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43 ANOS ACOMPANHANDO O EDUCADOR
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ANO 43 . Nº 375
OUTUBRO . 2010
EXPEDIENTE
Foto: Mariana de Freitas Fornazier
Mariana de Freitas Fornazier
Capa de Renata Pimenta
EDITORIAL
OUTUBRO . 2010 . Nº 375
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Nosso jeito de ser – A revista AMAE Educando é uma publicação da
Fundação AMAE para Educação e Cultura. Escrita por professores para
professores, com uma abordagem ligada à realidade vivida em sala de
aula, a revista diferencia-se das publicações acadêmicas pela linguagem
clara e objetiva, voltada, principalmente, para educadores de Educação
Infantil e Ensino Fundamental. Suas oito edições anuais (quatro em cada
semestre) são comercializadas por assinaturas.
O calendário está sempre nos mostrando alguns dias especiais, alguns deles já consagrados
pelo comércio, que se anima com a possibilidade de
grandes vendas. Contaminados por essa euforia, nos
deixamos levar pelo consumismo e, muitas vezes,
vamos às compras sem ao menos refletir sobre o que
representa aquela data. Aqui, na redação de AMAE
Educando, estamos bem conscientes da importância
de dois dias, em outubro, que, não por acaso, são comemorados tão pertinho, o das crianças e o do professor. Privilegiamos, nesta edição, matérias que falam diretamente a esses corações.
A matéria de capa (p. 8) mostra o desenrolar
de um projeto que teve o palhaço como personagem
principal e um título muito sugestivo: “Sou riso que
faz bem” (a crianças e adultos). Vivenciando a arte
de ser palhaço, percebendo que a sua imagem pode
ser utilizada em diversas situações do cotidiano, os
alunos descobriram as suas inúmeras facetas e a sua
função social. Como resultado, eles ampliaram seus
aspectos ingênuos e risíveis, tão característicos dos
palhaços, mas que existem dentro de todos nós, e melhoraram suas relações interpessoais.
Para os professores, não buscamos nosso presente nas lojas, eles nos chegaram das salas de aula,
sob a forma de textos confeccionados pelos próprios
professores e “embalados” carinhosamente pela nossa equipe. Assuntos como o desafio de educar no
século 21 (p.27), a necessidade da formação contínua do docente (p.42), a importância do professor de
Educação Infantil (p.30) e as condições de trabalho
do professor que deixam a sua saúde “por um fio”
(p. 14) são preciosos presentes para uma vida inteira,
para todos os dias do calendário.
E na hora dos festejos, dos comes e bebes, que
tal fazer como a professora Adarléa de Andrade Rocha (p.44)? Afinal, há horas em que é bom que “tudo
acabe em pizza”.
AMAE educando - 374 . Setembro . 2010
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NESTA EDIÇÃO
A prioridade é ser feliz
Notícias sobre educação e cultura
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Arq. Colégio Efigênia Vidigal COC
O personagem palhaço ganha destaque em estudo
sobre a função social que ele exerce e as relações
estabelecidas através de sua linguagem
18
EDUCAÇÃO FÍSICA
27
COMEMORAÇÕES
30
EDUCAÇÃO INFANTIL
4
Considerações sobre a busca cotidiana por aprender
e a escola como palco para formação docente
ALFABETIZAÇÃO
Quando as palavras têm gosto de pizza, na brincadeira
do faz de conta
Trilha da criança
14
37
42
44
OPINIÃO
Os benefícios da implantação de um projeto de
monitoria
BOLETIM
REPORTAGEM
32
38
EXTRACURRICULAR
Arquivo Col. Logosófico
5
6
8
EM FOCO
As condições de trabalho dos professores deixam sua
saúde “por um fio”
O desporto orientação colabora para melhorar o ensinoaprendizagem de alunos da zona rural da comunidade
Remanso (MG)
Estarão os professores preparados para educar, nos dias
de hoje?
