Obesidade e estilos de vida saudável
em contexto escolar, familiar e
envolvente
A prevenção precoce desde a gestação – o
projeto Papa Bem do Programa
Harvard Medical School - Portugal
Isabel Loureiro
[email protected]
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações gerais
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Obesidade: um problema de saúde
pública
Projeções globais da OMS – ADULTOS (> 15 anos)
Em 2005:
• aproximadamente 1,6 billião tinham excesso de peso;
• Pelo menos 400 milhões eram obesos.
Em 2015 prevê-se que:
• aproximadamente 2.3 biliões terão excesso de peso
• Mais de 700 milhões serão obesos.
Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/print.html
Obesidade: um problema de saúde
pública
Projeções globais da OMS –– CRIANÇAS < 5 anos
Em 2005:
• Pelo menos 20 milhões tinham excesso de peso1
Em 2010 prevê-se que:
• aproximadamente 43 milhões tenham excesso de peso2
Fontes: 1. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/print.html
2. WHO. Population-based prevention strategies for childhood obesity:
report of the WHO forum and technical meeting. Geneva: WHO; 2010.
O problema em Portugal
53,6% excesso de peso1
14,2% obesos
Entre 18 países
europeus
Portugal é um
dos 4 países com
30,4% excesso de peso2
7,8% obesos
31,5% excesso de peso3
11,3% obesos
mais alta prevalência de
excesso de peso aos 4
anos4.
19% excesso de peso4
5,8% obesos
Fontes: 1Carmo et al. (2008); 2Sousa, J. (2010); 3Padez et al. (2004); 4Cattaneo et al. (2009)
Obesidade: um problema de saúde
pública
Um Índice de Massa Corporal (IMC) alto é um fator de risco
major para :
• Doença Cardiovascular (principalmente doença isquémica do
coração e acidentes vasculares cerebrais) – a primeira causa
de morte no mundo
• Diabetes – a OMS projeta que as mortes por diabetes
aumentem mais de 50% nos próximos 10 anos;
• Distúrbios musculo-esqueléticos – especialmente
osteoartrite;
• Alguns cancros (do endométrio, da mama e do colon).
Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/print.html
Obesidade: um problema de saúde
pública
Problemas que podem afetar saúde de crianças
obesas:
•
•
•
•
•
•
•
Dificuldades emocionais e comportamentais
Asma
Perturbações do sono
Complicações ortopédicas
Problemas de pele
Litíase biliar
Diabetes tipo 2
Fonte: Hunt C; Rudolf M. Tackling child obesity with HENRY: a handbook for
community and health practitioners. London:Unite; 2008
Obesidade: um problema de saúde
pública
Problemas que podem estar escondidos:
•
•
•
•
•
Síndrome metabólico
Ovário poliquístico
Hipertensão
Fígado gordo não alcoólico
Perturbações na tolerância à glucose
Fonte: Hunt C; Rudolf M. Tackling child obesity with HENRY: a handbook for
community and health practitioners. London:Unite; 2008
Obesidade: um problema de saúde
pública
"We believe obesity is a significant problem that needs
to be dealt with, along with the problem of the
underfed."
Prakash Shetty - Chief of FAO's Nutrition Planning, Assessment and
Evaluation Service
Fonte: http://www.fao.org/FOCUS/E/obesity/obes1.htm
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Obesidade infantil: um problema de
saúde pública
“The most important long-term consequence of
childhood obesity is its persistence into adulthood,
with all the associated health risks.”
WHO. Obesity: preventing and managing the global epidemic: report of a WHO
consultation. Geneva: WHO; 2000.
Obesidade infantil: um problema de
saúde pública
Perceção do risco
• Uma grande percentagem de pais com crianças de peso
normal avaliam que a sua criança está magra enquanto
que pais de crianças gordas têm dificuldade em
reconhecer que têm peso excessivo.
• Parece ser evidente que os pais estão mais preocupados
com subnutrição do que com o excesso de peso.
Fonte: Harnack, L. et al. - Low Awareness of Overweight Status Among Parents of Preschool-Aged Children,
Minnesota, 2004-2005. Preventing Chronic Disease, Public Health research, Practice and Policy, 6 (2). P. 1-7.
www.cdc.gov/pcd/issues/2009/apr/08_0043.htm • Centers for Disease Control and Prevention
Obesidade infantil: um problema de
saúde pública
Serviços de saúde nos EUA:
Registos médicos vs. Diagnóstico médico1
• Obesidade severa – 76% diagnosticados
• Obesidade – 54% diagnosticados
• Excesso de peso – 10% diagnosticados
¼ dos médicos nos cuidados de saúde primários
consideram-se pouco competentes ou não
competentes para tratar a obesidade.2
Fonte:
1. Benson, L. et al. (2009) Trends in the diagnosis of overweight and obesity in
children and adolescents: 1997-2007. Pediatrics, 123 (1).
2. Jelalian, E.; et al. (2003) Survey of physician attitudes and practices related to
pediatric obesity. Clinical Pediatrics 42 (3): 235-245.
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Quais as causas da obesidade?
“The fundamental cause of obesity and
overweight is an energy imbalance
between calories consumed on one
hand, and calories expended on the
other hand.”
Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/print.html
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Social Ecological Model
Policy and systems
Policy actions
Regulatory
actions
Legislation
Availability
Social
Access
structures:
Barriers
Food & beverage
Government
Opportunities
industry
and political
Settings
Food system
structures
Institutional/
Community
Food
organizational
Social
level
assistance
level
Neighborhoods, structures
Workplaces
programs
grocery stores,
Schools,
Policy
restaurants,
Health
Health care
Interpersonal level parks
care
Policy
and
organizPublic
Collective
system
Family,
peers,
friends,
ations
empowerment
policy
systemsMi health professionals
Social
Rules,
Social
Interpersonal
Societal &
roles
&
Policies,
networks cultural
Media
norms
Informal level
norms &
Individual level
structures
practices
Food: biological preferences
Systems:
InterINterIn
Social factors:
Social support
Role modeling
Social norms
Adaptado de: Story et al., 2008
& experience with food
Psychosocial factors:
Beliefs, attitudes, values,
self-efficacy, knowledge,
Agency/empowerment
Social and cultural norms
Psychosocial factors:
Outcome expectations
Attitudes/ motivations
Self-efficacy
Knowledge & skills
Mudanças no ambiente alimentar
Mudanças no ambiente alimentar
O que causa a obesidade?
Modelo ecológico dos fatores preditivos do excesso de peso na infância
Fonte: Davison & Birch. Childhood overweight: a contextual model and recommendations for future
research. Obesity Reviews. 2001 August ; 2(3):159–171.
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Fatores de risco para obesidade
infantil
1. Obesidade dos pais
2. Obesidade em familiares próximos
3. Obesidade da mãe no início da gravidez
4. Ganho de peso excessivo da mãe durante a gravidez
5. Diabetes não controlada durante a gravidez
Fatores de risco para obesidade
infantil
6. Fumar durante a gravidez
7. Nascer com peso elevado
8. Ganhar peso rapidamente, a ultrapassar linhas de
percentil nos dois primeiros anos de vida
9. Ter o peso num percentil acima do 95 durante o
primeiro ano de vida
10. Já ter sido obeso anteriormente
Fatores de risco para obesidade
infantil
11. Alimentação por biberão com leite artificial nos
primeiros meses de vida
12. Introdução de outros alimentos para além do leite antes
dos 4 meses de vida
13. Maus hábitos de alimentação e atividade física dos pais
e das crianças
14. Baixo rendimento e escolaridade dos pais
15. Muitas horas de televisão e atividades de ecrã
Fatores de risco para obesidade
infantil
16. Poucas horas de sono
17. Consumo habitual de refeições fora do lar
18. Consumo exagerado de bebidas açucaradas
19. Práticas parentais de oferta de alimentos “não responsivas”
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
A prevenção da obesidade infantil
exige intervenção precoce
Fundamentos teóricos de mudança de
comportamentos
•
•
•
•
•
Aumentar o conhecimento sobre alimentação saudável
Influenciar crenças
Aumentar a auto-eficácia
Aumentar a motivação intrínseca
Estabelecer objeticos realistas (aptidões de autoregulação e gestão da mudança)
A prevenção da obesidade infantil:
necessidade de intervenções precoces
“The prenatal period, infancy, and early childhood periods
may be stages of particular vulnerability to obesity
development because they are unique periods for cellular
differentiation and development.”
Fonte: Lederman SA; Akabas SR; Moore BJ, 2004
“Once child obesity is established the evidence is clear that
tracking takes place into adulthood.”
Fonte: Rudolf M. Tackling obesity through the healthy child programme: a
framework for action; 2009
Porquê intervir na gravidez e nos
primeiros anos de vida?
• Prevalência de excesso de peso já elevada antes dos
5 anos
• Dificuldades no tratamento
• Doença crónica
• Consequências desde muito cedo
• Formação dos hábitos e definição de preferências
• Programação metabólica do balanço energético
• Pouca efetividade das estratégias utilizadas em
outras etapas do ciclo de vida
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
1. Aprendizagem pelos sentidos
“Uma das primeiras formas
como as crianças aprendem
a apreciarem diferentes
sabores é através dos
sabores presentes no líquido
amniótico e no leite
materno.”
Fonte: Mennella J. Prenatal and postnatal flavor learning in human infants. In: Birch LL, Dietz W.
Eating behaviors of the young child: prenatal and postnatal influences on healthy eating.
Elk Grove Village: American Academy of Pediatrics; 2008.
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
“O leite materno funciona como uma ponte entre as
experiências in utero e as experiências de sabores tidas
mais tarde, durante a diversificação alimentar.”
Fonte: Mennella J. Prenatal and postnatal flavor learning in human infants. In: Birch LL, Dietz W. Eating
behaviors of the young child: prenatal and postnatal influences on healthy eating. Elk Grove Village:
American Academy of Pediatrics; 2008.
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
Durante a diversificação alimentar as crianças
preferem os alimentos com os paladares que fizeram
parte da alimentação da mãe durante a gravidez e o
aleitamento materno.
Hepper PG, 1988
Schaal B; Marlier L; Soussignan R, 2000
Mennella et al., 2001
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
46 grávidas
• sumo de cenoura durante o último trimestre de gravidez
e não ingestão de cenouras durante a lactação
• não ingestão de cenouras durante o último trimestre da
gravidez e sumo de cenoura durante a lactação
• não ingestão de cenouras nem durante o último
trimestre da gravidez nem durante a lactação
Fonte: Mennella J, Jagnow CP, Beauchamp GK. Prenatal and postnatal flavor by
human infants. Pediatrics. 2001; 107:E88.
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
Resultados
As crianças expostas ao sumo
de cenoura quer durante a
gravidez quer durante a
lactação tiveram menos
expressões faciais de rejeição
face a papa com sabor a
cenoura do que as não
expostas.
Fonte: Mennella J, Jagnow CP, Beauchamp GK. Prenatal and postnatal flavor by
human infants. Pediatrics. 2001; 107:E88.
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
A experiência com uma variedade de sabores in utero e
durante a lactação podem aumentar a probabilidade de
que a criança aceite uma variedade de comidas novas
durante a fase de diversificação alimentar.
Sullivan SA; Birch LL, 1994
Gerrish CJ; Mennella JA, 2001
Maier A; et al., 2008
Hausner H; et al., 2009
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
48 crianças durante a diversificação
• 16 comeram apenas cenoura durante 9 dias
• 16 comeram apenas batata durante 9 dias
• 16 comeram uma variedade de vegetais de sabores,
texturas e cheiros diferentes durante 9 dias
Após este período de 9 dias foi oferecido frango às
crianças pela primeira vez.
Fonte: Gerrish CJ, Mennella JA. Flavor variety enhances food acceptance in
formula-fed infants. American Journal of Clinical Nutrition. 2001; 73: 1080-1085.
