A Satisfação do Discente em Instituições de Ensino Superior: um estudo de caso 1. Introdução Vivencia-se uma realidade onde os clientes e/ou consumidores mostram-se mais exigentes e informados, as organizações estão fazendo quase o impossível para satisfazer esse novo público. Elas procuram iniciativas que possibilitem a satisfação, fidelização, e em muitas vezes o encantamento de seus clientes e/ou consumidores. O Ensino Superior evolui a largos passos, no passado era voltado à difusão do saber e a realizações sociais, atualmente volta-se à produção de bem intelectual. Essa revolução acontece tanto na área pedagógica, quanto na área administrativa. A sobrevivência e o sucesso das IES dependem do nível de satisfação dos discentes em face aos serviços prestados e eles. Frente a essa afirmativa, a autora propõe o seguinte questionamento como guia para todo o processo de pesquisa: • Qual o principal valor intrínseco à satisfação do discente na IES? Para responder a esse questionamento principal parte-se da hipótese que, a qualidade nos serviços é o principal valor intrínseco a satisfação do discente na IES. Ao analisar a importância do tema proposto, é indispensável ressaltar a estima do conhecimento para toda a sociedade. Fregoneis (apud GAIOSO, 2005, p. 3, grifo do autor) ressalta que “assumir o ‘mundo das novas idéias’ só é possível por meio da educação”. Com isso tem-se a alta relevância do tema proposto. Essa pesquisa tem como alvo avaliar a importância da satisfação do discente em uma IES. O objetivo geral deste trabalho é realizar uma pesquisa de satisfação com o corpo discente sobre os serviços prestados em uma IES privada, no município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo. Com o objetivo de solucionar o problema deste trabalho e identificar os fatos sobre a veracidade da pesquisa, torna-se necessário o emprego de algumas técnicas de pesquisa. Consideram-se as seguintes metodologias aplicadas nessa pesquisa: pesquisa exploratória: apresentou grande utilidade do início ao fim do trabalho, sendo essencial para o maior conhecimento e a seleção dos assuntos aqui tratados; pesquisa bibliográfica: solidificou-se com os autores empregados no decorrer do trabalho, tendo mais ênfase no primeiro e segundo capítulo e o estudo de caso: vislumbrou validar ou não o questionamento inicial. Para o tratamento dos dados da pesquisa, são realizados dois procedimentos: a coleta de dados primários e a coleta de dados secundários. Pela complexibilidade do assunto abordado – A satisfação do discente em Instituições de Ensino Superior – alguns aspectos deixam de ser aprofundados. 2. Instituições de Ensino Superior A questão da qualidade é de grande preocupação dentre os estudiosos sobre o assunto. A qualidade da prestação de serviços no Ensino Superior implica diretamente na satisfação do discente, atuais clientes e/ou consumidores das IES, estes, são responsáveis por fazer esse mercado revolver e crescer junto à globalização. De acordo com Figueiredo (2004), a transferência da sede do governo português para o Rio de Janeiro em 1908, foi um marco importante na formação do Ensino Superior brasileiro. Luckesi (2000), relata que em 1908, já existiam cerca de 2.500 brasileiros diplomados na Europa, sendo que a maioria era de religiosos. O mesmo autor ainda relata que, no Brasil a essência verdadeira da Educação Superior teve início na primeira metade do século XX, embora tenham existido, durante o Império, Escolas e Faculdades profissionais. Apesar de já ser grandioso o avanço na área educacional, entre os mestres da época difundiase a sensação de que ainda faltava algo. Eles refletiam, sobre o fato de que, o Ensino Superior devia ser direcionado para os costumes e a cultura brasileira como eram em todos os outros paises da Europa. Em relação ao assunto Fávero (apud ROSAS, 1992, p. 162, grifo do autor), discutiu uma questão que continua a representar um desafio para os brasileiros: “a universidade brasileira, hoje, como a dez anos, ainda não foi capaz de elaborar sua identidade”. Com isso, iniciou-se uma intransigente batalha nos assuntos relacionados ao Ensino Superior no país. Na busca de definir a identidade do Ensino Superior no Brasil, a solução encontrada foi tentar equilibrar a qualidade acadêmica e o compromisso social. O que era uma tarefa difícil, mas não impossível. Caso esses objetivos fossem alcançados ter-se-ia uma universidade voltada ao desenvolvimento cultural, cientifico e tecnológico, buscando o comprometimento com a sociedade. No entanto, o desenvolvimento da Educação Superior somente teve impulso com a instauração da República, quando em 1931 aconteceu a primeira mudança. Em face da edição do Decreto nº 19.851/31, conforme fontes do MEC, este, instituiu o “Estatuto das Universidades Brasileiras” com a finalidade de estimular