UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS CENTRO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO DA INDUSTEC Alexandre Usevicius Orientador: Prof. Dr. Cláudio Reis Gonçalo São Leopoldo, julho de 2005. 2 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS CENTRO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO DA INDUSTEC Alexandre Usevicius Orientador: Prof. Dr. Cláudio Reis Gonçalo São Leopoldo, julho de 2005 SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 5 1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA ...................................................................................................... 7 1.1 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA .................................................................................................. 7 1.2 OBJETIVOS................................................................................................................................. 8 1.2.1 Objetivo Geral....................................................................................................................... 8 1.2.2 Objetivos Específicos ............................................................................................................ 8 2. DESCRIÇÃO DA EMPRESA......................................................................................................... 9 2.1 HISTÓRICO DA EMPRESA ......................................................................................................10 2.2 EVOLUÇÃO DA EMPRESA .....................................................................................................11 2.3 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA.............................................................................................12 2.4 PRODUTOS................................................................................................................................13 3. DESENVOLVIMENTO .................................................................................................................14 3.1 CICLO DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES................................................................................14 3.2 ANÁLISE DE CONCORRÊNCIA..............................................................................................15 3.3 CENÁRIOS .................................................................................................................................17 3.3.1 Cenários Econômicos...........................................................................................................17 3.3.2 Cenários Sociais...................................................................................................................18 3.3.3 Cenário Político ...................................................................................................................19 3.3.4 Cenário Tecnológico ............................................................................................................19 3.4 ANÁLISE DA INDÚSTRIA .......................................................................................................20 3.4.1 Concorrentes ........................................................................................................................20 3.4.2 Produtos Substitutos.............................................................................................................20 3.4.3 Fornecedores........................................................................................................................21 3.4.4 Compradores........................................................................................................................21 3.5 POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO......................................................................................22 3.5.1 Estratégia Competitiva.........................................................................................................22 3.5.2 Estratégia de Nível Empresarial ..........................................................................................23 3.5.3 Alternativas Estratégicas .....................................................................................................23 3.6 ANÁLISE DO AMBIENTE ........................................................................................................24 3.6.1 Análise do Ambiente Externo ...............................................................................................24 3.6.1.a Ameaças ............................................................................................................................24 3.6.1.b Oportunidades...................................................................................................................24 3.6.2 Análise do Ambiente Interno ................................................................................................25 3.6.2.a Forças ...............................................................................................................................25 3.6.2.b Fraquezas ..........................................................................................................................25 3.7 ANÁLISE ESTRATÉGICA ........................................................................................................26 3.7.1 Matriz SWOT........................................................................................................................26 3.7.2 Análise e Interpretação da Matriz SWOT ............................................................................26 3.8 ANÁLISE ESTRATÉGICA E POSICIONAMENTO.................................................................26 4 3.8.1 Matriz de Posicionamento Estratégico ................................................................................26 3.8.2 Matriz de Vantagem Competitiva.........................................................................................26 3.8.3 Matriz de Ansoff ...................................................................................................................26 3.9 DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO ......................................................................................................27 3.10 CONSTRUÇÃO DA REDAÇÃO E MISSÃO ..........................................................................27 3.11 CONSTRUÇÃO E REDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS E VALORES ...........................................27 3.12 CONSTRUÇÃO E REDAÇÃO DA VISÃO .............................................................................27 3.13 DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES PRIORITÁRIAS .................................................................28 3.13.1 Diretrizes Prioritárias........................................................................................................28 3.14 DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS.................................................................28 3.14.1 Objetivos Estratégicos........................................................................................................28 3.14.1.1 Perspectiva financeira.....................................................................................................28 3.14.1.2 Perspectiva do cliente .....................................................................................................28 3.14.1.3 Perspectiva dos processos internos.................................................................................28 3.14.1.4 Perspectiva de aprendizagem, inovação e crescimento ..................................................29 3.15 DEFINIÇÃO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO .......................................................29 3.15.1 Indicadores.........................................................................................................................29 3.16 DEFINIÇÃO DAS METAS PARA OS INDICADORES DE DESEMPENHO ........................29 3.16.1 Metas ..................................................................................................................................29 3.17 DEFINIÇÃO DOS PROJETOS E AÇÕES PRIORITÁRIOS....................................................30 3.17.1 Planos de Ação...................................................................................................................30 3.17.1.1 Perspectiva financeira.....................................................................................................30 3.17.1.2 Perspectiva do cliente .....................................................................................................30 3.17.1.3 Perspectiva dos processos internos.................................................................................30 3.17.1.4 Perspectiva de aprendizagem, inovação e crescimento ..................................................30 3.18 DESCRIÇÃO DOS DADOS COLETADOS.............................................................................30 CONCLUSÃO .....................................................................................................................................33 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................................................35 ANEXOS ..............................................................................................................................................36 ANEXO 1 – MATRIZ SWOT ...........................................................................................................37 ANEXO 2 – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DA MATRIZ SWOT ..............................................38 ANEXO 3 – MATRIZ DE POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO .................................................39 ANEXO 4 – MATRIZ DE VANTAGEM COMPETITIVA..............................................................40 ANEXO 5 – MATRIZ DE ANSOFF .................................................................................................41 ANEXO 6 – CRESCIMENTO: PROMOVER O CRESCIMENTO DA RECEITA E DE PRODUTOS E SERVIÇOS ...........................................................................................................................................42 ANEXO 7 – ATRIBUTOS DO SERVIÇO: EXCELÊNCIA EM SERVIÇOS AOS CLIENTES ....................43 ANEXO 8 – RELACIONAMENTO: INTENSIFICAR A FIDELIDADE DOS CLIENTES ...........................44 ANEXO 9 – GESTÃO OPERACIONAL: REDUZIR CUSTOS ............................................................45 ANEXO 10 – INOVAÇÃO: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .............................................................46 ANEXO 11 – CAPITAL HUMANO: GARANTIR DESENVOLVIMENTO DOS FUNCIONÁRIOS .............47 INTRODUÇÃO Século XXI, considerado por muitos como a era do conhecimento e da tecnologia, onde cada vez mais as leis de sobrevivência da natureza se mostram presentes na vida dos seres humanos. Começamos a entender e a passar adiante às novas gerações a real importância do aprimoramento contínuo, de fazer o possível e o impossível para se tornar o melhor. E com certeza, esta forma de pensamento não poderia faltar no âmbito das organizações. O cenário da economia mundial a cada dia que passa apenas comprova o legado da teoria Darwinista na qual apenas os fortes e mais adaptados ao meio sobrevivem. O fenômeno da globalização tem sido responsável por profundas e freqüentes mudanças no perfil das empresas, impondo um permanente aprendizado àqueles que se dedicam ou gostariam de iniciar neste abrangente mercado globalizado. O mercado está cada dia mais exigente por padrões de vantagens competitivas, o que obriga os fornecedores globais ao atendimento pontual de seus clientes com produtos competitivos em preço e qualidade. Assim, empresários de toda parte do mundo não poderiam ficar de braços cruzados apenas apreciando as transformações que estão ocorrendo no cenário econômico mundial sem tomar qualquer atitude em relação as suas empresas. Diante da acirrada concorrência empresarial, impulsionada pela globalização econômica, na atualidade, a empresa que almeja garantir sua sobrevivência deve primar pelo contínuo desenvolvimento de seus negócios, pois, caso contrário, poderá ser consumida em decorrência de seus adversários comerciais. Nos dias de hoje, a informação é o bem mais valioso da empresa, e como tal deve ser tratada como todo zelo que requer. Todas as decisões dentro de uma empresa são tomadas utilizando como base uma ou várias informações. Portanto, uma empresa que visa se manter no mercado em que atua ou expandir seus horizontes necessita de informações precisas e em tempo hábil para servir de fonte para tomada de decisões. 6 A Industec Indústria Metalúrgica Ltda é caracterizada como prestadora de serviço e fabricante de produtos sob encomenda. Atua nos segmentos de usinagem, forjaria, caldeiraria e estamparia, beneficiando componentes metálicos para as indústrias de Auto Peças, Implementos Agrícolas e Eletrônicos. A Industec tem como produto próprio à fabricação de sabre para moto-serra, o mesmo é fabricado utilizando-se as diversas unidades fabris da Industec. A importância deste estudo reside principalmente na análise estratégica da empresa Industec no setor metal-mecânico. Descobrir novas alternativas estratégicas, para estar na frente de seus concorrentes, saber como está a empresa, o que ela deve fazer para continuar competitiva no mercado. 7 1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA A concorrência entre as empresas se torna a cada dia um dos maiores problemas a serem enfrentados pelos empresários que pretendem manter vivas suas organizações. Num mercado cada vez mais globalizado, se torna cada vez mais difícil enfrentar os concorrentes, uma vez que ele pode tanto estar instalado ao lado da empresa como pode estar ganhando importantes fatias do mercado mesmo a quilômetros de distância. Porém, na era da informação tudo é possível, basta se manter atualizado nas mudanças e no surgimento de informações importantes para o mercado em que se atua. Pois diante de uma concorrência cada vez mais forte, a rapidez e segurança com que uma empresa utiliza informações como base para tomada de decisões pode ser o diferencial competitivo diante do mercado. Torna-se então praticamente indispensável para uma organização, possuir uma eficiente gestão estratégica competitiva, visando manter-se atualizada com o mercado e utilizando-se corretamente da informação extraída tanto externa quanto internamente como vantagem competitiva. Neste trabalho tomaremos como exemplo uma média Empresa do setor metalmecânico. A Industec atua no setor automotivo, agrícola e eletrônico. Surgiu a necessidade da empresa saber como ela está posicionada estrategicamente no setor metal-mecânico. Dessa forma apresenta-se a seguir a situação problemática, os objetivos da pesquisa. 1.1 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA 8 O setor metal-mecânico é responsável por 19% do produto industrial do Rio Grande do Sul, o que tornou o Estado um dos principais pólos metal-mecânico do país. Entre as empresas desse setor destacamos as de auto peças e de máquinas e implementos agrícolas, sendo que ambas exportam uma parcela significativa de suas produções. A questão que levanto para este trabalho é: Quais são as alternativas estratégicas consideradas a partir de 2005 ? 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral Identificar e analisar as estratégias da empresa Industec no setor metal-mecânico, que vem sendo implementadas. 1.2.2 Objetivos Específicos Identificar os cenários Identificar as estratégias adotada pela empresa. Analisar estratégias funcionais 9 2. DESCRIÇÃO DA EMPRESA Montagem Usinagem I Usinagem II Forjaria Estamparia Caldeiraria 10 2.1 HISTÓRICO DA EMPRESA A Industec Indústria Metalúrgica S.A iniciou suas atividades em 01.07.1986 na cidade de Esteio –RS, Rua Guararapes, Nº 246. Os sócios fundadores são os mesmos até o momento. A empresa surgiu como prestadora de serviços de usinagem exclusivamente para o cliente Iochpe Maxion Divisão de Máquinas Agrícolas, e logo diversificou a carteira de clientes. Em 1989 agregou-se o processo de estamparia na fábrica. Já em 1995 o processo de estamparia é transferido para a fábrica instalada na RS 118 Km 6. No ano de 1996 ocorreu a construção e inauguração do prédio de 2.000 m² para a fábrica da Usinagem 2, mantendo-se a fábrica da Usinagem 1 na Rua Guararapes. Em 1997 iniciou-se o processo da Forjaria, a implementação da ISO 9000 e a construção do prédio da nova fábrica. No ano seguinte, em 1998, ocorre a inauguração da nova fábrica com sede na RS 118 Nº 6955, com isso houve a transferência da fábrica da Usinagem 1, e neste mesmo ano a certificação da ISO 9000. Finalmente no ano 2000 é ampliado o prédio da Usinagem 1 e transferida a Estamparia e Forjaria, concentrando-se todas as atividades em um único local. A diversificação de equipamentos faz com que a Industec seja auto suficiente na fabricação e prestação de serviços em peças sob encomenda, conforme desenhos fornecidos pelos diversos clientes. Desde o ano 1999, a empresa vem empenhando-se na busca de um produto próprio, objetivando não ficar dependente apenas de prestação de serviços ou da fabricação de produtos de terceiros. E foi com esta perseverança que se iniciou no ano de 2000 a fabricação do sabre para moto serra, produto que a empresa tem total capacidade técnica e fabril para produzir o mesmo. 11 2.2 EVOLUÇÃO DA EMPRESA 1986 1990 1996 2000 2002 2005 12 2.3 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Razão Social: Industec Indústria Metalúrgica S.A Endereço: Rodovia RS 118 Km 6,5 Nº 6955 – CEP 93230-390, Telefone: (051)451-5200. Page:http:/www.industec.com.br E-mail: [email protected] Cidade: Sapucaia do Sul – RS Área Total: 16.000 m² Área Construída: 6.000 m² Capital Social: Privado Data de Fundação: 01.07.1986 Data de Registro: 08.07.1986 (Nº na Junta Comercial: 43.201.084.266) Número de Empregados: 500 13 2.4 PRODUTOS 14 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 CICLO DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES “Ampliar mercado significa ampliar produção e, conseqüentemente, aumentar o poder de barganha junto a fornecedores. Significa ratear custos fixos entre um maior número de produtos, diminuindo os custos unitários e aumentando a competitividade dos produtos e da empresa como um todo”. (ADIZES, 1993). Para vencer uma partida de tênis, é preciso fazer mais do que simplesmente rebater com eficiência uma bola sobre a rede. Para se antecipar de onde ela virá e se se posicionar de acordo. E isso requer raciocínio estratégico, criatividade e capacidade de assumir riscos. Tamanho e tempo não são causas de crescimento e envelhecimento: empresas grandes, com uma longa tradição, não são necessariamente velhas, e empresas pequenas sem tradição alguma não são necessariamente jovens. O que causa o crescimento e o envelhecimento das organizações não é nem o tamanho nem o tempo. ‘ Jovem “significa que a organização é capaz de mudar com relativa facilidade, ainda que, devido ao seu baixo nível de controle, seja relativamente imprevisível o que poderá fazer. Uma organização” velha “significa que sem comportamento é controlável, mas que ela é inflexível, com pouca propensão á mudança. Quando uma organização é ao mesmo tempo flexível e controlável, ela não é nem jovem e nem velha demais. Ela possui as vantagens da juventude e da maturidade, da flexibilidade e da controlabilidade. Esse estágio Plenitude, essa organização pode mudar sua direção e faze-lo quando desejar. Pode, em suma, controlar o que quer fazer. 15 Crescer significa a capacidade de lidar com problemas maiores e mais complexos. A função de liderança é, portanto, gerenciar a organização de tal modo que ela possa passar para o estágio seguinte e mais exigente do Ciclo de Vida. Envelhecer significa que há uma diminuição da capacidade de enfrentar problemas. Os mesmos problemas que uma organização vinha enfrentando há anos começam a parecer cada vez mais insuperáveis à medida que envelhece. A chave do sucesso gerencial não é, portanto, a eliminação de todos os problemas. Mas sim a concentração naqueles problemas pertinentes ao estágio atual da organização no Ciclo de Vida. Viver significa resolver problemas ininterruptamente. Quanto mais plena for a vida, mais complexos os problemas a serem resolvidos. O mesmo se aplica às organizações . Para gerir uma organização, é preciso resolver problemas continuamente. Uma organização só deixa de ter problemas quando deixa de sofrer mudanças. Mas isso só ocorre quando ela está morta. Resolver problemas sem que surjam outros problemas novos e mais complexos é equivalente a morrer. 3.2 ANÁLISE DE CONCORRÊNCIA “Para planejar estratégias competitivas de marketing que sejam realmente efetivas, a empresa precisa descobrir tudo o que puder a respeito dos concorrentes. Deve constantemente comparar seus produtos, preços, canais de distribuição e promoções com os mesmos itens dos concorrentes para poder identificar as áreas onde potencialmente possa ter vantagens ou desvantagens”. (KOTLER, 1998, p. 409). A Empresa precisa examinar todas as dimensões que identificam grupos estratégicos dentro do setor em que atua. Precisa conhecer a qualidade dos produtos, aspectos e mix de cada concorrente, política de preços, cobertura de distribuição, estratégia da força de vendas e programas de propaganda e promoção de vendas. E deve estudar os detalhes da 16 estratégia de planejamento e desenvolvimento, de fabricação, de compras e estratégias financeiras de cada concorrente. Em geral, as empresas informam-se das forças e fraquezas dos concorrentes através de dados secundários, de experiência pessoal e daquilo que os outros dizem. Mas podem também realizar pesquisas primárias de mercado com os clientes, fornecedores e distribuidores. Hoje, um número cada vez maior de empresas realiza benchmarking – a comparação de seus produtos e processos com os das empresas concorrentes ou empresas líderes de outros setores para encontrar meios de aprimorar sua qualidade e desempenho. O benchmarking tornou-se poderoso instrumento para aumentar a competitividade da empresa. Segundo KOTLER, 1998, identifica as etapas da análise dos concorrentes da seguinte forma: identificação dos concorrentes da empresa, determinação dos objetivos dos concorrentes, identificação das estratégias dos concorrentes, avaliação das forças e fraquezas dos concorrentes, estimativas das reações dos concorrentes e seleção dos concorrentes a atacar ou evitar. A maioria das empresas prefere ter como alvo os concorrentes fracos, pois isso requer menos recursos e menos tempo. Mas nesse processo a empresa pode ganhar pouco, e talvez devesse competir com concorrentes mais fortes a fim de aguçar sua capacidade. Além disso, mesmo concorrentes fortes tem algumas fraquezas, e obter sucesso contra eles muita vezes proporciona grandes vantagens. Um instrumento útil de avaliar as forças e fraquezas do concorrente é a análise do valor do cliente, cujo objetivo é determinar que benefícios os clientes alvo valorizam e como eles avaliam os valores relativos das várias ofertas concorrentes. Ao realizar uma análise do valor do cliente, a empresa identifica primeiro os principais atributos que os clientes valorizam e a importância que lhes dão. A chave para ganhar vantagem competitiva é analisar cada segmento de consumo e examinar como a oferta da empresa se compara a de seu principal concorrente. 17 3.3 CENÁRIOS Cenários são como sondas para o futuro. Seu valor está em sensibilizar os executivos para possibilidades que eles dificilmente perceberiam de outra forma. Cenários reduzem as chances de surpresas indesejáveis e capacitam os executivos a tomar melhores decisões. Segundo Wright et al, toda empresa existe dentro de uma complexa rede de forças ambientais.Todas as empresas são afetadas por tendências e sistemas políticos-legais, econômicos, tecnológicos e sociais. Essas forças são muito dinâmicas, suas constantes mudanças criam melhorias e oportunidades e ameaças ou restrições para os administradores estratégicos. 