O USO DE UM VÍDEO NO ESTUDO DO FENÔMENO DE REFRAÇÃO DA LUZ Dalva Aldrighi Vergara E-mail: [email protected] Bernardo Buchweitz E-mail: [email protected] (Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas Rua Alm. Barroso, 1734, CEP: 96010-280 Pelotas – RS RESUMO Foi produzido um videofilme sobre refração da luz. Esse vídeo foi projetado para estudantes de nível médio e atividades de ensino foram desenvolvidas a partir dos assuntos nele apresentados. Os dados, obtidos a partir das respostas dadas pelos estudantes em um questionário, em um teste escrito e em entrevistas, estão sendo analisados e algumas evidências preliminares revelam que essas atividades realmente contribuíram de forma significativa para a sua aprendizagem e que eles gostaram do videofilme e das atividades de ensino. Palavras–chave: Ensino, Física, Vídeo. ABSTRACT A videofilm about light refraction was recorded. This video was shown to high school students, and teaching activities based on the video subjects were carried out. The data, which were obtained from students’ answers on a questionnaire, a written test, and interviews showed that these activities really contributed to their learning of these subjects in a meaningful way, and also that they liked the videofilm and the teaching activities. Key-words: Teaching, Physics, Video. INTRODUÇÃO O desenvolvimento de atividades relacionadas com a produção, testagem e disseminação de vídeos didáticos no ensino de Física tem sido um dos objetivos em trabalhos de pesquisa que temos desenvolvido há alguns anos (Buchweitz, 1997). Desde 1998 estamos envolvidos com essas atividades no projeto Recursos Tecnológicos para o Ensino de Física, que conta com o apoio da FAPERGS e da UFPEL. Nesse projeto objetiva-se estabelecer uma interação entre professores de nível médio e superior e estudantes, elaborar e executar propostas de ensino, e analisar, avaliar e divulgar dos resultados, conforme relatado anteriormente (Buchweitz et al., 2000). Em um trabalho anterior (Buchweitz, 1997) foi analisada a aprendizagem de 25 estudantes que participaram de atividades de ensino sobre a interferência da luz refletida em películas delgadas desenvolvidas por meio de aulas teóricas, um experimento de laboratório, um vídeo e o livro de texto. Os dados mostram que os estudantes entendem que melhor aprenderam os conceitos, as relações e as idéias relacionadas com o assunto ao desenvolverem a atividade que está mais relacionada com cada uma dessas partes do assunto. As manifestações também foram favoráveis ao uso do laboratório e do vídeo como alternativas de ensino. Em outro trabalho (Buchweitz e Vergara, 1999) testamos a utilidade do vídeo sobre reflexão da luz por meio da análise de sua receptividade entre estudantes e da aprendizagem resultante da observação do filme de vídeo precedida, acompanhada e sucedida de discussões entre a professora e os estudantes sobre os assuntos apresentados. Os dados, obtidos a partir das respostas dadas por 78 estudantes em um questionário, mostram que, de modo geral, essas atividades contribuíram para a aprendizagem dos estudantes. Além disso, merecem destaque os comentários em favor do uso do vídeo como alternativa de ensino, em particular e de maneira enfática, pela utilização em novas oportunidades e com maior freqüência. Outros comentários evidenciaram que o videofilme foi interessante e contribuiu significativamente para entender e esclarecer a matéria em questão. Finalmente, cabe destacar que, de maneira quase unânime, os estudantes gostaram do vídeo e da aula que acompanhou a sua apresentação. A professora responsável pela projeção e pelo planejamento e execução das atividades de ensino nas três turmas, manifestou seu agrado em ter usado o vídeo como um recurso de ensino alternativo, achando válida a experiência, e destacou a atenção o interesse e a participação dos estudantes nas atividades realizadas. Pelo seu depoimento, o uso do vídeo no ensino de Física é uma tentativa válida porque essas aulas “realmente funcionam”, os estudantes apreciaram as atividades e tiveram seu interesse e curiosidade despertados sobre os fenômenos que os rodeiam. De certa forma, as respostas dos estudantes afirmando que as atividades contribuíram para a sua aprendizagem são sustentadas pelo depoimento da professora que também traz evidências sobre a aprendizagem dos estudantes relacionadas com o tipo de reflexões, a lei (vista, recordada e observada pelos estudantes em vários outros momentos), uma melhor idéia do fenômeno e considerando que a aula foi proveitosa por ter ajudado no momento de resolver exercícios e problemas. Em continuação a esses trabalhos já realizados, no presente caso queremos relatar alguns