Governo do Distrito Federal Secretaria de Estado de Saúde Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde Escola Superior de Ciências da Saúde Curso de Medicina PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DA ESCS OUTUBRO DE 2012 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL Agnelo dos Santos Queiroz Filho SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE Rafael de Aguiar Barbosa DIRETORA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE – FEPECS Gislene Regina de Sousa Capitani DIRETORA DA ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE-ESCS Maria Dilma Alves Teodoro PROJETO PEDAGÓGICO APROVADO PELA COMISSÃO DE CURRÍCULO DO CURSO DE MEDICINA DA ESCS EM 02 DE OUTUBRO DE 2012 Comissão de elaboração: Ana Márcia Yunes Salles Gaudard Ednamara Filomena dos Santos Helcia Oliveira de Almeida Maria Luisa Brangeli Maia Paulo Roberto Silva Wilton Silva dos Santos SUMÁRIO 1. Finalidade da IES ............................................................................................................ 3 2. Estrutura Organizacional ................................................................................................ 3 3. Duração do Curso............................................................................................................ 7 4. Curriculo ......................................................................................................................... 7 5. Processo de Avaliação da Aprendizagem..................................................................... 159 6. Atividades Complementares ........................................................................................ 167 7. Gerenciamento Acadêmico .......................................................................................... 169 8. Processo de Acompanhamento e de Avaliação ............................................................ 171 9. Referências Bibliográficas ........................................................................................... 174 1. Finalidade da IES A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) possui por finalidades centrais administrar, desenvolver e aperfeiçoar os processos de ensino e aprendizagem em Ciências da Saúde, mediante cursos de graduação, extensão e pós-graduação; possui ainda, a finalidade de apoiar as atividades de pesquisa da área da saúde, no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, visando o bem-estar físico, mental e social do indivíduo e da comunidade como exigência da cidadania. 2. Estrutura Organizacional 2.1. Organograma do Curso de Medicina 3 2.2. A Coordenação do Curso de Medicina tem como atribuições: Coordenar as atividades de planejamento, execução e avaliação do curso; Cumprir e fazer cumprir os planos de ensino-aprendizagem sob a responsabilidade dos docentes do curso, observando o Projeto Pedagógico. Supervisionar a execução do programa curricular, especialmente no que se referir à observância do calendário escolar, de programas e horários, à assiduidade e às atividades dos professores e estudantes; Submeter à consideração do Diretor Geral, o plano de atividades a serem desenvolvidas em cada série; Apresentar relatório de atividades do curso ao Diretor Geral; Coordenar as atividades da Comissão de Currículo. 2.2.1. Os órgãos subordinados à Coordenação do Curso de Medicina são: Comissão de Currículo, Secretaria do Curso de Medicina, Gerência de Avaliação, Gerência de Desenvolvimento Docente e Discente e Gerência de Educação Médica. 2.2.1.1. A Comissão de Currículo é o órgão colegiado do curso de Medicina que conta com a participação de docentes e estudantes e é responsável por: Analisar e aprovar o planejamento e os programas das unidades educacionais antes de sua execução; Verificar a adequação dos métodos e da estratégia de avaliação proposta para cada unidade educacional em relação ao sistema de avaliação do curso; Conferir o apoio didático requerido pelas unidades educacionais para o seu pleno desenvolvimento; Analisar a avaliação para a reformulação das unidades educacionais antes de nova aplicação às turmas seguintes; Encaminhar ao Diretor da ESCS os relatórios pertinentes, que serão posteriormente encaminhados ao Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE, para homologação; Avaliar o desenvolvimento do programa de monitoria e de iniciação científica e apresentar subsídios pertinentes aos coordenadores das unidades educacionais, submetendo os resultados ao CEPE; 4 Observar as peculiaridades, o planejamento e a organização das atividades educacionais de cada série do curso. 2.2.1.2. A Secretaria do Curso de Medicina é subordinada à Coordenação do Curso e supervisionada tecnicamente pela Secretaria de Assuntos Acadêmicos, subordinada à Direção Geral da ESCS, e tem como atribuições prestar atendimento e orientações ao corpo discente e manter atualizada sua documentação acadêmica. 2.2.1.3. A Gerência de Avaliação tem como missão formular, em conjunto com a comissão de currículo, o sistema de avaliação do Curso de Medicina garantindo sua coerência com o projeto pedagógico e sua uniformidade dentro dos programas educacionais. É responsável pelo planejamento, supervisão e coordenação dos processos de avaliação de desempenho dos estudantes, dos docentes e das unidades educacionais que compõem o curso. 2.2.1.4. A Gerência de Educação Médica é responsável pela organização e desenvolvimento das propostas estabelecidas no Projeto Pedagógico do Curso. Estão vinculados à Gerência de Educação Médica os Coordenadores de Série e os Coordenadores dos Programas Educacionais, formando uma estrutura de gestão matricial (Figura 1), que busca promover a coerência entre os programas educacionais numa mesma série e dentro do programa educacional nas diversas séries. Também subordinado à Gerência de Educação Médica está o Núcleo de Informática Médica. 2.2.1.4.1. Os Coordenadores de série têm como atribuições o acompanhamento da vida acadêmica dos estudantes, a coordenação das atividades docentes e a gestão pedagógica e administrativa da série. 2.2.1.4.2. Os Coordenadores dos Programas Educacionais são os responsáveis pela integração dos programas entre as séries. O Curso de Medicina possui quatro programas educacionais: Módulos Temáticos, Habilidades e Atitudes (HA), Interação Ensino - Serviços e Comunidade (IESC), desenvolvidos da 1ª à 4ª séries, e Estágio Curricular Obrigatório (Internato), desenvolvido na 5ª e 6ª séries. A Coordenação do Programa Educacional Módulos Temáticos tem como atribuições coordenar e acompanhar o desenvolvimento dos módulos temáticos 5 nas quatro séries iniciais do curso e promover o seu alinhamento para atingir as competências definidas no currículo. Faz parte da Coordenação do Programa de Módulos Temáticos a Comissão de Proposição de Problemas que é responsável pela qualificação dos módulos temáticos. A Coordenação do Programa Educacional Habilidades e Atitudes tem como atribuições coordenar o programa estruturado continuamente ao longo das quatro primeiras séries do curso, propor os cenários de ensino do programa e as parcerias com unidades de saúde. A coordenação do programa de Habilidades e Atitudes tem sob sua responsabilidade o Laboratório Morfofuncional que se destina ao estudo e pesquisa de aspectos morfológicos (anatômicos, histológicos e fisiológicos) do organismo humano e o Laboratório de Habilidades que se destina ao treinamento e desenvolvimento das habilidades psicomotoras necessárias à futura prática profissional dos estudantes. A Coordenação do Programa Educacional Interação Ensino – Serviços e Comunidade tem como atribuições coordenar o programa estruturado continuamente ao longo das quatro primeiras séries do curso, propor os cenários de ensino do programa e parcerias com unidades de saúde. Coordenadores de Programa Coordenação do Internato 6ª série 5ª série Coordenação do programa Módulos Temáticos Coordenação do programa Interação Ensino Serviços Comunidade 4ª série 3ª Série 4ª vsérie 2ª série 1ª Série Figura 1 - Matriciamento entre Coordenações de Programas Educacionais e Coordenações de Série 6 Coordenadores de Série Coordenação do programa Habilidades e Atitudes 2.2.1.4.3. O Núcleo de Informática Médica tem como atribuição dar suporte às atividades para o desenvolvimento e aplicação de tecnologia de informação na área de saúde. O Núcleo de Informática Médica é o responsável pelo Laboratório de Informática. 2.2.1.5. A Gerência de Desenvolvimento Docente e Discente (GDDD) tem como atribuições planejar e implementar a política de qualificação docente do Curso de Medicina. É responsável pelos programas de Educação Permanente e Educação Continuada para docentes e preceptores de graduação. Subordinado à GDDD está o Serviço de Orientação ao Estudante (SOE), que tem como atribuições atuar no atendimento, orientação, encaminhamento psicológico, apoio social e orientação psicopedagógica ao corpo discente. 3. Duração do Curso O Curso de Medicina é seriado e anual perfazendo um total de 9.882 horas com a duração de no mínimo seis e no máximo nove anos. 4. Curriculo A análise de qualquer processo de ensino deve se vincular aos problemas da sociedade em que o estudante se forma e na qual o profissional prestará seus serviços. Assim, o perfil profissional do egresso deve coincidir com as demandas da sociedade, dos novos perfis epidemiológicos e demográficos e das condições da prática profissional. O desenvolvimento científico e técnico e as condições do exercício profissional demandam um profissional com um grau de responsabilidade e autonomia que lhe permitam sustentar sua própria educação continuada com base em estudo independente. Por sua vez, o desenvolvimento da tecnologia médica demanda uma formação sistemática no processo de tomada de decisão, considerando-se os princípios da ética e da deontologia e a análise dos custos da atenção, pois o saber e a conduta estão indissoluvelmente unidos na atividade médica. A formação profissional em saúde é uma atividade complexa que envolve não só a aquisição de conhecimentos, mas o desenvolvimento de habilidades e atitudes necessárias ao exercício eficiente da atenção à saúde individual e coletiva. Implica, portanto, na articulação de experiências de aprendizagem que visem não somente o saber, mas também o saber-fazer, 7 saber-ser, saber-aprender e saber conviver. É no espaço de articulação desses diferentes saberes que estão inseridos os currículos orientados para aquisição de competência, cujo modelo inspirou a estruturação curricular do curso de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). A orientação curricular por competência é voltada para os resultados a serem obtidos ao término do curso ou programa educacional. Esses resultados são comumente expressos em termos de perfil do egresso ou de competências a serem alcançadas pelo formando. Nesse modelo de organização curricular, os fins não só justificam os meios, mas constituem o ponto de partida para o planejamento de todas as etapas do programa educacional (SMITH, 2009). 4.1. Perfil do egresso Competência, do ponto de vista conceitual, implica em um conjunto de ações intencionais, ajustadas ao contexto do exercício profissional, que envolve a mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes nas mais diversas combinações (HAGER; GONCZI, 1996). Essas ações intencionais se traduzem em tarefas ou atividades essenciais ao exercício da profissão. Assim, as competências desejadas para o graduado no curso de Medicina da ESCS são as seguintes: 4.1.1. Atenção à saúde: o médico, em seu âmbito profissional, deve estar apto a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto no nível individual quanto no coletivo. Cada profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde. O médico deve realizar seus serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética e deontologia e responsabilidade da atenção de saúde. 4.1.2. Tomada de decisões: o trabalho do médico deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, a eficácia e o custo-efetividade da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, ele necessita possuir habilidades para avaliar, sistematizar e decidir a conduta mais adequada. 8 4.1.3. Profissionalismo: Profissionalismo se refere a um conjunto de atitudes e comportamentos expressos no exercício da profissão, sendo orientado por valores pessoais e profissionais e permeado pelos aspectos históricos, sociais, culturais e institucionais que delimitam a realidade das práticas (MARTIMIANAKIS, MANIATE, HODGES, 2009). Engloba um conjunto de elementos que expressam o compromisso ético, moral e humanístico que os médicos devem manter com o objeto de seu trabalho. São elementos fundamentais desta competência: comunicação e relacionamento interpessoal, ética, altruísmo, responsabilidade, humanismo e aprendizado permanente. 4.1.4. Administração e gerenciamento: os médicos devem estar aptos a fazer o gerenciamento e a administração da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem gestores ou líderes na equipe de saúde. Segundo PERRENOUD (2000), enquanto as competências são traduzidas em domínios práticos das situações cotidianas que necessariamente passam compreensão da ação empreendida e do uso a que essa ação se destina, as habilidades são representadas pelas ações em si, ou seja, pelas ações determinadas pelas competências de forma concreta. Desta forma, as habilidades específicas que um graduado em medicina pela ESCS deve ter são as seguintes: Utilizar recursos propedêuticos valorizando o método clínico em todos os seus aspectos; Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos cientificamente validados; Utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos para a atenção integral à saúde; Atuar na promoção da saúde e prevenção de doenças, bem como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do processo de morte; Realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o atendimento ambulatorial e para o atendimento inicial das urgências e emergências em todas as fases do ciclo biológico; Compreender os princípios da metodologia científica, o que possibilita a análise de artigos técnico-científicos e uma maior participação na produção de 9 conhecimentos; Considerar a relação custo-benefício nas decisões médicas, levando em conta as reais necessidades da população; Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em todas as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial mórbido das doenças, bem como a eficácia da ação médica; Reconhecer e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas que fujam ao alcance da formação geral do médico. Compreender as bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados aos problemas da prática. Compreender como agir frente aos problemas mais comuns dentro da visão integral do processo saúde-doença, relacionando os determinantes socioeconômicos, culturais e políticos, bem como os aspectos comportamentais relevantes para a promoção, prevenção e recuperação da saúde. Abordar o processo saúde-doença do indivíduo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção; Dominar a propedêutica médica - capacidade de realizar história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas. Estabelecer a relação médico-paciente e médico-família com padrões éticos, técnicos e humanísticos adequados e legitimados. Relacionar e utilizar os conhecimentos das áreas básicas, clínicas, cirúrgicas e da saúde coletiva para atuar na solução dos problemas mais relevantes que comprometem a saúde dos indivíduos e famílias. Trabalhar em equipe interdisciplinar, evidenciando compromisso social com a melhoria contínua do atendimento e do desempenho dos serviços de saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do SUS e políticas de Saúde públicas vigentes. Utilizar-se, de forma adequada, da rede de Atenção à saúde promovendo a integração do sistema e a integralidade do cuidado. Avaliar criticamente as políticas de saúde e estratégias de intervenção, visando assegurar a universalidade, a equidade, a resolubilidade e a continuidade dos cuidados de saúde. 10 Utilizar a realidade do trabalho para disparar processos de aprendizagem e de educação permanente, estimulando a construção coletiva de conhecimento. Favorecer a interação das pessoas e a construção do trabalho em equipe respeitando diferentes saberes e potencialidades e mostrando a capacidade de ouvir e lidar com a diversidade de opiniões. Identificar problemas relevantes do território juntamente com a equipe de saúde. Promover uma investigação ampliada das necessidades de saúde e identificar problemas na produção do cuidado, considerando relevância, magnitude, vulnerabilidade, e transcendência. Pesquisar dados de morbimortalidade, epidemiológicos, demográficos e de agravos de notificação compulsória da população estudada, quando pertinente. Identificar a necessidade de novos conhecimentos a partir da realidade e dos desafios do trabalho em saúde. 4.2. Princípios Norteadores O modelo pedagógico do curso encontra-se fundamentado nos princípios do construtivismo, priorizando as metodologias ativas como elemento central no processo de ensino aprendizagem. Como princípio, o currículo visa garantir e aperfeiçoar a formação geral do médico em termos técnicos, científicos e humanísticos. Partindo da definição do perfil do egresso e do delineamento das competências necessárias à boa prática profissional, foi construído um currículo que contempla os seguintes elementos: 4.2.1. Interdisciplinaridade e integração de saberes entre diferentes áreas, envolvendo as ciências básicas, as disciplinas clínicas, as ciências sociais e do comportamento e as disciplinas da saúde coletiva. As várias disciplinas ou áreas de conhecimento são integradas numa mesma unidade educacional (integração horizontal) ao mesmo tempo em que garante uma continuidade na aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes em graus crescentes de complexidade ao longo do curso (integração vertical). 4.2.2. Diversificação dos ambientes de aprendizagem – Os estudantes se envolvem em situações diversificadas de prática de saúde desde o início do curso, participando em ações de saúde em uma área territorial definida onde se prestam cuidados integrais de saúde 11 e acompanhamento de famílias adstritas. Os cenários de ensino são as unidades básicas de saúde (em especial as da Estratégia Saúde da Família), ambulatórios e policlínicas, hospitais gerais e especializados, serviços de reabilitação e recuperação e serviços de atendimento de emergências, além das salas de aula, laboratórios e biblioteca da escola. 4.2.3. Integração ensino-serviço-pesquisa, partindo da premissa de que os fundamentos teóricos devam estar, desde logo, articulados à solução de problemas e situações práticas. A pesquisa integra-se assim ao ensino, com a participação de profissionais dos serviços e da comunidade. A proposta de interdisciplinaridade e ação multiprofissional do currículo permeia a integração do meio acadêmico com os serviços da SES-DF - considerada como agente ativo e não mera usuária. 4.2.4. Utilização de metodologias ativas, centradas no estudante, onde ele é o sujeito da aprendizagem e o professor é um facilitador. Essas metodologias, desenvolvidas pelo estudo cooperativo em pequenos grupos, possibilitam ao estudante o desenvolvimento dos seus próprios métodos de estudo, de forma a selecionar criticamente os recursos educacionais mais adequados, a trabalhar em equipe e a “aprender a aprender”. 4.2.5. Aprendizagem pela prática - o elemento norteador é a prática profissional e a prática social. A relação prática-teoria-prática deve ser priorizada. Pretende-se assim desenvolver aquisição de conhecimentos e habilidades relevantes para a prática profissional. 4.2.6. Flexibilidade curricular – o ensino é centrado nas necessidades de aprendizagem dos estudantes, com currículo nuclear comum a todos e a oportunidade de práticas eletivas, cuja função é permitir a individualização do currículo. 4.2.7. Avaliação formativa e somativa do estudante, baseada nas competências cognitivas, afetivas e psicomotoras. 4.2.8. Terminalidade do curso, objetivando uma sólida formação geral, tornando o egresso apto a resolver a maioria dos problemas de saúde da população. 12 4. 3. Programas Educacionais e Metodologias de Ensino-Aprendizagem O currículo apresenta três programas educacionais que interagem, conforme o esquema representado na figura 2. Figura 2 – Programas Educacionais 4.3.1. Módulos Temáticos O Programa de Módulos Temáticos aborda de maneira integrada com os outros programas educacionais os aspectos cognitivos que irão dar sustentação a aquisição das competências definidas no projeto pedagógico nos primeiros quatro anos da formação. Procura desenvolver no estudante a capacidade de aprendizado por meio do estudo cooperativo em pequenos grupos, contextualizado, da capacidade de busca das informações relevantes para a prática e possibilita a aquisição de autonomia no processo de aprendizagem (DOLMANS, DE GRAVE, WOLFHAGEN et al., 2005, HMELO-SILVER, 2004). 4.3.1.1. Metodologia utilizada O Programa de Módulos Temáticos utiliza uma estratégia pedagógica denominada Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL, do inglês “Problem Based Learning”), propositora de situações significantes, contextualizadas e do mundo real e fornecedora de fontes, guias e instruções para os aprendizes (DOLMANS e SCHMIDT, 1996). 13 As principais características do PBL são: O estudante é responsável por seu aprendizado (DOLMANS e SCHMIDT, 1994), o que inclui a organização de seu tempo e a busca de oportunidades para aprender. O professor é um facilitador da aprendizagem. O problema é o elemento integrador dos conteúdos e devem contemplar as situações mais frequentes e relevantes a serem enfrentados na vida profissional de um médico com formação geral (DOLMANS, SNELLEN-BALENDONG, WOLFHAGEN et al., 1997). A dinâmica tutorial utiliza um processo análogo ao da metodologia de pesquisa científica. A partir de um problema, procura-se sua compreensão, fundamentação e busca de dados que são analisados e discutidos. Por último, elaboram-se hipóteses para sua solução, que devem ser postas em prática para que sejam comprovadas e validadas. Os módulos são flexíveis e podem ser modificados para se adaptarem a realidade. O trabalho em grupo e a cooperação entre os sujeitos são elementos centrais (DOLMANS e SCHMIDT, 2006). 4.3.1.2. Módulos Os módulos temáticos apresentam abordagem interdisciplinar cujo conteúdo é organizado em problemas que constituem o elemento motivador para o estudo e o momento de integração das disciplinas. Estes problemas, por sua vez, são alterados e atualizados de forma permanente. Fazem ainda parte do módulo, palestras e práticas. Os módulos são construídos pelo grupo de planejamento, composto pelos docentes das várias disciplinas básicas e clínicas envolvidas com o tema, gerenciados por um coordenador e por um vice. Esta metodologia por módulos traz implícita a prática da interdisciplinaridade. Ou seja, em cada módulo estão embutidas as disciplinas que completam todo o conteúdo de seus enunciados. Cada módulo se desenvolve num período de q u a t r o a oito semanas, Dele, elabora-se a árvore temática que dará origem aos problemas relacionados com o processo saúde-doença. O programa de módulos temáticos é composto por 25 módulos distribuídos nas quatro 14 primeiras séries, numa sequência que permite a aquisição progressiva e integrada de conhecimentos que servirão à futura prática profissional. 4.3.1.3. Grupos tutoriais Cada grupo tutorial é composto por um docente e oito a doze estudantes, que se reúnem duas vezes por semana, obedecendo à semana-padrão da série, durante aproximadamente quatro horas diárias, para estudar os problemas relacionados ao processo saúde-doença apresentados nos módulos. A cada problema são eleitos entre os estudantes um coordenador e um secretário, de modo que cada estudante exerça estas funções pelo menos uma vez durante a realização do módulo. O grupo tutorial desenvolve suas atividades obedecendo a uma dinâmica própria, denominada 7 passos, que consiste em: Ler atentamente o problema e esclarecer os termos desconhecidos; Identificar as questões (problemas) propostas pelo enunciado; Oferecer explicações para estas questões, com base no conhecimento prévio que o grupo possua sobre o assunto (formulação de hipóteses); Resumir estas explicações; Estabelecer objetivos de aprendizado que levem o estudante à comprovação, ao aprofundamento e à complementação das explicações; Realizar estudo individual, respeitando os objetivos estabelecidos; Rediscutir no grupo tutorial os avanços de conhecimento obtidos pelo grupo. 4.3.1.4. Palestras/conferências São atividades que ocorrem uma vez por semana, obedecendo à semana-padrão da série, com duração aproximada de duas horas. São proferidas por professores do curso ou convidados, sobre temas escolhidos pela comissão de planejamento do módulo, com o objetivo de possibilitar ao estudante a integração de conhecimentos ou uma primeira aproximação de um tópico de todo desconhecido ou muito difícil. 4.3.1.5. Módulos eletivos São módulos obrigatórios que ocorrem uma vez ao ano e permitem a personalização do currículo. Tem a característica eminentemente prática e consiste numa imersão em 15 um determinado serviço. Os estudantes têm a liberdade de escolha entre as opções oferecidas pela escola ou podem propor sua própria eletiva que será submetida à aprovação pela comissão de currículo com base nas normas estabelecidas. 4.3.1.6. Consultorias São oportunidades de aprendizagem opcional ofertada nos módulos. Permitem um contato próximo com os docentes, em suas áreas de especialidades, visando ao esclarecimento das dúvidas oriundas da leitura e das discussões efetivadas em grupos. 4.3.1.7. Outras atividades São oportunidades de aprendizagem opcional oferecidas nos módulos. Consistem em práticas de laboratórios (básico e clínico), reuniões anátomo-clínicas, visitas, sessões de filmes e outras atividades acadêmicas. 4.3.2. Habilidades e Atitudes A aprendizagem de habilidades clínicas complexas envolve a aquisição de conhecimentos, habilidades motoras e o desenvolvimento de atitudes. Toda habilidade clínica está fundamentada em uma base de conhecimento que envolve conceitos, relevância, indicações, contraindicações e contexto de aplicação. A habilidade exige preparação, técnica e destreza. E as atitudes dizem respeito ao consentimento, conforto, respeito pelo paciente e a percepção, reflexão e reconhecimento dos próprios limites. O Programa de Habilidades e Atitudes utiliza práticas nos serviços e nos laboratórios de habilidades. O treinamento é feito em um programa longitudinalmente estruturado nos quatro primeiros anos e, para o seu desenvolvimento, tem como princípios: Desenvolvimento gradual de complexidade no treinamento de habilidades, nos cenários de aprendizagem e na integração entre estas e os conhecimentos para a solução de problemas: a cada passo, o estudante é treinado em situações práticas cada vez mais complexas; Interação entre teoria e prática: o desenvolvimento do programa de habilidades visa, sempre que possível, a congruência entre o conhecimento adquirido nos módulos temáticos e os treinamentos ofertados no Programa; Apresentação de nova habilidade por demonstração, realizada tanto por parte dos professores para os estudantes como dos estudantes para os professores; 16 Consolidação da aprendizagem por repetição da atividade de treinamento; Avaliação de desempenho por instrumentos coerentes com a característica de treinamento na prática. Avaliações com conteúdos cumulativos. 4.3.2.1. Metodologias utilizadas Os recursos e métodos de aprendizagem adotados pelo programa englobam exposição oral, vídeos, demonstração pelo docente, execução das tarefas entre pares de estudantes, discussão em pequenos grupos, prática com paciente real, prática com paciente simulado, atividades à beira do leito, em enfermarias de hospitais de média e alta densidade tecnológica de diferentes especialidades, unidades de emergências, unidades básicas de saúde, no centro de treinamento em habilidades e laboratório morfofuncional. As práticas educacionais são estruturadas utilizando-se o método: Cognição, Demonstração, Explicação, Execução, Repetição (CDEER). Esse método pressupõe a discussão prévia com o estudante dos conhecimentos inerentes à realização da tarefa. A demonstração da tarefa pelo professor (docente do programa), em tempo real, sem interrupções ou comentários. Nova demonstração, com as explicações do professor. A execução, por parte do aprendiz, supervisionada pelo docente e com retroalimentação. E a repetição para aquisição de destreza, em outras oportunidades de aprendizagem, monitorada pelo docente (KER, 2009). A organização dos conteúdos abordados e das atividades educacionais, em linhas gerais, obedece a três princípios: ciclos de vida (criança, adulto, idoso, gestante); sistemas corporais (respiratório, cardiovascular, digestório, etc.), e os cenários das grandes áreas básicas (saúde do adulto, da criança e da mulher) (HARDEN, 2009). 4.3.2.2. Estrutura do programa A estruturação do programa de habilidades e atitudes por competência começa com a definição do perfil do estudante a ser formado. Feito isso, em sequência temos: a determinação da competência geral, seguida dos domínios de competência a serem alcançados; definição (descrição) do que significa cada um dos domínios de competências e seleção dos critérios, desempenhos ou tarefas que possam ser utilizados como parâmetro para avaliação do grau em que os resultados esperados estão sendo atingidos; nivelamento da extensão em que esses resultados devem ser obtidos segundo os ciclos de aprendizagem; 17 definição das estratégias de aprendizagem a serem utilizadas, avaliações de resultados e processos (SMITH, 2009; GUSTAFSON, BRANCH, 2007; CARRACCIO et al., 2002). 4.3.2.3. Matriz de Competências do Programa Para o programa de Habilidades e Atitudes atenção à saúde individual foi considerada a competência geral a ser atingida no programa como um todo. Com base nessa competência, foram identificadas habilidades e atitudes essenciais à formação profissional em saúde, tendo em vista o cuidado com o paciente. As habilidades-chave, centrais ao exercício da profissão no contexto da interação médico-paciente, compõem o que chamamos de domínios da competência geral, atenção à saúde. Domínios de competência e habilidades clínicas-chave serão utilizados de forma intercambiável a partir de então. Assim sendo, considerando a relação matricial desses saberes, os domínios de competência ou habilidades clínicas-chave a serem trabalhados no programa serão: entrevista clínica; obtenção e relato dos dados; exame físico; raciocínio clínico e tomada de decisão. Essas habilidades-chave estão representadas no eixo vertical da figura 3. Na horizontal, estão os valores, atitudes e comportamentos que devem permear todas as ações que integram os domínios verticais da atenção à saúde e que envolvem aspectos relativos à comunicação, ética, responsabilidade, humanismo e excelência profissional. O conjunto de saberes que se colocam na transversalidade da atuação profissional e que reúnem uma série de elementos subjetivos, que conferem qualidade ética e humanística ao cuidado está reunido no programa com o nome de profissionalismo médico. Entrevista clínica (Anamnese) Obtenção e relato de dados Exame físico Progressão do estudante Raciocínio clínico Tomada de decisão Comunicação e Ética Relacionamento interpessoal PROFISSIONALISMO Responsabilidade Qualidade humanística Excelência (aprendizado permanente) Figura 3 - Configuração matricial das habilidades e atitudes a serem desenvolvidas no programa. 18 4.3.2.4. Os ciclos de aprendizagem Estabelecer níveis de desempenho é definir níveis de complexidade crescentes das habilidades clínicas-chave a serem atingidos pelos estudantes à medida que eles progridem no curso. O currículo do curso de medicina da ESCS é desenvolvido em 3 ciclos de aprendizagem: inicial, intermediário e internato, que compreendem as 1ª e 2ª; 3ª e 4ª e 5ª e 6ª séries, respectivamente (Figura 4). 