70 ficou claro que muitos produtos químicos sintéticos são persistentes, inalterados pela ação da luz água ar ou microorganismos. Como exemplos podemos citar são os pesticidas como o DDT, os gases de refrigeração clorofluorcarbonos (CFCs), o dióxido de carbono e as formas tóxicas do elemento mercúrio. O termo “efeito estufa” é de uso comum, significa que a temperatura média global do ar aumentará de vários graus com resultado do aumento da concentração de gás carbônico e de outros gases. Muitos cientistas acreditam que esse aquecimento global da atmosfera já esteja atuando há algum tempo devido o aumento de dois terços de Graus Celsius em relação a 1860. Podem existir tanto efeitos positivos e negativos associados com qualquer aumento significativo da temperatura, com isso o aquecimento global é maior problema ambiental a ser enfrentado em escala mundial. Ninguém está seguro da extensão ou do ritmo em que a temperatura aumentará no futuro e tampouco são confiáveis às previsões sobre as primeiras regiões afetadas. De acordo com Castro et al. (2000), a composição do ar atmosférico seco, em volume, é aproximadamente 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases, e 0,035% com a presença de vapores de água e gás carbônico que são de grande importância para o planeta, pois retêm calor possibilitando a vida dos vegetais e animais no planeta. Esse processo acontece porque a luz solar atravessa a atmosfera e atinge a superfície terrestre, que absorve parte do calor e reflete o restante em forma de radiação infravermelha. Parte dessa radiação é absorvida pelas nuvens e pelo gás carbônico do ar, assim aquecendo a atmosfera e criando um efeito estufa natural, que mantém um clima ameno. Ainda Baird (2002) ressalta que superfície da terra e atmosfera é aquecida pela energia proveniente do Sol, cerca de 50% da luz total incidente que alcança a superfície é absorvida, 20% da luz são absorvidas por gases ultravioletas (UV) e os 30% restantes são refletidos de volta ao espaço. Alguns gases presentes no ar podem absorver temporariamente a luz infravermelha térmica pelas moléculas presentes no ar como o CO2, sendo que uma parte dessa luz absorvida retorna a superfície assim causando um aquecimento denominado efeito estufa, sendo responsável pelo fato da temperatura média da superfície da terra ser 24 aproximadamente + 15ºC, em vez de -15ºC. O que realmente preocupa os cientistas é que o aumento da concentração dos gases que absorvem a luz infravermelha térmica pode elevar a BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) temperatura média da superfície além desta média de 15ºC. Além do CO2, o metano (CH4) é o gás indutor do efeito estufa de maior importância, sendo que este gás tenha um potencial de aquecimento 21 vezes maior que o dióxido de carbono. Entretanto, para cada molécula de metano na atmosfera existem 80 outras de CO2. Logo, apesar do seu potencial de aquecimento, o metano é tem muito menos importância para o aquecimento global que o dióxido de carbono. Estima-se que o metano tenha produzido cerca de um terço de todo o aquecimento global produzido pelo dióxido de carbono (BAIRD, 2002). Baird (2002), Lopes e Krüger (1997) ressaltam o problema ambiental de emissão excessiva de CO2, que está presente nos derivados de petróleo. Conforme Lopes e Krüger (1997), o Brasil é alvo de diversas discussões ambientais devido principalmente à devastação da floresta Amazônica, seja por queimadas para agropecuária e mineração, ou pela instalação de hidroelétricas. A queima de combustíveis fósseis, a perda da cobertura vegetal e várias atividades agrícolas e industriais vêm causando acúmulo de gases principalmente de CO2, CFCs e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. O aumento da temperatura causada pelo efeito estufa seria uniforme e afetaria todas as áreas do globo terrestre, levando em conta que o CO2 tem uma vida aproximada na atmosfera de 500 anos e a do CH4 é de 7 a 10 anos, porém a capacidade de acumular calor é de cerca de 20 vezes maior em relação ao CO2. Já os CFCs, duram cerca de 75 a 100 anos e retêm 20.000 vezes mais calor que o CO2 o que é um fato preocupante na questão ambiental. Portanto, para reduzir o efeito estufa a curto e médio prazo é necessário diminuir a queima de combustíveis fósseis, sendo que os países industrializados são responsáveis por 84% do consumo energético global. Além de adotar medidas conservadoras para o consumo de energia de origem fóssil, deve-se estimular o uso de fontes de energia renovável tais como a biomassa, a energia solar e eólica, entre outras (LOPES; KRÜGER, 1997). Outro fator importante que pode contribuir positivamente é a redução do desmatamento. 25 2.5 Fatores que Influenciam a Poluição Atmosférica Além das fontes naturais ou antrópicas (fixas e móveis) existem outros fatores BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) importantes que influem na dispersão ou concentração de poluentes na atmosfera. Assim, além destes, são relevantes o relevo e as condições meteorológicas característicos de uma região como elementos que afetam o tempo de permanência dos poluentes na região onde ocorre sua emissão. Portanto, a topografia do local e fatores climáticos como a temperatura, umidade do ar, direção dos ventos, taxa de precipitação entre outros, desempenham um papel importante sobre a concentração de poluentes no ambiente. Esses fatores determinam se o poluente permanecerá em uma dada região, se sofrerá concentração maior ou alteração de composição ou ainda se ocorrerá dispersão para outro local (GUERRA; MIRANDA, 2011). Considerando que o ser humano não pode ou não deveria ao menos intervir sobre a topografia e clima de uma região, só resta reforçar as políticas públicas de controle sobre as fontes de lançamento de poluentes. 2.6 Emissões de Gases por Veículo Automotor Sabe-se que, principalmente nos grandes centros urbanos que detêm grandes frotas veiculares, os grandes impactos a saúde humana e no meio ambiente são provocados pela poluição dor ar por veículos automotores, responsáveis pelas emissões de gases como hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono bem como de material particulado. Os índices de emissões de gases dependem da natureza do combustível, sendo que no Brasil os principais combustíveis utilizados são o etanol, diesel, gasolina, e gás natural. Os gases mais conhecidos originados pela queima desses combustíveis e com os limites definidos pela legislação são o monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) (BRITO, 2005). Derivados de petróleo como gasolina e óleo diesel ainda continuam sendo os combustíveis predominantes utilizados nos meios de transportes. No caso do Brasil onde ocorre um amplo uso de álcool etílico ou etanol, utilizado tanto como combustível exclusivo quanto misturado a derivados de petróleo como a gasolina, e, além disso, nota-se expansão no 26 uso do gás natural veicular, principalmente em veículos leves de uso intensivo (táxis e frotas cativas) em grandes centros urbanos (MENDES, 2004). BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Brito (2005) a firma que as emissões veiculares advêm do tubo de escapamento (gases), do sistema de alimentação de combustível, respiros, juntas e conexões (emissões evaporativas) e dos respiros do cárter, e também deve ser levado em conta o material particulado. Recentemente foi lançado o 1º Inventário Nacional das Emissões Atmosféricas por Veículos Automotor Rodoviário apresentado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), pesquisa realizada sobre as emissões veiculares no Brasil entre 1980 e 2009 e com projeções para o período entre 2010 e 2020. Este estudo indica que até 2020 ainda haverá um crescimento na frota. Em 2009 os carros movidos à gasolina foram responsáveis por 71% das emissões de CO, enquanto o etanol foi responsável por 18%. Estima-se que em 2020, 47% das emissões de CO serão de carros movidos à gasolina e 33% dos movidos a etanol. A quantidade e o tipo de poluente emitido dependem do tipo de combustível utilizado, do tipo de motor, da regularidade de manutenção e do modo que o veiculo é conduzido. Os veículos podem emitir hidrocarbonetos mesmo se inoperantes através da evaporação do combustível pelo respiro do tanque e no sistema de carburação do motor. Já em veículos mais novos com a adição de novas tecnologias como catalisadores, injeção eletrônica de combustível e entre outras tecnologias, esse tipo de emissão se torna insignificante, mas ao se analisar o número de veículos existentes nas grandes cidades verifica-se a geração de toneladas por dia desses poluentes (MANZOLI, 2009). Conforme a Figura 2, as emissões de combustíveis fósseis aumentaram em 63,5% entre os anos de 1990 a 2005, de 189.635 para 309.978 GgCO2 (Gigagrama de CO2). No período analisado, observa-se uma média anual de crescimento das emissões de 3,4%. Ao longo do período, as emissões dos fósseis líquidos se mantêm predominantes, embora tenham sua participação, no total de emissões, reduzida de 79,9% para 71,4% (CETESB, 2010). 27 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 2 - Emissões de CO2 de Combustíveis Fósseis Fonte: CETESB (2010). A grande maioria dos poluentes lançados na atmosfera por veículos automotores é devido à combustão incompleta do combustível. A combustão incompleta mais o uso de combustível de forma ineficiente, decorrente de proporções inadequadas de ar e combustível fornecidos ao motor, contribuem para a presença de monóxido de carbono nos produtos da combustão. Quando a combustão é completa, todo o combustível é convertido em dióxido de carbono e água. Esse processo ocorre quando a quantidade de ar e de combustível fornecidos nas proporções corretas para a sua queima (MANZOLI, 2009). Em 2011 os principais combustíveis utilizados pela frota nacional foram o óleo diesel, gasolina, etanol e gás natural como ilustra a Figura 3. 28 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 3 – Consumo de energia nos transportes em 2011 Fonte: Empresa de pesquisa energética (EPE – 2012). 2.7 Ciclo Otto Importante para o entendimento do trabalho uma pequena descrição do funcionamento do motor ciclo Otto. Conforme Luiz (200&), Ciclo Otto é um ciclo termodinâmico onde um determinado gás executa repetidas transformações termodinâmicas, resultando em trabalho, com aplicações em: motores, turbinas, aquecimento ou refrigeração, nos casos dos motores veiculares de “Ciclo Otto” o gás é a mistura de Ar e combustível, existindo 4 estágios termodinâmicos: (1) Admissão, (2) Compressão, (3) Combustão e (4) Escape. 2.8 Gasolina A gasolina é um derivado do petróleo utilizado como fonte de energia para veículos leves do ciclo Otto (LANDRIGAN, 2002). Em 1922 passou a ser misturado chumbo tetraetila (aditivo anti-detonante), em 1970 ocorreram às primeiras discussões sobre a abolição do uso deste aditivo tendo em conta seu impacto sobre a saúde da população e ao meio ambiente. Na década de 90 cerca de 80% de toda a gasolina vendida no mundo era sem chumbo. O Brasil junto com a estatal PETROBRAS foi um dos primeiros países a eliminar o chumbo da gasolina, o país começou a investir na produção do álcool derivado da cana de 29 açúcar, e com isso trouxe algumas outras vantagens do ponto de vista das emissões de poluentes e além de ser uma fonte de combustível renovável (LANDRIGAN, 2002). Ou seja, BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) o etanol substituiu o chumbo tetraetila como agente anti-detonante. Atualmente não é comercializa gasolina sem etanol conforme a Portaria 678 de 31 de agosto de 2011, do Ministério de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que define que 20% de toda gasolina comercializada é composta por etanol anidro. Manzoli (2009) destaca que esse combustível é composto por uma mistura de hidrocarbonetos com alguns contaminantes, enxofre, o nitrogênio e certos metais, sendo que sua composição também varia conforme a origem do petróleo, os processos de refino e especificações de qualidade como o índice de octanagem. O índice de octanagem é a resistência à detonação (do processo de combustão) de combustíveis usados em motores do ciclo Otto. Quanto maior for o índice mais resistente é o combustível a detonação. A gasolina comum tem em media 85 octanas, quanto mais baixo o número de octanas menor é a taxa de compreensão, com isso o motor a gasolina tem um rendimento térmico inferior aos motores movidos a etanol, que possui uma media superior de 90 octanas. Sabe-se também que o nível de octanagem não demonstra a qualidade do combustível (ABREU; OLIVEIRA; GUERRA, 2010). A PETROBRAS produz diversos tipos de gasolina utilizando tecnologia própria, desta forma são comercializadas nos pais diferentes tipos de gasolina, sendo alguns tipos brevemente descritos abaixo: Gasolina Comum: a gasolina mais simples. Apresenta índice anti-detonante, ou seja, capacidade de suportar altas compressões, (IAD = 87), e possui 1000 ppm de teor de enxofre. Não recebe nenhum tipo de aditivo, apenas adição de álcool anidro, conforme legislação vigente. Gasolina Supra Aditivada: possui a mesma octanagem da gasolina comum, porém apresenta detergentes/dispersantes que mantém limpo o sistema de combustão e adição de álcool anidro é conforme a legislação vigente. Gasolina Petrobras Podium: essa gasolina foi lançada em 2002, possui octanagem superior a (IAD = 95), aproveitando melhor potência do motor, contém 30 detergentes/dispersantes que mantém limpo o sistema de combustão e adição de álcool anidro, BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) conforme a legislação vigente. 2.8.1 Álcool Etílico ou Etanol Para Guerra e Gonzalez (2009), em 1970 o Brasil começou a extrair o etanol da cana de açúcar, devido aos fortes incentivos do governo que tencionava, à época, diminuir a dependência externa de energia, principalmente no quesito importação de petróleo. No fim da década de 70 o governo criou o programa PROALCOOL que previa uma determinada fração de gasolina deveria conter etanol. O programa contribuiu para o desenvolvimento e fabricação dos motores ciclo Otto a álcool. Na época esta alternativa foi uma resposta à crise do petróleo de 1973 (GUERRA; GONZALEZ, 2009). Segundo Távora (2011), em 1977 começou a adição de 4,5% de álcool à gasolina e nos dois anos seguintes em 1979, aconteceu à segunda crise mundial do Petróleo. Em julho de 1979, foi lançado no mercado nacional o primeiro carro a álcool, o modelo Fiat 147. Rapidamente, outras montadoras, com vários modelos, começaram a alimentar o mercado com essa nova opção. Em 1979 o petróleo passou ter uma situação inversa, com a diminuição do valor do barril o projeto PROALCOOL falharia, pois era mais vantajoso aos produtores vender o açúcar do que produzir álcool como fonte de combustível e, consequentemente, faltou álcool nos postos de abastecimentos. Conforme Manzoli (2009), em 2002 com a entrada dos motores bicombustíveis ou “flex-fuel” (gasolina e etanol) o etanol voltou a ter grande importância no mercado brasileiro. Os veículos movidos a etanol produzem cerca de um terço a menos de CO se comparados com os veículos a gasolina. O autor alerta que a combustão incorreta do etanol gera a emissões de aldeídos, acetaldeído e formaldeído, que são substancias nocivas a saúde das pessoas e favorecem a formação de ozônio na troposfera. Porém podem ser controlados com a utilização de conversores catalíticos. 31 2.8.2 Gás Natural Veicular (GNV) O Gás Natural, de acordo com a PETROBRAS, é o combustível do futuro, sendo BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) formado por uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrado em rochas porosas no subsolo frequentemente acompanhado por petróleo. No estado bruto o gás natural apresenta baixos teores de contaminantes como nitrogênio e dióxido de carbono. O gás natural como combustível é conhecido como Gás Natural Veicular, GNV ou gás Metano veicular – GMV. A queima do GNV é reconhecidamente uma das mais limpas, praticamente sem emissão de monóxido de carbono. Por não possuir enxofre em sua composição, a queima do Gás Natural não lança compostos que produzam chuva ácida quando em contato com a umidade atmosférica, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida da população. O GNV tem a temperatura de ignição superior a 600ºC, muito acima da temperatura de ignição do álcool e da gasolina (entre 200ºC a 300ºC). A queima do gás natural, por ser mais completa do que a dos outros combustíveis, reduz as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos, em comparação com a gasolina (MENDES, 2004). Souza Júnior e Souza (2012) comentam que o GNV não deve afetar em nada o funcionamento do motor, pois o principio de funcionamento é o mesmo do etanol e da gasolina. Contudo, por se tratar de um combustível gasoso o motor pode apresentar um desgaste maior. 2.8.3 Histórico e Experiência Internacional Twigg (2007) comenta que na década de 70 o consumo de carros em algumas metrópoles do mundo causou sérias preocupações com relação à qualidade do ar, devido às emissões de gases poluentes geradas por esses veículos. Segundo Yamamoto, Madre e Kitamura (2004), vários países adotaram políticas e programas como inspeções periódicas e programas de sucateamento substituindo veículos antigos por veículos menos poluentes para reduzir os índices de emissões para a atmosfera. A implantação dessas políticas ou programas exige uma cuidadosa avaliação da sua eficiência para não causar um impacto negativo para a sociedade. 32 A Califórnia, nos EUA, na década de 50, foi o primeiro Estado a implantar uma legislação para controle de emissões atmosféricas originadas por veículos automotores, que BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) estabeleceu no ano de 1963 a obrigatoriedade da instalação de sistemas de controle de hidrocarbonetos gerados no cárter do motor. A partir do ano de 1966, a Califórnia definiu o primeiro regulamento sobre os limites de emissões de gases de escapamento. Os Estados Unidos da América em 1970 com a publicação do “Clean Air Act” passou a ter uma ampla legislação federal criando uma agenda para a identificação das áreas com pior qualidade de ar, sendo assim várias medidas e ementas na legislação foram estabelecidas para a melhoria da qualidade do ar. A Califórnia na década 50, o Japão em 1966, os países da Comunidade Econômica Européia, Suécia e Canadá em 1971, o Reino Unido e Austrália em 1972 e a Finlândia em 1975, passaram a tomar medidas de controle de emissões veiculares e com isso as empresas automobilísticas passaram a produzir veículos cada vez menos poluentes. O governo francês a fim de reduzir os níveis de poluentes atmosféricos implantou em 1986 o programa de inspeção periódica com intuito de atender apenas veículos usados vendidos à população. Em 1992 o programa foi modificado para atender todos os veículos com cinco anos ou mais de utilização. No ano de 1996 o programa passou a considerar veículos com idade de quatro anos ou mais, assim os veículos enquadrados nos requisitos acima necessitam de uma inspeção a cada dois anos (YAMAMOTO; MADRE; KITAMURA, 2004). A capital do México é considerada umas das cidades mais poluídas do mundo (SCHIFTER et al., 2003). Estima-se que, em 1998, os transportes utilizados na Região Metropolitana contribuíram com 98% das emissões, sendo 77% de CO e 35% de HC. Em 1991 o México começou a utilizar catalisadores junto com implantação de programas de inspeção e manutenção (I/M). Até 1998 o programa media HC e CO, os testes eram realizados sem carga nas duas velocidades, de marcha lenta e de aceleração em 2300 rotações por minuto (RPM). Em 1998, além do HC e CO, os NOx (óxidos de nitrogênio) passaram a ser medidos também com utilização de um dinamômetro. Com a implantação dessas medidas o veículo equipado com catalisadores eficientes polui 10 vezes menos que um que não possui essa tecnologia (RIVEROS; CABRERA; OVALLE, 2002). 33 Mendes (2004) comenta que o aumento do rigor das legislações tem resultado na oferta ao mercado consumidor de veículos e combustíveis menos poluentes, possibilitando BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) reduzir os níveis de emissão de poluentes atmosféricos. Observa-se em diversas regiões do mundo a degradação da qualidade do ar é com frequência associada ao crescimento contínuo da frota de veículos automotores em circulação e respectivos poluentes. Portanto, a poluição do ar ainda continua a ser um problema sério em muitas regiões. 2.8.4 Padrão Nacional de Qualidade do Ar No Brasil através da resolução nº 003 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, os padrões de qualidade do ar são definidos assim: “São padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos de que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral” (CONAMA, 1990. P.1.) Já o artigo 2º da mesma resolução define dois tipos de padrões de qualidade de ar no Brasil: “Padrões Primários de Qualidade do Ar são as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população” e “Padrões Secundários de Qualidade do Ar são as concentrações de poluentes abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral”. Os padrões de qualidade do ar legislados no Brasil compreendem os seguintes poluentes atmosféricos: partículas totais em suspensão, fumaça, partículas inaláveis, dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), ozônio (O3) e dióxido de nitrogênio (NO2). 2.9 A legislação e limites de poluição veicular no Brasil Conforme Costa Pinto (2005), a Legislação Brasileira é definida nas seguintes esferas: Ministério do Meio Ambiente/IBAMA/CONAMA/Órgãos de Meio Ambiente Estaduais: Nesses Ministérios são discutidos e determinados os níveis e concentrações dos poluentes, juntamente com a elaboração dos procedimentos cabíveis para controle dos mesmos. 