1 BUSCA DE FALTOSOS: UM DESAFIO PARA O SUCESSO NO TRATAMENTO DA TURBECULOSE SOUZA, Mariluce Karla Bonfim de Este estudo de natureza descritivo-exploratória buscou identificar os motivos que levam os clientes do Programa de Tuberculose do Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto, em Itabuna-BA a não comparecerem ao serviço para acompanhamento e tratamento da Tuberculose. Para tal, foi utilizado como instrumento de coleta de dados, o formulário, o qual foi aplicado mediante o esclarecimento do objetivo deste estudo e posterior aceitação dos sujeitos da pesquisa. Os dados foram submetidos ao tratamento estatístico e concluiu-se que dentro os motivos mais freqüentes da falta ao serviço foram: a reação aos medicamentos; a ausência de sintomas; e, a não importância do cliente com o próprio estado de saúde, enfim a falta de auto cuidado. Com essas conclusões foi possível constatar que a inexistência de um sistema efetivo de busca de faltosos não permite agir em tempo hábil, o que possibilita o abandono do tratamento e conseqüentemente cria bacilos resistentes, e dessa forma contribui para o surgimento de novos registros da doença. Palavras chaves: 1. Tuberculose 2. Tratamento 3. Faltoso Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 2 LOOKING FOR THE MISSING: A CHALLENGE TO THE SUCCESS IN THE TUBERCULOSIS TREATMENT SOUZA, Mariluce Karla Bonfim de This studying of character descriptive exploration searched to identification the motives that lead the clients of the Tuberculosis Program of the Health Center Dr. José Maria de Magalhães Neto, in Itabuna-BA not appears at the service for accompaniment and treatment of the Tuberculosis. For this, was utilized as instrument of assessment of datums, the formulary, what was applied by means acception of the subjects of the research. The datums was submited to the treatment statistic and concluded among the motives more frequents of the lack the service was: the reaction to the medicine, the absence of the symptoms; and, the no importance of the client with the own state of health, at last the absence of self care. With these conclusions was possible to consider the absence of the one actual system of the search of the missing doesn’t permit to act in clever time making possible to leave of the treatment and consequentment to creat resistents bacillus, and this way contribute to the coming up of new registrations of illness. Keywords: 1. Tuberculosis 2. Treatment 3. Missing Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 3 BUSCA DE FALTOSOS: UM DESAFIO PARA O SUCESSO NO TRATAMENTO DA TURBECULOSE SOUZA, Mariluce Karla Bonfim de 1. INTRODUÇÃO A tuberculose (Tb) apresenta-se como uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch, de evolução crônica, que pode acometer diversos órgãos, dentre eles osso, pulmão, pleura, rins, gânglios, intestino, cérebro, etc. É uma enfermidade conhecida desde épocas primitivas e continua sendo um grave problema de saúde pública. Isso ocorre porque as péssimas condições socioeconômicas favorecem a ocorrência dos fatores predisponentes da doença. No Brasil, as desigualdades sociais, a epidemia da AIDS e a deterioração dos serviços de saúde dificultam os seus controle (BRASIL, 2002). Segundo a www.redetb.usp.br acesso em 18.05.03, aproximadamente um terço da população mundial( 2 bilhões de pessoas) está infectada pelo bacilo da tuberculose. Anualmente, 54 milhões de pessoas se infectam; 6,8 milhões desenvolvem a doença; e, 3 milhões morrem. Em abril de 1993, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a doença como uma emergência global, sendo a primeira a receber tal distinção. O Brasil ocupa o 13 lugar no ranking dos 22 países onde se estimam que ocorram 80% dos casos de Tb do mundo. Em 1998, o percentual de detecção dos casos foi igual a 67% e o percentual de curas, foi de 72%. O percentual de abandono do tratamento é ao redor de 12% no país, alcançando em algumas capitais, o valor de 30 a 40%, proporcionando elevadas taxa de resistência aos medicamentos. O Programa de Controle da Tb é um conjunto de ações integradas desenvolvidas pelos diferentes níveis de governo, com a participação da comunidade, visando modificar a situação Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 4 epidemiológica mediante o uso adequado dos conhecimentos e recursos. As ações para o controle da Tb no Brasil têm como meta diagnosticar pelo menos 90% dos casos esperados e curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados. Logo, os alcances atuais do Programa