a investigação cientifica em qualquer domínio; habilitar ao exercício de atividades que requerem preparo técnico e científico superior; entre outros (BRASIL-MEC, [200-?], grifo do autor). Muito embora, isso não tenha sido o bastante, buscou-se então, em 1968 uma segunda opção. Um anteprojeto de Lei criado por um grupo de trabalho, cuja função, era ser uma força tarefa voltada para a educação. O objetivo principal era a modernização e a flexibilidade administrativa da Educação Superior, com pretensão de formar recursos humanos de alto nível voltado para o desenvolvimento do país outros (BRASIL-MEC, [200-?]). Promulgada como a Lei 5.540/68, que mesmo com alguns vetos cedidos, veio definir que “O Ensino Superior tem por objetivo a pesquisa, o desenvolvimento das ciências, letras e arte e a formação de profissionais de nível universitário” (BRASIL-LF, apud BRASIL-MEC, [200-?], p. 6). Contudo, ao longo do tempo a lei foi esfacelando-se, afastando o Ensino Superior brasileiro de seu perfil legado como instituição social. Embora a Educação Superior estivesse fazendo parte de uma legislação específica, entenderam os legisladores a necessidade de, após efetiva participação de todas as entidades representadas pela sociedade civil organizada em nível nacional, apresentar um novo projeto de lei, objetivando estabelecer as diretrizes e bases da educação nacional. (BRASIL-MEC, [200-?]). Com isso, em 20 de dezembro de 1996, é promulgada, a Lei de nº 9.394/96 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), fazendo com que a educação superior deixe de ser entendida de forma isolada, já que teve sua inclusão na composição dos níveis escolares, Capitulo I, Título V dos níveis e das modalidades de Educação e Ensino da LDB (MEC, 2007). Diante da regulamentação da LDB, que veio oferecer orientações sobre credenciamento da IES, bem como, a autorização de cursos, grandes empreendedores voltaram-se sua visão para esse nível de ensino, tornando o Ensino Superior amplamente competitivo, e dessa forma, obrigando as IES a oferecer um ensino de melhor qualidade. O sistema de Ensino Superior brasileiro é bastante heterogêneo, nele podem-se encontrar diferentes formas organizacionais. Apesar da heterogeneidade desse sistema Niskier (1996) distingue alguns termos utilizados para nomear o Ensino Superior brasileiro e sintetiza as funções de cada instituição na sociedade: Universidade, Centros Universitários, Faculdades Integradas, Faculdades e Institutos Superiores ou Escolas Superiores. Neste trabalho, faz-se entender, todos esses termos apenas como IES, que visam a pesquisa, extensão e o desenvolvimento de atividades regulares de Ensino, com concessão de graus acadêmicos que são distribuídos entre tecnologia, graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. De acordo com o Siedsup (2007), as IES, são caracterizadas por categorias administrativas como instituições públicas que são criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público e instituições privadas que são mantidas e administradas por pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado. A tabela 01 mostra o crescimento das IES privadas nos últimos 3 anos. Tabela 01 – Distribuição do número de Instituições de Educação Superior. Por categoria administrativa – Brasil 2004 – 2006 ANO 2004 2005 2006 TOTAL 2.020 2.310 2.398 PÚBLICA 219 236 257 PRIVADA 1.801 2.074 2.141 Fonte: adaptado de MEC/INEP/CAPES As universidades têm por natural desígnio responder as diversas necessidades externas e internas expostas a ela, tornando-se uma organização multifuncional no mercado, imprescindível na sociedade e integralmente utilitária a seus usuários. Franco (2004, p. 25) observa que a IES, [...] é a organização avançada da sociedade em termos de conhecimento, de ciência e de tecnologia. Em conseqüência, precisa abrir-se a sociedade, e a serviço desta, construir melhor qualidade de vida para as populações. Teoria e prática são, pois, elementos essenciais para que, o que a universidade oferece como cursos sirva de instrumento de reconstrução social. Analisando os dados fornecidos pelo Inep (2007), é possível afirmar que existem cerca de 2.398 IES atuando no país em 2006, dividas entre 257 públicas e 2.141 privadas. Outra informação admirável, é que 4.453.156 pessoas ingressaram no Ensino Superior no ano de 2005, divididas entre instituições públicas, com 1.192.189 matrículas e instituições privadas, com 3.260.967 matrículas. Ao analisar esses dados, é necessário levar em consideração também à evasão destes discentes. Holanda (2007) salienta que existe um alto índice de evasão nas IES, essa evasão está ligada a vários fatores e demonstra por parte dos discentes um grande desinteresse em continuar a graduação. Atualmente, vivencia-se uma fase de transição no Ensino Superior no Brasil, são mudanças estruturais, administrativas, normativas, acadêmicas, funcionais entre outras. Isso não se pode negar. É necessário tomar conhecimento sobre essas mudanças e aceitá-las ou não, de acordo com a especificidade da Instituição Superior. Como o assunto é extremamente complexo, torna-se necessário analisar as IES como organizações prestadoras de serviços. O setor de serviços está tornando-se a fonte básica de riqueza, comércio e crescimento em todo o mundo. Por isso, passou a ter uma importância cada vez maior na economia. Mas de nada adianta se os serviços prestados não forem de qualidade. Pois, a qualidade nos serviços é o fator que proporciona uma das maneiras de que seu prestador obtenha sucesso na fidelização dos discentes, destacando-se entre os concorrentes. Serviços são atividades econômicas que criam valor e fornecem benefícios para clientes em tempos e lugares específicos, como decorrência da realização de uma mudança desejada no – ou em nome do – destinatário do serviço (LOVELOCK, 2001, p. 5). Moreira (apud LEMKE, 2005) explica que, IE são organizações ou empresas prestadoras de serviço, como tantas mais que se tem no mercado, no entanto, passam por um processo bem mais complexo que as outras, algumas vezes, passando por grandes dificuldades, já que a natureza do seu negócio é a Educação, um serviço literalmente intangível. Drumond (1998), ressalta que as organizações prestadoras de serviço apontam alguns problemas especiais em relação às outras, ele relata determinadas peculiaridades das organizações prestadoras de serviços como: o gerenciamento do fornecimento do serviço, a permissibilidade, a interação entre o produtor e o cliente e/ou consumidor e a natureza completamente intangível da qualidade. 3. A IES em Busca da Satisfação do Discente Para a empresa prestadora de serviço ser bem sucedida, é fundamental que ela conheça seus clientes e/ou consumidores, procurando saber quais são os seus principais gostos e anseios, suas preferências, suas necessidades e suas aspirações mais ocultas, só assim, atingirá o ponto certo. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei 8078, de 11 de setembro de 1990 – “Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final” (BRASIL, 1990, p. 21). Depois de conhecerem e entenderem seus direitos através do CDC, os cliente e/ou consumidores estão exigentes. Eles exigem garantia dos serviços. Lovelock (2001), diz que essa garantia pode surgir de várias maneiras como uma garantia incondicionável de satisfação, prometendo uma reposição, reembolso ou credito, fáceis de requisitar no caso de insatisfação. Ultimamente nota-se uma grande evolução no comportamento e nas características dos clientes e/ou consumidores, onde o poder financeiro, a individualidade, a independência e a informação estão dando um maior poder de barganha para com o mercado. A decisão não está mais nas mãos do prestador de serviços, agora quem determina as regras é o cliente e/ou consumidor, tudo deve estar conforme sua pretensão e tudo é feito para ele e por ele. Uma das diferenças mais expressivas entre os velhos e os novos clientes e/ou consumidores é que estes exigem autenticidade. Serviços que são criados com essa característica são extremamente valorizados, pois na maioria das vezes apresentam qualidade superior, tornando-se mais confiáveis e valorizando-se com o tempo. Outro ponto importante desta questão é a atenção destinada aos clientes e/ou consumidores. A organização que é atenciosa com o seu público-alvo ganha com isso, uma moeda valiosa, mas é necessário saber utilizá-la. Ele precisa sentir-se importante, pois sabe que tem o domínio da decisão e mostra-se consideravelmente seletivo quanto, onde, com quem, e com o que emprega seu dinheiro, seja em relação a produtos ou serviços. Deve-se ter e saber demonstrar muito respeito com os clientes e/ou consumidores é indispensável fazer-se ouvir quando necessário e ouvi-lo sempre. Isso é extremamente importante. O cliente e/ou consumidor tende a tornar-se mais entendido e exigente quanto a serviços adequados ao seu modo de vida e suas necessidades. As empresas prestadoras de serviço devem ter consciência disso, devem estar sempre atentas às mudanças nesse sentido. O novo cliente e/ou consumidor tem o mínimo conhecimento da legislação e está disposto a desfrutar dê seus direitos. Neste trabalho, faz-se entender os clientes e/ou consumidores por discente. É denominado discente, todo aluno regularmente matriculado nos cursos de graduação e pós-graduação de uma IE. No atual mundo globalizado, a satisfação do cliente e/ou consumidor vem sendo apontada como fator decisivo para o sucesso em diferentes tipos de organizações. Por isso, faz-se necessário conceituar a satisfação e identificar as necessidades dos clientes e/ou consumidores, Zulzke (1991, grifo do autor) analisa