Universidade Presbiteriana Mackenzie VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE ENERGIA SOLAR EM PEQUENAS COMUNIDADES ISOLADAS Marcelo Ickowicz Krybus (IC) e Agostinho Celso Pascalicchio (Orientador) Apoio: PIBIC Mackenzie Resumo O trabalho pretende promover a incorporação do conceito desenvolvimento sustentável na geração de energia elétrica em comunidades isoladas do país. O trabalho apresenta definições da expressão desenvolvimento sustentável e sua relação com a geração de energia elétrica, como por exemplo, a evolução dos investimentos em fontes renováveis de energia elétrica em substituição dos combustíveis fósseis. Para poder analisar a viabilidade da implantação da energia solar em pequenas comunidades isoladas, inicialmente é necessário verificar as condições atuais de geração elétrica nestas regiões, inclusive os incentivos financeiros praticados pelo Governo. A seguir, as tecnologias de geração de energia solar, usinas termossolares e painéis fotovoltaicos, serão devidamente caracterizados para assim poder definir qual a tecnologia ideal para abastecer comunidades isoladas. Para estudar a viabilidade econômica da utilização da energia solar como fonte elétrica, este trabalho propõe a criação de uma comunidade que terá por hipóteses o consumo de energia baseado em critérios habituais do Brasil. Será realizada uma análise e comparação dos custos dos sistemas de geração elétrica para poder encontrar um modelo financeiramente viável e sustentável. Calculado os preços dos sistemas elétricos e seus respectivos investimentos foi avaliada a melhor opção com indicação para um sistema híbrido com a utilização de painéis fotovoltaicos e gerador a óleo diesel. Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, comunidades isoladas, energia solar Abstract The work aims to promote the incorporation of sustainable development concept in the generation of electricity in isolated communities in the country. The paper presents definitions of the term sustainable development and its relation to power generation, such as the evolution of investments in renewable energy to replace fossil fuels. To examine the feasibility of installing solar energy in small isolated communities, it is necessary to initially verify the current conditions of electricity generation in these regions, including financial incentives applied by the government. After the solar generation technologies, thermo-solar hydroelectric and thermo photovoltaic panels are properly characterized, the ideal technology to supply isolated communities could be defined. To study the economic feasibility of using solar energy as power source, this paper proposes the creation of a community that will have the hypothetical power consumption based on the usual criteria of Brazil. There will be an analysis and comparison of costs of electricity generation systems in order to find a financially viable and sustainable model. Calculated prices of electrical systems and their investment we came to the conclusion that best indication is a hybrid system with the use of photovoltaic panels and diesel generator. Keywords: sustainable development, isolated communities, solar energy . 1 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 1. INTRODUÇÃO Durante a recente história do Mundo é possível destacar a energia elétrica como um dos bens primários essenciais para alavancar a evolução do ser humano. Desde o seu surgimento até os dias atuais, a energia elétrica se mostra indispensável para o crescimento de um país, Estado ou até mesmo um pequeno vilarejo. Isto é constatado através do processo de desenvolvimento das sociedades ao longo da historia. Por exemplo, a Inglaterra, sem a ocorrência das usinas geradoras de energia, não conseguiriam o “boom” de desenvolvimento durante a Revolução Industrial em meados do século XVIII. Inicialmente os combustíveis fósseis dominavam a matriz de energia elétrica. De um tempo para cá, com o alto nível de crescimento mundial e o decorrente aumento da demanda elétrica foi observado que tal desenvolvimento estava causando impactos negativos ao meio ambiente. A pressão dos ambientalistas para a redução de gases poluentes originários dos combustíveis fósseis estimulou a diluição da matriz elétrica mundial em outras fontes de energia graças ao avanço tecnológico. Assim surgiram as primeiras fontes renováveis. A partir de então o conceito desenvolvimento sustentável ficou em evidência. Atualmente segundo HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010): “Energia, meio ambiente e desenvolvimento econômico estão forte e intimamente conectados.” e, por isso, a expressão desenvolvimento sustentável tem sido incorporada a novos projetos de geração de energia, com o objetivo de evitar a degradação do meio ambiente. São exemplos desta degradação: nas usinas hidrelétricas grandes