UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS
FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL
Missão: “Formar Profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a
promoverem as transformações futuras”.
INVENTÁRIO FLORESTAL NO CORREDOR DE
BIODIVERSIDADE SANTA MARIA, EM
SANTA TEREZINHA DE ITAIPU - PR
PRYSCILLA VALAITES
Foz do Iguaçu - PR
2011
I
PRYSCILLA VALAITES
INVENTÁRIO FLORESTAL NO CORREDOR DE
BIODIVERSIDADE SANTA MARIA, EM
SANTA TEREZINHA DE ITAIPU - PR
Trabalho
Conclusão
de
Curso
apresentado à banca examinadora da
Faculdade Dinâmica das Cataratas
(UDC), como requisito para obtenção
do grau de Engenheiro Ambiental.
Prof(a). Orientador(a): Ms. Paula Vergili
Pérez.
Foz do Iguaçu – PR
2011
II
TERMO DE APROVAÇÃO
UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS
INVENTÁRIO FLORESTAL NO CORREDOR DE BIODIVERSIDADE SANTA
MARIA, EM SANTA TEREZINHA DE ITAIPU - PR
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE
BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL
Acadêmica: Pryscilla Valaites
Orientadora: Ms. Paula Vergili Pérez
Nota Final
Banca Examinadora:
Prof(ª).: Ms. Rodrigo A. Z. Pelissari
Prof(ª).: Ms. Franciele Panazzolo
Foz do Iguaçu, 25 de novembro de 2011.
III
Dedico esta pesquisa aos que acreditam.
IV
AGRADECIMENTOS
Á Deus, pela vida.
Aos meus pais pelo esforço que fizeram para que eu chegasse ate aqui como ponto
de partida para minha vida adulta.
Á minha mãe Luciana em “especial” pelo amor, amizade e compreensão e, por
sempre ter lutado comigo.
Ao meu pai Wanderley pelo carinho, apoio e esforço dedicado.
Ao meu “bomdrasto” Maciel pelo interesse e curiosidade de querer saber
exatamente “o que é” um Engenheiro Ambiental; e pelos “regalos” de campo como:
GPS, canivete, bota, etc.
Á minha avó Matilde pelos conselhos construtivos, amor e carinho, sempre
dedicados á mim.
Á minha avó Izolina pelo apoio sempre atendido.
Á Giii, amiga inseparável, com idade de mãe, carinho de irmã, companheira para o
“tudo ou nada”, minha Giiiipédia ambulante sempre a me ensinar.
Aos meus tios Adriana e Odair que me receberam como uma filha, nessa fase tão
importante da minha vida; em especial pelos conselhos de pesquisas e pelo primeiro
“facão de campo”.
Á Faculdade Dinâmica das Cataratas.
Á minha orientadora Paula Vergili Pérez pela atenção e paciência.
Á Professora Bruna Camargo Pinto que me auxiliou durante toda a pesquisa, com
carinho.
Ao Fernando, gerente da fazenda Santa Maria, e aos amigos da fazenda, Jair Sartori
e Juraci Ferreira da Costa, que me auxiliaram na identificação das espécies
arbóreas no decorrer da pesquisa.
Aos amigos que me acompanharam ao menos uma vez nas pesquisas á campo,
Nasser Bou Ltaif Guimarães, Gustavo Alves S., Karina C. Villar.
E aqueles que de alguma maneira contribuíram para a realização desta pesquisa.
V
"Proponha-se a atingir o Sol e você poderá não o alcançar, mas sua seta voará
muito mais alto do que se fosse apontada para um objeto ao mesmo nível de você."
Joel Hawes
VI
VALAITES, Pryscilla. Inventário Florestal no Corredor de Biodiversidade Santa
Maria, em Santa Terezinha de Itaipu - PR. Foz do Iguaçu, 2011. Trabalho de
Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Faculdade Dinâmica
de Cataratas.
RESUMO
As florestas guardam grande diversidade em seu ecossistema. Umas das causas da
redução desses ecossistemas são os fragmentos florestais, sendo a conectividade
importante para a recomposição dos processos ecológicos. Diante deste quadro
surge os Corredores Ecológicos ou Corredores de Biodiversidade, que são faixas de
vegetação que conectam fragmentos florestais isolados entre si. A região Oeste do
Estado do Paraná implantou um Corredor de Biodiversidade, com o intuito de
estabelecer a conexão entre o Parque Nacional do Iguaçu e a faixa de proteção do
Reservatório de Itaipu, facilitando o fluxo genético entre a flora e a fauna da região.
Alguns métodos podem ser utilizados para avaliar faixas de transição, como os
inventários florestais que desempenham papel singular na avaliação da capacidade
de resiliência de uma floresta. Para melhor conhecimento desta floresta plantada a
pesquisa teve como objetivo realizar um inventário florestal pioneiro de
reconhecimento, avaliando a estrutura horizontal e a composição das espécies
arbóreas plantadas em 2003, na faixa seca do Corredor de Biodiversidade Santa
Maria (CBSM), e comparar a diversidade de espécies com a RPPN Santa Maria,
ambos localizados na fazenda Santa Maria, no Município de Santa Terezinha de
Itaipu, no Estado do Paraná. A vegetação da região é Estacional Semidecidual. A
amostragem foi aleatória simples, com 5 pontos na faixa seca do corredor e 2 pontos
na RPPN Santa Maria. Os DAP foram medidos a 1,30 m do solo, para espécies com
DAP >4 cm. Foram amostrados 14 famílias de 24 espécies com 48 indivíduos. A
espécie de maior ocorrência foi Acacia polyphylla DC. (Monjoleiro), com maior valor
de abundância, frequência e dominância entre as espécies e trata-se de uma
espécie pioneira, recomendada para recuperação de áreas degradadas. O estudo
objetivou avaliar a capacidade de resiliência da floresta plantada, armazenando
dados para futuros inventários florestais na região.
Palavras-chave: Diversidade, Fragmentação, Ecossistemas.
VII
VALAITES, Pryscilla. Forest Inventory in The Corridor of Biodiversity Saint Maria Santa Terezinha de Itaipu – PR. Foz do Iguaçu, 2011. Project to Completion of
Course Work (Bachelor of Environmental Engineering) - Faculdade Dinâmica das
Cataratas.
ABSTRACT
Forests hold great diversity in its ecosystem. One of the causes of the reduction of
these ecosystems are forest fragments, and connectivity to the major restoration of
ecological processes. Faced with this situation arises ecological corridors or
biodiversity corridors, which are strips of vegetation that connect forest fragments
isolated from each other. The West region of Paraná State has implemented a
Biodiversity Corridor, in order to establish the connection between the Iguaçu
National Park and the range of protection of the Itaipu Reservoir, facilitating gene
flow between plants and animals of the region. Some methods can be used to
assess tracks of transition, such as forest inventories that perform special role in
assessing the resilience of a forest. For a better understanding of the planted forest
research had as objective make an inventory of forest pioneer recognition, evaluating
the horizontal structure and composition of tree species planted in 2003 in the dry
band Santa Maria Biodiversity Corridor (CBSM), and compare the diversity of
species with the PRNP Santa Maria, both located in Santa Maria farm in the
municipality of Saint Therese of Itaipu, in Paraná State. The vegetation of the region
is Semi deciduous. The random sampling was simple, with five points in the dry band
corridor and two points in the Santa Maria PRNP. The DAP was measured at 1.30 m
above the ground, for species with DAP> 4 cm. Were sampled 24 species from 14
families with 48 individuals. The most frequent species was Acacia polyphylla DC.
(Monjoleiro), with the highest abundance, frequency and dominance between
species and it is a pioneer species, recommended for recovery of degraded areas.
The study aimed to evaluate the resilience of the forest planted by storing data for
future forest inventories in the region.
Keywords: Diversity, Fragmentation, Ecosystems.
VIII
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Esquema de ligação verde entre a Faixa de Proteção do Reservatório
de Itaipu e o Parque Nacional do Iguaçu, no Município de Santa Terezinha de
Itaipu, no Oeste do Estado do Paraná – BR.............................................................. 46
Figura 2: Faixa linear do Corredor de Biodiversidade Santa Maria e a RPPN
Santa Maria, em sentido ao Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná
(2007)......................................................................................................................... 47
Figura 3: Faixa Linear do Corredor de Biodiversidade Santa Maria próximo a
nascente do Rio Apepu, Outubro de 2011................................................................. 48
Figura 4: Localização dos pontos amostrados no Corredor de Santa Maria e na
RPPN Santa Maria – Reserva Particular do Patrimônio Natural - PR....................... 49
Figura 5: Número total de indivíduos amostrados no CBSM – PR, em ordem de
família......................................................................................................................... 55
Figura 6: Número total de indivíduos amostrados na RPPN Santa Maria – PR, em
ordem de família.........................................................................................................57
Figura 7: Índice de diversidade de Shannon – H’ em todos os pontos amostrados,
no Corredor e na RPPN Santa Maria – PR................................................................ 58
Figura 8: Espécies mais representativas em valores de abundancia no CBSM –
PR.............................................................................................................................. 62
Figura 9: Espécies mais frequentes nos pontos amostrais na faixa linear do
CBSM – PR................................................................................................................ 64
Figura 10: Espécies com maior dominância nos pontos amostrais no CBSM –
PR.............................................................................................................................. 66
IX
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Tabela de localização geográfica dos pontos amostrados na Fazenda
Santa Maria................................................................................................................ 50
Tabela 2: Indivíduos amostrados nos Pontos 3, 4, 5, 6 e 7, na faixa seca do
CBSM – PR, com classificação sucessional (Pi = Pioneiras, Si = Secundárias
iniciais, St = Secundárias tardias).............................................................................. 54
Tabela 3: Indivíduos amostrados nos Pontos 1 e 2, na RPPN Santa Maria – PR,
com classificação sucessional (Pi = Pioneiras, Si = Secundárias iniciais, St =
Secundárias tardias, Sn = Sem informação)................................................................
56
Tabela 4: Abundância absoluta e relativa no Corredor Santa Maria – PR, em ordem
de espécie...................................................................................................................61
Tabela 5: Frequência absoluta e relativa no Corredor Santa Maria – PR, em
ordem de espécie....................................................................................................... 63
Tabela 6: Dominância absoluta e relativa no Corredor Santa Maria – PR, em
ordem de espécie....................................................................................................... 65
Tabela 7: Ocorrência de cada espécie adulta por ponto amostrado no CBSM –
PR.............................................................................................................................. 79
Tabela 8: Lista de individuos com DAP inferior a 4 cm, identificados nos Pontos 3,
4, 5, 6 e 7, presentes na faixa linear do Corredor de Biodiversidade Santa Maria –
PR.............................................................................................................................. 80
Tabela 9: Lista de indivíduos com DAP inferior a 4 cm, identificados no Ponto 1 e
2, localizados na RPPN Santa Maria – PR................................................................ 81
X
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
APP
Área de Preservação Permanente
CBSM
Corredor de Biodiversidade Santa Maria
CCMA
Corredor Central da Mata Atlântica
CI
Conservação Internacional
cm
centímetro
cm²
centímetro quadrado
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
DAP
Diâmetro a Altura do Peito
FES
Floresta Estacional Semidecidual
GPS
Sistema Global de Posicionamento
ha
hectare
IAP
Instituto Ambiental do Paraná
IBAMA
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
IPARDES Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social
km
quilômetro
km²
quilômetro quadrado
mm
milímetro
MMA
Ministério do Meio Ambiente
PNMA
Programa Nacional do Meio Ambiente
RPPN
Reserva Particular do Patrimônio Natural
SELP
Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral
SEMA
Secretaria de Estado do Meio Ambiente
SIA
Sistema de Informações Ambientais
SNUC
Sistema Nacional de Unidades de Conservação
UC
Unidade de Conservação
WWF
World Wide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Vida Selvagem e
Natureza)
XI
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................13
2 REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................15
2.1 FRAGMENTOS FLORESTAIS...............................................................................
15
2.2 CONCEITOS E LEGISLAÇÃO VIGENTE..............................................................16
2.2.1 Unidades de Conservação – UC’s...................................................................16
2.2.2 Áreas de Preservação Permanente – APP’s...................................................
17
2.2.3 Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN........................................17
2.3 CORREDORES ECOLÓGICOS............................................................................20
2.3.1 Corredores Ecológicos no Brasil....................................................................22
2.3.2 Corredores Ecológicos no Paraná..................................................................23
2.4 FLORESTAS E BIODIVERSIDADE.......................................................................24
2.4.1 Florestas Brasileiras e Suas Diversidades.....................................................25
2.4.1.1 Florestas Brasileiras da Região Sul.................................................................26
2.5 RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS FLORESTAIS.........................................28
2.5.1 Ecossistemas de Florestas Secundárias........................................................
29
2.5.2 Sucessão de Ecossistemas Florestais Secundários.....................................
30
2.5.2.1 Espécies Pioneiras...........................................................................................
31
2.5.2.2 Espécies Secundárias......................................................................................
32
2.5.2.3 Espécies Climácicas........................................................................................32
2.6 INVENTÁRIO FLORESTAL...................................................................................33
2.6.1 Inventário Florestal por Amostragem Aleatória Simples..............................34
2.7 COMUNIDADES FLORESTAIS.............................................................................35
2.7.1 Dinâmica de Comunidades Florestais............................................................36
2.7.2 Composição Florística de Comunidade Florestais........................................
38
2.7.2.1 Diversidade Florística em Comunidades Florestais.........................................39
2.7.3 Análise Estrutural de Comunidades Florestais..............................................
41
2.7.3.1 Análise Estrutural Horizontal de Comunidades Florestais...............................42
XII
3 MATERIAL E MÉTODOS.........................................................................................45
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO.......................................................45
3.1.1 Região Oeste do Paraná...................................................................................45
3.1.2 Corredor de Biodiversidade de Santa Maria – CBSM....................................46
3.2 INVENTÁRIO FLORESTAL DE RECONHECIMENTO DE ÁREA.........................48
3.2.1 Unidades de Amostras.....................................................................................49
3.2.1.1 Descrição dos Pontos de Amostragem............................................................50
3.2.2 Coleta e Análise de Dados...............................................................................51
3.2.3 Variáveis Mensuradas.......................................................................................
52
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO................................................................................
53
4.1 COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA................................................................................53
4.1.1 Corredor de Biodiversidade Santa Maria – CBSM.........................................53
4.1.2 Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Santa Maria...................56
4.1.3 Índice de Diversidade de Shannon (H’)...........................................................
58
4.2 ANÁLISE ESTRUTURAL HORIZONTAL NO CBSM.............................................60
4.2.1 Abundância das Espécies Arbóreas no Corredor........................................60
4.2.2 Frequência das Espécies Arbórea no Corredor.............................................
63
4.2.3 Dominância das Espécies Arbóreas no Corredor..........................................
65
CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................
68
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................
69
APÊNDICE 1................................................................................................................
79
APÊNDICE 2................................................................................................................
80
APÊNDICE 3................................................................................................................
81
13
1 INTRODUÇÃO
As florestas guardam uma grande riqueza em sua diversidade, que é
responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. Entre os recursos
naturais renováveis, as florestas estão em uma posição de importância elevada,
devido ao fato de produzirem benefícios diretos e indiretos por sua matéria prima.
Além disso, funcionam como regulador térmico, protegem cursos d’água,
combatem erosão do solo, favorecem infiltração de água no solo, protegem os
demais recursos e a fauna que a compõem.
Uma das causas principais da redução dessas diversidades no mundo
é a fragmentação de habitats. Esses fragmentos comportam-se como pequenas
ilhas isoladas em manchas de florestas, sem qualquer ligação entre si, sendo a
conectividade de fundamental importância para estes locais, para que se possa
assegurar o mínimo de perdas de espécies, como também a manutenção dos
processos ecológicos e evolutivos.
Diante do quadro de desmatamento, surge a ideia dos Corredores
Ecológicos ou Corredores de Biodiversidade. Estes buscam a conservação dos
habitats e conectam fragmentos florestais a áreas protegidas com faixas de
vegetação, que facilitam a dispersão de genes e o movimento da biota. Propondo
a ideia de que os corredores não são simplesmente um paradigma intuitivo, mas
uma ferramenta e um instrumento de conservação.
Com o intuito de estabelecer a primeira conexão entre o Parque
Nacional do Iguaçu e a Faixa de Proteção do Reservatório de Itaipu, duas áreas
de grande relevância para a conservação ambiental no estado do Paraná, foi
criado o Corredor de Biodiversidade Santa Maria – CBSM, no Município de Santa
Terezinha de Itaipu, PR. Em contribuição ao local, dois rios importantes para a
região fazem parte do corredor, como a nascente do Rio Bonito que se localiza
junto á RPPN Santa Maria (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e desagua
no Rio Iguaçu, e a nascente do Rio Apepu que esta próximo a faixa seca do
corredor e desagua no Rio Paraná.
A implantação deste Corredor busca facilitar o fluxo genético da flora e
da fauna regional, amenizando o efeito ilha que afeta os remanescentes da mata
14
que originalmente cobria o Oeste do Paraná. No entanto, o Corredor de
Biodiversidade Santa Maria é apenas o primeiro passo para o estabelecimento do
Corredor Trinacional, cujo objetivo é interligar o Parque Estadual do Turvo, RS, ao
Parque Estadual do Morro do Diabo, SP, integrando, no processo, áreas
protegidas da Argentina e do Paraguai, criando um grande mosaico florestal
visando à conservação das espécies que a compõe.
Pesquisas em corredores ecológicos são importantes para gerar
informações científicas sobre o desenvolvimento dos processos ecológicos e a
adaptação das espécies em áreas antropizadas. Pesquisas no Corredor Santa
Maria, podem contribuir para a região rural de Santa Terezinha de Itaipu – PR, e
aos demais interessados na área da conservação ambiental.
Alguns métodos podem ser utilizados para avaliar essas faixas de
transição, como os inventários florestais, que fornecem informações sobre o
desenvolvimento das florestas e sua capacidade produtiva relacionada ao solo da
região. Geram dados qualitativos e quantitativos da estrutura da mesma, e
informações
adicionais
da
área
em
estudo,
fornecem
também
dados
enriquecedores para planos de manejo e políticas florestais.
Uma
das
principais
etapas
de
um
inventário
floresta
é
o
reconhecimento da composição florística das espécies, que desempenham um
papel singular na avaliação da capacidade de resiliência de uma floresta, mesmo
que esta seja uma floresta de sucessão secundária, como é o caso do Corredor
de Biodiversidade Santa Maria - PR.
Assim, a pesquisa teve por objetivo geral realizar um inventário florestal
pioneiro de reconhecimento de área no Corredor de Biodiversidade Santa Maria.
