João Alberto Venegas Requena Ana Laura Essado de Figueiredo e Santos 1 COLEÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA V&M DO BRASIL DIMENSIONAMENTO DE LIGAÇÕES EM BARRAS TUBULARES DE ESTRUTURAS METÁLICAS PLANAS 1° Edição Campinas 2007 1 R299d Requena, João Alberto Venegas, Santos, Ana Laura Essado de Figueiredo e Dimensionamento de ligações em barras tubulares de estruturas metálicas planas / João Alberto Venegas Requena, Ana Laura Essado de Figueiredo e Santos.Campinas, SP: 2007. 44p. (Coleção técnico-científica V&M do BRASIL, 1) Disponível: www.vmtubes.com.br Bibliografia ISBN: 978-85-907533-0-8 1. Estruturas metálicas 2. Ligações metálicas 3. Desenho (Engenharia) – Dimensionamento 4. Aço Tubular – Estruturas. I. Títulos. (Coleção) 2 Sobre os autores João Alberto Venegas Requena Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia de São Carlos da USP; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Escola de Engenharia de São Carlos da USP e Doutor em Engenharia de Estruturas pela Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Ana Laura Essado de Figueiredo e Santos Engenheira Civil pela Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira da UNESP; Mestre em Engenharia de Estruturas pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, sob a orientação do Prof. Dr. João Alberto Venegas Requena. Sobre os editores João Alberto Venegas Requena Professor Livre Docente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP Arlene Maria Sarmanho Freitas Professora Adjunto da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto Afonso Henrique Mascarenhas Araújo Engenheiro da Vallourec & Mannesmann do BRASIL S.A. Colaboração Engenheiro Rogério Mitsuo dos Santos Direção de Arte Michelle Cristine Roberto, Designer. Revisão Edmilson Roberto, Jornalista Mtb 20.592 Daniela Grintaci Vasconcellos Minchillo, Engenheira. Nádia Cazarim da Silva Forti, Engenheira. Rodrigo Cuberos Vieira, Engenheiro. 3 Índice 5 Apresentação Capítulo 1 Ligações Tubulares de Treliça 1.1 Ligação de tubos através de chapas 6 7 1.1.1 Chapas soldadas atravessando o tubo 8 1.1.2 Chapas soldadas no topo do tubo 9 1.2 Ligação soldada entre tubos tipo “K” 10 1.2.1 Ligações “K” afastadas 11 1.2.2 Ligações “k” sobrepostas 14 1.3 Exemplos Numéricos 1.3.1 Exemplo 1 Verificação da resistência de uma ligação “K” afastada 16 17 1.3.2 Exemplo 2 Verificação da resistência de uma ligação “K” sobreposta 18 1.3.3 Exemplo 3 Dimensionamento utilizando chapa de ligação atravessando o tubo principal 19 2.1 Flanges circulares 21 22 2.2 Flanges retangulares e quadrados 24 2.2.1 Flanges parafusados nos quatro lados do tubo 24 2.2.2 Flanges parafusados em dois lados do tubo 26 2.3 Exemplos Numéricos 27 Capítulo 2 Ligações Tubulares de Flange 2.3.1 Exemplo 1 Flange circular 27 2.3.2 Exemplo 2 Flange parafusado nos quatro lados 28 3.1 Bases Flexíveis 31 33 3.2 Bases Rígidas 35 3.2.1 Placa de base totalmente comprimida 3.2.2 Placa de base parcialmente comprimida 36 37 3.3 Exemplos Numéricos 38 3.3.1 Exemplo 1 Dimensionamento de placa de base: regime elástico 38 3.3.2 Exemplo 2 Dimensionamento de placa de base: regime plástico 39 Capítulo 3 Ligações Tubulares de Base Referências Bibliográficas 4 41 Apresentação Esta publicação foi criada para suprir a necessidade brasileira de obter informações técnicas sobre o dimensionamento de ligações de barras de aço com perfis laminados tubulares, no âmbito da engenharia de estruturas. Esta necessidade foi criada, recentemente, em função do crescimento da utilização dos perfis tubulares nas estruturas de aço no Brasil, e da ausência de especificações e normas específicas nacionais que abordem este assunto. Neste texto são apresentados estudos sobre o dimensionamento de ligações de barras tubulares de estruturas metálicas planas. Estes estudos foram baseados em ampla revisão bibliográfica sobre o comportamento das ligações e seus respectivos detalhes construtivos, com a finalidade de desenvolver um material didático contribuindo para o meio técnico e acadêmico. Todos os procedimentos de cálculo foram desenvolvidos com base nas normas e especificações, como: AISC - Hollow Structural Sections (Connections Manual), AISC - LRFD (Load and Resistance Factor Design), Eurocode 3 e CIDECT. A NBR 8800 (Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios) também foi utilizada para especificações de chapas, parafusos e soldas. Para facilitar à compreensão deste material didático, as ligações foram separadas em três capítulos. O primeiro capítulo aborda o comportamento e o dimensionamento de ligações entre barras tubulares de treliças planas. O segundo capítulo aborda o comportamento e o dimensionamento de ligações de barras tubulares através de flanges. O terceiro e último capítulo aborda o comportamento e o dimensionamento de ligações de barras tubulares através de placas de base. Em todos os capítulos são apresentados exemplos numéricos ilustrando todos os procedimentos apresentados. Finalmente, este trabalho só foi possível graças a colaboração e parceria entre a UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo), a UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto (Escola de Minas) e da empresa V&M do BRASIL S.A. Foi desenvolvido um software de ligações e está à disposição gratuita em: www.fec.unicamp.br/~estruturastubulares/softwares 5 CAPÍTULO 1 LIGAÇÕES TUBULARES DE TRELIÇA 6 Em treliças planas ou espaciais o objetivo básico da ao redor do perímetro da diagonal (tração ou ligação na extremidade de uma barra é desenvolver compressão); a resistência à tração ou à compressão necessária sem enfraquecer a barra a qual é ligada. Por muitos • Tipo C: Ruptura por tração da diagonal ou ruptura da solda; anos este objetivo foi atingido por barras tubulares • Tipo D: Flambagem local da diagonal; soldadas, utilizadas na montagem de aeronaves • Tipo E: Escoamento por cisalhamento no tubo e torres leves. Em muitas destas condições os diâmetros dos tubos eram pequenos e as paredes relativamente finas, não havia muitas diferenças entre os diâmetros das barras que compunham uma ligação. do banzo na região de espaçamento; • Tipo F: Flambagem local da parede do banzo sob o montante comprimido; • Tipo G: Amassamento da parede do banzo próximo à diagonal tracionada. Como premissa, as ligações abordadas neste trabalho aplicam-se às treliças planas com barras de seções tubulares