Governo do Distrito Federal
Secretaria de Estado de Saúde
Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde
Escola Superior de Ciências da Saúde
Curso de Medicina
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DA ESCS
OUTUBRO DE 2012
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
Agnelo dos Santos Queiroz Filho
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE
Rafael de Aguiar Barbosa
DIRETORA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM
CIÊNCIAS DA SAÚDE – FEPECS
Gislene Regina de Sousa Capitani
DIRETORA DA ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE-ESCS
Maria Dilma Alves Teodoro
PROJETO PEDAGÓGICO APROVADO PELA COMISSÃO DE CURRÍCULO DO
CURSO DE MEDICINA DA ESCS EM 02 DE OUTUBRO DE 2012
Comissão de elaboração:
Ana Márcia Yunes Salles Gaudard
Ednamara Filomena dos Santos
Helcia Oliveira de Almeida
Maria Luisa Brangeli Maia
Paulo Roberto Silva
Wilton Silva dos Santos
SUMÁRIO
1. Finalidade da IES ............................................................................................................ 3
2. Estrutura Organizacional ................................................................................................ 3
3. Duração do Curso............................................................................................................ 7
4. Curriculo ......................................................................................................................... 7
5. Processo de Avaliação da Aprendizagem..................................................................... 159
6. Atividades Complementares ........................................................................................ 167
7. Gerenciamento Acadêmico .......................................................................................... 169
8. Processo de Acompanhamento e de Avaliação ............................................................ 171
9. Referências Bibliográficas ........................................................................................... 174
1. Finalidade da IES
A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) possui por finalidades centrais
administrar, desenvolver e aperfeiçoar os processos de ensino e aprendizagem em Ciências da
Saúde, mediante cursos de graduação, extensão e pós-graduação; possui ainda, a finalidade de
apoiar as atividades de pesquisa da área da saúde, no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde
do Distrito Federal, visando o bem-estar físico, mental e social do indivíduo e da comunidade
como exigência da cidadania.
2. Estrutura Organizacional
2.1. Organograma do Curso de Medicina
3
2.2. A Coordenação do Curso de Medicina tem como atribuições:
 Coordenar as atividades de planejamento, execução e avaliação do curso;
 Cumprir e fazer cumprir os planos de ensino-aprendizagem sob a responsabilidade
dos docentes do curso, observando o Projeto Pedagógico.
 Supervisionar a execução do programa curricular, especialmente no que se referir
à observância do calendário escolar, de programas e horários, à assiduidade e às
atividades dos professores e estudantes;
 Submeter à consideração do Diretor Geral, o plano de atividades a serem
desenvolvidas em cada série;
 Apresentar relatório de atividades do curso ao Diretor Geral;
 Coordenar as atividades da Comissão de Currículo.
2.2.1. Os órgãos subordinados à Coordenação do Curso de Medicina são: Comissão de
Currículo, Secretaria do Curso de Medicina, Gerência de Avaliação, Gerência de
Desenvolvimento Docente e Discente e Gerência de Educação Médica.
2.2.1.1. A Comissão de Currículo é o órgão colegiado do curso de Medicina que conta com
a participação de docentes e estudantes e é responsável por:
 Analisar e aprovar o planejamento e os programas das unidades educacionais antes
de sua execução;
 Verificar a adequação dos métodos e da estratégia de avaliação proposta para cada
unidade educacional em relação ao sistema de avaliação do curso;
 Conferir o apoio didático requerido pelas unidades educacionais para o seu pleno
desenvolvimento;
 Analisar a avaliação para a reformulação das unidades educacionais antes de nova
aplicação às turmas seguintes;
 Encaminhar ao Diretor da ESCS os relatórios pertinentes, que serão
posteriormente encaminhados ao Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão –
CEPE, para homologação;
 Avaliar o desenvolvimento do programa de monitoria e de iniciação científica e
apresentar subsídios pertinentes aos coordenadores das unidades educacionais,
submetendo os resultados ao CEPE;
4
 Observar as peculiaridades, o planejamento e a organização das atividades
educacionais de cada série do curso.
2.2.1.2. A Secretaria do Curso de Medicina é subordinada à Coordenação do Curso e
supervisionada tecnicamente pela Secretaria de Assuntos Acadêmicos, subordinada à Direção
Geral da ESCS, e tem como atribuições prestar atendimento e orientações ao corpo discente e
manter atualizada sua documentação acadêmica.
2.2.1.3. A Gerência de Avaliação tem como missão formular, em conjunto com a comissão
de currículo, o sistema de avaliação do Curso de Medicina garantindo sua coerência com o
projeto pedagógico e sua uniformidade dentro dos programas educacionais. É responsável
pelo planejamento, supervisão e coordenação dos processos de avaliação de desempenho dos
estudantes, dos docentes e das unidades educacionais que compõem o curso.
2.2.1.4. A Gerência de Educação Médica é responsável pela organização e desenvolvimento
das propostas estabelecidas no Projeto Pedagógico do Curso. Estão vinculados à Gerência de
Educação Médica os Coordenadores de Série e os Coordenadores dos Programas
Educacionais, formando uma estrutura de gestão matricial (Figura 1), que busca promover a
coerência entre os programas educacionais numa mesma série e dentro do programa
educacional nas diversas séries. Também subordinado à Gerência de Educação Médica está o
Núcleo de Informática Médica.
2.2.1.4.1. Os Coordenadores de série têm como atribuições o acompanhamento da vida
acadêmica dos estudantes, a coordenação das atividades docentes e a gestão pedagógica e
administrativa da série.
2.2.1.4.2. Os Coordenadores dos Programas Educacionais são os responsáveis pela
integração dos programas entre as séries. O Curso de Medicina possui quatro programas
educacionais: Módulos Temáticos, Habilidades e Atitudes (HA), Interação Ensino - Serviços
e Comunidade (IESC), desenvolvidos da 1ª à 4ª séries, e Estágio Curricular Obrigatório
(Internato), desenvolvido na 5ª e 6ª séries.
 A Coordenação do Programa Educacional Módulos Temáticos tem como
atribuições coordenar e acompanhar o desenvolvimento dos módulos temáticos
5
nas quatro séries iniciais do curso e promover o seu alinhamento para atingir as
competências definidas no currículo. Faz parte da Coordenação do Programa de
Módulos Temáticos a Comissão de Proposição de Problemas que é responsável
pela qualificação dos módulos temáticos.
 A Coordenação do Programa Educacional Habilidades e Atitudes tem como
atribuições coordenar o programa estruturado continuamente ao longo das quatro
primeiras séries do curso, propor os cenários de ensino do programa e as parcerias
com unidades de saúde. A coordenação do programa de Habilidades e Atitudes
tem sob sua responsabilidade o Laboratório Morfofuncional que se destina ao
estudo e pesquisa de aspectos morfológicos (anatômicos, histológicos e
fisiológicos) do organismo humano e o Laboratório de Habilidades que se
destina ao treinamento e desenvolvimento das habilidades psicomotoras
necessárias à futura prática profissional dos estudantes.
 A Coordenação do Programa Educacional Interação Ensino – Serviços e
Comunidade tem como atribuições coordenar o programa estruturado
continuamente ao longo das quatro primeiras séries do curso, propor os cenários
de ensino do programa e parcerias com unidades de saúde.
Coordenadores de Programa
Coordenação do Internato
6ª série
5ª série
Coordenação do programa
Módulos Temáticos
Coordenação do programa Interação
Ensino Serviços Comunidade
4ª série
3ª Série
4ª vsérie
2ª série
1ª Série
Figura 1 - Matriciamento entre Coordenações de Programas Educacionais e Coordenações de Série
6
Coordenadores de Série
Coordenação do programa
Habilidades e Atitudes
2.2.1.4.3. O Núcleo de Informática Médica tem como atribuição dar suporte às atividades
para o desenvolvimento e aplicação de tecnologia de informação na área de saúde. O Núcleo
de Informática Médica é o responsável pelo Laboratório de Informática.
2.2.1.5. A Gerência de Desenvolvimento Docente e Discente (GDDD) tem como
atribuições planejar e implementar a política de qualificação docente do Curso de Medicina. É
responsável pelos programas de Educação Permanente e Educação Continuada para docentes
e preceptores de graduação. Subordinado à GDDD está o Serviço de Orientação ao
Estudante (SOE), que tem como atribuições atuar no atendimento, orientação,
encaminhamento psicológico, apoio social e orientação psicopedagógica ao corpo discente.
3. Duração do Curso
O Curso de Medicina é seriado e anual perfazendo um total de 9.882 horas com a
duração de no mínimo seis e no máximo nove anos.
4. Curriculo
A análise de qualquer processo de ensino deve se vincular aos problemas da sociedade
em que o estudante se forma e na qual o profissional prestará seus serviços. Assim, o perfil
profissional do egresso deve coincidir com as demandas da sociedade, dos novos perfis
epidemiológicos e demográficos e das condições da prática profissional.
O desenvolvimento científico e técnico e as condições do exercício profissional
demandam um profissional com um grau de responsabilidade e autonomia que lhe permitam
sustentar sua própria educação continuada com base em estudo independente. Por sua vez,
o desenvolvimento da tecnologia médica demanda uma formação sistemática no processo
de tomada de decisão, considerando-se os princípios da ética e da deontologia e a análise
dos custos da atenção, pois o saber e a conduta estão indissoluvelmente unidos na
atividade médica.
A formação profissional em saúde é uma atividade complexa que envolve não só a
aquisição de conhecimentos, mas o desenvolvimento de habilidades e atitudes necessárias ao
exercício eficiente da atenção à saúde individual e coletiva. Implica, portanto, na articulação
de experiências de aprendizagem que visem não somente o saber, mas também o saber-fazer,
7
saber-ser, saber-aprender e saber conviver. É no espaço de articulação desses diferentes
saberes que estão inseridos os currículos orientados para aquisição de competência, cujo
modelo inspirou a estruturação curricular do curso de medicina da Escola Superior de
Ciências da Saúde (ESCS).
A orientação curricular por competência é voltada para os resultados a serem obtidos
ao término do curso ou programa educacional. Esses resultados são comumente expressos em
termos de perfil do egresso ou de competências a serem alcançadas pelo formando. Nesse
modelo de organização curricular, os fins não só justificam os meios, mas constituem o ponto
de partida para o planejamento de todas as etapas do programa educacional (SMITH, 2009).
4.1.
Perfil do egresso
Competência, do ponto de vista conceitual, implica em um conjunto de ações
intencionais, ajustadas ao contexto do exercício profissional, que envolve a mobilização de
conhecimentos, habilidades e atitudes nas mais diversas combinações (HAGER; GONCZI,
1996). Essas ações intencionais se traduzem em tarefas ou atividades essenciais ao exercício
da profissão.
Assim, as competências desejadas para o graduado no curso de Medicina da ESCS
são as seguintes:
4.1.1. Atenção à saúde: o médico, em seu âmbito profissional, deve estar apto a
desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto
no nível individual quanto no coletivo. Cada profissional deve assegurar que sua
prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do
sistema de saúde. O médico deve realizar seus serviços dentro dos mais altos
padrões de qualidade e dos princípios da ética e deontologia e responsabilidade da
atenção de saúde.
4.1.2. Tomada de decisões: o trabalho do médico deve estar fundamentado na capacidade
de tomar decisões visando o uso apropriado, a eficácia e o custo-efetividade da força
de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas.
Para este fim, ele necessita possuir habilidades para avaliar, sistematizar e decidir a
conduta mais adequada.
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4.1.3. Profissionalismo: Profissionalismo se refere a um conjunto de atitudes e
comportamentos expressos no exercício da profissão, sendo orientado por valores
pessoais e profissionais e permeado pelos aspectos históricos, sociais, culturais e
institucionais que delimitam a realidade das práticas (MARTIMIANAKIS,
MANIATE, HODGES, 2009). Engloba um conjunto de elementos que expressam o
compromisso ético, moral e humanístico que os médicos devem manter com o objeto
de seu trabalho. São elementos fundamentais desta competência: comunicação e
relacionamento interpessoal, ética, altruísmo, responsabilidade, humanismo e
aprendizado permanente.
4.1.4. Administração e gerenciamento: os médicos devem estar aptos a fazer o
gerenciamento e a administração da força de trabalho, dos recursos físicos e
materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem gestores
ou líderes na equipe de saúde.
Segundo PERRENOUD (2000), enquanto as competências são traduzidas em
domínios práticos das situações cotidianas que necessariamente passam compreensão da ação
empreendida e do uso a que essa ação se destina, as habilidades são representadas pelas ações
em si, ou seja, pelas ações determinadas pelas competências de forma concreta. Desta forma,
as habilidades específicas que um graduado em medicina pela ESCS deve ter são as seguintes:
 Utilizar recursos propedêuticos valorizando o método clínico em todos os seus
aspectos;
 Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos
cientificamente validados;
 Utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos para a atenção
integral à saúde;
 Atuar na promoção da saúde e prevenção de doenças, bem como no tratamento e
reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do processo de morte;
 Realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o atendimento
ambulatorial e para o atendimento inicial das urgências e emergências em todas as
fases do ciclo biológico;
 Compreender os princípios da metodologia científica, o que possibilita a
análise de artigos técnico-científicos e uma maior participação na produção de
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conhecimentos;
 Considerar a relação custo-benefício nas decisões médicas, levando em conta
as reais necessidades da população;
 Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em
todas as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial
mórbido das doenças, bem como a eficácia da ação médica;
 Reconhecer e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas
que fujam ao alcance da formação geral do médico.
 Compreender as bases moleculares e celulares dos processos normais e
alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos,
aplicados aos problemas da prática.
 Compreender como agir frente aos problemas mais comuns dentro da visão
integral
do
processo
saúde-doença,
relacionando
os
determinantes
socioeconômicos, culturais e políticos, bem como os aspectos comportamentais
relevantes para a promoção, prevenção e recuperação da saúde.
 Abordar o processo saúde-doença do indivíduo e da população, em seus
múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
 Dominar a propedêutica médica - capacidade de realizar história clínica, exame
físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas.
 Estabelecer a relação médico-paciente e médico-família com padrões éticos,
técnicos e humanísticos adequados e legitimados.
 Relacionar e utilizar os conhecimentos das áreas básicas, clínicas, cirúrgicas e
da saúde coletiva para atuar na solução dos problemas mais relevantes que
comprometem a saúde dos indivíduos e famílias.
 Trabalhar em equipe interdisciplinar, evidenciando compromisso social com a
melhoria contínua do atendimento e do desempenho dos serviços de saúde, de
acordo com os princípios e diretrizes do SUS e políticas de Saúde públicas
vigentes.
 Utilizar-se, de forma adequada, da rede de Atenção à saúde promovendo a
integração do sistema e a integralidade do cuidado.
 Avaliar criticamente as políticas de saúde e estratégias de intervenção, visando
assegurar a universalidade, a equidade, a resolubilidade e a continuidade dos
cuidados de saúde.
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 Utilizar a realidade do trabalho para disparar processos de aprendizagem e de
educação permanente, estimulando a construção coletiva de conhecimento.
 Favorecer a interação das pessoas e a construção do trabalho em equipe
respeitando diferentes saberes e potencialidades e mostrando a capacidade de ouvir
e lidar com a diversidade de opiniões.
 Identificar problemas relevantes do território juntamente com a equipe de saúde.
 Promover uma investigação ampliada das necessidades de saúde e identificar
problemas na produção do cuidado, considerando relevância, magnitude,
vulnerabilidade, e transcendência.
 Pesquisar dados de morbimortalidade, epidemiológicos, demográficos e de
agravos de notificação compulsória da população estudada, quando pertinente.
 Identificar a necessidade de novos conhecimentos a partir da realidade e dos
desafios do trabalho em saúde.
4.2. Princípios Norteadores
O modelo pedagógico do curso encontra-se fundamentado nos princípios do
construtivismo, priorizando as metodologias ativas como elemento central no processo de
ensino aprendizagem. Como princípio, o currículo visa garantir e aperfeiçoar a formação
geral do médico em termos técnicos, científicos e humanísticos.
Partindo da definição do perfil do egresso e do delineamento das competências
necessárias à boa prática profissional, foi construído um currículo que contempla os seguintes
elementos:
4.2.1. Interdisciplinaridade e integração de saberes entre diferentes áreas, envolvendo as
ciências básicas, as disciplinas clínicas, as ciências sociais e do comportamento e as
disciplinas da saúde coletiva. As várias disciplinas ou áreas de conhecimento são integradas
numa mesma unidade educacional (integração horizontal) ao mesmo tempo em que garante
uma continuidade na aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes em graus crescentes
de complexidade ao longo do curso (integração vertical).
4.2.2. Diversificação dos ambientes de aprendizagem – Os estudantes se envolvem em
situações diversificadas de prática de saúde desde o início do curso, participando em
ações de saúde em uma área territorial definida onde se prestam cuidados integrais de saúde
11
e acompanhamento de famílias adstritas. Os cenários de ensino são as unidades básicas de
saúde (em especial as da Estratégia Saúde da Família), ambulatórios e policlínicas, hospitais
gerais e especializados, serviços de reabilitação e recuperação e serviços de atendimento de
emergências, além das salas de aula, laboratórios e biblioteca da escola.
4.2.3. Integração ensino-serviço-pesquisa, partindo da premissa de que os fundamentos
teóricos devam estar, desde logo, articulados à solução de problemas e situações práticas. A
pesquisa integra-se assim ao ensino, com a participação de profissionais dos serviços e
da comunidade. A proposta de interdisciplinaridade e ação multiprofissional do currículo
permeia a integração do meio acadêmico com os serviços da SES-DF - considerada
como agente ativo e não mera usuária.
4.2.4. Utilização de metodologias ativas, centradas no estudante, onde ele é o sujeito da
aprendizagem e o professor é um facilitador. Essas metodologias, desenvolvidas pelo estudo
cooperativo em pequenos grupos, possibilitam ao estudante o desenvolvimento dos seus
próprios métodos de estudo, de forma a selecionar criticamente os recursos educacionais
mais adequados, a trabalhar em equipe e a “aprender a aprender”.
4.2.5. Aprendizagem pela prática - o elemento norteador é a prática profissional e a prática
social. A relação prática-teoria-prática deve ser priorizada. Pretende-se assim desenvolver
aquisição de conhecimentos e habilidades relevantes para a prática profissional.
4.2.6. Flexibilidade curricular – o ensino é centrado nas necessidades de aprendizagem
dos estudantes, com currículo nuclear comum a todos e a oportunidade de práticas eletivas,
cuja função é permitir a individualização do currículo.
4.2.7. Avaliação formativa e somativa do estudante, baseada nas competências cognitivas,
afetivas e psicomotoras.
4.2.8. Terminalidade do curso, objetivando uma sólida formação geral, tornando o egresso
apto a resolver a maioria dos problemas de saúde da população.
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4. 3. Programas Educacionais e Metodologias de Ensino-Aprendizagem
O currículo apresenta três programas educacionais que interagem, conforme o esquema
representado na figura 2.
Figura 2 – Programas Educacionais
4.3.1. Módulos Temáticos
O Programa de Módulos Temáticos aborda de maneira integrada com os outros
programas educacionais os aspectos cognitivos que irão dar sustentação a aquisição das
competências definidas no projeto pedagógico nos primeiros quatro anos da formação.
Procura desenvolver no estudante a capacidade de aprendizado por meio do
estudo cooperativo em pequenos grupos, contextualizado, da capacidade de busca das
informações relevantes para a prática e possibilita a aquisição de autonomia no processo de
aprendizagem (DOLMANS, DE GRAVE, WOLFHAGEN et al., 2005, HMELO-SILVER,
2004).
4.3.1.1. Metodologia utilizada
O Programa de Módulos Temáticos utiliza uma estratégia pedagógica denominada
Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL, do inglês “Problem Based Learning”),
propositora de situações significantes, contextualizadas e do mundo real e fornecedora de
fontes, guias e instruções para os aprendizes (DOLMANS e SCHMIDT, 1996).
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As principais características do PBL são:
 O estudante é responsável por seu aprendizado (DOLMANS e SCHMIDT,
1994), o que inclui a organização de seu tempo e a busca de oportunidades para
aprender.
 O professor é um facilitador da aprendizagem.
 O problema é o elemento integrador dos conteúdos e devem contemplar as
situações mais frequentes e relevantes a serem enfrentados na vida profissional
de um médico com formação geral (DOLMANS, SNELLEN-BALENDONG,
WOLFHAGEN et al., 1997).
 A dinâmica tutorial utiliza um processo análogo ao da metodologia de pesquisa
científica.
A
partir
de
um
problema,
procura-se
sua
compreensão,
fundamentação e busca de dados que são analisados e discutidos. Por último,
elaboram-se hipóteses para sua solução, que devem ser postas em prática para
que sejam comprovadas e validadas.
 Os módulos são flexíveis e podem ser modificados para se adaptarem a realidade.
 O trabalho em grupo e a cooperação entre os sujeitos são elementos centrais
(DOLMANS e SCHMIDT, 2006).
4.3.1.2. Módulos
Os módulos temáticos apresentam abordagem interdisciplinar cujo conteúdo é
organizado em problemas que constituem o elemento motivador para o estudo e o
momento de integração das disciplinas. Estes problemas, por sua vez, são alterados e
atualizados de forma permanente. Fazem ainda parte do módulo, palestras e práticas.
Os módulos são construídos pelo grupo de planejamento, composto pelos docentes
das várias disciplinas básicas e clínicas envolvidas com o tema, gerenciados por um
coordenador e por um vice.
Esta metodologia por módulos traz implícita a prática da interdisciplinaridade. Ou
seja, em cada módulo estão embutidas as disciplinas que completam todo o conteúdo de
seus enunciados.
Cada módulo se desenvolve num período de q u a t r o a oito semanas, Dele,
elabora-se a árvore temática que dará origem aos problemas relacionados com o processo
saúde-doença.
O programa de módulos temáticos é composto por 25 módulos distribuídos nas quatro
14
primeiras séries, numa sequência que permite a aquisição progressiva e integrada de
conhecimentos que servirão à futura prática profissional.
4.3.1.3. Grupos tutoriais
Cada grupo tutorial é composto por um docente e oito a doze estudantes, que se
reúnem duas vezes por semana, obedecendo à semana-padrão da série, durante
aproximadamente quatro horas diárias, para estudar os problemas relacionados ao processo
saúde-doença apresentados nos módulos.
A cada problema são eleitos entre os estudantes um coordenador e um secretário,
de modo que cada estudante exerça estas funções pelo menos uma vez durante a realização
do módulo.
O grupo tutorial desenvolve suas atividades obedecendo a uma dinâmica própria,
denominada 7 passos, que consiste em:
 Ler atentamente o problema e esclarecer os termos desconhecidos;
 Identificar as questões (problemas) propostas pelo enunciado;
 Oferecer explicações para estas questões, com base no conhecimento prévio
que o grupo possua sobre o assunto (formulação de hipóteses);
 Resumir estas explicações;
 Estabelecer objetivos de aprendizado que levem o estudante à comprovação, ao
aprofundamento e à complementação das explicações;
 Realizar estudo individual, respeitando os objetivos estabelecidos;
 Rediscutir no grupo tutorial os avanços de conhecimento obtidos pelo grupo.
4.3.1.4. Palestras/conferências
São atividades que ocorrem uma vez por semana, obedecendo à semana-padrão da
série, com duração aproximada de duas horas. São proferidas por professores do curso ou
convidados, sobre temas escolhidos pela comissão de planejamento do módulo, com o
objetivo de possibilitar ao estudante a integração de conhecimentos ou uma primeira
aproximação de um tópico de todo desconhecido ou muito difícil.
4.3.1.5. Módulos eletivos
São módulos obrigatórios que ocorrem uma vez ao ano e permitem a personalização
do currículo. Tem a característica eminentemente prática e consiste numa imersão em
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um determinado serviço. Os estudantes têm a liberdade de escolha entre as opções
oferecidas pela escola ou podem propor sua própria eletiva que será submetida à aprovação
pela comissão de currículo com base nas normas estabelecidas.
4.3.1.6. Consultorias
São oportunidades de aprendizagem opcional ofertada nos módulos. Permitem um
contato próximo com os docentes, em suas áreas de especialidades, visando ao
esclarecimento das dúvidas oriundas da leitura e das discussões efetivadas em grupos.
4.3.1.7. Outras atividades
São oportunidades de aprendizagem opcional oferecidas nos módulos. Consistem em
práticas de laboratórios (básico e clínico), reuniões anátomo-clínicas, visitas, sessões de
filmes e outras atividades acadêmicas.
4.3.2. Habilidades e Atitudes
A aprendizagem de habilidades clínicas complexas envolve a aquisição de
conhecimentos, habilidades motoras e o desenvolvimento de atitudes. Toda habilidade clínica
está fundamentada em uma base de conhecimento que envolve conceitos, relevância,
indicações, contraindicações e contexto de aplicação. A habilidade exige preparação, técnica e
destreza. E as atitudes dizem respeito ao consentimento, conforto, respeito pelo paciente e a
percepção, reflexão e reconhecimento dos próprios limites.
O Programa de Habilidades e Atitudes utiliza práticas nos serviços e nos laboratórios
de habilidades. O treinamento é feito em um programa longitudinalmente estruturado nos
quatro primeiros anos e, para o seu desenvolvimento, tem como princípios:
 Desenvolvimento gradual de complexidade no treinamento de habilidades, nos
cenários de aprendizagem e na integração entre estas e os conhecimentos para a
solução de problemas: a cada passo, o estudante é treinado em situações práticas
cada vez mais complexas;
 Interação entre teoria e prática: o desenvolvimento do programa de
habilidades visa, sempre que possível, a congruência entre o conhecimento
adquirido nos módulos temáticos e os treinamentos ofertados no Programa;
 Apresentação de nova habilidade por demonstração, realizada tanto por parte dos
professores para os estudantes como dos estudantes para os professores;
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 Consolidação da aprendizagem por repetição da atividade de treinamento;
 Avaliação de desempenho por instrumentos coerentes com a característica de
treinamento na prática.
 Avaliações com conteúdos cumulativos.
4.3.2.1. Metodologias utilizadas
Os recursos e métodos de aprendizagem adotados pelo programa englobam exposição
oral, vídeos, demonstração pelo docente, execução das tarefas entre pares de estudantes,
discussão em pequenos grupos, prática com paciente real, prática com paciente simulado,
atividades à beira do leito, em enfermarias de hospitais de média e alta densidade tecnológica
de diferentes especialidades, unidades de emergências, unidades básicas de saúde, no centro
de treinamento em habilidades e laboratório morfofuncional.
As práticas educacionais são estruturadas utilizando-se o método: Cognição,
Demonstração, Explicação, Execução, Repetição (CDEER). Esse método pressupõe a
discussão prévia com o estudante dos conhecimentos inerentes à realização da tarefa. A
demonstração da tarefa pelo professor (docente do programa), em tempo real, sem
interrupções ou comentários. Nova demonstração, com as explicações do professor. A
execução, por parte do aprendiz, supervisionada pelo docente e com retroalimentação. E a
repetição para aquisição de destreza, em outras oportunidades de aprendizagem, monitorada
pelo docente (KER, 2009).
A organização dos conteúdos abordados e das atividades educacionais, em linhas
gerais, obedece a três princípios: ciclos de vida (criança, adulto, idoso, gestante); sistemas
corporais (respiratório, cardiovascular, digestório, etc.), e os cenários das grandes áreas
básicas (saúde do adulto, da criança e da mulher) (HARDEN, 2009).
4.3.2.2. Estrutura do programa
A estruturação do programa de habilidades e atitudes por competência começa com a
definição do perfil do estudante a ser formado. Feito isso, em sequência temos: a
determinação da competência geral, seguida dos domínios de competência a serem
alcançados; definição (descrição) do que significa cada um dos domínios de competências e
seleção dos critérios, desempenhos ou tarefas que possam ser utilizados como parâmetro para
avaliação do grau em que os resultados esperados estão sendo atingidos; nivelamento da
extensão em que esses resultados devem ser obtidos segundo os ciclos de aprendizagem;
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definição das estratégias de aprendizagem a serem utilizadas, avaliações de resultados e
processos (SMITH, 2009; GUSTAFSON, BRANCH, 2007; CARRACCIO et al., 2002).