apontam a descoberta de 75% dos pacientes que iniciam o tratamento. Apesar desse esforço, a Tuberculose persiste representada por cerca de 90.000 casos novos e mais de 5.000 mortes anuais. A redução da taxa de incidência de casos, embora sustentada, é pouco expressiva (2% ao ano para a forma pulmonar positiva) (BRASIL, 2002). Dentre as ações para o controle da Tuberculose, pode-se citar o controle do tratamento, pois estabelecido o diagnóstico e realizada a notificação da doença, o controle do 06 tratamento deverá ser mensal, com fornecimento de drogas e exames de avaliação. Segundo Melo et al (1993) deve-se dar uma atenção adequada para a primeira consulta fundamental para que o paciente entenda a sua doença, o tratamento proposto, a forma de desenvolve-lo e as possibilidades de cura. Uma das prioridades do programa de tratamento da tuberculose é a diminuição das taxas de abandono, assegurando que o doente tome os remédios no prazo indicado pela equipe que o acompanha. Há diversas razões para interrupção da quimioterapia, dentre outras, a falta de orientação ao doente, principalmente em relação aos possíveis efeitos indesejáveis da medicação e as alternativas para reduzi-lo; e a inexistência de um sistema efetivo de busca de faltosos na maioria das unidades de saúde, ao contrário que detectar o não comparecimento do doente ‘a consulta agendada em tempo hábil e deflagrar um sistema de comunicação/visita domiciliar é uma ação simples e muito efetiva na redução da taxa de abandono. No município de Itabuna-Ba, o Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto tem sido a unidade de referências para doenças transmissíveis, dentre elas, a Tuberculose. Esta instituição também enfrenta o problema da inexistência de um sistema efetivo de busca de faltosos. No entanto, nos meses de junho e julho, acompanhamos os alunos matriculados no 4 semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde foi percebido este problema, e como forma de contribuição e como estratégia de desenvolvimento das atividades da disciplina, foi cedido um carro pela UESC para realizar a busca de faltosos. Foi, a partir da análise da importância dessa busca que surgiu o interesse de desenvolver um estudo que tem como objeto: a busca de faltosos: um desafio para o sucesso no tratamento da Tuberculose. Portanto, o estudo tem como objetivo identificar os motivos que levam alguns clientes do Programa de Tuberculose do Centro Dr. José Maria de Magalhães Neto a não retornarem ao serviço regularmente. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 5 Acreditamos que este estudo poderá subsidiar o nosso ensino na graduação em Enfermagem, bem como, a intervenção ensino/pesquisa/comunidade. É um passo para o desenvolvimento de uma linha de pesquisa sobre Tuberculose, contribuindo assim para a produção científica nessa área. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 07 6 2. METODOLOGIA 2.1. Tipo de estudo Trata-se de um estudo quantitativo de natureza descritivo exploratória que buscou identificar os motivos que levam os clientes do Programa de Tuberculose a não comparecerem ao serviço. Conforme Cervo (1996), o estudo descritivo procura descobrir a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. 2.2. Local de estudo O estudo foi desenvolvido no Centro de saúde Dr. José Maria de Magalhães (CSJMMN), em Itabuna-BA. Tendo a escolha sido influenciada pelo nosso envolvimento com a instituição e, especialmente com o Programa de Tuberculose enquanto professora Substituta da disciplina prática de Saúde Coletiva do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). O Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto é uma instituição de referência para o controle de Doenças Transmissíveis do município de Itabuna-Ba e municípios circunvizinhos. Como ainda não há programa de atendimento básico ao portador de Tuberculose nos centros e postos de saúde de Itabuna, todos os casos da doença são encaminhados para este centro de saúde. O Programa de Tuberculose nesta instituição conta com uma Enfermeira, duas auxiliares de Enfermagem e uma médica, e tem como rotina o funcionamento de segunda a sexta-feira das 7 às 17 horas. Ainda, dispõe de medicamentos tuberculostáticos padronizados para os esquemas I, IR, II e III de tratamento de Tuberculose e de um laboratório, cujo técnico realiza as baciloscopias solicitadas. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 08 7 2.3. Período de estudo Este estudo foi realizado no período de 16 de junho a 01 de agosto de 2003. 