resultados preliminares de uma pesquisa em que usamos um filme em fita de vídeo cassete (videofilme) sobre refração da luz como recurso de ensino em aulas de Física do nível médio. Essas atividades de ensino foram desenvolvidas com esse recurso no sentido de criar uma situação real de ensino, ou seja, a interação entre o estudante, o professor e o material educativo, nesse caso, o videofilme, conforme idéias de Gowin (1961) e Ferrés (1996). AS ATIVIDADES O VÍDEO O vídeo sobre refração da luz foi especialmente produzido para ser usado em atividades de ensino de Física. A gravação do filme em fita de vídeo foi feita com uma filmadora de recursos usuais, em vários ambientes, envolvendo fenômenos do cotidiano e cenas interiores realizadas em um laboratório de Óptica. Embora seja um filme artesanal, procurou-se seguir alguns conselhos técnicos existentes na literatura (Ferrés, 1996). Aspectos didáticos e a experiência pessoal sobre o assunto também foram levados em conta no planejamento e na gravação do vídeo. Algumas recomendações que procuramos seguir no nosso processo de realização desse vídeo foram apresentadas e discutidas anteriormente (Buchweitz, 1997). O filme inicia com a apresentação de várias cenas exteriores e interiores apresentando fenômenos de refração da luz. Do cotidiano passa-se para o laboratório onde inicialmente são mostrados os equipamentos utilizados nas atividades práticas realizadas. Em seguida, apresenta-se a realização de um experimento no qual são mostradas cenas que apresentam a ocorrência do fenômeno: incidência e refração de um feixe de luz na passagem de um meio transparente (ar) para outro (acrílico). Em seguida são realizadas várias medidas (ângulos de incidência e de refração lidos em um disco graduado), cálculos do índice de refração, o traçado de um gráfico em papel milimetrado (índice de refração x ângulo de incidência) e, a partir da análise do gráfico, o estabelecimento da lei da refração (o índice de refração não depende do ângulo de incidência), apresentada oralmente e em texto. Na segunda parte desse videofilme a mesma seqüência de cenas é seguida, com a diferença de que o a trajetória do feixe de luz agora ocorre no sentido contrário, vindo do acrílico e passando para o ar. Isso permite, além de novamente estabelecer a lei da refração, observar o fenômeno da reversibilidade e a reflexão interna total da luz a partir de um certo ângulo de incidência. Para concluir, projetam-se novamente as cenas do cotidiano apresentadas na parte inicial do videofilme. Os exemplos do cotidiano e do laboratório visam ilustrar fenômenos de refração sem explorá-los nos seus detalhes metodológicos e teóricos no vídeo, embora isso não impeça ao professor de fazê-lo quando for projetá-lo. Apresentar esses exemplos antes da lei da refração foi com o objetivo de despertar a curiosidade e o interesse sobre tais fenômenos. Reapresentá-los no final do vídeo (após a lei) foi com a intenção de estimular o professor e os estudantes a identificar o tipo de refração e a forma de ocorrência do fenômeno em cada exemplo a partir do conhecimento preliminar sobre a lei da refração recém apresentada no vídeofilme. No experimento apresentado as medidas foram feitas apenas uma vez porque a realização de várias medidas do ângulo de refração para cada ângulo de incidência iria requerer um tempo demasiadamente longo, tornando o vídeo cansativo e desinteressante, pois é conveniente que a apresentação seja concisa e substancial, sem redundâncias irrelevantes. Além disso, no nível médio geralmente a análise estatística (teoria de erros) não é um tema abordado e discutido, e a sua inclusão criaria dificuldades adicionais que provavelmente não seriam resolvidas nessa oportunidade. Aplicações da lei da refração em superfícies curvas como lentes convergentes e divergentes não são apresentadas nesta oportunidade porque se entende que são assuntos para mais um ou dois outros vídeos. Incluí-los neste videofilme ampliaria o seu tempo de projeção duas ou mais vezes, contrariando a recomendação sobre a adequação do tempo de duração e da abordagem de um único tema ou assunto. A aplicação da lei da refração certamente pode ser motivo para mais um ou dois outros vídeos. As figuras mostram, respectivamente, cenas que podem ser observadas no cotidiano e no laboratório. AS AULAS Durante as aulas em que utilizamos este vídeo procuramos seguir as idéias que apresentaremos a seguir. Em relação às atividades desenvolvidas em uma aula em que usamos um vídeo como recurso de ensino, não basta apenas projetar e ver o filme. É necessário que o tema mostrado nas imagens não fique apenas na visualização, porque assim seria semelhante à situação em que temos alunos ouvindo aulas expositivas. Mesmo todos tendo a faculdade da audição, não significa que aprenderão os conteúdos simplesmente por terem ouvido o professor falar. Assim também não basta que os alunos apenas vejam imagens, mas que também saibam observá-las e entendê-las, que não apenas olhem, mas que realmente as vejam, ou seja, precisam sentir a imagem. Por isso, o planejamento de uma aula utilizando o vídeo, requer que tenhamos em mente algumas ídéias básicas e recomendações sobre o uso do vídeo para podermos atingir nossos objetivos educacionais por meio da apresentação das imagens passadas aos olhos dos alunos. Depois de planejada, é necessário que essa aula seja bem desenvolvida, caso contrário poderá servir apenas para preencher o espaço de uma aula de algum professor mal preparado. O uso do vídeo como recurso de ensino, não descarta os demais, ou seja, é apenas mais uma modalidade de ensino e que, como tal, não substitui as já existentes (aulas expositivas ou demonstrativas, leitura e discussão de textos, experimentos de laboratório), mas pode fazer com que as mesmas sofram algumas alterações no sentido de acompanhar o desenvolvimento tecnológico e educacional. O uso do vídeo pode ocorrer de forma paralela aos outros métodos de ensino, com o objetivo básico de colaborar para a ocorrência da aprendizagem dos estudantes. Ferrés (1996) defende, entre outras, as idéias de que o vídeo não substitui o professor, porém impõe mudanças em sua função pedagógica e uma adequada utilização didática do vídeo exige dos professores uma formação específica. Ferrés, da mesma maneira que Gowin (1981), entende que no ensino deve haver uma interação entre os alunos, o professor e o material didático. Baseado nisso, o tema do videofilme deve ser abordado seguindo um método de ensino baseado essencialmente nessa interação. As aulas envolvendo o vídeo devem ocorrer preferencialmente em uma sala apropriada para o referido evento (sala de projeção), equipadas com aparelhos de vídeo cassete e televisor, e um quadro auxiliar para o momento das discussões. Um ambiente de projeção adequado é relevante, pois o aluno deve ficar atento ao que está sendo projetado, sem ser distraído. Para que haja uma constante interação entre o material educativo (cenas ou imagens), os alunos e o professor, pode-se desenvolver um processo de ensino em três etapas. Na primeira etapa convém fazer uma introdução, explicando o recurso de ensino que vai ser utilizado, a sua validade e utilidade prática, enfatizando, por exemplo, que eles irão ver e estudar por meio do vídeo imagens que fazem parte do cenário normal de sua vidas, alertando-os para observarem atentamente as imagens, pois estarão vendo algo representativo de uma realidade que os cerca e que nem sempre é devidamente observada. Na segunda etapa é realizada uma primeira projeção do videofilme, sem interrupções, sem espaço para comentários dos alunos e do professor. Essa parte do processo é assim desenvolvida com o objetivo de fazer o aluno tomar um primeiro contato com o material educativo e dele obter uma motivação e noção inicial a respeito do tema abordado. Na terceira etapa, as atividades devem envolver uma segunda projeção, feita com pausas em certas cenas, visando originar uma discussão sobre o conhecimento nelas contido. Essas cenas são escolhidas pelos alunos por interesse ou para esclarecimentos, bem como pelo professor para chamar a atenção dos alunos para pontos do filme que sejam considerados importantes, para levantar alguma pergunta ou fazer um comentário. Havendo um acompanhamento verbal da segunda projeção do vídeo por parte do professor e dos alunos, é estabelecida essa interação entre as imagens (material educativo) e os discursos verbais do professor e dos alunos, criando-se uma situação em que ocorre o ensino verdadeiro − em que os estudantes e o professor chegam a um acordo sobre o significado transmitido pelo material educativo (vídeo) − e não um ensino unidirecional ou degenerado. Com isso, espera-se que os alunos possam elaborar seus próprios conceitos e idéias, sendo este um dos principais objetivos, ou seja, a construção do conhecimento. Dentro das modalidades de uso didático do vídeo, podemos considerar que a primeira projeção é realizada para suscitar um trabalho adicional, classificada como “programa motivador” por Ferrés (1996). Na atividade posterior, que ocorre ao longo da segunda projeção, a modalidade de uso do vídeo caracteriza-se basicamente como sendo a de “videoapoio” pois ele serve para discussão dos assuntos apresentados no vídeo e de outros lembrados pelo professor e pelos alunos. De um modo geral foram esses os passos seguidos nas atividades de ensino desenvolvidas tendo como recurso o vídeo sobre refração da luz. OS PARTICIPANTES Participaram da investigação: a professora pesquisadora, a professora da turma e 52 alunos da primeira série de uma escola de nível médio, o Colégio Municipal Pelotense. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Para coletar informações e medidas sobre as atividades que se desenvolveram mediante o uso do filme que aborda o tema Refração da Luz, utilizei os seguintes instrumentos: um questionário, um teste e entrevistas. Na elaboração dos instrumentos de medida foram incluídas questões relacionadas com fatos que permitiram ao aluno chegar a conclusões pelo simples ato de observar atentamente as imagens mostradas no filme (imagens que os cercam). Ao final da segunda projeção do vídeo foi aplicado um questionário com o objetivo de obter a opinião dos alunos sobre o trabalho realizado e a sua aprendizagem. Esse questionário consiste de uma série de afirmações sobre os quais os alunos indicaram (em uma escala de 1 a 5) se concordam ou discordam e qual seu grau de concordância ou discordância. Nesse questionário também há um espaço para os alunos fazerem seus comentários a respeito das atividades desenvolvidas. Uma análise preliminar das suas opiniões foi feita por meio da média e do número de concordâncias e discordâncias com as afirmações feitas. Os comentários foram classificados em categorias elaboradas a partir das próprias respostas e então analisadas e comentadas, também é uma análise preliminar dos dados. Um exemplo da estrutura do questionário com seus resultados está contido no quadro 1 e a análise preliminar dos comentários no quadro 2. Além do questionário, foi aplicado um teste escrito com a finalidade de avaliar a aprendizagem cognitiva dos estudantes. Foram questões dissertativas breves sobre os assuntos trabalhados durante as atividades desenvolvidas com a ajuda do vídeo. Este teste foi semelhante aos normalmente aplicados para avaliar a aprendizagem de Física dos estudantes de nível médio. Por último foram realizadas entrevistas com alguns estudantes. Nessas entrevistas propomos questões voltadas à aplicação dos conhecimentos obtidos sobre o tema abordado no vídeo e como o aluno usa essas informações para resolver questões do cotidiano. A entrevista, semi-estruturada, foi composta de três momentos: primeiro solicitei ao aluno que relatasse uma situação do cotidiano, depois propus uma situação prática, mediante questionamentos e por último, a partir de uma figura solicitei que o aluno resolvesse uma outra questão. Assim, foram propostas situações “novas” onde o aluno teve que resolvê-las mediante o uso dos conceitos e leis trabalhados, pois é importante que os estudantes consigam fazer essas relações de aplicação dos “conhecimentos escolares” na solução de problemas vivenciados no dia-a-dia. Os alunos que participaram das entrevistas foram sorteados mediante o uso de uma tabela de números aleatórios. As entrevistas foram gravadas em fitas cassete (áudio), transcritas para o papel e atualmente estão sendo analisadas. Escolhemos esses instrumentos de medida por se mostrarem adequados e viáveis para a análise e avaliação do processo de ensino e aprendizagem que estamos propondo, pois entendemos que contemplam as questões que podem ser respondidas pelos alunos, com a finalidade de encontrarmos evidências para respondermos a questão que estamos investigando. Na elaboração dos instrumentos de medida, foram seguidas recomendações descritas em textos sobre esse assunto (Selltiz, 1974), (Lüdke e André, 1986) e (Minayo, 1993) entre outros. OS RESULTADOS Vamos fazer uma análise das informações obtidas com o questionário, o teste e as entrevistas separadamente, embora no final, estes resultados podem ser considerados em conjunto para realizar uma síntese e estabelecer conclusões e comentários. QUESTIONÁRIO Quadro 1 – Itens do questionário, médias ( X ), número de concordâncias (nC), de discordâncias (nD) e de marcações 3 (nT) obtidas das indicações feitas por 52 estudantes. Instruções: As afirmações abaixo expressam opiniões sobre o vídeo-filme que você observou: Refração. Leia atentamente cada afirmação e então indique se concorda ou não com ela e o grau de sua concordância ou discordância. Discordo ! Concordo ..........!.......... 1 2 3 4 5 X nC nD nT 1 – Vendo o vídeo-filme tive a oportunidade de relacionar o fenômeno de refração com eventos do cotidiano. 2 – Ficou claro que quando a luz vinda do ar incide obliquamente numa superfície plana de acrílico, a parte transmitida muda de direção ao passar para o acrílico. 