André Ponce - 30/11/2011
60% DOS DOENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA APRESENTAM
MOBILIDADE REDUZIDA.
(extraído de http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=17111880&tid=5680735852779949428 , em 09/05/2012)
André Ponce - 30/11/2011
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), cerca
de 60% dos doentes que sofrem da patologia precisam de ajuda para se
movimentar passados 20 anos após o diagnóstico da doença. As dificuldades
na marcha encontram-se entre as queixas mais referidas pelos doentes,
condicionando muito frequentemente as actividades básicas de vida diária,
assim como o exercício de algumas profissões, o que acaba por ter
implicações socioeconómicas para o próprio doente e para a família. Estes
dados são divulgados no âmbito das comemorações do Dia Nacional da
Esclerose Múltipla, que decorre no próximo dia 4 de Dezembro, avança
comunicado de imprensa, enviado ao RCM Pharma.
Estes dados vêm ao encontro do mais recente estudo promovido pela SPEM
junto dos doentes portugueses e apresentado em Maio deste ano, que revela
que 55,6% das pessoas que sofrem de EM encontram-se inactivos, a grande
maioria devido a reforma. Dos indivíduos inactivos, 41,5% foi despedido ou
reformou-se antecipadamente, 33,2% desistiu por falta de capacidade para
trabalhar e 15,7% atingiu o limite de baixa por doença.
A Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) está a reunir
20.000 assinaturas para que no dia 3 de Dezembro, data do quinto
aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas
com Deficiência, possa apresentar uma petição por condições de trabalho
condignas para quem sofre de doenças crónicas flutuantes como a Esclerose
Múltipla.
André Ponce - 30/11/2011
A EM é uma doença inflamatória crónica do Sistema Nervoso Central
(SNC), que cursa com perda do revestimento protector de mielina dos
neurónios (e por isso se chama também doença desmielinizante), o que acaba
por conduzir à acumulação de dano nestas células, que pode tornar-se
irreversível. Trata-se de uma patologia que hoje afecta cerca de 6 mil
portugueses e mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo.
De forma a minorar o impacto da doença na qualidade de vida dos doentes,
a European Medicines Agency (EMA) aprovou em 2011 para a Europa a
fampridina (comprimidos de libertação prolongada), o primeiro tratamento
no mundo destinado a combater as perturbações da mobilidade em doentes
com EM. Trata-se de um tratamento destinado a melhorar a capacidade de
marcha em doentes adultos com EM que apresentem dificuldade em andar.
O novo tratamento demonstrou eficácia em adultos com todos os tipos de
EM, tanto nas formas surto-remissão, como em formas progressivas. Este
fármaco pode ser utilizado em monoterapia ou concomitantemente com
outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.
João de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria em Lisboa, considera
que “a fampridina é o primeiro tratamento com um impacto positivo nas
perturbações da mobilidade, que afectam e condicionam a vida de dois
terços dos doentes com Esclerose Múltipla. Os doentes em tratamento com
fampridina reportam, adicionalmente, uma melhoria global do seu
desempenho quotidiano, o que poderá estar associado a outros benefícios do
fármaco, que irão ser agora avaliados”.
André Ponce - 30/11/2011
FONTE:
http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/30-11-11/60-dos-doentescom-esclerose-multipla-apresentam-mobilidade-reduzida
30/11/2011
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60% DOS DOENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA