Apostila de Trabalho de Conclusão de Curso Curso: Fisioterapia Disciplina: Trabalho de Curso Professora: Renata Brito Salvador, 09 de Agosto de 2012. 1 SUMÁRIO Assunto Introdução Regras do Trabalho Barema Projeto de Pesquisa Roteiro para elaboração do Projeto de Pesquisa O Artigo Científico Roteiro para elaboração do Artigo Científico 2 Página 03 04 05 06 14 20 26 INTRODUÇÃO Art. 10 -“O Trabalho de Curso é componente curricular obrigatório, desenvolvido individualmente, com conteúdo a ser fixado pelas Instituições de Educação Superior em função de Projetos Pedagógicos.” A Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Dispõe seu art. 34, nos diversos incisos em que se desdobra ser finalidade da educação superior, dentre outras, “estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo”; “incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive”. Com essas orientações legais e em conformidade com a opção pedagógica adotada pelo IBES, o Curso de Fisioterapia também tem inserido em seu currículo a obrigatoriedade de elaboração de um artigo como Trabalho de Conclusão de Curso, cabendo ao aluno, com total liberdade, escolher o tema a ser desenvolvido e o orientador do seu trabalho. Para a ABNT (2011), o trabalho de conclusão de curso de graduação é considerado como “um documento que apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa, e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador.” Portanto, como o próprio nome diz, requer dedicação, esforço e trabalho! Este manual tem como proposta facilitar a compreensão do aluno do curso de Fisioterapia sobre os objetivos e as normas que regem um dos requisitos para conclusão do curso – o TCC que no IBES, deverá ser a apresentação de um artigo científico. O IBES tem como um de seus propósitos despertar o aluno para a importância da pesquisa científica na graduação, para que a formação do aluno e futuro profissional possa estar calcada nos princípios da atualização e constante aperfeiçoamento no exercício de sua profissão. Este trabalho vem, portanto, contemplar o objetivo de estimular o aluno ao aprofundamento em temas específicos mediante a orientação de um professor que possa direcionar seus estudos de modo mais sistemático, reforçando ainda a importância da Metodologia do Trabalho Científico. As normas deste manual estão baseadas na ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, cabendo ao orientador a incumbência de selecionar 3 o método (revisão bibliográfica, pesquisa de estado da arte, pesquisa de campo, estudo de caso, etc.) que será utilizado na pesquisa. Este manual apresenta os elementos que constituem a estrutura de um projeto de pesquisa e de um artigo científico bem como apresenta de forma geral as regras de apresentação, o resumo, a citação no texto e as referências. As orientações aqui apresentadas baseiam-se na norma para apresentação de artigo científico, que a partir deste ano passou a ser a Vancouver. REGRAS DO TRABALHO - O trabalho deverá ser realizado individualmente, com orientação de um professor da Faculdade, sendo facultativa a co-orientação. O co-orientador poderá ser do corpo docente ou externo, desde que em concordância com o orientador; o orientador deverá estar em concordância com o tema escolhido, que deve estar entre as suas especialidades; - O supervisor de estágio não poderá orientar o TCC e sim ajudar na elaboração do mesmo em especial, na coleta de dados. - O aluno deverá devolver o Termo de Compromisso com a definição do orientador em data estipulada pelo Coordenador do Curso. - No caso de possíveis publicações – artigos ou anais de congresso – o trabalho deverá ser encaminhado com o aval do orientador, constando o nome dos alunos, do professor, do coorientador, se houver, e da Faculdade. - O trabalho deverá ser defendido perante uma banca examinadora, composta por três membros na data estipulada pelo Coordenador do Curso de Fisioterapia. - Quando ocorrer reprovação na apresentação oral, o aluno fará as correções sugeridas pela banca examinadora e o trabalho deverá ser reapresentado oralmente no período estipulado como prova final. - As notas serão dadas logo após as apresentações e estarão no sistema da faculdade. As notas das reapresentações também serão dadas logo após as mesmas e estarão no sistema da faculdade. Se após a reapresentação o aluno for reprovado deverá este se matricular no próximo semestre e elaborar um novo artigo científico. 4 - Caso o aluno não atinja o mérito necessário na reapresentação, estará automaticamente reprovado na disciplina e consequentemente, não poderá colar grau. - Em casos de plágio diagnosticados pela banca avaliadora, o aluno não terá a oportunidade de realizar a reapresentação, sendo reprovado automaticamente na disciplina de Trabalho de Curso. - A entrega das etapas das atividades de TCC se dará nas datas fixadas pelo coordenador o curso, improrrogáveis, ao Coordenador do Núcleo de TCC, que receberá os documentos no horário e data pré estabelecida. - O aluno que não entregar a atividade ou que realize a entrega de forma intempestiva, em suas respectivas etapas, conforme reza o parágrafo anterior, terá atribuída nota zero. - Forma de avaliação: o aluno será avaliado de acordo com o Barema a seguir: BAREMA DE AVALIAÇÃO DO TCC - CURSO DE FISIOTERAPIA Título do artigo: _____________________________________________________________ Autor(a)/ Aluno(a): __________________________________________________________ Avaliador(a): _______________________________________________________________ AVALIAÇÃO DO TRABALHO ESCRITO Indicadores 1. Introdução clara e objetivo(s) bem definido(s) (1,0 ponto) 2. Metodologia