circulares, quadradas Os tipos de rupturas são ilustrados na figura 1.1. ou retangulares, sob carregamentos predominantemente estáticos, com barras submetidas a esforços axiais e ligações soldadas. Para as ligações concebidas por Tipo A Tipo B Vista Lateral tipo A Tipo D meio de chapas de ligação considerou-se somente as barras tubulares com seções circulares. Problemas de flexão na parede surgem principalmente quando um ou mais tubos de pequeno diâmetro são soldados na sua extremidade a um tubo maior e quando a razão entre as espessuras das paredes e o diâmetro do tubo maior é relativamente pequena. Dependendo do tipo de ligação, das condições de carregamento e dos vários parâmetros geométricos Tipo C Tipo F diferentes estados limites, ou tipos de ruptura, podem ocorrer, nos perfis: circulares - Tipo A e Tipo B quadrados e retangulares - Todos os tipos. Tipo E Seção Transversal Tipo F • Tipo A: Plastificação da parede do banzo (uma das diagonais empurra a face do tubo do banzo enquanto a outra puxa); • Tipo B: Ruptura por punção na face do banzo Tipo G Figura 1.1 - Tipos de ruptura em ligações “K”. 7 1.1 Ligação de tubos através de chapas amenizar as tensões causadas pela descarga das As seções tubulares são utilizadas freqüentemente forças através da chapa de ligação no topo do tubo. para resistir a esforços axiais, tais como em As chapas de ligação devem ser fixadas por solda na contraventamentos. Uma maneira fácil e econômica barra do banzo em dois locais, conforme mostrado de se fazer as ligações de treliça é fazer um corte na figura 1.3 na face superior e inferior do banzo. longitudinal no tubo e inserir uma chapa de ligação. Na seqüência serão demonstrados os procedimentos Esta então, será soldada ao tubo por meio de soldas de dimensionamento utilizados para chapas de de filete nas laterais do mesmo, figura 1.2. ligação que atravessam o banzo longitudinalmente. a) Tubo cortado e chapa de ligação Figura 1.3 - Fixação da chapa de ligação atravessando o banzo da treliça. • Espessura da chapa de ligação b) Montagem do tubo com a chapa de ligação A espessura da chapa de ligação será dada como Figura 1.2 - Ligação do tubo com a chapa. a média entre as espessuras do tubo da barra principal e dos tubos das barras secundárias. A O uso das chapas de ligação tem se dado por pelo espessura mínima para a chapa deverá ser de menos duas razões: a primeira por possibilitar um comprimento adicional de solda de filete no tubo, pois como a maioria dos tubos não é muito delgada, é mais fácil usar soldas de filete do que tentar fazer uma solda com 100% de penetração; e a segunda por • Dimensionamento das soldas que unem as diagonais à chapa permitir que sejam cortadas barras menores e que a A solda neste caso será de filete com dimensão chapa de ligação suporte toda a carga proveniente nominal mínima “hs”. Conforme NBR 8800. Assim é destas barras, descarregando na barra principal, ou necessário que se defina apenas o comprimento “Cs” seja, no banzo. de solda: 1.1 1.1.1 Chapas soldadas atravessando o tubo Este tipo de chapa é utilizado com o intuito de se 8 sendo, 1.2 1.1.2 Chapas soldadas no topo do tubo Um outro método utilizado para unir várias barras Tabela 1.1 - Resistência de cálculo e ângulo da seção de cisalhamento “αs”. tubulares em uma ligação de treliça consiste em soldar as barras secundárias a uma chapa, que por sua vez será soldada no topo da barra principal, figura 1.4. Além disso, a chapa de ligação também fornece uma rigidez adicional ao tubo nas imediações da ligação. Entretanto, estas chapas tendem a causar uma distribuição de tensões sem simetria no tubo principal, ou seja, no banzo, com tensões altas Onde: atuando na linha da chapa, como mostra a figura f y – Tensão de escoamento da chapa ou do tubo 1.4. (MPa), adotar o menor deles; f w – Resistência mínima à tração do metal da solda (MPa); C s – Comprimento efetivo do filete de solda (mm), • Dimensionamento das soldas que unem o banzo à chapa A força a ser considerada neste ponto deve ser a resultante de todas as forças envolvidas na ligação. Analogamente à figura 1.3, tem-se: 1.3 Figura 1.4 - Tensões causadas pela chapa de topo na parede do tubo. Na seqüência é mostrado o procedimento de cálculo sendo, 1.4 utilizado para a ligação da figura 1.4. O cálculo do momento “Mh” aplicado no tubo é dado por: Tabela 1.2 - Resistência de cálculo e ângulo da seção de cisalhamento “αs”. 1.5 e também, 1.6 Esse momento “Mh” determinado pela equação 1.5 ou 1.6, pode provocar um amassamento na parede do banzo. Portanto, deve-se verificar se o tubo resiste a esse momento sem que ocorra o referido 9 amassamento. A maioria das treliças compostas por barras tubulares Essa verificação é feita da seguinte maneira: possui uma barra comprimida e outra tracionada soldada no banzo como mostra a figura 1.6. Este arranjo é conhecido como ligação “K”. Figura 1.5 - Detalhe da ligação com chapa de topo 1.7 Onde: “fy0” é a tensão de escoamento do tubo do banzo, e “kp” conforme equações 1.23 a 1.25. Também devem ser verificados a chapa e o tubo do banzo com relação aos esforços provenientes da ligação: 1.8 Figura 1.6 - Arranjos da ligação “K”. 1.9 As ligações soldadas tipo “K” dividem-se em duas Sendo que “fych” corresponde à tensão de escoamento categorias. Uma em que as barras secundárias da chapa de ligação. são fixadas na barra principal, permitindo uma O dimensionamento da chapa de ligação segue o excentricidade dos eixos considerada positiva, isto mesmo do item anterior, diferindo apenas o numero é, dado pelo afastamento das barras conforme de cordões de solda entre o banzo e a chapa que figura 1.6(a). A outra é aquela em que uma das passa de quatro para dois. barras secundárias sobrepõe parcialmente ou completamente a outra na junção dos eixos do 10 1.2 Ligação soldada entre tubos tipo “K” nó, ocasionando desta forma uma excentricidade Geralmente os nós da treliça são considerados negativa, mostrada na figura 1.6(b). rotulados, e as barras são dimensionadas para Nesta parte do trabalho, será apresentado um grande suportar somente forças axiais, contudo a rigidez número de equações, para a determinação das proveniente introduz resistências das ligações baseadas no Método dos momentos fletores ao longo do banzo, fazendo com Estados Limites. É importante observar que todas que este deva ser dimensionado para resistir aos as expressões são para determinar as