1ª 3ª 5ª 6ª Séries Av Co ali nc ar eit 1º ciclo (inicial) 2º ciclo (intermediário) 3º ciclo (internato) os uar pr , oc de ess scr Figura 4 - Desenvolvimento das habilidades clínicas-chave – programa de HA os ev No primeiro ciclo, as atividades educacionais se dão predominantemente noerambiente e acadêmico, sendo voltado para o aprendizado dos aspectos conceituais que fundamentam as def inir competências clínicas e o desenvolvimento de habilidades, utilizando como os modelo o indivíduo normal ou situações clínicas de baixa complexidade. No segundo co ciclo, são mp utilizados cenários reais de prática ainda de uma forma controlada, com pacientesonreais e o enfoque da aprendizagem voltado para identificação e interpretação dos achados ent anormais. es No internato, o aprendizado decorre da prática que ocorre em ambientes reais dodeexercício ca profissional. da O desenvolvimento do programa tem um desenho em espiral, onde os áre temas são a revisitados e novamente apresentados aos estudantes, em outros momentos de suadetrajetória co acadêmica, com densidade, profundidade, abordagem e cenários diferentes dos mp anteriores, etê ampliando a experiência educacional do estudante e facilitando a consolidação do nci aprendizado (HARDEN, 2009). a Séries 2ª Séries 4ª 4.3.3. Interação Ensino-Serviços e Comunidade (IESC) “O que me faz esperançoso não é tanto a certeza do achado, mas mover-me na busca”. Paulo Freire Todo médico deve ser capaz de exercer a prática geral da medicina e, para tanto, atender a todos os componentes de uma família, independentemente de sexo e idade, comprometendose com a pessoa inserida em seu contexto biológico, psicológico e social. 19 O curso de Medicina da ESCS vem construindo mudanças importantes no processo da formação médica, pois o médico, não importa sua área de atuação, deverá associar uma visão geral e integral do indivíduo à sua prática profissional. Sua preocupação social deverá estar presente em todos os seus atos profissionais, tendo como objetivo principal desenvolver ações voltadas para a promoção, proteção e recuperação da saúde do indivíduo, da família e da comunidade. O Programa Educacional Interação Ensino-Serviços e Comunidade (IESC) desenvolve atividades de aprendizagem vinculada à realidade da saúde da população, envolvendo ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, em equipe multidisciplinar. A IESC tem como propósito fortalecer a parceria com os serviços de saúde e a comunidade para a consolidação de uma nova concepção de formação do estudante de medicina, construindo um modelo de interação entre estudantes, profissionais de saúde, docentes, famílias e membros da comunidade tendo como marco de referência os planos de desenvolvimento regional. Os cenários de ensino e os campos de atuação da IESC são os ambientes comunitários e das famílias a serem visitadas, as unidades de saúde (US) que contemplam a Estratégia de Saúde da Família (ESF), o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), centros e postos de saúde, além dos equipamentos sociais existentes nas localidades. Neste contexto, os estudantes iniciam o contato com a realidade social. Também é proposto para a IESC – 1ª série que os estudantes desenvolvam habilidades de iniciação científica sobre temas suscitados a partir do contato com a realidade local, na interação com a comunidade e com os profissionais dos serviços de saúde da ESF. Este programa educacional possibilita uma aproximação com o real e cria a oportunidade de integração com os outros programas educacionais. Sendo a IESC uma unidade de ensino predominantemente prática, ao interagir com as outras unidades educacionais, contribui para a superação da dicotomia teoria/prática. A proposta de ensino da ESCS fortalece o sistema de saúde e valoriza as atividades junto à comunidade, proporcionando uma formação geral do estudante com visão ética, humanística e compromisso social, capacitando-o como agente de transformação social. O currículo é flexível, permitindo adequação dos objetivos educacionais e competências profissionais aos problemas comunitários. Desta forma, o Programa Educacional Interação Ensino Serviço Comunidade atua em parceria com as equipes de saúde das unidades envolvidas no processo de ensino aprendizagem. 20 4.3.3.1. Princípios O processo de ensino e aprendizagem da IESC toma como base a realidade da comunidade e a busca pelo estabelecimento de vínculo entre os sujeitos. Nesse processo são consideradas as múltiplas complexidades existentes, levando-se em conta o respeito pelos princípios da integralidade e da responsabilidade social. 4.3.3.2. Metodologia utilizada O Programa IESC utiliza a metodologia da problematização, que tem como base o reconhecimento de que a educação acontece a partir das experiências vivenciadas em situações reais. A realidade é vista como “problema”, algo que pode ser resolvido ou melhorado. O processo educacional se dá pela análise e pela proposta de intervenção na realidade. A problematização possibilita aos estudantes a oportunidade de vivenciar o cotidiano das práticas nos serviços de saúde, entrar em contato com a realidade e identificar junto aos profissionais e a comunidade problemas e situações relevantes, fazer reflexão crítica e propor alguma intervenção. A problematização apoia-se na pedagogia progressista libertadora; educandos e educadores são mediados pela realidade que apreendem e da qual extraem da aprendizagem e se conscientizam da mesma para atuarem no sentido da transformação social. Cada problema identificado é explorado detectando suas possíveis causas e, formulando assim as hipóteses de solução, procura-se interferir na realidade no sentido de transformá-la (LIBÂNEO, 1990; BORDENAVE e PEREIRA, 2005; BERBEL, 2006). Paulo Freire coloca que, na problematização, parte-se da percepção da realidade e, no processo de decodificação, percebem-se as contradições que, após reflexões, resulta numa nova percepção da realidade. Assim, vai do concreto para o abstrato e retorna ao concreto para transformá-lo (FREIRE, 1987). A IESC utiliza como instrumento o Arco de Maguerez (BORDENAVE e PEREIRA, 2005), que é constituído pelas seguintes etapas: 1º etapa – Observação da Realidade – Observar e identificar os principais problemas relacionados a um determinado tema. Nesta fase, por meio de discussão com os profissionais, docentes e/ou representantes da comunidade, o grupo selecionará um problema. 2º etapa – Levantamento de Pontos Chave – Refletir sobre os determinantes do problema estrutural e/ou contextual selecionado. Pontos chave estão relacionados ao problema que se 21 pretende estudar. O grupo deve discutir as prováveis causas e determinantes do problema selecionado para aprofundamento. 3º etapa - Teorização – Aprofundamento da reflexão sobre o problema escolhido, bem como sobre os seus fatores determinantes e condicionantes. Trata-se de uma etapa onde se busca aproximação entre o problema pesquisado (realidade) e o conhecimento científico. Utilizamse a literatura técnica disponível, além de entrevistas com membros da comunidade, profissionais experientes em relação ao tema pesquisado e informações provenientes de bases de dados eletrônicas. 4º etapa – Hipóteses de Solução – Elaborar as hipóteses de solução de forma crítica e criativa para o problema. Deve ser construída junto com membros da equipe de saúde ou da comunidade. 5º etapa- Aplicação à Realidade – Os estudantes deverão desenvolver ações pactuadas com os membros da equipe de saúde ou da comunidade visando alguma transformação da realidade. Figura 5 - Método de Charles Maguerez (adaptado de BORDENAVE E PEREIRA, 2005). Os estudantes iniciam o contato com a realidade social desde a primeira série. Os cenários de ensino e os campos de atuação são os ambientes comunitários e as unidades básicas de saúde (unidades da Estratégia de Saúde da Família, centros e postos de saúde). O programa é flexível, permitindo adequação dos objetivos educacionais e conteúdos curriculares direcionados aos problemas comunitários existentes. A Estratégia de Saúde da Família (ESF), oficialmente assumida pelo Ministério da Saúde em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, tem o propósito de reversão do modelo de atenção à saúde da população. 22 4.3.4. Estágio Curricular Obrigatório - Internato O Estágio Curricular é um programa obrigatório de ensino-aprendizagem com características especiais, durante o qual o estudante deve receber treinamento intensivo e contínuo, com supervisão docente. É uma imersão em serviços adequados ao perfil de formação pretendido. Nesta etapa o estudante deverá aplicar, num contexto real e de maneira integrada, os conhecimentos, habilidades e atitudes adquiridas ao longo dos quatro primeiros anos de formação. Compreende cerca de 40% da carga horária total do curso; nele os estudantes passam por rodízios nas áreas de clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia e saúde coletiva. 4.3.4.1. Metodologia Utilizada A metodologia utilizada é a aprendizagem em serviço. Este modelo de aprendizagem, baseado no construtivismo social, entende o aprendizado como fenômeno socio-cultural, onde o aprendiz é introduzido numa comunidade de prática. Nesta etapa do curso o estudante trabalha em estreita colaboração com um docente/preceptor e demais profissionais do serviço na resolução conjunta de problemas. Tradicionalmente o Internato Médico é visto como um rito de passagem em que os futuros médicos são inseridos na prática profissional para aprenderem o seu ofício. As características da aprendizagem em serviço fazem com que frequentemente os estágios sejam pouco estruturados, tendendo a levar o estagiário a ser utilizado como força de trabalho em detrimento da experiência educacional. Diferentemente, o internato da ESCS é uma experiência mais estruturada, com objetivos educacionais definidos de maneira a prover uma aprendizagem mais consistente e efetiva. Segundo CANTILLON e MACDERMOTT (2008), uma das chaves para o sucesso do estágio é o estudante assumir cada vez mais responsabilidade no cuidado ao paciente num ambiente mais estruturado e supervisionado, o que seria um poderoso motivador para a aprendizagem. Assim, o ciclo de aprendizagem se dá pela execução, sob a supervisão de um profissional experiente, de tarefas da prática profissional, onde o estudante observa, executa, discute e reflete. A execução vai crescendo em complexidade e o apoio do professor vai diminuindo até que o estudante seja capaz de executar a tarefa de forma independente. Esta metodologia envolve o conceito de Lev Vygotsky de "zonas proximais de desenvolvimento” (FINO, 2001). O estudante é exposto a tarefas autênticas de um grau de 23 dificuldade que não permite sua realização independente, porém, não tão difíceis que não possam ser executadas com o apoio do professor. Na medida em que o processo de ação e reflexão se repete, o suporte dado pelo professor vai sendo reduzido e o estudante ganhando autonomia até o momento em que é capaz de compreender e executar toda a tarefa sem auxílio do professor. O Internato é feito de forma rotativa e integrada, caracterizada pelos módulos: Saúde do Adulto I e II - engloba as áreas de conhecimento: clínica médica, cirurgia geral, dermatologia, terapia intensiva, otorrinolaringologia, cardiologia, ortopedia, traumatologia e urologia; Saúde da Criança I e II - engloba as áreas de pediatria e neonatologia; Saúde da Mulher I e II - engloba as áreas de ginecologia e obstetrícia; Saúde Coletiva I e II - engloba as áreas de conhecimento: epidemiologia clínica, saúde do trabalhador, saúde mental e medicina comunitária; Estágios Eletivos I e II - áreas de interesse do estudante (apenas na 6ª série). No Internato, o estudante aprende com a experiência desenvolvida tanto à “beira do leito” como no atendimento prestado aos pacientes nos ambulatórios ou atividades nas unidades básicas nas quais aplicam de maneira integrada os conhecimentos, habilidades e atitudes anteriormente adquiridos, procura novos conhecimentos necessários e desenvolve as habilidades e atitudes dele esperadas. O Programa de Internato da 5ª Série é composto por cinco Módulos em caráter de rodízio, cada um com duração de 12 semanas, à exceção do Módulo 505 – Saúde Coletiva, que é desenvolvido ao longo do ano letivo. Os cenários em que as atividades são realizadas compreendem as Regionais de Saúde de Sobradinho e de Taguatinga. O Programa de Internato da 6ª Série é composto por cinco Módulos em caráter de rodízio, cada um com duração de 12 semanas, além de um Módulo de Eletivas. Os cenários em que as atividades são realizadas compreendem as Regionais de Saúde da Asa Sul e da Asa Norte e o Hospital de Base do Distrito Federal. 24 4.4. Estrutura Curricular Série Nº Semanas 1ª 3 1ª 6 1ª 6 1ª 5 1ª 4 1ª 6 1ª 4 1ª 5 1ª 34 1ª 34 C.H Total 1ª série 2ª 6 2ª 6 2ª 6 2ª 6 2ª 4 2ª 6 2ª 6 2ª 39 2ª 39 C.H Total 2ª série 3ª 6 3ª 7 3ª 7 3ª 5 3ª 4 3ª 6 3ª 5 3ª 39 3ª 39 C.H Total 3ª série 4ª 6 4ª 6 4ª 7 4ª 5 4ª 4 4ª 5 4ª 7 4ª 39 Código Nome do Módulo MOD101 MOD102 MOD103 MOD104 MOD105 MOD106 MOD107 MOD108 IESC101 HA101 Introdução ao Estudo da Medicina Concepção e Formação do Ser Humano Metabolismo Funções Biológicas I Atualização Ia e Ib (eletiva) Mecanismos de Agressão e Defesa Abrangência das Ações de Saúde Funções Biológicas II Interação Ensino-Serviços e Comunidade I Habilidades e Atitudes MOD201 MOD202 MOD203 MOD204 MOD205 Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento Percepção, Consciência e Emoção Processo de Envelhecimento Proliferação Celular Atualização IIa e Iib (eletiva) Saúde da Mulher, Sexualidade Humana e Planejamento Familiar Locomoção e Preensão Interação Ensino-Serviços-Comunidade II Habilidades e Atitudes MOD206 MOD207 IESC202 HA202 MOD301 MOD302 MOD303 MOD304 MOD305 MOD306 MOD307 IESC303 HA303 Dor Dor Abdominal, Diarréia, Vômitos e Icterícia Febre, Inflamação e Infecção Doenças Resultantes da Agressão ao Meio Ambiente Atualização IIIa e IIIb (eletiva) Perda de Sangue Fadiga, Perda de Peso e Anemias Interação Ensino-Serviços-Comunidade III Habilidades e Atitudes MOD401 MOD402 MOD403 MOD404 MOD405 MOD406 MOD407 IESC/HA 404 Transtornos Mentais e de Comportamento Distúrbios Sensoriais, Motores e da Consciência Dispnéia, Dor torácica e Edemas Desordens Nutricionais e Metabólicas Atualização IVa e IVb (eletiva) Manifestações Externas das Doenças e Iatrogenias Emergências Interação Ensino-Serviços-Comunidade IV/Hab. e Atitudes C.H Total 4ª série C.H Total 1ª a 4ª série C.H porcentagem 1ª a 4ª série 25 Carga Horária 90 180 180 150 80 180 120 150 136 204 1.470 180 180 180 180 80 180 180 156 234 1.550 180 210 210 150 80 180 150 156 234 1.550 144 144 168 120 80 120 168 624 1.568 6.138 61,43% Série 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª Nº Semanas 12 12 12 12 48 6ª 6ª 6ª 6ª 6ª 6ª 8 8 8 8 8 4 Código Nome do Módulo IM501 IM502 IM503 IM504 IM505 Saúde do Adulto I - Clínica Médica (Estágio) Saúde do Adulto I – Clínica Cirúrgica (Estágio) Saúde da Criança I (Estágio) Saúde da Mulher I (Estágio) Saúde Coletiva I (Estágio) C.H Total 5ª série IM601 Saúde do Adulto II -Clínica Médica (Estágio) IM602 Saúde do Adulto II - Clínica Cirúrgica (Estágio) IM603 Saúde da Criança II (Estágio) IM604 Saúde da Mulher II (Estágio) IM605 Saúde Coletiva II (Estágio) IM606 Estágio Eletivo C.H Total 6ª série C.H Total 5ª a 6ª série C.H porcentagem 5ª a 6ª série C. H Total Geral 26 Carga Horária 480 480 480 480 192 2.112 320 320 320 320 320 160 1.760 3.872 38,57% 10.010 4.4.1. Ementas e Programas das Unidades Educacionais 4.4.1.1. Módulo 101 – Introdução ao Estudo da Medicina Objetivo Geral Compreender as bases pedagógicas e a estrutura geral do Curso de Medicina da ESCS. Objetivos Específicos 1. Discutir as metodologias ativas de ensino-aprendizagem utilizadas na ESCS. 2. Discutir a aprendizagem baseada em problemas (ABP) como uma estratégia educacional e uma filosofia curricular. 3. Discutir a aprendizagem baseada em problemas como estratégia educacional adequada para adultos. 4. Discutir o significado da interdisciplinaridade e da integração das dimensões biológica, psicológica e social envolvidas no processo saúde-doença. 5. Discutir as diretrizes do modelo pedagógico do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde, fundamentada na aprendizagem centrada no estudante, baseada em problemas e orientada à comunidade. 6. Discutir a relevância da estruturação do currículo do curso de medicina da ESCS em três eixos: Módulos Temáticos, Habilidades e Atitudes e Interação Ensino-Serviços e Comunidade. 7. Conhecer e aplicar o sistema de avaliação da ESCS. 8. Adquirir habilidades no manuseio dos recursos básicos de informática, principalmente quanto ao acesso aos meios de busca e processamento das informações em saúde, conforme Anexo I. 9. Adquirir habilidades na utilização dos recursos disponíveis na Biblioteca da ESCS. 10. Adquirir habilidades na utilização da microscopia óptica (Introdução à Microscopia) para utilização em práticas futuras dos demais módulos temáticos da ESCS. 11. Conhecer a estrutura geral da ESCS assim como suas normas e regulamentos da escola. 12. Promover a reflexão sobre o desenvolvimento pessoal do estudante de medicina. 27 Referências bibliográficas Bibliografia Básica: BELACIANO, M. I. Projeto ESCS. Brasília: Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, 2007. ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Projeto pedagógico. Brasília: Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, 2001. MAMEDE, S. et al (Org.). Aprendizagem baseada em problemas: anatomia de uma nova abordagem educacional. Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará; HUCITEC, 2001. MARCONDES, E.; GONÇALVES, E. L. Educação médica. São Paulo: Sarvier, 1998. PEREIRA, M. G. Epidemiologia teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. TRINDADE, R. M. C. Introdução ao estudo da medicina: módulo 101. Escola Superior de Ciências da Saúde/Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, 2006. RIBEIRO, L. R. C. Aprendizagem baseada em problemas: PBL: uma experiência no ensino superior. São Carlos, SP: EdUFSCar, 2008. Bibliografia complementar: ALMEIDA, M. J. Educação médica e saúde: possibilidade de mudança. Londrina: UEL, 1999. BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde Brasil: uma análise da situação da saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. BRU, M. Métodos de pedagogia. São Paulo: Ática, 2009. DEMO, P. Avaliação qualitativa. 6ª ed. Campinas: Autores Associados, 1999. FERNANDES, A.T. As infecções dentro do ambiente hospitalar. Dissertação apresentada junto à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Mestre, 2008. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. KOMATSU, R. S. Aprendizagem baseada em problemas: um caminho para a transformação curricular. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 23, n. 2/3, p. 32-37, 1999. PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. RANGEL, M. Métodos de ensino para a aprendizagem e a dinamização das aulas. 3ª Ed. Campinas: Papirus, 2005. SÊCCO, I. A. O; ROBAZZI, M. L. C. C; GUTIERREZ, P.R; MATSUO, T. Acidentes de Trabalho e Riscos Ocupacionais no dia a dia do trabalhador hospitalar: desafio para a saúde do trabalhador. Cienc. Enferm. V.16, nº 2, 2010. 28 4.4.1.2. Módulo 102 – Concepção e Formação do Ser Humano Objetivo geral Possibilitar ao estudante o conhecimento dos aspectos biológicos (micro e macroscópico) do sistema reprodutivo, da concepção e da formação inicial do ser humano, integrado aos aspectos psicossociais, às ações de saúde e no contexto global da bioética. Objetivos específicos 1. Identificar, descrever e esquematizar anatomicamente os órgãos reprodutivos masculino e feminino, relacionando-os aos aspectos fisiológicos da reprodução, especialmente à ação dos hormônios sexuais masculinos e femininos. 2. Caracterizar os mecanismos normais e anormais da espermatogênese e ovogênese, os eventos presentes na ovulação, fecundação e nidação, correlacionando com os métodos e os resultados laboratoriais de diagnóstico da gestação e das aneuploidias. 3. Comparar os diversos mecanismos de herança genética mendeliana e “não convencionais” e avaliar os seus padrões específicos de transmissão familiar, que possam ser evidenciados pela construção e análise de heredogramas. 4. Relacionar os principais eventos das etapas de formação embrionária, que inicia com o zigoto, ordenando suas fases até o final da oitava semana, bem como explicar os mecanismos de formação das cavidades pleurais, pericárdicas e peritoneais. 5. Discutir os mecanismos de determinação e diferenciação sexual embrionária, correlacionando aos sexos cromossômico, gonadal e genital. 6. Relacionar os principais eventos presentes nas diferentes etapas do desenvolvimento da placenta e anexos fetais (líquido amniótico, cordão e membranas). 7. Associar os principais mecanismos teratogênicos, genéticos e ambientais (físicos, químicos e biológicos) com os respectivos defeitos na formação do ser humano. 8. Analisar o aspecto biopsicossocial nas vertentes da psicologia relacionada ao ciclo menstrual e ao início da maternidade e paternidade. 9. Sintetizar os mecanismos de formação de gêmeos univitelinos e bivitelinos, monozigótos e dizigótos. 29 Referências bibliográficas Bibliografia Básica: BERNE, R.N. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2004. BORGES-OSÓRIO, M. R.; ROBINSON, W. M.; Genética humana. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. COCHARD, L. R. NETER, F.A. Atlas de embriologia humana. Porto Alegre: Artes Médicas do Sul, 2003. DE ROBERTS, E; HIB, J. Bases da biologia celular e molecular. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. ÉTIENNE, J. Bioquímica, genética e biologia molecular. 5ª ed. São Paulo: Ed. Santos, 2003. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Fundamentos de Guyton: tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. JUNQUEIRA, I. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 8ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. LANGMAN. Fundamentos da embriologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. MOORE, K. L. Embriologia básica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N; SHIOTA, K. Atlas colorido de embriologia clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. NETTER, F. A. Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artes Médicas do Sul, 1996. Bibliografia complementar: ALBERTS, B. Biologia molecular da célula. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. CARVALHO, H. F.; RECCO PIMENTEL, S. M. A Célula. São Paulo: Manole, 2001. CATALA, M. Embriologia. Desenvolvimento Humano Inicial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. COOPER, M. G. A célula: uma abordagem molecular. 2ª ed. São Paulo: Artmed, 2001. DANGELO, J. G; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. São Paulo: Atheneu, 1995. GRIFFITHIS, A. J. F. et al. Genética moderna. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. HOFFEE, P. Genética médica molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. MENDONÇA, A. Bioética, meio ambiente, saúde e pesquisa. São Paulo: Érica, 2005. 30 MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. PAPALIA, D. E. Desenvolvimento humano. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. SADLER, T. W. LANGMAN: Embriologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. THOMPSON, M. W. et al. Genética Médica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. WATSON, J. Biologia molecular do gene. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. WESTMAN, J. Genética médica. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2006. ZAHA, A. Biologia molecular básica. 3ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2003. 31 4.4.1.3. Módulo 103 – Metabolismo Objetivo geral Compreender os principais processos bioquímicos e fisiológicos, celulares e teciduais, envolvidos na utilização de alimentos pelo organismo por meio de mecanismos de digestão, absorção, transporte, assimilação, regulação e excreção de nutrientes, com a finalidade principal de produção de energia. Objetivos específicos 1. Caracterizar os principais nutrientes, carboidratos, lipídeos e proteínas visando o conhecimento da pirâmide alimentar e a elaboração de um plano alimentar adequado para a manutenção do equilíbrio metabólico. 2. Discutir a influência dos fatores psicossociais e dos hábitos alimentares na ingestão alimentar, como causa de possíveis distúrbios nutricionais. 3. Descrever a embriologia, histologia, anatomia, e a fisiologia do aparelho digestório, visando a compreensão da sequencia de transformação dos nutrientes durante o processo digestivo. 4. Explicar as etapas dos principais eventos químicos e enzimáticos dos processos metabólicos em nível celular (organelas), tecidual e intra-luminal, envolvidos na digestão, absorção, transporte, assimilação, regulação e excreção de nutrientes. 5. Analisar o processo de utilização da glicose pelo organismo, considerando as vias metabólicas aeróbicas e anaeróbicas de sua degradação, a importância do ciclo de Krebs e da cadeia transportadora de elétrons, identificando os compartimentos onde ocorre cada uma destas etapas. 6. Explicar os mecanismos de transporte, síntese, armazenamento e regulação da glicose, visando compreender o controle metabólico que o organismo realiza na regulação nos níveis de produção de carboidratos. 7. Analisar as principais etapas da síntese, degradação e regulação dos lipídeos, incluindo a armazenagem e os mecanismos de transporte, identificando sua importância como fonte de reserva de energia e o seu papel como componente da estrutura da membrana celular. 8. Explicar os processos de síntese do colesterol de fontes endógenas e exógenas, seu transporte, regulação e degradação. 32 9. Descrever as principais etapas da degradação das proteínas. 10. Identificar e classificar as estruturas dos hormônios e conhecer as suas principais funções como reguladores dos processos metabólicos, enfatizando a secreção pancreática endócrina, os hormônios das suprarrenais e a função tireoidiana. 11. Explicar as consequências sobre o metabolismo energético quando falham os mecanismos de regulação. Referências bibliográficas Bibliografia Básica: ANDREOLI, T.E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. BERNE, R. M.; LEVY, M. N. Fisiologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2000. FAUCI, A.S. et al. Harrisson: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 1998. 2 v. GOLDMAN, L.; BENNETT, C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2001. 2 v. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. MAHAN, K. L.; ESCOTT-STUMP, S. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 9ª ed. São Paulo: Roca, 1998. MARZZOCO, A.; TORRES, B. B. Bioquímica básica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. STRYER, L. Bioquímica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. Bibliografia complementar: ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 3ª ed. Porto Alegre: ArtMed, 1997. CHAMPE, P. C.; HARVEY, R. A. Bioquímica ilustrada. 2ª ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000. DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000. DUTRA-DE-OLIVEIRA, J. E.; MARCHINI, J. S. Ciências nutricionais. São Paulo: Sarvier, 1998. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1999. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2000. 33 JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. LEHNINGER, A. L; NELSON, D. L.; COX, M. M. Princípios da bioquímica. São Paulo: Sarvier, 2000. MONTGOMERY, R.; CONWAY, T. W. Bioquímica: uma abordagem dirigida por casos. 5ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. MOORE, K. L.; DALLEY, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2001. MURRAY, R. K. et al. Harper: bioquímica. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1998. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000. ROHEN, J. W.; YOKOCHI, C.; LÜTJEN-DRECOLL, E. Anatomia humana: atlas fotográfico de anatomia sistêmica e regional. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1998. ROSS, M. H.; ROMRELL, L. J. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. São Paulo: Panamericana, 1993. SOBOTTA, J. Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 2 v. WAITZBERG, D.L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001. v. 1. WILLIANS, P. L et al. Gray anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. 2 v. 34 4.4.1.4. Módulo 104 – Funções Biológicas I Objetivo geral Compreender as interações morfofuncionais entre os sistemas cardíaco e respiratório e sua integração com os sistemas nervoso e endócrino, permitindo o equilíbrio do meio interno perante estímulos fisiológicos e suas respostas ao meio externo. Objetivos específicos 1. Conceituar sistema nervoso autônomo, correlacionando suas características morfológicas com suas funções e sua relação com a vida vegetativa. 2. Descrever a ação dos compostos neuroquímicos (acetilcolina, norepinefrina e epinefrina) sobre os diversos receptores do sistema simpático e parassimpático (nicotínicos, muscarínicos, alfa e beta). 3. Explicar as consequências da intoxicação por aldicarb no sistema nervoso autônomo. 4. Sintetizar os principais conceitos de farmacocinética das drogas (absorção, distribuição, biotransformação, excreção e meia vida). 5. Descrever o mecanismo de ação da atropina. 6. Descrever as características anatômicas, histológicas e embrionárias do sistema respiratório e cardíaco correlacionando suas estruturas com as respectivas funções. 7. Descrever a anatomia da parede torácica correlacionando-a com a mecânica respiratória. 8. Explicar a resposta da árvore respiratória a estímulos internos ou externos, em especial o mecanismo da tosse. 9. Descrever a anatomia do tronco cerebral e seus núcleos respiratórios correlacionandoos com suas funções de controle central da respiração e suas aferências periféricas. 10. Analisar os processos envolvidos na ventilação alveolar, perfusão dos capilares pulmonares e na difusão dos gases entre os alvéolos e capilares. 11. Descrever os mecanismos responsáveis pelo transporte de oxigênio e do dióxido de carbono no sangue. 12. Descrever os aspectos bioquímicos da molécula de hemoglobina. 13. Interpretar o significado dos desvios da curva de dissociação da oxihemoglobina. 14. Discutir tabagismo como problema de saúde pública. 35 15. Explicar a gênese do potencial de ação e os mecanismos de geração e condução do impulso elétrico no coração. 16. Analisar os eventos elétricos e mecânicos que compõem o ciclo cardíaco. 17. Analisar o débito cardíaco e seus determinantes, sua relação com a pressão arterial, resistência vascular periférica e sua regulação pelo coração e pelo sistema nervoso autônomo. 18. Discutir como fatores biopsicossociais relacionados ao meio ambiente, condições de trabalho, sedentarismo, exercício físico, estresse, altitude, entre outros, induzem o organismo a desencadear respostas fisiológicas com fins de manutenção da homeostasia. 19. Explicar a resposta fisiológica dos sistemas cardiocirculatório e respiratório à atividade física. 20. Descrever a anatomia da circulação coronariana e os principais aspectos da sua fisiologia. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERNE, R. M.; MATHEW, L. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. GANONG, W.F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. GUYTON, A. C. Fisiologia humana e mecanismos de doenças. 6ª ed. Guanabara Koogan, 1997. HARRISSON. Medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1998. TIMERMAN, S; RAMIRES, J.A.F., BARBOSA, J.L.V; HARGREAVES, L.H.H. Suporte básico e avançado de vida em emergências. Brasília: Câmara dos Deputados, 2000. RANG, H. P. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. Bibliografia complementar: COSMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. DÂNGELO, J. Atheneu, 2000. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ª ed. São Paulo: 36 DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 1995. GOODMAM, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1996. GRAY. Anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. HARPER. Bioquímica. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1998. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Guanabara Koogan, 2004. Histologia básica. 10ª ed. Rio de Janeiro: JUNQUEIRA, L. C. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. LEHNINGER, A. L. Princípios de bioquímica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000. MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. ROMRELL; ROSS, M. H. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Panamericana, 1993. SOBOTTA. Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. TORTORA, G.J. Princípios de anatomia humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 37 4.4.1.5. Módulo 106 - Mecanismos de agressão e defesa Objetivo geral Compreender os mecanismos de agressão e defesa, com ênfase para as agressões de natureza biológica e a resposta do organismo a elas. Objetivos específicos 1. Descrever as características gerais, a morfologia, a classificação, como se nutrem, crescem e se multiplicam os vírus, bactérias, fungos e os principais parasitas de interesse médico. 2. Descrever a anatomia dos órgãos e tecidos que compõem o sistema imune. 3. Descrever as barreiras físicas no nosso organismo e seu papel nos mecanismos de defesa. 4. Explicar o funcionamento do sistema imunitário inato. 5. Descrever o processo inflamatório agudo e seus sinais clínicos. 6. Explicar o funcionamento do sistema imunitário adaptativo. 7. Comparar os sistemas imunitários inato e adaptativo. 8. Descrever o mecanismo da memória imunológica. 9. Explicar como agem os anticorpos frente a agentes agressores. 10. Justificar a importância das citocinas para o funcionamento do sistema imunitário. 11. Descrever o processo de ativação do linfócito T. 12. Citar os tipos de imunização utilizados na prática médica. 13. Discorrer sobre o que acontece nos órgãos linfóides secundários durante uma infecção e o processo de circulação de linfócitos. 14. Justificar a importância da microbiota normal das principais regiões colonizadas do organismo humano, assim como as vantagens e desvantagens de sermos colonizados por esta microbiota. 15. Definir hipersensibilidade. 16. Analisar os diferentes tipos de hipersensibilidade. 17. Conceituar imunodeficiência. 18. Explicar o mecanismo da imunodeficiência secundária em resposta a infecção pelo vírus HIV. 19. Avaliar aspectos psicossociais, neurológicos e endócrinos das alterações imunitárias. 38 Referências bibliográficas Bibliografia básica: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. FAUCI, A. S. et. al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 1988. GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C.. (Ed.). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GOODMAN, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill, 1996. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. STRYER, L. Bioquímica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. PEAKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia: básica e clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. Bibliografia complementar: ADA, G. Advances in immunology: vaccines and vaccination. New England Journal of Medicine. 345(14):1042-1053; 2001. ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1997. BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo: patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. COTRAN, R. S.; KUMAR, V.; COLLINS, T. Patologia estrutural e funcional. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. DELVES, P. J.; ROITT, I. M. Advances in Immunology: the immune system (First of two parts). New England Journal of Medicine. 343(1):37-49; 2000. DELVES, P. J.; ROITT, I. M. Advances in Immunology: the immune system (Second of two parts). New England Journal of Medicine. 343(2):108-117; 2000. INFORME SAÚDE. Brasília, DF: Ministério da Saúde, v. 4, n. 152, fev. 2002. LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. MARCONDES, E. et al. Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, 2002. MIMS, C. et al. Microbiologia médica. São Paulo: Manole, 1999. NAIRN, R.; HELBERT, M. Imunologia para estudantes de medicina. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. NEVES, D. P. Parasitologia humana. 10ª ed. São Paulo: Atheneu, 1995. PAUL, W. E. (Ed.). Fundamental immunology. 4ª ed. Philadelphia: Lippincott-Raven, 1999. 39 ROBBINS, S. L.; COTRAN, R. S.; KUMAR, V. Patologia estrutural e funcional. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. ROITT, I. M.; DELVES, P. J. Fundamentos de imunologia. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. ROITT, I.; BROSTOFF, J.; MALE, D. Imunologia. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2003. ROITT, I.; RABSON. Imunologia básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. SILVA, W. D.; MOTA, I. Bier imunologia básica e aplicada. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. SOMPAYRAC, L. Como funciona o sistema imunológico. São Paulo: Lemos, 1999. TIERNEY JR., L. W.; MCPEHEE, S. J.; PAPADAKIS, M. A. (Ed.). Diagnóstico & tratamento. São Paulo: Atheneu, 2001. TRABULSI, L. R. et al. Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 1999. 40 4.4.1.6. Módulo 107 - Abrangências das Ações de Saúde Objetivo Geral Compreender a estrutura do quadro social, epidemiológico e da organização da atenção à saúde e os determinantes do processo saúde-doença. Objetivos Específicos 1. Discutir os aspectos referentes às condições socioeconômicas e culturais da população e sua contextualização com o setor saúde; 2. Conceituar cidadania, considerando os fatores determinantes de exclusão social e suas influências nos grupos sociais, inclusive na organização familiar, relacionados ao processo saúde/doença; 3. Analisar a organização da atenção à saúde no Brasil, abordando os aspectos relacionados às políticas, o financiamento da saúde e o controle social, com base nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS); 4. Discutir o modelo assistencial e a organização dos serviços de saúde do Distrito Federal no que se refere às ações de promoção, proteção e recuperação da saúde; 5. Compreender os conceitos básicos de epidemiologia, levando em consideração os aspectos demográficos, sistemas de informação e indicadores de saúde; 6. Discutir a distribuição dos agravos e doenças prevalentes e correlacionar os fatores determinantes do processo saúde-doença; 7. Discutir a importância da vigilância à saúde em suas vertentes epidemiológica, ambiental e sanitária. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1998. BRASIL. Lei 8.080/90. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/doc/lei8080.htm, e lei 8.142;> Acesso em: 27 nov. 2012. BRASIL. Lei 8.142/90. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/doc/lei8080.htm, e lei 8.142;> Acesso em: 27 nov. 2012. DISTRITO FEDERAL. Lei Orgânica do Distrito Federal. 2ª ed. atual. Brasília: Câmara Legislativa do Distrito Federal, 2000. 41 PEREIRA, M. G. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. PAIM, J. S. O que é o SUS. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2009. PAIM, J. S. Reforma sanitária brasileira. Contribuição para a compreensão crítica. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2008. Bibliografia complementar: BLINDER, M. C. P.; WLUDARSKI, S. L.; ALMEIDA, I. M. Estudo da evolução dos acidentes de trabalho registrados pela Previdência Social no período de 1995 a 1999 em Botucatu. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 4, p. 914-925, jul./ago. 2001. BRASIL. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Estatuto do Idoso. Lei n.º 10741, de 1º de outubro de 2003. Brasília: Câmara dos Deputados, 2003. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual técnico para o controle da hanseníase: cadernos de atenção básica. 6ª ed., rev. e ampl. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual técnico para o controle da tuberculose: cadernos de atenção básica. 6ª ed. rev. e ampl. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. BRASIL. NOB-96. Disponível em:< http://www.saude.gov.br/svs.>. Acesso em: 27 nov. 2012. BRASIL. Pacto pela Saúde 2006 expresso nas Portarias 399, de 22 de fevereiro de 2006, e no. 699, de 30 de março de 2006. Disponível em: http://www.saude.gov.br/svs. Acesso em: 27 nov. 2012. DISTRITO FEDERAL. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Capacitação para gerentes de Unidades Básicas de Saúde: módulo I: Sistema de Saúde do DF. Brasília: Secretaria de Estado de Saúde, 2000. IBGE. Estimativas baseadas no Censo Demográfico, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e em estudos especiais 2. Brasília: Ministério da Saúde/Cenepi, 2009. MEDRONHO, R. A. et al. Epidemiologia. São Paulo: Atheneu, 2002. MINAYO, M. C. S. A difícil e lenta entrada da violência na agenda do setor saúde. Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 3, p. 646-647, maio/jun, 2004. ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia e Saúde. 6ª ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003. 42 4.4.1.7. Módulo 108 - Funções Biológicas II Objetivo geral Compreender as interações morfofuncionais entre os sistemas circulatório e urinário e sua integração com os sistemas nervoso e endócrino, permitindo o equilíbrio do meio interno perante estímulos fisiológicos e suas respostas ao meio externo. Objetivos específicos 1. Descrever o desenvolvimento embrionário do sistema linfático. 2. Correlacionar as características anatômicas, histológicas e fisiológicas dos vasos linfáticos e dos capilares sanguíneos com a manutenção do equilíbrio dinâmico entre as forças que regulam o movimento de líquidos entre os compartimentos corporais. 3. Descrever as características anatômicas e histológicas do sistema urinário, correlacionando suas estruturas com as respectivas funções. 4. Explicar o processo de filtração glomerular. 5. Definir os determinantes da filtração glomerular. 6. Descrever as funções de cada segmento do túbulo renal. 7. Descrever os principais mecanismos de transporte de solutos através dos túbulos renais. 8. Descrever o mecanismo de concentração e diluição urinária e a formação de uma medula hipertônica (mecanismo de contracorrente). 9. Explicar a ação renal do hormônio antidiurético. 10. Explicar o mecanismo da sede e suas implicações no equilíbrio do meio interno. 11. Descrever o mecanismo de controle da micção. 12. Explicar os mecanismos neurais e hormonais de regulação da pressão arterial. 13. Explicar a atuação do sistema renina-angiotensina-aldosterona na regulação da volemia e natremia. 14. Explicar a resposta fisiológica dos sistemas cardiocirculatório e respiratório à atividade física. 15. Discutir a importância das campanhas comunitárias que visam à detecção e prevenção de alterações na pressão arterial. 16. Citar as principais causas fisiológicas do choque circulatório. 43 17. Descrever as etapas do choque circulatório (não progressiva, progressiva e irreversível). 18. Explicar a fisiopatologia do choque hipovolêmico. 19. Analisar as ações dos sistemas tampão e os mecanismos de compensação pulmonar e renal no controle do pH do sangue, assim como suas alterações e repercussões orgânicas. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERNE, R. M.; MATHEW, L. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. GANONG, W.F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. GOODMAM, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1996. GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. HARRISSON. Medicina interna. 15ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 2002. Bibliografia complementar: COSMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000. DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 1995. GRAY. Anatomia. 37ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2ª ed. Porto Alegre: ARTMED, 2000. RANG, H. P. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. ROMRELL; ROSS, M. H. Histologia: texto e atlas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Panamericana, 1993. SOBOTTA, Atlas de anatomia humana. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 44 TORTORA, G.J. Princípios de anatomia humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 45 4.4.1.8. IESC 101 – Interação Ensino Serviços-Comunidade I Objetivo geral Desenvolver competências para atuar na comunidade, por meio da integração de estudantes, docentes, equipe e comunidade nas atividades de saúde, a fim de contribuir para a melhoria da atenção à saúde das famílias, indivíduos e grupos, em cada área de atuação, com prioridade para as ações da atenção primária à saúde. Objetivos específicos 1. Correlacionar os princípios do SUS com os do Sistema de Saúde do DF, particularmente com a regional onde se localiza o cenário do grupo; 2. Mapear o território de abrangência da unidade de saúde com vistas a identificar os serviços e os equipamentos sociais; 3. Conhecer a organização, o funcionamento e as interfaces que formam a rede de saúde – com suas unidades de saúde e equipamentos sociais – da regional ou área de abrangência do cenário de prática; 4. Desenvolver ações que estimulem o entendimento do processo saúde doença relacionados à comunidade; 5. Refletir sobre a prática de saúde realizada na atenção primária à saúde e sua coerência com os princípios do SUS. 6. Identificar a rede social das famílias estudadas; 7. Conhecer e distinguir o papel de cada profissional de saúde para compreender o trabalho em equipe; 8. Identificar as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde realizada na unidade de saúde e no território; 9. Conhecer, revisar e utilizar instrumentos de abordagem às famílias: genograma, ecomapa, ciclo de vida, entre outros; 10. Conhecer e discutir com a equipe de saúde sobre o território de abrangência da unidade de saúde, a partir do diagnóstico epidemiológico, social, cultural, para identificar áreas de vulnerabilidades, assim como de ambientes saudáveis; 11. Identificar e discutir com a equipe as necessidades de saúde das famílias, as situações de risco e os problemas biopsicossociais prevalentes em famílias previamente selecionadas; 46 12. Participar de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, em parceria com as equipes das Unidades de Saúde (US); 13. Comunicar-se com a comunidade, a equipe, as famílias e os indivíduos, de forma clara, empática e ética, respeitando a autonomia dos indivíduos e seus valores socioculturais; 14. Integrar os conhecimentos e habilidades adquiridos nos demais programas educacionais da ESCS com a IESC; 15. Desenvolver a prática de elaboração de portifólio reflexivo; 16. Aplicar conhecimentos de métodos científicos para elaboração do trabalho final com base na experiência vivenciada durante a série; 17. Correlacionar a política de saúde com as demais políticas públicas afins. DESEMPENHOS ESPERADOS 1. Elabora portfólio reflexivo; 2. Elabora e apresenta reflexões sobre as atividades e vivências a partir do portifólio reflexivo; 3. Desenvolve habilidades de trabalho em equipe; 4. Interage com o docente, com os colegas, os profissionais de saúde, os usuários do serviço de saúde e com as famílias da comunidade com respeito e ética; 5. Valoriza o conhecimento prévio do outro e o contexto sociocultural da comunidade; 6. Respeita os diferentes saberes e potencialidades das pessoas, aprimorando a capacidade de ouvir e lidar com a diversidade de opiniões; 7. Colabora para a construção de um ambiente de confiança; 8. Desenvolve a atitude de trocar e socializar informações; 9. Desenvolve a habilidade de observação; 10. Desenvolve habilidades para identificar problemas e seus determinantes nas famílias, comunidades e serviço de saúde; 11. Amplia a visão em saúde da comunidade, atenção primária à saúde, Sistema Único de Saúde (SUS); 12. Correlaciona as ações desenvolvidas na unidade de saúde com os princípios do SUS e da Atenção Básica. 13. Desenvolve habilidades de visita domiciliar; 47 14. Utiliza e interpreta instrumentos de abordagem à família para compor um estudo aprofundado de famílias escolhidas; 15. Colabora na construção de projeto de abordagem à família (PTSF- Projeto Terapêutico Singular da Família); 16. Desenvolve habilidade de mobilização comunitária em conjunto com a equipe de saúde, tais como feiras, educação em saúde, atividades de promoção à saúde, atividades de prevenção de doenças. 17. Identifica necessidades e oportunidades de aprendizagens pessoais a partir do contato com o serviço de saúde, profissionais, usuários e comunidade; 18. Desenvolve capacidade de aprender a aprender a partir das experiências teóricopráticas; 19. Desenvolve capacidade para a superação das limitações e dificuldades; 20. Apresenta o resultado do trabalho final no Seminário de Interação, Ensino, Serviço e Comunidade da ESCS sob a forma de resumo, pôster e apresentação oral, para a comunidade acadêmica e dos serviços de saúde envolvidos; 21. Participa de uma cultura de avaliação comprometida com a melhoria dos processos, produtos e resultados; 22. Faz e recebe críticas de modo respeitoso e voltado ao desempenho observado, incluindo a autocrítica. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ALMEIDA FILHO, N. Uma breve história da epidemiologia. In: ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia e saúde. 6ª ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. BRASIL. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Emenda Constitucional nº 29/2000. Brasília, 2000. Disponível em: <http://www3.senado.gov.br/portal/#>. Acesso em: 27 novembro 2012. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção À Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Saúde, 4ª ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia prático do Programa Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia prático do agente comunitário de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 48 BRASÍLIA. ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Manual do IESC I. Brasília: FEPECS, 2009. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Brasília, 1990. Disponível em:<http://www.saude.gov.br>. Acesso em: 27 novembro 2012. Lei Orgânica da Saúde: Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Brasília, 1990. Disponível em:<http://www.saude.gov.br>. Acesso em: 27 novembro 2012. FREJAT, J. (El.). Plano de assistência à saúde. Brasília: Secretaria de Saúde, 1979. PEREIRA, M. G. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. Bibliografia complementar: Brasil. MINISTÉRIO DA SAÚDE. III Seminário Internacional Atenção Primária Saúde da Família: expansão com qualidade & valorização de resultados: relatório das atividades, 2008. http://dab.saude.gov.br/publicacoes.php. Acesso em: 27 novembro 2012. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Assistência à Saúde. Saúde da Família: uma estratégia para a reorientação do modelo assistencial. Brasília: Ministério da Saúde, 1997. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Monitoramento na atenção básica de saúde: roteiros para reflexão e ação. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. O trabalho do agente comunitário de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. CARVALHO, M. C. B. (Org.). Família contemporânea em debate. São Paulo: EDUC, 1995. DEVER, A. G. A epidemiologia na administração dos serviços de saúde. Pioneira: São Paulo, 1988. ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA. Cidades saudáveis. Rio de Janeiro, 2000. 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HA 101 – Habilidades e Atitudes Objetivo Geral Demonstrar habilidades clínicas e de comunicação nos diferentes contextos do cuidado à saúde e das relações humanas, de forma técnica e sistematizada, para a realização da entrevista médica e do exame clínico, considerando os valores éticos, humanísticos, sociais e psicológicos. Objetivos Específicos 1. Demonstrar habilidades de comunicação verbal e não verbal, observando os aspectos éticos, humanísticos, sociais e psicológicos. 2. Relacionar os elementos essenciais da comunicação empática na relação interpessoal. 3. Demonstrar habilidades de tolerância, atenção, segurança e de evitar julgamentos e críticas no processo de construção de uma relação interpessoal. 4. Descrever os fatores éticos relevantes nas relações humanas e na prática médica. 5. Demonstrar habilidades de formular questões abertas e de comunicação simples. 6. Demonstrar habilidades de integração das dimensões biopsicossociais. 7. Dominar habilidades de trabalhar em pequenos grupos, com demonstração de responsabilidade, respeito, participação e capacidade de tomar decisões. 8. Demonstrar habilidades de aplicar os conhecimentos com eficiência e senso crítico, com base nos princípios éticos e humanísticos. 9. Demonstrar habilidades de usar os recursos básicos de informática, principalmente quanto ao acesso aos meios de informação em saúde, reforçando a busca, seleção e avaliação crítica de informações. 10. Demonstrar habilidades de realizar entrevista médica incluindo aspectos relacionados à perspectiva do paciente em relação ao adoecimento. 11. Demonstrar habilidade na execução da lavagem básica das mãos. 12. Demonstrar a aquisição de habilidades na construção de uma história clínica utilizando-se de técnicas sistematizadas e humanizadas de comunicação. 13. Demonstrar habilidade em aferir e interpretar os sinais vitais: temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. 14. Demonstrar habilidades na execução do exame físico geral e segmentar, seguindo métodos sistematizados e específicos de exame: inspeção, palpação, percussão e ausculta. 51 15. Adquirir noções básicas sobre o papel e o uso de exames complementares. 16. Correlacionar os achados observados ao exame físico, com os conhecimentos de anatomia, considerando as projeções superficiais da situação dos órgãos internos e as variações anatômicas. 17. Adquirir habilidades em Suporte Básico de Vida. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BALINT, M. O médico, seu paciente e a doença. São Paulo: Atheneu, 1988. BENSENOR, I.M.; ATTA, J.A.; MARTINS, M.A. Semiologia Clínica. São Paulo: Sarvier, 2002. CAPRARA, A.; FRANCO, A. L. S. A relação médico-paciente: para uma humanização da prática médica. Cad. Saúde Pub. v.15, n.3, p.647-654, jul./set. 1999. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Código de Ética Médica. Resolução CFM nº 1.246/88. 5ª ed. Brasília, 2003. ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. 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Objetivos específicos 1. Descrever o desenvolvimento embriológico placentário 2. Descrever as características anátomo-fisiológicas da placenta e compreender o mecanismo de trocas materno fetais. 3. Descrever o desenvolvimento do sistema cardiovascular do feto e do recém- nascido. 4. Descrever o trabalho de parto e a adaptação neonatal ao habitat aéreo 5. Explicar a assistência pré-natal e os cuidados da saúde materna para a preservação do crescimento e desenvolvimento intrauterinos. 6. Explicar o retardo do crescimento intrauterino 7. Descrever os cuidados assistenciais básicos ao recém-nascido na sala de parto. 8. Distinguir clinicamente as alterações fisiológicas das patológicas do recém-nascido. 9. Descrever os métodos de avaliação da idade gestacional e relacioná-los com exame físico materno. 10. Descrever a classificação do recém-nascido com base no peso e na idade gestacional. 11. Discutir a fisiologia e a importância do Aleitamento Materno. 12. Analisar a anatomia da criança orientada para o crescimento 13. Avaliar a velocidade de crescimento nas diversas fases da criança. 14. Interpretar a metodologia de avaliação do desenvolvimento pondero-estatural da criança. 15. Analisar a fisiologia do crescimento e desenvolvimento infantil. 16. Descrever a orquestração hormonal do crescimento e desenvolvimento através do eixo neuro-hipotalâmico 17. Interpretar os dados de crescimento de uma criança através dos desvios-padrões das curvas antropométricas utilizadas na caderneta da criança. 18. Analisar a resposta imunológica infantil e o esquema vacinal. 19. Discutir o processo de desnutrição protéico-calórica da infância, suas repercussões e sequelas. 59 20. Discutir o processo de obesidade da infância, suas repercussões e sequelas. 21. Analisar os fundamentos do desenvolvimento e das habilidades neuropsicomotoras nas diferentes etapas da vida correlacionando-as com o crescimento cerebral. 22. Discutir a síntese hormonal da puberdade, sua deflagração e perpetuação. 23. Descrever as fases do desenvolvimento puberal em ambos os sexos. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERNE, R. M.; LEVY, M. N. Fisiologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. DISTRITO FEDERAL. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Manual de avaliação nutricional em pediatria e adolescência. Brasília: Secretaria de Estado de Saúde, 2002. DUTRA DE OLIVEIRA, J. E.; MARCHINI, J. S. Ciências nutricionais. São Paulo: Sarvier, 1998. ETIAN, N. (Coord). Endocrinologia Pediátrica:aspectos físicos e metabólicos do recém-nascido ao adolescente. 2ªed. São Paulo: Savier, 2002. EUCLYDES, M. P. Nutrição do lactente. 2ª ed. Viçosa, Minas Gerais: Ed. do Autor, 2000. MARCONDES, E. et al. Pediatria básica: pediatria geral e neonatal. São Paulo: Sarvier, 9ª edição, 2002. Tomo I. MARGOTTO, P. R. Manual de assistência ao recém-nascido de risco. Brasília: UNIMED, 2006. MONTE, O.; LONGUI, C. A.; CALLIARI, L. E. P. 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Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 62 4.4.1.11. Módulo 202 - Percepção, Consciência e Emoção Objetivo geral Compreender a função do sistema nervoso e mecanismos básicos envolvidos em processos que caracterizam a vida, como percepção sensorial, consciência e emoção. Objetivos Específicos 1. Explicar os principais mecanismos elétricos e químicos envolvidos na condução de um estímulo externo através de um neurônio e entre neurônios. 2. Descrever a anatomia e a embriologia do sistema nervoso central. 3. Identificar os princípios organizacionais comuns aos sistemas sensoriais. 4. Descrever os sistemas sensoriais somático, visual e auditivo, considerando os respectivos receptores sensitivos, as principais vias centrais e áreas alvo no cérebro. 5. Explicar como estímulos luminosos, sonoros, mecânicos e dolorosos agem sobre o corpo e como ocorre a percepção sensorial desses estímulos ambientais. 6. Explicar como são gerados o comportamento motor intencional e os movimentos reflexos. 7. Discutir o ciclo vigília e sono em adultos. 8. Descrever como é produzida a resposta emocional. 9. Identificar as estruturas envolvidas no processo de consciência. 10. Conceituar aprendizagem e memória. 11. Distinguir os tipos de memória, mecanismos e partes do encéfalo envolvidas no seu armazenamento. Referências bibliográficas Bibliografia básica: AFIFI, A. K.; BERGMAN, R. A. Neuroanatomia funcional: texto e atlas. Tradução: Paulo Laino Cândido e Jackson Cioni Bittencourt. 2ª ed. São Paulo: Roca, 2005. AMBIER, J.; MASSON, M.; DEHEN, H. Neurologia. Tradução de: Fernando Diniz Mundim. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. JONES JR, H.; ROYTEN. Neurologia de Netter. Tradução de Jussara e T. Burnier e Paulo César Ramos Porto Mendes. Porto Alegre: Artmed, 2006. 63 KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, T. M. (Ed.). Fundamentos da neurociência e do comportamento. Tradução de: Charles Alfred Esbérard, Mira de Casrilevitz Engelhardt. Rio de Janeiro: Koogan, c1977. KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, THOMAS, M. (Ed.). Princípios da neurociência. 4ª ed. Barueri, SP: Manole, 2003. KIERNAN, J. A. Neuroanatomia humana de Barr. Tradução de: Fábio César Prosdocimi, Paulo Laino Cândido. 7ª ed. Barueri, SP: Manole, 2003. KOLB, B.; WHISHAW, I. Q. Neurociência do comportamento. Barueri, SP: Manole, 2002. LENT, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. São Paulo: Atheneu, 2002. Bibliografia complementar: BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Tradução de: Jorge Alberto Quillfeldt et al. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. BRODAL, A. Anatomia neurológica com correlações clínicas. Tradução de: Alfredo Bacchereti et al. 3ª ed. São Paulo: Roca, 1979. CARLSON, N. R. Fisiologia do comportamento. Tradução de: Liana Lins Melo, Elenice A. de Moraes Ferrari. 7ª ed. Barueri, SP: Manole, 2002. COHEN, H. (Ed.). Neurociência para fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. Tradução de: Marcos Ikeda. São Paulo: Manole, 2001. FELTEN, D. L.; JÓZEFOWICZ, R. F. Atlas de neurociência humana de Netter. Tradução: Casimiro Garcia Fernández e Sônia Maria Lauer de Garcia. Porto Alegre: Artmed, 2005. GAZZANIGA, M. Neurociência cognitiva: a biologia da mente. Tradução de Angélica Rosat. Porto Alegre: Artmed, 2006. HANSEN, J. T.; KOEPPEN, B. M. Atlas de fisiologia humana de Netter. Tradução de: Charles Alfred Esbérard. Porto Alegre: Artmed, 2003. KINGSLEY, R. E. Manual de neurociência. Tradução de: Mira de Casrilevitz Engelhardt. 2ª ed. Rio de Janeiro: Koogan, 2001. LUNDY-EKMAN, L. Neurociência: fundamentos para reabilitação. Tradução de: Fernando Muniz Mundim, Raimundo Rodrigues Santos, Vilma Ribeiro de Souza Varga. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. PURVES, D. et al. Neurociências. Tradução de: Carla Dalmaz et al. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. RATEY, J. J. O Cérebro: um guia para o usuário: como aumentar a saúde, agilidade e longevidade de nossos cérebros através das mais recentes descobertas científicas. Tradução de: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. ROCHA, M. A.; ROCHA JÚNIOR, M. A.; ROCHA, C. F. Neuroanatomia. Rio de Janeiro: REVINTER, 2003. 64 SEGREDOS DA MENTE. Scientific American Brasil, São Paulo, Ediouro, nº 4, Edição especial, 98 p., [s.d]. SOCIETY FOR NEUROSCIENCE. Brain facts: a primer on the brain and nervous system. Washington: [s.n], 2002. 65 4.4.1.12. Módulo 203 - Processo de Envelhecimento Objetivo geral Compreender o processo de envelhecimento quanto aos aspectos biológicos, psíquicos, epidemiológicos, e a relação familiar e ambiente social, visando à promoção da saúde e a prevenção de doenças. Objetivos específicos 1. Discutir as transformações fisiológicas verificadas nos diversos sistemas, identificando as alterações estruturais e funcionais que acontecem com o envelhecimento; 2. Discutir as disfunções e sequelas consequentes ao processo de envelhecimento, enfatizando as medidas preventivas e de promoção da saúde. 3. Identificar os principais agravos à saúde do idoso, a partir de uma visão geral dos mais frequentes: Hipertensão Arterial Sistêmica, Aterosclerose, Osteoporose enfocando as medidas preventivas para evitá-las; 4. Discutir os mecanismos de insuficiência cerebral mais frequentes que acometem os idosos, realçando as medidas preventivas para evitá-las. 5. Discutir os principais distúrbios osteoarticulares, seus mecanismos desencadeantes, as medidas de controle e prevenção e suas consequências na vida cotidiana dos idosos; 6. Discutir o papel da adoção de hábitos saudáveis na prevenção de doenças e na promoção da saúde do idoso. 7. Discutir a relação risco/benefício da polifarmácia, inclusive como processo facilitador da automedicação. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERNE, R. M. et al. Fisiologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. BRASIL. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. Idosos: problemas e cuidados básicos. Brasília : Ministério da Previdência e Assistência Social, 1999. BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. 66 CALKINS, E.; FORD, A. B.; KATZ, P. R. Geriatria prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1997. CARVALHO FILHO, E. T.; PAPALEO NETTO, M. Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo: Atheneu, 1994. GUIMARÃES, R. M.; CUNHA, U. G. V. Sinais e sintomas em geriatria. Rio de Janeiro: Revinter, 1989. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. PAPALÉO NETTO, M. Gerontologia. São Paulo: Atheneu, 1996. PEREIRA, M. G.; GOMES, L. Envelhecimento e saúde. Brasília: Universa, 2006. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. SALDANHA, A. L.; CALDAS, C. P. Saúde do idoso a arte de cuidar. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. Bibliografia complementar: AMERICAN THORACIC SOCIETY. Lung function testing: selection of reference values and interpretative strategies. American Review Respiratory Disease, New York, v. 144, p. 1202-18, 1991. CONTRAN, R.S. et al. Robbins: patologia estrutural e funcional. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. Diretrizes para testes de função pulmonar. Jornal de Pneumologia, Brasília, v. 28, supl. 3, out. 2002 . ENRIGHT, P. L. et al. Spirometry and maximal respiratory pressure references from healthy Minnesota 65 to 85 year-old women and men. Chest, Chicago, v. 108, p. 6639, 1995. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 17ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 2009. FREITAS. E. L. Tratado de geriatria e gerontologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C. (Ed.). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GUIDI, M. L. M.; MOREIRA, M. R. L. P. Rejuvenescer a velhice. Brasília: UnB, 1994. GUIMARÃES, R. M. Decida você. Brasília: Saúde & Letras, 2007. HANSEN, M. V.; LINKLETTER, A. Como envelhecer sem ficar velho. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. HARDMAN, J. G.; LIMBIRD, L. E. Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. México: McGraw Hill, 1996. 67 JECKEL NETO, E. A.; CRUZ, I. B. M. Aspectos biológicos e geriátricos do envelhecimento I e II. Porto Alegre: Edipucrs, 2000. JR, C. V. S et al. Tratado de cardiologia - SOCESP. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2009. JR, C. V. S. et al. Como tratar. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2008. McDONNEL, W. F. et al. Spirometric reference equations for older adults. Respiratory Medicine. London, v. 92, p. 914-21, 1998. MONTEIRO, D. M. R. Dimensões do envelhecer. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. MONTEIRO, P.P. 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Módulo 204 – Proliferação Celular Objetivo geral Correlacionar e dominar com devida profundidade e abrangência, conhecimentos advindos das ciências básicas, da clínica e da epidemiologia para melhor compreender e cuidar da pessoa com câncer e de seus entes. Objetivos específicos 1. Distinguir genoma de proteoma; 2. Explicar os principais mecanismos moleculares e celulares envolvidos na proliferação celular fisiológica; 3. Diferenciar as bases moleculares e aspectos morfológicos da morte celular por apoptose e por necrose; 4. Explicar a reposição tecidual; 5. Explicar a herança multifatorial, relacionando às doenças mais prevalecentes; 6. Distinguir aspectos macroscópicos e microscópicos das neoplasias benigna e maligna; 7. Discutir os mecanismos básicos da carcinogênese, invasão e disseminação tumoral; 8. Explicar a associação entre fatores de risco, como tabaco, radiações, vírus e câncer; 9. Discutir os programas de prevenção do câncer; 10. Descrever a evolução do câncer no DF e no Brasil, relacionando os fatores de risco; 11. Discutir a expressão gênica, em especial os proto-oncogenes e os genes de supressão tumoral; 12. Explicar as manifestações clínicas mais frequentemente relacionadas ao câncer; 13. Descrever os exames complementares empregados no diagnósticos do câncer; 14. Descrever os princípios que norteiam a aplicação dos tratamentos em oncologia e distinguir seus tipos. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ABBAS, A.; LICHIMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. Trad. Raimundo Gesteira. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 3ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 69 CORMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Trad. Cláudia Lúcia Caetano de Araújo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. COTRAN, R. S.; KUMAR, V. Robbins: patologia estrutural e funcional. Trad. Jane Bardawil Barbosa. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. JORDE, L. B. et al. Genética médica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. ROITT, I.; BROSTOFF, J.; MALE, D. Imunologia. Trad. Ida Cristina Gubert. 5ª ed. São Paulo: Manole, 1999. SOBOTTA, J.; WELSCH, U. SOBOTTA. Atlas de histologia: citologia e anatomia microscópica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. STRYER, L. Bioquímica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. Bibliografia complementar: ALTERTHUM, F. (Coord.). Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000. BAYNES, J.; DOMINICZAK, M. H. Bioquímica médica. São Paulo: Manole, 2000. BORGES-OSÓRIO, M. R.; ROBINSON, W. M. Genética humana. Porto Alegre: Artmed, 2001. BRASILEIRO FILHO, G. Boglioto patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. BRETANI, M. M.; COELHO, F. R. G.; KOWALSKI, L. P. Bases da oncologia. 2ª ed. São Paulo: Lemar, 2003. CAMPBELL, M. K. Bioquímica. Porto Alegre: Artmed, 2000. CARVALHO, H. F.; PIMENTEL, S. M. R.. A célula 2001. São Paulo: Manole, 2001. CHAMPE, P. C; HARVEY, R. A. Bioquímica ilustrada. Trad. Ane Rose Bolner. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. DEVLIN, T.M. (Coord). Manual de bioquímica com correlações clínicas. 5ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2002. FERREIRA, C., G.; ROCHA, J. C. Oncologia molecular. [S.l.]: Atheneu, 2006 GARTNER, L. P.; HIATT, J. L. Atlas colorido de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. GRIFFITHS, A. et al. Genética moderna. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. HOFFEE, P. A. Genética médica molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1999. LEHNINGER, A.L.; NELSON, D. L.; COX, M.M. Princípios de bioquímica. Trad. Arnaldo Antônio Simões e Wilson Roberto Navega Lodi. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000. 70 LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. Trad. Amaury B. Simonetti. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. Trad. Amaury B. Simonetti. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. Manejo del dolor por cancer: panel para la guia em el manejo del dolor por cancer. Houston: The University of Texas MD and Anderson Cancer Center, 1994. MONTENEGRO, M. R.; FRANCO, M. (Ed.). Patologia: processos gerais. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 1999. MONTGOMERY, R.; CONWAY, T. W; SPECTOR, A. A. Bioquímica: uma abordagem dirigida por casos. Trad. Misako Vemura Sampaio. 5ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. MURRAY, R. K. et al. Harper bioquímica. Trad. Ezequiel Waisbich. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1998. National cancer control programmes: polices and managerial guidelines. 2ª ed. Geneva: World Health Organization, 2002. ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. Alivio del dolor y tratamiento paliativo en el cancer. OMS: Genebra, 1990. Programas nacionales de lucha contra el cancer: directrices sobre política y gestión. Genebra: Organización Mundial de la Salud, 1995. THOMPSON, M. W.; MCINNES, R.; WILLARD, H. F. et al.: Genética médica. Trad. Márcio Moacyr Vasconcelos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. VOET, D.; VOET, J. G; PRATT, C. W. Fundamentos de bioquímica. Porto Alegre: Artmed, 2000. 71 4.4.1.14. Módulo 206 - Saúde da Mulher, Sexualidade Humana e Planejamento Familiar Objetivo geral Compreender a mulher de forma holística priorizando a prevenção da doença e a promoção da saúde, correlacionando com o desenvolvimento da sexualidade, com o entendimento dos aspectos reprodutivos dentro de um contexto humanizado, ético e legal. Objetivos específicos 1. Descrever as bases da anátomo-fisiologia, histofisiologia e diferenciação do trato genital feminino. 2. Compreender a integração neuroendócrina e genital na fisiologia do ciclo menstrual. 3. Debater a menstruação na sua simbologia, nos aspectos patológicos, míticos e preconceituais. 4. Avaliar a resposta sexual humana primária reconhecendo e valorizando as queixas sexuais. 5. Discutir a epidemiologia, os fatores relacionados à infertilidade conjugal e as bases terapêuticas incluindo as técnicas de fertilização assistida. 6. Reconhecer os principais fatores de risco, os métodos de rastreamento e preventivos do câncer de colo uterino, lesões precursoras e HPV. 7. Discutir os fatores de risco do câncer de mama, seus aspectos preventivos, clínicos e diagnóstico diferencial. 8. Discutir o planejamento reprodutivo, os métodos contraceptivos disponíveis e critérios de elegibilidade. 9. Descrever as modificações histológicas genitais nas diferentes fases da vida da mulher e do ciclo menstrual. 10. Relacionar os métodos clínicos e laboratoriais de diagnóstico da gravidez, as modificações do organismo na gestação e mecanismo de parto. 11. Conceituar gravidez de alto risco identificando os principais fatores que a caracterizam. 12. Discutir as síndromes hipertensivas na gravidez entendendo o inerente potencial ominoso para o binômio materno-fetal. 13. Discutir as síndromes hemorrágicas da gravidez nas suas diferentes fases e diagnóstico diferencial. 72 14. Discutir a fisiologia do compartimento amniótico e as suas principais alterações. 15. Reconhecer as diferentes formas de violência sexual à mulher e conhecer a normatização de conduta preconizada. 16. Definir climatério, menopausa e conceitos afins. 17. Identificar as alterações decorrentes da privação estrogênica no âmbito biopsicossocial. 18. Discutir os aspectos diagnósticos, fisiopatológicos, propedêuticos e terapêuticos da falência ovariana. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BASTOS, A. C. Ginecologia. 10ª ed. rev. e atual. São Paulo: Atheneu, 1998. HALBE, H. W. Tratado de ginecologia. 3ª ed. São Paulo: Roca, 2000. NEME, B. Obstetrícia básica. 3ª ed. São Paulo: Sarvier, 2005. FREITAS, F. Rotinas em ginecologia. Artes Médicas, 6ª edição. Porto Alegre, 2011. REZENDE, J.; MONTEIRO, C. A. B. Obstetrícia fundamental. 5ª ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 1987. Bibliografia complementar: BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretária de Políticas de Saúde. Assistência pré-natal: manual técnico. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2000. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico. 4ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Métodos anticoncepcionais: pré-natal: parto normal e cesárea: parto humanizado. Realização Intervalo Cinema & Vídeo/ IDECO. Coordenação Opinião em movimento. Brasília: Ministério da Saúde, 1998. 1 fita de vídeo (57 min), VHS, son., color. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Programa de humanização no pré-natal e nascimento: informações para gestantes e técnicos. Brasília: Ministério da Saúde, [s.d]. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Urgências e emergências maternas: guia para diagnóstico e conduta em situações de risco de morte materna. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2000. CAVALCANTI, R.; CAVALCANTI, M. Tratado de inadequações sexuais. 2ª ed. São Paulo: Roca, 1999. FEBRASGO. Tratado de ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 73 GALVÃO, L.; DIAZ, J. Saúde sexual e reprodutiva no Brasil: dilemas e desafios. São Paulo: Hucitec: Population Council, 1999. Inserção e remoção do DIU CEPEÓ T Tcu380A. Produção de CEPEÓ Contraceptivos. Salvador: CEPEÓ Contraceptivos, 1998. 1 fita de vídeo (36 min), VHS, son., color. KAPLAN, H. S. A nova terapia do sexo: tratamento dinâmico das disfunções sexuais. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977. MASTER, W. H.; JONHNSON, V. E. A conduta sexual humana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976. MASTER, W. H.; JONHNSON, V. E. A incompetência sexual humana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976. Teleconferência saúde da mulher: compartilhando responsabilidades. Produção de COOPAS/ TV Executiva. Realização Ministério da Saúde. Rio de Janeiro: Canal Saúde/FIOCRUZ, 2001. 1 fita de vídeo (111 min), VHS, son., color. VASCONCELOS, I. A menstruação e seus mitos. São Paulo: Mercuryo, 2004. 74 4.4.1.15. Módulo 207 - Locomoção e Preensão Objetivo Geral Compreender e discutir a anatomia funcional, os aspectos, fisiológicos, biomecânicos da preensão, postura e movimento, incluindo os aspectos fisiopatológicos relacionados aos distúrbios mais comuns do aparelho locomotor e as medidas de preservação da saúde. Objetivos Específicos 1. Descrever a anatomia funcional dos ossos, músculos, articulações, vasos sanguíneos e nervos envolvidos no processo de locomoção e preensão; 2. Distinguir a composição celular e tecidual dos sistemas musculoesquelético e articular, relacionando-as com suas funções específicas; 3. Relacionar os aspectos neurofisiológicos do movimento com as estruturas envolvidas no processo de contração muscular; 4. Explicar os elementos de biomecânica da marcha, postura e locomoção e as alterações associadas aos distúrbios do aparelho locomotor; 5. Explicar os elementos biomecânicos do processo de preensão; 6. Discutir o metabolismo ósseo; 7. Discutir a remodelagem do tecido ósseo na consolidação de fraturas; 8. Discutir os aspectos fisiopatológicos da isquemia de extremidade e seus efeitos sobre os vários componentes relacionado com a locomoção; 9. Descrever as complicações mais comuns relacionadas à imobilidade; 10. Discutir as medidas de promoção à saúde, prevenção e reabilitação e os aspectos psicossociais envolvidos nas doenças do aparelho locomotor; 11. Definir os conceitos fundamentais de trauma no aparelho locomotor; 12. Discutir os aspectos trabalhistas e ocupacionais relacionados ao comprometimento da locomoção e preensão; 13. Discutir os aspectos médico-legais e de relação médico paciente frente à perspectiva de mutilação (amputações). 75 Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERNE, R. M.; LEVY, M. Fisiologia. 4ª ed. São Paulo: Guanabara-Koogan, 2000. DRAKE, R.L; VOGL, W; MITCHEL A. Gray´s Anatomia para Estudantes. 1ª ed. São Paulo: Elsevier, 2005. ENOKA, R. M. Bases neuromecânicas da cinesiologia. 2ª ed. São Paulo: Malone, 2001. GANONG, W.F. Tratado de fisiologia médica. 17ª ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 1998. KAPANDJI A.L. Fisiologia articular. Tronco e coluna vertebral. Vol 3. 5ª ed. Panamericana, 2000. KAPANDJI A.L. Fisiologia articular. Membro inferior. Vol 2. 5ª ed. Panamericana, 2000. KAPANDJI A.L. Fisiologia articular. Membro Superior. Vol 1. 5ª ed. Panamericana, 2000. KENDALL, M. Músculos: provas e funções. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1995. KOTTKE, J. F. 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IESC 202 – Interação Ensino-Serviços-Comunidade II Objetivo geral Contribuir para a formação geral e humanística do estudante, por meio do desenvolvimento de competências estabelecidas e de ações na Atenção Primária em Saúde e orientada para a comunidade, de acordo com o projeto político pedagógico e consensuadas com profissionais de saúde. Objetivos específicos 1. Participar de ações de caráter individual e/ou coletivo de atenção à saúde das famílias. 2. Participar de ações que visam à construção de vínculo e participação ativa da comunidade da área. 3. Integrar à prática clínica as atividades de promoção e prevenção. 4. Desenvolver habilidades para o trabalho em grupo e equipe multiprofissional, identificando e respeitando o papel de cada elemento da equipe. 5. Desenvolver atitudes de responsabilidade, compromisso social e ético. 6. Produzir pesquisas baseadas nas necessidades locais. 7. Desenvolver habilidades para o desenvolvimento das competências propostas para a 2ª série. Desempenhos esperados Atenção à saúde da mulher 1. Participa de ações de acolhimento à mulher nos diferentes programas do serviço. 2. Avalia a adesão da gestante ao programa de pré-natal da unidade, observando a periodicidade das consultas, realização dos exames complementares e adequação do plano de seguimento segundo os fatores de risco gestacional. 3. Registra no cartão da gestante as informações pertinentes. 4. Orienta a gestante sobre a evolução e cuidados durante a gravidez, parto e puerpério. 5. Orienta quanto ao aleitamento materno e seu manejo. 6. Orienta quanto aos cuidados com o recém-nascido. 7. Orienta quanto aos métodos contraceptivos. 8. Orienta para o exame de Papanicolau e autoexame de mamas. 9. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência; 78 Atenção à saúde da criança 1. Orienta e estimula o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e complementado até 2 anos ou mais; 2. Acompanha e registra no cartão o crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor da criança de acordo com os critérios proposto pelo Núcleo de Saúde da Criança/SES/DF; 3. Orienta a família quanto à estimulação neuropsicomotora da criança de diferentes faixas etárias; 4. Orienta a família quanto aos direitos sociais de crianças com necessidades especiais; 5. Orienta a família quanto aos programas sociais e direitos previdenciários, como licença maternidade, paternidade, auxilio doença, entre outros; 6. Classifica e registra no cartão da criança os dados referentes ao crescimento, desenvolvimento, imunização e dados pertinentes segundo critérios da SES/ DF; 7. Orienta quanto aos cuidados de higiene e de saúde bucal da criança; 8. Observa e orienta a família quanto aos riscos de acidentes domésticos e de violência nas diferentes faixas etárias; 9. Participa de ações de triagem neonatal (teste do pezinho) e o seguimento do calendário vacinal; 10. Orienta a família quanto à necessidade de consultas segundo calendário preconizado pelo Ministério da Saúde e SES/DF. 11. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência; Atenção à saúde do adolescente 1. Classifica e registra no cartão do adolescente os dados pertinentes segundo critérios da SES/ DF. 2. Observa e orienta educação sobre saúde sexual e reprodutiva. 3. Observa e orienta sobre o risco do uso de drogas lícitas e ilícitas. 4. Atua em ações de prevenção de acidentes e violência. 5. Atua em ações de planejamento reprodutivo. Atenção à saúde do adulto e do idoso 1. Aplica os critérios de diagnóstico e classificação de hipertensão arterial - HA, diabetes mellitus (DM) e obesidade conforme os consensos. 79 2. Identifica clinicamente os sinais e os sintomas da HA, DM e Obesidade. 3. Identifica os fatores de risco da HA, DM e da Obesidade. 4. Orienta quanto às complicações decorrentes da HA, DM e Obesidade. 5. Avalia o grau de adesão ao tratamento da HA, DM e obesidade, tuberculose e hanseníase. 6. Avalia o cumprimento da rotina diagnóstica e de seguimento da HA e DM. 7. Orienta hipertensos, diabéticos e obesos a respeito da sua doença, observando o que faz para o seu controle. 8. Orienta quanto aos riscos da automedicação. 9. Analisa a cobertura vacinal de adultos e idosos orientando-os quanto à importância da vacinação. 10. Orienta os idosos sobre os cuidados para a prevenção de quedas, acidentes em geral e violências. 11. Estimula a autonomia e autoconfiança dos idosos, incentivando-os a participar de atividades de integração (automassagem, práticas integrativas, fitoterápicos, etc.) do serviço ou da comunidade. 12. Orienta os homens para realização de exame preventivo de câncer de próstata e direitos sexuais e reprodutivos. 13. Orienta as mulheres de acordo com a faixa etária e história de vida sexual ativa para realizar exame preventivo de Papanicolau e de mama. 14. Orienta os indivíduos e casais quanto ao planejamento reprodutivo. 15. Orienta quanto à adoção de hábitos saudáveis de vida para prevenção de doenças não transmissíveis: combate ao fumo e ao álcool, alimentação saudável e práticas de atividades físicas. 16. Registra no cartão específico as informações pertinentes. 17. Identifica e encaminha para atendimento os sintomáticos respiratórios (tosse há mais de três semanas), as lesões de pele suspeitas de hanseníase (manchas com diminuição de sensibilidade), casos suspeitos de DST (corrimentos, feridas genitais e aids). 18. Orienta quanto aos direitos do idoso (estatuto do idoso). Vigilância epidemiológica e ambiental 1. Preenche as fichas de casos de doenças de notificação compulsória identificados. 80 2. Acompanha as ações desencadeadas a partir de casos suspeitos, doenças e agravos ocorridos. 3. Preenche as fichas de notificação compulsória. 4. Acompanha pelo menos um caso e participa de todas as etapas da investigação. 5. Acompanha e participa das ações de vigilância ambiental. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERBEL, N. A. N. A Problematização e a Aprendizagem Baseada em Problemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface. Comunicação, Saúde e Educação, Botucatu, v.1. nº 2, mar. 1998. BERBEL, N. A. N. Metodologia da problematização. Londrina: EDUEL, 2006. BERBEL, N. A. N. Metodologia da Problematização: uma alternativa metodológica adequada ao ensino superior. Revista SEMINA, p. 9-19, 1995. BORDENAVE, J.; PEREIRA, A. Estratégias de ensino aprendizagem. 26ª ed. Petrópolis: Vozes, 2005. Bibliografia complementar: ALMEIDA, J.A.G. Amamentação: Um Híbrido Natureza e Cultura. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999. ALMEIDA, J.A.G. e SOUZA, L.M.B.M. História da Alimentação do Lactente no Brasil – Do leite fraco à biologia da excepcionalidade. Rio de Janeiro: Revinter, 2005 AUERBACH, K.G., RIORDAN, J. Atlas Clínico de Amamentação. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. CARVALHO, M.R. e TAMEZ, R.N. Amamentação: Bases Científicas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2005. ISSLER, H. O Aleitamento Materno no Contexto Atual: Políticas, Práticas e Bases Científicas. São Paulo: Sarvier, 2008. Manejo e Promoção do Aleitamento Materno, Programa Nacional de Incentivo de Aleitamento MS - OMS – OPAS – UNICE, 1993. REGO, J. D. Aleitamento Materno. 2ª ed. São Paulo: Atheneu 2006. SANTOS JÚNIOR, L.A. A Mama no Ciclo Gravídico-Puerperal. São Paulo: Atheneu, 2000. TERUYA, K. Amamentação no contexto atual – Sociedade Paulista de Pediatria, 2008. VINHA, V.H.P. O Livro da Amamentação. Campinas, SP: Mercado de Letras – 2006. 81 4.4.1.17. HA 202 – Habilidades e Atitudes Objetivo Geral Demonstrar habilidades de interação com o paciente, visando à obtenção da história clínica e do exame físico completos, mediante o uso sistemático de técnicas humanizadas de comunicação e de exame, com o propósito de desenvolver a capacidade de raciocínio clínico, com embasamento para elaborar diagnósticos topográficos. Objetivos Específicos 1. Descrever os preceitos éticos relevantes nas relações humanas e na prática médica; 2. Apresentar-se ao paciente, explicando seu papel de estudante; 3. Solicitar verbalmente ao paciente consentimento livre e esclarecido para a anamnese e ou exame físico, com linguagem clara e adequada. 4. Abordar o paciente respeitando sua individualidade e autonomia, demonstrando disponibilidade, compreensão e acolhimento. 5. Observar a ambiência física e psicológica; 6. Demonstrar interesse pelo paciente e por sua história; 7. Ouvir atentamente o paciente; 8. Coletar informações com a utilização preferencial de questões abertas e o uso de linguagem clara e adequada ao nível sociocultural do paciente; 9. Incentivar a expressão espontânea do paciente; 10. Estabelecer um contato com o paciente visando compreendê-lo no seu processo saúdedoença. 11. Demonstrar tolerância, evitando julgamentos e críticas; 12. Incentivar a comunicação de forma ética com pacientes, familiares de pacientes, colegas, professores, médicos e outros profissionais de saúde. 13. Obter e redigir uma história clínica completa, que leve em conta aspectos biopsicossociais; 14. Realizar, de maneira sistemática e dentro da padronização estabelecida, o exame físico completo em crianças, adolescentes e adultos 15. Compreender a doença do ponto de vista do paciente, buscando desenvolver a empatia; 16. Observar aspectos verbais e não verbais na interação interpessoal; 17. Reconhecer as próprias limitações na atenção ao paciente e discuti-las com o grupo; 82 18. Reconhecer as reações emocionais que podem surgir durante a anamnese; 19. Exercitar a integração das dimensões biológica, psicológica e social; 20. Trabalhar em pequenos grupos com demonstração de responsabilidade, conhecimento, respeito e participação; 21. Identificar os papéis dos diferentes profissionais que integram a equipe de saúde e sua respectiva importância; 22. Identificar as percepções do paciente quanto à doença, ao tratamento e à hospitalização; 23. Buscar permanentemente informações atualizadas e de qualidade, para contemplar os objetivos educacionais extraídos nas atividades 24. Conhecer e identificar os elementos anatômicos e funcionais para correlacionar com os achados semiológicos. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BEHRMAN, R. E; KLIEGMAN, R.M; A.M. N.: Tratado de Pediatria. 15ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. BENSENOR, I.M.; Atta J.A. e Martins, M.A. Semiologia Clínica. São Paulo: Sarvier, 2000. EKSTERMAN, A. Relação médico-paciente na observação clínica. XV Congresso Brasileiro de Gastroenterologia, Rio de Janeiro, 1977. FEBRASGO (org). Tratado de Obstetrícia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. MARCONDES, E (org). Pediatria Básica. 88ª ed., São Paulo: Sarvier, 1994. LOPEZ, M., MEDEIROS, J.L. Semiologia Médica. 5ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. PORTO, C.C. Semiologia Médica. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. Bibliografia complementar: ABERASTURY A et. al. Adolescência. 6ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. ABERASTURY A., KNOBEL, M. Adolescência Normal. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. ADORNO, R. C. F.; CASTRO, A. L.; FARIA, M. M.; ZIONI, F. "Mulher, Mulher: saúde, trabalho, cotidiano". In: Alves, P.C.; Minayo, M.C.S. (org.) Saúde e Doença: um olhar antropológico. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1994. ALEXANDER, F. Medicina psicossomática: princípios e aplicações. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. ARIES, P. História Social da Criança e da Família. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981. 83 BADINTER E. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. BEAUVOIR, S. A velhice. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. BEE, H. O Ciclo Vital. Porto Alegre: Artmed, 1997. CHAMMÉ, J. 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Módulo 301 – Dor Objetivo geral Compreender o fenômeno doloroso nas suas dimensões biológica, psicológica e social. Objetivos específicos 1. Explicar a dor como uma experiência individual e subjetiva, influenciada por fatores filosóficos, étnicos, culturais e psicológicos. 2. Explicar as vias de transmissão da dor, aguda e crônica, definidas como periféricas, espinhais e supraespinhais, quanto aos aspectos anatômicos e fisiológicos. 3. Caracterizar uma condição dolorosa aguda e uma condição dolorosa crônica quanto aos aspectos topográficos, fisiopatológicos, de diagnóstico sindrômico e etiológico. 4. Interpretar a nomenclatura descritiva de anormalidades dermato-sensoriais nas condições dolorosas agudas e crônicas. 5. Explicar os mecanismos fisiopatológicos das dores por nocicepção e neuropáticas. 6. Diferenciar a dor aguda da dor crônica quanto aos atributos de tempo, de função biológica e de alterações psicológicas, comportamentais e neurovegetativas associadas. 7. Avaliar a dor como um fenômeno complexo, com três dimensões: sensitivodiscriminativa, afetivo motivacional e cognitivo-avaliativa. 8. Interpretar os métodos objetivos de avaliação da dor, baseados em parâmetros fisiológicos e comportamentos álgicos, e os métodos subjetivos, baseados em auto-relatos. 9. Interpretar os instrumentos mais utilizados na avaliação da dor, derivados dos métodos objetivos e subjetivos. 10. Discutir as particularidades da avaliação da dor em populações especiais: pediátrica, geriátrica, portadores de deficiências físicas (visual, auditiva, etc.), portadores de distúrbios mentais e pacientes cirúrgicos. 11. Discutir conceitos farmacocinéticos básicos e aplicá-los aos fármacos utilizados no tratamento das condições dolorosas agudas e crônicas. 12. Discutir os mecanismos de ação e os efeitos adversos dos diferentes grupos de fármacos utilizados no tratamento das condições dolorosas agudas e crônicas. 13. Estabelecer a relação entre o quadro clínico das condições dolorosas, a fisiopatologia inferida das mesmas e o mecanismo de ação dos diferentes grupos de fármacos utilizados no tratamento. 86 14. Discutir a indicação das várias modalidades de tratamento das condições dolorosas. 15. Analisar a dor crônica como um problema de saúde pública, pela alta prevalência e custo social elevado. 16. Discutir os principais problemas conceituais implicados no controle inadequado da dor crônica. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ANDRADE FILHO, A. C. C. (Ed.). Dor: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Roca, 2001. BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana: da molecular à clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C. (Ed). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GOODMAN, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill, 1996. RAJ, P. P. Practical management of pain. 3ª ed. St. Louis: Mosby, 2000. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. SAKATA, R. K.; ISSY, A. Guia de medicina ambulatorial e hospitalar: dor. São Paulo: Manole, 2004. TEIXEIRA, M. J. Dor contexto interdisciplinar. Curitiba: [s.n.], 2003. TEIXEIRA, M. J.; FIGUEIRÓ, J. A. B. Dor: epidemiologia, fisiopatologia, avaliação, síndromes dolorosas e tratamento. São Paulo: Moreira Jr., 2001. Bibliografia complementar: AMARAL, J. L. G. (Ed.). Sedação, analgésica e bloqueio neuromuscular em UTI. São Paulo: Atheneu. Série Clínicas Brasileiras de Medicina Intensiva, a. 1, v. 2, 1996. ANDRADE, M. P. Dor pós-operatória: conceitos básicos de fisiopatologia e tratamento. Revista Dor, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 7-14, 2000. DEYO, R. A.; WEINSTEIN, J. N. Low Back Pain. New England Journal of Medicine, Boston, v. 344, n. 5, p. 363-370, fev. 2001. Diretrizes da OMS e IASP para o tratamento da dor de câncer na criança. Jornal da dor, São Paulo, n. 11, p. 8-10, ago. 2003. Dor musculoesquelética. Revista de Medicina, São Paulo, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, v. 8, 2001. Edição especial. Separata. FITZGERALD, G. A.; PATRONO, C. The coxibs, selective inhibitors of cyclooxygenase. 2. New England Journal of Medicine, Boston, v. 345, n. 6, p. 433-442, ago. 2001. 87 GNANN, J. W., DART, R. C. Herpes zoster. New England Journal of Medicine, Boston, v. 347, n. 5, ago. 2002. HOWARD, S. Medical clinics of North America. Pain management, [S.l.], v. 91, n. 1, part. 1, 2007. INTERNATIONAL JOURNAL OF PAIN MEDICINE AND PALLIATIVE CARE. Advances in the understanding and management of pain, London, v. 1, n. 3, 2002. KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSEL, T. M. (Ed.). Princípios da neurociência. 4ª ed. Barueri: Manole, 2003. MACHADO, A. Neuroanatomia funcional. 2ª ed. São Paulo: Ateneu, 2000. MENEZES, R. A. 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Módulo 302 - Dor Abdominal, Diarreia, Vômitos e Icterícia Objetivo Geral Compreender a dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia nas suas dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Objetivos específicos 1. Descrever a anatomia, a histologia, e a fisiologia do trato digestório e seus anexos. 2. Apontar o mecanismo de propulsão do conteúdo digestivo e os sistemas de controle neural e humoral desse mecanismo. 3. Discutir o mecanismo de produção, absorção e controle das secreções digestivas. 4. Descrever o ato de defecação normal e seu controle voluntário e involuntário. 5. Enumerar os principais métodos usados no auxílio diagnóstico dos distúrbios gastrintestinais. 6. Relacionar os mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes e desencadeantes, e a conduta nos casos de vômitos, com ênfase às repercussões hemodinâmicas e ao desequilíbrio ácido-básico advindos desses distúrbios da motilidade gastrintestinal. 7. Descrever os mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes e desencadeantes, e a conduta nos casos de diarreias (agudas, persistentes e crônicas), com ênfase às repercussões hemodinâmicas e ao desequilíbrio ácido-básico advindos desses distúrbios da motilidade gastrintestinal. 8. Apontar os mecanismos fisiopatológicos, os sintomas, os aspectos sócio-sanitários e a conduta nas principais infestações parasitárias intestinais. 9. Descrever a epidemiologia das principais manifestações inflamatórias hepáticas e gastrintestinais. 