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INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
FUNORTE / SOEBRÁS
LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR
PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O
PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO
– um estudo piloto –
MARCELO RODRIGUES GONÇALVES
Contagem
2013
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INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
FUNORTE / SOEBRÁS
LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR
PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O
PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO
– um estudo piloto –
MARCELO RODRIGUES GONÇALVES
Monografia
apresentada
ao
Programa
de
Especialização
em
Ortodontia
do
ICS
–
FUNORTE/SOEBRÁS - NÚCLEO CONTAGEM,
como parte dos requisitos para obtenção do titulo de
Especialista em Ortodontia.
ORIENTADOR: Ms. Renato Gomes Andrade
Contagem
2013
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MARCELO RODRIGUES GONÇALVES
LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR
PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O
PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO
– um estudo piloto –
Monografia
apresentada
ao
programa de especialização em
Ortodontia do ICS – FunorteSoebrás - Núcleo Contagem, como
parte dos requisitos para obtenção
do título de Especialista.
Aprovado em 22 de novembro de 2013.
BANCA EXAMINADORA
_____________________________________________
Ms. Renato Gomes Andrade
______________________________________________
Ms. Ana Beatriz Maia Esper
______________________________________________
Prof. Rafael José Borelli
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Dedico este trabalho às flores do Campo (Silvana) e às dos rincões mais
distantes do Oriente (Lícia), pela esperança de que a cada dia uma NOVA
Renascerá (Renata).
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AGRADECIMENTOS
Agradeço à minha Família, Silvana, Renata e Lícia, por toda a compreensão e
carinho nesta trajetória profissional e existencial.
À minha mãe, por todo amor, mesmo em minha ausência nesta fase de vida.
Ao meu Orientador, Prof. Renato Andrade, pela confiança e pela dúvida, mas
essencialmente pelo respeito e apoio nos momentos certos.
À todos os Professores pelo ensino e dedicação.
À meus pacientes e clientes pela troca honesta e responsável.
À todos os colaboradores do GAPO pela educação e presteza.
Aos colegas de curso pelo convívio agradável e enriquecedor.
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“.... nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia,
tudo passa, tudo sempre passará... ”.
(Lulu Santos)
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RESUMO
Este estudo piloto teve como objetivo realizar o levantamento das grandezas
cefalométricas mais consultadas por professores de Ortodontia durante o processo
de diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico. Para tal, 5 examinadores
avaliaram a documentação ortodôntica de 5 pacientes, sendo que cada um
apresentava-se com um padrão facial (I, II, III, Face Curta e Face Longa). Após os
dados serem coletados e avaliados pôde-se concluir que: as grandezas esqueléticas
mais consultadas foram os ângulos ANB, SN.GoMe, profundidade facial, ângulo do
eixo facial, profundidade da maxila e A-NPerp, seguidos pelo SN.Gn, SN.Ocl e FMA;
as grandezas dentárias mais utilizadas foram a relação molar, o IMPA, a inclinação
dos incisivos inferior e superior, a protrusão dos incisivos inferior e superior, o ângulo
1/.NA e a linha 1/-NA; e a grandeza estética H.NB e H-Nariz foi a mais utilizada,
porém em baixa frequência em relação ao total de possibilidades.
Palavras-chave: Ortodontia. Cefalometria. Diagnóstico. Face.
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ABSTRACT
This pilot study aimed to survey cephalometric most consulted by teachers during
orthodontic diagnosis and orthodontic treatment planning. To this end, 5 examiners
reviewed the orthodontic records of 5 patients, each presented with a facial pattern (I,
II, III, Face Short and Long Face). After the data is collected and evaluated it was
concluded that: the most consulted skeletal magnitudes were the ANB, SN.GoMe,
facial depth, angle of facial axis, and the depth of the jaw-NPerp angles, followed by
SN.Gn, SN . Ocl and FMA; dental magnitudes were the most applied molar ratio,
IMPA, the slope of the upper and lower incisors, protrusion of the upper and lower
incisors, angle and line 1/.NA 1/-NA, and aesthetic greatness H.NB and H-Nose was
the most used, but at low frequency relative to the total of possibilities.
Keywords: Orthodontics. Cephalometry. Diagnosis. Face.
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................
8
2 REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................
10
2.1. Considerações gerais sobre a cefalometria ....................................
10
2.1.1. Análises cefalométricas ...............................................................
11
2.1.1.1. Análise de Ricketts ....................................................................
11
2.1.1.2. Análise de Byork-Jarabak ...........................................................
17
2.1.1.3. Análise de McNamara ................................................................
19
2.1.1.4. Análise da USP .........................................................................
23
3 PROPOSIÇÃO ....................................................................................
26
4 MATERIAL E MÉTODO ...........................................................................
27
4.1. Sujeitos dos estudo ......................................................................
27
4.2. Seleção da documentação dos pacientes ......................................
27
4.3. Documentação ortodôntica utilizada ..............................................
28
4.4. Realização dos exames de diagnóstico e planejamento do
tratamento ortodôntico ..........................................................................
34
4.5. Organização dos dados levantados ................................................
34
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................
35
6 CONCLUSÃO ............................................................................................
61
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................
62
APÊNDICE ............................................................................................
64
8
1 INTRODUÇÃO
A Ortodontia é a especialidade odontológica que, independentemente das
técnicas utilizadas, possui como meta proporcionar a harmônica relação das
estruturas dentárias, bases ósseas e estruturas adjacentes de forma a obter uma
estética facial aceitável e assegurar as funções do sistema estomatognático
equilibradas e satisfatórias.
Neste amplo contexto, o diagnóstico é o primeiro passo para o sucesso de
todo o processo de planejamento e tratamento ortodôntico. Portanto, só saberemos
onde queremos chegar, e como será este caminho, se soubermos onde estamos e
em quais condições nos encontramos.
Ao longo das décadas de evolução da Odontologia e Ortodontia, vários
instrumentos e procedimentos diagnósticos foram idealizados, estudados e
aplicados. Dentre eles, temos as análises: facial, clínica intrabucal, de modelos,
radiográficas (teleradiografia, panorâmica, periapicais) e tomográficas digitais.
Considerando-se que o sistema estomatognático é um conjunto de estruturas
inter-relacionadas, as quais possuem relevância no diagnóstico e planejamento
ortodôntico, parece razoável aceitar a importância da associação de dados e
informações na avaliação ortodôntica dos pacientes.
Todavia, embora todos os métodos tivessem sido utilizados ao longo do
tempo, houve um período em que a radiografia lateral da face, especificamente a
teleradiografia, e a resultante de sua análise, a cefalometria, ditava de forma quase
preponderante as metas do tratamento ortodôntico.
Após a evidência deste equívoco, alguns questionamentos foram levantados
no que se refere à relatividade dos valores cefalométricos na avaliação diagnóstica
dos pacientes, levando, inclusive, a valorizar essencialmente a análise facial.
Isto ocorreu devido á necessidade da individualização no diagnóstico e
tratamento ortodôntico, pois embora em atraso, constatou-se que mais importante
do que inserir as metas terapêuticas em um pacote de valores numéricos, dever-seia avaliar os aspectos morfogenéticos.
Contudo, mesmo com as limitações e controvérsias do uso indiscriminado dos
valores cefalométricos no diagnóstico e planejamento ortodôntico, não há dúvidas de
9
que o apoio deste instrumento é esclarecedor em algumas hipóteses diagnósticas e
propostas terapêuticas. Todavia, faz-se necessária uma síntese, ou seleção, das
grandezas cefalométricas essenciais para o correto e seguro diagnóstico e plano de
tratamento ortodôntico dos pacientes.
Portanto, considerando-se a ausência de relatos na literatura sobre a relação
entre os padrões faciais e os valores cefalométricos mais consultados por
profissionais durante o processo de diagnóstico e tratamento ortodôntico, o presente
estudo piloto foi desenvolvido.
10
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Considerações gerais sobre a Cefalometria
A cefalometria, ou traçado cefalométrico, é um método auxiliar no diagnóstico
ortodôntico e ortopédico dos maxilares desenvolvido a partir de inúmeros trabalhos
científicos desde 1931 (BROADBENT, 1937).
Por meio da obtenção da radiografia lateral da face, foram definidos pontos
anatômicos, linhas, planos cefalométricos e medidas angulares que pudessem
levantar informações importantes sobre o crescimento facial e as posições dentárias.
Neste sentido, mesmo considerando-se as diferenças étnicas e individuais do
ser humano, alguns pesquisadores realizaram estudos na intenção de encontrar
valores cefalométricos que pudessem representar uma norma, ou padrão, para os
indivíduos considerados facialmente harmônicos (DOWNS, 1952; MCNAMARA,
1984; RICKETTS, 1960; INTERLANDI, 1999, RODRIGUES, 2007).
Se
por
um lado,
estas
pesquisas
mostraram que
alguns
valores
cefalométricos são muito importantes para o diagnóstico do padrão de crescimento
facial, para a avaliação das relações das bases ósseas com a face e com os
elementos dentários e para o estabelecimento do subsequente plano de tratamento;
por outro, algumas inconsistências encontradas entre as grandezas cefalométricas e
o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico criaram espaço para uma visão mais
crítica sobre a real efetividade e relevância deste método (CAPELOZZA-FILHO,
2004; 2011).
Independentemente dos aspectos polemizadores, as análises cefalométricas
continuaram a ser utilizadas, tanto na prática clínica quanto em pesquisas
científicas. Na clínica, a intensidade e a profundidade de seu uso para o diagnóstico
ortodôntico têm sido vinculadas à experiência de cada profissional; e no campo da
pesquisa, além de servirem de parâmetros para avaliação de crescimento e efeitos
terapêuticos, também se prestaram de base para a criação de novos padrões de
traçados cefalométricos (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005).
11
2.1.1 Análises Cefalométricas
Ao longo dos anos, várias análises cefalométricas foram desenvolvidas,
algumas por meio de estudos científicos e clínicos sistemáticos, enquanto que
outras a partir das medidas e grandezas cefalométricas criadas e estabelecidas
inicialmente por outros pesquisadores (GANDINI et al., 2005).
Neste sentido, a seguir serão expostas as análises mais citadas pelas
Instituições de Ensino Brasileiras, abordando especificamente as medidas e campos
de avaliação do crânio e da face propostos pelas mesmas por se tratar do foco
principal deste trabalho de pesquisa (SILVEIRA et al., 2003).
2.1.1.1 Análise de Ricketts
Esta análise foi desenvolvida por Robert Murray Ricketts por meio de
inúmeros estudos, os quais foram realizados de 1959 a 1974, divididos em fases de
levantamento de dados e avaliações (GREGORET et al., 2007).
É considerada como uma das análises cefalométricas mais completas, pois
abrange medidas de 32 fatores, divididos em 6 (seis) campos do crânio e da face
(RICKETTS, 1960; GREGORET et al., 2007; NOBUYASU, et al., 2007; AZENHA &
MACLUF-FILHO, 2008) :
Campo I – Problemas Dentários
Campo II – Problemas Esqueléticos
Campo III – Problemas Estéticos
Campo IV – Dentadura em Relação ao Esqueleto
Campo V – Relação Crânio Facial
Campo VI – Estruturas Esqueléticas Internas
12
O primeiro campo (problemas dentários) mostra a relação entre os dentes
superiores e inferiores, considerando-se as relações dos molares, dos caninos, os
trespasses horizontal e vertical entre os incisivos, a extrusão incisiva inferior e o
ângulo interincisal. Estas medidas podem denotar alguma alteração do que é
considerado normal, sendo que este desvio pode ser devido a problemas
unicamente dentários ou dento-esqueléticos (Figura 1).
Figura 1: Traçado do campo dos problemas dentários
No
campo
dos
problemas
esqueléticos
(Campo
II),
as
grandezas
cefalométricas propostas são a Convexidade do Ponto A e a Altura Facial Inferior
(Figura 2).
13
Figura 2: Traçado do campo dos Problemas Esqueléticos
Os problemas estéticos (Campo III) são avaliados considerando-se 3
medidas: a protrusão labial inferior em relação ao perfil facial (linha estética de
Ricketts), o comprimento do lábio superior e a estética do sorriso (Figura 3).
Figura 3: Traçado do campo dos problemas estéticos
14
As relações da dentadura com o esqueleto são expostos no Campo IV (Figura
4), no qual são avaliadas:
· a posição do molar superior em relação a face posterior da maxila
· a protrusão e inclinação dos incisivos superior e inferior em relação ao plano
inferior da face
· a inclinação do plano oclusal e sua relação com o centro do ramo da
mandíbula
Figura 4: Traçado do campo da relação da dentadura com
o esqueleto
15
O quinto campo contempla a relação crânio-facial, a qual estabelece as
relações de crescimento da maxila e mandíbula, além da direção de crescimento
mandibular e da magnitude do crescimento maxilar (Figura 5). Por meio da medida
da altura maxilar se pode chegar ao diagnóstico da mordida aberta esquelética, da
mordida profunda e do sorriso gengival.
Figura 5: Traçado do campo da relação crânio facial
16
As estruturas esqueléticas internas são expostas no sexto campo da análise
cefalométrica de Ricketts, as quais indicam os fatores ósseos internos que
participam ou interferem no padrão de crescimento da face (Figura 6). Estas
informações são obtidas por meio da medida da deflexão craniana, do comprimento
anterior do crânio, da altura da face posterior, da posição do ramo, da localização do
Pório, do arco mandibular e do comprimento do corpo da mandíbula.
Figura 6: Traçado do campo das estruturas esqueléticas internas
A análise de Ricketts possibilita, também, a definição do tipo facial do
paciente (braquicefálico, dólicocefálico ou mesocefálico) por meio de grandezas que
avaliam a mandíbula, a saber: eixo facial, profundidade facial, arco mandibular,
plano mandibular e altura facial anterior inferior (AFAI).
17
2.1.1.2 Análise de Byork-Jarabak
A análise de Jarabak (1972) foi elaborada a partir dos estudos de Byork
(1969) e tem como grande proposta a avaliação da direção e potencial de
crescimento da mandíbula por meio da medição e visualização do traçado de um
polígono (RODRIGUES, 2007; AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008).
Em essência, essa análise identifica, a partir de medidas angulares e de
comprimento das estruturas ósseas craniofaciais, os fatores que estejam
determinando ou predispondo o indivíduo a apresentar Classe II ou III e mordida
aberta ou profunda esqueléticas (AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008).
Todas as grandezas cefalométricas da análise de Jarabak são esqueléticas e
para maior facilidade de interpretação são avaliados da seguinte forma
(RODRIGUES, 2007):
a) Fatores de Classe II: corpo mandibular curto, base anterior do crânio longa,
maxila protruída,
base posterior do crânio diminuída, altura do ramo
mandibular diminuída.
b) Fatores de Classe III: corpo mandibular aumentado, base anterior do crânio
curta, maxila retruída, base posterior do crânio aumentada, altura do ramo
mandibular aumentada.
c) Fatores de Classe II e mordida aberta: ângulo sela aumentado, ramo
mandibular curto e ângulo goníaco aberto, ângulo articular aumentado,
excesso de crescimento vertical da maxila, excesso de crescimento posterior
da maxila (inclinação plano palatal), excesso de crescimento dos processos
alveolares.
d) Fatores de Classe III e mordida profunda: ângulo sela diminuído, ramo
mandibular longo e ângulo goníaco fechado, ângulo articular diminuído,
deficiência de crescimento vertical da maxila, deficiência de crescimento
posterior da maxila (inclinação do plano palatal), deficiência de crescimento
dos processos alveolares.
18
e) Sentido horário de crescimento facial: soma dos ângulos sela, articular e
goníaco aumentada, percentual da relação entre a altura da face posterior e a
altura da face anterior diminuído (percentual de Jarabak).
f) Sentido anti-horário de crescimento facial: soma dos ângulos sela, articular e
goníaco diminuída, percentual da relação entre a altura da face posterior e a
altura da face anterior aumentado (percentual de Jarabak).
A análise cefalométrica de Byork-Jarabak foi modificada por Roth (AZENHA &
MACLUF-FILHO, 2008), acrescentando algumas medidas angulares esqueléticas
que pudessem ratificar a posição e as características da mandíbula, além de
esclarecer a posição da maxila em relação à face e à mandíbula (Figuras 7 e 8).
Figura 7: Traçado do Polígono de Byork
19
Figura 8: Traçado de Jarabak
2.1.1.3 Análise de McNamara
A análise cefalométrica proposta por McNamara Jr. é simplificada e objetiva,
sendo de grande utilidade para a área da cirurgia ortognática e terapia funcional, nas
quais as alterações dentárias e ósseas são pouco possíveis (MCNAMARA, 1984;
GREGORET et al., 2007).
Foi desenvolvida a partir da avaliação de grupos distintos, porém com boa
harmonia entre dentes, ossos e tecidos moles. Também foram utilizadas medidas
cefalométricas advindas de outras análises, como Ricketts e Harvold (MCNAMARA,
1984)..
O autor também propõe a divisão da análise em campos, nos quais procura
diferenciar os componentes esqueléticos e dento alveolares, acrescentando,
inclusive, os dados das vias aéreas (MCNAMARA, 1984) :
20
Campo I – Relação da maxila com a base do crânio
Campo II – Relação da mandíbula com a base do crânio
Campo III – Relação entre maxila e mandíbula
Campo IV – Relações dento-maxilares
Campo V – Análise das vias aéreas
A relação da maxila com a base do crânio é exposta no Campo I por meio da
avaliação dos tecidos duros, utilizando-se a medição linear que vai do ponto A à
linha N-Perp. Neste campo também se realiza a avaliação dos tecidos moles
determinando-se o ângulo nasolabial e a inclinação do lábio superior (Figura 9).
No campo II é avaliada a relação da mandíbula com a base do crânio, no qual
a linha N-Perp também é a referência para a medição, porém a medida é realizada a
partir do ponto P (Pogônio) (Figura 9). A direção de crescimento (vertical ou
horizontal) da mandíbula é determinada pelo ângulo do eixo facial, o qual é medido a
partir das linhas N-Ba e Ptm-Gn.
Figura 9: Traçado da relação da maxila e mandíbula com a base
do crânio
21
Figura 10: Traçado da Relação entre maxila e mandíbula
Para avaliação da relação entre a maxila e a mandíbula (Campo III) são
medidos o comprimento efetivo da maxila e da mandíbula, o ângulo do plano
mandibular e a altura facial anteroinferior (Figura 10).
O campo IV expõe as relações dento-maxilares por meio da medida
anteroposterior dos incisivos superiores com a maxila e, verticalmente, destes
dentes com o lábio superior. No caso dos incisivos inferiores, a relação
anteroposterior é definida tendo a linha A-P como referência e, para a relação
vertical, o plano oclusal funcional de Ricketts é o referencial para a medição (Figura
11).
22
Figura 11: Traçado das relações Dento-maxilares
O grande diferencial da análise cefalométrica de McNamara em relação às
outras é a medição das vias aéreas superiores (nasofaringe) e inferiores
(orofaringe). Segundo Tenan (2011), é uma medida muito importante por indicar
uma possível hipertrofia da adenoide e consequente estabelecimento da respiração
bucal com todas as suas repercussões no crescimento facial e na posição dentária
(Figura 12).
Figura 12: Traçado das Vias Aéreas
23
2.1.1.4 Análise USP
Essa análise foi a primeira desenvolvida por uma Instituição Brasileira, em
1968, e se tornou o padrão a ser utilizado no curso de pós-graduação em Ortodontia
da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (INTERLANDI, 1999).
Segundo Barreto (1999), assim como outras análises, a padrão USP se
utilizou de medidas estabelecidas por outros pesquisadores além de criar suas
próprias grandezas. São divididas em grupos de medições:
Grupo I – Relação das bases apicais
Grupo II – Padrão do esqueleto cefálico
Grupo III – Relação entre arcos dentais e bases apicais
Grupo IV – Relação entre perfil ósseo e perfil mole
O primeiro grupo de medidas definem o posicionamento da maxila e
mandíbula em relação à base anterior do crânio e a relação existente entre ambas.
São utilizados os ângulos FNP, NAP, SNA, SNB, ANB e SND (Figura 13).
Figura 13: Traçado do grupo das medidas da relação das
bases apicas
24
O padrão do esqueleto cefálico é exposto nas medidas do Grupo II, as quais
definem o tipo facial e a tendência de crescimento. Os ângulos avaliados são:
NS.Gn, NS.GoM, NS.Plo e GoGn. Plo (Figura 14).
Figura 14: Traçado do grupo das medidas do padrão do
esqueleto cefálico
O Grupo III determina a relação entre os arcos dentais e as bases apicais,
nas quais as medidas angulares indicam a inclinação dos dentes, para vestibular ou
lingual, e as medidas lineares indicam se os dentes estão protruídos (Figura 15).
Figura 15: Traçado do grupo das medidas da relação entre
arcos dentais e bases apicais
25
A relação entre o perfil ósseo e o perfil mole é definida pelas medidas do
Grupo IV, as quais são: H.NB, H-Nariz, P-NB e Eminência Mentoniana.
Figura 15: Traçado do grupo das medidas da relação entre perfil
ósseo e perfil mole
26
3 PROPOSIÇÃO
A proposta do presente estudo foi realizar um levantamento dos
valores cefalométricos consultados, por professores mestres em Ortodontia,
associadas a tomada radiográfica panorâmica, às fotografias clínicas e aos modelos
de estudo no diagnóstico e planejamento do tratamento ortopédico e/ou ortodôntico
de indivíduos adultos portadores das seguintes características faciais e dentais:
·
padrão facial I (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle;
·
padrão facial II (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle;
·
padrão facial III (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe III de Angle;
·
padrão facial “Face Curta” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de
Angle;
·
padrão facial “Face Longa” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de
Angle.
27
4 MATERIAL E MÉTODO
O presente estudo piloto possuiu um delineamento de pesquisa descritiva, de
campo, do tipo levantamento, o qual favoreceu a evidenciação de informações sobre
o tema proposto (CAMPOS, 2001; BARROS, LEHFELD, 2000).
Por se tratar de um estudo piloto, o projeto de pesquisa não foi encaminhado
ao Comitê de Ética em Pesquisa da FUNORTE para avaliação e emissão de
parecer.
4.1. Sujeitos do estudo
Após convite a 42 professores dos cursos de especialização em Ortodontia da
FUNORTE, apenas 5 (cinco) aceitaram a participar do estudo e foram
aqui
denominados examinadores. Como pré-requisito para se integrar ao grupo de
examinadores, todos os professores deveriam possuir, ao menos, o título de Mestre
em Ortodontia.
Após a seleção dos examinadores, os procedimentos de pesquisa
desenvolveram conforme o exposto a seguir:
4.2. Seleção da documentação dos pacientes
Para a realização da avaliação, pelos examinadores, foram selecionadas as
documentações ortodônticas de indivíduos adultos, pacientes particulares dos
pesquisadores, portadores das seguintes características faciais e dentais:
·
padrão facial I (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle
·
padrão facial II (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle
28
·
padrão facial III (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe III de Angle
·
padrão facial “Face Curta” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de
Angle
·
padrão facial “Face Longa” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de
Angle
Para cada tipo de padrão facial foi selecionado um indivíduo, os quais não
tiveram qualquer contato com os examinadores, pois os exames diagnósticos
ortodônticos foram feitos por meio da documentação digitalizada dos pacientes. A
mesma foi realizada por centros especializados em radiologia odontológica, salvo os
traçados cefalométricos, os quais foram efetivados por apenas uma Clínica.
4.3. Documentação ortodôntica utilizada
Para o exame de diagnóstico ortodôntico, foi utilizada a seguinte
documentação de cada paciente (Figuras 16) :
·
Fotos extrabucais: frente e perfil direito
·
Fotos intrabucais: frontal e laterais (direita e esquerda)
·
Fotos dos modelos de estudo: frontal, oclusais (superior e inferior) e
laterais (direita e esquerda)
·
Foto digital da tomada radiográfica panorâmica
·
Foto digital da radiografia lateral direita da face
·
Valores cefalométricos nos seguintes padrões: Jarabak, Ricketts,
McNamara e USP/Unicamp (Apêndice A).
29
Toda esta documentação foi digitalizada e enviada em arquivo, via e-mail,
para todos os examinadores participantes do estudo.
Figura 16: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente A (Padrão Facial I)
30
Figura 17: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente B (Padrão Facial II)
31
Figura 18: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente C (Padrão Face Longa)
32
Figura 19: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente D (Padrão Face Curta)
33
Figura 20: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente E (Padrão Facial III)
34
4.4 Realização dos exames de diagnóstico e planejamento do
tratamento ortodôntico
Juntamente aos arquivos da documentação enviada, foi encaminhada uma
relação de informações e recomendações aos examinadores sobre alguns critérios
relativos às análises documentais (Apêndice B).
Dentre estas orientações, ênfase foi dada para que os examinadores
realizassem o exame e avaliação da forma mais natural possível, utilizando-se o
método habitual adotado na prática clínica de cada um.
Durante a avaliação da documentação ortodôntica, especificamente ao que se
refere aos valores cefalométricos, os examinadores deveriam marcar com um “X” os
dados consultados para esclarecer o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico.
Ao final de cada avaliação documental, os examinadores marcaram o
diagnóstico em relação ao padrão de crescimento, tipo facial e relação dentária dos
pacientes, além da opção do plano de tratamento que mais se adequassem a sua
decisão (Apêndice C).
4.5 Organização dos dados levantados
Todos os dados coletados foram organizados e distribuídos em frequências
para avaliar a tendência de consulta das grandezas cefalométricas pelos
examinadores para esclarecer o diagnóstico e planejamento do tratamento
ortodôntico.
35
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O presente estudo utilizou o método de levantamento por se objetivar, nesta
primeira pesquisa exploratória, conhecer quais são as grandezas cefalométricas
mais consultadas por um grupo de professores de ortodontia (BARROS &
LEHFELD, 2000; CAMPOS, 2001). Pelo pequeno número de examinadores que
aceitaram participar do referido, os resultados não podem ser extrapolados ou ser
representativos de um grande grupo de professores ou ortodontistas. Porém, não
deixam de ser uma diretriz ou um ponto de partida de reflexão sobre os valores
cefalométricos que podem participar da essência do processo de diagnóstico
ortodôntico.
Para que a avaliação da documentação pudesse se aproximar do contexto
clínico, os examinadores foram orientados a realizar toda a sequência diagnóstica
até a indicação da terapêutica ortodôntica. Embora o ambiente tenha sido o digital,
os resultados podem ser confiáveis para o que se propôs, principalmente por ser
tratar de profissionais experientes na prática clínica da Ortodontia.
Embora a análise cefalométrica possa não ser essencial ou importante no
diagnóstico ortodôntico para aqueles profissionais que dominam a análise
cefalomórfica, ela continua a ser amplamente utilizada já que está inserida há
décadas no processo diagnóstico, representando uma sistemática auxiliar para
remissão de dúvidas e/ou confirmação das características esqueléticas, dentárias e
estéticas dos pacientes (BROADBENT, 1931; CAPELOZZA-FILHO, 2004; GANDINI
et al., 2005; PINZAN, 2006).
Ao longo do tempo, várias análises cefalométricas foram publicadas, nas
quais, cada autor, por meio da determinação de medidas lineares e angulares,
procurou reproduzir as posições dentárias e esqueléticas na intenção de interpretar
e definir as características dos pacientes. Entretanto, no presente estudo utilizaramse as análises de USP, Ricketts, McNamara e Roth-Jarabak, uma vez que a primeira
é muito solicitada pelos cirurgiões dentistas brasileiros e as demais são
mundialmente conhecidas (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005; AZENHA &
MACLUF-FILHO, 2008).
36
A Tabela 1 mostra a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas
consultadas pelos examinadores, conforme o tipo de análise, considerando-se a
avaliação da documentação de todos os pacientes, ou seja, todos os padrões
faciais. Pôde-se observar que houve a consulta de todas as análises, muito embora
isto não tenha sido realizado por todos os examinadores, ou seja, alguns
privilegiaram determinadas análises em detrimento de outras. Isto é muito
interessante, pois, apesar do pequeno número de examinadores, proporciona um
caráter heterogêneo aos dados tornando-se mais rica a investigação.
As grandezas esqueléticas mais consultadas, no geral, foram os ângulos ANB
e o (S-N).(Go-Me), ambos presentes na USP, com 10 indicações cada, seguidas da
A-NPerp (McNamara), com 9 consultas (Tabela1). As de menor frequência foram o
ângulo SND (USP); a altura facial total, a altura maxilar e o ângulo do plano
mandibular, da análise de Ricketts; e o ângulo (Ba-N).(Ptm-Gn), de McNamara. As
demais grandezas esqueléticas obtiveram uma frequência de consulta que variou de
3 a 7 indicações.
É importante observar e relatar sobre as consultas das grandezas
esqueléticas que, para todos os quatro tipos de análises, os examinadores que as
elegeram consultaram as medidas que caracterizam o posicionamento maxilar e
mandibular, a sua relação craniofacial e o sentido de crescimento mandibular. Isto
nos leva a inferir que, independentemente da formação profissional e/ou preferência
por algum tipo de análise cefalométrica, no processo diagnóstico esquelético ocorre
uma busca pelos mesmos aspectos que caracterizam o desenvolvimento
craniofacial do paciente.
Ao comparar os dados do presente estudo com as grandezas utilizadas por
pesquisadores que também buscaram a otimização do processo de análise
cefalométrica (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005; AZENHA & MACLUFFILHO, 2008), pôde-se observar grande semelhança. Entretanto, Silveira et al.
(2003), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Gandini et al.
(2005), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), privilegiaram algumas medidas
dos padrões USP, Ricketts e McNamara; enquanto que Azenha & Macluf-Filho
(2008) priorizou os padrões de Ricketts e Jarabak, complementando com USP,
porém sem abordar qualquer medida de McNamara.
37
Tabela 1: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação de todos os pacientes
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
6
S-N.B
6
ANB
10
N-A.Pog
4
S-N.D
1
S-N.Gn
6
S-N.Ocl
6
(Go.Gn).Ocl
5
(S-N).(Go-Me)
10
FMA
6
Altura Facial Inferior
6
Convexidade do Ponto A
6
Profundidade Facial
7
Ângulo do Eixo Facial
7
Profundidade da Maxila
7
Altura Facial Total
1
Altura Maxilar
1
Ângulo do Plano Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
5
Âng. Articular (S-Ar).Go
5
Base Cran Ant. (S-N)
6
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
5
Altura do Ramo (Go-Ar)
5
Corpo Mandib. (Go-Me)
5
S-Go % N-Me
4
A-N Perp
9
Co-Gn
4
38
Tabela 1: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação de todos os pacientes (continuação)
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
Co-A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
4
Diferença Mx – Md
4
Ena-Me
4
(Ba-N).(Ptm-Gn)
1
Pog-N Perp
6
A frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas
pelos
examinadores, considerando-se a documentação de todos os pacientes está
exposta na Tabela 2. Pôde-se verificar que as medidas de Ricketts foram as mais
utilizadas sendo as de maior indicação a relação molar, com 7 consultas, e a
inclinação do incisivo inferior e superior, com 6. Duas medidas se destacaram no
padrão USP, o IMPA e o 1/.NA, com 6 e 5 consultas, respectivamente.
Evidentemente, a análise de Jarabak não foi utilizada para a avaliação dentária, pois
suas grandezas se referem aos aspectos esqueléticos do crânio e da face
(RODRIGUES, 2007).
Apesar da frequência das grandezas dentárias da análise USP ser menor no
presente estudo, o próprio fato delas estarem inseridas no ensino da análise
cefalométrica em cursos de formação de Ortodontistas, como na própria USP,
Unicamp, Unesp, UFRGS e muitos outros; já demonstra que elas são amplamente
utilizadas. Assim como ocorre com as grandezas esqueléticas, algumas medidas
dentárias de análises cefalométricas diferentes são similares no que se refere à
caracterização do posicionamento e inclinação dos dentes, podendo, desta forma,
serem escolhidas conforme a preferência do Ortodontista para utilização na prática
clínica.
39
Ao se realizar um paralelo entre os achados desta pesquisa e outras da
literatura, verificou-se que Silveira et al. (2003) e Gandini et al. (2005) definiram
como sistemática a utilização de medidas do padrão USP, enquanto que Azenha &
Macluf-Filho (2008) optaram pelas medidas dentárias de Ricketts, conforme a
tendência exposta na Tabela 2.
Tabela 2: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação de todos os pacientes
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
5
Protrusão Incisivo Superior
5
Inclinação Incisivo Inferior
6
Inclinação Incisivo Superior
6
Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi
1
Inclinação Plano Oclusal
1
1/./1
1
1/.NS
1
/1-Orbita
1
1/.NA
5
1/-NA
3
/1.NB
1
/1-NB
1
FMIA
1
IMPA
6
Relação Molar
7
Extrusão Incisiva Inferior
1
Posição Molar Superior
2
Relação Canina
1
40
A Tabela 3 mostra a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos
tecidos moles consultadas pelos examinadores ao examinarem a documentação de
todos os pacientes. Em relação ao aspecto estético, as medidas mais consultadas
foram H.(N-B) e H-Nariz, da análise USP, com 5 indicações, seguidas do ângulo
nasolabial, Pn.(Sn-Ls), de McNamara, com 3 consultas. As grandezas de Ricketts
(Protrusão labial inferior, Comprimento do lábio superior e Comissura Labial / P.
Oclusal) foram consultadas apenas 2 vezes. As informações sobre as vias aéreas
(Nfa-Nfp e Bfa-Bfp), advindas da análise de McNamara, foram consultadas apenas 4
vezes.
Estas
grandezas
estéticas
consultadas
são
semelhantes
àquelas
padronizadas por Silveira et al. (2003), Gandini et al. (2005) e Azenha & Macluf-Filho
(2008) em seus estudos. Como acréscimo, os primeiros autores utilizam o ângulo N’Sn.Sn-Pog’ juntamente com o H.(NB) e com o ângulo nasolabial; e os segundos
autores consultam o ângulo Z e a linha S em conjunto com a linha H-Nariz e o
ângulo nasolabial.
Tabela 3: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação de todos os pacientes
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / TECIDOS MOLES
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
5
H-Nariz
5
3
Prn.(Sn-Ls)
Protrusão Labial Inferior
2
Comprimento Lábio Superior
2
Comissura Labial / P. Oclusal
2
Nfa-Nfp
4
Bfa-Bfp
4
41
Embora as grandezas referentes às vias aéreas (Tabela 3) terem sido pouco
consultadas, talvez pela ausência do aspecto facial de respirador bucal de quase
todos os pacientes, é sempre um aspecto importante a ser avaliado na intenção de
diagnosticar precocemente as alterações respiratórias, como a hipertrofia das
adenoides.
Na sequência, está exposta a frequência das grandezas cefalométricas
esqueléticas consultadas durante a avaliação da documentação do paciente de
Padrão Facial I (Tabela 4). Considerando-se a existência de 5 examinadores, pôdese observar uma distribuição equilibrada entre os 4 tipos de análises, sendo que a
USP foi contemplada por uma leve preferência.
Segundo Capelozza-Filho (2004), espera-se que nos indivíduos Padrão I as
bases ósseas estejam equilibradas, apesar da existência de uma maloclusão.
Embora o autor considere os números cefalométricos com certas limitações quando
se tenta definir a forma facial, se avaliados com certa flexibilidade eles podem estar
próximos dos valores considerados como normais. Isto vale, principalmente, para os
indivíduos Padrão I mesocéfalos no que se refere ao desenvolvimento sagital
(anteroposterior) e vertical, mas para os braquifaciais e os dolicofaciais, as medidas
poderão fugir da média, tendendo a apresentar um valor para menos ou para mais
sem que descaracterize o Padrão Facial I.
As grandezas cefalométricas esqueléticas utilizadas por Capelozza-Filho
(2004), apesar de considerá-las de uso limitado para o Padrão I, envolvem as
propostas das análises da USP, de McNamara e de Ricketts, as quais são: NAP,
SNA, SNB, ANB, Co-A, Co-Gn, Diferença Max./Mand., AFAI, NS.Ocl, NS.GoGn e
Eixo Facial. Em comparação aos dados de nosso estudo, pôde-se constatar que o
referido pesquisador não utiliza a análise de Jarabak e apenas 2 medidas de
Ricketts (AFAI e Eixo Facial).
Evidentemente, com o desenvolvimento da experiência profissional no
diagnóstico cefalomórfico, a consulta às grandezas cefalométricas vai se tornando
menos frequente e necessária. Porém, para os casos de dúvida e no diagnóstico
diferencial,
elas
devem contemplar
informações
sobre
o
desenvolvimento
craniofacial nos sentidos sagital (anteroposterior) e vertical, independentemente dos
tipos de análises cefalométricas utilizadas.
42
Tabela 4: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial I
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
S-N.B
2
ANB
3
N-A.Pog
1
S-N.D
1
S-N.Gn
2
S-N.Ocl
2
(Go.Gn).Ocl
2
(S-N).(Go-Me)
2
FMA
2
Altura Facial Inferior
1
Convexidade do Ponto A
1
Profundidade Facial
2
Ângulo do Eixo Facial
2
Profundidade da Maxila
2
Altura Maxilar
1
Ângulo do Plano Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
1
Âng. Articular (S-Ar).Go
1
Base Cran Ant. (S-N)
1
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
1
Altura do Ramo (Go-Ar)
1
Corpo Mandib. (Go-Me)
1
S-Go % N-Me
1
A-N Perp
2
Co-Gn
1
Co-A
1
Diferença Mx – Md
1
Ena-Me
1
Pog-N Perp
1
43
A Tabela 5 expõe a frequência das grandezas cefalométricas dentárias
consultadas considerando-se, também, a avaliação da documentação do paciente
de Padrão Facial I. As análises indicadas pelos examinadores foram as de Ricketts e
USP, e da mesma forma que as grandezas esqueléticas, a distribuição foi similar
entre ambas.
A frequência de consulta foi pequena, talvez porque nos indivíduos Padrão I
os incisivos superiores e inferiores geralmente estejam bem posicionados
axialmente nas bases ósseas, o que pode ser mais bem observado clinicamente e
nos modelos de estudo.
Tabela 5: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial I
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
1
Protrusão Incisivo Superior
1
Inclinação Incisivo Inferior
2
Inclinação Incisivo Superior
2
1/./1
1
1/.NS
1
/1-Orbita
1
1/.NA
2
1/-NA
2
/1.NB
1
/1-NB
1
FMIA
1
IMPA
2
Relação Molar
2
Extrusão Incisiva Inferior
1
Posição Molar Superior
2
44
Em comparação à sistemática utilizada por Capelozza-Filho (2004), o qual
adota as grandezas dentárias unicamente da análise da USP, no presente estudo
não foram consultadas as medidas 1.PP, P-NB e 1-NB–P-NB.
Também em pequena frequência, ocorreram 2 indicações de consulta para a
relação molar e a posição do molar superior.
Em relação às grandezas cefalométricas estéticas, dos 5 examinadores,
apenas 1 consultou as medidas H.(N-B) e H-Nariz, a qual se refere à análise da
USP (Tabela 6). Vale relatar que Capelozza-Filho (2004) não inclui em sua avaliação
cefalométrica qualquer grandeza estética, pois ele prioriza a análise clínica da
morfologia facial. Considero que, mesmo que o diagnóstico do paciente Padrão
Facial I seja mais fácil, a consulta de uma grandeza cefalométrica estética
proporciona a confirmação do diagnóstico.
Tabela 6: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / TECIDOS MOLES
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
1
H-Nariz
1
A Tabela 7 demonstra a frequência das grandezas cefalométricas
esqueléticas consultadas pelos examinadores considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial II. Pôde-se observar que as análises de
Ricketts e da USP foram as mais utilizadas em comparação às outras. Embora
consultadas apenas 1 vez, as análises de Jarabak e McNamara também se mostram
adequadas para o diagnóstico esquelético do Padrão de Face II, confirmando a
existência de opções de análises para avaliação do paciente.
Neste processo de diagnóstico do Padrão II é de grande importância avaliar
se este quadro é devido à protrusão maxilar ou deficiência mandibular, não só
45
devido à definição do plano de tratamento, mas também para a correta avaliação da
posição dos incisivos superiores e inferiores.
Tabela 7: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial II
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
S-N.B
2
ANB
3
N-A.Pog
1
S-N.D
1
S-N.Gn
2
S-N.Ocl
2
(Go.Gn).Ocl
2
(S-N).(Go-Me)
3
FMA
2
Altura Facial Inferior
2
Convexidade do Ponto A
2
Profundidade Facial
2
Ângulo do Eixo Facial
2
Cone Facial
1
Profundidade da Maxila
2
Altura Facial Total
1
Ângulo do Plano Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
1
Âng. Articular (S-Ar).Go
1
Base Cran Ant. (S-N)
1
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
1
Altura do Ramo (Go-Ar)
1
46
Tabela 7: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial II (Continuação)
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
Corpo Mandib. (Go-Me)
S-Go % N-Me
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
1
1
A-N Perp
1
Co-Gn
1
Co-A
1
Diferença Mx – Md
1
Ena-Me
1
Pog-N Perp
1
De forma semelhante ao que foi observado nas grandezas cefalométricas
dentárias do Padrão I, a Tabela 8 mostra que, para o Padrão Facial II, as análises
indicadas pelos examinadores foram as de Ricketts e USP, com uma distribuição
semelhante entre as duas.
Muito embora a inclinação dos incisivos superiores e inferiores possam ser
observadas nos modelos de estudo, as grandezas cefalométricas referentes a estes
dentes são muito elucidativas das compensações dentárias presentes no paciente
Padrão II.
47
Tabela 8: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial II
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
Protrusão Incisivo Superior
2
Inclinação Incisivo Inferior
2
Inclinação Incisivo Superior
2
1/./1
1
1/.NS
1
/1-Orbita
1/.NA
2
1/-NA
1
/1.NB
1
/1-NB
1
FMIA
1
IMPA
2
Relação Molar
1
Como comentado anteriormente, as grandezas cefalométricas estéticas se
prestam muito bem na confirmação ou remissão de dúvidas quanto ao diagnóstico.
Porém, a pouca frequência de consulta destas medidas no presente estudo para o
Padrão Facial II confirma os relatos de Capelozza-Filho (2004), o qual privilegia a
análise morfológica da face (Tabela 9).
48
Tabela 9: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / FUNCIONAIS
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
1
H-Nariz
1
Prn.(Sn-Ls)
1
Nfa-Nfp
1
Bfa-Bfp
1
A Tabela 10 mostra a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas
consultadas na avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III. Da
mesma forma, como tem se caracterizada a tendência dos examinadores, as
análises mais consultadas foram as da USP e de Ricketts. As grandezas mais
indicadas foram o ângulo ANB e o (SN).(GoMe), referentes à primeira; e a
profundidade facial, o ângulo do eixo facial e a profundidade da maxila advindas da
segunda.
Os dados do presente estudo coincidem com os relatos de Capelozza-Filho
(2004), o qual aponta como principais grandezas a serem observadas os ângulos
GoGn.SN, Gn.SN, Ocl.SN, para avaliação do sentido de crescimento; e os ângulos
SNA, SNB e ANB, para verificação da relação das bases ósseas. O mesmo autor
também indica a análise da AFAI e da proporção entre o corpo e ramo da
mandíbula, as quais se mostram aumentadas nos prognatas.
49
Tabela 10: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial III
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
S-N.B
2
ANB
3
N-A.Pog
2
S-N.D
1
S-N.Gn
2
S-N.Ocl
2
(Go.Gn).Ocl
1
(S-N).(Go-Me)
3
FMA
2
Altura Facial Inferior
1
Convexidade do Ponto A
2
Profundidade Facial
3
Ângulo do Eixo Facial
3
Cone Facial
1
Profundidade da Maxila
3
Altura Facial Total
2
Altura Maxilar
1
Ângulo do Plano Mandibular
1
Arco Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
1
Âng. Articular (S-Ar).Go
1
Base Cran Ant. (S-N)
2
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
1
Altura do Ramo (Go-Ar)
1
Corpo Mandib. (Go-Me)
1
A-N Perp
2
Co-Gn
1
50
Tabela 10: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial III (Continuação)
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
Co-A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
1
Diferença Mx – Md
1
Ena-Me
1
Pog-N Perp
1
A frequência da consulta das grandezas cefalométricas do paciente de
Padrão Facial III está exposta na Tabela 11. As medidas mais indicadas, com 2
consultas cada, foram aquelas relacionadas ao posicionamento e inclinação dos
incisivos, na análise de Ricketts; e as da inclinação dos incisivos superiores (1/.NA)
e inferiores (IMPA), na análise da USP. De acordo com Capelozza-Filho (2004), “Os
incisivos superiores tendem a estar inclinados para vestibular e os inferiores, como
regra, inclinados para lingual, em um processo de compensação ao erro
esquelético..”
51
Tabela 11: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Facial III
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
Protrusão Incisivo Superior
2
Inclinação Incisivo Inferior
2
Inclinação Incisivo Superior
2
Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi
1
Inclinação Plano Oclusal
1
1/./1
1
1/.NS
1
/1-Orbita
1/.NA
2
1/-NA
1
/1.NB
1
/1-NB
1
FMIA
1
IMPA
2
Relação Molar
2
Relação Canina
1
A Tabela 12 expõe a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos
tecidos moles consultadas durante a avaliação da documentação do paciente de
Padrão Facial III. Os examinadores indicaram 3 grandezas de grande utilidade na
avaliação do perfil tegumentar do paciente, os quais são a linha H-Nariz (USP), a
Protrusão labial inferior ou Linha Estética de Ricketts (Ricketts) e o ângulo Prn.(SnLs) ou ângulo nasolabial (McNamara).
Capelozza-Filho (2004) salienta que os indivíduos Padrão III, devido à
excessiva inclinação vestibular dos incisivos superiores, apresentam o ângulo
nasolabial agudo, o qual se mostra inadequado esteticamente.
52
Tabela 12: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultada pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / FUNCIONAIS
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
1
H-Nariz
1
Prn.(Sn-Ls)
1
Nfa-Nfp
1
Bfa-Bfp
1
Protrusão Labial Inferior
1
Comprimento Lábio Superior
1
Comissura Labial / P. Oclusal
1
A frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultada pelos
examinadores, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de
Padrão Face Curta está mostrada na Tabela 13. Pôde-se observar que as
grandezas mais indicadas foram o ângulo ANB e o (S-N).(Go-Me), da análise USP; e
a AFAI, Profundidade Facial, Ângulo do Eixo Facial e Profundidade da Maxila, da
análise de Ricketts. Como nos indivíduos de Face Curta a principal característica
facial é uma diminuição da altura inferior da face, a análise de Jarabak também
oferece uma medida auxiliar no diagnóstico deste Padrão, a qual se denomina de
Percentual de Jarabak (S-Go % N-Me).
Embora Capelozza-Filho (2004) insista no discurso de que a radiografia
lateral da face “em essência permite a visualização da estrutura esquelética e da
posição dos dentes e suas relações com as respectivas bases ósseas”, o mesmo
relata aspectos esqueléticos característicos do Padrão Face Curta, os quais podem
ser consultados numericamente na cefalometria em diferentes análises. O autor
descreve o aspecto quadrado da face, resultante dos planos horizontais pouco
53
divergentes, da altura posterior da face normal ou aumentada, da AFAI diminuída e
ângulo goníaco fechado.
Tabela 13: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Curta
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
S-N.B
2
ANB
3
N-A.Pog
1
S-N.Gn
2
S-N.Ocl
2
(Go.Gn).Ocl
2
(S-N).(Go-Me)
3
FMA
2
Altura Facial Inferior
2
Convexidade do Ponto A
1
Profundidade Facial
2
Ângulo do Eixo Facial
2
Profundidade da Maxila
2
Altura Maxilar
1
Ângulo do Plano Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
1
Âng. Articular (S-Ar).Go
1
Base Cran Ant. (S-N)
1
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
1
Altura do Ramo (Go-Ar)
1
Corpo Mandib. (Go-Me)
1
S-Go % N-Me
1
A-N Perp
1
Pog-N Perp
1
54
As grandezas dentárias mais consultadas na documentação do paciente de
Padrão Face Curta foram a protrusão e inclinação dos incisivos superiores e
inferiores, pela análise de Ricketts (2 indicações), juntamente com o ângulo 1/.NA,
da USP (Tabela 14). A relação molar foi consultada apenas 1 vez.
Como a maioria dos indivíduos Face Curta apresenta relação molar de Classe
II, a posição dos incisivos superiores frequentemente é satisfatória do ponto de vista
vertical, minimizando a compensação vertical restritiva (Capelozza-Filho, 2004). O
mesmo autor relata que a extrusão dos incisivos inferiores também pode estar
presente, porém acompanhada de linguoversão e aumento do apinhamento e da
curva de Spee.
Tabela 14: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Curta
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
Protrusão Incisivo Superior
2
Inclinação Incisivo Inferior
2
Inclinação Incisivo Superior
2
1/./1
1
1/.NA
2
1/-NA
1
/1.NB
1
/1-NB
1
IMPA
1
Relação Molar
1
55
A Tabela 15 expõe a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos
tecidos moles consultadas na avaliação da documentação do paciente de Padrão
Face Curta, na qual há apenas uma indicação para o ângulo H.(NB), para a linha HNariz e para as medidas das vias aéreas.
Capelozza-Filho (2004) relata que, na análise tegumentar, o ângulo nasolabial
pode se mostrar normal ou agudo, dependendo da posição dos incisivos superiores.
Em adição, o autor declara que os lábios podem estar protruídos, dependendo da
gravidade da sua compressão, assim como o lábio inferior pode estar evertido e o
sulco mentolabial profundo. Estes aspectos podem ser observados na análise facial
e na radiografia lateral da face por meio da visualização direta.
Tabela 15: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / FUNCIONAIS
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
1
H-Nariz
1
Nfa-Nfp
1
Bfa-Bfp
1
A frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultada pelos
examinadores, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de
Padrão Face Longa está mostrada na Tabela 16. Assim como na avaliação do
paciente Face Curta, pôde-se observar que as grandezas mais indicadas foram o
ângulo ANB e o (S-N).(Go-Me), da análise USP; e a AFAI, Profundidade Facial,
Ângulo do Eixo Facial e Profundidade da Maxila, da análise de Ricketts. As medidas
da análise de Jarabak foram pouco consultadas e, de forma diferente daquela do
Padrão Face Curta, a análise de McNamara foi mais utilizada, se destacando as
linhas A-NPerp e Pog-NPerp, com três indicações cada uma. A grandeza referente à
altura facial inferior (Ena-Me) também foi consultada por 2 examinadores.
56
Apesar da exaustiva colocação de Capelozza-Filho (2004) em relação à
análise da morfologia exposta pela radiografia ao invés da realização da
cefalometria, o autor relata algumas características do Face Longa que podem ser
evidenciados na radiografia lateral da face. Como observações têm-se a AFAI
excessivamente aumentada, resultando no aumento da altura facial total anterior e
uma desproporção desta com a altura facial posterior. Outra característica se refere
à alteração de forma da mandíbula, mostrando-se com abertura significativa do
ângulo goníaco.
Tabela 16: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Longa
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
S-N.A
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
S-N.B
2
ANB
3
N-A.Pog
1
S-N.D
1
S-N.Gn
2
S-N.Ocl
2
(Go.Gn).Ocl
2
(S-N).(Go-Me)
3
FMA
2
Altura Facial Inferior
1
Convexidade do Ponto A
2
Profundidade Facial
2
57
Tabela 16: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Longa (Continuação)
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESQUELÉTICAS
Ângulo do Eixo Facial
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
2
Cone Facial
1
Profundidade da Maxila
2
Altura Facial Total
1
Altura Maxilar
1
Plano Palatal
1
Arco Mandibular
1
Âng. da Sela (S-N)Ar
1
Âng. Articular (S-Ar).Go
1
Base Cran Ant. (S-N)
1
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
1
Altura do Ramo (Go-Ar)
1
Corpo Mandib. (Go-Me)
1
A-N Perp
3
Co-Gn
2
Co-A
2
Diferença Mx – Md
1
Ena-Me
2
(Ba-N).(Ptm-Gn)
1
Pog-N Perp
3
USP
58
De forma semelhante ao paciente de padrão Face Curta, a Tabela 17 mostra
que as grandezas dentárias mais consultadas foram a protrusão e inclinação dos
incisivos superiores e inferiores, pela análise de Ricketts (2 indicações), juntamente
com o ângulo 1/.NA, da USP. No exame deste padrão facial também foram
consultadas duas medidas da análise de McNamara.
Tabela 17: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos
examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Longa
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
DENTÁRIAS
Protrusão Incisivo Inferior
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
2
Protrusão Incisivo Superior
2
Inclinação Incisivo Inferior
2
Inclinação Incisivo Superior
2
1/./1
1
1/.NS
1
1/.NA
2
1/-NA
1
/1.NB
1
/1-NB
1
FMIA
1
IMPA
2
Relação Molar
1
Sfl/-A Perp
1
1ii-(A-Pog)
1
59
A grandeza cefalométrica estética mais consultada na avaliação da
documentação do paciente de Padrão Face Longa foi o ângulo nasolabial (2
indicações). As medidas H-Nariz, H.(N-B) e as das vias aéreas foram consultadas
apenas 1 vez (Tabela 18).