4.3.2.3. Matriz de Competências do Programa
Para o programa de Habilidades e Atitudes atenção à saúde individual foi considerada
a competência geral a ser atingida no programa como um todo. Com base nessa competência,
foram identificadas habilidades e atitudes essenciais à formação profissional em saúde, tendo
em vista o cuidado com o paciente. As habilidades-chave, centrais ao exercício da profissão
no contexto da interação médico-paciente, compõem o que chamamos de domínios da
competência geral, atenção à saúde. Domínios de competência e habilidades clínicas-chave
serão utilizados de forma intercambiável a partir de então.
Assim sendo, considerando a relação matricial desses saberes, os domínios de
competência ou habilidades clínicas-chave a serem trabalhados no programa serão: entrevista
clínica; obtenção e relato dos dados; exame físico; raciocínio clínico e tomada de decisão.
Essas habilidades-chave estão representadas no eixo vertical da figura 3. Na horizontal, estão
os valores, atitudes e comportamentos que devem permear todas as ações que integram os
domínios verticais da atenção à saúde e que envolvem aspectos relativos à comunicação,
ética, responsabilidade, humanismo e excelência profissional.
O conjunto de saberes que se colocam na transversalidade da atuação profissional e
que reúnem uma série de elementos subjetivos, que conferem qualidade ética e humanística
ao cuidado está reunido no programa com o nome de profissionalismo médico.
Entrevista clínica
(Anamnese)
Obtenção e relato de
dados
Exame físico
Progressão do
estudante
Raciocínio clínico
Tomada de decisão
Comunicação
e Ética
Relacionamento
interpessoal
PROFISSIONALISMO
Responsabilidade
Qualidade
humanística
Excelência
(aprendizado
permanente)
Figura 3 - Configuração matricial das habilidades e atitudes a serem desenvolvidas no programa.
18
4.3.2.4. Os ciclos de aprendizagem
Estabelecer níveis de desempenho é definir níveis de complexidade crescentes das
habilidades clínicas-chave a serem atingidos pelos estudantes à medida que eles progridem no
curso. O currículo do curso de medicina da ESCS é desenvolvido em 3 ciclos de
aprendizagem: inicial, intermediário e internato, que compreendem as 1ª e 2ª; 3ª e 4ª e 5ª e 6ª
séries, respectivamente (Figura 4).
1ª
3ª
5ª
6ª
Séries
Av
Co
ali
nc
ar
eit
1º ciclo (inicial)
2º ciclo (intermediário)
3º ciclo (internato)
os
uar
pr
,
oc
de
ess
scr
Figura 4 - Desenvolvimento das habilidades clínicas-chave – programa de HA
os
ev
No primeiro ciclo, as atividades educacionais se dão predominantemente noerambiente
e
acadêmico, sendo voltado para o aprendizado dos aspectos conceituais que fundamentam
as
def
inir
competências clínicas e o desenvolvimento de habilidades, utilizando como os
modelo o
indivíduo normal ou situações clínicas de baixa complexidade. No segundo co
ciclo, são
mp
utilizados cenários reais de prática ainda de uma forma controlada, com pacientesonreais e o
enfoque da aprendizagem voltado para identificação e interpretação dos achados ent
anormais.
es
No internato, o aprendizado decorre da prática que ocorre em ambientes reais dodeexercício
ca
profissional.
da
O desenvolvimento do programa tem um desenho em espiral, onde os áre
temas são
a
revisitados e novamente apresentados aos estudantes, em outros momentos de suadetrajetória
co
acadêmica, com densidade, profundidade, abordagem e cenários diferentes dos mp
anteriores,
etê
ampliando a experiência educacional do estudante e facilitando a consolidação
do
nci
aprendizado (HARDEN, 2009).
a
Séries
2ª
Séries
4ª
4.3.3. Interação Ensino-Serviços e Comunidade (IESC)
“O que me faz esperançoso não é tanto a certeza do achado, mas mover-me na busca”.
Paulo Freire
Todo médico deve ser capaz de exercer a prática geral da medicina e, para tanto, atender
a todos os componentes de uma família, independentemente de sexo e idade, comprometendose com a pessoa inserida em seu contexto biológico, psicológico e social.
19
O curso de Medicina da ESCS vem construindo mudanças importantes no processo da
formação médica, pois o médico, não importa sua área de atuação, deverá associar uma visão
geral e integral do indivíduo à sua prática profissional. Sua preocupação social deverá estar
presente em todos os seus atos profissionais, tendo como objetivo principal desenvolver ações
voltadas para a promoção, proteção e recuperação da saúde do indivíduo, da família e da
comunidade.
O Programa Educacional Interação Ensino-Serviços e Comunidade (IESC) desenvolve
atividades de aprendizagem vinculada à realidade da saúde da população, envolvendo ações
de promoção, proteção e recuperação da saúde, em equipe multidisciplinar. A IESC tem como
propósito fortalecer a parceria com os serviços de saúde e a comunidade para a consolidação
de uma nova concepção de formação do estudante de medicina, construindo um modelo de
interação entre estudantes, profissionais de saúde, docentes, famílias e membros da
comunidade tendo como marco de referência os planos de desenvolvimento regional.
Os cenários de ensino e os campos de atuação da IESC são os ambientes comunitários e
das famílias a serem visitadas, as unidades de saúde (US) que contemplam a Estratégia de
Saúde da Família (ESF), o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), centros e
postos de saúde, além dos equipamentos sociais existentes nas localidades. Neste contexto, os
estudantes iniciam o contato com a realidade social. Também é proposto para a IESC – 1ª
série que os estudantes desenvolvam habilidades de iniciação científica sobre temas
suscitados a partir do contato com a realidade local, na interação com a comunidade e com os
profissionais dos serviços de saúde da ESF.
Este programa educacional possibilita uma aproximação com o real e cria a
oportunidade de integração com os outros programas educacionais. Sendo a IESC uma
unidade de ensino predominantemente prática, ao interagir com as outras unidades
educacionais, contribui para a superação da dicotomia teoria/prática.
A proposta de ensino da ESCS fortalece o sistema de saúde e valoriza as atividades
junto à comunidade, proporcionando uma formação geral do estudante com visão ética,
humanística e compromisso social, capacitando-o como agente de transformação social. O
currículo é flexível, permitindo adequação dos objetivos educacionais e competências
profissionais aos problemas comunitários. Desta forma, o Programa Educacional Interação
Ensino Serviço Comunidade atua em parceria com as equipes de saúde das unidades
envolvidas no processo de ensino aprendizagem.
20
4.3.3.1. Princípios
O processo de ensino e aprendizagem da IESC toma como base a realidade da
comunidade e a busca pelo estabelecimento de vínculo entre os sujeitos. Nesse processo são
consideradas as múltiplas complexidades existentes, levando-se em conta o respeito pelos
princípios da integralidade e da responsabilidade social.
4.3.3.2. Metodologia utilizada
O Programa IESC utiliza a metodologia da problematização, que tem como base o
reconhecimento de que a educação acontece a partir das experiências vivenciadas em
situações reais. A realidade é vista como “problema”, algo que pode ser resolvido ou
melhorado. O processo educacional se dá pela análise e pela proposta de intervenção na
realidade.
A problematização possibilita aos estudantes a oportunidade de vivenciar o cotidiano
das práticas nos serviços de saúde, entrar em contato com a realidade e identificar junto aos
profissionais e a comunidade problemas e situações relevantes, fazer reflexão crítica e propor
alguma intervenção.
A problematização apoia-se na pedagogia progressista libertadora; educandos e
educadores são mediados pela realidade que apreendem e da qual extraem da aprendizagem e
se conscientizam da mesma para atuarem no sentido da transformação social. Cada problema
identificado é explorado detectando suas possíveis causas e, formulando assim as hipóteses de
solução, procura-se interferir na realidade no sentido de transformá-la (LIBÂNEO, 1990;
BORDENAVE e PEREIRA, 2005; BERBEL, 2006).
Paulo Freire coloca que, na problematização, parte-se da percepção da realidade e, no
processo de decodificação, percebem-se as contradições que, após reflexões, resulta numa
nova percepção da realidade. Assim, vai do concreto para o abstrato e retorna ao concreto
para transformá-lo (FREIRE, 1987).
A IESC utiliza como instrumento o Arco de Maguerez (BORDENAVE e PEREIRA,
2005), que é constituído pelas seguintes etapas:
1º etapa – Observação da Realidade – Observar e identificar os principais problemas
relacionados a um determinado tema. Nesta fase, por meio de discussão com os profissionais,
docentes e/ou representantes da comunidade, o grupo selecionará um problema.
2º etapa – Levantamento de Pontos Chave – Refletir sobre os determinantes do problema
estrutural e/ou contextual selecionado. Pontos chave estão relacionados ao problema que se
21
pretende estudar. O grupo deve discutir as prováveis causas e determinantes do problema
selecionado para aprofundamento.
3º etapa - Teorização – Aprofundamento da reflexão sobre o problema escolhido, bem como
sobre os seus fatores determinantes e condicionantes. Trata-se de uma etapa onde se busca
aproximação entre o problema pesquisado (realidade) e o conhecimento científico. Utilizamse a literatura técnica disponível, além de entrevistas com membros da comunidade,
profissionais experientes em relação ao tema pesquisado e informações provenientes de bases
de dados eletrônicas.
4º etapa – Hipóteses de Solução – Elaborar as hipóteses de solução de forma crítica e
criativa para o problema. Deve ser construída junto com membros da equipe de saúde ou da
comunidade.
5º etapa- Aplicação à Realidade – Os estudantes deverão desenvolver ações pactuadas com
os membros da equipe de saúde ou da comunidade visando alguma transformação da
realidade.
Figura 5 - Método de Charles Maguerez (adaptado de BORDENAVE E PEREIRA, 2005).
Os estudantes iniciam o contato com a realidade social desde a primeira série. Os
cenários de ensino e os campos de atuação são os ambientes comunitários e as unidades
básicas de saúde (unidades da Estratégia de Saúde da Família, centros e postos de saúde).
O programa é flexível, permitindo adequação dos objetivos educacionais e conteúdos
curriculares direcionados aos problemas comunitários existentes. A Estratégia de Saúde da
Família (ESF), oficialmente assumida pelo Ministério da Saúde em conjunto com as
Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, tem o propósito de reversão do modelo de
atenção à saúde da população.
22
4.3.4. Estágio Curricular Obrigatório - Internato
O Estágio Curricular é um programa obrigatório de ensino-aprendizagem com
características especiais, durante o qual o estudante deve receber treinamento intensivo e
contínuo, com supervisão docente. É uma imersão em serviços adequados ao perfil de
formação pretendido. Nesta etapa o estudante deverá aplicar, num contexto real e de
maneira integrada, os conhecimentos, habilidades e atitudes adquiridas ao longo dos quatro
primeiros anos de formação. Compreende cerca de 40% da carga horária total do curso; nele
os estudantes passam por rodízios nas áreas de clínica médica, cirurgia, pediatria,
ginecologia e obstetrícia e saúde coletiva.
4.3.4.1. Metodologia Utilizada
A metodologia utilizada é a aprendizagem em serviço. Este modelo de aprendizagem,
baseado no construtivismo social, entende o aprendizado como fenômeno socio-cultural, onde
o aprendiz é introduzido numa comunidade de prática. Nesta etapa do curso o estudante
trabalha em estreita colaboração com um docente/preceptor e demais profissionais do serviço
na resolução conjunta de problemas.
Tradicionalmente o Internato Médico é visto como um rito de passagem em que os
futuros médicos são inseridos na prática profissional para aprenderem o seu ofício. As
características da aprendizagem em serviço fazem com que frequentemente os estágios sejam
pouco estruturados, tendendo a levar o estagiário a ser utilizado como força de trabalho em
detrimento da experiência educacional. Diferentemente, o internato da ESCS é uma
experiência mais estruturada, com objetivos educacionais definidos de maneira a prover uma
aprendizagem mais consistente e efetiva.
Segundo CANTILLON e MACDERMOTT (2008), uma das chaves para o sucesso
do estágio é o estudante assumir cada vez mais responsabilidade no cuidado ao paciente num
ambiente mais estruturado e supervisionado, o que seria um poderoso motivador para a
aprendizagem.
Assim, o ciclo de aprendizagem se dá pela execução, sob a supervisão de um
profissional experiente, de tarefas da prática profissional, onde o estudante observa, executa,
discute e reflete. A execução vai crescendo em complexidade e o apoio do professor vai
diminuindo até que o estudante seja capaz de executar a tarefa de forma independente.
Esta metodologia envolve o conceito de Lev Vygotsky de "zonas proximais de
desenvolvimento” (FINO, 2001). O estudante é exposto a tarefas autênticas de um grau de
23
dificuldade que não permite sua realização independente, porém, não tão difíceis que não
possam ser executadas com o apoio do professor. Na medida em que o processo de ação e
reflexão se repete, o suporte dado pelo professor vai sendo reduzido e o estudante ganhando
autonomia até o momento em que é capaz de compreender e executar toda a tarefa sem
auxílio do professor.
O Internato é feito de forma rotativa e integrada, caracterizada pelos módulos:
 Saúde do Adulto I e II - engloba as áreas de conhecimento: clínica médica,
cirurgia geral, dermatologia, terapia intensiva, otorrinolaringologia, cardiologia,
ortopedia, traumatologia e urologia;
 Saúde da Criança I e II - engloba as áreas de pediatria e neonatologia;
 Saúde da Mulher I e II - engloba as áreas de ginecologia e obstetrícia;
 Saúde Coletiva I e II - engloba as áreas de conhecimento: epidemiologia
clínica, saúde do trabalhador, saúde mental e medicina comunitária;
 Estágios Eletivos I e II - áreas de interesse do estudante (apenas na 6ª série).
No Internato, o estudante aprende com a experiência desenvolvida tanto à “beira do
leito” como no atendimento prestado aos pacientes nos ambulatórios ou atividades nas
unidades básicas nas quais aplicam de maneira integrada os conhecimentos, habilidades
e atitudes anteriormente adquiridos, procura novos conhecimentos necessários e desenvolve
as habilidades e atitudes dele esperadas.
O Programa de Internato da 5ª Série é composto por cinco Módulos em caráter de
rodízio, cada um com duração de 12 semanas, à exceção do Módulo 505 – Saúde Coletiva,
que é desenvolvido ao longo do ano letivo. Os cenários em que as atividades são realizadas
compreendem as Regionais de Saúde de Sobradinho e de Taguatinga.
O Programa de Internato da 6ª Série é composto por cinco Módulos em caráter de
rodízio, cada um com duração de 12 semanas, além de um Módulo de Eletivas. Os cenários
em que as atividades são realizadas compreendem as Regionais de Saúde da Asa Sul e da Asa
Norte e o Hospital de Base do Distrito Federal.
24
4.4. Estrutura Curricular
Série
Nº
Semanas
1ª
3
1ª
6
1ª
6
1ª
5
1ª
4
1ª
6
1ª
4
1ª
5
1ª
34
1ª
34
C.H Total 1ª série
2ª
6
2ª
6
2ª
6
2ª
6
2ª
4
2ª
6
2ª
6
2ª
39
2ª
39
C.H Total 2ª série
3ª
6
3ª
7
3ª
7
3ª
5
3ª
4
3ª
6
3ª
5
3ª
39
3ª
39
C.H Total 3ª série
4ª
6
4ª
6
4ª
7
4ª
5
4ª
4
4ª
5
4ª
7
4ª
39
Código
Nome do Módulo
MOD101
MOD102
MOD103
MOD104
MOD105
MOD106
MOD107
MOD108
IESC101
HA101
Introdução ao Estudo da Medicina
Concepção e Formação do Ser Humano
Metabolismo
Funções Biológicas I
Atualização Ia e Ib (eletiva)
Mecanismos de Agressão e Defesa
Abrangência das Ações de Saúde
Funções Biológicas II
Interação Ensino-Serviços e Comunidade I
Habilidades e Atitudes
MOD201
MOD202
MOD203
MOD204
MOD205
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento
Percepção, Consciência e Emoção
Processo de Envelhecimento
Proliferação Celular
Atualização IIa e Iib (eletiva)
Saúde da Mulher, Sexualidade Humana e
Planejamento Familiar
Locomoção e Preensão
Interação Ensino-Serviços-Comunidade II
Habilidades e Atitudes
MOD206
MOD207
IESC202
HA202
MOD301
MOD302
MOD303
MOD304
MOD305
MOD306
MOD307
IESC303
HA303
Dor
Dor Abdominal, Diarréia, Vômitos e Icterícia
Febre, Inflamação e Infecção
Doenças Resultantes da Agressão ao Meio
Ambiente
Atualização IIIa e IIIb (eletiva)
Perda de Sangue
Fadiga, Perda de Peso e Anemias
Interação Ensino-Serviços-Comunidade III
Habilidades e Atitudes
MOD401
MOD402
MOD403
MOD404
MOD405
MOD406
MOD407
IESC/HA
404
Transtornos Mentais e de Comportamento
Distúrbios Sensoriais, Motores e da Consciência
Dispnéia, Dor torácica e Edemas
Desordens Nutricionais e Metabólicas
Atualização IVa e IVb (eletiva)
Manifestações Externas das Doenças e Iatrogenias
Emergências
Interação Ensino-Serviços-Comunidade IV/Hab. e
Atitudes
C.H Total 4ª série
C.H Total 1ª a 4ª série
C.H porcentagem 1ª a 4ª série
25
Carga
Horária
90
180
180
150
80
180
120
150
136
204
1.470
180
180
180
180
80
180
180
156
234
1.550
180
210
210
150
80
180
150
156
234
1.550
144
144
168
120
80
120
168
624
1.568
6.138
61,43%
Série
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
Nº
Semanas
12
12
12
12
48
6ª
6ª
6ª
6ª
6ª
6ª
8
8
8
8
8
4
Código
Nome do Módulo
IM501
IM502
IM503
IM504
IM505
Saúde do Adulto I - Clínica Médica (Estágio)
Saúde do Adulto I – Clínica Cirúrgica (Estágio)
Saúde da Criança I (Estágio)
Saúde da Mulher I (Estágio)
Saúde Coletiva I (Estágio)
C.H Total 5ª série
IM601 Saúde do Adulto II -Clínica Médica (Estágio)
IM602 Saúde do Adulto II - Clínica Cirúrgica (Estágio)
IM603 Saúde da Criança II (Estágio)
IM604 Saúde da Mulher II (Estágio)
IM605 Saúde Coletiva II (Estágio)
IM606 Estágio Eletivo
C.H Total 6ª série
C.H Total 5ª a 6ª série
C.H porcentagem 5ª a 6ª série
C. H Total Geral
26
Carga
Horária
480
480
480
480
192
2.112
320
320
320
320
320
160
1.760
3.872
38,57%
10.010
4.4.1. Ementas e Programas das Unidades Educacionais
4.4.1.1. Módulo 101 – Introdução ao Estudo da Medicina
Objetivo Geral
Compreender as bases pedagógicas e a estrutura geral do Curso de Medicina da ESCS.
Objetivos Específicos
1. Discutir as metodologias ativas de ensino-aprendizagem utilizadas na ESCS.
2. Discutir a aprendizagem baseada em problemas (ABP) como uma estratégia educacional e
uma filosofia curricular.
3. Discutir a aprendizagem baseada em problemas como estratégia educacional adequada
para adultos.
4. Discutir o significado da interdisciplinaridade e da integração das dimensões biológica,
psicológica e social envolvidas no processo saúde-doença.
5. Discutir as diretrizes do modelo pedagógico do Curso de Medicina da Escola Superior de
Ciências da Saúde, fundamentada na aprendizagem centrada no estudante, baseada em
problemas e orientada à comunidade.
6. Discutir a relevância da estruturação do currículo do curso de medicina da ESCS em três
eixos: Módulos Temáticos, Habilidades e Atitudes e Interação Ensino-Serviços e
Comunidade.
7. Conhecer e aplicar o sistema de avaliação da ESCS.
8. Adquirir habilidades no manuseio dos recursos básicos de informática, principalmente
quanto ao acesso aos meios de busca e processamento das informações em saúde,
conforme Anexo I.
9. Adquirir habilidades na utilização dos recursos disponíveis na Biblioteca da ESCS.
10. Adquirir habilidades na utilização da microscopia óptica (Introdução à Microscopia) para
utilização em práticas futuras dos demais módulos temáticos da ESCS.
11. Conhecer a estrutura geral da ESCS assim como suas normas e regulamentos da escola.
12. Promover a reflexão sobre o desenvolvimento pessoal do estudante de medicina.
27
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica:
BELACIANO, M. I. Projeto ESCS. Brasília: Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências
da Saúde, 2007.
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Projeto pedagógico. Brasília:
Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, 2001.
MAMEDE, S. et al (Org.). Aprendizagem baseada em problemas: anatomia de uma
nova abordagem educacional. Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará; HUCITEC,
2001.
MARCONDES, E.; GONÇALVES, E. L. Educação médica. São Paulo: Sarvier, 1998.
PEREIRA, M. G. Epidemiologia teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1995.
TRINDADE, R. M. C. Introdução ao estudo da medicina: módulo 101. Escola Superior
de Ciências da Saúde/Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, 2006.
RIBEIRO, L. R. C. Aprendizagem baseada em problemas: PBL: uma experiência no
ensino superior. São Carlos, SP: EdUFSCar, 2008.
Bibliografia complementar:
ALMEIDA, M. J. Educação médica e saúde: possibilidade de mudança. Londrina:
UEL, 1999.
BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde Brasil: uma análise da situação da saúde.
Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
BRU, M. Métodos de pedagogia. São Paulo: Ática, 2009.
DEMO, P. Avaliação qualitativa. 6ª ed. Campinas: Autores Associados, 1999.
FERNANDES, A.T. As infecções dentro do ambiente hospitalar. Dissertação
apresentada junto à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção
do título de Mestre, 2008.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
KOMATSU, R. S. Aprendizagem baseada em problemas: um caminho para a
transformação curricular. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 23, n. 2/3, p. 32-37,
1999.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas
lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
RANGEL, M. Métodos de ensino para a aprendizagem e a dinamização das aulas. 3ª
Ed. Campinas: Papirus, 2005.
SÊCCO, I. A. O; ROBAZZI, M. L. C. C; GUTIERREZ, P.R; MATSUO, T. Acidentes de
Trabalho e Riscos Ocupacionais no dia a dia do trabalhador hospitalar: desafio para
a saúde do trabalhador. Cienc. Enferm. V.16, nº 2, 2010.
28
4.4.1.2. Módulo 102 – Concepção e Formação do Ser Humano
Objetivo geral
Possibilitar ao estudante o conhecimento dos aspectos biológicos (micro e macroscópico)
do sistema reprodutivo, da concepção e da formação inicial do ser humano, integrado aos
aspectos psicossociais, às ações de saúde e no contexto global da bioética.
Objetivos específicos
1. Identificar, descrever e esquematizar anatomicamente os órgãos reprodutivos
masculino e feminino, relacionando-os aos aspectos fisiológicos da reprodução,
especialmente à ação dos hormônios sexuais masculinos e femininos.
2. Caracterizar os mecanismos normais e anormais da espermatogênese e ovogênese, os
eventos presentes na ovulação, fecundação e nidação, correlacionando com os
métodos e os resultados laboratoriais de diagnóstico da gestação e das aneuploidias.
3. Comparar os diversos mecanismos de herança genética mendeliana e “não
convencionais” e avaliar os seus padrões específicos de transmissão familiar, que
possam ser evidenciados pela construção e análise de heredogramas.
4. Relacionar os principais eventos das etapas de formação embrionária, que inicia com o
zigoto, ordenando suas fases até o final da oitava semana, bem como explicar os
mecanismos de formação das cavidades pleurais, pericárdicas e peritoneais.
5. Discutir os mecanismos de determinação e diferenciação sexual embrionária,
correlacionando aos sexos cromossômico, gonadal e genital.
6. Relacionar os principais eventos presentes nas diferentes etapas do desenvolvimento
da placenta e anexos fetais (líquido amniótico, cordão e membranas).
7. Associar os principais mecanismos teratogênicos, genéticos e ambientais (físicos,
químicos e biológicos) com os respectivos defeitos na formação do ser humano.
8. Analisar o aspecto biopsicossocial nas vertentes da psicologia relacionada ao ciclo
menstrual e ao início da maternidade e paternidade.
9. Sintetizar os mecanismos de formação de gêmeos univitelinos e bivitelinos,
monozigótos e dizigótos.
29
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica:
BERNE, R.N. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2004.
BORGES-OSÓRIO, M. R.; ROBINSON, W. M.; Genética humana. 2ª ed. Porto Alegre:
Artmed, 2001.
COCHARD, L. R. NETER, F.A. Atlas de embriologia humana. Porto Alegre: Artes
Médicas do Sul, 2003.
DE ROBERTS, E; HIB, J. Bases da biologia celular e molecular. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.
ÉTIENNE, J. Bioquímica, genética e biologia molecular. 5ª ed. São Paulo: Ed. Santos,
2003.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Fundamentos de Guyton: tratado de fisiologia médica.
10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
JUNQUEIRA, I. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 8ª Ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2005.
LANGMAN. Fundamentos da embriologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2006.
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 7ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2004.
MOORE, K. L. Embriologia básica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N; SHIOTA, K. Atlas colorido de embriologia
clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
NETTER, F. A. Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artes Médicas do Sul, 1996.
Bibliografia complementar:
ALBERTS, B. Biologia molecular da célula. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004.
CARVALHO, H. F.; RECCO PIMENTEL, S. M. A Célula. São Paulo: Manole, 2001.
CATALA, M. Embriologia. Desenvolvimento Humano Inicial. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2003.
COOPER, M. G. A célula: uma abordagem molecular. 2ª ed. São Paulo: Artmed, 2001.
DANGELO, J. G; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. São Paulo: Atheneu,
1995.
GRIFFITHIS, A. J. F. et al. Genética moderna. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2001.
HOFFEE, P. Genética médica molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
MENDONÇA, A. Bioética, meio ambiente, saúde e pesquisa. São Paulo: Érica, 2005.
30
MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
PAPALIA, D. E. Desenvolvimento humano. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
SADLER, T. W. LANGMAN: Embriologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005.
THOMPSON, M. W. et al. Genética Médica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2002.
WATSON, J. Biologia molecular do gene. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
WESTMAN, J. Genética médica. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2006.
ZAHA, A. Biologia molecular básica. 3ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2003.
31
4.4.1.3. Módulo 103 – Metabolismo
Objetivo geral
Compreender os principais processos bioquímicos e fisiológicos, celulares e teciduais,
envolvidos na utilização de alimentos pelo organismo por meio de mecanismos de digestão,
absorção, transporte, assimilação, regulação e excreção de nutrientes, com a finalidade
principal de produção de energia.
Objetivos específicos
1. Caracterizar os principais nutrientes, carboidratos, lipídeos e proteínas visando o
conhecimento da pirâmide alimentar e a elaboração de um plano alimentar adequado
para a manutenção do equilíbrio metabólico.
2. Discutir a influência dos fatores psicossociais e dos hábitos alimentares na ingestão
alimentar, como causa de possíveis distúrbios nutricionais.
3. Descrever a embriologia, histologia, anatomia, e a fisiologia do aparelho digestório,
visando a compreensão da sequencia de transformação dos nutrientes durante o
processo digestivo.
4. Explicar as etapas dos principais eventos químicos e enzimáticos dos processos
metabólicos em nível celular (organelas), tecidual e intra-luminal, envolvidos na
digestão, absorção, transporte, assimilação, regulação e excreção de nutrientes.
5. Analisar o processo de utilização da glicose pelo organismo, considerando as vias
metabólicas aeróbicas e anaeróbicas de sua degradação, a importância do ciclo de
Krebs e da cadeia transportadora de elétrons, identificando os compartimentos onde
ocorre cada uma destas etapas.
6. Explicar os mecanismos de transporte, síntese, armazenamento e regulação da glicose,
visando compreender o controle metabólico que o organismo realiza na regulação nos
níveis de produção de carboidratos.
7. Analisar as principais etapas da síntese, degradação e regulação dos lipídeos,
incluindo a armazenagem e os mecanismos de transporte, identificando sua
importância como fonte de reserva de energia e o seu papel como componente da
estrutura da membrana celular.
8. Explicar os processos de síntese do colesterol de fontes endógenas e exógenas, seu
transporte, regulação e degradação.
32
9. Descrever as principais etapas da degradação das proteínas.
10. Identificar e classificar as estruturas dos hormônios e conhecer as suas principais
funções como reguladores dos processos metabólicos, enfatizando a secreção
pancreática endócrina, os hormônios das suprarrenais e a função tireoidiana.
11. Explicar as consequências sobre o metabolismo energético quando falham os
mecanismos de regulação.
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica:
ANDREOLI, T.E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1998.
BERNE, R. M.; LEVY, M. N. Fisiologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan,
2000.
FAUCI, A.S. et al. Harrisson: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill,
1998. 2 v.
GOLDMAN, L.; BENNETT, C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2001. 2 v.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1997.
MAHAN, K. L.; ESCOTT-STUMP, S. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 9ª
ed. São Paulo: Roca, 1998.
MARZZOCO, A.; TORRES, B. B. Bioquímica básica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
STRYER, L. Bioquímica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
Bibliografia complementar:
ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 3ª ed. Porto Alegre: ArtMed, 1997.
CHAMPE, P. C.; HARVEY, R. A. Bioquímica ilustrada. 2ª ed. Porto Alegre: ArtMed,
2000.
DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed.
São Paulo: Atheneu, 2000.
DUTRA-DE-OLIVEIRA, J. E.; MARCHINI, J. S. Ciências nutricionais. São Paulo:
Sarvier, 1998.
GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1999.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara-Koogan, 2000.
33
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
LEHNINGER, A. L; NELSON, D. L.; COX, M. M. Princípios da bioquímica. São
Paulo: Sarvier, 2000.
MONTGOMERY, R.; CONWAY, T. W. Bioquímica: uma abordagem dirigida por
casos. 5ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
MOORE, K. L.; DALLEY, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2001.
MURRAY, R. K. et al. Harper: bioquímica. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
ROHEN, J. W.; YOKOCHI, C.; LÜTJEN-DRECOLL, E. Anatomia humana: atlas
fotográfico de anatomia sistêmica e regional. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1998.
ROSS, M. H.; ROMRELL, L. J. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. São Paulo:
Panamericana, 1993.
SOBOTTA, J. Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000. 2 v.
WAITZBERG, D.L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3ª ed. São
Paulo: Atheneu, 2001. v. 1.
WILLIANS, P. L et al. Gray anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1995. 2 v.
34
4.4.1.4. Módulo 104 – Funções Biológicas I
Objetivo geral
Compreender as interações morfofuncionais entre os sistemas cardíaco e respiratório e sua
integração com os sistemas nervoso e endócrino, permitindo o equilíbrio do meio interno
perante estímulos fisiológicos e suas respostas ao meio externo.
Objetivos específicos
1. Conceituar
sistema
nervoso
autônomo,
correlacionando
suas
características
morfológicas com suas funções e sua relação com a vida vegetativa.
2. Descrever a ação dos compostos neuroquímicos (acetilcolina, norepinefrina e
epinefrina) sobre os diversos receptores do sistema simpático e parassimpático
(nicotínicos, muscarínicos, alfa e beta).
3. Explicar as consequências da intoxicação por aldicarb no sistema nervoso autônomo.
4. Sintetizar os principais conceitos de farmacocinética das drogas (absorção,
distribuição, biotransformação, excreção e meia vida).
5. Descrever o mecanismo de ação da atropina.
6. Descrever as características anatômicas, histológicas e embrionárias do sistema
respiratório e cardíaco correlacionando suas estruturas com as respectivas funções.
7. Descrever a anatomia da parede torácica correlacionando-a com a mecânica
respiratória.
8. Explicar a resposta da árvore respiratória a estímulos internos ou externos, em especial
o mecanismo da tosse.
9. Descrever a anatomia do tronco cerebral e seus núcleos respiratórios correlacionandoos com suas funções de controle central da respiração e suas aferências periféricas.
10. Analisar os processos envolvidos na ventilação alveolar, perfusão dos capilares
pulmonares e na difusão dos gases entre os alvéolos e capilares.
11. Descrever os mecanismos responsáveis pelo transporte de oxigênio e do dióxido de
carbono no sangue.
12. Descrever os aspectos bioquímicos da molécula de hemoglobina.
13. Interpretar o significado dos desvios da curva de dissociação da oxihemoglobina.
14. Discutir tabagismo como problema de saúde pública.
35
15. Explicar a gênese do potencial de ação e os mecanismos de geração e condução do
impulso elétrico no coração.
16. Analisar os eventos elétricos e mecânicos que compõem o ciclo cardíaco.
17. Analisar o débito cardíaco e seus determinantes, sua relação com a pressão arterial,
resistência vascular periférica e sua regulação pelo coração e pelo sistema nervoso
autônomo.
18. Discutir como fatores biopsicossociais relacionados ao meio ambiente, condições de
trabalho, sedentarismo, exercício físico, estresse, altitude, entre outros, induzem o
organismo a desencadear respostas fisiológicas com fins de manutenção da
homeostasia.
19. Explicar a resposta fisiológica dos sistemas cardiocirculatório e respiratório à
atividade física.
20. Descrever a anatomia da circulação coronariana e os principais aspectos da sua
fisiologia.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BERNE, R. M.; MATHEW, L. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
GANONG, W.F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
GUYTON, A. C. Fisiologia humana e mecanismos de doenças. 6ª ed. Guanabara
Koogan, 1997.
HARRISSON. Medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1998.
TIMERMAN, S; RAMIRES, J.A.F., BARBOSA, J.L.V; HARGREAVES, L.H.H.
Suporte básico e avançado de vida em emergências. Brasília: Câmara dos Deputados,
2000.
RANG, H. P. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
Bibliografia complementar:
COSMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1993.
DÂNGELO, J.
Atheneu, 2000.
G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ª ed. São Paulo:
36
DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed.
São Paulo: Atheneu, 1995.
GOODMAM, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de
Janeiro: McGraw Hill, 1996.
GRAY. Anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.
HARPER. Bioquímica. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J.
Guanabara Koogan, 2004.
Histologia básica.
10ª ed. Rio de Janeiro:
JUNQUEIRA, L. C. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2000.
LEHNINGER, A. L. Princípios de bioquímica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000.
MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
ROMRELL; ROSS, M. H. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Panamericana,
1993.
SOBOTTA. Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
TORTORA, G.J. Princípios de anatomia humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2007.
37
4.4.1.5. Módulo 106 - Mecanismos de agressão e defesa
Objetivo geral
Compreender os mecanismos de agressão e defesa, com ênfase para as agressões de natureza
biológica e a resposta do organismo a elas.
Objetivos específicos
1. Descrever as características gerais, a morfologia, a classificação, como se nutrem,
crescem e se multiplicam os vírus, bactérias, fungos e os principais parasitas de
interesse médico.
2. Descrever a anatomia dos órgãos e tecidos que compõem o sistema imune.
3. Descrever as barreiras físicas no nosso organismo e seu papel nos mecanismos de
defesa.
4. Explicar o funcionamento do sistema imunitário inato.
5. Descrever o processo inflamatório agudo e seus sinais clínicos.
6. Explicar o funcionamento do sistema imunitário adaptativo.
7. Comparar os sistemas imunitários inato e adaptativo.
8. Descrever o mecanismo da memória imunológica.
9. Explicar como agem os anticorpos frente a agentes agressores.
10. Justificar a importância das citocinas para o funcionamento do sistema imunitário.
11. Descrever o processo de ativação do linfócito T.
12. Citar os tipos de imunização utilizados na prática médica.
13. Discorrer sobre o que acontece nos órgãos linfóides secundários durante uma infecção
e o processo de circulação de linfócitos.
14. Justificar a importância da microbiota normal das principais regiões colonizadas do
organismo humano, assim como as vantagens e desvantagens de sermos colonizados
por esta microbiota.
15. Definir hipersensibilidade.
16. Analisar os diferentes tipos de hipersensibilidade.
17. Conceituar imunodeficiência.
18. Explicar o mecanismo da imunodeficiência secundária em resposta a infecção pelo
vírus HIV.
19. Avaliar aspectos psicossociais, neurológicos e endócrinos das alterações imunitárias.
38
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª
ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000.
FAUCI, A. S. et. al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill,
1988.
GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C.. (Ed.). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
GOODMAN, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de
Janeiro: Mc Graw-Hill, 1996.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 6ª ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
STRYER, L. Bioquímica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
PEAKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia: básica e clínica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1999.
Bibliografia complementar:
ADA, G. Advances in immunology: vaccines and vaccination. New England Journal of
Medicine. 345(14):1042-1053; 2001.
ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1997.
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo: patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
COTRAN, R. S.; KUMAR, V.; COLLINS, T. Patologia estrutural e funcional. 6ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
DELVES, P. J.; ROITT, I. M. Advances in Immunology: the immune system (First of
two parts). New England Journal of Medicine. 343(1):37-49; 2000.
DELVES, P. J.; ROITT, I. M. Advances in Immunology: the immune system (Second
of two parts). New England Journal of Medicine. 343(2):108-117; 2000.
INFORME SAÚDE. Brasília, DF: Ministério da Saúde, v. 4, n. 152, fev. 2002.
LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. 4ª ed. Porto Alegre:
Artmed, 1998.
MARCONDES, E. et al. Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, 2002.
MIMS, C. et al. Microbiologia médica. São Paulo: Manole, 1999.
NAIRN, R.; HELBERT, M. Imunologia para estudantes de medicina. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004.
NEVES, D. P. Parasitologia humana. 10ª ed. São Paulo: Atheneu, 1995.
PAUL, W. E. (Ed.). Fundamental immunology. 4ª ed. Philadelphia: Lippincott-Raven,
1999.
39
ROBBINS, S. L.; COTRAN, R. S.; KUMAR, V. Patologia estrutural e funcional. 6ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
ROITT, I. M.; DELVES, P. J. Fundamentos de imunologia. 10ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004.
ROITT, I.; BROSTOFF, J.; MALE, D. Imunologia. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2003.
ROITT, I.; RABSON. Imunologia básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
SILVA, W. D.; MOTA, I. Bier imunologia básica e aplicada. 5ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2003.
SOMPAYRAC, L. Como funciona o sistema imunológico. São Paulo: Lemos, 1999.
TIERNEY JR., L. W.; MCPEHEE, S. J.; PAPADAKIS, M. A. (Ed.). Diagnóstico &
tratamento. São Paulo: Atheneu, 2001.
TRABULSI, L. R. et al. Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 1999.
40
4.4.1.6. Módulo 107 - Abrangências das Ações de Saúde
Objetivo Geral
Compreender a estrutura do quadro social, epidemiológico e da organização da atenção à
saúde e os determinantes do processo saúde-doença.
Objetivos Específicos
1. Discutir os aspectos referentes às condições socioeconômicas e culturais da população
e sua contextualização com o setor saúde;
2. Conceituar cidadania, considerando os fatores determinantes de exclusão social e suas
influências nos grupos sociais, inclusive na organização familiar, relacionados ao
processo saúde/doença;
3. Analisar a organização da atenção à saúde no Brasil, abordando os aspectos
relacionados às políticas, o financiamento da saúde e o controle social, com base nas
diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS);
4. Discutir o modelo assistencial e a organização dos serviços de saúde do Distrito
Federal no que se refere às ações de promoção, proteção e recuperação da saúde;
5. Compreender os conceitos básicos de epidemiologia, levando em consideração os
aspectos demográficos, sistemas de informação e indicadores de saúde;
6. Discutir a distribuição dos agravos e doenças prevalentes e correlacionar os fatores
determinantes do processo saúde-doença;
7. Discutir a importância da vigilância à saúde em suas vertentes epidemiológica,
ambiental e sanitária.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília: Senado Federal, 1998.
BRASIL. Lei 8.080/90. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/doc/lei8080.htm, e lei
8.142;> Acesso em: 27 nov. 2012.
BRASIL. Lei 8.142/90. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/doc/lei8080.htm, e lei
8.142;> Acesso em: 27 nov. 2012.
DISTRITO FEDERAL. Lei Orgânica do Distrito Federal. 2ª ed. atual. Brasília: Câmara
Legislativa do Distrito Federal, 2000.
41
PEREIRA, M. G. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1995.
PAIM, J. S. O que é o SUS. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2009.
PAIM, J. S. Reforma sanitária brasileira. Contribuição para a compreensão crítica.
Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2008.
Bibliografia complementar:
BLINDER, M. C. P.; WLUDARSKI, S. L.; ALMEIDA, I. M. Estudo da evolução dos
acidentes de trabalho registrados pela Previdência Social no período de 1995 a 1999
em Botucatu. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 4, p. 914-925, jul./ago.
2001.
BRASIL. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Estatuto do Idoso. Lei n.º 10741, de 1º de
outubro de 2003. Brasília: Câmara dos Deputados, 2003.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual técnico para o controle da hanseníase:
cadernos de atenção básica. 6ª ed., rev. e ampl. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual técnico para o controle da tuberculose:
cadernos de atenção básica. 6ª ed. rev. e ampl. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
BRASIL. NOB-96. Disponível em:< http://www.saude.gov.br/svs.>. Acesso em: 27 nov.
2012.
BRASIL. Pacto pela Saúde 2006 expresso nas Portarias 399, de 22 de fevereiro de
2006, e no. 699, de 30 de março de 2006. Disponível em: http://www.saude.gov.br/svs.
Acesso em: 27 nov. 2012.
DISTRITO FEDERAL. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Capacitação para
gerentes de Unidades Básicas de Saúde: módulo I: Sistema de Saúde do DF. Brasília:
Secretaria de Estado de Saúde, 2000.
IBGE. Estimativas baseadas no Censo Demográfico, na Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) e em estudos especiais 2. Brasília: Ministério da
Saúde/Cenepi, 2009.
MEDRONHO, R. A. et al. Epidemiologia. São Paulo: Atheneu, 2002.
MINAYO, M. C. S. A difícil e lenta entrada da violência na agenda do setor saúde.
Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 3, p. 646-647, maio/jun, 2004.
ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia e Saúde. 6ª ed. Rio de
Janeiro: Medsi, 2003.
42
4.4.1.7. Módulo 108 - Funções Biológicas II
Objetivo geral
Compreender as interações morfofuncionais entre os sistemas circulatório e urinário e
sua integração com os sistemas nervoso e endócrino, permitindo o equilíbrio do meio interno
perante estímulos fisiológicos e suas respostas ao meio externo.
Objetivos específicos
1. Descrever o desenvolvimento embrionário do sistema linfático.
2. Correlacionar as características anatômicas, histológicas e fisiológicas dos vasos
linfáticos e dos capilares sanguíneos com a manutenção do equilíbrio dinâmico entre
as forças que regulam o movimento de líquidos entre os compartimentos corporais.
3. Descrever as características anatômicas e histológicas do sistema urinário,
correlacionando suas estruturas com as respectivas funções.
4. Explicar o processo de filtração glomerular.
5. Definir os determinantes da filtração glomerular.
6. Descrever as funções de cada segmento do túbulo renal.
7. Descrever os principais mecanismos de transporte de solutos através dos túbulos
renais.
8. Descrever o mecanismo de concentração e diluição urinária e a formação de uma
medula hipertônica (mecanismo de contracorrente).
9. Explicar a ação renal do hormônio antidiurético.
10. Explicar o mecanismo da sede e suas implicações no equilíbrio do meio interno.
11. Descrever o mecanismo de controle da micção.
12. Explicar os mecanismos neurais e hormonais de regulação da pressão arterial.
13. Explicar a atuação do sistema renina-angiotensina-aldosterona na regulação da
volemia e natremia.
14. Explicar a resposta fisiológica dos sistemas cardiocirculatório e respiratório à
atividade física.
15. Discutir a importância das campanhas comunitárias que visam à detecção e prevenção
de alterações na pressão arterial.
16. Citar as principais causas fisiológicas do choque circulatório.
43
17. Descrever as etapas do choque circulatório (não progressiva, progressiva e
irreversível).
18. Explicar a fisiopatologia do choque hipovolêmico.
19. Analisar as ações dos sistemas tampão e os mecanismos de compensação pulmonar e
renal no controle do pH do sangue, assim como suas alterações e repercussões
orgânicas.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BERNE, R. M.; MATHEW, L. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
GANONG, W.F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
GOODMAM, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio
de Janeiro: McGraw Hill, 1996.
GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
HARRISSON. Medicina interna. 15ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 2002.
Bibliografia complementar:
COSMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1993.
DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ª ed. São Paulo:
Atheneu, 2000.
DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª
ed. São Paulo: Atheneu, 1995.
GRAY. Anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 10ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004.
MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
RANG, H. P. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
ROMRELL; ROSS, M. H. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. Rio de Janeiro:
Panamericana, 1993.
SOBOTTA, Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
44
TORTORA, G.J. Princípios de anatomia humana. 10ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2007.
45
4.4.1.8. IESC 101 – Interação Ensino Serviços-Comunidade I
Objetivo geral
Desenvolver competências para atuar na comunidade, por meio da integração de
estudantes, docentes, equipe e comunidade nas atividades de saúde, a fim de contribuir para a
melhoria da atenção à saúde das famílias, indivíduos e grupos, em cada área de atuação, com
prioridade para as ações da atenção primária à saúde.
Objetivos específicos
1. Correlacionar os princípios do SUS com os do Sistema de Saúde do DF,
particularmente com a regional onde se localiza o cenário do grupo;
2. Mapear o território de abrangência da unidade de saúde com vistas a identificar os
serviços e os equipamentos sociais;
3. Conhecer a organização, o funcionamento e as interfaces que formam a rede de saúde
– com suas unidades de saúde e equipamentos sociais – da regional ou área de
abrangência do cenário de prática;
4. Desenvolver ações que estimulem o entendimento do processo saúde doença
relacionados à comunidade;
5. Refletir sobre a prática de saúde realizada na atenção primária à saúde e sua coerência
com os princípios do SUS.
6. Identificar a rede social das famílias estudadas;
7. Conhecer e distinguir o papel de cada profissional de saúde para compreender o
trabalho em equipe;
8. Identificar as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde realizada na
unidade de saúde e no território;
9. Conhecer, revisar e utilizar instrumentos de abordagem às famílias: genograma,
ecomapa, ciclo de vida, entre outros;
10. Conhecer e discutir com a equipe de saúde sobre o território de abrangência da
unidade de saúde, a partir do diagnóstico epidemiológico, social, cultural, para
identificar áreas de vulnerabilidades, assim como de ambientes saudáveis;
11. Identificar e discutir com a equipe as necessidades de saúde das famílias, as situações
de risco e os problemas biopsicossociais prevalentes em famílias previamente
selecionadas;
46
12. Participar de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, em parceria com as
equipes das Unidades de Saúde (US);
13. Comunicar-se com a comunidade, a equipe, as famílias e os indivíduos, de forma
clara, empática e ética, respeitando a autonomia dos indivíduos e seus valores
socioculturais;
14. Integrar os conhecimentos e habilidades adquiridos nos demais programas
educacionais da ESCS com a IESC;
15. Desenvolver a prática de elaboração de portifólio reflexivo;
16. Aplicar conhecimentos de métodos científicos para elaboração do trabalho final com
base na experiência vivenciada durante a série;
17. Correlacionar a política de saúde com as demais políticas públicas afins.
DESEMPENHOS ESPERADOS
1. Elabora portfólio reflexivo;
2. Elabora e apresenta reflexões sobre as atividades e vivências a partir do portifólio
reflexivo;
3. Desenvolve habilidades de trabalho em equipe;
4. Interage com o docente, com os colegas, os profissionais de saúde, os usuários do
serviço de saúde e com as famílias da comunidade com respeito e ética;
5. Valoriza o conhecimento prévio do outro e o contexto sociocultural da comunidade;
6. Respeita os diferentes saberes e potencialidades das pessoas, aprimorando a
capacidade de ouvir e lidar com a diversidade de opiniões;
7. Colabora para a construção de um ambiente de confiança;
8. Desenvolve a atitude de trocar e socializar informações;
9. Desenvolve a habilidade de observação;
10. Desenvolve habilidades para identificar problemas e seus determinantes nas
famílias, comunidades e serviço de saúde;
11. Amplia a visão em saúde da comunidade, atenção primária à saúde, Sistema Único
de Saúde (SUS);
12. Correlaciona as ações desenvolvidas na unidade de saúde com os princípios do SUS
e da Atenção Básica.
13. Desenvolve habilidades de visita domiciliar;
47
14. Utiliza e interpreta instrumentos de abordagem à família para compor um estudo
aprofundado de famílias escolhidas;
15. Colabora na construção de projeto de abordagem à família (PTSF- Projeto
Terapêutico Singular da Família);
16. Desenvolve habilidade de mobilização comunitária em conjunto com a equipe de
saúde, tais como feiras, educação em saúde, atividades de promoção à saúde,
atividades de prevenção de doenças.
17. Identifica necessidades e oportunidades de aprendizagens pessoais a partir do
contato com o serviço de saúde, profissionais, usuários e comunidade;
18. Desenvolve capacidade de aprender a aprender a partir das experiências teóricopráticas;
19. Desenvolve capacidade para a superação das limitações e dificuldades;
20. Apresenta o resultado do trabalho final no Seminário de Interação, Ensino, Serviço e
Comunidade da ESCS sob a forma de resumo, pôster e apresentação oral, para a
comunidade acadêmica e dos serviços de saúde envolvidos;
21. Participa de uma cultura de avaliação comprometida com a melhoria dos processos,
produtos e resultados;
22. Faz e recebe críticas de modo respeitoso e voltado ao desempenho observado,
incluindo a autocrítica.
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50
4.4.1.9. HA 101 – Habilidades e Atitudes
Objetivo Geral
Demonstrar habilidades clínicas e de comunicação nos diferentes contextos do cuidado à
saúde e das relações humanas, de forma técnica e sistematizada, para a realização da
entrevista médica e do exame clínico, considerando os valores éticos, humanísticos, sociais e
psicológicos.
Objetivos Específicos
1. Demonstrar habilidades de comunicação verbal e não verbal, observando os aspectos
éticos, humanísticos, sociais e psicológicos.
2. Relacionar os elementos essenciais da comunicação empática na relação interpessoal.
3. Demonstrar habilidades de tolerância, atenção, segurança e de evitar julgamentos e
críticas no processo de construção de uma relação interpessoal.
4. Descrever os fatores éticos relevantes nas relações humanas e na prática médica.
5. Demonstrar habilidades de formular questões abertas e de comunicação simples.
6. Demonstrar habilidades de integração das dimensões biopsicossociais.
7. Dominar habilidades de trabalhar em pequenos grupos, com demonstração de
responsabilidade, respeito, participação e capacidade de tomar decisões.
8. Demonstrar habilidades de aplicar os conhecimentos com eficiência e senso crítico, com
base nos princípios éticos e humanísticos.
9. Demonstrar habilidades de usar os recursos básicos de informática, principalmente quanto
ao acesso aos meios de informação em saúde, reforçando a busca, seleção e avaliação
crítica de informações.
10. Demonstrar habilidades de realizar entrevista médica incluindo aspectos relacionados à
perspectiva do paciente em relação ao adoecimento.
11. Demonstrar habilidade na execução da lavagem básica das mãos.
12. Demonstrar a aquisição de habilidades na construção de uma história clínica utilizando-se
de técnicas sistematizadas e humanizadas de comunicação.
13. Demonstrar habilidade em aferir e interpretar os sinais vitais: temperatura, frequência
respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial.
14. Demonstrar habilidades na execução do exame físico geral e segmentar, seguindo
métodos sistematizados e específicos de exame: inspeção, palpação, percussão e ausculta.
51
15. Adquirir noções básicas sobre o papel e o uso de exames complementares.
16. Correlacionar os achados observados ao exame físico, com os conhecimentos de
anatomia, considerando as projeções superficiais da situação dos órgãos internos e as
variações anatômicas.
17. Adquirir habilidades em Suporte Básico de Vida.
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27/11/2012.
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Communication
http://www.directionservice.org/cadre. Acesso em 27/11/2012.
58
Skills.
4.4.1.10. Módulo 201 - Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento
Objetivo geral
Compreender os aspectos biopsicossociais relacionados ao crescimento e ao
desenvolvimento do ser humano da fase intrauterina até a adolescência e a atuação das ações
básicas de saúde neste processo.
Objetivos específicos
1. Descrever o desenvolvimento embriológico placentário
2. Descrever as características anátomo-fisiológicas da placenta e compreender o mecanismo
de trocas materno fetais.
3. Descrever o desenvolvimento do sistema cardiovascular do feto e do recém- nascido.
4. Descrever o trabalho de parto e a adaptação neonatal ao habitat aéreo
5. Explicar a assistência pré-natal e os cuidados da saúde materna para a preservação do
crescimento e desenvolvimento intrauterinos.
6. Explicar o retardo do crescimento intrauterino
7. Descrever os cuidados assistenciais básicos ao recém-nascido na sala de parto.
8. Distinguir clinicamente as alterações fisiológicas das patológicas do recém-nascido.
9. Descrever os métodos de avaliação da idade gestacional e relacioná-los com exame físico
materno.
10. Descrever a classificação do recém-nascido com base no peso e na idade gestacional.
11. Discutir a fisiologia e a importância do Aleitamento Materno.
12. Analisar a anatomia da criança orientada para o crescimento
13. Avaliar a velocidade de crescimento nas diversas fases da criança.
14. Interpretar a metodologia de avaliação do desenvolvimento pondero-estatural da criança.
15. Analisar a fisiologia do crescimento e desenvolvimento infantil.
16. Descrever a orquestração hormonal do crescimento e desenvolvimento através do eixo
neuro-hipotalâmico
17. Interpretar os dados de crescimento de uma criança através dos desvios-padrões das
curvas antropométricas utilizadas na caderneta da criança.
18. Analisar a resposta imunológica infantil e o esquema vacinal.
19. Discutir o processo de desnutrição protéico-calórica da infância, suas repercussões e
sequelas.
59
20. Discutir o processo de obesidade da infância, suas repercussões e sequelas.
21. Analisar os fundamentos do desenvolvimento e das habilidades neuropsicomotoras nas
diferentes etapas da vida correlacionando-as com o crescimento cerebral.
22. Discutir a síntese hormonal da puberdade, sua deflagração e perpetuação.
23. Descrever as fases do desenvolvimento puberal em ambos os sexos.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
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Guanabara Koogan, 2005.
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Guanabara Koogan, 2006.
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Bibliografia complementar:
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Rio de Janeiro: Revinter, 2000.
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BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Assistência pré-natal: manual técnico. 3ª ed.
Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde, 2000.
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guia alimentar para crianças menores de 2 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
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caderneta da criança a partir de 2005. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
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TORTORA, G. J. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
62
4.4.1.11. Módulo 202 - Percepção, Consciência e Emoção
Objetivo geral
Compreender a função do sistema nervoso e mecanismos básicos envolvidos em
processos que caracterizam a vida, como percepção sensorial, consciência e emoção.
Objetivos Específicos
1. Explicar os principais mecanismos elétricos e químicos envolvidos na condução de
um estímulo externo através de um neurônio e entre neurônios.
2. Descrever a anatomia e a embriologia do sistema nervoso central.
3. Identificar os princípios organizacionais comuns aos sistemas sensoriais.
4. Descrever os sistemas sensoriais somático, visual e auditivo, considerando os
respectivos receptores sensitivos, as principais vias centrais e áreas alvo no cérebro.
5. Explicar como estímulos luminosos, sonoros, mecânicos e dolorosos agem sobre o
corpo e como ocorre a percepção sensorial desses estímulos ambientais.
6. Explicar como são gerados o comportamento motor intencional e os movimentos
reflexos.
7. Discutir o ciclo vigília e sono em adultos.
8. Descrever como é produzida a resposta emocional.
9. Identificar as estruturas envolvidas no processo de consciência.
10. Conceituar aprendizagem e memória.
11. Distinguir os tipos de memória, mecanismos e partes do encéfalo envolvidas no seu
armazenamento.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
AFIFI, A. K.; BERGMAN, R. A. Neuroanatomia funcional: texto e atlas. Tradução:
Paulo Laino Cândido e Jackson Cioni Bittencourt. 2ª ed. São Paulo: Roca, 2005.