E como objetivos específicos neste corredor avaliar a composição e a diversidade
florística, a estrutura horizontal e a capacidade de resiliência das espécies
arbóreas plantadas em 2003 na faixa seca, para comparação com a diversidade
florística existente na RPPN Santa Maria, ambos localizados na fazenda Santa
Maria, no Município de Santa Terezinha de Itaipu, no Estado do Paraná. O estudo
serviu para armazenar dados desta área para futuros inventários florestais e
futuros planos de manejo no CBSM e na região.
15
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 FRAGMENTOS FLORESTAIS
Korman (2003) define fragmentação como uma separação ou
desligamento não natural de áreas amplas em fragmentos espacialmente
segregados, promovendo a redução dos tipos de habitat e a divisão dos habitas
remanescentes em unidades menores e isoladas.
O processo de desmatamento em áreas florestais leva a formação de
fragmentos isolados que funcionam como “ilhas” de mata cercadas por hábitats
não florestados. As consequências do processo de fragmentação florestal têm
sido intensamente estudadas, principalmente pela biologia da conservação, como
forma de tentar prever o tamanho e a forma mais adequada de reservas florestais
(PÉRICO et al., 2005).
A redução em tamanho e o aumento da distância entre os fragmentos
florestais causam alterações nos fluxos de radiação, nos ventos, e na distribuição
das águas e de nutrientes, gerando efeitos prejudiciais à manutenção das
espécies nativas frente às invasões de espécies mais adaptadas a ambientes
alterados. Essa situação favorece eventos de extinção local, principalmente pela
dificuldade dos animais silvestres para transitar entre os fragmentos e colonizá-los
(SAUNDERS et al., 1991).
Ao ocorrer um processo antrópico de fragmentação do habitat, a
estrutura da paisagem é modificada, resultando em mudanças na composição e
diversidade das comunidades. A exploração dos maciços florestais, os cultivos
agrícolas extensivos, as formações de pastagens e o crescimento urbano
fragmentaram as florestas, reduzindo suas funções e descaracterizando seus
papéis com graves consequências para a sociedade, além de reduzir sua
resiliência de forma paulatina e gradual (KAGEYAMA et al., 2003).
A preservação integral dos fragmentos florestais, por força da lei e da
fiscalização, não tem sido eficaz para manter o que resta. Situação que tem se
agravado ainda mais nos dias de hoje, pela busca dos proprietários rurais pela
16
substituição das áreas remanescentes com floresta natural, ditas improdutivas,
por plantações de Pinus ou outras formas mais rentáveis de uso do solo
(SANQUETTA et al., 2001).
Dentre as alterações oriundas da fragmentação florestal, as florestas
alteradas podem ter estágios de desenvolvimento mais tardios, características
similares aos estágios sucessionais iniciais (FINOTTI et al., 2007).
Algumas medidas estão sendo tomadas para minimizar os impactos
causados pela fragmentação. Uma delas é a criação de unidades de conservação
que são áreas protegidas por lei com específicas restrições de usos (ALVES,
2007). Em resposta a fragmentação florestal nasce o conceito de corredor
ecológico ou corredor biológico (tratados como sinônimos) (ALVES, 2007).
2.2 CONCEITOS E LEGISLAÇÃO VIGENTE
2.2.1 Unidades de Conservação – UC’s
Segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (2000),
uma Unidade de Conservação é um “espaço territorial e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais
relevantes, legalmente instituídas pelo Poder Público, com objetivos de
conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se
aplicam garantias adequadas de proteção” (BRASIL - SNUC, 2000).
Conforme estimativa feita durante o 5º Congresso Mundial de Parques realizado em Durban, na África do Sul (2003) - existe hoje mais de 100 mil áreas
ambientalmente protegidas no planeta, distribuídas por 149 diferentes países,
cobrindo,
aproximadamente,
12%
da
superfície
terrestre.
Dentro
desta
porcentagem existem vários tipos de Unidades de Conservação - UC’s, que
praticamente se dividem em dois grandes grupos: o que abrange áreas sem
qualquer intervenção humana - UC’s de proteção integral - e aquele que abrange
áreas com manejo moderado - UC’s de uso sustentável (LEITE, 2004).
17
2.2.2 Áreas de Preservação Permanente – APP’s
Segundo a Lei nº 4.771/65, no § 2º do art. 1º do Código Florestal, entendese por: “II” – área de preservação permanente: área protegida nos termos dos Art.
2º e 3º desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental
de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a
biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem
estar das populações humanas; III – reserva legal: área localizada no interior de
uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente,
necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação
dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e
proteção de fauna nativa (BRASIL - O CÓDIGO FLORESTAL, 1965).
Com relação à Reserva Legal, esta é definida como áreas de florestas e
outras formas de vegetação nativa não suscetível de supressão, podendo apenas
serem utilizadas sob regime de manejo florestal sustentável, ocupando, no
mínimo, 80% da propriedade rural situada em área de floresta localizada na
Amazônia Legal; 35% na propriedade situada em área de cerrado da Amazônia
Legal; 20% se situada em outras formas de vegetação nativa; e 20% na área de
campos gerais (GANEM, 2009).
2.2.3 Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN
O Decreto nº 1.922/96 dispõe sobre reconhecimento das Reservas
Particulares do Patrimônio Natural, e dá outras providências, decretando: Art. 1º
Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN é área de domínio privado a ser
especialmente
protegida,
por
iniciativa
de
seu
proprietário,
mediante
reconhecimento do Poder Público, por ser considerada de relevante importância
pela sua biodiversidade, ou pelo seu aspecto paisagístico, ou ainda por suas
características ambientais que justifiquem ações de recuperação. Art. 3º As
RPPN’s poderão ser utilizadas para o desenvolvimento de atividades de cunho
18
cientifico, cultural, educacional, recreativo e de lazer, observado o objetivo
estabelecido no artigo anterior (BRASIL - RPPN, 1996).
Um dos importantes papéis das reservas particulares é complementar
o sistema público de Unidades de Conservação (MESQUITA, 2004). O
entendimento da relação espacial destas reservas com outras áreas é
fundamental para o planejamento de estratégias conservacionistas que possam
ser adotadas em escalas regionais ou mesmo pontuais (OLIVEIRA et al., 2010).
As RPPN’s estão próximas a parques estaduais, parques nacionais,
reservas biológicas, estações ecológicas, além de outras RPPNs. Algumas
também estão inseridas em áreas de proteção ambiental (APA). Segundo
Mesquita & Vieira (2004), a criação de RPPNs em APAs é de extrema
importância, visto que, embora ambas as categorias sejam de “uso sustentável”,
as RPPN’s representam na prática, áreas de “proteção integral”, acrescentando
considerável proteção dos hábitats naturais na primeira categoria. Isso demonstra
a capacidade destas reservas em fortalecer uma rede de áreas protegidas, como,
por exemplo, os mosaicos de unidades de conservação (OLIVEIRA et al., 2010).
O estabelecimento de RPPN’s representa uma importante ferramenta
para a conservação da biodiversidade, especialmente pela sua iniciativa
voluntária (CADASTRO NACIONAL DE RPPN, 2009). Atualmente no Brasil
existem mais de 930 RPPN’s, somando mais de 670.000 hectares de áreas
protegidas por essas reservas. Aproximadamente 67% destas reservas estão
inseridas em áreas de Mata Atlântica, totalizando 627 RPPN’s que conjuntamente
protegem mais de 130.000 hectares deste bioma (OLIVEIRA et al., 2010). O país
foi o primeiro da América Latina a reconheceras áreas protegidas privadas no seu
sistema legal (MESQUITA & LEOPOLDINO, 2002).
Embora com áreas relativamente pequenas, são fundamentais para
conservação em larga escala ou em escalas regionais, e para a implementação
de corredores de biodiversidade. Estas reservas contribuem para aumentar a
conectividade
biológica
na
paisagem,
sobretudo
em
regiões
bastante
fragmentadas (como é o caso da Mata Atlântica) funcionando como “trampolins
ecológicos” (ou “stepping stones”; termo em inglês), facilitando o intercâmbio de
sementes e esporos entre hábitats, possibilitando um fluxo de informações
genéticas entre indivíduos e populações (MESQUITA, 2004).
19
É nas áreas protegidas que podemos garantir a permanência de
espécies sensíveis à hábitats modificados, além do desdobramento dos diversos
processos ecológicos e evolutivos dos ecossistemas e das comunidades
biológicas neles inseridas (ARAUJO, 2007).
Porém, para que uma área protegida seja realmente efetiva, é
necessário que haja uma boa gestão ambiental; e isso inclui conhecer as
espécies presentes nessas áreas e a diversidade biológica protegida por elas
(REED, 2004).
As RPPN’s abrigam um número expressivo de espécies e muitas delas
merecem especial atenção para a conservação. A compreensão da importância
de cada uma destas reservas e do conjunto de reservas presentes no Bioma Mata
Atlântica depende das pesquisas realizadas. A troca de informações e o
estabelecimento de parcerias entre proprietários de RPPN’s e pesquisadores são
fundamentais, principalmente em reservas que recebem turistas e grupos
escolares (OLIVEIRA et al., 2010).
Através
da
pesquisa
científica,
podem-se
identificar
espécies
carismáticas, de apelo conservacionista, que por sua vez podem atrair interesse
de pesquisadores e recursos. Propriedades que investem no conhecimento de
sua biodiversidade podem agregar valor a seus produtos, inclusive para
atividades de ecoturismo e receptivos (MESQUITA & LEOPOLDINO, 2002).
Além de fortalecer o SNUC (Sistema Nacional de Unidade de
Conservação), as RPPN’s têm papel fundamental na manutenção de “corredores
de biodiversidade”. Estas áreas são delimitadas e geridas em um contexto de
paisagem, incluindo terras com diferentes tipos de uso, dentre pastagens e
plantações, ambientes urbanos, áreas naturais e UC’s, a fim de se manter uma
conectividade funcional e geográfica dos hábitats naturais remanescentes, com o
objetivo de se garantir a permanência de processos ecológicos e a dispersão de
espécies (OLIVEIRA et al., 2010).
A melhoria da qualidade do ar, do solo, da água e da vida começa com
a proteção dos sistemas naturais. As áreas protegidas são reservatórios
genéticos que guardam a esperança de um futuro mais saudável para o planeta e
a sua população. Contribuem para regularizar e amortecer os processos naturais
20
e equilibrar o clima da Terra. Protegê-las significa proteger o nosso futuro e
transmiti-lo de geração em geração (CAPRILES, 2003).
2.3 CORREDORES ECOLÓGICOS
Corredores ecológicos são porções de ecossistemas naturais ou
seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o
fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a
recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que
demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das
unidades individuais (BRASIL-SNUC, 2000).
O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA - define: “Corredor
Ecológico é uma faixa de cobertura vegetal existente entre remanescente de
vegetação primária em estágio médio e avançado de regeneração, capaz de
propiciar hábitat ou servir de área de transito para fauna residente nos
remanescentes”. O Artigo 3º fixa a largura para os corredores que deverá ser de
10% (dez por cento) do seu comprimento total, sendo que a largura mínima será
de 100 metros. Essa medida diz respeito ao modelo de corredor linear (BRASIL CONAMA, 1996).
O conceito de corredores ecológicos permite ainda o incremento do
grau de conectividade entre as áreas naturais remanescentes, sob diferentes
categorias de proteção e manejo, através de estratégias de fortalecimento e
expansão do número de unidades de conservação, incluindo-se aqui as RPPNs,
além da recuperação de ambientes degradados, quando considerado compatível
(AYRES et al., 2005).
A abordagem dos corredores de biodiversidade é utilizada para
contemplar a proteção ambiental em diferentes escalas, de local á regional, e
busca a representação de diferentes ecossistemas, o manejo sistêmico da rede
de unidades de conservação e a manutenção ou incremento da conectividade
entre as diferentes áreas (FONSECA et al., 2004).
21
O objetivo do corredor é aumentar as probabilidades de sobrevivência
da meta população de uma determinada espécie, conceito que engloba as
diversas populações dessa espécie em nível regional. Os corredores visam,
portanto, minimizar os riscos de extinção com estratégias regionais de
conservação para garantir a proteção da biodiversidade em longo prazo
(RAMBALDI & OLIVEIRA, 2003).
Os
corredores
ecológicos
não
são
unidades
políticas
ou
administrativas, são extensas áreas geográficas definidas a partir de critérios
biológicos para fins de planejamento e conservação. São considerados uma das
estratégias de conservação da biodiversidade mais promissoras em todo o mundo
(BRASIL - MMA, 2006).
Também garantem a conservação dos recursos hídricos e do solo,
além de contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem. Os corredores podem
unir unidades de conservação, reservas particulares, reservas legais, áreas de
preservação permanente ou quaisquer outras áreas de florestas naturais. Este
conceito é novo no Brasil, mas sua aplicação é de extrema importância para a
recuperação e preservação da Mata Atlântica. Esses fragmentos são ilhas de
biodiversidade que guardam informações biológicas necessárias para a
restauração dos diversos ecossistemas que integram o Bioma (APREMAVI,
2005).
Anderson et al., (2003) apud Alves (2007), identificam corredores
ecológicos como corredor linear, que consiste em uma ligação estreita entre dois
blocos maiores de habitat nativo estendendo-se a distâncias de até 10 km, que
são adequados para realizar objetivos específicos. E corredor de paisagem, onde
esta proposta está associada à conservação em larga escala, como uma unidade
de planejamento regional que podem estender-se sobre áreas de milhares de
km², compreendendo uma rede de unidades de conservação e outras áreas de
usos menos intensivos.
A área da Biologia da conservação considera corredores ecológicos
como uma faixa de vegetação que conectam fragmentos – corredor linear. Na
biologia da conservação, os corredores têm a função primordial de proporcionar
vias de intercâmbio e incrementar as possibilidades de movimento de indivíduos
pertencentes a populações que se encontram isolados (AYRES et al., 2005).
22
Porém a CI, IBAMA, SNUC, MMA e WWF consideram os corredores
ecológicos como uma unidade de planejamento regional, composta por um
mosaico de unidades de conservação e áreas com diferentes usos da terra –
corredor de paisagem (ALVES, 2007).
Através dos corredores, busca-se enfrentar um dos principais desafios
para a conservação da biodiversidade, como os Hotspots, que são classificados
como os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Como a conservação da
diversidade biológica envolve não somente a preservação das espécies, mas
também da diversidade genética contida em diferentes populações, que nos
Hotspots estão cada vez mais isoladas e suscetíveis a eventos estocásticos de
natureza genética ou demográfica, com maiores probabilidades de se extinguirem
localmente (BROOKS et al., 2002).
Os Hotspots da Biodiversidade são áreas críticas, com alta incidência
de biodiversidade, mas que já foram muito degradadas. Traduzindo em números
são 34 regiões do mundo que possuem ao menos 1,5 mil espécies de plantas
endêmicas e que já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. No Brasil, há
dois Hotspots: o Cerrado e a Mata Atlântica. A ideia de delimitar Hotspots foi
concebida
pelo
Ecólogo
inglês
Norman
Myers,
em
1988
(FORUM
BIODIVERSIDADE, 2010).
A importância de corredores para plantas vasculares ainda foi pouco
estudada, mas a conectividade influencia indiretamente a abundância e
distribuição de plantas com sementes. Estudo publicado pela revista Science,
coordenado por Damschen, demonstrou a funcionalidade dos corredores, os
quais auxiliam na diversidade de plantas através do aumento da polinização e
dispersão de sementes (MUCHAILH, 2007).
2.3.1 Corredores Ecológicos no Brasil
No Brasil, a estratégia de conservação vem sendo construída dentro do
Ministério do Meio Ambiente e desenvolve uma estratégia geopolítica de trabalho
que visa equalizar o problema da fragmentação, através da criação e manutenção
23
dos corredores ecológicos para a Amazônia Brasileira e para a Mata Atlântica
(BRASIL – MMA / PNMA, 1997).
Este projeto propõe a adição ao paradigma das “ilhas biológicas”, o
paradigma dos “corredores ecológicos”, conectando áreas protegidas dentro dos
biomas regionais, desenvolvendo modelos inovadores de manejo que incorporem
as comunidades tradicionais e outros atores da sociedade (AYRES et al., 2005).
Estes corredores são reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente
(MMA) e estão sendo implantados pelo Governo Federal, com a participação de
governos estaduais e instituições locais. São três os corredores de biodiversidade
da Mata Atlântica: corredor de biodiversidade da Serra do Mar, corredor central da
Mata Atlântica e o corredor de biodiversidade do Nordeste. Nestes três corredores
existem 161 RPPNs das quais 66, isto é 41% delas, já possuem algum estudo
sobre sua biodiversidade (OLIVEIRA et al., 2010).
O 'Corredor Central da Mata Atlântica', abrange o sul da Bahia, quase
totalidade do Espírito Santo e pequenas áreas do leste de Minas Gerais. Cobrindo
cerca de 12 milhões de hectares com aproximadamente 12% de sua área coberta
por floresta nativa. É considerado uma das mais importantes áreas para a
conservação da biodiversidade do planeta. Os títulos de Reserva da Biosfera e de
Sítio do Patrimônio Natural Mundial reconhecem essa importância e indicam a
necessidade de medidas efetivas de proteção (CI - BRASIL, 2003).
2.3.2 Corredores Ecológicos no Paraná
Nesse contexto, o Projeto Paraná Biodiversidade tem como objetivo
central a formação de Corredores de Biodiversidade ligando as unidades de
conservação entre si, para a conservação da biodiversidade e o gerenciamento
sustentável dos recursos naturais (PARANÁ - SEPL, 1998).
No Paraná, o Corredor de Biodiversidade abrange as áreas das bacias
dos rios Paraná e Iguaçu, compreendendo a Bacia do Rio Paraná III, os parques
nacionais da Ilha Grande e do Iguaçu, o Parque Estadual do Turvo (RS), a Área
de Proteção Ambiental Federal das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná e o Parque
24
Estadual do Morro do Diabo (SP). Esta nos limites das duas maiores formações
florestal do Estado: a Floresta Estacional Semidecidual (FES) e a Floresta
Ombrófila Mista (FOM) ou Floresta com Araucárias (PARANÁ - SEPL, 2007).
2.4 FLORESTAS E BIODIVERSIDADE
Para a Convenção do Clima, floresta significa uma área mínima de
terreno de quinhentos metros quadrados a um hectare, cobertura de copa de
árvore- ou equivalente nível de estoque - de mais de dez a trinta por cento, com
árvores com potencial de altura mínima de dois a cinco metros na maturidade, in
situ. Uma floresta pode consistir formações florestais fechadas, onde árvores de
várias formações e sub-bosques cobrem uma alta proporção do terreno, ou
floresta aberta (FERRETTI, 2005)
Uma floresta é feita de um vasto número de árvores interagindo entre si
e com os fatores do solo e do clima. Para Hallé et al., (1978), apud Pereira (2001),
uma árvore tem que ser considerada como um indivíduo geneticamente diverso,
em processo de desenvolvimento e mudanças, que responde, de várias maneiras,
às flutuações do clima e microclima, à incidência de insetos, fungos e outros
parasitas, particularmente às mudanças ao redor dela mesma.
