DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO NO CARIRI
Rita Emanuela Cidade Sousa¹; João Dantas Filho²; Departamento de Teatro da Escola de
Artes
Reitora
Violeta
Arraes
Gervaiseau/
URCA,
[email protected];
[email protected]
A PESQUISA
Fundamentada nos conceitos teatrais de Dramaturgia e Encenação, nossa
pesquisa intitulada Dramaturgia e Encenação no Cariri, desenvolvida desde abril de 2009,
pelo Departamento de Teatro da Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau da
Universidade Regional do Cariri – URCA, no âmbito da iniciação científica, investiga a
relação entre o texto dramatúrgico e a encenação nas produções teatrais do Cariri cearense,
mais especificamente das cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, entre os anos de
2000 e 2008, buscando compreender, em primeiro plano, a recente produção do teatro
caririense.
A relação entre Dramaturgia e Encenação é uma das mais importantes linhas de
pesquisa do teatro contemporâneo, tanto no âmbito da produção dos artistas quanto nas
proposições para o ensino do teatro. Está diretamente ligada ao gérmen da criação teatral,
mas ainda não ocupa solidamente a pauta de debate em festivais de teatro, cursos de
formação e práxis de grupos teatrais nesta região. Daí a importância atribuída a pesquisar
esta relação que, no âmbito local, até então, é pouco referendada.
Quanto
aos
conceitos
por
nós
investigados:
Dramaturgia
e
Encenação,
compreendemos que na acepção pós-moderna suficiente seria que tratássemos apenas da
Dramaturgia como um todo, e não somente aquela que diz respeito aos textos teatrais. Pois
é admitido hoje como dramaturgia todo o texto (seja ele literário, imagético, sonoro...) que o
espetáculo suscita. No entanto, para preservar a compreensão destes conceitos ao longo
da História do Teatro, optamos por chamar de Dramaturgia, nesta pesquisa, apenas o
conjunto de textos produzidos com a finalidade de ser encenado.
Considerando que o conhecimento da História teatral é imprescindível à
compreensão do teatro pós-moderno, inicialmente nos dedicamos à revisão bibliográfica
concernente à História do teatro, buscando localizar o surgimento e o desenvolvimento das
artes da escrita e da encenação teatral. Entender as relações entre Dramaturgia e
Encenação ao longo da história do teatro ocidental, brasileiro, nordestino, cearense e
caririense, é fundamental para que se possa considerar o conteúdo e a estética dos
espetáculos teatrais.
Nos princípios da sistematização da arte teatral, na Grécia Antiga de cerca de vinte e
cinco séculos atrás, a dramaturgia ocupava o lugar de maior destaque entre os elementos
que constituíam os espetáculos cênicos. Assim, o trabalho teatral ao qual era atribuída a
maior importância era o do poeta dramático.
Apenas nos meados do século XIX, na Europa, os valores teatrais se
redimensionaram, ameaçando a supremacia do texto, devido a uma contextualização
histórica propícia, que unia uma recusa a teorias e fórmulas superadas a condições técnicas
que concretizassem o desejo de mudanças. Ademais, o advento de tecnologias como a
energia elétrica, que proporcionaria posteriormente artifícios como a iluminação e a projeção
cinematográfica, propiciava uma leitura ainda mais fiel ao texto a ser montado: era possível
se produzir artificialmente luzes e sons que contribuíssem para uma caracterização ainda
mais real dos cenários das fábulas encenadas.
Mas artifícios tão ricos de possibilidades cênicas não seriam utilizados pela
criatividade humana apenas para reproduzir, ainda que fidedigna e brilhantemente a
realidade. Assim, simultaneamente, os artistas utilizaram estes artifícios para tornar palpável
uma outra leitura sobre os textos. A estes artistas deu-se o nome de encenadores/diretores
– aqueles que produziam a arte da cena. Desde meados do século XIX até a
contemporaneidade a profissão do encenador vem se redimensionando a partir das
inúmeras possibilidades de conceber uma encenação, atentando a todos os seus
elementos.