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Casrilevitz Engelhardt. Rio de Janeiro: Koogan, c1977.
KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, THOMAS, M. (Ed.). Princípios da
neurociência. 4ª ed. Barueri, SP: Manole, 2003.
KIERNAN, J. A. Neuroanatomia humana de Barr. Tradução de: Fábio César
Prosdocimi, Paulo Laino Cândido. 7ª ed. Barueri, SP: Manole, 2003.
KOLB, B.; WHISHAW, I. Q. Neurociência do comportamento. Barueri, SP: Manole,
2002.
LENT, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. São
Paulo: Atheneu, 2002.
Bibliografia complementar:
BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências: desvendando o
sistema nervoso. Tradução de: Jorge Alberto Quillfeldt et al. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed,
2002.
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Bacchereti et al. 3ª ed. São Paulo: Roca, 1979.
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A. de Moraes Ferrari. 7ª ed. Barueri, SP: Manole, 2002.
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Tradução de: Marcos Ikeda. São Paulo: Manole, 2001.
FELTEN, D. L.; JÓZEFOWICZ, R. F. Atlas de neurociência humana de Netter.
Tradução: Casimiro Garcia Fernández e Sônia Maria Lauer de Garcia. Porto Alegre:
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GAZZANIGA, M. Neurociência cognitiva: a biologia da mente. Tradução de Angélica
Rosat. Porto Alegre: Artmed, 2006.
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Charles Alfred Esbérard. Porto Alegre: Artmed, 2003.
KINGSLEY, R. E. Manual de neurociência. Tradução de: Mira de Casrilevitz
Engelhardt. 2ª ed. Rio de Janeiro: Koogan, 2001.
LUNDY-EKMAN, L. Neurociência: fundamentos para reabilitação. Tradução de:
Fernando Muniz Mundim, Raimundo Rodrigues Santos, Vilma Ribeiro de Souza Varga.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
PURVES, D. et al. Neurociências. Tradução de: Carla Dalmaz et al. 2ª ed. Porto Alegre:
Artmed, 2005.
RATEY, J. J. O Cérebro: um guia para o usuário: como aumentar a saúde, agilidade
e longevidade de nossos cérebros através das mais recentes descobertas científicas.
Tradução de: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
ROCHA, M. A.; ROCHA JÚNIOR, M. A.; ROCHA, C. F. Neuroanatomia. Rio de
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especial, 98 p., [s.d].
SOCIETY FOR NEUROSCIENCE. Brain facts: a primer on the brain and nervous
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2002.
65
4.4.1.12. Módulo 203 - Processo de Envelhecimento
Objetivo geral
Compreender o processo de envelhecimento quanto aos aspectos biológicos,
psíquicos, epidemiológicos, e a relação familiar e ambiente social, visando à promoção da
saúde e a prevenção de doenças.
Objetivos específicos
1. Discutir
as
transformações
fisiológicas
verificadas
nos
diversos
sistemas,
identificando as alterações estruturais e funcionais que acontecem com o
envelhecimento;
2. Discutir as disfunções e sequelas consequentes ao processo de envelhecimento,
enfatizando as medidas preventivas e de promoção da saúde.
3. Identificar os principais agravos à saúde do idoso, a partir de uma visão geral dos mais
frequentes: Hipertensão Arterial Sistêmica, Aterosclerose, Osteoporose enfocando as
medidas preventivas para evitá-las;
4. Discutir os mecanismos de insuficiência cerebral mais frequentes que acometem os
idosos, realçando as medidas preventivas para evitá-las.
5. Discutir os principais distúrbios osteoarticulares, seus mecanismos desencadeantes, as
medidas de controle e prevenção e suas consequências na vida cotidiana dos idosos;
6. Discutir o papel da adoção de hábitos saudáveis na prevenção de doenças e na
promoção da saúde do idoso.
7. Discutir a relação risco/benefício da polifarmácia, inclusive como processo facilitador
da automedicação.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
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ZIMERMAN, G.I. Velhice, aspectos biopsicossociais. Porto Alegre: Artmed, 2000.
68
4.4.1.13. Módulo 204 – Proliferação Celular
Objetivo geral
Correlacionar e dominar com devida profundidade e abrangência, conhecimentos
advindos das ciências básicas, da clínica e da epidemiologia para melhor compreender e
cuidar da pessoa com câncer e de seus entes.
Objetivos específicos
1. Distinguir genoma de proteoma;
2. Explicar os principais mecanismos moleculares e celulares envolvidos na proliferação
celular fisiológica;
3. Diferenciar as bases moleculares e aspectos morfológicos da morte celular por apoptose e
por necrose;
4. Explicar a reposição tecidual;
5. Explicar a herança multifatorial, relacionando às doenças mais prevalecentes;
6. Distinguir aspectos macroscópicos e microscópicos das neoplasias benigna e maligna;
7. Discutir os mecanismos básicos da carcinogênese, invasão e disseminação tumoral;
8. Explicar a associação entre fatores de risco, como tabaco, radiações, vírus e câncer;
9. Discutir os programas de prevenção do câncer;
10. Descrever a evolução do câncer no DF e no Brasil, relacionando os fatores de risco;
11. Discutir a expressão gênica, em especial os proto-oncogenes e os genes de supressão
tumoral;
12. Explicar as manifestações clínicas mais frequentemente relacionadas ao câncer;
13. Descrever os exames complementares empregados no diagnósticos do câncer;
14. Descrever os princípios que norteiam a aplicação dos tratamentos em oncologia e distinguir
seus tipos.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
ABBAS, A.; LICHIMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular.
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71
4.4.1.14. Módulo 206 - Saúde da Mulher, Sexualidade Humana e Planejamento Familiar
Objetivo geral
Compreender a mulher de forma holística priorizando a prevenção da doença e a
promoção da saúde, correlacionando com o desenvolvimento da sexualidade, com o
entendimento dos aspectos reprodutivos dentro de um contexto humanizado, ético e legal.
Objetivos específicos
1. Descrever as bases da anátomo-fisiologia, histofisiologia e diferenciação do trato
genital feminino.
2. Compreender a integração neuroendócrina e genital na fisiologia do ciclo menstrual.
3. Debater a menstruação na sua simbologia, nos aspectos patológicos, míticos e
preconceituais.
4. Avaliar a resposta sexual humana primária reconhecendo e valorizando as queixas
sexuais.
5. Discutir a epidemiologia, os fatores relacionados à infertilidade conjugal e as bases
terapêuticas incluindo as técnicas de fertilização assistida.
6. Reconhecer os principais fatores de risco, os métodos de rastreamento e preventivos
do câncer de colo uterino, lesões precursoras e HPV.
7. Discutir os fatores de risco do câncer de mama, seus aspectos preventivos, clínicos e
diagnóstico diferencial.
8. Discutir o planejamento reprodutivo, os métodos contraceptivos disponíveis e critérios
de elegibilidade.
9. Descrever as modificações histológicas genitais nas diferentes fases da vida da mulher
e do ciclo menstrual.
10. Relacionar os métodos clínicos e laboratoriais de diagnóstico da gravidez, as
modificações do organismo na gestação e mecanismo de parto.
11. Conceituar gravidez de alto risco identificando os principais fatores que a
caracterizam.
12. Discutir as síndromes hipertensivas na gravidez entendendo o inerente potencial
ominoso para o binômio materno-fetal.
13. Discutir as síndromes hemorrágicas da gravidez nas suas diferentes fases e diagnóstico
diferencial.
72
14. Discutir a fisiologia do compartimento amniótico e as suas principais alterações.
15. Reconhecer as diferentes formas de violência sexual à mulher e conhecer a
normatização de conduta preconizada.
16. Definir climatério, menopausa e conceitos afins.
17. Identificar
as
alterações
decorrentes
da
privação
estrogênica
no
âmbito
biopsicossocial.
18. Discutir os aspectos diagnósticos, fisiopatológicos, propedêuticos e terapêuticos da
falência ovariana.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BASTOS, A. C. Ginecologia. 10ª ed. rev. e atual. São Paulo: Atheneu, 1998.
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Bibliografia complementar:
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manual técnico. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2000.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Gestação de alto risco:
manual técnico. 4ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
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Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
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TV Executiva. Realização Ministério da Saúde. Rio de Janeiro: Canal Saúde/FIOCRUZ, 2001. 1
fita de vídeo (111 min), VHS, son., color.
VASCONCELOS, I. A menstruação e seus mitos. São Paulo: Mercuryo, 2004.
74
4.4.1.15. Módulo 207 - Locomoção e Preensão
Objetivo Geral
Compreender e discutir a anatomia funcional, os aspectos, fisiológicos, biomecânicos
da preensão, postura e movimento, incluindo os aspectos fisiopatológicos relacionados aos
distúrbios mais comuns do aparelho locomotor e as medidas de preservação da saúde.
Objetivos Específicos
1. Descrever a anatomia funcional dos ossos, músculos, articulações, vasos sanguíneos e
nervos envolvidos no processo de locomoção e preensão;
2. Distinguir a composição celular e tecidual dos sistemas musculoesquelético e articular,
relacionando-as com suas funções específicas;
3. Relacionar os aspectos neurofisiológicos do movimento com as estruturas envolvidas no
processo de contração muscular;
4. Explicar os elementos de biomecânica da marcha, postura e locomoção e as alterações
associadas aos distúrbios do aparelho locomotor;
5. Explicar os elementos biomecânicos do processo de preensão;
6. Discutir o metabolismo ósseo;
7. Discutir a remodelagem do tecido ósseo na consolidação de fraturas;
8. Discutir os aspectos fisiopatológicos da isquemia de extremidade e seus efeitos sobre os
vários componentes relacionado com a locomoção;
9. Descrever as complicações mais comuns relacionadas à imobilidade;
10. Discutir as medidas de promoção à saúde, prevenção e reabilitação e os aspectos
psicossociais envolvidos nas doenças do aparelho locomotor;
11. Definir os conceitos fundamentais de trauma no aparelho locomotor;
12. Discutir os aspectos trabalhistas e ocupacionais relacionados ao comprometimento da
locomoção e preensão;
13. Discutir os aspectos médico-legais e de relação médico paciente frente à perspectiva de
mutilação (amputações).
75
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BERNE, R. M.; LEVY, M. Fisiologia. 4ª ed. São Paulo: Guanabara-Koogan, 2000.
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Panamericana, 2000.
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2000.
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2000.
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Bibliografia complementar:
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São Paulo: Manole 2001. p 234 a 236.
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estudante de medicina. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
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Paulo: Roca, 1999.
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2002.
PAIM, I. Curso de psicopatologia. 11ª ed. São Paulo: Editora Pedagógica Universitária,
1993.
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Alegre: Artmed, 2008.
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1993.
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1984.
UMPHRED, D. A. Fisioterapia neurológica. 2ª ed. São Paulo: Malone, 2001.
77
4.4.1.16. IESC 202 – Interação Ensino-Serviços-Comunidade II
Objetivo geral
Contribuir para a formação geral e humanística do estudante, por meio do
desenvolvimento de competências estabelecidas e de ações na Atenção Primária em Saúde e
orientada para a comunidade, de acordo com o projeto político pedagógico e consensuadas
com profissionais de saúde.
Objetivos específicos
1. Participar de ações de caráter individual e/ou coletivo de atenção à saúde das famílias.
2. Participar de ações que visam à construção de vínculo e participação ativa da
comunidade da área.
3. Integrar à prática clínica as atividades de promoção e prevenção.
4. Desenvolver habilidades para o trabalho em grupo e equipe multiprofissional,
identificando e respeitando o papel de cada elemento da equipe.
5. Desenvolver atitudes de responsabilidade, compromisso social e ético.
6. Produzir pesquisas baseadas nas necessidades locais.
7. Desenvolver habilidades para o desenvolvimento das competências propostas para a 2ª
série.
Desempenhos esperados
Atenção à saúde da mulher
1. Participa de ações de acolhimento à mulher nos diferentes programas do serviço.
2. Avalia a adesão da gestante ao programa de pré-natal da unidade, observando a
periodicidade das consultas, realização dos exames complementares e adequação do
plano de seguimento segundo os fatores de risco gestacional.
3. Registra no cartão da gestante as informações pertinentes.
4. Orienta a gestante sobre a evolução e cuidados durante a gravidez, parto e puerpério.
5. Orienta quanto ao aleitamento materno e seu manejo.
6. Orienta quanto aos cuidados com o recém-nascido.
7. Orienta quanto aos métodos contraceptivos.
8. Orienta para o exame de Papanicolau e autoexame de mamas.
9. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência;
78
Atenção à saúde da criança
1. Orienta e estimula o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e complementado até
2 anos ou mais;
2. Acompanha e registra no cartão o crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor da
criança de acordo com os critérios proposto pelo Núcleo de Saúde da
Criança/SES/DF;
3. Orienta a família quanto à estimulação neuropsicomotora da criança de diferentes
faixas etárias;
4. Orienta a família quanto aos direitos sociais de crianças com necessidades especiais;
5. Orienta a família quanto aos programas sociais e direitos previdenciários, como
licença maternidade, paternidade, auxilio doença, entre outros;
6. Classifica e registra no cartão da criança os dados referentes ao crescimento,
desenvolvimento, imunização e dados pertinentes segundo critérios da SES/ DF;
7. Orienta quanto aos cuidados de higiene e de saúde bucal da criança;
8. Observa e orienta a família quanto aos riscos de acidentes domésticos e de violência
nas diferentes faixas etárias;
9. Participa de ações de triagem neonatal (teste do pezinho) e o seguimento do calendário
vacinal;
10. Orienta a família quanto à necessidade de consultas segundo calendário preconizado
pelo Ministério da Saúde e SES/DF.
11. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência;
Atenção à saúde do adolescente
1. Classifica e registra no cartão do adolescente os dados pertinentes segundo critérios da
SES/ DF.
2. Observa e orienta educação sobre saúde sexual e reprodutiva.
3. Observa e orienta sobre o risco do uso de drogas lícitas e ilícitas.
4. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência.
5. Atua em ações de planejamento reprodutivo.
Atenção à saúde do adulto e do idoso
1. Aplica os critérios de diagnóstico e classificação de hipertensão arterial - HA, diabetes
mellitus (DM) e obesidade conforme os consensos.
79
2. Identifica clinicamente os sinais e os sintomas da HA, DM e Obesidade.
3. Identifica os fatores de risco da HA, DM e da Obesidade.
4. Orienta quanto às complicações decorrentes da HA, DM e Obesidade.
5. Avalia o grau de adesão ao tratamento da HA, DM e obesidade, tuberculose e
hanseníase.
6. Avalia o cumprimento da rotina diagnóstica e de seguimento da HA e DM.
7. Orienta hipertensos, diabéticos e obesos a respeito da sua doença, observando o que
faz para o seu controle.
8. Orienta quanto aos riscos da automedicação.
9. Analisa a cobertura vacinal de adultos e idosos orientando-os quanto à importância da
vacinação.
10. Orienta os idosos sobre os cuidados para a prevenção de quedas, acidentes em geral e
violências.
11. Estimula a autonomia e autoconfiança dos idosos, incentivando-os a participar de
atividades de integração (automassagem, práticas integrativas, fitoterápicos, etc.) do
serviço ou da comunidade.
12. Orienta os homens para realização de exame preventivo de câncer de próstata e
direitos sexuais e reprodutivos.
13. Orienta as mulheres de acordo com a faixa etária e história de vida sexual ativa para
realizar exame preventivo de Papanicolau e de mama.
14. Orienta os indivíduos e casais quanto ao planejamento reprodutivo.
15. Orienta quanto à adoção de hábitos saudáveis de vida para prevenção de doenças não
transmissíveis: combate ao fumo e ao álcool, alimentação saudável e práticas de
atividades físicas.
16. Registra no cartão específico as informações pertinentes.
17. Identifica e encaminha para atendimento os sintomáticos respiratórios (tosse há mais
de três semanas), as lesões de pele suspeitas de hanseníase (manchas com diminuição
de sensibilidade), casos suspeitos de DST (corrimentos, feridas genitais e aids).
18. Orienta quanto aos direitos do idoso (estatuto do idoso).
Vigilância epidemiológica e ambiental
1. Preenche as fichas de casos de doenças de notificação compulsória identificados.
80
2. Acompanha as ações desencadeadas a partir de casos suspeitos, doenças e agravos
ocorridos.
3. Preenche as fichas de notificação compulsória.
4. Acompanha pelo menos um caso e participa de todas as etapas da investigação.
5. Acompanha e participa das ações de vigilância ambiental.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BERBEL, N. A. N. A Problematização e a Aprendizagem Baseada em Problemas:
diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface. Comunicação, Saúde e Educação,
Botucatu, v.1. nº 2, mar. 1998.
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metodológica adequada ao ensino superior. Revista SEMINA, p. 9-19, 1995.
BORDENAVE, J.; PEREIRA, A. Estratégias de ensino aprendizagem. 26ª ed.
Petrópolis: Vozes, 2005.
Bibliografia complementar:
ALMEIDA, J.A.G. Amamentação: Um Híbrido Natureza e Cultura. Rio de Janeiro:
FIOCRUZ, 1999.
ALMEIDA, J.A.G. e SOUZA, L.M.B.M. História da Alimentação do Lactente no
Brasil – Do leite fraco à biologia da excepcionalidade. Rio de Janeiro: Revinter, 2005
AUERBACH, K.G., RIORDAN, J. Atlas Clínico de Amamentação. Rio de Janeiro:
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CARVALHO, M.R. e TAMEZ, R.N. Amamentação: Bases Científicas. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara, 2005.
ISSLER, H. O Aleitamento Materno no Contexto Atual: Políticas, Práticas e Bases
Científicas. São Paulo: Sarvier, 2008.
Manejo e Promoção do Aleitamento Materno, Programa Nacional de Incentivo de
Aleitamento MS - OMS – OPAS – UNICE, 1993.
REGO, J. D. Aleitamento Materno. 2ª ed. São Paulo: Atheneu 2006.
SANTOS JÚNIOR, L.A. A Mama no Ciclo Gravídico-Puerperal. São Paulo: Atheneu,
2000.
TERUYA, K. Amamentação no contexto atual – Sociedade Paulista de Pediatria, 2008.
VINHA, V.H.P. O Livro da Amamentação. Campinas, SP: Mercado de Letras – 2006.
81
4.4.1.17. HA 202 – Habilidades e Atitudes
Objetivo Geral
Demonstrar habilidades de interação com o paciente, visando à obtenção da história clínica e
do exame físico completos, mediante o uso sistemático de técnicas humanizadas de
comunicação e de exame, com o propósito de desenvolver a capacidade de raciocínio clínico,
com embasamento para elaborar diagnósticos topográficos.
Objetivos Específicos
1. Descrever os preceitos éticos relevantes nas relações humanas e na prática médica;
2. Apresentar-se ao paciente, explicando seu papel de estudante;
3. Solicitar verbalmente ao paciente consentimento livre e esclarecido para a anamnese e ou
exame físico, com linguagem clara e adequada.
4. Abordar o paciente respeitando sua individualidade e autonomia, demonstrando
disponibilidade, compreensão e acolhimento.
5. Observar a ambiência física e psicológica;
6. Demonstrar interesse pelo paciente e por sua história;
7. Ouvir atentamente o paciente;
8. Coletar informações com a utilização preferencial de questões abertas e o uso de
linguagem clara e adequada ao nível sociocultural do paciente;
9. Incentivar a expressão espontânea do paciente;
10. Estabelecer um contato com o paciente visando compreendê-lo no seu processo saúdedoença.
11. Demonstrar tolerância, evitando julgamentos e críticas;
12. Incentivar a comunicação de forma ética com pacientes, familiares de pacientes, colegas,
professores, médicos e outros profissionais de saúde.
13. Obter e redigir uma história clínica completa, que leve em conta aspectos
biopsicossociais;
14. Realizar, de maneira sistemática e dentro da padronização estabelecida, o exame físico
completo em crianças, adolescentes e adultos
15. Compreender a doença do ponto de vista do paciente, buscando desenvolver a empatia;
16. Observar aspectos verbais e não verbais na interação interpessoal;
17. Reconhecer as próprias limitações na atenção ao paciente e discuti-las com o grupo;
82
18. Reconhecer as reações emocionais que podem surgir durante a anamnese;
19. Exercitar a integração das dimensões biológica, psicológica e social;
20. Trabalhar em pequenos grupos com demonstração de responsabilidade, conhecimento,
respeito e participação;
21. Identificar os papéis dos diferentes profissionais que integram a equipe de saúde e sua
respectiva importância;
22. Identificar as percepções do paciente quanto à doença, ao tratamento e à hospitalização;
23. Buscar permanentemente informações atualizadas e de qualidade, para contemplar os
objetivos educacionais extraídos nas atividades
24. Conhecer e identificar os elementos anatômicos e funcionais para correlacionar com os
achados semiológicos.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BEHRMAN, R. E; KLIEGMAN, R.M; A.M. N.: Tratado de Pediatria. 15ª ed. Rio de
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VERAS, R. et al.; Terceira Idade – Alternativas para uma sociedade em transição.
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85
4.4.1.18. Módulo 301 – Dor
Objetivo geral
Compreender o fenômeno doloroso nas suas dimensões biológica, psicológica e social.
Objetivos específicos
1. Explicar a dor como uma experiência individual e subjetiva, influenciada por fatores
filosóficos, étnicos, culturais e psicológicos.
2. Explicar as vias de transmissão da dor, aguda e crônica, definidas como periféricas,
espinhais e supraespinhais, quanto aos aspectos anatômicos e fisiológicos.
3. Caracterizar uma condição dolorosa aguda e uma condição dolorosa crônica quanto aos
aspectos topográficos, fisiopatológicos, de diagnóstico sindrômico e etiológico.
4. Interpretar a nomenclatura descritiva de anormalidades dermato-sensoriais nas condições
dolorosas agudas e crônicas.
5. Explicar os mecanismos fisiopatológicos das dores por nocicepção e neuropáticas.
6. Diferenciar a dor aguda da dor crônica quanto aos atributos de tempo, de função biológica
e de alterações psicológicas, comportamentais e neurovegetativas associadas.
7. Avaliar a dor como um fenômeno complexo, com três dimensões: sensitivodiscriminativa, afetivo motivacional e cognitivo-avaliativa.
8. Interpretar os métodos objetivos de avaliação da dor, baseados em parâmetros fisiológicos
e comportamentos álgicos, e os métodos subjetivos, baseados em auto-relatos.
9. Interpretar os instrumentos mais utilizados na avaliação da dor, derivados dos métodos
objetivos e subjetivos.
10. Discutir as particularidades da avaliação da dor em populações especiais: pediátrica,
geriátrica, portadores de deficiências físicas (visual, auditiva, etc.), portadores de
distúrbios mentais e pacientes cirúrgicos.
11. Discutir conceitos farmacocinéticos básicos e aplicá-los aos fármacos utilizados no
tratamento das condições dolorosas agudas e crônicas.
12. Discutir os mecanismos de ação e os efeitos adversos dos diferentes grupos de fármacos
utilizados no tratamento das condições dolorosas agudas e crônicas.
13. Estabelecer a relação entre o quadro clínico das condições dolorosas, a fisiopatologia
inferida das mesmas e o mecanismo de ação dos diferentes grupos de fármacos utilizados
no tratamento.
86
14. Discutir a indicação das várias modalidades de tratamento das condições dolorosas.
15. Analisar a dor crônica como um problema de saúde pública, pela alta prevalência e custo
social elevado.
16. Discutir os principais problemas conceituais implicados no controle inadequado da dor
crônica.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
ANDRADE FILHO, A. C. C. (Ed.). Dor: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Roca, 2001.
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1995.
88
4.4.1.19. Módulo 302 - Dor Abdominal, Diarreia, Vômitos e Icterícia
Objetivo Geral
Compreender a dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia nas suas dimensões
biológicas, psicológicas e sociais.
Objetivos específicos
1. Descrever a anatomia, a histologia, e a fisiologia do trato digestório e seus anexos.
2. Apontar o mecanismo de propulsão do conteúdo digestivo e os sistemas de controle neural e
humoral desse mecanismo.
3. Discutir o mecanismo de produção, absorção e controle das secreções digestivas.
4. Descrever o ato de defecação normal e seu controle voluntário e involuntário.
5. Enumerar os principais métodos usados no auxílio diagnóstico dos distúrbios gastrintestinais.
6. Relacionar os mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes e desencadeantes, e a
conduta nos casos de vômitos, com ênfase às repercussões hemodinâmicas e ao desequilíbrio
ácido-básico advindos desses distúrbios da motilidade gastrintestinal.
7. Descrever os mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes e desencadeantes, e a
conduta nos casos de diarreias (agudas, persistentes e crônicas), com ênfase às repercussões
hemodinâmicas e ao desequilíbrio ácido-básico advindos desses distúrbios da motilidade
gastrintestinal.
8. Apontar os mecanismos fisiopatológicos, os sintomas, os aspectos sócio-sanitários e a
conduta nas principais infestações parasitárias intestinais.
9. Descrever a epidemiologia das principais manifestações inflamatórias hepáticas e
gastrintestinais.
10. Identificar a fisiopatologia, as causas, o tratamento e os aspectos biopsicossociais envolvidos
nas dispepsias ulcerosas e não ulcerosas.
11. Analisar a constipação, seus mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes, os
aspectos biopsicossociais envolvidos, a conduta, bem como definir os conceitos de encoprese
e incontinência fecal.
12. Relacionar os aspectos biopsicossociais relacionados à alimentação, ao saneamento e às
condições socioeconômicas na determinação dos distúrbios de motilidade do tubo digestório.
13. Explicar o metabolismo da bilirrubina, o mecanismo fisiopatológico, as causas e o manuseio
das diferentes formas de icterícia.
89
14. Descrever a fisiopatologia, as manifestações clínicas, as causas e o manuseio do abdome
agudo inflamatório e obstrutivo.
15. Apontar as manifestações clínicas, os aspectos biopsicossociais envolvidos e a conduta diante
de pancreatites aguda e crônica.
16. Discutir os aspectos psicossomáticos envolvidos nos distúrbios do aparelho digestório.
17. Descrever a farmacologia das drogas que interferem com a secreção gástrica e a motilidade
intestinal.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
DANI, R. Gastroenterologia essencial. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001.
DANI, R.; CASTRO, L. P. Gastroenterologia Clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
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1998.
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pediatria: diagnóstico e tratamento em pediatria. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003.
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Atheneu, 2001.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1997.
HARDMAN, J.G.; LIMBIRD, L.E. Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da
terapêutica. 9ª ed. México: McGraw Hill, 1996.
MARCONDES, E. Pediatria básica. São Paulo: Sarvier, 1994.
Bibliografia complementar:
ALVES, J. B. R. Cirurgia geral e especializada. Belo Horizonte: Vega, 1973. v. 7.
FOCACCIA R. Tratado de hepatites virais. São Paulo: Atheneu, 2003.
GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
GARDNER, E.; GRAY, D.J.; O’RAHILLY, R.O. Anatomia. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1988.
GOFFI, F. S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da
cirurgia. 4.ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
MOORE, K.L. Anatomia orientada para clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1992.
90
ROBBINS, S. L.; COTRAN, R.; KUMAR, V. Patologia estrutural e funcional. 5ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
SABISTON JR., D. V. Tratado de cirurgia. Rio de Janeiro: Interamericana, 1979.
SCHWARTZ, S. I. Principles of Surgery. 3ª ed. New York: McGraw-Hill Company,
SOCIEDADE DE PEDIATRIA DO DISTRITO
gastroenterologia pediátrica. Brasília, 2002.
91
FEDERAL.
Manual
de
4.4.1.20. Módulo 303 - Febre, Inflamação e Infecção
Objetivo geral
Compreender a fisiopatologia dos processos inflamatórios e febris, de natureza infecciosa
e não infecciosa, e as suas inter-relações, identificando e caracterizando suas causas,
manifestações clínicas, recursos complementares de diagnóstico e principais medidas
terapêuticas e preventivas.
Objetivos específicos
1. Descrever a anátomo-fisiologia do sistema regulador da temperatura corporal e do sistema
retículo-endotelial, a fim de compreender a resposta adaptativa febril e a patogenia da
inflamação aguda e crônica.