As florestas cobrem apenas 30% de área do planeta. Ainda assim,
abrigam 80% da biodiversidade terrestre mundial. Cinco países concentram mais
da metade da área florestal total – a Federação Russa 808,8 milhões ha, Brasil
477,7 milhões ha, Canadá 310,1 milhões ha, Estados Unidos 303,1 milhões ha e
China 197,3 milhões ha. As florestas tropicais representam 47% do total, com a
maior
parte
concentrada
no
Brasil
(SOCIEDADE
BRASILEIRA
DE
SILVICULTURA, 2008).
É incontestável que sem as florestas a manutenção do meio ambiente,
em especial os recursos hídricos para abastecimento das cidades, onde vive a
maioria da população, é impossível. O desmatamento incontrolado e insano
levará fatalmente ao desabastecimento de água e a formação de solo improdutivo
para a produção. As florestas são de vital importância para a sustentabilidade do
25
meio ambiente e a conservação dos recursos naturais (SCHUMACHER et al.,
2005). .
São diretamente importantes para a sobrevivência dos seres humanos.
Estima-se que 1,6 bilhão de pessoas dependem delas para garantir o seu
sustento. Além disso, muitas das necessidades mais básicas para a sobrevivência
do homem na Terra veem das interações entre as espécies de plantas e animais
com os ecossistemas, como a polinização de safras agrícolas, os solos
saudáveis, os remédios, o ar puro e a água doce (FRANCO, 2011).
As florestas trazem benefícios diretos e indiretos. Os benefícios diretos
são os seus produtos úteis ao homem, como madeira, resinas, óleos essenciais,
plantas medicinais, frutos e mel. Os benefícios indiretos são em grande número,
contribuindo para a conservação dos solos, o controle dos ventos, a qualidade de
vida do homem nas cidades, a redução do risco de enchentes, a redução da
poluição do ar e da água, a polinização, o controle biológico, entre outros. Porém
esses são pouco percebidos pelas pessoas e tornam-se mais apreciados
somente quando escasseiam e as consequências indesejáveis aparecem
(SCHUMACHER et al., 2005).
2.4.1 Florestas Brasileiras e Suas Diversidades
A cobertura florestal do território brasileiro, associada às excelentes
condições edafoclimáticas (solo e clima) para a silvicultura, confere ao País
grandes vantagens comparativas para a atividade florestal (JUVENAL &
MATTOS, 2002). Tem a flora mais rica do mundo, com quase 19% do total de
espécies encontradas e, destas, entre 55.000 e 60.000 são angiospermas
(GIULIETTI et al., 2005).
O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do planeta: quase
um terço das florestas tropicais remanescentes do mundo está em seu território, e
elas são reconhecidas como um dos mais importantes repositórios da diversidade
biológica global. Entretanto, por diversos fatores, essas áreas vêm sendo
rapidamente convertidas para outros fins (BRASIL - MMA, 2006).
26
A biodiversidade é o campo da biologia e meio ambiente que se refere
ao estudo das relações quantitativas entre a riqueza de diferentes categorias
biológicas e a abundância relativa de espécies dentro das comunidades, incluindo
variabilidade ao nível local (diversidade alfa), complementariedade biológica entre
habitats (diversidade beta) e variabilidade entre paisagens (diversidade gama),
agregando, desta forma, a totalidade dos recursos vivos e dos recursos genéticos,
assim como seus componentes (SANTOS, 2009).
A diversidade e a atividade biológica estão estreita e diretamente
relacionadas a funções e características essenciais para a manutenção da
capacidade produtiva dos solos (REIS, 2006). Durante processos degradativos, o
solo sofre profundas modificações quanto às suas composições química,
biológica e estrutural, sendo a perda de matéria orgânica a principal consequência
da degradação, retardando o processo sussecional (REIS et al., 2003).
Embora as ameaças a vida silvestre e as paisagens naturais do país
sejam severas, o Brasil também tem se tornado, para Mittermeier et al., (2005),
um líder mundial em conservação da biodiversidade, com escassez apenas de
profissionais na área da conservação.
2.4.1.1 Florestas Brasileiras da Região Sul
A vegetação potencial natural atual do sul do Brasil inclui,
principalmente, ecossistemas florestais – Mata Atlântica: Floresta Ombrófila,
Floresta com Araucária e Florestas Estacionais. Os atuais ecossistemas, tanto
florestais como campestres, são fortemente influenciados pelas atividades
humanas. A remoção da floresta e a alteração da paisagem, por meio da
agricultura, pastoreio e plantios de Pinus e Eucalyptus, têm mudado claramente a
vegetação original (BEHLING et al., 2009).
Conforme Roderjan et al., (2003), a superfície do estado do Paraná,
possui uma diversidade fitogeográfica notável, onde os diferentes tipos de
florestas ocorrem entremeados por formações herbáceas e arbustivas, resultantes
de peculiaridades geomorfológicas, pedológicas e climáticas. Segundo suas
27
características, o Paraná apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento
de vegetação do tipo florestal, o que é determinado principalmente pela
uniformidade na distribuição pluviométrica no decorrer do ano, com ausência de
uma estação seca claramente definida.
Segundo Roderjan et al., (2003), o alto potencial agrícola encontrados
em
florestas
estacionais,
foi
determinante
para
o
seu
quase
total
desaparecimento, constituindo a unidade fitoecológica florestal paranaense mais
drasticamente alterada.
O atual cenário ambiental do Paraná, com extensas áreas desmatadas,
exige que estudos mais detalhados sejam realizados continuamente nos
remanescentes ainda existentes, envolvendo, quando possível, a adoção dos
censos para diagnóstico quali-quantitativo da vegetação, estudos que considerem
a dinâmica da flora e fauna e a avaliação dos condicionantes físicos destes
ambientes e sua integração com o meio biótico. Dessa maneira, além de ser
possível incrementar as informações geradas nos trabalhos de fitossociologia,
tornar-se-á
possível
subsidiar
melhor
as
ações
de
gestão
ambiental
(ISERNHAGEN et al., 2001).
A Floresta Estacional Semidecidual foi provavelmente, o ecossistema
mais devastado em todo o Brasil. Por estar localizado nas regiões mais populosas
e estar geralmente associado a solos com altos índices de fertilidade, este tipo
florestal foi completamente dominado pelo avanço das fronteiras agrícolas e,
principalmente, pelo fato que nesse ambiente existiam grandes populações de
espécies de madeiras consideradas nobres e, portanto, com elevados preços
(SÃO PAULO - SEMA, 2010).
O conceito ecológico da Floresta Estacional Semidecidual está
condicionado pela dupla estacionalidade climática. Neste tipo de vegetação, a
percentagem das árvores caducifólias, no conjunto florestal e não das espécies
que perdem as folhas individualmente, situa-se entre 20 e 50% (AMBIENTE
BRASIL, 2000).
Na maioria dos estudos em florestas estacionais, a família Fabaceae
apresenta-se como a mais representativa em questão de abundancia. A
ocorrência e a abundancia de espécies de Fabaceae predominam em fragmentos
em estágios iniciais de sucessão, agindo como facilitadoras no processo de
28
sucessão, dada a sua função primordial de fixação de nitrogênio no ecossistema
(GUSSON et al., 2008).
2.5 RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS FLORESTAIS
A restauração de ecossistemas, também denominada “Revegetação” e
“Recomposição Florestal”, deve utilizar os conceitos de diversidade de espécies,
interação entre espécies, sucessão ecológica, assim como adaptar as tecnologias
já conhecidas de silvicultura tradicional as espécies nativas (KAGEYAMA &
GANDARA, 2000).
Nos locais onde a vegetação primitiva foi eliminada, é possível inverter
a situação através de diversos processos de recuperação de florestas, buscando
restaurar o meio biofísico local no tocante à flora. Embora a mata recomposta
dificilmente atinja a mesma diversidade da mata original, a Revegetação tem a
capacidade de mitigar uma série de efeitos e impactos ambientais, permitindo o
restabelecimento de algumas características primitivas da área (GONÇALVES et
al., 2005).
O conhecimento dos mecanismos da organização das comunidades
vegetais auxilia na elaboração de estratégias para um eficiente manejo e
conservação de remanescentes de florestas secundárias (OLIVEIRA-FILHO et al.,
2004).
A meta da restauração e a de reconstituir um novo ecossistema, de
modo a criar condições para que essa nova comunidade tenha maior
probabilidade de se desenvolver e se autorenovar, ou que tenha maior
probabilidade de ser uma biodiversidade sustentável, em que as espécies
regeneradas artificialmente garantam a diversidade genética em suas populações,
possibilitando a continuidade e a evolução das espécies (KAGEYAMA &
GANDARA, 2009).
Não menos importante que a definição de indicadores de avaliação dos
projetos de reflorestamento, é definir o estado que a comunidade implantada deve
29
alcançar, para que os resultados sejam considerados satisfatórios (RODRIGUES
& GANDOLFI, 2001).
Chegar o mais próximo possível de sua condição original significa
trazer novamente ao ambiente algumas espécies semelhantes, ou a maior parte
possível delas, e as interações entre as mesmas (REIS & KAGEYAMA, 2003),
sendo necessário manter a composição original das espécies e recuperar o papel
da vegetação no sentido de obter as vantagens ambientais a ela associadas
como o regime hídrico, o fluxo de nutrientes, a estabilidade do solo e a retenção
de partículas e insumos agrícolas (BARBOSA, 2001).
Um dos primeiros reflorestamentos feitos no Brasil ocorreu no estado
de São Paulo entre 1955 e 1960, com espécies nativas. O plantio foi feito de
forma heterogênea, sem preocupação com espaçamento e alinhamento,
procurando fazer uma recuperação no modelo da natureza. Esse modelo de
reflorestamento heterogêneo, denominado miscelânea, foi inicialmente utilizado
pelas “Centrais Elétricas de São Paulo” – CESP para a proteção de suas
barragens. O local hoje apresenta uma floresta semelhante à mata nativa, e a
natureza começou a desenvolver seu papel na dispersão das espécies; formou-se
o sub-bosque, e foram propiciadas condições ao retorno de algumas espécies da
fauna (GONÇALVES et al., 2005).
Plantações florestais podem apresentar as mesmas funções das
florestas secundárias no restabelecimento da riqueza de espécies florestais de
áreas degradadas (LUGO, 1997), sendo considerada uma opção viável para
acelerar
o
processo
de
recuperação
e
restauração
da
produtividade,
biodiversidade e outros serviços ambientais dessas áreas (PARROTA et al.,
1997).
2.5.1 Ecossistemas de Florestas Secundárias
Em resposta as atitudes antrópicas, principalmente no que se referem
as florestas nativas, todos os grandes biomas foram drasticamente alterados,
30
principalmente a Floresta Atlântica, que atualmente, em sua maioria são
fragmentos de florestas secundarias (GASPAR, 2008).
A floresta secundária apresenta grandes diferenças na estrutura e na
composição florística, quando comparada a uma floresta primária próxima,
mesmo em sítios similares (CHOKKALINGAM & JONG, 2001).
Estudos em fragmentos de floresta secundária com históricos
conhecidos demonstraram que, em muitos casos, a regeneração natural sem
nenhum tipo de manejo pode gerar comunidades semelhantes estruturalmente às
florestas primárias em poucas décadas (AIDE et al., 2000).
Convém ressaltar a importância da sucessão secundária, que é o
mecanismo pelo qual as florestas tropicais se auto-renovam, pela cicatrização de
locais perturbados (SESSEGOLO, 2005).
A velocidade de devastação das florestas ameaça os ecossistemas
florestais primários, confinando-os basicamente em áreas protegidas. Assim, os
estudos direcionados aos estádios sucessionais das florestas secundárias são
primordiais, uma vez que as florestas em regeneração constituem importante
laboratório natural, capaz de gerar informações indispensáveis ao entendimento
da dinâmica sucessional (RIBAS et al., 2003).
2.5.2 Sucessão de Ecossistemas Florestais Secundários
A base conceitual mais forte da restauração ecológica tem sido a
sucessão natural. Sucessão é o processo natural pelo qual o ecossistema se
recupera de distúrbios. Diversos mecanismos têm sido propostos para explicar os
processos de sucessão. Em algumas das teorias propostas, considera-se que
ocorre uma sequência de substituição, na qual cada estágio constrói a base para
o seguinte; em outras, considera-se haver um padrão diferencial de respostas de
cada espécie frente às mudanças ambientais (SIQUEIRA & MESQUITA, 2007).
Os ecossistemas secundários apresentam algumas características,
tanto abióticas quanto bióticas, que se modificam com o decorrer do processo
sucessional, tais como recuperação das características físicas e biológicas do
31
solo, aumento da riqueza, biomassa e complexidade estrutural (GUARIGUATA &
OSTERTAG, 2001).
A diversidade da regeneração sucessional para diversas plantações de
florestas é de difícil comparação, por causa das diferenças metodológicas, como
a área amostrada, limites para inclusão de indivíduos, tamanho e idade de
povoamentos, fitogeografia da região, base logarítma para mensuração de dados,
etc. (MOCHIUTTI et al., 2008)
A classificação das espécies em grupos ecológicos é ferramenta
essencial para a compreensão da sucessão ecológica. A grande plasticidade
apresentada pelas espécies dificulta a determinação dos critérios de classificação
(PAULA et al., 2004).
Nas florestas tropicais, a sucessão florestal desenvolve um processo
gradativo: primeiro instalam-se as espécies pioneiras, que darão condições para o
surgimento das espécies secundárias, e essas proporcionarão as condições para
as espécies mais tolerantes, as chamadas espécies clímax. Todo esse processo
depende de vários fatores, entre eles os mecanismos de dispersão (GONÇALVEZ
et al., 2005).
2.5.2.1 Espécies Pioneiras
As espécies pioneiras são plantas de rápido crescimento que irão
sombrear o terreno num curto espaço de tempo, controlando de forma natural o
aparecimento das ervas invasoras e proporcionando o tutoramento das plantas
ombrófilas.
Em geral, produzem grande quantidade de pequenos frutos que
servirão de alimento principalmente para a avifauna e os morcegos. Esses
animais serão os dispersores das sementes por toda a área circunvizinha,
garantindo a presença de chuva e banco de sementes e de certa forma,
responsáveis pela dinâmica da floresta implantada (GONÇALVES et al., 2005).
Macedo (1993) define que espécies pioneiras produzem sementes
pequenas, denominadas de especialistas de grandes clareiras. Kageyama &
Gandara (2001) salientam que o uso de espécies arbóreas pioneiras em plantios
32
mistos, criando condições de sombreamento para as espécies dos estágios
posteriores da sucessão, foi o passo decisivo para a criação de modelos de
restauração florestal, lembrando que, apesar do termo restauração referir-se à reintrodução de plantas, não se deve esquecer da fauna desse ecossistema,
principalmente quando o objetivo fundamental é a restauração do ecossistema
original chegando mais próximo possível do original.
2.5.2.2 Espécies Secundárias
Sobre espécies dos estágios subsequentes denominadas secundárias,
espécies de crescimento intermediário, que produzem sementes capazes de
germinar à sombra mas que necessitam de sol para seu desenvolvimento; grande
número de espécies com baixo número de indivíduos por área de ocupação
(SESSEGOLO, 2005).
As florestas tropicais abrangem um grande número de espécies, mas
com baixo número de indivíduos por área. São as espécies secundárias as
responsáveis pela alta diversidade das florestas (MACEDO, 1993).
2.5.2.3 Espécies Climácicas
As espécies climácicas, espécies de crescimento lento, que germinam
e se desenvolvem à meia sombra, produzem sementes grandes, sem dormência
e têm baixa densidade por área. São espécies finais na substituição sequencial
das sucessões ecológicas (SESSEGOLO, 2005).
33
2.6 INVENTÁRIO FLORESTAL
O objetivo de qualquer inventário florestal é obter o máximo de
informações de uma floresta com a máxima precisão e mínimo custo (HIGUCHI et
al., 1982, apud ROCHA 2003). Sendo um inventário florestal toda atividade que
objetiva a quantificação e qualificação das florestas (árvores, fauna, insetos, etc.),
com vistas à produção de madeira e outros produtos e /ou a conservação
ambiental, utilizando-se de técnicas estatísticas de amostragem (MORAES-FILHO
et al., 2003).
Um método usual em inventário florestal conta com o conhecimento
empírico de nativos conhecedores da área (mateiros), os quais adotam nome
vernacular na determinação das espécies. Estas pessoas adquirem seus
conhecimentos através de ensinamentos que passam de geração em geração, ou
até criam nomes que os façam lembrar o “tipo” de árvore a qual querem fazer
referência e geralmente não fazem coletas botânicas para conferência
(PROCÓPIO & SECCO, 2008).
Um dos primeiros inventários de vegetação nativa em terras públicas
do Estado de São Paulo foi realizado por Heinsdjik & Campos, no ano de 1967,
onde os autores trabalharam numa área de 37.011 hectares composta por floresta
latifoliada tropical úmida de encosta pertencente aos municípios de Capão Bonito,
Sete Barras e São Miguel Arcanjo. O objetivo inicial foi delimitar as terras
florestais do Estado (ROCHA, 2003).
O sucesso do inventário florestal está ligado à definição correta do
processo de amostragem, do tamanho e forma das unidades amostrais e da
intensidade da amostragem, requisitos básicos para a obtenção de informações
com precisão (UBIALLI et al., 2009).
Considerando-se então essa multiplicidade de fatores atuando no
ambiente florestal, pode-se concluir que entender as relações intra e
interespecíficas da comunidade não é uma tarefa simples. Assim, o conhecimento
da composição florística e da estrutura fitossociológica da comunidade são
critérios básicos para uma avaliação criteriosa, inclusive para a própria escolha do
método de levantamento. Este será tanto melhor quanto maior for a quantidade
34
de informações que fornecer com um grau razoável de precisão, e quanto mais
fácil for sua aplicação no campo (MARTINS, 1978 apud ROCHA, 2003).
2.6.1 Inventário Florestal por Amostragem Aleatória Simples
Segundo
Pimentel
Gomes
(1987),
apud
Rocha
(2003),
a
representatividade de uma amostra da floresta deve se fundamentar nos
princípios de amostragem estatística e apresenta os princípios básicos de
amostragem e sua utilização em levantamentos e análise de vegetação florestal.
Quando se deseja obter o índice de diversidade de uma comunidade,
recomendam-se amostras aleatórias (CIELO-FILHO, 2001).