áreas são inundadas e nas termelétricas o consumo de materiais derivados do petróleo agrava o aquecimento global. Outros efeitos como vazamentos radioativos, chuva ácida, mudanças climáticas, efeito estufa, entre outros também estão ligados ao processo de geração de energia elétrica. O enfoque do estudo é a viabilidade econômica para implementação da energia solar em pequenas comunidades isoladas no Brasil. Esta fonte renovável oriunda da radiação solar tem grande potencial para ser uma das principais fontes de energia elétrica do país, porém ainda é pouco difundida. A utilização da energia solar é viável financeiramente no Brasil? O estudo pretende contextualizar a expressão desenvolvimento sustentável na geração de energia elétrica. De forma a analisar o cenário atual de abastecimento elétrico no Brasil e nas comunidades isoladas, identificar as oportunidades do uso da energia solar, apresentar as tecnologias para obter energia a partir da radiação solar e, por ultimo, avaliar a viabilidade financeira da implementação de usinas solares em comparação a geradores elétricos a óleo diesel. 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie 2. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Desenvolvimento e sustentabilidade são dois conceitos muito abordados atualmente. Líderes de Governo almejam o desenvolvimento dos respectivos países, já sócioambientalistas desejam que os projetos de desenvolvimento sejam sustentáveis. Neste âmbito, surge a expressão desenvolvimento sustentável com o objetivo de conciliar as necessidades de crescimento de um país e a preservação socioambiental do mesmo. A definição de desenvolvimento sustentável segundo o Relatório Brundtland, estabelecido na Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento em 1987 é o modelo de “desenvolvimento que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras para satisfazer suas próprias necessidades” COSTABEBER (2002). Já segundo Romeiro “... o desenvolvimento para ser sustentável, deve ser não apenas economicamente eficiente, mas também ecologicamente prudente e socialmente desejável” ROMEIRO (1998). Atualmente, existem diversas definições para desenvolvimento sustentável e pode-se perceber uma evolução no conceito com o passar do tempo. Na geração de energia elétrica, o desenvolvimento sustentável se introduz através da substituição das fontes esgotáveis (combustíveis fósseis) pelas fontes renováveis de energia. Isto porque a combustão dos combustíveis fósseis libera dióxido de carbono e outros gases poluentes que provocam mudanças climáticas globais e outros danos ao meio ambiente. Segundo HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010), a cada ano, a queima de combustíveis fósseis gera mais de 5 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera e este número aumenta cerca de 80 milhões de toneladas por ano. Estes dados são demonstrados através do Gráfico 1 que exibe a evolução mundial das emissões de dióxido de carbono por combustíveis fósseis. Gráfico 1 – Evolução da emissão de dióxido de carbono na atmosfera por combustíveis fósseis 3 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Hoje, é possível perceber o constante esforço em priorizar a utilização de recursos renováveis em novos projetos para geração elétrica para que se consiga reverter esse cenário. Porém, o alto custo envolvido na implantação de fontes alternativas de energia ainda impede que estas figurem entre as fontes mais significativas na matriz elétrica mundial. Mesmo assim, nota-se que nos últimos anos houve uma comoção mundial em prol do meio ambiente e a adoção do espírito sustentável através do Gráfico 2, no qual é exibido Bilhões de Dólares a ampliação de 800% dos investimentos em fontes renováveis entre 1995 e 2007. Energia Solar Outras fontes Energia Eólica Gráfico 2 – Evolução dos investimentos em fontes renováveis No Brasil, a base da matriz de oferta de energia elétrica (Gráfico 3) é a energia hidroelétrica, que representa aproximadamente 73% do total de energia elétrica produzida no país. Esta fonte é considerada renovável já que para a geração elétrica não é necessário qualquer tipo de queima de combustível. Em contra partida, para a instalação de uma usina hidroelétrica é necessário à inundação de grandes áreas de biomas que causa o desequilíbrio do ecossistema local além da ampla dependência do regime de chuvas. No Brasil, o maior potencial para geração hidroelétrica se encontra na região amazônica, conforme a Figura 1. A instalação de novas usinas hidroelétricas na região amazônica tem causado grandes discussões entre grandes empresários do ramo de eletricidade e ambientalistas. HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010) 4 Universidade Presbiteriana Mackenzie Gráfico 3 – Matriz de Oferta de Energia Elétrica no Brasil (2008) Figura 1 - Potencial Hidroelétrico