[Digite texto] INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE / SOEBRÁS LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO – um estudo piloto – MARCELO RODRIGUES GONÇALVES Contagem 2013 [Digite texto] INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE / SOEBRÁS LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO – um estudo piloto – MARCELO RODRIGUES GONÇALVES Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Ortodontia do ICS – FUNORTE/SOEBRÁS - NÚCLEO CONTAGEM, como parte dos requisitos para obtenção do titulo de Especialista em Ortodontia. ORIENTADOR: Ms. Renato Gomes Andrade Contagem 2013 [Digite texto] MARCELO RODRIGUES GONÇALVES LEVANTAMENTO DOS VALORES CEFALOMÉTRICOS CONSULTADOS POR PROFESSORES DE ORTODONTIA PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E O PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO – um estudo piloto – Monografia apresentada ao programa de especialização em Ortodontia do ICS – FunorteSoebrás - Núcleo Contagem, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista. Aprovado em 22 de novembro de 2013. BANCA EXAMINADORA _____________________________________________ Ms. Renato Gomes Andrade ______________________________________________ Ms. Ana Beatriz Maia Esper ______________________________________________ Prof. Rafael José Borelli [Digite texto] Dedico este trabalho às flores do Campo (Silvana) e às dos rincões mais distantes do Oriente (Lícia), pela esperança de que a cada dia uma NOVA Renascerá (Renata). [Digite texto] AGRADECIMENTOS Agradeço à minha Família, Silvana, Renata e Lícia, por toda a compreensão e carinho nesta trajetória profissional e existencial. À minha mãe, por todo amor, mesmo em minha ausência nesta fase de vida. Ao meu Orientador, Prof. Renato Andrade, pela confiança e pela dúvida, mas essencialmente pelo respeito e apoio nos momentos certos. À todos os Professores pelo ensino e dedicação. À meus pacientes e clientes pela troca honesta e responsável. À todos os colaboradores do GAPO pela educação e presteza. Aos colegas de curso pelo convívio agradável e enriquecedor. [Digite texto] “.... nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará... ”. (Lulu Santos) [Digite texto] RESUMO Este estudo piloto teve como objetivo realizar o levantamento das grandezas cefalométricas mais consultadas por professores de Ortodontia durante o processo de diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico. Para tal, 5 examinadores avaliaram a documentação ortodôntica de 5 pacientes, sendo que cada um apresentava-se com um padrão facial (I, II, III, Face Curta e Face Longa). Após os dados serem coletados e avaliados pôde-se concluir que: as grandezas esqueléticas mais consultadas foram os ângulos ANB, SN.GoMe, profundidade facial, ângulo do eixo facial, profundidade da maxila e A-NPerp, seguidos pelo SN.Gn, SN.Ocl e FMA; as grandezas dentárias mais utilizadas foram a relação molar, o IMPA, a inclinação dos incisivos inferior e superior, a protrusão dos incisivos inferior e superior, o ângulo 1/.NA e a linha 1/-NA; e a grandeza estética H.NB e H-Nariz foi a mais utilizada, porém em baixa frequência em relação ao total de possibilidades. Palavras-chave: Ortodontia. Cefalometria. Diagnóstico. Face. [Digite texto] ABSTRACT This pilot study aimed to survey cephalometric most consulted by teachers during orthodontic diagnosis and orthodontic treatment planning. To this end, 5 examiners reviewed the orthodontic records of 5 patients, each presented with a facial pattern (I, II, III, Face Short and Long Face). After the data is collected and evaluated it was concluded that: the most consulted skeletal magnitudes were the ANB, SN.GoMe, facial depth, angle of facial axis, and the depth of the jaw-NPerp angles, followed by SN.Gn, SN . Ocl and FMA; dental magnitudes were the most applied molar ratio, IMPA, the slope of the upper and lower incisors, protrusion of the upper and lower incisors, angle and line 1/.NA 1/-NA, and aesthetic greatness H.NB and H-Nose was the most used, but at low frequency relative to the total of possibilities. Keywords: Orthodontics. Cephalometry. Diagnosis. Face. [Digite texto] SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................... 8 2 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................... 10 2.1. Considerações gerais sobre a cefalometria .................................... 10 2.1.1. Análises cefalométricas ............................................................... 11 2.1.1.1. Análise de Ricketts .................................................................... 11 2.1.1.2. Análise de Byork-Jarabak ........................................................... 17 2.1.1.3. Análise de McNamara ................................................................ 19 2.1.1.4. Análise da USP ......................................................................... 23 3 PROPOSIÇÃO .................................................................................... 26 4 MATERIAL E MÉTODO ........................................................................... 27 4.1. Sujeitos dos estudo ...................................................................... 27 4.2. Seleção da documentação dos pacientes ...................................... 27 4.3. Documentação ortodôntica utilizada .............................................. 28 4.4. Realização dos exames de diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico .......................................................................... 34 4.5. Organização dos dados levantados ................................................ 34 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................... 35 6 CONCLUSÃO ............................................................................................ 61 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 62 APÊNDICE ............................................................................................ 64 8 1 INTRODUÇÃO A Ortodontia é a especialidade odontológica que, independentemente das técnicas utilizadas, possui como meta proporcionar a harmônica relação das estruturas dentárias, bases ósseas e estruturas adjacentes de forma a obter uma estética facial aceitável e assegurar as funções do sistema estomatognático equilibradas e satisfatórias. Neste amplo contexto, o diagnóstico é o primeiro passo para o sucesso de todo o processo de planejamento e tratamento ortodôntico. Portanto, só saberemos onde queremos chegar, e como será este caminho, se soubermos onde estamos e em quais condições nos encontramos. Ao longo das décadas de evolução da Odontologia e Ortodontia, vários instrumentos e procedimentos diagnósticos foram idealizados, estudados e aplicados. Dentre eles, temos as análises: facial, clínica intrabucal, de modelos, radiográficas (teleradiografia, panorâmica, periapicais) e tomográficas digitais. Considerando-se que o sistema estomatognático é um conjunto de estruturas inter-relacionadas, as quais possuem relevância no diagnóstico e planejamento ortodôntico, parece razoável aceitar a importância da associação de dados e informações na avaliação ortodôntica dos pacientes. Todavia, embora todos os métodos tivessem sido utilizados ao longo do tempo, houve um período em que a radiografia lateral da face, especificamente a teleradiografia, e a resultante de sua análise, a cefalometria, ditava de forma quase preponderante as metas do tratamento ortodôntico. Após a evidência deste equívoco, alguns questionamentos foram levantados no que se refere à relatividade dos valores cefalométricos na avaliação diagnóstica dos pacientes, levando, inclusive, a valorizar essencialmente a análise facial. Isto ocorreu devido á necessidade da individualização no diagnóstico e tratamento ortodôntico, pois embora em atraso, constatou-se que mais importante do que inserir as metas terapêuticas em um pacote de valores numéricos, dever-seia avaliar os aspectos morfogenéticos. Contudo, mesmo com as limitações e controvérsias do uso indiscriminado dos valores cefalométricos no diagnóstico e planejamento ortodôntico, não há dúvidas de 9 que o apoio deste instrumento é esclarecedor em algumas hipóteses diagnósticas e propostas terapêuticas. Todavia, faz-se necessária uma síntese, ou seleção, das grandezas cefalométricas essenciais para o correto e seguro diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico dos pacientes. Portanto, considerando-se a ausência de relatos na literatura sobre a relação entre os padrões faciais e os valores cefalométricos mais consultados por profissionais durante o processo de diagnóstico e tratamento ortodôntico, o presente estudo piloto foi desenvolvido. 10 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Considerações gerais sobre a Cefalometria A cefalometria, ou traçado cefalométrico, é um método auxiliar no diagnóstico ortodôntico e ortopédico dos maxilares desenvolvido a partir de inúmeros trabalhos científicos desde 1931 (BROADBENT, 1937). Por meio da obtenção da radiografia lateral da face, foram definidos pontos anatômicos, linhas, planos cefalométricos e medidas angulares que pudessem levantar informações importantes sobre o crescimento facial e as posições dentárias. Neste sentido, mesmo considerando-se as diferenças étnicas e individuais do ser humano, alguns pesquisadores realizaram estudos na intenção de encontrar valores cefalométricos que pudessem representar uma norma, ou padrão, para os indivíduos considerados facialmente harmônicos (DOWNS, 1952; MCNAMARA, 1984; RICKETTS, 1960; INTERLANDI, 1999, RODRIGUES, 2007). Se por um lado, estas pesquisas mostraram que alguns valores cefalométricos são muito importantes para o diagnóstico do padrão de crescimento facial, para a avaliação das relações das bases ósseas com a face e com os elementos dentários e para o estabelecimento do subsequente plano de tratamento; por outro, algumas inconsistências encontradas entre as grandezas cefalométricas e o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico criaram espaço para uma visão mais crítica sobre a real efetividade e relevância deste método (CAPELOZZA-FILHO, 2004; 2011). Independentemente dos aspectos polemizadores, as análises cefalométricas continuaram a ser utilizadas, tanto na prática clínica quanto em pesquisas científicas. Na clínica, a intensidade e a profundidade de seu uso para o diagnóstico ortodôntico têm sido vinculadas à experiência de cada profissional; e no campo da pesquisa, além de servirem de parâmetros para avaliação de crescimento e efeitos terapêuticos, também se prestaram de base para a criação de novos padrões de traçados cefalométricos (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005). 11 2.1.1 Análises Cefalométricas Ao longo dos anos, várias análises cefalométricas foram desenvolvidas, algumas por meio de estudos científicos e clínicos sistemáticos, enquanto que outras a partir das medidas e grandezas cefalométricas criadas e estabelecidas inicialmente por outros pesquisadores (GANDINI et al., 2005). Neste sentido, a seguir serão expostas as análises mais citadas pelas Instituições de Ensino Brasileiras, abordando especificamente as medidas e campos de avaliação do crânio e da face propostos pelas mesmas por se tratar do foco principal deste trabalho de pesquisa (SILVEIRA et al., 2003). 2.1.1.1 Análise de Ricketts Esta análise foi desenvolvida por Robert Murray Ricketts por meio de inúmeros estudos, os quais foram realizados de 1959 a 1974, divididos em fases de levantamento de dados e avaliações (GREGORET et al., 2007). É considerada como uma das análises cefalométricas mais completas, pois abrange medidas de 32 fatores, divididos em 6 (seis) campos do crânio e da face (RICKETTS, 1960; GREGORET et al., 2007; NOBUYASU, et al., 2007; AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008) : Campo I – Problemas Dentários Campo II – Problemas Esqueléticos Campo III – Problemas Estéticos Campo IV – Dentadura em Relação ao Esqueleto Campo V – Relação Crânio Facial Campo VI – Estruturas Esqueléticas Internas 12 O primeiro campo (problemas dentários) mostra a relação entre os dentes superiores e inferiores, considerando-se as relações dos molares, dos caninos, os trespasses horizontal e vertical entre os incisivos, a extrusão incisiva inferior e o ângulo interincisal. Estas medidas podem denotar alguma alteração do que é considerado normal, sendo que este desvio pode ser devido a problemas unicamente dentários ou dento-esqueléticos (Figura 1). Figura 1: Traçado do campo dos problemas dentários No campo dos problemas esqueléticos (Campo II), as grandezas cefalométricas propostas são a Convexidade do Ponto A e a Altura Facial Inferior (Figura 2). 13 Figura 2: Traçado do campo dos Problemas Esqueléticos Os problemas estéticos (Campo III) são avaliados considerando-se 3 medidas: a protrusão labial inferior em relação ao perfil facial (linha estética de Ricketts), o comprimento do lábio superior e a estética do sorriso (Figura 3). Figura 3: Traçado do campo dos problemas estéticos 14 As relações da dentadura com o esqueleto são expostos no Campo IV (Figura 4), no qual são avaliadas: · a posição do molar superior em relação a face posterior da maxila · a protrusão e inclinação dos incisivos superior e inferior em relação ao plano inferior da face · a inclinação do plano oclusal e sua relação com o centro do ramo da mandíbula Figura 4: Traçado do campo da relação da dentadura com o esqueleto 15 O quinto campo contempla a relação crânio-facial, a qual estabelece as relações de crescimento da maxila e mandíbula, além da direção de crescimento mandibular e da magnitude do crescimento maxilar (Figura 5). Por meio da medida da altura maxilar se pode chegar ao diagnóstico da mordida aberta esquelética, da mordida profunda e do sorriso gengival. Figura 5: Traçado do campo da relação crânio facial 16 As estruturas esqueléticas internas são expostas no sexto campo da análise cefalométrica de Ricketts, as quais indicam os fatores ósseos internos que participam ou interferem no padrão de crescimento da face (Figura 6). Estas informações são obtidas por meio da medida da deflexão craniana, do comprimento anterior do crânio, da altura da face posterior, da posição do ramo, da localização do Pório, do arco mandibular e do comprimento do corpo da mandíbula. Figura 6: Traçado do campo das estruturas esqueléticas internas A análise de Ricketts possibilita, também, a definição do tipo facial do paciente (braquicefálico, dólicocefálico ou mesocefálico) por meio de grandezas que avaliam a mandíbula, a saber: eixo facial, profundidade facial, arco mandibular, plano mandibular e altura facial anterior inferior (AFAI). 17 2.1.1.2 Análise de Byork-Jarabak A análise de Jarabak (1972) foi elaborada a partir dos estudos de Byork (1969) e tem como grande proposta a avaliação da direção e potencial de crescimento da mandíbula por meio da medição e visualização do traçado de um polígono (RODRIGUES, 2007; AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008). Em essência, essa análise identifica, a partir de medidas angulares e de comprimento das estruturas ósseas craniofaciais, os fatores que estejam determinando ou predispondo o indivíduo a apresentar Classe II ou III e mordida aberta ou profunda esqueléticas (AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008). Todas as grandezas cefalométricas da análise de Jarabak são esqueléticas e para maior facilidade de interpretação são avaliados da seguinte forma (RODRIGUES, 2007): a) Fatores de Classe II: corpo mandibular curto, base anterior do crânio longa, maxila protruída, base posterior do crânio diminuída, altura do ramo mandibular diminuída. b) Fatores de Classe III: corpo mandibular aumentado, base anterior do crânio curta, maxila retruída, base posterior do crânio aumentada, altura do ramo mandibular aumentada. c) Fatores de Classe II e mordida aberta: ângulo sela aumentado, ramo mandibular curto e ângulo goníaco aberto, ângulo articular aumentado, excesso de crescimento vertical da maxila, excesso de crescimento posterior da maxila (inclinação plano palatal), excesso de crescimento dos processos alveolares. d) Fatores de Classe III e mordida profunda: ângulo sela diminuído, ramo mandibular longo e ângulo goníaco fechado, ângulo articular diminuído, deficiência de crescimento vertical da maxila, deficiência de crescimento posterior da maxila (inclinação do plano palatal), deficiência de crescimento dos processos alveolares. 18 e) Sentido horário de crescimento facial: soma dos ângulos sela, articular e goníaco aumentada, percentual da relação entre a altura da face posterior e a altura da face anterior diminuído (percentual de Jarabak). f) Sentido anti-horário de crescimento facial: soma dos ângulos sela, articular e goníaco diminuída, percentual da relação entre a altura da face posterior e a altura da face anterior aumentado (percentual de Jarabak). A análise cefalométrica de Byork-Jarabak foi modificada por Roth (AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008), acrescentando algumas medidas angulares esqueléticas que pudessem ratificar a posição e as características da mandíbula, além de esclarecer a posição da maxila em relação à face e à mandíbula (Figuras 7 e 8). Figura 7: Traçado do Polígono de Byork 19 Figura 8: Traçado de Jarabak 2.1.1.3 Análise de McNamara A análise cefalométrica proposta por McNamara Jr. é simplificada e objetiva, sendo de grande utilidade para a área da cirurgia ortognática e terapia funcional, nas quais as alterações dentárias e ósseas são pouco possíveis (MCNAMARA, 1984; GREGORET et al., 2007). Foi desenvolvida a partir da avaliação de grupos distintos, porém com boa harmonia entre dentes, ossos e tecidos moles. Também foram utilizadas medidas cefalométricas advindas de outras análises, como Ricketts e Harvold (MCNAMARA, 1984).. O autor também propõe a divisão da análise em campos, nos quais procura diferenciar os componentes esqueléticos e dento alveolares, acrescentando, inclusive, os dados das vias aéreas (MCNAMARA, 1984) : 20 Campo I – Relação da maxila com a base do crânio Campo II – Relação da mandíbula com a base do crânio Campo III – Relação entre maxila e mandíbula Campo IV – Relações dento-maxilares Campo V – Análise das vias aéreas A relação da maxila com a base do crânio é exposta no Campo I por meio da avaliação dos tecidos duros, utilizando-se a medição linear que vai do ponto A à linha N-Perp. Neste campo também se realiza a avaliação dos tecidos moles determinando-se o ângulo nasolabial e a inclinação do lábio superior (Figura 9). No campo II é avaliada a relação da mandíbula com a base do crânio, no qual a linha N-Perp também é a referência para a medição, porém a medida é realizada a partir do ponto P (Pogônio) (Figura 9). A direção de crescimento (vertical ou horizontal) da mandíbula é determinada pelo ângulo do eixo facial, o qual é medido a partir das linhas N-Ba e Ptm-Gn. Figura 9: Traçado da relação da maxila e mandíbula com a base do crânio 21 Figura 10: Traçado da Relação entre maxila e mandíbula Para avaliação da relação entre a maxila e a mandíbula (Campo III) são medidos o comprimento efetivo da maxila e da mandíbula, o ângulo do plano mandibular e a altura facial anteroinferior (Figura 10). O campo IV expõe as relações dento-maxilares por meio da medida anteroposterior dos incisivos superiores com a maxila e, verticalmente, destes dentes com o lábio superior. No caso dos incisivos inferiores, a relação anteroposterior é definida tendo a linha A-P como referência e, para a relação vertical, o plano oclusal funcional de Ricketts é o referencial para a medição (Figura 11). 22 Figura 11: Traçado das relações Dento-maxilares O grande diferencial da análise cefalométrica de McNamara em relação às outras é a medição das vias aéreas superiores (nasofaringe) e inferiores (orofaringe). Segundo Tenan (2011), é uma medida muito importante por indicar uma possível hipertrofia da adenoide e consequente estabelecimento da respiração bucal com todas as suas repercussões no crescimento facial e na posição dentária (Figura 12). Figura 12: Traçado das Vias Aéreas 23 2.1.1.4 Análise USP Essa análise foi a primeira desenvolvida por uma Instituição Brasileira, em 1968, e se tornou o padrão a ser utilizado no curso de pós-graduação em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (INTERLANDI, 1999). Segundo Barreto (1999), assim como outras análises, a padrão USP se utilizou de medidas estabelecidas por outros pesquisadores além de criar suas próprias grandezas. São divididas em grupos de medições: Grupo I – Relação das bases apicais Grupo II – Padrão do esqueleto cefálico Grupo III – Relação entre arcos dentais e bases apicais Grupo IV – Relação entre perfil ósseo e perfil mole O primeiro grupo de medidas definem o posicionamento da maxila e mandíbula em relação à base anterior do crânio e a relação existente entre ambas. São utilizados os ângulos FNP, NAP, SNA, SNB, ANB e SND (Figura 13). Figura 13: Traçado do grupo das medidas da relação das bases apicas 24 O padrão do esqueleto cefálico é exposto nas medidas do Grupo II, as quais definem o tipo facial e a tendência de crescimento. Os ângulos avaliados são: NS.Gn, NS.GoM, NS.Plo e GoGn. Plo (Figura 14). Figura 14: Traçado do grupo das medidas do padrão do esqueleto cefálico O Grupo III determina a relação entre os arcos dentais e as bases apicais, nas quais as medidas angulares indicam a inclinação dos dentes, para vestibular ou lingual, e as medidas lineares indicam se os dentes estão protruídos (Figura 15). Figura 15: Traçado do grupo das medidas da relação entre arcos dentais e bases apicais 25 A relação entre o perfil ósseo e o perfil mole é definida pelas medidas do Grupo IV, as quais são: H.NB, H-Nariz, P-NB e Eminência Mentoniana. Figura 15: Traçado do grupo das medidas da relação entre perfil ósseo e perfil mole 26 3 PROPOSIÇÃO A proposta do presente estudo foi realizar um levantamento dos valores cefalométricos consultados, por professores mestres em Ortodontia, associadas a tomada radiográfica panorâmica, às fotografias clínicas e aos modelos de estudo no diagnóstico e planejamento do tratamento ortopédico e/ou ortodôntico de indivíduos adultos portadores das seguintes características faciais e dentais: · padrão facial I (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle; · padrão facial II (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle; · padrão facial III (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe III de Angle; · padrão facial “Face Curta” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle; · padrão facial “Face Longa” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle. 27 4 MATERIAL E MÉTODO O presente estudo piloto possuiu um delineamento de pesquisa descritiva, de campo, do tipo levantamento, o qual favoreceu a evidenciação de informações sobre o tema proposto (CAMPOS, 2001; BARROS, LEHFELD, 2000). Por se tratar de um estudo piloto, o projeto de pesquisa não foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa da FUNORTE para avaliação e emissão de parecer. 4.1. Sujeitos do estudo Após convite a 42 professores dos cursos de especialização em Ortodontia da FUNORTE, apenas 5 (cinco) aceitaram a participar do estudo e foram aqui denominados examinadores. Como pré-requisito para se integrar ao grupo de examinadores, todos os professores deveriam possuir, ao menos, o título de Mestre em Ortodontia. Após a seleção dos examinadores, os procedimentos de pesquisa desenvolveram conforme o exposto a seguir: 4.2. Seleção da documentação dos pacientes Para a realização da avaliação, pelos examinadores, foram selecionadas as documentações ortodônticas de indivíduos adultos, pacientes particulares dos pesquisadores, portadores das seguintes características faciais e dentais: · padrão facial I (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle · padrão facial II (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle 28 · padrão facial III (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe III de Angle · padrão facial “Face Curta” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe II de Angle · padrão facial “Face Longa” (CAPELOZZA-FILHO, 2004) – Classe I de Angle Para cada tipo de padrão facial foi selecionado um indivíduo, os quais não tiveram qualquer contato com os examinadores, pois os exames diagnósticos ortodônticos foram feitos por meio da documentação digitalizada dos pacientes. A mesma foi realizada por centros especializados em radiologia odontológica, salvo os traçados cefalométricos, os quais foram efetivados por apenas uma Clínica. 4.3. Documentação ortodôntica utilizada Para o exame de diagnóstico ortodôntico, foi utilizada a seguinte documentação de cada paciente (Figuras 16) : · Fotos extrabucais: frente e perfil direito · Fotos intrabucais: frontal e laterais (direita e esquerda) · Fotos dos modelos de estudo: frontal, oclusais (superior e inferior) e laterais (direita e esquerda) · Foto digital da tomada radiográfica panorâmica · Foto digital da radiografia lateral direita da face · Valores cefalométricos nos seguintes padrões: Jarabak, Ricketts, McNamara e USP/Unicamp (Apêndice A). 29 Toda esta documentação foi digitalizada e enviada em arquivo, via e-mail, para todos os examinadores participantes do estudo. Figura 16: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente A (Padrão Facial I) 30 Figura 17: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente B (Padrão Facial II) 31 Figura 18: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente C (Padrão Face Longa) 32 Figura 19: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente D (Padrão Face Curta) 33 Figura 20: Fotos da documentação ortodôntica do Paciente E (Padrão Facial III) 34 4.4 Realização dos exames de diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico Juntamente aos arquivos da documentação enviada, foi encaminhada uma relação de informações e recomendações aos examinadores sobre alguns critérios relativos às análises documentais (Apêndice B). Dentre estas orientações, ênfase foi dada para que os examinadores realizassem o exame e avaliação da forma mais natural possível, utilizando-se o método habitual adotado na prática clínica de cada um. Durante a avaliação da documentação ortodôntica, especificamente ao que se refere aos valores cefalométricos, os examinadores deveriam marcar com um “X” os dados consultados para esclarecer o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico. Ao final de cada avaliação documental, os examinadores marcaram o diagnóstico em relação ao padrão de crescimento, tipo facial e relação dentária dos pacientes, além da opção do plano de tratamento que mais se adequassem a sua decisão (Apêndice C). 4.5 Organização dos dados levantados Todos os dados coletados foram organizados e distribuídos em frequências para avaliar a tendência de consulta das grandezas cefalométricas pelos examinadores para esclarecer o diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico. 35 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO O presente estudo utilizou o método de levantamento por se objetivar, nesta primeira pesquisa exploratória, conhecer quais são as grandezas cefalométricas mais consultadas por um grupo de professores de ortodontia (BARROS & LEHFELD, 2000; CAMPOS, 2001). Pelo pequeno número de examinadores que aceitaram participar do referido, os resultados não podem ser extrapolados ou ser representativos de um grande grupo de professores ou ortodontistas. Porém, não deixam de ser uma diretriz ou um ponto de partida de reflexão sobre os valores cefalométricos que podem participar da essência do processo de diagnóstico ortodôntico. Para que a avaliação da documentação pudesse se aproximar do contexto clínico, os examinadores foram orientados a realizar toda a sequência diagnóstica até a indicação da terapêutica ortodôntica. Embora o ambiente tenha sido o digital, os resultados podem ser confiáveis para o que se propôs, principalmente por ser tratar de profissionais experientes na prática clínica da Ortodontia. Embora a análise cefalométrica possa não ser essencial ou importante no diagnóstico ortodôntico para aqueles profissionais que dominam a análise cefalomórfica, ela continua a ser amplamente utilizada já que está inserida há décadas no processo diagnóstico, representando uma sistemática auxiliar para remissão de dúvidas e/ou confirmação das características esqueléticas, dentárias e estéticas dos pacientes (BROADBENT, 1931; CAPELOZZA-FILHO, 2004; GANDINI et al., 2005; PINZAN, 2006). Ao longo do tempo, várias análises cefalométricas foram publicadas, nas quais, cada autor, por meio da determinação de medidas lineares e angulares, procurou reproduzir as posições dentárias e esqueléticas na intenção de interpretar e definir as características dos pacientes. Entretanto, no presente estudo utilizaramse as análises de USP, Ricketts, McNamara e Roth-Jarabak, uma vez que a primeira é muito solicitada pelos cirurgiões dentistas brasileiros e as demais são mundialmente conhecidas (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005; AZENHA & MACLUF-FILHO, 2008). 36 A Tabela 1 mostra a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, conforme o tipo de análise, considerando-se a avaliação da documentação de todos os pacientes, ou seja, todos os padrões faciais. Pôde-se observar que houve a consulta de todas as análises, muito embora isto não tenha sido realizado por todos os examinadores, ou seja, alguns privilegiaram determinadas análises em detrimento de outras. Isto é muito interessante, pois, apesar do pequeno número de examinadores, proporciona um caráter heterogêneo aos dados tornando-se mais rica a investigação. As grandezas esqueléticas mais consultadas, no geral, foram os ângulos ANB e o (S-N).(Go-Me), ambos presentes na USP, com 10 indicações cada, seguidas da A-NPerp (McNamara), com 9 consultas (Tabela1). As de menor frequência foram o ângulo SND (USP); a altura facial total, a altura maxilar e o ângulo do plano mandibular, da análise de Ricketts; e o ângulo (Ba-N).(Ptm-Gn), de McNamara. As demais grandezas esqueléticas obtiveram uma frequência de consulta que variou de 3 a 7 indicações. É importante observar e relatar sobre as consultas das grandezas esqueléticas que, para todos os quatro tipos de análises, os examinadores que as elegeram consultaram as medidas que caracterizam o posicionamento maxilar e mandibular, a sua relação craniofacial e o sentido de crescimento mandibular. Isto nos leva a inferir que, independentemente da formação profissional e/ou preferência por algum tipo de análise cefalométrica, no processo diagnóstico esquelético ocorre uma busca pelos mesmos aspectos que caracterizam o desenvolvimento craniofacial do paciente. Ao comparar os dados do presente estudo com as grandezas utilizadas por pesquisadores que também buscaram a otimização do processo de análise cefalométrica (SILVEIRA et al., 2003; GANDINI et al., 2005; AZENHA & MACLUFFILHO, 2008), pôde-se observar grande semelhança. Entretanto, Silveira et al. (2003), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Gandini et al. (2005), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), privilegiaram algumas medidas dos padrões USP, Ricketts e McNamara; enquanto que Azenha & Macluf-Filho (2008) priorizou os padrões de Ricketts e Jarabak, complementando com USP, porém sem abordar qualquer medida de McNamara. 37 Tabela 1: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação de todos os pacientes ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 6 S-N.B 6 ANB 10 N-A.Pog 4 S-N.D 1 S-N.Gn 6 S-N.Ocl 6 (Go.Gn).Ocl 5 (S-N).(Go-Me) 10 FMA 6 Altura Facial Inferior 6 Convexidade do Ponto A 6 Profundidade Facial 7 Ângulo do Eixo Facial 7 Profundidade da Maxila 7 Altura Facial Total 1 Altura Maxilar 1 Ângulo do Plano Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 5 Âng. Articular (S-Ar).Go 5 Base Cran Ant. (S-N) 6 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 5 Altura do Ramo (Go-Ar) 5 Corpo Mandib. (Go-Me) 5 S-Go % N-Me 4 A-N Perp 9 Co-Gn 4 38 Tabela 1: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação de todos os pacientes (continuação) ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS Co-A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 4 Diferença Mx – Md 4 Ena-Me 4 (Ba-N).(Ptm-Gn) 1 Pog-N Perp 6 A frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, considerando-se a documentação de todos os pacientes está exposta na Tabela 2. Pôde-se verificar que as medidas de Ricketts foram as mais utilizadas sendo as de maior indicação a relação molar, com 7 consultas, e a inclinação do incisivo inferior e superior, com 6. Duas medidas se destacaram no padrão USP, o IMPA e o 1/.NA, com 6 e 5 consultas, respectivamente. Evidentemente, a análise de Jarabak não foi utilizada para a avaliação dentária, pois suas grandezas se referem aos aspectos esqueléticos do crânio e da face (RODRIGUES, 2007). Apesar da frequência das grandezas dentárias da análise USP ser menor no presente estudo, o próprio fato delas estarem inseridas no ensino da análise cefalométrica em cursos de formação de Ortodontistas, como na própria USP, Unicamp, Unesp, UFRGS e muitos outros; já demonstra que elas são amplamente utilizadas. Assim como ocorre com as grandezas esqueléticas, algumas medidas dentárias de análises cefalométricas diferentes são similares no que se refere à caracterização do posicionamento e inclinação dos dentes, podendo, desta forma, serem escolhidas conforme a preferência do Ortodontista para utilização na prática clínica. 39 Ao se realizar um paralelo entre os achados desta pesquisa e outras da literatura, verificou-se que Silveira et al. (2003) e Gandini et al. (2005) definiram como sistemática a utilização de medidas do padrão USP, enquanto que Azenha & Macluf-Filho (2008) optaram pelas medidas dentárias de Ricketts, conforme a tendência exposta na Tabela 2. Tabela 2: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação de todos os pacientes ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 5 Protrusão Incisivo Superior 5 Inclinação Incisivo Inferior 6 Inclinação Incisivo Superior 6 Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi 1 Inclinação Plano Oclusal 1 1/./1 1 1/.NS 1 /1-Orbita 1 1/.NA 5 1/-NA 3 /1.NB 1 /1-NB 1 FMIA 1 IMPA 6 Relação Molar 7 Extrusão Incisiva Inferior 1 Posição Molar Superior 2 Relação Canina 1 40 A Tabela 3 mostra a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores ao examinarem a documentação de todos os pacientes. Em relação ao aspecto estético, as medidas mais consultadas foram H.(N-B) e H-Nariz, da análise USP, com 5 indicações, seguidas do ângulo nasolabial, Pn.(Sn-Ls), de McNamara, com 3 consultas. As grandezas de Ricketts (Protrusão labial inferior, Comprimento do lábio superior e Comissura Labial / P. Oclusal) foram consultadas apenas 2 vezes. As informações sobre as vias aéreas (Nfa-Nfp e Bfa-Bfp), advindas da análise de McNamara, foram consultadas apenas 4 vezes. Estas grandezas estéticas consultadas são semelhantes àquelas padronizadas por Silveira et al. (2003), Gandini et al. (2005) e Azenha & Macluf-Filho (2008) em seus estudos. Como acréscimo, os primeiros autores utilizam o ângulo N’Sn.Sn-Pog’ juntamente com o H.(NB) e com o ângulo nasolabial; e os segundos autores consultam o ângulo Z e a linha S em conjunto com a linha H-Nariz e o ângulo nasolabial. Tabela 3: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação de todos os pacientes ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / TECIDOS MOLES RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 5 H-Nariz 5 3 Prn.(Sn-Ls) Protrusão Labial Inferior 2 Comprimento Lábio Superior 2 Comissura Labial / P. Oclusal 2 Nfa-Nfp 4 Bfa-Bfp 4 41 Embora as grandezas referentes às vias aéreas (Tabela 3) terem sido pouco consultadas, talvez pela ausência do aspecto facial de respirador bucal de quase todos os pacientes, é sempre um aspecto importante a ser avaliado na intenção de diagnosticar precocemente as alterações respiratórias, como a hipertrofia das adenoides. Na sequência, está exposta a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas durante a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I (Tabela 4). Considerando-se a existência de 5 examinadores, pôdese observar uma distribuição equilibrada entre os 4 tipos de análises, sendo que a USP foi contemplada por uma leve preferência. Segundo Capelozza-Filho (2004), espera-se que nos indivíduos Padrão I as bases ósseas estejam equilibradas, apesar da existência de uma maloclusão. Embora o autor considere os números cefalométricos com certas limitações quando se tenta definir a forma facial, se avaliados com certa flexibilidade eles podem estar próximos dos valores considerados como normais. Isto vale, principalmente, para os indivíduos Padrão I mesocéfalos no que se refere ao desenvolvimento sagital (anteroposterior) e vertical, mas para os braquifaciais e os dolicofaciais, as medidas poderão fugir da média, tendendo a apresentar um valor para menos ou para mais sem que descaracterize o Padrão Facial I. As grandezas cefalométricas esqueléticas utilizadas por Capelozza-Filho (2004), apesar de considerá-las de uso limitado para o Padrão I, envolvem as propostas das análises da USP, de McNamara e de Ricketts, as quais são: NAP, SNA, SNB, ANB, Co-A, Co-Gn, Diferença Max./Mand., AFAI, NS.Ocl, NS.GoGn e Eixo Facial. Em comparação aos dados de nosso estudo, pôde-se constatar que o referido pesquisador não utiliza a análise de Jarabak e apenas 2 medidas de Ricketts (AFAI e Eixo Facial). Evidentemente, com o desenvolvimento da experiência profissional no diagnóstico cefalomórfico, a consulta às grandezas cefalométricas vai se tornando menos frequente e necessária. Porém, para os casos de dúvida e no diagnóstico diferencial, elas devem contemplar informações sobre o desenvolvimento craniofacial nos sentidos sagital (anteroposterior) e vertical, independentemente dos tipos de análises cefalométricas utilizadas. 42 Tabela 4: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 S-N.B 2 ANB 3 N-A.Pog 1 S-N.D 1 S-N.Gn 2 S-N.Ocl 2 (Go.Gn).Ocl 2 (S-N).(Go-Me) 2 FMA 2 Altura Facial Inferior 1 Convexidade do Ponto A 1 Profundidade Facial 2 Ângulo do Eixo Facial 2 Profundidade da Maxila 2 Altura Maxilar 1 Ângulo do Plano Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 1 Âng. Articular (S-Ar).Go 1 Base Cran Ant. (S-N) 1 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 1 Altura do Ramo (Go-Ar) 1 Corpo Mandib. (Go-Me) 1 S-Go % N-Me 1 A-N Perp 2 Co-Gn 1 Co-A 1 Diferença Mx – Md 1 Ena-Me 1 Pog-N Perp 1 43 A Tabela 5 expõe a frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas considerando-se, também, a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I. As análises indicadas pelos examinadores foram as de Ricketts e USP, e da mesma forma que as grandezas esqueléticas, a distribuição foi similar entre ambas. A frequência de consulta foi pequena, talvez porque nos indivíduos Padrão I os incisivos superiores e inferiores geralmente estejam bem posicionados axialmente nas bases ósseas, o que pode ser mais bem observado clinicamente e nos modelos de estudo. Tabela 5: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 1 Protrusão Incisivo Superior 1 Inclinação Incisivo Inferior 2 Inclinação Incisivo Superior 2 1/./1 1 1/.NS 1 /1-Orbita 1 1/.NA 2 1/-NA 2 /1.NB 1 /1-NB 1 FMIA 1 IMPA 2 Relação Molar 2 Extrusão Incisiva Inferior 1 Posição Molar Superior 2 44 Em comparação à sistemática utilizada por Capelozza-Filho (2004), o qual adota as grandezas dentárias unicamente da análise da USP, no presente estudo não foram consultadas as medidas 1.PP, P-NB e 1-NB–P-NB. Também em pequena frequência, ocorreram 2 indicações de consulta para a relação molar e a posição do molar superior. Em relação às grandezas cefalométricas estéticas, dos 5 examinadores, apenas 1 consultou as medidas H.(N-B) e H-Nariz, a qual se refere à análise da USP (Tabela 6). Vale relatar que Capelozza-Filho (2004) não inclui em sua avaliação cefalométrica qualquer grandeza estética, pois ele prioriza a análise clínica da morfologia facial. Considero que, mesmo que o diagnóstico do paciente Padrão Facial I seja mais fácil, a consulta de uma grandeza cefalométrica estética proporciona a confirmação do diagnóstico. Tabela 6: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial I ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / TECIDOS MOLES RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 1 H-Nariz 1 A Tabela 7 demonstra a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II. Pôde-se observar que as análises de Ricketts e da USP foram as mais utilizadas em comparação às outras. Embora consultadas apenas 1 vez, as análises de Jarabak e McNamara também se mostram adequadas para o diagnóstico esquelético do Padrão de Face II, confirmando a existência de opções de análises para avaliação do paciente. Neste processo de diagnóstico do Padrão II é de grande importância avaliar se este quadro é devido à protrusão maxilar ou deficiência mandibular, não só 45 devido à definição do plano de tratamento, mas também para a correta avaliação da posição dos incisivos superiores e inferiores. Tabela 7: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 S-N.B 2 ANB 3 N-A.Pog 1 S-N.D 1 S-N.Gn 2 S-N.Ocl 2 (Go.Gn).Ocl 2 (S-N).(Go-Me) 3 FMA 2 Altura Facial Inferior 2 Convexidade do Ponto A 2 Profundidade Facial 2 Ângulo do Eixo Facial 2 Cone Facial 1 Profundidade da Maxila 2 Altura Facial Total 1 Ângulo do Plano Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 1 Âng. Articular (S-Ar).Go 1 Base Cran Ant. (S-N) 1 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 1 Altura do Ramo (Go-Ar) 1 46 Tabela 7: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II (Continuação) ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS Corpo Mandib. (Go-Me) S-Go % N-Me RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 1 1 A-N Perp 1 Co-Gn 1 Co-A 1 Diferença Mx – Md 1 Ena-Me 1 Pog-N Perp 1 De forma semelhante ao que foi observado nas grandezas cefalométricas dentárias do Padrão I, a Tabela 8 mostra que, para o Padrão Facial II, as análises indicadas pelos examinadores foram as de Ricketts e USP, com uma distribuição semelhante entre as duas. Muito embora a inclinação dos incisivos superiores e inferiores possam ser observadas nos modelos de estudo, as grandezas cefalométricas referentes a estes dentes são muito elucidativas das compensações dentárias presentes no paciente Padrão II. 47 Tabela 8: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 Protrusão Incisivo Superior 2 Inclinação Incisivo Inferior 2 Inclinação Incisivo Superior 2 1/./1 1 1/.NS 1 /1-Orbita 1/.NA 2 1/-NA 1 /1.NB 1 /1-NB 1 FMIA 1 IMPA 2 Relação Molar 1 Como comentado anteriormente, as grandezas cefalométricas estéticas se prestam muito bem na confirmação ou remissão de dúvidas quanto ao diagnóstico. Porém, a pouca frequência de consulta destas medidas no presente estudo para o Padrão Facial II confirma os relatos de Capelozza-Filho (2004), o qual privilegia a análise morfológica da face (Tabela 9). 48 Tabela 9: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial II ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / FUNCIONAIS RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 1 H-Nariz 1 Prn.(Sn-Ls) 1 Nfa-Nfp 1 Bfa-Bfp 1 A Tabela 10 mostra a frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas na avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III. Da mesma forma, como tem se caracterizada a tendência dos examinadores, as análises mais consultadas foram as da USP e de Ricketts. As grandezas mais indicadas foram o ângulo ANB e o (SN).(GoMe), referentes à primeira; e a profundidade facial, o ângulo do eixo facial e a profundidade da maxila advindas da segunda. Os dados do presente estudo coincidem com os relatos de Capelozza-Filho (2004), o qual aponta como principais grandezas a serem observadas os ângulos GoGn.SN, Gn.SN, Ocl.SN, para avaliação do sentido de crescimento; e os ângulos SNA, SNB e ANB, para verificação da relação das bases ósseas. O mesmo autor também indica a análise da AFAI e da proporção entre o corpo e ramo da mandíbula, as quais se mostram aumentadas nos prognatas. 49 Tabela 10: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 S-N.B 2 ANB 3 N-A.Pog 2 S-N.D 1 S-N.Gn 2 S-N.Ocl 2 (Go.Gn).Ocl 1 (S-N).(Go-Me) 3 FMA 2 Altura Facial Inferior 1 Convexidade do Ponto A 2 Profundidade Facial 3 Ângulo do Eixo Facial 3 Cone Facial 1 Profundidade da Maxila 3 Altura Facial Total 2 Altura Maxilar 1 Ângulo do Plano Mandibular 1 Arco Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 1 Âng. Articular (S-Ar).Go 1 Base Cran Ant. (S-N) 2 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 1 Altura do Ramo (Go-Ar) 1 Corpo Mandib. (Go-Me) 1 A-N Perp 2 Co-Gn 1 50 Tabela 10: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III (Continuação) ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS Co-A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 1 Diferença Mx – Md 1 Ena-Me 1 Pog-N Perp 1 A frequência da consulta das grandezas cefalométricas do paciente de Padrão Facial III está exposta na Tabela 11. As medidas mais indicadas, com 2 consultas cada, foram aquelas relacionadas ao posicionamento e inclinação dos incisivos, na análise de Ricketts; e as da inclinação dos incisivos superiores (1/.NA) e inferiores (IMPA), na análise da USP. De acordo com Capelozza-Filho (2004), “Os incisivos superiores tendem a estar inclinados para vestibular e os inferiores, como regra, inclinados para lingual, em um processo de compensação ao erro esquelético..” 51 Tabela 11: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 Protrusão Incisivo Superior 2 Inclinação Incisivo Inferior 2 Inclinação Incisivo Superior 2 Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi 1 Inclinação Plano Oclusal 1 1/./1 1 1/.NS 1 /1-Orbita 1/.NA 2 1/-NA 1 /1.NB 1 /1-NB 1 FMIA 1 IMPA 2 Relação Molar 2 Relação Canina 1 A Tabela 12 expõe a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas durante a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III. Os examinadores indicaram 3 grandezas de grande utilidade na avaliação do perfil tegumentar do paciente, os quais são a linha H-Nariz (USP), a Protrusão labial inferior ou Linha Estética de Ricketts (Ricketts) e o ângulo Prn.(SnLs) ou ângulo nasolabial (McNamara). Capelozza-Filho (2004) salienta que os indivíduos Padrão III, devido à excessiva inclinação vestibular dos incisivos superiores, apresentam o ângulo nasolabial agudo, o qual se mostra inadequado esteticamente. 52 Tabela 12: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultada pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Facial III ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / FUNCIONAIS RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 1 H-Nariz 1 Prn.(Sn-Ls) 1 Nfa-Nfp 1 Bfa-Bfp 1 Protrusão Labial Inferior 1 Comprimento Lábio Superior 1 Comissura Labial / P. Oclusal 1 A frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultada pelos examinadores, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta está mostrada na Tabela 13. Pôde-se observar que as grandezas mais indicadas foram o ângulo ANB e o (S-N).(Go-Me), da análise USP; e a AFAI, Profundidade Facial, Ângulo do Eixo Facial e Profundidade da Maxila, da análise de Ricketts. Como nos indivíduos de Face Curta a principal característica facial é uma diminuição da altura inferior da face, a análise de Jarabak também oferece uma medida auxiliar no diagnóstico deste Padrão, a qual se denomina de Percentual de Jarabak (S-Go % N-Me). Embora Capelozza-Filho (2004) insista no discurso de que a radiografia lateral da face “em essência permite a visualização da estrutura esquelética e da posição dos dentes e suas relações com as respectivas bases ósseas”, o mesmo relata aspectos esqueléticos característicos do Padrão Face Curta, os quais podem ser consultados numericamente na cefalometria em diferentes análises. O autor descreve o aspecto quadrado da face, resultante dos planos horizontais pouco 53 divergentes, da altura posterior da face normal ou aumentada, da AFAI diminuída e ângulo goníaco fechado. Tabela 13: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 S-N.B 2 ANB 3 N-A.Pog 1 S-N.Gn 2 S-N.Ocl 2 (Go.Gn).Ocl 2 (S-N).(Go-Me) 3 FMA 2 Altura Facial Inferior 2 Convexidade do Ponto A 1 Profundidade Facial 2 Ângulo do Eixo Facial 2 Profundidade da Maxila 2 Altura Maxilar 1 Ângulo do Plano Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 1 Âng. Articular (S-Ar).Go 1 Base Cran Ant. (S-N) 1 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 1 Altura do Ramo (Go-Ar) 1 Corpo Mandib. (Go-Me) 1 S-Go % N-Me 1 A-N Perp 1 Pog-N Perp 1 54 As grandezas dentárias mais consultadas na documentação do paciente de Padrão Face Curta foram a protrusão e inclinação dos incisivos superiores e inferiores, pela análise de Ricketts (2 indicações), juntamente com o ângulo 1/.NA, da USP (Tabela 14). A relação molar foi consultada apenas 1 vez. Como a maioria dos indivíduos Face Curta apresenta relação molar de Classe II, a posição dos incisivos superiores frequentemente é satisfatória do ponto de vista vertical, minimizando a compensação vertical restritiva (Capelozza-Filho, 2004). O mesmo autor relata que a extrusão dos incisivos inferiores também pode estar presente, porém acompanhada de linguoversão e aumento do apinhamento e da curva de Spee. Tabela 14: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 Protrusão Incisivo Superior 2 Inclinação Incisivo Inferior 2 Inclinação Incisivo Superior 2 1/./1 1 1/.NA 2 1/-NA 1 /1.NB 1 /1-NB 1 IMPA 1 Relação Molar 1 55 A Tabela 15 expõe a frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas na avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta, na qual há apenas uma indicação para o ângulo H.(NB), para a linha HNariz e para as medidas das vias aéreas. Capelozza-Filho (2004) relata que, na análise tegumentar, o ângulo nasolabial pode se mostrar normal ou agudo, dependendo da posição dos incisivos superiores. Em adição, o autor declara que os lábios podem estar protruídos, dependendo da gravidade da sua compressão, assim como o lábio inferior pode estar evertido e o sulco mentolabial profundo. Estes aspectos podem ser observados na análise facial e na radiografia lateral da face por meio da visualização direta. Tabela 15: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Curta ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / FUNCIONAIS RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 1 H-Nariz 1 Nfa-Nfp 1 Bfa-Bfp 1 A frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultada pelos examinadores, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa está mostrada na Tabela 16. Assim como na avaliação do paciente Face Curta, pôde-se observar que as grandezas mais indicadas foram o ângulo ANB e o (S-N).(Go-Me), da análise USP; e a AFAI, Profundidade Facial, Ângulo do Eixo Facial e Profundidade da Maxila, da análise de Ricketts. As medidas da análise de Jarabak foram pouco consultadas e, de forma diferente daquela do Padrão Face Curta, a análise de McNamara foi mais utilizada, se destacando as linhas A-NPerp e Pog-NPerp, com três indicações cada uma. A grandeza referente à altura facial inferior (Ena-Me) também foi consultada por 2 examinadores. 56 Apesar da exaustiva colocação de Capelozza-Filho (2004) em relação à análise da morfologia exposta pela radiografia ao invés da realização da cefalometria, o autor relata algumas características do Face Longa que podem ser evidenciados na radiografia lateral da face. Como observações têm-se a AFAI excessivamente aumentada, resultando no aumento da altura facial total anterior e uma desproporção desta com a altura facial posterior. Outra característica se refere à alteração de forma da mandíbula, mostrando-se com abertura significativa do ângulo goníaco. Tabela 16: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS S-N.A RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 S-N.B 2 ANB 3 N-A.Pog 1 S-N.D 1 S-N.Gn 2 S-N.Ocl 2 (Go.Gn).Ocl 2 (S-N).(Go-Me) 3 FMA 2 Altura Facial Inferior 1 Convexidade do Ponto A 2 Profundidade Facial 2 57 Tabela 16: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas esqueléticas consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa (Continuação) ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESQUELÉTICAS Ângulo do Eixo Facial RICKETTS JARABAK McNAMARA 2 Cone Facial 1 Profundidade da Maxila 2 Altura Facial Total 1 Altura Maxilar 1 Plano Palatal 1 Arco Mandibular 1 Âng. da Sela (S-N)Ar 1 Âng. Articular (S-Ar).Go 1 Base Cran Ant. (S-N) 1 Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N 1 Altura do Ramo (Go-Ar) 1 Corpo Mandib. (Go-Me) 1 A-N Perp 3 Co-Gn 2 Co-A 2 Diferença Mx – Md 1 Ena-Me 2 (Ba-N).(Ptm-Gn) 1 Pog-N Perp 3 USP 58 De forma semelhante ao paciente de padrão Face Curta, a Tabela 17 mostra que as grandezas dentárias mais consultadas foram a protrusão e inclinação dos incisivos superiores e inferiores, pela análise de Ricketts (2 indicações), juntamente com o ângulo 1/.NA, da USP. No exame deste padrão facial também foram consultadas duas medidas da análise de McNamara. Tabela 17: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas dentárias consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS DENTÁRIAS Protrusão Incisivo Inferior RICKETTS JARABAK McNAMARA USP 2 Protrusão Incisivo Superior 2 Inclinação Incisivo Inferior 2 Inclinação Incisivo Superior 2 1/./1 1 1/.NS 1 1/.NA 2 1/-NA 1 /1.NB 1 /1-NB 1 FMIA 1 IMPA 2 Relação Molar 1 Sfl/-A Perp 1 1ii-(A-Pog) 1 59 A grandeza cefalométrica estética mais consultada na avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa foi o ângulo nasolabial (2 indicações). As medidas H-Nariz, H.(N-B) e as das vias aéreas foram consultadas apenas 1 vez (Tabela 18). Tabela 18: Distribuição da frequência das grandezas cefalométricas estéticas e dos tecidos moles consultadas pelos examinadores, de acordo com o tipo de análise cefalométrica, considerando-se a avaliação da documentação do paciente de Padrão Face Longa ANÁLISES GRANDEZAS CEFALOMÉTRICAS ESTÉTICAS / FUNCIONAIS RICKETTS JARABAK McNAMARA USP H.(N-B) 1 H-Nariz 1 Prn.(Sn-Ls) 2 Nfa-Nfp 1 Bfa-Bfp 1 Frente aos dados levantados no presente estudo piloto, pôde-se observar que várias grandezas cefalométricas são igualmente consultadas na avaliação diagnóstica e planejamento do tratamento ortodôntico de indivíduos de padrões faciais diferentes. Isto nos levou a refletir que mais importante do que a avaliação dos valores numéricos isoladamente, é a forma como estas grandezas se relacionam e se mostram em cada um destes padrões. Com vistas à simplificação da análise cefalométrica, esta pesquisa confirmou que alguns valores cefalométricos podem constituir uma sistemática otimizada na avaliação cefalométrica, principalmente se considerando como apoio as propostas integradas de Silveira et al. (2003), Gandini et al. (2005) e Azenha & Macluf-Filho (2008). 60 Embora o treinamento contínuo e atento da morfologia facial seja muito sugestivo, e às vezes conclusivo, do diagnóstico ortodôntico, não há dúvidas de que a associação dos métodos ofereça uma avaliação mais ampla e segura do paciente (SUGUINO, 1996; PINHEIRO-JUNIOR, 2000; REIS, 2001; BRANDÃO et al., 2001; CARDOSO, 2003; CAPELOZZA-FILHO, 2004; RAMIRES et al., 2009). 61 6 CONCLUSÃO De acordo com a metodologia utilizada e os resultados obtidos, ao considerar a avaliação da documentação ortodôntica de todos os pacientes, pôde-se concluir que: · as grandezas esqueléticas mais consultadas foram os ângulos ANB e SN.GoMe, seguidos pela linha A-NPerp, a profundidade facial, o ângulo do eixo facial e a profundidade da maxila; · outras medidas esqueléticas indicadas foram o SN.Gn, SN.Ocl, FMA, SNA, SNB, AFAI, Convexidade do Ponto A, Base craniana anterior e Pog-NPerp; · as grandezas dentárias mais utilizadas foram a relação molar, o IMPA, a inclinação dos incisivos inferior e superior, a protrusão dos incisivos inferior e superior, o ângulo 1/.NA e a linha 1/-NA; · as grandezas estéticas e dos tecidos moles mais utilizadas foram o H.NB, H-Nariz, Nfa-Nfp e Bfa-Bfp; · outras grandezas estéticas consultadas foram a protrusão labial inferior, o comprimento do lábio superior e a comissura labial-plano oclusal. 62 REFERÊNCIAS AZENHA, C.R.; MACLUF-FILHO, E. Elaboração do diagnóstico esquelético. In: Protocolos em Ortodontia: diagnóstico, planejamento e mecânica. 1ª. Edição. Nova Odessa: Napoleão, 2008. p. 119-149. BARRETO, G.M. Metodologia de diagnóstico na teleradiografia lateral dos padrões USP, UNESP e UNICAMP. 1999. 77p. Monografia (Especialização em Radiologia) – Faculdade de Odontologia de Piracicaba / UNICAMP, Piracicaba, 1999. BARROS, A.J.S.; LEHFELD, N.A.S. Fundamentos de Metodologia Científica – um guia para a iniciação científica. 2ª. Edição. São Paulo: Makron Books, 2000. 122p. BRANDÃO, A.M.B. et al. Avaliação comparativa entre as características da máoclusão Classe II Div 1 obtidas pela cefalometria e análise facial subjetiva. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 6, n. 2, p. 33-40, mar/abr. 2001. BROADBENT, B.H. A new x-ray technique and its application to Orthodontia. Angle Orthod, Appleton, v.1, n. 2, p. 45-66, 1931. BROADBENT, B.H. Bolton standards and technique in Orthodontic practice. 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Análise facial numérica e subjetiva do perfil e análise da relação oclusal sagital em brasileiros, adultos, leucodermas, não tratados ortodonticamente. 2001. Dissertação (Mestrado) – UMESP, São Paulo, 2001. SUGUINO, R. et al. Análise facial. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 1, n. 1, p. 86-107, set/out. 1996. 64 Apêndice A Análise de McNamara FATORES A-N Perp Crn.(Sn-Ls) Co-Gn Co-A Diferença Mx – Md Ena-Me (Po-Or).(Go-Me) (Ba-N).(Ptm-Gn) Pog-N Perp Sfl/-A Perp 1ii-(A-Pog) Nfa-Nfp Bfa-Bfp Descrição Maxila x Base do Crânio Distância entre o ponto A e a linha Násio perpendicular (linha de McNamara) Ângulo formado entre a linha Columela-Espinha nasal e a Espinha nasal – lábio superior Maxila x Mandíbula Linha condílio-gnátio Linha condílio-ponto A Diferença entre os valores (Co-Gn) e (Co-A) Linha espinha nasal anterior-mentoniano Ângulo formado pela linha Pório-Orbitário e a Gônio-Mentoniano Ângulo formado pela linha Básio-Násio e a Pterigomaxilar-Gnátio Mandíbula x Base do Crânio Distância entre o ponto Pogônio e a linha Násio perpendicular (linha de McNamara) Dentes Distância da vestibular do incisivo superior à linha A Perpendicular Distância da vestibular do incisivo inferior à linha A-Pogônio Vias Aéreas Linha do ponto nasofaríngeo anterior à nasofaringe posterior Linha do ponto bucofaríngeo anterior à bucofaringe posterior 65 Análise de Ricketts FATORES Campo I – Problemas Dentários Relação Molar Relação canina Trespasse Horizontal Trespasse Vertical Extrusão Incisiva Inferior Ângulo Interincisal Campo II – Problemas Esqueletais Convexidade do Ponto A Altura Facial Inferior Campo III – Dentadura em Relação ao Esqueleto Posição Molar Superior Protrusão Incisivo Inferior Protrusão Incisivo Superior Inclinação Incisivo Inferior Inclinação Incisivo Superior Pl. Oclusal / Ramo Mand. – Xi Inclinação Plano Oclusal Campo IV – Problemas Estéticos Protrusão Labial Inferior Comprimento Lábio Superior Comissura Labial / P. Oclusal Campo V – Relação Crânio-Facial Profundidade Facial Ângulo do Eixo Facial Cone Facial Profundidade da Maxila Altura Maxilar Altura Facial Total Plano Palatal Ângulo do Plano Mandibular Campo VI – Estruturas Esqueletais Internas Deflexão Craniana Comprimento Craniano Ant. Altura da Face Posterior Posição do Ramo Localização do Pório Arco Mandibular Comprimento do Corpo 66 Análise de Roth-Jarabak FATORES Plano Facial (S-N).Pog Âng. da Sela (S-N)Ar Âng. Articular (S-Ar).Go Base Cran Ant. (S-N) Base Cran Pos. (S-Ar) Âng. Gonícaco (Ar-Go).Me Pl. Sup. Âng. Gon. (Ar-Go).N Pl. Inf. Âng. Gon. (Me-Go).N (S-Go).Me Altura do Ramo Go-Ar Corpo Mandib. Go-Me (S-N).A (S-N).B (A-N).B Prof. Facial (Po-Or).(N-Pog) (S-N).(Go-Gn) (S-N).Gn Convex. Facial (N-A).Pog S-Go N-Me S-Go % N-Me FMA FMIA IMPA Descrição Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto pogônio Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto Articular Ângulo formado entre a linha sela-articular e o ponto gônio Distância entre os pontos sela e násio Distância entre os pontos sela e articular Ângulo formado entre a linha articular-gônio e o ponto mentoniano Ângulo formado pela linha articular-gônio e o ponto násio Ângulo formado pela linha mentoniano-gônio e o ponto násio Ângulo formado entre a linha sela-gônio e o ponto mentoniano Distância entre os pontos gônio e articular Distância entre os pontos gônio e mentoniano Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto A Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto B Ângulo formado entre a linha A-násio e o ponto B Ângulo formado entre a linha pório-orbitário e a linha násio-pogônio Ângulo formado entre a linha sela-násio e a linha gônio-gnátio Ângulo formado entre alinha sela-násio e o ponto gnátio Ângulo formado entre a linha násio-ponto A e o ponto pogônio Distância entre os pontos sela e gônio Distância entre os pontos násio e mentoniano Percentual entre os valores das linhas sela-gônio e násio-mentoniano Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e o plano mandibular Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do incisivo inferior Ângulo formado entre o plano mandibular e o eixo do incisivo inferior 67 Análise USP FATORES (N-Pog).(Po-Orb) N-A.Pog S-N.A S-N.B A-N.B S-N.D S-N.Gn S-N.Ocl (S-N).(Go-Me) (Go.Gn).Ocl 1/./1 1/.NS /1-Orbita 1/.NA 1/-NA /1.NB /1-NB /1.NPog H.(N-B) H-Nariz Pog-NB Eminência Mentoniana FMIA FMA IMPA TPi /1-Linha I (Go-Me).(V-T) F.(V-T) A-(V-T) Iii-(V-T) H.(V-T) Descrição Ângulo formado entre a linha násio-pogônio e a linha pório-orbitário Ângulo formado entre a linha násio-ponto A e o ponto pogônio Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto A Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto B Ângulo formado entre a linha A-násio e o ponto B Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto D Ângulo formado entre a linha sela-násio e o ponto gnátio Ângulo formado entre a linha sela-násio e o plano oclusal Ângulo formado entre a linha sela-násio e a linha gônio-mentoniano Ângulo formado entre a linha gônio-gnátio e o plano oclusal Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo superior e o do incisivo inferior Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo superior e a linha násio-sela Distância entre a face vestibular do incisivo inferior a linha que passa pelo ponto orbitário e pelo longo eixo do incisivo superior Ângulo formado pelo longo eixo do incisivo inferior e a linha násio-ponto A Distância entre a face vestibular do incisivo superior e a linha násio-ponto A Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo inferior e alinha násio-ponto B Distância entre a face vestibular do incisivo inferior e alinha násio-ponto B Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo inferior e a linha násiopogônio Ângulo formado entre a linha pogônio mole-lábio superior (linha de Holdaway) e a linha násio-ponto B Distância entre o ponto Ponta do nariz e a linha pogônio mole-lábio superior (linha de Holdaway) Distância entre o ponto pogônio e a linha násio-ponto B Distância entre E à linha “m” Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do incisivo inferior Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e o plano mandibular Ângulo formado entre o plano de Frankfurt e a linha do eixo do incisivo inferior Distância entre o ponto T (tuber) e a protuberância incisal Distância entre a borda incisal do incisivo inferior e a linha I Ângulo formado entre o plano mandibular e o eixo médio da sínfise Ângulo formado entre o plano de Frnakfurt e a linha V-T Distância entre o ponto A e alinha do eixo médio da sínfise Distância entre a borda incisal do inc. inf. e a linha do eixo médio da sínfise Ângulo formado entre a linha de Holdaway e a linha do eixo médio da sínfise 68 Apêndice B Orientações aos examinadores para análise da documentação ortodôntica Caro (a) Colega, Esta atividade na qual você estará participando fará parte de meu trabalho de pesquisa, a qual se refere à monografia de conclusão de curso de Especialização em Ortodontia da FUNORTE – Unidade de Contagem. Por questões metodológicas e científicas, neste momento não poderemos esclarecer os objetivos do trabalho. Porém, tão logo seja finalizado, uma cópia do mesmo será enviada a você. Em nome de meu orientador, Prof. Renato Andrade, agradecemos a sua participação e solicitamos que as informações e os passos a seguir sejam realizados de forma criteriosa e com rigor científico: 1. Nos próximos dias, via e-mail, lhe enviarei toda a documentação ortodôntica dos pacientes selecionados para que você possa realizar as avaliações. 2. OS ARQUIVOS DIGITAIS DA DOCUMENTAÇÃO SÓ PODERÃO SER ABERTOS E CONSULTADOS APÓS TODA A LEITURA DESTAS INSTRUÇÕES DE AVALIAÇÃO, AS QUAIS DEVERÃO SER SEGUIDAS NA ÍNTEGRA PARA A CORRETA EXECUÇÃO METODOLÓGICA DO TRABALHO DE PESQUISA. 3. Suas avaliações serão mantidas em total sigilo, bem como a sua identificação. 4. A metodologia de pesquisa consistir-se-á na avaliação da documentação ortodôntica de 5 indivíduos e na determinação do diagnóstico ortodôntico e plano de tratamento conforme as opções contidas na ficha de avaliação (Anexo D). 5. A sequência de exame da documentação ortodôntica (fotos, radiografias, modelos e valores cefalométricos) deve ser realizada de forma livre, ou seja, de acordo com a sua própria sistemática clínica. 6. Junto aos traçados cefalométricos, existem quatro conjuntos de valores, referentes aos padrões USP/UNICAMP, RICKETS, JARABAK e McNAMARA. Você pode consulta-los, ou não, conforme sua necessidade durante o processo de diagnóstico e de planejamento terapêutico ortopédico/ortodôntico. IMPORTANTE: caso, no decorrer da avaliação, você consulte algum (ns) valor (es) cefalométrico (s), uma marcação em “X” deverá ser feita em frente ao (s) respectivo (s) dado (s) cefalométrico (s). 69 Esta consulta nos valores cefalométricos não possui qualquer regra estipulada por nós. Você deverá realizar o exame da forma mais natural e habitual possível, ou seja, de acordo com o SEU método. 7. No momento do exame e avaliação, todos os arquivos, de cada paciente, referentes ao trabalho de pesquisa deverão estar abertos para facilidade de consulta. Observações finais: · Os resultados do trabalho serão apresentados em congressos e encontros científicos, porém sem a identificação dos participantes. · O resultado final do estudo será repassado para você. · Caso mude de decisão em relação à sua participação na pesquisa, você terá toda a liberdade em retirar-se sem qualquer ônus. 70 Apêndice C FICHA DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICO 1. Padrão de Crescimento ( ) Padrão I (Capelozza) ( ) Padrão II (Capelozza) ( ) Padrão III (Capelozza) ( ) Padrão Face Curta (Capelozza) ( ) Padrão Face Longa (Capelozza) 2. Tipo Facial ( ) Braquicefálico ( ) Mesocefálico ( ) Dolicocefálico 3. Relação Dentária de molar ( ) Classe I ( ) Classe II ( ) Classe III 4. Relação Dentária de canino ( ( ( ) Classe I ) Classe II ) Classe III TRATAMENTO ( ) apenas tratamento ortopédico ( ) apenas tratamento ortodôntico ( ) tratamento ortopédico e ortodôntico ( ) apenas Tratamento cirúrgico ( ) tratamento ortopédico e cirúrgico ( ) tratamento ortodôntico e cirúrgico ( ) tratamento ortopédico, ortodôntico e cirúrgico