Amostragem é a seleção de uma parte (amostra) de um todo
(população), coletando na parte selecionada, dados e informações de relativo
interesse, com o objetivo de tirar conclusões (inferência) sobre o todo. Pois,
principalmente por razões econômicas não podemos realizar um censo
(MORAES-FILHO et al., 2003)
Para florestas no Brasil é comum a utilização de parcelas quadradas de
10 x 10 m, embora teoricamente as parcelas retangulares sejam consideradas
mais representativas, porém as áreas de 100 m² facilitam os cálculos. As parcelas
devem ser marcadas com GPS e trena, para que tenham a forma e as dimensões
corretas. Isso implica em um método demorado, porém fornece dados precisos
(DURIGAN, 2006).
Este método de amostragem é um dos mais simples e de fácil
utilização devido às condições de heterogeidade das florestas plantadas,
diferenciando pelo potencial de crescimento, geralmente determinado pelo índice
de sítio onde a floresta se localiza, o material genético utilizado também é de
grande importância nesta determinação. Não podendo deixar de citar ainda as
práticas de manejo em conjunto com as condições climáticas (MORAIS FILHO et
al., 2003).
35
2.7 COMUNIDADES FLORESTAIS
A descrição e análise das comunidades vegetais são fundamentais
para uma ampla gama de estudos ecológicos, por razões básicas como: a
vegetação é a mais obvia representação de um ecossistema; é o resultado da
produção primária, ou seja, a base da cadeia trófica; é o habitat em que os
organismos vivem na natureza (KENT & COKER, 1992 apud DURIGAN, 2009).
Em um ecossistema natural, cada componente é dependente do outro
e, portanto, devem ser estudados conjuntamente, para assim determinar suas
influências sobre os seres vivos. Existem fluxos de energia e de matéria em cada
ecossistema de forma a manter um equilíbrio ecológico. Com a modificação do
equilíbrio ecológico, algumas espécies sucumbem ao passo que outras se
multiplicam maciçamente. Assim, torna-se importante à realização de estudos
sobre influência dos fatores ecólogos sobre o desenvolvimento das espécies
vegetais (ODUM, 1988).
Durante a evolução, o homem, modificou os ecossistemas naturais de
maneira a satisfazer suas necessidades. As intervenções humanas geralmente
foram feitas sobre a vegetação, sistema hídrico e solo. Em função do
desenvolvimento, os ecossistemas naturais, através da retirada da vegetação
nativa e do cultivo, se tornaram ecossistemas modificados (ODUM, 1988).
Estes ecossistemas modificados acabam forçando determinadas
espécies a adaptarem-se às novas intensidades que os fatores ambientais ou
fatores ecológicos atuam sobre elas (RIBEIRO, 2004).
A cobertura vegetal de um determinado lugar resulta de causas atuais,
tais como: clima, solo e da ação da fauna (BAITELLO et al., 1997). Os indivíduos
da mesma espécie que podem reagir diferentemente a essas causas compõem
uma população, e grupos de populações que ocorrem juntas, caracterizam uma
comunidade (RICKLEFS, 1993, apud ROCHA, 2003). As comunidades podem
diferenciar-se, dependendo das interações das espécies e com o meio abiótico
(MARTINS & SANTOS, 1999).
36
Segundo Odum (1988), os fatores ecológicos são divididos em dois
grandes grupos: abióticos (fatores físicos e químicos) e bióticos (patógenos,
parasitas, predadores, simbiontes, entre outros).
Os componentes bióticos e abióticos estão intimamente associados no
solo, o qual, por definição, consiste na camada intemperizada da crosta terrestre
com os organismos vivos e os produtos da sua decomposição intermisturados
(RIBEIRO, 2004).
Bryant (2005) acredita que o componente arbóreo exerce um papel
fundamental
no
funcionamento
da
comunidade
florestal.
Assinalando
a
significância das árvores para a conservação da biodiversidade como um todo,
estimou em 50.000 o número total de espécies arbóreas nos trópicos, enquanto
que o número total de artrópodes na mesma região chegaria a 30 milhões.
Entretanto,
o
autor
ressaltou
que
se
50%
das
espécies
arbóreas
desaparecessem, o número de artrópodes também seria reduzido pela metade.
A caracterização das comunidades vegetais tem sido feita, geralmente,
pela sua composição florística, estrutura e diversidade, análises usualmente
reconhecidas
como
Fitossociologia
(DURIGAN,
2009).
Levantamentos
fitossociológicos vêm sendo realizados em florestas tropicais com o intuito de
retratar a estrutura de determinados trechos de matas e de compará-los com
outros trechos em diferentes condições de solo, clima, altitude, estádio
sucessional, etc. (FONSECA & RODRIGUES, 2000).
2.7.1 Dinâmica de Comunidades Florestais
Os estudos de dinâmica de comunidades são cada vez mais
importantes e fundamentais para o planejamento estratégico e operacional. É
fundamental a realização de monitoramento de dinâmica da composição de
espécies da estrutura de comunidades e de crescimento e produção de fitomassa,
além de atestar a sustentabilidade de projetos de base florestal no curto, médio e
longo prazo (GASPAR, 2008).
37
Os estudos de dinâmica de populações ou comunidades buscam a
compreensão das alterações a que elas se submetem ao longo do tempo. A
maneira ideal de conduzir esses estudos e estabelecer parcelas permanentes no
campo e repetir a amostragem na mesma área em tempos diferentes. Os dados
gerados em momentos distintos permitem detectar, por exemplo, oscilações
populacionais inerentes a cada espécie, decorrentes de perturbações ou
transformações sucessionais (DURIGAN, 2006).
Estes estudos descrevem as variações da abundância das diversas
espécies e procura as causas dessas variações. Poderiam seguir um protocolo
mínimo para facilitar comparações entre estudos, que compreendesse, além dos
clássicos parâmetros biológicos, alguns parâmetros estruturais e incremento
médio anual em diâmetro para a comunidade como um todo. Conhecer a maneira
como os indivíduos de uma espécie se distribuem em uma comunidade é um dos
primeiros passos para se entender a dinâmica de populações vegetais
(DURIGAN, 2009).
De acordo com Pizzato (1999), apud Ribeiro (2004), a dinâmica de
uma floresta inicia-se com a formação de clareiras, que provocam mudanças nas
características edafoclimáticas, ocasionando o processo de sucessão florestal. A
abertura de clareiras é o principal fator para que diversas espécies existam na
floresta, sendo renovadas e sustentadas pela dinâmica de perda de indivíduos
mais velhos permitindo a existência de outros indivíduos.
Odum (1988) diz que a dinâmica de uma floresta, relacionada à
fisiologia, estrutura e funcionamento desta, envolve diversos processos de
organização como: sucessão, mortalidade, ingresso e crescimentos.
Para Primack & Rodrigues (2001), sucessão é o processo gradual de
mudança na composição de espécies, estrutura da comunidade e características
físicas que ocorrem em resposta a distúrbios naturais ou causados pelo homem
em uma comunidade biológica. Há dois tipos de sucessão ecológica: a primária e
a secundária. A primeira é aquela que ocorre numa região onde previamente não
havia vegetação e a segunda ocorre numa região onde havia previamente uma
vegetação natural (PIRES & O’BRIEN, 1995 apud COLPINI, 2008).
Para Pizzato (1999), apud Ribeiro (2004), na dinâmica das florestas,
durante o curso de sucessão, os indivíduos que morrem são substituídos pelo
38
crescimento dos indivíduos vizinhos ou pelo ingresso de novos indivíduos da
mesma ou de diferentes espécies.
O crescimento é um processo caracterizado por mudanças na forma e
no tamanho do tronco, com adição contínua de novas camadas de lenho ao longo
de todo material lenhoso existente (CAMPOS & LEITE, 2006). O ritmo do
crescimento
é
influenciado
por
fatores
internos
(fisiológicos),
externos
(ecológicos), a interação dos dois (ecofisiológico) e pelo tempo. O último fator é
atrelado ao crescimento e por esse motivo a idade de uma árvore deve ser
conhecida (ENCINAS, 2005).
O ingresso é o processo em que indivíduos pequenos aparecem num
povoamento (GASPAR, 2008). O estudo dos ingressos, em florestas tropicais,
determina em termos qualitativos e quantitativos, o quanto o sistema está sendo
“alimentado” com a entrada de novos indivíduos (SILVA, 1989 apud COLPINI,
2008).
A mortalidade refere-se ao volume ou número de árvores, existentes
inicialmente, mensuradas que não foram cortadas e que morreram durante o
período de crescimento (SANQUETTA et al., 1996).
As árvores de uma mesma família ou de uma mesma espécie botânica
apresentam diferentes comportamentos de crescimento sob diferentes condições
de disponibilidade de luz, fertilidade dos solos, regimes pluviométricos, grupos
ecológicos predominantes, características genéticas da espécie, grau de sanidade
das árvores e distúrbios na floresta, entre outros (FERRI, 1979 apud COLPINI,
2008).
2.7.2 Composição Florística de Comunidade Florestais
A composição florística indica o conjunto de espécies que compõe a
floresta, com seu respectivo nome comum, científico e família (SCHNEIDER &
FINGER, 2000). De acordo com Melo (2004), as análises florísticas permitem
comparações dentro e entre formações florestais no espaço e no tempo, gera
dados sobre a riqueza e diversidade de uma área, além de possibilitar a
39
formulação de teorias, testar hipóteses e produzir resultados que servirão de base
para outros estudos.
Verifica-se assim, a necessidade da realização de estudos que
retratem a realidade da floresta, no que tange a florística e sua estrutura, pois a
medida que esses estudos evoluem, as informações obtidas podem ser utilizadas
na elaboração e planejamento de ações que objetivem a conservação, manejo e
ou mesmo a recuperação das formações florestais, procurando ao máximo
retratar as suas diversidades (SHORN,1992, apud DURIGAN, 2000)
Uma identificação florística com baixa margem de erro deve considerar
o maior número de características de fuste, folhas e sempre que possível flores e
frutos em conjunto. Finalmente, desde que o identificador botânico (mateiro) seja
incentivado em suas habilidade de campo, a identificação florística deixaria de ser
vista como um obstáculo na construção dos inventários e passaria a ser uma
solução para manutenção da diversidade e sustentabilidade dos recursos
florestais (PROCÓPIO & SECCO, 2008).
2.7.2.1 Diversidade Florística em Comunidades Florestais
O conceito de diversidade de espécies possui dois componentes: (1)
riqueza, também chamada de densidade de espécies, baseada no número total
de espécies presentes, e (2) uniformidade, baseada na abundância relativa (ou
em outra medida de importância) de espécies e no grau da sua dominância ou
falta desta (ODUM, 1988).
A diversidade pode ser maior ou menor, dependendo da riqueza de
espécies e da proporção entre elas (equabilidade) (DURIGAN, 2009). Um
componente principal de diversidade é a riqueza de espécies, ou a variedade ou a
densidade de espécies. Este parâmetro é simplesmente o número total de
espécies, geralmente expresso para as finalidades de comparação como uma
razão de espécies/área ou uma razão de espécies/número de indivíduos (ODUM,
1988).
40
De acordo com Magurran & Cirer (1989) as medidas de diversidade
devem realizar-se no contexto de duas áreas de aplicação. Em uma delas, a da
supervisão ambiental, as medidas de diversidade são usadas inteligentemente e
têm-se aplicado com profusão. Na outra, da conservação da natureza, obtém-se
grandes êxitos, protegendo a diversidade, que na maioria dos casos, se define
como riqueza de espécies. A supervisão ambiental demonstra que as medidas de
diversidade podem ser empiricamente muito úteis.
O índice mais utilizado no Brasil tem sido o de Shannon – H’. Este
índice sofre influencia do número de indivíduos amostrados, podendo resultar em
valores diferentes para uma comunidade (DURIGAN, 2009).
O índice de Shannon, também chamado de índice de Shannon-Weaver
ou índice de Shannon-Wiener, é um dos vários índices de diversidade usados
para medir a diversidade em dados categóricos. Trata-se da informação entrópica
da distribuição, tratando espécies como símbolos e o tamanho da respectiva
população
como
uma
probabilidade.
A
vantagem
desta
medida
de
heterogeneidade é que ela leva em consideração o número das espécies e sua
equitabilidade (SANTOS, 2009).
O Índice de Shannon mede o grau de incerteza em prever a que
espécie pertencerá a um indivíduo de uma amostra com S (número de espécies
encontradas em uma comunidade) espécies e N (número de indivíduos
encontrados em uma comunidade) indivíduos. Quanto menor o valor do índice de
Shannon, menor o grau de incerteza e, portanto, a diversidade da amostra é
baixa. A diversidade tende a ser mais alta quanto maior o valor do índice
(URAMOTO et al., 2005).
Estudo realizado em Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do
Estado de São Paulo, em uma área de floresta formada a partir de plantio misto
de espécies nativas de 9 anos, comparando a diversidade de áreas plantadas
com áreas naturais, encontrou um valor de 2,45 para o índices de diversidade de
Shannon (H’) (MAGURRAN 1988, apud SOUZA, 2000).
Estudos experimentais foram desenvolvidos na Reserva Particular do
Patrimônio Natural (RPPN) “Parque Florestal São Marcelo”, localizada no
Município de Mogi Guaçu, próximo a Rodovia SP-340. A RPPN de 240 ha
(hectares) foi restaurada com o plantio de espécies nativas da floresta estacional
41
semidecidual. Após 2,5 anos de plantio, em 0,45 ha de área amostral foi realizado
um levantamento florístico e calculado o índice de diversidade de Shannon (H’)
(MANDETTA, 2007).
2.7.3 Análise Estrutural de Comunidades Florestais
Em estudos de estrutura e composição da vegetação, é importante
saber os fatores que determinam essa estrutura e os fatores que modificam. Os
determinantes são naturais, relacionados ao clima, solo, relevo, disponibilidade
hídrica, topografia, etc. Os fatores que modificam as comunidades vegetais em
sua estrutura podem ser antrópicos, como os efeitos de borda, decorrentes da
fragmentação, do fogo, do corte seletivo ou de distúrbios como vendavais,
deslizamentos de terra, inundações e assoreamento (DURIGAN, 2009).
A análise estrutural auxilia, sobretudo, a avaliação da efetividade da
legislação florestal vigente para proteção e conservação dos recursos naturais
(SILVA JR, 2001), a valorização da floresta em pé, a formulação e aplicação de
ações ambientais que garantam a sustentabilidade de um projeto de base florestal
(GAMA et al., 2002).
Estudos sobre a estrutura e a diversidade de florestas podem ser
realizados com finalidades diversas, quer sejam de caráter aplicado (conservação
e restauração de ecossistemas, avaliação de impacto ambiental, exploração
florestal sustentável etc.), quer sejam estudos teóricos, visando, primordialmente
ao avanço do conhecimento científico, cujas conclusões ou predições, darão
suporte as decisões ou ações relacionadas (DURIGAN, 2009).
Há uma grande variação de métodos a serem empregados para a
análise estrutural da floresta, considerando requisitos básicos estabelecidos
internacionalmente. Dentre os métodos utilizados, distinguem-se os processos
clássicos de investigação científica para obtenção de informações qualitativas e
quantitativas, definidos pelos parâmetros da estrutura horizontal e vertical da
floresta (AMBIENTE BRASIL, 2011).
42
2.7.3.1 Análise Estrutural Horizontal de Comunidades Florestais
De acordo com Scolforo (2006), a análise da estrutura horizontal indica
a participação na comunidade de cada espécie vegetal em relação às outras e a
forma em que esta se encontra distribuída espacialmente nas áreas. A estrutura
horizontal pode fornecer informações sobre o ciclo evolutivo da floresta,
apresentando fortes correlações com riqueza florística e a distribuição do número
de indivíduos das diferentes espécies (SILVA et al.,2010).
Para análise da estrutura horizontal das comunidades vegetais utilizase os parâmetros de abundância ou densidade, frequência, dominância, que
revelam informações sobre a distribuição espacial das populações e sua
participação no contexto do ecossistema (RIBEIRO, 2004).
Esses parâmetros são geralmente empregados em pesquisas florestais
(SILVA et al., 2010). E a partir desses dados é possível obter-se outras
informações relacionadas à diversidade de espécies, riqueza e equabilidade
(DISLICH et al., 2001).
Estudo realizado em uma Floresta Estacional Semidecidual, localizada
no Município de Cássia – MG, destacou a estrutura horizontal, com base em
elementos estruturais quantitativos, como abundância, frequência e dominância
obtida sobre as populações adultas (indivíduos com DAP > 10 cm). Entre as
espécies 124 espécies encontradas na floresta, apenas 6 delas, são comuns em
toda a área da floresta (100% de frequência), sendo, portanto, as espécies que
mais caracterizam a associação florestal em questão (CORAIOLA & NETTO,
2003).
A) Abundância ou Densidade de Espécies Arbóreas
A abundância de cada espécie é determinada a partir de uma partição
randômica dos recursos distribuídos ao longo de um contínuo de diferentes tipos
de recursos. Os recursos são considerados como se estivessem distribuídos ao
43
longo de um bastão em que cada segmento corresponde ao nicho explorado por
cada espécie ao longo do recurso considerado (PINTO-COELHO, 2006).
Para Lamprecht (1962) apud Coraiola & Netto (2003), a abundância
mede a participação das diferentes espécies na floresta e, define-se abundância
absoluta, como sendo o número total de indivíduos pertencentes a uma
determinada espécie, e que a abundância relativa indica a participação de cada
espécie em percentagem do número total de árvores levantadas na parcela
respectiva, considerando o número total igual a 100%.
A abundância relativa constitui muitas vezes uma medida útil, quando é
necessário saber-se como a população esta mudando, ou quando as condições
são tais que a densidade absoluta não pode ser determinada (ODUM, 1988).
B) Frequência de Espécies Arbóreas
A frequência (F) é dada pela probabilidade de se encontrar uma
espécie numa unidade de amostragem (quadros ou pontos), e o seu valor
estimado indica o número de vezes que a espécie ocorre, num dado número de
amostras (MOREIRA, 2007).
Segundo Vega (1968) apud Coraiola & Netto (2003), a frequência
absoluta de uma espécie é expressa pela percentagem das parcelas em que
ocorre, sendo o número total de parcelas igual a 100 %. A frequência relativa
indica a percentagem de frequência de cada espécie em relação à frequência
total por área.
Por exemplo, em 100 quadros amostrados dentro de uma comunidade
vegetal uma espécie que aparece em 25 desses quadros terá uma frequência de
25%. A frequência é função do grau de dispersão da população e tem pouca
relação com a densidade. Uma população com um grande número de indivíduos
formando agregados pode ter uma frequência mais baixa do que outra com
poucos indivíduos, mas dispersos na área (PILLAR, 1996).
44
C) Dominância de Espécies Arbóreas
A dominância é calculada pela soma das áreas basais dos indivíduos
pertencentes a uma determinada espécie (FINOL, 1971, apud CORAIOLA &
NETTO, 2003).
A dominância absoluta (DoA) de uma espécie consiste, portanto, na
soma da área basal de todos os indivíduos da espécie, presentes na amostragem.
Dominância relativa (DoR) é a relação percentual entre a área basal total da
espécie e a área basal por hectare (MARTINS, 1991)
45
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
3.1.1 Região Oeste do Paraná
A Região Oeste do Paraná é composta por 50 municípios agrupados
em três microrregiões, situadas no Terceiro Planalto. O estudo ocorreu no
Município de Santa Terezinha de Itaipu, que esta a 613,20 km da capital do
Estado, Curitiba, via BR-277. Possui um Território de 267,49 km² representando
0,1301% do Estado e 0,0031% de todo o Território Brasileiro. Seus limites são ao
norte do Lago de Itaipu, com divisa internacional com a República do Paraguai; ao
sul o Parque Nacional do Iguaçu; a leste São Miguel do Iguaçu; a oeste Foz do
Iguaçu (IPARDES, 2007):
O clima oeste paranaense é subtropical úmido mesotérmico; no verão
chuvas intensas seguidas de estiagem com temperaturas superiores a 22º C e,
inverno seco, onde as medias de temperatura são inferiores a 15º C. O índice
pluviométrico médio anual é de 1600 mm (IPARDES, 2007).
O solo que compreende a região é denominado Latossolo Roxo,
distrófico, apresentando a formação "terra roxa" estruturada; é bastante fértil e
argiloso, desenvolvidos em rochas magmáticas. A vegetação presente na região é
do tipo Estacional Semidecidual (FES).
Estacional porque apresenta as estações do ano bem definidas;
semidecidual porque algumas árvores perdem as folhas no inverno, para
compensar a falta de água nas épocas de seca. A altitude média é de 218 m
(IPARDES, 2007).
Essa região é de extrema importância biológica, pois abriga o segundo
Parque Nacional criado no país – Parque Nacional do Iguaçu, criado em 1939.
Este Parque constitui um ecótono de formações florestais, a transição entre a
Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Estacional Semidecidual.
46
3.1.2 Corredor de Biodiversidade de Santa Maria - CBSM
O estudo foi realizado no Corredor de Biodiversidade Santa Maria
(CBSM) que foi implantado em 2003, e teve como primeiro passo a reconstituição
da ligação verde entre a faixa de proteção do reservatório de Itaipu e o Parque
Nacional do Iguaçu, entre os municípios de Santa Terezinha de Itaipu e São
Miguel do Iguaçu, no Estado do Paraná.
O projeto do Corredor de Biodiversidade Santa Maria foi desenvolvido
entre parcerias com as seguintes instituições: ITAIPU Binacional, Prefeitura
Municipal de Santa Terezinha de Itaipu, IAP, IBAMA, Rodovia das Cataratas e
Agricultores Lindeiros (ITAIPU BINACIONAL, 2008).
A Figura 1 mostra o esquema do Corredor de Biodiversidade Santa
Maria entre a Faixa de Proteção do Reservatório de Itaipu e o Parque Nacional do
Iguaçu.
Faixa seca do CBSM
Figura 1: Esquema de ligação verde entre a Faixa de Proteção do Reservatório de Itaipu
e o Parque Nacional do Iguaçu, no Município de Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do
Estado do Paraná – BR.
Fonte: ITAIPU BINACIONAL, 2008.
47
Os trabalhos no Corredor Santa Maria tiveram início com a construção
de cercas de divisa para a recuperação florestal, com o plantio de
aproximadamente 78 espécies nativas da região Oeste do Paraná (ITAIPU
BINACIONAL, 2008).
Ligando a faixa seca ou faixa linear – sinônimos - do corredor ao
Parque Nacional do Iguaçu, está a RPPN “Fazenda Santa Maria”, que representa
uma área de 242 ha (hectares) e, foi nomeada em 30 de Março de 1998 pela
PORTARIA IAP Nº 070, no Município de Santa Terezinha de Itaipu, no Estado do
Paraná (SIA PARANÁ, 1998).
O estudo avaliou a faixa linear do Corredor Santa Maria (1), uma área
de reflorestamento com espécies nativas de aproximadamente 8 anos de plantio,
que possui 3 km de extensão e 60 metros de largura.
E a RPPN Santa Maria (RPPN SM) (2), um fragmento de floresta
estacional semidecidual de 242 hectares. Ambas localizadas dentro da Fazenda
Santa Maria, no Município de Santa Terezinha de Itaipu, no Estado do Paraná
(Figura 2).
RPPN Santa Maria (2)
Corredor de Biodiversidade Santa Maria (1)
Figura 2: Faixa linear do Corredor de Biodiversidade Santa Maria e a RPPN Santa Maria,
em sentido ao Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná (2007).
Fonte: ITAIPU BINACIONAL, 2008.
48
O Corredor de Biodiversidade Santa Maria recebeu esse nome por
estar localizada dentro da Fazenda Santa Maria, de propriedade do Sr. Licínio de
Oliveira Machado, o qual adquiriu essa propriedade no ano de 1955. Outras
propriedades no entorno dessa região também fazem parte do processo de
recuperação florestal do CBSM.
A faixa linear do Corredor e a RPPN estão circundadas por áreas de
pastagens e agricultura. A Figura 3 mostra uma extensão da faixa linear do
corredor, na Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha de Itaipu – PR.
FAIXA LINEAR DO CORREDOR DE BIODIVERSIDADE SANTA MARIA
CC
Figura 3: Faixa Linear do CBSM, na Fazenda Santa Maria, no Município de Santa
Terezinha de Itaipu - PR, próximo á áreas de pastagens, Outubro de 2011.
3.2 INVENTÁRIO FLORESTAL DE RECONHECIMENTO DE ÁREA
Foi realizado um inventário florestal de reconhecimento de área com
amostragem aleatória simples, com sete unidades amostrais, medindo 100 m²
cada uma. As unidades amostrais foram selecionadas respeitando gradientes de
vegetação e também a facilidade de acesso aos locais, o qual muitas vezes é
49
dificultado pelos próprios moradores da área ou pela mata fechada e plantações
que circundam a área.
Foram utilizadas cinco unidades amostrais aleatórias, localizadas na
faixa linear do Corredor (1) com distância de 25 m das bordas, medindo 100 m²
cada amostra, com distância de 250 m entre uma e outra.
Na RPPN (2) foram marcadas duas unidades amostrais aleatórias, de
100 m² cada uma, com distância de 250 m entre uma e outra. Os pontos
amostrados na RPPN foram utilizados para breve comparação de diversidade
florística em relação às espécies implantadas no Corredor Santa Maria, em 2003.
3.2.1 Unidades de Amostras
Os pontos na RPPN foram determinados de Ponto 1 e 2; no Corredor
foram determinados como Pontos 3, 4, 5, 6 e 7, como mostra a Figura 4:
Figura 4: Localização dos pontos amostrados no Corredor de Santa Maria e na RPPN
Santa Maria – Reserva Particular do Patrimônio Natural - PR.
Fonte: GOOGLE EARTH, 2011.
50
A Tabela 1 descreve a localização dos pontos amostrados, com as
respectivas coordenadas geográficas e a elevação de cada ponto. Os quais foram
coletados através de um instrumento de GPS.
Tabela 1: Tabela de localização geográfica dos pontos amostrados no CBSM e na RPPN SM, na
Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha de Itaipu – PR.
Pontos
1
2
3
4
5
6
7
Latitude S
25º29’23,8’’
25º29’21,9’’
25º28’48,6’’
25º28’59,7’’
25º28’48,5’’
25º28’30,4’’
25º28’19,2’’
Longitude W
54º21’27,2’’
54º21’44,2’’
54º21’16,0’’
54º21’15,2’’
54º21’15,9’’
54º21’15,6’’
54º21’15,5’’
Elevação
267 m
275 m
289 m
314 m
313 m
284 m
299 m
SGR
SAD69’
SAD69’
SAD69’
SAD69’
SAD69’
SAD69’
SAD69’
SGR – Sistema Geodésico Regional
3.2.1.1 Descrição dos Pontos de Amostragem
O Ponto 1 e o Ponto 2 foram amostrados dentro da RPPN Santa Maria.
Onde há presença de sub-bosque e serrapilheira, com sombreamento relativo.
O Ponto 3 foi amostrado no início do Corredor próximo á RPPN sentido
BR-277, após a nascente do Rio Apepu. Possui alta concentração da espécie
herbácea Panicum maximum L. (Capim-colonião) – local onde as árvores pouco
se desenvolveram.
O Ponto 4, o mais alto da faixa seca do corredor, onde possui
sombreamento regular e há presença de serapilheira e Capim-colonião. O Ponto
5 está antes da nascente do Rio São João que deságua no Rio Paraná. O Ponto
6 representa uma das partes mais antigas e mais preservadas do corredor,
serrapilheira abundante. O Ponto 7, próximo a BR-277, porção final dos pontos
amostrados na faixa seca do corredor, local de início do plantio das mudas na
faixa seca, e apresenta como característica marcante o sombreamento acentuado
e alta presença de serrapilheira.
51
3.2.2 Coleta e Análise de Dados
Os dados amostrais foram coletados entre os meses de agosto,
setembro e outubro de 2011, onde foram mensurados todos os indivíduos
pertencentes as unidades de amostras.
A identificação florísticas das espécies arbóreas foi realizada em
campo com o auxílio de mateiros experientes da região pelos nomes vulgares e
por fotografias de folhas e fuste de cada indivíduo. Posteriormente as espécies
foram catalogadas com respectivos nomes científicos, com o auxílio de literaturas
como: “Árvores da Floresta Estacional Semidecidual: Guia de identificação de
espécies” (RAMOS et al., 2008). E a classificação sucessional das espécies foi
realizada de acordo com Ferreti et al., (1995).
As amostras foram tomadas com o auxílio de uma trena e marcadas
com estacas de madeira. Em cada ponto amostral foram medidos os DAP a 1,30
metros do solo, com uma fita métrica e posteriormente os dados foram
convertidos em diâmetro. Para os indivíduos que apresentaram irregularidades
como sapopemas, nós, calosidades, danos ou qualquer deformação a 1,30 m do
solo, tiveram o ponto de medição feito em outra posição no fuste, sem influência
dessas irregularidades.
No corredor, em 2003, o plantio das mudas foi realizado em linhas,
com espaçamentos de 2 x 2,5 m. Assim, os indivíduos que estavam fora das
linhas de plantio ou entre as mesmas e apresentaram DAP inferior 4 cm foram
considerados como regenerantes e identificados por espécies.
Na RPPN, os indivíduos com DAP inferior 4 cm também foram
considerados como regenerantes e identificados em relação as espécies.
Após a coleta de dados, as amostras do Corredor foram analisadas
através de variáveis específicas como: composição florística, sucessão florestal,
índice de diversidade, abundância, frequência e dominância das espécies para
obtenção dos valores de estrutura horizontal da faixa seca do corredor.
As amostras na RPPN Santa Maria foram analisadas de acordo com a
composição florística, sucessão floresta e o índice de diversidade.
52
3.2.3 Variáveis Mensuradas
Para os dados coletados na faixa linear do Corredor de Biodiversidade
Santa Maria e na RPPN Santa Maria, foram utilizadas equações adequadas para
mensurar a vegetação arbórea dessas áreas. As equações para os cálculos
apresentam-se no Quadro 1:
Quadro 1: Equações utilizadas nos cálculos das variáveis mensuradas no Corredor de
Biodiversidade Santa Maria e na RPPN Santa Maria – PR.
Variável
Equação
∑
Índice de
Diversidade de
H’ = Índice de diversidade de Shannon;
Shannon (H’)
pi = ni / N; ni = nº de indivíduos da espécie i;
N = nº total de indivíduos amostrados.
(
[
(
Abundância
(AB)
)
]
)
AB abs = abundância absoluta; AB rel = abundância
relativa; n / ha = nº de árvores de cada espécie por hectare;
N / há = nº total de árvores por hectare.
FR abs = % de parcelas que
ocorre uma espécie
[
]
Frequência (F)
FR abs = frequência absoluta;
FR rel = frequência relativa (%).
(
[
(
Dominância (D)
)
]
)
D abs = dominância absoluta;
D rel = dominância relativa;
g / ha = área basal de cada espécie por hectare;
G / ha = área basal total por hectare.
53
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA
O estudo avaliou duas áreas pertencentes à Floresta Estacional
Semidecidual, no Município de Santa Terezinha de Itaipu, na Região Oeste do
Estado do Paraná. Onde foram amostrados 7 pontos de 100 m² cada um, para a
coleta de dados.
Entre os pontos amostrados foram identificadas 28 famílias botânicas,
distribuídas em 66 espécies, representando 128 indivíduos. Os indivíduos foram
identificados em nível de família, espécie, nome vulgar de acordo com Ramos et
al. (2008) e classificação sucessional Ferreti et al., (1995). Dos 128 indivíduos
amostrados, 74 foram amostrados na faixa linear do Corredor de Biodiversidade
Santa Maria e 54 na RPPN Santa Maria.
No Corredor de Biodiversidade Santa Maria foram amostrados os
pontos: 3, 4, 5, 6 e 7. Na RPPN Santa Maria, esta foi representada pela
amostragem dos pontos: 1 e 2.
4.1.2 Corredor de Biodiversidade Santa Maria – CBSM
Na faixa linear do corredor foram identificados 74 indivíduos entre
adultos e regenerantes, numa área total 0,05 ha, equivalentes a área total
amostrada nos Pontos 3, 4, 5, 6 e 7. A ocorrência de cada espécie adulta por
ponto amostrado encontra-se em Apêndice 1.
A Tabela 2 representa os 48 indivíduos adultos amostrados,
localizados na faixa seca do CBSM, por ordem de família, espécie, nome vulgar,
classificação sucessional e número de indivíduos. Os 26 indivíduos regenerantes
com DAP inferior 4 cm constam em Apêndice 2.
54
Tabela 2: Indivíduos amostrados nos Pontos 3, 4, 5, 6 e 7, na faixa seca do CBSM – PR, com
classificação sucessional (Pi = Pioneiras, Si = Secundárias iniciais, St = Secundárias tardias).
Família
Espécie
Nome Vulgar
Cs
Ni
Annona cacans Warm.
ANNONACEAE
Ariticum-cagão
St
1
Tabernaemontana hystrix
APOCYNACEAE
Leitero, Mata-pasto
Si
3
Acacia polyphylla DC.
FABACEAE
Monjoleiro
Pi
6
Machaerium brasiliense Vogel
FABACEAE
Sapuva
Si
1
Albizia niopoides Burkart.
FABACEAE
Farinha-seca
Pi
4
Anadenanthera macrocarpa
FABACEAE
Angico-vermelho
Pi
2
FABACEAE
Piptadenia gonoacantha
Pau-jacaré
Pi
2
Peltophorum dubium
FABACEAE
Canafístula
Pi
2
Schizolobium parahyba
FABACEAE
Guapuruvu
Pi
2
Centrolobium tomentosum
FABACEAE
Araribá, Araruva
Si
2
Machaerium nyctitans
FABACEAE
Mau-vizinho, Bico-de-pato Pi
2
Laurus nobilis
LAURACEAE
Louro, Lourinho
Si
1
Cabralea canjerana
MELIACEAE
Canjarana
Pi
2
Ficus obtusifolia Kunth.
MORACEAE
Figueira
Pi
2
Maclura tinctoria
MORACEAE
Taiúva, Amoreira-branca
Pi
1
Sorocea bonplandii
MORACEAE
Falsa-espinheira-santa
St
1
PHYLLANTHACEAE Margaritaria nobilis
Figueirinha
St
1
Coutarea hexandra Schum.
RUBIACEAE
Quina, Quineira
Si
1
Prockia crucis P.
SALICACEAE
Guaipá
Pi
1
Siparuna guianensis Aubl.
SIPARUNACEAE
Limão-bravo, Pau-bosta
Si
3
Guazuma ulmifolia Lam.
STERCULIACEAE
Mutambo
Pi
4
Luehea divaricata Mart.
TILIACEAE
Açoita-cavalo
Si
3
Cecropia pachysrachya Trécul. Embaúba-branca
URTICACEAE
Pi
1
Cs – Caracterização sucessional; N i – Número de indivíduos da espécie i.
A família que prevaleceu nas amostras realizadas no corredor foi a
Fabaceae, com 44,9% de todos os indivíduos amostrados (Figura 5). As famílias
Fabaceae e Moraceae foram as mais representativas em número de espécies.
Pois a família Fabaceae apresentou uma riqueza de 9 espécies com 23
indivíduos, e a Moraceae 3 espécies com 4 indivíduos.
A sucessão florestal apresenta maior densidade de espécies pioneiras,
equivalentes a 56,5% das espécies amostradas, que são espécies que
necessitam de luz para se desenvolver; 30,43% das espécies são secundárias
iniciais, tolerantes a sombra, mas também necessitam de clareiras para melhor
fixação. As secundárias tardias representam apenas 13,04% das espécies
amostradas. De acordo com Mochiutti et al. (2008), esta floresta pode estar em
processo de evolução, pois tem maior densidade de espécies que exigem luz nos
extratos superiores, com um ingresso de indivíduos tolerantes a sombra na classe
inferior.
55
Figura 5: Número total de indivíduos amostrados no CBSM – PR, em ordem de família.
URTICACEAE
TILIACEAE
STERCULIACEAE
SIPARUNACEAE
Familias
SALICACEAE
RUBIACEAE
PHYLLANTHACEAE
Nº de Indivíduos
MORACEAE
MELIACEAE
LAURACEAE
FABACEAE
APOCYNACEAE
ANNONACEAE
0
5
10
15
20
25
Quantidade de Indivíduos
Ubialli et al. (2009), estudando a riqueza florística de uma floresta
estacional semidecidual, relatou que uma das famílias mais representativas em
número de espécie foi a Fabaceae composta por 19 espécies. Em relação à
família Fabaceae, o seu papel esta atribuída á eficiência na fixação de nitrogênio
no ecossistema, a partir de interações mutualísticas com microorganismos no
solo, o que nos permite inferir sobre a relevância dessa função no processo
sucessional das comunidades florestais tropicais, sobretudo nos estágios iniciais,
atuando como facilitadoras para a entrada de novas espécies de estágios
sucessionais mais avançados (GUSSON et al., 2008).
Um estudo entre áreas as margens do reservatório da usina hidrelétrica
da antiga Companhia Energética do Estado de São Paulo (CESP), e o Parque
Nacional do Morro do Diabo, que representa o maior remanescente de Floresta
Estacional Semidecidual, realizado em 1988, a família Fabaceae com 6 espécies
foi uma das predominantes (SOUZA, 2000).
56
4.1.3 Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Santa Maria
Na RPPN Santa Maria foram amostrados 54 indivíduos entre adultos e
regenerantes, numa área total 0,02 ha, equivalente a área total amostrada nos
Pontos 1 e 2. Os 21 individuos adultos amostrados na RPPN SM estão listados na
Tabela 3 em ordem de família, espécie, nome vulgar, classificação sucessional e
número de indivíduos presentes nos Pontos 1 e 2. Os 33 indivíduos com DAP
inferior a 4 cm estão listados em Apêndice 3.
Tabela 3: Indivíduos amostrados nos Pontos 1 e 2, na RPPN Santa Maria – PR, com classificação
sucessional (Pi = Pioneiras, Si = Secundárias iniciais, St = Secundárias tardias, Sn = Sem
informação).
Família
Espécie
Nome Vulgar
Cs N i
Jacaratia spinosa A.DC.
CARICACEAE
Jacaratiá
Pi
3
Diospyros inconstans Jacq.
EBENACEAE
Caqui-da-mata
Si
1
EUPHORBIACEAE Alchornea triplinervia (Spreng.)
Tapiá
Pi
1
Sweetia fruticosa Spreng.
FABACEAE
Guaicara, Sucupira-amarela Si
1
Ocotea velutina Rohwer
LAURACEAE
Canelão
Sn
1
Trichilia claussenii C.DC.
MELIACEAE
Catiguá-de-três-folhas
Si
1
Sorocea bonplandii
MORACEAE
Falsa-espinheira-santa
St
1
Ficus enormis Miq.
MORACEAE
Figueira-branca
Pi
1
Ficus guaranitica Chodat.
MORACEAE
Figueira
Pi
1
Campomanesia xanthocarpa Berg Guabocaba
MYRTACEAE
St
1
Eugenia subterminalis
MYRTACEAE
Guamirim, Cambuí
St
1
Eugenia ramboi D.Legrand
MYRTACEAE
St
1
Prunus myrtifolia
ROSACEAE
Pessegueiro-bravo
Si
1
Balfourodendron riedeliarium
RUTACEAE
Pau-marfim
St
2
Prockia crucis P.
SALICACEAE
Guaipá
Pi
1
Chysophyllum gonocarpum
SAPOTACEAE
Guatambu-de-leite
St
1
STERCULIACEAE Guazuma ulmifolia Lam.
Mutambo
Pi
1
Luehea divaricata Mart.
TILIACEAE
Açoita-cavalo
Si
1
Cs – Caracterização sucessional; N i – Número de indivíduos da espécie i.
As famílias Moraceae, Myrtaceae e Caricaceae foram as mais
representativas na RPPN em número de espécie (Figura 6). Observa-se a perda
de densidade da família Fabaceae do Corredor para a RPPN Santa Maria.
57
Figura 6: Número total de indivíduos amostrados na RPPN Santa Maria – PR, em ordem de
família.
TILIACEAE
STERCULIACEAE
SAPOTACEAE
SALICACEAE
Famílias
RUTACEAE
ROSACEAE
MYRTACEAE
MORACEAE
Nº de Indivíduos
MELIACEAE
LAURACEAE
FABACEAE
EUPHORBIACEAE
EBENACEAE
CARICACEAE
0
1
2
3
4
Quantida de Indivíduos
A sucessão florestal da RPPN apresenta 38,1% de espécies pioneiras,
33,33% de espécies secundárias tardias, 23,81% de espécies secundárias iniciais
e 4,76% de espécies sem informação sucessional. Em fragmentos de estágios
médios á maduros, pode-se observar uma perda significativa de densidade das
espécies da família Fabaceae, mostrando claramente sua
redução na
participação da estrutura de comunidades florestais estacionais semideciduais em
áreas bem conservadas (GUSSON et al., 2008).
Estudando dois trechos de floresta secundária de 15 e 40 anos,
Oliveira-Filho et al. (2004) observaram que a densidade de árvores foi mais alta
no povoamento mais jovem, particularmente para árvores menores. Árvores de
espécies
tolerantes
à
sombra
e
de
espécies
de
sub-bosque
foram
significativamente mais abundantes no povoamento mais velho.
O processo de substituição entre as famílias é evidenciado em muitos
trabalhos de dinâmica de comunidades. No entanto, quais famílias são
substituídas nesse processo e a importância de sua substituição para a
comunidade, ainda é escasso na literatura (GUSSON et al., 2008).
58
A composição florística das duas áreas estudadas são pouco
semelhantes em questão de espécies, porém se comparam em questão de
sucessão, com destaque as espécies pioneiras. Podendo dizer que o CBSM
possui uma boa capacidade de resiliência comparada a RPPN Santa Maria. A
avaliação da estrutura horizontal mostrou a importância de cada espécie plantada
no CBSM, se destacando às espécies com maior capacidade de fixação de
nitrogênio no solo, as pioneiras, que são as bases das formações vegetais em
processos iniciais de sucessões florestais.
4.1.3 Índice de Diversidade de Shannon (H’)
Os índices de diversidade de Shannon – H’, foram calculados para
todos os indivíduos adultos amostrados no CBSM e na RPPN SM. A Figura 7
representa os valores de diversidade obtidos em cada ponto amostral.
Figura 7: Índice de diversidade de Shannon – H’ em todos os pontos amostrados.
Índice de Shannon H'
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Shannon H'
1
2
3
4
5
6
7
2,16
2,3
0,7
1,41
1,83
1,83
2,04
Valores do Índice de Diversidade H' em cada Ponto Amostral
A média de indivíduos adultos nos pontos amostrados na RPPN foi de
10,5 indivíduos a cada 100 m². Como pode-se observar o índice Shannon resultou
em valores semelhantes nos dois pontos amostrais dentro da RPPN, porém esses
59
valores encontram-se abaixo da faixa de variação para este tipo de formação
vegetal. Segundo Saporetti Jr. et al., (2003), valores desse índice acima de 3,11
em florestas estacionais indicam formações vegetais conservadas. Pode-se
concluir então que a formação florestal da RPPN SM não encontra-se em bom
estado de conservação. Esse resultado abaixo da média pode ser considerado
também pela baixa densidade de amostras neste local.
Apesar da dificuldade de comparação de índices de diversidade, os
valores encontrados em região de Floresta Estacional Semidecidual no Rio
Grande do Sul (MOCHIUTTI et al., 2008), em valores encontrados em parcelas
individuais são similares aos da RPPN Santa Maria, com média de 2,1 a 3,2 para
o índice de diversidade de Shannon’.
Dias Neto (2009) encontrou um valor de 3,33 para o índice de
diversidade de Shannon. O mesmo autor relata que o índice de diversidade
encontrado na FES da Fazenda Sucupira-Caçu está dentro da faixa de variação
para esse tipo de formação vegetal, que representa um valor de 2,41 a 4,23.
A média de indivíduos adultos nos pontos amostrados no corredor foi
de 11,5 indivíduos a cada 100 m². O Ponto 3, no interior do Corredor, apresentou
o menor índice de diversidade e maior equabilidade entre as espécies. No
entanto, neste ponto havia apenas dois indivíduos adultos. Este Ponto sofre a
intensa pressão da espécie herbácea Panicum maximum L. (Capim-colonião). A
provável falta de manejo após o plantio pode ter sido a causa da invasão dessa
espécie neste ponto amostral, ocasionando a morte dos indivíduos que deveriam
estar presentes ali, o que pode ter influenciado nestes resultados.
Nos Pontos 4, 5 e 6 do Corredor, os valores do índice de Shannon’
foram de 1,41 a 1,83. Já no Ponto 7 do Corredor este foi de 2,04, aproximando-se
dos valores encontramos na RPPN SM, que foram de 2,16 a 2,3. Podendo
considerar o Ponto 7 o mais diverso dos pontos amostrados Corredor.
Souza (2000), analisando a diversidade florística em uma floresta de
plantio misto de Floresta Estacional Semidecidual, no Estado de São Paulo, com
uma formação de 9 anos, obteve um índice de diversidade de 2,45. A formação
florestal do Corredor Santa Maria com 8 anos de plantio está abaixo da
diversidade encontrada por Souza (2000) em formação florestal de 9 anos de
plantio.
60
Pinto (2007), estudando o componente arbustivo-arbóreo em dois
estádios sucessionais (inicial e madura) na Mata do Paraíso, em que foram
amostrados indivíduos com DAP ≥ 4,8 cm, encontrou índice de diversidade de
Shannon (H’) de 3,31 para floresta em estádio inicial, um valor dentro das médias
para florestas estacionais semideciduais em estágios iniciais.
A diversidade de espécies tende a aumentar com o tamanho da área e
desde altas latitudes em direção ao Equador. A diversidade tende a ser reduzida
em comunidades bióticas que sofrem estresse, porém também pode ser reduzida
pela competição em comunidades antigas e ambientes físicos estáveis. A maior
parte da diversidade biológica ainda é encontrada em ecossistemas naturais, cuja
sobrevivência depende da diversidade contida nelas (ODUM, 1988).
4.2 ANÁLISE DE ESTRUTURA HORIZONTAL NO CBSM
As análises de estrutura horizontal foram realizadas apenas na faixa
seca do Corredor de Biodiversidade Santa Maria nos 5 pontos amostrados, com
mensuração das variáveis: abundância, frequência e dominância das espécies. A
mensuração dos dados foi realizada com os indivíduos adultos que estão
representados em 13 famílias de 23 espécies e 48 indivíduos.
4.2.1 Abundância das Espécies Arbóreas no Corredor
Os valores estimados de abundância relativa no corredor estão
apresentados na Tabela 4, em ordem de espécie:
61
Tabela 4: Abundância relativa no Corredor Santa Maria – PR, em ordem de espécie.
Espécie
Nome Vulgar
AB rel (%)
Acacia polyphylla DC.
Monjoleiro
12,76
Albizia niopoides Burkart.
Farinha-seca
8,51
Anadenanthera macrocarpa
Angico-vermelho
4,25
Annona cacans Warm.
Ariticum-cagão
2,13
Cabralea canjerana
Canjarana
4,25
Cecropia pachysrachya Trécul.
Embaúba-branca
2,13
Centrolobium tomentosum
Araribá, Araruva
4,25
Coutarea hexandra Schum.
Quina, Quineira
2,13
Ficus obtusifolia Kunth.
Figueira
4,25
Guazuma ulmifolia Lam.
Mutambo
8,51
Laurus nobilis
Louro, Lourinho
2,13
Luehea divaricata Mart
Açoita-cavalo
6,38
Machaerium brasiliense Vogel
Sapuva, Jacarandá-paulista
2,13
Machaerium nyctitans
Mau-vizinho, Bico-de-pato
4,25
Maclura tinctoria
Taiúva, Amoreira-branca
2,13
Margaritaria nobilis
Figueirinha
2,13
Peltophorum dubium
Canafístula
4,25
Piptadenia gonoacantha
Pau-jacaré
4,25
Prockia crucis
Guaipá
2,13
Schizolobium parahyba
Guapuruvu
4,25
Siparuna guianensis Aubl.
Limão-bravo
6,38
Sorocea bonplandii
Falsa-espinheira-santa
2,13
Tabernaemontana hystrix
Leitero, Mata-pasto
4,25
AB rel – Abundancia relativa em porcentagem.
Observa-se que as 5 espécies mais abundantes nas áreas amostradas
do Corredor compreende 42,54% de todas as espécies amostradas na área. A
espécie mais abundante entre elas é a Acacia polyphylla DC. (Monjoleiro), com
12% da área, a espécie Guazuma ulmifolia Lam. (Mutambo) com 8,51% da área,
a Albizia niopoides Burkart (Farinha-seca) com 8,51% da área amostrada e as
outras 2 mais abundantes representam 6,38% da área cada uma, sendo Luehea
divaricata Mart. (Açoita-cavalo) e Siparuna guianensis Aubl. (Limão-bravo). A
Figura 8 apresenta as espécies mais abundantes no corredor.
62
Figura 8: Espécies mais representativas em valores de abundancia relativa no CBSM – PR.
Siparuna guianensis Aubl.
Espécies
Luehea divaricata Mart.
Guazuma ulmifolia Lam.
AB rel (%)
Albizia niopoides Burkart.
Acacia polyphylla DC.
0
5
10
15
Abundância de Espécies no Corredor (%)
A espécie mais abundante, a Acacia polyphylla DC. com 12% de
representatividade em todas as áreas amostradas, trata-se de uma espécie
pioneira. É também uma espécie recomendada para recuperação de áreas de
preservação permanente (LORENZI, 2002).
As 19 espécies que apresentaram baixa densidade somam 29
indivíduos, uma porcentagem total de 59,55% de abundância nas amostras. No
entanto, o conjunto das espécies pouco abundantes pode ter uma importância
ecológica e ser responsável por diversas funções no ecossistema, como
aumentar a resistência da comunidade contra invasores e retenção de nutrientes
(LYONS et al., 2005).
Coraiola & Netto (2003), estimaram em uma floresta estacional
semidecidual, no Município de Cássia - MG, valores médios de abundância
absoluta e relativa das principais espécies da floresta. Ressaltando que a espécie
que apresentou maior abundância em toda a floresta trata-se de uma espécie
pioneira, de crescimento rápido, que predomina em espaços livres da floresta
(clareiras), comprovando assim a importância destas espécies para a estrutura da
floresta.
Devido à falta de evidências sobre o real papel das diversas famílias
botânicas
dentro
do
ecossistema,
sobre
tudo
nos
diferentes
estágios
sucessionais, ainda não é possível atribuir um componente que explique a
63
substituição entre as espécies mais importantes (em relação a abundância), que
permite classificar as florestas em seus diferentes estágios, por meio das famílias
dominantes (GUSSON et al., 2008).
4.2.2 Frequência das Espécies Arbóreas no Corredor
Na análise das espécies mais frequentes nas amostras do Corredor,
relacionada com a porcentagem de ocorrência de cada uma, em cada um dos 5
pontos amostrados no Corredor, verificou-se que nenhuma espécie é frequente
em todos os pontos, como mostra a Tabela 5:
Tabela 5: Frequência absoluta e relativa no CBSM – PR, em ordem de espécie.
Espécie
Nome Vulgar
FR rel (%)
Acacia polyphylla DC.
Monjoleiro
10,34
Albizia niopoides Burkart.
Farinha-seca
6,89
Anadenanthera macrocarpa
Angico-vermelho
3,45
Annona cacans Warm.
Ariticum-cagão
3,45
Cabralea canjerana
Canjarana
3,45
Cecropia pachysrachya Trécul.
Embaúba-branca
3,45
Celtis fluminensis Carauta
Açoita-cavalo
3,45
Centrolobium tomentosum
Araribá, Araruva
3,45
Coutarea hexandra Schum.
Quina, Quineira
3,45
Ficus obtusifolia Kunth.
Figueira
6,89
Guazuma ulmifolia Lam.
Mutambo
3,45
Laurus nobilis
Louro, Lourinho
3,45
Machaerium brasiliense Vogel
Sapuva, Jacarandá-paulista
3,45
Machaerium nyctitans
Mau-vizinho, Bico-de-pato
3,45
Maclura tinctoria
Taiúva, Amoreira-branca
3,45
Margaritaria nobilis
Figueirinha
3,45
Peltophorum dubium
Canafístula
6,89
Piptadenia gonoacantha
Pau-jacaré
3,45
Prockia crucis
Guaipá
3,45
Schizolobium parahyba
Guapuruvu
3,45
Siparuna guianensis Aubl.
Limão-bravo
3,45
Sorocea bonplandii
Falsa-espinheira-santa
3,45
Tabernaemontana hystrix
Leitero, Mata-pasto
6,89
FR rel – frequência relativa das espécies em percentagem.
A Figura 9 relaciona espécies com maior frequência amostral. A
espécie mais frequente foi a Acacia polyphylla DC (Monjoleiro), que dos 5 pontos
amostrados a espécie ocorreu em 3 pontos amostrais com 10,34% de frequência
64
relativa das amostras. Esta espécie destaca-se também como a mais abundante
entre os pontos amostrados, com 12% de toda a área.
Figura 9: Espécies mais frequentes nos pontos amostrais na faixa linear do CBSM – PR.
Tabernaemontana hystrix
Espécies
Peltophorum dubium
Ficus obtusifolia Kunth.
FR rel (%)
Albizia niopoides Burkart.
Acacia polyphylla DC.
0
5
10
Frequência de Espécies no Corredor (%)
15
Observa-se também que a espécie Guazuma ulmifolia Lam. (Mutambo)
é a segunda mais abundante no corredor com 8,51% de amostragem, e se
apresenta como uma das espécies menos frequentes nos pontos amostrais com
3,45% de frequência relativa, o fato pode ser devido a espécie ter sido amostrada
apenas no ponto 4, representando 4 dos 16 indivíduos amostrados neste ponto.
No estudo de Coraiola & Netto (2003), observa-se que 6 espécies
foram frequentes em todas as parcelas levantadas, apresentando uma
distribuição uniforme em toda a floresta. Destacou que destas, 2 encontram-se
entre as mais abundantes da floresta, diferenciando os resultados encontrados
deste autor dos valores obtidos neste estudo. Porém, a comparação com o estudo
deste autor deve-se a falta de trabalhos desenvolvidos nesta área.
65
4.2.3 Dominância das Espécies Arbóreas no Corredor
Os valores obtidos nos cálculos de dominância absoluta e relativa,
foram estimados em ordem de espécie por área basal, como representa a Tabela
6.
Tabela 6: Dominância absoluta e relativa no CBSM – PR, em ordem de espécie.
Espécie
Nome Vulgar
DO rel (%)
Acacia polyphylla DC.
Monjoleiro
45,47
Albizia niopoides Burkart.
Farinha-seca
12,92
Anadenanthera macrocarpa
Angico-vermelho
5,78
Annona cacans Warm.
Ariticum-cagão
0,53
Cabralea canjerana
Canjarana
1,58
Cecropia pachysrachya Trécul.
Embaúba-branca
0,53
Centrolobium tomentosum
Araribá, Araruva
1,84
Coutarea hexandra Schum.
Quina, Quineira
1,58
Ficus obtusifolia Kunth.
Figueira
8,67
Guazuma ulmifolia Lam.
Mutambo
9,98
Laurus nobilis
Louro, Lourinho
0,26
Luehea divaricata Mart
Açoita-cavalo
4,47
Machaerium brasiliense Vogel
Sapuva, Jacarandá-paulista
0,53
Machaerium nyctitans
Mau-vizinho, Bico-de-pato
1,05
Maclura tinctoria
Taiúva, Amoreira-branca
0,24
Margaritaria nobilis
Figueirinha
0,18
Peltophorum dubium
Canafístula
0,79
Piptadenia gonoacantha
Pau-jacaré
2,63
Prockia crucis
Guaipá
0,24
Schizolobium parahyba
Guapuruvu
3,68
Siparuna guianensis Aubl.
Limão-bravo
0,79
Sorocea bonplandii
Falsa-espinheira-santa
0,53
Tabernaemontana hystrix
Leitero, Mata-pasto
2,10
DO rel – dominância relativa em área basal total por ha em percentagem.
As 7 espécies com maior dominância relativa representam 89,95% de
todos os pontos amostrados no corredor. Destacam-se a espécie Acacia
polyphylla DC (Monjoleiro) que representou a espécie mais abundante, mais
frequente e a com maior dominância em toda a área estudada no corredor.
A espécie Acacia polyphylla DC. (Monjoleiro) representada por 6
indivíduos em 3 pontos diferentes, possui 45,47% de toda a dominância relativa
da área amostrada, a espécie Albizia Noipoides Burkart. (Farinha-seca), obteve
uma dominância relativa de 12,92% nas amostras do Corredor, a espécie
Guazuma ulmifolia Lam. (Mutambo) com 4 indivíduos em apenas 1 ponto
amostral é também uma das mais abundantes no corredor e uma das menos
66
frequentes, representa 9,98% de dominância relativa, a espécie Ficus obtusifolia
Kunth. (Figueira) com apenas 2 indivíduos em 2 pontos diferentes representa
8,67% de dominância relativa em todo o corredor (Figura 10).
Figura 10: Espécies com maior dominância nos pontos amostrais no CBSM – PR.
Schizolobium parahyba
Espécies
Luehea divaricata Mart
Guazuma ulmifolia Lam.
Ficus obtusifolia Kunth.
DO rel (%)
Anadenanthera macrocarpa
Albizia niopoides Burkart.
Acacia polyphylla DC.
0
10
20
30
40
50
Dominância Relativa dos indivíduos no Corredor (%)
Coraiola & Netto (2003), relatou que das principais espécies estudadas,
as 10 mais abundantes representam cerca de 40% da área basal total da floresta.
Pode-se dizer também, que 6 das espécies mais abundantes da floresta
aparecem também como dominantes.
A heterogeneidade de tamanhos de áreas amostrais e critérios de
inclusão dos vários trabalhos consultados prejudica sensivelmente a comparação
entre
estudos
realizados
em
uma
mesma
tipologia,
tornando
também
questionável a comparação dos resultados entre diferentes tipologias. Estas
comparações possibilitam estudos mais embasados de caráter florístico,
ecológico e fitogeográfico, contribuindo, por exemplo, para subsidiar ações de
gestão ambiental através dos estudos conduzidos nos remanescentes florestais
ainda existentes. Os pesquisadores que desenvolvem trabalhos utilizando a
fitossociologia como instrumento de análise quantitativa da vegetação florestal
paranaense deveriam iniciar discussões sobre a padronização dos métodos
adotados (ISERNHAGEN et al., 2001).
A ênfase nessas regiões deve ser de proteção, com investimentos na
melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. Alternativas econômicas
67
devem incentivar o ecoturismo, os produtos não madeireiros, o pagamento por
serviços ambientais e a pesquisa científica. A sociedade precisa refletir sobre
como essas regiões fragmentadas serão ocupadas e exploradas no futuro
próximo. Os modelos de desenvolvimento deveriam excluir atividades altamente
destrutivas, como desmatamento e exploração de madeira, das regiões de grande
importância para a conservação (CI – BRASIL, 2003)
68
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim, com este estudo pode-se observar a importância da
identificação floristica de uma comunidade florestal, para o melhor entendimento
da capacidade de resiliência de uma floresta plantada. Com isso o inventário
florestal apresenta-se como uma ferramenta importantíssima para a implantação
de qualquer ação de manejo e conservação ambiental.
Sugere-se a realização de um inventário florestal continuo com mais
amostras e novas avaliações nas mesmas, acompanhados de análises
microbiológicas, químicas e físicas do solo, para acompanhar o desenvolvimento
vegetal e também o processo de recuperação da área implantada no Corredor de
Biodiversidade Santa Maria. Para obtenção de informações comparativas de
ganhos e incrementos sobre o tipo e amplitude de respostas das espécies
utilizadas.
Porém, este estudo poderá servir como base para conseguintes
inventários florestais na região e em outros corredores lineares, e a relação de
conectividade entre ambientes fragmentados, podendo também gerar dados
enriquecedores do Corredor de Biodiversidade Santa Maria para possíveis planos
de manejo nessas áreas.
69
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AIDE, T. M.; et al. Forest regeneration in a chromos sequence of tropical
abandoned pastures: Implications for restoration ecology. Restauração
Ecológica. V. 8, n.4, p. 328-338. 2000.
ALVES, H. S. R. Identificação de Bioindicadores e Planejamento de Mini
Corredores Ecológicos na Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré / Serra
Grande, Bahia. Dissertação de Mestrado (Desenvolvimento Regional em Meio
Ambiente) - Universidade Estadual de Santa Cruz. Ilhéus - BA: UESC/
PRODEMA, 2007.
AMBIENTE BRASIL. Planejamento, Fase da Instalação e Fase da Execução
da Exploração. 2011. Disponível em: <
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/florestal
/manejo_florestal/fases_do_empreendimento.html > Acesso em: 16 de Out. de
2011.
_______________. Regiões Fitoecológicas - Floresta Estacional
Semidecidual. 2000.Disponível em: <
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/regioes_
fitoecologicas/regioes_fitoecologicas_-_floresta_estacional_semidecidual.html >
Acesso em: 17 de Jul. de 2011.
APREMAVI. Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida. Cartilha:
Planejando Propriedades e Paisagens. Atalanta – SC, 2005.
ARAUJO, M. A. R. Unidades de Conservação no Brasil: da república à gestão
de classe mundial. 272 p. Belo Horizonte: SEGRAC, 2007.
AYRES, J. M. et al. Os Corredores Ecológicos das Florestas Tropicais do
Brasil. 256 p. Belém - PA: Sociedade Civil Mamirauá – SCM, 2005.
BAITELLO, J. B.; et al. Vegetação: composição e estrutura fitossociológica.
52-68 p. In: Curso Internacional de Manejo Florestal em Bacias Hidrográficas.
(Apostila TCTP) São Paulo - SP: Instituto Florestal, 1997.
BARBOSA, L. M. Considerações gerais e modelos de recuperação de formações
ciliares. 289-312 p. In: RODRIGUES, R. R. & LEITAO-FILHO, H. F. (Eds) Matas
ciliares: conservação e recuperação. 320 p. São Paulo - SP: Editora da
Universidade de São Paulo - EDUSP, 2001.
BEHLING, H.; et al. Dinâmica dos Campos no Sul do Brasil Durante o Quaternário
Tardio. Cap.1, 13-25 p. In: PILLAR, V. P. Campos Sulinos - Conservação e Uso
Sustentável da Biodiversidade. 403 p. Brasília - DF: MMA – Ministério do Meio
Ambiente, 2009.
70
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente- CONAMA. Resolução Nº 09/96,
de 24 de Out. de 1996.
_______. Ministério do Meio Ambiente - MMA. O corredor central da mata
atlântica: uma nova escala de conservação da biodiversidade. 46 p. Brasília DF: Conservação Internacional / Fundação SOS Mata Atlântica, 2006.
_______. Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia
Legal. Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal) – PCBAP.
Análise Integrada e Prognóstico da Bacia do Alto Paraguai. V. 3. 369 p.
Brasília - DF: MMA/PNMA, 1997.
_______.O Código Florestal. Lei Nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965.
_______. Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN. Decreto Nº 1.922,
DE 5 Jun. 1996.
_______. Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. Lei nº 9.985
de 18 de Julho de 2000.
BROOKS, T. M. et al. Habitat Loss and Extinction in the Hotspots of Biodiversity.
Biologia da Conservação. V. 16, n. 4, 909-923 p. 2002. Disponível em: <
http://www.ask-force.org/web/biodiversity/Brooks-Biodiccenters-Loss-2002.pdf >
Acesso em 14 de Mai. de 2011.
BRYANT, P. J. Biodiversity and Conservation: a hypertext book. Califórnia USA: Universidade de Ciências, 2005. Disponível em: <
http://darwin.bio.uci.edu/~sustain /bio65/lec06/b65lec06.htm > Acesso em 27 de
Jul. de 2011.
CADASTRO NACIONAL DE RPPN, 2009. Disponível em: < www.reservasparticu
lares.org.br > Acesso em: 03 de Out. de 2011.
CAMPOS, J. C. C. & LEITE, H. G. Mensuração Florestal: Perguntas e
Respostas. 470p. 2ª Ed. Viçosa - MG: Universidade Federal de Viçosa - UFV,
2006.
CAPRILES, R. Congresso Mundial de Parques: Áreas Protegidas, Reservatórios
Genéticos. Revista Eco 21. Ano XIII, Edição 82. 2003.
CHOKKALINGAM, U. & JONG, W. Floresta Secundária: uma definição de
trabalho e tipologia. Centro para Pesquisa Florestal Internacional – CIFOR.
2001.
CIELO-FILHO, R. Estrutura de Abundancia de um Trecho da Floresta Estacional
Semidecídua no Município de Campinas, SP, Mata Ribeirão Cachoeira.
Dissertação de Mestrado. Campinas - SP: Universidade Estadual de Campinas
– UNICAMP, 2001.
71
COLPINI, C. Dinâmica e Prognose da Produção de uma Floresta de Contato
Ombrófila Aberta/Estacional Semidecidual. Dissertação em Ciências Florestais
e Ambientais. Cuiabá – MT: Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT,
2008.
CONSERVATION INTERNATIONAL – BRASIL. Grandes Regiões Naturais: As
ultimas Áreas Silvestres da Terra. 36p. 2003.
CORAIOLA, M. & NETTO, S. P. Análise da Estrutura Horizontal de uma Floresta
Estacional Semidecidual Localizada no Município de Cássia-MG. Revista
Acadêmica: Ciências Agrárias e Ambientais.V.1, n.2, 11-19 p. Curitiba - PR:
2003.
CUNHA, U. S. Dendrometria e Inventário Florestal. Manaus - AM: Escola
Agrotécnica Federal de Manaus, 2004.
DIAS NETO, O. C. Estrutura Fitossociológica e Grupos Ecológicos em Fragmento
de Floresta Estacional Semidecidual, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia
–Revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 60 (4): 1087-1100. Rio de
Janeiro – RJ: 2009.
DISLICH, R.; CERSÓSIMO, L.; MANTOVANI, W. Análise da Estrutura de
Fragmentos Florestais no Planalto Paulistano – SP. Revista Brasileira de
Botânica. V. 24, n. 3, 321-332 p. 2001.
DURIGAN, G.; RODRIGUES, R.R.; SCHIAVINI, I. A heterogeneidade ambiental
definindo a metodologia de amostragem da floresta ciliar. 159-167 p. In:
RODRIGUES, R. R.; LEITÃO FILHO, H. F. Matas Ciliares: Conservação e
Recuperação. São Paulo – SP: Editora EDUSP, 2000.
DURIGAN, G. Métodos para Análise de Vegetação Arbórea. In: CULLEN JR, L.;
et al. Métodos de Estudo em Biologia da Conservação e Manejo da Vida
Silvestre. 651p. 2ª Ed. Curitiba – PR: Editora UFPR, 2006.
DURIGAN, G. Estrutura e Diversidade de Comunidades Florestais. In: MARTINS,
S. V. Ecologia de Florestas Tropicais do Brasil. 261 p. Viçosa – MG:
Universidade Federal de Viçosa / Editora UFV, 2009.
ENCINAS, J. I. Idade e Crescimento das Árvores. Monografia. 40p. Brasília - DF:
Faculdade de Tecnologias / Universidade de Brasília - UnB, 2005.
FERRETTI, A. R.; et al. Classificação das espécies arbóreas em grupos
ecológicos para revegetação com nativas no Estado de São Paulo. Florestar
Estatístico. V. 3, n. 7, p. 73-84 São Paulo - SP: 1995.
FERRETTI, A. R. O Papel das Unidades de Conservação no Combate as
Mudanças Climáticas e as Oportunidades Geradas. In: CAMPOS, J. B.;
TOSSULINO, M. G. P.; MULLER, C. R. C. (Orgs). Unidades de Conservação:
72
Ações Para Valorização da Biodiversidade. Curitiba - PR: Instituto Ambiental
do Paraná – IAP, 2005.
FINOTTI, R.; et al. Comparação da Densidade e Área Basal dos Indivíduos
Arbóreos Entre Dois Fragmentos Florestais na Bacia do Rio Guapiaçu
(Cachoeiras de Macacu e Guapi – Mirim, RJ). Anais do VIII Congresso de
Ecologia do Brasil. Caxambu – MG: 2007.
FONSECA, G. A. B.; et al. Corredores de biodiversidade: o Corredor Central da
Mata Atlântica. 47-65 p. In: ARRUDA, M. B. & SÁ, L. F. S. N. (Orgs.). Corredores
ecológicos: uma abordagem integradora de ecossistemas no Brasil. Brasília
- DF: MMA / IBAMA, 2004.
FONSECA, R. C. B. & RODRIGUES, R. R. Análise Estrutural do Mosaico
Sucessional de uma Floresta Semidecídua em Botucatu, SP. Ciências
Florestais. N. 57, 27-43 p. Piracicaba – SP: Instituto de Pesquisas e Estudos
Florestais - IPEF, 2000.
FÓRUM BIODIVERSIDADE. Biodiversidade e a Nova Economia. Editora Abril.
2010. Disponível em: < http://www.forumbiodiversidade.com.br/hotspot.php >
Acesso em: 05 de Set. de 2011.
FRANCO, M. Ambiente. Planeta Sustentável, 2011. Disponível em: <
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/10-florestas-maisameacadas-mundo-617593.shtml > Acesso em: 05 de Set. 2011.
GAMA, M. M. B.; et al. Estrutura e Valoração de Uma Floresta de Várzea Alta na
Amazônia. Universidade Federal de Larvas. Cerne. V. 8, n. 1, p. 88-102, Red de
Revistas Científicas da América Latina e o Caribe, Espanha y Portugal, 2002.
GANEM, R. S. Cálculo da Reserva Legal em Função das Diferentes
Fitofisionomias da Amazônia Legal. Diretoria Legislativa: Biblioteca Digital da
Câmara dos Deputados. Brasília - DF: Meio Ambiente e Direito Ambiental /
Desenvolvimento Urbano e Regional, 2009.
GASPAR, R. O. Dinâmica e Crescimento do Estrato Arbóreo em Áreas de Mata
Atlântica, na Região do Vale do Rio Doce, MG. Dissertação de Pós-Graduação
em Ciências Florestais. Viçosa – MG: Universidade Federal de Viçosa – UFV,
2008.
GIULIETTI, A. M.; et al. Biodiversidade e Conservação das Plantas do Brasil.
Megadiversidade. V.1, nº1, 52-61 p. Belo Horizonte – MG: Conservação
Internacional do Brasil, 2005.
GONÇALVES, R. M. G. et al. Aplicação de Modelo de Revegetação em Áreas
Degradadas, Visando á Restauração Ecológica da Microbacia do Córrego da
Fazenda Itaqui, no Município de Santa Gertrudes, SP. Revista Instituto
Florestal, v. 17, n. 1, 73-95 p. São Paulo - SP: 2005.
73
GUARIGUATA, M. R. & OSTERTAG. R. Neotropical Secondary Forest
Succession: Changes in Structural and Functional Characteristics. Revista de
Ciências: Manejo e Ecologia Florestal. V. 148, 185-206 p. 2001.
GUSSON, A. F.; et al. A Família Fabaceae nas Florestas Estacionais
Semideciduais do Triângulo Mineiro. IX Simpósio Nacional do Cerrado:
“Desafios e estratégias para o equilíbrio entre sociedade”. Brasília – DF: 2008.
IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Perfil
do Município de Santa Terezinha de Itaipu. Paraná: 2007.Disponível em:
<http://www.ipardes.gov.br/perfil_municipal/MontaPerfil.php?Municipio=85875&bt
Ok=ok > Acesso em: 05 de Set. 2011.
ISERNHAGEN, I.; et al. A fitossociologia florestal no Paraná: listagem
bibliográfica comentada. Curitiba – PR: Universidade Federal do Paraná –
UFPR, 2001.
ITAIPU BINACIONAL. Corredor de Biodiversidade. 2008. Disponível em:
<http://www.itaipu. gov.br/meioambiente/corredor-de-biodiversidade> Acesso em:
12 de Mai. 2011.
JUVENAL, T. L. &MATTOS, R. L. G. O Setor Florestal no Brasil e a
Importância do Reflorestamento. Rio de Janeiro - RJ: O Banco Nacional do
Desenvolvimento – BNDES, Setorial, n. 16, 3-30 p. 2002.
KAGEYAMA, P. Y.; et al. Restauração Ecológica de Ecossistemas Naturais. 2ª
Edição, 340 p. Botucatu – SP: Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e
Florestais Ltda - FEPAF, 2003.
KAGEYAMA, P. Y. & GANDARA, F. B. Revegetação de Áreas Ciliares. 249-269p.
In: RODRIGUES, R. R. & LEITÃO-FILHO, H. F. Mata Ciliares: Uma abordagem
Multidisciplinar. São Paulo - SP: Editora EDUSP / FAPESP, 2000.
KAGEYAMA, P. Y. & GANDARA, F. B. Restauração e conservação de
ecossistemas tropicais. In: CULLEN JR, L.; et al. Métodos de Estudo em
Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre. 651p. 2ª Ed. Curitiba –
PR: Editora UFPR, 2009.
KORMAN, V. Proposta de Interligação das Glebas do Parque Estadual de
Vassununga (Santa Rita de Passa Quatro, SP). Dissertação de Mestrado.
Piracicaba – SP: Universidade de São Paulo - USP, 2003.
LEITE J. F. As Unidades de Conservação Estaduais: uma análise da realidade
Goiana. 191 p. Dissertação de Mestrado. Brasília - DF: Centro de
Desenvolvimento Sustentável / Universidade de Brasília – UnB, 2004.
LORENZI, H. Acacia polyphylla DC. In: Árvores Brasileiras: Manual de
Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. 4ª ed. V. 1,
p.185. Nova Odessa - SP: Instituto Plantarum, 2002.
74
LUGO, A. E. The apparent paradox reestablishing species richness on degraded
lands with tree monocultures. Manejo e Ecologia Florestal. V. 99, n. 1,2, 9-119
p., 1997.
LYONS, K. G.; et al. Espécies Raras e Funcionamentos dos Ecossistemas.
Biologia da Conservação. V.19, n. 4, 1019-1024 p. 2005.
MACEDO, A. C. Revegetação: matas ciliares de proteção ambiental. São
Paulo – SP: Fundação Florestal / SMA, 1993.
MAGURRAN, A. E. & CIRER, A. M. Diversidad Ecológica y su Medición. 200 p.
Barcelona - ES: Editora Vedra, 1989.
MANDETTA, E. C. N. Avaliação Florística e de Aspectos da Estrutura da
Comunidade de um Reflorestamento dom Dois Anos e Meio de Implantação no
Município de Mogi Guaçu – SP. Dissertação de Mestrado em Ciências
Biológicas. Rio Claro – SP: Universidade Estadual Paulista – UNESP, 2007.