Uma reflexão sobre o profissional responsável pelas
crianças até 5 anos
ENCARTE
EDUCAÇÃO INFANTIL
O patrão de Titina
O segredo
Bom humor, mau humor
Projeto permite que alunos “viajem” por outros tempos
CONTE UM CONTO
ERRATA
COMEMORAÇÕES
Poesias sobre o Dia das Crianças
AMAE educando - 375 . Outubro . 2010
No título do boxe da página 31, revista n° 374,
setembro de 2010, leia-se: “Principais atribuições
das lideranças políticas”.
Fotos: arq. Colégio Efigênia Vidigal COC
REL ATO DE EXPERIÊNCIA
PALHAÇO: RISO
QUE FAZ BEM!
Elaine Dias de Azevedo, Maria Natália
Batista Marshall e Nirlene Silva Albin
são professoras do Colégio Efigênia Vidiga COC (Belo Horizonte – MG).
Projeto aproxima alunos do universo circense, em especial dos
palhaços, levando-os a resgatar
valores simples e verdadeiros,
mas, muitas vezes, esquecidos.
Quem não traz na memória
a imagem de um circo? Associado
ao espaço redondo, coberto por uma
lona, lá está o palhaço. Colorido, com
um sorriso largo e vestido com seu
8
AMAE educando - 375 . Outubro . 2010
principal adereço: o nariz reluzente e
vermelho.
O termo palhaço possui muitos significados. Ele é sujeito atrapalhado, leso, capaz de espertezas
infantis e ágeis. É um bobo esperto,
romântico, lírico. Ele pode ser delicado, ingênuo, solidário. Veio de um
lugar onde o riso desfaz as tensões
e aproxima o homem. O palhaço é a
exposição do ridículo e também das
fraquezas de cada um. Logo, ele é
pessoal e único. É anárquico por natureza. O palhaço não representa, ele
é. É contagiante. Transforma velhas
piadas em novos espetáculos. Faz rir
o pai, o filho e o avô. Renova a alma
com simples gestos. Tira flores de
chapéus com uma delicadeza que só
ele é capaz de fazer. Toca instrumentos, dança, canta e faz a vida parecer
mais simples. São inúmeras as faces e
as linguagens do palhaço. Mas entre
todas elas parece existir pelo menos
dois aspectos em comum. O primeiro é que o palhaço parece ser necessário num mundo onde existe tanta
dor e sofrimento, funciona como uma
espécie de contraponto da dor e da
tristeza. O segundo diz respeito ao ca-
ráter anarquista do palhaço, sua
capacidade de ser e fazer coisas
que, num contexto rotulado de
normal, não poderiam ser feitas.
Ele pode falar da feiura do nariz do rei ou expor os políticos
corruptos sem correr o mínimo
risco de ser punido por isto. Neste sentido, o palhaço pode ser o
porta-voz de toda uma sociedade
e instrumento para denunciar injustiças.
A linha do tempo que
une palhaços e bobos da corte é
muito tênue e sempre apresenta o palhaço como um sedutor,
aquele que seduz por meio do
riso, uma linguagem universal
que dispensa tradução. Em qualquer lugar do mundo, entende-se
um sorriso. “O homem é o único
animal que ri”, observou o filósofo Aristóteles e é esse sorriso
que as pessoas estão perdendo
ao longo da história. Cabe ao palhaço
e à sociedade reavivar este lado cômico que cada pessoa tem: o fazedor de
graça. Neste sentido, um contato mais
próximo com o universo circense e
com o palhaço faz-se necessário como
processo humanizador. Nossas crianças, ávidas por saber, estão relegadas
ao esquecimento quando o assunto é
sensibilizá-las para as pequenas coisas da vida. Quando pequenas, são
iluminadas pela simples presença de
um nariz redondo e vermelho, mas
quando deixam a infância despedem-se também da beleza e da simplicidade das pequenas emoções.
Levar o palhaço para
dentro da sala de aula propicia esse retorno à ingenuidade, resgata esse lado
não só das crianças, mas também dos
lhaço por trás da máscara, livre
de sutilezas ou de conveniências
sociais.
A linguagem do palhaço
No trapézio da escola Spasso, aluna
inicia-se nas artes circenses
adultos. A família interage recordando a infância e suas primeiras palhaçadas.
Para Beatriz Sayad, integrante dos Doutores da Alegria, (...) “ser
palhaço é encontrar modos de se mover, de falar, de olhar, que deslocam
o sujeito do estado cotidiano e o introduzem no estado ‘palhacesco’.
Escrever sobre palhaços é escolher
palavras aptas a jogar com a poesia,
com o desenho, com as ideias, com o
improviso.”
Refletindo sobre o assunto, surgiu a ideia de trabalharmos o
tema “A linguagem do palhaço”, com
nossos alunos do 5º ano, do Colégio
Efigênia Vidigal COC, visando as relações sociais que são estabelecidas,
no cotidiano, através da fala do pa-
Normalmente o circo é
muito lembrado nas festas infantis, mas numa escola, estudar
circo, como? Para quê? Para ser
feliz. Quer motivo mais nobre?
Apresentamos o assunto “A linguagem do palhaço”
e os alunos abraçaram a ideia,
iniciando uma pesquisa sobre o
tema circo. Fizemos excursão
a uma escola de circo de Belo
Horizonte, a Spasso. A proposta era que nossas crianças vivenciassem um pouquinho do
que acontece no circo. Foi um
sucesso, elas adoraram. Muitas
decidiram, com o apoio de suas
famílias, fazer aula nesta escola
e puderam perceber também que os
profissionais do circo precisam se preparar física e mentalmente para exercer suas atividades. Vários alunos não
tinham a ideia de ter o trabalho circense como profissão. Além de descobrir
quantos profissionais estão envolvidos e como é amplo o tema, eles tomaram contato com o trabalho social
desenvolvido por esta escola de circo,
com crianças e adolescentes carentes.
De volta a nossa escola, munidos de muitas fotos, decidimos
montar um mural intitulado “O que
o circo nos ensinou” e criar um filme
nas aulas de Informática, reproduzido
em DVD para cada aluno, contendo,
também, diversas atividades. Outro
aspecto importante dessa visita foi
a percepção de como é importante o
AMAE educando - 375 . Outubro . 2010
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trabalho em grupo, a ajuda mútua, a
disciplina e a solidariedade para se
obter sucesso nas apresentações. Assim deve ser também na vida.
Propusemos que fosse escolhido um dos profissionais do circo
para orientar a pesquisa. Não tivemos
nenhuma surpresa, em todas as turmas o palhaço foi o escolhido. Surgiu
daí o projeto que seria apresentado na
Mostra Científico-Cultural da escola,
um evento que tem a participação de
toda a comunidade escolar – “Palhaço: sou riso que faz bem!”
Os objetivos que orientaram o
trabalho foram:
•conceituar o termo palhaço;
•apresentar as origens da arte
do palhaço em algumas das suas inúmeras facetas;
•questionar sua função social,
por trás da máscara;
•vivenciar a arte do palhaço
e compreender o seu olhar sobre os
aspectos da saúde e da sociedade na
qual ele está inserido;
•perceber que a imagem do palhaço pode ser utilizada em situações
em que haja injustiças, agressões,
deboches e qualquer outra situação
constrangedora.
“Palhaço: sou riso que faz
bem”
Para iniciar o estudo sobre os
palhaços, as professoras fizeram uma
surpresa para os alunos: convidaram
um palhaço para uma visita à sala. Foi
um sucesso, eles realmente se surpreenderam e ficaram muito motivados
para o trabalho de pesquisa sobre tipos de palhaços e palhaços famosos.
Juntamente à pesquisa, nas aulas de
Literatura, eles leram O livro do palhaço, de Cláudio Thebas, da Companhia das Letras. Depois da visita foi
solicitado aos alunos, como atividade
Aula de Arte propicia mais cor e alegria: palhaços enfeitam a sala
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AMAE educando - 375 . Outubro . 2010
de casa, que escrevessem uma notícia sobre o acontecido. Uma delas foi
divulgada no site da escola para que
toda a comunidade escolar pudesse
acompanhar o projeto.
Dando continuidade ao trabalho e tendo as famílias como parceiras, foi elaborada uma atividade
que seria realizada com elas em que
se perguntava o que lhes remetia a palavra palhaçada. Diante das respostas,
foi possível organizar com os alunos
um debate sobre as várias facetas de
um palhaço: a irreverência, a alegria,
a ingenuidade e a gentileza. Surgiu
daí a ideia de juntar a este projeto outro, que já estava sendo desenvolvido
pelas turmas desde o início do ano,
nas aulas de Educação para Paz, disciplina que faz parte do currículo da
escola, projeto denominado “Gentileza gera gentileza”.
Uma das atividades propostas
foi, num festival de dança realizado
pelos alunos num shopping do bairro
onde a escola se localiza, a apresentação da música “Gentileza”, de Marisa
Monte, em que a intérprete conta a
história do criador da frase: “Gentileza gera gentileza”. Em seguida, os
alunos entregaram flores para as pessoas presentes no evento, um ato gentil do qual o mundo tanto precisa.
De volta à sala de aula foi
debatido, através de notícias trazidas
pelos alunos, o que pode causar a falta de gentileza no trânsito, que tem se
apresentado cada vez mais caótico nas
cidades grandes. Não foram poucos
os alunos que relataram o comportamento agressivo dos próprios pais no
trânsito, o que nos faz reafirmar o papel importante que a escola exerce na
formação dos cidadãos.
Doutores da alegria
A apresentação do filme Doutores da Alegria
documentou a história de palhaços profissionais que realizam trabalhos com crianças em hospitais em todo o
Brasil. Em Belo Horizonte, esse trabalho é realizado no
Hospital das Clínicas. Os alunos puderam perceber, através do depoimento de médicos, enfermeiros e familiares,
o quanto faz bem a alegria na vida de um doente, o que
nos leva a acreditar na célebre frase: “Rir é o melhor remédio”. Além disso, o documentário apresentou a ideia
de que o tratamento com remédios, dietas, enfim, o que
a ciência indica é de fundamental importância na recuperação do paciente. Esses dois tratamentos – riso e medicação – funcionam bem se caminharem juntos, tendo
sido essa ideia reforçada pelas professoras, no debate,
após o filme.
Os Doutores da Alegria publicam todos os anos
um livro com o balanço dos trabalhos realizados. Os da-
tudados, como Yara Tupinambá. Nessa proposta, a mãe de um aluno, que é
pintora, trouxe seu quadro de palhaço
para mostrar aos alunos e os ajudou
a desenhar palhaços famosos: Arrelia,
Carequinha, Torresmo, Didi, Charlie
Chaplin com seu personagem Carlitos e outros. O estudo sobre Chaplin
foi realizado principalmente através
de seus filmes. As professoras contaram um pouco da vida dele e o que ele
“ Valia aí rir com
o outro e não
do outro.
“
Tendo em vista que no 5º
ano estuda-se o corpo humano com
o objetivo maior de saber cuidar do
próprio corpo, procurou-se propiciar
a interdisciplinaridade, propondo-se,
nas aulas, o debate sobre um mal moderno: o estresse. Também foi planejada uma aula de Arte para a criação
de palhaços com diversos materiais,
numa releitura do artista plástico Vik
Muniz, que utiliza materiais inusitados para recriar possibilidades de
apresentar e perceber o mundo. Ainda
foi proposta a criação, em conjunto,
de um palhaço, com materiais trazidos de casa. Os palhaços de cada
turma receberam nomes e foram expostos na Mostra Científico-Cultural.
Todos puderam tirar fotos junto aos
palhaços, numa alusão ao que acontece em diversos locais, inclusive como
lembrança, em alguns circos.
Alguns artistas que retrataram palhaços em suas telas foram es-
dos contidos neste livro foram usados para propor atividades de matemática, em que se trabalhou a leitura de
gráficos e tabelas. Os alunos foram orientados pelas professoras para o fato de que a leitura desses instrumentos,
com dados organizados, é uma das várias formas de se
obter informações, bem como sua leitura habitua o aluno
a analisar todos os elementos significativos presentes em
uma representação gráfica, evitando interpretações parciais e precipitadas.
Como todo projeto pretende ir além dos muros
da escola, é de suma importância que sejam observadas
atitudes geradas pela sua realização. Uma aluna trouxe
para a sala um livro dos Doutores da Alegria e propôs
aos colegas que a cada compra de um exemplar outro
seria doado a uma criança. Ela incentivou a turma a adquirir o livro, como um ato de gentileza para com essas
crianças que seriam beneficiadas.
significou na história do cinema mundial.
Considerando o interesse dos
alunos pela música, foram criados
raps e paródias sobre o tema gentileza. Essas canções foram gravadas
pela Rádio da Escola e apresentadas
na mostra, propiciando a reflexão sobre a importância da gentileza na vida
das pessoas. Esse recurso foi expressivo para envolver todo o corpo docente e discente, já que com o projeto
pretendíamos provocar mudanças de
atitudes, visando o bem social.
Ainda como proposta de produção textual, as professoras pediram
aos alunos que trouxessem de casa
textos que os divertiam, entre eles
crônicas e piadas, mas foram orientados a terem o bom-senso e ética na
escolha, dispensando os textos discriminativos, por exemplo. Valia aí rir
com o outro e não do outro. Em sala,
vários grupos de leitura foram formaAMAE educando - 375 . Outubro . 2010
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Alunas exibem, felizes, o seu lado palhaço de ser, deixando aflorar aspectos ingênuos e risíveis
dos e alguns textos dramatizados, fazendo as aulas de leitura ficarem mais
divertidas. Em seguida propôs-se aos
alunos que, em duplas, produzissem
seus próprios textos engraçados. Depois de corrigidos viraram um livro:
O livro das palhaçadas.
Atitudes e comportamentos
Foi grande a participação dos
alunos e familiares neste projeto que
tinha, também, como meta ampliar os
aspectos ingênuos, puros, humanos
e risíveis do nosso próprio ser, confrontando cada um com seu palhaço
interior, mostrando os recantos escondidos da personalidade, aflorando o
caráter humano.
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AMAE educando - 375 . Outubro . 2010
Pudemos observar mudanças
de atitudes e comportamentos, dentro
e fora de sala de aula, devido ao fato
de ter o trabalho permitido que os alunos:
•aceitassem que todos nós temos um pouco de palhaço em nosso
interior;
•percebessem que a linguagem
do palhaço está presente em nossa comunicação com o outro;
•constatassem a importância
do palhaço para ampliar relações solidárias;
•reconhecessem que os palhaços são como a vida: inusitados, loucos, apaixonantes.
Por tudo isso, concluímos que
devemos ser como palhaços: atrapa-
lhados, sinceros, espontâneos, solidários, alegres, gentis, com bom humor
e, acima de tudo, verdadeiros. Essa é
uma arte bem mais profunda do que
imaginamos, pois precisamos estar livres das máscaras sociais adquiridas
com o passar do tempo.
Ao utilizarmos os materiais
didáticos que julgamos adequados e
agirmos como profissionais mediadores, o trabalho revelou-se significativo para o aluno, permitindo reflexão,
entendimento, formação de opinião,
integrando, assim, um novo conhecimento ao seu repertório pessoal.
A linguagem do palhaço através do riso levou criticidade, alegria,
paz e solidariedade aos nossos corações e mentes.
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