a satisfação do cliente e/ou consumidor pela seguinte equação: Satisfação do Cliente e/ou Consumidor = Desempenho/expectativa. Satisfazer a esse público é ultrapassar as suas necessidades e expectativas. Segundo Drucker (apud SHETH, 2001, p. 35) “O propósito dos negócios é criar e manter clientes satisfeitos”. Diante disso, percebe-se a grande revolução que esse ser está causando no mercado. Tornar um cliente e/ou consumidor satisfeito é um processo penoso, atualmente perdê-lo é muito mais fácil que atraí-lo. O melhor é partir do pré-suposto de que a relação entre a organização e o seu público-alvo deve ser de constante conquista. Existe uma diferença quanto ao que se entende sobre satisfação para o consumo de um produto ou de um serviço. No caso do produto, o cliente e/ou consumidor pode avaliar antes o que está adquirindo, o que não acontece na prestação de serviços, que inicialmente são negociados e vendidos em seguida são produzidos e consumidos concomitantemente. Os serviços muito diferem dos produtos, mas mesmo com tantas evidencias, alguns ainda confunde-se ao distingui-los, o fato é que existem diferenças e características específicas entre eles. Para Kotler (2002), as características que diferenciam os serviços dos produtos são a intangibilidade, a indivisibilidade, a variabilidade e a perecibilidade. Ele ainda afirma que o critério de satisfação é diferente nos dois itens. Satisfazer o cliente e/ou consumidor é uma questão de sobrevivência ou não da organização. Diante os fatos, pode-se dizer que para todas as organizações, sejam fornecedores de produtos ou de serviços é extremamente importante que tenham sempre como objetivo principal da organização, à satisfação incondicional e plena do cliente e/ou consumidor. Ao prestar um serviço é necessário estar atento às necessidades e aos desejos particulares do cliente e/ou consumidor. As organizações e os indivíduos que entenderem e atingirem essas necessidades, são aquelas com mais probabilidade de prosperar no novo cenário econômico. O cliente e/ou consumidor é extremamente influenciado por muitas características Kotler (1995) apresenta fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos relacionados a isso. O autor ainda ressalta a cultura na influência do cliente e/ou consumidor, desse bloco participam os valores básicos, percepções, preferências e comportamentos que o cliente e/ou consumidor aprende com a família e outras instituições. Já os fatores sociais influenciam nas escolhas de produtos/serviços e marcas que são altamente afetadas pelos grupos de referência, como amigos, família, organizações sociais e profissionais. Fatores pessoais como idade e estágio de vida também influencia diretamente o cliente e/ou consumidor. O bloco de influencias psicológicas tem como fatores principais à motivação, a percepção, o aprendizado, as crenças e as atitudes. Para melhor compreensão das necessidades dos clientes e/ou consumidores, Maslow um dos maiores especialistas em motivação humana, apresenta a teoria da motivação, nela as necessidades estão dispostas em níveis, em uma hierarquia de importância e de influência. Essa hierarquia de necessidades pode ser visualizada como uma pirâmide. Na base da pirâmide estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas [também conhecidas como necessidades primárias]) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto-realização [também conhecidas como necessidades secundárias]) (CHIAVENATO, 2000, p. 393). Chiavenato (2000), ainda menciona cada necessidade: necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, necessidades sociais, necessidades de estima, necessidades de auto-realização. Conforme a fartura em alguns aspectos no mundo recente oferecendo uma quantidade cada vez maior e diferenciada de opções, diminui-se a necessidade de lutar pelas verdadeiras necessidades básicas. Por isso, as organizações estão investindo em opções fáceis e rápidas para os clientes e/ou consumidores. Prova disso é a fragmentação do mercado, atualmente existe uma crescente onda de segmentação do público. Com isso, as organizações identificam essas características e empenham-se em atender melhor a essa parte do mercado voltando-se totalmente a ela, dando toda a atenção para o segmento a que se destina, determinando os prováveis clientes e/ou consumidores de um serviço, podem ser cometidos por idade, selecionadas entre crianças, jovens, adultos e idosos, também pode ser por gênero separando homens e mulheres, além da renda, que é caracterizada por baixa, média e alta. As organizações dependem dos clientes e/ou consumidores e devem, portanto, aprimorar-se em compreender as suas necessidades presentes e futuras, para então, satisfazer os seus requisitos e exceder as suas expectativas. Tendo assim, maior probabilidade de sucesso no mercado. Ao