Iniciativa Desenvolvimento/conceção Relatório Síntese dos Resultados * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Índice Sumário executivo ................................................................................................ 3 Apresentação do estudo e objetivos .................................................................. 5 Metodologia ...................................................................................................... 6 Resultados ......................................................................................................... 8 As Políticas da União versus os recursos financeiros ............................... 13 A coesão-económica, social e territorial da União é assegurada no próximo quadro financeiro? ..................................................................................... 22 50 anos de PAC – Os resultados e a reforma em curso............................. 25 Conclusões ...................................................................................................... 28 2 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Sumário executivo O projeto Que meios para o nosso Futuro: o próximo quadro financeiro da União Europeia foi desenvolvido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) em parceria com alguns centros de investigação e Universidades portuguesas. Este projeto faz parte do Plano de Comunicação para a informação sobre a União Europeia (UE) em Portugal, da responsabilidade do Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD), DireçãoGeral dos Assuntos Europeus – Ministério dos Negócios Estrangeiros, na qualidade de Organismo Intermediário da Comissão Europeia. O projeto foi financiado pela Comissão Europeia. Os objetivos deste projeto eram a execução de um estudo de opinião sobre a União Europeia e o próximo Quadro de Financiamento Plurianual, a divulgação pública deste estudo e dos seus resultados e a promoção da discussão da temática no espaço público, com especial enfoque na comunidade académica. Para os cumprir, o CESOP delineou um plano assente em três eixos: (1) realização do estudo de opinião tendo como gruposalvo de análise sectores da sociedade que, pela sua atividade, mais disponíveis e capacitados poderiam estar para responder aos temas propostos – desta nossa opção resultou uma amostra mais instruída e mais jovem do que aquela que resultaria de uma amostra representativa da população portuguesa; (2) realização de seminários para discussão da temática; (3) divulgação mediática do estudo, dos seus resultados e dos eventos associados. Para cumprir este plano, foi montada uma equipa multidisciplinar e procuraram-se parcerias junto de outros centros de investigação da UCP e de outras Universidades. Como principais resultados do estudo de opinião destaca-se o seguinte: . em geral, os inquiridos identificam-se mais com Portugal do que com a Europa; . a maioria dos inquiridos desconhece os montantes envolvidos no orçamento da União Europeia. Quando confrontados com o orçamento previsto, a maioria dos 3 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção inquiridos considera que este é suficiente, embora simultaneamente considere que o correspondente valor percentual do PNB dos Estados-Membros poderia ser superior; . as áreas que, no entendimento dos inquiridos, mais deverão beneficiar de financiamento europeu são as seguintes: Agricultura e Pescas; Inovação e Investigação; Apoio à criação de emprego (PMEs, Educação e formação profissional) e Políticas ambientais; . a maioria dos inquiridos concorda com a existência de um governo económico europeu, é favorável à harmonização fiscal entre Estados-Membros e defende a emissão de dívida por parte da União Europeia; . a maioria dos inquiridos concorda com o reforço dos poderes orçamentais e avalia positivamente o papel desempenhado pelo Parlamento Europeu. Na opinião da maioria, o Parlamento Europeu deveria participar no processo de decisão quanto às receitas do orçamento da UE; . uma larga maioria de inquiridos é favorável ao princípio da proporcionalidade das contribuições dos Estados-Membros e é igualmente favorável ao aumento de recursos próprios. Contudo, é desfavorável à criação de impostos e taxas por parte da