3.3.1 Cenários Econômicos A crise na agropecuária brasileira, agravado pela estiagem na Região Sul, pelo câmbio desfavorável às exportações e pelo baixo preço das commodities está exigindo uma nova postura frente aos mercado interno e externo. Com essa situação, os fabricantes estão adaptando-se a uma realidade de redução de custos e novas estratégias de mercado. O mundo está passando por uma profunda mudança de economias dirigidas por governos para economias dirigidas para o mercado. Política Monetária - com base na perspectiva da trajetória da inflação, Copom mantém a taxa Selic em 19,75% ao ano. Como a maioria do mercado financeiro esperava e todo o setor produtivo pedira, foi interrompido o ciclo de alta de juro que persistiu por nove meses consecutivos. Os motivos que pode ter influenciado na decisão: - Queda na inflação: os índices de inflação tem apontado desaceleração. Além disso, a expectativa do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice utilizado para estabelecer as metas, tem reduzido 18 - Desaquecimento da economia: o aumento continuado da taxa de juros já refletiu na atividade econômica. Indicadores com o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre já apontam desaquecimento. - Dólar estabilizado: o dólar chegou a reagir com alta no início da crise política, mas voltou a cair. A preocupação com um repasse cambial para os preços dos produtos fica ainda mais distante. As montadoras se capacitaram para produzir além do número elevado no final do ano passado, e o volume de vendas não gerou as previsões esperadas. Ocasionando um excesso na capacidade de produção, produzindo mais e vendendo mesmo. As colheitadeiras ficam mais gaúchas, grupo americano vai investir R$ 100 milhões na ampliação de unidade em Caxias do Sul, a decisão permitirá que os fabricantes de máquinas e implementos instalados no Rio Grande do Sul deixam de importar de São Paulo equivalente a US$ 40 milhões por ano. De janeiro a junho deste ano, o Rio Grande do Sul exportou o equivalente a US$ 4,8 bilhões em produtos. O resultado representa um crescimento de 5,8% em comparação com igual período de 2004, quando as vendas chegaram a US$ 4,5 bilhões. De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Renan Proença, as principais causas para crescimento mais baixo das exportações do Rio Grande do Sul em relação a outros Estados e ao Brasil, foram a valorização do real ante o dólar e a estiagem. 3.3.2 Cenários Sociais O processo de transformação iniciado no mundo do trabalho não atingiu a maturidade. Possivelmente, o desemprego e a exclusão social se tornarão mais aguda. Declínio no emprego formal Aumento desemprego 19 Progressiva penetração das mulheres no mercado de trabalho Preocupação com a qualidade de vida Atitudes em relação à inovação de produto, estilos de vida, carreiras e ativismo dos consumidores. 3.3.3 Cenário Político Aumento do Risco Brasil devido às denúncias de corrupção no governo, instabilidade política (CPI dos correios e CPI do mensalão). Vivemos numa era na qual a todo momento observamos condutas de agentes que extrapolam os seus limites. O quadro é compreensível, tendo em vista o pouco tempo de liberdade democrática, daí a maturidade de saber que o ambiente livre é propício a atitudes individualistas. 3.3.4 Cenário Tecnológico Estamos caminhando nas telecomunicações para a formação de uma rede mundial única. Aproximando-nos do dia em que terão capacidade de comunicar qualquer coisa a qualquer pessoa em qualquer lugar de todas as formas – Voz, dados, texto e imagem – à velocidade da luz. A medida provisória chamada MP do Bem contempla investimentos voltados a exportação e a inovação tecnológica: - Isenção de IPI na compra de máquinas e equipamentos - Prazo maior para as empresas recolherem IR, IOF e CPMF - Desoneração de investimentos novos: vale só para empresas que destinem ao menos 30% da produção ao mercado externo. As empresas deixam de pagar o PIS e a Cofins por três anos. - Incentivo a inovação tecnológica: as empresas exportadoras de serviços de software ou de tecnologia da informação podem comprar bens e serviços para investir sem pagar PIS/ Pasep e Cofins por cinco anos. Também será permitida a dedução do IR até o dobro das despesas com pesquisa e 20 desenvolvimento e o governo vai pagar até 50% da remuneração de pesquisadores em atividade de inovação tecnológica Efeito reverso na globalização no mercado europeu, empresas alemãs estão fechando, exportando equipamentos para outros mercados a baixo custo. O custo de importação de máquina estruzora é mais baixo que o custo de importação do aço que é feita. 3.4 ANÁLISE DA INDÚSTRIA Para Porter, o potencial de lucro de um setor (o retorno a longo prazo sobre o capital investido depende de cinco forças competitivas do setor. - Ameaça de novos concorrentes que ingressam no setor - Intensidade da rivalidade entre os concorrentes existentes - Ameaça de produto ou serviço substitutos - Poder de barganha dos compradores e fornecedores 3.4.1 Concorrentes A intensidade de rivalidade é extremamente alta, principalmente quando o mercado está em período de baixa, muitos concorrentes acabam queimando seus preços mesmo não tendo lucro, para poder circular o dinheiro dentro da empresa. Os ataques são incessantes, por isso temos que atender sempre bem nosso cliente para não dar nenhuma margem, entregar todos os pedidos em dia e fornecer todos os produtos com qualidade. Determinantes na rivalidade: crescimento do setor, diferenças entre produtos, custos das trocas de fornecedores, diversificação de concorrentes. 3.4.2 Produtos Substitutos A ameaça de produtos ou serviços substitutos é média, exemplo sobre a modificação de um produto do cliente, substituindo uma peça de aço para colocar uma peça 21 de plástico. Outro exemplo uma peça forjada que passa por um processo de usinagem é substituída por uma peça de aço sinterizado, eliminando o processo de usinagem. Custos da troca de fornecedor, propensão do comprador em substituir. 3.4.3 Fornecedores O poder de barganha dos fornecedores das Usinas Siderúrgicas é extremamente alto, pois os mesmos ditam a regra do jogo no mercado. Como por exemplo, no ano passado a chapa de aço subiu a preços astronômicos. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), somente esta empresa sozinha abastece em torno de 70% do mercado brasileiro. Já o poder de barganha dos fornecedores que são distribuidores é baixo, pois existem vários distribuidores que vendem a mesma matéria prima, a concorrência entre eles é extremamente acirrada para poder conquistar o cliente. Importância do volume para fornecedores, custo relativo a compras totais no setor, concentração de fornecedores e custos da troca de fornecedores e firmas no setor. 