Compreendidos os conceitos de Dramaturgia e Encenação e suas relações
históricas, demos início à coleta de dados. Esta se deu a partir de registros de pautas de
espetáculos locais nos Teatros, Centros Culturais, Secretarias de Cultura e instituições que
lidam com a produção teatral na região. Nesta etapa, realizamos o levantamento dos nomes
dos espetáculos, grupos, dramaturgos e encenadores que tiveram suas produções
apresentadas nesses espaços cênicos, por ocasião da realização dos festivais de teatro, da
apresentação em temporadas regulares, em espaços alternativos e/ou projetos para
circulação de espetáculos teatrais envolvendo o período entre os anos de 2000 e 2008. Tal
mapeamento teve o objetivo de traçar um panorama geral da produção teatral caririense na
contemporaneidade.
Neste ponto, é importante assinalar que todos os dados que serão apresentados a
partir de agora se encontram nos registros de pautas das instituições referidas
anteriormente. É necessário salientar também a fragilidade de registros na maior parte das
instituições visitadas, chegando a haver casos de espetáculos que realizaram temporadas
de apresentações em mais de uma dessas instituições ou espaços cênicos e, no entanto,
não possuem qualquer registro. Vale lembrar que, em outros casos, os espetáculos não
chegaram sequer a estrear, mas que constam como realizadores de temporadas. É ainda
imprescindível esclarecer que os artistas e coletivos identificados nesta pesquisa com maior
quantidade de produções foram posteriormente entrevistados por nós e que nesta ocasião
foi possível reorganizar os dados.
Conforme mencionado, outra grande e importante etapa da nossa pesquisa foram as
entrevistas com os artistas caririenses que mais produziram no período de 2000 a 2008 no
âmbito da Dramaturgia e da Encenação. Uma curiosidade é que, não é raro, na região do
Cariri, assim como em grande parte do teatro ocidental, um dramaturgo encenar seus
próprios textos.
Assim, no contexto das entrevistas, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco
da história de vida e do trabalho do dramaturgo Emanuel Nogueira, das encenadoras Divani
Cabral e Joaquina Carlos, além dos encenadores Flávio Rocha, Jean Nogueira e Mauro
César Alves e dos dramaturgos e encenadores Cacá Araújo, Gilsimar Gonçlalves, Ni de
Sousa e Wanderley Tavares.
DRAMATURGIA CARIRIENSE
Por dramaturgia caririense, no âmbito desta nossa pesquisa, consideramos os
trabalhos de dramaturgos que independente de sua naturalidade têm seu trabalho vinculado
à região do Cariri cearense, e que nela tiveram textos encenados entre os anos de 2000 e
2008. Desta forma, podemos afirmar que, no período para o qual nos voltamos na pesquisa,
pelo menos duas dúzias de artistas caririenses vivenciaram a experiência de compor textos
dramáticos.
Dos artistas caririenses com experiências dramatúrgicas, cinco destacam-se com
maior número de produções encenadas. São eles: Cacá Araújo (A Comédia da Maldição, As
Presepadas de Zé Ozebe e O Pecado de Clara Menina) Emmanuel Nogueira (A Serva,
Como Vivem os Mágicos, Esperando Comadre Daiana, O Último Dia de Glória e Patativa e
Salomão), Gilsimar Gonçalves (Retalhos de Minha Terra, Som das Águas, Povo de Rua, O
Boi Santo e Desencanto de um Morto), Ni de Sousa (Nada se Perde Tudo se Transforma,
As Aventuras no Rio Salamanca, O Aniversário da Princesa, Festa de Ariel, Santo Antônio
do Kariri e Alerta no Caldas) e Wanderley Tavares (Entre a! E a?..., Fragmentos do Nosso
Eu, O julgamento de Carlos, e Os espinhos do Beato Preto Sagaz).
Há grupos caririenses que trabalham predominantemente com dramaturgia própria. É
o que acontece com a Cia. Wancilus GAT Produções que trabalha com a dramaturgia de
Wanderley Tavares e a Cia Cearense de Teatro Brincante com textos de Cacá Araújo,
ambas da cidade de Crato. A Cia. LivreMente, de Juazeiro do Norte, encena a dramaturgia
de Emmanuel Nogueira e a Cia. Mandacaru, também de Juazeiro a de Joylson John
Kandahar. O Grupo Mateu e o Grupo Louco em Cena, da cidade de Barbalha, encenam
majoritariamente os textos de Ni de Sousa e de Gilsimar Gonçalves, respectivamente.