UE. . a maioria dos inquiridos avalia negativamente o impacto da PAC na agricultura portuguesa, opondo-se porém à sua extinção, preferindo a reformulação da PAC. 4 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Apresentação do estudo e objetivos O projeto Que meios para o nosso Futuro: o próximo quadro financeiro da União Europeia, financiado pela Comissão Europeia, foi desenvolvido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) em parceria com alguns centros de investigação da UCP e de outras Universidades portuguesas. Este projeto faz parte do Plano de Comunicação para informação sobre a União Europeia em Portugal, da responsabilidade do Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD), Direção-Geral dos Assuntos Europeus – Ministério dos Negócios Estrangeiros, na qualidade de Organismo Intermediário da Comissão Europeia. Para cumprir os objetivos deste projeto - a auscultação dos cidadãos sobre a União Europeia e o próximo Quadro de Financiamento Plurianual e a divulgação dos resultados do estudo de opinião e promoção do debate em torno destes temas - esta iniciativa incidiu sobre três eixos: 1) realização de um Estudo de Opinião; 2) realização de Debates a nível nacional, sobre a temática em causa, dando a conhecer os objetivos e os resultados do estudo de opinião; 3) divulgação mediática do estudo, dos seus resultados e dos eventos associados. É especificamente sobre o primeiro eixo que incide este relatório síntese. Este projeto teve como objetivo principal conhecer a opinião, críticas e preocupações dos cidadãos no âmbito da temática “Que meios para o nosso Futuro: o próximo quadro financeiro da União Europeia”. Mais especificamente, procurou abordar os seguintes temas: - “Mais Europa? Como financiar as nossas ambições” - “As Políticas da União versus os recursos financeiros” - “A coesão-económica, social e territorial da União é assegurada no próximo quadro financeiro?” - “50 anos de PAC – Os resultados e a reforma em curso.” 5 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Metodologia Um estudo de opinião tem como objetivo medir, analisar, conhecer e divulgar as atitudes, opiniões, crenças, comportamentos, presentes no Universo estatístico que se pretende estudar – neste caso, a sociedade portuguesa. A modalidade mais habitual para executar um objetivo desta natureza é a realização de uma sondagem ou inquérito à população através da inquirição de uma amostra representativa da mesma. Porém, quando o objeto que se pretende medir é, para a generalidade dos cidadãos, desconhecido ou dele se tem apenas uma ténue ideia1, aconselha a boa prática que se ausculte na população segmentos, grupos ou pessoas particulares que, pelas funções que desempenham, possam ser melhor medida daquilo que os atores relevantes na sociedade possam pensar, sentir, agir sobre o objeto em estudo. Tendo sido estas as nossas convicções, apresenta-se em seguida os grupos-alvo que constituíram a base de inquérito para o estudo de opinião que realizámos. Grupos-alvo inquiridos: i. Deputados à Assembleia da República e Eurodeputados: Foi selecionada uma amostra de 80 deputados, representativa da sua distribuição por partido e distrito. Responderam sessenta e oito. Os deputados foram inquiridos presencialmente na Assembleia da República por inquiridores formados pelo CESOP para o efeito. Todos os Eurodeputados portugueses foram contactados no sentido de responderem ao questionário. Foram enviadas para os seus endereços de correio electrónico mensagens-convite com link para o questionário. Um dos membros da equipa contatou pessoalmente e de modo persistente os gabinetes dos Eurodeputados no sentido de obter a sua colaboração. Responderam ao inquérito cinco Eurodeputados. 1 A este propósito, leia-se os resultados do mais recente relatório do Eurobarómetro (Eurobarómetro Standard 76): “À semelhança da generalidade dos europeus, os portugueses tendem a apresentar uma perspetiva globalmente negativa do seu grau de informação sobre assuntos europeus e não diferem muito da média europeia” (p. 2). Segundo os dados obtidos neste estudo, apenas 28% dos portugueses consideram estar “bem” ou “muito bem” informados sobre assuntos europeus. 