resistências, esforços axiais e momentos fletores. cujos coeficientes de segurança já estão inclusos das barras secundárias nas formulações explicitamente ou indiretamente. Os procedimentos listados a seguir estão divididos Portanto, não devem ser adicionados coeficientes de segundo o tipo de seção e estão devidamente minoração das resistências . ilustrados. O valor da excentricidade é positivo quando os eixos das barras secundárias interceptam a barra principal 1.2.1.1 Ligação com barras de seções circulares abaixo do seu centro de gravidade. A excentricidade O procedimento de dimensionamento mostrado é negativa quando a interseção localiza-se acima a seguir determina a resistência da ligação “K” do centro de gravidade da barra principal. A afastada, com barras de seções circulares carregadas excentricidade e a distância “x” entre as barras estão axialmente, como mostra a figura 1.7. inter-relacionadas da seguinte forma: 1.10 1.11 Figura 1.7 - Ligação “K” com afastamento e banzo Conforme figura 1.6 tem-se x=g quando houver com seção tubular. afastamento das barras e x=-q quando houver sobreposição, e para barras circulares hi =di . Estudos experimentais sugerem que a excentricidade deva respeitar o seguinte limite: Nos procedimentos de dimensionamento a ligação deverá, primeiramente, respeitar os parâmetros de conexão descritos abaixo: 1.12 • Verificação dos parâmetros de conexão 1.13 Onde hi e di, conforme figura 1.8 1.2.1 Ligações “K” afastadas Estudos dos tipos experimentações, de ruptura, mostram que baseados o critério 1.14 em de 1.15 dimensionamento mais utilizado para as ligações “k” afastadas é o estado limite referente ao tipo A, 1.16 ruptura por plastificação da face do banzo. Desta forma as seções serão verificadas segundo este critério. Para seções quadradas ou retangulares a ligação também será verificada segundo os tipos C, Para o afastamento: 1.17 D e E. 11 No que se refere ao ângulo das diagonais recomendase: 1.28 1.18 • Verificação quanto a plastificação da parede do 1.2.1.2 Ligação com a barra principal de seção banzo 1.19 quadrada ou retangular O procedimento de dimensionamento mostrado a seguir determina a resistência da ligação “K” 1.20 afastada, com a barra principal de seção quadrada ou retangular e as barras secundárias de seções onde: circulares, quadradas ou retangulares carregadas 1.21 axialmente, como mostra a figura 1.8. Para este tipo de união, diferentemente da ligação 1.22 com seção circular, a ligação será verificada segundo os critérios de rupturas dos tipos A, B, C e E. Desta Se o banzo for tracionado: 1.23 maneira, as resistências das barras secundárias serão determinadas através do menor valor obtido nessas verificações. Se o banzo for comprimido: 1.24 para 1.25 1.26 Figura 1.8 - Ligação “K” com afastamento e banzo com seção retangular. • Verificação quanto à ruptura por punção na face do banzo deverá, primeiramente, respeitar os parâmetros de Esta verificação é feita sob a seguinte condição: conexão descritos abaixo, para que se possa fazer 1.27 Obs: N0p, Sd e M0,Sd Entraram com sinais negativos em (1.25). 12 Nos procedimentos de dimensionamento a ligação as verificações necessárias. • Verificação dos parâmetros de conexão 1.29 1.30 Caso a equação (1.42) não for satisfeita a ligação deverá ser calculada como duas ligações “Y” ou “T” 1.31 separadamente. No que se refere ao ângulo das diagonais recomenda- Para as barras tracionadas: 1.32 Para as barras comprimidas 1.33 1.34 se: 1.44 • Verificação quanto a plastificação da parede do banzo Para banzo quadrado: β ≤ 1,0 1.45 Para as barras secundárias circulares: 1.35 onde, 1.46 1.36 1.47 Para as barras comprimidas circulares: 1.37 Caso as barras secundárias sejam circulares, β será calculado pela equação (1.22) substituindo d0 por Para os banzos: 1.38 b0. Se o banzo for tracionado: 1.48 Para os banzos com seção quadrada: 1.39 Se o banzo for comprimido: 1.49 1.40 para Para o afastamento: 1.50 1.41 Obs: N0p, Sd e M0,Sd com sinais negativos. 1.42 • Verificação quanto ao escoamento por cisalhamento 1.43 do banzo Tem-se que para barras secundárias quadradas ou retangulares: 13 1.51 Obs 1 :Caso as barras secundárias forem circulares, as resistências deverão ser multiplicadas por e para barras secundárias circulares: ,e os termos “bi” e “hi” deverão ser substituídos pelo 1.52 diâmetro “di”. 1.53 1.2.2 Ligações “K” sobrepostas Os critérios de verificação da resistência da ligação para este arranjo diferem apenas para banzos com assim seção quadrada ou retangular; para banzos de seção 1.54 circular as verificações são as mesmas do arranjo da ligação “K” afastada, exceto a verificação à ruptura e também por punção na face do banzo. 1.55 1.2.2.1 Ligação com barras de seções circulares O procedimento de dimensionamento mostrado onde a seguir determina a resistência da ligação “K” 1.56 sobreposta, com barras de seções circulares carregadas axialmente, como mostra a figura 1.9. • Verificação quanto à ruptura por tração da diagonal 1.57 onde 1.58 • Verificação quanto à ruptura por punção na face do Figura 1.9 - Ligação “K” com sobreposição e banzo com seção tubular. banzo Esta verificação é feita sob a seguinte condição: 1.59 1.60 onde 1.61 Nos procedimentos de dimensionamento a ligação deverá, primeiramente, respeitar os parâmetros de conexão descritos abaixo: • Verificação dos parâmetros de conexão 1.62 14 1.63 Se o banzo for tracionado: 1.75 1.64 Se o banzo for comprimido: 1.76 1.65 1.66 para 1.77 Onde o índice “j” corresponde à barra secundária 1.78 sobreposta. A equação (1.66) só é válida para barras secundárias com a mesma tensão de escoamento. Para a sobreposição: 1.67 1.2.2.2 Ligação com a barra principal de seção onde 1.68 quadrada ou retangular O procedimento de dimensionamento mostrado a seguir determina a resistência da ligação “K” e 1.69 sobreposta, com a barra principal de seção quadrada ou retangular e as barras secundárias de seções No que se refere ao ângulo das diagonais recomenda- circulares, quadradas ou retangulares carregadas se: axialmente, como mostra a figura 1.10. 1.70 Para este tipo de união a ligação será verificada segundo o critério de ruptura do tipo C, ruptura por • Verificação quanto a plastificação da parede do tração da diagonal, sendo que as resistências das barras secundárias serão obtidas conforme o grau de banzo 1.71 sobreposição das mesmas. 