por Região – Junho/2009 Frente ao grande potencial das usinas hidroelétricas (Figura 1), outras fontes renováveis acabam perdendo espaço mesmo tendo potencial para figurarem em destaque na matriz elétrica do país. As fontes renováveis somam apenas 5% da matriz de oferta de energia elétrica (Gráfico 3), sendo a Biomassa a mais representativa com 4,1%. Para um país que deseja ter incorporado em sua política o desenvolvimento sustentável, esse valor é irrisório pela vasta variedade de recursos renováveis disponíveis para geração de eletricidade no país. Enquanto isso outros países com recursos naturais restritos gastam milhares de dólares em novas tecnologias para atender suas demandas energéticas. Apesar dos conhecimentos sobre energia renovável, ainda há falta de incentivos e investimentos para utilização de fontes alternativas com a finalidade reduzir os impactos negativos ao meio ambiente. 5 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 3. SITUAÇÃO ATUAL DA GERAÇÃO DE ELETRICIDADE EM PEQUENAS COMUNIDADES ISOLADAS NO PAÍS A produção e transmissão de 97% da energia elétrica no Brasil são de responsabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), sistema de grande porte de usinas hidroelétricas e usinas termelétricas, conforme pode ser observado na Figura 2 que ilustra o mapa da rede de distribuição prevista do SIN em 2012. Já os outros 3% são provenientes dos Sistemas Isolados que se localizam majoritariamente na Região Norte do país e atendem aproximadamente 45% do território nacional. Nas capitais desta região, exceto Belém, há infraestrutura para geração elétrica através de geradores elétricos a gás natural, óleo combustível ou óleo diesel, enquanto que nas cidades interioranas, com os diversos obstáculos encontrados pela logística energética, o abastecimento de energia é feito exclusivamente através de pequenas unidades geradoras a óleo diesel. A Figura 3 mostra as unidades geradoras elétricas a óleo diesel e óleo combustível autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2001 e confirma que o maior número de usinas a óleo diesel se localiza no interior dos Estados da Região Norte. Figura 2 – Sistema Interligado Nacional 6 Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 3 – Unidades geradoras de energia elétrica a óleo diesel e a óleo combustível no Brasil (2001) As cidades interioranas do país sem ligação a rede do SIN são regiões com baixa densidade demográfica em sua maioria e, por isso, são consideradas pequenas comunidades isoladas. Estas se caracterizam por possuir infraestrutura urbana deficiente, atividade econômica em baixa escala e difícil acesso por estar fora do eixo de grandes rodovias. O Censo 2000, realizado pelo IBGE, revela que os Estados brasileiros com menor densidade demográfica e menor percentual de pessoas que vivem em domicílios com energia elétrica encontram-se nas Regiões Norte e Nordeste do país, conforme o Gráfico 4, que cruza estas informações. Gráfico 4 – Densidade demográfica x Percentual de pessoas que vivem em domicílios com energia elétrica 7 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Para as comunidades isoladas, não há necessidade de fazer altos investimentos para conexão ao SIN, já que estas têm capacidade de serem autônomas enquanto ao fornecimento de energia elétrica. Um dos motivos da escolha do uso de geradores a óleo diesel como fonte elétrica em comunidades isoladas foi resultado, de acordo com Aymoré de Castro Alvim Fº (1998 apud CONGRESSO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO ENERGÉTICO, 1998), das dificuldades encontradas na implantação de aproveitamentos hidroelétricos, tais como longas distâncias de transmissão, dificuldade de deslocamento e alto custo das instalações, tornando-se desta forma a opção mais viável naquele momento do ponto de vista econômico. Outro motivo da escolha do óleo diesel como combustível, de acordo com Fernando Amaral de Almeida Prado Jr (1998, apud CONGRESSO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO ENERGÉTICO, 1998), ocorreu já que após a queda do preço do petróleo e sua estabilização mundial, as alternativas menos comuns de geração de energia, perderam a viabilidade econômica. Atualmente a opção por estas usinas se dá devido à simplicidade de instalação e operação, porém o motivo mais vantajoso é o subsídio praticado pelo Governo de financiar aproximadamente 90% do custo do óleo diesel. Este subsídio é chamado de Conta de Consumo de Combustível para os Sistemas Isolados, ou mais conhecido como CCC. Segundo a Aneel, a CCC é uma conta “... rateada entre todos os consumidores de energia elétrica do País...” recolhida mensalmente pelas distribuidoras de energia elétrica e repassadas nas tarifas para os consumidores finais para cobrir os custos do uso do óeleo diesel para geração elétrica nos Sistemas Isolados. A CCC