2.4.População/amostra A população do estudo foi constituída pelos clientes faltosos portadores de Tuberculose, registrados no referido programa, os quais foram visitados em seu domicilio pelos alunos matriculados na disciplina prática de Saúde Coletiva no 4º. Semestre de graduação em Enfermagem da UESC, cujo objetivo era identificar os motivos que levam alguns clientes do Programa de Tuberculose do Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto a não retornarem ao serviço regularmente. O levantamento dos dados deste estudo foi feito com todos os clientes visitados durante a Prática de Saúde Coletiva, sendo a população da pesquisa composta pelo total de oito clientes. 2.5. Critérios éticos Esta pesquisa foi realizada mediante o esclarecimento feito aos clientes quanto ao projeto deste estudo e posterior aceitação em participarem deste. O desenvolvimento deste estudo atendeu aos preceitos éticos próprios das pesquisas com seres humanos, de acordo com a Resolução no. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que preconiza: “o pesquisador deve estabelecer salvaguardas seguras para a confidencialidade dos dados da pesquisa. Os indivíduos participantes devem ser informados dos limites de habilidade de pesquisa, em salvaguardar a confidencialidade e das possíveis conseqüências da quebra de confidencialidade”. (BRASIL, 1996). 2.6. Coleta de Dados A coleta de dados foi realizada no período de 30 de junho a 11 de julho de 2003. A técnica e o instrumento utilizado foram a observação direta e a aplicação de um formulário (apêndice A) o qual orientou a pesquisadora e facilitou a comunicação clara entre a pesquisadora e o pesquisado. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 09 8 O instrumento para coleta de dados constou de três partes distintas (dados demográficos, dados sócio-econômico-culturais, e nível de conhecimento) e foi baseado no objeto e objetivos deste estudo. 2.6.1. Procedimento de coleta de dados Foi feito um levantamento dos clientes que não compareceram ao serviço na data marcada mediante a separação destes prontuários, foi feito uma seleção das visitas baseadas nos endereços, logo, clientes de outros municípios foram descartados. Para a realização das visitas, foi utilizado um carro cedido pela universidade. Durante a visita domiciliar foi preenchido o formulário de acordo com as informações solicitadas ao cliente portador de Tuberculose. No entanto vale salientar que todos os clientes presentes em seu domicilio no momento da visita concordaram em participar do estudo. 2.7. Análise dos dados Os dados coletados foram tabelados e analisados a partir de números absolutos e percentuais simples e organizados em tabelas que permitiram a visualização e discussão dos resultados obtidos. A análise dos dados obtidos, especialmente no nível de conhecimento, foi conduzida a partir das comparações entre as informações fornecidas pelos clientes e as informações contidas no prontuário. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 10 9 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para uma melhor compreensão os resultados estão organizados de acordo com a informação dos clientes portadores de Tuberculose em relação aos seguintes tópicos. - Dados demográficos; - Dados sócio-econômico-culturais; - Nível de conhecimento. 3.1.Dados demográficos Os resultados referentes às informações dos portadores de Tuberculose em relação aos dados demográficos estão apresentados nas tabelas de números 01 e 02 Tabela 01 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N, quanto ao sexo: SEXO NÚMERO % MASCULINO 04 50 FEMININO 04 50 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa De acordo com os dados apresentados na tabela 01, de um total de 08 portadores de tuberculose abordados neste estudo, não houve prevalência de sexo. Dentre as literaturas pesquisadas, não foi encontrada qualquer informação sobre prevalência por sexo, quanto a Tuberculose. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 1011 Tabela 02 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto a faixa etária. FAIXA ETÁRIA NÚMERO % < 20 ANOS 01 12,5 20 A 39 ANOS 02 25 >40 05 62,5 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Analisando a Tabela 02, observa-se que 62,5% dos portadores de Tuberculose estudados estão acima de 40 anos de idade. Este predomínio na faixa etária acima de 40 anos justifica-se pelo envolvimento desta clientela com o trabalho, o que compromete a freqüência no serviço para acompanhamento e tratamento da Tuberculose. Conforme Melo et al (1993) a idade avançada e o stress são duas importantes condições que interferem diretamente na imunidade e conseqüentemente favorecem ao maior risco de adoecimento por Tuberculose. Vale salientar que o stress caracteriza a camada produtiva da sociedade, inclusive os indivíduos de 40 anos ou mais. 3.2. Dados sócio-econômico-culturais Os resultados referentes à distribuição dos portadores de Tuberculose em relação aos dados s sócio-econômico-culturais estão apresentados nas tabelas de números 03, 04, 05, 06 e 07. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 12 11 Tabela 03 – Distribuição da população de Tuberculose do C.S.J.M.M.N, quanto ao grau de escolaridade. GRAU DE ESCOLARIDADE NÚMERO % NÃO SABE LER/ESCREVER 02 25 ALFABETIZAÇAO 01 12,5 FUNDAMENTAL INC (1º. GRAU) 05 62,5 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Os dados apresentados na tabela 03 demonstram que uma parcela significativa dos portadores de tuberculose em estudo (62,5%) alcançou o ensino fundamental. Fato este, que não justifica o não comparecimento do cliente ao serviço para o acompanhamento e tratamento da Tuberculose, desde que a equipe de saúde deve utilizar linguagem clara e compreensível que possibilite o entendimento do cliente e o sensibilize quanto ao compromisso e responsabilidade pela cura da doença. Tabela 04 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto à renda familiar. RENDA FAMILIAR NÚMERO % < 1 SALÁRIO 01 12,5 1 SALÁRIO 06 75 NÃO SABE 01 12,5 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Segundo esta tabela, 75% dos clientes portadores de Tuberculose deste estudo tem uma renda familiar mensal de um salário mínimo. Conforme a rotina do Programa de Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 13 12 Tuberculose do Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto, os clientes devem comparecer ao serviço no mínimo uma vez ao mês até terminar o tratamento, no entanto, muitos destes residem em locais distantes do Centro de Saúde,logo, precisam ter o dinheiro, além do compromisso e disposição para este deslocamento. Tabela 05 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do S.S.J.M.M.N., quanto as condições de aeração na moradia. AERAÇAO NÚMERO % AREJADA 03 37,5 NÃO AREJADA 05 62,5 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Diante dos dados apresentados na tabela 05, 62,5% da população em estudo residem em ambiente não arejado, com poucas ou nenhumas janelas distribuídas na casa. Esse dado mostra a importância de buscar o faltoso que convive com outras pessoas que estão sujeitas a adoecerem por tuberculose, pois, segundo Melo et al (1993) a proximidade (mesma cama, mesmo quarto, mesma casa) e o parentesco (mãe, pai, irmãos e outros parentes) guardam relação direta e estatisticamente significante com a infecção e doença entre os comunicantes. O mesmo autor afirma que o mycobacterium tuberculosis cresce lentamente ao gastar toda a sua energia para a construção da cápsula que o protege dos agentes químicos, mas é facilmente destruído por agentes físicos como o calor, raios ultravioletas da luz solar e irradiações ionizantes. Portanto as más condições de aeração, e conseqüentemente a não incidência de agentes físicos no domicílio do doente, propiciam a sobrevivência dos bacilos infectante causadores da Tb nas gotículas suspensas por algumas horas. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 14 13 Tabela 06 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto ao meio de transporte mais usado. MEIO DE TRANSPORTE NÚMERO % ONIBUS 04 50 BICICLETA 01 12,5 OUTRO 03 37,5 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa A tabela 06 mostra que 50% da população em estudo utiliza o ônibus como meio de transporte, e 37,5% desloca-se a pé. O que significa dizer que para utilizar ônibus precisa-se de dinheiro e para se deslocar a pé precisa que seja um lugar próximo, evidências essas que em parte, justificam o não comparecimento do cliente no Centro de Saúde para o acompanhamento e tratamento. Segundo Melo et al (1993) algumas observações são fundamentais para acompanhar os pacientes no tratamento da Tb dentre elas verificar as condições econômicas e sociais que podem interferir no tratamento e retorno desses pacientes. 3.3. Nível de conhecimento Os resultados relacionados a este tópico estão apresentados nas tabelas de numero 07 a 12. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 15 14 Tabela 07 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto ao conhecimento da data de diagnóstico. CONECIMENTO DA DATA NÚMERO % DE DIAGNÓSTICO CONHECEM/SABEM 02 25% SABEM 06 75% TOTAL 08 100% NÃO CONHECEM/NÃO Fonte: Dados de Pesquisa Tabela 08- Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N. quanto ao conhecimento do tempo de duração do tratamento. CONHECIMENTO DO NÚMERO % CONHECEM/SABEM 06 75 NÃO CONHECEM/NÃO 02 25 08 100 TEMPO DE DURAÇÃO DO TRATAMENTO SABEM TOTAL Fonte: Dados da Pesquisa Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 16 15 Tabela 09- Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N. quanto ao conhecimento do mês de tratamento em que estão. CONHECIMENTO DO MÊS NÚMERO % DE TRATAMENTO CONHECEM/SABEM 05 62,5 NÃO 03 37,5 08 100 CONHECEM/NÃO SABEM Total Fonte: Dados da Pesquisa A tabela 07 mostra que a maioria da população abordada, ou seja, 75% desconhecem a data de diagnóstico da doença, o que foi possível identificar dentre outros motivos, a falta de cuidado com o cartão de acompanhamento que recebem no serviço ao iniciar o tratamento, no qual contém informações básicas a respeito do tratamento, inclusive a data de inicio do tratamento que coincide com a data de diagnóstico, desde que todos os clientes diagnosticados iniciam imediatamente o tratamento. As tabelas 08 e 09 mostram o conhecimento da maioria desta população quanto ao tempo de duração do tratamento e o mês de tratamento em que se encontram. A maioria da população em estudo conhecem o tempo de duração do tratamento e sabem em que mês de tratamento estão. Logo, estes dados nos permitem concluir que a equipe tem fornecido orientações suficientes para o entendimento da clientela no que concerne ao tempo e período de tratamento. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 17 16 Tabela 10 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto aos motivos do não comparecimento ao serviço de Tuberculose. MOTIVOS NÚMERO % REAÇÃO AOS 01 12,5 07 87,5 08 100 MEDICAMENTOS OUTROS MOTIVOS (AUSÊNCIA DE SINTOMAS, DESCOMPROMISSO COM O TRATAMENTO) TOTAL Fonte: Dados da Pesquisa Segundo os resultados analisados nesta tabela, todos os motivos traduzem a não compreensão e/ou o não compromisso dos clientes com o tratamento, pois dentre as recomendações a serem feitas pela equipe de saúde para o controle dos pacientes no tratamento da Tuberculose, Campos (1996) cita, dentre várias, informar sobre a medicação que irá utilizar; efeitos que ela poderá provocar, orientando para o seu uso regular explicando os riscos que poderão advir com a irregularidade e o abandono do tratamento. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 18 17 Tabela 11 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto ao tempo em que não comparecem ao serviço de Tuberculose. TEMPO (DIAS) NÚMERO % ATÉ 30 DIAS 03 37,5 ENTRE 30 E 60 DIAS 03 37,5 MAIS DE 60 DIAS 02 25,0 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Tabela 12 – Distribuição da população portadora de Tuberculose do C.S.J.M.M.N., quanto ao número de dias em que não fazem uso dos tuberculostáticos. DIAS0 NÚMERO % NENHUM 03 37,5 ENTRE 15 E 30 DIAS 03 37,5 MAIS DE 30 DIAS 02 25,0 TOTAL 08 100 Fonte: Dados da Pesquisa Conforme a tabela 11, 25% dos portadores de Tb não comparecem ao serviço há mais de 60 dias. Entretanto, Campos (1996) afirma que abandono é resultado do tratamento em que o paciente a qualquer momento após a notificação do caso não recebeu medicação por dois meses(60 dias) ou mais. Quanto a tabela 12, 62,5% da população em estudo referiram irregularidade no uso dos tuberculostáticos. O mesmo autor acima citado refere que o uso irregular dos remédios permite a seleção de bacilos resistentes (resistência adquirida), que pioram o prognóstico da doença. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 19 18 4. CONCLUSÕES Este estudo teve a pretensão de identificar os motivos que levam alguns clientes do Programa de Tuberculose do Centro de Saúde Dr. José Maria de Magalhães Neto a não retornarem ao serviço regularmente. O estudo foi delineado a partir de dados demográficos; dados sócio-econômico-culturais; e, nível de conhecimento. Os resultados obtidos na análise dos dados refletem uma situação na qual acredita-se que o atendimento realizado com compromisso e baseado em conhecimentos técnicos e científicos contribuem significativamente para a reversão da situação epidemiológica em que a Tuberculose se encontra. Nas últimas décadas, o controle da tuberculose foi muito negligenciado pelas políticas públicas, pela sociedade e mesmo pela comunidade científica na falsa ilusão de que o problema estaria resolvido e/ou sob controle. Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde buscou implementar as ações a serem desenvolvidas pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose a fim de modificar a situação epidemiológica através do uso adequado de conhecimento e recursos. Diante disso e com base nesse estudo, foi possível concluir que a maioria dos portadores de Tuberculose abordados tem idade acima de 60 anos, 62,5% dos clientes em estudo residem em domicílio não arejado; 75% do total desconhecem a data de diagnóstico da doença; porém, a maioria sabe o tempo de duração do tratamento, e dentre os motivos mais referidos para o não comparecimento ao serviço foram citados, a reação aos medicamentos; ausência de sintomas e a não importância com o tratamento, logo, o descompromisso. Diante dessas evidências, constata-se que dentre os motivos que levam o paciente a não retornarem ao serviço é a falta de orientação ao doente, principalmente quanto aos efeitos indesejáveis dos medicamentos a ausência de sintomas como efeito e os riscos de recidiva e resistência, além da inexistência de um sistema efetivo de busca de faltosos na maioria das Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 20 19 unidades de saúde. Porém, é fundamental que além das ações governamentais, os profissionais do serviço e principalmente, os portadores de Tuberculose tenham participação no desenvolvimento das ações e no controle do tratamento a fim de reduzir as taxas de abandono e de resistência medicamentosa e aumentar as taxas de cura. Os resultados deste estudo ajudam a compreender o valor e a magnitude que o Programa de Controle de Tuberculose tem sobre a situação epidemiológica desta doença. Diante disso, podemos contribuir para aumentar o percentual de cura dos pacientes de Tuberculose, através de orientações educativas de forma a sensibilizar os clientes sobre a importância da assiduidade e regularidade do tratamento. Foi possível então, realizar busca de faltosos e perceber a necessidade de agir em tempo hábil de forma a não permitir o abandono do tratamento e conseqüentemente, a não possibilitar bacilos resistentes, enfim, a evitar o surgimento de novos registros da doença. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 21 20 REFERÊNCIAS • BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023 Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2000. • • BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724 Trabalhos Acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro, agosto, 2002. • • BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 196/96 sobre pesquisa em seres humanos. Bioética. v.4, n.2. Suplemento 96. • • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Depto. de Atenção básica. Manual Técnico para o Controle de Tuberculose. Cadernos de atenção básica. Brasília. 6. ed. Rev e ampl, 2002. • • CAMPOS, Hisbello S. Tuberculose: Um Perigo Real e Crescente. Jornal de Epidemiologia. v.70, n.5, maio, 1996. • • CERVO, A.L. Metodologia Cientifica. 4 ed. São Paulo: Makron Books, 1996. • • MELO, Fernando Augusto Fiúza de, et al. Transmissão e Imunopatogenia da Tuberculose. Jornal de Pneumologia, 24 março 1993. • www.redetb.usp.br – acesso em 18.05.2003. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 22 21 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM APÊNCIDE A-INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS 1. DADOS DEMOGRÁFICOS 1.1. Nome 1.2. Endereço 1.3. Sexo 1.4. idade 2. DADOS SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAIS 2.1. Grau de escolaridade 2.2. Ocupação 2.3. Religião 2.4. Renda familiar 2.5. Tem plano de saúde? 2.6. Condições de moradia 2.6.1. Quantos cômodos têm em sua casa? 2.6.2. Sua casa é própria ou alugada? 2.6.3. Tem quantos banheiros? 2.6.4. Tem abastecimento de água? 2.6.5. Tem umidade? 2.6.6. E arejada? 2.6.7. Tem energia elétrica? 2.6.8. Qual o meio de transporte que você mais utiliza? 3. NIVEL DE CONHECIMENTO 3.1. Qual o seu tipo de Tuberculose? 3.2. Qual a data do diagnostico da Tuberculose? 3.3. Qual o tempo de tratamento? 3.4. A Tuberculose é contagiosa “pega”? 3.5. Você esta em que mês de tratamento? 3.6. Qual o seu esquema de tratamento? 3.7. Quais motivos o levaram a não ter mais comparecer ao serviço? 3.8. Há uanto não comparece ao serviço de Tuberculose? 3.9. Há quantos dias não faz uso dos medicamentos tuberculostáticos? Obs.: Anotar os dados reais dos itens 3.1, 3.2, 3.3, 3.5, 3.6, 3.8 conforme as informações contidas no prontuário. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version