N O V O P R I S M A A G R O - F L O R E S TA L PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUMÁRIO PÚBLICO 2O15 8 a E D I Ç Ã O A P R E S E N TA Ç Ã O OBJE TIVOS DO MANEJO No dia 23 de novembro de 1951 nascia a Eucatex, a primeira em terras e reflorestamento, para garantir autossuficiência no Garantir a produção sustentável de madeira para o empresa brasileira a pensar em conforto ambiental e acústico e abastecimento de matérias-primas. Encerrou a década de 1980 abastecimento das unidades fabris do Grupo Eucatex, a usar o eucalipto como matéria-prima para a produção de cha- com unidades fabris nos segmentos: Florestal, Madeira, Metáli- prezando pelo uso racional dos recursos florestais, pela pas e painéis. O embrião da Eucatex foi a Serraria Americana, ca e Mineral, exportando seus produtos para 50 países. conservação dos ecossistemas naturais, pelo respeito e instalada em 1923 na cidade de São Paulo. A primeira fábrica, hoje conhecida como Unidade Chapas, foi inaugurada em Salto (SP), em 1954. Lá, a Eucatex iniciou suas atividades produzindo forros acústicos e chapas soft de fibras de madeira. Pouco tempo depois, passou a fabricar chapas isolantes e acústicas. Entre 1956 e 1965, a empresa instalou escritórios de representação em várias capitais brasileiras e em Buenos Aires, na Argentina. Em 1965, começou a exportar para a Europa. Do final da década de 1960 até 1980, a Eucatex inaugurou uma nova fábrica de chapas duras em Salto e a Unidade Metálica, em Barueri (SP). Nesse período, a empresa também começou a investir Com a inauguração de mais uma fábrica em Salto, em 1994, a Eucatex passou a desenvolver em seus laboratórios uma linha ÍNDICE PÁGIN A 04 F L O R E S TA S E U C AT E X qualidade de vida dos colaboradores e pela sustentabilidade do negócio florestal no curto, médio e longo prazos. completa de tintas e vernizes. Foi também no interior de São Paulo, em Botucatu, que a empresa iniciou, em 1996, a fabricação de painéis de madeira aglomerada. PÁ G I N A Em 2015, a Eucatex completa 64 anos. Exporta para 40 países e 08 G E S Tà O F L O R E S TA L possui cinco modernas fábricas em Botucatu e Salto (SP) e em Cabo de Santo Agostinho (PE). Conta com mais de 2 mil colaboradores e produz pisos, portas, divisórias, painéis MDP e MDF, chapas de fibra de madeira e T-HDF e tintas e vernizes. PÁGIN A 14 MONITOR AMENTOS A M B I E N TA I S PÁ G I N A 22 DESEMPENHO SOCIAL PÁGIN A 26 EMERGÊNCIAS A M B I E N TA I S PÁ G I N A 27 CANAIS DE COMUNICAÇÃO PÁGIN A U N I D A D E PA I N É I S E P I S O S – B O T U C AT U ( S P ) Este documento é um resumo das práticas adotadas pelo Grupo Eucatex, no manejo e colheita florestal pela Novo Prisma Agro-Florestal Ltda., e no carregamento e transporte da madeira pela ECTX S/A. (Nota: Até 31/03/15 a colheita era realizada pela ECTX S/A) 28 POLÍTICAS E CERTIFICAÇÕES FA Z E N D A J O à O PA U L O I I - B O T U C AT U ( S P ) A S P R O P R I E D A D E S D O G R U P O E U C AT E X OCUPAM UMA ÁREA DE 46 MIL H E C T A R E S, DOS QUAIS 28 MIL SÃO CERTIFICADOS P E L O F S C® E L A S E S Tà O D I S T R I B U Í D A S E M LOCALIZADAS NO INTERIOR D O E S TA D O D E S à O PA U LO 24 36 15 FA Z E N D A S PRÓPRIAS FA Z E N D A S ARRENDADAS FA Z E N D A S PARCEIRAS B O T U C AT U S A LT O CAPÃO BONITO Um terço da extensão total, aproximadamente 13 mil hectares, compreende as áreas reservadas à preservação ambiental, nas quais predomina dois tipos característicos de vegetação: Floresta Estacional Semidecidual e de Transição de FLORESTAS EUCATEX Estacional Semidecidual – Cerrado. Os produtos Eucatex são reconhecidos e certificados pelo FSC, entidade internacional que atesta que são fabricados de maneira responsável. As áreas plantadas com eucalipto abastecem as unidades fabris do Grupo com mais de 1 milhão de metros cúbicos de madeira por ano, quantidade suficiente para a manutenção da sustentabilidade do sistema. F LOR E S TA S E UC AT E X 5 ÁRE A DE MANEJO F L O R E S TA L D A N O V O P R I S M A A REGIÃO E SUA S CAR ACTERÍSTICA S A Unidade Florestal está presente em 19 municípios do Estado REGIÕES CARACTERÍSTICAS de São Paulo, contemplando as seguintes regiões: SALTO: 2.833,90 hectares de efetivo plantio de eucalipto, com 1.405,52 hectares de áreas de reserva natural. Botucatu Salto Capão Bonito Latitude (S) 22º48’ 23º22’ 24º00’ Longitude (W) 48º26’ 47º18’ 48º27’ 750 650 702 Altitude (m) Temperatura (oC) Predomina a fusão de áreas urbanas entre Campinas e Soro- Média anual 19,0 20,0 18,1 caba. A população trabalha no setor de serviços e na indústria. Mínima mensal média / mês 15,2 / julho 15,9 / julho 14,2 / julho Máxima mensal média / mês 21,9 / fevereiro 23,0/fevereiro 21,8 / fevereiro Clima Köeppen Cfa Cwa Cfb Solos predominantes LV, LE, RQ LV, PV, Cb LE, LV, PV Na parte rural, a instalação de condomínios pressiona as áreas florestais e agrícolas. CAPÃO BONITO: 2.027,47 hectares de efetivo plantio de eucalipto, com 715,66 hectares de áreas de reserva natural. Predo- CLIMA Cwa = Tropical / Mesotérmico brando úmido, com 1 a 2 meses de seca Cfa = Subtropical / Mesotérmico brando úmido, com 1 a 2 meses de seca Cfb = Temperado / Mesotérmico brando semiúmido, sem seca mina a agropecuária e a fruticultura. FAZENDAS TIPO DE FAZENDA MUNICÍPIO ÁREA TOTAL (ha) BOTUCATU: 23.096,16 hectares de efetivo plantio de eucalipto, 6 Rancho Feliz Própria Salto - Química Própria Salto 40,95 Boa parte da população próxima a Itatinga está envolvida na Projeto Madeira Própria Salto 5,44 Coronel Delfino Arrendamento Anhembi 650,69 atividade econômica das empresas florestais. Em Botucatu, a 2T Arrendamento Avaré 385,74 Alvorada Parceria Anhembi 555,83 Figueira Arrendamento Itatinga 267,66 ACN Arrendamento Itatinga 408,11 Boa Esperança III Parceria Presidente Alves 460,04 Santa Filomena Parceria Avaré 1.215,03 Barra Mansa Parceria Anhembi 415,42 Nova Esperança Parceria Presidente Alves 528,10 São João do