Amamentação e prevenção da obesidade:
uma perspetiva de educação para a saúde
Resultados
Crianças que comeram uma variedade de vegetais
também ingeriram maior quantidade de um novo
alimento (neste caso, frango).
Fonte: Gerrish CJ, Mennella JA. Flavor variety enhances food acceptance in
formula-fed infants. American Journal of Clinical Nutrition. 2001; 73: 1080-1085.
Amamentação e prevenção da obesidade: uma
perspetiva de educação para a saúde
2. Auto regulação da ingestão energética
“A criança amamentada tem um papel mais ativo na determinação
do ritmo de ingestão e volume de leite consumido em cada mamada
do que a criança ao biberão.”
“Diferenças nas interações na díade mãe/filho durante a
amamentação ou a tomada do biberão podem também levar a
diferenças no estilo de oferta de alimentos por parte da mãe e na
regulação da ingestão energética por parte da criança.”
Fonte: Birch LL. Introduction. In: Birch LL, Dietz W. Eating behaviors of the
young child: prenatal and postnatal influences on healthy eating. Elk Grove
Village:American Academy of Pediatrics; 2008.
Amamentação e prevenção da obesidade: uma
perspetiva de educação para a saúde
As crianças têm uma capacidade inata para auto-regulação
da ingestão energética orientada sobretudo pelos sinais de
fome ou saciedade.
Dewey KG, Lönnerdal, 1986
Shea S; et al, 1992
Amamentação e prevenção da obesidade: uma perspetiva
de educação para a saúde
AMAMENTAÇÃO
•
O controlo da quantidade de leite consumido
durante a amamentação, baseia-se nos sinais de
saciedade da criança.
• A mãe desconhece a quantidade de leite consumido e
não força o bebé a beber mais se este manifesta que
perdeu o interesse.
Fonte: Dewey KG. Breastfeeding and other infant feeding practices that may influence child obesity.
In: Birch LL, Dietz W. Eating behaviors of the young child: prenatal and postnatal influences on healthy
eating. Elk Grove Village:American Academy of Pediatrics; 2008.
Amamentação e prevenção da obesidade: uma perspetiva
de educação para a saúde
BIBERÃO
• A criança é muitas vezes
encorajada a acabar de beber
todo o conteúdo do biberão.
Fonte: Dewey KG. Breastfeeding and other infant feeding practices that may influence child obesity.
In: Birch LL; Dietz W. Eating behaviors of the young child: prenatal and postnatal influences on healthy
eating. Elk Grove Village:American Academy of Pediatrics; 2008.
Amamentação e prevenção da obesidade: uma perspetiva
de educação para a saúde
•
Crianças amamentadas foram capazes de regular a
quantidade de leite consumido desde que as mães
amamentassem a pedido.
Dewey KG; Lönnerdal B, 1986
•
Quanto maior a densidade energética do leite materno
menor a quantidade que o bebé amamentado em
exclusividade consome
Nommsen LA et al, 1991
Pérez-Escamilla R, 1995
Amamentação e prevenção da obesidade
Kramer (1981) foi o primeiro a sugerir que o aleitamento
materno protegia contra a obesidade.
Meta análises
Arenz S et al (2004) mostraram a relação entre a
amamentação e a redução do risco de obesidade nas crianças
(5-18 anos) após o ajustamento para pelo menos 3 dos
fatores confundentes.
Harder et al (2005) encontrou uma relação dose-resposta
entre a duração do aleitamento materno até aos 9 meses e a
redução do risco de ter excesso de peso.
Amamentação e prevenção da obesidade: uma
perspetiva de educação para a saúde
3. Estilo parental de oferta de alimentos à criança
Práticas de alimentação altamente controladoras interferem com a
capacidade da criança regular a ingestão de energia.
Birch LL; et al, 2003
As crianças cujo acesso à comida é restringido ou que são
pressionadas a comer apresentam ingestão mais elevada de gordura.
Lee Y; et al, 2001
Birch LL; Davison KK, 2001
Uma maior duração do aleitamento materno está associada a estilos
parentais de oferta de alimentos menos restritivos. Fisher JO; et al, 2000
Taveras EM; et al, 2004
Amamentação e prevenção da obesidade
“A evidência sugere que a amamentação pode ter
algum efeito protetor na prevalência da obesidade.”
Fonte: World Health Organization. Evidence on the long-term effects of breastfeeding. Geneva:
WHO; 2005
Sumário
Obesidade: um problema de saúde pública
Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações
Projeto Papa Bem
Objetivo
• Promover a literacia em saúde através de
um conjunto de materiais escritos e
audiovisuais acerca da obesidade infantil,
seu diagnóstico, prevenção e tratamento no
período compreendido entre a gravidez e
os 5 anos de idade.
Público alvo
Creches e
jardins de
infância
Profissionais
de saúde
Adapted from: 15Davison & Birch (2001)
Abordagem
Alimentação saudável
Vida ativa
Parentalidade
16Hunt
& Rudolf (2008)
Abordagem
15Davison
& Birch (2001); 16Hunt & Rudolf (2008)
O papel dos pais e o contexto familiar
Risco de obesidade na criança:
• Pai obeso OU mãe obesa - 40%
• Pai e mãe obesos – 80%
Ambiente
familiar
Genética
Hábitos e
peso da
criança
Estilo
parental
Estilo de
vida
familiar /
Exemplo
A abordagem
Outros cuidadores e o contexto “escolar”
•
•
•
•
•
O ambiente
O exemplo
O estilo de oferta dos alimentos
Os pares
O “currículo”
Produção de conteúdos
Prevenção
Deteção precoce
Tratamento
Crescimento saudável
Nutrição
Atividade física e
sono
Família
Comunidade
Tipo de conteúdos
Texto
Brincadeiras activas para um
crescimento saudável
Animações
Mamã, eu não quero fumar
Folhetos
Obesidade infantil: o que contribui
vs o que previne
Videos
Obesidade infantil
Audio
testes
Vida activa, vida saudável
Formação dos hábitos alimentares
Handout
Quizz
Quizz
Quizz
Quizz
Quizz
Recomendações
Crianças dos 12 aos 36 meses devem ter liberdade
para estarem ativas por, pelo menos, 3 horas por
dia, em intervalos repartidos ao longo do dia.
Nestas ocasiões devem ter oportunidade para
realizar livremente atividades leves, moderadas e
intensas, de acordo com a sua disposição.
Fonte: Institute of Medicine. Early Childhood Obesity Prevention Policies.
Washington, DC: The National Academies Press, 2011.
Recomendações
HORAS DE SONO
•<3 MESES - 10,5 a 18 horas durante todo o dia
•3-12 MESES - 12 ou mais horas por dia
(9 a 12 horas durante a noite + 1 a 4 sestas de 30 minutos a 2
horas durante o dia).
•1-3 ANOS - 12 a 14 horas por dia
(10 a 12 horas durante a noite + 1 a 2 horas durante o dia).
•3-5 ANOS - 11 a 13 horas durante a noite. Pode ou não dormir
a sesta.
Adaptado de: Institute of Medicine. Early Childhood Obesity Prevention Policies. Washington, DC: The
National Academies Press, 2011.
Brazelton, TB; Sparrow, JD. A criança e o sono. Oeiras: Editorial Presença, 2004.
Recomendações
ATIVIDADES SEDENTÁRIAS
• Crianças dos 0 aos 2 anos não devem ver televisão
• Crianças dos 2 os 5 anos não devem passar mais de 2
horas por dia em atividades de ecrã, como televisão,
computadores e videojogos
• Crianças não devem ter televisão no quarto
• Carrinhos de passeio, berços, cadeiras de
alimentação e outros equipamentos semelhantes
devem ser utilizados para os fins a que se destinam
Fonte: Institute of Medicine. Early Childhood Obesity Prevention Policies. Washington, DC:
The National Academies Press, 2011.
Sumário
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Obesidade infantil
Quais as causas da obesidade
Modelo socio-ecológico da alimentação
Fatores de risco
Prevenção precoce
o papel do aleitamento materno
o projeto Papa Bem
Recomendações gerais
Recomendações
Comportamentos relacionados com o balanço
energético:
• Hábitos saudáveis de alimentação e atividade física
durante a gravidez;
• Ganho de peso saudável na gravidez;
• Não fumar durante a gravidez;
• Fazer o rastreio para a diabetes gestacional e manter
controlada a diabetes durante a gravidez;
• Amamentar em exclusividade até aos seis meses;
• Evitar a ingestão de bebidas açucaradas e incentivar o
consumo de água;
• Evitar o consumo de alimentos pré-cozinhados e
processados;
Recomendações (cont.)
Comportamentos relacionados com o balanço
energético:
• Oferecer porções adequadas à idade da criança;
• Incentivar o consumo de frutas e vegetais;
• Reduzir o tempo passado com movimentos limitados
(cadeirinhas, carrinhos, parques, etc) e em atividade
sedentárias (televisão, video jogos, computadores);
• Aumentar a atividade física moderada a vigorosa
(liberdade e oportunidade para brincar de forma ativa);
• Estabelecer rotinas diárias que garantam o número de
horas de sono recomendadas.
Recomendações (cont.)
Medidas relacionadas com os contextos (família, escola e comunidade):
•
•
•
•
•
•
Aumentar os níveis de literacia em saúde;
Promover as refeições em família;
Promover o estilo parental autoritativo (responsivo);
Apresentar-se como modelo do comportamento a seguir;
Assegurar ambientes não obesogénicos;
Melhorar o acesso aos alimentos, à atividade física e aos serviços
de saúde;
• Oferecer nas escolas refeições saudáveis e facilidade no acesso à
água;
• Fortalecer as ligações entre o poder local e o governo nacional;
• Estimular o interesse por parte dos jovens e dos cidadãos em
geral.
Recomendações (cont.)
Medidas relacionadas com o acesso e o planeamento urbano:
• Promover e apoiar a agricultura urbana como forma
sustentável de uso dos espaços verdes;
• Usar espaços cultiváveis, incentivos fiscais ao nível urbano
para aumentar a disponibilidade de alimentos saudáveis,
produzidos localmente;
• Delimitar áreas e rever o uso do espaço por forma a limitar
o acesso das crianças à fast food e produtos alimentares
não saudáveis;
• Aumentar o acesso a espaços seguros para a prática de
atividade física;
• Incentivar o transporte ativo (andar a pé, de bicicleta);
• Incorporar estes princípios no planeamento urbano.
Recomendações (cont.)
Investigação e formação
• Desenvolver e implementar sistemas de informação que
permitam comparar dados para monitorizar a obesidade
infantil bem como ter informação sobre desigualdades sociais,
económicas e geográficas;
• Desenvolver procedimentos de rotina para deteção de crianças
em risco e respetivo acompanhamento;
• Avaliar os custos e impacto das políticas e programas municipais
de controlo da obesidade e divulgá-los internacionalmente;
• Formar profissionais de saúde e de educação na promoção de
estilos de vida saudáveis nos jovens e futuros pais;
• Aumentar o potencial de utilização do planeamento urbano
como instrumento para mudar o ambiente e promover a saúde
através da colaboração entre planeadores locais, arquitetura
urbanística, indústria alimentar, prestadores dos cuidados de
saúde e comunidade.
Barreiras
•
•
•
•
Acessibilidade
Falta de percepção do risco
Dificuldades no reconhecimento do problema
Comer como uma atitude de consumismo ou
como uma compensação
• Baixos níveis de literacia
• Ambiente obesogénico
Sugestões
• Profissionais investirem antes e durante a gravidez
• Preparar os pais para a amamentação e educar as
crianças para uma boa alimentação, desde muito
pequenas
• Apoiar os pais a compreender as refeições como
oportunidades de comunicação e educação
• Alertar os educadores para o desenvolvimento da
capacidade crítica (ex.: descodificar os anúncios
publicitários)
• Associação das estratégias de educação alimentar com
outras estratégias transformativas da sociedade.
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Obesidade e estilos de vida saudável em contexto escolar, familiar