XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental VI-037 - GESTÃO DE EFLUENTES DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM PORTO ALEGRE Alba Maria Ferreira La Rosa(1) Enfermeira com Pós Graduação em Administração Hospitalar, Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul/PUCRGS.1994. Enfermeira Chefe do Setor de Higienização. FOTOGRAFIA Técnico Responsável pelo Gerenciamento de Resíduos do Hospital de Clínicas de Porto NÃO Alegre. Alessandra Moschem Tolfo DISPONÍVEL Engenheira Química, PUCRGS 1996. Engenheira Química na Equipe de Controle da Poluição Hídrica e Aérea na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Luiz Olinto Monteggia Engenheiro Civil Mecânico. Doutorado em Engenharia de Meio Ambiente, Universidade de Newcastle, 1991. Desenvolve atualmente atividades de ensino e pesquisa junto ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas /UFRGS. Márcia Maria Nascimento de Almeida Engenheira Sanitarista – UFBA,1992. Engenheira Sanitarista na Equipe de Resíduos Especiais - Resíduos de Serviços de Saúde no Departamento Municipal de Limpeza Urbana. Maria da Graça da Silva Ortolan Bióloga. Com Mestrado em Microbiologia Agrícola e do Ambiente, UFRGS, Faculdade de Agronomia, 1999. Bióloga da Divisão de Pesquisa do Departamento Municipal de Águas e Esgotos de Porto Alegre. Maria Júlia Genro Bins Odontologa com especialização em Odontologia Preventiva e Social, UFRGS 1980. Desenvolve atualmente atividades na Secretaria Municipal da Saúde na Unidade de Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul e na Vigilância Sanitária – Equipe de Águas. Maria Mercedes de Almeida Bendati Bióloga, com especialização em Biogeografia e Análise Ambiental (Universität des Saarlandes, Alemanha) mestre em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolve atualmente projetos de pesquisa na área de saneamento ambiental junto à Divisão de Pesquisa, do Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre. Maria Teresa Raya Rodriguez Engenheira Química. Doutorado em Ciências, UFSCarlos, 1992. Desenvolve atividades de ensino e pesquisa no Centro de Ecologia / UFRGS. Endereço(1): Rua General Paranhos, 85/302 - Santa Cecília - Porto Alegre - RS - CEP: 90610-240 - Brasil Tel: (51) 9965-3081 - e-mail: [email protected] RESUMO Considerando-se que todo o conhecimento disponível sobre efluente líquido de hospitais está baseado em estudos realizados em outros locais, com condições sócio-econômicas, climáticas e de saneamento ambiental diferenciadas, o presente estudo procurou caracterizar os efluentes gerados em um serviço de saúde adequado a nossa realidade. Desta forma, os dados obtidos com este estudo de caso constituem-se na etapa inicial para o processo de gestão dos efluentes líquidos hospitalares, a partir do qual poderão ser desencadeadas ações efetivas de controle de lançamentos de substâncias no meio ambiente, além de auxiliar na definição das diretrizes gerais para o gerenciamento do lançamento destes efluentes na rede coletora de Porto Alegre. Embora não tenha sido possível avaliar todos os dados gerados, os resultados analisados indicam que parece haver semelhança entre os efluentes hospitalares e os domésticos, no entanto, como alguns parâmetros parecem diferenciados, é prudente considerá-lo, como uma categoria à parte. PALAVRAS-CHAVE: Efluente Hospitalar, Serviço de Saúde, Resíduos Líquidos, Gestão de Efluentes. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental INTRODUÇÃO A degradação ambiental gerada pelo descarte dos efluentes líquidos nos mananciais tem sido um dos maiores problemas das cidades brasileiras. Sabe-se que muitas vezes estes mesmos corpos receptores são as principais fontes de abastecimento de água para a população. O problema mais sério está relacionado com o descarte de dejetos humanos não tratados e substâncias tóxicas geradas por atividades industriais ou serviços de saúde, lançados diretamente nas redes de esgotamento (WARTCHOW, 1993). Embora nos últimos anos tenha aumentado a preocupação com relação à problemática dos resíduos líquidos, constata-se que a bibliografia que aborda a avaliação de efluentes e suas formas de tratamento está particularmente relacionada aos efluentes de origem doméstica e industrial (MARQUES, 1993). Portanto, ainda há pouca preocupação com os efluentes gerados pelos serviços de saúde, e em especial, os dos hospitais (MACHADO et al, 1986). Todas as atividades desenvolvidas nos serviços de saúde resultam na geração de diferentes tipos de resíduos sólidos e líquidos. O impacto que estes resíduos vão causar no meio ambiente dependem, basicamente, da forma como os mesmos são gerenciados intra e extra instituição. O principal corpo receptor da Região Metropolitana de Porto Alegre é o Lago Guaíba. Ele recebe da capital gaúcha e das demais cidades, os mais variados tipos de despejos e vem, ao longo dos anos, sofrendo uma acelerada degradação da qualidade de suas águas. Conforme informação da Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul, 61% dos hospitais de Porto Alegre lançam seus despejos “in natura” na rede coletora de esgotos da sub-bacia do Arroio Dilúvio, tendo como destino final, o Lago Guaíba. Porto Alegre possui uma geração estimada de 142.996 m3 de resíduos líquidos hospitalares por mês (BENDATI et al., 1996) que são lançados sem tratamento, diretamente no corpo receptor. Estas cargas constituem um referencial negativo do ponto de vista da saúde pública, pois grande parte destas são lançadas a montante de pontos de captação para tratamento de águas. Os últimos estudos sobre a situação dos efluentes líquidos de serviços de saúde em Porto Alegre datam de 1996, não tendo sido atualizados até o momento. A caracterização do efluente líquido de hospitais de Porto Alegre não foi ainda realizada, sendo todo o conhecimento disponível baseado em estudos realizados em outros locais, com condições sócio-econômicas, climáticas e de saneamento ambiental diferenciadas. Estes fatos demonstram a necessidade de aprofundar estudos sobre o impacto gerado pelo lançamento desses efluentes na rede coletora e no ambiente, de modo a subsidiar a ação pública dos órgãos municipais. A fim de avaliar essa situação, foi escolhida uma instituição representativa dos diversos tipos de atendimento de saúde, para servir como estudo de caso. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), entidade de assistência, ensino e pesquisa vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é um hospital geral de grande porte, sendo portanto um excelente referencial para esse estudo. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre caracteriza-se por ser um complexo odonto-médico-hospitalar com 3672 profissionais e 93.770,40 m2 de área construída, com uma circulação diária de 16 mil pessoas. Possui 725 leitos, realizando cerca de 28.514 procedimentos cirúrgicos mensais (HCPA, 1999). Apesar da grande diversidade de substâncias químicas e orgânicas manipuladas no HCPA, geradoras de inúmeros resíduos líquidos, não há critérios de manejo que orientem seu descarte. Esta situação também é observada na maioria dos estabelecimentos de saúde, cujos efeitos e potencial poluidor ainda são desconhecidos. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 2 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental MATERIAIS E MÉTODOS Foram realizados levantamentos da geração de resíduos líquidos em todas as áreas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Este levantamento foi implementado através da avaliação de relatórios de consumo, fornecidos pelo Almoxarifado Central do HCPA, e através da aplicação de questionário e visitas aos diversos setores. A partir da avaliação dos questionários, foram identificadas as Unidades Críticas. Foram assim denominadas aquelas que fazem o descarte de pelo menos uma substância tóxica, mutagênica, carcinogênica, teratogênica ou resíduo potencialmente infectante (COSENDEY,1994). Nestas Unidades foi realizado o monitoramento das rotinas, de modo a estabelecer o cronograma de amostragem dos efluentes. Baseado neste monitoramento, verificou-se que o horário de maior geração de efluentes está compreendido no horário de 8:00 e 18:00 de segunda a sexta-feira. Os pontos de vazão do esgoto cloacal foram identificados pela análise das plantas hidro-sanitárias do HCPA e pelo rastreamento das redes. Este rastreamento foi realizado com o auxílio de equipe do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) utilizando-se o corante rodamida. Os quatro pontos de coleta de efluentes considerados foram: P1- Internação Norte, CTI, Emergência, Laboratórios, Centro Obstétrico. P2- Internação Sul, Copas, parte da Produção/Nutrição, Bloco cirúrgico e Medicina Nuclear . P3- Ala Sul, Anatomia Patológica, Laboratórios e parte da Produção/Nutrição. P4- Lavanderia Nesses pontos foram realizadas as medidas de vazão e amostragens para determinação dos seguintes parâmetros: pH, condutividade, DBO (demanda bioquímica de oxigênio), DQO (demanda química de oxigênio), sólidos suspensos, nitrogênio total de Kjedahl (NTK), fósforo total, fenóis, óleos e graxas de origem vegetal ou animal e de origem mineral, bário, metais pesados (Hg, Ni, Pb, Cr, Al, Cu), surfactantes, coliformes fecais e totais, estreptococos fecais e totais, Pseudomonas sp, Salmonella sp e vibrião colérico. Simultaneamente com a coleta de amostras foi determinada a vazão utilizando-se micromolinete nos pontos P2 e P3 e vertedor triangular no ponto P1. No ponto P4, por impossibilidade técnica de instalação de equipamentos para a medir a vazão, optou-se por monitorar o consumo de água gasto na lavagem de roupas. Foi escolhida uma das máquinas com capacidade para 200 Kg de roupa e instalado um hidrômetro para medir o consumo de água utilizado no processo de lavagem. De acordo com o Setor de Processamento de Roupas do hospital, as roupas são classificadas em três tipos, de acordo com o grau de contaminação: pesada, média e leve. A pesada é aquela oriunda das áreas críticas, como o bloco cirúrgico, o centro obstétrico e as internações. A roupa média, com grau menor de contaminação, incluiu materiais como cobertores, lençóis e toalhas. A roupa leve constitui-se de guarda-pós, aventais, e demais roupas que foram apenas usadas, mas não apresentam sujeira aparente. Foram amostrados os efluentes gerados nestas categorias, em todas as etapas do ciclo de lavagem. Foi feita também uma amostra composta, representativa do efluente gerado em um ciclo completo de lavagem. As coletas foram realizadas no período de 5 de junho a 27 de junho de 2000 nos pontos P1, P2 e P3, e nos dias 17 a 28 de julho no ponto P4. Nos pontos P1, P2 e P3 as amostras foram coletadas diretamente nos poços de inspeção em cinco horários, observando-se um intervalo de duas horas entre uma coleta e outra. A composição das amostras foi realizada após a última coleta, sendo, então, encaminhadas ao Laboratório AQUALAB, responsável pelas análises microbiológicas e ao Laboratório do Centro de Ecologia da UFRGS, responsável pelas análises dos parâmetros físicos, químicos e de toxicidade. As analises de toxicidade empregando Ceriodaphnia dubia foram realizadas nos efluentes dos pontos P1,P2,P3. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório do Centro de Ecologia da UFRGS durante o período de 03/07 a 15/07 e de 31/07 a 04/08. Ao final do período de coletas as amostras foram reunidas em uma única amostra composta. Os organismos foram expostos a diferentes concentrações (3%,5%,8%,12%,19% e 30%) desta amostra composta e o método estatístico empregado foi o Dunnets Test e Fisher Exact Test. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 3 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental RESULTADOS E DISCUSSÃO Através da avaliação dos questionários e do monitoramento das rotinas dos diversos setores do HCPA foram identificadas 29 unidades críticas (Quadro 1). Esta avaliação serviu de subsídio para a determinação da forma e dos locais a serem amostrados. Quadro 1.:Unidades criticas em relação a geração de resíduos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). UNIDADES CRÍTICAS 1 Centro de Material Esterilizado 2 3 4 5 Centro Cirúrgico Centro Cirúrgico Ambulatorial Centro Obstétrico Consultórios Odontológicos 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Farmácia Semi – Industrial Hemodiálise Laboratório de Bioquímica Laboratório de Citologia Laboratório de Genética Laboratório de Imunologia Laboratório de Micro biologia Unidades de Internação Laboratório do Setor de Emergência Laboratório de Oncologia 16. Laboratório de Microcirurgia Experimental do Serviço de Otorrinolaringologia 17. Lavanderia 18. Medicina Nuclear 19. Oficinas de Instrumentos 20. Oficinas (eletrônica, marcenaria, hidráulica, gases e pintura) 21. Radiologia 22. Serviço de Hematologia 23. Serviço de Higienização 24. Serviço de Hemodinâmica 25. Serviço de Nutrição e Dietética 26. Serviço de Oncologia 27. Unidade de Anatomia Patológica 28. Unidade de Quimioterapia Ambulatorial 29. Unidade de Tratamento Intensivo Resultados das análises físico-químicas e microbiológicas Os parâmetros analisados foram comparados com os limites definidos pela Portaria n. 05/89 da Secretaria da Saúde e Meio Ambiente do RS, que dispõe sobre os critérios e padrões de efluentes líquidos para lançamento, direta ou indiretamente, em corpos receptores. Essa legislação foi adotada como referência, apesar dos efluentes do hospital serem lançados na rede pública coletora, com o objetivo de avaliar os possíveis impactos gerados por esse lançamento no ambiente. Dos 18 parâmetros físico-químicas analisados, apenas seis apresentaram valores superiores aos limites da Portaria 05/89-SSMA/RS, nos pontos de coleta P1, P2 e P3: fenóis, sólidos suspensos, nitrogênio total, óleos e graxas, DQO e DBO. Para os fenóis (Figura 1), o limite estabelecido na Portaria é 0,1 mg/L, valor este que foi ultrapassado em praticamente todas as amostragens, sendo que o valor máximo observado foi de 0,828 mg/L na Ala Sul (P2). Para o nitrogênio total, a legislação estabelece o limite de 10 mg/L. No presente estudo foi avaliada apenas a fração do nitrogênio sob a forma orgânica e amoniacal, pois trata-se de um efluente bruto, desconsiderandose por essa razão as parcelas de nitrito e nitrato. Observa-se que nos três pontos amostrais (Figura 2), os valores obtidos de NTK foram sempre superiores ao limite, tendo sido registrado o máximo de 88,5 mg/L no ponto da Ala Norte (P1). ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 4 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental Figura 1.: Concentração de fenóis nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Fenóis ALA NORTE ALA SUL ALA SUL NOVO Limite Portaria 05/89 0,9 0,8 0,7 0,6 mg /L 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 05/Jun 06/Jun 07/Jun 08/Jun 09/Jun 12/Jun 13/Jun 14/Jun 15/Jun 16/Jun 20/Jun 21/Jun 23/Jun 26/Jun 27/Jun Figura 2.:Concentração de nitrogênio total (NTK) nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Nitrogênio Total - NTK ALA NORTE ALA SUL ALA SUL NOVO Limite Portaria 05/89 100 90 80 70 mg/L 60 50 40 30 20 10 0 05/Jun 06/Jun 07/Jun 08/Jun 09/Jun 12/Jun 13/Jun 14/Jun 15/Jun 16/Jun 20/Jun 21/Jun 23/Jun 26/Jun 27/Jun ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 5 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental A presença de óleos e graxas no efluente (Figura 3) foi elevada, em relação ao limite da Portaria, que é de 40 mg/L, de óleo de origem vegetal, animal e mineral. Os pontos P2 e P3 apresentaram concentrações médias de 51,8 e 59,6 mg/L, respectivamente. O ponto P2 (Ala Sul) recolhe os despejos provenientes do setor de nutrição e dietética, cozinha e refeitório. Figura 3.:Concentração de óleos e graxas nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Ó leos e graxas ALA NORTE ALA SUL ALA SUL NOV O Limite Portaria 05/89 90 80 70 mg/L 60 50 40 30 20 10 0 05/Jun 06/Jun 07/Jun 08/Jun 09/Jun 12/Jun 13/Jun 14/Jun 15/Jun 16/Jun 20/Jun 21/Jun 23/Jun 26/Jun 27/Jun Os valores de DQO, DBO e SS estabelecido na Portaria 05/89-SSMA/RS, item 6.1.3.1, estão relacionados com a vazão de efluente lançado direta ou indiretamente em corpos d’água. No presente estudo o volume médio amostrado no período de 10 horas nos pontos P1, P2,P3 foi de 289 m3. Dessa forma o HCPA pode ser enquadrado na faixa que estabelece o valor de vazão compreendido entre 200m3/dia a 1000m3/dia. Em relação ao parâmetro DQO (Figura 4) foi observado acima dos padrões da legislação (360 mg/l),apenas no ponto P3 (Ala Sul Novo), onde sua concentração média foi de 1077 mg/L. Tal fato pode ser atribuído a predominância das atividades laboratoriais (Anatomia Patológica, Análises Clínicas, Laboratório de Genética, entre outros) e a limpeza de utensílios utilizados na preparação de alimentos, cujos despejos são descartados neste ponto. Para a DBO (Figura 5), observou-se que todos os pontos estão com valores muito próximos ou superiores ao previsto pela legislação (120 mg/L), sendo que o ponto P3 (Ala Sul Novo) registrou os valores mais elevados, tendo média de 547 mg/L, o que apresenta boa concordância com os valores de DQO medidos neste local. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 6 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental Figura 4.: Concentração de DQO nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. DQ O ALA NORTE ALA SUL ALA SUL NOVO Lim ite Portaria 05/89 1400 1200 1000 mg/L 800 600 400 200 0 05/Jun 06/Jun 07/Jun 08/Jun 09/Jun 12/Jun 13/Jun 14/Jun 15/Jun 16/Jun 20/Jun 21/Jun 23/Jun 26/Jun 27/Jun Figura 5 : Concentração de DBO nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. DBO 5 A LA NORTE A LA SUL A LA SUL NOV O Lim ite Portaria 05/89 700 600 500 m g/L 400 300 200 100 0 05/Jun 06/Jun 07/Jun 08/Jun 09/Jun 12/Jun 13/Jun 14/Jun 15/Jun 16/Jun 20/Jun 21/Jun 23/Jun 26/Jun 27/Jun ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 7 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental A fim de avaliar o potencial de biodegração do efluente, foi calculada a relação entre DQO e DBO (Tabela 1). Os valores observados situaram-se na faixa de 1,7 a 1,97 para os três pontos de coleta, o que indica um efluente com boas características para um tratamento biológico. Essa relação apresenta valores semelhantes ao encontrado para esgotos sanitários. Tabela 1.:Relação entre DQO e DBO para os três pontos de coleta no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Pontos Relação DQO/DBO P1 P2 P3 1,82 1,70 1,97 Em relação aos sólidos suspensos (Figura 6), os efluentes dos três pontos apresentaram concentrações médias variando de 196 mg/L (P1-Ala Norte) a 336 mg/L (P3- Ala Sul Novo), valor este semelhante ao registrado para esgoto sanitário (METCALF & EDDY, 1977). Estas concentrações estão acima do padrão (120 mg/l) estabelecido na Portaria 05/89 –SSMA/RS. Figura 6 : Variação de sólidos suspensos observada nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. S ó lid o s s u sp e n so s A LA NO R TE A LA S U L A LA S U L N O V O L im ite P o rtaria 0 5/8 9 6 00 5 00 m g/L 4 00 3 00 2 00 1 00 0 0 5/Ju n 0 6/Ju n 0 7/Ju n 0 8/Ju n 0 9/Ju n 1 2/Ju n 1 3/Ju n 1 4/Ju n 1 5/Ju n 1 6/Ju n 2 0/Ju n 2 1/Ju n 2 3/Ju n 2 6/Ju n 2 7/Ju n Em relação aos metais analisados, verifica-se que nenhuma das amostras, nos três pontos de coleta, ultrapassou os limites da Portaria 05/89. Entretanto, as baixas concentrações observadas podem ser atribuídas ao elevado consumo de água nas atividades realizadas no hospital, contribuindo para a diluição das amostras. Em relação a variabilidade das concentrações analisadas, ou seja, parâmetros avaliados que tiveram Coeficientes de Variação elevado à média, sendo que até 25% de CV é aceitável e acima passa a ter variabilidade ( Tabela 2). Pode-se verificar que o ponto que mostrou-se mais homogêneo em relação as variáveis medidas foi o P1 (Ala Norte), sendo que os pontos P2 (Ala Sul ) e P3 (ala Sul Novo) apresentaram maior variação nas médias. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 8 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental Tabela 2.: Valores do coeficiente de variação da média dos parâmetro amostrados nos pontos P1 (Ala Norte), P2(Ala Sul), P3(Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. (Desvio padrão/Média)*100. PARÂMETRO ALA NORTE ALA SUL ALA SUL-NOVO CV % CV % CV % PH 6 1 9 Condutividade (uS/cm) 15 14 7 Surfactantes (mg/L) 35 50 37 Fenóis (mg/L) 54 120 97 Fósforo Total (mg/L) 14 19 54 Óleos e Graxas (mg/L) 39 45 42 Hidrocarbonetos (mg/L) 47 72 137 Nitrogênio Total (mg/L) 15 20 10 DQO (mg/L) 18 15 10 DBO (mg/L) 19 23 9 Sólidos .Suspensos (mg/L) 43 40 47 Alumínio (mg/L) 9 51 13 Bário (mg/L) 90 94 8 Cromo (mg/L) 0 0 0 Cobre (mg/L) 20 70 10 Mercúrio (ug/L) 116 212 42 Níquel (ug/L) 48 57 34 Chumbo (ug/L) 10 120 72 Até 25% - variação da média aceitável Acima de 25% - alta variação da média A análise microbiológica registrou concentrações de coliformes fecais que variaram entre 4,5.107 a 1,01.109 NMP/100ml, para os três pontos amostrados (Figura 7). Esses resultados estão semelhantes ao registrado para esgoto doméstico, segundo VON SPERLING (1995). Foram também realizadas análises da presença de estreptococos fecais nas amostras do efluente. Esses organismos também são considerados indicadores de contaminação fecal e da provável presença de vírus em águas pouco contaminadas, por apresentarem maior tempo de sobrevivência e maior resistência aos processos de tratamento, quando comparados aos coliformes (COHEN & SHUVAL, 1973). Os resultados obtidos apresentaram concentrações que variaram de 6,65.106 a 7,55.108 NMP/100ml, nos três pontos amostrados. Esses valores estão um pouco mais elevados que o citado para esgoto doméstico, no qual sua faixa de variação é de 105 a 106 NMP/100 ml (VON SPERLING, 1995). Nos efluentes foram também analisadas a presença de Pseudomonas sp., cujas densidades variaram de 1,6.104 a 7,0.105 NMP/100 ml nos três pontos de coleta. Embora não tenha sido feita a identificação dos organismos por espécie, a presença de formas patogênicas, como Pseudomonas aeruginosa, pode ser esperada entre os organismos encontrados. Conforme D´ÁGUILA et al. (1997), valores encontrados para P.aeruginosa em efluentes domésticos foi cerca de 3,0.104, enquanto que em águas residuais de hospital este número chegou a 5,0.105 NMP/100 ml. De maneira geral, os resultados da análise microbiológica indicam que o efluente de serviços de saúde mostrou-se semelhante às características de esgoto doméstico, apresentando, no entanto, concentrações um pouco mais elevadas para os microrganismos considerados, o que é compatível com as atividades realizadas no local. Em relação aos organismos patogênicos, foram realizadas análises para determinação de Vibrio cholerae e Salmonella sp., as quais não deram resultados positivos. Deve-se considerar, no entanto, que o número de patogênicos estudado foi pequeno, sendo necessário desenvolver análises mais aprofundadas para verificar a ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 9 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental presença de outras bactérias no efluente de serviços de saúde. Estudo realizado por ORTOLAN (1999) em efluente do próprio hospital, identificou 204 microrganismos, muitos deles de importância do ponto de vista da saúde pública, pois são responsáveis por muitas infeções, tanto comunitárias quanto hospitalares. Figura 7.: Concentração de coliformes fecais (NMP/100ml) nos pontos P1 (Ala Norte), P2 (Ala Sul) e P3 (Ala Sul Novo) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Ala Norte Ala Sul Terça Quarta dia coleta Ala Sul Novo coliformes por 100mL 1,E+10 1,E+09 1,E+08 1,E+07 1,E+06 1,E+05 1,E+04 1,E+03 Segunda Quinta Sexta Quanto as analises de toxicidade, de acordo com o teste estatístico de Fisher, foi observado para Ceriodaphnia dubia toxicidade aguda (mortalidade estatisticamente diferente da ocorrida na população controle nas primeiras 48 h de exposição - α= 0,05) na concentração de 30% do efluente do ponto P1 (Ala Norte) e efeito agudo (mortalidade estatisticamente diferente da ocorrida na população controle ao longo do período de exposição - α= 0,05) nas concentrações de 19% e 12% do efluente. A concentração de 8% do efluente apresentou toxicidade crônica (diferença estatística entre a reprodução ocorrida na população controle e a concentração testada - α=0,05) para a C.dubia. A amostra testada do efluente do P1 ( Ala Norte) do HCPA caracterizou-se como altamente tóxica para esta espécie. Com relação ao ponto P2(Ala Sul), foi observado para C.dubia efeito agudo nas concentações de 37%, 19% e 12% do efluente. As concentrações de 5% e 8% do efluente apresentaram toxicidade crônica. Nestas condições, a amostra do efluente do P2 (Ala Sul) do HCPA caraterizou-se como altamente tóxica. No que diz respeito ao P3 (Ala Sul Novo) foi observado para C.dubia efeito agudo nas concentrações de 7%,10% e 13% do efluente. As concentrações de 5% e 3% do efluente apresentaram toxicidade crônica. Diante dos resultados obtidos verificamos que o P3 (Ala Sul Novo) foi o que apresentou maior toxicidade, pois para 7% de concentração de efluente já se tem o efeito que significa a mortalidade das espécies testadas. CARGAS POLUIDORAS O presente estudo procurou quantificar a descarga de poluentes em termos de sua concentração associada às medidas de vazão nos pontos amostrados, com o objetivo de avaliar o impacto de atividades hospitalares sobre os recursos hídricos. Para avaliação das cargas, foi considerado o intervalo de tempo de 10 horas (período diurno), tendo início às 7 horas e concluindo às 17 horas. Esse período corresponde ao horário de funcionamento da maior parte das unidades críticas (Quadro 1), potencialmente geradoras de resíduos. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 10 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental Segundo dados do DMAE, o consumo médio mensal (dados de 1998 e 1999) de água do hospital foi de 30.146 m3/mês, o que corresponde a 1004,9 m3/dia. Através do levantamento realizado junto a cada uma das unidades, verifica-se que as principais áreas de consumo de água são a lavanderia (prédio anexo, representada pelo ponto P4), com consumo médio de 226 m3/dia e o serviço de Nutrição (inclui a cozinha, refeitório e as copas em cada andar), representados pelos pontos P2 e P3. Os resultados apresentados na (Tabela 3), indicam que o ponto de maior produção de esgoto foi o P2 (Ala Sul), onde predominam as atividades de Internação e de Nutrição. Os demais pontos geram volumes semelhantes de esgoto. Tabela 3.: Volume médio de esgotos (m3), nos três pontos de coleta, medidos no período diurno. Pontos Volume médio (m3) P1 66,2 P2 161,1 P3 58,6 TOTAL 285,9 Baseado no consumo médio mensal do hospital, e estimando-se que o esgoto gerado seja 80% do consumo de água, como sendo de 24.116, 8 m3/mês, o que corresponde a 803,89 m3/dia. Considerando que 226 m3/dia de água são destinados à lavanderia, os restantes cerca de 780 m3/dia são os utilizados nas atividades gerais do hospital. Dessa parcela, admitindo-se um coeficiente de retorno de 80%, teríamos uma produção de esgoto diária de 624 m3. Tendo em vista os valores obtidos (Tabela 3), verifica-se que as medidas realizadas no período diurno de 10 horas representam 46% do esgoto produzido ao longo das 24 horas do dia, constituindose numa aproximação aceitável do total de esgotos gerados. Na Tabela 4 estão apresentadas as cargas poluidoras dos parâmetros principais do efluente amostrado. Verifica-se uma diferença do potencial poluidor dos pontos amostrados, destacando-se o P3(Ala Sul Novo), como maior contribuição na carga de matéria orgânica, apesar de ter uma vazão menos significativa que os demais pontos. Conforme mencionado anteriormente, nessa área concentram-se as atividades laboratoriais e de Nutrição, com limpeza de utensílios. No ponto P2(Ala Sul), evidencia-se uma contribuição mais elevada de nutrientes, especialmente o nitrogênio. Em relação aos coliformes fecais, as densidades mais elevadas nos pontos P1(Ala Norte) e P2(Ala Sul) podem ser relacionadas à localização da maioria dos sanitários do hospital (cerca de 90%) que estão na área de abrangência desses pontos. Tabela 4: Cargas poluidoras nos três pontos de amostragem do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Parâmetro P1 P2 P3 TOTAL DBO (kg/dia) DQO (kg/dia) Nitrogênio (kg/dia) Fósforo (kg/dia) Coliformes fecais (NMP/dia) 8,34 15,23 4,63 0,11 6,69E+14 22,39 38,34 6,12 0,17 3,61E+14 36,21 71,30 2,12 0,06 2,98E+13 66,95 124,87 12,87 0,34 1,06E+15 Os resultados apresentados na Tabela 5 embora obtidos a partir de um número reduzido de dados, relacionam a descarga de poluentes com o número de leitos do hospital. Estes valores permitem avaliar o impacto resultante dos serviços de saúde, como subsídio para a definição de políticas para a gestão do lançamento de efluentes em redes coletoras e no ambiente. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 11 XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental Tabela 5 : Carga poluidora por leito no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Parâmetro carga/leito DBO (g/leito) 92,34 DQO (g/leito) 172,23 Nitrogênio (g/leito) 17,76 Fósforo (g/leito) 0,46 Coliformes fecais (NMP/leito) 1,46E+12 CONCLUSÕES O presente estudo procurou caracterizar, de forma preliminar, os efluentes gerados em um estabelecimento de serviço de saúde, no caso o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, hospital geral universitário, com 725 leitos e 3.763 funcionários. A caracterização desses efluentes é a etapa inicial no processo de gestão dos efluentes líquidos gerados nas instituições e serviços de saúde, devendo permitir que ações efetivas para o controle do lançamento inadequado de substâncias no meio ambiente sejam realizadas. Devido à complexidade de produtos que usualmente estão em uso nesses locais, é necessário que seja realizado, ao mesmo tempo, um levantamento das principais substâncias que são lançadas na rede coletora. Esse trabalho, já parcialmente realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, mas que não está apresentado neste estudo, constitui-se num rico referencial para a normatização de procedimentos que orientem usuários para a correta disposição desses resíduos. Embora neste trabalho não tenha sido possível avaliar todos os dados gerados, verificou-se que o efluente hospitalar apresenta características semelhantes aquelas comumente encontradas em despejos domésticos, no entanto, alguns parâmetros parecem diferenciados em relação a esta categoria, devendo-se portanto, desenvolver mais pesquisas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. BENDATI, M. M. et al. O Impacto dos Resíduos Líquidos Hospitalares na Rede de Esgotos de Porto Alegre. 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