LIVRO 1 | FÍSICA 3 Resoluções das Atividades Sumário Módulo 1 – Fundamentos da óptica geométrica e espelhos planos......................................................................................................................................................... 1 Módulo 2 – Espelhos esféricos................................................................................................................................................................................................................... 4 Módulo 3 – Introdução ao estudo da refração da luz e reflexão total ...................................................................................................................................................... 6 Módulo 1 Fundamentos da óptica geométrica e espelhos planos Atividades para Sala Pré-Vestibular | 1 LIVRO 1 | FÍSICA 3 03 A O jarro preto, quando iluminado pela luz vermelha, continua preto (o preto absorve todas as cores e não reflete nenhuma). As flores brancas, quando iluminadas pela luz vermelha, ficam vermelhas (o branco reflete todas as cores). 04 D O problema pode ser esquematizado de acordo com as figuras a seguir. Note que a altura do prédio H e o comprimento da câmara escura p’ não se alteram de uma situação para outra. Orifício h H p’ p H h’ p’ p + 100 Por semelhança de triângulos, para a situação inicial, temos: h H = ⇒ H ⋅ p’ = h ⋅ p p’ p Analogamente, para a segunda situação, temos: h’ H = ⇒ H ⋅ p’ = h’ ⋅ (p + 100 ) p’ p + 100 Por igualdade das expressões, temos: h · p = h’ · (p + 100) 5 cm · p = 4 cm · (p + 100) 5p = 4p + 400 p = 400 m Atividades Propostas 01 C Se os raios penetram no vidro fosco, ocorre refração. Se os raios deixam de ser paralelos, eles se espalham (difundem). 02 A O eclipse total do Sol é visualizado quando o observador se encontra em uma região de sombra da Lua. Logo, a luz proveniente da fonte (o Sol) não atravessa o obstáculo opaco (a Lua) e não atinge o anteparo (a Terra) para o qual o Sol estará eclipsado. 2 | Pré-Vestibular 05 C Ano-luz é definido como sendo a distância percorrida pela luz, no vácuo, em um ano, com velocidade v = 3 ∙ 108 m/s. 06 A A luz branca que recebemos do Sol é formada por ondas eletromagnéticas de diversas frequências. Essas ondas transportam energia que, quando absorvida, aumenta a temperatura do corpo que a absorveu. Quando alguém está sob o Sol, sente seu calor na pele, calor emitido das frequências da luz que sua pele absorveu. 07 E Quando a janela está fechada, uma parte da radiação solar é refletida e a outra é absorvida, sendo esta transferida LIVRO 1 | FÍSICA 3 para a sala. Ao se abrir a janela, não teremos mais radiação refletida, pois toda a radiação irá para o interior da sala. 08 D 09 B A cor de um objeto é a cor (frequência) da luz que ele mais reflete. As demais são radiações absorvidas. 10 E • Olhando de longe, o filamento da lâmpada parece um ponto. Apenas quando olha-se bem de perto percebemos seu comprimento. Em outras palavras, o filamento da lâmpada, dependendo da situação, pode funcionar como uma fonte pontual ou extensa. Conclusão: as alternativas B e C estão incorretas (por causa do “necessariamente”). • Os objetos que não produzem e emitem luz própria, apenas refletem a luz ambiente. Logo, todo objeto é luminoso ou iluminado (fonte de luz primária ou secundária). Portanto, a alternativa E está incorreta. • Cuidado com a alternativa A! Uma lâmpada não fica necessariamente acesa. Logo, não necessariamente é uma fonte primária de luz – a alternativa A está incorreta. Pelo contrário, quando a lâmpada está apagada, funciona como uma fonte secundária de luz. 12 C Se forem representadas as imagens A’ e B’, veremos que a única posição do observador na qual ele verá uma superposição delas será na posição 5. 