O Quadro 1, abaixo, apresenta o número de dramaturgias caririenses encenadas
anualmente por cada uma das três cidades pesquisadas.
QUADRO 1
Dramaturgias caririenses encenadas
Cidade / ano
CRATO
2000
2001
2002
0
2
4
Total: 20
JUAZEIRO DO NORTE
2000
2001
2002
0
0
0
Total: 13
BARBALHA
2000
2001
2002
1
5
Total: 16
Total geral: 49
2003
1
2004
3
2005
3
2006
4
2007
2
2008
1
2003
1
2004
3
2005
1
2006
1
2007
3
2008
4
2003
3
2004
2005
2006
1
2007
2008
Observando o quadro percebemos que a cidade de Juazeiro do Norte só optou por
encenar a dramaturgia local a partir do ano de 2003. Isto se deve ao fato de que dos anos
anteriores só aparecem nos registros de pautas os trabalhos do Teatro do Colégio Objetivo TECO que encenava majoritariamente os clássicos da dramaturgia ocidental. Já em
Barbalha, apesar de apontarmos no QUADRO 1 a ausência de encenações de dramaturgias
locais nos anos de 2002, 2004, 2005, 2007 e 2008, percebemos no exercício da pesquisa
que a dramaturgia caririense predomina dentre os textos selecionados a serem encenados
pelos grupos barbalhenses.
Durante a coleta de dados e as entrevistas percebemos que no conjunto dos textos
eleitos a ser encenados, não só os de dramaturgia caririense, existem a predominância de
comédias. Isto se deve, por um lado, aos maiores referenciais do teatro caririense: as
brincadeiras populares, os dramas de circo, as manifestações da cultura popular e a
consequente admiração por dramaturgos como Ariano Suassuna e Lourdes Ramalho. Por
outro lado deve-se a uma tradição que defende que o cômico é a preferência do público.
Além disto, há o fato do Ceará assumir o cômico como sua identidade, fenômeno que se
ainda não possui fundamentação, já é bastante pesquisado e que na prática é de uma
funcionalidade inegável.
O Brasil possui pouca formação específica na área da Dramaturgia. No Cariri, com
exceção do dramaturgo Emmanuel Nogueira que cursou o Colégio de Dramaturgia do
Instituto dragão do Mar em Fortaleza, a formação a qual os nossos dramaturgos tiveram
acesso foram as rápidas e raras oficinas ofertadas por instituições particulares ou
governamentais. Desta forma, o aprendizado dos dramaturgos caririenses se deu a partir de
suas experiências pessoais e referências míticas ou históricas, no que diz respeito aos
temas das peças, e através da leitura de textos de dramaturgos renomados, no que se
refere às formas.
ENCENAÇÃO NO CARIRI
Sabemos que a arte da Encenação remonta aos meados do século XIX, e que o
encenador é aquele artista que sucede ao ensaiador e ao diretor, mas não tem por isso
maior importância que os outros, e que consegue conferir à montagem de um texto
dramatúrgico leituras que vão além daquelas que o dramaturgo propõe. Este é um trabalho
raro. A própria crítica teatral brasileira destaca como encenadores poucos nomes de seu
cânone de diretores teatrais.
No Cariri este conceito, o de Encenação, que buscamos encontrar também na
prática se dá como um grande exercício. Desta forma, compreendemos que se tomarmos os
conceitos ao pé da letra os nossos artistas da cena desempenham as funções de diretores.
Mas nós preferimos chamá-los de encenadores por conceber a encenação como a
produção da cena, independente de seus métodos.
Assim, no tocante a quantidade de produção de espetáculos, construímos o quadro
2, que, como o quadro anterior, apresenta a produção de cada cidade anualmente.