2. Conceituar febre e explicar a fisiopatologia e importância clínica dos principais processos
febris.
3. Identificar e interpretar as interfaces entre febre, inflamação e infecção.
4. Identificar as principais doenças cujas manifestações clínicas cursam com febre e
inflamação, caracterizando os elementos clínicos de relevância para a elaboração e
sistematização dos diagnósticos etiológicos diferenciais, nos diferentes ciclos de vida.
5. Explicar como fatores físicos, socioculturais e biológicos podem condicionar o
aparecimento e distribuição dessas doenças.
6. Analisar as repercussões imunológicas e hematológicas dos processos inflamatórios,
infecciosos e não infecciosos, visando à correta utilização e interpretação dos dados
sorológicos e do hemograma no processo de investigação das doenças febris.
7. Caracterizar os principais agentes microbianos de importância clínica, descrevendo os
mecanismos de virulência dos mesmos, bem como os mecanismos de resistência do
organismo às infecções.
8. Identificar os principais grupos de agentes antimicrobianos (antibacterianos, antivirais,
antifúngicos e antiparasitários) e descrever os fundamentos farmacocinéticos e
farmacodinâmicos que orientam sua utilização na prática clínica, tanto em nível
profilático como terapêutico.
9. Descrever o roteiro de investigação das doenças febris: anamnese, aspectos
epidemiológicos, exame físico e exames complementares.
92
10. Explicar os mecanismos de prevenção e controle das doenças infecciosas e parasitárias em
nível comunitário e no ambiente hospitalar.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª ed.
Rio de Janeiro: Revinter, 2000.
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Koogan, Rio de Janeiro, 1998.
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FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 16ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2006.
2v.
KATZUNG, B. G. Farmacologia Básica e Clínica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2006.
KNUPP, S. Reumatologia pediátrica. 2ª ed. São Paulo: Revinter, 2001.
PEACKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia básica e clínica. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
Bibliografia complementar:
BARATA, R. B.; BRICEÑO-LÉON, R. Doenças endêmicas: abordagens sociais, culturais
e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000.
BENSEÑOR, I. M.; ATTA, J. A.; MARTINS, M. A. Semiologia clínica. São Paulo: Sarvier,
2002.
BERNE, R. M. et al. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo: patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana: da molécula à clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1997.
CORMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.
GOLDMAN, L.; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 22ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2005. 2v.
GUIMARÃES, R.X.; GUERRA, C.C.C. Clínica e laboratório: interpretação clínica das
provas laboratoriais. 5ª ed. São Paulo: Sarvier, 1994.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.
93
HARDMAN, J. G. et al. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro:
McGraw Hill, 1996.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N. Patologia: bases patológicas das doenças. 7ª
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. 4ª ed. Porto Alegre:
Artmed, 2001.
LÓPEZ, M.; LAURENTYS-MEDIROS, J. Semiologia médica. 4ª ed. São Paulo: Revinter,
1999. 2. v.
LORENZI, T. F. Manual de hematologia: propedêutica clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro:
Medsi, 2003.
MANDELL, G. L.; DOUGLAS JR, R. G.; BENNETT, J. E. Principles and practice of
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MILLER, O.; GONÇALVES, R.R. Laboratório para o clínico. 8ª ed. São Paulo: Atheneu,
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MIMS. C. et al. Microbiologia médica. 2ª ed. São Paulo: Manole, 1999.
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TIERNEY JR, L. M.; McPHEE, S. J.; PAPADAKIS, M. A. Diagnóstico e tratamento. 7ª ed.
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YOSHINARI, N.; BONFÁ, E. Reumatologia para o clínico geral. [S.l.]: Rocca, 2000.
94
4.4.1.21. Módulo 304 - Doenças Resultantes da Agressão ao Meio Ambiente
Objetivo geral
Compreender as doenças e os agravos resultantes da agressão ao meio ambiente,
envolvendo os fatores físicos, químicos e biológicos presentes na água, ar e solo.
Objetivos específicos
1. Discutir os fatores ambientais de riscos não biológicos e suas consequências sobre a saúde
humana com ênfase aos agentes químicos e físicos;
2. Discutir os fatores ambientais de riscos biológicos e suas consequências sobre a saúde
humana com ênfase aos agentes transmissores, vetores, hospedeiros e reservatórios;
3. Discutir os principais agravos e doenças produzidas por desastres naturais, acidentes com
produtos tóxicos e animais peçonhentos, apontando as medidas de vigilância ambiental
relativas à prevenção, controle e tratamento;
4. Discutir os aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e clínicos das principais doenças
infecciosas transmitidas por vetores ou condições relacionadas aos hospedeiros e reservatórios
naturais;
5. Relacionar as principais doenças decorrentes do destino inadequado dos resíduos sólidos e
identificar as possíveis formas de poluição do solo e das águas apontando medidas de
promoção à saúde, profilaxia, controle e tratamento dessas doenças;
6. Discutir os agravos e doenças decorrentes das inundações com ênfase naquelas de veiculação
hídricas apontando as principais medidas de vigilância à saúde;
7. Discutir a relação entre o uso indiscriminado de agrotóxicos e os efeitos nocivos à saúde
humana;
8. Discutir os danos decorrentes da poluição ambiental e suas repercussões sobre a saúde
humana, identificando as principais fontes de emissão de poluentes aéreos;
9. Correlacionar os efeitos dos desmatamentos com a ocorrência de doenças endêmicas como a
malária, leishmaniose, febre amarela e acidentes por animais peçonhentos, apontando
medidas de profilaxia e controle dessas doenças;
10. Discutir as medidas de prevenção e controle ambiental, ressaltando aquelas de promoção à
saúde e vigilância do meio ambiente;
11. Explicar as medidas de prevenção e controle das principais zoonoses;
12. Discutir a saúde e o desenvolvimento sustentável no mundo globalizado;
95
13. Discutir qualidade de vida urbana sob a ótica das cidades saudáveis.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BARATA, R. B.; BRICEÑO, R. (Org). Doenças endêmicas: abordagens sociais
culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000.
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ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Atenção primária ambiental.
2ª ed. Washington, DC: [s.n.], 2000.
VERONESI, R; FOCACCIA R. Tratado de infectologia. Rio de Janeiro: Atheneu, 2002.
Bibliografia complementar:
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigilância ambiental em saúde. Brasília, DF:
FUNASA, 2002. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br>. Acesso em 27/11/2012.
BUSCHINELLI, J. T. P.; KATO, M. Monitoramento biológico da exposição a agentes
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CÂMARA, V.M. (Org). Textos de epidemiologia para vigilância ambiental em saúde.
Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: < www.funasa.gov.br>. Acesso em
27/11/2012.
DIAS, E. C. D. (Org). Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos
para os serviços de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2001.
FILHO, N. A.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à epidemiologia moderna. 2ª ed.
Belo Horizonte: Coopmed, 1992.
GALAFASSI, M. C. Medicina do trabalho. São Paulo: Atlas, 1998.
Intoxicações por agrotóxicos. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br/pub/GVE/
PDF/GVE0515.pdf>. Acesso em 27/11/2012.
Inundações. Disponível
Acesso em 27/11/2012.
em:
<www.funasa.gov.br/enchentes/plano_enchentes.pdf>.
ROSA, H. V. D.; OLIVEIRA, M. E. P. B.; FERNÍCOLA, N. A. G. G. Monitorização
biológica da exposição humana a agentes químicos. São Paulo: Fundacentro, 1991.
Saúde e meio ambiente. Ciência e ambiente, Santa Maria, v. 25, jul./dez. 2002.
SCHVARTSMAN, S. Intoxicações agudas. São Paulo: Sarvier, 1991.
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27/11/2012.
SOUZA, A.J.S.; GOMES, A.A. Manual de normas para o controle das
penumoconioses. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 1995.
96
4.4.1.22. Módulo 306 - Perda de Sangue
Objetivo geral
Compreender a perda aguda de sangue dentro de um contexto clínico e discutir as formas de
tratamento indicadas.
Objetivos específicos
1. Discutir, a partir das características morfofuncionais do músculo cardíaco, das etapas do ciclo
cardíaco e da regulação do bombeamento, a função de bomba do coração e seu papel em
variáveis determinantes do débito cardíaco.
2. Analisar a distensibilidade vascular, as funções dos sistemas venoso e arterial e a relação
existente entre pressão, fluxo e resistência.
3. Discutir a estrutura e função da microcirculação.
4. Discutir a regulação hormonal e o controle local do fluxo sanguíneo pelos tecidos.
5. Rever a fisiologia e a farmacologia do sistema nervoso autônomo necessárias à compreensão
da regulação neural da circulação e do controle rápido da pressão arterial.
6. Discutir as relações de ventilação-perfusão pulmonar, o transporte gasoso pelo sangue e as
variáveis determinantes da oferta de oxigênio aos tecidos e do consumo de oxigênio pelos
tecidos.
7. Identificar os mecanismos da hemostasia e da coagulação sanguínea e seus distúrbios
hereditários e adquiridos.
8. Conhecer a composição e os volumes dos compartimentos dos líquidos corporais.
9. Justificar a importância da manutenção da temperatura em níveis fisiológicos nos estados de
choque.
10. Analisar a perda aguda de sangue de acordo com o diagnóstico etiológico bem como os
aspectos fisiopatológicos concernentes.
11. Definir choque e aplicar tal definição a situações comumente encontradas na prática clínica.
12. Interpretar semelhanças e diferenças das manifestações clínicas de doentes que apresentam
estados de choque de diferentes etiologias.
13. Avaliar a intensidade da perda sanguínea a partir de sinais clínicos do choque.
14. Analisar a perda aguda de sangue considerando o impacto da mesma na perfusão e na
oxigenação teciduais.
97
15. Interpretar dados obtidos da monitorização invasiva e não invasiva da função cardíaca e da
perfusão tecidual.
16. Interpretar exames complementares indicados em situações de perda de sangue
17. Discutir as indicações dos procedimentos de acesso vascular e suas potenciais complicações.
18. Discutir as indicações clínicas e as possíveis complicações da transfusão de sangue e
hemocomponentes.
19. Discutir indicações clínicas, vantagens, desvantagens e possíveis complicações do uso de
soluções coloides e cristaloides.
20. Discutir o mecanismo de ação, a indicação clinica e os efeitos adversos das aminas
simpaticomiméticas e fármacos diuréticos.
21. Discutir o mecanismo de ação, a indicação clinica e os efeitos adversos de fármacos que
atuam na hemostasia e na coagulação do sangue.
22. Discutir aspectos bioéticos do aborto e aspectos psicossociais do alcoolismo crônico e do
paciente grave.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C. (Ed.). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio
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Bibliografia complementar:
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100
4.4.1.23. Módulo 307 - Fadiga, Perda de Peso e Anemias
Objetivo Geral
Compreender a fisiopatologia de doenças que cursam com fadiga, perda de peso e
anemia, enfocando a etiopatogenia, quadro clínico, métodos diagnósticos, condutas
terapêuticas, medidas preventivas e o impacto psicossocial desses agravos.
Objetivos Específicos
1. Descrever a origem e a diferenciação das células hematopoiéticas, enfatizando a anatomia
normal e a morfologia da medula óssea.
2. Distinguir no processo hemocitopoético os aspectos relacionados ao eritrócito e à
hemoglobina, visando à classificação e interpretação dos principais tipos de anemia.
3. Explicar a fisiopatologia dos principais quadros anêmicos, objetivando a compreensão dos
sinais e sintomas observados nessas entidades.
4. Discutir as medidas preventivas e os protocolos terapêuticos comumente empregados nos
principais tipos de anemia.
5. Explicar os mecanismos da fadiga, enfatizando a organização neural e a fisiologia dos
sistemas envolvidos.
6. Explicar as principais manifestações físicas e psíquicas decorrentes da fadiga, com vistas ao
entendimento de sua importância clínica.
7. Correlacionar os mecanismos da perda ponderal com suas principais causas.
8. Discutir os aspectos nutricionais e psiquiátricos de condições clínicas que desencadeiam
transtornos alimentares.
9. Identificar a inter-relação entre fadiga, perda de peso e anemia verificados em portadores de
processos benignos ou malignos, agudos ou crônicos, procurando valorizar tais manifestações
na avaliação clínica desses pacientes.
10. Explicar as principais manifestações clínicas observadas em patologias que cursam com
fadiga, perda de peso e anemia, com vistas ao estabelecimento de hipóteses e diagnósticos
diferenciais.
11. Interpretar os resultados de exames complementares (subsidiários) utilizados nas doenças que
cursam com fadiga, perda de peso e anemia, objetivando a confirmação diagnóstica e o
tratamento adequado.
101
12. Analisar o impacto da fadiga, perda de peso e anemia sobre a capacidade laboral e intelectiva
das pessoas acometidas, assim como suas implicações psicossociais.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
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103
4.4.1.24. IESC 303 – Interação Ensino-Serviços e Comunidade
Objetivo Geral
Desenvolver vínculo e responsabilização com o serviço e a comunidade onde são
desenvolvidas atividades da IESC, por meio de levantamento de problemas, elaboração de
estratégias de manejo dos mesmos e intervenção.
Objetivos Específicos
1. Interagir com o serviço para estabelecer vínculo e esclarecer à equipe do centro de saúde
sobre o trabalho a ser desenvolvido.
2. Listar os problemas relevantes da comunidade da área de abrangência.
3. Elaborar projeto de investigação sobre o problema priorizado, utilizando o método
científico.
4. Aperfeiçoar habilidades inerentes ao processo de pesquisa tais como: pensamento crítico,
capacidade de expressão escrita e estratégia de busca bibliográfica.
5. Apresentar os resultados da pesquisa para conhecimento das equipes do Centro de Saúde,
hospital regional e instituições da comunidade envolvidas.
6. Elaborar propostas de solução do problema estudado visando à intervenção.
7. Criar, registrar e aperfeiçoar estratégias de intervenção.
8. Elaborar artigo científico da pesquisa.
9. Preencher portifólio das atividades desenvolvidas a cada ciclo do arco de Maguerez.
Desempenhos Esperados
Saúde da Comunidade
Atividades com a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS)
1. Realizar reuniões com a equipe de saúde da Unidade de Saúde para conhecimento
da rotina de trabalho dos profissionais, do fluxo de atendimento do serviço, dos programas
desenvolvidos, do perfil da comunidade atendida e dos problemas mais relevantes
identificados pela equipe.
Atividades com diversos setores da comunidade da área de abrangência da UBS para
conhecimento da realidade de saúde.
104
1. Realizar visitas e entrevistas com profissionais das áreas de gerência da saúde da
comunidade, hospital regional, vigilância à saúde (epidemiológica, sanitária e ambiental) e a
administração regional.
2. Pesquisar dados de morbi-mortalidade.
3. Pesquisar dados da sala de situação.
4. Pesquisar dados epidemiológicos e demográficos da população.
5. Compreender qual é atividade exercida pelas Vigilâncias Epidemiológica e
Sanitária na Unidade Básica de Saúde (UBS).
6. Identificar os principais agravos de notificação compulsória da população estudada.
7. Observar diretamente a comunidade com o intuito de identificar o problema de
saúde da comunidade e identificar os elementos que se associam ao problema de saúde que se
quer estudar (pontos-chave).
Atividades Teóricas
1. Trabalhar os dados obtidos junto à equipe da USB e à comunidade utilizando a
teoria da problematização e o Arco de Maguerez.
2. Elaborar hipóteses de solução para o problema identificado.
3. Aplicar estratégias de solução para o problema identificado (intervenção).
4. Desenvolver pesquisa científica baseada no problema identificado na comunidade.
5. Apresentar o resultado da pesquisa para equipe da UBS.
6.
Apresentar o resultado da pesquisa no III Seminário de Interação Serviço e
Comunidade de da ESCS no formato de pôster (para todos os estudantes) e oralmente,
se classificado.
7. Apresentar um subproduto da pesquisa científica em forma de artigo científico para
publicação.
8. Apresentar relatório da pesquisa científica.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BERBEL, N.A.N. Metodologia da problematização. Fundamentos e aplicações.
Londrina: Eduel, 2006.
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BORDENAVE, J.; PEREIRA, A. Estratégias de ensino aprendizagem. 26ª ed.
Petrópolis: Vozes, 2005.
Bibliografia complementar:
ALMEIDA, J.A.G. Amamentação: um híbrido natureza e cultura. Rio de Janeiro:
Fiocruz, 1999.
ALMEIDA, J.A.G.; SOUZA, L.M.B.M. História da alimentação do lactente no Brasil:
do leite fraco à biologia da excepcionalidade. Rio de Janeiro: Revinter, 2005.
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CARVALHO, M. R.; TAMEZ, R. N. Amamentação: bases científicas. 2ª ed. Rio de
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VINHA, V.H.P. O livro da amamentação. Campinas, S.P.: Mercado de Letras, 2006.
106
4.4.1.25. HA 303 – Habilidades e Atitudes
Objetivos Gerais
1. Abordar o paciente respeitando sua individualidade e autonomia, demonstrando
disponibilidade, compreensão, acolhimento e tolerância às diferenças, evitando julgamentos
de valor.
2. Obter uma história clínica ampliada, que leve em conta todos os aspectos fisiopatológicos e
psicossociais relevantes no processo de adoecimento do paciente;
3. Realizar o exame físico de forma técnica e sistematizada, respeitando a autonomia, a
privacidade e a dignidade do paciente;
4. Levantar hipóteses diagnósticas, de modo a elaborar uma lista de problemas que abranja
aspectos biológicos, psicológicos e sociais;
5. Indicar e justificar os exames complementares pertinentes aos casos discutidos;
6. Comunicar-se de forma efetiva e ética com pacientes, familiares de pacientes, colegas,
professores, médicos e outros profissionais de saúde.
7. Estabelecer com o paciente um vínculo que proporcione compreender a doença no contexto
de sua história de vida.
Objetivos específicos
A) Pediatria
1. Elaborar uma lista de diagnóstico diferencial da criança com dispnéia e tosse.
2. Elaborar lista de possíveis diagnósticos diferenciais das pneumonias na
infância, após realização da história clínica, exame físico e a interpretação dos
exames complementares pertinentes.
3. Interpretar radiografia de tórax nas pneumonias.
4. Interpretar gasometrias nas doenças pulmonares.
5. Classificar as diarreias na infância e sugerir sua provável etiologia.
6. Interpretar os resultados de eletrólitos (valores normais).
7. Reconhecer os distúrbios hidroeletrolíticos e associar às diferentes etiologias.
8. Elaborar um roteiro de abordagem da criança com edema nas síndromes renais.
9. Interpretar um EAS e prova de função renal distinguindo as síndromes
nefrítica e nefrótica.
10. Reconhecer os elementos diagnósticos na ITU.
107
11. Indicar em que situações a urocultura é solicitada.
12. Elaborar uma lista de diagnóstico diferencial das hepato-esplenomegalias.
13. Descrever os esquemas profiláticos das meningites.
14. Realizar exame para pesquisa de sinais de irritação meníngea.
15. Elaborar lista de diagnósticos diferenciais das doenças exantemáticas.
16. Interpretar hemograma nas diversas patologias infecciosas.
17. Interpretar LCR nas meningites.
B) Cirurgia Geral
1. Formular três diagnósticos sindrômicos para um(a) paciente com queixa de
disfagia.
2. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico do
megaesôfago chagásico.
3. Interpretar um Rx contrastado o megaesôfago chagásico em grupos pelo
aspecto do exame radiológico.
4. Diferenciar através dos dados de história e exame físico as cinco síndromes
abdominais: inflamatória, obstrutiva, perfurativa, hemorrágica, e vascular.
5. Descrever os achados semiológicos mais frequentes de paciente com suspeita
de apendicite aguda.
6. Descrever os achados semiológicos mais frequentes de paciente com suspeita
de diverticulite aguda.
7. Indicar os exames complementares de rotina no paciente com um quadro de
abdome agudo.
8. Diferenciar, pela história clínica e exame físico, paciente com colecistite aguda
de paciente com cólica biliar.
9. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico de colelitíase
e colecistite aguda.
10. Formular três diagnósticos sindrômicos para paciente com história de dor
abdominal em hipocôndrio direito e icterícia.
11. Diferenciar, pela história clínica, os dados compatíveis com colelitíase dos
dados compatíveis com coledocolitíase.
12. Realizar anamnese e exame físico em paciente com epigastralgia.
13. Enumerar uma lista de diagnósticos diferenciais em paciente com epigastralgia.
108
14. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico da doença
ulcerosa péptica.
15. Diferenciar, pela história clínica, um paciente com história de gastrite por
estresse de um paciente com doença ulcerosa péptica, causada pelo
Helicobacter pylori.
16. Indicar os principais exames complementares para paciente com suspeita de
câncer gástrico.
17. Diferenciar quanto às manifestações clínicas paciente com doença ulcerosa
péptica de paciente com câncer gástrico.
18. Formular três diagnósticos sindrômicos para um paciente com história de
epigastralgia.
19. Elaborar lista de possíveis diagnósticos de paciente com dor em hipocôndrio
esquerdo.
20. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico de pancreatite
aguda.
21. Diferenciar, pela história clínica, as duas principais causas de pancreatite
aguda.
22. Diferenciar, pela história clínica, pancreatite aguda de pancreatite crônica.
23. Identificar em um paciente portador de pancreatite aguda de origem alcoólica,
os sinais prognósticos de Ransom.
24. Indicar o(s) principal(is) exame(s) complementar(es) para o diagnóstico do
megacólon chagásico.
25. Discutir sobre as complicações do megacólon chagásico.
26. Discutir a fisiopatologia e conduta nos fecalomas.
27. Descrever a conduta no vólvulo cecal e no vólvulo de sigmóide.
28. Indicar o(s) principal(is) exame(s) complementar(es) para o diagnóstico do
câncer colorretal.
29. Formular três diagnósticos sindrômicos para paciente com queixa de
constipação crônica.
C) Clínica Médica
109
1.
Fazer o diagnóstico diferencial de dor torácica e reconhecer os sinais e
sintomas importantes para o diagnóstico das síndromes coronarianas
agudas.
2.
Correlacionar os achados na anamnese e exame físico com a
fisiopatologia nos quadros de insuficiência cardíaca.
3.
Executar corretamente o exame cardiológico, interpretar os achados
anormais , correlacionando com as doenças cardiovasculares.
4.
Relacionar os aspectos mais importantes na abordagem clínica com os
critérios diagnósticos de hipertensão arterial.
5.
Fazer o diagnóstico de acidentes vasculares encefálicos e ataque
isquêmico transitório.
6.
Fazer a correlação entre a clínica, a fisiopatologia e anatomopatologia
nas doenças cerebrovasculares.
7.
Diagnosticar, classificar e compreender a fisiopatologia da ascite e da
hipertensão portal.
8.
Citar os sinais e sintomas importantes para o diagnóstico de
insuficiência hepática.
9.
Correlacionar os achados semiológicos à fisiopatologia da insuficiência
hepática.
10. Fazer o diagnóstico diferencial da hepatoesplenomegalia.
11. Interpretar os achados semiotécnicos nas seguintes situações: exame
respiratório normal, DPOC, pneumonia, pneumotórax, atelectasia e
derrame pleural.
12. Fazer o diagnóstico diferencial nos pacientes com tosse prolongada.
13. Diagnosticar DPOC, pneumonia, pneumotórax, atelectasia, derrame
pleural e tuberculose pulmonar.
14. Interpretar a radiografia de tórax PA e Perfil nas pneumonias, DPOC,
derrame pleural, atelectasia, pneumotórax e tuberculose pulmonar;
15. Interpretar a baciloscopia do escarro (Gram e pesquisa do BAAR).
16. Interpretar o EAS: normal e alterado.
17. Interpretar as provas de função renal.
18. Indicar em que situações a urocultura é solicitada.
110
19. Descrever as principais manifestações clínicas da insuficiência renal
crônica.
20. Correlacionar os achados semiológicos com a fisiopatologia da
insuficiência renal crônica.
21. Discutir as manifestações clínicas importantes para o diagnóstico de
diabetes mellitus.
22. Citar os critérios clínicos e laboratoriais, e as principais complicações
do diabetes mellitus.
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114
4.4.1.26. Módulo 401 – Transtornos Mentais e de comportamento
Objetivo geral
Possibilitar ao estudante a compreensão do funcionamento do aparelho psíquico e dos
transtornos mentais mais prevalentes na prática clínica geral.
Objetivos específicos
1. Caracterizar as funções psíquicas superiores e suas alterações, sistematizando o exame do
estado psíquico do indivíduo;
2. Correlacionar as estruturas anatômicas do Sistema Nervoso Central ao comportamento
humano;
3. Descrever os mecanismos da neurotransmissão química relacionada com o funcionamento
psíquico;
4. Identificar e caracterizar os principais transtornos mentais e de comportamento,
considerando os aspectos epidemiológicos, etiológicos, quadro clínico, diagnóstico,
evolução, tratamento, reabilitação e aspectos psicossociais;
5. Explicar a relação entre o biológico, o psicológico e o social nos diferentes transtornos
mentais e de comportamento;
6. Discutir o manejo de situações de crise e de urgência mais frequentes na prática clínica;
7. Identificar os recursos laboratoriais e de imagem importantes para elucidação do
diagnóstico de transtornos mentais e de comportamento;
8. Identificar os princípios básicos da Psicofarmacologia;
9. Identificar os principais recursos psicoterápicos e suas indicações clínica;
10. Discutir as atitudes básicas necessárias ao profissional de saúde em relação ao paciente, a
família, comunidade e a equipe de saúde mental.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
GLEN O. GABBARD. Tratamento dos transtornos psiquiátricos. 4ª ed. São Paulo:
Artmed, 2009.
KAPLAN, H. I.; SADDOCK, B. J. Manual de farmacologia psiquiátrica. Porto Alegre:
Artmed, 2002.
115
KAPLAN, H. I.; SADDOCK, B. J.; GREBB, J. A. Compêndio de psiquiatria. 9a ed.
Porto Alegre: Artmed, 2007.
YUDOFSKY, STUART C.; HALES, ROBERT E. Neuropsiquiatria e neurociências na
prática clínica. 4a ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
YUDOFSKY, STUART C.; HALES, ROBERT E. Tratado de psiquiatria clínica. 4ª ed.
São Paulo: Artmed, 2006.
Bibliografia complementar:
BOTEGA, N. J. Prática psiquiátrica no hospital geral. Porto Alegre: Artmed, 2001.
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto
Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
QUEVEDO, J. Emergências psiquiátricas. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
SÁ JÚNIOR, L. S. M. Compêndio de psicopatologia e semiologia psiquiátricas. Porto
Alegre: Artmed, 2001.
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficos e aplicações clínicas. 2ª ed.
Rio de Janeiro: MEDSI, 2002.
116
4.4.1.27. Módulo 402 - Distúrbios Sensoriais, Motores e da Consciência
Objetivo geral
Compreender a neuroanatomia funcional, a fisiopatologia, o quadro clínico, o diagnóstico
e o tratamento dos distúrbios mais frequentes da sensibilidade, da motricidade e da
consciência, na prática clínica.
Objetivos específicos
1. Rever a anatomia funcional dos principais distúrbios da sensibilidade, da motricidade e da
consciência, correlacionando-a com o quadro clínico dos principais distúrbios motores, da
sensibilidade e da consciência.
2. Analisar os aspectos semiológicos da história clínica, do exame neurológico, correlacionandoos com as principais síndromes neurológicas que acometem o sistema motor, da sensibilidade
e a consciência.
3. Relacionar os exames complementares que devem ser solicitados de acordo com a(s)
síndrome(s) específica(s) para identificação e estudo dos distúrbios da sensibilidade, da
motricidade e da consciência.
4. Identificar, pela análise do quadro clínico geral, as etiologias mais freqüentes dos distúrbios
da sensibilidade, da motricidade e da consciência.
5. Explicar o tratamento destas afecções.
6. Discutir os aspectos biopsicossociais destes distúrbios.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
GOLDMAN, L.; AUSIELLO, D. Cecil: tratado de medicina interna. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2005.
GREENBERG, D. A.; AMINOFF, M. J.; SIMON, R. P. Neurologia clínica. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1996.
