USO DO GÁS NATURAL NA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM USINAS DO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO ESTADO DE SÃO PAULO NOS PERÍODOS DE ENTRESSAFRA Orientador: Prof. Dr. Paulo Eduardo Batista de Mello Departamento: Engenharia Mecânica Candidato: Henrique Sonja Pereira Penha N° FEI: 11.105.249-4 1 RESUMO O presente projeto de iniciação científica visa analisar a viabilidade do uso do gás natural na geração de energia elétrica em usinas do setor sucroalcooleiro no Estado de São Paulo nos períodos de entressafra, quando o bagaço de cana não se encontra disponível em quantidades suficientes para atender a demanda. Para tanto, serão analisadas, tecnicamente, algumas configurações para a adaptação das usinas, bem como o impacto na oferta de energia elétrica para o estado. Palavras-chave: 1. 2. 3. 4. Cogeração Gás Natural Bagaço de cana Geração na entressafra 2 SUMÁRIO RESUMO .................................................................................................................................................. 2 SUMÁRIO ................................................................................................................................................. 3 1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4 2. REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................................................ 7 3. TRABALHOS RELACIONADOS AO TEMA .................................................................................... 16 4. SIMULAÇÕES E RESULTADOS .................................................................................................... 19 5. ANÁLISE DOS RESULTADOS ....................................................................................................... 25 6. CONCLUSÕES ............................................................................................................................. 26 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................ 27 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................. 28 9. ANEXOS ..................................................................................................................................... 30 3 1. INTRODUÇÃO Nos períodos de entressafra da cana de açúcar, o bagaço não se encontra disponível em quantidades suficientes para seu aproveitamento na geração termelétrica, tornando a infraestrutura sucroalcooleira de geração de energia elétrica ociosa. Diferentemente, o estado de São Paulo tem a sua demanda por energia elétrica em crescimento, o que implica na expansão do seu parque gerador. Observa-se que, no estado de São Paulo, o potencial para geração hidroelétrica encontra-se próximo de seu limite, tanto de capacidade como de disponibilidade. No que tange a capacidade, as usinas do estado se encontram operando a plena carga nos períodos chuvosos, não podendo assim incrementar a sua capacidade de geração. Já no que se refere à disponibilidade, o estado possui a maior parte de suas bacias hidrográficas com potencial hidráulico comprometido. Embora existam áreas com potencial inexplorado, estas esbarram nas exigências ambientais e pré-requisitos necessários para a obtenção das licenças. Logo, a utilização de usinas hidroelétricas para incremento do parque gerador é considerada uma alternativa restrita e de difícil implantação. Paralelamente, o consumo de energia elétrica no estado cresce a cada ano. Segundo a Secretaria de Saneamento e Energia, na sua publicação anual o Balanço Energético do Estado de São Paulo 2008, de 2000 até 2007, o consumo de energia elétrica no estado, cresceu aproximadamente 23%. Porém, muitas vezes, a capacidade de geração não consegue acompanhar a demanda, como visto em 2002, quando o Brasil enfrentou um racionamento de energia elétrica. Segundo Bardelin (2004), o consumo de energia elétrica do setor industrial caiu 18,3% no período do racionamento. Por outro lado, o estado de São Paulo possui, historicamente, um grande número de usinas de açúcar e álcool pulverizadas pelo seu interior. Segundo a ÚNICA (União da Indústria de Cana de Açúcar), através do Ranking de Produção da Safra Centro-Sul 2007/2008, existem 167 usinas de cana de açúcar espalhadas por todo o interior do estado de São Paulo. Todo este setor apresenta 2,4 GW de capacidade de geração segundo dados do BIG (Banco de Informações de Geração) da ANEEL, entretanto, devido à sua indisponibilidade na entressafra, este montante só se encontra apto a produzir energia quando há bagaço de cana disponível para a queima em suas caldeiras. Segundo Camargo (1990), o período de 4 entressafra da cana de açúcar é compreendido por apenas 6 meses por ano, no período restante, as usinas se apresentam inaptas a produzir energia e para o processamento da cana de açúcar. Logo, o aproveitamento do parque gerador sucroalcooleiro nos períodos de entressafra está condicionado à existência de um combustível alternativo e de adaptações para a utilização da usina apenas para geração de energia. Dentre os combustíveis disponíveis para utilização na entressafra da cana, destaca-se o gás natural. Primeiramente, porque este apresenta baixos valores de emissão de poluentes, o que evita possíveis restrições ambientais. Em segundo lugar, a localização da área a ser atendida. A região noroeste do estado de São Paulo, local onde se concentra a maioria das usinas sucroalcooleiras, é cortada pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (GASBOL), facilitando o acesso ao gás natural. De maneira complementar, o gás natural apresentou um crescimento acentuado nos últimos anos, passando de 23,6 milhões de m³/dia em 2000 para 65,4 milhões de m³/dia em 2008, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, indicando a franca expansão que vive este setor. Logo, a situação deste combustível se configura como favorável à sua utilização em regime complementar ao bagaço de cana. Entretanto, a sazonalidade da cana de açúcar e, conseqüentemente, a disponibilidade de bagaço, provocam a modificações nas condições de operação da usina. A primeira delas é devido a parada dos equipamentos para o processamento da cana, visto que na entressafra não será considerada a produção de açúcar e álcool. Logo, a usina apenas operará para a produção de energia elétrica e a sua instalação terá que ser otimizada para tal. Por outro lado, deve-se considerar as diferenças entre a queima do gás natural e do bagaço. 1.1. Objetivo do Presente Trabalho O presente estudo visa apresentar uma análise de viabilidade técnica da introdução do gás natural no setor sucroalcooleiro para geração de energia elétrica na entressafra da cana de açúcar. Para tanto, foi realizado um estudo comparativo, considerando diferentes alternativas. Uma delas, a simples queima de gás natural na instalação existente, com pequenas modificações no gerador de vapor. Entre outras, a utilização de um ciclo combinado, 5 conforme estudo anterior disponível na literatura. Aspectos termodinâmicos são considerados nesta comparação. 1.2. Organização do Trabalho O trabalho está organizado da seguinte forma: O capítulo 2 apresenta a revisão geral da literatura, abordando de maneira sucinta e objetiva os temas pertinentes ao estudo; o capítulo 3 descreve resumidamente os trabalhos relacionados ao tema; o capítulo 4 exibe as simulações e os resultados obtidos; o capítulo 5 faz a análise dos resultados encontrados e dissera a respeito dos valores encontrados. O capítulo 6 faz a leitura das conclusões nas quais o estudo chegou. O capítulo 7 faz considerações finais do estudo e aponta possibilidades para estudos futuros. O capítulo 8 exibe as referências bibliográficas utilizadas para elaboração deste estudo. 6 2. REVISÃO DE LITERATURA A Matriz Energética Do Estado De São Paulo O estado de São Paulo é caracterizado por ser o estado que possui a maior contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro no ano de 2007 foi da ordem de 2,6 trilhões de reais. Neste mesmo período, o estado de São Paulo foi responsável por aproximadamente 30% deste total. Conseqüentemente, o estado um consumo energético bastante elevado para abastecer sua matriz. A Tabela 1 ilustra os dados gerais do estado de São Paulo. Dados Gerais Área do Estado População Total Densidade Demográfica Domicílios Totais Produto Interno Bruto (PIB) Capacidae Nominal Instalada Energia Gerada Energia Recebida Energia Requerida 2007 248.600 41.262 166 12.906 6 803.058 17.845 67.256 65.759 133.015 10 Reais de 2005 MW GWh GWh GWh 9 Consumo Final Energético Intensidade Energética Total Consumo Energático per Capita Unidade km² 10³ hab. hab./km² 10³ moradias 10 kcal 539.561 10 kcal/R$ de 2005 10³ kcal/hab. 0,672 13.076 3 9 Oferta Interna Bruta 10 kcal 696.642 9 10 kcal Suficiência Energética 366.470 (52,7%) Tabela 1 - Dados Gerais do Estado de São Paulo Fonte: Balanço Energético do Estado de São Paulo - 2008 De acordo com o Balanço Energético do Estado de São Paulo 2008 (BENSP), publicado pela Secretaria de Saneamento e Energia, a capacidade nominal instalada do estado é responsável por 18,2% de toda a capacidade instalada de hidroelétricas e termoelétricas no Brasil. A Tabela 2 ilustra este cenário. Capacidade Nominal Instalada Hidroelétricas Termoelétricas Total Brasil (MW) 76.869,9 21.310,5 98.180,4 São Paulo (MW) 14.019,7 3.825,3 17.845,0 Participação (%) 18,2% 18,0% 18,2% Tabela 2 - Capacidade Instalada São Paulo x Brasil Fonte: Balanço Energético do Estado de São Paulo - 2008 7 No mesmo documento publicado pela Secretaria Saneamento e Energia, destaca-se a participação efetiva da Cana-de-açúcar e de Petróleos e Derivados na composição da oferta de energia para o Estado. Do total ofertado em 2007, 903.874 x 109 Kcal, os dois insumos energéticos participaram com 30,1% e 44,8%, respectivamente. A Figura 1 ilustra o Fluxo Global de Energia do Estado de São Paulo no ano de 2007. Figura 1 - Fluxo de Energia do Estado de São Paulo em 2007 (Valores em 109 kcal) Fonte: Balanço Energético do Estado de São Paulo - 2008 A situação atual da matriz energética do Estado se alterou consideravelmente nos últimos 10 anos. O Gráfico 1 e o Gráfico 2 ilustram as mudanças ocorridas no período e demonstram o avanço considerável de insumos energéticos como o bagaço de cana e o gás natural. 8 Ano 1997 Consumo Total: 438.726 x 109 kcal Gás Natural 2% Outras 5% Álcool Etílico 6% Eletricidade 19% Biomassa 18% Derivados de Petróleo 50% Gráfico 1 - Composição da Matriz Energética do Estado de São Paulo, 1997. Fonte: Balanço Energético do Estado de São Paulo - 2008 Ano 2007 Consumo Total: 539.561 x 109 kcal Gás Natural 8% Outras 4% Álcool Etílico 7% Biomassa 23% Eletricidade 21% Derivados de Petróleo 37% Gráfico 2 - Composição da Matriz Energética do Estado de São Paulo, 2007. Fonte: Balanço Energético do Estado de São Paulo - 2008 9 O Setor Sucroalcooleiro Histórico Recente Nos últimos 20 anos, frente à estagnação do desenvolvimento da matriz hidroelétrica brasileira e aos atraentes preços proporcionados por este lapso de expansão, o setor sucroalcooleiro passou por diversas modificações para se adaptar a este novo contexto. No passado recente, a expansão do setor foi condicionada por uma realidade diferente. Segundo Camargo (1990), no início da década de 70, o setor se modernizou e se reaparelhou em decorrência do Programa de Racionalização da Agroindústria Açucareira, onde se verificou um incremento da capacidade produtiva das usinas visando à produção de álcool e açúcar, com pequenos investimentos diante do restante da década. Szmrecsányi e Moreira (1991) destacam em seu artigo, que o sucesso do programa e a expansão do setor na época se deveram à abundância de recursos proporcionada pelo governo militar e pelos bons preços do açúcar no mercado internacional. Entretanto, de acordo com Ramos (2004), o grande aumento da produção de açúcar culminou, em 1975, com o início de uma forte queda dos preços até 1979 e conseqüente estagnação da produção de açúcar. Paralelamente, ocorreu em 1973 o primeiro choque dos preços do petróleo. Naquele ano, iniciou-se a chamada Guerra do Yom Kippur, o Dia do Perdão, conflito entre Egito, Síria e Israel. Segundo Souza (2006), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), aproveitando-se da tensão existente na região, elevou, em uma convenção em Genebra, o preço do barril de petróleo do tipo Arabian Light de 2,99 dólares para 4,12 dólares. Na combinação da queda dos preços do açúcar e dos altos preços de petróleo, foi implantado no Brasil, em novembro de 1975, o Programa Nacional do Álcool (Proálcool). De acordo com Furtado e Scandiffio (2007), o Proálcool foi criado na associação do potencial de expansão do setor sucroalcooleiro e da oportunidade criada pela alta dos preços do petróleo. O Proálcool pode ser dividido em três fases. A primeira delas (1975-79) caracterizou-se pela produção de álcool voltada para a mistura junto à gasolina. A segunda fase, ocorrida após o segundo choque do petróleo entre os anos de 1979 e 1986, concentrou-se na indústria 10 automobilística com o incentivo à produção de veículos para redução do desequilíbrio da balança comercial. A terceira fase, que se estende a partir do término da segunda até o final da década de 90, caracterizou-se pela estabilização da produção de álcool (Freitas, 1997 apud Coelho, 1999). Segundo Furtado e Scandiffio (2007), os primeiros indícios do termino do Proálcool foram uma crise no abastecimento de álcool no início da década de 90 e a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool realizada no pelo governo Collor. Outros fatos importantes da década de 90, foram a desregulamentação do mercado e liberação dos preços, que inseriram a livre concorrência na comercialização de álcool pelo setor. A década se fecha a redução expressiva da produção da de veículos movidos à álcool e o sucateamento da frota originária do final da década de 80 (Furtado e Scandiffio (2007)). Gás Natural Segundo a definição da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), gás natural é: “Todo hidrocarboneto que permaneça em estado gasoso nas condições atmosféricas normais, extraído diretamente a partir de reservatórios petrolíferos ou gasíferos, incluindo gases úmidos, secos, residuais e gases raros.” O gás natural é classificado de acordo como é encontrado, ora gás natural associado, ora gás natural não associado. A Portaria ANP N°9, de 21 de Janeiro de 2000, define o primeiro como “Gás natural produzido de jazida onde ele é encontrado dissolvido no petróleo ou em contato com petróleo subjacente saturado de gás”. A mesma fonte disserta a respeito do gás natural não associado como: “Gás natural produzido de jazida de gás seco ou de jazida de gás e condensado”. No Brasil, segundo dados do Ministério de Minas e Energia, as jazidas de gás natural do país são compostas por 63% de gás associado e 37% de não associado. Entretanto, este paradigma tende a mudar visto que as grandes jazidas do pré-sal, atualmente em estimativa, tendem a ser majoritariamente compostas por gás natural não associado. No âmbito legal, as competências de regulamentação da cadeia produtiva do gás natural ficam dividas entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a 11 Agência Reguladora de cada estado. A Figura 2 ilustra esta divisão de competências. No estado de São Paulo cabe à ARSESP – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – regulamentar as atividades ligadas à distribuição e à venda do gás natural. Figura 2 – Regulação na Indústria do Gás Natural Fonte: Gas Energy O Estado de São Paulo conta com 645 municípios em uma área de aproximadamente 250 mil km² e está dividido em três áreas de concessão: Companhia de Gás de São Paulo (COMGÁS), Gás Natural São Paulo Sul (GNSPS) e Gás Brasiliano Distribuidora. A Figura 3 ilustra a distribuição geográfica das áreas de concessão. Juntas, as três distribuidoras do ESP atenderam, em 2008, quase 690 mil clientes espalhados em um total de 91 municípios. A Comgás possui a menor área de concessão, mas a maior concentração industrial do país. Desta forma, esta concessionária foi capaz de expandir e diversificar o atendimento a clientes, possuindo atualmente a rede mais extensa, o maior número de municípios e clientes atendidos, além do maior volume distribuído. Já a Gás Brasiliano e a GN SPS possuem consumidores potenciais mais dispersos pelas áreas de concessão e possuem mercados e redes 12 ainda bem menos desenvolvidos. A Tabela 3 ilustra estas diferenças e apresenta as principais características das áreas de concessão. Figura 3 – Áreas de Concessão de Distribuição de Gás Natural no Estado de Sâo Paulo Fonte: Secretaria de Energia e Saneamento do Estado de São Paulo Comgás Gás Brasiliano S P S ul Total População (%) 72,5 20,0 7,5 100,0 Nº de municípios 177 375 93 645 Nº de municípios atendidos 67 7 17 91 650.000 5.850 31.500 687.350 5.731 486 1.267 7.484 13.890 430 1.270 15.590 Total de clientes (aprox.) Estensão da malha de transporte (km) Volume médio distribuido em 2007 (mil m³/dia) Tabela 3 - Características das Distribuidoras de Gás natural do Estado de São Paulo. Fonte: Secretaria de Energia e Saneamento do Estado de São Paulo Segundo a União dos Produtores de Bioenergia (UDOP), a maior parte das usinas sucroalcooleiras do Estado de São Paulo se localiza na região Noroeste, área de concessão da Companhia Gás Brasiliano (Figura 4). Desta maneira, apesar da distribuidora se figurar como a menor do Estado de São Paulo, esta será a mais relevante para o presente trabalho. 13 Figura 4 – Área de concessão e futuras expansões da Distribuidora Gás Brasiliano Fonte: Gás Brasiliano. Adicionalmente, segundo a Petrobras, somente o Pólo de Mexilhão, localizado a aproximadamente 140 km de Caraguatatuba (Figura 5) elevará a oferta de gás, no ano de 2011, em até 15 milhões de m³ por dia, o que corresponde à metade da capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil. Segundo, Leite (2003), o uso do gás natural para produção de energia elétrica através da sua queima em uma turbina possibilita o uso em modo combinado com um ciclo Rankine. Ademais, o autor também cita os diversos ganhos ambientais nas emissões de poluentes, quando comparados com outros combustíveis comumente utilizados como o carvão e o óleo combustível. Desta maneira, o presente estudo se mostra correlato com o aproveitamento do excedente de oferta proporcionado pela Bacia de Santos. 14 Figura 5 – Bacia de Santos – Pólo de Mexilhão Fonte: Petrobrás. 15 3. TRABALHOS RELACIONADOS AO TEMA Desenvolvimento da Cogeração no Setor Sucroalcooleiro Coelho (1992 apud LEITE, 2003) declara que devido à geração somente no período de seis meses de safra, o fator de carga das usinas de cana-de-açúcar equivale a 50%. Isto demonstra o ineficiente aproveitamento da capacidade instalada em razão da falta de combustível na entressafra. Segundo Lora e Nascimento (2004), a indústria sucroalcooleira apresenta em suas plantas um exemplo da cogeração tradicional que possui grandes possibilidades de aperfeiçoamento, quando comparada com a cogeração moderna. Esta é caracterizada, de acordo com os autores, pelo uso, em grande escala, de turbinas a gás, cujos gases de escape com a temperatura entre 420 e 650ºC, empregados frequentemente em caldeiras de recuperação para a produção de vapor, resultando em níveis de eficiência e energia excedente mais elevados. De acordo com Leite (2003), que comparou seis configurações diferentes de cogeração utilizando como combustíveis o gás natural e o bagaço de cana, a planta com melhor resultado é a que opera com uma turbina a gás, movida a gás natural, uma caldeira de recuperação geradora de vapor, que queima bagaço juntamente com os gases de exaustão da turbina a gás, e uma turbina a vapor de condensação e extração. Zamboni e Tribess (2006) descreveram sete sistemas compostos por ciclos combinados que utilizam somente gás natural ou com gás natural e bagaço. Abaixo, estes sistemas serão citados: • Ciclo combinado a gás natural (CC/GN) – Neste ciclo, o gás natural é queimado em um ciclo Brayton de turbina a gás, gerando potência mecânica. Os gases de escape provenientes do ciclo Brayton são utilizados em uma caldeira de recuperação responsável pelo vapor utilizado em um ciclo Rankine que gera potência mecânica e vapor para um processo qualquer. Este vapor pode ser extraído diretamente na caldeira de recuperação ou pode ser derivado de uma sangria na turbina a vapor; 16 • Ciclo combinado a gás natural com caldeira de bagaço de cana (CC/GN-CB) – De maneira análoga ao ciclo CC/GN (ciclo combinado a gás natural), os gases de exausto da turbina são utilizados em uma caldeira de recuperação, porém esta configuração conta com uma caldeira extra que queima bagaço de cana produz vapor para o ciclo Rankine; • Ciclo combinado a gás natural com injeção de bagaço (CC/GN-IB) – Este ciclo também opera de maneira similar ao ciclo CC/GN (ciclo combinado a gás natural), porém difere-se no que tange a caldeira de recuperação. Na caldeira presente nesta configuração, o bagaço é injetado e queimado juntamente com os gases de exausto da turbina a gás; • Ciclo combinado a gás natural com caldeira de bagaço de cana e pré-aquecedor de ar (CC/GN-PA-CB) – este ciclo se baseia no ciclo CC/GN-CB (ciclo combinado a gás natural com caldeira de bagaço de cana), porém adiciona-se um pré-aquecedor de ar para alimentação da caldeira de bagaço de cana; • Ciclo combinado a gás natural com caldeira de bagaço e secador de bagaço (CC/GNSB-CB) – este ciclo utiliza uma configuração similar ao ciclo CC/GN-CB (ciclo combinado a gás natural com caldeira de bagaço de cana), entretanto é adicionado um secador de bagaço de cana que utiliza os gases de exausto da caldeira de recuperação; • Ciclo combinado a gás natural com injeção de bagaço de cana e secador de bagaço (CC/GN-SB-IB) – este ciclo utiliza a configuração do ciclo CC/GN-IB (ciclo combinado a gás natural com injeção de bagaço de cana), contudo adiciona-se um secador de bagaço de cana; • Ciclo combinado com gaseificação de bagaço de cana (CC/GB) – este ciclo utiliza a configuração de um ciclo combinado (Brayton mais Rankine), porém o combustível 17 utilizado na turbina a gás é uma mistura de gás natural e gás proveniente de um sistema de gaseificação de bagaço de cana. As informações citadas acima demonstram que o parque gerador do setor sucroalcooleiro tem sua importância, porém apresenta subaproveitamento em sua utilização, visto que só ocorre a geração no período da safra. No entanto, a expansão da oferta de gás natural e a ausência de sazonalidade neste combustível, favorecem a sua utilização em complementaridade com a falta de bagaço. Logo, a inserção do gás natural nas usinas de açúcar foi abordada por Leite (2003) e por Zamboni e Tribess (2006). Entretanto, o primeiro faz uma ressalva quando a superficialidade de seu estudo em relação à geração na entressafra, enquanto que os outros dois não consideram a ausência da demanda por vapor de processo no período da entressafra. 18 4. SIMULAÇÕES E RESULTADOS Definição do modelo de uma usina típica De acordo com Horta Nogueira (2006 apud BNDES, 2008), os parâmetros de vapor das usinas do Estado de São Paulo foram incrementados, devido principalmente à viabilidade da energia necessária para atender ao processo. Num primeiro momento, compreendido até a década de 80, o autor destaca que as usinas possuíam caldeiras com pressões entre 12 e 22 bar e geravam 60% da demanda da instalação. Adicionalmente, o autor ressalta que, no início da década de 90, a pressão média do vapor das usinas alcança 22 bar com uma temperatura e 300°C. Desta maneira, as usinas alcançaram a auto-suficiência da produção de energia elétrica e ainda comercializaram algum excedente. Adicionalmente, destaca-se que, no final da década de 90, os novos empreendimentos se caracterizaram pelo uso de caldeiras que produzem vapor a 65 bar e 520ºC. Entretanto, segundo Coelho (1999 apud FILHO, 2009), atualmente, o perfil das usinas do setor sucroalcooleiro é bastante heterogêneo e possui diversas configurações e capacidades de processamento. Para simplificação do estudo, adotou-se como modelo de usina típica, uma instalação com caldeira que produz vapor a 65 bar e 520°C e extração para processo a 3,1 bar conforme ilustra a Figura 6. 19 Figura 6 – Usina 65 bar 520°C Fonte: Simulador Cycle Tempo. Simulação da Usina Típica Utilizou-se o programa Cycle Tempo versão 5.0 produzido pela Universidade de Tecnologia de Delft (Delft University of Technology). Os parâmetros principais de eficiências isoentrópicas foram obtidos da literatura (Tabela 4). Equipamento Caldeira Turbina Bomba Eficiência isoentrópica 85% 85% 70% Tabela 4 – Eficiências Isoentrópicas utilizadas Fonte: o autor. 20 Resultados A partir da determinação dos parâmetros e da utilização do programa, obteve-se os seguintes resultados: Figura 7 – Resultados Usina 65 bar 520°C Fonte: Simulador Cycle Tempo. A Tabela 5, sintetiza os resultados1: Equipamento Energia (KW) Caldeira 285276,25 Consumo Bomba 149,62 Turbogerador A 1947,04 Turbogerador B 63360,57 Geração Líquida 65157,99 Eficiência Global 22,84% Tabela 5 – Resultados Obtidos na Simulação da Usina Típica Fonte: Programa CycleTempo. 1 Nos anexos se encontra o relatório completo da simulação. 21 Proposta Com base nos estudos de Zamboni e Tribess (2006), montou-se a simulação (Figura 8) do Ciclo Combinado com injeção de bagaço na caldeira de recuperação. Figura 8 – Proposta Zamboni e Tribess Fonte: Simulador Cycle Tempo. 22 A Tabela 6 sintetiza os resultados2: Equipamento Energia (KW) Combustível 298925,99 Consumo Bomba 524,25 Turbogerador A 66183,26 Turbogerador B 53781,16 Geração Líquida 119440,17 Eficiência Global 39,96% Tabela 6 – Resultados Obtidos na Simulação da Proposta de Zamboni e Tribess Fonte: Programa CycleTempo. Configuração na entressafra Nos períodos de ausência na demanda de vapor e indisponibilidade de bagaço para queima, faz-se necessário adaptar a usina para a produção de energia elétrica neste período. A alteração mais simplificada é a utilização de apenas a turbina a gás em ciclo simples (Figura 9). Figura 9 – Configuração para a entressafra Fonte: Simulador Cycle Tempo. 2 Nos anexos se encontra o relatório completo da simulação. 23 A Tabela 7 sintetiza os resultados3: Equipamento Energia (KW) Combustível 251188,62 Turbogerador 66183,38 Eficiência Global 26,35% Tabela 7 – Resultados Obtidos na Configuração para a entressafra Fonte: Programa CycleTempo. 3 Nos anexos se encontra o relatório completo da simulação. 24 5. ANÁLISE DOS RESULTADOS As simulações demonstraram que o uso do gás natural na geração de energia no setor sucroalcooleiro é bastante vantajoso. Na configuração típica (Tabela 5), alcança-se 22,84% de rendimento global do sistema, valor típico para um ciclo Rankine. Ao passo que a introdução de uma turbina a gás e substituição da caldeira convencional por uma caldeira de recuperação com aproveitamento do bagaço (Figura 8), elevam para 39,96% o rendimento do ciclo. Nesta última configuração, ressalta-se que, no período da entressafra, a inexistência de demanda de vapor para o processo e a indisponibilidade de bagaço implica em alterações para a geração de energia elétrica. Neste caso, apesar de o ciclo tornar-se simples, o rendimento obtido (26,35%) ainda é superior ao o observado na configuração típica sem o uso de gás natural. 25 6. CONCLUSÕES O presente estudo apresentou alternativas para utilização do gás natural em usinas do setor sucroalcooleiro para a geração na entressafra da cana-de-açúcar. Adicionalmente, foram caracterizados e expostos os setores sucroalcooleiro e de gás natural. Ao seu término, conclui-se que a proposta do estudo foi atendida, obteve-se resultados contundentes nas simulações para sugerir uma configuração tecnicamente viável para a geração de energia utilizando-se gás natural em usinas do setor sucroalcooleiro. 26 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho, apresentou-se alternativas para a geração de energia elétrica nos períodos de entressafra das usinas sucroalcooleiras. A configuração escolhida foi a que utiliza uma turbina a gás em ciclo combinado com um ciclo Rankine com caldeira de recuperação com injeção de bagaço. Seu rendimento é superior ao da instalação anterior, mesmo na operação em ciclo simples, utilizando apenas a turbina a gás. Entretanto, utilizou-se apenas critérios técnicos para a escolha do modelo. Desta maneira, sugere-se para trabalhos futuros a avaliação econômica de instalações deste tipo. Adicionalmente, deixa-se também como sugestão a trabalhos futuros, a possibilidade de uso de uma turbina a gás que possa queimar junto com o gás natural biomassa pulverizada. 27 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BENSP 2008 - Balanço Energético do Estado de São Paulo 2008. <www.energia.sp.gov.br > Acesso em 25 de Julho de 2009. Disponível em RANKING DE PRODUÇÃO DA SAFRA CENTRO-SUL 2007/2008. <www.unica.com.br> Acesso em 20 de Maio de 2009. Disponível em BIG - Banco de Informações de Geração da ANEEL. Acesso em 25 de Junho de 2009. Disponível em <www.aneel.gov.br> Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Acesso em 20 de Julho de 2009. Disponível em <www.ibge.gov.br> CAMARGO, C. A. Conservação de Energia na Indústria do Açúcar e do Álcool. São Paulo, 1990, IPT. SZMRECSÁNYI, T.; MOREIRA, E. P. O Desenvolvimento da Agroindústria Canavieira do Brasil desde a Segunda Guerra Mundial. São Paulo, 1991. RAMOS, P. Os mercados mundiais de açúcar e a evolução da agroindústria canavieira do Brasil entre 1930 e 1980: do açúcar ao álcool para o mercado interno. Campinas, 2004. SOUZA, F. R. Impacto do Preço do Petróleo na Política Energética Mundial. Rio de Janeiro, 2006. FURTADO, A. T. ; SCANDIFFIO, M. I. G. A Promessa do Etanol no Brasil. Campinas, 2007. COELHO, S. T. Mecanismo para a Implementação da Cogeração de Eletricidade a partir de Biomassa. Um modelo para o Estado de São Paulo. São Paulo, 1999. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Disponível em <www.anp.gov.br> Acesso em 10 de Agosto de 2009. Ministério de Minas e Energia. Disponível em <www.mme.gov.br> Acesso em 10 de Julho de 2009. PDE 2007/2016 – Plano de Expansão de Energia 2007/2016. www.epe.gov.br > Acesso em 2 de Março de 2009. Disponível em < 28 LEITE, C.P. Seleção de Centrais Termoelétricas Utilizando Gás Natural e Bagaço de Cana, São Paulo, 2003. LORA, E.E.S. ; NASCIMENTO, M.A.R. Geração Termelétrica – Planejamento, Projeto e Operação, Rio de Janeiro, 2004. ZAMBONI, L.M. ; TRIBESS, A. Avaliação Comparativa de Sistemas Híbridos de Cogeração a Gás Natural e Bagaço de Cana, São Paulo, EDUSP, 2006. BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Bioetanol de cana-de açúcar: Energia para o Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro, 2008. 29 9. ANEXOS 30 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui CCC C Y C Y Y Y CCC C C L EEEEE EEEEE M L E TTTTT T E MM MM M PPPP P P O OOOO O T E M M M M P P O O T EEEEE M M PPPP O O O C Y Y C L E C Y C L EEEEE C Y C L E T E M M P O Y C L E T E M M P O LLLLL EEEEE T EEEEE M M P C C CCC Y Cycle-Tempo : C CCC === M O OOOO Thermodynamic Energysystems, Massflow calculation for POwerprocesses Delft University of Technology (TU Delft) Mechanical, Maritime and Materials Engineering (3mE) Faculty Energy Technolgy Section Leeghwaterstraat 44 2628 CA Delft, The Netherlands Release 5.0 (Build 481) (Intel Fortran 9.1.037) Problem name : f:\henrique250110\pessoal\65completo_b Problem description : Description System time : 09:14:02 System date : 26/01/2010 January 26, 2010 15:00:25 Page 1 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui CONFIGURATION OF THE INSTALLATION ================================= NUMBER OF APPARATUS NAPP = 12 NUMBER OF PIPES (LINKS) NLIN = 13 NUMBER OF THERMAL CYCLES NCYCLE = 2 TOTAL NUMBER OF TURBINES NTURB = 2 NTDP = 0 NUMBER OF ABSORTION CYCLES NABSOR = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS NPRODF = 0 LOAD CONDITION CODE NDLOAD = 0 NUMBER OF TURBINE DRIVEN PUMPS =0: DESIGN LOAD RUN >0: PART LOAD RUN, NDLOAD=NUMBER OF PARTLOAD CONDITIONS (&PARTLD) DESIGN LOAD FACTOR DFACTR =1.000000 OUTPUT CONTROL CODE NPRINT = 4 0=EXTENSIVE OUTPUT 1=ALSO PUNCH PARTLOAD DATA 2=COMPREHENSIVE OUTPUT 3=MORE COMPREHENSIVE OUTPUT 4=SHORTENED OUTPUT ADDITIONAL OUTPUT CONTROL CODE NXXX = 0 NUMBER OF TRACED APPARATUS NTRACE = 10 MIN. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MINITM = 0 MAX. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MAXITM = 25 ADD. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MORITM = UNDERRELAXATION INHIBITED AFTER 0 MAXUR = ACCURACY FOR ITERATION 25 STEPS EPS =0.000100 ELECTRICAL FREQUENCY FREQ = 50.0 HZ STORAGE USED FOR GENERAL COMMON AREA = 13154 WORDS OF 4 BYTES State functions for water/steam calculations: IAPWS Industrial Formulation 1997 (IAPWS-IF97) NUMBER OF EQUATIONS ==================== NUMBER OF PRIMARY MASS EQUATIONS = 10 NUMBER OF APPARATUS 12 MINUS SINKS WITHOUT MASS EQUATION NUMBER OF SECONDARY MASS EQUATIONS = NUMBER OF PRESCRIBED MASS EQUATIONS 2 1 NUMBER OF TWO MEDIA APPARATUS TYPES 4,5,6,12,20,21,22,23 = 0 NUMBER OF TYPES 14,21,25,26,28 AND FOR CERTAIN CONDITIONS: 13,20,22,23 NUMBER OF AUTOMATIC ENERGY EQUATIONS = 2 NUMBER OF TYPES 5,7,11,15 AND IF EEQCOD EQUALS 1: 4,20,21,22,23 NUMBER OF EXPLICIT ENERGY EQUATIONS = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS MINUS THE NUMBER OF CLOSED CYCLES = 0 (NUMBER OF OPEN CYCLES = PLUS THE NUMBER OF ABSORPTION CYCLES = MAKES TOGETHER 2) 0 13 AND NLIN = 13 --------------------------------- Cycle-Tempo iteration 0: -------------------------Cycle-Tempo iteration 1: -------------------------- January 26, 2010 15:00:25 Page 2 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui Main iteration convergence data =============================== -------------------------------------------------------------------| | Massflows | |Iter.|------------------------------------------------------------| | no. | num. pipes maximum pipe max. maximum pipe max. | | abs. dev. abs. dev. rel. dev. rel. dev. | | no conver. |-----|------------------------------------------------------------| | 1 | 0 0.00 1 0.00 1 | -------------------------------------------------------------------Convergence reached in 1 iterations. -------------------------------------Absolute deviation massflow: Criterion absolute deviation: Max absolute deviation in pipe < 1: Relative deviation in this pipe: .100E-02 0.00 0.00 Relative deviation massflow: Criterion relative deviation: Max relative deviation in pipe Absolute deviation in this pipe: < 0.100E-03 1: 0.00 0.00 SYSTEM EFFICIENCIES, POWER INPUT AND OUTPUT =========================================== ----------------------------------------------------------------------| || | || NO APPARATUS TYPE | | ENERGY TOTALS | [kW] [kW] | |=====================================================================| | ABSORBED || | POWER || 1 Boiler 1 | 285276.26 | | 285276.26 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || 2 GENERATOR | 1947.04 | GROSS POWER || 1 GENERATOR | 63360.57 | || | | | 65307.61 | |---------------------------------------------------------------------| | AUX.POWER || 9 Pump | CONSUMPTION || 8 | 149.62 | | 149.62 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || | | | NET POWER || | 65157.99 | |=====================================================================| | EFFICIENCIES|| GROSS | 22.893 % | | NET | 22.840 % | || ----------------------------------------------------------------------- January 26, 2010 15:00:25 Page 3 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui ENERGY BALANCE OF THE SYSTEM ============================ DEFINITION OF TOTAL ENERGY Def. 1: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as LIQUID) plus HIGHER heating value Def. 2: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as VAPOUR) plus LOWER heating value POWER / HEAT TRANSMITTED FROM APPARATUS NO APPARATUS TYPE BASED ON ENTHALPY BASED ON TOTAL ENERGY FLOWS [MW] FLOWS [MW] DEFINITION 1 DEFINITION 2 1 Boiler 1 -285.276 -285.276 -285.276 2 Turbine 3 64.654 64.654 64.654 4 Turbine 3 1.987 1.987 1.987 7 Condenser 4 0.000 0.000 0.000 8 Deaerator 7 0.000 0.000 0.000 9 Pump 8 -0.139 -0.139 -0.139 5 Node 9 0.000 0.000 0.000 10 Node 9 0.000 0.000 0.000 14.514 6 Sink/Source 10 219.212 210.778 3 Sink/Source 10 -15.153 -6.719 189.546 11 Sink/Source 10 62.917 10.452 -1210.401 12 Sink/Source 10 -52.465 0.000 1220.853 1 PIPE 0.000 0.000 0.000 2 PIPE 0.000 0.000 0.000 4 PIPE 4.264 4.264 -------------- + TOTAL TRANSMITTED : January 26, 2010 15:00:25 0.000 -------------- + 0.000 4.264 -------------- + 0.000 Page 4 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui DATA FOR ALL PIPES; SUBSEQUENTLY INLET AND OUTLET ================================================= PIPE NO 1 MEDIUM | TYPE | WATERSTM | MASS-FLOW [kg/s] 12.654 MOLE-FLOW [kmol/s] 0.70239 | 2 WATERSTM | 97.833 5.4306 | 3 WATERSTM | 97.833 5.4306 | 4 WATERSTM | 80.380 4.4618 | 5 WATERSTM | 4.7994 0.26641 | 6 WATERSTM | 4.7994 0.26641 | 7 WATERSTM | 80.380 4.4618 | 8 WATERSTM | 4.7994 0.26641 | 9 WATERSTM | 85.179 4.7282 | 10 WATERSTM | 97.833 5.4306 | 11 WATERSTM | 97.833 5.4306 | 12 WATERSTM | 500.00 27.754 | 13 WATERSTM | 500.00 27.754 | VOL-FLOW | [m3/s] | PRESSURE TEMPERATURE [bar] ENTHALPY ENTROPY QUALITY [°C] [kJ/kg] [kJ/kgK] [%-VAPOUR] 7.9474 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 9.8527 | 2.5000 157.16 2780.25 7.2060 100.00 5.1764 | 65.000 510.00 3441.10 6.8705 100.00 5.1764 | 65.000 510.00 3441.10 6.8705 100.00 61.446 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 61.446 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 50.484 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 47.265 | 3.1000 135.00 2727.20 6.9825 100.00 3.0143 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 3.0143 | 3.1000 159.24 2780.25 7.1089 100.00 53.740 | 0.12000 49.42 2366.28 7.3906 90.60 53.740 | 0.12000 49.42 2366.28 7.3906 90.60 0.08117 | 1.0130 45.00 188.52 0.6386 0.00 0.08117 | 1.0130 45.00 188.52 0.6386 0.00 0.00485 | 1.0130 45.00 188.52 0.6386 0.00 0.00485 | 1.0130 45.00 188.52 0.6386 0.00 0.08601 | 2.5000 44.97 188.52 0.6381 0.00 0.08601 | 2.5000 44.97 188.52 0.6381 0.00 0.10416 | 2.3000 124.69 523.73 1.5782 0.00 0.10416 | 2.3000 124.69 523.73 1.5782 0.00 0.10411 | 13.000 124.85 525.15 1.5789 0.00 0.10411 | 13.000 124.85 525.15 1.5789 0.00 0.50148 | 1.0130 25.00 104.93 0.3672 0.00 0.50148 | 1.0130 25.00 104.93 0.3672 0.00 0.50218 | 1.0080 30.00 125.83 0.4368 0.00 0.50218 | 1.0080 30.00 125.83 0.4368 0.00 LOSSES IN PIPES =============== PIPE TOTAL PRESSURE NO DROP TEMPERATURE DECREASE ENTHALPY ENTROPY DECREASE INCREASE [bar] [°C] [kJ/kg] [kJ/kg.K] 1 0.60 2.07 0.00 2 0.00 0.00 0.00 0.0000 4 0.00 24.24 53.05 -0.1263 0.0971 -------- + TOTAL LOSSES IN PIPES: January 26, 2010 15:00:25 4263.89 [kJ/s] Page 5 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui ROTATING EQUIPMENT ================== NO APPARATUS TYPE ISENTROPIC MECHANICAL EXHAUST EFF. [%] EFF. [%] LOSSES [kJ/kg] 2 Turbine 3 87.00 input 100.00 default 4 Turbine 3 82.00 input 100.00 default 9 Pump 8 80.00 input 100.00 fixed MOTORS AND GENERATORS ===================== NO APPARATUS TYPE MECHANICAL ELECTRICAL EFF. [%] EFF. [%] BOTH [%] 2 GENERATOR 98.00 input 1 GENERATOR 98.00 input 9 Pump 93.09 calc. 8 HEAT EXCHANGING EQUIPMENT ========================= NO APPARATUS TYPE HEAT TRANSMITTED HIGH TERMINAL IN APPARATUS TEMP DIFFERENCE [kJ/s] 7 Condenser January 26, 2010 15:00:25 4 10451.98 LOW TERMINAL TEMP DIFFERENCE [°C] [°C] 19.42 20.00 FLOWDIRECTION Counter Page 6 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui ========================================== = = = APPARATUSES IN OFF-DESIGN MODE = = = ========================================== NO TURBINES, COMPRESSORS OR HEAT EXCHANGERS PRESENT IN OFF-DESIGN MODE ====================================================================== ====================================== = = = APPARATUSES IN DESIGN MODE = = = ====================================== DESIGN DATA FOR TURBINES ======================== TURBINE NR. 2 =============== NUMBER OF CONNECTED PIPES = INLET VOLUME-FLOW = PIPE 2 5.1764 m3/s PRESSURE NR SPEC.VOLUME [bar] TURBINE MASSFLOW [m3/kg] [kg/s] 3 3.1000 0.62807 97.8331 OUTLET 2 65.0000 0.05291 97.8331 INLET TURBINE NR. 4 =============== NUMBER OF CONNECTED PIPES = INLET VOLUME-FLOW = PIPE 2 3.0143 m3/s PRESSURE NR SPEC.VOLUME [bar] TURBINE MASSFLOW [m3/kg] [kg/s] 6 0.1200 11.19719 4.7994 OUTLET 5 3.1000 0.62807 4.7994 INLET DESIGN DATA FOR HEAT EXCHANGERS =============================== NUMBER OF APPARATUS 7 TERMINAL TEMP. DIFFERENCE HIGH 19.42 January 26, 2010 15:00:25 LOW 20.00 FACTOR U*A 530.330 MASS FLOW RATE 500.000 Page 7 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) January 26, 2010 15:00:25 f:\henrique250110\pessoal\65completo_b.gui Page 8 of 8 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui CCC C Y C Y Y Y CCC C C L EEEEE EEEEE M L E TTTTT T E MM MM M PPPP P P O OOOO O T E M M M M P P O O T EEEEE M M PPPP O O O C Y Y C L E C Y C L EEEEE C Y C L E T E M M P O Y C L E T E M M P O LLLLL EEEEE T EEEEE M M P C C CCC Y Cycle-Tempo : C CCC === M O OOOO Thermodynamic Energysystems, Massflow calculation for POwerprocesses Delft University of Technology (TU Delft) Mechanical, Maritime and Materials Engineering (3mE) Faculty Energy Technolgy Section Leeghwaterstraat 44 2628 CA Delft, The Netherlands Release 5.0 (Build 481) (Intel Fortran 9.1.037) Problem name : g:\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib Problem description : Description System time : 07:41:54 System date : 23/12/2009 January 26, 2010 14:34:24 Page 1 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui CONFIGURATION OF THE INSTALLATION ================================= NUMBER OF APPARATUS NAPP = 13 NUMBER OF PIPES (LINKS) NLIN = 14 NUMBER OF THERMAL CYCLES NCYCLE = 3 TOTAL NUMBER OF TURBINES NTURB = 2 NTDP = 1 NUMBER OF ABSORTION CYCLES NABSOR = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS NPRODF = 0 LOAD CONDITION CODE NDLOAD = 0 NUMBER OF TURBINE DRIVEN PUMPS =0: DESIGN LOAD RUN >0: PART LOAD RUN, NDLOAD=NUMBER OF PARTLOAD CONDITIONS (&PARTLD) DESIGN LOAD FACTOR DFACTR =1.000000 OUTPUT CONTROL CODE NPRINT = 4 0=EXTENSIVE OUTPUT 1=ALSO PUNCH PARTLOAD DATA 2=COMPREHENSIVE OUTPUT 3=MORE COMPREHENSIVE OUTPUT 4=SHORTENED OUTPUT ADDITIONAL OUTPUT CONTROL CODE NXXX = 0 NUMBER OF TRACED APPARATUS NTRACE = 10 MIN. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MINITM = 0 MAX. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MAXITM = 25 ADD. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MORITM = UNDERRELAXATION INHIBITED AFTER ACCURACY FOR ITERATION MAXUR = 0 25 STEPS EPS =0.000100 ELECTRICAL FREQUENCY FREQ = 50.0 HZ STORAGE USED FOR GENERAL COMMON AREA = 14021 WORDS OF 4 BYTES State functions for water/steam calculations: IAPWS Industrial Formulation 1997 (IAPWS-IF97) COMPOSITION OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX (MOLE FRACTION) ================================================================ PIPES -> 1 10 0.0070 13 N2 0.7729 O2 0.2075 0.0021 0.1392 H2O 0.0101 0.1027 AR 0.0092 CO2 0.0003 0.0150 CH4 0.8900 C2H6 0.0600 C3H8 0.0180 C4H10 0.0100 C(S) 0.4362 H2 0.3182 S 0.0002 SIO2 0.0014 January 26, 2010 14:34:24 Page 2 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui NUMBER OF EQUATIONS ==================== NUMBER OF PRIMARY MASS EQUATIONS = 10 NUMBER OF APPARATUS 13 MINUS SINKS WITHOUT MASS EQUATION NUMBER OF SECONDARY MASS EQUATIONS = NUMBER OF PRESCRIBED MASS EQUATIONS 3 2 NUMBER OF TWO MEDIA APPARATUS TYPES 4,5,6,12,20,21,22,23 = 2 NUMBER OF TYPES 14,21,25,26,28 AND FOR CERTAIN CONDITIONS: 13,20,22,23 NUMBER OF AUTOMATIC ENERGY EQUATIONS = 2 NUMBER OF TYPES 5,7,11,15 AND IF EEQCOD EQUALS 1: 4,20,21,22,23 NUMBER OF EXPLICIT ENERGY EQUATIONS = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS MINUS THE NUMBER OF CLOSED CYCLES = 2 (NUMBER OF OPEN CYCLES = PLUS THE NUMBER OF ABSORPTION CYCLES = 1) 0 MAKES TOGETHER 14 AND NLIN = 14 --------------------------------- Cycle-Tempo iteration 0: -------------------------Cycle-Tempo iteration 1: -------------------------Cycle-Tempo iteration 2: -------------------------Main iteration convergence data =============================== --------------------------------------------------------------------------------------------------------| | Compositions | Massflows | |Iter.|------------------------------------|------------------------------------------------------------| | no. | num. pipes maximum pipe max. | num. pipes maximum pipe max. maximum pipe max. | | abs. dev. abs. dev. | no conver. abs. dev. abs. dev. rel. dev. rel. dev. | | no conver. |-----|------------------------------------|------------------------------------------------------------| | 1 | 0 0.127E-06 3 | 6 0.617E+04 11 | 2 | 0 0.996E-13 5 | 0 0.268E-02 11 1.17 0.511E-06 6 | 9 | --------------------------------------------------------------------------------------------------------Convergence reached in 2 iterations. -------------------------------------Absolute deviation compositions: Criterion absolute deviation: Max absolute deviation in pipe < .100E-03 5: 0.996E-13 Absolute deviation massflow: Criterion absolute deviation: Max absolute deviation in pipe Relative deviation in this pipe: < .100E-02 11: 0.268E-02 0.511E-06 Relative deviation massflow: Criterion relative deviation: Max relative deviation in pipe Absolute deviation in this pipe: January 26, 2010 14:34:24 < 0.100E-03 9: 0.511E-06 0.266E-04 Page 3 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui SYSTEM EFFICIENCIES, POWER INPUT AND OUTPUT =========================================== ----------------------------------------------------------------------| || | || NO APPARATUS TYPE | | ENERGY TOTALS | [kW] [kW] | |=====================================================================| | ABSORBED || 2 Sink/Source 10 | 251188.62 | POWER || 13 Sink/Source 10 | 47737.37 | || | | | 298925.99 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || 2 GENERATOR | 54379.82 | GROSS POWER || 1 GENERATOR | 66183.26 | || | | | 120563.08 | |---------------------------------------------------------------------| | AUX.POWER || 10 Pump 8 | CONSUMPTION || | 521.31 | | 521.31 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || | | | NET POWER || | 120041.78 | |=====================================================================| | EFFICIENCIES|| GROSS | 40.332 % | | NET | 40.158 % | || ----------------------------------------------------------------------ENERGY BALANCE OF THE SYSTEM ============================ DEFINITION OF TOTAL ENERGY Def. 1: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as LIQUID) plus HIGHER heating value Def. 2: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as VAPOUR) plus LOWER heating value POWER / HEAT TRANSMITTED FROM APPARATUS NO APPARATUS TYPE BASED ON ENTHALPY BASED ON TOTAL ENERGY FLOWS [MW] FLOWS [MW] DEFINITION 1 DEFINITION 2 5 Turbine 3 208.729 208.729 208.729 8 Turbine 3 60.255 60.255 60.255 9 Condenser 4 0.000 0.000 0.000 6 Flash.Heater 5 0.000 0.000 0.000 Pump 8 -0.489 -0.489 -0.489 10 1 Sink/Source 10 24.654 -4.277 0.000 7 Stack 10 -400.075 81.952 41.413 2 Sink/Source 10 23.557 -277.787 -251.134 11 Sink/Source 10 109.822 109.822 109.822 13 Sink/Source 10 94.457 -57.302 -47.695 4 Combustor 13 0.000 -0.006 -0.006 12 Combustor 13 0.000 0.013 0.014 3 Compressor 29 -120.908 -120.908 -120.908 7 PIPE 0.000 0.000 0.000 13 PIPE 0.000 0.000 -------------- + TOTAL TRANSMITTED : January 26, 2010 14:34:24 0.000 -------------- + 0.000 0.000 -------------- + 0.000 Page 4 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui COMPOSITION OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX (MOLE FRACTION) ================================================================ PIPES -> 1 2 3 4 5 10 13 14 N2 0.7729 0.7729 0.7490 0.7490 0.7337 0.0070 0.0021 0.7337 O2 0.2075 0.2075 0.1382 0.1382 0.1120 0. 0.1392 0.1120 H2O 0.0101 0.0101 0.0708 0.0708 0.0908 0. 0.1027 0.0908 AR 0.0092 0.0092 0.0089 0.0089 0.0087 0. 0. 0.0087 CO2 0.0003 0.0003 0.0331 0.0331 0.0547 0.0150 0. 0.0547 CH4 0. 0. 0. 0. 0. 0.8900 0. 0. C2H6 0. 0. 0. 0. 0. 0.0600 0. 0. C3H8 0. 0. 0. 0. 0. 0.0180 0. 0. C4H10 0. 0. 0. 0. 0. 0.0100 0. 0. C(S) 0. 0. 0.0000 0.0000 0.0000 0. 0.4362 0.0000 H2 0. 0. 0. 0. 0. 0. 0.3182 0. S 0. 0. 0. 0. 0. 0. 0.0002 0. SIO2 0. 0. 0. 0. 0.0001 0. 0.0014 0.0001 28.85 28.85 28.49 28.49 28.53 18.31 12.33 28.53 LHV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 863.11 91.99 0.00 (kJ/mol) HHV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 954.69 110.50 0.00 (kJ/mol) 0.3186 ******* ******* ******* 0.0147 0. 4.3913 ******* (--) 60.84 0. 176.47 (g/kg dry) MOLMASS RH x 6.35 6.35 46.84 46.84 60.84 (kg/kmol) HEATING VALUES OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX OR FUEL =========================================================== CONDITIONS: TEMPERATURE = PRESSURE 25.00 °C = 1.01 bar MJ/ kg FLUID PIPE NO MJ/ kg FLUID WITHOUT WATER LHV HHV LHV HHV 1 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 2 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 3 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 4 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 5 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 10 47.1300 52.1309 47.1300 52.1309 13 7.4580 8.9590 8.7741 10.5400 14 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 January 26, 2010 14:34:24 Page 5 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui DATA FOR ALL PIPES; SUBSEQUENTLY INLET AND OUTLET ================================================= PIPE NO 1 MEDIUM | TYPE | GASMIX | MASS-FLOW [kg/s] 277.78 MOLE-FLOW [kmol/s] 9.6271 | 2 GASMIX | 277.78 9.6271 | 3 GASMIX | 283.11 9.9365 | 4 GASMIX | 283.11 9.9365 | 5 GASMIX | 289.51 10.147 | 6 WATERSTM | 52.046 2.8890 | 7 WATERSTM | 52.046 2.8890 | 8 WATERSTM | 52.046 2.8890 | 9 WATERSTM | 52.046 2.8890 | 10 GASMIX | 5.3297 0.29103 | 11 WATERSTM | 5253.5 291.62 | 12 WATERSTM | 5253.5 291.62 | 13 FUEL | 6.4008 0.51894 | 14 GASMIX | 289.51 10.147 | VOL-FLOW | [m3/s] | PRESSURE TEMPERATURE [bar] [°C] ENTHALPY [kJ/kg] ENTROPY [kJ/kgK] QUALITY [%-VAPOUR] 238.65 | 1.0000 25.00 -88.75 6.9035 238.65 | 1.0000 25.00 -88.75 6.9035 35.844 | 16.000 443.35 346.51 7.0120 35.844 | 16.000 443.35 346.51 7.0120 73.791 | 16.000 1155.99 256.78 8.0024 73.791 | 16.000 1155.99 256.78 8.0024 682.41 | 1.0000 552.87 -480.49 8.1441 682.41 | 1.0000 552.87 -480.49 8.1441 365.39 | 1.0000 160.00 -1381.90 7.4459 365.39 | 1.0000 160.00 -1381.90 7.4459 0.05244 | 70.000 46.60 201.21 0.6566 0.00 0.05244 | 70.000 46.60 201.21 0.6566 0.00 2.5866 | 70.000 520.00 3459.59 6.8614 100.00 2.5866 | 70.000 520.00 3459.59 6.8614 100.00 673.54 | 0.100000 45.81 2301.88 7.2647 88.21 673.54 | 0.100000 45.81 2301.88 7.2647 88.21 0.05258 | 0.100000 45.81 191.81 0.6492 0.00 0.05258 | 0.100000 45.81 191.81 0.6492 0.00 0.44333 | 16.000 20.00 -4419.89 9.4133 0.44333 | 16.000 20.00 -4419.89 9.4133 5.2764 | 1.0000 30.00 125.83 0.4368 0.00 5.2764 | 1.0000 30.00 125.83 0.4368 0.00 5.2691 | 1.0000 25.00 104.93 0.3672 0.00 5.2691 | 1.0000 25.00 104.93 0.3672 0.00 0.00339 | 1.0000 20.00 -14757.04 1.9596 0.00339 | 1.0000 19.99 -14757.04 1.9596 799.43 | 1.0000 674.49 -796.13 8.3303 799.43 | 1.0000 674.49 -796.13 8.3303 LOSSES IN PIPES =============== PIPE TOTAL PRESSURE NO DROP TEMPERATURE DECREASE ENTHALPY ENTROPY DECREASE INCREASE [bar] [°C] [kJ/kg] [kJ/kg.K] 7 0.00 0.00 0.00 0.0000 13 0.00 0.01 0.00 0.0000 -------- + TOTAL LOSSES IN PIPES: January 26, 2010 14:34:24 0.00 [kJ/s] Page 6 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui ROTATING EQUIPMENT ================== NO APPARATUS TYPE ISENTROPIC MECHANICAL EXHAUST EFF. [%] EFF. [%] LOSSES [kJ/kg] 5 Turbine 3 87.00 input 95.00 input 8 Turbine 3 90.00 input 95.00 input 3 Compressor 29 83.00 input 100.00 fixed 8 75.00 input 100.00 fixed 10 Pump MOTORS AND GENERATORS ===================== NO APPARATUS TYPE MECHANICAL ELECTRICAL EFF. [%] EFF. [%] BOTH [%] 2 GENERATOR 95.00 input 1 GENERATOR 95.00 input 93.87 calc. 10 Pump 8 HEAT EXCHANGING EQUIPMENT ========================= NO APPARATUS TYPE HEAT TRANSMITTED HIGH TERMINAL IN APPARATUS TEMP DIFFERENCE [kJ/s] [°C] LOW TERMINAL TEMP DIFFERENCE FLOWDIRECTION [°C] 9 Condenser 4 109821.55 15.81 20.81 Counter 6 Flash.Heater 5 169586.87 -474.19 113.40 Counter January 26, 2010 14:34:24 Page 7 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui ========================================== = = = APPARATUSES IN OFF-DESIGN MODE = = = ========================================== NO TURBINES, COMPRESSORS OR HEAT EXCHANGERS PRESENT IN OFF-DESIGN MODE ====================================================================== ====================================== = = = APPARATUSES IN DESIGN MODE = = = ====================================== DESIGN DATA FOR TURBINES ======================== TURBINE NR. 5 =============== NUMBER OF CONNECTED PIPES = INLET VOLUME-FLOW = PIPE 2 73.7912 m3/s PRESSURE NR SPEC.VOLUME [bar] TURBINE MASSFLOW [m3/kg] [kg/s] 4 1.0000 2.41042 283.1097 OUTLET 3 16.0000 0.26065 283.1097 INLET TURBINE NR. 8 =============== NUMBER OF CONNECTED PIPES = INLET VOLUME-FLOW = PIPE 2 2.5866 m3/s PRESSURE NR SPEC.VOLUME [bar] TURBINE MASSFLOW [m3/kg] [kg/s] 8 0.1000 12.94112 52.0465 OUTLET 7 70.0000 0.04970 52.0465 INLET DESIGN DATA FOR COMPRESSORS =========================== NUMBER OF APPARATUS 3 VOLUME FLOW [m3/s] ISENTROPIC EFFICIENCY 238.65 0.83 PRESSURE RATIO 16.00 DESIGN DATA FOR HEAT EXCHANGERS =============================== NUMBER OF APPARATUS TERMINAL TEMP. DIFFERENCE HIGH LOW FACTOR U*A MASS FLOW RATE 9 15.81 20.81 6036.41 5253.50 6 -474.19 113.40 -8888.88 52.0465 January 26, 2010 14:34:24 Page 8 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) January 26, 2010 14:34:24 f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_ib.gui Page 9 of 9 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui CCC C Y C Y Y Y CCC C C L EEEEE EEEEE M L E TTTTT T E MM MM M PPPP P P O OOOO O T E M M M M P P O O T EEEEE M M PPPP O O O C Y Y C L E C Y C L EEEEE C Y C L E T E M M P O Y C L E T E M M P O LLLLL EEEEE T EEEEE M M P C C CCC Y Cycle-Tempo : C CCC === M O OOOO Thermodynamic Energysystems, Massflow calculation for POwerprocesses Delft University of Technology (TU Delft) Mechanical, Maritime and Materials Engineering (3mE) Faculty Energy Technolgy Section Leeghwaterstraat 44 2628 CA Delft, The Netherlands Release 5.0 (Build 481) (Intel Fortran 9.1.037) Problem name : f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - ina Problem description : Description System time : 10:30:51 System date : 26/01/2010 January 26, 2010 14:59:45 Page 1 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui CONFIGURATION OF THE INSTALLATION ================================= NUMBER OF APPARATUS NAPP = 6 NUMBER OF PIPES (LINKS) NLIN = 5 NUMBER OF THERMAL CYCLES NCYCLE = 1 TOTAL NUMBER OF TURBINES NTURB = 1 NTDP = 1 NUMBER OF ABSORTION CYCLES NABSOR = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS NPRODF = 0 LOAD CONDITION CODE NDLOAD = 0 NUMBER OF TURBINE DRIVEN PUMPS =0: DESIGN LOAD RUN >0: PART LOAD RUN, NDLOAD=NUMBER OF PARTLOAD CONDITIONS (&PARTLD) DESIGN LOAD FACTOR DFACTR =1.000000 OUTPUT CONTROL CODE NPRINT = 4 0=EXTENSIVE OUTPUT 1=ALSO PUNCH PARTLOAD DATA 2=COMPREHENSIVE OUTPUT 3=MORE COMPREHENSIVE OUTPUT 4=SHORTENED OUTPUT ADDITIONAL OUTPUT CONTROL CODE NXXX = 0 NUMBER OF TRACED APPARATUS NTRACE = 10 MIN. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MINITM = 0 MAX. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MAXITM = 25 ADD. NUMBER OF MAIN ITERATIONS MORITM = UNDERRELAXATION INHIBITED AFTER ACCURACY FOR ITERATION MAXUR = 0 25 STEPS EPS =0.000100 ELECTRICAL FREQUENCY FREQ = 50.0 HZ STORAGE USED FOR GENERAL COMMON AREA = 7022 WORDS OF 4 BYTES State functions for water/steam calculations: IAPWS Industrial Formulation 1997 (IAPWS-IF97) COMPOSITION OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX (MOLE FRACTION) ================================================================ PIPES -> 1 N2 0.7729 O2 0.2075 H2O 0.0101 AR 0.0092 CO2 0.0003 10 0.0070 0.0150 CH4 0.8900 C2H6 0.0600 C3H8 0.0180 C4H10 0.0100 January 26, 2010 14:59:45 Page 2 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui NUMBER OF EQUATIONS ==================== NUMBER OF PRIMARY MASS EQUATIONS = 4 NUMBER OF APPARATUS NUMBER OF SECONDARY MASS EQUATIONS = 0 NUMBER OF TWO MEDIA APPARATUS TYPES 4,5,6,12,20,21,22,23 NUMBER OF PRESCRIBED MASS EQUATIONS = 6 MINUS SINKS WITHOUT MASS EQUATION 2 1 NUMBER OF TYPES 14,21,25,26,28 AND FOR CERTAIN CONDITIONS: 13,20,22,23 NUMBER OF AUTOMATIC ENERGY EQUATIONS = 0 NUMBER OF TYPES 5,7,11,15 AND IF EEQCOD EQUALS 1: 4,20,21,22,23 NUMBER OF EXPLICIT ENERGY EQUATIONS = 0 NUMBER OF PRODUCTION FUNCTIONS MINUS THE NUMBER OF CLOSED CYCLES = 0 (NUMBER OF OPEN CYCLES = PLUS THE NUMBER OF ABSORPTION CYCLES = 1) 0 MAKES TOGETHER 5 AND NLIN = 5 --------------------------------- Cycle-Tempo iteration 0: -------------------------Cycle-Tempo iteration 1: -------------------------Main iteration convergence data =============================== --------------------------------------------------------------------------------------------------------| | Compositions | Massflows | |Iter.|------------------------------------|------------------------------------------------------------| | no. | num. pipes maximum pipe max. | num. pipes maximum pipe max. maximum pipe max. | | abs. dev. abs. dev. | no conver. abs. dev. abs. dev. rel. dev. rel. dev. | | no conver. |-----|------------------------------------|------------------------------------------------------------| | 1 | 0 0.155E-14 3 | 0 0.00 1 0.00 1 | --------------------------------------------------------------------------------------------------------Convergence reached in 1 iterations. -------------------------------------Absolute deviation compositions: Criterion absolute deviation: Max absolute deviation in pipe < .100E-03 3: 0.155E-14 Absolute deviation massflow: Criterion absolute deviation: Max absolute deviation in pipe < 1: Relative deviation in this pipe: .100E-02 0.00 0.00 Relative deviation massflow: Criterion relative deviation: Max relative deviation in pipe Absolute deviation in this pipe: January 26, 2010 14:59:45 < 0.100E-03 1: 0.00 0.00 Page 3 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui SYSTEM EFFICIENCIES, POWER INPUT AND OUTPUT =========================================== ----------------------------------------------------------------------| || | || NO APPARATUS TYPE | | ENERGY TOTALS | [kW] [kW] | |=====================================================================| | ABSORBED || | POWER || 2 Sink/Source 10 | 251188.62 | | 251188.62 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || 1 GENERATOR | | GROSS POWER || 66183.37 | | 66183.37 | |---------------------------------------------------------------------| | DELIVERED || | | | NET POWER || | 66183.37 | |=====================================================================| | EFFICIENCIES|| GROSS | 26.348 % | | NET | 26.348 % | || ----------------------------------------------------------------------ENERGY BALANCE OF THE SYSTEM ============================ DEFINITION OF TOTAL ENERGY Def. 1: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as LIQUID) plus HIGHER heating value Def. 2: Enthalpy minus enthalpy by environmental conditions (water as VAPOUR) plus LOWER heating value POWER / HEAT TRANSMITTED FROM APPARATUS NO APPARATUS TYPE BASED ON ENTHALPY BASED ON TOTAL ENERGY FLOWS [MW] FLOWS [MW] DEFINITION 1 DEFINITION 2 5 Turbine 3 208.729 208.729 208.729 2 Sink/Source 10 23.557 -277.787 -251.134 1 Sink/Source 10 24.654 -4.277 0.000 7 Stack 10 -136.031 194.245 163.315 4 Combustor 13 0.000 -0.002 -0.002 3 Compressor 29 -120.908 -120.908 -120.908 -------------- + -------------- + -------------- + TOTAL TRANSMITTED : 0.000 0.000 0.000 COMPOSITION OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX (MOLE FRACTION) ================================================================ PIPES -> 1 2 3 4 10 N2 0.7729 0.7729 0.7490 0.7490 0.0070 O2 0.2075 0.2075 0.1382 0.1382 0. H2O 0.0101 0.0101 0.0708 0.0708 0. AR 0.0092 0.0092 0.0089 0.0089 0. CO2 0.0003 0.0003 0.0331 0.0331 0.0150 CH4 0. 0. 0. 0. 0.8900 C2H6 0. 0. 0. 0. 0.0600 C3H8 0. 0. 0. 0. 0.0180 C4H10 0. 0. 0. 0. 0.0100 28.85 28.85 28.49 28.49 18.31 LHV 0.00 0.00 0.00 0.00 863.11 (kJ/mol) HHV 0.00 0.00 0.00 0.00 954.69 (kJ/mol) 0.3186 ******* ******* ******* 0. (--) 0. (g/kg dry) MOLMASS RH x 6.35 January 26, 2010 14:59:45 6.35 46.84 46.84 (kg/kmol) Page 4 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui HEATING VALUES OF FLUIDS IN PIPES CONTAINING GASMIX OR FUEL =========================================================== CONDITIONS: TEMPERATURE = PRESSURE 25.00 °C = 1.01 bar MJ/ kg FLUID PIPE NO MJ/ kg FLUID WITHOUT WATER LHV HHV LHV HHV 1 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 2 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 3 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 4 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 10 47.1300 52.1309 47.1300 52.1309 DATA FOR ALL PIPES; SUBSEQUENTLY INLET AND OUTLET ================================================= PIPE NO 1 MEDIUM | TYPE | GASMIX | MASS-FLOW [kg/s] MOLE-FLOW [kmol/s] 277.78 9.6271 | 2 GASMIX | 277.78 9.6271 | 3 GASMIX | 283.11 9.9365 | 4 GASMIX | 283.11 9.9365 | 10 GASMIX | 5.3297 0.29103 | VOL-FLOW | [m3/s] | PRESSURE TEMPERATURE [bar] ENTHALPY [°C] [kJ/kg] ENTROPY [kJ/kgK] 238.65 | 1.0000 25.00 -88.75 6.9035 238.65 | 1.0000 25.00 -88.75 6.9035 35.844 | 16.000 443.35 346.51 7.0120 35.844 | 16.000 443.35 346.51 7.0120 73.791 | 16.000 1155.99 256.78 8.0024 73.791 | 16.000 1155.99 256.78 8.0024 682.41 | 1.0000 552.87 -480.49 8.1441 682.41 | 1.0000 552.87 -480.49 8.1441 0.44333 | 16.000 20.00 -4419.89 9.4133 0.44333 | 16.000 20.00 -4419.89 9.4133 QUALITY [%-VAPOUR] ROTATING EQUIPMENT ================== NO APPARATUS 5 Turbine 3 Compressor TYPE ISENTROPIC MECHANICAL EXHAUST EFF. [%] EFF. [%] LOSSES [kJ/kg] 3 87.00 input 95.00 input 29 83.00 input 100.00 fixed MOTORS AND GENERATORS ===================== NO 1 APPARATUS GENERATOR January 26, 2010 14:59:45 TYPE MECHANICAL ELECTRICAL EFF. [%] EFF. [%] BOTH [%] 95.00 input Page 5 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui ========================================== = = = APPARATUSES IN OFF-DESIGN MODE = = = ========================================== NO TURBINES, COMPRESSORS OR HEAT EXCHANGERS PRESENT IN OFF-DESIGN MODE ====================================================================== ====================================== = = = APPARATUSES IN DESIGN MODE = = = ====================================== DESIGN DATA FOR TURBINES ======================== TURBINE NR. 5 =============== NUMBER OF CONNECTED PIPES = INLET VOLUME-FLOW = PIPE PRESSURE NR 2 73.7913 m3/s [bar] SPEC.VOLUME TURBINE MASSFLOW [m3/kg] [kg/s] 4 1.0000 2.41042 283.1097 OUTLET 3 16.0000 0.26065 283.1097 INLET DESIGN DATA FOR COMPRESSORS =========================== NUMBER OF APPARATUS 3 VOLUME FLOW [m3/s] 238.65 January 26, 2010 14:59:45 ISENTROPIC EFFICIENCY 0.83 PRESSURE RATIO 16.00 Page 6 of 7 Cycle-Tempo 5.0 (Build 481) January 26, 2010 14:59:45 f:\henrique250110\pessoal\iniciação científica\gás na entressafra\cycle tempo\ciclo 3 - cc_gn_ib\cc_gn_turbina.gui Page 7 of 7