pretende atingir a igualdade entre os custos de geração das diversas matrizes energéticas, de forma que haja o reembolso da diferença entre os custos de geração elétrica por geradores a óleo diesel e os custos envolvidos na geração da quantidade equivalente de energia em uma usina hidroelétrica. Ademais, a CCC estimula qualquer empreendimento que promova a substituição de geração elétrica a combustíveis fósseis em comunidades isoladas por fontes renováveis de energia elétrica, de forma que 75% do investimento inicial faz parte do rateio da CCC. No final de 2009 houve uma mudança na legislação em que a CCC deveria cobrir além do custo do combustível, mas também todos os custos envolvidos na geração da energia elétrica (instalação e manutenção). Com esta revisão, a arrecadação em 2010 aumentou cerca de 90% com valor de R$ 4,757 bilhões. Este valor tende a cair nos próximos anos já que o Ministério de Minas e Energia planeja a construção de uma linha de transmissão que ligará Manaus a Boa Vista, reduzindo assim o número de Sistemas Isolados. 8 Universidade Presbiteriana Mackenzie 4. APRESENTAÇÃO DAS TECNOLOGIAS PARA GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR De acordo com HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010): “Diariamente, a Terra recebe muitas vezes mais energia do Sol do que a consumida sob todas as outras fontes”. Entretanto o aproveitamento desta fonte inesgotável de energia é muito aquém do seu potencial. No Brasil não é diferente, a energia solar é pouco utilizada frente o potencial do país para geração de energia elétrica solar. Esta fonte renovável contribui na redução de dióxido de carbono na atmosfera, uma vez que a única forma de poluição ocorra durante a fabricação de seus componentes. A usina solar deve ser instalada em locais em que haja incidência de raios solares e, ao longo do processo de geração de eletricidade, não há qualquer forma de ruído. A grande desvantagem desta fonte é a baixa eficiência para transformar a insolação solar em energia elétrica, e também a extrema dependência do clima, já que em dias nublados a geração elétrica se reduz consideravelmente e no período noturno a produção é nula. HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010). O motivo para a indevida exploração desta fonte renovável é a falta de incentivos e investimentos. Uma possível causa segundo o político americano Ralph Nader, é: “O uso da energia solar ainda não vingou porque a indústria petrolífera não é a dona do Sol.”. Isso porque com o pleno emprego da energia solar, como também de outras fontes renováveis, os combustíveis fósseis perderiam espaço e consequentemente o lucro das indústrias petrolíferas iriam diminuir consideravelmente. Já para HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010), são os altos custos comparados a outras fontes de eletricidade que impedem a propagação da energia solar, mas que com avanços tecnológicos e massificação de uso esses custos tendem a cair. Existem duas tecnologias diferentes para geração de energia elétrica solar, são elas: Usinas termossolares e painéis fotovoltaicos. 4.1 AS USINAS TERMOSSOLARES As instalações elétricas termossolares são formadas por coletores concentradores com a finalidade de focar a luz solar diretamente para o aquecimento de fluidos. Estes a alta temperatura, por meio de um trocador de calor, produz vapor capaz de fazer funcionar uma turbina para finalmente produzir eletricidade. Existem três tipos de sistemas coletores concentradores: calhas parabólicas, utilizado para temperaturas medianas (Figura 4a), concentradores parabólicos (Figura 4b) e receptores centrais (Figura 4c). HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010). 9 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 4a – Calhas parabólicas Figura 4b – Concentrador parabólico Figura 4c – Receptor central As usinas termossolares necessitam de grandes espaços para funcionamento e ter acesso a grandes volumes de água (difícil emprego em regiões desérticas). Além disto, as usinas termossolares não são recomendadas a comunidades isoladas, pois há necessidade de estar interligada a rede de transmissão e a potência gerada é muito grande para pequenas populações. 4.2 OS PAINÉIS FOTOVOLTAICOS A geração fotovoltaica consiste na conversão de luz solar diretamente em eletricidade e para HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010), “... tem sido e continuará sendo uma das mais fascinantes tecnologias no campo da energia.”