QUADRO 2
Encenações teatrais
Cidade / ano
CRATO
2000
2001
2002
3
4
5
Total: 43
JUAZEIRO DO NORTE
2000
2001
2002
1
2
1
Total: 34
BARBALHA
2000
2001
2002
2
6
Total: 16
Total geral: 93
2003
3
2004
7
2005
5
2006
5
2007
8
2008
3
2003
2
2004
10
2005
2
2006
3
2007
8
2008
5
200 3
4
2004
2005
2006
1
2007
1
2008
2
Das 93 produções apresentadas no quadro acima doze grupos caririenses
destacam-se com a maior quantidade de encenações entre os anos 2000 e 2008. São eles:
Anjos da Alegria, Cia. Cearense de Teatro Brincante, Grupo Cênico da SCAC, Grupo
Máscaras da SCAC, Grupo Teatral dos Estudantes da URCA – GRUTEURCA, Teatro
Rachel de Queiroz e a Cia. Wancilu´s GAT Produções, de Crato. A Cia. de Teatro
LivreMente, a Cia. Mandacaru e o Teatro do Colégio Objetivo – TECO, de Juazeiro do
Norte, e o Grupo Louco em Cena e o Grupo Mateu da cidade de Barbalha. Destes, o Grupo
Teatral dos Estudantes da URCA – GRUTEURCA e o Teatro do Colégio Objetivo – TECO
extinguiram-se. Todos os outros permanecem em atividade.
Observamos que o número de espetáculos anualmente encenados e sujeitos a
temporadas de apresentações é crescente nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte e que
aumentou conforme a construção dos novos espaços cênicos. Houve crescimento também
na quantidade de eventos cênicos (festivais, mostras, datas comemorativas). Nesta mesma
proporção cresceu também o número de grupos e o acesso a espetáculos de outras
cidades, estados e países, o que possibilita aos artistas locais a apreciação e intercâmbio
com estes espetáculos e seus realizadores. Os números da cidade de Barbalha apresentam
oscilações e tendem a ser decrescentes, uma vez que, esta cidade não possui espaços
cênicos adequados.
Do ponto de vista da ideologia dos coletivos teatrais, se aponta a predominância da
prática do teatro de grupo por ser aquela em que os profissionais trabalham sempre em
conjunto com uma mesma equipe na qual, provavelmente, todos têm objetivos em comum,
em oposição ao elenco, que reúne uma equipe em prol da realização de um espetáculo. Daí
a crescente sustentação dos repertórios de espetáculos dos grupos e companhias. Embora
haja ainda os grupos que, provavelmente por razões financeiras e dificuldade de formação
técnica adequada e não por razões ideológicas, trabalham com espetáculos de curto prazo
de existência.
Em relação às opções estéticas das companhias/grupos observamos que a
tendência predominante é ao naturalismo/realismo, esta opção acreditamos que pode ser
atribuída à carência de formação específica para encenadores e artistas das visualidades
cênicas (cenografia, figurino, iluminação, maquiagem...), bem como ao fato de que a
disponibilização de instrumentos técnicos modernos ou pós modernos é algo recente na
região. De forma que, para os artistas que trabalham com as visualidades cênicas, as
múltiplas possibilidades estéticas ainda estão começando a se desvendar e se tornam cada
vez mais freqüentes e ousadas.
Duas tradições perpassam a estética da cena caririense: uma delas é o teatro
realista/naturalista no qual se dá a representação fidedigna do espaço proposto pelo texto
herdado dos primeiros grupos de teatro do Cariri: Sociedade Teatro Escola, Grupo Teatral
dos Amadores Cratenses e os grupos da Sociedade de Cultura Artística do Crato – SCAC. A
outra tradição é o teatro brincante e as suas convenções, que se apresentava em todas as
feiras de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.
De cerca de trinta artistas que a pesquisa detectou como responsáveis pela cena,
oito são destacados com maior produção quantitativa: Divani Cabral, Flávio Rocha, Gilsimar
Gonçalves, Jean Nogueira, Joaquina Carlos, Joylson John Kandahar, Mauro César e Ni de
Sousa. Os dois primeiros residem na cidade de Crato, Gilsimar Gonçalves e Ni de Souza em
Barbalha, os demais residem em Juazeiro do Norte, com exceção do último, Mauro César,
que mora na vizinha cidade de Caririaçú.
Uma característica comum aos artistas citados no parágrafo anterior é que estes,
geralmente, só trabalham com suas respectivas companhias e grupos. Outro dado que se
repete é o de que, a maioria das companhias e grupos só possuem um encenador, e não é
raro, ainda, que este responda pelas questões administrativas e ideológicas das equipes
nas quais trabalham, embora boa parte dos coletivos teatrais venham se esforçando para
construir uma administração conjunta.