Araçai Arrendamento Itatinga 330,87 Estiva Arrendamento Botucatu 802,11 São José Arrendamento Bofete 257,44 3 Lagoas Arrendamento Angatuba 1.122,77 Burgos Arrendamento Bofete 186,16 Jacutinga Arrendamento Botucatu 139,28 Vista Alegre Arrendamento Tapiraí 182,68 Santa Rita Arrendamento Itatinga 453,77 São Benedito Arrendamento Bofete 233,16 Boa Vista I Arrendamento Avaré 79,34 Boa Vista II Arrendamento Avaré 93,14 Santa Catarina Arrendamento Bofete 174,21 3R Arrendamento Bofete ocupação divide-se entre a indústria e a agricultura. C R O Q U I D E L O C A L I Z A Ç Ã O D A S FA Z E N D A S E U N I D A D E S FA B R I S D A E U C AT E X Data Atualização: 31/12/2014 Distância (km) Botucatu Área total (ha) Plantio (ha) Área reserva (ha) Área APP (ha) 191,28 2 São Pedro Elias Fausto 23 165 539,65 439,64 34,09 44,94 20,29 0,69 Itu 25 142 837,34 581,08 129,66 76,60 41,70 8,30 Conchas 147 85 287,87 227,24 34,71 18,22 7,70 São Camilo Arrendamento Bofete 103,94 Humaitá Arrendamento Avaré 709,29 8 N. Srª. Conceição São Judas Tadeu III Carread. / Outras Estradas (ha) (ha) Arrendamento Itu 330,78 11 Santa Fé Botucatu 210 50 2.432,85 1.683,87 602,68 68,43 73,27 4,60 Alvorada II Arrendamento Conchas 235,55 13 Santo Agostinho Salto de Pirapora 76 190 571,35 494,48 15,87 27,47 32,78 0,75 Boa Vista III Arrendamento Conchas 165,46 16 Itatinga 190 35 1.550,42 1.010,51 349,76 127,63 59,66 2,86 Gramado Arrendamento Salto 74,44 São José do Bromado 17 Santa Adelaide Itatinga 193 36 611,02 507,96 43,39 23,64 32,22 3,81 Palmeiras Arrendamento Anhembi 328,68 18 Itatinga 195 40 787,74 563,79 125,76 48,48 43,63 6,08 Saltinho Arrendamento Itatinga 126,24 Itatinga 195 39 197,08 154,25 14,28 20,03 8,52 Itatinga Itatinga 211 189 52 34 3.588,98 1.280,86 2.391,61 912,29 717,05 245,46 396,57 54,22 73,22 68,85 19 Vista Alegre II Parceria Tapiraí 159,42 Figueira II Arrendamento Itatinga 236,80 Monte Selvagem Arrendamento Botucatu 583,24 23 Ribeirão Bonito Arrendamento Conchas 148,19 25 Boa Vista IV Arrendamento Botucatu 114,49 40 Pirahy Parceria Itu 388,32 Itatinga 532,05 112,30 Santo Antônio Parceria Porto Feliz 149,84 Pinheirinho Parceria Porto Feliz 126,32 Vista Alegre e Luciene Arrendamento Avaré 134,52 Santana Arrendamento Itu 383,04 Ipê Parceria Domélia 835,17 Paulista Arrendamento Itu 848,45 Primavera Parceria Bofete 347,27 Primavera II Arrendamento Itu 86,08 Por do Sol Parceria Sorocaba 110,78 Alvorada III Arrendamento Itatinga 713,30 Ribeirão da Fartura Parceria Cerqueira César 297,73 Estância Santa Terezinha Arrendamento Avaré 56,23 Iracemápolis Águas de São Pedro Artur Nogueira Limeira 21 22 41 43 44 45 47 74 85 111 42 23 Boa Esperança II Campos dos Veados Santa Irene Avaré Veados e Invernadinha Santa Terezinha São Francisco de Assis João Paulo II Vitória Paranapanema Planalto São Tomé Liberdade Sítio Fernanda Santa Isabella Morrinhos Total Fazendas Manduri Botucatu 194 38 372,51 293,51 26,11 33,14 10,36 9,39 Bofete 154 60 3.907,08 2.416,74 813,18 321,79 165,51 160,11 Botucatu 190 1 627,42 400,81 61,15 24,84 21,10 110,39 Botucatu Capão Bonito Capão Bonito Capão Bonito Capão Bonito Avaré 201 160 199 202 200 190 20 209 251 240 249 35 299,66 2.682,79 119,88 44,85 38,28 586,28 207,48 1.852,38 103,68 39,34 32,07 467,57 52,60 456,73 3,93 1,81 2,79 57,56 21,85 246,56 3,38 0,46 26,26 9,59 87,03 5,75 2,81 1,85 25,05 4,73 40,09 1,77 0,43 1,57 9,84 Avaré 193 37 30,15 20,25 6,88 1,30 1,59 0,13 Botucatu Botucatu 175 185 60 11 718,68 581,98 78,74 13,57 21,47 22,92 6.133,82 3.306,84 2.003,95 443,68 234,81 118,99 28.246,56 18.689,37 5.878,14 2.043,06 1.048,76 515,30 85 74 8 16 Jumirim 21 Porto Feliz Tatuí Guareí Paranapanema 4 Araçoiaba da Serra S orocaba Votorantim Alambari Itapetininga Salto de Pirapora Sarapuí Detalhe: P. Alves Itaberá Pirajuí Vi a Ra Presidente nd Alves on Itapeva Unidades Avaí Cidades Nova Campina S S ão Miguel Arcanjo Taquarivaí Fora do escopo Capão Bonito 45 São Roque Piedade Pilar do S ul Buri Escopo Gália Mairinque Alumínio Ibiúna 13 Presidente Alves Itararé Itu Cabreú Iperó Capela do Alto Angatuba Campina do Monte Alegre S alto Boituva Itaí Coronel Macedo Unidade Chapas e T-HDF 2 Cesário Lange Quadra Campi Indaiatuba Cerquilho Torre de Pedra 22 Taquarituba Elias Fausto Rafard Tietê P orangaba 19 23 Capivari Laranjal Paulista Pereiras Pardinho 25 Bofete 18 Monte Mor Mombuca Conchas Itatinga 17 Rio das S altinho Pedras 11 42 40 Arandu 7,81 0,04 Itatinga Anhembi Cerqueira César S anta Bárbara Americana d'Oeste Paulínia Nova Odessa Sumaré Hortolândia Piracicaba Unidade 111 Painéis e Pisos 41 Avaré Santa Rosa Cabreúva S ão Pedro Engenheiro Coelho Cordeirópolis Santa Gertrudes Charqueada Cosmópolis Pratânia Águas de Santa Bárbara Iaras Óleo DISTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS POR FAZENDA - ESCOPO FSC Distância (km) Salto Parceria S anta Maria da Serra São Manuel Município Arrendamento Rio Claro Ipeúna Areiópolis Fazendas Fênix Torrinha Igaraçu do Tietê Lençóis Paulista Borebi Mineiros do Tietê Barra Bonita Agudos Macatuba Cód Santa Clara Piratininga Cabrália Paulista 4 SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 SOLO LV = Latossolo Vermelho Amarelo LE = Latossolo Vermelho Escuro PV = Argissolo Vermelho Amarelo RQ = Neossolo Quartzarênico Cb = Cambissolo com 11.229,22 hectares de áreas de reserva natural. FORA DO ESCOPO DA CERTIFICAÇÃO J 47 44 Tapiraí 43 Ribeirão Grande F LOR E S TA S E UC AT E X 7 FA Z E N D A J O à O PA U L O I I - B O T U C AT U ( S P ) O C I C L O S U S T E N TÁV E L D A F L O R E S TA VIVEIRO DE MUDAS EXPEDIÇÃO DAS MUDAS CONTROLE DE QUALIDADE PRODUÇÃO DE MUDAS PREPARO DO SOLO E PLANTIO PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICO PREPARAÇÃO PARA UM NOVO PLANTIO CASA DA N AT U R E Z A SEGURANÇA DO TRABALHO ARRENDAMENTO E PARCERIA F L O R E S TA L TRANSPORTE E ABASTECIMENTO D A S FÁ B R I C A S RELACIONAMENTO COM PARTES INTERESSADAS ADUBAÇÕES DE COBERTURA