6 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção ii. Representantes da sociedade civil: Como representantes da sociedade civil, propusemo-nos a inquirir as entidades destinatárias de apoios comunitários. A inquirição destas entidades foi difícil, devido à fraca adesão. Foram convidadas por telefone/e-mail 73 entidades. Outras souberam do inquérito indiretamente e responderam por livre iniciativa. Responderam ao inquérito 71 entidades. A participação deste grupo-alvo foi realizada através do seguinte link: https://qtrial.qualtrics.com/SE/?SID=SV_6KzSXGe3wHswdc9 iii. Comunidade académica: A resposta da comunidade académica foi muito positiva. Tendo em conta a dificuldade da temática, consideramos muito positivo o número de 466 respostas (sendo 177 alunos de licenciatura, 102 de mestrado e sendo os restantes professores, investigadores e doutorandos). A participação deste grupoalvo foi realizada através do seguinte link: https://qtrial.qualtrics.com/SE/?SID=SV_eLG9eQA3bmrFbZH iv. Jornalistas: Foi selecionada uma amostra de jornalistas dos vários tipos de meios de comunicação social (rádio, imprensa, televisão) que se encontram envolvidos com esta temática. Este segmento é considerado difícil de inquirir e a expectativa foi desde o início bastante modesta quanto ao número de respostas que se poderia obter. No final, obtivemos 26 respostas por parte deste grupo. A participação deste grupo-alvo foi realizada através do seguinte link: https://qtrial.qualtrics.com/SE/?SID=SV_9tPPYSbFaUXRDut v. População em geral: Pelos motivos anteriormente expostos, não foi constituída uma amostra representativa da população portuguesa. Disponibilizou-se no website do estudo um convite à participação voluntária de todos os interessados através do preenchimento de um inquérito. Responderam 218 pessoas. A participação deste grupo-alvo foi realizada através do seguinte link: https://qtrial.qualtrics.com/SE/?SID=SV_4Ux32JnTCisjaAZ 7 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção O questionário aplicado teve cinco versões, cada uma destinada a cada grupo-alvo auscultado, sendo no entanto a generalidade das perguntas comum às várias versões. Resultados Os resultados apresentados neste relatório síntese são somente aqueles que nos pareceram mais interessantes. Outras leituras poderão ser feitas a partir das bases de dados resultantes da inquirição às cinco amostras. Para algumas questões serão apresentados apenas dados relativos à população portuguesa em geral2, e noutras serão comparados os resultados das várias amostras obtidas no inquérito. Caracterização da amostra Quando comparados com a população portuguesa, os inquiridos neste estudo apresentam mais elevadas qualificações académicas e são pessoas mais novas, sobretudo, em idade ativa, trabalhadores ou estudantes. Isto seria de esperar para qualquer um dos grupos amostrais específicos (deputados, jornalistas, comunidade académica, destinatários de apoios) mas também para o grupo de pessoas que, não pertencendo a nenhum dos restantes grupos, voluntariamente responderam ao questionário. Na figura seguinte, compara-se a distribuição por sexo, idade e escolaridade da amostra de população em geral com a distribuição da população portuguesa segundo o censos de 20113. 2 Esta expressão será usada para designar uma amostra não representativa da população portuguesa. A distribuição da amostra por sexo é semelhante à distribuição da população portuguesa sendo dados do Censos 2011, INE. 3 8 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Figura 1 Caracterização da amostra obtida no grupo População em geral versus População Portuguesa segundo Censos 2011: sexo, idade e escolaridade. Quanto ao posicionamento político, o grupo da população portuguesa em geral posiciona-se mais à esquerda do que à direita: numa escala de 0 a 100, 52% dos respondentes posicionam-se entre 0-49, 28% situa-se entre 51-100, tendo os restantes elegido o ponto intermédio4. No entanto, entre os inquiridos pertencentes à comunidade académica, essa distribuição revela-se mais enviesada para a direita (36% à esquerda; 20% no ponto médio e 44% à direita). Apesar da identificação com Portugal e com a Europa serem ambas elevadas, os inquiridos identificam-se mais com o país do que com a Europa: por exemplo, entre a população em geral 70% dos respondentes sentem-se identificados ou altamente identificados com Portugal enquanto 58% se sentem identificados ou altamente identificados com a Europa. Numa outra pergunta, na qual se pedia aos inquiridos para 4 No Eurobarómetro de Março de 2012 a média situou-se nos 4,8, numa escala de 1 a 10, em que 1 era esquerda e 10 direita, também revelando uma tendência ligeiramente mais à esquerda. 