Diferente da formação em Dramaturgia, a formação em Direção/Encenação tem
considerável oferta no país. No Cariri cearense a diferença durante todo o século passado
foi apenas de que era disponibilizada uma variedade maior de cursos e oficinas. Esta foi a
formação dos nossos encenadores, além da valiosa experiência prática que geralmente se
iniciava com a assistência de direção e se completava nas ocasiões em que assistiam
espetáculos de outros lugares e participavam de debates e intercâmbios. Os encenadores
apontam como sua formação também, a leitura dos grandes teatrólogos ocidentais. E dentre
eles, destacam a importância, principalmente, de Stanislavski, Brecht e Artaud, para seus
trabalhos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No que se refere às relações entre Dramaturgia e Encenação no teatro caririense da
primeira década do século XXI é perceptível que a escolha do texto é a grande fonte de
estímulo para a realização de um espetáculo. Geralmente é o encenador quem propõe o
texto dramatúrgico a ser encenado e este é posteriormente acordado com os atores.
Quando o texto não é escrito pelo próprio encenador, certamente sua temática atende ao
discurso que este, e o coletivo com o qual trabalha, quer levantar.
Em alguns casos o dramaturgo já escreve seu texto endereçado a determinado
grupo, visualizando até os atores, sua interpretação corpo-vocal, e a cena, com todos os
aparatos para a realização desta. Conforme havíamos dito anteriormente é comum que o
próprio dramaturgo encene seus textos. No Cariri o que ocorre com freqüência é que artistas
que trabalham como encenadores se proponham a escrever textos dramatúrgicos que
possam satisfazer suas aspirações.
Quando no trabalho dramaturgo e encenador não são a mesma pessoa, é possível
que um possa interferir no trabalho do outro para aprimorá-lo. Muitas vezes o dramaturgo
acompanha os ensaios e/ou apresentações o que lhe permite auxiliar à direção e elenco na
compreensão do texto. Outras vezes, a cena dá ao texto acréscimos tão interessantes que
estes, vistos pelo dramaturgo, são incluídos no texto escrito que passa por uma revisão.
No Cariri cearense e em todo o mundo Dramaturgia e Encenação se dinamizam e se
redimensionam incessantemente. Nós não paramos de buscar e refletir. Há muito teatro
para se ler, ver, pesquisar e produzir. Para o desenvolvimento desta pesquisa que nunca se
esgotará vem sendo de extrema importância a compreensão e contribuição das instituições
que lidam com a produção teatral nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.
Agradecemos a estas por vossa disponibilidade.
A todos os artistas, em especial aos dramaturgos e encenadores caririenses, que
generosamente contribuíram com seus relatos e material para o enriquecimento do nosso
trabalho, a nossa grande gratidão. Aqui se registra também o agradecimento a Escola de
Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau por promover todos os subsídios necessários a
realização da pesquisa, ao Prof. Ms. Duílio Pereira da Cunha Lima, idealizador deste projeto
e orientador desta pesquisa até o mês de agosto de 2010 e, especialmente, ao Prof. Ms.
João Dantas Filho, Chefe do Departamento de Teatro da Escola de Artes/URCA, que se
disponibilizou para juntos continuarmos e finalizarmos este trabalho sob sua orientação.
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NUÑES, Carlinda Fragale Pate et alli. O Teatro através da história: O teatro ocidental. Rio
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LESKY, Albin. A tragédia grega. São Paulo: Perspectiva, 1996.
LIMA, Pereira Duílio da Cunha. Relações nada perigosas: O texto dramatúrgico e a
encenação na Comédia em 3 x 4. 2007. Dissertação (Mestrado em Letras) – Programa de
Pós Graduação em Letras, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa – PB. 126 p.
PALLOTTINI, Renata. O que é dramaturgia. São Paulo: brasiliense, 2006.
PAVIS, Patrice. A análise dos espetáculos. São Paulo: Perspectiva, 2008.
PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Perspectiva, 2007.
ROSENFELD, Anatol. Prismas do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2000.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
1998.
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