V FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES
I CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
08 a 10 de setembro de 2011
UFS – Itabaiana/SE, Brasil
ESTUDO SOBRE O USO E O DESCARTE DO ÓLEO VEGETAL NOS RESTAURANTES DE
ITABAIANA AGRESTE SERGIPANO
José Rafael dos Santos (UFS-DFCI)1
Pablo Eduardo Costa dos Santos (UFS-DQCI)2
Márcia Cristina Rocha Paranhos (UFS-DBCI)3
1.
INTRODUÇÃO
A busca por facilidade, a complexidade do mundo de hoje, nos leva a tomar medidas
praticas e mais rápidas nas mais variadas atividades cotidianas, destacando-se a atividade
alimentícia. É crescente o consumo de óleo comestível e consequentemente sua produção,
sendo o Brasil um dos maiores produtores da atualidade. É inegável a importância dos óleos
em nossa alimentação, porém não podem ocultar os imensos danos que o descarte incorreto
deste produto pode causar ao meio ambiente.
A situação ambiental de nosso planeta tem se tornado uma das situações mais
delicadas da atualidade. Podemos contemplar na reciclagem uma parte da solução da emissão
de resíduos na natureza, pois transforma o lixo em produtos de alguma utilidade humana.
O óleo descartado no ralo da pia da cozinha, além de causar mau cheiro, aumenta
consideravelmente às dificuldades referentes ao tratamento de esgoto. Este óleo descartado
acaba chegando aos rios e até mesmo ao oceano, através das tubulações. A presença do óleo
na água é facilmente perceptível. Por ser mais leve e menos denso que a água ele flutua, não
se misturando, permanecendo na superfície. Cria-se assim uma barreira que dificulta a entrada
de luz e bloqueia a oxigenação da água. Esse fato pode comprometer a base da cadeia
alimentar aquática (fito plânctons), causando um desequilíbrio ambiental, comprometendo a
vida (PARAÍSO, 2008).
O lançamento de gordura na rede de esgoto acaba provocando a incrustação nas
paredes da tubulação e a consequente obstrução das redes, causando sérios prejuízos. Já o
descarte do óleo no solo, pode causar a sua impermeabilização, deixando-o poluído e
impróprio para uso (PARAÍSO, 2008). Também não é recomendável separar o óleo em
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Graduando de Física licenciatura pela UFS
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Graduando de Química licenciatura pela UFS
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Graduando em Ciências Biológicas pela UFS
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frascos ou garrafas PET, descartando-o na lixeira, uma vez que com esse destino final
impróprio, ocorrerá a infiltração e contaminação do lençol freático.
Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e
Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Alexandre
D'Avignon, a decomposição do óleo de cozinha emite grandes quantidades de metano na
atmosfera. Esse é um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o
aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo da pia,
acaba chegando ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com a água do mar, esse resíduo
líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. "Você acaba tendo a
decomposição e a geração de metano, através de uma ação de bactérias anaeróbicas, que
ocorrem na ausência de ar” (AMBIENTE EM FOCO, 2008).
Sabendo que existem inúmeras possibilidades de reaproveitar esse óleo, e assim
minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte de maneira inadequada optou-se
pela produção de sabão de baixo custo.
2.
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente trabalho investigou os impactos ambientais causados pelo descarte do
óleo vegetal de forma incorreta na natureza. A pesquisa foi realizada em restaurantes
pertencentes ao município de Itabaiana (SE), localizado no agreste sergipano. A metodologia
deu-se através de uma pesquisa qualitativa, realizada com os proprietários dos restaurantes.
Frente a esse problema utilizou-se como metodologia uma abordagem qualitativa, pois
segundo Neves (1996), enquanto estudos quantitativos geralmente procuram seguir com rigor
um plano previamente estabelecido (baseado em hipóteses claramente indicadas e variáveis
que são objeto de definição operacional), a pesquisa qualitativa costuma ser direcionada, ao
longo de seu desenvolvimento; além disso, não busca enumerar ou medir eventos e,
geralmente, não emprega instrumental estatístico para analise dos dados.
A comunidade pesquisada foi composta por proprietários dos restaurantes da cidade
de Itabaiana. A coleta de dados foi mediante a aplicação dos questionários, e em seguida feita
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a analise tendo como finalidade investigar os impactos ambientais causados pelo descarte do
óleo vegetal de forma desapropriada.
A principio, todos os proprietários dos restaurantes seriam entrevistados, mas apenas
5 (cinco), mostraram-se interessados em responder o questionário. O questionário aplicado
aos proprietários inicialmente tinham os dados de identificação, como: sexo, idade, endereço
comercial, tempo de funcionamento do estabelecimento, e seguindo e em seguida 7 perguntas
chaves: 1) Quantos litros (latas) de óleo são comprados mensalmente? 2) Quando o óleo não
pode ser mais utilizado, qual destino é dado ao mesmo? 3) Qual a quantidade de óleo (litros
ou latas) que são jogados fora mensalmente? 4) Você tem conhecimento sobre as implicações
causadas pelo óleo ao meio ambiente? 5) Se tivesse a oportunidade de fazer doação deste óleo
a algum tipo de cooperativa ou outra entidade que pudesse reaproveitar o óleo o que faria? 6)
Já respondeu questionários semelhantes a este em outras oportunidades? 7) Você teria
interesse em saber um pouco mais as implicações causadas pelo descarte do óleo ao meio
ambiente, ou formas de reaproveitar este óleo?
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
De acordo com as observações percebidas na pesquisa de campo e com os resultados
obtidos dos 7 questionários aplicados e respondidos por 5 proprietários de restaurantes,
constatou-se que todos vivem da renda dos restaurantes. Com o objetivo de averiguar sobre as
questões que embasam as ações dos proprietários quanto ao uso e o descarte do óleo vegetal
foi perceptível que é comprado uma grande quantidade de óleo e que mais da metade desse
óleo comprado é descartado de forma direta ou indireta no meio ambiente.
Quanto à doação desse óleo para alguma entidade que fizesse a coleta para fins de
uma melhor alternativa de reaproveitamento, afirmaram que seria possível tal doação. É
incontestável a falta de conhecimento acerca dos impactos ambientais gerados pelos rejeites
de óleo vegetal. Além disso, houve uma pequena rejeição por parte dos pesquisados em obter
informações das implicações originadas pelo óleo. Embora, alguns proprietários aceitaram
saber sobre as implicações causadas pelo óleo e em conversas pudemos explicar tais
implicações além de, sensibilizar a população pesquisada no tocante a prática educativa
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buscando a preservação ambiental, reutilizando assim o óleo vegetal e não descartando e
danificando o meio. De forma sucinta, procuramos explicar cada beneficio gerado tanto pelo
descarte de maneira correta quanto e o reaproveitamento desse óleo.
4.
CONCLUSÕES
A grande disponibilidade deste resíduo presente nos mais diversos restaurantes e
indústrias alimentícias sendo descartados incorretamente todos os dias se tornam um grave
impacto ambiental e ao mesmo tempo um grande desperdício de energia.
Este trabalho mostra que é possível minimizar tais impactos ambientais pela busca de
alternativas tecnológicas a fim de melhorar a qualidade de vida da sociedade. Com isso,
aproveitou-se o óleo vegetal para a obtenção de sabão de baixo custo, óleo esse que
geralmente é jogado na rede de esgoto levando ao entupimento e aumentando a carga de
poluentes nas estações de tratamento.
Percebemos que a educação ambiental junto aos estabelecimentos comerciais é uma
atividade de suma importância na medida em que esclarece e educa o cidadão a desfrutar
melhor dos recursos naturais disponíveis e, na sua reutilização, evitar a contaminação do
meio ambiente, transformando o resíduo em produtos para consumo próprio ou em fontes
alternativas de renda.
BIBLIOGRAFIA
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http://200.169.53.89/download/CD%20congressos/2006/CRICTE%202006/trabalhos/657644egq-17-08-22932.pdf>. Acessado em outubro de 2009.
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