. Atualmente módulos fotovoltaicos ainda são considerados caros, porém com o passar do tempo este cenário tem mudado. Segundo o estudo realizado por John Blackburn e Sam Cunningham da Universidade Duke na Carolina do Norte, Estados Unidos da América, nomeado de Custos Solares e Nucleares, o custo por kW para geração de energia elétrica fotovoltaica (FV) se igualou em 2010 ao custo por kW de usinas nucleares (Gráfico 5). A tendência é de que futuramente seja mais vantajoso financeiramente à utilização de painéis fotovoltaicos. Com isso a energia nuclear que atualmente tem uma representatividade considerável na matriz elétrica seria apenas utilizada em países que não possuam taxa anual média de radiação solar necessária para geração de energia elétrica. 10 Universidade Presbiteriana Mackenzie Gráfico 10 – Comparação entre os custos de Kw Solar Fotovoltaico (FV)/Nuclear O material das células fotovoltaicas é o silício, um dos materiais mais difusos na Terra, o que sugere não haver problemas para a fabricação dos painéis em longo prazo. O silício monocristalino é a forma mais encontrada em células fotovoltaicas atualmente. HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010). Há diversos estudos para desenvolver nova manufatura das células para a energia solar fotovoltaica se tornar mais competitiva técnica e economicamente. Atualmente o Brasil esta desenvolvendo uma técnica para produzir silício grau solar o que pode em um futuro breve diminuir o preço de módulos solares no país. Na Figura 5 é possível observar um painel fotovoltaico em pleno funcionamento. Figura 5 – Painel Fotovoltaico O ciclo da geração fotovoltaica ocorre da seguinte maneira: inicialmente a luz solar, formada por partículas de energia luminosa (fótons), em contato com o material da célula solar (silício) causa a transferência dos fótons aos elétrons do material, fenômeno conhecido como efeito fotoelétrico. Assim é produzida corrente elétrica, voltagem (através do campo elétrico da célula) e, por conseguinte, a potência elétrica. A corrente gerada nas células é corrente continua (CC), porém para o uso dos principais eletrodomésticos é necessário à 11 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 inversão da corrente para corrente alternada (CA), por meio de um inversor. A energia elétrica produzida pode ser consumida logo após sua geração, ou pode ser armazenada. Para isso, são necessárias baterias e um controlador para monitorar a carga da bateria e impedir o seu descarregamento total, ou seja, com finalidade de aumentar a sua vida útil. HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010). A maior parte da luz incidente sobre uma célula é perdida antes que possa ser convertida em energia elétrica. Desta forma a eficiência de conversão da radiação solar em energia elétrica fotovoltaica varia entre 10% e 15%, dependendo do material das células. O esquema de um módulo fotovoltaico com bateria e controlador esta representado na Figura 6. HINRICHS, KLEINBACH e REIS (2010). Figura 6 – Esquema da geração elétrica fotovoltaica Sabe-se que a potência elétrica gerada é proporcional a quantidade de luz incidente e a área do painel fotovoltaico, desta forma, em regiões com grande índice de insolação, por exemplo, desertos, a geração elétrica é maior. No Brasil, a Região Nordeste recebe a maior quantidade de radiação solar, como pode ser visto no mapa de radiação solar anual no país na Figura 7. 12 Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 7 - Radiação solar global diária (média anual típica) 5. COMPARAÇÃO DE CUSTOS DA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA FOTOVOLTAICA E GERADORES ELÉTRICOS A ÓLEO DIESEL Para poder realizar esta comparação, se faz necessário selecionar uma população fictícia para uma comunidade isolada com a finalidade de estimar o consumo de energia elétrica total. O número de habitantes adotado é uma média aritmética da população entre três comunidades isoladas no país. Os agrupamentos isolados se situam na região Norte do país, mais precisamente na região amazônica e a seguir serão apresentados bem como suas respectivas populações: Batista (608 habitantes), Monte Cristo (136 habitantes) e Santa Teresa (160 habitantes). A partir daí é possível determinar uma população média de aproximadamente 300 habitantes, e ainda, com a estimação de que em cada domicílio possuam 4 pessoas, pode-se chegar a conclusão de que na comunidade fictícia existam 75 domicílios para abastecimento de energia elétrica. Feito isto, pode-se avaliar o consumo de energia elétrica em cada domicilio através dos eletrodomésticos básicos que supostamente são utilizados em cada domicílio. A Tabela 1 nomeia quais sãos os equipamentos utilizados, a quantidade, a respectiva potência, o tempo de uso e o consumo diário de cada equipamento por domicilio. 