9 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção ordenar uma lista de sete características 5 , entre elas o país de origem e a Europa, observaram-se resultados semelhantes (ver gráfico seguinte). Gráfico 1 Quando pensa naquilo que o define como pessoa, o que acha que o define melhor? – País de origem/ Europa 80 Pop. Geral 70 Com. Academ. 60 Destinatários apoios 50 Jornalistas 40 Deputados 30 20 10 0 Portugal no Portugal no topo fim Europeu no Europeu no topo fim Em todos os grupos inquiridos, a nacionalidade portuguesa foi a característica que a maioria das pessoas colocou no topo da lista (1º/2º lugar) e, por outro lado, foi a característica que menos pessoas colocaram em último lugar (6º/7º lugar). Já em relação à Europa encontra-se alguma dispersão de respostas, sendo que apenas no grupo dos jornalistas uma percentagem mais elevada a coloca em 1º ou 2º lugar (44%). Nos restantes grupos, apenas entre 15% a 25% a colocam no topo da lista. Mais Europa? Como financiar as nossas ambições Foi apresentado aos inquiridos um conjunto de áreas onde se pretendia medir qual a prioridade que deveria ser atribuída a cada uma delas quanto ao financiamento através do orçamento comunitário. Os inquiridos deveriam responder utilizando uma escala que 5 As sete características a ordenar eram: idade, sexo, país de origem, ideologia política, Europa, cidade/região de nascimento e religião. 10 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção variava entre 0 (zero), que correspondia a nenhuma prioridade, e 10 (dez) que correspondia a máxima prioridade. Gráfico 2 Prioridades para o financiamento europeu 11 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Quanto ao destino do financiamento europeu, há algumas áreas são consideradas como prioritárias6 por todos os grupos de inquiridos: Investigação e Inovação; Apoio às PMEs; Programas de proteção social; Programas de educação e formação profissional. No extremo oposto, os Futuros alargamentos são o tópico considerado como menos prioritário pelos inquiridos em geral. Em geral, as diferenças entre grupos-alvo na hierarquização das prioridades são insignificantes. Pontualmente encontram-se diferenças relevantes. Por exemplo, a maior importância dada ao apoio às PMEs por parte dos Destinatários de Apoios, ou a maior relevância atribuída pelos Deputados às Infra-estruturas transeuropeias em geral. Na opinião da amostra da população em geral, o financiamento europeu deverá ser canalizado prioritariamente para projetos no sector primário (Agricultura e Pescas), para a inovação e investigação, para o apoio à criação de emprego (PMEs, Educação e formação profissional) e para políticas ambientais e de combate às alterações climáticas. As áreas onde se verifica uma maior diferença entre esta amostra e a dos deputados são as áreas mais relacionadas com questões transnacionais, nomeadamente no que respeita às infraestruturas transeuropeias de transportes, às infraestruturas transeuropeias de energia e aos futuros alargamentos. 6 Nesta análise considera-se “prioritária” qualquer área com valor médio de resposta igual ou superior a 7,5 (escala de resposta entre 0 e 10). 12 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 3 Em geral, considera que nos próximos anos as competências comunitárias deveriam ser aumentadas, diminuídas ou manterem-se como estão? O alargamento das competências comunitárias é algo que está sempre em discussão no seio da União Europeia. Em geral, os inquiridos 7 são favoráveis ao aumento das competências comunitárias nos próximos anos, embora um número significativo 8 expresse que isso só deverá acontecer se não implicar aumento do orçamento comunitário. Uma possível consequência do alargamento de competências será o aumento do número de funcionários comunitários. A maior parte destes inquiridos considera que o número de funcionários da UE é adequado, assim como o nível dos seus salários. As Políticas da União versus os recursos financeiros Os resultados do inquérito revelam o reduzido conhecimento que a generalidade dos inquiridos tem do Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020. As respostas a duas perguntas sobre o orçamento comunitário ilustram esta afirmação. Quando se perguntou 7 Responderam a estas perguntas os inquiridos dos grupos-alvo: deputados, destinatários de apoios e jornalistas (para informação detalhada sobre as suas respostas, ver Relatórios Estatísticos destes gruposalvo). 