3 - A partir do experimento mostrado aprendi que o índice de refração de um material é constante, ou seja, independe do ângulo de incidência da luz. 4 - A partir do gráfico traçado com os dados obtidos no experimento mostrado, foi possível concluir que o índice de refração não depende do ângulo de incidência da luz. ..........!.......... 1 2 3 4 5 4,12 44 5 3 ..........!.......... 1 2 3 4 5 4,25 43 1 8 ..........!.......... 1 2 3 4 5 3,78 38 8 6 ..........!.......... 1 2 3 4 5 3,58 30 10 12 ..........!.......... 4,33 46 3 3 3,38 29 18 5 ..........!.......... Faça aqui (ou no verso) seus comentários relacionados com 1 2 o vídeo-filme: 3 4 5 4,16 44 5 3 ..........!.......... 1 2 3 4 5 4,02 41 1 10 4,27 42 2 8 5 – Observei que, quando a luz passa do ar para o acrílico, o ângulo de incidência é maior do que o ângulo de refração e, quando passa do acrílico para o ar, acontece o contrário, verificando-se a reversibilidade da trajetória do feixe de luz. 6 – Fiquei sabendo que o índice de refração n’ do ar em relação ao acrílico é igual ao inverso do índice de refração n do acrílico em relação ao ar, isto é, n’ = 1/n. 7 – Verifiquei que, quando a luz passa do acrílico para o ar, a partir de um certo ângulo (ângulo limite) ocorre a reflexão interna total, ou seja, o feixe refratado desaparece e a luz é totalmente refletida. 8 - De um modo geral, o vídeo-filme ajudou-me a clarear o conceito e a lei da refração. 9 – Gostei da aula com o vídeo-filme. 1 2 3 4 5 ..........!.......... 1 2 3 4 5 ..........!.......... 1 2 3 4 5 Quadro 2 – Comentários feitos por 52 estudantes sobre o videofilme e as aulas Tipo Comentários Freqüência Atitudes afetivas 1 – Gostei, o vídeo-filme foi muito bom, Bom, gostei muito! É muito interessante, acho que valoriza mais o conteúdo (o vídeo) é bem mais interessante porque mostra as imagens e tudo mais. Achei o filme e a matéria sobre refração muito interessante, Na minha opinião o vídeo-filme, foi de grande importância, gostaria de dizer que foi muito bom trabalhar sobre refração, foi boa a experiência. 25) (20) 2 – Aula com o vídeo é legal, adorei as aulas de vídeo, eu gostei de todas as aulas de vídeo, eu gostei de ter tido aulas assim com vídeo, a aula foi boa, foi interessante ter essa aula com vídeo-filme. 3 - Mais ou menos, não gostei muito das aulas com o vídeo-filme. Ensino 4 – Eu acho muito importante ter aulas diferentes como esta com vídeo-filme, espero que tenha outros vídeo-filmes, mais aulas de vídeos. Eu gostei do método usado (vídeo), aulas na sala de projeção. 1 – Vendo é bem mais fácil do que explicar e não ver o que é, ver os desenhos da refração como é que aconteceu. Ajuda a clarear e a entender o conceito da Lei da refração e relacionar o fenômeno com eventos do cotidiano que têm um grande significado científico. Aprendo bem mais, porque vejo o que acontece, numa aula normal lá na sala só ouvimos a professora e não se vê, se tornando cansativo. Matéria fica mais explicada, deveríamos ter mais aulas práticas, pois faz o aluno se interessar porque aula passada no quadro o aluno não se interessa. A refração não é tão difícil como pensava e o filme fez com que eu tomasse consciência de fenômenos que muitas vezes eu desconhecia. O filme foi bem entendido, estava tudo bem explicado, as explicações do narrador são bem claras. 2 – Não só as aulas de vídeo me ajudaram, precisei da ajuda da professora para esclarecer mais o estudo da refração, as professoras me ajudaram muito, senão eu não teria entendido a matéria. Obrigado por ter paciência de explicar a matéria quantas vezes que a gente pediu. Consigo entender somente depois que você(professora) explica, tive poucas dúvidas e elas foram sendo esclarecidas. A voz do professor não estava muito boa, não a voz, mas o som, aí a explicação da “professora” clareou. 3 – As aulas não estão sendo de total aproveitamento , pois o vídeo não esclareceu muito bem sobre refração. Prefiro aulas na sala de aula com giz e quadro é melhor, é aula teórica passada no quadro, não confunde tanto, assim teria entendido mais a matéria, iria esclarecer melhor os conteúdos. Quando uma parte da matéria é explicada em sala de aula e é mais exercitada ela fica muito mais clara. (4) (15) (25) (15) (5) (5) 4 – O vídeo me confundiu muito, no começo estava difícil de entender. Não ficou muito claro mas gostei, eu gostaria que vocês professores explicassem esta matéria mais claro e mais objetivo. Aprendiza 1 – Para uma pessoa de fácil aprendizagem pega a matéria bem rápido porque ela é fácil. gem Foi bastante compreensivo o vídeo filme, pude entender e aprender melhor, ele faz com que aprendamos mais, consegui entender a refração da luz. Foi um vídeo educativo, ajudou a saber um pouco mais sobre a física, saber sobre refração no nosso dia-a-dia, sobre o conceito, a lei da refração e o que é refração, enfim, deu