destinar a devida atenção aos clientes e/ou consumidores, faz-se necessárias algumas medidas de medir e avaliar a satisfação destes. São de grande importância as informações fornecidas pelos estudos relacionados à satisfação do cliente e/ou consumidor, são informações benéficas, e podem se tornar muito confiáveis, desde que sejam empregados métodos e técnicas apropriadas. Santos (2002) referindo-se aos clientes e/ou consumidores, diz que um bom programa de estudo da satisfação permite avaliar o grau de satisfação, monitorar o desempenho da empresa ao longo do tempo, avaliar o desempenho da empresa em relação a seus principais concorrentes, compreender os aspectos de maior impacto para a satisfação dos seus clientes, avaliar a sintonia entre a direção da empresa e a expectativa dos seus clientes, entre outros. Lovelock (2001, p. 110), afirma que “ultrapassar os níveis desejados das expectativas dos clientes resulta em percepção positiva na qualidade do serviço”. A avaliação estável da satisfação origina excelentes benefícios, para a organização como forma de realimentar e controlar o empenho de uma empresa prestadora de serviços sob o ponto de vista de seus clientes e/ou consumidores. Analisar e avaliar os processos da organização é extremamente importante, deve sempre visar à melhoria da qualidade, assim conseqüentemente alcançar a meta principal que é a satisfação total do cliente e/ou consumidor. Com isso, torna-se necessária a busca da satisfação do discente no Ensino Superior através da qualidade nos serviços. As IES que zelam pela satisfação dos discentes compõem uma parcela dominante do mercado, mostrando-se comprometidas com a qualidade de serviços e com os resultados alcançados junto aos mesmos. “A qualidade tornou-se um critério universal no ambiente competitivo e é a verdadeira medida da capacidade de sobrevivência das organizações”. Mezomo (1997) ressalta que, a IES detentora de consciência dos custos provocados pela falta de qualidade, seguramente não deixará de dar a devida importância a este esforço de mudança e melhoria. Para tanto, é necessário observar atentamente alguns itens extremamente importantes no processo do Ensino Superior. Drumond (1998, p. 96) descreve que, “a qualidade do serviço é uma questão altamente subjetiva. O que impressiona uma pessoa como informalidade agradável dá a idéia de rudeza para outra”. Também é extremamente importante o comprometimento de todos, em todos os níveis, em algumas vezes é necessária uma monitoria permanente. Mezomo (1997) ainda ressalta que a IE deve almejar a qualidade de forma constante e determinada, e que não se consegue qualidade aos saltos, mas dando um passo de cada vez. A qualidade nas IES está nas mãos de seus próprios envolvidos. Cabe a eles assumi-la ou não. Com isso, vê-se a importância de criar objetivos de forma hierárquica e cumpri-los um de cada vez. Diante disso, Bateson (2001, p. 321) ressalta que, “Considerando-se a forte lógica para a satisfação dos clientes como propulsora-chave para empresas prestadoras de serviços, elas deveriam adotar a medida de satisfação dos discentes como uma ferramenta fundamental”. As universidades atuavam, a alguns anos, de forma passiva nas questões educacionais, principalmente nas relações com o mercado. Porém, atualmente, elas são forçadas a tornarem-se pró-ativas nas suas ações estratégicas, principalmente na identificação e satisfação das expectativas e necessidades de um mercado cada vez mais seletivo e exigente (MOREIRA apud LEMKE, 2005, p. 19). Existem categorias e atributos a que devem ser observados na IES, para que haja a satisfação do discente, acessibilidade, atendimento, capacitação do Corpo Docente, comunicação, conteúdo, credibilidade, infra-estrutura e segurança entre outros. A pesquisa de satisfação dos discentes torna-se, conseqüentemente, um instrumento eficaz para o estudo e a prática do comportamento dos alunos, além disso, é de grande utilidade para o processo de avaliação institucional. Bateson (2001) afirma que a qualidade geralmente é considerada como um atributo nos processos de escolha dos discentes. A qualidade fecha o circuito entre a avaliação e o processo de escolha. Para Ramos (1995), o sucesso de uma organização educacional, está subordinado ao comprometimento e a condição do corpo discente, também a desenvoltura dos dirigentes e docentes. Os estudos efetuados por Niskier (1996), por sua vez, fazem-se lembrar que a qualidade de ensino é um dos mais importantes e graves problemas da nação brasileira. Mezomo (1997) salienta a necessidade de mudança nas IES, afirma que elas devem e podem melhorar. Mas elas não mudarão enquanto seus lideres não o desejarem, apesar de não lhes restarem muito tempo para escolherem o caminho da qualidade. “De fato, se eles perderem a oportunidade de fazê-lo agora, serão coagidos a modificar-se pelas pressões de uma sociedade a cada dia mais desiludida com a escassa qualidade de seus formados” (MEZOMO, 1997, p. 93). 4. Estudo de Caso A pesquisa de campo que teve como intuito demonstrar a importância de satisfazer o discente em uma IES. O estudo de caso foi realizado na Faculdade UNIVILA de Vila Velha, com a aplicação de um questionário direcionado aos discentes dos diversos cursos e períodos letivos, em funcionamento na instituição. É necessário tomar conhecimento do histórico da empresa pesquisada. A IES pesquisada é consolidada como uma organização familiar e de acordo com Borlini (2007), possui atualmente aproximadamente 120 colaboradores. O Sistema UNIVILA de ensino teve o seu início, em março de 1998 com a autorização do curso de Administração com habilitações em Marketing e Comércio Exterior, surgiu então, a oportunidade da criação do curso de Pedagogia. Em 2001 novos projetos foram remetidos ao MEC sendo conquistado então a autorização de mais três cursos na faculdade de Vila Velha, a saber: Serviço Social, Comunicação Social e Sistemas de Informação (UNIVILA, 2007). Em 2005 passou a fazer parte do Sistema UNIVILA de ensino, a Faculdade de Direito de Vila Velha, oferecendo então, o curso de graduação em Direito (MACEDO, 2007). Dessa forma, atualmente a UNIVILA, possui duas unidades, uma na cidade de Vila Velha no Estado do Espírito Santo, e outra no município de Ibiraçu no mesmo Estado. Nas duas unidades é vislumbrado o mesmo foco institucional: “Formando Empreendedores” (UNIVILA, 2007). A atual estrutura organizacional da UNIVILA é extremamente simples e satisfaz as normas hierárquicas habituais das IES privadas. Os setores da instituição são listados a seguir: Conselho Superior; Diretoria; Vice-Diretoria; Secretaria; Gerência de Gestão da Informação; Gerência de Ensino de Graduação; Gerência de Relacionamento com a Comunidade; Gerência de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa; Núcleo de práticas jurídicas; Biblioteca. De acordo com UNIVILA (2007), a instituição disponibiliza para seus alunos e para a comunidade alguns projetos de extensão e pesquisa como: Projeto de Extensão Vila Social; Projeto de Extensão Vila Ambiental e Projeto de Pesquisa Jornada Científica da Faculdade UNIVILA. Estas são ações que permitem ao discente da Faculdade UNIVILA a prática e a vivência profissional dos ensinamentos e favorecem a comunidade por meio da educação, inclusão social, conservação ambiental e promoção da saúde. O estudo de caso teve como objetivo coletar dados para compor informações sobre a satisfação do discente na IES pesquisada. Para tanto, foi utilizado um instrumento de levantamento de informações, o questionário. Esse, caso seja bem redigido e aplicado de forma correta, possibilita a coleta de um grande número de respostas, conseqüentemente, um grande número de informações sobre o assunto pesquisado. No questionário, é empregada uma adequação da escala Likert, apresentando quatro posições de escolha ao invés cinco, serão utilizados os itens: ótimo, bom, regular e ruim, os discentes têm a opção de assinalar uma entre quatro alternativas, a que mais se aproxime ao seu sentimento. Essa ferramenta será aplicada aos discentes do Sistema de Ensino UNIVILA, na unidade de Vila Velha, dos cursos Administração, Pedagogia, Serviço Social, Sistemas de Informação, Comunicação Social e Direito, cursando do 1º ao 10º período, no mês de abril no ano de 2007. O roteiro do questionário é composto por trinta e sete perguntas, sendo que trinta e quatro delas são fechadas e três abertas, o questionário tem o objetivo de analisar três componentes diretamente ligados a satisfação do discente em IES, são esses: a Organização Institucional, o Corpo Docente e a Infra-Estrutura Física. O questionário é composto por dois itens, Item A perfil do discente; e, Item B satisfação do discente. Participaram deste estudo, uma amostra constituída por 147 discentes, que correspondem a aproximadamente 10% da população discente da UNIVILA, provenientes dos cursos de Administração, Comunicação Social, Direito, Pedagogia, Serviço Social e Sistemas de Informação, distribuídos nos diversos períodos oferecidos pela Faculdade, bem como, nos turnos matutino e noturno. As respostas dadas ao item “A”, do questionário que indaga sobre o perfil atual do discente da Faculdade UNIVILA identificou a seguintes questões: a) O gráfico 1 relaciona a amostra de acordo com o sexo dos discentes, observando-se que dos 147 discentes pesquisados 101 eram do sexo feminino e 46 do sexo masculino; b) Quanto ao período, no gráfico 2, foi observado que do total pesquisado, 23 discentes cursavam o 1º período, 14 cursavam o 2º período, 40 cursavam o 3º período, 6 cursavam o 4º período, 20 cursavam o 5º período, 7 cursavam o 6º período, 27 cursavam o 7º