3.4.4 Compradores Poder de barganha dos compradores é extremamente alto para grandes empresas, por causa do seu volume elevado de compras, na maioria das vezes, os próprios compradores já estabelecem o seu preço objetivo de compra e baixo para pequenas empresas, pois é mais baixo por causa de seu volume de compras é menor. Alavancagem de Negociação: volume de compras, informação dos compradores, produtos substitutos e arrancada. Sensibilidade de Preços: diferenças entre produtos, identidade da marca, impacto sobre qualidade/ desempenho, lucros dos compradores e incentivos para tomadores de decisão. 22 3.5 POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO Segundo OLIVEIRA, (2001:177): “Estratégia é um conjunto de decisões formuladas com o objetivo de orientar o posicionamento da empresa no ambiente.” As estratégias da Industec são elaboradas e trabalhadas a partir das oportunidades de negócios apresentadas pelos clientes. A Direção da Empresa define os meios para assegurar, compreender e implementar os procedimentos necessários para atingir as metas planejadas, ou seja, é analisado todo o portifólio de negócios que constituem a Empresa. Através desta análise decide-se o volume de investimentos de recursos em seus negócios mais lucrativos. A Industec está descobrindo cada vez mais sua potencialidade em produzir produtos próprios. A empresa está adotando uma ação decisiva em relação ao portifólio de seus negócios, ou seja, investir apenas o suficiente para manter sua participação no mercado de prestação de serviços no nível atual e investir mais na unidade de negócios de produto próprio, aumentando sua participação no mercado, conquistando posição segura como fabricante de Sabre para Moto Serra, buscando uma imagem competitiva no mercado Nacional e Internacional. 3.5.1 Estratégia Competitiva Para PORTER (1999), a essência da formulação estratégia é lidar com a competição. Entretanto, tende-se a perceber a competição de forma muito limitada e pessimista. Muito embora ouçamos argumentações contrárias por parte de executivos, a competição intensa em um setor industrial nada tem a ver com coincidência mesmo com as adversidades da sorte. Além disso, na lista por participação de mercado, a competição não se manifesta apenas através dos demais concorrentes. Pelo contrário, a competição em setor industrial tem suas raízes em sua respectiva economia subjacente e existem forças competitivas que vão bem além do que esteja representando unicamente pelos concorrentes estabelecidos neste setor em 23 particular. Os clientes, os fornecedores, os novos entrantes em potencial e os produtos substitutos são todos competidores que podem ser mais ou menos ativos, dependendo do setor industrial. “No conceito de marketing, as empresas ganham vantagem competitiva ao planejarem ofertas que satisfaça mais as necessidades do consumidor alvo do que as ofertas dos concorrentes. Elas podem proporcionar mais valor para o cliente oferecendo preços mais baixos por serviços e produtos similares, ou oferecendo benefícios que justifiquem preços mais altos”. (KOTLER, 1998 p.409). 3.5.2 Estratégia de Nível Empresarial A reestruturação organizacional pode ser feita em áreas da empresa ou em sua totalidade. Objetivo aumentar a eficácia e a eficiência. 3.5.3 Alternativas Estratégicas Operar principalmente em um único setor pode aumentar a vulnerabilidade da empresa aos ciclos dos negócios. Além disso, se o poder de atração da empresa declina, em virtude de uma diminuição permanente da demanda de seus produtos por parte do consumidor ou de um ataque violento de concorrentes novos já existentes (no mesmo setor ou em setor substitutos) o desempenho da empresa provavelmente irá piorar. Essas desvantagens podem ser superadas pela operação em diferentes setores, pela diversificação. Estratégias de crescimento: crescimento interno, integração horizontal, diversificação horizontal relacionada, alianças estratégicas, fusões, integração vertical de empresas relacionadas e integração vertical de empresas não relacionada. 24 3.6 ANÁLISE DO AMBIENTE 3.6.1 Análise do Ambiente Externo 3.6.1.a Ameaças São situações externas, atuais ou futuras que, se não eliminadas, minimizadas ou evitadas pela empresa, podem afeta-la negativamente. - Política Econômica - Entrada de concorrentes do mercado externo - Dependência do cliente - Dependência de alguns fornecedores - Investimentos altos - Aquisição da empresa por grupo estrangeiro - Responsabilidade do recall do cliente - Concorrente no mercado interno - Integração para trás - Troca de materiais 3.6.1.b Oportunidades São situações externas, atuais ou futuras que, se adequadamente aproveitadas pela empresa, podem influenciá-la positivamente. - Implantar fundição - Novos clientes - Implantar 6 sigma - Implantar Balanced Score Card - Implantar na empresa a norma TS 16949 - Implantar programa de otimização de variáveis 25 - Investimentos em novas máquinas - Parcerias com outras empresas - Investimento em forjaria pesada - Desenvolver produto próprio 3.6.2 Análise do Ambiente Interno 3.6.2.a Forças São características da empresa, tangíveis ou não, que podem ser potencializadas para otimizar seu desempenho. - Capacidade financeira - Agilidade - Flexibilidade - Corpo técnico qualificado - Marca - Credibilidade - Capacidade técnica para exportar - Clientes de alta exigência - Facilidade de relacionamento - Atua em diversos segmentos 3.6.2.b Fraquezas São características da empresa, tangíveis ou não, que devem ser minimizadas para evitar influência negativa sobre seu desempenho. - Organização - Retrabalho - Controle de estoques - Manutenção de máquinas - Programação da produção 26 - Incapacidade de amortecer as flutuações dos clientes - Custos elevados - Comunicação interna - Dificuldade de informação das necessidades do cliente - Ausência de marketing 3.7 ANÁLISE ESTRATÉGICA 3.7.1 Matriz SWOT Anexo 1 3.7.2 Análise e Interpretação da Matriz SWOT Anexo 2 3.8 ANÁLISE ESTRATÉGICA E POSICIONAMENTO 3.8.1 Matriz de Posicionamento Estratégico Anexo 3 3.8.2 Matriz de Vantagem Competitiva Anexo 4 3.8.3 Matriz de Ansoff Anexo 5 27 3.9 DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO Soluções e serviços para nossos clientes 3.10 CONSTRUÇÃO DA REDAÇÃO E MISSÃO “A declaração da missão é uma definição do propósito da organização – o que ela deseja atingir em um ambiente maior. A definição clara da missão age como uma mão invisível guiando as pessoas dentro da organização a fim de que elas possam trabalhar no sentido de atingir os objetivos totais da organização de forma independente, mas ao mesmo tempo coletiva”. (Kotler; Armstrong, 1998, p.24). “A missão de uma empresa é a razão de ser da empresa”. (Oliveira, 2001, p. 118). “A missão é a determinação de qual é o negócio da empresa e do que ela propõe fazer para atender o mercado. Engloba a definição do que é organização, por que existe e que tipo de contribuição pode dar”.