Lobossi, rei do Barotze. Desenho de E. Bayard, a partir do texto da edição inglesa do relato de Serpa Pinto
How I crossed Africa (Londres, 1881). Fonte: À Volta do Mundo, n.º 41, 1882 – Biblioteca Nacional de Portugal.
Lobossi, king of Barotse. Drawing by E. Bayard based on the text of the English edition of Serpa Pinto’s account
How I crossed Africa (London, 1881). Source: À Volta do Mundo, n.º 41, 1882 – Biblioteca Nacional de Portugal.
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14:00h / 2:00 pm
Receção e Introdução / Welcome and Introduction
Manuela Ribeiro Sanches (FLUL)
14:15h / 2:15 pm
“The Museum as Chronotope.
(Dis)Locating Imperial Artifacts”
James Clifford (UCSC)
“Regard critique sur l’imagerie coloniale portugaise.
Pour une histoire comparée de la pensée coloniale”
Contactos / Contacts:
CENTRO DE ESTUDOS COMPARATISTAS /
Faculdade de Letras de Lisboa
Alameda da Universidade
1600 - 214 Lisboa
Portugal
[email protected]
(+351) 21 792 00 85
AFRICA.CONT / Câmara Municipal de Lisboa
Rua do Arsenal, 54, 3º
1100-040 Lisboa
[email protected]
(+351) 21 817 08 28
Isabel Castro Henriques (FLUL)
Moderação / Chair: Nélia Dias (ISCTE, IUL)
16:00h / 4:00 pm
Intervalo Café / Coffee break
16:15h / 4:15 pm
“At the ‘Palace of the Colonies’
– Traces of a New Culture in the Garden”
António Medeiros (ISCTE, IUL)
“The Museum without Objects.
A Space for Cartographies of Invisible Lives”
Organização / Organization:
Françoise Vergès (CPMHE)
1ª Sessão / 1st Session:
8 de junho 2012, 14:00h – 18:30h
2012 June 8th, 2:00 pm – 6:30 pm
Moderação / Chair: José António Fernandes Dias
(AFRICA.CONT, FBAUL)
18:00h / 6:00 pm
Debate e Apontamentos Finais /
Debate and closing remarks
Apoio / Support:
As conferências são em inglês e francês
The lectures are in English and French
Comunicações / Lectures
James Clifford: “The Museum as Chronotope. (Dis)Locating
Imperial Artifacts”
Há muito que o museu e a coleção têm sido condensações
do império ou, em sentido mais lato, do espaço/tempo “ocidental” – lugares de concentração/encontro da diversidade
humana e sítios de “finalidade” histórica. Esta comunicação
explora as formas como os atuais movimentos de repatriamento de bens culturais e as reivindicações em torno dos
direitos de propriedade cultural de povos não-ocidentais
descentram e questionam a forma-museu. Os artefactos
imperiais redescobrem passados perdidos e encontram um
lugar em novos futuros.
The museum and the collection have long been condensations
of imperial, and more broadly “Western,” space/time – gather­
ing places for human diversity and sites of historical finality. The
talk explores the ways in which current movements for repatriation and assertions of cultural property rights by non-Western
peoples de-center and question the museum-form. Imperial
artifacts rediscover lost pasts and find a place in new futures.
Isabel C. Henriques: “Regard critique sur l’imagerie coloniale
portugaise. Pour une histoire comparée de la pensée coloniale”
A longa duração das diferentes relações estabelecidas e
mantidas entre portugueses e africanos permitem-nos pôr
em evidência a natureza estruturante da desvalorização do
homem “negro” no processo de fabricação de uma imagética
e de um imaginário em que a cor da pele e o estatuto social
se conjugam para reduzir a autonomia e eliminar qualquer
igualdade entre o outro e… nós! Se as conjunturas históricas
fazem emergir novas imagens, signos inéditos, categorias
classificatórias, representações “científicas”, sobretudo a
partir do século XIX, elas apenas puderam introduzir a
“subtileza hipócrita” na espessura do preconceito. As imagens
“científicas” do império colonial – da cartografia à fotografia
– são tão só falsas verdades ou verdades temporárias, mas
biodegradáveis fora das condições e dos limites da sua criação
(E. Morin). O exercício de interpretação e de des-construção
deste tipo de documento é tanto mais importante quanto a
imagem visual é atraente, fácil de ler e persuasiva dada a
sua verdade “óbvia”.
Biografias / Biographies
James Clifford é Professor Emérito do Departamento de
História da Consciência, um programa de doutoramento
interdisciplinar da Universidade da Califórnia, Santa Cruz
(UCSC). Clifford é sobretudo conhecido pelos seus estudos
críticos, históricos e literários sobre a representação antropológica, literatura de viagens e práticas museológicas. Está
a terminar Returns, um livro sobre políticas culturais indígenas, o terceiro de uma trilogia iniciada com The Predicament
of Culture (1988) e continuada com Routes: Travel and Translation in the Late 20th Century (1997).
James Clifford is Emeritus Professor in the History of Consciousness Department, an interdisciplinary PhD program of
the University of California, Santa Cruz. Clifford is best known
for his historical and literary critiques of anthropological
representation, travel writing, and museum practices. He is
currently completing Returns, a book about indigenous cultural politics that will be the third in a trilogy which includes
the first volume The Predicament of Culture (1988) and
the second, Routes: Travel and Translation in the Late 20th
Century (1997).
Isabel Castro Henriques é professora de História de África
e de História Colonial na Universidade de Lisboa (UL) e
fundadora do programa de Estudos de História Africana
desta Universidade. Atualmente trabalha em dois projetos:
Conhecimento e Visão: Fotografia no Arquivo e no Museu
Colonial Português (1850-1950) e A Criação de um Museu da
Escravatura em Lagos (Portugal). Entre as suas publicações
mais recentes contam-se: Território e Identidade – A Construção da Angola Colonial (CH-UL, 2004) e Os Africanos em
Portugal: História e Memória (XV-XX) (CTT, 2009).
Isabel Castro Henriques is professor of African and Colonial
History at the University of Lisbon (UL) and a founder of
this University’s African History Studies program. She is
presently working on two projects: Knowledge and Vision:
Photography within the Portuguese Colonial Archive and
Museum (1850-1950), and The Making of a Slavery Museum
RE-VER
OS IMPÉRIOS
E OS SEUS
OBJETOS
DE FANTASIA
RE-VIEWING
EMPIRES
AND
THEIR
FANTASY
OBJECTS
La longue durée des différents rapports établis et suivis entre
les Portugais et les Africains nous permet de mettre en évidence la nature structurante de la dévalorisation de l’homme
“noir” dans le processus de fabrication d’une imagerie et d’un
imaginaire, où la couleur de la peau et le statut social se
fusionnent pour réduire l’autonomie et éliminer toute égalité
entre l’Autre et...Nous! Si les conjonctures historiques font
émerger de nouvelles images, des signes inédits, des catégories classificatoires, des représentations “scientifiques”, surtout
à partir du XIXème siècle, elles n’ont pu introduire que de la
“subtilité hypocrite” dans l’épaisseur du préjugé. Les images
“scientifiques” de l’empire colonial – de la cartographie à la
photographie – ne sont que de fausses vérités ou de vérités
temporaires, biodégradables hors des conditions et des limites
de leur création (E.Morin). L’exercice d’interprétation et de
dé-construction de ce type de document est d’autant plus
important que l’image visuel est attirante, facile à lire et à
convaincre du fait de la force de sa “vérité évidente”.
António Medeiros; “At the ‘Palace of the Colonies’ – Traces
of a New Culture in the Garden”
Com uma certa ironia, diz Burton Benedict das grandes exposições: “apresentavam um mundo ordenado. Muitas dessas
ideias podiam ser vistas nas exposições sob a forma concreta
do cimento (ou pelo menos do gesso)”. A “Primeira Exposição
Colonial Portuguesa,” realizada na cidade do Porto entre 15 de
junho e finais de setembro de 1934, atraiu muita atenção na
época e cerca de 1,5 milhões de pessoas visitaram o recinto de
exposições projetado em redor do “Palácio das Colónias”. Hoje,
quase todos os vestígios desta iniciativa do Estado autoritário
desapareceram dos jardins do Palácio de Cristal. Nesta comunicação pretende-se indagar o que essas representações do
espaço e da cultura “portugueses” poderão ainda dizer-nos
acerca do poder de permanência do conhecimento icónico.