descrita adequadamente (0,5 pontos) 3. Resultados claros e condizentes com objetivos e metodologia propostos (1,0 ponto) 4. Discussão apresenta citações oportunas e fiéis (1,0 ponto) 5. Conclusão coerente com os objetivos e resultados (0,5 ponto) 6. O trabalho traz informações de impacto/relevância para a fisioterapia? (0,5 pontos) 7. Inovação/Criatividade (0,5 pontos) SUBTOTAL 5 Pontuação AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO ORAL Indicadores 1. Lógica e organização na apresentação – demonstra, explica, generaliza e conclui? (1,0 ponto) 2. Utiliza argumentos oportunos e coerentes para demonstrar o estudo (1,0 ponto) 3. Formato e estrutura da apresentação adequada – fontes, cor, número de informações (1,0 ponto) 4. Tempo e postura (0,5 pontos) 5. Apresentação agregou informações valorizando a pesquisa? (1,0 p) 6. Linguagem verbal e não verbal (0,5 pontos) Pontuação SUBTOTAL TOTAL 1. PROJETO DE PESQUISA A DEFINIÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA A elaboração de um bom projeto de pesquisa é requisito essencial para que o pesquisador obtenha êxito e fundamentalmente de certas qualidades intelectuais e sociais do pesquisador de fazer um trabalho científico estritamente planejado e mais próximo da qualidade desejável. Desta forma é importante definir o que vem a ser o projeto. Este é “o documento explicitador das ações a serem desenvolvidas ao longo do processo de pesquisa”. O projeto de pesquisa precisa ser esclarecedor como se processa a pesquisa quais as etapas que vão ser desenvolvidas que seja suficientemente detalhado para proporcionar avaliação do processo de pesquisa. A IMPORTÂNCIA DO PROJETO DE PESQUISA O projeto de pesquisa tem a condição de nortear as atividades do pesquisador, evitando dispêndios desnecessários de energia e a eventual produção de um trabalho assistemático e confuso, em descompasso com o que se espera da atividade científica. Lakatos e Marconi (1991) apontam nesta direção quando asseveram que “O projeto é uma das etapas 6 componentes do processo de elaboração, execução e apresentação da pesquisa. Esta necessita ser planejada com extremo rigor, caso contrário o investigador, em determinada altura, encontrar-se-á perdido num emaranhado de dados colhidos, sem saber como dispor dos mesmos ou até desconhecendo seu significado e importância”. O projeto de pesquisa é de extrema importância prática para o pesquisador, na medida em que lhe serve de “cartão de visitas”, seja para obter o financiamento necessário para a consecução de seus objetivos, seja para convencer um bom mestre a abraçar a pesquisa na condição de orientador, ora para superar os processos seletivos dos cursos de pós-graduação, ora para enfrentar as chamadas pré-bancas, instituídas pelas instituições de ensino justamente para a análise do quanto projetado por cada aluno. A ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA Diante da quantidade de temas e problemas que podem ser objeto de pesquisas variadas e distintas, é impossível a existência de um formulário a ser observado quando da elaboração de qualquer projeto de pesquisa. “Não se pode falar num roteiro rígido para elaboração de projetos de pesquisa”, e sim, em elementos considerados como imprescindíveis, sobretudo em casos de projetos de pesquisa vinculados a teses e dissertações. INTRODUÇÃO O primeiro item a ser considerado em um projeto de pesquisa é o da introdução. Sugere-se a divisão em quatro seções. A primeira é a da justificativa, que consiste na revelação dos motivos pelos quais o tema foi escolhido e na defesa da relevância do quanto pesquisado. A segunda destina-se à definição e delimitação do problema, em tarefa tão complexa e vital para o projeto de pesquisa e para o resultado desta. A terceira parte é a revisão de literatura. A quarta e última é a dos objetivos e/ou hipóteses. “recomenda-se, portanto, que em sua redação [dos objetivos] sejam utilizados verbos de ação, como identificar, verificar, descrever e analisar. Quando a pesquisa envolve hipóteses, é necessário deixar explícitas as relações previstas entre as variáveis”. 7 METODOLOGIA Item essencial a um projeto de pesquisa. No item metodologia devem ser descritos os métodos e os procedimentos que serão adotados ao longo da pesquisa. Devido a imensa variedade de pesquisas há necessidade da escolha de determinado método. A pesquisa poderá ser do tipo exploratória, descritiva ou explicativa. O tipo de delineamento, a seu turno, levará a uma pesquisa experimental, a um levantamento, a um estudo de caso, a uma pesquisa bibliográfica, dentre outras possibilidades. Diante destas opções, o projeto deverá indicar, portanto, o tipo da pesquisa e do delineamento de que se trata. O pesquisador deverá atentar, ainda, para a população e a amostragem, que deverão ser especificadas no projeto de pesquisa, sobretudo nos casos em que tiver que limitar o seu campo de análise. Deverá, assim, mencionar qual é o todo e qual a parte destacada para o estudo científico, explicitando as razões de tal escolha. Na metodologia, ainda há a coleta de dados. Deve ser dado ênfase aos dados colhidos mediante pesquisas de campo, ou seja, obtidos mediante questionários, entrevistas, etc. Encerra-se o item destinado à metodologia com a exposição dos caminhos que deverão ser seguidos para a análise dos dados, cuja coleta foi mencionada acima. CRONOGRAMA Trata-se das estimativas das datas para o cumprimento de cada etapa. Tem grande importância na medida em que quem financia pesquisas necessita e exige a entrega do resultado após certo prazo. SUPRIMENTOS E EQUIPAMENTOS O pesquisador deverá prever todo o material necessário para a produção do trabalho científico. Ao criteriosamente observar tal necessidade, trazendo tal previsão no corpo do projeto de pesquisa, não correrá o risco de perder a concentração na resolução do problema que definiu e delimitou por força da falta de suprimentos ou inadequação de equipamentos. 