UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL Parque Nacional do Iguaçu: uma avaliação das atividades de Educação Ambiental da Escola Parque aplicada a escola visitante SOLANGE APARECIDA CARDOSO WILKON Foz do Iguaçu - PR 2008 SOLANGE APARECIDA CARDOSO WILKON Parque Nacional do Iguaçu: uma avaliação das atividades de Educação Ambiental da Escola Parque aplicada a escola visitante Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Profª. Mello Orientadora: Foz do Iguaçu – PR 2008 Luciana Ribeiro TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS (TÍTULO) MODELO PARA FORMATAÇÃO DO TFG II TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Aluno(a): Orientador(a): Prof(ª) Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Prof(ª). Foz do Iguaçu, 03 de dezembro de 2008. V Dedico este trabalho a todos aqueles que de alguma forma contribuiram para minha formação. VI AGRADECIMENTOS Aos meus pais Vilmar Wilkon e Rosa Maria Cardoso por terem contribuído em minha formação. À minha orientadora Luciana Mello pelo estímulo e atenção que me concedeu durante o curso e principalmente por ter me incentivado e me ajudado a direcionar o presente trabalho. Ao Daniel Cordeiro Correa pela colaboração no desenvolvimento do trabalho. Ao meu namorado e amigo Elcio Roberto da Silva por ter me dado apoio nos momentos mais difíceis de minha vida, pela colaboração no desenvolvimento deste trabalho e principalmente pela compreensão e companheirismo. Aos meus amigos Luis Thiago Lucio e Rubyane Brito Rodrigues de Almeida, pessoas que amo e admiro muito e que sempre estiveram ao meu lado me apoiando. À todos meus amigos e familiares pelo apoio e colaboração. À todos os funcionários da Escola Parque pelo apoio e colaboração. A professora Norma Barbado pelo apoio e colaboração no desenvolvimento deste trabalho. Aos amigos de ontem, hoje e sempre. VII “Educação integral, no meio ambiente, é educar para a plenitude. Inclusão pessoal, auto- estima, respeito, participação, consciência a ponto de cada um afirmar: Eu sinto eu sou eu sei, eu posso, eu quero, eu faço, eu mudo”. TT CATALÃO VIII SUMÁRIO RESUMO...................................................................................................... ABSTRACT.................................................................................................. 1. INTRODUÇÃO......................................................................................... 1.1 Objetivos.................................................................................... 1.2Justificativa.................................................................................. 2. REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................... 2.1 Apresentando a Educação Ambiental........................................ 2.1.1 Retrospecto da Educação Ambiental.................................. 2.1.2 Educação Ambiental no Brasil............................................ 2.1.3 Tipos de Educação Ambiental............................................. 2.2 Unidades de Conservação......................................................... 2.2.1 Educação Ambiental em Unidades de conservação........... 2.3 ParNa Iguaçu............................................................................ 3. MATERIAL E MÉTODOS......................................................................... 3.1 Apresentando a Escola Parque................................................. 3.1.2 O público estudado: caracterização da escola e perfil dos alunos........................................................................................................... 3.2 O instrumento da pesquisa......................................................... 3.3 Estratégias de análise dos dados............................................... 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................... 4.1 Nível de aproveitamento geral.......................................... 4.1.1 Fácil e difícil: informações que ficam e informações que vão................................................................................................................ 4.2. Fauna, o denominador comum entre as turmas....................... 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................... 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................... ANEXOS...................................................................................................... 10 11 12 13 14 15 15 16 17 19 20 21 23 25 28 29 30 31 33 37 39 42 49 52 55 IX LISTA DE FIGURAS Figura 1: Nivel de aproveitamento da 2ª série com relação as questões 2 e 3....... Figura: 2 Nivel de aproveitamento da 2ª série com relação as questões 2 e 3....... Figura 3: Nivel de aproveitamento da 3ª série com relação as questões 2 e 3....... Figura 4: Alunos que dizem conhecer a Escola Parque da 2ª, 3ª e 4ª série........... Figura 5: Média de absorção de informações.......................................................... Figura 6: Questões que mais chamaram a atenção de cada série.......................... Figura 7: questão com menor desempenho por turma............................................ 34 34 35 36 38 43 45 10 WILKON, Solange Aparecida Cardoso. Parque Nacional do Iguaçu: uma avaliação das atividades de educação ambiental da Escola Parque aplicada a escola visitante. Foz do Iguaçu, 2008. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO Nas últimas décadas as discussões a cerca da questão ambiental estão cada vez mais freqüentes, principalmente, com relação a educação ambiental, que é vista como alternativa para a mudança de hábitos e cultura das pessoas, visando o desenvolvimento de uma sociedade mais responsável. A Escola Parque situada no interior do Parque Nacional do Iguaçu recebe diariamente visitantes de todos os municípios lindeiros ao parque, desenvolvendo atividades de educação ambiental principalmente com as crianças das 1as, 2 as, 3 as e 4as séries do ensino fundamental. Tendo em vista o grande número de crianças que a Escola Parque recebe diariamente, realizou-se uma avaliação das atividades trabalhadas com as crianças, através de aplicação de questionários antes e após a visita, com finalidade de avaliar se houve aproveitamento das informações passadas no dia da visita. Após a aplicação da metodologia proposta constatou-se que as crianças assimilam as informações passadas durante a visita, porém, algumas das apresentaram potencialidades de melhorias. Palavras-Chave: Escola Parque - Educação Ambiental – ParNa Iguaçu. atividades 11 WILKON, Solange Aparecida Cardoso. Iguassu National Park: An Evaluation on Environmental Education Activities of the Park School Applied to Visiting School. Foz do Iguacu, 2008. Completion of course work (Bachelor of Environmental Engineering) Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT In the last decades, discussions concerning the environmental question have become more and more frequent, specially on Environmental Educacion, which is seen as an alternative for changing people’s habits and culture, aiming the development of a more responsible society. Park School, situated in Iguassu National Park, receive visitors from all of the park’s surrounding municipalities daily, developing Environmental Education activities, in special with children from the early grades of Elementary School. Concerning the high number of children received every day by the Park School, an evaluation was accomplished about the activities performed with the children, by applying questionnaires before and after the visit, with the objective to check whether the information forwarded was adequately seized. After the application of the proposed methodology, it was verified that the children assimilated the information provided during the visit, although some activities performed may be enhanced. Keywords: Park School – Iguassu National Park – ParNa Iguaçu. 12 1 INTRODUÇÃO A educação ambiental vem sendo trabalhada e divulgada com freqüência desde a década de 70, quando surgiram os primeiros movimentos ambientalistas e as primeiras grandes conferências realizadas pela Organização Mundial das Nações Unidas - ONU, órgão que foi o grande articulador internacional do debate em torno da questão ambiental. A ONU trouxe para a sociedade através dessas grandes conferências a integração entre as discussões e ações realizadas pelas nações a cerca da questão ambiental, tendo em vista que a degradação ambiental afeta toda a sociedade, está ação foi fundamental. Desde então, tem se buscado cada vez mais conscientizar a sociedade sobre a importância do meio ambiente. 13 A prática da educação ambiental não formal, de maneira dinâmica, em unidades de conservação1, como os Parques Nacionais, Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas e outras, pode ser uma forma interessante de conscientizar as pessoas, principalmente as crianças. O contato com a natureza propicia ao indivíduo uma motivação maior, dessa forma ele pode estar mais suscetível às informações e conseqüentemente à educação ambiental. A Escola Parque (EP) do ParNa Iguaçu vem trabalhando a educação ambiental com crianças e pessoas de diferentes faixas etárias desde 2003. Para avaliar a influência que a educação ambiental exerce sobre as crianças das escolas dos municípios lindeiros ao parque, que visitam a Escola Parque, será aplicado um questionário para as crianças antes e depois da visita, com intuito de verificar qual o nível de retenção das informações prestadas durante a visita. 1.1 Objetivos Avaliar o nível de retenção das informações oferecidas nas práticas de Educação Ambiental desenvolvidas pela Escola Parque do ParNa Iguaçu a crianças de 2ª, 3ª e 4as séries do Ensino Fundamental de uma escola Municipal de Foz do Iguaçu. Levantar hipóteses ou novas idéias, a serem testadas em futuras pesquisas mais aprofundadas, acerca das motivações das crianças para o 1 “Unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção” Lei n° 9.985 de junho de 2000. 14 aprendizado do conteúdo apresentado pela Escola Parque, a fim de subsidiar possíveis melhorias. 1.2 Justificativa A educação ambiental aplicada na Escola Parque pode influenciar na formação de um grande número de crianças, uma vez que diariamente passam por lá alunos do Ensino Fundamental de diversas escolas dos municípios lindeiros ao ParNa Iguaçu, numa média de 40 turmas por mês, cada uma com aproximadamente 30 alunos. Embora tenha sido realizada avaliação com os professores cursistas e monitores ambientais dos trabalhos de educação ambiental executados pela Escola Parque, ainda não foi realizado nenhum tipo de avaliação sobre suas práticas educativo-ambientais com os professores e crianças visitantes a Escola Parque. Nesse sentido, consideramos importante dar início a um processo de avaliação, contribuindo para a melhoria do trabalho e para que este alcance realmente seus objetivos. Esperamos, por exemplo, fornecer elementos para reestruturar e adequar atividades da visita que não estejam surtindo efeito ou cujo resultado esteja abaixo do esperado pelo Parque. A sociedade brasileira é constituída por grupos de pessoas muito heterogêneas. Nesse sentido, pretendemos avaliar a ferramenta educativa utilizada pelo Parque, considerando as palavras de Jacobi (2005): “para se obter resultados positivos em trabalhos de educação ambiental é crucial a adoção de ferramentas adequadas a cada grupo, possibilitando que cada um, atinja o nível de percepção ambiental esperado”. 15 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Apresentando a Educação Ambiental De acordo com o Art. 1° da lei 9795 de 1999 entende-se por educação ambiental: “os processos pelos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. De acordo com a Escola Parque (2005), o conceito de educação ambiental definido pela Conferência de Tbilisi (1977) é: “[...]A Educação Ambiental (EA) é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em 16 relação ao meio, para entender e apreciar-se as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A EA também está relacionada com as práticas das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida.” 2.1.1 Retrospecto da Educação Ambiental Para Lucio et al. (2008) a educação ambiental começou a tomar força, quando os primeiros movimentos em prol do meio ambiente começaram a surgir, impulsionados pela degradação ambiental cada vez mais acentuada, desde então a questão ambiental está constantemente em pauta na sociedade. Quando os impactos ambientais passaram a ter conseqüências globais, iniciou os primeiros grandes eventos voltados a questão ambiental, os quais influenciaram significativamente na educação ambiental, veja abaixo alguns eventos tiveram repercussão a nível mundial, de acordo com a ( ESCOLA PARQUE , 2005). Em 1972 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente, em Estocolmo na Suécia. Encontro de Belgrado, promovido pela UNESCO na Iugoslávia em 1975. A primeira Conferência Intergovernamental em Educação Ambiental, Tbilisi, 1977. Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, 1992. 17 2.1.2 Educação Ambiental no Brasil A educação ambiental no Brasil traçou um caminho aleatório, passando por muitas dificuldades no seu desenvolvimento no ensino Formal, Não Formal, Informal. Em seu discurso parece coerente, apesar de se apoiar em uma política que se mostra indiferente perante as barbáries do mercado econômico (PEDRINI, 1997). Ainda Pedrini (1997) relata que a educação ambiental no Brasil passou a ser implementada sob várias óticas por diferentes atores sociais a partir da década de 80. Neste período, o órgão oficial, a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), concentrava seus esforços na criação de diretrizes e normas para a fiscalização do patrimônio socioambiental. Esta medida parecia permear os documentos, no entanto, não era prioridade oficial. Para Layrargues (2004), o Brasil tem efetuado um papel importante no debate acerca da educação ambiental, através de uma rica discussão sobre as especificidades da educação e por apresentar boas idéias de maneira a atribuir ou incorporar novos nomes, visando designar especificidades identitárias desse fazer educativo. A apresentação de novos sentidos identidários para a educação ambiental, permite ao leitor identificar-se com as características dessas variações contextualizando-as de acordo com o cotidiano do educador (LAYRARGUES ,2004). Carvalho (2004) apresenta algumas práticas da educação ambiental: educação ambiental popular, crítica, política, comunitária, formal, não formal, para o desenvolvimento sustentável, conservacionista, socioambiental, ao ar livre, para a solução de problemas etc. 18 Dentre as práticas citadas acima, vale destacar a educação ambiental crítica. Carvalho (2004) descreve-a como uma prática educativa onde se faz a reflexão indivíduo-sociedade, sendo essa uma evolução conceitual da prática conservadora. Dessa forma o indivíduo pode ter uma visão mais holística da questão ambiental. Para Loureiro (2004), a crítica é um dos pilares básicos que influenciam a transformação da educação. Outra prática de educação ambiental importante, segundo Loureiro (2004), é a vertente transformadora, que iniciou sua configuração no Brasil a partir dos anos de 1980, por promover maior aproximação dos educadores, principalmente os envolvidos com educação popular e instituições públicas de educação, junto aos militantes de movimentos sociais e ambientalistas. Ainda Loureiro (2004) afirma que a vertente transformadora, em conjunto com o avanço do conhecimento e instrumentos legais disponíveis no país, propiciou condições objetivas para a consolidação de novas práticas e teorias inseridas no escopo da educação ambiental. Para a disseminação dessas práticas o papel dos educadores é estratégico e decisivo na inserção da educação ambiental no cotidiano escolar, preparando os alunos para um posicionamento crítico face à crise socioambiental, tendo como horizonte a transformação de hábitos e práticas sociais e a formação de uma cidadania ambiental que os mobilize para a questão da sustentabilidade no seu significado mais abrangente (JACOBI, 2005). 