MONITORAMENTO A M B I E N TA L MONITORAMENTO NUTRICIONAL CONTROLE DE QUALIDADE C O L H E I TA ÁREA DE PLANTIO I N V E N TÁ R I O F L O R E S TA L TECNOLOGIA E M E L H O R A M E N T O F L O R E S TA L SANIDADE F L O R E S TA L Hoje, são plantados quatro clones híbridos de urograndis (eucalipto). A diversidade de materiais genéticos produzidos no Consiste na pesquisa de materiais genéticos para a seleção dos Viveiro é determinada pela Política Clonal Florestal, adotada melhores indivíduos. A experimentação se dá em campo nas di- como parte da sustentabilidade das plantações florestais, evi- versas regiões da empresa, buscando materiais genéticos mais GESTÃO tando plantios monoclonais em campo. A empresa não trabalha produtivos, naturalmente resistentes a pragas e doenças e com com organismos geneticamente modificados. FLORESTAL como densidade básica da madeira e teores de casca adequados. as características específicas desejadas pelas unidades fabris, É necessário o aprimoramento constante do manejo florestal, para isso, são desenvolvidas pesquisas nas áreas de nutrição, pra- Os materiais clonais são selecionados pela plasticidade em dife- gas, doenças e atividades correlatas ao manejo, a fim de garantir rentes condições ambientais, não havendo restrições de adapta- a evolução e a manutenção da produtividade. Além de buscar bilidade nas áreas de plantio. Os resultados obtidos geram maior novas tecnologias, essas pesquisas dão apoio técnico às áreas capacidade produtiva e otimização da produção de madeira em operacionais. distintas condições de sítio. GE S Tà O F LOR E S TA L 9 VIVEIRO DE MUDAS - BOFE TE (SP) FA Z E N D A S A N TA I R E N E - I TAT I N G A ( S P ) V I V E I R O F L O R E S TA L S I LV I C U LT U R A Localizado no município de Bofete, o Viveiro Florestal é res- A implantação da silvicultura contempla a preparação da área ponsável pela produção de mudas de eucalipto destinadas à e do solo, a adubação e o plantio, de modo a garantir o cresci- formação das florestas da Eucatex. O sucesso da implantação mento homogêneo das mudas no campo. e o desenvolvimento dos povoamentos florestais são, em gran- A empresa utiliza técnicas de cultivo mínimo, sem uso de quei- de parte, dependentes da qualidade das mudas utilizadas no mada, que asseguram menor impacto ao solo e a permanência plantio, justificando, assim, todos os cuidados a elas dedicados de resíduos vegetais na superfície, gerando matéria orgânica e durante a formação no Viveiro. contribuindo para a diminuição de riscos erosivos. Por outro lado, o manejo do Viveiro deve ser efetuado para atender a quantidade de mudas requeridas para plantio dentro PLANTIO X CONDUÇÃO dos prazos preestabelecidos, de forma a não acarretar descon- 0 100 tinuidade ou perda das operações de preparo de solo realizadas no campo. 80 57 Percentagem (%) PRODUÇÃO DE MUDAS 10 8,8 Unidade (milhões) 8 6 6 5,2 4,7 60 100 94 40 43 20 4 0 2 2012 2013 2014 Condução 0 2012 2013 Plantio 2014 Real Controle (mín) DEFINIÇÃO DA S UNIDADE S DE MANEJO E PL ANTIO M A N U T E N Ç Ã O F L O R E S TA L S A N I D A D E F L O R E S TA L O Programa Sanidade Florestal (PSF) estabelece medidas Nas áreas destinadas ao plantio, é definida, por meio de levan- Após o plantio, os monitoramentos de pragas, doenças, mato-competição e adubações e as manutenções são realizados conforme definição prévia do manejo florestal. tamentos pedológicos e outras análises, a aptidão natural ao cultivo do eucalipto e as extensões reservadas à preservação e malha viária. Com base nessas características, determina-se o manejo florestal, proporcionando às mudas o seu crescimento, assim como a mais adequada condição de desenvolvimento das florestas, melhor produtividade e sustentabilidade do site. 3,00 plantação e a manutenção da malha viária e a conservação do 2,50 objetivo de levantar os pontos críticos que deverão ser estudados, para estabelecer soluções próprias para cada caso. São construídos pontes, camalhões, aterros e drenos para as águas das chuvas e a regularização de leitos, para proporcionar o tráfego adequado dos veículos e evitar perdas de solo. 10 MOSAICO DE IDADE S E DE CONFORMAÇÃO ças, e o favorecimento da paisagem. Além disso, os plantios da tamento da necessidade de manutenção, quantificando áreas e empresa respeitam as curvas dos fragmentos de mata nativa, distâncias para dimensionamento e cotação das obras, princi- delimitados pelas reservas de vegetação nativa e Áreas de Pre- palmente antes da época de colheita. servação Permanente. SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 grado de pragas e doenças. dos riscos relacionados ao uso de defensivos. A Eucatex 1,50 sempre prioriza alternativas de controle biológico e o 1,00 emprego racional de defensivos, e utiliza esse recurso 0,50 somente quando não é possível outro meio de controle. 0,00 2013 2014 O plantio é realizado de forma a obter um mosaico com dife- Além das inspeções periódicas, anualmente efetua-se o levan- civos, sendo fundamentado nas técnicas do manejo inte- reforçam a preocupação da empresa quanto à redução 2012 rentes idades para garantir maior resistência a pragas e doen- dispersão e de danos provocados por agentes bióticos no- dido junto às instituições públicas e privadas de pesquisa 2,00 solo, atentando-se para as variações ao longo do trajeto, com o intervenção para a redução dos riscos de introdução, de A estratégia adotada pelo Programa e o esforço empreen- DOSAGEM DE QUÍMICOS Neste momento, também são realizados o planejamento, a im- e ações de prevenção e controle, definindo as bases de Seu uso considera os aspectos legais e a segurança dos colaboradores e do ambiente. Quanto aos defensivos proi- Fungicidas (L/ha) Pós-emergentes (L/ha) bidos pelo FSC, a empresa utiliza apenas aqueles para os Pós-emergentes (kg/ha) Pré-emergentes (L/ha) quais são concedidas derrogações, e, neste caso, há a obe- Inseticidas Formicidas (kg/ha) diência de todas as condicionantes estabelecidas. GE S Tà O F LOR E S TA L 11 I N V E N TÁ R I O F L O R E S TA L LOGÍSTICA O Inventário Florestal é realizado nas áreas plantadas A logística é realizada por empresas parceiras especializadas. A para determinar o estoque de madeira existente e acom- definição da rota é planejada com antecedência e o transporte panhar o crescimento anual das florestas. Eles são de dois ocorre 24 horas por dia, todos os dias da semana. tipos: inventário contínuo e inventário pré-corte. Os caminhões possuem placas informando os canais de comunicação da Eucatex, para facilitar o contato com a empresa. INVENTÁRIO CONTÍNUO: efetuado a partir do segundo ano do plantio, busca levantar o estoque de madeira existente no ano medido. Com essa informação e o histórico de medição, é possível estabelecer as curvas de crescimento das florestas. Esses dados são utilizados para abastecimento INCREMENTO MÉDIO ANUAL (IMA) do Planejamento Plurianual e Estratégico da empresa, que 60,00 ao plantio e à autossuficiência na produção de madeira. 50,00 INVENTÁRIO PRÉ-CORTE: é feito no último ano do plantio, cerca de um mês antes da colheita, com maior intensidade amostral, para obter uma melhor estimativa do volume a ser colhido na área. IMA (m3/ha/ano) visa fornecer os volumes e as áreas destinados à colheita, 49,72 49,29 51,30 2013 2014 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 2012 Controle (mín) Real C O L H E I TA F L O R E S TA L FA Z E N D A M O R R I N H O S - B O T U C AT U ( S P ) Toda a produção florestal é transportada para as unidades fabris do Grupo Eucatex, localizadas nas cidades de Salto e Botucatu (SP), para fabricação de painéis de madeira reconstituída. A atividade inicia-se em florestas que atingiram idade entre seis e sete anos, definidas previamente pelo Planejamento Estratégico. O corte e a derrubada são realizados com máquinas florestais, e nos locais onde não é possível, são feitos de forma semimecanizada, com motosserra. Na sequência do processo, acontece o desgalhamento, arraste ou remoção das árvores, traçamento, empilhamento dos toretes e, depois disso, a madeira é transportada para as unidades fabris. S A LVA G U A R D A D O S AT I V O S F L O R E S TA I S As fazendas são monitoradas por meio de rondas diárias executadas pelos caseiros, e quando há uma ocorrência ambiental (caça, pesca, invasão, entre outros), é registrado um boletim de ocorrência ambiental para solução imediata. Para reforçar a salvaguarda dos ativos e dos atributos ambientais neles existentes, placas educativas estão fixadas em pontos estratégicos das propriedades. A colheita é efetuada em mosaico em áreas previamente defi- CADEIA DE CUSTÓDIA DO MANEJO nidas, minimizando os impactos ambientais nas microbacias e O manejo florestal é efetuado por empresas do Grupo Eucatex bacias de drenagem locais. Um microplanejamento da opera- desde o início até a entrega da madeira nas fábricas. A Novo ção é realizado na área, verificando-se no percurso os principais Prisma realiza as operações desde a etapa de melhoramento pontos onde as pilhas de madeira serão depositadas. A definição até a colheita florestal, e a ECTX S/A é responsável pelas opera- prévia da localização das pilhas, durante a operação de baldeio, ções de carregamento e transporte da madeira. Todo o proces- e a manutenção e o cascalhamento das estradas permitem que so é controlado por meio do sistema de cadeia de custódia do o transporte da madeira seja feito sem dificuldades e no tempo manejo de plantações florestais. previsto. CUSTOS OPERACIONAIS 2014 4 3,O3% S I LV I C U LT U R A 34,87% TRANSPORTE As áreas colhidas são reformadas em um novo plantio ou conduzidas para rebrota dos tocos. Volume (m3) COLHEITA DE MADEIRA 1.400.000 1.200.000 1.000.000 800.000 600.000 400.000 200.000 0 1.255.000 1.081.256 2 2 ,1O% C O L H E I TA 2012 Real 12 SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 1.075.372 2013 2014 Controle (mín) GE S Tà O F LOR E S TA L 13 PA L M I T O J U Ç A R A ( E u t e r p e e d u l i s ) N A Á R E A D E A LT O VA L O R D E C O N S E R VA Ç Ã O D A FA Z E N D A S A N TA T E R E Z I N H A - B O F E T E ( S P ) Todos os recursos naturais (água, ar, solo, fauna e flora) são monitorados conforme os processos descritos a seguir: FLOR A Seu objetivo é inventariar, analisar, sistematizar e disponibilizar informações da cobertura vegetal das áreas de conservação das fazendas (análise da paisagem), para subsidiar práticas de manejo ambiental adotadas pela empresa com vista à manutenção da biodiversidade e dos recursos naturais associados. D E S S E TOTA L ANALISADO, DAS ÁREAS PRÓPRIAS DA EMPRESA, 7 . 9 5 4,6 8 ha 23% SÃO COBERTOS P O R V EG E TA Ç Ã O D O B I O M A M ATA AT L  N T I C A 67 % OS R E S TA N T E S S à O FORMADOS POR CAMPOS, CAMPOS ÚMIDOS E ÁREAS EM PROCESSO DE RECUPERAÇÃO SÃO COMPOSTOS POR ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA, SENDO QUE, EM 2O14, FORAM I N V E N TA R I A D O S 5 . O 5 9 ,9 8 ha 1O% P O R V EG E TA Ç Ã O DO BIOMA CERRADO ÁREA DE VEGETAÇÃO CARACTERIZADA R E C U P E R A Ç Ã O A M B I E N TA L 7.000 Por meio do monitoramento das áreas de conservação é pos- 6.000 sível identificar aquelas com necessidade de recuperação 5.000 ambiental e indicar medidas para a restauração gradativa da de Monitoramento de Flora, que apresenta ações para promover a contenção de processos erosivos, a proteção da Área de MONITORAMENTOS AMBIENTAIS Alto Valor de Conservação, a eliminação de espécies exóticas invasoras em Áreas de Preservação Permanente e reserva e a aceleração do avanço dos estágios sucessionais da vegetação. 