para ter um bom conhecimento sobre refração. (30) Foi de grande importância porque antes dessas aulas, nem me passava pela idéia o que era refração e tudo aquilo que o vídeo passou. Daqui em diante vamos entender coisas que antes não dava. 2 - Não ficou muito claro a matéria, ficou meio confusa, não entendi muito bem algumas partes, às vezes é meio complicado de entender, por que nunca tive aula deste estilo, não aprendi tudo porque não peguei desde o início. Entendi o porque das coisas, mas fiquei com pouco de dúvida nas medidas e nas contas, na hora de n’ e n, bagunçou um pouco a minha cabeça, complicou um pouco na hora daquelas contas de sen. Mas acho que tenho que saber um pouco mais sobre refração, a teoria faz falta e a prática com nós mesmos construindo. Acho que não aprendi o suficiente é muito complicado, vou estudar mais. Gostaria que fosse mais comentado dentro da sala de aula. (15) O TESTE 1. A figura representa um feixe de luz proveniente do ar que incide sobre a superfície lisa de separação entre o ar e o acrílico. N é a normal à superfície. N Nessa figura, a) Indique o ângulo de incidência b) Trace a trajetória do raio refratado c) Indique o ângulo de refração luz ar acrílico 2. A figura representa o gráfico do índice de refração n de uma substância em função do ângulo de incidência θ 1 . Qual a conclusão que pode ser obtida do gráfico ? n 3. Apresente uma situação em que ocorre o fenômeno de refração no dia a dia. θ1 (o) 4. Se o índice de refração do vidro em relação ao ar é igual a 1,5, qual o índice de refração do ar em relação a esse vidro ? 5. A figura representa um feixe de luz proveniente do acrílico, incidindo na superfície de separação do acrílico com o ar. N é a normal à superfície. Para a situação representada, diga se, independente do valor de θ, uma parte da luz incidente sempre passa para o ar ? Por quê ? N ar acrílico θ luz incidente O teste em análise foi composto de cinco (5) questões que se assemelham com aquelas que os alunos estão acostumados. Depois de uma análise mais profunda (qualitativa + quantitativa), os dados desse teste serão mostrados por meio de tabelas e gráficos de freqüências. A princípio apenas será visto a porcentagem de alunos que acertou ou errou cada questão. Questão n0 1 Questão n0 2 Questão n0 3 Questão n0 4 Questão n0 5 (%) (%) (%) (%) (%) Acerto total 87 80 50 10 50 Acerto parcial 11 18 45 10 30 Errada 2 2 5 80 20 AS ENTREVISTAS Abaixo seguem algumas colocações feitas por alguns estudantes em resposta aos questionamentos feitos durante as entrevistas Cita um exemplo, do teu dia-a-dia que possa ser explicado pelo fenômeno da refração da luz. Quando a gente coloca uma caneta ou uma régua dentro de um copo de água. Às vezes parece que fica menor ou então parece que tá quebrado ... o lápis quando a gente coloca parece que ele quebrou assim. Por causa da refração da luz ... É quando a luz passa de um meio para o outro. Quando a gente coloca uma caneta ou uma régua dentro de um copo de água. Às vezes parece que fica menor ou então parece que tá quebrado ... o lápis quando a gente coloca parece que ele quebrou assim. Por causa da refração da luz ... É quando a luz passa de um meio para o outro. Eu até botei um exemplo na prova ... que quando a gente pega um copo assim e que a gente vê os nossos dedos assim ... Isso fica maior ...(risinhos) Deve haver refração ... o dedo grande ... acontece ... o objeto ... assim a luz que vem pros meus olhos ... sei lá ... ela sofreu alteração ... sei lá ... a água fez ela ...Sofreu alteração. Pode ser assim quando tá enchendo a pia com água e vai botar os talheres para lavar ... a louça, fica a metade fora... Ah! Sei lá... parece que estão quebrados ... (risos) é por causa da refração. A refração da luz. Ela passa pra um outro meio ... fazendo ... ela se refrata, se distancia ... sei lá como é que eu vou dizer... (risos), se desvia ... Uma refração, nem sempre vai sofrer desvio. Da refração ...? Tá ... uma poça de água no chão ... Eu não sei se é ... mas se tem uma poça de água e ... eu posso passar e me enxergar ... isso é reflexão... Refração pode ... Refração ...? Não sei. Tá, num copo de água eu boto um lápis ... e uma caneta e parece que tá quebrada ... ou tá faltando ... não sei se está certo. Porque quando põe a caneta ... no vídeo mesmo tava o lápis, tu botou o lápis, vamos supor, pra baixo e ficou meio torto. Porque a água dá um formato ... dá uma visão diferente ... que a luz não penetra totalmente, ou alguma coisa... Deixa eu ver se eu me lembro! (pausa) ... eu não me lembro se foi na refração ou se foi na reflexão que apareceu num copo de água e uma régua por trás ... É ... que aumentou os números da régua. Então, porque