19 2.1.3 Tipos de Educação Ambiental - FORMAL: Para Castro (2008), entende-se por educação ambiental formal, um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino, públicas e privadas, que engloba a educação básica, educação infantil, ensino fundamental e médio, também na educação superior, na educação profissional e na educação de jovens e adultos. Tendo como principal foco servir como base de aplicação da EA no cotidiano escolar. A educação ambiental formal vem sendo profundamente debatida, devido à dimensão dos desafios que surgem, estimulando uma mediocrização que tem feito surgir às disciplinas de Educação Ambiental. Estas disciplinas podem comprometer o objetivo principal da EA nas escolas, que deve ter caráter interdisciplinar (UEFS, 2008). - NÃO FORMAL: A educação ambiental não formal serve como complemento da formal, através de experiências e vivências fora da sala de aula, como exemplo podemos citar: visitas a unidades de conservação, museus, parques e etc.( ESCOLA PARQUE, 2005). - INFORMAL: Para escola parque 2005 a educação ambiental informal se aplica através das interações sócias cotidianas, entre familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho etc. Sua importância está relacionada com seu efeito multiplicador, certo de que cada destinatário é potencialmente multiplicador. 20 2.2 Unidades de Conservação De acordo com Rylands e Brandon (2005), o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) e a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), criaram os parques e reservas federais até o ano de 1989, quando eles se uniram para formar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Em junho de 2000 foi instituída a lei n° 9.985 que afirma em seu Art.1ₒ “Está lei institui o sistema nacional de unidades de conservação da natureza – SNUC estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação”. A presente lei divide as Unidades de Conservação - UC em dois grupos, Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável, sendo a primeira composta por 5 categorias e a segunda 7 categorias. Segundo Rylands e Brandon (2005), existem UC federais e estaduais de proteção integral que totalizam 37.019.697 ha, e 436 áreas de uso sustentável em 74.592.691 ha. Outras categorias de áreas protegidas são; Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) que em geral são pequenas, mas importantes para a preservação de espécies ameaçadas com distribuição restrita, e as reservas indígenas devido suas grandes extensões. O manejo adequado das UC é fundamental para sua preservação, sendo necessário avaliar a gestão da unidade sempre que possível. Certo disso, IBAMA e WWF-Brasil (2007) afirmam que, para avaliar a efetividade da gestão da UC, considera-se importante contextualizá-las quanto às suas características biológicas e socioeconômicas e suas vulnerabilidades, uma vez que o processo de 21 gestão é influenciado pela significância das áreas e pelas pressões e oportunidades a elas relacionadas. Cabral et al. (2008) relatam que a elaboração de um plano de manejo em uma UC, deve ter como base um conjunto de diretrizes desenvolvidas a partir de pesquisas e levantamentos, aprovados e implementados pelo IBAMA, de modo a desenvolver um documento técnico visando estabelecer coordenadas de gestão e manejo, bem como seu zoneamento. Ainda Cabral et al. (2008) afirmam que, para elaboração de um plano de manejo é necessário formar uma equipe multidisciplinar com a finalidade de visitar as comunidades do entorno e localidades onde se encontra a UC, com o propósito de desenvolver atividades de maneira dinâmicas e coordenada, definidas de acordo com as características de cada unidade. Tendo em vista a dimensão territorial do Brasil é indispensável o fortalecimento do manejo das áreas protegidas existentes enquanto cria-se novas áreas de conservação com tamanhos que assegurem a conservação da biodiversidade. No entanto, Rylands e Brandon (2005) ressaltam que, não basta apenas instituir novas UC, se faz necessário melhorar a conectividade entre as unidades existentes e manejar o uso de grandes trechos de terra. 2.2.1 Educação Ambiental em Unidades de Conservação Jacobi et al. (2004) em seu trabalho realizado no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, observaram que o aproveitamento, das informações obtidas durante uma visita a uma unidade de conservação, está relacionado com as 22 experiências prévias relacionadas a questão ambiental, que cada indivíduo teve independentemente da idade. O IBAMA (1998) sugere como caminho para a percepção integral do ambiente, o desenvolvimento de atividades educativas em que o participante tenha a oportunidade de confrontar a prática com a reflexão, na busca da melhoria da qualidade de vida. Partindo desse princípio a educação ambiental em unidades de conservação vai ao encontro com essa necessidade, certo que o indivíduo está passando por um processo de aprendizagem e ao mesmo tempo em contato com a natureza. O ambiente não é simplesmente um espaço natural independente de nossa ação social, logo, devemos agir de maneira a propiciar um conjunto de atividades sócias reguladoras, política e juridicamente numa tradição cultural específica (IBAMA, 2003). Dessa forma, todas as atividades realizadas nas unidades de conservação devem abranger não somente os aspectos do meio natural, mas sim todas as variáveis existentes. O parágrafo XII do Art. 4° do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC relata que “favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico”. É fundamental a participação dos atores sociais para a efetivação do conteúdo citado no parágrafo XII citado acima. Para Loureiro (2004), a interação dos atores sociais envolvidos direto ou indiretamente com a conservação dos recursos naturais, dentro e fora das unidades de conservação, auxilia na resolução de problemas e conflitos, bem como pode fomentar potencialidades identificadas em um diagnóstico socioambiental. 23 Para Jacobi et al. (2004) as UC não são apenas um mecanismo para preservar os recursos naturais e conservar a biodiversidade mas, também, são locais de aprendizagem e sensibilização da comunidade acerca da problemática ambiental. A educação ambiental trabalhada em UC permite a inter-relação dos processos de aprendizagem, sensibilização, questionamento e conscientização em todas as idades, e a utilização dos diversos meios e métodos educativos com intuito de transmitir o conhecimento sobre o ambiente e enfatizar de modo adequado atividades práticas e sociais (GUIMARÃES, 1995 apud JACOBI et al. 2004). 