Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Projeto de Extensão
Farmacologia Clínica das Infecções
Fúngicas
Prof. Dr. Gildomar Lima Valasques Junior
Doutor em Biotecnologia
Jequié
2015
1
Introdução
• Fungos são micro-organismos de vida
livre:
– Leveduras
– Fungos filamentosos
– Fungos dimórficos
• Combinação de ambas as formas
• Fungos são seres eucarióticos
Desenvolvimento de antifúngicos é mais
complexo que antibacterianos
2
Introdução
• Pacientes suscetíveis à infecções
fúngicas:
– Pacientes cirúrgicos
– Pacientes em UTI
– Pacientes com próteses
– Pacientes imunocomprometidos
• Transplante de órgão
• Terapia imunossupressora
• Terapia contra o câncer
3
Introdução
• Diagnóstico de infecções fúngicas
– Clínico
– Microbiológico
• Cultura
• Exame direto de amostra à microscopia ótica
• Limitações
– Sintomatologia ambígua
– Crescimento indolente dos fungos
– Exame microscópico direto não diferencia
de modo definitivo a espécie
4
Introdução
• Exames com maior precisão e rapidez
– Reação em cadeia da polimerase (PCR)
– western blot
– Detecção de antígenos
– Identificação de metabólitos de fungos
Técnicas apenas investigacionais,
devem ser associadas aos métodos
tradicionais baseados em cultura
5
Introdução
• As opções de tratamento para as
infecções fúngicas estão se ampliando,
mas ainda de forma lenta
• Foco de atuação de antifúngicos
– Síntese de ácidos nucleicos
– A mitose
– A síntese e estabilidade das membranas
• Azólicos e polienos
– Síntese da parede celular
• Equinocandinas
6
BIOQUÍMICA DA MEMBRANA E DA
PAREDE CELULAR DOS FUNGOS
• Diferenças bioquímicas entre animais e
fungos singulares devem ser exploradas
na descoberta de fármacos:
– Colesterol X Ergosterol
7
BIOQUÍMICA DA MEMBRANA E DA
PAREDE CELULAR DOS FUNGOS
• Parede celular fúngica
– Quitina
• Formada de 2.000 unidades de Nacetilglicosamida unidas por ligações β -(1,4).
– β-(1,3)-D-glicano,
Mais abundante
– β-(1,6)-D-glicano
– Glicoproteínas da parede celular
(mannanoproteina)
Mamíferos não possuem parede celular:
drogas antifúngicas que agem na parede
celular são seletivas
8
BIOQUÍMICA DA MEMBRANA E DA
PAREDE CELULAR DOS FUNGOS
• Terceiro alvo potencial de ação dos
fármacos:
– Adesinas
• Medeiam a ligação dos fungos às células dos
mamíferos
• Nas levedura são as aspartil proteases e
fosfolipases
Atualmente é alvo de desenvolvimento
de fármacos antifúngicos
9
Fisiopatologia das infecções fúngicas
• Classificação:
– Superficiais
– Cutânea
– Subcultâneas
– Sistêmicas
• São infecções oportunistas em sua
maioria
– Pacientes imunocomprometidos sofre
infecção com fungos não patogênicos em
indivíduos imunocompetentes.
10
Fisiopatologia das infecções fúngicas
• Defesa imunológica:
– Polimorfonucleares
– Imunidade celular
– Imunidade humoral
• Fatores de virulência
– Adesão
• Pele, mucosas e superfícies de prótese
– Capacidade de invasão, colonização e
proliferação de tecidos
• Produção de enzimas líticas (proteases).
11
Fisiopatologia das infecções fúngicas
• Fatores de virulência
– Diminuição de proteínas de superfície que
servem como detecção pelas células de
defesa do hospedeiro
– Mudança fenotípica
• De leveduras para hifas
– Aumenta a capacidade proliferativa
– Diminui a efetividade fagocítica de neutrófilos e
macrófagos.
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Classes de agentes farmacológicos
Amplo
espectro
de ação
Baixa
toxicidade
Agente
antifúngico ideal
Múltiplas vias
de
administração
Boa
penetrabilidade
13
Classes de agentes farmacológicos
• Mesmo antifúngico a depender da forma
farmacêutica pode ser usado tanto para
micoses superficiais quanto sistêmicas
• Outros antifúngicos tem usa utilização
restrita: tópico, oral ou injetável
14
Classes de agentes farmacológicos
15
Classes de agentes farmacológicos
• Uso de antifúngicos em diversas classes
de indivíduos:
– Crianças
– Lactentes
– Gestantes
– Idosos
16
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos
– A flucitosina é o representante da classe
17
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos
18
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos
dUMP – Desoxiuridilato
dTMP – Desoxitimidalato
19
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos
– Atividade fungistática
– Posologia:
• 100mg/kg/dia divididas em 4 doses (6/6h)
– Seletivo para os fungos:
• Ausência de permeases de citosina em
mamíferos
– Microbiota do intestino convertem parte
do flucitosina em 5-fluoracila
• Reações adversas
20
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos
– Flucitocina é usado em associação com a
anfotericina B (infecções sistêmicas)
• Ação sinérgica
• Monoterapia com alta incidência de
resistência
– Monoterapia usada na:
• Candidíase
• Criptococose
• Cromomicose
21
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da síntese de ácidos nucléicos
dos fungos – Flucitosina
– Vantagens farmacocinéticas
• Alto volume de distribuição
• Alta permeabilidade no SNC, olhos e trato
urinário
– Reações adversas:
• Supressão da medula: leucopenia e
trompocitopenia
• Náuseas e vômitos
• Diarréia
• Disfunção hepática
22
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da mitose dos fungos:
Griseofulvina
– Derivado do fungo Penicilium griseofulvum
em 1950
– Inibe a mitose nos fungos:
• Se liga a uma proteína associada aos
microtúbulos, rompendo, assim, a organização
do fuso mitótico
– Se liga firmemente a queratina:
• Ação contra dermatófito de cabelos e unhas
23
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da mitose dos fungos:
Griseofulvina
– Uso limitado devido a outros agentes
menos tóxicos
– Usados contra infecções de pele, cabelos e
unhas
• Trichophyton,
• Microsporum
• Epidermophyton.
– Ineficaz contra leveduras e fungos
dimórficos: Candida albicans
24
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da mitose dos fungos:
Griseofuvina
– Ineficaz contra micoses subcutânea ou
profundas
– Posologia:
• Crianças:
– 5 a 15mg/kg/dia dividido em 2 ou 4 tomadas
• Adultos:
– 500 a 1000mg ao dia dividido em 2 a 4 tomadas
– Doses de 1,5 a 2g devem ser usadas em curto
intervalo de tempo
25
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da mitose dos fungos:
Griseofulvina
– Usos clínicos
• Desmatofitoses
– Tinha da cabeça, mãos e barba
– “pé de atleta”
• Onicomicoses
– Preferível itraconazol ou a terbinafina
Doses muito altas são carcinogênicas e
teratogênicas
26
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidor da mitose dos fungos:
Griseofulvina
– Reações adversas
•
•
•
•
•
•
•
Cefaléia (15% dos usuários)
Letargia
Vertigem
Visão embaçada
Hepatotoxicidade
Albuminúria
Indução enzimática
– Diminuição da ação de contraceptivos orais
27
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da síntese do ergosterol:
– Inibidores da Esqualeno Epoxidase
• Terbinafina é usada tanto oral quanto tópica
–
–
–
–
Dose oral de 250mg ao dia
Biodisponibilidade oral de 40%
Meia vida de 300h
Usada de forma oral para onicomicose, tinha no
corpo, cabelo, crural e pé.
– Contra indicada para pacientes com insuficiência
renal, hepática e gestantes.
– Monitorar ALT e AST
– Disponível na forma tópica: creme e spray
28
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da Esqualeno Epoxidase
– Naftifina é semelhante à terbinafina
• Antifúngico de amplo espectro
• Exclusivo de uso tópico
– Creme e gel
• Eficaz contra tinha do corpo, crural e do pé
– Butenafina semelhante à terbinafina e
naftifina
• Mais efetivos que os azóis contra dermatófitos
comuns
• Menos efetivo que os azóis quando se trata de
29
cândida sp.
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Forte inibição do CYP-450
– Observar interações medicamentosas a nível de
metabolismo
– Ajuste posológico de ciclosporinas
• Ativos contra muitas espécies de fungos,
inclusive Cândida
• Representantes da classe:
– Clorimazol, cetoconazol, miconazol, intraconazol,
fluconazol entre outros.
30
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Cetoconazol oral tem sido substituído por
itraconazol
– Pouca penetração do LCR e urina
– Alta incidência de náuseas vômitos e anorexia
(20%)
– Incidência considerável de alterações hepáticas (1 a
2 %)
– Alto poder de inibição enzimática
– Causa diminuição da síntese de esteróides
» Ginecomastia
» impotência
31
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Interação de Omeprazol e antiácidos na
biodisponibilidade de cetoconazol
Cetoconazol
•
+
Acido do
estômago
=
Sal
facilmente
absorvido
Antiácidos
Inibidores da bomba de prótons
Antagonistas H2
32
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Cetoconazol tem sido usado na dose de
200mg ao dia
• O tempo de tratamento com cetoconazol varia
de acordo com a infecção., podendo girar em
torno de 10 a 30 dias.
33
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Dentre os triazólicos estão inclusos o
Itraconazol, fluconazol, voriconazol e
terconazol.
• Intraconazol:
–
–
–
–
Apresentações orais e injetáveis
Forte inibidor enzimático
Forma metabólito ativo
Contra indicado em pacientes com depuração de
creatinina inferior a 30ml/min
– Contra indicados em gestantes
34
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Intraconazol:
– Ocorre o mesmo problema de absorção oral com
alteração da acidez estomacal
– Muito útil em infecções superficiais, sistêmicas e
como profilaxia
– Verificar lesão hepática com o uso contínuo
– Doses e freqüência de uso varia com o estado
clínico
– Doses de 300mg 3 vezes ao dia pode resultar em
insuficiência suprarenal.
35
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Intraconazol:
– Apresentação oral: Cápsulas de 100mg em
embalagens com quantidade variadas.
– Indicações: Onicomicoses, meningite criptocócica,
candidiase oral, dermatofitoses em geral (tinha
vesicolor, entre outras).
36
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Fluconazol é o triazólico mais utilizado
• Possui alta distribuição pelos líquidos
corporais
• Potente inibidor enzimático
• Não tem sua biodsponibilidade oral diminuída
com o uso de antiácidos
• Usos terapêuticos:
– Candidíase orofaríngea (100mg ao dia por 2
semanas)
– Candidíase vaginal (150mg em dose única)
37
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos
• Usos terapêuticos do Fluconazol:
– Criptococose (meningite criptocócica) com 400mg
ao dia por 8 semanas
– Outras dermatofitoses preferir o itraconazol
– Ineficaz contra Aspergilose pulmonar
– Contra indicado na gravidez
– Pode causar náuseas e vômitos com doses acima
de 200mg/dia
– Uso prolongado gera cefaléia, exantema, vômitos,
dor abdominal e diarréia
38
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos: Voriconazol
• Disponível na forma oral e injetável
• Primeira escolha no tratamento da Aspergilose