8 CUSTO DO PROJETO Este item tem sua maior importância na medida em que haja o interesse de obter financiamento para a pesquisa. Para ser adequado, o orçamento deverá considerar os custos referentes a cada fase da pesquisa. O ESTILO DO TEXTO A necessidade de elaborar um projeto de pesquisa pode levar a dúvidas quanto ao modo de redigir o documento respectivo. Mesmo em se tratando de pesquisador com amplo domínio do vernáculo e da escrita, deve-se seguir orientações para que as finalidades do projeto sejam plenamente atingidas. Impessoalidade - ao redigir o projeto, o pesquisador deverá usar uma redação impessoal, na terceira pessoa. Objetividade - usar uma linguagem direta, evitando ponderações desnecessárias e opiniões pessoais desprovidas de fundamentos e de comprovações. Clareza - evitar ambiguidades que levem o intérprete a interpretações dúbias. Para tanto, torna-se imprescindível o cuidado com as palavras apropriadas. Textos prolixos tendem à obscuridade. Precisão - A precisão da linguagem pode ser vista sob dois aspectos. O primeiro diz respeito ao vocabulário técnico de cada ciência, que deverá ser rigorosamente observado. Eis a razão pela qual os chamados dicionários técnicos são imprescindíveis para a redação do projeto de pesquisa. O segundo aspecto, por sua vez, é atinente ao cuidado com o uso de certos advérbios, adjetivos e expressões. Deve-se evitar o uso de adjetivos que não indiquem claramente a proporção dos objetos, tais como: pequeno, médio e grande, bem como expressões do tipo: quase todos, uma boa parte etc. Também devem ser evitados advérbios que não explicitem exatamente o tempo, o modo e o lugar, como, por exemplo: recentemente, antigamente, lentamente e provavelmente. Expressões como ‘nem todos’, ‘praticamente todos’, ‘vários deles’ são interpretadas de formas diferentes e tiram a força das afirmativas. Melhor seria indicar: ‘cerca de 90%’, ‘menos da metade’, ou, com mais precisão: ‘93%’, ‘40%’. 9 Coerência - A redação deverá atentar para a coerência na medida em que, na visão do autor as ideias sejam apresentadas sequenciadas e ordenadamente. Com a divisão do projeto de pesquisa em partes visando uma melhor arrumação do texto, cada título do documento haverá de ser iniciado por verbos ou substantivos. Outra advertência diz respeito aos parágrafos onde cada um deles “deve referir-se a um único assunto e iniciar-se de preferência com uma frase que contenha a ideia-núcleo do parágrafo – o tópico frasal”. Adverte-se, ainda, para a necessidade da existência de um mínimo de encadeamento entre os parágrafos, onde deve-se “evitar a criação de um texto no qual os parágrafos sucedem-se uns aos outros como compartimentos estanques, sem nenhuma fluência entre si”. Concisão – as ideias devem ser expostas em poucas palavras, “períodos longos, abrangendo várias orações subordinadas”, devem ser evitados, pois tornam a leitura pesada. Simplicidade – A linguagem é um meio e não um fim em si mesma. Assim, é distorcida a conduta de quem escreve “mais para impressionar do que para expressar”. O uso de sinônimos pelo simples prazer da variedade e o abuso dos jargões técnicos, não conferem autoridade a ninguém e muitas vezes constitui artifício para encobrir a mediocridade. O autor adota uma posição radical, na medida em que o excessivo apego à simplicidade também pode levar a uma redação simplória, a qual, certamente, não se coaduna com a linguagem acadêmica. O certo é que o pesquisador deve usar o bom senso com o escopo de atingir o meio termo entre o palavreado excessivamente elegante e a linguagem empobrecida. ASPECTOS GRÁFICOS DO TEXTO * Digitação e paginação - o papel a ser usado deverá ser branco e em formato A4, com digitação apenas no anverso. Existe a possibilidade do uso do espaço dois ou três entre as linhas. A primeira opção, todavia, é a mais habitual. As margens superior e esquerda deverão ser de 3 cm. A inferior e a direita, por sua vez, serão de 2 cm. O início dos parágrafos deverá ter espaço de 10 toques. * Organização das partes e titulação – sugere-se a adoção do sistema da numeração progressiva das seções. O texto de cada seção pode incluir vários parágrafos e também utilizar alíneas (representadas por letras minúsculas) para relacionar itens de conteúdo pouco extenso. 10 * Disposição do texto - A disposição do texto, assim como a estrutura do projeto de pesquisa, variará de acordo com a especificidade do que se pretende pesquisar. A “disposição mais usual” é composta por capa, folha de rosto, lista de ilustrações, sumário, introdução, revisão bibliográfica preliminar, metodologia, cronograma, suprimentos e equipamentos, custos, anexos e/ou apêndices e referências bibliográficas. Anexos dizem respeito a documentos não produzidos pelo autor do projeto de pesquisa, e apêndices dizem respeito a documentos produzidos pelo autor do projeto de pesquisa * Citações – As constantes mudanças das normas levam à necessidade de atenta atualização de procedimentos. A norma utilizada será a Vancouver. * Ilustrações - as ilustrações são os gráficos, fotografias, mapas, esquemas, desenhos, quadros, fórmulas, tabelas e outros. À exceção destas, todas as demais espécies são designadas como figuras. As ilustrações devem ser numeradas em sequência própria e com títulos grafados em letras minúsculas, à exceção da inicial da frase e de nomes