2.3 ParNa Iguaçu Parque Nacional tem como objetivos básicos segundo o Art. 11 do SNUC: “[...] a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico”. No ano de 1916 Santos Dumont visitou as Cataratas, impressionado com o que viu solicitou pessoalmente ao presidente da província do Paraná a transformação do local em área pública. No mesmo ano, um decreto estadual declarou a área de utilidade pública. Em 1939, o presidente Getúlio Vargas criou o Parque Nacional do Iguaçu. (IBAMA, 2008) A unidade possui 169.765,00 ha de área, tem como principais objetivos; garantir a representatividade dos ecossistemas regionais, proteção e valorização da área protegida incentivo e desenvolvimento de pesquisas científicas, 24 implantação de atividades de educação ambiental e o desenvolvimento de atividades recreativas e de lazer em áreas destinadas ao uso público no interior da unidade (IBAMA, 2008). De acordo com a Escola Parque (2008) com intuito de estimular atitudes em favor da conservação do meio ambiente e reduzir os impactos ambientais causados pelas atividades de costume dos moradores do entorno do Parna Iguaçu, a atual administração do parque criou no ano de 2003 a escola parque. Tendo em vista o grande número de pessoas que visitam o Parque Nacional do Iguaçu, é fundamental o manejo adequado e o desenvolvimento de atividades voltadas a Educação Ambiental, visando atingir ao máximo os visitantes. 25 3. METODOLOGIA Foi escolhida a abordagem exploratória para esta pesquisa. Para Gil (1991), a pesquisa exploratória tem como principal objetivo o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Ao encontro dessa perspectiva, uma instituição portuguesa, a Escola Secundária Domingos Soares, por meio de seu jornal (2008), afirma que este tipo de pesquisa proporciona maior contato com o tema ou problema a fim de o tornar mais explícito ou constituir hipóteses. Por este ser também um objetivo da pesquisa, a abordagem exploratória mostra-se adequada. Sendo característico desse tipo de pesquisa propiciar novas informações sobre o tema, viabilizando hipóteses, mostra-se interessante utilizar:“(...) levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram (ou tem) experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão. Possui ainda a finalidade básica de desenvolver, 26 esclarecer e modificar conceitos e idéias para a formulação de abordagens posteriores”. Trata-se de um estudo com o objetivo de incrementar o conhecimento do pesquisador sobre o tema com o intuito de formular hipóteses para futuras pesquisas. De acordo com Gil (1991), as pesquisas exploratórias propiciam uma visão panorâmica acerca de um determinado fato de modo aproximado. (CLEMENTE , 2008) A Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica (2008) caracteriza a pesquisa exploratória da seguinte forma: • “tem menor rigidez no planejamento; • envolve levantamento bibliográfico padronizadas e estudos de caso; • não utiliza técnicas quantitativas; • mostra uma visão geral aproximativa; • é usado quando o tema é pouco explorado e torna-se difícil formular problemas precisos e hipóteses operacionalizáveis; e • é a primeira etapa de uma investigação mais ampla.” e documental, entrevistas não Tais características vão ao encontro dos objetivos do presente trabalho, justificando a escolha da metodologia. Certamente, seus resultados serão encaminhados aos responsáveis pela Escola Parque, de modo a ser útil na eventual renovação e aprimoramento das deficiências apontadas. A intenção inicial desta pesquisa era estudar as 4ª séries de três escolas cuja visita estava agendada no período de Setembro e Outubro, que estava destinado para a coleta de dados no cronograma de pesquisa. A primeira serviu como teste do questionário. Durante a visita da segunda escola este ainda estava 27 em fase de reformulação. Decidiu-se, então, incluir na pesquisa a 2ª e 3ª séries, já que somente restava a terceira escola. Pode-se dizer que a pesquisa utilizou ainda a abordagem do estudo de caso, embora de modo simplificado. O caso foi a Escola Parque. Fachin (2006) relata que o estudo de caso leva em consideração principalmente, a compreensão como um todo do assunto a ser investigado, sendo que todos os aspectos são levados em consideração. Está afirmação vai ao encontro do que diz Gil (1991), ou seja, que o estudo de caso é aplicado de maneira ampla possibilitando o conhecimento de todos os aspectos. Certo disso, o presente trabalho se caracteriza como estudo de caso, uma vez que buscou identificar todos os aspectos pertinentes a educação ambiental realizada na Escola Parque. Esta pesquisa não teve a intenção de usar uma amostra estatística. Cabe ressaltar a variedade de escolas que visitam o Parque. Elas são provenientes de 14 municípios lindeiros. Em função do tempo disponível para esta pesquisa, optou-se por uma abordagem qualitativa, estudando uma escola apenas Fachin (2006) caracteriza a abordagem qualitativa por seus atributos serem aspectos suscetíveis de qualificação nas variáveis da pesquisa. Para Godoy (1995), a pesquisa qualitativa é um método descritivo que aborda o processo como foco principal e não o resultado final. Sendo assim, tem como preocupação maior medir a qualidade dos eventos estudados. Ou seja, o método qualitativo busca estudar a qualidade do trabalho estudado, não apresenta dados estatísticos e sim a interpretação dos resultados. As pesquisas geralmente podem ser classificadas em três grupos: estudos exploratórios, descritivos e explicativos, conforme Gil (1991). 28 Por fim, para delimitar melhor esta pesquisa, é preciso explicitar os procedimentos gerais adotados e o público estudado: foram acompanhadas as visitas de três turmas de uma escola municipal de Foz do Iguaçu, no período de agosto a outubro de 2008. O público estudado foram crianças de 2ª, 3ª e 4ª série do Ensino fundamental. 3.1 Apresentando a Escola Parque O objetivo das atividades educativas desenvolvidas pelo Parque é, como dito anteriormente, reduzir os impactos ambientais das comunidades vizinhas a ele. As atividades de educação ambiental no Parque obedecem a três etapas: a) Na primeira etapa os visitantes passam por uma sala de exposição ambiental, onde são abordados os seguintes pontos: formação das Cataratas, lenda das Cataratas. e um breve histórico do ParNa Iguaçu. b) Durante a segunda etapa é realizada uma palestra aos visitantes, com a finalidade de descrever a fauna e flora do parque e orientá-los como devem proceder na trilha das Cataratas. São feitas dinâmicas visando motivar os visitantes, que, logo após, recebem um lanche fornecido pelo Hotel Tropical das Cataratas. c) Na terceira etapa os visitantes são encaminhados para a trilha das Cataratas, onde têm contato direto com a natureza, sendo acompanhados durante todo o percurso por um monitor ambiental da Escola Parque. 