8 Dependendo do grupo-alvo, entre 27% a 30% dos inquiridos optaram por esta resposta. 13 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção aos inquiridos se tinham uma ideia aproximada do valor global que se discutia para o orçamento da UE nos próximos 7 anos, nos grupos-alvo população em geral e comunidade académica a percentagem de pessoas que admitiram não ter qualquer ideia deste valor ultrapassou os 50%. Os grupos-alvo jornalistas e deputados foram aqueles que tiveram maior número de pessoas a responder acertadamente à opção de um milhão de milhões de euros. Gráfico 4 Tem uma ideia aproximada do valor global que se discute para o orçamento da U.E. nos próximos sete anos? Os resultados acerca da percentagem do PNB dos Estados-Membros que esse orçamento implica são semelhantes. Sem contar com deputados e jornalistas, a generalidade dos inquiridos desconhece o peso relativo do orçamento comunitário no PNB dos Estados-Membros. 14 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 5 Tem ideia de quanto este valor representa em percentagem do PNB dos Estados-Membros? Quando questionados sobre a adequação destes valores, em termos absolutos e relativos, a maioria dos inquiridos considerou que o valor de um milhão de milhões de euros seria suficiente. No entanto, quando a pergunta foi colocada em função da proporção do PNB dos Estados-Membros que este valor representa, atualmente cerca de 1%9, a maioria dos inquiridos considerou que esta percentagem deveria ser superior. Uma larga maioria dos inquiridos considera que o financiamento do orçamento comunitário deverá continuar a ser essencialmente realizado através do princípio da proporcionalidade das contribuições dos Estados-Membros. 9 Quando da aplicação do inquérito a pergunta indicava o valor de 1,2%, valor que na altura estava em discussão. 15 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 6 As receitas do orçamento deveriam ser essencialmente contribuições dos Estados-Membros conforme a prosperidade de cada um? 93% 85% 82% 83% Pop. Geral Com. Académica Jornalistas 82% Destinatários Apoios Deputados Concordo + concordo completamente Ao mesmo tempo, porém, a maioria mostra-se favorável ao aumento de recursos próprios. Gráfico 7 As receitas do orçamento deveriam ser cada vez mais recursos próprios? 78% 69% Pop. Geral 70% Com. Académica Jornalistas 57% 56% Destinatários Apoios Deputados Concordo+concordo completamente Contudo, quando confrontados com a possibilidade da União Europeia lançar e cobrar impostos ou taxas, à exceção do grupo-alvo jornalistas, apenas uma minoria de inquiridos considera esta uma boa opção. Refira-se que, em geral, aqueles que 16 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção consideram uma boa opção a cobrança de impostos ou taxas identificam-se mais com a Europa do que os restantes. O tipo de imposto que maior aceitação teria junto dos inquiridos seria o imposto sobre transações financeiras, seguido do imposto sobre o jogo. Os impostos sobre o rendimento são os que provocam maior rejeição junto dos inquiridos. Gráfico 8 Em geral, a possibilidade de a UE lançar e cobrar impostos/taxas diretamente seria uma boa ou uma má opção? 54% 32% Pop. Geral 37% 37% 29% Com. Académica Jornalistas Destinatários Apoios Deputados Boa opção Duas alternativas de financiamento são aceites pela maioria dos inquiridos de todos os grupos-alvo. Uma larga maioria (ver gráfico seguinte) mostra-se favorável à existência de obrigações-projeto como modo de financiamento de projetos pan-europeus e/ou considerados estruturantes a nível europeu. Outra alternativa, a emissão de dívida diretamente pela União Europeia de modo a financiar os seus compromissos orçamentais, recolhe o apoio de cerca de 2/3 dos inquiridos nos vários grupos-alvo (Gráfico 10). 