NITRINI, R.; BACHESCHI, L. A. A Neurologia que todo médico deve saber. São
Paulo: Atheneu, 2005.
PORTO. Semiologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
SANVITO, W. L. Propedêutica neurológica básica. São Paulo: Atheneu, 2000.
117
Bibliografia complementar:
GUERREIRO, C. A. M. et al. Epilepsia. São Paulo: Lemos, 2000.
GUSMÃO, S. S; CAMPOS, G. B; TEIXEIRA, A.L. Exame neurológico: bases
anatomofuncionais. São Paulo: Revinter, 2003.
LENT, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociências. São
Paulo: Atheneu, 2004.
MACHADO, A. Neuroanatomia funcional. São Paulo: Atheneu, 2001.
MELO-SOUZA, S. E. Tratamento das doenças neurológicas. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2000.
MUTARELLI, E. G. Propedêutica neurológica: do sintoma ao diagnóstico. São Paulo:
Sarvier, 2000.
118
4.4.1.28. Módulo 403 - Dispneia, Dor Torácica e Edema
Objetivo Geral:
Compreender as interações anátomo-fisiológicas, os mecanismos fisiopatológicos, as
manifestações clínicas e os aspectos bioéticos envolvidos nos processos mórbidos que
envolvam esta tríade de sinais e sintomas: dor torácica, dispnéia e edema.
Objetivos Específicos
1. Revisar as estruturas anatômicas e a fisiologia do coração, pulmões e rins;
2. Identificar os principais agentes etiológicos dos processos patológicos que se manifestem
com dor torácica, dispneia e edema;
3. Descrever os mecanismos fisiopatológicos dos processos mórbidos que cursam com dor
torácica, dispneia e edema;
4. Identificar as manifestações clínicas das diversas patologias pulmonares, cardiovasculares
e renais;
5. Relacionar os principais fatores de risco e as medidas preventivas das principais
patologias cardíacas, pulmonares e renais;
6. Discutir os diagnósticos diferenciais das doenças que ocasionam dor torácica, dispnéia e
edema;
7. Relacionar e interpretar os exames complementares que auxiliam no diagnóstico dessas
patologias;
8. Discutir a abordagem terapêutica das principais doenças que cursam com dor torácica,
dispneia e edema;
9. Descrever os aspectos bioéticos relacionados aos estágios avançados e terminais de
doenças cardíacas, respiratórias e renais.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
ANDREOLI, T. E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998.
BENSEÑOR, I. M.; ATTA, J. Á.; MARTINS, M. A. Semiologia clínica. São Paulo:
Sarvier, 2002.
GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.
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GOLDMAN, L. Cardiologia na Clínica Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
GOLDMAN, L; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 2v.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1996.
MILLER, O.; GONÇALVES, R. R. Laboratório para o clínico. 8ª ed. São Paulo:
Atheneu, 1999.
PORTO, C. C. Semiologia médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
RIELLA, M. C. Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletroliticos. 3ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
WEST, J.B. Fisiologia respiratória. 6ª ed. Manole: São Paulo, 2000.
Bibliografia complementar:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª
ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000.
BARATA, R. B.; BRICEÑO-LÉON, R. Doenças endêmicas: abordagens sociais,
culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000.
BENGNIGUI, Y. Infecções respiratórias em crianças. OPAS, 1998.
BRASILEIRO FILHO, G. B. Patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
BRODY, T. M. et al.. Farmacologia humana: da molécula à clínica. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
CALICH, V.L.G, VAZ, C.A.C. Imunologia. São Paulo: Revinter, 2001.
CORMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1996.
COTRAN, R. S.; KUMAR, V.; COLLINS, T. Patologia estrutural e funcional. 6ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
FAUCI, A.S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill ,
1998. 2. v.
GUIMARÃES, R. X.; GUERRA, C. C. C. Clínica e laboratório: interpretação clínica
das provas laboratoriais. 5ª ed. São Paulo: Sarvier, 1994.
HENRY, J.B. Clinical diagnosis and management by laboratory methods. 20a ed.
New York: Saunders, 2001.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. 4ª
Alegre: Artmed, 2001.
ed. Porto
LOPEZ, M. Emergências médicas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
120
LÓPEZ, M.; LAURENTYS-MEDIROS, J. Semiologia médica. 4ª
Revinter, 1999.
ed. São Paulo:
MANDELL, G. L.; DOUGLAS JR, R. G.; BENNETT, J. E. Principles and practice of
infectious diseases. 3ª ed. Churchill Livingstone, 1990.
MIMS. C. et al. Microbiologia médica. 2ª ed. São Paulo: Manole, 1999.
MONTENEGRO, M. R.; FRANCO, M. Patologia: processos gerais. 4ª ed. São Paulo:
Atheneu, 1999.
MURAHOVSCHI, J. Pediatria: diagnóstico e tratamento. 6ª ed. São Paulo: Sarvier,
2003.
MURRAY, P. R. et al. Microbiologia médica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2000.
PEACKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia básica e clínica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1999.
SCHOR, N; BOIM, M. A.; SANTOS, O. F. P. Insuficiencia renal aguda: fisiopatologia,
clínica e tratamento. S. Paulo: Sarvier, 1997.
TEIXEIRA, M.J.; FIGUEIRÓ, J. A. B. Dor: epidemiologia, fisiopatologia, avaliação,
síndromes dolorosas e tratamento. S. Paulo: Grupo Editorial Moreira Jr., 2001.
TIERNEY JR, L. M.; McPHEE, S. J.; PAPADAKIS, M. A. Diagnóstico e tratamento
2001. 7ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001.
TORTORA, G.; GRABOWSKI, S. R. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
TOSCANO, L. Condutas médicas nas emergências, UTI e unidade coronariana. 2ª
ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1993.
TRABULSI, L. R. et al. Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: [s.n.], 1999.
VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de infectologia. São Paulo: Atheneu, 1996. 2v.
121
4.4.1.29. Módulo 404 - Desordens Nutricionais e Metabólicas
Objetivos Gerais
Analisar os fatores etiológicos, fisiopatológicos, clínicos e biopsicossociais relacionados
às desordens nutricionais, metabólicas e endócrinas mais prevalentes na população.
Objetivos Específicos
1. Explicar as alterações metabólicas relacionadas à desnutrição e ao sobrepeso, sua prevalência,
etiologia, diagnóstico e sua relação com outras doenças metabólicas, visando estabelecer
medidas educativas, profiláticas e tratamento adequado.
2. Descrever o controle metabólico do cálcio e do fósforo e os distúrbios relacionados,
enfatizando a osteopenia e prevenção de fraturas.
3. Interpretar os resultados dos exames complementares utilizados no diagnóstico diferencial das
patologias que cursam com desordens nutricionais e metabólicas, objetivando a confirmação
diagnóstica.
4. Classificar a topografia das lesões do eixo Hipotálamo – hipófise - glândulas endócrinas por
meio de testes diagnósticos.
5. Correlacionar as alterações metabólicas relacionadas à síntese e degradação dos lipídeos com
as principais causas e suas consequências no organismo, visando estabelecer diagnóstico,
medidas educativas, profiláticas e terapêuticas.
6. Explicar as alterações metabólicas relacionadas ao metabolismo da glicose, a redução da sua
captação pelas células e a deficiência da síntese intracelular de glicogênio, suas principais
causas e consequências, visando estabelecer diagnóstico e terapêutica.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BRAUNWALD, E. et al. Harrison: tratado de medicina interna. 15ª ed. Rio de Janeiro:
McGraw-Hill, 2001. 2 v.
GOLDMAN, L; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 2.v.
GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara
Koogan, 2002.
VILAR, L. et al. Endocrinologia clínica. 2ª ed. São Paulo: MEDSI, 2001.
122
Bibliografia complementar:
BANDEIRA, F. et al. Condutas em endocrinologia. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003.
FELÍCIO, C. P. Atualização terapêutica. 22a ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2005.
HALBE, H. W. Tratado de ginecologia. 3ª ed. Editora Roca, 2000.
LOPEZ, M. Emergências médicas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
MARQUES, A. N. Pediatria social. Editora Cultura Médica, 1986.
RANG, H.P.; DALE, M.M.; RITTER, J.M. Farmacologia. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
WILSON & FOSTER (1992). Williams’ Textbook of Endocrinology 10a ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2003.
123
4.4.1.30. Módulo 406 - Manifestações Externas das Doenças e Iatrogenias
Objetivo geral
Compreender o mecanismo fisiopatogênico das iatrogenias e das manifestações externas
das doenças, e conhecer suas apresentações clínicas, psicossociais, modalidades diagnósticas,
princípios terapêuticos e ações preventivas relacionadas.
Objetivos específicos
1. Descrever os aspectos anatômicos e histológicos da pele, das mucosas e dos anexos
cutâneos normais e aspectos histopatológicos relacionados às suas disfunções.
2. Descrever a fisiologia do aparelho tegumentar.
3. Relacionar os componentes do ecossistema cutâneo: Ph da pele, sebo e suor e relacionar
o desequilíbrio desse ecossistema com as doenças cutâneas mais comuns na prática
diária, com o objetivo de propor medidas terapêuticas eficazes.
4. Citar a função imunológica da pele e discutir as alterações patológicas que surgem em
decorrência das disfunções imunológicas.
5. Entender a descrição das lesões cutâneas elementares e utilizá-la como base para
formular
diagnósticos
Sindrômico,
Nosológico
e
etiológico
das
dermatoses
(Sindrômico: classificação diagnóstica geral baseada no conjunto de sinais e sintomas;
Nosológico: doença caracterizada; Etiológico: agente ou condição que determina a
doença).
6. Discutir a influência da herança genética no desenvolvimento das dermatoses e sua
magnitude do comprometimento da pele.
7. Citar os agentes físicos, químicos e biológicos responsáveis pelos principais quadros
dermatológicos.
8. Avaliar a influência do estresse sobre as manifestações externas das doenças da pele.
9. Citar a indicação e interpretação dos exames complementares utilizados no diagnóstico
diferencial de dermatoses neoplásicas e infecciosas.
10. Relacionar os principais fatores de risco dos tumores cutâneos e as intervenções
preventivas.
11. Discutir os princípios terapêuticos das doenças cutâneas mais comuns, os esquemas
terapêuticos consolidados na prática clínica especializada e sua utilização no contexto
da prática clínica geral.
124
12. Descrever as mais frequentes reações adversas dos medicamentos discutidos durante o
módulo, visando à sua prevenção e tratamento.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
AZULAY, R. D.; AZULAY, D. R. Dermatologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2008.
AZULAY-ABULAFIA, L. et al. Atlas de Dermatologia: da semiologia ao
diagnóstico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw
Hill, 1998. 2. v.
GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1999.
GOLDMAN, BENNETT, J.C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
LÓPEZ, M.; LAURENTYS-MEDIROS, J. Semiologia médica. 4ª ed. São Paulo:
Revinter, 1999. 2.v.
PEACKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia básica e clínica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1999.
PORTO, C. C. Semiologia médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2001.
SAMPAIO, A. S.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 3ª ed. São Paulo: Artes Médicas,
2008.
Bibliografia complementar:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular.
3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000.
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Guanabara Koogan, 1998.
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culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000.
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Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
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2000.
127
4.4.1.31. Módulo 407 - Emergências
Objetivo geral
Reconhecer situações que configurem emergências médicas e saber agir com base em
conhecimentos científicos que habilitem a intervenção oportuna e competente mediante o uso
de técnicas e procedimentos adequados com vista ao diagnóstico e a adoção de medidas
terapêuticas fundamentais para manutenção da vida.
Objetivos específicos
1. Identificar situações que configuram emergências médicas, a partir de dados de anamnese,
exame físico e de parâmetros complementares.
2. Descrever as manifestações clínicas, a epidemiologia, a etiologia, a fisiopatologia, a
etiopatogenia, o diagnóstico e a terapêutica dos casos emergenciais discutidos.
3. Distinguir, clinicamente, as situações de urgência e emergência, discutindo condutas em
conformidade com os diferentes níveis de evidência clínica observados em cada caso.
4. Discutir os aspectos ético-legais no atendimento das emergências médicas.
5. Criticar os princípios fundamentais da abordagem diagnóstica e terapêutica dos pacientes
nas situações de emergência: perda da consciência, insuficiência respiratória e
insuficiência cardiocirculatória.
6. Relacionar os princípios fundamentais da abordagem diagnóstica e terapêutica dos
pacientes com quadro de parada cardiorrespiratória.
7. Formular os princípios fundamentais da abordagem do paciente em coma.
8. Discutir os aspectos fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos dos quadros de choque.
9. Descrever a fisiopatologia, aspectos clínicos e terapêuticos da sepse.
10. Discutir as principais emergências obstétricas.
11. Discutir os quadros de insuficiência respiratória de acordo com o mecanismo
fisiopatológico básico.
12. Discutir a abordagem diagnóstica e terapêutica dos pacientes com dor na emergência.
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
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128
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CLÍNICAS BRASILEIRAS DE MEDICINA INTENSIVA. Choque. v 3. São Paulo:
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cardiologia. São Paulo: Manole, 2005.
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129
WEST, J. B. Fisiologia respiratória. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2002.
130
4.4.1.32. IESC 404/HA 404 – Interação Ensino-Serviços-Comunidade IV/Habilidades e
Atitudes
Objetivo Geral
Adquirir competências clínicas nos atendimentos direcionados às crianças, mulheres e
adultos em diferentes cenários de aprendizagem (unidades básicas de saúde e de urgênciaemergência hospitalares), enfocando o indivíduo como um ser biopsicossocial e conhecendo
suas inter-relações com o seu contexto familiar, laboral e comunitário.
Objetivos específicos
1. Acolher os usuários do sistema de saúde nos diferentes cenários de maneira educada e
respeitosa, apresentando-se e esclarecendo o seu papel no atendimento, explicando o(s)
procedimento(s) e solicitando a permissão (consentimento) / concordância dos mesmos;
2. Realizar história clínica sistematizada comunicando-se com o paciente e seus familiares,
estabelecendo uma relação médico-paciente orientada pelo respeito às diferenças culturais
e de valores e compromisso com a qualidade do cuidado;
3. Realizar o exame clínico sistematizado dos diversos sistemas e aparelhos (respeitando os
valores, as crenças e as preocupações das pessoas) e articulando a busca e achados de
exames com os dados da história clínica;
4. Utilizar corretamente os equipamentos requeridos para o exame clínico em diferentes
situações clínicas, considerando as medidas de biossegurança necessárias, explicando e
solicitando consentimento dos usuários;
5. Elaborar hipóteses diagnósticas integrando os conhecimentos de fisiopatologia,
epidemiologia e medicina baseada em evidências com os dados da história e do exame
clínico.
6. Registrar, de forma clara e sistematizada, as informações relevantes sobre cada
atendimento, de forma a possibilitar o acompanhamento clínico individual adequado.
7. Reconhecer que os usuários têm, como cidadãos, direito de acesso às informações
registradas;
8. Participar da tomada de decisão na elaboração do diagnóstico, do plano de cuidados e de
terapêutica, esclarecendo de forma clara os procedimentos a serem realizados e
solicitando permissão dos pacientes/responsáveis para a realização dos mesmos;
131
9. Desenvolver práticas educativas reconhecendo-as como parte do exercício profissional e
como medidas efetivas para a promoção e recuperação da saúde;
10. Reconhecer-se como membro da equipe multidisciplinar e multiprofissional, responsáveis
pelos cuidados de saúde da população da área de abrangência e pela qualidade do
atendimento a cada usuário;
11. Citar os dados disponíveis sobre o perfil epidemiológico da área de atuação para avaliar a
relevância e o impacto das atividades que desenvolve;
12. Reconhecer-se em sua prática clínica, como agente de intervenção no coletivo, por meio
da notificação e participação no sistema de vigilância epidemiológica e à saúde;
13. Reconhecer os serviços de saúde como local de aprendizagem, de produção de
conhecimento e de transformação das práticas de saúde;
14. Reconhecer como os princípios éticos interferem na sua prática e na relação com os
usuários e a equipe de trabalho.
Desempenhos esperados
Organização do Cuidado
1. Conhecer a organização do trabalho dos serviços de saúde da rede;
2. Recepcionar / acolher de maneira educada e respeitosa o usuário no consultório,
demonstrando interesse pelo paciente e suas dúvidas e inseguranças;
3. Explicar de maneira clara e solicitar permissão aos usuários dos diferentes procedimentos
antes de realizá-los;
4. Explicar de maneira clara e compreensível para os usuários sobre o uso dos
medicamentos, dietas alimentares e outras orientações;
5. Organizar os agendamentos dos pacientes;
6. Participar com a equipe na execução das tarefas prescritas;
7. Apresentar-se adequadamente trajado de branco e/ou jaleco e identificado.
Planejamento das atividades
1. Revisar o prontuário do paciente;
2. Sumarizar os pontos mais importantes;
3. Executar a atividade com base nas prioridades e novas demandas no atendimento;
História clínica / Evolução clínica
132
1. Realizar as diferentes etapas da história e da evolução clínica de forma sistematizada,
abordando todos os aspectos fisiopatológicos e psicossociais relevantes;
2. Registrar as informações obtidas no prontuário, com letra legível, de forma clara, objetiva
e sistematizada;
3. Comunicar-se com clareza, objetividade e cordialidade, demonstrando cuidado e respeito;
4. Estabelecer uma boa relação médico paciente;
5. Respeitar o paciente e o professor;
6. Desenvolver capacidade de observação.;
Exame clínico
1. Preparar o ambiente e o paciente para realização do exame clínico, respeitando a
autonomia, a privacidade e a dignidade do mesmo;
2. Esclarecer e solicitar permissão do paciente para realização do exame clínico;
3. Utilizar equipamentos necessários com medidas de biossegurança;
4. Realizar exame físico geral e orientado com técnica apropriada;
5. Reconhecer e interpretar as alterações dos sistemas;
6. Registrar as informações obtidas no prontuário e formulários pertinentes.
Raciocínio clínico-epidemiológico
1. Utilizar os princípios da aprendizagem baseada em problemas adaptados para a discussão
clínica;
2. Apresentar seu raciocínio sustentado no conhecimento científico disponível;
3. Integrar conhecimentos epidemiológicos e de fisiopatologia;
4. Utilizar os achados relevantes na história e exame clínicos;
5. Desenvolver raciocínio diagnóstico;
6. Reconhecer e eleger, por prioridades, as lacunas de conhecimento referente ao caso;
7. Descrever estratégias para resolução das lacunas encontradas.
Plano dos cuidados e da terapêutica
1. Selecionar os recursos de apoio diagnóstico e terapêutico (custo-efetividade);
2. Apoiar suas decisões/discussões em evidências encontradas na literatura;
3. Considerar o contexto socioeconômico na tomada de decisão clínica;
4. Planejar o cuidado e participar da sua resolução com o apoio da equipe;
133
5. Permitir ao paciente participar do processo de tomada de decisão;
6. Demonstrar capacidade para realizar aconselhamento e orientação à família visando à
prevenção, promoção e recuperação da saúde;
7. Elaborar prescrição que permita o entendimento do plano terapêutico pelo paciente.
Apresentação do caso
1.
Apresentar o caso com objetividade e organização cronológica dos fatos;
2.
Apresentar proposta de seguimento.
Estudo de caso clínico (quando houver pertinência)
1. Realizar um estudo de caso clínico utilizando os princípios da ética aplicada à
pesquisa;
2. Justificar a escolha do caso a partir de critérios explicitados;
3. Analisar os dados de história, exame clínico exames complementares e os integrar;
4. Analisar a conduta de intervenção proposta pela equipe de saúde;
5. Entrevistar, caso seja possível ou necessário, o sujeito do caso escolhido;
6. Analisar a evolução do caso;
7. Realizar a apresentação do caso clínico de forma clara, objetiva e sistematizada;
8. Discutir o caso, à luz da revisão da literatura;
9. Utilizar os princípios da medicina baseada em evidências;
10. Elaborar relatório do estudo de caso.
Trabalho de grupo / Práticas educativas
1.
Participar dos trabalhos de grupo junto com os profissionais da equipe;
2.
Utilizar recursos pedagógicos e técnicas de dinâmica, nos grupos;
Trabalho em equipe multiprofissional
1. Reconhecer o trabalho/competência dos profissionais da equipe;
2. Respeitar a opinião/oposição dos diversos profissionais da equipe;
3. Reconhecer o trabalho em equipe como parte do processo de trabalho;
4. Assumir a tarefa com responsabilidade;
5. Compartilhar valores e decidir coletivamente.
134
Referências bibliográficas
Bibliografia básica:
BEHRMAN, R. E; KLIEGMAN, R.M; A.M. Nelson: Tratado de Pediatria. 15a ed. Rio
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Bibliografia complementar:
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desnutrição grave em nível hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
BRAUNWALD et al. Harrison Medicina Interna. 17ª ed. Artmed, 2009. 02 volumes.
BRUNTON, L.L., LAZO, PARKER KL. Goodman & Gilman: As Bases
Farmacológicas da Terapêutica. 11ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2010.
CUNNINGHAM, F. J. el al. William's Obstetrics. 208a ed., Stanford: Appleton & Lange,
1977.
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Caderno de Avaliação da ESCS.
Brasília, DF, 2004.
FAMEMA. Manual da IC 4 da FAMEMA. Marília, 2004.
FAMEMA. Manual do internato da FAMEMA. Marília, 2003.
GUYTON, A.C., HALL J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro:
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IRWIN, R.S., RIPPE, J.M. Terapia Intensiva. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2010.
KNOBEL E. Condutas no Paciente Grave. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2006.
McPHEE, PAPADAKIS M.A. Current Medical Diagnosis & Treatment. 14ª ed. New
York: McGraw Hill, 2010.
NEME B. Obstetrícia Básica. 2a ed. São Paulo: Sarvier, 2000.
PORTO C.C., PORTO A.L. Semiologia Médica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
REZENDE, J. Obstetrícia. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
VILAR L. Endocrinologia Clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
135
4.4.1.33. IM 501 – Saúde do Adulto (Clínica Médica)
Objetivo Geral
Oportunizar, de forma gradual e supervisionada, a prática da medicina interna ao
futuro médico, estudante da quinta série, visando integrar os conhecimentos sobre clínica
médica adquiridos durante o curso com os novos conhecimentos advindos de reflexões
teóricas e práticas, nos ambientes hospitalares e nos demais cenários onde a assistência é
desenvolvida;
Objetivos Específicos
1. Atuar na prática clínica utilizando as melhores evidências demonstrando ética e
responsabilidade;
2. Abordar com pertinência e eficácia as principais intercorrências clínicas;
3. Interpretar variáveis hemodinâmicas, respiratórias e gasométricas e indicar a
melhor opção terapêutica;
4. Diagnosticar e tratar os distúrbios hidroeletrolítico;
5. Diagnosticar e tratar as principais emergências clínicas;
6. Realizar procedimentos da reanimação cardiopulmonar e suporte de vida
avançado;
7. Discutir as bases do diagnóstico e tratamento do hospedeiro imunocomprometido;
8. Interpretar os resultados dos diversos exames complementares (laboratoriais,
radiológicos, endoscópicos, etc.) ligados à prática clinica;
9. Compreender os princípios do controle de infecções hospitalares;
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
BENNET, C. S. Tratado de Medicina Interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
HARRISON. Medicina Interna (02 volumes). 15ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill,
2002.
136
Bibliografia Complementar
FLETCHER, R. H.; FLETCHER, S.W.; WAGNER, E.H. Epidemiologia Clínica. 3ª ed.
Porto Alegre: Artmed, 1996.
TIERNEY. HERLON. Emergências Clinicas Baseadas em Evidências. São Paulo:
Saraiva Martins - HC-USP Editora Atheneu, (sd).
Current Medical Diagnosis & Treatment. 43ª ed. Rio de Janeiro: Editora Mc GrawHill, 2004.
137
4.4.1.34. IM 502 – Saúde do Adulto (Clínica Cirúrgica)
Objetivo geral
Oportunizar ao estudante, em regime de internato médico, com quarenta horas
semanais, sempre sob supervisão, o desenvolvimento e a vivência na área de clínica cirúrgica,
visando a demonstração prática de competências, habilidades e atitudes; aquisição de
conhecimento médico na área de clínica cirúrgica, realizando atendimentos nos ambulatórios,
nas enfermarias, nas emergências e centro cirúrgico, nas fases pré-, trans- e pós-operatória.
Estabelecer uma experiência clínica reflexiva, considerando o paciente como um ser
integral, dentro do contexto familiar e social, capacitando-se para o diagnóstico e tratamento
das doenças cirúrgicas, função inerente do cirurgião geral.
Objetivos Específicos
1. Elaborar, a partir da anamnese, do exame físico e dos exames complementares,
diagnósticos cirúrgicos diferenciais.
2. Aplicar conceitos básicos de epidemiologia clínica na elaboração diagnóstica de
casos reais, padrão-ouro, sensibilidade, especificidade e valor preditivo.
3. Interpretar os exames complementares, comparando os resultados obtidos, listando
para cada resultado discrepante possibilidades diagnósticas que o expliquem e
estabelecendo a devida correlação com o quadro clínico apresentado pelo paciente.
4. Correlacionar dados clínicos com os achados anátomo e histopatológicos.
5. Interpretar dados obtidos de monitorização de pressão arterial, pressão venosa
central, frequência cardíaca, frequência respiratória, eletrocardiograma, oximetria
de pulso, capnometria, diurese horária e gasometria arterial, estabelecendo a
devida correlação com o quadro clínico e as hipóteses diagnósticas cabíveis.
6. Distinguir, clinicamente, as situações de emergência, urgência ou eletiva,
propondo condutas em conformidade com os diferentes graus de risco
encontrados.
7. Propor correta prescrição e administrar, quando prescrito, fármacos conforme
indicação: hipnóticos, analgésicos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes,
antiarrítmicos, agentes inotrópicos e vasoativos, vacinas, imunoglobulinas,
antibióticos e anestésicos locais, entre outros.
138
8. Discriminar na prescrição de fármacos analgésicos, princípios básicos a serem
seguidos referentes à via de administração, à farmacocinética e à farmacodinâmica
da droga e à escada analgésica da Organização Mundial de Saúde.
9. Monitorar de forma sistemática a adequação das medicações analgésicas e
sedativas prescritas utilizando escalas adequadas.
10. Abordar, indicar e executar terapêutica com soluções colóides e cristalóides,
transfusão de sangue e hemocomponentes.
11. Reconhecer uma parada cardiorrespiratória, indicar e executar manobras de
ressuscitação.
12. Executar manobras de desobstrução e técnicas não cirúrgicas de manutenção e
proteção de vias aéreas.
13. Auxiliar na execução de técnicas cirúrgicas de manutenção e proteção de vias
aéreas.
14. Abordar corretamente pacientes que necessitem de acesso venoso periférico e
executar técnicas para esse fim.
15. Reconhecer soluções de continuidade, diagnosticá-las e executar sua síntese.
16. Executar desbridamentos, drenagens de baixa complexidade (pneumotórax,
toracocentese e ascite) e retirada cirúrgica de corpos estranhos.
17. Examinar feridas com atenção voltada para o reconhecimento de sinais evolutivos
e prognósticos (flogísticos, necróticos, cicatriciais).
18. Reconhecer e executar técnicas de imobilização de fraturas, entorses e luxações.
19. Conhecer e aplicar sistemas de escores utilizados para estratificação de risco e
predição de desfechos clínicos a pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos:
Estado Físico ASA; classificações de Goldman da New York Heart Association e
da Canadian Cardiovascular Society; e Escala de Coma de Glasgow.
Referências Bibliográficas
Bibliografia Básica
COLÉGIO AMERICANO DOS CIRURGIÕES: Suporte avançado de vida no trauma
para médicos: manual do curso para alunos. 6ª ed. Chicago: American College of
Surgeons, 1997.
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GOLDMAN, I. ; BENNETT, J. C.(ed). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
GOODMAN L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de
Janeiro: McGraw Hill, 1996.
MORRIS, P. J., WOOD, W.C. (eds). Oxford textbook of surgery. 2nd ed. Oxford: New
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Bibliografia Complementar
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VIEIRA, O.M. et al. Clínica cirúrgica: fundamentos teóricos e práticos. Rio de
Janeiro: Ed. Atheneu, 2000. 2v.