29 3.1.2 O público estudado: caracterização da escola e perfil dos alunos Para se obter a caracterização do perfil estudado, além da observação in loco foi realizada uma entrevista informal com a direção desta escola. A escola municipal estudada situa-se no bairro Morumbi II, no Município de Foz do Iguaçu – PR. Atende cerca 930 crianças desde o primeiro ano (antigo pré-escolar) até a 4ª série do Ensino Fundamental, durante os períodos da manhã e tarde. No período noturno, oferece também o Ensino para Jovens e Adultos – EJA (1ª a 4ª série do Ensino Fundamental) e o Programa de Aceleração e Crescimento - PAC (5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e Ensino Médio). Com relação a infra-estrutura, a escola possui uma biblioteca, pátio, poliesportiva e refeitório. uma quadra A escola conta com 32 professores para lecionar nas séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série), e quatro professores no programa EJA (Escola para Jovens e Adultos) O atendimento de crianças, jovens e adultos desta escola abrange os bairros: Morumbi II e III, Jardim Europa, Jardim Itália e 1° de Maio. Conforme informações fornecidas informalmente pela direção da escola pesquisada, a situação socioeconômica dos alunos desta escola é de carência e baixa renda. A maioria dos pais desses alunos estuda na mesma escola nos programas PAC e EJA. Esta escola foi escolhida para este estudo por motivos de agenda da Escola parque. No período selecionado para a coleta de informações era ela quem tinha visita agendada na Escola Parque. Mas, além disso, convém lembrar que esta escola possui características similares a uma grande parte das escolas de Foz do 30 Iguaçu, representando-as, por este motivo, de certo modo. Tal fato favoreceu a análise dos dados, possibilitando sua extrapolação, ao menos enquanto hipótese para novos estudos. 3.2 O instrumento da pesquisa Considerando as etapas descritas da visita, foi elaborado e aplicado um questionário piloto em uma escola do Bairro Porto Meira, com uma turma de crianças da 2ª série. Com isso, foi possível reparar alguns erros e validar a aplicação oficial do instrumento. O questionário contém oito perguntas fechadas e uma aberta (conforme constante no ANEXO), e tem por objetivo avaliar o grau de entendimento das crianças com relação aos temas abordados, buscando, nesse sentido, contribuir para compreender em que medida a Educação Ambiental da Escola Parque de fato influencia no aprendizado das crianças naquilo que se propõe. O conteúdo das perguntas aborda conhecimentos sobre a fauna e flora do ParNa Iguaçu, por serem os aspectos mais abordados durante a visita. Vale ressaltar que há maior ênfase no aspecto referente à fauna, mantendo a proporcionalidade das informações prestadas durante a visita. O mesmo questionário foi aplicado antes e após a visita, a fim de verificar o aproveitamento das informações passadas na Escola Parque. Avaliar o grau de entendimento das crianças e professores com relação ao meio ambiente e ao ParNa Iguaçu constituiu o foco das questões do questionário preliminar. No segundo questionário, o conteúdo das perguntas tem por 31 objetivo identificar se a visita agregou conhecimento aos alunos e aos professores. Ou seja, trata-se de uma análise comparativa. 3.3 Estratégias de análise dos dados Para avaliar os questionários foram realizadas três análises distintas. Na primeira delas, foi atribuída uma nota para cada questão, totalizando uma média individual por aluno e uma média geral para cada turma. Cada questão possuía seis alternativas, podendo ter de 1 a 4 respostas corretas. A cada uma delas foi atribuído o valor de dois pontos, sendo redistribuídos pelo número de opções corretas. As questões 1, 5, 6, 7 e 8 foram contabilizadas desta maneira. As questões 2, 3, e 4, foram comparadas através de cálculo simples percentual, verificando o reconhecimento dos lugares visitados. Na questão nove, referente à possibilidade e disposição sentida pelo aluno em ajudar a preservar a natureza, optou-se pelo formato aberto, gerando dados que foram comparados através de uma tabela. Com isso, procurou-se garantir que o aluno registraria apenas aquilo que soubesse de memória. O questionário procurou verificar: 1) se através da visita é possível que o aluno passe a reconhecer os lugares por onde passou no trajeto e compreender que todo ele pertence ao Parque. Ou seja, procurou-se saber se estar lá, diretamente no ambiente e ser informado de sua localização, facilita esta compreensão; 2) se a visita estimula o aluno a sentir-se motivado para desenvolver ações de cuidado ambiental; 32 3) em que nível são assimiladas as informações sobre a fauna, a flora e as normas de visitação, prestadas pelos monitores ambientais ainda na Escola Parque; 4) que tipo de informações são fixadas mais facilmente pelos alunos. As crianças que não compareceram ao passeio foram excluídas da amostra. Vale ressaltar também que as crianças as quais não colocaram o seu nome no questionário também foram excluídas, pois não havia como comparar seu questionário preliminar com o segundo questionário, o qual avaliava o seu conhecimento após a visita. Foi necessário excluir da análise as questões as quais não foram abordadas durante a visita a escola Parque. 33 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Foi feita a opção de apresentar resultados e discussões de maneira conjunta para um melhor entendimento das informações. A seqüência de apresentação dos dados buscará responder progressivamente aos itens que o questionário verificou (conforme a análise dos dados mencionada na metodologia): 1) As questões dois e três referentes ao reconhecimento do local (isto é Cataratas e Parque Nacional) demonstraram que 28 % das crianças da segunda série conheciam a Cataratas, mas diziam não conhecer o Parque Nacional. 34 Figura 1: Nivel de aproveitamento da 2ª série com relação as questões 2 e 3. Conforme ilustra a figura 1 houve uma diminuição de 22% no número de crianças que passaram afirmar conhecer as Cataratas ao mesmo tempo em que afirmavam não conhecer o Parque Nacional. É provável que isso signifique que as crianças não soubessem que as Cataratas ficam dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Sendo assim, a visita parece ter influenciado no aprendizado das crianças. Figura: 2 Nivel de aproveitamento da 2ª série com relação as questões 2 e 3. 35 A questão dois e três referentes a 3ª série demonstra que 48 % das crianças diziam conhecer as Cataratas porém o Parque Nacional do Iguaçu não. Havendo, portanto, um decréscimo de 43,24%. Figura 3: Nivel de aproveitamento da 3ª série com relação as questões 2 e 3. Para a 4ª série, ainda analisando as mesmas questões, verificou-se que todas as crianças que conheciam as Cataratas afirmaram também conhecer o Parque. Da mesma forma aquelas que diziam não conhecer as Cataratas tampouco conheciam o Parque. Entretanto, através do gráfico, pode-se perceber um aumento de 4,55%, equivalente a uma criança, contrariamente ao que aconteceu com as outras duas séries. Isso se explica porque essa criança antes da visita dizia não conhecer nenhum dos dois, nem Parque nem cataratas. Após a visita, ela passou a reconhecer as Cataratas, embora não o Parque Nacional do Iguaçu. Interpretou-se este dado como um acréscimo de conhecimento. Antes não conhecia nenhum lugar 36 depois passou a reconhecer pelo menos um deles. Isso pode-se dever a forte impressão causada pelas Cataratas. Embora os gráficos tenham apresentado diferenças entre as turmas, em todas elas houve registro de maior aprendizado. Logo pode-se deduzir que o atendimento prestado durante a visita a Escola Parque influencia no reconhecimento do local. Nesse mesmo sentido, dando continuidade à questão dois e três, tem–se a questão quatro, cuja pergunta era: você conhece a Escola Parque? A seguir apresentam-se os dados da 2ª, 3ª e 4ª série comparativamente. Figura 4: Alunos que dizem conhecer a Escola Parque da 2ª, 3ª e 4ª série Pode-se observar que antes da visita 5,88 % dos alunos da 2ª série, já conheciam a Escola Parque, logo após a visita 76,48 % diziam conhecer o local visitado. De acordo com o gráfico observou-se um acréscimo de 57,14% dos alunos da 3ª série, passaram a reconhecer a Escola Parque, sendo assim elas identificaram o local visitado. 