3.846 Área (ha) vegetação. As medidas necessárias são apontadas no Sistema 5.060 4.000 3.242 3.000 2.000 1.000 0 2012 2013 2014 Real Controle (mín) M ON ITOR A M E N TOS A M B IE N TA IS 15 E S P É C I E S AV I S TA D A S N A S Á R E A S D E M A N E J O F L O R E S TA L D A E U C AT E X , I N S E R I D A S N A L I S TA D E A M E A Ç A D O E S TA D O D E S à O PA U L O E N A L I S TA DE AME AÇA DO BRASIL: FA U N A O objetivo é avaliar a biodiversidade nas florestas naturais remanescentes e o impacto que o manejo florestal pode ter sobre considerando a compreensão regional, sendo desenvolvidos nas cinco regiões de atuação da Unidade Florestal. Para complementação e comparação dos dados, utiliza-se a metodologia Carômetro, em que os avistamentos de fauna são registra- Mastofauna dos pelos colaboradores durante suas atividades. NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO Tamanduá-bandeira fauna encontradas nas áreas da empresa SP BR Myrmecophaga tridactyla AM VU corresponde a 5,7% da mastofauna na- VU cional (PAGLIA et al, 2012) e 17,3% da es- Anta Tapirus terrestris AM Veado-mateiro Mazama americana AM Cateto, caititu Pecari tajacu QA Queixada, porco-do-mato Tayassu pecari AM Barbado, bugio Alouatta guariba Macaco-prego Sapajus nigritus QA Lobo-guará Chrysocyon brachyurus AM VU Raposinha, Graxaim Lycalopex vetulus AM VU Jaguatirica Leopardus pardalis AM Gato-do-mato-pequeno Leopardus tigrinus AM EN Gato-maracajá Leopardus wiedii AM VU AM VU Onça-parda Puma concolor Gato-mourisco Puma yagouaroundi Ariranha Pteronura brasiliensis tadual (VIVO et al, 2011). A constatação VU desses valores e a presença de espécies CR ameaçadas e de mamíferos de médio e naturais oferecem um bom suporte para a fauna local, e que o manejo não tem VU AM grande portes demonstram que as áreas VU causado grandes impactos a ela. Além do monitoramento constante, algumas medidas de proteção são empre- Paca Cuniculus paca QA gadas pela empresa: vigilância patrimo- 37 157 9 Jacupemba Penelope superciliaris QA Cabeça-seca Mycteria americana QA nial, sinalização de proibição de caça e Papagaio-verdadeiro Amazona aestiva QA M A S T O FA U N A A V I FA U N A H E R P E T O FA U N A DA DA DA ESPÉCIES Avifauna SENDO AT É 2 O 1 4 FO R A M D E T EC TA D A S 2O3 O número total de espécies da masto- AMEAÇA a biota. O levantamento e a análise da fauna são elaborados pesca, sistema de controle a incêndios Uí-pi Synallaxis albescens QA florestais, colheita em sistema de mosai- Soldadinho Antilophia galeata QA Urubu-rei Sarcoramphus papa AM co, favorecimento da conectividade en- Araponga Procnias nudicollis AM Bico-de-pimenta Saltatricula atricollis AM Pixoxó Sporophila frontalis AM tre remanescentes naturais e conscientização ambiental junto às comunidades e AM colaboradores. AM - Ameaçada de extinção; QA - Quase ameaçada; VU - Vulnerável; EN - Em perigo de extinção; CR - Criticamente em perigo. DENTRE ELAS, 2 5 E S Tà O A M E A Ç A D A S DE EXTINÇÃO ESPÉCIES AVISTADAS AVISTAMENTO DE ESPÉCIES AMEAÇADAS 180 30 25 157 160 140 18 20 133 120 Unidade Unidade 25 15 100 80 60 10 6 40 5 20 0 0 2012 2013 2014 2012 Avifauna 16 37 34 24 22 SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 2013 Mastofauna 2014 JUANGI D UA ATD IER PA I C AI N É I S E P I S O S – B O T U C AT U ( S P ) Leopardus pardalis M ON ITOR A M E N TOS A M B IE N TA IS 17 Á R E A D E A LT O VA L O R D E C O N S E R VA Ç Ã O Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) é aquela que possui valores ambientais e/ou sociais extraordinários. A Novo Prisma possui uma AAVC na Fazenda Santa Terezinha, em Bofete, ocu- nitoramento de fauna, que demonstra ma, a empresa fiscaliza periodicamente que a Fazenda Santa Terezinha possui a AAVC, inibindo a ação de pessoas es- os maiores números de avistamentos de tranhas, bem como instala placas com avifauna e mastofauna das regiões de avisos de proibição de caça e pesca e atividades florestais da empresa. indicativas da importância da área, e total. São três os Altos Valores de Con- lacionadas a fatores humanos, seja pela servação (AVC) definidos para a AAVC: invasão para caça e pesca, pela soltura pulação de Euterpe edulis, espécie ameaçada de extinção. O desenvolvimento da população é monitorado e feita a Indivíduos/ha nacional: existe na área uma grande po- comparação com a bibliografia. 3.600 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 sagem, de significância global, regional Área (ha) da maioria, ou de todas as espécies nadistribuição e abundância: a área é um dos maiores fragmentos de vegetação preservada do município. AVC 4 - Área que fornece serviços am- N O portante manancial da região. Em um de 80 dos de conservação do solo e recomposição da vegetação de seu entorno. Percentagem (%) 100 para sua estabilização, por meio de méto- 2014 367 367 367 2012 2013 2014 ESTABILIZAÇÃO DA VOÇOROCA área engloba o Ribeirão da Água Fria, im- a partir de 2007, foram realizadas ações L S 400 350 300 250 200 150 100 50 0 bientais básicos em situações críticas: a seus afluentes existe uma voçoroca, onde, manejo florestal no seu entorno. ÁREA COBERTA POR VEGETAÇÃO DE MATA ATLÂNTICA E CERRADO ou nacional, onde populações viáveis turais, ocorrem em padrões naturais de tância da AAVC e os cuidados durante o M A PA D E L O C A L I Z A Ç Ã O D A A AV C : 3.613 2013 AVC 2 - Área extensa em nível de pai- orienta os colaboradores sobre a impor- DESENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO DE PALMEIRA JUÇARA (Euterpe edulis) diversidade em nível global, regional ou 100 100 100 AAVC Fazenda Santa Terezinha Bofete/SP 60 Área Total: 40 AAVC: 603,59 ha 20 Faz. Santa Terezinha: 3.907,08 ha 0 2012 Real SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 manejo florestal no entorno. Dessa for- As principais ameaças à AAVC estão re- significativa de valores relativos à bio- 18 de animais domésticos e gado, ou pelo também pela análise dos dados do mo- pando 603,59 ha, 15,54% de sua área AVC 1 - Área contendo concentração P R O G R A M A D E E D U C A Ç Ã O A M B I E N TA L N O R I B E I R à O D ’Á G U A F R I A - FA Z E N D A S A N TA T E R E Z I N H A - B O F E T E ( S P ) A importância dessa área é