o numerozinho era pequeno na régua, e por trás ficou maior, tá acontecendo a refração da luz, que tá indo bastante... os raios tão... (ai como é que eu posso te dizer!) ... espalhados, e ai dá um aumento do número da régua. Um copo de água. Não sei ... aquele desenho que teve no filme ... do copo ! Aquele ... eu não sei se a lataria do carro ? Refração ... É isso ai ... é porque a água é transparente. (silêncio absoluto). Não sei. A gente pode ver uma pessoa dentro de uma piscina. Assim ... quem olha de fora vê ela lá dentro ... a pessoa tá menor e parece que tá toda deformada assim. Não sei ... eu acho que é porque a luz bate e ai depois não sei parece que fica diferente ... não sei explicar. Tá, eu tô aqui ... só que a imagem vai mais pra lá ... e assim. Porque a luz que tá batendo na água ... e aconteceu alguma coisa com essa luz dentro da água ... que eu não sei te explicar , ... parecia que ela estava mais próxima ... porque a luz passou do ar pra água ... não sei. Me lembro ... me lembro até quando eu vou mexer alguma coisa com uma colherinha assim dentro de um recipiente com água assim ... que seja transparente ai quando a luz bate assim a colher parece que está meio próxima da superfície eu acho que é um fenômeno de refração, do que ela tá realmente assim. Por causa da luz que bate na água e reflete no objeto assim né... a luz que fica ... assim dá a impressão de que esta mais próxima ... sei lá ... eu não sei explicar assim... (fez gestos). Não sei ... Ela sofre um desvio. Aqui tem esse pote de vidro (aquário), com água. Se eu incidir um raio de luz aqui nessa superfície de água, o que tu acha que vai acontecer? Então qual será a trajetória desse raio de luz que irá passar? Qual será a trajetória do raio de luz que irá passar se eu incidir assim formando um determinado ângulo? Ob.: essa questão — como as outra —, teve variações na sua formulação quando apresentada ao aluno, porque alguns termos como, por exemplo, o termo “trajetória” não é conhecido de todos. A luz vai passar ... refração. Tá ... o que que vai acontecer ? ficar meio inclinada, prá cá. Chega nos 15º lá, mais ou menos, é vem mais pra cá. Eu acho que ela não vai passar toda. Vai passar uma parte só. Ela vai se refratar. Ela passou um pouco só aqui pra baixo. E tá vindo um pouco mais para a esquerda né ? Ela vai se refratar. É assim, tá ! ali tá o ponto assim né ... Ela vai assim, oh! (mostrou com as mãos) pra um lado ou pro outro. Ela vai vir assim (apontou com gestos), assim, pra cá ... Ele é maior né (apontou para o ângulo de incidência), aqui é menos. Hã, hã... , acho que ele vai sofrer um desvio. Mas nem sempre. Sei lá ... eu acho ... passa a luz pro outro meio, a refração. Vai sofrer um desvio... eu acho... eu acho que ... uns 15º, tá se aproximando da reta normal. A luz! Ela vai refratar, ela vai passar de um meio pro outro, quando os meios são transparentes. Sei lá, assim ela vai vir de lá e vai ( a aluna apontou a diferença de lado entre o raio incidente (que veio da direita para a esquerda) e o refratado que ficou do lado esquerdo da reta normal) assim e vai se refratar pro lado de cá. É o ângulo vai ser menor aqui. Sei lá ... parece que sim, uns 15º lá em baixo. Não sei ... não da bem 15º... Sofreu a refração... Refração. Sim, ela vai bater na água e vai voltar ... Em baixo. É ... A refração da luz, no caso ... a passagem de um meio para outro transparente. Tá ... é essa luz aqui né, é um pouco mais de 10º ... e menos de 20º ... é isso, uns 15º ... A reta se aproximou ... O raio se aproximou da reta normal ... É ele se aproxima né ... quando ele vem do ar pro acrilíco ele se aproxima né? É ... Tá , vai haver reflexão e refração, eu acho, ela vai passar para o outro meio. A água nesse caso. Ele vai ficar menor, assim. Ele vai ... como é que eu posso dizer ! ... Ai, eu não sei explicar ... (riso) Tá ... Ela sofreu um desvio assim ... Pro outro meio. Mais perto, é mais próximo à normal. Oh ! Eu acho que vai dá pra gente enxergar ela aqui embaixo. É a gente vai poder enxergar ela porque ela passa. Tá ela vai bater na água e vai passar lá pra baixo. Passa se aproximando da reta normal. Ah ! Ela vai atravessar ali... só que vai ... (risos). Ela vai atravessar só que ai vai parecer assim que (gestos) a aproximação do raio de luz ... eu não sei explicar assim sabe ? ... A refração. Não ! ele tá menor ... Era isso que eu tava tentando ver. Uma moeda é colocada dentro de um pequeno prato. O aluno deve afastar-se do conjunto até que pare de ver a moeda. Sobre a moeda vou acrescentando água, e o aluno descreve o observado. Quando ele ver novamente a moeda peço que explique. Por que eu acho que a luz refletiu na água assim ... apresentando mais a moeda. Ela