37 Na 4ª série, após a visita houve um acréscimo de 61,92% de crianças que passaram a conhecer a Escola Parque. Conclui-se, então, que a maioria das crianças passou a conhecer a Escola Parque. Sendo assim a Escola Parque consegue chamar a atenção da maioria das crianças. Considerando-se as três turmas, nota-se, contudo, que 15,25%, equivalente a nove alunos dos 59 visitantes do local, ainda não o identificaram mesmo após a visita. Por quê? Não foi possível investigar este interessante aspecto, ficando a sugestão para uma próxima pesquisa. Entretanto, embora não seja um valor alto, caso a Escola Parque tenha a intenção de ser reconhecida, seria interessante ressaltar sua própria existência para os visitantes. Como por exemplo, adotar uma atividade educativa focando o nome da Escola Parque. 4.1 Nível de aproveitamento geral Nesta seção serão abordadas informações sobre a fauna, flora e normas de visitação, constantes nas questões 1, 5, 6, 7 e 8, apresentando uma comparação geral entre as turmas e, com isso, avaliando seu nível de aproveitamento. A figura cinco expressa graficamente o nível de conhecimento das crianças das três séries com relação às questões propostas (que podem ser consultadas em anexo) antes e após a visita, sendo possível visualizar o aumento do aproveitamento após a visita. 38 Figura 5: Média de absorção de informações A 2ª série apresentou um acréscimo em seus conhecimentos de 18,33% em média, enquanto a 3ª obteve 33,84 % e a 4ª série 26,72 % de acréscimo. Pode-se dizer que a 3ª série alcançou um grau maior de fixação em relação às outras turmas. Uma hipótese para explicar este dado é o fato de apenas estes alunos terem participado integralmente das atividades programadas. Isto porque a quarta série não recebeu todas as informações prestadas normalmente na visita, pois não houve condições de apresentá-las em palestra, em virtude de reformas na Escola Parque no dia da visita. Já a visita da segunda série foi mais curta do que o de costume, devido ao grande número de turistas visitantes naquele dia, congestionando e retardando a entrada, o que acabou ocasionando atraso em sua chegada à Escola Parque. Vale ressaltar que um dado marcante no alto percentual de acréscimo da 3ª série é a resposta à questão sete, que pode dever-se ao fato dessas crianças terem participado (e apenas elas) de uma recreação a qual focava o animal símbolo do Parque. Esse fato pode se explicar pelo relato de Lima (1998) 39 que argumenta que as crianças até os 12 anos de idade necessitam de estímulos para o desenvolvimento do conhecimento. Seria interessante a aplicação desse tipo de atividade para as informações que são menos retidas, como as normas de visitação (representadas no questionário pela questão um, em anexo). 4.1.1 Fácil e difícil: informações que ficam e informações que vão Neste tópico, o interesse foi compreender que tipo de informações são mais facilmente fixadas pelos alunos. Nesse sentido, serão comentadas prioritariamente as questões de maior aproveitamento e, complementarmente, aquelas em que os alunos manifestaram maior dificuldade. Julgou-se relevante comentar também as de menor aproveitamento para que possam ser feitos os ajustes necessários. Questão 1 Questão 5 Questão 6 Questão 7 Questão 8 Antes 72,70 % 15,30 % 23,55 % 5,90 % 0% Depois 74,60 % 46,20 % 47,05 % 23,55 % 17,65 % Acréscimo 1,90 % 30,90 % 23,5 % 17,65 % 17,65 % Tabela 1: 2ª Série – comparativo do acréscimo de informações Conforme a tabela 1, a 2ª série mostrou maior acréscimo de rendimento (30,90%) na questão cinco, a qual se refere à fauna existente no ParNa Iguaçu. As crianças demonstraram ter conhecimento dos animais existentes, que foram citados na visita. 40 O fato de essa questão ter chamado a atenção delas pode dever-se à ausência de contato (ou baixa incidência deste) com esses animais no seu cotidiano. Outra possibilidade que pode somar-se a esta é o painel com fotos ilustradas dos animais visto no início da visita. Um terceiro aspecto ainda a ser considerado é o próprio percurso, durante o qual podem ter visto algum animal. O contato direto com a realidade estudada marca mais intensamente a memória da criança, pelo nível de atenção requisitado. O ser humano se envolve mais ao usar os sentidos para aprender. Outra possível explicação reside na idade das crianças, pois tudo é muito novo e desperta sua curiosidade, essa idéia vai de encontro com o relato Herman (1992), vejamos a seguir: “Para as crianças, a curiosidade é incentivo, para que investiguem o mundo esse processo é muito importante em seu desenvolvimento. Elas precisam descobrir em quem confiar, o que é perigoso e o que é divertido, estabelecendo suas próprias fronteiras. Desta forma essa descoberta inicial é intensa e cheia de ação” (HERMAN, 1992). Analisando ainda a tabela anterior, a questão número um (que trata também das normas de visitação) do questionário não foi significativa. Vale lembrar que, de acordo com os dados do questionário, as crianças já tinham um conhecimento maior em relação a esta questão. Devido a isso, provavelmente, não deram tanta importância a estas informações. O mesmo ocorreu com a 3ª série, porém com a questão número cinco, referente aos animais existentes no Parna Iguaçu: a turma teve menor desempenho no assunto que dominava mais, provavelmente levando a menor interesse pelo tema. Já tinham conhecimento dos animais existentes no ParNa 41 Iguaçu antes da visita. O que talvez explique isso sejam eventuais visitas feitas anteriormente, com a família, ou mesmo, mais provavelmente, o conteúdo de ciências abordado pela escola anteriormente. O maior crescimento das crianças da 3ª série ocorreu com a questão número sete, a qual tratava sobre o animal símbolo do parque. Este tema pode ter sido mais importante para os alunos por terem participado de uma recreação com foco no animal símbolo do parque, como já mencionado anteriormente. Questão 1 Questão 5 Questão 6 Questão 7 Questão 8 Antes 66,85 % 58,55 % 66,65 % 4,75 % 9,50 % Depois 82,60 % 64,15 % 76,20 % 85,70 % 61,90 % 15,75 % 5,6 % 9,55 % 80,85 % 52,4 % Acréscimo Tabela 2: Comparativo entre as questões, 3ª Série Já na quarta série, o destaque, como se pode observar, coube à questão número seis, com 38,11 % de acréscimo. A pergunta explora o conhecimento das crianças com relação às condições de liberdade em que vivem os animais. Logo, pelo resultado a seguir, nota-se que as crianças foram boas observadoras da situação de vida dos animais avistados. Questão 1 Questão 5 Questão 6 Antes 47,61 % 40,47 % 47,61 % Depois 63,48 % 66,66 % 85,72 % Acréscimo 15,87 % 26,19 % 38,11 % Tabela 3: Comparativo entre as questões, 4ª série, 42 A hipótese para elas não terem conseguido resultados mais evidentes nas outras questões permanece a mesma: o fato de apresentarem maior conhecimento em relação às outras questões leva-as a focar sua atenção em conhecimentos novos, como os da questão 6, referente ao habitat dos animais. Isso vale especialmente para a questão número um. Vale ressaltar que no período em que aconteceu a visita da 4ª série, a escola parque estava passando por reformas, e em virtude disso não houve a palestra. Devido à ausência da palestra, não foi possível transmitir todas as informações que são rotineiramente passadas aos visitantes. Em decorrência disso, as questões sete e oito (referentes a este conteúdo) não foram consideradas para a 4ª série. 4.2 Fauna, o denominador comum entre as turmas A julgar pelos resultados da figura 6, as questões relacionadas à fauna do Parna Iguaçu foram as que mais chamaram atenção das três turmas estudadas, embora em cada turma tenha se destacado um aspecto diferente em relação à fauna. 43 Figura 6: Questões que mais chamaram a atenção de cada série No âmbito das questões ligadas à fauna, a terceira série foi a classe que se destacou, respondendo a questão referente ao animal símbolo do parque. Possivelmente esse aproveitamento acima da média, obtido nessa questão, deve-se ao fato dessa turma ser a única que participou de uma recreação que tinha como tema justamente o conteúdo da pergunta (animal símbolo do Parque). A fauna também se evidenciou para a segunda série, desta vez na questão 5 referente aos animais que vivem no Parque. Já a quarta série interessou-se pelo habitat dos animais (questão 6). As crianças da segunda série demonstraram ter maior interesse pelos animais existentes no parque, possivelmente esse fato se deve, pelos animais não fazerem parte do cotidiano dos alunos, isso pode ter despertado a curiosidade deles. Para Herman (1992), a curiosidade é o ponto de partida para a aprendizagem. Partindo desse princípio, podemos compreender melhor a assimilação da fauna por parte das crianças. Esta afirmação vai de encontro com o relato de Carvalho (2008), 44 que diz que a criança dever ser motivada no seu desenvolvimento intelectivo, através de ações que possam proporcionar reflexões, análises e descobertas. Já as crianças da 4ª série são crianças mais maduras cognitivamente, interessando-se mais por um assunto relativamente novo, como habitats. Segundo Piaget citado por Barry, após a idade de 7 ou 8 anos, a criança passa pelo “(...) nível das operações ou do pensamento lógico. A criança torna-se capaz de pensar de um modo não dependente da percepção imediata e das ações motoras (pensamento operacional concreto)”. Outra hipótese para este interesse pode ser o conhecimento prévio das Cataratas. E, portanto, dos animais existentes ali. De modo que deram maior importância ao conhecimento novo representado pelo tema habitat. Foi possível observar que de um modo geral as três turmas apresentaram desempenho menor nas questões referentes a temas que elas já tinham conhecimento, de acordo com os dados do questionário aplicado antes da visita. Vale ressaltar que a 2ª e 4ª série obtiveram menor aprendizado na questão um, a qual se refere a como proceder na trilha. Já para a 3ª série, a questão cinco, referente aos animais existentes no ParNa Iguaçu, foi a de menor expressividade. Portanto, trabalhou-se com a hipótese de que os melhores desempenhos estejam ligados a maior interesse. E, contrariamente, o menor aproveitamento relaciona-se a um menor interesse. 45 Figura 7: questão com menor desempenho por turma A questão nove teve a intenção de verificar se a visita estimula o aluno a sentir-se motivado para desenvolver ações de cuidado ambiental. Para isso inquiriu como a pessoa poderia ajudar o meio ambiente. Observou-se que na 2ª série, das 17 crianças avaliadas, cinco (29,41%) diziam não ajudar a natureza, após a visita três (17,64%) ainda afirmavam não poder ajudar a natureza. Cinco crianças das doze que diziam ajudar a natureza (o equivalente a 41,66%) não mostraram incremento nenhum nessa questão ao responder o segundo questionário. Ou seja, deduz-se que a Escola Parque não afetou seu pensamento neste aspecto. Outras quatro crianças (33,33%) afirmavam ajudar o meio ambiente, no primeiro questionário, e acrescentaram, no segundo questionário, mudanças na forma de fazer isso, tais como não alimentar os quatis, não comer durante o trajeto da trilha. As três crianças restantes (25%) mencionaram em seu primeiro questionário formas diferentes das relatadas no segundo questionário acerca de como ajudar a preservar o meio ambiente. 46 Todas as 19 crianças da 3ª série afirmaram ajudar a preservar a natureza, sendo que sete delas (ou 36,84%), após a visita à Escola Parque, não mudaram sua opinião em nada quanto às maneiras de contribuir para esta preservação, enfocando o lixo e as árvores. Quatro pessoas (ou 21,05%) deram opções diferentes ao responder o primeiro questionário e o segundo, porém mantiveram o tema (por exemplo, lixo e árvore). Três crianças (o equivalente a 15,78%) mantiveram parte da resposta inicial (lixo ou plantas) e acrescentaram informações novas, como cuidados com o lixo, não alimentar os quatis nem matar os animais. Neste caso, a informação fornecida durante a visita à Escola Parque referia-se aos quatis. Respostas totalmente diferentes do primeiro para o segundo questionário totalizaram 15,78% (ou 3 crianças). Dois alunos (10,53%) mantiveram a resposta original (lixo) e acrescentaram informações prestadas pela Escola Parque a respeito do comportamento na trilha (não alimentar os quatis, não comer durante a trilha). Concluindo, de acordo com as respostas ao questionário, a Escola Parque exerceu pequena influência, no tocante à percepção dos alunos quanto a sua possível contribuição para a preservação ambiental. Pareceu mais relevante a atuação da escola. Para verificar esta hipótese, foi consultado o programa de Ciências da turma. Foram encontrados temas relacionados às respostas dadas pelos alunos, como lixo, poluição e contaminação do ar, habitação, desmatamento, queimada e saneamento. As respostas se referiram especialmente ao lixo e às árvores. Como pode se observar, tais temas englobam assuntos abordados no Programa de Ciências. Lixo (ou rejeitos): Poluição e Contaminação do ar, saneamento. E já com relação às árvores: desmatamento, queimada. 47 Por outro lado, é preciso destacar que as crianças que modificaram suas respostas, acrescentando informações novas a elas, mencionaram atitudes, como: não comer durante a trilha e não alimentar os quatis. Neste sentido, fica clara a influência da Escola Parque no aprendizado dessas crianças especificamente. Por aí, se pode perceber, talvez, a influência do trabalho com a memória. Na escola estes temas foram trabalhados ao longo de meses e até anos. Na Escola Parque, apenas durante uma tarde. O que poderia indicar um papel importante para o trabalho da Escola Parque: o de desencadear temas novos, em relação à conservação e preservação ambiental, aos quais a escola daria continuidade. Ou, também, ao contrário, o papel poderia ser o de reforçar temas já trabalhados pela escola anteriormente, ajudando os alunos a fixá-los. Refletir sobre essas possibilidades pode contribuir para ampliar e efetivar a relação de parceria entre escolas e Escola Parque. Na 4ª série 17 crianças foram avaliadas. Quatro (o equivalente 23,53%) destas diziam não ajudar o meio ambiente antes da visita, mas após a visita apenas uma (5,88 %) continuou afirmando não poder ajudar o meio ambiente. Sendo assim, a Escola Parque influenciou contribuindo com o meio ambiente. Isso pode se dever ao fato delas terem observado uma das belezas do mundo a qual se diz as Cataratas e que contribuindo com o meio ambiente ajuda-se a preservar esse fenômeno. Ações desenvolvidas pela Escola Parque durante a visita podem ter motivado os alunos, como: o painel apresentado na sala de exposição ambiental, a qual demonstra a transformação de uma realidade que, historicamente se desloca para um grave impacto ambiental, ou seja, a falta de conscientização das pessoas resulta na falta de preservação do meio ambiente. 