34 Ministérios das Cidades/DENATRAN/DETRAN nos Estados: Nesses Ministérios são voltados para a questão da segurança veicular, dos condutores de veículos e legitimidade BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) da propriedade. Pereira Junior (2007) comenta que 1986, o CONAMA instituiu, por meio da Resolução nº18/86, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), tendo como principais objetivos, reduzir os níveis de emissões por veículos automotores, promover o desenvolvimento tecnológico nacional, desenvolver métodos e programas de inspeção para controle de emissões de poluentes e por fim promover a conscientização da população em relação à poluição do ar. O PROCONVE iniciou estabelecendo limites de emissões de poluentes no escapamento, cárter e evaporativa, em veículos do ciclo Otto, nos diesel apenas limites de emissões no cárter (PEREIRA JUNIOR, 2007). Segundo o INEA (2012), com as exigências do PROCONVE, melhorias tecnológicas foram realizadas, assim permitindo atender a lei, destacando em fases: • Fase I: implantada em 1988 para veículos leves, tinha como principal objetivo eliminar do mercado os modelos mais poluentes e aprimorar a produção; • Fase II: inserida em 1992, esta fase foi caracterizada pelo desafio tecnológico em especial o desenvolvimento do sistema de injeção eletrônico de combustível e conversores catalíticos. Com a retirada do chumbo o combustível nacional passou a conter mistura de etanol na sua composição até então não adicionado à gasolina; • Fase III: implantada em 1997, a indústria automobilística adicionou sensor de oxigênio, além dos itens já adicionados na fase II; • Fase IV e V: que teve início em 2003, e complementada em 2009 tiveram uma abordagem relacionada à redução de emissões de material particulado, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos. (INEA, 2012); Atualmente os padrões de emissões no tubo de escapamento são determinadas pela Resolução 418/2009 de 25 de novembro de 2009 do CONAMA, e pela Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA, que define procedimento de inspeção veicular e 35 critérios para elaboração de planos de controle de poluição veicular e bem como determina limites de emissões e procedimentos para a avaliação do estado de manutenção do veículo. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) A resolução define os limites máximos de emissão de escapamento de COcorrigido e HCcorrigido, e de diluição e da velocidade angular do motor em marcha lenta que deve estar (600 a 1200 RPM). Para velocidade angular em regime acelerado de 2500 RPM deve ter tolerância de + 200 RPM. A Tabela 1 demonstra os limites de COcorrigido em marcha lenta e a 2500 RPM para veículos do ciclo Otto. Tabela 1 - Limites de COcorrigido Limites de COcorrigido (%) Gasolina Álcool Flex Gás Natural Todos até 1979 6,0 6,0 - 6,0 1980-1988 5,0 5,0 - 5,0 1989 4,0 4,0 - 4,0 1990-1991 3,5 3,5 - 3,5 1992-1996 3,0 3,0 - 3,0 1997-2002 1,0 1,0 - 1,0 2003 a 2005 0,5 0,5 0,5 1,0 2006 em diante 0,3 0,5 0,3 1,0 Ano de fabricação Fonte: Resolução 418/2009 do CONAMA. Já na Tabela 2, ocorre a demonstração dos limites máximos de emissão de HCcorrigido, em marcha lenta e a 2500 RPM para veículos do ciclo Otto. 36 Tabela 2 - Limites de HCcorrigido BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Limites de HCcorrigido (ppm de hexano) Gasolina Álcool Flex Gás Natural Até 1979 700 1100 - 700 1980-1988 700 1100 - 700 1989 700 1100 - 700 1990-1991 700 1100 - 700 1992-1996 700 700 - 700 1997-2002 700 700 - 700 2003 a 2005 200 250 200 500 2006 em diante 100 250 100 500 Ano de fabricação Fonte: Resolução 418/2009 do CONAMA. Conforme a resolução 418/2009 a definição de COcorrigido, HCcorrigido, e de diluição são descritos da seguinte maneira: COcorrigido: é o valor medido de monóxido de carbono e corrigido quanto a diluição dos gases é dado pela expressão (1). COcorrigido = Fdiluição × COmedido (1) HCcorrigido: é o valor medido de HC e corrigido quando a diluição dos gases amostrados conforme a expressão (2). HCcorrigido = Fdiluição × Hcmedido (2) Fator de diluição: é a percentagem volumétrica de diluição da amostra de gases de escapamento devida a entrada de ar no sistema. A expressão (3) utilizada para veículos movidos a gasolina e etanol e a expressão (4) para veículos movidos a GNV. Fdiluição =15/(CO+CO2) (3) Fdiluição =12/(CO+CO2) (4) 37 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 2.10 Fontes Alternativas de Combustíveis no Brasil Goldemberg e Lucon (2006) comentam que o consumo de energia é ambientalmente impactante, mas os padrões atuais de consumo podem ser melhorados, estimulando o uso mais eficiente de energia e transição de fontes de energia fósseis para renováveis. Segundo Motta, Rosenbach Júnior e Pinto (2010), no século passado os combustíveis fósseis, como o carvão, petróleo e o gás natural dominavam o cenário energético e devem continuar tendo um papel fundamental na matriz energética do país. Desde o século XIX, o emprego de combustíveis fósseis é responsável pelo lançamento de inúmeras toneladas de gás carbônico na atmosfera. A energia renovável pode ser subdividida, conforme a origem, em de biomassa, geotérmica, eólica (ventos), solar e hidrelétrica Os biocombustíveis são combustíveis renováveis derivados de matéria-prima biológica e inclui o bioetanol, ou simplesmente etanol, o biodiesel, o biogás (metano). Destes, o etanol é o biocombustível mais utilizado e cuja produção mais cresce no mundo. Conforme Goldemberg e Lucon (2006), a característica particular do Brasil é o desenvolvimento industrial e aplicação de energia de biomassa. O etanol fabricado a partir da cana de açúcar, o carvão vegetal oriundo de plantações de eucaliptos, utilização da biomassa em indústrias de papel celulose (cascas e resíduos de árvores serragem e entre outros), são exemplos de utilização de fontes de energia renováveis. Motta, Rosenbach Júnior e Pinto (2010) comentam que a biomassa é composta principalmente elementos como carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, estando o enxofre em menores proporções. São fontes de biomassa os restos de madeira, colheita, plantas, alimentos, animais e algas, sendo que essa matéria pode ser transformada em combustíveis sólidos, líquidos ou gasosos. De acordo com estes mesmos autores, para produção do etanol a matéria-prima difere nos Estados Unidos, Europa e Brasil que utilizam milho, beterraba e cana de açúcar, respectivamente. O etanol brasileiro se destaca do etanol europeu e americano pela eficiência, pois cada unidade energética utilizada para a fabricação pode gerar oito unidades de energia, já o etanol 38 americano e o europeu de cada unidade energia energética utilizada gera duas unidades de energia. Outro fator importante em relação ao etanol brasileiro é pelo aproveitamento BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) energético dos subprodutos, como a utilização do bagaço da cana de açúcar para geração de energia elétrica e a eliminação de uso de fertilizantes em relação às outras monoculturas dando ao etanol brasileiro maior competitividade no mundo. (MOTTA; ROSENBACH JÚNIOR; PINTO, 2010). Knothe et al. (2006) afirmam que os óleos vegetais e gorduras animais foram investigados como combustível para motores do ciclo Diesel muito tempo antes da crise energética dos anos 70 e nos primeiros anos da década de 80 ampliou-se o interesse nestes combustíveis alternativos. Farias (2010) complementa dizendo que Rudolph Diesel criou os motores chamados ciclo Diesel, utilizando em seus experimentos, no ano de 1900, um pequeno motor movido a óleo de amendoim. No Brasil o conde Francisco Matarazzo foi um dos pioneiros nas pesquisas com biocombustíveis (combustíveis produzidos a partir de óleos vegetais), produzindo óleo com grãos de café nos anos 1960. O óleo retirado do café era lavado com álcool de cana-de-açúcar para remover todas as suas impurezas. Essa reação liberava a glicerina e tinha como produto um éster etílico, hoje conhecido como biodiesel (LUCENA, 2008). Corrêa, Farret e Cunha (2001) comentam que por motivos econômicos, ambientais e de segurança o investimento em novas fontes de energia vem se tornado cada vez mais importante. O biodiesel, por exemplo, se comparado com o óleo diesel, apresenta significativas vantagens na emissão de gases poluentes, observando-se redução de emissões de até 98% no caso do enxofre, 50% para material particulado, 30% para aromáticos e cerca de 78% da emissão de gases causadores do efeito estufa (ROSA et al., 2003). Já Laurindo (1999) destaca que, devido à semelhança das características com o diesel, a grande vantagem do biodiesel é com o que este se torna uma alternativa capaz de atender a maior parte de frota já existente no mercado, levando em conta que não serão necessários grandes investimentos e desenvolvimentos tecnológicos. Em relação à utilização de óleos residuais de fritura como matéria-prima para a fabricação de biodiesel, a grande vantagem envolvendo a questão ambiental, é a diminuição da contaminação de recursos hídricos e de solos pela destinação inadequada. Na questão tecnológica a maior vantagem é a dispensa do processo de extração do óleo, já no aspecto 39 econômico se caracteriza pelo custo, mais baixo por se tratar de um óleo já utilizado no BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) processo de frituras (CHRISTOFF, 2006). 2.11 Avanço tecnológico dos motores de ciclo Otto Segundo Altese (2008). O carburador foi o principal componente do sistema de alimentação, no qual era responsável por administrar a mistura ar-combustível nas proporções necessárias para o funcionamento do motor e, embora tenha sofrido muitas modernizações, não conseguiu reduzir a níveis toleráveis a emissão de poluentes de acordo com as exigências que surgiam. Criado em 1988, o sistema de injeção eletrônica analógica, que surgiu com o objetivo de substituir o carburador, dominou o mercado automotivo a partir de 1991. Seu funcionamento caracterizou-se pelo aumento da eficiência do motor, pois seu sistema eletrônico controla a dosagem certa da mistura (ar-combustível). Na década de 1990 a Bosch inovou com a criação da injeção digital monoponto, possuindo um funcionamento semelhante à injeção analógica, porém, com mais recursos. A injeção monoponto possui um único bico injetor de combustível para todos os cilindros, diferentemente de sua sucessora, a injeção digital multiponto, que possui um bico para cada cilindro do motor, o que permite um ganho de até 15% em torque e potência nesse sistema mais moderno, sendo que a maioria dos carros possui motor com injeção eletrônica multiponto. Outro fator relacionado ao avanço tecnológico foi à utilização do sistema catalítico conhecido como catalisador, utilizado inicialmente no Brasil entre os anos de 1992 e 1996, foi um fator determinante para a redução dos gases poluentes em veículos do ciclo Otto (ALTESE, 2008). BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 40 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Local de Estudo O presente estudo