13 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Equipamento Quantidade Potência (W) Tempo de uso diário (horas) Consumo diário (kWh) Geladeira 1 porta 1 200 16 3,2 Lâmpada fluorescencte compacta 4 15 4 0,06 Rádio Pequeno 1 10 2 0,02 Televisão em cores 20" 1 90 5 0,45 Total 3,73 Tabela 1 – Consumo elétrico diário por domicílio O consumo de energia elétrica diário de cada domicílio é de 3,73kWh, portanto para 75 domicílios serão necessários aproximadamente 280 kWh. Para atender esta demanda elétrica é necessário calcular um fator resultado da divisão entre a oferta e demanda de energia elétrica. O fator no Brasil gira em torno de 2 e tem como significado garantir que o sistema elétrico a ser instalado seja capaz de sustentar o fornecimento de eletricidade mesmo em situações de pico, ou seja, no momento em que todos os equipamentos da comunidade estarem sendo utilizados. O fator multiplicado por 280 kWh e logo em seguida o produto ser dividido por 24 horas (número de horas em 1 dia), resultará na potência recomendada para o gerador de energia elétrica. No caso da comunidade isolada fictícia, o gerador deve ter potência de 24 kW para conseguir abastecer os moradores em qualquer momento . A tecnologia de geração elétrica fotovoltaica é a mais viável para atender esta comunidade já que as usinas termossolares devem estar conectadas a uma rede de transmissão elétrica, pela potência gerada ser muito elevada para pequenas regiões e finalmente pelo alto investimento inicial. A análise a seguir foi feita através de dados obtidos na entrevista com Patrick Kann, desenvolvedor de negócios de uma empresa que vende projetos de novos módulos de energia solar. Serão apresentados 4 sistemas de geração elétrica: gerador a óleo diesel, energia fotovoltaica com e sem baterias para armazenagem e um sistema híbrido entre a geração elétrica fotovoltaica e a óleo diesel. Em todas as análises: os custos estão representados em dólares, não foram considerados os custos de manutenção, já que os valores entre os sistemas são semelhantes e também não foi considerado qualquer forma de incentivo financeiro. O método do Fluxo de Caixa Descontado foi utilizado para avaliar os investimentos e calcular os respectivos preços unitários de energia elétrica (US$/kWh). Como a Taxa Interna de Retorno (TIR) para novos projetos de energia elétrica é avaliada em 10% é possível obter o preço unitário de cada sistema gerador de energia elétrica a partir dos respectivos custos e receita. Para os sistemas estudados: há o custo de instalação que é obtido pela multiplicação do custo unitário de instalação pela potência da instalação, já a receita anual é 14 Universidade Presbiteriana Mackenzie obtida pela multiplicação do preço unitário de energia, o fator de capacidade do sistema, a potência da instalação e o total de horas em um ano (8760 horas). 5.1 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A ÓLEO DIESEL Como já foi mencionado, este tipo de geração elétrica é o sistema utilizado atualmente em comunidades isoladas. Nele além do custo de instalação há despesas com o transporte do combustível e o próprio combustível. O cálculo do custo total do óleo diesel foi feito através da média de preços aplicados para os Sistemas Isolados pelas distribuidoras do combustível em 2009. O câmbio adotado, com fechamento no dia 29/11/2010, foi de US$1,00 equivalendo a R$1,75. O gerador a óleo diesel tem vida útil curta, sendo capaz de produzir energia elétrica apenas durante 10 anos, sem estar em operação máxima a todo o tempo. O fator de capacidade deste sistema, que equivale à proporção entre a produção efetiva e a produção máxima (pico) é de 50%. A seguir será apresentada a Tabela 2 com todas as informações consolidadas. Custo de Instalação Instalação Fator de Capacidade Retorno Custo do Diesel Consumo Preço de Energia US$/kW kW % % US$/litro litro/kWh US$/kWh 250 24 50% 10% 1,08 0,40 0,44 Tabela 2 – Consolidação dos dados para instalação de geradores a óleo diesel A despesa anual com o óleo diesel é determinada a partir da multiplicação do custo do diesel, o consumo do combustível, o fator de capacidade do gerador e a quantidade de horas em um ano (8760 horas). Partindo do pressuposto que a taxa de retorno deve ser de 10%, é possível determinar o preço unitário de energia elétrica em US$/kW pelo Fluxo de Caixa (Tabela 3), composto por: custo da instalação, despesa anual com o óleo diesel e a receita anual. Ano 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Receita (US$) 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 46.388 Óleo Diesel (US$) -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 -45.412 Instalação (US$) -6.000 Total (US$) -6.000 976 976 976 976 976 976 976 976 976 976 Tabela 3 – Fluxo de Caixa do gerador a óleo diesel 15 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 5.2 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA FOTOVOLTAICA Diferente do gerador a óleo diesel, não há qualquer custo de combustível para geração de energia fotovoltaica. Os painéis fotovoltaicos, essenciais para a geração de energia fotovoltaica, perdem eficiência com o passar do tempo, ou seja, sofrem degradação. A degradação anual é mensurada em 1% e a vida útil dos painéis é de 