MARTINS, F. R. Estrutura de uma floresta mesófila.246 p. São Paulo - SP:
Editora da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas. 1991.
MARTINS, F. R. & SANTOS, F. A. M. Técnicas usuais de estimativa da
biodiversidade. Revista Holos. V.1, 236-267 p. Campinas – SP: Universidade
Estadual de Campinas / Universidade Estadual Paulista, 1999.
MELO, M. S. Florística, Fitossociologia e Dinâmica de Duas Florestas
Secundárias Antigas com História de Uso Diferentes no Nordeste do Pará - Brasil.
Dissertação de Mestrado em Recursos Florestais. 134f. Piracicaba - SP:
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ, 2004.
MITTERMEIER, R.; et al. Uma breve história da conservação da biodiversidade
no Brasil. Megadiversidade. V. 1, n. 1. Belo Horizonte – MG: Conservação
Internacional do Brasil, 2005.
MESQUITA, C. A. B. & LEOPOLDINO, F. S. Incentivando e Apoiando Criação,
Manejo e Integração entre Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).
Livro de Anais: III Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. 876 p.
Rede Pró-Unidades de Conservação e Fundação O Boticário à Natureza. 2002.
MESQUITA, C. A. B. RPPN da Mata Atlântica: um olhar sobre as Reservas
Particulares dos Corredores de Biodiversidade Central e da Serra do Mar.
48p. Belo Horizonte - MG: Conservação Internacional do Brasil, 2004.
MORAIS - FILHO, A. D.; et al. Utilização de Métodos Estatísticos em
Inventário Florestal. Piracicaba – SP: Departamento de Ciências Exatas /
Universidade de São Paulo – USP, 2003.
75
MOREIRA, C. M. Avaliação de Métodos Fitossociológicos Através de Simulações,
para um Trecho de Cerradão na Estação Ecológica de Assis, SP. 16p.
Dissertação de Mestrado em Recursos Florestais. Piracicaba – SP: Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ, 2007.
MUCHAILH, M. C. Análise da Paisagem Visando À Formação de Corredores de
Biodiversidade. Estudo de caso da porção superior da bacia do rio São Francisco
Falso, Paraná. Dissertação de Mestrado. Curitiba: Universidade Federal do
Paraná – UFPR, 2007.
MOCHIUTTI, S.; et al. Fitossociologia dos estratos arbóreos e de regeneração
natural em um povoamento de acácia-negra (Acacia mearnsii) na região da
Floresta Estacional Semidecidual do Rio Grande do Sul. Revista Ciência
Florestal. V. 18, n. 002. Santa Maria – RS: Universidade Federal de Santa Maria
– UFSM, 2008.
ODUM, E.P. Ecologia. 434p. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1988.
OLIVEIRA-FILHO, A. T.; et al. Diversity and structure of tree community of a
fragment of tropical secondary forest of the Brazilian Atlantic Forest domain 15
and 40 years after logging. Revista Brasileira de Botânica. V. 27, n.4, p.685701, 2004.
OLIVEIRA, V. B.; et al. RPPN e Biodiversidade: o Papel das Reservas
Particulares na Proteção da Biodiversidade da Mata Atlântica. RPPN da Mata
Atlântica. 48 p. Belo Horizonte: Conservação Internacional / Fundação SOS Mata
Atlântica / The Nature Conservancy, 2010.
PARANÁ. Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SELP.
Projeto Paraná Biodiversidade. Curitiba – PR: 1998.
_______. Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SELP.
Livreto Iguaçu: Resumo Executivo da Avaliação Ecológica Rápida do
Corredor Iguaçu Paraná. Curitiba – PR: 2007.
PARROTA, J. A. et al. Catalysing native forest regeneration on degraded tropical
lands. Manejo e Ecologia Florestal. V. 99, n.1,2. 1-7 p., 1997.
PAULA, A.; et al. Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta
Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil. Acta Botânica Basílica. V.18, n.3.
407-423 p. 2004.
PEREIRA, R. Padrões de Crescimento de Árvores que Ocorrem em
Diferentes Topossequências na Região de Manaus (AM). Manaus – AM:
Universidade do Amazonas – UA / Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia –
INPA, 2001.
PÉRICO, E.; et al. Efeitos da fragmentação de hábitats sobre comunidades
animais: utilização de sistemas de informação geográfica e de métricas de
76
paisagem para seleção de áreas adequadas a testes. 2339-2346p. Anais XII:
Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. Goiânia - GO: Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, 2005.
PILLAR, V. D. Descrição de Comunidades Vegetais. Rio Grande do Sul:
Departamento de Botânica - UFRGS, 1996.
PINTO-COELHO, R. M. Fundamentos em Ecologia. Porto Alegre: Editora
Artmed, 2006.
PINTO, S. I. C.; et al. Estrutura do componente arbustivo-arbóreo de dois estádios
sucessionais de floresta estacional semidecidual na Reserva Florestal Mata do
Paraíso, Viçosa, MG, Brasil. Revista Árvore. V.31 n.5. Viçosa – MG: 2007.
PRIMACK, R.P. & RODRIGUES, E. Biologia da Conservação. 328p. Londrina:
Editora Planta, 2001.
PROCÓPIO, L. C. & SECCO, R. S. A importância da identificação botânica nos
inventários florestais: o exemplo do “tauari” (Couratari e Cariniana spp. Lecythidaceae) em duas áreas manejadas no Estado do Pará. V. 38. Acta
Botânica. 2008.
RAMBALDI, D. M. & OLIVEIRA, D. A. S. Fragmentação de Ecossistemas:
causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de políticas
pública. Brasília - DF: Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2003.
RAMOS, V. S.; et al. Árvores da Floresta Estacional Semidecidual: Guia de
identificação de espécies. 320 p. São Paulo: Editora da Universidade de São
Paulo: Biota / Fapesp, 2008.
REED, P. Pesquisa Como Incentivo a Sustentabilidade: a Experiência da RPPN
Reserva Natural Serra das Almas na Caatinga do Ceará. In: CASTRO, R. &
BORGES, M.E. RPPN Conservação em terras privadas desafios para a
sustentabilidade. 210p. Planaltina do Paraná - PR: Edições CNRPPN, 2004.
REIS, A.; et al. Restauração de áreas degradadas: a nucleação como base para
incrementar os processos sucessionais. Natureza & Conservação. Curitiba – PR:
2003.
REIS, A. Sucessão Ecológica. Apostila de Restauração Ambiental Sistêmica
do Laboratório de Ecologia Florestal. Santa Catarina: Universidade Federal de
Santa Catarina – UFSC, 2006.
REIS, A. & KAGEYAMA, P. Restauração de Áreas Degradadas Utilizando
Interações Interespecíficas. 93-108p. In: KAGEYAMA, P. Y.; et al. Restauração
Ecológica de Ecossistemas Naturais. Botucatu - SP: Editora FEPAF, 2003.
77
RIBEIRO, S. B. Classificação e Ordenação da Comunidade Arbórea da Floresta
Ombrófila Mista da Flona de São Francisco de Paula, RS. Tese de Doutorado.
Santa Maria – RS: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, 2004.
ROCHA, F. T. Levantamento Florestal na Estação Ecológica dos Caetetus Como
Subsídio Para Laudos de Desapropriação Ambiental. Dissertação de Mestrado
em Conservação de Ecossistemas Florestais. Piracicaba – SP: Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ / Universidade de São Paulo USP 2003.
RODERJAN, C. V.; et al. As Unidades Fitogeográficas do Estado do Paraná. In:
Ciência & Ambiente. V.1, n.1, 75-92 p. Santa Maria - RS: Universidade Federal
de Santa Maria – UFSM, 2003.
RODRIGUES, R. R. & GANDOLFI, S. Conceitos, tendências e ações para a
recuperação de florestas ciliares. In. RODRIGUES, R. R. & LEITAO-FILHO, H.
Matas ciliares: conservação e recuperação. 235-247 p. São Paulo: Editora
EDUSP, 2001.
SAPORETTI JR, A.; et al. Fitossociologia de Cerrado sensu strito no Município de
Abaeté, MG. Revista Árvore. V. 27, n. 3, p. 413-419. Viçosa – MG: 2003.
SANQUETTA, C. R.; et al. Matriz de Transição Para Simulação da Dinâmica de
Florestas Naturais Sob Diferentes Intensidades de Corte. Revista Ciência
Florestal. V.6, n.1, 1996.
SANQUETTA, C. R.; et al. Dinâmica da estrutura horizontal de um fragmento de
Floresta Ombrófila Mista no Centro-Sul do Paraná. Revista Ciências Exatas e
Naturais. Vol. 3, n.1. 2001.
SANTOS, V. K. Uma Generalização da Distribuição do Índice de Diversidade
Generalizado por GOOD com Aplicação em Ciências Agrárias. Dissertação de
Mestrado em Ciências Agrárias. Recife – PE: Universidade Federal de
Pernambuco - UFRP, 2009.
SÃO PAULO. Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SEMA. Plano de Manejo
da Estação Ecológica de Bauru. Bauru - SP: Governo do Estado de São Paulo,
2010.
SCHNEIDER, P. R. & FINGER, C. A. G. Manejo Sustentado de Florestas
Inequianeas Heterogêneas. 195p. Santa Maria – RS: Universidade Federal de
Santa Maria - UFSM, 2000.
SCHUMACHER, M. V.; et al. Introdução á Silvicultura Aplicada. Santa Maria –
RS: Universidade Federal de Santa Maria – UFSM / Departamento de Ciências
Florestais. 2005.
SCOLFORO, J. R. S. Inventário Florestal. 341p. Lavras - PE: Editora UFLA /
FAEPE, 2006.
78
SCOLFORO, J. R. S. Modelagem e crescimento e produção de Florestas
Plantadas e Nativas. Biometria Florestal. Lavras - PE: Editora UFLA / FAEPE,
1998.
SESSEGOLO, G. C. A Recuperação de Áreas Degradadas em Unidades de
Conservação. In: CAMPOS, J. B.; et al. (Orgs). Unidades de Conservação:
Ações Para Valorização da Biodiversidade. Curitiba – PR: Instituto Ambiental
do Paraná – IAP, 2005.
SIA PARANA – Sistemas de Informações Ambientais. Portaria IAP Nº 070, de
30 de Março de 1998.
SILVA, A. R. M.; et al. Estrutura Horizontal em uma Área Florestal de Terra
Firme Na Região do Alto Rio Negro – AM. Congresso Norte-Nordeste de
Pesquisa e Inovação -CONNEPI, 2010.
SILVA JR, M. C. Comparação entre matas de galeria no Distrito Federal e a
efetividade do Código Florestal na proteção de sua diversidade arbórea. Acta
Botânica Brasílica. V. 15, n. 1, 139-146 p. Porto Alegre - BA: 2001.
SIQUEIRA, L. P. & MESQUITA, C. A. B. Meu pé de Mata Atlântica:
experiências de recomposição florestal em propriedades particulares no
Corredor Central. 1º Edição, 188p. Rio de Janeiro - RJ: Instituto BioAtlântica,
2007.
SOARES, C. P. B.; et al. Dendrometria e Inventário Florestal. 276 p. Viçosa MG: Ed. Universidade Federal de Viçosa - UFV, 2006.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA - SBS. Fatos e Números do
Brasil Florestal. São Paulo – SP: 2008.
SOUZA, F. M. Estrutura e dinâmica do estrato arbóreo e da regeneração natural
em áreas restauradas. Dissertação de Mestrado. Piracicaba – SP: Universidade
de São Paulo – USP, 2000.
SOUZA, D.R.; et al. Análise Estrutural em Floresta Ombrófila Densa de Terra
Firme não Explorada, Amazônia Oriental. Revista Árvore. V. 30, n.1, p. 75-87,
2006.
UBIALLI, J. A. et al. Comparação de Métodos e Processos de Amostragem para
Estudos Fitossociológicos em uma Floresta Ecotonal na Região Norte
Matogrossense. Revista Floresta. V. 39, n.3, p. 511-523. Curitiba – PR: 2009.
URAMOTO, K.; et al. Análise Quantitativa e Distribuição de Populações de
Espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae). Entomologia Neotropical. V. 34
n.1. Piracicaba – SP: 2005.
79
APÊNDICE 1
Tabela 7: Ocorrência de cada espécie adulta por ponto amostrado no Corredor de Biodiversidade
Santa Maria – PR.
Família
Espécie
N i Pto 3 Pto 4 Pto 5 Pto 6 Pto 7
ANNONACEAE
APOCYNACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
FABACEAE
LAURACEAE
MELIACEAE
MORACEAE
MORACEAE
MORACEAE
PHYLLANTHACEAE
RUBIACEAE
SALICACEAE
SIPARUNACEAE
STERCULIACEAE
Annona cacans Warm.
Tabernaemontana hystrix
Acacia polyphylla DC.
Machaerium brasiliense Vogel
Albizia niopoides Burkart.
Anadenanthera macrocarpa
Piptadenia gonoacantha
Peltophorum dubium
Schizolobium parahyba
Centrolobium tomentosum
Machaerium nyctitans
Laurus nobilis
Cabralea canjerana
Ficus obtusifolia Kunth.
Maclura tinctoria
Sorocea bonplandii
Margaritaria nobilis
Coutarea hexandra Schum.
Prockia crucis P.
Siparuna guianensis Aubl.
Guazuma ulmifolia Lam.
1
3
6
X
1
4
2
2
2
2
2
2
1
2
2
X
1
X
1
1
X
1
1
X
3
4
X
3
Luehea divaricata Mart.
TILIACEAE
Cecropia pachysrachya Trécul.
URTICACEAE
1
X
N i – Número de indivíduos da espécie i; Pto – Ponto de unidade amostral.
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
80
APÊNDICE 2
Tabela 8: Lista de individuos com DAP inferior a 4 cm, identificados nos Pontos 3, 4, 5, 6 e 7,
presentes na faixa linear do Corredor de Biodiversidade Santa Maria – PR.
Família
Espécie
Nome Vulgar
N i Ponto
Astronium graveolens
ANACARDIACEAE
Porcelia macrocarpa
ANNONACEAE
Tabernaemontana hystrix
APOCYNACEAE
Tabernaemontana hystrix
APOCYNACEAE
Tabernaemontana hystrix
APOCYNACEAE
Tabernaemontana hystrix
APOCYNACEAE
CARDIOPTERIDACEAE Citronella gongonha (Mart.)
Vernonia diffusa Less
COMPOSITAE
Aparistimum cordatum Baill
EUPHORBIACEAE
Sapium glandulatum
EUPHORBIACEAE
Sapium glandulatum
EUPHORBIACEAE
Sapium glandulatum
EUPHORBIACEAE
Bauhinia longifolia Steud
FABACEAE
Machaerium nyctitans
FABACEAE
Piptadenia gonoacantha
FABACEAE
Machaerium nyctitans Benth
FABACEAE
Miconia hymenonervia Cogn
MELASTOMACEAE
Trichilia catigua A.Juss
MELIACEAE
Trichilia elegans Juss
MELIACEAE
Ficus trigona L.f.
MORACEAE
Ficus obtusifolia Kunth
MORACEAE
Pseudoemedia laeveigata Trécul
MORACEAE
Sorocea bonplandii
MORACEAE
Cupania vernalis Camless
SAPINDACEAE
Cecropia glaziovi Snethlage
URTICACEAE
N i – Número de indivíduos de cada espécie.
Guaritá
Banana de Macaco
Leitero, Mata-pasto
Leitero, Mata-pasto
Leitero, Mata-pasto
Leitero, Mata-pasto
Congonha
Cambará-açu
Tapiá-guaçu
Leitero, Mata-olho
Leitero, Mata-olho
Leitero, Mata-olho
Pata-de-vaca
Bico-de-pato
Pau-jacaré
Bico-de-pato
Catiguá
Catiguazinho
Figueira
Figueira
Muiratinga
Falsa-espinheira-santa
Arco de Peneira
Embaúba-vermelha
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
3
4
5
6
7
7
6
4
4
5
6
4
4
4
5
3
5
5
4
5
5
5
3
5
81
APÊNDICE 3
Tabela 9: Lista de indivíduos com DAP inferior a 4 cm, identificados no Ponto 1 e 2, localizados na
RPPN Santa Maria – PR.
Família
Espécie
Nome Vulgar
Ni Ponto
ANACARDIACEAE Astronium graveolens Jacq
Trema micrantha Blume
CANNABACEAE
Maytenus aquifolium Mart
CELASTRACEAE
EUPHORBIACEAE Aparistimum cordatum Baill
EUPHORBIACEAE Actinostemon concepcionis Hochr
EUPHORBIACEAE Alchornea glandulosa Poepp
Acacia polyphylla DC.
FABACEAE
Enterolobium contortisiliguum
FABACEAE
Inga marginata Willd.
FABACEAE
Nectandra megapotamica Mez.
LAURACEAE
Ocotea indecora Scott
LAURACEAE
MELASTOMACEAE Miconia discolor DC
Cabraela canjerana Mart.
MELICACEAE
Trichilia claussenii C.DC
MELICACEAE
Sorocea bonplandii
MORACEAE
Pseudolmedia laevigata Trécul
MORACEAE
Eugenia ramboi D.Legrand
MYRTACEAE
Eugenia subterminalis DC
MYRTACEAE
Piper amalago L
PEPIRACEAE
Amaioua intermedia Mart
RUBIACEAE
Coutarea hexandra
RUBIACEAE
Balfourodendron riedeliarium
RUTACEAE
Pilocarpus pennatifoliu
RUTACEAE
Zanthoxylum tingoassuiba
RUTACEAE
Casearia decandra Jacq.
SALICACEAE
Chysophyllum gonocarpum
SAPOTACEAE
Cestrum strigilatum Ruiz&Pav
SOLANACEAE
Cestrum strigilatum Ruiz&Pav
SOLANACEAE
Cecropia pachysrachya Trécul
URTICACEAE
N i – Número de indivíduos de cada espécie.
Guaritá
Candiúva, Pau-pólvora
Espinheira-santa-verdadeira
Tapiá-guaçu
Folha-fedorenta
Tapiá
Monjoleiro
Timburí
Ingá-de-folha-lisa
Canelinha, Canela-preta
Canela-cheirosa
Canjarana
Catiguá-de-tres-folhas
Falsa-espinheira-santa
Muiratinga
Guamirim
Falso-jaborandi
Café-do-mato
Quina, Quineira
Pau-marfim
Jaborandí
Tinguaciba
Guacatonga
Guatambu-de-leite
Coreana-de-flor-verde
Coreana-de-flor-verde
Embaúba-branca
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
1
1
2
1
2
1
2
1
2
2
1
1
1
2
2
2
1
2
1
2
2
2
2
2
2
1
1
1
2
1
1
2
1
Download

Inventário Florestal no Corredor de Biodiversidade Santa