período, 3 cursavam o 8º período, 4 cursavam o 9º período e 3 cursavam o 10º período; Gráfico 01 – Sexo Gráfico 02 – Períodos Sexo 46 50 Feminino Períodos 100 101 Maculino 40 20 7 27 14 6 3 4 3 3º 4º 5º 6º 7º 23 1º 0 2º 8º 9º 10º Fonte: Pesquisa de Campo (2007) Fonte: Pesquisa de Campo (2007) c) O gráfico 3 mostra que quanto ao turno, 31 discentes pertenciam ao turno matutino e 116 discentes pertenciam ao turno noturno; d) A pesquisa foi realizada com estudantes de todos os cursos da Faculdade, como demonstrado anteriormente na tabela 2 e agora disposto no gráfico 4, sendo 46 alunos de Serviço Social, 37 de Direito, 30 de Administração, 22 de Pedagogia, 06 de Comunicação Social, e 06 Sistemas de Informação; Gráfico 03 – Turno Turno Gráfico 04 – Cursos Cursos 100 31 50 30 6 116 Matutino 46 37 22 6 0 Noturno Fonte: Pesquisa de Campo (2007) Administração Pedagogia Comunicação Social Serviço Social Direito Sistemas de Informação Fonte: Pesquisa de Campo (2007) e) A distribuição dos participantes por faixa etária é demonstrada no gráfico 5 e possibilitou verificar que dos 147 discentes pesquisados, 11 encontravam-se na faixa etária com menos de 18 anos, 19 tem idades entre 19 e 30 anos, 40 tem idades entre 31 a 40 anos e 25 discentes possuem mais de 41 anos; f) Com a verificação da renda familiar, no gráfico 6, identificou-se que, dos discentes pesquisados 27 tinham renda familiar de 1 a 2 salários mínimos, 44 estavam na faixa de 2 a 4 salários mínimos, 50 estavam na faixa de 4 a 6 salários mínimos e 26 tem renda familiar acima de 6 salários mínimos. Gráfico 05 – Idade Gráfico 06 – Renda Idade 100 71 50 40 25 11 50 0 Menos de 18 anos De 31 a 40 anos Renda 100 44 27 0 De 1 a 2 salários mínimos De 4 a 6 salários mínimos De 19 a 30 anos Mais de 41 anos Fonte: Pesquisa de Campo (2007) 50 26 De 2 a 4 salários mínimos Mais de 6 salários mínimos Fonte: Pesquisa de Campo (2007) g) Em relação ao município, o gráfico 7 demonstra que a maioria, cerca de 71 discentes moram em Vila Velha, seguida por Vitória, com 28 discentes, Cariacica com 23 discentes, Serra com 19 discentes e 6 dos discentes pesquisados eram de outros municípios do Estado. Gráfico 07 – Município Município 6 19 71 23 28 Vila Velha Vitória Cariacica Serra Outros Fonte: Pesquisa de Campo (2007) Os resultados obtidos no item “A”, traçam o perfil dos discentes pesquisados, sendo a maioria do sexo feminino, cursando o 3º período, pertencentes ao turno noturno, do curso de Serviço Social, com idades entre 19 e 30 anos, de renda familiar na faixa de 4 a 6 salários mínimos e que moram em Vila Velha. Em conjunto com o item A, o item “B” do questionário tem a intenção de definir o grau de satisfação dos discentes com os serviços e setores da Instituição. O item “B1” do questionário avaliou o grau de satisfação dos discentes da Faculdade UNIVILA. Dentre as vertentes analisadas identificou-se as seguintes questões: a) No tópico Instalações, identificado no gráfico 8, as condições físicas, limpeza interior das instalações e a aparência exterior da Faculdade obtiveram um ótimo aproveitamento na percepção dos discentes que responderam ao questionário. Gráfico 08 – Instalações 100 Condições físicas e limpeza 100 50 50 0 Aparencia exterior da Faculdade Legenda Ótimo Bom Regular Ruim 0 Fonte: Pesquisa de Campo (2007) b) Tratando da Informação e Tecnologia, o gráfico 9 demonstra que as informações gerais sobre as normas da Faculdade, o acesso a softwares e recursos de informática modernos, os recursos e apoio oferecidos pela Faculdade e os recursos disponibilizados pela Faculdade atingiram um bom aproveitamento. Gráfico 09 – Informação e Tecnologia Informações Gerais Acesso a softwares e recursos de apoio Recursos de estudo disponibilizados Recursos e apoio oferecidos 100 100 100 50 50 50 0 0 0 100 50 0 Fonte: Pesquisa de Campo (2007) c) Quanto à questão relacionada aos Professores/conteúdo, demonstrada no gráfico 10, predominou o conceito de bom para a maioria os itens, levando-se em conta que a faculdade esforça-se para garantir a qualidade de ensino. Destaque para o quesito Relacionamento dos professores com os alunos, que obteve ótimo aproveitamento. Apenas o conteúdo das atividades extraclasse obteve um resultado não muito satisfatório. Gráfico 10 – Professores/Conteúdo Qualificação profissional 100 100 Domínio do conteúdo Relação teoria X prática Adequação do conteúdo 100 100 50 50 50 50 0 0 0 0 Relacionamento professor X aluno 100 50 40 80 30 60 20 40 Critérios de avaliação 100 50 20 10 0 Motivação ao conteúdo Atividades extraclasse 50 0 0 0 Fonte: Pesquisa de Campo (2007) O item “B2” do questionário avalia os setores relacionados à Faculdade identificados no gráfico 11: Apoio, Auditório, Biblioteca, Copiadora, Diretoria e Financeiro, Laboratório de Informática, Recepção/catracas, Coordenação de