próprios. Por oportuno, torna-se pertinente lembrar que a elaboração das tabelas deve seguir as regras específicas do IBGE. * Notas de rodapé – Recomenda-se a utilização das notas de rodapé somente para explicações complementares que, uma vez indispensáveis, fogem à linha de raciocínio seguida pelo texto. * Referências bibliográficas - a maneira de citar as referências bibliográficas também deriva das normas Vancouver, enfrentando constantes e sucessivas modificações. CONCLUSÃO Um projeto de pesquisa bem elaborado serve para orientar o pesquisador mantendo assim o rigor científico para que o trabalho tenha uma validação acadêmica, os cuidados a serem tomados na elaboração do projeto de pesquisa, na elaboração de questionários, na condução de entrevistas, no rigor metodológico, e a importância na relevância do problema, bem como a experiência e conhecimento do mesmo, não pode ser cerceada. Assim, à exceção das normas técnicas da ABNT, que deverão ser rigorosamente seguidas. 11 2. PROJETO DE PESQUISA É aconselhável que antes da elaboração do artigo monográfico propriamente dito, seja elaborado um projeto, contendo todas as etapas previstas para sua realização, para que seja avaliada a viabilidade do estudo. Os projetos propostos podem ser de natureza teórica, baseados em pesquisa bibliográfica sobre um único tema, ou ainda conter pesquisa de campo, quando ocorre coleta de dados. Neste último caso, aconselha-se o orientador a encaminhar o trabalho para um comitê de ética em pesquisa, para que os participantes possam receber a carta de informação e assinar o termo de consentimento. 2.1 O ORIENTADOR Cabe ao coordenador definir quantos trabalhos os professores poderão orientar no ano. E ao orientador quais os temas de seu interesse. As orientações de artigo ou monografia deverão ser divididas proporcionalmente ao número de professores do curso. O orientador acompanha o estudo e direciona os caminhos e métodos a serem adotados. Ao orientador cabe ainda prezar pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos e incentivar o aluno a divulgar os resultados de seu estudo em encontros científicos, com o objetivo de ampliar sua formação e experiência em participação de eventos e levar o nome da Faculdade à comunidade científica. 2.2 A NORMA VANCOUVER É a forma utilizada para a apresentação de trabalhos científicos nos cursos da área de Saúde, dentre os quais: monografia, tese, papers, projetos de pesquisa, artigos científicos, resenhas, modelos de monografia, apresentações de trabalhos, trabalho de conclusão de curso – TCC. Este método foi elaborado pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas – ICMJE (http://www.icmje.org ) e baseia-se, em grande parte, no padrão ANSI, adaptado pela U.S. National Library of Medicine (NLM). Esse guia propõe mostrar as informações básicas que servirão de apoio na elaboração dos trabalhos a serem desenvolvidos. Toda informação complementar, entretanto, poderá ser encontrada no site acima e disponível na Biblioteca da Faculdade. 12 2.3 NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Preferencialmente o aluno deverá apresentar um projeto de pesquisa para o orientador, para que seja elaborada a metodologia da forma mais adequada e verificada a viabilidade de execução do projeto. O projeto deverá conter: Capa e folha de rosto Conforme modelo sugerido: Capa Folha de Rosto FACULDADE IBES FACULDADE IBES ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE FISIOTERAPIA CURSO DE FISIOTERAPIA TÍTULO DO TRABALHO TÍTULO DO TRABALHO Autor do Trabalho Projeto de pesquisa apresentado Autor do Trabalho como exigência parcial para Graduação em Fisioterapia sob a orientação do Prof...................... 13 Salvador-Ba Salvador- Ba MÊS/ANO MÊS/ANO Introdução Na introdução o autor do texto introduz o leitor ao tema que será abordado. Cabe aqui citar outros estudos semelhantes na área, pontos a favor e pontos contra o tema a ser discutido. A introdução contém o referencial teórico que norteia o trabalho e é o espaço que fundamenta a ideia a ser estudada. Objetivos Os objetivos de um estudo determinam o que se vai investigar e o que pretende se alcançar com o estudo. Deve ser citado com palavras que determinem o que será realizado: estudar, comparar, discutir, averiguar, investigar... O objetivo deve ser escrito de forma clara e concisa, situando os leitores em relação ao foco do estudo. Ex: Este estudo tem como objetivo investigar a produção de artigos científicos sobre ........ em revistas indexadas no período de 1993 a 2003. Método No método deverão ser expostas as características dos participantes do estudo, o local onde o mesmo será realizado e os procedimentos para realização do mesmo. Cabe esclarecer que o tipo de pesquisa deverá ser discutido com o orientador, podendo tratar-se de estudo quantitativo ou qualitativo e de pesquisa bibliográfica ou de campo, ficando a critério do orientador essas categorias de definições. Sujeitos ou Participantes Neste item, deverá ser descrito quem serão os participantes da pesquisa, no caso de estudos com coleta de dados em campo. Deverá ser esclarecido ao leitor como ocorrerá a seleção dos sujeitos, os critérios de inclusão e exclusão, e as características do grupo a ser estudado: sexo, faixa etária, diagnóstico, entre outras. Local 14 A instituição de vínculo do trabalho será sempre o Instituto Baiano de Ensino Superior, porém, há possibilidade de realização de coleta de dados em outra instituição, que deverá ser contatada, garantindo-se sigilo das informações e do nome do local, conforme recomendações dos comitês de ética em pesquisa. A instituição deverá autorizar, por meio de seus representantes legais, a coleta de dados no local. No caso de realização do estudo em local externo à Faculdade, deverá aparecer neste item a indicação “Os dados serão coletados em uma instituição de educação especial da região de Salvador, que atende pessoas com deficiências múltiplas...” Procedimentos Neste item deverão constar as formas para coleta de dados, indicando se serão utilizadas pesquisas em bases de dados, por exemplo, a Bireme, ou se os dados serão coletados por meio de avaliações, entrevistas, aplicação de questionários, entre outras. Cronograma de Estudo O cronograma do estudo quantifica o tempo necessário para atingir cada etapa a ser realizada. Uma boa pesquisa segue rigorosamente o cronograma proposto. Referências Bibliográficas As referências bibliográficas devem ser listadas seguindo as normas VANCOUVER. Constarão livros, artigos, revistas científicas, dissertações e teses, sites oficiais da Internet... 3. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA “Um projeto de pesquisa é essencial para uma boa investigação. Consiste num plano de ação que norteia o pesquisador, ajuda a visualizar melhor seu objeto de estudo, orienta os caminhos a percorrer, amadurece a formulação das hipóteses e desenha o mapa metodológico. Ele objetiva antever as etapas a cumprir para efetivar a sua investigação. Constitui-se assim um eficaz roteiro de trabalho.” 15 SUMÁRIO Elemento obrigatório, é a listagem das principais divisões, seções e outras partes de um documento refletindo a organização do texto. Obs: Não tem paginação nele. 1. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA ou TEMA É o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Responde a pergunta o que fazer? Delimitação do tema, área de interesse e contexto de estudo. Deve estar relacionado com o objetivo do seu estudo. Pode ser identificado a partir de uma necessidade pessoal ou curiosidade do pesquisador. A delimitação do tema é o enquadramento do mesmo nas suas possibilidades operacionais. É o espaço onde você comunica o assunto com entusiasmo. Quanto mais delimitado o tema, mais factível se torna e todo o desenvolvimento posterior da pesquisa flui positivamente. Obs: Use no máximo uma página para delimitação do problema. Uso de citações é opcional. 2. PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO Uma única pergunta de investigação. Nada mais é, do que transformar seu título em uma pergunta, usando a “?”no final. 3. QUADRO TEÓRICO Nesta etapa o pesquisador vai mostrar as correntes teóricas existentes sobre o tema escolhido. A fundamentação teórica (que nasce a partir das leituras). Contextualize as teorias existentes (Procure em livros). Deve conter indiretamente: o que o(a) levou a estudar este tema? 4. OBJETIVOS Dividem-se em objetivo geral e objetivos específicos. Responde a pergunta para que fazer? 4.1 OBJETIVO GERAL Referem- se ao rumo da pesquisa ao indicar o que se pretende investigar. Um único objetivo de alcance maior (principal, geral) e objetivos específicos (se necessário). 16 O objetivo geral tem uma visão panorâmica de todo o processo a ser percorrido. Procura dar uma visão geral do assunto. Indica o que se pretende alcançar na pesquisa. 4.2 OBJETIVO ESPECÍFICO Já os objetivos específicos, dado o seu pluralismo, ocupam-se dos detalhes que, bem conduzidos, auxiliam nas respostas ao problema de pesquisa. Denota as questões mais específicas da pesquisa, identifica conteúdos que carecem ser aprofundados. 5. REVISÃO DE LITERATURA Síntese do estado da arte do conhecimento. Nesta etapa o pesquisador tenta mostrar o conhecimento prévio que possui a respeito do tema-problema a ser pesquisado. Deve fazer um encadeamento lógico entre as leituras mais gerais e específicas e as contribuições mais atualizadas. O que se sabe sobre o tema da pesquisa de investigação, concordâncias, controvérsias, discordâncias, razões, interpretações. Avaliação crítica do conhecimento atual. (Procure em artigos). Obs: Sugere-se utilizar artigos recentes, em torno de 5 anos, e no máximo 10 anos. 6. JUSTIFICATIVA A justificativa esclarece por que fazer a pesquisa e até onde ela pretende chegar. Justificar significa elencar as razões que nos levam a estudar algo, tendo como referência os motivos individuais, os de interesse da ciência e os de relevância social. CONSISTE NUMA EXPLICAÇÃO SUCINTA, PORÉM COMPLETA, DAS RAZÕES DE ORDEM TEÓRICA E DOS MOTIVOS DE ORDEM PRÁTICA QUE TORNAM IMPORTANTE A REALIZAÇÃO DA PESQUISA. Apresenta a discussão da viabilidade operacional para o desenvolvimento do projeto. Qual a importância de se estudar o tema? Porque é importante fazer este estudo? Relevância... O que esse estudo trará de inovador em relação aos já realizados? (procure em artigos científicos) 17 A melhor justificativa consiste na ausência de estudos, o que falta estudar naquela área considerando-se pequeno número de estudos naquela área. Obs: Não apresenta citações de autores. 7. HIPÓTESE Pressuposto ou afirmação prévia, antes de realizada a pesquisa. Responde a sua pergunta de investigação. As hipóteses, mais utilizadas na pesquisa quantitativa, são prováveis respostas ao problema. As questões de pesquisa, próprias dos estudos qualitativos, são perguntas desdobradas a partir do problema formulado. 8. MATERIAL E MÉTODOS ou METODOLOGIA DA PESQUISA A metodologia define o tipo de pesquisa que se pretende fazer e os pressupostos teóricometodológicos que se pretende utilizar, estabelecendo o seu delineamento. É fundamental que a revisão bibliográfica já esteja concluída para que a abordagem metodológica da pesquisa fique bem encaminhada. Responde a pergunta como fazer? Deve-se ligar o suporte teórico-metodológico às técnicas que permitam a coleta de informações e a sua análise. Além disso, é necessário indicar as fontes primárias (população, amostra, corpus, etc.), ou seja, onde são coletados os dados e quais os instrumentos a ser utilizados na busca e na análise dos mesmos. Questionários, roteiros para entrevistas e para observações, ainda que preliminares, devem ser anexados ao projeto. - Qual é o método que vai ser utilizado? - Objeto de pesquisa (vai estudar o quê? Definir a população, o local) - Critérios de inclusão e exclusão - Instrumentos de coleta de dados (entrevista, observação, questionário, prontuário, etc ...) - Material - Procedimentos (descrever as etapas para que todos os procedimentos realizados sejam iguais em todos os pacientes) - Análise dos dados – como os dados serão estatisticamente analisados 18 Exemplos de estudos: Estudo descritivo (Revisão de literatura) 8.1 Desenho do estudo 8.2 Bases de dados 8.3 Período da coleta 8.4 Palavras-chave 8.5 Critérios de inclusão e exclusão Estudos quantitativos (Pesquisas de campo) 8.1 Desenho do estudo 8.2 População e área: Onde será feito o estudo?/ Critérios de inclusão e exclusão/Amostragem. 8.3 Fonte de dados: Dados primários, secundários? 8.4 Coleta de dados: Estudo piloto? Estrutura da coleta. Período da coleta. 8.5 Instrumentos de investigação: Questionários, formulários. Validados? Por que não? Escore, escalas? 8.6 Definição de Variáveis: É bom que você tenha homogeneidade de variância. a) Variável dependente: o que quero medir b) Variável independente: aquela que você modifica para comparar em níveis, o que você manipula. diferentes métodos de intervenção aplicados c) Variável interveniente: variáveis possíveis de intervirem nos resultados (fatores mascaradores). Possível de interferir nos dois grupos. 8.7 Plano de análise dos dados 8.8 Aspectos éticos 9. ORÇAMENTO Responde à questão com quanto? Custo da pesquisa. Quem vai patrocinar? O orçamento distribui os gastos por vários itens, que devem necessariamente ser separados. Inclui: 19 - pessoal – do responsável (aluno) aos auxiliares de campo (estatístico) - material – elementos consumidos no processo de realização da pesquisa, como papel, caneta, lápis, cartões, digitação, xérox, encadernação, etc. 10. CRONOGRAMA Todo trabalho científico pressupõe de planejamento. O pesquisador deve indicar no seu projeto as várias etapas, distribuindo-as no tempo disponível para as atividades previstas pela pesquisa. A elaboração do cronograma responde á pergunta quando? O cronograma contém elementos que informarão as fases da pesquisa. Delineia a sequência da investigação, mostrando procedimentos e períodos de execução, conforme sugestão do modelo a seguir: 2012 Jul Ago Set Out Nov 2013 Dez Jan Fev Mar Abr Maio Junh Revisão de Literatura Leitura/Documentação Coleta de Dados Análise dos Dados Elaboração Relatório Redação Entrega Apresentação (defesa) 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Item obrigatório onde deve constar todas as fontes bibliográficas, documentais e eletrônicas que foram consultadas e indicadas na elaboração do projeto. São as referências citadas no texto do seu projeto. 20 As regras segundo as quais as obras são referenciadas obedecem à orientação da VANCOUVER– e constam no Manual de TCC da Faculdade IBES e foi entregue em mãos na disciplina, como também encaminhado via e-mail. 12. ANEXOS (se houver) Os anexos compreendem: termo de consentimento livre e esclarecido, Instrumento de coleta de dados - questionário, roteiro de entrevista, escalas, protocolos, etc. Dicas: 1. O projeto, em seus vários pontos, pode ser alterado no decorrer da pesquisa. Isto é normal e até positivo, uma vez que revela eventuais descobertas de dados novos e aprofundamento das ideias do pesquisador. 2. Os itens deste roteiro podem ser reduzidos, ampliados ou estruturados em outra ordem, de acordo com a natureza da pesquisa a ser desenvolvida e principalmente pela exigência do Comitê de Ética que será submetida a pesquisa. 3. Um projeto bem feito e organizado significa uma pesquisa bem feita! 3. O ARTIGO CIENTÍFICO “Artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento.” (NBR 6022) O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou na análise de uma questão. Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: podem fazer parte quer de questões que historicamente são polemizadas, quer de problemas teóricos ou práticos novos. 21 A pesquisa é um processo de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novo conhecimento e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. (CLARK, 2002). Ander-Egg vai além: para ele, a pesquisa é um procedimento reflexivo, sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento, requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais. (MARCONI, 1999). A fim de merecer o qualificativo de científica, a pesquisa deve obedecer aos rigores que impõe o método científico, devendo ser feita de modo sistematizado, utilizando para isto método próprio e técnicas específicas, procurando um conhecimento que se refira à realidade empírica. (RUDIO, 2001). Para Lakatos e Marconi (1991) os artigos científicos têm as seguintes características: a) não se constituem em matéria de um livro; b) são publicados em revistas ou periódicos especializados; c) permitem ao leitor, por serem completos, repetir a experiência. O Journal of the Health Sciences Institute = Revista do Instituto de Ciências da Saúde 1. O artigo científico pode ser: a) Original ou divulgação: apresenta temas ou abordagens originais e podem ser: relatos de caso, comunicação ou notas