48 Quatro (equivalente a 30,70%) delas mantiveram sua opinião inicial e acrescentaram conhecimentos novos acerca de como se pode ajudar, como por exemplo: não alimentar os quatis, não comer durante a trilha, não cortar árvores. Verifica-se a influência da Escola Parque em seu aprendizado, já que as informações acrescentadas pelos alunos depois da visita são justamente informações prestadas pelos monitores durante a visita. Sete (o equivalente a 53,84%) crianças mantiveram a mesma opção de atitude para auxiliar a preservação do meio ambiente após visita, ou seja, não houve influência alguma da Escola Parque sobre esses alunos. Apenas um estudante (7,69%) manteve parcialmente sua resposta original após a visita. Percebe-se a recorrência de respostas das três turmas, quase sempre oriundas de estudos anteriores, na escola. 49 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Observou-se que a Escola Parque influencia no aprendizado destas crianças visitantes. Portanto, contribui com o meio ambiente. As palestras na Escola Parque facilitam a memorização das informações por parte das crianças. No entanto, observou-se que as atividades do tipo recreativas são mais motivadoras para as crianças, que mostram aprender mais. Este resultado sugere ser interessante aplicar alguma recreação para as outras questões, as quais obtiveram menor grau de retenção de informações. Deve-se trabalhar com a curiosidade, estimulando na criança a necessidade de aprender. A exemplo disso, as crianças estudadas nesta pesquisa tiveram melhor desempenho nas questões relacionadas à fauna. Sabendo, por exemplo, que as crianças necessitam de grupos que estimulem a sua convivência social (CARVALHO, 2008), seria interessante propor 50 atividades que sejam realizadas em grupos, e que atuem sobre sua sensibilidade afetiva. Por ter grande necessidade de movimento, podem trazer resultados mais efetivos aquelas atividades que, além de lúdicas, exijam também esforços físicos. Constatou-se também que o tempo de visita é muito curto, seria interessante que as escolas permanecessem durante o período integral ou mesmo duas manhãs (ou tardes) consecutivas para se obter melhor aproveitamento, a partir do desenvolvimento de recreações, jogos e outras atividades lúdicas. Novos estudos podem ser feitos a partir dos indicativos desta pesquisa, retomando os pontos que não puderam ser aprofundados. Não foi possível compreender, por exemplo, por que as informações relativas ao palmito Jussara não se fixaram. Outro exemplo refere-se às disparidades de retenção de informação, conforme seu tipo. Como no caso da quarta série: apesar de ter-se considerado natural seu maior interesse no tema habitats devido à etapa de desenvolvimento cognitivo em que se encontram, não foi possível garantir que a explicação para isso seja essa. Por este motivo, seria útil testar essa hipótese em futuras pesquisas. Possivelmente, pode-se agregar a hipótese do conhecimento anterior derivado de visitas prévias às cataratas. Numa próxima pesquisa pode-se tomar como hipótese para a falta de fixação das informações relacionadas ao palmito Jussara a falta de contato com esta planta e de interesse por vegetais. Provavelmente, muitas crianças sequer sabem o que é um palmito. Conforme declarado pela Escola Parque (2008), seu objetivo é estimular atitudes em favor do meio ambiente através da educação ambiental, visando reduzir impactos causados pelas atividades e costumes das comunidades do seu entorno. Sua abordagem educativa é não formal e conservacionista, com algumas características de educação ambiental ao ar livre. Considerando o objetivo 51 da Escola Parque, seria interessante utilizar mais amplamente a abordagem ao ar livre por seu estilo mais sensibilizador, combinada com a abordagem crítica. É provável que esta conjugação seja mais atuante sobre o comportamento das comunidades do entorno, recomendações que também poderiam ser testadas em nova investigação. 52 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CABRAL, Z. et al. A Importância do Plano de Manejo nas Unidades de Conservação para o Desenvolvimento de um Turismo Sustentável. In: Anais do II Seminário Internacional de Turismo Sustentável. Fortaleza – CE, Maio de 2008. CARVALHO, I. C. M. Educação Ambiental Crítica: Nomes e enderaçamentos da educação. In: Identidade da Educação Ambiental Brasileira. Philippe Pomier Layrargues (coord.). Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004. CARVALHO, J. E. 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(Apostila produzida pela instituição para curso aos docentes dos municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu). ESCOLA PARQUE. Escola Parque. Disponível em: < http://www.escolaparqueiguacu.com.br/> acesso em 05/10/2008 às 06h 23. 53 Escola Secundária Domingo Soares. Jornal Literacia da Informação. Disponível em <www.jornal.esds.edu.pt/ppt/literacia/literacia-modulos_apresentacao.ppt>, acessado em 11/11/08 às 15h54. GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisas. 3ª Edição, São Paulo: Atlas, 1991. GUIMARÃES, M. Educação Ambiental Crítica. In: Identidade da Educação Ambiental Brasileira. Philippe Pomier Layrargues (coord.). Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004. HERMAN, M. L. et al. Orientando a Criança para amar a Terra. São Paulo – Editora Augustus, 1992. IBAMA & WWF-Brasil. Efetividade de Gestão das Unidades de Conservação Federais do Brasil. Brasilia: IBAMA, 2007. IBAMA. 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( ) Não Sei ( ) Colocando o lixo na lixeira ( ) Alimentando os Quatis ( ) Não Comer durante a trilha ( ) Não alimentando os Quatis ( ) Não posso ajudar a natureza 2- Você conhece o Parque Nacional do Iguaçu? ( )Sim ( )Não 3- Você conhece as Cataratas? ( )Sim ( ) Não 4- E a Escola Parque? ( )Sim ( )Não 5- Existem animais no Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Sim ( ) Não Se sim quais: ( ) Onça ( ) Leão ( ) Elefante ( ) Quati ( ) Macaco ( ) Cobra 6- Como estes animais vivem? ( ) Não Sei ( ) Em jaulas ( ) Soltos ( ) Não Sei 56 ( ) Amarrados ( ) Dentro de cercas ( ) Em Cavernas 7- Qual o animal símbolo do Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Não Sei ( ) Quati ( ) Onça ( ) Macaco ( ) Veado ( ) Cobra 8- Qual a espécie de palmito em extinção do Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Não sei ( ) Pupunha ( ) Jussara ( ) Bananeira ( ) Açaí ( ) Goiabeira 9- Hoje em dia você faz alguma coisa em sua casa para ajudar a preservar o meio ambiente? Caso sua resposta seja sim, O quê faz? 57 Questionário Escola Parque/ Parque Nacional do Iguaçu APÓS A VISITA Questionário aplicado as crianças do Ensino fundamental da 4ª série com intuito de avaliar o entendimento das crianças com relação as questões ambientais, tendo por finalidade agregar dados ao Trabalho de Conclusão de Curso. Nome: Idade: . 1- Como você pode ajudar a Natureza? ( ) Não Sei ( ) Colocando o lixo na lixeira ( ) Alimentando os Quatis ( ) Não Comer durante a trilha ( ) Não alimentando os Quatis ( ) Não posso ajudar a natureza 2- Você conhece o Parque Nacional do Iguaçu? ( )Sim ( )Não 3- Você conhece as Cataratas? ( )Sim ( ) Não 4- E a Escola Parque? ( )Sim ( )Não 5- Existem animais no Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Sim ( ) Não Se sim quais: ( ) Onça ( ) Leão ( ) Elefante ( ) Quati ( ) Macaco ( ) Cobra 6- Como estes animais vivem? ( ) Não Sei ( ) Em jaulas ( ) Soltos ( ) Amarrados ( ) Dentro de cercas ( ) Não Sei 58 ( ) Em Cavernas 7- Qual o animal símbolo do Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Não Sei ( ) Quati ( ) Onça ( ) Macaco ( ) Veado ( ) Cobra 8- Qual a espécie de palmito em extinção do Parque Nacional do Iguaçu? ( ) Não sei ( ) Pupunha ( ) Jussara ( ) Bananeira ( ) Açaí ( ) Goiabeira 9- Depois dessa vista ao Parque Nacional do Iguaçu e Escola Parque, o que você faria na sua casa ou no seu dia-a-dia para ajudar a preservar a natureza?