Cursos, Vice-Direção, Coordenação de Estágio e Coordenação de Monografia, Gerência de Informação, Gerência de Relacionamento com a Comunidade, Secretaria Geral e Secretaria da Pós-Graduação. Identificou-se que todos os setores obtiveram bom aproveitamento, com destaque para a Secretaria de Pós-Graduação, que não obteve nenhuma resposta ruim. Gráfico 11 – Setores da Faculdade Auditório Apoio 100 100 Copiadora Biblioteca 100 100 50 50 0 0 50 0 0 Laboratório de Informática Financeiro Diretoria 50 100 100 100 50 50 50 0 0 0 Recepção/Catracas 100 50 0 Coordenação de Cursos 100 Coordenação de Estágio Vice-Direção 100 Coordenação de Monografia 100 80 60 100 40 50 0 0 100 Gerência de Relacionamento com a 50 50 20 0 Gerência de Informação 0 Secretaria Geral 100 100 100 Secretaria da PósGraduação 80 60 50 50 40 50 20 0 0 0 0 Fonte: Pesquisa de Campo (2007) Finaliza-se, a atividade de campo realizada na Faculdade UNIVILA com o gráfico 12, que demonstra o resultado geral da pesquisa. Gráfico 12 – Total geral entre critérios de satisfação Percentual de satisfação 20% 5% Ótimo 50% Bom 25% Regular Ruim Fonte: Pesquisa de Campo (2007) Observou-se um alto grau de satisfação entre os discentes pesquisados, somando-se todos os itens pesquisados, 25% dos discentes caracterizaram os serviços prestados pela UNIVILA como ótimos, 50% caracterizaram como bons, 20% caracterizaram como regulares e somente 5% dos discentes pesquisados caracterizaram como ruins. 5. Considerações finais O presente estudo teve como principal objetivo difundir o conceito de qualidade no ensino e na prestação de serviços em IES. Por meio da pesquisa realizada, pode-se identificar determinados fatores proeminentes ao tema. Os dados inicialmente obtidos em pesquisa exploratória e, por conseguinte em pesquisas bibliográficas compuseram grande parte da estrutura deste trabalho, contribuindo com o embasamento teórico da pesquisa. O estudo mostra que se deve conhecer o cliente e/ou consumidor, tão quanto, suas necessidades e aspirações. É importante a medição do nível de satisfação, além da adoção de medidas voltadas à antecipação e/ou correção de falhas ocasionais no serviço. A qualidade é apontada como fator para a satisfação dos clientes e/ou consumidores. Os dados obtidos com a realização da pesquisa de campo demonstraram que, a maior parte dos discentes da IES pesquisada está caracterizada com um bom nível de satisfação com os serviços prestados a eles. Contudo, faz-se algumas considerações: A qualidade nos serviços é o principal valor intrínseco a satisfação do discente na IES; A satisfação dos discentes em face aos serviços prestados pela IES é de extrema importância para a sua sobrevivência e sucesso no mercado; A qualidade na prestação de um serviço em uma IES implica diretamente na satisfação do discente e perpetua-se por meio dos colaboradores; É necessário estar atento às necessidades e aos desejos particulares dos clientes e/ou consumidores e A pesquisa de satisfação é um valioso instrumento para o estudo do comportamento dos discentes. 6. Referências • BATESON, John E.G.; HOFFMAN, K. Douglas. Marketing de serviços. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. • BORLINI, Marcelo Vagner. Informações sobre o número de funcionários da Faculdade UNIVILA. [Entrevista concedida a FORTES, Adriana Vargas]. Vila Velha: 10 de abril, 2007. • BRASIL. Código brasileiro de defesa do consumidor. 8 ed. 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Marcio Coutinho de Souza – (Doutorando, UNIMEP) – [email protected] Fernando Celso de Campos – (Doutor, UNIMEP) – [email protected] Sâmela Silva Dias de Abreu Scabelo – (Especialista, UNIVILA) – [email protected] Resumo O Estudo descreve o Ensino Superior ao longo da história, no Brasil, no passado e na atualidade, Retrata as Instituições de Ensino Superior em busca da satisfação do discente, definindo-o e conceituando-o, compendia a importância de conhecer suas necessidades. Enfatiza a qualidade como fator para a satisfação do discente na prestação de serviço, elucida ações de como medir e avaliar o grau de satisfação dos mesmos. Realiza um estudo de caso em uma instituição do segmento de Ensino Superior, com a aplicação de questionários, com o objetivo de identificar o nível de satisfação, face aos serviços prestados pela instituição. O questionário permite fazer considerações sobre o perfil do discente, as instalações físicas da instituição, as informações e tecnologias dispostas, o corpo docente e os conteúdos por eles ministrados e avalia vários setores da instituição. Através dos embasamentos teóricos e o estudo de caso, são feitas considerações para melhorias na Instituição. Palavras-chave: Ensino Superior; Satisfação; Discente. Apresentado no V Simpósio de Gestão e Estratégia em Negócios Seropédica, RJ, Brasil, Setembro de 2007