1 Dado: h = 1,60 m. Na mesma figura do item anterior, os triângulos NQP’ e GPP’ são semelhantes: Y h h 1, 6 = ⇒ Y= = ⇒ Y = 0, 8 m. 2 2 d 2d 13 E A imagem fornecida por um espelho plano tem altura sempre igual à do objeto, independentemente da distância do objeto ao espelho, ou seja, a altura da imagem permanece sempre constante. 14 A Um espelho plano fornece uma única imagem, que é virtual, simétrica e de mesmo tamanho que o objeto. 15 C O ângulo de associação dos espelhos em questão vale 90º. Logo, o número de imagens formadas por cada objeto é dado por: 360 n= −1 α 360 − 1⇒ n = 3 n= 90 O lustre formará três imagens, de modo que a pessoa verá quatro lustres, enquanto as quatro lâmpadas formarão doze imagens, de forma que o observador verá 16 lâmpadas. 16 C E A 2 3 Espelho Plano A' B' B Referencial v v 4 5 11 E Observador parado Dado: y = 1 m. Analisemos a figura a seguir. C M Bailarina em movimento Imagem em movimento da bailarina em movimento Imagem parada do observador parado G y H H h N Y Q P d d P’ Os triângulos GCP’ e GMN são semelhantes: H y H = ⇒ = 1 ⇒ H = 2 m. 2d d 2 A figura ilustra o observador, a bailarina e suas respectivas imagens conjugadas pelo espelho plano (também representado). • O observador percebe que a imagem da bailarina, refletida no espelho, aproxima-se dele com velocidade V. Portanto, a alternativa A é incorreta. • A imagem do observador está parada (em relação ao referencial indicado na figura), e a bailarina aproxima-se dela com velocidade V. Cinematicamente, é o mesmo que a bailarina estar parada e a imagem do observador mover-se, aproximando-se dela com velocidade Pré-Vestibular | 3 LIVRO 1 | FÍSICA 3 V – lembra-se do conceito de velocidade relativa? Portanto, a alternativa B é incorreta. • Sendo a bailarina um objeto real – à frente do espelho –, sua imagem conjugada atrás do espelho é virtual. Portanto, a alternativa D é incorreta. • A bailarina e sua imagem movem-se ao encontro uma da outra, ambas com velocidade de módulo V. Cinematicamente, tudo se passa como se a bailarina permanecesse parada e sua imagem se aproximasse, com velocidade 2V. Mais uma vez, a velocidade relativa. 17 B O número de imagens formadas é 33, pois existem três objetos na frente dos espelhos. Logo, cada objeto fornece 11 imagens, de modo que: 360 −1 α 360 −1 11 = 90 360 = 12 ⇒ α = 30° α n= 18 C • 2 é imagem do objeto 1, conjugada pelo espelho A. 6 é imagem do objeto 1, conjugada pelo espelho B. 2 e 6, sendo imagens do objeto, são enantiomorfas. Nelas, vê-se OSSERGORP E MEDRO. • 3 é imagem, conjugada pelo espelho A, da imagem 6. 5, conjugada pelo espelho B, é imagem da imagem 2. Sendo imagens de imagens do objeto, 3 e 5, acabam sendo não enantiomorfas. Nelas, é possível ver ORDEM E PROGRESSO. • Em 4, há a superposição das imagens conjugadas por A e B de 3 e 5, respectivamente. Sendo, então, imagens das imagens das imagens do objeto (!), vê-se OSSERGORP E MEDRO (enantiomorfismo). Módulo 2 Espelhos esféricos Atividades para Sala 4 | Pré-Vestibular LIVRO 1 | FÍSICA 3 06 D A imagem fornecida a partir de um objeto real por um espelho convexo é sempre virtual, direita e reduzida, localizada entre o foco e o vértice do espelho. 