(Lãs Casas, 1993, p.38). A missão da Industec é “alcançar e manter a liderança de seus produtos e serviços com qualidade”. 3.11 CONSTRUÇÃO E REDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS E VALORES Atender os requisitos dos seus clientes com evolução contínua em seus processos Proporcionar o desenvolvimento de seus colaboradores e fornecedores Atender a expectativa de seus acionistas 3.12 CONSTRUÇÃO E REDAÇÃO DA VISÃO 28 Visão: Ser a melhor e maior prestadora de serviço da Região Sul do Brasil. 3.13 DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES PRIORITÁRIAS 3.13.1 Diretrizes Prioritárias Aumentar a receita bruta efetuando as vendas e prestação de serviço de novos produtos e clientes. Aumentar o grau de satisfação dos clientes. 3.14 DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS 3.14.1 Objetivos Estratégicos 3.14.1.1 Perspectiva financeira Promover o crescimento da receita de produtos e serviços 3.14.1.2 Perspectiva do cliente Atributos do serviço: Excelência em serviços aos clientes Relacionamento: Intensificar a fidelidade dos clientes 3.14.1.3 Perspectiva dos processos internos Gestão operacional: redução de custos Inovação: Planejamento Estratégico 29 3.14.1.4 Perspectiva de aprendizagem, inovação e crescimento Garantir o desenvolvimento dos funcionários 3.15 DEFINIÇÃO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO 3.15.1 Indicadores Receita bruta Margem de contribuição Grau de satisfação do cliente Orçamentos realizados X Orçamentos fechados Projetos de redução de custos Percentual do planejamento estratégico elaborado com clientes Grau de satisfação dos funcionários 3.16 DEFINIÇÃO DAS METAS PARA OS INDICADORES DE DESEMPENHO 3.16.1 Metas Crescimento de 10% ano da Receita Bruta Aumentar 10% ao ano os Orçamentos orçados X Orçamentos fechados Atingir o grau de satisfação do cliente em 95% até 2010 Duplicação das reduções de custo até 2007 Atingir 100% do cronograma do Planejamento Estratégico elaborado com os clientes Cumprir em 100% o cronograma Desenvolvimento dos Funcionários 30 3.17 DEFINIÇÃO DOS PROJETOS E AÇÕES PRIORITÁRIOS 3.17.1 Planos de Ação 3.17.1.1 Perspectiva financeira Crescimento: Promover o crescimento da receita – Anexo 6 3.17.1.2 Perspectiva do cliente Relacionamento: Intensificar a fidelidade dos clientes – Anexo 7 Atributos do serviço: Excelência em serviços aos clientes – Anexo 8 3.17.1.3 Perspectiva dos processos internos Gestão Operacional: Redução de custos – Anexo 9 Inovação: Planejamento estratégico com os clientes – Anexo 10 3.17.1.4 Perspectiva de aprendizagem, inovação e crescimento Capital Humano: Garantir desenvolvimento dos funcionários – Anexo 11 3.18 DESCRIÇÃO DOS DADOS COLETADOS Serão apresentados neste momento os dados coletados da entrevista com o Diretor da empresa Industec. Sobre sua experiência profissional, o entrevistado relatou que o fato considerado mais importante ocorreu quando trabalhou durante 10 anos na Massey Fergusson 31 em Canoas, (empresa fabricante de tratores e colheitadeiras). Onde trabalhou em diversos setores como produção, administrativo e compras, sendo que nesta última área teve oportunidade de visitar outras empresas, observando dentro dessas empresas aspectos positivos e negativos, e observando ainda, porque determinadas empresas prosperam e outras não. O que ajudou na sua carreira profissional foi principalmente a sua observação, coragem de enfrentar novos desafios e ser empreendedor. O entrevistado relatou que trabalha na empresa há 10 anos quando houve a transferência da fábrica de motores da então Iochpe Maxion de São Paulo divisão de São Bernardo do Campo para Canoas. Essa transferência ocorreu da seguinte forma: a linha de montagem com mais a linha de bielas e alguns outros componentes vieram para dentro da própria planta da Iochpe Maxion de Canoas e outras células foram terceirizadas com fornecedores externos como a Tupy o próprio cabeçote, a Industec com outras células num total de 120 máquinas e algumas outras células para a empresa Jan e mais uma parte para divisão da Iochpe Maxion em Minas Gerais que posteriormente nós acabamos trazendo aqui para a Industec também. O diretor relata que veio como sócio apenas nessa divisão da Industec, o que posteriormente passou a participar da sociedade na empresa como um todo. Os diretores tiveram o privilégio da empresa vir crescendo com números muito acima do IGPM em faturamento e usando as suas experiências anteriores em terceirizações e aproveitando a oportunidade que até então inesxistia no mercado, fez com que a Industec chegar onde chegou, hoje uma empresa com 500 funcionários que fornecem muito forte para a linha agrícola, tratores e colheitadeiras e a linha automotiva no que diz respeito a sistemas para caminhões e camionetes utilizando os diversos processos de estamparia, usinagem forjaria, pintura, caldeiraria e montagem de pequenos conjuntos. O que faz a Industec diferente atualmente no mercado é fornecer como sendo prestadora de serviço, ela não tem um produto, um projeto de um produto próprio, ela tem para oferecer umas variações. Peças estampadas e conjuntos soldados e pintura, peças usinadas e conjuntos montados, peças forjadas e usinadas, então isso cada vez nossos clientes estão buscando esse tipo de serviço, eles terem muito menos envolvimento logístico desses materiais, então o que se faz como isso, compra a matéria prima se usina, estampa, solda, pinta, muitas vezes monta subconjuntos e entrega para o cliente, então é um atrativo muito grande principalmente no que diz respeito ao mercado agrícola que se caracteriza por uma 32 gama sempre muito grande de itens sempre diferentes e de volumes pequenos considerados se comparando ao automobilístico então, isso para esses clientes é uma boa oferta, é um diferencial que a empresa pode oferecer é naquilo onde somos especializados, fabricar peças com pequenos volumes inclusive que muitos concorrentes não querem fazer. O que fará da Industec ser diferente para o futuro é se especializar ainda mais nisso, sermos melhores e com isso fornecer no geral peças com conjuntos montados, soldados e pintados com volumes médios e pequenos, com preços realmente competitivos e com qualidade acima que o cliente espera e dentro daqueles prazos que espera receber, porque nossos clientes estão cada vez mais trabalhando com estoques interno menores e aproximando mais a sua forma de controlar seus estoques transferindo mais responsabilidades com seus fornecedores. O diretor salienta ainda, que conversando com alguns dos nossos clientes, percebemos o que importa para nosso cliente são lotes menores entregue em prazos muito curtos e principalmente com custo mais baixo possível, a pressão em cima de custos de preços de venda é muito grande, cada vez mais nossos clientes estão indo nos detalhes para nós apertarmos e espremer com relação a isso e nos obriga mais a gerenciar melhor nossos recursos. Agora no final do ano, estamos buscando a certificação da TS 16949, nada mais é do que nos diferenciarmos em relação aos nossos concorrentes e uma referência daquilo que estamos fazendo dentro da empresa e como estamos gerenciando o nosso sistema da qualidade. 33 CONCLUSÃO A partir da situação problemática colocada no inicio deste trabalho onde nos colocamos a seguinte questão: Quais são as alternativas estratégicas consideradas a partir de 2005 ?; desenvolvemos este estudo. O desenvolvimento do estudo de caso proposto veio a ser o ponto alto deste trabalho, pois a partir do histórico de uma empresa e da experiência do seu diretor podemos correlacionar a teoria com a prática. Destaco ainda o meu envolvimento no desenvolvimento desta proposta, pois desde o momento que escolhi este assunto me coloquei diante de um grande desafio. Trabalho na empresa em questão desde 1996 e atualmente sou responsável pela área de compras da Industec, e pude aprofundar os meus conhecimentos diante das questões que me foram colocadas. O problema exposto no início deste trabalho teve como objetivo de identificar e analisar as alternativas estratégias da empresa. Pelo fato de ser um estudo ou processo que nunca havia sido utilizado por min na empresa, tornou-se um pouco difícil definir que rumo tomar, já que o assunto é amplo e a bibliografia bastante variada, foi preciso fazer uma filtragem do que usar e o que não usar. 34 A empresa está consciente da necessidade de dar continuidade ao trabalho realizado até o momento, pois acredita que toda esta base introdutória é o mínimo necessário para entender e entregar-se ao processo de planejamento estratégico. Realizar um estudo de alternativas estratégicas demanda realizar importantes análises da empresa, verificando se a mesma está preparada ou não. Concluímos nesta pesquisa que é perfeitamente viável esta concretização se utilizarmos a teoria para execução da prática, pois esta nos dará embasamento sólido para definir o que realmente a empresa quer para seu futuro. Por ser uma implantação de longo prazo os resultados realmente alcançados, ou até mesmo as alterações que possam vir a ocorrer não poderão ser vistos neste momento. Entende-se depois de todo o estudo realizado e das experiências práticas que planejar é fundamental para o administrador, e que as empresas independentemente do seu porte podem ser competitivas e altamente rentáveis. O propósito deste estudo na empresa Industec foi identificar as alternativas estratégicas. A consolidação deste trabalho trouxe a certeza que planejamento estratégico é uma atividade de médio e longo prazo, que exige planejamento dos recursos e sobre tudo, determinação, paciência e empenho. Desta forma, a proposta deste estudo, estabeleceu um novo enfoque no perfil da empresa e contribuiu na avaliação da potencialidade que a empresa tem para praticar o planejamento estratégico. 35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADIZES, Ichak. Os Ciclos de Vida nas Organizações: como e por que as empresas crescem e morrem e o que fazer a respeito. 2.ed..São Paulo: Pioneira, 1993. KAPLAN, Robert S; NORTON, David P. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 16.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. KAPLAN, Robert S; NORTON, David P. Mapas Estratégicos: convertendo ativos intangíveis em resultados tangíveis em Ação. 1.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2004. KOTLER, Philip, ARMOSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 7.ed. São Paulo: PHB,1998. LAS CASAS, Alexandre L. Administração de Vendas. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1993. MINTZBERG, Henry; QUINN, James Brian. O Processo da Estratégia. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. MONTGOMEY, Cynthia A, PORTER, Michael E. A Busca da Vantagem Competitiva. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebuças de. Planejamento Estratégico. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2001. PORTER, Michael E. Estratégia Competitiva. 17. ed. Rio de Janeiro: Campus,1999. WRIGHT, Peter; KROLL, Mark J; PARNELL, John. Administração Estratégica. 1.ed. São Paulo: Atlas,2001. 36 ANEXOS 37 ANEXO 1 – MATRIZ SWOT 38 ANEXO 2 – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DA MATRIZ SWOT 39 ANEXO 3 – MATRIZ DE POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO 40 ANEXO 4 – MATRIZ DE VANTAGEM COMPETITIVA 41 ANEXO 5 – MATRIZ DE ANSOFF 42 ANEXO 6 – CRESCIMENTO: Promover o Crescimento da Receita e de Produtos e Serviços 43 ANEXO 7 – ATRIBUTOS DO SERVIÇO: Excelência em Serviços aos Clientes 44 ANEXO 8 – RELACIONAMENTO: Intensificar a Fidelidade dos Clientes 45 ANEXO 9 – GESTÃO OPERACIONAL: Reduzir Custos 46 ANEXO 10 – INOVAÇÃO: Planejamento Estratégico 47 ANEXO 11 – CAPITAL HUMANO: Garantir Desenvolvimento dos Funcionários