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Categoria: PME
Felipe Dreher
Imdepa Rolamentos
aposta em conceito
de portal B2B para
impulsionar negócios
e conquista As 100+
Inovadoras no Uso de
TI entre empresas com
faturamento anual
de até R$ 250 milhões
Franceschini, da Imdepa: “O portal era uma demanda antiga. Identificamos um mercado potencial
ainda inexplorado e com grande oportunidade”
Nas palavras de Luiz Carlos Franceschini, gerente de TI da Imdepa
Rolamentos, 2010 está sendo um ano
atípico. A constatação vincula-se ao
volume e à intensidade dos projetos
conduzidos pelo departamento de
tecnologia da empresa que distribui produtos para os segmentos
agrícola, industrial e automotivo. No
rol das atividades que circulam pela
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área ao longo dos últimos meses
encontram-se esforços para suportar duas novas filiais, atualização
de versão do software de gestão e
a abertura de mais uma estrutura
de call center com 16 posições para
realizar um trabalho proativo de
prospecção de cliente.
No contexto, proximidade com
públicos-alvo parece nortear as es-
tratégias da empresa. De uma forma
geral, o movimento baseia-se em
abertura de novas frentes de contato
e, consequentemente, aumento da
carteira de cliente e receita. Um esforço em especial nesta seara conferiu
à companhia o título de campeã na
categoria PME, empresas com faturamento anual de até R$ 250 milhões,
de As 100+ Inovadoras no Uso de
InformationWeekBrasil | Setembro de 2010
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TI. O projeto consiste em um site de
comércio eletrônico business-to-business (B2B) direcionado para clientes e
representantes comerciais.
“É uma estratégia de longo prazo.
Identificamos um mercado potencial ainda inexplorado e com grande
oportunidade”, comenta o executivo.
Apesar de bastante difundido em
outras indústrias, a companhia encara
o projeto como algo inovador por seus
impactos nos negócios e por mexer
na cultura e no modelo organizacional da Imdepa. “O portal de B2B era
uma demanda antiga”, reconhece
Franceschini, citando que o comércio
eletrônico não é largamente praticado
pelo mercado de distribuição onde a
companhia atua.
A ferramenta vem como um novo
canal de comunicação que também
ajuda a empresa a identificar as reais
demandas de seus consumidores dentro de seu portfólio de produtos. Seu
principal objetivo residiu em garantir
agilidade nas transações comerciais e
maior autonomia aos compradores. Por
meio da solução, a distribuidora deixa
seu estoque disponível para o cliente
se servir por meio do site. A inovação
>Leiamais: www.itweb.com.br/100mais
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do projeto concentra-se principalmente
no desenho funcional da solução.
A iniciativa começou em meados
do ano passado. “Vimos tecnologias
de mercado e a possibilidade de fazer
desenvolvimento específico. Encontramos uma empresa que atendia
quase 100% das nossas necessidades”,
comenta. A opção foi pela contratação de serviço com um fornecedor
com expertise para ajudar a colocar
o portal no ar. A construção utilizou
ASP, ADVPL (integração com ERP),
Oracle e SQL. O site foi hospedado
externamente em um data center.
Públicos que seriam beneficiados pelo
portal participaram do piloto dando
suas contribuições. Franceschini também cita envolvimento das áreas de
marketing, comercial, suprimentos,
fiscal, financeiro e TI no projeto.
Um dos desafios tecnológicos
era tornar disponíveis o estoque e a
política de preço para os clientes e
representantes de forma simultânea.
Desta maneira, destaca-se na iniciativa a integração em tempo real entre a
plataforma e o sistema de gestão empresarial. A atualização de versão do
sistema da Totvs – utilizado em todas
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Categoria: PME
as instâncias corporativas – pode não ser considerado um trabalho inovador da TI, mas acabou
por servir como alicerce para crescer a solução.
De acordo com o gerente, na hora da transação,
o cliente dá ‘enter’ e a operação é registrada no
ERP. “O mesmo estoque que o vendedor vê como
disponível é o que o cliente vê na ponta. Qualquer
mudança no cadastro, ele [o software de gestão]
é automaticamente atualizado”, define, citando
que o alinhamento mostra a importância dada no
projeto para olhar o processo como um todo.
A solução entrou em produção em março de
2010 com expectativa de retorno sobre o investimento (ROI) vindo ao longo deste ano. “Já podemos afirmar a redução dos custos nos processos
da vendas”, comenta o executivo, sem citar o
montante alocado na iniciativa.
Dentre os objetivos projetados estão, ainda,
elevação de receita e fidelização da base. A diretoria
comercial espera que, até dezembro, como conclusão desta primeira fase do projeto, verifique-se 5%
dos clientes da Imdepa operando via o B2B. “No
momento não existe uma meta referente a valor
ou faturamento”, afirma o gerente, explicando que
uma maior precisão virá com as projeções de 2011,
baseada nos resultados do primeiro ano da ferramenta em produção. “Os números [dos meses iniciais da solução] serão apresentados na convenção
da empresa, no fim do ano. Por isto não tenho como
passar as informações neste momento”, explica.
Seq. Empresas
Pontuação
1
Imdepa Rolamentos
5,46
2
Cyberlynxx
5,31
3
Rochester Distribuidora de Autopecas
5,04
4
Proguarda Administração e Serviços
4,94
5
Proguarda Vigilância e Segurança
4,90
6
Softsys Informática
4,85
7
S4-it
4,83
8
Benner Sistemas
4,71
9
Tambau Empresa Alimentícia
4,65
10
Zodiac Produtos Farmacêuticos
4,65
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Inovação do projeto
concentra-se principalmente
no desenho funcional
da solução
Transformando
em projetos concretos
Segundo o gerente, não
existe um processo formal de
inovação em tecnologia na
Imdepa. “Vai muito de analisar as demandas de negócio.
A partir disso, fazemos um
trabalho de como melhor
entregar ferramentas e
soluções”, detalha, comentando que a companhia possui
áreas comercial, logística,
marketing e de suprimentos
muito fortes, que puxam
iniciativas inovadoras do
departamento que abriga dez
profissionais comandados
por Franceschini. “A TI está
inserida em todas as unidades de negócios e projetos,
sendo eles de inovação ou
não, e é cobrada por alta
disponibilidade, segurança e
performance”, revela.
“Funciona como uma
engrenagem”, compara o
gestor. Isso significa que
quaisquer ações das áreas
usuárias refletem em outros
departamentos de negócio
com a tecnologia permeando
o processo. “Temos um papel
fundamental de incentivar e,
principalmente, suportar as
inovações transformando-as
em projetos concretos e viáveis considerando a análise
de escopo, custo, prazo e
qualidade”, diz.
Para o futuro, a empresa que soma cerca de 200
funcionários e que possui
bases no Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Paraná, São
Paulo, Espírito Santo, Goiás,
Mato Grosso e Minas Gerais
pretende fortalecer iniciativas
de business intelligence (BI).
Segundo o gerente, a intenção é replicar a tecnologia
QlikView – utilizada atualmente na área de suprimentos – em toda companhia.
“Ela vem demonstrando
potencial grande. Onde entra,
vai muito bem”, atesta. O
planejamento para o próximo
ano ainda não foi fechado,
mas essa aparece como uma
das principais iniciativas
que se desenha no horizonte tecnológico da empresa.
Pelo visto, a ideia de ampliar
inteligência de negócio e
conhecer mais profundamente o mercado deve ficar por
mais algum tempo na pauta
iwb
de Franceschini.
InformationWeekBrasil | Setembro de 2010
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