perceptível 2013 2014 Controle (mín) M ON ITOR A M E N TOS A M B IE N TA IS 19 RECURSOS HÍDRICOS AT E N D I M E N T O À LEGISL AÇÃO Os indicadores da qualidade da água são verificados em pontos do sistema de captação e drenagem, e em outros pontos inter- Certifica-se de que a legislação relacionada às ques- nos de amostragem, assegurando condições similares entre as tões ambientais, trabalhistas, previdenciárias, tribu- águas captadas e devolvidas aos rios. tárias e fiscal e os Tratados e Acordos Internacionais sobre diversidade biológica e da Organização Internacional do Trabalho são de conhecimento de todos, São realizados sete tipos de análises, que avaliam a presença de defensivos químicos, a potabilidade, a toxicidade, dentre outros requisitos em atendimento às legislações pertinentes. desde a alta direção até os trabalhadores rurais, utilizando dispositivos de atendimento para aqueles que são aplicáveis ao negócio. ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS MONITORAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS 100 100 100 2013 2014 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 100 100 100 90 80 Percentagem (%) Percentagem (%) 100 70 60 50 40 30 20 2012 2013 10 2014 0 2012 Meta Real ASPECTOS E I M PA C T O S A M B I E N TA I S A Eucatex procura garantir que as emissões atmosféricas dos equipamentos que transitam nas fazendas da empresa estejam de acordo com níveis estabelecidos pela legislação federal, as- Os resíduos provenientes das atividades florestais são segurando que a qualidade do ar não seja nociva ou ofensiva destinados de forma correta e encaminhados a fornece- à saúde, e conveniente ao bem-estar das pessoas e da fauna. dores qualificados. Na condução das atividades florestais, A alteração da paisagem está definida a empresa faz o controle de resíduos de acordo com o como aspecto significativo nas ativida- Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Com isso, des de corte semimecanizado e meca- estabelece os princípios básicos da minimização, identi- nizado da área de colheita. Os aspectos Os solos utilizados nas atividades silviculturais são monitora- ficando e descrevendo as ações relativas ao seu manejo e impactos ambientais estão disponíveis dos e estudados por meio de mapeamento pedológico, a fim de adequado, levando em consideração os aspectos referen- para os colaboradores próprios e ter- obter dados que indiquem técnicas adequadas para o manejo tes a todas as etapas, compreendidas por: geração, acon- ceiros em forma de tabelas ou banners. florestal, a preservação e a produção de madeira, bem como dicionamento, identificação, coleta, transporte interno, Neles, os colaboradores podem identi- de garantir sua conservação. Diariamente, os caseiros fazem armazenamento temporário e destinação final ambien- ficar quais são os aspectos e impactos rondas para prevenir e identificar a formação de pequenas ero- talmente adequada e devidamente licenciada pelo órgão gerados por suas atividades e quais as sões, realizando a devida intervenção, caso necessário. ambiental competente. formas de controle adotadas. SOLO 20 RE SÍDUOS SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS 100 23 80 Percentagem (%) AR Os aspectos significativos e não significativos são identificados por área e os impactos são definidos de acordo com a escala, a severidade e a probabilidade. 43 43 60 Não significativos 77 40 57 57 2012 2013 Significativos 20 0 2014 M ON ITOR A M E N TOS A M B IE N TA IS 21 E D U C A Ç Ã O A M B I E N TA L A Novo Prisma conduz há mais de 15 anos o Programa de Edu- cheiro e do frescor da mata, das cores ao redor e do tatear das cação Ambiental (PEA), com o objetivo principal de desenvolver folhas, troncos e raízes. e disseminar conceitos sobre a preservação do meio ambiente e a importância do manejo responsável das florestas plantadas. Os estudantes de Bofete participam de atividades lúdicas na Casa da Natureza, em trilhas que passam por trechos de flores- O PEA é realizado em parceria com as secretarias de Educação tas plantadas e na Trilha d´Água Fria, localizada numa Área de de Bofete e Salto, e o público-alvo são estudantes de 5º e 6º Alto Valor de Conservação da Fazenda Santa Terezinha, em Bo- anos da rede pública de ensino. Eventualmente, são recebidos fete. Os estudantes de Salto participam de atividades no Parque estudantes de outros municípios da região de Bofete e grupos de Lavras, parque municipal instalado às margens do Rio Tietê. diversos, como escoteiros, universitários, pessoas com necessidades especiais da terceira idade. O programa transmite a importância da preservação, do respeito ao meio ambiente e a preocupação da empresa com o manejo florestal responsável e em colaborar na formação de alunos e educadores. Os principais assuntos abordados são: biodiversidade, fauna, flora, recursos hídricos e manejo florestal Desde 1999, ano de início do Programa, já foram recebidos mais de 22 mil visitantes. PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL 1.200 A metodologia é baseada em expedições pedagógicas, nas 1.000 quais o estudante tem a oportunidade de conhecer e explorar 800 recursos de áreas naturais da região onde mora. As atividades possuem grande potencial educativo, pois otimizam a assimilação e a permanência dos conteúdos conceituais e despertam a curiosidade dos participantes, que são estimulados sensitivamente por meio do canto dos pássaros e do ruído das águas, do Unidade responsável, entre outros. 1100 733 600 400 233 200 0 2012 Real Controle (mín) 2013 2014 SAÚDE E SEGUR ANÇA Manter a integridade física e mental de todos os colaboradores por meio do cumprimento de normas, procedimentos e requisitos legais, além da realização de programas de treinamento, conscientização e prevenção. Os acidentes/incidentes são inventariados nas áreas florestais por meio de controles estatísticos que subsidiam a implantação de programas de treinamento, visando minimizar/ anular as principais causas de acidentes de trabalho. ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES 250 DESEMPENHO 200 SOCIAL 150 212 197 GER AÇÃO DE EMPREGO 96 100 A Unidade Florestal da Eucatex gera empregos diretos e indiretos que proporcionam desenvolvimento social e econômico 50 T R I L H A D ’Á G U A F R I A FA Z E N D A S A N TA T E R E Z I N H A - B O F E T E ( S P ) 0 18 11 2012 Número de Acidentes 11 7 2013 16 10 2014 para as comunidades onde está inserida. Também estimula a economia local com a criação indireta de empregos no setor de hotelaria e serviços, por exemplo. Taxa de Gravidade Taxa de Frequência DE S E M P E N H O S OC IA L 23 G E S Tà O D E C O N T R AT O S DE TR ABALHO I M PA C T O S SOCIOECONÔMICOS A Eucatex contempla em sua gestão de contratos A empresa promove o engajamento junto às comunidades do de trabalho o cumprimento dos acordos cole- entorno das áreas de manejo florestal, para, com elas, compre- tivos por terceiros e clientes compradores GRAU DE ESCALA DE IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS NAS COMUNIDADES 2015 Plantio próximo às linhas de transmissão de energia 1,3 ender as questões socioeconômico-ambientais que as afligem. Motores e tráfego de máquinas 1,3 de madeira em pé que atuam em áreas Com isso, identifica as situações causadas ou agravadas pelo da empresa; o cumprimento da legis- manejo florestal e pelo transporte de madeira, e realiza planos Colisão de caminhões de transporte de madeira com cercas e muradas de fazendas lação trabalhista e previdenciária, de prevenção, eliminação, abrandamento ou mitigação das fon- inclusive dos encargos incorridos; a tes de origemPiratininga dos problemas e de seus efeitos. Cabrália Paulista geração e manutenção do emprego, Macatuba face à sazonalidade das atividades U N I D A D E S D E P R O D U ÇBorebi à O - E U C Lençóis AT E X Paulista E POVOS INDÍGENA S E TR ADICIONAIS de silvicultura; a compatibilidade da remuneração de próprios e terceiros; 12,3 Tráfego de caminhões Torrinha 36,6 0 S anta Maria da Serra Igaraçu do Tietê Ipeúna 5 10 Charqueada S ão Pedro rização da contratação de mão de obra regio- Manduri Vitoriana Botucatu Avaré Essas medidas têm como objetivo a racionalização de passivos Anhembi Arandu trabalhistas, do controle de rotatividade e da situação tributá- 8 Pardinho 25 Bofete Itatinga 74 7 18 Conchas Artur Nogueira 21 Porto Feliz Quadra Itaí 3,00 Taquarituba COMUNICAÇÃO S O C I O A M B I E N TA L 1,65 1,50 Coronel Macedo reuniões públicas. 2014 Controle (máx) INVE STIMENTO EM RECURSOS HUMANOS Os treinamentos são planejados anualmente, de acordo com o cronograma das áreas, para assegurar o constante conhecimento e aprimoramento do desempenho das atividades e a motivação dos colaboradores, a fim de garantir o desenvolvimento de potencial para os processos de sucessão nos diversos níveis. Dentre os treinamentos existentes estão: Integração de Segu- Quilombola Canfundó Essa comunicação pode acontecer de forma proativa e reativa. Ocorre de forma proativa quando é planejada e conduzida pela empresa para engajar as partes interes- Taquarivaí Não há comunidades Itapeva tradicionais ou povos indígenas na área de influência Nova Itararé Campina direta do manejo florestal e das rotas de transporte de madeira da empresa. Mairinque Alumínio Salto de Pirapora São Roque V G P Ibiúna Piedade Pilar Buri nentes, por meio de diálogos, conversações, consultas ou 0,00 Votorantim A Comunicação Socioambiental é realizada para promoItaberá Pi do J S orocaba 13 sadas sobre questões socioeconômico-ambientais perti- 0,50 Itapetininga Sarapuí ver entendimentos da empresa com suas partes interes- 1,00 Araçoiaba da Serra Alambari do S ul Detalhe: P. Alves Ferreira das Almas Capão Bonito 45 47 44 Brás S ão Lo d S ão Miguel Arcanjo 43 Pirajuí Vi a Ra Presidente nd Alves Juquiti Tapiraí on Gália Unidades Comunidades Avaí Ribeirão Grande Cidades Escopo Terra Indígena Arariba Fora do escopo sadas e, com elas, identificar problemas e oportunidades e pactuar planos, soluções e proposições. É reativa quando a empresa recebe uma demanda da parte interessada (reivindicação, reclamação, solicitação, recomendação, infração, intimação, penalidade, autuação) e precisa avaliá-la, respondê-la e acompanhá-la. A P I C U LT U R A O projeto tem como objetivos o uso múltiplo dos produtos da floresta e a geração de renda para as famílias de comunida- PRODUÇÃO DE MEL EM 2O14 des das áreas de atuação florestal. rança e Operacional, Preparação e Atendimento à Emergência, Consiste no estabelecimento de parce- Gincana de Conscientização Ambiental, além de outros relacio- rias com apicultores para a produção de nados às áreas de viveiro, silvicultura e colheita. mel, por meio da exploração de pasto apícola nas fazendas da empresa. ÁREA ARRENDADA PARA PASTO APÍCOLA Área (ha) 2,50 Campina do Monte Alegre Cabreúva Araça Capela do Alto Angatuba Itupe Itu 4 Iperó V V Lou S alto Boituva Tatuí Jag Campinas Unidade Chapas e T-HDF 2 Cesário Lange Guareí Holam Indaiatuba Cerquilho P orangaba 22 Elias Fausto Rafard Tietê Torre de Pedra M Monte Mor Jumirim São Roque Novo Paranapanema TURN OVER COLABORADORES NOVO PRISMA (BOTUCATU) Engenheiro Coelho Limeira Capivari Laranjal Paulista Pereiras 16 19 23 os direitos dos colaboradores sejam cumpridos. 