foi desenvolvido na empresa Inspesul LTDA, fundada em 12 de agosto de 1999 na cidade de Guaporé/RS. Em 06 de novembro de 2003 empresa foi transferida para o município de Lajeado, onde passou a oferecer seus serviços na Avenida Benjamin Constant, nº 3023, bairro Montanha. A Inspesul desenvolve suas atividades no interior do estado e possui três filiais situadas nas cidades de Erechim, Bento Gonçalves e Garibaldi, todas no estado do Rio Grande do Sul. Hoje a Inspesul de Lajeado conta com um quadro de funcionários de 8 pessoas, dentre elas, engenheiros, técnicos e secretários. A Inspesul é uma Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito e é também um organismo de inspeção acreditado pelo INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial, possuindo habilitação técnica para realizar inspeções de segurança veicular. A Inspesul é uma empresa que atende o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que por sua vez, requer que todo veículo cuja característica original for alterada, seja inspecionado por um Organismo de Inspeção Credenciado pelo INMETRO e apresente Certificado de Segurança Veicular emitido por algum desses Organismos. A empresa realiza inspeções de veículos com sistema de GNV, inspeções de veículos sinistrados, inspeções de veículos modificados, tais como, troca de carroceria, instalação de eixos, troca de lotação, troca de motor, modificações visuais, troca de combustível, suspensão, adaptação de deficiente físico, adaptação de auto-escola, entre outros. Esta inspeção deve ser realizada para que a frota de veículos do nosso país possa transitar com a adequada segurança, de acordo com as normas e resoluções vigentes. 41 3.2 Veículos Utilizados Para o desenvolvimento do presente trabalho, foram realizadas medições das emissões BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) de gases nos veículos do ciclo Otto que compareceram na empresa no segundo semestre de 2012 e no primeiro semestre de 2013. Portanto, os veículos que compõem a amostra deste estudo são aqueles que realizaram algum tipo de inspeção no período considerado. Este é o caso dos veículos que necessitam de algum tipo de regularização perante o DETRAN do Rio Grande do Sul a fim de atender às normas e legislações vigentes como, por exemplo, veículos com sistema de GNV, inspeções de veículos sinistrados, inspeções de veículos modificados, tais como, troca de carroceria, troca de lotação, troca de motor, modificações visuais, troca de combustível, suspensão, adaptação para deficiente físico, adaptação de auto-escola, entre outros. 3.3 Equipamentos Utilizados O conjunto de equipamentos utilizado para realização deste trabalho é composto por um programa computacional (IGOR 2.1, versão 5.3), um analisador de gases (TM132), um tacômetro universal (TM525/2), um controlador serial (TM616), uma sonda de tubo de escapamento e um sensor de temperatura de óleo do motor. Todos os equipamentos utilizados foram fabricados pela Tecnomotor Eletrônica do Brasil S.A., apresentam certificado de garantia e certificado de calibração e encontram-se em conformidade com as normas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). 3.3.1 Programa Computacional de Inspeção Veicular (IGOR 2.1) O programa IGOR 2.1 (FIGURA 4), é software que serve para efetuar os registros das emissões de gases em veículos do ciclo Otto e motores do ciclo Diesel conforme a legislação em vigor desde 2009 e a Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010. O Software também efetua o registro de ruídos conforme, a Norma Brasileira - NBR 9714 de janeiro de 2000, enquanto a medição de emissões de gases segue a legislação em vigor desde 2009, tanto para motores do ciclo Otto como para motores do ciclo Diesel (TECNOMOTOR, 2010). 42 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 4 - Software (IGOR 2.1) Fonte: Tecnomotor (2010). 3.3.2 Analisador de gases (TM132) O analisador de gases (TM132) demonstrado na Figura 5, é um analisador que utiliza um sistema de leitura infravermelho, trabalhando conectado ao computador é responsável pela leitura das principais concentrações de gases presentes nas emissões de escapamento em veículos automotores como CO, CO2, O2, HC e NOx. Variáveis como diluição, COcorrigido (COc), HCcorrigido (HCc) e eficiência catalítica são calculadas através das informações dos gases principais, de motores do ciclo Otto. O sistema também registra informações como a temperatura do óleo e rotação do motor (TECNOMOTOR, 2010). Vale ressaltar que este analisador de gases possui um certificado de calibração válido e renovado a cada 6 meses, pelo laboratório da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul ( PUCRS), localizada na cidade de Porto Alegre, atendendo as normas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). 43 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 5 - Analisador de gases (TM132) Fonte: Tecnomotor (2010). 3.3.3 Tacômetro universal (TM525/2) O tacômetro universal (TM525/2) ilustrado na Figura 6 é utilizado para fazer leituras de rotação (RPM) em veículos do ciclo Otto e ciclo Diesel através do sensor de vibração conectado diretamente na carcaça do motor ou através da bateria (TECNOMOTOR, 2007). Figura 6 - Tacômetro universal (TM525/2) Fonte: Tecnomotor (2007). 44 3.3.4 Controlador Serial (TM616) É um hardware que permite a comunicação com equipamentos utilizados na inspeção BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) veicular como o analisador de gases, opacímetro (equipamento para medir níveis de opacidade em veículos do ciclo Diesel), tacômetro (medidor de RPM), medidor de ruído (fonômetro) e também fornece medidas de temperatura ambiente e pressão atmosférica. Este equipamento também pode ser visualizado na Figura 7 (TECNOMOTOR, 2010). Figura 7 - Controlador Serial (TM616) Fonte: Tecnomotor (2010). 3.4 Metodologia inicial para a realização dos ensaios de emissões Os procedimentos iniciais adotados para a realização do ensaio de emissões de gases atendem a Instrução nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA, também descritos no manual de procedimentos da empresa, conforme descrição a seguir: Primeira etapa: Nessa etapa ocorre a inspeção visual do veículo, observando-se anormalidades, como por exemplo, funcionamento irregular do motor, temperatura elevada e o funcionamento inadequado do sistema de arrefecimento do motor e, por fim, estado geral do escapamento. Este último não pode apresentar anormalidades como avarias ou estado avançado de deterioração, entradas de ar falso ou vazamentos que prejudiquem a sua eficiência original. Segunda etapa: Na segunda etapa ocorre o cadastramento do veículo com registro de dados como placa do veículo, marca/modelo, ano de fabricação, quilometragem e tipo de 45 combustível. Os veículos movidos a GNV devem ser ensaiados primeiramente com este combustível e após como combustível líquido que o veículo estiver utilizando. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Terceira etapa: Com o uso do tacômetro universal (TM525/2) e através do sensor de vibração conectado diretamente na carcaça do motor ou aos pólos positivo e negativo da bateria faz-se a leitura da rotação em marcha lenta (RPM). Esta deve estar dentro a uma faixa de variação máxima de 200 RPM, informada no decorrer do processo de cadastramento. Segundo a Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA, qualquer irregularidade na rotação (rotação de marcha lenta não estabilizada) basta para a reprovação do veículo. 3.4.1 Metodologia para a execução das emissões de gases Como já mencionado anteriormente, os veículos utilizados para execução das emissões de gases são veículos do ciclo Otto que utilizam como fonte de combustível a gasolina, etanol e GNV. Os critérios de aprovação ou reprovação dos veículos sãos estabelecidos e definidos pela resolução 418/2009 do CONAMA, que define os limites máximos de COcorrigido, HCcorrigido e de diluição. A sequência (FIGURA 8) descreve os passos para a execução das emissões de gases: • Posicionamento a sonda no escapamento do veículo, introduzindo pelo menos 300 mm. Para assegurar o correto posicionamento da sonda, o analisador de gases deve interromper a medição se o valor medido de CO2 for inferior a 3%. • Previamente à medição dos gases de escapamento, é realizada a descontaminação do óleo do cárter mediante a aceleração em velocidade angular constante, de 2500 ± 200 RPM, sem carga e sem uso do afogador, quando existente, durante um período mínimo de 30 segundos. • Após a descontaminação de 30 segundos, o equipamento analisador de gases inicia automaticamente a medição dos níveis de concentração de CO, HC e CO2 a 2500 RPM ± 200 RPM, sem carga, e envia os resultados ao computador de gerenciamento da inspeção que os registra e calcula o fator de diluição dos gases de escapamento do veículo. 46 • Se o fator de diluição resultante é superior a 2,5 o posicionamento da sonda de amostragem é verificado e o ensaio reiniciado. Caso persista o valor elevado para a BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) diluição, o veículo é reprovado. • Se os valores medidos atendem aos limites estabelecidos, o motor é desacelerado e novas medições são realizadas sob o regime de marcha lenta. Em caso de atendimento aos limites de emissão nos dois regimes de funcionamento e o veículo tiver sido aprovado na inspeção visual e na verificação da rotação de marcha lenta, este é APROVADO. Havendo reprovação na inspeção visual e/ou na verificação da rotação de marcha lenta, o ensaio é encerrado, e o veículo é REPROVADO. • Se o veículo é aprovado na inspeção visual e na verificação da rotação de marcha lenta, mas se os valores de CO e/ou HC medidos em regime de 2500 ± 200 RPM, após a descontaminação de 30 segundos, não atendem aos limites estabelecidos e a emissão de HC é inferior a 2000 ppm (partes por milhão), o motor deve ser mantido nesta faixa de rotação por um período total de até 180 segundos. • Durante esse tempo o equipamento deve efetuar medições sucessivas dos níveis de concentração de CO, HC e diluição dos gases de escapamento. Tão logo o equipamento obtenha resultado que possibilite a aprovação do veículo durante o limite de 180 segundos, o motor deve ser desacelerado e novas medições devem ser realizadas sob o regime de marcha lenta. Figura 8 - Ilustração gráfica da seqüência de medições de gases Fonte: IBAMA (2012 página 11) 47 As Figuras (9, 10 e 11) demonstram a posição do veículo para a execução e os instrumentos utilizados para a realização das emissões de poluentes nos veículos do ciclo BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Otto. Figura 9 - Posição do veículo para análise de gases Fonte: Autor. A Figura 10 demonstra a posição da sonda de tubo de escapamento para a realização das emissões de gases, que esta ligada ao analisador de gases TM 132. Figura 10 - Posição da sonda de escapamento Sonda de tubo de escapamento Fonte: Autor. 