• Associado a um melhor desfecho em infecções
mais graves quando comprados a outros
antifúngicos
• Potente inibidor enzimático
• Hepatotoxicidade é comum mas pode ser
controlada com a diminuição da dose
• Contra indicada para gestantes (teratogênico)
39
Classes de agentes farmacológicos
• Inibidores da 14α-Esterol Desmetilase
– Imidazólicos e Triazólicos: Voriconazol
• Reações adversas:
– Alteração na visão (visão turva, fotofobia e
alucinações visuais transitória)
• Posologia:
– Injetável: 6mg/kg a cada 12 horas 2 doses seguida
de 4mg/kg a cada 12h (casos mais graves)
– Dose oral: 200mg a cada 12h longe das refeições
– Terconazol
• Usado para candidiase vaginal na forma de óvulos
• Mecanismo de ação e espectro semelhante aos 40
outros
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Principais representantes da classe:
Anfotericina B e nistatina
– Ambos os agentes são produtos naturais
derivados de espécies de Streptomyces
• Mecanismos de ação
– Se liga com alta afinidade ao ergosterol
produzindo poros na membrana do fungo
41
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• O efeito terapêutico e toxicidade dessa
classe está pela sua afinidade pelos
esterois de membrana
– Afinidade ao ergosterol é 500x maior que
ao colesterol
– O mecanismo de resistência está ligado a
diminuição do ergosterol na membrana do
fungo
42
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Anfotericina B
– Além de sua atividade na formação de
poros, desestabiliza as membranas dos
fungos através da geração de radicais
livres tóxicos com a oxidação do fármaco.
– Altamente insolúvel;
• Apresentação na forma de suspensão coloidal
– Pouca absorção no TGI; Administração IV
43
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Anfotericina B
– Reações adversas
• Estimulação intensa do sistema imunológico
(TNF-α, IL-1)
– Febre, calafrio e hipotensão
– Necessidade de administração prévia de AINES
ou Aes
• Toxicidade renal:
– Causa vasocontrição e isquemia renal
– Suspender o uso temporariamente caso tenha
uréia acima de 50mg/dL ou creatinina acima de
3mg/dL
– Diminuição de eritropoetina causa anemia
44
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Anfotericina B
– Toxicidade renal e hematológica são dosedependentes
• Evitar associação de fármacos nefrotóxicos
(aminoglicosídeos por exemplo)
– Estratégia para diminuir a toxicidade renal
• Adição da Anfotericina B a lipossomas ou
outros carreadores lipídicos
– Anfotericina B lipossômica ( C-AMB)
– Diminui a exposição ao túbulo renal.
45
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Anfotericina B
– Usos terapêuticos:
• Dose habitual: 0,5 a 0,6mg/kg em glicose 5%
durante 4h
• Meningite causada por Cocidióides: Injeção
direta no LCR
– 0,1 a 0,5mg 3 vezes por semana.
– Espectro de ação incluem, entre outros o (a):
•
•
•
•
Candida spp
Cryptococcus neoformans
Aspergillus spp
Penicilium marneffei
46
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA
MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos
• Nistatina:
– Estruturalmente semelhante a Anfotericina B
– Mecanismo de ação semelhante a
Anfotericina B
– Usos clínicos:
• Candidíase oral, cutânea a vaginal
Não ocorre absorção sistêmica por nenhuma
via
47
INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR
DOS FUNGOS: Equinocandinas
• Parede celular dos fungos:
48
INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR
DOS FUNGOS: Equinocandinas
• Síntese do β-1,3-glicano
Glicose + Glicose... = β-1,3-glicano
Glicose + Glicose... = β-1,6-glicano
Equinocandinas
β-glicano sintetase
49
INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR
DOS FUNGOS: Equinocandinas
• Representantes da classe
– Caspofungina
– Micafungina
– Anidulafungina
• Espectro de atividade
– Espécies de Cândida e Aspergillus
• Biodiponibilidade insuficiente pode via
oral
50
INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR
DOS FUNGOS: Equinocandinas
• Caspofungina:
– Posologia:
• Dose inicial de 70mg 1x ao dia por 1 hora de
infusão
• Dose de manutenção: 50mg/dia
– Efeitos adversos
• Flebite no local da infusão
• Reações alérgicas (liberação de histamina)
– Não administrar com ciclosporina
• Aumento das concentrações de caspofungina
51
Antifúngicos tópicos
• Tratamento tópico é a primeira escolha
em micoses superficiais
– Dermatofitoses
– Candidíase
– Tinha vesicolor
– Tinha nigra
52
Antifúngicos tópicos
• Ineficaz contra:
– Onicomicose
– Tinha do couro cabeludo
– Micoses subcutânea
53
Antifúngicos tópicos
• Imidazois e tiazóis de uso tópico
– Aplicação cutânea
• Indicações
–
–
–
–
–
Tinha cutânea
Tinha do pé
Tinha vesicolor
Tinha crural
Candidíase cutânea
• Aplicação
– 1 a 2 vezes ao dia por 3 a 6 semanas
54
Antifúngicos tópicos
• Imidazois e tiazóis de uso tópico
– Clotrimazol
• Formas farmacêuticas
– Creme, loção e solução a 1%
– Comprimidos vaginais de 100, 200 e 500mg
• Eficácia contra dermatófitos em 60 a 100% dos
casos
• Eficácia contra candidíase cutânea de 60 a
100% dos casos
• Pode ocorrer recidivas
55
Antifúngicos tópicos
• Imidazois e tiazóis de uso tópico
– Miconazol (nitrato)
• Apresentações farmacêuticas
– Pomada, creme, solução e aerosol a 2%
– Creme vaginal com 2 a 4%
• Indicações
– Tinha do pé
– Tinha crural
– Tinha vesicolor
Taxa de cura
ultrapassa
90% após
uma semana
de uso
56
Antifúngicos tópicos
• Tioconazol
– Indicações
• Tratamento de vulvovaginite por cândida
– 4,6g de pomada (300mg de tioconazol) ao deitar
em dose única
• Ciclopirox olamina
– Indicação
• Tinha do corpo, crural, pé e vesicolor
• Penetra bem nos folículos pilosos e nas
glândulas sebáceas
– Tratamento da dermatite seborréica
57
Antifúngicos tópicos
• Ciclopirox olamina
– Sem registro de toxicidade tópica
– Apresentações farmacêuticas
• Gel a 0,77%
• Xampu a 1%
• Solução tópica a 8% para onicomicose.
58
Antifúngicos tópicos
• Terbinafina
– Indicados para:
• Tinha do corpo, crural e do pé
• Tinha vesicolor
• Dermatofitoses e onicomicoses (Oral)
59
Antifúngicos tópicos
• Nistatina
– Estrutura semelhante a Anfotericina B
– Não possui absorção por nenhuma via
– Indicação
• Candidíase oral, cultânea e vaginal
• Não tem atividade contra onicomicose, lesões
hiperceratinizadas e/ou crostosas
– Posologia
• Creme de 100.000UI/g 2 vezes ao dia
• Comprimido vaginal 100.000UI
– 1x ao dia por 2 semanas
60
Antifúngicos tópicos
• Nistatina
– Posologia
• Suspensão oral 100.000UI/mL 4 vezes ao dia
• Pastilha 200.000UI para tratamento de
candidíase oral
• Comprimido de 500.000UI para candidíase no
TGI
• Anfotericina B
– Cremes, pomadas, solução oftálmica 3%
aplicados na lesão 3 a 4 vezes ao dia.
61
62
63
64
Conclusão e Perspectivas Futuras
• O desenvolvimento de agentes antifúngicos
progrediu
significativamente
desde
a
introdução da anfotericina B.
• A resistência microbiana se apresenta como
um desafio para pesquisadores e profissionais
de saúde
• Procura por novos fármacos tópicos para
tratamento de onicomicoses e tinha do couro
cabeludo
• Descobertas de novos alvos moleculares são
necessários
65
Obrigado!
66
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
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Farmacologia Clínica das Infecções
Fúngicas
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