20 anos. A geração de energia elétrica fotovoltaica ocorre apenas em 20% de um dia, portanto esse é o fator de capacidade desta fonte. Outro fator negativo é o dispêndio inicial em painéis fotovoltaicos, que é 16 vezes maior quando comparado ao gerador à óleo diesel. A energia elétrica gerada pode ser armazenada através de baterias ou ser prontamente utilizada, desta forma há dois tipos de sistemas para geração de energia fotovoltaica: sistemas que não utilizam baterias e os que utilizam baterias. O sistema de geração de energia elétrica sem baterias é muito limitado já que é capaz de gerar e distribuir energia apenas durante parte do dia, ou seja, apenas durante 20% de um dia já que é incapaz de armazenar energia elétrica. A Tabela 4 apresenta os dados consolidados desse sistema e a Tabela 5 seu respectivo Fluxo de Caixa: Custo de Instalação Instalação Fator de Capacidade Retorno Degradação Preço de Energia US$/kW kW % % %/ano US$/kWh 4000 24 20% 10% 1% 0,29 Tabela 4 - Resumo dos dados para instalação de painéis fotovoltaicos sem a utilização de baterias Ano Instalação (US$) Receita (US$) Total (US$) 0 -96.000 1 12.030 -96.000 12.030 2 11.910 11.910 3 11.791 11.791 4 11.673 11.673 5 11.556 11.556 6 11.441 11.441 7 11.326 11.326 8 ... 11.213 11.213 20 9.939 9.939 Tabela 5 – Fluxo de Caixa da geração de energia elétrica fotovoltaica sem utilização de baterias Já o sistema de geração fotovoltaica que utiliza baterias é mais recomendado por possibilitar a utilização de energia elétrica durante o dia todo. Para esse sistema devem ser considerados: o custo da bateria que já esta incluído o custo do controlador de carga, a capacidade da bateria e sua vida útil de 5 anos. O custo da bateria é calculado pela multiplicação da capacidade da bateria e o custo unitário por kWh. Como o sistema gera energia elétrica em apenas 20% de um dia, é necessário que a instalação elétrica seja maior para armazenar energia para o restante do dia. A Tabela 6 apresenta os dados consolidados desse sistema e a Tabela 7 seu respectivo Fluxo de Caixa: 16 Universidade Presbiteriana Mackenzie Custo de Instalação Instalação Bateria Capacidade da Bateria Fator de Capacidade Retorno Degradação Preço de Energia US$/kW kW US$/kWh kWh % % %/ano US$/kWh 4000 60 150 280 20% 10% 1% 0,41 Tabela 6 - Resumo dos dados para instalação de painéis fotovoltaicos utilizando baterias Ano 0 Receita (US$) Bateria (US$) -42.000 Instalação (US$) -240.000 Total (US$) -282.000 1 42.668 0 2 42.242 0 3 41.819 0 4 5 41.401 40.987 0 -42.000 6 40.577 0 7 40.171 0 8 9 10 ... 20 39.770 39.372 38.978 35.251 0 0 -42.000 -42.000 42.668 42.242 41.819 41.401 40.577 40.171 39.770 39.372 -3.022 -1.013 -6.749 Tabela 7 – Fluxo de Caixa da geração de energia elétrica fotovoltaica com a utilização de baterias 5.3 SISTEMA HÍBRIDO: GERAÇÃO ELÉTRICA FOTOVOLTAICA E A ÓLEO DIESEL O sistema híbrido consiste na utilização da energia fotovoltaica sem a utilização de baterias e a energia gerada através do óleo diesel para o período que não há radiação solar suficiente para geração elétrica. O custo total de instalação é o somatório dos custos dos sistemas já receita total é calculada considerando que em 20% do dia haverá geração elétrica fotovoltaica e no restante do dia o gerador a óleo diesel irá funcionar. A Tabela 8 apresenta os dados consolidados desse sistema e a Tabela 9 seu respectivo Fluxo de Caixa: Custo de Intalação - Fotovoltaica US$/kW Custo de Instalação - Óleo Diesel US$/kW Instalação kW Fator de Capacidade Diesel % Fator de Capacidade Solar % Retorno % Custo do Óleo Diesel US$/litro Consumo de Óleo Diesel litro/kWh Degradação Painel Fotovoltaico %/ano Preço de Energia US$/kWh 4000 250 24 50% 20% 10% 1,08 0,4 1% 0,40 Tabela 8 - Resumo dos dados para instalação do sistema híbrido Ano 0 1 Receita Diesel (US$) 33.218 Receita Solar (US$) 16.443 Óleo Diesel (US$) -36.329 Instalação (US$) -102.000 Total (US$) -102.000 13.331 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ... 20 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 33.218 16.278 16.116 15.955 15.795 15.637 15.481 15.326 15.173 15.021 13.585 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -36.329 -6.000 13.167 13.004 12.843 12.683 12.525 12.369 12.214 12.061 5.909 10.473 Tabela 9 – Fluxo de Caixa da geração de energia elétrica fotovoltaica com a utilização de baterias 17 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A base de comparação dos sistemas de geração elétrica são os preços unitários o os investimentos iniciais obtidos no item anterior. A Tabela 10 apresenta os preços dos sistemas elétricos e seus respectivos investimentos iniciais: Sistema Preço da energia (US$/kW) Investimento Inicial (US$) Gerador à Óleo diesel 0,44 6.000 Módulo Fotovoltaico - com bateria 0,41 282.000 Híbrido (Fotovoltaico e oleo diesel) 0,40 102.000 Módulo Fotovoltaico - sem bateria 0,29 96.000 Tabela 10 – Comparação dos preços de energia elétrica e seus investimentos iniciais O alto investimento inicial acaba por desestimular a utilização de módulos fotovoltaicos em comunidades isoladas. O preço de energia fotovoltaica é considerado baixo durante a vida útil dos painéis, mas o que encarece é a utilização de baterias o que aumenta praticamente 40% o preço da energia fotovoltaica. A ausência de baterias torna a energia fotovoltaica muito limitada e não consegue atender a demanda das comunidades. Já o preço da energia elétrica gerada a partir do óleo diesel é um pouco maior quando comparada ao preço da energia fotovoltaica com baterias porém o investimento inicial é aproximadamente 50 vezes menor. A melhor alternativa energética no âmbito econômico e sustentável para comunidades isoladas é a opção pelo sistema híbrido com a utilização de painéis fotovoltaicos e gerador a óleo diesel. Mesmo não sendo o menor preço de energia, o investimento inicial do sistema híbrido não é tão grande quanto ao sistema fotovoltaico com a utilização de baterias o que torna esta a melhor opção. É importante ressaltar que não foram consideradas as oscilações do preço do óleo diesel durante o período estudado. Por ser um derivado do petróleo, a tendência é de que o preço do sistema movido a óleo diesel aumente com o passar do tempo, o que pode causar alterações nos preços dos sistemas dependentes do combustível no período analisado. As comunidades isoladas situadas nas regiões Norte e Nordeste são as mais indicadas para serem abastecidas pelo sistema híbrido de geração elétrica. Isto porque na maior parte dessas regiões a radiação solar é suficiente para gerar energia elétrica durante 20% do dia. Além disso, nos Estados das regiões Nordeste e principalmente Norte estão os domicílios com menor percentual de acesso a energia elétrica. Esta deficiência limita o crescimento das comunidades isoladas e o abastecimento elétrico é fundamental para promover o desenvolvimento dessas regiões. Uma das soluções energéticas é justamente a implementação do sistema hibrido por ser um negócio rentável e também sustentável. 18 Universidade Presbiteriana Mackenzie 7. CONCLUSÃO A energia elétrica é fundamental para suprir algumas das necessidades humanas além de proporcionar o desenvolvimento de uma região. Nas comunidades isoladas, não é diferente, e a demanda elétrica dessas regiões tem aumentado gradualmente com o passar do tempo. A poluição oriunda pelos geradores a óleo diesel nessas regiões é irrisória frente à poluição total do país, mas mesmo assim contribui para degradação do meio ambiente. Os incentivos do Governo para a geração elétrica a óleo diesel desestimulam novos empreendimentos energéticos sustentáveis, como é o caso da energia solar. Sem esses incentivos, a diferença na prática entre os preços de energia dos sistemas estudados no trabalho e os preços reais praticados não seriam tão exorbitantes. O objetivo do trabalho foi alcançado já que foi demonstrado que a utilização de uma fonte renovável para geração elétrica (energia solar) em comunidades isoladas é viável financeiramente frente ao modelo atual de geração elétrica nessas regiões, não considerando qualquer forma de subsídio. A tendência é que com o avanço tecnológico, o custo da energia solar reduza consideravelmente, tanto para a implementação do sistema fotovoltaico quanto para as usinas termossolares. Aliado a esse avanço tecnológico, há ainda o apelo mundial para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Resta ao Governo revisar as políticas adotadas para geração elétrica em comunidades isoladas, como por exemplo, o subsidio ao sistema gerador de energia elétrica a óleo diesel, e estimular a utilização de fontes renováveis. No caso da energia solar, o Governo poderia reduzir os impostos para os componentes do sistema de geração elétrica solar para estimular a produção e ainda subsidiar uma parte do investimento inicial deste sistema. Vale lembrar que os custos desta tecnologia renovável devem diminuir com a massificação do uso, portanto alguma forma de incentivo do Governo pode desencadear na redução de custos em um horizonte não tão longe. 19 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 8. REFERÊNCIAS ANEEL. Unidades geradoras de energia elétrica a óleo diesel e a óleo combustível no Brasil (2001). <http://www3.aneel.gov.br/atlas/atlas_1edicao/atlas/petroleo/6_3_uso.html> Acesso em 26 de Julho de 2010. ANEEL. Mapa de radiação Solar <http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/energia_solar/3_3.htm> no Acesso Brasil. em 22 de Novembro de 2010. ANEEL. Esquema de um módulo fotovoltaico com baterias. <http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/energia_solar/3_3_2.htm> Acesso em 25 de Novembro de 2010. 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