17 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 9 As obrigações-projeto (Project bonds) são uma boa opção para financiar projetos pan-europeus e/ou considerados estruturantes a nível da UE? (Respostas positivas) Gráfico 10 A União Europeia deveria poder emitir dívida diretamente para financiar os seus compromissos orçamentais? (Respostas positivas) A grande maioria dos inquiridos é favorável à existência de um governo económico europeu. Verifica-se um maior apoio à existência de um governo económico europeu entre os respondentes mais identificados com a Europa e um menor apoio entre os respondentes mais à esquerda. 18 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 11 Deve existir um Governo Económico Europeu? (respostas concordo + concordo totalmente) 85% 72% 74% Pop. Geral Com Academ 75% 66% Jornalistas Destinatários Apoios Deputados Concordo + Concordo totalmente Procurou-se, através duma escala de resposta, aceder ao grau de autonomia e responsabilidade que esse hipotético governo deveria ter. A tabela seguinte sintetiza as respostas dos inquiridos. Comunidade Académica Jornalistas Apenas a fiscalização das políticas económicas e orçamentais 26% 21% 12% 29% Coordenação e fiscalização das políticas económicas e orçamentais 31% 41% 44% 38% 51% Coordenação, fiscalização e poder de iniciativa e direção nas políticas económicas e orçamentais 43% 37% 44% 32% Deputados Pop Geral Destinatários Apoios Tabela 1 Quais deverão ser as competências de um governo económico europeu? 11% 38% Em geral, os inquiridos consideram que um governo económico europeu não se deve limitar a ter apenas um papel fiscalizador das políticas económicas e orçamentais. A coordenação dessas políticas é defendida pela maioria dos respondentes e não é 19 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção desprezável a percentagem que considera que também o poder de iniciativa e direção dessas políticas deverão fazer parte das competências desse governo. O reforço dos poderes orçamentais do Parlamento Europeu que resultou do Tratado de Lisboa é apreciado favoravelmente pela maioria dos inquiridos, embora haja alguma divergência quanto à apreciação do modo como o Parlamento Europeu tem usado esses poderes10. A maioria dos inquiridos concorda com este reforço e avalia positivamente o papel desempenhado pelo Parlamento Europeu. Gráfico 12 Como avalia o reforço dos poderes orçamentais do Parlamento Europeu resultantes do Tratado de Lisboa? 70% 54% 49% 44% 38% 20% Destinatários apoios 10% 8% 7% Jornalistas Deputados Concordo com o reforço e avalio positivamente o papel desempenhado pelo Parlamento Europeu Concordo com o reforço mas avalio negativamente o papel desempenhado pelo Parlamento Europeu Discordo do reforço dos poderes orçamentais do Parlamento Europeu Ainda sobre as competências do Parlamento Europeu, perguntou-se a deputados, jornalistas e destinatários de apoios se o Parlamento Europeu deveria participar no processo de decisão quanto às receitas do orçamento da União Europeia. A quase totalidade dos respondentes concorda com esta medida (gráfico seguinte). 10 Esta pergunta foi apenas colocada aos grupos-alvo: jornalistas; destinatários dos apoios comunitários; deputados. 20 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 13 O Parlamento Europeu deveria participar no processo de decisão quanto às receitas do orçamento da UE? Deputados Destinatários Apoios Jornalistas 0% 25% 50% Concordo totalmente Concordo 75% 100% Discordo A harmonização fiscal entre os Estados-Membros é um assunto quase consensual na amostra em estudo. Apenas cerca de 1/5 da amostra considera que a melhor solução passa pela concorrência entre Estados-Membros no que concerne às suas políticas fiscais. Gráfico 14 Deve-se proceder à harmonização fiscal entre os Estados-Membros? (respostas sim) 69% 65% Pop. Geral 57% 54% Com. Académica Jornalistas 60% Destinatários Apoios Deputados A atribuição à Comissão Europeia de poder de veto sobre Orçamentos de Estado dos Estados-Membros é rejeitada por cerca de metade dos inquiridos. 21 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 15 Concorda com a atribuição à Comissão Europeia de um poder de veto dos Orçamentos de Estado dos Estados-Membros? (respostas discordo) 60% 51% 45% 38% Pop. Geral Com. Académica 42% Jornalistas Destinatários Apoios Deputados A coesão-económica, social e territorial da União é assegurada no próximo quadro financeiro? Como se percebe nas respostas assinaladas na tabela seguinte, a generalidade dos participantes neste estudo é favorável a políticas mais expansionistas e de contra-ciclo económico. Os respondentes são também favoráveis à existência de um mecanismo de estabilidade e crescimento que considere o défice agregado de todos os EstadosMembros. Porém, o recurso a PPPs como forma de alavancar o investimento público europeu sem aumentar o orçamento da UE é recusado pela maioria. Com.Académica Jornalistas Destinatários Deputados As medidas de austeridade, que implicam a redução da despesa pública a nível nacional, deveriam ser estendidas ao orçamento comunitário e, consequentemente, determinar a redução do seu montante total em termos nominais e relativos Pop Geral Tabela 2 Inquiridos que concordam com as seguintes afirmações: 51% 50% 23% 46% 30% 22 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Em período de retração económica, em vários países comunitários, cabe à União Europeia apresentar políticas orçamentais expansionistas 82% 81% 85% 86% 78% Deveria haver dois orçamentos comunitários, distinguindo os países da zona Euro dos restantes Estados-Membros 43% 43% 36% 45% 40% O orçamento comunitário deve estar envolvido nos apoios do Mecanismo Europeu de Estabilidade 92% 86% 83% 91% 80% Deve-se recorrer a PPPs como forma de alavancar o investimento público europeu sem aumentar o orçamento da UE, mas assumindo mais risco orçamental 23% 27% 23% 37% 31% Deveria haver um mecanismo de estabilidade e crescimento que considerasse o défice agregado de todos os Estados-Membros e não apenas Estado a Estado 82% 73% 85% 93% 69% A associação de condições a nível macroeconómico à concessão de fundos europeus é defendida por cerca de 2/3 dos inquiridos. Gráfico 16 Inquiridos que concordam com a associação de condições a nível macroeconómico (cumprimento de metas de défice e de dívida pública, designadamente) à concessão de fundos europeus aos Estados-Membros 65% 68% 68% Pop. Geral Com. Académica Jornalistas 73% 63% Destinatários Apoios Deputados 23 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Outra decisão que teria o apoio da maioria dos inquiridos seria a criação de regiões de transição para incluir as regiões que ultrapassaram os objetivos de convergência mas ainda se encontram abaixo da média europeia. Gráfico 17 Inquiridos que defendem a criação de regiões de transição, para incluir as regiões que ultrapassaram os objetivos de convergência mas ainda se encontram abaixo da média europeia 90% 80% 77% Jornalistas Destinatários Apoios Deputados O crescimento económico europeu poderá ser estimulado pelo instrumento “Interligar Europa”, segundo a opinião da maioria dos inquiridos que dizem conhecer este instrumento. Em geral, os participantes neste estudo são também favoráveis às obrigações-projeto como forma de financiar projetos pan-europeus ou estruturantes a nível da União Europeia. A maior parte dos inquiridos respondeu também de forma favorável à possibilidade de emissão direta de dívida por parte da União Europeia para financiar os seus compromissos orçamentais. 24 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 18 A União Europeia deveria poder emitir dívida diretamente para financiar os seus compromissos orçamentais? (respostas “sim”) 70% 75% 72% Destinatários Apoios Deputados 69% 62% Pop. Geral Com. Académica Jornalistas Para a maioria dos inquiridos, o Fundo de Ajustamento à Globalização deve ser aumentado e deverá incluir entre os potenciais benificiários deste Fundo, agricultores cujas produções sejam afetadas pela celebração de acordos internacionais. 50 anos de PAC – Os resultados e a reforma em curso As últimas perguntas do questionário referiam-se à Política Agrícola Comum, que está a celebrar os seus 50 anos. Todos os grupos inquiridos fazem, para Portugal, um balanço negativo desta política, sendo o balanço realizado pelos deputados o menos negativo. 25 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 19 Balanço da PAC para a agricultura portuguesa – positivo ou negativo? Apesar do balanço negativo, a maioria dos inquiridos é contrária à extinção da PAC, defendendo antes a reformulação dessa política. Gráfico 20 Na sua opinião, a PAC deveria ser: Deputados Destinatários Apoios Jornalistas Com. Académica Pop. Geral 0% 25% Mantida 50% Reformulada 75% 100% Extinta 26 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção As posições dos inquiridos dos vários grupos-alvo face ao orçamento da PAC são muito diversas, não havendo uma posição claramente dominante. Gráfico 21 O orçamento da PAC representa 40% do orçamento total da UE, menos de 0,5% do seu PIB. Considera que aquele orçamento deve ser mantido, aumentado ou diminuído? Deputados Destinatários Apoios Jornalistas Com. Académica Pop. Geral 0% 25% Diminuído 50% Mantido 75% 100% Aumentado O questionário colocava questões sobre políticas concretas relacionadas com a PAC. Duas delas são de resposta praticamente unânime: a inclusão de medidas que paguem a diversificação das produções, a rotação da terra e a manutenção dos pastos; a consideração do contributo das atividades agrícolas para o ambiente e o desenvolvimento rural nas contas da PAC. As restantes têm o apoio da maioria dos inquiridos. Segundo esta opinião maioritária, o financiamento de atividades não agrícolas deve ser desenvolvido no âmbito do FEADER e deve haver convergência dos pagamentos da ajuda por hectare. 27 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção Gráfico 22 Devem ser incluídas na PAC medidas que paguem a diversificação das produções, a rotação da terra e a manutenção de pastos 88% 88% 93% Jornalistas Destinatários Deputados Apoios Concordo + Concordo totalmente Gráfico 23 O contributo das atividades agrícolas para o ambiente e o desenvolvimento rural devem ser tidos em conta nos fundos a desembolsar pela PAC 92% 94% 100% Jornalistas Destinatários Apoios Deputados Concordo + Concordo totalmente Gráfico 24 Deve ser desenvolvido o Gráfico 25 Deve haver convergência dos financiamento de atividades não agrícolas pagamentos da ajuda direta por hectare no âmbito do FEADER (Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural) 70% 54% Jornalistas 79% 75% Destinatários Deputados Apoios Concordo + Concordo totalmente 62% 65% Jornalistas Destinatários Deputados Apoios Concordo + Concordo totalmente Conclusões Este projeto teve como objetivo principal conhecer a opinião, críticas e preocupações dos cidadãos no âmbito da temática “Que meios para o nosso Futuro: o próximo quadro financeiro da União Europeia”, estruturando o questionário em torno 4 temas: (1) Mais Europa? Como financiar as nossas ambições; (2) As Políticas da União versus os recursos financeiros; (3) A coesão-económica, social e territorial da União é assegurada 28 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal. Iniciativa Desenvolvimento/conceção no próximo quadro financeiro?; (4) 50 anos de PAC – Os resultados e a reforma em curso. Em função do desconhecimento sobre estes temas prevalecente na sociedade portuguesa, foi opção da equipa inquirir sub-grupos da população, genericamente mais informados, ao invés de inquirir uma amostra representativa da população: os grupos-alvo que constituíram a base de inquérito para o estudo de opinião foram os seguintes: (i) Deputados à Assembleia da República e Eurodeputados; (ii) Representantes da sociedade civil (Entidades destinatárias de apoios comunitários); (iii) Comunidade académica (professores, investigadores e alunos de universidades portuguesas); (iv) Jornalistas; (v) amostra voluntária (e não representativa) da população portuguesa. A riqueza da informação recolhida não poderia caber num relatório síntese como é o caso deste. Os resultados aqui apresentados são aqueles que a equipa responsável pelo projeto selecionou com base num critério necessariamente subjetivo. Outras análises poderiam ter sido realizadas a partir dos dados disponíveis e outros resultados e interpretações poderão ser obtidos por consulta dos relatórios estatísticos que acompanham este relatório. 29 * O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal.