REGULAMENTO INTERNO DA SECÇÃO DE AGRUPAMENTO DE PRODUTORES DE ARROZ CAPÍTULO I Obrigações dos Produtores Do Capital Art.º 1.º a) O capital a subscrever pelos cooperadores é variável e ilimitado, no montante inicial de 100 Euros por cada sócio, realizado no acto da inscrição. b) O cooperador pagará por ano 1 €uros/ton de arroz entregue no Agrupamento para Fundo Financeiro, que será pago em Dezembro de cada ano. CAPÍTULO II Da Admissão e Renúncia e Inactividade Art.º 2.º a) A admissão de sócios para o Agrupamento está condicionada aos requisitos referidos no artigo décimo terceiro dos Estatutos da Benagro-Cooperativa Agrícola de Benavente. Art.º 3.º Os proponentes obrigam-se a um período mínimo de um ano de adesão e permanência no Agrupamento. Art.º 4.º A renúncia implica a comunicação por escrito ao Agrupamento até 30 de Novembro, com efeito a partir de um de Janeiro do ano seguinte. CAPÍTULO III Dos Cooperadores (Direitos, deveres e exclusão) Direitos Art.º 5.º A Secção, de acordo com os elementos de dados informáticos, actualizará anualmente a ficha dos meios de produção de cada produtor. Art.º 6.º De acordo com o tratamento de dados informáticos, a Secção analisa e faculta aos produtores que pretendam todos os elementos referentes à colheita e produção. 1 Deveres Art.º 7.º O produtor obriga-se a apenas ser membro, como produtor de arroz, de um único Agrupamento de Produtores, correspondentes a esse produto, tal como definido nas condições de candidatura. Art.º 8.º a) Obriga-se também a vender por intermédio do Agrupamento de produtores a totalidade da sua produção de arroz. b) O produtor pode ficar com até 10 % da sua produção para consumo próprio. Regras Comuns Art.º 9.º Obriga-se a aplicar as regras comuns adoptadas pelo Agrupamento de Produtores relativas ao conhecimento da produção, de produção, de comercialização e de protecção do ambiente. Conhecimento da Produção Art.º 10.º Os Cooperadores são obrigados a responder a todos os inquéritos e demais solicitações, além de facultarem quando necessário, o acesso às suas explorações para a recolha dos elementos que a Secção entenda de utilidade para o bom funcionamento dos Serviços. Art.º 11.º Os Produtores devem informar a Agrupamento de Produtores de Arroz sobre as quantidades colhidas. Protecção do Ambiente Art.º 12.º Os produtores devem favorecer a utilização de práticas de produção agrícola que diminuam os efeitos poluentes da agricultura. Art.º 13.º A exploração das terras agrícolas que tenha em conta a protecção e melhoramento do ambiente, do espaço natural, da paisagem, dos recursos naturais, dos solos e da diversidade genética. 2 Exclusão Art.º 14.º Poderão ser excluídos os produtores que: a) Não efectuarem o pagamento das contribuições financeiras para o Agrupamento. b) Não entregarem a totalidade da produção, exceptuando até 10% para consumo próprio c) Transfiram para outros os benefícios que só aos associados é licito obter. d) Vendam por intermédio do Agrupamento produtos originários de outras explorações agrícolas. e) Tenham sido declarados em estado de falência. f) Tenham cometido crime que implique a suspensão dos direitos civis. Art.º 15.º A decisão de aplicação de uma pena de exclusão deve ser proposta pela Direcção para ser aprovada em Assembleia Geral por maioria de dois terços dos Associados presentes na mesma. CAPITULO IV Regime de Sanções Art.º 16.º Serão sancionadas com repreensão escrita ou multa, conforme o grau de gravidade e culpa os associados que violem os seguintes deveres: a) Não fornecerem as informações pedidas pelo Agrupamento para fins estatísticos, nomeadamente respeitantes às superfícies, colheitas e rendimentos. b) Não entregarem a sua produção de acordo com as condições fitossanitárias exigidas pelas normas nacionais e comunitárias para os produtos. c) Tornarem-se a título de qualquer dos produtos provenientes da mesma exploração compreendidos na categoria da Agrupamento de Produtores, associado de qualquer outra. d) Deixarem de tomar parte das Assembleias Gerais de forma injustificada. e) Não participarem em geral nas actividades da Cooperativa e prestar os serviços que lhe competir. f) Não comunicarem à Direcção com antecedência de 60 dias, relativamente à data em questão, por carta registada com aviso de recepção, quando deixarem de exercer a exploração na área do Agrupamento. Art.º 17.º 3 Serão obrigatoriamente condenados em multa de montante superior aos mínimos previstos no artigo seguinte, os sócios a quem tenham sido dirigidas já 3 repreensões escritas. Art.º 18.º Aos casos de menor gravidade e culpa será deliberado pela Direcção dirigir ao sócio uma repreensão escrita, enviada por carta registada com aviso de recepção. Art.º 19.º Nos casos de se verificar a aplicação de uma sanção de multa, cabe à Direcção, face ao grau de gravidade e culpa apresentados, determinar o montante concreto da multa a aplicar dentro dos seguintes valores: a) Quando o infractor for uma pessoa singular, o valor da multa oscilará entre 49,88 Euros e 498,80 Euros por cada infracção. b) Quando o infractor for pessoa colectiva, o valor da multa oscilará entre os 99,76 Euros e os 997.60 Euros por cada infracção. Art.º 20.º Da aplicação das sanções propostas pela Direcção pode sempre o Associado recorrer para a Assembleia Geral. Art.º 21.º A aplicação das sanções previstas neste capítulo é sempre precedida de um processo escrito, nos termos seguintes: a) O processo inicia-se com a notificação do associado de uma nota de culpa da qual devem constar obrigatoriamente a indicação e qualificação das infracções, prova produzida, proposta de sanção a aplicar, hora, data e local para audiência do associado, que deve ser sempre notificado com uma antecedência mínima de 15 dias. Art.º 22.º O Associado poderá caso assim o entenda, e sem prejuízo da audiência, apresentar a sua defesa escrita no prazo de 10 dias após a recepção da notificação. Art.º 23.º Após audiência, o órgão competente elaborará por escrito a decisão, podendo condenar, absolver ou proceder ao arquivamento do processo. Art.º 24.º A decisão será sempre notificada por escrito ao associado. 4