140
4.4.1.35. IM 503 – Saúde da Criança
Objetivo Geral
Integrar e desenvolver na prática diária, a partir do treinamento em serviço e sob
supervisão, conhecimentos, habilidades e atitudes, visando à formação de um médico capaz
de abordar o paciente pediátrico como um todo, considerando o processo saúde/doença,
identificando suas necessidades e as da comunidade.
Objetivos Específicos
1. Discutir as exigências nutricionais, higiênicas, emocionais, educacionais e
ambientais da criança;
2. Descrever os conceitos, princípios, métodos e procedimentos utilizados no estudo
do crescimento e desenvolvimento do ser humano, desde a concepção até a
adolescência;
3. Realizar a anamnese com a criança e o responsável a fim de estabelecer uma
história clínica;
4. Realizar o exame físico de crianças em diferentes períodos etários;
5. Realizar diagnóstico e tratamento das doenças comuns da infância;
6. Valorizar as ações que promovam a saúde e previnam as doenças;
7. Manter uma boa relação médico-paciente e respeito ao paciente;
8. Compreender a importância do trabalho em equipe;
9. Desenvolver bom relacionamento e postura ética com os colegas, com a
enfermagem e com os médicos durante o desenvolvimento de suas atividades;
10. Reconhecer sinais e sintomas resultantes da perturbação do vínculo entre pais e
filhos.
11. Estabelecer, em cooperação com outros profissionais da unidade básica de saúde,
um plano de acompanhamento das famílias com crianças e adolescentes em
situação de risco social, uso/abuso de álcool e drogas e violência.
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
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Bibliografia Complementar
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SEGRE, C.A.M. Perinatologia: Fundamentos e Prática. São Paulo: Sarvier; 2002.
142
4.4.1.36. IM 504 – Saúde da Mulher
Objetivo Geral
Tomar conhecimento e adquirir habilidades na abordagem de pacientes nos diversos
cenários de assistência à saúde da mulher, priorizando a prevenção da doença e a promoção
da saúde, correlacionando à saúde sexo-reprodutiva, ao ciclo grávido-puerperal e às principais
afecções toco-ginecológicas, dentro do contexto ético e legal.
Objetivos Específicos
1. Avaliar clinicamente a gravidez, acompanhando a gestação normal e identificando
o enfoque de risco;
2. Identificar o trabalho de parto, acompanhando sua evolução e indicando conduta
obstétrica mais adequada;
3. Acompanhar a gestante no pré-parto, parto e puerpério;
4. Reconhecer os principais exames complementares na propedêutica obstétrica;
5. Acompanhar a assistência ao puerpério normal e patológico, promovendo o
aleitamento materno e o planejamento familiar;
6. Promover a detecção precoce do câncer ginecológico e das mamas;
7. Promover a prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis;
8. Prestar assistência ao planejamento familiar;
9. Diagnosticar e tratar as afecções ginecológicas mais comuns, propondo prescrições
medicamentosas;
10. Acompanhar a assistência sistematizada ao climatério;
11. Conhecer
os
principais
procedimentos
cirúrgicos
ginecológicos
acompanhamento pós-operatório;
12. Detectar e encaminhar as pacientes vítimas de violência sexual;
13. Promover estilo de vida saudável.
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
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FEBRASGO. Manual de diabetes e hipertensão na gravidez. 2004. Disponível
em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
FEBRASGO. Manual de drogas na gravidez. 2003. Disponível
em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
FEBRASGO. Manual de DST/AIDS. 2004. Disponível em:<http//
www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
FEBRASGO. Manual de ginecologia endócrina. 2003. Disponível
em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
FEBRASGO. Manual de uroginecologia e cirurgia vaginal. 2001. Disponível
em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
FEBRASGO. Projeto diretrizes. AMB. CFM. Disponível
em:<http//www.febrasgo.org.br/diretrizes.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012.
144
4.4.1.37. IM 505 – Saúde Coletiva
Objetivo Geral
Promover o conhecimento nas áreas de saúde coletiva, envolvendo medicina
preventiva e comunitária, epidemiologia, saúde mental e do trabalhador.
Objetivos específicos
1. Descrever e interpretar o nível de saúde da comunidade e dos grupos que a
integram;
2. Discutir e utilizar metodologia de investigação, especificamente na aplicação dos
métodos epidemiológicos;
3. Discutir e utilizar estatística aplicada à epidemiologia;
4. Discutir e utilizar métodos de pesquisa e de interpretação de literatura biomédica;
5. Discutir e utilizar a apresentação escrita de um trabalho científico.
6. Identificar os fatores demográficos, culturais, ambientais, socioeconômicos,
individuais e de utilização dos serviços que condicionam a saúde;
7. Utilizar os conhecimentos sobre promoção, proteção e prevenção em saúde;
8. Identificar casos de Infecções Respiratórias Agudas (IRAS e construir uma
investigação de caso.
9. Demonstrar conhecimento sobre epidemiologia, demografia, estatística descritiva,
estatística analítica e epidemiologia clínica;
10. Estruturar um estudo epidemiológico.
11. Discutir os fundamentos e tipos de intervenção em saúde ambiental e saúde
ocupacional;
12. Demonstrar conhecimento sobre fatores demográficos, sociais e ambientais que
influenciam a saúde;
13. Realizar atividades dirigidas a grupos vulneráveis e de risco;
14. Discutir programas de saúde em execução a nível local, regional e nacional;
15. Demonstrar conhecimento sobre fontes de informação locais, regionais e nacionais
mais frequentemente utilizadas em saúde;
16. Demonstrar conhecimento sobre as infecções relacionadas a assistência à saúde
(IRAS), definir casos e investigar os principais sítios;
145
17. Demonstrar conhecimento sobre uso racional de antibióticos e identificação de
grupos de risco para IRAS;
18. Utilizar a epidemiologia como disciplina básica da saúde pública
19. Utilizar a metodologias cientifica para investigação clinica em saúde, avaliação de
programas e serviços;
20. Participar e utilizar os sistemas de vigilância epidemiológica;
21. Utilizar a metodologia da investigação epidemiológica
22. Elaborar, redigir e apresentar um protocolo de investigação epidemiológica;
23. Redigir e apresentar relatório de investigação de IRAS bem estruturado e com uma
apresentação clara, precisa e cuidada;
24. Estar apto a colaborar nas funções do médico de saúde pública, executando as
atividades e tarefas que lhe forem distribuídas no internato em saúde coletiva.
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Pró-saúde: programa nacional de reorientação
da formação profissional em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
DRUMOND, M. Jr. Epidemiologia nos municípios: muito além das normas. São
Paulo: Editora Hucitec, 2003.
CAMPOS, G.W.S. Diretrizes para o ensino médico na rede básica de saúde. ABEM,
Abr 2005. Disponível em:
<http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/textos/2005/05/
diretrizes para o ensino mde.htm http://www.ufrgs.br/>. Acesso em: 05 de dezembro de
2012.
Bibliografia Complementar
BULCÃO, L. G. O ensino médico e os novos cenários de ensino aprendizagem.
Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 1, jan./abr. 2004.
COELI, C. M. et al. Epidemiologia online: um site de apoio ao processo de ensinoaprendizagem de epidemiologia na graduação de medicina. Revista Brasileira de
Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004.
CONASEMS. Construindo o SUS educação. Revista CONASEMS. Brasília, Ano 1,
n.9,
dez./jan.
2005.
Disponível
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<http://www.conasems.org.br/mostra
Pagina.asp?codServico=1545&codPagina=2343 >. Acesso em: 06 de dezembro de 2012.
CORDEIRO, H. A escola médica e o novo modelo de cuidados de saúde do SUS: a
sustentabilidade das mudanças curriculares. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr.
2002.
146
DINI, P. S.; BATISTA, N. A. Graduação e prática médica: expectativas e concepções
de estudantes de medicina do 1º ao 6º ano. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio
de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004.
DUARTE, S.G. Dicionário brasileiro de educação. Rio de Janeiro: Edições Antares,
1986.
FEUERWERKER, L. Estratégias de mudança da formação dos profissionais de
saúde. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr. 2002.
GARCIA, M.A.A. et al. O ensino da saúde coletiva e a escola médica em mudança:
um estudo de caso. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v.28, n. 1,
jan./abr. 2004.
GARCIA, M.A.A. Saber, agir e educar: o ensino-aprendizagem em serviços de
saúde. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. Botucatu, V. 5, n.8, fev. 2001.
KERN, D. E. et al. Curriculum development for medical education: a six-step
approach. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1998.
KLIGERMAN, J. Política Nacional de saúde e a educação médica brasileira. Revista
Brasileira de Cancerologia. São Paulo, v. 46, n. 3, jul./set. 2000.
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Fundação Educacional Serra dos órgãos (FESO). Revista Brasileira de Educação
Médica. Rio de Janeiro, v, 27, n. 3, set./dez. 2003.
Uma nova escola médica para um novo sistema de saúde, saúde e educação lançam
programa para mudar o currículo de medicina. Revista de Saúde Pública. V. 36, n.3,
jun.
2002.
147
4.4.1.38. IM 601 – Saúde do Adulto II (Clínica Médica)
Objetivo Geral
Preencher lacunas do conhecimento na formação do profissional do médico,
oportunizando estágios supervisionados em clínicas gerais e especializadas nos hospitais de
maior porte, que atendem pacientes com maior gravidade e realizam procedimentos de maior
complexidade. Preparar para a residência médica.
Objetivos Específicos
1
Realizar diagnóstico sindrômico, sistêmico, etiológico, diferencial e de
prognóstico, e tomar conduta frente a pacientes que apresente os problemas
corriqueiros em clínica médica geral e de especialidades.
2
Intervir de forma eficaz nos desequilíbrios dos parâmetros hemodinâmicos,
respiratórios e gasométricos com a melhor opção terapêutica.
3
Realizar procedimentos da reanimação cardiopulmonar e suporte de vida
avançado.
4
Realizar diagnóstico e tratar hospedeiro imunocomprometido.
5
Solicitar e interpretar os resultados de exames diagnósticos simples e rotineiros
(bioquímicos, radiológicos simples, etc.) ligados à prática clinica.
6
Propor e interpretar exames complementares de alto custo ou complexos
(endoscópicos, radioimagem dinâmica, contrastada, alto custo, etc.)
7
Controlar infecções hospitalares.
8
Propor à unidade, atividades de discussão temática na clínica referente aos casos
atendidos e para pacientes internados.
9
Preparar e apresentar casos clínicos e artigos científicos para discussão, quando
solicitado.
10 Desenvolver e demonstrar habilidades e atitudes que expressem o raciocínio
clínico frente a pacientes com múltiplas doenças associadas,
148
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
KASPER, D.L. et al. (ed.) Harrison medicina interna. 16ª ed., Rio de Janeiro: McGrawHill, Interamericana do Brasil Ltda, 2006
LEE GOLDMAN , D.A. Cecil: tratado de medicina interna. 22 ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier. 2005.
RANG, H. P. ; RITTER, J. M..; DALE, M.. M.. et al - Farmacologia – 5ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2003.
ROBBINS, S.L. et al. Patologia Estrutural e Funcional - 6ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2000.
VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de Infectologia. 2ª ed. Rio de Janeiro,
Guanabara Koogan, 2004.
Bibliografia Complementar
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Série Cadernos de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde 2002.
FREITAS, E. V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
Manual de Orientações para Assistência em Unidades Básicas de Saúde, Brasília
2002.
PRADO, F.C. et al. Atualização terapêutica – Manual prático de diagnóstico e
tratamento. 22ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2005.
TIERNEY JR., L.M.; MCPHEE, S.J.; PAPADAKIS, M.A. Current Medical Diagnosis
and Treatment. The McGraw-Hill Companies – 44th edition. 2005.
149
4.4.1.39. IM 602 – Saúde do Adulto II (Clínica Cirúrgica)
Objetivo Geral
Estabelecer experiência reflexiva, que permita ao estudante desenvolver e demonstrar
atitudes e habilidades psicomotoras e cognitivas, na esfera clínico-cirúrgica, de forma
continuada e progressiva com o programa de internato em clínica cirúrgica do quinto ano,
tanto no atendimento ambulatorial, quanto nas atividades de enfermaria, do centro cirúrgico e
do serviço de emergência da clínica cirúrgica, durante as fases pré-, intra- e pós-operatória,
considerando o paciente como um ser integral, dentro do contexto familiar e social e
econômico. Possibilitar o aprendizado baseado em evidências e a visão multifatorial do
adoecimento.
Objetivos Específicos
1. Auxiliar no estabelecimento de acessos venosos profundos por punção ou
dissecção cirúrgica.
2. Participar de cirurgias de urgência e eletivas como 2º auxiliar e, eventualmente,
como 1º auxiliar.
3. Atender pacientes no serviço de emergência dos rodízios propostos.
4. Implementar, sob supervisão, medidas de suporte circulatório e controle de
hemorragias.
5. Executar, sob supervisão, manobras de ressuscitação cardiorrespiratória.
6. Executar coleta de amostras de sangue venoso e arterial para realização de tipagem
sanguínea, provas cruzadas e exames complementares de diagnóstico.
7. Executar coleta de outros materiais biológicos para realização de exames
complementares de diagnóstico.
8. Distinguir, clinicamente, as situações de emergência, urgência ou eletiva, tomando
condutas em conformidade com os diferentes graus de risco encontrados.
9. Executar, sob supervisão, desbridamentos, drenagens de baixa complexidade
(pneumotórax, toracocentese e ascite) e retirada cirúrgica de corpos estranhos.
10. Discutir, a partir de casos reais, estratégias de tratamento baseadas em evidências.
150
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
MENDELSSONH, P. (Ed.). Barbosa: controle clínico do paciente cirúrgico. 7ª Ed.
São Paulo: Editora Atheneu. 2009.
Saad Jr., R. et al. (ed.). Tratado de cirurgia do colégio brasileiro de cirurgiões. São
Paulo: Editora Atheneu, 2009.
STOELTING R. K.; MILLER, R. D. Bases de Anestesia. 4ª ed. São Paulo: Ed. Roca,
2004.
Suporte avançado de vida no trauma para médicos – atls. Manual do Curso para
Alunos – 8ª Ed. Colégio Americano de Cirurgiões – Comitê de Trauma. 2008.
TOWNSEND, BEAUCHAMP, EVERS, MATTOX. Sabiston: textbook of surgery.
18thEd. Saunders - Elsevier. USA. 2008.
Bibliografia Complementar
Atualização em cirurgia do aparelho digestivo e coloproctologia. XXXII Gastrão
2005. Departamento de Gastroenterologia Faculdade de Medicina da Universidade de
SãoPaulo. Frôntis Editorial, 2005.
Charles J.Y. shackelford’s surgery of the alimentary tract. Sixth Edition. SaundersElsevier, USA. 2007.
GREENFIELD, L. J., MULHOLLAND, M. W. (eds). Surgery Scientific Principles
and Practice. 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2001.
LINHARES, E.; LOURENÇO, L.; SANO, T. Atualização em câncer gástrico.
Ribeirão Preto, SP: Editora Tecmed. 2005.
MARGARIDO, N. F.; TOLOSA, E. M. C. Técnica Cirúrgica Prática. São Paulo:.
Ed. Atheneu, 2001.
MARVIN, L. C. Colon & rectal surgery. Fifth Edition. Lippincott-Raven, USA,
2005.
MATTOX, KENNETH, L., FELICIANO, D. V., MOORE, E. E. (eds). Trauma. 4thed.
New York: MacGraw-Hill, 2000.
MICHAEL J. Z. & STANLEY W. A. Maingot’s abdominal operations. 11th Edition.
McGraw-Hill Companies, Inc., USA, 2007.
MORRIS, P. J., WOOD, W. C. (eds). Oxford Textbook of Surgery. 2nd ed. Oxford:
New York: Oxford University Press, 2000.
VIEIRA, O.M. et al. Clínica Cirúrgica – Fundamentos Teóricos e Práticos. Rio de
Janeiro: Ed. Atheneu, 2v, 2000.
151
4.4.1.40. IM 603 – Saúde da Criança II
Objetivo Geral
Integrar e desenvolver na prática diária, de forma contínua, integrada e progressiva, a
partir do treinamento em serviço e sob supervisão, conhecimentos, habilidades e atitudes
visando à formação de um médico generalista, mas capaz de abordar o paciente pediátrico
como um todo, dentro da concepção holística, considerando o processo saúde/doença,
identificando necessidades individuais e coletivas, especialmente as da comunidade, para
promover a prevenção, a recuperação ou a melhoria da saúde.
Objetivos Específicos
1. Dominar os fundamentos referentes às exigências nutricionais, higiênicas,
emocionais, educacionais e ambientais da criança, interferindo nas anormalidades
e incentivando as atitudes positivas dos pacientes e cuidadores;
2. Discutir os conceitos, princípios, métodos e procedimentos utilizados no estudo do
crescimento e do desenvolvimento do ser humano, desde a concepção até a
adolescência e intervir nos desvios detectados;
3. Realizar a anamnese com crianças e responsáveis a fim de estabelecer uma história
clínica, sintetizando os dados obtidos corretamente no prontuário médico;
4. Apresentar e analisar sistematicamente casos diante de docentes, preceptores e
estudantes, referentes a pacientes examinados e casos obtidos de diferentes fontes
bibliográficas;
5. Realizar corretamente o exame físico de crianças em diferentes períodos etários,
especialmente os recém-nascidos na assistência á sala de parto;
6. Realizar diagnóstico e propor o tratamento correto para as doenças comuns da
infância;
7. Reconhecer e intervir perante sinais e sintomas resultantes da perturbação do
vínculo entre pais e filhos;
8. Estabelecer, em cooperação com outros profissionais de unidade básica de saúde,
um plano de acompanhamento das famílias com crianças e adolescentes em
situação de risco social, uso/abuso de álcool e drogas e violência.
152
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
BERHMAN, KLIEGMAN, JENSON. Nelson - Tratado de Pediatria, 17ª ed., Rio de
Janeiro, Guanabara, 2004.
MARCONDES, E.; VAZ, F. A. C.; RAMOS, J. L. A.; OKAY, Y. Pediatria básica. 9ª ed.
São Paulo: Sarvier, 2004. Tomos 1, 2 e 3
MARGOTTO, P. Assistência ao recém-nascido de risco. 2ª ed. Brasília: UNIMED,
2006.
MURAHOVSCHI, J. Pediatria: urgências + emergências. São Paulo: Sarvier, 2006.
Bibliografia Complementar
CLOHERTY, J.P.; EICHENWALD, E.C.; STARK, A.R. Manual de Neonatologia 5ª ed.
Rio de janeiro: Guanabara Koogan 2005.
HAY, W. W. JR., HAYWARD, A.R., LEVIN, M.J., SONDHEIMER, J.M. (Ed.).
Current Pediatric Diagnosis & Treatment, 16th, Ed. Lange Medical Books/McGrawHill, cap.8, 2003.
LOPEZ, F. A. e CAMPOS JÚNIOR, D. Tratado de Pediatria - Sociedade Brasileira de
Pediatria. Barueri/SP: Editora Manole Ltda, 2007, v. 1.
PIVA, J.P.; GARCIA, P.C.R. Medicina Intensiva em Pediatria. Rio de Janeiro: Revinter,
2005.
SEGRE, C.A.M. Perinatologia: Fundamentos e Prática. São Paulo: Sarvier; 2002.
153
4.4.1.41. IM 604 – Saúde da Mulher II
Objetivo Geral
Aperfeiçoar habilidades na abordagem e proposição de condutas para pacientes nos
diversos cenários de assistência à saúde da mulher, nas diferentes etapas do ciclo de vida
feminina, priorizando a prevenção da doença e a promoção da saúde, correlacionando a saúde
sexo-reprodutiva, o ciclo grávido-puerperal e as principais afecções toco-ginecológicas dentro
do contexto ético e legal, de forma integrada e contínua, complementando o programa de
internato em ginecologia e obstetrícia desenvolvido no quinto ano.
Objetivos Específicos
1. Prestar assistência obstétrica em pacientes com risco gestacional.
2. Identificar e tratar as intercorrências clínicas durante a gravidez.
3. Participar nos procedimentos na tocurgia.
4. Realizar procedimentos de assistência em obstetrícia interna nas gestações de alto
risco.
5. Identificar e tratar o puerpério patológico.
6. Conhecer
e
participar
da
assistência
ginecológica
nas
subespecialidades:
uroginecologia, endocrinologia ginecológica, planejamento familiar, esterilidade
conjugal, entre outras.
7. Participar nos procedimentos da ginecologia cirúrgica.
8. Participar na assistência na ginecologia interna incluindo pós-operatório.
9. Acompanhar
os
principais
procedimentos
complementares
diagnósticos
em
ginecologia.
10. Identificar e encaminhar os casos de infertilidade conjugal e de neoplasia trofoblástica
gestacional.
11. Demonstrar conhecimento sobre os procedimentos de colposcopia e condutas para
detecção de câncer de mama e de colo uterino.
12. Identificar e tratar as doenças sexualmente transmissíveis, inclusive as causadas pelo
HIV.
13. Indicar e interpretar os exames por imagens relacionados a gineco-obstetrícia,
especialmente os de ultrassom.
154
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
BEREK, J. S. Novak´s gynecology. 13. ed. [S.l.: s.n.], 2002.
Ética em Ginecologia e Obstetrícia. CREMESP – 2ªed. 2002. Disponível
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REZENDE, J. de. Obstetrícia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
Bibliografia Complementar
BURROW, G. N. Complicaciones Médicas Durante el Embarazo. 5ª ed. Buenos Aires:
Panamericana, 2001.
DECHERNEY, A.H.; NATHAN, L. Current Obstetric and Gynecologic. 9ª ed.
MacGraw-Hill, 2003.
FEBRASGO.
Manual de Ginecologia Endócrina. 2003. Disponível
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FEBRASGO.
Manual
de
Anticoncepção.
1997.
Disponível
<http://www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 06 de dezembro de 2012.
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FEBRASGO. Manual de Assistência ao Parto e Tocurgia. 2002. Disponível
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FEBRASGO. Manual de Assistência ao Pré-natal. 2000.
em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. 06 de dezembro de 2012.
Disponível
FEBRASGO. Manual de Diabetes e Hipertensão na Gravidez. 2004. Disponível
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Manual
de
Drogas
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Gravidez.
2003.
Disponível
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FEBRASGO.
Manual
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DST/AIDS.
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FEBRASGO. Manual de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal. 2001. Disponível
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FEBRASGO. Recomendações para Profilaxia da Transmissão Materno-infantil do
HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestante - 2001. Disponível
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NEME, B. Obstetrícia Básica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000.
Projeto
Diretrizes.
AMB
–
CFM
–
FEBRASGO.
Disponível
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SANFILIPPO,J. S. Pediatric& Adolescent Gynecology. 2ª ed. [S.l.]: Saunders, 2001.
SPEROFF, L. et al. Clinical Gynecologic Endocrinology & Infertility. 6ª ed. Lippincolt
Williams & Wilkins, 1999.
YEN, S. S. C.; BARBIERI, R. L.; JAFFE, R. B. Endocrinologia de la Reproducción. 4ª
ed. Buenos Aires: Panamericana, 2001.
ZUGAIB, M. et al. Medicina Fetal. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 1997.
155
4.4.1.42. IM 605 – Saúde Coletiva II
Objetivo geral
Dotar o estudante de conhecimentos e propiciar vivências específicas que lhes
permitam adquirir competências no domínio da saúde coletiva, preparando-os para intervir e
melhorar o nível de saúde dos indivíduos e das populações, de modo participativo e
organizado, tanto em unidades de assistência à saúde, como em ambientes de gestão,
planejamento, informação e de vigilância à saúde.
Propiciar ao interno evoluir no domínio de combinação integrada de conhecimentos,
habilidades e atitudes que conduzam a um desempenho adequado e oportuno no que se refere
à atenção integral e contínua aos membros da família, nas diferentes fases do ciclo de vida,
incluindo a referenciação a outros níveis de assistência, quando indicado.
Objetivos específicos
1. Aplicar metodologia de trabalho centrada no estudo longitudinal do núcleo familiar,
com a finalidade de programar e realizar ações para manter ou restituir a saúde dos
indivíduos.
2. Ter atitude preventiva, e não meramente curativa, assim como ter interesse maior na
saúde que na doença.
3. Comprometer-se com uma visão holística na solução dos problemas que afetam os
indivíduos, as famílias e as comunidades.
4. Adotar o método científico inerente às ciências da saúde, de modo a atuar nas áreas
técnico-médica, técnico-administrativa e de ensino e pesquisa, legitimado pelas
melhores evidências.
5. Demonstrar conhecimento sobre o seguinte conteúdo educacional: atenção à saúde da
família; família como núcleo de formação do indivíduo, desenvolvimento da
comunidade e sociedade; abordagem familiar; papel da equipe multiprofissional na
intervenção do núcleo familiar; atenção domiciliar, aspectos históricos, conceitos e
assistência integral no atendimento domiciliar; promoção e atenção à saúde; o
paradigma da promoção da saúde, política nacional de promoção da saúde;
reorientação do modelo assistencial e atenção primária em saúde.
156
Referências bibliográficas
Bibliografia Básica
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Pró-saúde: programa nacional de reorientação
da formação profissional em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
DRUMOND, M. Jr. Epidemiologia nos municípios: muito além das normas. São
Paulo: Editora Hucitec, 2003.
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Abr.
2005.
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<http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/textos/2005/05/diretrizes-para-o-ensino-mde.htm
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Bibliografia Complementar
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Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 1, jan./abr. 2004.
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Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004.
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de estudantes de medicina do 1º ao 6º ano. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio
de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004.
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Fundação Educacional Serra dos órgãos (Feso). Revista Brasileira de Educação Médica.
Rio de Janeiro, v, 27, n. 3, set./dez. 2003.
157
Uma nova escola médica para um novo sistema de saúde, saúde e educação. Programa
para mudar o currículo de medicina. Revista de Saúde Pública. V. 36, n.3, jun. 2002.
158
5. Processo de Avaliação da Aprendizagem
O Sistema de Avaliação da ESCS foi estruturado de acordo com os novos paradigmas
do processo de avaliação educacional e é coerente com as diretrizes curriculares estabelecidas
no projeto político-pedagógico.
A avaliação do estudante é realizada, ao longo de todo o curso, por avaliações
formativas e somativas. As avaliações formativas são voltadas para a regulação dos processos
de aprendizagem e realizadas ao longo do desenvolvimento do programa. As avaliações
somativas são voltadas para identificação dos estudantes em condições de progredir no
programa e realizadas ao final das unidades educacionais, rodízios e ao final das séries.
As avaliações formativas feitas ao longo do ano poderão ser utilizadas para
instrumentalizar decisões somativas previstas no programa de forma a estabelecer uma
relação dialógica entre os dois tipos de procedimentos avaliativos.
A avaliação do estudante no lugar de procurar discriminar entre estudantes de baixo e
alto desempenho tem como objetivo identificar estudantes que alcançaram os padrões
considerados satisfatórios para o desempenho em análise. Dessa forma, adotamos os
princípios da avaliação critério-referenciada, ao invés da normo-referenciada.
A avaliação critério-referenciada desempenha um papel fundamental, tanto no aspecto
formativo quanto somativo. Os erros e os acertos de cada estudante são identificados com
base em critérios, minimizam a competição entre os estudantes, causada pela classificação
segundo notas, e propicia um ambiente de colaboração no processo de aprendizagem. Para o
estudante, a maior especificação das fragilidades é um estímulo para a busca da maestria das
competências. Para o professor, a maior compreensão dos erros possibilita atuar
formativamente no delineamento de estratégias educacionais mais adequadas para superar as
deficiências apresentadas.
O processo de avaliação deve ser orientado para o desenvolvimento de competências.
A competência pode ser definida como um processo de integração de atributos, contextos e
resultados segundo critérios de excelência. A avaliação de competências não pode estar
orientada na verificação de capacidades cognitivas, psicomotoras e afetivas de forma
fragmentada, desarticulada e descontextualizada. A competência é construída com a prática
da ação, ou seja, na relação entre o educando e o trabalho.
Para tanto, os estudantes são avaliados por uma composição de métodos de avaliação,
aplicados de forma articulada, para obter maior confiabilidade e validade nos processos de
aprendizagem. A aplicação de diversos métodos de avaliação é um ato proposital, visto que a
159
avaliação dos diversos domínios não pode ser feita por um único método. Além disso,
somente a aplicação de múltiplas avaliações, utilizando-se de múltiplos métodos, em
múltiplos momentos do processo educacional, pode garantir atributos justos ao desempenho e
a progressão dos estudantes, por demonstrar com mais precisão e justiça o verdadeiro
potencial dos educandos.
5.1. Avaliação Formativa
O foco principal do sistema de avaliação da ESCS é a avaliação formativa, para
permitir o acompanhamento contínuo do processo de aprendizagem dos estudantes e a
regulação do processo educacional. Para que a avaliação tenha caráter formativo, o papel do
professor é decisivo, porque é a intenção do avaliador que torna o processo formativo. “É a
vontade de ajudar que, em última análise, instala a atividade avaliativa em um registro
formativo” (CHARLES HADJI, 2001).
Avaliação formativa é aquela que está voltada para o desenvolvimento do processo de
aprendizagem, mediante a produção de informações para os principais atores (professor,
estudante e coordenadores), com vistas ao processo de regulação. A avaliação formativa é
uma ação voltada para o futuro, no sentido de subsidiar, a partir da reflexão sobre o processo
de aprendizagem do educando, a direção e a motivação para a aprendizagem futura e a
evolução do processo educacional. Os professores devem observar continuamente o
desempenho dos estudantes, reconhecer as dificuldades que interferem na aprendizagem,
proporcionar devolutiva imediata do desempenho e pactuar estratégias educacionais
diferenciadas para a superação das fragilidades.
“Uma avaliação que não é seguida por modificação das práticas do professor tem
poucas chances de ser formativa” (CHARLES HADJI, 2001). Os estudantes, ao tomar
conhecimento dos erros devem refletir sobre os mesmos e modificar as ações, para vencer as
dificuldades. Por conseguinte, as deficiências devem ser identificadas ao longo do processo
instrucional, para evitar os fracassos traumatizantes ao final da unidade educacional ou do
curso.
5.1.1. Instrumentos utilizados para avaliação formativa
5.1.1.1. Avaliação de desempenho – modalidade de resposta oral
160
A auto-avaliação, avaliação dos pares e avaliação pelo professor são avaliações
predominantemente formativas realizadas verbalmente e aplicadas ao final de todas as
atividades de trabalho em pequenos grupos, dos Módulos Temáticos, Interação EnsinoServiço-Comunidade, Habilidades e Atitudes e Estágios. Avaliam a qualidade da participação
dos estudantes, dos professores e dos recursos educacionais utilizados.
5.1.1.2. Teste de progresso
É um teste da modalidade de resposta escolhida, constituído de 100 a 150 questões de
múltipla escolha, elaboradas de modo a promover uma avaliação das capacidades cognitivas
esperadas ao final do curso. O teste de progresso deve ser aplicado, no mesmo dia, para todos
os estudantes da 1a à 6a série do curso de Medicina. Embora o teste tenha caráter formativo, a
realização do teste de progresso é considerada obrigatória para todos os estudantes. É
utilizado como instrumento de auto-avaliação, propiciando ao estudante o acompanhamento
da sua progressão no curso de Medicina.
5.1.1.3. Portfólio
O portfólio é uma seleção representativa dos trabalhos produzidos pelo estudante e
que se pode apresentar para a avaliação. É uma compilação apenas dos trabalhos que o
estudante considere relevantes e que, portanto, foram submetidos previamente ao seu crivo
pessoal. Com isto, garante-se a sua liberdade e estimula-se o seu senso crítico. O portfólio
deve ser considerado como um meio de o estudante aprender enquanto o constrói. Deve ser
simultaneamente uma estratégia que facilita a aprendizagem e que permite sua avaliação (SáChaves, 2000). Como instrumento de avaliação formativa, o portfólio possibilita que os
professores considerem o trabalho de forma processual. Os indicadores (Alves, 2003) para a
constituição dos portfólios são: registrar aspectos considerados pessoalmente relevantes;
identificar os processos, produtos de atividades e ilustrar modos de trabalho nos vários
cenários de práticas e/ou de estudos. O portfólio é constantemente apreciado pelo professor,
exige uma concepção de avaliação, isto é, um novo olhar sobre o que foi planejado e o que se
efetivou. Portanto, nessa atividade, a expectativa da menção é superada por outro tipo de
registro, que corresponde à devolutiva escrita pelo professor no próprio corpo do portfólio. Os
professores reforçam aspectos positivos e sugerem aos estudantes opções para o incremento
de aprendizagem ou para a superação de dificuldades.
161
5.1.1.4. Exercício baseado em problema – salto triplo escrito
É uma avaliação escrita, com as mesmas características da avaliação oral estruturada –
salto triplo, que se baseia na reprodução dos passos da tutoria, sendo estruturada em três
etapas. O exercício baseado em problema faz parte também da auto-avaliação do estudante,
sendo aplicado em uma das sessões de tutoria, com a utilização ou não de um dos problemas
do módulo. Embora possa ser usada com propósitos formativos ou somativos, a avaliação oral
estruturada é utilizada com caráter formativo, para a avaliação do desempenho do estudante
na dinâmica tutorial. Esse exercício é particularmente importante para a avaliação de
estudantes da primeira série que ainda não estão familiarizados com a aprendizagem baseada
em problemas.
5.1.1.5. Avaliação estruturada de desempenho clínico – OSCE
A avaliação estruturada de desempenho clínico – OSCE (Objective Structured Clinical
Examination) é uma avaliação estruturada e planejada para verificação dos componentes da
competência clínica. O OSCE de caráter formativo pode ser composto de um numero menor
de estações, sendo empregado na semana da avaliação da 1ª, 2ª e 3ª séries, com participação
obrigatória.
5.2. Avaliação Somativa
As avaliações somativas são aplicadas ao final das unidades educacionais, dos estágios
ou em momentos definidos do programa, para verificar o domínio e o grau de alcance, pelos
estudantes, das competências previamente estabelecidas. A avaliação somativa tem a
finalidade de averiguar a aprendizagem ocorrida, para a tomada de decisão sobre a progressão
do estudante no programa ou a certificação no fim do curso. Considerando as limitações dos
métodos de avaliação, a integração de múltiplas observações, de diversos métodos de
avaliação e de diferentes contextos é fundamental para produzir informações sobre distintos
aspectos do desempenho, para a tomada de decisão quanto ao julgamento final sobre a
aprovação.
5.2.1. Instrumentos utilizados para avaliação somativa
5.2.1.1. Avaliação do Programa de Módulos Temáticos
162
Com base nas propriedades e características essenciais, foram selecionados diversos
instrumentos para a avaliação cognitiva do estudante na ESCS. Os métodos de avaliação
escolhidos podem ser classificados em três modalidades: (1) modalidade de resposta escrita;
(2) modalidade de resposta oral; (3) observação de desempenho e (4) modalidade de resposta
escolhida. As questões da modalidade de resposta escrita são utilizadas para verificar a
aquisição de conhecimentos, podendo ser de resposta curta ou ensaio.
5.2.1.2. Exercício de Avaliação Cognitiva – EAC
O EAC é uma avaliação da modalidade de resposta escrita, realizada ao final de cada
módulo temático. O EAC é um exercício de avaliação de caráter somativo, sem consulta,
caracterizado por questões baseadas em problemas, ou seja, questões que não podem ser
respondidas sem a apropriada leitura e análise do respectivo problema. As questões do EAC
são baseadas em problemas para manter coerência com as diretrizes curriculares e o processo
de ensino-aprendizagem. Esse exercício de avaliação deve permitir que o estudante expresse
seu entendimento geral sobre um tópico, mostre sua capacidade de organizar suas ideias e seja
criativo, crítico e sintético.
5.2.1.3. Avaliação do Programa Habilidades e Atitudes
A avaliação de competências implica na definição dos desempenhos a serem
alcançados pelos estudantes e dos padrões de atendimento considerados adequados para cada
habilidade. Os padrões de alcance adequados devem levar em consideração o nível de
complexidade da sua série.
Os critérios para cada domínio de competência estão descritos nos instrumentos de
avaliação de resultados adotados no programa (check lists e formulários de avaliação
global).
Os métodos de avaliação utilizados são a observação direta estruturada, as simulações
clínicas e a avaliação escrita, a depender da competência, do objetivo da avaliação e da série.
A observação direta estruturada é feita utilizando check lists ou formulários de
avaliação global. Os check lists são instrumentos mais detalhados que contém as ações
essenciais de cada domínio de competência a ser avaliado. A avaliação global examina o
domínio de competência como um todo, sem detalhar as ações previstas em cada um deles.
Os check lists mais detalhados, contendo o passo-a-passo do desenvolvimento de cada
domínio de competência, serão enfatizados nas séries iniciais do curso (1º ciclo). À medida
163
que o estudante for progredindo, os check lists detalhados darão lugar para as avaliações
globais. O mini-exercício de avaliação clínica (mini-CEX – da sigla em inglês Clinical
Evaluation Exercise), instrumento de avaliação global muito útil para avaliação de
competência, é utilizado como referência para avaliação dos estudantes em estágios mais
avançados do curso (Norcini et al., 2003).
O Exame Clínico Objetivo e Estruturado (da sigla em inglês OSCE – Objective
Structured Clinical Examination), também considerado um importante instrumento para
avaliação de competência, é composto de múltiplas estações elaboradas para avaliação de
múltiplos domínios da competência profissional. A adaptação e utilização desse instrumento
no programa de Habilidades e Atitudes varia entre as séries. As estações podem conter uma
ou mais tarefas e podem ser instrumentalizadas por check lists sucintos, questões abertas de
respostas curtas ou pacientes simulados. A depender da decisão dos docentes do programa,
exames escritos adicionais (ex. teste de múltipla escolha e ensaio clínico modificado) também
poderão ser utilizados para avaliação das bases cognitivas das habilidades clínicas-chaves
abordadas (Epstein; Hundert, 2002) (Ben-David, 2009).
5.2.1.4. Avaliação do Programa Interação Ensino-Serviços e Comunidade
Os estudantes são avaliados pelo desenvolvimento de ações de pesquisa junto aos
serviços de saúde e comunidade. A pesquisa é iniciada com identificação e análise de
problemas; elaboração de planos ou projetos de intervenção. O estudante, depois de realizado
o trabalho de pesquisa, deve identificar na hipótese de solução para o problema uma aplicação
viável e criativa para atuar na realidade em parceria com os profissionais do serviço.
A definição dos temas de pesquisa decorre do consenso entre o grupo de professores,
estudantes e os profissionais de saúde das unidades básicas de saúde (UBS), sendo que as
pesquisas realizadas pelos grupos estão voltadas às necessidades dos serviços de saúde. Os
estudantes terminam a unidade com apresentação dos trabalhos de iniciação científica
(pôster), num seminário anual de pesquisa e com a apresentação dos trabalhos às equipes das
UBS nas quais se inseriram.
5.2.2. Avaliação de processo
Formatos de avaliação de desempenho do estudante – F3: avaliação do desempenho do
estudante no processo de ensino-aprendizagem – Sessões de Tutoria (F3 ST), Interação
164
Ensino-Serviço-Comunidade (F3 IESC), Habilidades e Atitudes (F3 HA), Eletivas (F3
EL) e Estágios (F3 EST)
A avaliação de desempenho do estudante no processo de ensino-aprendizagem é
classificada dentro da modalidade de observação de desempenho. Os formatos F3 ST, F3
IESC, F3 HA e F3 EL (tabela 1) foram delineados de modo a estabelecer a estruturação dos
parâmetros de avaliação do desempenho do estudante, respectivamente, nas sessões de tutoria,
na Interação Ensino-Serviço-Comunidade, nas Habilidades e Atitudes e nas Eletivas, da 1ª à
4ª série. Ao término de cada unidade educacional, o professor deve preencher o formato 3
referente à unidade, expressando no documento a interpretação final do desempenho do
estudante no processo de ensino-aprendizagem
da unidade. O docente, ao preencher o
formato 3, deve formalizar uma síntese de todas as avaliações formativas do desempenho do
estudante, realizadas nas atividades de trabalho em pequeno grupo da unidade. O formato F3
EST é o documento de avaliação do desempenho do estudante no processo de ensino
aprendizagem dos Estágios, devendo ser aplicado na 5ª e 6ª séries. Ao término de cada
estágio, o professor realizará o preenchimento do formato F3 EST, expressando no
documento a interpretação final do desempenho do estudante no estágio.
Tabela 1 - Relação dos formatos do Curso de Medicina da ESCS, com a respectiva especificação e aplicação na
avaliação de estudantes, docentes, unidades educacionais e estágios.
165
5.3. Critérios de aprovação
A avaliação do rendimento escolar se procederá mediante atribuição dos conceitos:
Satisfatório (S) e Insatisfatório (I). A promoção para a série subsequente ocorrerá quando o
estudante obtiver conceito Satisfatório e frequência mínima obrigatória de 75% (setenta e
cinco por cento) em cada unidade educacional, ao final da série em curso. No internato a
frequência exigida é de 100%, havendo possibilidade da reposição de faltas consideradas
justificadas. Somente as avaliações somativas são utilizadas para a verificação da promoção e
certificação do estudante, e são realizadas por meio de documentos denominados formatos e
instrumentos.
5.4. Critérios de reavaliação
O estudante que obtiver conceito Insatisfatório na primeira avaliação da unidade
educacional, resultante da primeira aplicação do formato ou do instrumento respectivo, é
submetido ao plano de reavaliação específico, desde que tenha frequência mínima obrigatória
de 75% nas atividades programadas de cada unidade educacional da respectiva série. A
avaliação insatisfatória deverá ser analisada concomitantemente pelo professor do grupo do
estudante e pelo coordenador da unidade educacional, seguida de diálogo com o estudante,
para a identificação das dificuldades específicas e elaboração de plano de reavaliação
individualizado. A implementação do plano de reavaliação deverá ser acordada entre o
estudante, o docente supervisor do plano e o coordenador da unidade educacional, observando
a compatibilidade de horário.
5.5. Critérios de reprovação
O estudante que mantiver conceito Insatisfatório na terceira avaliação de um formato
ou instrumento é considerado Insatisfatório na unidade educacional e, por isso, é reprovado na
respectiva série, independentemente dos demais resultados obtidos. Nas unidades
educacionais eletivas e nos estágios o estudante que mantiver conceito Insatisfatório na
segunda avaliação é considerado Insatisfatório na respectiva unidade educacional e, por isso,
é reprovado na série, independentemente dos demais resultados obtidos.
166
6. Atividades Complementares
A ESCS oferece atividades extracurriculares que visam complementar o
desenvolvimento de sua proposta pedagógica. As atividades complementares são oferecidas
de maneira a dar a oportunidade aos estudantes de personalizar seu currículo como um
importante elemento de flexibilização curricular, estimulando a aquisição de autonomia e
possibilitando a integração com os serviços de saúde.
6.1. Monitorias
A monitoria acadêmica na ESCS é regulamentada pela resolução do CEPE nº 44/2010 de
8 de novembro de 2010. Visa proporcionar ao estudante oportunidade de aprendizagem,
estimulando a formação de futuros docentes e propiciando uma melhor integração entre
professores e estudantes.
De acordo com as normas, desde 2008 são oferecidas vagas para atividade de monitoria
com ou sem concessão de bolsas.
6.2.Programa de Educação pelo Trabalho (PET)
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET- SAÚDE) foi criado pela
Portaria interministerial n° 1.802, de 26 de agosto de 2008. As ações desenvolvidas são
voltadas ao fortalecimento da Atenção Primária em saúde, de acordo com os princípios e as
necessidades do SUS, sendo o seu conceito chave a educação pelo trabalho.
O PET atua como instrumento para viabilizar programas de aperfeiçoamento e
especialização em serviço (dirigidos aos profissionais) e programas de iniciação ao trabalho,
estágios e vivências (dirigidos aos estudantes da área da saúde), de acordo com as
necessidades do SUS. A expectativa é que a potencialização do processo de aprendizagem
de todos os envolvidos melhore a qualidade da atenção à saúde.
O programa disponibiliza bolsas para professores, preceptores (profissionais dos
serviços) e estudantes de graduação da área da saúde visando à realização de pesquisas junto
aos serviços do SUS.
O PET-Saúde funciona como mais um elemento de integração entre ensino-serviçocomunidade.
167
6.3.Cursos de extensão
As atividades de Extensão da ESCS são regulamentadas pela Resolução nº 09/2005 do
Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). O objetivo é propiciar canais interativos
multidirecionados e de largo alcance social entre a sociedade do Distrito Federal, os Serviços
de Saúde da SES/DF e a ESCS, visando contribuir para a melhoria das condições de vida da
população.
As atividades de Extensão respondem as demandas de profissionais de saúde, da
comunidade ou as demandas por atividades não atendidas regularmente pelo ensino formal de
graduação ou pós-graduação, e estão classificadas como:
6.3.1. Cursos de Extensão – com carga horária superior a 30 horas;
6.3.2. Mini-cursos de Extensão – com carga horária entre 10 e 29 horas;
6.3.3. Eventos: atividades de curta duração como jornadas, seminários e congressos,
entre outros, que contribuem para a disseminação de tecnologias e
conhecimentos.
6.3.4. Projeto de Extensão: constituem ações educativas formuladas com objetivos
não contemplados pelos Cursos, Mini-cursos ou Eventos.
6.4. Programas de Iniciação Científica
As Bolsas de Iniciação Científica disponibilizadas pela Fundação de Ensino Pesquisa
da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (PIC/FEPECS) visam à introdução dos estudantes
de graduação dos cursos da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da Escola
Técnica de Saúde de Brasília (ETESB) na metodologia científica aplicada a projetos de
pesquisa. O Programa obedece à seguinte legislação: Instrução FEPECS nº 18, de 23/11/2005,
publicada no DODF nº 224, de 28/11/2005, pág. 11; Resolução Normativa RN-017/2006, do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq; Resoluções nº 016/2006 e 043/2010 do
Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) visa apoiar a
política de Iniciação Científica desenvolvida nas Instituições de Ensino e/ou Pesquisa, por
meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica a estudantes de graduação integrados na
pesquisa científica. O Programa é regido pela Resolução Normativa RN-017/2006, do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
168
6.5. Ciência sem Fronteiras
O Programa Ciência sem Fronteiras, instituído pelo Decreto nº 7.642, de 13 de
dezembro de 2011, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência
e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da
mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas
respectivas instituições de fomento, CNPq e CAPES, e Secretarias de Ensino Superior e de
Ensino Tecnológico do MEC.
A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) aderiu ao programa com o propósito
de oferecer aos discentes matriculados em seus cursos de graduação estágios de estudo e
pesquisa em centros de excelência científica no exterior.
7. Gerenciamento Acadêmico
A ESCS possui uma Secretaria de Assuntos Acadêmicos, que é órgão de
assessoramento e execução de todas as atividades relacionadas à vida acadêmica do corpo
discente, cabendo a ela administrar o sistema operacional acadêmico da Escola, delegando
várias atividades de ordem prática e diária à Secretaria do Curso de Medicina.
Os registros acadêmicos na ESCS compreendem dois tipos de arquivo:
 Vivo ou de movimento: para pronta consulta, escrituração e guarda de livros,
documentos, atos escolares e papéis referentes a vida acadêmica dos alunos
regularmente matriculados nos cursos de graduação da Escola. Na ESCS os
documentos dos estudantes, após efetivação de matrícula são arquivados em pastas
individuais, onde ficam para consulta até sua formatura. Todas as cópias dos
documentos passam por um processo de autenticação.
 Permanente, morto ou definitivo: quando finalizada a escrituração da vida
acadêmica do aluno, pela conclusão de curso, transferência, trancamento de matrícula,
morte, abandono ou desistência do curso os documentos passam para um arquivo
morto, ou definitivo. Os assentos acadêmicos dos estudantes da Escola são
devidamente guardados em pastas individuais.
169
7.1. Registros efetuados pela ESCS e processos de trâmite dentro da instituição
7.1.1. Formas de Ingresso: Os estudantes podem ingressar no curso de medicina por
meio de vestibular, transferências ou ENEM.
7.1.2. Matrícula: É efetuada pela Secretaria de Curso e as informações são
armazenadas no Sistema Acadêmico Operacional Lyceum.
7.1.3. Trancamentos: São realizados por meio de Requerimento na Secretaria de
Curso em datas específicas do Calendário Acadêmico e são regulamentados
pelo Art. 115 do Regimento Interno da ESCS.
7.1.4. Desligamentos: São realizados por meio de Requerimento na Secretaria de
Curso a qualquer tempo.
7.1.5. Certificados: São confeccionados e registrados em atas específicas pela
SAA/ESCS, após a devida chancela das coordenações que promoveram os
cursos. Os registros dos certificados são feitos no verso de cada um, assinados
pela Diretoria Geral da Escola, pela Secretária de Assuntos Acadêmicos e pelo
Coordenador do Curso.
7.1.6. Diplomas: São confeccionados os diplomas dos estudantes que colaram grau
na Escola pela SAA/ESCS, e por força de Lei são registrados pela
Universidade de Brasília (Portaria MEC nº 33/78, Parecer CNE/CES
287/2002).
7.1.7. Declarações: São elaboradas pela Secretaria de Curso e pela Secretaria de
Assuntos Acadêmicos/ESCS a declaração ou atestado de matrícula e a
declaração para aquisição de passe estudantil.
7.1.8. Cartão de identificação/crachá: São confeccionados pela Secretaria de Curso
os documentos de identificação de uso obrigatório nos cenários de prática.
7.1.9. Histórico Escolar: O histórico parcial é emitido durante a vigência do curso
de graduação e o histórico final após a conclusão da graduação. São emitidos
por meio do Sistema Acadêmico Lyceum, pela Secretaria de Curso.
7.1.10. Transferências: Facultativa e Obrigatória (ex-officio).
 Facultativa
A Lei Federal nº 9.394/96 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional preceitua no art.49 que na hipótese de existência de vagas, as
instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares,
para cursos afins, mediante processo seletivo. Na ESCS essa é a forma de
170
ingresso de estudantes regulares de outra Instituição de Ensino Superior (IES)
nacional.
Ocorre no 2º semestre letivo de cada ano, caso existam vagas. O Edital do
processo seletivo normalmente é publicado em meados de setembro/outubro.
As vagas disponibilizadas para este tipo de ingresso são as remanescentes de
desligamentos e transferências.
As inscrições para o processo de transferência facultativa estão condicionadas
à existência de vaga na série e comprovação de matrícula na série ou semestre
imediatamente anterior à série pleiteada. O processo seletivo ocorre em
conformidade com edital específico.
 Obrigatória ou ex-officio
É a transferência prevista nos termos da Lei nº 9.394, art. 19, alínea I onde os
estudantes regulares de IES públicas podem requerer transferência para o
Curso de Medicina da ESCS, comprovando, por documento público, que foi
removido ou transferido ex-offício e em caráter compulsório, com mudança de
domicílio para o Distrito Federal.
7.1.11. Calendários escolares: São elaborados pela Comissão de Currículo e
encaminhados para a SAA/ESCS, que elabora uma minuta de Resolução e
submete ao CEPE - Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão/ESCS para
aprovação. Todo ano letivo os calendários são encaminhados ao Conselho de
Educação do Distrito Federal para conhecimento.
7.1.12. Colação de Grau: De acordo com o inciso VI, art. 53 da Lei Federal nº
9.394/96 são asseguradas às universidades no exercício de sua autonomia, a
atribuição de conferir grau. A ESCS promove todos os anos a Cerimônia de
Colação de Grau aos seus estudantes no auditório da FEPECS. Após o ato da
colação de grau a SAA/ESCS encaminha os Diplomas para registro pela
Universidade de Brasília.
8. Processo de Acompanhamento e de Avaliação
Com o objetivo de qualificar a ação pedagógica, o foco do sistema de avaliação do
curso de medicina da ESCS está direcionado não apenas para o produto (o educando), quanto
171
para o processo educacional (o educador, as unidades educacionais e os estágios). O intuito de
tais análises é o de permitir a reflexão continuada sobre os pontos que norteiam o currículo e
repensar a proposta do projeto pedagógico.
8.1.Avaliação do docente
 Ao final de cada unidade educacional ou estágio, o professor é avaliado por
todos os estudantes do seu grupo. Cada estudante, por meio de um documento
(formato) escrito, formaliza a avaliação do desempenho do docente nas
atividades educacionais.
8.2. Avaliação das unidades educacionais.
 As unidades educacionais dos programas Módulos Temáticos, Interação
Ensino-Serviço-Comunidade, Habilidades e Atitudes, Eletivas e Estágio
Curricular Obrigatório são avaliadas pelos estudantes e docentes envolvidos no
processo de ensino-aprendizagem.
 As avaliações são sintetizadas em formatos específicos, segundo critérios
estabelecidos pela Gerência de Avaliação.
 Os módulos são avaliados quanto à qualidade dos problemas, a organização
didático-pedagógica e os recursos educacionais. Nas demais unidades
educacionais são avaliados os objetivos educacionais estabelecidos e os
recursos físicos.
 Os resultados de cada unidade são sintetizados e analisados pela Gerência de
Avaliação e enviados à Coordenação do Curso de Medicina, de forma a
subsidiar a gestão curricular.
A avaliação assume um papel central no controle da qualidade de todo o processo. É
importante, então, que os resultados da avaliação sejam analisados criticamente para que suas
interpretações possam ser utilizadas de forma adequada, subsidiando as atividades de
desenvolvimento docente.
8.3. Desenvolvimento docente
A política de qualificação docente da ESCS é desenvolvida basicamente por meio de
duas estratégias educacionais: a Educação Permanente e a Educação Continuada. Essas
172
modalidades são momentos diferentes e complementares no processo de aprendizagem do
professor.
A Educação Permanente visa à renovação da prática docente por meio da reflexão e da
relação de troca entre os professores. A partir de questões da prática cotidiana e do
compartilhamento de experiências entre os docentes, são realizadas reflexões à luz de
literatura pertinente. Essas atividades ocorrem durante o período de trabalho do docente, nos
horários destinados a reuniões de série ou de programa.
A Educação Continuada é um espaço para a retomada de conteúdos e conceitos
importantes para a retroalimentação da prática profissional. Pode ser realizada durante o
período de trabalho do professor ou em períodos e horários pré-determinados, de forma a
propiciar a participação de docentes de diferentes séries ou programas educacionais.
Exemplos de Educação Continuada são os cursos de aperfeiçoamento docente e as atividades
de consultoria nacional e internacional, realizados a partir de necessidades identificadas nos
processos de avaliação.
173
9 - Referências Bibliográficas
ALVES, L. Portfólios como instrumentos de avaliação dos processos de ensinagem.
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BERBEL, N.A. N. Metodologia da problematização, Editora EDUEL, 2006.
BORDENAVE, J; PEREIRA, A. Estratégias de ensino aprendizagem. 26ª. Ed.
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175
ANEXO I – Treinamentos disponibilizados pela Biblioteca Central da FEPECS (BC)
1. Capacitação para o uso da Biblioteca Central (BC)
Na capacitação para o uso da BC são realizadas apresentações de slides e visita às
dependências. São utilizados computadores para apresentação da página da FEPECS, do
caminho para o catálogo de busca on-line, dos serviços de renovação e de reserva e dicas de
pesquisa.
1. Treinamento para pesquisa em Bases de Dados e outros recursos eletrônicos
Esse treinamento é realizado preferencialmente no laboratório de informática, para que os
estudantes acompanhem o passo a passo de como fazer uma pesquisa, com exemplos das
bases de dados.
2. Treinamentos para:
a) Identificação das normas Vancouver e ISO 690 para referências e
b) Utilização das Normas da ABNT: NBR 6023 – Referências; BR 10520 Citação; NBR 14724 - Apresentação de trabalhos acadêmicos.
São os principais treinamentos para a construção de um trabalho acadêmico. As
informações sobre formatação e referenciação são fornecidas através da apresentação das
normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, de Vancouver e International
Organization for Standardization 690. Os exemplos são apresentados em slides e também em
formato físico (livros e revistas).
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