48 A Figura 11 demonstra a utilização e posição do tacômetro para a leitura de rotação em marcha lenta e aceleração. Neste caso a rotação é captada pelos pólos positivo e negativo BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) da bateria e transmitida para o programa IGOR 2.1. Figura 11 - Posição do Tacômetro Tacômetro Fonte: Autor. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 49 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES Para uma melhor visualização dos resultados das análises de gases no tubo de escamento, utilizaram-se tabelas e gráficos demonstrando os limites e os valores obtidos no ensaio de emissões de poluentes no tubo do escapamento dos veículos do ciclo Otto. A divisão dos veículos foi feita através da Resolução 418/2009 de 25 de novembro de 2009 do CONAMA, e pela Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA. 4.1 Resultados Preliminares Os resultados medidos estão apresentados nos apêndices, enquanto o número de aprovações e reprovações é apresentado na forma gráfica. Os padrões para hidrocarbonetos (em ppm de Hexano) e monóxido de carbono (em %) corrigidos, estabelecidos pela Resolução 418/2009 (25/11/2009) do CONAMA e a Instrução Normativa nº 6 (08/06/2010) do IBAMA, variam em função do ano de fabricação dos veículos. Cabe salientar que no cabeçalho dos apêndices constam dados dos veículos (marca/modelo, ano de fabricação, quilometragem e combustível) e dos padrões respectivos. Destaca-se sempre em vermelho nos apêndices os valores que excederam aos limitem legais. Cabe lembrar que o número de analises não faz referência à quantidade de veículos inspecionados, mas sim o total de testes realizados no tubo de escapamento, pois os veículos que possuem sistema de GNV são realizados duas analises por veículo. Foram realizadas 12 análises com veículos de ano de fabricação até 1979, sendo que ao final nenhum veículo atendeu ao mesmo tempo os limites estabelecidos de HCc de 700 ppm de Hexano e COc de 6,0%. Os resultados podem ser conferidos no Apêndice A e Figura 12. 50 A Figura12, reforça que o principal fator de reprovação dos veículos fabricados até 1979 foi o excesso de COc, comparando com HCc, já que 3 amostras teriam atendido os BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) parâmetros mínimos de HCc de 700 ppm de Hexano e nenhuma atendeu os limites mínimos de 6,0% COc. Figura 12 - Índice de aprovação e reprovação (veículos até 1979) Fonte: Autor. O Apêndice B ilustra os resultados encontrados para veículos fabricados en entre 1980 e 1988. Foram realizadas 22 análises sendo que 7 delas estariam em conformidade e atenderiam os parâmetros estabelecidos e outras 15 não estariam em conformidade com a resolução. Em relação ao HCc e COc ambos tiveram a mesma quantidade de aprov aprovados e reprovados em um total de 11 amostras, já em relação a quantidade de análises que atenderiam todos os parâmetros apenas 7 das 22 analises estariam em conformidade, conforme evidencia a Figura 13. 51 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 13 - Índice de aprovação e reprovação (veículos até 1980 - 1988) Fonte: Autor. Para os veículos fabricados em 1989, foram feitas 8 análises sendo que apenas 2 destas estiveram de acordo com a resolução enquanto e outras 6 violaram os limites legais (APÊNDICE C). Percebe-se se que 3 das 8 amostras ultrapassaram os padrões para hidrocarbonetos e outras 6 violaram o limite para COc. Assim apenas 2 amostras atenderam os limites de HCc e COc, o que pode ser visualizado na Figura 14. 14 52 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 14 - Índice de aprovação e reprovação (veículos - 1989) Fonte: Autor. Para o ano de 1990 e 1991 foram realizadas 12 análises, das quais apenas 4 em conformidade com a previsão legal. O Apêndice D ilustra os resultados sempre destacando os valores que ultrapassaram os limites estabelecidos em lei. A Figura igura 15 demonstra que 4 análises atenderam aos parâmetros estabelecidos de HCc e COc enquanto 8 delas estão em desacordo com estes limites. Em relação ao índice de reprovação HCc e COc, ambos tiveram 6 amostras aprovadas e reprovadas e um total de 4 amostras atenderam os parâmetros permitidos por legislação. 53 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 15 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1990 - 1991) Fonte: Autor. Para os anos de 1992 a 1996, foram realizadas 95 análises, sendo que 56 destas atenderam os parâmetros legais (HCc 700 ppm de Hexano e 3,0% COc) enquanto outras 39 excederam estes limites conforme ap apresentado no Apêndice E. Já a Figura igura 16 demonstra que 56 análises atenderam os parâmetros estabelecidos de HCc e COc e 39 delas não estão em conformidade. Em relação ao índice de reprovação, o COc teve maior número de reprovações com 31 analises enquanto o HCc teve 19 amostras reprovadas. 54 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 16 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1992 - 1996) Fonte: Autor. O Apêndice F informa os resultados das medições do tubo de escapamento. Para os veículos fabricados em 1997 a 2002, foram realizadas 134 análises das quais quais apenas 88 atenderam aos parâmetros de HCc e de .COc. A Figura 17 demonstra os resultados de aprovações e reprovações. Em relação ao índice de reprovação, o COc teve maior número de reprovações com 37 analises enquanto o HCc teve 18 amostras reprovadas. 55 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 17 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 1997 - 2002) Fonte: Autor. Para os veículos fabricados entre 2003 e 2005, os limites de HCc o e COc variam de acordo com combustível, líquido ou GNV, sendo estes valores bem como os resultados também apresentados no Apêndice G . Foram feitas 100 análises, sendo 65 destas aprovadas, atendendo todos os parâmetros, e as 35 restantes reprovadas não atendendo os limites legais. A Figura igura 18 sumariza as aprovações e reprovações obtidas por parâmetro e total. 56 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 18 - Índice de aprovação e reprovação (veículos 2003 - 2005) Fonte: Autor. Para os veículos fabricados a partir de 2006 foram feitas 158 análises, sendo 126 destas aprovadas, atendendo todos os parâmetros, e as demais reprovadas (32). O Apêndice H apresenta os valores das análises realizadas. A Figura 19 sintetiza os resultados das aprovações e reprovações obtidas. 57 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 19 - Índice de aprovação e reprovação (veículos a partir de 2006 em diante) Fonte: Autor. 4.2 Resultados Finais Foram realizadas 541 análises lises em veículos do ciclo Otto, movidos a gasolina, álcool ou GNV. Destas análises, 348 (64,3%) ( estavam em conformidade com a Resolução CONAMA 418/2009 e Instrução Normativa 06/2010 do IBAMA, sendo aprovadas enquanto as demais (193 – 35,7%) não atenderam aos limites legais. Vários motivos os podem estar relacionados aos resultados encontrados.. Um fator importante é a intensidade de uso, expressa pela quilometragem, já que é um fator determinante da vida útil do motor e está associada ao desgaste dos os componentes internos do motor.. Outro elemento que pode explicar o aumento de emissões e, por conseguinte, de reprovações é a manutenção inadequada dos veículos veículos. Os motivos pelos quais 92 das análises an ultrapassaram os limites de HCc podem estar relacionadas a mistura de oxigênio e combustível, comb assim elevando os limites de HCc. Já os altos índices de COc que contabilizaram 161 analises reprovadas podem estar relacionadas à 58 queima incompleta de combustível, causada pela deficiência de oxigênio. O desgaste do motor, a queima do óleo lubrificante icante e a falta de manutenção contribuem para o aumento da concentração tanto de HCc como dde COc. A Figura 20 demonstra o resultado das análises an BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) realizadas. Figura 20 - Resultado das análises Fonte: Autor. Pela Figura 21, percebe-se claramente a síntese da evolução dos resultados obtidos em função dos anos de fabricação. 59 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Figura 21 - Comparativo de análises por ano de fabricação Fonte: Autor. Percebe-se que os maiores números de análises reprovadas correspondem a veículos fabricados entre 1979 e 1991. Veículos fabricados a partir de 1992 apresentaram um percentual maior de aprovações. Isto talvez se explique porque os veículos fabricados entre 1979 e 1991 não necessitavam da realização de teste de emissões regulares no tubo de escapamento. Em contrapartida, os demais veículos por apresentarem, em sua grande maioria, o sistema de GNV são submetidos a verificações anuais das emissões de escapamento. Por esta razão, estes proprietários têm um maior cuidado com relação à manutenção e cuidados preventivos do veículo. Conforme a evolução tecnológica dos motores do ciclo Otto e equipamentos destinados à redução de emissões de poluentes pode-se observar o desvio padrão das concentrações aprovadas e reprovadas, para isso foram agrupados veículos até 1992, de 1993 até 1996 e de 1997. 60 O critério de agrupamento foi ao fator tecnológico, sendo que até 1992, a sua grande maioria possuía motores carburados, já de 1993 a 1996, além de utilização do sistema de injeção de analógica, foi desenvolvido um sistema catalítico denominado de catalisador e em BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 1997 em diante o sistema de injeção passou ser conhecido como monoponto melhorando assim a sua eficiência. A tabela ilustra os valores do desvio padrão para as concentrações de HCc e COc, e pode-se observar que conforme a evolução tecnológica os desvios se encontram em menor proporção Tabela 3 – Desvio Padrão Ano de Fabricação HCc Aprovado HCc Reprovado COc Aprovado COc Reprovado Desvio Padrão Desvio Padrão Desvio Padrão Desvio Padrão Até 1992 669,07 693,77 3,67 3,75 1993-1996 458,67 477,50 1,55 2,66 1997 em diante 255,73 258,78 2,62 2,65 Fonte: Autor BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 61 5 CONCLUSÃO Com base na metodologia adotada, nos índices obtidos, conclui-se que: Nos ensaios de análise de emissão de gases, 348 (64,4%) análises foram aprovadas e estão em conformidade com a Resolução 418/2009 de 25 de novembro de 2009 do CONAMA, e pela Instrução Normativa nº 6, de 8 de junho de 2010 do IBAMA. O maior fator de reprovação foi alto nível COc encontrado nas amostras nas emissões de gases no tubo de escapamento em veículos automotores que utilizam combustível líquido e gasoso (gasolina, etanol e GNV - Gás Natural Veicular). É importante ressaltar que os resultados obtidos são limitados e restritos a uma pequena da frota de veículos da cidade de Lajeado que utilizam motores de ciclo Otto. Um estudo mais apurado requer um maior tempo de estudo e um maior número de veículos. Os veículos reprovados apresentavam condições distintas de quilometragem e ano de fabricação, não se podendo atribuir o fato a um atributo comum entre eles. Dessa forma, supõe-se que a causa das reprovações esteja mais relacionada à falta de manutenção e cuidados necessários para um melhor funcionamento do motor. Isto indica que, dentro das limitações geográficas do estudo, os veículos, em especial os mais antigos, precisariam de uma manutenção corretiva e preventiva regular para atender aos padrões legais. É provável que o fator econômico também influi nos resultados, pois os proprietários de veículos mais antigos, em sua maioria, não fazem as manutenções adequadas por falta de recursos. Já aqueles que possuem veículos novos e semiusados têm mais condições de realizar manutenções mais regulares com benefícios de segurança veicular e proteção. Assim, é provável que para reduzir o impacto de 62 veículos mais antigos sobre o ambiente seria necessário desenvolver programas que subsidiassem o sucateamento ou a manutenção destes carros. Os resultados obtidos indicam que os veículos com maior número de aprovação BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) possuíam o sistema de GNV, e são submetidos à inspeção veicular anual, com isso pode- se afirmar que a inspeção veicular contribui para a redução dos níveis de poluentes em veículos automotores e contribuirá com uma maior qualidade do ar na cidade de Lajeado. BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 63 6 REFERÊNCIAS ABREU, Y. V. de; OLIVEIRA, M. A. G. de; GUERRA, S. M. G. Energia, ecomonia, rotas tecnológicas. Textos selecionados. Eumed. Net. 330p., Málaga, Espanha, 2010. ALTESE. Carburador, injeção e injeção direta: evolução e diferenças. 2008. Disponível em: <http://www.altese.com.br>. Acesso jul 2013. AMBIENTE E ECOLOGIA. Atmosfera Terrestre. Disponível em: http://ambienteeecologia.blogspot.com.br/2011/06/atmosfera-terrestre.html. Acesso em 15 nov. 2012. BAIRD, C. Química Ambiental: 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. BOLIGIAN, L. Geografia: espaço e vivencia: volume único. São Paulo: Atual, 2004. BREVIGLIERO, E. POSSEBON, J., SPINELLI, R., Higiene Ocupacional: Agentes Biológicos, Químicos e Físicos. São Paulo: Senac, 2006. BRITO, H. P. de. Análise das emissões atmosféricas geradas por veículos automotores em Natal-RN. 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Lenta Aceleração 518 110 1110 804 300 876 1991 1500 1255 1190 339 1200 343 2010 930 361 130 863 1670 2200 931 1870 160 1350 7,73 9,36 8,63 6,93 6,37 6,55 10,89 8,70 9,04 11,66 7,55 7,61 8,09 8,96 7,99 2,66 0,14 8,63 8,40 8,81 6,31 10,66 0,24 9,16 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 69 APÊNDICE B Veículos fabricados até 1980 – 1988 Marca - Modelo FIAT/UNO CS FORD/CORCEL II GL FORD/DEL REY GM/CHEVROLET C10 GM/CHEVROLET C10 GM/MONZA CLASSIC GM/MONZA CLASSIC GM/OPALA COMODORO SL/E GM/OPALA COMODORO SL/E GM/OPALA DIPLOMATA GM/OPALA DIPLOMATA SE GM/OPALA DIPLOMATA SE GM/OPALA SL Ano de Fabricação Até 1980 -1988 1987 1984 1983 1980 1980 1986 1986 1988 1988 1986 1988 1988 1988 Km 227256 203808 283763 52993 52993 16390 16390 390230 390230 47426 4071 4071 49005 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 3000 2600 590 900 1,43 1631 340 1200 600 1064 1300 728 1730 944 160 103 134 66 628 160 55 57 109 95 361 274 COc 5,0% M. Lenta 8,72 9,40 2,21 2,22 8,21 10,11 7,89 0,14 0,09 4,10 0,15 3,06 8,75 Aceleração 1,23 11,52 1,53 0,20 1,99 12,67 12,42 1,24 0,08 0,50 0,33 1,22 10,25 70 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo VW/FUSCA 1600 VW/FUSCA 1600 VW/FUSCA 1600 VW/GOL CL VW/GOL GL VW/KOMBI VW/PASSAT SE VW/SAVEIRO CL W/VFUSCA 1300 Ano de Fabricação Até 1980 -1988 1985 1986 1986 1987 1987 1980 1986 1988 1980 Km Gasolina 162217 86018 86018 64543 18424 30002 100031 153871 62864 X GNV X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 488 2308 2337 1806 500 2440 258 243 471 538 258 178 397 226 632 253 1500 2050 COc 5,0% M. Lenta 10,79 1,89 4,02 3,06 8,03 0,66 3,60 6,47 10,23 Aceleração 12,72 0,20 3,00 2,19 3,70 1,29 2,70 7,80 11,23 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 71 APÊNDICE C Veículos fabricados em 1989 Marca - Modelo FIAT/FIORINO FIAT/UNO CS GM/CHEVROLET C20 GM/CHEVROLET C20 GM/KADETT SL GM/KADETT SL VW/GOL CL VW/GOL CL Ano de Fabricação 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 Km 128500 158239 63118 63118 15956 15956 91922 121338 Gasolina GNV X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 531 406 394 158 311 543 1950 1780 165 117 143 85 430 819 200 931 COc 4,0% M. Lenta 1,17 10,02 5,80 3,99 4,93 0,18 3,44 10,11 Aceleração 3,68 3,35 7,10 7,61 3,60 0,33 5,20 10,51 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 72 APÊNDICE D Veículos fabricados em 1990 – 1991 Marca - Modelo FORD/DEL REY BELINA L FORD/DEL REY BELINA L GM/BONANZA CUSTOM GM/MONZA SL/E GM/MONZA SL/E 2.0 GM/MONZA SL/E 2.0 VW/GOL CL VW/GOL CL VW/PARATI CL VW/SAVEIRO CL VW/SAVEIRO CL VW/SAVEIRO CL Ano de Fabricação 1990 - 1991 1991 1991 1990 1990 1991 1991 1990 1991 1991 1991 1991 1991 Km 209908 209908 39063 67073 59958 59958 78908 96143 27604 10028 14436 9996 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 89 82 1030 1026 148 89 2030 1990 260 1940 250 59 406 1113 470 321 1049 1081 562 83 930 1650 183 137 COc 3,5% M. Lenta 4,41 6,96 0,58 7,77 0,19 0,16 1,27 7,59 10,06 0,18 7,56 1,00 Aceleração 2,08 1,34 0,62 9.98 2,32 0,13 0,33 0,36 12,0 0,10 9,53 3,18 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 73 APÊNDICE E Veículos fabricados em 1992 – 1996 Marca - Modelo FIAT/FIORINO IE FIAT/FIORINO IE FIAT/PALIO ELX FIAT/TEMPRA OURO 16V FIAT/TEMPRA OURO 16V FIAT/TIPO 1.6 IE FIAT/UNO ELETRONIC FIAT/UNO ELETRONIC FIAT/UNO ELETRONIC FIAT/UNO ELETRONIC FIAT/UNO MILLE FORD/ESCORT 1.6 GL FORD/ESCORT 1.6 GL Ano de Fabricação 1992 - 1996 Km 1996 1996 1996 1994 1994 1994 1993 1993 1993 1993 1992 1995 1995 231445 231445 192482 170440 170440 132031 231572 231572 168452 168452 121890 38398 38398 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 339 320 323 132 483 142 236 94 200 75 88 234 589 1000 1440 1200 585 322 610 169 261 179 73 77 78 1900 COc 3,0% M. Lenta Aceleração 6,62 1,70 0,42 0,23 0,14 0,02 10,04 5,37 0,26 0,48 3,28 0,08 5,00 10,23 0,18 0,58 0,06 0,20 0,02 9,84 1,38 0,24 0,34 0,61 0,55 1,90 74 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo FORD/ESCORT 1.6 GL FORD/ESCORT 1.6 GL FORD/FIESTA FORD/PAMPA 1.8 GL FORD/PAMPA 1.8 GL FORD/PAMPA 1.8 L FORD/PAMPA 1.8 L FORD/PAMPA L FORD/VERSAILHES 2.0 I GUIA FORD/VERSAILHES 2.0 I GUIA GM/ KADETT SL/EFI GM/BLAZER DLX GM/BLAZER DLX GM/CORSA WIND GM/KADETT GL GM/KADETT GL GM/KADETT GL GM/KADETT GL GM/KADETT GSI MPFI GM/KADETT IPANEMA SL EFI GM/KADETT IPANEMA SL EFI GM/KADETT IPANEMA SL EFI GM/KADETT SL/EFI GM/KADETT SL/EFI GM/KADETT SL/EFI GM/MONZA GL Ano de Fabricação 1992 - 1996 Km Gasolina 1995 1995 1996 1993 1993 1993 1993 1994 1996 1996 1993 1996 1996 1996 1993 1993 1996 1996 1994 1992 1992 1992 1992 1992 1992 1993 38398 38398 44333 293371 293371 153752 153752 155597 199739 199739 67749 292258 292258 85026 62139 62139 42886 42886 16371 36086 36086 33273 89233 82038 82038 28039 X GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 73 77 78 1900 467 387 230 172 223 113 218 160 282 75 123 170 161 99 153 124 186 296 104 213 144 1050 168 83 350 123 379 94 156 105 275 110 75 81 180 68 60 1313 86 45 430 118 427 817 160 861 1876 2080 COc 3,0% M. Lenta 0,08 5,00 4,07 6,71 0,29 7,73 0,14 1,77 0,59 0,64 2,89 0,55 0,55 0,48 0,95 0,13 4,49 0,55 0,69 5,00 3,57 0,92 4,19 2,32 6,31 7,13 Aceleração 0,55 1,19 5,31 7,85 0,18 6,74 0,16 1,61 0,56 0,19 1,85 0,53 0,30 0,51 4,94 0,10 3,27 0,98 0,95 3,67 0,07 0,47 2,26 0,64 0,61 11,65 75 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo GM/OMEGA CD GM/OMEGA CD GM/OMEGA CD GM/OMEGA GLS GM/OMEGA GLS GM/OMEGA GLS GM/OMEGA GLS GM/S10 GM/S10 GM/S10 GM/S10 GM/S10 GM/S10 GM/S10 2.2 S GM/S10 2.2 S GM/S10 DELUXE GM/S10 DELUXE GM/S10 DELUXE GM/S10 DELUXE 2.2 S GM/S10 DELUXE 2.2 S GM/VECTRA CD GM/VECTRA CD GM/VECTRA GLS GM/VECTRA GLS I/TOYOTA COROLLA LE IMP/FORD RANGER XL Ano de Fabricação 1992 - 1996 1993 1996 1996 1993 1993 1994 1994 1995 1995 1995 1995 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1996 1994 1994 1996 1996 Km 194972 173164 173164 169333 169333 22028 22028 58.069 58.069 58069 58069 220003 220003 227472 227472 251060 251060 275131 234048 234048 273755 273755 138103 138103 191692 123285 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 128 100 381 1022 2200 1900 717 1537 486 290 156 168 381 288 245 139 249 97 245 139 249 97 2000 940 1790 1221 510 679 318 313 249 139 92 1127 170 87 51 335 588 630 273 396 160 170 61 97 107 192 113 118 85 275 COc 3,0% M. Lenta 0,55 0,35 0,32 8,93 0,41 3,65 0,10 0,80 0,00 0,80 0,00 7,73 1,45 3,98 0,23 0,20 4,05 3,63 0,07 0,35 0,22 0,20 0,64 1,27 0,12 0,01 Aceleração 0,61 0,30 1,91 9,88 0,13 4,74 0,07 0,60 0,00 0,60 0,00 0,68 0,16 5,21 0,73 0,24 0,50 2,58 0,53 0,09 0,46 0,31 0,69 0,04 0,68 0,08 76 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo IMP/FORD RANGER XL IMP/HYUNDAY ACCENT GLSR IMP/HYUNDAY ACCENT GLSR IMP/TOYOTA COROLLA W6 VW/GOL 1000 VW/GOL 1000 VW/GOL 1000 VW/GOL 1000 I VW/GOL 1000 I VW/GOL CL VW/GOL CLI 1.8 VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI FURGÃO VW/KOMBI FURGÃO VW/KOMBI FURGÃO VW/KOMBI FURGÃO VW/PARATI GL 1.8 VW/QUANTUM GL VW/QUANTUM GL 2000 I VW/QUANTUM GL 2000 I VW/SANTANA CL 1800 I VW/SANTANA GL 1800 I VW/SANTANA GL 1800 I VW/SANTANA GLS 2000 I VW/SANTANA GLS 2000 I Ano de Fabricação 1992 - 1996 1996 1995 1995 1994 1993 1995 1996 1995 1995 1993 1995 1996 1996 1994 1994 1996 1996 1994 1992 1996 1996 1996 1996 1996 1993 1993 Km 123285 204496 204496 172819 17275 67242 76930 209673 2045 45366 36923 28938 28938 16248 16248 27577 27577 86951 217970 34505 34505 273994 112600 112600 171787 171787 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 266 62 97 100 122 110 150 154 485 293 672 242 140 125 203 190 174 161 258 61 166 59 194 127 165 126 154 52 199 99 647 200 140 1350 205 186 259 139 130 47 216 57 170 145 261 50 138 66 207 140 228 106 COc 3,0% M. Lenta 0,00 0,61 1,85 0,62 12,23 8,18 2,39 1,01 0,25 0,20 0,57 3,00 1,38 0,71 0,19 2,29 0,30 2,51 5,87 1,54 0,90 0,54 6,71 0,42 1,12 0,10 Aceleração 0,00 0,76 2,46 0,49 6,01 1,27 3,00 0,96 0,82 0,23 0,62 0,31 0,26 0,17 2,08 0,66 0,12 3,27 6,19 0,90 0,65 1,00 0,61 0,10 0,70 0,12 77 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo VW/SAVEIRO CL VW/SAVEIRO CL VW/VOYAGE SL VW/VOYAGE SL Ano de Fabricação 1992 - 1996 1991 1992 1995 1995 Km 9.996 72300 40697 40697 Gasolina GNV X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 183 137 304 208 135 202 175 2390 COc 3,0% M. Lenta 1,00 5,84 1,77 0,81 Aceleração 3,18 5,43 7,57 3,43 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 78 APÊNDICE F Veículos fabricados em 1997 – 2002 Marca - Modelo AUDI/A3 1.6 FIAT/MAREA ELX FIAT/MAREA ELX FIAT/MAREA WEEK HLX FIAT/PALIO EL FIAT/PALIO ELX FIAT/PALIO ELX FIAT/PALIO WEEKEND STILE FIAT/PALIO WEEKEND STILE FIAT/STRADA WORKING FIAT/STRADA WORKING FIAT/TEMPRA 16V Ano de Fabricação 1997 - 2002 2001 1999 1999 1998 1998 2002 1999 2000 2000 2000 2000 1998 Km 116260 214824 214824 191249 166153 57352 130214 117186 117186 198682 198682 12200 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 330 256 200 212 144 100 74 73 155 131 2100 2250 176 190 83 135 112 128 116 131 250 110 226 109 COc 1,0% M. Lenta 0,66 0,95 0,12 0,59 0,74 9,11 0,40 0,44 0,13 0,74 0,36 0,11 Aceleração 0,68 0,70 0,60 0,66 0,78 9,00 0,23 0,65 0,06 5,90 0,23 0,13 79 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo FIAT/TEMPRA 16V FORD/FIESTA FORD/FIESTA GL GM/ASTRA 500 GM/ASTRA 500 GM/ASTRA GL GM/ASTRA GL GM/ASTRA GL GM/ASTRA GL GM/ASTRA GLS GM/ASTRA SONNY GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER GM/BLAZER DLX 4.3 4X4 GM/BLAZER DLX 4.3 4X4 GM/CELTA GM/CELTA 3 PORTAS SUPER GM/CORSA GL GM/CORSA GL GM/CORSA GLS GM/CORSA GLS Ano de Fabricação 1997 - 2002 1998 2002 2000 2000 2000 2000 2002 1999 1999 1999 2002 1998 1998 2001 2001 2002 1998 1998 1998 1998 2001 2002 1998 1998 1999 1999 Km 12200 86134 227825 235040 235040 83206 58509 171533 171533 162111 98587 116054 116054 188880 188880 115006 108331 108331 225280 225280 110061 107584 81773 81773 163019 163019 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 215 760 71 38 127 73 140 77 146 110 408 74 38 21 282 244 177 97 126 68 24 23 287 969 170 1080 30 29 134 75 296 95 73 64 323 64 482 1130 1240 1080 72 144 134 86 230 215 395 113 40 49 159 73 COc 1,0% M. Lenta 4,21 0,03 0,73 0,06 0,54 0,25 0,05 4,41 0,06 1,11 0,01 0,82 0,04 0,05 0,86 0,77 0,20 2,41 0,93 0,19 0,00 0,28 9,17 0,16 0,37 0,03 Aceleração 3,78 0,00 0,58 0,12 0,02 0,15 0,01 4,53 0,01 0,56 0,03 0,76 0,00 0,35 0,70 0,90 0,35 0,48 1,56 6,80 0,00 0,25 8,54 0,12 0,29 0,52 80 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo GM/CORSA SUPER GM/CORSA SUPER GM/CORSA SUPER GM/CORSA WIND GM/CORSA WIND GM/CORSA WIND GM/MERIVA GM/MERIVA GM/S10 GM/S10 2.2 D GM/S10 2.2 D GM/S10 2.2 S GM/S10 2.2 S GM/S10 2.2 S GM/S10 2.2S GM/S10 2.2S GM/S10 2.4 D GM/S10 2.4 D GM/S10 2.4 D GM/S10 2.4 S GM/S10 2.4 S GM/S10 2.4 S GM/S10 2.4 S GM/S10 DE LUXE 4.3 D GM/S10 DE LUXE 4.3 D GM/VECTRA CD Ano de Fabricação 1997 - 2002 1998 1998 1998 1997 2000 1997 2002 2002 1997 1997 1997 1998 1999 1999 1997 1997 2001 2001 2001 2001 2001 2000 2000 1997 1997 1997 Km 158567 69593 60593 106303 100169 103633 117602 117602 120131 111428 111428 176957 149868 149868 270543 270543 118932 118932 139658 196988 196988 92236 92236 172978 172978 193507 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 297 149 150 173 150 173 268 116 100 169 391 251 116 122 1990 1580 155 96 608 318 585 1028 78 195 74 73 138 110 47 119 407 322 358 56 148 86 388 1060 217 71 601 318 45 49 195 1320 127 217 336 1295 86 105 COc 1,0% M. Lenta 1,68 1,22 1,22 2,64 0,76 3,61 0,00 2,74 0,64 3,35 5,90 0,63 0,48 2,58 0,39 0,19 0,26 0,09 0,16 0,61 0,50 0,00 0,15 0,54 0,30 2,42 Aceleração 1,49 0,82 0,82 0,70 0,69 4,48 0,56 0,96 0,59 2,85 6,10 0,85 0,71 0,18 0,67 0,14 0,24 0,18 0,11 0,83 0,10 0,00 0,05 0,50 0,11 1,19 81 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo GM/VECTRA CD GM/VECTRA CD GM/VECTRA CD GM/VECTRA EXPRESSION GM/VECTRA GL GM/VECTRA GL GM/VECTRA GL GM/VECTRA GL GM/VECTRA GL GM/VECTRA GL GM/VECTRA GLS GM/VECTRA GLS GM/VECTRA GLS GM/VECTRA GLS GM/VECTRA GLS I/PEUGEOT 206 SOLEIL I/PEUGEOT 206 SOLEIL IMP/ VW POLO CLASS 1.8 M1 IMP/FORD ESCORT GL 16VF IMP/FORD ESCORT GL 16VF IMP/FORD ESCORT GLX 16VH IMP/FORD ESCORT GLX 16VH IMP/FORD RANGER XL IMP/FORD RANGER XL IMP/GM OMEGA CD IMP/GM OMEGA CD Ano de Fabricação 1997 - 2002 1997 2002 2002 2002 1997 1997 1998 1998 1998 1998 1997 1998 1998 1997 1997 2000 2000 1997 1998 1998 1999 1999 1997 1997 1998 1998 Km 193507 64381 64381 98007 180143 180143 148462 148462 267727 267727 165920 100049 100049 131775 131775 97667 97667 250813 49031 49031 90208 90208 208069 208069 145145 145145 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 133 90 112 110 69 48 14 14 351 160 1928 2300 111 62 213 68 114 35 329 47 138 130 30 240 88 82 115 156 343 94 87 89 530 407 118 124 110 127 308 177 81 79 331 91 167 57 295 56 133 1630 451 161 COc 1,0% M. Lenta 2,82 2,26 0,37 0,00 9,57 1,36 1,15 0,02 0,59 0,20 0,86 0,26 0,39 2,83 0,11 0,29 0,29 0,93 0,24 0,27 0,46 0,18 0,71 0,02 0,98 0,02 Aceleração 0,18 3,86 0,07 0,00 2,79 0,22 0,52 0,02 0,58 0,09 1,32 0,38 0,17 0,82 0,11 0,22 0,18 0,82 0,27 0,08 0,52 0,08 0,43 0,05 0,67 0,01 82 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo IMP/JEEP GCHEROKKE LARED IMP/JEEP GCHEROKKE LARED IMP/JEEP GCHEROKKE LARED IMP/JEEP GCHEROKKE LARED IMP/MMC PAJERO GLS IMP/MMC PAJERO SPORT GLS IMP/MMC PAJERO SPORT GLS IMP/MONDEO CLX FD IMP/MONDEO CLX FD IMP/VW GOLF GLX 2.0 MI IMP/VW POLO CLASSIC 1.8 MI IMP/VW POLO CLASSIC 1.8 MI IMP/VW POLO CLASSIC 1.8 MI PEUGEOT/206 SOLEIL RENAULT/SCENIC RT 2.0 RENAULT/SCENIC RT 2.0 TEMPRA SX TEMPRA SX TOYOTA/COROLLA XEI TOYOTA/COROLLA XEI TOYOTA/COROLLA XEI TOYOTA/COROLLA XEI TOYOTA/COROLLA XLI VW/GOL 16V VW/GOL 16V VW/GOL 16V Ano de Fabricação 1997 - 2002 1998 1998 1998 1998 2000 2000 2000 1997 1997 1998 2000 1998 1998 2002 1999 1999 1997 1997 2001 2001 2000 2000 2002 1999 1999 1999 Km 193836 193836 193836 193836 108977 149808 149808 231767 231767 140758 219529 116464 116464 93221 86108 86108 176193 176193 180758 180758 113856 220478 167198 149347 149347 148020 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 86 56 489 135 86 56 489 135 54 46 194 187 180 18 193 930 180 52 111 87 521 219 77 80 84 750 315 119 76 148 100 531 142 77 331 131 104 97 287 139 133 144 110 112 165 95 91 108 183 1330 100 85 COc 1,0% M. Lenta 1,20 0,18 1,20 0,18 0,03 0,12 0,03 0,58 0,81 0,56 0,50 0,13 0,02 0,71 5,36 0,02 5,06 0,27 0,09 2,29 0,52 0,16 0,44 0,36 0,48 0,09 Aceleração 0,70 0,10 0,70 0,10 0,07 0,98 0,07 1,09 0,07 0,58 0,56 0,78 0,38 0,66 3,11 0,33 2,94 0,10 0,25 0,07 0,82 0,11 0,55 0,42 0,84 0,25 83 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo VW/GOL 16V VW/GOL CL 1.6 MI VW/GOL MI VW/GOLF VW/GOLF VW/GOLF 2.0 VW/GOLF 2.0 VW/GOLF 2.0 VW/GOLF GTI VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI VW/POLO 1.6 VW/SAVEIRO CL 1.6 MI VW/SAVEIRO CLI 1.8 VW/SAVERIO 1.8 VW/VAN Ano de Fabricação 1997 - 2002 1999 1997 1998 2001 2000 1999 1999 2000 2001 1998 2001 2001 2002 1999 1997 2001 1999 Km 148020 106462 95447 99875 90482 217837 217837 133055 174426 68826 174947 174947 140316 108861 112677 66214 109120 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc - 700 ppm de Hexano M. Lenta Aceleração 180 190 124 171 385 210 34 32 300 360 359 121 127 180 133 120 324 152 554 1200 231 480 330 780 99 27 131 95 390 700 67 102 301 96 COc 1,0% M. Lenta 0,07 0,56 1,51 0,04 0,55 0,83 0,12 0,70 0,46 0,29 0,26 0,24 0,30 1,60 6,11 0,04 0,02 Aceleração 0,08 5,47 0,25 0,01 0,68 0,84 0,20 0,49 0,58 0,89 0,33 3,41 0,01 0,49 3,21 0,02 0,19 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 84 APÊNDICE G Veículos fabricados em 2003 – 2005 Marca - Modelo Ano de Fabricação 2003 - 2005 AUDI/A3 1.8 T AUDI/A3 1.8 T FIAT/DOBLO ADVENTURE FIAT/DOBLO ADVENTURE FIAT/DOBLO CARGO FIAT/DOBLO CARGO FIAT/FIORINO IE FIAT/FIORINO IE FIAT/PALIO FIRE FIAT/PALIO FIRE FIAT/PALIO FIRE FIAT/PALIO WK ADVENTURE FIAT/PALIO WK ADVENTURE 2005 2003 2003 2003 2003 2003 2005 2005 2005 2005 2003 2003 2003 Km 133133 77936 70331 70331 117039 117039 122640 122640 79829 79829 120239 134838 134838 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X Flex HCc ppm de Hexano Comb. Líq. - 200 GNV - 500 M. Lenta Aceleração 114 120 128 76 23 19 96 58 130 57 196 153 245 68 131 87 33 53 222 134 176 447 41 78 297 61 COc % Comb. Líq. - 0,5 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,75 0,44 0,00 0,26 0,40 0,28 0,11 0,01 0,09 0,00 1,67 6,05 0,17 0,61 0,48 0,36 0,01 1,96 0,44 0,02 0,01 0,36 0,14 11,29 1,21 0,06 85 FIAT/SIENA EX FIAT/SIENA EX FIAT/SIENA FIRE FIAT/SIENA FIRE FIAT/STILO 16V FIAT/STILO 16V FIAT/STRADA FIRE FIAT/UNO MILLE FIRE FORD/COURIER 1.6L FORD/COURIER 1.6L FORD/COURIER 1.6L FORD/COURIER 1.6L FORD/COURIER 1.6L FORD/COURIER 1.6L FORD/ECOSPORT XLT 1.6L FORD/ECOSPORT XLT 1.6L FORD/ESCOSPORT 4WD 2.0L FORD/ESCOSPORT 4WD 2.0L GM/ASTRA SEDAN GM/ASTRA SEDAN GM/BLAZER DLX GM/BLAZER DLX GM/CELTA 2P LIFE GM/CELTA 2P LIFE GM/CELTA 3 PORTAS 2003 2003 2004 2004 2004 2005 2003 2004 2003 2003 2005 2005 2003 2003 2003 2003 2004 2004 2003 2003 2003 2003 2004 2004 2003 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2003 - 2005 Km 75783 75783 103862 103862 14537 80153 89874 52219 120852 120852 49120 49120 245354 245354 129587 129587 81107 81107 103423 103423 132666 132666 211369 211369 79201 Gasolina GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Flex HCc ppm de Hexano Comb. Líq. - 200 GNV - 500 M. Lenta Aceleração 88 74 137 763 114 138 150 172 262 114 73 79 309 233 133 123 62 100 93 55 254 122 315 59 97 60 106 72 180 187 100 98 545 507 547 918 23 19 24 45 68 47 99 56 694 180 164 61 146 141 COc % Comb. Líq. - 0,5 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,46 3,80 3,55 4,80 0,42 1,48 0,90 1,84 0,47 0,65 0,04 0,10 5,58 3,80 0,49 1,21 0,02 0,37 0,01 0,00 1,54 4,55 4,55 0,08 1,96 0,61 0,05 0,14 6,37 5,54 0,07 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,23 3,74 0,36 0,08 0,12 1,16 86 GM/CELTA 3 PORTAS GM/CELTA 4P SUPER GM/CELTA 5 PORTAS GM/CLASSIC LIFE GM/CORSA CLASSIC GM/CORSA CLASSIC GM/CORSA CLASSIC GM/CORSA CLASSIC GM/CORSA CLASSIC GM/CORSA HATCH JOY GM/CORSA SEDAN JOY GM/MERIVA JOY GM/MERIVA JOY GM/MERIVA JOY GM/MERIVA JOY GM/MONTANA SPORT GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/VECTRA SEDAN CD GM/VECTRA SEDAN CD GM/ZAFIRA ELEGANCE GM/ZAFIRA ELITE GM/ZAFIRA ELITE HONDA/CIVIC LX HONDA/FIT LXL 2003 2004 2003 2004 2003 2003 2004 2003 2003 2005 2004 2005 2005 2004 2004 2004 2005 2005 2003 2003 2004 2004 2004 2004 2003 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2003 - 2005 Km 79201 63368 9905 113646 145989 145989 39164 180600 180600 37796 130275 80084 80084 78659 78659 153001 107938 107938 115774 115774 89168 134225 134225 95995 100286 Gasolina GNV Flex X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. - 200 GNV - 500 M. Lenta Aceleração 198 173 52 68 244 133 44 85 152 105 160 98 86 83 178 147 199 180 25 25 154 123 168 301 231 173 131 76 14 100 130 52 99 62 89 75 95 77 250 87 90 44 44 28 115 97 20 25 69 72 COc % Comb. Líq. - 0,5 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,40 0,06 0,13 0,14 0,30 0,26 0,15 0,03 0,12 0,08 0,00 0,00 0,16 0,36 0,03 0,08 0,00 0,06 0,00 0,00 0,52 0,69 0,69 0,93 2,17 1,83 0,70 0,70 0,02 0,23 0,04 0,40 0,82 0,98 0,48 0,75 0,28 0,60 0,02 0,00 0,03 2,20 0,00 0,00 3,33 1,80 0,01 0,01 0,11 0,16 87 Km I/FORD FOCUS 1.6L FC I/FORD FOCUS 1.6L FC I/PEUGEOT 307 RALLYE 2.0I IMP/GM OMEGA CD RENAULT/SCENIC PRI 16 16V TOYOTA COROLLA XEI 18VVT TOYOTA/COROLLA SEG 18VVT TOYOTA/COROLLA XEI 18VVT TOYOTA/COROLLA XEI 18VVT TOYOTA/FIELDER VW/CROSS FOX VW/CROSS FOX VW/FOX 1.0 VW/FOX 1.0 VW/FOX 1.0 VW/GOL 1.0 VW/GOL 1.6 POWER VW/GOL POWER 1.6 VW/GOL POWER 1.6 VW/GOL SPECIAL VW/GOL SPECIAL VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI ESCOLAR VW/KOMBI FURGÃO 2004 2004 2003 2003 2004 2003 2003 2004 2004 2005 2005 2005 2005 2003 2004 2004 2004 2005 2005 2003 2003 2005 2005 2004 2003 129710 129710 145105 110613 80551 148870 67735 13088 13088 187111 133081 133081 104856 103186 106620 78760 69805 218394 218394 120774 120774 95751 95751 174792 255420 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2003 - 2005 Gasolina GNV Flex X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. - 200 GNV - 500 M. Lenta Aceleração 23 22 92 79 44 36 35 30 170 146 146 126 37 35 38 51 104 100 23 22 80 90 161 96 30 50 119 166 118 61 157 268 62 45 66 100 83 199 40 24 64 231 102 342 112 209 188 248 133 148 COc % Comb. Líq. - 0,5 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,00 0,01 0,02 0,13 0,00 0,00 0,02 0,08 3,45 2,93 0,10 0,47 0,00 0,00 0,04 0,01 0,02 0,00 0,05 0,06 0,00 0,18 0,27 0,02 0,00 0,12 0,04 0,39 0,48 0,24 0,46 0,76 0,04 0,01 0,02 0,12 0,01 0,03 0,00 0,00 0,00 0,00 1,27 0,51 0,57 0,59 0,74 0,72 0,19 0,28 88 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo VW/KOMBI FURGÃO VW/KOMBI LOTAÇÃO VW/PARATI TRACKFIELD VW/PARATI TRACKFIELD VW/PARATI TRACKFIELD VW/POLO 1.6 VW/POLO 1.6 VW/SAVEIRO 1.6 VW/SAVEIRO 1.6 VW/SAVEIRO 1.6 SUPER SURF VW/SAVEIRO 1.6 SUPER SURF VW/SAVEIRO 1.6 SUPER SURF Ano de Fabricação 2003 - 2005 2003 2005 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2005 2005 2003 Km 255420 297667 113438 113438 89267 112905 112905 154355 154355 131345 131345 100031 Gasolina GNV Flex X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. - 200 GNV - 500 M. Lenta Aceleração 196 250 148 94 44 60 161 141 52 94 99 90 70 64 133 121 130 640 96 105 123 81 137 140 COc % Comb. Líq. - 0,5 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,08 0,09 0,68 0,94 0,00 0,19 0,19 4,23 0,40 0,64 0,03 0,22 0,10 0,08 2,87 1,20 0,01 0,16 0,61 0,83 0,00 0,06 0,49 0,48 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 89 APÊNDICE H Veículos fabricados a partir de 2006 em diante Marca - Modelo Ano de Fabricação 2006 em diante Km Flex FIAT/ SIENA TETRAFUEL 1.4 FIAT/ SIENA TETRAFUEL 1.4 FIAT/DOBLO ADV. 1.8 FLEX FIAT/DOBLO ADV. 1.8 FLEX FIAT/DOBLO CARGO 1.4 FIAT/DOBLO CARGO 1.4 FIAT/DOBLO CARGO FLEX FIAT/DOBLO CARGO FLEX FIAT/DOBLO ELX 1.8 FLEX FIAT/FIAT SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/FIAT SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/FIORINO FLEX FIAT/FIORINO FLEX 2012 2012 2006 2006 2011 2011 2012 2012 2008 2009 2009 2010 2010 12340 12340 246198 246198 45416 45416 32 32 46563 36701 36701 142343 142343 X GNV X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 38 33 32 29 68 46 95 75 12 8 82 29 12 13 28 28 273 187 37 33 67 76 93 86 146 180 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,01 0,06 0,01 0,01 0,55 0,52 0,54 0,99 0,02 0,04 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6,37 5,34 0,00 0,00 0,01 0,00 0,19 0,73 0,29 0,13 90 Km Flex FIAT/IDEA ELX FLEX FIAT/PALIO ATTRACTIVE 1.0 4P FIAT/PALIO FIRE ECONOMY FIAT/PALIO FIRE ECONOMY FIAT/PALIO FIRE ECONOMY FIAT/PALIO FIRE FLEX FIAT/PALIO FIRE FLEX FIAT/PALIO FIRE FLEX FIAT/PALIO WK ADVENT DUAL FIAT/PUNTO ESSEN 1.6 DL DF FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA 1.4 TETRAFUEL FIAT/SIENA EL FLEX FIAT/SIENA EL FLEX FIAT/SIENA FIRE FLEX 2006 2012 2009 2009 2009 2008 2008 2006 2009 2012 2007 2007 2006 2006 2008 2008 2009 2009 2008 2008 2011 2011 2009 2009 2006 95327 310 96767 248334 46829 104101 104101 78227 37242 38 202803 202803 86437 86437 129215 129215 81230 81230 75732 75732 44967 44967 91108 91108 335185 X X X X X X BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2006 em diante GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 46 42 17 16 34 22 24 23 26 21 38 29 94 152 78 69 22 19 39 38 53 48 166 125 132 216 1116 1080 26 18 68 71 15 11 169 691 41 31 32 31 54 30 46 27 53 70 67 64 426 955 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,01 0,19 0,00 0,00 0,03 0,02 0,00 0,01 0,00 0,00 0,06 0,07 0,02 0,03 0,03 0,01 0,01 0,08 0,02 0,01 0,02 0,74 0,02 0,64 0,16 0,52 0,34 0,42 0,03 0,16 0,00 0,71 0,03 0,17 4,41 1,96 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,12 0,22 0,01 0,00 6,36 10,12 91 Km Flex FIAT/SIENA FIRE FLEX FIAT/SIENA FIRE FLEX FIAT/STILO SPORTING FLEX FIAT/STILO SPORTING FLEX FIAT/STRADA TREK FLEX FIAT/UNO MILLE WAY FIAT/UNO MILLE WAY FIAT/UNO MILLE WAY ECON FIAT/UNO MILLE WAY ECON FIAT/UNO MILLE WAY ECON FIAT/UNO MILLE WAY ECON FIAT/UNO MILLE WAY ECON FIAT/UNO MILLE WAY ECON FORD/COURIER 1.6L FLEX FORD/COURIER 1.6L FLEX FORD/ECOSPORT XLS 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLS 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLS 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLT 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLT 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLT 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLT 1.6 FLEX FORD/ECOSPORT XLT 1.6 FLEX FORD/FIESTA SEDAN 1.6 FLEX FORD/FIESTA SEDAN 1.6 FLEX 2006 2006 2008 2008 2009 2009 2009 2011 2011 2011 2011 2011 2011 2008 2008 2006 2006 2006 2008 2008 2007 2007 2007 2008 2008 128301 128301 63804 63804 88880 160670 160670 30056 30056 34624 34624 38306 38306 103636 103636 104759 57638 96171 78550 78550 58493 58493 58522 91144 91144 X BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2006 em diante GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 245 366 35 136 98 75 61 84 74 70 235 129 331 60 75 58 76 26 55 120 58 123 79 32 74 133 117 39 96 91 50 36 53 260 67 90 56 83 81 64 933 82 53 65 94 70 126 80 33 65 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,78 0,12 0,15 2,89 0,01 0,11 0,06 0,08 0,00 0,07 0,27 0,24 0,07 0,51 0,12 0,00 0,00 0,10 0,08 0,03 0,05 0,01 0,10 0,00 0,09 0,88 0,18 0,98 2,06 0,06 0,08 0,07 0,01 0,00 0,16 0,22 0,73 0,13 0,17 0,03 0,8 0,05 0,10 0,09 0,03 0,07 0,29 0,51 0,40 0,09 92 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo FORD/KA FLEX FORD/KA FLEX FORD/KA FLEX GM/ASTRA HB 4P ADVANTAGE GM/ASTRA HB 4P ADVANTAGE GM/CELTA GM/CELTA 1.0L LS GM/CELTA 2P LIFE GM/CELTA 2P LIFE GM/CELTA 2P SPIRIT GM/CELTA 2P SUPER GM/CELTA 4P SPIRIT GM/CELTA 4P SUPER GM/CLASSIC LS GM/CLASSIC LS GM/CLASSIC LS GM/CLASSIC LS GM/CORSA SEDAN MAXX GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CORSA SEDAN PREMIUM GM/CRUZE LT Ano de Fabricação 2006 em diante Km Flex 2011 2010 2010 2009 2007 2009 2012 2008 2006 2009 2008 2009 2006 2011 2011 2011 2011 2006 2010 2010 2009 2009 2007 2008 2011 3090 44189 44189 118898 68271 38209 5101 56121 43316 100367 83274 25815 96930 80024 80024 76925 76925 45992 48531 48531 55643 55643 60107 80445 11359 X X GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 23 19 52 54 143 93 37 35 86 63 97 70 12 14 72 55 70 72 23 32 68 69 94 64 94 86 144 159 215 129 46 43 154 100 99 96 26 27 71 73 34 29 87 82 77 42 85 180 55 54 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,00 0,00 0,10 0,28 0,01 0,02 0,68 0,78 0,06 0,16 0,04 0,13 0,00 0,00 0,06 0,06 0,02 0,00 0,01 0,04 0,16 0,15 0,07 0,01 0,04 0,17 0,75 0,85 0,14 4,16 0,00 0,00 0,01 0,00 0,24 0,43 0,01 0,01 0,00 0,01 0,24 0,07 0,06 0,01 0,16 0,8 0,00 0,00 0,00 0,00 93 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo GM/CRUZE LT NB GM/MERIVA MAX GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA CONQUEST GM/MONTANA LS GM/MONTANA LS GM/MONTANA LS GM/MONTANA SPORT GM/MONTANA SPORT GM/PRISMA MAXX GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE D GM/S10 ADVANTAGE S GM/S10 ADVANTAGE S GM/SPIN 1.8I AT. LT Ano de Fabricação 2006 em diante 2012 2007 2009 2009 2008 2006 2009 2007 2012 2012 2012 2008 2010 2008 2007 2007 2009 2009 2007 2007 2008 2008 2009 2009 2012 Km Flex 180 72362 116347 116347 89146 83310 71984 66249 74 74 4144 100220 29808 29289 71180 71180 36550 36550 173907 173907 99453 99453 60092 60092 22 X X X GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 17 11 80 68 92 149 136 98 33 27 90 80 96 93 61 39 44 45 47 47 82 50 81 60 48 33 26 15 83 104 148 100 17 14 68 69 184 120 103 95 49 37 48 56 17 15 51 23 15 13 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,00 0,00 0,4 0,52 0,66 0,47 0,07 0,96 0,03 0,1 0,16 0,24 0,16 0,01 0,02 0,01 0,02 0,01 0,04 0,04 0,08 0,01 0,03 0,01 0,05 0,01 0,19 0,03 0,79 0,65 0,10 0,19 0,00 0,00 0,36 1,30 0,50 0,68 0,04 0,37 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,12 0,08 0,07 94 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo GM/VECTRA SEDAN ELEITE GM/ZAFIRA CONFORT GM/ZAFIRA EXPRESSION GM/ZAFIRA EXPRESSION HONDA/CITY EX FLEX I/RENAULT KAGOO EXPRESS 1.6 PEUGEOT 207 HB XR PEUGEOT 207 HB XRS PEUGEOT PASSION XS PEUGEOT/HOGGAR XLINE PEUGEOT/HOGGAR XLINE RENAULT/SANDERO EXP 1016V TOYOTA COROLLA XEI 1.8 FLEX TOYOTA FIELDER SEG 18 FLEX VW/FOX 1.6 GII VW/GOL 1.0 ECOMOTION GIV VW/GOL 1.0 GIV VW/GOL 1.6 POWER VW/GOL 1.6 POWER VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI VW/KOMBI Ano de Fabricação 2006 em diante Km Flex 2010 2012 2012 2011 2012 2012 2010 2009 2011 60893 48261 8441 8441 7628 57 13 23131 40166 27923 X X X 2011 2011 2007 2008 2012 2011 2008 2007 2007 2007 2007 2010 2010 2011 2006 27923 25187 62251 115905 17 22253 30406 157495 157495 131154 131154 29268 29268 32158 126073 2011 GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 9 9 36 114 16 17 23 23 72 41 8 9 7 8 27 24 50 35 48 24 51 38 144 205 26 45 86 73 64 282 61 17 66 15 347 47 27 97 99 22 42 68 50 88 191 80 33 25 13 200 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,00 0,00 0,28 0,37 0,09 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,04 0,01 0,20 0,14 0,00 0,01 0,00 0,01 0,05 0,29 0,00 0,00 0,06 0,03 0,78 0,00 0,20 0,20 0,00 0,00 4,40 0,00 0,00 0,19 0,21 0,00 0,01 0,03 0,10 0,40 0,00 0,36 0,00 0,00 0,00 2,34 95 Km VW/KOMBI VW/KOMBI ESCOLAR VW/KOMBI ESCOLAR VW/KOMBI ESCOLAR VW/KOMBI ESCOLAR VW/NOVO GOL 1.0 CITY VW/NOVO GOL 1.0 CITY VW/NOVO VOYAGE 1.6 CITY VW/PARATI 1.8 CONFORT L VW/PARATI 1.8 CONFORT L VW/POLO 1.6 VW/POLO 1.6 VW/POLO 1.6 VW/SAVEIRO 1.6 VW/SAVEIRO 1.6 CONFORT L VW/SAVEIRO 1.6 SURF VW/SPACEFOX TREND GII VW/SPACEFOX TREND GII VW/VOYAGE 1.6 CONFORT L VW/VOYAGE 1.6 CONFORT L 2006 2012 2012 2006 2010 2012 2012 2012 2006 2006 2006 2007 2007 209 2011 2008 2012 2012 2010 2010 126073 22975 10465 86304 33358 36 156 35 106775 106775 61882 139564 139564 50134 76189 4402 597 36 74965 74965 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) Marca - Modelo Ano de Fabricação 2006 em diante Flex GNV X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X HCc ppm de Hexano Comb. Líq. -100 GNV -500 M. Lenta Aceleração 400 15 11 42 22 17 16 35 79 90 56 37 78 73 56 12 21 27 17 40 820 16 12 43 16 14 18 33 53 57 33 30 59 66 53 21 22 26 13 32 COc % Comb. Líq.- 0,3 GNV – 1,0 M. Lenta Aceleração 0,22 5,05 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,23 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,08 0,10 0,03 2,60 0,01 0,00 0,16 0,16 0,03 1,86 0,08 0,10 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,23 0,07 BDU – Biblioteca Digital da UNIVATES (http://www.univates.br/bdu) 96