#896 22/04/2013 Ano XXXVII SAFRINHA 2013: NOVOS RECORDES DE ÁREA PLANTADA NO MATO GROSSO E GOIÁS SÃO CONFIRMADOS Por Paulo Molinari A situação internacional do mercado de commodities foi bastante conturbada na semana. Forte oscilação das cotações do dólar e petróleo, dados econômicos negativos na China e ausência de grandes indicadores positivos para a demanda salientaram a maior oscilação dos preços no período. Na verda-de, estas variáveis associadas à sensibilidade extrema do mer-cado com o clima no Meio-Oeste norteamericano trarão ainda muita volatilidade ao mercado de milho, principalmente, até o mês de agosto. Este fator, juntamente com o câmbio, ainda permite algum preço de equilíbrio nos portos e alguma demanda para milho brasileiro até setembro. A atenção agora se acentua para o aproveitamento deste momento de demanda externa para o produto brasileiro, tendo em vista que a safrinha 2013 passa a ser estimada em 41,6 milhões de toneladas, acima da estimativa de março. O crescimento abrupto da área plantada no Mato Grosso e Goiás salienta este novo recorde de produção da segunda safra nacional. Esta foi uma semana bastante nervosa no mercado internacional de commodities. Além dos indicadores normais sazonais relativos ao quadro ajustado de oferta e demanda nos Estados Unidos, há informações extra mercado que vão influen-ciando o movimento de preços de forma mais acentuada. 120 100 80 60 40 20 0 15/abr Nos últimos dias, além das variáveis indiretas dos aten-tados em Boston - EUA, os indicadores econômicos da China desmotivaram o mercado internacional para movimentos conso-lidados de suporte frente a uma demanda potencialmente cres-cente além do esperado. O ritmo de crescimento econômico da China está mais lento e ficou em 7,7% no primeiro trimestre deste ano, enquanto o FMI aguarda um crescimento anual de 8,0%. Mesmo que pareça ser representativo, o percentual de crescimento para uma economia mundial estagnada e tendo Estados Unidos e Europa com ritmo de expansão mais forte, a China passa a ser o ponto central para algum suporte de cres-cimento global. Além disso, a China detém 77 casos em huma-nos da nova cepa da gripe aviária e criou-se um ambiente de que a demanda de grãos poderia diminuir em função deste qua-dro. Com este perfil, o dólar passou a oscilar bruscamente, entre uma forte valorização e uma forte desvalorização, com os mercados assumindo mais incerteza após o FMI indicar que tanto dólar quanto euro estariam sobrevalorizados. A questão é que para estas moedas se desvalorizarem, as demais terão que se valorizar e isto cria um ambiente preocupante no comércio mundial. Nos Estados Unidos e Europa os sintomas econômicos foram melhores na semana, mas insuficientes para retomar o otimismo global. Com isso, o petróleo MILHO - EVOLUÇÃO DO PLANTIO EUA apresentou fortes baixas de preços na semana, retomando níveis inferiores a US$ 87/barril. Enquanto a economia mundial segue com as suas dificuldades, as medidas para combater a inflação e para conter o "rombo" no saldo em transações correntes no Brasil seguem discretas. O Banco Central subiu em 0,25% a taxa básica de juros da 2013 economia, o que deverá ter influência media discretíssima junto ao controle de 2012 preços e perante a atração de capitais ex-ternos. Por isso, o câmbio voltou a se tornar mais especulativo a partir da deterioração das contas nacionais e da perda do con-trole inflacionário. O Real saltou para níveis superiores a R$ 2,00/dólar na semana e passa a refletir a preocupação dos investidores com a economia brasileira 22/04* 29/abr 6/mai 13/mai 20/mai 27/mai a frente de um ano eleito-ral. 896 Ano XXXVII 22/04/2013 EUA: Plantio seguirá atrasado na semana, porém, há tempo suficiente para avançar em abril e maio Como avaliamos em nossas edições passadas, a e-xemplo do que ocorre todos os anos, este período entre abril e agosto estabelecerá uma volatilidade extrema nos preços exter-nos do milho. Se em um ano de estoques normais esta volatili-dade e a atenção ao clima na safra norte-americana exacerbam o cotidiano habitual, em 2013 esta situação é multiplicada pela tensão em relação à posição de estoques bastante baixos. En-tão, devemos aguardar muitas variáveis influentes sobre os pre-ços até agosto, que poderão ou não inverter a curva baixista no mercado internacional. A sensibilidade do mercado de milho em relação à safra norteamericana vai se acentuando e está cada vez mais con-centrada na riqueza de detalhes, ou seja, avaliando o que está efetivamente ocorrendo na semana ou o que irá acontecer em no máximo duas semanas. Logo, observando menos o que pode ocorrer no médio prazo. Em outras palavras, o mercado viveu os números do USDA do final de março com o aumento de esto-ques e intenção de plantio e, agora, reflete a situação de plantio e desenvolvimento das lavouras. E a volatilidade de preços se-gue e seguirá esta rota, seja para altas ou para novos recuos. As tensões em relação ao milho se acentuam diante das temperaturas extremamente baixas nas Planícies e boa parte do MeioOeste nesta primavera. Algumas localidades têm recordes de baixas temperaturas para esta época do ano. O Centro-Sul do Corn Belt tem um avanço lento do plantio, pois há receio com geadas tardias. Mas também há avanços, como no Leste do Corn Belt, em Indiana e Ohio. Nas demais regiões, ou seja, no Centro-Norte do Corn Belt, o plantio está paralisado. Há muita neve, temperaturas baixíssimas e não houve condições de plan-tio até o momento. Naturalmente, em um ano com perfil tão a-justado de estoques qualquer detalhe se torna uma informação gigantesca em um mercado que está ávido por uma orientação para os preços. Há tempo suficiente e tecnologia de plantio para que esta safra norte-americana venha a ser bem plantada. Note-se que em 2012 o plantio já atingia 28% no dia 22/04, um recorde de velocidade inicial. Mas isso não evitou uma quebra histórica de produção. Em 2011, o plantio foi realizado até o início de junho, com forte atraso devido ao excesso de umidade. A safra não foi recorde, mas, satisfatória. Então, muitas teorias surgem em meio à prática neste momento e acabarão dominando as informações que conduzem os preços nas próximas semanas. O que há efetivamente de importante neste momento é que o frio neste início de primavera é realmente anormal e extremo. Há chances de alagamentos no Centro-Norte do Corn Belt devido a tempestades e ao forte degelo que ocorrerá nos próximos dias. Então, o plantio está avançando em algumas localidades do Sul e está paralisado nas localidades ao Norte. Por isso, o relatório desta segundafeira deverá apontar um percentual ainda muito abaixo da média, entre 6 e 8%, contra 15% da média histórica. Sem dúvida, a situação cria tensões no mercado. Po-rém, em nada este quadro altera o perfil de plantio ou intenção de plantio nesta safra 2013. Com o maquinário e tecnologia que o produtor local dispõe, este atraso é facilmente eliminado em uma semana ou dez dias. Claramente, o mercado esta se base-ando na média de plantio e não no perfil de 2012. Então, a meta é de 50% da área cultivada até 10 de maio, o que está ainda plenamente dentro do possível. O foco no verão com temperatu-ras acima da média, mas com chuvas normais, é o ponto a ser avaliado após o andamento do plantio. Com o frio abrupto deste mês de abril, o trigo nas Planí-cies poderá sofrer perdas maiores de produção. Desta forma, há algum ambiente sendo sustentado nesta relação de preços entre trigo e milho no sentido de sustentar os contratos da safra nova na Bolsa de Chicago. Outro indicador é de que com um plantio tardio de milho, a colheita será tardia. Isto acentua a preocupa-ção com o estoque da safra velha e o abastecimento local até agosto, a exemplo do que já vai ocorrendo com a soja diante das primeiras importações da Argentina por parte dos EUA. Safrinha 2013 tem novo recorde potencial de produção Assim como a safra norte-americana, a safrinha 2013 brasileira ainda dispõe de variáveis climáticas à frente e que podem atuar negativamente em parcelas da produção. A grande diferença é que já MILHO - ESTIMATIVA PARA A SAFRINHA 2013 - BRASIL Estados PR 2a safra - Oeste - Norte SP 2a safra - Mogiana - Sorocabana - Vale Paran. MS 2a safra GO 2a safra MT 2a safra Centro-Sul 2011 1.555.223 912.123 643.100 278.580 45.800 177.330 55.450 773.450 692.010 2.052.502 5.351.765 Área (ha) 2012 (1) 1.899.360 1.103.340 796.020 295.637 44.587 191.550 59.500 1.236.700 703.320 2.828.900 6.963.917 Produção (Tons) 2013 (2) 2011 2012 1.929.860 7.160.585 11.434.599 1.133.100 4.305.221 7.072.409 796.760 2.855.364 4.362.190 295.936 1.350.863 1.572.454 43.586 229.550 245.229 197.550 888.423 1.053.525 54.800 232.890 273.700 1.246.120 3.538.534 6.455.574 953.252 3.480.810 4.021.584 3.256.300 7.306.907 14.492.455 7.681.468 22.837.699 37.976.665 2013 11.618.085 7.251.840 4.366.245 1.583.808 239.723 1.086.525 257.560 6.479.824 5.433.536 16.444.315 41.559.568 Produtividade (kg/ha) Variações % 2011 2012 2013 2/1 4.604 6.020 6.020 1,6 4.720 6.410 6.400 2,7 4.440 5.480 5.480 0,1 4.849 5.319 5.352 0,1 5.012 5.500 5.500 -2,2 5.010 5.500 5.500 3,1 4.200 4.600 4.700 -7,9 4.575 5.220 5.200 0,8 5.030 5.718 5.700 35,5 3.560 5.123 5.050 15,1 4.267 5.453 5.410 10,3 Fonte: Safras & Mercado, IBGE, Emater, Cooperativas, Produtores e Indústrias 2 w w w . s a f r a s . c o m . b r 896 Ano XXXVII 22/04/2013 MILHO - % PLANTIO COM OGM Estados Verão SP MG RS PR SC GO MT MS DF 08/09 4,0 0,0 2,0 6,0 1,0 4,0 0,0 0,0 0,0 Centro-Sul 1,9 Safrinha 2009 Verão Safrinha Verão Safrinha Verão Safrinha Verão* Safrinha 12 2 2 14 3 16 13 5 4 09/10 52,3 35,2 23,8 37,7 26,2 45,6 46,8 43,9 44,2 2010 69,4 63,3 60,4 60,6 65,8 31,5 37,8 35,5 55,3 10/11 73,5 60,7 42,2 63,6 48,8 66,0 59,5 58,4 59,6 2011 85,6 85,9 63,9 82,9 35,3 55,5 67,9 65,6 64,7 11/12 83,0 72,4 61,8 79,2 69,5 80,9 69,3 83,5 68,1 2012 90,2 76,6 53,3 89,8 43,4 74,1 82,4 77,0 94,0 12/13 90,4 81,0 68,7 88,6 82,5 87,2 77,0 92,9 79,4 2013 96,3 89,5 60,0 96,1 55,1 86,8 91,3 88,1 99,6 7,9 39,5 53,3 59,1 67,5 74,2 75,6 83,1 84,8 obs: percentual sobre a área plantada (*) preliminar está toda plantada. Aliás, com clima pratica-mente perfeito em fevereiro e março, sugerindo um ótimo de-senvolvimento inicial para as lavouras, que já estão entrando em fase inicial de enchimento de grãos. As chances de alguma vari-ável climática atingir agressivamente esta safrinha no sentido de corte profundo de produção são menores neste ano. A diminui-ção do regime de chuvas é naturalmente um fator de atenção, assim como o risco de alguma geada no Paraná. Porém, deve-mos observar o tamanho e o efeito desta entrada de produção no mercado interno ao longo das próximas semanas. Algumas expectativas estão costumeiramente aliadas às estimativas de produção e que estabelecem relações com as intenções de plantio geradas pelos produtores. As primeiras indicações para a safrinha 2013 apontavam que haveria certo desestímulo para o plantio inicial em algumas localidades e que a área a ser cultivada poderia ser igual ou inferior a 2012. Au-mento de custos, preços em queda, receio com baixa de preços, etc, passaram a influenciar inicialmente a tendência da safrinha. Esta configuração vai sendo confirmada agora com os dados mais precisos em relação ao efetivo plantio. O Paraná praticamente manteve a área plantada, com crescimento discre-to de 1,6%. Muitos produtores optaram pelo plantio de trigo, em particular no Norte do estado, e isto evitou uma avalanche de plantio de safrinha neste ano. A área no estado está agora esti-mada em 1,93 milhão de hectares, levemente superior a 2012. Ainda estamos mantendo os níveis médios de produtividade nos mesmos patamares de 2012. Contudo, devemos lembrar que o plantio em 2013 foi realizado de forma mais precoce, as condi-ções de clima até o inicio de abril são perfeitas e no ano passa-do houve ocorrência de duas geadas em junho. É possível então que os níveis de produtividade em 2013 surpreendam com novos recordes. Algumas localidades do Oeste já terão colheitas no final de maio e junho. A produção está estimada agora em 11,6 milhões de toneladas, com 96,1% de transgenia. Em São Paulo, a área plantada também vai confirman-do a ausência de um forte crescimento. A área plantada ficou nos mesmos 295 mil hectares de 2012, a qual foi superior peran-te 2011. Por enquanto, a situação da safrinha paulista é perfeita, com ótimas chuvas w w w . s a f r a s . c o m . b r e boa tecnologia. Por isso, vamos mantendo a produtividade em níveis próximos ao ano passado, lembrando que algumas localidades sofreram com geadas leves no ano passado. Também no estado poderemos ter níveis de rendimen-to recordes neste ano. A estimativa para São Paulo é de uma produção de 1,58 milhão de toneladas, sendo 96,3% da produ-ção transgênica. O Mato Grosso do sul apresentou um forte crescimento de área plantada entre 2011 e 2012. O plantio saltou de 773 mil hectares para 1,24 milhão de hectares. Em 2013, o estado está consolidando este novo tamanho de plantio de safrinha e prati-camente manteve a mesma área de 2012. O clima também tem sido perfeito até o momento e estimamos produtividade ainda próxima a do ano passado. Mas, dependendo do clima nos pró-ximos sessenta dias, os patamares poderão ser também recor-des. A safra do estado deverá ser de 6,5 milhões de toneladas na projeção atual, sendo 88,1% da safra transgênica. A atenção está realmente ligada ao salto em área plan-tada em Goiás e Mato Grosso. Os sinais de plantio maior em Goiás eram evidentes, assim como a reação discreta na área plantada no verão. A área plantada em Goiás saltou de 703 para 953 mil hectares entre a safrinha 2012 e 2013, alta de 35,5%. O clima foi perfeito até esta primeira quinzena de abril e grande parte das lavouras terá pouco efeito negativo se as chuvas para-lisarem totalmente a partir de agora. Há lavouras já com colhei-tas programadas para o final de maio e junho. Os níveis potenci-ais de produtividade são recordes. Por enquanto, mantemos os níveis próximos a 2012 porque alguns produtores arriscaram plantios ainda no início de abril, o que contem a média geral. O potencial de produção é de 5,4 milhões de toneladas, com 86,8% de transgenia. Mais uma vez, a grande surpresa vem do Mato Gros-so. Apesar dos preços em queda, das dificuldades regionais evidentes com a logística neste ano, com o aumento dos custos de produção e com as chuvas em fevereiro, o plantio de milho safrinha em Mato Grosso cresceu 15,1% em 2013 frente ao ano passado. A questão é que esta área está crescendo sobre uma expansão de 37,8% em 2012. São 3,26 milhões de hectares plantados neste ano e que podem trazer uma 3 896 Ano XXXVII 22/04/2013 SORGO - ESTIMATIVA BRASIL Estados 2011 Área (ha) 2012 Produção (Tons) 2011 2012 2013 São Paulo 44.502 49.892 42.560 110.365 123.982 M.G. Sul 50.696 88.916 81.220 124.205 219.178 Goiás 344.900 248.835 302.230 982.965 699.226 Mato Grosso 150.429 94.562 148.700 305.371 190.070 R.G. do Sul 19.700 19.700 19.500 47.280 46.098 Paraná 1.200 1.200 1.800 4.524 4.500 Minas Gerais 150.485 156.304 160.570 427.377 436.088 Nordeste 146.700 146.700 116.700 234.720 238.094 BRASIL 908.612 806.109 873.280 2.236.807 1.957.236 Fonte: Safras e Mercado, Cooperativas, Produtores e Industrias 2013 105.762 198.989 861.356 301.861 46.800 6.786 456.019 186.720 2.164.292 Produtividade (kg/Ha) 2011 2012 2013 2.480 2.450 2.850 2.030 2.400 3.770 2.840 1.600 2.462 2.485 2.450 2.850 2.030 2.400 3.770 2.840 1.600 2.478 2.485 2.465 2.810 2.010 2.340 3.750 2.790 1.623 2.428 produção próxima a 16,5 milhões de toneladas. Pelo fato de que muitas lavouras foram cultivadas com tecnologia mais discreta, estamos ainda sendo conservadores na projeção de produtividade, com previ-são inferior ao ano passado. Apesar disso, as lavouras avançam de forma perfeita e o plantio com sementes transgênicas atingiu 91,3% da área nesta safrinha. Mesmo que as chuvas paralisem agora, o que é uma característica normal no estado, os potenci-ais de produção já estão computados. Além da safrinha de milho, há uma boa produção de sorgo surgindo também. Boa parte do Norte e Leste de Goiás, Minas Gerais e Leste do Mato Grosso cultivaram sorgo neste ano. Há muitas lavouras plantadas no final de março e início de abril, as quais podem sofrer perdas em caso de paralisação das chuvas a partir de agora. Mesmo assim, é também uma safrinha de sorgo projetada acima de 2012, com 2,2 milhões de tonela-das esperadas. Desta forma, o mercado deve se preparar para dar escoamento a uma nova imensa safrinha de milho, a qual pode-rá ficar 3,5 milhões de toneladas acima da registrada no ano passado. A grande questão é que no segundo semestre de 2012 a quebra nos Estados Unidos possibilitou o escoamento do re-corde de excedente interno. Em 2013, o recorde de excedente somente não é maior devido aos problemas no Nordeste brasi-leiro com a safra deste ano. A questão é que a variável quebra da safra norte-americana poderá não estar presente neste ano e os problemas internos se agravarão radicalmente a partir de junho, quando a safrinha começar a ser colhida. De certa forma, há sempre a expectativa natural sobre a safra norte-americana e a chance de que isto venha a "salvar" o mercado brasileiro, pelo menos no sentido de dar espaço para retirar parte do excedente por vias normais de mercado, sem os mecanismos de governo. O mercado tenta começar a encontrar uma forma do governo agir no sentido de evitar o "caos" de so-bre oferta interna na colheita da safrinha. As alternativas naturais são compras via AGF, o que reduziria razoavelmente o custo das operações para o produtor com leilões, fretes e armazena-gem. A outra seria iniciar as operações de PEP para atendimen-to da demanda da região Nordeste, abalada pela seca deste ano. Isto possibilitaria iniciar uma retirada de algum excedente regional, sem comprometer a oferta futura interna, pelo menos até que a safra norte-americana esteja definida e os PEPs de exportação possam ser realizados com maior segurança. Sem dúvida, a pior alternativa para o produtor e para o mercado é um MILHO - SITUAÇÃO DA COLHEITA - SAFRA 12/13 - VERÃO - BRASIL contrato de opção. Along ar a comercialização para o primeiro - Em % semestre de 2014 poderia ser uma ESTADOS Área estimada % Colhida - 19/Abr alternativa, pois deixaria o excedente 2011/12 2012/13 2011/12 2012/13 interno para ser vendido no próximo R. G. do Sul 1.344 1.340 99 90 ano. Mas, leilões antes da colheita para S. Catarina 713 686 94 86 liquidação após ela pa-recem uma Paraná 1.133 1.098 86 68 alternativa que não resolverá o problema São Paulo 546 554 93 82 global do estado do Mato Grosso, visto Mato G. do Sul 82 104 86 78 que não estará disponível para todos, mesmo que todos necessitem do Goiás 681 639 88 43 mecanismo. Além disso, há a safrinha dos Minas Gerais 1.306 1.172 52 48 demais estados, as quais também Mato Grosso 91 175 90 78 necessita-rão de escoamento, seja via Centro-Sul 5.925 5.797 83,0 69,9 garantia de preços mínimos ou pela FONTE: Safras & Mercado proposta de um contrato de opção de R$ (*) mil hectares 3,00 acima do preço mínimo. CURSOS SAFRAS CURSO DE ANÁLISE DE MERCADO FÍSICO E FUTURO DE MILHO 4 23 de Maio de 2013 Itumbiara, GO MAIORES INFORMAÇÕES EM: www.safras.com.br e-mail: [email protected] Fone: (51) 3224 7039 | fax: (51) 3224 9170 w w w . s a f r a s . c o m . b r 896 Ano XXXVII 22/04/2013 INDICADORES M ERCADO INTERNO - COTAÇÕES - R$/60 Kg 19/abr 2013 Há 7 dias Variação Semanal.% M ILHO EM GRÃO SÃO PAULO São Paulo (Cif) 24,50 25,50 Campinas (CIF) 25,00 26,00 Mogiana 23,50 24,50 Guaira 21,50 23,50 Votuporanga 21,00 21,50 Sorocabana 22,00 23,50 Itapeva 22,00 23,00 São Carlos + ICMS 23,00 24,70 SP CIF + ICMS 23,50 25,70 GOIÁS 23,50 Rio Verde 22,50 Jataí 22,00 23,50 Montividiu 22,00 23,00 Goiânia 25,50 27,50 Mineiros 21,50 23,00 Chapadão do Céu 20,00 21,50 26,50 Acreuna 24,50 Cristalina 24,00 28,00 M ATO GROSSO DO SUL Dourados 20,00 20,50 20,00 Chapadão do Sul 20,00 20,50 São Gabriel 20,00 M INAS GERAIS Uberlândia 23,00 24,00 Pará de Minas 25,00 26,50 23,50 Patrocínio 22,50 São Gotardo 23,00 24,00 Iraí de Minas 23,00 23,50 Unaí 23,00 24,00 PARANÁ C.Mourão 21,00 21,50 Cascavel 20,50 20,50 23,00 Maringá 22,50 23,00 P.Grossa 22,50 21,50 Guarapuava 21,50 23,00 Londrina 22,50 Sertanópolis 22,00 22,50 SANTA CATARINA 25,00 Videira 25,00 24,50 Chapecó 24,50 Concórdia 25,00 25,00 Campos Novos 24,50 24,50 Canoinhas 24,50 24,50 Mafra 24,50 24,50 RIO GRANDE DO SUL(*) comprador Erechim 25,50 25,50 Carazinho 26,00 26,00 Passo Fundo 26,00 26,00 P.Alegre (Cif) 27,50 27,50 Cruz Alta 25,50 25,50 Panambi 25,50 25,50 M ATO GROSSO Rondonópolis 16,50 18,00 13,00 Lucas do Rio Verde 12,00 12,50 Sorriso 11,50 Campo Verde 12,00 14,00 Sapezal 15,00 16,00 BAHIA Barreiras 30,00 32,00 CEARÁ Fortaleza 43,00 43,00 DERIVADOS DE MILHO (R$/Kg C/ICM ) 28 dias Germe (desengordurado) 0,46 0,48 Gritiz 0,49 0,50 Fubá 0,46 0,47 Canjica 0,48 0,50 Canjiquinha(Quirera) 0,55 0,58 Óleo Bruto Cif/SP(US$/t) 980,00 1000,00 M erc. Externo - Derivados de Milho em US$/Ton Há 1 ANO Variação Anual % -3,92 -3,85 -4,08 -8,51 -2,33 -6,38 -4,35 -6,88 -8,56 24,00 24,70 23,30 22,00 22,00 22,00 21,50 24,50 24,50 2,08 1,21 0,86 -2,27 -4,55 0,00 2,33 -6,12 -4,08 -4,26 -6,38 -4,35 -7,27 -6,52 -6,98 -7,55 -14,29 20,50 20,00 20,00 22,00 20,00 20,00 21,00 21,00 9,76 10,00 10,00 15,91 7,50 0,00 16,67 14,29 -2,44 0,00 -2,44 22,00 20,50 20,50 -9,09 -2,44 -2,44 -4,17 -5,66 -4,26 -4,17 -2,13 -4,17 23,00 23,50 21,00 21,00 21,00 21,00 0,00 6,38 7,14 9,52 9,52 9,52 -2,33 0,00 -2,17 -2,17 0,00 -2,17 -2,22 23,50 24,00 23,50 24,50 24,00 24,00 23,50 -10,64 -14,58 -4,26 -8,16 -10,42 -6,25 -6,38 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 26,30 26,00 26,30 26,30 25,50 25,50 -4,94 -5,77 -4,94 -6,84 -3,92 -3,92 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 26,00 26,50 26,50 28,00 25,50 26,00 -1,92 -1,89 -1,89 -1,79 0,00 -1,92 -8,33 -7,69 -8,00 -14,29 -6,25 20,00 20,00 19,50 10,00 20,50 -17,50 -40,00 -41,03 20,00 -26,83 -6,25 20,00 50,00 0,00 32,00 34,38 0,40 -4,17 0,64 -2,00 0,68 -2,13 0,73 -4,00 0,69 -5,17 -2,00 1150,00 15,00 -23,44 -32,35 -34,25 -20,29 -14,78 w w w . s a f r a s . c o m . b r PRODUTOS Farelo de Milho (Fob Paguá) 220,00 Óleo de Milho(Fob Paguá) 1000,00 Glúten Cif Rotterdam (23-24% p 100,00 Há 7 dias Variação Sem.% 240,00 1100,00 120,00 -8,33 -9,09 -16,67 MILHO - M ERCADO FUTURO Bolsa de Merc. e Futuros - BMF - R$/saca MAIO/13 24,77 JULHO/13 24,70 SETEMBRO/13 23,95 24,81 25,10 23,90 -0,16 -1,59 0,21 *ano anterior, em US$/saca CUSTO OPERACIONAL DO MILHO - MÉD. CENTRO-SUL -Safra/2013 - Em R$/ha Nível de Produtividade Média (em kg/ha) 4.500 7.000 10.000 ESPECIFICAÇÃO Insumos - Semente Híbrida - Fertilizantes - Form.04-30-16 - Cobertura Sulfato Am. - Cobertura Uréia Primextra Semevin Roundup Lorsban Sub-Total Serviços - Aração - Gradagem - Sulcam ento - Plantio e Adubação - Tratos Culturais - Adubação de Cobertura - Colheita - Transporte Interno - M.Obra auxiliar Sub-Total Total Custo Financeiro (9%) Funrural (2.7%) Seguros e taxas Sub-total Custo total Custo R$/saca Preço Mínimo R$/saca Margem Mínimo/Custo - % Preço de Mercado - R$/saca Margem Mercado/Custo - % 130,00 282,00 455,00 269,20 50,00 136,80 0,00 0,00 28,40 0,00 614,40 336,50 50,00 205,20 49,50 18,92 28,40 17,62 988,14 403,80 100,00 410,40 59,40 37,84 28,40 28,19 1523,03 35,00 35,00 8,75 70,00 210,00 70,00 280,00 125,00 0,00 833,75 1448,15 70,00 70,00 17,50 105,00 385,00 105,00 280,00 125,00 35,00 1192,50 2180,64 87,50 70,00 17,50 140,00 420,00 105,00 350,00 125,00 35,00 1350,00 2873,03 97,75 39,10 72,41 209,26 147,19 58,88 109,03 315,10 193,93 77,57 143,65 415,15 1657,41 22,10 17,46 -20,99 25,00 13,13 2495,74 21,39 17,46 -18,38 25,00 16,87 3288,19 19,73 17,46 -11,50 25,00 26,72 FONTE: Safras & Mercado OBS: padrão básico custo Emater-MG Preços M ínimos - Safra 11/12 e 12/13 UNID MERCADO EXTERNO - em US$/ton. Bolsa de Chicago-cents/bushel M ARÇO/13 644,50 651,25 M AIO/13 629,75 633,50 JULHO/13 566,75 567,00 ARG.FOB UP RIVER-US$/Ton 245,00 240,00 ARGENTINA - MERCADO A TERMO - (US$/TON) Buenos Aires FEV/13 245,00 240,00 MAR/13 243,00 238,00 ABR/13 243,00 238,00 CIF ROTTERDAM (US$/Ton) 253,70 168,70 19/abr 2013 INIC.OPE R$ Milho - 60 kg - S, SE, GO, MS, DF - Norte/Nordeste - MT, AC e RO Feijão Cores e Preto Trigo (safra/02) Mandioca - raiz Soja S/Sudeste/CO e RO Soja Norte(-RO) e NE -1,04 -0,59 -0,04 2,08 349,25 358,50 367,75 160,00 84,54 75,66 54,11 53,13 Fonte: CONAB. 2,08 2,10 2,10 50,39 150,00 145,00 143,00 183,30 63,33 67,59 69,93 0,00 R$/Dólar - C R$/Dólar - V Peso-(US$) - C Peso-(US$) - V 60 Kg 60 Kg 60 Kg 60 Kg ton. 1t 60 Kg 60 Kg 11/12 17,46 20,10 12,60 72,00 414,00 133,53 25,11 22,87 12/13 17,46 20,76 13,02 72,00 413,00 138,98 25,11 22,87 TAXA CAM BIAL 19/abr 2013 2,0146 2,0152 5,1575 5,1600 Há 7 Dias 1,9731 1,9736 5,1425 5,1450 Há 6 Meses 2,1082 2,1090 3,3500 3,4500 Há 1 Ano 1,8867 1,8875 3,2000 3,3000 5 896 Ano XXXVII 22/04/2013 INDICADORES E X P O R T AÇ ÃO D E D E R IV AD O S D O M IL H O em to nelad as S et/12 P R O D U TO S G rão (m il tonela das) 3.144 .1 87,7 Farinh a/M ilh o 10 .2 66,6 A m ido 1 .1 20,0 Ó leo 1 .4 00,1 G erm e 0,0 Fonte: S AFR AS & M e rcado Ja n/S e t/1 2 M É D IA S E M AN AL D O S P R E Ç O S D O M IL H O em R $/saca 60 K g 8.559 .7 42,1 53 .4 13,0 6 .0 14,3 28 .8 52,4 0,0 D E 12/4 à 1 9/4/1 3 2 5,1 3 2 4,3 1 2 1,0 0 2 4,3 4 2 2,8 1 2 5,1 7 2 8,0 0 -4 ,4 7 -5 ,3 5 -2 ,9 3 -2 ,7 5 -2 ,2 5 -0 ,5 3 1 ,0 8 V ariação Anua l % 7,23 17,34 -0,76 8,85 -5,22 -4,02 4,59 E V O LU Ç Ã O D A O FE R TA E D E M A N D A-M ILH O -B R AS IL D IS C R IM IN A Ç Ã O S AFR A 13 * S A FR A 12 * S AFR A 11 S A FR A 1 0 2 .21 9 1 .51 1 3.96 0 7.17 6 E stoque inicial P ro dução 77 .34 2 72 .69 9 55.76 8 54.30 9 Im porta çã o 66 0 77 6 76 4 389 D isp.Intern a 80 .22 1 74 .98 5 60.49 2 61.87 4 S AFR A 09* 5.320 52.207 1.181 58.708 PRAÇAS S P (C IF) GO MS MG PR SC RS Ja n/S e t/1 2 5.20 1.6 35,808 75.83 9,7 7.46 7,1 29.27 9,1 0,0 D E 05/4 à 1 2/4/1 3 2 6,3 0 2 5,6 9 2 1,6 3 2 5,0 3 2 3,3 4 2 5,3 0 2 7,7 0 D E 1 2/4 19/4/201 2 23 ,4 3 20 ,7 2 21 ,1 6 22 ,3 6 24 ,0 7 26 ,2 2 26 ,7 7 V ariaç ão S e m an .% ÍN D IC E S - E M % - (*) P R E V IS ÃO In flação - FIP E (*) F evereiro M a rç o 0,2 2 -0,1 7 Acum . 13 1 ,20 D ólar P aralelo -1,4 0 1,9 0 -1 ,37 O uro (físico) C . P ou pança Ib ove spa C D B -pré (3 0 dias) (*) E stim ativa -6,5 4 0,5 0 -3,9 1 0,5 6 3,5 0 0,5 0 -1,8 7 0,5 6 -5 ,47 1 ,51 -7 ,55 1 ,69 Fonte: S AFR AS & M erc ado C U S TO D E IM P . E E X P O R T. D E M ILH O -E U A E AR G E N TIN A D raw B ack ARG. EUA 24 5,00 25 3,7 3 0,0 0 2 0,8 7 24 5,00 27 4,5 9 2 5,00 5 0,0 0 27 0,00 32 4,5 9 D IS C R IM IN AÇ ÃO C otação(U S $/T on) P rêm io(U S $ /T on ) C usto Fo b(U S $ /T on ) C arga e Frete M ar(U S $/T on) C usto C if P orto(U S $/T o n) E xportaçã o Jul/11 Ago/11 230 ,00 2 22,00 0 ,00 0,00 230 ,00 2 22,00 - C U S T O S IN T E R N O S (U S $/T on) Frete Inte rno 1 7,37 1 7,3 7 19 ,86 19,86 D espesas P ortu arias IC M S Q ueb ra 1 0,00 0,0 0 0,6 1 1 0,0 0 0,0 0 0,6 9 10 ,00 0 ,00 0 ,58 10,00 0,00 0,56 C orretage m C am bial 0,4 6 0,5 1 0 ,43 0,42 P IS C om issõe s e T axa s 4,9 0 0,5 0 5,4 9 0,5 0 0 ,00 0 ,50 0,00 0,50 3 3,85 30 3,85 1 8,23 2,0 1 3 6,73 2 1,50 1 5,23 - 3 3,8 0 30 1,8 0 1 8,1 1 2,0 1 3 6,4 8 2 1,5 0 1 4,9 8 - 11 ,51 218 ,49 13 ,11 2 ,01 26 ,41 21 ,50 -4 ,91 11,47 2 10,53 12,63 2,01 25,45 21,50 -4,91 T TL C ustos In te rnos C usto s Líq/T on (U S $ /T on ) C usto s Líq/S a ca (U S $/S aca) T axa cam bial C usto L iq/saca (R $ /saca) P reço Int. C IF(S /IC M S )-R $ P a ridad e im po rtação P reço in ter. FO B (S /IC M S ) - R $ P a ridad e exp ortação O bs.: p reço FO B C ascavel. 72 .76 6 50 .47 3 1 .10 8 5 .84 4 42 .79 4 72 7 22 .29 3 58.98 2 49.69 3 85 8 5.20 4 43.12 6 50 4 9.28 9 57.91 4 47.03 2 856 4.91 2 40.76 0 503 10.88 3 51.532 44.215 756 4.503 38.482 474 7.317 E stoq ue Final 16 .20 0 2 .21 9 Fonte: S AFR AS & M erc ado. / (*)P revis ão 1.51 1 3.96 0 7.176 CDAF 0 0 0 0 0 1.51 1 0 0 0 1.51 1 TO TA L 20.211 1.110 17 14.063 14.186 1 16.126 3 00.764 3.748 27.293 4 97.517 C onsum o Total C on sum o Intern o - H um an o - In dustrial - A n im a l - S e m e ntes/pe rdas - E xporta çõ es 64 .02 1 51 .54 1 1 .10 8 6 .24 4 43 .44 4 74 4 12 .48 0 P O S IÇ ÃO D O S E S TO Q U E S - O FIC IAIS - em toneladas E S T. E S TR . P G P M /A G F OPÇÃO R io G ran de do S ul 0 9 .57 4 10.63 6 S an ta C ata rina 0 0 1.11 0 P araná 0 17 0 S ão P aulo 0 89 3 13.17 0 M a to G rosso do S ul 0 8 .03 1 6.15 5 G oiás 2 37 .99 0 76.62 4 M a to G rosso 0 72 .86 8 227.89 6 M in as G erais 0 17 1 3.57 7 O utros 0 9 .82 5 17.46 7 Total 2 139 .37 0 356.63 5 FO N T E : S e c. P ol. A g rícola *P G P M : P ro g. G arant. P re ços M ínim os O F E R TA E D E M AN D A - M ILH O - S AFR A 12/13 - Ano C om ercial 13/14 D IS C R IM IN AC AO CS E S TO Q U E IN IC IAL PR ODU CAO IM P O R TA C A O D IS P O N . IN TE R N A 2 .2 18 72 .6 85 65 0 75 .5 53 D E M AN D A TO TA L 55 .0 74 D E M AN D A IN TE R N A 42 .5 94 -H U M AN A 20 3 -IN D U S TR IAL 3 .4 99 -A N IM A L 38 .2 41 16 .5 38 - Av. C orte 2 .5 90 - Av. M a trize s 2 .9 84 - Av. P os tura 7 .9 68 - suinos prod 3 .4 20 - suinos m atriz 3 .6 27 - pec le ite/confin. 1 .1 15 - outros anim a is -S E M . E P E R D AS 65 1 E X P O R TA Ç Õ E S 12 .4 80 TR A N S FE R Ê N C IA E N TR E E S TA D O S -IM P O R TAC AO 5 .6 72 -E X P O R TAC A O 9 .9 81 E S TO Q U E FIN A L 16 .1 70 PR SC RS GO SP MG E S /R J MS MT N /N E B R A S IL 51 4 20 .0 36 45 0 21 .0 00 0 3 .54 2 10 0 3 .64 2 0 6.767 100 6.867 2 75 8.3 42 0 8.6 17 35 5.08 3 0 5.11 8 70 5 .56 8 0 5 .63 8 0 11 7 0 11 7 20 5 7 .26 2 0 7 .46 7 1.11 9 15.96 8 0 17.08 7 1 4.65 6 10 4.66 7 2.219 77.342 660 80.221 12 .7 09 9 .7 09 53 1 .1 00 8 .5 06 5 .0 89 68 6 24 0 1 .6 31 56 5 23 5 60 50 3 .0 00 6 .74 6 6 .74 6 5 33 6 .69 9 2 .99 3 48 7 11 5 2 .07 2 83 7 16 3 33 9 0 6.767 6.267 15 37 6.199 2.563 398 225 1.839 659 280 234 17 500 4.7 87 4.0 87 10 8 00 3.1 93 1.3 69 2 02 1 58 3 05 2 14 7 58 1 89 83 7 00 6.40 4 6.37 4 58 1.20 0 5.10 4 1.98 0 46 6 1.34 4 49 7 17 4 35 2 29 0 13 30 4 .55 4 4 .50 4 62 29 0 4 .13 8 1 .25 0 22 6 62 4 87 3 52 1 56 6 78 14 50 89 9 89 9 0 8 89 0 43 5 0 19 8 86 67 95 9 1 0 2 .50 8 1 .70 8 0 22 1 .54 0 42 6 57 41 28 9 14 5 49 5 88 14 5 80 0 9.70 0 2.30 0 0 9 1.97 2 43 2 68 41 37 6 23 7 68 3 13 4 31 9 7.40 0 8.94 6 8.94 6 905 2.74 5 5.20 3 2.11 4 310 984 402 945 433 16 93 0 64.021 51.541 1.108 6.244 43.444 18.652 2.899 3.968 8.369 4.365 4.060 1.131 744 12.480 0 2 .2 90 6 .0 00 3 .40 4 0 30 0 101 0 200 0 2.6 31 1.2 00 1.38 6 0 10 0 0 28 4 80 0 78 2 0 0 0 3 .75 9 1 .20 0 0 1.01 7 6.37 0 4.30 9 0 30 9.981 9.981 16.200 E vo lução do s P reços d o M ilho - P raças S elecion ad as P e río d o S ão P au lo M o g ia na US$ M . G . d o S ul D o u ra d o s US$ M in as G . U b erlân d ia US$ P aran á P . G ro ss a US$ S . C a ta rina C h ap ec ó US$ R . G . d o S ul C a ra zinho US$ 3 0,12 2 9,19 2 8,78 3 0,36 2 8,85 2 7,95 2 7,12 18,98 18,66 18,02 17,34 16,27 15,61 14,77 2 6,48 2 5,76 2 2,65 2 4,12 2 2,95 2 2,93 2 2,71 16,68 16,47 14,18 13,78 12,94 12,80 12,37 26,56 25,38 27,43 29,17 27,78 27,00 25,76 16,74 16,23 17,17 16,66 15,66 15,07 14,03 2 8,21 2 8,07 2 6,98 2 7,93 2 7,03 2 6,15 2 6,17 17 ,7 8 17 ,9 5 16 ,8 9 15 ,9 5 15 ,2 4 14 ,6 0 14 ,2 5 3 0,3 8 2 9,9 6 2 9,2 6 3 0,2 1 2 8,6 9 2 8,2 7 2 7,3 6 1 9,1 4 1 9,1 6 1 8,3 4 1 7,2 6 1 6,1 8 1 5,7 8 1 4,9 0 29 ,6 9 30 ,6 7 30 ,8 9 31 ,0 7 29 ,7 0 29 ,4 3 28 ,6 0 18,06 18,71 19,61 19,34 17,75 16,43 15,58 2 9,35 2 7,03 2 6,77 2 4,06 2 4,20 2 3,17 2 9,00 3 1,13 2 9,81 2 9,80 3 2,25 3 2,78 16,40 15,72 14,89 12,97 12,17 11,30 14,00 15,33 14,69 14,67 15,59 15,74 2 6,98 2 4,72 2 3,77 2 2,33 2 2,07 2 2,10 2 4,93 2 6,28 2 4,61 2 5,55 2 8,15 2 7,83 15,07 14,37 13,24 12,04 11,09 10,74 12,00 12,94 12,13 12,58 13,61 13,37 27,43 27,58 25,42 23,68 22,27 21,10 26,32 29,35 29,00 29,07 32,60 32,67 15,32 16,04 14,16 12,76 11,20 10,29 12,97 14,46 14,29 14,30 15,76 15,69 2 8,27 2 6,72 2 5,73 2 4,55 2 4,18 2 4,80 2 9,26 3 2,70 3 1,11 3 0,48 3 2,38 3 2,86 15 ,7 9 15 ,5 4 14 ,3 3 13 ,2 4 12 ,1 6 12 ,1 0 14 ,4 2 16 ,1 1 15 ,3 3 15 ,0 1 15 ,6 5 15 ,7 8 3 0,1 6 2 8,6 9 2 7,8 6 2 6,7 6 2 5,5 2 2 5,7 0 2 9,4 7 3 4,1 3 3 4,2 8 3 3,9 3 3 5,2 5 3 5,5 0 1 6,8 5 1 6,6 9 1 5,5 1 1 4,4 3 1 2,8 3 1 2,5 4 1 4,5 3 1 6,8 1 1 6,8 9 1 6,7 1 1 7,0 4 1 7,0 5 29 ,7 7 28 ,5 3 28 ,1 2 26 ,9 3 25 ,6 8 26 ,3 0 30 ,0 2 33 ,9 6 33 ,3 9 33 ,6 1 35 ,1 0 34 ,5 3 16,63 16,59 15,66 14,52 12,91 12,83 14,80 16,73 16,45 16,55 16,97 16,58 3 0,91 15,21 Janeiro 3 0,58 15,43 Fevereiro 2 8,23 14,27 Março FO N TE : S a fras & M erc ado 2 7,30 2 5,55 2 4,33 13,44 12,89 12,27 31,77 29,74 27,95 15,64 15,01 14,10 3 1,18 3 0,08 2 7,75 15 ,3 5 15 ,1 8 14 ,0 0 3 2,4 1 3 0,9 2 2 8,4 5 1 5,9 6 1 5,6 0 1 4,3 5 31 ,6 1 31 ,5 3 29 ,9 3 15,65 15,91 15,10 2011 Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 2012 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 2013 6 w w w . s a f r a s . c o m . b r