1.72 onde 1.73 1.74 Figura 1.10 - Ligação “K” com sobreposição e banzo com seção retangular. 15 Nos procedimentos de dimensionamento a ligação Para a sobreposição: deverá, primeiramente, respeitar os parâmetros de 1.90 conexão descritos abaixo: sendo 1.91 • Verificação dos parâmetros de conexão 1.79 onde 1.80 1.92 1.81 No que se refere ao ângulo das diagonais recomendase: 1.82 Onde o índice “j” corresponde à barra secundária sobreposta, a equação (1.81) só é válida para barras 1.93 • Verificação quanto a ruptura das barras secundárias com a mesma tensão de escoamento. 1.94 Para as barras tracionadas: 1.83 Para as barras comprimidas: 1.84 1.95 Para os seguintes limites tem-se: para 1.96 1.85 para Para as barras secundárias circulares: 1.97 1.86 1.87 para 1.98 Para as barras comprimidas circulares: 1.88 Neste caso repetir Obs 1 . 1.3 Exemplos Numéricos Serão apresentados aqui três exemplos numéricos de Para os banzos: 1.89 ligações de barras circulares com arranjos distintos. Em todos os exemplos as barras possuem as mesmas características físicas e geométricas. 16 1.3.1 Exemplo 1 - Verificação da resistência de uma ligação “K” afastada. Neste exemplo, será analisada a resistência de uma ligação “K” afastada, conforme a figura 1.11, onde a ligação é verificada quanto à plastificação do banzo e quanto à ruptura por punção na face do banzo. onde x = g Figura 1.11 - Esquema da ligação “K” afastada. Dados do problema: - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa • Verificação quanto a plastificação da parede do banzo - Banzo: 219,1 x 10,3 mm - A0 = 6760 mm2 Para a determinação da resistência da ligação, - Diagonais: 168,3 x 5,2 mm determinamos as seguintes expressões: - N0p = -250 kN (compressão) - N0 = -1021,34 kN (compressão) - N1 = -600 kN (compressão) - N2 = 600 kN (tração) - θ1 = 50o Como o banzo é comprimido, tem-se: - θ2 = 50o - g = 25 mm • Verificação dos parâmetros de conexão A ligação deverá respeitar os parâmetros de conexão descritos a seguir: 17 Portanto a resistência da ligação à plastificação do banzo será: Figura 1.12 - Esquema da ligação “K” sobreposta. • Verificação quanto à ruptura por punção na face do banzo Esta verificação é feita sob as seguintes condições: Dados do problema: - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa - Banzo: 219,1 x 10,3 mm - Diagonais: 168,3 x 5,2 mm - N0p = -250 kN (compressão) - N0 = -1021,34 kN (compressão) - N1 = -600 kN (compressão) - N2 = 600 kN (tração) - θ1 = 50o - θ2 = 50o ∴ A resistência da ligação será: 1.3.2 Exemplo 2 - Verificação da resistência de uma ligação “K” sobreposta. Neste exemplo, será analisada a resistência de uma ligação “K” sobreposta, figura 1.12, com as mesmas características das barras diferindo apenas no posicionamento das diagonais. A ligação está submetida aos mesmos esforços que a ligação do exemplo anterior e o critério de verificação utilizado é quanto à plastificação da parede do banzo. 18 - q = 85 mm • Verificação dos parâmetros de conexão A ligação deverá respeitar os parâmetros de conexão descritos a seguir: Como as barras secundárias possuem a mesma tensão de escoamento: Portanto a resistência da ligação a plastificação do banzo será: onde x = - q ∴ A resistência da ligação será: 1.3.3 Exemplo 3 - Dimensionamento utilizando chapa • Verificação quanto a plastificação da parede do banzo de ligação atravessando o tubo principal. Neste exemplo, será analisada a resistência de uma Para a determinação da resistência da ligação, ligação de treliça, constituída por uma chapa de determinamos as seguintes expressões: ligação atravessando o tubo principal. As barras possuem as mesmas características geométricas dos exemplos anteriores e estão sob a ação dos mesmos esforços. Para esta ligação serão dimensionadas as soldas que unem as diagonais à chapa e o banzo Como o banzo é comprimido, tem-se: à chapa, e enfim serão obtidas as dimensões da chapa. Figura 1.13 - Esquema de ligação com chapa atravessando o banzo. 19 Dados do problema: Cada cordão de solda tem o seguinte comprimento : - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa - Chapa: f y = 350 MPa - Banzo: 219,1 x 10,3 mm Portanto o comprimento total de solda será dado - Diagonais: 168,3 x 5,2 mm por: - F1 (N0p) = -250 kN (compressão) - F2 (N0) = -1021,34 kN (compressão) • Dimensionamento das soldas que unem o banzo à - F3 (N1) = -600 kN (compressão) chapa - F4 (N2) = 600 kN (tração) - θ1 = 50o - θ2 = 50o Para o metal base: Definindo-se a altura da solda de filete como a altura mínima: hs = 5mm , conforme recomendações da NBR 8800 - item 7.2.6.2, Tabela 11. Para o metal solda: • Espessura da chapa de ligação Recomenda-se que a espessura da chapa de ligação seja um valor intermediário entre as espessuras dos tubos do banzo e diagonais, desta forma, pode-se adotar a espessura mínima recomendada para a chapa: • Dimensionamento diagonais à chapa Cada cordão de solda tem o seguinte comprimento : das soldas que unem as Portanto, o comprimento total de solda será dado por: Finalmente, em função dos comprimentos de solda Para o metal base: nas diagonais e no banzo é possível obter as dimensões da chapa de ligação: Para o metal solda: 20 CAPÍTULO 2 LIGAÇÕES TUBULARES DE FLANGE 21 Os flanges são formados por duas placas soldadas nervuras pode ser prevenido por um anel enrijecedor no topo dos tubos. A união entre estes tubos é adicionado em volta do tubo na extremidade da viabilizada através destas placas que por sua vez são nervura, mas tal recurso aumentaria o custo da ligadas entre si por meio de um número suficiente de ligação. parafusos, como ilustra a figura 2.1. Figura 2.1 - Flange. A simetria da ligação entre os flanges possibilita que somente metade da ligação seja utilizada no dimensionamento. A metade da ligação é muito similar ao caso da ligação tubular de base sob carga de arrancamento. Portanto o processo de cálculo para flange é também aplicável às placas de base Figura 2.2 - Flange circular. submetidas às forças de arrancamento. O método de dimensionamento para flanges 2.1 Flanges circulares circulares, que será apresentado na seqüência, Os flanges tubulares submetidos às forças de tração permite que a ação “prying” ocorra até o estado como mostra a figura 2.2, têm sido estudados limite. Sugere-se que “e1” esteja entre “1,5.D” e “2.D”. por vários pesquisadores. A importância de tais A ligação é então dimensionada baseada no estado ligações se deve, como mencionado anteriormente, limite último de escoamento da placa do flange: ao fato dos flanges permitirem a racionalização da fabricação e da montagem de uma estrutura • Escoamento da placa de flange metálica, possibilitando a subdivisão de barras A espessura necessária do flange é determinada longas, facilitando assim o transporte. por: A adição de nervuras soldadas à placa, com intuito 2.1 de reduzir a espessura necessária do flange não é 22 recomendada, visto que tais enrijecedores induzem, onde, φ = 0,9, “f y” é o limite de escoamento do aço desfavoravelmente, flexões locais nas paredes do do flange e “f 3” é o coeficiente de forma da ligação, tubo no topo das nervuras. Este movimento das que será definido adiante. 2.6 • Resistência à tração dos parafusos O número de parafusos necessários para uma ligação 2.7 de flange pode ser determinado pela equação (2.2): 2.2 2.8 2.3 2.9 Pela NBR 8800 tem-se que “φt.Rnt” é a resistência de cálculo no estado limite da ruptura da parte Para obter espessuras menores do flange, a dimensão rosqueada do parafuso, definidos nas tabelas 2.1 e “e1” deverá ser a menor possível, observando-se as 2.2 a seguir: folgas necessárias para uma chave de aperto e o Tabela 2.1 - Resistência nominal “Rnt”. mínimo requerido pela NBR 8800. Sugere-se que a distância entre a face da porca e a solda seja superior a 5mm e que as excentricidades “e1” e “e2” sejam iguais. • Resistência da solda utilizada na ligação entre o Tabela 2.2 - Coeficiente de minoração “φt”. flange e o tubo A dimensão da solda de ligação entre a barra tubular e o flange pode ser definida por: 2.10 Sendo que a área bruta “Ap” e a área efetiva “Ar” são obtidas no item 7.3.2.2 da NBR 8800, “d” é o diâmetro do parafuso e “f u” é obtido no Anexo A, Pela NBR 8800 tem-se que “αs” é o ângulo da seção item A-4 da NBR 8800. de cisalhamento e “φ.Rn” é a resistência de cálculo no Onde φ = 0,9; e o coeficiente de forma da ligação “f 3” estado limite de ruptura da solda: é definido pela seguinte equação: 2.4 Tabela 2.3 - Resistência de cálculo “φ.Rn” de soldas. ou através do gráfico do CIDECT (Utilizado no programa de computador). Para a equação (2.4) tem-se: 2.5 23 Tabela 2.4 - Resistência do metal solda. - resistência da solda de união entre o tubo e o flange. O procedimento de cálculo apresentado para flanges parafusados nos quatro lados do tubo baseia-se no dimensionamento de ligações de barras tracionadas Tabela 2.5 - Ângulo da seção de cisalhamento “αs”. do Manual do AISC-LRFD. Este procedimento não é aplicável para os casos em que os parafusos estão posicionados nos cantos da placa de flange, ou seja, nos cantos do tubo. O procedimento verifica os estados limites 1 e 2, e a Deve-se observar as limitações de espessura de solda, resistência da solda é verificada independentemente. O especificada na NBR 8800, Item 7.2.6.2, Tabela 11. O flange em questão é representado esquematicamente processo em questão depende do tubo ser soldado à pela figura 2.3 e o procedimento de cálculo é definido placa de forma que a tensão de escoamento do tubo a seguir: seja atingida. Primeiramente deve-se estimar o número e a dimensão Por fim pode-se dizer que este processo presume dos parafusos de tal forma que a resistência à tração que o flange seja contínuo, que os parafusos estejam do parafuso “φt.Rnt” seja superior à solicitação de arranjados de maneira simétrica e que a ligação tração atuante em um parafuso “Fp”. seja estaticamente carregada. Neste caso pode-se recomendar que haja no mínimo três parafusos por flange. 2.2 Flanges retangulares e quadrados Geralmente este tipo de flange é parafusado ao longo dos quatro lados do tubo, figura 2.3, contudo, a opção de se utilizar parafusos em apenas dois lados, figura 2.5, tem sido estudada desde a década de 80. 2.2.1 Flanges parafusados nos quatro lados do tubo Existem três Estados Limites para flanges parafusados ao longo dos quatro lados, são eles: Figura 2.3 - Flange com parafusos posicionados nos - ruptura por flexão do flange; quatro lados. - resistência à tração dos parafusos; 24 Com o número e as dimensões dos parafusos sendo que φ =0,9 e “f y” é o limite de escoamento do previamente estimados, determina-se a espessura aço do flange. necessária do flange. Dado “e1” e o diâmetro dos A parcela de força referente ao efeito “prying” “Qu” parafusos “d” calculam-se os parâmetros geométricos pode ser calculada a partir de “α”: “a”, “b” e “ρ”: 2.17 2.11 2.18 2.12 A carga majorada por parafuso incluindo a ação 2.13 “prying” é Tp = Fp + Qu . Nas equações acima, “tc” é a espessura necessária para suportar resistência Nas equações acima, “e2” é a distância do alinhamento do parafuso “φt.Rnt” sem considerar o efeito “prying”, do parafuso à borda do flange, é aconselhável que calculada segundo a seguinte expressão: “e2” não exceda 1,25.e1. 2.19 A seguir, calcula-se β: 2.14 A figura 2.4 apresenta um esquema das forças Sendo, para: β ≥ 1 → α’= 1,0 atuantes na placa de flange, considerando as forças “prying”. e para: β <1 → α’ = ao menor valor entre Onde “δ” é razão da área líquida da linha de parafuso à área bruta na face do tubo, “df ” é o diâmetro do furo e “ ” é o comprimento efetivo do flange relativo Figura 2.4 - Flange sob o efeito “prying”. a um parafuso, paralelo a face do tubo: 2.15 A parcela de força referente à ação “prying” poderá ser desprezada se forem satisfeitas as seguintes Desta forma a espessura necessária do flange “t f ” condições: pode ser calculada como: 2.20 2.16 Se: α’<0 → 25 Será 0 ≤ α ’≤ 1,0 → apresentado um procedimento de dimensionamento modificado para placas de flange que envolve a redefinição de vários parâmetros α’ >1,0 → utilizados para o cálculo de pendurais. Assim, a O cálculo da resistência da solda de união entre o resistência à tração do flange pode ser determinada pilar e o flange é determinado pela expressão: usando o momento plástico do flange. Para levar 2.21 em consideração a formação de rótulas plásticas no interior do flange, o comportamento da ligação Os valores de “φf.Rn” e “cos αs” possuem as mesmas foi representado por um modelo analítico mais considerações citadas no item 2.1 e “C s” corresponde complexo, no qual a distância “e2” foi ajustada para ao comprimento de solda. a distância “b”. 