With a certain irony Burton Benedict says of the great exhibitions: “They were presenting an ordered world. Many of these
ideas could be seen in concrete (or at least plaster) form at
the expositions”. The “First Portuguese Colonial Exhibition”
held in the city of Porto from June 15 to the end of September
1934, attracted much attention at the time - today it is rarely
remembered. However, about 1.5 million people visited the
exhibition grounds designed around “The Palace of the Colonies”. Today almost every trace of the authoritarian state’s
in Lagos (Portugal). Her recent publications include: Território
e Identidade – A Construção da Angola Colonial, (CH-UL,
2004) and Os Africanos em Portugal: História e Memória
(XV-XX) (CTT, 2009).
António Medeiros é docente no departamento de Antropologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) desde
1989, sendo também investigador no CRIA (Centro em Rede
de Investigação em Antropologia). É autor e organizador
de vários livros, tendo sido cofundador e editor da revista
Etnográfica. Desde o ano passado que tem vindo a desenvolver uma investigação etnográfica multissituada em
Espanha, devendo iniciar em breve um novo projeto baseado
em Istambul.
António Medeiros has been teaching at the Department of
Anthropology at the Lisbon University Institute (ISCTE-IUL)
since 1989 and is a research fellow at CRIA (Centro em Rede
de Investigação em Antropologia). He is the author and editor
of several books, and was co-founder and editor of the
journal Etnográfica. Last year, he started new multi-sited
ethnographic research in Spain and also intends to embark
shortly on a new project based in Istanbul.
Françoise Vergès é atualmente professora consultora no Centro
de Estudos Culturais do Goldsmiths College, Universidade
de Londres, e presidente do Comité para a Memória e História da Escravatura, em França. Vergès tem escrito sobre práticas vernaculares da memória, sobre escravatura e economia
predatória, sobre as ambiguidades do abolicionismo francês,
o colonialismo republicano francês, a psiquiatria colonial e
pós-colonial no império colonial francês, sobre Frantz Fanon
e Aimé Césaire, sobre a pós-colonialidade francesa, a museo­
logia pós-colonial, sobre as rotas da migração e o processo
de crioulização no mundo do oceano Índico. Foi dirigente do
Programa de Desenvolvimento Cultural e Científico da Maison
des Civilizations et de l’Unité Réunionnaise.
Françoise Vergès is currently consulting professor at the
Center for Cultural Studies, Goldsmiths College, University
of London, and president of the Comité pour la Mémoire
et l’Histoire de l’Esclavage (France). Vergès has written on
Local / Location:
Alameda da Universidade – Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa
Sala 5.2 / Room 5.2
ENTRADA LIVRE / FREE ENTRANCE
1934 initiative has disappeared from the Crystal Palace gardens. In my presentation, I want to question what might such
representations of ‘Portuguese’ space and culture tell us about
the staying power of iconic knowledge.
Françoise Vergès: “The Museum Without Objects. A Space
for Cartographies of Invisible Lives”
Que tipo de museu pode ser construído que tome em consideração as observações e proposições teóricas feitas pelos Estudos Pós-coloniais, Visuais, de Género e da Globalização? Que
estórias seriam contadas? E que tipo de objetos contariam as
estórias de “vidas invisíveis” – de escravos, trabalhadores forçados, degredados e migrantes, dos “condenados da terra”?
Dos seus itinerários, da vida social das suas memórias? Trabalhando num projeto na Ilha da Reunião, Françoise Vergès teve
de considerar estas questões. A Ilha da Reunião foi povoada
por povos de uma grande diversidade de origens – Madagáscar,
África, Gujarat, Tamil Nadu, China, Vietname, França – que vieram
trabalhar nas plantações de açúcar de uma colónia francesa.
As suas estórias ecoam as estórias de grupos de todo o mundo
que “não importam”, daqueles que são considerados “descartáveis” por uma economia predatória. Na sua comunicação, Vergès
considerará os modelos dominantes de museu – o modelo
nacional, o modelo de exposição colonial (um pavilhão para
cada grupo cultural), o modelo enciclopédico – e explicará
porque viria a propor “um museu sem objetos”.
What kind of museum can be built which would take into account
theoretical remarks and propositions made by postcolonial,
visual, gender, and globalization studies? What stories would
be told? And what kind of objects would tell the stories of “invisible lives” – slaves, indentured, convicts and migrants, of the
“wretched of the earth”? Of their itineraries, the social lives of
their memories? Working on a project in Reunion Island, Françoise Vergès had to consider these questions. On Reunion Island,
people from a great diversity of origins came — Madagascar,
Africa, Gujarat, Tamil Nadu, China, Vietnam, France – to work
in the sugar plantations of a French colony. Their stories echo
the stories of groups around the world who do not “matter,”
who are considered “disposable” by a predatory economy.
Vergès will look at the dominant models of museums: the national model, the colonial exhibition model (a pavilion for each
cultural group), the encyclopedic model, and explains why she
came to propose “a museum without objects.”
vernacular practices of memories, on slavery and the economy of predation, the ambiguities of French abolitionism,
French republican colonialism, colonial and postcolonial
psychiatry in the French colonial empire, Frantz Fanon, Aimé
Césaire, French postcolonality, postcolonial museography,
the routes of migration and processes of creolization in
the Indian Ocean world. Se was Head of the Scientific and
Cultural Development and Program of the Maison des Civilizations et de l’Unité Réunionnaise.
Nélia Dias é professora no Departamento de Antropologia
no ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa. Dias publicou
inúmeros artigos sobre a história da antropologia em França
e sobre coleções etnográficas. As suas publicações mais
recentes incluem: “Exploring the senses and exploiting the
land: railroads, bodies and measurement in nineteenth-century
French colonies”, in Material Powers: Culture, History, and
the Material Turn, London–New York: Routledge (2010);
“Cultural Difference and Cultural Diversity: The Case of the
Musée du Quai Branly,” in Museums & Difference, Bloomington: Indiana University Press (2008); “Double Erasures:
Rewriting the Past at the Musée du Quai Branly”, Social
Anthropology, 16 (3) (2008).
Nélia Dias is professor in the Department of Anthropology
at the ISCTE, Instituto Universitário, Lisbon. She published
numerous articles on the history of anthropology in France
and on ethnographic collections. Her recent publications
include: “Exploring the senses and exploiting the land:
railroads, bodies and measurement in nineteenth-century
French colonies”, in Material Powers: Culture, History, and the
Material Turn, London–New York: Routledge (2010); “Cultural
Difference and Cultural Diversity: The Case of the Musée du
quai Branly,” in Museums & Difference, Indiana University
Press (2008); “Double Erasures: Rewriting the Past at the
Musée du Quai Branly”, Social Anthropology, 16 (3) (2008).
José António Fernandes Dias é antropólogo, curador,
programador e professor da Faculdade de Belas Artes da
Universidade de Lisboa (FBA-UL). Criador do site ArtAfrica,
Fernandes Dias foi também coordenador do Mestrado em
As representações dos impérios tiveram um papel
decisivo na auto-representação dos estados-nação
europeus, a vários níveis – da imprensa escrita à publicidade, da fotografia, cinema, arquitetura e museus aos
objetos do dia a dia. Os artefactos materiais foram,
portanto, decisivos para fundamentar e alimentar
narrativas de desejo e abjeção, constituindo o ponto
de partida para a compilação de um vasto arquivo que
ainda determina as narrativas de identidade e pertença
nacionais, de inclusão e de exclusão em torno dos estados-nação. Estes artefactos ajudaram, assim, à construção de uma série de projeções e fantasias sobre o “eu”
e o “outro” que poderão, ainda hoje, ser relevantes para
a compreensão dos limites criados em torno – e dentro
– da Europa e do “Ocidente”.
Esta série de conferências tem como principal objetivo
propor uma abordagem comparada a estas questões,
a fim de estimular uma reflexão multidisciplinar que
realce as semelhanças e diferenças, a partir de uma
perspetiva historicamente fundamentada, mas atenta
aos desafios nossos contemporâneos.
Como é que os artefactos do império determinaram as
formas de a Europa se auto-representar? Como é que
eles moldaram as formas de representação da Europa
e dos seus “outros”? Até que ponto são estas representações ainda relevantes para a definição de “comunidades
imaginadas” nacionais e transnacionais? Que papel
desempenham estes objetos em questões da memória
e da história? Quais são as relações entre o império e o
arquivo material e até que ponto são relevantes para as
auto-representações nos estados-nação europeus e
noutros espaços, na nossa contemporaneidade? Até
que ponto determinam estas representações ainda a
representação dos imigrantes bem como do “interior”
e do “exterior” da Europa e das suas nações? Quais
os desafios e a força da cultura visual para os nossos
tempos pós-coloniais/neo-imperiais?
Representations of Empire have had a decisive role in
the self-representations of European nation-states on
several levels – from the printed press, to advertising,
photography, film, architecture, museums and to everyday
objects. Material artifacts have thus played a major part
in creating and nourishing narratives of desire and
abjection, constituting a point of departure for compiling
a vast archive that still determines narratives of identity
and national belonging, inclusion and exclusion around
the nation-state. They have, therefore, helped to build
a set of projections and fantasies about the “Self” and
the “Other” that may still be relevant for understanding
the boundaries drawn around and inside Europe and
the “West”.
The series of lectures has as main aim to offer a comparative approach to these issues thus, stimulating a
multidisciplinary reflection that highlights common­
alities and differences from a historically grounded
perspective that also pays attention to contemporary
challenges.
How have artifacts of empire determined the way in
which Europe has represented itself? How have they
shaped representations of Europe and its “others”?
How far are these representations still relevant when
defining national and transnational imagined communities? What role do these objects play in issues of
memory and history? What are the connections between
the empire and the material archive and how relevant
are they still for contemporary self-representations in
European nation-states and elsewhere? How do such
representations still determine the representation of
immigrants, and the “inside” and “outside” Europe and
its nations? What are the challenges and strengths of
the visual in postcolonial/neo-imperial times?
Estudos Curatoriais da FBA-UL e da Fundação C. Gulbenkian,
sendo atualmente Diretor do projeto AFRICA.CONT da
Câmara Municipal de Lisboa. Autor de numerosos artigos
publicados em livros, revistas e catálogos, em Portugal e no
estrangeiro, sobre antropologia e teoria da arte, museologia
e estudos pós-coloniais, tem-se também destacado como
curador de várias exposições.
José António Fernandes Dias is an anthropologist, curator,
programmer and professor at the Faculty of Fine Arts/University of Lisbon (FBA-UL). ArtAfrica site creator, Fernandes
Dias is also coordinator of the master’s degree in Curatorial
Studies from FBA-UL and Gulbenkian Foundation and Director of the AFRICA.CONT project (Municipality of Lisbon).
Author of numerous articles published in books, magazines
and catalogues, in Portugal and abroad, about anthropology
and museology, art theory and post-colonial studies, he also
excelled in curating numerous exhibitions.
Manuela Ribeiro Sanches é professora auxiliar com agre­
gação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
(FLUL). Coordena no Centro de Estudos Comparatistas da
FLUL o projeto DESLOCALIZAR A EUROPA – Perspetivas
Pós-coloniais na Antropologia, Arte, Literatura e História, a
que foi associado o website ArtAfrica. As suas publicações
recentes incluem: Malhas que os impérios tecem: Textos anti-coloniais, contextos pós-coloniais (Edições 70, 2011); Europe
in Black and White. Immigration, Race, and Identity in the
‘Old Continent’ (Intellect Books, 2011).
Manuela Ribeiro Sanches is professsor at the Faculty of
Letters/University of Lisbon (FLUL). She coordinates at the
Centre for Comparative Studies/FLUL, the project Dislocat­
ing Europe. Post-colonial Perspectives in Literary, Anthropological and Historical Studies to which the ArtAfrica website
has been associated. Recent publications includes: Malhas
que os impérios tecem: Textos anti-coloniais, contextos
pós-coloniais (Edições 70, 2011); Europe in Black and White.
Immigration, Race, and Identity in the ‘Old Continent’
(Intellect Books, 2011).
design: Arne Kaiser
PROGRAMA / PROGRAM / 08.06.2012
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