Tabela 18: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles
consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a
avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa
ANÁLISES
GRANDEZAS
CEFALOMÉTRICAS
ESTÉTICAS / FUNCIONAIS
RICKETTS
JARABAK
McNAMARA
USP
H.(N-B)
1
H-Nariz
1
Prn.(Sn-Ls)
2
Nfa-Nfp
1
Bfa-Bfp
1
Frente aos dados levantados no presente estudo piloto, pôde-se observar que
várias grandezas cefalométricas são igualmente consultadas na avaliação
diagnóstica e planejamento do tratamento ortodôntico de indivíduos de padrões
faciais diferentes. Isto nos levou a refletir que mais importante do que a avaliação
dos valores numéricos isoladamente, é a forma como estas grandezas se
relacionam e se mostram em cada um destes padrões.
Com vistas à simplificação da análise cefalométrica, esta pesquisa confirmou
que alguns valores cefalométricos podem constituir uma sistemática otimizada na
avaliação cefalométrica, principalmente se considerando como apoio as propostas
integradas de Silveira et al. (2003), Gandini et al. (2005) e Azenha & Macluf-Filho
(2008).
60
Embora o treinamento contínuo e atento da morfologia facial seja muito
sugestivo, e às vezes conclusivo, do diagnóstico ortodôntico, não há dúvidas de que
a associação dos métodos ofereça uma avaliação mais ampla e segura do paciente
(SUGUINO, 1996; PINHEIRO-JUNIOR, 2000; REIS, 2001; BRANDÃO et al., 2001;
CARDOSO, 2003; CAPELOZZA-FILHO, 2004; RAMIRES et al., 2009).
61
6 CONCLUSÃO
De acordo com a metodologia utilizada e os resultados obtidos, ao considerar
a avaliação da documentação ortodôntica de todos os pacientes, pôde-se concluir
que:
· as grandezas esqueléticas mais consultadas foram os ângulos ANB e
SN.GoMe, seguidos pela linha A-NPerp, a profundidade facial, o ângulo do
eixo facial e a profundidade da maxila;
· outras medidas esqueléticas indicadas foram o SN.Gn, SN.Ocl, FMA, SNA,
SNB, AFAI, Convexidade do Ponto A, Base craniana anterior e Pog-NPerp;
· as grandezas dentárias mais utilizadas foram a relação molar, o IMPA, a
inclinação dos incisivos inferior e superior, a protrusão dos incisivos inferior e
superior, o ângulo 1/.NA e a linha 1/-NA;
· as grandezas estéticas e dos tecidos moles mais utilizadas foram o H.NB,
H-Nariz, Nfa-Nfp e Bfa-Bfp;
· outras grandezas estéticas consultadas foram a protrusão labial inferior, o
comprimento do lábio superior e a comissura labial-plano oclusal.
62
REFERÊNCIAS
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Protocolos em Ortodontia: diagnóstico, planejamento e mecânica. 1ª. Edição.
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padrões USP, UNESP e UNICAMP. 1999. 77p. Monografia (Especialização em
Radiologia) – Faculdade de Odontologia de Piracicaba / UNICAMP, Piracicaba,
1999.
BARROS, A.J.S.; LEHFELD, N.A.S. Fundamentos de Metodologia Científica –
um guia para a iniciação científica. 2ª. Edição. São Paulo: Makron Books, 2000.
122p.
BRANDÃO, A.M.B. et al. Avaliação comparativa entre as características da máoclusão Classe II Div 1 obtidas pela cefalometria e análise facial subjetiva. R Dental
Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 6, n. 2, p. 33-40, mar/abr. 2001.
BROADBENT, B.H. A new x-ray technique and its application to Orthodontia. Angle
Orthod, Appleton, v.1, n. 2, p. 45-66, 1931.
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CAMPOS, L.F.L. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Psicologia. 2ª. Edição.
Campinas: Editora Alínea, 2001. 158p.
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Editora, 2004. 509p.
CAPELOZZA FILHO, L. Metas terapêuticas individualizadas. 1ª. edição. Maringá:
Dental Press Editora, 2011. v. 1. 464p.
CAPELOZZA FILHO, L. Metas terapêuticas individualizadas. 1ª. edição. Maringá:
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DOWNS, W.B. The role of cephalometrics in orthodontic case analysis and
diagnosis. Am J Orthod, St. Louis, v. 38, p. 162-182, 1952.
CARDOSO, M.A. Estudo das características cefalométricas do padrão face
longa. 2003. 158 f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Odontologia de
Araçatuba, Universidade Estadual Paulista, Araçatuba, 2003.
GANDINI, L.G.; SANTOS-PINTO, A.; RAVEL, D.B.; SAKIMA, M.T.; MARTINS, L.P.;
SAKIMA, T.; GONÇALVES, J.R.; BARRETO, C.S. R Dental Press Ortodon Ortop
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GREGORET, J.; TUBER, E.; FONSECA, A.M.; ESCOBAR, L.H. Ortodontia e
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INTERLANDI, S. Ortodontia: bases para a iniciação. 4ª. ed. São Paulo: Artes
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McNAMARA-Jr, J.A. A method of cephalometric evaluation. Am J Orthod, St. Louis,
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NOBUYASU, M. et al. Padrões cefalométricos de Ricketts aplicados a indivíduos
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PINHEIRO-JUNIOR, J.M. Avaliação da correlação entre as características
dentárias e esqueléticas da maloclusão de Classe III, definidas utilizando a
cefalometria, e as análises faciais subjetiva e numéricas. 2000. 148f.
63
Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo,
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PINZAN, A. “Upgrade” nos conceitos da interpretação das medidas cefalométricas.
In: DOMINGUEZ, G.C. Nova visão em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos
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RAMIRES, R.R. et al. Relação entre cefalometria e análise facial na determinação
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RODRIGUES, A.J.F.T. Análise cefalométrica de Jarabak. 2007. 50p. Monografia
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SILVEIRA, H.E.D.; BERTHOLD, T.B.; SILVEIRA, H.D.; FRITSCHER, G.G. R Fac
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TENAN, D.L.G. Cefalometria. 2011. 75p. Monografia (Especialização em
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REIS, S.A.B. Análise facial numérica e subjetiva do perfil e análise da relação
oclusal sagital em brasileiros, adultos, leucodermas, não tratados
ortodonticamente. 2001. Dissertação (Mestrado) – UMESP, São Paulo, 2001.
SUGUINO, R. et al. Análise facial. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar,
Maringá, v. 1, n. 1, p. 86-107, set/out. 1996.
64
Apêndice A
Análise de McNamara
FATORES
A-N Perp
Crn.(Sn-Ls)
Co-Gn
Co-A
Diferença Mx – Md
Ena-Me
(Po-Or).(Go-Me)
(Ba-N).(Ptm-Gn)
Pog-N Perp
Sfl/-A Perp
1ii-(A-Pog)
Nfa-Nfp
Bfa-Bfp
Descrição
Maxila x Base do Crânio
Distância entre o ponto A e a linha Násio perpendicular (linha de McNamara)
Ângulo formado entre a linha Columela-Espinha nasal e a Espinha nasal –
lábio superior
Maxila x Mandíbula
Linha condílio-gnátio
Linha condílio-ponto A
Diferença entre os valores (Co-Gn) e (Co-A)
Linha espinha nasal anterior-mentoniano
Ângulo formado pela linha Pório-Orbitário e a Gônio-Mentoniano
Ângulo formado pela linha Básio-Násio e a Pterigomaxilar-Gnátio
Mandíbula x Base do Crânio
Distância entre o ponto Pogônio e a linha Násio perpendicular (linha de
McNamara)
Dentes
Distância da vestibular do incisivo superior à linha A Perpendicular
Distância da vestibular do incisivo inferior à linha A-Pogônio
Vias Aéreas
Linha do ponto nasofaríngeo anterior à nasofaringe posterior
Linha do ponto bucofaríngeo anterior à bucofaringe posterior
65
Análise de Ricketts
FATORES
Campo I – Problemas Dentários
Relação Molar
Relação canina
Trespasse Horizontal
Trespasse Vertical
Extrusão Incisiva Inferior
Ângulo Interincisal
Campo II – Problemas Esqueletais
Convexidade do Ponto A
Altura Facial Inferior
Campo III – Dentadura em Relação ao Esqueleto
Posição Molar Superior
Protrusão Incisivo Inferior
Protrusão Incisivo Superior
Inclinação Incisivo Inferior
Inclinação Incisivo Superior
Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi
Inclinação Plano Oclusal
Campo IV – Problemas Estéticos
Protrusão Labial Inferior
Comprimento Lábio Superior
Comissura Labial / P. Oclusal
Campo V – Relação Crânio-Facial
Profundidade Facial
Ângulo do Eixo Facial
Cone Facial
Profundidade da Maxila
Altura Maxilar
Altura Facial Total
Plano Palatal
Ângulo do Plano Mandibular
Campo VI – Estruturas Esqueletais Internas
Deflexão Craniana
Comprimento Craniano Ant.
Altura da Face Posterior
Posição do Ramo
Localização do Pório
Arco Mandibular
Comprimento do Corpo
66
Análise de Roth-Jarabak
FATORES
Plano Facial (S-N).Pog
Âng. da Sela (S-N)Ar
Âng. Articular (S-Ar).Go
Base Cran Ant. (S-N)
Base Cran Pos. (S-Ar)
Âng. Gonícaco (Ar-Go).Me
Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N
Pl. Inf. Âng. Gon. (Me-Go).N
(S-Go).Me
Altura do Ramo Go-Ar
Corpo Mandib. Go-Me
(S-N).A
(S-N).B
(A-N).B
Prof. Facial (Po-Or).(N-Pog)
(S-N).(Go-Gn)
(S-N).Gn
Convex. Facial (N-A).Pog
S-Go
N-Me
S-Go % N-Me
FMA
FMIA
IMPA
Descrição
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto pogônio
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto Articular
Ângulo formado entre a linha sela-articular e o ponto gônio
Distância entre os pontos sela e násio
Distância entre os pontos sela e articular
Ângulo formado entre a linha articular-gônio e o ponto mentoniano
Ângulo formado pela linha articular-gônio e o ponto násio
Ângulo formado pela linha mentoniano-gônio e o ponto násio
Ângulo formado entre a linha sela-gônio e o ponto mentoniano
Distância entre os pontos gônio e articular
Distância entre os pontos gônio e mentoniano
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto A
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto B
Ângulo formado entre a linha A-násio e o ponto B
Ângulo formado entre a linha pório-orbitário e a linha násio-pogônio
Ângulo formado entre a linha sela-násio e a linha gônio-gnátio
Ângulo formado entre alinha sela-násio e o ponto gnátio
Ângulo formado entre a linha násio-ponto A e o ponto pogônio
Distância entre os pontos sela e gônio
Distância entre os pontos násio e mentoniano
Percentual entre os valores das linhas sela-gônio e násio-mentoniano
Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e o plano mandibular
Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do
incisivo inferior
Ângulo formado entre o plano mandibular e o eixo do incisivo inferior
67
Análise USP
FATORES
(N-Pog).(Po-Orb)
N-A.Pog
S-N.A
S-N.B
A-N.B
S-N.D
S-N.Gn
S-N.Ocl
(S-N).(Go-Me)
(Go.Gn).Ocl
1/./1
1/.NS
/1-Orbita
1/.NA
1/-NA
/1.NB
/1-NB
/1.NPog
H.(N-B)
H-Nariz
Pog-NB
Eminência Mentoniana
FMIA
FMA
IMPA
TPi
/1-Linha I
(Go-Me).(V-T)
F.(V-T)
A-(V-T)
Iii-(V-T)
H.(V-T)
Descrição
Ângulo formado entre a linha násio-pogônio e a linha pório-orbitário
Ângulo formado entre a linha násio-ponto A e o ponto pogônio
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto A
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto B
Ângulo formado entre a linha A-násio e o ponto B
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto D
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto gnátio
Ângulo formado entre a linha sela-násio e o plano oclusal
Ângulo formado entre a linha sela-násio e a linha gônio-mentoniano
Ângulo formado entre a linha gônio-gnátio e o plano oclusal
Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo superior e o do incisivo
inferior
Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo superior e a linha násio-sela
Distância entre a face vestibular do incisivo inferior a linha que passa pelo
ponto orbitário e pelo longo eixo do incisivo superior
Ângulo formado pelo longo eixo do incisivo inferior e a linha násio-ponto A
Distância entre a face vestibular do incisivo superior e a linha násio-ponto A
Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo inferior e alinha násio-ponto B
Distância entre a face vestibular do incisivo inferior e alinha násio-ponto B
Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo inferior e a linha násiopogônio
Ângulo formado entre a linha pogônio mole-lábio superior (linha de
Holdaway) e a linha násio-ponto B
Distância entre o ponto Ponta do nariz e a linha pogônio mole-lábio superior
(linha de Holdaway)
Distância entre o ponto pogônio e a linha násio-ponto B
Distância entre E à linha “m”
Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do incisivo
inferior
Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e o plano mandibular
Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do incisivo
inferior
Distância entre o ponto T (tuber) e a protuberância incisal
Distância entre a borda incisal do incisivo inferior e a linha I
Ângulo formado entre o plano mandibular e o eixo médio da sínfise
Ângulo formado entre o plano de Frnakfurt e a linha V-T
Distância entre o ponto A e alinha do eixo médio da sínfise
Distância entre a borda incisal do inc. inf. e a linha do eixo médio da sínfise
Ângulo formado entre a linha de Holdaway e a linha do eixo médio da sínfise
68
Apêndice B
Orientações aos examinadores para análise da documentação ortodôntica
Caro (a) Colega,
Esta atividade na qual você estará participando fará parte de meu trabalho de pesquisa, a
qual se refere à monografia de conclusão de curso de Especialização em Ortodontia da FUNORTE –
Unidade de Contagem.
Por questões metodológicas e científicas, neste momento não poderemos esclarecer os
objetivos do trabalho. Porém, tão logo seja finalizado, uma cópia do mesmo será enviada a você.
Em nome de meu orientador, Prof. Renato Andrade, agradecemos a sua participação e
solicitamos que as informações e os passos a seguir sejam realizados de forma criteriosa e com rigor
científico:
1. Nos próximos dias, via e-mail, lhe enviarei toda a documentação ortodôntica dos pacientes
selecionados para que você possa realizar as avaliações.
2. OS ARQUIVOS DIGITAIS DA DOCUMENTAÇÃO SÓ PODERÃO SER ABERTOS E
CONSULTADOS APÓS TODA A LEITURA DESTAS INSTRUÇÕES DE AVALIAÇÃO, AS
QUAIS DEVERÃO SER SEGUIDAS NA ÍNTEGRA PARA A CORRETA EXECUÇÃO
METODOLÓGICA DO TRABALHO DE PESQUISA.
3. Suas avaliações serão mantidas em total sigilo, bem como a sua identificação.
4. A metodologia de pesquisa consistir-se-á na avaliação da documentação ortodôntica de 5
indivíduos e na determinação do diagnóstico ortodôntico e plano de tratamento conforme as
opções contidas na ficha de avaliação (Anexo D).
5. A sequência de exame da documentação ortodôntica (fotos, radiografias, modelos e valores
cefalométricos) deve ser realizada de forma livre, ou seja, de acordo com a sua própria
sistemática clínica.
6. Junto aos traçados cefalométricos, existem quatro conjuntos de valores, referentes aos
padrões USP/UNICAMP, RICKETS, JARABAK e McNAMARA. Você pode consulta-los, ou
não, conforme sua necessidade durante o processo de diagnóstico e de planejamento
terapêutico ortopédico/ortodôntico.
IMPORTANTE: caso, no decorrer da avaliação, você consulte algum (ns) valor (es)
cefalométrico (s), uma marcação em “X” deverá ser feita em frente ao (s) respectivo (s) dado
(s) cefalométrico (s).
69
Esta consulta nos valores cefalométricos não possui qualquer regra estipulada por nós. Você
deverá realizar o exame da forma mais natural e habitual possível, ou seja, de acordo com o
SEU método.
7. No momento do exame e avaliação, todos os arquivos, de cada paciente, referentes ao
trabalho de pesquisa deverão estar abertos para facilidade de consulta.
Observações finais:
·
Os resultados do trabalho serão apresentados em congressos e encontros científicos, porém
sem a identificação dos participantes.
·
O resultado final do estudo será repassado para você.
·
Caso mude de decisão em relação à sua participação na pesquisa, você terá toda a liberdade
em retirar-se sem qualquer ônus.
70
Apêndice C
FICHA DE AVALIAÇÃO
DIAGNÓSTICO
1. Padrão de Crescimento
( ) Padrão I (Capelozza)
( ) Padrão II (Capelozza)
( ) Padrão III (Capelozza)
( ) Padrão Face Curta (Capelozza)
( ) Padrão Face Longa (Capelozza)
2. Tipo Facial
( ) Braquicefálico
( ) Mesocefálico
( ) Dolicocefálico
3. Relação Dentária de molar
( ) Classe I
( ) Classe II
( ) Classe III
4. Relação Dentária de canino
(
(
(
) Classe I
) Classe II
) Classe III
TRATAMENTO
( ) apenas tratamento ortopédico
( ) apenas tratamento ortodôntico
( ) tratamento ortopédico e ortodôntico
( ) apenas Tratamento cirúrgico
( ) tratamento ortopédico e cirúrgico
( ) tratamento ortodôntico e cirúrgico
( ) tratamento ortopédico, ortodôntico e cirúrgico
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levantamento dos valores cefalométricos consultados por