2.22 2.2.2 Flanges parafusados em dois lados do tubo Os flanges podem ser parafusados ao longo de dois O termo “α” tem sido usado em modelos de “prying” lados da seção tubular, conforme figura 2.5. Desta para representar a razão do momento fletor por forma a ligação torna a análise sobre o efeito “prying” unidade de largura de placa na linha dos parafusos um problema bi-dimensional, sendo que a aplicação com o momento fletor por unidade de largura de do desenvolvido placa na linha da rótula plástica. Para o caso de a partir de barras tracionadas se distancia do flanges rígidas tem-se α =0, e para o caso de flanges comportamento real da ligação. Uma razão para esta flexíveis em dupla curvatura, com rótulas plásticas incompatibilidade seria a tendência de formação de ocorrendo no alinhamento dos parafusos e na borda rótulas plásticas no flange localizadas no interior da da face do pilar, tem-se α =1,0. Por isso, o termo “α” seção do tubo como mostra a figura 2.5. fica restrito ao intervalo 0 ≤ α ≤ 1,0. tradicional modelo “prying” Desta forma é proposto o seguinte método: a) Estima-se o número, tipo e tamanho dos parafusos necessários, conhecendo a força de tração “N Sd”, permitindo-se que uma parcela de “prying” ocorra. Determina-se: 2.23 A espessura inicial do flange é determinada segundo: 2.24 Figura 2.5 - Flange com parafusos posicionados em dois lados. 26 onde A ligação entre o tubo e a placa de flange deve 2.25 garantir que o escoamento ocorra primeiramente na placa de flange. Esta condição pode ser satisfeita sendo φ=0,9 e fy o limite de escoamento do flange. dimensionando a solda para resistir a carga de tração usando somente solda paralela à linha de parafusos, b) A partir do número, tamanho e tipo de parafuso e ou seja, apenas dois cordões de solda. da espessura inicial do flange, calcula-se a razão “α” Desta forma, a altura da solda pode ser determinada necessária para o equilíbrio: como se segue: 2.26 2.31 Onde “h1” representa a face maior do pilar. c) Na seqüência calcula-se então a resistência da ligação “NRd”, que pode ser determinada expressando 2.3 Exemplos Numéricos o trabalho feito nas rótulas plásticas igual ao trabalho Serão apresentados aqui dois exemplos numéricos feito pela carga externa. distintos de ligações tubulares de flanges, sendo o 2.27 primeiro um flange circular ligando duas barras de seção circular, e o segundo um flange quadrado onde o “n” é o número de parafusos e a condição parafusado nos quatro lados do tubo ligando dois NRd ≥ NSd deverá ser respeitada. Exceto se α < 0, onde tubos de seção quadrada. deverá ser considerado α= 0. Devido ao efeito “prying”, a força axial aplicada no 2.3.1 Exemplo 1 - Flange circular parafuso “Tp” é maior do que “Fp”. sendo esta força Será apresentado aqui um exemplo numérico de indicada por: flange circular unindo duas barras circulares, como 2.28 ilustra a figura 2.6. onde 2.29 2.30 Pode-se notar que este valor de “α” não é necessariamente o mesmo que o proposto pela equação (2.26), na qual admite-se que os parafusos estejam carregados até sua resistência máxima de tração. Figura 2.6 - Esquema de flange circular. 27 Dados do problema: (Via programa) - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa - Diâmetro do tubo: 168,3 x 7,1 mm • Resistência à tração dos parafusos - Placa: f y = 350 MPa O número de parafusos necessário pode ser obtido - Parafusos ASTM A325 : f u = 825 MPa segundo: - Eletrodo E70xx: f w = 485 MPa - Esforço de cálculo: N Sd = 1080 kN • Escoamento da placa de flange Admitindo-se parafusos com diâmetro: (Via programa) Para o cálculo de “f 3” é necessário determinar os Onde “φt.Rnt” é obtido pela NBR 8800 - item 7.3.2.2 seguintes parâmetros geométricos: • Dimensionamento da solda utilizada na ligação entre o flange e o tubo Para o metal base: Para o metal solda: Portando para o valor do parâmetro “f 3”, tem-se: Portanto a altura da solda é dada por: (Via programa) 2.3.2 Exemplo 2 - Flange parafusado nos quatro A espessura necessária do flange é determinada lados por: Será apresentado aqui um exemplo numérico de dimensionamento de flange quadrado unindo duas barras de seção quadrada, mostrado na figura 2.7, 28 para o qual são obtidos o número e dimensões do Verificações e determinação dos parâmetros parafuso e a espessura da placa. necessários para o cálculo da espessura da placa de flange: A seguir, calcula-se β: Figura 2.7 - Esquema de flange quadrado parafusado Como β < 1: nos quatro lados. Dados do problema: - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa - Seção do tubo: 101,6 x 101,6 x 6,4 mm - Placa: f y = 250 MPa Assim, a espessura necessária do flange “t F” é: - Parafusos ASTM A325: f u = 825 MPa - Eletrodo E70xx: f w = 485 MPa - Esforço de cálculo: NSd = 600 kN • Dimensionamento da espessura da placa de flange Verificação da influência do efeito “prying”: Determina-se a força de 1 parafuso: Adotando os 4 parafusos com , obtém-se a resistência à tração do parafuso: 29 Para o metal solda: A parcela de força referente à ação “prying” poderá ser desprezada se satisfazer a seguinte condição: Pode ser desprezado porém se calcularmos a parcela “prying”, a carga majorada por parafuso incluindo a ação “prying” é: Finalmente a espessura da placa será: • Dimensionamento da solda utilizada na ligação entre a placa e o tubo. Para o metal base: 30 Portanto a altura da solda é dada por: CAPÍTULO 3 LIGAÇÕES TUBULARES DE BASE 31 Entende-se por “Base do Pilar” o contato entre a A base flexível mostrada na figura 3.1(a), é utilizada extremidade inferior do pilar com o elemento de em pilares submetidos à compressão centrada, apoio, geralmente um bloco de concreto, que é onde os chumbadores terão função construtiva, dado através das placas de base. Estas, por sua pois serão solicitados apenas durante a montagem, vez, têm como finalidade transmitir adequadamente desta forma, a flexibilidade atingida por eles é as solicitações atuantes nos pilares sem exceder a então desprezada no projeto. Se a carga no pilar for resistência do elemento de fundação e garantir a relativamente pequena, as dimensões necessárias da fixação da extremidade do pilar. placa de base, determinada através da capacidade No princípio básico da concepção e do de suporte do concreto, serão aproximadamente dimensionamento da placa de base é considerada a iguais ou menores do que as dimensões do próprio hipótese de que a projeção da placa atua como uma pilar. Este arranjo é chamado de placas de base com viga em balanço engastada na borda do pilar, onde pilares levemente carregados e para tais é necessária o momento fletor é considerado uniforme e igual à uma abordagem modificada de dimensionamento. pressão de contato do elemento de fundação. O segundo tipo de base ilustrado na figura 3.1(b), ou seja, a base rígida, transmite cargas axiais e momentos fletores. É também usado quando a carga axial é aplicada excentricamente ao pilar resultando em momento, e este deverá ser resistido pela base. Se o momento for relativamente pequeno em relação ao esforço axial, a ligação poderá ser dimensionada sem o uso de chumbadores, exceto aqueles necessários para manter a estabilidade durante a construção. O terceiro tipo, figura 3.1(c), trata-se da placa de base com uma carga horizontal ou cisalhante, este ocorrerá em barras rígidas. Geralmente a componente de cisalhamento é menor em relação ao atrito desenvolvido. O esforço cisalhante deve ser considerado quando o contraventamento é conectado à base do pilar. Figura 3.1 - Tipos de Placas de Base. No que se refere às bases de pilar, exceto as características 32 do subsolo, as variáveis mais As bases são classificadas de acordo com a restrição importantes que fazem parte da relação momento- ao giro em três casos: bases flexíveis, bases rígidas giro da ancoragem dos pilares são: e bases semi-rígidas, conforme ilustra a figura 3.1. - dimensões das placas de base; - dimensões, localizações e características da relação A norma brasileira NBR 8800, item 7.6.1.4, apresenta tensão-deformação dos chumbadores; uma expressão para a determinação da resistência -dimensões e relação tensão-deformação característica nominal do concreto à pressão de contato: do bloco de concreto; 3.4 -carregamento vertical. Neste texto serão analisadas apenas bases com comportamento uniforme e sem a utilização de Onde, “A b” é área carregada sob a placa de apoio; enrijecedores. “Ac” é área da superfície de concreto; “fck” resistência A área necessária da placa de base é determinada característica do concreto à compressão. A resistência primeiramente em função da pressão de contato do de cálculo é dada por φ.Rn, sendo φ = 0,7. elemento de fundação, obtida em função da reação à solicitação vinda do pilar. Antes de se abordar o 3.1 Bases Flexíveis cálculo da placa propriamente dita, é necessário que A concepção deste tipo de base, figura 3.2(a), deve se conheça a resistência do concreto à pressão de ser tal que a restrição ao giro seja a menor possível. contato. A área da base é obtida segundo a pressão A placa deverá ser dimensionada para comportar-se de contato com a superfície de concreto, portanto como uma placa rígida, podendo-se admitir que a a solicitantes pressão de contato seja uniformemente distribuída transmitidos pela base não deverá superar a ao longo da placa. Esta por sua vez, comporta- resistência do concreto, equação (3.1), uma vez que se como uma viga em balanço com carregamento o esmagamento do concreto também constitui um uniformemente distribuído assumindo a ação de um estado limite último. momento fletor em torno de uma seção crítica. A tensão resultante dos esforços 3.1 seção crítica localizada próximo às bordas do pilar e o balanço utilizado no cálculo estão mostrados nas figuras 3.2(b) e 3.3. Para base submetida apenas à compressão axial simples: 3.2 Para base submetida à compressão axial e momento fletor: 3.3 (a) Pressão de contato (b) Flexão da placa Figura 3.2 - Base Flexível: detalhe típico. 33 3.6 Também por unidade de largura, a resistência de cálculo desta seção transversal da placa, segundo regime adotado, torna-se: Figura 3.3 - Detalhamento das áreas efetivas e - Limite elástico: 3.7 projeções. Onde, “h” representa a face maior e “b” a face menor - Limite plástico: 3.8 para pilares retangulares (ou a face para pilares quadrados) e “D” representa o diâmetro para pilares onde circulares. 3.9 O tratamento de cálculo para o dimensionamento das espessuras das placas divide-se em duas abordagens, uma que assume a hipótese da placa atuar no regime elástico e outra toma como hipótese a placa trabalhando no regime plástico. O dimensionamento baseado no regime plástico sempre resulta em placas mais finas por possibilitar um aproveitamento maior Respeitando a relação MRd ≥ MSd , obtém-se a espessura da placa, igualando o máximo momento de cálculo, equação (3.6), à resistência de cálculo ao momento fletor, equações (3.7) ou (3.8) dependendo do regime adotado: da capacidade resistente da placa. A função primária da espessura da base é propiciar - Limite elástico: 3.10 resistência suficiente ao momento fletor “MSd” na projeção da placa, por meio da maior projeção “m”, entre o tubo e a borda da placa atuando como uma viga em balanço. Com o momento máximo no - Limite plástico: 3.11 engaste localizado na extremidade do pilar, obtémse a seguinte tensão na placa devido à pressão de contato: 3.5 sendo, “fy” a tensão de escoamento do aço da placa de base. Na seqüência é apresentado um procedimento básico Assumindo uma faixa, por unidade de largura, da placa em balanço, obtém-se o momento fletor: 34 de dimensionamento que vem sendo amplamente utilizado pelo meio técnico. Neste procedimento, o momento fletor máximo é obtido tomando-se uma - Limite elástico: faixa em balanço da placa, com largura unitária, cujo 3.14 comprimento é definido adiante. A pressão que atua embaixo da placa provoca um momento que permite fazer uma analogia da placa em balanço na região - Limite plástico: entre a parede do pilar e a borda da placa. 3.15 O procedimento básico segue os seguintes passos: a) Determinar a área mínima da placa de base, Para a obtenção de uma geometria otimizada da Ab = NSd /Pc . A carga do pilar “NSd” é aplicada placa de base sugere-se adotar “m”, mostrado na uniformemente à placa de base dentro de uma figura 3.3, igual para os dois lados da placa e a área efetiva. Assume-se que a fundação tenha uma relação entre as áreas do concreto e da placa é igual pressão de contato uniforme “pc” igual à resistência ou superior a 4,0. do concreto contra toda a área “A b” da placa de base; 3.2 Bases Rígidas b) Determinar as dimensões da placa “B” e “L”, Neste caso, figura 3.4, deve-se assumir uma conseqüentemente a dimensão “m” será semelhante concepção onde a restrição ao giro seja a maior para o caso do pilar retangular. A otimização da área possível, aproximando-se da hipótese assumida no seria uma placa quadrada; cálculo da estrutura, ou seja, engastamento. Com c) A dimensão “m”, constituída pela maior projeção isso além das forças normal e cortante, atua o da placa além da área efetiva adotada para resistir à momento fletor. carga aplicada, será: - pilar retangular: 3.12 - pilar circular: 3.13 d) Adotar o maior valor de “m” para calcular a espessura da placa “tb” por uma das seguintes fórmulas: Figura 3.4 - Base Rígida: detalhe típico. 35 Existem duas abordagens para o dimensionamento de bases submetidas à carga axial e momento, onde uma é baseada no comportamento elástico e a outra é baseada nas cargas de ruptura. As duas abordagens adotam as dimensões da placa e consideram a magnitude e a distribuição da pressão de contato no bloco de concreto e as tensões e forças atuantes nos chumbadores. 3.2.1 Placa de base totalmente comprimida A placa é considerada totalmente comprida quando o ponto de aplicação da força normal está contido no núcleo central da seção, ou seja “e ≤ L/6”, figura 3.5, havendo desta forma, pressão de contato ao longo de toda a placa de base. Neste caso, os chumbadores são solicitados apenas ao corte, sendo especificados Figura 3.5 – Base sob flexo-compressão: e ≤ L/6. tendo em vista apenas critérios construtivos, ditados pelo projeto. A espessura da placa deverá ser obtida Sendo “p0” a pressão mínima de contato, “p1” a por um procedimento semelhante ao da base flexível, pressão máxima e “p2” a pressão na posição do a partir das tensões de compressão no concreto. engaste da viga em balanço considerada. Como neste Será apresentado um desenvolvimento de cálculo caso a placa terá somente esforços de compressão: baseado no EUROCODE 3, onde são consideradas ligações rígidas, semi-rígidas e flexíveis entre a placa • Pressão de contato de base e o pilar. O dimensionamento também é 3.16 feito considerando a base como um balanço, onde a pressão de contato induz a um momento fletor na 3.17 placa de base. Assume-se a hipótese da placa de base atuar no regime elástico. • Balanço da borda Deste modo, para a carga excêntrica dentro do núcleo central, “e ≤ L/6”, sugere-se: Figura 3.6 - Projeção da placa em flexão. 36 3.18 • Momento resistente e Espessura da placa O momento resistente segundo o regime elástico é dado por: 3.19 Onde γM0 = 1,1 é o fator de segurança do material. A relação para o cálculo de t b é análoga ao caso da carga axial. 3.20 O momento resistente segundo o regime plástico é dado por: 3.21 Figura 3.7 - Base sob flexo-compressão: e > L/6. Para a base rígida sob flexo-compressão com Sendo Z = 1,5.W para seção retangular, φ = 0,90 e a relação para o cálculo de tb é análoga ao caso da carga axial, tem-se: 3.22 “e > L/6”, o ponto de aplicação da força normal não está contido no núcleo central da seção, surgindo assim, tração nos chumbadores, figura 3.7. Para as dimensões adotadas da placa, as variáveis desconhecidas são a força atuante nos chumbadores 3.2.2 Placa de base parcialmente comprimida “N s” e a distância da linha neutra “y”. Quando a excentricidade é grande se faz necessário Será apresentada uma abordagem simplificada para o uso dos chumbadores para resistir à componente verificar se a placa de base está submetida a uma de tração resultante do momento provocado pela compressão parcial. Utilizando uma aproximação aplicação excêntrica da força, como é mostrado na para parcela comprimida da placa, é adotada a figura 3.7. hipótese da pressão de contato ocorrer de maneira uniforme equivalente a “fcd”, figura 3.8. 37 negativo, a placa estará em quase sua totalidade comprimida, portanto a espessura da placa é obtida pela equação (3.20) ou (3.22). 3.3 Exemplos Numéricos Serão apresentados aqui dois exemplos numéricos de ligações de bases de pilar, contendo as abordagens distintas para bases elásticas e plásticas. Nos dois exemplos as barras e as placas possuem as mesmas Figura 3.8 - Representação de base parcialmente características físicas e geométricas. comprimida. A partir daí, obtém-se o valor de “y” que será utilizado para verificar se os chumbadores estarão submetidos a esforços de tração. Esta verificação é feita analisando-se o sinal de “Ns”, fornecido pela equação (3.23). O valor de “Ns” será positivo se os Figura 3.9 - Esquema Placa de Base. chumbadores forem solicitados a esforços de tração e a espessura da placa será então determinada de Dados do problema: forma análoga ao método proposto para bases - Tubo VMB 350cor: f y = 350 MPa flexíveis, adotando-se a máxima pressão de contato - Pilar: 200 x 200 x 8 mm “ppmax” uniformemente distribuída igual a “fcd”. - Placa de base VMB 350: f y = 350 MPa Para a determinação das solicitações, tem-se: - Dimensões da placa: 400 x 400 mm 3.23 - Concreto: fck = 18 MPa - NSd = 1500 kN 3.24 A partir das equações (3.23) e (3.24) temos: - MSd = 35 kN.m 3.3.1 Exemplo 1 – Dimensionamento de placa de base: 3.25 regime elástico. Um exemplo básico será apresentado contendo o dimensionamento segundo o regime elástico. Caso os chumbadores estejam sob a ação de esforços de compressão, ou seja, “N s” apresentar um valor 38 Adotando o coeficiente de segurança do concreto , tem-se: • Balanço na borda • Verificação de tração nos chumbadores A posição da linha neutra deve ser determinada para verificar se os chumbadores estão sendo tracionados ou não. • Espessura “tp” da base 3.3.2 Exemplo 2 – Dimensionamento de placa de base: regime plástico. Um exemplo básico será apresentado contendo o dimensionamento segundo o regime plástico. Adotando o coeficiente de segurança do concreto, Como “Ns” possui um valor negativo o chumbador , tem-se: não está submetido à tração, conseqüentemente a placa de base também será solicitada somente à compressão. • Pressão de contato • Verificação de tração nos chumbadores O valor da projeção é dado pela seguinte relação: A posição da linha neutra deve ser determinada para verificar se os chumbadores estão sendo tracionados ou não. 39 Como “Ns” possui um valor negativo o chumbador não está submetido à tração, conseqüentemente a placa de base também será solicitada somente à compressão. • Pressão de contato O valor da projeção é dado pela seguinte relação: • Balanço na borda • Espessura “tp” da base 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 41 1. AMERICAN INSTITUTE OF STEEL CONSTRUCTIONAISC. Hollow Structural Sections, Connections Manual, 1997. 2. AMERICAN INSTITUTE OF STEEL CONSTRUCTIONAISC. 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