passou de um meio para o outro ... A que incidi na moeda, ai a senhora colocou água ai ele voltou passando pela água, e eu acho que por isso que a moeda apareceu. Saiu ... E sai prá cá. Eu to enxergando a moeda. É, Porque ... Não (risos), deixa eu ver ... deve ter sido ... Não sei ... Eu sei que ... tá eu me lembro disso tem um exemplo assim ... mais agora não vem. Não sei, parece até que ela está mais pra cima assim. É de longe ... porque antes eu não tava enxergando. Eu não sei se é porque a luz assim incide na água ... ai sei lá fica comprido (risos). Deve ir pra outro lugar ... sei lá ... é deve ela passa pra outro meio ... houve um desvio (risos). Eu tô vendo a moeda ... Porque a imagem dela... Eu acho que ela andou (risos) ... Não ! eu sei ... Por causa do ar ... não têm imagem ... A luz bateu e voltou, porque a luz ... A direção dela foi pra todos os lados ... ah ! eu não sei. A luz se espalhou ... é foi o que vi ... Agora eu estou enxergando ela. Toda não ... uma parte dela. Por causa da luz ... que incidiu na moeda bateu... não sei sai por cima. Tá. Bateu na moeda e saiu. Ela se afastou e agora eu tô conseguindo enxergar. Pra lá ... Pra cá ... Tá antes não tinha a água e eu não enxergava e agora tu botou a água e eu consigo enxergar. A luz que bateu na moeda e a luz que bateu na moeda veio pros meus olhos ai eu consegui enxergar. Sofreu refração, reflexão também. Só existe o ar ... Não enxergo ! Eu já tô enxergando a moeda, só parcialmente. Porque a luz bate na água ... reflete na água assim reflete o objeto na água no caso ... por causa da luz...( Ah ! É que eu tô enrolando porque eu não sei direito...). Tá eu entendi assim... Porque ... pois é o que eu entendo assim ... que eu acho que a luz bate na água e reflete o objeto que tá ali dentro no caso ... É ... não o objeto reflete a luz na água... Não sei, verdade ! É, não adianta. Até eu parar de enxergar ? Deu ... tá a moeda já subiu, eu acho, ... eu acho que ela subiu pra cima (risos) Tá no ponto é, refração da luz. Bom ! a moeda parece que subiu pra cima assim. Isso, por causa da água que a senhora colocou também. Parece que a moeda ... assim oh! Aumentou mais quando a senhora estava colocando água... (não falou mais) Agora eu enxerguei. Não sei assim... acho que há um desvio do raio de luz assim... Eu acho que é um desvio do raio de luz ... sei lá a luz incidiu aqui... É. Acho que ela bateu aqui e veio pra cá assim (fez o gesto corretamente com a mão). Não enxergo. Ah! Sei lá ... (risos) eu acho que eu não vou saber explicar. É por causa ... parece que a moeda levanta ... sei lá ... é a imagem, porque o que a gente enxerga é sempre a imagem né ... a luz que... por causa do desvio da luz, por causa da refração, ai aparece a imagem e não a moeda ... a luz vem pra cá. Porque ela tá no fundo, e parece que de longe ela tá numa altura maior ... tá em cima, não embaixo. Por causa da refração da luz ... no caso, a moeda tá embaixo e ela um.... é o reflexo dela que vem pra cima. Por causa que os raios estão espalhados aí dá o reflexo da moeda mais em cima. Eles vieram para a minha direção. CONCLUSÕES E COMENTÁRIOS De acordo com essas análises preliminares, acredito que já é possível fazermos uma conclusão a respeito da proposta do uso do vídeo como recurso educativo com o objetivo de responder a questão básica “Qual a contribuição das atividades de ensino envolvendo o vídeo para a aprendizagem de Física?” , proposta em minhas atividades de pesquisa, neste caso abordando o tema “Refração da Luz”. Acredito firmemente que o uso do vídeo didático, como um recurso para o ensino de Física, se mostrou totalmente apropriado pois foi possível observar e verificar mediante os instrumentos de medidas, através dos dados levantados, que os alunos aprendem mais e de uma forma mais agradável tanto para eles quanto para o professor, que também se sente estimulado em ensinar porque percebe nos alunos a curiosidade sendo despertada e como resultado o prazer em aprender algo que seja significativo para suas vidas. REFERÊNCIAS BUCHWEITZ, B. O uso de diferentes recursos de ensino na aprendizagem de Física. Cadernos de Educação, 9: 99-114 , 1997. BUCHWEITZ, B. e VERGARA, D. A. O Uso de um Vídeo em atividades de Ensino de Física. Cadernos de Educação, ano 7, no 12: 5-19, 1999. BUCHWEITZ, B., VERGARA, D. A., TAVARES, A. P., ALVES, V. M. e DOBKE, R. P. D. Vídeos didáticos e experimentos de laboratório no ensino de física. Livro de Resumos: VII Conferência Interamericana sobre Educação em Física. Porto Alegre (Canela), Brasil, 2000. FERRÉS, Joan. Vídeo e Educação. 2a ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. GOWIN, Bob D. Educating. Ithaca - NY: Cornell University Press, 1981.