10. Identificar a fisiopatologia, as causas, o tratamento e os aspectos biopsicossociais envolvidos nas dispepsias ulcerosas e não ulcerosas. 11. Analisar a constipação, seus mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes, os aspectos biopsicossociais envolvidos, a conduta, bem como definir os conceitos de encoprese e incontinência fecal. 12. Relacionar os aspectos biopsicossociais relacionados à alimentação, ao saneamento e às condições socioeconômicas na determinação dos distúrbios de motilidade do tubo digestório. 13. Explicar o metabolismo da bilirrubina, o mecanismo fisiopatológico, as causas e o manuseio das diferentes formas de icterícia. 89 14. Descrever a fisiopatologia, as manifestações clínicas, as causas e o manuseio do abdome agudo inflamatório e obstrutivo. 15. Apontar as manifestações clínicas, os aspectos biopsicossociais envolvidos e a conduta diante de pancreatites aguda e crônica. 16. Discutir os aspectos psicossomáticos envolvidos nos distúrbios do aparelho digestório. 17. Descrever a farmacologia das drogas que interferem com a secreção gástrica e a motilidade intestinal. Referências bibliográficas Bibliografia básica: DANI, R. Gastroenterologia essencial. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001. DANI, R.; CASTRO, L. P. Gastroenterologia Clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1998. FERREIRA, C. T; CARVALHO, E; SILVA L. R. Gastroenterologia e hepatologia em pediatria: diagnóstico e tratamento em pediatria. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. GAYOTTO, L. C. C.; ALVES, V. A. F. Doenças do fígado e vias biliares. São Paulo: Atheneu, 2001. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. HARDMAN, J.G.; LIMBIRD, L.E. Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. México: McGraw Hill, 1996. MARCONDES, E. Pediatria básica. São Paulo: Sarvier, 1994. Bibliografia complementar: ALVES, J. B. R. Cirurgia geral e especializada. Belo Horizonte: Vega, 1973. v. 7. FOCACCIA R. Tratado de hepatites virais. São Paulo: Atheneu, 2003. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. GARDNER, E.; GRAY, D.J.; O’RAHILLY, R.O. Anatomia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. GOFFI, F. S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da cirurgia. 4.ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000. MOORE, K.L. Anatomia orientada para clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992. 90 ROBBINS, S. L.; COTRAN, R.; KUMAR, V. Patologia estrutural e funcional. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. SABISTON JR., D. V. Tratado de cirurgia. Rio de Janeiro: Interamericana, 1979. SCHWARTZ, S. I. Principles of Surgery. 3ª ed. New York: McGraw-Hill Company, SOCIEDADE DE PEDIATRIA DO DISTRITO gastroenterologia pediátrica. Brasília, 2002. 91 FEDERAL. Manual de 4.4.1.20. Módulo 303 - Febre, Inflamação e Infecção Objetivo geral Compreender a fisiopatologia dos processos inflamatórios e febris, de natureza infecciosa e não infecciosa, e as suas inter-relações, identificando e caracterizando suas causas, manifestações clínicas, recursos complementares de diagnóstico e principais medidas terapêuticas e preventivas. Objetivos específicos 1. Descrever a anátomo-fisiologia do sistema regulador da temperatura corporal e do sistema retículo-endotelial, a fim de compreender a resposta adaptativa febril e a patogenia da inflamação aguda e crônica. 2. Conceituar febre e explicar a fisiopatologia e importância clínica dos principais processos febris. 3. Identificar e interpretar as interfaces entre febre, inflamação e infecção. 4. Identificar as principais doenças cujas manifestações clínicas cursam com febre e inflamação, caracterizando os elementos clínicos de relevância para a elaboração e sistematização dos diagnósticos etiológicos diferenciais, nos diferentes ciclos de vida. 5. Explicar como fatores físicos, socioculturais e biológicos podem condicionar o aparecimento e distribuição dessas doenças. 6. Analisar as repercussões imunológicas e hematológicas dos processos inflamatórios, infecciosos e não infecciosos, visando à correta utilização e interpretação dos dados sorológicos e do hemograma no processo de investigação das doenças febris. 7. Caracterizar os principais agentes microbianos de importância clínica, descrevendo os mecanismos de virulência dos mesmos, bem como os mecanismos de resistência do organismo às infecções. 8. Identificar os principais grupos de agentes antimicrobianos (antibacterianos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários) e descrever os fundamentos farmacocinéticos e farmacodinâmicos que orientam sua utilização na prática clínica, tanto em nível profilático como terapêutico. 9. Descrever o roteiro de investigação das doenças febris: anamnese, aspectos epidemiológicos, exame físico e exames complementares. 92 10. Explicar os mecanismos de prevenção e controle das doenças infecciosas e parasitárias em nível comunitário e no ambiente hospitalar. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. ANDREOLI, T. E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998. CALICH, V.L.G., VAZ, C.A.C. Imunologia. São Paulo: Revinter, 2001. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 16ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2006. 2v. KATZUNG, B. G. Farmacologia Básica e Clínica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. KNUPP, S. Reumatologia pediátrica. 2ª ed. São Paulo: Revinter, 2001. PEACKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia básica e clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. Bibliografia complementar: BARATA, R. B.; BRICEÑO-LÉON, R. Doenças endêmicas: abordagens sociais, culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000. BENSEÑOR, I. M.; ATTA, J. A.; MARTINS, M. A. Semiologia clínica. São Paulo: Sarvier, 2002. BERNE, R. M. et al. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo: patologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana: da molécula à clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. CORMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. GOLDMAN, L.; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 22ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 2v. GUIMARÃES, R.X.; GUERRA, C.C.C. Clínica e laboratório: interpretação clínica das provas laboratoriais. 5ª ed. São Paulo: Sarvier, 1994. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 93 HARDMAN, J. G. et al. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1996. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N. Patologia: bases patológicas das doenças. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. LEVINSON, W.; JAWETZ, E. Microbiologia médica e imunologia. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. LÓPEZ, M.; LAURENTYS-MEDIROS, J. Semiologia médica. 4ª ed. São Paulo: Revinter, 1999. 2. v. LORENZI, T. F. Manual de hematologia: propedêutica clínica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003. MANDELL, G. L.; DOUGLAS JR, R. G.; BENNETT, J. E. Principles and practice of infectious diseases. 3ª ed. Churchill Livingstone, 1990. MARCONDES, E. Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, 2003. MILLER, O.; GONÇALVES, R.R. Laboratório para o clínico. 8ª ed. São Paulo: Atheneu, 1999. MIMS. C. et al. Microbiologia médica. 2ª ed. São Paulo: Manole, 1999. MONTENEGRO, M. R.; FRANCO, M. Patologia: processos gerais. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 1999. MURAHOVSCHI, J. Pediatria: diagnóstico e tratamento. 6ª ed. São Paulo: Sarvier, 2003. MURRAY, P.R. et al. Microbiologia médica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. NEVES, D. P. et al. Parasitologia humana. 10ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000. PORTO, C. C. Semiologia médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. SAMPAIO, A. S.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 2ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2001. TIERNEY JR, L. M.; McPHEE, S. J.; PAPADAKIS, M. A. Diagnóstico e tratamento. 7ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001. TORTORA, G.; GRABOWSKI, S. R. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. TRABULSI, L. R. et al. Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: [s.n.], 1999. VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de infectologia. São Paulo: Atheneu, 1996. 2. v. YOSHINARI, N.; BONFÁ, E. Reumatologia para o clínico geral. [S.l.]: Rocca, 2000. 94 4.4.1.21. Módulo 304 - Doenças Resultantes da Agressão ao Meio Ambiente Objetivo geral Compreender as doenças e os agravos resultantes da agressão ao meio ambiente, envolvendo os fatores físicos, químicos e biológicos presentes na água, ar e solo. Objetivos específicos 1. Discutir os fatores ambientais de riscos não biológicos e suas consequências sobre a saúde humana com ênfase aos agentes químicos e físicos; 2. Discutir os fatores ambientais de riscos biológicos e suas consequências sobre a saúde humana com ênfase aos agentes transmissores, vetores, hospedeiros e reservatórios; 3. Discutir os principais agravos e doenças produzidas por desastres naturais, acidentes com produtos tóxicos e animais peçonhentos, apontando as medidas de vigilância ambiental relativas à prevenção, controle e tratamento; 4. Discutir os aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e clínicos das principais doenças infecciosas transmitidas por vetores ou condições relacionadas aos hospedeiros e reservatórios naturais; 5. Relacionar as principais doenças decorrentes do destino inadequado dos resíduos sólidos e identificar as possíveis formas de poluição do solo e das águas apontando medidas de promoção à saúde, profilaxia, controle e tratamento dessas doenças; 6. Discutir os agravos e doenças decorrentes das inundações com ênfase naquelas de veiculação hídricas apontando as principais medidas de vigilância à saúde; 7. Discutir a relação entre o uso indiscriminado de agrotóxicos e os efeitos nocivos à saúde humana; 8. Discutir os danos decorrentes da poluição ambiental e suas repercussões sobre a saúde humana, identificando as principais fontes de emissão de poluentes aéreos; 9. Correlacionar os efeitos dos desmatamentos com a ocorrência de doenças endêmicas como a malária, leishmaniose, febre amarela e acidentes por animais peçonhentos, apontando medidas de profilaxia e controle dessas doenças; 10. Discutir as medidas de prevenção e controle ambiental, ressaltando aquelas de promoção à saúde e vigilância do meio ambiente; 11. Explicar as medidas de prevenção e controle das principais zoonoses; 12. Discutir a saúde e o desenvolvimento sustentável no mundo globalizado; 95 13. Discutir qualidade de vida urbana sob a ótica das cidades saudáveis. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BARATA, R. B.; BRICEÑO, R. (Org). Doenças endêmicas: abordagens sociais culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000. MENDES, R. Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995. ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Atenção primária ambiental. 2ª ed. Washington, DC: [s.n.], 2000. VERONESI, R; FOCACCIA R. Tratado de infectologia. Rio de Janeiro: Atheneu, 2002. Bibliografia complementar: BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigilância ambiental em saúde. Brasília, DF: FUNASA, 2002. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br>. Acesso em 27/11/2012. BUSCHINELLI, J. T. P.; KATO, M. Monitoramento biológico da exposição a agentes químicos. São Paulo: Fundacentro, 1992. CÂMARA, V.M. (Org). Textos de epidemiologia para vigilância ambiental em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: < www.funasa.gov.br>. Acesso em 27/11/2012. DIAS, E. C. D. (Org). Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2001. FILHO, N. A.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à epidemiologia moderna. 2ª ed. Belo Horizonte: Coopmed, 1992. GALAFASSI, M. C. Medicina do trabalho. São Paulo: Atlas, 1998. Intoxicações por agrotóxicos. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br/pub/GVE/ PDF/GVE0515.pdf>. Acesso em 27/11/2012. Inundações. Disponível Acesso em 27/11/2012. em: <www.funasa.gov.br/enchentes/plano_enchentes.pdf>. ROSA, H. V. D.; OLIVEIRA, M. E. P. B.; FERNÍCOLA, N. A. G. G. Monitorização biológica da exposição humana a agentes químicos. São Paulo: Fundacentro, 1991. Saúde e meio ambiente. Ciência e ambiente, Santa Maria, v. 25, jul./dez. 2002. SCHVARTSMAN, S. Intoxicações agudas. São Paulo: Sarvier, 1991. Silicose. Disponível em: <http://www.fundacentro.gov.br/silicaesilicose>. Acesso em 27/11/2012. SOUZA, A.J.S.; GOMES, A.A. Manual de normas para o controle das penumoconioses. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 1995. 96 4.4.1.22. Módulo 306 - Perda de Sangue Objetivo geral Compreender a perda aguda de sangue dentro de um contexto clínico e discutir as formas de tratamento indicadas. Objetivos específicos 1. Discutir, a partir das características morfofuncionais do músculo cardíaco, das etapas do ciclo cardíaco e da regulação do bombeamento, a função de bomba do coração e seu papel em variáveis determinantes do débito cardíaco. 2. Analisar a distensibilidade vascular, as funções dos sistemas venoso e arterial e a relação existente entre pressão, fluxo e resistência. 3. Discutir a estrutura e função da microcirculação. 4. Discutir a regulação hormonal e o controle local do fluxo sanguíneo pelos tecidos. 5. Rever a fisiologia e a farmacologia do sistema nervoso autônomo necessárias à compreensão da regulação neural da circulação e do controle rápido da pressão arterial. 6. Discutir as relações de ventilação-perfusão pulmonar, o transporte gasoso pelo sangue e as variáveis determinantes da oferta de oxigênio aos tecidos e do consumo de oxigênio pelos tecidos. 7. Identificar os mecanismos da hemostasia e da coagulação sanguínea e seus distúrbios hereditários e adquiridos. 8. Conhecer a composição e os volumes dos compartimentos dos líquidos corporais. 9. Justificar a importância da manutenção da temperatura em níveis fisiológicos nos estados de choque. 10. Analisar a perda aguda de sangue de acordo com o diagnóstico etiológico bem como os aspectos fisiopatológicos concernentes. 11. Definir choque e aplicar tal definição a situações comumente encontradas na prática clínica. 12. Interpretar semelhanças e diferenças das manifestações clínicas de doentes que apresentam estados de choque de diferentes etiologias. 13. Avaliar a intensidade da perda sanguínea a partir de sinais clínicos do choque. 14. Analisar a perda aguda de sangue considerando o impacto da mesma na perfusão e na oxigenação teciduais. 97 15. Interpretar dados obtidos da monitorização invasiva e não invasiva da função cardíaca e da perfusão tecidual. 16. Interpretar exames complementares indicados em situações de perda de sangue 17. Discutir as indicações dos procedimentos de acesso vascular e suas potenciais complicações. 18. Discutir as indicações clínicas e as possíveis complicações da transfusão de sangue e hemocomponentes. 19. Discutir indicações clínicas, vantagens, desvantagens e possíveis complicações do uso de soluções coloides e cristaloides. 20. Discutir o mecanismo de ação, a indicação clinica e os efeitos adversos das aminas simpaticomiméticas e fármacos diuréticos. 21. Discutir o mecanismo de ação, a indicação clinica e os efeitos adversos de fármacos que atuam na hemostasia e na coagulação do sangue. 22. Discutir aspectos bioéticos do aborto e aspectos psicossociais do alcoolismo crônico e do paciente grave. Referências bibliográficas Bibliografia básica: GOLDMAN, L.; BENNETT, J. C. (Ed.). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GOODMAN, L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill, 1996. KNOBEL, E. Condutas no paciente grave 1. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2006. LOPES, A. C. (Ed.). Equilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico. São Paulo: Atheneu, 2004. (Série Clínica Médica Ciência e Arte). LORENZI, F. T. Manual de hematologia: propedêutica e clínica. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. MARTINS, H.S.; SCALABRINI NETO, A. ; VELASCO, I.T. Emergências clínicas baseada em evidências. São Paulo: Atheneu, 2005. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. SCHIFFMAN, F. J. Fisiopatologia hematológica. São Paulo: Editora Santos, 2004. ZAGO, M. A.; FALCÃO, R. P.; PASQUINI, R. Hematologia: fundamentos e prática. São Paulo: Atheneu, 2004. 98 Bibliografia complementar: AULER JÚNIOR, J. O. C.; FANTONI, D. T. Reposição volêmica nos estados de choque hemorrágico e séptico. Revista Brasileira de Anestesiologia, Rio de Janeiro, v. 49, n. 2, p. 126-138, mar./abr. 1999. BOLDT, J. Replacement in the surgical patient: does the type of solution make a difference? British Journal of Anaesthesia, Altrincham, v. 84, n. 6, p. 783-793, 2000. BONGARD, F. S.; SUE, D. Y. Terapia intensiva: diagnóstico e tratamento. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. BRAZ, J. R. C. (Org.). O sistema cardiovascular e a anestesia. São Paulo: UNESP, 1997. BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana: da molecular à clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. COLÉGIO AMERICANO DOS CIRURGIÕES. Suporte avançado de vida no trauma para médicos: manual do curso para alunos. 7ª ed. Chicago: American College of Surgeons, 2004. Dor musculoesquelética. Revista de Medicina, São Paulo, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, v. 80, 2001. Edição especial. Separata. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1988. FRAGA, A.O.; AULER JÚNIOR, J.O.C. Choque hemorrágico: fisiopatologia e reposição volêmica. Revista Brasileira de Anestesiologia, Rio de Janeiro, v. 49, n. 3, p. 213/224, mar./abr. 1999. HOMI, H. M.; SILVA JÚNIOR, B. A.; VELASCO, I. T. Fisiopatologia da isquemia cerebral. Revista Brasileira de Anestesiologia, Rio de Janeiro, v. 50, n. 5, p. 405-414, set./out. 2000. HOTCHKISS, R. S.; KARL, I. E. The pathophysiology and treatment of sepsis. New England Journal of Medicine, Boston, v. 348, n.2, p. 138-150, jan. 2003. HUTTON, P.; PRYS-ROBERTS, C. Monitorização em anestesia e cuidados intensivos. Rio de Janeiro: Interlivros, 1997. LEVY, M. M. Monitorização da função cardíaca e da perfusão tecidual. Rio de Janeiro: Interlivros, 1996. (Clínicas de Terapia Intensiva, v. 4). SHERLOCK, S.; DOOLEY, J. Doenças do fígado e do sistema biliar. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. SILVA, M. R. (Ed.). Choque. São Paulo: Atheneu, 1996. (Clínicas Brasileiras de Medicina Intensiva, a. 1, v. 3). SMITH, C. E.; YAMAT, R. A. Avoiding hypothermia in the trauma patient. Current opinion in Anaesthesiology. Philadelphia, v. 13, p. 167-174, 2000. STOELTING, R.; DIERDORF, S. F. Anesthesia and co-existing disease. 3ª ed. New York: Churchill Livingstone, 1993. TERZI, R. G. G.; ARAÚJO, S. Monitorização hemodinâmica e suporte cardiocirculatório do paciente crítico. São Paulo: Atheneu, 1995. 99 TORTORA, G. J.; GRABOWISKI, S. R. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. VANNI, S.M.D.; BRAZ, J.R.C. Hipotermia perioperatória: novos conceitos. Revista Brasileira de Anestesiologia, Rio de Janeiro, v. 49, n. 5, p. 360-367, set./out. 1999. VERRASTRO, T. (Coord.). Hematologia e hemoterapia: fundamentos de morfologia, fisiologia, patologia e clínica. São Paulo: Atheneu, 2002. WAY, L.W. ; DOHERTY, G.M. Cirurgia: diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. WEST, J. B. Fisiologia respiratória. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2002. 100 4.4.1.23. Módulo 307 - Fadiga, Perda de Peso e Anemias Objetivo Geral Compreender a fisiopatologia de doenças que cursam com fadiga, perda de peso e anemia, enfocando a etiopatogenia, quadro clínico, métodos diagnósticos, condutas terapêuticas, medidas preventivas e o impacto psicossocial desses agravos. Objetivos Específicos 1. Descrever a origem e a diferenciação das células hematopoiéticas, enfatizando a anatomia normal e a morfologia da medula óssea. 2. Distinguir no processo hemocitopoético os aspectos relacionados ao eritrócito e à hemoglobina, visando à classificação e interpretação dos principais tipos de anemia. 3. Explicar a fisiopatologia dos principais quadros anêmicos, objetivando a compreensão dos sinais e sintomas observados nessas entidades. 4. Discutir as medidas preventivas e os protocolos terapêuticos comumente empregados nos principais tipos de anemia. 5. Explicar os mecanismos da fadiga, enfatizando a organização neural e a fisiologia dos sistemas envolvidos. 6. Explicar as principais manifestações físicas e psíquicas decorrentes da fadiga, com vistas ao entendimento de sua importância clínica. 7. Correlacionar os mecanismos da perda ponderal com suas principais causas. 8. Discutir os aspectos nutricionais e psiquiátricos de condições clínicas que desencadeiam transtornos alimentares. 9. Identificar a inter-relação entre fadiga, perda de peso e anemia verificados em portadores de processos benignos ou malignos, agudos ou crônicos, procurando valorizar tais manifestações na avaliação clínica desses pacientes. 10. Explicar as principais manifestações clínicas observadas em patologias que cursam com fadiga, perda de peso e anemia, com vistas ao estabelecimento de hipóteses e diagnósticos diferenciais. 11. Interpretar os resultados de exames complementares (subsidiários) utilizados nas doenças que cursam com fadiga, perda de peso e anemia, objetivando a confirmação diagnóstica e o tratamento adequado. 101 12. Analisar o impacto da fadiga, perda de peso e anemia sobre a capacidade laboral e intelectiva das pessoas acometidas, assim como suas implicações psicossociais. Referências bibliográficas Bibliografia básica: FAUCI, A.S; et al. Harrison: Medicina Interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 1998. GOLDMAN, L; BENNETT, J.C. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2001. 2 v. LORENZI, T.T. Manual de hematologia:– Propedêutica e clínica. Rio de Janeiro: Medsi, 2003. Bibliografia complementar: AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Manual de diagnóstico e tratamento de doenças falciformes. Brasília: 2002. ANDREOLI, T.E.; BENNETT,J.C.; CARPENTER, C.C.J., PLUM, F.C.: Medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. BENSEÑOR, I.M.; ATTA, J.A.; MARTINS, M.A. Semiologia clínica. São Paulo: Sarvier, 2002. COTRAN, R.S.; KUMAR, V.; COLLINS, T. et al. : Patologia estrutural e funcional. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2000. HARDMAN, J.G; LIMBIRD, L.E. Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill , 1996. HAYHOE, F.G.J.; FLEMANS, R.J. Atlas de citologia hematológica. Ed. CientíficoMédica e Atheneu, 1973. HILLMAN, R.S.; FINCH, C.A. Manual da série vermelha. 7ª. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2001. MASSRY GLASSOCK’S, Textbook of Nephrology. 3ª ed. Editora Sans Tache, 1995. MCBRYDE, C.M.; BLACKLOW, R.S. Sinais e Sintomas: Fisiopatologia aplicada e interpretação clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1986. MOTT, C.B. et al. Pancreatite crônica. In: CASTRO L.P. (Ed.). Tratado de Gastroenterologia. Editora Medsi, 2004. PRADO, F.C.; RAMOS, J.A.; VALLE, J.R. Atualização terapêutica. 21ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2003. REY, L. Bases da parasitologia médica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. RIELLA, M.C. Princípios de Nefrologia e Distúrbios Hidroeletrolíticos. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 102 SANTOS, L.M.P. (Org.). Bibliografia sobre deficiência de micronutrientes no Brasil 1990-2000: Anemia. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2002. Vol. 2a e 2b. TIERNEY Jr., L.M.; MCPHEE, S.J.; PAPADAKIS, M.A. Current medical: diagnosis and treatment. 40th ed. New York: McGraw-Hill, 2001. 103 4.4.1.24. IESC 303 – Interação Ensino-Serviços e Comunidade Objetivo Geral Desenvolver vínculo e responsabilização com o serviço e a comunidade onde são desenvolvidas atividades da IESC, por meio de levantamento de problemas, elaboração de estratégias de manejo dos mesmos e intervenção. Objetivos Específicos 1. Interagir com o serviço para estabelecer vínculo e esclarecer à equipe do centro de saúde sobre o trabalho a ser desenvolvido. 2. Listar os problemas relevantes da comunidade da área de abrangência. 3. Elaborar projeto de investigação sobre o problema priorizado, utilizando o método científico. 4. Aperfeiçoar habilidades inerentes ao processo de pesquisa tais como: pensamento crítico, capacidade de expressão escrita e estratégia de busca bibliográfica. 5. Apresentar os resultados da pesquisa para conhecimento das equipes do Centro de Saúde, hospital regional e instituições da comunidade envolvidas. 6. Elaborar propostas de solução do problema estudado visando à intervenção. 7. Criar, registrar e aperfeiçoar estratégias de intervenção. 8. Elaborar artigo científico da pesquisa. 9. Preencher portifólio das atividades desenvolvidas a cada ciclo do arco de Maguerez. Desempenhos Esperados Saúde da Comunidade Atividades com a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1. Realizar reuniões com a equipe de saúde da Unidade de Saúde para conhecimento da rotina de trabalho dos profissionais, do fluxo de atendimento do serviço, dos programas desenvolvidos, do perfil da comunidade atendida e dos problemas mais relevantes identificados pela equipe. Atividades com diversos setores da comunidade da área de abrangência da UBS para conhecimento da realidade de saúde. 104 1. Realizar visitas e entrevistas com profissionais das áreas de gerência da saúde da comunidade, hospital regional, vigilância à saúde (epidemiológica, sanitária e ambiental) e a administração regional. 2. Pesquisar dados de morbi-mortalidade. 3. Pesquisar dados da sala de situação. 4. Pesquisar dados epidemiológicos e demográficos da população. 5. Compreender qual é atividade exercida pelas Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária na Unidade Básica de Saúde (UBS). 6. Identificar os principais agravos de notificação compulsória da população estudada. 7. Observar diretamente a comunidade com o intuito de identificar o problema de saúde da comunidade e identificar os elementos que se associam ao problema de saúde que se quer estudar (pontos-chave). Atividades Teóricas 1. Trabalhar os dados obtidos junto à equipe da USB e à comunidade utilizando a teoria da problematização e o Arco de Maguerez. 2. Elaborar hipóteses de solução para o problema identificado. 3. Aplicar estratégias de solução para o problema identificado (intervenção). 4. Desenvolver pesquisa científica baseada no problema identificado na comunidade. 5. Apresentar o resultado da pesquisa para equipe da UBS. 6. Apresentar o resultado da pesquisa no III Seminário de Interação Serviço e Comunidade de da ESCS no formato de pôster (para todos os estudantes) e oralmente, se classificado. 7. Apresentar um subproduto da pesquisa científica em forma de artigo científico para publicação. 8. Apresentar relatório da pesquisa científica. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BERBEL, N.A.N. Metodologia da problematização. Fundamentos e aplicações. Londrina: Eduel, 2006. 105 BERBEL, N.A.N. A Problematização e a aprendizagem baseada em problemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? 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Levantar hipóteses diagnósticas, de modo a elaborar uma lista de problemas que abranja aspectos biológicos, psicológicos e sociais; 5. Indicar e justificar os exames complementares pertinentes aos casos discutidos; 6. Comunicar-se de forma efetiva e ética com pacientes, familiares de pacientes, colegas, professores, médicos e outros profissionais de saúde. 7. Estabelecer com o paciente um vínculo que proporcione compreender a doença no contexto de sua história de vida. Objetivos específicos A) Pediatria 1. Elaborar uma lista de diagnóstico diferencial da criança com dispnéia e tosse. 2. Elaborar lista de possíveis diagnósticos diferenciais das pneumonias na infância, após realização da história clínica, exame físico e a interpretação dos exames complementares pertinentes. 3. Interpretar radiografia de tórax nas pneumonias. 4. Interpretar gasometrias nas doenças pulmonares. 5. Classificar as diarreias na infância e sugerir sua provável etiologia. 6. Interpretar os resultados de eletrólitos (valores normais). 7. Reconhecer os distúrbios hidroeletrolíticos e associar às diferentes etiologias. 8. Elaborar um roteiro de abordagem da criança com edema nas síndromes renais. 9. Interpretar um EAS e prova de função renal distinguindo as síndromes nefrítica e nefrótica. 10. Reconhecer os elementos diagnósticos na ITU. 107 11. Indicar em que situações a urocultura é solicitada. 12. Elaborar uma lista de diagnóstico diferencial das hepato-esplenomegalias. 13. Descrever os esquemas profiláticos das meningites. 14. Realizar exame para pesquisa de sinais de irritação meníngea. 15. Elaborar lista de diagnósticos diferenciais das doenças exantemáticas. 16. Interpretar hemograma nas diversas patologias infecciosas. 17. Interpretar LCR nas meningites. B) Cirurgia Geral 1. Formular três diagnósticos sindrômicos para um(a) paciente com queixa de disfagia. 2. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico do megaesôfago chagásico. 3. Interpretar um Rx contrastado o megaesôfago chagásico em grupos pelo aspecto do exame radiológico. 4. Diferenciar através dos dados de história e exame físico as cinco síndromes abdominais: inflamatória, obstrutiva, perfurativa, hemorrágica, e vascular. 5. Descrever os achados semiológicos mais frequentes de paciente com suspeita de apendicite aguda. 6. Descrever os achados semiológicos mais frequentes de paciente com suspeita de diverticulite aguda. 7. Indicar os exames complementares de rotina no paciente com um quadro de abdome agudo. 8. Diferenciar, pela história clínica e exame físico, paciente com colecistite aguda de paciente com cólica biliar. 9. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico de colelitíase e colecistite aguda. 10. Formular três diagnósticos sindrômicos para paciente com história de dor abdominal em hipocôndrio direito e icterícia. 11. Diferenciar, pela história clínica, os dados compatíveis com colelitíase dos dados compatíveis com coledocolitíase. 12. Realizar anamnese e exame físico em paciente com epigastralgia. 13. Enumerar uma lista de diagnósticos diferenciais em paciente com epigastralgia. 108 14. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico da doença ulcerosa péptica. 15. Diferenciar, pela história clínica, um paciente com história de gastrite por estresse de um paciente com doença ulcerosa péptica, causada pelo Helicobacter pylori. 16. Indicar os principais exames complementares para paciente com suspeita de câncer gástrico. 17. Diferenciar quanto às manifestações clínicas paciente com doença ulcerosa péptica de paciente com câncer gástrico. 18. Formular três diagnósticos sindrômicos para um paciente com história de epigastralgia. 19. Elaborar lista de possíveis diagnósticos de paciente com dor em hipocôndrio esquerdo. 20. Indicar os principais exames complementares para o diagnóstico de pancreatite aguda. 21. Diferenciar, pela história clínica, as duas principais causas de pancreatite aguda. 22. Diferenciar, pela história clínica, pancreatite aguda de pancreatite crônica. 23. Identificar em um paciente portador de pancreatite aguda de origem alcoólica, os sinais prognósticos de Ransom. 24. Indicar o(s) principal(is) exame(s) complementar(es) para o diagnóstico do megacólon chagásico. 25. Discutir sobre as complicações do megacólon chagásico. 26. Discutir a fisiopatologia e conduta nos fecalomas. 27. Descrever a conduta no vólvulo cecal e no vólvulo de sigmóide. 28. Indicar o(s) principal(is) exame(s) complementar(es) para o diagnóstico do câncer colorretal. 29. Formular três diagnósticos sindrômicos para paciente com queixa de constipação crônica. C) Clínica Médica 109 1. Fazer o diagnóstico diferencial de dor torácica e reconhecer os sinais e sintomas importantes para o diagnóstico das síndromes coronarianas agudas. 2. Correlacionar os achados na anamnese e exame físico com a fisiopatologia nos quadros de insuficiência cardíaca. 3. Executar corretamente o exame cardiológico, interpretar os achados anormais , correlacionando com as doenças cardiovasculares. 4. Relacionar os aspectos mais importantes na abordagem clínica com os critérios diagnósticos de hipertensão arterial. 5. Fazer o diagnóstico de acidentes vasculares encefálicos e ataque isquêmico transitório. 6. Fazer a correlação entre a clínica, a fisiopatologia e anatomopatologia nas doenças cerebrovasculares. 7. Diagnosticar, classificar e compreender a fisiopatologia da ascite e da hipertensão portal. 8. Citar os sinais e sintomas importantes para o diagnóstico de insuficiência hepática. 9. Correlacionar os achados semiológicos à fisiopatologia da insuficiência hepática. 10. Fazer o diagnóstico diferencial da hepatoesplenomegalia. 11. Interpretar os achados semiotécnicos nas seguintes situações: exame respiratório normal, DPOC, pneumonia, pneumotórax, atelectasia e derrame pleural. 12. Fazer o diagnóstico diferencial nos pacientes com tosse prolongada. 13. Diagnosticar DPOC, pneumonia, pneumotórax, atelectasia, derrame pleural e tuberculose pulmonar. 14. Interpretar a radiografia de tórax PA e Perfil nas pneumonias, DPOC, derrame pleural, atelectasia, pneumotórax e tuberculose pulmonar; 15. Interpretar a baciloscopia do escarro (Gram e pesquisa do BAAR). 16. Interpretar o EAS: normal e alterado. 17. Interpretar as provas de função renal. 18. Indicar em que situações a urocultura é solicitada. 110 19. Descrever as principais manifestações clínicas da insuficiência renal crônica. 20. Correlacionar os achados semiológicos com a fisiopatologia da insuficiência renal crônica. 21. Discutir as manifestações clínicas importantes para o diagnóstico de diabetes mellitus. 22. Citar os critérios clínicos e laboratoriais, e as principais complicações do diabetes mellitus. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ALMEIDA, H.O.; ALVES, N.M.; COSTA, M.P.; TRINDADE, E.M.V.; MUZA, G.M. Desenvolvendo Competências em Comunicação: Uma Experiência com a Medicina Narrativa. Revista Brasileira de Educação Médica, 29(3), 2005. Almeida, M.J.: Educação Médica e Saúde - Possibilidades de Mudança. Editora UEL/Associação Brasileira de Educação Médica. Londrina/Rio de Janeiro 1999. BENSENOR IM; ATTA JA; MARTINS MA. Semiologia Clínica. Editora: Sarvier, 2002. BORDENAVE, J.E.D. O que é comunicação? São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994. Coleção Primeiros Passos. BOULOS, M. Relação médico-paciente: o ponto de vista do clínico. In: MARCONDES, GONÇALVES, E. L. (coord.). Educação Médica, São Paulo: SARVIER, 1998. CAMARGO, J.J. Relação médico-paciente – FFFCMPA-ISCMPA. Rev. Médica Sta. 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Caracterizar as funções psíquicas superiores e suas alterações, sistematizando o exame do estado psíquico do indivíduo; 2. Correlacionar as estruturas anatômicas do Sistema Nervoso Central ao comportamento humano; 3. Descrever os mecanismos da neurotransmissão química relacionada com o funcionamento psíquico; 4. Identificar e caracterizar os principais transtornos mentais e de comportamento, considerando os aspectos epidemiológicos, etiológicos, quadro clínico, diagnóstico, evolução, tratamento, reabilitação e aspectos psicossociais; 5. Explicar a relação entre o biológico, o psicológico e o social nos diferentes transtornos mentais e de comportamento; 6. Discutir o manejo de situações de crise e de urgência mais frequentes na prática clínica; 7. Identificar os recursos laboratoriais e de imagem importantes para elucidação do diagnóstico de transtornos mentais e de comportamento; 8. Identificar os princípios básicos da Psicofarmacologia; 9. Identificar os principais recursos psicoterápicos e suas indicações clínica; 10. Discutir as atitudes básicas necessárias ao profissional de saúde em relação ao paciente, a família, comunidade e a equipe de saúde mental. Referências bibliográficas Bibliografia básica: GLEN O. GABBARD. Tratamento dos transtornos psiquiátricos. 4ª ed. São Paulo: Artmed, 2009. KAPLAN, H. I.; SADDOCK, B. J. Manual de farmacologia psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2002. 115 KAPLAN, H. I.; SADDOCK, B. J.; GREBB, J. A. Compêndio de psiquiatria. 9a ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. YUDOFSKY, STUART C.; HALES, ROBERT E. Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica. 4a ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. YUDOFSKY, STUART C.; HALES, ROBERT E. Tratado de psiquiatria clínica. 4ª ed. São Paulo: Artmed, 2006. Bibliografia complementar: BOTEGA, N. J. Prática psiquiátrica no hospital geral. Porto Alegre: Artmed, 2001. DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. QUEVEDO, J. Emergências psiquiátricas. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. SÁ JÚNIOR, L. S. M. Compêndio de psicopatologia e semiologia psiquiátricas. Porto Alegre: Artmed, 2001. STAHL, S. M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficos e aplicações clínicas. 2ª ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2002. 116 4.4.1.27. Módulo 402 - Distúrbios Sensoriais, Motores e da Consciência Objetivo geral Compreender a neuroanatomia funcional, a fisiopatologia, o quadro clínico, o diagnóstico e o tratamento dos distúrbios mais frequentes da sensibilidade, da motricidade e da consciência, na prática clínica. Objetivos específicos 1. Rever a anatomia funcional dos principais distúrbios da sensibilidade, da motricidade e da consciência, correlacionando-a com o quadro clínico dos principais distúrbios motores, da sensibilidade e da consciência. 2. Analisar os aspectos semiológicos da história clínica, do exame neurológico, correlacionandoos com as principais síndromes neurológicas que acometem o sistema motor, da sensibilidade e a consciência. 3. Relacionar os exames complementares que devem ser solicitados de acordo com a(s) síndrome(s) específica(s) para identificação e estudo dos distúrbios da sensibilidade, da motricidade e da consciência. 4. Identificar, pela análise do quadro clínico geral, as etiologias mais freqüentes dos distúrbios da sensibilidade, da motricidade e da consciência. 5. Explicar o tratamento destas afecções. 6. Discutir os aspectos biopsicossociais destes distúrbios. Referências bibliográficas Bibliografia básica: GOLDMAN, L.; AUSIELLO, D. Cecil: tratado de medicina interna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. GREENBERG, D. A.; AMINOFF, M. J.; SIMON, R. P. Neurologia clínica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. NITRINI, R.; BACHESCHI, L. A. A Neurologia que todo médico deve saber. São Paulo: Atheneu, 2005. PORTO. Semiologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. SANVITO, W. L. Propedêutica neurológica básica. São Paulo: Atheneu, 2000. 117 Bibliografia complementar: GUERREIRO, C. A. M. et al. Epilepsia. São Paulo: Lemos, 2000. GUSMÃO, S. S; CAMPOS, G. B; TEIXEIRA, A.L. Exame neurológico: bases anatomofuncionais. São Paulo: Revinter, 2003. LENT, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociências. São Paulo: Atheneu, 2004. MACHADO, A. Neuroanatomia funcional. São Paulo: Atheneu, 2001. MELO-SOUZA, S. E. Tratamento das doenças neurológicas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. MUTARELLI, E. G. Propedêutica neurológica: do sintoma ao diagnóstico. São Paulo: Sarvier, 2000. 118 4.4.1.28. Módulo 403 - Dispneia, Dor Torácica e Edema Objetivo Geral: Compreender as interações anátomo-fisiológicas, os mecanismos fisiopatológicos, as manifestações clínicas e os aspectos bioéticos envolvidos nos processos mórbidos que envolvam esta tríade de sinais e sintomas: dor torácica, dispnéia e edema. Objetivos Específicos 1. Revisar as estruturas anatômicas e a fisiologia do coração, pulmões e rins; 2. Identificar os principais agentes etiológicos dos processos patológicos que se manifestem com dor torácica, dispneia e edema; 3. Descrever os mecanismos fisiopatológicos dos processos mórbidos que cursam com dor torácica, dispneia e edema; 4. Identificar as manifestações clínicas das diversas patologias pulmonares, cardiovasculares e renais; 5. Relacionar os principais fatores de risco e as medidas preventivas das principais patologias cardíacas, pulmonares e renais; 6. Discutir os diagnósticos diferenciais das doenças que ocasionam dor torácica, dispnéia e edema; 7. Relacionar e interpretar os exames complementares que auxiliam no diagnóstico dessas patologias; 8. Discutir a abordagem terapêutica das principais doenças que cursam com dor torácica, dispneia e edema; 9. Descrever os aspectos bioéticos relacionados aos estágios avançados e terminais de doenças cardíacas, respiratórias e renais. Referências bibliográficas Bibliografia básica: ANDREOLI, T. E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998. BENSEÑOR, I. M.; ATTA, J. Á.; MARTINS, M. A. Semiologia clínica. São Paulo: Sarvier, 2002. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 119 GOLDMAN, L. Cardiologia na Clínica Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. GOLDMAN, L; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 2v. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 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Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. TOSCANO, L. Condutas médicas nas emergências, UTI e unidade coronariana. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1993. TRABULSI, L. R. et al. Microbiologia. 3ª ed. São Paulo: [s.n.], 1999. VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de infectologia. São Paulo: Atheneu, 1996. 2v. 121 4.4.1.29. Módulo 404 - Desordens Nutricionais e Metabólicas Objetivos Gerais Analisar os fatores etiológicos, fisiopatológicos, clínicos e biopsicossociais relacionados às desordens nutricionais, metabólicas e endócrinas mais prevalentes na população. Objetivos Específicos 1. Explicar as alterações metabólicas relacionadas à desnutrição e ao sobrepeso, sua prevalência, etiologia, diagnóstico e sua relação com outras doenças metabólicas, visando estabelecer medidas educativas, profiláticas e tratamento adequado. 2. Descrever o controle metabólico do cálcio e do fósforo e os distúrbios relacionados, enfatizando a osteopenia e prevenção de fraturas. 3. Interpretar os resultados dos exames complementares utilizados no diagnóstico diferencial das patologias que cursam com desordens nutricionais e metabólicas, objetivando a confirmação diagnóstica. 4. Classificar a topografia das lesões do eixo Hipotálamo – hipófise - glândulas endócrinas por meio de testes diagnósticos. 5. Correlacionar as alterações metabólicas relacionadas à síntese e degradação dos lipídeos com as principais causas e suas consequências no organismo, visando estabelecer diagnóstico, medidas educativas, profiláticas e terapêuticas. 6. Explicar as alterações metabólicas relacionadas ao metabolismo da glicose, a redução da sua captação pelas células e a deficiência da síntese intracelular de glicogênio, suas principais causas e consequências, visando estabelecer diagnóstico e terapêutica. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BRAUNWALD, E. et al. Harrison: tratado de medicina interna. 15ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2001. 2 v. GOLDMAN, L; BENNET, J. C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 2.v. GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2002. VILAR, L. et al. Endocrinologia clínica. 2ª ed. São Paulo: MEDSI, 2001. 122 Bibliografia complementar: BANDEIRA, F. et al. Condutas em endocrinologia. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. FELÍCIO, C. P. Atualização terapêutica. 22a ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2005. HALBE, H. W. Tratado de ginecologia. 3ª ed. Editora Roca, 2000. LOPEZ, M. Emergências médicas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. MARQUES, A. N. Pediatria social. Editora Cultura Médica, 1986. RANG, H.P.; DALE, M.M.; RITTER, J.M. Farmacologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. WILSON & FOSTER (1992). Williams’ Textbook of Endocrinology 10a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 123 4.4.1.30. Módulo 406 - Manifestações Externas das Doenças e Iatrogenias Objetivo geral Compreender o mecanismo fisiopatogênico das iatrogenias e das manifestações externas das doenças, e conhecer suas apresentações clínicas, psicossociais, modalidades diagnósticas, princípios terapêuticos e ações preventivas relacionadas. Objetivos específicos 1. Descrever os aspectos anatômicos e histológicos da pele, das mucosas e dos anexos cutâneos normais e aspectos histopatológicos relacionados às suas disfunções. 2. Descrever a fisiologia do aparelho tegumentar. 3. Relacionar os componentes do ecossistema cutâneo: Ph da pele, sebo e suor e relacionar o desequilíbrio desse ecossistema com as doenças cutâneas mais comuns na prática diária, com o objetivo de propor medidas terapêuticas eficazes. 4. Citar a função imunológica da pele e discutir as alterações patológicas que surgem em decorrência das disfunções imunológicas. 5. Entender a descrição das lesões cutâneas elementares e utilizá-la como base para formular diagnósticos Sindrômico, Nosológico e etiológico das dermatoses (Sindrômico: classificação diagnóstica geral baseada no conjunto de sinais e sintomas; Nosológico: doença caracterizada; Etiológico: agente ou condição que determina a doença). 6. Discutir a influência da herança genética no desenvolvimento das dermatoses e sua magnitude do comprometimento da pele. 7. Citar os agentes físicos, químicos e biológicos responsáveis pelos principais quadros dermatológicos. 8. Avaliar a influência do estresse sobre as manifestações externas das doenças da pele. 9. Citar a indicação e interpretação dos exames complementares utilizados no diagnóstico diferencial de dermatoses neoplásicas e infecciosas. 10. Relacionar os principais fatores de risco dos tumores cutâneos e as intervenções preventivas. 11. Discutir os princípios terapêuticos das doenças cutâneas mais comuns, os esquemas terapêuticos consolidados na prática clínica especializada e sua utilização no contexto da prática clínica geral. 124 12. Descrever as mais frequentes reações adversas dos medicamentos discutidos durante o módulo, visando à sua prevenção e tratamento. Referências bibliográficas Bibliografia básica: AZULAY, R. D.; AZULAY, D. R. Dermatologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. AZULAY-ABULAFIA, L. et al. Atlas de Dermatologia: da semiologia ao diagnóstico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1998. 2. v. GANONG, W. F. Fisiologia médica. 17ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. GOLDMAN, BENNETT, J.C. Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. LÓPEZ, M.; LAURENTYS-MEDIROS, J. Semiologia médica. 4ª ed. São Paulo: Revinter, 1999. 2.v. PEACKMAN, M.; VERGANI, D. Imunologia básica e clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. PORTO, C. C. Semiologia médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. SAMPAIO, A. S.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 3ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2008. Bibliografia complementar: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; POBER, J. S. Imunologia celular e molecular. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. ALMEIDA, R. et al. Randomized, double-blind study of stibogluconate plus human granulocyte macrophage colony-stimulating factor versus stibogluconate alone in the treatment of cutaneous leishmaniasis. Journal of Infectious Diseases, v.180, p.1735-1737, 1999. ANDREOLI, T. E. et al. Cecil: medicina interna básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. BARATA, R. B.; BRICEÑO-LÉON, R. Doenças endêmicas: abordagens sociais, culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000. BENSEÑOR, I. M.; ATTA, J. 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Identificar situações que configuram emergências médicas, a partir de dados de anamnese, exame físico e de parâmetros complementares. 2. Descrever as manifestações clínicas, a epidemiologia, a etiologia, a fisiopatologia, a etiopatogenia, o diagnóstico e a terapêutica dos casos emergenciais discutidos. 3. Distinguir, clinicamente, as situações de urgência e emergência, discutindo condutas em conformidade com os diferentes níveis de evidência clínica observados em cada caso. 4. Discutir os aspectos ético-legais no atendimento das emergências médicas. 5. Criticar os princípios fundamentais da abordagem diagnóstica e terapêutica dos pacientes nas situações de emergência: perda da consciência, insuficiência respiratória e insuficiência cardiocirculatória. 6. Relacionar os princípios fundamentais da abordagem diagnóstica e terapêutica dos pacientes com quadro de parada cardiorrespiratória. 7. Formular os princípios fundamentais da abordagem do paciente em coma. 8. Discutir os aspectos fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos dos quadros de choque. 9. Descrever a fisiopatologia, aspectos clínicos e terapêuticos da sepse. 10. Discutir as principais emergências obstétricas. 11. Discutir os quadros de insuficiência respiratória de acordo com o mecanismo fisiopatológico básico. 12. Discutir a abordagem diagnóstica e terapêutica dos pacientes com dor na emergência. Referências bibliográficas Bibliografia básica: BRITO, C. A. A. et al. Condutas em emergências médicas. Rio de Janeiro: Medsi, 2003. 128 FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1988. GOLDMAN L; AUSIELLO D. Cecil: tratado de medicina interna. 22ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. Herlon, S.M. et al. Emergências clinicas baseadas em evidências. São Paulo: Atheneu, 2005. KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo: Atheneu, 2006. NÁCUL, F. E. Medicina intensiva: abordagem prática. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. NETO, A. R. et al. 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CONDUTAS DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Pronto – Socorro. São Paulo: Manole, 2007. ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar: medicina de urgência. São Paulo: Manole, 2004. GOODMAN; GILMAN. As bases farmacológicas da terapêutica. México: Mc GrawHill Interamericana. 1996. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro, 2001. SABISTON. Textbook of surgery: the biological basis of modern surgical practice. 19 th Ed, 2012. SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Tratado de cardiologia. São Paulo: Manole, 2005. Timerman, S. et al. Guia Prático para o ACLS. 1ª ed. São Paulo. Manole, 2008. 129 WEST, J. B. Fisiologia respiratória. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2002. 130 4.4.1.32. IESC 404/HA 404 – Interação Ensino-Serviços-Comunidade IV/Habilidades e Atitudes Objetivo Geral Adquirir competências clínicas nos atendimentos direcionados às crianças, mulheres e adultos em diferentes cenários de aprendizagem (unidades básicas de saúde e de urgênciaemergência hospitalares), enfocando o indivíduo como um ser biopsicossocial e conhecendo suas inter-relações com o seu contexto familiar, laboral e comunitário. Objetivos específicos 1. Acolher os usuários do sistema de saúde nos diferentes cenários de maneira educada e respeitosa, apresentando-se e esclarecendo o seu papel no atendimento, explicando o(s) procedimento(s) e solicitando a permissão (consentimento) / concordância dos mesmos; 2. Realizar história clínica sistematizada comunicando-se com o paciente e seus familiares, estabelecendo uma relação médico-paciente orientada pelo respeito às diferenças culturais e de valores e compromisso com a qualidade do cuidado; 3. Realizar o exame clínico sistematizado dos diversos sistemas e aparelhos (respeitando os valores, as crenças e as preocupações das pessoas) e articulando a busca e achados de exames com os dados da história clínica; 4. Utilizar corretamente os equipamentos requeridos para o exame clínico em diferentes situações clínicas, considerando as medidas de biossegurança necessárias, explicando e solicitando consentimento dos usuários; 5. Elaborar hipóteses diagnósticas integrando os conhecimentos de fisiopatologia, epidemiologia e medicina baseada em evidências com os dados da história e do exame clínico. 6. Registrar, de forma clara e sistematizada, as informações relevantes sobre cada atendimento, de forma a possibilitar o acompanhamento clínico individual adequado. 7. Reconhecer que os usuários têm, como cidadãos, direito de acesso às informações registradas; 8. Participar da tomada de decisão na elaboração do diagnóstico, do plano de cuidados e de terapêutica, esclarecendo de forma clara os procedimentos a serem realizados e solicitando permissão dos pacientes/responsáveis para a realização dos mesmos; 131 9. Desenvolver práticas educativas reconhecendo-as como parte do exercício profissional e como medidas efetivas para a promoção e recuperação da saúde; 10. Reconhecer-se como membro da equipe multidisciplinar e multiprofissional, responsáveis pelos cuidados de saúde da população da área de abrangência e pela qualidade do atendimento a cada usuário; 11. Citar os dados disponíveis sobre o perfil epidemiológico da área de atuação para avaliar a relevância e o impacto das atividades que desenvolve; 12. Reconhecer-se em sua prática clínica, como agente de intervenção no coletivo, por meio da notificação e participação no sistema de vigilância epidemiológica e à saúde; 13. Reconhecer os serviços de saúde como local de aprendizagem, de produção de conhecimento e de transformação das práticas de saúde; 14. Reconhecer como os princípios éticos interferem na sua prática e na relação com os usuários e a equipe de trabalho. Desempenhos esperados Organização do Cuidado 1. Conhecer a organização do trabalho dos serviços de saúde da rede; 2. Recepcionar / acolher de maneira educada e respeitosa o usuário no consultório, demonstrando interesse pelo paciente e suas dúvidas e inseguranças; 3. Explicar de maneira clara e solicitar permissão aos usuários dos diferentes procedimentos antes de realizá-los; 4. Explicar de maneira clara e compreensível para os usuários sobre o uso dos medicamentos, dietas alimentares e outras orientações; 5. Organizar os agendamentos dos pacientes; 6. Participar com a equipe na execução das tarefas prescritas; 7. Apresentar-se adequadamente trajado de branco e/ou jaleco e identificado. Planejamento das atividades 1. Revisar o prontuário do paciente; 2. Sumarizar os pontos mais importantes; 3. Executar a atividade com base nas prioridades e novas demandas no atendimento; História clínica / Evolução clínica 132 1. Realizar as diferentes etapas da história e da evolução clínica de forma sistematizada, abordando todos os aspectos fisiopatológicos e psicossociais relevantes; 2. Registrar as informações obtidas no prontuário, com letra legível, de forma clara, objetiva e sistematizada; 3. Comunicar-se com clareza, objetividade e cordialidade, demonstrando cuidado e respeito; 4. Estabelecer uma boa relação médico paciente; 5. Respeitar o paciente e o professor; 6. Desenvolver capacidade de observação.; Exame clínico 1. Preparar o ambiente e o paciente para realização do exame clínico, respeitando a autonomia, a privacidade e a dignidade do mesmo; 2. Esclarecer e solicitar permissão do paciente para realização do exame clínico; 3. Utilizar equipamentos necessários com medidas de biossegurança; 4. Realizar exame físico geral e orientado com técnica apropriada; 5. Reconhecer e interpretar as alterações dos sistemas; 6. Registrar as informações obtidas no prontuário e formulários pertinentes. Raciocínio clínico-epidemiológico 1. Utilizar os princípios da aprendizagem baseada em problemas adaptados para a discussão clínica; 2. Apresentar seu raciocínio sustentado no conhecimento científico disponível; 3. Integrar conhecimentos epidemiológicos e de fisiopatologia; 4. Utilizar os achados relevantes na história e exame clínicos; 5. Desenvolver raciocínio diagnóstico; 6. Reconhecer e eleger, por prioridades, as lacunas de conhecimento referente ao caso; 7. Descrever estratégias para resolução das lacunas encontradas. Plano dos cuidados e da terapêutica 1. Selecionar os recursos de apoio diagnóstico e terapêutico (custo-efetividade); 2. Apoiar suas decisões/discussões em evidências encontradas na literatura; 3. Considerar o contexto socioeconômico na tomada de decisão clínica; 4. Planejar o cuidado e participar da sua resolução com o apoio da equipe; 133 5. Permitir ao paciente participar do processo de tomada de decisão; 6. Demonstrar capacidade para realizar aconselhamento e orientação à família visando à prevenção, promoção e recuperação da saúde; 7. Elaborar prescrição que permita o entendimento do plano terapêutico pelo paciente. Apresentação do caso 1. Apresentar o caso com objetividade e organização cronológica dos fatos; 2. Apresentar proposta de seguimento. Estudo de caso clínico (quando houver pertinência) 1. Realizar um estudo de caso clínico utilizando os princípios da ética aplicada à pesquisa; 2. Justificar a escolha do caso a partir de critérios explicitados; 3. Analisar os dados de história, exame clínico exames complementares e os integrar; 4. Analisar a conduta de intervenção proposta pela equipe de saúde; 5. Entrevistar, caso seja possível ou necessário, o sujeito do caso escolhido; 6. Analisar a evolução do caso; 7. Realizar a apresentação do caso clínico de forma clara, objetiva e sistematizada; 8. Discutir o caso, à luz da revisão da literatura; 9. Utilizar os princípios da medicina baseada em evidências; 10. Elaborar relatório do estudo de caso. Trabalho de grupo / Práticas educativas 1. Participar dos trabalhos de grupo junto com os profissionais da equipe; 2. Utilizar recursos pedagógicos e técnicas de dinâmica, nos grupos; Trabalho em equipe multiprofissional 1. Reconhecer o trabalho/competência dos profissionais da equipe; 2. Respeitar a opinião/oposição dos diversos profissionais da equipe; 3. Reconhecer o trabalho em equipe como parte do processo de trabalho; 4. Assumir a tarefa com responsabilidade; 5. Compartilhar valores e decidir coletivamente. 134 Referências bibliográficas Bibliografia básica: BEHRMAN, R. E; KLIEGMAN, R.M; A.M. Nelson: Tratado de Pediatria. 15a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. FEBRASGO (org). Tratado de Obstetrícia. 1a ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. GOLDMAN L, AUSIELLO D. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 22ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. LEÃO, E.; CORRÊA E.J; VIANA, M.B; MOTA, J.A. Pediatria Ambulatorial -. 38ª ed. Belo Horizonte: COOPMED, Editora Médica, 1998. MARCONDES, E (org) Pediatria Básica. 88ª ed., São Paulo: Sarvier, 1994. MARTINS S.M., DAMASCSENO M.C.T., AWADA S.B. Pronto-Socorro: Diagnóstico e Tratamento em Emergências. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2008. Bibliografia complementar: BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de atendimento à criança com desnutrição grave em nível hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. BRAUNWALD et al. Harrison Medicina Interna. 17ª ed. Artmed, 2009. 02 volumes. BRUNTON, L.L., LAZO, PARKER KL. Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 11ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2010. CUNNINGHAM, F. J. el al. William's Obstetrics. 208a ed., Stanford: Appleton & Lange, 1977. ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Caderno de Avaliação da ESCS. Brasília, DF, 2004. FAMEMA. Manual da IC 4 da FAMEMA. Marília, 2004. FAMEMA. Manual do internato da FAMEMA. Marília, 2003. GUYTON, A.C., HALL J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. IRWIN, R.S., RIPPE, J.M. Terapia Intensiva. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. KNOBEL E. Condutas no Paciente Grave. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2006. McPHEE, PAPADAKIS M.A. Current Medical Diagnosis & Treatment. 14ª ed. New York: McGraw Hill, 2010. NEME B. Obstetrícia Básica. 2a ed. São Paulo: Sarvier, 2000. PORTO C.C., PORTO A.L. Semiologia Médica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. REZENDE, J. Obstetrícia. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. VILAR L. Endocrinologia Clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 135 4.4.1.33. IM 501 – Saúde do Adulto (Clínica Médica) Objetivo Geral Oportunizar, de forma gradual e supervisionada, a prática da medicina interna ao futuro médico, estudante da quinta série, visando integrar os conhecimentos sobre clínica médica adquiridos durante o curso com os novos conhecimentos advindos de reflexões teóricas e práticas, nos ambientes hospitalares e nos demais cenários onde a assistência é desenvolvida; Objetivos Específicos 1. Atuar na prática clínica utilizando as melhores evidências demonstrando ética e responsabilidade; 2. Abordar com pertinência e eficácia as principais intercorrências clínicas; 3. Interpretar variáveis hemodinâmicas, respiratórias e gasométricas e indicar a melhor opção terapêutica; 4. Diagnosticar e tratar os distúrbios hidroeletrolítico; 5. Diagnosticar e tratar as principais emergências clínicas; 6. Realizar procedimentos da reanimação cardiopulmonar e suporte de vida avançado; 7. Discutir as bases do diagnóstico e tratamento do hospedeiro imunocomprometido; 8. Interpretar os resultados dos diversos exames complementares (laboratoriais, radiológicos, endoscópicos, etc.) ligados à prática clinica; 9. Compreender os princípios do controle de infecções hospitalares; Referências bibliográficas Bibliografia Básica BENNET, C. S. Tratado de Medicina Interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. HARRISON. Medicina Interna (02 volumes). 15ª ed. Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill, 2002. 136 Bibliografia Complementar FLETCHER, R. H.; FLETCHER, S.W.; WAGNER, E.H. Epidemiologia Clínica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1996. TIERNEY. HERLON. Emergências Clinicas Baseadas em Evidências. São Paulo: Saraiva Martins - HC-USP Editora Atheneu, (sd). Current Medical Diagnosis & Treatment. 43ª ed. Rio de Janeiro: Editora Mc GrawHill, 2004. 137 4.4.1.34. IM 502 – Saúde do Adulto (Clínica Cirúrgica) Objetivo geral Oportunizar ao estudante, em regime de internato médico, com quarenta horas semanais, sempre sob supervisão, o desenvolvimento e a vivência na área de clínica cirúrgica, visando a demonstração prática de competências, habilidades e atitudes; aquisição de conhecimento médico na área de clínica cirúrgica, realizando atendimentos nos ambulatórios, nas enfermarias, nas emergências e centro cirúrgico, nas fases pré-, trans- e pós-operatória. Estabelecer uma experiência clínica reflexiva, considerando o paciente como um ser integral, dentro do contexto familiar e social, capacitando-se para o diagnóstico e tratamento das doenças cirúrgicas, função inerente do cirurgião geral. Objetivos Específicos 1. Elaborar, a partir da anamnese, do exame físico e dos exames complementares, diagnósticos cirúrgicos diferenciais. 2. Aplicar conceitos básicos de epidemiologia clínica na elaboração diagnóstica de casos reais, padrão-ouro, sensibilidade, especificidade e valor preditivo. 3. Interpretar os exames complementares, comparando os resultados obtidos, listando para cada resultado discrepante possibilidades diagnósticas que o expliquem e estabelecendo a devida correlação com o quadro clínico apresentado pelo paciente. 4. Correlacionar dados clínicos com os achados anátomo e histopatológicos. 5. Interpretar dados obtidos de monitorização de pressão arterial, pressão venosa central, frequência cardíaca, frequência respiratória, eletrocardiograma, oximetria de pulso, capnometria, diurese horária e gasometria arterial, estabelecendo a devida correlação com o quadro clínico e as hipóteses diagnósticas cabíveis. 6. Distinguir, clinicamente, as situações de emergência, urgência ou eletiva, propondo condutas em conformidade com os diferentes graus de risco encontrados. 7. Propor correta prescrição e administrar, quando prescrito, fármacos conforme indicação: hipnóticos, analgésicos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes, antiarrítmicos, agentes inotrópicos e vasoativos, vacinas, imunoglobulinas, antibióticos e anestésicos locais, entre outros. 138 8. Discriminar na prescrição de fármacos analgésicos, princípios básicos a serem seguidos referentes à via de administração, à farmacocinética e à farmacodinâmica da droga e à escada analgésica da Organização Mundial de Saúde. 9. Monitorar de forma sistemática a adequação das medicações analgésicas e sedativas prescritas utilizando escalas adequadas. 10. Abordar, indicar e executar terapêutica com soluções colóides e cristalóides, transfusão de sangue e hemocomponentes. 11. Reconhecer uma parada cardiorrespiratória, indicar e executar manobras de ressuscitação. 12. Executar manobras de desobstrução e técnicas não cirúrgicas de manutenção e proteção de vias aéreas. 13. Auxiliar na execução de técnicas cirúrgicas de manutenção e proteção de vias aéreas. 14. Abordar corretamente pacientes que necessitem de acesso venoso periférico e executar técnicas para esse fim. 15. Reconhecer soluções de continuidade, diagnosticá-las e executar sua síntese. 16. Executar desbridamentos, drenagens de baixa complexidade (pneumotórax, toracocentese e ascite) e retirada cirúrgica de corpos estranhos. 17. Examinar feridas com atenção voltada para o reconhecimento de sinais evolutivos e prognósticos (flogísticos, necróticos, cicatriciais). 18. Reconhecer e executar técnicas de imobilização de fraturas, entorses e luxações. 19. Conhecer e aplicar sistemas de escores utilizados para estratificação de risco e predição de desfechos clínicos a pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: Estado Físico ASA; classificações de Goldman da New York Heart Association e da Canadian Cardiovascular Society; e Escala de Coma de Glasgow. Referências Bibliográficas Bibliografia Básica COLÉGIO AMERICANO DOS CIRURGIÕES: Suporte avançado de vida no trauma para médicos: manual do curso para alunos. 6ª ed. Chicago: American College of Surgeons, 1997. FAUCI, A. S. et al. Harrison: medicina interna. 14ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1988. 139 GOLDMAN, I. ; BENNETT, J. C.(ed). Cecil: tratado de medicina interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GOODMAN L.; GILMAN, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1996. MORRIS, P. J., WOOD, W.C. (eds). Oxford textbook of surgery. 2nd ed. Oxford: New York: Oxford University Press, 2000. VINHAES, J.C. Clínica e terapêutica cirúrgicas. Rio de Janeiro: Ed. GuanabaraKoogan, 1997. Bibliografia Complementar AMARAL, J. L. G. (Ed). Sedação, analgesia e bloqueio neuromuscular em UTI. São Paulo: Atheneu, 1996 (Série Clínicas Brasileiras de Terapia Intensiva, ano 1, vol.2). ANDRADE, M. P. Dor pós-operatória: conceitos básicos de fisiopatologia e tratamento. Revista Dor, São Paulo, v.2, n.2, p.7-14, 2000. BARROSO, F.L.; VIEIRA, O.M. Abdome agudo não-traumático: novas propostas. São Paulo: Ed. Robe, 1995. BRODY, T. M. et al. Farmacologia humana: da molecular à clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. FERRAZ, E. M. Infecção em cirurgia. Rio de Janeiro: Medsi, 1997. GOFFI, F. S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da cirurgia. 4ª ed. São Paulo: Ed. Atheneu, 1996. JORGE Fº, I.; ANDRADE, J. I.; ZILLIOTTO JR., A. Cirurgia geral pré- e pósoperatório. São Paulo: Atheneu, 1995. LÁZARO, A. Cirurgia de urgência. Rio de Janeiro: Medsi, 1985. MARGARIDO, N.F.; TOLOSA, E.M.C. Técnica cirúrgica prática. São Paulo: Atheneu, 2001. MATTOX, K.L.; FELICIANO, D.V.; MOORE, E.E. (eds). Trauma. 4th ed. New York: MacGraw-Hill, 2000. NYHUS, L.M.; BAKER, R.J.; FISCHER, J.E. (eds). Mastery of Surgery. 3rd ed. Boston: Little, Brown, 1997. NYHUS, L.M.; WASTELL, C. Cirurgia do estômago e do duodeno. 3ª ed. RANG, H.P.; DALE, M.M.; RITTER, J.M. Farmacologia. 4ª ed. Rio de Janeiro: (se), 2001. RASSLAN, S. Afecções cirúrgicas de urgência. São Paulo: Ed. Robe, 1995. SAAD, JR. Trauma de tórax e cirurgia torácica. São Paulo: Ed. Robe, 1993. STOELTING R.K.; DIERDORF S.F. Anesthesia and co-existing disease. 3ª ed. Churchill Livingstone, 1993. STOELTING R.K.; Miller, R. D. Bases de anestesia. 4ª ed. São Paulo: Ed. Roca, 2004. VIEIRA, O.M. et al. Clínica cirúrgica: fundamentos teóricos e práticos. Rio de Janeiro: Ed. Atheneu, 2000. 2v. 140 4.4.1.35. IM 503 – Saúde da Criança Objetivo Geral Integrar e desenvolver na prática diária, a partir do treinamento em serviço e sob supervisão, conhecimentos, habilidades e atitudes, visando à formação de um médico capaz de abordar o paciente pediátrico como um todo, considerando o processo saúde/doença, identificando suas necessidades e as da comunidade. Objetivos Específicos 1. Discutir as exigências nutricionais, higiênicas, emocionais, educacionais e ambientais da criança; 2. Descrever os conceitos, princípios, métodos e procedimentos utilizados no estudo do crescimento e desenvolvimento do ser humano, desde a concepção até a adolescência; 3. Realizar a anamnese com a criança e o responsável a fim de estabelecer uma história clínica; 4. Realizar o exame físico de crianças em diferentes períodos etários; 5. Realizar diagnóstico e tratamento das doenças comuns da infância; 6. Valorizar as ações que promovam a saúde e previnam as doenças; 7. Manter uma boa relação médico-paciente e respeito ao paciente; 8. Compreender a importância do trabalho em equipe; 9. Desenvolver bom relacionamento e postura ética com os colegas, com a enfermagem e com os médicos durante o desenvolvimento de suas atividades; 10. Reconhecer sinais e sintomas resultantes da perturbação do vínculo entre pais e filhos. 11. Estabelecer, em cooperação com outros profissionais da unidade básica de saúde, um plano de acompanhamento das famílias com crianças e adolescentes em situação de risco social, uso/abuso de álcool e drogas e violência. Referências bibliográficas Bibliografia Básica AVERY, G.B.; FLETCHER, M.A.; MCDONALD, M.G. Neonatologia: Fisiopatologia e Tratamento do Recém-Nascido. Rio de Janeiro: Medsi. 1999. 141 BEHRMAN, R. E.; KLIEGMAN, R. N. Tratado de Pediatria. 17ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. MARCONDES, E.; VAZ, F. A. C.; RAMOS, J. L. A.; OKAY, Y. Pediatria básica: pediatria clínica geral. 9ª ed. São Paulo: Sarvier; 2003. Tomo II MURAHOVSCH, J. Pediatria: urgências + emergências. São Paulo: Sarvier, 2006. Bibliografia Complementar CLOHERTY, J.P.; EICHENWALD, E.C.; STARK, A.R. Manual de Neonatologia 5ª ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan 2005. HAY, W. W. JR., HAYWARD, A.R., LEVIN, M.J., SONDHEIMER, J.M. (Ed.). Current Pediatric Diagnosis & Treatment, 16th, Ed. Lange Medical Books/McGrawHill, cap.8, 2003. LOPEZ, F. A. e CAMPOS JÚNIOR, D. Tratado de Pediatria - Sociedade Brasileira de Pediatria. Barueri/SP: Editora Manole Ltda, 2007, v. 1. PIVA, J.P.; GARCIA, P.C.R. Medicina Intensiva em Pediatria. Rio de Janeiro: Revinter, 2005. SEGRE, C.A.M. Perinatologia: Fundamentos e Prática. São Paulo: Sarvier; 2002. 142 4.4.1.36. IM 504 – Saúde da Mulher Objetivo Geral Tomar conhecimento e adquirir habilidades na abordagem de pacientes nos diversos cenários de assistência à saúde da mulher, priorizando a prevenção da doença e a promoção da saúde, correlacionando à saúde sexo-reprodutiva, ao ciclo grávido-puerperal e às principais afecções toco-ginecológicas, dentro do contexto ético e legal. Objetivos Específicos 1. Avaliar clinicamente a gravidez, acompanhando a gestação normal e identificando o enfoque de risco; 2. Identificar o trabalho de parto, acompanhando sua evolução e indicando conduta obstétrica mais adequada; 3. Acompanhar a gestante no pré-parto, parto e puerpério; 4. Reconhecer os principais exames complementares na propedêutica obstétrica; 5. Acompanhar a assistência ao puerpério normal e patológico, promovendo o aleitamento materno e o planejamento familiar; 6. Promover a detecção precoce do câncer ginecológico e das mamas; 7. Promover a prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis; 8. Prestar assistência ao planejamento familiar; 9. Diagnosticar e tratar as afecções ginecológicas mais comuns, propondo prescrições medicamentosas; 10. Acompanhar a assistência sistematizada ao climatério; 11. Conhecer os principais procedimentos cirúrgicos ginecológicos acompanhamento pós-operatório; 12. Detectar e encaminhar as pacientes vítimas de violência sexual; 13. Promover estilo de vida saudável. Referências bibliográficas Bibliografia Básica BEREK, J. S. Novak´s gynecology. 13. ed. [S.l.: s.n.], 2002. NEME, B. Obstetrícia básica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000. 143 e o Manual de ética em ginecologia e obstetrícia. CREMESP – 2ª ed. 2002. Disponível em: http://www.cremesp.org.br/siteAcao.Publicacoes&acao;detalhescapitulos&codcapitulo 62. Acessado em 06 de dezembro de 2012. Bibliografia Complementar BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Humanização do parto. Brasília: Ministério de Saúde. 2002. BURROW, G. N. Complicaciones médicas durante el embarazo. 5ª ed. Buenos Aires: Panamericana, 2001. FLEISCHE, A. C. Ultra-sonografia em obstetrícia e ginecologia. 5ª ed. São Paulo: Revinter, 2000. LOBO, R. A. Treatment of the pós menopausal woman: basic & clinical. 2ª ed. Philadelphia: Lippincott Willians, 1999. FEBRASGO. Manual de anticoncepção. 1997. Disponível em: <http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm. Acesso em 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de assistência ao parto e tococirurgia. 2002. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de assistência ao pré-natal. 2000. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de diabetes e hipertensão na gravidez. 2004. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de drogas na gravidez. 2003. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de DST/AIDS. 2004. Disponível em:<http// www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de ginecologia endócrina. 2003. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de uroginecologia e cirurgia vaginal. 2001. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Projeto diretrizes. AMB. CFM. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/diretrizes.htm>. Acesso em: 07 de dezembro de 2012. 144 4.4.1.37. IM 505 – Saúde Coletiva Objetivo Geral Promover o conhecimento nas áreas de saúde coletiva, envolvendo medicina preventiva e comunitária, epidemiologia, saúde mental e do trabalhador. Objetivos específicos 1. Descrever e interpretar o nível de saúde da comunidade e dos grupos que a integram; 2. Discutir e utilizar metodologia de investigação, especificamente na aplicação dos métodos epidemiológicos; 3. Discutir e utilizar estatística aplicada à epidemiologia; 4. Discutir e utilizar métodos de pesquisa e de interpretação de literatura biomédica; 5. Discutir e utilizar a apresentação escrita de um trabalho científico. 6. Identificar os fatores demográficos, culturais, ambientais, socioeconômicos, individuais e de utilização dos serviços que condicionam a saúde; 7. Utilizar os conhecimentos sobre promoção, proteção e prevenção em saúde; 8. Identificar casos de Infecções Respiratórias Agudas (IRAS e construir uma investigação de caso. 9. Demonstrar conhecimento sobre epidemiologia, demografia, estatística descritiva, estatística analítica e epidemiologia clínica; 10. Estruturar um estudo epidemiológico. 11. Discutir os fundamentos e tipos de intervenção em saúde ambiental e saúde ocupacional; 12. Demonstrar conhecimento sobre fatores demográficos, sociais e ambientais que influenciam a saúde; 13. Realizar atividades dirigidas a grupos vulneráveis e de risco; 14. Discutir programas de saúde em execução a nível local, regional e nacional; 15. Demonstrar conhecimento sobre fontes de informação locais, regionais e nacionais mais frequentemente utilizadas em saúde; 16. Demonstrar conhecimento sobre as infecções relacionadas a assistência à saúde (IRAS), definir casos e investigar os principais sítios; 145 17. Demonstrar conhecimento sobre uso racional de antibióticos e identificação de grupos de risco para IRAS; 18. Utilizar a epidemiologia como disciplina básica da saúde pública 19. Utilizar a metodologias cientifica para investigação clinica em saúde, avaliação de programas e serviços; 20. Participar e utilizar os sistemas de vigilância epidemiológica; 21. Utilizar a metodologia da investigação epidemiológica 22. Elaborar, redigir e apresentar um protocolo de investigação epidemiológica; 23. Redigir e apresentar relatório de investigação de IRAS bem estruturado e com uma apresentação clara, precisa e cuidada; 24. Estar apto a colaborar nas funções do médico de saúde pública, executando as atividades e tarefas que lhe forem distribuídas no internato em saúde coletiva. Referências bibliográficas Bibliografia Básica BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Pró-saúde: programa nacional de reorientação da formação profissional em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. DRUMOND, M. Jr. Epidemiologia nos municípios: muito além das normas. São Paulo: Editora Hucitec, 2003. CAMPOS, G.W.S. Diretrizes para o ensino médico na rede básica de saúde. ABEM, Abr 2005. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/textos/2005/05/ diretrizes para o ensino mde.htm http://www.ufrgs.br/>. Acesso em: 05 de dezembro de 2012. Bibliografia Complementar BULCÃO, L. G. O ensino médico e os novos cenários de ensino aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 1, jan./abr. 2004. COELI, C. M. et al. Epidemiologia online: um site de apoio ao processo de ensinoaprendizagem de epidemiologia na graduação de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004. CONASEMS. Construindo o SUS educação. Revista CONASEMS. Brasília, Ano 1, n.9, dez./jan. 2005. Disponível em: <http://www.conasems.org.br/mostra Pagina.asp?codServico=1545&codPagina=2343 >. Acesso em: 06 de dezembro de 2012. CORDEIRO, H. A escola médica e o novo modelo de cuidados de saúde do SUS: a sustentabilidade das mudanças curriculares. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr. 2002. 146 DINI, P. S.; BATISTA, N. A. Graduação e prática médica: expectativas e concepções de estudantes de medicina do 1º ao 6º ano. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004. DUARTE, S.G. Dicionário brasileiro de educação. Rio de Janeiro: Edições Antares, 1986. FEUERWERKER, L. Estratégias de mudança da formação dos profissionais de saúde. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr. 2002. GARCIA, M.A.A. et al. O ensino da saúde coletiva e a escola médica em mudança: um estudo de caso. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v.28, n. 1, jan./abr. 2004. GARCIA, M.A.A. Saber, agir e educar: o ensino-aprendizagem em serviços de saúde. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. Botucatu, V. 5, n.8, fev. 2001. KERN, D. E. et al. Curriculum development for medical education: a six-step approach. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1998. KLIGERMAN, J. Política Nacional de saúde e a educação médica brasileira. Revista Brasileira de Cancerologia. São Paulo, v. 46, n. 3, jul./set. 2000. SANTOS, S. S.; SIQUEIRA-BATISTA, R. Avaliação cognitiva no internato médico experiência da disciplina de clinica médica, Faculdade de Medicina de Teresópolis, Fundação Educacional Serra dos órgãos (FESO). Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v, 27, n. 3, set./dez. 2003. Uma nova escola médica para um novo sistema de saúde, saúde e educação lançam programa para mudar o currículo de medicina. Revista de Saúde Pública. V. 36, n.3, jun. 2002. 147 4.4.1.38. IM 601 – Saúde do Adulto II (Clínica Médica) Objetivo Geral Preencher lacunas do conhecimento na formação do profissional do médico, oportunizando estágios supervisionados em clínicas gerais e especializadas nos hospitais de maior porte, que atendem pacientes com maior gravidade e realizam procedimentos de maior complexidade. Preparar para a residência médica. Objetivos Específicos 1 Realizar diagnóstico sindrômico, sistêmico, etiológico, diferencial e de prognóstico, e tomar conduta frente a pacientes que apresente os problemas corriqueiros em clínica médica geral e de especialidades. 2 Intervir de forma eficaz nos desequilíbrios dos parâmetros hemodinâmicos, respiratórios e gasométricos com a melhor opção terapêutica. 3 Realizar procedimentos da reanimação cardiopulmonar e suporte de vida avançado. 4 Realizar diagnóstico e tratar hospedeiro imunocomprometido. 5 Solicitar e interpretar os resultados de exames diagnósticos simples e rotineiros (bioquímicos, radiológicos simples, etc.) ligados à prática clinica. 6 Propor e interpretar exames complementares de alto custo ou complexos (endoscópicos, radioimagem dinâmica, contrastada, alto custo, etc.) 7 Controlar infecções hospitalares. 8 Propor à unidade, atividades de discussão temática na clínica referente aos casos atendidos e para pacientes internados. 9 Preparar e apresentar casos clínicos e artigos científicos para discussão, quando solicitado. 10 Desenvolver e demonstrar habilidades e atitudes que expressem o raciocínio clínico frente a pacientes com múltiplas doenças associadas, 148 Referências bibliográficas Bibliografia Básica KASPER, D.L. et al. (ed.) Harrison medicina interna. 16ª ed., Rio de Janeiro: McGrawHill, Interamericana do Brasil Ltda, 2006 LEE GOLDMAN , D.A. Cecil: tratado de medicina interna. 22 ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2005. RANG, H. P. ; RITTER, J. M..; DALE, M.. M.. et al - Farmacologia – 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. ROBBINS, S.L. et al. Patologia Estrutural e Funcional - 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de Infectologia. 2ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004. Bibliografia Complementar BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Série Cadernos de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde 2002. FREITAS, E. V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Manual de Orientações para Assistência em Unidades Básicas de Saúde, Brasília 2002. PRADO, F.C. et al. Atualização terapêutica – Manual prático de diagnóstico e tratamento. 22ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2005. TIERNEY JR., L.M.; MCPHEE, S.J.; PAPADAKIS, M.A. Current Medical Diagnosis and Treatment. The McGraw-Hill Companies – 44th edition. 2005. 149 4.4.1.39. IM 602 – Saúde do Adulto II (Clínica Cirúrgica) Objetivo Geral Estabelecer experiência reflexiva, que permita ao estudante desenvolver e demonstrar atitudes e habilidades psicomotoras e cognitivas, na esfera clínico-cirúrgica, de forma continuada e progressiva com o programa de internato em clínica cirúrgica do quinto ano, tanto no atendimento ambulatorial, quanto nas atividades de enfermaria, do centro cirúrgico e do serviço de emergência da clínica cirúrgica, durante as fases pré-, intra- e pós-operatória, considerando o paciente como um ser integral, dentro do contexto familiar e social e econômico. Possibilitar o aprendizado baseado em evidências e a visão multifatorial do adoecimento. Objetivos Específicos 1. Auxiliar no estabelecimento de acessos venosos profundos por punção ou dissecção cirúrgica. 2. Participar de cirurgias de urgência e eletivas como 2º auxiliar e, eventualmente, como 1º auxiliar. 3. Atender pacientes no serviço de emergência dos rodízios propostos. 4. Implementar, sob supervisão, medidas de suporte circulatório e controle de hemorragias. 5. Executar, sob supervisão, manobras de ressuscitação cardiorrespiratória. 6. Executar coleta de amostras de sangue venoso e arterial para realização de tipagem sanguínea, provas cruzadas e exames complementares de diagnóstico. 7. Executar coleta de outros materiais biológicos para realização de exames complementares de diagnóstico. 8. Distinguir, clinicamente, as situações de emergência, urgência ou eletiva, tomando condutas em conformidade com os diferentes graus de risco encontrados. 9. Executar, sob supervisão, desbridamentos, drenagens de baixa complexidade (pneumotórax, toracocentese e ascite) e retirada cirúrgica de corpos estranhos. 10. Discutir, a partir de casos reais, estratégias de tratamento baseadas em evidências. 150 Referências bibliográficas Bibliografia Básica MENDELSSONH, P. (Ed.). Barbosa: controle clínico do paciente cirúrgico. 7ª Ed. São Paulo: Editora Atheneu. 2009. Saad Jr., R. et al. (ed.). Tratado de cirurgia do colégio brasileiro de cirurgiões. São Paulo: Editora Atheneu, 2009. STOELTING R. K.; MILLER, R. D. Bases de Anestesia. 4ª ed. São Paulo: Ed. Roca, 2004. Suporte avançado de vida no trauma para médicos – atls. Manual do Curso para Alunos – 8ª Ed. Colégio Americano de Cirurgiões – Comitê de Trauma. 2008. TOWNSEND, BEAUCHAMP, EVERS, MATTOX. Sabiston: textbook of surgery. 18thEd. Saunders - Elsevier. USA. 2008. Bibliografia Complementar Atualização em cirurgia do aparelho digestivo e coloproctologia. XXXII Gastrão 2005. Departamento de Gastroenterologia Faculdade de Medicina da Universidade de SãoPaulo. Frôntis Editorial, 2005. Charles J.Y. shackelford’s surgery of the alimentary tract. Sixth Edition. SaundersElsevier, USA. 2007. GREENFIELD, L. J., MULHOLLAND, M. W. (eds). Surgery Scientific Principles and Practice. 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2001. LINHARES, E.; LOURENÇO, L.; SANO, T. Atualização em câncer gástrico. Ribeirão Preto, SP: Editora Tecmed. 2005. MARGARIDO, N. F.; TOLOSA, E. M. C. Técnica Cirúrgica Prática. São Paulo:. Ed. Atheneu, 2001. MARVIN, L. C. Colon & rectal surgery. Fifth Edition. Lippincott-Raven, USA, 2005. MATTOX, KENNETH, L., FELICIANO, D. V., MOORE, E. E. (eds). Trauma. 4thed. New York: MacGraw-Hill, 2000. MICHAEL J. Z. & STANLEY W. A. Maingot’s abdominal operations. 11th Edition. McGraw-Hill Companies, Inc., USA, 2007. MORRIS, P. J., WOOD, W. C. (eds). Oxford Textbook of Surgery. 2nd ed. Oxford: New York: Oxford University Press, 2000. VIEIRA, O.M. et al. Clínica Cirúrgica – Fundamentos Teóricos e Práticos. Rio de Janeiro: Ed. Atheneu, 2v, 2000. 151 4.4.1.40. IM 603 – Saúde da Criança II Objetivo Geral Integrar e desenvolver na prática diária, de forma contínua, integrada e progressiva, a partir do treinamento em serviço e sob supervisão, conhecimentos, habilidades e atitudes visando à formação de um médico generalista, mas capaz de abordar o paciente pediátrico como um todo, dentro da concepção holística, considerando o processo saúde/doença, identificando necessidades individuais e coletivas, especialmente as da comunidade, para promover a prevenção, a recuperação ou a melhoria da saúde. Objetivos Específicos 1. Dominar os fundamentos referentes às exigências nutricionais, higiênicas, emocionais, educacionais e ambientais da criança, interferindo nas anormalidades e incentivando as atitudes positivas dos pacientes e cuidadores; 2. Discutir os conceitos, princípios, métodos e procedimentos utilizados no estudo do crescimento e do desenvolvimento do ser humano, desde a concepção até a adolescência e intervir nos desvios detectados; 3. Realizar a anamnese com crianças e responsáveis a fim de estabelecer uma história clínica, sintetizando os dados obtidos corretamente no prontuário médico; 4. Apresentar e analisar sistematicamente casos diante de docentes, preceptores e estudantes, referentes a pacientes examinados e casos obtidos de diferentes fontes bibliográficas; 5. Realizar corretamente o exame físico de crianças em diferentes períodos etários, especialmente os recém-nascidos na assistência á sala de parto; 6. Realizar diagnóstico e propor o tratamento correto para as doenças comuns da infância; 7. Reconhecer e intervir perante sinais e sintomas resultantes da perturbação do vínculo entre pais e filhos; 8. Estabelecer, em cooperação com outros profissionais de unidade básica de saúde, um plano de acompanhamento das famílias com crianças e adolescentes em situação de risco social, uso/abuso de álcool e drogas e violência. 152 Referências bibliográficas Bibliografia Básica BERHMAN, KLIEGMAN, JENSON. Nelson - Tratado de Pediatria, 17ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara, 2004. MARCONDES, E.; VAZ, F. A. C.; RAMOS, J. L. A.; OKAY, Y. Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, 2004. Tomos 1, 2 e 3 MARGOTTO, P. Assistência ao recém-nascido de risco. 2ª ed. Brasília: UNIMED, 2006. MURAHOVSCHI, J. Pediatria: urgências + emergências. São Paulo: Sarvier, 2006. Bibliografia Complementar CLOHERTY, J.P.; EICHENWALD, E.C.; STARK, A.R. Manual de Neonatologia 5ª ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan 2005. HAY, W. W. JR., HAYWARD, A.R., LEVIN, M.J., SONDHEIMER, J.M. (Ed.). Current Pediatric Diagnosis & Treatment, 16th, Ed. Lange Medical Books/McGrawHill, cap.8, 2003. LOPEZ, F. A. e CAMPOS JÚNIOR, D. Tratado de Pediatria - Sociedade Brasileira de Pediatria. Barueri/SP: Editora Manole Ltda, 2007, v. 1. PIVA, J.P.; GARCIA, P.C.R. Medicina Intensiva em Pediatria. Rio de Janeiro: Revinter, 2005. SEGRE, C.A.M. Perinatologia: Fundamentos e Prática. São Paulo: Sarvier; 2002. 153 4.4.1.41. IM 604 – Saúde da Mulher II Objetivo Geral Aperfeiçoar habilidades na abordagem e proposição de condutas para pacientes nos diversos cenários de assistência à saúde da mulher, nas diferentes etapas do ciclo de vida feminina, priorizando a prevenção da doença e a promoção da saúde, correlacionando a saúde sexo-reprodutiva, o ciclo grávido-puerperal e as principais afecções toco-ginecológicas dentro do contexto ético e legal, de forma integrada e contínua, complementando o programa de internato em ginecologia e obstetrícia desenvolvido no quinto ano. Objetivos Específicos 1. Prestar assistência obstétrica em pacientes com risco gestacional. 2. Identificar e tratar as intercorrências clínicas durante a gravidez. 3. Participar nos procedimentos na tocurgia. 4. Realizar procedimentos de assistência em obstetrícia interna nas gestações de alto risco. 5. Identificar e tratar o puerpério patológico. 6. Conhecer e participar da assistência ginecológica nas subespecialidades: uroginecologia, endocrinologia ginecológica, planejamento familiar, esterilidade conjugal, entre outras. 7. Participar nos procedimentos da ginecologia cirúrgica. 8. Participar na assistência na ginecologia interna incluindo pós-operatório. 9. Acompanhar os principais procedimentos complementares diagnósticos em ginecologia. 10. Identificar e encaminhar os casos de infertilidade conjugal e de neoplasia trofoblástica gestacional. 11. Demonstrar conhecimento sobre os procedimentos de colposcopia e condutas para detecção de câncer de mama e de colo uterino. 12. Identificar e tratar as doenças sexualmente transmissíveis, inclusive as causadas pelo HIV. 13. Indicar e interpretar os exames por imagens relacionados a gineco-obstetrícia, especialmente os de ultrassom. 154 Referências bibliográficas Bibliografia Básica BEREK, J. S. Novak´s gynecology. 13. ed. [S.l.: s.n.], 2002. Ética em Ginecologia e Obstetrícia. CREMESP – 2ªed. 2002. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm >. Acesso em: 06 de dezembro de 2012. REZENDE, J. de. Obstetrícia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Bibliografia Complementar BURROW, G. N. Complicaciones Médicas Durante el Embarazo. 5ª ed. Buenos Aires: Panamericana, 2001. DECHERNEY, A.H.; NATHAN, L. Current Obstetric and Gynecologic. 9ª ed. MacGraw-Hill, 2003. FEBRASGO. Manual de Ginecologia Endócrina. 2003. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 06 de dezembro de 2012. FEBRASGO. Manual de Anticoncepção. 1997. Disponível <http://www.febrasgo.org.br/manuais.htm>. Acesso em: 06 de dezembro de 2012. em: FEBRASGO. Manual de Assistência ao Parto e Tocurgia. 2002. 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Acesso em: 06 de dezembro de 2012. NEME, B. Obstetrícia Básica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 2000. Projeto Diretrizes. AMB – CFM – FEBRASGO. Disponível em:<http//www.febrasgo.org.br/diretrizes.htm>. Acesso em: 06 de dezembro de 2012. SANFILIPPO,J. S. Pediatric& Adolescent Gynecology. 2ª ed. [S.l.]: Saunders, 2001. SPEROFF, L. et al. Clinical Gynecologic Endocrinology & Infertility. 6ª ed. Lippincolt Williams & Wilkins, 1999. YEN, S. S. C.; BARBIERI, R. L.; JAFFE, R. B. Endocrinologia de la Reproducción. 4ª ed. Buenos Aires: Panamericana, 2001. ZUGAIB, M. et al. Medicina Fetal. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 1997. 155 4.4.1.42. IM 605 – Saúde Coletiva II Objetivo geral Dotar o estudante de conhecimentos e propiciar vivências específicas que lhes permitam adquirir competências no domínio da saúde coletiva, preparando-os para intervir e melhorar o nível de saúde dos indivíduos e das populações, de modo participativo e organizado, tanto em unidades de assistência à saúde, como em ambientes de gestão, planejamento, informação e de vigilância à saúde. Propiciar ao interno evoluir no domínio de combinação integrada de conhecimentos, habilidades e atitudes que conduzam a um desempenho adequado e oportuno no que se refere à atenção integral e contínua aos membros da família, nas diferentes fases do ciclo de vida, incluindo a referenciação a outros níveis de assistência, quando indicado. Objetivos específicos 1. Aplicar metodologia de trabalho centrada no estudo longitudinal do núcleo familiar, com a finalidade de programar e realizar ações para manter ou restituir a saúde dos indivíduos. 2. Ter atitude preventiva, e não meramente curativa, assim como ter interesse maior na saúde que na doença. 3. Comprometer-se com uma visão holística na solução dos problemas que afetam os indivíduos, as famílias e as comunidades. 4. Adotar o método científico inerente às ciências da saúde, de modo a atuar nas áreas técnico-médica, técnico-administrativa e de ensino e pesquisa, legitimado pelas melhores evidências. 5. Demonstrar conhecimento sobre o seguinte conteúdo educacional: atenção à saúde da família; família como núcleo de formação do indivíduo, desenvolvimento da comunidade e sociedade; abordagem familiar; papel da equipe multiprofissional na intervenção do núcleo familiar; atenção domiciliar, aspectos históricos, conceitos e assistência integral no atendimento domiciliar; promoção e atenção à saúde; o paradigma da promoção da saúde, política nacional de promoção da saúde; reorientação do modelo assistencial e atenção primária em saúde. 156 Referências bibliográficas Bibliografia Básica BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Pró-saúde: programa nacional de reorientação da formação profissional em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. DRUMOND, M. Jr. Epidemiologia nos municípios: muito além das normas. São Paulo: Editora Hucitec, 2003. CAMPOS, G.W.S. Diretrizes para o ensino médico na rede básica de saúde. ABEM, Abr. 2005. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/textos/2005/05/diretrizes-para-o-ensino-mde.htm http://www.ufrgs.br/>. Acesso em: 05 de dezembro de 2012. Bibliografia Complementar BULCÃO, L. G. O ensino médico e os novos cenários de ensino aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 1, jan./abr. 2004. COELI, C. M. et al. Epidemio online: um site de apoio ao processo de ensinoaprendizagem de epidemiologia na graduação de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004. CORDEIRO, H. A escola médica e o novo modelo de cuidados de saúde do SUS: a sustentabilidade das mudanças curriculares. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr. 2002. DINI, P. S.; BATISTA, N. A. Graduação e prática médica: expectativas e concepções de estudantes de medicina do 1º ao 6º ano. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, set./dez. 2004. DUARTE, S. G. Dicionário brasileiro de educação. Rio de Janeiro: Edições Antares, 1986. FEUERWERKER, L. Estratégias de mudança da formação dos profissionais de saúde. Olho Mágico. Londrina, v. 9, n.1 jan./abr. 2002. GARCIA, M. A. A. et al. O ensino da saúde coletiva e a escola médica em mudança: um estudo de caso. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v.28, n. 1, jan./abr. 2004. GARCIA, M. A. A. Saber, agir e educar: o ensino-aprendizagem em serviços de saúde. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. Botucatu, V. 5, n.8, fev. 2001. KERN, D. E. et al. Curriculum development for medical education: a six-step approach. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1998. KLIGERMAN, J. Política Nacional de saúde e a educação médica brasileira. Revista Brasileira de Cancerologia. São Paulo, v. 46, n. 3, jul./set. 2000. SANTOS, S. S. ; SIQUEIRA-BATISTA, R. Avaliação cognitiva no internato médico experiência da disciplina de clinica médica. Faculdade de Medicina de Teresópolis, Fundação Educacional Serra dos órgãos (Feso). Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v, 27, n. 3, set./dez. 2003. 