prévias. b) Revisão: os artigos de revisão analisam e discutem trabalhos já publicados, revisões bibliográficas etc. 2. Estrutura do texto O artigo científico tem a mesma estrutura dos demais trabalhos científicos: 2.1 Pré-textual 2.2 Textual 2.3 Pós-textual 22 2.1 Elementos pré-textuais a) o título e subtítulo (se houver) devem figurar na página de abertura do artigo, na língua do texto; b) a autoria: Nome completo do(s) autor(es) na forma direta, acompanhados de um breve currículo que o (s) qualifique na área do artigo; c) o currículo: incluindo endereço (e-mail) para contato, deve aparecer em nota de rodapé; d) resumo na língua do texto: O resumo deve apresentar de forma concisa, os objetivos, a metodologia e os resultados alcançados, não ultrapassando 250 palavras. Não deve conter citações “Deve ser constituído de uma seqüência de frases concisas e não de uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular” ativa”. Deve apresentar os seguintes itens: OBJETIVO (objetivos do estudo baseado em referências fundamentais), MÉTODOS (descrição do objeto do trabalho tais como, pacientes, animais, e a metodologia empregada), RESULTADOS (ordem lógica sem interpretação do autor) e CONCLUSÕES (vincular as conclusões ao objetivo do estudo). e) palavras-chave na língua do texto: elemento obrigatório, devem figurar abaixo do resumo, antecedidas da expressão. 2.2 Elementos textuais - Para os artigos originais seguir o formato: Introdução, Métodos, Resultados, Discussão, Conclusões, Agradecimentos (opcional) e Referências. - Os casos clínicos devem apresentar uma Introdução concisa, breve Revisão de Literatura, Relato do Caso, Discussão e Conclusões, que podem incluir recomendações para conduta dos casos relatados, Agradecimentos (opcional) e Referências. - As revisões de literatura devem apresentar: Introdução, Revisão de Literatura, Discussão e Conclusões. - Redigir o texto sempre que possível na terceira pessoa e de forma impessoal. 23 2.2.1 Introdução Na introdução deve-se expor a finalidade e os objetivos do trabalho de modo que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado. De modo geral, a introdução deve apresentar: a) o assunto, objeto de estudo; b) o ponto de vista sob o qual o assunto foi abordado; c) trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema; d) as justificativas que levaram a escolha do tema, o problema de pesquisa, a hipótese de estudo, o objetivo pretendido, o método proposto, a razão de escolha do método e os principais resultados.” 2.2.2 Desenvolvimento Parte principal e mais extensa do trabalho, deve apresentar a fundamentação teórica, a metodologia, os resultados e a discussão. 2.2.3 Conclusões a) as conclusões devem responder às questões da pesquisa, correspondentes aos objetivos e hipóteses; b) devem ser breve podendo apresentar recomendações e sugestões para trabalhos futuros; c) para artigos de revisão deve-se excluir material, método e resultados. 3.3 Elementos Pós-Textuais a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira; b) resumo em língua estrangeira: versão do resumo na língua do texto; c) palavras-chave em língua estrangeira: versão das palavras-chave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira; d) notas explicativas: a numeração das notas é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para cada artigo. Não se inicia a numeração em cada página; e) referências: Elemento obrigatório, constitui uma lista efetivamente citados no texto. f) glossário: elemento opcional elaborado em ordem alfabética; 24 ordenada dos documentos g) apêndices: Elemento opcional. “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar o texto principal.” h) anexos: Elemento opcional, “texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.” i) agradecimentos. Elemento opcional 3. Ilustrações As ilustrações (quadros, figuras, fotos, etc), devem ter uma numeração seqüencial. Sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordem de ocorrência do texto, em algarismos arábicos, do respectivo título, a ilustração deve figurar o mais próximo possível do texto a que se refere. 4. Tabelas Conforme o IBGE (1993) as tabelas devem ter um número em algarismo arábico, seqüencial, inscritos na parte superior, a esquerda da página, precedida da palavra Tabela. Exemplo: Tabela 5 ou Tabela 3.5 4.1 Título: devem conter um título por extenso, inscrito no topo da tabela, para indicar a natureza e abrangência do seu conteúdo 4.2 Fonte: a fonte deve ser colocada imediatamente abaixo da tabela em letra maiúscula/minúscula para indicar a autoridade dos dados e/ou informações da tabela, precedida da palavra Fonte. 5. Indicativo de seção: O Indicativo Numérico da seção precede o título [da seção] alinhado à esquerda. “Não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer outro sinal após o indicativo da seção ou de seu título.” 6. Fonte: Conforme estilo VANCOUVER deve-se usar a fonte arial, corpo 12 para o texto e para as referências. Para as citações longas, notas de rodapé, paginação, legendas das ilustrações e tabelas, usar tamanho menor (9 ou 10). 25 7. Referências - Devem ser citadas por ordem de aparição no texto, numeradas em ordem crescente, e normatizadas de acordo com o estilo VANCOUVER. - As referências são apresentadas em ordem alfabética de autor e alinhadas somente à margem esquerda. As referências têm espaçamento simples e duplo entre si. A seguir enumeraremos as referências utilizadas neste material, como também, as que o aluno deverá utilizar para elaborar, tanto o projeto de pesquisa, quanto o artigo científico. FRANÇA, Júnia Lessa et al. Manual para normalização de publicações tecnicocientificas. 6. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: UFMG, 2003. 230 p. GUSMÃO, S. & SILVEIRA, R. L. Redação do Trabalho Científico na área biomédica. Rio de Janeiro: Revinter IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. 1993. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia cientifica. 3. ed. rev. e ampl. SãoPaulo: Atlas, 1991. 270 p. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. GUSMÃO, S. & SILVEIRA, R. L. Redação do Trabalho Científico na área biomédica. Rio de Janeiro: Revinter. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1992, p.90-93. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2002, p.131-132 4. ROTEIRO DE ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO Artigo de Periódico: “ Texto com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”. ABNT – NBR 6022 26 4.1 Introdução e objetivo Identificação do problema estudado; contextualização (importância, e por que responder esta pergunta, o propósito do artigo); magnitude do problema e impacto potencial do conhecimento; uma síntese do que já se sabe (estado da arte) – investigação, limitar-se ao tema e a pergunta de concordâncias, consistências, conflitos, controvérsias, discordâncias, razões, interpretações; (principalmente nos artigos de revisão) Identificar lacunas do conhecimento, perspectivas de avanço; ressaltar a importância das respostas que poderá encontrar e justificar o estudo; FINALIZE SEMPRE COM O OBJETIVO GERAL. 4.2. Material e Métodos 4.2.1 Desenho do estudo e apresentação geral da arquitetura e lógica da pesquisa como um todo. 4.2.2 População e área (amostragem - tipo, tamanho, exclusão, quem foi elegível e por que). Caso exclua parte da população, justifique. Quais as características mais importantes para a análise? Critérios de elegibilidade e exclusão; Amostragem 4.2.3 Fonte de dados e época da realização do estudo De onde se originaram os dados? Fontes secundárias ou primárias? Qual a Qualidade do dados? Individuais ou agregados. Mais de uma fonte de dados? Como elas se compatibilizam? Informações sobre a qualidade/cobertura da base de dados. 4.2.4 Coleta de Dados (quem fez, como fez e cuidados) Procedimentos realizados para a definição da população, obtenção de consentimento livre e esclarecido, e a obtenção dos dados em geral. Exame físico? testes diagnóstico? Qual a estrutura da coleta (fases ou etapas da pesquisa)? Estudo piloto? De calibração dos instrumentos? Cuidados empregados para evitar recusas. Procedimentos para evitar vieses (tendenciosidades). 4.2.5 Instrumentos de investigação Questionários, fichas, formulários (foram validados?). 27 Utilizou algum escore, escalas, índices empregados por outros autores? (por exemplo para diagnóstico) Técnicas de aplicação. Qualificação dos aplicadores. Treinamento; Cuidados com a padronização de técnicas e procedimentos Manejo de anonimato e confidencialidade (Aspectos éticos). 4.2.6 Definição de variáveis Dependente, independente e covariáveis. Modo de codificação ou tratamento para a análise de variáveis contínuas ou categoriais. 4.2.7 Plano de Análise Etapas da análise: descritiva. Houve necessidade de se excluir dados? Medidas utilizadas para avaliação de hipóteses (proporções - prevalência, incidência, médias, comparações - razão, diferença, risco, correlação, etc). Inferência estatística será utilizada? Que testes? Autores? Valor definido para o alfa (que seu achado foi por acaso). 4.3. Resultados Inicie com a apresentação da população do estudo - tamanho, recusas, perdas, retiradas e como ficou no final. Dados descritivos da população do estudo de acordo com a intervenção/tratamento, etc (variável independente principal). Apresente os dados de cada tabela ou gráfico mencionando apenas os mais importantes para a sua discussão. Alguns dados poderão ser apresentados apenas no texto e não nas tabelas. Algumas revistas somente consideram os resultados estatisticamente significantes; Não se pode incluir nesta seção interpretações ou explicações apenas os dados. 4.4. Discussão Retome as principais perguntas /objetivo do estudo (no primeiro parágrafo). Interprete os seus resultados buscando explicações para o que encontrou, à luz de teorias que você abordou no seu referencial teórico. Compare os seus resultados criticamente com os dados existentes na literatura (com base na revisão que você fez). 28 Apresente os vieses que poderiam ter acontecido e que distorceriam os seus resultados (diagnóstico, de medidas etc.) Indique as vantagens metodológicas, operacionais, de custo, benefício, impacto etc. do seu estudo. O que tem de inovador no seu estudo? Limitações, como recusas, avanços metodológicos ainda insuficientes, técnicas? instrumentos? etc. Explicite como os erros poderão afetar ou não os seus resultados. As perspectivas para outras investigações, e também para as mudanças nas práticas de saúde, etc. ou melhoria do bem estar da população. 4.5 Conclusão Finalize com suas palavras. A conclusão final. Cabe ressaltar a importância de outras e futuras investigações. 4.6 Agradecimentos (opcional) Conforme estilo VANCOUVER. 4.7 Referências bibliográficas Devem ser citadas por ordem de aparição no texto, numeradas em ordem crescente, e normatizadas de acordo com o estilo VANCOUVER. Não devem ultrapassar o número de 30, exceto nos artigos de revisão que podem ter até 50 referências. “ A tarefa de gerar a incerteza: essa é a função da pesquisa da universidade. A tarefa de administrar a incerteza, de dar condições aos indivíduos de viver com a incerteza: essa é a função do ensino – ou melhor, educacional – da universidade.” Ronald Barnett Bom trabalho!!!!!!!!!! 29