41.8OO kg 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 15.942 2012 Real SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 40 Mombuca Morro Grande 85 ria das empresas prestadoras de serviço, visando garantir que 24 35 S anta Bárbara Americana d'Oeste Paulínia Nova Odessa Sumaré Hortolândia Rio das S altinho Pedras Piapara 11 42 40 Cerqueira César regionais e, onde possível, a equiparação de benefícios. Real Iracemápolis Águas de São Pedro Piracicaba Unidade 111 Painéis e Pisos 41 Óleo nal; a priorização de aquisições de bens e serviços 2013 30 Cosmópolis Pratânia Águas de Santa Bárbara Iaras caso de desligamentos substanciais; a prio- 1,50 20 Cordeirópolis Santa Gertrudes São Manuel mitigação de impactos, em eventual 2,00 15 Rio Claro 25 Areiópolis a adoção de medidas apropriadas de Taxa Plantio próximo e alto Mineiros do Tietê Barra Bonita Agudos 5,8 15.942 15.942 2013 2014 Meta DE S E M P E N H O S OC IA L 25 EMERGÊNCIAS CANAIS DE AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO A Eucatex possui um sistema interno de prevenção, fundamental Para os casos de emergências envolvendo produtos químicos, a A Eucatex mantém vários canais de co- para que sejam minimizados os riscos de incêndios florestais. Os Eucatex possui kits em pontos estratégicos, fluxograma de aten- municação com as comunidades do en- mecanismos aplicados promovem a segurança pessoal, do am- dimento a emergências, disponibilização de canal de comunica- torno de suas fazendas e outras partes biente natural e do patrimônio florestal. Quando não é possível ção gratuito por meio do 0800 e treinamento e conscientização interessadas. São eles: evitar o incêndio, o combate a ele deve ser imediato, a fim de re- para os colaboradores que atendem esse tipo de emergência. duzir ao mínimo os danos e prejuízos que possam ser causados. Os eventos classificados como emergências ambientais recebem tratamento específico, definidos pela empresa e descritos ÁREA ATINGIDA POR INCÊNDIOS em procedimentos operacionais. Para prevenir e controlar os 250 kits com informações emergenciais em pontos estratégicos; si- 200 ção dos colaboradores e comunidades locais; disponibilização 50 incêndio pode causar. SUMÁRIO P ÚB LI CO 2015 INTRANE T SITE 169,32 100 buição de materiais informativos contendo os impactos que um 251,68 150 lista de telefones dos responsáveis pelas brigadas; conscientizade canal de comunicação gratuito por meio do 0800; e distri- 26 Área (ha) aceiros; formação e treinamento de brigadistas; distribuição de distribuição de fluxograma de atendimento a emergências e C O M U N I C A D O S D I G I TA I S 300 incêndios florestais, são adotadas medidas como: construção de nalização, por meio de croqui, dos pontos de tomada de água; J O R N A L I N T E R N O “ N O T Í C I A S E U C AT E X ” P R O G R A M A D E E D U C A Ç Ã O A M B I E N TA L PUBLICAÇÕES ESPECIAIS 87,54 I N F O R M AT I V O “ N O T Í C I A S D A F L O R E S TA” CAIX AS DE CORRESPONDÊNCIAS 0 2012 2013 2014 DIÁLOGOS E REUNIÕES PÚBLICAS O8OO 772 9259 E O8OO 772 5375 C A N A IS DE C OM UN IC A Ç Ã O 27 A Novo Prisma Agro-Florestal Ltda., na condução de seu negócio de produção de madeira e de outros produtos florestais, assume os seguintes princípios em suas ações para preservação e conservação do meio ambiente: Implementar florestas dentro do conceito de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, diminuindo os impactos ambientais, segundo a legislação e outras normas ambientais aplicáveis. Assegurar, por meio do SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL, os recursos necessários para alcançar os objetivos e as metas ambientas estabelecidos, criando oportunidades para a melhoria contínua do desempenho ambiental nas atividades florestais. Buscar, constantemente, a atualização e a excelência em TECNOLOGIA FLORESTAL, considerando a prevenção da poluição, por meio de novos conceitos e processos ambientais, inclusive contando com parcerias que contribuam para esses objetivos. Desenvolver programas de EDUCAÇÃO AMBIENTAL, visando a proteção da natureza e a conscientização das responsabilidades individuais e coletivas quanto ao maio ambiente. Divulgar a POLÍTICA AMBIENTAL para toda a organização, parceiros e comunidades, de modo a fortalecer e a demonstrar o nosso compromisso ambiental. Salto, 22 de abril de 2015. FLAVIO MALUF Presidente A Novo Prisma Agro-Florestal Ltda. assume o compromisso de exercer uma gestão florestal responsável e coerente com os Princípios e Critérios do FSC® e a legislação aplicável. Visa a produção sustentável da madeira, zelando pelo uso racional dos recursos naturais, pela conservação dos ecossistemas e pelo bem-estar social e econômico. Salto, 22 de abril de 2015. FLAVIO MALUF Presidente A ECTX S/A busca a preservação e a conservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar social e econômico. Assumimos o compromisso de controlar todas as nossas fontes de madeira não certificadas pelo FSC®, não comprando madeira de fontes que apresentem quaisquer das situações abaixo: 1. Madeira colhida ilegalmente. POLÍTICAS E CERTIFICAÇÕES 2. Madeira colhida em áreas florestais em que os direitos civis ou tradicionais são violados. 3. Madeira colhida em áreas florestais não certificadas pelo FSC®, que possuam altos valores de conservação e que estejam ameaçadas. 4. Floresta natural que tenha sido convertida em plantações florestais ou tenha uso não florestal. 5. Madeira colhida de árvores geneticamente modificadas. Salto, 22 de abril de 2015. FLAVIO MALUF Presidente P OL ÍT IC A S E C E RT IF IC A Ç ÕE S 29 VIVEIRO DE MUDAS - BOFE TE (SP) CERTIFICAÇÕE S O FSC é uma certificação com reconhecimento internacional que apoia a gestão ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável das florestas do mundo. O FSC reconhece desde 1996, de acordo com seus Princípios e Critérios, o bom manejo das plantações florestais da Novo Prisma Agro-Florestal. A ISO 14001 define diretrizes para proporcionar o controle de resíduos e evitar a poluição, permitindo uma convivência responsável entre a empresa e o meio ambiente. Essa certificação é um reconhecimento internacional de que a companhia cumpre rigorosos padrões para promover a proteção ambiental. A norma ISO 14001 certifica a gestão de bens florestais, produção de mudas, silvicultura e colheita da produção de madeira de eucalipto da Novo Prisma desde 2001. S A LT O O 8 O O 7 7 2 9 2 5 9 B O T U C AT U O 8 O O 7 7 2 5 3 7 5 E U C AT E X . C O M . B R