07 D Observe as figuras apresentadas nas alternativas. O que há em comum entre elas? • Todas mostram um espelho côncavo. • Todas mostram raios incidentes (note as setinhas) aparentemente paralelos ao eixo principal do espelho. Nessas condições, como deve ser a reflexão desses meios de luz? Atividades Propostas 01 B Com o intuito de fazer com que os raios sejam refletidos paralelamente ao eixo principal do espelho esférico em questão, o filamento deve estar colocado sobre o foco do espelho. Aqui podemos ressaltar o Princípio da Reversibilidade da Luz. O mesmo caminho que percorreria incidindo paralelamente ao eixo principal do espelho e refletindo pelo foco deverá fazer se incidir passando pelo foco. 02 B Se for feita uma analogia com a reflexão dos raios de luz incidentes em um espelho côncavo, a fonte sonora deve ser postada sobre o foco da curva, pois raios que passam pelo foco refletem paralelamente ao eixo principal do espelho (concha). 03 D Seguindo o raciocínio desenvolvido acerca da reflexão de raios de luz em espelhos côncavos, se for desejado uma concentração destes, os raios devem incidir paralelamente, posto que a fonte se encontra muito distante e refletirão, todos, pelo foco do espelho. Raios de luz que incidem paralelos ao eixo principal de um espelho côncavo são refletidos convergindo para o ponto focal principal – real – desse espelho. 08 B Todo raio que incide paralelamente ao eixo principal reflete e passa pelo foco. No caso da reflexão das ondas de antena parabólica, temos um efeito análogo ao da luz, que incide paralelamente ao eixo do espelho esférico. 09 B Para que o intento seja alcançado, basta que esse ponto seja o foco do grande espelho côncavo, e este fica à metade do tamanho do raio. 10 E Um espelho de aumento é um espelho esférico côncavo com o objeto colocado entre o vértice do espelho e o respectivo foco, isto é, p < ƒ. Se temos como condição que pmáx. = 15 cm, então ƒ deve ser maior que 15 cm, e o respectivo raio de curvatura deve ser maior que 30 cm. Dos espelhos citados, o indicado é o da opção E. 11 C Dados: R = 1 m; p1 = 10 cm; A2 = 5. A distância focal desse espelho é: 04 D I. (V) A ausência de atmosfera na Lua favorece um melhor rendimento desses instrumentos. II. (V) Se os raios incidem paralelamente ao eixo do espelho, eles são refletidos passando pelo foco desde, onde a Terra deverá estar. III. (V) A afirmação aborda exatamente as conversões efetuadas. 05 E O espelho côncavo, para obter a maior concentração de radiação solar possível, deve ter 60 m de raio de curvatura, de modo que o navio fique em seu foco quando estiver a 30 m da praia. ƒ= R 1 = = 0, 5 m ⇒ ƒ = 50 cm 2 2 Para o objeto a 10 cm do espelho, o aumento (A1) pode ser calculado pela equação do aumento linear transversal: 50 50 ƒ = = ⇒ A1 = 1, 25 A1 = ƒ − p1 50 − 10 40 Para que a imagem fosse direita e ampliada cinco vezes, o aumento seria A2 = +5. Para tal, a distância do objeto ao espelho seria p2. Aplicando novamente a expressão do aumento: A2 = ƒ ƒ − p2 ⇒ 5= 50 = 50 − p2 = 10 ⇒ p2 = 40 cm. 50 − p2 Pré-Vestibular | 5 LIVRO 1 | FÍSICA 3 12 A I. (F) Toda imagem que se forma atrás do espelho é virtual. II. (F) Como a imagem é virtual e menor que o objeto, esse espelho é convexo. III.(V) Veja a figura a seguir. V Módulo 3 F C Introdução ao estudo da refração da luz e reflexão total Atividades para Sala 6 | Pré-Vestibular LIVRO 1 | FÍSICA 3 Atividades Propostas 07 C 01 A Observe que ocorrem duas refrações: na primeira a incidência é normal e, portanto, não há desvio do raio luminoso. Na segunda, o raio passa de um meio mais refringente para outro menos. Nesse caso, o raio deve afastar-se da normal. 08 E a)(F)A distância média de Júpiter ao Sol não muda, e este planeta não possui efeito estufa. Desse modo, a temperatura da superfície do planeta não é alterada. b)(F)O formato da camada gasosa não sofre alteração, pois continua esférico. c)(F)Como o campo gravitacional gerado na superfície de M um planeta de massa M e raio R é dado por g = G ⋅ 2 R o campo gravitacional não sofre alterações. d)(F)A natureza molecular da camada gasosa de Júpiter permanece a mesma. e)(V)A mudança na densidade das nuvens que compõem o planeta faz com que a sua refrigência se altere, mudando assim as características geométricas da luz refratada por elas. Desse modo, a imagem virtual formada pelas nuvens pode sofrer alterações visuais, fato ocorrido no fenômeno observado. Normal 02 C Partindo de C, um raio de luz refrata sem desvio para atingir D1 e refrata-se afastando-se da normal ao sair do tecido biológico para o ar – menos refringente – e atinge D2. 03 C Para A, a luz proveniente do satélite atravessa as camadas de ar, refratando-se sem desvio, devido ao ângulo zero de incidência. Para B, os raios de luz provenientes do satélite refratam, aproximando-se da normal, à medida que atinge as camadas inferiores, mais frias e mais refringentes. De acordo com o gráfico, podemos determinar que, para θr = 90º, teremos θi = 30º. Utilizando os conceitos de refração, tem-se: nplástico · sen θi = nar · sen θr ⇒ nplástico · sen30º = nar · sen90º 09 A 04 D ⇒ nplástico · 1 = 1 · 1 ⇒ nplástico = 2 2 A poluição torna as camadas inferiores mais refringentes (mais densas, no caso), provocando um desvio com ângulo cada vez menor com a normal (tendendo a zero). A curvatura das ondas eletromagnéticas devido a um obstáculo é chamada de difração, contudo, devido à ionosfera ser outro meio, e a onda eletromagnética passar de um meio mais refringente para um meio menos refringente, dependendo da incidência, ocorrerá uma reflexão total. 10 B Núcleo 05 B Para a óptica, a Lei de Refração (Lei de Snell) é: nar · sen i = nágua · sen r Ou ainda: c c nar · sen i = nágua · sen r ⇒ · sen i = · sen r ⇒ v ar v água 1 1 ⇒ · sen i = · sen r v v água Interface Capa ar Esse último resultado pode ser aplicado para o som e assim: 1.500 1 1 · sen10º = · sen r ⇒ 355 · sen10º = sen r ⇒ 355 1.500 ⇒ sen r = 4,23 · sen10º Como r é um ângulo agudo, r deverá ser maior que 10º. Dessa forma, o raio 2 traduz melhor o que ocorrerá. 06 D Lei de Snell: n1 · sen θi = n2 · sen θr 2 2,4 · sen30º = n2 · sen45º ⇒ 2,4 · 0,5 = n2 · ⇒ n2 ≅ 1,70 2 Como mostra a figura, a fibra tem um núcleo de sílica e uma interface de sílica misturada com outro material de menor índice de refração. O conjunto é protegido por uma capa plástica. Por causa da diferença de índice de refração entre o núcleo e a interface, um feixe de luz fica confinado no interior da fibra e viaja por ela como a água em um cano. O ângulo com que o feixe incide sobre a interface é sempre maior que o ângulo crítico, fazendo com que a luz se reflita totalmente e fique presa no interior do núcleo. 11 A Quanto mais larga for a piscina, maior será a área iluminada pela lâmpada, pois haverá maior abrangência da luz refratada. Pré-Vestibular | 7 LIVRO 1 | FÍSICA 3 12 C Ao entardecer, a luz do Sol que atinge os olhos do observador deve atravessar uma extensa região da atmosfera terrestre, e as cores de maior frequência (azul, anil e violeta) são mais difundidas, porque as moléculas que estão na atmosfera entram em ressonância com essas cores. Ou seja, a luz remanescente que chega ao observador apresenta predominância das cores de menor frequência (vermelho, alaranjado e amarelo), resultando na tonalidade “avermelhada” do céu. 8 | Pré-Vestibular