157 Uma nova escola médica para um novo sistema de saúde, saúde e educação. Programa para mudar o currículo de medicina. Revista de Saúde Pública. V. 36, n.3, jun. 2002. 158 5. Processo de Avaliação da Aprendizagem O Sistema de Avaliação da ESCS foi estruturado de acordo com os novos paradigmas do processo de avaliação educacional e é coerente com as diretrizes curriculares estabelecidas no projeto político-pedagógico. A avaliação do estudante é realizada, ao longo de todo o curso, por avaliações formativas e somativas. As avaliações formativas são voltadas para a regulação dos processos de aprendizagem e realizadas ao longo do desenvolvimento do programa. As avaliações somativas são voltadas para identificação dos estudantes em condições de progredir no programa e realizadas ao final das unidades educacionais, rodízios e ao final das séries. As avaliações formativas feitas ao longo do ano poderão ser utilizadas para instrumentalizar decisões somativas previstas no programa de forma a estabelecer uma relação dialógica entre os dois tipos de procedimentos avaliativos. A avaliação do estudante no lugar de procurar discriminar entre estudantes de baixo e alto desempenho tem como objetivo identificar estudantes que alcançaram os padrões considerados satisfatórios para o desempenho em análise. Dessa forma, adotamos os princípios da avaliação critério-referenciada, ao invés da normo-referenciada. A avaliação critério-referenciada desempenha um papel fundamental, tanto no aspecto formativo quanto somativo. Os erros e os acertos de cada estudante são identificados com base em critérios, minimizam a competição entre os estudantes, causada pela classificação segundo notas, e propicia um ambiente de colaboração no processo de aprendizagem. Para o estudante, a maior especificação das fragilidades é um estímulo para a busca da maestria das competências. Para o professor, a maior compreensão dos erros possibilita atuar formativamente no delineamento de estratégias educacionais mais adequadas para superar as deficiências apresentadas. O processo de avaliação deve ser orientado para o desenvolvimento de competências. A competência pode ser definida como um processo de integração de atributos, contextos e resultados segundo critérios de excelência. A avaliação de competências não pode estar orientada na verificação de capacidades cognitivas, psicomotoras e afetivas de forma fragmentada, desarticulada e descontextualizada. A competência é construída com a prática da ação, ou seja, na relação entre o educando e o trabalho. Para tanto, os estudantes são avaliados por uma composição de métodos de avaliação, aplicados de forma articulada, para obter maior confiabilidade e validade nos processos de aprendizagem. A aplicação de diversos métodos de avaliação é um ato proposital, visto que a 159 avaliação dos diversos domínios não pode ser feita por um único método. Além disso, somente a aplicação de múltiplas avaliações, utilizando-se de múltiplos métodos, em múltiplos momentos do processo educacional, pode garantir atributos justos ao desempenho e a progressão dos estudantes, por demonstrar com mais precisão e justiça o verdadeiro potencial dos educandos. 5.1. Avaliação Formativa O foco principal do sistema de avaliação da ESCS é a avaliação formativa, para permitir o acompanhamento contínuo do processo de aprendizagem dos estudantes e a regulação do processo educacional. Para que a avaliação tenha caráter formativo, o papel do professor é decisivo, porque é a intenção do avaliador que torna o processo formativo. “É a vontade de ajudar que, em última análise, instala a atividade avaliativa em um registro formativo” (CHARLES HADJI, 2001). Avaliação formativa é aquela que está voltada para o desenvolvimento do processo de aprendizagem, mediante a produção de informações para os principais atores (professor, estudante e coordenadores), com vistas ao processo de regulação. A avaliação formativa é uma ação voltada para o futuro, no sentido de subsidiar, a partir da reflexão sobre o processo de aprendizagem do educando, a direção e a motivação para a aprendizagem futura e a evolução do processo educacional. Os professores devem observar continuamente o desempenho dos estudantes, reconhecer as dificuldades que interferem na aprendizagem, proporcionar devolutiva imediata do desempenho e pactuar estratégias educacionais diferenciadas para a superação das fragilidades. “Uma avaliação que não é seguida por modificação das práticas do professor tem poucas chances de ser formativa” (CHARLES HADJI, 2001). Os estudantes, ao tomar conhecimento dos erros devem refletir sobre os mesmos e modificar as ações, para vencer as dificuldades. Por conseguinte, as deficiências devem ser identificadas ao longo do processo instrucional, para evitar os fracassos traumatizantes ao final da unidade educacional ou do curso. 5.1.1. Instrumentos utilizados para avaliação formativa 5.1.1.1. Avaliação de desempenho – modalidade de resposta oral 160 A auto-avaliação, avaliação dos pares e avaliação pelo professor são avaliações predominantemente formativas realizadas verbalmente e aplicadas ao final de todas as atividades de trabalho em pequenos grupos, dos Módulos Temáticos, Interação EnsinoServiço-Comunidade, Habilidades e Atitudes e Estágios. Avaliam a qualidade da participação dos estudantes, dos professores e dos recursos educacionais utilizados. 5.1.1.2. Teste de progresso É um teste da modalidade de resposta escolhida, constituído de 100 a 150 questões de múltipla escolha, elaboradas de modo a promover uma avaliação das capacidades cognitivas esperadas ao final do curso. O teste de progresso deve ser aplicado, no mesmo dia, para todos os estudantes da 1a à 6a série do curso de Medicina. Embora o teste tenha caráter formativo, a realização do teste de progresso é considerada obrigatória para todos os estudantes. É utilizado como instrumento de auto-avaliação, propiciando ao estudante o acompanhamento da sua progressão no curso de Medicina. 5.1.1.3. Portfólio O portfólio é uma seleção representativa dos trabalhos produzidos pelo estudante e que se pode apresentar para a avaliação. É uma compilação apenas dos trabalhos que o estudante considere relevantes e que, portanto, foram submetidos previamente ao seu crivo pessoal. Com isto, garante-se a sua liberdade e estimula-se o seu senso crítico. O portfólio deve ser considerado como um meio de o estudante aprender enquanto o constrói. Deve ser simultaneamente uma estratégia que facilita a aprendizagem e que permite sua avaliação (SáChaves, 2000). Como instrumento de avaliação formativa, o portfólio possibilita que os professores considerem o trabalho de forma processual. Os indicadores (Alves, 2003) para a constituição dos portfólios são: registrar aspectos considerados pessoalmente relevantes; identificar os processos, produtos de atividades e ilustrar modos de trabalho nos vários cenários de práticas e/ou de estudos. O portfólio é constantemente apreciado pelo professor, exige uma concepção de avaliação, isto é, um novo olhar sobre o que foi planejado e o que se efetivou. Portanto, nessa atividade, a expectativa da menção é superada por outro tipo de registro, que corresponde à devolutiva escrita pelo professor no próprio corpo do portfólio. Os professores reforçam aspectos positivos e sugerem aos estudantes opções para o incremento de aprendizagem ou para a superação de dificuldades. 161 5.1.1.4. Exercício baseado em problema – salto triplo escrito É uma avaliação escrita, com as mesmas características da avaliação oral estruturada – salto triplo, que se baseia na reprodução dos passos da tutoria, sendo estruturada em três etapas. O exercício baseado em problema faz parte também da auto-avaliação do estudante, sendo aplicado em uma das sessões de tutoria, com a utilização ou não de um dos problemas do módulo. Embora possa ser usada com propósitos formativos ou somativos, a avaliação oral estruturada é utilizada com caráter formativo, para a avaliação do desempenho do estudante na dinâmica tutorial. Esse exercício é particularmente importante para a avaliação de estudantes da primeira série que ainda não estão familiarizados com a aprendizagem baseada em problemas. 5.1.1.5. Avaliação estruturada de desempenho clínico – OSCE A avaliação estruturada de desempenho clínico – OSCE (Objective Structured Clinical Examination) é uma avaliação estruturada e planejada para verificação dos componentes da competência clínica. O OSCE de caráter formativo pode ser composto de um numero menor de estações, sendo empregado na semana da avaliação da 1ª, 2ª e 3ª séries, com participação obrigatória. 5.2. Avaliação Somativa As avaliações somativas são aplicadas ao final das unidades educacionais, dos estágios ou em momentos definidos do programa, para verificar o domínio e o grau de alcance, pelos estudantes, das competências previamente estabelecidas. A avaliação somativa tem a finalidade de averiguar a aprendizagem ocorrida, para a tomada de decisão sobre a progressão do estudante no programa ou a certificação no fim do curso. Considerando as limitações dos métodos de avaliação, a integração de múltiplas observações, de diversos métodos de avaliação e de diferentes contextos é fundamental para produzir informações sobre distintos aspectos do desempenho, para a tomada de decisão quanto ao julgamento final sobre a aprovação. 5.2.1. Instrumentos utilizados para avaliação somativa 5.2.1.1. Avaliação do Programa de Módulos Temáticos 162 Com base nas propriedades e características essenciais, foram selecionados diversos instrumentos para a avaliação cognitiva do estudante na ESCS. Os métodos de avaliação escolhidos podem ser classificados em três modalidades: (1) modalidade de resposta escrita; (2) modalidade de resposta oral; (3) observação de desempenho e (4) modalidade de resposta escolhida. As questões da modalidade de resposta escrita são utilizadas para verificar a aquisição de conhecimentos, podendo ser de resposta curta ou ensaio. 5.2.1.2. Exercício de Avaliação Cognitiva – EAC O EAC é uma avaliação da modalidade de resposta escrita, realizada ao final de cada módulo temático. O EAC é um exercício de avaliação de caráter somativo, sem consulta, caracterizado por questões baseadas em problemas, ou seja, questões que não podem ser respondidas sem a apropriada leitura e análise do respectivo problema. As questões do EAC são baseadas em problemas para manter coerência com as diretrizes curriculares e o processo de ensino-aprendizagem. Esse exercício de avaliação deve permitir que o estudante expresse seu entendimento geral sobre um tópico, mostre sua capacidade de organizar suas ideias e seja criativo, crítico e sintético. 5.2.1.3. Avaliação do Programa Habilidades e Atitudes A avaliação de competências implica na definição dos desempenhos a serem alcançados pelos estudantes e dos padrões de atendimento considerados adequados para cada habilidade. Os padrões de alcance adequados devem levar em consideração o nível de complexidade da sua série. Os critérios para cada domínio de competência estão descritos nos instrumentos de avaliação de resultados adotados no programa (check lists e formulários de avaliação global). Os métodos de avaliação utilizados são a observação direta estruturada, as simulações clínicas e a avaliação escrita, a depender da competência, do objetivo da avaliação e da série. A observação direta estruturada é feita utilizando check lists ou formulários de avaliação global. Os check lists são instrumentos mais detalhados que contém as ações essenciais de cada domínio de competência a ser avaliado. A avaliação global examina o domínio de competência como um todo, sem detalhar as ações previstas em cada um deles. Os check lists mais detalhados, contendo o passo-a-passo do desenvolvimento de cada domínio de competência, serão enfatizados nas séries iniciais do curso (1º ciclo). À medida 163 que o estudante for progredindo, os check lists detalhados darão lugar para as avaliações globais. O mini-exercício de avaliação clínica (mini-CEX – da sigla em inglês Clinical Evaluation Exercise), instrumento de avaliação global muito útil para avaliação de competência, é utilizado como referência para avaliação dos estudantes em estágios mais avançados do curso (Norcini et al., 2003). O Exame Clínico Objetivo e Estruturado (da sigla em inglês OSCE – Objective Structured Clinical Examination), também considerado um importante instrumento para avaliação de competência, é composto de múltiplas estações elaboradas para avaliação de múltiplos domínios da competência profissional. A adaptação e utilização desse instrumento no programa de Habilidades e Atitudes varia entre as séries. As estações podem conter uma ou mais tarefas e podem ser instrumentalizadas por check lists sucintos, questões abertas de respostas curtas ou pacientes simulados. A depender da decisão dos docentes do programa, exames escritos adicionais (ex. teste de múltipla escolha e ensaio clínico modificado) também poderão ser utilizados para avaliação das bases cognitivas das habilidades clínicas-chaves abordadas (Epstein; Hundert, 2002) (Ben-David, 2009). 5.2.1.4. Avaliação do Programa Interação Ensino-Serviços e Comunidade Os estudantes são avaliados pelo desenvolvimento de ações de pesquisa junto aos serviços de saúde e comunidade. A pesquisa é iniciada com identificação e análise de problemas; elaboração de planos ou projetos de intervenção. O estudante, depois de realizado o trabalho de pesquisa, deve identificar na hipótese de solução para o problema uma aplicação viável e criativa para atuar na realidade em parceria com os profissionais do serviço. A definição dos temas de pesquisa decorre do consenso entre o grupo de professores, estudantes e os profissionais de saúde das unidades básicas de saúde (UBS), sendo que as pesquisas realizadas pelos grupos estão voltadas às necessidades dos serviços de saúde. Os estudantes terminam a unidade com apresentação dos trabalhos de iniciação científica (pôster), num seminário anual de pesquisa e com a apresentação dos trabalhos às equipes das UBS nas quais se inseriram. 5.2.2. Avaliação de processo Formatos de avaliação de desempenho do estudante – F3: avaliação do desempenho do estudante no processo de ensino-aprendizagem – Sessões de Tutoria (F3 ST), Interação 164 Ensino-Serviço-Comunidade (F3 IESC), Habilidades e Atitudes (F3 HA), Eletivas (F3 EL) e Estágios (F3 EST) A avaliação de desempenho do estudante no processo de ensino-aprendizagem é classificada dentro da modalidade de observação de desempenho. Os formatos F3 ST, F3 IESC, F3 HA e F3 EL (tabela 1) foram delineados de modo a estabelecer a estruturação dos parâmetros de avaliação do desempenho do estudante, respectivamente, nas sessões de tutoria, na Interação Ensino-Serviço-Comunidade, nas Habilidades e Atitudes e nas Eletivas, da 1ª à 4ª série. Ao término de cada unidade educacional, o professor deve preencher o formato 3 referente à unidade, expressando no documento a interpretação final do desempenho do estudante no processo de ensino-aprendizagem da unidade. O docente, ao preencher o formato 3, deve formalizar uma síntese de todas as avaliações formativas do desempenho do estudante, realizadas nas atividades de trabalho em pequeno grupo da unidade. O formato F3 EST é o documento de avaliação do desempenho do estudante no processo de ensino aprendizagem dos Estágios, devendo ser aplicado na 5ª e 6ª séries. Ao término de cada estágio, o professor realizará o preenchimento do formato F3 EST, expressando no documento a interpretação final do desempenho do estudante no estágio. Tabela 1 - Relação dos formatos do Curso de Medicina da ESCS, com a respectiva especificação e aplicação na avaliação de estudantes, docentes, unidades educacionais e estágios. 165 5.3. Critérios de aprovação A avaliação do rendimento escolar se procederá mediante atribuição dos conceitos: Satisfatório (S) e Insatisfatório (I). A promoção para a série subsequente ocorrerá quando o estudante obtiver conceito Satisfatório e frequência mínima obrigatória de 75% (setenta e cinco por cento) em cada unidade educacional, ao final da série em curso. No internato a frequência exigida é de 100%, havendo possibilidade da reposição de faltas consideradas justificadas. Somente as avaliações somativas são utilizadas para a verificação da promoção e certificação do estudante, e são realizadas por meio de documentos denominados formatos e instrumentos. 5.4. Critérios de reavaliação O estudante que obtiver conceito Insatisfatório na primeira avaliação da unidade educacional, resultante da primeira aplicação do formato ou do instrumento respectivo, é submetido ao plano de reavaliação específico, desde que tenha frequência mínima obrigatória de 75% nas atividades programadas de cada unidade educacional da respectiva série. A avaliação insatisfatória deverá ser analisada concomitantemente pelo professor do grupo do estudante e pelo coordenador da unidade educacional, seguida de diálogo com o estudante, para a identificação das dificuldades específicas e elaboração de plano de reavaliação individualizado. A implementação do plano de reavaliação deverá ser acordada entre o estudante, o docente supervisor do plano e o coordenador da unidade educacional, observando a compatibilidade de horário. 5.5. Critérios de reprovação O estudante que mantiver conceito Insatisfatório na terceira avaliação de um formato ou instrumento é considerado Insatisfatório na unidade educacional e, por isso, é reprovado na respectiva série, independentemente dos demais resultados obtidos. Nas unidades educacionais eletivas e nos estágios o estudante que mantiver conceito Insatisfatório na segunda avaliação é considerado Insatisfatório na respectiva unidade educacional e, por isso, é reprovado na série, independentemente dos demais resultados obtidos. 166 6. Atividades Complementares A ESCS oferece atividades extracurriculares que visam complementar o desenvolvimento de sua proposta pedagógica. As atividades complementares são oferecidas de maneira a dar a oportunidade aos estudantes de personalizar seu currículo como um importante elemento de flexibilização curricular, estimulando a aquisição de autonomia e possibilitando a integração com os serviços de saúde. 6.1. Monitorias A monitoria acadêmica na ESCS é regulamentada pela resolução do CEPE nº 44/2010 de 8 de novembro de 2010. Visa proporcionar ao estudante oportunidade de aprendizagem, estimulando a formação de futuros docentes e propiciando uma melhor integração entre professores e estudantes. De acordo com as normas, desde 2008 são oferecidas vagas para atividade de monitoria com ou sem concessão de bolsas. 6.2.Programa de Educação pelo Trabalho (PET) O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET- SAÚDE) foi criado pela Portaria interministerial n° 1.802, de 26 de agosto de 2008. As ações desenvolvidas são voltadas ao fortalecimento da Atenção Primária em saúde, de acordo com os princípios e as necessidades do SUS, sendo o seu conceito chave a educação pelo trabalho. O PET atua como instrumento para viabilizar programas de aperfeiçoamento e especialização em serviço (dirigidos aos profissionais) e programas de iniciação ao trabalho, estágios e vivências (dirigidos aos estudantes da área da saúde), de acordo com as necessidades do SUS. A expectativa é que a potencialização do processo de aprendizagem de todos os envolvidos melhore a qualidade da atenção à saúde. O programa disponibiliza bolsas para professores, preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde visando à realização de pesquisas junto aos serviços do SUS. O PET-Saúde funciona como mais um elemento de integração entre ensino-serviçocomunidade. 167 6.3.Cursos de extensão As atividades de Extensão da ESCS são regulamentadas pela Resolução nº 09/2005 do Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). O objetivo é propiciar canais interativos multidirecionados e de largo alcance social entre a sociedade do Distrito Federal, os Serviços de Saúde da SES/DF e a ESCS, visando contribuir para a melhoria das condições de vida da população. As atividades de Extensão respondem as demandas de profissionais de saúde, da comunidade ou as demandas por atividades não atendidas regularmente pelo ensino formal de graduação ou pós-graduação, e estão classificadas como: 6.3.1. Cursos de Extensão – com carga horária superior a 30 horas; 6.3.2. Mini-cursos de Extensão – com carga horária entre 10 e 29 horas; 6.3.3. Eventos: atividades de curta duração como jornadas, seminários e congressos, entre outros, que contribuem para a disseminação de tecnologias e conhecimentos. 6.3.4. Projeto de Extensão: constituem ações educativas formuladas com objetivos não contemplados pelos Cursos, Mini-cursos ou Eventos. 6.4. Programas de Iniciação Científica As Bolsas de Iniciação Científica disponibilizadas pela Fundação de Ensino Pesquisa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (PIC/FEPECS) visam à introdução dos estudantes de graduação dos cursos da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da Escola Técnica de Saúde de Brasília (ETESB) na metodologia científica aplicada a projetos de pesquisa. O Programa obedece à seguinte legislação: Instrução FEPECS nº 18, de 23/11/2005, publicada no DODF nº 224, de 28/11/2005, pág. 11; Resolução Normativa RN-017/2006, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq; Resoluções nº 016/2006 e 043/2010 do Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) visa apoiar a política de Iniciação Científica desenvolvida nas Instituições de Ensino e/ou Pesquisa, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica a estudantes de graduação integrados na pesquisa científica. O Programa é regido pela Resolução Normativa RN-017/2006, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. 168 6.5. Ciência sem Fronteiras O Programa Ciência sem Fronteiras, instituído pelo Decreto nº 7.642, de 13 de dezembro de 2011, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, CNPq e CAPES, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) aderiu ao programa com o propósito de oferecer aos discentes matriculados em seus cursos de graduação estágios de estudo e pesquisa em centros de excelência científica no exterior. 7. Gerenciamento Acadêmico A ESCS possui uma Secretaria de Assuntos Acadêmicos, que é órgão de assessoramento e execução de todas as atividades relacionadas à vida acadêmica do corpo discente, cabendo a ela administrar o sistema operacional acadêmico da Escola, delegando várias atividades de ordem prática e diária à Secretaria do Curso de Medicina. Os registros acadêmicos na ESCS compreendem dois tipos de arquivo: Vivo ou de movimento: para pronta consulta, escrituração e guarda de livros, documentos, atos escolares e papéis referentes a vida acadêmica dos alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação da Escola. Na ESCS os documentos dos estudantes, após efetivação de matrícula são arquivados em pastas individuais, onde ficam para consulta até sua formatura. Todas as cópias dos documentos passam por um processo de autenticação. Permanente, morto ou definitivo: quando finalizada a escrituração da vida acadêmica do aluno, pela conclusão de curso, transferência, trancamento de matrícula, morte, abandono ou desistência do curso os documentos passam para um arquivo morto, ou definitivo. Os assentos acadêmicos dos estudantes da Escola são devidamente guardados em pastas individuais. 169 7.1. Registros efetuados pela ESCS e processos de trâmite dentro da instituição 7.1.1. Formas de Ingresso: Os estudantes podem ingressar no curso de medicina por meio de vestibular, transferências ou ENEM. 7.1.2. Matrícula: É efetuada pela Secretaria de Curso e as informações são armazenadas no Sistema Acadêmico Operacional Lyceum. 7.1.3. Trancamentos: São realizados por meio de Requerimento na Secretaria de Curso em datas específicas do Calendário Acadêmico e são regulamentados pelo Art. 115 do Regimento Interno da ESCS. 7.1.4. Desligamentos: São realizados por meio de Requerimento na Secretaria de Curso a qualquer tempo. 7.1.5. Certificados: São confeccionados e registrados em atas específicas pela SAA/ESCS, após a devida chancela das coordenações que promoveram os cursos. Os registros dos certificados são feitos no verso de cada um, assinados pela Diretoria Geral da Escola, pela Secretária de Assuntos Acadêmicos e pelo Coordenador do Curso. 7.1.6. Diplomas: São confeccionados os diplomas dos estudantes que colaram grau na Escola pela SAA/ESCS, e por força de Lei são registrados pela Universidade de Brasília (Portaria MEC nº 33/78, Parecer CNE/CES 287/2002). 7.1.7. Declarações: São elaboradas pela Secretaria de Curso e pela Secretaria de Assuntos Acadêmicos/ESCS a declaração ou atestado de matrícula e a declaração para aquisição de passe estudantil. 7.1.8. Cartão de identificação/crachá: São confeccionados pela Secretaria de Curso os documentos de identificação de uso obrigatório nos cenários de prática. 7.1.9. Histórico Escolar: O histórico parcial é emitido durante a vigência do curso de graduação e o histórico final após a conclusão da graduação. São emitidos por meio do Sistema Acadêmico Lyceum, pela Secretaria de Curso. 7.1.10. Transferências: Facultativa e Obrigatória (ex-officio). Facultativa A Lei Federal nº 9.394/96 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional preceitua no art.49 que na hipótese de existência de vagas, as instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, mediante processo seletivo. Na ESCS essa é a forma de 170 ingresso de estudantes regulares de outra Instituição de Ensino Superior (IES) nacional. Ocorre no 2º semestre letivo de cada ano, caso existam vagas. O Edital do processo seletivo normalmente é publicado em meados de setembro/outubro. As vagas disponibilizadas para este tipo de ingresso são as remanescentes de desligamentos e transferências. As inscrições para o processo de transferência facultativa estão condicionadas à existência de vaga na série e comprovação de matrícula na série ou semestre imediatamente anterior à série pleiteada. O processo seletivo ocorre em conformidade com edital específico. Obrigatória ou ex-officio É a transferência prevista nos termos da Lei nº 9.394, art. 19, alínea I onde os estudantes regulares de IES públicas podem requerer transferência para o Curso de Medicina da ESCS, comprovando, por documento público, que foi removido ou transferido ex-offício e em caráter compulsório, com mudança de domicílio para o Distrito Federal. 7.1.11. Calendários escolares: São elaborados pela Comissão de Currículo e encaminhados para a SAA/ESCS, que elabora uma minuta de Resolução e submete ao CEPE - Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão/ESCS para aprovação. Todo ano letivo os calendários são encaminhados ao Conselho de Educação do Distrito Federal para conhecimento. 7.1.12. Colação de Grau: De acordo com o inciso VI, art. 53 da Lei Federal nº 9.394/96 são asseguradas às universidades no exercício de sua autonomia, a atribuição de conferir grau. A ESCS promove todos os anos a Cerimônia de Colação de Grau aos seus estudantes no auditório da FEPECS. Após o ato da colação de grau a SAA/ESCS encaminha os Diplomas para registro pela Universidade de Brasília. 8. Processo de Acompanhamento e de Avaliação Com o objetivo de qualificar a ação pedagógica, o foco do sistema de avaliação do curso de medicina da ESCS está direcionado não apenas para o produto (o educando), quanto 171 para o processo educacional (o educador, as unidades educacionais e os estágios). O intuito de tais análises é o de permitir a reflexão continuada sobre os pontos que norteiam o currículo e repensar a proposta do projeto pedagógico. 8.1.Avaliação do docente Ao final de cada unidade educacional ou estágio, o professor é avaliado por todos os estudantes do seu grupo. Cada estudante, por meio de um documento (formato) escrito, formaliza a avaliação do desempenho do docente nas atividades educacionais. 8.2. Avaliação das unidades educacionais. As unidades educacionais dos programas Módulos Temáticos, Interação Ensino-Serviço-Comunidade, Habilidades e Atitudes, Eletivas e Estágio Curricular Obrigatório são avaliadas pelos estudantes e docentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. As avaliações são sintetizadas em formatos específicos, segundo critérios estabelecidos pela Gerência de Avaliação. Os módulos são avaliados quanto à qualidade dos problemas, a organização didático-pedagógica e os recursos educacionais. Nas demais unidades educacionais são avaliados os objetivos educacionais estabelecidos e os recursos físicos. Os resultados de cada unidade são sintetizados e analisados pela Gerência de Avaliação e enviados à Coordenação do Curso de Medicina, de forma a subsidiar a gestão curricular. A avaliação assume um papel central no controle da qualidade de todo o processo. É importante, então, que os resultados da avaliação sejam analisados criticamente para que suas interpretações possam ser utilizadas de forma adequada, subsidiando as atividades de desenvolvimento docente. 8.3. Desenvolvimento docente A política de qualificação docente da ESCS é desenvolvida basicamente por meio de duas estratégias educacionais: a Educação Permanente e a Educação Continuada. Essas 172 modalidades são momentos diferentes e complementares no processo de aprendizagem do professor. A Educação Permanente visa à renovação da prática docente por meio da reflexão e da relação de troca entre os professores. A partir de questões da prática cotidiana e do compartilhamento de experiências entre os docentes, são realizadas reflexões à luz de literatura pertinente. Essas atividades ocorrem durante o período de trabalho do docente, nos horários destinados a reuniões de série ou de programa. A Educação Continuada é um espaço para a retomada de conteúdos e conceitos importantes para a retroalimentação da prática profissional. Pode ser realizada durante o período de trabalho do professor ou em períodos e horários pré-determinados, de forma a propiciar a participação de docentes de diferentes séries ou programas educacionais. Exemplos de Educação Continuada são os cursos de aperfeiçoamento docente e as atividades de consultoria nacional e internacional, realizados a partir de necessidades identificadas nos processos de avaliação. 173 9 - Referências Bibliográficas ALVES, L. Portfólios como instrumentos de avaliação dos processos de ensinagem. In: ANASTASIOU, L. G. C.; ALVES, L. P. (Org.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinville: Univille, 2003. BEN-DAVID, M. F. Principles of assessment. In: Dent, J. A.; Harden, R. M. A Practical guide for medical teachers. 3. ed. United Kingdom: Elsevier, 2009. BERBEL, N.A. N. 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Portfólios Reflexivos: estratégia de formação e de supervisão. Aveiro: Universidade, 2000. SMITH, S.R. Outcome-based curriculum. In: Dent, J.A.; Harden, R.M. A Practical Guide for Medical Teachers. 3ª ed. United Kingdom: Elsevier, 2009. 175 ANEXO I – Treinamentos disponibilizados pela Biblioteca Central da FEPECS (BC) 1. Capacitação para o uso da Biblioteca Central (BC) Na capacitação para o uso da BC são realizadas apresentações de slides e visita às dependências. São utilizados computadores para apresentação da página da FEPECS, do caminho para o catálogo de busca on-line, dos serviços de renovação e de reserva e dicas de pesquisa. 1. Treinamento para pesquisa em Bases de Dados e outros recursos eletrônicos Esse treinamento é realizado preferencialmente no laboratório de informática, para que os estudantes acompanhem o passo a passo de como fazer uma pesquisa, com exemplos das bases de dados. 2. Treinamentos para: a) Identificação das normas Vancouver e ISO 690 para referências e b) Utilização das Normas da ABNT: NBR 6023 – Referências; BR 10520 Citação; NBR 14724 - Apresentação de trabalhos acadêmicos. São os principais treinamentos para a construção de um trabalho acadêmico. As informações sobre formatação e referenciação são fornecidas através da apresentação das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, de Vancouver e International Organization for Standardization 690. Os exemplos são apresentados em slides e também em formato físico (livros e revistas). 176